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Numero do processo: 17883.000057/2007-06
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
APURAÇÃO DO LUCRO PRESUMIDO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES.
Devem ser considerados serviços hospitalares "aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde", de sorte que, "em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindo-se as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos. Caracteriza-se como aplicação correta do coeficiente de determinação do lucro presumido a adoção de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta originária de prestação.
Numero da decisão: 1803-002.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
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R. LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 APURAÇÃO DO LUCRO PRESUMIDO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Devem ser considerados serviços hospitalares "aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde", de sorte que, "em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindose as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos. Caracterizase como aplicação correta do coeficiente de determinação do lucro presumido a adoção de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta originária de prestação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 88 3. 00 00 57 /2 00 7- 06 Fl. 390DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 3 2 da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque. Relatório Tratase de Auto de Infração com a seguinte descrição fática: “O contribuinte foi intimado em 01/03/2007, através AR enviado pelo Correio e apresentou os documentos, inclusive as notas fiscais, solicitados no Termo de Intimação, que ratificaram a aplicação incorreta do coeficiente de 8% sobre as receitas da atividade de serviços exame hemodinâmico, quando o correto seria 32%, tendo em vista, que na DIPJ informado no código da atividade econômica 85.16 2/99 Outras atividades com a atenção à saúde desta forma caracterizando a prestação de serviços, cuja receita da pessoa jurídica remunera, essencialmente, o exercício pessoal, por parte dos sócios, de profissão que depende de habilitação profissional legalmente exigida, ainda que seja utilizado, na prestação dos serviços; auxiliares não habilitados legalmente, não se caracterizando serviços hospitalares”. Na oportunidade da impugnação, a empresa autuada sustentou que de acordo com o seu objeto social a mesma presta serviços hospitalares, portanto faz jus ao benefício decorrente da alíquota reduzida conforme prevista no art. 15, §1º , III, a, da Lei 9.249, de 1995. Em sede de cognição ampla, a DRJ refutou as alegações da contribuinte e manteve o lançamento impugnado sob o fundamento de que a mesma não comprovou que atende os requisitos legais para fazer jus ao coeficiente de 8% na determinação do lucro presumido. Devidamente notificada a autuada com respaldo em decisões proferidas pelo CARF e STJ interpôs Recurso Voluntário reiterando os argumentos sustentados na oportunidade da impugnação, requerendo para tanto, a reforma da r. decisão. Cabe formalizar a presente decisão conforme apresentada em plenário, dado que o relator original não mais compõe o colegiado, nos termos do art. 17 e do art. 18 ambos do Anexo II do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF nº 343, 09 de junho de 2015, que em seu art. 6º extinguiu as turmas especiais. Está registrada na Ata da Reunião de Julgamento formalizada no processo nº 15169.000109/201162: Fl. 391DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 4 3 Aos onze dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e quatorze, às nove horas, no Setor Comercial Sul, Quadra 01, Edifício Alvorada, Andar 3º, Sala 306, em Brasília Distrito Federal, reuniramse os membros da 3ªTE/4ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes WALTER ADOLFO MARESCH (Presidente), MEIGAN SACK RODRIGUES, SERGIO RODRIGUES MENDES, VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN, NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE e eu, MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. [...] Relator(a): VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN Processo: 17883.000057/200706 Recorrente: CARDIOCINE SUL FLUMIN DE HEMOD V R LTDA e Recorrida: FAZENDA NACIONAL Acórdão 1803002.019 Decisão: Por unanimidade de votos dar provimento ao recurso voluntário. Votação: Por Unanimidade Questionamento: RECURSO VOLUNTARIO Resultado: Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado É o Relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto. Em face da necessidade de formalização da decisão proferida nos presentes autos, e tendo em vista que o relator originário do processo não mais integra o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encontrome na posição de Redator, nos termos dos arts. 17 e 18, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (RICARF). Informo que, na condição de Redator, transcrevo literalmente a minuta que foi apresentada pelo Conselheiro durante a sessão de julgamento. Portanto, a análise do caso concreto reflete a convicção do relator do voto na valoração dos fatos. Ou seja, não me encontro vinculado: (1) ao relato dos fatos apresentado; (2) a nenhum dos fundamentos adotados para a apreciação das matérias em discussão; e (3) a nenhuma das conclusões da decisão incluindose a parte dispositiva e a ementa. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 5 4 A seguir, a transcrição do voto. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A Recorrente discorda do procedimento fiscal. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais1. I Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente detalhar os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental préconstituída imprescindível à comprovação das matérias suscitadas. Por seu turno, a autoridade julgadora, orientandose pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. O regime de tributação com base no lucro presumido trimestral é uma opção da pessoa jurídica para todo anocalendário, desde que observados os requisitos legais, devendo ser manifestada com o pagamento do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada anocalendário. É determinado pelo somatório do ganho de capital, da receita financeira e das demais receitas auferidas, bem como do valor resultante da aplicação do coeficiente legal correspondente a sua atividade econômica sobre a receita bruta total auferida no período de apuração. Quando se tratar de pessoa jurídica com atividades diversificadas serão adotados os percentuais específicos para cada uma das atividades econômicas, cujas receitas deverão ser apuradas separadamente. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. Somente podem ser excluídos da receita bruta as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante, uma vez que se presume que uma parcela da receita bruta foi consumida na produção dos rendimentos decorrentes da atividade econômica. A pessoa jurídica deve manter o Livro Registro de Inventário, bem como a escrituração contábil nos termos da legislação comercial, ressalvada a hipótese, neste caso, de escriturar o Livro Caixa, incluindo toda a movimentação financeira, inclusive bancária. Via de regra, o lucro presumido é apurado mediante a aplicação do coeficiente de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta, inclusive para serviços hospitalares. Para as atividades expressamente relacionadas, entretanto, o coeficiente é distinto, já que o 1 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 6 5 parâmetro de fixação relacionase diretamente aos custos e às despesas incorridas para a realização das transações ou operações inerentes à atividade da pessoa jurídica e à manutenção da respectiva fonte produtora. No caso de prestação de serviços em geral o coeficiente previsto na legislação tributária é de 32% (trinta e dois por cento). Até 31.12.2008 na vigência da alínea “a” do inciso III do art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 prevalece o sentido restrito do que se pode entender como prestação de serviço hospitalar, que se vincula aos recursos materiais e humanos próprios de um hospital, tais como instalação, equipamento, mão de obra e fornecimento de produtos farmacêuticos, dentre outros. A prestação de serviços de médico ainda que executados dentro de uma unidade hospitalar, por si só, não se identifica com atividade peculiar executada no âmbito hospitalar, e por esta razão o coeficiente aplicável à receita bruta é aquele fixado para a prestação de serviço em geral de 32% (trinta e dois por cento) incidente sobre a receita bruta para determinação do lucro presumido: Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. (Vide Lei nº 11.119, de 205) (Vide Medida Provisória nº 627, de 2013) (Vigência) § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de: I um inteiro e seis décimos por cento, para a atividade de revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural; II dezesseis por cento: a) para a atividade de prestação de serviços de transporte, exceto o de carga, para o qual se aplicará o percentual previsto no caput deste artigo; b) para as pessoas jurídicas a que se refere o inciso III do art. 36 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 da referida Lei; III trinta e dois por cento, para as atividades de: (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares; b) intermediação de negócios; c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza; d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). [...] Fl. 394DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 7 6 Art. 20. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, devida pelas pessoas jurídicas que efetuarem o pagamento mensal a que se referem os arts. 27 e 29 a 34 da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995, e pelas pessoas jurídicas desobrigadas de escrituração contábil, corresponderá a doze por cento da receita bruta, na forma definida na legislação vigente, auferida em cada mês do anocalendário, exceto para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o inciso III do § 1º do art. 15, cujo percentual corresponderá a trinta e dois por cento. (Redação dada Lei nº 10.684, de 2003) (grifos acrescentados). A Instrução Normativa SRF nº 306, de 12 de março de 2003, que vigorou no período de 03.04.2003 a 28.12.2004, determina: Art. 23. Para os fins previstos no art. 15, § 1 º inciso III, alínea "a", da Lei n º 9.249, de 1995, poderão ser considerados serviços hospitalares aqueles prestados por pessoas jurídicas, diretamente ligadas à atenção e assistência à saúde, que possuam estrutura física condizente para a execução de uma das atividades ou a combinação de uma ou mais das atribuições de que trata a Parte II, Capítulo 2, da Portaria GM n º 1.884, de 11 de novembro de 1994, do Ministério da Saúde, relacionadas nos incisos seguintes: I realização de ações básicas de saúde, compreendendo as seguintes atividades: a) ações individuais ou coletivas de prevenção à saúde tais como: imunizações, primeiro atendimento, controle de doenças transmissíveis, visita domiciliar, coleta de material para exames, etc.; b) vigilância epidemiológica por meio de coleta e análise sistemática de dados, investigação epidemiológica, informação sobre doenças, etc.; c) ações de educação para a saúde, mediante palestras, demonstrações e treinamento in loco , campanhas, etc.; d) orientar as ações em saneamento básico por meio de instalação e manutenção de melhorias sanitárias domiciliares relacionadas com água, dejetos e lixo; e) vigilância nutricional por meio das atividades continuadas e rotineiras de observação, coleta e análise de dados e disseminação da informação referente ao estado nutricional, desde a ingestão de alimentos à sua utilização biológica; f) vigilância sanitária, por meio de fiscalização e controle que garantam a qualidade aos produtos, serviços e do meio ambiente. II prestação de atendimento eletivo de assistência à saúde em regime ambulatorial, compreendendo as seguintes atividades: Fl. 395DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 8 7 a) recepcionar, registrar e fazer marcação de consultas; b) realizar procedimentos de enfermagem; c) proceder a consulta médica, odontológica, psicológica, de assistência social, de nutrição, de fisioterapia, de terapia ocupacional, de fonoaudiologia e de enfermagem; d) recepcionar, transferir e preparar pacientes; e) assegurar a execução de procedimentos préanestésicos e realizar procedimentos anestésicos nos pacientes; f) executar cirurgias e exames endoscópios em regime de rotina; g) emitir relatórios médico e de enfermagem e registro das cirurgias e endoscopias realizadas; h) proporcionar cuidados pósanestésicos; i) garantir o apoio diagnóstico necessário. III prestação de atendimento imediato de assistência à saúde, compreendendo as seguintes atividades: a) nos casos sem risco de vida (urgência de baixa e média complexidade): triagem para os atendimentos; prestar atendimento social ao paciente e/ou acompanhante; fazer higienização do paciente; realizar procedimentos de enfermagem; realizar atendimentos e procedimentos de urgência; prestar apoio diagnóstico e terapêutico por 24 hs; manter em observação o paciente por período de até 24 horas. b) nos casos com risco de vida (emergência) e nos casos sem risco (urgência de alta complexidade): prestar o primeiro atendimento ao paciente; prestar atendimento social ao paciente e/ou acompanhante; fazer higienização do paciente; realizar procedimentos de enfermagem; realizar atendimentos e procedimentos de urgência; prestar apoio diagnóstico e terapia por 24 horas; manter em observação o paciente por período de até 24 horas. Fl. 396DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 9 8 IV prestação de atendimento de assistência a saúde em regime de internação, compreendendo as seguintes atividades: a. internação de pacientes adultos e infantis: proporcionar condições de internar pacientes, em ambientes individuais ou coletivos, conforme faixa etária, patologia, sexo e intensividade de cuidados; executar e registrar a assistência médica diária; executar e registrar a assistência de enfermagem, administrando as diferentes intervenções sobre o paciente; prestar assistência nutricional e distribuir alimentação a pacientes (em locais específicos ou no leito) e a acompanhante (quando for o caso); prestar assistência psicológica e social; realizar atividades de recreação infantil e de terapia ocupacional; prestar assistência pedagógica infantil (de 1 º grau) quando o período de internação for superior a 30 dias. b. internação de recémnascido até 28 dias: 1. proporcionar condições de internar recémnascidos normais patológicos, prematuros e externos que necessitam de observação; 2. executar e registrar a assistência médica diária; 3. executar e registrar a assistência de enfermagem, administrando as diferentes intervenções sobre o paciente; 4. prestar assistência nutricional e dar alimentação aos recém nascidos; 5. executar o controle de entrada e saída de recémnascido. c. internação de pacientes em regime de terapia intensiva: 1. proporcionar condições de internar pacientes críticos, em ambientes individuais e coletivos, conforme grau de risco (intensiva ou semiintensiva), faixa etária, patologia e requisitos de privacidade; 2. executar e registrar assistência médica intensiva; 3. executar e registrar assistência de enfermagem intensiva; 4. prestar apoio diagnóstico laboratorial, de imagens e terapêutico durante 24 horas; 5. manter condições de monitoramento e assistência respiratória 24 horas; Fl. 397DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 10 9 6. prestar assistência nutricional e distribuir alimentação aos pacientes; 7. manter pacientes com morte cerebral, nas condições de permitir a retirada de órgãos para transplante, quando consentida. d. internação de pacientes queimados: 1. proporcionar condições de internara pacientes com queimaduras graves, em ambientes individuais ou coletivos, conforme faixa etária, sexo e grau de queimadura; 2. executar e registrar a assistência médica ininterrupta; 3. executar e registrar a assistência de enfermagem ininterrupta; 4. dar banhos com fins terapêuticos nos pacientes; 5. assegurar a execução dos procedimentos préanestésicos executar procedimentos anestésicos; 6. prestar apoio terapêutico cirúrgicos, como rotina de tratamento (vide alínea "f", inciso V); 7. prestar apoio diagnóstico laboratorial e de imagem ininterrupto; 8. manter condições de monitoramento e assistência respiratória ininterrupta; 9. prestar assistência nutricional de alimentação e de hidratação dos pacientes; 10. prestar apoio terapêutico de reabilitação fisioterápica aos pacientes. V prestação de atendimento de apoio ao diagnóstico e terapia, compreendendo as seguintes atividades: patologia clínica; imagenologia; métodos gráficos; anatomia patológica; desenvolvimento de atividade de medicina nuclear; realização de procedimentos cirúrgicos e endoscópicos, tais como: recepcionar e transferir pacientes; assegurar a execução dos procedimentos préanestésicos e executar procedimentos anestésicos nos pacientes; executar cirurgias e exames endoscópios em regime de rotina; Fl. 398DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 11 10 emitir relatórios médicos e de enfermagem e registro das cirurgias e endoscopias realizadas; proporcionar cuidados pósanestésicos; garantir o apoio diagnóstico necessário. g. realização de partos normais e cirúrgicos; h. desenvolvimento de atividades de reabilitação em pacientes externos e internos; i. desenvolvimento de atividades hemoterápicas; j. desenvolvimento de atividades de radioterapia; k. desenvolvimento de atividades de quimioterapia; l. desenvolvimento de atividades de diálise; m. desenvolvimento de atividades relacionadas ao leite humano. A Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, e alterações que vigoraram no período de 29.12.2004 a 11.12.2007, prevê: Art. 27. Para fins do disposto nesta Instrução Normativa, são considerados serviços hospitalares aqueles diretamente ligados à atenção e assistência à saúde, de que trata o subitem 2.1 da Parte II da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n º 50, de 21 de fevereiro de 2002, alterada pela RDC n º 307, de 14 de novembro de 2002, e pela RDC n º 189, de 18 de julho de 2003, prestados por empresário ou sociedade empresária, que exerça uma ou mais das: I seguintes atribuições: a) prestação de atendimento eletivo de promoção e assistência à saúde em regime ambulatorial e de hospitaldia (atribuição 1); b) prestação de atendimento imediato de assistência à saúde (atribuição 2); ou c) prestação de atendimento de assistência à saúde em regime de internação (atribuição 3); II atividades fins da prestação de atendimento de apoio ao diagnóstico e terapia (atribuição 4). § 1 ° A estrutura física do estabelecimento assistencial de saúde deverá atender ao disposto no item 3 da Parte II da Resolução de que trata o caput, conforme comprovação por meio de documento competente expedido pela vigilância sanitária estadual ou municipal. § 2 ° São também considerados serviços hospitalares, para fins do disposto nesta Instrução Normativa, os seguintes serviços prestados por empresário ou sociedade empresária: Fl. 399DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 12 11 I préhospitalares, na área de urgência, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias de suporte avançado (Tipo "D") ou em aeronave de suporte médico (Tipo "E"); II de emergências médicas, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias classificadas nos Tipos "A", "B", "C" e "F", que possuam médicos e equipamentos que possibilitem oferecer ao paciente suporte avançado de vida."(NR) "Art. 32. As disposições constantes nesta Instrução Normativa: [...] II não alteram a aplicação dos percentuais de presunção para efeito de apuração da base de cálculo do imposto de renda a que estão sujeitas as pessoas jurídicas beneficiárias dos respectivos pagamentos, estabelecidos no art. 15 da Lei n º 9.249, de 1995, exceto quanto aos serviços de construção por empreitada com emprego de materiais, de que trata o inciso II do art 1 º , e aos serviços hospitalares, de que trata o art. 27. A Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, e alterações que vigorou no período de 29.12.2004 a 11.01.2012, prevê: Art. 27. Para os fins previstos nesta Instrução Normativa, são considerados serviços hospitalares somente aqueles prestados por estabelecimentos hospitalares. § 1º Para os efeitos deste artigo, consideramse estabelecimentos hospitalares, aqueles estabelecimentos com pelo menos 5 (cinco) leitos para internação de pacientes, que garantam um atendimento básico de diagnóstico e tratamento, com equipe clínica organizada e com prova de admissão e assistência permanente prestada por médicos, que possuam serviços de enfermagem e atendimento terapêutico direto ao paciente, durante 24 horas, com disponibilidade de serviços de laboratório e radiologia, serviços de cirurgia e/ou parto, bem como registros médicos organizados para a rápida observação e acompanhamento dos casos. § 2º Para efeito de enquadramento do estabelecimento como hospitalar levarseá, ainda, em conta se o mesmo está compreendido na classificação fiscal do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), na classe 85111 – Atividades de Atendimento Hospitalar. § 3º São considerados pagamentos de serviços hospitalares, para os fins desta Instrução Normativa, àqueles efetuados às pessoas jurídicas: I prestadoras de serviços préhospitalares, na área de urgência, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias de suporte avançado (Tipo "D") ou em aeronave de suporte médico (Tipo "E"); e II prestadoras de serviços de emergências médicas, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias classificadas nos Tipos "A", "B", "C" e "F", que possuam médicos e equipamentos que possibilitem oferecer ao paciente suporte avançado de vida. [...] Fl. 400DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 13 12 Art. 27. Para fins do disposto nesta Instrução Normativa, são considerados serviços hospitalares aqueles diretamente ligados à atenção e assistência à saúde, de que trata o subitem 2.1 da Parte II da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária n° 50, de 21 de fevereiro de 2002, alterada pela RDC n° 307, de 14 de novembro de 2002, e pela RDC n° 189, de 18 de julho de 2003, prestados por empresário ou sociedade empresária, que exerça uma ou mais das:(Redação dada pela IN SRF nº 539, de 25 de abril de 2005) I seguintes atribuições: (Incluído pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) a) prestação de atendimento eletivo de promoção e assistência à saúde em regime ambulatorial e de hospitaldia (atribuição 1); (Incluída pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) b) prestação de atendimento imediato de assistência à saúde (atribuição 2); ou (Incluída pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) c) prestação de atendimento de assistência à saúde em regime de internação (atribuição 3); (Incluída pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) II atividades fins da prestação de atendimento de apoio ao diagnóstico e terapia (atribuição 4). (Incluído pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) § 1° A estrutura física do estabelecimento assistencial de saúde deverá atender ao disposto no item 3 da Parte II da Resolução de que trata o caput, conforme comprovação por meio de documento competente expedido pela vigilância sanitária estadual ou municipal. (Incluído pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) § 2° São também considerados serviços hospitalares, para fins do disposto nesta Instrução Normativa, os seguintes serviços prestados por empresário ou sociedade empresária: (Renumerado com nova redação pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) I préhospitalares, na área de urgência, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias de suporte avançado (Tipo "D") ou em aeronave de suporte médico (Tipo "E"); (Redação dada pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) II de emergências médicas, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias classificadas nos Tipos "A", "B", "C" e "F", que possuam médicos e equipamentos que possibilitem oferecer ao paciente suporte avançado de vida. (Redação dada pela IN SRF n° 539, de 25 de abril de 2005) Temse que a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), órgão específico singular, diretamente subordinado ao Ministro de Estado da Fazenda, tem por finalidade, entre outras, propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação e a consolidação da legislação Fl. 401DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 14 13 tributária federal e interpretar e aplicar a legislação tributária, aduaneira, de custeio previdenciário e correlata, editando os atos normativos e as instruções necessárias à sua execução, de acordo com o Regimento Interno da RFB, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 20122. Assim não tem cabimento a tese da defesa de que os atos infralegais não têm validade no ordenamento jurídico pátrio. O entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1116399/BA3, cujo trânsito em julgado ocorreu em 08/11/2010, deve ser reproduzido pelos Conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF4, e é no seguinte sentido: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 535 e 468 DO CPC. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. LEI 9.249/95. IRPJ E CSLL COM BASE DE CÁLCULO REDUZIDA. DEFINIÇÃO DA EXPRESSÃO "SERVIÇOS HOSPITALARES". INTERPRETAÇÃO OBJETIVA. DESNECESSIDADE DE ESTRUTURA DISPONIBILIZADA PARA INTERNAÇÃO. ENTENDIMENTO RECENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO. RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543C DO CPC. 1. Controvérsia envolvendo a forma de interpretação da expressão "serviços hospitalares" prevista na Lei 9.429/95, para fins de obtenção da redução de alíquota do IRPJ e da CSLL. Discutese a possibilidade de, a despeito da generalidade da expressão contida na lei, poderse restringir o benefício fiscal, incluindo no conceito de "serviços hospitalares" apenas aqueles estabelecimentos destinados ao atendimento global ao paciente, mediante internação e assistência médica integral. 2. Por ocasião do julgamento do RESP 951.251PR, da relatoria do eminente Ministro Castro Meira, a 1ª Seção, modificando a orientação anterior, decidiu que, para fins do pagamento dos tributos com as alíquotas reduzidas, a expressão "serviços hospitalares", constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), porquanto a lei, ao conceder o benefício fiscal, não considerou a característica ou a estrutura do contribuinte em si (critério subjetivo), mas a natureza do próprio serviço prestado (assistência à saúde). Na mesma oportunidade, ficou consignado que os regulamentos emanados da Receita Federal referentes 2 Disponível em : <http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Portarias/2012/MinisteriodaFazenda/portmf203.htm> . Acesso em: 20 abr. 2014. 3 BRASIL.Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1116399/BA. Ministro Relator:Benedito Gonçalves, Primeira Seção, Brasília, DF, 28 de outubro de 2009. Disponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=6898628&sReg=20090006481 0&sData=20100224&sTipo=5&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 4 Fundamentação legal: Fundamentação legal: art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 15 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º, art. 25 e art. 26 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.art. 29 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 15 14 aos dispositivos legais acima mencionados não poderiam exigir que os contribuintes cumprissem requisitos não previstos em lei (a exemplo da necessidade de manter estrutura que permita a internação de pacientes) para a obtenção do benefício. Daí a conclusão de que "a dispensa da capacidade de internação hospitalar tem supedâneo diretamente na Lei 9.249/95, pelo que se mostra irrelevante para tal intento as disposições constantes em atos regulamentares". 3. Assim, devem ser considerados serviços hospitalares "aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde", de sorte que, "em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindose as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos". 4. Ressalva de que as modificações introduzidas pela Lei 11.727/08 não se aplicam às demandas decididas anteriormente à sua vigência, bem como de que a redução de alíquota prevista na Lei 9.249/95 não se refere a toda a receita bruta da empresa contribuinte genericamente considerada, mas sim àquela parcela da receita proveniente unicamente da atividade específica sujeita ao benefício fiscal, desenvolvida pelo contribuinte, nos exatos termos do § 2º do artigo 15 da Lei 9.249/95. 5. Hipótese em que o Tribunal de origem consignou que a empresa recorrida presta serviços médicos laboratoriais (fl.. 389), atividade diretamente ligada à promoção da saúde, que demanda maquinário específico, podendo ser realizada em ambientes hospitalares ou similares, não se assemelhando a simples consultas médicas, motivo pelo qual, segundo o novel entendimento desta Corte, faz jus ao benefício em discussão (incidência dos percentuais de 8% (oito por cento), no caso do IRPJ, e de 12% (doze por cento), no caso de CSLL, sobre a receita bruta auferida pela atividade específica de prestação de serviços médicos laboratoriais). 6. Recurso afetado à Seção, por ser representativo de controvérsia, submetido ao regime do artigo 543C do CPC e da Resolução 8/STJ. 7. Recurso especial não provido. Assim, são considerados serviços hospitalares, para fins do disposto na legislação tributária e do entendimento vinculante do STJ, inclusive a atividade referente aos “prestação de serviços de atendimento médicohospitalar nas áreas de diagnósticos por imagens”, tais como aquela desenvolvida pela Recorrente, pois se vincula à atividade desenvolvida pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde. Aplicando os atos vinculados constantes na legislação tributária de regência, a Recorrente pode aplicar o coeficiente de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta por não se tratar de serviços hospitalares na acepção normativa e jurisprudencial vinculante. Em outras palavras, caracterizase como aplicação correta do coeficiente de determinação do lucro presumido a adoção de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta originária de prestação de serviços de Fl. 403DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 17883.000057/200706 Acórdão n.º 1803002.019 S1TE03 Fl. 16 15 diagnósticos por imagens executados dentro de uma clínica. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, se comprova. Em assim sucedendo, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto Fl. 404DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA
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Numero do processo: 13864.720145/2013-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/05/2009 a 31/12/2009
ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Art. 36 da Lei n° 9.784/99.
INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO.
Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Art. 26-A do Decreto nº 70.235/72, e art. 62 do Regimento Interno (Portaria MF nº 256/2009).
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA DE JUROS MORATÓRIOS.
Tendo a multa de ofício natureza jurídica penalidade tributária, ela integra o conceito de crédito tributário, nos termos do artigo 142 do CTN, sujeitando-se aos juros moratórios referidos nos artigos 161 do CTN e 61 da Lei n° 9.430/96.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-003.664
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
André Luís Mársico Lombardi, Relator
EDITADO EM: 28/07/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/05/2009 a 31/12/2009 ÔNUS DA PROVA. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Art. 36 da Lei n° 9.784/99. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Art. 26-A do Decreto nº 70.235/72, e art. 62 do Regimento Interno (Portaria MF nº 256/2009). JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA DE JUROS MORATÓRIOS. Tendo a multa de ofício natureza jurídica penalidade tributária, ela integra o conceito de crédito tributário, nos termos do artigo 142 do CTN, sujeitando-se aos juros moratórios referidos nos artigos 161 do CTN e 61 da Lei n° 9.430/96. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
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Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Art. 36 da Lei n° 9.784/99. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Art. 26A do Decreto nº 70.235/72, e art. 62 do Regimento Interno (Portaria MF nº 256/2009). JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA DE JUROS MORATÓRIOS. Tendo a multa de ofício natureza jurídica penalidade tributária, ela integra o conceito de crédito tributário, nos termos do artigo 142 do CTN, sujeitando se aos juros moratórios referidos nos artigos 161 do CTN e 61 da Lei n° 9.430/96. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 4. 72 01 45 /2 01 3- 35 Fl. 489DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Graziela Parisoto, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 490DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 13864.720145/201335 Acórdão n.º 2302003.664 S2C3T2 Fl. 482 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada pela recorrente, mantendo o crédito tributário lançado (fls. 435 e seguintes). Adotase trechos, com destaques nossos, do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 436 e seguintes), que bem resumem o quanto consta dos autos: Compõem o presente processo os autos de infração 51.048.1558 (parte patronal) e 51.048.1566 (terceiros), lavrados em 27/8/2013, com valores originários (sem multa ou juros), respectivamente, de R$ 3.756.608,66 e R$ 999.677,32. Como motivação do lançamento, consta, no Relatório Fiscal de folhas 28 a 32, o seguinte: 1. INTRODUÇÃO 1.1 Este relatório é parte integrante do Auto de Infração, Debcads n.° 51.048.1558 e 51.048.1566, e se referem a créditos de contribuições devidas à Seguridade Social (parte da empresa e financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho) e as destinadas aos Terceiros (SalárioEducação FNDE, INCRA, SEBRAE, SESI e SENAI). 1.2 O período do lançamento e respectivos códigos de levantamentos atribuídos ao débito estão discriminados abaixo: FA FOLHAS PAG SEM GFIP ANEXO A: Estabelecimento 000100 Período. 01/2009 a 13/2009 Diferenças entre valores lançados em Folhas de Pagamento, relativos aos segurados empregados, e os respectivos valores declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social GFIP's. FB FOLHAS PAG SEM GFIP ANEXO B: Estabelecimento 000100 Período 06/2009, 07/2009 e 09/2009 a 11/2009 Diferenças entre valores lançados em Folhas de Pagamento, relativos aos contribuintes individuais, e os respectivos valores declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social GFIP's. ... 3. FATOS GERADORES 3.1 FA FOLHAS PAG SEM GFIP ANEXO A Apuração de diferenças entre valores lançados em Folhas de Pagamento, relativos aos segurados empregados, e os respectivos valores declarados na última GFIP enviada pela empresa Fl. 491DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI 4 "ANTES" da ciência do Termo de Início de Procedimento Fiscal, ou seja, valores não declarados antes de 06/05/2013. FB. FOLHAS PAG SEM GFIP ANEXO B Apuração" de diferenças entre valores lançados em Folhas de Pagamento, relativos aos segurados contribuintes individuais, e os respectivos valores declarados na última GFIP enviada pela empresa "ANTES" da ciência do Termo de Início de Procedimento Fiscal, ou seja, valores não declarados antes de 06/05/2013. VG VALORES DECLARADOS EM GFIP ANEXO C Constam todos os valores declarados na última GFIP enviada pelo contribuinte à Receita Federal antes de 06/05/2013, GFIP com a situação "EXPORTADA". 3.2 Assim, os valores utilizados para o levantamento do débito foram extraídos das Folhas de Pagamento em confronto com a GFIP de situação "Exportada" e estão demonstrados no ANEXO A (FA) e ANEXO B (FB)." Já o ANEXO C, este detalha, por GFIP exportada, todos os valores declarados em GFIP Levantamento VG. ... A ciência do lançamento se deu em 4/9/2013, conforme folha 385. A impugnação foi apresentada às folhas 390 e seguintes, por procuração, em 4/10/2013 (...) (...) Como afirmado, a impugnação apresentada pelo recorrente foi julgada improcedente, mantendose o crédito tributário lançado. A recorrente foi cientificada do julgamento, tendo apresentado, tempestivamente, o recurso de fls. 445 e seguintes, no qual alega, em apertada síntese, que: * não há clareza e precisão na autuação; * inexigibilidade das contribuições previdenciárias após a EC n° 20/1998; * requer diligência para análise de todos os pagamentos efetuados; * ilegitimidade das contribuições ao INCRA e ao SEBRAE após a EC n° 33/2001; * caráter confiscatório das multas aplicadas; * inexigibilidade da taxa selic como juros de mora; * não incidência de juros sobre as multas. É o relatório. Fl. 492DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 13864.720145/201335 Acórdão n.º 2302003.664 S2C3T2 Fl. 483 5 Voto Conselheiro André Luís Mársico Lombardi, Relator Discriminação Imprecisa. Alega a recorrente que não há clareza e precisão na autuação. Requer inclusive diligência para análise de todos os pagamentos efetuados. Neste ponto, suficiente repetir os argumentos do decisório de origem: O Relatório Fiscal de folha 28 e seguintes discorre sobre os fatos geradores encontrados na contabilidade da empresa sem a correspondente declaração. Seguemno diversos anexos (folhas 33 a 226) individualizando os segurados, nas respectivas competências, bases de cálculo e indicação de ausência na devida Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). Presentes também relatórios Fundamentos Legais do Débito (FLD) em cada autuação. Assim, pôde o sujeito passivo ter amplo conhecimento dos fatos e fundamentos que levaram ao lançamento, podendo se defender tranqüila e amplamente. Assim, tendo o fisco se empenhado em esclarecer os fatos e deixando a recorrente de apontar com precisão as razões de seu inconformismo e de apresentar provas de eventuais equívocos no lançamento, cumpre invocar o aforismo jurídico “allegatio et non probatio, quasi non allegatio”. Alegar e não provar é o mesmo que não alegar. No processo administrativo, há norma expressa a respeito: Lei n° 9.784/99 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Por tudo que se expôs até aqui, não há como se dar guarida ao inconformismo da recorrente, inclusive quanto ao esvaziado pedido de diligência. Inconstitucionalidade. Contribuição Previdenciária. INCRA. SEBRAE. Multa Confiscatória. Alega a recorrente a inexigibilidade das contribuições previdenciárias após a EC n° 20/1998 e a ilegitimidade das contribuições ao INCRA e ao SEBRAE após a EC n° 33/2001. Fl. 493DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI 6 Ocorre que as teses levantadas baseiamse no aspecto da inconstitucionalidade das leis que dão supedâneo às referidas exações. A alegação de caráter confiscatório das multas aplicadas também centrase no aspecto da inconstitucionalidade da lei. Sendo o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais órgão do Poder Executivo, não lhe compete apreciar a conformidade de lei validamente editada segundo o processo legislativo constitucionalmente previsto, com preceitos emanados da própria Constituição Federal, a ponto de declararlhe a nulidade ou inaplicabilidade ao caso, haja vista tratarse de matéria reservada, por força de determinação constitucional, ao Poder Judiciário. Ademais, o Decreto nº 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, dispõe expressamente em seu art. 26A que é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, salvo nas hipóteses em que os citados diplomas legislativos tenham sido declarados inconstitucionais por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal. Tal disposição é repetida em termos semelhantes no art 62 do Regimento Interno deste Colegiado, Portaria MF nº 256/2009. Outro fundamento para a impossibilidade de deferimento dos pleitos da recorrente é que a Súmula CARF n° 2 estabelece que o “CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”, sendo que o art. 72 da Portaria MF 256/2006 tornou obrigatória a observância por parte dos membros do CARF das súmulas do colegiado. Taxa Selic. A recorrente requer o afastamento da incidência de juros moratórios equivalentes à Taxa Selic. Especificamente quanto à aplicação da Taxa Selic como juros moratórios temse a Súmula CARF n° 4: Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há qualquer viabilidade jurídica para o acatamento, por esta instância recursal, do pleito da recorrente. Multa. Juros. Alega a recorrente ser indevida a incidência de juros sobre as multas. Equivocado o entendimento da recorrente, pois a previsão legal referida trata do recolhimento espontâneo, hipótese em que, por óbvio, não há incidência de multa de ofício e, conseqüentemente, não haveria porque dispor a respeito da incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. No entanto, apenas para que não pairem dúvidas quanto à legitimidade da incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, vejamos o que determina a legislação a respeito: Código Tributário Nacional (CTN) Fl. 494DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 13864.720145/201335 Acórdão n.º 2302003.664 S2C3T2 Fl. 484 7 Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. Lei n.º 9.430/96 Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (...) § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) (destaques sempre nossos) É sabido que, no Direito, as relações jurídicas obrigacionais pressupõem a existência de credores e devedores (vide nomenclatura classicamente adotada pelos nossos Códigos Civis de 1916 e 2002). Portanto, podemos afirmar que, a cada obrigação, há um correspondente um crédito e um respectivo débito. No entanto, o Código Tributário Nacional e a legislação tributária em geral atribuem um sentido particular ao crédito tributário, de sorte que ele não surgiria concomitantemente à obrigação tributária (artigo 113, § 1°, do CTN), como se imaginaria em uma relação jurídica de qualquer outro ramo do direito, mas somente com a sua devida formalização, em regra pelo lançamento tributário (artigo 142 do CTN). Aqui cabe fazer algumas ressalvas. O fato de o Direito Tributário definir a constituição do crédito tributário como uma etapa evolutiva na formação da exigibilidade, liquidez e certeza da obrigação tributária, não impede que reconheçamos a existência de um crédito jurídico, na acepção comum do Direito, até porque não há obrigação sem crédito e débito correspondente, como afirmado anteriormente. Tal concepção apenas representa uma posição garantista do legislador face a eventuais abusos do Estado, até porque o Estado é o único ente de nossa sociedade que pode constituir, unilateralmente, um crédito líquido, certo e, futuramente, exigível. Portanto, a estrutura normativa da obrigação tributária não é excludente do conceito vulgar de crédito (e de débito), apenas devemos estar atentos que este crédito é diferente daquele constituído na forma da legislação tributária. Pois bem. Estabelece o artigo 142 do CTN que a autoridade administrativa constitui o crédito tributário pelo lançamento e que este inclui a obrigação tributária principal Fl. 495DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI 8 e, ser for o caso, a “penalidade cabível”. Ora, a própria recorrente reconhece que a multa é penalidade. Portanto, é inequívoco que a multa de ofício faz parte do crédito tributário e, assim, incluise na referência que o artigo 161 do CTN faz à incidência de juros de mora. Quanto ao conceito de débito, referido pelo artigo 61 da Lei n. 9.430/96, podese afirmar, após a prévia incursão nos conceitos gerais do Direito, que o débito corresponderá à obrigação não paga no vencimento. Este inadimplemento, no Direito Tributário, pode ocorrer sem formalização da exigência pela autoridade administrativa (crédito jurídico na acepção geral do Direito ou mera obrigação tributária, como afirmado anteriormente); ou com a formalização da exigência, seja pela autoridade administrativa, seja por ato do contribuinte (crédito tributário constituído). Em ambos os casos, teremos o débito, sendo que na hipótese de formalização pela autoridade administrativa, o débito será integrado pelo tributo e também pela penalidade (multa de ofício), nos termos do já referido artigo 142 do CTN . Ademais, a previsão do caput do artigo 61 da Lei n° 9.430/96 é ampla, incluindo qualquer débito decorrente de tributos não recolhidos. Repetimos aqui o julgado da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), mencionado na decisão a quo: Acórdão CSRF/0400.651, de 18/09/2007 JUROS DE MORA — MULTA DE OFICIO — OBRIGAÇÃO PRINCIPAL — A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora à taxa Selic. Recurso não provido. (...) Entendo, assim, que a obrigação tributária principal compreende tanto os próprios tributos e contribuições, como, em razão de seu descumprimento, e por isso igualmente dela decorrente, a multa de oficio proporcional, que é exigível juntamente com o tributo ou contribuição não paga. (...) Em decorrência, o crédito tributário, a que se reporta o art. 161 do CTN, corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo seus acréscimos legais, notadamente a multa de oficio proporcional. (...) O art. 61, parágrafo terceiro, da Lei n. 9.430/97, fundamento legal da multa aplicada no caso concreto, prevê a aplicação de juros de mora sobre os débitos decorrentes de tributos e contribuições cujos fatos geradores ocorreram a partir de 01 de janeiro de 1997. Dentre os débitos decorrentes dos tributos e contribuições, entendo, pelas razões indicadas acima, incluemse as multas de oficio proporcionais, aplicadas em função do Fl. 496DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI Processo nº 13864.720145/201335 Acórdão n.º 2302003.664 S2C3T2 Fl. 485 9 descumprimento da obrigação principal, e não apenas os débitos correspondentes aos tributos e contribuições em si. (...) Ressaltese, com relação aos juros de mora, que o art. 161 do CTN determina que o crédito não integralmente pago no vencimento será acrescido de juros de mora à taxa de 1% ao mês, caso a lei não disponha de modo diverso, e a Lei n. 9439/96 determina a aplicação da taxa Selic aos casos em questão. Como dito crédito, deve ser entender, pelas razões expostas, a obrigação tributária principal como um todo, incluindo a multa de oficio proporcional. (...) (grifos nossos) Outra não é a conclusão que se extrai da Súmula CARF n° 4, que também faz referência à incidência ampla, de todos os “débitos tributários”: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Por fim, é bom que se ressalte que a matéria encontrase pacificada no STJ: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário." (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1335688/PR, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/12/2012, DJe 10/12/2012) Fl. 497DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI 10 Demonstrada a legalidade da incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, concluise ser improcedente o inconformismo da recorrente. Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator Fl. 498DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 31/ 08/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARS ICO LOMBARDI
score : 1.0
Numero do processo: 12897.000198/2009-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Sep 04 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
CUSTOS. APROPRIAÇÃO DE ESTOQUES
A comprovação contábil de apropriação a maior de custos por não consideração de estoques inicial e final, maior este último, reduz a base imponível do tributo.
CSLL. DECORRÊNCIA
Diante da ausência de elemento relevante, aplica-se ao lançamento decorrente a mesma decisão do feito que lhe deu origem
Numero da decisão: 1401-001.406
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente em Exercício), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Carlos Mozart Barreto Vianna e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 CUSTOS. APROPRIAÇÃO DE ESTOQUES A comprovação contábil de apropriação a maior de custos por não consideração de estoques inicial e final, maior este último, reduz a base imponível do tributo. CSLL. DECORRÊNCIA Diante da ausência de elemento relevante, aplica-se ao lançamento decorrente a mesma decisão do feito que lhe deu origem
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente em Exercício), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Carlos Mozart Barreto Vianna e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro.
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IND.E AGÊNCIA DE NAVEGAÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 CUSTOS. APROPRIAÇÃO DE ESTOQUES A comprovação contábil de apropriação a maior de custos por não consideração de estoques inicial e final, maior este último, reduz a base imponível do tributo. CSLL. DECORRÊNCIA Diante da ausência de elemento relevante, aplicase ao lançamento decorrente a mesma decisão do feito que lhe deu origem Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente em Exercício), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Carlos Mozart Barreto Vianna e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Mauricio Pereira Faro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 7. 00 01 98 /2 00 9- 18 Fl. 227DF CARF MF Impresso em 04/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 12897.000198/200918 Acórdão n.º 1401001.406 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto e transcrevo o relatório que consta da decisão de piso, fls. 180: Tratam os presentes autos do imposto de renda de pessoa jurídica, R$ 591.513,75, fls. 65 e da Contribuição Social s/ o Lucro Líquido, R$ 212.944,95, acrescidas de penalidade de ofício, 75% e encargos moratórios, atinentes ao anocalendário de 2005, fundadas nos seguintes elementos: 1.1. majoração indevida de custos por não apropriação de estoques, inicial e final, maior este último, na apuração dos custos da atividade; 1.2. excesso de remuneração de juros de capital próprio pagos/creditados 2. Ciente das exigências em 25/03/09 o sujeito passivo acosta aos autos a impugnação de fls. 96/100, lastreada pela documentação de fls. 101/1073, através da qual não questiona a exigência fiscal correspondente ao excesso de juros de capital próprio pagos/creditados no anocalendário, havendo efetuado, inclusive, seu pagamento conforme fls. 108 e 174/175. 3. Quanto à indevida majoração de custos, por desconsideração dos estoques inicial e final alega, em síntese, que: 3.1. a fiscalização logrou trabalhar unicamente com dados de planilha fornecida pelo contribuinte, na qual foram incluídos os estoques constantes da ficha 36A, item 4, da DIPJ/2006, fls. 29; 3.2. os Livros de Inventário das filiais, anexados aos autos, indicam os custos de aquisição, contabilizados na conta 52004, R$ 40.411.478,56, conforme documentos de fls. 153, 156/157 e 168; 3.3. no item 03, Ficha 04, DIPJ/2006, deveria constar, como compras de insumos a prazo, R$ 42.696.168,28, que englobaria outros materiais, tais como de uso e consumo; 3.4. assim, nenhum prejuízo foi ocasionado à Fazenda, visto que a diferença entre o total de custos dos bens/serviços vendidos, declarados, R$ 69.040.961,38, e efetivos, R$ 69.046.434,70, teria sido desfavorável à impugnante em R$ 5.473,32. A 2ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I, por unanimidade, negou provimento à impugnação, por meio de Acórdão assim ementado (fls. 178): Fl. 228DF CARF MF Impresso em 04/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 12897.000198/200918 Acórdão n.º 1401001.406 S1C4T1 Fl. 4 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2005 CUSTOS. APROPRIAÇÃO DE ESTOQUES A comprovação contábil de apropriação a maior de custos por não consideração de estoques, inicial e final, maior este último, reduz a base imponível do tributo. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2005 CSLL. REFLEXIVIDADE Em matéria de reflexividade, à falência de elemento relevante, aplicase a mesma decisão do feito que lhe deu origem Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada do Acórdão em 25/05/2012 (fls. 192), a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 195994 em 16/12/202, basicamente reiterando os argumentos apresentados na fase de impugnação. É o relatório. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 04/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 12897.000198/200918 Acórdão n.º 1401001.406 S1C4T1 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator O recurso atende aos requisitos legais, razão pela qual deve ser conhecido. Mérito Conforme relatado, no presente processo somente se instalou litígio em relação à parcela da autuação correspondente à glosa da parcela de custos, que foi majorada indevidamente, em razão da não apropriação de estoques inicial e final de mercadorias no ano calendário de 2005. Às fls. 04, consta cópia da Ficha 04A de sua DIPJ, na qual consta como compra de insumos o valor de R$ 40.411.478,56. Conforme bem apontado pela decisão de piso, fls. 181, não há quaisquer considerações a estoques, que constam da ficha 36A, fls. 29. Em sua defesa, a contribuinte, ora recorrente, alegou erro de preenchimento da alínea 3 da Ficha 04. Basicamente, sustentou a recorrente que: a) o valor lançado não corresponderia às aquisições realizadas no ano calendário de 2005, conforme comprova a conta contábil 52004, fls. 54; b) a falta de preenchimento das linhas 01 e 17 (estoque inicial e final do período de apuração) representa uma diferença, a maior de R$ 2.279.216,40 no custo dos produtos vendidos. Sustenta a necessidade de se proceder as devidas retificações na DIPJ, fls. 59. Os elementos constantes dos autos, contudo, não corroboram as alegações da recorrente. Analisando a conta contábil 52004 – custos das operações – materiais (v. fls. 168), verificase que o saldo em 31/12/2005 era de R$ 40.411.478,56, que é exatamente o valor declarado em sua DIPJ, ficha 04A, alínea 03. Os inventários de 31/12/2005, inclusive matérias de consumo (v. fls. 153 e 157) apontam valores totais de estoque de R$ 8.020.347,99. Por sua vez, a conta contábil 11702 – almoxarifado (v. fls. 160), que abrange tanto materiais de produção quanto de consumo, indica o saldo de R$ 8.067.449,00. É este, exatamente, o valor consignado em sua DIPJ, fls. 29, alínea 03. Como se percebe, a contribuinte não logrou êxito em demonstrar a alegada diferença de custos a maior, não apropriados, no montante de R$ 2.279.246,40. Não há qualquer dado contábil capaz de sustentar as alegações da recorrente. No tocante ao lançamento decorrente de CSLL, tendo em vista a íntima relação de causa e efeito, deve ser aplicada a mesma decisão adotada em relação ao lançamento principal, referente ao IRPJ. Fl. 230DF CARF MF Impresso em 04/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 12897.000198/200918 Acórdão n.º 1401001.406 S1C4T1 Fl. 6 5 Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Fl. 231DF CARF MF Impresso em 04/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 03/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10840.722686/2011-16
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Apr 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
JUROS DE MORA. AÇÃO TRABALHISTA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. ENTENDIMENTO DO STJ SOB A SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC.
Não incide imposto de renda sobre juros de mora recebidos em decorrência de ação trabalhista, no contexto de rescisão de contrato de trabalho. Esta é a orientação do STJ, consagrada sob a sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC), que deve ser observada por este Colegiado à luz do art. 62A do Regimento Interno do CARF.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-003.100
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc.
(Acórdão formalizado extemporaneamente, face à impossibilidade de a redatora original, a Conselheira Julianna Bandeira Toscano, formalizar o acórdão)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: JULIANNA BANDEIRA TOSCANO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 JUROS DE MORA. AÇÃO TRABALHISTA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. ENTENDIMENTO DO STJ SOB A SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. Não incide imposto de renda sobre juros de mora recebidos em decorrência de ação trabalhista, no contexto de rescisão de contrato de trabalho. Esta é a orientação do STJ, consagrada sob a sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC), que deve ser observada por este Colegiado à luz do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. (Acórdão formalizado extemporaneamente, face à impossibilidade de a redatora original, a Conselheira Julianna Bandeira Toscano, formalizar o acórdão) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
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AÇÃO TRABALHISTA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. ENTENDIMENTO DO STJ SOB A SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. Não incide imposto de renda sobre juros de mora recebidos em decorrência de ação trabalhista, no contexto de rescisão de contrato de trabalho. Esta é a orientação do STJ, consagrada sob a sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC), que deve ser observada por este Colegiado à luz do art. 62A do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc. (Acórdão formalizado extemporaneamente, face à impossibilidade de a redatora original, a Conselheira Julianna Bandeira Toscano, formalizar o acórdão) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 26 86 /2 01 1- 16 Fl. 48DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 08/04/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/04/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente da turma), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. Relatório Na sessão de julgamento, a Conselheira Relatora, Julianna Bandeira Toscano, apresentou o seguinte relatório: "Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF do exercício de 2008, decorrente da omissão de rendimentos no valor de R$93.671,12, resultando no saldo de imposto a restituir ajustado de R$1.525,77. Conforme se depreende pela descrição dos fatos e enquadramento legal da notificação de lançamento (fl. 22) a omissão de rendimentos seria equivalente ao valor de juros moratórios que atualizaram as verbas tributáveis recebidas pelo contribuinte em decorrência de ação trabalhista proposta em face do Banco Santander S/A. Consta na complementação da descrição dos fatos, a autoridade fiscal atribuiu aos rendimentos tributáveis o percentual de 81% do rendimento líquido recebido, tendo abatido o valor proporcional aos honorários advocatícios pagos pelo contribuinte. Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 02 a 07) em que alega, em síntese que os juros moratórios avindos de sentença ou de acordo homologado na Justiça do Trabalho não são tributáveis por terem caráter indenizatório. Cita jurisprudência e doutrina. Pede que a correção e os juros moratórios sejam integralmente expurgados da base de cálculo do imposto de renda. Alternativamente, pede que os cálculos sigam uma planilha que apresenta à fl. 07. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ em São Paulo SPII manteve o lançamento, em acórdão cuja a ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS DECORRENTES DE AÇÃO TRABALHISTA. Face aos elementos constantes nos autos, mantémse a majoração de rendimentos efetuada no lançamento, a título de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas decorrentes de ação trabalhista. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 08/04/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/04/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.722686/201116 Acórdão n.º 2802003.100 S2TE02 Fl. 49 3 Impugnação Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Na fundamentação do acórdão de fls. 26/28, a DRJ sustenta que os juros de mora em processo trabalhista não são rendimentos isentos, de acordo com a legislação em vigor e que o trabalho do auditor fiscal é vinculado à lei e às manifestações das autoridades da Receita Federal do Brasil e do Ministro da Fazenda. Regularmente intimado em 5 de março de 2012, o contribuinte apresentou recurso voluntário em 30 de março de 2012, reiterando os argumentos aduzidos na impugnação e requerendo o cancelamento do lançamento É o relatório". Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Redator ad hoc Reproduzo abaixo o voto apresentado pela Conselheira Relatora na sessão de julgamento: "O recurso é tempestivo, atende aos demais requisitos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. O litígio está restrito à incidência do imposto de renda sobre os valores pagos a título de juros de mora sobre os rendimentos recebidos na reclamação trabalhista nº 4282 200615315000, movida contra o Banco Santander S/A, sucessor do Banco do Estado de São Paulo – BANESPA. Pela análise da planilha de fl. 11, que consiste em laudo emitido por perito judicial nos autos da reclamação trabalhista movida pela recorrente, é possível concluir que as verbas trabalhistas foram pagas no contexto de rescisão do contrato de trabalho. O referido cálculo demonstra que sobre o valor do principal foram acrescidos os reflexos em aviso prévio, fundo de garantia por tempo de serviço e da multa rescisória, ficando determinada, ainda a inclusão de R$97.268,41 a título de juros de mora pelo transcurso de 1.296 dias, contados do ajuizamento da ação. Em se tratando de ação trabalhista no contexto de rescisão de contrato de trabalho, deve ser observado o quanto decidido pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no REsp nº 1.089.720/RS, em que assentado entendimento de que, como regra geral, incide o IRPF sobre os juros de mora, todavia uma das exceções é que são isentos de IRPF os juros de mora quando pagos no contexto de rescisão do contrato de trabalho, em reclamatórias trabalhistas ou não. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 08/04/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/04/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Tendo em vista que a notificação de lançamento deixa explícito que o mesmo decorre da alteração do valor atribuído aos rendimentos tributáveis recebidos em razão de ação trabalhista, exatamente porque os juros moratórios haviam sido excluídos do cálculo, não resta dúvidas de que se aplica ao caso o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso para cancelar o lançamento. Julianna Bandeira Toscano Relatora" (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, na qualidade de redator ad hoc Fl. 51DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2015 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 08/04/20 15 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/04/2015 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000443/00-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2000 a 30/09/2000
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. LEI Nº 9.363/96. RELATIVO A ENERGIA ELÉTRICA.
Não se permite o aproveitamento de créditos relativos à energia elétrica, visto não possuir relação com a produção, segundo entendimento prescrito na Súmula CARF nº 19.
O Vapor de 3,5 Kgf/cm2; o Vapor de 15 Kgf/cm2; o Ar de serviço; Ar de instrumento e a Água Demineralizada não podem ser considerados como insumos, nem dão direito ao crédito presumido do IPI, na forma prevista na Lei nº 9.363/96, uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
Numero da decisão: 3301-002.658
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Presidente.
MÔNICA ELISA DE LIMA - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (presidente da turma), Andrada Marcio Canuto Natal, Luiz Augusto do Couto Chagas, Fábia Regina Freitas e Sidney Eduardo Stahl.
Nome do relator: MONICA ELISA DE LIMA
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Sucedida por Braskem S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2000 a 30/09/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. LEI Nº 9.363/96. RELATIVO A ENERGIA ELÉTRICA. Não se permite o aproveitamento de créditos relativos à energia elétrica, visto não possuir relação com a produção, segundo entendimento prescrito na Súmula CARF nº 19. O Vapor de 3,5 Kgf/cm2; o Vapor de 15 Kgf/cm2; o Ar de serviço; Ar de instrumento e a Água Demineralizada não podem ser considerados como insumos, nem dão direito ao crédito presumido do IPI, na forma prevista na Lei nº 9.363/96, uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Presidente. MÔNICA ELISA DE LIMA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (presidente da turma), Andrada Marcio Canuto Natal, Luiz Augusto do Couto Chagas, Fábia Regina Freitas e Sidney Eduardo Stahl. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 04 43 /0 0- 92 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 320 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 1516.967, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador BA, que indeferiu Pedido de Ressarcimento de IPI, relativo ao terceiro trimestre de 2.000, formulado com base no disposto na Lei nº9.363/96. A Autoridade Julgadora manteve o entendimento da Delegacia da Receita Federal em Camaçari BA, segundo a qual não geram direito a crédito os seguintes produtos: > Vapor de 3,5 Kgf/cm2; > Vapor de 15 Kgf/cm2; > Energia Elétrica; > Ar de serviço; > Ar de instrumento; > Água Demineralizada; e > Hidrogênio. Assim foi ementado o Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador (fls. 454 a 456) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 31/07/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. Somente as matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, podem ser computados na apuração do benefício fiscal. Rest./Ress. Indeferido Comp. não homologada. Cientificada da Decisão em 30.09.2008 (AR na fl. 202), a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 22.10.2008, conforme fls. 205 e seguintes, repisando os argumentos anteriores e sublinhando que: Destarte, estando evidente que os produtos glosados, por sua natureza, não constituem bens do ativo permanente, cumpre à Recorrente apenas comprovar que os mesmos não apenas foram efetivamente consumidos no processo fabril, como são altamente indispensáveis a este, para que se torne incontestável o cumprimento integral dos requisitos efetivamente plasmados nas normas disciplinadoras do direito ao creditamento em questão. 1) Vapor de 3,5 Kgf/cm2 2.57. 0 Vapor de 3,5 Kgf/cm2 adquirido pela Recorrente é utilizado nas duas unidades de sua planta industrial, quais sejam, a Unidade de Isopreno (A5200) e a Unidade de Buteno (A5100). Fl. 320DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 321 3 (...). 2.61. Por sua vez, nos equipamentos de troca de calor existem correntes de hidrocarbonetos que necessitam ser aquecidas a uma temperatura de até 138°C, para que se tome possível a separação do isopreno em relação aos outros compostos químicos presentes na Corrente C5. 2.62. Para que as correntes de hidrocarbonetos atinjam a temperatura desejada, é necessária a injeção de Vapor de 3,5 Kgf/cm2 como fluido de aquecimento no interior dos equipamentos trocadores de calor, sem o qual tais equipamentos não atingiriam seu fim, qual seja, o de refino do Isopreno. (...) 2.70. Tais equipamentos, assim como na Unidade de Isopreno, somente atingem a sua finalidade com a utilização do Vapor de 3,5 Kgf7cm2 como fluido de aquecimento, dai a sua essencialidade, na qualidade de insumo, para produção do Buteno1, pelo que é inadmissível a glosa efetuada pelo preposto fiscal, mantida pela Delegacia de Julgamento. 2.71. Vêse, portanto, que mesmo não integrando fisicamente o produto final, o Vapor de 3,5 Kgf/cm2, utilizado como fluido de aquecimento nos trocadores de calor presentes nas Unidades de Isopreno e Buteno, é essencial e indispensável ao processo produtivo da Recorrente, já que, sem ele, não resultariam os produtos finais por ela comercializados; de forma que se subsume ao conceito de insumos (lato sensu) previsto na legislação de regência da matéria, razão pela qual a decisão ora guerreada deve ser reformada por essa Insigne Camara. 2) Vapor de 15 Kgf/cm2 2.72. O Vapor de 15 Kgf/cm2, por sua vez, também é adquirido pela Recorrente para ser utilizado como fluido de aquecimento do Refervedor da Torre DA5212, da Seção de Dimerização da Unidade Isopreno. (...) 2.75. O Vapor de 15Kgf/cm2 é utilizado no trocador de calor pertencente ao Refervedor da Torre DA5212, onde é necessária a obtenção de uma temperatura mais elevada do que a produzida pelo que Vapor de 3,5 Kgf/cm2, a fim de que se obtenha a destilação dos compostos C10 e DPD, etapa do processo produtivo imprescindível para obtenção do Isopreno. 2.76. Destarte, resta demonstrada, também com relação ao Vapor de 15 Kgf/cm2, a sua inquestionável condição de insumo, já que sem ele o produto final restaria inevitavelmente prejudicado, uma vez que não seria possível obter a temperatura necessária as correntes necessárias para a produção do Isopreno. 3) Energia Elétrica 2.81. (...) a energia elétrica adquirida pela Recorrente é utilizada como força motriz de cerca de oitenta motores elétricos Fl. 321DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 322 4 associados a bombas, distribuídos pela Unidade de Isopreno, e mais dezoito motores elétricos associados a bombas, distribuídos pela Unidade Buteno, os quais são responsáveis por praticamente todo o funcionamento da planta fabril da Recorrente. (...) 4) Ar de serviço 2.85. O Ar de Serviço adquirido pela Recorrente é utilizado na Unidade de Buteno. 2.86. Para produção do Buteno1, na Unidade de Buteno, são utilizados os catalisadores de paládio dos reatores DC5101 e DC5102, os quais têm por finalidade realizar o processo de hidrogenação do propadieno, dos butadienos e dos acetilenos. 2.87. Tal procedimento acaba por gerar subprodutos, denominados "coque", os quais ficam depositados no fundo do catalisador e impedem, gradativamente, que o mesmo execute a sua função, prejudicando a produção do 13uteno1. 2.88. Para que os subprodutos em questão "coque" não impeçam a função de reação dos catalisadores e, conseqüentemente, a produção do Buteno, é necessária a injeção de Ar de serviço aquecido no leito de tais catalisadores. 5) Ar de instrumentos 2.91. Em toda a planta fabril da Recorrente, seja na Unidade de Isopreno, seja na Unidade de Buteno, são utilizados diversos equipamentos pneumáticos, a exemplo das válvulas de controle. (...) 2.93. Tais equipamentos pneumáticos, por sua vez, apenas são acionados com a injeção do denominado Ar de Instrumento, insumo consistente numa determinada quantidade de ar, num determinado patamar de pressão e isento de umidade. 2.94. Assim, o Ar de instrumento, em que pese o entendimento do auditor fiscal diligente, revelase como insumo tão indispensável quanto a energia elétrica para o processo produtivo da Recorrente, na medida em que não há possibilidade de acionamento dos equipamentos pneumáticos sem o consumo do Ar de instrumento!! 2.95. Conseqüentemente, sem o acionamento dos equipamentos pneumáticos existentes da Unidade de Isopreno e na Unidade de Buteno da Recorrente, não há como produzir, respectivamente, o Isopreno e o Buteno, pelo que é incontestável o direito ao crédito do IPI decorrente da aquisição de tal insumo. 6) Hidrogênio 2.97. Tratase o Hidrogênio consumido na Unidade de Buteno1 de verdadeira matériaprima, a qual é adquirida de outra unidade fabril da Recorrente. 2.98. Na planta fabril da Recorrente, especificamente, na Seção de Hidrogenação Seletiva, o hidrogênio é alimentado junto com o propadieno, os butadienos e acetilenos, presentes no Refinado II, nos dois reatores DC5101 e DC5102, com o catalisador de paládio para que sofram reações de adição. Fl. 322DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 323 5 2.99. Essas reações de adição tem por fim fazer com que os átomos de hidrogênio se agreguem A corrente de hidrocarbonetos e assim gerem os produtos e os subprodutos da unidade, inclusive o Buteno1. 2.100. Com isso, percebese a essencialidade do hidrogênio no processo produtivo, uma vez que sua ausência impede substancialmente a produção do Buteno1. É o Relatório. Voto Conselheira Mônica Elisa de Lima O Recurso é tempestivo e cumpre os demais requisitos de admissibilidade; portanto, dele conheço. Os produtos objeto da lide são: Vapor de 3,5 Kgf/cm2; Vapor de 15 Kgf/cm2; Energia Elétrica; Ar de serviço; Ar de instrumento; Água Demineralizada; e Hidrogênio. Sobre a energia elétrica é bastante invocar a aplicação compulsória do conteúdo da Súmula CARF nº 19, que é expressa em excluir tal matéria do rol de insumos aproveitáveis para fins de ressarcimento do IPI; Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário.” Pelo mesmo motivo descrito na Súmula acima — não serem consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário — o Vapor de 3,5 Kgf/cm2; o Vapor de 15 Kgf/cm2; o Ar de serviço; o Ar de instrumento e a Água Demineralizada não podem ser considerados como insumos, nem dão direito ao crédito presumido do IPI, na forma prevista na Lei nº 9.363/96. Adotase no presente julgado trecho do voto do d. Conselheiro Gustavo Kelly Alencar, proferido no bojo do Acórdão 20216395, de 14 de junho de 2005; decisão esta que foi um dos paradigmas para a edição da Súmula Carf nº 19: (...) o art. 12 da Lei n2 9.363/96 enumera expressamente os insumos utilizados no processo produtivo que devem ser considerados na base de cálculo do crédito presumido: matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem. A seu turno, o parágrafo único do art. 32 da Lei n2 9.363/96 determina que seja utilizada, subsidiariamente, a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI para a demarcação dos conceitos de matériasprimas e produtos intermediários, o que é confirmado pela Portaria MF nº 129, de 05/04/95, em seu art. 2º, § 3º. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 324 6 Preditos conceitos, por sua vez, encontramos no art. 82, I, do Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto n2 87.981/82 (reproduzido pelo inciso I do art. 147 do Decreto nº 2.637/1988 – RIPI/1988), assim definidos: "Art. 82. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse: 1 – do imposto relativo a matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, excetoos de alíquota zero e os isentos incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente." Da exegese desse dispositivo legal temse que somente se caracterizam como matériaprima e ou produto intermediário os insumos empregados diretamente na industrialização de produto final ou que, embora não se integrem a este, sejam consumidos efetivamente em seu fabrico, isto é, sofram, em função de ação exercida efetivamente sobre o produto em elaboração, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. A contrário senso, não integrando o produto final ou não havendo o desgaste decorrente do contato físico, ou de ação direta, exercida sobre o produto em fabricação, predito insumo não pode ser considerado como matériaprima ou produto intermediário. O produto hidrogênio, por sua vez é, conforme descrito, tem a função de matériaprima essencial na produção do Buteno1, agregandose ao produto final. É o que se infere da descrição abaixo: 2.98. Na planta fabril da Recorrente, especificamente, na Seção de Hidrogenação Seletiva, o hidrogênio é alimentado junto com o propadieno, os butadienos e acetilenos, presentes no Refinado II, nos dois reatores DC5101 e DC5102, com o catalisador de paládio para que sofram reações de adição. 2.99. Essas reações de adição tem por fim fazer com que os átomos de hidrogênio se agreguem A corrente de hidrocarbonetos e assim gerem os produtos e os subprodutos da unidade, inclusive o Buteno1. Por tal característica, é consistente a aceitação desse componente no cálculo do crédito presumido. Da mesma forma, já decidiu este Colegiado, em decisões como a abaixo transcrita: Acórdão nº 380300.700 — 3ª Turma Especial Sessão de 29 de setembro de 2010 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI CRÉDITO PRESUMIDO DECLARAÇÃO DE. COMPENSAÇÃO Recorrente COPENE MONÔMEROS ESPECIAIS S/A (Sucedida por Braskem S/A) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2001 a .30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO, REGIME ORIGINAL. BASE DE. CÁLCULO, AQUISIÇÕES DE 1NSUMOS QUE NÃO SE SUBSUMEM NO CONCEITO DE Fl. 324DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13502.000443/0092 Acórdão n.º 3301002.658 S3C3T1 Fl. 325 7 MATÉRIAPRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO OU MATERIAL DE EMBALAGEM. Incluemse entre os insumos para Fins de crédito do IPI os bens não classificados no ativo permanente que, embora não se integrando ao produto em fabricação, forem consumidos, desgastados ou alterados no processo de industrialização, em Função de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação. ou deste sobre aquele. O hidrogênio, quando empregado no processo de redução dito hidrogenação, para industrialização do hidrocarboneto buteno 1, por ser consumido em contato direto com o produto final, enquadrase como insumo consoante à legislação do IPI e por isto é computado na base de cálculo do benefício fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para admitir a inclusão dos gastos com hidrogênio na base de cálculo do crédito presumido de CPI, nos termos do voto do relator. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para permitir que, na apuração da base de cálculo do crédito presumido do IPI, seja aceito como insumo o valor correspondente às aquisições do produto hidrogênio. Mônica Elisa de Lima Relatora Fl. 325DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10970.000382/2010-38
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Aug 31 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2005 a 31/03/2007
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
Rejeitam-se os embargos de declaração quando não caracterizada a aduzida omissão na decisão recorrida, fundamento único do recurso.
Embargos conhecidos e rejeitados.
Numero da decisão: 3802-004.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn.
Fez sustentação oral pela Embargante a Dra. Isabela Prudente Marques, OAB nº 145.629 (MG).
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn. Fez sustentação oral pela Embargante a Dra. Isabela Prudente Marques, OAB nº 145.629 (MG).
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INEXISTÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. Rejeitamse os embargos de declaração quando não caracterizada a aduzida omissão na decisão recorrida, fundamento único do recurso. Embargos conhecidos e rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer e rejeitar os Embargos de Declaração, na forma do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D’amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi (Relator), Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn. Fez sustentação oral pela Embargante a Dra. Isabela Prudente Marques, OAB nº 145.629 (MG). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 0. 00 03 82 /2 01 0- 38 Fl. 445DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 Relatório Preliminarmente, ressaltase que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc (fl. 444), para formalização do respectivo Acórdão, considerando o resultado do julgado, conforme o constante da ATA da respectiva sessão de julgamento. Tratase de Embargos de Declaração opostos em face do Acórdão 3802 001.664, de 19/03/2013, desta 2ª Turma Especial (fls. 348/356), que, por unanimidade, negou provimento ao Recurso Voluntário de iniciativa do contribuinte, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 31/03/2007 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. RAZÕES DE RECURSO VOLUNTÁRIO QUE NÃO ILIDEM O FUNDAMENTO DA AUTUAÇÃO. A arguição de que a seletividade, ou mesmo a finalidade do uso dos produtos, devem nortear a classificação fiscal de mercadorias, não pode se sobrepor, na esfera administrativa, à classificação fiscal que adota critérios objetivos para indicar o subgrupo da TIPI aplicável aos produtos em questão. O interessado apresentou petição de Embargos de Declaração contra o citado Acórdão (fls. 364/431), na qual aduz haver ocorrido omissões e contradições, sob os seguintes argumentos: O Acórdão não ficou evidenciado qual o critério de classificação fiscal é o correto, pois afastou o critério adotado pela embargante e não deixou claro qual o critério legal que deve prevalecer; Há contradições e omissões que precisam ser supridas, pois o relator leva a crer que o critério de classificação fiscal defendido pela embargante seria apenas o da finalidade do produto, quando na verdade, o critério por ela sustentado é essencialmente o da preponderância do elemento químico; A composição química dos produtos não é o objeto da discussão, mas deve ser o critério que norteia a classificação final dos mesmos; Não foi enfrentado no acórdão o argumento de necessidade de aplicação das regras gerais para interpretação do sistema harmonizado no caso de potencial conflito entre duas classificações fiscais possíveis no âmbito do IPI. É o que basta para a análise da questão. Fl. 446DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10970.000382/201038 Acórdão n.º 3802004.016 S3TE02 Fl. 446 3 Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, redator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 444), uma vez que o Conselheiro Relator Bruno Maurício Macedo Curi, não mais compõe este colegiado e que a respectiva Turma Especial foi extinta, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros processos nessa situação tratamento diverso. O embargante opôs os presentes embargos de declaração com base em contradições e omissões, resumidas ao final dos aclaratórios: A rigor, o embargante, após reapresentar uma impugnação contra decisão da DRJ (recebida por força do formalismo moderado ínsito ao PAF como recurso voluntário), pretende rediscutir o mérito da causa, trazendo ainda uma razão nova para o colegiado. Fl. 447DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 Relembrando o quanto decidido no acórdão embargado: Tratase de recurso destinado unicamente a combater a classificação fiscal indicada pela autoridade administrativa com relação a dois tipos de produtos industrializados pelo Recorrente, de nomes comerciais “água sanitária valor” e “alvejante floral valor”. A composição química de ambos os produtos não é objeto de celeuma, sendo parte incontroversa da presente lide administrativa. Inclusive é de se ressaltar que a interação do hipoclorito de sódio com outros compostos químicos foi a origem de todo o imbróglio. Isso se verifica facilmente do Termo de Verificação Fiscal de fls. 113125, donde destaco o seguinte excerto constante de fl. 114: "(...) A classificação adotada pela empresa a partir de 14/02/2004 é específica para o Hipoclorito de sódio (NaCIO.6H2O), o que não é o caso dos produtos acima, que resultam da diluição do referido produto, em forma aquosa, em água e adicionados outros produtos". A missão do Recorrente, desde então, tem sido a de defender seu ponto de vista, no sentido de que está correto em aplicar a classificação fiscal própria do hipoclorito de sódio. O Recorrente demonstra total domínio das normas sobre o caso, e discorre acerca do que entende como dois critérios possíveis de classificação fiscal, conforme o seguinte trecho de seu Recurso Voluntário: Em seguida, o Recorrente afirma que o enquadramento de certo produto “deve ser regido especialmente pela aplicação dos valores condicionais a que o mesmo está sujeito”, como intróito para uma defesa segundo a seletividade do IPI – o que acarretaria a escolha de uma classificação fiscal mais favorável. Ora, em que pesem as sensíveis alegações do Recorrente quanto ao princípio da seletividade, que possui raízes profundas na filosofia da tributação e se destina a atingir a capacidade contributiva de modo mais eficiente, combatendo o capital marginal de quem adquire produtos menos essenciais, seus argumentos não merecem acolhida em sede de Recurso Voluntário. Fl. 448DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10970.000382/201038 Acórdão n.º 3802004.016 S3TE02 Fl. 447 5 Isso porque a classificação fiscal de mercadorias não é, em si, um princípio que permita escolhas conforme a finalidade do produto, ou mesmo a conveniência administrativa. É regra de direito, e, como tal, é de aplicação objetiva. Tanto assim que Ronald Dworkin, ao dispor sobre a diferença de consideração entre regras e princípios, foi extremamente feliz ao considerar: Denomino princípio um padrão que deve ser observado, não porque vá promover ou assegurar uma situação econômica, política ou social considerada desejável, mas porque é uma exigência de justiça ou eqüidade ou alguma outra dimensão da moralidade [...]. A diferença entre princípios jurídicos e regras jurídicas é de natureza lógica. Os dois conjuntos de padrões apontam para decisões particulares acerca da obrigação jurídica em circunstâncias específicas, mas distinguemse quanto à natureza da orientação que oferecem. As regras são aplicáveis à maneira do tudoounada. Dados os fatos que uma regra estipula, então ou a regra é válida, e neste caso a resposta que ela fornece deve ser aceita, ou não é válida, e neste caso em nada contribui para a decisão. (Levando os direitos a sério. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2007, pp. 3942) A seletividade, como princípio que é, ainda que tenha forte conotação normativa por ser obrigatória para o IPI nos termos do art. 153, § 3o, da CRFB, termina por ser orientadora das normas constantes da Tabela do IPI, a qual objetivamente impõe as alíquotas e critérios de classificação fiscal próprios. Desse modo, caso o contribuinte entenda que a Tabela do IPI contraria a seletividade ínsita ao imposto, deve se valer das vias próprias para tanto. Todavia, ao CARF não compete apreciar argüições de inconstitucionalidade das normas aplicáveis, conforme seu Regimento Interno e enunciado de Súmula n. 2. Logo, a escolha feita pelo Recorrente, espelhada no excerto abaixo, de classificar os produtos objeto do presente litígio quanto à finalidade, revelase em si equivocada, porquanto a classificação fiscal de mercadorias é feita com base nos critérios objetivamente dispostos na TIPI: Igualmente equivocada, ao meu ver, a tentativa de enquadramento do caso ao precedente trazido em seu Recurso Voluntário no processo 10380.007467/9612, pois ali se discutia a classificação fiscal de sacos plásticos utilizados para acondicionar alimentos, diferentemente de outras finalidades. Sacos plásticos sempre serão sacos plásticos, enquanto a distinção traçada no caso em tela diferencia a natureza do produto em si. E ainda na seara da seletividade, a arguição de que os produtos se destinam a desinfecção termina não se mostrando de muito alento, dado que as soluções ora analisadas permanecem com a mesma destinação – desinfecção –, resultando prejudicada uma discussão sobre o critério de discrímen adotado na distribuição de cargas tributárias aos diferentes produtos. Fl. 449DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 6 Indo mais além, a tarefa do Recorrente deveria ter se fiado em demonstrar, sim, que os compostos químicos indicados pela autoridade administrativa não desnaturam a característica dos produtos em serem um tipo – enquanto destinado para o mercado varejista – de “agentes orgânicos de superfície (exceto sabões); preparações tensoativas, preparações para lavagem (incluídas as preparações auxiliares) e preparações para limpeza, mesmo contendo sabão, exceto as da posição 34.01” (subgrupo 34.02 da TIPI, com denominação própria para venda a retalho no item 3402.20.00), para serem simples “hipocloritos de sódio” (item 2828.90.11 da TIPI). E nesse mister em especial, restou carente o Recurso Voluntário. O contribuinte agora opõe embargos porque, no seu entender, “EM MOMENTO ALGUM DO VOTO CONDUTOR DO R. ACÓRDÃO, RESTOU EVIDENCIADO QUAL CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL É O CORRETO PARA OS PRODUTOS EM TELA, AFASTANDO OS CRITÉRIOS APRESENTADOS PELA EMBARGANTE, MAS NÃO DEIXANDO CLARO QUAL O CRITÉRIO LEGAL DEVE PREVALECER” (grifos do original). Indo mais além, o embargante aduz: Pois bem. A autoridade administrativa classificou os produtos objeto da celeuma pela NCM 3402.20.00, e o Embargante pretende fazer valer a NCM 28.28.90.11. O capítulo 28 da TIPI possui as seguintes notas: Capítulo 28Produtos químicos inorgânicos; compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos, de elementos radioativos, de metais das terras raras ou de isótopos Notas. 1. Ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente Capítulo compreendem apenas: a) os elementos químicos isolados ou os compostos de constituição química definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas; b) as soluções aquosas dos produtos da alínea a) acima; c) as outras soluções dos produtos da alínea a) acima, desde que essas soluções constituam um modo de acondicionamento usual e indispensável, determinado exclusivamente por razões de segurança ou por necessidades de transporte, e que Fl. 450DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10970.000382/201038 Acórdão n.º 3802004.016 S3TE02 Fl. 448 7 o solvente não torne o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral; d) os produtos das alíneas a), b) ou c) acima, adicionados de um estabilizante (incluído um agente antiaglomerante) indispensável à sua conservação ou transporte; e) os produtos das alíneas a), b), c) ou d) acima, adicionados de uma substância antipoeira ou de um corante, com a finalidade de facilitar a sua identificação ou por razões de segurança, desde que essas adições não tornem o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. Dos autos se verifica a composição química dos produtos, apresentada pelo próprio contribuinte (fls. 66 e 67): Fl. 451DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 8 A simples presença de soda cáustica em um produto, e, além desta, perfume e barrilha leve no outro, já trazem à tona a exclusão do capítulo 28, pela nota 1, a e b. Ou seja, já seria impraticável dar provimento ao Recurso Voluntário, porque pretende uma classificação fiscal inadequada. Ainda assim, o Recorrente indaga, em sede de embargos, que o Acórdão não foi explícito sobre seu argumento de utilizarse das regras gerais de interpretação do Sistema Harmonizado. As regras gerais do SH poderiam ser utilizadas, caso fossem cabíveis. E, a rigor, o contribuinte deveria ter suscitado qual ou quais as regras gerais que ele pretende sejam aplicadas. Entrementes, é de conhecimento geral, no CARF e no Poder Judiciário, que o julgador não precisa pormenorizar todos os argumentos do Recorrente, caso esteja convencido de que sua tese não procede. Tal foi o que ocorreu no caso em tela. Fl. 452DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10970.000382/201038 Acórdão n.º 3802004.016 S3TE02 Fl. 449 9 Indo além, o embargante ainda insiste que “o Acórdão não foi específico quanto ao critério de classificação fiscal adotado” pela autoridade administrativa. Ora, se toda a celeuma é a divergência entre as NCM 28.28.90.11 e 34.02.20.00, ao dizer que uma está errada, automaticamente a outra está correta. O contrário seria se o CARF identificasse que a NCM 34.02.20.00 também fosse errada. Esse seria o caso de identificar nulidade por vício material, o que é dever de ofício do julgador no seu mister. Não compete ao CARF, portanto, ao apreciar um Recurso – para provêlo ou rejeitarlhe –, reforçar o argumento da autoridade administrativa. Compete apreciar as razões de recurso, e, nisso, verificar se merece provimento ou não o quanto suscitado pelo Recorrente. Isso não significa desnaturar o art. 142 do CTN, segundo o qual, ao meu ver, a autoridade administrativa deve demonstrar por que entende que está correta ao confrontar o sujeito passivo. Todavia, em sede recursal, o foco imediato é a tese do contribuinte, e de maneira mediata se verifica o lançamento. Ao analisar o lançamento, o Acórdão entendeu que este foi correto ao indicar a NCM 34.02.20.00. e, para que não restem dúvidas, segue abaixo a NCM em referência, acompanhada das notas do Capítulo: 34.02 Agentes orgânicos de superfície (exceto sabões); preparações tensoativas, preparações para lavagem (incluídas as preparações auxiliares para lavagem)e preparações para limpeza, mesmo contendo sabão, exceto as da posição 34.01. 3402.20.00 Preparações acondicionadas para venda a retalho 10 Capítulo 34 Sabões, agentes orgânicos de superfície, preparações para lavagem,preparações lubrificantes, ceras artificiais, ceras preparadas,produtos de conservação e limpeza, velas e artigos semelhantes,massas ou pastas para modelar, “ceras para dentistas”e composições para dentistas à base de gesso Notas. 1. O presente Capítulo não compreende: a) as misturas ou preparações alimentícias de gorduras ou de óleos animais ou vegetais dos tipos utilizados como preparações para desmoldagem (posição 15.17); b) os compostos isolados de constituição química definida; c) os xampus, dentifrícios, cremes e espumas de barbear e preparações para banho, contendo sabão ou outros agentes orgânicos de superfície (posições 33.05, 33.06 ou 33.07). (...) Fl. 453DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 10 3. Na acepção da posição 34.02, os agentes orgânicos de superfície são produtos que quando misturados com água em uma concentração de 0,5%, a 20°C, e deixados em repouso durante uma hora à mesma temperatura: a) originam um líquido transparente ou translúcido ou uma emulsão estável sem separação da matéria insolúvel; e b) reduzem a tensão superficial da água a 4,5x102 N/m (45dyn/cm), ou menos. Ora, o Embargante não apenas não buscou excluir a classificação fiscal pelo item 3 da Nota, como busca afastála por critérios principiológicos como seletividade e finalidade. Assim, a argumentação quanto à “composição química predominante do produto” não é suficiente para ilidir a ação fiscal: a Tabela do IPI adota um critério objetivo que transcende esse aspecto, seja no capítulo 28, seja no capítulo 34. Resta claro, portanto, não ter ocorrido qualquer contradição na decisão, nem mesmo omissão. Ao fundo, o embargante pretende rediscutir a matéria, o que não é cabível em sede de aclaratórios. Conclusão Diante do exposto, voto para rejeitar os presentes Embargos de Declaração, uma vez inexistentes as contradições e omissões suscitadas. Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc. Fl. 454DF CARF MF Impresso em 31/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 31/08/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/08/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
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Numero do processo: 10845.000524/2005-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 23 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3302-000.058
Decisão: Resolvem os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Rogério do Amaral S. Miranda de Carvalho, OAB/SP nº 120.627.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2015-01-14T14:56:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T15:52:19Z; Last-Modified: 2015-01-14T14:56:47Z; dcterms:modified: 2015-01-14T14:56:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:531ef45e-7f64-4472-8e58-ad3764f9641b; Last-Save-Date: 2015-01-14T14:56:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2015-01-14T14:56:47Z; meta:save-date: 2015-01-14T14:56:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-01-14T14:56:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T15:52:19Z; created: 2010-10-07T15:52:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-10-07T15:52:19Z; pdf:charsPerPage: 903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T15:52:19Z | Conteúdo => S3-C312 F1 . 500 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10845,000524/2005-35 Recurso n" 510 .172 Resolução n" 3302-00.058 — 3" Câmara / 2" Turma Ordinária Data 23 de agosto° de .2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente VOLCAFÉ LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Rogério do Amaral S. Miranda de Carvalho, OAB/SP n 120,627. (Assinado digitalmente.) Walber José da Silva — Presidente (Assinado digitalmente.) José Antonio Francisco — Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Andréa Medrado Darze, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Processo o" 10845.000524/2005-35 S.3-C.3 E 2 Resolução n 3302-00 ,058 Fl 501 RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. 353 a 367) apresentado em 12 de maio de 2009 contra o Acórdão n' 16-20.973, de 2 de abril de 2009, da 9 1̀ Turma de Julgamento da DR.I São Paulo 1/ SP (fls.. 328 a 350), que, relativamente a declaração de compensação apresentada pela Interessada em 25 de fevereiro de 2005 de PIS não cumulativo dos per iodos de agosto de 2004 e janeiro de 2005, indeferiu sua solicitação, nos termos da ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício 2004, 200,5 PETIÇÃO À ADMINISTRAÇÃO PUBLICA AÇÃO JUDICIAL CONCOMITANCIA INOCORRÊNCIA Cabe apreciar o pkito cio contribuinte no que loca à matéria não submetida à apreciação da Justiça Ocorre que, notando-se de mofá ia submetida à apreciação cio Poder Judiciário, apenas não se conhece da manifestação de incorrfbrmidade, quanto ao mérito, quando se tenha o mesmo objeto da ação judicial, em respeito ao principio da unicidade de jurisdição contemplado na Constituição Federal de 1988 PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DOS AIOS ADMINISTRATIVOS INOCORRÊNCIA DE NULIDADE Á Administração Pública, para assegurar-lhe a autoridade necessária à consecução de seus fins, são-lhe outorgados pi errogativas e privilégios que permita assegurar a sul» emacia do inter esse público sobre o particular. Entre estes privilégios tem-se a pi esunção veracidade dos seus aios PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PERÍCIA CONIABIL DILIGÊNCIAS PRESCINDIBILIDA DE A diligência ou pericia contábil objetiva subsidiar a convicção do Julgador e não inverter o ônus da prova já definido na legislação A pericia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde do litigio, não se Justificando, quando o fato puder ser denronstrado pela juntada de documentos É prescindivel a "retida quando presentes, nos autos, os elementos necessários e suficientes à fbi mação da convicção do .fidgacloi para proferir sua decisão MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE ALEGAÇÃO SEM PROVAS Cabe ao contribuinte no momento da impugnação trazer ao julgado todos os dados e documentos que entende comprovadores dos fatos que alega Solicitação indeferida O pedido -foi inicialmente indeferido pelo despacho decisório de fls. 22 a 36 em 14 de março de 2008, com base na informação fiscal de fl. 15, cujo teor foi o seguinte: 2 Processo n" I 0845.00052412005-35 S3-C31 2 Resolução o" 3392-00.058 l'I. 502 Encerrada a ação fiscal no contribuinte supracitado e identificado, em cumprimento ao MPF2007-00341-8, temos a relatar o quanto segue. 1. O pi acesso em tela refere-se a Declaração de Compensação elaborada pelo contribuinte, que pretende utilizar-se de crédito no montante de R$ 244 845,00 para compensação com idêntico valor de débito, apurado em 200.5 .2 A ação fiscal teve inicio em 15/10/2007, conforme termo lavrado cio qual o contribuinte tomou ciência em 17/10/2008, posteriormente, foi ele reintimado conforme termo de 17/12/2007, com ciência na mesma data, finalmente, em 20/12/2007, requereu a prorrogação de prazo para atender plenamente o Fisco, o que não ocorreu (cópias de termos e requerimento em anexo) 3 De fato Embora o contribuinte encontre-se com os livros comerciais e fiscais escriturados, não identificou (nem o demonstrou) os valores componentes do cálculo por ele efetuado e que resultou no crédito pleiteado, bem COMO não identificou quais os valores cio período mencionado, e os de seus respectivos saldos inicial e final Em síntese, não apresentou demonstrativo analítico dos valores que resultaram no total indicado como crédito, no mesmo sentido quanto ao débito objeto de compensação 4 Exerce o contribuinte o seu pretenso direito à compensação de seu suposto crédito, mas, "COIlditiO Sine qua F1011 ", não o demonstra,- inviabilizo, assim, qualquer verificação dos valores componentes de tal crédito com os lançamentos contábeis e respectivos documentos fiscais nos quais se fundamenta Isto posto, não tendo como atestar a liquidez e certeza do valores objeto do presente processo, propomos o seu retomo ao setor ck origem para as providências na esfera de sua competência Era o que tínhamos a informar. De acordo com o despacho decisório: Os créditos da Contribuição para o PIS/PASEP, no regime da não cumulatividade, apurados com base em autorização legal, devem ser escriturados e controlados contabilmente, conforme determinam os §.§ 82, 92 e 10 clo Artigo 30 da Lei n 10.637/2002. Na hipótese de a pessoa jurídica .sujeitar-se à incidência não-cumulativa do P1S/PASEP, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclu,sivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas Portanto, devem ser comprovados os custos, despesas e encargos que geraram os créditos. A falta de comprovação dos créditos alegados não permite a homologação da compensação Na manifestação de inconformidade apresentada em 21 de maio de 2008 (fls. 42 e segs.), a interessada requereu inicialmente a análise conjunta dos processos administrativos n" "10845, 000186/ 2006- 12, 10845, 000184/ 2006- 23, 10845. 000398/ 2006- 08, 10845. 000399/ 2006- 44, 10845, 000524/ 2005- 35, 10845. 001219/ 200561, 10845. 001220/ 2005- 95. 10845. 003161/ 2005- 90, 10845, 003162/ 2005- 34, 10845. 003414/ 2005- 35, 10845. 003415/ 2005- 70, 10845, 003528/2004- 94, objetos da mesma diligência fiscal." 3 Processo ri" 10845.000524/2005-35 S3-C3 12 Resoluçao n" 3.3O2-4)9.Ü5 11 503 A seguir, fez um "histórico da lide", mencionando as intimações efetuadas pela Fiscalização e as respostas apresentadas, Afirmou que, "Inexplicavelmente, em 07/02/2008, data próxima à prorrogação acima narrada, a Impugnante recebeu do Sr. Fiscal um 'Termo de Encerramento de Ação Fiscal', tomando por encerrado todos os procedimentos fiscais existentes, tendo em vista que .foram encaminhados os documentos solicitados e a planilha com os valores apurados/compensados haviam sido enviadas para o Sr. Fiscal responsável pela auditoria. (Doe. n' 5-B anexo).." Acrescentou que, "Embora a Impugnante já houvesse dado por encerrada a auditoria fiscal, uma vez que desde dezembro não ocorrera mais qualquer comunicação ou visita do Sr.. Fiscal, para evitar dúvidas, a Impugnante apresentou junto à Delegacia da Receita Federal no dia 13/03/2008 correspondência informando sobre os fatos ocorridos e sobre a .. apresentação dos documentos solicitados, reafirmando que todos os documentos estavam à disposição da fiscalização para análise, nos moldes • do anteriormente pactuado com o Sr. Fiscal (Doe, n' 6-8 anexo)." Passou a defender o direito de crédito, com base na legislação vigente. Requereu, também, um pedido de perícia, indicando perito e os seguintes quesitos: I Possui a Impugnante seus livros revestidos das fbrinalidades legais e estão eles regular incute escriturados, sem 7 camas, emendas ou vícios que OS possam invalidar? 2. As compras de cri/és para exportação estão escrituradas corretamente ? 3 Não é verdade que as vendas para o exterior são imunes de PIS/COFINS, gerando crédito tributário ? 4 A legislação federal autoriza a compensação dos créditos excedentes na quitação dos débitos dos demais tributos correntes da pessoa juridica Isso fèito pela Impugnante ? 5 As obrigações acessórias do per iodo falam apresentadas ? 6 Os créditos aproveitados acorreram confim me as permissivas legais 7 Preste o Sr Perito as necessárias infirtmações que achar pertinentes, no sentido da possibilidade da apuração do resultado da Impugnante através da documentação cuja apresentação está sendo aqui requer ida Dentre os documentos apresentados pela Interessada, constaram cópias de impugnação apresentada contra um auto de infração (fls. 162 e segs.) lavrado no processo IV 1598100010312005-76 (lis. 135 e segs.), de processo judicial relacionado àquele processo (Os. 183 e segs.). Nas Os, 254 a 268, requereu correção do pedido de compensação anteriormente apresentado, relativamente à indicação da origem do crédito. 4 Processo n" 0845 000524/2005-35 S3-C3T2 Resolução ii" 3302-00.058 11 504 A DRJ, no entanto, indeferiu a solicitação, conforme ementa anteriormente reproduzida, No recurso, que foi acompanhado dos documentos de fls, 368 a 451, após fazer novo histórico do processo, a Interessada alegou e requereu o seguinte: 48 Alega a decisão recorrida que não é possível se atender ao pedido de prova em virtude de negativa geral do contribuinte, além de não haver no procedimento administrativo novas provas relativas ao direito de crédito 49. Pois bem, a função do procedimento fiscal administrativo é se evitar que se mandem ao judiciário processos que poderiam ter se findado pela análise da administração 50. Há nos autos vestígio de prova que não pode ser desprezado, sob pena de tornar a forma superior ao mérito. Agora a Recorrida junta nova prova que demonstra a má prática da Fiscalização, que reafirma o seu direito de provar que tinha crédito suficiente e apenas o Sr. Fiscal não buscou analisar os documentos que lhe foram facultados 51 Da mesma fbrma, fincada no Art. 38 da Lei n° 9.784/99, a Recorrente pediu a juntada de novos elementos para a instrução processual, que só estão sendo conseguidos agora. Verifique-se que o Sr. Fiscal esteve por mais de .2 anos em auditoria e não conseguiu efetuar seu trabalho. 52. Ainda, em breve a Recorrente juntará aos autos prova de Auditoria Evterna Independente, já elaborada pela KPMG, mas ainda pendente de lavratura do termo final, que apurou a existência de crédito suficiente para a quitação dos tributos lançados pela Recorrente nas Per/DComp. 53 Assim, para que não se mantenha lançamento fiscal SC111 base contábil, reitera o pedido de perícia ou diligência, inicia/mente formulado 54. Em face do exposto, pede e espera a Recorrente seja totalmente acolhido o presente recurso para o fim de ser reconhecido o direito total ao crédito tributário constante do processo administrativo 55 Pede ainda, seja o julgamento convertido em diligência, em face da farta prova que há nos autos, que demonstra o erra na fiscalização, e que demonstrará a existência de créditos [ .1 Apresentou, nas fis, 39.3 a 401, "laudo pericial contábil", relativo a ação judicial cautelar apresentada pela Interessada (processo 2008.61.04.007658-1), com o objetivo de verificar o especificado no termo de diligência de fis. 403 e 404. Apresentou, também, cópia de proposta de prestação serviços profissionais firmada com empresa de auditoria, "para a revisão dos Pedidos Eletrônicos de Restituição/Compensação - PER/DCOMP apresentados pela Volcafé à Receita Federal do Brasil - RFB, referentes ao período de Dezembro de 2002 a Dezembro de .2007," Processo n" 10845,000524/2005-35 S.3-C312 Resoluçilo n " 3302-00,058 1./ 505 Em 30 de junho de 2009, a Interessada apresentou o requerimento de fls.. 457 e segs., apresentando o resultado da referida auditoria em dois anexos, relativamente à regulação dos pedidos e aos demonstrativos de cálculos. Quanto à regularização (fis. 473 e segs), .foram apresentadas considerações sobre a adoção de conta contábil única para registro dos créditos de PIS e Cotins e a consequência de haver ocasionado compensações indevidas de PIS; sobre a compensação de débitos da Cofins utilizando créditos de PIS sem a elaboração de PER/DCOMP; sobre as compensações indevidas de PIS; sobre a falta de acréscimo de juros e multa de mora e a sua regularização; sobre a necessidade de retificação das declarações; sobre a apresentação de PER/DCOMP em .formulário papel para os períodos de janeiro e fevereiro de 2006, em desacordo com a IN SRF n" 598, de 2005; sobre a elaboração de "pedidos de ressarcimento infirmando os créditos relativos a um único mês e com valor correspondente ao debito compensado"; sobre compensação não identificadas no livre Razão; sobre a apropriação indevida de despesas diversas para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2007 (PIS) e fevereiro de 2004 a janeiro de 2007 (Cotins); sobre a apropriação indevida de despesas de estufagens, transporte nas docas, taxa de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefone, taxa de manutenção de PAI3X. Quanto aos cálculos, a auditoria apresentou demonstrativos resumidos de fls.. 490 e segs. É o relatório. 6 7 ' Processo IV 10845 000524/2005-35 S3-C312 Resolução n "3302-00,058 Fl. 506 VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendo-se tomar conhecimento. O indeferimento inicial do pedido ocorreu à vista de uma consideração da Fiscalização, resumida na afirmação de que a Interessada não teria demonstrado o direito. Tal afirmação não foi acompanhada de instrução de maiores informações ou documentos, ao menos por amostragem, das razões específicas da falta de prova. Por outro lado, a Interessada esforçou-se ao máximo para demonstrar que, antes da finalização da ação fiscal, teria tentado apresentar a documentação. Paru isso, apresentou até ação judicial, no âmbito da qual requereu diligência para provar suas alegações. Além disso, na fase recursal, apresentou nova documentação e parecer de auditoria fiscal, com base no que requereu o provimento do recurso, à vista de haver tido demonstrado ter saldo suficiente para as compensações. A auditoria fiscal, por sua vez, revelou haver problemas formais e materiais com as declarações de compensação e com a apuração dos créditos. Diante desse contexto, é preciso converter o julgamento do recurso em diligência, com a finalidade de esclarecer o seguinte; 1) Especificamente, quais as razões do indeferimento inicial (se falta de apresentação de documentos ou se os livros não permitiam a apuração e, nesse ultimo caso, se há alguma incompatibilidade em relação ao apurado na auditoria apresentada pela interessada), 2) Verificar se os seguintes problemas formais com as declarações de compensação eram sanáveis e se foram resolvidos: a) a adoção de conta contábil única para registro dos créditos de PIS e Cofins e a consequência de haver ocasionado compensações indevidas de PIS; b) compensação de débitos da Cotins utilizando créditos de PIS sem a elaboração de PER/DCOMP; c) compensações indevidas de PIS; sobre a falta de acréscimo de ,juros e multa de mora e a sua regularização; d) necessidade de retificação das declarações; sobre a apresentação de PER/DCOMP em formulário papel para os períodos de janeiro e Fevereiro de 2006, em desacordo com a IN SRF n 598, de 2005; e) elaboração de "pedidos de ressarcimento informando os créditos relativos a um único mês e com valor correspondente ao debito compensado"; f) compensações não identificadas no livro Razão; g) apropriação indevida de despesas diversas para os períodos de dezembro de 2002 a janeiro de 2007 (PIS) e -fevereiro de 2004 a janeiro de 2007 (Cofins); h) apropriação indevida de despesas de estufagens, transporte nas docas, taxa de entrada e saída com descarga de caminhões, seguros, telefone, taxa de manutenção de PABX.. 3) Esclarecer se a apuração dos créditos foi, de fato, demonstrada após a auditoria, e se se, por amostragem, a critério da Fiscalização, os cálculos estão corretos e são suficientes para a compensação, abrangendo, eventualmente, juros e multa de mora. Processo n" 10845.000524/2005-35 S3-C312 Resolução n 3302-00,058 F 507 Ademais, a Interessada deverá ser intimada a apresentar certidão de objeto-e-pé da ação judicial cautelar apresentada e cópias de eventuais nela decisões proferidas. As questões de apresentação de documentação e provas devem ser analisadas e relatadas pela Fiscalização em termo circunstanciado, Posteriormente, os aspectos formais e materiais das declarações de compensação devem ser analisados pela seção competente da Sacat ou seção equivalente, que também deverá lavrar relatório conclusivo, dando ciência de ambos os relatórios à recorrente, que poderá apresentar resposta no prazo de trinta dias. Sala das Sessões, em 23 de agosto de 2010 (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco
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Numero do processo: 11128.006235/2003-46
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 03 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Data do fato gerador: 13/03/2003
ROVIMIX. VITAMINAS. POSIÇÃO 2309. EXCLUDENTE DA NESH. SUBSTÂNCIAS ACRESCENTADAS QUE TORNAM AS MERCADORIAS (VITAMINAS) PARTICULARMENTE APTAS PARA USOS ESPECÍFICOS DE PREFERÊNCIA À SUA APLICAÇÃO GERAL. LAUDO PERICIAL.
Restando comprovado através de laudo pericial que (i) as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos modificam o caráter de vitaminas das mercadorias, e (ii) que as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos tornam as mercadorias (vitaminas) particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral, não se aplica a excludente prevista nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (NESH) referente à posição 2309, que trata das PREPARAÇÕES DOS TIPOS UTILIZADOS NA ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3202-000.844
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Júnior declarou-se impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, a advogada Daniela Cristina Ismael Floriano, OAB/SP nº. 257.862.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator ad doc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Rodrigo Cardozo Miranda, Charles Mayer de Castro Souza, Adriene Maria de Miranda Veras e Luís Eduardo Garrossino Barbieri.
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 13/03/2003 ROVIMIX. VITAMINAS. POSIÇÃO 2309. EXCLUDENTE DA NESH. SUBSTÂNCIAS ACRESCENTADAS QUE TORNAM AS MERCADORIAS (VITAMINAS) PARTICULARMENTE APTAS PARA USOS ESPECÍFICOS DE PREFERÊNCIA À SUA APLICAÇÃO GERAL. LAUDO PERICIAL. Restando comprovado através de laudo pericial que (i) as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos modificam o caráter de vitaminas das mercadorias, e (ii) que as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos tornam as mercadorias (vitaminas) particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral, não se aplica a excludente prevista nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (NESH) referente à posição 2309, que trata das PREPARAÇÕES DOS TIPOS UTILIZADOS NA ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 13/03/2003 ROVIMIX. VITAMINAS. POSIÇÃO 2309. EXCLUDENTE DA NESH. SUBSTÂNCIAS ACRESCENTADAS QUE TORNAM AS MERCADORIAS (VITAMINAS) PARTICULARMENTE APTAS PARA USOS ESPECÍFICOS DE PREFERÊNCIA À SUA APLICAÇÃO GERAL. LAUDO PERICIAL. Restando comprovado através de laudo pericial que (i) as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos modificam o caráter de vitaminas das mercadorias, e (ii) que as substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos tornam as mercadorias (vitaminas) particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral, não se aplica a excludente prevista nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (NESH) referente à posição 2309, que trata das “PREPARAÇÕES DOS TIPOS UTILIZADOS NA ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS”. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Júnior declarouse impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, a advogada Daniela Cristina Ismael Floriano, OAB/SP nº. 257.862. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Charles Mayer de Castro Souza – Relator ad doc AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 62 35 /2 00 3- 46 Fl. 261DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 262 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Rodrigo Cardozo Miranda, Charles Mayer de Castro Souza, Adriene Maria de Miranda Veras e Luís Eduardo Garrossino Barbieri. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto por DSM Produtos Nutricionais Brasil Ltda., atual denominação de Roche Vitaminas do Brasil Ltda. (fls. 99 a 107), contra o v. acórdão proferido pela Colenda 2ª Turma da DRJ II de São Paulo – SP (fls. 87 a 95) que, por unanimidade, considerou procedente o lançamento consubstanciado no auto de infração de fls. 01 a 14. Conforme se depreende dos autos, a questão controvertida diz respeito à classificação fiscal de três mercadorias, constantes e descritas, respectivamente, nas adições 006, 008 e 010 da Declaração de Importação nº 03/02083086, registrada em 13/03/2003, nos seguintes termos: • Adição 006: Vitamina B2 (R1BOFLAVINA), Nome Comercial ROV1MIX B2 80 SD, Uso: Animal, Qualidade: Industrial, Aplicação: Alimentação Animal. • Adição 008: Ácido L Ascórbico, Nome Comercial: ROVIM1X CEC, Uso: Animal, Qualidade: Industrial, Aplicação: Alimentação Animal; e • Adição 010: Vitamina E 50% Tipo SD, Uso: Animal, Aplicação: Indústria Farmacêutica. Na espécie, enquanto a contribuinte classificou as mercadorias, respectivamente, nas posições 2936.23.10, 2936.27.10 e 2936.28.12, a autoridade fiscal entendeu que as duas primeiras mercadorias deveriam ser classificadas na posição 2309.90.90, pois seriam "Preparações especificamente elaboradas para serem adicionadas à ração animar', e a terceira na posição 3824.90.89. A propósito, por bem descrever a controvérsia, especialmente os detalhes específicos dos presentes autos, mister transcrever o relatório apresentado no v. acórdão recorrido, verbis: A empresa submeteu à despacho, através da declaração de importação n" 03/02083086, registrada em 13/03/2003, além de outros, os produtos descritos nas adições 6, 8 e 10 como ROVIMIX b2 80 SD, ROVIMIX CEC e vitamina e 50% tipo SD, classificandoos, respectivamente, nos códigos 2936.23.10, como vitamina b2 (riboflavina), 2936.27.10, como vitamina c não misturada e 2936.28.12, como acetato de d ou dlalfa tocoferol, não misturados. Realizadas análises em amostras dos produtos, a FUNCAMP fundação de desenvolvimento da UNICAMP, conforme laudos fls.47, 53 e 58, concluiu tratarse de: Fl. 262DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 263 3 ROVIMIX B2 80 SD: preparação constituída de vitamina B2 (riboflavina) e polissacarídeo (excipiente), na forma de microesferas, a ser utilizada pelas indústrias formuladoras de ração, sendo uma preparação especificamente elaborada para ser adicionada à ração animal e/ou prémisturas, ressaltando ainda que o polissacarídeo não se trata de antiaglomerante, impureza, estabilizante e nem de agente antipoeira, acrescentando, ainda, que, em função do uso específico a que se destina, adição à ração animal ou prémisturas para o mesmo fim, verificase a razão de a vitamina B2 encontrarse preparada dessa forma. ROVIMIX CEC: preparação constituída de ácido ascórbico (vitamina c) e derivado de celulose, na forma de grânulos, sendo uma mercadoria destinada a ser adicionada ci ração animal, ressaltando ainda que a celulose modifica as propriedades físicoquímicas e o modo de ação da vitamina, prolongando a ação no aparelho digestivo. vitamina e 50% tipo sd: preparação constituída de acetato de vitamina e e excipientes como matéria proteica e polissacarídeo, na forma de pó, ressaltando ainda que os excipientes não têm função de antiaglomerantes, impurezas, estabilizantes e nem de agentes antipoeira, acrescentando, ainda, que, de acordo com o Literatura Técnica, mercadorias dessa natureza são utilizadas em formulações de suplementos vitamínicos e de medicamentos, na forma sólida, para tratamento e profilaxia de deficiência de vitamina E. A FUNCAMP Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP ressalta ainda que o ácido ascórbico, a Riboflavina, sem a presença de excipientes e o acetato de tocoferol, de constituição química definida, já foram objetos de análise do LAB ANA, havendo cópias anexas aos autos. Com base na supracitada análise, a Fiscalização, em ato de revisão aduaneira, desclassificou os enquadramentos tarifários adotados pela importadora, reclassificando o Rovimix B2 80 SD e o Rovimix CEC no código NCM 2309.90.90, como Outras Preparações dos tipos utilizados na alimentação animal e a Vitamina E 50% tipo SD no código NCM 3824.90.89, como preparações orgânicas não compreendidas em outras posições. Em conseqüência, lavrouse o Auto de Infração de fls. 01 a 12, pelo qual o contribuinte foi intimado a recolher ou a impugnar o lançamento relativo à diferença de Imposto de Importação e de IP1, juros de mora, multa de mora, prevista no art. 61, § 2" da Lei 9430/96, multa por erro de classificação, prevista no art. 84 da MP 2.158, de 23/08/2001, e multa por falta de recolhimento de IPI, prevista no 80, I da Lei 4502/64, com a redação dada pelo art. 45 da Lei 9430/96. Discordando da exigência fiscal, a autuada impugnou (fls. 75 a 79) o Auto de Infração, apresentando, sucintamente, em sua defesa, as razões a seguir: Fl. 263DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 264 4 considerar as mercadorias como preparações do Capítulo 23 por conterem excipientes admitidos pela NESH, com função de proteger as vitaminas ê interpretação equivocada; com relação à Vitamina D3 (vitamina similar), a Decisão COA NA 004/99 não deixa dúvidas de que é cabível a classificação 2936.29.21 quando adsorvida em sílica expandida, contendo no mínimo 500000 unidades internacionais de vitamina D3 por grama sólido; com relação à Vitamina B2, a Decisão CO AN A 011/99 não deixa dúvidas de que é cabível a classificação 2936.23.10 quando associada a uma substância antipoeira); a mistura de excipientes às vitaminas não as torna preparações; as NESH da posição 2936 incluem os produtos em questão neste capítulo, posto que houve uma evolução não assimilada pelo laboratórios oficiais; as NESH do capítulo 38 prevêem a exclusão da mercadoria despachada na adição 10; as multas não podem prosperar em virtude de ter havido classificação correta e por ter desconsiderado o licenciamento automático, posto que não seria necessário novo licenciamento visto que as mercadorias despachadas foram as encontradas nos laudos oficiais; requer a acolhida do presente arrazoado. E o Relatório. A ementa do v. acórdão ora recorrido, que manteve o lançamento na sua integralidade, é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 13/03/2003 Classificação de vitamina C e de vitamina B2 adicionados de derivado de celulose e de polissacarídeo. Os produtos identificados por análise laboratorial como preparações constituídas de Ácido Ascórbico e derivado de celulose e Vitamina B2 e polissacarídeo, utilizadas para o fim específico de compor ração animal, classificamse corretamente no código 2309.90.90, por aplicação da Regra de Interpretação do SH n" 1, combinada com a regra 6 e com a RGC1, sendo cabível a exigência fiscal Classificação de vitamina E adicionada de matéria proteica e polissacarídeo. Identificação laboratorial como preparação constituída de acetato de tocoferol e excipientes não é conclusiva para que se classifique o produto na posição 3824, restando incabível o crédito exigido. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 265 5 Lançamento Procedente em Parte. A DRJ, em síntese, apontou que os laudos oficiais (i) são taxativos ao afirmar que as mercadorias cm apreço se tratam efetivamente de preparações e (ii) que os excipientes não são estabilizantes, o que impossibilita a aplicação das NESH da posição 2936. Outrossim, asseverou que pelas Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado e pelas NESH uma preparação constituída de vitamina B2 ou C mais substâncias orgânicas nutritivas, c suscetível de enquadrarse como uma preparação destinada a entrar na fabricação dos alimentos "completos" ou "complementares" da alimentação animal, ainda mais considerandose que a própria impugnante admite que a mercadoria é um suplemento vitamínico para alimentação animal. No tocante à vitamina E 50% tipo SD, asseverouse que o que está efetivamente descartada é a classificação no capítulo 29, em razão de os excipientes não terem função de antiaglomerantes, impurezas, estabilizantes e nem de agentes antipoeira. No entanto, concluiu se que não havendo maiores informações no laudo, limitandose a dizer que relativamente ao acetato de tocoferol e excipientes, no presente caso, devemos considerar imprópria a reclassificação para a posição 3824, posição qualificada apenas para preparações não compreendidas em outras posições. Irresignada, a contribuinte reiterou os termos da sua impugnação, propugnando pela aplicação à espécie das Decisões COANA n° 2, de 29/04/1999, publicada no DOU de 16/12/1999 e n° 11, de 21/06/1999, publicada no DOU de 16/12/1999, que atribuíram como classificação mais adequada para à VITAMINA "E" 50 — 500.000 UI internacionais o item 2936.28.12, a mesma mercadoria despachada objeto da presente lide (Adição 010) e a VITAMINA B2 80 SD 800.000 UI internacionais (Adição 006), o item 2936.23.10, que demonstram que houve de fato uma modificação significativa nesta interpretação, que não pode ou deve ser descartada. Além disso, aduziu que a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes já julgou a classificação de mercadoria idêntica à dos presentes autos, qual seja, Vitamina adicionada de Polissacarídeos, um excipiente admitido pela NESH, adotando a classificação fiscal na posição 2936 e, por conseguinte, dando provimento ao recurso voluntário. Através da Resolução nº 320200006, de 19/10/2009, os membros deste Colegiado resolveram baixar os autos de em diligência, a fim de que a FUNCAMP esclarecesse os seguintes pontos: (i) As substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos modificam o caráter de vitaminas das mercadorias? (ii) As substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos tornam as mercadorias (vitaminas) particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral? É o Relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator ad doc. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 266 6 O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Por decisão superior, os presentes autos foram a mim encaminhados para promover a formalização do voto condutor do acórdão, uma vez que o Relator originário já não mais integra este Colegiado. Façoo com base na minuta de voto a mim enviada por refletir a decisão adotada pela então Turma Julgadora, motivo por que passo a reproduzila in totum: Presentes os requisitos de admissibilidade, entendo que o presente recurso merece ser conhecido. No tocante à questão controvertida nos presentes autos, referente às mercadorias constantes das três adições da DI, que a contribuinte classificou na posição 2936, enquanto que a autoridade fiscal as classificou na posição 2309, é de se destacar, inicialmente, que ao dispor sobre a posição 2309, que trata das “PREPARAÇÕES DOS TIPOS UTILIZADOS NA ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS”, as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (NESH) estabelecem o seguinte: “Excluemse da presente posição: (...) e)As vitaminas, mesmo de constituição química definida, misturadas entre si ou não, mesmo apresentadas em um solvente ou estabilizadas por adição de agentes antioxidantes ou antiaglomerantes, por adsorção em um substrato ou por revestimento, por exemplo, com gelatina, ceras, matérias graxas (gordas*), desde que a quantidade das substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos não modifiquem o caráter de vitaminas e nem as tornem particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral (posição 29.36).” (grifos e destaques nossos) Assim, para afastar qualquer dúvida porventura existente acerca das mercadorias (vitaminas), e verificar se a excludente acima, atinente à posição 2309, é aplicável ou não à hipótese dos presentes autos, o julgamento do recurso voluntário foi convertido em diligência para que fossem respondidas as seguintes perguntas: (i) As substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos modificam o caráter de vitaminas das mercadorias? Justificar a resposta. (ii) As substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos tornam as mercadorias (vitaminas) particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral? Justificar a resposta. As respostas, conforme relatado, foram em sentido positivo para ambas as indagações. Sendo assim, não se aplica à presente hipótese a excludente da NESH da posição 2309, ou seja, a classificação das vitaminas deve se dar exatamente nessa posição. Fl. 266DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11128.006235/200346 Acórdão n.º 3202000.844 S3C2T2 Fl. 267 7 Razão assiste, portanto, à autoridade fiscal. Por conseguinte, em face de todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 267DF CARF MF Impresso em 03/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 9/07/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 02/08/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
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Numero do processo: 10980.008808/2003-53
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu May 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1998
RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ACÓRDÃOS CONVERGENTES.
Nos casos em que os acórdãos recorrido e paradigma são convergentes, impossível o conhecimento do Recurso Especial, pois não se caracteriza a divergência jurisprudencial requisito de admissibilidade.
Numero da decisão: 9101-002.138
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Declarou-se impedido de participar do julgamento, o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR - RELATOR
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, ADRIANA GOMES REGO, KAREM JUREIDINI DIAS, LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Conselheiro Convocado), ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ (Vice-Presidente), HENRIQUE PINHEIRO TORRES (Presidente-Substituto).
Nome do relator: JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1998 RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ACÓRDÃOS CONVERGENTES. Nos casos em que os acórdãos recorrido e paradigma são convergentes, impossível o conhecimento do Recurso Especial, pois não se caracteriza a divergência jurisprudencial requisito de admissibilidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Declarouse impedido de participar do julgamento, o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR RELATOR Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, ADRIANA GOMES REGO, KAREM JUREIDINI DIAS, LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Conselheiro Convocado), ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ (VicePresidente), HENRIQUE PINHEIRO TORRES (PresidenteSubstituto). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 88 08 /2 00 3- 53 Fl. 508DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/0 5/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUN IOR 2 Relatório Tratase de Recurso Especial de divergência interposto pela FAZENDA NACIONAL com fundamento no artigo 7º, inciso II, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25 de junho de 2007. O presente processo administrativo é decorrente de Auto de Infração lavrado para constituição de crédito tributário relativo ao IRPJ e CSLL, cujos fatos geradores se deram nos meses de março, junho, setembro e dezembro do ano calendário de 1998, exercício 1999, pois a fiscalização concluiu que o contribuinte teria deixado de oferecer à tributação os ganhos mensais auferidos nas transações com vendas de títulos, quando apresentou DIPJ do referido ano. A ciência do Auto, pela contribuinte, se deu em 01/09/2003. A Fazenda Nacional Insurgiuse contra o acórdão nº 19300.068, proferido pelos membros da Terceira Turma Especial do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, na parte em que, por unanimidade de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer a decadência, nos termos do disposto no artigo 150, §4º do CTN e, consequentemente, julgar improcedente o lançamento em relação ao 1º e 2º trimestre de 1998. O acórdão recorrido foi assim ementado: “IRPJ – IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA e CSLL – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – Recurso Parcial. Decadência nos termos do art. 150, §4º do Código Tributário Nacional. Recurso provido.” A recorrente, nas razões recursais, alegou que o acórdão recorrido diverge da legislação que rege a matéria, bem como da jurisprudência mantida por este E. Conselho de Contribuintes e pelo E. Superior tribunal de Justiça sobre o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários sujeitos a lançamento por homologação quando não houver recolhimento antecipado do imposto, devendo, portanto, ser reformado. Afirmou que o prazo decadencial para a constituição do respectivo crédito tributário, não havendo recolhimento antecipado do tributo sujeito ao lançamento por homologação, deve ser aquele disposto no art. 173, I, do CTN, e não pelo art. 150, §4º, do mesmo diploma legal, como ocorreu no caso em questão. Trouxe como paradigma o acórdão 10707.968, assim ementado: “IRPJ. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RECOLHIMENTO DE TRIBUTO COM INSUFICIÊNCIA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DESLOCAMENTO DO COMANDO LEGAL PARA O Fl. 509DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/0 5/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUN IOR Processo nº 10980.008808/200353 Acórdão n.º 9101002.138 CSRFT1 Fl. 509 3 INCISO I, ART. 173 DO CTN. Na hipótese em que o recolhimento dos tributos sujeitos a lançamento por homologação ocorre em desconformidade com a legislação aplicável e, por conseguinte, procedese ao lançamento de ofício (CTN, art. 149), o prazo decadencial de cinco anos, nos termos do art. 173, I, do CTN, tem início no primeiro dia do exercício seguinte (de ofício) que poderia ter sido realizado. STJ. REsp. 182.241SP., Relator Min. João Otávio Noronha. Julgado em 03.02.2005.” Em sede de exame de admissibilidade foi dado seguimento ao Recurso Especial. O contribuinte apresentou contrarrazões, alegando, em síntese, que (i) diante do que deliberou a 7ª Câmara (paradigma) e o que deliberou a Turma Especial da 3ª Câmara (acordão recorrido), ocorreu convergência de decisões, não merecendo conhecimento o recurso da Fazenda Nacional; e (ii) que, no caso, não houve omissão na entrega de sua declaração de rendimentos do anocalendário de 1998, já que a entrega está comprovada pelo documento juntado pela fiscalização ao processo, devendo, então, ser aplicado ao processo o instituto da decadência, nos termos do artigo 150,§4º do CTN. É o relatório. Voto Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR RELATOR O Recurso é tempestivo, entretanto não preenche todos os requisitos de admissibilidade. Com efeito, não se caracterizou a divergência jurisprudencial suscitada pela Fazenda Nacional, senão vejamos. O cerne da questão restringese à definição do dispositivo legal aplicável ao lançamento tributário em análise: o artigo 173, inciso I, ou o artigo 150, §4°, ambos do CTN. A Fazenda Nacional, em sede de Recurso Especial, sustentou que nos casos em que “o contribuinte não antecipa o pagamento dos tributos recolhidos mediante “lançamento por homologação”, a contagem do prazo decadencial deverá se dar com fulcro no artigo 173, inciso I, do CTN.” Afirmou que este é o entendimento jurisprudencial majoritário e trouxe o acórdão 104707.968 para demonstrar a divergência arguida. Ocorre que, no cotejo entre os acórdãos recorrido e paradigma, não encontramos divergência de entendimento, senão vejamos. Fl. 510DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/0 5/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUN IOR 4 No acordão recorrido, o voto condutor reconheceu a decadência, nos termos do artigo 150, §4º do CTN, do direito do Fisco de formalizar o lançamento relativo aos fatos geradores ocorridos nos dois primeiros trimestres de 1998, já que a ciência do contribuinte se deu em 1/09/2003. No acórdão paradigma, em que pese todas as ressalvas expostas no voto condutor, o Relator concluiu: “Entretanto, reconheçase, não ser esse o posicionamento majoritário da Câmara que integro, a qual só admite o agasalho do inciso I, artigo 173 do CTN no caso tipificado como dolo, fraude ou simulação. Dessa forma, com as ressalvas já decantadas, aliome às conclusões da maioria dos meus pares. Preliminar que se acolhe.” Assim, resta evidente que a posição defendida no acórdão paradigma acostado é convergente com aquela adotada no acórdão recorrido, pois, apesar da relatora do acórdão paradigma defender, ao longo de seu voto, a mesma tese levantada pela Fazenda Nacional em seu Recurso Especial, ao final, deixa claro que essa posição até então explanada é a sua opinião pessoal, e não da maioria, curvandose, assim, ao entendimento dos demais julgadores, como destacado no trecho acima transcrito O resultado do voto do acórdão trazido como paradigma, então, foi no sentido de que, independente de existir pagamento, o prazo decadencial deve ser regido pela regra do art. 150, §4º, do CTN, devendo somente ser aplicado o disposto no art. 173, do mesmo diploma legal, quando houver dolo, fraude ou simulação, o que não se verifica no presente caso. Dessa forma, concluise que ambos os acórdãos, recorrido e paradigma, são convergentes. Do exposto, por inexistir a divergência jurisprudencial, não conheço do Recurso Especial da Fazenda Nacional. É como voto. JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR RELATOR Fl. 511DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 11/0 5/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por JOAO CARLOS DE LIMA JUN IOR
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Numero do processo: 10073.720924/2011-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1402-000.192
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento até que o CARF profira decisão nos processos 17883.000381/2007-16 e 13808.002626/00-62, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Alexei Macorin Vivan. Participou do julgamento o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto Presidente
(assinado digitalmente)
Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Alexei Macorin Vivan e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento até que o CARF profira decisão nos processos 17883.000381/200716 e 13808.002626/0062, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Alexei Macorin Vivan. Participou do julgamento o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto – Presidente (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Carlos Mozart Barreto Vianna, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Alexei Macorin Vivan e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 00 73 .7 20 92 4/ 20 11 -9 7 Fl. 569DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 350 2 RELATÓRIO PEUGEOTCITROEN DO BRASIL AUTOMÓVEIS LTDA recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 6ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I/RJ, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase do auto de infração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ (fls. 391/395) no valor principal de R$ 4.552.739,53 e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL (fls. 396/310) no valor principal de R$ 2.296.512,17, aos quais foram acrescidos da multa de 75 % e juros moratórios até 29/08/2011. 2 Relativamente ao auto de infração do IRPJ a Descrição dos Fatos indica as seguintes infrações e capitulação legal: 2.1 Glosa de Prejuízos compensados Indevidamente – Saldos de Prejuízos Insuficientes. Compensação indevida de prejuízo(s) fiscal(is) apurado(s), tendo em vista a(s) reversão(ões) do(s) prejuízo(s) após o lançamento da(s) infração(ões) constatada(s) no(s) anos calendários de 1995 e 1996, acarretando, assim ,ocorrência de saldo insuficiente no ano calendário de 2008. Valor Tributável R$ 18.210.958,16 ENQUADRAMENTO LEGAL: Arts. 247, 250, inciso III, 251, parágrafo único, 509 e 510 do RIR/99. 3.Relativamente ao Auto de Infração da CSLL a Descrição dos Fatos indica a seguinte infração e capitulação legal: 3.1 CSLL – Base de Cálculo Negativa de períodos Anteriores Compensação Indevidamente Base de Cálculo Negativa de Períodos Anteriores. Valor apurado conforme termo de constatação que fica fazendo parte integrante do presente auto de infração. Valor Tributável R$ 25.516.801,94 ENQUADRAMENTO LEGAL: Art. 2o e §§, da Lei n° 7.689/88, Art. 58 da Lei n° 8.981/95 e art. 16 da Lei n° 9.065/95; Art. 3° da Lei n' 7.689/88, com as alterações introduzidas pelo art. 17 da Lei n° 11.727/08. 4 O Termo de Constatação Fiscal mencionado na Descrição dos Fatos traz, em síntese, que: “Trata a presente ação fiscal de verificação contribuinte em epígrafe de compensação de projuizo existente e da compensação da base de cálculo negativa da contribuição social apurado, conforme sistema SAPLI (Sistema de acompanhamento de Prejuíizo Fiscal, Base de Calculo Negativa da Contribuição Social e Lucro Inflacionário), no ano calendário de 2008. Iniciamos a presente ação fiscal intimando o contribuinte a apresentar: A Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). B Planilha contendo o controle dos Saldos de Prejuízo Fiscal, bem como da base de cálculo negativa da contribuição social a compensar anteriores ao período objeto da presente ação fiscal, bem como dos saldos atuais. Fl. 570DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 351 3 Após o acima dito o contribuinte apresentou os documentos solicitados. Da análise dos documentos apresentados pelo contribuinte constatamos divergência entre os saldos de Prejuízo Fiscal e da Base de Cálculo Negativa da contribuição Social controlados no LALUR e os saldos existentes controlados pelo sistema SAPLI nos anos calendários de 1995, 1996 e 2002, conforme a seguir demonstrado. Demostrativo das diferenças entre o LALUR e o SAPLI relativo às Compensações de Prejuízos A SAPLI ano calendário de 1995 Prejuízo fiscal de R$ (2.949.354,34) LALUR ano calendário de 1995 Prejuízo fiscal de R$ (3.895.042,74) Ressaltamos que a diferença acima apontada entre o saldo de prejuízo fiscal controlado pelo contribuinte no LALUR e o Saldo de Prejuízo Fiscal constante no SAPLI, devese a decisão de 1° instância relativa ao processo N°13808.002626/0062. B SAPLI ano calendário de 1996 Prejuízo fiscal deR$ (32.164.204,47) LALUR ano calendário de 1996 Prejuízo Fiscal de R$ (36.038.347,09) Ressaltamos que a diferença acima apontada entre o saldo de prejuízo fiscal controlado pelo contribuinte no LALUR e o Saldo de Prejuízo Fiscal constante no SAPLI, devese a decisão de 1° instância relativa ao processo N° 13808.000542/0001. C SAPLI ano calendário de 2002 Lucro Real de R$ 66.974.210,95 Compensação de Prejuízo a partir de 1991 R$ 20.092.263,28 LALUR ano calendário de 2002 Prejuízo Fiscal de R$ (1.920.589,02). Ressaltamos que a diferença acima apontada entra o saldo de prejuízo fiscal controlado pelo contribuinte no LALUR e o Saldo de Prejuízo Fiscal constante no SAPLI, devese a decisão de .2° instância relativa ao processo N° 18471.001675/2005 16. Demostrativo das Diferenças entre o LALUR e o SAPLI relativo as Compensações da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social. A SAPLI ano calendário de 1995 Base Negativa da CSLL deR$ (4.934.052,29) LALUR ano calendário de 1995 Base Negativa da CSLL de R$ (5.879.750,69) Ressaltamos que a diferença acima apontada entre o saldo da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social controlado pelo contribuinte no LALUR e este mesmo saldo constante no SAPLI, devese à decisão de 1° instância relativa ao processo N° 13808.002626/0062. B SAPLI ano calendário de 1996 Base Negativa da CSLL deR$ (34.589.496,16) LALUR ano calendário de 1996 Base Negativa da CSLL de R$ (38.463.638,78) Ressaltamos que a diferença acima apontada entre o saldo da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social controlado pelo contribuinte no LALUR e este mesmo saldo constante no SAPLI, devese a decisão de 1° instância relativa ao processo N° 13808.000542/0001. C SAPLI ano calendário de 2002 Base Positiva da CSLL de R$ 63.926.708,95 Compensação de Base Negativa Período . Anterior R$ 19.178.012,68 LALUR ano calendário de 2002 Base Negativa da CSLL de R$ (3.576.644,00) Fl. 571DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 352 4 Ressaltamos que a diferença acima apontada entre o saldo da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social controlado pelo contribuinte no LALUR e este mesmo saldo constante no SAPLI, devese a decisão de 1° instância relativa ao processo N°18471.001675/200516. Ocorre que a divergências apontadas no item antecedente produziram diferenças nos saldos de prejuízo a compensar e da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social no ano calendário de 2008 no valor de R$ 18.210.958,16 e R$ 25.516.801,94, respectivamente. Pelo tudo acima exposto elaboramos o competente auto de infração para constituição do credito tributário relativo glosa de prejuízo fiscal compensado indevidamente e da base de cálculo negativa da contribuição social. Fica ainda o contribuinte em epígrafe intimado a retificar o LALUR, conforme o acima descrito, bem como a comparecer nas dependências da Delegacia da Receita Federal em Volta Redonda para retirar o livro LALUR apresentado a essa fiscalização.” 5. A Contribuinte foi cientificada por via postal em 15/08/2011 apresentando sua impugnação em 14/09/2011 que, em resumo, contém as seguintes argumentações/requisições: 5.1 Que as compensações foram indevidas em razão da divergência apurada entre o Livro de Apuração do Lucro Real LALUR da Impugnante e os saldos existentes controlados pelo sistema SAPLI; 5.2 Tais divergências exsurgem das decisões administrativas de 1a instância administrativa exarada nos autos dos processos administrativos de n° 13808.002626/00 62, 13808.000542/0001 e 18471.001675/200516, que se referem, respectivamente, aos anoscalendários de 1995, 1996 e 2002. 5.3 Preliminarmente importa notar que o auto de infração (AI) impugnado não merece prosperar devida a nulidade insanável, eis que maculado pela falta de motivação e fundamentação da exação fiscal e descompasso com a legislação aplicável e em flagrante violação ao princípio da ampla defesa e do contraditório; 5.4 Em verdade, os dispositivos legais apontados no Al são deveras genéricos e inespecíficos, não permitem uma mínima percepção das informações descompassadas supostamente encontradas pela fiscalização, nem tampouco se subsumem ao fato narrado na autuação, de modo a impedir a elaboração de uma defesa meritória., conforme inferese pela leitura do Enquadramento Legal, artigos 247, 250, inciso III, art. 251, parágrafo único, art. 509, art. 510 todos do Regulamento de Imposto de Renda de 1999 RIR/99, art. 2° e §§, da Lei 7.689/88, art. 58 da Lei n° 8.981/95, art. 16 da Lei n° 9.065/95 e art. 3o da Lei 7.689/88, com as alterações introduzidas pelo art. 17 d a Lei n° 11.727/08.; 5.5 Realmente os arts. 247, 250, inciso III do RIR/99, tratam da apuração do IRPJ pelo Lucro Real e do limite imposto à compensação do prejuízo fiscal ao equivalente de 30 % para o período subsequente. Nesse ponto, cumpre esclarecer que a Impugnante não está sendo autuada por ter desrespeitado tal limite mas, tãosomente, em decorrência de decisões de 1a instância administrativa em outros processos administrativos. Já o art. 251, parágrafo único do RIR/99, dispõe sobre escrituração fiscal dos contribuintes que, por sua vez, devem observar as leis comerciais e fiscais. Neste prisma, insta consignar que a Impugnante mantém toda a sua escrituração contábil em consonância com as leis comerciais e fiscais, tendo, inclusive, fornecido o LALUR à Fiscalização que o usou de base para a presente autuação fiscal. Por sua vez, Fl. 572DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 353 5 os art. 509, art. 510 do RIR/99 tratam da apuração do prejuízo fiscal e do limite imposto à sua compensação ao percentual de 30 % para o período subsequente. Uma vez mais, vale destacar que não está sendo cobrado da Impugnante quaisquer valores relativos à suposta compensação acima do referido limite, mas sim em decorrência de suposto creditamento indevido, tendo em vista as decisões administrativas prolatadas em outros três processos administrativos. Em relação aos arts. 2o e §§ da Lei 7.689/88, assim como os art. 58 da Lei n° 8.981/95 e o art. 16 da Lei n° 9.065/95, percebese que os mesmos dispõem exclusivamente sobre a base de cálculo da CSLL e, novamente, acerca da possibilidade de compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodosbase anteriores em, no máximo, trinta por cento, sendo, portanto, dispositivos genéricos e sem qualquer vinculação aos fatos descritos no Al. Por fim, o art. 3o da Lei 7.689/88, com as alterações introduzidas pelo art. 17 da Lei n° 11.727/08, versa sobre a alíquota da CSLL, sem qualquer vinculação específica ao caso concreto sob análise.Bem se vê, portanto, que a Receita Federal do Brasil RFB se funda em presunções suas para a exigir da Impugnante o IRPJ, CSLL, Multa Proporcional e Juros, sem sequer demonstrar uma fundamentação legal condizente com os fatos narrados no Termo de Constatação Fiscal do Auto de Infração. 5.6 Frisese, por oportuno, que em momento algum foi citado qualquer artigo referente à recomposição do prejuízo fiscal e/ou da base de cálculo negativa de CSLL, pelo que os dispositivos indicados como enquadramento legal da autuação são deveras genéricos e inaplicáveis ao caso em apreço. 5.7 a Lei n° 9.784/99, que é de aplicação subsidiária a todo e qualquer processo administrativo determina, ainda, que a motivação do ato administrativo que impõe encargos, como a multa decorrente do suposto equívoco formal da Impugnante, deve ser explícita, clara e congruente, conforme Art. 50, inciso II, §1°, verbis: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, guando: (...) II imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções: (...) § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. 5.8 Logo, é de clareza meridiana a nulidade do Auto de Infração ora impugnado por ausência de motivação. A validade dos atos da Administração está intimamente ligada à idônea existência de motivação, tal como exigido de um Estado Democrático de Direito. (Transcreve ensinamentos de Tomás Ramon Fernandez, Seabra Fagundes e Carlos Roberto Siqueira Castro, Gaston Jèze, Caio Tácito e ementa do CARF). 5.9 Fazse necessário registrar outra observação do Auto de Infração que enseja igualmente a sua nulidade, qual seja a ausência de recomposição dos prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativa de CSLL. Isso porque, da análise do Al vergastado, não há como saber qual foi o critério utilizado pelo fiscal para chegar aos valores exigidos. 5.10 Como já dito, a base da autuação guerreada consiste no fato de a Impugnante ter contra si decisões administrativas de 1a instância administrativa desfavoráveis nos processos administrativos n° 13808.002626/0062, 13808.000542/0001 e 18471.001675/200516. Frisese que tais processos discutem a glosa de despesas supostamente indedutíveis nos anoscalendário de 1995, 1996 e 2002. Fl. 573DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 354 6 5.11 Assim sendo, caso a Impugnante venha a perder as discussões travadas naqueles processos, farseia necessária a recomposição de todo o prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa de CSLL, apurados em 1995, 1996 e 2002, até os dias de hoje. 5.12 E não é outro o entendimento da RFB, conforme se extrai do Acórdão n° 2.053, proferido em 26/06/2002 pela 2a Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Brasília DRJ/Brasília, vejamos: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Ao apurar irregularidades e omissões na DIRPJ que implicam em aumento do lucro apurado pelo contribuinte, a autoridade fiscal deve recompor a apuração do lucro líquido, lucro real, bem assim do imposto devido pelo contribuinte, considerando as compensações de prejuízos fiscais e outras, nos termos da legislação vigente. 5.13 Concluise, portanto, que é imprescindível a demonstração da recomposição da apuração dos prejuízos fiscais e da base de cálculo negativa de CSLL para que a autuação não careça de forma. Todavia, conforme se infere no Auto de Infração guerreado, o fiscal autuante não se preocupou em recompor as bases tributáveis da Impugnante, de forma a ensejar de nulidade a autuação combatida. Ademais, a falta desta recomposição dificulta, inclusive, a presente defesa uma vez que não tem a Impugnante como saber qual o método utilizado pelo auditor fiscal autuante para se chegar aos valores ora exigidos. 5.14 Conforme já mencionado, a presente autuação exige o recolhimento de IRPJ, CSLL, Multa Proporcional e Juros, referente ao anocalendário de 2008, sendo certo que, para tanto, recompôs o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa de CSLL dos anoscalendário de 1995, 1996 e 2002. No entanto, tendo em vista o prazo decadencial qüinqüenal previsto no art. 150, § 4°, do CTN, concernente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como é o caso do IRPJ e da CSLL, verifica se que os períodos de apuração objeto da recomposição do crédito aproveitado pela Impugnante foram fulminados pelo instituto da decadência. Notese que o período de apuração mais recente do crédito utilizado pela Impugnante referese ao ano calendário de 2002, pelo que o respectivo fato gerador se considera ocorrido em 31/12/2002, razão pela qual a decadência se aperfeiçoou em 31/12/2007. 5.15 Ora, ainda que a Administração Tributária tenha o dever de verificar a liquidez e a certeza do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa de CSLL compensados pela Impugnante, o Fisco não dispõe de prazo ilimitado para retroceder no tempo e revisar a apuração do crédito pleiteado pelo contribuinte. Ao contrário, o procedimento de revisão da apuração feita pelo contribuinte somente poderá ser feito dentro do prazo de 5 (cinco) anos de que dispõe a autoridade administrativa para efetuar a constituição do crédito tributário, contados a partir do fato gerador, nos termos do artigo 150, § 4o, do CTN. 5.16 Assim, após o decurso do prazo decadencial, o Fisco não poderá mais recalcular as bases de cálculo de IRPJ e CSLL apuradas e compensadas pelo contribuinte, pois a homologação (expressa ou tácita) confere definitividade à apuração feita pelo contribuinte. 5.17 Nesta linha de raciocínio, se o Fisco se manteve silente durante o prazo previsto no art. 150, §4° do CTN para que revisasse a apuração do resultado dos anos calendário de 1995, 1996 e 2002, sofrerá ele o ônus da preclusão em relação a este mesmo período, de forma que não poderá, a pretexto de analisar a procedência ou não dos lançamentos efetuados nos processos 13808.002626/0062, 13808.000542/0001 e 18471.001675/200516, recompor a base de cálculo do tributo relativo ao período decaído. (Colaciona ensinamento de AMLCAR FALCÃO, ementas do CARF). Fl. 574DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 355 7 5.18 Ainda que assim não se entenda, o que se admite apenas por amor ao debate, mesmo que seja aplicado o critério de contagem do prazo decadencial descrito no art. 173, I, do CTN, os fatos geradores ocorridos no anocalendário de 1995, 1996 e 2002 continuam, igualmente, a estar fulminados pelo instituto da decadência, de modo com que resta impossível a cobrança de tais valores por parte do Fisco. NO MÉRITO 5.19 Vale frisar, desde logo, que os processos citados como base da autuação (13808.002626/0062, 13808.000542/0001 e 18471.001675/200516) não tiveram, ainda, qualquer desfecho definitivo na esfera administrativa ou judicial favorável ou desfavorável à Impugnante, de modo que não podem ser exigidos através do presente Auto de Infração, uma vez que versam sobre os mesmos fatos dos referidos processos administrativos. 5.20 Cumpre à Impugnante desconstituir pontual e didaticamente o equivocado raciocínio fiscal quanto à eficácia das decisões de 1a instância administrativa exaradas naqueles três processos, de modo a demonstrar que o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa utilizadas pela Impugnante naqueles períodos não são exigíveis até as decisões finais administrativas e judiciais irrecorríveis acerca de seu objeto, de modo que não há que se imputálos à Impugnante no cálculo da apuração do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa relativa ao anocalendário de 2008. Isto porque, caso as decisões finais daqueles feitos entendam pelo não reconhecimento do crédito naquelas compensações, os referidos débitos em aberto serão considerados como débitos autônomos, independentes e desvinculados do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa de CSLL apurados no anocalendário de 2008. 5.21 Assim, após a decisão administrativa definitiva e desfavorável acerca dos aludidos procedimentos administrativos, os débitos serão inseridos em cobrança pela RFB, macularão a Certidão de Regularidade Fiscal da Impugnante, serão inscritos em Dívida Ativa da União Federal DAU pela Procuradoria da Fazenda Nacional PFN e posteriormente cobrados pelo trâmite judicial previsto na Lei n° 6.830/80. 5.22 Resta evidente, portanto, o equívoco cometido no presente Al ao desconsiderar a utilização de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa de CSLL utilizadas pela Impugnante em outros feitos, haja vista que a RFB poderá cobrálas regular e individualizadamente na hipótese de definitivamente indevidas. O presente feito não é a via própria para se realizar a exigência de tais débitos, que ainda sequer se sabe se são definitivamente devidos. 5.23 A tese ora sustentada pela Impugnante e corroborada pelos julgados apresentados se coaduna com os princípios que regem os atos da Administração Pública, mormente a administração tributária, conforme se infere do art. 2a da Lei n° 9.784/99, que trata do processo administrativo na esfera federal e traz valiosos ensinamentos e diretrizes para a atuação do Estado na atividade administrativa. (Transcreve o artigo 2º da Leri nº 9.784/99) 5.24 Em atenção aos princípios e instruções destacados no dispositivo mencionado concluise que a possibilidade de a RFB desconsiderar as utilizações dos prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas de CSLL objeto de processos administrativos próprios e passíveis de serem exigidos de forma independente afigura se como um contra senso que apenas burocratiza e impõe contratempos à real verificação da pertinência da compensação objeto do presente feito, poluindo o mérito da presente questão de forma equivocada, infundada e desnecessária. 5.25 E o que é pior, o entendimento do Al vergastado enseja inclusive a impossibilidade de a Impugnante reaver os recolhimentos indevidos objeto deste feito. Por certo, as seguintes situações ocorrerão num futuro próximo: Fl. 575DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 356 8 5.25.1 a decisão administrativa e/ou judicial reconhecerá a correta utilização do prejuízo fiscal e da base negativa de CSLL, nos anoscalendário 1995, 1996 e 2002, objeto dos processos 13808.002626/0062, 13808.000542/0001 e 18471.001675/2005 16, ou 5.25.2 a decisão administrativa e/ou judicial não reconhecerá o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa de CSLL compensados pela Impugnante e não reconhecerá a utilização do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa no anocalendário de 2008, ao argumento de que de as compensações indevidas realizadas geraram um crédito indevido, como pretende o Al. 5.25.3 Ocorrido isso, terseá que a Impugnante fará jus, de fato, ao crédito ora utilizado, porém ele terá sido rechaçado pela RFB e os débitos correlatos serão exigidos pelos trâmites cabíveis. Assim, a Impugnante se verá obrigada a recorrer ao Poder Judiciário para ter reconhecido seu direito de crédito. Todavia, quando isso ocorrer muito provavelmente já estará prescrito seu direito à repetição de indébito, pelo que a Impugnante restará impossibilitada de recuperar o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa de CSLL advindos dos anoscalendário de 1995, 1996 e 2002. 5.26 Concluise, por conseguinte, que a glosa realizada na autuação guerreada, além de impertinente, ilógica e infundada, poderá impor prejuízos de elevada monta à Impugnante, vedandolhe o aproveitamento de créditos que são pertinentes. 5.27 Da leitura dos artigos 117 e 116 do CTN vêse que a condição do ato jurídico, in casu, a lavratura do Al impugnado, ocorreu sob fatos geradores ainda não constituídos pelo próprio Fisco. 5.28 Desta forma, não merece prosperar a exação fiscal perpetrada pela RFB, de modo que, como demonstrado, não possui respaldo legal, motivação, ocorreu o fenômeno da decadência em relação ao poder de rever o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa de CSLL dos anoscalendário de 1995, 1996 e 2002, e, houve frontal violação ao art. 117 do CTN, eis que não podem ser exigidos da Impugnante IRPJ, CSLL, Multa Proporcional e Juros sobre valores que ainda não estão constituídos definitivamente pelo Fisco. 6. Finaliza a impugnação requerendo: 6.1 seja julgado nulo o Al, por falta de fundamentação legal e motivação; e 6.2 seja reconhecida a decadência do direito do Fisco de rever o prejuízo fiscal e a base de cálculo negativa de CSLL relativa aos anoscalendário de 1995, 1996 e 2002; ou 6.3 seja julgado improcedente o Al impugnado, vez que a Impugnante faz jus as compensações efetuadas com o prejuízo fiscal e com a base de cálculo negativa da CSLL, pois os processos citados como base para a autuação originária não tiveram, ainda, qualquer desfecho favorável ou desfavorável à Impugnante; e 6.4 ainda que assim não se entenda, a Impugnante não pode ser exigida de valores que ainda não estão constituídos definitivamente pelo Fisco, sob pena de violação ao artigo 117 do CTN. É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 1244.249 (fls. 437470) de 01/03/2012, por maioria de votos, considerou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2008 Fl. 576DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 357 9 COMPENSAÇÃO DE BASES DE CÁLCULO. INSUFICIÊNCIA DE SALDO. Procede a glosa da compensação efetuada quando comprovado, nos autos, que as divergências entre os saldos constantes dos arquivos eletrônicos da RFB e os registros da pessoa jurídica decorrem do fato de esta última não ter compatibilizado seus controles conforme decisões administrativas de que foi objeto. DECADÊNCIA. Não há que se falar em prazo decadencial para reconstituir compensações de anos passados quando estas reconstituições tenham sido operadas por procedimentos de ofício anteriores, sujeitos ao contraditório e à ampla defesa. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2008 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Incabível a alegação de cerceamento do direito de defesa quando os fatos que motivaram a autuação tenham sido adequadamente descritos, motivados e capitulados. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2008 AUTO DE INFRAÇÃO DECORRENTE. O procedimento adotado no Auto de Infração principal implica idêntico reparo no lançamento decorrente, devendo as parcelas não comprovadas serem afastadas da tributação.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 23/03/2010 (termo de fl. 564 – numeração eletrônica) a interessada interpôs recurso voluntário em 24/04/2012 (fls. 477 506) onde repisa os argumentos apresentados em sua impugnação, finalizando com o pedido a seguir transcrito. Fl. 577DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 358 10 É o relatório. Fl. 578DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 359 11 VOTO O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Do relato vêse que a infração ora analisada decorre de alterações de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas promovidas em períodos de apuração anteriores, veiculadas em diversos processos administrativos (PA) precedentes ao presente, a saber: ANO 1995 – PA 13808.002626/0062 ANO 1996 – PA 13808.000542/0001 ANO 2002 – PA 18471.001675/200516 e 17883.000381/200717 Em decorrência dessas alterações, conforme demonstrativo – SAPLI de fls 275/292, a interessada não teria, no ano em referência, qualquer saldo compensável. Com efeito, entendo que a análise do presente caso encontrase prejudicada enquanto não houver decisão quanto aos procedimentos de ofício levados a termo nos processos precedentes. Isso porque tais procedimentos de ofício, referentes aos anos de 1995, 1996 e 2002, promoveram alterações nos valores das bases tributáveis e dos prejuízos compensados, alterações estas que, levadas ano a ano, refletem diretamente no saldo de prejuízos e bases negativas, passíveis de compensação em 2008. Dito isso, constatase que os PA 13808.000542/0001 e 18471.001675/200516 já possuem decisão administrativa definitiva. Porém os de nº 13808.002626/0062 e 17883.000381/200716 ainda tramitam pelo contencioso administrativo. Nesse esteira, conduzo meu voto no sentido de sobrestar o julgamento até que este Conselho profira decisão nos processos 17883.000381/200716 e 13808.002626/0062. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 579DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10073.720924/201197 Resolução nº 1402000.192 S1C4T2 Fl. 360 12 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 13/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 31/05/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO
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