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Numero do processo: 10380.900409/2009-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 17 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1201-000.583
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Rafael Gasparello Lima - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Gisele Barra Bossa.
Nome do relator: RAFAEL GASPARELLO LIMA
1.0 = *:*
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Gisele Barra Bossa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1504; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 65 1 64 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.900409/200909 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.583 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 17 de agosto de 2018 Assunto COMPENSAÇÃO VALOR INDEVIDO OU A MAIOR Recorrente B. M. CONSTRUÇÕES E PLANEJAMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Rafael Gasparello Lima, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Gisele Barra Bossa. Relatório O contribuinte interpôs seu tempestivo Recurso Voluntário, considerando que acórdão, proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, ratificou o despacho decisório, não homologando a Declaração de Compensação (DCOMP) pela inexistência do crédito de pagamento indevido ou a maior. De acordo com referido despacho decisório, "diante da inexistência de crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada".. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .9 00 40 9/ 20 09 -0 9 Fl. 65DF CARF MF Processo nº 10380.900409/200909 Resolução nº 1201000.583 S1C2T1 Fl. 66 2 Entretanto, o contribuinte afirma no seu recurso que existia crédito compensável, como indicado na PER/DCOMP, porém, não foi homologado pela ausência de retificação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), inerente ao 2º trimestre de 2000. Em 31/03/2009, o contribuinte retificou a mencionada Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), por fim, requerendo o provimento do Recurso Voluntário para homologar a pretendida compensação. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Gasparello Lima, Relator. Inicialmente, quando da sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte anexou uma cópia da DCTF, versão retificadora, pertinente ao 2º trimestre de 2000, presumindo que era suficiente para homologação da sua Declaração de Compensação (DCOMP). No entanto, o acórdão recorrido concluiu pela inexistência do direito de crédito, vez que "caberia ao contribuinte não só a juntada da DCTF retificadora, mas também dos elementos de prova (cópias de livros e documentos) capazes de demonstrar o erro supostamente cometido na DCTF original, que embasou o despacho decisório em referência." O artigo 170 do Código Tributário Nacional preceitua que "A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública". Portanto, imprescindível a certeza e a liquidez do crédito compensável, facultando ao contribuinte que impugne a não homologação formalizada através de despacho decisório, instruindo sua manifestação com as provas em contrário, garantindo, assim, o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa. O processo administrativo tributário é regido por normas específicas, principalmente, o Decreto nº 70.235/1972, a Lei nº 9.430/1996 e o Decreto nº 7.574/2011, orientado pelos princípios que norteiam a Administração Pública, incluindo a moralidade, eficiência e impessoalidade. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte não demonstrou o pagamento a maior do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), mediante a idônea escrituração contábil e fiscal, motivando, assim, a retificação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). Ressalvase que a "escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza.", conforme o artigo 923 do Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR), instituído pelo Decreto nº 3.000/1999. O ônus do contribuinte era que demonstrasse seu indébito, mediante a escrituração fiscal e contábil, justificando a redução do valor devido e pelo próprio declarado. Posteriormente, quando da interposição do Recurso Voluntário, o contribuinte esclareceu a origem do seu crédito de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e anexou documentos que comprovariam sua pretensão. Fl. 66DF CARF MF Processo nº 10380.900409/200909 Resolução nº 1201000.583 S1C2T1 Fl. 67 3 A prova documental instruirá a impugnação "precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual", consoante o artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972, exceto (I) demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (II) refirase a fato ou a direito superveniente e; (III) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir;(Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito.(Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição.(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que:(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) O erro da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), retificado após o despacho decisório, não é determinante para o indeferimento da Declaração de Compensação (DCOMP), prevalecendo a verdade material, como se extrai do Parecer Normativo da CoordenaçãoGeral de Tributação (COSIT) nº 02/2015: Assunto. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Fl. 67DF CARF MF Processo nº 10380.900409/200909 Resolução nº 1201000.583 S1C2T1 Fl. 68 4 As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. O procedimento de retificação de DCTF suspenso para análise por parte da RFB, conforme art. 9ºA da IN RFB nº 1.110, de 2010, e que tenha sido objeto de PER/DCOMP, deve ser considerado no julgamento referente ao indeferimento/não homologação do PER/DCOMP. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a sua homologação, o julgamento referente ao direito creditório cuja lide tenha o mesmo objeto fica prejudicado, devendo o processo ser baixado para a revisão do despacho decisório. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a não homologação de sua retificação, o processo do recurso contra tal ato administrativo deve, por continência, ser apensado ao processo administrativo fiscal referente ao direito creditório, cabendo à DRJ analisar toda a lide. Não ocorrendo recurso contra a não homologação da retificação da DCTF, a autoridade administrativa deve comunicar o resultado de sua análise à DRJ para que essa informação seja considerada na análise da manifestação de inconformidade contra o indeferimento/não homologação do PER/DCOMP. A não retificação da DCTF pelo sujeito passivo impedido de fazêla em decorrência de alguma restrição contida na IN RFB nº 1.110, de 2010, não impede que o crédito informado em PER/DCOMP, e ainda não decaído, seja comprovado por outros meios. O valor objeto de PER/DCOMP indeferido/não homologado, que venha a se tornar disponível depois de retificada a DCTF, não poderá ser objeto de nova compensação, por força da vedação contida no inciso VI do § 3º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Fl. 68DF CARF MF Processo nº 10380.900409/200909 Resolução nº 1201000.583 S1C2T1 Fl. 69 5 Entendo que é indispensável a conversão do presente julgamento em diligência, com fundamento no artigo 29 do Decreto nº 70.235/1972, visto que demanda uma análise sobre se os documentos, anexados ao Recurso Voluntário, constituem a necessária prova de certeza e de liquidez do crédito. Isto posto, voto pela conversão do julgamento em diligência, solicitando o retorno dos autos à unidade de origem, a fim de que emita um relatório sobre as informações e os documentos anexados ao Recurso Voluntário, por fim, opinando pela existência do crédito de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), oriundo do pagamento a maior, argumentado pelo Recorrente. Finalizada esta diligência, ressalvo a necessidade de promover a ciência do contribuinte sobre o "Relatório Conclusivo", fixando o prazo de 30 (trinta) dias para sua manifestação, antes do retorno dos autos para novo julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). (assinado digitalmente) Rafael Gasparello Lima Relator Fl. 69DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10280.901602/2013-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Nov 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Jan 11 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do Fato Gerador: 31/10/2000
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DEFICIÊNCIA PROBATÓRIA.
É do contribuinte o ônus de provar a existência e regularidade do crédito que pretende ter restituído. É sua a incumbência demonstrar liquidez e certeza quando do exame administrativo. Se tal demonstração não é realizada não há como deferir seu pleito.
Numero da decisão: 3401-005.592
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do Fato Gerador: 31/10/2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DEFICIÊNCIA PROBATÓRIA. É do contribuinte o ônus de provar a existência e regularidade do crédito que pretende ter restituído. É sua a incumbência demonstrar liquidez e certeza quando do exame administrativo. Se tal demonstração não é realizada não há como deferir seu pleito.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes.
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BASE DE CÁLCULO DECLARADA INCONSTITUCIONAL. DEFICIÊNCIA PROBATÓRIA. É do contribuinte o ônus de provar a existência e regularidade do crédito que pretende ter restituído. É sua a incumbência demonstrar liquidez e certeza quando do exame administrativo. Se tal demonstração não é realizada não há como deferir seu pleito. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lazaro Antônio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a conselheira Mara Cristina Sifuentes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 16 02 /2 01 3- 63 Fl. 325DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 3 2 Relatório Tratam os autos de Pedido de Restituição de contribuição para o PIS realizado através de PER/DCOMP, referente pagamento à maior que o devido, incidente sobre base de cálculo definida pelo art. 3º, §1º da Lei nº 9.718,98, declarada inconstitucional pelo STF em sede de repercussão geral. Inicialmente cabe esclarecer que houve evolução na empresa titular do crédito, na época dos fatos (junho/1999) a empresa denominavase SANDIESEL S/A, que foi incorporada em 17/12/2002 pela BELÉM DIESEL S.A. e que por sua vez foi incorporada em 31/01/2007 pela RODOBENS CAMINHÕES CIRASA S.A. A DRF São José do Rio Preto proferiu Despacho Decisório (eletrônico), indeferindo o Pedido de Restituição por inexistência de crédito. Tomando por base o DARF discriminado no PER/DCOMP, constatou que fora integralmente utilizado para quitação de débito declarado para o mesmo período. Não satisfeito com a resposta do fisco, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, sob as seguintes razões: (i) por economia processual pede para que seja reunidos todos os processos que relaciona, por conterem o mesmo objeto; (ii) que o Despacho Decisório está equivocado pois não foi examinado o real motivo que sustenta o pedido, que foi o recolhimento de PIS com base de cálculo alargada pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, vigente à época dos fatos; (iii) sendo inconstitucional o dispositivo legal mencionado, que trata da ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, matéria já superada pelo STF com repercussão geral no RE nº 585.235, de 10/09/2008, dá validade ao pedido por pagamento a maior ou indevido; (iv) por força do inciso I do §6º do art. 26A, incluído no Decreto nº 70.325 de 06/03/1972 pela Lei nº 11.941/2009, os órgãos administrativos deverão seguir as decisões com repercussão geral do STF, como aliás, já prevalece nas decisões das CSRF conforme acórdãos que menciona; (v) requer ao final, provar o alegado por todos os meios de prova admitidos, produção de perícia, realização de diligência e a juntada de documentos. Em Primeiro Grau a DRJ/RPO ratificou inteiramente o Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição, nos termos do Acórdão nº 14062.249. O sujeito passivo ingressou tempestivamente com recurso voluntário contra a decisão de primeiro grau, reafirmando: (i) que a base de cálculo para o PIS e COFINS deverá ser composta tão somente do valor do faturamento da empresa; (ii) que o montante que compõe o crédito pleiteado se refere a inclusão indevida, na base de cálculo daquela contribuição, de receitas estranhas do conceito de faturamento, o que implicou em pagamento a maior que o devido, efetuado com base no art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98; (iii) que a controvérsia centrase única e exclusivamente na comprovação do direito creditório, porém, entende que o Fisco não se aprofundou na investigação dos fatos, a teor do art. 142 do CTN; (iv) que a DCTF não é o único meio de prova da existência de crédito passível de restituição, tal formalidade não pode se sobrepor ao direito substantivo e destaca jurisprudência do CARF sobre o caso; (v) da mesma forma, amparada em jurisprudência do CARF apela pela busca da verdade material no processo administrativo tributário, realizando uma análise ampla de todas as minúcias da situação para descobrir toda a situação fática e aplicar a norma de forma correta e eficaz; (vi) entende que o conjunto probatório é suficiente para lastrear o crédito por ela pleiteado, com a juntada de balancete devidamente transcrito no Livro Diário, Livro Razão e planilha com memória de cálculo; (vii) salienta, também, que a DRJ deveria ter convertido o julgamento em diligência, conforme previsto no art. 18 do Decreto nº 70.235, em atenção ao princípio da Fl. 326DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 4 3 verdade material; (viii) ao final reforça seu pedido de reforma da decisão recorrida e a restituição do crédito pleiteado. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3401005.560, de 26 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10280.901573/201330, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3401005.560): "O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Destacase, primeiramente, que a Recorrente fez constar do pedido de sua Manifestação de Inconformidade que: “Em atendimento ao disposto no inciso V, do art. 16, do Decreto n. 70235, de 6.3.1972, a requerente informa que a matéria objeto desta manifestação de inconformidade não foi submetida à apreciação judicial”, caso contrário deveria juntar cópia da petição, já que o assunto diz respeito à declaração de inconstitucionalidade de Lei (§1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98). Quanto a inconstitucionalidade do dispositivo legal mencionado, é tema já superado em face da revogação do mesmo pela Lei nº 11.941, de 2009. Enquanto não alterado a redação do art. 3º da Lei nº 9.718/98, foi expedido Nota Explicativa pela PGFN/CRJ nº 1.114 de 30/08/2012, delimitando o julgado pelo STF no RE nº 585.235, nos seguintes termos: DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA DECIDIDA: O PIS/COFINS deve incidir somente sobre as receitas operacionais das empresas, escapando da incidência do PIS/COFINS as receitas não operacionais. Consideramse receitas operacionais as oriundas dos serviços financeiros prestados pelas instituições financeiras (serviços remunerados por tarifas e atividades de intermediação financeira). Repetese aqui o que já firmado pela decisão de piso, em que “chegase à conclusão que a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, implementada pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, é inconstitucional e deve ser afastada também no âmbito administrativo”. Vêse, portanto, que em termos teóricos convergem para o mesmo ponto, tanto o entendimento do Fisco quanto ao alegado fato que sustenta a tese da Recorrente, de que não cabe Fl. 327DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 5 4 incidência da Contribuição para o PIS sobre receitas que estão fora do conceito de faturamento. Com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, do §1º do art.3º da Lei 9.718/98, sob o regime previsto pelo art. 543B do CPC, assentado como repercussão geral, abriu espaço para os contribuintes reverem suas bases de contribuição para o PIS e a COFINS e pleitearem junto ao fisco o ressarcimento de eventuais valores pagos a maior ou indevidamente. Pelo que ficou demonstrado no processo ora analisado, a Recorrente deu início com Pedido de Ressarcimento de contribuição para o PIS, do período de apuração 30/06/1999, alegando a existência de indébito fiscal pelo pagamento de valor a maior que o devido, pela inclusão na base de cálculo do PIS de valores referentes a receitas que não integram o conceito de faturamento, compreendido exclusivamente pelo produto das vendas de mercadorias e da prestação de serviços. A causa do pedido de ressarcimento é plausível, a controversa reside nas provas que o caso exige. Não basta que existam hipotéticos pagamentos da contribuição para o PIS sobre base de cálculo fora do alcance do conceito de faturamento, é preciso que exista a certeza do pagamento e seja líquido o valor requerido. A repetição de indébito fundase no princípio da legalidade, sob a premissa da existência de certeza e liquidez do crédito pleiteado. Não basta alegar, deverá ser provado àquilo que se requer. De acordo com o art. 170 do CTN, a compensação de débitos tributários só é autorizada com créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública, da mesa forma deve ser tratado o pedido de ressarcimento. O Despacho Decisório respondeu ao interessado que o valor do indébito fiscal requerido não existe, pois o pagamento que lhe deu suporte (DARF) foi totalmente utilizado para quitar débito declarado em DCTF. A requerente em sua manifestação de inconformidade esclarece a razão de seu pedido, cujo crédito estaria respaldado por pagamento a maior que o devido por ter sido incluído na base de cálculo da contribuição para o PIS, valores que estariam fora do alcance do conceito de faturamento, conforme declaração de inconstitucionalidade pelo STF do §1º do art.3º da Lei nº 9.718/98. Mas deixa de proceder a retificação da DCTF para que nos sistemas da SRFB fique registrado o crédito reivindicado. As provas trazidas aos autos com a manifestação de inconformidade, são o balancete e folhas do Razão do período de 01 a 30/06/1999, além de uma relação de contas e valores de receitas financeiras, cujo valor atribuído ao PIS S/ Receita Financeira diverge do valor do crédito pleiteado. Fl. 328DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 6 5 A decisão de piso confirma a posição da unidade de origem, atestando que incumbe a requerente demonstrar com provas hábeis, a composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Fundamenta o voto proferido pela DRJ/POR: Para que existisse algum saldo a restituir, seria necessário que, no mínimo, a interessada houvesse retificado sua DCTF até a transmissão do seu PER/Dcomp, fazendo constar o suposto débito inferior ao declarado, o que faria exsurgir a possibilidade de se alegar pagamento a maior. (...) Ocorre que para se aferir qual o valor exato da base de cálculo do PIS e da Cofins que deve ser afastado, é necessário que o contribuinte informe e comprove qual o montante total das receitas, para se apartar o faturamento das demais receitas. Mesmo diante das colocações feitas pela decisão de primeiro grau, a Recorrente nada de novo trouxe em seu Recurso Voluntário, insiste que o Fisco não se aprofundou na investigação dos fatos e quanto ao conjunto probatório ser insuficiente, a DRJ deveria ter convertido o julgamento em diligência, em atenção ao princípio da verdade material. Ora, quem alega deve provar e esse compromisso é do interessado que declarou existir indébito fiscal pelo pagamento a maior que o devido. As provas juntadas com o Recurso, praticamente são as mesmas que foram apresentadas com a Fl. 329DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 7 6 manifestação de inconformidade, o que diverge é a planilha (e fls.340): Insiste a Recorrente em inverter o ônus da prova, querendo que o Fisco faça o papel de demonstrar qual a receita que deu causa ao recolhimento do PIS no valor do DARF apresentado e qual a receita que deve ser excluída por motivo de ampliação indevida de sua base de cálculo. Outro ponto que depõe contra a Recorrente é a ausência de DCTF retificadora. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada, inclusive há previsão normativa para isso, vide INRFB nº 1.110/2010: Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. A apresentação de DCTF Retificadora poderá ser acatada, inclusive, quando apresentada depois do despacho decisório, porém, sendo tempestiva a apresentação da manifestação de inconformidade contra o indeferimento do PER/DCOMP, situação em que a Delegacia da Receita Federal Fl. 330DF CARF MF Processo nº 10280.901602/201363 Acórdão n.º 3401005.592 S3C4T1 Fl. 8 7 do Brasil de Julgamento (DRJ) poderá baixar em diligência à Delegacia da Receita Federal (DRF). A administração tributária orienta sobre o tema através do Parecer Cosit nº 02/2015,de 28 de agosto de 2015, cuja ementa se deu nos seguintes termos: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. (...) É lamentável o fato de a Recorrente pleitear a restituição de um crédito que teoricamente lhe assiste razão, com direito assegurado, mas que de fato não consegue fazer prova de sua existência. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 331DF CARF MF
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Numero do processo: 10384.000250/2006-30
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2000
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO.
O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição do imposto pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário.
Numero da decisão: 2002-000.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Mônica Renata Mello Fereira Stoll - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Fereira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: MONICA RENATA MELLO FERREIRA STOLL
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PRAZO. O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição do imposto pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extinguese após o transcurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Fereira Stoll Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 4. 00 02 50 /2 00 6- 30 Fl. 167DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 168 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Fereira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. Relatório Tratase de Pedido de Restituição realizado através de 6 formulários entregues em 26/01/2006 (efls. 02/03, 13, 24, 35, 47 e 59), referentes à complementação da taxa SELIC sobre o imposto retido indevidamente durante os anos calendário 2000 a 2002 e à restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF sobre o 13º salário relativo aos anos calendário 2000 a 2002. Cabe transcrever inicialmente alguns esclarecimentos sobre o assunto constantes do relatório da decisão recorrida (efls. 104/105): 1) a contribuinte percebeu, nos anoscalendário de 2000, 2001 e 2002, como funcionária do Ministério Público do Trabalho, rendimentos relativos ao abono variável e provisório, concedido pelo artigo 6° da Lei n° 9.655/98 com alteração do artigo 2° da Lei n° 10.474/2002, em favor dos Magistrados Federais e Membros do Ministério Público da União; 2) o Supremo Tribunal Federal editou a Resolução Administrativa n° 245, de 2002, reconhecendo o caráter indenizatório e a isenção do Imposto de Renda, quanto ao abono instituído pela Lei n° 9.655/98 e pela Lei n° 10.474/2002, percebido pelos juizes federais e membros do Ministério Público da União; 3) em decorrência da Resolução Administrativa do STF, o Ministério Público do Trabalho retificou as Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte, relativamente aos anos calendário de 2000, 2001 e 2002, excluindo dos rendimentos tributáveis os rendimentos isentos correspondentes ao abono variável de que tratam o artigo 2° da Lei n° 10.474, de 2002 e o artigo 6° da Lei n° 9.655, de 1998; 4) as Declarações de Ajuste Anual dos exercícios financeiros de 2001, 2002 e 2003, anoscalendário 2000, 2001 e 2002, respectivamente, foram retificadas, excluindose dos rendimentos tributáveis, percebidos do Ministério Público do Trabalho, os rendimentos relativos ao abono variável de que tratam o artigo 2° da Lei n° 10.474, de 2002 e o artigo 6° da Lei n° 9.655, de 1998, apurandose saldo de Imposto a Restituir; 5) o saldo de imposto a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual foi disponibilizado à contribuinte, com valor atualizado pela taxa selic, acumulada a partir do mês subseqüente ao previsto para a entrega tempestiva da Declaração de Ajuste Anual, ate' mês anterior ao da liberação da restituição e acrescida de 1% no mês em que foi colocado no Fl. 168DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 169 3 banco à disposição da contribuinte (Lei n° 9.250, de 1995, art. 16, e Lei n° 9.430, de 1996, art.62). O Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina deferiu parcialmente os pedidos de restituição formulados pela contribuinte (efls. 74/78). A 1ª Turma da DRJ/FOR apreciou a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada (efls. 88/91) e deferiu parcialmente a solicitação em decisão assim ementada (efls. 102/120): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000, 2001 IRRF. 13° SALÁRIO DE 2001. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. São passíveis de restituição, apenas, os valores retidos incidentes sobre os rendimentos recebidos a título de abono variável e provisório, inclusive sobre o 13° salário, quando devidamente comprovado que tais valores foram indevidamente tributados. IRRF. ISENÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Tratandose de pagamento indevido relacionado a IRRF, que incidiu sobre rendimento isento, o prazo de decadência do direito de pleitear à restituição, nos ternos do inciso I do artigo 168 do CTN, é de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento indevido ou a maior, ou seja, do mês de retenção. IRRF. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO APURADA EM DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL RETIFICADORA. PEDIDO DE REsTITuIÇÃo DE DIFERENÇA DE TAXA SELIC. COMPLEMENTAÇÃO. DECADÊNCIA. Tendo havido entrega de declaração de ajuste anual retificadora, excluindo rendimentos isentos que foram tributados na declaração original, antes de completado o prazo decadencial de repetição de indébito, nos ternos do inciso I do artigo 168 do CTN, não há que se falar em decadência, com fundamento no artigo 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN), relacionada a pedido de complementação de taxa selic. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IRRF SOBRE O 13° SALÁRIO. TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA NA FONTE. DECLARAÇÃO RETIFICADORA. DECADÊNCIA DO PEDIDO. No caso em que os rendimentos de 13° salário encontramse na condição de isentos do imposto de renda e a fonte pagadora tenha procedido à retenção de imposto de renda sobre os mesmos, o contribuinte somente pode requerer, perante a Fl. 169DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 170 4 Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, a restituição do imposto de renda retido indevidamente, por meio de utilização de PER/DCOMP ou de pedido de restituição formalizado por processo administrativo fiscal. Solicitação Deferida em Parte Cientificada do acórdão de primeira instância em 13/11/2008 (efls. 124), a interessada ingressou com Recurso Voluntário em 27/11/2008 (efls. 125/129) com os argumentos a seguir sintetizados. Expõe que o recurso abrange, unicamente, o pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte relativo ao 13° salário pago no mês de dezembro do ano calendário 2000. Defende que não há que se falar em decadência na espécie, nos termos do art. 165, I e art. 168, I, do CTN, e alega que tal prazo fatal e a respectiva forma de contagem adotados no acórdão recorrido teriam pertinência se a recorrente estivesse, somente anos depois, requerendo a própria restituição com base na parcela indenizatória declarada pelo STF, não sendo este o caso dos autos. Sustenta que o requerimento de restituição da parcela objeto deste recurso foi providenciado a tempo e modo através da retificação da Declaração de Ajuste Anual de 2000 apresentada à Receita Federal em 2003 e que os atos do Fisco questionados presentemente são aqueles praticados por ocasião das restituições realizadas em 2003 e 2004 e não os previstos nos arts. 165, I e 168, I, do CTN, não tendo qualquer relevância para a espécie a data da extinção do crédito tributário e a data da retenção do imposto para contagem do prazo decadencial, mas, sim, a data em que as restituições se efetivaram a menor, ou seja, em 2003. Aduz que não é razoável computar o prazo fatal a partir de 2000, uma vez que o próprio reconhecimento da natureza indenizatória da parcela pelo STF se deu somente em 2002, com a Resolução n° 245, autorizando os contribuintes abrangidos a postularem a restituição do imposto de renda. A eventual perda do direito de pedir a correção do que já foi restituído em situação da espécie deve ter como “dies a quo” a data em que for praticado o ato lesivo à contribuinte, ou seja, a data da efetivação das restituições incompletas ou incorretas, a qual somente ocorreu em 2003, caducando, consequentemente, em 2008. Conclui que não existe decadência sobre o direito de restituição da diferença relativa à gratificação natalina de 2000, como bem detectou o voto vencido. Reitera que a certidão emitida pela fonte pagadora e que instrui os autos (Certidão/MPT/DRH n° 275/2005) comprova a retenção na fonte superior ao valor devido e evidencia o montante passível de restituir em dezembro de 2000, isto é, R$ 808,58, a título de 13° salário. Voto Conselheira Mônica Renata Mello Fereira Stoll Relatora Fl. 170DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 171 5 O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. O litígio a ser apreciado recai apenas sobre o Pedido de Restituição referente ao IRRF incidente sobre o 13º salário do ano calendário 2000, o qual foi indeferido pelo Despacho Decisório e pelo julgamento de primeira instância por já haver transcorrido o prazo de 5 anos para a solicitação. A recorrente diverge da decisão de piso quanto ao termo inicial do referido prazo. O voto condutor do acórdão recorrido considera o início da contagem em dezembro de 2000, data da efetiva retenção por parte da fonte pagadora, conforme excertos a seguir reproduzidos: O artigo 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional CTN, já transcrito rio._'Voto Vencido, determina que o direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente ou em valor maior que o devido extinguese com o decurso do prazo de cinco anos contados da extinção do crédito tributário. Portanto, em obediência aos preceitos legais, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial no presente caso pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o 13° salário correspondente ao abono deve ser a data da retenção do referido imposto, a saber: 31 de dezembro de 2000, e o prazo final, 31 de dezembro de 2005. Observese que o imposto de renda apurado sobre o 13° salário é imposto exclusivo de fonte, ou seja, não é compensado na declaração de rendimentos tendo em vista que os rendimentos recebidos a título de 13° salário não são sujeitos ao ajuste anual. A discriminação desses rendimentos na Declaração de Ajuste Anual possui apenas caráter informativo. Dessa forma, no caso em que os rendimentos de 13° salário encontramse na condição de isentos do imposto de renda e a fonte pagadora, por qualquer motivo, proceda à retenção de imposto de renda sobre os mesmos, a única forma para o contribuinte requerer, perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, a restituição do imposto de renda retido indevidamente, se faz mediante utilização de PER PER/DCOMP ou mediante protocolização de pedido de restituição em processo administrativo fiscal. Ressaltase que esse entendimento está posto nas Instruções Normativas SRF, vigentes à época da retenção, o qual vigora até a presente data, conforme disposições dos amigos 3°, 8° e 9° da Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005, a seguir transcritos: [...] Assim, tendo a contribuinte formalizado seu pedido de restituição somente em 26/01/2006, ou seja, já transcorridos cinco anos da mencionada retenção, concluise que encontrase Fl. 171DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 172 6 decaído o seu direito de pleitear a restituição do imposto de renda retido na fonte sobre o 13° salário pago no mês de dezembro de 2000, correspondente ao abono instituído pela Lei n° 9.655, de 1998, e pela Lei n° l0.474, de 2002. Já a recorrente entende que o prazo deve ser contado a partir da data em que a restituição pleiteada através da apresentação de declaração retificadora se efetivou a menor, ou seja, do ano de 2003. Cumpre esclarecer inicialmente que a impossibilidade de se pleitear a restituição do IRRF sobre 13º salário através de declaração retificadora ocorre por ser o 13º salário um rendimento sujeito à tributação exclusiva na fonte. Por esse motivo, a declaração retificadora apresentada pela recorrente não pode ser considerada um pedido de restituição do IRRF sobre 13º salário, mas tão somente dos rendimentos sujeitos ao ajuste anual, ao contrário do que defende a interessada. Equivocase, ainda, a contribuinte ao entender que a data da extinção do crédito tributário e a data da retenção do imposto não possuem qualquer relevância para a contagem do prazo para o Pedido de Restituição. Sobre o assunto, impõese observar o disposto nos arts. 165, I, e 168, I, do Código Tributário Nacional CTN: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LCp nº 118, de 2005) Na mesma esteira, o Ato Declaratório SRF n° 96, de 26 de novembro de 1999, assim estabelece: I o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributária arts. 165, I, e 168, I, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional). Quanto à data de extinção do crédito tributário, aplicase o previsto no art. 156, VII, do CTN: Fl. 172DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 173 7 Art. 156. Extinguem o crédito tributário: [...] VII o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; Não há dúvida, portanto, de que o direito de se pleitear a restituição, nos casos de pagamento indevido ou a maior que o devido, termina em 5 anos contados da data da extinção do crédito tributário correspondente, ou seja, da data do pagamento antecipado do imposto, nos termos dos dispositivos acima reproduzidos. Assim, tendo em vista que o julgamento de primeira instância considerou o início da contagem do prazo na data da efetiva retenção do imposto por parte da fonte pagadora, ou seja, no momento da antecipação do pagamento, não há reparos a serem feitos na decisão recorrida. Vale mencionar que é nesse sentido a interpretação do art. 168, I, do CTN constante do art. 3º da Lei Complementar nº 118/05, que veio a dirimir qualquer dúvida sobre o tema: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida Lei. É nesse sentido também o entendimento da RFB sobre o assunto, apoiado no Parecer Normativo Cosit/RFB nº 6/2014, conforme se extrai das orientações constantes da última publicação do Perguntas e Respostas do Imposto Sobre a Renda da Pessoa Física, divulgada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para o exercício 2018: 066 — Qual é o prazo para pleitear a restituição do imposto sobre a renda pago indevidamente? O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição do imposto pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extinguese após o transcurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário, tratandose de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva na fonte, não tributáveis ou isentos. [...] (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN, arts. 165, I, e 168, I; Ato Declaratório SRF nº 96, de 26 de novembro de 1999, Parecer Normativo Cosit/RFB nº 6, de 4 de agosto de 2014) Fl. 173DF CARF MF Processo nº 10384.000250/200630 Acórdão n.º 2002000.692 S2C0T2 Fl. 174 8 Em vista do exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Fereira Stoll Fl. 174DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13881.720150/2011-78
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 2002-000.067
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que seja dada ciência ao contribuinte do pronunciamento da RFB de fls. 75/81, bem com seja aberto prazo legal para manifestação.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente.
(assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que seja dada ciência ao contribuinte do pronunciamento da RFB de fls. 75/81, bem com seja aberto prazo legal para manifestação. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que seja dada ciência ao contribuinte do pronunciamento da RFB de fls. 75/81, bem com seja aberto prazo legal para manifestação. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 37/40) contra decisão de primeira instância (fls. 28/31), que julgou improcedente a impugnação do sujeito passivo. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 81 .7 20 15 0/ 20 11 -7 8 Fl. 86DF CARF MF Processo nº 13881.720150/201178 Resolução nº 2002000.067 S2C0T2 Fl. 3 2 Foi lavrado o auto de infração por Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social REFER, CNPJ 30.277.685/000189, e ainda da PROCURADORIA GERAL DO ESTADO. Inconformado com o auto de infração, o contribuinte apresentou impugnação, alegando que: a) não houve omissão de rendimentos, posto que o contribuinte lançou o valor considerado omitido na notificação no quadro de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, por estar isento de tributação, com amparo na Lei 7.713/88, apontada na declaração de imposto de renda, cuja matéria foi apreciada pelo STJ; b) as normas legais referidas e jurisprudência apresentada determinam que para quem se aposentou antes de 01/01/96 não incidirá imposto de renda sobre o benefício de complementação da aposentadoria mesmo após a vigência da Lei 9.250/1995, em razão do ato jurídico perfeito, como o impugnante aposentouse em 15/12/1996, o imposto de renda sobre o deve ser calculado proporcionalmente; A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento negou provimento a impugnação e manteve o crédito tributário. Inconformado o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, reiterando as alegações da impugnação e, adicionalmente que não foi aplicado ao caso concreto a jurisprudência firmada sobre a questão e que a multa não deve ser aplicada ao contribuinte de boafé. Em 22/05/2018 (fls. 44/47), o julgamento do recurso foi convertido em diligência para que o contribuinte junte extrato analítico das contribuições de todo o período para análise, por parte da RFB, de quais parcelas estariam isentas, encontrandose a proporcionalidade pretendida, em relação aos valores recebidos da Pessoa Jurídica Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social REFER, CNPJ 30.277.685/000189. Determinase, ainda, que em sendo apresentado o extrato analítico, que a RFB se manifeste sobre o extrato e se pronuncie se o contribuinte já se aproveitou do crédito. É o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheiro Virgílio Cansino Gil Relator Recurso Voluntário, aviado a modo e tempo, portanto dele conheço. O contribuinte foi cientificado em 04/11/2014 (fl. 36); Recurso Voluntário protocolado em 03/12/2014 (fl. 37), assinado pelo próprio contribuinte. Em julgamento primeiro, resolveuse baixar os autos em diligência para que o contribuinte juntasse extrato analítico das contribuições de todo o período, em relação ao valores recebidos da Pessoa Jurídica Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social REFER, CNPJ 30.277.685/000189, o que foi feito às fls. 57/62. Fl. 87DF CARF MF Processo nº 13881.720150/201178 Resolução nº 2002000.067 S2C0T2 Fl. 4 3 Após a juntada do extrato, a RFB se manifestou sobre o extrato e se pronunciou às fls. 75/81, sendo que desta manifestação não foi dada ciência ao contribuinte, tampouco foi lhe concedido prazo para manifestação. Assim, proponho a conversão do julgamento em diligência para que seja dada ciência ao contribuinte do pronunciamento da RFB de fls. 75/81, bem com seja aberto prazo legal para manifestação. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 88DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007814/97-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2003 a 31/08/2003
MATÉRIAS SUBMETIDAS AO PODER JUDICIÁRIO. CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS.
As matérias submetidas ao Poder Judiciário não devem ser apreciadas pelas instâncias julgadoras administrativas. Aplicação da Súmula Carf nº 1.
Recurso Voluntário Não conhecido.
Numero da decisão: 3201-004.856
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário.
(assinatura digital)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinatura digital)
Marcelo Giovani Vieira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior.
Nome do relator: MARCELO GIOVANI VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2003 a 31/08/2003 MATÉRIAS SUBMETIDAS AO PODER JUDICIÁRIO. CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. As matérias submetidas ao Poder Judiciário não devem ser apreciadas pelas instâncias julgadoras administrativas. Aplicação da Súmula Carf nº 1. Recurso Voluntário Não conhecido.
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CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. As matérias submetidas ao Poder Judiciário não devem ser apreciadas pelas instâncias julgadoras administrativas. Aplicação da Súmula Carf nº 1. Recurso Voluntário Não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (assinatura digital) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinatura digital) Marcelo Giovani Vieira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 78 14 /9 7- 57 Fl. 1131DF CARF MF 2 Reproduzo o relatório da primeira instância administrativa: Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em 08/07/2014, em face do reconhecimento parcial do crédito pleiteado em 08/07/1997 (fl. 02) e da homologação parcial da compensação constante dos pedidos de compensação de fls. 04/07, protocolizados em 07/07/1997, nos termos do despacho decisório complementar emitido em 15/06/2011 pela DRF Curitiba/PR (fls. 956/960). Aludido despacho complementar, conforme dele se extrai, foi proferido em face de determinação contida no Acórdão nº 0631.939 proferido em sessão de 25/05/2011 pela 3ª Turma desta DRJ em Curitiba, verbis: Acordam os membros da 3ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do despacho decisório, indeferir o pedido de perícia e, no mérito, acolher em parte as razões de inconformidade para reformar o despacho decisório, cabendo ao Seort da DRF em Curitiba recalcular o crédito da contribuinte, atentando para o contido na Súmula CARF nº 15, vinculante para a Administração, e para o contido no art. 53 da Lei nº 8.383, de 1991, na redação vigente até a edição da MP 368, de 29/10/1993, posteriormente convertida na Lei nº 8.850, de 28/01/1994, quanto aos pagamentos efetuados antes da entrada em vigor da referida Medida Provisória, homologandose as compensações pleiteadas, até o limite dos valores apurados no procedimento. Encaminhese à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para ciência da interessada e demais providências, ressalvandolhe o direito de interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos termos da legislação de regência. No referido despacho complementar consta que foi homologada integralmente a compensação do saldo devedor do débito de PIS do período de apuração 12/2002 (de R$ 50.590,66) e parcialmente a compensação do débito de PIS do período de apuração 01/2003 (até o valor de R$ 30.668,89). Na manifestação apresentada, a contribuinte apresentou as razões a seguir sintetizadas. Primeiramente, após breve relato dos fatos, diz que o presente processo administrativo encontrase vinculado ao processo administrativo fiscal nº 10980.006165/2008 18 o qual, conforme alega, encontrase sob análise da Justiça Federal, consoante Ação Declaratória nº 5009208 37.2011.404.7000/PR, com decisão favorável mas pendente de confirmação perante o E. STJ em face de recurso Fl. 1132DF CARF MF Processo nº 10980.007814/9757 Acórdão n.º 3201004.856 S3C2T1 Fl. 3 3 especial interposto pela União (esclarece estar juntando uma cópia da petição inicial e de todas as decisões judiciais correlatas). A seguir, esclarece que a Receita Federal valeuse de critérios de apuração e atualização inválidos para os créditos do PIS decorrentes da inconstitucionalidade dos Decretosleis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988. Insiste que a Receita Federal falhou na sua “conferência homologatória e que, portanto, os créditos compensados pela Reclamante encontramse amparados tanto na legislação tributária aplicável, quanto pelas Decisões judiciais transitadas em julgado em seu favor.” Na seqüência, salienta que na ação intentada perante a 6ª Vara Federal em Curitiba (ação declaratória nº 00.01071661) foi requerida a declaração de inexistência de relação jurídica que obrigasse o recolhimento do PIS nos termos dos Decretosleis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988, “mantendo a contribuição de acordo com a sistemática prevista na Lei Complementar nº 7/70 e alterações posteriores.” Esclarece que, inicialmente, o pedido foi julgado improcedente, mas que, em segunda instância a sentença foi reformada “para confirmar a inconstitucionalidade dos mencionados DecretosLeis.” Aludida decisão, ressalta, foi confirmada quando do julgamento do RE nº 371.339/PR, em 14/12/2001. Afirma, a seguir, que uma vez definida a origem dos créditos, foram eles compensados nos termos da Lei nº 9.430, de 1996, e que: as diferenças indicam disparidades entre a compensação realizada pela Reclamante e a verificação do Fisco Federal em relação aos seguintes aspectos específicos: - período de apuração: termo inicial e termo final da aplicação da regra da base de cálculo conforme a Lei Complementar nº 07/70; - Alíquota da Contribuição do PIS no período; - Indexação e vencimento dos valores devidos da Contribuição do PIS; - Índices de correção monetária para atualização dos créditos originários dos indébitos. Adicionalmente, afirma que o termo inicial é obtido mediante a aplicação de entendimento pacificado pelo próprio TRF 4ª Região, considerando “o prazo Fl. 1133DF CARF MF 4 prescricional de 10 anos” e que, “assim sendo, a apuração em referência tem como termo inicial a competência de janeiro de 1989.” Afirma, ainda, que o termo final deve ser o mesmo fixado na IN SRF nº 06, de 2000, ou seja, 29/02/1996. A seguir, tece considerações sobre as alíquotas utilizadas nos cálculos fiscais. Diz que os decretosleis foram declarados inconstitucionais, mas que a Lei nº 7.689, de 1988, reconhece expressamente a aplicação da alíquota de 0,65% indicada nos decretosleis “e determina ainda que no período de janeiro a dezembro de 1989 a mesma seja de 0,35%.” Conclui, assim, que “deve ser aplicada a alíquota de 0,35% no período de janeiro a dezembro de 89, e de janeiro 1990 em diante, até o termo final do período, aí sim a alíquota de 0,65%reconhecida expressamente pelo artigo 11 da Lei nº 7.689/88, uma vez que esta não foi considerada inconstitucional.” Detalha as normas que, conforme alega, teriam sido utilizadas nos seus cálculos e esclarece os critérios que, ao seu ver, devem ser utilizados e que compreendem os índices fixados nas Súmulas nº 32 e 37 do TRF da 4ª Região. Aduz que a Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar nº 08/1997 regulamenta a atualização Monetária de valores pagos ou recolhidos no período para fins de restituição ou compensação e, com base na referida norma, elabora resumo contendo os índices aplicáveis conforme os períodos envolvidos. Ao final, pede o acolhimento da manifestação e a reforma do despacho decisório complementar. Encontramse apensados ao presente os processos administrativos nºs 10980.006231/200850 e 10980.006232/200802, conforme Termos de Apensação de fls. 1081/1082. Cumpre ainda complementar o relatório com as considerações do voto condutor do acórdão recorrido (fl. 1.089 e seguintes): Considerações Preliminares Considerando que o despacho decisório complementar questionado pela contribuinte foi emitido em face de decisão proferida em outro processo administrativo (nº 10980.006165/200818), é importante que, antes de qualquer análise, sejam tecidas algumas considerações a respeito. Pelo que se extrai dos autos, o presente processo foi formalizado para análise e acompanhamento do pedido de Fl. 1134DF CARF MF Processo nº 10980.007814/9757 Acórdão n.º 3201004.856 S3C2T1 Fl. 4 5 restituição de fl. 02 e dos pedidos de compensação de fls. 04/07 os quais, conforme informado pela contribuinte, estariam relacionados a uma “decisão judicial favorável à empresa” decorrente da “ação declaratória nº 00.0107166 1 e Cautelar nº 00.01067460” (fl. 19). Após a análise dos diversos documentos que foram apresentados, inclusive sob intimação, foi proferido, em 10/01/2005, o parecer de fls. 562/585 e, com apoio nesse parecer, em 17/01/2005 foi emitido o despacho decisório de fl. 586 com o seguinte teor: Fl. 1135DF CARF MF 6 A 3ª Turma da DRJ/Curitiba/PR, por meio do Acórdão 06 51.073, de 25/02/2015, decidiu não conhecer da Manifestação de Inconformidade. Transcrevo a ementa: CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E PROCESSO JUDICIAL COM O MESMO OBJETO. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. DESISTÊNCIA DO RECURSO ACASO INTERPOSTO. A propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie contra a Fazenda Pública com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal implica renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, devendo ser mantida a decisão proferida no despacho decisório recorrido. Cientificada dessa decisão, a contribuinte, em 23/02/2005, ingressou com a manifestação de inconformidade de fls. 594/613, requerendo prova pericial e o reconhecimento de seu direito. Encaminhado para julgamento foi proferido, em sessão de 1º de junho de 2005, acórdão unânime por esta 3º Turma da DRJ em Curitiba (Acórdão nº 8.570), decidindo não tomar conhecimento da manifestação “por não configurar inconformidade com o indeferimento do pedido de restituição” (fl. 636). Uma vez que a contribuinte foi cientificada em 30/06/2005 (fl. 644) e não houve manifestação, o processo foi encaminhado para arquivo (fl. 645) em 03/08/2005. Posteriormente, em face da lavratura de auto de infração relativamente às parcelas não abrangidas pela compensação, o processo acabou sendo desarquivado. Na sequência, por ter a contribuinte ingressado com a ação em mandado de segurança nº 2000.70.00.0019898/PR, foi proferido novo despacho decisório (fls. 745/783), com as seguintes decisões: De acordo. RESOLVO ·Readequar os débitos de PIS pagos sob a modalidade da sistemática do PIS – Receita Operacional Bruta (DecretosLei nºs 2.445/88 e 2.445/88) para a modalidade do PIS – Faturamento levandose em conta o critério da semestralidade (LC nº 7, de 1970, artigo 6º, § único), para os pagamentos efetuados pelo interessado a partir de 07/07/1992; ·Reconhecer o direito creditório de R$ 688.278,60 (equivalente a 830.552,19 UFIR – database 31/12/1995) a ser acrescido de taxa de juros SELIC a partir de 01/01/1996 relativos aos comprovantes de pagamentos anexados ao processo e posteriores a 07/07/1992. Fl. 1136DF CARF MF Processo nº 10980.007814/9757 Acórdão n.º 3201004.856 S3C2T1 Fl. 5 7 ·Indeferir os créditos conexos com os comprovantes de pagamentos cujas quitações são anteriores a 07/07/1992 uma vez que o direito de requerer a restituição e ou compensação de eventuais valores recolhidos a maior conexos com tais pagamentos já estava extinto antes da data de protocolização do presente processo. ·Homologar a compensação dos débitos de responsabilidade da Berneck &Companhia elencados nos pedidos/declarações de compensações anexados ao processo às fls. 02 a 05. ·Homologar a compensação dos débitos de responsabilidade da Berneck Aglomerados S/A cujos saldos devedores são indicados ‘zero’ na planilha de fl. 724 e o débito de PIS de responsabilidade da Berneck Aglomerados S/A referente ao período de apuração 12/2002 até o valor de 203.509,34 (fl. 724). Encaminhese ao SEORT/EQLIQ para as providências de sua alçada ecientificar o contribuinte. Em caso de inconformidade, o interessado poderá manifestála perante a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaPR, no prazo de 30 (trinta) dias (IN SRF nº 600, de 2005, artigo 48) a contar da data da ciência deste despacho decisório. Os débitos remanescentes foram listados no quadro 4 do despacho decisório, à fl. 781. Vêse à fl. 787, ainda, que uma parte dos débitos elencados como remanescentes (débitos havidos até 03/2003) foi inserida no processo nº 10980.002257/2003 14, o qual, consoante consulta de 30/04/2008, foi enviado para inscrição em dívida ativa da União. À vista do surgimento de dúvidas relacionadas ao cumprimento do novo despacho decisório proferido, foi solicitada (fl. 787) e prestada (fls. 788/789) a seguinte informação fiscal: 1. Em atenção ao pedido de solicitação de esclarecimentos veiculado mediante o documento de fl. 778, informamos que: ·Os débitos cujas compensações foram homologadas são aqueles cujos saldos devedores estão indicados como zero na planilha de fl. 724 (ver decisão à fl. 774). ·Os débitos que também foram objeto do processo de Auto de Infração nº 10980.007692/9852 foram compensados sem a incidência dos acréscimos advindos do lançamento uma vez que o processo de Auto de Infração já havia sido cancelado e arquivado pelo SECATEQCAJ. ·Os valores dos débitos de PIS – PA 02/99, 08/99 e 09/99 referentes ao Auto de Infração com extratos anexados às fls. 196 Fl. 1137DF CARF MF 8 a 204 (mais especificamente à fl. 198) complementam aqueles referentes aos PA 02/99; 08/99 e 09/99 da planilha de fl. 724 e, portanto, a compensação desses débitos (fl. 724), neste processo, serão feitas pelos valores constantes da referida planilha de fl. 724 sem quaisquer acréscimos de multa e juros. ·Os débitos de PIS – código 8109 referentes aos períodos de apuração 09/2002 até 03/2003 já estão sendo administrados mediante o processo nº 10980.002257/200314 e não devem ser exigidos mediante o presente processo. ·Os débitos de PIS – código 8109 referentes aos períodos de apuração 04/2003 até 08/2003 são conexos às Declarações de Compensação de fls. 674 a 693. Nas referidas DCOMP, o interessado alega o nº de processo administrativo nº 10980.002257/200314. No entanto, como neste processo, o interessado não atrelou pedido de restituição de crédito, logo, a informação do processo administrativo não é procedente. Assim, estes débitos serão exigidos mediante o presente processo nº 10980.007814/9757. 2. Havendo atendido o pedido de esclarecimentos de fl. 778, proponho seja o processo encaminhado para o SEORT/EQLIQ para as providências de sua alçada. Cientificada do novo despacho decisório proferido e de que os débitos não abrangidos pela compensação estavam sendo transferidos para cobrança e acompanhamento para o processo administrativo nº 10980.006165/200818 (fl. 793 e 796), a contribuinte, após solicitar e obter cópia integral dos presentes autos (fls. 825/827), e após ter sido cientificada, também, do acórdão (nº 0631.939) proferido em 25/05/2011 pela 3ª Turma desta DRJ em Curitiba em face da impugnação apresentada ao lançamento efetuado no âmbito do processo administrativo nº 10980.006165/200818 (e que determinou o recálculo do crédito da contribuinte, o que acabou gerando o despacho decisório complementar de fls. 956/960), ingressou, em 08/07/2014, com a manifestação de inconformidade de fls. 987/1004, cujas razões, sendo cabível, serão oportunamente analisadas no presente voto. No Recurso Voluntário, a empresa sustenta: que não houve renúncia à instância administrativa; que somente o processo 10980.0006165/200818 está sob o crivo da Justiça Federal, na Ação Declaratória 500920837.2011.404.7000; que, por mais que o mérito da Ação Declaratória 2008.70.00.0239368 influencie o resultado do presente processo, seus objetos são diversos; reitera o mérito do direito ao indébito de Pis e as divergências com o cálculo da Receita Federal. É o relatório. Fl. 1138DF CARF MF Processo nº 10980.007814/9757 Acórdão n.º 3201004.856 S3C2T1 Fl. 6 9 Voto Conselheiro Marcelo Giovani Vieira, Relator O recurso é tempestivo. Como visto em relatório, existem diversos processos administrativos e ações judiciais tratando do indébito de Pis da recorrente, que é objeto do presente processo. Até mesmo em razão dessa diversidade, o contribuinte impetrou Ação Ordinária, 2008.70.00.0239368/PR. Colaciono excertos da inicial: Fl. 1.041: “A Autora fará, através da presente demanda de conhecimento, o ACERTAMENTO JUDICIAL entre: (a) os créditos de PIS apurados e compensados, mediante demonstração de sua origem e critérios de autalização utilizados; (b) e os saldos devedores não homologados pela Receita Federal em Curitiba, todos eles derivados da aplicação de critérios de apuração de origem e atualização dos créditos de PIS totalmente dissociados da realidade da Autora. Além do exame e confirmação documental, será elemento fundamente da presente Ação Declaratória a realização da mais completa prova pericial acerca da apuração e compensação dos créditos de PIS da Autora, demonstrando, ao final, A INEXISTÊNCIA DE SALDOS DEVEDORES NÃO HOMOLOGADOS por parte da Receita Federal.” Nesses termos, resta claro que tal demanda judicial abrange toda e qualquer questão que possa ser discutida no presente processo. Embora o número de processo referido na ação judicial seja diferente do presente, a abrangência da ação judicial é completa, em relação aos temas tratados no presente processo. Assim, cabe, ineludivelmente, a aplicação da Súmula Carf nº 1: Súmula CARF nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Fl. 1139DF CARF MF 10 Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso. (assinatura digital) Marcelo Giovani Vieira Relator Fl. 1140DF CARF MF
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Numero do processo: 13819.721490/2011-70
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Feb 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2008
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INOCORRÊNCIA DE OMISSÃO NA DECISÃO.
Inexistência de omissão ou obscuridade na decisão prolatada no Acórdão conforme alegada pela Embargante. Desnecessário sanar decisão colegiada.
Numero da decisão: 2001-000.956
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração interpostos, vencido o conselheiro José Ricardo Moreira que o conheceu e acolheu.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Jose Alfredo Duarte Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes, José Alfredo Duarte Filho, Fernanda Melo Leal e José Ricardo Moreira.
Nome do relator: JOSE ALFREDO DUARTE FILHO
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INOCORRÊNCIA DE OMISSÃO NA DECISÃO. Inexistência de omissão ou obscuridade na decisão prolatada no Acórdão conforme alegada pela Embargante. Desnecessário sanar decisão colegiada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração interpostos, vencido o conselheiro José Ricardo Moreira que o conheceu e acolheu. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente. (assinado digitalmente) Jose Alfredo Duarte Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes, José Alfredo Duarte Filho, Fernanda Melo Leal e José Ricardo Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 72 14 90 /2 01 1- 70 Fl. 113DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, em face do Acórdão nº 2001000.111, exarado em 29 de novembro de 2017, pela 1ª Turma Extraordinária da 2ª Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, cuja ementa expressou o seguinte enunciado: DESPESAS MÉDICAS GLOSADAS. DEDUÇÃO MEDIANTE RECIBOS. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS QUE JUSTIFIQUEM A INIDONEIDADE DOS COMPROVANTES. Recibos de despesas médicas têm força probante como comprovante para efeito de dedução do Imposto de Renda Pessoa Física. A glosa por recusa da aceitação dos recibos de despesas médicas, pela autoridade fiscal, deve estar sustentada em indícios consistentes e elementos que indiquem a falta de idoneidade do documento. A ausência de elementos que indique a falsidade ou incorreção dos recibos os torna válidos para comprovar as despesas médicas incorridas. Cientificada do Acórdão, a Procuradoria da Fazenda Nacional formulou os Embargos de Declaração, que teve o recurso admitido em 23 de março de 2018, cujo teor da decisão repete os termos da Autoridade Embargante, com a seguinte expressão conclusiva: Como visto no tópico anterior desse exame de admissibilidade, a decisão embargada limitouse a fazer uma abordagem genérica sobre a comprovação de despesas médicas, sem realizar a análise específica de qualquer elemento probatório e sem rebater as razões da autoridade fiscal ou mesmo da decisão de primeira instância. Portanto, se a decisão embargada não rebateu os motivos determinantes da autoridade julgadora (e mesmo da decisão a quo) para a manutenção da glosa, temse por configurada a omissão alegada nos embargos. Diante do exposto, admitemse os embargos, para que sejam incluídos em pauta de julgamento para apreciação da omissão apontada. Ressaltese, todavia, que a presente análise se restringe à admissibilidade dos embargos, sem uma apreciação exauriente das questões apresentadas, a qual será procedida quando do julgamento pelo colegiado. A afirmação de omissão apontada nos Embargos de Declaração trazem as seguintes ponderações: Da leitura do votocondutor do acórdão, verificase que o i. Relator deu provimento ao recurso para restabelecer a dedução das despesas médicas, sob o seguinte entendimento: (...) Fl. 114DF CARF MF Processo nº 13819.721490/201170 Acórdão n.º 2001000.956 S2C0T1 Fl. 114 3 Tal decisão, data máxima vênia, se mostra eivada do vício da obscuridade/omissão, uma vez que não apontou o documento aceito como comprobatório da despesa médica. O trecho transcrito acima afirma genericamente que a nota fiscal de prestação de serviço ou recibo são documentos idôneos para comprovar a despesa médica. No entanto, não consta da decisão onde se encontra essa nota fiscal ou recibo. Ademais, cabe destacar que esse recibo único, emitido em dezembro, que contempla todos os meses do anocalendário de 2008, não atende aos requisitos legais, pois inexiste o endereço profissional da dentista, descumprindo o disposto no art. 8º, § 1º, “c”, da Lei nº 8.134/1990. Nesse contexto, fazse mister que o Colegiado se manifeste para sanar a omissão apontada, esclarecendo qual documento constante nos autos entende ser hábil para comprovar a despesa de saúde alegada pelo contribuinte. Noutro giro, o acórdão revelase omisso, na medida em que não examina os motivos apontados pela autoridade fiscal para justificar a glosa das despesas médicas. Confirase, por oportuno, o que constou na descrição dos fatos: (...) Notese que, no relatório fiscal, a autoridade fiscal apontou indícios que levam a crer ser indevida a dedução pleiteada e justificam a exigência de comprovação da efetiva prestação do serviço e do desembolso financeiro. As razões apontadas pela autoridade fiscal, entretanto, não foram enfrentadas pelo Colegiado ora embargado. Desta feita, as omissões suscitadas necessitam ser sanadas para que a Fazenda Nacional identifique, com retidão, o fundamento a ser combatido em eventual recurso especial. Voto Conselheiro Jose Alfredo Duarte Filho – Relator Inocorrência de omissão na decisão do Acórdão embargado, vez que o recibo foi juntado aos autos fl. 67, apresentado pelo Contribuinte à fiscalização no nascedouro da ação fiscal, como bem demonstra o anexo do Lançamento “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, fl. 14. O descritivo fiscal menciona que: “1) O contribuinte foi intimado via postal através de Termo de Intimação Fiscal a apresentar comprovantes de efetivo pagamento referente ás despesas médicas declaradas da profissional acima mencionada, durante os anos calendário 2007, 2008 e 2009”. grifei Fl. 115DF CARF MF 4 A exigência fiscal era de comprovação suplementar do efetivo pagamento, visto que o comprovante de pagamento no valor de R$ 28.000,00 já havia sido apresentado à fiscalização, que não se satisfez com o documento classificandoo como genérico e que engloba vários pagamentos mensais. DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Foi efetuada a glosa de despesas médicas declaradas e não comprovadas no valor de R$ 28.000,00, referente à Dra. Mirelle Salomão, pelos seguintes motivos: 1) O contribuinte foi intimado via postal através de Termo de Intimação Fiscal a apresentar comprovantes de efetivo pagamento referente ás despesas médicas declaradas da profissional acima mencionada, durante os anoscalendário 2007, 2008 e 2009. 2) Em resposta à intimação, o contribuinte informou que efetuou os pagamentos em moeda corrente do país, não possuindo comprovantes de efetivo pagamento, com exceção do anocalendário 2009, no qual há comprovantes de depósito em conta bancária da profissional totalizando R$ 16.600,00. 3) Foi solicitado ao contribuinte algum documento referente ao tratamento realizado para comprovar a efetiva prestação do serviço, porém o mesmo afirmou que a profissional, sua filha, não possui ficha de tratamento odontológico par confirmar a prestação do serviço. Desta forma, tendo em vista que não foi comprovado o efetivo pagamento tampouco a efetiva prestação de serviço referente à Dra. Mirelle Salomão, efetuamos a glosa das despesas médicas declaradas no valor de R$ 28.000,00 no anocalendário 2008. Estes quesitos estão perfeitamente abordados no voto do Relator que respaldou a decisão do colegiado pelo provimento da demanda do Contribuinte, especialmente nos seguintes pontos: Fl. 94 dos autos: Descabe, assim, o rigor na exigência para a apresentação de comprovação suplementar sobre o contribuinte possuidor da documentação originária do pagamento nas condições em que a lei estabelece, especialmente porque a autoridade fiscalizadora pode obter informação de confirmação da outra parte. Razão não há para a dissociação de ambos os polos na relação e estabelecer exigência rigorosa de um e nada de outro, porque a operação é conjunta e correspondente, com reflexos constatáveis nas informações dos dois contribuintes. No caso, há que se considerar a presunção de idoneidade da comprovação apresentada em obediência ao que dispõe a legislação. Mais ainda, em razão da ausência da apresentação, por parte do fisco, de indícios que coloquem em dúvida a idoneidade dos recibos apresentados pela Recorrente. Não basta a simples desconfiança do agente público incumbido da auditoria para que se obrigue o contribuinte a apresentar prova suplementar se não há elementos desabonadores da boa fé de quem usa a documentação especificada Fl. 116DF CARF MF Processo nº 13819.721490/201170 Acórdão n.º 2001000.956 S2C0T1 Fl. 115 5 em lei para o exercício do direito à dedução na apuração do resultado tributário da pessoa física. O Código Civil, Lei nº 10.406/2002, em seu art. 219 diz que: “As declarações constantes de documentos assinados presumemse verdadeiros em relação aos signatários.” Neste sentido, os recibos em questão presumemse verdadeiros porque aceitos pelas partes contratantes identificadas no documento, de forma que não é razoável a decisão do Fisco de rejeitar os comprovantes como prova válida, sem a indicação de elementos que os desqualifiquem. Se os documentos são válidos para o prestador dos serviços oferecer os valores à tributação, os mesmos documentos deverão ser válidos também para a dedução legal de quem os recebe como comprovação de pagamentos. Fl. 97 dos autos: Cabe ressaltar que a decisão de primeiro grau não veda a possibilidade da ocorrência de pagamento dos serviços em espécie porque a moeda brasileira é de curso forçado, obrigando a todos a aceitação em dinheiro para quitação de qualquer obrigação financeira, ao contrário de outros meios de pagamento. A decisão prolatada no Acórdão da DRJ não se fundamenta na falsidade documental, mas a falta de comprovação da necessidade da prestação do serviço médico, por documentação suplementar que indique a ocorrência de moléstia, como se a Autoridade Lançadora fosse ao mesmo tempo fiscal de rendas e dos serviços de saúde. Essa exigência da Autoridade Lançadora fazse inapropriada porque a legislação não requer comprovação da enfermidade, mas sim a comprovação dos pagamentos. Fl. 98 dos autos: Por fim, incabível a exigência que perpassa a relação fisco contribuinte no intento de comprovar a necessidade do atendimento médico sobre informações que dizem respeito tão somente a relação médicopaciente, em resguardo a intimidade pessoal na questão de saúde da pessoa fiscalizada, de vez que situações absolutamente diferentes e sem pertinência simultânea. Contudo, em adição ao recibo/declaração de pagamento apresentado ao Fisco, o Contribuinte juntou aos autos, fl.17, declaração da profissional Mirelle Salomão de que era prestadora de serviço odontológico ao contribuinte de forma permanente, recebia honorários e os declarava ao Fisco, nos seguintes termos: Declaro a quem possa interessar que durante os anos de 2005 até o ano de 2010 inclusive, fui a responsável pela saúde bucal do Sr. Airton José Salomão, CPF 041.921.50859, recebendo os meus honorários, mediante recibos, conforme consta nas minhas declarações de Renda. Fl. 117DF CARF MF 6 Pelo que se constata da manifestação da Autoridade Tributante o recibo de pagamento foi apresentado à fiscalização na forma que esta entende inadequada porque genérico, portanto, “falta de comprovação” não ocorreu. Também não se aplica para o caso a justificativa de “ou por falta de previsão legal para sua dedução”, visto que previsão legal há para a dedução quando comprovada a despesa médica, o que de fato ocorreu. O documento acostado à fl. 67 tem as características de recibo de prestação de serviço médico porque identifica o paciente/contribuinte, declarando que os pagamentos se referem ao tratamento odontológico e descreve os valores e períodos a que se referem os recebimentos. Como a lei não determina especificamente que o documento comprobatório dos recebimentos deva ser emitido por determinado período, vedação não há para que este englobe vários pagamentos de um mesmo anocalendário para efeito de comprovação da prestação do serviço e do pagamento dos honorários médicos. Neste aspecto não se vê inidoneidade do documento e neste sentido foi a decisão do colegiado. No que se refere à ausência de endereço da prestadora dos serviços a decisão do colegiado seguiu o voto do Relator que discorreu sobre a importância da identificação do profissional que forneceu a prova do pagamento dos honorários médicos em diversos pontos daquele instrumento decisório. O disposto no inciso II, alínea “a” e no § 2º, do art. 8º, da Lei nº 9.250/95 e inciso III, do § 1º, art. 80, Dec. 3.000/99, lista elementos de identificação do emitente do recibo como o nome, CPF ou CNPJ de quem recebeu o valor dos honorários, sendo o endereço uma das informações, mas não a mais importante, porque de todos é a menos permanente. As outras informações são de alguma forma imutáveis no tempo enquanto que o endereço de localização do profissional pode ser mudado até mesmo com facilidade/frequência. É de considerar também que o mesmo dispositivo legal permite que na falta do documento original a comprovação possa ser feita pela indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento, sendo de conhecimento geral que o cheque não traz o endereço do emitente, confirmação da secundarização da importância desta informação do emitente do recibo. Ressaltese, por fim, o que consta na fl. 93, parte integrante do voto condutor da decisão do colegiado, em especial o grifado, nos seguintes termos: Ocorre, neste caso, uma correspondência de resultados de obrigação e direito, gerados nessa relação, de modo que o contribuinte que tem o direito da dedução fica legalmente habilitado ao benefício fiscal porque de posse do documento comprobatório que lhe dá a oportunidade do desconto na apuração do tributo, confiante que a outra parte se quedará obrigada ao oferecimento à tributação do valor correspondente. Somese a isso a realidade de que o órgão fiscalizador tem plenas condições e pleno poder de fiscalização, na questão tributária, com absoluta facilidade de identificação, tão somente com a informação do CPF ou CNPJ, sobre a outra banda da relação pagadorrecebedor do valor da prestação de serviço. Assim que, esclarecida a inocorrência de omissão na decisão do Acórdão nº 2001000.111, vez que as informações demandadas nos Embargos constam dos autos com abundancia de detalhes e clareza de posicionamento em relação ao fulcro da lide. Fl. 118DF CARF MF Processo nº 13819.721490/201170 Acórdão n.º 2001000.956 S2C0T1 Fl. 116 7 Por todo o exposto, voto por conhecer e REJEITAR os Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional, mantendose a decisão do Provimento ao Recurso Voluntário constante do Acórdão nº 2001000.111. (assinado digitalmente) Jose Alfredo Duarte Filho Fl. 119DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10855.720786/2010-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
CRÉDITOS DA CONTRIBUIÇÃO. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO COM OUTROS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS.
Somente podem ser objeto de ressarcimento ou compensação com os demais tributos federais os créditos acumulados em razão de vendas realizadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência, nos termos dos artigos 16 da Lei n° 11.116/05 c/c o 17 da Lei n° 11.033/03.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-005.477
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Winderley Morais Pereira (Presidente) e Marcos Roberto da Silva (Suplente Convocado).
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 CRÉDITOS DA CONTRIBUIÇÃO. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO COM OUTROS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. Somente podem ser objeto de ressarcimento ou compensação com os demais tributos federais os créditos acumulados em razão de vendas realizadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência, nos termos dos artigos 16 da Lei n° 11.116/05 c/c o 17 da Lei n° 11.033/03. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso voluntário e, na parte conhecida, negar provimento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Winderley Morais Pereira (Presidente) e Marcos Roberto da Silva (Suplente Convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 72 07 86 /2 01 0- 68 Fl. 660DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de deferimento parcial do Pedido de Ressarcimento (PER) da contribuição (PIS/Cofins) e de homologação da compensação (DCOMP) até o limite do crédito reconhecido, conforme Informação Fiscal presente nos autos, informação essa que embasara a referida decisão de origem. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu a anulação do despacho decisório, em virtude de violação ao princípio da motivação e à garantia constitucional da ampla defesa, ou, subsidiariamente, a sua reforma, alegando violação ao princípio da verdade material. Segundo o então Manifestante, o ressarcimento das contribuições não estava limitado ao crédito apurado no mercado externo, tendo a própria Administração Pública identificado e confirmado expressamente a existência de saldo credor em valor total suficiente à homologação da compensação declarada. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 12072.914, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, afastando a alegação de nulidade do despacho decisório e, no mérito, não reconhecendo o crédito pleiteado pelo fato de que, em relação à receita auferida com operações no mercado interno, somente poderia ser compensado com outros tributos o saldo credor das contribuições acumulado em virtude de vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência, a partir da vigência da Lei nº 11.116, de 2005. Inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário, alegando, em preliminar, a nulidade do acórdão recorrido por violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação das decisões e, no mérito, (i) a equiparação do instituto da isenção à redução de base de cálculo, (ii) o direito à compensação nos termos das Leis n° 11.116/05 e 9.430/96, (iii) violação ao princípio da hierarquia das leis e (iv) impossibilidade da aplicação de juros e multa de mora. É o relatório. Fl. 661DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3301005.475, de 27/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10855.720785/201013, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3301005.475): O recurso voluntário preenche os requisitos legais de admissibilidade e deve ser conhecido. Preliminar "Nulidade do acórdão recorrido, por violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação das decisões" A recorrente alega que o Despacho decisório e a decisão recorrida seriam nulos, pois desprovidos das fundamentações fáticas e legais, o que feriria os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5° da CF) e o art. 2° da Lei n° 9.784/99. O Despacho Decisório (fls. 526 a 529) fundamentouse na Informação Fiscal (fls. 448 a 465) que traz relato detalhado do trabalho de auditoria fiscal, com os tipos de crédito e receitas tributáveis analisados e os correspondentes fundamentos legais. E ainda os Anexos I ao XXVIII com os demonstrativos de cálculo dos créditos admitidos e glosados e das receitas sujeitas à tributação. E a decisão recorrida (fls. 601 a 611) seguiu a mesma linha. Enfrentou a preliminar de nulidade, remetendose à devidamente fundamentada e motivada Informação Fiscal e, no mérito, afastou os argumentos, citando os dispositivos legais em que se baseou. Não há, portanto, nulidade alguma, pelo que afasto a preliminar. Mérito "Da equiparação do instituto da isenção à redução de base de cálculo do direito à compensação posicionamento consolidado do E. STF" "Do direito à compensação nos termos da Lei n° 11.116/05 da violação ao princípio da hierarquia das leis" "Do direito à compensação, nos termos da Lei n° 9.430/96" A conclusão da auditoria fiscal (fl. 463) foi a de que, ao fim do 2° trimestre de 2005, o contribuinte tinha R$ 351.985,48 de saldo de créditos Fl. 662DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 5 4 de COFINS "Mercado Interno" (a compensar com débitos da COFINS futuros) e R$ 313.715, 35 de saldo créditos de COFINS "Mercado Externo"(créditos passíveis de restituição ou ressarcimento), após a glosa de R$ 124.732,91. A glosa motivou a homologação parcial das compensações vinculadas. Nos tópicos em epígrafe, a recorrente discorre longamente sobre teses jurídicas, cujo objetivo é o de obter autorização para utilizar o saldo de créditos de COFINS "Mercado Interno" para liquidar os débitos que restaram em aberto em razão da glosa de créditos. Inicia, informando que importa e produz mercadorias cuja venda é tributada pelo PIS/COFINS sobre uma base de cálculo reduzida (§2° do art. 1° da Lei n° 10.485/02). Subentendese que teria acumulado créditos em razão do benefício da redução de base de cálculo com manutenção integral de créditos. Discorre longamente sobre a identidade entre os institutos da isenção e da redução de base de cálculo, o que teria restado assentado pelo STF, no RE n° 635.688/RS, com repercussão geral. E destaca que esta decisão vincula o CARF, por força regimento interno. Ao fim, consigna que mantém integralmente os créditos de COFINS sobre as compras, apesar de gozar de redução de base de cálculo nas vendas, com base no art. 17 da Lei n° 11.033/04. E que os créditos acumulados em razão de isenção poderiam ser objetos de pedidos de ressarcimento, nos termos do inciso II do art. 16 da Lei n° 11.116/05. Neste ponto, vale reproduzir a ementa do RE 635.688/RS, de 16/10/14, os citados dispositivos legais e ainda o caput do art. 74 da Lei n° 9.430/96: RE 635.688/RS "Recurso Extraordinário. 2. Direito Tributário. ICMS. 3. Não cumulatividade. Interpretação do disposto art. 155, §2º, II, da Constituição Federal. Redução de base de cálculo. Isenção parcial. Anulação proporcional dos créditos relativos às operações anteriores, salvo determinação legal em contrário na legislação estadual. 4. Previsão em convênio (CONFAZ). Natureza autorizativa. Ausência de determinação legal estadual para manutenção integral dos créditos. Anulação proporcional do crédito relativo às operações anteriores. 5. Repercussão geral. 6.Recurso extraordinário não provido." Lei n° 11.033/04 "Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações." Lei n° 11.116/05 "Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: Fl. 663DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 6 5 I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestrecalendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei." Lei n° 9.430/96 "Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão." Prossegue, alegando que não se pode interpretar como impedimento ao ressarcimento/compensação dos créditos COFINS "Mercado Interno" o previsto no art. 21 da IN SRF n° 600/05: a uma, porque o conceito de redução de base de cálculo se equipara ao de isenção; e, a duas, pois estaria violando o princípio da hierarquia das leis, pois confrontase com os citados art. 16 da Lei n° 11.116/05 e art. 74 da Lei n° 9.430/96. Assim dispõe o art. 21 da IN SRF n° 600/05, em vigor no período em análise: "Art. 21. Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que não puderem ser utilizados na dedução de débitos das respectivas contribuições, poderão sêlo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições de que trata esta Instrução Normativa, se decorrentes de: I custos, despesas e encargos vinculados às receitas decorrentes das operações de exportação de mercadorias para o exterior, prestação de serviços a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas, e vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação; II custos, despesas e encargos vinculados às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou nãoincidência; ou III aquisições de embalagens para revenda pelas pessoas jurídicas comerciais a que se referem os §§ 3º e 4º do art. 51 da Lei nº 10.833, de 2003, desde que os créditos tenham sido apurados a partir de 1º de abril de 2005. (...)" Por fim, alega que o direito à compensação de créditos com débitos está previsto no inciso II do art. 156 do CTN modalidade de extinção do crédito tributário. Que reconheceu a existência de saldo credor de COFINS "Mercado Interno" o que já evidencia o direito a que faz menção o art. 74 da Lei n° 9.430/96. Fl. 664DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 7 6 Que a compensação é o restabelecimento do direito à propriedade disposto no inciso XXII do art. 5° da CF. Que a não aceitação da compensação e a correspondente exigência dos débitos que por meio dela haviam sido liquidados atentaria contra os princípios da legalidade, moralidade e eficiência previstos no art. 37 da CF e art. 2° da Lei n° 9.784/99. Não assiste razão à recorrente. De pronto consigno que o tema relacionado à possível inconstitucionalidade da vedação legal ao ressarcimento de créditos da COFINS "Mercado Aberto" não se discute no âmbito deste colegiado, por força da Súmula CARF n° 2. Assim, nego provimento às alegações correlatas. Prossigo a análise do recurso, citando o art. 170 do CTN, que dispõe que a compensação de créditos líquidos e certos será autorizada por lei. Em sua esteira, foram editados os artigos 74 da Lei n° 9.430/96, 16 da Lei n° 11.116/05 e 17 da Lei n° 11.033/03, que dispõem que somente créditos acumulados em virtude de vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência podem ser objetos de ressarcimento e/ou compensação com qualquer tipo de débito tributário federal. Dentre as hipóteses, portanto, não se inclui o excedente de créditos motivados por vendas com redução de base de cálculo. E o então vigente art. 21 da IN SRF n° 600/05 tão somente reproduziu tal interpretação dos dispositivos legais e, assim, de forma alguma os afrontou. O argumento de defesa que merece destaque é o que equipara a redução de base de cálculo à isenção, com base em decisão do STF, com repercussão, à qual estaríamos vinculados, por força do art. 62 do RICARF. Interpreto o RE 635.688/RS no contexto em que se insere. Os institutos foram equiparados para os fins a que se prestava aquele julgamento, qual seja, determinação do estorno do ICMS das compras cujas saídas gozavam do benefício fiscal da redução de base de cálculo do ICMS, como forma de preservação do princípio constitucional da não cumulatividade que rege este tributo. Não entendo, portanto, que o STF tenha introduzido um novo entendimento a ser aplicado em todos as circunstâncias e para todos os fins legais. E, não custa lembrar que não se está aqui vedando o direito ao crédito ou à sua manutenção o acúmulo, ocasionado por redução da base de cálculo das vendas correspondentes não se encontra entre as hipóteses de estorno de crédito do §13 do art. 3° da Lei n° 10.833/03 porém tão somente cumprindo determinação prevista em lei ordinária, cuja competência lhe foi atribuída pelo art. 170 do CTN. Isto posto, nego provimento aos argumentos contidos nos tópicos do recurso voluntário em epígrafe. "Da impossibilidade da aplicação de juros e multa de mora art. 100 do CTN" Fl. 665DF CARF MF Processo nº 10855.720786/201068 Acórdão n.º 3301005.477 S3C3T1 Fl. 8 7 Protesta contra a cobrança de juros e multa de mora, que foram acrescidos aos débitos liquidados com créditos glosados. Não conheço dos argumentos contidos neste tópico, pois não integra esta lide a cobrança dos débitos que restaram em aberto em virtude da não homologação da compensação. Conclusão Conheço em parte do recurso voluntário e, na parte conhecida, nego provimento. Destaquese que, não obstante o processo paradigma se referir unicamente à Cofins, a decisão ali prolatada se aplica nos mesmos termos à Contribuição para o PIS. Importa registrar, ainda, que, nos presentes autos, as situações fática e jurídica encontram correspondência com as verificadas no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Portanto, aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado conheceu em parte do recurso voluntário e, na parte conhecida, negoulhe provimento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 666DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10850.902161/2013-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.614
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação carreada aos autos pela recorrente, e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhando-o.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza, Carlos Henrique Seixas Pantarolli Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação carreada aos autos pela recorrente, e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhando-o. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza, Carlos Henrique Seixas Pantarolli Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
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(assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza, Carlos Henrique Seixas Pantarolli Soares, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .9 02 16 1/ 20 13 -1 3 Fl. 99DF CARF MF Processo nº 10850.902161/201313 Resolução nº 3401001.614 S3C4T1 Fl. 3 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ/POR, que considerou improcedentes as razões da Recorrente sobre a reforma do Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações dos débitos pleiteados. A contribuinte pleiteou o ressarcimento e compensação de créditos tributários decorrentes de supostos pagamentos indevidos ou a maior de PIS/Cofins. Em Despacho Decisório, os pedidos foram indeferidos e as compensações não homologadas em razão de não ter sido comprovado o direito creditório, dado que grande parte dos pagamentos restava inteiramente vinculada a débito declarado em DCTF, e, quanto aos pagamentos que evidenciaram recolhimento a maior, o respectivo valor fora previamente utilizado em outras compensações. A Contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, que tem direito aos valores pagos indevidamente em relação à PIS/COFINS, que fora calculada sobre receitas financeiras, e estranhas ao conceito de faturamento, diante da inconstitucionalidade do art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718, de 1998, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, e já reconhecida pela jurisprudência administrativa. Apresentou balancetes de verificação, DCTF´s, planilhas de apuração e guias de recolhimento e declarações de compensação para comprovação de suas alegações e dos valores pleiteados. Sobreveio Acórdão da Delegacia de Julgamento, através do qual não foi reconhecido o direito creditório requerido. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3401001.588, de 26 de novembro de 2018, proferida no julgamento do processo 16007.000043/200910, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu na Resolução 3401001.588: "O Recurso é tempestivo, e, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, tomo seu conhecimento. Como se aduz da leitura do relatório, restam pendente de análise por esse Colegiado a incidência de COFINS Cumulativa sobre a rubrica "receitas financeiras". Fl. 100DF CARF MF Processo nº 10850.902161/201313 Resolução nº 3401001.614 S3C4T1 Fl. 4 3 Ora, nos termos do julgamento do RE 585235/MG, julgado sob efeito de repercussão geral, o artigo 3º, §1º, da Lei Federal 9.718/1998, foi considerado inconstitucional, de modo que, para fins de determinação da base de cálculo das contribuições sociais, no caso de empresas que não exercem atividade de instituições financeiras, não cabe a inclusão de receitas financeiras ou outras alheias ao seu objeto social. Desta feita, é de se afastar a glosa com base no artigo 62, §1º, inciso II, b, do RICARF. Contudo, como até o presente momento, a Receita Federal não se pronunciou sobre os documentos juntados desde a impugnação pela Recorrente, é de se converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhandoo. Em seguida, intimese a Recorrente para, desejando se manifestar, façao no em prazo de 30 dias. Após, os autos devem retornar ao CARF para prosseguir o julgamento." Importante frisar que os documentos juntados pela contribuinte no processo paradigma, como prova do direito creditório, encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB analise a documentação e se manifeste conclusivamente quanto à existência do crédito, detalhandoo. Em seguida, intimese a Recorrente para, desejando se manifestar, façao no em prazo de 30 dias. Após, os autos devem retornar ao CARF para prosseguir o julgamento." (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 101DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10715.004874/2009-80
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2004
LIMITE ALÇADA.
Deve ser seguido o limite de alçada estipulado pela Portaria MF nº 63/2017. Aplicação da Súmula CARF nº 103.
Recurso Ofício não conhecido.
Numero da decisão: 3401-005.791
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício, em função de não estar superado o limite de alçada, e da Súmula CARF n. 103.
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes - Relatora.
(Assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Ausente Conselheiro Cassio Schappo.
Nome do relator: MARA CRISTINA SIFUENTES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2004 LIMITE ALÇADA. Deve ser seguido o limite de alçada estipulado pela Portaria MF nº 63/2017. Aplicação da Súmula CARF nº 103. Recurso Ofício não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício, em função de não estar superado o limite de alçada, e da Súmula CARF n. 103. Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes - Relatora. (Assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Ausente Conselheiro Cassio Schappo.
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score : 1.0
Numero do processo: 11516.001674/2001-27
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1998
NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO.
Os argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, impedem a sua apreciação, por preclusão processual.
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
A responsabilidade da fonte pagadora pela retenção na fonte e recolhimento do tributo não exclui a responsabilidade do beneficiário do respectivo rendimento, no que tange ao oferecimento desse rendimento à tributação em sua declaração de ajuste anual.
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF n° 12).
AUTO DE INFRAÇÃO. FORMALIDADES LEGAIS. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Auto de Infração lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando adequada motivação jurídica e fática, goza dos pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da lei.
Numero da decisão: 2202-004.870
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso para, na parte conhecida, negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo de Sousa Sáteles - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa de Moraes Chieregatto, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Marcelo de Sousa Sáteles (Relator) Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente o Conselheiro: Rorildo Barbosa Correia.
Nome do relator: MARCELO DE SOUSA SATELES
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camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Os argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, impedem a sua apreciação, por preclusão processual. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade da fonte pagadora pela retenção na fonte e recolhimento do tributo não exclui a responsabilidade do beneficiário do respectivo rendimento, no que tange ao oferecimento desse rendimento à tributação em sua declaração de ajuste anual. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF n° 12). AUTO DE INFRAÇÃO. FORMALIDADES LEGAIS. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Auto de Infração lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando adequada motivação jurídica e fática, goza dos pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da lei.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso para, na parte conhecida, negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo de Sousa Sáteles - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa de Moraes Chieregatto, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Marcelo de Sousa Sáteles (Relator) Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente o Conselheiro: Rorildo Barbosa Correia.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1883; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 140 1 139 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001674/200127 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202004.870 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de janeiro de 2019 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA Recorrente ADILSON DE SOUZA MELLO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1998 NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Os argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, impedem a sua apreciação, por preclusão processual. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade da fonte pagadora pela retenção na fonte e recolhimento do tributo não exclui a responsabilidade do beneficiário do respectivo rendimento, no que tange ao oferecimento desse rendimento à tributação em sua declaração de ajuste anual. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção (Súmula CARF n° 12). AUTO DE INFRAÇÃO. FORMALIDADES LEGAIS. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Auto de Infração lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando adequada motivação jurídica e fática, goza dos pressupostos de liquidez e certeza, podendo ser exigido nos termos da lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso para, na parte conhecida, negarlhe provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 16 74 /2 00 1- 27 Fl. 136DF CARF MF 2 (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo de Sousa Sáteles Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andréa de Moraes Chieregatto, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Marcelo de Sousa Sáteles (Relator) Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Ausente o Conselheiro: Rorildo Barbosa Correia. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o acórdão nº 0711.622, proferido pela 4a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis SC (DRJ/FNS) que julgou parcialmente procedente o lançamento. Pela clareza, reproduzo o relatório do acórdão recorrido, na parte anterior à decisão da DRJ/FNS: Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado o Auto de Infração de fl. 8, integrado pelos documentos de fls. 9 a 11, pelo qual se exige o pagamento da importância de R$ 16.056,84, a título de Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, anocalendário 1998, acrescida de multa de ofício de 75% e juros de mora. Em consulta ao Demonstrativo das Infrações de fl. 11, verifícase que foram apuradas as seguintes omissões: ■ R$21.042,42 recebidos da Fundação ELOS e declarados indevidamente como isentos e não tributáveis; ■ R$43.171,35 recebidos da Eletrosul em virtude da Ação Trabalhista n441/93. Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 1 a 7, apresentando suas discordâncias a seguir sintetizadas. No item 1 (fls. 1 a 3), o contribuinte questiona a tributação do valor de R$43.171,35, recebido da Eletrosul em virtude da Ação Trabalhista nº 441/63 que tramitou na 4a JCJ de Florianópolis. Alega que o valor recebido seria "líquido" e que a reclamada não reteve o imposto de renda no momento do pagamento face a decisão da Justiça do Trabalho que indeferiu a pretendida retenção (fls. 15 a 22). Assim, induzido pelo despacho judicial, o impugnante concluiu que o valor recebido era isento, certo de que o ônus do respectivo recolhimento fora transferido para a fonte pagadora e que esta cumpriria com sua obrigação legal. Defende que a fonte pagadora sempre fica obrigada ao recolhimento do imposto, ainda que não o tenha retido, concluindo que houve erro na identificação do sujeito passivo, Fl. 137DF CARF MF Processo nº 11516.001674/200127 Acórdão n.º 2202004.870 S2C2T2 Fl. 141 3 pois a ação fiscal deveria ter sido dirigida à Eletrosul, responsável direta pelo recolhimento do imposto. Em 30.03.2007, tendo em vista o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2.139/2006 e o Ato Declaratório PGFN nº 4, de 16/11/2006, foi solicitada a diligência de fl. 33 a fim de se intimar a Fundação ELOS a informar qual a parcela, do total dos proventos de aposentadoria recebidos pelo contribuinte (RS 63.127,27), correspondente às contribuições efetuadas exclusivamente pelo beneficiário no período de 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1995. Em resposta, a referida fundação informou à fl. 87 que "a parcela do total dos proventos recebidos pelo contribuinte nos anoscalendário de 1998 e 1999 correspondente às contribuições efetuadas exclusivamente pelo beneficiário no período de 01/jan/1989 a 31/12/1995 corresponde a 8,55% (oito vírgula cinqüenta e cinco por cento). " Cientificado da resposta dada pela Fundação ELOS, o contribuinte à fl. 52 solicitou desconsiderar o percentual de 8,55% apurado pela referida fundação e ratificar o percentual de 12,36%, conforme reconhecido pela própria Receita Federal no Despacho Decisório referente ao processo n2 11516.000442/200313 (fls. 55 a 59). Neste processo foi aplicado o percentual de 12,36% e reconhecido o direito creditório da importância de R$1.208,84, que corrigido chegou a R$ 3.416,79. A impugnação foi julgada parcialmente procedente pela DRJ/FNS, tendo sido considerado como isento parte dos rendimentos recebidos da Fundação Elos, no valor de R$ 7.802,54. O contribuinte foi cientificado do Acórdão da DRJ/FNS em 25/03/2008. Inconformado com a decisão, apresentou Recurso Voluntário, em 23/04/2008, alegando, em apertada síntese: concorda quanto à isenção de rendimentos recebidos da Fundação ELOS, no valor de R$ 7.802,5; que a Eletrosul seguindo o entendimento jurisprudencial vigorante à época do pagamento não procedeu à retenção do imposto de renda na fonte; não tem cabimento invocar a regra constante no Parecer Normativo n° 1, de 24 de setembro de 2002, forçando sua aplicação retroativa ao presente caso; incluiu como isento os rendimentos recebidos no processo trabalhista n. 441/93, em sua DIRPF, certo de que o ônus do respectivo recolhimento fora transferido para a fonte pagadora e que esta cumpriria com sua obrigação legal; que a fonte pagadora sempre fica obrigada ao recolhimento do imposto, ainda que não o tenha retido, concluindo que houve erro na identificação do sujeito passivo, pois a ação fiscal deveria ter sido dirigida à Eletrosul, responsável direta pelo recolhimento do imposto Fl. 138DF CARF MF 4 discorda da aplicação da multa de ofício, a qual tem caráter punitivo, uma vez que entende serem isentos os rendimentos recebidos da Eletrosul, em virtude da Ação Trabalhista n441/93, não tendo o mesmo agido com culpa ou intuito de fraude. É o relatório. Voto Marcelo de Sousa Sáteles, Relator O recurso é tempestivo. Da multa de ofício Compulsando autos, verificase que, em sede de impugnação (efls. 04/11), o contribuinte não discordou da aplicação da multa de ofício, tendo trazido tal tema apenas em sede de recurso. Necessário destacar, entretanto, que argumentos aduzidos tão somente em sede de recurso voluntário não devem ser conhecidos, em respeito às normas que regem o processo administrativo fiscal. Mister notar que o recorrente não pode modificar o pedido ou invocar outra causa petendi (causa de pedir) nesta fase do contencioso, sob pena de violação dos princípios da congruência, estabilização da demanda e do duplo grau de jurisdição administrativa, em ofensa aos arts. 14 a 17 do Decreto nº 70.235/72 (em especial o § 4º do art. 16), bem como aos arts. 141, 223, 329 e 492 do Código de Processo Civil (CPC), mormente quando não há motivo para só agora aduzir ao questionamento referido. Revelase, portanto, que a adução recursal em específico, não antes levantada no curso do contencioso, tem fins precipuamente procrastinatórios, não merecendo ser conhecida, à míngua de amparo normativo para tanto. Erro na Identificação do Sujeito Passivo Da responsabilidade da fonte pagadora Nulidade Alega ainda que a responsabilidade tributária é da fonte pagadora, concluindo que houve erro na identificação do sujeito passivo, devendo então ser declarada a nulidade do lançamento. Também esse entendimento do contribuinte está equivocado. A fonte pagadora, pessoa jurídica, é sim responsável pela retenção do Imposto de renda na Fonte sobre os rendimentos pagos à pessoa física, mas isso não exime a responsabilidade do interessado de informar todos os seus rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste na declaração anula de IRPF, a teor do disposto no artigo 43 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99 – Decreto 3.000/99. Art.43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, Fl. 139DF CARF MF Processo nº 11516.001674/200127 Acórdão n.º 2202004.870 S2C2T2 Fl. 142 5 e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.769 55, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): Isalários, ordenados, vencimentos, soldos, soldadas, vantagens, subsídios, honorários, diárias de comparecimento, bolsas de estudo e de pesquisa, remuneração de estagiários; (...) A responsabilidade da fonte pagadora, no que tange à retenção e ao recolhimento do imposto, encontrase prevista, respectivamente, nos arts. 717, caput, e 722, caput, ambos do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999, abaixo transcritos: “Art. 717. Compete à fonte reter o imposto de que trata este Título, salvo disposição em contrário (DecretoLei nº 5.844, de 1943, arts. 99 e 100, e Lei nº 7.713, de 1988, art. 7º, § 1º).” “Art. 722. A fonte pagadora fica obrigada ao recolhimento do imposto, ainda que não o tenha retido (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 103).” Por outro lado, ao enfocar o contribuinte, pessoa física, beneficiário de rendimentos, o art. 85 do RIR/1999 noticia o seguinte comando: “Art. 85. Sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 2º, a pessoa física deverá apurar o saldo em Reais do imposto a pagar ou o valor a restituir, relativamente aos rendimentos percebidos no anocalendário (Lei n° 9.250, de 1995, art. 7°).” Concluise, assim, de forma inequívoca, que a responsabilidade tributária da fonte pagadora quanto à retenção na fonte e ao recolhimento do imposto, na condição de sujeito passivo responsável, não exclui a responsabilidade do beneficiário do respectivo rendimento, na condição de contribuinte, em oferecêlo à tributação. Frisese que, não obstante uma série de dispositivos legais e normativos (art. 7º, § 1º, da Lei nº 7.713, de 1988, art. 45, parágrafo único, do CTN, art. 722 do RIR/1999, Parecer Normativo Cosit nº 01, de 1995), atribuírem a responsabilidade da retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte à empresa que efetua o pagamento, não eximem o contribuinte de oferecer à tributação o respectivo rendimento em sua declaração de ajuste anual. Destarte, o contribuinte não pode eximirse de sua responsabilidade tributária específica, sob o argumento de que o sujeito passivo, é a fonte pagadora responsável pela retenção na fonte do imposto de renda. Tal questão se encontra pacificada neste Conselho, sendo objeto da Súmula CARF nº 12, de caráter vinculante no âmbito deste Colegiado, prescreve: Súmula CARF nº 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a Fl. 140DF CARF MF 6 constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. (Vinculante, conforme Portaria MF n. 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Concluise então não haver erro de identificação do sujeito passivo. Ressalto que, o processo administrativofiscal de exigência de crédito tributário referente ao imposto sobre a renda de pessoa física é regido pelo Decreto nº 70.235/72, que dispõe sobre a nulidade dos atos nos seguintes termos: Art. 59. São nulos: I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II – os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Nesse aspecto, o Auto de Infração contém todos os elementos e requisitos necessários de formação válida, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, observado o art. 142 e seu parágrafo único, da Lei nº 5.172/66, não havendo, portanto, que se falar de nulidade do lançamento. Diante do exposto, voto em conhecer parcialmente do recurso para, na parte conhecida, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Marcelo de Sousa Sáteles Relator Fl. 141DF CARF MF
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