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Numero do processo: 15374.916355/2008-15
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.279
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
[assinado digitalmente]
Belchior Melo de Sousa Presidente em exercício
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. [assinado digitalmente] Belchior Melo de Sousa Presidente em exercício [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO
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Por unanimidade de votos, converteuse o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. [assinado digitalmente] Belchior Melo de Sousa – Presidente em exercício [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, PAULO GUILHERME DEROULEDE, HÉLCIO LAFETÁ REIS, ADRIANA OLIVEIRA E RIBEIRO Relatório Tratase de PER/DCOMP, transmitido em 07/10/2004, que buscou compensar créditos de PIS/Pasep oriundos de pagamento alegadamente indevido ou a maior, de competência março/2003, com débitos de PIS/Pasep e COFINS de apuração janeiro de 2002, no valor total de R$ 31.489,45. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .9 16 35 5/ 20 08 -1 5 Fl. 143DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916355/200815 Resolução nº 3803000.279 S3TE03 Fl. 11 2 A DRF no Rio de Janeiro/RJ através de despacho decisório eletrônico, emitido em 12/08/2008, não homologou o PER/DCOMP, sob o argumento de que encontrou o pagamento indicado, mas integralmente utilizado para a quitação de débitos do sujeito passivo. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade onde resumidamente afirma ter errado no preenchimento da DCTF do período, o que gerou a não homologação do pedido apresentado. Alega ter realizado um REDARF para alterar o código indicado e invoca o principio da verdade material. Ao final requer ter seu direito creditório reconhecido, anexa extrato da DCTF original e recibo de entrega da DCTF retificadora transmitida em 18/09/2008. A DRJ/RJI julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por entender que as provas trazidas aos autos foram insuficientes a comprovar o direito creditório. Ementou nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/02/2003 Prova. Momento. Preclusão. A prova do crédito, que suporta Declaração de Compensação, cabe à contribuinte, devendo ser apresentada até o momento da Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão, salvo em casos excepcionais legalmente previstos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, no qual apresenta os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade de erro no preenchimento da DCTF, anexando extrato da DACON, Livro Razão e Livro Diário. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Das retificações da DCTF. Especificamente em relação à redução dos débitos tributários, é oportuno ressaltar que somente nas hipóteses em que caracterizada a espontaneidade a DCTF e DACON retificadoras tem a mesma natureza das originais, substituindoas integralmente. Por outro lado, afastada a espontaneidade, evidentemente, tal retificação não pode mais ser admitida como prova suficiente para redução do valor do tributo devido. Corrobora o asseverado, o disposto nos §§ 1°, 2º e 3º do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010,a seguir transcritos: Fl. 144DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916355/200815 Resolução nº 3803000.279 S3TE03 Fl. 12 3 “Art. 9 º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1 º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2 º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário. Grifamos” O contribuinte retificou a DCTF do período, após a ciência do despacho decisório, com isso as declarações retificadoras, não produzem os efeitos modificativos dos débitos originalmente confessados. Comprovação de Crédito. O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento a maior de tributo. A fim de comprovar a certeza e liquidez do crédito, a interessada deve instruir sua manifestação de inconformidade com documentos que respaldem suas afirmações, considerando o disposto nos artigos 15 e 16 do Decreto nº 70.235/1972: “Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) Fl. 145DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA Processo nº 15374.916355/200815 Resolução nº 3803000.279 S3TE03 Fl. 13 4 III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)” No caso em análise, o contribuinte esclarece que teria apurado créditos de PIS/Pasep, contudo, para comprovar a liquidez e certeza do crédito informado na Declaração de Compensação é imprescindível que seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal da contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. Dos documentos juntados em Recurso Voluntário Como relatado, no recurso voluntário a recorrente faz juntada de extrato da DACON, Livro Razão e Livro Diário com o fito de provar a veracidade das alegações aduzidas em sede de Manifestação de Inconformidade e, agora, em Recurso Voluntário. Considerando o artigo 923 do RIR/99, replicando o contido no DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º , estabelece que: Art.923.A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Compulsando os referidos documentos constatamos que os mesmos trazem parte do material probatório para se provar a base de cálculo do tributo, calculado sob a forma não cumulativa, com as reduções previstas em lei e que aponta para saldo credor no período. Há indícios do direito pleiteado, porem, faltam provas para se ter a liquides e certeza do credito almejado. Em vista do exposto, nos termos do art. 18, I, do Anexo I, do Regimento Interno do CARF, veiculado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, voto por converter o julgamento em diligência. É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 146DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 24/ 09/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10530.904224/2009-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 25/08/2009
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO.
A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante a transmissão de Declaração de Compensação (Dcomp), está condicionada à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-001.880
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em nega provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Fábia Regina Freitas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/07/2004 CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. JUROS COMPENSATÓRIOS. VEDAÇÃO. É expressamente vedado por lei o ressarcimento/compensação de créditos básicos de Cofins, atualizados monetariamente ou acrescidos de juros compensatórios à taxa Selic. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 25/08/2009 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante a transmissão de Declaração de Compensação (Dcomp), está condicionada à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em nega provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 90 42 24 /2 00 9- 02 Fl. 233DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 José Adão Vitorino de Morais Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Fábia Regina Freitas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Salvador que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que não homologou a compensação do débito fiscal de PIS, vencido em 25/08/2009, declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) às fls. 36/41, transmitida em 29/07/2009, com crédito financeiro da Cofins, correspondente a juros compensatórios sobre créditos básicos desta mesma contribuição, aproveitado extemporaneamente, sem o acréscimo dos juros. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Feira de Santana, BA, não homologou a compensação declarada sob o argumento de que crédito financeiro foi integralmente utilizado para extinguir o débito tributário declarado na respectiva DCTF, conforme Despacho Decisório às fls. 35. Inconformada com aquele despacho decisório, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 02/08), requerendo sua reforma a fim de que fosse homologada a compensação declarada, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “ constatou, após intimação do despacho decisório, que houve um erro formal na declaração dos pagamentos do débito referente ao período de apuração de julho/2004. Diante do que, operouse a retificação da DCTF, conforme documento anexo (doc. 08); sanada a irregularidade, apurouse a diferença utilizada a menor no DARF, no valor total de R$ 56.363,75, utilizado como compensação de débito no Per/Dcomp N° 36715.11269.290709.1.3.042486; ao final, não há que se falar em cobrança, uma vez que restou (i) demonstrado o pagamento integral do débito no período e, (ii) sanado o erro através da retificação da sua declaração de débitos e créditos tributários federais (DCTF).” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, conforme Acórdão nº 1527.758, datado de 19/07/2011, às fls. 59/61, sob a seguinte ementa: “RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. A insuficiência da apresentação de prova inequívoca mediante documentação hábil e idônea acarreta a negação de reconhecimento do direito creditório, em face da impossibilidade da autoridade administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito.” Cientificada dessa decisão, inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário (70/79), requerendo a sua reforma, a fim que se homologue a compensação declarada, alegando, em síntese, que tem direito à repetição/compensação de R$93.676,55, correspondentes a juros compensatórios, à taxa Selic, calculados sobre créditos básicos da Fl. 234DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10530.904224/200902 Acórdão n.º 3301001.850 S3C3T1 Fl. 234 3 Cofins, no valor de R$141.505,37, apurados sobre as despesas financeiras com empréstimos e financiamentos, incorridas em julho de 2004, tendo em vista que, no Dacon de outubro de 2008, aproveitou extemporaneamente aquele valor, sem o acréscimo dos juros compensatórios. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. A questão de mérito oposta nesta fase recursal se restringe à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Dcomp em discussão. A autoridade administrativa competente não homologou a compensação declarada sob o fundamento de inexistência do crédito financeiro declarado. Também, a autoridade julgadora de primeira instância julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a recorrente não comprovou que tem direito ao crédito financeiro declarado. Em seu recurso voluntário, a recorrente informou e demonstrou que o crédito financeiro declarado corresponde aos juros compensatórios calculados sobre o total dos créditos básicos da Cofins, apurados sobre as despesas financeiras com empréstimos e financiamentos, incorridas em julho de 2004 e aproveitados extemporaneamente em outubro de 2008, pelo valor original, sem o acréscimo dos juros compensatórios. No entanto, ao contrário do entendimento da recorrente, a atualização monetária de créditos básicos de Cofins e/ ou o pagamento de juros compensatórios sobre o ressarcimento/compensação destes créditos estão expressamente vedados pela Lei nº 10.833, de 29/12/2003, que instituiu esta contribuição com incidência não cumulativa, assim dispondo: “Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4º do art. 3º, do art. 4º e dos §§ 1º e 2º do art. 6º, bem como do § 2º e inciso II do § 4º e § 5º do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores.” Dessa forma, em face de vedação legal, não há que se falar em atualização monetária e/ ou pagamentos de juros compensatórios à taxa Selic sobre créditos de Cofins não cumulativa compensados e/ ou ressarcidos. Quanto à compensação efetuada pela recorrente, mediante a apresentação de Declaração de Compensação (Dcomp), sua homologação está condicionada à certeza e liquidez do crédito financeiro declarado, conforme prevê a Lei nº 9.430, de 27/12/1996, art. 74. No presente caso, conforme demonstrado, a recorrente não faz jus ao ressarcimento/compensação do crédito financeiro declarado na Dcomp. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 236DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 03 /07/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10120.903545/2009-11
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002
Ano calendário: 2005
COFINS. CREDITAMENTO. REGIME TRIBUTÁRIO CUJOS DISPOSITIVOS FORAM REVOGADOS. IMPOSSIBILIDADE.
Inviável o aproveitamento de créditos da COFINS baseado em legislação revogada anteriormente aos fatos geradores que motivaram o pleito.
Numero da decisão: 3802-001.544
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 Ano calendário: 2005 COFINS. CREDITAMENTO. REGIME TRIBUTÁRIO CUJOS DISPOSITIVOS FORAM REVOGADOS. IMPOSSIBILIDADE. Inviável o aproveitamento de créditos da COFINS baseado em legislação revogada anteriormente aos fatos geradores que motivaram o pleito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 35 45 /2 00 9- 11 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório A contribuinte CIFARMA CIENTÍFICA FARMACÊUTICA LTDA., se insurge no presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0346.770, proferido em primeira instância pela 4ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM BRASÍLIA – DRJ/BSB, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, negando o direito creditório pleiteado e indeferindo a compensação efetuada, conforme consignado na ementa abaixo: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2005 Compensação NÃO HOMOLOGAÇÃO. DARF NÃO LOCALIZADO. Não tendo sido localizado o DARF com as características indicadas pelo contribuinte como origem do crédito aproveitado em declaração de compensação, não se homologa o procedimento. EXTINÇÃO DO DIREITO. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente e/ou de proceder à declaração de compensação extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. Diversidade entre a situação de contribuinte tributado pela COFINS e CSLL e a do contribuinte tributado unicamente pela COFINS se revela suficiente para justificar o tratamento diferenciado. ÁNALISE DE CONSTITUCIONALIDADE. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Tratase de DCOMP nº 13597.56977.061205.1.3.040994 transmitida em 06/12/2005 (fls. 18/22), com fundamento em suposto crédito de COFINS no valor de R$74.498,79 (setenta e quatro mil quatrocentos e noventa e oito reais e setenta e nove Fl. 81DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10120.903545/200911 Acórdão n.º 3802001.544 S3TE02 Fl. 112 3 centavos) decorrente de pagamento indevido ou a maior, relativamente aos fatos geradores ocorridos em junho de 2002. Em 09/04/2009 foi emitido Despacho Decisório nº 831216851 (fl. 30) de não homologação da compensação declarada, uma vez que não foi confirmada a existência do crédito informado na DCOMP. Cientificada do referido despacho em 30/04/2009, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade em 11/05/2009, na qual alegou como razões para o reconhecimento do direito creditório pleiteado e a homologação da compensação efetuada, na forma explicitada pela 4ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM BRASÍLIA – DRJ/BSB, que: O art. 8º da Lei nº 9.718/98, além de majorar a alíquota da COFINS de 2% para 3%, instituiu complexo mecanismo de compensação de até 1/3 da contribuição efetivamente paga, com a CSLL; As restrições contidas nos parágrafos do art. 8º da Lei nº 9.718/98 permitem que um contribuinte que tenha auferido lucro também tenha sua carga tributária reduzida pela possibilidade de compensação; ao revés, outro contribuinte que não tenha obtido o mesmo resultado, portanto, em tese, com menor capacidade contributiva, estaria sujeito a uma carga tributária maior, por não poder se valer da compensação; A impossibilidade legal de caracterização de saldo do terço da COFINS para utilização em períodos subsequentes criando situação de desigualdade entre os contribuintes; Pretendeuse a revogação do benefício por meio da Medida Provisória nº 1.85811/99 até a Medida Provisória nº 2.15835/01, até hoje não convertida em lei, cuja eficácia sucumbiu ao efeito derrogatório das normas editadas posteriormente; Em observância ao princípio da igualdade e da capacidade contributiva, pugna pelo reconhecimento de seu pleito, sob o fundamento da inconstitucionalidade da forma prevista para a dedução da CSLL. De acordo com o órgão julgador a quo “o recorrente não alegou nem comprovou o suposto pagamento a maior ou indevido que teria efetuado”. Além disso, “uma vez não localizado o DARF origem do crédito informado na DCOMP, fica demonstrada a inexistência do direito creditório apontado nessa declaração, sendo correta a sua não homologação”. Assevera ainda que “podese inferir que a contribuinte pretendeu, na realidade, utilizar em sua compensação suposto indébito tributário cujo direito de proceder à restituição ou compensação já estava extinto na data de transmissão da DCOMP, pois o recolhimento fora efetuado há mais de cinco anos (artigo 168, I, CTN). Ademais, conforme apontado pela DRF de origem, o referido DARF já fora devidamente alocado.”. Por fim, ressalta que, o benefício de compensação de parte da COFINS auferida com a CSLL devida, “vigeu somente para pagamentos efetuados até 31/12/1999, haja vista que a sua efetiva revogação, a partir de 1º/01/2000, pelo artigo 35, III, da Medida Provisória nº 1.85810 (DOU 27/10/1999), posteriormente reeditada na Medida Provisória nº Fl. 82DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 2.15835/2001, que continua em vigor conforme artigo 2º da Emenda Constitucional nº 32/2001.”. Intimada acerca do teor da decisão de 1ª instância em 14/03/2012 (fls. 58/62), o sujeito passivo interpôs o Recurso Voluntário alegando como razões para homologação do pedido de compensação objeto do presente processo, em síntese: A estranheza da ausência de localização do DARF da origem do crédito indicado na DCOMP, uma vez que as autoridades julgadoras tem acesso às informações de arrecadação junto ao sistema da RFB, bem como nas informações declaradas pelo contribuinte, seja DCTF, seja DIRPJ; A impossibilidade de transmissão da DCTF que informe pagamento a maior, razão pela qual o DARF de pagamento da COFINS foi indevidamente alocado, com base em incorreta informação, podendose constatar o valor corretamente devido a título da contribuição através da análise da DIPJ; O dever da autoridade administrativa de proceder à retificação de ofício dos erros contidos na declaração, no sentido de corrigir o valor do débito de COFINS, para quem, do valor pago e alocado, possa ter o saldo para a compensação de 1/3 da COFINS paga com a CSLL; A inocorrência da prescrição do direito da interessada pleitear a restituição e/ou compensação da COFINS com base no art. 168, I, CTN, tendo em vista que o tributo foi pago em 14/09/2001 e a DCOMP foi transmitida em 06/12/2005, ou seja, quatro anos após o pagamento. É o relatório. Voto Tempestivamente interposto e atendidos os requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Tratase de pedido de restituição de créditos da COFINS, baseada no regime tributário estabelecido pelo artigo 8o da lei 9718/98, como frisa o próprio Recorrente em sede recursal (fl. 75): Assim, quando a empresa apura determinado valor de tributo a ser pago, este valor devido assim como seu pagamento é informado através de DCTF, conforme ocorreu no presente caso. A empresa apurou o valor do tributo de acordo com o artigo 8o da lei 9718 e efetuou o recolhimento, constando na DCTF os valores apurado e recolhido. Ressaltese que a DCTF não permite se fazer a compensação, tem de informar o valor total pago. O referido art. 8o da lei 9.718/98 assim dispunha: Art. 8° Fica elevada para três por cento a alíquota da COFINS. §1° A pessoa jurídica poderá compensar, com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL devida em cada período de apuração trimestral ou anual, até um terço da COFINS efetivamente paga, calculada de conformidade com este artigo. §2 A compensação referida no §1°: Fl. 83DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10120.903545/200911 Acórdão n.º 3802001.544 S3TE02 Fl. 113 5 Isomente será admitida em relação à COFINS correspondente a mês compreendido no período de apuração da CSLL a ser compensada, limitada ao valor desta; II no caso de pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real anual, poderá ser efetuada com a CSLL determinada na forma dos arts. 28 a 30 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. §3° Da aplicação do disposto neste artigo, não decorrerá, em nenhuma hipótese, saldo de COFINS ou CSLL a restituir ou a compensar com o devido em períodos de apuração subseqüentes. § 4° A parcela da COFINS compensada na forma deste artigo não será dedutível para fins de determinação do lucro real. Acontece que tal regime tributário foi revogado pela Medida Provisória 1858, a qual determinou a produção de efeitos da referida revogação a partir de 01/01/2000, nos termos abaixo: Art. 35. Ficam revogados: (...) III a partir de 1o de janeiro de 2000, os §§ 1o a 4o do art. 8o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998. A Medida Provisória em tela foi revogada posteriormente pela Medida Provisória 2158. No entanto, a norma revocatória acima permanece vigente até os dias atuais, dado que a MP 2158, cuja reedição de nº 35 foi mantida sem prazo determinado de vigência por força da Emenda Constitucional nº 32, mantém as mesmas disposições, no art. 93, III, in verbis: Art. 93. Ficam revogados: (...) III a partir de 1o de janeiro de 2000, os §§ 1o a 4o do art. 8o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998; Assim, não procede a alegação do Recorrente no sentido de que: Ou seja, se a Lei permitia que o contribuinte compensasse 1/3 do valor pago do COFINS, se o contribuinte lançando mão da única forma que tinha para exercer esse direito, através de DCOMP, e se a DCTF não permite que o contribuinte informe um valor devido a menor (2/3) do que o valor pago (3/3), para que seja compensado 1/3, a autoridade tem o DEVER de proceder a retificação de ofício, no sentido de retificar o valor devido, para que, do valor pago e alocado, possa ter o saldo para a efetiva compensação de 1/3. E não procede por uma razão muito simples: ao contrário do que supõe o Recorrente, a lei não permitia mais a compensação referida quanto aos fatos geradores objeto do pleito. A rigor, essa é uma das razões pelas quais restava inviável a utilização de DCOMP para o procedimento pretendido pelo Recorrente. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 6 Dado, portanto, que os fatos geradores objeto do presente pedido de restituição ocorreram no período de junho de 2002 – ou seja, posteriormente à revogação da norma que embasa o crédito pedido pelo Recorrente –, não há como reconhecer legitimidade ao montante pleiteado. Conclusão Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário para NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 85DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/1 0/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 10882.722584/2011-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO. RECURSO DE OFÍCIO. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO INTERPOSTO.
O Recurso de Ofício ocorre mesmo quando a parte se abstém de recorrer.O Recurso Voluntário é o instrumento por meio do qual o contribuinte, fazendo valer o princípio do contraditório e da ampla defesa, se utiliza caso não concorde com a decisão proferida em 1ª instância pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de sua jurisdição. Decorre do art. 5º , LV, da Constituição Federal/88, que tem a seguinte redação: aos litigantes, em Processo Judicial ou Administrativo e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 2403-002.049
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO. RECURSO DE OFÍCIO. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO INTERPOSTO. O Recurso de Ofício ocorre mesmo quando a parte se abstém de recorrer.O Recurso Voluntário é o instrumento por meio do qual o contribuinte, fazendo valer o princípio do contraditório e da ampla defesa, se utiliza caso não concorde com a decisão proferida em 1ª instância pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de sua jurisdição. Decorre do art. 5º , LV, da Constituição Federal/88, que tem a seguinte redação: aos litigantes, em Processo Judicial ou Administrativo e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Recurso de Ofício Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Ivacir Júlio de Souza - Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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RECURSO DE OFÍCIO. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO INTERPOSTO. O Recurso de Ofício ocorre mesmo quando a parte se abstém de recorrer.O Recurso Voluntário é o instrumento por meio do qual o contribuinte, fazendo valer o princípio do contraditório e da ampla defesa, se utiliza caso não concorde com a decisão proferida em 1ª instância pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de sua jurisdição. Decorre do art. 5º , LV, da Constituição Federal/88, que tem a seguinte redação: aos litigantes, em Processo Judicial ou Administrativo e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 72 25 84 /2 01 1- 12 Fl. 212DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Relatório A instância “ad quod ” produziu o Relatório abaixo, que li, compulsei com os autos e com grifos de minha autoria o transcrevi: “Tratase de Auto de Infração relativo ao lançamento das contribuições devidas pela empresa à Seguridade Social, bem assim, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa e riscos ambientais do trabalho – GILRAT – Auto de Infração DEBCAD nº 37.287.7141 –, incidentes sobre o salário de contribuição de segurados empregados e remunerações pagas a segurados contribuintes individuais, e contribuições destinadas aos Terceiros FNDE Salário Educação, INCRA, SESC e SEBRAE, incidente sobre o salário de contribuição de segurados empregados – Auto de Infração DEBCAD nº 37.287.7150 – abrangendo o período compreendido pelas competências 01 a 12/2008, incluindose o 13º salário de 2008. Ainda, consta dos autos o Auto de Infração DEBCAD nº 37.287.7133, relativo à imposição de penalidade pecuniária pelo descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 32, inciso IV e § 5º da Lei nº 8.212/91. Segundo a fiscalização, a entidade apresentou GFIP sob código FPAS 639, não sendo possuidora do Ato Declaratório de Isenção de Contribuições Previdenciárias, embora tenha o CEBAS. O lançamento abrange os seguintes levantamentos: a) FP e FM FOLHA DE PAGAMENTO: para o lançamento das informações referentes aos segurados empregados. b) CI e CP CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS: para o lançamento das informações referentes aos segurados contribuintes individuais. Quanto à multa, sustenta a fiscalização ter aplicado a multa de ofício de 75%, conforme artigo 44, inciso I da Lei n° 9.430/96, com redação dada pela Lei n. 11.488/2007. Irresignado, comparece o sujeito passivo aos autos impugnando o pelos instrumentos acostados às fls. 96/102 e 136/140, aduzindo, em síntese, que: 1) que o Auto de Infração, no mérito, não pode ser mantido; que a fiscalização deixa claro que a impugnante é possuidora do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, sendo imune às contribuições sociais; 2) que a Lei nº 12.101/09 extinguiu o ato declaratório de isenção de contribuições sociais, prevendo que a posse do CEBAS é suficiente ao reconhecimento da imunidade tributária em relação às contribuições sociais; Fl. 213DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10882.722584/201112 Acórdão n.º 2403002.049 S2C4T3 Fl. 3 3 3) que se trata de norma administrativa processual e tributária, no qual o requerimento ao órgão tributante deixou de existir e passou a bastar a certificação da entidade beneficente de assistência social; 4) que o Termo de Início de Procedimento Fiscal foi datado de 16/09/2010, em data posterior, portanto, à Lei nº 12.101/09, tratandose de norma tributária com retroatividade benigna, na forma do artigo 106, inciso II, “a” do Código Tributário Nacional – CTN; 5) que, por outro lado, há a aplicação da Medida Provisória nº 446/2008, que, mesmo tendo sido rejeitada pelo Congresso Nacional, não contou com decreto legislativo a regulamentála, mantendo, dessa forma, conforme o artigo 62, § 11 da Constituição Federal de 1988, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da Medida Provisória; 6) que, antes da rejeição da referida Medida Provisória, o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS renovou os certificados da impugnante; que, pelo Certificado renovado pelo processo nº 71010.004439/200634, a entidade se encontra isenta até 31/12/2009, afetando todo o período do Auto de Infração; Em relação à lavratura fiscal relativa ao Auto de Infração DEBCAD nº 37.287.7133, além das alegações acima relatadas, aduz que: 7) há nulidade material na lavratura fiscal, por estar fundamentada em disposição legal revogada; que a autuação está fundamentada no artigo 32, inciso IV, §§ 3ºe 5º da Lei nº 8.212/91, tendo sido tais parágrafos revogados pela Lei nº 11.941/2009 (art. 79, inciso I); que resta violada a disposição do artigo 10, inciso IV do Decreto nº 70.235/72; 8) que o Auto de Infração não descreve de forma pormenorizada o fato imputado à impugnante, limitandose à descrição do artigo 32, inciso IV da Lei nº 8.212/91; que a descrição do fato é elemento essencial à lavratura do Auto de Infração, sob pena de cerceamento de defesa; que a fiscalização não descreve quais dados não foram devidamente declarados na GFIP. Finaliza postulando pelo acolhimento das razões de impugnação para o cancelamento do Auto de Infração. Isto posto, vêm os autos conclusos para julgamento. É o relatório.” Fl. 214DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.174, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Campinas (SP) DRJ/CPS, em 13 de março de 2012 , por unanimidade de votos, exarou o Acórdão n° 05.37.144, mantendo parcialmente os créditos tributários constituídos por meio dos Autos de Infração DEBCADs ns.º 37.287.7141, 37.287.7150 e 37.287.7133. DO RECURSO DE OFÍCIO Com base no inciso II do art. 25 e no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 631972, c/c o inciso I do art. 366 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 651999, o juízo “ ad quod ” submete o presente Acórdão ao reexame necessário perante este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. DO RECURSO VOLUNTÁRIO. A Recorrente não interpôs Recurso Voluntário. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10882.722584/201112 Acórdão n.º 2403002.049 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator DA ADMISSIBILIDADE O recurso é pertinente e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O recurso de ofício ocorre mesmo quando a parte se abstém de recorrer. O Recurso Voluntário é o instrumento por meio do qual o contribuinte, fazendo valer o princípio do contraditório e da ampla defesa, se utiliza caso não concorde com a decisão proferida em 1ª instância pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de sua jurisdição. Decorre do art. 5º , LV, da Constituição Federal/88, que tem a seguinte redação: aos litigantes, em Processo Judicial ou Administrativo e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Às fls. 206 e 209, constam registros, inclusive Termo de Perempção, de que o sujeito passivo não apresentou recurso. Tendo presente que o contribuinte não interpôs inconformidade, é lícito inferir que o “decisium” “ ad quod ” atendeu sua expectativa . Isto observado nada há que opor. CONCLUSÃO Conheço do Recurso de Ofício para , NO MÉRITO, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 216DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15374.917033/2009-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2006
COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE IOF. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO
É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o afirmado erro no preenchimento da DCTF.
Numero da decisão: 3201-001.403
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Mercia Helena Trajano D´Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Adriana Oliveira e Ribeiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2006 COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE IOF. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o afirmado erro no preenchimento da DCTF.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Mercia Helena Trajano D´Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Adriana Oliveira e Ribeiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
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RECOLHIMENTOS INDEVIDOS DE IOF. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO É ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o afirmado erro no preenchimento da DCTF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Mercia Helena Trajano D´Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Adriana Oliveira e Ribeiro, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 70 33 /2 00 9- 66 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Relatório Versa o presente litígio sobre Declaração de Compensação, objetivando compensação de valor recolhido a maior a título de IOF, anocalendário de 2006. O despacho eletrônico não homologou o pedido de compensação sob o fundamento de que o valor do DARF em referências, teria sido integralmente utilizado para quitação de débitos da Recorrente, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Na manifestação de inconformidade apresentada, a ora Recorrente afirmou o seu direito creditório, que teria origem na apuração equivocada do IOF nas operações de empréstimos. Por conseguinte, teria a Recorrente preenchido erroneamente a Declaração de Débitos e Créditos Tributários FederaisDCTF, o que teria originado o despacho decisório denegando o direito creditório. Para a comprovação do alegado erro de apuração do tributo, acostou os autos o respectivo DARF e planilha demonstrativa dos valores que seriam efetivamente devidos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento julgou improcedente a manifestação de inconformidade, entendendo que não teriam sido apresentadas quaisquer outras provas do direito creditório, alem do fato de que a Recorrente, na condição de responsável tributário, apenas teria direito à restituição do IOF que recolheu nessa condição, se autorizado por aquele que efetivamente teria suportado tal encargo. No recurso voluntário, a Recorrente reiterou os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade e, caso o Colegiado não entendesse comprovado o direito creditório pleiteado, em homenagem ao Princípio da Verdade Material, requereu fosse o julgamento convertido em diligência, com fulcro nos arts. 18 e 19 do Decreto n. 70.235/72. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso voluntário preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. O cerne controvérsia dos autos gravita em torno da comprovação do direito creditório. Para a comprovação do direito creditório afirmado, a Recorrente junta planilha de sua lavra, bem como o documento de arrecadação, demonstrativo do suposto Fl. 136DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 15374.917033/200966 Acórdão n.º 3201001.403 S3C2T1 Fl. 94 3 pagamento a maior. Nenhum outro documento foi acostado aos autos, não tendo sido, da mesma forma, retificada a DCTF, pelo que se depreende dos autos. Observese que para que seja aceito o direito creditório, ainda que a DCTF não tenha sido retificada espontaneamente, deve ser comprovado de maneira cabal o direito creditório, mediante a demonstração de erro no preenchimento de DCTF pela apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos, acompanhada por documentos que a embasam. É dizer, planilha confeccionada pela empresa, desacompanhada de quaisquer outros documentos, não se presta à finalidade almejada. Não procede a argumentação da Recorrente no sentido de que haveria a obrigação do Fisco em comprovar a inexistência de indébito, socorrendolhe o Princípio da Verdade Material, pois não se está diante de lançamento de ofício. Destarte, nos processos administrativos originados de decisões que não homologam declarações de compensação, o conflito originarseá do não reconhecimento da relação de débito do Fisco e, por conseguinte, da não extinção da relação de seu crédito, pois na compensação concorrem duas relações jurídicas de cargas opostas – relação jurídica da obrigação tributária a relação de indébito do Fisco – que, combinadas, se anulam. A Medida Provisória nº 135, de 2003, convertida na Lei nº 10.833, de 2003 alterou a redação do art. 74 da Lei n° 9.430/96, para aplicar às situações de nãohomologação da compensação o rito do processo administrativo fiscal federal, prescrevendo que a manifestação de inconformidade é o veículo introdutor de conflito, no âmbito da jurisdição administrativa. O contencioso administrativo originado da impugnação ao lançamento de ofício não se confunde com aquele decorrente de manifestação de inconformidade da decisão que não homologa o direito creditório nas compensações efetuadas pelo contribuinte. Com efeito, na impugnação o contribuinte visa a desconstituir o lançamento tributário, ato jurídico produzido pelo Fisco, nos termos do art.142 do CTN, ao passo que no caso da compensação, o marco inicial do contencioso é declaração produzida pelo próprio contribuinte, que constitui a relação de indébito do Fisco (pagamento indevido) e promove atos para a extinção da obrigação tributária, nos termos do art. 156, II do CTN, que fica sujeita a posterior homologação, i.e., submetese ao poderdever da Administração de verificação de sua regularidade. Por essa razão, é ônus do contribuinte comprovar a liquidez e certeza de seu direito creditório, conforme determina o caput do art.170 do CTN, devendo demonstrar de maneira inequívoca a sua existência, e, por conseguinte, o erro em que se fundou a não – homologação dos créditos. A despeito do Princípio da Verdade Material ser importante vetor do processo administrativo fiscal, não pode ser aplicado sem base empírica, ou seja, à míngua das provas competentes para constituir juridicamente o fato afirmado pela Recorrente, pois a “verdade” deve ser encontrada nos autos. Nesse contexto, esse Conselho vem admitido a relativização da preclusão na apresentação de provas, sob o lastro do Princípio Verdade Material, porém, frisese, sempre Fl. 137DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 quando o contribuinte logre trazer aos autos, ainda que intempestivamente, elementos probatórios que espelhem o direito afirmado. Em face do exposto, verificase que a inércia da Recorrente, que detém o ônus da prova para comprovar a liquidez e certeza do direito creditório é determinante do não reconhecimento do direito creditório reivindicado. Assim sendo, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 138DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.902308/2011-31
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003
PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela manifestante, precluindo os argumentos trazidos somente no recurso voluntário. O limite da lide circunscreve-se aos termos da manifestação de inconformidade.
Numero da decisão: 3803-004.231
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por inovação nos argumentos de defesa.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela manifestante, precluindo os argumentos trazidos somente no recurso voluntário. O limite da lide circunscrevese aos termos da manifestação de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por inovação nos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 23 08 /2 01 1- 31 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Tratase de pedido de compensação de COFINS recolhido indevidamente ou a maior em 15.07.2003, no valor de R$ 974,38, referente ao período de apuração de 31.08.2003, com débito da mesma contribuição. À fl. 07 está anexo o despacho decisório por meio do qual foi verificado que a partir do DARF e mencionado no PER/DCOMP, foram apurados pagamentos utilizados para quitação de débitos do Recorrente, portanto, não restando crédito suficiente para a compensação dos débitos em questão. A Recorrente foi devidamente intimada e do despacho decisório e apresentou tempestivamente às 10/20 a Manifestação de Inconformidade, por intermédio da qual a contribuinte requereu a homologação do seu direito creditório, sob o argumento de que o inciso III, § 2º, do art. 3º da Lei n.º 9.718/1998 autoriza a dedução da base de cálculo da COFINS dos valores transferidos para terceiros. Assim, às fls. 35/38 foi exarado o Acórdão n.º 1037.245 pela 2ª Turma da DRJ de Porto Alegre, que teve lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 COMPENSAÇÃO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. COFINS. EXCLUSÃO DE VALORES TRANSFERIDOS PARA TERCEIROS. INADMISSIBILIDADE. O inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 não possuía força executória, por depender de norma regulamentadora, não editada até a sua revogação pela MP nº 1.991/00. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A decisão acima prolatada indeferiu o pedido, sob o argumento de que o Recorrente não trouxe aos autos provas de que tenha ocorrido o recolhimento a maior da contribuição, nem fez referência aos valores do indébito apurado em cada período de apuração. Os julgadores de primeiro grau, ainda fundamentaram o indeferimento do pleito no fato de que o III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 não havia sido regulamentado pelo Poder Executivo e por isto esta norma estava com sua eficácia suspensa. Ademais, foi destacado que as decisões colacionadas pelo contribuinte não possuem efeito “erga omnes” e o inciso IV do art. 47 da MP nº 1.99118/2000, revogou, antes mesmo que fosse regulamentado, o dispositivo sobre o qual se fundamenta o pedido do contribuinte. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte inova seus argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade para discordar da IN n.º 517/2005 que define procedimentos para prévia habilitação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado. Segundo o contribuinte o art. 74 da Lei n.º 9.430/96, determina que a compensação de crédito Fl. 59DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.902308/201131 Acórdão n.º 3803004.231 S3TE03 Fl. 59 3 será realizada com a simples entrega do pedido de compensação, aplicandose homologação tácita após o transcurso de 5 (cinco) anos, nos termos do § 2º do art. 74 da Lei nº 9.430/96. Embora, em sua Manifestação de Inconformidade, tenha discorrido a respeito do seu pretenso direito creditório com fundamento no III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, agora o contribuinte no Recurso Voluntário volta a inovar quando argumenta possuir direito ao crédito em razão da inconstitucionalidade dos Decretos n.º 2.445/88 e 2.449/88, pois, segundo seu entendimento, recolheu indevidamente o tributo no período de janeiro/89 até outubro/95. Teceu ainda comentários a respeito do art. 166 do CTN para alegar que em se tratando de PIS e COFINS não há a possibilidade de transferência do encargo do ônus tributário para terceiros, já que nas leis de regência não consta nada neste sentido. Por fim, requer que seja dado provimento ao apelo e que seja reconhecido o direito de compensar a importância recolhida indevidamente. É o relatório. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, mas não reúne os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele não conheço. Em seu recurso o contribuinte afirma que a IN n.º 517/2005 definiu procedimentos para prévia habilitação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado, bem como que tal restrição não está prevista no art. 74 da Lei n.º 9.430/96. Todavia, muito embora em sua manifestação de inconformidade, o contribuinte não tenha abordado a questão relativa à prévia habilitação de crédito e esta discussão não tenha sido remitida para apreciação para este colegiado, vale comentar que o Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial n.º 1.309.265, julgado em 24/04/2012), manifestou entendimento de que nos termos dos arts. 170, do CTN, e 74, § 14, da Lei n. 9.430/96, os créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado, desde 01/03/2005, somente podem ser compensados depois de prévia habilitação do crédito pela RFB, já que esta não passa de mera verificação quanto à existência do crédito. Deste modo, em razão da argumentação atinente à prévia habilitação ter sido trazida somente no Recurso Voluntário, não há que se falar em constituição de lide neste particular, em razão da preclusão consumativa. Já em relação à discussão relativa à exclusão da base de cálculo dos valores transferidos para terceiros, consoante redação do inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, cumpre esclarecer que o contribuinte também não controverteu este tema em seu Recurso Voluntário, mas sim somente na Manifestação de Inconformidade, razão pela qual ocorreu a preclusão neste ponto. Na realidade analisando o Recurso, notase que o contribuinte alterou a sua linha de defesa e preferiu fundamentar o seu direito creditório no recolhimento indevido do PIS em razão da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos n.º 2.445/88 e 2.449/88. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 A preclusão consumativa encontra fundamento no art. 303 do CPC: Art.303.Depois da contestação, só é lícito deduzir novas alegações quando: Irelativas a direito superveniente; IIcompetir ao juiz conhecer delas de ofício; IIIpor expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo Além do que, o Decreto n.º 70.235/72 dispõe: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Assim, com fundamento neste artigo somente é possível apresentar novas alegações em casos excepcionais, sob pena da ocorrência da preclusão consumativa. Em relação à preclusão consumativa, vale citar a Apelação Cível n.° 200934000248411, julgada pelo TRF da 1ª Região, por intermédio da qual o tribunal PROCESSUAL CIVIL, CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO INOVAÇÃO RECURSAL NÃO APLICAÇÃO DAS LEIS 10.637/2002 E 10.833/2003 AMPLIAÇÃO DA DIMENSÃO DO DIREITO PLEITEADO PRESCRIÇÃO AÇÃO DE PROCEDIMENTO ORDINÁRIO PIS E COFINS INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98 COMPENSAÇÃO INDEVIDA EM RAZÃO DA INCIDÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. (...) 4. No que tange à questão relativa à não aplicação das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, em razão da opção da empresa autora pelo regime de lucro presumido, entendendo esta não se sujeitar aos efeitos das mencionadas Leis para efeito da incidência de PIS e COFINS, cumpre esclarecer que a parte autora inovou em sua peça de apelo. 5. Ocorre que a inicial trouxe irresignação específica e não tratou de questões atinentes ao pedido acima mencionado. Dessa forma, restou configurada inovação recursal, insuscetível de conhecimento em face da preclusão consumativa. 6. Nesse sentido, "As alegações constantes das razões recursais não foram trazidas na petição inicial, constituindo inovação na causa de pedir a sua inclusão em sede de recurso. Jurisprudência consolidada do STJ no sentido de não admitir tal inovação. (...)". (AC 0126797 56.2000.4.01.0000/GO, Rel. Juiz Federal Carlos Eduardo Castro Martins, 7ª Turma Suplementar, eDJF1 p.1390 de 23/03/2012). (...) Fl. 61DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.902308/201131 Acórdão n.º 3803004.231 S3TE03 Fl. 60 5 Trago a baila ainda o Agravo Regimentar no Agravo em Recurso Especial n. 143485 – CE. Neste julgado o STJ não conheceu do recurso com fundamento no fato de que o recorrente inovou em seus argumentos, operando assim a preclusão consumativa. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. RAZÕES DO REGIMENTAL DISSOCIADAS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. INOVAÇÃO RECURSAL. VEDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Os fundamentos do agravo regimental vinculados à prescrição estão dissociados das razões da decisão agravada, pois em nenhum momento houve abordagem da referida temática, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". 2. A questão prescricional revestese de inovação recursal, pois não fora aduzida nas razões do especial, sobre a qual se operou a preclusão consumativa. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, é vedada a inovação recursal, seja em agravo regimental, seja em embargos de declaração. Precedentes. Agravo regimental não conhecido. Ora, para o conhecimento do Recurso Voluntário há necessidade de que exista correlação entre a decisão da DRJ e os termos do recurso apresentado pelo contribuinte, pois a lógica do sistema implica em considerar que este busca a reforma da decisão denegatória do seu pedido formulado na Manifestação de Inconformidade. Todavia, uma vez constatado que o contribuinte alega aspectos que não constam da decisão atacada, por certo que se opera a preclusão consumativa, pelo que, não poderá ser conhecido o recurso, vez que procedimento contrário implicaria em aceitar como válida a inovação à lide na fase recursal, ocasionando ofensa ao devido processo legal, bem como ofensa ao princípio da devolutibilidade. Além do que, a falta de adequação entre o recurso e a decisão atacada configura necessariamente ausência de um dos pressupostos objetivos do recurso, sem o qual o recurso não pode ser conhecido. Ante o exposto, considerando que a matéria controvertida pelo contribuinte limitouse a discussão referente à aplicabilidade do III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, mas em seu Recurso Voluntário não trouxe argumentos em relação a esta matéria, então o recurso não pode ser conhecido em face da ocorrência de inovação dos argumentos de defesa. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso. .Sala das sessões, 25 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 62DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.904120/2011-27
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003
PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela manifestante, precluindo os argumentos trazidos somente no recurso voluntário. O limite da lide circunscreve-se aos termos da manifestação de inconformidade.
Numero da decisão: 3803-004.234
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por inovação nos argumentos de defesa.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela manifestante, precluindo os argumentos trazidos somente no recurso voluntário. O limite da lide circunscrevese aos termos da manifestação de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por inovação nos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 41 20 /2 01 1- 27 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Tratase de pedido de compensação de COFINS recolhido indevidamente ou a maior em 14.11.2003, no valor de R$ 2.042,29, referente ao período de apuração de 31.10.2003, com débito da mesma contribuição. À fl. 07 está anexo o despacho decisório por meio do qual foi verificado que a partir do DARF e mencionado no PER/DCOMP, foram apurados pagamentos utilizados para quitação de débitos do Recorrente, portanto, não restando crédito suficiente para a compensação dos débitos em questão. A Recorrente foi devidamente intimada e do despacho decisório e apresentou tempestivamente às 09/19 a Manifestação de Inconformidade, por intermédio da qual a contribuinte requereu a homologação do seu direito creditório, sob o argumento de que o inciso III, § 2º, do art. 3º da Lei n.º 9.718/1998 autoriza a dedução da base de cálculo da COFINS dos valores transferidos para terceiros. Assim, às fls. 29/32 foi exarado o Acórdão n.º 1037.248 pela 2ª Turma da DRJ de Porto Alegre, que teve lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 COMPENSAÇÃO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. COFINS. EXCLUSÃO DE VALORES TRANSFERIDOS PARA TERCEIROS. INADMISSIBILIDADE. O inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 não possuía força executória, por depender de norma regulamentadora, não editada até a sua revogação pela MP nº 1.991/00. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A decisão acima prolatada indeferiu o pedido, sob o argumento de que o Recorrente não trouxe aos autos provas de que tenha ocorrido o recolhimento a maior da contribuição, nem fez referência aos valores do indébito apurado em cada período de apuração. Os julgadores de primeiro grau, ainda fundamentaram o indeferimento do pleito no fato de que o III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 não havia sido regulamentado pelo Poder Executivo e por isto esta norma estava com sua eficácia suspensa. Ademais, foi destacado que as decisões colacionadas pelo contribuinte não possuem efeito “erga omnes” e o inciso IV do art. 47 da MP nº 1.99118/2000, revogou, antes mesmo que fosse regulamentado, o dispositivo sobre o qual se fundamenta o pedido do contribuinte. Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte inova seus argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade para discordar da IN n.º 517/2005 que define procedimentos para prévia habilitação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado. Segundo o contribuinte o art. 74 da Lei n.º 9.430/96, determina que a compensação de crédito Fl. 53DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.904120/201127 Acórdão n.º 3803004.234 S3TE03 Fl. 53 3 será realizada com a simples entrega do pedido de compensação, aplicandose homologação tácita após o transcurso de 5 (cinco) anos, nos termos do § 2º do art. 74 da Lei nº 9.430/96. Embora, em sua Manifestação de Inconformidade, tenha discorrido a respeito do seu pretenso direito creditório com fundamento no III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, agora o contribuinte no Recurso Voluntário volta a inovar quando argumenta possuir direito ao crédito em razão da inconstitucionalidade dos Decretos n.º 2.445/88 e 2.449/88, pois, segundo seu entendimento, recolheu indevidamente o tributo no período de janeiro/89 até outubro/95. Teceu ainda comentários a respeito do art. 166 do CTN para alegar que em se tratando de PIS e COFINS não há a possibilidade de transferência do encargo do ônus tributário para terceiros, já que nas leis de regência não consta nada neste sentido. Por fim, requer que seja dado provimento ao apelo e que seja reconhecido o direito de compensar a importância recolhida indevidamente. É o relatório. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, mas não reúne os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele não conheço. Em seu recurso o contribuinte afirma que a IN n.º 517/2005 definiu procedimentos para prévia habilitação de créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado, bem como que tal restrição não está prevista no art. 74 da Lei n.º 9.430/96. Todavia, muito embora em sua manifestação de inconformidade, o contribuinte não tenha abordado a questão relativa à prévia habilitação de crédito e esta discussão não tenha sido remitida para apreciação para este colegiado, vale comentar que o Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial n.º 1.309.265, julgado em 24/04/2012), manifestou entendimento de que nos termos dos arts. 170, do CTN, e 74, § 14, da Lei n. 9.430/96, os créditos reconhecidos por decisão judicial transitada em julgado, desde 01/03/2005, somente podem ser compensados depois de prévia habilitação do crédito pela RFB, já que esta não passa de mera verificação quanto à existência do crédito. Deste modo, em razão da argumentação atinente à prévia habilitação ter sido trazida somente no Recurso Voluntário, não há que se falar em constituição de lide neste particular, em razão da preclusão consumativa. Já em relação à discussão relativa à exclusão da base de cálculo dos valores transferidos para terceiros, consoante redação do inciso III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, cumpre esclarecer que o contribuinte também não controverteu este tema em seu Recurso Voluntário, mas sim somente na Manifestação de Inconformidade, razão pela qual ocorreu a preclusão neste ponto. Na realidade analisando o Recurso, notase que o contribuinte alterou a sua linha de defesa e preferiu fundamentar o seu direito creditório no recolhimento indevido do PIS em razão da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos n.º 2.445/88 e 2.449/88. Fl. 54DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 A preclusão consumativa encontra fundamento no art. 303 do CPC: Art.303.Depois da contestação, só é lícito deduzir novas alegações quando: Irelativas a direito superveniente; IIcompetir ao juiz conhecer delas de ofício; IIIpor expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo Além do que, o Decreto n.º 70235/72 dispõe: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Assim, com fundamento neste artigo somente é possível apresentar novas alegações em casos excepcionais, sob pena da ocorrência da preclusão consumativa. Em relação à preclusão consumativa, vale citar a Apelação Cível n.° 200934000248411, julgada pelo TRF da 1ª Região, por intermédio da qual o tribunal PROCESSUAL CIVIL, CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO INOVAÇÃO RECURSAL NÃO APLICAÇÃO DAS LEIS 10.637/2002 E 10.833/2003 AMPLIAÇÃO DA DIMENSÃO DO DIREITO PLEITEADO PRESCRIÇÃO AÇÃO DE PROCEDIMENTO ORDINÁRIO PIS E COFINS INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98 COMPENSAÇÃO INDEVIDA EM RAZÃO DA INCIDÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. (...) 4. No que tange à questão relativa à não aplicação das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, em razão da opção da empresa autora pelo regime de lucro presumido, entendendo esta não se sujeitar aos efeitos das mencionadas Leis para efeito da incidência de PIS e COFINS, cumpre esclarecer que a parte autora inovou em sua peça de apelo. 5. Ocorre que a inicial trouxe irresignação específica e não tratou de questões atinentes ao pedido acima mencionado. Dessa forma, restou configurada inovação recursal, insuscetível de conhecimento em face da preclusão consumativa. 6. Nesse sentido, "As alegações constantes das razões recursais não foram trazidas na petição inicial, constituindo inovação na causa de pedir a sua inclusão em sede de recurso. Jurisprudência consolidada do STJ no sentido de não admitir tal inovação. (...)". (AC 0126797 56.2000.4.01.0000/GO, Rel. Juiz Federal Carlos Eduardo Castro Martins, 7ª Turma Suplementar, eDJF1 p.1390 de 23/03/2012). (...) Trago a baila ainda o Agravo Regimentar no Agravo em Recurso Especial n. 143485 – CE. Neste julgado o STJ não conheceu do recurso com fundamento no fato de que o recorrente inovou em seus argumentos, operando assim a preclusão consumativa. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.904120/201127 Acórdão n.º 3803004.234 S3TE03 Fl. 54 5 PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. RAZÕES DO REGIMENTAL DISSOCIADAS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. INOVAÇÃO RECURSAL. VEDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Os fundamentos do agravo regimental vinculados à prescrição estão dissociados das razões da decisão agravada, pois em nenhum momento houve abordagem da referida temática, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". 2. A questão prescricional revestese de inovação recursal, pois não fora aduzida nas razões do especial, sobre a qual se operou a preclusão consumativa. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, é vedada a inovação recursal, seja em agravo regimental, seja em embargos de declaração. Precedentes. Agravo regimental não conhecido. Ora, para o conhecimento do Recurso Voluntário há necessidade de que exista correlação entre a decisão da DRJ e os termos do recurso apresentado pelo contribuinte, pois a lógica do sistema implica em considerar que este busca a reforma da decisão denegatória do seu pedido formulado na Manifestação de Inconformidade. Todavia, uma vez constatado que o contribuinte alega aspectos que não constam da decisão atacada, por certo que se opera a preclusão consumativa, pelo que, não poderá ser conhecido o recurso, vez que procedimento ao contrário implicaria em aceitar como válida a inovação à lide na fase recursal, ocasionando ofensa ao devido processo legal, bem como ofensa ao princípio da devolutibilidade. Além do que, a falta de adequação entre o recurso e a decisão atacada configura necessariamente ausência de um dos pressupostos objetivos do recurso, sem o qual o recurso não pode ser conhecido. Ante o exposto, considerando que a matéria controvertida pelo contribuinte limitouse a discussão referente à aplicabilidade do III do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, mas em seu Recurso Voluntário não trouxe argumentos em relação a esta matéria, então o recurso não pode ser conhecido em face da ocorrência de inovação dos argumentos de defesa. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso. Sala das sessões, 25 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 56DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/09/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10680.900497/2008-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
COMPENSAÇÃO. PRAZO PARA NÃO HOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ANULADO POR VÍCIO MATERIAL. Para desfazer o efeito extintivo da DCOMP, o ato de não-homologação deve ser válido, ou ao menos passível de convalidação. É nulo o despacho decisório que deixa de homologar compensações, sem detalhar com clareza e precisão os motivos do não reconhecimento do indébito, não afetando a contagem do prazo para não-homologação, que permanece fluindo a partir da data de entrega da DCOMP. Resta homologada tacitamente a DCOMP se o segundo despacho decisório é proferido depois de transcorridos 5 (cinco) anos daquela data.
SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS COMPENSADAS E NÃO HOMOLOGADAS. A não homologação de DCOMP apresentada para quitação de estimativas retira-lhe a certeza necessária para seu cômputo na apuração do saldo negativo e conseqüente formação de direito creditório utilizado em outras compensações, devendo ser mantida a glosa enquanto subsiste o litígio acerca de sua liquidação e não se verifica a sua extinção por compensação ou pagamento.
Numero da decisão: 1101-000.967
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, em: 1) por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à homologação tácita da DCOMP apresentada em 28/02/2005; 2) por unanimidade de votos, REJEITAR a argüição de nulidade do despacho decisório; e 3) por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à não homologação da DCOMP apresentada em 09/11/2007, divergindo a Conselheira Nara Cristina Takeda Taga, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vice-presidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Nara Cristina Takeda Taga.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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PRAZO PARA NÃO HOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ANULADO POR VÍCIO MATERIAL. Para desfazer o efeito extintivo da DCOMP, o ato de nãohomologação deve ser válido, ou ao menos passível de convalidação. É nulo o despacho decisório que deixa de homologar compensações, sem detalhar com clareza e precisão os motivos do não reconhecimento do indébito, não afetando a contagem do prazo para não homologação, que permanece fluindo a partir da data de entrega da DCOMP. Resta homologada tacitamente a DCOMP se o segundo despacho decisório é proferido depois de transcorridos 5 (cinco) anos daquela data. SALDO NEGATIVO. ESTIMATIVAS COMPENSADAS E NÃO HOMOLOGADAS. A não homologação de DCOMP apresentada para quitação de estimativas retiralhe a certeza necessária para seu cômputo na apuração do saldo negativo e conseqüente formação de direito creditório utilizado em outras compensações, devendo ser mantida a glosa enquanto subsiste o litígio acerca de sua liquidação e não se verifica a sua extinção por compensação ou pagamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em: 1) por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à homologação tácita da DCOMP apresentada em 28/02/2005; 2) por unanimidade de votos, REJEITAR a argüição de nulidade do despacho decisório; e 3) por maioria de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário relativamente à não homologação da DCOMP apresentada em 09/11/2007, divergindo a Conselheira Nara Cristina Takeda Taga, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 04 97 /2 00 8- 75 Fl. 702DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 3 2 (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), José Ricardo da Silva (vicepresidente), Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, Mônica Sionara Schpallir Calijuri e Nara Cristina Takeda Taga. Fl. 703DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 4 3 Relatório ARCELORMITTAL BRASIL S/A, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG que, por unanimidade de votos, julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que não homologou as compensações no valor de R$ 3.124.721,73, veiculadas nas DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789 e 36319.75118.091107.1.3.032680, e vinculadas ao saldo negativo de CSLL apurado no ano calendário 2004. Referido despacho decisório foi proferido depois de anulada a decisão que inicialmente nãohomologou as compensações veiculadas na DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789, sob o fundamento de que, analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi possível confirmar a apuração do crédito pois o valor informado na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) não corresponde ao valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP. A DIPJ apontava saldo negativo de R$ 4.097.947,76, ao passo que a DCOMP indicava saldo negativo de R$ 4.082.473,47 (fl. 81). Por meio do Acórdão nº 110200.718, proferido na sessão de 09/05/2012, a 2a Turma Ordinária desta 1a Câmara entendeu que o despacho decisório que deixa de homologar compensações, sem detalhar com clareza e precisão os motivos do não reconhecimento do indébito, cerceia o direito de defesa do contribuinte, impondo sua nulidade. A Turma, à unanimidade, acompanhou a Presidente e Relatora Conselheira Albertina Silva Santos de Lima, que deu provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à Unidade de origem para que outro despacho decisório seja proferido em boa e devida forma (fls. 159/167). Referido acórdão foi cientificado à Procuradoria da Fazenda Nacional, que não interpôs recurso especial (fls. 168/170). Os autos retornaram à unidade administrativa de origem, que desenvolveu nova análise do direito creditório, agora também tendo em conta a DCOMP nº 36319.75118.091107.1.3.032680, referente ao mesmo crédito. Nesta análise, não houve reconhecimento do direito creditório, porque somente foram confirmadas antecipações no montante de R$ 15.737.270,25, inferiores à CSLL devida de R$ 19.593.218,93, subsistindo incomprovadas parcelas referentes aos meses de março, abril e maio/2004, compensadas por meio da DCOMP nº 32026.73641.240804.1.3.03 1440, objeto do processo administrativo nº 10680.917810/200995, ainda em litígio no CARF. Entendeu a autoridade administrativa que estes valores não se encontram extintos e, portanto, não podem compor o crédito ora pleiteado, pois a Lei (art. 170 do Código Tributário Nacional) impõe como condição à compensação tributária que os créditos utilizados sejam líquidos e certos, o que não é o caso. A contribuinte foi cientificada da referida decisão em 07/08/2012 (fl. 202). Manifestando sua inconformidade contra este novo despacho, a interessada afirmou a permanência dos vícios originários; a imprópria transformação da anterior decisão da DRJ em razões para a nova nãohomologação; a indevida inclusão de nova DCOMP nesta análise; a Fl. 704DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 5 4 homologação tácita da DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789; a impossibilidade de questionar a apuração do anocalendário 2004; a necessidade de inclusão das compensações pendentes de homologação para formação do saldo negativo de CSLL; e invocou os efeitos da decisão proferida no processo administrativo nº 10680.917810/200995. A Turma Julgadora rejeitou estes argumentos aduzindo que: · O acórdão nº 110200.718, ao determinar o retorno dos autos à Unidade de origem para que outro despacho decisório seja proferido na boa e devida forma, anulou o despacho decisório inicial por vício formal, por acatar o argumento da interessada acerca do cerceamento ao seu direito de defesa. E, na forma do art. 59, §2o do Decreto nº 70.235/72, a autoridade julgadora determinou expressamente a providência necessária para a solução do litígio em curso: “prolação de outro despacho decisório, com nexo causal entre as razões de fato e de direito e a conclusão”. Assim, a prolação de novo despacho decisório, com identificação da motivação para o não reconhecimento do direito creditório, atende ao que determinado pelo CARF; · A inclusão de outra DCOMP na análise atende ao que determinado no art. 1o, inciso IV da Portaria RFB n º 666/2008, e ocorre em prol da celeridade do procedimento, considerando que a homologação de ambas as DCOMP´s está condicionada a um mesmo pressuposto: validade e suficiência do Saldo Negativo de CSLL AC 2004. Ademais, esta análise conjunta não traz qualquer prejuízo à interessada; · Inexiste a alegada inversão de competência, ante a adoção da decisão da DRJ em fundamentação para o Despacho Decisório, até porque o acórdão da DRJ tornouse sem efeito com a declaração de nulidade do despacho decisório original. A nova decisão observa os ditames legais, foi compreendida e questionada pela interessada, inexistindo cerceamento ao seu direito de defesa. Rejeitada, assim, a argüição de nulidade da decisão questionada; · Não se verificou a homologação tácita da DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789 porque sua nãohomologação verificouse em 20/03/2008, e a anulação desta decisão se deu por vício formal, providência que renova o prazo decadencial. Ademais, a determinação do CARF de que outro acórdão fosse proferido deixa implícita a inexistência de homologação tácita, mormente tendo em conta o disposto no art. 59, §3o do Decreto nº 70.235/72; · O transcurso do prazo decadencial não impede a Administração Pública de aferir eventuais créditos decorrentes desta apuração para restituição ou utilização em compensação em períodos posteriores; · As estimativas objeto de compensações não homologadas deixam de ter a certeza e liquidez necessárias para reconhecimento do saldo negativo por elas integrado. Por sua vez, a Solução de Consulta COSIT nº 18/2006 apenas dispensa o lançamento da multa isolada sobre as estimativas compensadas e não homologadas, e não autoriza seu reconhecimento como indébito, que continua a depender da certeza e liquidez. E, quanto ao processo administrativo nº 10680.917810/200995, além de ainda não estar definitivamente julgado, o crédito nele reconhecido não seria suficiente para Fl. 705DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 6 5 liquidar o saldo devedor apontado no despacho decisório e converter em credora a apuração de CSLL no anocalendário 2004. Cientificada da decisão de primeira instância em 25/04/2013 (fl. 630/631), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 16/05/2013 (fls. 632/699). Relata que o acórdão nº 110200.718 anulou o primeiro despacho decisório por vício material, e que a autoridade administrativa, a título de suposta “revisão de ofício” daquele despacho decisório, inverteu completamente o devido processo legal buscando a fundamentação para a não homologação do PER/DCOMP no acórdão proferido anteriormente pela DRJ. Aborda a motivação do primeiro despacho decisório, observando que o crédito informado na DIPJ superara em R$ 15.000 (quinze mil reais) o valor crédito utilizado na DCOMP, e ainda assim todo o crédito fora indeferido. Observa que ao apreciar a manifestação de inconformidade contra este ato, a Turma Julgadora de 1a instância alterou completamente o fundamento da nãohomologação, deixando de considerar na formação do saldo negativo compensado as estimativas liquidadas por compensações não homologadas. Assim, comprovando a ausência de fundamentação válida do despacho decisório antes proferido, a Turma Julgadora acabou por cercear o direito de defesa da interessada. Reportase a excertos do acórdão nº 110200.718; diz que a edição de novo despacho nos mesmos autos decorre da equivocada interpretação de que se tratava, aqui, de mero erro formal, sanável; assevera que o novo despacho decisório se baseou na fundamentação do primeiro acórdão proferido pela DRJ, insistindo na desconsideração das compensações tratadas no processo administrativo nº 10680.9717810/200995, ainda pendentes de decisão definitiva; e acrescenta que o novo despacho decisório integrou a esta análise uma nova DCOMP, estranha a estes autos, ainda que tratando do mesmo crédito. Com a rejeição de suas alegações apresentadas em manifestação de inconformidade, passa a reiterálas, de modo a demonstrar que o acórdão recorrido, assim como o despacho decisório possuem vícios insanáveis. O despacho decisório seria nulo porque, uma vez anulado o primeiro por vício material (e o acórdão nº 110200.718 é claro neste sentido), a autoridade local promoveu “revisão de ofício” para correção de erro formal, mas empreendeu completa modificação da fundamentação utilizada no primeiro despacho decisório, valendose do mesmo processo administrativo, declarado nulo desde o início. Aborda a distinção entre vícios material e formal, afirma a ocorrência do primeiro, e entende que deveria ser proferido novo despacho decisório com a abertura de um novo processo administrativo, caso ainda esteja dentro do prazo decadencial para tanto. Também seria nulo porque pretende promover revisão de ofício sem fundamentála em uma das hipóteses do art. 149 do CTN. Não se verificando quaisquer das hipóteses do referido dispositivo, conclui que o despacho decisório, na verdade julgou o caso (a ponto de descrever crédito tributário mantido) numa absoluta inversão de lógica e papel. Cabialhe, no entanto, fundamentar com coerência o que faltou no primeiro despacho decisório e não alterálo por completo. Ao assim não proceder, subsiste o cerceamento ao direito de defesa da interessada. Fl. 706DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 7 6 Ainda, também seria nulo o procedimento que trouxe para estes autos a análise da DCOMP nº 36319.75118.091107.1.3.032680, pois o procedimento anterior não poderia ter continuidade nestes autos, e mesmo admitindoo aqui como revisão de ofício, não poderia incluir uma nova DCOMP. Diz que há clara ofensa ao devido processo legal, e prejuízo à recorrente, inexistindo outra alternativa senão expurgar os efeitos daquela DCOMP destes autos. Cita acórdão de 1a instância de julgamento em seu favor. Afirma a homologação tácita da compensação veiculada na DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789, porque a ausência de motivos no despacho decisório inicial impôs a sua nulidade, de modo que ele inexiste, ab initio, pois inapto a produzir efeitos jurídicos. Via de conseqüência restabelecese o status quo, ou seja, para todos os efeitos legais é como se nunca tivesse sido proferido o primeiro despacho, anulado pelo CARF, por isso, não poderia este PTA ter continuidade, como argüido anteriormente. Cita doutrina e jurisprudência em favor de seu entendimento, bem como transcreve ementas de acórdãos de 1a e 2a instâncias administrativas de julgamento afirmando a homologação tácita em tais condições. Reportase às disposições do art. 74 da Lei nº 9.430/96, e defende que a lei não cogita de qualquer interrupção ou suspensão do prazo previsto para não homologação das compensações. Na seqüência, defende a necessidade de inclusão das compensações pendentes de homologação para formação do saldo negativo de CSLL. Reportase às orientações de preenchimento da DIPJ, em favor do cômputo, no ajuste anual, de estimativas compensadas por meio de DCOMP. Diz que a homologação das compensações não está ali exigida, e que glosar estas antecipações representa dupla cobrança, pois a não homologação ensejará a cobrança do débito então compensado. E quer a compensação das estimativas seja homologada, quer estes débitos sejam cobrados e pagos, em ambos os casos o saldo negativo por elas composto se prestará à compensação de outros débitos. Se assim não for, a contribuinte ficará sujeita a pagar o débito que está sendo exigido nestes autos, e o débito compensado no outro processo administrativo em curso. Acrescenta que o processo administrativo nº 10680.917810/200995 ainda não foi julgado definitivamente, e reportase à Solução de Consulta COSIT nº 18/2006. De toda sorte, destaca que naquele processo administrativo foi reconhecida a possibilidade da formação do saldo negativo com compensações não homologadas. Cita outros acórdãos deste Conselho no mesmo sentido. Pede, assim, que seja decretada a nulidade de todo crédito tributário pelas razões antes expostas ou, sucessivamente, que as estimativas compensadas e ainda não homologadas sejam computadas na formação dos saldo negativo de CSLL, e que seja reconhecida a homologação tácita da DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789. Fl. 707DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 8 7 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA A recorrente alega que o Acórdão nº 110200.718 anulou o primeiro despacho decisório por vício material, e discorda da edição de novo despacho decisório nestes autos como se apenas erro sanável tivesse ocorrido, entendendo que deveria ser proferido novo despacho decisório com a abertura de um novo processo administrativo, caso ainda esteja dentro do prazo decadencial para tanto. Mais à frente, afirma a homologação tácita da compensação veiculada na DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789, porque a ausência de motivos no despacho decisório inicial impôs a sua nulidade, de modo que ele inexiste, ab initio, pois inapto a produzir efeitos jurídicos. Via de conseqüência restabelecese o status quo, ou seja, para todos os efeitos legais é como se nunca tivesse sido proferido o primeiro despacho, anulado pelo CARF, por isso, não poderia este PTA ter continuidade, como argüido anteriormente. Inicialmente importa observar que a formalização de novo ato de não homologação neste mesmo processo administrativo em nada afetaria sua validade. Os autos do processo administrativo são mero veículo dos atos administrativos, e a utilização dos elementos probatórios aqui já reunidos, sem a necessidade de sua reprodução em outros autos, é medida que se impõe em razão do princípio da eficiência administrativa. Contudo, tem razão a interessada quando afirma que a compensação veiculada na DCOMP nº 03557.54124.280205.1.3.033789 já havia homologado tacitamente no momento em que foi cientificada do novo despacho decisório proferido após a nulidade declarada pelo Acórdão nº 110200.718. Dispõe a Lei nº 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Fl. 708DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 9 8 [...] § 7o Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 8o Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7o, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9o. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a nãohomologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) [...] (negrejouse) Nestes termos, a compensação declarada à Receita Federal extingue o crédito tributário. Esta extinção somente deixa de existir se a autoridade competente edita o ato de não homologação da compensação em até 5 (cinco) anos da entrega da DCOMP. Transcorrido este prazo sem a manifestação da autoridade competente, o crédito tributário está definitivamente extinto pela compensação. Contudo, para desfazer o efeito extintivo da DCOMP, o ato de não homologação deve ser válido, ou ao menos passível de convalidação. E requisito essencial de validade dos despachos ou decisões administrativas – modalidade na qual se inclui o ato de nãohomologação – é a sua elaboração sem cerceamento ao direito de defesa do interessado, ou seja, com exposição dos motivos que sustentam o ato, como bem exposto por Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martinez Lopez in Processo Administrativo Fiscal Comentado (p. 414, Editora Dialética, São Paulo, 2002): A motivação do ato deve observar os princípios da congruência e da presunção racional do julgador. Ou seja, a decisão deve harmonizarse com a fundamentação, de sorte a estabelecerse, entre elas, um liame de lógica formal do tipo premissa/conseqüência e, ainda, não deve refletir apenas a convicção do julgador, mas ser premissa necessária à conclusão a que se chega, apta ao convencimento de terceiros. Assim, além de a autoridade administrativa apresentar as razões de fato e de direito que a levaram para determinada conclusão, também deve demonstrar o nexo causal existente entre elas. Destarte, a omissão das razões de convencimento, o descompasso lógico entre as conclusões e as premissas (carência de motivação intrínseca) e a omissão de fato decisivo para o juízo (carência de motivação extrínseca), caracterizam falta ou vício de motivação, ambos passíveis de invalidação. E, caso não se admita a classificação do ato de nãohomologação como despacho ou decisão na forma do art. 59, inciso II do Decreto nº 70.235/72, importa ter em Fl. 709DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 10 9 conta que sua subsistência como ato administrativo de qualquer espécie dependeria, necessariamente, de motivação nos termos da Lei nº 9.784/99: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; [...] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. [...] Nestes termos, a motivação deve ser explícita, clara e congruente para sustentar a afirmação de inexistência do direito creditório apontado pelo sujeito passivo na DCOMP. Isto porque, se assim não fosse, bastaria à autoridade administrativa iniciar os trabalhos de análise da compensação, e apontar algum vício aparente, para se desincumbir do ônus que o legislador lhe impôs de declarar a inadmissibilidade da compensação no prazo legal. Por certo há despachos decisórios que, mesmo não abordando por completo o mérito da compensação, prestamse como causa interruptiva do prazo legal de não homologação. É o caso, por exemplo, das análises que se restringem a aspectos preliminares da compensação, como legitimidade, prescrição ou possibilidade do pedido. O mesmo se diga em relação aos atos de nãohomologação decorrentes da impossibilidade de análise do direito creditório por falta de colaboração do sujeito passivo que tem o dever de guarda da documentação de suporte do crédito tributário. E também os atos de nãohomologação que se fundam em expressos indícios consistentes e convergentes acerca da inexistência do direito creditório. Contudo, em tais circunstâncias há ato válido, devidamente motivado, que permite a defesa pelo interessado, e assim impede a homologação tácita da compensação pelo transcurso do prazo legal. São possíveis, assim, novas análises pela autoridade fiscal durante o contencioso administrativo, de modo a solucionar dúvidas decorrentes da defesa que o sujeito passivo pode validamente produzir. Mas, se aqueles óbices preliminares não são opostos, e a análise da compensação centrase na própria existência do direito creditório, a nãohomologação somente existe, como ato administrativo, quando expressa motivos que a sustentem. A existência formal do ato, praticado por autoridade competente e cientificado ao sujeito passivo, de nada vale quando o seu conteúdo não reúne razões compreensíveis para a nãohomologação da compensação. Haveria burla ao prazo legal de nãohomologação das compensações caso se admitisse irrestritamente que novas análises fossem exteriorizadas pela autoridade administrativa durante o contencioso administrativo, ou a partir da declaração de nulidade do despacho decisório. No presente caso, os fundamentos para declaração de nulidade do despacho decisório estão assim expostos no Acórdão nº 1102000.718: Constato que o fundamento para a não homologação da compensação por parte da autoridade fiscal foi a divergência entre o valor informado de saldo negativo da CSLL na PER/DCOMP (R$ 4.082.473,47) e o valor declarado na DIPJ de R$ Fl. 710DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 11 10 4.097.947,76, sendo que o valor do débito objeto da compensação era de R$ 3.199.090,11, menor do que qualquer um dos valores mencionados. A DRJ se aprofundou na verificação e não homologou a compensação porque parte dos débitos de estimativas que teriam sido extintos por compensação, não poderiam integrar a apuração do saldo negativo porque a compensação não foi homologada; e ainda porque considerou valor menor de pagamentos do que os informados pela interessada. Verificase portanto, que a autoridade fiscal não motivou adequadamente o indeferimento da DCOMP e que a DRJ motivou o indeferimento da manifestação de inconformidade com base em outra fundamentação. Portanto, em relação ao despacho decisório não existe nexo causal entre as divergências dos valores de CSLL declarados em DIPJ (R$ 4.097.947,76) e o valor informado de saldo negativo na PER/DCOMP (R$ 4.082.473,47), se o valor pleiteado de crédito, de R$ 3.199.090,11 é inferior ao menor desses valores. Transcrevo o art. 50 da Lei 9.784/99: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses Transcrevo o art. 59 do Decreto 70.235/72: Art. 59. São nulos: II – Os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição de direito de defesa Não tendo, o despacho decisório fundamentado adequadamente o indeferimento da DCOMP, incorreu em vício substancial, e gerou cerceamento do direito de defesa, e nos termos do art. 59 acima transcrito, inciso II, do Decreto 70.235/72, são nulos os despachos e decisões proferidos com preterição do direito de defesa. Consequentemente, os autos deverão retornar à Unidade de origem para que outro despacho decisório seja proferido, com nexo causal entre as razões de fato e de direito e a conclusão. Evidente, portanto, que a autoridade administrativa não promoveu a análise material do direito creditório, interrompendo seus procedimentos em óbices preliminares que não autorizavam negar a existência do crédito informado na DCOMP, mormente com vistas à nãohomologação de débito inferior ao menor dos saldos negativos informados pela contribuinte. A própria Conselheira Albertina Silva Santos de Lima reconhece tratarse de vício substancial e se, de um lado, não declarou a homologação tácita da compensação no momento do julgamento proferido em 09/05/2012, de outro também não autorizou a nãohomologação da compensação, mas apenas determinou o retorno dos autos à origem para que outro despacho fosse proferido, com nexo causal entre as razões de fato e de direito e a conclusão. Considerando que o vício se verificou no próprio conteúdo do ato administrativo cientificado ao sujeito passivo, sua convalidação somente seria possível se o Fisco ainda dispusesse de tempo para nãohomologação das compensações. Por sua vez, a DCOMP originalmente não homologada foi transmitida em 28/02/2005, e o prazo para sua nãohomologação, na forma do art. 74, §5o da Lei nº 9.430/96 na redação antes citada, expirou em 28/02/2010. Logo, em 07/08/2012, quando cientificada a interessada do segundo despacho decisório, nada mais poderia ser feito para suprir o vício de motivação constatado no primeiro despacho decisório. Fl. 711DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 12 11 Assim, na medida em que o primeiro despacho decisório não reunia os requisitos de validade para caracterizarse como causa interruptiva do prazo legal de não homologação, cumpre DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para reconhecer que a DCOMP apresentada em 28/02/2005 foi homologada tacitamente. Já com referência à DCOMP nº 36319.75118.091107.1.3.032680 o mesmo não se verifica, na medida em que a autoridade administrativa dispunha de prazo até 09/11/2012 para não homologar a compensação ali veiculada. Por sua vez, a produção de um segundo despacho decisório nestes autos não representa qualquer irregularidade, assim como nenhum dispositivo legal impede que a constatação de uma outra DCOMP vinculada ao mesmo crédito seja tratada nos mesmos autos da primeira declaração apresentada. Ao contrário, sua não homologação observa o disposto no art. 170 do CTN, que somente autoriza a extinção de créditos tributários por compensação quando líquido e certo o direito creditório alegado pelo sujeito passivo. A recorrente faz referências a dispositivos legais que tratam da revisão de ofício de lançamentos, mas a declaração de nulidade material do primeiro despacho decisório, como ela própria diz, restabelece o status quo, ou seja, para todos os efeitos legais é como se nunca tivesse sido proferido o primeiro despacho, anulado pelo CARF. Assim, inexiste lide delimitada e nada impede que os mesmos autos se prestem como suporte para a edição de outro despacho decisório, inclusive para alcance de outra compensação vinculada ao mesmo direito creditório tratado na primeira DCOMP analisada. Aduz, ainda, que o novo despacho decisório deveria apenas fundamentar com coerência o que faltou no primeiro despacho decisório e não alterálo por completo. Contudo, como dito, a anulação por vício material autoriza a autoridade administrativa, dentro do prazo legal, a editar qualquer questionamento contra o crédito utilizado, à semelhança do que poderia produzir em primeira análise da compensação. E, uma vez cientificada a interessada dos motivos que, coerentes com a conclusão, autorizam a nãohomologação da compensação, não há se falar em cerceamento a direito de defesa ou ofensa ao devido processo legal. Por tais razões, deve ser REJEITADA a argüição de nulidade do despacho decisório. No mérito, a interessada defende a necessidade de inclusão das compensações pendentes de homologação para formação do saldo negativo de CSLL. É certo que, como diz a recorrente, é admissível, no preenchimento da DIPJ, o cômputo, na formação do saldo negativo, de estimativas compensadas por meio de DCOMP, e que não é necessária prévia homologação das compensações. Todavia, uma vez não homologada referidas compensações, é afastada a certeza necessária para que uma antecipação possa integrar o direito creditório representado pelo saldo negativo a partir dali formado, mormente tendo em conta que este direito creditório será pretendido, na forma do já citado art. 170 do CTN, para extinção de créditos tributários. Razoável, portanto, que ausente a homologação expressa ou tácita da compensação que tem por objeto o débito de estimativa, seja glosado seu cômputo na apuração do saldo negativo do correspondente anocalendário. A recorrente argumenta que a glosa das antecipações, no presente caso, representaria dupla cobrança, pois desta não homologação também resultará a cobrança do Fl. 712DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 13 12 débito então compensado. Ocorre que, caso homologada a compensação da estimativa que compõe o presente saldo negativo, a parcela correspondente estará aqui convalidada, impedindo a cobrança de débitos compensados até o limite do crédito comprovado. Já em se tornando definitiva a não homologação da compensação desta estimativa, somente o pagamento decorrente de sua cobrança lhe conferirá novamente a certeza retirada pelo anterior ato de nãohomologação. E, uma vez restabelecida esta certeza acerca da antecipação que a interessada pretende aqui ver computada no saldo negativo em debate, este direito creditório será reconstituído para imputação aos débitos compensados, impedindo sua cobrança. Logo, somente o pagamento das estimativas compensadas, vinculadas ao crédito tratado no processo administrativo nº 10680.917810/200995, seria exigível, não se verificando qualquer duplicidade em relação a exigência decorrente dos débitos aqui compensados. Já se o sujeito passivo optar não pagar o débito que venha a se tornar exigível naqueles autos, o crédito aqui utilizado não será confirmado e então apenas os débitos com ele compensados serão exigíveis. Por certo não poderá a autoridade administrativa proceder a ambas as cobranças concomitantemente, mas apenas sucessivamente, caso se mostre inviável prosseguir na primeira cobrança. A recorrente reportase à Solução de Consulta Interna COSIT nº 18/2006, a qual determina que na hipótese de compensação não homologada, os débitos serão cobrados com base em Dcomp, e, por conseguinte, não cabe a glosa dessas estimativas na apuração do imposto a pagar ou do saldo negativo apurado na DIPJ. Assevera, também, que no julgamento do processo administrativo nº 10680.917810/200995, a Turma Julgadora reconheceu a possibilidade de formação do saldo negativo com compensações não homologadas, e reporta se a julgamento, neste mesmo sentido, proferido pela 2a Turma Ordinária desta 1a Câmara, nos autos do processo administrativo nº 10680.724186/200984. É possível que a contribuinte esteja se referido ao julgamento do processo administrativo nº 10680.917810/200995 já neste Conselho, consubstanciado no Acórdão nº 110200.373, assim ementado na parte que aqui interessa: O VALOR DA COMPENSAÇÃO DECLARADA PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE PER/DCOMP IMPORTA EM CONFISSÃO DE DÍVIDA CASO NÃO SEJA HOMOLOGADA PELO ÓRGÃO COMPETENTE NOS TERMOS DO ARTIGO 74, §§ 6° E 7o DA LEI N° 9.430/96. A SRF não exige que a PER/DCOMP tenha sido homologada, bastando que a compensação tenha sido solicitada para fins de confissão de divida caso o Fisco não homologue a compensação. Assim, o valor declarado como compensado passa a ser imediatamente exigível, visto que a declaração PER/DCOMP tem natureza de confissão de divida. A PER/DCOMP NÃO HOMOLOGADA CONSTITUI INSTRUMENTO HÁBIL DE CONFISSÃO DE DÍVIDA PARA O CONTRIBUINTE E OS VALORES ALI INFORMADOS COMPÕEM O SALDO DA BASE DE CALCULO NEGATIVA DA CSLL SOLUÇÃO DE CONSULTA INTERNA COSIT N° 18 DE 13 DE OUTUBRO DE 2006 "Na hipótese de compensação não homologada, os débitos serão cobrados com base em DComp, e, por conseguinte, não cabe a glosa dessas estimativas na apuração do imposto a pagar ou do saldo negativo apurado na DIPJ”. Observese que referida decisão não se tornou definitiva, na medida em que há registro de interposição de recurso especial que ainda pende de análise neste Conselho. Fl. 713DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 14 13 De toda sorte, tais atos decisórios e administrativos não vinculam o entendimento desta Relatora e, como exposto, as estimativas objeto de compensações não homologadas não se revestem da certeza necessária para integrar direito creditório utilizado em compensação extintiva do crédito tributário. Sua glosa, assim, subsiste enquanto não se verificar a homologação de sua compensação ou o seu pagamento, salvo se a contribuinte desistir da utilização do direito creditório a ela correspondente, e assim optar pelo pagamento do débito indevidamente compensado com o saldo negativo no qual ela foi computado. Assim, no que tange à não homologação da DCOMP nº 36319.75118.091107.1.3.032680, deve ser NEGADO PROVIMENTO ao recurso voluntário. Diante de todo o exposto, o presente voto é no sentido de REJEITAR as argüições de nulidade e DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para manter apenas a não homologação da DCOMP nº 36319.75118.091107.1.3.032680, devendo a autoridade administrativa local atentar que a exigibilidade dos débitos compensados por meio desta DCOMP é influenciada pelo litígio ainda existente acerca das estimativas compensadas nos autos do processo administrativo 10680.917810/200995. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 714DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10680.900497/200875 Acórdão n.º 1101000.967 S1C1T1 Fl. 15 14 Fl. 715DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 01/11/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 10293.720048/2008-17
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005
ÁREA DE RESERVA LEGAL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
Quando o contribuinte conseguir demonstrar a área de reserva legal através de provas inequívocas, como o protocolo de Ato Declaratório Ambiental (ADA) junto ao IBAMA e a averbação à margem da matrícula de registro de imóveis, o que deve prevalecer é a verdade material.
No caso em concreto o contribuinte não conseguiu fazer essa prova.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-003.161
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Quando o contribuinte conseguir demonstrar a área de reserva legal através de provas inequívocas, como o protocolo de Ato Declaratório Ambiental (ADA) junto ao IBAMA e a averbação à margem da matrícula de registro de imóveis, o que deve prevalecer é a verdade material. No caso em concreto o contribuinte não conseguiu fazer essa prova. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 29 3. 72 00 48 /2 00 8- 17 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720048/200817 Acórdão n.º 2801003.161 S2TE01 Fl. 102 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Contra o contribuinte interessado foi lavrado, em 04/08/2008, a Notificação de Lançamento nº 02301/00028/2008 (às fls. 37/41), pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 72.988,70, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, do exercício de 2005, acrescido de multa de ofício (75,0%) e juros legais, tendo como objeto o imóvel rural denominado “Seringal Santa Vitória”, cadastrado na RFB, sob o nº 7.295.3837, com área declarada de 5.800,0 ha, localizado no Município de Sena Madureira/AC. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2005 incidentes em malha valor, iniciouse com a intimação de fls. 01/02 exigindose a apresentação de: 1º Cópia do ADA Ato Declaratório Ambiental; 2º Laudo técnico emitido por profissional habilitado, caso exista áreas de preservação permanente de que trata o do art. 2º da Lei nº 4.771/65 (Código Florestal), acompanhado da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), registrada no CREA, declaradas, identificando o imóvel rural através de memorial descritivo de acordo com o artigo 9º do Decreto nº 4.449 de 30 de outubro de 2002; 3º Certidão do órgão público competente, caso o imóvel ou parte dele esteja inserido em área declarada como de preservação permanente, nos termos do art. 3º da Lei 4.771/65 (Código Florestal), acompanhado de ato do poder público que assim a declarou; e, 4º Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecida na NBR 14.653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrado no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do SIPT da RFB. Em resposta, foram apresentados os documentos/extratos de fls. 10/36. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pelo Contribuinte, e das informações constantes das DITR/2005, decidiuse pela glosa integral das áreas declaradas como de preservação permanente, de 4.640,0 ha, além da alteração do VTN de R$ 5.000,00 para R$ 174.000,00, com base no valor de R$ 30,00/ha indicado no laudo técnico apresentado, com conseqüentes aumentos da área tributável/aproveitável e Fl. 102DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720048/200817 Acórdão n.º 2801003.161 S2TE01 Fl. 103 3 VTN tributável, disto resultando imposto suplementar de R$ 34.600,00, conforme demonstrado às fls. 40. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais das infrações, da multa de ofício e dos juros de mora, encontramse descritos às folhas 38/39 e 41. Da Impugnação Cientificado do lançamento em 30/09/2008 (fls. 47), o Impugnante, por meio de procurador legalmente constituído, fls. 55/56, protocolou em 24/10/2008, fls. 53, a impugnação de fls. 53/54, lida nesta Sessão e instruída com os documentos de fls. 57/59. Em síntese, alegou e requereu o seguinte: • informa que esta área foi cadastrada indevidamente com a área de 5.800,9 ha, quando, na verdade, o imóvel denominado Seringal Santa Vitória já tinha sido cadastrado como Colocação Santa Vitória, registrado no NIRF nº 3.000.8190, o qual tem apenas 1.614,9 ha, conforme Certidão e CCIR do INCRA em anexo; • a única área de direito que o contribuinte possui é a de NIRF nº 3.000.8190 devidamente cadastrada; • requer a revisão e o cancelamento da Notificação, visto que a mesma foi lançada com base na área de 5.800,0 ha, que não existe; • solicita o cancelamento da presente notificação.” O acórdão de primeira instância julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 73/78, que restou assim ementado: DO SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. Cabe ser mantido o lançamento em nome do contribuinte, tendo em vista os dados cadastrais constantes da DITR/2005 e observada a legislação pertinente. DO REGISTRO IMOBILIÁRIO. Caso existente, enquanto não cancelado, o registro imobiliário continua produzindo todos os seus efeitos, nos termos da Lei de Registros Públicos. DA ALTERAÇÃO DOS DADOS CADASTRAIS DA REDUÇÃO DA ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. Incabível a redução da área total do imóvel, informada na DITR/2005, tendo em vista a ausência de documentação hábil para tanto, qual seja, Certidão ou Matrícula do Registro de Imóveis na qual conste, para o imóvel em questão, nova área total. MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E VTN. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720048/200817 Acórdão n.º 2801003.161 S2TE01 Fl. 104 4 Considerase não impugnada as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, conforme disposto no processo administrativo fiscal PAF. Regularmente cientificado daquele acórdão em 16/08/2011 (fl. 85), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 88/96, em 17/08/2011. Em sua defesa, apresenta as razões de defesa a seguir sintetizadas: · A autoridade fiscal não observou que a área glosada, pela sua expressiva dimensão, jamais poderia tratarse de preservação permanente, e que corresponde, precisamente, a 80% da área rural declarada, tratandose de equívoco cometido pelo contribuinte ao preencher a declaração, pois, efetivamente, foi glosada a área de reserva legal, de 4.640,00 ha, dos 5.800,00 ha da área total declarada; · Sendo válido o VTN do laudo apresentado em substituição ao declarado, insta que se dê validade, também, às características do imóvel, tomandose como áreas isentas as consignadas no referido documento técnico. Afinal, o laudo não poder ser validado e reconhecido apenas em parte, para atender aos interesses do fisco, para prejudicar o contribuinte, como, de resto, ocorreu; · Quanto às matérias consideradas não impugnadas (APP e VTN), aduz que a autoridade administrativa tem o poderdever de carrear aos autos e apreciar todas as informações e documentos que possa ter a respeito da matéria tratada, seja por parte da autoridade lançadora, seja do contribuinte, independente das provas e ou alegações trazidas pelos sujeitos; · Se, para a aferição da verdade material e da legalidade objetiva a que está vinculada a Administração é útil o exame de provas e argumentos oferecidos pelo sujeito passivo, ainda que apresentados a destempo é defeso deixar de examinálos, sob o pretexto de ter ocorrido a preclusão, pena de malferir os princípios sob comento. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de alteração da área de pastagem e do Valor da Terra Nua. A despeito dos argumentos do recorrente, considerase acertada a decisão recorrida ao considerar não impugnadas a glosa integral das áreas declaradas como de Fl. 104DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10293.720048/200817 Acórdão n.º 2801003.161 S2TE01 Fl. 105 5 preservação permanente, de 4.640,0 ha, e a alteração do VTN de R$ 5.000,00 para R$ 174.000,00, com base no valor de R$ 30,00/ha indicado no laudo de avaliação apresentado. Isto porque não há dúvidas de que, na peça impugnatória, às fls. 54/55, o interessado limitouse a solicitar o cancelamento do lançamento consubstanciado na Notificação de fls. 39/43, sob o argumento de que possui um único imóvel rural, com 1.614,9 ha, cadastrado na RFB sob o NIRF nº 3.000.8190. Apesar de insurgirse contra a conclusão da decisão de primeira instância em relação às matérias consideradas não impugnadas, o contribuinte, em sede de recurso, também não se manifesta no sentido de reformar os valores levados a efeito a título de Valor da Terra Nua VTN e Área de Preservação Permanente – APP, pretendendo apenas seja reconhecida a área de área de reserva legal, de 4.640,00 ha, que, por equívoco, não foi informada na DITR sob exame. Ocorre que o recorrente não logrou demonstrar a existência da menciona área de reserva legal mediante documentação comprobatória para que se reconheça o direito à isenção, qual seja: o protocolo de Ato Declaratório Ambiental (ADA) junto ao IBAMA, conforme parágrafo 1º da Lei no 10.165, de 27 de dezembro de 2000, e a averbação à margem da matrícula de registro de imóveis, nos termos do art. 44 da Lei nº 4.771, de 15/09/1965, com a redação dada pelo art. 1o da Medida Provisória nº 1.511, de 25/07/1996. Assim, no que diz respeito a área de reserva legal, entendo que deve prevalecer no presente caso a verdade material, e o recorrente não conseguiu trazer elementos suficientes para comprovar a reclamada área, razão pela qual não pode ser considerada para fins de exclusão da área tributável. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 105DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10640.003415/2010-33
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício:2006, 2007, 2008, 2009, 2010
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. PRESENÇA DE INDÍCIOS EM DESFAVOR DOS RECIBOS. INTIMAÇÃO FISCAL. ÔNUS DE COMPROVAÇÃO ATRIBUÍDO AO CONTRIBUINTE.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes que desabonam os recibos o que implica inadmitir a dedução por ausência de outros elementos de prova.
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. NÃO COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTA DOLOSA DO CONTRIBUINTE. DESQUALIFICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. ÔNUS DO FISCO. CONDUTA REITERADA. DOLO NÃO COMPROVADO.
Ainda que o contribuinte não tenha se desincumbido do ônus de provar as despesas consignadas em recibos, contra os quais há fortes indícios de inidoneidade, é do Fisco o dever de provar o dolo na conduta do contribuinte, do contrário a multa de ofício, embora cabível, não pode ser aplicada na modalidade qualificada. No caso dos autos, os indícios que desabonam o conjunto dos recibos do psicólogo como um todo não é suficiente, por si só, para comprovar o dolo em relação ao contribuinte individualmente. Tem prevalecido na jurisprudência do CARF que a prática da infração em exercícios seguidos não é suficiente para comprovar o evidente intuito de fraude que justifica a qualificação da multa.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-002.465
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa, nos termos do voto do relator. Vencido(s) o Conselheiro(s) Jaci de Assis Júnior que negou provimento.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 14/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício:2006, 2007, 2008, 2009, 2010 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. PRESENÇA DE INDÍCIOS EM DESFAVOR DOS RECIBOS. INTIMAÇÃO FISCAL. ÔNUS DE COMPROVAÇÃO ATRIBUÍDO AO CONTRIBUINTE. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes que desabonam os recibos o que implica inadmitir a dedução por ausência de outros elementos de prova. IRPF. DESPESAS MÉDICAS. NÃO COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTA DOLOSA DO CONTRIBUINTE. DESQUALIFICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. ÔNUS DO FISCO. CONDUTA REITERADA. DOLO NÃO COMPROVADO. Ainda que o contribuinte não tenha se desincumbido do ônus de provar as despesas consignadas em recibos, contra os quais há fortes indícios de inidoneidade, é do Fisco o dever de provar o dolo na conduta do contribuinte, do contrário a multa de ofício, embora cabível, não pode ser aplicada na modalidade qualificada. No caso dos autos, os indícios que desabonam o conjunto dos recibos do psicólogo como um todo não é suficiente, por si só, para comprovar o dolo em relação ao contribuinte individualmente. Tem prevalecido na jurisprudência do CARF que a prática da infração em exercícios seguidos não é suficiente para comprovar o evidente intuito de fraude que justifica a qualificação da multa. Recurso provido em parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa, nos termos do voto do relator. Vencido(s) o Conselheiro(s) Jaci de Assis Júnior que negou provimento. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
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DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. PRESENÇA DE INDÍCIOS EM DESFAVOR DOS RECIBOS. INTIMAÇÃO FISCAL. ÔNUS DE COMPROVAÇÃO ATRIBUÍDO AO CONTRIBUINTE. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes que desabonam os recibos o que implica inadmitir a dedução por ausência de outros elementos de prova. IRPF. DESPESAS MÉDICAS. NÃO COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTA DOLOSA DO CONTRIBUINTE. DESQUALIFICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. ÔNUS DO FISCO. CONDUTA REITERADA. DOLO NÃO COMPROVADO. Ainda que o contribuinte não tenha se desincumbido do ônus de provar as despesas consignadas em recibos, contra os quais há fortes indícios de inidoneidade, é do Fisco o dever de provar o dolo na conduta do contribuinte, do contrário a multa de ofício, embora cabível, não pode ser aplicada na modalidade qualificada. No caso dos autos, os indícios que desabonam o conjunto dos recibos do psicólogo como um todo não é suficiente, por si só, para comprovar o dolo em relação ao contribuinte individualmente. Tem prevalecido na jurisprudência do CARF que a prática da infração em exercícios seguidos não é suficiente para comprovar o evidente intuito de fraude que justifica a qualificação da multa. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 34 15 /2 01 0- 33 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a qualificação da multa, nos termos do voto do relator. Vencido(s) o Conselheiro(s) Jaci de Assis Júnior que negou provimento. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano. Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 2006 a 2010, anocalendário 2005 a 2009, respectivamente, devido a glosa de despesas médicas. No Relatório da Ação Fiscal foi descrito que a ação fiscal foi motivada pelo fato de o contribuinte utilizar despesas elevadas em nome do psicólogo Carlos Augusto Rezende Araújo, que já fora objeto de fiscalização que culminou com Representação Fiscal para Fins Penais (processo 10640.002870/201000, em que foram demonstrados indícios convergentes e provas documentais da prática fraudulenta de venda e/ou majoração de recibos por parte do citado profissional entre os anos de 2005 e 2009. Os indícios supramencionados foram descritos no Relatório da Ação Fiscal (fls. 13 e ss.), no qual consta excerto da Representação Fiscal para Fins Penais que evidencia a fraude no fornecimento dos recibos emitidos pelo psicólogo Carlos Augusto Rezende. Em apertada síntese os indícios contra o quanto firmado pelo referido profissional : a) patrimônio e movimentação financeira incompatível com os supostos rendimentos correspondentes aos recibos emitidos; b) supostos rendimentos muito superiores ao que seria possível obter em um ano, tomando por base os dados médios dos recibos emitidos e número de consultas possíveis no mesmo período; c) a quantidade de consultas de cada suposto paciente é inusitada e nada razoável; e Fl. 209DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10640.003415/201033 Acórdão n.º 2802002.465 S2TE02 Fl. 209 3 d) diversos outros contribuinte que se utilizaram dos recibos do mesmo profissional declaram que as informações não são verídicas. .As despesas declaradas como pagas a esse profissional foram objeto da multa qualificada enquanto em relação às demais, glosadas na parte em que foram reembolsadas pelo plano de saúde, aplicouse a multa de ofício regular. Na impugnação, foi alegado: a) o indevido uso de prova emprestada; b) a autoridade fiscal houvera reconhecido diversos serviços médicos prestados por clínica, laboratórios e hospitais no mesmo período, o que comprova que o contribuinte necessitou de atendimento psicológico; c) as evidencias que o Fisco registrou contra o profissional não podem ser utilizadas contra o contribuinte, uma vez que a máfé não se presume; d) não há prova da inidoneidade dos recibos que o contribuinte utilizou; e) não cabe a aplicação da multa qualificada sem a demonstração do dolo do contribuinte; f) possui idade avançada, o que demanda maiores cuidados com a saúde; e g) apresenta exames, receitas médicas e laudos. O fundamento do acórdão recorrido é que; a) os recibos apresentados não são prova absoluta, pois no caso houve dúvida quanto à efetividade dos gastos o que autoriza que a autoridade fiscal solicite elementos adicionais que demonstrem de foram absoluta a veracidade do quanto foi declarado; b) a autoridade fiscal realizou vasto trabalho investigativo que reuniu diversos indícios convergente de que o profissional teria praticado a chamada “venda/majoração de recibos”; c) o impugnante não apresentou dados objetivos que pudessem comprovar o efetivo pagamento ao profissional; d) a multa qualificada foi corretamente aplicada, pois houve o dolo conceituado no inciso I do art. 18 do Código Penal descrito pela autoridade fiscal como a utilização de despesas que sabia inexistentes com a finalidade de reduzir a base de cálculo do imposto, obtendo vantagem ilícita em benefício próprio; e Fl. 210DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 e) não houve contradita específica em relação às despesas glosadas por terem sido reembolsadas. Ciência em 21/07/2011. O Recurso voluntário foi interposto no dia 19/08/2011 contendo as seguintes alegações: 1. todos os recibos comprobatórios foram apresentados à autoridade fiscal, a tempo e a contento, sem qualquer falta de informação, rasura ou erro que pudesse justificar a desconsideração sumária, além de o contribuinte ter apresentado diversos outros documentos, como exames, receitas médicas e laudos, porém a autoridade fiscal não apontou objetivamente a existência de qualquer prova que pudesse acarretar a desconsideração da documentação apresentada, ao passo que o acórdão somente aceitou as deduções mediante a apresentação de cheques ou saques bancários correspondentes e implicou em arbitrariedade; 2. a glosa das despesas baseouse em prova emprestada de procedimento alheio ao recorrente, impondo uma presunção de má fé; 3. o Fisco tem o ônus de provar a inidoneidade dos recibos, que são hábeis a provar as despesas e autorizar as dedução conforme precedentes deste Conselho indicados; 4. a exigência de outros documentos comprobatórios somente se justifica quando comprovada a fraude, tal como afirmado em precedente do CARF indicado; 5. a multa qualificada é indevida porque não foi comprovado o dolo do recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. A autuação referese a dois grupos de glosas de despesas médicas: um de menor valor, alusivo às despesas reembolsadas pelo Plano de Saúde; outro referese aos recibos emitidos pelo psicólogo Carlos Augusto Rezende de cuja glosa decorreu aplicação de multa qualificada. Não houve qualquer contestação em relação à glosa motivada pelo reembolso do plano de saúde, matéria objeto de preclusão, que sequer integra o litígio. O mérito a ser apreciado é comprovação das deduções de despesas médicas glosadas por falta de comprovação do que as autoridade fiscais comumente vem denominando de “efetivo desembolso”. Em casos desta natureza, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções Fl. 211DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10640.003415/201033 Acórdão n.º 2802002.465 S2TE02 Fl. 210 5 pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direito dever de o fisco intimálo a comprovar o desembolso e prestação do serviço por outros meios de prova. Tal como alegado pelo recorrente, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador, tendo como ponto de partida a imputação feita no lançamento. Nestes autos, a autoridade fiscal apontou adequadamente, no Relatório da Ação Fiscal (fls. 13 em diante), as razões pelas quais os recibos emitidos pelo psicólogo Carlos Augusto Rezende não são suficientes para provar o pagamento das despesas declaradas. Embora tenham sido colhidas as informações em procedimento contra o profissional, foram diligenciados diversos outros contribuinte cujas respostas não deixam dúvidas sobre a fragilidade de recibos emitidos pelo referido psicólogo. Sem prejuízo da leitura integral do supramencionado relatório, citamse as principais evidências que caracterizaram os indícios que desabonam os recibos: a) o patrimônio e movimentação financeira do profissional são incompatíveis com o valor total dos supostos rendimentos correspondentes aos recibos que emitia; b) os supostos rendimentos do psicólogo são muito superiores ao que seria possível obter em um ano tomando por base os dados médios dos recibos emitidos e número de consultas possíveis no mesmo período, não seria possível realizar tantas consultas quanto os ditos recibos noticiam; c) a quantidade de consultas de cada suposto paciente é inusitada e nada razoável, com casos de impossibilidade material e lógica de tantas consultas; e d) diversos outros contribuinte que se utilizaram dos recibos do mesmo profissional fornecem informações no sentido da falsidade dos documentos que aquele profissional emitira. Com acerto o acórdão recorrido consignou que a existência de indícios fortes e convergentes autoriza a exigência de outros elementos além dos recibos, ao passo que o recorrente não trouxe um elemento consistente de que tenha se tratado com o referido psicólogo e que tenha pago os valores que constaram nos recibos. Os demais elementos que o recorrente apresentou (receitas, exames) não mantém qualquer relação com tratamento com o referido psicólogo nem com as despesas em questão, de forma que não servem como meio de prova para o fim ora examinado. Outrossim, o fato de outras despesas terem sido acatadas não permite presumir que as despesas com o psicólogo também o foram, por todas as evidências acima descritas e também por que as demais despesas foram de menor proporção e sem relação comprovada com o suposto tratamento psicológico a que se refeririam os recibos em análise. Desta maneira,o acórdão recorrido não merece reparo quanto à manutenção da glosa de despesas médicas. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Não obstante, é com máxima cautela que se deve imputar a qualificação da multa. Sob a perspectiva eminentemente jurídica, o comando do art. 112 do CTN prescreve a interpretação mais benigna ao acusado em caso de dúvida, sendo princípio geral que o dolo não se presume, se comprova. Sob o prisma fáticoprobatório, consignase que os indícios foram colhidos com base em informações de terceiros que desabonam os recibos do psicólogo como meio de prova, mas não há uma evidência objetivamente dirigida ao recorrente que caracterize, de forma indubitavel, o dolo. Não há a Súmula de Documentação Ineficaz, que motivaria aplicar a Súmula CARF nº 28, nem uma informação do psicólogo que vá de encontro ao recibo emitido em nome do recorrente. Colhemse os seguintes precedentes: MULTA QUALIFICADA Somente é justificável a exigência da multa qualificada prevista no artigo art. 44, II, da Lei n 9.430, de 1996, quando o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº. 4.502, de 1964. O evidente intuito de fraude deverá ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos. Nos termos do enunciado nº 14 da Súmula, não há que se falar em qualificação da multa de ofício nas hipóteses de mera omissão de rendimentos, sem a devida comprovação do intuito de fraude.(...) (Acórdão 2202002.296, de 14/05/2013) IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 DESPESAS MÉDICAS. INDEDUTIBILIDADE. Somente são dedutíveis as despesas com profissionais de saúde efetivamente comprovadas. A dedução de despesas médicas fica condicionada à comprovação da efetividade dos serviços ou dos correspondentes pagamentos, de modo a formar o convencimento de sua efetividade. MULTA QUALIFICADA. CONFIGURAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INOCORRÊNCIA. Incabível a aplicação de multa de oficio qualificada se não restar devidamente provado o evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4.502 de 30 de novembro de 1964.(Acórdão 2802001.740, de 11/07/2012) A autoridade fiscal baseouse na reiteração da conduta em exercícios seguintes como prova do evidente intuito doloso, porém a jurisprudência do CARF tem considerado que a conduta reiterada não é suficiente para qualificar a multa de ofício, como se exemplifica pelos precedentes abaixo da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2000, 2001, 2002 MULTA QUALIFICADA REQUISITO DEMONSTRAÇÃO DE EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE A qualificação da multa de ofício, conforme determinado no II, Art. 44, da Lei 9.430/1996, só pode ocorrer quando restar comprovado no lançamento, de forma clara e precisa, o evidente Fl. 213DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10640.003415/201033 Acórdão n.º 2802002.465 S2TE02 Fl. 211 7 intuito de fraude. A existência de depósitos bancários em contas de depósito ou investimento de titularidade do contribuinte, cuja origem não foi justificada, independentemente da forma reiterada e do montante movimentado, por si só, não caracteriza evidente intuito de fraude, que justifique a imposição da multa qualificada. MULTA AGRAVADA NÃO COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS IMPOSSIBILIDADE Quando se intima o sujeito passivo a apresentar provas que a lei define como de responsabilidade dele e que se consubstanciam nos meios hábeis à conformação ou não da presunção, a não apresentação destas provas tem por única decorrência terse por verdade aquilo que a hipótese legal presume, não sendo suficiente para o agravamento da penalidade.(acórdão 9101001.615, de 16/04/2013) (grifos acrescidos) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Ano calendário: 1998, 1999, 2000, 2001 IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. MULTA QUALIFICADA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. NÃO COMPROVADOS. SIMPLES CONDUTA REITERADA E/OU ELEVADO MONTANTE MOVIMENTADO. IMPOSSIBILIDADE QUALIFICAÇÃO. De conformidade com a legislação tributária, especialmente artigo 44, inciso I, § 1º, da Lei nº 9.430/96, c/c Sumula nº 14 do CARF, a qualificação da multa de ofício, ao percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento), condicionase à comprovação, por parte da fiscalização, do evidente intuito de fraude do contribuinte. Assim não o tendo feito, não prospera a qualificação da multa, sobretudo quando a autoridade lançadora utiliza como lastros à sua empreitada a simples reiteração da conduta e/ou o volume/montante da movimentação bancária do contribuinte, fundamentos que, isoladamente, não se prestam à aludida imputação, consoante jurisprudência deste Colegiado. (...)(grifos acrescidos) (acórdão 9202002.653, de 24/04/2013) IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. GLOSAS DESPESAS MÉDICAS, PENSÃO, DEPENDENTES E INSTRUÇÃO. MULTA QUALIFICADA. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. NÃO COMPROVADOS. SIMPLES CONDUTA REITERADA. IMPOSSIBILIDADE AGRAVAMENTO. De conformidade com a legislação tributária, especialmente artigo 44, inciso I, § 1º, da Lei nº 9.430/96, c/c Sumula nº 14 do CARF, a qualificação da multa de ofício, ao percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento), condicionase à comprovação, por parte da fiscalização, do evidente intuito de fraude do contribuinte. Assim não o tendo feito, não prospera a aplicação da multa qualificada, sobretudo quando a autoridade lançadora utiliza como lastro à sua empreitada a simples reiteração da conduta, fundamento que, isoladamente, não se presta à aludida imputação, consoante jurisprudência deste Colegiado. Recurso especial negado. (acórdão 9202002.341, de 24 de setembro de 2012, no mesmo sentido o acórdão 9202 002.340, de mesma data). (grifos acrescidos) Fl. 214DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003, 2004 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONDUTA REITERADA. MULTA QUALIFICADA. IMPOSSIBILIDADE. A apontada conduta reiterada de pessoa física nos exercícios de 2002, 2003 e 2004, por si só, não caracteriza evidente intuito de fraude, que justifique a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no inciso II, do artigo 44, da Lei n°. 9.430, de 1996. Precedentes da 2ª Turma da CSRF. RECEITAS DA ATIVIDADE RURAL. COMPROVAÇÃO COM DOCUMENTOS DIFERENTES DE NOTAS FISCAIS E DOCUMENTOS OFICIAIS. POSSIBILIDADE. É admitida a comprovação de receitas da atividade rural com documentos diversos daqueles usualmente utilizados para esse fim, como ocorreu no presente caso, posto que comprovada está a receita oriunda de venda de gado. Mesmo admitindo a comprovação de receitas da atividade rural com documentos diversos daqueles usualmente utilizados para esse fim, o contribuinte não logrou êxito nesta comprovação. Pelo contrário, o fisco promoveu a glosa das receitas de atividade rural com a venda de cereais porque comprovou que o recorrente não exerceu a referida atividade em decorrência da inexistência das despesas necessárias e imprescindíveis à alegada produção agrícola. Recurso especial da Fazenda Nacional negado. Recurso especial do Contribuinte provido em parte. (acórdão 9202002.361, de 25 de setembro de 2012). (grifos acrescidos) Enfim, de um lado o recorrente não se desincumbiu de provar as despesas, de outro, o Fisco não se desincumbiu do dever de provar o dolo, o que justifica manter a glosa, porem desqualificar a multa, exigindoa no patamar da multa de ofício regular (75%). Diante do exposto, devese DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para afastar a qualificação da multa de ofício. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 215DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 15 /08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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