Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4957056 #
Numero do processo: 10540.720384/2010-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jul 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUSÊNCIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DOS SALÁRIOS. É desnecessária a individualização dos valores recebidos por cada funcionário, se a fiscalização se muniu de elementos suficientes para apurar os valores totais pagos aos segurados sobre os quais incidem as contribuições a cargo da empresa (cota patronal) e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT). ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. Tendo a fiscalização apresentado provas do cometimento da infração, a apresentação de contraprova, objetivando desacreditar o suporte probatório juntado aos autos, é do contribuinte. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.518
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio César Vieira Gomes - Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201304

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. AUSÊNCIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DOS SALÁRIOS. É desnecessária a individualização dos valores recebidos por cada funcionário, se a fiscalização se muniu de elementos suficientes para apurar os valores totais pagos aos segurados sobre os quais incidem as contribuições a cargo da empresa (cota patronal) e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT). ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. Tendo a fiscalização apresentado provas do cometimento da infração, a apresentação de contraprova, objetivando desacreditar o suporte probatório juntado aos autos, é do contribuinte. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Negado.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Jul 05 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 10540.720384/2010-15

anomes_publicacao_s : 201307

conteudo_id_s : 5267212

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2402-003.518

nome_arquivo_s : Decisao_10540720384201015.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES

nome_arquivo_pdf_s : 10540720384201015_5267212.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio César Vieira Gomes - Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.

dt_sessao_tdt : Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013

id : 4957056

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:28 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045984938819584

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2000; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T2  Fl. 249          1 248  S2­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10540.720384/2010­15  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2402­003.518  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  17 de abril de 2013  Matéria  COTA PATRONAL. GILRAT/SAT  Recorrente  PREFEITURA MUNICIPAL DE PARAMIRIM  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  AUSÊNCIA  DE  INDIVIDUALIZAÇÃO DOS SALÁRIOS.  É  desnecessária  a  individualização  dos  valores  recebidos  por  cada  funcionário, se a fiscalização se muniu de elementos suficientes para apurar  os valores totais pagos aos segurados sobre os quais incidem as contribuições  a  cargo  da  empresa  (cota  patronal)  e  ao  financiamento  dos  benefícios  concedidos  em  razão  do  grau  de  incidência  de  incapacidade  laborativa  decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT/SAT).  ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE.  Tendo  a  fiscalização  apresentado  provas  do  cometimento  da  infração,  a  apresentação  de  contraprova,  objetivando  desacreditar  o  suporte  probatório  juntado aos autos, é do contribuinte.  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  ARGUIÇÕES  DE  INCONSTITUCIONALIDADE.  O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para  afastar a  incidência da  lei em razão de  inconstitucionalidade ou  ilegalidade,  salvo nos casos previstos no art. 103­A da CF/88 e no art. 62 do Regimento  Interno do CARF.  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.         AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 54 0. 72 03 84 /2 01 0- 15 Fl. 249DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES     2   Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso voluntário.   Julio César Vieira Gomes ­ Presidente.     Nereu Miguel Ribeiro Domingues ­ Relator.    Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros:  Julio  César  Vieira  Gomes,  Thiago  Taborda  Simões,  Ana  Maria  Bandeira,  Nereu  Miguel  Ribeiro  Domingues,  Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.  Fl. 250DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10540.720384/2010­15  Acórdão n.º 2402­003.518  S2­C4T2  Fl. 250          3   Relatório  Trata­se de auto de infração constituído em 21/10/2010 (fl. 166), decorrente  do não recolhimento dos valores referentes à contribuição a cargo da empresa (cota patronal) e  da contribuição ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de  incapacidade  laborativa  decorrente  dos  riscos  ambientais  do  trabalho  (GILRAT/SAT),  no  período de 01/01/2008 a 31/12/2008, incluindo a competência 13/2008.  O  Recorrente  interpôs  impugnação  (fls.  171/198)  requerendo  a  total  improcedência do lançamento.  A  d.  Delegacia  da  Receita  Federal  de  Julgamento  em  Salvador  –  BA,  ao  analisar  o  presente  caso  (fls.  203/211),  julgou  o  lançamento  procedente,  entendendo  que  (i)  foram  observados  os  princípios  do  devido  processo  legal,  ampla  defesa,  contraditório  e  legalidade;  (ii)  estão  discriminados  todos  os  fatos  geradores  e  foram  anexados  todos  documentos que deram origem ao lançamento; bem como as contribuições devidas, os períodos  autuados  e  a  legislação  aplicável;  (iii)  foi  aplicada  a multa mais benéfica  ao  contribuinte no  momento  da  autuação,  e  apenas  por  ocasião  do  pagamento  é  que  se  poderá  verificar  qual  a  multa  de  fato  é  a  menos  onerosa;  (iv)  os  demais  processos  administrativos  decorrentes  da  mesma  autuação  já  se  encontram  apensados;  (v)  apesar  de  não  ter  individualizado  todos  os  segurados envolvidos no lançamento, a autoridade tributária realizou a autuação com base nas  folhas  de  pagamento  e  GFIPs  preenchidas  pelo  próprio  Recorrente;  (vi)  constatado  atraso  parcial ou total no recolhimento das contribuições previdenciárias, deve a fiscalização lavrar a  notificação de débito; (vii) as provas devem ser apresentadas no momento da impugnação, sob  pena de preclusão; e (viii) é improcedente o pedido de prova pericial realizado sem atender aos  requisitos legais.  O  Recorrente  interpôs  recurso  voluntário  (fls.  217/241)  requerendo  a  improcedência do lançamento.   É o relatório.  Fl. 251DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES     4   Voto             Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator  Primeiramente,  cabe  mencionar  que  o  presente  recurso  é  tempestivo  e  preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.  O Recorrente pretende a nulidade da autuação, sob o argumento de que não  houve  a  correta  descrição  dos  fatos,  eis  que  não  foi  realizada  a  individualização  de  cada  segurado.  Analisando  o  Relatório  Fiscal  (fls.  25/37),  verifica­se  que  a  autoridade  tributária  obteve  a  base  de  cálculo  através  dados  fornecidos  pelo  Tribunal  de  Contas  dos  Municípios da Bahia – TCM, bem como dos resumos das folhas de pagamento, os quais, diga­ se de passagem, apresentavam valores diferentes dos declarados em GFIP.  Assim, confrontando esses documentos, a autoridade tributária obteve a base  de cálculo, sobre a qual incidiram as alíquotas das contribuições devidas.  Cumpre destacar que, as contribuições a cargo da empresa (cota patronal) e  ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de  incidência de  incapacidade  laborativa  decorrente  dos  riscos  ambientais  do  trabalho  (GILRAT/SAT)  têm  como  base  de  cálculo  o  total  das  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  a  qualquer  título,  o  que  foi  obtido pela autoridade tributária mediante o procedimento acima referido, sendo desnecessária  a sua individualização por segurado por ocasião da lavratura do auto de infração.  Observando  os  documentos  que  instruíram  a  presente  autuação,  Discriminativo  do  Débito  –  DD  (fls.  05/08),  Relatório  de  Lançamentos  –  RL  (fls.  23/24),  Relatório Fiscal (fls. 25/37), Planilha de Divergências (fls. 36/37) e Planilha de Comparação de  Multas (fls. 31/33), é possível concluir com clareza quais foram as irregularidades identificadas  pela fiscalização.  Ainda, analisando o AI nº 37.279.463­7 (PAF nº 10540.720382/2010­18, em  apenso), constata­se que foram trazidos pela fiscalização no referido PAF, todos os extratos das  GFIPs (95/175) e os resumos da folha de pagamentos (fls. 176/215), não havendo que se falar  ausência de documentos que comprovem a infração.  Diante  disso,  considerando  que  houve  a  adequada  demonstração  dos  fatos  que ensejaram a presente autuação, e que o Recorrente não apresenta qualquer elemento fático  probatório para demonstrar que ocorreu alguma incorreção no procedimento fiscal, limitando­ se a arguir de modo genérico a nulidade da autuação, não merece provimento o recurso neste  ponto.  O  Recorrente  pretende  também  discutir  a  inconstitucionalidade  do  lançamento,  sob  a  alegação  de  que:  (i)  faltou  finalidade  à  ação  fiscal,  eis  que  não  houve  a  individualização dos segurados; (ii) há violação aos princípios da moralidade, legalidade, não­ confisco,  solidariedade,  motivação,  segurança  jurídica,  interesse  público,  razoabilidade,  proporcionalidade  e  eficiência  em  razão  do  fato  da  autoridade  tributária  não  ter  realizado  a  individualização  por  segurado  do  montante  devido;  (iii)  ao  não  elaborar  uma  relação  dos  segurados  abrangidos  na  presente  autuação,  o  Fisco  retirou  do  Recorrente  o  direito  ao  Fl. 252DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 10540.720384/2010­15  Acórdão n.º 2402­003.518  S2­C4T2  Fl. 251          5 contraditório  e  à  ampla  defesa;  e  (iv)  a multa  só  é  exigível  após  todo o  trâmite do processo  administrativo.  Todavia,  o  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  não  é  órgão  competente para afastar  a  aplicação da  lei  com base na  sua  suposta  inconstitucionalidade ou  ilegalidade, com exceção dos casos previstos no art. 103­A da CF/88 e no art. 62, parágrafo  único do Regimento Interno do CARF.  Neste  contexto,  vale  destacar  que  a  administração  pública  está  vinculada  à  lei, e não compete a um agente administrativo dizer se uma lei que determina o pagamento de  um tributo é inconstitucional ou ilegal.   Em  tempo,  deve­se  recordar  que  o  procedimento  administrativo  existe  não  para  discutir  a  inconstitucionalidade  ou  ilegalidade  de  algum  tributo,  o  qual  deve  ser  feito  exclusivamente  perante  a  esfera  judicial, mas  sim  eventuais  irregularidades  que  tenham  sido  cometidas  pelo  agente  fazendário  no  momento  da  fiscalização,  as  quais  todavia  não  foram  demonstradas pelo Recorrente.  Assim, considerando que a exigência das contribuições em  tela  se deu  com  observância  às  normas  legais  pertinentes,  havendo  sim  motivação  para  a  autuação  (recolhimento  a  menor  de  tributos),  e  que,  como  já  fundamentado,  não  houve  qualquer  nulidade  no  procedimento  fiscal,  deixo  de  apreciar  as  alegações  genéricas  do  Recorrente  quanto à suposta ilegalidade e inconstitucionalidade da presente cobrança.  Diante  do  exposto,  voto  pelo  CONHECIMENTO  do  recurso  para,  no  mérito, NEGAR­LHE PROVIMENTO.  É o voto.  Nereu Miguel Ribeiro Domingues                                Fl. 253DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES

score : 1.0
4957257 #
Numero do processo: 13876.000362/2007-28
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 2007 DOCUMENTO DE CONHECIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO. DESNECESSIDADE DE REITERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. VERDADE REAL E VERDADE FORMAL. No processo administrativo a verdade real tem prevalência sobre a verdade formal, não podendo ser negado o pedido do contribuinte por conta de ausência de documento no processo quando a autoridade julgadora tem conhecimento de sua existência. Embargos conhecidos ao qual não se dá provimento.
Numero da decisão: 3801-001.860
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e José Luiz Feistauer de Oliveira que entendiam que os débitos apontados pela Receita Federal são impeditivos ao deferimento do benefício fiscal pleiteado de redução da alíquota do IPI . (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio De Castro Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl ( Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201304

ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 2007 DOCUMENTO DE CONHECIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO. DESNECESSIDADE DE REITERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. VERDADE REAL E VERDADE FORMAL. No processo administrativo a verdade real tem prevalência sobre a verdade formal, não podendo ser negado o pedido do contribuinte por conta de ausência de documento no processo quando a autoridade julgadora tem conhecimento de sua existência. Embargos conhecidos ao qual não se dá provimento.

turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 13876.000362/2007-28

anomes_publicacao_s : 201307

conteudo_id_s : 5267413

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 3801-001.860

nome_arquivo_s : Decisao_13876000362200728.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL

nome_arquivo_pdf_s : 13876000362200728_5267413.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e José Luiz Feistauer de Oliveira que entendiam que os débitos apontados pela Receita Federal são impeditivos ao deferimento do benefício fiscal pleiteado de redução da alíquota do IPI . (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio De Castro Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl ( Relator)

dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013

id : 4957257

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:35 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045984952451072

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2101; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE01  Fl. 153          1 152  S3­TE01  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13876.000362/2007­28  Recurso nº               Embargos  Acórdão nº  3801­001.860  –  1ª Turma Especial   Sessão de  25 de abril de 2013  Matéria  Embargos de Declaração  Embargante  FAZENDA NACIONAL  Interessado  PRIMO SCHINCARIOL INDÚSTRIA DE CERVEJAS E REFRIGERANTES    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS ­ IPI  Exercício: 2007  DOCUMENTO  DE  CONHECIMENTO  DA  ADMINISTRAÇÃO.  DESNECESSIDADE DE REITERAÇÃO DE SEU CONTEÚDO.  Quando  o  interessado  declarar  que  fatos  e  dados  estão  registrados  em  documentos  existentes  na  própria Administração  responsável  pelo  processo  ou  em  outro  órgão  administrativo,  o  órgão  competente  para  a  instrução  proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.  VERDADE REAL E VERDADE FORMAL.  No processo  administrativo  a verdade  real  tem prevalência  sobre  a verdade  formal,  não  podendo  ser  negado  o  pedido  do  contribuinte  por  conta  de  ausência  de  documento  no  processo  quando  a  autoridade  julgadora  tem  conhecimento de sua existência.  Embargos conhecidos ao qual não se dá provimento.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  maioria  de  votos,  em  rejeitar  os  embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.   Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e José Luiz Feistauer de  Oliveira  que  entendiam  que  os  débitos  apontados  pela  Receita  Federal  são  impeditivos  ao  deferimento do benefício fiscal pleiteado de redução da alíquota do IPI .  (assinado digitalmente)  Flavio de Castro Pontes ­ Presidente  (assinado digitalmente)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 6. 00 03 62 /2 00 7- 28 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES     2 Sidney Eduardo Stahl ­ Relator.  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros  Flavio  De  Castro  Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio  Caliendo  Velloso  da  Silveira,  Maria  Ines  Caldeira  Pereira  da  Silva  Murgel  e  eu,  Sidney  Eduardo Stahl ( Relator)  Fl. 154DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13876.000362/2007­28  Acórdão n.º 3801­001.860  S3­TE01  Fl. 154          3 Relatório  Trata  o  presente  processo  administrativo  de  pedido  de  reconhecimento  e  declaração de redução de alíquota do IPI – exercício de 2007 – incidente sobre a produção de  refrigerantes,  com base  no  artigo 65 do Decreto nº 4.544/02  (Regulamento do  IPI de 2002),  mais precisamente nos termos da Norma Complementar “NC 22­1”.  A  autoridade  administrativa  de  1ª  Instância  entendeu  que  o  contribuinte  deveria  comprovar,  para  a  fruição  de  qualquer  incentivo  ou  beneficio  fiscal,  a  quitação  de  tributos e contribuições federais, nos termos do artigo 60 da Lei nº 9.069/95, assim disposto:  “Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo  ou  beneficio  fiscal,  relativos  a  tributos  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  fica  condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou  jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais.”  Essa  Turma  julgou  procedente  o  Recurso  Voluntário  entendendo  que  a  regularidade fiscal deveria ser examinada no momento da opção do contribuinte, não podendo  a contribuinte ficar à mercê da demora da administração para realização dos atos processuais.  A  apresentação  da  certidão  de  tem  o  condão  de  comprovar  a  regularidade  fiscal da contribuinte na época da apreciação do pleito e a contribuinte apresentou a respectiva  certidão. Restou assim ementado o acórdão:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  PRODUTOS  INDUSTRIALIZADOS ­ IPI   Exercício: 2007  MOMENTO DA COMPROVAÇÃO DA  REGULARIDADE  FISCAL  Comprovada  a  regularidade  fiscal  no  momento  da  apresentação do pedido de  reconhecimento de redução de  alíquota, deve ser o mesmo deferido.  Recurso Voluntário Provido.  Interpõe  a  Fazenda  Embargos  de  Declaração  alegando  que  a  informação  constante  no  voto  acerca  da  efetiva  apresentação  pelo  contribuinte  de  certidão  negativa  de  débitos ou certidão positiva com efeitos de negativa não condiz com as provas constantes nos  autos,  assim  como  a  assertiva  de  que  o  Fisco  não  demonstrou  a  irregularidade  fiscal  do  contribuinte.  Que  a  petição  inicial  do  contribuinte  foi  instruída  apenas  com  cópia  autenticada do  registro de produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  e  com cópia da procuração e não com a Certidão Negativa respectiva.  Fl. 155DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES     4 Nesse contexto requer que a Turma se pronuncie explicitando quais foram os  documentos  constantes nos  autos que  levaram­na  a  concluir  estar o  contribuinte em situação  fiscal regular no momento do protocolo do pedido de redução de alíquota de IPI e ainda, requer  que a Turma esclareça  se, no seu entender, os débitos apontados pela Receita Federal às  fls.  17/33  são  ou  não  impeditivos  ao  deferimento  do  benefício  fiscal  pleiteado  de  redução  da  alíquota do IPI.  É o que importa relatar.  Fl. 156DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13876.000362/2007­28  Acórdão n.º 3801­001.860  S3­TE01  Fl. 155          5 Voto             Conselheiro Sidney Eduardo Stahl  O  recurso  é  tempestivo  e  reúne os demais pressupostos  de admissibilidade,  razão pela qual dele se conhece.  De fato o acórdão embargado contém literalmente o seguinte trecho:  Conforme  visto  a  Recorrente  apresentou  no  início  do  procedimento a sua certidão e a administração não demonstrou,  ao contrário, a que se deve a alegada irregularidade.  A regularidade fiscal deve ser examinada no momento da opção  do  contribuinte  e  não  pode  a  contribuinte  ficar  à  mercê  da  demora da administração para realização dos atos processuais.  Certo é  também, como corretamente apontou a Procuradoria nesse processo  que a referida certidão não está nos autos.  Porém, isso não invalidada a informação prestada.  Conforme  se  sabe  o  presente processo  foi  julgado  em  conjunto  com outros  processos  do  mesmo  contribuinte  e  essa  Turma  teve  conhecimento  da  existência  de  uma  certidão negativa válida emitida em 27 de março de 2007 e válida até 23 de setembro de 2007,  abrangendo a data de protocolização do pedido, 1º de agosto de 2007.  O  artigo  37  da Lei  nº  9.784/1999,  que  regula o  processo  administrativo  no  âmbito da administração federal dispõe que:  Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão  registrados em documentos existentes na própria Administração  responsável pelo processo ou  em outro órgão administrativo, o  órgão  competente  para  a  instrução  proverá,  de  ofício,  à  obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.  Por  outro  lado,  pelo  princípio  da  verdade material  essa Turma não  poderia  alegar desconsiderar a existência do documento ao qual teve acesso.  O  que  se  busca  no  processo  administrativo  é  a  verdade  material.  Serão  considerados  todas  as  provas  e  fatos  novos  mesmo  que  não  tenham  sido  alegados  ou  declarados,  desde  que  sejam  provas  lícitas.  Interessa  à  Administração  que  seja  apurada  a  verdade real dos fatos ocorridos (verdade material), e não apenas a verdade que é, a principio,  trazida aos autos pelas partes (verdade formal) São esses os princípios que norteiam o Processo  Administrativo Fiscal e que definem os limites dos poderes de cognição do julgador em relação  aos fatos que podem ser considerados para a decisão da situação que lhe é submetida.   Entre tais princípios insere­se o princípio da oficialidade, que recomenda ao  julgador  buscar  a  verdade  e  aplicar  corretamente  a  lei,  apesar  da  inércia  das  partes.  No  Fl. 157DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES     6 processo  administrativo  o  julgador  deve  aplicar  o  direito  com  olhos  na  verdade  real  e  na  justiça. Foi o que fez essa Turma.  A contribuinte possuía a seguinte CND, cuja validade pode ser confirmada no  sítio  da  internet  da  própria  Receita  Federal:  Emissão  em  27/03/2007  às  14:19:49.  CNPJ  50.221.019/0001­36. Código de controle da certidão: 26C8.0AD3.4146.AB98.  Nesse  sentido, a  rigor,  assiste  razão à Fazenda no que concerne  aos  termos  usados no voto, entretanto, conforme pode ser visto, a contribuinte possuía certidão válida no  momento da apresentação do pedido.  Quanto a alegação da Fazenda de que é preciso esclarecer o porquê os débitos  apontados pela Receita Federal às fls. 20/33 não são impeditivos ao deferimento do benefício  fiscal pleiteado, tenho que a questão está superada pela existência da CND válida, entretanto,  como pode ser visto o “conta corrente” anexado pela Receita às fls. 17/31 é de 2009 e não de  2007, não se referindo ao momento do pedido da contribuinte e conforme apontado no acórdão  combatido a regularidade fiscal da contribuinte deve ser examinada na época da apresentação  do pleito, não posteriormente.  Diante do exposto, conheço dos embargos para reconhecer o vício apontado  no acórdão, no entanto, mantenho a decisão embargada que deu provimento ao recurso.  É como voto,  (assinado digitalmente)  Sidney Eduardo Stahl ­ Relator                                Fl. 158DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES

score : 1.0
4909994 #
Numero do processo: 17883.000121/2007-41
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 Ementa: PROVENTOS DE APOSENTADORIA POR MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO. Para ser beneficiado com o Instituto da Isenção, os rendimentos devem atender a dois pré-requisitos legais: ter a natureza de proventos de aposentadoria e o contribuinte ser portador de moléstia grave, discriminada em lei, reconhecido por Laudo Médico Pericial de Órgão Médico Oficial. Não atendidos os requisitos legais é de se indeferir o pedido de isenção. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. A multa isolada não pode ser exigida concomitantemente com a multa de ofício. Precedentes da 2ª Câmara e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso Provido parcialmente
Numero da decisão: 2802-002.283
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa isolada, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Jaci de Assis Júnior que negava provimento (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 25/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201304

ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 Ementa: PROVENTOS DE APOSENTADORIA POR MOLÉSTIA GRAVE - ISENÇÃO. Para ser beneficiado com o Instituto da Isenção, os rendimentos devem atender a dois pré-requisitos legais: ter a natureza de proventos de aposentadoria e o contribuinte ser portador de moléstia grave, discriminada em lei, reconhecido por Laudo Médico Pericial de Órgão Médico Oficial. Não atendidos os requisitos legais é de se indeferir o pedido de isenção. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. A multa isolada não pode ser exigida concomitantemente com a multa de ofício. Precedentes da 2ª Câmara e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso Provido parcialmente

turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 17883.000121/2007-41

anomes_publicacao_s : 201306

conteudo_id_s : 5259418

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2802-002.283

nome_arquivo_s : Decisao_17883000121200741.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE

nome_arquivo_pdf_s : 17883000121200741_5259418.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa isolada, nos termos do voto da relatora. Vencido o Conselheiro Jaci de Assis Júnior que negava provimento (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 25/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano

dt_sessao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013

id : 4909994

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:30 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045984988102656

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1856; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE02  Fl. 59          1 58  S2­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  17883.000121/2007­41  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2802­002.283  –  2ª Turma Especial   Sessão de  18 de abril de 2013  Matéria  IRPF  Recorrente  HEIDER SALGADO LEAL   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2003  Ementa:  PROVENTOS DE APOSENTADORIA POR MOLÉSTIA GRAVE ­  ISENÇÃO.  Para  ser  beneficiado  com  o  Instituto  da  Isenção,  os  rendimentos  devem  atender  a  dois  pré­requisitos  legais:  ter  a  natureza  de  proventos  de  aposentadoria  e o  contribuinte  ser portador de moléstia grave,  discriminada  em lei, reconhecido por Laudo Médico Pericial de Órgão Médico Oficial.  Não atendidos os requisitos legais é de se indeferir o pedido de isenção.  MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA.  IMPOSSIBILIDADE.  A multa  isolada  não  pode  ser  exigida  concomitantemente  com  a  multa  de  ofício. Precedentes da 2ª Câmara e da Câmara Superior de Recursos Fiscais.  Recurso Provido parcialmente      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,    por  maioria  de  votos  DAR  PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa  isolada, nos termos do  voto da relatora. Vencido o Conselheiro Jaci de Assis Júnior que negava provimento   (Assinado digitalmente)  Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente.  (assinado digitalmente)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 88 3. 00 01 21 /2 00 7- 41 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 25/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO     2 Dayse Fernandes Leite – Relatora  EDITADO EM: 25/04/2013  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte  Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior, Carlos  Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano   Relatório  Trata  se de Auto de  Infração de  fls.  69  a 76,  relativo  ao  ano calendário  de  2002,  exercício  financeiro  de  2003,  lavrado  em  virtude  da  constatação  de  omissão  de  rendimentos  recebidos  de  pessoa  física,  decorrentes  de  trabalho  sem  vinculo  empregatício  e  multa isolada por falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê leão, relativo ao ano  calendário  de  2002,  conforme  descrito  no  Termo  de  Constatação  Fiscal,  acompanhado  das  planilhas de fls. 66/68.  Inconformado  com  a  exigência,  o  contribuinte  apresentou  impugnação,  fls.  80  a 84, por alegando,  em síntese,  seus  rendimentos  são  isentos  em virtude de  ter  contraído  moléstia  de  saúde  grave,  mais  especificamente  câncer,  doença  que  é  enquadrada  como  condição para isenção do 1RPF na IN SRF n° 120, de 2000. Assevera que é necessário que lhe  seja deferida  a  isenção  dos  impostos de  renda  retroativamente  até o  início dos problemas de  saúde descritos,  possibilitando­lhe que  faça declarações  retificadoras  em  relação aos  anos de  2002 em diante. Junta laudo médico.  A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II  (RJ) examinou as alegações do contribuinte e decidiu pela improcedência de sua impugnação,  sob o seguinte fundamento expresso na ementa do Acórdão nº 13­32.818, fls. 105/106:  Assunto : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física ­ I R P F  Exercício: 2003  MOLÉSTIA  GRAVE.  ISENÇÃO.  APOSENTADORIA.  PENSÃO.  REFORMA. PROVENTOS.  A  isenção  de  imposto  de  renda  para  portadores  das  moléstias  especificadas  em  lei  referem­se  exclusivamente  para  proventos  de aposentadoria, pensão ou reforma.  ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL.  A  interpretação  da  legislação  tributária  que  disponha  sobre  outorga  de  isenção  deve  ser  literal,  conforme  expressa  determinação legal.  Impugnação improcedente.  Crédito tributário mantido  Cientificado  em  04/05/2011,  fls.109,  o  interessado  interpôs  recurso  voluntário em 03/06/2011,  fls. 111/116, alegando, em apertada síntese, que foi diagnosticado  com problemas de estenose de uretra nos fins de 2002 (30 de dezembro de 2002). Prossegue  seu recurso detalhando todos os procedimentos a que foi submetido em decorrência da moléstia  contraída.  O  recorrente  não  contesta  o  fato  dos  rendimentos  considerados  omitidos    serem  Fl. 130DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 25/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 17883.000121/2007­41  Acórdão n.º 2802­002.283  S2­TE02  Fl. 60          3 recebidos  de  pessoa  física,  decorrentes  de  trabalho  sem vinculo  empregatício  e portanto  não  são proventos de aposentadoria, pensão ou reforma.  Instrui  seu  recurso  com  relatórios  e  laudos  médicos  que  comprovam  a  moléstia contraída.  É o relatório.  Voto             Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade,  dele deve­se tomar conhecimento.  A matéria ora em litígio é a isenção dos proventos recebidos pelos portadores  de moléstia grave tipificada na Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988. O contribuinte afirma  que é portador de moléstia grave.  Ocorre que a autoridade julgadora de primeira instância deixou de reconhecer  a isenção de tais rendimentos, em razão dos seguintes fatos:   “O  rendimento omitido pelo  contribuinte, que acarretou  a  lavratura do auto  de  infração  ora  impugnado,  não  possui  a  natureza  de  proventos  de  aposentadoria,  reforma ou pensão, visto que decorreu de rendimentos recebidos de pessoas físicas,  conforme consta da  relação de  fls. 67/68 e da própria descrição dos  laços da peça  fiscal.  Assim,  independente  da  existência  ou  não  da moléstia  grave,  o  rendimento  omitido, objeto da presente autuação, sujeita­se à tributação, uma vez que não houve  atendimento aos dois pressupostos  legais necessários para a concessão da  isenção.  Repise­se, somente os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão de portadores  das  moléstias  especificadas  em  lei,  estão  abrangidos  pela  isenção  do  imposto  de  renda.”  Em  face  dessa  pretensão  suscitada  pelo  interessado,  convém  transcrever  o  que  se  encontra  regulamentado pela Lei n° 7.713, de 1988,  em seu  artigo 6°,  incisos XIV  e  XXI:  Art.  6º  Ficam  isentos  do  imposto  de  renda  os  seguintes  rendimentos percebidos por pessoas físicas:  [...]  XIV – os proventos de aposentadoria ou  reforma motivada por  acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia  profissional,  tuberculose  ativa,  alienação  mental,  esclerose  múltipla,  neoplasia  maligna,  cegueira,  hanseníase,  paralisia  irreversível  e  incapacitante,  cardiopatia  grave,  doença  de  Parkinson,  espondiloartrose  anquilosante,  nefropatia  grave,hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget  (osteíte  deformante),  contaminação  por  radiação,  síndrome  da  imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina  Fl. 131DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 25/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO     4 especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois  da aposentadoria ou reforma; (Redação dada pela Lei nº 11.052,  de 2004).   [...]  XXI­  os  valores  recebidos  a  título  de  pensão  quando  o  beneficiário  desse  rendimento  for  portador  das  doenças  relacionadas no inciso XIV deste artigo, exceto as decorrentes de  moléstia  profissional,  com  base  em  conclusão  da  medicina  especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a  concessão da pensão. (Incluído pela Lei nº 8.541, de 1992) (Vide  Lei 9.250, de 1995)"  Depreende­se,  pois,  que  há  dois  requisitos  cumulativos  indispensáveis  para  que  o  rendimento  percebido  seja  considerado  isento.  Um  reporta­se  à  natureza  dos  valores  recebidos,  que  devem  ser  proventos  de  aposentadoria  ou  reforma  e  pensão,  e  o  outro  se  relaciona com a existência da moléstia tipificada no texto legal.  Portanto,  o  fato  de  ser  portador  de  moléstia  tipificada  no  texto  legal  não  significa que todos os rendimentos recebidos pelo contribuinte nessa condição sejam isentos do  imposto  de  renda.  Indispensável,  para  tanto,  a  comprovação  de  que  estes  rendimentos  são  provenientes  de  proventos  de  aposentadoria  ou  reforma  e  pensão,  o  que  não  ocorreu  no  presente caso. Não há, pois, com acatar a pretensão do recorrente.  No  voluntário  o  recorrente  solicita  o  cancelamento  total  do  lançamento.  Destarte, a multa isolada é parte integrante do crédito tributário apurado.   Assim,  verifica­se  na  autuação,  cobrança  da  multa  exigida  isoladamente  concomitantemente com a multa de ofício, que voto pelo seu cancelamento, pelo Princípio da  Moralidade e para adequar­se à jurisprudência desse órgão julgador, especialmente, da Câmara  Superior de Recursos Fiscais  MULTA ISOLADA Art.44, I, da Lei 9430/96 – Inaplicabilidade.  NÃO CUMULATIVIDADE A multa isolada prevista no artigo 44  §  1º,  somente  pode  ser  exigida  uma  vez  não  podendo  portanto  ser  aplicada  quando  a  base  para  seu  lançamento  já  tiver  sido  parâmetro  para  exigência  da  mesma  multa  por  falta  de  pagamento  de  tributo. O  legislador,  quando  quer,  determina  a  cumulatividade de multas, na ausência de previsão legal, sobre o  mesmo  fato  somente  pode  ser  lançada  uma  multa.(  Acórdão:  CSRF/0105.078)  Destarte, DOU  PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para afastar a multa  isolada – Falta de Recolhimento do IRPF devido a Titulo de Carnê Leão.   (assinado digitalmente)  Dayse Fernandes Leite­Relatora                            Fl. 132DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 25/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 17883.000121/2007­41  Acórdão n.º 2802­002.283  S2­TE02  Fl. 61          5   Fl. 133DF CARF MF Impresso em 17/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 25/04/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO

score : 1.0
4956063 #
Numero do processo: 10980.006831/2004-94
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2004, 2005 INCLUSÃO RETROATIVA NO SIMPLES. COMPROVAÇÃO DE NÃO EXECUÇÃO DE ATIVIDADE IMPEDITIVA. Comprovado que, embora constassem do objeto social da empresa, atividades impeditivas de opção pelo Simples não foram por ela executadas, defere-se o pedido de inclusão retroativa nessa sistemática de tributação.
Numero da decisão: 1803-001.278
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente justificadamente o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201204

ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2004, 2005 INCLUSÃO RETROATIVA NO SIMPLES. COMPROVAÇÃO DE NÃO EXECUÇÃO DE ATIVIDADE IMPEDITIVA. Comprovado que, embora constassem do objeto social da empresa, atividades impeditivas de opção pelo Simples não foram por ela executadas, defere-se o pedido de inclusão retroativa nessa sistemática de tributação.

turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012

numero_processo_s : 10980.006831/2004-94

anomes_publicacao_s : 201204

conteudo_id_s : 5011465

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 1803-001.278

nome_arquivo_s : 180301278_10980006831200494_201204.pdf

ano_publicacao_s : 2012

nome_relator_s : Sérgio Rodrigues Mendes

nome_arquivo_pdf_s : 10980006831200494_5011465.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente justificadamente o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman.

dt_sessao_tdt : Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012

id : 4956063

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:10 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985004879872

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE03  Fl. 133          1 132  S1­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10980.006831/2004­94  Recurso nº  339.723   Voluntário  Acórdão nº  1803­01.278  –  3ª Turma Especial   Sessão de  11 de abril de 2012  Matéria  SIMPLES ­ INCLUSÃO RETROATIVA  Recorrente  SATECH SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO:  SISTEMA  INTEGRADO  DE  PAGAMENTO  DE  IMPOSTOS  E  CONTRIBUIÇÕES  DAS  MICROEMPRESAS  E  DAS  EMPRESAS  DE  PEQUENO  PORTE ­ SIMPLES  Exercício: 2004, 2005  INCLUSÃO  RETROATIVA  NO  SIMPLES.  COMPROVAÇÃO DE  NÃO  EXECUÇÃO DE ATIVIDADE IMPEDITIVA.  Comprovado que, embora constassem do objeto social da empresa, atividades  impeditivas de opção pelo Simples não foram por ela executadas, defere­se o  pedido de inclusão retroativa nessa sistemática de tributação.         Fl. 142DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 134          2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento  ao  recurso,  nos  termos  do  relatório  e  votos  que  integram  o  presente  julgado.  Ausente justificadamente o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman.    (assinado digitalmente)  Selene Ferreira de Moraes ­ Presidente    (assinado digitalmente)  Sérgio Rodrigues Mendes ­ Relator    Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Selene  Ferreira  de  Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes e Sérgio  Luiz Bezerra Presta.    Fl. 143DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 135          3   Relatório  Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório  do acórdão recorrido (fls. 34 e 35):  Tratava­se  este processo,  de  início,  de  petição  protocolizada  em 26/05/2004  (fl. 3), pela qual a contribuinte solicita seu enquadramento no Simples, retroativo a  01/01/2003, em face do disposto na Lei nº 9.317, de 1996.  A DRF, apreciando a petição como uma solicitação de inclusão retroativa no  Simples  (fl.  2),  indeferiu­a,  sob  a  fundamentação  de  que  a  pessoa  jurídica  desenvolve  atividades de  elaboração de projetos,  assessoria e  consultoria,  as quais  não podem optar pelo Simples, à luz do disposto no artigo 9º, inciso XIII, da Lei nº  9.317, de 1996.  Comunicada do indeferimento em 08/07/2004, a contribuinte manifestou seu  inconformismo com o despacho denegatório em 06/08/2004 (fls. 16/20), alegando,  em síntese, que esteve enquadrada no Simples desde 1997 até 1999, ocasião em que  comunicou  sua  desistência  ao  benefício,  face  ter  extrapolado  o  faturamento  permitido. Voltando a faturar dentro dos limites admitidos pela sistemática, requereu  seu novo enquadramento, o qual, em tese teria sido deferido, passando a recolher os  tributos sob o código específico. Em 2004, quando tentou transmitir sua declaração  referente ao ano­calendário 2003, houve recusa do sistema, ao argumento de ter sido  excluída  do  regime. Ocorre  que  não  foi  comunicada  da  exclusão,  na  forma  como  determina a legislação de regência, fato que, por si só, deixa de observar a garantia  ao  contraditório,  além  de  acarretar  prejuízos,  posto  estar  em  débito  com  o  novo  regime de tributação a que ficou vinculada.  Quanto  à  justificativa  do  indeferimento,  afirma  que,  embora  conste  de  seu  contrato  social  a  previsão  do  exercício  das  atividades  de  projeto,  assessoria  e  consultoria, estas nunca foram desenvolvidas e que está providenciando a alteração  do contrato para a exclusão das mesmas, posto que somente agora lhe foi explicado  ser este o motivo que veda sua permanência no Simples.  Sustenta que não existem critérios para os atos da Receita Federal, uma vez  que uma concorrente sua, que possui na razão social a previsão de planejamento e  projetos  de  telecomunicações,  continua  constando  como  optante  do  Simples,  conforme documentos em anexo.  Por  fim,  pede  que  seja  revisto  o  indeferimento.  Junta  ao  processo  os  documentos  de  fls.  21/27.  Em  03/09/2004,  comparece  novamente  aos  autos  para  pedir a anexação de sua Décima Segunda Alteração do Contrato Social,  registrada  em 30/08/2004,  onde  fez  constara alteração  do  objeto  social  de:  “industrialização,  reparação  de  serviços  de  projetos,  assessoria  e  consultoria  em  equipamentos  de  telecomunicações”  para:  “industrialização  e  comercialização  de  equipamentos  e  materiais na área de comunicação”.  2.  A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 33):  Fl. 144DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 136          4 ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E  CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO  PORTE ­ SIMPLES  Ano­calendário: 2004  EXCLUSÃO  AO  SIMPLES.  ATIVIDADE  VEDADA.  PREVISÃO  CONTRATUAL  Se no contrato social consta atividade incompatível com o Simples, a prova de  que não exerce tal atividade cabe ao contribuinte, não o fazendo, é lícito considerar  válidas as informações constantes no contrato social.  Solicitação Indeferida.  3.  Cientificada  da  referida  decisão  em  19/07/2007  (fls.  40),  a  tempo,  em  09/08/2007, apresenta a interessada Recurso de fls. 41 a 46,  instruído com os documentos de  fls. 47 a 49, nele argumentando, em síntese:  a)  que, na decisão da 2ª Turma de Julgamento, que ora se recorre, nada foi  mencionado  acerca  da  comunicação  de  desenquadramento,  pois  diz  o  parágrafo único do art. 23 da Instrução Normativa SRF nº 355/2003 que a  exclusão  de  oficio  do  regime  dar­se­á  mediante  Ato  Declaratório  Executivo  da  autoridade  fiscal  da  Secretaria  da  Receita  Federal  que  jurisdicione o contribuinte;  b)  que,  considerando  os  percentuais  de  impostos  pagos  a  título  de  SIMPLES,  conforme  documentos  anexos,  a  Recorrente  pagou  R$  40.073,18  (quarenta  mil,  setenta  e  três  reais  e  dezoito  centavos),  e  o  eventual pagamento pelo regime do Lucro Presumido, conforme planilha  ora anexada ao feito, representaria o valor devido de R$ 38.532,21 (trinta  e oito mil, quinhentos e trinta e dois reais e vinte e um centavos), o que  acaba  por  indicar  diferença  insignificante  de  R$  1.548,97  a  menor  em  favor da Recorrente;  c)  que  se  reitera  o  pedido,  aqui,  para  que  o  assunto  seja  baixado  em  diligência, para a efetiva comprovação de que não existem notas  fiscais  determinantes de exercício de atividade vedada, nos anos de 2003 e 2004;  d)  que a manutenção da exclusão não  trará maiores valores de arrecadação  ao  Fisco,  mas  apenas  e  tão  somente  diversas  retificações,  correções,  multas  e  demais  obrigações  acessórias,  absolutamente  onerosas  à  Recorrente,  que  já  pagou  o  imposto  devido  de  todo  o  período  como  SIMPLES, e não há razão plausível para  tais correções daquilo que  já é  definitivo;  e)  que está habilitada, desde 14/05/2003, a usufruir os  incentivos fiscais da  Lei nº 8.248/1991, alterada pelas Leis nºs 10.176/01 e 11.077/04 – Lei de  Informática,  do Ministério  da  Ciência  e  Tecnologia,  conforme  Portaria  232, publicada no DOU; e  Fl. 145DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 137          5 f)  que, estando enquadrada no SIMPLES, não está usufruindo os benefícios,  mas vem apresentando, todos os anos, os Relatórios Demonstrativos, nos  termos da Lei (consoante documento anexo).  4.  Consta, de fls. 51 a 52­verso, Resolução nº 3801­00.011, da Primeira Turma  Especial  da  Segunda  Seção  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  (CARF),  convertendo o julgamento do processo em diligência, cujo atendimento se deu de fls. 55 e 57 a  59.  Em mesa para julgamento.  Fl. 146DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 138          6 Voto             Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator  Atendidos  os  pressupostos  formais  e  materiais,  tomo  conhecimento  do  Recurso.  5.  Em  atendimento  à  diligência  requerida,  consta  do  despacho  de  fls.  55  o  seguinte:  Após  alterar  seu  ramo  de  atividade  para  industrialização  e  comercialização  de  equipamentos  e  materiais  na  área  de  comunicação, solicitou inclusão retroativa a 1º/1/2003, optando,  em 21 de dezembro de 2004, com efeitos a partir de 1º/1/2005,  pois  o  exercício  dessa  nova  atividade  não  constitui  óbice  à  adesão.Teve  êxito  na  opção  realizada  a  partir  de  2005, mas  o  pedido  para  ingresso  a  partir  de  1º/1/2003  foi  indeferido  com  fulcro no art. 92, inciso XIII, da Lei nº 9.317, de 1996.  6.  Extrai­se, ainda, do Termo de Diligência Fiscal, de fls. 57 a 59, o que segue:  Quanto à prestação de serviços e venda de produtos, observamos  que, no exercício de 2003, os principais clientes de Satech foram  EMBRATEL, GVT, INDEL e LAB SERVIÇOS ­ Razão, fls. 39, 40  e 41 anexas se repetem em 2004  ­ Razão,  fls. 51, 52, 53 e 54  ,  com acréscimos de novos clientes (Zhone, SSH Tech, Telenge) ­  (fls.111 a 117).  Da análise das notas  fiscais emitidas a partir de 2003, pode­se  observar que os serviços prestados para a empresa EMBRATEL  referem­se  a  serviço  de  adequação  de  régua  de  voz  em  sua  maioria, da INDEL INDÚSTRIA ELETRÔNICA, a confecção de  fontes  de  alimentação,  da  GVT  —  GLOBAL  VILLAGE  TELECOM  LTDA.,  o  fornecimento  de  cabos  assíncronos,  unidades  de  ventilação,  da  LAB  SERVIÇOS  DE  COMUNICAÇÕES  LTDA.,  a  confecção  de  unidades  retificadoras e fontes de alimentação.  Quanto ao ano de 2004, na análise das notas fiscais emitidas, os  mesmos  clientes  estão  sendo  atendidos,  e  idênticos  serviços  prestados. Anexo duas cópias de notas fiscais emitidas em 2003  e  2004  da  EMBRATEL  e  GVT,  bem  como  contrato  celebrado  com a Embratel  e  pedido de  compra  da GVT,  já  que  a mesma  não fazia contrato diretamente — fls. 118 a 130.  7.  Conforme  se  observa,  ficou  devidamente  comprovado  que,  embora  constassem do objeto social da Recorrente, nos anos­calendário de 2003 e 2004, as atividades  de elaboração de projetos, assessoria e consultoria, impeditivas da opção pelo Simples, ela não  os executou naqueles períodos.  Fl. 147DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10980.006831/2004­94  Acórdão n.º 1803­01.278  S1­TE03  Fl. 139          7 Conclusão  Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto  no  sentido  de  DAR  PROVIMENTO  AO  RECURSO,  para  admitir  a  inclusão  retroativa  da  Recorrente no Simples desde 01/01/2003.  É como voto.    (assinado digitalmente)  Sérgio Rodrigues Mendes                            Fl. 148DF CARF MF Impresso em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/04/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 18/04/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES

score : 1.0
4990456 #
Numero do processo: 12898.001983/2009-70
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1103-000.084
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva – Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201303

camara_s : Primeira Câmara

turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 12898.001983/2009-70

anomes_publicacao_s : 201308

conteudo_id_s : 5281002

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 1103-000.084

nome_arquivo_s : Decisao_12898001983200970.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO

nome_arquivo_pdf_s : 12898001983200970_5281002.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva – Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Aloysio José Percínio da Silva.

dt_sessao_tdt : Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013

id : 4990456

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:11 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985024802816

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1360; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C1T3  Fl. 387          1 386  S1­C1T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  12898.001983/2009­70  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  1103­000.066  –  1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária  Data  6 de março de 2013  Assunto  Multa isolada por falta/insuficiência de recolhimentos de estimativas  Recorrente  CLUB MED BRASIL S.A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  converter  o  julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.      (assinado digitalmente)  Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator    (assinado digitalmente)  Aloysio José Percínio da Silva – Presidente      Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros Mário  Sérgio  Fernandes  Barroso, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta  e Aloysio José Percínio da Silva.     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 28 98 .0 01 98 3/ 20 09 -7 0 Fl. 387DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12898.001983/2009­70  Resolução nº  1103­000.066  S1­C1T3  Fl. 388          2 Relatório  Trata­se  de  autos  de  infração  de  Multas  Isoladas  por  falta/insuficiência  de  recolhimentos de estimativas de  IRPJ e CSLL durante o ano­calendário 2005, nos valores de  R$ 826.019,34 (oitocentos e vinte e seis mil, dezenove reais e  trinta e quatro centavos) e R$  298.447,06 (duzentos e noventa e oito mil, quatrocentos e quarenta e sete reais e seis centavos)  (fls.69/78).  O contribuinte foi cientificado em 26/11/09 (fls.72 e 76).  No “Termo de Verificação e Constatação Fiscal” (fls.69/70), consignou­se:  “[...]  Trata­se  de  contribuinte  submetido  à  sistemática  de  tributação  pelo  lucro  real  anual,  e  com  base  em  balanço  ou  balancete  de  suspensão  foram  apurados  débitos  relativos  ao  imposto  de  renda  da  pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucro liquido ­ mensal por  estimativa.  Em 25/08/2008, o contribuinte foi regularmente intimado a esclarecer  os fatos apurados durante Revisão Interna de suas declarações, DIPJ e  DCTF, concernentes ao ano­calendário 2005 (fls.43/45):  1) os valores nela informados referentes ao Imposto de Renda a  Pagar,  bem  como  os  relativos  à  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro Liquido — CSLL, apurados segundo regime de tributação  por estimativa, constam como não pagos/recolhidos;  2)  os  valores  referentes  ao  Imposto  de  Renda  a  Pagar,  assim  como os  relativos à Contribuição Social  sobre o Lucro Liquido  —  CSLL  nela  informados,  apurados  na  forma  de  lucro  real  anual, não constam como recolhidos integralmente (fls.63/68); e  3) relativamente à Declaração de Débitos e Créditos Tributários  Federais  —  DCTF,  também  não  foram  o  referido  imposto  e  contribuição  nela  declarados  integralmente  —  DIVERGÊNCIA  ENTRE DIPJ E DCTF ( fls. 63/68).  Após  análise  da  documentação  entregue  foram  ratificados  os  valores  apurados como não declarados em DCTF e não recolhidos durante a  referida  Revisão  Interna  no  que  concerne  ao  pagamento mensal  por  estimativa,  nos  termos  do  art.  230  do  RIR/99,  abaixo  discriminados  (fls.63/68):  TRIBUTO  PERÍODO  VALOR APURADO  MULTA ISOLADA  IRPJ  JANEIRO/2005  1.126.720,97  563.360.48  IRPJ  FEVEREIRO/2005  506.619,50  253.309,75  IRPJ  MARÇO/2005  18.698,23  9.349,11  CSLL  JANEIRO/2005  406.339,55  203.169,77  CSLL  FEVEREIRO/2005  183.103,02  91.551,61  CSLL  MARÇO/2005  7.451,36  3.725,68  Fl. 388DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12898.001983/2009­70  Resolução nº  1103­000.066  S1­C1T3  Fl. 389          3 Assim sendo, por não restar demonstrado nem tampouco comprovado o  cumprimento  da  obrigação  tributária  concernente  ao  regime  de  tributação  por  estimativa  mensal,  está  sendo  constituído  o  crédito  tributário  relativo  à  multa  de  oficio  isolada  no  percentual  de  50%  (cinqüenta por cento) por falta de recolhimento na data do vencimento  do imposto e da contribuição social devida, nos termos do art. 44, §1º,  inciso IV, da Lei n° 9.430, de 1996 com redação dada pelo art. 14 da  Medida Provisória n° 351, de 2007 c/c art. 106, inciso II, alínea "c” do  CTN; arts. 222 e 843 do RIR199 e, na forma e condições constantes do  demonstrativo acima.”  O  lançamento  foi mantido  pela Sexta Turma da DRJ – Rio  de  Janeiro  I  (RJ),  conforme acórdão que recebeu a seguinte ementa (fls.290/296):  MATÉRIA  NÃO  IMPUGNADA.  Considera­se  não  impugnada  a  matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte  e relativamente a qual foram efetuados pagamentos após a ciência do  lançamento.  MULTA  ISOLADA.  FALTA  DE  RECOLHIMENTO  DE  ESTIMATIVAS  MENSAIS.  A  falta  de  recolhimento  de  estimativas  mensais  enseja  a  imposição  de multa  isolada,  no  percentual  de  50%  sobre o valor do pagamento que deixou de ser efetuado.  Devidamente  cientificado  do  acórdão  em  20/07/12  (fl.302),  o  contribuinte  tempestivamente interpôs Recurso Voluntário em 16/08/12 (fls.305/330), em que sustenta, em  síntese:  ­  apurara  as  antecipações  mensais  com  base  em  balancetes  suspensão/redução,  conforme  comunicado à Receita Federal por meio da DIPJ 2006 (Fichas 11 e 16);  ­ reconhecera, por ocasião da impugnação, a insuficiência parcial das estimativas, tendo após a  autuação realizado o que entendeu devido;  ­  teria cometido  erro de  fato por não  considerar compensações a  título de prejuízos  fiscais  e  bases de  cálculo negativas  apuradas  em períodos  anteriores,  o que deve  ser considerado  sob  pena de exação indevida;   ­  “...ad  argumentandum  apenas  para  corroborar  a  impropriedade  da  decisão,  que mantém  cobrança  das Multas  Isoladas  de  IRPJ  e CSLL  na  forma  como  lançada  por meio  dos AI’s,  deve­se destacar que, de acordo com as decisões exaradas por esse E. CARF posteriormente  ao  lançamento  tributário,  firmou­se o  entendimento de que  é  indevida  a  cobrança de Multa  Isolada  de  IRPJ  e  CSLL  por  falta  de  recolhimento  de  estimativa,  quando  se  verifica  a  existência de Prejuízo Fiscal e BNCSLL, ao final do período­base”;  ­ estaria equivocado o acórdão recorrido, vez que o livro Diário não se prestaria, para fins de  conferir validade à apuração, à escrituração de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de  CSLL;  ­ decisões da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, proferidas em outubro e  novembro  de  2011,  corroborariam  o  entendimento  de  que  “improcede  a  aplicação  de  penalidade  isolada,  quando  se  verifica  existência  de  prejuízo  fiscal  e  de  base  de  cálculo  negativa da CSLL ao final do período”;  Fl. 389DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12898.001983/2009­70  Resolução nº  1103­000.066  S1­C1T3  Fl. 390          4 ­ considerando a apuração de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL no ano­calendário 2004,  no montante  de R$ 10.098.323,13,  conforme DIPJ  (Doc.06  da  Impugnação),  não  se poderia  falar em insuficiência de saldo a impedir as compensações pleiteadas;  ­ decisões do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes fixariam que no lançamento de ofício  a  autoridade  fiscal  deve  considerar  os  prejuízos  fiscais  e  as  bases  de  cálculo  negativas  (acórdãos nº 101­95.889, 105­16.530 e 105­15.484),  tese  igualmente adotada em julgados de  primeira instância.    É o relatório.  Voto  Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator.  Preenchidos os requisitos de admissibilidade do recurso voluntário, dele se toma  conhecimento.  Em decorrência de recolhimentos  realizados após os  lançamentos  tributários, a  controvérsia  cinge­se  às  seguintes  exigências,  consoante  “Demonstrativo  de  Débito  –  Intimação nº 2012/” (fl.298, 382 e 383):    PA  Saldo (R$)  IRPJ  01/2005  169.308,14  IRPJ  02/2005  76.292,95  IRPJ  03/2005  3.104,73  CSLL  01/2005  60.950,94  CSLL  02/2005  27.465,55  CSLL  03/2005  1.117,70  Como relatado, o sujeito passivo pleiteia, na composição da base de cálculo, o  aproveitamento  de  prejuízos  fiscais  e  bases  de  cálculo  negativas  de  CSLL,  acumulados  em  períodos anteriores.  Verifica­se  que  na  DIPJ/06  declarou­se  que  as  estimativas  de  janeiro  a  março/2005  haviam  sido  apuradas  com  base  em  balancetes  (fls.09  e  14).  Às  fls.67  e  68,  constam demonstrativos  de  apuração,  cuja  autoria  da  elaboração  não  se  pode  identificar,  em  que  se  visualizam  valores  a  título  de  “compensação  prejuízo  fiscal”  e  “base  de  cálculo  negativa CSLL”. Com a impugnação, acostaram­se, por exemplo, “Memórias da Apuração do  Lucro  Real,  Bases  Negativas  de  CSLL  e  Balancetes”  (fls.166/233),  bem  como  cópia  da  DIPJ/05, em que se verifica a apuração de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa no ano­ calendário 2004 (fls.239/240).  Considerando  os  indícios  de  que  realmente  pode  haver  saldos  a  título  de  prejuízos  fiscais  e  de  base de  cálculo  negativa  de CSLL,  apurados  em períodos  anteriores  e  passíveis de aproveitamento, caso esta tese seja afinal vencedora, é razoável, como medida de  cautela  a  fornecer  elementos  seguros  de  convencimento,  e  em  homenagem  ao  princípio  da  verdade material que permeia o processo administrativo tributário, que tal fato seja confirmado  pela autoridade autuante.  Fl. 390DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12898.001983/2009­70  Resolução nº  1103­000.066  S1­C1T3  Fl. 391          5 Pelo exposto, VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência, para  que a unidade de origem da Secretaria da Receita Federal do Brasil:  a) verifique, à luz da documentação acostada pelo sujeito passivo quando da impugnação, bem  como à vista de seus sistemas de controle, se há valores disponíveis a título de prejuízos fiscais  e de base de cálculo negativa de CSLL, apurados em períodos anteriores;  b)  em  caso  afirmativo,  confira  se  estão  corretos  os  demonstrativos  das  apurações  das  estimativas de janeiro a março/05, elaborados pelo Recorrente no recurso voluntário, levando­ se  em  consideração,  na  apuração  das  bases  de  cálculo,  as  compensações  no  limite  de  30%  (trinta por cento), conforme dispõe a legislação vigente;  c) verifique  se  há  entrega de DIPJ  2006  (AC 2005)  retificadora,  devendo  ser  anexada  cópia  integral aos autos;  d) adote providências adicionais que possam contribuir para a solução da controvérsia;  e)  descreva,  em  relatório  circunstanciado,  acompanhado  das  respectivas  provas,  as  constatações decorrentes dos exames realizados;  f) cientifique o Recorrente do inteiro teor do resultado da diligência para, se assim o desejar,  aditar o  recurso voluntário no prazo  legal de 30 (trinta) dias, nos  termos do art.35, parágrafo  único, do Decreto nº 7.574/2011, findo o qual, o processo deverá ser devolvido ao CARF para  julgamento.  (assinado digitalmente)  Eduardo Martins Neiva Monteiro    Fl. 391DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA

score : 1.0
4957396 #
Numero do processo: 19740.000113/2007-54
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. DIREITO CREDITÓRIO. O direito creditório é limitado àquele que estiver disponível e devidamente declarado em obrigação acessória, em se tratando de saldo negativo, considerando inclusive o tributo declarado por terceiros, quando do saldo negativo houver imposto de renda retido na fonte por terceiros. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXIGÊNCIA DA MULTA DE MORA. O instituto da denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional alberga tão somente o caso em que o contribuinte, dando-se conta da existência do débito não declarado, efetua o recolhimento de pronto, antes que a autoridade fiscal o define, mesmo que posteriormente entregue a declaração retificadora dando conta da existência de referido débito. Súmula e Precedente representativo da controvérsia do STJ.
Numero da decisão: 1802-001.674
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Jose de Oliveira Ferraz Correa, Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201306

ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. DIREITO CREDITÓRIO. O direito creditório é limitado àquele que estiver disponível e devidamente declarado em obrigação acessória, em se tratando de saldo negativo, considerando inclusive o tributo declarado por terceiros, quando do saldo negativo houver imposto de renda retido na fonte por terceiros. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXIGÊNCIA DA MULTA DE MORA. O instituto da denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional alberga tão somente o caso em que o contribuinte, dando-se conta da existência do débito não declarado, efetua o recolhimento de pronto, antes que a autoridade fiscal o define, mesmo que posteriormente entregue a declaração retificadora dando conta da existência de referido débito. Súmula e Precedente representativo da controvérsia do STJ.

turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 19740.000113/2007-54

anomes_publicacao_s : 201307

conteudo_id_s : 5267552

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 1802-001.674

nome_arquivo_s : Decisao_19740000113200754.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA

nome_arquivo_pdf_s : 19740000113200754_5267552.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Jose de Oliveira Ferraz Correa, Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.

dt_sessao_tdt : Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013

id : 4957396

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:40 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985032142848

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1908; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 530          1 529  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19740.000113/2007­54  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1802­001.674  –  2ª Turma Especial   Sessão de  11 de junho de 2013  Matéria  DIREITO CREDITÓRIO E DENÚNCIA ESPONTÂNEA  Recorrente  BANCO BANERJ S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2003  COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. DIREITO CREDITÓRIO.  O direito  creditório  é  limitado  àquele  que  estiver  disponível  e  devidamente  declarado  em  obrigação  acessória,  em  se  tratando  de  saldo  negativo,  considerando  inclusive  o  tributo  declarado  por  terceiros,  quando  do  saldo  negativo houver imposto de renda retido na fonte por terceiros.  DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXIGÊNCIA DA MULTA DE MORA.  O  instituto  da  denúncia  espontânea  de  que  trata  o  art.  138  do  Código  Tributário  Nacional  alberga  tão  somente  o  caso  em  que  o  contribuinte,  dando­se conta da existência do débito não declarado, efetua o recolhimento  de pronto, antes que a autoridade fiscal o define, mesmo que posteriormente  entregue  a  declaração  retificadora  dando  conta  da  existência  de  referido  débito. Súmula e Precedente representativo da controvérsia do STJ.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PROVIMENTO  ao recurso, nos termos do voto do Relator.    (ASSINADO DIGITALMENTE)  Ester Marques Lins de Sousa ­ Presidente.     (ASSINADO DIGITALMENTE)     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 00 01 13 /2 00 7- 54 Fl. 530DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     2 Marciel Eder Costa ­ Relator.    Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de  Sousa  (presidente  da  turma),  Jose  de  Oliveira  Ferraz  Correa,  Marciel  Eder  Costa,  Marco  Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.                                                  Fl. 531DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 531          3 Relatório  Tratam os presentes autos de pedido de compensação cujo crédito é suposto  saldo negativo de IRPJ do ano­calendário de 2003 e débito de IRPJ (Código DARF 2319­1), o  qual, foi homologado parcialmente pela autoridade administrativa, pelo reconhecimento parcial  do saldo negativo declarado.  Pela clara descrição dos  fatos,  adoto o  relatório proferido pela 8ª Turma da  DRJ/SP1, constante às e­fls 440/444:  Trata­se de manifestação de Inconformidade  interposta em face  do  Despacho  Decisório  de  fls.  315/328,  em  que  foram  apreciadas  as  “Declarações  de  Compensação”  (Pedidos  de  Ressarcimento  ou  Restituição/Declarações  de  Compensação  ­  Per/DCOMP)  n°s  42538.15858.270906.1.7.02­6935  (retificadora  da  Per/DCOMP  original  nº  17483.06675.290704.1.3.02­7207  ­  fls.  05  a  21)  e  38647.82087.300704.1.3.02­7101  (fls.  22/24),  que  foram  originalmente  transmitidas  em  29/07/2004  e  30/07/2004  respectivamente.  Por  intermédio  das  referidas  DCOMPs,  a  contribuinte pretende compensar Saldo Negativo de Imposto de  Renda de Pessoa Jurídica – SN IRPJ, apurado em 31/12/2003 na  DIPJ  Delcaração  (sic)  de  Informações  da  Pessoa  Jurídica  do  ano­calendário de 2003, no valor total de R$ 1.455.257,89, com  os seguintes débitos:  PerDcomp Ativa  Data da  Compensação  Créd.  Original  utilizado  Código  Débito  P.A.  Vencimento  Valor (R$)  42538.15858.270906.1.7.02­ 6935  29/07/2004  209.317,26  2319­1  Fev/04  31/03/2004  723.823,14  38647.82087.300704.1.3.02­ 7101  30/07/2004  1.245.940,63  2319­1  Jun/04  30/07/2004  1.350.225,86    2.  A  autoridade  competente  para  apreciação  da  pretendida  compensação  elaborou  o  Despacho  Decisório  que  se  encontra  assim ementado (fl. 315):  Assunto:  Declaração  de  Compensação  de  Direito  Creditório com origem SN IRPJ – 31.12.03  Ementa Homologação PARCIAL da compensação:  Dispositivos Legais: CTN – art. 165, caput e inc. I, art. 168,  caput e inc. I, 170, caput; art. 66, caput, da Lei nº 8.383/91;  art.  73,  caput  Lei  nº  9.430/96,  art.  74,  §§2°,  5°  e  6°  do  RIR/99 – art. 2º, caput e §§3° e 4°, art. 6°, caput e par 1º,  art.  218,  art.  229, art.  231,  caput  e  inc.  III  e  IV,  art.  900,  inc. I.  2.1. No Despacho Decisório ora combatido, a autoridade fiscal,  ao analisar o crédito, expõe que:  Fl. 532DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     4 ­ conforme DCTFs, as estimativas de junho e novembro de 2003  foram  compensadas  por  meio  de  PerDComp  que  foram  homologadas  (PAFs  nºs  19740.000006/2007­26;  19740.000320/2007­17 e 10768.0016667/2003­62) e, segundo a  Ficha 11 da DIPJ 2004 a formação do saldo negativo deu­se da  seguinte forma:    Estimativa de Nov/2003........................R$ 613.024,25    Estimativa de Jun/2003.......................R$ 143.313,38      R$ 756.337,63      Imposto Pago no Exterior..................R$ 615.671,76    IRRF..................................................R$ 203.375,90  IRRF­Oórgão (sic) Público...................R$ 9.594,04    IRPJ Devido.....................................R$ 440.632,63  DED. Incentivos Fiscais....................R$ 10.911,18  SN IRPJ – 31/12/2003.................R$ 1.455.257,88    ­  do  PAF  nº  19740.000320/2007­17  constam  documentos  relativos à Cisão parcial ocorrida em 31/05/2003. Pelo “Laudo  de  Avaliação  da  Parcela  Cindida  do  Patrimônio  Líquido  Contábil”  e  seu  “Anexo  II”  verifica­se  que  o  valor  vertido  correspondia  a  uma  parcela  dos  “Investimentos  do  País”  do  “Ativo  Permanente”.  Assim  sendo,  o  SN  IRPJ  31.05.2003  do  BANERJ não foi repassado para o Banco Itaú S/A nessa cisão;  ­  Intimado  a  comprovar  o  “Imposto  pago  no  Exterior”  (L  12B/07)  em  12/11/2008,  a  contribuinte  alegou  erro  no  preenchimento da DIPJ, dizendo que o valor de R$ 915.671,76  deveria ser alocado nas linha 08 da ficha 12B e 09 da ficha 11  (fls.  242,  244­246).  Também  apresentou  “Comprovantes  de  Rendimentos  Pagos  e  de  Retenção  do  Imposto  de  Renda  na  Fonte”, cuja maioria constou nas DIRF entregues por terceiros  (fls. 209­224, 250­275);  ­  Na  “Demonstração  de  Resultado”  (ficha  06B)  da  DIPJ  de  31.12.03, o contribuinte não declarou nada de “Juros de Capital  Próprio”  pagos  (L06B/45)  e  declarou  “Receitas  de  Juros  de  Capital  Próprio”  (L06B/37)  no  total  de  R$  2.756.482,66  (fl.  152). No  entanto,  na Ficha  43  – Demonstrativo  do  Imposto  de  Renda  na  Fonte,  o  banco  declarou  R$  7.363.850,77  de  rendimentos sob o mesmo código 5706(fls. 205­208);  ­ Intimada, a fiscalizada apresentou cópia do Livro de Apuração  do  Lucro  Real  –  Lalur  –  Parte  A,  na  qual  consta  que,  em  31.12.03,  incluiu  R$  5.102.479,13  como  Outras  Adições  de  Receita de Juros  sobre Capital Próprio na Base de Cálculo. E,  em 30.09.04, deduziu o mesmo valor como Outras Exclusões de  Receita  de  JCP  Tributada  em  Exercícios  Anteriores  (fls.  299­ 305);  ­  Comparando  o  IRRF  declarado  nas  Fichas  11,  12  e  43  das  DIPJ,  relativas  aos  Períodos  de  Apuração  de  01.01.03  a  31.05.03 e de 01.06.03 a 31.12.03  (fls.  151­157, 205­208, 294­ 295), com as DIRF Declaração do Imposto de Renda Retido na  Fonte entregues por  terceiros,  relativas ao ano 2003, por meio  Fl. 533DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 532          5 do  sistema  Dossiê  Integrado  (fls.209­224),  e  com  os  comprovantes  apresentados  pelo  contribuinte  em  12.11.08  (fls.  250­284), observamos algumas discrepâncias:  ­­  No  comprovante  da  “Tele  Centro  Oeste  Celular  Participações  S.A.”  CNPJ  nº  02.558.132/0001­69,  incluíram­se os rendimentos e o IRRF relativo ao ano 2002  – R$ 4.334,74. Logo, reconhecemos apenas os R$ 17.818,00  que constou no comprovante e na DIRF relativos ao ano de  2003 (fls. 212, 276­277);  ­­  O  comprovante  e  a  DIRF  da  “Cia  Energetica  Minas  Gerais”  –  CEMIG  –  CNPJ  nº  17.155.730/0001­64  conferem,  mantendo­se,  portanto,  o  valor  neles  declarado  de R$ 12.604,50 (fls. 216, 283­284);  ­­  No  comprovante  da  “Telemar  Norte  Leste  S/A  RJ”  –  CNPJ  nº  33.000.118/0001­79,  foram  declarados  rendimentos  líquidos  no  total  de  R$  27.730,36,  que  correspondem  a  R$  4.893,59  de  IRRF.  Na  DIRF  foi  declarado R$  4.893,55. Contudo,  na DIPJ  de  31.05.03,  já  havia  sido  deduzido  R$  4.776,46,  restando  apenas  R$  117,13 dedutíveis (fls. 219, 280­281, 294­295);  ­­Num  quarto  caso,  o  imposto  –  R$  1,99,  que  deveria  ter  sido  retido  pela  “Cia  de  Cimentos  do  Brasil”  –  CNPJ  nº  10.919.934/0001­85,  não  constou  em DIRF  (fls.  216,  278­ 279);  ­­Na  Ficha  43,  consta  mais  R$  9.237,81  declarado  sob  o  código  8045  itens  0013/0032  e  0029/0032  e  R$  2.400,00,  sob o código 1708 – item 0021/0032 (fls. 205208, 216, 220,  223, 257,264,272);  ­­De  acordo  com  a  documentação  apresentada  pelo  interessado, poderia ter sido deduzido R$ 13.498,89 a título  de IRRF por Órgão Público Federal – L11/09 e L12/09 (fls.  242, 246­249);  ­­  Portanto,  a  título  de  IRRF,  IRRF  por  Órgão  Público  Federal e  Imposto de pago no Exterior podia ser deduzido  apenas R$ 1.119.801,87. Dessa forma, deve ser corrigida a  apuração  do  saldo  negativo  de  IRPJ  em  31/12/2003,  da  seguinte forma:  ITEM  DIPJ  DIPJ AJUSTADA  Estimativa Compensada  Imposto pago no Exterior  IRRF  IRRF – Órgão Público    (­) IRPJ Devido  Ded. Incentivos Fiscais  (=) SN IRPJ­31/12/2003  756.337,63  915.671,76  203.375,90  9.594,04  1.884.979,33  (440.632,63)  10.911,18  1.455.257,88  756.337,63  0,00  1.106.302,98  13.498,89  1.876.139,50  (440.632,63)  10.911,18  1.446.418,05    Fl. 534DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     6 2.2 Quanto aos débitos, informa a autoridade administrativa que  apreciou os PerDComp que:  ­­­  Embora  a  contribuinte  tenha  declarado  na  PerDComp  n°  17483.06675.290704.1.3.02­7207, retificada pela PerDComp n°  42538.15858.270906.1.7.026935,  que  a  estimativa  de  IRPJ  relativa  a  Fevereiro/04  vencesse  em  29.07.04  (fls.  10,20),  tal  débito vencia, de fato, em 31.03.04. Tanto assim, que o próprio  banco  incluiu  juros  de  mora  devidos  no  período  de  Abril  a  Julho/04  –  R$  10.058,53  (4,64%  s/  o  valor  principal  R$  216.778,59).  Mas  não  incluiu  a  multa  de  mora  devida  –  R$  43.355,72 (fl. 138);  ­­­ Em 03.11.08, o P.A.F. nº 19740.00027712004­39 foi juntado  a  este  processo,  por  tratar  mesma  PerDComp  nº  17483.06675.290704.1.3.02­7207.  Na  primeira  folha  desse  processo,  de  09.08.04,  o  banco  declara  que  compensou  a  estimativa de Fevereiro/04 “com atraso em 29/07/2004”, “sem o  pagamento de multa, em função do benefício concedido pelo art.  138 do “CTN”. A mesma alegação fora emitida neste processo,  em 03.09.08 (fl. 127, 138­139);  ­­­ Na DCTF original  (de  13.05.04)  e  nas  1ª  e  2ª  retificadoras  (de  29.07.05  e  22.11.07),  a  contribuinte  declarou  que  a  estimativa  de  Fevereiro/04  era  R$  1.360.415,53  e  que  fora  liquidada  por  pagamento.  Apenas  após  ter  sido  intimado  a  esclarecer  a  divergência  entre  a  DCTF  e  a  PerDComp,  em  11.08.08  (fl.122),  alterou  o  valor  do  débito  para  R$  1.577.194,12,  na  3ª  retificadora  da  DCTF  (de  10.10.08),  declarando  que  a  diferença  deveria  ser  compensada  pela  PerDComp nº 17483.06675.290704.1.3.02­7207 (fls. 285­291);  ­­­ Ressalte­se, ainda, que ambos os débitos compensados com o  SN  IRPJ  31.12.03,  são  estimativas  que  compõe  o  SN  IRPJ  –  30.09.04  (P.A.F.  16327.001380/2006­51);  com  o  qual,  por  sua  vez,  foram  compensadas  as  estimativas  de  IRPJ  e  CSLL  de  Outubro/04 e a Cofins de Março/05 do Banco Itaú S/A (sucessor  por cisão parcial).  2.3  Sob  o  tópico  “Fundamentação  Legal”  a  autoridade  fiscal  que apreciou as Dcomps baseou­se no art. 61 da Lei nº 9.6430  (sic),  de  1996,  nos  arts.  136  a  138  do  Código  Tributário  Nacional  (CTN),  na  jurisprudência  e  na  doutrina,  para  demonstrar  que  a  multa  de  mora  não  pode  ser  afastada  pelo  simples  recolhimento  em  atraso,  sob  a  alegação  de  que  configuraria  denúncia  espontânea.  Para  aferição  e  reconhecimento  de  direito  creditório  e  de  saldo  negativo  de  imposto de renda, reporta­se a autoridade fiscal aos artigos 2º,  6º  e  74  da Lei  nº  9.430,  de  1996;  aos  arts.  218,  229  e  231  do  Regulamento  do  Imposto  de  Renda,  Decreto  nº  3000,  de  1999  (RIR/99); 165, inciso I, 168, inciso I, e 170 do CTN; e art. 21 da  IN SRF nº 210, de 2002.  2.4  A  interessada  tomou  ciência  do  Despacho  Decisório  em  26/03/2009, conforme Aviso de Recebimento – AR de fl. 339.  3.  Em  sua  Manifestação  de  Inconformidade  (fls.  340/348),  protocolizada  em  24/04/2009,  a  contribuinte  requer  a  reforma  do  Despacho  Decisório  para  que  seja  homologada  a  Fl. 535DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 533          7 compensação  vinculada  ao  PER/DCOMP  nº  42538.15858.270906.1.7.02­6935.  3.1.  Ao  descrever  os  fatos,  expõe  que,  conforme  demonstrativo  de fls. 374/376, o débito em cobrança (R$ 52.935,46) é composto  de R$ 9.579,75 (R$ 8.839,84 do IRF glosado mais a atualização  de R$ 739,91, até julho/04 que foi a data da compensação), mas  R$ 43.355,71 correspondente à multa de mora compensada pela  DEINF/SP  no  PER|DCOMP  nº  17483.06675.290707.1.3.02­ 7207,  retificado  pelo  PER|DCOMP  nº  42538.15858.270906.1.7.02­6935.  3.1.1.  Informa  que,  relativamente à  glosa de  IRRF no  valor  de  R$  9.579,75,  a  Manifestante  efetuou  o  seu  recolhimento,  conforme documentos e guia anexa (docs de fls. 377/379);  3.1.2.  Registra  ainda  que  a  Manifestação  de  Inconformidade  presta­se  a  demonstrar  a  espontaneidade  do  pagamento/compensação  que  afastaria  a  multa  de  mora,  nos  termos do artifgo (sic)138 do CTN.  3.2 Quanto ao direito, defende a impossibilidade de exigência da  multa de mora, expondo que:  *  o  débito  de  IRPJ,  no  valor  de R$  1.577.194,12,  competência  fevereiro /2004, foi quitado da seguinte forma: R$ 1.360.415,53,  pago  em  DARF  e  R$  216.778,59,  quitado  através  do  PER/DCOMP  nº  17483.06675.290705.1.3.02­7207,  transmitido  em 29/07/2004 (doc. Fls. 380/387), ou seja, antes da prática de  qualquer  ato  de  fiscalização por  parte  da Receita Federal.  Tal  PER|DCOMP  foi  posteriormente  retificado  pelo  PER/DCOMP  nº 42538.15858.270906.1.7.02­6935 (doc. fls. 388/398);  * na ocasião em que houve esse pagamento, via PER/DCOMP, o  débito de IRPJ não havia sido declarado, conforme demonstram  os  documentos  anexos,  quais  sejam:  as  DCTFs  original  e  retificadoras, transmitidas em 13/05/04,26/07/05 e 22/11/07, nas  quais não  consta  o  débito  (docs.  de  fls.  399  a  4100  e  a DCTF  retificadora onde consta o débito entregue à Receita Federal em  10/10/08  (doc.  411/414).  Em  03/09/08,  a  Manifestante  protocolou junto à autoridade competente, o comunicado sobre o  pagamento espontâneo (doc. 415/418);  *  Contudo,  neste  pagamento,  via  compensação,  ainda  que  intempestivo,  não  foi  pago  o  valor  relativo  à multa moratória,  uma  vez  que  realizado com  fundamento  no  art.  138  do Código  Tributário Nacional,  que prevê  a  exclusão  da  responsabilidade  do  contribuinte  pela  infração  tributária  cometida,  caso  dele  a  denuncie  espontaneamente,  antes  de  qualquer  fiscalização  da  autoridade administrativa;  * do art. 138  inserto na Seção IV, do CTN, que dispõe sobre a  responsabilidade tributária por infrações à legislação tributária,  vê­se  claramente  que,  à  exceção  dos  juros  de  mora,  nenhum  outro  ônus  pode  recair  sobre  o  contribuinte  que  denunciou  Fl. 536DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     8 espontaneamente  seu  débito  e  que,  consequentemente,  teve  excluída a responsabilidade pela infração cometida;  *  o  artigo  138  do  CTN  visa  privilegiar  os  contribuintes  que,  agindo de boa­fé, dirigem­se à Fazenda Pública e se dispõem a  pagar  tributos  indiscutivelmente  devidos  –  e  já  vencidos  –  não  obstante ainda não terem sofrido qualquer tipo de fiscalização;  * A intenção do legislador nestes casos, é justamente beneficiar  aqueles  que,  antes  de  qualquer  procedimento  fiscalizatório,  denunciam deliberadamente seus débitos, pagando­os;  *  reportando­se à doutrina e a excertos e ementas de  julgados,  conclui  restar evidente a  ilegalidade da  imposição da multa no  presente  caso,  seja  ela moratória ou punitiva,  razão pela qual,  requer  o  acolhimento  da  presente  Manifestação  de  Inconformidade e reforma da decisão proferida pela DEINF/SP.    Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência  da manifestação de inconformidade, conforme sintetizado pela seguinte ementa (e­fls 439):  Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ  Ano­calendário: 2003  IRPJ.  SALDO  NEGATIVO.  COMPENSAÇÃO.  DIREITO  CREDITÓRIO.  Constatado que o saldo negativo de IRPJ do ano­calendário de  2003 é menor que o declarado, deve a compensação pretendida  ser  homologada  até  o  montante  do  crédito  tributário  reconhecido.  DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA.  A multa de mora é devida sempre que o pagamento/ a quitação  de tributo ou contribuição se der após o vencimento. O instituto  da denúncia espontânea, previsto no art. 138 do CTN, aplica­se  apenas às penalidades de natureza punitiva, não às de natureza  moratória.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido    Inconformado com a manutenção integral da exigência, da qual foi intimado  em  14/02/2012,  apresentou  recurso  voluntário  em  15/03/2013,  alegando  em  apertada  síntese  que possui a integralidade do direito creditório pleiteado e que, não havendo declarado o débito  quando efetuou o pagamento, possui direito às benesses da denúncia espontânea de que trata o  art. 138 do CTN.  É o relato do essencial.    Fl. 537DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 534          9                                                     Fl. 538DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     10 Voto             Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator.  O Recurso Voluntário  interposto  é  tempestivo  e  preenche  aos  requisitos  de  admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento.  Como se extrai do relatório, a recorrente argui possuir saldo negativo de IRPJ  para o ano­calendário de 2003 no montante de R$ 1.455.257,88. A autoridade fiscal, porém,  apurou um saldo negativo de R$ 1.446.418,05.  Tal divergência se deve ao fato de que alguns recolhimentos a título de IRRF,  IRRF por Órgão Federal e Imposto pago no Exterior que serviram de soma no saldo negativo  anual do IRPJ apurado pela recorrente não foram devidamente consolidados pelos sistemas da  Receita Federal, conforme quadro constante no relatório e que colaciono novamente a seguir:  ITEM  DIPJ  DIPJ AJUSTADA  Estimativa Compensada  Imposto pago no Exterior  IRRF  IRRF – Órgão Público    (­) IRPJ Devido  Ded. Incentivos Fiscais  (=) SN IRPJ­31/12/2003  756.337,63  915.671,76  203.375,90  9.594,04  1.884.979,33  (440.632,63)  10.911,18  1.455.257,88  756.337,63  0,00  1.106.302,98  13.498,89  1.876.139,50  (440.632,63)  10.911,18  1.446.418,05      Deste fato, a recorrente procedeu ao pagamento do montante da diferença via  DARF, conforme consta o comprovante de pagamento às e­fls. 506, efetuando o recolhimento  de  R$  9.579,75  com  as  devidas  atualizações,  sob  o  seguinte  argumento  constante  em  seu  recurso:  Devido  ao  fato  da  Recorrente  ter  utilizado  parte  do  seu  saldo  negativo, para compensar um débito de fevereiro, foi adotado o  procedimento de atualizar a diferença obtida até julho de 2004,  sendo  devido  o montante  de R$  9.579,72,  que  fora  quitado  via  DARF (doc. 5)  Descrição  R$  Saldo Negativo Banerj        1.455.257,88  Saldo Negativo RFB         1.446.418,05   Montante Devido          (8.839,83)  Selic              8,37%  Atualização Selic          (739,89)  Total             (9.579,72)    Assim, a parte do saldo negativo que não restou homologada pela autoridade  fiscal, foi devidamente recolhida em DARF, não havendo mais litígio no que tange a este fato.  Fl. 539DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 535          11 De outra sorte, persiste a questão com relação ao débito compensado, onde a  recorrente registra no sistema PER/DCOMP, sem o cômputo da multa de mora (percentual de  20%) o débito, alegando possuir direito ao instituto da denúncia espontânea.  Ora,  para  aproveitamento  do  instituto  da  denúncia  espontânea,  deve­se  atentar ao que já sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça:  Súmula  n°  360.  O  benefício  da  denúncia  espontânea  não  se  aplica  aos  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação  regularmente declarados, mas pagos a destempo.(Grifa­se)    Assim, caso os débitos estejam regularmente declarados e pagos a destempo,  fora  do  prazo,  não  cabe  as  benesses  desse  instituto.  Nesse  sentido  é  a  decisão  do  Recurso  Especial representativo da controvérsia (art. 543­C do CPC) emitido pelo STJ:  PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C, DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  IRPJ  E  CSLL.  TRIBUTOS  SUJEITOS  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  DECLARAÇÃO  PARCIAL  DE  DÉBITO  TRIBUTÁRIO  ACOMPANHADO  DO  PAGAMENTO  INTEGRAL.  POSTERIOR  RETIFICAÇÃO  DA  DIFERENÇA  A  MAIOR  COM  A  RESPECTIVA  QUITAÇÃO.  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  EXCLUSÃO  DA  MULTA  MORATÓRIA. CABIMENTO.  1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que  o  contribuinte,  após  efetuar  a  declaração  parcial  do  débito  tributário  (sujeito  a  lançamento  por  homologação)  acompanhado  do  respectivo  pagamento  integral,  retifica­a  (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária),  noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá  concomitantemente.  2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com  a  consequente  exclusão  da  multa  moratória,  nos  casos  de  tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo  contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou  parceladamente,  ainda  que  anteriormente  a  qualquer  procedimento  do  Fisco  (Súmula  360/STJ)  (Precedentes  da  Primeira  Seção  submetidos  ao  rito  do  artigo  543­C,  do  CPC:  REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki,  julgado  em  22.10.2008,  DJe  28.10.2008;  e  REsp  962.379/RS,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  julgado  em  22.10.2008,  DJe  28.10.2008).  3.  É  que  "a  declaração  do  contribuinte  elide  a  necessidade  da  constituição  formal do crédito, podendo este  ser  imediatamente  inscrito  em  dívida  ativa,  tornando­se  exigível,  independentemente de qualquer procedimento administrativo ou  de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro  Castro  Meira,  Primeira  Seção,  julgado  em  28.11.2007,  DJ  07.02.2008).  Fl. 540DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     12 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor  declarado  a  menor  (integralmente  recolhido),  elide  a  necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à  parte  não  declarada  (e  quitada  à  época  da  retificação),  razão  pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN.  5.  In  casu,  consoante  consta  da  decisão  que  admitiu  o  recurso  especial  na  origem  (fls.  127/138):  "No  caso  dos  autos,  a  impetrante  em  1996  apurou  diferenças  de  recolhimento  do  Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o  Lucro,  ano­base  1995  e  prontamente  recolheu  esse  montante  devido,  sendo que  agora, pretende  ver  reconhecida  a  denúncia  espontânea  em  razão  do  recolhimento  do  tributo  em  atraso,  antes  da  ocorrência  de  qualquer  procedimento  fiscalizatório.  Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso,  mas  uma  verdadeira  confissão  de  dívida  e  pagamento  integral,  de  forma  que  resta  configurada  a  denúncia  espontânea,  nos  termos  do  disposto  no  artigo  138,  do  Código  Tributário  Nacional."   6. Consequentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo  em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub  examine.  7. Outrossim,  forçoso  consignar  que  a  sanção  premial  contida  no  instituto  da  denúncia  espontânea  exclui  as  penalidades  pecuniárias,  ou  seja,  as  multas  de  caráter  eminentemente  punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes  da impontualidade do contribuinte.  8.  Recurso  especial  provido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do  artigo 543­C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.  (REsp  1149022/SP,  Rel.  Ministro  LUIZ  FUX,  PRIMEIRA  SEÇÃO, julgado em 09/06/2010, DJe 24/06/2010)    Este  também  já  foi  o  entendimento  desta  Turma,  de  que  o  instituto  da  Denúncia  Espontânea  tem  cabimento  na  hipótese  do  débito  não  estar  declarado,  conforme  colaciono a seguir:  Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário  Ano­calendário: 2001  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  PAGAMENTOS  OCORRIDOS  ANTES  DE  DECLARADOS EM DCTF E ANTES DO INÍCIO DE PROCEDIMENTO FISCAL.  CABIMENTO.  O pagamento de  tributos  sujeitos a  lançamento por homologação  feito em atraso,  desde que não confessados em instrumento próprio e desde que ocorrido antes de  iniciado procedimento fiscal tendente a consolidar o lançamento, estão albergados  pelo  instituto  da  denúncia  espontânea.  Inteligência  do  art.  138  do  Código  Tributário Nacional. Precedentes do STJ.  (Acórdão  nº  1802­001.319,  Processo  10070.000013/2007­93,  Relator  Conselheiro  Marciel  Eder  Costa,  2ª  Turma  Especial,  2ª  Câmara,  1ª  Seção  de  Julgamento,  CARF/MF/DF, julgado em 07.08.2012)    Fl. 541DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 19740.000113/2007­54  Acórdão n.º 1802­001.674  S1­TE02  Fl. 536          13 In casu, a recorrente narra que os débitos não estavam declarados quando da  compensação efetuada,  juntando ao Recurso  (e­fls 457), planilha elucidativa onde demonstra  que a entrega da DCTF que alterou o valor devido, ocorreu em 10/10/2008, ou seja, depois da  entrega  da  respectiva  DCOMP  retificadora  (27/09/2006)  –  DCOMP  nº  42538.15858.270906.1.7.02­6935.  Em  análise  da  documentação  juntada  pela  recorrente,  identifica­se  a  consonância de sua descrição no Recurso com as provas. Às e­fls 512, 516 e 520, constam as  DCTF  entregues  em  22/11/2007,  26/07/2005  e  13/05/2005  respectivamente,  registrando  um  saldo devedor de IRPJ para o 1º trimestre de 2004, no valor de R$ 7.036.351,17.  O  valor  de  R$  7.253.129,76  (ou  seja,  216.778,59  a  mais)  veio  a  constar  somente na DCTF entregue em 10/10/2008.  Portanto,  em  análise  probatória,  logra  êxito  a  recorrente  em  demonstrar  a  denúncia  espontânea  em  relação  à  DCOMP  original  nº  17483.06675.290704.1.3.02­7207,  retificada  pela  DCOMP  42538.15858.270906.1.7.02­6935,  cujo  débito  é  o  de  IRPJ  Código  2319­1, período de apuração de Fevereiro de 2004, devendo­se  tão somente alterar a data de  vencimento do referido tributo declarado em DCOMP para 31/03/2004, não havendo o que se  considerar a multa moratória, no montante de R$ 226.837,12 (valor atualizado somente pelos  juros SELIC).  Vale como fecho, em virtude da sustentação da exigência por este argumento  na  instância  administrativa  anterior,  destacar  que  o  Parecer  PGFN/CRJ/Nº  2113/2011,  entendeu pela inexistência de distinção entre multa moratória e multa punitiva, devendo ambas  serem excluídas em caso de configuração da denúncia espontânea.  Tal fato se deve à pacificação do entendimento nas decisões junto ao STJ, de  que,  não  há  distinção  entre  ambas. Apenas  por  citar,  colaciono  uma das  decisões  citadas  no  parecer:  TRIBUTÁRIO.  RECURSO  ESPECIAL.  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  MULTA  MORATÓRIA. EXCLUSÃO. 1. O art. 138 do CTN não estabelece distinção entre a  multa  moratória  e  a  punitiva,  de  modo  que  ambas  são  excluídas  pela  denúncia  espontânea.  Precedentes.  2.  Recurso  especial  não  conhecido.  (REsp  –  RECURSO  ESPECIAL  –  922206,  Rel.  Min.  MAURO  CAMPBELL  MARQUES,  DJE  DATA:  22/08/2008).    Por  todo  o  exposto,  voto  no  sentido  de  DAR  PROVIMENTO  ao  Recurso  Voluntário.  É como voto.    (ASSINADO DIGITALMENTE)  Marciel Eder Costa ­ Relator  Fl. 542DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA     14                               Fl. 543DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

score : 1.0
4936636 #
Numero do processo: 10980.918867/2008-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 NORMAS PROCESSUAIS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. O despacho que indeferir pedido de compensação/ressarcimento deve ser motivado. A falta da motivação ou fundamentação implica em preterição do direito de defesa do contribuinte. Os princípios do contraditório e da ampla defesa se traduzem, por um lado, pela necessidade de se dar conhecimento da existência dos atos do processo às partes e, de outro, pela possibilidade das partes reagirem aos atos que lhe forem desfavoráveis no processo administrativo fiscal. É invalido o despacho decisório proferido em desobediência ao ditame constitucional do contraditório e da ampla defesa. MOTIVAÇÃO DA DECISÃO. PROVAS. NECESSIDADE. No sistema do livre convencimento motivado, adotado em nosso ordenamento jurídico, inclusive nos processos administrativos (art. 29 do Decreto no 70.235/1972), o julgador forma livremente o seu convencimento, porém dentro de critérios racionais que devem ser indicados. Trata-se de um sistema misto no qual o órgão julgador não fica adstrito a critérios valorativos prefixados em lei, antes, tem liberdade para aceitar e valorar a prova, desde que, ao final, fundamente sua convicção. E mais, a fundamentação deve ser clara o suficiente para que não seja cerceado o direito de defesa do contribuinte. Processo Anulado.
Numero da decisão: 3202-000.734
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em anular o processo, a partir do Despacho Decisório, inclusive. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente. Luís Eduardo Garrossino Barbieri - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Correa.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201305

camara_s : Segunda Câmara

ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004 NORMAS PROCESSUAIS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. O despacho que indeferir pedido de compensação/ressarcimento deve ser motivado. A falta da motivação ou fundamentação implica em preterição do direito de defesa do contribuinte. Os princípios do contraditório e da ampla defesa se traduzem, por um lado, pela necessidade de se dar conhecimento da existência dos atos do processo às partes e, de outro, pela possibilidade das partes reagirem aos atos que lhe forem desfavoráveis no processo administrativo fiscal. É invalido o despacho decisório proferido em desobediência ao ditame constitucional do contraditório e da ampla defesa. MOTIVAÇÃO DA DECISÃO. PROVAS. NECESSIDADE. No sistema do livre convencimento motivado, adotado em nosso ordenamento jurídico, inclusive nos processos administrativos (art. 29 do Decreto no 70.235/1972), o julgador forma livremente o seu convencimento, porém dentro de critérios racionais que devem ser indicados. Trata-se de um sistema misto no qual o órgão julgador não fica adstrito a critérios valorativos prefixados em lei, antes, tem liberdade para aceitar e valorar a prova, desde que, ao final, fundamente sua convicção. E mais, a fundamentação deve ser clara o suficiente para que não seja cerceado o direito de defesa do contribuinte. Processo Anulado.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 10980.918867/2008-46

anomes_publicacao_s : 201307

conteudo_id_s : 5263158

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 3202-000.734

nome_arquivo_s : Decisao_10980918867200846.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI

nome_arquivo_pdf_s : 10980918867200846_5263158.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em anular o processo, a partir do Despacho Decisório, inclusive. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente. Luís Eduardo Garrossino Barbieri - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Correa.

dt_sessao_tdt : Tue May 21 00:00:00 UTC 2013

id : 4936636

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:47 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985036337152

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C2T2  Fl. 86          1 85  S3­C2T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10980.918867/2008­46  Recurso nº       Voluntário  Acórdão nº  3202­000.734  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  21 de maio de 2013  Matéria  PIS ­ DCOMP ELETRÔNICA  Recorrente  KRAFT FOODS BRASIL S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004  NORMAS PROCESSUAIS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.  NULIDADE.  O  despacho  que  indeferir  pedido  de  compensação/ressarcimento  deve  ser  motivado. A falta da motivação ou fundamentação implica em preterição do  direito de defesa do contribuinte.  Os princípios do contraditório e da ampla defesa se  traduzem, por um lado,  pela necessidade de se dar conhecimento da existência dos atos do processo  às partes e, de outro, pela possibilidade das partes reagirem aos atos que lhe  forem desfavoráveis no processo administrativo fiscal.  É  invalido  o  despacho  decisório  proferido  em  desobediência  ao  ditame  constitucional do contraditório e da ampla defesa.  MOTIVAÇÃO DA DECISÃO. PROVAS. NECESSIDADE.  No  sistema  do  livre  convencimento  motivado,  adotado  em  nosso  ordenamento  jurídico,  inclusive  nos  processos  administrativos  (art.  29  do  Decreto no 70.235/1972), o julgador forma livremente o seu convencimento,  porém dentro de critérios racionais que devem ser indicados.  Trata­se  de  um  sistema misto  no  qual  o  órgão  julgador  não  fica  adstrito  a  critérios  valorativos  prefixados  em  lei,  antes,  tem  liberdade  para  aceitar  e  valorar  a  prova,  desde  que,  ao  final,  fundamente  sua  convicção.  E mais,  a  fundamentação  deve  ser  clara  o  suficiente  para  que  não  seja  cerceado  o  direito de defesa do contribuinte.  Processo Anulado.         AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 91 88 67 /2 00 8- 46 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 87          2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado,  por unanimidade, em anular o processo,  a partir do Despacho Decisório, inclusive.     Irene Souza da Trindade Torres – Presidente.    Luís Eduardo Garrossino Barbieri ­ Relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Irene  Souza  da  Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago  Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Correa.   Relatório  O  presente  processo  trata  de  Pedido  de  Ressarcimento  de  Créditos  do  IPI  relativo  ao  2º  trimestre  de  2004  (nºs  0693.676581.160704.1.1.01­1509  e  05310.11602.081004.1.1.01­1457),  cumulado  com  Declaração  de  Compensação  nº  28423.50531.151004.1.301­6461  (cf.  cópias  às  e­fls.  38/ss),  onde  o  contribuinte  pretende  compensar débitos do PIS, para o período de apuração 09/2004, no valor de R$ 86.022,61.   Por meio do Despacho Decisório  eletrônico nº  de  rastreamento 804825420,  de 07/11/2008 (e­fl. 37), a DRF – Curitiba homologou parcialmente a compensação declarada,  no valor de R$ 45.961,97.   A empresa apresentou Manifestação de Inconformidade (e­fls. 01/ss), sendo  então os autos encaminhados à DRJ – Ribeirão Preto.    Por bem retratar os fatos ocorridos,  transcreve­se o Relatório da decisão de  primeira instância administrativa, in verbis:  Relatório  Em 07/11/2008,  foi emitido o Despacho Decisório eletrônico  de  fl.  35  (cópia),  que  reconheceu  integralmente  o montante  do  crédito  solicitado/utilizado  de  R$  45.961,97  referente  ao  2°  trimestre­calendário  de  2004,  mas  homologou  parcialmente  a  compensação  declarada  em  PERIDCOMP.  O  estabelecimento  filial de CNPJ n° 33.033.028/0087­54 é o detentor do crédito. O  processo em apreciação tem protocolo de 05/11/2008.  São  indicados  os  seguintes  valores  no  saldo  devedor  consolidado:  principal  ­  R$  40.060,64,  multa  ­  R$  8.012,12,  juros ­ R$ 22.574,17.  Fl. 87DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 88          3 Os  detalhamentos  da  análise  do  crédito  e  da  compensação  e  saldo  devedor,  presentes  no  sitio  da  internet  da  Secretaria  da  Receita Federal do Brasil, se encontram as fls. 47/49 (cópias).  Inconformada  com  a  decisão  administrativa  cientificada  em  20/11/2008  conforme  anotação  na  cópia  desta  à  fl.  35,  a  requerente  apresentou,  em  22/12/2008,  a  manifestação  de  inconformidade de fls. 01/18, subscrita pelo patrono da empresa  munido da procuração de fl. 20, em que, em resumo, sustenta a  nulidade da decisão, pois, embora o direito creditório tenha sido  reconhecido,  não  há  motivo  explicitado  para  o  indeferimento  parcial  da  compensação  declarada,  sendo  que  o  principio  constitucional  da  ampla  defesa  não  pode  ser  vulnerado,  conforme  doutrina  aduzida;  inexiste  prova  material  nos  autos  contra os  interesses da requerente; a compensação no valor de  R$  86.022,61,  regular,  foi  declarada  e  transmitida  em  15/10/2004,  tendo  sido  transmitidos  dois  ­  pedidos  de  ressarcimento:  303693.67658.160704.1.1.01­1509,  R$  45.961,97,  16/07/2004;  05310.11602.081004.1.1.01­1457,  R$  40.060,64, 08/10/2004; na existência de créditos do contribuinte,  a  Administração  Pública  deve  efetuar  compensações  de  oficio;  por  fim,  requer  o  reconhecimento  das  preliminares  arguidas,  tendo em vista a inexistência de fundamentação do ato decisório  e  a  ausência  de  provas,  ou  que  seja,  reformada  a  decisão  proferida  com  a  admissão  da  compensação,  devendo  ser  admitidas  todas  as  provas  necessárias  à  comprovação  das  alegações, inclusive documentais e periciais.  A  2ª.  Turma  da  Delegacia  da  Receita  Federal  de  Julgamento  em  Ribeirão  Preto  ­ SP  julgou  improcedente  a Manifestação de  Inconformidade, proferindo o Acórdão nº  14­34.547 (e­fls. 52/ss), o qual recebeu a seguinte ementa:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  PRODUTOS  INDUSTRIALIZADOS ­ IPI  Período de apuração: 01/04/2004a 30/06/2004  PER/DCOMP.  DESPACHO  DECISÓRIO  ELETRÔNICO.  COMPENSAÇÃO  DE  DÉBITOS  ACIMA  DO  LIMITE  DO  DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO.  É  passível  de  cobrança  administrativa  a  parcela  do  débito  de  tributo  compensada  em  montante  superior  ao  limite  do  direito  creditório reconhecido.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/04/2004 a 30/06/2004  DESPACHO  DECISÓRIO.  NULIDADE.  CERCEAMENTO  DO  DIREITO DE DEFESA.  Inexiste vulneração do direito de defesa se os demonstrativos de  apuração  que  acompanham  o  ato  decisório  vergastado  forem  suficientes pra a compreensão da motivação deste.  MANIFESTAÇÃO  DE  INCONFORMIDADE.  PROVAS  ADICIONAIS. PRECLUSÃO TEMPORAL.  Fl. 88DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 89          4 Tendo  em  vista  a  superveniência  da  Preclusão  temporal,  é  rejeitado  o  pedido  de  apresentação  de  provas  suplementares,  documentais ou periciais, pois o momento propício para a defesa  cabal é o da oferta da peça de defesa.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Sem Crédito em Litígio.   A  Recorrente  foi  cientificada  do  Acórdão  em  21/09/2011  (e­fl.  61).  Inconformada  com  a  decisão  da  autoridade  julgadora  de  primeira  instância  administrativa  interpôs Recurso Voluntário em 21/10/2008 (e­fls. 62/ss) onde alega, em apertada síntese:  ­  em  preliminares:  (i)  o  despacho  eletrônico  é  nulo  por  ausência  de  motivação,  uma vez  que  desconsiderou  a DCOMP  formulada pela Recorrente,  sem  checar  a  veracidade material das informações ali prestadas, denotando carência da necessária motivação  dos atos administrativos; (ii) a inexistência de produção de prova contra a Recorrente, pelo fato  do despacho decisório  ter sido emitido sem estar amparado por qualquer prova relacionada a  suposta inexistência dos créditos ofertados pela contribuinte à compensação.  ­  no  mérito:  (i)  afirma  que  detém  créditos  suficientes  e  disponíveis  para  realizar  a  compensação  mencionada,  entretanto,  ao  realizar  o  preenchimento  da  DCOMP,  equivocadamente, informou como origem do crédito no campo “PER/DCOMP Inicial” com o  Pedido de Ressarcimento nº 30693.67658.160704.1.1.01­1509 (crédito do IPI no montante de  R$ 45.961,97) e o campo “último PER/COMP” com o número do Pedido de Ressarcimento nº  05310.11602.081004.1.1.01­1457  (crédito  de  IPI  no  montante  de  R$  40.060,64),  os  quais  somados  são  suficientes  para  homologação  total  da  compensação  realizada.  Entretanto,  o  sistema eletrônico da Receita Federal não localizou o pedido de ressarcimento realizado pelo  PER  05310.11602.081004.1.1.01­1457,  sendo  que  o  crédito  de  ressarcimento  deste  PER  também foi  integralmente deferido pela Receita Federal, conforme extrato anexo ao Recurso;  (ii) a fiscalização tem o dever de proceder as compensações de ofício quando da existência de  créditos dos contribuintes.  ­ por fim, requer seja reformado o acórdão recorrido para o fim da homologação  integral da declaração de compensação apresentada.   Na  forma  regimental,  o  processo  digitalizado  foi  distribuído  e,  posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator.  O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em  lei, razão pela qual dele se conhece.  Assiste  razão à Recorrente quando afirma que o despacho eletrônico é nulo  por ausência de motivação. Vejamos.  Fl. 89DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 90          5 O  Despacho  Decisório  eletrônico  nº  de  rastreamento  804825420,  de  07/11/2008,  indeferiu  o  pedido  de  ressarcimento  com  base  na  seguinte  fundamentação  (e­fl.  37):  Analisadas as informações prestadas no PER/DCOMP e período  de apuração acima identificada, constatou­se o seguinte:  ­ Valor do crédito solicitado/utilizado R$ 45.961,97  ­ Valor do crédito reconhecido: RS 45.961,97  O  valor  do  credito  solicitado/utilizado  foi  integralmente  reconhecido.  O  crédito  reconhecido  foi  insuficiente  para  compensar  integralmente os débitos  informados pelo  sujeito passivo,  razão  pela qual:  HOMOLOGO  PARCIALMENTE  a  compensação  declarada  no  PER/DCOMP 28423.50531.151004.1.301­6461.  Não há valor a  ser  restituído/ressarcido para o(s) pedido(s) de  restituição/ressarcimento apresentado(s) no(s) PER/DCOMP:  30633.67658.160704.1.1.01 ­ 1509  Valor  devedor  consolidado  corresponde  aos  débitos  indevidamente compensados, para pagamento até 28/11/2008.  Deste modo, assim como a Recorrente,  este Relator  também não conseguiu  decifrar  como  se  chegou  à  constatação  de  que  “o  crédito  reconhecido  foi  insuficiente  para  compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo”. Qual o fundamento para  essa  afirmação?  Quais  os  elementos  probantes  que  embasaram  esta  assertiva?  Qual  foi  a  motivação para não aceitar os dois Pedidos de Ressarcimento de Créditos do IPI relativo ao 2º  trimestre  de  2004  nºs  0693.676581.160704.1.1.01­1509  e  05310.11602.081004.1.1.01­1457?  (verifica­se nos autos que somente o primeiro PER foi aceito para compensar o tributo devido,  mas não o segundo).   Ressalte­se  que  não  se  está  aqui  afirmando  que  o  Recorrente  tem  ou  não  direito  ao  ressarcimento  em  relação  ao  segundo  PER  (nº  05310.11602.081004.1.1.01­1457),  mas sim que não está plenamente  fundamentado o despacho eletrônico da DRF­Curitiba que  denegou o pedido do contribuinte.  Desta feita, entendo estar plenamente caracterizado o cerceamento do direito  de  defesa  do  contribuinte,  o  que  implica  na  nulidade  do  Despacho  Decisório  da  DRF  –  Curitiba, nos  termos do que prescreve o  inciso  II do artigo 59 do Decreto 70.235/72 (PAF –  Processo Administrativo Fiscal), verbis:  Art. 59 ­ São nulos:  I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente;  II  –  os  despachos  e  decisões  proferidos  por  autoridade  incompetente e ou com preterição do direito de defesa.  O  contribuinte  tem  o  direito  constitucional  (art.  5º,  inciso  LV,  CF/88)  de  saber qual o motivo do indeferimento de seu pedido, até mesmo para poder elaborar sua defesa  e apresentar sua versão dos fatos, contradizendo as alegações do Fisco.  Fl. 90DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 91          6 O direito  ao  contraditório  é  o  exercício  da  dialética  processual,  implica  no  direito  que  tem  as  partes  de  serem ouvidas  nos  autos,  devendo o  processo  ser marcado pela  bilateralidade  da  manifestação  dos  litigantes.  Seu  desígnio  é  oportunizar  direito  à  parte  demandada de ser informada a respeito do que está sendo alegado pelo demandante, a fim  de que possa produzir defesa de qualidade e  indicar prova necessária,  lícita e  suficiente para  alicerçar  sua  peça  contestatória.  A  ampla  defesa  também  está  intimamente  ligada  a  outro  princípio constitucional mais abrangente, qual seja o devido processo legal, pois é inegável que  o direito a defender­se amplamente implica consequentemente na observância de providência  que assegure legalmente essa garantia.  Com o desiderato de dar cumprimento ao princípio do devido processo legal,  do  contraditório  e  da  ampla  defesa,  o  Despacho  Decisório  deveria  ter  demonstrado  como  chegou à conclusão apontada em seu texto, ou seja, deveria explicitar a motivação da decisão  tomada,  pois  assim  não  fazendo,  corre­se  o  risco  do  arbítrio,  do  subjetivismo,  o  que  não  se  pode  permitir.  Conhecendo­se  a  motivação  da  decisão  proferida,  podem  todos  dela  tomar  conhecimento  e  concluir  ter  sido  proferida  em  conformidade  com  a  lei  e  as  provas,  concordando com ela, ou em caso contrário, apresentar suas razões de discordância.   Neste  sentido,  no meu  entender,  o Despacho Decisório  ao  não  explicitar  o  motivo pelo qual indeferiu o pedido de ressarcimento do contribuinte, é nulo por preterição do  direito  de  defesa  do  contribuinte. O Despacho Decisório  (emitido  eletronicamente,  portanto,  sem  maiores  verificações  dos  fatos  alegados)  resignou­se,  apenas,  em  afirmar  “o  crédito  reconhecido  foi  insuficiente  para  compensar  integralmente  os  débitos  informados”,  e  mais  nada! Não apontou elementos de prova para corroborar esta afirmação.   As  provas  são  dirigidas  ao  julgador que  formará  livremente  sua  convicção.  Cabe  às  partes  em  litígio,  Fisco  e  contribuinte,  ao  fazerem  suas  alegações  e  afirmações  apresentarem  as provas que  as  estribam. Devem demonstrar os  fatos que alegam de  forma  a  esclarecer o julgador, proporcionando­lhe o conhecimento dos mesmos.  A  aplicação  do  direito  ao  caso  concreto,  para  a  solução  do  litígio,  será  efetuada a partir do conhecimento que se tem sobre os fatos ocorridos, que devem ser trazidos  ao  processo  por meio  das  provas. Neste  sentido  afirmam Marinoni  e Arenhart  (A prova.  2ª.  edição. Editora RT, São Paulo. p. 28) “o chamado ‘juízo de subsunção’ representa essa ideia:  tomar  o  fato  ocorrido  no mundo  físico  e  a  ele  dar  a  regra  abstrata  e  hipotética  prevista  no  ordenamento jurídico”.  Destarte,  diante  de  tudo  o  que  foi  exposto,  acolhe­se  a  preliminar  de  cerceamento do direito de defesa por falta de fundamentação do Despacho Decisório da DRF –  Curitiba e  assim voto por declarar a nulidade  do processo  a partir  do Despacho Decisório  eletrônico nº de rastreamento 804825420, de 07/11/2008 (e­fl. 37), inclusive.   O processo  deverá  retornar  a DRF – Curitiba para que  seja  proferido  novo  Despacho Decisório.  É como voto.    Luís Eduardo Garrossino Barbieri  Fl. 91DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.918867/2008­46  Acórdão n.º 3202­000.734  S3­C2T2  Fl. 92          7                               Fl. 92DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 07/06/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES

score : 1.0
4890708 #
Numero do processo: 15374.724414/2009-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 13/01/2006 AÇÕES. AQUISIÇÃO COMO INVESTIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. VENDA. NATUREZA DA RECEITA. Ações adquiridas e mantidas no patrimônio do adquirente até o fim do exercício seguinte devem ser escrituradas no ativo permanente e a receita de sua venda, quando ocorrer, é receita não-operacional e, como tal, não integra a base de cálculo da Cofins. AÇÕES. AQUISIÇÃO E POSTERIOR REVENDA. NATUREZA DA RECEITA. Ações adquiridas e revendidas até o final do exercício seguinte ao da aquisição deve ser escriturada no ativo circulante e a receita de sua venda é receita operacional e integra a base de cálculo da Cofins. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-002.055
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Gileno Gurjão Barreto, que negava provimento. O conselheiro Gileno Gurjão Barreto apresentará declaração de voto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201304

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 13/01/2006 AÇÕES. AQUISIÇÃO COMO INVESTIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. VENDA. NATUREZA DA RECEITA. Ações adquiridas e mantidas no patrimônio do adquirente até o fim do exercício seguinte devem ser escrituradas no ativo permanente e a receita de sua venda, quando ocorrer, é receita não-operacional e, como tal, não integra a base de cálculo da Cofins. AÇÕES. AQUISIÇÃO E POSTERIOR REVENDA. NATUREZA DA RECEITA. Ações adquiridas e revendidas até o final do exercício seguinte ao da aquisição deve ser escriturada no ativo circulante e a receita de sua venda é receita operacional e integra a base de cálculo da Cofins. Recurso Voluntário Provido em Parte.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 15374.724414/2009-01

anomes_publicacao_s : 201306

conteudo_id_s : 5256588

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 07 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 3302-002.055

nome_arquivo_s : Decisao_15374724414200901.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : WALBER JOSE DA SILVA

nome_arquivo_pdf_s : 15374724414200901_5256588.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro Gileno Gurjão Barreto, que negava provimento. O conselheiro Gileno Gurjão Barreto apresentará declaração de voto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.

dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013

id : 4890708

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:13 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985057308672

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1857; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C3T2  Fl. 2          1 1  S3­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15374.724414/2009­01  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3302­002.055  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  25 de abril de 2013  Matéria  COFINS ­ RESTITUIÇÃO  Recorrente  BNDES PARTICIPAÇÕES S/A ­ BNDESPAR  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Data do fato gerador: 13/01/2006  AÇÕES.  AQUISIÇÃO  COMO  INVESTIMENTO.  CARACTERIZAÇÃO.  VENDA. NATUREZA DA RECEITA.  Ações  adquiridas  e  mantidas  no  patrimônio  do  adquirente  até  o  fim  do  exercício seguinte devem ser escrituradas no ativo permanente e a receita de  sua venda, quando ocorrer, é receita não­operacional e, como tal, não integra  a base de cálculo da Cofins.  AÇÕES.  AQUISIÇÃO  E  POSTERIOR  REVENDA.  NATUREZA  DA  RECEITA.  Ações  adquiridas  e  revendidas  até  o  final  do  exercício  seguinte  ao  da  aquisição deve ser escriturada no ativo circulante e a receita de sua venda é  receita operacional e integra a base de cálculo da Cofins.  Recurso Voluntário Provido em Parte.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  maioria  de  votos,  em  dar  provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro  Gileno  Gurjão  Barreto,  que  negava  provimento.  O  conselheiro  Gileno  Gurjão  Barreto  apresentará declaração de voto.    (assinado digitalmente)  WALBER JOSÉ DA SILVA ­ Presidente e Relator.        AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 72 44 14 /2 00 9- 01 Fl. 487DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724414/2009­01  Acórdão n.º 3302­002.055  S3­C3T2  Fl. 3          2 EDITADO EM: 29/05/2013  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva,  José  Antonio  Francisco,  Fabiola  Cassiano  Keramidas,  Maria  da  Conceição  Arnaldo  Jacó,  Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.    Relatório  No dia 26/07/2006 a empresa BNDES PARTICIPAÇÕES S/A ­ BNDESPAR  apresentou  PER/DCOMP  pleiteando  a  restituição  de  Cofins  recolhido  no  dia  13/01/2006,  relativo ao período de apuração de dezembro de 2005, alegando que havia incluído na base de  cálculo  da  exação  o  valor  da  receita  decorrente  da  venda  de  bens  registrado  no  ativo  permanente (ações) que, nos termos da Solução de Consulta SRRF 7ª RF nº 36/06, não integra  a base de cálculo do PIS e da Cofins.  A  Demac/RJ  indeferiu  o  pedido  da  recorrente,  alegando  que  a  receita  da  venda de ações realizada pela Recorrente é receita operacional, conforme Parecer Conclusivo  nº 64/2011 (fls. 217/226) e Despacho Decisório de fl. 227.  Ciente  da  decisão,  a  empresa  interessada  ingressou  com  a manifestação  de  inconformidade  de  fls.  237/268,  cujas  razões  estão  sintetizadas  no  relatório  do  acórdão  recorrido, que leio em sessão.  A  4a  Turma  de  Julgamento  da  DRJ  no  Rio  de  Janeiro  ­  RJ  indeferiu  a  solicitação  da  recorrente,  nos  termos  do Acórdão  no  13­40.617,  de  02/03/2012,  cuja  ementa  abaixo transcrevo:  COFINS.  BASE  DE  CÁLCULO.  RECEITA  OPERACIONAL.  OBJETO SOCIAL. VENDA DE AÇÕES.  A alienação de participação  societária  com características que  atendem  o  objeto  social  da  sociedade  integra  a  sua  receita  operacional, sujeitando­se à norma de incidência da Cofins.  SOLUÇÃO DE CONSULTA.  Não  se  aplica  o  disposto  em  solução  de  consulta  quando  esta  versar sobre fato diverso do que se apresenta no contencioso.  RESULTADO  DE  ALIENAÇÃO  DE  PARTICIPAÇÃO  SOCIETÁRIA. RECEITA FINANCEIRA.  Não se considera receita financeira o resultado de alienação de  ações, quando decorrentes da atividade principal da sociedade.  EXIGIBILIDADE SUSPENSA.  A apresentação de manifestação de  inconformidade  suspende a  exigibilidade dos débitos objeto de compensação.  Fl. 488DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724414/2009­01  Acórdão n.º 3302­002.055  S3­C3T2  Fl. 4          3 A empresa interessada tomou ciência da decisão de primeira instância no dia  25/04/2012, conforme AR de fl. 404, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 24/05/2012,  com o  recurso voluntário de  fls.  406/443, no qual  reprisa os  argumentos da manifestação de  inconformidade sobre a natureza da receita auferida, em dezembro de 2005, com a venda de  ações  registradas  no  ativo  permanente,  adquiridas  até  o  ano  de  2003,  exatamente  como  decidido pela SRRF 7ª RF em solução de consulta  formulada pela Recorrente, na qual  ficou  decidido que a receita com a venda de ações contabilizadas no ativo permanente, formado até  06/08/2001, não integra a base de cálculo da Cofins (fls. 76/84).  Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído.  É o Relatório.    Voto             Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator.    O  recurso  voluntário  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  legais  de  admissibilidade. Dele se conhece.  Como relatado, a empresa recorrente efetuou a venda, em dezembro de 2005,  de  ações.  Tais  ações  foram  adquiridas  entre  junho  de  1998  e  dezembro  de  2004,  estando  registradas no ativo permanente da Recorrente.  O  parágrafo  33  do  Parecer  Conclusivo  nº  64/2011,  de  13/06/2011,  da  Diort/Demac/RJ  concluiu  que  a  receita  auferida  pela  recorrente  com  a  venda  dessas  ações  integra a base de cálculo da Cofins não cumulativa, nos seguintes termos:  Neste ponto, é importante referir que as receitas de participação  societária ora analisadas são classificáveis no Ativo Circulante  ou no Ativo Realizável  a  longo prazo,  de  conformidade  com a  orientação  expedida  pela CVM  através  do PO CVM  nº  17/89,  nos estritos termos do artigo 179 da Lei 6.404/76, e tidas como  receitas operacionais  nos  termos da NPC nº 14 do  IBRACON  estão  enquadradas  na  base  de  cálculo  da  COFINS  não  cumulativa  determinada  conforme  o  artigo  1º  da  Lei  nº  10.833/2003, não havendo como enquadrá­las no inciso II do §  2º,  visto  que  são  RECEITAS  OPERACIONAIS.  (grifos  do  original)  Em  sentido  oposto  a  Difis/Demac/RJ,  ao  lavrar  o  Termo  de  Verificação  Fiscal de fls. 342/352 (Processo nº 16682.720184/2010­16), relativo ao auto de infração de PIS  e Cofins do mês de outubro/2005,  concluiu que  a  receita da vendas das  ações  em  tela,  estas  constantes  do  ativo  permanente  da  recorrente,  não  integrava  a  base  de  cálculo  do  PIS  e  da  Cofins. Diz a autoridade lançadora (fl. 351):  Fl. 489DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724414/2009­01  Acórdão n.º 3302­002.055  S3­C3T2  Fl. 5          4 Em Novembro/2005, a receita bruta de venda de ações foi de R$  42.478.400,00,  e  em  Dezembro/2005,  de  R$  269.467.163,97,  sendo que todas as participações alienadas em Novembro/2005 e  Dezembro/2005 estavam registradas no Ativo Permanente, razão  pela qual as receitas correspondentes não integram as bases de  cálculo de PIS e COFINS. (grifei).  Por  outro  lado,  a decisão  recorrida  foi  tomada por maioria  de votos,  sendo  vencido o julgador relator, Togo Paulo Penna Ricci, que julgava procedente a manifestação de  inconformidade.  Pois bem. Vamos aos fatos.  Em  dezembro  de  2005,  a  recorrente  vendeu  ações  da CCR  (adquiridas  em  janeiro de 2002), da CELULAR CRT (adquiridas em março de 2003), da NET (adquiridas em  agosto de 2002), da TELE SUDESTE CEL (adquiridas em dezembro de 2004), da TELEST  CEL (adquiridas em julho de 2002) e da TRACTEBEL (adquiridas em junho de 1998), todas  registradas no seu ativo permanente, conforme Termo de Verificação Fiscal lavrado pela Difis  da Demac/RJ (vide fls. 340/352).  No dia 13/12/2005 a recorrente efetuou a venda de ações adquiridas até o dia  06/08/2001,  integrante  de  seu  ativo  permanente  (participação  societária  permanente),  e  formulou consulta à RFB sobre a forma de tributar esta operação, quanto ao PIS e à Cofins.  A resposta veio através da Solução de Consulta SRRF/7ªRF/DISIT Nº 36/06,  de 06/02/2006, nos seguintes termos:  39.  A  receita  decorrente  da  alienação,  em  13  de  dezembro  de  2005, de participação societária permanente, formada até 06 de  agosto de 2001, é não operacional, decorrente da venda de ativo  permanente.  Dessa  forma,  tal  receita  não  integra  as  bases  de  cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins  A resposta dada a solução de consulta válida é de aplicação obrigatória por  parte  do  contribuinte  e  da  própria  RFB.  Neste  passo,  não  há  como  pretender,  sob  qualquer  pretexto, incluir na base de cálculo da Cofins a receita da venda das ações da TRACTEBEL,  adquiridas  em  junho  de  1998  e  vendidas  exatamente  no  dia  13/12/2005  e,  também,  no  dia  27/12/2005,  no  valor  de  R$  208.000.000,00  (duzentos  e  oito  milhões  de  reais)  e  R$  31.200.000,00  (trinta  e  um milhões  e  duzentos mil  reais),  respectivamente. O pagamento  de  Cofins sobre esta receita é indevido.  Sobre  a  escrituração  “correta”  das  operações  de  aquisição  das  ações  objeto  deste  processo,  não  há  como  concordar  com  a  tese  do  Parecer  Conclusivo  nº  64/2011,  à  exceção das ações da TELE SUDESTE CEL, adquiridas em dezembro de 2004 e vendidas em  dezembro de 2005, que pode ser questionada.  Como se disse nas soluções de consultas citadas no Voto Vencido da decisão  recorrida, a manutenção de investimentos até o fim do exercício seguinte ao de sua aquisição  caracteriza  a  intenção  do  investimento  permanente. Ou  seja,  no  caso  de  aquisição  de  ações,  descaracteriza  a  intenção  de  vendê­las,  à  época  em que  foram  adquiridas. Nestas  condições,  correta a sua escrituração no ativo permanente.  Fl. 490DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724414/2009­01  Acórdão n.º 3302­002.055  S3­C3T2  Fl. 6          5 A possibilidade  aventada pela Diort/Demac/RJ de  a  recorrente possuir  uma  carteira de ações destinadas a negociação em bolsa (o que é compatível com a sua atividade)  não se confunde com a também possibilidade de a recorrente possuir investimentos permanente  em  companhias  abertas  ou  fechadas,  também  compatível  com  seu  objeto  social.  O  Parecer  Conclusivo da Diort/Demac/RJ não prova que as ações vendidas integravam carteira de ações  destinadas à venda.  O  caráter  subjetivo  do  destino  de  uma  ação  adquirida  (investimento  permanente ou revenda) desaparece se, na virada do ano seguinte ao de sua aquisição, o título  ainda permanece em poder do adquirente e registrado no seu ativo (permanente ou circulante).  Se na  aquisição da  ação a  empresa  escriturou­a no  ativo permanente,  é  porque  a  compra  foi  feita  como  investimento  permanente.  Se  escriturou  no  ativo  circulante  é  porque  pretendia  revender. Se a venda se  realizar até o final do ano seguinte ao da aquisição,  independente da  intenção do adquirente (fator subjetivo) fica provado que a aquisição foi feita para revenda e,  portanto,  o  registro  correto  da  aquisição  é  no  ativo  circulante.  Se  a  escrituração  foi  feita  no  ativo permanente, deve ser feito a retificação. No entanto, se venda ocorrer após o ano seguinte  ao  da  aquisição,  não  há  como  contestar  o  lançamento  contábil  da  aquisição  no  ativo  permanente. Nesta hipótese, a  receita da venda do  título é,  sim,  receita da venda de bens do  ativo permanente e, portanto, deve ser excluída da base de cálculo da Cofins.  No  caso  dos  autos,  com  exceção  das  ações  da  TELE  SUDESTE  CEL,  as  ações vendidas em dezembro de 2005 foram adquiridas entre junho de 1998 e março de 2003.  Portanto, as vendas ocorreram a partir do segundo exercício seguinte ao da aquisição. Estando  registradas a operações de aquisição no ativo permanente, a receita auferida é de venda de bens  do ativo permanente.  Como  a Difis/Demac/RJ  constatou,  as  ações  estavam  escrituradas  no  ativo  permanente  da Recorrente  e  a  receita  de  sua  venda deve  ser  excluída  da  base  de  cálculo  da  Cofins. O valor recolhido a título de Cofins sobre esta receita é um pagamento indevido.  Para as ações da TELE SUDESTE CEL, adquiridas em dezembro de 2004 e  vendidas em dezembro de 2005, a recorrente as escriturou no ativo permanente, evidenciando a  sua  intenção  (fato  subjetivo  e  sem  prova)  de  aquisição  como  investimento  permanente.  A  venda das ações, antes do encerramento do ano seguinte ao da aquisição, prova o contrário: as  ações foram adquiridas para revenda. Nestas condições, e em perfeita sintonia com o objeto da  social  da  recorrente,  não  há  como  classificar  essa  venda  como  sendo  de  bens  do  ativo  permanente, mesmo estando registrado nesta rubrica. A bem da verdade material, a receita da  venda destas ações é receita da venda de bens do ativo circulante e, portanto, deve ser incluída  na base de cálculo da Cofins.  Por fim, esclareça­se que o valor do indébito deve ser apurado pela Receita  Federal do Brasil, considerando as exclusões da base de cálculo determinadas neste acórdão.  Do valor apurado, cabe contestação pelo rito do Decreto nº 70.235/72.  No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico  os fundamentos do voto vencido do acórdão de primeira instância.                                                              1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:  [. . .]  § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de  anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato.  Fl. 491DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.724414/2009­01  Acórdão n.º 3302­002.055  S3­C3T2  Fl. 7          6 Por  tais  razões,  voto  no  sentido  de  dar  parcial  provimento  ao  recurso  voluntário para reconhecer como não­operacional, decorrente da venda de ativo permanente, a  receita da venda de ações realizada em dezembro de 2005, exceto das ações da empresa TELE  SUDESTE CEL.    (assinado digitalmente)  WALBER JOSÉ DA SILVA ­ Relator               Declaração de Voto  Transcorrido  o  prazo  regimental  de  15  (quinze)  dias  do  julgamento,  o  Conselheiro Gileno Gurjão Barreto não apresentou sua declaração de voto,  razão pela qual o  acórdão foi formalizado sem a referida declaração de voto, conforme autoriza os §§ 7º e 8º, do  art. 63, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256/09, com alteração da Portaria MF  nº 586/10).      Fl. 492DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA

score : 1.0
4956202 #
Numero do processo: 10167.001534/2007-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 25/09/2000 a 20/11/2006 NULIDADE. É nula a decisão que deixa de examinar documentos essenciais para o deslinde do processo juntados na impugnação. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.598
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201204

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 25/09/2000 a 20/11/2006 NULIDADE. É nula a decisão que deixa de examinar documentos essenciais para o deslinde do processo juntados na impugnação. Recurso Voluntário Provido em Parte.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012

numero_processo_s : 10167.001534/2007-99

anomes_publicacao_s : 201204

conteudo_id_s : 5101680

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2402-002.598

nome_arquivo_s : 2402002598_10167001534200799_201204.pdf

ano_publicacao_s : 2012

nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES

nome_arquivo_pdf_s : 10167001534200799_5101680.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância.

dt_sessao_tdt : Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012

id : 4956202

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:11 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985073037312

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 911; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T2  Fl. 68          1 67  S2­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10167.001534/2007­99  Recurso nº  000.000   Voluntário  Acórdão nº  2402­002.598  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  17 de abril de 2012  Matéria  ARBITRAMENTO  Recorrente  ERIMA DE FARIA REZENDE  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 25/09/2000 a 20/11/2006  NULIDADE.   É  nula  a  decisão  que  deixa  de  examinar  documentos  essenciais  para  o  deslinde do processo juntados na impugnação.  Recurso Voluntário Provido em Parte.         Fl. 73DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a  decisão de primeira instância.  Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator.   Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros:  Julio  Cesar  Vieira  Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Jhonatas  Ribeiro da Silva e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.  Fl. 74DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10167.001534/2007­99  Acórdão n.º 2402­002.598  S2­C4T2  Fl. 69          3 Relatório  Trata­se de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância  que julgou procedente o lançamento realizado em 05/03/2007. O lançamento constitui crédito  sobre os segurados empregados em obra de construção civil de propriedade de pessoa física. O  recorrente, na condição de proprietário, sustenta não ser o  responsável pela obra, que seria o  contratado pela construção em regime de empreitada. Seguem transcrições do relatório fiscal:  Relatório Fiscal:  O Débito foi apurado com base no Custo Unitário Básico (CUB)  —  Tabela  elaborada  pelo  Sindicato  da  Construção  Civil  (SINDUSCON),e  Aviso  para  Regularização  de  Obra  (ARO),  originário  de  informação  contida  na  Solicitação  de  Pesquisa  Externa a favor da, relativas As parcelas da empresa, desconto  de segurados e terceiros, referente às contribuições devidas pelo  construtor, pessoa física, quando da construção do imóvel acima  identificado, com área construída de 784,05 metros quadrados ,  na competência inserida no discriminativo anexo.  A decisão de primeira instância foi no sentido da procedência do lançamento:  CONSTRUÇÃO CIVIL DE RESPONSABILIDADE DE PESSOA  FÍSICA.  O  responsável  por  obra  de  construção  civil  está  obrigado  a  recolher  as  contribuições  arrecadadas  dos  segurados  e  as  contribuições a  seu  cargo,  incidentes  sobre a  remuneração dos  segurados utilizados na obra.  AFERIÇÃO INDIRETA.CUB.  A  falha de apresentação de documentos enseja a apuração das  contribuições devidas pelo construtor pessoa física por meio de  Aferição Indireta com base no Custo Unitário Básico (CUB).  JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS.  A impugnação deve ser instruída com os documentos em que se  fundamenta.  ...  Os  argumentos  do  impugnante,  no  instrumento  de  defesa,  não  trouxeram  aos  autos  elementos  capazes  de  elidir  o  crédito  previdenciário. O procedimento utilizado pela fiscalização foi o  correto, verificando a ocorrência do fato gerador da obrigação,  efetuou  o  lançamento  fiscal,  uma  vez  que  a  atividade  administrativa  de  lançamento  é  vinculada  e  obrigatória,  sob  pena de responsabilidade funcional (art. 142, do CTN).  Fl. 75DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     4 Contra a decisão, o contribuinte  interpôs  recurso voluntário, onde  reitera as  alegações iniciais:  Argumenta  que  o  lançamento  é  nulo  em  razão  de  erro  na  identificação  do  sujeito  passivo,  vez  que  deveria  ter  sido  direcionado  ao  construtor  da  obra­  Eng°.  Francisco  Antônio  Cassiano,  por  força  de  contrato  de  empreitada,  o  qual  ficou  responsável  pelo  pagamento  de  todas  as  obrigações  previdenciárias  e/ou  contribuições  sociais,  alem  de  outras,  originárias da construção de sua residência.  Que  a  obra  erguida  no  lote  de  terras  de  sua  propriedade  obedeceu  a  todos  os  padrões  necessários  à  sua  inteira  regularidade, mormente pelo fato de não ser admitida nenhuma  construção  naquele  condomínio,  sem  os  devidos  projetos,  Alvarás  de  licença,  Habite­se,  Anotações  de  Responsabilidade  Técnicas,  sendo  que  todas  as  exigências  legais  são  rigorosamente fiscalizadas pelo próprio condomínio.  Portanto  junta  os  documentos  de  que  dispõe  atualmente  que  corroboram suas alegações e, em homenagem aos princípios da  ampla defesa e do contraditório, protesta pela juntada posterior  de outros que ficaram de posse do construtor da obra e que até a  apresentação  O  recorrente  apresentou  Alvará  de  Construção,  Anotações  de  Responsabilidade  Técnica,  Contrato  de  Empreitada  com  responsabilidade  exclusiva  do  construtor e outros documentos.  É o Relatório.  Fl. 76DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10167.001534/2007­99  Acórdão n.º 2402­002.598  S2­C4T2  Fl. 70          5 Voto             Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator  Comprovado nos autos o cumprimento dos pressupostos de admissibilidade  do recurso, passo ao seu exame.  Verifico que a decisão reafirma o arbitramento por falta de documentos pela  proprietária  da  obra;  no  entanto,  em  sede  de  impugnação  foram  trazidos  documentos  como  contrato de empreitada com disposições que denotam a integral responsabilidade do construtor  pela realização da obra e também outros que indicam o período de realização da obra. Quanto  ao  término da obra,  informa a  fiscalização a data 20/11/2006,  fs. 23, mas não  indica de qual  documento extraiu a informação.  Afora a sustentação de que o recorrente deixou de apresentar documentos a  fiscalização,  a  decisão  recorrida  não  se  pronuncia  sobre  os  documentos  juntados  na  impugnação, apenas diz que:   O  responsável  por  obra  de  construção  civil  está  obrigado  a  recolher  as  contribuições  arrecadadas  dos  segurados  e  as  contribuições a  seu  cargo,  incidentes  sobre a  remuneração dos  segurados utilizados na obra, no caso, o responsável é o próprio  proprietário.  Os  argumentos  do  impugnante,  no  instrumento  de  defesa,  não  trouxeram  aos  autos  elementos  capazes  de  elidir  o  crédito  previdenciário. O procedimento utilizado pela fiscalização foi o  correto, verificando a ocorrência do fato gerador da obrigação,  efetuou  o  lançamento  fiscal,  uma  vez  que  a  atividade  administrativa  de  lançamento  é  vinculada  e  obrigatória,  sob  pena de responsabilidade funcional (art. 142, do CTN).   Assim, entendo que a decisão contém vício insanável de nulidade. Deixou de  examinar  os  documentos  que  constituem  a  essência  da  discussão  sobre  a  relação  jurídico­ tributária e o critério de realização do lançamento.  É como voto.  Julio Cesar Vieira Gomes                          Fl. 77DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES     6   Fl. 78DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 05/06/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES

score : 1.0
5012471 #
Numero do processo: 16095.000200/2010-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 26/04/2010 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 - NFLD CORRELATAS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte deixou de apresentar Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com as informações relativas a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada, o disposto no art. 32-A, II da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-002.808
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir do cálculo da multa a contribuição omitida em relação a desconsideração da condição de isenta da entidade, mantendo-se a aplicação da mesma em relação a contribuição dos segurados empregados. (Processo n. 16095.000205/2010-01 - Acordão n. 2401-002.650). II) Por maioria de votos, aplicar a regra mais benéfica ao contribuinte e limitar o valor da multa nos termos do art. 32-A, inciso II da Lei nº 8.212/91. Vencidos ao conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Elias Sampaio Freire, que aplicavam a regra do art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa no AI de obrigação principal correlata. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Igor Araújo Soares. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201211

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 26/04/2010 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 - NFLD CORRELATAS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte deixou de apresentar Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com as informações relativas a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada, o disposto no art. 32-A, II da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 16095.000200/2010-71

anomes_publicacao_s : 201308

conteudo_id_s : 5283877

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2401-002.808

nome_arquivo_s : Decisao_16095000200201071.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 16095000200201071_5283877.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir do cálculo da multa a contribuição omitida em relação a desconsideração da condição de isenta da entidade, mantendo-se a aplicação da mesma em relação a contribuição dos segurados empregados. (Processo n. 16095.000205/2010-01 - Acordão n. 2401-002.650). II) Por maioria de votos, aplicar a regra mais benéfica ao contribuinte e limitar o valor da multa nos termos do art. 32-A, inciso II da Lei nº 8.212/91. Vencidos ao conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e Elias Sampaio Freire, que aplicavam a regra do art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa no AI de obrigação principal correlata. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Igor Araújo Soares. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Igor Araújo Soares – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.

dt_sessao_tdt : Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012

id : 5012471

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:28 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045985109737472

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T1  Fl. 2          1 1  S2­C4T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16095.000200/2010­71  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2401­002.808  –  4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  22 de novembro de 2012  Matéria  AUTO DE INFRAÇÃO ­ OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA  Recorrente  SOCIEDADE GUARULHENSE DE EDUCAÇÃO  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Data do fato gerador: 26/04/2010  PREVIDENCIÁRIO  ­ CUSTEIO ­ AUTO DE  INFRAÇÃO ­ ARTIGO 32,  IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,  APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 ­ OMISSÃO EM GFIP ­ NÃO  IMPUGNAÇÃO EXPRESSA  A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto­de­ infração,  o  qual  se  constitui,  principalmente,  em  forma  de  exigir  que  a  obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na  administração previdenciária.  Inobservância  do  art.  32,  IV,  §  5º  da  Lei  n  °  8.212/1991,  com  a  multa  punitiva  aplicada  conforme  dispõe  o  art.  284,  II  do  RPS,  aprovado  pelo  Decreto n ° 3.048/1999.: “  informar mensalmente ao Instituto Nacional do  Seguro  Social­INSS,  por  intermédio  de  documento  a  ser  definido  em  regulamento,  dados  relacionados  aos  fatos  geradores  de  contribuição  previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei  9.528, de 10.12.97)”.  Mesmo  considerando  o  provimento  do  recurso  em  relação  a  condição  de  isenta,  o  que  exclui  a  aplicação  da  multa  sobre  os  fatos  geradores  da  obrigação patronal, deve persistir a autuação em relação a multa pela omissão  da contribuição dos segurados empregados.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Data do fato gerador: 26/04/2010  PREVIDENCIÁRIO  ­ CUSTEIO ­ AUTO DE  INFRAÇÃO ­ ARTIGO 32,  IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,  APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 ­ NFLD CORRELATAS      AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 09 5. 00 02 00 /2 01 0- 71 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     2  A  sorte  de  Autos  de  Infração  relacionados  a  omissão  em  GFIP,  está  diretamente  relacionado  ao  resultado  das NFLD  lavradas  sobre  os mesmos  fatos geradores.  SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER  UTILIZADO  PARA  O  CÁLCULO  DA  MULTA  MAIS  BENÉFICA  APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32­ A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez  verificado que o contribuinte deixou de apresentar Guias de Recolhimento de  FGTS  e  Informações  a  Previdência  Social  ­  GFIP  com  as  informações  relativas a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser  considerado, para fins de recálculo da multa mais benéfica a ser aplicada, o  disposto no art. 32­A, II da Lei 8.212/91.  Recurso Voluntário Provido em Parte.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  colegiado,  I)  Por  unanimidade  de  votos,  dar  provimento  parcial  ao  recurso  para  excluir  do  cálculo  da  multa  a  contribuição  omitida  em  relação  a  desconsideração  da  condição  de  isenta  da  entidade,  mantendo­se  a  aplicação  da  mesma  em  relação  a  contribuição  dos  segurados  empregados.  (Processo  n.  16095.000205/2010­01 ­ Acordão n. 2401­002.650).  II) Por maioria de votos, aplicar a  regra  mais benéfica ao contribuinte e limitar o valor da multa nos termos do art. 32­A, inciso II da  Lei nº 8.212/91. Vencidos ao conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora) e  Elias Sampaio Freire, que aplicavam a regra do art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos  os valores levantados a título de multa no AI de obrigação principal correlata. Designado para  redigir o voto vencedor o Conselheiro Igor Araújo Soares.    Elias Sampaio Freire ­ Presidente    Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora    Igor Araújo Soares – Redator Designado    Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire,  Elaine  Cristina  Monteiro  e  Silva  Vieira,  Kleber  Ferreira  de  Araújo,  Igor  Araújo  Soares,  Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.  Fl. 166DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 3          3   Relatório  O  presente  Auto  de  Infração  de  Obrigação  Acessória,  lavrado  sob  o  n.  37.227.342­4, em desfavor da recorrente originado em virtude do descumprimento do art. 32,  IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do  RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o autuado  não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições  previdenciárias.  Conforme descrito no relatório  fiscal,  fl. 06, constituem fatos geradores das  contribuições previdenciárias lançadas:  A presente autuação  refere­se a  falta de  informação em GFIP­  Guia  de  Recolhimento  do  FGTS  e  Informações  à  Previdência  Social,  de  todos  os  fatos  geradores  de  contribuições  previdenciárias e à informação incorreta que altera o valor das  contribuições devidas.  2­ A empresa declara­se na GFIP com o FPAS 639­  relativo a  Entidade  Filantrópica  e  Entidade  Beneficente  de  Assistência  Social ( isentas). Ocorre que a isenção de contribuições sociais a  que  a  empresa  fazia  j  u  s  ,  foi  cancelada  pelo  ATO  21.  625/001/1999.  3­ Dessa forma, embora a empresa declare as bases de cálculo  relativas  aos  salários  pagos  aos  seus  empregados  e  os  pagamentos  efetuados  aos  contribuintes  individuais,  a  informação do FPAS faz com que o sistema deixe de calcular as  contribuições devidas referentes à parte da empresa e SAT, bem  como,  a  própria  empresa  deixa  de  Incluir  essas  parcelas  na  informação do cálculo da contribuição devida, informando nesse  campo  somente  o  valor  da  contribuição  descontada  dos  segurados,  com  as  devidas  deduções  de  Salario­Familia  e  Salário­Maternidade.  4  ­  A  empresa  deixou  ainda  de  declarar  em GFIP,  os  valores  referentes às bolsas de estudo concedidas aos  filhos e cônjuges  de  seus  funcionários  e  professores,  sendo  que  a  concessão  das  bolsas aos parentes dos segurados empregados da empresa, está  prevista  em  Convenção  Coletiva  de  Trabalho,  acertada  com  o  sindicato da categoria. A alínea "t" do parágrafo 9o. do art. 28  da  Lei  8.212/91  ,  prevê  que  somente  não  incidirá  contribuição  previdenciária  sobre valores  relativos a plano educacional que  vise à educação básica, e, no caso, trata­se de educação de nível  superior.  Não  conformada  com  a  autuação  a  recorrente  apresentou impugnação, fls. 31 a 42.  Com relação a multa aplicada procedeu a autoridade fiscal ao comparativo de  acordo com a lei 11.941/2009, nos termos abaixo expostos?  Fl. 167DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     4  1­ Para aplicação da multa pela infração de deixar a empresa de  declarar  em  GFIP  todos  os  fatos  geradores  de  contribuições  previdenciárias,  foi  feita  uma  comparação  entre  a multa  a  ser  aplicada nos termos da legislação vigente à época da ocorrência  da  infração  e  a multa  a  ser  aplicada nos  termos  da  legislação  atual,  Lei  11.941/09  ,  que  deu  nova  redação ao  art.  32  da Lei  8.212/91.  2­ A comparação se faz necessária para aplicação da multa mais  benéfica ao autuado, conforme determina a alínea "c" do Inciso  I I do art. 106 do CTN­ Código Tributário Nacional.  3­  Conforme  o  quadro  demonstrativo  de  Comparação  das  Multas, anexo a este A I , verificou­se que a multa mais benéfica  é aquela aplicada nos termos do parágrafo 5. do art. 32 da Lei 8  . 2 1 2 / 9 1 somada à multa pela falta de recolhimento, antes das  alterações introduzidas pela Lei 11.941/09.  4  ­  Verifica­se  a  multa  mais  benéfica,  pela  multa  calculada  conforme descrito nos itens 5 e 6 abaixo, somada à multa de 2 4  % sobre o valor não recolhido ( art. 35 da Lei 8 . 2 1 2 / 9 1  ,  antes das alterações da Lei 11.941/09) e a multa calculada nos  termos da legislação vigente, na redação da Lei 1 1 . 9 4 1 / 0 9 ,  que é de 7 5% sobre o valor não recolhido.  5­ O paragrafo 5. do art. 32 da Lei 8 . 2 1 2 / 9 1 , determina que  a multa a  ser aplicada pela  infração cometida  é de 1 0 0% da  contribuição devida e não declarada, porém limitada a um valor  máximo  em  função  do  número  de  segurados  da  empresa,  por  competência.  6­ Em todo o período, a empresa teve entre 535 e 607 segurados  portanto o valor máximo da multa a ser aplicado, de acordo com  o parágrafo 4o. do art. 32 da Lei 8 . 2 1 2 / 9 1 , é de 20 vezes o  valor  mínimo,  que  atualmente  é  de  R$  1.410,79,  totalizando  o  máximo aplicável, por competência de R$ 28.215,80.  7­ Segue em planilha anexa a este relatório, o demonstrativo de  cálculo da multa aplicada.  Inconformado o contribuinte apresentou impugnação às fls. 61 a 75.   Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência parcial do  lançamento, fls. 120 a 135.  S S U N T O : O B R I G A Ç Õ E S A C E S S Ó R I AS Data do  fato  gerador:  26/04/2010  PREVÍDENCIÁRIO.  FATO  GERADOR. DECLARAÇÃO. GFIP.  OBRIGATORIEDADE. DESCUMPRIMENTO. MULTA.  Constitui  infração,  punível  com  multa  pecuniária,  a  empresa  deixar  de  declarar  à  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil,  por  meio  da  Guia  de  Recolhimento  do  Fundo  de  Garantia  e  Informações à Previdência Social ­ GFIP, dados relacionados a  fatos  geradores  de  contribuições  previdenciárias  ou  outras  informações de interesse do INSS.  Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido  Fl. 168DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 4          5 Não  concordando  com  a  decisão  do  órgão  previdenciário,  foi  interposto  recurso pela notificada, conforme fls. 126 a 134 , contendo em síntese os mesmo argumentos  da impugnação, senão vejamos:   1.  Nulo é o lançamento, pois o relatório fiscal não oferece quaisquer elementos técnicos ou  fáticos,  hábeis  a  identificar  as  razões  que  levaram  a  desconsiderar  o  código  do  FPAS  utilizado, no caso, código 639;  2.  Este Auto  deve  ser  declarado  improcedente  em  razão  do  cerceamento  de  defesa,  tanto  pela falta de motivação quanto ao novo enquadramento no FPAS, tanto por não ter sido  observado  o  disposto  nos  §§  3  o  e  4  o do  art.  111  da  Instrução Normativa  ­  IN/RFB  n°  971/2009. Consoante seus estatutos (cópia anexa) o código FPAS que mais se adapta à  sua atividade é o 639;  3.  A entidade atende a todas as exigências previstas no Código Tributário Nacional ­ CTN e  aplicáveis  na  espécie.  Sendo  que  já  usufruía  da  desobrigação  do  recolhimento  da  cota  patronal antes do advento do Decreto n° 1.572/1977;  4.  A  informação do  fisco de que há um Ato Cancelatório,  lavrado nos  idos de 1999, não  pode  ser  considerado  como  juridicamente  suficiente  para  legitimar  a  cobrança  ora  contraditada;  5.  É  do  conhecimento  do  fisco  que  o  contribuinte  possui  o  certificado CNAS,  ou  seja,  o  CEAS, para o ano de 2007, e que, portanto, preencheu os requisitos do art. 55 da Lei n°  8.212/1991;  6.  À época da lavratura, ou seja, em 21­07­1999, o  INSS não ostentava legítimo direito a  promover  a  cassação  da  isenção  do  contribuinte,  ante  a  liminar  concedida,  cm  14­07­ 2009, na ADIN n° 2028­5 pelo Supremo Tribunal Federal ­ STF;  7.  A  verba  fora  paga  de  acordo  com Convenção  Coletiva  de  Trabalho,  não  integrando  o  salário­de­contribuição;  8.  ­  não  se pode  impor  ao contribuinte,  que  inclusive  tem ação  judicial  sentenciada a  seu  favor quanto a sua não obrigatoriedade aos recolhimentos da chamada "cota patronal"; e ­  relativamente às bolsas de estudos, enquanto vigentes os termos da Convenção Coletiva  de  trabalho,  devem  os  mesmos  serem  respeitados,  restando,  portanto,  improcedente  o  lançamento.  A unidade da DRFB encaminhou o processo a este CARF para julgamento.  É o relatório.  Fl. 169DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     6    Voto Vencido  Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora  PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE:  O  recurso  foi  interposto  tempestivamente,  conforme  informação  à  fl.  155.  Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito.  DO MÉRITO  Toda  e  argumentação  do  recorrente  está  baseada  na  condição  de  isenta  da  entidade,  do  fato  de  que  as  bolsas  aos  dependentes  não  constituírem  salário  de  contribuição  bem  como  questiona  irregularidades  na  multa  aplicada,  requerendo  o  cancelamento  da  autuação.  Primeiramente, o procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente  auto­de­infração  seguiu  a  legislação  previdenciária,  conforme  fundamentação  legal  descrita,  inclusive observando a aplicação de norma mais benéfica para cálculo da multa aplicada.  Conforme prevê o art. 32, IV da Lei n ° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado  informar ao INSS, por meio de documento próprio, informações a respeito dos fatos geradores  de contribuições previdenciárias, nestas palavras:   Art. 32. A empresa é também obrigada a:  (...)   IV  ­  informar  mensalmente  ao  Instituto  Nacional  do  Seguro  Social­INSS,  por  intermédio  de  documento  a  ser  definido  em  regulamento,  dados  relacionados  aos  fatos  geradores  de  contribuição previdenciária e outras informações de interesse do  INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)­ (grifo nosso)  Segundo  a  fiscalização  previdenciária  a  partir  das  informações  contidas  no  Relatório Fiscal constata­se que o recorrente deixou de informar o correto código FPAS, bem  como deixou de informar os valores das bases de cálculo das contribuições incidentes sobre os  as  bolsas  concedidas  aos  dependentes,  o  que  gerou  uma  informação  incorreta  na GFIP,  por  omitir o cálculo da contribuição devida.  Justificável  apenas  a  necessária  apreciação  do  desfecho  do  julgamento  da  AIOP  que  apreciou  a  questão  da  condição  de  entidade  filantrópica,  tendo  em  vista  que  o  resultado dos autos de infração de obrigação acessória estão diretamente ligados ao resultado  das obrigações principais. Senão vejamos:  Processos 16095.000206/2010­48, Acordão 2401­02.649, já julgado por essa  turma. Vejamos ementa do acordão proferido em relação a parcela patronal.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.  ISENÇÃO COTA PATRONAL.  NORMAS  PROCEDIMENTAIS.  RETROATIVIDADE.  LEI  12.101/2009.  APLICAÇÃO  PROCEDIMENTAL  A  FATOS  GERADORES  PRETÉRITOS  À  SUA  EDIÇÃO.  AÇÃO  FISCAL  POSTERIOR  À  Fl. 170DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 5          7 ALUDIDA  LEGISLAÇÃO.  ARTIGO  144,  §  1o,  CÓDIGO  TRIBUTÁRIO  NACIONAL.  Tratando­se de ação  fiscal desenvolvida após a edição da Lei nº 12.101, de  27/11/2009, a qual, além de contemplar os requisitos para fruição da isenção  da cota patronal, igualmente, estabeleceu novos procedimentos para obtenção  e  cancelamento  da  certificação  de  entidades  beneficentes  de  assistência  social,  impõe­se  à  observância  desse  novo  regramento  aos  fatos  geradores  ocorridos  anteriormente  à  aludida  lei,  com  esteio  no  artigo  144,  §  1o,  do  Código Tributário Nacional.  In casu, tendo a fiscalização que culminou com a lavratura do presente auto  de  infração  transcorrido  após  a  vigência  da  Lei  nº  12.101/2009,  inclusive,  com  o  seu  1º  Termo  de  Intimação  Fiscal  sido  cientificado  ao  contribuinte  bem  após  a  vigência  daquela  lei,  em  05/04/2010,  deveria  ter  observado  os  procedimentos ali  inscritos, exigindo um aprofundamento maior na matéria,  ao  rechaçar  a  condição  de  entidade  isenta  (autoenquadrada),  dissertando  a  propósito dos pressupostos legais da isenção que teriam sido inobservados e  para  quais  períodos,  sob  pena  de  improcedência  do  feito,  como  aqui  se  vislumbra.  Recurso Voluntário Provido  Processos  16095.000201/2010­15,  em  julgamento  nesta  sessão,  acordão  2401­002.807. Vejamos ementa do acordão proferido em relação a parcela patronal.  Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias  Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.  ISENÇÃO COTA PATRONAL.  NORMAS  PROCEDIMENTAIS.  RETROATIVIDADE.  LEI  12.101/2009.  APLICAÇÃO  PROCEDIMENTAL  A  FATOS  GERADORES  PRETÉRITOS  À  SUA  EDIÇÃO.  AÇÃO  FISCAL  POSTERIOR  À  ALUDIDA  LEGISLAÇÃO.  ARTIGO  144,  §  1o,  CÓDIGO  TRIBUTÁRIO  NACIONAL.  Tratando­se de ação  fiscal desenvolvida após a edição da Lei nº 12.101, de  27/11/2009, a qual, além de contemplar os requisitos para fruição da isenção  da cota patronal, igualmente, estabeleceu novos procedimentos para obtenção  e  cancelamento  da  certificação  de  entidades  beneficentes  de  assistência  social,  impõe­se  à  observância  desse  novo  regramento  aos  fatos  geradores  ocorridos  anteriormente  à  aludida  lei,  com  esteio  no  artigo  144,  §  1o,  do  Código Tributário Nacional.  In casu, tendo a fiscalização que culminou com a lavratura do presente auto  de  infração  transcorrido  após  a  vigência  da  Lei  nº  12.101/2009,  inclusive,  com  o  seu  1º  Termo  de  Intimação  Fiscal  sido  cientificado  ao  contribuinte  bem  após  a  vigência  daquela  lei,  em  05/04/2010,  deveria  ter  observado  os  procedimentos ali  inscritos, exigindo um aprofundamento maior na matéria,  ao  rechaçar  a  condição  de  entidade  isenta  (autoenquadrada),  dissertando  a  propósito dos pressupostos legais da isenção que teriam sido inobservados e  para  quais  períodos,  sob  pena  de  improcedência  do  feito,  como  aqui  se  vislumbra.  Fl. 171DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     8  SEGURADOS  EMPREGADOS  ­  CONTRIBUIÇÃO  DESCONTADA  E  NÃO  RECOLHIDA  APURADA  EM  FOPAG  –  13  SALÁRIO  ­  NÃO  IMPUGNAÇÃO EXPRESSA  A  empresa  é  obrigada  pelo  desconto  e  posterior  recolhimento  das  contribuições descontadas dos segurados empregados a seu serviço.  A  não  impugnação  expressa  dos  fatos  geradores  objeto  do  lançamento  importa  em  renúncia  e  conseqüente  concordância  com  os  termos  do AI. A  mera  alegação  não  desconstitui  o  lançamento,  quando  resta  claro  no  lançamento, quais os fatos geradores lançados, o que permitiria ao recorrente  apresentar  os  documentos  capazes  de  desconstituir  a  AI  de  obrigação  principal.   ENTIDADE  ISENTA  ­  OBRIGAÇÃO  DE  DESCONTO  E  RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO DE SEGURADOS  Independente  da  discussão  acerca  da  condição  de  isenta  da  entidade,  em  restando  constatada  a  existência  de  salário  indireto  por meio  de  bolsas  aos  dependentes,  deve  existir  o  recolhimento  de  contribuição  previdenciária  acerca da parcela do segurado empregado.  O direito a isenção/imunidade, não alcança as contribuições descontadas, ou  que  deveriam  ter  sido  descontadas  como  é  o  caso  da  bolsa  destinada  a  dependentes  dos  segurados  empregados.  Dessa  forma,  o  apreciação  da  isenção  em  nada  afetaria  o  lançamento,  posto  a  isenção  referir­se  apenas  a  parcela patronal e destinada a terceiros.   Recurso Voluntário Provido em Parte  Já,  a  contribuição  omitida  em  relação  a  contribuição  dos  segurados  não  descontada  sobre  as  bolsas  concedidas  aos  dependentes,  encontra­se  no  Processo  n.  16095.000205/2010­01 – Acordão n. 2401­002.650, conforme ementa abaixo:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007  CUSTEIO  ­  AUTO  DE  INFRAÇÃO  ­  CONTRIBUIÇÕES  SOBRE  A  REMUNERAÇÃO  PAGA  AOS  SEGURADOS  EMPREGADOS  ­  SALÁRIO  INDIRETO ­ BOLSA DE ESTUDOS PARCELAS PAGAS EM  DESACORDO  COM  A  LEI  ESPECÍFICA.  NATUREZA  REMUNERATÓRIA.  A empresa é responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias  sobre  as  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  aos  segurados  que  lhe  prestaram serviços.  Quanto a apuração da contribuição sobre os valores bolsa de estudos uma vez  estando no campo de  incidência das contribuições previdenciárias, para não  haver  incidência  é mister  previsão  legal  nesse  sentido,  sob  pena  de  afronta  aos princípios da legalidade e da isonomia.  A  destinação  de  bolsa  de  estudos  aos  DEPENDENTES  do  segurado  empregado,  não  encontra­se  dentre  as  exclusões  do  art.  28,  §  9º  da  lei  8212/91.  Fl. 172DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 6          9 O  ganho  habitual  sob  a  forma  de  utilidade  configura  base  de  cálculo  de  contribuições previdenciárias. Uma vez estando no campo de incidência das  contribuições  previdenciárias,  para  não  haver  incidência  é  mister  previsão  legal  nesse  sentido,  sob  pena  de  afronta  aos  princípios  da  legalidade  e  da  isonomia.  PREVIDENCIÁRIO ­ CUSTEIO ­ AUTO DE INFRAÇÃO ­ OBRIGAÇÃO  PRINCIPAL  ­  SEGURADOS  EMPREGADOS  ­  CONTRIBUIÇÃO  DO  SEGURADO NÃO DESCONTADA EM ÉPOCA  PRÓPRIA  ­  ÔNUS DO  EMPREGADOR  O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre  se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não  lhe  sendo  lícito  alegar  omissão  para  se  eximir  do  recolhimento,  ficando  diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou  em desacordo com o disposto nesta Lei.  ENTIDADE  ISENTA  ­  OBRIGAÇÃO  DE  DESCONTO  E  RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO DE SEGURADOS  Independente  da  discussão  acerca  da  condição  de  isenta  da  entidade,  em  restando  constatada  a  existência  de  salário  indireto  por meio  de  bolsas  aos  dependentes,  deve  existir  o  recolhimento  de  contribuição  previdenciária  acerca da parcela do segurado empregado.  O direito a isenção/imunidade, não alcança as contribuições descontadas, ou  que  deveriam  ter  sido  descontadas  como  é  o  caso  da  bolsa  destinada  a  dependentes  dos  segurados  empregados.  Dessa  forma,  o  apreciação  da  isenção  em  nada  afetaria  o  lançamento,  posto  a  isenção  referir­se  apenas  a  parcela patronal e destinada a terceiros.   ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007  PREVIDENCIÁRIO ­ CUSTEIO ­ AUTO DE INFRAÇÃO ­ NULIDADE ­  NÃO  IDENTIFICAÇÃO  DOS  FATOS  GERADORES  ­  AUSÊNCIA  DE  FUNDAMENTAÇÃO  PARA MUDANÇA DO  FPAS  ­  EXISTÊNCIA DE  ATO CANCELATÓRIO  Em  se  tratando  de  notificação  fiscal  que  tomou  por  base  documentos  do  próprio  recorrente,  sendo  que  os  fatos  geradores  estão  discriminados  mensalmente de modo claro e preciso no Discriminativo Analítico de Débito  ­ DAD, não há que se  falar em falta de descrição de fatos geradores, muito  menos cerceamento do direito de defesa.  Recurso Voluntário Negado  Dessa maneira, não  tem porque o presente auto­de­infração ser  anulado em  virtude da ausência de vício formal na elaboração, devendo apenas, ser excluído do ca´lculo da  multa  as  contribuições  sobre  fatos  geradores  excluídos  nos  AI  de  obrigação  Principal.  Foi  identificada  a  infração,  havendo  subsunção  desta  ao  dispositivo  legal  infringido.  Os  fundamentos legais da multa aplicada foram discriminados e aplicados de maneira adequada.  Fl. 173DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     10  Destaca­se  que  as  obrigações  acessórias  são  impostas  aos  sujeitos  passivos  como  forma  de  auxiliar  e  facilitar  a  ação  fiscal.  Por  meio  das  obrigações  acessórias  a  fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida.   Como é sabido, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e  não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2º do CTN, nestas palavras:  Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.  §  1º  A  obrigação  principal  surge  com  a  ocorrência  do  fato  gerador,  tem por  objeto  o  pagamento  de  tributo  ou penalidade  pecuniária  e  extingue­se  juntamente  com  o  crédito  dela  decorrente.  §  2º  A  obrigação  acessória  decorre  da  legislação  tributária  e  tem  por  objeto  as  prestações,  positivas  ou  negativas,  nela  previstas  no  interesse  da  arrecadação  ou  da  fiscalização  dos  tributos.  §  3º  A  obrigação  acessória,  pelo  simples  fato  da  sua  inobservância, converte­se em obrigação principal relativamente  à penalidade pecuniária.  MULTA  Assim,  entendo  correto  o  procedimento  adotado  pelo  auditor  na  multa  aplicada,  assim  como  descrito  no  relatório  fiscal,  que  apurou  a  multa  de  acordo  com  as  alterações promovidas pela MP 449, convertida na lei 11.941.  Conforme  descrito  acima,  a  multa  moratória  é  bem  aplicável  pelo  não  recolhimento em época própria das contribuições previdenciárias. Ademais, o art. 136 do CTN  descreve  que  a  responsabilidade  pela  infração  independe  da  intenção  do  agente  ou  do  responsável, e da natureza e extensão dos efeitos do ato. Contudo, estamos falando em multa  pelo descumprimento de obrigação acessória.  Quanto  a multa aplicada,  entendo que obedeceu  o  auditor os  limites  legais,  não havendo qualquer irregularidade no procedimento adotado. Conforme descrito pelo auditor  fiscal  em  seu  relatório:  “Com  relação  a  aplicação  da  multa,  considerando  as  penalidades  previstas  no  Art.  32  e  Art.  35  da  Lei  8.212/91,  de  24  de  julho  de  1991  e  as  alterações  introduzidas pela Medida Provisória n°. 449, de 03 de dezembro de 2008, convertida na Lei  n°. 11.941, de 27 de Maio de 2009, considerando o que dispõe o inciso II, alínea "c" do art.  106 do CTN foi observado no resultado da presente ação fiscal a aplicação das penalidades  mais benéficas ao  sujeito passivo,  procedeu o auditor a  comparação da multa  imposta pela  legislação  vigente  à  época  da  ocorrência  do  fato  gerador  e  a  imposta  pela  legislação  superveniente.”  Ou  seja,  no  que  tange  ao  cálculo  da  multa,  é  necessário  tecer  algumas  considerações,  face  à  edição  da  referida  MP,  convertida  em  lei.  A  citada  MP  alterou  a  sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP.  Primeiro  a  multa  pelo  não  recolhimento  na  época  oportuna  era  regulada  originalmente pelo art. 35 da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras:  Art.  35.  Sobre  as  contribuições  sociais  em atraso, arrecadadas  pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada,  nos  seguintes  termos:  (Redação  dada  pelo  art.  1º,  da  Lei  nº  9.876/99)  Fl. 174DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 7          11  I  ­  para  pagamento,  após  o  vencimento  de  obrigação  não  incluída em notificação fiscal de lançamento:  a)  oito  por  cento,  dentro  do mês  de  vencimento  da  obrigação;  (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pelo art.  1º, da Lei nº 9.876/99).  c)  vinte  por  cento,  a  partir  do  segundo  mês  seguinte  ao  do  vencimento da obrigação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº  9.876/99).  II  ­  para pagamento de créditos  incluídos  em notificação  fiscal  de lançamento:   a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento  da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da  notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que  antecedido de defesa, sendo ambos  tempestivos, até quinze dias  da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência  Social ­ CRPS; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da  decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social ­ CRPS,  enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei  nº 9.876/99).  III ­ para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa:  a)  sessenta  por  cento,  quando  não  tenha  sido  objeto  de  parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  b)  setenta  por  cento,  se  houve  parcelamento;  (Redação  dada  pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99).  c)  oitenta  por  cento,  após  o  ajuizamento  da  execução  fiscal,  mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito  não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da  Lei nº 9.876/99).  d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo  que  o  devedor  ainda  não  tenha  sido  citado,  se  o  crédito  foi  objeto  de  parcelamento;  (Redação  dada pelo  art.  1º,  da  Lei  nº  9.876/99).  §  1º  Nas  hipóteses  de  parcelamento  ou  de  reparcelamento,  incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora  a que se refere o Caput e seus incisos. (Parágrafo acrescentado  pela  MP  nº  1.571/97,  reeditada  até  a  conversão  na  Lei  nº  9.528/97)  §  2º  Se  houver  pagamento  antecipado  à  vista,  no  todo  ou  em  parte,  do  saldo  devedor,  o  acréscimo  previsto  no  parágrafo  anterior  não  incidirá  sobre  a multa  correspondente  à  parte  do  Fl. 175DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     12  pagamento que se efetuar. (Parágrafo acrescentado pela MP nº  1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97)  §  3º  O  valor  do  pagamento  parcial,  antecipado,  do  saldo  devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá  ser  utilizado  para  quitação  de  parcelas  na  ordem  inversa  do  vencimento,  sem  prejuízo  da  que  for  devida  no  mês  de  competência  em  curso  e  sobre  a  qual  incidirá  sempre  o  acréscimo  a  que  se  refere  o  §  1º  deste  artigo.  (Parágrafo  acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na  Lei nº 9.528/97)  §  4º Na hipótese de  as  contribuições  terem  sido  declaradas  no  documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se  tratar  de  empregador  doméstico  ou  de  empresa  ou  segurado  dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora  a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta  por cento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.876/99)  Contudo a MP 449/2008, considerando que inseriu o art. 32­A, o qual dispõe  o seguinte:  “Art. 32­A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração  de que trata o  inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo  fixado  ou  que  a  apresentar  com  incorreções  ou  omissões  será  intimado a apresentá­la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar­ se­á às seguintes multas:   I  –  de  R$  20,00  (vinte  reais)  para  cada  grupo  de  10  (dez)  informações incorretas ou omitidas; e   II  –  de  2%  (dois  por  cento)  ao  mês­calendário  ou  fração,  incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda  que  integralmente  pagas,  no  caso  de  falta  de  entrega  da  declaração ou entrega após o prazo,  limitada a 20% (vinte por  cento), observado o disposto no § 3o deste artigo.   § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no  inciso  II do  caput  deste  artigo,  será  considerado  como  termo  inicial  o  dia  seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração  e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não­ apresentação,  a  data  da  lavratura  do  auto  de  infração  ou  da  notificação de lançamento.   § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão  reduzidas:   I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo,  mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou   II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação  da declaração no prazo fixado em intimação.   § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:   I  –  R$  200,00  (duzentos  reais),  tratando­se  de  omissão  de  declaração  sem  ocorrência  de  fatos  geradores  de  contribuição  previdenciária; e   II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.”   Fl. 176DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 8          13 Entretanto, a MP 449, Lei 11.941/2009, também acrescentou o art. 35­A que  dispõe o seguinte,   “Art.  35­A.  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício  relativos  às  contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplica­se o disposto  no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.”   O inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96, por sua vez, dispõe o seguinte:  “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as  seguintes multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata “  Com a alteração acima, em caso de atraso, cujo recolhimento não ocorrer de  forma espontânea pelo contribuinte,  levando ao  lançamento de ofício, a multa a ser aplicada  passa a ser a estabelecida no dispositivo acima citado, conforme bem demonstrou a autoridade  fiscal.  As  contribuições  decorrentes  da  omissão  em  GFIP  foram  objeto  de  lançamento,  por  meio  do  AI  em  questão  e,  tendo  havido  o  lançamento  de  ofício,  não  se  aplicaria o art. 32­A, sob pena de bis in idem.  Considerando  o  princípio  da  retroatividade  benigna  previsto  no  art.  106.  inciso  II,  alínea  “c”,  do  Código  Tributário  Nacional,  há  que  se  verificar  a  situação  mais  favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas.  Assim,  encontra­se  correto  o  cálculo  descrito  pela  autoridade  fiscal  ,  que  procedeu ao comparativo da multa considerando a  regra antiga, e a nova sistemática descrita  pela  norma,  não  havendo  que  afastar  a  aplicação  da  multa,  posto  que  demonstrado  que  o  recolhimento ocorreu a destempo.  Ademais,  não  compete  ao  auditor  fiscal  agir  de  forma  discricionária  no  exercício  de  suas  atribuições.  Desta  forma,  em  constatando  a  falta  de  recolhimento,  face  a  ocorrência  do  fato  gerador,  cumpri­lhe  lavrar  de  imediato  o  lançamento  de  débito  de  forma  vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe  neste sentido:  Art.243.  Constatada  a  falta  de  recolhimento  de  qualquer  contribuição  ou  outra  importância  devida  nos  termos  deste  Regulamento,  a  fiscalização  lavrará,  de  imediato,  notificação  fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos  geradores,  das  contribuições  devidas  e  dos  períodos  a  que  se  referem,  de  acordo  com  as  normas  estabelecidas  pelos  órgãos  competentes.  Por todo o exposto o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo  ser mantido nos  termos dos AIOP  lavrados durante o mesmo procedimento, haja vista que a  sorte de Autos de  Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao  resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores.  Fl. 177DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     14  CONCLUSÃO:  Voto  pelo  CONHECIMENTO  DO  RECURSO  para  no  mérito  DAR­LHE  PROVIMENTO  PARCIAL,  para  excluir  do  cálculo  da  multa  a  contribuição  omitida  em  relação  a  desconsideração  da  condição  de  isenta  da  entidade,  mantendo­se  a  aplicação  da  mesma em relação a contribuição dos segurados empregados.  É como voto.    Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira.  Fl. 178DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 9          15   Voto Vencedor  Conselheiro Igor Araújo Soares, Redator Designado  Em  que  pese  o  costumeiro  brilhantismo  da  Eminente  Relatora,  ouso  dela  divergir  no  que  se  refere  ao  fundamento  legal  a  ser  adotado  para o  recálculo  da multa mais  benéfica  a  ser  aplicada  ao  contribuinte  em  decorrência  das  alterações  legislativas  trazidas  à  lume com a edição da Lei 11.941/09.  Sobre o assunto, inicialmente, há que se considerar a redação dos artigos 32­ A e 35­A, respectivamente, acrescentados na Lei 8.212/91 em virtude da promulgação da Lei  11.941/09, os quais dispõem o seguinte:  Art. 32­A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração  de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo  fixado ou que a apresentar  com  incorreções ou omissões  será  intimado a apresentá­la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar­ se­á às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).   I  –  de  R$  20,00  (vinte  reais)  para  cada  grupo  de  10  (dez)  informações  incorretas  ou  omitidas;  e(Incluído  pela  Lei  nº  11.941, de 2009).   II  –  de  2%  (dois  por  cento)  ao  mês­calendário  ou  fração,  incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda  que  integralmente  pagas,  no  caso  de  falta  de  entrega  da  declaração ou entrega após o prazo,  limitada a 20% (vinte por  cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela  Lei nº 11.941, de 2009).   § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do  caput  deste  artigo,  será  considerado  como  termo  inicial  o  dia  seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração  e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não­ apresentação,  a  data  da  lavratura  do  auto  de  infração  ou  da  notificação  de  lançamento.(Incluído  pela  Lei  nº  11.941,  de  2009).   § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão  reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).   I  –  à  metade,  quando  a  declaração  for  apresentada  após  o  prazo,  mas  antes  de  qualquer  procedimento  de  ofício;  ou  (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).   II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação  da declaração no prazo  fixado em  intimação.(Incluído pela Lei  nº 11.941, de 2009).   § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº  11.941, de 2009).  Fl. 179DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES     16   I  –  R$  200,00  (duzentos  reais),  tratando­se  de  omissão  de  declaração  sem  ocorrência  de  fatos  geradores  de  contribuição  previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).   II  – R$ 500,00  (quinhentos  reais),  nos demais  casos.  (Incluído  pela Lei nº 11.941, de 2009).  “Art.  35­A  ­  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício  relativos  às  contribuições referidas no art. 35, aplica­se o disposto no art. 44  da Lei no 9.430, de 1996”.  Por  sua vez,  o  art.  35­A  faz  remição ao  art.  44 da Lei 9.430/96, que  assim  dispõe:  “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as  seguintes multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata “  No caso  dos  autos,  trata­se  de  auto  de  infração  no  qual  fora  lançada multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  acessória  relativa  a  apresentação  de  GFIP’s  com  informações inexatas relativamente a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias  a que estaria sujeito o contribuinte.  A meu  ver,  sobre  o  assunto  não  resta  outra  conclusão,  senão  acatar  a  tese  sustentada no Recurso Voluntário.  Das  alterações  levadas  a  efeito,  a  disposição  contida  no  art.  32­A  da  Lei  8.212/91, é específica para os casos de GFIP com informações inexatas ou mesmo omissões,  quando comparada com as disposições do art. 35­A da mesma legislação. Por tais motivos, a  meu ver, deve ser esta,  aquela cuja aplicação deve se dar no presente caso, obviamente caso  venha a ser mais benéfica ao recorrente, na forma a ser apurada pela autoridade fiscal. Assim,  conforme determinado pelo art. 106, III, “c” do Código Tributário Nacional, a seguir transcrito,  não  vejo  outra  solução  passível  de  ser  adotada,  senão  pela  aplicação  do  art.  32­A  da  Lei  8.212/91 ao presente caso.Vejamos o que preleciona citado artigo:  Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:   I ­ em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa,  excluída  a  aplicação de  penalidade  à  infração dos dispositivos  interpretados;    II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:   a) quando deixe de defini­lo como infração;   b)  quando  deixe  de  tratá­lo  como  contrário  a  qualquer  exigência  de  ação  ou  omissão,  desde  que  não  tenha  sido  fraudulento  e  não  tenha  implicado  em  falta  de  pagamento  de  tributo;   c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista  na lei vigente ao tempo da sua prática.  Fl. 180DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 16095.000200/2010­71  Acórdão n.º 2401­002.808  S2­C4T1  Fl. 10          17 Ante  todo o exposto voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO  ao recurso voluntário para que seja efetuado o cálculo e comparação da multa mais benéfica a  ser aplicada com base no disposto no art 32­A,  II, da Lei 8.212/91, acompanhado os demais  argumentos constantes do voto da Em. Relatora.  É como voto.    Igor Araújo Soares.                Fl. 181DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por IGOR ARAUJO SOARES

score : 1.0