Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10880.913127/2009-22
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONFISSÃO DE DÍVIDA.
O instituto da denúncia espontânea aplica-se somente nas hipóteses de extinção do crédito tributário ocorrida após o vencimento do tributo, mas antes da apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida e de qualquer procedimento de fiscalização relacionado à infração.
PAGAMENTO EXTEMPORÂNEO. MULTA DE MORA.
Os débitos relativos a tributos da competência tributária da União não pagos nos prazos serão acrescidos, além dos juros, da multa de mora estipulada na legislação de regência.
Numero da decisão: 3803-004.308
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. O instituto da denúncia espontânea aplica-se somente nas hipóteses de extinção do crédito tributário ocorrida após o vencimento do tributo, mas antes da apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida e de qualquer procedimento de fiscalização relacionado à infração. PAGAMENTO EXTEMPORÂNEO. MULTA DE MORA. Os débitos relativos a tributos da competência tributária da União não pagos nos prazos serão acrescidos, além dos juros, da multa de mora estipulada na legislação de regência.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.913127/2009-22
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285163
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.308
nome_arquivo_s : Decisao_10880913127200922.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10880913127200922_5285163.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
id : 5019916
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175170428928
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 125 1 124 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.913127/200922 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.308 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de junho de 2013 Matéria PIS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente SANTOSBRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal na data da ciência do despacho decisório. RECURSOS REPETITIVOS. REsp 962.379. Consoante o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RI/CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na sistemática prevista no art. 543C da Lei nº 5.869/1973 (Código de Processo Civil), devem ser reproduzidas pelos conselheiros nos julgamentos do CARF. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/2000 a 30/06/2000 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. O instituto da denúncia espontânea aplicase somente nas hipóteses de extinção do crédito tributário ocorrida após o vencimento do tributo, mas antes da apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida e de qualquer procedimento de fiscalização relacionado à infração. PAGAMENTO EXTEMPORÂNEO. MULTA DE MORA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 31 27 /2 00 9- 22 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 126 2 Os débitos relativos a tributos da competência tributária da União não pagos nos prazos serão acrescidos, além dos juros, da multa de mora estipulada na legislação de regência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte supra identificado para se contrapor à decisão da DRJ São Paulo I/SP que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada. O contribuinte havia transmitido, em 26 de abril de 2005, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), em que pretendia compensar débito da contribuição para o PIS, com vencimento em 15 de abril de 2005, com crédito no valor atualizado de R$ 63.391,55, decorrente de alegado pagamento a maior da mesma contribuição (fls. 1 a 3). Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem não homologou a compensação, em razão do pelo fato de que o pagamento efetuado já havia sido integralmente utilizado na quitação de outros débitos do contribuinte (fl. 4). Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 9 a 21) e requereu a homologação integral da compensação declarada, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) apresentara DCTF retificadora, comprobatória do crédito correspondente ao valor informado no PER/DCOMP; b) não protocolizara o PER/DCOMP na data de vencimento do tributo, pois a disponibilização do programa ocorrera 103 dias após esse mesmo vencimento; Fl. 126DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 127 3 c) à época, não havia determinação legal para envio do PER/DCOMP na data do vencimento do tributo, o que impediria lhe fosse imputado o valor de multa e juros; d) caso não fosse acatado tal argumento, terseia ocorrido, no presente caso, a extinção do crédito tributário, via compensação, sem nenhum conhecimento ou ação do Fisco, enquadrandose a situação no art. 138 do CTN (denúncia espontânea), em razão do que se encontraria eximido do pagamento de qualquer multa, em especial a multa moratória. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias (i) documentos societários, (ii) do despacho decisório, (iii) do PER/DCOMP e (iv) da DCTF retificadora (fls. 22 a 85). A DRJ São Paulo I/SP decidiu pela improcedência da Manifestação de Inconformidade, considerando que o direito creditório deveria ser demonstrado pelo sujeito passivo com base em documentação contábil idônea. Destacou o relator do voto condutor do acórdão recorrido que o contribuinte apresentara DCTF retificadora, precedida de outras DCTFs retificadoras já canceladas, em que buscara desvincular parte do DARF, reduzindo o valor do tributo devido no mês ou alterando a rubrica dos créditos vinculados. No entendimento do relator, o contribuinte deveria ter comprovado não somente a base de cálculo da contribuição como a origem dos novos créditos lançados sob a rubrica “créditos vinculados”, para o que seria necessária a apresentação da escrituração contábilfiscal e das notas fiscais dentre outros documentos. No que se refere à alegação de que o PER/DCOMP não se encontrava disponível na data do vencimento do débito compensado, aduziu o relator que nenhum fundamento teria tal argumento, pois, no presente caso, tratarseia de débito vencido em abril de 2005, enquanto que o PER/DCOMP encontravase disponível desde 14 de maio de 2003. Argüiu, ainda, que, em relação aos débitos não extintos por compensação, haveria a incidência de juros e multa desde a data do vencimento até a data de sua quitação e que o instituto da denúncia espontânea não seria aplicável a este caso, por não se tratar de exigência de multa de ofício, mas de multa de mora, esta destituída de caráter punitivo. Cientificado da decisão em 17 de junho de 2011, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 19 de julho do mesmo ano e requereu a homologação da compensação declarada, assim como a exclusão de qualquer incidência tributária adicional (multa de mora), repisando os mesmos argumentos de defesa da Manifestação de Inconformidade. Ressaltou o Recorrente que o débito sob discussão neste processo encontravase suspenso por medida judicial (mandado de segurança nº 2009.61.00.0103036), o que não significava concomitância de discussão da matéria nas esferas judicial e administrativa, por se tratar de pedido de suspensão da exigibilidade em razão da manifestação de inconformidade interposta, o que seria corroborado pelo silêncio da Delegacia de Julgamento quanto a essa questão. Ao final, protestou o ora Recorrente pela realização de sustentação oral no momento do julgamento do processo, nos termos do art. 58, II, da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fl. 127DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 128 4 Fiscais (CARF) e requereu que fosse notificado com antecedência da data, hora e local da realização do julgamento. Junto à peça recursal, o Recorrente trouxe aos autos cópia de tela de consulta na internet da ação judicial a que fez referência. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições para a sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. De pronto, registrese que o Recorrente equivocouse acerca dos elementos fáticos deste processo, pois, ao alegar que não protocolizara o PER/DCOMP na data de vencimento do débito, pelo fato de que a disponibilização do programa se dera após 103 dias depois, ele não se dera conta de que, no presente caso, diferentemente de outros processos que se encontram em julgamento nesta Turma, o PER/DCOMP fora transmitido em 26 de abril de 2005 e o vencimento do débito compensado ocorrera no dia 15 do mesmo mês, conforme se verifica às fls. 1 a 3 dos presentes autos. Ainda que ele estivesse se referindo ao crédito e não ao débito, também assim nenhuma razão lhe assistiria, pois o indébito reclamado se refere ao PIS do período de apuração junho/2000, pago em 14/7/2000 (fl. 2), quando, conforme o próprio Recorrente afirma, já existia a previsão de entrega de Pedido de Compensação. Por outro lado, assiste razão ao Recorrente ao alegar que o mandado de segurança fora impetrado com o objetivo de suspender a exigibilidade do débito discutido neste processo, não se configurando concomitância de discussão da matéria nas esferas judicial e administrativa, pois, conforme se verifica da cópia da consulta processual presente às fls. 121 a 122, a ação, efetivamente, tinha o propósito afirmado pelo Recorrente. Feitas essas considerações, temse por superados os argumentos do Recorrente no que se refere a essas matérias. No que tange ao pedido do Recorrente de notificação, com antecedência, da data, hora e local de realização do julgamento, registrese que, nos termos do disposto no parágrafo único do art. 55 do Anexo II do Regimento do CARF, a pauta de julgamento será publicada no Diário Oficial da União com 10 (dez) dias de antecedência e divulgada no sítio do CARF na Internet. I. Compensação. Prova. Quanto ao pedido de homologação total da compensação declarada, há que se destacar que, conforme já havia afirmado o relator de piso, o interessado não apresentou nenhum elemento de sua escrituração contábilfiscal, nem os documentos fiscais que a embasam, que pudessem comprovar o direito alegado. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 129 5 Na Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxera aos autos somente cópias de documentos societários e das declarações por ele transmitidas à Receita Federal, incluída a DCTF retificadora transmitida em 5 de setembro de 2005, anteriormente à ciência do despacho decisório, não apresentando quaisquer documentos que comprovassem os dados declarados. Mesmo depois de ter sido alertado pelo julgador de primeira instância acerca da necessidade de apresentação da escrituração contábil e de documentos fiscais para se comprovar o direito creditório reclamado, ele se predispôs a instruir os autos com os elementos probatórios hábeis e idôneos, pois, junto ao recurso voluntário, nenhum outro documento foi acrescentado. Não obstante o contribuinte ter apresentado, junto à Manifestação de Inconformidade, a DCTF retificadora transmitida em 5/9/2005, anteriormente à ciência do despacho decisório (fls. 29 e 30), conforme acima apontado, há que se ressaltar que tal declaração fora desconsiderada em razão do fato de que, na data de sua apresentação, o crédito tributário do período de apuração junho/2000, pago em julho do mesmo ano, já se encontrava homologado tacitamente, por força da previsão do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional (CTN). Essa conclusão, por outro lado, não prejudica a apreciação do PER/DCOMP pelo fato de que este fora transmitido em 26 de abril de 2005, antes do transcurso do prazo decadencial acima referenciado e antes de cinco anos da data do pagamento, este ocorrido em 14/7/2000, nos termos disciplinados pelo art. 168, I, do mesmo Código. Passase, então, à análise do mérito, no que tange à comprovação do indébito reclamado. Nos processos administrativos originados de pleito do interessado, como o de pedidos de restituição e de declaração de compensação, “prevalece o princípio do dispositivo, de modo que a atividade probatória deve se desenvolver dentro dos limites do pedido formulado pelo contribuinte. O regime jurídico da prova nesta classe de processos administrativos tributários aproximase muito mais do regime jurídico da prova do processo civil, com as peculiaridades decorrentes do fato de que a prova é produzida e apreciada no âmbito administrativo” 1 O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal (DCTF e sistemas de arrecadação) no momento da prolação do despacho decisório, não cabendo em processos da espécie a inversão do ônus da prova. Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. 1 BIANCHINI, Marcela Cheffer. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo tributário e os princípios da verdade material e da ampla defesa. Brasília: ESAF, 2008, p. 25. (Disponível em: www.esaf.fazenda.gov.br/ esafsite/biblioteca/monografias/marcela_cheffer.pdf. Consulta realizada em 3 de setembro de 2012). Fl. 129DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 130 6 O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Dessa forma, por total ausência de prova da existência do crédito reclamado, não se acatam os argumentos do Recorrente quanto à homologação total da compensação declarada. II Multa de mora. Denúncia espontânea. Quanto ao pedido do Recorrente de exoneração da multa de mora com base no instituto da denúncia espontânea, há que se destacarem os seguintes pontos: 1º) conforme acima já afirmado, o PER/DCOMP fora transmitido em 26 de abril de 2005 e o débito compensado vencera no dia 15 do mesmo mês (fls. 1 a 3); 2º) em abril de 2005, a declaração de compensação já tinha caráter de confissão de dívida, nos termos do § 6ºdo art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, introduzido pela Lei nº 10.833, de 2003; 3º) referido débito fora declarado em PER/DCOMP antes de qualquer procedimento por parte da Administração tributária, situação que, de acordo com a defesa do Recorrente, reclamaria a aplicação da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN). Feitos esses destaques, passase à análise do pedido relativamente à exoneração da multa de mora. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido ao rito do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), de observância obrigatória pelos Fl. 130DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 131 7 conselheiros do CARF2, já decidiu pela não aplicação da denúncia espontânea aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação regularmente declarados (REsp 962.379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ. Nesse julgamento, o STJ deixou claro que o afastamento da denúncia espontânea (art. 138 do CTN) somente se dá quando o tributo, sujeito ao lançamento por homologação, tiver sido recolhido em atraso, mas após a apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida. Eis o teor de partes dessa decisão do STJ: TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido.(grifei) (...) VOTO (...) 4. Importante registrar, finalmente, que o entendimento esposado na Súmula 360/STJ não afasta de modo absoluto a possibilidade de denúncia espontânea em tributos sujeitos a lançamento por homologação. A propósito, reportome às razões expostas em voto de relator, que foi acompanhado unanimente pela 1ª Seção, no AgRG nos EREsp 804785/PR, DJ de 16.10.2006: "(...) 4. Isso não significa dizer, todavia, que a denúncia espontânea está afastada em qualquer circunstância ante a pura e simples razão de se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação. Não é isso. O que a jurisprudência afirma é a nãoconfiguração de denúncia espontânea quando o tributo foi previamente declarado pelo contribuinte, já que, nessa hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído no momento em que ocorreu o pagamento. A contrario sensu, podese afirmar que, não tendo havido prévia declaração do tributo, mesmo o sujeito a lançamento por homologação, é 2 Conforme preceitua o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 132 8 possível a configuração de sua denúncia espontânea, uma vez concorrendo os demais requisitos estabelecidos no art. 138 do CTN. (grifei) Verificase dos excertos supra que, para se afastar a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN, há necessidade de que o tributo tenha sido pago em atraso e após a sua declaração com efeito de confissão de dívida. Eis a dicção do art. 138 do CTN: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. No presente caso, o sujeito passivo pleiteara a compensação do débito 11 dias após o seu vencimento, portanto, em atraso, mas no mesmo momento em que o informou em declaração que constitui o crédito tributário, situação essa que afasta a possibilidade de aplicação do entendimento do STJ, pois, uma vez não homologada a compensação, a extinção do crédito tributário pela via do pagamento que vier a se realizar darseá após a apresentação da declaração com efeitos de confissão de dívida, no caso, a Declaração de Compensação (DCOMP). Ainda que a não homologação da compensação venha a ser revertida, dado que ainda não se tem o trânsito em julgado deste processo, e considerando que a compensação é uma forma de extinção do crédito tributário, assim como o pagamento, e que uma da formas de extinção, em regra, exclui a outra, sob pena de bis in idem, até se poderia argumentar acerca da aplicação do instituto da denúncia espontânea. Contudo, nem mesmo nessa hipótese, terseia a possibilidade de aplicação do entendimento do STJ, pois para tanto, a declaração com efeito de confissão de dívida deveria ter sido apresentada posteriormente ao pagamento/compensação, o que não corresponde ao caso sob análise. A Lei nº 9.430/1996 assim dispõe sobre os acréscimos moratórios cabíveis nos casos de pagamento extemporâneo: Art.61 Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto Fl. 132DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10880.913127/200922 Acórdão n.º 3803004.308 S3TE03 Fl. 133 9 para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Verificase que a multa de mora decorrente de pagamentos em atraso, assim como os juros de mora, encontrase prevista em lei válida e vigente, inexistindo qualquer irregularidade em sua exigência nos termos ora analisados. Nesse sentido, não se está diante de uma quitação anterior à apresentação de declaração com poder de constituição do crédito tributário, não lhe sendo estendida, por conseguinte, a regra definida no referido Recurso Especial, de observância obrigatória por parte deste Colegiado. III Conclusão. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, por ausência de prova do direito creditório pleiteado e pelo não cabimento da denúncia espontânea na hipótese de quitação de débito em atraso após a apresentação de declaração com efeito de confissão de dívida. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 133DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 12/08/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 15504.001018/2009-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
ÁRBITROS.
Nos termos da legislação previdenciária, o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, são segurados obrigatórios da previdência social na condição de contribuintes individuais.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2402-003.700
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos opostos e, ao examinar a questão suscitada, rejeitá-los para manter a decisão embargada.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 ÁRBITROS. Nos termos da legislação previdenciária, o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, são segurados obrigatórios da previdência social na condição de contribuintes individuais. Embargos Rejeitados.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15504.001018/2009-71
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5289577
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.700
nome_arquivo_s : Decisao_15504001018200971.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 15504001018200971_5289577.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos opostos e, ao examinar a questão suscitada, rejeitá-los para manter a decisão embargada. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5053242
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175188254720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1599; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 514 1 513 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.001018/200971 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2402003.700 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Embargante FEDERAÇÃO MINEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 ÁRBITROS. Nos termos da legislação previdenciária, o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, são segurados obrigatórios da previdência social na condição de contribuintes individuais. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos opostos e, ao examinar a questão suscitada, rejeitálos para manter a decisão embargada. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 10 18 /2 00 9- 71 Fl. 514DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno do CARF, opostos pelo contribuinte contra acórdão desta turma: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Alega a embargante omissão do acórdão por não enfrentar questões relacionadas a vício material: a) inaplicabilidade de inversão do ônus da prova; b) desconsideração de escrituração contábil; c) falta de demonstração da ocorrência dos fatos geradores; d) falta de exame da incidência sobre as parcelas pagas aos segurados; e e) indeterminação da matéria tributável. Enfatiza especialmente a omissão quanto ao exame da isenção de contribuições previdenciárias trazida pela Lei nº 9.615/98: Art. 88. Os árbitros e auxiliares de arbitragem poderão constituir entidades nacionais e estaduais, por modalidade desportiva ou grupo de modalidades, objetivando o recrutamento, a formação e a prestação de serviços às entidades de administração do desporto. Parágrafo único. Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias. Defende a embargante que: Com efeito, a referida norma, em pleno vigor, representa hipótese excludente da tributação dos rendimentos auferidos pelos árbitros e auxiliares de arbitragem, seja em relação às suas próprias remunerações, seja em face da instituição associativa (Federação), responsável por sua contratação e pagamento. A lei é explicita ao afastar não só a relação de emprego entre as entidade, controladoras e gerenciadoras de futebol nos Estados (Federações), mas também a responsabilidade pelo pagamento, de contribuições previdenciárias pelas Federações. A Lei 9.615/98, aliás, possui caráter especial, não havendo antinomia jurídica com a Lei 8.212/91, que regulamenta, de forma Fl. 515DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.001018/200971 Acórdão n.º 2402003.700 S2C4T2 Fl. 515 3 geral, o custeio da previdência social. Assim, a previdência é da .lei especial e, portanto, da norma de isenção nela veiculada. Ainda que antinomia houvesse, aliás, prevaleceria o disposto na lei 9.615/98, que tem a mesma hierarquia e é posterior. Demais disso, o Estatuto do Torcedor (Lei no. 10.671/03) prevê, expressamente, que a remuneração dos árbitros é de responsabilidade do clube mandante e não da Federação. É o Relatório. Fl. 516DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Como já salientado no relatório do acórdão embargado, o presente processo está correlacionado com o processo onde se constitui crédito sobre obrigação principal nº 15504.001016/200982 e, portanto, nele se encontram os fundamentos e as descrições detalhadas dos fatos. Ao contrário do que afirma a embargante, a Lei nº 9.615/98 não confere isenção de contribuição previdenciária, mas apenas elucida que a atividade de arbitragem não contém os elementos da relação de emprego e que as remunerações são pagas na condição de contribuinte individual, o que implica a incidência de contribuição previdência sobre esses valores. É o que se constata da interpretação da parte final do parágrafo único do artigo 88: Art. 88. Os árbitros e auxiliares de arbitragem poderão constituir entidades nacionais e estaduais, por modalidade desportiva ou grupo de modalidades, objetivando o recrutamento, a formação e a prestação de serviços às entidades de administração do desporto. Parágrafo único. Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias. Fazse agora necessária a verificação do exato enquadramento realizado pela fiscalização quanto aos prestadores de serviços beneficiários das taxas de arbitragem. Inicialmente, constatase que foram contratados e remunerados pela embargante, o que afasta a alegação de mera repassadora. Os recursos públicos foram repassados à embargante como ajuda para a realização dos eventos, mas os pagamentos e demais despesas são de responsabilidade da embargante e não dos órgãos públicos. Quanto à relação jurídica dos beneficiários com a embargante, constatase que apenas em um dos levantamentos, código TAE, apontase o enquadramento como segurado empregado. Examinando os relatórios Discriminativo Analítico do Débito – DAD e de Lançamentos, constatase que de fato para o levantamento TAE os beneficiários foram considerados segurados empregados. Para os demais, os árbitros, auxiliares e delegados, entretanto, foram considerados contribuintes individuais. Embora a fiscalização tenha afirmado que o levantamento em questão se refere aos segurados empregados da embargante, não há nos autos documentos que comprovem que alguns árbitros e auxiliares teriam sido registrados como empregados. Seguem transcrições do relatório fiscal: 3.2.1 — Os árbitros e delegados das partidas são contratados e remunerados pela Federação, para atuação em diversos campeonatos, por ela, promovidos na capital e no interior do Estado de Minas Gerais. ... Fl. 517DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.001018/200971 Acórdão n.º 2402003.700 S2C4T2 Fl. 516 5 LEVANTAMENTO TAE — Taxas de Arbitragens Empregados — taxas de arbitragens pagas a empregados, referentes a serviços prestados, por ocasião das partidas de futebol, lançadas na conta de despesa Taxas de Arbitragens. ... LEVANTAMENTO TAI — Taxas de Arbitragens Individualizadas taxas de arbitragens e taxas de delegados pagas a Contribuintes Individuais (árbitros e delegados de partida), referentes a serviços prestados por ocasião das partidas de futebol, lançadas nas contas de despesas: Taxas de Arbitragem e Taxa de Delegados. ... LEVANTAMENTO TAN — Taxas de Arbitragens Não Individualizadas — taxas de arbitragens pagas a Contribuintes Individuais, referentes a serviços prestados por ocasião das partidas de futebol, lançadas na conta de despesa Taxas de Arbitragem, cujos beneficiários não foram identificados nos Lançamentos Contábeis. LEVANTAMENTO TNL — Taxas de Arbitragens Não Lançadas no Diário — Taxas de arbitragens pagas a Contribuintes Individuais, referentes a serviços prestados por ocasião das partidas de futebol, que não foram lançadas na Contabilidade, portanto, os fatos geradores foram baseados em recibos constantes da Documentação de Caixa. Nesse sentido, não procede o enquadramento como segurado empregado no levantamento TAE. Não houve caracterização da relação de emprego e nem comprovação de que espontaneamente teria a embargante registrado árbitros e auxiliares como segurados empregados; no entanto, a autuação se mantém pela ocorrência da falta de desconto das contribuições relativas aos demais levantamentos, o que torna incólume a multa aplicada. O reconhecimento da improcedência de um dos levantamentos não altera, nesse caso, a autuação. Assim, voto no sentido de conhecer dos embargos opostos e, ao examinar a questão suscitada, rejeitálos para manter a decisão embargada. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 518DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Fl. 519DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/08/ 2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007960/2009-28
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
LANÇAMENTO - ERRO DE FATO - DIPJ - PARCELAMENTO - CONFISSÃO IRRETRATÁVEL DE DÍVIDA
A confissão de dívida em parcelamento, ainda que irretratável, não pode ser absoluta, quando dívida não há. Entretanto, cabe ao confesso a comprovação categórica da inexistência da dívida por erro de fato na DIPJ. Há verossimilhança do erro de fato alegado pela recorrente, porém, insuficiente, no caso vertente, em que a comprovação do erro deve ser cabal.
MULTA ISOLADA - EXIGÊNCIA CONCOMITANTE COM A DA MULTA PROPORCIONAL DO MESMO PERÍODO
Apenado o continente, desnecessário e incabível apenar o conteúdo. Aplicação do princípio da consunção em matéria apenatória e interpretação lógica e teleológica do art. 44, I e II, da Lei 9.430/96.
Numero da decisão: 1103-000.895
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, DAR provimento parcial ao recurso para afastar a exigência da multa isolada sobre a estimativa de IRPJ de julho de 2004, por maioria, vencidos os Conselheiros André Mendes de Moura e Eduardo Martins Neiva Monteiro, que votaram pela manutenção da multa isolada, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Marcos Takata - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Manoel Mota Fonseca e Eduardo Martins Neiva Monteiro.
Nome do relator: MARCOS SHIGUEO TAKATA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 LANÇAMENTO - ERRO DE FATO - DIPJ - PARCELAMENTO - CONFISSÃO IRRETRATÁVEL DE DÍVIDA A confissão de dívida em parcelamento, ainda que irretratável, não pode ser absoluta, quando dívida não há. Entretanto, cabe ao confesso a comprovação categórica da inexistência da dívida por erro de fato na DIPJ. Há verossimilhança do erro de fato alegado pela recorrente, porém, insuficiente, no caso vertente, em que a comprovação do erro deve ser cabal. MULTA ISOLADA - EXIGÊNCIA CONCOMITANTE COM A DA MULTA PROPORCIONAL DO MESMO PERÍODO Apenado o continente, desnecessário e incabível apenar o conteúdo. Aplicação do princípio da consunção em matéria apenatória e interpretação lógica e teleológica do art. 44, I e II, da Lei 9.430/96.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 30 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10830.007960/2009-28
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5287135
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 30 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1103-000.895
nome_arquivo_s : Decisao_10830007960200928.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCOS SHIGUEO TAKATA
nome_arquivo_pdf_s : 10830007960200928_5287135.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, DAR provimento parcial ao recurso para afastar a exigência da multa isolada sobre a estimativa de IRPJ de julho de 2004, por maioria, vencidos os Conselheiros André Mendes de Moura e Eduardo Martins Neiva Monteiro, que votaram pela manutenção da multa isolada, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Marcos Takata - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Manoel Mota Fonseca e Eduardo Martins Neiva Monteiro.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5040931
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175203983360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2119; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 275 1 227744 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.007960/200928 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.895 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2013 Matéria IRPJ Recorrente GALVANI INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 LANÇAMENTO ERRO DE FATO DIPJ PARCELAMENTO CONFISSÃO IRRETRATÁVEL DE DÍVIDA A confissão de dívida em parcelamento, ainda que irretratável, não pode ser absoluta, quando dívida não há. Entretanto, cabe ao confesso a comprovação categórica da inexistência da dívida por erro de fato na DIPJ. Há verossimilhança do erro de fato alegado pela recorrente, porém, insuficiente, no caso vertente, em que a comprovação do erro deve ser cabal. MULTA ISOLADA EXIGÊNCIA CONCOMITANTE COM A DA MULTA PROPORCIONAL DO MESMO PERÍODO Apenado o continente, desnecessário e incabível apenar o conteúdo. Aplicação do princípio da consunção em matéria apenatória e interpretação lógica e teleológica do art. 44, I e II, da Lei 9.430/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, DAR provimento parcial ao recurso para afastar a exigência da multa isolada sobre a estimativa de IRPJ de julho de 2004, por maioria, vencidos os Conselheiros André Mendes de Moura e Eduardo Martins Neiva Monteiro, que votaram pela manutenção da multa isolada, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Presidente em exercício. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 79 60 /2 00 9- 28 Fl. 276DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 276 2 Marcos Takata Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Manoel Mota Fonseca e Eduardo Martins Neiva Monteiro. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 277 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de autos de infração de IRPJ, CSL, PIS e COFINS, de fls. 1, 7 a 13 e 98, no total de R$ 3.681.582,25, referente ao anocalendário de 2004, contemplando valor de principal dos tributos mencionados, acrescidos de multa de ofício à razão de 75% e multa isolada à razão de 50% sobre valores de estimativas mensais de IRPJ pagos a menor, bem como juros de mora calculados até 29/5/2009. Em 17/12/2008, a autoridade fiscal lavrou termo de intimação fiscal exigindo a apresentação de arquivos magnéticos contendo contas relativas a tributos a pagar e a recuperar do Livro Razão dos anoscalendário de 2007 e 2008 (até outubro), bem como LALUR de 2003 a 2007. Após a recorrente atender a todas as solicitações realizadas pelo fisco este juntou aos autos os documentos de fls. 62 97. Foram apuradas, pela autoridade fiscal, as seguinte irregularidades constantes do termo de verificação fiscal, de fls. 2 a 6: i)"as verificações confirmaram que o contribuinte compensou os débitos de IRPJ e CSLL, referentes a setembro/2004 e outubro/2004 (...), por meio das Declarações de Compensação n's 07309.89192.291004.1.3.576341 e 20817.78635.301104.1.3.570617. Essas DCOMP foram tratadas manualmente por meio do processo administrativo n°10830.721015/200518, nesta mesma ação fiscal"; ii) "o Despacho Decisório do Serviço de Orientação e Análise desta Delegacia concluiu pela não homologação das compensações e determinou o encaminhamento dos débitos não compensados para cobrança. Em seguida, no âmbito do Serviço de Fiscalização, foi lavrado Auto de Infração para aplicação da multa isolada". iii) "enfim, o contribuinte esclareceu quase todas as diferenças apontadas nos Termos de Intimação Fiscal lavrados em 19 e 20 de janeiro de 2009, com exceção da relativa ao Imposto de Renda Mensal por estimativa, referente a julho de 2004, no valor de R$ 1.600.000,00. Esta diferença não foi declarada em DCTF nem recolhida" (destaques no original); iv) 44a escrituração do contribuinte ampara os valores informados na D1PJ/2005 (/Is. 62 a 89) a titulo de Imposto de Renda Mensal por Estimativa, conforme demonstram as cópias do Razão anexados a este processo 6/1s. 92 a 97). Obviamente, por conta da diferença do IR por estimativa do mês de julho/2004, a escrituração não ampara o valor declarado em i Fl. 278DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 278 4 DCTF. En: suma, a escrituração comprova que houve recolhimento a menor no referido mar"; v) "segundo a DIPJ/2005, Como também, segundo o Razão (..) o valor do IRPJ a ser antecipado em z julho foi de R$ 2.834.211,33. Contudo a DCTF (lis. 90 e 91) registra débitos no valor de apenas R$ 1.234.211,34, tendo sido pago com DARE o valor de R$ 34.211,33 e compensado o valor de RS 1.200.000,00. Resta uma diferença de R$ 1.600.000,00, que deveria ter sido recolhida como antecipação do imposto de renda, mas não for (negrito no original); vi) “a compensação de R$ 1.200.000,00 (IRPJ de jul/2004) foi efetivada por meio da DCOMP n° 21529.54421.310804.1.3.51 0410, que compõe o processo administrativo n° 10830.003714/200492, que também foi verificado nesta ação fiscal. O Despacho Decisório também concluiu pela não homologação e os débitos foram encaminhados para cobrança. Na sequência foi lavrado Auto de Infração para aplicação da multa isolada"; vii) "este recolhimento a menor referente à estimativa do Imposto de Renda mensal no mês de julho, resultou em diferença no Imposto de Renda a Pagar, apurado ao final do ano calendário, de R$ 1.237.420,99". À fl. 5 juntaramse planilhas demonstrativas da falta ou insuficiência de pagamentos relativos às estimativas mensais de IRPJ e a consequente diferença no ajuste anual do IRPJ a pagar. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade em 29/7/2009, de fls. 100 a 131, em que aduz, em síntese, o que segue. Em linhas gerais, discorreu sobre a figura do lançamento de ofício, sobre o princípio da verdade material, sobre erros de fato cometidos pelos contribuintes e a possibilidade de correção dos referidos erros, sobre a aplicação de multas de ofício (75%) e multa isolada (50%) sobre o mesmo fato gerador, sobre imposição de penalidade com efeito de confisco e sobre a imposição de limites ao poder de tributar realizadas pelo legislador constituinte, juntando doutrina e jurisprudência corroborando os entendimentos expressados. Abordou também a questão da divergência apontada pela autoridade fiscal, no montante de R$ 1.600.000,00, que deu origem aos lançamentos tratados pelos presentes autos. Afirmou, sobre esse ponto, ter ocorrido mero erro de preenchimento da DIPJ e da DCTF apresentadas. Manifestouse, ipsis litteris, da seguinte forma: "o lançamento fiscal referese exclusivamente ao valor do IRPJ declarado como devido na DIPJ/2005 AnoCalendário 2004 do mês 07/2004, em razão da divergência encontrada no valor de Fl. 279DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 279 5 R$ 1.600.000,00 entre o valor declarado na DIPJ/2005 com o valor declarado na DCTF e na PER/DCOMP do referido mês" e que "analisando os valores declarados na DIPJ/2005 Ano Calendário 2004, no razão contábil, na DCTF e na PER/DCOMP referente ao IRPJ e CSLL do mês de julho de 2004, a Impugnante constatou que de fato o valor do IRPJ a pagar declarado conforme a DIPJ/2005 é de R$ 2.834.211,33", e "no entanto, constou equivocadamente o valor de R$ 1.234.211,33 do IRPJ a pagar declarado na DCTF referente ao 1176S de julho de 2004, que na realidade é o valor apurado na DIPJ/2005 da CSLL do mesmo período e não do IRPJ.” E, ainda: · que, "portanto, houve uma troca/inversão dos valores, o que era para ser lançado a titulo de CSLL foi lançado como sendo do IRPJ e o que era para ser lançado a titulo de IRPJ foi lançado a titulo de CSLL"; · que "assim, em razão do valor do IRPJ TER SIDO escriturado ERRONEAMENTE na DCTF como sendo de apenas R$ 1.234.211,33, a Impugnante efetuou a compensação conforme PER/DCOMP no valor de RS 1.200.000,00 e recolheu a diferença do valor de R$ 34.211,33"; · que, "ocorreu o mesmo equivoco relativamente a CSLL do mês de julho de 2004, posto que como se comprova da DIPJ/2005 AnoCalendário 2004 e do razão contábil o valor declarado a pagar a titulo de CSLL é de APENAS R$ 1.224.674,20"; · que, "no entanto, equivocadamente o valor da CSLL a pagar declarado na DCTF referente ao 117êS de julho de 2004 é de R$ 2.824.211,33, ou seja, o valor devido do IRPJ e não da CSLL, tendo com isso declarado a compensação conforme PER/DCOMP no valor de R$ 2.800.000,00 e recolhido a diferença no valor de R$ 24.674,20"; · que, "da análise da DIPJ/2005 AnoCalendário 2004 relativamente aos valores apurados a titulo de IRPJ e CSLL, logo se verifica o ERRO DE FATO cometido pela contabilidade que ao efetuar os lançamentos dos valores apurados da CSLL e do IRPJ para a DCTF TROCOU/INVERTEU os valores, lançando como devido para o IRPJ o valor da CSLL, consequentemente para a CSLL o valor do IRPJ, como se infere do quadro demonstrativo abaixo": Fl. 280DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 280 6 Valor do IRPJ a pagar do mês 07/2004 conforme DIPJ = R$ 2.834.211,33 Valor do IRPJ a pagar conforme DCTF = R$ 1.234,211,33 Valor do IRPJ na PER/DCOMP = R$ 1.200.000,00 Valor recolhido = R$ 34.211,33 Valor da CSLL a pagar conforme DIPJ = R$ 1.224.674,20 Valor da CSLL a pagar conforme DCTF = R$ 2.824.674,20 Valor da CSLL na PER/DCOMP = R$ 2.800.000,00 Valor recolhido = R$ 24.674,20 · que, "da análise do quadro acima, logo se verifica o ERRO DE FATO ocorrido nos lançamentos da DCTF e consequentemente na PER/DCOMP em, razão da INVERSÃO/TROCA dos valores, eis que declarou como devido e compensado o valor do IRE' corno sendo o valor da CSLL e viceversa"; · que, "percebese que a diferença apontada e cobrada pela Fiscalização como não recolhida ou não antecipada a titulo de IRPJ do mês de julho de 2004, foi declarada, compensada e está sendo recolhida através de parcelamento como sendo valor devido da CSLL do mesmo mês". (destaques do texto original) Enfatizou, ainda, que, no quadro exposto, com o erro de fato alegado, não sucedeu prejuízo alguma ao fisco. Colacionou doutrinas e jurisprudência sobre a possibilidade de retificação de declaração e de lançamento e sobre o princípio da verdade material que orienta o processo administrativo fiscal. Pelo exposto, requereu fosse efetuada de ofício a revisão do lançamento em razão de comprovado erro de fato na escrituração de IRPJ e CSL em DCTF em virtude de troca de valores. Isso porque escriturado a título de CSL valor a maior no montante de R$ 1.600.000,00 “como devida, compensada e que está sendo recolhida através de parcelamento, quando na realidade referido valor compõe o valor apurado e declarado na DIPJ/2005” a título de IRPJ. E que, consequentemente, seja determinado o cancelamento do auto de infração, sendo decretado o arquivamento definitivo do presente processo administrativo. Por fim, protestou pela produção de todas as provas em direito admitidas. Acrescentou, ainda, caso não fossem suficientes as provas a serem apresentadas, o pedido de perícia técnica para responder aos quesitos de fls. 129 e 130. DA DECISÃO DA DRJ Em 8/11/2011, acordaram os membros da 2ª Turma de Julgamento da DRJ de Campinas, por unanimidade de votos, julgar procedentes os lançamentos, conforme o entendimento que segue. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 281 7 Inicialmente, acerca dos temas “provas” e “juntada de documentos”, afirmou se que não se justifica a realização de diligência quando houver nos autos elementos suficientes para formação da convicção do julgador. É o que ocorre nos presentes autos e, por essa razão, foi indeferido o pedido. Foi reconhecida a alegação da recorrente sobre a ocorrência de mero erro de fato que teria ensejado a presente autuação, ou seja, verificouse a inversão de informações dos dados inseridos na DIPJ/2005 que teve como consequência a divergência entre o valor pago a menor a título de estimativa mensal de IRPJ em julho de 2004. Confirmando essa teoria, nem mesmo o próprio fisco detectou diferença em relação à CSL, que estaria declarada a maior em DCTF. Apesar de tudo o que acima se afirmou, e ainda que verificada a inexistência de dolo por parte da recorrente, não restou nem declarado, nem pago o valor de R$ 1.600.000,00, de forma que era de rigor a constituição do referido crédito tributário no ajuste anual do período. Na DCTF apresentada deveria constar o valor efetivo do crédito tributário, no entanto, foi apresentado o montante de R$ 1.234.211,33 a título de IRPJ. Assim, estava o fisco diante de um crédito tributário não constituído, sendo impositivo o lançamento realizado. A ausência de dolo da recorrente não possui o condão de alterar a natureza do procedimento vinculado da autoridade fiscal por força do art. 142 da CTN. Reconheceuse, ainda e por fim, que, em virtude da inversão praticada no preenchimento de sua DIPJ, a recorrente parcelou valor a maior a título de CSL. Assim, se afirmou que eventuais pagamentos a maior poderão ser oportunamente recuperados pela recorrente por via administrativa. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com a r. decisão, a recorrente, em 10/4/2012, interpôs recurso voluntário de fls. 210 a 245, acentuando que o próprio acórdão a quo reconheceu a consecução do erro de fato alegado pela recorrente, reiterando no mais o quanto alegado em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 282 8 Voto Conselheiro Marcos Shigueo Takata O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade (fls. 207, 208, 210, 145, 146, 247, 248, 249, 250, 251 e 252). Dele, pois, conheço. Como se viu do relatório, a controvérsia decorre de valor de estimativa de IRPJ de julho de 2004 declarado a menor na DCTF, comparativamente ao informado na ficha 11 da DIPJ/05, resultando num valor declarado a menor na DCTF de IRPJ efetivo a pagar em montante de R$ 1.237.420,99, em relação ao informado na ficha 12A da DIPJ/05. A exigência é desse valor acrescido da multa de ofício, e de multa isolada sobre a diferença da estimativa de IRPJ de julho de 2004. Segundo a recorrente, o quadro apresentado na impugnação e repetido na peça recursiva, conectado com a cópia da DIPJ/05 e da conta do Razão, juntadas aos autos com a impugnação, comprovam o seguinte erro de fato perpetrado pela recorrente. A diferença de R$ 1.600.000,00 de estimativa de IRPJ de julho de 2004 entre o informado na DIPJ/05 e o declarado na DCTF referente ao 3º trimestre de 2004 é de rigor. Entretanto, a recorrente declarara essa mesma diferença, a maior, como valor devido de estimativa de CSL de julho de 2004, na DCTF já mencionada, tendo sido informado o valor correto na DIPJ/05. Quer dizer, a recorrente declarara na DCTF R$ 1.600.000,00 a mais de estimativa de CSL de julho de 2004, diferença essa que não consta na ficha 16 da DIPJ/05; é a mesma diferença que declarara a menor na DCTF quanto à estimativa de IRPJ de julho de 2004, e que gerou a exigência em lide (IRPJ efetivo – anual – de R4 1.237.420,99). E isso fora confirmado pelo próprio órgão julgador a quo a 2ª Turma da DRJ/Campinas. Logo, em respeito ao princípio da verdade material ou do formalismo moderado, caberia o abatimento da diferença, com o que resultaria derruído o lançamento efetuado. Ainda, notase nos autos que a recorrente aderira ao parcelamento dos débitos indicados no processo administrativo nº 10830.003.714/200492, e que se referem a débitos objeto de DCOMP. No caso, figuram o débito de IRPJ de R$ 1.200.000,00, referente à estimativa de julho de 2004, e o débito de CSL de R$ 2.800.000,00 da estimativa de julho de 2004 (fls. 176 e 179). Do exame da documentação acostada aos autos, constato o seguinte. No procedimento fiscal que resultou no lançamento em dissídio, não houve a verificação, pelo autuante, da estimativa de CSL de julho de 2004, apurada com base em balanço de suspensão ou redução. Isso se vê das fls. 14 a 18, 21 a 25. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 283 9 Embora no Termo de Início de Fiscalização o autuante solicite o Livro Razão e o Lalur (fls. 14 e 15), percebese que o foco da fiscalização são as compensações declaradas pela recorrente e as diferenças entre valores informados em DIPJ e os declarados em DCTF. Isso fica evidente, no que interessa à presente lide, no Termo de Constatação e Intimação Fiscal de fls. 22 e 23, em que a recorrente é intimada a esclarecer as diferenças entre estimativas de IRPJ de julho, setembro e outubro de 2004, e as estimativas de CSL de maio, setembro e outubro de 2004, informadas na DIPJ e declaradas em DCTF. Noutras palavras, não se vê a análise e verificação da estimativa de CSL de julho de 2004, que teria sido informada a maior tanto na ficha 16 da DIPJ/05 como na DTCF relativa ao 3º trimestre de 2004, no valor da diferença da estimativa de IRPJ de julho de 2004 (R$ 1.600.000,00), e que gerou a diferença de IRPJ efetivo de R$ 1.237.420,99 objetivado no lançamento em discussão. Aliás, a própria recorrente reconhece isso em sua peça recursiva. As cópias das fichas 11 e 16 da DIPJ/05 juntadas aos autos com a impugnação indicam que a recorrente informara como estimativa de IRPJ de julho de 2004 o valor de R$ 2.834.211,33 (fl. 147) e de estimativa de CSL de julho de 2004 o valor de R$ 1.224.674,20 (fl. 152). As estimativas em questão foram apuradas com base em balanço de suspensão ou redução. Na DCTF referente ao 3º trimestre de 2004 foram declarados débitos de estimativa de IRPJ de julho de 2004, no valor de R$ 1.234.211,33, sendo R$ 1.200.000,00 adimplidos por compensação (objeto do parcelamento), e de estimativa de CSL de julho de 2004, no valor de R$ 2.824.674,20, sendo R$ 2.800.000,00 adimplidos por compensação (objeto do parcelamento) – fls. 157 e 159. Na fl. 93 há cópia da conta do Razão “2104.0001 – IRPJ a Pagar”, com lançamento a crédito, em 31/7/04, de R$ 2.847.830,04, a título de Provisão de IRPJ de julho de 2004, lançamento a débito, em 31/7/04, de R$ 11.934,34 e de R$ 1.684,37, a título de IRRF sobre aplicações financeiras. O saldo de R$ 2.834.211,33 tem lançamento a débito (baixa), com explicação de contrapartida para caixa, banco, e processo de compensação. Na fl. 162, há cópia da conta do Razão “1101.2104.0002 – Provisão de CSLL a Pagar”, com lançamento a crédito, em 31/7/04, de R$ 1.224.674,20, e com lançamento a débito (baixa), em 31/7/04, de R$ 1.224.674,20, com explicação de contrapartida para caixa, banco, e processo de compensação. Disso tudo, o que posso extrair é a conclusão de que há verossimilhança na alegação do erro de fato da recorrente. É muito provável a consecução do erro de fato arguido. Sucede que não foram carreados aos autos o plano de contas da recorrente, a demonstração de que o valor de estimativa de CSL indicado na DIPJ/05 é o valor apurado conforme o balanço de suspensão ou redução. Não há a cópia da Parte A do Lalur, na qual se tenha registrado o lucro e os ajustes para determinação da base de cálculo da CSL de julho de 2004, ou outra documentação que demonstre o lucro e os ajustes ao lucro para apuração da base de cálculo da CSL. Aliás, também não há cópia do balancete e/ou da demonstração do resultado até julho de 2004, tampouco sua transcrição no Diário. Fl. 284DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 284 10 Todos os livros apresentados ao autuante devem ter sido devolvidos à contribuinte. Esse é o procedimento fiscal de rigor. Por outro lado, impõese observar que o ônus da prova quanto ao erro alegado é da recorrente. A esta compete a comprovação da consecução do erro em questão. A determinação de diligência não se presta para substituir papel “primário” que cabe ser levado a termo pela parte, à qual insta provar ou demonstrar. Máxime quando se está diante de débitos com “confissão irretratável de dívida”, como no parcelamento comentado. Evidente que a confissão de dívida não se pode por como absoluta, quando comprovadamente dívida não há. Ou seja, a confissão irretratável de dívida de parcelamentos ou anistias não se pode colocar como absoluta. Entretanto, se tal dívida não existe, cabe ao confesso comprovação categórica dessa inexistência, diante da confissão pretérita, nos termos descritos. O princípio da verdade material ou do formalismo moderado não é absoluto, a permitir a substituição do ônus “primário” das partes, e divorciado da finalidade de eficiência e de não eternização do processo. A recorrente carreou aos autos muita doutrina, e pouca prova do caso concreto. Igualmente as decisões do CARF colacionadas não a socorrem, pois na presente lide o que se põe é a questão da prova, nos termos acima articulados. Segue daí a afirmação feita de que há verossimilhança quanto ao erro de fato arguido pela recorrente. Porém, a comprovação categórica não se apresentou. Divirjo, por conseguinte, e pelas razões expostas, da asserção feita pelo órgão julgador de origem de que inexiste dúvida quanto ao erro de fato perpetrado pela recorrente. Houvesse a comprovação categórica do erro de fato alegado pela recorrente, caberia o abatimento da diferença a maior da CSL efetiva anual – decorrente de valor confessado a maior (em DCTF e no parcelamento) da estimativa de CSL de julho de 2004 do valor de IRPJ exigido no lançamento em dissídio. Isso, aliás, implicaria abatimento do total do principal exigido e, por conseguinte, da multa proporcional, porquanto na DIPJ/05 não se apurou saldo a pagar de CSL, conforme a linha 51 da ficha 17 (inclusive, sem a informação de R$ 1.600.000,00 alegadamente a maior, para a estimativa de CSL de julho de 2004, na DIPJ/05, ficha 16, e essa diferença evidentemente não foi transportada para a linha de deduções, para as aumentar, na apuração da CSL a pagar – linha 43 da ficha 17). Sob o manto dessas considerações, nego provimento ao recurso quanto ao afastamento do principal de IRPJ e da multa proporcional exigidos. Há ainda a questão da multa isolada exigida sobre a diferença de estimativa de IRPJ de julho de 2004 (50% de R$ 1.600.000,00 – fls. 6, 9 e 10). Tratase de questão da aplicação de multa isolada concomitantemente com a multa proporcional (de 75% sobre a diferença do IRPJ efetivo – anual). Fl. 285DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 285 11 Antecipo que o entendimento que se deduz a seguir é o pacífico desta Turma, como de muitas outras Turmas da 1ª Seção de Julgamento do CARF. Bem se sabe que a partir da Lei 9.430/96, com a instituição do IRPJ e da CSL apurados trimestralmente (sem prejuízo da opção pela apuração anual no caso de lucro real), o IRPJ mensal, assim como a CSL mensal, deixaram de ser IRPJ e CSL efetivos, tornandose IRPJ e CSL por estimativa. Isso resulta claro no “título” dos arts. 2º e 6º, da Lei 9.430/96 (e para a CSL, em virtude do art. 28 dessa lei) que preconizam “pagamento por estimativa”1. Não por menos a Instrução Normativa 93/97, alterando o que dispunha a Instrução Normativa 11/96, passou a prever que a falta de pagamento do IRPJ e da CSL mensais por estimativa não autoriza sua cobrança, mas tão só a multa isolada por falta do referido pagamento. Ora, com a aplicação da multa de ofício de 75% sobre o valor dos IRPJ efetivos e não pagos2, juntamente com a exigência desses tributos, como se pretender aplicar, ao mesmo tempo, a multa de 50% sobre o IRPJ por estimativa não pagos dos mesmos anos calendário3? Constitui, a meu ver, uma incoerência lógica, teleológica e axiológica a aplicação concomitante dessas multas, à vista do bem jurídico tutelado. Aliás, no caso vertente, a base de cálculo para a aplicação da multa isolada é inclusive maior que a base de cálculo da utilizada para aplicação da multa de ofício proporcional: R$ 1.600.000,00 contra R$ 1.237.420,99. 1 Pagamento por Estimativa Art. 2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. § 1º O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento. § 2º A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ficará sujeita à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. § 3º A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§ 1º e 2º do artigo anterior. (...) Pagamento por Estimativa Art. 6º O imposto devido, apurado na forma do art. 2º, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. § 1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no § 2º;II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. (...) Art. 28. Aplicamse à apuração da base de cálculo e ao pagamento da contribuição social sobre o lucro líquido as normas da legislação vigente e as correspondentes aos arts. 1º a 3º, 5º a 14, 17 a 24, 26, 55 e 71, desta Lei. 2 Multa do art. 44, I, da Lei 9.430/96, com a redação da Lei 11.488/07, ou multa do art. 44, I e § 1º, I, da Lei 9.430/96 na redação original. 3 Multa isolada do art. 44, II, “b”, da Lei 9.430/96 com a redação da Lei 11.488/07. Fl. 286DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO Processo nº 10830.007960/200928 Acórdão n.º 1103000.895 S1C1T3 Fl. 286 12 É de cartesiana nitidez, para mim, que a aplicação da multa de ofício de 75% sobre o valor não pago do IRPJ efetivamente devido, cobrável juntamente com esse, exclui a aplicação da multa de ofício de 50% (multa isolada) sobre o valor não pago do IRPJ mensal por estimativa, do mesmo anocalendário. Isso, seja por interpretação lógica dos preceitos citados (aliás, para além disso, podese dizer que é corolário lógico), seja por interpretação finalística do art. 44, I e II, da Lei 9.430/96. Apenado o continente, desnecessário e incabível apenar o conteúdo. Se já se penaliza o todo, não há sentido em se penalizar também a parte do todo. Noutros termos, é a aplicação do princípio da consunção em matéria penal. Como penalizar pelo todo e ao mesmo tempo pela parte do todo? Isso seria uma contradição de termos lógicos e axiológicos – e mesmo finalísticos (teleológicos). É a aplicação do princípio da consunção em matéria apenatória. Em tais termos, dou provimento ao recurso quanto à exigência da multa isolada sobre a estimativa de IRPJ do anocalendário de 2004, para o qual houve lançamento de multa proporcional sobre o IRPJ efetivo. Sob essa ordem de considerações e juízo, dou provimento parcial ao recurso, para afastar a exigência da multa isolada sobre a estimativa de IRPJ de julho de 2004. É o meu voto. Sala das Sessões, em 10 de julho de 2013 (assinado digitalmente) Marcos Takata Relator Fl. 287DF CARF MF Impresso em 30/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 22/08/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 25/08/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.900894/2008-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA.
Consoante disposição do art. 170-A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3401-002.311
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso com base nos termos do voto do relator.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA. Consoante disposição do art. 170-A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10480.900894/2008-01
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285503
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-002.311
nome_arquivo_s : Decisao_10480900894200801.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ROBSON JOSE BAYERL
nome_arquivo_pdf_s : 10480900894200801_5285503.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso com base nos termos do voto do relator. Júlio César Alves Ramos Presidente Robson José Bayerl Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5026575
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175213420544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1927; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 10 1 9 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.900894/200801 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.311 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria Declaração de Compensação Recorrente FILIPE CARLOS ALBUQUERQUE ADVOGADOS E CONSULTORES ASSOCIADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOVAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Não configura inovação de motivação do despacho decisório a fundamentação da decisão que, acolhendo ou rechaçando a pretensão deduzida em manifestação de inconformidade, examina elementos novos introduzidos na lide administrativa pelo próprio recorrente e que, até então, eram desconhecidos da Administração Tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/1999 a 31/05/1999 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. EXIGÊNCIA. Consoante disposição do art. 170A do Código Tributário Nacional, a compensação de créditos oriundos de ação judicial somente é admitida após o trânsito em julgado do respectivo título judicial. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso com base nos termos do voto do relator. Júlio César Alves Ramos – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 08 94 /2 00 8- 01Fl. 192DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório Albergam estes autos despacho decisório eletrônico de não homologação de compensação, relativo ao PER/DCOMP 04505.32796.300404.1.3.040029, em virtude do direito de crédito encontrarse integralmente alocado a outro débito. Em manifestação de inconformidade o contribuinte sustenta que a não homologação da compensação se deveu a equívoco nas informações prestadas em DCTF e que não foram devidamente retificadas para adequar o valor devido/direito creditório; e, que o seu crédito tem origem em decisão judicial que garantiu isenção de Cofins a empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas. Com a peça recursal vieram cópias do DARF, DCOMP e decisões judiciais proferidas no Mandado de Segurança Coletivo nº 2001.83.00.014525 (TRF 5ª Região). A DRJ Recife/PE, após exame da ação judicial em referência e seus desdobramentos, concluiu pela inexigibilidade do título judicial aliado ao fato que a compensação fora realizada (30/04/2004) antes do seu trânsito em julgado (09/09/2004), em afronta ao art. 170A do CTN, o que motivou o não acolhimento da manifestação de inconformidade. Em recurso voluntário o contribuinte assevera que a decisão de primeiro grau inovou o feito e não apenas procedeu à revisão do despacho decisório, como era de se esperar, passando a fundamentar a não homologação da compensação pela sua realização antes do trânsito em julgado da decisão judicial que a amparou, em claro cerceamento do direito de defesa, porquanto não lhe foi franqueado o contraditório. Aduz, ainda, que há erronia na conclusão da decisão sob vergasta quando examina os efeitos de decisão liminar proferida em ação rescisória, ao passo que a decisão rescindenda estaria com seus efeitos apenas suspensos e não cassados, o que lhe franquearia o direito vindicado. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator Fl. 193DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10480.900894/200801 Acórdão n.º 3401002.311 S3C4T1 Fl. 11 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Respeitante à alegação de inovação da fundamentação inicial do despacho decisório pela decisão atacada, entendo que não assiste razão ao recorrente. Destarte, como já destacado pela DRJ, o contribuinte, ora recorrente, ao encaminhar a PERDCOMP afirmou peremptoriamente que o crédito tinha origem em pagamento indevido de Cofins e NÃO decorria de ação judicial. Pois bem, após a prolação do despacho eletrônico o contribuinte então inaugura o contencioso administrativo afirmando que, diferentemente do que indicara em seu PERDCOMP, o seu direito creditório estava sim alicerçado em decisão judicial que lhe garantia a pretendida repetição do indébito. Portanto, quem inseriu elemento novo na lide não foi a DRJ, mas o próprio recorrente ao desdizer os dados antes prestados à RFB. Diante deste panorama cumpria ao órgão julgador de piso examinar e julgar os argumentos deduzidos pelo recorrente à luz destes novos fatos, o que efetivamente ocorreu. Caso assim não agisse, incorreria em flagrante e indevida omissão no julgamento. Não vislumbro na decisão proferida uma revisão disfarçada do despacho decisório para acréscimo de razões para sua manutenção, como faz crer o recorrente, pelo contrário, enxergoa como manifestação sóbria das colocações apresentadas na peça recursal vestibular, mesmo porque estes fatos, até então, eram desconhecidos do Fisco. Por este motivo – ausência de inovação do feito – é que entendo não haver qualquer cerceamento de defesa ou inobservância ao contraditório, haja vista que foi oportunizada ao contribuinte a interposição do recurso voluntário. Demais disso, a decisão recorrida não enveredou em debates jurídicos de alta indagação, limitandose a dissecar o teor da decisão judicial e seus desdobramentos a fim de dar exato cumprimento às suas determinações. Neste diapasão, tenho que o conteúdo, o alcance e os efeitos da decisão judicial transitada judicial e da respectiva ação rescisória (200605.006.0442426 – TRF 5ª Região) somente tem influência no deslinde desta demanda se, anteriormente, for respondido afirmativamente o seguinte ponto: à luz da legislação vigente, havia permissão legal ou mesmo judicial que sufragasse a compensação perpetrada? Perscrutando a legislação em vigor por ocasião da transmissão do PERDCOMP eletrônico, constatase que havia vedação expressa para tal pretensão no art. 170 A do Código Tributário Nacional, verbis: “é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial”. Da mesma forma, atenta ao dispositivo adrede reproduzido, a decisão judicial consubstanciada no acórdão proferido pela TRF 5ª Região (AMS nº 80.558/PE) foi categórica em atrelar sua produção de efeitos ao trânsito em julgado, como se destaca do seguinte excerto: Fl. 194DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 “(...) 3. É cabível a compensação do que foi pago indevidamente a titulo de COFINS com outros tributos da mesma natureza, administrados e/ou arrecadados pela Secretaria da Fazenda Nacional (sic), após o trânsito em julgado desta Decisão (art. 170A, CTN, nos termos da LC n° 104/2001), tudo devidamente corrigido monetária e integralmente desde o pagamento indevido, de acordo com os mesmos indexadores aplicados aos créditos do Fisco em idêntico período, havendo a incidência sobre tal montante dos juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, contados do trânsito em julgado desta decisão (CTN, arts. 161, § 1º c/c 167, P. Ún.). (...)” (grifado) Diante destas constatações, considerando que a certidão de fl. 82, apensada pelo próprio contribuinte, noticia que o trânsito em julgado ocorreu somente no dia 09/09/2004, enquanto a PERDCOMP foi transmitida em 30/04/2004, forçoso concluir que a compensação, ao tempo de sua realização, não possuía qualquer suporte legal ou jurídico para sua efetivação, levada a efeito por conta e risco do interessado, que assumiu todos os ônus e riscos decorrentes desta conduta. De outra banda, acentuo que não é possível, hodiernamente, retroagir a data do trânsito em julgado à realização do procedimento de modo a convalidar sua adoção, por falta de previsão legal, uma vez que, em matéria tributária, salvo exceções, os fatos devem ser confrontados com a legislação e a situação jurídica em vigor por ocasião de sua ocorrência e como tal devem ser regidos. Assim, dessumese que inexistindo possibilidade para acolher a compensação aviada, despiciente discutir os efeitos das medidas judiciais, mormente a ação rescisória, vinculadas à ação judicial, que, em tese, respaldariam o direito creditório. Com estas considerações, entendo que a decisão recorrida deve ser integralmente mantida pelos seus próprios fundamentos, razão pela qual voto por negar provimento ao recurso voluntário. Robson José Bayerl Fl. 195DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.723298/2010-83
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO.
A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007).
EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO.
O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLES-Federal/SIMPLES-Nacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados.
JUROS(TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE.
O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos.
Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA.
A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.749
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso para, na parte conhecida, negar provimento.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO. A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007). EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLES-Federal/SIMPLES-Nacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados. JUROS(TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11080.723298/2010-83
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5300936
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.749
nome_arquivo_s : Decisao_11080723298201083.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 11080723298201083_5300936.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso para, na parte conhecida, negar provimento. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5124469
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175216566272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2291; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.723298/201083 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.749 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2013 Matéria PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO. EXCLUSÃO SIMPLES. CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS Recorrente EC SERVIÇOS DE MIDIA EXTERNA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 CONTRIBUIÇÃO PARA TERCEIROS. ARRECADAÇÃO. A arrecadação das contribuições para outras Entidades e Fundos Paraestatais deve seguir os mesmos critérios estabelecidos para as contribuições Previdenciárias (art. 3°, § 3° da Lei 11.457/2007). EXCLUSÃO DO SIMPLES. COMPETÊNCIA. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESFederal/SIMPLESNacional) é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados empregados. JUROS/TAXA SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 32 98 /2 01 0- 83 Fl. 350DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA. INOCORRÊNCIA. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a penalidade de multa nos moldes da legislação em vigor. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso para, na parte conhecida, negar provimento. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições sociais, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, destinadas a outras Entidades/Terceiros (SalárioEducação/FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), para as competências 01/2005 a 12/2007. O Relatório Fiscal informa que os valores lançados foram apuradas com base em folhas de pagamento e lançamentos contábeis, contendo os seguintes fatos geradores: 1. a remuneração dos segurados empregados informadas na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), na condição de optante pelo Simples e Simples Nacional, em decorrência dos Atos Declaratórios de Exclusão; 2. as remunerações pagas aos segurados empregados, incluídas em folha de pagamento e não informadas nas GFIP’s; 3. os valores pagos indiretamente aos segurados empregados, por meio de Cartão Super Bônus, Cartão Convênio ou Cartão Super Premiação, intermediados através da empresa SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A – WMS SUPERMERCADOS DO BRASIL S/A – CNPJ 93.209.765/000117. Consta no relatório que a empresa tem como atividade econômica “prestação de serviços veículos de comunicação e mídia externa, e está enquadrada no código 74993 de Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE e no código 8299799 CNAE Fiscal e no código 566 do FPAS – Fundo de Previdência e Assistência Social. O Relatório Fiscal informa ainda que a empresa foi excluída do SIMPLES – Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, a partir da competência janeiro/2005, através do Ato Declaratório Executivo DRF/POA nº 157, de 02/08/2010, e do SIMPLES NACIONAL a partir de 01/07/2007 através do Ato Declaratório Executivo DRF/POA nº 158, de 02/08/2010. A exclusão da empresa do Simples foi em decorrência da prática reiterada de infração à legislação tributária, conforme disposto no artigo 14, inciso V, da Lei 9.317/1996, de acordo com o ADE DRF/POA nº 157, de 02/08/2010. A exclusão do Simples Nacional teve como base os incisos V, VIII e XII do artigo 29 da Lei Complementar nº 123/2006, de acordo com o ADE DRF/POA nº 158, de 02/08/2010. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 27/08/2010 (fl. 01). A Notificada apresentou impugnação tempestiva (fls. 236/243) – acompanhada de anexos –, alegando, em síntese, que: Fl. 352DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 1. a empresa atua na prestação de serviços, veículos de comunicação e mídia externa, tendo sido constituída em 24 de fevereiro de 2003 e sempre esteve enquadrada no SIMPLES, e, sucessivamente no SIMPLES NACIONAL A pretensão fiscal é equivocada e o desenquadramento da empresa do Simples é ilegal e arbitrário, pois o faturamento da empresa é inexpressivo, não havendo nenhuma irregularidade nos recolhimentos efetuados. Alega, ainda, que apresentou os documentos solicitados na ação fiscal pelo serviço de fiscalização, não concordando com os motivos que embasaram sua exclusão do SIMPLES; 2. possui alta rotatividade de funcionários, e muitas vezes contrata prestadores de serviços por curto período (semanas e/ou dias), sendo os pagamentos realizados diretamente aos mesmos, fato comprovado pelas Notas Fiscais apresentadas e que não foram consideradas quando do procedimento fiscalizatório; 3. é possível averiguar pela contabilidade que foi correta a escrituração do livro caixa e a movimentação financeira da empresa e que todos os pagamentos foram realizados de acordo com a legislação vigente. Os fiscais não verificaram os documentos da empresa, bem como ignoraram a contabilidade da mesma, sendo que a análise dos documentos poderia comprovar a idoneidade dos atos praticados pela empresa; 4. o lançamento não foi praticado segundo as formas prescritas em lei, tendo em vista que não há a assinatura do chefe do órgão expedidor e tampouco foi comprovado que o auditorfiscal, Sr. Cláudio Geraldo Tedesco, tenha poderes para assinar o auto de infração, não sendo respeitado o inciso IV, do artigo 11 do Decreto 70.235/72. Transcreve os artigos 10 e 11 do Decreto 70.235/72. É nulo o Mandado de Procedimento Fiscal nº 010100200900270, pois a numeração do MPF não é composta de dezessete dígitos, conforme determina o artigo 7º, inciso I, da portaria da RFB nº 3.007/01. Assim como, a natureza do procedimento fiscal não foi corretamente esclarecida, não tendo sido expostos os motivos que ensejaram o MPF. Além disso, não foi fornecido à empresa o código de acesso à internet para consulta às informações, o que caracteriza cerceamento de defesa; 5. o cálculo apresentado é obscuro, na medida que apenas expõe a consolidação do débito. Que não foram apresentados os critérios utilizados para calcular o montante do tributo devido, bem como não há informação do período que está sendo cobrado. Que não há indicação da taxa de juros utilizada e nem do período de apuração. Que é indevida a multa de mora e de ofício pelo mesmo motivo. Conclui dizendo que se considera vício formal toda inobservância aos requisitos e formas prescritas em lei para a elaboração do ato administrativo do lançamento, sendo aplicável ao caso o artigo 59 do Decreto 70.235/72; 6. efetuou pagamentos de tributos na forma estabelecida pelo sistema Simples e Simples Nacional, pois está enquadrada como microempresa, não sendo obrigada ao recolhimento da contribuição Fl. 353DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 4 5 prevista no artigo 22 da Lei 8.212/91. Portanto indevida sua exclusão do Sistema Simples e Simples Nacional, não sendo devidas as contribuições lançadas nos autos de infração; 7. quanto à contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, caso fosse devida, diz que deveria ser considerada ilegal, uma vez que as atividades desenvolvidas pela empresa não são consideradas de risco, conforme previsão legal. Acrescenta que o anexo V do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, na redação dada pelo Decreto 6.957, de 9 de setembro de 2009 – DOU de 10/9/2009, não contém na Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco o CNAE 74.993, no qual a empresa se enquadra, não sendo devida portanto esta contribuição; 8. requer sejam afastadas as multas aplicadas de 24% e de 75%, eis que confiscatórias, o que é vedado pela Constituição Federal. Requer sua exclusão ou diminuição. Requer, ainda, que as intimações e notificações sejam enviadas em nome dos procuradores da impugnante, no endereço referido na procuração. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Porto Alegre/RS – por meio do Acórdão 1038.214 da 6a Turma da DRJ/POA (fls. 271/280) – considerou o lançamento fiscal procedente em parte, eis que, em decorrência da exclusão do Simples Federal somente ocorreu a partir da competência 02/2005, os valores apurados na competência 01/2005 foram excluídos, e manteve integralmente o crédito tributário remanescente (competências 02/2005 a 12/2007). A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua repetição das alegações de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre/RS informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento. É o relatório. Fl. 354DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. No presente lançamento fiscal ora analisado, constam as contribuições sociais, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, destinadas a outras Entidades/Terceiros (SalárioEducação/FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), para as competências 02/2005 a 12/2007. Esclarecemos que a empresa foi excluída do sistema de tratamento tributário diferenciado “SIMPLES”, por meio de processo próprio (12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), no qual foram expedidos os Atos Declaratórios Executivo (ADE) DRF/POA nº 157, de 02/08/2010, com efeitos a partir de 01/01/2005, e DRF/POA nº 158, de 02/08/2010, a partir de 01/07/2007, ambos proferidos pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre/RS. Como os motivos fáticos e jurídicos da exclusão da empresa do “SIMPLES” estão devidamente registrados nos processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/2010 77, consubstanciados pelos Atos Declaratórios Executivo (ADE) n° 157/2010 a 158/2010 DRF/POA, iremos afastar e não conhecer todos os motivos que fundamentam o pleito de declaração de ilegalidade ou nulidade dos aludidos ADE, que não estão em julgamentos nesta oportunidade, pois este não é o momento ou o local oportuno para analisar essas matérias. O foro adequado para a discussão dessas matérias são os respectivos processos instaurados para esse fim (processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077) e não o presente processo de lançamento fiscal de crédito previdenciário oriundo de uma obrigação tributária principal. Com isso, a decisão desta Turma da Corte Administrativa (CARF) vai restringirse exclusivamente às demais questões que não dizem respeito ao âmbito da matéria da sua exclusão do sistema de tratamento tributário diferenciado “SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL”. Esse entendimento está consubstanciado nos artigos 2o e 3o do Regimento Interno do CARF – Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 –, que estabelecem as atribuições (competências) específicas de cada órgão dessa Corte Administrativa. Regimento Interno do CARF Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009: Art. 2°. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Fl. 355DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 5 7 (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESNacional); ................................................................................................ Art. 3°. À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) IV Contribuições Previdenciárias, inclusive as instituídas a título de substituição e as devidas a terceiros, definidas no art. 3° da Lei n° 11.457, de 16 de março de 2007; Dessas regras do Regimento Interno do CARF, retromencionadas, percebe se, então, que os processos de exclusão do SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL e os processos de lançamentos de contribuições previdenciárias são apreciados por órgãos julgadores distintos, em atendimento ao princípio da especialidade. De fato, constatase que há correlação e dependência entre a controvérsia que se discute especificamente no lançamento da contribuição social previdenciária (relação obrigacional principal) e a matéria referente ao enquadramento no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL (processos nos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), uma vez que essa última matéria, sendo favorável à Recorrente, arrastará para a mesma conclusão todos os processos de constituição de créditos tributários (lançamento da obrigação principal). Por outro lado, ainda que se tenha notícia de que a Recorrente encontrase questionando a sua exclusão do SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL – conforme relato na peça recursal –, o que se deve preponderar, para fins de análise do lançamento fiscal da obrigação tributárioprevidenciária principal, é a informação de que a Recorrente permanece excluída desse sistema de recolhimento dos tributos (SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL). Portanto, com relação ao enquadramento no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL, não farei apreciação nem exame dessa matéria, pois não se trata de matéria pertinente à análise dessa Turma julgadora do CARF (2a Turma Ordinária da 4a Câmara da 2a Seção). No entanto, sinalizo no sentido que fique sobrestada esta decisão até a decisão definitiva sobre o enquadramento da empresa no SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL, o qual deverá ser analisado pela Primeira Seção do CARF. Como a empresa foi excluída do sistema “SIMPLES”, os tributos que antes vinham sendo recolhidos na sistemática do programa devem ser recolhidos pela sistemática aplicável às demais empresas não incluídas no sistema. Isso permitiu o lançamento das contribuições sociais devidas pela empresa em função de sua exclusão do Simples, conforme o art. 16 da Lei 9.317/1996, in verbis: Fl. 356DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. (g.n.) O mesmo entendimento está consubstanciado na regra estampada no art. 32 da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006. Art. 32. As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples Nacional sujeitarseão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. (g.n.) Diante desse quadro, faremos análise apenas das matérias que não dizem respeito da sua exclusão do sistema “SIMPLES FEDERAL/SIMPLES NACIONAL”. DA PRELIMINAR: A Recorrente alega que não consta no lançamento fiscal a necessária e adequada descrição dos fatos e motivação da autuação, existindo dúvidas quanto ao lançamento, o qual, diante de tais irregularidades, deve ser declarado nulo. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do fato gerador das contribuições sociais destinadas a outras Entidades/Terceiros. Os valores das contribuições sociais decorrem das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, declaradas em folhas de pagamento e documentos contábeis. Verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da contribuição previdenciária devida; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Fl. 357DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 6 9 Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O Relatório Fiscal e seus anexos, complementados pelos documentos acostados pela Recorrente, são suficientemente claros e relacionam os dispositivos legais aplicados ao lançamento fiscal ora analisado, bem como descriminam o fato gerador da contribuição devida. A fundamentação legal aplicada encontrase no Relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD, que contém todos os dispositivos legais por assunto e competência. Há o Discriminativo Débito (DD), que contém todas as contribuições sociais devidas, de forma clara e precisa. Ademais, constam outros relatórios que complementam essas informações, tais como: Discriminativo Sintético do Débito (DSD); Relatório de Lançamentos (RL); Relatório de Documentos Apresentados (RDA) e Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados (RADA); base de cálculo declarada nas folhas de pagamento e nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP); dentre outros. Esses documentos, somados entre si, permitem a completa verificação dos valores e cálculos utilizados na constituição do crédito tributário. Além disso – no Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD) e no Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal (TEPF), todos assinados por representantes da empresa, constam a documentação utilizada para caracterizar e concretizar a hipótese fática do fato gerador das contribuições lançadas e a informação de que o sujeito passivo recebeu toda a documentação utilizada para caracterizar os valores lançados no presente lançamento fiscal. Posteriormente, isso foi confirmado pelo Relatório Fiscal. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador das contribuições previdenciárias dos segurados empregados e contribuintes individuais, fazendo constar nos relatórios que o compõem os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas, ineficientes e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade e não serão acatadas. DO MÉRITO: Fl. 358DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 No que tange à arguição de inconstitucionalidade, ou ilegalidade, de legislação previdenciária que dispõe sobre a utilização taxa de juros (taxa SELIC), frise se que incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusarse a cumprir norma cuja constitucionalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis as normas reguladas na Lei 8.212/1991. Isso está em consonância com o Enunciado nº 2 de Súmula do CARF: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Esclarecemos que foi correta a aplicação do índice pelo Fisco, pois o art. 144 do CTN dispõe que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e regese pela lei então vigente, ainda que modificada ou revogada, e a cobrança de juros (taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC) estava prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996 (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. A propósito, convém mencionar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria por meio do enunciado da Súmula nº 4 (Portaria MF no 383, publicada no DOU de 14/07/2010), nos seguintes termos: Súmula CARF nº 4: A partir de 1o de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de Fl. 359DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 7 11 inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais. Não tendo o contribuinte recolhido à contribuição previdenciária em época própria, tem por obrigação arcar com o ônus de seu inadimplemento. Caso não se fizesse tal exigência, poderseia questionar a violação ao principio da isonomia, por haver tratamento similar entre o contribuinte que cumprira em dia com suas obrigações fiscais, com aqueles que não recolheram no prazo fixado pela legislação. Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança de juros, estando os valores descritos no lançamento fiscal, em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária, eis que o art. 34 da Lei 8.212/1991 dispunha que as contribuições sociais não recolhidas à época própria ficavam sujeitas aos juros SELIC e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Isso está em consonância com o próprio art. 161, § 1°, do CTN, pois havendo legislação especifica dispondo de modo diverso, abrese a possibilidade de que seja aplicada outra taxa e, no caso das contribuições previdenciárias pagas com atraso, a taxa utilizada é a SELIC. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. (g.n.) O disposto no art. 161 do CTN não estabelece norma geral em matéria de legislação tributária. Portanto, sendo materialmente lei ordinária pode ser alterado por outra lei de igual status, não havendo necessidade de lei complementar. Ainda, conforme estabelecia os arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991, sem as alterações da Lei 11.941/2009, a multa de mora é bem aplicável pelo não recolhimento em época própria das contribuições previdenciárias. Além disso, o art. 136 do CTN descreve que a responsabilidade pela infração independe da intenção do agente ou do responsável, e da natureza e extensão dos efeitos do ato. O art. 35 da Lei 8.212/1991 dispõe, nestas palavras: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99) (...) II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). Fl. 360DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). (...) § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança da multa, estando os valores descritos no lançamento fiscal, bem como os seus fundamentos legais, em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária. Quanto ao argumento de que a multa aplicada tem caráter confiscatório, o que é vedado pela Constituição Federal, já que ela seria abusiva e desproporcional, e deveria ser relevada, razão não confiro ao Recorrente, já que a multa foi aplicada em conformidade à legislação previdenciária descrita no Relatório de Fundamentos Legais do Débito (FLD). Ademais, conforme registramos anteriormente, a verificação de inconstitucionalidade de ato normativo é inerente ao Poder Judiciário, não podendo ser apreciada pelo órgão do Poder Executivo. Logo, essa verificação de que a multa aplicada vai de encontro ao princípio constitucional da isonomia e teria caráter confiscatório, ora pretendida pela Recorrente, exacerba a competência originária dessa Corte administrativa, que é a de órgão revisor dos atos praticados pela Administração, bem como invade competência atribuída especificamente ao Judiciário pela Constituição Federal. Registramos que a vedação constitucional quanto ao caráter confiscatório se dá em relação ao tributo e não à multa pecuniária ora discutida pela recorrente, sendo esta última a apreciada no caso concreto. Nesse sentido preceitua o art. 150, IV, da Constituição Federal de 1988: Art. 150 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) IV utilizar tributo com efeito de confisco; Portanto, não possui natureza de confisco a exigência da multa moratória, conforme prevê o art. 35 da Lei 8.212/1991, já que se trata de uma multa pecuniária. Não recolhendo na época própria o sujeito passivo tem que arcar com o ônus de seu inadimplemento. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.723298/201083 Acórdão n.º 2402003.749 S2C4T2 Fl. 8 13 Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER, em parte, do recurso e, na parte conhecida, NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. Caso o Fisco ainda não tenha proferida a decisão definitiva das questões concernentes à exclusão do regime diferenciado de tributação SIMPLES FEDERAL/NACIONAL (processos 12269.001346/201043 e 12269.001647/201077), deverá haver a suspensão dos efeitos deste Acórdão, eis que a cobrança do crédito objeto do presente auto de infração somente poderá ser levado a efeito quando transitado em julgado o processo de exclusão desse regime diferenciado. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 11516.007025/2008-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Qualquer que seja o modo de pagamento ao trabalhador do vale transporte, não há alteração de sua natureza indenizatória, razão pela qual é impossibilitada a incidência de contribuições previdenciárias sobre verbas desta natureza. Entendimento pacificado dos Tribunais Superiores.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-002.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Qualquer que seja o modo de pagamento ao trabalhador do vale transporte, não há alteração de sua natureza indenizatória, razão pela qual é impossibilitada a incidência de contribuições previdenciárias sobre verbas desta natureza. Entendimento pacificado dos Tribunais Superiores. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11516.007025/2008-14
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5303368
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-002.084
nome_arquivo_s : Decisao_11516007025200814.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 11516007025200814_5303368.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5142167
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175223906304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1660; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.007025/200814 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.084 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente LIDERANÇA LIMPEZA E CONSERVAÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Qualquer que seja o modo de pagamento ao trabalhador do vale transporte, não há alteração de sua natureza indenizatória, razão pela qual é impossibilitada a incidência de contribuições previdenciárias sobre verbas desta natureza. Entendimento pacificado dos Tribunais Superiores. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 70 25 /2 00 8- 14 Fl. 541DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 542DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, fls. 511/528, interposto em face do Acórdão proferido pela DRJ de Florianópolis/SC, fls. 486/508, a qual julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada para exonerar o crédito previdenciário de R$ 86.368,17, mantendose o montante de R$ 538.703,84 (quinhentos e trinta e oito mil setecentos e três reais e oitenta e quatro centavos). A presente autuação foi consubstanciada no DECBAD nº. 37.197.4984 (Outras Entidades e Fundos), referente ao período de 01/2003 a 12/2007, no que concerne a ValeTransporte pago em pecúnia. O Relatório Fiscal, fls. 98/103, evidencia os seguintes fatos: 2.1. No desenvolvimento do procedimento fiscal, constatouse que a empresa realizou, de 01/2003 a 12/2007, pagamentos habituais a seus segurados empregados a título de transporte. (...) 2.6. Do exposto, concluise que o pagamento de transporte em pecúnia caracterizase como saláriodecontribuição. Tais verbas caracterizamse como verdadeira remuneração por serviços prestados, incorporandose ao patrimônio dos trabalhadores. 2.7. Este entendimento prospera ainda que os pagamentos sejam, eventualmente, realizados por força de acordo ou convenção coletiva, uma vez que tais instrumentos de negociação entre empregadores e trabalhadores não tem o condão de afastar a aplicabilidade das normas tributárias. (...) 3.1. Face aos fatos narrados, é realizado o presente lançamento fiscal, com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às seguintes contribuições, todas incidentes sobre a remuneração de segurados empregados: a) SalárioEducação: 2,5% b) INCRA: 0,2% c) SENAC: 1,0% d) SESC: 1,5% e) SEBRAE: 0,6% TOTAL: 5,8% 3.2. Além das contribuições devidas pela empresa, foram lançadas as contribuições devidas pelos segurados (AI nº 37.151.0007) e as contribuições devidas a Outras Entidades e Fundos (AI nº 37.197.4984). 3.3. Os valores lançados encontramse discriminados mensalmente, por estabelecimento, no Relatório de Fl. 543DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Lançamentos – RL integrante deste Auto de Infração, segundo os códigos de proventos que foram utilizados para pagamento em folha a título de transporte (os códigos e descrições mencionados foram estabelecidos pela empresa). 3.4. Para a correta apuração das bases de cálculo, foram deduzidos, dos valores dos proventos listados acima, os descontos realizados em folha de pagamento relacionados com o fornecimento de transporte em pecúnia, os quais foram identificados pela empresa em atendimento ao TIAD nº 04. (...) 4.1. No curso de procedimento de fiscalização, a empresa apresentou cópias de certidão objeto e pé, petição inicial, liminar e sentença proferida no Mandado de Segurança Coletivo n. 1999.61.00.0456685, impetrado pelo então denominado Sindicato das Empresas de Asseio de Conservação do Estado de São Paulo – SINDICON (atualmente, SEACSP). A petição inicial é datada de 10/09/1999 e a sentença, de 25/05/2001, assegurou aos associados da impetrante a suspensão da exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre valetransporte pago em pecúnia. Atualmente, apelação do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS relativa ao mesmo mandado de segurança encontrase aguardando decisão no TRF da 3ª Região. 4.2. Por meio do TIAD n. 06, intimouse a empresa a comprovar que se encontrava filiada ao citado sindicato à época da propositura da ação em questão. Em atendimento à intimação foi apresentada declaração de filiação desde 19/11/2002. 4.3. Portanto, a empresa não está amparada pela decisão judicial apresentada, não havendo base para a suspensão da exigibilidade das contribuições objeto deste lançamento fiscal. 4.4. Adicionalmente, há que se destacar que, do total das contribuições ora lançadas, no valor originário de R$ 381.694,83, apenas R$ 960,72 (ou seja, 0,25%) referemse a contribuições incidentes sobre a remuneração de trabalhadores lotados no estabelecimento 00.482.840/000561, que vem a ser a filial da empresa localizada em São Paulo, base territorial do sindicato que impetrou a ação. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 136/168. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 4 5 DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC, DRJ/FNS, prolatou o Acórdão n° 07 29.572, fls. 486/508, julgando a impugnação parcialmente procedente para exonerar o crédito previdenciário relativo à competências que se encontravam decadentes, mantendose, contudo, os demais valores anteriormente mencionados no relatório. Segue ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 VALETRANSPORTE. A concessão de vale transporte em desacordo com a lei específica integra o salário de contribuição conforme o disposto no artigo 28, § 9º, alínea ‘f’, da Lei 8.212, de 1991. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. As Convenções Coletivas de Trabalho, no que tange à matéria tributária, não se sobrepõe à lei e não pode ser oposta à Fazenda Pública para o não pagamento de contribuição previdenciária. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 280/2006. VIGÊNCIA. A possibilidade legal de pagamento em pecúnia do vale transporte ocorreu apenas no período entre a publicação da MP nº 280 e a revogação do artigo 4º desta pela MP nº 283, de 23/02/2006. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. A decadência das contribuições para terceiros (outras entidades e fundos) é regida pelas disposições contidas no Código Tributário Nacional, conforme determinado pelo artigo 3º, § 3º, da Lei nº 11.457/2007, e pela Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal nº 08, publicada no DOU de 20/06/2008. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da auditoria fiscal. Verificando Fl. 545DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 se nos autos a regular ciência e prorrogação do MPF, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo fiscal coincide com o prazo de que o contribuinte dispõe para impugnar o lançamento, sob pena de preclusão, salvo se comprovada alguma das hipóteses autorizadoras para juntada de documentos após esse prazo. PERÍCIA. Cabe ao julgador administrativo apreciar o pedido de realização de perícia, indeferindoo se a entender desnecessária, protelatória ou impraticável, ou ainda, não conhecêlo quando o requerimento não preencher os requisitos legais. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 MULTA EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. LEI NOVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 11.941, DE 2009. ART. 106, CTN. ART. 35 DA LEI Nº 8.212, DE 1991. São aplicáveis às multas nos lançamentos de ofício, quando benéficas, as disposições da novel legislação. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte DO RECURSO Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário (Fls. 511/528) alegando, em síntese, a não incidência de contribuição previdenciária sobre vale transporte pago em pecúnia, amparandose em diversos julgados dos Tribunais Superiores e do CARF e da aplicação mais benéfica da multa de mora. É o relatório. Fl. 546DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl., o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos Fl. 547DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Na esteira do entendimento esposado, verificase, então, o equívoco do acórdão da DRJ quando reconheceu a decadência apenas das competências que possuíam antecipação de pagamento tanto ao INSS quanto a Outras Entidades. Assim, diante dos dados fornecidos pela DRJ acerca da existência de antecipação de pagamento, fls. 496/497, cujas autoridades fiscais possuem fé de ofício nas informações que prestam, são suficientes para que se aplique o prazo decadencial com base no art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/2003 a 12/2007, inclusive o 13º salário. A notificação ocorreu em 07/10/2007, fl. 02. Portanto, temse que a decadência fulminou os créditos previdenciários referentes aos fatos geradores ocorridos entre 01/2003 a 09/2003. MÉRITO VALE TRANSPORTE PAGO EM PECÚNIA É cediço que o saláriodecontribuição é constituído apenas por verbas remuneratórias, aquelas contraprestacionais aos serviços prestados pelos segurados, excluindo se, portanto, as de caráter ressarcitório e indenizatório. Neste sentido, Wladmir Martinez aduz: “Integramno a remuneração e os ganhos habituais. Portanto, óbice respeitável à determinação das rubricas consiste em desvendar o conceito trabalhista de remuneração e seus institutos paralelos, indenização e ressarcimento de despesas. Fundamentalmente, repetese, a remuneração, nela contidos principalmente o salário e os desembolsos decorrentes de Fl. 548DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 6 9 conquistas sociais. Restam excluídas importâncias ressarcitórias de gastos feitos pelo trabalhador em razão da prestação de serviços e as indenizatórias”. (MARTINEZ. Wladimir Novaes. Curso de Direito Previdenciário. 4ª Edição. São Paulo: LTr, 2011. p. 482) É por ser de natureza nitidamente indenizatória, o vale transporte não é incluído no conceito de salário de contribuição, nos termos do art. 2º da Lei 7.418/85, in verbis: Art. 2º O ValeTransporte, concedido nas condições e limites definidos, nesta Lei, no que se refere à contribuição do empregador: (Artigo renumerado pela Lei 7.619, de 30.9.1987) a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos; b) não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; c) não se configura como rendimento tributável do trabalhador. Apesar de constar a vinculação às condições legais específicas da concessão de valetransporte, é certo que não há possibilidade de sua natureza jurídica ser alterada em razão de como é feito o seu pagamento, sendo em cartão eletrônico, ticket ou pecúnia. Qualquer que seja o modo, não há como desnaturar o caráter indenizatório de um benefício que, em sua essência, nada mais é do que uma antecipação ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento da sua residência ao trabalho e viceversa. Conquanto, independentemente da forma como esse benefício é antecipado ao empregado, não há hipótese que possa qualificálo como natureza salarial eis que é patente a sua natureza ressarcitória de despesas inerentes a execução do trabalho, e de modo algum caracterizado como prestação remuneratória. É neste sentido que, embora o Superior Tribunal de Justiça já tenha adotado posicionamento diverso, este foi alterado em razão do entendimento do Supremo Tribunal Federal, pacificando a jurisprudência da Corte Superior, em sede de Embargos de Divergência: TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. VALETRANSPORTE. PAGAMENTO EM PECÚNIA. NÃOINCIDÊNCIA. PRECEDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. REVISÃO. NECESSIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal, na assentada de 10.03.2003, em caso análogo (RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau), concluiu que é inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, já que, qualquer que seja a forma de pagamento, detém o benefício natureza indenizatória. Informativo 578 do Supremo Tribunal Federal. 2. Assim, deve ser revista a orientação desta Corte que reconhecia a incidência da contribuição previdenciária na Fl. 549DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 hipótese quando o benefício é pago em pecúnia, já que o art.5º do Decreto 95.247/87 expressamente proibira o empregador de efetuar o pagamento em dinheiro. 3. Embargos de divergência providos. (STJ. 816829 RJ 2008/02249664, Relator: Ministro CASTRO MEIRA, Data de Julgamento: 14/03/2011, S1 PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 25/03/2011) Por oportuno, colacionase o precedente jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, utilizada como parâmetro para uniformização da jurisprudência pátria: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua Fl. 550DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 7 11 totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento. (STF. RE 478410/SP, Relator: Ministro EROS GRAU, Data de Julgamento: 10/03/2010, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe 14/05/2010) (grifos acrescidos) Declarada inconstitucional pela Corte Suprema a incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos em pecúnia a título de valetransporte, este Conselho reúne inúmeros julgados que seguem o mesmo raciocínio dos Tribunais Superiores, conforme a seguir são transcritos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 (...) VERBAS PAGAS A TÍTULO DE VALE TRANSPORTE. NATUREZA INDENIZATÓRIA. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA DO STF E STJ. APLICABILIDADE. ECONOMIA PROCESSUAL. De conformidade com a jurisprudência mansa e pacífica no âmbito Judicial, especialmente no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, os valores concedidos aos segurados empregados a título de Vale Transporte, pagos ou não em pecúnia, não integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias, em razão de sua natureza indenizatória, entendimento que deve prevalecer na via administrativa sobretudo em face da economia processual. (...) Recurso Voluntário Provido em Parte. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 15758.000509/200832. Acórdão nº. 240102.093 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 26 de outubro de 2011) ************************************************* ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006 (...) VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO. DECRETO 95.247/87 EXTRAPOLOU O SEU CARÁTER DE REGULAMENTAR A LEI 7.418/85. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a vedação quanto ao pagamento do vale transporte em, pecúnia inserida em nosso Ordenamento Jurídico pelo Decreto a. 95247/87, é ilegal, pois extrapolou o seu poder de regulamentar a Lei n. 7418/85. (...) Recurso de Ofício Negado e Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 14041.001.393/200862. Recurso de Ofício e Voluntário nº. 561.928. Acórdão nº. 230101.591 — 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 08 de julho de 2010) ************************************************ ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/10/2000 a 30/09/2003 DECADÊNCIA. SALÁRIO INDIRETO. VALE TRANSPORTE. VALOR PAGO EM DINHEIRO. NÃO INTEGRA SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. LEI 7.418/85. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante nº 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. No presente caso aplicase a regra do artigo 173, inciso 1, do CTN, haja vista se tratar de auto de infração lavrado em desfavor do contribuinte por descumprimento de obrigação acessória. O valetransporte pago em espécie pela empresa não integra o salário de contribuição, ou seja, o beneficio não tem caráter salarial, porquanto está de acordo com a legislação que trata do assunto, em especial ao disposto no artigo 2º, da Lei n. 7.418/85. O beneficio, em favor do empregado, é ofertado para a execução do trabalho, logo o pagamento realizado pela empresa não constitui fato gerador de contribuição social previdenciária e, por conseguinte, não há que se falar em descumprimento de obrigação tributária acessória. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. (CARF. 2ª Seção de Julgamento. Processo nº. 35.301.000131/200761. Recurso Voluntário nº. 244.766. Acórdão nº. 230101.396 — 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 28 de abril de 2010) Fl. 552DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007025/200814 Acórdão n.º 2403002.084 S2C4T3 Fl. 8 13 Partindo, então, das premissas presentemente discutidas, não sobejam dúvidas quanto à impossibilidade de incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos em pecúnia a título de vale transporte, razão pela qual a autuação em epígrafe deve ser anulada. CONCLUSÃO Ante todo o exposto, conheço do recurso para reconhecer a decadência até a competência de 09/2003, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN e, no mérito, dar provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 553DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10166.015557/2008-71
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.141
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 3.005,97, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL. Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10166.015557/2008-71
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285310
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-003.141
nome_arquivo_s : Decisao_10166015557200871.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10166015557200871_5285310.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 3.005,97, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5020267
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175251169280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1660; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 119 1 118 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.015557/200871 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.141 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria IRPF Recorrente MANOEL DE JESUS SILVA LIMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÕES. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para restabelecer contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 3.005,97, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 6ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 55 57 /2 00 8- 71 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 120 2 “Tratase de Notificação de Lançamento expedida em nome do contribuinte em epígrafe, relativa ao exercício de 2005 para cobrança de crédito tributário, no valor de RS 15.222,40, já acrescido de multa de ofício, multa de mora e juros de mora, calculados de acordo com a legislação aplicável. O lançamento originouse da revisão da Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício em questão, onde foram constatadas as seguintes infrações: DEDUÇÃO INDEVIDA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL foi deduzido o valor de RS 11.064,82, sendo R$ 10.396,02 relativo à fonte pagadora Caixa Econômica Federal e R$ 668,80 relativo à fonte pagadora Meta Fomento Mercantil Ltda. Motivo: contribuinte não atendeu à intimação; COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE foi glosado o IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte no valor de RS 5.467,69 relativo à fonte pagadora Caixa Econômica Federal. Motivo: o contribuinte não atendeu à intimação. Encontramse identificados nos demonstrativos de fls. 3/7 o enquadramento legal das infrações, as alterações na base de cálculo, bem como o valor do imposto suplementar apurado. O contribuinte teve ciência da notificação de lançamento em 12/11/2008 e, em 25/11/2008, apresentou impugnação acompanhada dos documentos de fls. 8/18 na qual alega resumidamente que recebeu em juízo rendimentos de ação trabalhista impetrada contra a Caixa Econômica Federal cujo valor de RS 45.707,30 foi desmembrado conforme Alvará de fl. 9. Afirma que os documentos de fato existem, são verídicos e que não tentou lesar o fisco. Requer o acolhimento da impugnação para o fim de cancelar o débito fiscal reclamado.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 69/77, para restabelecer a parcela de R$ 668,80 referente à dedução a título de contribuição à previdência oficial, bem como o valor de R$ 5.467,69 referente ao imposto de renda retido na fonte. Regularmente cientificado daquele acórdão em 22/02/2011 (fl. 85), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 87, em 21/03/2011. Em sua defesa, pretende seja considerado o valor de R$ 3.005,97 recolhido ao INSS por parte do empregado, deduzindoo do montante glosado de R$ 9.635,55, tendo em vista os documentos que ora apresenta, especificamente a conclusão dos autos do processo n° 1127/2002 do TRT 10a REGIÃO, onde encontramse devidamente discriminados todos os valores a serem recolhidos, inclusive ao INSS, tanto a parte do empregado quanto a parte do empregador. É o relatório. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 121 3 Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa da contribuição à previdência social referente à fonte pagadora Caixa Econômica Federal. No que diz respeito à referida questão, assim se pronunciou a decisão recorrida: “Na impugnação, o recorrente alega com relação à Previdência oficial que o valor foi desmembrado conforme determinação do Alvará n° 137/2004 de fl. 9. Na referida determinação judicial há ordem para que seja efetuada transferência de 21,0810% do saldo total da conta epigrafada para o INSS, mediante guia GPS. Pela GPS de fl. 10, verificase que houve recolhimento no valor de R$ 9.635,55 para o INSS, entretanto, nem o alvará nem a GPS discriminam que valor se refere ao empregado nem que valor se refere ao empregador. Assim, não se pode identificar o valor a ser deduzido. Conforme determina o Art. 37 da INSRF 15/2001, adiante transcrito, só são admitidas as deduções de contribuições, cujo ônus tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio beneficio. Art. 37. São admitidas, a título de dedução, as contribuições, cujo ônus tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio beneficio(gn) I para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II para as entidades de previdência privada domiciliadas no Brasil e as contribuições para os Fapi, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da Previdência Social. Dessa forma, devese manter a glosa do valor de R$ 9.635,55 por não comprovar o contribuinte que sofreu o ônus da contribuição.” Em sede de recurso, o contribuinte pleiteia o restabelecimento da parcela de 3.005,97 recolhido ao INSS por parte do empregado, deduzindoo do montante glosado de R$ 9.635,55, conforme documentos carreados aos autos, às fls. 99/111. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.015557/200871 Acórdão n.º 2801003.141 S2TE01 Fl. 122 4 Na cópia extraída do Processo n° 1127/2002, à fl. 99, consta: “Vistos. Homologo a presente atualização para fixar o débito da executada em R$45.933,73,valor atualizado até 29/03/2004, sem prejuízo das atualizações de direito e na forma abaixo discriminada: R$ 35.176,18 (Total bruto do exequente) R$ 221,19 (Custas processuais) R$ 175,88 (Custas art. 789Á, CLT) R$ 3.005,97 (INSS empregado) R$ 6.596,61 (INSS empregador + S A T ) R$ 757,90 (Terceiros) R$ 45.933,73 (Total do cálculo) Fixo, ainda, o IRPF em R$5.449,01, também atualizado até 29/03/2004, valor que deverá ser deduzido do principal a ser pago ao reclamante.” Portanto, resta comprovado que o valor de R$ 3.005,97 referese à contribuição do empregado. razão pela qual a correspondente dedução deve ser restabelecida. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso, para restabelecer contribuição à previdência oficial no valor de R$ 3.005,97. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 122DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000424/2007-87
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2000 a 01/01/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
OCORREU CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A DECLARAÇÃO DO RESULTADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SANADA.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-002.298
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda seção de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para corrigir a aplicação da decadência para considerá-la ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002 no acórdão embargado.
(Assinado Digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima Presidente.
(Assinado Digitalmente).
Eduardo de Oliveira Relator.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/2000 a 01/01/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. OCORREU CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A DECLARAÇÃO DO RESULTADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SANADA. Embargos Acolhidos.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 14041.000424/2007-87
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5296264
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.298
nome_arquivo_s : Decisao_14041000424200787.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 14041000424200787_5296264.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda seção de julgamento, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para corrigir a aplicação da decadência para considerá-la ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002 no acórdão embargado. (Assinado Digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5097440
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175262703616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1719; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 448 1 447 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.000424/200787 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2803002.298 – 3ª Turma Especial Sessão de 18 de abril de 2013 Matéria CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO. Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado CONDOMÍNIO SQSW 305 BLOCO D. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 01/01/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. OCORREU CONTRADIÇÃO ENTRE A FUNDAMENTAÇÃO E A DECLARAÇÃO DO RESULTADO. EMBARGOS ACOLHIDOS. CONTRADIÇÃO SANADA. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª turma especial do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para corrigir a aplicação da decadência para considerála ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002 no acórdão embargado. (Assinado Digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima – Presidente. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira – Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 04 24 /2 00 7- 87 Fl. 890DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 449 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pelo próprio Conselheiro Relator do Acórdão Embargado em face do Acórdão Nº 2803002.130, exarado, em 21/02/2013, pela 3ª Turma Especial, da 2ª Seção, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF, haja vista que ele contém contradição, quanto ao período de decadência reconhecido na fundamentação do Acórdão e o declarado no resultado. Aduz o embargante, em síntese. “O citado crédito foi à pauta de julgamento, em 21/02/2013, e seu Acórdão recebeu o seguinte número 2803002.130, obtendo o resultado a seguir transcrito.” ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, para reconhecer a decadência das contribuições 04/2000 a 06/2002. “O resultado supramencionado encerra uma contradição qual seja – ele resultado está em conflito com a fundamentação do Acórdão, pois nesta o relator, assim, manifestouse:” Desta forma, devem ser excluídas desta notificação as competências 04/2000 a 05/2002, uma vez que havido pagamento aplicase a regra do artigo 150, § 4º, da Lei 5.172/66 e como o lançamento se deu, em 26/06/2007, todas as competência com ocorrência de pagamento e que se venceram até 27/06/2002 estavam decadentes na ocasião do lançamento. Fl. 891DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 450 3 “Evidente fica que as competências 06/2002, que venceu, em 10/07/2007, bem como as competências 07/2002 e 04/2003 que são posteriores ao fim da decadência, estão hígidas e aptas a cobrança.” Requer ao final – que a contradição seja sanada e o acórdão corrigido. É o Relatório. Fl. 892DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14041.000424/200787 Acórdão n.º 2803002.298 S2TE03 Fl. 451 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira – Relator. Tratase de Embargos de Declaração em face de acórdão, amparado na existência de contradição decisão embargada. Verificase que entre a fundamentação do acórdão e o resultado deste houve contradição na citação dos meses em que a decadência se operou. Assim, esta contradição deve ser expurgada do acórdão original. Na fundamentação consta que a decadência ocorreu até a competência 05/2002, inclusive, mas o resultado declarou de forma contraditória e equivocada que esta se deu até a competência 06/2002, inclusive. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em acolher os embargos propostos, para reconhecer a existência de contradição na declaração de decadência. Diante disto, necessário se faz corrigir a aplicação da decadência para considerála ocorrida no período de 04/2000 a 05/2002, inclusive, tendo em vista à ocorrência de pagamento nestas competências, ficando as demais sujeitas à cobrança, isto é, as competências 06/2002; 07/2002 e 04/2003, em conseqüência dou a estes Embargos de Declaração efeitos modificativos da decisão original, para corrigir a contradição entre a fundamentação e a declaração do resultado, integrado estes embargos àquela decisão original. (Assinado Digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 893DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10825.003350/2005-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004
Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO.
Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizando-o em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.922
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acorda o membro do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar a omissão apontada no Acórdão 3403-000.905, mantendo-se o resultado do julgamento. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rubem Jorge e Costa, OAB/DF nº 10.934-E.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004 Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO. Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizando-o em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III. Embargos Acolhidos.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10825.003350/2005-09
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285094
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-001.922
nome_arquivo_s : Decisao_10825003350200509.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10825003350200509_5285094.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acorda o membro do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar a omissão apontada no Acórdão 3403-000.905, mantendo-se o resultado do julgamento. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rubem Jorge e Costa, OAB/DF nº 10.934-E. Antonio Carlos Atulim - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
id : 5019847
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175275286528
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2089; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 4 1 3 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10825.003350/200509 Recurso nº 256.275 Embargos Acórdão nº 3403001.922 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 27 de fevereiro de 2013 Matéria IPI Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado PROFORM INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 10/04/2000 a 31/12/2004 Ementa:EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO.OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. SANADO PONTO OMISSO. Existindo registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizandoo em extinção aos débitos apurados mensalmente. Prova cabal da existência de saldo credor é ausência de multa não lançada, indicativo de extinção em todo o período alcançado pela decadência. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Entendimento que se extraí das disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acorda o membro do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, sem efeito modificativo, para sanar a omissão apontada no Acórdão 3403000.905, mantendose o resultado do julgamento. Esteve presente ao julgamento o Dr. Rubem Jorge e Costa, OAB/DF nº 10.934E. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 00 33 50 /2 00 5- 09 Fl. 2424DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Cuidase de Embargos de Declaração interposto pela Fazenda Nacional visando à correção de omissão existente no acórdão em razão ao afastamento da exigência dos créditos tributários relativos aos fatos geradores ocorridos até 30 de novembro de 2.000 com fundamento no termo inicial do prazo decadencial previsto no art. 150, § 4°, do CTN. Aduz que ao decidir dessa forma a Turma teria omitido sobre a aplicação da norma de ordem pública prevista no art. 62A do RICARF e ainda, sobre a possibilidade de se aplicar o termo inicial do prazo decadencial previsto no art. 173, I, do CTN, quando não há recolhimento parcial, que segundo a Embargante é a hipótese destes autos. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Domingos de Sá Filho. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. Extraíse dos autos que a controvérsia paira sobre incidência ou não do IPI somente sobre receitas decorrentes dos serviços de impressão gráfica personalizada realizada sob encomenda. Restou o registro no voto de que o contribuinte teria reconhecido que parte dos serviços prestados tratavam de industrialização, reconhecido o equivoco, efetivou o pagamento do débito relativo a essa parte e continuou a discussão em relação a outras receitas provenientes de serviços gráficos por encomenda. Á fl. 98 há registro da fiscalização de que a contribuinte possuía saldo credor e vinha sistematicamente utilizandoo em extinção aos débitos apurados mensalmente. Cabe ressaltar que o demonstrativo de multa de IPI não lançados por cobertura de crédito (indicativo de existência de saldos credores em todos os períodos de apuração alcançados pela decadência) fls. 86/97. A utilização de saldo credor, de correntes de créditos legítimos, com fins de extinção de débito perante a legislação especifica do Imposto sobre Produtos Industrializados é considerado pagamento para todos os efeitos. Esse entendimento extraíse nas disposições nos Decretos nº 2.637/98, art. 111, parágrafo único, Inciso III, que deu nova redação ao Decreto nº 4.544, art. 124, parágrafo III, vejamos: Art. 111. Os atos de iniciativa do sujeito passivo, no lançamento por homologação, aperfeiçoamse com o pagamento do imposto Fl. 2425DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10825.003350/200509 Acórdão n.º 3403001.922 S3C4T3 Fl. 5 3 ou com a compensação do mesmo, nos termos dos arts. 190 e 191 e efetuados antes de qualquer procedimento de ofício da autoridade administrativa (Lei n.º 5.172, de 1966, art. 150 e § 1º, e Lei n.º 9.430, de 1996, arts. 73 e 74). Parágrafo único. Considerase pagamento: I o recolhimento do saldo devedor, após serem deduzidos os créditos admitidos dos débitos, no período de apuração do imposto; II o recolhimento do imposto não sujeito a apuração por períodos, haja ou não créditos a deduzir; III a dedução dos débitos, no período de apuração do imposto, dos créditos admitidos, sem resultar saldo a recolher. Como se sabe a compensação é uma das modalidades de extinção do crédito tributário, portanto, satisfeito à condição para aplicação da regra do parágrafo 4o. do art. 150 do CTN. Em decorrência da existência de saldo credor no período de apuração, restou observado aplicação do art. 62A do Regimento Interno do CARF conforme o RESp. SC nº 973.733. Por essa razão sou inclinado a manter intacto a decisão contida no Acórdão. Assim, cabe acolher os embargos sem efeitos modificativos para suprir a omissão apontada. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 2426DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13984.000710/2001-44
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - OMISSÃO - OBSCURIDADE - INOCORRÊNCIA - REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA
Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 3801-001.999
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - OMISSÃO - OBSCURIDADE - INOCORRÊNCIA - REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13984.000710/2001-44
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285097
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-001.999
nome_arquivo_s : Decisao_13984000710200144.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 13984000710200144_5285097.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
id : 5019850
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175302549504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1889; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 222 1 221 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13984.000710/200144 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3801001.999 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de julho de 2013 Matéria EMBARGOS COFINS Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado S/A FOSFOROS GABOARDI ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OMISSÃO OBSCURIDADE INOCORRÊNCIA REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Pereira Nunes, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 4. 00 07 10 /2 00 1- 44 Fl. 222DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 223 2 Relatório Tratamse de embargos de declaração opostos por Procurador da Fazenda Nacional, com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno desse Conselho Fiscal, em face de suposta omissão e obscuridade constante do acórdão proferido por esta C. 1ª Turma Especial que julgou parcialmente procedente recurso voluntário do contribuinte para excluir as demais receitas tributadas do lançamento original nos termos do voto do relator. Discutese nesses autos, em síntese, se devem ser as receitas de variação monetária ativa do contribuinte tributadas pela COFINS (períodos de apuração de 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000), em especial considerando o entendimento dado pelo Órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal quanto a questão do alargamento da base de cálculo da referida contribuição perpetrada pelo art. 3º da Lei nº 9.718/1998. O acórdão embargado julgou procedente em parte o recurso voluntário do contribuinte para afastar a parcialmente a exação, sob o argumento de que: “Desta forma, considerando a declaração parcial de inconstitucionalidade da Lei n° 9.718/98, acima detalhada, entendo que devem ser excluídas das bases de cálculo consideradas no presente lançamento as receitas referentes às contas acima (Demais Receitas), mantendose a tributação apenas das receitas decorrentes de vendas (Receita Tributável).”. A União entende que o acórdão ao aplicar genericamente o precedente do STF é omisso e obscuro por ter sido firmado sem que fosse analisado o objeto social da embargada, mormente em relação as receitas classificadas como variação cambial ativa. É o Relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 224 3 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges Relator Os embargos de declaração foram interpostos no prazo legal, e atendidos os demais pressupostos, razão pela qual são admitidos. Conforme assentado, a Fazenda Nacional entende omisso e obscuro o presente acórdão por não ter analisado se a receita de variação cambial seria inerente a sua atividadefim, considerandose o objeto social da contribuinte, não transbordando, assim, o conceito de faturamento. Apesar da questão do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins pela Lei nº 9.718/1998 declarado inconstitucional pelo STF não ter sido levantada pelo contribuinte, a Turma entendeu necessário analisar as bases de cálculo consideradas no lançamento, em razão do princípio da legalidade, tratandose de matéria de ordem pública. O acórdão embargado demonstrou ter enfrentado a questão claramente em consonância com o entendimento da Turma e com a jurisprudência consolidada do Plenário do Supremo Tribunal Federal, em expressa alusão à discussão acerca da ampliação do conceito de faturamento para fins da tributação pela COFINS dada pela Lei nº 9.718/1998. Os elementos necessários para o julgamento estão nos autos. Não há a apontada aplicação genérica da jurisprudência do STF, mas sim, o entendimento da Turma. Ao asseverar que “Por todo o acima exposto, entendo não mais ser passível de tributação a receita financeira auferida pela pessoa jurídica, em razão das decisões proferidas pelo STF relativas à inconstitucionalidade do § 1° do artigo 3° da Lei n° 9.718/98, nos termos da legislação acima transcrita.” ficou evidenciado o entendimento da Turma que as receitas de variações cambiais ativas, isto é, ganhos monetários observados em contratos firmados em moeda estrangeira, e resultantes da variação do câmbio, que possuem a natureza típica de receita financeira, não se enquadram no conceito de faturamento previsto na Lei Complementar 70/91, não estando assim sujeitas à incidência da contribuição. Os embargos de declaração nesse caso não estão sendo interpostos para aclarar eventual omissão e obscuridade constante do acórdão recorrido, mas sim questionar a interpretação da Turma acerca da matéria em exame, não se tratando, portanto, da via adequada para se questionar os julgados deste Colegiado, devendo assim ser afastados. Em face do exposto, encaminho meu voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração apresentados. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 224DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 13984.000710/200144 Acórdão n.º 3801001.999 S3TE01 Fl. 225 4 Fl. 225DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
score : 1.0
