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Numero do processo: 10480.728160/2013-48
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2011
DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. MULTA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. DÉBITO NÃO LANÇADO, AINDA QUE COM COBERTURA DE CRÉDITOS.
Em razão do trânsito em julgado da decisão judicial proferida pelo STJ, que reconheceu o direito da Recorrente a não recolher o IPI sobre os produtos classificados na posição 2309.10.00 da NCM (objeto da presente autuação), torna-se necessário que seja desconstituída integralmente a exigência fiscal discutida nestes autos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3402-004.296
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para cancelar a exigência fiscal em conformidade com o contido no voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Jorge Olmiro Lock Freire, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Souza Bispo, Carlos Augusto Daniel Neto, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2011 DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. MULTA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. DÉBITO NÃO LANÇADO, AINDA QUE COM COBERTURA DE CRÉDITOS. Em razão do trânsito em julgado da decisão judicial proferida pelo STJ, que reconheceu o direito da Recorrente a não recolher o IPI sobre os produtos classificados na posição 2309.10.00 da NCM (objeto da presente autuação), tornase necessário que seja desconstituída integralmente a exigência fiscal discutida nestes autos. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para cancelar a exigência fiscal em conformidade com o contido no voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Presidente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Relator. Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Jorge Olmiro Lock Freire, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Souza Bispo, Carlos Augusto Daniel AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 81 60 /2 01 3- 48 Fl. 911DF CARF MF 2 Neto, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de Auto de Infração do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI (fls. 478 a 506), abrangendo períodos de apuração (PA): janeiro de 2008 a dezembro de 2011, lavrado pela fiscalização da DRF/Recife. A exigência resumese à Multa de Ofício isolada relativa ao IPI não lançado com cobertura de créditos (75%), passível de redução, no valor de R$ 215.225,71. A ciência do referido AI ocorreu em 26/11/2013 (fl. 506). Por trazer uma clara síntese do processo até o julgamento da Impugnação Administrativa, peço vênia para transcrever o relatório do Acórdão 1149.351, da 2ª Turma da DRJ no Recife (PE), ora recorrido (fls. 803/817): "(...) 2. A descrição dos fatos, contida no detalhado Termo de Verificação Fiscal (fls. 507 a 517), em apertada síntese, diz que o Auto de Infração é decorrente da falta de lançamento do imposto nas saídas para o mercado interno de rações para cães e gatos em embalagens acima de 10 kg, que a RFB defende, com base na Tabela de Produtos Industrializados TIPI, sejam tributadas à alíquota de 10%, e o contribuinte, amparado em ação judicial ainda não transitada em julgado, sustenta não sofrerem incidência do IPI. 3. A questão é bastante objetiva e, aparentemente simples, mas há polêmicas aí envolvidas, pelo que vejo a necessidade de transcrever literalmente alguns trechos do referido Termo de Verificação Fiscal, que entendo sejam úteis à formação da convicção dos julgadores (os grifos são meus): Preliminarmente, cabe esclarecer que o MPF subscrito foi inaugurado para dar continuidade ao MPF de numeração 04.1.01.002012007545 tendo em vista a ocorrência de uma operação de incorporação tal qual prevista no art. 1.113 e segs. do Código Civil. O MPF nº 04.1.01.002012007545, foi aberto, por sua vez, para o CNPJ de nº 44.346.138/0009 70, filial da empresa EVIALIS DO BRASIL NUTRIÇÃO ANIMAL LTDA. Pelo Termo de Incorporação registrada na JUCESP 0.000.208/139 em 10.01.2013, a INVIVO NUTRIÇÃO E SAÚDE ANIMAL LTDA., CNPJ nº 06.066.837/000110, incorpora a EVIALIS DO BRASIL RAÇÃO ANIMAL LTDA., CNPJ nº 44.346.138/000112. Na cláusula 2º, § único, alínea "d" do Termo de Incorporação, é revelado que a nova sociedade mantém os seguintes estabelecimentos/filiais: "d) Filial de São Lourenço da Mata – Rodovia BR 408, km's 22,5/24,5, Galpão 3, Distrito Industrial de São Lourenço da Mata, PE, CEP 54700000, CNPJ/MF nº 06.066.837/000707". Naquele momento, a incorporação da EVIALIS pela INVIVO transferiu à filial da INVIVO, CNPJ nº 06.066.837/000707, a responsabilidade tributária pelos débitos constituídos ou a Fl. 912DF CARF MF Processo nº 10480.728160/201348 Acórdão n.º 3402004.296 S3C4T2 Fl. 912 3 constituir contra a filial da EVIALIS de CNPJ nº 44.346.138/000970, conforme regra do artigo 132, caput e parágrafo único do CTN ... Apreciando o escopo do MPF nº 04.1.01.002012007545, aberto para o CNPJ de nº 44.346.138/000970, verificamos que se trata da análise dos Pedidos Eletrônicos de Ressarcimento (PER) de IPI. Com esteio nas disposições ... o responsável pelo CNPJ de nº 44.346.138/000970 foi intimado a apresentar arquivos digitais, documentos, livros contábeis e fiscais necessários ao expediente fiscalizatório, através do Termo de Intimação Fiscal lavrado em 16 de abril de 2012, sendo assim iniciado o procedimento fiscal ... Acrescentamos que para o CNPJ de nº 06.066.837/000707 foi igualmente lavrado um Termo de Início, cientificado em 14/06/2013. ................... No presente caso, impende destacar que a fiscalização foi instaurada para analisar a existência de saldos credores de IPI passíveis de ressarcimento nos Pedidos Eletrônicos de números: ... [relaciona o Auditor Fiscal 19 (dezenove) PER/DCOMP] Referemse a possíveis saldos credores de IPI apurados entre os anos de 2006 a 2011. ................... Não foram encontradas infrações à legislação nos créditos de IPI apropriados pelo contribuinte. b) DÉBITOS DO IPI – os débitos também foram apreciados para verificar a exatidão do processo ora apresentado. Foram verificados os seguintes aspectos dos débitos do contribuinte: ................... Sublinhamos que o CNPJ nº 44.346.138/000970, consoante as notas fiscais de entrada e os CFOP's registrados em suas notas fiscais de saída (todas relacionadas nas planilhas “IPI Não Destacado Sub Judice” em anexo), exerceu concomitantemente as atividades configuradoras de estabelecimento industrial (arts. 8º do RIPI/2002 e do RIPI/2010) como de equiparado a industrial (arts. 9º, inc III, do RIPI/2002 e do RIPI/2010), ao comercializar produtos industrializados por outros estabelecimentos do mesmo contribuinte. ................... Observamos que o CNPJ de nº 44.346.138/000970 deu saída a produtos classificados na posição 2309 da NCM, quais sejam: • Alimentos para cães e gatos, acondicionados para venda a retalho, NCM 2309.10.00 (entre eles, Ciclos Cães Adulto 16 3 Kg (Emb. C/ 4), Must Baby Raças Grandes Extrusado 100 G (Emb C/ 50), Matrix Adulto Extrusado 20 Kg); • Preparações destinadas a fornecer ao animal a totalidade dos elementos nutritivos necessários para uma alimentação diária racional e equilibrada, NCM 2309.90.10 (entre eles, Rh Rodeio Fl. 913DF CARF MF 4 Peletizado 40 Kg, Nutripeixe Netuno 8 Mm Extrusado 25 Kg e Laguna Tilapia TanqueRede Extrusado 25 Kg); • Outras preparações dos tipos utilizados na alimentação de animais, NCM 2309.90.90 (entre eles Milkmarc H 50 Max 25 Kg, Leitão Ração Fase 2 F e Purinafos 70 Caprinos); e • Preparações à base de sal iodado, farinha de ossos, farinha de concha, cobre e cobalto, NCM 2309.9020 (entre eles, Guyo Sal Proteinado Cria Peletizado 30 Kg e Tech Sal Ureado 40p Farelado 30 Kg). Os Decretos de numeração 4.542/2002 e 6.006/2006, que aprovaram as Tabelas de Incidência de IPI para o período, estabeleceram as seguintes alíquotas: • NCM 2309.10.00: ... 10 % • NCM 2309.90.10: ... Zero • NCM 2309.90.90: ... Zero • NCM 2309.90.20: .... Zero Constatamos, não obstante, que para as notas fiscais de saída de alguns bens de NCM 2309.10.00 aqueles acondicionados em embalagens acima de 10 kg, o contribuinte não procedia ao destaque de IPI. Intimado a apontar "as ações judiciais em face da Fazenda Nacional sobre a apuração do IPI" no período fiscalizado, remeteunos cópia da petição inicial da ação ordinária nº 2003.61.00.0295233, ingressa na 6º Vara da Seção Judiciária de São Paulo São Paulo, distribuída em 16 de outubro de 2003, figurando como uma das partes autoras o CNPJ nº 44.346.138/000970. De acordo com a petição inicial acostada: 83. Em razão de todo o exposto, é que, respeitosamente, a autora REQUER [...]: d) seja ao final, JULGADO PROCEDENTE o pedido da ação, para reconhecer por sentença o direito da autora ao não recolhimento do IPI Incidente sobre os produtos destinados à alimentação de cães e gatos, acondicionados em unidades com mais de 10 Kg (atual posição TIPI 2309.10.00), a partir do 3° decêndio de outubro/2003, afastando a exigência nos termos do Decreto nº 4.542/02 e posteriores que vierem a aprovar TIPI's em dissonância com o DecretoLei nº 400/68; A decisão do juízo a quo, após embargo de declaração, publicada em 05/10/2007, favorece o contribuinte: Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO, para reconhecer o direito das autoras de não recolher o IPI sobre alimentação de cães e gatos acondicionadas em embalagens acima de 10 quilos, a partir do 3º decênio de outubro/2003 [...] À apelação da Fazenda Nacional e à remessa oficial foi negado provimento. Contra a decisão que negou admissão a recurso especial, interpôs a união agravo com lastro no art. 105, inc. III a, da Constituição Federal. O agravo foi provido pelo STJ e convertido em recurso especial, em decisão publicada em Fl. 914DF CARF MF Processo nº 10480.728160/201348 Acórdão n.º 3402004.296 S3C4T2 Fl. 913 5 23.04.2012. O processo encontrase, até a presente data, a conclusão do Ministro Relator naquele Tribunal. O legislador nacional não conferiu, como regra geral, ao recurso especial o efeito suspensivo. Dessa forma, estabeleceu no § 2º do art. 542 do CPC que os recursos excepcionais (extraordinário e especial) "serão recebidos no efeito devolutivo". Estamos diante de uma decisão judicial que impede a Administração de exigir um crédito tributário. Embora o Código Tributário Nacional, em seu art, 151, faça referência ao crédito tributário, supondose já ter havido o lançamento, em muitos casos a suspensão operase em momento anterior à própria constituição do crédito tributário, como é o caso em apreço. Nestas situações, "as causas suspensivas servirão para momentaneamente dispensar o contribuinte do cumprimento da obrigação tributária, seja principal ou acessória, mas jamais poderão impedir que a Autoridade administrativa proceda ao lançamento, sobretudo porque a Fazenda Pública poderá decair do direito de constituir o crédito tributário. (Doutrina de Alexandre Rossato da Silva Ávila) Porquanto no caso in deducta, a apelação não foi provida e ao recurso especial não é dado o efeito suspensivo da sentença proferida, fica impedida a Fazenda Pública de exigir o crédito tributário, cabendolhe apenas a sua constituição. Afastada a suspensão da exigibilidade, o contribuinte deverá, conforme teor e extensão do julgado recolher, total ou parcialmente, o crédito tributário lançado, com os acréscimos legais cabíveis. Por conseguinte, na presente ação fiscal, houve unicamente a constituição de ofício do crédito tributário referente ao IPI não destacado nas Notas Fiscais de saída para os produtos de NCM 2309.10.00 acondicionados em embalagens acima de 10kg. Elaboramos, por conseguinte, as planilhas "IPI não Destacado Sub Judice (Industrialização) e “IPI não Destacado Sub Judice (Equiparação)" em que arrolamos todas as mercadorias sem destaque de IPI a que o contribuinte deu saída e que possuem alíquotas positivas, por período de apuração. Indicamos na coluna "IPI não Destacado Sub Judice" de ambas as planilhas o valor do tributo, por item de saída, que deixou de ser destacado. Apresentamos para cada item ali elencado, o número da Nota Fiscal, a data de saída, o CFOP, a descrição da mercadoria, a classificação fiscal, a base de cálculo do IPI e a alíquota aplicável. Os valores consolidados ao final de cada período de apuração representam as infrações apuradas no auto de infração anexado: INFRAÇÃO I: PRODUTO SAÍDO DO ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL OU EQUIPARADO A INDUSTRIAL COM EMISSÃO DE NOTA FISCAL SAÍDA DE PRODUTOS SEM Fl. 915DF CARF MF 6 LANÇAMENTO DO IPI – CARACTERIZAÇÃO DE INDUSTRIALIZAÇÃO. INFRAÇÃO II: PRODUTO SAÍDO DO ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL OU EQUIPARADO A INDUSTRIAL COM EMISSÃO DE NOTA FISCAL – SAÍDA DE PRODUTOS SEM LANÇAMENTO DO IPI – CARACTERIZAÇÃO DE EQUIPARAÇÃO A INDUSTRIAL c) DA RECONSTITUIÇÃO DA APURAÇÃO DO IPI NO PERÍODO Superada a quantificação dos créditos e débitos do IPI no período, fazse, finalmente, necessário, reconstituir a apuração do imposto, por meio da planilha própria – "Reconstituição de Escrita do IPI" (cópia anexa). Inicialmente transcrevemos para essa planilha os valores informados como créditos e débitos pelo contribuinte em seu Livro de Apuração de IPI (RAIPI), nas colunas intituladas "Dados do Livro de IPI – Créditos Escriturados/Débitos Escriturados". Os montantes mensais das infrações "Produto Saído do Estabelecimento Industrial ou Equiparado a Industrial com Emissão de Nota Fiscal Saída de Produtos sem Lançamento do Ipi – Caracterização de Industrialização e de Equiparação a Industrial" foram somados e transpostos para a coluna "Soma Demonstrativo Débitos Apurados". Importa ainda ressaltar que foi julgado não procedente por esta Administração Tributária todo o direito creditório presente nos PerDcomps. (novamente relaciona os 19 PER/DCOMP) Logo, retornamos à escrita do contribuinte os valores lançados a débito por ele em sua escrita na data de transmissão desses pedidos. Tais valores encontramse na Planilha de Reconstituição da Escrita – Demonstrativo dos Dados Apurados – Outros Créditos ou Débitos a Incluir na Reconstituição de Escrita – Créditos. Alcançamos, assim, o saldo da escrita reconstituída do contribuinte para todo o período fiscalizado. Da penalidade aplicável à infração cometida Em razão do descumprimento dos preceitos da legislação do IPI, o contribuinte cometeu a infração de deixar de destacar o imposto devido nas notas fiscais de saída, quando a alíquota aplicável aos mesmos seria positiva, de acordo com a data das saídas. Mister ainda ressaltar que a legislação tributária não apenas pune a falta de recolhimento do IPI (falta de recolhimento dos saldos devedores). De acordo com o art. 80 da Lei nº 4.502/64 e alterações, há uma penalidade idêntica para o caso de falta de destaque (total ou parcial) do imposto na nota fiscal, como ocorrido no presente caso: ... Art. 80. A falta de lançamento do valor, total ou parcial, do imposto sobre produtos industrializados na respectiva nota fiscal ou a falta de recolhimento do imposto lançado sujeitará o contribuinte à multa de Fl. 916DF CARF MF Processo nº 10480.728160/201348 Acórdão n.º 3402004.296 S3C4T2 Fl. 914 7 ofício de 75% (setenta e cinco por cento) do valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Logo, para o IPI, há penalidade própria para a falta de destaque do imposto, ainda que ela não resulte da falta de recolhimento de saldo devedor do IPI. Em outras palavras, caso todo o imposto não destacado puder ser cobrado até o último período de reconstituição da escrita não haveria a cobrança de multa isolada por falta de lançamento. No caso de cobrança parcial de imposto não lançado, sobre a parcela não exigida no auto por causa da cobertura de crédito, incide a multa isolada. ................... As importâncias relativas ao imposto, multas de ofício e juros de mora ora cobrados estão discriminadas nestes demonstrativos do Sistema SAFIRA: ................... O crédito constituído mediante este auto de infração está com sua exigibilidade suspensa por força de sentença de mérito favorável ao contribuinte nos autos do processo número 2003.61.00.0295233 ... Por conseguinte, no procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, efetuouse o presente lançamento de ofício, nos termos do art. 436, do RIPI/2002 e do art. 516 do RI PI/2010. 4. Cientificada pessoalmente da exigência em 26/11/2013 (fls. 479), a autuada, irresignada, apresentou Impugnação, em 18/12/2013 (fls. 521 a 539) – considerada tempestiva pela DRF/Recife, conforme Despacho às fls. 683, na qual repete o trâmite da ação judicial já relatado pelo AuditorFiscal, defendendo (o que é o objeto da ação judicial) que, sobre os produtos destinados à alimentação de cães e gatos, acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10 kg, “não incidiria o IPI”. 5. Coloca como “preliminar” a nulidade do Auto de Infração, pois, em lançamentos de débitos com exigibilidade suspensa não cabe o lançamento da multa de ofício, a teor do art. 63, caput e § 1º, da Lei nº 9.430/96: Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. 5.1. Esta questão inclusive foi sumulada pelo CARF: Fl. 917DF CARF MF 8 Súmula CARF n° 17: Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. 6. No mérito, lastreada em diversos julgados e citações doutrinárias, repisa a mesma questão, que é a inaplicabilidade da multa de ofício, ou seja, toda a discussão se resume a isto. 6.1. A multa seria inaplicável, pois foi criada uma norma individual e concreta, com efeito suspensivo, que autorizou a impetrante a não recolher o IPI sobre os produtos destinados à alimentação de cães e gatos, acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10 kg, a partir do 3º decêndio de dezembro de 2003, sob o argumento de que as sucessivas TIPI, que são veiculadas por decretos, não poderiam contrariar o determinado do Decretolei nº 400/68 (norma legal, de hierarquia superior), que estabelecia tributação positiva apenas para alimentos preparados para animais acondicionados em unidades de até 10 kg. 7. Ao final, pede a reclamante o seguinte (grifei): “Ante o exposto, é a presente para requerer seja a presente Impugnação recebida e regularmente processada vez que tempestiva, devendo ser totalmente acolhida, para que: a) preliminarmente, seja anulado "ab initio" o presente Auto de Infração, pelo qual se pretende exigir da Impugnante exclusivamente o crédito tributário referente à multa de ofício isolado, sem a exigência do respectivo tributo, o qual se encontra com a exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151, V, do CTN, vedado pelo art. 63 da Lei n.° 9.430/96; b) no mérito, seja cancelada a multa de ofício e consequentemente o Auto de Infração em comento com a apreciação dos argumentos da Impugnante com relação a ofensa à súmula vinculante n.° 17 do CARF, tendo em vista que a Fiscalização exige multa de ofício sob alegação de infração à legislação tributária com relação a emissão de notas fiscais sem lançamento do IPI, nos termos do artigo 436, do RIPI/2002 e do artigo 516 do RIPI/2010, a qual não ocorreu, já que amparada em decisão judicial que lhe é favorável e vigente; e ainda, c) seja afastado o argumento da Autoridade Fiscalizadora de que o efeito regular em que foi recebido o Recurso Especial Fazendário permite tãosomente a constituição do crédito tributário consubstanciado na multa de ofício, porém não sua cobrança, pois, como bem demonstrado, a concessão de norma individual e concreta em ação judicial afasta o elemento da ilicitude que autoriza de imposição de penalidade aos contribuintes. Por fim, protesta provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitidos, pela juntada posterior de documentos e sustentação oral.” É o que importa relatar. Fl. 918DF CARF MF Processo nº 10480.728160/201348 Acórdão n.º 3402004.296 S3C4T2 Fl. 915 9 Os argumentos aduzidos pelo sujeito passivo, no entanto, foram parcialmente acolhidos pela primeira instância de julgamento administrativo fiscal, conforme ementa do Acórdão abaixo transcrito: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2011 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA SOBRE DÉBITOS NÃO LANÇADOS COM COBERTURA DE CRÉDITOS. INAPLICABILIDADE NO DECURSO DE AÇÃO JUDICIAL QUE SUSPENDE A EXIGIBILIDADE DOS DÉBITOS NÃO LANÇADOS. Descabe o lançamento de ofício da multa isolada por falta de lançamento do IPI devido acobertado por créditos, prevista no art. 80 da Lei nº 4.502/64, por força do art. 63, caput e inciso II, da Lei nº 9.430/96 ainda que a penalidade não se subsuma explicitamente à prevista na norma desoneradora enquanto perdurar decisão judicial suspensiva da exigibilidade, na forma dos incisos IV e V do art. 151 do CTN. LANÇAMENTO DE OFÍCIO, PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. DÉBITO NÃO LANÇADO, AINDA QUE COM COBERTURA DE CRÉDITOS. PROCEDÊNCIA. É procedente o lançamento de ofício feito em razão de falta de destaque do IPI nas Notas Fiscais de Saída ainda que, em razão da cobertura integral de créditos, não resulte em exigência de crédito tributário (mas tão somente da multa de ofício isolada) , para prevenir a decadência, até o trânsito em julgado da ação judicial na qual se discute a alíquota aplicável. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/01/2008 a 31/12/2011 NULIDADE COM BASE EM QUESTÕES DE MÉRITO. AFASTAMENTO. A alegação de nulidade do lançamento pelas mesmas razões de mérito é inconsistente, ainda mais quando a recorrente não indica qualquer transgressão às normas do PAF e demonstra ter pleno conhecimento das razões da autuação. PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Ressalvadas as hipóteses das alíneas “a”, “b” e “c” do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, as provas devem ser apresentadas por ocasião da Impugnação, precluindo o direito de posterior juntada. Fl. 919DF CARF MF 10 DEFESA ORAL NOS JULGAMENTO DAS DRJ. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal da realização de defesa oral, seja pelo sujeito passivo, seja pela Procuradoria da Fazenda Nacional, nos julgamentos administrativos de 1ª instância. Impugnação Procedente em Parte / Crédito Tributário Exonerado A empresa INVIVO NUTRIÇÃO E SAÚDE ANIMAL LTDA, tomou ciência do Acórdão em 06/04/2015, pela abertura dos arquivos digitais correspondentes no link Processo Digital, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (Portal eCAC). Em, 06/05/2015 (fl. 832), protocolou seu Recurso Voluntário de fls. 832/843, aduzindo suas razões, que desta forma pode ser resumida: a) Existência de vício na constituição do crédito tributário: alega que a decisão deve ser parcialmente reformada, pois os argumentos e fundamentos fáticos e jurídicos apresentados demonstram de forma cabal que há um vício de constituição do crédito tributário não lançado, eis que não há possibilidade do Julgador de primeira instância administrativa (ou qualquer outro) criar uma exigência tributária que não fazia parte originalmente do Auto de Infração, sob pena de cristalizar o "reformatio in pejus" (agravamento do lançamento na primeira instância de julgamento) contra a Recorrente; b) da DECADÊNCIA: Compulsa do AIIM, que o Fisco autuou a Recorrente relativamente aos períodos que são anteriores a novembro de 2011, portanto, que ultrapassam o prazo de 5 anos da data do lançamento do crédito tributário (que ocorreu em novembro/2013). Portanto, no caso concreto deverão ser cancelados, em razão da decadência, quaisquer lançamentos efetuados no período anterior a novembro/2008, nos termos do art. 150, §4° do CTN. Que no caso concreto, não há como prevalecer o entendimento do Julgador a quo, que ao exonerar a Recorrente da multa isolada, constitui o crédito tributário para prevenir a decadência, criando uma nova exigência tributária, e agravando a situação da Recorrente. c) requer que as intimações para quaisquer atos sejam realizadas em nome dos advogados (nominados), sob pena de serem consideradas nulas. Por fim, requerer o PROVIMENTO ao recurso, acolhendo os argumentos da Recorrente para reconhecer a decadência em relação aos períodos anteriores a novembro/2008. Além disso, requer o também seja reformada a decisão recorrida no que se refere à constituição de crédito tributário não lançado, em razão do vício de constituição do crédito tributário. O processo, então, foi encaminhado ao CARF e distribuído para este Conselheiro proceder a análise do recurso. É o relatório Voto Conselheiro Relator Waldir Navarro Bezerra 1. Da admissibilidade do Recurso Fl. 920DF CARF MF Processo nº 10480.728160/201348 Acórdão n.º 3402004.296 S3C4T2 Fl. 916 11 O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. 2. Objeto da lide O que está em discussão no recurso voluntário apresentado é a procedência do lançamento, ou seja, se a aplicação da multa isolada de ofício é cabível; se, no caso, houve vício de constituição do crédito tributário que a recorrente alega não ter sido não lançado (reformatio in pejus) e se ocorreu a decadência nos lançamentos efetuados no período anterior a novembro/2008. 3. Do Auto de Infração Tratase o processo referente a lavratura do Auto de Infração, relativo ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), abrangendo períodos de apuração de janeiro de 2008 a dezembro de 2011. A exigência resumese à Multa de Ofício isolada (75%) relativa ao IPI não lançado com cobertura de créditos. A infração é decorrente da falta de lançamento do imposto nas saídas para o mercado interno de "rações para cães e gatos em embalagens acima de 10kg", que a fiscalização entende que, com base na Tabela de Produtos Industrializados TIPI, sejam tributadas à alíquota de 10%; no entanto a Recorrente, amparada em ação judicial (à época dos fatos ainda não transitada em julgado), sustenta não sofrer incidência do IPI. Como delineado pela decisão recorrida, de acordo com o art. 80 da Lei nº 4.502/64 e alterações, há uma penalidade idêntica para o caso de falta de destaque (total ou parcial) do imposto na Nota Fiscal, como ocorrido no presente processo: Art. 80. A falta de lançamento do valor, total ou parcial, do imposto sobre produtos industrializados na respectiva nota fiscal ou a falta de recolhimento do imposto lançado sujeitará o contribuinte à multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) do valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007). (grifei) Ou seja, a simples falta de lançamento (“destaque”) do valor do IPI na Nota Fiscal (NF), já enseja a aplicação da referida multa de ofício. Em resumo, o Fisco alega que em razão do descumprimento dos preceitos da legislação do IPI, a empresa INVIVO cometeu a infração de deixar de destacar o IPI devido nas notas fiscais de saída, quando a alíquota aplicável aos mesmos seria positiva, de acordo com a data das saídas dos produtos. 4. Fato Novo sentença Judicial transitada em julgado Dentro desse contexto, se faz necessário ressaltar, que em 04/07/2017, já com o processo em Pauta de Julgamento, foi registrada pela Recorrente, a Solicitação de Juntada de Documentos aos autos, requerendo o PROVIMENTO do recurso, tendo em vista a Sentença Judicial proferida pelo Superior Tribunal de Justiça STJ, com decisão favorável à IN VIVO anexando documentos), conforme pode ser verificado dos trechos abaixo reproduzidos (fls. 884/910): Fl. 921DF CARF MF 12 "(...) Em síntese, a Requerente apresentou impugnação para demonstrar que estava amparada por decisão judicial (processo nº. 2003.61.00.0295233), ainda não definitiva naquele momento, que lhe assegurava a não incidência do IPI sobre os produtos classificados na posição 2309.10.00 da NCM, motivo pelo qual estava desobrigada a destacar e recolher o IPI sobre tais operações. Nesse sentido, cumpre informar que a decisão que assegurava a Requerente o direito de não destacar e recolher o IPI sobre os produtos classificados na posição 2309.10.00 da NCM, pendente de confirmação definitiva pelo E. Superior Tribunal de Justiça há época da interposição de seu Recurso Voluntário, tornouse definitiva com o trânsito em julgado em 07/03/2016, da decisão que negou provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional interposto no processo judicial nº.2003.61.00.0295233 (cf. Documentos em Anexo). Assim, como pode ser verificado nos documentos de fls. 888/910, no trânsito em julgado da referida decisão proferido pelo STJ, restou definitivamente reconhecido o direito da Requerente de não destacar e recolher o IPI sobre a saída de produtos destinados à alimentação animal acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10kg. Dispositivo Diante dos documentos apensados aos autos e, em cumprimento a decisão Judicial acima exposta (884/910), entendo correto DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário da Requerente para que seja desconstituído o Auto de Infração em análise e cancelada integralmente a exigência em razão do trânsito em julgado da decisão judicial do STJ (processo judicial nº.2003.61.00.0295233), que reconheceu o direito da Requerente a não recolher o IPI sobre os produtos classificados na posição 2309.10.00 da NCM, objeto da presente autuação. É como voto. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Relator Fl. 922DF CARF MF
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Numero do processo: 10660.002281/2006-19
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano calendário:2002
FALTA OU INSUFCIÊNCIA DE PAGAMENTO. A NÃO COMPROVAÇÃO DE QUE PARCELA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXIGIDO FOI EXTINTO PELO PAGAMENTO NA DATA ESTABELECIDA
Subsiste a parte da autuação que exige crédito tributário decorrente da falta de pagamento se o contribuinte não comprova que efetivou o pagamento na data estabelecida para cumprimento da obrigação tributária.
Numero da decisão: 1802-000.805
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 FALTA OU INSUFCIÊNCIA DE PAGAMENTO. A NÃO COMPROVAÇÃO DE QUE PARCELA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXIGIDO FOI EXTINTO PELO PAGAMENTO NA DATA ESTABELECIDA Subsiste a parte da autuação que exige crédito tributário decorrente da falta de pagamento se o contribuinte não comprova que efetivou o pagamento na data estabelecida para cumprimento da obrigação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos NEGAR provimento ao recurso (assinado digitalmente) ESTER MARQUES LINS DE SOUSA – Presidente. (assinado digitalmente) EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR – Relator. Fl. 179DF CARF MF Emitido em 28/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Diniz Raposo e Silva . Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto pela contribuinte acima identificada, contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ de Belo Horizonte/MG. Verificase que contra a recorrente foram lavrados autos de infração para formalização e exigência de crédito tributário relacionada ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Depreendese ainda, que o auto de infração de IRPJ se refere aos períodos de apuração do primeiro ao terceiro trimestre de 2002 apurandose infrações relativas à falta/insuficiência de pagamento do tributo. Em se tratando da CSLL, de igual forma se apurou infrações relativas ao pagamento do tributo, bem como foi constatado, na linha 13 da ficha 18A da DIPJ, que houve apuração incorreta da CSLL no quarto trimestre do ano calendário em análise. Devidamente cientificada das autuações (fl. 53), a recorrente apresentou Impugnação (fls. 65 – 67), alegando em resumo que após receber o auto de infração, a contribuinte encontrou vários pagamentos, cujos comprovantes traz com a impugnação e tendo em vista os invocados pagamentos, faz nova apuração de valores reputando incorretos aqueles constantes da autuação porquanto os pagamentos efetuados não foram compensados, requerendo, portanto, fossem confirmados os valores apresentados e que estariam sendo parcelados, conforme requerimento em anexo. A 3ª Turma da DRJ de Belo Horizonte/MG, nos termos do acórdão e voto de folhas 144 a 153, julgou o lançamento procedente em parte, concluindose pela análise da impugnação, que o autuado concorda com parte da exigência, informando que teria requerido o parcelamento dessa parte. Salientou a decisão recorrida, que às folhas 55 a 64, confirmando o que se dispôs na impugnação, consta que foram transferidos para o processo 10660.002963/200621, aos valores de IRPJ e de CSLL discriminados na coluna "DIFERENÇA APURADA" do demonstrativo que se encontra no corpo da impugnação (fl. 66), bem como os valores de multa de ofício e de juros de mora sobre eles incidentes, motivo pelo qual tais valores não foram objeto de deliberação naquela decisão. Quanto aos argumentos da recorrente, destacou a decisão recorrida que o contribuinte apresentou em 15/09/2008, sete DCOMPs, por meio das quais efetuou a compensação de parte dos valores exigidos e que os recolhimentos invocados na impugnação constituíram os créditos utilizados nas referidas DCOMPs. Segundo entendimento da decisão recorrida, portanto, somente com a apresentação dessas DCOMPs, em 15/09/2008, é que os débitos nelas identificados foram extintos e de acordo com o § 2° do art. 26 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005, a compensação declarada à Receita Federal extingue o crédito tributário, Fl. 180DF CARF MF Emitido em 28/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Processo nº 10660.002281/200619 Acórdão n.º 180200.805 S1TE02 Fl. 2 3 sob condição resolutória da ulterior homologação do procedimento, considerandose que a ciência dos autos de infração ocorreu em 24/08/2008, a extinção de todos os débitos que o contribuinte alega já ter pago, a exceção de um, ocorreu após a ciência dos lançamentos contestados. Fundamentou a DRJ, destarte, que de acordo com o artigo 26 da Portaria do Ministério da Fazenda n.° 58, de 17 de março de 2006, a extinção do débito, sem ressalva, por qualquer de suas modalidades, importa a desistência do processo. No mesmo sentido, disciplina o § 6° do art. 26 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005, que a compensação declarada à Receita Federal de crédito tributário lançado de ofício importa renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, considerandose, portanto, que além dos valores parcelados, não constituiria objeto do litígio a parte dos créditos tributários de IRPJ e de CSLL que foi compensada nas DCOMPs apresentadas em 15/09/2008, após o lançamento, porquanto nelas não foram compensadas as multas de ofício exigidas, permanecendo as tais multas em litígio que juntamente com as multas de ofício constituíram o objeto de deliberação daquela decisão juntamente com parte da CSLL do segundo trimestre, no valor de R$ 1.672,68 que não fora compensado. Feitas essas considerações, a DRJ considerou que não procederia a exigência da parcela da CSLL objeto de litígio, no valor de R$ 1.672,68, referente ao 2° trimestre de 2002, porquanto o DARF de folha 119, confirmado na folha 143, provaria o recolhimento desse valor, a título de CSLL, código 2372 (lucro presumido), no vencimento, em 31/07/2002 e o início do procedimento fiscal se deu em 2006 (fl. 15), considerandose, portanto, o recolhimento anterior à ação fiscal e consequentemente afastando a autuação, mantendose a multa aplicada. Devidamente cientificada (fl. 158), a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 159 – 164), reiterando seus argumentos e pugnando por provimento do Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 181DF CARF MF Emitido em 28/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES 4 Voto Conselheiro EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Tratamos aqui de autos de infração pelos quais se exige da recorrente diferenças que supostamente não teriam sido recolhidas no ano calendário 2002. A contribuinte, a seu turno, sustenta que os valores apurados nos autos de infração não estão corretos porquanto alguns pagamentos foram efetuados na data estipulada e a despeito disso compuseram o auto de infração. Alega nesse sentido, que tão logo localizou os tais pagamentos, efetivados na data estabelecida para cumprimento da obrigação tributária, apresentou DCOMP com o fim de demonstrar o fiel cumprimento da indigitada obrigação. A decisão recorrida não acatou os tais pagamentos para os fins de excluílos do bojo do presente auto de infração porquanto a recorrente apresentou as tais DCOMPs, o que no entender daquela ilustre turma julgadora impediria tal expediente. O procedimento de apresentar declarações de compensação para justificar ter efetivado os pagamentos na data correta não foi tecnicamente a escolha mais acertada, não demonstrando que parte dos tributos exigidos foram recolhidos na data estabelecida. Sendo assim, a recorrente não demonstrou ter recolhido, estando presente a materialidade tributável que se deu precisamente na imputação de “ausência de recolhimento” ora, se a contribuinte não comprovou os recolhimentos. Assim esse julgador adota a razão de decidir da DRJ, em face do conjunto de provas trazido pela recorrente, considerando que não houve comprovação que os valores foram recolhidos na data estabelecida a despeito de terem sido apresentadas DCOMPs para compensação dos coincidentes débitos com aqueles créditos, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 23 de fevereiro 2011 (assinado digitalmente) EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR Fl. 182DF CARF MF Emitido em 28/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Processo nº 10660.002281/200619 Acórdão n.º 180200.805 S1TE02 Fl. 3 5 Fl. 183DF CARF MF Emitido em 28/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES Assinado digitalmente em 27/07/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, 22/07/2011 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 15578.720049/2013-48
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 1302-000.518
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que os autos retornem à DRF de origem, de modo a que seja esclarecido o montante efetivamente extinto, até a data de apresentação da DComp nº 15115.98019.140312.1.3.03-1200, a título de estimativas de CSLL, em relação ao ano-calendário de 2008, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente Substituta.
(assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Júlio Lima Souza Martins (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca e Ester Marques Lins de Sousa.
Nome do relator: PAULO HENRIQUE SILVA FIGUEIREDO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que os autos retornem à DRF de origem, de modo a que seja esclarecido o montante efetivamente extinto, até a data de apresentação da DComp nº 15115.98019.140312.1.3.03-1200, a título de estimativas de CSLL, em relação ao ano-calendário de 2008, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente Substituta. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Júlio Lima Souza Martins (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca e Ester Marques Lins de Sousa.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que os autos retornem à DRF de origem, de modo a que seja esclarecido o montante efetivamente extinto, até a data de apresentação da DComp nº 15115.98019.140312.1.3.031200, a título de estimativas de CSLL, em relação ao ano calendário de 2008, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente Substituta. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Júlio Lima Souza Martins (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca e Ester Marques Lins de Sousa. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 1.152 a 1.174) interposto contra o Acórdão nº 0130.353, proferido pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém/PA (fls. 1.136 a 1.142), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela ora Recorrente. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 78 .7 20 04 9/ 20 13 -4 8 Fl. 1290DF CARF MF Processo nº 15578.720049/201348 Resolução nº 1302000.518 S1C3T2 Fl. 1.291 2 A Manifestação de Inconformidade (fls. 745 a 843) foi apresentada contra o Parecer Seort nº 375/2014 e Despacho Decisório nele embasado (fls. 722 a 732), que não homologaram as compensações declaradas nas Declarações de Compensação (DComp) n° 08811.07367.200712.1.3.030276, 18126.71560.200613.1.3.030546, 35061.44207.171013.1.7.038668, 23359.22404.181013.1.3.034036, 27686.34661.191113.1.3.037583 e 41180.25305.181213.1.3.032113.. O crédito envolvido nas referidas DComp tem por origem saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurado na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) relativa ao anocalendário de 2008 (fls. 72 a 118) e alterado por meio de lançamento de ofício de que trata o processo administrativo nº 15578.720163/201378. Previamente à apreciação dos Recursos, fazse necessário esclarecimento, de modo que deixo de detalhar as razões recursais e passo à elucidação dos pontos a serem esclarecidos. Voto Como dito, contra o Recorrente, foi lavrado Auto de Infração que alterou o crédito que deu suporte à apresentação das DComp de que trata o presente processo. Contudo, tanto o Auto de Infração lavrado contra o sujeito passivo, quanto o Acórdão que tratou da impugnação a ele e o Parecer Seort nº 375/2014 consideraram como pagos apenas os valores retidos na fonte e os recolhimentos realizados até o encerramento do exercício. Ocorre que o sujeito passivo sustenta, na DComp que discrimina o crédito (DComp nº 35061.44207.171013.1.7.038668, que retificou a de nº 15115.98019.140312.1.3.031200) e no Recurso Voluntário, a existência de parcelamentos, quitação posterior e compensação de valores de estimativas da CSLL. O Parecer Seort nº 375/2014 reconhece a existência de parcelamentos, desconsiderandoos por terem sido realizados após o encerramento do exercício. A par disso, o mesmo Parecer afirma que todas as DComp apresentadas pelo Recorrente para compensar estimativas de CSLL no anocalendário de 2008 foram consideradas como não declaradas, mas, contraditoriamente, relata que os débitos foram inscritos em Dívida Ativa da União. A quantificação correta dos valores extintos pelo sujeito passivo, a título de estimativas de CSLL, tem efeito direto na análise das DComp de que trata o presente processo. Isto posto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que o processo retorne à Unidade de origem (DRF/Vitória/ES), para que: a) informese, dos totais de estimativas de CSLL que compuseram o crédito informado na DComp nº 35061.44207.171013.1.7.038668, quais os montantes que efetivamente foram objeto de pagamento, Dcomp e/ou de parcelamento até a data de apresentação da DComp nº 15115.98019.140312.1.3.031200; Fl. 1291DF CARF MF Processo nº 15578.720049/201348 Resolução nº 1302000.518 S1C3T2 Fl. 1.292 3 b) detalhese, para cada mês do referido anocalendário, o desfecho de cada uma das DComp eventualmente apresentadas e/ou parcelamentos eventualmente formalizados referentes a estimativas de CSLL, com indicação do número do processo administrativo correspondente; c) ao fim, elaborese relatório de diligência contendo as informações acima requeridas, dando ciência do resultado ao sujeito passivo e concedendolhe prazo para, querendo, manifestarse nos autos. Após, reencaminhese o processo à este Colegiado. Chamo a atenção para a relação de decorrência existente entre este processo e o de nº 15578.720163/201378, no âmbito de qual foi solicitada diligência de teor similar à Unidade de origem, os quais deverão ser julgados conjuntamente por este CARF. Destaco, por fim, para a relação de decorrência deste processo com o de nº 15578.720046/201495, referente a multa pela nãohomologação das DComp aqui tratadas, de modo que o julgamento daquele deverá ser realizado após o julgamento de mesma instância deste ou ser realizado conjuntamente. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Fl. 1292DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001366/2006-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 07 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Aug 03 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
O art. 65, caput, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), dispõe que cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. Demonstrada a ocorrência da omissão, deve ser suprida, passando a integrar os fundamentos da decisão anteriormente proferida.
ACÓRDÃO. INOVAÇÃO.
Não é possível fundamentar a manutenção do auto de infração com base em argumentos não suscitados pela autoridade lançadora. Não há, contudo, nulidade quando o acórdão mantém o lançamento por seus fundamentos apenas acrescentando outros novos, que são o fundamento propriamente da sua manutenção.
Numero da decisão: 2202-003.970
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanando os vícios apontados no Acórdão nº 2202-002.113, de 21/11/20012, manter a decisão embargada.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente
(assinado digitalmente)
Dilson Jatahy Fonseca Neto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurelio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto.
Nome do relator: DILSON JATAHY FONSECA NETO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2001, 2002, 2003 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. O art. 65, caput, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), dispõe que cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. Demonstrada a ocorrência da omissão, deve ser suprida, passando a integrar os fundamentos da decisão anteriormente proferida. ACÓRDÃO. INOVAÇÃO. Não é possível fundamentar a manutenção do auto de infração com base em argumentos não suscitados pela autoridade lançadora. Não há, contudo, nulidade quando o acórdão mantém o lançamento por seus fundamentos apenas acrescentando outros novos, que são o fundamento propriamente da sua manutenção.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanando os vícios apontados no Acórdão nº 2202-002.113, de 21/11/20012, manter a decisão embargada. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurelio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto.
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OMISSÃO. O art. 65, caput, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), dispõe que cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Demonstrada a ocorrência da omissão, deve ser suprida, passando a integrar os fundamentos da decisão anteriormente proferida. ACÓRDÃO. INOVAÇÃO. Não é possível fundamentar a manutenção do auto de infração com base em argumentos não suscitados pela autoridade lançadora. Não há, contudo, nulidade quando o acórdão mantém o lançamento por seus fundamentos apenas acrescentando outros novos, que são o fundamento propriamente da sua manutenção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanando os vícios apontados no Acórdão nº 2202002.113, de 21/11/20012, manter a decisão embargada. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 13 66 /2 00 6- 19 Fl. 437DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurelio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente justificadamente Rosemary Figueiroa Augusto. Relatório Tratase, em breves linhas, de Embargos de Declaração opostos pela Contribuinte contra acórdão proferido por este e.CARF, que negou provimento ao Recurso Voluntário. O processo já foi admitido pela Presidência desta turma, indicando como hipótese a ocorrência de omissão. Feito o resumo da lide, passo ao relatório pormenorizado dos autos. Em 22/11/2006 foi formalizado Auto de Infração (fls. 258/266) para constituir crédito de IRPF referente aos anoscalendário de 2001, 2002 e 2003 em função da identificação de omissão de rendimentos decorrentes de vínculo empregatício, de resgate de contribuições a previdência privada e acréscimo patrimonial a descoberto. Consta também Termo de Verificação Fiscal (fl. 267/275 e docs. anexos fls. 276/281). Intimada, a Contribuinte apresentou Impugnação em 20/12/2006 (fls. 293/301 e docs. anexos fls. 302/332). Analisando a questão, a DRJ proferiu o acórdão nº 13 29.599, de 28/05/2010 (fls. 350/356), que manteve integralmente o crédito lançado. Intimada em 11/04/2011 (fl. 358), a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 362/384 e docs. anexos fls. 385/395). Chegando ao CARF, foi proferido o acórdão nº 2202002.113, de 21/11/20012 (fls. 399/403), que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2001, 2002, 2003 LIVRO DIÁRIO. PARTIDAS MENSAIS. FALTA DE ESCRITURAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA INSUFICIÊNCIA DE VALOR PROBATÓRIO PARA JUSTIFICAR ACRÉSCIMO PATRIMONIAL DE SÓCIOS A TÍTULO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. A escrituração do livro em partidas mensais, feitas uma só vez ao fim de cada mês, sem que as operações de mesma natureza sejam desdobradas em livros auxiliares, ou discriminadas pelos dias de ocorrência no lançamento único que as compreende, bem como com ausência de registro da movimentação bancária, torna imprestável a escrituração para comprovar a existência de lucros isentos distribuíveis a seus sócios. Fl. 438DF CARF MF Processo nº 18471.001366/200619 Acórdão n.º 2202003.970 S2C2T2 Fl. 438 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Intimada em 06/08/2013 (fl. 411), a Contribuinte Embargou a decisão em 12/08/2013 (fls. 413/424), argumentando, em síntese, · Que não foram expostas as razões de decidir em relação às questões prejudiciais suscitadas no Recurso Voluntário; · Que o acórdão embargado afirmou que o Livro Diário estaria contaminado por ter sido contabilizado em partidas mensais, mas que lançamento fundamentou na falta de contabilização da conta banco; · Que o acórdão embargado é omisso em relação aos argumentos de inovação do acórdão de 1ª instância; · Que o acórdão embargado é omisso em relação à utilização de provas ilícitas, especificamente informações bancárias; · Que o acórdão embargado é omisso em relação aos argumentos para manter o lançamento em detrimento da falta de fiscalização da empresa da qual é sócia a Contribuinte, especificamente em relação à distribuição de lucros; · Que o acórdão embargado é omisso em relação à explicação da origem do numerário que fundamentou os empréstimos realizados (fundamentos do APD), se negou a existência de distribuição de lucro por meio de dinheiro em espécie; · Que o acórdão embargado é omisso em relação à autorização de produção de provas nos termos do art. 37 da Lei nº 9.784/1999; e · Que o acórdão embargado é omisso em relação ao argumento de que é presumida a distribuição do lucro, na proporção de 8% da receita, quando a empresa é optante pela apuração do IRPJ pelo lucro presumido. Em 23/04/2015 foi proferido Despacho (fl. 435) que concordou com a Informação em Embargos (fls. 433/434), a qual, por sua vez, entendeu pela admissibilidade parcial dos Embargos, nos seguintes termos: Compulsando os autos, verifico que a embargante, em sede de recurso voluntário, suscitou a nulidade do lançamento com base na inovação da razões do lançamento pelo DRJ (fls. 373 a 374, do eprocesso); e em razão da ilegalidade da obtenção de suas informações financeiras sem prévia autorização judicial, via Requisição de Movimentação Financeira (RMF) (fls. 378 a 380, do eprocesso). Fl. 439DF CARF MF 4 Entretanto, examinandose o acórdão nº 2202.002.113, verifico que, de fato, tais matérias preliminares não foram objeto de exame pelo colegiado quando do julgamento do recurso, do que entendo pela omissão da decisão em relação a tais pontos. Por outro lado, em relação às demais alegações de omissão por parte do embargante, entendo que nesta parte o presente recurso tem mero intento de rediscutir a decisão, através do reexame da matéria sob judice. Vale ressaltar que a insatisfação do contribuinte para com o resultado do julgamento não é hipótese de cabimento que autoriza a concessão de efeitos infringentes aos embargos, o qual encontra seus limites definidos pelo art. 65 do Regimento Interno deste Conselho. Destarte, tenho que merece reforma o acórdão nº 2202.002.113, pois se verifica hipótese de omissão, consubstanciada na ausência de posicionamento da turma sobre as matérias preliminares aventadas no recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator. Os Embargos de Declaração são tempestivos intimação em 06/08/2013 (fl. 411), terçafeira, e protocolo em 12/08/2013 (fl. 413), segundafeira e preenchem os demais requisitos. Contudo, é importante observar que o Despacho de Admissibilidade recebeu apenas parte do Embargo de Declaração, especificamente em relação à inovação do acórdão de 1º grau e à ilegalidade do acesso às informações bancárias. Os demais argumentos foram rejeitados de plano, rejeição essa que é definitiva, nos termos do art. 65, § 3º, do Anexo II ao RICARF, não retornando a pauta para reanálise. Nessa esteira, limitase o julgamento dos embargos às questões admitidas. Do acórdão da DRJ: Compulsando o Recurso Voluntário, percebese que a Contribuinte efetivamente suscita a questão da inovação do acórdão de 1ª instância. Fálo nos seguintes termos: "Como acima descrito, a Autoridade Lançadora entendeu de glosar os lucros e dividendos distribuídos em virtude dela ter desconsiderado as informações escrituradas nos livros diários da firma da qual a contribuinte era titular, pois entendeu que essas seriam imprestáveis em virtude a suposta ausência de contabilização das movimentações financeiras irregularmente constadas pela Autoridade, sem que de direito tenha ocorrido à necessária autoridação para quebra do sigilo fiscal da pessoa jurídica, o que, no mínimo, dá conta da irregularidade da suposta prova obtida e dos seus reflexos. Fl. 440DF CARF MF Processo nº 18471.001366/200619 Acórdão n.º 2202003.970 S2C2T2 Fl. 439 5 Já o acórdão guerreado dá conta da suposta imprestabilidade da escrituração contábil da firma em função do julgador ter entendido que a mesma era feita em lançamentos mensais, vide item 16 do acórdão ás fls. 342, in verbis: (...) Pois bem, é fácil concluir que a negativa de admissibilidade da escrituração formulada no acórdão é de motivação diversa que a motivação aplicada pela Fiscala e que foi objeto de impugnação, (...)" fl. 373 (grifos no original) Por sua vez, relendo o acórdão embargado, percebese que não há, efetivamente, uma única linha ou mesmo oração se referindo ou analisando a matéria. Nesse caminho, há efetiva omissão que deve ser sanada. Passando, portanto, à análise do Recurso Voluntário, percebese que a Contribuinte argumenta pela nulidade do acórdão recorrido por inovar em relação aos fundamentos do lançamento. Especificamente, afirma que o lançamento desconsiderou a contabilidade da empresa por ausência de contabilização da conta banco, enquanto o acórdão recorrido fundamentou a desconsideração da contabilidade no fato de que os lançamentos eram mensais. Retornando ao acórdão Recorrido, percebese que ela fundamentou a não aceitação da escrituração da empresa por dois motivos: que os lançamentos eram contabilizados mensalmente e que era imprestável para identificar a movimentação financeira: "15 Nesse aspecto, analisandose as cópias do livro diário juntadas aos autos (fl. 132 a 218), verificase que sua escrituração foi efetuada em partidas mensais, tendo sido todos os valores a débito e a crédito lançados no último dia de cada mês, sem contabilização da movimentação financeira em banco, que, ressaltese era superior à receita bruta da empresa (fl. 244). Entendo que tal fato, conforme alega a fiscalização, torna a escrituração imprestável para comprovar a existência de lucros isentos distribuíveis a seus sócios. (...) 17. Na mesma esteira, a legislação do imposto de renda no art. 530, II, a, do Decreto nº 3.000/1999 (RIR/99) determina que é hipótese de arbitramento do lucro quando a escrituração é imprestável para identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária, sendo também mansa e pacífica a jurisprudência do Conselho de Contribuintes nesse sentido" fls. 353/355 (grifo nosso). Em outras palavras, se é verdade que o acórdão recorrido trouxe à baila o argumento de que a escrituração estava viciada por ter seus lançamentos mensais e não diários, também se fundamentou na questão da ausência de escrituração da conta banco. Portanto, ainda que haja fundamento inovador no acórdão recorrido, que poderia ser corrigido, a verdade é que o acórdão ainda subsistiria, vez que também fundamentou a desconsideração da contabilidade na ausência de escrituração da conta banco, Fl. 441DF CARF MF 6 mesmo fundamento utilizado pela autoridade lançadora (fls. 272/274), como inclusive admite a Contribuinte. Portanto, é necessário sanear o acórdão embargado, sem efeitos infringentes, para registrar que não há cerceamento do direito de defesa quando o acórdão recorrido mantém o lançamento pelos seus próprios fundamentos, apenas acrescentando outros. Dos dados bancários: Igualmente, compulsando o Recurso Voluntário, é possível constatar que o Contribuinte ventilou a nulidade do lançamento pelo fato de ter havido acesso indevido às informações bancárias da empresa. Mais uma vez, também é possível constatar que o acórdão recorrido se omite sobre a questão. Passando à análise da questão, percebese, entretanto, que o STF já reconheceu, por meio do RE nº 601.314, em sede de repercussão geral que obrigatoriamente deve ser repetido por este Conselho, nos termos do art. 62 do Anexo II ao RICARF a validade do acesso direto aos dados bancários pela autoridade fazendária, prescindindo de autorização judicial para tanto: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO AO SIGILO BANCÁRIO. DEVER DE PAGAR IMPOSTOS. REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÃO DA RECEITA FEDERAL ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ART. 6º DA LEI COMPLEMENTAR 105/01. MECANISMOS FISCALIZATÓRIOS. APURAÇÃO DE CRÉDITOS RELATIVOS A TRIBUTOS DISTINTOS DA CPMF. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA NORMA TRIBUTÁRIA. LEI 10.174/01. 1. O litígio constitucional posto se traduz em um confronto entre o direito ao sigilo bancário e o dever de pagar tributos, ambos referidos a um mesmo cidadão e de caráter constituinte no que se refere à comunidade política, à luz da finalidade precípua da tributação de realizar a igualdade em seu duplo compromisso, a autonomia individual e o autogoverno coletivo. 2. Do ponto de vista da autonomia individual, o sigilo bancário é uma das expressões do direito de personalidade que se traduz em ter suas atividades e informações bancárias livres de ingerências ou ofensas, qualificadas como arbitrárias ou ilegais, de quem quer que seja, inclusive do Estado ou da própria instituição financeira. 3. Entendese que a igualdade é satisfeita no plano do autogoverno coletivo por meio do pagamento de tributos, na medida da capacidade contributiva do contribuinte, por sua vez vinculado a um Estado soberano comprometido com a satisfação das necessidades coletivas de seu Povo. 4. Verificase que o Poder Legislativo não desbordou dos parâmetros constitucionais, ao exercer sua relativa liberdade de conformação da ordem jurídica, na medida em que estabeleceu requisitos objetivos para a requisição de informação pela Administração Tributária às instituições financeiras, assim como manteve o sigilo dos dados a respeito das transações financeiras do contribuinte, observandose um translado do dever de sigilo da esfera bancária para a fiscal. 5. A alteração na ordem jurídica promovida pela Lei 10.174/01 não atrai a aplicação do princípio da irretroatividade das leis tributárias, uma vez que aquela se encerra na atribuição de competência administrativa à Fl. 442DF CARF MF Processo nº 18471.001366/200619 Acórdão n.º 2202003.970 S2C2T2 Fl. 440 7 Secretaria da Receita Federal, o que evidencia o caráter instrumental da norma em questão. Aplicase, portanto, o artigo 144, §1º, do Código Tributário Nacional. 6. Fixação de tese em relação ao item “a” do Tema 225 da sistemática da repercussão geral: “O art. 6º da Lei Complementar 105/01 não ofende o direito ao sigilo bancário, pois realiza a igualdade em relação aos cidadãos, por meio do princípio da capacidade contributiva, bem como estabelece requisitos objetivos e o translado do dever de sigilo da esfera bancária para a fiscal”. 7. Fixação de tese em relação ao item “b” do Tema 225 da sistemática da repercussão geral: “A Lei 10.174/01 não atrai a aplicação do princípio da irretroatividade das leis tributárias, tendo em vista o caráter instrumental da norma, nos termos do artigo 144, §1º, do CTN”. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 601314, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/02/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe198 DIVULG 1509 2016 PUBLIC 16092016) Neste, inclusive, restou fixada a seguinte tese: O art. 6º da Lei Complementar 105/01 não ofende o direito ao sigilo bancário, pois realiza a igualdade em relação aos cidadãos, por meio do princípio da capacidade contributiva, bem como estabelece requisitos objetivos e o translado do dever de sigilo da esfera bancária para a fiscal; Por essa razão, não pode prevalecer o presente argumento. Dispositivo: Diante de tudo quanto exposto, voto por acolher os Embargos de Declaração para, sanando a omissão no acórdão CARF nº 2202002.113, de 21/11/20012, manter a decisão embargada. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto Relator Fl. 443DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13819.901086/2008-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 28 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Aug 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 14/11/2000
INEXISTÊNCIA DE LITÍGIO. CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.
Não se toma conhecimento de recurso voluntário em que a própria recorrente não contesta a inexistência do crédito, que motivou a não homologação da compensação declarada.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3302-004.648
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Walker Araújo, José Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e José Renato Pereira de Deus.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. Não se toma conhecimento de recurso voluntário em que a própria recorrente não contesta a inexistência do crédito, que motivou a não homologação da compensação declarada. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Walker Araújo, José Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e José Renato Pereira de Deus. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 90 10 86 /2 00 8- 82 Fl. 59DF CARF MF 2 Por bem descrever os fatos, aqui adotase o relatório encartado na decisão de primeira instância, que segue transcrito: Tratase de Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação eletrônica. Na fundamentação do ato, consta: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese, que: Em 29/12/2005, a empresa temendo que a Receita Federal não processasse o citado PER/DCOMP, a mesma por sua liberalidade quitou este débito com multa e juros, através do Darf código 2372 referente ao período de apuração 31/12/2003, no valor de R$ 10.701,94, portanto não há o que se falar em valores devidos, ou seja, a empresa não é devedora de débito algum, pois foi devidamente quitado, conforme cópia em anexo. Desta feita os débitos se tornam extintos face a quitação dos mesmos, em que pese a mesma ter cometido o lapso de não efetuar o cancelamento do PER/DCOMP, pois seguimos orientações do Setor de Atendimento da SRF de que não havia necessidade de cancelar o PER/DCOMP. Senhor julgador, são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados nesta Manifestação de Inconformidade: a) A empresa quitou este débito, desta maneira não há o que se falar em valor devido, ou seja, a empresa não é devedora de débito algum, pois este débito está pago conforme citado anteriormente, segue cópia em anexo, bem como qualquer cobrança relacionada a não utilização dos créditos como consta no Despacho Decisório. b) Em que pese a Lei 10.833, capítulo II, artigo 17, § 6º ‘A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados’. Tal Lei por subordinação não pode ferir o artigo 149 inciso IV do CTN, no sentido de promover a revisão de ofício do lançamento (confissão efetuada pela própria empresa, já que foi comprovado erro de fato, pela ausência do cancelamento do PER/DCOMP). c) Destarte requer que seja feita a revisão de ofício do Despacho Decisório, contemplando o respectivo cancelamento da PER/DCOMP e eximir a empresa de pagamento de qualquer débito oriundo da falta de cancelamento desta decl Sobreveio a decisão de primeira Fl. 60DF CARF MF Processo nº 13819.901086/200882 Acórdão n.º 3302004.648 S3C3T2 Fl. 60 3 instância (fls. 25/28), em que, por unanimidade de votos, a manifestação de inconformidade foi julgada improcedente e mantida a não homologação da compensação declarada, com base nos fundamentos resumidos nos enunciados das ementas, que seguem transcritos: ração. Sobreveio a decisão de primeira instância, em que, por unanimidade de votos, a manifestação de inconformidade foi julgada improcedente, com base nos fundamentos resumidos nos enunciados das ementas, que seguem transcritos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Data do fato gerador: 14/11/2000 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. O reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos pela interessada elemento que permita a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Em 16/11/2011, a contribuinte foi cientificada da referida decisão e apresentou o recurso voluntário em 15/12/2011, em que reafirmou as razões de defesa aduzidas na manifestação de inconformidade. O julgamento foi convertido em diligência, perante a unidade da Receita Federal de origem juntasse aos autos o Aviso de Recebimento (AR), por meio do qual a recorrente fora cientificada da decisão de primeiro grau. A referida diligência foi prontamente cumprida, mediante a juntada aos autos do referido documento. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator. O recurso é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado, mas, por falta de objeto, não deve ser conhecido. Com efeito, no recurso em apreço, a recorrente não contestou o motivo da não homologação da compensação, ou seja, a inexistência do valor crédito utilizado na compensação em apreço. Fl. 61DF CARF MF 4 A confirmação do asseverado foi feita pela própria recorrente no demonstrativo de apuração e pagamento integral do débito da CSLL do período, colacionado na peça recursal em apreço. Assim, se não está em questão a existência ou não do direito creditório informado pela recorrente na Declaração de Compensação (DComp) colacionada aos autos e declarado inexistente pela autoridade fiscal, no âmbito do questionado Despacho Decisório, obviamente, não existe litígio a ser dirimido por este Colegiado. Em consequência, o presente o recurso, inequivocamente, perdeu o seu objeto. De toda sorte, cabe esclarecer que, caso a recorrente não tenha recolhido a parcela do débito confessado na referida DComp, obviamente, a cobrança desse valor deverá ser feita pela unidade da Receita Federal de origem, na forma da legislação vigente. Por todo o exposto, votase pelo não conhecimento do recurso, para manter na íntegra a decisão recorrida. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 62DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15578.720050/2013-72
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 1302-000.515
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que os autos retornem à DRF de origem, de modo a que seja esclarecido o montante efetivamente extinto a título de estimativas de IRPJ, em relação ao ano-calendário de 2010, até a data de apresentação da DComp nº 42060.93103.251011.1.3.02-5259, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente Substituta.
(assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Júlio Lima Souza Martins (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca e Ester Marques Lins de Sousa.
Nome do relator: PAULO HENRIQUE SILVA FIGUEIREDO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência para que os autos retornem à DRF de origem, de modo a que seja esclarecido o montante efetivamente extinto a título de estimativas de IRPJ, em relação ao ano calendário de 2010, até a data de apresentação da DComp nº 42060.93103.251011.1.3.025259, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente Substituta. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Marcos Antônio Nepomuceno Feitosa, Júlio Lima Souza Martins (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca e Ester Marques Lins de Sousa. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 1.211 a 1.232) interposto contra o Acórdão nº 0130.629, proferido pela 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém/PA (fls. 1.197 a 1.203), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela ora Recorrente. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 78 .7 20 05 0/ 20 13 -7 2 Fl. 1342DF CARF MF Processo nº 15578.720050/201372 Resolução nº 1302000.515 S1C3T2 Fl. 1.343 2 A Manifestação de Inconformidade (fls. 891 a 989) foi apresentada contra o Parecer Seort nº 409/2014 e Despacho Decisório nele embasado (fls. 873 a 881), que não homologaram as compensações declaradas nas Declarações de Compensação (DComp) n° 37467.10187.040712.1.7.020042, 30973.87441.241111.1.3.020607 e 18353.44856.201211.1.3.024810. O crédito envolvido nas referidas DComp tem por origem saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), apurado na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) relativa ao anocalendário de 2010 (fls. 220 a 281) e alterado por meio de lançamento de ofício de que trata o processo administrativo nº 15578.720163/201378. Previamente à apreciação dos Recursos, fazse necessário esclarecimento, de modo que deixo de detalhar as razões recursais e passo à elucidação dos pontos a serem esclarecidos. Voto Como dito, contra o Recorrente, foi lavrado Auto de Infração que alterou o crédito que deu suporte à apresentação das DComp de que trata o presente processo. Contudo, tanto o Auto de Infração lavrado contra o sujeito passivo, quanto o Acórdão que tratou da impugnação a ele e o Parecer Seort nº 409/2014 consideraram como pagos apenas os valores retidos na fonte e os recolhimentos realizados até o encerramento do exercício. Ocorre que o sujeito passivo sustenta, na DComp que discrimina o crédito(DComp nº 37467.10187.040712.1.7.020042, que retificou a de nº 42060.93103.251011.1.3.025259) e no Recurso Voluntário, a existência de parcelamentos de valores de estimativas do IRPJ. O Parecer Seort nº 409/2014 reconhece a existência de parcelamentos, desconsiderando os pagamentos a eles vinculados que foram realizados após o encerramento do exercício. A par disso, o mesmo Parecer afirma que todas as DComp apresentadas pelo Recorrente para compensar estimativas de IRPJ no anocalendário de 2010 foram consideradas como não declaradas, mas, contraditoriamente, relata que os débitos foram inscritos em Dívida Ativa da União. A quantificação correta dos valores extintos pelo sujeito passivo, a título de estimativas de IRPJ, tem efeito direto na análise das DComp de que trata o presente processo. Isto posto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que o processo retorne à Unidade de origem (DRF/Vitória/ES), para que: a) informese, dos totais de estimativas de IRPJ que compuseram o crédito informado na DComp nº 37467.10187.040712.1.7.020042, quais os montantes que efetivamente foram objeto de pagamento, Dcomp e/ou de parcelamento até a data de apresentação da DComp nº 42060.93103.251011.1.3.025259; Fl. 1343DF CARF MF Processo nº 15578.720050/201372 Resolução nº 1302000.515 S1C3T2 Fl. 1.344 3 b) detalhese, para cada mês do referido anocalendário, o desfecho de cada uma das DComp eventualmente apresentadas e/ou parcelamentos eventualmente formalizados referentes a estimativas de IRPJ, com indicação do número do processo administrativo correspondente; c) ao fim, elaborese relatório de diligência contendo as informações acima requeridas, dando ciência do resultado ao sujeito passivo e concedendolhe prazo para, querendo, manifestarse nos autos. Após, reencaminhese o processo à este Colegiado. Chamo a atenção para a relação de decorrência existente entre este processo e o de nº 15578.720163/201378, no âmbito de qual foi solicitada diligência de teor similar à Unidade de origem, os quais deverão ser julgados conjuntamente por este CARF. Destaco, por fim, para a relação de decorrência deste processo com o de nº 15578.720053/201497, referente a multa pela nãohomologação das DComp aqui tratadas, de modo que o julgamento daquele deverá ser realizado após o julgamento de mesma instância deste ou ser realizado conjuntamente. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Fl. 1344DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003339/2008-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 05 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Aug 09 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 2201-000.281
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Dione Jesabel Wasilewski - Relatora
Nome do relator: DIONE JESABEL WASILEWSKI
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecilia Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório O processo tem origem em Pedido de Ressarcimento ou Restituição Declaração de Compensação PER/DComp apresentado pela recorrente (fls 1), em que indicava como crédito passível de compensação o Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF de cooperativas referente ao mês de Julho de 2003 e totalizando R$ 76.381,91. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 20 .0 03 33 9/ 20 08 -1 0 Fl. 6915DF CARF MF Processo nº 11020.003339/200810 Resolução nº 2201000.281 S2C2T1 Fl. 6.911 2 A Delegacia da Receita Federal de Caxias do Sul solicitou uma demanda ao Serviço Federal de Processamento de Dados Serpro, que resultou na listagem "Apuração mensal de IRRF declarados nas Dirf das fontes pagadoras em que conste como beneficiário o CNPJ 87.827.689/000100, individualizado por cód. de retenção, no anocalendário de 2003" (fls 55). Com base nisso, elaborou o resumo que se encontra na fl 89, totalizando por mês e por código os valores declarados pelas fontes pagadoras. Para o mês de julho foi identificado o valor de R$ 30.016,49 para o código 1708 e R$ 31.240,67 para o código 3280. Com base nisso, foi exarado o Despacho Decisório nº 465, da DRF/CXL (fls 90), homologando a compensação no limite do somatório desses valores R$ 61.257,16. Cientificado dessa decisão (fl 120), o contribuinte apresentou sua impugnação (fls 121) que resultou, inicialmente, na conversão do julgamento em diligência, determinada pela 5ª Turma da DRJ/POA, através do Despacho nº 11 (fls 198), para que a Delegacia de origem intimasse a reclamante a apresentar os comprovantes de retenção emitidos em seu nome pelas fontes pagadoras dos rendimentos e, a partir deles, elaborasse relatório circunstanciado acerca do montante de crédito comprovado. A partir dos documentos fornecidos pela interessada a fiscalização elaborou o demonstrativo de fl 219, reconhecendo como comprovados para o mês de julho de 2003 os seguintes valores: R$ 19.667,93 no código 3280 e R$ 15.743,05 no código 1708. Em relação ao resultado da diligência, a empresa se manifestou argumentando que ela não havia atingido seu fim, já que teria se limitado aos valores já obtidos através das DIRFs, deixando de fora as demais retenções que foram informadas pela empresa (fls 224). A 5ª Turma da DRJ/POA exarou o Acórdão 1026.351, de 15 de julho de 2010 (fls 229), julgando improcedente a manifestação de inconformidade, por entender que caberia à empresa comprovar o IRRF para que pudesse utilizálo. A ciência dessa decisão ocorreu em 06/08/2010 (fl 237) e o recurso voluntário foi apresentado tempestivamente em 01/09/2010 (fls 238). Em suas razões de recorrer, alega que as faturas apresentadas à fiscalização são suficientes para comprovar seu direito ao crédito e protesta pela realização de nova perícia. Chegando a este Conselho, a 1ª Câmara/2ª Turma Ordinária desta Seção entendeu por bem converter novamente o julgamento em diligência (Resolução 2102000.077, de 10 de julho de 2012 fls 263), para que: (...) a autoridade fiscal apure o IRRF a partir das faturas emitidas pelo recorrente, inclusive, se for o caso, compulsando a contabilização do fiscalizado e intimando as fontes pagadoras, superando a mera análise a partir dos comprovantes de rendimentos ou das DIRfs". Em resposta a essa solicitação, foi elaborada a informação de fls 6259, datada de 15 de julho de 2013, na qual se alega deficiência nas informações prestadas pela empresa interessada e são apresentadas as seguintes conclusões: Fl. 6916DF CARF MF Processo nº 11020.003339/200810 Resolução nº 2201000.281 S2C2T1 Fl. 6.912 3 · Em análise das faturas, por amostragem, percebese que a competência a que se referem não são compatíveis com a data de emissão e/ou vencimento. Por ex: a data de emissão da fatura é anterior à data da competência. · O contribuinte utilizase do IRRF, muitas vezes, em competência posterior à apurada e, por isso, torna impossível fazer o batimento das informações do contribuinte(faturas) com o período de apuração informado no PER/DCOMP. Por ex: de acordo com a contabilidade, foi lançado na conta”IRRF a compensar Lei 8541/92”, no dia 01/03/2003 o valor de R$ 70.705,75. Se o lançamento foi efetuado no 1º dia do mês, por óbvio referese a fatos geradores do mês anterior (fevereiro). Entretanto, no PER/DCOMP nº 10667.19317.140803.1.3.057920 o contribuinte informa que essa retenção referese ao mês de abril. E assim, sucessivamente para todos os meses. O demonstrativo dos lançamentos efetuados nesta conta contábil entregue pelo próprio contribuinte e o razão da conta contábil, extraída do Contágil, comprovam o erro descrito. Além disso, fica fácil perceber este “deslocamento” do período de apuração na planilha entregue pelo contribuinte, na qual os valores declarados em DIRF estão “deslocados” em um mês em relação ao valor que o contribuinte entende correto naquele mês. · A conclusão do item anterior é corroborada pelo fato de que o total das divergências apontadas pelo contribuinte nas duas planilhas entregues corresponde exatamente ao valor deferido pela DRF para cada mês analisado, com base na DIRF. Ou seja, as fontes pagadoras declararam em DIRF num mês e o contribuinte considerou a retenção no mês seguinte. Após a elaboração dessa informação fiscal, em 26 de agosto de 2013, a empresa interessada peticiona (fls 6262) apresentando a documentação complementar, que inclui a planilha de fls 6270, na qual lista por CNPJ retenções relativas ao mês de julho de 2003, e a documentação que comprovaria essa retenção. Pelo despacho de fl 6906 o processo foi encaminhado a este Carf sem qualquer manifestação da Autoridade Fiscal quanto aos documentos que foram juntados pela interessada. De volta a este Conselho, o processo foi distribuído a esta Conselheira em sessão pública. É o que havia para ser relatado. Voto Conselheira Dione Jesabel Wasilewski Relatora Conforme foi ressaltado no relatório, a informação fiscal de fls 6259 mostrouse inconclusiva sob alegação de dificuldade na apuração das informações. Fl. 6917DF CARF MF Processo nº 11020.003339/200810 Resolução nº 2201000.281 S2C2T1 Fl. 6.913 4 Após essa manifestação, houve a juntada de novos documentos que não foram analisados pela fiscalização. Em análise a essa documentação, selecionei por amostragem os seguintes itens: ITEM CONTRATANTE CNPJ IRRF 13 25970 00.808.377/000171 1.128,96 85 1181 88.626.080/000136 990,91 131 50140 90.608.712/000180 1.183,18 Comparando esses itens com a Dcomp apresentada, vêse que correspondem às informações 21, 242 e 403, ou seja, integram o montante sobre o qual foi solicitada a compensação. Por outro lado, confrontandoos com as planilhas "Apuração mensal de IRRF declarados nas Dirf das fontes pagadoras em que conste como beneficiário o CNPJ 87.827.689/000100, individualizado por cód. de retenção, no anocalendário de 2003" (fls 55), não consegui identificar uma correspondência para nenhum desses itens. Em uma análise sumária, podese concluir que nenhuma dessas retenções foi considerada nos créditos homologados pela DRF. Com esses elementos, verificase haver alguma verossimilhança nas alegações da contribuinte, contudo, tendo em vista o volume de informações e o fato de que a Autoridade Fiscal não analisou os documentos juntados pela recorrente a partir da fl 6262, entendo prudente converter novamente o julgamento em diligência para que haja essa manifestação e seja por fim dado cumprimento ao que foi determinado pela Resolução 2102000.077, de 10 de julho de 2012, no seguinte sentido: Ante o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal apure o IRRF a partir das faturas emitidas pelo recorrente, inclusive, se for o caso, compulsando a contabilização do fiscalizado e intimando as fontes pagadoras, superando a mera análise a partir dos comprovantes de rendimentos ou das DIRFs. A autoridade que presidir a diligência acima deve produzir relatório circunstanciado de suas conclusões, dando ciência ao contribuinte, para, querendo, ofertar razões adicionais, no prazo de 20 dias. Superado tal prazo, com ou sem as razões adicionais do recorrente, devolver os autos a este Colegiado para prosseguimento do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Dione Jesabel Wasilewski Relatora Fl. 6918DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10120.720027/2007-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 29 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Oct 04 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999
RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA.
O prazo para exercício do direito de repetir eventual indébito é de cinco anos, contados do pagamento indevido, nos casos de pedidos protocolados a partir da vigência da LC 118/2005. Decisão do STF em regime de repercussão geral, RE 566.621/RS
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999
PASEP. VALIDADE DA MP 1.212/95
O STJ, sob o rito do recurso repetitivo, decidiu pela validade e vigência da MP 1.212/95.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3201-003.094
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira- Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Giovani Vieira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
Nome do relator: MARCELO GIOVANI VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. O prazo para exercício do direito de repetir eventual indébito é de cinco anos, contados do pagamento indevido, nos casos de pedidos protocolados a partir da vigência da LC 118/2005. Decisão do STF em regime de repercussão geral, RE 566.621/RS Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999 PASEP. VALIDADE DA MP 1.212/95 O STJ, sob o rito do recurso repetitivo, decidiu pela validade e vigência da MP 1.212/95. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira- Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Giovani Vieira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
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DECADÊNCIA. O prazo para exercício do direito de repetir eventual indébito é de cinco anos, contados do pagamento indevido, nos casos de pedidos protocolados a partir da vigência da LC 118/2005. Decisão do STF em regime de repercussão geral, RE 566.621/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999 PASEP. VALIDADE DA MP 1.212/95 O STJ, sob o rito do recurso repetitivo, decidiu pela validade e vigência da MP 1.212/95. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Giovani Vieira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 00 27 /2 00 7- 94 Fl. 343DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Relatório Reproduzo o relatório de primeira instância: Tratase de Declarações de Compensação de fls. 01/41, transmitidas eletronicamente entre 15/12/2005 e 15/08/2006, pelas quais a contribuinte pretendeu compensar débitos de PASEP com base em supostos créditos dessa mesma contribuição originários do processo n° 13133000582/9503, no montante de R$ 2.473.542,50. A DRF em Goiânia emitiu o Despacho Decisório de fls. 104/110, não homologando a compensação dos débitos. Fundamentou que os autos de n° 13133.000582/95 03 referemse a processo de parcelamento de débitos, no qual não se verifica qualquer indébito, revelandose, assim, não serem líquidos e certos os supostos créditos pleiteados. Em conseqüência, entendeu ser cabível o lançarnento de multa isolada, qualificada à vista do intuito de fraude demonstrado pela contribuinte. Cientificada desse Despacho em 22/06/2007 (fls. 113), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 20/07/2007 (fls. 117/139), alegando, em síntese e fundamentalmente, que: Os débitos de PASEP parcelados referentes aos períodos dezembro/1995 a fevereiro/1999 revelamse indevidos em decorrência do vácuo legislativo existente entre a publicação da Medida Provisória n° 1.212, de 1995 e a publicação da Lei n° 9.715, de 1998. As reedições de todas as Medidas Provisórias, sucessoras daquela primeira, que estabeleciam a exigência para o PIS/PASEP, foram feitas além do prazo constitucional previsto para tanto, configurandose, na realidade, estabelecimento de novas exigências tributárias, sujeitas, portanto, a novo prazo de anterioridade nonagesimal. Também a referida lei foi publicada intempestivamente; A compensação foi feita com base na legislação vigente e após estudos técnicos, que teceram fundamentos jurídicos sólidos e compatíveis com as decisões dos Tribunais; Diferentemente do afirmado no Despacho Decisório, a compensação não aludiu apenas ao processo n° 13133.000582/95 03, mas também ao de n° 13133000066/96 05; Fl. 344DF CARF MF Processo nº 10120.720027/200794 Acórdão n.º 3201003.094 S3C2T1 Fl. 481 3 Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo de que dispõe para ingressar com pedido de repetição de indébitos é de dez anos contados do fato gerador, consoante jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; Sobre a assertiva de que o parcelamento traduz confissão dívida irrenunciável, em observância aos princípios da legalidade, do não enriquecimento ilícito, da moralidade, da proporcionalidade e da razoabilidade, deve ser considerada urna “meia verdade”. Dessa forma, indevidos os débitos, não se revela legalidade do parcelamento, importando em confissão inválida. Requer a reforma da decisão, bem como a juntada dos presentes autos ao de n° 10120.002861/200792, para julgamento simultâneo, haja vista que este se refere à multa de ofício aplicada em decorrência da não homologação em tela. A DRJ/Brasília/DF decidiu pela improcedência da impugnação, mantendo o Despacho Decisório. Transcrevo a ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Periodo de apuração: 01/01/1997 a 27/02/1999 PASEP. BASE LEGAL. A exigência da Contribuição ao PASEP passou a ser regulada pela Medida Provisória Federal nº 1.212, de 1995, a partir de março/1996. COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO DIREITO. Contra o reconhecimento do direito creditório subjacente à declaração de compensação corre o prazo decadencial de cinco anos contado da data do pagamento. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente interpõe então o Recurso Voluntário, onde reapresenta as alegações da Manifestação de Inconformidade. Aduz que a decisão recorrida estaria correta se os pagamentos não tivessem sido feitos antes da Lei Complementar 118/2005, mas o foram. Acrescenta jurisprudência pertinente. É o relatório. Fl. 345DF CARF MF 4 Voto Conselheiro Marcelo Giovain Vieira, Relator O recurso é tempestivo e não havendo outros óbices, deve ser conhecido. Duas razões, cada uma per se, impedem o provimento pedido. 1 – A questão da validade da MP 1.212/95 já restou pacificada. O Superior Tribunal de Justiça, sob o rito do recurso repetitivo, no Resp 1136210/PR, transitado em julgado em 08/03/2010, firmou a seguinte tese: “A contribuição social destinada ao Pis permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições.” Embora a tese firmada não se refira especificamente ao Pasep, o entendimento esposado supera a questão da validade da MP 1.212/95, controvertida pela recorrente. As decisões definitivas do STJ em recurso repetitivo são vinculantes para os colegiados do Carf, cf. art. 62, §2º1, do Anexo II do Regimento Interno do Carf – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Desse modo, não há crédito algum a reclamar, quedandose no vazio todos os outros argumentos; 2 – Ainda que houvesse crédito válido, o prazo para pedido de restituição é de 5 anos, para os pedidos feitos após a Lei Complementar 118/2005. Os pagamentos pleiteados foram efetuados no período de dezembro de 1995 a março de 1999. Ora, as Declarações de Compensação foram transmitidas eletronicamente entre 15/12/2005 e 15/08/2006, portanto, mais de cinco anos após os pagamentos, e também após a vigência da LC 118/2005. O STF, no RE 566.621/RS, sob regime de repercussão geral,.e portanto, vinculante para os colegiados do Carf, pacifica o entendimento de que, para os pedidos feitos após a vigência da LC 118/2005 (09/06/2005), o prazo para repetição de indébito é de cinco anos contados a partir do pagamento indevido. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. 1 § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelosconselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Fl. 346DF CARF MF Processo nº 10120.720027/200794 Acórdão n.º 3201003.094 S3C2T1 Fl. 482 5 Fl. 347DF CARF MF
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Numero do processo: 10480.724814/2013-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 30 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3301-000.478
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, por unanimidade de votos, entendeu-se por converter o presente julgamento em diligência, para fins de determinar que o processo seja baixado em diligência para que a unidade de origem analise se o contribuinte possui direito ao crédito tributário indicado em seus pedidos de ressarcimento/compensação.
(assinado digitalmente)
José Henrique Mauri - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d´Oliveira, Antônio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e José Henrique Mauri (Presidente).
Nome do relator: MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, por unanimidade de votos, entendeu-se por converter o presente julgamento em diligência, para fins de determinar que o processo seja baixado em diligência para que a unidade de origem analise se o contribuinte possui direito ao crédito tributário indicado em seus pedidos de ressarcimento/compensação. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d´Oliveira, Antônio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e José Henrique Mauri (Presidente).
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(assinado digitalmente) José Henrique Mauri Presidente. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d´Oliveira, Antônio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Marcos Roberto da Silva (suplente convocado), Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e José Henrique Mauri (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .7 24 81 4/ 20 13 -6 4 Fl. 410DF CARF MF Processo nº 10480.724814/201364 Resolução nº 3301000.478 S3C3T1 Fl. 411 2 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, de fls. 246 e seguintes dos autos: O presente processo trata da análise de Pedido de Ressarcimento nº 02176.83845.180708.1.1.015509, no valor de R$ 46.336,85, referente ao 2º Trimestre de 2008, e das Declarações de Compensação 11755.87439.300112.1.7.018084 e 12307.40948.300112.1.7.017382, apresentados pela empresa Eviales do Brasil Nutrição Animal Ltda – CNPJ 44.346.138/000112 (atualmente incorporada pela Invivo Nutrição e Saúde Animal Ltda CNPJ 06.066.837/000110) referente à filial 44.346.138/000970. 2. Em sua análise, a DRF/Recife indeferiu o pleito e considerou não homologada a compensação sob a justificativa de que a empresa questiona judicialmente a incidência do IPI sobre produtos destinados à alimentação de cães e gatos, acondicionados em unidades com mais de dez quilogramas (atual posição TIPI 2309.10.00), que fabrica, sendo que eventual insucesso no pleito judicial iria alterar o valor a ser ressarcido, hipótese vedada pelos dispositivos legais abaixo citados: 2.1. Instrução Normativa SRF nº 900/2008: “Art. 25. É vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido.” 2.2. Instrução Normativa SRF nº 900/2008, com redação dada pela Instrução Normativa SRF nº 1.224, de 23.12/2011 e Instrução Normativa SRF nº 1300, de 20.11.2012, atualmente em vigor, que revogou as anteriores: “Art. 25. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestrecalendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI.” 3. Cientificada em 15.10.2013, a interessada apresentou, tempestivamente, em 13.11.2013, manifestação de inconformidade na qual apresenta as seguintes alegações: “..... 09. Ocorre que o processo judicial em questão, ainda que, ao final, seja julgado improcedente, não tem o condão de alterar o valor do crédito solicitado. Com efeito a partir de 16 de outubro de 2003. a Impugnante buscou tutela judicial (DOC. 03) para reconhecer seu direto a não incidência do IPI sobre a saída de produtos destinados à alimentação de cães e gatos acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10Kg, face a flagrante ilegalidade e inconstitucionalidade da legislação que o instituiu, qual seja, Decreto n.° 4.542/02 e posteriores alterações, em dissonância ao DecretoLei n° 400/68. 10. Por conseguinte, desde 13.04.2004, em virtude da medida liminar proferida nos autos do processo judicial, que deferiu o pedido de antecipação de tutela, a Impugnante está autorizada a não recolher o IPI na saída de produtos destinados à alimentação de cães e gatos acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10Kg. Fl. 411DF CARF MF Processo nº 10480.724814/201364 Resolução nº 3301000.478 S3C3T1 Fl. 412 3 11. Ressaltase, contudo, que o objeto da discussão versada na ação judicial supracitada, qual seja, a nãoincidência do IPI na saída de embalagens com capacidade superior a 10Kg, em nada se relaciona com os créditos advindos da aquisição de insumos pela Impugnante. 12. Assim, legitima é a compensação realizada pela Impugnante, nos termos autorizados pelo artigo 170 do Código Tributário Nacional, combinado com o artigo 74 da Lei n.°9.430/96 e artigo 34 e seguintes da Instrução Normativa SRF n.° 900/2008 vigente à época das compensações, atual redação do art. 41 e seguintes da IN SRF n.° 1.300/2012. ........... 22 . Vêse, portanto, que o objeto da ação judicial é única e exclusivamente a questão da (não) incidência do IPI na saída dos produtos destinados à alimentação de cães e gatos fabricados pela mesma, acondicionados em embalagens com capacidade superior a 10Kg. O aludido processo judicial, portanto, NÃO trata da matéria referente a utilização dos créditos do imposto incidentes na aquisição de insumos para o processo produtivo da empresa. 23. Portanto, diferentemente do que alegado pelo Sr. Auditor Fiscal no Despacho Decisório ora combatido, o processo judicial em questão, ainda que ao final seja julgado improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça , não tem o condão de alterar o saldo credor de IPI apurado pela Impugnante, sendo, podendo, indubitavelmente inaplicável o disposto no art. 25 da Instrução Normativa SRF n.° 900/2008 (atual art. 25 da IN SRF n.° 1.300/2012). .... 27. Ora, Nobre Julgador, a Ação Ordinária em nada poderá alterar o valor pleiteado na presente compensação, vez que, conforme bem demonstrado, o crédito utilizado pela Impugnante foi derivado de aquisição de matériasprimas, produtos industrializados e materiais de embalagem, nos termos do artigo 11 da Lei n.° 9.779/99, não tendo nenhuma vinculação com a referida Ação. 28. O crédito do IPI, oriundo da aquisição (entrada) de insumos e matériasprimas, possui natureza distinta dos débitos do tributo decorrentes da venda (saída) de produtos industrializados, não podendo a fiscalização confundi las a ponto de cercear o direito constitucional assegurado ao contribuinte pelo princípio da não cumulatividade. ....... 31. É certo que, mesmo na remota hipótese da Ação Ordinária n.° 2003.61.00.0295233 ser julgada improcedente, a Secretaria da Receita Federal terá o direito de exigir os valores (débitos) de IPI não destacados nas Notas Fiscais de saída, o que não implicará, no entanto, no saldo credor de IPI apurado pela impugnante. 32. Portanto, totalmente descabida a pretensão da Receita Federal no sentido de que a Impugnante não poderia utilizar os saldos credores apresentados ao final dos trimestres calendários, pois, se assim fosse, estaria desconsiderando a decisão judicial que lhe foi concedida. ...........” Fl. 412DF CARF MF Processo nº 10480.724814/201364 Resolução nº 3301000.478 S3C3T1 Fl. 413 4 Ao analisar o caso, a DRJ entendeu por julgar improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 RESSARCIMENTO. DISCUSSÃO JUDICIAL. Será vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O contribuinte foi intimado acerca desta decisão em 29/12/2014 (fl. 256) e, insatisfeito com o seu teor, interpôs em 27/01/2015 Recurso Voluntário (fls. 258/331), através do qual pleiteou a reforma da decisão recorrida. Alegou, resumidamente, que: (a) o art. 25 das Instruções Normativas n. 900/08 e 1.300/12 está expressamente relacionado à coexistência de discussão judicial ou administrativa relacionada a crédito de IPI e que possa alterar o valor a ser ressarcido; (b) no presente caso, embora a existência de ação judicial em curso possa vir a afetar o saldo credor passível de ressarcimento ao final do trimestre, ela não se relaciona a qualquer discussão acerca de crédito pelos insumos adquiridos pela empresa; (c) logo, não restando presente um dos requisitos para aplicação do art. 25, não poderia a Administração Pública se valer de tal disposição para indeferir o pedido de ressarcimento realizado, em face da ausência de disposição legal nesse sentido, cabendo a ela tão somente a possibilidade de lavrar auto de infração sobre as saídas isentadas pela decisão judicial que se mantém provisória; (d) a decisão recorrida acaba por descumprir decisão judicial plenamente vigente (visto que o recurso pendente não é dotado de efeito suspensivo), a qual assegura à Recorrente o direito de não escriturar débitos na saída de razões de cães e gatos acima de 10kg, com todos os efeitos daí decorrentes; (e) ad argumetandum, devese (i) suspender o andamento do presente processo administrativo (inclusive o de cobrança), até o julgamento definitivo do processo judicial, não podendose imputar mora à Recorrente, visto que amparada por decisão plenamente vigente ou, no mínimo, (ii) segregar o montante "incontroverso" do saldo credor, relativo às saídas regularmente tributadas pelo imposto (vide fl. 263). Os autos, então, vieramse conclusos para fins de análise do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. É o breve relatório. Fl. 413DF CARF MF Processo nº 10480.724814/201364 Resolução nº 3301000.478 S3C3T1 Fl. 414 5 Voto Conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões: O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Consoante acima relatado, tratase de pedidos de ressarcimento/compensação apresentados pelo contribuinte, os quais fora indeferidos pela DRJ sob o fundamento de que, com base no art. 25 da IN n. 900/08, é vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido. Estava a DRJ referindose ao Proc. 2003.61.00.0295233. O contribuinte alegou em seu Recurso Voluntário interposto em 27/01/2015, resumidamente, que: (a) o art. 25 das Instruções Normativas n. 900/08 e 1.300/12 está expressamente relacionado à coexistência de discussão judicial ou administrativa relacionada a crédito de IPI e que possa alterar o valor a ser ressarcido; (b) no presente caso, embora a existência de ação judicial em curso possa vir a afetar o saldo credor passível de ressarcimento ao final do trimestre, ela não se relaciona a qualquer discussão acerca de crédito pelos insumos adquiridos pela empresa; (c) logo, não restando presente um dos requisitos para aplicação do art. 25, não poderia a Administração Pública se valer de tal disposição para indeferir o pedido de ressarcimento realizado, em face da ausência de disposição legal nesse sentido, cabendo a ela tão somente a possibilidade de lavrar auto de infração sobre as saídas isentadas pela decisão judicial que se mantém provisória; (d) a decisão recorrida acaba por descumprir decisão judicial plenamente vigente (visto que o recurso pendente não é dotado de efeito suspensivo), a qual assegura à Recorrente o direito de não escriturar débitos na saída de razões de cães e gatos acima de 10kg, com todos os efeitos daí decorrentes; (e) ad argumetandum, devese (i) suspender o andamento do presente processo administrativo (inclusive o de cobrança), até o julgamento definitivo do processo judicial, não podendose imputar mora à Recorrente, visto que amparada por decisão plenamente vigente ou, no mínimo, (ii) segregar o montante "incontroverso" do saldo credor, relativo às saídas regularmente tributadas pelo imposto (vide fl. 263). Ocorre que, neste ínterim, o processo em questão (Proc. 2003.61.00.0295233) transitou em julgado favoravelmente ao contribuinte, encontrandose atualmente em fase de execução do julgado, consoante se extrai do sítio da Justiça Federal de São Paulo. Sendo assim, considerando que o óbice apresentado pela DRJ para fins de análise do pleito de ressarcimento apresentado pelo contribuinte não mais existe, entendo que deverá a unidade de origem apreciar o mérito da presente contenda, para fins de validar ou não o montante do crédito indicado pelo contribuinte em seus pedidos de ressarcimento/compensação. Até porque, não houve até o momento apreciação acerca da certeza e liquidez do crédito tributário pleiteado e, por se tratar de requerimento da restituição/compensação, a análise dessas características apresentamse essenciais ao deferimento do pedido apresentado pelo contribuinte. Por oportuno, entendo que não seria o caso de considerar nula a decisão da DRJ, visto que proferida em um momento processual em que havia processo judicial discutindo a incidência de IPI em determinadas operações realizadas pela Recorrente, o qual poderia Fl. 414DF CARF MF Processo nº 10480.724814/201364 Resolução nº 3301000.478 S3C3T1 Fl. 415 6 impactar os valores a serem identificados na presente contenda. Nessa contexto, no momento em que foi proferida, encontravase em consonância com o que dispunha a legislação pátria. Contudo, uma vez que este fator adotado como óbice à análise meritória não mais existe, por razões supervenientes mas relevantes à solução da presente contenda, entendo que o direito creditório do contribuinte deva ser analisado nesta oportunidade, inclusive em atenção ao princípio da verdade material. Voto, portanto, no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para fins de determinar que o processo seja baixado à unidade de origem, para que esta, diante do trânsito em julgado do Proc. nº 002952366.2003.4.03.6100, analise se o contribuinte possui direito ao crédito tributário apontado. Após o levantamento realizado, o contribuinte deverá ser intimado acerca do seu teor, para, querendo, manifestarse no prazo legal. Em seguida, os autos deverão retornar a este Conselho, para fins de julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora. Fl. 415DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010908/2008-54
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2006
DOCUMENTOS RETIFICADORES. ASPECTO TEMPORAL.
A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício.
JUROS DE MORA.
Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre a multa de ofício isolada.
Numero da decisão: 1801-000.641
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2006 DOCUMENTOS RETIFICADORES. ASPECTO TEMPORAL. A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre a multa de ofício isolada.
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ASPECTO TEMPORAL. A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre a multa de ofício isolada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório Fl. 123DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 122 2 I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 34/38 com a exigência do crédito tributário no valor total de R$38.701,58 a título de multa de ofício isolada por falta de recolhimento de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) determinado sobre a base de cálculo estimada referente aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro, março, abril, junho, outubro e novembro do anocalendário de 2005. O lançamento se fundamenta no cotejo entre os dados informados na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ), fls. 04/07, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), fl. 09 e os pagamentos relacionados às fls. 10/19. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 222, art. 843 e inciso IV do parágrafo único do art. 957 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foi constituído o seguinte crédito tributário pelo lançamento formalizado neste processo: II – O Auto de Infração às fls. 39/43 com a exigência do crédito tributário no valor de R$15.625,74 a título de multa de ofício isolada por falta de recolhimento de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 222, art. 843 e inciso IV do parágrafo único do art. 957 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Cientificada em 13/08/2008, fl. 45, a Recorrente apresentou a impugnação em 11/09/2008, fl. 46, com as alegações abaixo sintetizadas. Diz que vem solicitar a impugnação dos autos de infração: IRPJ e CSLL Proc 10.980 010908/200854 / COFINS Proc. 10.980010902/0887. Entendeuse que os referidos débitos surgiram por erro no preenchimento das seguintes declarações: DIPJ 2004 (retificada em 09/09/2008), DIPJ 2006 (retificada em 10/09/2008), DCTF – 1º e 2° Sem / 2005 (retificada em 10/09/2008), as quais, conforme citação anterior, foram retificadas, corrigindo as informações que geraram tais débitos. Seguem em anexo, cópia do recibo de entrega das declarações retificadoras. Nestes termos, pedimos o deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 0630.515, de 24/02/2011, fls. 67/68: “Impugnação Improcedente”. Restou ementado Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2005 Fl. 124DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 123 3 Ementa: MULTA ISOLADA POR NÃORECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA. IRPJ E/OU CSLL. RETIFICAÇÃO DAS DECLARAÇÕES APÓS A CIÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO. EXIGÊNCIA DE PROVAS DO ERRO. Não elide o lançamento relativo à multa isolada por não recolhimento do IRPJ e/ou da CSLL devidos por estimativa a apresentação de DIPJ e de DCTFs retificadoras após a ciência do auto de infração, sem que na impugnação seja trazido qualquer elemento de prova da existência de erro nas declarações originais. Notificada em 21/03/2011, fl. 97, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 15/04/2011, fls. 98/102, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Acrescenta que discorda da incidência de juros de mora sobre a multa de ofício isolada. Conclui Por todo exposto, esperase que o presente recurso seja recebido, julgado e provido, a fim de que seja anulada a r. decisão recorrida, para realização de diligência necessária à verificação dos fatos alegados pela Recorrente, ou ao menos, para que seja afastada a incidência de juros moratórios sobre a multa. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Cabe esclarecer que os argumentos pertinentes ao processo nº 10980.010902/200887 não serão aqui analisados, porque se trata de matéria estranha a esta lide. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. A legislação pertinente ao processo administrativo fiscal estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidade no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência, embora tenha sido previamente notificada para solucionar as pendências tributárias. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios Fl. 125DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 124 4 produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. Assim, a solicitação deve ser indeferida. A Recorrente diz que apresentou documentos retificadores. A pessoa jurídica tributada com base no lucro real pode optar pelo recolhimento do tributo mensal calculado com base nas regras da estimativa a título de antecipação obrigatória ou do apurado com base em balanços ou balancetes mensais de suspensão ou redução, ainda que venha a apurar prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa no balanço encerrado em 31 de dezembro do anocalendário. O balancete mensal utilizado para suspender ou reduzir o tributo deve ser transcrito no Livro Diário. A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes de suspensão ou redução deve ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). A falta de recolhimento do imposto mensal calculado com base nas regras da estimativa a título de antecipação obrigatória ou do apurado com base em balanços ou balancetes mensais de suspensão ou redução, ainda que a pessoa jurídica venha a apurar prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa no balanço encerrado em 31 de dezembro do anocalendário sujeita a pessoa jurídica à multa de 50% (cinquenta por cento), aplicada isoladamente, calculada sobre o montante das parcelas do tributo não recolhido ou da insuficiência apurada (art. 2º e art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 13 da Instrução Normativa SRF nº 93, de 24 de dezembro de 1997). Neste sentido foram apurados de ofício os seguintes valores: IRPJ – AnoCalendário de 2005 Meses DIPJ R$ DCTF R$ Pagamento R$ Base de Cálculo da Multa R$ Percentual Valor da Multa R$ Janeiro 23.643,86 0,00 0,00 23.643,86 50% 11 821,93 Fevereiro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% Março 18.595,69 0,00 0,00 18.595,69 50% 9 297,84 Abril 61.370,68 50.359,37 52.697,07 8.673,61 50% 4 336,80 Maio 55 .994,90 0,00 52.697,07 0,00 50% 0,00 Junho 53 .255,48 0,00 46.566,58 6.688,90 50% 3 344,45 Julho 55 .605,76 53. 605,76 55. 605,76 0,00 50% 0,00 Agosto 64 .193,76 0,00 64 .193, 76 0,00 50% 0,00 Setembro 58 .686,66 0,00 58.686,66 0,00 50% 0,00 Outubro 43 .332,21 0,00 34.965,28 8.366,93 50% 4 183,46 Novembro 19 .747,05 0,00 8 . 312,85 11.434,20 50% 0,00 dezembro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 CSLL – AnoCalendário de 2005 Meses DIPJ R$ DCTF R$ Pagamento R$ Base de Cálculo da Percentual Valor da Multa Fl. 126DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 125 5 Multa R$ R$ Janeiro 9.458,80 0,00 0,00 9.458,80 50% 4.729,40 Fevereiro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 Março 8.334,48 0,00 0,00 8.334,48 50% 4.167,24 Abril 35.009,63 16.348,04 21 551,42 13.458,21 50% 6.729,10 Maio 32.052,70 0,00 32 594,55 0,00 50% 0,00 Junho 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 Julho 31.821,91 31.821,91 31 821,91 0,00 50% 0,00 Agosto 36.579,63 0,00 36.579,63 0,00 50% 0,00 Setembro 33.532,70 0,00 33 532,70 0,00 50% 0,00 Outubro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 Novembro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 dezembro 0,00 0,00 0,00 0,00 50% 0,00 Sobre o aspecto temporal da possibilidade jurídica da retificação da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) e da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), o Código Tributário Nacional (CTN) prevê: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. § 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. Por seu turno o Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, ordena: Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: (Vide Decreto nº 3.724, de 2001) I o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; [...] § 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. Cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 33, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF), e que assim determina: Fl. 127DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 126 6 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. A entrega de DCTF e de DIPJ retificadoras, fls. 51/54, depois do início da ação fiscal não ilide o lançamento de ofício face à perda da espontaneidade pelo sujeito passivo. O Auto de Infração foi cientificado validamente à Recorrente em 13/08/2008, fl. 45. A DCTF e a DIPJ retificadoras foram apresentadas à RFB em 09/09/2008, fls. 51/54, ou seja, após o início da ação fiscal. Logo, não há que se falar em espontaneidade e por esta razão não produzem quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. A Recorrente discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre a multa de ofício isolada. O Código Tributário Nacional determina: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. [...] Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. A Lei nº 9.430, de 1996, prevê: Art.5º [...] §3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. [...] Fl. 128DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 127 7 Art.61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. [...] §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Aplicando a legislação de regência ao presente caso, verificase que como a Recorrente não procedeu ao pagamento do crédito tributário até a data do vencimento, deve fazêlo acrescido de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic. Consta no Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, têm aplicação os entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisões definitivas de mérito proferidas em recursos extraordinário com repercussão geral e em recurso especial repetitivo, respectivamente, cujas matérias vinculam esta segunda instância de julgamento. Em relação à matéria, cabe mencionar a jurisprudência do STJ proferida em recurso especial representativo da controvérsia, cujo trânsito em julgado ocorreu em 09/09/20091: RECURSO ESPECIAL Nº 1.111.175 SP (2009/00188256) RELATORA : MINISTRA DENISE ARRUDA RECORRENTE : SOFT SPUMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADVOGADO: WALDEMAR CURY MALULY JUNIOR E OUTRO(S) RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL ADVOGADO : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE 1 Fonte: https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=5338305&sReg=200900188256 &sData=20090701&sTipo=5&formato=PDF; acesso em 16/04/2011. Fl. 129DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 128 8 MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. Ainda em relação à matéria, vale transcrever os enunciados de súmulas do CARF n°s 4 e 5, as quais são de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF) que prevêem: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. [...] São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Cabe ressaltar o crédito tributário da União constituído não pago até a data do vencimento é acrescido de juros de mora equivalentes à Selic para títulos federais. A multa de ofício isolada é uma obrigação principal. Como a obrigação não foi extinta no vencimento está correta a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre a multa de ofício isolada. Por conseguinte, não lhe cabe razão. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Fl. 130DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10980.010908/200854 Acórdão n.º 180100.641 S1TE01 Fl. 129 9 Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e que assim determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 131DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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