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Numero do processo: 14485.002090/2007-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 09 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2004
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE INFORMAR A TOTALIDADE DOS FATOS GERADORES EM GFIP. AUTO DE INFRAÇÃO. INTERDEPENDÊNCIA DO DESFECHO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL.
Há interdependência entre os Autos de Infração das obrigações principais e acessórias quando relacionadas à omissão de informações da totalidade dos fatos geradores no documento declaratório denominado GFIP, de sorte que o cancelamento da obrigação principal, acaba por fulminar o Auto de Infração da obrigação acessória correspondente.
Numero da decisão: 2201-004.798
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DANIEL MELO MENDES BEZERRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 30/06/2004 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DEIXAR DE INFORMAR A TOTALIDADE DOS FATOS GERADORES EM GFIP. AUTO DE INFRAÇÃO. INTERDEPENDÊNCIA DO DESFECHO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. Há interdependência entre os Autos de Infração das obrigações principais e acessórias quando relacionadas à omissão de informações da totalidade dos fatos geradores no documento declaratório denominado GFIP, de sorte que o cancelamento da obrigação principal, acaba por fulminar o Auto de Infração da obrigação acessória correspondente.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
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DEIXAR DE INFORMAR A TOTALIDADE DOS FATOS GERADORES EM GFIP. AUTO DE INFRAÇÃO. INTERDEPENDÊNCIA DO DESFECHO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. Há interdependência entre os Autos de Infração das obrigações principais e acessórias quando relacionadas à omissão de informações da totalidade dos fatos geradores no documento declaratório denominado GFIP, de sorte que o cancelamento da obrigação principal, acaba por fulminar o Auto de Infração da obrigação acessória correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente (assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 48 5. 00 20 90 /2 00 7- 67 Fl. 623DF CARF MF Processo nº 14485.002090/200767 Acórdão n.º 2201004.798 S2C2T1 Fl. 624 2 Tratase de Recurso Voluntário contra o acórdão nº 1627.085 11ª Turma da DRJ/SP1, que julgou procedente em parte a impugnação apresentada pelo sujeito passivo visando desconstituir o Auto de Infração AI n° 37.049.0614, de 18/12/2006, lavrado por infração ao disposto no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5o , da Lei n.° 8.212, de 24/07/1991, na redação da Lei n.° 9.528, de 10/12/1997, e no artigo 225, inciso IV e parágrafo 4º , do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, tendo em vista que ela deixou de informar nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP entregues na rede bancária fatos geradores de contribuições previdenciárias valores pagos a segurados empregados e contribuintes individuais, nas competências de 01/1999 a 06/2004, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração de fl. 41/43, vol. 1. O Relatório Fiscal da Infração menciona que os fatos geradores não declarados em GFIP corresponden às contribuições não declaradas por meio das Notificações Fiscais de Lançamento de Débito n.° 37.049.0495, n.° 37.049.0509 e 37.049.0517, compondo, respectivamente, os seguintes processos: 14485.001823/200746 (salário indireto seguro de vida em grupo), 14485.001820/200711 (participação nos lucros e resultados) e 14485.001827/2007 24 (auxílioalimentação sem inscrição no PAT). A decisão de primeira instância restou ementada nos termos abaixo: LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GFIP. APRESENTAÇÃO COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração à legislação previdenciária. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. CIÊNCIA. PRORROGAÇÃO. O MPF Mandado de Procedimento Fiscal será emitido por ocasião do início do procedimento fiscal e tem por objetivo informar ao sujeito passivo que está sujeito a verificações fiscais e que o agente fiscal indicado recebeu do Fisco a incumbência para executar a ação fiscal. Do MPF será dada ciência ao representante legal, ao mandatário, ou ao preposto do sujeito passivo. O MPF pode ser prorrogado. A ciência da Notificação depois de expirado o prazo do MPF não implica nulidade do lançamento que atendeu aos ditames do art. 142 do CTN. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE. STF. EXTINÇÃO PARCIAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Fl. 624DF CARF MF Processo nº 14485.002090/200767 Acórdão n.º 2201004.798 S2C2T1 Fl. 625 3 Com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante n.° 8, publicada no Diário Oficial da União em 20/06/2008, o lapso de tempo de que dispõe a Secretaria da Receita Federal do Brasil para constituir os créditos tributários será regido pelo Código Tributário Nacional (Lei n.° 5 . 1 7 2 / 6 6). Tratandose de auto de infração lavrado em razão do descumprimento de obrigação acessória, o direito de a Fazenda Pública constituir o correspondente crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DOCUMENTOS. JUNTADA POSTERIOR À IMPUGNAÇÃO. INDEFERIMENTO O pedido de juntada de documentos após a impugnação deve ser indeferido quando ausentes as circunstâncias previstas no art. 16, §4°, do Decreto n° 70.235/72. AUTO DE INFRAÇÃO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. PREVISÃO DE MULTA MAIS BENÉFICA. RETRO ATIVIDADE BENIGNA Tratandose de auto de infração decorrente do descumprimento de obrigação tributária acessória não definitivamente julgado, aplicase a nova lei quando cominar penalidade menos severa que a prevista naquela vigente ao tempo da sua lavratura. Em face da referida decisão, a contribuinte manejou Recurso Voluntário, visando desconstituir o lançamento em sua integralidade. É o Relatório. Voto Conselheiro Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Admissibilidade O recurso voluntário apresentado preenche os requisitos de admissibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Fl. 625DF CARF MF Processo nº 14485.002090/200767 Acórdão n.º 2201004.798 S2C2T1 Fl. 626 4 Da repercussão dos julgamentos dos Autos de Infração pelo descumprimento da obrigação principal Como relatado, os fatos geradores não declarados em GFIP tiveram a sua ocorrência apreciada no julgamento dos Autos de Infração das respectivas obrigações principais, as quais podemos sintetizar: Processo nº 14485.001823/200746 (salário indireto seguro de vida em grupo): dado provimento ao recurso voluntário na presente sessão de julgamento. Processo nº 14485.001820/200711 (participação nos lucros e resultados): dado provimento ao recurso voluntário, com decisão adminsitrativa definitiva e, 14485.001827/200724 (auxílioalimentação sem inscrição no PAT): dado provimento ao recurso voluntário. Autos do processo encontramse na Câmara Superior de Recursos Fiscais, aguardando julgamento do Recurso Especial da PGFN. Em face das decisões favoráveis à recorrente supra transcritas, não há como prosperar o presente Auto de Infração, não restanto caracterizado o descumprimento da obrigação acessória de deixar de informar em GFIP a totalidade dos fatos geradores relacionados às contribuições previdenciárias. No presente caso, há interdependência entre os Autos de Infração das obrigações principais e acessórias quando relacionadas à omissão de informações da totalidade dos fatos geradores no documento declaratório denominado GFIP, de sorte que o cancelamento da obrigação principal, acaba por fulminar o Auto de Infração da obrigação acessória correspondente. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Fl. 626DF CARF MF Processo nº 14485.002090/200767 Acórdão n.º 2201004.798 S2C2T1 Fl. 627 5 Fl. 627DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.721489/2017-83
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Nov 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2013
ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL.
Após a publicação do Ato Declaratório PGFN, não se exige mais a demonstração de contemporaneidade dos sintomas, nem a indicação de validade do laudo pericial.
Numero da decisão: 2002-000.440
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente.
(assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil e Thiago Duca Amoni. Ausente justificadamente a conselheira Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2013 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. Após a publicação do Ato Declaratório PGFN, não se exige mais a demonstração de contemporaneidade dos sintomas, nem a indicação de validade do laudo pericial.
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MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. Após a publicação do Ato Declaratório PGFN, não se exige mais a demonstração de contemporaneidade dos sintomas, nem a indicação de validade do laudo pericial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil e Thiago Duca Amoni. Ausente justificadamente a conselheira Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 14 89 /2 01 7- 83 Fl. 142DF CARF MF Processo nº 10580.721489/201783 Acórdão n.º 2002000.440 S2C0T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 99/103) contra decisão de primeira instância (fls. 90/92), que julgou improcedente a impugnação do sujeito passivo. Em razão da riqueza de detalhes, adoto o relatório da r. DRJ, que assim diz: O interessado impugna lançamento do anocalendário 2013, onde foram incluídos rendimentos omitidos de R$ 115.822,08, pagos pela Fundação Coelba de Previdência Complementar, resultando em imposto suplementar de R$ 15.378,62, incluindo restituição indevida de R$ 7.757,79. De acordo com o relatório fiscal, o contribuinte informara que seriam rendimentos de aposentadoria, isentos por ser portador de moléstia grave, mas, apesar de diversas prorrogações de prazo, não apresentou laudo pericial oficial comprovando o seu direito. O impugnante argumenta, em síntese, ser portador de câncer de tireóide desde 2006, conforme laudo pericial do INSS. Apesar do laudo limitar a vigência da sua condição por cinco anos, apresenta documentos para comprovar ser ainda portador da moléstia, inclusive atestado de médico que foi servidor da Universidade Federal da Bahia, e que apenas por se ter aposentado não pode mais emitir laudo oficial em nome do órgão; permanece porém ativo no Hospital São Rafael e atesta a sua condição. Anexa jurisprudência reconhecendo o direito à isenção, sem limite de prazo, para aqueles que em algum momento foram diagnosticados como portadores de câncer. O resumo da decisão revisanda está condensado na seguinte ementa do julgamento: ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO PERICIAL. A condição de portador de moléstia especificada em lei de isenção deve ser comprovada com laudo pericial emitido por órgão oficial. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, reiterando as alegações da impugnação e juntando documentos. É o relatório. Passo ao voto. Voto Fl. 143DF CARF MF Processo nº 10580.721489/201783 Acórdão n.º 2002000.440 S2C0T2 Fl. 4 3 Conselheiro Virgílio Cansino Gil Relator Recurso Voluntário aviado a modo e tempo, portanto dele conheço. O contribuinte foi cientificado em 07/07/2017 (fl. 95); Recurso Voluntário protocolado em 02/08/2017 (fl. 99), assinado pelo próprio contribuinte. Responde o contribuinte pela seguinte infração: Rendimentos Indevidamente Considerados como Isentos por Moléstia Grave – Não Comprovação da Moléstia ou da sua condição de Aposentado, Pensionista ou Reformado. O impugnante argumentou em síntese, ser portador de câncer de tireoide desde 2006, conforme laudo do INSS, que apesar do laudo limitar a vigência de sua condição por cinco anos, apresenta documentos para comprovar ser ainda portador da moléstia. Apresenta jurisprudência em seu favor. A r. decisão revisanda, finca entendimento nas seguintes condições: a) que o Laudo Pericial do INSS, limita a vigência de sua condição por cinco anos a partir de 22/06/2006 (fl. 29); b) que os demais documentos, não são oficiais; c) que a jurisprudência mencionada pelo impugnante não tem efeito vinculante sobre as decisões administrativas em casos semelhantes. Irresignado, o contribuinte, apresenta Recurso Voluntário, repetindo os mesmos argumentos, juntando documentos. Em sua peça de resistência, o recorrente aduz razões preliminares que se confundem com o mérito e com ele será apreciado. No mérito, alega o recorrente que o Ato Declaratório PGFN nº 5, de 03 de maio de 2016, publicado no DOU de 23/11/2016, Seção 1, pág. 14, o Procurador – Geral da Fazenda Nacional no uso de sua competência legal que lhe foi conferida, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais fundadas no entendimento de que a isenção do Imposto de Renda sobre os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão, percebidos por portadores de moléstias graves, nos termos do art. 6º, incisos XIV e XXI, da Lei nº 7.713 de 1988, não exige a demonstração da contemporaneidade dos sintomas, nem a indicação de validade do laudo pericial ou a comprovação da recidiva da enfermidade”. (grifo nosso) Duas são as condições para que o contribuinte tenha direito a Isenção do Imposto de Renda: a) ser aposentado, reformado ou pensionista; b) que seja portador de moléstia grave, segundo a Súmula nº 43 deste CARF. Fl. 144DF CARF MF Processo nº 10580.721489/201783 Acórdão n.º 2002000.440 S2C0T2 Fl. 5 4 O recorrente preenche tais requisitos, que somados com a Declaração do Sr. Procurador – Geral da Fazenda Nacional, o recurso há de ser provido. Isto posto, e pelo que mais consta dos autos, conheço do Recurso Voluntário, e no mérito dáse provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 145DF CARF MF
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Numero do processo: 10314.728047/2015-46
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Nov 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2011 a 31/12/2011
COMPENSAÇÃO INDEVIDA. GLOSA.
A compensação tributária somente pode ser efetuada nas estritas condições estabelecidas pela legislação de regência. Serão glosados pelo Fisco os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo.
COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE NA DECLARAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. MULTA ISOLADA DE 150%.
Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada de 150%, calculada com base no valor total do débito indevidamente compensado.
NULIDADE.
São válidos os lançamentos de ofício efetuados por autoridade competente, com observância dos requisitos materiais e formais para a prática de atos dessa natureza, em relação aos quais também se observaram os princípios do contraditório e da ampla defesa, as formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando, assim, adequada motivação jurídica e fática, bem como os pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da Lei.
NÃO CONHECIMENTO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE.
Nos termos da Súmula CARF nº 2, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS.
A aplicação dos juros e sua forma de cálculo, nos créditos constituídos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, é vinculada à previsão legal, não podendo ser excluída do lançamento.
JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO.
A multa de ofício é débito para com a União, decorrente de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), configurando-se regular a incidência dos juros de mora sobre a multa de ofício a partir de seu vencimento.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
Respondem, com a empresa autuada, pelos créditos tributários as pessoas que agiram com infração à lei, nos termos do artigo 135, inciso III, do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 2301-005.617
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, (a) não conhecer das alegações de inconstitucionalidade de lei e relativas à representação fiscal para fins penais, para, na parte conhecida, (b) rejeitar as preliminares e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator
(assinado digitalmente)
João Bellini Junior - Presidente.
(assinado digitalmente)
Alexandre Evaristo Pinto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado para completar a representação fazendária), Alexandre Evaristo Pinto, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (suplente convocada para substituir o conselheiro Antônio Sávio Nastureles, ausente justificadamente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Juliana Marteli Fais Feriato e João Bellini Junior (Presidente). Ausente o conselheiro Antônio Sávio Nastureles.
Nome do relator: ALEXANDRE EVARISTO PINTO
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GLOSA. A compensação tributária somente pode ser efetuada nas estritas condições estabelecidas pela legislação de regência. Serão glosados pelo Fisco os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE NA DECLARAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. MULTA ISOLADA DE 150%. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada de 150%, calculada com base no valor total do débito indevidamente compensado. NULIDADE. São válidos os lançamentos de ofício efetuados por autoridade competente, com observância dos requisitos materiais e formais para a prática de atos dessa natureza, em relação aos quais também se observaram os princípios do contraditório e da ampla defesa, as formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando, assim, adequada motivação jurídica e fática, bem como os pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da Lei. NÃO CONHECIMENTO DE ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. Nos termos da Súmula CARF nº 2, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 72 80 47 /2 01 5- 46 Fl. 3431DF CARF MF 2 A aplicação dos juros e sua forma de cálculo, nos créditos constituídos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, é vinculada à previsão legal, não podendo ser excluída do lançamento. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício é débito para com a União, decorrente de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), configurandose regular a incidência dos juros de mora sobre a multa de ofício a partir de seu vencimento. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Respondem, com a empresa autuada, pelos créditos tributários as pessoas que agiram com infração à lei, nos termos do artigo 135, inciso III, do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, (a) não conhecer das alegações de inconstitucionalidade de lei e relativas à representação fiscal para fins penais, para, na parte conhecida, (b) rejeitar as preliminares e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator (assinado digitalmente) João Bellini Junior Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Mauricio Vital, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos (suplente convocado para completar a representação fazendária), Alexandre Evaristo Pinto, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (suplente convocada para substituir o conselheiro Antônio Sávio Nastureles, ausente justificadamente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Juliana Marteli Fais Feriato e João Bellini Junior (Presidente). Ausente o conselheiro Antônio Sávio Nastureles. Relatório Integram o presente processo administrativo fiscal, os seguintes Autos de Infração – AI, lavrados em decorrência de ação fiscal levada a efeito no sujeito passivo acima identificado, verificados nos estabelecimentos de CNPJ nº 56.912.124/000106, 56.912.124/000289, 56.912.124/000440. Fl. 3432DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 3 3 1) Auto de Infração lavrado em 11 de dezembro de 2015, referente ao período de janeiro de 2011 a dezembro de 2011, no valor consolidado de R$ 11.233.369,33 (onze milhões, duzentos e trinta e três mil, trezentos e sessenta e nove reais e trinta e três centavos), fls. 484/485, por insuficiência de recolhimento de Contribuições Previdenciárias Patronais, em razão de compensações indevidas nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. 2) Auto de Infração lavrado em 11 de dezembro de 2015, no valor de R$ 10.363.938,39 (dez milhões, trezentos e sessenta e três mil, novecentos e trinta e oito reais e trinta e nove centavos), fls. 498, referente a lançamento de multa isolada sobre o valor indevidamente compensado, referente ao período de janeiro de 2011 a dezembro de 2011. No relatório fiscal de fls. 505 a 523, a autoridade fiscal observa que o procedimento fiscal decorre de diligência fiscal (MPF nº 0816500.2014.01096) efetuada pelo serviço de programação, avaliação e controle da atividade fiscal (SEPAC) da Delegacia Especial de Fiscalização e Comércio Exterior e Indústria em São Paulo (DELEX), e iniciada pelo Termo de Início de Procedimento Fiscal TIF nº 035/14 de 25 de julho de 2014, fls. 564/565, em que foram solicitados documentos e esclarecimentos acerca da origem do crédito utilizado nas compensações lançadas em GFIP, no período compreendido entre janeiro de 2011 a dezembro de 2011. Consta nas fls. 713 Intimação Semac 09/2015, para no prazo de 10 (dez) dias, a empresa "Esclarecer, para todos os estabelecimentos, a quais créditos se referem as compensações lançadas em GFIP nos anos de 2011 e 2012. Apresentar ainda planilha detalhada com os cálculos dos créditos correspondentes; e, juntar e apresentar a fundamentação legal, liminares, consultas, além de pareceres, ou qualquer outro tipo de informação que possa dar embasamento às justificativas apresentadas". Em resposta, a empresa informa "que não há referenciações a serem feitas às compensações anteriormente lançadas por equívoco em GFIP, porquanto foram efetivadas declarações retificadoras das competências 2011 e 2012, e entregues à RFB em 17 de setembro de 2014, conforme anexo". Observa que a empresa havia sido questionada duas vezes pela RFB em relação às compensações efetuadas, antes do início deste procedimento fiscal. Em 15 de junho de 2015 solicitou dilação de 20 (vinte) dias para atendimento ao disposto no TIAF de 25 de maio de 2015, prazo deferido pela fiscalização. Em 08 de julho de 2015, a empresa apresentou documentos e declaração de que desconhecia erros e ajustes contábeis nos referidos períodos. Anexou documentos relativos ao Refis e referentes à medida cautelar de caução com pedido de liminar em desfavor da União, distribuído por dependência aos processos, que teve como propósito caucionar débitos que a empresa tem perante a União com supostos créditos adquiridos de terceiros. Relata que durante o procedimento fiscal a empresa foi regularmente intimada para apresentar os processos em que é parte, e foi constatado que há processos de execução em desfavor da União, mas que não tratam de solicitação de compensação administrativa de contribuição previdenciária, e sim de compensação de supostos créditos existentes, adquiridos de terceiros, com débitos em fase judicial. Fl. 3433DF CARF MF 4 Registra que a empresa foi intimada a prestar esclarecimentos sobre as compensações efetuadas em 2 (dois) procedimentos distintos antes do início desta ação fiscal, mas que, por sua vez, decidiu retificar parcialmente as GFIPS do ano de 2011, para tão somente reduzir o valor informado no campo "valor compensado". Frisa que a empresa já sofreu Auto de Infração, conforme consta no processo nº 19.515.003751/201096, que trata do mesmo objeto, e que, não obstante ter apresentado impugnação à DRJ e Recurso Voluntário ao CARF, não teve seu pleito atendido, pois ambos os órgãos julgadores negaram provimento aos recursos interpostos pela empresa. Entretanto, continuou reiteradamente efetuando compensações com créditos inexistentes. Assim, em razão da não comprovação dos créditos que estavam sendo compensados pela empresa, a conduta desta durante o procedimento fiscal, e demais circunstâncias constadas, a Autoridade Fiscal lançou a contribuição previdenciária não declarada, e bem assim a multa isolada no percentual previsto no inciso I do artigo 44 da Lei nº 9.430/96, aplicado em dobro, qual seja, 150%. Foram considerados como responsáveis solidários pelo crédito tributário lançado, com fundamento no artigo 135, III, c/c artigo 124, I e II, ambos do Código Tributário Nacional CTN, Lei nº 5.172, de 1966, as seguintes pessoas físicas: · Tomislav Jancar, CPF 045.194.18887; · Telma Jancar Jomaa, CPF 116.138.13848; · Gerson Jancar, CPF 088.136.18875; · Gisele Jancar, CPF 088.136.17801; · Neide Jancar, CPF 644.379.73887; e, · Ali Jamil Jomaa, CPF 113.239.50893. A empresa autuada apresentou impugnação, tempestivamente, fls. 820/857, com as seguintes alegações,: Preliminar de nulidade Da conduta subjetiva e parcial da fiscalização Afirma que a questão se resume ao não pagamento do tributo e ao eventual erro da Impugnante em registrar nas GFIPs retificadas os valores que anteriormente havia recolhido no campo denominado compensação, bem como mínimos ajustes procedidos ao lançamento, e que a fiscalização agiu com parcialidade e subjetivismo, o que ofende normas e princípios norteadores da Administração Pública, devendo ser reconhecida a nulidade de pleno direito da Autuação. Da insubsistência da multa isolada Sustenta ausência da tipicidade prevista no artigo 89, § 10 da Lei nº 8.212/1991, artigo 44, inciso I, § 1º, da Lei nº 9.430/96, artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64 para todos os fins e efeitos, o que impede a aplicação da multa isolada. O debate decorre do eventual erro cometido, ao registrar no campo denominado compensação das GFIPs os valores efetivamente recolhidos anteriormente aos cofres públicos, bem como mínimos ajustes no lançamento, o que difere, e muito, de falsidade, Fl. 3434DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 4 5 dolo, fraude, simulação, sonegação, ludibriar quem quer que seja, entre outros, indevidamente afirmados pela Fiscalização. Por essas considerações, corroboradas pela narrativa dos verdadeiros fatos acima, somados a prova documental encartada, observando que ao final a impugnante requer e justifica a concessão de mais prazo para outras providências e complementação da prova documental, resta comprovada a total falta de enquadramento legal para aplicar a multa isolada teratológica de 150%. Aponta decisões do CARF acerca da multa isolada que no seu entender se aplicam ao caso concreto. Da eventualidade acerca da multa isolada Pela eventualidade, requer a revisão da penalidade aplicada, para aplicação da multa de 2% (dois por cento), na forma do artigo 32 A c/c o inciso IV do caput do artigo 32, dizendo ser a única penalidade eventualmente admissível no caso concreto. Sustenta a inconstitucionalidade da multa, já que nitidamente de caráter confiscatório e por afrontar o princípio da propriedade. Da insubsistência da responsabilidade dos sócios e administradores A Impugnante destaca novamente neste item que o cerne do debate resumese ao eventual erro cometido no preenchimento da GFIP ao registrar no campo denominado compensação os valores efetivamente recolhidos, não havendo comprovação da participação dos sócios administradores destes atos que originaram o presente auto de infração, muito menos existência de ato ilícito que fomente a tipificação da responsabilidade solidária, não restando, assim, qualquer outro argumento que sustente a sugerida responsabilidade tributária solidária, devendo ser afastada a responsabilidade dos sócios por esta Delegacia de Julgamento. Da insubsistência dos juros sobre multas Insurgese contra a exigência fiscal consubstanciada na peça vestibular do feito, notadamente em relação à incidência de juros moratórios sobre as multas, sejam elas moratória, de ofício ou isolada, por entender inexistir previsão legal na legislação de regência que ampare referida cobrança. Sustenta que a aplicação de juros moratórios previstos pelo Código Tributário Nacional e pela legislação ordinária tem natureza jurídica de penalidade. Outrossim, é obrigação acessória da obrigação tributária principal, que é o não pagamento de tributo supostamente devido à época de seu vencimento, não se admitindo que uma obrigação acessória incida sobre outra obrigação, também de natureza acessória, qual seja, a multa. Do início da contagem dos juros Insurgese contra a exigência dos juros a partir do fato gerador, e não a partir do lançamento, ocorrido com a lavratura do Auto de Infração como determinam os artigos 114 e 115 do Código Tributário Nacional CTN. Defende que na hipótese vertente "a obrigação tributária teve seu termo de mora definido a partir do LANÇAMENTO, ou seja, do Ato Administrativo externado pela Fl. 3435DF CARF MF 6 lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa, que ocorreu em 11/12/2015", não se cogitando, portanto, na exigência de juros antes da constituição do crédito tributário, uma vez inexistir mora até referido momento. Da insubsistência da Representação Fiscal para Fins Penais Sustenta que as conclusões equivocadas da Fiscalização não são suficientes para a configuração da representação penal, sob pena de subversão do princípio da não culpabilidade, relembrando que a presente não tem cabimento. A representação fiscal para fins penais, sem sequer aguardar a final decisão da instância administrativa, configura uma supressão da defesa do autuado. Diz que a representação em tela tem caráter intimidatório, com visível desvio de finalidade, e não observou os princípios insertos no artigo 37 da Constituição Federal, dentre outras normas, sendo inquestionável a ilegalidade da representação fiscal para fins penais que ultrapassa o dever de ofício, não apenas porque o processo administrativo não se encerrou, mas também porque ausente qualquer delito, qualquer declaração falsa, dolo, fraude, simulação, sonegação, entre outros na conduta da Impugnante, que possa alinharse com qualquer tipo penal. Da concessão de prazo Requer concessão de prazo de 60 (sessenta) dias para levantar e juntar aos autos documentos que comprovam a existência de créditos de contribuição previdenciária passíveis de compensação. Ao final requer o acolhimento da presente impugnação e que as intimações sejam encaminhadas aos advogados Miguel Calmon Marata e Carla Maria Mello Lima Marata no endereço que indica. Os sujeitos passivos solidários Tomislv Jancar, Neide Jancar, Gerson Jancar, Giseli Jancar, Telma Jancar Jomaa e Ali Jamil Jommaa, apresentam impugnações tempestivas, fls. 3140/3143 3148/3151 3155/3158 3163/3166 3171/3174 3179/3182, respectivamente, nas quais reiteram todos os pedidos e documentos juntados pela empresa Indústria Mecânica Samot em sua impugnação. Quanto à responsabilidade solidária alegam que o não recolhimento do tributo e/ou mero erro em procedimentos e a não individualização da conduta pessoal dos impugnantes não permitem o direcionamento da autuação contra outrem. O Acórdão da DRJ (fls. 3302) julgou a impugnação improcedente, recebendo a seguinte ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2011 a 31/12/2011 COMPENSAÇÃO INDEVIDA. GLOSA. A compensação tributária somente pode ser efetuada nas estritas condições estabelecidas pela legislação de regência. Serão glosados pelo Fisco os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE NA DECLARAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. MULTA ISOLADA DE 150%. Fl. 3436DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 5 7 Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada de 150%, calculada com base no valor total do débito indevidamente compensado. NULIDADE. São válidos os lançamentos de ofício efetuados por autoridade competente, com observância dos requisitos materiais e formais para a prática de atos dessa natureza, em relação aos quais também se observaram os princípios do contraditório e da ampla defesa, as formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando, assim, adequada motivação jurídica e fática, bem como os pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da Lei. CONSTITUCIONALIDADE A constitucionalidade das leis é vinculada para a Administração Pública. PRAZO PARA JUNTADA DE DOCUMENTOS A prova documental deve ser apresentada com a impugnação, restando, em princípio, precluso o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual. A apresentação de provas, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. A DRJ é incompetente para apreciar pedidos relacionados à Representação Fiscal para Fins Penais. COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO DO SUJEITO PASSIVO. As notificações e intimações devem ser enviadas ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS. A aplicação dos juros e sua forma de cálculo, nos créditos constituídos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, é vinculada à previsão legal, não podendo ser excluída do lançamento. JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. Fl. 3437DF CARF MF 8 A multa de ofício é débito para com a União, decorrente de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), configurandose regular a incidência dos juros de mora sobre a multa de ofício a partir de seu vencimento. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Respondem, com a empresa autuada, pelos créditos tributários as pessoas que agiram com infração à lei, nos termos do artigo 135, inciso III, do Código Tributário Nacional. Irresignada, a ora Recorrente apresentou Recurso Voluntário (fls. 3278 e ss.) reiterando os argumentos trazidos na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Evaristo Pinto O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, no entanto, é trazida menção sobre o caráter confiscatório da multa (fls. 3301 e ss), de modo que há uma alegação de inconstitucionalidade da multa em virtude do potencial de descumprimento do princípio de vedação ao confisco. Nos termos da Súmula CARF nº 2, o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, conheço em parte do recurso voluntário, não conhecendo da alegação de inconstitucionalidade supramencionada relativa a potencial ofensa ao princípio da vedação ao confisco. Preliminar de Nulidade Em seu Recurso Voluntário, o Recorrente suscita a nulidade do Auto de Infração, diante de uma conduta subjetiva e parcial da fiscalização. O regime jurídico da nulidade do processo administrativo está previsto nos artigos 59 e 60 do DecretoLei n. 70.235/71, nos seguintes termos: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. Fl. 3438DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 6 9 § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. Como se vê, as hipóteses de nulidade se restringem aos atos e termos lavrados por pessoa incompetente e aos despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. No caso em tela, não há que se falar em preterição do direito de defesa, uma vez que a Recorrente conseguiu apresentar com precisão todos os argumentos de sua defesa. Ante o exposto, enfatizando que o caso em exame não se enquadra nas hipóteses de nulidade previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72, é incabível a pretendida nulidade, por não se vislumbrar qualquer vício capaz de invalidar o procedimento administrativo adotado. Da Questão da Potencial insubsistência da multa isolada e sua qualificação Afirma a recorrente que a multa isolada aplicada incorretamente pela Fiscalização representa a mais grave do ordenamento legal, justificável somente em casos de efetiva e intencional falsidade praticada pelo contribuinte. Não podendo se justificar no caso de eventual erro cometido ao registrar no campo denominado compensação das GFIPs valores efetivamente recolhidos anteriormente aos cofres públicos, já que isso difere, e muito, de falsidade, dolo, fraude, simulação, sonegação, indevidamente afirmados pela Fiscalização. A multa aplicada ao lançamento objeto do auto de infração de fls. 498 que é contestada pelo contribuinte está prevista no art. 89, §10 da Lei nº 8.212/1991. Lei nº 8.212/1991 Art. 89. As contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, as contribuições instituídas a título de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 3439DF CARF MF 10 (...) § 10. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Diferentemente do que entendeu o Acórdão da DRJ, entendo que não é o simples indeferimento do pedido de compensação formulado que justifica a aplicação da multa por compensação indevida em razão da existência de falsidade na declaração apresentada. Todavia, a partir da análise do Relatório da Fiscalização (fls. 515 e seguintes), verificase que a Recorrente informou valores de compensação sem amparo e sem determinação judicial ou administrativa que amparasse tais valores. Inexiste inclusive processos com esses objetos para o período em questão. Na fiscalização, a Recorrente foi intimada a apresentar a documentação que comprovasse tais créditos, mas não apresentou. Ante o exposto, há todo um conjunto probatório e falta de apresentação de documentos pela Recorrente que configuram causa de qualificação de multa. Da Questão da Desproporcionalidade da Multa A aplicação da multa decorre da subsunção do fato à norma tributária, de modo que não cabe ao CARF discutir a constitucionalidade da multa em virtude de potencial ofensa ao princípio de vedação ao confisco conforme Súmula CARF n. 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Com relação à potencial desproporcionalidade da multa, vale destacar também que o CARF não é o órgão apropriado para tal discussão, de modo que não merece prosperar a alegação do Recorrente. Da Questão da Responsabilidade Tributária dos Administradores Quanto à responsabilidade solidária os recorrentes alegam que o cerne do debate no presente processo resumese ao erro eventual cometido no preenchimento da GFIP ao registrar no campo denominado compensação valores efetivamente recolhidos, sendo que o não recolhimento do tributo e/ou mero erro em procedimentos e a não individualização da conduta pessoal dos recorrentes não permitem o direcionamento da autuação contra outrem. A imputação de responsabilidade tributária aos administradores está prevista nos incisos do art. 135 do CTN, in verbis: Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: I as pessoas referidas no artigo anterior; Fl. 3440DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 7 11 II os mandatários, prepostos e empregados; III os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. O inciso III do artigo acima referido cuida da responsabilidade dos administradores da empresa, resultante de atos praticados com excesso de poderes ou infração à lei, contrato social ou estatutos. Aplicando tal dispositivo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu no Recurso Repetitivo 1.101.728 SP o seguinte: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. DISPENSA. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO. TRIBUTO NÃO PAGO PELA SOCIEDADE. (...) 2. É igualmente pacífica a jurisprudência do STJ no sentido de que a simples falta de pagamento do tributo não configura, por si só, nem em tese, circunstância que acarreta a responsabilidade subsidiária do sócio, prevista no art. 135 do CTN. É indispensável, para tanto, que tenha agido com excesso de poderes ou infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa (EREsp 374.139/RS, 1ª Seção, DJ de 28.02.2005). Portanto, para atribuição de responsabilidade aos administradores da empresa fazse necessária a apuração de um ato, distinto do próprio descumprimento da obrigação tributária, em ofensa à lei ou com excesso de poderes. No caso presente, a autoridade fiscal concluiu (fls. 515 e seguintes) que houve ofensa à lei, de modo que tal entendimento vai ao encontro do entendimento do STJ em Resp julgado na sistemática do art. 543C do CPC. Diante do exposto, está correta a responsabilização dos diretores. Da Questão dos Juros sobre a Multa de Ofício Nos termos da Súmula CARF nº 108, incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício.. Da Questão da Contagem de Prazo A Recorrente insurgese contra a exigência dos juros a partir do fato gerador, e não a partir do lançamento, ocorrido com a lavratura do AI e Imposição de Multa, como determinam os artigos 114 e 115 do CTN. Argumenta que no caso em tela, " a obrigação tributária teve seu termo de mora definido a partir do LANÇAMENTO, ou seja, do Ato Administrativo externado pela lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa, que ocorreu em 11/12/2015", não se Fl. 3441DF CARF MF 12 cogitando, portanto, na exigência de juros antes da constituição do crédito tributário, uma vez que não há mora até referido momento. Não assiste razão à Recorrente, como restará demonstrado. Em primeiro lugar, é importante destacar as diferenças entre obrigação principal e a obrigação acessória. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, e tem por objeto o pagamento da contribuição, enquanto a obrigação acessória decorre da legislação previdenciária, e tem por objeto as prestações positivas (fazer) ou negativas (deixar de fazer) nela previstas. Nos termos do artigo 113 do CTN: Art. 113 (...) § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. No presente caso, como já exposto, tratase de Auto de Infração lavrado por descumprimento de obrigação principal: tendo em vista que os valores declarados pela empresa em GFIP, a título de Compensação, no período de 01/2011 a 12/2011, foram glosados, em razão da falta de liquidez e certeza dos créditos da recorrente. Deste modo, ao presente caso, aplicase também o artigo 114 do CTN “Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência”, não havendo que se falar em aplicação do artigo 115 do mesmo código, que dispõe sobre obrigação acessória. Também cumpre esclarecer, aqui, que não é a administrativa a esfera competente para a discussão acerca da natureza da taxa SELIC ou da constitucionalidade e legalidade de sua previsão legal ou modo de cálculo, ficando o agente público, no exercício de suas funções, inteiramente preso ao enunciado de lei, em todas as suas especificações. A atividade da autoridade administrativa encontrase vinculada aos dispositivos normativos vigentes, não podendo afastar sua aplicação, nos termos do artigo 116, inciso III da Lei n.º 8.112, de 11/12/1990, a seguir transcrito. Art.116. São deveres do servidor: (...) III observar as normas legais e regulamentares; (...) Fl. 3442DF CARF MF Processo nº 10314.728047/201546 Acórdão n.º 2301005.617 S2C3T1 Fl. 8 13 Quanto à forma de cálculo de juros aplicada no presente Auto de Infração, cabe salientar que a incidência de juros de mora sobre o crédito não integralmente pago no vencimento regese pelo parágrafo 1º do artigo 161, do Código Tributário Nacional, desde que não exista disposição legal que trate tal matéria de forma diferente. Vejamos: Art.161 ............................................................ § 1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de 1% (um por cento) ao mês. ( grifo nosso) Ocorre que as contribuições previdenciárias estão regidas pela Lei nº 8.212/91, que dispõe de forma diferente. Sobre o método de cálculo dos juros devidos, sobre as contribuições devidas e não recolhidas em época própria, esta expressamente prevista na legislação previdenciária, para as competências objeto do lançamento, no artigo 35 da Lei n.º 8.212/91, c/c artigo 61 da Lei 9.430, de 27/12/1996, que, no seu parágrafo 3º, define que os juros de mora serão aplicados à taxa SELIC a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento no mês de pagamento: Lei 8.212/91 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) Lei 9.430/96 Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Fl. 3443DF CARF MF 14 (...) Portanto os juros foram calculados estritamente de acordo com a legislação vigente à época dos fatos geradores, não havendo que se falar em forma diversa de cálculo. Da Questão da Insubsistência da Representação Fiscal para Fins Penais A análise de questões relacionadas à Representação Fiscal para Fins Penais RFFP, que tramita em processo próprio, não é de competência da DRJ, pois não faz parte das atribuições definidas no artigo 233 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14/05/2012, publicada no DOU de 17/05/2012. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF também já se manifestou a respeito da sua incompetência para apreciar questões relativas à RFFP, como se vê do texto da Súmula nº 28, cujo efeito vinculante para toda a administração tributária federal foi instituído por meio da Portaria MF nº 383, de 12/07/2010, publicada no DOU de 14/07/2010: Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. Conclusão Com base no exposto, voto por conhecer em parte do recurso voluntário, não conhecendo da alegação de inconstitucionalidade e da representação penal e, na parte conhecida, rejeitar as preliminares e negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Fl. 3444DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13888.001184/00-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Dec 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1998
DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. DEVER DE OBSERVÂNCIA.
Uma vez transitado em julgado a ação judicial, devem ser cumprido seus ditames em máxima consonância com o texto decisório.
Numero da decisão: 2201-004.790
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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DEVER DE OBSERVÂNCIA. Uma vez transitado em julgado a ação judicial, devem ser cumprido seus ditames em máxima consonância com o texto decisório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 11 84 /0 0- 01 Fl. 188DF CARF MF 2 1 Adoto como relatório o da decisão recorrida às fls. 165/169 do EFLS, por bem relatar os fatos ora questionados. O contribuinte acima identificado insurgese contra lançamento que lhe exige restituição indevida a devolver no montante de R$ 1.018,44, fls. 08. O lançamento incluiu rendimentos do Governo do Estado de São Paulo resultando num total de rendimentos tributáveis de R$ 39.307,79; e glosou imposto retido na fonte alterando o valor deste para R$ 5.5409, fls. 05. O impugnante alegou que o lançamento não considerou medida judicial existente que trata dos rendimentos recebidos a título de despesas com locomoção, pois é beneficiário de Mandado de Segurança impetrado pelo Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda, fls. 01/04. Os referidos rendimentos já haviam sido informados em sua declaração como rendimentos isentos, fls. 09/11. Complementa sua defesa sustentando que a Lei Complementar 567/88 afastou a incidência do imposto sobre a renda oriundas das verbas em questão. 2 – A decisão da DRJ julgou improcedente a impugnação do contribuinte, conforme decisão assim ementada: 3 – Seguiuse recurso voluntário do contribuinte fls. 177/182. É o relatório do necessário. Voto Fl. 189DF CARF MF Processo nº 13888.001184/0001 Acórdão n.º 2201004.790 S2C2T1 Fl. 190 3 Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso Relator 4 – O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. 5 – A decisão da DRJ toma como premissa para julgar improcedente o pleito do contribuinte as seguintes razões: Fl. 190DF CARF MF 4 6 No caso eu concordaria com a decisão de piso, desde que, o lançamento estivesse apenas calcado na falta de retenção da fonte e informação contida no informe de rendimentos fls. 14 tendo por motivo apenas a legislação estadual, tal como essa turma já decidiu no AC. 2201.003.823 j. em 09/08/2017, contudo, ao que verificamos, a motivação principal da fonte pagadora não ter efetuado o recolhimento antecipado é em decorrência de ação de mandado de segurança cuja sentença já transitou em julgado conforme comprovação às fls. 183. 7 Analisando os termos da decisão da Justiça Estadual Paulista às fls.41/44 temos: Fl. 191DF CARF MF Processo nº 13888.001184/0001 Acórdão n.º 2201004.790 S2C2T1 Fl. 191 5 8 Além disso o V. Acórdão do TJ/P que manteve a sentença às fls. 20/24: 9 Conforme argumentos expostos desde a fiscalização e em sede recursal devidamente comprovado tramitou perante a Justiça Estadual o Mandado de Segurança nº 1123/1995 no qual houve a comprovação de que o contribuinte como Agente Fiscal de Rendas daquele Estado da Federação era associado ao SINAFRESP Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo às fls. 184 e portanto beneficiário do resultado do mandamus impetrado à época. 10 Segundo Súmula 447 do E. STJ: Súmula: 447 Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na ação de restituição de imposto de renda retido na fonte proposta por seus servidores. 11 Além da Súmula acima acerca do assunto, outrossim entendo aplicável os termos dos arts. 502 et seq do CPC que rezam: Fl. 192DF CARF MF 6 Art. 502. Denominase coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso. Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida. § 1o O disposto no caput aplicase à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no processo, se: I dessa resolução depender o julgamento do mérito; II a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; III o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvêla como questão principal. § 2o A hipótese do § 1o não se aplica se no processo houver restrições probatórias ou limitações à cognição que impeçam o aprofundamento da análise da questão prejudicial. Art. 504. Não fazem coisa julgada: I os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença; II a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença. Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo: I se, tratandose de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; II nos demais casos prescritos em lei. Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não prejudicando terceiros. Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão. Art. 508. Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar seão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido. 12 A respeito do tema temos os seguintes julgados desse E. CARF nos AC. AC. 3001000.496 J. 16/082018 e AC.3401003.805 j. 25/05/2017, verbis: Assunto: Imposto sobre a Importação II Fl. 193DF CARF MF Processo nº 13888.001184/0001 Acórdão n.º 2201004.790 S2C2T1 Fl. 192 7 Data do fato gerador: 19/06/2013 DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. DEVER DE OBSERVÂNCIA Uma vez transitado em julgado a ação judicial, devem ser cumprido seus ditames em máxima consonância com o texto decisório. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2010, 2011 DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. LIMITES OBJETIVOS. OBSERVÂNCIA. A decisão que julga, total ou parcialmente o mérito, tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida e, recoberta pelos efeitos da coisa julgada, torna se imutável e indiscutível, considerandose deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que poderiam ser opostas, tanto para o acolhimento quanto para a rejeição do pedido (arts. 502, 502 e 508 do Código de Processo Civil, Lei nº 13.105/15), motivo pela qual, aliada à observância do princípio da unidade de jurisdição, a opção pela via judicial implica renúncia à discussão administrativa sobre as mesmas matérias deduzidas perante o Poder Judiciário, devendo a decisão lá proferida ser cumprida em seus exatos termos. Recurso de ofício negado. Conclusão 13 Diante do exposto, conheço do recurso e no mérito DOU LHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Fl. 194DF CARF MF 8 Fl. 195DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11543.000881/2007-22
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Nov 21 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2002
Ementa:
RECOLHIMENTO EM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.O recolhimento extemporâneo de tributos deve ser efetuado acrescido da multa
de mora Selic, quando constar de DCTF referente ao período de apuração sob análise, mesmo antes de início de procedimento fiscal
Numero da decisão: 1202-000.624
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Nereida de Miranda Finamore Horta
1.0 = *:*
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DENÚNCIA ESPONTÂNEA.O recolhimento extemporâneo de tributos deve ser efetuado acrescido da multa de mora Selic, quando constar de DCTF referente ao período de apuração sob análise, mesmo antes de início de procedimento fiscal Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Losso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno Relatório Fl. 179DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORT, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINA MORE HORT Processo nº 11543.000881/200722 Acórdão n.º 120200.624 S1C2T2 Fl. 163 2 Cuidase de Recurso Voluntário submetido a apreciação deste conselho em virtude de ação fiscal que culminou em Auto de Infração decorrente de recolhimento insuficiente de acréscimos legais de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica. A contribuinte Nova Cidade Empreendimentos e Partipações S/A (CNPJ 31.282.478/000185) teve contra si lavrado o Auto de Infração n. 1004337 (fls. 15/18), datado de 9 de março de 2007, decorrente de suposto pagamento a menor de acréscimos legais (multa de mora) de multa de mora de Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica – IRPJ no anocalendário de 2002, no importe de R$ 7.999,29. Inconformada, apresentou Impugnação (fls. 01 a 09), alegando inicialmente que não foi possível recolher em dia o IRPJ relativo ao anocalendário de 2002, mas que recolheu o valor de referido tributo antes do início de qualquer ação fiscal, corrigido monetariamente e acrescido de juros de mora aplicáveis. Informa ainda que apresentou sua Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), referente ao anocalendário de 2002 em 30 de março de 2006, acompanhada de DARFs devidamente recolhidos em 24 de fevereiro de 2006, onde claramente se pode verificar o aludido pagamento de IRPJ. Entende que dado o recolhimento antes da ação fiscal, não há que se falar em cobrança de multa moratória, hipótese em que ocorre a denúncia espontânea, já que o próprio contribuinte apresentou e pagou o débito. Assim, requer o reconhecimento da ocorrência do instituto da denúncia espontânea em relação ao tributo pago em atraso, nos termos do art. 138 do Código Tributário Nacional, de modo a afastar a exigência de multa de mora cobrada pelo Auto de Infração Impugnado. Junta doutrina e jurisprudência do STJ que entende apoiarem sua posição. A DRJ/RJ1, ao julgar o caso (fls. 87/91) entendeu ser o lançamento procedente. Baseandose em doutrina e na legislação aplicável, in casu, os artigos 138, 134, parágrafo único e 161 do Código Tributário Nacional CTN, o artigo 61 da Lei n. 9.430/96 e o Parecer Normativo CST nº 61/79, decidiu que o que é afastado pela denúncia espontânea é a multa punitiva e não a moratória, esta sim, devida. Informa que o aludido parecer estabelece que especificamente estatui que a denúncia espontânea não tem o fim de excluir o recolhimento da multa de natureza compensatória (multa moratória), bem como a Lei nº 9.430/96 prevê explicitamente a exigência da multa moratória aqui discutida. Junta jurisprudência deste Conselho e do Superior Tribunal de Justiça que corroboram seu entendimento. Especificamente informa que o STJ já consolidou posição no sentido de que para os tributos sujeitos a homologação, como é o caso do IRPJ, está afastada a possibilidade de exclusão da multa moratória. Assim, entende ser lícita a exigência da multa moratória cobrada em autuação fiscal, julgando o lançamento procedente. A contribuinte foi intimada da decisão em 20 de outubro de 2009 e apresentou seu Recurso Voluntário (fls.99/110) em 18 de novembro do mesmo ano, reiterando as alegações trazidas com sua impugnação, aduzindo em acréscimo que o artigo 161 do CTN não se aplica ao caso, pois além de genérico, o dispositivo somente abrange os juros Fl. 180DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORT, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINA MORE HORT Processo nº 11543.000881/200722 Acórdão n.º 120200.624 S1C2T2 Fl. 164 3 moratórios, que neste caso concreto não são discutidos, posto que já recolhidos; que o artigo 138 do CTN prevalece sobre o disposto no artigo 61 da Lei nº 9.430/96. Ainda, informa que inexiste diferenciação entre multa de mora e multa punitiva, colacionando jurisprudência deste Conselho e do STJ que amparam suas alegações. Por fim, alega ser possível a utilização da denúncia espontânea nos tributos lançados por homologação, já que em seu entender, o que descabe é a denúncia espontânea nos casos em que houve a declaração e posterior recolhimento a destempo do tributo, situação oposta ao caso concreto, em que houve o pagamento e após este a apresentação da declaração, sendo devida a multa em comento. Busca o conhecimento e provimento do Recurso para que se determine a reforma do acórdão e o consequente anulação da multa exigida pelo auto de infração. Com o recurso, vieram os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta Por preencher as condições de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso. Tratam os autos de Auto de Infração decorrente de recolhimento insuficiente de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ decorrente de suposto pagamento a menor de acréscimos legais (multa de mora) de Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, no importe de R$ R$ 7.999,29. Inicialmente, importante destacar que os processos abaixo elencados estão sendo julgados em conjunto por versarem sobre a mesma questão jurídica: Processo nº 11543.000881/200722 , tratase de Auto de Infração datado de 9 de março de 2007, relativo ao anocalendário de 2002, cujo recolhimento insuficiente de acréscimos legais de Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica – IRPJ é no importe de R$ 7.999,29; e, Processo 11543.000882/200777, conforme relatório, tratase de Auto de Infração datado de 9 de março de 2007, relativo ao anocalendário de 2004, por recolhimento insuficiente dos acréscimos legais incidentes sobre o IRPJ, no importe de R$ 6.146,40; e, Processo nº 11543.000004/200751, relativo a Auto de Infração lavrado em 14 de novembro de 2006, referente ao recolhimento insuficiente dos acréscimos legais de IRPJ no anocalendário de 2001, no importe de R$ 6.146,40. Foram julgados em conjunto seguindo o disposto no artigo 58, parágrafo 8º, do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF, a saber: Fl. 181DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORT, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINA MORE HORT Processo nº 11543.000881/200722 Acórdão n.º 120200.624 S1C2T2 Fl. 165 4 “§ 8º Os processos que versem sobre a mesma questão jurídica poderão ser julgados conjuntamente quanto à matéria de que se trata, sem prejuízo do exame e julgamento das matérias e aspectos peculiares.” Conforme se depreende do relatório, o cerne da discussão está na existência ou não da denúncia espontânea disposta no artigo 138 do CTN. Em relação à denúncia espontânea, assim determina o artigo 138 do CTN: "Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." A denúncia espontânea não é um estímulo à inadimplência, mas um incentivo aos contribuintes para regularizarem sua situação perante o Fisco. Nesse sentido, beneficiase tanto o denunciante, que será eximido do recolhimento da multa, quanto o Fisco, que receberá o pagamento de tributo cujo fato gerador desconhecia. Ainda, pressupõe a existência da "denúncia" de uma infração. Desse modo, não se trata de hipótese de mero adimplemento da obrigação tributária antes de qualquer medida de fiscalização, mas também do ato de levar ao conhecimento do Fisco, uma infração ainda por ele desconhecida. A jurisprudência atualmente firmada no Superior Tribunal de Justiça é o RESP n° 905.056/SP , de relatoria do Ministro Relator Teori Albino Zavascki , que assim ficou ementado em seu julgamento em 11/12/2007: “TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO. MULTA MORATÓRIA. EXCLUSÃO. PRECEDENTE: RESP. 907.710/SP. ............ 2. A jurisprudência assentada no STJ considera inexistir denúncia espontânea quando o pagamento se referir a tributo constante de prévia Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais/ DCTF ou de Guia de Informação e Apuração do ICMS/ GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei. Considerase que, nessas hipóteses, a declaração formaliza a existência (= constitui) do crédito tributário, e, constituído o crédito tributário, o seu recolhimento a destempo, ainda que pelo valor integral, não enseja o benefício do art. 138 do CTN (Precedentes da 1ª Seção: AGERESP 638069/SC, Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 13.06.2005; AgRg nos EREsp 332.322/SC, 1ª Seção, Min. Teori Zavascki, DJ de 21/11/2005). 3. Entretanto, não tendo havido prévia declaração pelo contribuinte, configura denúncia espontânea, mesmo em se Fl. 182DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORT, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINA MORE HORT Processo nº 11543.000881/200722 Acórdão n.º 120200.624 S1C2T2 Fl. 166 5 tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a confissão da dívida acompanhada de seu pagamento integral, anteriormente a qualquer ação fiscalizatória ou processo administrativo (Precedente: AgRg no Ag 600.847/PR, 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJ de 05/09/2005). 4. Relativamente à natureza da multa moratória, esta Corte já se pronunciou no sentido de que "o Código Tributário Nacional não distingue entre multa punitiva e multa simplesmente moratória; no respectivo sistema, a multa moratória constitui penalidade resultante de infração legal, sendo inexigível no caso de denúncia espontânea, por força do artigo 138 (...)" (REsp 169877/SP, 2ª Turma, Min. Ari Pargendler, DJ de 24.08.1998). Precedente: AgRg nos EREsp 584.558/MG, Luiz Fux, Primeira Seção, DJ 20.03.2006. 5. Recurso especial desprovido. No presente caso, como foi colocada a informação na DCTF que foi entregue em 30 de março de 2006 (tardiamente) referente ao período de apuração sob análise, houve a informação à autoridade fiscal. Portanto, como não era mais de desconhecimento do Fisco, há impedimento da obtenção da benefício da denúncia espontânea. Assim, meu voto é no sentido de Negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Fl. 183DF CARF MF Impresso em 09/07/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORT, Assinado digitalmente e m 08/06/2012 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por NEREIDA DE MIRANDA FINA MORE HORT
score : 1.0
Numero do processo: 10830.720227/2009-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Nov 05 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 03/01/2005 a 30/12/2005
RECOF. ADIMPLEMENTO DO REGIME. CONDIÇÕES.
As vendas de bens submetidos ao RECOF realizadas a empresa comercial exportadora, mesmo que não instituída nos termos do Decreto-lei n.º 1.248/1972, que tenham efetivamente sido exportados, podem ser computadas para efeito de comprovação do cumprimento das obrigações do RECOF.
Numero da decisão: 3302-005.786
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de nova diligência e em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, acatando as informações sobre as exportações realizadas, trazidas no relatório de diligência fiscal, vencidos os Conselheiros Jorge Lima Abud (relator), Vinicius Guimarães (Suplente convocado) e Fenelon Moscoso de Almeida, que convertiam o julgamento em diligência.
Designado o Conselheiro José Renato Pereira de Deus para redigir o Voto Vencedor.
(assinado digitalmente)
Fenelon Moscoso de Almeida - Presidente substituto
(assinado digitalmente)
Jorge Lima Abud - Relator
(assinado digitalmente)
José Renato Pereira de Deus - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad, Orlando Rutigliani Berri e Fenelon Moscoso de Almeida (Presidente Substituto). Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Guilherme Deroulede.
Nome do relator: JORGE LIMA ABUD
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 03/01/2005 a 30/12/2005 RECOF. ADIMPLEMENTO DO REGIME. CONDIÇÕES. As vendas de bens submetidos ao RECOF realizadas a empresa comercial exportadora, mesmo que não instituída nos termos do Decreto-lei n.º 1.248/1972, que tenham efetivamente sido exportados, podem ser computadas para efeito de comprovação do cumprimento das obrigações do RECOF.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de nova diligência e em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, acatando as informações sobre as exportações realizadas, trazidas no relatório de diligência fiscal, vencidos os Conselheiros Jorge Lima Abud (relator), Vinicius Guimarães (Suplente convocado) e Fenelon Moscoso de Almeida, que convertiam o julgamento em diligência. Designado o Conselheiro José Renato Pereira de Deus para redigir o Voto Vencedor. (assinado digitalmente) Fenelon Moscoso de Almeida - Presidente substituto (assinado digitalmente) Jorge Lima Abud - Relator (assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus - Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad, Orlando Rutigliani Berri e Fenelon Moscoso de Almeida (Presidente Substituto). Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Guilherme Deroulede.
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COMPROVAÇÃO DOS COMPROMISSOS DE EXPORTAÇÃO. Recorrente MOTOROLA INDUSTRIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 03/01/2005 a 30/12/2005 RECOF. ADIMPLEMENTO DO REGIME. CONDIÇÕES. As vendas de bens submetidos ao RECOF realizadas a empresa comercial exportadora, mesmo que não instituída nos termos do Decretolei n.º 1.248/1972, que tenham efetivamente sido exportados, podem ser computadas para efeito de comprovação do cumprimento das obrigações do RECOF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em rejeitar a proposta de nova diligência e em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, acatando as informações sobre as exportações realizadas, trazidas no relatório de diligência fiscal, vencidos os Conselheiros Jorge Lima Abud (relator), Vinicius Guimarães (Suplente convocado) e Fenelon Moscoso de Almeida, que convertiam o julgamento em diligência. Designado o Conselheiro José Renato Pereira de Deus para redigir o Voto Vencedor. (assinado digitalmente) Fenelon Moscoso de Almeida Presidente substituto (assinado digitalmente) Jorge Lima Abud Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 02 27 /2 00 9- 01 Fl. 12087DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad, Orlando Rutigliani Berri e Fenelon Moscoso de Almeida (Presidente Substituto). Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Guilherme Deroulede. Relatório Reproduzo o Relatório que serviu de base à Resolução n° 3102000.511, de 26 de janeiro de 2016, da 2a Turma Ordinária, da 3a Câmara, da 3a Seção de Julgamento do CARF. Trata o presente processo de Auto de Infração lavrado em função do descumprimento dos compromissos assumidos em relação às mercadorias importadas ao amparo do RECOF (Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado), abrangendo Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado a importação, COFINS e PIS/PASEP, tudo conforme tabela abaixo, no valor total de R$ 269.227.411,93 (duzentos e sessenta e nove milhões, duzentos e vinte e sete mil, quatrocentos e onze reais e noventa e três centavos). À folha 02 do relatório, 9.807 do processo, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento apresenta tabela contendo a discriminação dos valores do auto de infração sub judice, que, por questão de praticidade, não foi aqui transcrita. Seguese um breve histórico dos fatos, conforme documentos nos autos. Basicamente, contribuinte entende que o regime foi adequadamente extinto, mas auditor entende que não. As exportações foram feitas, porém através de uma empresa comercial exportadora (exportação indireta). O auditor acha que só cabe extinção do regime com exportação direta. Em fiscalização de tributos incidentes sobre o comércio exterior levada a efeito no contribuinte acima identificado, para fins de verificação da destinação de bens admitidos no Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (RECOF), constatouse, conforme afirma a autoridade fiscal no Termo de Verificação, o descumprimento do regime em decorrência da adoção de providência extintiva não prevista na regulamentação (venda a empresa comercial exportadora, com fins específicos de exportação). O Auto de Infração referese às Declarações de Importação registradas no ano 2006, compreendendo saídas realizadas à Comercial Exportadora SIMM — SOLUÇÕES INTELIGENTES Fl. 12088DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 3 3 PARA MERCADO MÓVEL BRASIL LTDA., CNPJ: 06.964.587/000135, e também para a COTIA TRADING S/A. Foram coletados dados indicando que a MOTOROLA realizou vendas transferências de mercadorias admitidas no regime especial (RECOF) às empresa acima referidas, com fins específicos de exportação, considerando essa saída como forma extintiva do RECOF. Conforme dados constantes no Relatório Fiscal, parte integrante do Auto de Infração, o crédito tributário ora discutido pode ser distribuído entre as duas empresas da seguinte forma: (Tabela demonstrativa.) O contribuinte entendeu que vendas realizadas no mercado 1interno a empresa comercial exportadora, é forma ou modalidade de extinção do regime especial. Alegou ter por base dispositivos da legislação tributária e aduaneira que permitem concluir que tais operações se equiparam a exportação, com consonância com a própria definição do RECOF contida no art. 2° da Instrução Normativa SRF n° 417/2004, que estabelece que o regime especial em comento "permite à empresa beneficiária importar ou adquirir no mercado interno, com suspensão do pagamento de tributos, mercadorias a serem submetidas á operações de industrialização de produtos destinados à exportação ou ao mercado interno". Entende o contribuinte que: "Neste sentido e levandose em conta a própria redação do dispositivo legal que define o RECOF, uma venda a comercial exportadora com o fim específico de exportação nada mais é que uma operação cuja finalidade exclusiva é destinar um produto à exportação, tal qual previsto na norma regulamentadora do RECOF". Com fundamento no entendimento acima, a baixa dos insumos admitidos no RECOF foram efetivadas em decorrência da emissão das notas fiscais de saída relativas às vendas realizadas à empresa comercial exportadora, com o fim especifico de exortação, não havendo, por conseqüência, o recolhimento de tributos incidentes nas importações e que estavam suspensos em vista da aplicação do regime especial. Tratouse a i venda como equivalente à exportação, para fins de extinção do RECOF. A autoridade fiscal não concordou com a tese de que venda a empresa comercial exportadora com o fim especifico de exportação é uma das providências para extinção do regime, pelas razões expostas em seu Relatório Fiscal (parte integrante do Auto de Infração). Podem ser assim resumidas as razões da autuação: A enumeração do art. 31 da IN SRF n° 417/20 (e das demais instruções normativas) não é exemplificativa e sim taxativa, pois a palavra "urna" tem a função de restringir as hipóteses aceitas Fl. 12089DF CARF MF 4 para fins de extinção do regime àquelas expressamente referidas; Por sua vez, a exportação a que se refere o inciso I do mesmo art. 31 da IN SRF n° 417/2004 é a direta, isto é, aquela realizada pelo próprio beneficiário, na medida em que toda a estruturação do RECOF foi pensada não contemplando á participação de empresa comercial exportadora e de trading company na operacionalização ,do regime, salvo, quanto a esta última natureza de empresa, para fins de cômputo do compromisso de exportação que todo beneficiário deve cumprir (IN SRF n°417/2004, art. 6°, § 4°, inciso II): Reafirmando a assertiva contida no item precedente, observa se que a legislação tributária e aduaneira, quando prevê a participação de empresa comercial exportadora ou de trading company em qualquer situação específica, expressa e explicitamente referese a esse tipo de empresa, estabelecendo a extensão e os efeitos pretendidos com essa participação, fato não existente na normatização do RECOF; O RECOF é um regime aduaneiro especial isencional (a suspensão dos tributos incidentes na importação configurase como uma isenção condicional); nesse sentido, a interpretação dos dispositivos que normatizam e regulamentam o regime deve ser realizada com observância do ditame contido no art. 111 do CTN; sob tal orientação, inaceitável a exportação indireta como meio extintivo do regime em questão, pelo simples fato da norma não contemplar tal hipótese. Ciente do teor do Auto de Infração em análise em 23/04/2009 (ciência pessoal — fls. 03 — 262 — 525 e 885), e inconformada com o mesmo, o impugnante apresentou seu arrazoado de defesa, tempestivamente, às fls. 1309/1320. Seus principais argumentos podem ser assim resumidos: 01) Que, de acordo com as condições onerosas do RECOF, a suspensão dos tributos devidos na importação tornase definitiva quando a mercadoria é exportada, seja no estado em que foi importada, seja compondo novo produto, resultante da incorporação das mercadorias, nacionais ou importadas pelo regime. Apenas nos casos em que as mercadorias são destinadas ao mercado interno ou permanecem no regime até esgotar o prazo do RECOF é que os tributos suspensos por ocasião da importação deverão ser pagos com os devidos acréscimos legais, conforme dispõe o art. 37 da IN RFB n° 757/2007. 2) Que a grande maioria das exportações da impugnante é efetuada diretamente. Uma pequena parte dessas exportações passou a ser realizada por meio de empresas comerciais exportadoras, sendo que tais exportações tem o seguinte tratamento: as mercadorias são vendidas com o fim especifico de exportação e são efetivamente exportadas dentro dos prazos de permanência dos produtos no regime, o que da o cumprimento, com êxito, de todas as condições onerosas do RECOF. Quando a impugnante verifica que algum produto admitido no RECOF não foi utilizado no processo produtivo dentro do prazo do regime, ela recolhe todos os tributos devidos na importação. Fl. 12090DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 4 5 03) O objeto do Auto de Infração ora impugnado foi justamente as exportações efetivadas por meio de empresas comerciais exportadoras, por ter a autoridade fiscal partido de premissas totalmente equivocadas e que inclusive desvirtuam por completo a finalidade do RECOF. 04) O presente lançamento foi lavrado considerando situações hipotéticas que , em tese, poderiam ter acontecido, mas que a própria autoridade fiscal declara que não ocorreram. Embora uma das modalidades inequívocas de extinção do RECOF seja a exportação, o Sr. Fiscal sustenta que a exportação indireta (uma das modalidades de exportação) não seria hipótese de extinção do RECOF, já que , nela, a exportação efetiva poderia não vir a ocorrer (mesmo tendo ficado comprovado que, 'na prática, todas as exportações ocorreram, e dentro do prazo de permanência das mercadorias importadas no regime). 05) Que a exportação indireta, via empresa comercial exportadora, tanto é modalidade de extinção do RECOF prevista em normas legais, que o art. 6° da Instrução Normativa SRF n° 417/04, em seu parágrafo 4°, inciso II, dispõe que: "Para os efeitos de comprovação do cumprimento dos compromissos de exportação assumidos poderão ser computados os valores das vendas: II — realizadas a empresa comercial exportadora (...)". 06) Que no art. 31 da Instrução Normativa SRF n° 417/04, ao listar as providências que implicam na extinção do RECOF, o legislador colocou no inciso I a EXPORTAÇÃO, sem especificar se estava se referindo à exportação direta ou indireta. Porém, no artigo 6° da mesma norma, já deixara claro que a venda de mercadorias para empresa comercial exportadora poderia ser aceita para comprovação do adimplemento do regime. Portanto, a Instrução Normativa acata a exportação indireta como espécie do gênero "exportação", para fins de extinção do regime. Que, da mesma forma que na exportação direta, as vendas para comerciais exportadoras precisam vir acompanhadas, após a saída da mercadoria com o fim específico da exportação, da prova de que a mesma efetivou a transposição de fronteira. Se comprovado ter a mercadoria transposto a fronteira dentro do prazo do RECOF, não há que se falar em pagamento dos tributos suspensos, por total falta de previsão legal. Que, de acordo com os artigos 37 e 38 da Instrução Normativa SRF n° 417/04, o recolhimento dos tributos deve ocorrer em apenas duas hipóteses: (i) destinação das mercadorias para o mercado interno; ou (ii) extinção do regime pelo decurso de prazo, sem que a mercadoria tenha sido exportada, reexportada, destruída ou transferida para outro beneficiário. No caso concreto não se concretizou nenhuma das hipóteses de recolhimento dos tributos suspensos quando da admissão das mercadorias no regime, pelo que pleiteia o cancelamento da autuação. Fl. 12091DF CARF MF 6 Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Período de apuração: 02/01/2006 a 29/12/2006 RECOF. EXPORTAÇÃO. SUSPENSÃO. EMPRESA COMERCIAL EXPORTADORA. Para fins de comprovação de cumprimento dos compromissos de exportação assumidos no RECOF, podem ser computadas as vendas realizadas a empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decretolei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972 (exportações indiretas). As saídas de produtos industrializados efetuadas para empresas que atuem no comércio exterior, mas que não se enquadrem nas condições estabelecidas nesse diploma legal, não podem ser computadas para efeito de comprovação do adimplemento do regime, conforme disposto na Instrução Normativa SRF n° 417/2004, em seu art. 6°, parágrafo 4°, inciso II. Cabível a cobrança dos tributos / contribuições suspensos, além dos juros de mora e multa de ofício, quando descumpridas as condições e os requisitos exigidos pela legislação de regência, relativos ao regime especial de Entreposto Sob Controle Informatizado RECOF. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. Acrescenta que a decisão ora recorrida altera os fundamentos da autuação ao decidir que as exportações indiretas são admitidas para fins de RECOF, ao contrário do que afirmava a fiscalização, qual fosse, que apenas as exportações diretas poderiam ser admitidas. Considera que as provas apresentadas constantes nos autos de que as exportações foram efetivamente realizadas dentro dos prazos legais foram desconsideras pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento. E que a decisão recorrida faz confusão entre modalidades e formas de extinção do RECOF com compromissos de exportação. De uma análise inicial, entendeuse necessário converter o julgamento. As razões que demandaram tal providência foram assim sintetizadas no último parágrafo da Resolução 3102000.184. Assim, VOTO PELA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a empresa, no prazo de trinta dias, esclareça as razões das imprecisões identificadas e organize a exposição dos dados de forma didática, remissiva, quantificada em subtotais, de tal sorte que seja viável interpretar os dados e atestar a efetiva exportação das mercadorias por amostragem e Fl. 12092DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 5 7 de forma aleatória. Após, o processo deve retornar à fiscalização da Unidade de Jurisdição para considerações que julgar pertinentes, em especial, quanto à fidedignidade, confiabilidade e consistências das informações prestadas pela recorrente, para só após retornar a este Conselho. Em 26 de janeiro de 2016, a 2a Turma Ordinária, da 3a Câmara, da 3a Seção de Julgamento do CARF, através da Resolução n° 3102000.511, baixou novamente os autos em diligência, indagando à autoridade preparadora: 1. a partir das notas fiscais de venda da Recorrente para a comercial exportadora com o fim específico de exportação e com base na documentação de exportação da comercial exportadora (documentação apresentada nos autos do processo administrativo pela Recorrente), adotandose as rotinas especificadas a partir do número 3 do item III2 do Relatório de Diligência, podese constatar que houve a efetiva exportação dos bens vendidos pela Recorrente à Comercial Exportadora? 2. Caso a resposta ao quesito anterior seja positiva, ou seja, caso tenham os bens sido efetivamente exportados pela Comercial Exportadora, fazendo uma comparação entre a data do registro das Declarações de Importação relacionadas no auto de infração e a data da averbação da exportação constante do Registro de Exportação (transposição de fronteira) com exceção dos casos ressalvados no anexo ao Laudo da Auditoria Independente (em que houve prazo superior) essas exportações ocorreram dentro do prazo de 1 ano previsto no RECOF? 3. Desconsiderando os casos identificados no Laudo da Auditoria de Independente, por quaisquer critérios de amostragem a Fiscalização encontrou algum outro caso em que as exportações foram realizadas pela SIMM após o decurso do prazo de um ano das datas das DIs? É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Jorge Lima Abud – Relator. Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a empresa MOTOROLA INDUSTRIAL LTDA foi cientificada da Decisão da Delegacia Regional de Julgamento, pessoalmente, em 22/02/2010 (folhas 8.598). O Recurso Voluntário foi interposto em 09/03/2010 (folhas 8.660). O recurso é tempestivo. Fl. 12093DF CARF MF 8 Da controvérsia. No caso em questão, a discussão se cinge aos seguintes pontos: ü o fundamento da autuação ficou superado (ao contrário do que afirmado na autuação, as exportações indiretas são admitidas como forma de extinção do RECOF); ü a IN 417/2004 não é clara nem ao exigir exportações diretas (a IN 417/2004 em realidade não exige) nem ao propiciar a adoção de qualquer modalidade de exportação para fins de extinção do RECOF (o Sr. Fiscal falava uma coisa ao interpretar a lei e a decisão fala outra, agora admitindo as exportações indiretas). Havendo fundada dúvida de l interpretação da legislação fiscal, há que se prestigiar a intenção da lei, principalmente se o seu objetivo tiver sido atingido, qual seja: exportar as mercadorias dentro do prazo de permanência estabelecido pelas regras do RECOF vale o preceito: in dubio pro contribuinte; ü a decisão recorrida literalmente fugiu de sua função de analisar e julgar o mérito da autuação. Todas as provas constantes dos autos, anexas à defesa da Recorrente em primeiro grau, foram ilegalmente ignoradas (há nos autos prova da efetiva exportação dos bens dentro dos prazos legais, ainda que via comercial exportadora), tendo esta omissão o claro e condenável propósito de tentar respaldar o ilegal auto de infração ao invés de julgálo; ü A decisão faz confusão entre modalidades ou formas de extinção do RECOF (como se verá) com os compromissos de exportação (volumes de exportação compromissados a cada ano no âmbito do RECOF), compromissos esses a serem comprovados por meio de relatórios emitidos em consonância com as regras legais do art. 6° da IN 417/2004. Sem a presença de PRELIMINARES, passase ao MÉRITO. DO MÉRITO. Sobre o RECOF, assim dispõem os artigos 89 e 90 do Decreto Lei n° 37/66: Art.89 O regime de entreposto industrial permite, a empresa que importe mercadoria na conformidade dos regimes previstos no art.78, transformála, sob controle aduaneiro, em produtos estinados a exportação e, se for o caso, também ao mercado interno. Art.90 A aplicação do regime de entreposto industrial será autorizada pelo Ministro da Fazenda, observadas as seguintes condições básicas, conforme dispuser o regulamento: I prazo da concessão; Fl. 12094DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 6 9 II quantidade máxima de mercadoria importada a ser depositada no entreposto e prazo de sua utilização; III percentagem mínima da produção total a ser obrigatoriamente exportada. § 1° O regime de entreposto industrial será aplicado a título precário, podendo ser cancelado a qualquer tempo, no caso de descumprimento das normas legais e regulamentares. § 2° Findo o prazo do regime de entreposto industrial, serão cobrados os tributos devidos por mercadoria ainda depositada. § 3° O regulamento disporá sobre as medidas de controle fiscal a serem adotadas pelo Departamento de Rendas Aduaneiras. § 4° Aplicamse a este capítulo, no que couber, as disposições dos Capítulos III e IV. Dispunha o artigo 372 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n° 4.543/2002, vigente à época: Do Conceito Art. 372. O regime de entrepostoindustrial sob controle aduaneiro informatizado (Re cof) é o que permite a empresa importar, com ou sem cobertura cambial, e com suspensão do pagamento de tributos, sob controle aduaneiro informatizado, mercadorias que depois de submetidas a operação de industrialização sejam destinadas à exportação (Decreto Lei n° 37, de 1966, art. 89). § 1o Parte da mercadoria admitida no regime, no estado em que foi importada ou depois de submetida a processo de industrialização, poderá ser despachada para consumo. (Decreto Lei n° 37 de 1966, art. 89). § 2o A mercadoria no estado em que foi importada poderá ter ainda uma das seguintes destinações: i. exportação; ii. reexportação; ou iii. destruição. Quanto a duração do Recof, o Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n° 4.543/2002 assim dispunha: Do Prazo e da Aplicação do Regime Art. 375. O prazo de suspensão do pagamento dos tributos incidentes na importação será de até um ano, prorrogável por período não superior a um ano. Fl. 12095DF CARF MF 10 O texto do artigo 6o da Instrução Normativa SRF n° 417/2004, tratar dos compromissos de exportação: Art. 6° Para a habilitação ao regime, a empresa industrial interessada deverá, ainda, assumir os compromissos de: I exportar produtos industrializados, com a utilização de mercadorias estrangeiras admitidas no regime, no valor mínimo anual equivalente a: a) US$ 10.000.000,00 (dez milhões de dólares dos Estados Unidos da América), para as indústrias referidas nas alíneas "c” e "d" do inciso I do § 1" do art. ; e b) US$ 20,000.000,00 (vinte milhões de dólares dos Estados Unidos da América), para as demais indústrias; (...) § 4° Para os efeitos de comprovação do cumprimento dos compromissos de exportação assumidos poderão ser computados os valores das vendas: (...) II realizadas a empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decretolei n° 1,248, de 29 de novembro de 1972. (Grifo e negrito nossos) O artigo 31 da referida Instrução Normativa, assim dispunha à época: EXTINÇÃO DA APLICAÇAO DO REGIME Art. 31. A aplicação do regime se extingue com a adoção, pelo beneficiário, de uma das seguintes providências: I exportação: a) de produto no qual a mercadoria, nacional ou estrangeira, admitida no regime tenha sido incorporada; b) da mercadoria no estado em que foi importada; c) da mercadoria nacional no estado em que foi admitida; ou d) de produto ao qual a mercadoria estrangeira admitida no regime, sem cobertura cambial, tenha sido incorporada; II reexportação da mercadoria estrangeira admitida no regime sem cobertura cambial; III transferência de mercadoria para outro beneficiário, a qualquer título; IV despacho para consumo: a) das mercadorias estrangeiras admitidas no regime e in corporadas a produto acabado; ou Fl. 12096DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 7 11 b) da mercadoria no estado em que foi importada; V destruição, às expensas do interessado e sob controle aduaneiro; ou VI retomo ao mercado interno de mercadoria nacional, no estado em que foi admitida no regime, ou após incorporação a produto acabado, obedecido ao disposto na legislação específica. 7§ lo Na hipótese dos incisos II e IV do § 4o do art. 2o, o regime só poderá ser extinto mediante exportação, reexportação ou destruição. § 2o E vedada a extinção da aplicação do regime pelo fornecedor cohabilitado, ressalvadas: I a destruição, na forma do inciso V; e II a transferência de mercadoria para outro beneficiário, na forma do § 2o do art. 33. § 3o Na hipótese da alínea “d” do inciso I, a exportação será precedida do correspondente registro de Dl para efeitos cambiais. Motivação da ação fiscal. Entendeu a fiscalização que somente a exportação direta é acolhida como forma extintiva do regime. Segundo a fiscalização, há diferenças entre a EXPORTAÇÃO DIRETA E INDIRETA. Isso porque nos casos de PIS/PASEP e COFINS há distinção entre ambas na legislação específica das referidas contribuições. Ocorrendo a exportação direta, não há incidência dos tributos sobre o bem ou receita, ao passo que na exportação indireta há suspensão dos tributos até que o produto saia do País, sendo embarcado para o exterior, pois se isso não ocorrer no prazo legalmente previsto ou se a mercadoria for revendida no mercado interno, os tributos suspensos passam a ser devidos. Motivação do Acórdão de Impugnação. O Acórdão de Impugnação recorrido enfretou o MÉRITO ao evidenciar que a empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decreto n° 1.248, de 29 de novembro de 1972, é a trading company que para sua constituição e, consequentemente, geração dos efeitos fiscais próprios, requer a observância de requisitos específicos, situação que não foi atendia pela empresa autuada, nos termos do artigo 229 do Decreto n° 4.543/2002: Art. 229. O tratamento previsto nesta Seção aplicase às empresas comerciais exportadoras que satisfizerem os seguintes requisitos (Decretolei no 1.248, de 1972, art. 2o): I estar registrada no registro especial na Secretaria de Comércio Exterior e na Secretaria da Receita Federal, de acordo com as normas aprovadas pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e pelo Ministro de Estado da Fazenda, respectivamente; II estar constituída sob a forma de sociedade por ações, devendo ser nominativas as ações com direito a voto; e Fl. 12097DF CARF MF 12 III possuir capital mínimo fixado pelo Conselho Monetário Nacional Do pleito do Recurso Voluntário O contribuinte entendeu que vendas realizadas no mercado interno a empresa comercial exportadora, é forma ou modalidade de extinção do regime especial, baseandose no art. 6° da Instrução Normativa SRF n° 417/04, em seu parágrafo 4°, inciso II. No caso em comento, o legislador restringiu a norma explicitamente às empresas comerciais exportadoras constituídas nos termos do Decretolei n° 1.248, de 1972. Portanto, ficam excluídas dela as demais empresas exportadoras (simplesmente registradas na SECEX). O Recurso Voluntário alega que o fundamento da autuação ficou superado pelo fundamento do Acórdão de Impugnação e por isso pugna a insubsistência do auto de infração e o consequente arquivamento deste processo administrativo. Ainda que haja uma alternância de entendimentos, é importante salientar que ambas as exigências decorrem de norma legal, portanto de observância obrigatória, sob o ônus do beneficiário do Regime Aduaneiro Especial que as descumprir, seja uma ou outra, arcar com os efeitos previstos. Conforme visto, consoante o inciso II, do § 4o, da Instrução Normativa SRF n° 417/2004, para os efeitos de comprovação do cumprimento dos compromissos de exportação assumidos poderão ser computados os valores das vendas realizadas a empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decretolei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972. A empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decreto n° 1.248, de 29 de novembro de 1972, é a trading company que para sua constituição e, consequentemente, geração dos efeitos fiscais próprios, requer a observância de requisitos específicos, situação também tratada no artigo 229 do Decreto n° 4.543/2002, dentre eles estar constituída sob a forma de sociedade por ações, devendo ser nominativas as ações com direito a voto. Segundo informação contida às folhas 12.031 do processo digital, a empresa SIMM SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA MERCADO MÓVEL BRASIL LTDA, CNPJ n° 06.964.587/000135, possuía natureza jurídica de sociedade por quotas de responsabilidade limitada. No entanto, para obter o Certificado de Registro Especial para atuar como trading company, que ocorreu em 04/09/2007 com a publicação do ADE SRRF/8a. RF n° 71, de 28/08/2007, teve que ser transformada em sociedade por ações, um dos requisitos exigidos. Desta forma, a partir de 26/06/2007 a denominação da sociedade empresária passou a ser SIMM SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA MERCADO MÓVEL BRASIL S/A, mantido o CNPJ e alterado o NIRE. Essas informações constam das fichas cadastrais que podem ser obtidas na página eletrônica da JUCESP. Portanto, a empresa SIMM SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA MERCADO MÓVEL BRASIL S/A não apresentou provas para poder ser caracterizada uma trading company, nos termos do artigo 229 do Decreto n° 4.543/2002, ao longo dos anos de 2006 e 2007. Fl. 12098DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 8 13 Diante de tudo que foi exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para coletar informações a fim de se verificar se a empresa SIMM SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA MERCADO MÓVEL BRASIL S/A pode ser caracterizada como uma trading company, nos termos do artigo 229 do Decreto n° 4.543/2002, ao longo dos anos de 2006 e 2007. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Lima Abud Relator. Voto Vencedor C|onselheiro José Renato Pereira de Deus Redator Designado Com todo o respeito ao brilhante trabalho desenvolvido pelo N. Conselheiro Relator, com a devida vênia, peço escusas para discordar de seu posicionamento quanto à resolução do presente feito. O objeto sobre o qual estamos debruçados, já foi analisado em outra oportunidade, destoando da presente autuação somente quanto ao período de apuração, todas as demais matérias foram debatidas e resumidas no r. Acórdão nº 3201003.004, do processo nº 11829.000006/200914, da 1º Turma Ordinária, da 2ª Câmara, da 3ª Seção de Julgamento, cujo Relator do o I. Conselheiro Winderley Morais Pereira, lavrador em 29 de junho de 2017. Convém ressaltar que, comparando o processo mencionado e a presente demanda, a única diferença que se apresenta, sendo certo que não influi no resultado do presente voto, é a de que houveram exportações de poucos itens após o prazo de 1 (um) ano estabelecido pelo RECOF, fato esse inclusive confessado pela recorrente e sobre os quais não cai qualquer questionamento. Assim, tendo em vista comungar do mesmo entendimento esposado no acórdão acima mencionado, e por entender ser perfeitamente aplicável ao presente processo, peço vênia para adotar como minhas as razões de decidir daquele julgado, vejamos: A discussão de fundo do presente processo trata de definir se somente as exportações realizadas por meio de empresas comerciais exportadoras habilitadas nos termos o DecretoLei nº 1.248/72 podem ser utilizadas para comprovação das exigências do RECOF, ou se conforme, pede a Recorrente também poderiam ser utilizadas para comprovação do regime, as operações de exportação realizadas por meio de empresas comerciais exportadoras habilitadas no sistema Siscomex. Para enfrentar a questão é necessário aclarar o modelo de empresa comercial exportadoras habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72 e aqueles habilitadas no Sistema Siscomex. De há muito existe discussões neste conselho sobre o conceito de empresa comercial exportadora e sua interferência nas operações de comércio exterior. Em resumo, existem dois grupos Fl. 12099DF CARF MF 14 sobre os quais discutemse a definição de comercial exportadora. o primeiro grupo é formado por aquelas empresas habilitadas nos termos previstos no DecretoLei nº 1.248/72. O segundo grupo é formado por empresas que atuam no comércio exterior habilitadas nos termos do Sistema integrado de Comércio Exterior Siscomex. Em que pese a vigência do Decreto, é fato inequÍvoco que a sistemática de operações de comércio exterior sofreram uma grande mudança desde a edição do Decreto. Em particular o surgimento do Siscomex Sistema Integrado de Comércio Exterior, com atuações de diversos órgãos públicos, com alterações substanciais em todo o funcionamento do comércio exterior. Atualmente, para que uma empresa possa operar no comércio exterior, realizado operações de importação e exportação, existe a exigência de uma habilitação prévia e um cadastro no Siscomex que envolve uma série de procedimentos e exigências. Junto com o Siscomex surge o segundo grupo de empresas consideradas comerciais exportadoras. Os órgão atuantes no comércio exterior não ficaram inertes quanto a classificação de empresas que podem ser consideradas comerciais exportadoras e neste ponto ressalto o trecho abaixo, que consta do sitio do Ministério da Industria Comércio e Desenvolvimento MDIC na internet (http://www.mdic.gov.br/comercioexterior/ empresacomercialexportadoratradingcompany) que explica o entendimento daquele Ministério sobre o conceito de empresa comercial exportadora Primeiramente, cumpre enfatizar que empresas comerciais são empresas que têm por objeto social a comercialização de mercadorias, podendo comprar produtos fabricados por terceiros para revender no mercado interno ou destinálos à exportação, bem como importar mercadorias e efetuar sua comercialização no mercado doméstico. Ou seja, exercem atividades típicas de uma empresa comercial. A expressão “trading company” não é utilizada na legislação brasileira, e na doutrina há confusão entre as definições de “empresa comercial exportadora” e “trading company”. A distinção se faz entre as empresas comerciais exportadoras (ECE) que possuem o Certificado de Registro Especial e as que não o possuem. As empresas comerciais exportadoras são reconhecidas no Brasil pelo DecretoLei nº 1.248, de 1972, que dispõe sobre o tratamento tributário das operações de compra de mercadorias no mercado interno, para o fim específico de exportação. Essa norma assegura, tanto ao produtor vendedor quanto à ECE, os benefícios fiscais concedidos por lei para incentivo à exportação. Pelo DecretoLei nº 1.248, de 1972, apenas as empresas comerciais exportadoras que obtivessem o Certificado de Registro Especial seriam beneficiadas com os incentivos fiscais à exportação. Contudo, a legislação atual não faz essa distinção. Fl. 12100DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 9 15 De acordo com a legislação tributária atual, existem duas espécies de Empresas Comerciais Exportadoras (ECE): i) as que possuem o Certificado de Registro Especial e ii) as que não o possuem. Entretanto, os benefícios fiscais quanto ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), às Contribuições Sociais (PIS/PASEP e COFINS) e ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicamse, atualmente, às duas espécies, sem distinção alguma. A própria Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) expressa esse entendimento, por meio da Solução de Consulta nº 40, de 4 de maio de 2012, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 7 de maio de 2012: A Receita Federal, órgão responsável pela fiscalização de comércio exterior, também já se manifestou sobre a matéria, conforme pode ser visto nos trechos abaixo, extraídos das Soluções de Consulta nº 26, de 2005, da Disit da 10ª Região Fiscal, nº 40, de 2012, da 6ª Região Fiscal; e, mais recentemente, na Nota CositE nº 7, de 2017. (retirados da Solução de Divergência nº 7 Cosit de 23 de janeiro de 2017 Solução de Consulta nº 26, de 2005 – Disit 10ª Região Fiscal Desde que esteja caracterizado o fim específico de exportação, a Cofins nãocumulativa não incide sobre as receitas decorrentes das operações de vendas tanto para empresas comerciais exportadoras reguladas pelo DecretoLei nº 1.248, de 1972, como para as empresas comerciais exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Solução de Consulta nº 40, de 2012, – Disit 6ª Região Fiscal ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: A não incidência da Cofins de que trata o art. 6º, III, da Lei nº 10.833, de 2003, se aplica a todas as empresas comerciais exportadoras que adquirirem produtos com o fim específico de exportação. Duas são as espécies de empresas comerciais exportadoras: a constituída nos termos do Decreto Lei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972, e a simplesmente registrada na Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Considerase fim específico de exportação a remessa direta dos produtos vendidos a embarque de exportação ou a recinto alfandegado, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Se a venda for feita a comercial exportadora constituída nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 1972, também se considera fim específico de exportação a remessa direta dos produtos vendidos ao recinto de uso privativo de que trata o art. 14 da Instrução Normativa SRF nº 241, de 2002. Nota CositE nº 7, de 6 de janeiro de 2017. Fl. 12101DF CARF MF 16 No que diz respeito ao tratamento tributário, na remessa para trading companies de mercadorias vendidas com fim específico de exportação, os benefícios fiscais concedidos por lei para incentivo à exportação são assegurados ao produtorvendedor desde a saída da mercadoria de seu estabelecimento. Quanto às demais, o produto vendido sai do estabelecimento industrial com suspensão dos tributos quando são remetidos diretamente do estabelecimento industrial para embarque de exportação ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Nessa hipótese, não há possibilidade de remessa para local não alfandegado. (Citações retiradas da Solução de Divergência nº 7 Cosit de 23 de janeiro de 2017) Como é possível inferir da leitura das manifestação dos órgãos. E inequívoco o reconhecimento das empresas habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72 e das empresas comerciais habilitadas no Siscomex, como empresas comerciais exportadoras. Em diversos momentos da legislação é possível identificar a exigência para que determinados benefícios fiscais somente sejam concedidos a empresas comerciais exportadoras, que estejam habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72, em outros momentos, a legislação é silente quanto a esta exigência, permitindo a utilização de benefícios fiscais com a utilização de empresas comerciais exportadoras de forma ampla, nas exportações realizadas por estas empresas em que as mercadorias são remetidas diretamente para embarque ou áreas alfandegadas. Trazendo os conceitos discutidos acima para a solução da lide posta nos autos, fazse necessário relembrar o escopo normativo que instituiu o RECOF: Inicialmente o art. 89 a 91 do Decreto Lei nº 37/66, traz as definições do regime de entreposto industrial. Art.89 O regime de entreposto industrial permite, a empresa que importe mercadoria na conformidade dos regimes previstos no art.78, transformála, sob controle aduaneiro, em produtos destinados a exportação e, se for o caso, também ao mercado interno. Art.90 A aplicação do regime de entreposto industrial será autorizada pelo Ministro da Fazenda, observadas as seguintes condições básicas, conforme dispuser o regulamento: I prazo da concessão; II quantidade máxima de mercadoria importada a ser depositada no entreposto e prazo de sua utilização; III percentagem mínima da produção total a ser obrigatoriamente exportada. § 1º O regime de entreposto industrial será aplicado a título precário, podendo ser cancelado a qualquer tempo, no caso de descumprimento das normas legais e regulamentares. Fl. 12102DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 10 17 § 2º Findo o prazo do regime de entreposto industrial, serão cobrados os tributos devidos por mercadoria ainda depositada. § 3º O regulamento disporá sobre as medidas de controle fiscal a serem adotadas pelo Departamento de Rendas Aduaneiras. § 4º Aplicamse a este capítulo, no que couber, as disposições dos Capítulos III e IV. Art.91 No caso de despacho para consumo dos produtos resultantes de transformação ou elaboração, o imposto será cobrado segundo a espécie e quantidade das matériasprimas e componentes utilizados naqueles produtos.(grifo nosso) O RECOF também é disciplinado no art. 420 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 6.759, de 5/02/2009. Art. 420. O regime de entreposto industrial sob controle aduaneiro informatizado RECOF é o que permite a empresa importar, com ou sem cobertura cambial, e com suspensão do pagamento de tributos, sob controle aduaneiro informatizado, mercadorias que, depois de submetidas a operação de industrialização, sejam destinadas a exportação (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 89). § 1o Parte da mercadoria admitida no regime, no estado em que foi importada ou depois de submetida a processo de industrialização, poderá ser despachada para consumo (Decreto Lei nº 37, de 1966, art. 89). § 2o A mercadoria, no estado em que foi importada, poderá ter ainda uma das seguintes destinações: I exportação; II reexportação; ou III destruição. .(grifo nosso) A Receita Federal editou Instruções Normativas que também trouxeram definições e critérios de funcionamento a serem aplicados ao RECOF. IN SRF nº 417/2004 Art. 6º Para a habilitação ao regime, a empresa industrial interessada deverá, ainda, assumir os compromissos de: I exportar produtos industrializados, com a utilização de mercadorias estrangeiras admitidas no regime, no valor mínimo anual equivalente a: ... Fl. 12103DF CARF MF 18 § 1º Para atendimento dos compromissos referidos no caput, serão computadas as operações realizadas a partir da data do desembaraço aduaneiro da primeira declaração de importação (DI) de mercadorias para admissão no regime. ... § 4º Para os efeitos de comprovação do cumprimento dos compromissos de exportação assumidos poderão ser computados os valores das vendas: I de partes e peças fabricadas com mercadorias admitidas no regime, realizadas a outro beneficiário habilitado ao regime; e II realizadas a empresa comercial exportadora instituída nos termos do Decretolei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972. IN SRF nº 1291/2012 Art. 6º A manutenção da habilitação ao regime fica condicionada ao cumprimento pela empresa habilitada das seguintes obrigações: ... § 4º Para efeito de comprovação do cumprimento das obrigações de exportação, poderão ser computados os valores: I das transferências a qualquer título de partes e peças fabricadas com mercadorias admitidas, realizadas a outro beneficiário habilitado ao regime; e II das vendas realizadas a Empresa Comercial Exportadora, instituída nos termos do DecretoLei nº 1.248, de 29 de novembro de 1972. .(grifo nosso) Conforme verificase na leitura da legislação, a exigência para que as comprovações possam ser realizadas por comerciais exportadoras habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72, consta das Instruções Normativas da RFB, mas, não existe tal menção a esta exigência no DecretoLei nº 37/66 ou no Regulamento Aduaneiro. A Fiscalização da RFB ao auditar o regime, entendeu por aplicar uma interpretação restritiva, baseadas nas instruções normativas, considerando, que somente operações realizadas por empresas comerciais exportadoras habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72 poderiam ser utilizadas para comprovar as exportações do RECOF. Conforme já detalhado neste voto, é sabidamente reconhecido que empresas comerciais que se dediquem a operações de comércio exterior podem também ser reconhecidas como comerciais exportadoras, mesmo não estando habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72. O RECOF possui como pressuposto da sua existência, que as mercadorias tenham como destino final a exportação, sendo um regime de incentivo as operações industriais no Pais. A legislação que fez nascer o regime deixa evidente que os Fl. 12104DF CARF MF Processo nº 10830.720227/200901 Acórdão n.º 3302005.786 S3C3T2 Fl. 11 19 produtos industrializados para usufruir do benefício fiscal necessitam ser exportados. No caso em tela, a diligência muito bem realizada pela Unidade de Origem, deixou claro a realização das exportações dos produtos industrializados utilizando empresas comerciais exportadoras habilitada a realizar operações de comércio exterior no Siscomex. Ao meu sentir, aplicar o entendimento que somente empresas comerciais exportadoras habilitadas no termos do DecretoLei nº 1.248/72 poderiam ser utilizadas, nos termos das instruções normativas, cria limites que não constam dos diplomas legais e regulamentares que criaram o regime. A consulta a legislação deixa evidente a exigência das exportação dos produtos submetidos ao regime, não existindo no DecretoLei nº 37/66 ou no Regulamento Aduaneiro uma restrição quanto a utilização única de empresas comerciais exportadoras habilitadas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72. A matéria já foi objeto de discussão neste Conselho, no Acórdão nº 3401002.720, onde a turma julgadora decidiu que as exportações realizadas por empresas comerciais exportadoras estão aptas a serem utilizadas para a comprovação de exportação do RECOF, mesmo que sejam instituídas nos termos do DecretoLei nº 1.248/72. ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 Ementa: RECOF. ADIMPLEMENTO DO REGIME. CONDIÇÕES. As vendas de bens submetidos ao RECOF realizadas a empresa comercial exportadora, mesmo que não instituída nos termos do Decretolei n.º 1.248/1972, que tenham efetivamente sido exportados, podem ser computadas para efeito de comprovação do cumprimento das obrigações do RECOF. DECADÊNCIA. RECOF. O pagamento da apuração mensal dos tributos decorrentes das operações dos bens Recofiados não é antecipação de pagamento dos lançamentos representados pelas declarações de admissão no regime. Eles correspondem ao atendimento de clausulas ínsitas nas obrigações do regime aplicado. Por isso, no caso de inadimplemento do regime, a regra decadencial deve ser a prevista no artigo 173, I, do CTN, que dita que o termo inicial deve ser do exercício seguinte em que ele poderia ser lançado. A a determinação do termo inicial do prazo decadencial para obrigação tributária referente a bem Recofiado que foi destinado a mercado interno deve ter como indicador a data em que passam a ser exigíveis os tributos suspensos e as obrigações acessórias, e não o prazo de encerramento do regime RECOF desse bem. Tendo se dado o fato que define a obrigação do contribuinte, e Fl. 12105DF CARF MF 20 tendo ocorrido o descumprimento dessa clausula ou a inadimplência da regra, o exercício a partir de quando se poderia lançar não pode depender da finalização do prazo do regime desse bem Recofiado. Recurso voluntário provido.(Acórdão nº 3401002.720, Sessão de 17/09/2014, Relator Eloy Eros da Silva Nogueira) Considerando que as exportações foram comprovadas e ocorreram dentro do prazo de 1 (um) ano previsto para conclusão do regime, entendo confirmada as exigências necessárias ao seu adimplemento. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. Desta forma, conforme dito anteriormente, por entender ser aplicável ao presente processo as razões acima expostas e por comungar com o entendimento esposado, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário, acatando as informações sobre as exportações realizadas, trazidas no relatório de diligência fiscal. É como voto. (assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus Redator designado Fl. 12106DF CARF MF
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Numero do processo: 10680.910546/2015-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 25/01/2011
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO.
Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazê-lo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-005.260
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10680.904943/2015-40, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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PRECLUSÃO. Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 05 46 /2 01 5- 15 Fl. 80DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo administrativo pedido de restituição formalizado por meio de PER/DCOMP para obter reconhecimento de direito creditório do tributo por suposto pagamento a maior ou indevido. Em análise ao referido documento, a autoridade tributária proferiu Despacho Decisório Eletrônico, formalizado no sentido do indeferimento da restituição pretendida pela interessada, explicando que o pagamento indicado já estava integralmente alocado, não restando, assim, crédito disponível para restituição e eventuais compensações vinculadas à esse crédito. Inconformado, o interessado apresentou manifestação de inconformidade tempestiva esclarecendo que durante procedimento de auditoria interna, realizada nas apurações dos tributos da companhia, foram identificados pagamentos a maior em determinados períodos e a menor em outros. Para regularizar a situação fiscal perante a Receita Federal do Brasil, providenciou a quitação dos débitos pagos a menor e solicitou a restituição dos pagamentos a maior, retificando as DCTF para informar os novos valores. Entende que a Per/Dcomp está em conformidade com o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 e com a Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 2012, restando demonstrada a insubsistência e improcedência do despacho decisório. A DRJ julgou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos do Acórdão nº 06058.453. Inconformada com decisão de primeira instância, a contribuinte apresentou recurso voluntário, em síntese, trazendo argumento novo, de que o pagamento indevido seria da conta de Sociedades em Conta de Participação da qual é sócia ostensiva. É o relatório. Fl. 81DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301005.223, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301005.223): "O recurso voluntário apresentado é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade1. A acórdão recorrido desce a detalhes do ocorrido: Segundo a versão apresentada pela defesa, o crédito apontado (R$ 275,20) decorreu da revisão da base de cálculo da COFINS de 31/03/2010, conforme informado na DCTF retificadora apresentada em 06/11/2014. Constatouse que o despacho decisório foi emitido levando em conta as informações contidas na DCTF retificadora, transmitida em 06/11/2014, a qual, como se vê, tratase da DCTF retificadora que a contribuinte alega conter as informações corretas correspondente ao débito do período. Nessa DCTF, o débito de COFINS confessado do período de apuração de 31/03/2010 é de R$ 1.134.352,27 – que foi quitado por meio de vários pagamentos (DARF) que totalizam R$ 871.733,98 e compensações no valor de R$ 696,80 – restando, saldo a pagar de R$ 261.921,49 – conforme a tela extraída do sistema de controle de declarações: 1 Ressaltese ser desnecessário responder todos as questões levantadas pelas partes, em já havendo motivo suficiente para decidir (Lei n° 13.105/15, art. 489, § 1o , IV. STJ, 1ª Seção, EDcl no MS 21.315DF, julgado de 8/6/2016, rel. Min. Diva Malerbi). Fl. 82DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 5 4 Essas mesmas informações constam da DCTF que está ativa no sistema de controle de declarações, transmitida em 08/01/2015. No sistema de controle de arrecadação, verificouse que os pagamentos apontados na DCTF retificadora – no valor total de R$ 871.733,98 – foram validados e vinculados ao débito de Cofins do período (código 2172). No entanto, tendo em vista que os pagamentos validados foram insuficientes para a extinção do débito e verificada a existência de outros pagamentos para o mesmo período de apuração, dentre os quais o pagamento pleiteado no PER em tela, o sistema informatizado alocou esses pagamentos para amortizar parte do saldo devedor confessado na DCTF, como se vislumbra nas telas copiadas a seguir: Fl. 83DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 6 5 Desse modo, o pagamento por meio do DARF discriminado no PER – de R$ 275,20 – foi integralmente utilizado para quitar o débito de COFINS de 31/03/2010, em face das informações prestadas pela própria contribuinte na DCTF retificadora apresentada à Receita Federal, não restando crédito para a restituição pretendida: [...] Destaca ainda a decisão de piso que "desde a constituição da DCTF pela Instrução Normativa SRF nº 126, de 30/10/1998, e suas alterações posteriores, e de acordo com o disposto no DecretoLei nº 2.124, de 13/06/1984", tal declaração constituise em confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário. A recorrente, alega que o pagamento indevido de R$275,20, seria provenientes e originário "de SCP’s (Sociedades em Conta de Participação), das quais" [...] "é sócia ostensiva". E acrescenta: O débito montante de R$ 1134352,27, declarado em DCTF, alberga valores devidos de Cofins de várias SCP’s que tem a Recorrente como sócia ostensiva e outras empresas como sócias participantes. A título de lembrete sabese que os sócios ostensivos de SCP’s são aquelas pessoas jurídicas que se obrigam perante terceiros, enquanto que os sócios participantes (antigos sócios ocultos), não têm essa obrigação. Em vista dessa situação, a Recorrente é responsável pelas obrigações acessórias tributárias, dentre elas, a apresentação de DCTF com os competentes recolhimentos tributários. Fl. 84DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 7 6 No caso em questão, o valor recolhido, R$ 275,2 é proveniente da atividade da SCP, "Laguna Beach" contrato anexo, Doc. 1, que recolheu este valor. Contudo, como já informado, tinha como valor devido a quantia de R$ 0 Ao manter a decisão que indeferiu o crédito pleiteado, a Receita Federal acaba violando a individualidade de outra pessoa jurídica, uma vez que o crédito solicitado diz respeito a uma sociedade em conta de participação específica que tem a Recorrente como sócia ostensiva. O quadro abaixo, demonstra muito bem a composição deste crédito. Tanto que o código do imposto é o 217208, cujo dígito identifica ser o crédito decorrente de sociedade em conta de participação. Portanto, no caso da decisão ser mantida, permanecerseá uma verdadeira invasão no patrimônio da SCP Laguna Beach, visto o desrespeito à sua individualidade e atividade empresarial, pois está sendo punida por conta de débitos tributários que não são dela. “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2008 SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO. SUJEIÇÃO TRIBUTÁRIA. Na apuração dos resultados da sociedade em conta de participação serão observadas as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Tendo em vista que a sociedade em conta de participação não se confunde com o sócio ostensivo, os resultados daquela não podem ser tributados diretamente neste mas apenas distribuídos na proporção da participação.” (CARF, Recurso Voluntário Recurso de Ofício, PTA 15504.724276/201314, Acórdão 1402 002.208. Relator Dr. Leonardo de Andrade Couto , DJ 27.06.2016) (destacouse) Diante do exposto, não há que se falar na aplicação da IN SRF 126/98, pois o saldo a pagar da Recorrente não pode prejudicar uma SCP em que ela é a sócia ostensiva e que, por isso, é obrigada ao cumprimento das obrigações acessórias, dentre elas, a entrega de DCTF. Ocorre, no entanto, que tal argumento de defesa não foi trazido em sede de manifestação de inconformidade, precluindo o direto de fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Também não localizei a prova da liquidez e certeza do crédito em foco, que não a DCTF retificada e o DARF dado como pago indevidamente. Tal Fl. 85DF CARF MF Processo nº 10680.910546/201515 Acórdão n.º 3301005.260 S3C3T1 Fl. 8 7 comprovação é exigência do art. 170 do Código Tributário Nacional e ônus do peticionário, nos termos do art. 373 do Código do Processo Civil. Assim, por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 86DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13971.904737/2009-12
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Dec 07 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/03/2003 a 30/09/2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA.
O recurso voluntário interposto após o prazo 30 dias, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolando-se em definitiva a decisão de primeira instância administrativa exarada.
Numero da decisão: 3001-000.582
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e não conhecer do recurso.
(assinado digitalmente)
Orlando Rutigliani Berri - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Marcos Roberto da Silva, Renato Vieira de Avila e Francisco Martins Leite Cavalcante.
Nome do relator: MARCOS ROBERTO DA SILVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Marcos Roberto da Silva, Renato Vieira de Avila e Francisco Martins Leite Cavalcante.
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LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2003 a 30/09/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL (PAF). RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. O recurso voluntário interposto após o prazo 30 dias, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolandose em definitiva a decisão de primeira instância administrativa exarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada e não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Orlando Rutigliani Berri Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Marcos Roberto da Silva, Renato Vieira de Avila e Francisco Martins Leite Cavalcante. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 90 47 37 /2 00 9- 12 Fl. 105DF CARF MF 2 Relatório Tratase do despacho decisório, situado à fl. 14, que reconheceu parcialmente o crédito pleiteado no PER nº 01496.91218.060605.1.3.016012, que pleiteava o ressarcimento de IPI referente ao 3º trimestre de 2003, no montante de R$41.208,10, tendo sido homologado parcialmente as compensações declaradas que utilizaram este crédito no montante de R$ 37.056,50. A glosa parcial ocorreu em razão dos seguintes motivos: (i) créditos considerados indevidos; (ii) o saldo credor passível de ressarcimento foi inferior ao valor pleiteado. Não satisfeita com a resposta do fisco, a Recorrente apresentou sua Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese, que: (i) no quadro Demonstrativo de Apuração do Saldo Credor Ressarcível encontrase diferenças significativas que não condizem com a realidade dos fatos; (ii) a apuração realizada pela Receita Federal não condiz com o valor correto constante no Livro de Apuração; e (iii) fora compensado crédito presumido do trimestre com valores de ressarcimento de períodos anteriores, no tocante, R$ 16.110,51, valor este que está incluso no saldo anterior do livro de IPI, que era de R$ 26.895,38, portanto não faz parte da apuração inerente ao 3º trimestral de 2003. A DRJ de Ribeirão Preto julgou improcedente a manifestação de inconformidade, convalidando integralmente o indeferimento consubstanciado no despacho decisório conforme Acórdão no 1459.234 a seguir transcrito: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/03/2003 a 30/09/2003 IPI. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. GLOSAS NÃO INFORMADAS NO DESPACHO DECISÓRIO. DILIGÊNCIA. REABERTURA DE PRAZO PARA CONTESTAÇÃO. SANEAMENTO. Considerase saneado o despacho decisório que, originalmente, não discriminou expressamente glosas que importaram redução do saldo credor inicial do período, quando baixado o processo em diligência, a Fiscalização tenha informado a origem das glosas e intimado o contribuinte a contestar a apuração. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 RESSARCIMENTO. GLOSA DE CRÉDITOS DE OPERAÇÕES QUE NÃO GERAM DIREITO A CRÉDITO. FALTA DE CONTESTAÇÃO. Mantêmse as glosas de créditos indevidamente escriturados pelo contribuinte, quando, reaberto prazo para manifestação após a realização de diligência, deixe de apresentar contestação. Inconformada com a decisão da DRJ, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário contra a decisão de primeira instância alegando, em síntese, que não há restrição na Lei no 9779/99 para ressarcimento de créditos de IPI obtidos na aquisição de insumos aplicados na fabricação de produtos NT por considerar que o seu benefício estabelecido no art. 11 da citada lei não seria apenas para a produção de produtos isentos ou sujeitos à alíquota zero. Fl. 106DF CARF MF Processo nº 13971.904737/200912 Acórdão n.º 3001000.582 S3C0T1 Fl. 105 3 Dandose prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Marcos Roberto da Silva Em juízo de admissibilidade do presente Recurso Voluntário constatei que o não preenchimento dos requisitos para o seu conhecimento. O Aviso de Recebimento – AR, de efl. 739, informa que o contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância em 18/08/2015. Nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72, da decisão que julga a impugnação e/ou manifestação de inconformidade caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à sua ciência. Como assinalado, a ciência válida da decisão ocorreu em 18/08/2015, terçafeira, vencendo o prazo para interposição do voluntário em 17/09/2015, quintafeira, contado de acordo com o estabelecido no art. 5º do mesmo diploma legal. Tendo em vista que o Recurso Voluntário foi protocolado em 18/09/2015, é inconteste a sua intempestividade. Não deve prosperar o argumento da recorrente para que o Recurso Voluntário seja recebido no primeiro dia útil após a paralisação das repartições da Receita Federal como tempestivo. Isto porque, além da determinação de que não haja interrupção do serviço público durante período de greve, a recorrente poderia ter enviado a peça recursal por meu postal, cuja data de postagem deve ser considerada como a de apresentação para fins da contagem de prazo disposta no Decreto no 70.235/72. Destaquese ainda que a recorrente não comprova por quaisquer meios a efetiva paralização da Agência da Receita Federal em Timbó – SC, unidade onde foi apresentado o recurso de forma intempestiva. Pelo exposto, diante da sua extemporaneidade, voto por não conhecer o Recurso Voluntário e rejeitar a preliminar suscitada pela Recorrente. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Fl. 107DF CARF MF 4 Fl. 108DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15954.000050/2007-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Exercício: 2006
EXCLUSÃO. ATIVIDADE IMPEDITIVA. SERVIÇOS AUXILIARES DA CONSTRUÇÃO CIVIL. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA.
Atividades de serviços de manutenção de edificações e benfeitorias do parque industrial com fornecimento de mão-de-obra especializada caracterizam a prestação de serviços auxiliares da construção civil e cessão de mão-de-obra, cuja opção pela sistemática de tributação pelo SIMPLES é vedada.
Numero da decisão: 1202-001.050
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Viviane Vidal Wagner
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2006 EXCLUSÃO. ATIVIDADE IMPEDITIVA. SERVIÇOS AUXILIARES DA CONSTRUÇÃO CIVIL. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. Atividades de serviços de manutenção de edificações e benfeitorias do parque industrial com fornecimento de mão-de-obra especializada caracterizam a prestação de serviços auxiliares da construção civil e cessão de mão-de-obra, cuja opção pela sistemática de tributação pelo SIMPLES é vedada.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2006 EXCLUSÃO. ATIVIDADE IMPEDITIVA. SERVIÇOS AUXILIARES DA CONSTRUÇÃO CIVIL. CESSÃO DE MÃODEOBRA. Atividades de serviços de manutenção de edificações e benfeitorias do parque industrial com fornecimento de mãodeobra especializada caracterizam a prestação de serviços auxiliares da construção civil e cessão de mãodeobra, cuja opção pela sistemática de tributação pelo SIMPLES é vedada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta e Meigan Sack Rodrigues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 95 4. 00 00 50 /2 00 7- 70 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 03/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/01/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 15954.000050/200770 Acórdão n.º 1202001.050 S1C2T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a manifestação de inconformidade do contribuinte. Por economia processual, adotase, na íntegra, o relatório da decisão recorrida, abaixo transcrito: A empresa acima identificada, mediante Ato Declaratório Executivo nº 32, de 06 de agosto de 2007 (fl. 15), foi excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) “tendo em vista que a mesma desempenhou atividades que impedem sua permanência no sistema simplificado, incidindo no inciso V do Art. 9° da Lei 9.317/96 e alterações posteriores”. A exclusão deuse com efeitos a partir de 01/01/2005. A exclusão decorreu de representação fiscal firmada pelo Auditor Fiscal da Previdência Social, Emílio C. O. Tieppo, e amparouse no Despacho Decisório Seort de fl. 13, que atribuiu à manifestante a prestação de serviços auxiliares à construção civil. Inconformada, a contribuinte apresentou, em 12/09/2007, a manifestação de inconformidade de fls. 20 a 27, na qual alegou, em síntese, que não exerce os serviços auxiliares à construção civil e de cessão de mãodeobra. A DRJ decidiu nos termos da seguinte ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2002 EXCLUSÃO. ATIVIDADE IMPEDITIVA. SERVIÇOS AUXILIARES DA CONSTRUÇÃO CIVIL. CESSÃO DE MÃO DEOBRA. Atividades de serviços de manutenção de edificações e benfeitorias do parque industrial com fornecimento de mãode obra especializada caracterizam a prestação de serviços auxiliares da construção civil e cessão de mãodeobra. Cientificada da decisão, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário ao CARF, alegando, basicamente, as mesmas razões apresentadas em sua manifestação de inconformidade. Questiona, ainda, a exclusão por motivo que passou a ser considerado não vedado a partir de 01 de julho de 2007, com a vigência da Lei Complementar n° 123/2006. Pede a manutenção no SIMPLES durante todo o período, com a aplicação retroativa da nova legislação. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 03/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/01/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 15954.000050/200770 Acórdão n.º 1202001.050 S1C2T2 Fl. 4 3 Voto Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora O recurso é tempestivo e assente em lei, sendo conhecido. De início, é de se afastar a aplicação retroativa da LC nº 123, de 2006, conforme pretendido pela recorrente, nos termos da jurisprudência consolidada do CARF: Súmula CARF nº 81 É vedada a aplicação retroativa de lei que admite atividade anteriormente impeditiva ao ingresso na sistemática do Simples. Quanto à exclusão em si, o ato declaratório de exclusão questionado fundamentouse na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, em seus dispositivos abaixo transcritos: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] V que se dedique à compra e à venda, ao loteamento, à incorporação ou à construção de imóveis; Na representação fiscal foram apresentados os seguintes elementos comprobatórios: Tela Consulta Situação Optantes pelo SIMPLES Opção pelo SIMPLES: 05/02/99. Cópias das Notas Fiscais de Prestação de Serviços n.° 432, 441, 450 e 456. Cópia do Contrato Particular de Prestação de Serviços, de 01/12/2004. Analisando os fatos apresentados pela auditoria fiscal, em conjunto com os documentos juntados aos autos e sopesando os argumentos da defesa, a DRJ consignou: Como se vê dos autos a manifestante, mediante Contrato Particular de Prestação de Serviços, de fls. 08/11, contratou com a Jardest S/A Açúcar e Álcool, o fornecimento de mãodeobra especializada de pedreiros e serventes para execução dos serviços de manutenção das edificações e benfeitorias no parque industrial daquela empresa, pelo período de 07 de dezembro de 2004 a 30 de abril de 2005. Ora, conforme citado no Despacho Seort de fl.13, o exercício da atividade de construção de imóveis, tal como definido no art. 9°, V, § 4° da Lei n° 9.317, de 1996, é atividade impeditiva à adesão ao Simples, entendimento corroborado pelo ADN COSIT nº 30 de 1999. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 03/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/01/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 15954.000050/200770 Acórdão n.º 1202001.050 S1C2T2 Fl. 5 4 Portanto, em que pese a bem elaborada manifestação da contribuinte, restou comprovado, pelas notas fiscais juntadas aos autos, fls.04/07, e pela cópia do Contrato Particular de Prestação de Serviços, fls. 08/11, que a empresa no período de janeiro a abril de 2005, executou serviços impeditivos à opção ao Simples. Quanto ao pedido da interessada, de manterse a exclusão somente no período de janeiro a abril de 2005, não há como acatálo, por falta de previsão legal. Em seu recurso, a recorrente não logra desconstituir os argumentos da autoridade fiscal e a prova robusta em seu desfavor. Sustenta que “o simples fato de constar uma atividade impeditiva pela opção do SIMPLES no contrato de prestação de serviços não quer dizer que a empresa efetivamente prestou tal atividade”. Contudo, aqui não se trata de simples previsão contratual, mas da prova do exercício de atividade impeditiva através de notas fiscais de serviços. As notas fiscais juntadas aos autos (fls.0407) atestam a prestação de “serviços diversos de manutenção no site”, incluindo mão de obra especializada, refeições e transporte, o que é corroborado pelo contrato de prestação de serviços referido (fls.0811). Diante da demonstração da existência de situação fática impeditiva da opção pelo SIMPLES, tornase irreparável a decisão recorrida. Ante o exposto, negase provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Fl. 90DF CARF MF Impresso em 03/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/01/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 12452.720436/2011-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Nov 16 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3302-000.897
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para inserir as planilhas SISCOMEX e outros documentos para demonstração do valor aduaneiro; para verificar se os estudos de vinculação física e laudos acostados pela recorrente correspondem a um percentual de adimplemento do compromisso superior ao considerado pela fiscalização; para verificar se o AC 20100062369 foi objeto da fiscalização e se estava em aberto à data da lavratura do Auto de Infração; para verificar se houve a transferência autorizada de saldos do AC 20070180598 para o AC 20100006256, vencidos os Conselheiros Paulo Guilherme e Fenelon Moscoso que davam provimento parcial e Walker Araújo que dava provimento integral. Designado o Conselheiro José Renato Pereira de Deus para redigir o voto vencedor. Os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho e Corintho Oliveira Machado não votaram em razão dos votos definitivamente proferidos pelos Conselheiros Fenelon Moscoso na sessão de julho de 2018 e Vinícius Guimarães (Suplente Convocado) na sessão de setembro de 2018
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
(assinado digitalmente)
José Renato Pereira de Deus - Redator designado
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araujo, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.
Relatório
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, para inserir as planilhas SISCOMEX e outros documentos para demonstração do valor aduaneiro; para verificar se os estudos de vinculação física e laudos acostados pela recorrente correspondem a um percentual de adimplemento do compromisso superior ao considerado pela fiscalização; para verificar se o AC 20100062369 foi objeto da fiscalização e se estava em aberto à data da lavratura do Auto de Infração; para verificar se houve a transferência autorizada de saldos do AC 20070180598 para o AC 20100006256, vencidos os Conselheiros Paulo Guilherme e Fenelon Moscoso que davam provimento parcial e Walker Araújo que dava provimento integral. Designado o Conselheiro José Renato Pereira de Deus para redigir o voto vencedor. Os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho e Corintho Oliveira Machado não votaram em razão dos votos definitivamente proferidos pelos Conselheiros Fenelon Moscoso na sessão de julho de 2018 e Vinícius Guimarães (Suplente Convocado) na sessão de setembro de 2018 (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator (assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus Redator designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araujo, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 24 52 .7 20 43 6/ 20 11 -4 1 Fl. 81357DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente de Autos de Infração para constituição de crédito tributário de Imposto de Importação II, Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, PIS/Pasep Importação, CofinsImportação e multa regulamentar. Por retratar a realidade dos fatos, transcrevese relatório de parte da Resolução nº 3102000.323: "Segundo Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 27.155 a 27.176) o contribuinte importou mercadorias no regime suspensivo do “drawback” – com suspensão dos tributos incidentes sobre a importação – e descumpriu exigências substanciais da legislação que regula a matéria, essenciais à fruição dos benefícios fiscais. As exigências fiscais consideradas como não atendidas podem ser assim resumidas: 1. Falhas na identificação dos insumos importados; 2. Não comprovação da aplicação de parte dos insumos importados nos produtos exportados; 3. Não observância do princípio da vinculação física dos insumos aos produtos exportados; Inconformada com acusação fiscal a autuada apresentou tempestiva impugnação expondo a complexidade do processo produtivo, aduzindo em síntese as seguintes razões: ∙ é nulo o trabalho fiscal em razão da violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório em razão da manifesta ausência de determinação da exigência conforme Decreto nº 70.232/72 e falta de segregação das infrações; ∙ há ainda nulidade dos autos de infração em razão da omissão da taxa cambial e dos valores aduaneiros utilizados pela autoridade fiscal para apuração da base de cálculo dos tributos incluídos no auto de infração; ∙ decadência dos créditos tributários constituídos sobre o ato concessório 20030014263; ∙ o regime do drawback suspensão genérico pode ser comprovado mediante fluxo financeiro sem a necessidade de vinculação física nos termos de ato normativo da SECEX; ∙ apuração Imprestável, Falta de identificação dos insumos importados não representa inadimplemento do drawback suspensão na medida em que a legislação exige apenas a descrição genérica das mercadorias importadas para fins de apuração do adimplemento do regime; ∙ utilização inadequada de presunções fiscais – a falta de identificação dos insumos importados não autoriza a conclusão de descumprimento do compromisso de exportação ou da nacionalização indevida dos insumos importados; ∙ erro formal não gera obrigação tributária – mero erro de forma no registro da exportação não configura descumprimento do regime de drawback suspensão; ∙ a transferência de mercadorias entre atos concessórios é autorizada pelo SECEX; ∙ inclusão indevida de importações vinculadas a atos concessórios ainda em aberto. ∙ Requereu ainda a produção de prova pericial para comprovar o adimplemento do regime do drawback Apreciando a defesa da Fl. 81358DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 4 3 empresa, a DRJ São Paulo I julgou improcedente a impugnação e manteve os autos de infração nos seguintes termos: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 DRAWBACK SUSPENSÃO. DECADÊNCIA. A contagem do prazo decadencial somente se inicia no primeiro dia do exercício seguinte ao da emissão e encaminhamento do Relatório de Comprovação pela SECEX à Receita Federal. MÉRITO. A fiscalização apurou que parte das mercadorias importadas sob regime de drawback suspensão não foi utilizada nos produtos exportados. Foi constatado, ainda, que não houve nacionalização dos mesmos. O emprego dos insumos importados nos produtos exportados é conhecido como “princípio da vinculação física” e está previsto no Regulamento Aduaneiro. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada, a contribuinte recorreu a este conselho, aduzindo basicamente as razões e fundamentos trazidos na peça impugnatória. Na sessão de 14/10/2010, a Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento converteu o julgamento em diligência, conforme excerto abaixo da Resolução nº 3102000.323: "Isso posto, para aferir se houve o adimplemento dos compromissos de exportação é imprescindível que sejam carreados aos presente autos documentos que permitam aferir, no período relativo aos atos concessórios, a composição das receitas da Recorrente bem como dos saldos de estoques dos materiais importados. Assim, considerando o que dispõe o art. 18, I, Anexo II, da Portaria MF n° 256/08, o qual prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, proponho que se converta o julgamento deste Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem, para que de ofício ou mediante requisição ao sujeito passivo, sejam juntados aos autos referentes aos anoscalendário 2003 a 2010: (i) demonstrativos de composição das receitas auferidas no mercado interno e externo, (ii) Declarações de Informação da Pessoa Jurídica (DIPJ) bem como (iii) controles de estoque das mercadorias importadas e apuração de estoque positivo de mercadoria." Em cumprimento da diligência, a autoridade fiscal rebate o entendimento de que é suficiente a descrição genérica da mercadoria e seu valor para cumprimento do regime de drawbacksuspensão e que a prova da efetivação de aplicação das mercadorias admitidas no regime aos produtos exportados somente é possível mediante a existência de controles específicos que permitam a vinculação. Destacou ainda que a informação no voto da resolução de que "os controles das importações e do processo produtivo são insuficientes para comprovar o efetivo emprego de todos os insumos importados nos produtos exportados” não se alinha com o texto do “Relatório de Auditoria Fiscal” (efls 27155 a 27176), pois, a rigor, "o relatório mostra que os controles de produção e estoque apresentados pela empresa provam que os insumos que foram objeto de autuação não foram incorporados aos produtos exportados que foram apresentados à Secex e ao Fisco para comprovação da aplicação regime suspensivo." Fl. 81359DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 5 4 Quanto à composição das receitas, informou que de 2003 a 2005, houve receitas de venda no mercado interno e exportações comuns e que de 2006 a 2010, houve vendas no mercado interno, exportações com amparo no regime de drawback e exportações comuns, conforme efls. 79761. Juntou ao final o demonstrativo de receitas auferidas, as DIPJ, controle do estoque de produtos importados e apuração de estoque positivo. A recorrente, intimada da diligência, refutou as afirmações da autoridade fiscal, pugnando pelo entendimento de que o regime de drawback suspensão pode ser comprovado exclusivamente com base na análise dos fluxos financeiros e que tal fluxo fora verificado pela SECEX considerando adimplidos os compromissos e baixando os respectivos atos concessórios. Defendeu que o drawbacksuspensão pode ser aplicado na modalidade genérico, admitida a discriminação genérica da mercadoria e seu valor, dispensada a quantidade e a classificação na NCM. Informou que realiza vendas no mercado interno de ferramentas e peças e que vendeu dez árvores de natal molhadas no ano de 2007 para a Petrobrás, utilizando insumos importados e adquiridos no mercado interno, ambos com pagamento de tributo. Reiterou a inaplicabilidade do princípio da vinculação física e apresentou estudo que comprovaria a adimplemento dos compromissos pela análise dos fluxos financeiros e compatibilidade de quantidades de insumos importados em todos os Atos Concessórios objeto do MPF. Pugnou ainda pelo creditamento dos tributos suspensos relativos ao IPI, PIS/Pasep e Cofins. Na sessão de 20/02/2017, mediante Resolução nº 3302000.554, o julgamento foi convertido em diligência para que a autoridade fiscal explicitasse a correlação entre a Memória de Cálculo (efls. 77771/78062) e os valores tributáveis inseridos no Auto de Infração de II (efls. 1148/1336), identificando a taxa de conversão da moeda, bem como a origem dos dados, cabendo à recorrente a produção de prova contrária às informações apresentadas, se for o caso; confirmasse, ou não, a transferência dos saldos do Ato Concessório nº 20050247581 para o Ato Concessório 20070131384, autorizada pela SECEX (inclusive mediante ofício, se alguma dúvida persistir) e, em caso afirmativo, procedesse aos ajustes no lançamento ou, em caso negativo, justificasse com juntada de documentos que infirmassem a transferência; identificasse os fatos geradores lançados vinculados aos Atos Concessórios nº 20070102252, 20100006256, 20100006868, 20100015689 e 20100022286 e esclarecesse sua inserção no lançamento, em razão da informação trazida no próprio relatório fiscal. Em cumprimento, foi elaborado o relatório fiscal de efls. 79935/79940, no qual descreve a metodologia para apuração da base de cálculo e da planilha MEMÓRIA DE CÁLCULO, confirmou a transferência das DIs para o AC 20070131384 e confirmou a necessidade de exclusão do Auto de Infração dos AC 20070102252, 20100006256, 20100006868, 20100015689 e 20100022286 e das adições transferidas do Ato Concessório nº 20050247581 para o Ato Concessório 20070131384, elaborando a planilha "Dados Consolidados" com os valores ajustados. Por seu turno, a recorrente reitera o pedido de nulidade da autuação em razão da incongruências detectadas e não resolvidas na diligência quanto à correlação dos valores da MEMÓRIA DE CÁLCULO com os valores autuados, bem como falta de identificação da taxa de conversão e das demais incorreções reconhecidas. Fl. 81360DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 6 5 Em 05/07/2018, a recorrente protocolou novos documentos (laudos), redigidos, em grande parte, em inglês e que corresponderiam ao estudo de vinculação física, demonstrando que o percentual de aplicação dos insumos nos produtos exportados. Acrescenta, ainda, que em razão das considerações efetuadas em diligência e pelos estudos de vinculação física, foi possível identificar a inclusão indevida do AC 20100062369 na base de cálculo da autuação, ato que não foi objeto da autuação. Em 22/08/2018, apresentou nova petição, juntando estudos de vinculação física e nova petição acerca de existência de transferência autorizada de saldos do AC 20070180598 para o AC 20100006256. Na forma regimental, o processo foi redistribuído a este relator. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, Relator. Conforme relatado, os autos, inicialmente, retornaram da unidade de origem após o cumprimento da diligência determinada na Resolução nº 3102000.323. A resolução partiu de uma premissa de que a fiscalização glosou parte dos insumos porque os controles da recorrente não eram suficientes para demonstrar o efetivo emprego dos insumos nos produtos exportados. Entendo equivocada a conclusão da relatora da resolução. Na realidade, a fiscalização utilizou os dados disponibilizados pela recorrente, relativos ao Part Number, à relação de insumo/produto, aos arquivos de entradas e saídas de notas fiscais e de importação e exportação, aos controles de produção e estoque, para determinar se entre a data de desembaraço e data de emissão da nota fiscal de exportação, havia insumo suficiente a comprovar a quantidade utilizada nos produtos exportados. Não se trata de presunção, mas de cálculo matemático de que houve saldo positivo entre a quantidade de insumo importado e quantidade de insumo utilizada nos produtos exportados. Por outro lado, a afirmação da recorrente de que toda a importação é destinada à exportação ficta para Petrobrás não se sustenta do ponto de vista das receitas auferidas, pois na diligência restou demonstrado que a recorrente auferiu receitas de vendas no mercado interno e de exportações, tanto comuns, quanto em regime de drawback. Relativamente ao pedido para se creditar dos valores de IPI, PIS/Pasep Importação e CofinsImportação realizado na manifestação sobre o resultado da diligência, constatase que tal matéria não foi alegada quando da apresentação da impugnação, restando preclusa sua alegação em momento posterior, a teor do artigo 17 do Decreto nº 70.235/1972. Voltando ao recurso voluntário, em preliminares, a recorrente pugnou pela decadência de constituir o crédito relativo à adimplemento do Ato Concessório nº 20030014263, em razão da aplicação do artigo 173, inciso I do CTN, pois que referido ato teve vencimento em 19/2/2005, o que levaria o termo inicial para 1º/01/2006 e termo final para 31/12/2010, restando assim configurada a decadência uma vez que a ciência do Auto de Infração ocorreu em 09/12/2011. Fl. 81361DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 7 6 A respeito da matéria, transcrevo excerto do voto proferido pelo Conselheiro José Fernandes do Nascimento no Acórdão nº 3102002.127, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, nos termos do §1º do artigo 50 da Lei nº 9.784/1999: "[...] na operação de importação realizada sob regime aduaneiro especial drawback, modalidade suspensão, os tributos incidentes ficam com a exigibilidade suspensa ficam aguardando o desfecho final do regime que, nomalmente, darseá de duas formas: a) mediante o cumprimento total do compromisso de exportação, realizado de acordo com as condições estabelecidas no ato concessório. Neste caso, a suspensão convertese em isenção, excluindo em definitivo a exigência dos tributos incidentes na operação; ou b) com vencimento do prazo do regime, sem o cumprimento parcial ou total do compromisso de exportação assumido. Nesta hipótese, os tributos suspensos passam ser devidos, com os devidos acréscimos legais. Em relação ao inadimplemento do regime, a questão relevante passa a ser a data em que os tributos devidos tornamse exigíveis e, por conseguinte, passíveis de lançamento de ofício, se não quitados ou confessados pelo beneficiário, o que ocorre somente após o prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do vencimento do ato concessório, conforme dispõe o inciso do I art. 3421 do Regulamento Aduaneiro de 2002 (RA/2002), veiculado pelo Decreto nº 4.543, de 26 de dezembro de 2002, vigente na época dos fatos objeto das presentes autuações. Segundo o citado preceito legal, configurado o inadimplemento do compromisso de exportar, total ou parcialmente, o beneficiário do regime dispõe ainda de trinta dias, contados data do vencimento do AC, para adotar uma das seguintes providências em relação às mercadorias admitidas no regime que, no seu todo ou em parte, não tenham sido empregadas no processo produtivo ou empregadas em desacordo com o estabelecido no ato concessório, a saber: (i) devolução ao exterior ou reexportação; (ii) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; ou (iii) destinação para consumo interno, mediante o pagamento dos tributos suspensos, com os acréscimos legais devidos. Assim, expirado o mencionado prazo de 30 (trinta) dias e não comprovada a adoção de uma das providências relacionadas no referido preceito legal, estará configurado o inadimplemento do regime 1 Art. 342. As mercadorias admitidas no regime que, no todo ou em parte, deixarem de ser empregadas no processo produtivo de bens, conforme estabelecido no ato concessório, ou que sejam empregadas em desacordo com este, ficam sujeitas aos seguintes procedimentos: I no caso de inadimplemento do compromisso de exportar, em até trinta dias do prazo fixado para exportação: a) devolução ao exterior ou reexportação; b) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; ou c) destinação para consumo das mercadorias remanescentes, com o pagamento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos; II no caso de renúncia à aplicação do regime, adoção, no momento da renúncia, de um dos procedimentos previstos no inciso I; e III no caso de descumprimento de outras condições previstas no ato concessório, requerimento de regularização junto ao órgão concedente, a critério deste. Fl. 81362DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 8 7 aduaneiro especial em comento, em decorrência, a autoridade fiscal poderá realizar ao lançamento do respectivo crédito tributário. Logo, se o direito de lançamento pode ser exercido a partir da referida data, obviamente, o prazo decadencial também começará a fluir, porém, em conformidade com o disposto no art. 173, I, do CTN, a partir do primeiro dia do exercício seguinte à referida data. No mesmo sentido, dispõe o subitem 27.1, combinado com o disposto no subitem 26.3, da Consolidação das Normas do Regime Drawback, anexa ao Comunicado Decex nº 21, de 11 de julho de 19972, vigente na época da emissão do AC, a seguir transcrito: 26.3 Na modalidade de suspensão, vencido o Ato Concessório de Drawback e não cumprido o compromisso de exportar, em razão da não utilização ou utilização parcial da mercadoria importada, a beneficiária deverá adotar, dentro do prazo de 30 (trinta) dias contados a partir da data limite para exportação, estabelecida no Ato Concessório de Drawback, uma das providências relacionadas a seguir: I providenciar a devolução ao exterior da mercadoria não utilizada; II requerer a destruição da mercadoria imprestável ou da sobra, sob controle aduaneiro, às suas expensas; ou III destinar a mercadoria remanescente para consumo interno, com o devido recolhimento dos tributos e adicionais exigidos na importação, com os acréscimos legais previstos na legislação, observadas no que couber, as normas gerais de importação. (...) 27.1 Será declarado o inadimplemento do Regime de Drawback, modalidade suspensão, se vencido o prazo estabelecido no item 26.3 e não comprovada a adoção de uma das providências previstas. (...) Logo, transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias, previsto para a regularização espontânea do inadimplemento do compromisso de exportação, sem que o beneficiário do regime tenha adotado uma das providências que lhe fora facultada, certamente, estará definitivamente configurado o inadimplemento do regime e, por conseguinte, a partir do primeiro dia seguinte, inexiste qualquer óbice para que a autoridade fiscal proceda a verificação do cumprimento do regime e, se for o caso, o lançamento da totalidade ou parte dos tributos devidos. Em suma, podese concluir que, em consonância com o disposto no inciso I do art. 173 do CTN, a contagem do prazo decadencial do direito de lançar tem início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorre o vencimento do regime, ou seja, trinta dias após o vencimento do ato concessório, com término no último dia do quinto ano seguinte." 2 Tal norma foi mantida, com mesmo teor, pelos seguintes atos normativos que sucederam ao citado Comunicado: Portaria Secex nº 11, de 2004; Portaria Secex nº 14, de 2004; Portaria Secex nº 35, de2006, Portaria Secex nº 36, de 2007 e Portaria Secex nº 25, de 2008 Fl. 81363DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 9 8 Este é o entendimento da CSRF em recentes julgados como os Acórdãos nº 9303003.850 e 9303003.465, cuja ementa transcrevese: DRAWBACK. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL.No regime do Drawback Suspensão o início do prazo para o lançamento é o primeiro dia do exercício seguinte ao trigésimo dia após o término do regime concessivo, constante no respectivo ato concessório.RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE NEGADO Referendando o entendimento, o §3º do artigo 752 do Decreto nº 6.579/2009 dispôs que o termo inicial para contagem do prazo decadencial, na modalidade de drawbacksuspensão, é o primeiro dia do exercício seguinte ao dia imediatamente posterior ao trigésimo dia da data limite para exportação, conforme transcrevese abaixo: Art.752.O direito de exigir o tributo extinguese em cinco anos, contados (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 138, caput, com a redação dada pelo DecretoLei no 2.472, de 1988, art. 4o; e Lei nº 5.172, de 1966, art. 173, caput): Ido primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido lançado; ou IIda data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. §1oO direito a que se refere o caput extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento (Lei nº 5.172, de 1966, art. 173, parágrafo único). §2oTratandose de exigência de diferença de tributo, o prazo a que se refere o caput será contado da data do pagamento efetuado (Decreto Lei nº 37, de 1966, art. 138, parágrafo único, com a redação dada pelo DecretoLei no 2.472, de 1988, art. 4o). §3oNo regime de drawback, o termo inicial para contagem a que se refere o caput é, na modalidade de: Isuspensão, o primeiro dia do exercício seguinte ao dia imediatamente posterior ao trigésimo dia da data limite para exportação; e IIisenção, o primeiro dia do exercício seguinte à data do registro da declaração de importação na qual se solicitou a isenção.(grifos não originais) Assim, no caso em questão, o AC 20030014263 possui a data limite para exportação de 19/02/2005, efl.78170, com vencimento do prazo de trinta dias em 21/03/2005, ou seja, o termo inicial do prazo decadencial ocorreu em 1º/01/2006, encerrandose em 31/12/2010. Configurada está, portanto, a decadência do direito de constituir o crédito tributário relativo às verificações de inadimplemento do Ato Concessório nº 20030014263, devendo o lançamento correspondente ser exonerado. Seguindo em preliminares, a recorrente alega cerceamento de defesa por diversos motivos: falta de segregação das infrações na apuração dos débitos, a omissão da taxa de câmbio e do valor aduaneiro, imprecisão quanto à origem dos dados, majoração indevida da base de cálculo por repetição de valores de itens da adição (exemplifica com a adição 0302056828001). Fl. 81364DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 10 9 Quanto à segregação das infrações, como o própria reconheceu, foram lavradas um total de três infrações: duas relativas à importação, identificadas nas planilhas de “códigos não identificados” e de “unidades incompatíveis” e a terceira relativa ao excedente de insumo importado em relação ao utilizado nos produtos exportados, consolidada na planilha “Itens de Adição a Tributar”, estando, portanto, segregadas. Estas planilhas são refletidas na planilha “Memória de Cálculo”, o que pode ser constatado por pesquisa com o campo “adiçãoitem” existentes nas quatro planilhas. Assim, o fato de as três terem sido agrupadas por DI e adição de na planilha “Memória de Cálculo” não inviabilizou a visualização de sua composição original constantes nas três planilhas de infrações: “códigos não identificados”, “unidades incompatíveis” e “Itens de Adição a Tributar”, nem, portanto, a defesa em relação a cada uma das infrações, que foi realizada pela recorrente em sua peça recursal. Concernente aos demais questionamentos a respeito da omissão da taxa de conversão da moeda e a consideração do valor aduaneiro, o processo foi baixado em diligência para a autoridade fiscal explicitasse a correlação entre a Memória de Cálculo (efls. 77771/78062) e os valores tributáveis inseridos no Auto de Infração de II (efls. 1148/1336), identificando a taxa de conversão da moeda, bem como a origem dos dados, cabendo à recorrente a produção de prova contrária às informações apresentadas, se for o caso. Em resposta, a autoridade fiscal informou, em conclusão, que não existe uma correlação precisa entre os valores em US$ constantes da “Memória de Cálculo” e o valor tributável correspondente no “Auto de Infração”, pois que a base de cálculo do Imposto de importação (valor aduaneiro) considera, além das taxas de câmbio, o incoterm utilizado e os ajustes de valoração aduaneira. Além disso, que os valores da coluna “FRAÇÃO VLR ADIÇÃO” da planilha “Memória de Cálculo” relacionam a fração de valor de cada adição a ser tributado no Auto de Infração e que as taxas de câmbio não foram aplicadas diretamente aos valores da planilha “Memória de Cálculo” para apuração do valor tributável no Auto de Infração, mas que estes valores foram extraídos diretamente do banco de dados do Siscomex. Explicou ainda que as glosas efetuadas na planilha "ITENS DE ADIÇÃO A TRIBUTAR" foram transportados para a coluna "QTDADE GLOSA" na "MEMÓRIA DE CÁLCULO", cuja função foi definir a fração de glosa de cada adição. Por sua vez, as bases de cálculo apresentadas no Auto de Infração foram calculadas a partir dos valores unitários (VUCV) de cada item multiplicados pela respectiva quantidade comercializada, totalizados em cada adição, acrescido dos rateios correspondentes de frete, seguro (constantes da capa da DI) proporcionais ao peso e valor da adição em relação aos valores totais da DI, além de eventuais ajustes de valoração aduaneira, com a observância do incoterm de cada adição, dados estes informados pela recorrente para o registro da DI. Para a construção do “Auto de Infração”, foi utilizada a ferramenta de extração “DWAduaneiro” disponibilizado pela RFB que extraiu da base de dados do Siscomex, os valores tributáveis do Imposto de Importação já calculados, e convertidos em Reais, de acordo com o Incoterm, taxa de câmbio3 do dia do registro da DI além de eventuais ajustes de valoração aduaneira utilizados pelo contribuinte para o registro da DI, em cada adição. 3 As taxas de câmbio podem ser consultadas no módulo de “Consultas Públicas/Sistema Tabelas Aduaneiras/Taxa de Conversão de Câmbio” do Siscomex. <<< https://www35.receita.fazenda.gov.br/tabaduaneiras web/public/pages/security/login_publico.jsf>>>. Fl. 81365DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 11 10 Assim, a fiscalização informou a metodologia utilizada para cálculo dos valores autuados. Por sua vez, a recorrente reiterou a nulidade da autuação, em razão da falta de demonstração da base de cálculo da autuação, bem como da taxa de câmbio. Todavia a metodologia informada pela fiscalização permite à recorrente compor os valores, em razão de que foi ela própria que os informou por ocasião de registro da DI. Assim, os valores de frete, seguros e ajustes de valoração aduaneira são de conhecimento da recorrente, bem como a taxa de câmbio (definida legalmente no artigo 97 do Decreto nº 4.543/2002) que consta no extrato da DI registrada, também de conhecimento da recorrente. Caso a recorrente entendesse estarem incorretos os valores lançados, seja por erro na cotação, seja por erro na base de cálculo, deveria, ao menos por amostragem, calcular os valores que entendesse corretos e mostrar a diferença, para então se exonerar as parcelas indevidamente lançadas ou baixar em diligência para confirmação dos cálculos. Entretanto, a alegação insistente de cerceamento de defesa e cancelamento da autuação não se mostra plausível, pois todos os dados necessários para demonstrar possível diferença estão em poder da recorrente. Salientase, ainda, que as planilhas “códigos não identificados”, “unidades incompatíveis” e “Itens de Adição a Tributar” possuem informações específicas do Ato Concessório, do item da adição, da quantidade a tributar, descrição ou código do insumos. Dessumese que bastaria a recorrente calcular os valores aduaneiros que entendesse corretos e comparálos com os valores lançados nas efls. 1148/1336. Porém, diferentemente da demonstração de erro em relação à inclusão de lançamentos relativos aos ACs nº 20070102252, 20100006256, 20100006868, 20100015689 e 20100022286, onde a recorrente, por amostragem, identificou erros que serviram para a conversão em diligência e refazimento da autuação, aqui não houve qualquer preocupação em demonstrar qualquer erro na base de cálculo, embora todas as informações para tanto são de conhecimento da recorrente. A meu ver, a alegação genérica de cerceamento de defesa não é plausível quando se conhece todos os elementos necessários à composição da base de cálculo. Assim, afasto a preliminar arguida. Quanto ao mérito, a recorrente defendeu, inicialmente, a desnecessidade da vinculação física e que a comprovação do compromisso de exportação deve ocorrer mediante a adequação dos fluxos financeiros. A respeito, o artigo 341 do RA /2002 dispõe que As mercadorias admitidas no regime, na modalidade de suspensão, deverão ser integralmente utilizadas no processo produtivo ou na embalagem, acondicionamento ou apresentação das mercadorias a serem exportadas. Já o artigo 342 determina que as mercadorias admitidas no regime que, no todo ou em parte, deixarem de ser empregadas no processo produtivo de bens, conforme estabelecido no ato concessório, ou que sejam empregadas em desacordo com este, ficam sujeitas aos seguintes procedimentos: I no caso de inadimplemento do compromisso de exportar, em até trinta dias do prazo fixado para exportação: a) devolução ao exterior ou reexportação; Fl. 81366DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 12 11 b) destruição, sob controle aduaneiro, às expensas do interessado; ou c) destinação para consumo das mercadorias remanescentes, com o pagamento dos tributos suspensos e dos acréscimos legais devidos; (grifei) II no caso de renúncia à aplicação do regime, adoção, no momento da renúncia, de um dos procedimentos previstos no inciso I; e III no caso de descumprimento de outras condições previstas no ato concessório, requerimento de regularização junto ao órgão concedente, a critério deste. A interpretação de tais dispositivos leva à conclusão da necessidade de aplicação dos insumos importados, integralmente, nos produtos a serem exportados, objeto do ato concessório. Socorrome novamente dos ensinamentos do Conselheiro José Fernandes do Nascimento proferido no voto condutor do Acórdão nº 3102002.127, cujos fundamentos adoto como razão de decidir: "Da inobservância do princípio da vinculação física. No âmbito do regime drawback, modalidade suspensão, a observância do princípio da vinculação é expressamente determinada no inciso II do art. 78 do Decretolei nº 37, de 18 de novembro de 1966, a seguir transcrito: Art. 78 Poderá ser concedida, nos termos e condições estabelecidas no regulamento: (...) II suspensão do pagamento dos tributos sobre a importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada; [...] (grifos não originais) Da mesma forma, dispunha o inciso I do art. 335 do Regulamento Aduaneiro de 2002, vigente na época dos fatos geradores objeto das presentes autuações. No âmbito da legislação complementar, o assunto encontravase disciplinado no art. 21 na Portaria Secex nº 04, de 1997, e nos atos normativos que lhe seguiram4, com o seguinte teor, in verbis: Art. 21 – O Regime de Drawback, modalidade suspensão, condiciona a empresa beneficiária ao adimplemento do compromisso de exportar, no prazo estipulado no Ato Concessório de Drawback, produtos na quantidade e valor determinados, em cujo processo de industrialização serão utilizadas as mercadorias a importar ao amparo do Regime. (grifos não originais) Da leitura dos referidos preceitos normativos, fica evidente que a vinculação física entre insumo importado e produto exportado é 4 As seguintes Portarias sucederam a referida Portaria: Portaria Secex nº 11, de 2004; Portaria Secex nº 14, de 2004; Portaria Secex nº 35, de2006, Portaria Secex nº 36, de 2007 e Portaria Secex nº 25, de 2008. Fl. 81367DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 13 12 requisito essencial do regime drawback suspensão, que exige que o insumo importado, após submetido a processo de produção (beneficiamento, fabricação, complementação e acondicionamento), seja exportado sob a forma de produto industrializado. Por força da vinculação entre insumo e produto, o beneficiário do regime deve comprovar que aplicou os insumos importados no processo produtivo da mercadoria exportada. Tratase, portanto, de condição imprescindível para a comprovação do drawback em comento. A contrário senso, ao regime drawback suspensão não se aplica o princípio da fungibilidade, que se caracteriza pela permissão de substituição do insumo importado por outro de mesmo gênero, quantidade e qualidade equivalentes, conforme alegado pela recorrente. Não é demais ressaltar que o princípio da fungibilidade tem aplicação restrita ao regime drawback isenção, conforme expressamente prevê o inciso III do art. 78 do Decretolei nº 37, de 1966, a seguir reproduzido: Art. 78 Poderá ser concedida, nos termos e condições estabelecidas no regulamento: [...]III isenção dos tributos que incidirem sobre importação de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes à utilizada no beneficiamento, fabricação, complementação ou acondicionamento de produto exportado. [...] (grifos não originais) [...]O entendimento acima também foi confirmado em recentes julgados da CSRF, como nos Acórdãos nº 9303003.465, 93030011.346 e 9303 002.833, cuja ementa transcrevese: PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO FÍSICA. No regime de DrawbackSuspensão, é condição para a regularidade do regime que os insumos importados com benefício fiscal sejam efetivamente empregados na industrialização dos produtos a serem exportados. RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR PROVIDO Salientase que o fato de o drawbacksuspensão ter sido sob a submodalidade "genérico", não afasta a necessidade de observação da vinculação física entre insumos importados e sua utilização nos produtos exportados, conforme decidido no Acórdão CSRF nº 9303002.107, cuja ementa transcrevese e cujas razões adoto como fundamento para decidir: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Período de apuração: 29/12/1997 a 04/11/1998 DRAWBACK SUSPENSÃO O encerramento do regime de drawback, ainda que na submodalidade genérico, exige a comprovação, por meio da apresentação dos documentos fixados na legislação de regência, de que o beneficiário exportou o quantitativo de produtos avençados quando da expedição do ato concessório. Fl. 81368DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 14 13 Ausentes tais elementos, não há como se considerar o regime adimplido. Recurso Especial do Procurador Provido. Voto: "Convém esclarecer, nessa senda, que a concessão do regime na submodalidade genérico não altera essas premissas. Em primeiro lugar, há que se relembrar que o art. 78 do DL 37/66, regulamentado pelo art. 317 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 1985, vigente à época, definiu: Art. 317. Na modalidade de suspensão do pagamento de tributos o benefício será concedido após o exame do plano de exportação do beneficiário, mediante expedição, em cada caso, de ato concessório do qual constarão: a) qualificação do beneficiário; b) especificação e código tarifário das mercadorias a serem importadas, com as quantidades e os valores respectivos, estabelecidos com base na mercadoria a ser exportada; (destaquei). Tomando tais parâmetros, foi editado o Comunicado Decex nº 21/97, vigente à época dos fatos, em cujo Título 9 se lia (original não destacado): TÍTULO 9 Drawback Genérico 9.1 Operação especial, concedida apenas na modalidade suspensão, em que é admitida a discriminação genérica da mercadoria a importar e o seu respectivo valor, dispensada a classificação na Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM), a quantidade e o preço unitário. 9.2 No compromisso de exportação deverão constar: classificação na Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM), descrição, quantidade e valor total do produto a exportar, em moeda de livre conversibilidade, dispensada referência a preços unitários. [...]9.4 A importação da mercadoria fica limitada ao valor aprovado no Ato Concessório de Drawback, em quantidade e qualidade definidas no Laudo Técnico. (destaquei) Vêse, portanto, que apesar do que o nome da modalidade poderia sugerir, o drawback genérico não corresponde a uma modalidade “financeira” do regime. Em consonância com o que determina a alínea “b” do art. 317 suso transcrito, a quantidade e a qualidade dos insumos é definida em função do produto final a ser exportado, este perfeitamente identificado e quantificado por ocasião da concessão do regime. A diferença entre esta submodalidade e as demais da modalidade suspensão é o momento e a forma em que se fixa a identificação e a quantificação dos insumos. Nesse ponto, convém destacar que, na sua redação original, vigente no momento da concessão do regime, esclarecia o Comunicado Decex nº Fl. 81369DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 15 14 21, de 1997, acerca da obrigatoriedade e da finalidade do Laudo Técnico mencionado no subitem 9.4 (original não destacado): 6.1 Quando da apresentação do formulário Pedido de Drawback, deverão ser apresentados, também, os seguintes documentos: I Termo de Responsabilidade, conforme a modalidade pretendida (Anexos XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII), assinado pelo responsável legal da empresa; II Laudo Técnico discriminando o processamento industrial, bem como a participação quantitativa e qualitativa da mercadoria importada consumida no processo industrial do produto exportado ou a exportar e a existência ou não de subproduto, resíduo ou sobra com valor comercial de revenda, emitido por: a) profissional responsável, com sua identificação e o número do registro no conselho regional da profissão a que pertencer ou por entidade reconhecida pelo respectivo Conselho Regional; ou b) entidade de reconhecida capacidade técnica, especializada e idônea. Ora, a leitura do item 9.2 deixa claro que não há margem para cumprir o compromisso de exportação a partir de produtos com NCM diversa da considerada quando da concessão do regime. O tratamento “genérico” restringese aos insumos que virão a compor os produtos exportados. Por outro lado, a leitura do item 9.4, em conjunto com o 6.1 também não deixa margem para que se considere o regime como um compromisso financeiro. Por ocasião da concessão, fixase o quantitativo de insumos e sua relação com o produto a exportar." Continuando em sua defesa, a recorrente propugnou que a falta de identificação dos insumos importados não representa inadimplemento do drawback e de unidades tidas como incompatíveis. Reafirmou que a legislação dispensa a identificação (NCM, descrição, quantidade e valor) na submodalidade de Drawback genérico. Frisese que a metodologia adotada pela fiscalização, tendose em mente a premissa de obediência ao princípio da vinculação física, teve o objetivo de comprovar se os materiais regularmente importados foram efetivamente incorporados aos produtos exportados vinculados no mesmo ato concessório, mediante a comparação entre as quantidades de insumos importados, identificados a partir das informações da DI e, subsidiariamente, com dados das notas fiscais (arquivos digitais 432 e 495 pelo código definido pelo contribuinte), com as quantidades de insumos necessárias para produzir as mercadorias exportadas, de acordo com a relação insumo/produto definida pela recorrente no arquivo 461, considerando a data de entrada, o desembaraço, e a data de saída, a nota fiscal de saída. A fiscalização examinou, preliminarmente o AC 20030014263, identificando excesso de insumos importados em relação ao utilizado no processo produtivo da mercadoria exportada. As justificativas apresentadas pela recorrente quanto a este excesso não foram suficientes para a autoridade fiscal rever a metodologia, o que a fez prosseguir em relação aos demais atos concessórios. Assim, mediante os Termos de Constatação nº 2 e 3, a fiscalização intimou a recorrente a identificar o código de itens das DIs para os quais não foi possível sua Fl. 81370DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 16 15 identificação pela fiscalização, tendo esta aceitado a identificação efetuada pela recorrente, em resposta, como verdadeira. Os itens para os quais a recorrente não conseguiu identificar o código não puderam ser considerados para comprovação, pois não houve como vinculálos aos produtos exportados, uma vez que o código (P/N part number) era a única forma de rastrear os insumos, tendose como premissa, a aplicação do princípio da vinculação física. Restou evidente que a fiscalização oportunizou à recorrente a possibilidade de ela própria identificar tais mercadorias. Constatase nas efls. 27200/27203 que a fiscalização informou o item da adição, o ato concessório a que se refere, sua descrição, o dia do desembaraço, a quantidade e a unidade comercializada. Ora, diante de tais dados, bastaria à recorrente identificar em seu arquivo de insumos relacionados, o código a que se refere o produto importado, especificando seu Part Number (P/N), já que esta codificação foi o único meio encontrado pela fiscalização para se averiguar a vinculação física. Ocorre que a própria recorrente, que é quem especifica os códigos, simplesmente, não conseguiu identificar o produto importado, impedindo, pois a verificação da vinculação física. Caberia à recorrente, na fase de impugnação, promover a identificação de tais produtos, mas, ao contrário, preferiu refutar a premissa utilizada pela fiscalização de observância da vinculação física. Assim, entendo que não se trata de presunção utilizada pela fiscalização, mas ausência de elementos necessários à comprovação do cumprimento do benefício. Destarte, se não é possível a identificação de determinados insumos importados como integrantes do processo produtivo, elaborado e especificado pela própria recorrente, não há como pretender inferir que tais produtos foram consumidos no referido processo. A respeito das unidades incompatíveis (efls. 30829/30831), houve discrepância entre a unidade informada na adição e a unidade informada nos arquivos de insumos relacionados, como, por exemplo, informação de unidades em peças e metro, peças e pé (ft), o que, por óbvio, impede a comparação matemática entre a quantidade importada e utilizada no processo produtivo. A correção de tais discrepâncias caberia à recorrente, que, aparentemente, não se interessou por tal correção ou esclarecimento, posto que na peça recursal apenas se insurge quanto à metodologia ou à premissa de vinculação física. Neste diapasão, a recorrente, reiteradamente, afirma que o lançamento foi calcado em presunções, o que pareceme descabido, uma vez que a fiscalização nada mais fez que utilizar as informações do SISCOMEX e as constantes dos arquivos digitais elaborados pela própria recorrente para se determinar a quantidade de insumos utilizados nos produtos exportados, considerando atendido o princípio da vinculação física, quando um insumo importado estivesse disponível na ocasião em que o produto foi fabricado. Caso a quantidade importada fosse superior à utilizada no período considerado, a diferença seria imputada às últimas importações objeto do ato concessório, obedecendo ao método PEPS (Primeiro Entra Primeiro Sai) ou FIFO (First In First Out), até se atingir o limite da diferença positiva entre a quantidade importada e a quantidade utilizada. Assim, não vejo que a metodologia aplicada seja uma presunção, mas apenas uma metodologia para se averiguar a vinculação física. Continuando em sua peça recursal, a recorrente pugnou pela comprovação do AC 20050247581, informando que, embora formalmente desvinculada do Ato Concessório, a exportação fora realizada. Salientase que o drawback é um incentivo à exportação, devendo Fl. 81371DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 17 16 ser interpretado literalmente a teor do artigo 111 do CTN. O artigo 785 do Decretolei nº 37/1996 e o artigo 338, especialmente seu §1º6, do RA/2002 estipularam que o benefício poderia ser concedido nos termos e condições estabelecidos em regulamento. Para tanto, a SECEX editou várias portarias regulamentando o benefício no âmbito de sua competência. Citase, vigente à época, a Portaria SECEX nº 14/2004, cujo Anexo G dispunha: As exportações vinculadas ao Regime de Drawback estão sujeitas às normas gerais em vigor para o produto, inclusive no tocante ao tratamento administrativo aplicável. Um mesmo RE não poderá ser utilizado para comprovação de Atos Concessórios de Drawback distintos de uma mesma beneficiária. É obrigatória a vinculação do RE ao Ato Concessório de Drawback, modalidade suspensão. Somente será aceito para comprovação do Regime, modalidade suspensão, RE contendo, no campo 2a, o código de enquadramento constante da Tabela de Enquadramento da Operação do SISCOMEX Exportação, bem como as informações exigidas no campo 24 (dados do fabricante). Assim, a não vinculação do RE ao Ato Concessório impede o reconhecimento do benefício. Ademais, no relatório fiscal, a fiscalização informou que todas as exportações que a Cameron indicou foram consideradas efetivas, conforme o excerto abaixo: "A vinculação do RE ao AC é efetivada com a indicação do “Enquadramento da Operação” correto para o regime de drawback no campo apropriado e inserção das informações pertinentes no “campo 24” do RE (Dados do Fabricante). As alterações feitas nos RE, que não foram autorizadas pela fiscalização aduaneira, não podem ser consideradas efetivas para a comprovação do regime de drawback importando em irregularidade do documento para fins de comprovação dos compromissos assumidos nos Atos Concessórios de Drawback. A alteração do RE sem anuência da fiscalização aduaneira fere a legislação em vigor, por ocasião dos despachos de exportação, conforme se demonstra no tópico 2. No caso presente, a fiscalização desconsiderou estas irregularidades por terem sido evidenciadas, com os resultados da auditoria de 5 Art.78 Poderá ser concedida, nos termos e condições estabelecidas no regulamento: I restituição, total ou parcial, dos tributos que hajam incidido sobre a importação de mercadoria exportada após beneficiamento, ou utilizada na fabricação, complementação ou acondicionamento de outra exportada; II suspensão do pagamento dos tributos sobre a importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada; III isenção dos tributos que incidirem sobre importação de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes à utilizada no beneficiamento, fabricação, complementação ou acondicionamento de produto exportado. (Vide Lei nº 8.402, de 1992) 6 Art. 338. A concessão do regime, na modalidade de suspensão, é de competência da Secretaria de Comércio Exterior, devendo ser efetivada, em cada caso, por meio do Siscomex. § 1o A concessão do regime será feita com base nos registros e nas informações prestadas, no Siscomex, pelo interessado, conforme estabelecido pela Secretaria de Comércio Exterior. Fl. 81372DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 18 17 produção, provas de que as operações realizadas poderiam atender os requisitos do ato concessório a que se vincularam posteriormente à conclusão do despacho de exportação. Todas as exportações que a Cameron indicou para comprovação do cumprimento do compromisso de exportação foram consideradas efetivas. A recorrente pleiteou, ainda, a consideração da transferência dos saldos do Ato Concessório nº 20050247581 para o Ato Concessório 20070131384, devidamente deferida no Drawbackweb. A respeito, a recorrente juntou os documentos de efls. 78587 em diante, ao passo que a fiscalização desconheceu tal transferência em razão da falta de registro no SISCOMEXWEB. O artigo 152 da Portaria SECEX nº 35/2006 Art. 152. Poderá ser autorizada a transferência de mercadoria importada pa ra outro Ato Concessório de Drawback, modalidade suspensão, mediante pedido da beneficiária, no módulo específico Drawback do SISCOMEX. § 1º A transferência deverá ser solicitada antes do vencimento do prazo para exportação do Ato Concessório de Drawback original. § 2º A transferência será abatida das importações autorizadas para o Ato Concessório de Drawback receptor. § 3º O prazo de validade do Ato Concessório de Drawback, modalidade suspensão, para o qual foi transferida a mercadoria importada, observará o limite máximo de 2 (dois) anos para a permanência no País, a contar da data da DI mais antiga vinculada ao Regime, principalmente quanto à mercadoria transferida de outro Ato Concessório de Drawback. Verificase que as DI solicitadas a serem transferidas (efls. 78583/78585) coincidem com as DI constantes das cópias relativas à consulta do Drawback suspensão do AC 20070131384 (efls. 78586/78591). Neste item, o processo foi baixado em diligência para que a autoridade fiscal confirmasse ou não a transferência do saldo para o AC 20070131384 e, em caso afirmativo, procedesse aos ajustes devidos no lançamento. Em cumprimento da diligência, a autoridade fiscal confirmou que a Secex deferiu a transferências das DI´s para o AC 20070131384, excluindo os lançamentos relativos às DI´s transferidas, conforme efls. 79939/79940. A recorrente questiona também a suposta autuação de descumprimento dos AC nº 20070102252, 20100006256, 20100006868, 20100015689 e 20100022286, embora no relatório fiscal tenha restado consignado que os itens relativos a tais atos não foram objeto do lançamento, conforme item 1.5.2 do referido relatório. Em recurso voluntário (efl. 79678/79679), apresentou planilha com indicações de DI´s que teriam fatos geradores lançados na presente autuação. De fato, na infração 001 INADIMPLEMENTO DO COMPROMISSO DE EXPORTAR DRAWBACK SUSPENSÃO, das efls. 1148/1336 do Auto de Infração, constam lançamentos de valores tributáveis de Imposto de Importação II para as DI´s mencionadas no recurso voluntário (e fl. 79678/79679), como vinculadas aos atos concessórios ainda não baixados à época, para os Fl. 81373DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 19 18 quais, no relatório fiscal, restou consignado que não haveria lançamentos Neste item, o processo foi baixado em diligência, tendo sido confirmado pela autoridade fiscal que, de fato, os lançamentos relativos àqueles atos não foram excluídos da autuação (efl.79940), a qual procedeu aos ajustes necessários, excluindo tais valores da autuação. Seguindo em seu recurso, a recorrente protestou contra o indeferimento de perícia no acórdão recorrido, informando que foram colocados à disposição da autoridade fiscal a documentação comprobatória do adimplemento do regime de Drawback. Ocorre que a recorrente requereu genericamente a revisão do processo de agregação, calcada em uma premissa de que a vinculação física não é exigida para a verificação do cumprimento do regime. Ora, afastada esta premissa, revelase inócua a revisão geral do lançamento, posto que a recorrente, em momento algum, demonstrou que a metodologia utilizada pela fiscalização conduzia a valores de lançamento menores, considerando a necessidade de vinculação física. Concluindo, a recorrente defendeu o afastamento da necessidade de vinculação física, sem, entretanto, produzir contraprovas ao trabalho fiscal, no que diz respeito à comprovação da aplicação integral dos insumos importados, considerando este princípio. Neste sentido, embora tenha afirmado na manifestação sobre a diligência fiscal que estaria preparando um estudo considerando a aplicação da vinculação física (efl. 79803), ao final, apresentou um relatório (efls. 79888/79917) baseado apenas em fluxo financeiro, sem considerar a vinculação física, o que se torna imprestável para este relator, em razão dos fundamentos já adotados no voto. Não obstante, considerar apenas o fluxo financeiro, o relatório constatou a não utilização de US$ 3.973.521,30 de insumos importados. Concernente aos últimos documentos juntados, há 19 (dezenove) dias, denominados estudos de vinculação física pela recorrente, verificase que estão em boa parte escritos em língua inglesa, sem tradução, impossibilitando seu conhecimento, a teor do artigo 157 do antigo CPC (Lei nº 5.869/1973, artigo 192 da Lei nº 13.105/2015 (NCPC), artigo 224 da Lei nº 10.406/2002 (CC), artigo 18 do Decreto 13.609/1943, artigo 22 da Lei nº 9.784/1999 e artigo 13 da Constituição Federal. Neste sentido, citamse os acórdãos abaixo e ementas parciais, proferidos por este Conselho: Acórdão nº 1301002.260: IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGADA. DOCUMENTOS ESTRANGEIROS DESACOMPANHADOS DE TRADUÇÃO JURAMENTADA.Os documentos em idioma estrangeiro anexados ao processo pelo contribuinte não podem ser avaliados, pois devem ser traduzidos para o português por tradutor juramentado. Acórdão nº 1301002.097: GLOSA DE DESPESAS. SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E CONSULTORIA PAGOS A EMPRESA LIGADA NO EXTERIOR. EFETIVIDADE DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. PROVA.Procedente a glosa de despesas por serviços de assistência técnica e consultoria pagos a empresa ligada no exterior, na situação em que resta incomprovada a efetividade da prestação desses serviços. Documentos em língua estrangeira, desacompanhados da respectiva tradução juramentada, não podem ser aceitos como prova. Os poucos Fl. 81374DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 20 19 documentos em língua portuguesa são insuficientes para provar a efetividade da prestação dos serviços. Acórdão nº 3202000.546: PROVA. DOCUMENTO ELABORADO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA SEM TRADUÇÃO ELABORADA POR TRADUTOR JURAMENTADO. NÃO CONHECIMENTO. Não se toma conhecimento de documento em idioma estrangeiro desacompanhado da respectiva tradução juramentada, seja ele produzido pelo sujeito passivo ou por agente da administração tributária (art. 157 do Código de Processo Civil). Quanto ao pedido de exclusão dos lançamentos relativos ao AC 20100062369, tal matéria não foi objeto de impugnação ou recurso voluntário, restando preclusa. Destacase que na planilha "itens de Adição a Tributar" (efls. 30727/30794), mediante uma busca no arquivo pdf, podese localizar que havia valores a tributar relativos a tais atos. Obviamente, não tendo sido parte de apreciação em sede de contencioso, pode a unidade administrativa, em revisão de ofício, proceder aos ajustes decorrentes de eventuais valores indevidamente lançados, como aparenta ser o caso deste Ato Concessório, nos termos do Parecer Normativo Cosit nº 8/2014. Diante do exposto voto para dar provimento parcial ao recurso voluntário para exonerar os lançamentos relativos ao descumprimento do Ato Concessório nº 20030014263, por decadência, bem como para exonerar os lançamentos relativos às DIs transferidas para o AC 20070131384 e os lançamentos relativos aos AC 20070102252, 20100006256, 20100006868, 20100015689 e 20100022286, conforme as guias “II (AJUSTADO) ”, “IPI (AJUSTADO)” e “PISCOFINS (AJUSTADO) da planilha “Dados Consolidados” (anexo VIII), efls. 79954. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Voto Vencedor Conselheiro José Renato Pereira de Deus Redator Designado Com todo o respeito ao brilhante trabalho desenvolvido pelo N. Conselheiro Relator, com a devida vênia, peço escusas para discordar de seu posicionamento quanto à resolução do presente feito. Durante o desenrolar da marcha processual do presente processo foram apontadas diversas divergências ao trabalho desempenhado pela autoridade fiscal, notadamente no que consiste no correto apontamento da base de cálculo utilizada para o lançamento do crédito tributário. Deveras extenso é o conjunto probatório carreado aos autos, havendo a necessidade de se levar à minúcias a vinculação dos insumos utilizados na industrialização dos produtos exportados, fato esse que pode levar a equívocos quanto ao lançamento. Fl. 81375DF CARF MF Processo nº 12452.720436/201141 Resolução nº 3302000.897 S3C3T2 Fl. 21 20 Contudo, entendo que por mais árduo e complexo o trabalho desempenhado pela fiscalização, seu resultado não pode trazer prejuízo à defesa do contribuinte. Nesse sentido é que outrora fora determinada a realização de diligências por esse E. Colegiado, cujos seus resultados, no sentir desse Conselheiro, não produziram os efeitos esperados, pairando dúvidas a cerca da correta apuração da base de cálculo para o lançamento tributário. Ressaltase que a contribuinte fez juntar ao presente processo laudos e planilhas que demonstram percentuais de vinculação física de insumos ao produtos industrializados e exportados, chegandose a números não considerados pela fiscalização. Observese a planilha trazida na petição da recorrente de efls 80.034: Analisando os documentos trazidos pela recorrente após a realização da última diligência e em respostas ao resultado apontado no relatório fiscal, podemos verificar, em que pese de forma superficial, que há verossimilhança em suas alegações e, por tal razão entendo que devem ser averiguadas. Assim, voto por converter o julgamento em diligência, para inserir as planilhas SISCOMEX e outros documentos para demonstração do valor aduaneiro; para verificar se os estudos de vinculação física e laudos acostados pela recorrente correspondem a um percentual de adimplemento do compromisso superior ao considerado pela fiscalização; para verificar se o AC 20100062369 foi objeto da fiscalização e se estava em aberto à data da lavratura do Auto de Infração; para verificar se houve a transferência autorizada de saldos do AC 20070180598 para o AC 20100006256. É como voto. (assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus, Redator designado. Fl. 81376DF CARF MF
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