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Numero do processo: 17546.001042/2007-88
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2000 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , a determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
AUSÊNCIA DE TERMO DE INÍCIO DA AÇÃO FISCAL- TIAF.NULIDADE.
Na forma do comando do § 2º do art. 591 da Instrução Normativa MPS/SRP nº 3, de 14 de julho de 2005, vigente á época da ação fiscal, a ciência do TIAF alem de dar início ao procedimento fiscal, implica formal perda da espontaneidade do sujeito passivo referida no §3º do art. 645. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007. Sendo elemento essencial, a ausência do termo de início enseja nulidade.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 2403-002.155
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência da competência 11/2001 com base no § 4° do art. 150 do CTN e por unanimidade de votos dar provimento pelo reconhecimento do vicio formal.
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente.
IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2000 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , a determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. AUSÊNCIA DE TERMO DE INÍCIO DA AÇÃO FISCAL- TIAF.NULIDADE. Na forma do comando do § 2º do art. 591 da Instrução Normativa MPS/SRP nº 3, de 14 de julho de 2005, vigente á época da ação fiscal, a ciência do TIAF alem de dar início ao procedimento fiscal, implica formal perda da espontaneidade do sujeito passivo referida no §3º do art. 645. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007. Sendo elemento essencial, a ausência do termo de início enseja nulidade. Processo Anulado.
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EM CONEXÕES TUBULARES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2000 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. AUSÊNCIA DE TERMO DE INÍCIO DA AÇÃO FISCAL TIAF.NULIDADE. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 10 42 /2 00 7- 88 Fl. 687DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência da competência 11/2001 com base no § 4° do art. 150 do CTN e por unanimidade de votos dar provimento pelo reconhecimento do vicio formal. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos Fl. 688DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.001042/200788 Acórdão n.º 2403002.155 S2C4T3 Fl. 688 3 Relatório Tratase de crédito tributário constituído contra a empresa em epígrafe, por intermédio da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, DEBCAD n" 37.016.866 6, referente às contribuições devidas à Seguridade Social correspondente à parte da empresa, às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GILRAT e a de Terceiros (INCRA, SEBRAE, SESCOOP) no período de 02/2000 a 12/2005. A instância ad quod registra em seu relatório que : “ De acordo com o Relatório Fiscal, às fls. 104/106, constituem fatos geradores das contribuições lançadas, as remunerações pagas ou creditadas aos segurados cooperados, segurados autônomos e segurados empregados apurados nas Folhas de pagamento e nos Livros contábeis Diário e Razão da empresa, sendo o período de levantamento dividido conforme abaixo: Lev. NI 02/00 a 09/03, 03/04 a 11/05; Lev. N2 03/00 a 12/01; Lev. N3 04/01, 11/01, 12/01, 08/02,12/02, 13/02, 06/03 a 08/03, 11/03 a 13/03; Autônomos 01/00 a 09/03.” Informa ainda que : “ a empresa enquadrada em cooperativa de produção é a sociedade que, por qualquer forma, detém os meios de produção e seus associados contribuem com serviços laborativos para a produção de bens e serviços. E que os elementos examinados que serviram de base para o lançamento do presente crédito foram as Folhas de pagamento e seus respectivos resumos, as GFIPs e livros Diários e Razão.” DA IMPUGNAÇÃO Cientificada, a notificada apresentou defesa tempestiva, às fls. 107/118, juntando os doe. de fls. 122/473, na qual alega, dentre outros, que: • a autuada é uma cooperativa de trabalho, cuja prestação de serviços é realizada unicamente para sua Central Cooperativa UNIFORJA, ficando o recolhimento da contribuição, no percentual de 15%(quinze por cento) a cargo da contratante Cooperativa Central UNIFORJA, sobre o valor bruto da Nota Fiscal, e que, se hipoteticamente a impugnante tivesse que recolher os 20% sobre a remuneração paga aos sócios cooperados, então o débito deveria ser levantado pela diferença; Fl. 689DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 • não existem valores recolhidos em atraso que justifiquem levantamento de acréscimos legais, haja vista terem sido todos recolhidos no dia 02 do mês subseqüente à prestação de serviços pela cooperativa Central; • o recolhimento da cota patronal, para o período compreendido entre as competências 12/2002 a 03/2003, referente ao sócio cooperado equiparado ao autônomo, na categoria de contribuinte individual, conforme art. 9o , do Decreto n° 3.048/99, era de responsabilidade do próprio segurado que recolhia por meio de carne individual e só a partir da competência 04/2003, é que passaram a reter os 11% sobre a remuneração dos referidos segurados, com a Lei n° 10.666/2003. Protesta por todos os meios de provas admitidos em direito, inclusive perícia. Salienta que o Auto de Infração, sem qualquer motivação idônea e pertinente, é nulo de pleno direito. Ante o exposto, requereu que: os autos fossem baixados em diligência a fim de que fosse produzida prova pericial contábil fiscal, por contador devidamente habilitado, com o fim de demonstrar que inexistem diferenças a serem recolhidas; juntada de documentos pertinentes ao processo administrativo; ao final, seja julgada insubsistente a presente NFLD. DA DILIGÊNCIA Ante as alegações da impugnante, os autos foram devolvidos em diligência para que o auditor autuante, à vista dos documentos apresentados, elaborasse parecer conclusivo reafirmando/retificando o valor lançado na presente NFLD, e os motivos de sua conclusão, de forma a identificar qual categoria de segurados está em cada levantamento: empregado celetista, contribuinte individual e principalmente os cooperados, haja vista existirem dois levantamentos NI e N2 FOLHA NORMAL COM GFIP, sendo que em ambos constam períodos com levantamento de empresa e contribuinte individual/autônomos, e outros que, além destes, consta a rubrica segurados, como também de um terceiro levantamento N3Celetista. Como resultado da diligência o auditor emitiu a informação fiscal de fls. 482/489, relatando que : “ Os valores apurados para o levantamento NI – período 02/2002 a 12/2001 referemse á remuneração dos segurados autônomos e dos diretores não empregados enquadrados na categoria 11 e para o período de 01/2002 a 12/2005 referem se à remuneração dos segurados autônomos, dos trabalhadores do Conselho Fiscal , Conselho Administrativo e dos cooperados, que são segurados contribuintes individuais obrigatórios na categoria 11 até a competência 12/2004 e posteriormente enquadrado na categoria 17 Trabalhador Associado à Cooperativa de Trabalho, de 06/2004 a 12/2005. Fl. 690DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.001042/200788 Acórdão n.º 2403002.155 S2C4T3 Fl. 689 5 Os valores apurados para o levantamento N2 para o período de 03/2000 a 12/2001 referemse à remuneração dos trabalhadores do Conselho Fiscal, Conselho Administrativo, Cooperados associados à Cooperativa de Produção enquadrados na categoria 13 e na categoria 01, respectivamente. Os valores apurados para o levantamento N3: • para o período de 04/2001 a 13/2003 referem se aos segurados empregados (escritório/ celetista), categoria 01, e de acordo com o art.295 da Lei n° 5.764/91, as Cooperativas de Trabalho e de Produção estão sujeitas às mesmas obrigações previdenciárias das empresas em geral, em relação à remuneração paga a esses segurados. Informa ainda a autoridade fiscal que, a partir da competência 06/2004, as cooperativas de produção, denominadas singulares, que forneciam serviços à UNIFORJA(Central), passaram a ser cooperativas de trabalho, devendo os próprios cooperados recolher os valores para a Previdência Social em seu NIT e a Central recolher 15% , relativo às Notas Fiscais emitidas pelas cooperativas de produção. Através do levantamento NI, observouse que, das competências 06/2004 a 12/2005, os valores apurados são diferentes dos valores corrigidos devido ao fato de que não foi considerada a alteração de cooperativa de produção para cooperativa de trabalho, resultando em um maior valor apurado. Através do levantamento NI, observouse que os valores apurados foram devidamente corrigidos para as competências 12/2002 a 03/2003, pois os próprios segurados cooperados recolheram os valores devidos à Previdência Social através de carnes individuais, conforme art. 74, §§ I o e 2o da Lei n° 8.212/91. As alíquotas aplicadas sobre as remunerações recebidas pelos cooperados nas rubricas NI e N2 foram: 15% até a data de 28/02/2003 e 20% a partir de 01/03/2003 até 12/2005. Para as rubricas N3 (celetistas), trabalhadores que atuam nos escritórios das cooperativas foram : Segurados: limites máximo e mínimo; Empresa:20% (a partir de 02/2000); SAT: 3,0%; Terceiros: 5,8% Assim, o débito foi retificado conforme tabela constante no item 10 do Relatório fiscal. ” Fl. 691DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 Inconformado, o contribuinte se manifesta, às fls. 504/509, reiterando os mesmos argumentos contidos na impugnação com relação à impossibilidade de se apurar débitos incluído em parcelamento especial e pagamento aos sócios cooperados. E o relatório.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar os argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.550, a 5 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Brasília – DF DRJ/BSB, em 06 de julho de 2010, proferiu o Acórdão n° 0337.819, negando provimento às alegações do contribuinte. DO RECURSO VOLUNTÁRIO. A Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 565, onde reiterou as razões de impugnação. Fl. 692DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.001042/200788 Acórdão n.º 2403002.155 S2C4T3 Fl. 690 7 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DAS PRELIMINARES DA DECADÊNCIA Com assinatura do Auditor Fiscal, consta na NFLD NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DEBITO às fls 01, que o referido documento teria sido enviado via postal em 01/12/2006. Sendo certo que o contribuinte recebeu a intimação, cumpre destacar que não consta nos autos cópia do Aviso de Recebimento – AR com registro da data de entrega da notificação. Aduz que, às fls. 127, na impugnação recebida em primeira instância como tempestiva consta que o documento teria sido entregue em 06/12/2006 assim. Decadentes 11/2001 e anteriores. Para cômputo da decadência, a primeira instância considerou a data do encerramento da ação fiscal aposta na NFLD às fls. 01 e no Termo de Encerramento às fls. 100 (30/11/2006), que, ressaltese, também, não fora assinado pelo contribuinte. Para reconhecer a decadência assim se manifestou : “ No caso em questão, considerando que constam recolhimentos antecipados pela empresa, incidentes sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço e que o novo prazo decadencial de cinco anos, conforme disposto no artigo supracitado, as competências que a fiscalização poderia lançar seriam a partir de 11/2001, uma vez que a ciência do contribuinte se deu em 30/11/2006. Dessa forma, resta configurada a decadência dos valores lançados no período de 02/2000 a 10/2001, devendo, portanto, serem excluídos.” Diante do acima, há que reconhecer a decadência, também, da competência 11/2001 que em razão dos recolhimentos antecipados já verificados em sede de impugnação, deva observar o comando do § 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN. DA AUSÊNCIA DO TERMO DE INÍCIO DA AÇÃO FISCAL TIAF No item 10 do Relatório Fiscal às fls. 108 a Autoridade autuante informa que o Termo de Início da Ação Fiscal TIAF estaria entre os documentos que integram a NFLD em comento, entretanto, este não consta dos autos : Fl. 693DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 “ 10. Integram esta NFLD, os seguintes documentos: (...) TIAF Termo de Início da Ação Fiscal TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos; TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal; Relatório Fiscal ” Embora o registro no Relatório Fiscal, o fato de na relação de documentos da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD às fls. 01 não constar o sobredito TIAF , revela certeza de este não fora emitido: “ A discriminação dos fatos geradores, das contribuições devidas, dos períodos a que se referem e a fundamentação legal consta expressamente dos seguintes anexos, os quais fazem parte integrante desta notificação: IPC Instruções para o Contribuinte DAD Discriminativo Analítico do Débito DSD Discriminativo Sintético do Débito RDA Relatório de Documentos Apresentados RADA Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados DAL Diferença de Acréscimos Legais FLD Fundamentos Legais do Débito MPF Mandado de Procedimento Fiscal TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal REFISC Relatório Fiscal ” DA INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 70, DE 10 DE MAIO DE 2002 A Instrução Normativa n° 70, de 10 de maio de 2002, nos arts 42 e 45 previam que : “Art. 42. A lavratura do Termo de Início de Auditoria Fiscal (TIAF) constituise em procedimento obrigatório, caracteriza se ato vinculado do AFPS no pleno exercício de suas funções e tem por finalidade cientificar ao sujeito passivo que ele se encontra sob auditoria fiscal .” “Art. 45. O TIAD será emitido privativamente pelo AFPS, no pleno exercício de suas funções, quando da solicitação de documentos ao sujeito passivo em procedimentos de auditoria fiscal ou de diligências ou em outras situações que requeiram tal procedimento. Fl. 694DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 17546.001042/200788 Acórdão n.º 2403002.155 S2C4T3 Fl. 691 9 Parágrafo único. No procedimento de auditoria fiscal, o TIAD será obrigatoriamente precedido do TIAF. ”( grifos de minha autoria) DA INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/DC Nº 100, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2003 A Instrução Normativa INSS/DC Nº 100, De 18 De Dezembro De 2003, revogou a de n° 70 supra, entretanto mantevese silente sobre a Emissão de Termos de Início da Ação Fiscal – TIAF. DA INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP N 3, DE 14 DE JULHO DE 2005 Vigendo á época do lançamento o art. 591 da INSTRUÇÃO NORMATIVA MPS/SRP Nº 3, DE 14 DE JULHO DE 2005 a emissão do TIAF caracterizava formalidade essencial implicando, inclusive, na perda da espontaneidade do sujeito passivo, verbis: “ Art. 591. O TIAF emitido privativamente pelo AFPS, no pleno exercício de suas funções, tem por finalidades cientificar o sujeito passivo de que ele se encontra sob ação fiscal e intimálo a apresentar, em dia e em local nele determinados, os documentos necessários à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias principais e acessórias, os quais deverão ser deixados à disposição da fiscalização até o término do procedimento fiscal. (Nova redação dada pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007) § 1º Será dada ciência do TIAF ao sujeito passivo na forma prevista no art. 588. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007) § 2º A ciência do TIAF dá início ao procedimento fiscal, implicando a perda da espontaneidade do sujeito passivo referida no §3º do art. 645. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007) § 7º Após a ciência do TIAF, a SRP não emitirá parecer em relação a consulta referente às obrigações previdenciárias objeto de verificação no procedimento fiscal. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007) Parágrafo único. Para o fim previsto no caput, considerase documento aquele definido no inciso IV do parágrafo único do art. 606.” Fl. 695DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 10 Desse modo, restando preterida formalidade obrigatória, o lançamento restou maculado por vício formal. CONCLUSÃO Diante de tudo que foi exposto, conheço do recurso para, EM PRELIMINAR reconhecer a decadência da competência 11/2001 bem como a NULIDADE dos créditos constituídos em razão de VÍCIO FORMAL no lançamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 696DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 10480.913039/2009-33
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.304
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Souza - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel.
Relatório
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Souza Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .9 13 03 9/ 20 09 -3 3 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife (PE), que por unanimidade de votos julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela contribuinte. Inicialmente a interessada transmitiu a Declaração de Compensação DCOMP de n° 40714.20137.031007.1.3.048405 (fls. 01/05), por meio da qual compensou crédito do IRPJ, do período de apuração de 30/06/2006, com os débitos de sua responsabilidade. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico, as fls. 06, a DRF Recife não homologou a compensação, com base na seguinte fundamentação: “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissao informado no PER/DCOMP: 16.481,85 A partir das caracteristIcas do DARF discriminado no PER/DCOMP acima Identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, ngo restando crédito disponlvel para compensação dos débitos Informados no PER/DCOMP.” Em sua defesa a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, em 18/11/2009, argumentando e requerendo, em síntese, que: a) em 14/08/2006 procedeu à entrega à DCTF relativa ao 1º semestre de 2006; b) em 22/11/2006 transmitiu a 1ª DCTF retificadora, informado novos tributos e contribuições devidos relativos ao trimestre declarado, retificando o valor do débito de Cofins do 1º TRI – 2006 para R$ 383.417,21; c) em 05/09/2007 transmitiu a 2ª DCTF retificadora, protocolada sob o nº 36.90.34.61.01, na qual incluiu o valor de R$ 401,39 de CSRF 1º TRIM 2006; d) cientificada do Despacho Decisório, a contribuinte, detectou que o valor da DCTF lançado, sob a rubrica de IRPJ (código 208901), não retratava com exatidão o valor apurado,que, efetivamente, importa em R$ 346.515,60, enquanto o valor de R$ 372.422,66, na verdade, representa o valor pago e recolhido em 31/07/2006, mediante DARF próprio; e) é indiscutível que o valor declarado naquele PER/Dcomp relativo ao tributo recolhido pela manifestante é de R$ 372.422,66, que é cabível a compensação do valor recolhido a maior, no valor de R$ 25.907,06. Inobstante ser devida a compensação do valor pago a maior do que efetivamente devido, é certo que formulou pedido de compensação em duplicidade, já que idêntico àquele formulado no PER/Dcomp 05042.15552.070207.1.3.04.0045; f) ao elaborar e transmitir aquela "Declaração de Compensação" buscou apenas o reconhecimento do crédito recolhido em 31/07/2006, mediante DARF próprio, para a devida e cabível compensação de IRPJ relativa ao 4°TRIM/2006; Fl. 151DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 4 3 g) a Declaração de Compensação da manifestante preenche todos os requisitos necessários à sua legalidade e ao deferimento da sua compensação e homologação; h) reconhece que o Despacho Decisório, relativo ao PER/DCOMP 40714.20137.031007.1.3.04.8405, que não homologou o pedido da contribuinte com base nos registros existentes junto à SRFB, notadamente aqueles originários da 2ª DCTF, transmitida pela contribuinte em 05/09/2007 e recepcionada sob o nº 36.90.34.61/01, está correto, posto que coerente e com base nos lançamentos constantes junto a essa SRFB; i) no entanto, considerando que as informações das DCTF, inclusive aquelas retificadoras, sendo a última transmitida em 05/09/2007, protocolada sob o nº “36.90.34.61.01”, não retratam com fidelidade os valores de totalização dos tributos apurados no 1° TRIM de 2006, requer o direito de elaborar e transmitir, na forma da lei, uma nova DCTF retificadora, objetivando declarar com exatidão os débitos e créditos tributários, “retificando, na sua total inteireza, a DCTF transmitida e recepcionada em 05/09/2007, protocolada sob o nº 36.90.34.61.01”; j) requer determinar que o Auditor Fiscal que proferiu o Despacho Decisório desconsidere as DCTF (primitivas e retificadas) transmitidas e recepcionadas nas datas já declinadas, posto que as mesmas não retratam com fidelidade os valores de totalização dos tributos apurados no 1° TRIMESTRE de 2006; h) requer também que se “Desconsidere pedido de compensação formulado pelo contribuinte, ora manifestante, posto que formulado em duplicidade, em razão do pedido formulado através do PER/Dcomp 05042.15552.070207.1.3.04.0045”; i) e por fim, requer “ordenar o arquivamento da declaração de compensação formulada pelo contribuinte, após a revisão do ‘Despacho Decisório’ de lavra do DD Auditor Fiscal, seguindose até ulteriores termos, para que produza os seus efeitos legais”. A DRJ de Recife (PE) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, consubstanciando sua decisão na seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006 IMPUGNAÇÃO E PROVAS DOCUMENTAIS. PRAZO DE APRESENTAÇÃO. Pela legislação de regência do processo administrativo fiscal, as razões de impugnação e as provas documentais devem ser apresentadas no prazo de trinta dias contados da data em que for feita a intimação da exigência, ressalvada a hipótese, desde que fundamentada, de posterior apresentação de provas documentais que demonstrem a impossibilidade de efetuálas naquele prazo, se por motivo de força maior, ou se refiram a fato ou direito superveniente ou caso se destinem a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 152DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 5 4 Inconformada com essa decisão em 02/10/2012, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 09/10/2012 onde reitera as alegações anteriormente aduzidas. É o relatório. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O Recurso é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. A Recorrente a todo momento reconheceu que o Despacho Decisório, relativo ao PER/DCOMP ° 40714.20137.031007.1.3.048405, que não homologou o seu pedido, como estando o mesmo correto, ao mesmo tempo em que alega que as informações transmitidas nas DCTF apresentadas (original e retificadora) não retratam com fidelidade os valores de totalização dos tributos e, por isso, requer que sejam desconsideradas tais DCTF’s. Suscita que não havia motivo para o envio da PER/DCOMP que deu origem ao presente processo, eis que a mesma foi enviada por engano em duplicidade. Isso porque o que a Recorrente pretendia nestes autos já está sendo discutido no Processo nº 10480.913038/2009 99, o qual também possui recurso interposto. Senão vejamos: “Desde logo se registra e se destaca que a PERDCOMP que gerou o presente processo (nº 40714.20137.031007.1.3.048405) foi encaminhada por engano, de forma equivocada, e em duplicidade. Não havia, como não há, motivo para o envio da referida declaração. Em verdade, o que a ora Recorrente pretendia nestes autos já está sendo discutido no Processo nº 10480.913038/200999 (a que o acórdão ora recorrido , inclusive, fez textual remissão), inclusive no recurso voluntário interposto contra o acórdão nº 1135.522 (4ª Turma da DRJ/REC).” A DRJ de Recife entendeu que não poderiam ser produzidas novas provas em razão de ter expirado o prazo de trinta dias contados da data em que foi feita a intimação. Nesse ponto discordo da decisão da DRJ, senão vejamos alguns julgados sobre o tema. A esse respeito: “(...) PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO APRESENTAÇÃO. APÓS IMPUGNAÇÃO. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE E VERDADE MATERIAL. O artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72, estabelece como regra geral para efeito de preclusão que a prova documental deverá ser apresentada juntamente à impugnação do contribuinte, não impedindo, porém, que o julgador conheça e analise novos documentos ofertados após a defesa inaugural, em observância aos princípios da verdade material e da instrumentalidade dos atos administrativos, sobretudo quando são capazes de rechaçar em parte ou integralmente a pretensão fiscal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO”. (CARF – Ac. 240100135 – 1ª Turma – 4ª Câmara – 2ª Seção). E também: Fl. 154DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 7 6 “QUESTÃO PROCESSUAL MOMENTO DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS PRECLUSÃO PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA VERDADE MATERIAL A apresentação de prova documental, após o decurso do prazo para interposição de impugnação, pode ser admitida excepcionalmente, nos termos do artigo 16, do Decreto nº. 70.235/72, com redação dada pela Lei nº. 9.532/97, a fim de que a decisão proferida se coadune com os princípios da legalidade e da verdade material. Recurso especial não conhecido. (CSRF – 3ª Turma Ac. Nº 40305210 – Processo 10814.008031/9875). O dito princípio da verdade material é muito bem abordado pelo ilustre doutrinador James Marins em sua obra Direito Processual Tributário Brasileiro (Administrativo e Judicial), Dialética, 2001, p. 176. “A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalização através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. Deve fiscalizar em busca da verdade material: deve apurar e lançar com base na verdade material. (grifos nossos)” E também através dos seguintes julgados: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL CERCEAMENTO DE DEFESA NULIDADE PRINCÍPIO DA VERDADE REAL O processo administrativo fiscal regese pelo princípio da verdade material, devendo a autoridade julgadora utilizarse de todas as provas e circunstâncias de que tenha conhecimento. O interesse substancial do Estado é a justiça. Processo anulado, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. (2º CC Proc. 10945.000309/200182 Rec. 121225 (Ac. 20178154) 1 a C. Rel. Antônio Mário de Abreu Pinto DOU 29.08.2005 p. 74)” “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PRESSUPOSTOS BASILARES VERDADE MATERIAL. Sob o manto da verdade material, todo o erro ou equívoco deve ser reparado tanto quanto possível, de forma menos injusta tanto para o fisco quanto para o contribuinte. Erros e equívocos não tem o condão de se transformarem em fatos geradores de obrigação tributária. (Primeiro Conselho de Contribuintes, Quarta Câmara, Processo nº 10768.014567/9614, Acórdão n° 10417249, Relator Conselheiro Nelson Mallmann, julgamento em 10/11/99)” O processo nº 10480.913038/200999, o qual a Recorrente alega que trata da mesma matéria, foi distribuido para esta mesma Turma, sob minha relatoria, e na sessão do dia 12 de junho de 2013 foi baixado em diligência para a delegacia de origem para análise: “a) do direito creditório alegado pela Recorrente a luz da sua escrita contábil, memórias de cálculo do IRPJ e escrituração das notas fiscais de faturamento; Fl. 155DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10480.913039/200933 Resolução nº 1802000.304 S1TE02 Fl. 8 7 b) juntar cópia da DIPJ referente ao anocalendário em questão; c) intimar o contribuinte do resultado da diligência para que se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias“ Guardadas as aparentes peculiaridades entre os dois processos e, considerando que discutem a mesma matéria, voto no sentido de baixálo em diligência para que a delegacia de origem: a) verifique a correlação e possível duplicidade alegada pela Contribuinte com o processo nº 10480.913038/200999; b) confirmando a alínea “a”, que seja apensado o presente ao processo nº 10480.913038/200999 para julgamento em conjunto, caso contrário retorne para julgamento apartado; c) elabore um relatório circunstanciado das conclusões da diligência; d) intime o contribuinte do resultado da diligência para que se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias. Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, conforme proposto. (documento assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 156DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 11128.002025/2007-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 11/02/2004
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. MONTAGEM. LAUDO TÉCNICO. CONTRADIÇÃO. INCONCLUSIVIDADE.
A classificação da mercadoria não se resume ao fato de estar ou não acoplada a outra. Mantém-se a classificação caso esta não seja afastada a contento pela recorrente, seja porque se concentrou no fato de os bens estarem ou não montados, ou pela própria dificuldade da situação originária: uma solicitação de retificação de DI desembaraçada em canal verde (sem verificação das mercadorias nem dos documentos), por erro do importador (omissão de mercadoria na DI original), com laudos técnicos posteriores em três meses ou mais à liberação da mercadoria, inicialmente contraditórios, e posteriormente inconclusivos.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3403-002.015
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Cons. Domingos de Sá Filho (relator), Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Designado como redator do voto vencedor o Cons. Rosaldo Trevisan.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Rosaldo Trevisan Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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MONTAGEM. LAUDO TÉCNICO. CONTRADIÇÃO. INCONCLUSIVIDADE. A classificação da mercadoria não se resume ao fato de estar ou não acoplada a outra. Mantémse a classificação caso esta não seja afastada a contento pela recorrente, seja porque se concentrou no fato de os bens estarem ou não montados, ou pela própria dificuldade da situação originária: uma solicitação de retificação de DI desembaraçada em canal verde (sem verificação das mercadorias nem dos documentos), por erro do importador (omissão de mercadoria na DI original), com laudos técnicos posteriores em três meses ou mais à liberação da mercadoria, inicialmente contraditórios, e posteriormente inconclusivos. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Cons. Domingos de Sá Filho (relator), Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Designado como redator do voto vencedor o Cons. Rosaldo Trevisan. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Rosaldo Trevisan – Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 20 25 /2 00 7- 11 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de auto de infração para exigir o Imposto de Importação e acréscimos legais (multa e juros de mora) decorrentes de reclassificação da mercadoria importada, em 11 de fevereiro de 2004. A controvérsia decorre de classificação fiscal. O entendimento da fiscalização é de que se trata de importação de “conjunto de batente de escora com alojamento, para turbina a vapor”, em sua visão parte da turbina, sendo assim, deveria ser classificada na posição 8406.90.90, com alíquota do Imposto de Importação de 14% e IPI de 5%. Debatese a recorrente em afirmar tratarse de “conjunto rotativo completo com palhetas”, razão pela qual a classificação fiscal correta é a da posição 8406.9011 – rotores de turbinas a reação de múltiplos estágios, com alíquota do Imposto de Importação de 0% e IPI alíquota de 5% (cinco por cento). Inicialmente a discussão girava em torno de importação de parte de componentes do rotor, face aos laudos carreados aos autos. Diante da complexa situação colocada a exame, os Julgadores de Piso decidiram converter o julgamento em diligência, baixando o feito à origem para que fossem esclarecidos os pontos confusos. Para tanto, foram elaborados quesitos específicos a serem respondidos, nos seguintes termos: 1. analisar a mercadoria objeto de pedido de inclusão na adição 001 da DI n. 04/01313390, descrita pela importadora como sendo: 'um conjunto de batente de escora com alojamento, para turbina a vapor Mitsubishi, série ns 620/21/22, TG6301 A/B/C, fl. 17/20; 2. esclarecer se estamos diante de uma mercadoria integrante do 'conjunto rotativo completo com palhetas (1o ao 8° estágio) e teste giro alta velocidade do rotor turbina, sobressalente para turbina a vapor' despachada naquela adição’; 2. esclarecer se essa mercadoria pode ser considerada parte da turbina de múltiplos estágios, do rotor para turbina a vapor; 3. esclarecer se essa mercadoria pode ser identificada como exclusiva ou principalmente destinada para a turbina do rotor; 4. oferecer outros esclarecimentos que se fizerem necessários. Com o resultado da diligência a fiscalização deixou o entendimento anterior, e reconheceu tratarse de “um conjunto de batente de escora com alojamento, para turbina a vapor Mitsubishi”. No entanto, entendeu tratarse de mercadoria classificada na posição 8406.90.90. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 11128.002025/200711 Acórdão n.º 3403002.015 S3C4T3 Fl. 10 3 Irresignada, a recorrente, continua insistindo que a mercadoria só poderia ser classificada na posição 8406.90.90 se tratasse de parte de outro componente. A decisão manteve o lançamento intacto, sob o fundamento de que a recorrente não impugnou explicitamente a classificação fiscal eleita pela fiscalização, de modo que, essa matéria estava preclusa. Em razões recursais mantémse os argumentos tecidos na fase de impugnação, ressaltando tratarse equívoco da Autoridade Aduaneira em classificar a mercadoria na posição 8406.90.90. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Domingos de Sá Filho, relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual passo conhecer. A lide cingese em definir se o bem importado pela recorrente se enquadra na classificação fiscal 8406.90.11 ou na 8406.90.90 (atribuída pela Autoridade Fiscal). Ao contrário do sustentado pelo julgamento de piso, em relação ao inconformismo, a classificação atribuída foi combatida insistentemente, e justificada debaixo do manto de que se referia a equipamento completo. Por ser assim, a classificação 8406.90.90, eleita pela Aduana, era equivocada, e só seria justificada caso se tratasse de importação de parte de um componente, condição afastada pelo reconhecimento da própria autoridade de que se tratava de um conjunto de batente de escora com alojamento para turbina a vapor de marca Mitsubishi. De modo que, a discussão ficou circunscrita à classificação fiscal. O capítulo 84 da NCM cuida de reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suportes. As turbinas a vapor encontramse alocadas na posição 84.06, e o código 84.06.90 se refere a partes. Apresentados dois pareceres pelo perito designado pela Receita Federal, o primeiro concluiu no sentido de tratarse de importação de parte, em razão de o exame fotográfico demonstrar ranhuras provocadas pelo mancal de sustentação do eixo, com evidência de substituição de oito rodas desgastadas (fl. 95). Em diligência após exame do equipamento, modificouse o entendimento, e concluiuse que realmente se trava de uma peça só, forjada, afastandose a posição anterior (fl. 201), conforme se extrai do parecer: 2. B . Esclarecer se essa mercadoria pode ser considerada parte da turbina de múltiplos estágios, do rotor para turbina a vapor; Fl. 315DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN 4 RESP.: A mercadoria é um rotor para turbina de múltiplos estágios completo, isto é, montado, e não parte do rotor. O rotor completo faz parte da turbina a vapor. 3. Esclarecer se essa mercadoria pode ser identificada como exclusiva ou principalmente destinada para a turbina do rotor; RESP.: Como dito anteriormente, essa mercadoria destinase exclusivamente para ser utilizada numa turbina à vapor. Portanto, não há dúvida em relação às afirmações da recorrente de que trata de uma só peça, e restou claro pela resposta do perito designado pela Receita Federal que o bem destinava exclusivamente para ser utilizado numa turbina a vapor. A nota técnica recomenda que a classificação seja na posição correspondente à utilização principal. Em sendo assim, assiste razão a recorrente. Ante o exposto, conheço do recurso e dou provimento para afastar a exigência do Imposto de Importação. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 316DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 11128.002025/200711 Acórdão n.º 3403002.015 S3C4T3 Fl. 11 5 Voto Vencedor Conselheiro Rosaldo Trevisan, redator designado. O tema tratado no presente processo é restrito à classificação de mercadorias. Contudo, não se está a tratar de dúvida surgida durante a conferência aduaneira, na importação, mas após a saída da mercadoria do recinto alfandegado, sem que esta tenha sido objeto de verificação pela Aduana. Esse fator complicador não é impeditivo, mas dificulta sobremaneira a análise do contencioso. Também não se está a tratar de medida de ofício da Aduana, que tenha constatado em revisão aduaneira uma incorreção de classificação. A discussão sobre a classificação surge a partir de pedido do importador para inclusão de mercadoria na declaração, aproximadamente três meses após o desembaraço, como se narra a seguir. A controvérsia se inicia após o registro (11/02/2004) e o desembaraço (na mesma data) em canal verde (ou seja, sem verificação da mercadoria nem exame dos documentos) da Declaração de Importação (DI) n. 04/01313390 (fls. 31 a 351). Na adição 01 de tal declaração (peso líquido de 3.261 Kg e valor de US$ 717.067,85), incluise mercadoria descrita como “conjunto rotativo completo com palhetas (1o estágio ao 8o estágio) e teste giro alta velocidade do rotor turbina por 1 minuto, sobres. p/ turbina a vapor n. série H620/21/22, 7500KV, TG6301 A/B/C, PCM 270100019/03 – AFM 990540868/03”, classificada na NCM 8406.90.11 (rotores de turbina a reação, a vapor, de múltiplos estágios, alíquota de II de 0% e de IPI de 5%). Na adição 02 da mesma declaração, incluemse mercadorias descritas como “disco diafragma...”, “jogo completo de bocais...”, e “labirinto...”, todos na NCM 8406.90.90 (outras partes de turbinas a vapor, alíquota de II de 14% e de IPI de 5%). São ainda declaradas outras mercadorias nas adições 03 e 04 (sem relevância na análise do presente contencioso). Cerca de três meses após o desembaraço da mercadoria, em 26/5/2004, a recorrente solicita (fl. 19) retificação da DI, para inclusão de mercadoria não declarada, alegando que à época da importação, foi informado incorretamente pelo embarcador de que um dos itens não havia sido embarcado, motivo pelo qual ele não foi então incluído na DI. Em 18/2/2004 recebeu a recorrente uma fatura do embarcador, dando conta de que a mercadoria efetivamente ingressou no território nacional e, portanto, foi retirada do recinto alfandegado juntamente com as mercadorias constantes da DI n. 04/01313390 (o importador informou que a mercadoria estava à disposição da fiscalização na cidade de Paulínia, seu destino final). Na retificação solicitada, objetivase alterar o valor total da importação, e pedese a inclusão de um segundo item na adição 01, descrito como “cjto. de batente de escora c/ alojamento, p/ turbina a vapor Mitsubishi, série n. H620/21/22, TG6301 A/B/C”, item esse correspondente à mercadoria que deveria ter sido incluída na DI original e não foi. São ainda recolhidas diferenças de tributos em função da retificação solicitada (DARF à fl. 25). Ao analisar a retificação solicitada, a Aduana, considerando “que os documentos apresentados não são suficientes para comprovar as alegações do interessado”, encaminha o processo à unidade de jurisdição (Alfândega do Aeroporto Internacional de 1 Toda numeração de folhas indicada neste voto se refere à paginação eletrônica no "eprocessos". Fl. 317DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN 6 Viracopos), para algumas verificações adicionais. Em tal unidade (fl. 43), é efetuada diligência na empresa (em 15/6/2004), verificandose que a mercadoria se encontrava estocada no almoxarifado, e que eram procedentes as informações prestadas sobre o equívoco cometido no envio da mercacoria ao país. Durante tais análises pelas unidades é perceptível ainda que se busca verificar eventual descumprimento do disposto no art. 266 do Decreto n. 4.543/2002 (Regulamento Aduaneiro então vigente), referente ao descumprimento de regimes aduaneiros especiais. Consta inclusive um DARF (fl. 45) de pagamento de multa por tal descumprimento, multa essa que não é questionada pela recorrente no presente processo. Em 7/10/2004 (fl. 48), a autoridade aduaneira manifestase no sentido de que, assim como a mercadoria originalmente declarada na adição 01, a mercadoria a ser incluída na DI (“cjto. de batente de escora c/ alojamento, p/ turbina a vapor Mitsubishi, série n. H 620/21/22, TG6301 A/B/C”) é uma outra parte de turbina a vapor (NCM 8406.90.90 – adição 02) e não um conjunto rotativo completo (NCM 8406.90.11, como pleiteado na retificação). A empresa manifesta sua inconformidade com a exigência em 1/11/2005 (fls. 63 e 64), alegando que “o conjunto rotativo completo é o rotor montado com as palhetas, podendo ser fornecido com e sem as mesmas(sic)”. Em fevereiro de 2006, solicitase catálogo da mercadoria descrita na adição 01 (fl. 86), sendo o pedido atendido pela recorrente às fls. 88 a 108. Na sequência, solicitase, então, a assistência de perito credenciado pela RFB, para análise das alegações do importador. Em resposta, o perito informa que não foi importado “um rotor da turbina completo, isto é, o eixo, as oito rodas empalhetadas, mais os labirintos entre os estágios, montados” (fl. 110). O laudo é contestado pela recorrente em 15/3/2006 (fl. 114), motivando a solicitação de uma segunda manifestação do perito, que modificadiametralmente sua conclusão inicial para afirmar que “o rotor importado veio completamente montado, inclusive com as palhetas” (fl. 118). Após tais manifestações, a autoridade aduaneira altera a exigência inicial, sustentando que somente a mercadoria a ser adicionada na DI classificase na NCM 8406.90.90 (fl. 120). Lavrase assim o Auto de Infração de fls. 2 a 18, exigindose a diferença correspondente ao imposto de importação, acrescido de juros de mora e de multa de ofício, e juros de mora e multa isolada correspondentes ao IPI pago sem acréscimos moratórios, perfazendo um total de R$ 9.912,24. As discussões que se seguem na impugnação, no julgamento de primeira instância e no recurso voluntário pouco acrescentam de substancial ao processo. Na impugnação (fls. 126 a 134), reiterase que foi importado um conjunto rotativo completo com palhetas, motivo pelo qual o item a ser acrescentado deve ser classificado como 8406.90.11 (partes de turbinas a vapor rotores de turbinas a reação, de múltiplos estágios), requerendose nova perícia. O requerimento é acatado pelo órgão julgador de primeira instância (fls. 212 a 215 ), dando origem ao laudo de fls. 221 a 223, no qual as respostas não afirmam categoricamente o que é a mercadoria a ser incluída na DI, mas tãosomente que ela veio montada no conjunto rotativo originalmente importado. Diante da inconclusividade, a DRJ, em sua decisão (fls. 260 a 270), entendeu que o laudo não se pronunciou explicitamente sobre “o conjunto de batentes de escora...”, mercadoria a ser incluída na DI, e concluiu que “do ponto de vista da classificação fiscal da mercadoria, tem razão o auditor autuante, pois não se está discutindo neste auto se o referido ‘conjunto...’ integra ou não o rotor, mas, se tem ou não classificação distinta”. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 11128.002025/200711 Acórdão n.º 3403002.015 S3C4T3 Fl. 12 7 No recurso voluntário (fls. 277 a 282), reiterase que a mercadoria importada, totalmente montada, é um rotor para turbina de múltiplos estágios completo, classificado na NCM 8406.90.11, e que à parte da discussão técnica, a aplicação da multa é ilegal, e confiscatória, tendo em vista não ter havido máfé ou prejuízo ao Fisco. Exposta toda a situação em discussão, é preciso retomar o início deste voto para destacar a excepcionalidade do presente processo. De fato, compatilhase da posição da DRJ de que há pouca conclusividade a respeito do que efetivamente é a mercadoria que se deseja incluir na declaração de importação já desembaraçada em canal verde. A argumentação levantada pelo julgador a quo (no sentido de que a discussão vai além da mera análise se o conjunto veio montado ou não) é pertinente, pois a classificação da mercadoria não se resume ao fato de estar ou não acoplada a outra. E a defesa da recorrente não logra afastar a classificação apontada pela Aduana, não só por concentrarse no fato de os bens estarem ou não montados, mas pela própria dificuldade da situação originária: uma solicitação de retificação de DI desembaraçada em canal verde (sem verificação das mercadorias nem dos documentos), por erro do importador (omissão de mercadoria na DI original), com laudos técnicos posteriores em três meses ou mais à liberação da mercadoria, inicialmente contraditórios, e posteriormente inconclusivos. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan Fl. 319DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 15/08/2013 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 10120.900460/2008-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 24/04/2008
Não cabe embargos para julgamento de nova diligência, ou complemento de diligência, até porque, se essa fosse a intenção, estaríamos diante de uma preclusão. A ocorrência de inexatidão material devido a lapso manifesto no relatório não altera a decisão do colegiado.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
Numero da decisão: 3101-001.484
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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A ocorrência de inexatidão material devido a lapso manifesto no relatório não altera a decisão do colegiado. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Waldir Navarro Bezerra. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 04 60 /2 00 8- 92 Fl. 354DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10120.900460/200892 Acórdão n.º 3101001.484 S3C1T1 Fl. 32 2 Tratam os autos de embargos de declaração manejados pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Goiânia, em face do acórdão 3101001.314 de 30.01.2013 da lavra dessa relatora, cujo voto aqui reproduzo: “O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Conforme podemos observar, já na decisão recorrida, já foi atendida e reconhecida os equívocos no preenchimento da PER/DCOMP pertinente aos autos, razão pelo qual foi baixado o presente processo em diligência na oportunidade do julgamento para confirmar o pagamento referido pela Recorrente. A diligência não foi extensa naquela oportunidade, pois, não considerou os equívocos confessados pelo Recorrente no preenchimento da referida PER/DCOMP e os argumentos da Recorrente foram desprezados quanto à veracidade do seu comprovante de pagamento, que agora são reconhecidamente verdadeiros pela disponibilidade do pagamento pela repartição de origem. Certo é que se as razões da indisponibilidade do pagamento não foram detalhadamente apresentadas pela repartição de origem, evidentemente por sua disponibilidade agora com a última diligência, as suas alocações pertinentes, também, por certo, são desnecessárias em razão dos valores exigidos e do pagamento localizado. Isto Posto, DOU PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO do contribuinte a fim de que seja reconhecido o seu direito creditório, com base em Documento de Arrecadação emitido pelo sistema da Receita Federal do Brasil. É como voto. Relatora – VALDETE APARECIDA MARINHEIRO” No entanto, o Delegado da Receita Federal do Brasil de Goiânia denuncia (fls. 150 e 151) ter havido contradições, nestas palavras: “No julgamento do recurso interposto pela contribuinte acima qualificada, resultante do Acórdão nº 3101001.314 (fls. 125 a 127), houve algumas contradições, sobre as quais passo a relatar: I – O presente processo referese ao PER/DCOMP 15102.02653.141103.1.3.042608 (fls.01 a 05), relativo ao crédito de PIS, no valor de R$ 119.901,17 (fl.02). II – O pronunciamento acerca da diligência solicitada, também, referiase ao PIS no montante de R$ 119.901,17 (fls.95 e 96). III – A matéria tratada no Acórdão em epigrafe, referese a COFINS (fls. 125). IV – Já, na página 127, do mesmo Acórdão, o crédito referido passa a ser R$ 553.390,00 e, passouse a análise do PER/DCOMP 05910.12988.141103.1.3.1.3.041992. Fl. 355DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10120.900460/200892 Acórdão n.º 3101001.484 S3C1T1 Fl. 33 3 Diante do exposto, foi proferido o Despacho de fls. 143/144, com detalhamento minucioso do ocorrido e, tendo em vista os lapsos acima enumerados, nos termos dos arts. 65 e 66, da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, interpõese o presente EMBARGO DE DECLARAÇÃO, para que, se admitido, haja correção do Acórdão 3101 001.314. Ressaltese que, apesar de no sistema parte do crédito estar indisponível, conforme relatado às fls. 148 e 149, face a alocação ter sido efetuada pelo sistema indevidamente ao débito de PIS, código 8109, PA 03/2003, na execução do Acórdão, haverá como corrigir a situação conforme exposto. (...)” É o relatório. Voto Conselheira Relator Valdete Aparecida Marinheiro, Inicialmente, cabe observar que o presente processo foi julgado por essa 1º Turma da 1º Câmara em 30 de janeiro de 2013, formalizado e assinado digitalmente pelo Presidente Henrique Pinheiro Torres em 15/04/2013 e foi dado ciência a Procuradoria da Fazenda Nacional em 02/05/2013. Entretanto, o Recurso de Embargos de Declaração presente foi encaminhado ao CARF em 24/06/2013. Efetivamente não existe contradição entre o voto condutor e o acordão recorrido, mas há ocorrência de inexatidão material devido a lapso manifesto no relatório na seguinte passagem: “Realizada a diligência em relação à Resolução 3101000.232 do CARF há informação nos autos que o pagamento de R$ 553.390,00 pago no dia 15/04/2003, no código 2172, encontra se disponível, conforme folha 95, e que depois de cientificado o contribuinte esse apresentou tempestivamente sua manifestação, folhas 98 a 100. Definitivamente a Recorrente em sua manifestação requer e espera ter demonstrado que os equívocos cometidos no preenchimento do PER/DCOMP n° 05910.12988.141103.1.3.041992 não obstam o reconhecimento do seu direito creditório. Isto porque a existência do pagamento que originou o crédito compensado por meio do referido PER/DCOMP restou devidamente confirmada por meio do Comprovante de Arrecadação, Comprovante esse reconhecido agora em diligência como disponível.” Os dados de valor, PER/DCOMP são de outro processo, bem como o “Assunto” do presente processo não é COFINS, mas PIS, (erro originado do acordão da decisão de primeira instância). Contudo, entendo que os erros admitidos e apontados, são absolutamente sanados, sem invenção, pois, constam nos autos do processo e são do relatório, ou seja, ao invés do que constou acima, devese considerar a seguinte redação: Fl. 356DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10120.900460/200892 Acórdão n.º 3101001.484 S3C1T1 Fl. 34 4 “Realizada a diligência em relação à Resolução 3101000.232 do CARF há informação nos autos que o pagamento de R$ 119.901,17 pago no dia 15/04/2003, no código 8109, encontra se disponível, conforme folha 95, e que depois de cientificado o contribuinte esse apresentou tempestivamente sua manifestação, folhas 98 a 100. Definitivamente a Recorrente em sua manifestação requer e espera ter demonstrado que os equívocos cometidos no preenchimento do PER/DCOMP n° 15102.02653.141103.1.3.042608 não obstam o reconhecimento do seu direito creditório. Isto porque a existência do pagamento que originou o crédito compensado por meio do referido PER/DCOMP restou devidamente confirmada por meio do Comprovante de Arrecadação, Comprovante esse reconhecido agora em diligência como disponível.” (Grifos apontando apenas as correções) Portanto, o voto condutor da decisão embargada no mérito não sofre qualquer alteração, pois, não está em julgamento qualquer nova diligência, ou complemento de diligência, até porque, se essa fosse a intenção dos presentes embargos, estaríamos diante de uma preclusão. Com essas considerações, voto no sentido de rejeitar os embargos manejados pelo Delegado da Receita Federal de Goiânia. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 357DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 25 /09/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10875.908348/2009-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006
DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO SUMÁRIA. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não é nulo o despacho decisório que descreve de maneira objetiva o motivo pelo qual o direito creditório pleiteado foi indeferido e, por conseqüência, não homologada a compensação aviada, mormente quando o sujeito passivo compreende os seus termos, defende-se das questões meritórias e contesta a conclusão estampada em tal ato administrativo.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3401-002.323
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Robson José Bayerl Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006 DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO SUMÁRIA. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não é nulo o despacho decisório que descreve de maneira objetiva o motivo pelo qual o direito creditório pleiteado foi indeferido e, por conseqüência, não homologada a compensação aviada, mormente quando o sujeito passivo compreende os seus termos, defende-se das questões meritórias e contesta a conclusão estampada em tal ato administrativo. Recurso voluntário negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2006 a 31/12/2006 DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO SUMÁRIA. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não é nulo o despacho decisório que descreve de maneira objetiva o motivo pelo qual o direito creditório pleiteado foi indeferido e, por conseqüência, não homologada a compensação aviada, mormente quando o sujeito passivo compreende os seus termos, defendese das questões meritórias e contesta a conclusão estampada em tal ato administrativo. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso. Júlio César Alves Ramos – Presidente Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Robson José Bayerl, Fenelon Moscoso de Almeida, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 83 48 /2 00 9- 58Fl. 104DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Cuidase, na espécie, de despacho decisório eletrônico de não homologação de compensação, relativo ao PER/DCOMP 32126.37407.190809.1.3.043004, em virtude de direito de crédito integralmente alocado a outro débito de titularidade do contribuinte. Em manifestação de inconformidade o contribuinte, preliminarmente, contestou a intimação por via editalícia; asseverou a nulidade do despacho decisório por falta de motivação da não homologação da compensação, citando jurisprudência administrativa, e conseqüente cerceamento do direito de defesa. No mérito, afirmou a legitimidade do direito creditório, decorrente de modificação do conceito de faturamento, e pugnou pela produção de prova em momento posterior. A DRJ Campinas/SP conheceu do recurso, suprindo o suposto defeito de intimação, e afastou as preliminares argüidas alegando que o recorrente entendeu perfeitamente as razões da não homologação da compensação, e, no mérito, indeferiu a produção superveniente de prova com fulcro nas disposições do art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235/72 e, por via reflexa, o próprio pleito, por ausência de provas. Em recurso voluntário o contribuinte insiste na nulidade do despacho decisório por cerceamento de defesa, por desconhecimento amplo dos fatos, e inobservância dos princípios constitucionais da motivação dos atos administrativos e ampla defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, pelo que, dele se conhece. Data maxima venia, de pronto afasto a requestada nulidade do despacho decisório, porquanto, como sobejamente exposto na decisão de primeiro grau, aludido ato administrativo está devidamente motivado, sendo clara a razão da não homologação da compensação realizada. Nesta senda, foi reconhecida a existência do recolhimento que supostamente seria indevido, todavia, houve a ressalva que o mesmo estava atrelado a débitos declarados pelo próprio contribuinte, motivo pelo qual não poderia ocorrer a pretendida homologação da compensação, havendo congruência na narrativa apresentada. Acentuese: a motivação do ato administrativo, ainda que sucinta, houve, não se podendo confundir arrazoado sintético com inexistente. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10875.908348/200958 Acórdão n.º 3401002.323 S3C4T1 Fl. 11 3 Os fatos, ainda que de maneira singela, foram clara e pontualmente descritos, pelo que não há que se falar em cerceamento de defesa ou vilipêndio ao princípio da ampla defesa, a não ser como argumento meramente retórico, como parece ser o caso. De outra banda, o fato de o contribuinte não ser intimado a prestar esclarecimentos em momento preambular à prática do ato administrativo não tem o condão de viciálo, haja vista que nesta fase inquisitória sua participação é dispensável, se a Administração Tributária já possui todos os elementos necessários à sua produção. No caso vertente, todas as informações necessárias ao exame da compensação já estavam disponíveis por intermédio das declarações prestadas pelo próprio sujeito passivo, não havendo aí qualquer irregularidade. Como já apontado pela decisão recorrida, o contribuinte, em seu recurso inaugural, demonstrou que, nada obstante suas colocações preliminares, bem compreendeu os motivos do despacho decisório reclamado, tanto que apontou a origem jurídica do seu direito de crédito e requereu produção de prova para demonstrálo; contudo, no recurso voluntário, estranhamente parece recuar desta posição e insinuar que desconheceria por completo a fundamentação da não aceitação da compensação aviada, o que não procede. Assim, diante do quadro descortinado, não vislumbro qualquer defeito que possa macular o despacho decisório sob vergasta, mormente, as figuras relacionadas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. Outrossim, em que pese não ser objeto do recurso voluntário, em momento algum o recorrente demonstrou a quantificação do seu indébito e tampouco o comprovou, não juntando qualquer elemento que pudesse respaldar seu pleito, em que pese na primeira oportunidade processual tenha requerido a produção posterior de provas, porém, até o presente momento não foi feito. Com estas considerações, entendo que a decisão recorrida deve ser integralmente mantida pelos seus próprios e jurídicos fundamentos, razão pela qual voto por negar provimento ao recurso voluntário. Robson José Bayerl Fl. 106DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/07/2013 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 08/08/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10384.901586/2009-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/10/2004
COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO.
Caracterizado o recolhimento a maior da Cofins é cabível o reconhecimento do direito creditório. A apresentação da DCTF retificadora somente após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação requerida, não é suficiente, por si só, para descaracterizar o direito creditório.
Recurso Voluntário Provido
Direito Creditório Reconhecido
Numero da decisão: 3301-001.854
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Andrada Márcio Canuto Natal.
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RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior da Cofins é cabível o reconhecimento do direito creditório. A apresentação da DCTF retificadora somente após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação requerida, não é suficiente, por si só, para descaracterizar o direito creditório. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 4. 90 15 86 /2 00 9- 64 Fl. 49DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10384.901586/200964 Acórdão n.º 3301001.854 S3C3T1 Fl. 50 2 Relatório O contribuinte solicitou, por meio do PER/DCOMP nº 4036.48529.121206.1304.6846 a compensação de crédito decorrente de valor pago a maior a título de Cofins relativa ao período de apuração de outubro/2004 no valor de R$ 7.446,63 que corresponderia à diferença entre o valor do DARF pago em 12/11/2004, R$ 12.688,40, e o valor devido da contribuição no valor de R$ 5.241,77. A DRF/Teresina indeferiu o seu pedido, por meio do Despacho Decisório de 25/03/2009, fl. 15, em decorrência da inexistência do crédito pleiteado pois todo o valor pago do DARF em questão estaria totalmente alocado para pagamento da própria Cofins do período de apuração de outubro/2004, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Inconformado com a decisão o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, fls. 2/3, alegando em síntese que o valor do DARF em questão foi recolhido em valor superior ao devido em consonância com a DCTF retificadora relativa ao quarto trimestre de 2004. Nesta oportunidade apresentou cópia da DCTF retificadora na qual corrige o valor confessado da Cofins relativa a outubro/2004 para o valor de R$ 5.241,77, fl. 20. Esta DCTF retificadora foi entregue em 29/04/2009, ou seja, posteriormente à ciência do Despacho Decisório de não homologação da compensação, 02/04/2009. A DRJ em Fortaleza (CE) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano Calendário: 2004 NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO.. Não cabe reparo a Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada pelo Contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava alocado para a quitação de débito confessado. Descabe reconhecer direito creditório não comprovado nos autos. DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Modificações efetuadas na DCTF após a ciência do Despacho Decisório Eletrônico, desacompanhados dos elementos de prova, não têm o condão de tornar as informações originais incorretas. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não recohecido. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10384.901586/200964 Acórdão n.º 3301001.854 S3C3T1 Fl. 51 3 Inconformado com a Decisão, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, o qual foi juntado ao processo nº 10384.721016/201298, fls. 02/04, que está apensado ao presente processo, afirmando que vinha recolhendo a Cofins com base na alíquota de 7,6% e posteriormente, percebendo o erro, passou a pagar na forma correta com alíquota de 3% e solicitou por meio de PER/DCOMP a compensação dos valores pago a maior. Informa que por exercer a atividade de Ensino Fundamental e Médio, estaria obrigado à apuração da Cofins dentro do regime cumulativo, conforme art. 10, inc. XIV, da Lei 10833/2003. Que após tomar conhecimento do Despacho Decisório de não homologação da compensação, providenciou a apresentação de DCTF retificadora na qual informou corretamente o valor devido da Cofins com a utilização da alíquota de 3%. Informa também que, por entender de direito certo, efetuou na contabilidade todos os ajustes, conforme demonstrado em folhas do livro razão as quais juntou cópias. Por fim, requer a reforma da decisão proferida, com a consequente homologação da compensação pretendida. É o relatório. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10384.901586/200964 Acórdão n.º 3301001.854 S3C3T1 Fl. 52 4 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. Está demonstrado nos autos que efetivamente o contribuinte está sujeito ao regime cumulativo na apuração da Cofins. Verificase na cláusula primeira do Contrato Social da recorrente que o objeto da sociedade é “formação educacional de jovens nos ensinos infantil, fundamental e médio”. Conforme art. 10, inc. XIV da Lei 10833/2003, abaixo parcialmente transcrito, não se aplicam as regras do regime não cumulativo de apuração da Cofins às receitas decorrentes de prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior. Art. 10 – Permanecem sujeitas às normas da legislação da Cofins, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: .... XIV as receitas decorrentes de prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior. Está também demonstrado nos autos que o valor de R$ 12.688,40 recolhido por meio de DARF, com código 2172, referente ao período de apuração de outubro/2004 foi calculado de acordo com as regras da não cumulatividade a qual prevê a aplicação da alíquota de 7,6%. A análise do espelho da DIPJ, fl. 30, aliada aos dados colhidos da conta Cofins a pagar do Livro Razão, cópia às fls. 15/16 do processo apensado de nº 10384.721016/201298, não deixa margem de dúvida quanto a este fato. Veja que para outubro/2004 o contribuinte apurou débito da Cofins no valor de R$ 13.279,16 e compensou créditos no valor de R$ 590,76 resultando em contribuição a pagar no valor de R$ 12.688,40. Portanto está comprovado nos autos que o contribuinte deveria recolher a título de Cofins relativo ao fato gerador de outubro/2004, o valor de R$ 5.241,77. Considerando que o valor pago foi de R$ 12.688,40, então o valor da diferença, R$ 7.446,63, configurase como valor pago a maior ou indevidamente e é justamente este o valor indicado como crédito no PER/DCOMP. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: Fl. 52DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10384.901586/200964 Acórdão n.º 3301001.854 S3C3T1 Fl. 53 5 I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) O simples erro no preenchimento da DCTF não pode ser elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente, assim como não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Desta forma, o direito à repetição do indébito não está vinculado à apresentação ou não de DCTF retificadora. De sorte que não há óbice legal para a retificação da DCTF antes ou após a emissão do despacho decisório, sendo relevante a comprovação da liquidez e certeza do crédito pleiteado, de acordo com o art. 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional), como ocorreu nestes autos administrativos. Alerto que caberá à unidade preparadora, no caso a DRF/Teresina efetuar todos os ajustes necessários, inclusive verificar se o crédito autorizado não está sendo utilizado indevidamente em outras PER/DCOMP. Desta forma dou provimento ao recurso voluntário no sentido de homologar as compensações efetuadas no limite do crédito pleiteado (atualizável pela taxa Selic) relativo ao pagamento indevido. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
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Numero do processo: 15983.001138/2008-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
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RESOLVEM os membros da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 83 .0 01 13 8/ 20 08 -4 2 Fl. 583DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.001138/200842 Resolução nº 2403000.084 S2C4T3 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização contra o contribuinte acima identificado referente a contribuições destinadas as Terceiras Entidades: SESC Serviço Social do Comércio, INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, no período de 12/2002 a 06/2004, incidentes sobre as verbas salariais que, constantes nas Folhas de Pagamentos preparadas pela autuada, foram apresentadas à fiscalização, conforme consta do Relatório Fiscal de fls. 31 a 36 e anexos de fls. 37 a 125. Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 531, a 10 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP DRJ/SP II, em 04 de março de 2009, exarou o Acórdão n° 1730.305, mantendo procedente o Não obstante o êxito parcial, irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 544, onde combatendo o decisium reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ” . Resumidamente, a Autoridade Fiscal procedeu à constituição do crédito em comento em razão da ocorrência dos fatos geradores acima descritos bem como do Ato Cancelatório registrado conforme o Relatório Fiscal fls.31, itens 07 e 15 : “ Do Cancelamento da Isenção Previdenciária 7. Através do Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Sociais n° 01/2008, emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santos em 03.03.2008, a instituição teve cancelado, com efeitos a partir de 01/01/1993, o direito que usufruía de isenção das contribuições previdenciárias de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei 8.212/91, pelo descumprimento dos requisitos previstos para essa finalidade nos incisos I, 1V e V do art. 55 e, mesma Lei. (..) 15. Ora, como vimos o reconhecimento da isenção previdenciária da Fundação Lusíada, cuja manutenção depende da observância dos requisitos contidos no art. 55 da Lei 8.212/91 sendo que possuir o Certificado CEAS é apenas um deles , foi cancelado pela Receita Federal, em 03.03.2008, conforme mencionado no item 9 acima. O Fl. 584DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.001138/200842 Resolução nº 2403000.084 S2C4T3 Fl. 4 3 próprio CEAS relativo ao período de vigência de 01/2001 a 12/2006, conforme também mencionado no item 10, encontrase também cancelado por decisão administrativa respaldada por decisão judicial transitada em julgado em , 02.07.2008. Teve a autuada portanto a oportunidade de, aproveitando a espontaneidade existente antes de iniciada a ação fiscal, recolher as importâncias devidas e corrigir o descompasso existente entre as suas declarações em GFIP e os fatos geradores de contribuições previdenciárias.” Fl. 585DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.001138/200842 Resolução nº 2403000.084 S2C4T3 Fl. 5 4 DO VOTO Conselheiro Ivacir Julio de Souza Relator Cumpre destacar que o Relatório Fiscal não faz alusão ao recurso interposto pela Recorrente recebido pela RFB conforme carimbo de protocolo às fls.414, datado de 16/04/2008, destaquese, anterior ao início da ação fiscal cujo Termo de Início ocorreu em 17/06/2008, fls.17, que se infere na oportunidade tramitava no então Conselho de Contribuintes. Aduz que na forma do registro de fls. 01, a empresa foi notificada do Crédito em 16/10/2008. Em sede de impugnação , às fls. 535 o item 7.4 do Relatório “ ad quod ”, revela que a Recorrente já exortara o Recurso Voluntário interposto contra a decisão do Ato Cancelatório que sofrera : “ 7.4. O interposto Recurso Voluntário contra o Ato Cancelatório possui efeito suspensivo, nos moldes do art. 151, III do CTN e do art. 206, IV do Decreto 3.048/99, não havendo desta forma motivo, conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal.” Na condução do voto, a instância “ad quod ” se referindo a esta alegação grifando que a exigibilidade ficaria suspensa se manifestou na forma dos itens 10.3 de fls. 534 abaixo transcrito: “ 10.3. Em relação à emissão do Auto de Infração, uma vez emitido o Ato Cancelatório, sem interposição de recurso, a Fiscalização será comunicada para constituir o crédito respectivo que terá tramitação normal. Em caso de interposição de recurso contra o Ato Cancelatório a Fiscalização será comunicada para constituir o crédito respectivo, cuja exigibilidade ficará suspensa até o julgamento final do processo de cancelamento da isenção pelo 2° Conselho de Contribuintes.” Nos itens 10.4 a 10.6 seguintes, o texto sugere mas não deixa claro se o decisium” considerou que a autuação teria ocorrido tãosomente para ilidir hipótese decadencial. No que se refere a isto, também o Relatório Fiscal é silente: “ Não efetuado o lançamento no curso do prazo de decadência, o Fisco não mais poderá fazêlo, ainda que obtenha decisão judicial favorável, pelo fato de o crédito acharse fulminado pela decadência. É que o prazo decadencial não se interrompe nem se suspende com a interposição de medida judicial, fluindo .a partir da ocorrência do fato gerador ou da data prevista em lei. 10.5. Ressaltase que, como já afirmado, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não possui o condão de impedir o lançamento, por este ser ato vinculado e obrigatório, indispensável para prevenir a decadência. Além disso, a suspensão da exigibilidade do crédito Fl. 586DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.001138/200842 Resolução nº 2403000.084 S2C4T3 Fl. 6 5 tributário não afeta a obrigação tributária que lhe deu origem. Assim já afirmava Aliomar Baleeiro: "O direito de crédito da Fazenda não se extingue, mas,enquanto duram as causas arroladas no art. 151 (CTN), não poderá ser exercido por ausência de exigibilidade. Mais uma vez se comprovaque a existência do direito não se confunde com a sua exigibilidade ou seu exercício." (BALEEIRO, Aliomar, Direito Tributário Brasileiro,1 l a ed., Rio de Janeiro, Forense, 2004, p. 840). 10.6. O que a suspensão da exigibilidade impede é que sejam executados pelo sujeito ativo os atos executórios (de cobrança) do crédito enquanto suspensa a sua exigibilidade. Entendamse como atos executórios (de cobrança) os consubstanciados na inscrição em Dívida Ativa e propositura da ação de execução fiscal.” Em Recurso Voluntário, a Recorrente aludiu o item 10.3 acima referido exortando que se deva observar a SUSPENSÃO e ainda a conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal : “ Importante destacar que como o Recurso Voluntário interposto contra o ato cancelatório esta sujeito ao efeito suspensivo, não havendo desta forma motivo, conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal.” Enfrentando a matéria, entendo que neste sentido, assiste parcial razão à Recorrente quando alude à suspensão, entretanto descabe provimento quanto a questionar o poder de a administração efetuar o lançamento e mantêlo sobrestado até o trânsito em julgado. Esta questão potestativa foi bem esclarecida na condução do voto “ ad quod ” , no item 10. 5, quando o I. Julgador exorta lição do Mestre Aliomar Baleeiro que corrobora que o direito de crédito da Fazenda não se extingue : “ 10.5. Ressaltase que, como já afirmado, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não possui o condão de impedir o lançamento, por este ser ato vinculado e obrigatório, indispensável para prevenir a decadência. Além disso, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não afeta a obrigação tributária que lhe deu origem. Assim já afirmava Aliomar Baleeiro: "O direito de crédito da Fazenda não se extingue, mas,enquanto duram as causas arroladas no art. 151 (CTN), não poderá ser exercido por ausência de exigibilidade. Mais uma vez se comprova que a existência do direito não se confunde com a sua exigibilidade ou seu exercício." (BALEEIRO, Aliomar, Direito Tributário Brasileiro,1 l a ed., Rio de Janeiro, Forense, 2004, p. 840).” DAS MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS. Nos autos, a Recorrente discutiu apenas matéria de direito não exercendo o direito de impugnar faticamente os motivos relatados pela Autoridade Fiscal para a Fl. 587DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 15983.001138/200842 Resolução nº 2403000.084 S2C4T3 Fl. 7 6 constituição do crédito ora em apreço. Isto posto, inferese desde já ocorridos os fatos geradores. DO RECURSO VOLUNTÁRIO EM FACE DO ATO CANCELATÓRIO. A Recorrente informa que o Cancelamento do Ato foi objeto de Recurso Voluntário n° 03909/2008. Na forma do abaixo transcrito, busca no sitio deste Conselho revelou que para o sobredito Recurso Voluntário datado de 16/04/2008, em face do Ato Cancelatório n° 01/2008(Decisão Notificação n° 21.433.4/006812007 e 21.433.4/0069/2007), não se verifica registro. Número do Processo Número do Recurso 35569.003489/200624 265874 15983.001140/200811 507543 15983.001137/200806 507550 15983.001139/200897 507553 15983.001143/200855 507555 15983.001141/200866 507559 15983.001142/200819 507562 15983.001138/200842 507563 15983.001135/200817 873795 15983.001136/200853 873796 CONCLUSÃO Dado que o Acórdão de primeira instância, aparentemente, considerou a existência do Recurso supra, é fundamental que se esclareça se naquele julgamento houve entendimento que a autuação ocorreu para ilidir hipótese decadencial visando sobrestar o lançamento até o trânsito em julgado. Resta esclarecer , também, qual o número do processo que Recurso supra obteve por ocasião do cadastro neste Conselho e a fase em que se encontra. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que os autos sejam encaminhados à DRJ de origem para as providências supraelencadas. É como voto. Ivacir Júlio de SouzaRelator Fl. 588DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10380.720778/2010-45
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 12/03/2010
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP - APRESENTAÇÃO COM INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS.
NULIDADE. VIOLAÇÃO A PRINCÍPIOS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA ELEMENTOS ESSENCIAIS. INEXISTÊNCIA.TODOS O ELEMENTOS ESTÃO PRESENTES. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DA REALIDADE DOS AUTOS. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO. CÁLCULO DA MULTA. FIXADO EM LEI. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. MULTA NO VALOR MÍNIMO.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.639
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 12/03/2010 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIP APRESENTAÇÃO COM INFORMAÇÕES INCORRETAS OU OMISSAS. NULIDADE. VIOLAÇÃO A PRINCÍPIOS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA ELEMENTOS ESSENCIAIS. INEXISTÊNCIA.TODOS O ELEMENTOS ESTÃO PRESENTES. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DA REALIDADE DOS AUTOS. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO. CÁLCULO DA MULTA. FIXADO EM LEI. APLICAÇÃO OBRIGATÓRIA. MULTA NO VALOR MÍNIMO. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 07 78 /2 01 0- 45 Fl. 118DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 119 2 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 120 3 Relatório O presente Auto de Infração – AI DEBCAD 37.256.0638, CFL.78, apresentar a empresa a declaração a que se refere a Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, e redação da MP 449, de 03.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009, com informações incorretas ou omissas, sendo o período de apuração, de 01/2006 a 12/2007, conforme Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF, de fls. 06 a 08, o auto de infração, objetiva a aplicação de penalidade por infração a dever instrumental, determinado por lei. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 22/03/2010, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, de fls. 02. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, em 22/04/2010, conforme carimbo de recepção, de fls. 73, a defesa está acostada, as fls. 73 a 79, acompanhada dos documentos, de fls. 80 a 85. A impugnação foi considerada tempestiva, fls. 86 e 87. O órgão julgador de primeiro grau prolatou o Acórdão Nº 0821.972 5ª Turma da DRJ/FOR, em 14/10/2011, fls. 88 a 92, sendo a impugnação considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 07/06/2012, conforme Termo de Ciência por Decurso de Prazo TCDP, de fls. 100 e 101. Entretanto, o Termo de Abertura de Documento – TAD, de fls. 102 e 103, dizem que a ciência ocorreu em 15/06/2012. Consta, ainda, as fls. 104, Aviso de Recebimento, pelo qual foi entregue o Acórdão Nº 0821.973 5ª Turma da DRJ/FOR, com recebimento, em 28/05/2012. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição e razões recusais, as fls. 106 a 112, recebida, em 26/06/2012, acompanhado dos documentos, de fls. 113 e 114. As razões recursais resumidas são as seguintes. · que um único auto de infração seria mais funcional, atendendo ao §1º, art 9º do PAF com maior clareza; · que apesar de solicitada a reunião dos seis autos para um único julgamento isso não foi atendido, assim, mais uma vez em benefício ao direito de defesa vem solicitar a reunião dos processos, tendo em vista que a matéria de um reflete nos outros, pela exigência de supostos seguros, cita os números de protocolo; · que em relação ao seguro saúde dos diretores, a impugnante não pagou em favor de seus dirigentes nenhum serviço medico, apenas arrecadou a parcela do seguro saúde de cada um e repassou à Fl. 120DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 121 4 seguradora, o que não se traduz em salário de contribuição, sendo que tais fatos não preenchem o tipo fiscal, ocorrendo simples repasse sem refletir e sua conta de custos, salários ou contribuição social, ocorrendo idêntico equivoco nos demais processos, pois o fatiamento das infrações levou a grande confusão; · que no processo 10380.720671/201005 há valores lançados que são inferiores ao limite de DARF – R$ 10,00, que isso viola o princípio da eficiência, pois leva a máquina pública a perda de tempo, busca resultados pífios e produz cerceamento de defesa, por não respeita o artigo 10, do Decreto 70.235/72; · que houve cerceamento do direito de defesa dado que o formulário “DD – Discriminação do débito” (sic) não preenche o que se entende por descrição dos fatos, o que feri o art. 142 do CTN e o art. 243 do Decreto nº 3.048/1999, o que se dá nos processos de obrigação principal nºs 10380.720670/201052, 10380.720671/201005 e 10380.720672/201041, cita exemplo e faz alusão ao artigo 41, do CPP; · que o valor de dois centavos no mês de setembro de 2006, “ é absurdo e fruto de arredondamento aritmético”, sendo que ninguém com juízo sonegaria R$ 0,02 centavos de real, mas que o pior e não existir qualquer descrição do fato, isto é, de como a autoridade lançadora teria chegado a tal valor, pois não demonstra os respectivos detalhes e sem este o administrado não pode se defender; · que é impossível defenderse da cobrança dos R$ 0,02 centavos e dos juros de mora, uma vez que inexiste mínima demonstração do seu cálculo, requerendose em preliminar a nulidade do lançamento por violação ao artigo 10, do PAF; · que na fiscalização foram aplicados dois tipos de multa: 1 – suposta ausência de GFIP; 2 – erro na GFIP, para a primeira serve de exemplo a não apresentação da GFIP relativa a competência 13/2006, ou seja, 13º salário de 2006, a ser cumprida em janeiro de 2007, configura uma única obrigação de entregar a GFIP em janeiro de 2007, sendo que em matéria penal, não se repete o ilícito em razão do decurso de tempo, daí porque não tem cabimento aplicar a mesma multa, repetidamente, todos os meses, por conta de uma infração praticada uma única vez, num único mês; · que no segundo caso erro – repetese aqui os argumentos que contestam os supostos erros, inexistência de ilícito, em razão do seguro saúde, cerceamento das diferenças não demonstradas; · Pede ao final: a) improcedência do auto. O órgão preparador reconheceu a tempestividade do Recurso Voluntário, fls. 117. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 122 5 Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 117. É o Relatório. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 123 6 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira Relator O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado A disposição de lei não obriga a reunião dos vários autos lançados em razão de um mesmo sujeito passivo, mas apenas indica tal possibilidade, quando a comprovação dos fatos depender do mesmo conjunto probatório. No caso destes autos tal situação não ocorre, uma vez que ele é decorrência da apresentação de GFIP com dados incorretos ou omissos, o que representa descumprimento de dever instrumental, que por si só já o diferencia do auto de nº 10380.720777/201009 e 10380.720.780/201014, pois neste primeiro a infração é a não apresentação ou apresentação fora de prazo da GFIP, no segundo apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, ou seja, os três autos cuidam do mesmo documento, mas com situações distintas e relação a cada um deles. O Termo de Intimação Fiscal – 02 – Constatação, de fls. 34. Decorrente do que acima exposto a reunião dos autos como solicitado não se mostra viável, pois eles apresentam situações distintas com elementos distintos. Não havendo a citada repercussão geral de um sobre o outro. A tese relativa ao seguro saúde se mostra desprovida de juridicidade em relação a estes autos, que cuida de multa por apresentação de GFIP com atraso e que só levou em consideração no cálculo desta multa, segundo consta da decisão de primeiro grau e abaixo transcrito valores que não se referem a citada rubrica. Entretanto, tais diferenças não foram consideradas na presente exação, que, com relação ao sócios, adveio da diferença de contribuição descontada e não da remuneração omitida na competência 04/2006, consoante fls. 64 e 66. Dessa forma, para o deslinde do valor do AI, não interessa solução da controvérsia sobre ser o seguro saúde rubrica componente ou não do salário de contribuição previdenciário. Assim sendo, ocorre o divórcio ideológico entre o que dos autos consta e o que recorrido, conforme aresto abaixo transcrito. Desta forma, esta tese não será objeto de avaliação nestes autos. Decisão do STF. E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO Fl. 123DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 124 7 INADMISSIBILIDADE RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apóia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes.(AIAgR 440079, CELSO DE MELLO, STF) (o realce é meu). A situação descrita em relação ao processo 10380.720671/201005 deve ser verificada dentro daqueles autos, pois não tem reação com estes. Podese extrair da informação do contribuinte que o citado processo cuida de exigir a contribuição previdenciária em espécie, ou seja, a obrigação principal, pois só este tipo de processo tem Discriminativo de Débito – DD, enquanto esse cuida de dever instrumental não cumprimento de obrigação acessória. Sonegação de dois centavos e outros, que não se referem a obrigação acessória. Todavia, apesar do que dito, acima, fazendo uma busca no site da receita www.receita.fazenda.gov.br link COMPROT, verifiquei que o citado processo se refere ao DEBCAD 37.256.0598, o que se confirma no espelho reproduzido pelo contribuinte, sendo que do Termo de Encerramento de Ação Fiscal – TEAF, de fls. 37, consta que o valor do citado lançamento é de R$ 8.508,63. Desta forma, o valor da competência e rubrica isoladamente são irrelevantes, pois o crédito deve ser pago pelo total, em um único DARF. De forma que, independentemente, do que dito acima sobre o aludido processo, cabe aqui a mesma solução aplicada ao seguro saúde, isto é, também, em relação a estes argumentos ocorre o divórcio ideológico, pois tais fatos não constam destes autos relativos ao descumprimento de dever instrumental. Quanto a aplicação do juros de mora taxa SELIC esta é variável no tempo e não com determinála nos autos, pois a cada mês que se passa ela se altera e o valor eventualmente demonstrado não seria condizente com a realidade. Contudo, sua determinação é de simples verificação. No presente caso o lançamento se deu em 22/03/2010, logo o mês do vencimento é abril/2010 – juros 1%; a partir de maio/2010 até mês anterior ao pagamento SELIC com cumulação simples – tabelas no site da receita; no mês do pagamento se ocorrer juros de 1%, esta é a sistemática determinada em lei e que só pode ser averiguada com um simples cálculo aritmético, pois os juros são variáveis no tempo. Não há cerceamento de defesa em razão de desrespeito ao artigo 10, do Decreto 70.235/72, como assevera o contribuinte, basta observar o que diz o texto legal. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.720778/201045 Acórdão n.º 2803002.639 S2TE03 Fl. 125 8 I – a qualificação do autuado – folha 01 e diversas outras nome e CNPJ; II– o local, a data e a hora da lavratura– fls. 01, Horizonte; 12/03/2010; 10:20h III – a descrição do fato – fls. 01 – Descrição Sumária IV – dispositivo legal infringido e penalidade – fls. 01 V – determinação da multa e intimação para cumprimento impugnação – Tabelas de fls. 58 a 76 e REFISC, de fl.s 67 e 68; Instruções para o Contribuinte – IPC, de fls. 03 e 04 VI – assinatura, cargo e matrícula do autuante – fls. 01. Ficou demonstrado que todos os elementos exigidos pelo artigo suscitado pela recorrente estão presentes aos autos, assim em função destas causas não há nulidade alguma no lançamento. A sistemática de aplicação da multa pela entrega de GFIP com informações incorretas ou omissas esta estabelecida no artigo 32 – A, I, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009 e é bem simples, isto é, R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omissas e da observação da planilha, de fls. 66, que são 130 erro/omissões, assim temse treze grupos de dez erros/omissões, que resultaria em R$ 260,00 de multa, porém pelo inciso II, do parágrafo 3º, do artigo 32, A, I a multa mínima é de R$ 500,00, sendo este o valor aplicado. Não há a citada repercussão em vários meses. Declinadas as razões acima não há motivos para declarar a improcedência da autuação. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso para no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10835.902415/2009-05
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/08/2003
INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1O.DO ART. 3O. DA LEI 9.718/1998
Nos termos já sedimentados pelo Supremo Tribunal Federal, não devem compor a base de cálculo do PIS e da COFINS as receitas não operacionais.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-002.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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DA LEI 9.718/1998 Nos termos já sedimentados pelo Supremo Tribunal Federal, não devem compor a base de cálculo do PIS e da COFINS as receitas não operacionais. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 5. 90 24 15 /2 00 9- 05 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 131 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP). O valor do indébito com o qual a contribuinte declarou a compensação, objeto deste processo, seria originário de pagamento indevido ou a maior de COFINS, relativo ao fato gerador de 31/08/2003. Por intermédio do despacho decisório de fl. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, não homologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) foi alocado para o débito declarado conforme Declaração de Contribuições e Tributos Federais (DCTF) apresentada pela própria contribuinte. Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 09/23, na qual alega, em síntese, que: I. A contribuinte auferiu na competência em questão receitas constituídas de valores outros que não a venda de veículos e serviços correlatos (oficina mecânica e outros que compõe o objeto social da empresa), receitas essas que juridicamente não estavam sujeitas à incidência de PIS e Cofins, dada a irregularidade do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, que fixou um novo conceito de faturamento para fins de incidência de PIS e Cofins; II. A lei ordinária, ao fixar novo conceito de faturamento, abarcando todas as receitas auferidas pela empresa, sem qualquer distinção, acabou por imiscuirse em matéria privativa de lei complementar (majoração de base de cálculo) criando uma nova fonte de custeio para a Seguridade Social; III. O dispositivo em questão é inconstitucional, pois fere o art. 146 e 195 da Constituição Federal, além de violar o art. 110 do Código Tributário Nacional, alterando o alcance a definição de institutos, conceitos e formas do direito privado; IV. De acordo com a doutrina, faturamento é uma espécie de receita, qualificada como ingresso patrimonial decorrente de operações mercantis de venda de mercadorias e serviços. Sendo o faturamento uma espécie de receita, forçoso concluir que o Fl. 131DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 132 3 primeiro, dada a qualificação, não abrange a segunda, razão pela qual é conceito jurídico limitado e assim deve ser interpretado pelo jurista; V. O Supremo Tribunal Federal, por seu pleno, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 3º, da Lei nº 9.718, de 1998, ao julgar os RREE 346.084, 357.950, 358.273 e 390.840, por entender que a ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins, por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente ao ser editada a mencionada norma legal; VI. Demonstrada a ilegitimidade da cobrança do PIS e da Cofins sobre as receitas não provenientes de venda de mercadorias ou da prestação de serviços no período que se cuida, não há razão para se considerar inexistente o crédito apontado na PER/DCOMP; VII. Ao final, requereu que seja dado provimento à presente manifestação de inconformidade a fim de que se reconheça a existência do direito ao crédito e conseqüentemente à compensação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto (SP), às fls. 35/37, julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: CONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A decisão do Supremo Tribunal Federal, prolatada em Recurso Extraordinário, não possui efeito erga omnes. COFINS. BASE DE CÁLCULO. A partir de fevereiro de 1999, a base de cálculo da Cofins passou a ser a totalidade das receitas auferidas pela empresa subtraída de algumas exclusões previstas em lei. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 41 a 64, no qual, na essência, apresenta as seguintes alegações : Fl. 132DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 133 4 • Conforme demonstram os julgados transcritos, não só o STF já consolidou a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo em questão, como os demais tribunais nacionais assim o fizeram; • Deste modo, considerando especialmente os termos do artigo 1º do Decreto nº 2.346/97, sendo certo que a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 foi inequivocamente declarada pelo STF, é de se reconhecer o direito creditório da recorrente; • Quanto à comprovação documental do crédito, argumenta que efetuou tal prova por meio do registro e indicação do crédito na PER/DCOMP (comprovante de pagamento – DARF); • Além disso, a falta de comprovação não foi o motivo da não homologação, e sim considerar que a recorrente não possuía o direito creditório; • Por fim, argumentase que a comprovação é facilmente extraída do cruzamento das DCTF com as DIPJ, que demonstram os montantes a que a empresa faz jus. Em julgamento realizado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, através de resolução exarada, entendeuse por bem converter o julgamento em diligência a fim de: 1. Verificar se o contribuinte possui ação judicial relativa à Lei nº 9.718/98; 2. Apurar a base de cálculo da Cofins devida pela recorrente no PA agosto/2003 e a contribuição correspondente, considerando o disposto na LC nº 70/91; 3. Intimar a recorrente do resultado do item acima para, se assim desejar, apresentar complementação ao recurso voluntário interposto, relativamente à diligência realizada, no prazo de trinta dias de sua ciência; 4. Retornar o processo a este CARF para julgamento. Realizada a diligência, a fiscalização, após intimar o contribuinte a apresentar documentação comprobatória dos créditos declarados, demonstrou que, considerando que as receitas operacionais não podem compor a base de cálculo do PIS e da COFINS, de fato, existem créditos do contribuinte que são passíveis de compensação. Em apuração realizada, a fiscalização demonstrou, de forma detalhada, os aludidos créditos. Intimado sobre as conclusões da fiscalização, o Recorrente não se manifestou. Assim, os autos foram remetidos para julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. É o Relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 134 5 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A questão posta em discussão cingese ao direito ao crédito de PIS e COFINS pagos com base no art. 3º, § 1, da Lei n° 9.718, de 1998, que foram posteriormente declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. A Lei nº 9.718/98, conversão da Medida Provisória nº 1.724/98, estendeu o conceito de faturamento, base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, definindoo no §1º do art. 3º como "receita bruta" da pessoa jurídica, e esta seria “a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas”. Ocorre, todavia, que o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e n.º 346.0846/PR, do Ministro Ilmar Galvão, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98. Os aludidos acórdãos foram assim ementados: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 135 6 No mais, o STF, no julgamento do RE nº 585.235, publicado no DJ nº 227 do dia 28/11/2008, julgado no qual havia sido aplicada a repercussão geral da matéria em exame, reconheceu a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Segue a ementa, in verbis: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Neste sentido, entendo estarmos diante da hipótese prevista no artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010, que dispõe que os Conselheiros têm que reproduzir as decisões do STF proferidas na sistemática da repercussão geral, conforme colacionado acima. Outrossim, o Decreto nº 70.235/72, que rege o processo fiscal, estabelece: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade* (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:* I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;* (...)” *Nova redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 Concluise, assim, ser improcedente a exigência do PIS e da COFINS sobre as receitas não operacionais, nos termos dos conceitos já firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Desta forma, deve ser reconhecido o direito creditório do Recorrente no limite dos créditos apontados pela fiscalização, que foram levantados de acordo com a análise dos documentos e escriturações fiscais do contribuinte. Ressaltese que, como relatado acima, não houve oposição do Recorrente com relação aos valores levantados, mesmo tendo sido expressamente intimado a se manifestar. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10835.902415/200905 Acórdão n.º 3801002.196 S3TE01 Fl. 136 7 Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito creditório pleiteado e homologar as compensações até o limite dos valores levantados pela autoridade fiscal. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 136DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 05/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 02/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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Numero do processo: 10875.908200/2009-13
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3802-000.119
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios Presidente e Relator.
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os Conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Mara Cristina Sifuentes, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn.
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Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios – Presidente e Relator. Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os Conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Mara Cristina Sifuentes, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 8ª Turma da DRJ Campinas (fls. 60/64), a qual, por unanimidade de votos, indeferiu os argumentos objeto da manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra a não homologação de compensação declarada, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2002 a 30/09/2002 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 75 .9 08 20 0/ 20 09 -1 3 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 05/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10875.908200/200913 Resolução nº 3802000.119 S3TE02 Fl. 97 2 conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A interessada apresentou Declaração de Compensação – DCOMP alicerçada em suposto pagamento a maior de PIS/Pasep, declaração a qual não foi homologada tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório foi integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte, não restando, portanto, crédito disponível para a compensação dos débitos informados na DCOMP. Inconformada, a interessada formalizou manifestação de inconformidade onde alegou, em síntese, que o crédito seria decorrente do pagamento a maior efetuado em 15/10/2001. Ressalta, ainda, que a RFB não se aprofundou na análise da questão, pois acaso houvesse requisitado esclarecimentos do contribuinte teria constatado o equívoco deste e procedido à retificação de ofício da DCTF, haja vista não mais ser possível a citada retificação através do programa próprio, posto já haver excedido o prazo de cinco anos nos quais é admitida a utilização do aludido programa. Assevera que se porventura os esclarecimentos que viessem a ser fornecidos fossem insuficientes, necessário seria que a Delegacia de Julgamento determinasse o diligenciamento na empresa para aferição da absoluta procedência do pleito. Ressalta que seu direito está amparado nos artigos 73 e 74 da Lei nº 9.430/96. A título de comprovação do crédito apresentou cópia de DARF e da DCTF do período (parcial), solicitando, ao final, a homologação da compensação pretendida. Ao examinar a questão, a DRJ Campinas julgou improcedente a manifestação de inconformidade em vista da não comprovação da liquidez e da certeza do crédito alegado (artigo 170 do CTN), já que o sujeito passivo não apresentou qualquer demonstrativo, documentação ou outro indício que indicasse o pagamento indevido ou a maior que desse suporte ao direito aduzido. Quanto ao pedido de diligência, o mesmo foi indeferido sob o argumento de que o momento de apresentação de provas é quando da formalização da impugnação, precluindo o direito de a manifestante fazêlo em outro momento processual, conforme artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, bem como por não constar dos autos nenhuma apuração ou outro indício que indicasse pagamento indevido ou a maior que desse suporte ao crédito tributário aproveitado. Cientificada da referida decisão em 08/02/2012 (vide AR às fls. 66 do processo eletrônico), a interessada, em 08/03/2012, apresentou o recurso voluntário de fls. 69/76, onde repete os argumentos já expostos na primeira instância recursal relativamente à legitimidade do crédito, tendo aduzido, adicionalmente, que o indeferimento da diligência na primeira instância prejudicou a instrução processual e a formação de convicção dos julgadores, razão pela qual requer “seja determinada a diligência indeferida, pois, desta forma, restará confirmada a efetiva base de cálculo do tributo no período de apuração aqui em questão”. Acosta aos autos planilhas demonstrativas de cálculo (fls. 79/85), cópias parciais da DCTF e da DIPJ do período (aparentemente, das declarações originais) – fls. 86/91, e cópias de DARF (fls. 92/93). Requer, por fim, a homologação da compensação pretendida ou, Fl. 123DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 05/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10875.908200/200913 Resolução nº 3802000.119 S3TE02 Fl. 98 3 alternativamente, seja o julgamento convertido em diligência com fito na comprovação da legitimidade dos cálculos apresentados pela recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. A decisão de primeira instância entendeu por bem não acolher a manifestação de inconformidade da interessada em vista da não comprovação da liquidez e da certeza do crédito destinado a compensação via DCOMP. Com efeito, a DRJ Campinas se alicerçou na falta de um conjunto probatório capaz de comprovar o pagamento indevido aduzido pelo sujeito passivo. Ressaltou que a interessada não apresentou “nenhuma apuração, documentação ou outro indício que indicasse o pagamento indevido ou a maior [...]”. De fato, a suplicante, naquela instância, não acostou ao autos nenhum demonstrativo ou documento que comprovasse o reclamado pagamento indevido necessário a dar suporte à compensação pleiteada. Nesta segunda instância a recorrente apresenta demonstrativo de cálculo das receitas financeiras do período, já que o suposto pagamento a maior seria decorrente da declaração de inconstitucionalidade do § 1o do artigo 3o da Lei no 9.718/98, que ampliou a base de cálculo do PIS e da COFINS. Sobre essa questão, de fato, o STF, no julgamento do Recurso Extraordinário no 390.840/MG, apreciado pelo pleno em 09/11/2005, decidiu pela inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, “no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada”. Posteriormente, o mesmo STF, no julgamento do Recurso Extraordinário no 585.2351/MG, proferido em 10/09/2008 e publicado em 28/11/2008, reconheceu a repercussão geral do tema. Aludida decisão há que ser observada pelos conselheiros deste CARF, a teor do disposto no parágrafo único do artigo 62 do Anexo II do Regimento deste Conselho, e, notadamente, em seu artigo 62A, segundo o qual “as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. Portanto, quanto ao direito substancial invocado, há plausibilidade no pleito da recorrente, já que, diante da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, é indevido o pagamento das contribuições (PIS ou COFINS) sobre as receitas financeiras. Concernente aos demonstrativos anexados pela interessada, consta da primeira planilha (fls. 79) que as receitas financeiras do mês de setembro/2002 correspondem a R$ Fl. 124DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 05/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10875.908200/200913 Resolução nº 3802000.119 S3TE02 Fl. 99 4 1.722.685,04, sobre cujo valor, se aplicada a alíquota do PIS, chegase ao montante do crédito aduzido, qual seja, R$ 11.197,46. As rubricas que compõem o total das receitas financeiras constam da tabela de fls. 85. Nesta, contudo, observase que alguns dos registros geram dúvida quanto à legitimidade de seu enquadramento como receitas financeiras. Tal questão, merece ser analisada pela unidade preparadora. Da Conclusão Diante do exposto, voto para converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem certifique se a base de cálculo declarada das receitas financeiras corresponde à contabilizada na escrituração da contribuinte, atentando para a natureza das rubricas discriminadas na tabela de fls. 85, notadamente: “outras receitas” e “descontos s/pagamentos Farma”. Instruído o processo com os esclarecimentos necessários, e intimado o contribuinte do resultado da diligência para sua eventual manifestação, deverão os autos ser devolvidos a este Conselho para prosseguimento do julgamento. É como voto. Sala de Sessões, em 25 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 125DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 05/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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