Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 13770.000653/2002-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3302-000.360
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencida a conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, relatora. Designado o conselheiro Walber José da Silva para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Redator Designado
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto e Paulo Guilherme Deroulede
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13770.000653/2002-90
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298757
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-000.360
nome_arquivo_s : Decisao_13770000653200290.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
nome_arquivo_pdf_s : 13770000653200290_5298757.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencida a conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, relatora. Designado o conselheiro Walber José da Silva para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Redator Designado (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto e Paulo Guilherme Deroulede
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5114912
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175442010112
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1424; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13770.000653/200290 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3302000.360 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de setembro de 2013 Assunto DILIGÊNCIA Recorrente BARTER LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do redator designado. Vencida a conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, relatora. Designado o conselheiro Walber José da Silva para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente e Redator Designado (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto e Paulo Guilherme Deroulede RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 37 70 .0 00 65 3/ 20 02 -9 0 Fl. 412DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13770.000653/200290 Resolução nº 3302000.360 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de auto de infração eletrônico lavrado em 09.05.2002, que constituiu débito de COFINS relativo aos fatos geradores ocorridos de julho a dezembro de 1997, sob a alcunha “Proc. Jud. Não Comprov.”, tendo sido indicado como processo não comprovado o de no 96.00018278. O processo mencionado referese à uma ação ordinária interposta (distribuída) com pedido de tutela antecipada em 12/03/96 (fls. 137/152 203/218 dig.). Às Fls. 154 Dig. 220 – consta despacho indeferindo a tutela antecipada e declarando “compete ao contribuinte levar a efeito a compensação do crédito que entender possuir em face do Fisco, observados os limites legais.” De acordo coma sentença de fls. 156/166 dig. 221/232 o magistrado entendeu pela extinção do pedido da autora sem julgamento do mérito, uma vez que à altura do julgamento já havia sido reconhecido pelo Senado Federal a inconstitucionalidade dos DecretosLei no 2445/88 e 2449/88. No que se refere à preliminar de prescrição concluiu que não havia em razão da especificidade da matéria (ser tributária); em relação à compensação, a decisão registra que é direito do contribuinte, na hipótese de existir crédito,proceder à compensação de seus débitos, devendo todavia sujeitarse ao resultado de sua conduta. Ainda, no que se refere à repetição de indébito, a decisão concluiu assistir à razão à Recorrente, principalmente em relação aos DARF’s acostados aos autos. Houve acórdão (fls. 170/174 Fls. 236/240) em virtude de recurso de ofício, o qual analisou apenas os critérios juros, apesar da ementa do acórdão falar sobre todos os itens (Fls. 174 dig: 240). O contribuinte recorreu ao Superior Tribunal de Justiça acerca dos critérios de correção monetária, às fls. 187 dig. 253 – o STJ esclareceu quais seriam os índices a serem aplicados na compensação tributária. Após analisar as razões trazidas pela Recorrente, a 4ª Turma da DRJ/RJ2 Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ) – proferiu o acórdão no 13.38496, o qual restou da seguinte forma ementado: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1997 a 31/08/1997 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Não é cabível a alegação de cerceamento ao legítimo direito de defesa quando as infrações apuradas estiverem perfeitamente identificadas e os elementos dos autos demonstrarem, inequivocamente, a que se refere a autuação, dando suporte material suficiente para que o sujeito passivo possa conhecêlos e apresentar a sua defesa e também para que o julgador possa formar livremente a sua convicção e proferir a decisão do feito. Estando o lançamento revestido das formalidades previstas no art. 10 do Decreto n.º 70.235/72, sem preterição do direito de defesa, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Em resumo, o v. acórdão concluiu que, apesar de existir o processo judicial alegado Fl. 413DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13770.000653/200290 Resolução nº 3302000.360 S3C3T2 Fl. 4 3 pela Recorrente, não havia autorização judicial para o não recolhimento do tributo. Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 316/345), por meio do qual reiterou as razões trazidas em impugnação e esclareceu os aspectos do processo judicial. É o relatório. Voto O recurso atende os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, tratase de auto de infração lavrado em função do entendimento de que a Recorrente informou erroneamente, em sua DCTF, a extinção de débito de PIS por meio de compensação com crédito reconhecido em ação judicial no 96.00018278. Na referida ação judicial, a Recorrente pleiteia a declaração de inexistência de obrigação tributária em razão da edição dos DecretosLeis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988. Na ação judicial a Recorrente solicitou, e foi negado, a Antecipação de Tutela para efetuar a compensação de débitos com crédito de PIS. A sentença que restou transitada em julgado, datada de 10/01/97, indeferiu o pedido de compensação de créditos do PIS com débitos da Recorrente (qualquer débito), incluído pela recorrente em seu pedido na ação ordinária. Pela sentença, a União foi condenada a restituir o valor do PIS recolhido indevidamente em razão da inconstitucionalidade dos DL. O pedido de compensação não foi julgado porque o processo foi declarado extinto, neste parte. Declarou o magistrado que a Recorrente tinha o direito de compensar, na forma da legislação, os créditos que julga ter. Estes fatos abrem a possibilidade de a Recorrente efetuar a compensação de débitos seus de PIS com os créditos que julga ter, também de PIS. Para alguns Conselheiros desta Turma de Julgamento, poderia a Recorrente efetuar a dita compensação, independente do decidido na Ação Ordinária no 96.00018278, desde que obedecesse as disposições do art. 14 da IN SRF nº 21/97. A informação na DCTF da compensação realizada não é prova suficiente de que, efetivamente, a empresa tinha o crédito do PIS e, efetivamente, realizou a compensação declarada. Para que os Conselheiros que admitem a compensação de débitos e créditos do mesmo tributo, independente da ação judicial, e para que a decisão do Colegiado não seja condicional, é necessário apurar se a Recorrente possuía o crédito em valor suficiente para efetuar a compensação e se, de fato, a compensação em tela foi efetuada. Para isto, é necessário que o processo retorne à UL da RFB de origem para apurar a existência de crédito e a efetiva realização da compensação declarada. Fl. 414DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13770.000653/200290 Resolução nº 3302000.360 S3C3T2 Fl. 5 4 Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à Unidade Local da RFB, para as seguintes providências: 1 Intimar a empresa Recorrente a apresentar demonstrativo do valor do crédito do PIS a que julga ter direito, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos nº 2.445/88 e 2.449/88, considerando a semestralidade da base de cálculo da exação, sem correção, e o decidido na ação judicial no 96.00018278; 2 Intimar a empresa Recorrente a demonstrar a utilização, por compensação ou por restituição, do crédito de PIS a que se refere o item 1, acima. 3 Intimar a empresa Recorrente e comprovar que, efetivamente, realizou a compensação dos débitos lançados no auto de infração, e declarados em DCTF, com crédito do PIS, acima referido. A comprovação deve ser feita por meio dos lançamentos contábeis de cada operação na contabilidade da Recorrente. 4 Confirmar ou informar as informações e provas apresentadas pela Recorrente, a que se refere os itens 1, 2, e 3, acima. 5 Com base nos elementos acima referidos, e em outros que julgar necessário, apurar o valor do crédito do PIS que entende passível de restituição ou de compensação, considerando a semestralidade da base de cálculo do PIS e o decido na ação judicial no 96.00018278; 6 Informar se o crédito passível de restituição (item 5) é suficiente para compensar os débitos declarados em DCTF, objeto do auto de infração, independente do atendimento do item 3, pela Recorrente. 7 Prestar os esclarecimentos e informações que julgar importantes para o deslinde da questão; 8 dar ciência à recorrente desta Resolução e do resultado da diligência, abrindo lhe o prazo previsto no Parágrafo Único, do art. 35, do Decreto nº 7.574/11, para manifestação. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Fl. 415DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/09/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 10920.006839/2008-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.732
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (substituto), Fernando Marques Cleto Duarte, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Ângela Sartori.
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10920.006839/2008-99
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287730
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-000.732
nome_arquivo_s : Decisao_10920006839200899.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
nome_arquivo_pdf_s : 10920006839200899_5287730.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (substituto), Fernando Marques Cleto Duarte, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Ângela Sartori.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5046525
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175450398720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1305; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 482 1 481 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.006839/200899 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401000.732 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 23 de julho de 2013 Assunto REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente CHOCOLEITE INDÚSTRIA DE ALIMENTOS LTDA Recorrida DRJ FLORIANÓPOLIS/SC Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl (substituto), Fernando Marques Cleto Duarte, Jean Cleuter Simões Mendonça, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente) e Ângela Sartori. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .0 06 83 9/ 20 08 -9 9 Fl. 482DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 29 /08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.006839/200899 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3401000.732 S3C4T1 Fl. 483 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento do crédito do PIS não cumulativo, do primeiro trimestre de 2008, de operações no mercado interno, no valor de R$ 15.739,05 para compensar com débitos do IRRF de setembro de 2008. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joenvile/SC fez algumas glosas, por considerar a geração de crédito indevida. Foram elas (fls.189/195): 1MP, PI e ME, que retornaram da industrialização por encomenda; 2Produtos não classificados como MP, PI ou ME, por serem utilizados na manutenção e conservação, tratamento de efluentes, higienização da linha, material de laboratório e dedetização; 3Valores de PIS e COFINS pagos indevidamente, em razão de ter pleiteado esses créditos de forma incorreta; Com essas glosas, a DRF de origem reconheceu parcialmente o direito creditório, no valor de R$ 4.712,81 (fls.195/196). A Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.201/217), mas a DRJ em Florianópolis/SC manteve o indeferimento, ao prolatar acórdão (fls.412/423) com a seguinte ementa: “NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESE DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime nãocumulativo de apuração da Constribuição para o PIS, somentegeram créditos passíveis de utilização pelo contribuinte aqueles custos, despesas e encargos expressamente previstos na legislação, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na ATIVIDADE da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITO. APURAÇÃO. REGIME DE COMPETÊNCIA. A adoção de regime de competência na apuração da Constribuição para o PIS e dos correspondentes créditos da nãocumulatividade decorre da legislação tributária, sendo, portanto, de observação obrigatória pelo contribuinte. (...) REPETIÇÃO DE INDÉBITO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Nos processos administrativos referentes a repetição de indébito, cabe ao contribuinte, em sede de Manifestação de Inconformidade, provar o teor das alegações que contrapõe aos argumentos postos pela Fl. 483DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 29 /08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.006839/200899 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3401000.732 S3C4T1 Fl. 484 3 Administração Fiscal para não acatar, ou acatar apenas parcialmente o pleito repetitório. PERÍCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. PEDIDO NÃO FORMULADO. Há que se considerar não formulado o pedido de perícia, quando ausentes os requisitos previstos no inciso IV do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, a teor do que determina o § 1o do mesmo artigo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório não Reconhecido”. A Contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 27/05/2011 (fl.425) e interpôs Recurso Voluntário em 27/06/2011 (fls.426/461), com as alegações resumidas abaixo: 1 Como a Recorrente trabalha com produção de bebida láctea, produto alimentício, a aquisição de produtos para a manutenção e conservação da linha, tratamento de efluentes, higienização de linha, material de laboratório e dedetização é essencial para sua atividade, sob pena de descumprimento da regulamentação dos órgãos disciplinares e oferecer risco à saúde pública; 2 No que concerne às glosas pelo retorno dos insumos remetidos para industrialização por encomenda, ocorreu equívoco por parte do auditorfiscal, pois ele considerou que todas as notas fiscais apresentadas pela Recorrente consistiam em retorno de insumo. Contudo, a autoridade fiscal não percebeu que, na soma de todas as notas fiscais, o total do crédito é maior que o crédito de pleito. Isso acontece porque a Recorrente excluiu do cálculo do crédito pleiteado as notas fiscais relativas aos retornos de insumo, mas deixou de excluir tais notas do arquivo magnético entregue à fiscalização. Assim, como a Recorrente já havia excluído do cálculo o valor das notas fiscais de retorno de fabricação por encomenda, o cálculo estava correto e não havia glosa a ser feita; 3 O recolhimento indevido ocorreu porque a Recorrente recolheu PIS e COFINS sobre venda de produtos cuja alíquota tinha sido reduzido a zero pela Lei nº 11.488/2007. A exigência de retificação da DCTF e da DACON da época do recolhimento para ter direito ao ressarcimento é formalismo exagerado, pois o contribuinte tem cinco anos para recuperar o seu crédito; 4 A multa e os juros aplicados são indevidos, pois os créditos foram devidamente compensados. Ao fim, a Recorrente pediu a reforma do acórdão da DRJ para que seja reconhecido o direito ao crédito, canceladas as glosas, homologadas as compensações e cancelados os juros e a multa. É o Relatório. Fl. 484DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 29 /08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.006839/200899 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3401000.732 S3C4T1 Fl. 485 4 Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça O Recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Recorrente pretende ser ressarcida de crédito do PIS gerado na aquisição de insumos, o qual não pôde ser utilizado no abatimento de vendas no mercado interno, em razão de suas saídas serem com alíquota zero. Em seu recurso voluntário, a Recorrente devolveu para apreciação as seguintes matérias: 1Geração de crédito na aquisição de produtos para a manutenção e conservação de linha, tratamento de efluentes, higienização de linha, material de laboratório e dedetização; 2Abatimento indevido dos valores relativos às notas fiscais de retorno de industrialização por encomenda; 3Possibilidade de ressarcimento do valor pago indevidamente; 4Impossibilidade de aplicação de juros e multa. Todavia, existe uma dúvida a ser dirimida, antes de se adentrar no mérito das matérias devolvidas. Conforme consta no relatório fiscal, mais precisamente nas fls. 193/194, a Recorrente recebeu de volta alguns insumos que sobraram de fabricação por encomenda, na qual ela era a encomendante. Com isso, a autoridade fiscal glosou da base cálculo dos créditos as notas fiscais destas operações. Essas notas fiscais estão listadas também nas fls. 193/194. A Recorrente, por sua vez, alega equívoco no cálculo por parte do auditorfiscal, provocado por erro no arquivo magnético entregue por ela à autoridade fazendária. Segundo a Recorrente, na DACON, o cálculo do crédito está correto, sem a inclusão dos valores das notas fiscais de retorno dos insumos encaminhados para fabricação por encomenda, mas essas mesmas notas fiscais estão listadas no arquivo magnético. Ainda segundo a Recorrente, a autoridade fiscal apenas excluiu do valor da DACON os valores das notas fiscais indevidas, que já estavam excluídos. A DRJ entendeu que essa alegação da Recorrente não passou de argumentos desprovidos de provas que sequer ensejariam a realização de diligência. Penso de forma diversa do que decidiu a DRJ. O processo administrativo tem como objetivo encontrar a verdade material. Nesse ponto, a apresentação das DACONs e a planilha apresentada pela Recorrente nas fls. 440 a 448 , que, segundo ela, espelha o conteúdo do arquivo magnético apresentado ao auditorfiscal, são elementos suficientes para causar dúvida quanto ao direito ao crédito. Não investigar mais profundamente a falha no cálculo suscitada pela Recorrente seria correr o risco de permitir o enriquecimento ilícito do Estado. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 29 /08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.006839/200899 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 3401000.732 S3C4T1 Fl. 486 5 Assim, como nos autos já estão presentes as DACONs e a Recorrente já apresentou os arquivos magnéticos à autoridade fiscal, este Conselheiro entende estar diante do caso de necessidade de realização de diligência para esclarecer a dúvida do cálculo do crédito. Desse modo, os autos devem retornar à delegacia de origem para que seja realizada diligência com base nos seguintes comandos: 1 A delegacia de origem deve calcular o crédito da Recorrente, com base nas notas fiscais constantes no arquivo magnético apresentado pela Recorrente; 2 Ao fim do cálculo, devese analisar se o valor dos créditos encontrado no arquivo magnético é o mesmo valor declarado na DACON. 3 Caso a delegacia de origem não possua mais o arquivo magnético, deve intimar a Recorrente para que esta apresente um novo arquivo; 4 Ao final da análise, deve ser elaborado um relatório com as conclusões da diligência, informando qual o valor do crédito encontrado com base na análise do arquivo magnético, se ele é o mesmo valor pleiteado pela Recorrente e mais alguma informação que a autoridade fiscal julgue pertinente. 5 Se o valor do crédito encontrado no cálculo das notas fiscais do arquivo magnético for diferente do valor informado na DACON, deve ser informada qual foi a inconsistência encontrada e o que originou a divergência; 6 Concluído o relatório, a Recorrente deve ser intimada para se manifestar acerca da conclusão da diligência no prazo de trinta dias; Finalizado o trintídio, os autos devem retornar ao CARF para análise do mérito. Ex positis, converto o julgamento em diligência, nos termos propostos acima. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Fl. 486DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 29 /08/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 30/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10880.937253/2008-91
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/05/2001
PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO.
Compete ao contribuinte o ônus da prova mediante apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito alegado.
Numero da decisão: 3803-004.346
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/05/2001 PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte o ônus da prova mediante apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito alegado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.937253/2008-91
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5291208
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.346
nome_arquivo_s : Decisao_10880937253200891.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIANO EDUARDO LIRANI
nome_arquivo_pdf_s : 10880937253200891_5291208.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5060182
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175464030208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1681; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 59 1 58 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.937253/200891 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.346 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria COFINS PER/DCOMP Recorrente PREFERENCE SERVICOS DE ADMINISTRACAO DE CONDOMINIO E HOTELARIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/05/2001 PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte o ônus da prova mediante apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito alegado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 72 53 /2 00 8- 91 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.937253/200891 Acórdão n.º 3803004.346 S3TE03 Fl. 60 2 Cuidase de indeferimento de compensação transmitida em 29.06.2004, com o objetivo de extinguir débito no valor de R$ 8.001,07, com crédito proveniente do “suposto” pagamento indevido de COFINS, comprovado por meio de DARF, referente ao PA de 31/03/2000 e recolhido em 23/08/2000, no valor total de R$ 4.636,42. O Despacho Decisório está anexo à fl. 01, deferiu parcialmente o pleito sob o argumento de que foram encontrados outros pagamentos para quitação de débitos do contribuinte, a partir do DARF indicado, razão pela qual foi não foi homologada a compensação. Já a Manifestação de Inconformidade foi apresentada à fls. 11, sendo alegado pelo contribuinte que o crédito indicado em DARF é suficiente para implementar a compensação pretendida. Afirma ainda que o crédito em exame encontrase declarado em DCTF. Às fls. 37/42 a DRJ de São Paulo proferiu o Acórdão 1635.745 13ª Turma da DRJ/SP1, cuja ementa segue abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/05/2001 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova quanto aos motivos determinantes das alterações nos débitos confessados originalmente por intermédio da DCTF, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. DESPACHO DECISÓRIO. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. Os julgadores de piso se manifestaram pela manutenção do despacho decisório, tendo em vista que o contribuinte não comprovou a existência do pretenso crédito e neste sentido deixou de atender ao art. 170 do CTN, bem como o art. 74 da Lei nº 9.430/96. A decisão de primeiro grau ainda fundamente o indeferimento do pedido no fato de que em se tratando de PER/DCOMP o ônus probatório do direito creditório pertence ao contribuinte. Em seu recurso voluntário, o contribuinte insiste no argumento de que apresentou, com a Manifestação de Inconformidade, cópia da DCTF e a correta vinculação Fl. 60DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.937253/200891 Acórdão n.º 3803004.346 S3TE03 Fl. 61 3 com o DARF informado no PER/DCOMP. Reclama que a DRJ não realizou diligências para apurar a existência do crédito em seu banco de dados, nem encaminhou os autos para a DRF, a fim de que esta se manifestasse a respeito do caso em exame. Advoga ainda que não lhe foi oportunizado ter conhecimento a respeito de qual prova deveria ter sido juntada aos autos e ressalta que enviou as DCTFs retificadoras antes de qualquer procedimento de fiscalização por parte da RFB. O contribuinte faz ainda questão de destacar que o valor do débito declarado é inferior ao valor do DARF e que o saldo não utilizado resultou no pagamento indevido de COFINS. Por fim, com fulcro no princípio da verdade material, requer a anulação da decisão proferida pela DRJ para que a DCOMP seja analisada pela DRF de Florianópolis, bem como que seja declarada a nulidade da cobrança do débito em questão. Subsidiariamente, caso não prospere o pedido de cancelamento dos débitos, requer que estes sejam parcelados, com fundamento na Lei 11.941/99 e da Portaria Conjunta PFN/RFB 002/2011, uma vez que é optante do parcelamento regulado por esta legislação. É o relatório. Voto Conselheiro Juliano Eduardo Lirani O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. O contribuinte afirma ter direito a compensação realizada, sendo que os seus principais argumentos são os de que no PER/DCOMP foi vinculado DARF para extinguir o débito, bem como que enviou a DCTF retificadora antes de iniciado qualquer procedimento de fiscalização. Em que pese os argumentos de defesa, é preciso esclarecer que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige apuração da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior de tributo. Desta forma, com o propósito e demonstrar a certeza e liquidez do crédito, o contribuinte precisa instruir sua manifestação de inconformidade com documentos que respaldem suas afirmações, nos termos dos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” Fl. 61DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.937253/200891 Acórdão n.º 3803004.346 S3TE03 Fl. 62 4 No caso em exame, o contribuinte esclarece que teria apurado créditos de COFINS na sistemática da não cumulatividade. Entretanto, é seu dever comprovar o direito alegado, pois é imprescindível que seja demonstrado a existência do crédito através da escrituração contábil e fiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos capaz de promover a diminuição do valor do débito declarado em DCTF, que por sua vez por sua vez possui caráter de confissão de dívida. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 23 de julho de 2013. (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani relator Fl. 62DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10875.902892/2008-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 3803-004.344
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10875.902892/2008-13
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298234
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.344
nome_arquivo_s : Decisao_10875902892200813.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIANO EDUARDO LIRANI
nome_arquivo_pdf_s : 10875902892200813_5298234.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5108832
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175469273088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1769; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 86 1 85 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10875.902892/200813 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.344 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria PIS PER/DCOMP Recorrente PROCARDS SERVIÇOS EM INFORMÁTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório O contribuinte supra descrito declarou DCOMP 33392.03139.041104.1.3.04 4901, proveniente de crédito de PIS originado do pagamento a maior deste tributo, referente ao PA de 31.05.2003, recolhido em 13.06.2003. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 28 92 /2 00 8- 13 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10875.902892/200813 Acórdão n.º 3803004.344 S3TE03 Fl. 87 2 À fl. 02 está anexo Despacho Decisório, que negou a compensação declarada sob o argumento de que não foi localizado crédito vinculado ao DARF indicado no PER/DCOMP. O contribuinte apresentou sintética Manifestação de Inconformidade à fl. 11, alegando que enviou PER/DCOMP retificadora com a finalidade de corrigir o código correto do DARF, já que após a retificação passou a constar o código 6912, tendo inclusive anexado cópia do DARF recolhido em 13.06.2003 no valor de R$ 6.418,21. Já às fls. 32/33 foi proferido o Acórdão n.° 05.31.230 1ª Turma da DRJ de Campinas, cuja ementa segue abaixo transcrita: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 COMPENSAÇÃO. DARF. SALDO DISPONÍVEL. HOMOLOGAÇÃO. Comprovada a existência do DARF informado como origem do direito creditório em DCOMP, e constatada a existência de saldo disponível de pagamento, homologase a compensação até o seu limite. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte. Com efeito, percebese que a decisão de piso confirma que o DARF não foi localizado em virtude de erro cometido pelo contribuinte quando preencheu a DCOMP, uma vez que este informou errado o código da receita e a data de arrecadação. Os julgadores ainda concluíram que o valor do Darf está parcilamente reservado para utilização no procedimento de compensação efetuado por meio da DCOMP de n° 34654.30683.061006.1.3.040950, havendo saldo disponível de pagamento no valor total de R$ 465,16, conforme se verifica à fl. 27. Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário às fls. 54/56 (numeração digital), argumentando que apresentou PER/DCOMP com crédito no valor de R$ 6.966,56, proveniente do recolhimento a maior de PIS. Assim, requer o contribuinte a reconsideração da cobrança dos débitos mencionados no item 3 através do cancelamento de ofício da PER/DCOMP n° 33392.03139.041104.1.3.044901, visto que já foram compensados através da PER/DCOMP n° 34654.30683.061006.1.3.040950, e homologação da PER/DCOMP em questão. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani Fl. 87DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10875.902892/200813 Acórdão n.º 3803004.344 S3TE03 Fl. 88 3 Verifico, liminarmente, que o recurso voluntário às fls. 54/56 (numeração digital) foi protocolado fora do trintídio regulamentar, contado da data da intimação da decisão de primeira instância. Analisando o Aviso de Recebimento à fl. 53 (numeração digital), noto que a ciência da Decisão proferida pela DRJ ocorreu em 06.07.2011, mas o contribuinte aprestou o recuso somente em 16.08.2011, conforme se observa à fl. 53 dos autos na numeração digital. Diante do exposto, em face de sua intempestividade, não há como conhecer como recurso voluntário. É o voto. Sala das Sessões, em 23 de julho de 2013 23 de julho de 2013 (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Fl. 88DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 12898.001144/2009-51
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
IMUNIDADE. ISENÇÃO. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI N. 8.212/91. CANCELAMENTO.
A imunidade da contribuição previdenciária patronal assegurada às entidades filantrópicas, conforme o art. 195, § 7º, da Constituição, tem sua manutenção subordinada ao atendimento das condições previstas na legislação ordinária, art. 55 da Lei 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF.
MULTA. RECÁLCULO. RETROATIVIDADE BENIGNA. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. ART. 35 DA LEI 8.212/91. ALTERAÇÕES DECORRENTES DA LEI 11.941/09. COMPARATIVO ENTRE MULTA DE MORA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. NATUREZA DIVERSA.
Impõe-se o recálculo da multa de mora aplicada para as competências anteriores à 12/2008, na forma do art. 61 da Lei 9.430/96, limitada a 20%.
Recursos de Ofício Negado e Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Em preliminar: por maioria de votos, em reconhecer a decadência no período de 05/2004 a 07/2004, nos termos do art.150, § 4º do CTN, vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. No Mérito: por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar o recálculo do valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei nº 9.430/96). Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. IMUNIDADE. ISENÇÃO. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI N. 8.212/91. CANCELAMENTO. A imunidade da contribuição previdenciária patronal assegurada às entidades filantrópicas, conforme o art. 195, § 7º, da Constituição, tem sua manutenção subordinada ao atendimento das condições previstas na legislação ordinária, art. 55 da Lei 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. MULTA. RECÁLCULO. RETROATIVIDADE BENIGNA. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. ART. 35 DA LEI 8.212/91. ALTERAÇÕES DECORRENTES DA LEI 11.941/09. COMPARATIVO ENTRE MULTA DE MORA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. NATUREZA DIVERSA. Impõe-se o recálculo da multa de mora aplicada para as competências anteriores à 12/2008, na forma do art. 61 da Lei 9.430/96, limitada a 20%. Recursos de Ofício Negado e Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 12898.001144/2009-51
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298334
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-002.196
nome_arquivo_s : Decisao_12898001144200951.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 12898001144200951_5298334.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Em preliminar: por maioria de votos, em reconhecer a decadência no período de 05/2004 a 07/2004, nos termos do art.150, § 4º do CTN, vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. No Mérito: por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar o recálculo do valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei nº 9.430/96). Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5108932
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175472418816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2241; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12898.001144/200951 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 2403002.196 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrentes FUNCAÇÃO TÉCNICO EDUCACIONAL SOUZA MARQUES FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. IMUNIDADE. ISENÇÃO. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI N. 8.212/91. CANCELAMENTO. A imunidade da contribuição previdenciária patronal assegurada às entidades filantrópicas, conforme o art. 195, § 7º, da Constituição, tem sua manutenção subordinada ao atendimento das condições previstas na legislação ordinária, art. 55 da Lei 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. MULTA. RECÁLCULO. RETROATIVIDADE BENIGNA. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. ART. 35 DA LEI 8.212/91. ALTERAÇÕES DECORRENTES DA LEI 11.941/09. COMPARATIVO ENTRE MULTA DE MORA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. NATUREZA DIVERSA. Impõese o recálculo da multa de mora aplicada para as competências anteriores à 12/2008, na forma do art. 61 da Lei 9.430/96, limitada a 20%. Recursos de Ofício Negado e Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 8. 00 11 44 /2 00 9- 51 Fl. 859DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Em preliminar: por maioria de votos, em reconhecer a decadência no período de 05/2004 a 07/2004, nos termos do art.150, § 4º do CTN, vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. No Mérito: por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para determinar o recálculo do valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei nº 9.430/96). Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 860DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12898.001144/200951 Acórdão n.º 2403002.196 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso de Ofício e Recurso Voluntário interpostos em face do Acórdão nº. 1250.800, fls. 730/738, que julgou parcialmente procedente a Impugnação apresentada para exonerar parte do crédito tributário exigido no AI DEBCAD 37.211.5853, remanescendo o valor de R$ 6.390.935,03 (seis milhões trezentos e noventa mil novecentos e trinta e cinco reais e três centavos), em razão do reconhecimento da decadência, nos termos do parágrafo 4º do Art. 150 do CTN, para as competências 01/2004 a 04/2004. O Auto de Infração abrange o período de 01/2004 a 12/2004, inclusive 13º Salário, tendo sido lavrado em 27/08/2009 e cientificado o contribuinte em 28/08/2009, e almeja o recolhimento de contribuições previdenciárias, parte patronal, uma vez que a empresa teve contra si lavrado Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Previdenciárias, fl. 155, o qual foi devidamente julgado pelo CRPS fls. 156/161 e pelo Segundo Conselho de Contribuintes, fls. 165/167. Segundo Relatório Fiscal, fls. 106/118, in verbis: 2 – PERÍODO DO DEBITO E LEVANTAMENTO 2.1 – Debito período de 01/2004 a 13/2004 2.2 – Levantamento: FP – remunerações dos segurados empregados não declarados em Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações a Previdência Social – GFIP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentados pela Lei 9.876/99) período de 01/2003 a 13/2003. CII – remunerações dos segurados contribuintes individuais identificados pela apresentação do documento contábil que originou o lançamento, não declaradas em GFIP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentado pela Lei 9.876/99) período de 01/2003 a 11/2003. CIN – remunerações dos segurados contribuintes individuais relativos aos lançamentos contábeis, sem a respectiva apresentação do documento que originou o lançamento, não declarada em GFIP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentado pela Lei 9.876/99) período de 01/2003 a 12/2003. COP – valores pagos a cooperativas de trabalho, não declarada em GIFP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentado pela Lei 9.876/99) período de 02/2003 a 12/2003. CON – base lançamento contábil na conta 31201001 – Salário Pessoal Administrativo, relativo a remunerações dos segurados Fl. 861DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 empregados não declarados em GFIP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentado pela Lei 0.876/99) competência 11/2004. DCI – remunerações dos segurados contribuintes individuais identificados pela apresentação do documento contábil que originou o lançamento com o respectivo desconto de 11%, não declaradas em GFIP, sem redução de multa de mora prevista no parágrafo 4º do art. 35 da Lei 8.212/91 (acrescentados pela Lei 9.876/99) período de 01/2004 a 12/2004. 4 – FATO GERADOR 4.1. – os fatos geradores do presente Auto de Infração foram: a) remunerações de segurados empregados, apurados através das folhas de pagamento... b) remunerações de segurados contribuintes individuais prestadores de serviços, apuradas através do Livro Diário... c) pagamento efetuado a cooperativas de trabalho apuradas através do Livro Diário n... (...) 5 – DESCRIÇÃO DOS FATOS E DO DEBITO (...) 5.2 – O sujeito passivo classificase no FPAS 639 – Entidades Beneficentes de Assistência Social entretanto em 19/04/2005 foi expedido Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Sociais n. 002/2005 com a seguinte declaração de cancelamento: DECLARO CANCELADA, com base no disposto no parágrafo 8º, artigo 206, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 6 de maio de 1999, a partir de 01/01/1994, a isenção das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei 8212, de 24 de julho de 1991, concedida à entidade FUNÇÃO TECNICO EDUCACIONAL SOUZA MARQUES, acima identificada, por infração ao parágrafo 3º do artigo 195 da Constituição Federal e ao(s) incisos III e V, do artigo 55 da lei 8212, de 1991, combinado com o artigo 206 do RPS, pelos motivos especificados na informação fiscal anexa. 5.3 – Inconformado com o fato o sujeito passivo recorre a 4ª CaJ – Quarta Câmara de Julgamento que analisa o recurso e conclui, assim transcrito a seguir: N do(a) Acórdão: 1868/2006 Vistos e relatados os presentes autos, em sessão realizada hoje, ACORDAM os membros da Quarta Câmara de Julgamento do CRPS, em CONHECER DO RECURSO E NEGARLHE PROVIMENTO POR UNANIMIDADE, de acordo com o voto do(a) Relator(a) e sua fundamentação. 5.4 – Diante da decisão da 4ª CaJ em 27/03/2007 a empresa protocola Pedido de Revisão do Acórdão 1868/2006, e através Fl. 862DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12898.001144/200951 Acórdão n.º 2403002.196 S2C4T3 Fl. 4 5 do Despacho n. 206260/08 do Presidente da Sexta Camara do Segundo Conselho de Contribuintes decide “REJEITAR o pedido de revisão formulado”, datado de 15/08/2008. 5.5 – Diante do exposto a presente ação fiscal tem por objetivo apurar créditos previdenciários devido a PERDA DO DIREITO A ISENÇÃO PATRONAL. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a autuação fiscal em epígrafe. DA DECISÃO DA DRJ E DO RECURSO DE OFÍCIO Após analisar os argumentos da Recorrente, a 11ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, DRJ/RJ1, prolatou o Acórdão n° 12 50.800, fls. 730/738, acolhendo parcialmente a impugnação para exonerar o crédito tributário em razão de se ter operado a decadência nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN, nas competências em que foi constatado o adiantamento de contribuição. O julgado foi assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003. PRAZO DECADENCIAL. OCORRÊNCIA EM PARTE. Nos tributos sujeitos ao regime de lançamento por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador. Quando não há pagamento antecipado, ou na hipótese de fraude, dolo ou simulação, aplica se a regra geral. IMUNIDADE. ISENÇAO DE CONTRIBUIÇÕES. ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇAO. Ato cancelatório da isenção oriundo de processo administrativo autoriza o lançamento das contribuições sociais. CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo referente à contribuição da empresa, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço, inclusive as relativas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Fl. 863DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. REVISÃO DE OFÍCIO. A Administração tem o poderdever de revisar seus atos quando praticados em desatendimento ao ordenamento jurídico vigente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte A DRJ analisou a decadência, de forma isolada, verificando se houve ou não o pagamento parcial das contribuições previdenciárias para cada competência lançada. Conforme verificado na fl. 735/736, teria havido recolhimento apenas na matriz nas competências de 01/2004, 02/2004, 03/2004, 04/2004, razão pela qual aplicaram o art. 150, parágrafo 4º do CTN. Para as demais não restou reconhecida a decadência, aplicando se o art. 173, I, do CTN. Portanto, o resultado do Acórdão foi o seguinte, fl. 731: Acordam os membros da 11ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, em julgar improcedente a impugnação, mantendo em parte o crédito tributário exigido, no montante originário de R$ 2.358.460,62, posteriormente acrescido de juros e multa, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A presidente de Turma recorre de ofício ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por força de reexame necessário, em face de o crédito tributário exonerado superar o limite de alçada fixado na Portaria MF n. 3, de 03 de janeiro de 2008. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Irresignada, a Fundação Técnico Educacional Souza Marques interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário, fls. 761/814, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, utilizandose, para tanto, dos seguintes argumentos: 1. Por preencher os requisitos do artigo 14 do Código Tributário Nacional, goza da imunidade constante do art. 195, parágrafo 7º da CF/88; 2. É entidade beneficente de assistência social; 3. As imunidades devem ser objeto de lei complementar por se tratar de normas gerais em matéria tributária; 4. A inconstitucionalidade da contribuição previdenciária incidente sobre serviço prestado por cooperativa de trabalho por ter sido inserida no mundo jurídico por meio de Lei Ordinária, quando na verdade, deveria têlo sido feito por Lei Complementar; 5. A inconstitucionalidade e ilegalidade da multa. É o relatório. Fl. 864DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12898.001144/200951 Acórdão n.º 2403002.196 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documento de fls.761, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO RECURSO VOLUNTÁRIO DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 865DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Analisando os autos, percebo que a própria DRJ analisou a questão do pagamento parcial e constatou em diversas competências, que este ocorreu nos meses de 01/2004 a 04/2004, meses em que foi constatado o adiantamento do pagamento, consequentemente, aplicando o art. 150, parágrafo 4º do CTN, tendo recorrido de ofício desta parte. O período de apuração compreendeu as competências 01/2004 a 12/2004, inclusive o 13º salário. As competências de 05/2004 a 07/2004, não foram declaradas como abarcadas pela decadência. Conforme já exposto, no entanto, entendo que por ter havido pagamento nas demais competências, estes são aptos a ensejar a aplicação do Art. 150, parágrafo 4º do CTN. A notificação ocorreu em 28/08/2009. Logo, o prazo decadencial ocorreu não só em relação ao período de 01/2004 a 04/2004, mas também, de 05/2004 a 07/2004 nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explanado. DO MÉRITO DA IMUNIDADE CONDICIONADA Para ser considerada imune das contribuições sociais previdenciárias, a entidade beneficente de assistência social deverá cumprir, cumulativamente, os requisitos elencados pelo art. 55 da Lei 8.212/91, vigente à época dos fatos geradores, e ser reconhecida como tal por Ato Declaratório expedido pela RFB em atendimento ao parágrafo primeiro do art. 55 da Lei 8.212/91. Afirma o recorrente que por preencher os requisitos do art. 14 do CTN, estaria automaticamente imune à quota patronal das contribuições previdenciárias, afora o fato de os requisitos para o gozo dessa cláusula de incompetência tributária não poderem ser objeto de normatização por lei complementar. Fl. 866DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12898.001144/200951 Acórdão n.º 2403002.196 S2C4T3 Fl. 6 9 No entanto, cumpre esclarecer que o preenchimento dos requisitos dispostos em lei ordinária são legítimos, conforme jurisprudência mansa e pacífica deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, bem como do Superior Tribunal de Justiça – STJ. Para tanto, colacionase precedente do STJ que ilustra o entendimento: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ENTIDADE BENEFICENTE EDUCACIONAL E ASSISTENCIAL. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CARÁTER BENEFICENTE ASSISTENCIAL. AUSÊNCIA DE TODOS OS REQUISITOS LEGAIS. ENTENDIMENTO DA CORTE A QUO, COM BASE EM DOCUMENTOS E PROVAS DOS AUTOS. CEBAS. LEGALIDADE DA EXIGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. DECRETOLEI 1.522/1977. INEXISTÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NESTA INSTÂNCIA. SÚMULA 7/STJ. 1. O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento firmado no sentido de que não há cerceamento de defesa quando o julgador considera desnecessária a produção de prova, mediante a existência nos autos de elementos suficientes para a formação de seu convencimento. Incidência da Súmula 7/STJ. 2. A Corte local afirmou que não foram preenchidos todos os requisitos para o reconhecimento da imunidade tributária. Incidência da Súmula 7/STJ. 3. "É pacífica nesta Corte a orientação de que a imunidade da contribuição previdenciária patronal assegurada às entidades filantrópicas, conforme o art. 195, § 7º, da Constituição, tem sua manutenção subordinada ao atendimento das condições previstas na legislação superveniente. Incidência da Súmula 352/STJ." (AgRg no REsp 848.126/RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 10/2/2009, DJe 19/3/2009grifo nosso) Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 75.714/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/02/2013, DJe 04/03/2013) No caso da recorrente, ela teve contra si exarado Ato Cancelatório de Isenção, fl. 155, que foi devidamente processado e oportunizada a defesa, que foi devidamente analisada pela 4ª Câmara de Julgamento, fl. 156/161, que negou provimento ao recurso, conforme o Acórdão 1868/2006, informado pela autoridade fiscal, por descumprimento dos requisitos dos incisos III (promover, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência) e V (aplicar integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades) do art. 55 da Lei 8.212/91. A recorrente, inclusive, requereu a reforma do acórdão, através da petição de fls. 162/164 o qual foi rejeitado pela Sexta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, Despacho 206260/08, conforme fls. 165/167. DA INCONSTITUCIONALIDADE ALEGADA Fl. 867DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Ao contrário do que pretende a Recorrente, não cabe ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, afastar a aplicação de uma lei sob a alegação de inconstitucionalidade, nos termos da Súmula n. 2 do CARF, verbis: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de lei tributária.” Mister destacar que os incisos I e II do Parágrafo único do art. 62 do Regimento Interno do CARF trazem exceções a essa regra, contudo, não sem aplicam ao caso em tela, verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Por esses motivos, este julgador não irá se pronunciar acerca das alegações que inconstitucionalidade se não estiverem às exceções acima. DO RECÁLCULO DA MULTA A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 868DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12898.001144/200951 Acórdão n.º 2403002.196 S2C4T3 Fl. 7 11 II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Nesse sentido dispõe a hodierna doutrina (Contribuições Previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais / Elias Sampaio Freire, Marcelo Magalhães Peixoto (coordenadores). – Julio César Vieira Gomes (autor) – São Paulo: MP Ed., 2012. Pág. 94), in verbis: “De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo, portanto, necessária a constituição do crédito tributário por meio do lançamento, ainda assim a multa era de mora. (...) Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora.” (com destaque no original) Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no Fl. 869DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase apenas a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina o princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. DO RECURSO DE OFÍCIO Conforme relatado acima, no acórdão 1250.800, a 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro, entendeu que ocorreu a decadência nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN para algumas competências em que foi constatado o adiantamento das contribuições, enquanto que em outras, por não ter havido, aplicouse o art. 173, I, do CTN. A matéria é também discutida no presente voto acerca das razões em sede de Recurso Voluntário com relação as competências que não foram abarcadas pela decadência. Portanto, da mesma forma que o acima exposto, entendo que deve ser negado provimento ao Recurso de Ofício. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do Recurso de Ofício para negar provimento. Quanto ao Recurso Voluntário, conheçoo para, preliminarmente, reconhecer a decadência no período de 05/2004 a 07/2004 e, no mérito, dar parcial provimento para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 870DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10925.003093/2009-01
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
Ementa:
PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. EMBALAGENS EXTERNAS.
Dada a natureza das mercadorias a cuja fabricação a empresa se dedica - alimentos congelados para consumo humano - as embalagens (mesmo constituindo invólucro externo para acondicionamento de embalagens menores) cumprem função relevante na conservação da qualidade do produto, no que se refere seja à sua higiene, seja à temperatura com que deve ser mantido.
PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. FRETE.
O frete em que o sujeito passivo incorre para transportar matéria prima e outros insumos desde seus próprios estabelecimentos até as instalações onde etapas intermediárias da atividade são concluídas constitui serviço material e temporalmente envolvido com a produção, razão pela qual confere direito ao creditamento.
PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. ARMAZENAMENTO.
É autorizado o creditamento sobre os dispêndios do sujeito passivo com o armazenamento de produtos acabados porque, neste particular, a norma que dá fundamento ao direito não distingue entre a armazenagem de matérias-primas, de produtos em fabricação ou de artigos já prontos para comercialização. Artigo 3o, inciso IX, Lei no 10.833/03.
PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. LISINA.
Em se tratando de item empregado na preparação de ração animal - insumo da atividade a que a recorrente se dedica - a lisina dá direito ao crédito da apuração não-cumulativa da COFINS e da Contribuição ao PIS, tendo em vista não se enquadrar dentre os químicos alcançados pela tributação à alíquota 0%, conforme o Anexo I ao Decreto no 5.821/06.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3403-002.509
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, a fim de reconhecer à recorrente o direito ao creditamento sobre (i) a aquisição de embalagens e etiquetas empregadas no transporte dos produtos acabados, (ii) o custo incorrido com o frete de insumos e produtos inacabados entre unidades do próprio sujeito passivo ou entre seus estabelecimentos e os de seus parceiros rurais, (iii) as despesas de armazenamento de produtos acabados, e finalmente, (iv) o custo de aquisição do químico lisina. Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho quanto à questão do crédito presumido. Sustentou pela recorrente o Dr. Guilherme de Macedo Soares, OAB/DF n. 35.220.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Marcos Tranchesi Ortiz Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim.
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 Ementa: PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. EMBALAGENS EXTERNAS. Dada a natureza das mercadorias a cuja fabricação a empresa se dedica - alimentos congelados para consumo humano - as embalagens (mesmo constituindo invólucro externo para acondicionamento de embalagens menores) cumprem função relevante na conservação da qualidade do produto, no que se refere seja à sua higiene, seja à temperatura com que deve ser mantido. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. FRETE. O frete em que o sujeito passivo incorre para transportar matéria prima e outros insumos desde seus próprios estabelecimentos até as instalações onde etapas intermediárias da atividade são concluídas constitui serviço material e temporalmente envolvido com a produção, razão pela qual confere direito ao creditamento. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. ARMAZENAMENTO. É autorizado o creditamento sobre os dispêndios do sujeito passivo com o armazenamento de produtos acabados porque, neste particular, a norma que dá fundamento ao direito não distingue entre a armazenagem de matérias-primas, de produtos em fabricação ou de artigos já prontos para comercialização. Artigo 3o, inciso IX, Lei no 10.833/03. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃO-CUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. LISINA. Em se tratando de item empregado na preparação de ração animal - insumo da atividade a que a recorrente se dedica - a lisina dá direito ao crédito da apuração não-cumulativa da COFINS e da Contribuição ao PIS, tendo em vista não se enquadrar dentre os químicos alcançados pela tributação à alíquota 0%, conforme o Anexo I ao Decreto no 5.821/06. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10925.003093/2009-01
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5304041
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-002.509
nome_arquivo_s : Decisao_10925003093200901.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCOS TRANCHESI ORTIZ
nome_arquivo_pdf_s : 10925003093200901_5304041.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, a fim de reconhecer à recorrente o direito ao creditamento sobre (i) a aquisição de embalagens e etiquetas empregadas no transporte dos produtos acabados, (ii) o custo incorrido com o frete de insumos e produtos inacabados entre unidades do próprio sujeito passivo ou entre seus estabelecimentos e os de seus parceiros rurais, (iii) as despesas de armazenamento de produtos acabados, e finalmente, (iv) o custo de aquisição do químico lisina. Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho quanto à questão do crédito presumido. Sustentou pela recorrente o Dr. Guilherme de Macedo Soares, OAB/DF n. 35.220. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5149977
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175499681792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2238; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 13 1 12 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.003093/200901 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403002.509 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 26 de setembro de 2013 Matéria COFINS NÃOCUMULATIVA Recorrente AGROFRANGO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 Ementa: PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃOCUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. EMBALAGENS EXTERNAS. Dada a natureza das mercadorias a cuja fabricação a empresa se dedica alimentos congelados para consumo humano as embalagens (mesmo constituindo invólucro externo para acondicionamento de embalagens menores) cumprem função relevante na conservação da qualidade do produto, no que se refere seja à sua higiene, seja à temperatura com que deve ser mantido. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃOCUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. FRETE. O frete em que o sujeito passivo incorre para transportar matéria prima e outros insumos desde seus próprios estabelecimentos até as instalações onde etapas intermediárias da atividade são concluídas constitui serviço material e temporalmente envolvido com a produção, razão pela qual confere direito ao creditamento. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃOCUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. ARMAZENAMENTO. É autorizado o creditamento sobre os dispêndios do sujeito passivo com o armazenamento de produtos acabados porque, neste particular, a norma que dá fundamento ao direito não distingue entre a armazenagem de matérias primas, de produtos em fabricação ou de artigos já prontos para comercialização. Artigo 3o, inciso IX, Lei no 10.833/03. PIS E COFINS. APURAÇÃO NÃOCUMULATIVA. DIREITO DE CRÉDITO. “LISINA”. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 30 93 /2 00 9- 01 Fl. 743DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 Em se tratando de item empregado na preparação de ração animal insumo da atividade a que a recorrente se dedica a “lisina” dá direito ao crédito da apuração nãocumulativa da COFINS e da Contribuição ao PIS, tendo em vista não se enquadrar dentre os químicos alcançados pela tributação à alíquota 0%, conforme o Anexo I ao Decreto no 5.821/06. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, a fim de reconhecer à recorrente o direito ao creditamento sobre (i) a aquisição de embalagens e etiquetas empregadas no transporte dos produtos acabados, (ii) o custo incorrido com o frete de insumos e produtos inacabados entre unidades do próprio sujeito passivo ou entre seus estabelecimentos e os de seus parceiros rurais, (iii) as despesas de armazenamento de produtos acabados, e finalmente, (iv) o custo de aquisição do químico “lisina”. Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho quanto à questão do crédito presumido. Sustentou pela recorrente o Dr. Guilherme de Macedo Soares, OAB/DF n. 35.220. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Relatório Tratase de ressarcimento de créditos da COFINS apurada sob o regime da Lei no. 10.833/03, acumulados ao final do primeiro trimestre de 2008 em virtude da percepção de receitas de atividade exportadora. Após investigação acerca da existência e da extensão do alegado direito creditório, a DRFJoaçaba/SC proferiu despacho decisório por meio do qual reconheceu parcialmente o pleito, baseandose, para tanto, no relatório de ação fiscal de fls. 393/408 onde a fiscalização discorre acerca de irregularidades supostamente praticadas pela interessada na determinação do direito de crédito. Em primeiro lugar, a requerente teria apropriado créditos da exação sobre a aquisição de bens e serviços que não consubstanciariam “insumos”, no sentido que a Lei no. 10.833/03 atribui ao termo, quais sejam: (a) material de embalagem e de etiquetagem – tais como caixas de papelão, filme plástico, bobina encolhível – utilizados no acondicionamento Fl. 744DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 14 3 para transporte dos produtos a que o estabelecimento dá saída; (b) itens aplicados à produção, porém cuja venda proporciona ao respectivo fornecedor receitas tributadas pela exação à alíquota 0%, entre os quais químicos como a metiolina, a lisina e a colina, todos referidos pelo Decreto no. 5.127/04; (c) frete pertinente a serviços de transporte de matériaprima em produtos em elaboração entre unidades do próprio sujeito passivo e entre estabelecimentos seus e os de produtores rurais seus parceiros; e (d) “outros itens”, dentre os quais destaca (i) óleos lubrificantes e (ii) tintas e almofadas para carimbos. Em segundo lugar, a empresa teria incorrido na irregularidade de se creditar do frete pago pelo serviço de transporte de produtos acabados entre seus estabelecimentos e armazéns refrigerados, usufruindo do permissivo constante do artigo 3o, inciso IX, da Lei no. 10.833/03, como se o translado em questão integrasse a própria operação de venda das mercadorias. O ilícito subseqüente estaria no aproveitamento de créditos sobre encargos de depreciação do imobilizado. Deu a fiscalização por insuficientemente demonstrados a natureza do bem e a sua aplicação, a data e o respectivo valor de aquisição, havendo também por injustificadas as taxas de amortização aplicadas pela empresa ao custo de aquisição de suas aves matrizes, em desacordo com o estabelecido na IN SRF no. 162/98 e sem respaldo em laudo técnico. No que se refere ao crédito presumido disciplinado pelo artigo 8o, da Lei no. 10.925/04, a fiscalização assinala o cometimento de duas impropriedades: (i) a primeira, por ocasião do preenchimento do DACON, consistente na vinculação destes direitos às receitas de exportação, o que teria acrescido o montante dos créditos objeto do ressarcimento irregularmente, já que o benefício em cogitação somente seria aproveitável para abatimento da própria contribuição; e (ii) a segunda, decorrente da liquidação do quantum à razão de 60% da alíquota prevista pelo artigo 2o, da Lei no. 10.833/03 em hipóteses em que a alíquota aplicável seria a de 35%. Para finalizar, notou o auditor encarregado da análise que a requerente teria cancelado determinadas notas fiscais de exportação expedidas no período em virtude da rescisão do negócio jurídico ou da devolução das respectivas mercadorias sem que, em contrapartida, tivesse excluído o montante correspondente do cálculo de rateio proporcional com base no qual se determina a porção do crédito passível de compensação ou restituição em pecúnia. Intimada do despacho decisório, a interessada manejou a tempestiva manifestação de inconformidade de fls. 419/416 para sustentar em seu favor que: (i) faz jus aos créditos inadmitidos pela fiscalização, deduzindo com relação a cada gênero, em síntese, o seguinte: (ia) os materiais de embalagem para transporte e as etiquetas, embora indispensáveis à conclusão do processo produtivo, tiveram seus custos excluídos da base de cálculo dos créditos porque a auditoria os examinou sob a perspectiva da legislação aplicável ao IPI, no âmbito do qual, realmente, o acondicionamento para fins de transporte não confere crédito; (ib) faz jus aos créditos sobre a aquisição de químicos tributados à alíquota zero porque, na sua concepção, o direito independe da gradação da imposição a que se tenha sujeitado o fornecedor do insumo; (ic) o transporte de animais vivos, rações, vacinas e medicamentos de suas unidades aos estabelecimentos rurais de seus parceiros integra a etapa produtiva da atividade, na medida em que, por intermédio destas parcerias, o produtor destinatário recebe aves recém nascidas e se encarrega de criálas até que estejam Fl. 745DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 prontas para o abate, quando então são devolvidas à ora recorrente; (id) a aquisição de óleos lubrificantes confere direito ao crédito independentemente da aplicação ao processo produtivo, eis que há previsão expressa nesse sentido no inciso II, do artigo 3o, da Lei no. 10. 833/03; (ie) os dispêndios em que incorre com o transporte do produto acabado até armazéns refrigerados lhe conferem direito ao creditamento em razão de se tratar de etapa preparatória da própria operação de venda; e (if) no que se refere ao imobilizado, entregou à fiscalização memória de cálculo suficiente à comprovação do direito ao crédito sobre os respectivos encargos e, relativamente às aves matrizes, esclareceu utilizar taxa de amortização que acompanha os índices de fecundidade dos animais ao longo da sua vida, o que seria admissível pelo artigo 314 do RIR/99; e (ii) os créditos presumidos outorgados pela Lei no. 10.925/04 são, sim, passíveis de ressarcimento ou compensação, quando se acumulem na apuração do PIS e da COFINS não cumulativos. Reafirmando os fundamentos do relatório que deu amparo ao despacho decisório, a DRJFlorianópolis/SC negou provimento à manifestação de inconformidade por meio do v. acórdão de fls. 477/501, o que deu ensejo à interposição do recurso voluntário ora em julgamento, cujo conteúdo, além de reproduzir as razões do inconformismo inicial, acrescenta o seguinte (fls. 592/640): (a) as embalagens e as etiquetas sobre as quais apropriou créditos da COFINS não são destinadas apenas para o transporte do produto, na medida em que, além de conterem a impressão da logomarca da empresa, são concebidas de forma a preservar a qualidade e a aptidão dos produtos para consumo humano; (b) os produtos químicos que a fiscalização inadmitiu para o creditamento constituem insumos da sua atividade produtiva e, além disso, não estão sujeitos à tributação pela COFINS à alíquota 0%, conforme evidenciariam documentos trazidos aos autos; (c) as tintas e as almofadas para carimbos são utilizadas pela empresa na impressão da data de validade dos produtos que industrializa e, sendo assim, estão diretamente associadas à atividade produtiva; do mesmo modo, os óleos lubrificantes cujo creditamento não foi admitido são empregados para engraxar máquinas e equipamentos do processo industrial, conforme demonstrariam fichas técnicas juntadas; e, finalmente, (d) o crédito presumido a que tem direito por força do artigo 8o, da Lei no. 10. 925/04 deve ser determinado, sim, à razão de 60% da alíquota prevista no artigo 2o, da Lei no. 10. 833/03, e não, como quer a fiscalização, na proporção de apenas 35% dela. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz Recurso voluntário tempestivo e bem preparado, razão pela qual dele tomo conhecimento. Fl. 746DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 15 5 Dos fundamentos em que a DRF de origem se apegou para reconhecer apenas em parte o crédito reivindicado nestes autos, a manifestação de inconformidade deixou de controverter três. Não se insurgiu contra a retificação, para baixo, das receitas de exportação do período, dada a acusação fiscal de que notas fiscais de operações com o exterior teriam sido canceladas sem o correspondente ajuste no cálculo do rateio proporcional de que depende a determinação do crédito passível de ressarcimento. Também não se insurgiu contra a glosa de parte do crédito presumido que apropriara com base no artigo 8o, da Lei no. 10. 925/04, em virtude de a auditoria ter lhe reconhecido o direito à razão de apenas 35% da alíquota prevista no artigo 2o, da Lei no. 10. 833/03 e não a 60% como procedera a pessoa jurídica. Por fim, nada disse quanto à inadmissão do crédito que apropriara sobre a aquisição de tintas e almofadas para carimbos. É verdade que, no recurso voluntário de fls. 592/640, a requerente expressamente controverte estes dois últimos temas. Mas é verdade também que, dada a omissão da manifestação de inconformidade, as matérias já se encontravam preclusas na ocasião. Como, a teor do artigo 17, do Decreto no. 70.235/72, consideramse não impugnadas as matérias não expressamente controvertidas pelo interessado, os dois ajustes acima são definitivos e, portanto, fogem aos limites do cognoscível neste feito. Dito isso, permanecem em pauta (i) a dinâmica da não cumulatividade instituída pelas Leis nos. 10.637/02 e 10.833/03 e, em especial, as categorias de despesa, encargos e custos sobre os quais o sujeito passivo do PIS e da COFINS tem permissão para apurar direitos de crédito. Nesta análise, interessa particularmente o inciso II, do artigo 3o destes dois diplomas, de acordo com o qual cabe o creditamento sobre o montante de “bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes”. Toda divergência que o dispositivo provoca decorre da extinção do direito de crédito nele assegurado, o que passa pela demarcação do que seja “insumo” para fins da não cumulatividade nestas duas exações. Sua compreensão a respeito o Fisco não tardou em divulgar por meio da IN SRF no. 404/04, adaptando, para o âmbito da COFINS, conceito que construiu e consagrou na sistemática de apuração do IPI. Vejase: “Art. 8o (...). §4o Para os efeitos da alínea ‘b’ do inciso I do caput, entendese como insumos: I – utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto;” Fl. 747DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 6 Embora respeite a orientação, partilho de orientação diversa a respeito da abrangência do conceito insculpido no inciso II, do artigo 3o, das Leis no. 10.637/02 e 10.833/03. Observo, em primeiro lugar, que quando da promulgação dos diplomas legais em questão, a Constituição Federal não impunha a não cumulatividade em se tratando das contribuições arrecadadas para a Seguridade Social. Daí não defluia, todavia, estivesse o legislador infraconstitucional impedido de disciplinála no âmbito da contribuição ao PIS e da COFINS. Significava, tão somente, que a adoção e o regramento da técnica permaneciam na esfera de discricionariedade do legislador ordinário. Foi o que possibilitou a implementação, primeiramente no PIS e, depois, na COFINS, de uma não cumulatividade, digamos, “imprópria”. Imprópria por cotejar, de um lado, base de cálculo composta pela totalidade das receitas da pessoa jurídica e, de outro, não admitir senão determinadas deduções, definidas em lista taxativa. Imprópria também porque o direito de crédito garantido não corresponde, sempre e necessariamente, aos valores de PIS e de COFINS efetivamente devidos na incidência anterior. Aliás, dada a especificidade da hipótese de incidência das duas contribuições, é até mesmo inadequado falar, aqui, num sentido convencional de não cumulatividade. É que, enquanto o ICMS e o IPI – impostos em que a técnica encontra máxima aplicação – têm por hipótese de incidência operações sucessivas de uma mesma cadeia produtiva ou mercantil, o PIS e a COFINS gravam fato jurídico, a receita, cuja ocorrência é independente de acontecimentos anteriores ou posteriores. Quem chamou à atenção para a diferença foi Ricardo Mariz de Oliveira: “Realmente, a COFINS e a contribuição ao PIS, que são tributos cujas hipóteses de incidência são a receita ou o faturamento, a rigor sequer têm incidência multifásica, pois são devidos sempre que houver receita (de faturamento ou não), a qual se constitui em um substrato específico e isolado de qualquer outro fenômeno jurídico ou econômico.” Por isso, dirá o autor, “diferentemente de outros tributos, as duas contribuições podem incidir sobre as receitas de sucessivos faturamentos de uma mesma mercadoria, ou sobre as receitas de sucessivas alienações de um mesmo bem imóvel, ou sobre as receitas de sucessivas prestações de serviços para obtenção de um bem imaterial mais completo, ou sobre sucessivas receitas de alugueres mensais de um mesmo bem, e em muitas outras situações. Mesmo neste caso – adverte – as duas contribuições não são juridicamente plurifásicas, eis que tomam por substrato cada fato isolado e de per si, isto é, cada fato de ser auferida uma receita (Aspectos relacionados à “não cumulatividade” da COFINS e da Contribuição ao PIS. PISCOFINS: questões atuais e polêmicas. São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 27). Já nos casos de IPI e de ICMS, como suas hipóteses de incidência estão associadas à circulação econômica da coisa, o direito de crédito que realiza a não cumulatividade resulta do ingresso desta e, eventualmente, de outras que interagem fisicamente entre si para, transformadas, se submeterem a uma nova incidência na etapa subseqüente da cadeia. É por isso mesmo que, no contexto destes dois impostos, apenas os insumos agregados ao produto em fabricação ou que se desgastam em contato direto com ele – designadamente, as matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem – proporcionam direito de crédito ao contribuinte. E o importante: em ambas as exações, a limitação resulta não apenas da coerência intrínseca da espécie, mas, com maior relevo, de Fl. 748DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 16 7 prescrição normativa expressa. No caso do IPI, refirome ao artigo 226, inciso I, do atual Decreto no. 7.212/10. Na disciplina das Leis no. 10.637/02 e 10.833/03 não se encontra, todavia, restrição semelhante, assim como não há comando no sentido da aplicação subsidiária, na matéria, de conceitos ditados pela legislação do IPI. Esta a razão pela qual, a meu sentir, inexiste fundamentação de hierarquia legal a amparar as limitações prescritas pelas Ins SRF nos. 247/02 e 404/04. Nesse sentido, voto do Conselheiro Júlio César Alves Ramos, ao ensejo do julgamento do processo no. 13974.000199/200361: “Destarte, aplicada a legislação do IPI ao caso concreto, tudo o que restaria seria a confirmação da decisão recorrida. Isso a meu ver, porém, não basta. É que, definitivamente, não considero que se deva adotar o conceito de industrialização aplicável ao IPI, assim como tampouco considero assimilável a restritiva noção de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem lá prevista para o estabelecimento do conceito de ‘insumos’ aqui referido. A primeira e mais óbvia razão está na completa ausência de remissão àquela legislação na Lei no. 10.637. Em segundo lugar, ao usar a expressão ‘insumos’, claramente estava o legislador do PIS ampliando aquele conceito, tanto que aí incluiu ‘serviços’, de nenhum modo enquadráveis como matérias primas, produtos intermediários ou material de embalagem.” Daí a conclusão de Mariz de Oliveira, para quem, no âmbito da contribuição ao PIS e da COFINS, “constituemse em insumos para a produção de bens ou serviços não apenas as matérias primas, os produtos intermediários, os materiais de embalagem e outros bens quando sofram alteração, mas todos os custos diretos e indiretos de produção, e até mesmo despesas que não sejam registradas contabilmente a débito do custo, mas que contribuam para a produção (ob. cit., p. 47). Esse entendimento encontra justificação normativa no conceito de “custo por absorção”, com base no qual a legislação do imposto de renda determina a apuração dos custos da atividade produtiva, para fins de apuração do resultado tributável. De acordo com o princípio, enunciado pelo artigo 13, do Decretolei no. 1.598/77 e reproduzido no artigo 290 do atual RIR (Decreto no. 3.000/99), o custo do estoque de produtos acabados e em processo de industrialização deve corresponder a “todos os custos diretos (material, mãodeobra e outros) e indiretos (gastos gerais de fabricação) necessários para colocar o item em condições de venda” (IUDÍCIBUS, Sérgio. MARTINS, Eliseu. GELBCKE, Ernesto. Manual de contabilidade das sociedade por ações (aplicável às demais sociedades).Atlas, 7a ed., p. 115). Leiase o dispositivo: “Art. 290. O custo de produção dos bens ou serviços vendidos compreenderá: I – o custo de aquisição de matérias primas e quaisquer outros bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção, observado o disposto no artigo anterior; Fl. 749DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 8 II – o custo do pessoal aplicado na produção, inclusive de supervisão direta, manutenção e guarda das instalações de produção; III – os custos de locação, manutenção e reparo e os encargos de depreciação dos bens aplicados na produção; IV – os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção; V – os encargos de exaustão dos recursos naturais utilizados na produção.” No conceito, portanto, estão incluídos, sem prejuízo de outros itens, (i) o custo de aquisição dos materiais envolvidos na produção, (ii) o custo de mãodeobra direta, compreendendo a remuneração do pessoal vinculado à produção e os respectivos encargos sociais e previdenciários, e (iii) os gastos gerais de fabricação, também chamados de custos indiretos, entre os quais inspeção, manutenção, almoxarifado, supervisão, depreciação, energia, seguros etc. Além dos insumos da produção, as Leis nos. 10.637/02 e 10.833/03, garantem ao sujeito passivo do PIS e da COFINS a apropriação de créditos sobre uma série de outros custos, despesas e encargos listados no artigo 3o de cada uma delas, entre os quais o preço pago por bens adquiridos para revenda (inciso I), o custo de energia elétrica e de energia térmica consumidos pela pessoa jurídica (inciso III), o valor dos aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa (inciso IV), o valor das contraprestações de arrendamento mercantil (inciso V), a depreciação de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao imobilizado para utilização na produção (inciso VI), a depreciação de edificações utilizadas pela empresa (VII), entre outras. Daí porque, incorrendo em tal sorte de dispêndios perante pessoas jurídicas domiciliadas no País, o contribuinte tem, em princípio, direito ao creditamento. Nesse contexto, penso que assiste razão ao inconformismo dirigido pela recorrente contra a glosa dos créditos de que se apropriou sobre o custo de aquisição de embalagens e etiquetas, aos olhos da fiscalização destinadas apenas ao transporte dos produtos. Dada a natureza das mercadorias a cuja fabricação a empresa se dedica – alimentos congelados para consumo humano – pareceme irrecusável reconhecer que as embalagens em questão, mesmo constituindo invólucro externo para acondicionamento de embalagens menores, cumprem função relevante na conservação da qualidade do produto, no que se refere seja à sua higiene, seja à temperatura com que deve ser mantido. Isso significa que o acondicionamento do produto nestes recipientes externos é ainda etapa do próprio ciclo produtivo da atividade desempenhada pela recorrente, na medida em que a preservação das propriedades do alimento constitui utilidade adicional e complementar à mera função de transporte do conteúdo. Daí porque, a meu ver, o dispêndio permite o creditamento por força do inciso II, do artigo 3o, da Lei no. 10.833/03. Semelhante deve ser a conclusão no que respeita aos fretes custeados pela recorrente para realizar o transporte de insumos da sua atividade entre unidades da própria pessoa jurídica e, particularmente, entre estabelecimentos seus e o de seus parceiros rurais. O contrato de fls. 676/683 juntado com o recurso voluntário evidencia a existência de parcerias rurais entre a ora recorrente e terceiros, por meio das quais compete à primeira fornecer aos últimos pintos de um dia de vida, vacinas, medicamentos, rações adequadas às diversas faixas Fl. 750DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 17 9 etárias das aves em criação etc., enquanto a estes cabe a criação dos animais até a fase de abate, incluindo a disponibilização das instalações de suas granjas. O frete de que ora se cuida é aquele em que a recorrente incorre justamente para transportar a matéria prima e os demais insumos acima desde seus próprios estabelecimentos até as granjas onde a criação se realiza. Como se vê, é serviço material e temporalmente envolvido com a etapa produtiva da atividade que, a meu sentir, satisfaz plenamente o necessário a que se lhe reconheça a condição de insumo, para fins da não cumulatividade do PIS e da COFINS. Aliás, na sistemática da nãocumulatividade do PIS e da COFINS, os dispêndios da pessoa jurídica com a contratação de frete pode se situar em três diferentes posições: (a) se na operação de venda, constituirá hipótese específica de creditamento, referida pelo art. 3o, inciso IX; (b) se associado à compra de matériasprimas, materiais de embalagem ou produtos intermediários, integrará o custo de aquisição e, por este motivo, dará direito de crédito em razão do previsto no artigo 3o, inciso I; e (c) finalmente, se respeitar ao trânsito de produtos inacabados entre unidades fabris do próprio contribuinte ou destas para estabelecimentos de terceiros, será catalogável como custo de produção (RIR, art. 290) e, portanto, como insumo para os fins do inciso II do mesmo artigo 3o. Eis os motivos pelos quais deve prosperar o recurso também nesta parte. A recorrente teve glosados também créditos que apropriou sobre o custo de aquisição de óleos lubrificantes, ao fundamento de que não teria sido comprovado à auditoria a sua aplicação ao processo produtivo. Na manifestação de inconformidade, a recorrente se insurgiu contra o despacho decisório sustentando que, por se tratar de custo ao qual o inciso II, do artigo 3o, da Lei no. 10.833/03 expressamente se refere, seria inexigível que o contribuinte comprovasse empregar o produto na atividade produtiva. Depois, no recurso voluntário, trilhou argumento distinto, trazendo aos autos cópias das fichas técnicas dos supostos lubrificantes – Shell Aeroshell Grease 7 e Móbil Gargoyle Artic Serie SHC 200 – a fim de demonstrar, no primeiro caso, se tratar de graxa de uso aeronáutico, própria para lubrificação de engrenagens pesadas e, no segundo, de lubrificante específico para compressores frigoríficos (fls. 671 e 673). Sucede que pelos documentos constantes dos autos, não é possível ao julgador conferir se, de fato, os lubrificantes a que se refere a recorrente no seu voluntário – cuja aplicação parece, de fato, restrita à atividade industrial – são realmente aqueles que originaram os direitos de crédito glosados pela fiscalização. Limitase a interessada, a quem toca o ônus da prova a respeito, a produzir a juntada das já referidas fichas técnicas, sem, contudo, comprovar sequer têlos adquirido no período objeto do pedido de ressarcimento. Aliás, das planilhas anexas ao TVF de fls. 409, inferese o contrário. Ali, o auditor responsável pela análise do pleito relaciona as aquisições por ele havidas como não geradoras do direito de crédito e, entre elas, lista em duas ocasiões os óleos lubrificantes, em 21.01.2008 e em 18.02.2008. Embora a descrição da natureza do produto adquirido seja bastante sintética (“óleo ipir ipitur aw 46 20l”), em ambos os casos temse a impressão de que não se tratava de nenhuma das espécies de lubrificantes a que alude o recurso voluntário. Novamente, como aqui o ônus da prova é atribuído ao sujeito passivo autor do pedido de ressarcimento, a glosa deve subsistir à impossibilidade de convencimento em sentido contrário. A glosa subseqüente diz respeito aos créditos de que a recorrente se aproveitou sobre o valor (i) de fretes pagos pelo transporte de produtos acabados entre seus Fl. 751DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 10 estabelecimentos e armazéns frigoríficos, além (ii) das próprias despesas de armazenagem nestes locais, até que as mercadorias saíssem para entrega aos respectivos adquirentes. Sustentando se tratar de transporte e estocagem pertinentes à própria operação de venda, a recorrente se diz autorizada pelo artigo 3o, inciso IX, da Lei no. 10.833/03. Nada se pode objetar, a meu ver, quanto aos dispêndios incorridos pela recorrente com a armazenagem de produtos acabados porque, neste particular, a norma que dá fundamento ao direito de crédito não distingue entre o armazenamento de matériasprimas, de produtos em fabricação ou de artigos já prontos para comercialização. De acordo com o enunciado, o contribuinte tem permissão para se creditar da “armazenagem de mercadoria”. E “mercadoria” é termo que qualifica os bens vocacionados à mercancia, ao comércio, característica esta pertinente aos próprios insumos do processo produtivo mas, também, aos produtos dele resultantes. Daí porque, nessa linha de raciocínio, o recurso há de prosperar nesta parte, para que seja revertida a glosa a que procedeu a origem, com relação às despesas de armazenagem incorridas pela recorrente. Solução diversa clama, porém, o debate sobre os serviços de transporte contratados pela interessada para o deslocamento dos tais produtos acabados entre o seu estabelecimento e os armazéns frigoríficos onde são estocados até a consumação da venda. É que, aqui, o enunciado prescritivo limita o direito ao valor do “frete na operação de venda”. Refere à despesa em que o contribuinte vendedor incorre para desincumbirse da obrigação de entregar o produto no destino avençado com o comprador. Aqui, todavia, não é disso que se trata. Pretende a recorrente incutir na base de cálculo do direito de crédito o valor pago pelo frete de produtos acabados entre sua planta produtiva e os frigoríficos onde ficam estocados até que a venda seja contratada. Não estamos falando do transporte para a efetivação da entrega – situação que se subsumirseia ao inciso IX, do artigo 3o, da Lei no 10.833/03 – mas de uma etapa anterior que com esta não se confunde. Por outro lado, como o serviço de transporte sucede cronologicamente a produção, também não vejo como qualificálo como custo e, portanto, como insumo da atividade produtiva. Daí porque a glosa em questão deve subsistir. O tema subseqüente respeita à apropriação de créditos sobre a depreciação de bens integrantes do ativo imobilizado da recorrente. A DRF encarregada da análise do pedido concluiu pela insubsistência do direito porque, em primeiro lugar, a interessada não lhe fornecera seja a memória dos cálculos correspectivos, a partir da qual tivesse acesso à descrição do bem depreciado, do correspondente valor e data de aquisição, seja os documentos comprobatórios da compra e venda; e em segundo lugar, no que se refere especificamente à amortização das aves matrizes, porque, além de não documentada a aquisição, a taxa de depreciação aplicada excedia, sem embasamento em laudo técnico, aquela prevista pela IN SRF no 162/98. Na manifestação de inconformidade, a ora recorrente anexou a memória de cálculo contendo as informações reivindicadas pela fiscalização (fls. 417). Com relação à taxa de amortização das aves matrizes, a empresa sustentou aplicálas proporcionalmente à taxa de fecundidade dos animais, a qual é variável no tempo em função da respectiva faixa etária, procedimento este que estaria autorizado pelo artigo 314 do RIR/99. Embora útil e relevante, a memória de cálculo não tem valor probatório e, portanto, não substitui a exibição dos documentos pertinentes às respectivas aquisições. Para fruir o direito ao ressarcimento seria preciso que a recorrente houvesse documentado a Fl. 752DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 18 11 aquisição dos bens sobre os quais apropriou as despesas de depreciação, a fim de que os dados constantes da memória de cálculo – em especial, o preço e a data da compra e venda – fossem aferidos. Tratandose, uma vez mais, de fato cuja demonstração constitui ônus do requerente, o recurso não pode prosperar neste capítulo. Discutese, na seqüência, acerca do direito de crédito sobre insumos químicos adquiridos pela ora recorrente para o preparo de rações. O órgão de origem justificou a glosa sob o argumento de que a receita de comercialização dos itens em questão – “metionina”, “lisina” e “colina” – estaria sujeita à tributação à alíquota 0% por meio da COFINS e da contribuição ao PIS, conforme Decreto no 5.127/04. Incidiria na hipótese, portanto, o artigo 3o, §2o, da Lei no 10.833/03, de acordo com o qual não dá direito a crédito o preço pago pela aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição. Inicialmente, a recorrente controverteu a matéria sustentando apenas que a intensidade com que o fornecedor do insumo é tributado não subordinaria seu direito ao creditamento, argumento este que a DRJ/FNS houve por bem rechaçar. No recurso voluntário, porém, a recorrente trilha caminho diverso. Sustenta, agora, que nenhuma das substâncias químicas em questão estaria referida nos anexos ao Decreto no 6.426/08 (ou nos anexos ao Decreto 5.821/04, que o antecedeu), donde conclui se submeterem todas elas à alíquotas positivas no regime nãocumulativo de apuração do PIS e da COFINS. Em primeiro lugar, argumenta que não adquire a “metionina” listada no item 1.444 do “Anexo I” do Decreto no 6.426/08 e, sim, o químico comercialmente designado por “ALIMET”, cuja fórmula “acido2 hidroxi4 metiltio butanóico” o classificaria na NCM sob a posição 2930.90.34, não beneficiada pela alíquota 0%. Para comproválo, todavia, a recorrente se restringe a anexar aos autos declaração escrita prestada por um dos fornecedores do insumo, na qual o declarante afirma que a respectiva receita de venda se submeteria à alíquota positiva da exação. A recorrente não se desincumbiu, entretanto, do ônus de demonstrar que as aquisições sobre as quais recaíram as glosas em debate eram, de fato, do insumo que alega não se sujeitar à incidência. Noutras palavras, a recorrente foi incapaz de comprovar que o crédito fora por ela calculado sobre aquisições de “ALIMET” e não da “metionina” a que se refere o mencionado item 1.444, do Anexo I, do Decreto no 6.426/08. E esta prova se fazia indispensável ao provimento do recurso, na medida em que as planilhas acostadas pela origem ao Termo de Verificação Fiscal reportamse a notas fiscais em que o insumo estaria descrito como se fora, realmente, a substância favorecida pela não tributação. Nesse sentido, vejase as notas fiscais a que a fiscalização se refere às fls. 409/410. Fenômeno análogo se passa com a aquisição de “colina”. Fiandose nas notas fiscais listadas às fls. 409/410 – entre as quais as NFs nos 1295 e 1550, emitidas por Foothills Ind. e Com. Ltda., nas quais o insumo é descrito sinteticamente como “colina” – a fiscalização depreendeu se tratar da substância a que se refere o item 782, do Anexo I, ao Decreto no 6.426/08. O recurso voluntário controverte a glosa ao argumento de que, em verdade, se trataria de aquisição de substância não classificada no Capítulo 29 da NCM, o “cloreto de colina” a 75%. E traz aos autos, para corroborar a tese, trecho da Decisão COANA no 15, ao ensejo da qual o órgão diz se tratar de produto classificado na posição 2309.90.90 da TEC e, nesse sentido, item cuja comercialização não se sujeitaria à alíquota 0% de PIS e de COFINS. Mais uma vez, a prova é insuficiente ao provimento do recurso, na medida em que os autos não Fl. 753DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 12 demonstram com a necessária segurança que a substância química objeto das aquisições seja realmente esta cuja posição na NCM é a 2309.90.90. Já a aquisição de “lisina” merece a meu ver tratamento diferente. Neste caso, não se discute acerca das qualidades do insumo sobre o qual a recorrente apropriou o crédito: a recorrente o descreve tal qual o próprio Termo de Verificação Fiscal de fls. 393/408. O relevante, a respeito, é que o Anexo I ao Decreto no 5.821/06 vigente à época dos fatos considerados realmente não o relacionava dentre aqueles favorecidos pela sujeição à alíquota 0% da COFINS e da contribuição ao PIS, conclusão esta, aliás, que é corroborada pela declaração prestada pelo respectivo fornecedor (fls. 666). Nesta parte, pois, o recurso voluntário deve ser provido. O último tema a requerer enfrentamento diz com o crédito presumido outorgado pelo artigo 8o da Lei no. 10.925/04 às empresas do segmento em que atua a ora recorrente, a agroindústria. Neste particular, sustenta a interessada seu direito ao ressarcimento do crédito presumido remanescente ao abatimento do PIS e da COFINS por ela devidos. É que o saldo trimestral objeto do pedido em análise compõese, em parte, do crédito presumido a que a recorrente tem direito, na condição de adquirente de gêneros agrícolas. Neste particular, porém, o apelo não prospera. Este órgão administrativo de julgamento tem posição majoritária no sentido de que o crédito presumido do artigo 8o, da Lei no. 10.925/04 tem aplicação restrita para dedução das contribuições incidentes sobre as receitas da agroindústria no mesmo período em que se derem as aquisições, de forma que não haveria direito ao aproveitamento do benefício em períodos subseqüentes ou, ainda, ao ressarcimento e à compensação. Neste sentido, faço referência ao voto do Conselheiro Luiz Roberto Domingo no acórdão no. 310101.185: “É de notarse que o crédito presumido foi destinado, exclusivamente, à dedução do valor devido, de modo que, não havendo contribuição a pagar, inexiste o direito de manutenção desse crédito, ou seja, no procedimento de apuração do PIS e da COFINS, acima explicitado, o direito ao crédito presumido de PIS e de COFINS exsurge após a compensação de créditos (apurados a partir das despesas) e de débitos (apurados a partir das receitas), para que, restando saldo a pagar, seja deduzido o crédito presumido da contribuição devida. Nesse contexto é que está o enunciado prescritivo do art. 8o, §2o, da Lei no. 10925/2004, que estabelece limites no aproveitamento do crédito: ‘Art. 8o (...) (...) §2o. O direito ao crédito presumido de que tratam o caput e o §1o deste artigo só se aplica aos bens adquiridos ou recebidos, no mesmo período de apuração, de pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no País, observado o disposto no §4o do art. 3o das Leis nos. 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003.’ Fl. 754DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10925.003093/200901 Acórdão n.º 3403002.509 S3C4T3 Fl. 19 13 Ao estabelecer que o crédito presumido só se aplica aos bens adquiridos ou recebidos, no mesmo período de apuração, a interpretação que se extrai do enunciado prescritivo é de ser impossível a utilização do crédito presumido de outro período ou em outro período, de modo que esse benefício não é passível de ser acumulado para formação do saldo credor e, consequentemente, não é passível de ressarcimento.” Com essas considerações, voto pelo provimento parcial do recurso voluntário, a fim de reconhecer à recorrente o direito ao creditamento sobre (i) a aquisição de embalagens e etiquetas empregadas no transporte dos produtos acabados, (ii) o custo incorrido com o frete de insumos e produtos inacabados entre unidades do próprio sujeito passivo ou entre seus estabelecimentos e os de seus parceiros rurais, (iii) as despesas de armazenamento de produtos acabados, e, finalmente, (iv) o custo de aquisição do químico “lisina”. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 755DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 26/10/20 13 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 23/10/2013 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
score : 1.0
Numero do processo: 10875.908137/2009-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003
ALEGAÇÕES E PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. NOVAÇÃO. PRECLUSÃO.
Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
REPERCUSSÃO GERAL. NECESSIDADE DE PRESENÇA DO TEMA NOS AUTOS. NÃO APLICAÇÃO.
Inexistindo prova de que o tema passível de aplicação de repercussão geral esteja presente nos autos, há que se negar a sua aplicação.
Numero da decisão: 3803-004.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
[assinado digitalmente]
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ALEGAÇÕES E PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. NOVAÇÃO. PRECLUSÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. REPERCUSSÃO GERAL. NECESSIDADE DE PRESENÇA DO TEMA NOS AUTOS. NÃO APLICAÇÃO. Inexistindo prova de que o tema passível de aplicação de repercussão geral esteja presente nos autos, há que se negar a sua aplicação.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10875.908137/2009-15
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298242
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.461
nome_arquivo_s : Decisao_10875908137200915.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10875908137200915_5298242.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Corintho Oliveira Machado - Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5108840
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175504924672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 10 1 9 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10875.908137/200915 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.461 – 3ª Turma Especial Sessão de 21 de agosto de 2013 Matéria PER/DCOMP Recorrente TRANSPORTADORA BELMOK LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 ALEGAÇÕES E PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. NOVAÇÃO. PRECLUSÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. REPERCUSSÃO GERAL. NECESSIDADE DE PRESENÇA DO TEMA NOS AUTOS. NÃO APLICAÇÃO. Inexistindo prova de que o tema passível de aplicação de repercussão geral esteja presente nos autos, há que se negar a sua aplicação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Corintho Oliveira Machado Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 81 37 /2 00 9- 15 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 07/ 10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de PER/DCOMP que buscou compensar créditos alegadamente pagos indevidamente ou a maior de COFINS de período de apuração janeiro de 2003, com débitos de PIS/Pasep e COFINS de competência março de 2007 no valor total de R$ 70.889,69. Através de Despacho Decisório Eletrônico a DRF em Guarulhos/SP não homologou a compensação requerida, sob o argumento de que localizou o pagamento indicado mas que o mesmo foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (Fls. 59 e 60), alegando que: Do darf localizado no valor originário de R$ 98.656,88 (página 3), foi detectado um pagamento indevido ou a maior de R$ 43.425,33, que corrigido pela taxa Selic acumulada (66,41%) no per/dcomp recibo 3686006853, de 20/04/2007, importou em R$ 70.889,69 (página 2). Referido crédito, foi compensado com os débitos de Pis, period° de apuraçãomar/2007, vencimento 20/04/2007 e Cofins, período de apuração mar/2007,vencimento 20/04/2007 (página 5). Desta forma, do darf identificado pela Inconformada e localizado pela RFB, foi destacado o pagamento indevido ou a maior de R$ 20.198,20, que após corrigido ficou apto a compensar os débitos de Pis e Cofins na forma como realizado. 0 procedimento da Inconformada portanto, foi realizado dentro da mais estrita legalidade. Ao final requer a homologação de sua compensação. A DRJ/CPS julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada ementando como se segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/01/2003 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem Fl. 128DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 07/ 10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10875.908137/200915 Acórdão n.º 3803004.461 S3TE03 Fl. 11 3 do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. 0 reconhecimento do direito credit6rio aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente a legislação tributária, o direito credit6rio não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, protocolou Recurso Voluntário (Fls. 85 a 103) a esta turma julgadora, discorrendo longamente sobre o seu direito, em especial no que se refere a i) alargamento indevido da base de cálculo do PIS/COFINS por extravasamento do conceito de "faturamento, ii) Exclusão da base de cálculo do PIS/COFINS ou crédito decorrente do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis e iii) exclusão da incidência do PIS/COFINS das parcelas de ICMS e ISS. Conclui pela insubsistência da decisão recorrida e reconhecimento do direito creditório postulado. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, porem dele não tomarei conhecimento como veremos a seguir. Como atesta o relatório, o contribuinte busca ter reconhecido seu direito creditório proveniente de alegado pagamento a maior de COFINS do mês de janeiro de 2003 e conseqüente homologação do seu pedido de compensação no valor total de R$ 70.889,69. Em sua Manifestação de Inconformidade (Fls.59/60), percebese que o recorrente defendese de forma genérica, não trazendo as razões de fato e de direito, que, especificamente, justificasse a existência do crédito pretendido decorrente da redução da base de cálculo da contribuição da COFINS do período de janeiro de 2003. Não identificamos nos autos qualquer prova, quer seja escrita fiscal, escrita contabil ou qualquer outra que aponte, minimamente que seja, para os argumentos trazidos em sua defesa no Recurso Voluntário, uma vez que na Manifestação de Conformidade nada apresentou em sua defesa. Os argumentos trazidos em Recurso Voluntário, quais sejam, do alargamento indevido da base de cálculo do PIS/COFINS por extravasamento do conceito de "faturamento, da exclusão da base de cálculo do PIS/COFINS ou crédito decorrente do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis e, ainda, Fl. 129DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 07/ 10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 exclusão da incidência do PIS/COFINS das parcelas de ICMS e ISS, não foram apreciados pela turma da DRJ de origem por não terem sido objeto da Manifestação de Conformidade. O Decreto nº 70.235/72 em seus art. 15 e 161 estabelece que o momento processual para a apresentação dos motivos de fato, de direito e a prova documental é a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, excetua as hipóteses elencadas no § 4o do artigo 16 do mesmo Decreto. Apesar do contribuinte ter elaborado fortes argumentos jurídicos em favor das teses defendidas no recurso ora apreciado, esta turma não pode se pronunciar sobre estes argumentos, pois, assim fazendo, estaria incorrendo na supressão da primeira instância de julgamento, ainda mais que, mesmo nesta fase processual, nenhuma prova carreou aos autos que possa indicar a ocorrência de qualquer das questões de direito que defende em seu recurso. Assim, não se conhece acerca dos argumentos trazidos apenas em sede de recurso voluntário, pois não estão albergados pelas hipóteses de exceções previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto 70.235/72. Entendemos que o Recurso Voluntário é interposto contra o acórdão que negou a existência do crédito, assim, a matéria que não foi objeto de análise e, consequentemente, da decisão exarada no acórdão recorrido, não pode ser conhecida no Recurso Voluntário. Quanto ao tema exclusão da incidência do PIS/COFINS das parcelas de ICMS e ISS, ventilados no Recurso Voluntário, é bem verdade que este tema encontrase em discussão no STF no. RE 606107 com indicação de repercussão geral, o que, em tese, nos levaria a sobrestar este processo até que decisão definitiva de mérito fosse proferida por aquela 1 Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá las. § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 07/ 10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10875.908137/200915 Acórdão n.º 3803004.461 S3TE03 Fl. 12 5 corte, por força do artigo 543A do CPC, contudo, para que este instituto processual fosse aplicado é indispensável a absoluta certeza de que o tema efetivamente faz parte da controvérsia travada nos autos, o que não ocorre neste processo, como dito anteriormente, a matéria veio tão somente em Recurso Voluntário e sem nenhuma prova de que tenha relação com os fatos sobre os quais se controverte a recorrente, assim, deixamos de aplicar a repercussão geral, mesmo porque ao não conhecer do recurso esta matéria também foi fulminada pelo não conhecimento. Pelo exposto voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário e não aplicar o instituto da repercussão geral. É como voto. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 07/ 10/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10735.901714/2010-86
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.244
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela contribuinte.Por maioria de votos, no mérito, converter o julgamento na realização de diligências. Vencidas as Conselheiras Ana de Barros Fernandes (Relatora) e Carmen Ferreira Saraiva, que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Cláudio Otávio Melchíades Xavier. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes- Presidente e Relatora
(assinado digitalmente)
Cláudio Otávio Melchíades Xavier- Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10735.901714/2010-86
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287993
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-000.244
nome_arquivo_s : Decisao_10735901714201086.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANA DE BARROS FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 10735901714201086_5287993.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela contribuinte.Por maioria de votos, no mérito, converter o julgamento na realização de diligências. Vencidas as Conselheiras Ana de Barros Fernandes (Relatora) e Carmen Ferreira Saraiva, que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Cláudio Otávio Melchíades Xavier. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes- Presidente e Relatora (assinado digitalmente) Cláudio Otávio Melchíades Xavier- Redator Designado Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5046896
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175510167552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1937; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.901714/201086 Recurso nº Embargos Resolução nº 1801000.244 – 1ª Turma Especial Data 10 de julho de 2013 Assunto Solicitação de diligências Embargante PERSONAL SERVICE RECURSOS HUMANOS E ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA Interessado PRIMEIRA TURMA ESPECIAL/1ª SEÇÃO/CARF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração interpostos pela contribuinte.Por maioria de votos, no mérito, converter o julgamento na realização de diligências. Vencidas as Conselheiras Ana de Barros Fernandes (Relatora) e Carmen Ferreira Saraiva, que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Cláudio Otávio Melchíades Xavier. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora (assinado digitalmente) Cláudio Otávio Melchíades Xavier Redator Designado Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A empresa interpôs Embargos de Declaração porque não pode acompanhar o julgamento do litígio administrativo em decorrência de erro de informação do sítio do Carf, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 35 .9 01 71 4/ 20 10 -8 6 Fl. 407DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 3 2 com relação à Turma em que se realizaria a sessão pertinente. Houve ainda a alegação de que a ConselheiraRelatora não poderia ter proferido o voto nesta Primeira Turma Especial porque está vinculada à Primeira Câmara e não à Terceira Câmara, à qual vinculase este colegiado, hierarquicamente. Aproveito o relatório e voto do acórdão embargado, os quais adoto integralmente, para historiar os fatos inerentes à lide administrativa. “A ora Recorrente apresentou Declarações de Compensação 1054.02326.130106.1.3.021251,41987.26576.100206.1.3.02493,1004.19852.231006.1. 7.021667,02200.62646.010609.1.7.026895 e 04597.42401.101106.1.3.026239 por meio do qual compensou crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ referente ao 2° trimestre de 2005, com débitos nele declarados. O Despacho Decisório n° 869630983 emitido em 03/08/2010 pela DRF Nova Iguaçu/RJ, homologou parcialmente a compensação declarada no PER/DCOMP, 02200.62646.010609.1.7.026895 e não homologou a compensação declarada no PER/DCOMP 04597.42401.101106.1.3.026239, pois o crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pela Recorrente, conforme o fundamento que transcrevemos: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida e a apuração do saldo negativo, verificouse: [...]Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 850.416,16 Valor na DIPJ: R$ 850.416,16 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$909.762,19 IRPJ devido: R$ 59.346,03 Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) — (IRPJ devida) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do Saldo negativo disponível: R$ 741.109,06 Portanto, a não homologação de parte do afirmado direito creditório oriundo do saldo negativo decorreu do não reconhecimento de retenções de fonte no valor de R$109.307,10. Na manifestação de inconformidade, a Recorrente constou, em síntese, que: (i) mantinha rígido controle sistematizado das retenções de fonte, somente procedendo à formação do saldo negativo de IRPJ para aquelas retenções efetivamente confirmadas com base nos valores líquidos recebidos; (ii) apresentou “anexo A” em que consignou as empresas em relação às quais não se confirmara as retenções de fonte, compondo o valor de R$109.307,10;(iii) apresentou “anexo B” em que relacionou os valores retidos informados, considerando os valores de faturamento bruto, retenções de impostos e contribuições, data de emissão das notas fiscais, data de recebimento dos valores faturados, e outros elementos necessários à indicação das operações ocorridas no segundo trimestre de 2005;(iv) alegou que fez prova de que de fato tem direito ao crédito integral de saldo negativo de IRPJ, e que as retenções estão demonstradas, devendo a Secretaria da Receita Federal, de posse das informações disponibilizadas, solicitar novas informações sobre as divergências aos CNPJ responsáveis pelas retenções; (v) apresentou as respectivas notas fiscais, dispostas no anexo C. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 4 3 A 1a Turma da DRJ/RJ1 negou provimento à manifestação de inconformidade apresentada, sob o fundamento de falta de comprovação do direito alegado, em decisão assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA – IRPJ Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 DCOMP. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. Incumbe ao contribuinte a demonstração, com documentação comprobatória, da existência do crédito, liquido e certo, que alega possuir junto A Fazenda Nacional. IRPJ RETIDA NA FONTE. COMPROVANTE DE RETENÇÃO. Incabível a dedução, na declaração de rendimentos, de IRPJ retido na fonte que não tenha sido informada em DIRF e, ainda, que não esteja confirmada por comprovante de retenção. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido Na decisão ora recorrida afirmouse que para que o IRRF retido e recolhido possa ser deduzido do imposto devido para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado pelo beneficiário, a receita correspondente deve ter sido devidamente oferecida à tributação, ou seja, computada na determinação do lucro real no referido período de apuração.Nesse sentido, seria ônus da beneficiária do rendimento comprovar que os valores de IRRF referentes a pagamentos por serviços prestados foram efetivamente retidos pelas fontes pagadoras para deduzir o IRRF quando da apuração do resultado do exercício. E nos termos dos artigos 815, 942 e 943 do RIR/99, a documentação apresentada produzida pela própria interessada (Planilha intitulada “Total Faturamento Recebido Personal2o Trimestre 2005 Anexo B fl. 60/74 e cópias de notas fiscais Anexo C fl. 76/293), não seria suficiente para a demonstração pretendida. Em sede de recurso voluntário, a ora Recorrente reiterou os argumentos expendidos na defesa anterior, acrescendo que: i. apesar da minuciosa demonstração das retenções na fonte que elaborou, a DRJ preferiu a forma ao conteúdo, entendendo que apenas as DIRFs e Informe de Rendimentos seriam hábeis a fazer a prova necessária; ii. aduziu que em nenhum momento foi negada a existência do direito creditório e, portanto, sob a égide da Verdade Material deveria ter sido aceita a robustez das provas apresentadas com a manifestação de inconformidade; iii. as DIRFs estão sujeitas a erros, especialmente no caso de contratantes do setor público; iv.a Recorrente não poderia depender de informações apresentadas por terceiros, as quais não tem acesso; v. as notas fiscais apresentadas veiculariam informações sobre o recebimento, data, retenções de tributos e não detêm natureza contábil, porém, fiscal, com reflexos contábeis; Fl. 409DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 5 4 vi. não era condição para reconhecimento do direito à compensação do imposto retido na fonte o recolhimento do tributo retido pela fonte pagadora; vii. seja no despacho decisório, ou na decisão da DRJ, não foram invalidadas as informações prestadas na DIPJ referente ao período, não recebeu intimação sobre a sua irregularidade, o valor total das receitas sujeitas a retenções na fonte apresentadas no “anexo B” são compatíveis com as informações apresentadas na DIPJ e com o saldo negativo informado; viii. o art. 923/RIR determina que a contabilidade faz prova a favor do contribuinte, de sorte que não prosperaria a alegação de falta de comprovação das retenções, exceto se considerada a inércia e/ou falta de investigação da fiscalização, que não teria contestado as informações da DIPJ; ix. para corroborar as suas alegações, faz referência a diversos julgados dessa Corte Administrativa, em que se entende que a comprovação de retenções na fonte não se limita às DIRFs, sendo possível ao contribuinte demonstrar o seu direito creditório por outros elementos de convicção; x. afirma que, muito embora entenda que tenha apresentado suficientes provas para lastrear o seu direito, tendo em vista o fundamento inovador da decisão relativo à “tributação de receitas”, e que a efetividade das retenções poderia ser aferida nos seus registros, pugnou pela realização de perícia, formulando três quesitos a serem complementados no curso da demanda e indicando assistente técnico. Juntou ao recurso voluntário a respectiva DIPJ. Fez sustentação oral pela recorrente, dr. Remis Almeida Estol, OAB/RJ nº 45.196. É o relatório.” VOTO VENCIDO Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço dos Embargos de Declaração, por tempestivo. I) Dos Embargos de Declaração Com efeito, comprovado nos autos pelas telas copiadas do sítio, que houve o erro alegado, impedindo o patrono da recorrente de presenciar o julgamento, este realizarseá novamente. No que respeita à solicitação de nulidade do acórdão embargado porque a ConselheiraRelatora que recebeu os autos para relato e apreciação, por sorteio, não estava vinculada à 3ª Câmara, a indignação da embargante não merece prosperar. Não há no Regimento Interno do Carf – Ricarf (Portaria MF nº 256/09) qualquer dispositivo restritivo a este procedimento. A Conselheira Relatora, suplente da Primeira Seção, recebeu os autos pelo devido sorteio e possui plena competência para atuar nesta Turma ou em qualquer outra desde que na Primeira Seção. A vinculação inicial à Primeira Câmara é meramente formal e organizacional, sendo procedimento interno do Carf, que não lhe extrai a competência de julgar os litígios administrativos, por razão de distribuição em Turma diferente. Fl. 410DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 6 5 II) Do Mérito Aproveito trecho do voto proferido por esta Turma Julgadora no Acórdão nº 1801001.308, embargado: “Conforme relatado, o despacho decisório negou o direito creditório da Recorrente,sob o fundamento de que o crédito reconhecido referente ao saldo negativo de IRPJ, foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pela Recorrente,uma vez que deixaram de ser comprovadas parte das retenções na fonte, relativas a seus prestadores de serviço. A Delegacia de Julgamento, por sua vez, fundamentou a negativa de reconhecimento do direito creditório na ausência de certeza e liquidez do direito creditório afirmado, pois a documentação acostada aos autos não se prestaria a essa finalidade, que apenas seria atingida pela apresentação das respectivas DIRFs. Analisandose as razões do recurso voluntário apresentado, conforme relatado anteriormente, inicialmente deve ser rechaçada a alegação da Recorrente de que não é condição para reconhecimento do direito à compensação do imposto retido na fonte, o recolhimento do tributo retido pela fonte pagadora. Ora, admitir tal assertiva implica o desvirtuamento do próprio conceito de compensação, enquanto ente jurídico que pressupõe relação jurídica complexa, que encerra relação de indébito do Fisco, e, por conseguinte, pressupondo o pagamento a maior ou indevido. [...] impõese que na determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica tãosomente possa deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real, não se podendo deduzir o que não foi pago a maior. Assim, estabelecida essa premissa, inferese que a possibilidade de dedução do IRPJ na composição da base de cálculo no final do exercício condicionase à demonstração de efetivo recolhimento dos valores aos cofres públicos, concomitantemente ao oferecimento das respectivas receitas à tributação. Seguindose adiante, para fazer a prova da retenção, o art.55 da Lei n° 7.450/85 estabelece que: Art 55 O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. E nessa esteira, os arts. 942 e 943 do RIR assim determinam: Art.942. As pessoas jurídicas de direito público ou privado que efetuarem pagamento ou crédito de rendimentos relativos a serviços prestados por outras pessoas jurídicas e sujeitos à retenção do imposto na fonte deverão fornecer, em duas vias, à pessoa jurídica beneficiária Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal (Lei nº 4.154, de 1962, art. 13, §1º, e Lei nº 6.623, de 23 de março de 1979, art. 1º). Fl. 411DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 7 6 Parágrafo único. O comprovante de que trata este artigo deverá ser fornecido ao beneficiário até o dia 31 de janeiro do anocalendário subseqüente ao do pagamento (Lei nº 8.981, de 1995, art. 86). (g.n.) Art.943. A Secretaria da Receita Federal poderá instituir formulário próprio para prestação das informações de que tratam os arts. 941 e 942 (DecretoLei nº 2.124, de 1984, art. 3º, parágrafo único). §1º O beneficiário dos rendimentos de que trata este artigo é obrigado a instruir sua declaração com o mencionado documento (Lei nº 4.154, de 1962, art. 13, §1º). §1º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§1º e 1º do art. 7º, e no §1º do art. 8º (Lei nº 7.450, de 1985, art. 55).(g.n.) A Recorrente, assim, deveria manter em seu poder os comprovantes de retenção do IRRF que utilizou para compor o saldo credor do IRPJ pleiteado, por expressa disposição legal, não sendo caso de mera faculdade, porém de obrigação prescrita na legislação, não podendo dela se furtar, pela mera alegação de omissão da fonte pagadora. Diante do quadro que se descortina, o pedido de restituição/compensação, deve ser acompanhado da prova hábil para comprovar os rendimentos obtidos e o IRPJ retido, admitindose os valores apresentados em Declaração de Imposto de Renda na Fonte (DIRF). Essa Turma especial, inclusive, tem o entendimento firmado nesse sentido, conforme se depreende do Acórdão nº 1801001.193: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício: 2006 COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO. O documento hábil para comprovar a retenção de tributo sofrida pela fonte pagadora é o informe de rendimentos por esta fornecido. A apresentação de planilhas com remissão a Notas Fiscais não constitui documento hábil para comprovar a efetividade das retenções sofridas. COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO DE TRIBUTO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova de que os tributos foram efetivamente retidos é do contribuinte que pugna pela sua compensação. Assim, embora se invoque o Princípio da Verdade Material, alegando que os documentos elencados na legislação não seriam os únicos hábeis a comprovar as retenções na fonte, é certo que os documentos juntados não são suficientes para constituir a situação jurídica afirmada, pois não espelham a realidade afirmada. Para invocar referido princípio ao seu favor, deveria ter acostado documentação suficiente que demonstrasse o fato da retenção e do oferecimento das receitas à tributação, pois o Princípio da Verdade Material não opera seus efeitos à míngua de substrato probatório que espelhe determinada alegação. Nesse sentido, também não lhe assiste direito à produção de laudo técnico para a comprovação da alegação, pois este se revela despiciendo se considerado que a Fl. 412DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 8 7 Recorrente poderia já na primeira instância administrativa ter acostado as provas, considerandose que estas, em tese, já deveria deter desde sempre. O Princípio da Verdade Material não se presta a subverter e suplantar as regras do processo administrativo fiscal, e assim, eternizálo, substituindo o ônus processual do contribuinte. Frisese, por derradeiro, que a compensação é constituída normativamente por declaração produzida pelo próprio contribuinte, que constitui a relação de indébito do Fisco e promove atos para a extinção da obrigação tributária, nos termos do art. 156, II do CTN, ficando sujeita a posterior homologação, i.e., submetese ao poderdever da Administração de verificação de sua regularidade. Por essa razão, é ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência.” Pelos fundamentos expostos, os quais adoto integralmente, devido à ausência de apresentação de prova hábil para comprovar as retenções de tributos, o direito creditório pleiteado não pode ser deferido, bem como as respectivas compensações não podem ser homologadas. Voto em acolher os embargos de declaração propostos, para, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes VOTO VENCEDOR Conselheiro Cláudio Otávio Melchíades Xavier, Redator Designado Ousei divergir do douto voto vencido, que negou o direito da Recorrente de realizar a compensação pretendida, devido a falta de apresentação dos comprovantes de retenção do IRFonte. Conclui que a Recorrente, pelas provas juntadas ao processo, efetivamente tem direito à compensação declarada, no limite do crédito, apesar de não ter apresentado os comprovantes de retenção emitidos pela fontes pagadoras É verdade que não se desconhece que é do contribuinte que pugna pela compensação o ônus da prova de que os tributos foram efetivamente retidos . Todavia, quando, por motivos alheios à sua vontade, essa prova deixa de ser apresentada, o direito à compensação pode ser exercido de outra forma, como no presente caso. Está comprovado nos autos do processo que a Recorrente tentou junto aos seus principais clientes Petrobrás e Eletrobrás obter os comprovantes de retenção do imposto de renda no fonte. No entanto, além da negativa das referidas fontes pagadoras em fornecer aqueles documentos, uma delas, Petrobrás, informou, expressamente, que só atenderia a solicitação mediante intimação da Receita Federal do Brasil. Ora, penso que a Recorrente foi diligente, ao solicitar a apresentação dos comprovantes de retenção, os quais não obteve por razões alheias a sua vontade, como antes salientado. No entanto, mediante a prova anexa aos autos (notas fiscais e planilhas), pareceme Fl. 413DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 9 8 ter, em princípio, ter direito à compensação, a ser confirmado depois de uma investigação por parte das autoridades fazendárias. Entendo que, em homenagem ao princípio da verdade material, tudo deve ser feito para que nenhum direito seja violado, especialmente o direito de defesa. Até porque, nos casos de impostos retido na fonte, o E. Superior Tribunal de Justiça tem entendimento no sentido de que, É o responsável, e não contribuinte, quem recolhe os impostos os respectivos valores ao Erário Público. Conseqüentemente, os comprovantes respectivos só podem ser exigidos do responsável, não do contribuinte1. Ora, como as fontes pagadoras se recusaram a fornecer os comprovantes de retenção do imposto de renda na fonte, a Recorrente, em substituição àqueles documentos, apresentou as notas fiscais, que comprovam a apuração da receita, computada na base de cálculo do tributo retido, compensável, nela consignado. Tais documentos substituem aqueles cuja apresentação foi negada por quem tem a obrigação de reter e recolher o imposto. Aliás, enfrentando questão em tudo análoga ao caso presente, este E. Sodalício entendeu que Comprovada por documentação hábil a retenção do IRFONTE, como antecipação, e identificadas as fontes pagadoras, incabível sua glosa por falta de comprovação de recolhimento, de exclusiva responsabilidade daquelas, cabendo à administração tributária promover a respectiva cobrança2. Por esses fundamentos, data vênia do douto voto vencido, entendo que o princípio da verdade material tem total aplicação no presente caso, pois com a negativa das fontes pagadoras em informar o imposto retido, os documentos contábeis, especialmente notas fiscais e planilhas anexadas ao processo pela Recorrente, suprem a falta daqueles comprovantes. A propósito, tratando da verdade material, Celso Antônio Bandeira de Mello em lição que se aplica ao caso em lide, afirma que esse princípio Consiste em que a administração, ao invés de ficar adstrita aos que as partes demonstram no procedimento, deve buscar aquilo que é realmente verdade, com prescindência do que os interessados hajam alegado e provado, como bem o diz Hector Jorge Escola. Nada importa, pois, que a parte aceite como verdadeiro algo que não o é ou que negue a veracidade do que é, pois no procedimento administrativo, independentemente do que haja sido aportado aos autos pela parte ou pela pelas partes, a administração deve sempre buscar a verdade. Portanto, penso que o princípio da verdade material não está a subverter e suplantar regras do processo administrativo fiscal, substituindo o ônus processual do contribuinte. Pelo contrário, pelo que consta dos autos, a Recorrente cumpriu sua obrigação, ao solicitar às fontes pagadoras o fornecimento dos comprovantes de retenção do IRFonte. Logo, não pode ter o seu direito à compensação negado em virtude da recusa das fontes pagadoras em cumprir uma obrigação que a lei lhes atribui. Outrossim, não ignoro que o artigo 55 da Lei n.º 7.450/85 estabelece que o IRFonte só pode ser compensado pelo contribuinte se este possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Todavia, penso que tal dispositivo deve ser interpretado cum grano salis, na medida em que a Recorrente solicitou às fontes pagadoras a apresentação daquele documento, mas seu pedido foi recusado 1 Agravo Regimental em AG 145.127/SP, Rel. Min. Ari Pargendler, DJ de 25/08/1997 2 Acórdão n.º 10419.446, Rel. Cons. Roberto William Gonçalves, Primeiro Consellho de Contribuintes, Quarta Câmara, formalizado em 12/09/2003. Fl. 414DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER Processo nº 10735.901714/201086 Resolução nº 1801000.244 S1TE01 Fl. 10 9 Em razão disso, a falta desse comprovante pode ser surprida pela apresentação de quaisquer outros documentos hábeis e idôneos para confirmar os valores que lhe foram pagos pela prestação de serviços, segundo entendeu a Secretaria da Receita Federal do Brasil,5ª Região Fiscal Divisão de Tributação recentemente, na Solução de Consulta n.º 4, de 02 de abril de 2013, DOU de 15/04/2013, (n.º 71, Seção 1, pág. 36), cuja ementa tem o seguinte teor: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. RETENÇÃO NA FONTE. AUSÊNCIA DE COMPROVANTE. Mesmo não tendo recebido o comprovante de retenção anual pelos serviços prestados, pode a pessoa jurídica efetuar a dedução dos valores retidos na apuração dos correspondentes tributos. É possível utilizar como forma de comprovar à RFB o direito a essas deduções, alternativamente ao comprovante anual de retenções, quaisquer outros documentos hábeis, idôneos e suficientes para confirmar os valores efetivamente retidos.9430, DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei n.º 7.450, de 1985, art. 55, Lei n.º de 1996, art. 64; Lei n.º 10.833, de 2003, arts. 33 e 34; Instrução Normativa RFB n.º 1.234, arts. 9 e 37;Instrução Normativa RFB n.º 1.297, de 2012 arts. 24 e 27, e Decreto n.º 3000, de 1999 (RIR), art. 923. Por essas sucintas razões, meu voto é para converter o julgamento na realização de diligência para a autoridade preparadora da Unidade da Receita Federal do Brasil, que jurisdiciona a Recorrente, completar seu relatório, conferindo a idoneidade e a consistência da prova acostada aos autos (notas fiscais, planilhas e tudo mais que julgar conveniente), bem como solicitar, caso entenda necessário, às fontes pagadoras os comprovantes das retenções realizadas, dando, ao final, ciência de tudo à Recorrente, para se manifestar, querendo. (assinado digitalmente) Cláudio Otávio Melchíades Xavier Fl. 415DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por CLAUDIO OTAVIO MELCHIADES X AVIER
score : 1.0
Numero do processo: 19647.008239/2007-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. CIRCUNSTÂNCIAS EXCEPCIONAIS. PREMISSA EQUIVOCADA. ERRO MATERIAL. AUSÊNCIA DE OUTRO RECURSO CABÍVEL. CABIMENTO.
Apoiando-se o julgamento em premissa equivocada, ocasionando erro material na decisão, e não havendo outro recurso cabível na processualística administrativa, é admissível a atribuição dos excepcionais efeitos infringentes aos embargos de declaração, podendo ser modificado o julgamento anterior para corrigir o equívoco, inclusive, se for o caso, para ser designada a realização de diligência para o aprofundamento da materialidade e dimensão do fato gerador objeto do lançamento tributário.
Acolhidos os embargos de declaração com efeitos infringentes para alterar o resultado do julgamento anterior (Acórdão nº 3402001.699), modificando-o para: Acordam os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Embargos conhecidos e acolhidos.
Numero da decisão: 3402-000.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos, com efeitos infringentes, para converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Leonardo Mussi da Silva (Suplente). Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira.
Nome do relator: João Carlos Cassuli Junior
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. CIRCUNSTÂNCIAS EXCEPCIONAIS. PREMISSA EQUIVOCADA. ERRO MATERIAL. AUSÊNCIA DE OUTRO RECURSO CABÍVEL. CABIMENTO. Apoiando-se o julgamento em premissa equivocada, ocasionando erro material na decisão, e não havendo outro recurso cabível na processualística administrativa, é admissível a atribuição dos excepcionais efeitos infringentes aos embargos de declaração, podendo ser modificado o julgamento anterior para corrigir o equívoco, inclusive, se for o caso, para ser designada a realização de diligência para o aprofundamento da materialidade e dimensão do fato gerador objeto do lançamento tributário. Acolhidos os embargos de declaração com efeitos infringentes para alterar o resultado do julgamento anterior (Acórdão nº 3402001.699), modificando-o para: Acordam os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Embargos conhecidos e acolhidos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19647.008239/2007-35
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5295325
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3402-000.587
nome_arquivo_s : Decisao_19647008239200735.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : João Carlos Cassuli Junior
nome_arquivo_pdf_s : 19647008239200735_5295325.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos, com efeitos infringentes, para converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Leonardo Mussi da Silva (Suplente). Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5089664
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175523799040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2252; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1.795 1 1.794 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.008239/200735 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402000.587 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2013 Matéria PIS/COFINS Recorrente AREVA RENEWABLES BRASIL S/A (ATUAL DENOMINAÇÃO DE KOBLITZ S/A) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/04/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. CIRCUNSTÂNCIAS EXCEPCIONAIS. PREMISSA EQUIVOCADA. ERRO MATERIAL. AUSÊNCIA DE OUTRO RECURSO CABÍVEL. CABIMENTO. Apoiandose o julgamento em premissa equivocada, ocasionando erro material na decisão, e não havendo outro recurso cabível na processualística administrativa, é admissível a atribuição dos excepcionais efeitos infringentes aos embargos de declaração, podendo ser modificado o julgamento anterior para corrigir o equívoco, inclusive, se for o caso, para ser designada a realização de diligência para o aprofundamento da materialidade e dimensão do fato gerador objeto do lançamento tributário. Acolhidos os embargos de declaração com efeitos infringentes para alterar o resultado do julgamento anterior (Acórdão nº 3402001.699), modificandoo para: “Acordam os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator”. Embargos conhecidos e acolhidos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. CIRCUNSTÂNCIAS EXCEPCIONAIS. PREMISSA EQUIVOCADA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 82 39 /2 00 7- 35 Fl. 1795DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 2 ERRO MATERIAL. AUSÊNCIA DE OUTRO RECURSO CABÍVEL. CABIMENTO. Apoiandose o julgamento em premissa equivocada, ocasionando erro material na decisão, e não havendo outro recurso cabível na processualística administrativa, é admissível a atribuição dos excepcionais efeitos infringentes aos embargos de declaração, podendo ser modificado o julgamento anterior para corrigir o equívoco, inclusive, se for o caso, para ser designada a realização de diligência para o aprofundamento da materialidade e dimensão do fato gerador objeto do lançamento tributário. Acolhidos os embargos de declaração com efeitos infringentes para alterar o resultado do julgamento anterior (Acórdão nº 3402001.699), modificandoo para: “Acordam os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator”. Embargos conhecidos e acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos, com efeitos infringentes, para converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Leonardo Mussi da Silva (Suplente). Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira. Fl. 1796DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.796 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 1680/1698) opostos pelo sujeito passivo, por supostas omissão, contradição e equívoco material no v. Acórdão nº 3402001.699, exarado por esta 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF (fls. 1608/1624, numeração de páginas em meio eletrônico – “ne.”) de minha relatoria que, em sessão de 21/03/12, por unanimidade de votos, negou provimento aos recursos de ofício e voluntário, mantendo a exigência tributária nos moldes em que decidido pela DRJ, preservando as exigências das contribuições ao PIS e à COFINS constituídas sob fundamento de diferenças entre os valores declarados e os escriturados na contabilidade da pessoa jurídica, sendo os respectivos fundamentos sintetizados nas seguintes ementa, súmula e conclusão: “Assunto: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/04/2007 RECURSO DE OFÍCIO PIS E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. FALTA OU INSUFICIËNCIA DE RECOLHIMENTO. CONSIDERAÇÃO DOS CRÉDITOS REGISTRADOS PELO CONTRIBUINTE. OBRIGATORIEDADE DE CONSIDERAÇÃO. A legislação de regência das contribuições ao PIS e à COFINS (Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03) prevê que do valor das contribuições apuradas sobre as receitas tributáveis (art. 2º), podem ser descontados os créditos legalmente permitidos (art. 3º), para com isso se evitar a cumulatividade tributária que se pretendeu coibir e justificar o aumento das alíquotas levado a efeito, de modo que agiu com acerto a decisão que cancelou parcialmente o crédito tributário por aceitar o desconto dos referidos créditos, apurados conforme os livros e registros do contribuinte. Recurso de Ofício Negado. RECURSO VOLUNTÁRIO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. PERÍCIA CONTÁBIL. NULIDADE DO PROCESSO. Não há que se falar em nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa em razão da denegação de perícia. Constando do processo todos os elementos de prova necessários à livre convicção do julgador é de ser denegada a perícia suscitada pelo sujeito passivo. AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS. FALTA DE RECOLHIMENTO. REPARTIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. Fl. 1797DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 4 Nos termos do art. 333, II, do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo tributário, compete ao acusado a prova de circunstância impeditiva do exercício do direito do autor. Tratandose de auto de infração, compete ao Poder Público o ônus da prova da ocorrência do fato jurídico tributário, já que constitutivo de seu direito, competindo ao sujeito passivo a produção da prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito ao crédito tributário objeto do lançamento. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. MATÉRIA AFETA AO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO PELA VIA ADMINISTRATIVA. A falta ou insuficiência de recolhimento de tributo é ato ilícito por omissão, o qual constitui em hipótese de incidência da norma legal punitiva, veiculadora da sanção correspondente a multa de ofício. Adentrar no caráter confiscatório ou na equidade do percentual da multa é matéria que está afeta, antes da criação da norma, ao Poder Legislativo, e após sua aplicação, cogente para a Administração Pública, ao Poder Judiciário, não sendo possível proclamar a ilegalidade ou inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo na via administrativa, nos termos da Súmula nº 02, do CARF. DECADÊNCIA. INEXISTENCIA OU NÃO COMPROVAÇÃO DE ANTECIPAÇÕES DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DA CONTAGEM DO PRAZO REGIDA PELO ART. 173, I DO CTN. A argüição da existência de antecipações de pagamento não encontradas pela fiscalização e não verificadas pela DRJ deve ser comprovada pelo contribuinte, de modo que em não sendo encontradas, merecem ser analisadas como inexistentes, e portando, regidas pela contagem do prazo decadencial prevista no artigo 173, I do CTN. Assunto: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/10/2002, 01/12/2002 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2007 RECURSO DE OFÍCIO PIS E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. FALTA OU INSUFICIËNCIA DE RECOLHIMENTO. CONSIDERAÇÃO DOS CRÉDITOS REGISTRADOS PELO CONTRIBUINTE. OBRIGATORIEDADE DE CONSIDERAÇÃO. A legislação de regência das contribuições ao PIS e à COFINS (Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03) prevê que do valor das contribuições apuradas sobre as receitas tributáveis (art. 2º), podem ser descontados os créditos legalmente permitidos (art. 3º), para com isso se evitar a cumulatividade tributária que se pretendeu coibir e justificar o aumento das alíquotas levado a efeito, de modo que agiu com acerto a decisão que cancelou parcialmente o crédito tributário por aceitar o desconto dos referidos créditos, apurados conforme os livros e registros do contribuinte. Fl. 1798DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.797 5 Recurso de Ofício Negado. RECURSO VOLUNTÁRIO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. PERÍCIA CONTÁBIL. NULIDADE DO PROCESSO. Não há que se falar em nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa em razão da denegação de perícia. Constando do processo todos os elementos de prova necessários à livre convicção do julgador é de ser denegada a perícia suscitada pelo sujeito passivo. AUTO DE INFRAÇÃO. COFINS. FALTA DE RECOLHIMENTO. REPARTIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. Nos termos do art. 333, II, do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao processo administrativo tributário, compete ao acusado a prova de circunstância impeditiva do exercício do direito do autor. Tratandose de auto de infração, compete ao Poder Público o ônus da prova da ocorrência do fato jurídico tributário, já que constitutivo de seu direito, competindo ao sujeito passivo a produção da prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito ao crédito tributário objeto do lançamento. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. MATÉRIA AFETA AO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO PELA VIA ADMINISTRATIVA. A falta ou insuficiência de recolhimento de tributo é ato ilícito por omissão, o qual constitui em hipótese de incidência da norma legal punitiva, veiculadora da sanção correspondente a multa de ofício. Adentrar no caráter confiscatório ou na equidade do percentual da multa é matéria que está afeta, antes da criação da norma, ao Poder Legislativo, e após sua aplicação, cogente para a Administração Pública, ao Poder Judiciário, não sendo possível proclamar a ilegalidade ou inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo na via administrativa, nos termos da Súmula nº 02, do CARF. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA OU NÃO COMPROVAÇÃO DE ANTECIPAÇÕES DE PAGAMENTO. APLICAÇÃO DA CONTAGEM DO PRAZO REGIDA PELO ART. 173, I DO CTN. A argüição da existência de antecipações de pagamento não encontradas pela fiscalização e não verificadas pela DRJ deve ser comprovada pelo contribuinte, de modo que em não sendo encontradas, merecem ser analisadas como inexistentes, e portando, regidas pela contagem do prazo decadencial prevista no artigo 173, I do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso de ofício e ao recurso voluntário. Fl. 1799DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 6 (...) Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mônica Monteiro Garcia de Los Rios (suplente), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira e Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva.” Entende a Embargante que a decisão embargada, contém omissão quando deixou de manifestarse sobre a superficialidade da diligência realizada por determinação da DRJ/Recife, e dos seus reiterados equívocos na composição da base de cálculo; omitiuse na apreciação da prova constante dos autos, que demonstraria haverem inúmeros equívocos contidos no lançamento e que foram repetidos no relatório da diligência, e mantidos mesmo após a decisão da DRJ; que o Acórdão embargado incidiu em equívoco material quando afirma que não haveria prova suficiente para demonstrar as alegações da Recorrente a sustentar a existência de erros no lançamento tributário guerreado, apreciando superficialmente a diligência e provas carreadas aos autos; omitiuse em manifestarse sobre cada um dos diversos vícios que desde o início a Embargante havia suscitado em suas razões de defesa; que a decisão rejeitou laconicamente os argumentos relativos aos estornos de provisões e as devoluções e cancelamentos de vendas, infirmando os documentos acostados por amostragem pela Embargante, para com isso fundamentar seu pleito de perícia; reincidiu em omissão quanto aos argumentos relativos ao princípio da moralidade administrativa que impõe a realização de nova e percuciente diligência; incorreu em contradição caracterizada pela manutenção da exigência com base na necessidade de provas a serem produzidas pela Embargante, e ao mesmo tempo julgando pelo indeferimento da prova pericial para manutenção do lançamento. Em face destes elementos, o Embargante requer que sejam acolhidos os embargos, com atribuição de efeitos infringentes para que seja determinada a realização de perícia ou a designação de nova diligência para apuração da verdade material. É, em apertada síntese, o relatório. Fl. 1800DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.798 7 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Jr., Relator Os Embargos Declaratórios são tempestivos e merecem ser conhecidos, e, no mérito, merecem ser acolhidos, por verificação de circunstância excepcional e diante de equívoco material verificado no Acórdão embargado, como passo a demonstrar. O voto condutor do julgamento embargado, de minha relatoria, na parte que está sendo objeto dos embargos e que, naquele julgamento,restou denominado de“exclusão das devoluções de vendas e dos estornos de provisões de COFINS a recolher e PIS a recolher”, acabou sendo rechaçada ante ao fundamento de que, embora reconhecesse que os argumentos da então Recorrente efetivamente seriam robustos e poderiam mesmo levar ao cancelamento total ou parcial da exigência, não teriam sido carreadas provas que pudessem corroborar essas acertivas por parte do contribuinte, sendo que aquelas que teriam sido trazidas, segundo a análise feita por ocasião da confecção do decisum, não seriam suficientes à referida demonstração, não infirmando a prova que militava em favor do Fisco. No entanto, com o manejo dos embargos de declaração ora analisados, as circunstâncias que anteriormente estavam demonstradas de uma maneira mais obscura, acabaram sendo trazidas de modo diferente, mais claro aos olhos desse Relator, sendo que dessa reanálise dos autos como um todo, feita a partir dos embargos, acabo concluindo que efetivamente há, além da já existente plausibilidade jurídica na argumentação da Embargante, provas trazidas anteriormente aos autos hábeis a demonstrar – ainda que por amostragem , que os “fatos geradores” das contribuições ao PIS e à COFINS, motivadores da autuação, podem, efetiva e concretamente, não ter a dimensão com que foram colhidos pelo lançamento tributário, o que igualmente não foi inteiramente verificado e corrigido pelo julgamento prolatado pela Delegacia Regional da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Recife/PE, que originalmente julgou parcialmente procedente a impugnação do contribuinte. Esta conclusão que agora chego, emerge do fato de que a autoridade autuante, quando lavrou o lançamento, fundamentouo na existência de “Diferença entre o valor escriturado e o declarado/pago”, sendo que para assim proceder, fez o cotejo entre os valores constantes nas DCTF´s (e os recolhidos/pagos), com os valores que extraiu da contabilidade do contribuinte, sendo que nesta atividade levou em consideração apenas os valores por ele registrados na conta de “Obrigações Fiscais a Recolher” (passivo). Portanto, foi do cotejo dos valores contidos na conta “Obrigações Fiscais a Recolher”com os valores “declarados”em DCTF´s, que surgiram as diferenças entre os valores registrados contabilmente, e aqueles declarados e recolhidos, motivando, assim, o lançamento, que levou em conta, portanto, unicamente a contabilidade da empresa. Até aí, tudo aparentemente correto. Porém, atendendo a um dos reclamos do contribuinte, a DRJ/Recife verificou a possibilidade de que não teriam sido considerados os “créditos” a que faria jus o sujeito passivo, em virtude da nãocumulatividade das contribuições em questão. Assim, foi designada e realizada diligência, após a qual verificouse que a autoridade lançadora efetivamente não havia considerado a existência das contas contábeis “Pis a Recuperar” e “Cofins a Fl. 1801DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 8 Recuperar” (Ativo), e, ao ser proferida a decisão pela Delegacia Regional, foram então considerados os “créditos” que haviam sido registrados contabilmente pelo contribuinte. Até aí, também tudo aparentemente correto, corrigindose o erro inicial. Entretanto, a DRJ fez constar uma ressalva, que anteriormente tida como trivial, imperceptível, no contexto revisitado em virtude desses embargos passou a perceberse possuir relevância. Referida ressalva desponta do fato de que os “créditos” que foram considerados pela DRJ na “recomposição” das bases de cálculo das contribuições sob exigência, basearamse única e exclusivamente na “diferença contábil” entre os valores do Ativo e Passivo (PIS/COFINS a Recuperar e PIS/COFINS a recolher), sem considerar, no entanto, os valores dos “créditos” que haviam sido registrados (declarados) pelo sujeito passivo em suas DACON´s e/ou DIPJ´s., e que após vieram a se refletir nas DCTF´s com as quais a autoridade fiscal “cotejou” a contabilidade para identificar as “diferenças” sobre as quais está lastreado o ato fiscal. Com efeito, a DRJ considerou os créditos apenas nos meses em que o sujeito passivo efetivou lançamento contábil, ou seja, movimentou as contas que controlavam os créditos (“PIS/COFINS a Recuperar”), sendo que nos meses em que o sujeito passivo não as movimentou contabilmente, não houve consideração por parte da decisão da DRJ, mantendo inteiramente a exigência. Aparentemente esta situação também estaria correta, não fosse verificado no caso em concreto – e que se extrai de toda documentação dos autos, desde a fase de fiscalização e dos anexos à diligência e à impugnação , que houve procedimento contábil um tanto quanto “diferente” do que seria o “normal”. Isto porque, o contribuinte, através de seu contador (Sr. Carlos Mellet), esclareceu à fiscalização o seguinte: “Informa aquele profissional que desde a edição das leis que introduziram o regime da nãocumulatividade para o PIS e a Cofins (Leis nº 10.637, de2002, e nº 10.833, de 2004 sic) a empresa autuada utiliza procedimentos que prevê a contabilização mensal dos créditos apurados no grupo de contas "Impostos a recuperar": PIS a recuperar (11302006.00000) e da Cofins a recuperar (11302007.00000) e os débitos e os pagamentos são contabilizados no grupo de contas "Obrigações Fiscais": Cofins a recolher (21301001.00000) e Pis a recolher (21301001.00000). Aduz ainda o contador que periodicamente os créditos são transferidos das contas a recuperar para as contas a recolher, podendo em algum mês, essa contabilização não ter sido efetuada e ajustada em mês subsequente.” (trecho extraído da decisão da DRJ – fl. 1124 – “ne”.) – destaques ausentes no original. Desta forma, analisando os esclarecimentos sobre os quais também se apoiou a autuação (e a DRJ), constatase que foram aceitos os créditos levandose em consideração apenas os meses em que eles foram “movimentados”, ou seja, transferidos do grupo de contas contábeis 113 Pis/Cofins a Recuperar, para o grupo de contas 213 – Obrigações a recolher. Nos meses em que não houveram tais transferências contábeis, não se os considerou, pois que entenderam tanto a autoridade autuante quanto a decisão proferida pela DRJ, que a contabilidade do contribuinte seria suficiente para lastrear a “diferença” com os valores declarados nas DCTF´s. Todavia, está claro que essas transferências ocorriam periodicamente, e não mensalmente, ao passo que o contribuinte registrou (ou seja, declarou) os créditos e demais eventos fiscais em suas DACONs, DIPJ´s, refletindo referidos lançamentos nas DCTF´s e em Fl. 1802DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.799 9 PER/DCOMP´s, na periodicidade mensal. Ou seja, embora na contabilidade os registros a créditos se davam mensalmente, suas transferências contábeis para a conta de “Obrigações Fiscais a Recolher” não se davam na mesma periodicidade; enquanto que nas DACON´s do sujeito passivo, referidos créditos eram “tomados” ou descontados nesta periodicidade mensal, de modo que o contribuinte optava sim, por utilizálos mensalmente para fins fiscais. Tomamos o seguinte exemplo de um lançamento a crédito efetivado pelo contribuinte: 201030102 Razão Acumulado Conta Pis a Recolher Débito Crédito jan/06 39.553,61 fev/06 59.350,57 mar/06 108.863,91 abr/06 73.374,45 mai/06 90.488,43 Data 30/06/06 97.412,87 485.981,56 TOTAL 469.043,84 Assim sendo, o que se verifica é que na apuração do mês de junho/2006 (tomada por amostragem como exemplo), o contribuinte fez diversos lançamentos contábeis a débito no razão da conta “21301.002.00000 – Pis a recolher”, relativos aos créditos de diversos períodos de competência. Mas a fiscalização considerou como se todo o crédito tivesse sido gerado mês de junho/2006, provocando uma provável e considerável distorção nas demonstrações das apurações apresentadas pelo contribuinte, haja vista que o mesmo considerou estes créditos nas apurações mês a mês, informandoos nas DACON´s (anteriormente acostadas aos autos), refletidas após nas DCTF´s, com as quais se aquilatou as “diferenças” motivadoras do lançamento. Neste exemplo (usando o período de apuração em questão), o valor aparentemente correto dos créditos para serem considerados, seria de R$ 97.412,87, e não de R$ 486.766,60 (considerados efetivamente pela DRJ, após a diligência – embora dos documentos colacionados encontrei esse valor de R$ 485.981,56), como foi considerado pela autoridade fiscal. Porém, nos meses anteriores, se foram gerados créditos, deveriam ser contemplados pela decisão da DRJ, e esta, porém, para aqueles meses manteve integralmente o lançamento pelo fundamento “diferença”. E ainda reportandose ao procedimento que a DRJ fez ao efetivamente corrigir (parcialmente) a distorção verificada no ato de lançamento, contatase concretamente que além de ter considerado os créditos apenas dos meses em que foram efetivados lançamentos contábeis, sem levar em consideração os créditos que foram “descontados” mensalmente pelo contribuinte através de registros nas DACON (e outros documentos, como DIPJ, DCTF e PER/DCOMP), também incorreu em outra “contradição”, pois que deixou de transportar para o mês subsequente o eventual saldo que restou acumulado no mês anterior, decorrente do registro acumulado (por vezes de vários meses) de créditos gerados. Desta forma, ao “recompor” as bases de cálculos relativas ao lançamento, a DRJ desconsiderou os meses em que não houveram lançamentos contábeis dos créditos, e não Fl. 1803DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 10 transportou os saldos acumulados para os períodos subsequentes, de modo que pode não ter eliminado por completo a distorção que foi cometida pela autoridade autuante. É dizer: embora tenha criado na planilha uma coluna “saldos a compensar” (vide decisão da DRJ), não transportou referidos valores para os meses subsequentes, e, com isso, acabou gerando efeitos nos saldos iniciais e finais de cada período de apuração, certamente mantendo(pelo menos em parte) a distorção provocada pelo fato de não se ter levado em consideração os créditos registrados pelo sujeito passivo em suas DACONs, DIPJ´s, posteriormente delas transportados para as DCTF´s PER/DCOMP´s correspondentes. No que diz respeito aos cancelamentos de vendas e devoluções, cumpre igualmente tomar um mês como exemplo. Nesse sentido, a autoridade fiscal afirma que não haveria registros de devoluções de vendas ou vendas canceladas no mês de setembro de 2004, nem na DIPJ, nem na DACON. Porém, analisando referidos documentos, constatase que tanto no demonstrativo de apuração apresentado pelo contribuinte quando de sua impugnação, como na sua DIPJ (fls. 329), consta o valor de R$ 86.126,56 (somatório de R$ 74.589,38 – Mercado Interno, e R$ 11.537,18), o que denota ter havido registro desta rubrica de cancelamento ou devolução de venda, passível de ser excluída da receita, ou então, gerar créditos, conforme o caso. Situação similar se deu com relação aos valores de contribuições sociais retidas na fonte, que foram consideradas no lançamento como já constantes do valor líquido da conta contábil “Obrigações Fiscais a Recolher”, mas que, na essência, constam também das declarações obrigatórias, tornando passível de análise os efetivos lindes dos valores que deveriam ser considerados para delimitação da matéria tributável. Assim sendo, bem refletindo sobre o ocorrido no caso em concreto, tenho que, embora seja correto que a contabilidade seja instrumento hábil para lastrear o lançamento tributário, quando este ato fiscal estiver baseado em “diferenças” entre o contabilizado e o “declarado/pago”, devese levar em consideração não só o que estiver contabilizado em uma conta contábil, mas também e à exaustão, o que se encontrar declarado, e também não apenas em uma declaração. A opção do contribuinte pelo uso mensal dos créditos foi manifestada pelo registro dos mesmos nas apurações refletidas nas DACON´s e demais declarações instituídas pela própria Administração no interesse do controle e fiscalização, de cujo descumprimento gera, inclusive, a imposição de multas. Portanto, se é correto considerar os créditos registrados pelo contribuinte em sua contabilidade, não menos correto é que os valores constantes das DACON´s e demais declarações obrigatórias sejam igualmente considerados, desde que, evidentemente, tenham existência fática real e comprovável. E, para que se “validem” (ou não) os lançamentos dos créditos (e exclusões de receita etc.), que estejam registrados nas DACON´s e demais declarações, aí sim se deverá aprofundar na análise da contabilidade da entidade, não apenas no Razão das contas de Pis/Cofins a Recolher ou Pis/Cofins a Recuperar, mas também, nas compras que geram créditos em cada um dos respectivos períodos, nas devoluções e cancelamentos, nos encargos de depreciação e amortização, despesas financeiras (quando geradoras de crédito), retenções na fonte e assim por diante, tudo para que seja conferido se os valores constantes das DACON´s conferem com os valores transportados para a DCTF´s e com aqueles registrados pela contabilidade “como um todo”, não apenas, à toda evidência, nas contas de “somatório” de créditos a recuperar ou de obrigações fiscais a recolher. Portanto, após discorrer sobre esses aspectos de fato, passeando pela prova que já se encontrava nos autos, pela diligência promovida a pedido da DRJ, bem como pela Fl. 1804DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.800 11 análise do próprio julgamento da DRJ, e das demais peças constantes da lide, tenho que realmente o Acórdão embargado laborou em equívoco material, na medida em que considerou carente de prova as alegações suscitadas pela então Recorrente, quando em verdade havia ele trazido elementos de prova que permitiam constatar, mesmo que o fosse por amostragem em alguns casos, que efetivamente o ato fiscal laborara em erro no dimensionamento da materialidade do lançamento tributário. Havia sim, provas suficientes para verificar que não foram considerados, em sua plenitude, os créditos provenientes das aquisições de mercadorias para revenda, insumos (bens ou direitos), devoluções e cancelamentos, e, por ventura, outros geradores de créditos, pelo fato de não terem sido objeto de “lançamento contábil” com periodicidade mensal, bem como pela falta de “transporte” dos saldos credores de um mês para o subsequente (como fez a DRJ), gerando assim distorção na contabilidade em relação aos lançamentos de créditos feitos nas DACON´s e/ou demais declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF etc.), nestas quais os referidos créditos haviam sido “descontados”. Todavia, considerando que a autuação foi baseada nas “diferenças” entre os valores registrados e os declarados e pagos, carecia efetivamente analisar se os valores registrados nas DACON´s, DIPJ´s, DCTF´s etc., tinham origem em operação geradora de crédito (ou de débito – receita), para então, se concluir pela existência real de diferença, e seu verdadeiro montante. Daí porque o julgamento que julgou o contribuinte carecedor de prova impeditiva do direito do autor (art. 333, do CPC) laborou em equívoco material, já que a prova constante dos autos dava conta da existência de possíveis erros na composição das bases de cálculo do tributo devido, de modo que, naquele momento, a dúvida da assertividade do lançamento, seria maior que a certeza do direito da Administração, como afirmara o julgamento embargado, sendo que a busca da verdade material deveria sobreporse, pois que ao final e ao cabo, não se deveria permitir que se mantivesse exigência sem que lastreada na efetiva ocorrência do fato gerador, assim entendido como “...a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência” Art. 114, do CTN), ainda mais por ser a atividade de lançamento vinculada a lei e obrigatória, voltando“...a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido” (art 142, do CTN). Assim sendo, em casos como o ora enfrentados, está pacífica na jurisprudência a possibilidade de serem concedidos efeitos infringentes aos embargos de declaração, visando a celeridade do desfecho da demanda, máxime quando há efetivamente equívoco material nas premissas que presidiram o andamento do julgado embargado, e não se vislumbra outro recurso cabível na processualística (no caso, administrativa). Neste sentido são os seguintes precedentes: “Os embargos declaratórios são admissíveis para correção de premissa equivocada de que haja partido a decisão embargada, atribuindoselhes efeito modificativo quando tal premissa seja influente no resultado do julgamento.” (STF – 1ª Turma RE 207.9286SPEDcl rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 14.4.98, receberam os embargs., v.u., DJU 15.5.98). “Doutrina e jurisprudência têm admitido o uso dos embargos declaratórios com efeito infringente do julgado, mas apenas em caráter excepcional, quando manifesto o equívoco e não existindo no sistema legal outro recurso para a correção do erro Fl. 1805DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 12 cometido”. (STJ – 4ª Turma REsp. 1.757SP Rel. Min. Sávio de Figueiredo j. 13.3.90, deram provimento, v.u., DJU 9.4.90). Entendo seja o caso em concreto, em que há circunstância extraordinária que permite sejam atribuídos efeitos modificativos aos embargos, pois que concretamente se demonstrou que havia prova nos autos, suficientes para infirmar elementos que compuseram o ato administrativo de lançamento, ainda que sobre ele fizesse incidir dúvida sobre a dimensão de sua materialidade e do montante devido. Deixase expresso, portanto, que no caso em análise não se está conhecendo de documentos novos, juntados após o julgamento e através de embargos, mas apenas analisando esse recurso com o contexto probatório como um todo, sendo disso possível concluir pela suficiência da prova, ao menos para deixar extreme de dúvida haverem erros no dimensionamento da materialidade do “fato gerador”, da forma com que foi colhida pelo lançamento ou mesmo pela decisão recorrida, embora esta já tenha efetivado correções no ato fiscal. Para casos como o ora analisado, em que efetivamente se materializa a insuficiência de provas para o deslinde da análise do processado, o próprio regulamento do Processo Administrativo Fiscal (Decreto nº 70.235/72) prevê, no art. 29, o seguinte: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Ante ao exposto, conheço e acolho os Embargos Declaratórios para se lhes atribuir os excepcionais efeitos modificativos do julgado (Acórdão nº 3402001.699), para o fim de converter o julgamento em diligência, no sentido de que a Autoridade Preparadora adote as seguintes providências: a) Recompor a base de cálculo das contribuições ao PIS e a COFINS, no período objeto do lançamento, para o fim de aquilatar se o faturamento e a totalidade das receitas declaradas pelo sujeito passivo constam de seus registros contábeis como um todo, assim como se foram registradas nas DACON´s, DIPJ´s, DCTF´s e congêneres, bem como se foi efetivada a exclusão das receitas das referidas bases de cálculo, e compensações respectivas, reversões de provisões, tudo nos termos permitidos pela legislação de regência desses tributos; b) Ao recompor as bases de cálculo das contribuições, esclarecer o critério de reconhecimento da receita adotado pelo sujeito passivo, informando se havia alguma receita que seria passível de ter seu reconhecimento postergado para fins de oferecimento à tributação, nos termos legais, e se referido evento (se existente), provocou ajustes contábeis por parte do contribuinte, com efeitos nas apurações dessas contribuições e nos valores declarados em DACON´s, DCTF´s e congêneres; c) Para o período em que vigente a nãocumulatividade das contribuições ao PIS e à COFINS, objeto de lançamento, verificar as operações geradoras de créditos passíveis de serem descontados pelo sujeito passivo dos valores a recolher das referidas contribuições, nos termos dos arts. 3º, das Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03 e respectivas alterações e demais legislação em vigor, através da análise dos registros contábeis da empresa, como um todo (não Fl. 1806DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 19647.008239/200735 Acórdão n.º 3402000.587 S3C4T2 Fl. 1.801 13 apenas as contas consolidadoras de Pis/Cofins a recuperar), cotejando com os valores que foram registrados nas DACON´s e/ou DIPJ´s e/ou DCTF´s; d) A partir da recomposição das bases de cálculos das contribuições (alínea “a”, acima) e das bases de cálculos dos créditos (alínea “b”, acima), efetivar a recomposição dos saldos devedores das contribuições, ou dos saldos de créditos a compensar, estes quais passíveis de transporte para o período seguinte, sempre confrontando com os valores declarados nas DACON´s e/ou DIPJ´s e/ou DCTF´s do sujeito passivo; e) Efetivado o confronto solicitado a partir dos itens acima, emitir Relatório Conclusivo sobre a existência e, se o caso, respectivos montantes de saldos devedores remanescentes do lançamento, que estejam sem pagamento ou compensação (contemporâneos ao lançamento), e que, portanto, o sujeito passivo tenha deixado de recolher aos cofres públicos, à época do lançamento; f) Dar vista do Relatório Conclusivo da diligência ao sujeito passivo, para que se manifeste, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, após o que os autos devem retornar a esse Conselho para reinclusão em pauta e prosseguimento no julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 1807DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000708/2007-04
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 27/09/2007 a 27/09/2007
Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão, omissão, contradição ou obscuridade ou para sanar erro material, nos termos dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009.
Verificada o vício acerca das razões consideradas na r. decisão, impõe-se o esclarecimento devido.
Embargos de declaração da Fazenda Nacional acolhidos em parte.
Numero da decisão: 2803-002.423
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, para prestar os esclarecimentos devidos..
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 27/09/2007 a 27/09/2007 Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão, omissão, contradição ou obscuridade ou para sanar erro material, nos termos dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009. Verificada o vício acerca das razões consideradas na r. decisão, impõe-se o esclarecimento devido. Embargos de declaração da Fazenda Nacional acolhidos em parte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15983.000708/2007-04
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5287094
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.423
nome_arquivo_s : Decisao_15983000708200704.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : OSEAS COIMBRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 15983000708200704_5287094.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, para prestar os esclarecimentos devidos.. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5038947
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046175529041920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1583; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.000708/200704 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2803002.423 – 3ª Turma Especial Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria Embargos de Declaração Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado LOMBARDI LOMBARDI S/C LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 27/09/2007 a 27/09/2007 Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão, omissão, contradição ou obscuridade ou para sanar erro material, nos termos dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009. Verificada o vício acerca das razões consideradas na r. decisão, impõese o esclarecimento devido. Embargos de declaração da Fazenda Nacional acolhidos em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, para prestar os esclarecimentos devidos.. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 07 08 /2 00 7- 04 Fl. 197DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de embargos opostos tempestivamente, contra acórdão 280301.360. Entende a recorrente, em síntese, que o acórdão foi omisso, ao não apreciar, ou ao não afastar expressamente, a inexistência de pressupostos a permitirem a apreciação de matéria que não consta da impugnação, apenas do recurso apresentado. Por fim, a recorrente solicita que os embargos sejam conhecidos e providos para sanar o vício apontado. É o relatório. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra Do relatório fiscal, temos: 1. A empresa está sendo autuada por ter deixado de informar na Guia de Recolhimento da Previdência Social — GFIP: • parcelas da remuneração que deixaram de integrar o salário de contribuição dos segurados empregados nas Folhas de Pagamento, concernentes ao salárionatura" fornecido habitualmente aos segurados empregados a título de alimentação(Cestas Básicas), sem que a empresa comprovasse a sua adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT (competências 04/1999 a 05/2007) Do recurso apresentado, de folhas 146 e ss, temos o seguinte: DA INSCRIÇÃO NO PAT Ocorre que, a empresa recorrente sempre preencheu todos os requisitos para a inscrição no PAT, conforme se infere pela inclusa cópia de formulário requerido, feito a Coordenação Geral do Programa de Alimentação do Trabalhador — CGPAT, desde 01/1997 e sempre efetuou pagamento de cesta básicas aos seus segurados, com produtos "in natura", no entanto só teve seu registro em 22/10/2007, conforme se verifica pela cópia do recibo incluso. E desde então, encontrase regularmente inscrita no PAT, conforme se observa pelas declarações de 2007 e 2008, inclusas. Vale Reforçar, que a recorrente é primária, não tendo cometido nenhuma infração anterior, sendo que, sempre cumpriu suas obrigações na medida das suas atribuições. DAS CESTAS BÁSICAS A empresa recorrente pagava cestas básicas aos seus funcionários em produtos "in natura", por não ter condições de pagálas em dinheiro, e mesmo a empresa não ter aderido a época ao Programa de Alimentação do trabalhador — PAT, todos os requisitos para ser isenta de recolher contribuições foram preenchidos, não tendo fato gerador que ocasionasse tal cobrança. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 6 5 Fica assim patente que a matéria foi suscitada em nível recursal. Dessa feita, consoante os princípios da razoabilidade e eficiência administrativas não poderia este Colegiado deixar de se manifestar acerca de matéria onde já possui unânime e consolidado entendimento, respaldado no Ato Declaratório Nº 03 /2011, de lavra da Procuradoria da Fazenda Nacional. Transcrevo. A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. JURISPRUDÊNCIA: Resp nº 1.119.787SP (DJe 13/05/2010), Resp nº 922.781/RS (DJe 18/11/2008), EREsp nº 476.194/PR (DJ 01.08.2005), Resp nº 719.714/PR (DJ 24/04/2006), Resp nº 333.001/RS (DJ 17/11/2008), Resp nº 977.238/RS (DJ 29/11/2007). Este é o entendimento da Turma reproduzido em vários julgados. Senão vejamos. PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. PARCELA IN NATURA RECEBIDA EM DESACORDO COM OS PROGRAMAS DE ALIMENTAÇÃO APROVADO PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. VERBA NÃO TRIBUTÁVEL. ATO DECLARATÓRIO Nº 03/2011 DA PGFN. Fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. Processo 10283.005815/2007 94, acórdão 2803001.986, sessão 22.01.2013. Relator Cons Amílcar Barca __________ Fl. 201DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 7 6 NFLD. DEMONSTRAÇÃO COMPLETA DO FATO E SUAS FONTES.INOCORRÊNCIA DE NULIDADE. Fulcro nos artigos 33, da Lei n. 8.212/1991 e 142 do CTN, qualquer lançamento de crédito tributário deve conter todos os motivos fáticos e legais, bem como descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para apuração do crédito tributário. PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE.. O auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT(...). Processo 19647.006816/200754 Acórdão 2803002.309 sessão 18.04.2013, Relator Cons Gustavo Vettorato __________ PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. O auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. (...) Processo 12963.000785/201000, Acórdão 280301.477, sessão 17.04.2012, Relator Cons Helton Praia ___________ CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. ALIMENTAÇÃO. PAGAMENTO IN NATURA. SEM ADESÃO AO PAT. AUSÊNCIA DE NATUREZA SALARIAL. NÃO INCIDÊNCIA O fornecimento de alimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT (...). Processo 15586.001864/201062, Acórdão 2803001.910, sessão 20.11.2012, Relator Cons Natanael Vieira __________ DECADÊNCIA PARCIAL. RECONHECIDA DE OFÍCIO. MULTA MORATÓRIA. LEGALIDADE. OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DE VERBAS REMUNERATÓRIAS. CESTA BÁSICA IN NATURA. EXCLUSÃO. MULTA MORATÓRIA BENÉFICA. POSSIBILIDADE. Processo 10680.008497/200731, Acórdão 2803002.249, sessão 17.03.2013, Relator Cons Eduardo de Oliveira Fl. 202DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 8 7 A apreciação de matéria objeto de recurso voluntário também já foi apreciada no Conselho Superior de Recursos Fiscais, onde se firmou entendimento que, em específicas situações, o princípio da verdade material, aliado ao princípio da legalidade, não permitem que o lançamento, com evidente conteúdo não configurador de fato gerador, prossiga incólume, senão vejamos. Processo administrativo. Preclusão. Conforme precedentes desta Corte, o processo administrativo fiscal visa primordialmente ao controle de legalidade dos atos da Administração, pelo que as normas relativas à preclusão devem ser interpretadas com menos rigor, especialmente aquelas relacionadas às fases postulatória e instrutória do procedimento. Nessa linha, não restam preclusas questões jurídicas invocadas pelo contribuinte apenas em sede de recurso voluntário quando este contesta a tributação em sede de impugnação, ainda que por outros fundamentos. Recurso especial provido apenas para determinar o retorno dos autos ao colegiado a quo para apreciação das razões recursais não conhecidas sob o fundamento de preclusão" (Ac 910100.525,sesão 26.01.2010). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – RERRATIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO – PRELIMINAR – JUNTADA DE DOCUMENTOS NO RECURSO VOLUNTÁRIO – ADMISSIBILIDADE – PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS DA BUSCA DA VERDADE MATERIAL E DA OFICIALIDADE SOBRE O RIGOR FORMAL. O objetivo do processo administrativo fiscal é a constatação da ocorrência (ou não) do fato gerador da obrigação tributária. Tendo a Administração ciência de que o ato administrativo de lançamento não seguiu os ditames da legalidade, ainda que através de documento juntado tardiamente, deve o Fisco, de ofício, rever o ato.(...) Processo nº. : 10283.005474/9633 Sessão de : 16 de maio de 2005. Acórdão nº. : CSRF/0304.382 Finalmente, patente a irregularidade no lançamento, fato reconhecido pela própria Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, faz necessária a devida correção do mesmo, sob pena de validar uma cobrança sabidamente indevida. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15983.000708/200704 Acórdão n.º 2803002.423 S2TE03 Fl. 9 8 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo acolhimento dos embargos apresentados, nos termos do voto proferido, que passa a integrar a decisão embargada, para prestar os esclarecimentos devidos. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator Fl. 204DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
