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Numero do processo: 11543.002986/2008-05
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
RECURSO NÃO CONHECIDO. PEREMPÇÃO.
Não se conhece de recurso voluntário protocolizado mais de trinta dias após a ciência da decisão de primeira instância, dada a sua intempestividade face ao disposto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 2802-003.192
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, Vinicius Magni Verçoza (suplente), Ronnie Soares Anderson, Nathalia Correia Pompeu (suplente) e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2006 RECURSO NÃO CONHECIDO. PEREMPÇÃO. Não se conhece de recurso voluntário protocolizado mais de trinta dias após a ciência da decisão de primeira instância, dada a sua intempestividade face ao disposto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, Vinicius Magni Verçoza (suplente), Ronnie Soares Anderson, Nathalia Correia Pompeu (suplente) e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Julianna Bandeira Toscano.
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score : 1.0
Numero do processo: 13609.902955/2011-67
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/03/2005
COFINS. REGIME NÃO-CUMULATIVO. INSUMOS. RELAÇÃO ENTRE GASTOS INCORRIDOS E PROCESSO PRODUTIVO. PROVA. DIREITO AO CRÉDITO NÃO RECONHECIDO.
O conceito de insumo, ressalvadas as exceções legais abrange o custo de produção (Decreto-Lei n. 1.598, de 1977, art. 13, § 1º; Decreto n. 3.000/1999, arts. 290 e 291) e as despesas de venda do produto industrializado, notadamente quando incorridas para atender exigências regulatórias indispensáveis ao exercício de determinada atividade econômica ou à comercialização de um produto. Para ter direito ao crédito reconhecido, o interessado deve esclarecer - e, sobretudo, provar - a relação existente entre os gastos incorridos e o processo produtivo. A simples formulação de pedido assentado na suposta natureza irrestrita do conceito de insumo - que abrangeria todos os dispêndios necessários à manutenção da atividade econômica do contribuinte - mostra-se insuficiente para tal fim, até porque não é essa a orientação adotada pela Jurisprudência do CARF.
REEMBOLSO DE TAXA FLORESTAL. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO.
Não cabe o creditamento dos gastos com reembolso de taxa florestal, porque esta não integra o custo de aquisição, sendo cobrada em função do exercício de atividade econômica relacionada à produção, extração e consumo do produto.
REEMBOLSO DE ICMS. DIREITO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
Não há previsão legal para o creditamento de reembolso de Icms. O direito ao crédito restringe-se ao Icms que integra o custo de aquisição do insumo ou da mercadoria adquirida para revenda (art. 8º, § 3º, II, da IN SRF nº 404/2005).
LINGOTEIRA. INSUMO. REQUISITOS PARA O CREDITAMENTO NÃO DEMONSTRADOS.
A lingoteira, para que possa ser considerada insumo, é necessária a demonstração de que não se trata de bem do ativo imobilizado. Não havendo qualquer laudo te´cnico ou documento que comprove o prazo de vida útil da lingoteira utilizada ou ainda a periodicidade de realização desses gastos, não cabe o reconhecimento do direito ao crédito.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-003.589
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Adriene Maria de Miranda Veras.
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2005 a 30/03/2005 COFINS. REGIME NÃO-CUMULATIVO. INSUMOS. RELAÇÃO ENTRE GASTOS INCORRIDOS E PROCESSO PRODUTIVO. PROVA. DIREITO AO CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. O conceito de insumo, ressalvadas as exceções legais abrange o custo de produção (Decreto-Lei n. 1.598, de 1977, art. 13, § 1º; Decreto n. 3.000/1999, arts. 290 e 291) e as despesas de venda do produto industrializado, notadamente quando incorridas para atender exigências regulatórias indispensáveis ao exercício de determinada atividade econômica ou à comercialização de um produto. Para ter direito ao crédito reconhecido, o interessado deve esclarecer - e, sobretudo, provar - a relação existente entre os gastos incorridos e o processo produtivo. A simples formulação de pedido assentado na suposta natureza irrestrita do conceito de insumo - que abrangeria todos os dispêndios necessários à manutenção da atividade econômica do contribuinte - mostra-se insuficiente para tal fim, até porque não é essa a orientação adotada pela Jurisprudência do CARF. REEMBOLSO DE TAXA FLORESTAL. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. Não cabe o creditamento dos gastos com reembolso de taxa florestal, porque esta não integra o custo de aquisição, sendo cobrada em função do exercício de atividade econômica relacionada à produção, extração e consumo do produto. REEMBOLSO DE ICMS. DIREITO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para o creditamento de reembolso de Icms. O direito ao crédito restringe-se ao Icms que integra o custo de aquisição do insumo ou da mercadoria adquirida para revenda (art. 8º, § 3º, II, da IN SRF nº 404/2005). LINGOTEIRA. INSUMO. REQUISITOS PARA O CREDITAMENTO NÃO DEMONSTRADOS. A lingoteira, para que possa ser considerada insumo, é necessária a demonstração de que não se trata de bem do ativo imobilizado. Não havendo qualquer laudo te´cnico ou documento que comprove o prazo de vida útil da lingoteira utilizada ou ainda a periodicidade de realização desses gastos, não cabe o reconhecimento do direito ao crédito. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Adriene Maria de Miranda Veras.
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REGIME NÃOCUMULATIVO. INSUMOS. RELAÇÃO ENTRE GASTOS INCORRIDOS E PROCESSO PRODUTIVO. PROVA. DIREITO AO CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. O conceito de insumo, ressalvadas as exceções legais abrange o custo de produção (DecretoLei n. 1.598, de 1977, art. 13, § 1º; Decreto n. 3.000/1999, arts. 290 e 291) e as despesas de venda do produto industrializado, notadamente quando incorridas para atender exigências regulatórias indispensáveis ao exercício de determinada atividade econômica ou à comercialização de um produto. Para ter direito ao crédito reconhecido, o interessado deve esclarecer e, sobretudo, provar a relação existente entre os gastos incorridos e o processo produtivo. A simples formulação de pedido assentado na suposta natureza irrestrita do conceito de insumo que abrangeria todos os dispêndios necessários à manutenção da atividade econômica do contribuinte mostrase insuficiente para tal fim, até porque não é essa a orientação adotada pela Jurisprudência do CARF. REEMBOLSO DE TAXA FLORESTAL. CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. Não cabe o creditamento dos gastos com reembolso de taxa florestal, porque esta não integra o custo de aquisição, sendo cobrada em função do exercício de atividade econômica relacionada à produção, extração e consumo do produto. REEMBOLSO DE ICMS. DIREITO AO CRÉDITO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. Não há previsão legal para o creditamento de reembolso de Icms. O direito ao crédito restringese ao Icms que integra o custo de aquisição do insumo ou da mercadoria adquirida para revenda (art. 8º, § 3º, II, da IN SRF nº 404/2005). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 90 29 55 /2 01 1- 67 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 LINGOTEIRA. INSUMO. REQUISITOS PARA O CREDITAMENTO NÃO DEMONSTRADOS. A lingoteira, para que possa ser considerada insumo, é necessária a demonstração de que não se trata de bem do ativo imobilizado. Não havendo qualquer laudo técnico ou documento que comprove o prazo de vida útil da lingoteira utilizada ou ainda a periodicidade de realização desses gastos, não cabe o reconhecimento do direito ao crédito. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos de fato e de direito resumidos na ementa a seguir transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/03/2005 COFINS.CRÉDITOS. INSUMOS. No cálculo da Cofins NãoCumulativa somente podem ser computados créditos calculados sobre valores correspondentes a insumos, assim entendidos os bens ou serviços aplicados ou consumidos diretamente na produção ou fabricação de bens e na prestação de serviços. DESPESAS COM MÃO DE OBRA PESSOA FÍSICA. No sistema da não cumulatividade não geram créditos passíveis de desconto da contribuição em exame, as despesas com mão de obra pessoa física, por força da legislação. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13609.902955/201167 Acórdão n.º 3802003.589 S3TE02 Fl. 117 3 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AGENCIAMENTO DE TRANSPORTE. As despesas correspondentes aos serviços de logística e intermediação de exportação não são passíveis de creditamento, por falta de previsão legal para integrar base de cálculo na apuração de créditos nãocumulativos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. O pedido de ressarcimento tem por objeto saldo credor acumulado da contribuição em decorrência de operações de exportação. A DRJ não reconheceu o direito ao crédito relativo a lingoteira, por entender que as aquisições de bens e serviços aplicadas sobre o ativo imobilizado da empresa não geram créditos de PIS/Pasep e Cofins como insumos, em face da vedação do § 4º, alínea “a” do art. 8º da IN SRF nº 404/2004. Também negou o direito ao crédito relativo a supostos reembolsos de ICMS, ao pagamento de taxas florestais, por falta de previsão de creditamento na legislação, bem como de gastos com a aquisição de outros bens e serviços. Neste último caso, por entender que não se enquadram no conceito de insumo, bem como outros gastos com serviços de exportação diversos daqueles previstos no inc. II, alínea “e” do art. 8º da IN SRF nº 404/2004 (armazenagem e frete). O Recorrente, nas razões de fls. 87 e ss., sustenta que o direito ao crédito do PIS/Pasep e da Cofins deve ser irrestrito, abrangendo “qualquer dispêndios necessários a manutenção da atividade econômica do contribuinte”, nos termos do que foi decidido no acórdão relativo ao processo n° 11020.001952/200622. Afirmou ainda que a homologação da compensação não traria prejuízo aos cofres públicos, à medida que o direito ao creditamento seria integral. Requer o provimento do recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn A ciência da decisão recorrida ocorreu em 22/07/2013 (fls. 85), ao passo que o recurso foi protocolizado, por meio postal, em 21/08/2013 (fls. 92), dentro do prazo legal (cf. ADN nº 19/1997, item “a”1). Assim, estando a matéria em debate inserida no âmbito da competência da Terceira Seção de Julgamento e presentes os demais requisitos de admissibilidade, o recurso pode ser conhecido. A amplitude do conceito de insumos, para efeitos de creditamento de PIS/Pasep e de Cofins,vem sendo fonte de inúmeras controvérsias no âmbito do Carf, desde os primeiros julgados do então Segundo Conselho de Contribuintes (acórdãos nº 20312.469 e n° 20312.741,da 3ª C.). Dentre as decisões que versaram sobre a matéria, destacamse, mais 1 “a) será considerada como data da entrega, no exame da tempestividade do pedido, a data da respectiva postagem constante do aviso de recebimento, devendo ser igualmente indicados neste último, nessa hipótese, o destinatário da remessa e o número de protocolo referente ao processo, caso existente;” Fl. 118DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 recentemente, os acórdãos nº 930301.036 (Rel. Henrique Pinheiro Torres), nº 930301.740 (Rel. Nanci Gama), da Câmara Superior de Recursos Fiscais; e, da Terceira Seção, os acórdãos nº 320200.226 (Rel. Gilberto de Castro Moreira Junior), 2ª C./2ª TO; nº 310101.109, 1ª C./1ª TO(Rel. Tarásio Campelo Borges); nº 310201.148, 1ª C./2ª TO (Rel. Luis Marcelo Guerra de Castro); nº 3201000.959, 2ª C./1ª TO (Rel. Daniel Mariz Gudiño); nº 3202000.411, 2ª C./2ª TO; nº 3302001.781, 3ª C./2ª TO (Rel. Desig. Fabiola Cassiano Keramidas); nº 340101.715, 4ª C. /1ª TO (Rel. Odassi Guerzoni Filho); nº 3402001.661, 4ª C./2ª TO (Rel. Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça); nº 3403001.766, 4ª C./3ª TO (Rel. Antonio Carlos Atulim). A partir do exame dos julgados em referência, identificamse três correntes, consoante síntese encontrada em declaração de voto da eminente Conselheira Susy Gomes Hoffmann (cf. acórdão nº 930301.740): [...] em rápida síntese podemos verificar três correntes de entendimento sobre o tema: a) O termo insumo (na verdade bens e serviços, utilizados como insumos...) referido na legislação do PIS e da COFINS deve ser interpretado de acordo com a legislação do IPI. Nesta esteira cito o Acórdão 20312.469 da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (Relator Cons. Odassi Guerzoni Filho), que tem a seguinte ementa: O aproveitamento dos créditos do PIS no regime da não cumulatividade há que obedecer às condições específicas ditadas pelo artigo 3° da Lei n° 10.637, de 2002, c/c o artigo 66 da IN SRF n° 247, de 2002, com as alterações da IN SRF n° 358, de 2003. Incabíveis, pois, créditos originados de gastos com seguros (incêndio, vendaval etc.), material de segurança (óculos, jalecos, protetores auriculares), materiais de uso geral (buchas para máquinas, cadeado, disjuntor, calço para prensa, catraca, correias; cotovelo, cruzetas, reator para lâmpada), peças de reposição de máquinas, amortização de despesas operacionais, conservação e limpeza, e manutenção predial. No caso do insumo "água", cabível a glosa pela ausência de critério fidedigno para a quantificação do valor efetivamente gasto na produção. b) O termo “insumo” indicado na legislação do PIS e da COFINS deve seguir a legislação do IRPJ e neste caso cito o Acórdão n° 320200.226 da Terceira Seção de julgamento do CARF (Relator Cons. Gilberto de Castro Moreira Júnior) que trouxe em parte da sua ementa o seguinte texto: O conceito de insumo dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer custo ou despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ, não devendo ser utilizado o conceito trazido pela legislação do IPI, uma vez que a materialidade de tal tributo é distinta da materialidade das contribuições em apreço. Neste caso os insumos referiamse a serviços efetuados sob encomenda para empresa preponderantemente exportadora, materiais para manutenção de máquinas e equipamentos, energia elétrica, crédito sobre estoques de abertura existentes no momento do ingresso no sistema não cumulativo; e, a atividade da empresa era no setor de fabricação de móveis. c) Os bens e serviços que geram os insumos previstos na legislação do PIS e da COFINS não podem ser assumidos como similares ao da legislação do IPI e, tampouco, estão inseridos nos conceitos de custos ou despesas previstos na legislação do IRPJ. Tais insumos (bens e serviços classificáveis como insumos) devem ser definidos por critérios próprios. A primeira exegese que equipara o conceito de insumo ao da legislação do IPI, restringindoo nos moldes da IN SRF nº 404/2004 já se encontra superada entre as Turmas da Terceira Seção de Julgamento. A segunda, por sua vez, foi afastada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, que, no acórdão nº 930301.740, entendeu ser inviável a equiparação de insumo a todo e qualquer custo ou despesa necessário à atividade da empresa. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13609.902955/201167 Acórdão n.º 3802003.589 S3TE02 Fl. 118 5 Atualmente, a tendência é o acolhimento da interpretação que, sem se restringir às legislações do IPI e do Irpj, busca a construção do conceito de insumo a partir de critérios próprios do PIS/Pasep e da Cofins. Insumo, nessa linha, abrangeria o custo de produção e, dependendo das particularidades do caso concreto, despesas de venda do produto industrializado, notadamente quando incorridas para atender exigências regulatórias indispensáveis ao exercício de determinada atividade econômica ou à comercialização de um produto. Entendese, assim, que o conceito de insumo, ressalvadas as exceções da Lei nº 10.833/2003, compreende o custo de produção, ou seja, os gastos incorridos na produção dos bens que serão comercializados, consoante previsto de forma exemplificativa na legislação do imposto de renda (DecretoLei n. 1.598, de 1977, art. 13, § 1º; Decreto n. 3.000/1999, arts. 290 e 291)2. Essa conclusão, segundo ressalta Ricardo Mariz de Oliveira, decorre do art. 12, § 1º, que trata do crédito relativo ao estoque de abertura dos bens previstos nos incisos I e II do art. 3º, por ocasião da data do início da vigência do regime não cumulativo: “Outro elemento subsidiário está no art. 11 da Lei n. 10.637 e art. 12 da Lei 10.833, que outorgam o direito a um ‘crédito’ de PIS e outro de COFINS sobre os estoques de abertura quando da introdução dos respectivos regimes de ‘não cumulatividade’, dizendo que os mesmos devem ser calculados sobre o ‘valor do estoque’. Ora, no valor do estoque de produtos acabados estão inseridos todos os custos diretos e indiretos de produção, e não apenas os valores das matériasprimas, dos produtos intermediários, dos materiais de embalagem e de outros bens que sofram alteração, de modo que não haveria nenhuma razão sistemática para os ‘créditos’ relativos a insumos adquiridos após a entrada em vigor do sistema ‘não cumulativo’ serem considerados apenas sobre aqueles três tipos de componentes da produção ou outros bens que sofram qualquer alteração”3. O mesmo também foi sustentado por Natanael Martins: “[...] o conceito de insumo pode se ajustar a todo consumo de bens ou serviços que se caracterize como custo segundo a teoria contábil, visto que necessários ao processo fabril ou de prestação de serviços como um todo. É dizer, ‘bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços’, na acepção da lei, referese a todos os dispêndios em bens e serviços relacionados ao processo fabril ou de prestação de serviços, ou seja, insumos seriam aqueles bens e serviços contabilizados como custo de produção, nos termos do art. 290, do Regulamento do Imposto de Renda”4. Feito esse registro, ingressando no exame do caso concreto, entendo que deve ser mantida a decisão recorrida. Isso porque, embora esta tenha adotado o conceito de insumo da IN SRF nº 404/2004, o Recorrente não esclareceu nem tampouco fez prova da relação entre os gastos incorridos e o processo produtivo. Ao invés disso, fundamentou o pedido de revisão 2 SEHN, Solon. PISCofins: não cumulatividade e regimes de incidência. São Paulo: Quartier Latin, 2011, p. 315 e ss. 3 OLIVEIRA, Ricardo Mariz de. Aspectos relacionados à “não cumulatividade” da COFINS e da contribuição ao PIS. In: PEIXOTO, Marcelo Magalhães; FISCHER, Octavio Campos (Coord.) PISCOFINS: questões atuais e polêmicas. São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 4748. 4 MARTINS, Natanael. O conceito de insumos na sistemática nãocumulativa do PIS e da COFINS. In: PEIXOTO, Marcelo Magalhães; FISCHER, Octavio Campos (Coord.) PISCOFINS: questões atuais e polêmicas. São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 207. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 do acórdão da DRJ na suposta natureza irrestrita do conceito de insumo, que abrangeria todos os dispêndios necessários à manutenção da atividade econômica do contribuinte. Ora, como se viu, não é essa a orientação adotada pelo CARF. Na verdade, ainda que fosse, o Recorrente deveria ter feito prova de que os gastos incorridos são efetivamente necessários à manutenção da atividade da empresa. Portanto, pela falta de prova da relação entre o gasto e o processo produtivo, descabe o crédito no tocante aos seguintes itens: peças/manutenção de veículos; peças/manutenção de instalações; peças/manutenção elétrica, gastos com consultorias, material de laboratório, assistência técnica, alimentação, assistência médica e social, treinamento de pessoal, convênio/farmácia, cesta básica, viagens, estadias, estacionamentos; gastos com equipamentos de segurança; gastos com telefone; material de escritório, gastos com bens/ferramentas(alicates, martelos,carrinhos de mão, marretas, correntes, etc), combustíveis e outros gastos não considerados insumos. O mesmo se aplica às despesas com outros serviços de exportação, sobretudo porque o Recorrente, nas razões recursais ou na manifestação de inconformidade, sequer especifica quais seriam os serviços em questão. Tampouco há direito ao crédito de reembolso de Icms. O direito ao crédito da Cofins restringese ao Icms que integra o custo de aquisição do insumo ou da mercadoria adquirida para revenda (art. 8º, § 3º, II, da IN SRF nº 404/2005). Da mesma forma, não cabe o creditamento dos gastos com reembolso de taxa florestal, porque, como destacado na decisão recorrida, esta não integra o custo de aquisição do produto, sendo cobrada em função do “exercício de atividade econômica relacionada à produção, extração e consumo desse tipo de produto”. Por fim, no tocante a lingoteira, para que esta possa ser considerada insumo, é necessária a demonstração de que não se trata de bem do ativo imobilizado. No presente caso, entretanto, o Recorrente não apresentou qualquer laudo técnico ou documento que comprove o prazo de vida útil da lingoteira utilizada ou ainda a periodicidade de realização desses gastos. Portanto, sem essa prova, não há como se reconhecer o direito ao crédito. Votase, assim, pelo conhecimento e desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 121DF CARF MF Impresso em 17/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 17/10/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 10925.900890/2008-49
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Data do fato gerador: 28/04/2000
PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Não há falar em pagamento indevido ou a maior a titulo de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL, relativo a período de apuração do ano-calendário de 2000, quando a lei que concedia o benefício de dedução da da CSLL, a título de 1/3 da COFINS Efetivamente Paga, já se encontrava revogada por expressa disposição legal desde 1º de janeiro de 2000.
Não se constatando nos autos a prova do indébito tributário alegado pela Recorrente impossível se torna a compensação pleiteada.
Numero da decisão: 1802-001.769
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 28/04/2000 PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não há falar em pagamento indevido ou a maior a titulo de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, relativo a período de apuração do anocalendário de 2000, quando a lei que concedia o benefício de dedução da da CSLL, a título de 1/3 da COFINS Efetivamente Paga, já se encontrava revogada por expressa disposição legal desde 1º de janeiro de 2000. Não se constatando nos autos a prova do indébito tributário alegado pela Recorrente impossível se torna a compensação pleiteada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 08 90 /2 00 8- 49 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.87) que a seguir transcrevo: Por meio do Despacho Decisório constante nos autos, foi considerada não homologada a Declaração de Compensação DCOMP transmitida pela interessada, em que figura como crédito pagamento indevido ou a maior. Na fundamentação do referido despacho, consta que: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados 'um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Irresignada com o referido decisório, a contribuinte encaminhou manifestação de inconformidade, na qual alegou, em resumo, o seguinte: que o entendimento não merece prosperar, uma vez que no período de pagamento do referido DARF, a Recorrente poderia ter compensado 1/3 da COFINS devida sobre o faturamento, mês a mês, com a contribuição social sobre o lucro liquido (CSLL); como pagou todos os valores de CSLL, nasceu o direito a postular a compensação em razão dos pagamentos indevidos ou a maior, já que dispunha de créditos de COFINS; assim, como a legislação previa a possibilidade de abater 1/3 da COFINS com a CSLL, foi o que fez a Recorrente; diante disto, não existe óbice a compensação realizada, eis que o DARF apresentado no PER/DCOMP significava tributo pago indevidamente ou a maior; postula pela suspensão do crédito tributário em discussão nos autos; transcreve o art. 8° da Lei n° 9.718/98, (fls. 03/04) e decisões judiciais que referendam a possibilidade da compensação, "[...] já que no período a Recorrente mantinha 1/3 de crédito sobre a COFINS, que poderia ter sido compensado com a CSLL, no entanto, como acabou pagando todo o valor da CSLL naquele período, ao perceber, requereu a compensação da CSLL paga, limitada ao crédito de 1/3 da COFINS no mesmo período." caso não seja este o entendimento desta Delegacia de Julgamento, que seja "[...] aplicado aos valores declarados nas declarações de compensações somente a incidência da atualização monetária, excluindose qualquer outra penalidade (juros de mora, Multa Isolada, Multa), nos termos do art. 63 e seguintes, da Lei n° 9.430/96." Fl. 129DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.900890/200849 Acórdão n.º 1802001.769 S1TE02 Fl. 3 3 A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (Florianópolis/SC) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 0725.024, de 29 de junho de 2011 (fls.86/88). O contribuinte cientificado da mencionada decisão em 04/08/2011 (ciência pessoal, fl.96), interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, protocolizado em 02/09/2011. As razões aduzidas na peça recursal são, no essencial, as mesmas apresentadas na impugnação, acima relatadas, portanto, desnecessário repetilas. Finalmente requer: a) Seja recebido e processado o Recurso Voluntário para julgar insubsistente o processo administrativo n°. 10.925.900.890/200849; b) Seja homologada a declaração de compensação realizada pela recorrente em todo período transcrito no processo administrativo, por ser direito previsto na Lei 9.718/98; c) Caso não seja acatado o pedido de insubsistência acima pleiteado no item "a", por não ser este o entendimento desta Seção de Julgamento, requer seja aplicado aos valores declarados nas declarações de compensações somente a incidência da atualização monetária, excluindose qualquer outra penalidade juros de mora, Multa Isolada, Multa), nos termos do art.63 e seguintes, da Lei 9.430/96; d) Seja os créditos aqui discutidos nos termos do inciso III, do Art.151, do Código tributário Nacional e §11°, art.74, da Lei 9.430/96, considerado com exigibilidade suspensa; e) Por fim, requerse a análise através do próprio banco de dados da Receita Federal do Brasil, das DIPJs entregues pela notificada nos períodos de 1999 e 2000, por ter se passado mais de cinco anos da data de entrega de tais declarações, a notificada não possui mais a mencionada documentação. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, dele conheço. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 20628.18690.281004.1.3.041036 (fl.15), transmitido em 28/10/2004, em que a contribuinte pretende compensar débito com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de CSLL (DARF: código – 2372, Período de Apuração: 31/03/2000, Data de Arrecadação: 28/04/2000, Valor: R$ 2.130,53). Conforme o despacho decisório de fl.11, emitido em 09/05/2008 não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, não homologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sede de primeira instância, a manifestação de inconformidade apresentada em 17/06/2008(fls.01/10), foi julgada improcedente mediante o Acórdão nº 07 25.024, de 29 de junho de 2011 (fls.86/88) mantendo o despacho decisório que não homologou a compensação porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. A Recorrente alega que tal entendimento não merece prosperar porque o DARF informado tem origem em pagamento indevido ou a maior, pois à época de seu pagamento havia benefício expresso em lei que lhe garantia a utilização de 1/3 da Cofins com a CSLL apurada no trimestre. O art. 8° da Lei n° 9.718, de 1998, permitia ao contribuinte compensar, com a CSLL, um terço da COFINS devida sobre o faturamento, vejamos: Art. 8° Fica elevada para três por cento a alíquota da COF1NS. § 1° A pessoa jurídica poderá compensar, com a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL devida em cada período de apuração trimestral ou anual, até um terço da COFINS efetivamente paga, calculada de conformidade com este artigo. § 2° A compensação referida no § 1°: I somente será admitida em relação à COFINS correspondente a mês compreendido no período de apuração da CSLL a ser compensada, limitada ao valor desta; II no caso de pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real anual, poderá ser efetuada com a CSLL determinada na forma dos arts. 28 a 30 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. § 3° Da aplicação do disposto neste artigo, não decorrerá, em nenhuma hipótese, saldo de COF1NS ou CSLL a restituir ou a compensar com o devido em períodos de apuração subseqüentes. § 4° A parcela da COF1NS compensada na forma deste artigo não será dedutível para fins de determinação do lucro real. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.900890/200849 Acórdão n.º 1802001.769 S1TE02 Fl. 4 5 Ressaltese que a possibilidade da pretendida compensação alcançava valores pagos de COFINS até o ano de 1999, com débitos de CSLL daquele mesmo ano (Lei n° 9.718/98, art. 8°, § 2°, inciso I), haja vista que o dispositivo legal citado pela Recorrente foi revogado a partir de 01 de janeiro de 2000. Após sucessivas reedições da Medida Provisória originalmente editada, a revogação encontrase no art. 93 da Medida Provisória n° 2.15835, de 24 de agosto de 2001, a seguir: Art. 93. Ficam revogados: ... III a partir de 1º de janeiro de 2000, os §§ 1° a 4° do art. 8° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998; ... A questão dos autos remetese a período de apuração do ano calendário de 2000, portanto, o beneficio invocado pela contribuinte não pode alcançar período de apuração do ano calendário de 2000, nos moldes em que pretendido. Como se vê, na DIPJ/2001, Ficha 18A – Cálculo da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL (fls.51/52) não há sequer menção à dedução de “um terço da COFINS devida sobre o faturamento”. Assim, não há falar em pagamento indevido ou a maior a titulo de Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, relativo a período de apuração do ano calendário de 2000, quando a lei que concedia o benefício de dedução da CSLL, a título de 1/3 da COFINS Efetivamente Paga, já se encontrava revogada por expressa disposição legal desde 1º de janeiro de 2000. Com efeito, não se constatando nos autos a prova do indébito tributário alegado pela Recorrente impossível se torna a compensação pleiteada. A Recorrente pede a suspensão da exigibilidade dos créditos, objeto do PERDCOMP, nos termos do inciso III, do Art.151, do Código tributário Nacional e §11°, art.74, da Lei 9.430/96. Registrese que, o recurso voluntário interposto no processo que trata de PER/DCOMP indeferido segue o rito processual do Decreto n° 70.235, de 1972, conforme determinado no § 11 do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, de sorte que, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário indevidamente compensado, enquadrase no disposto no inciso III do art. 151 do CTN. A Recorrente requer que, caso seja negada a compensação pleiteada, seja aplicado ao débito declarado no PER/DCOMP somente a incidência da atualização monetária, excluindose qualquer outra penalidade juros de mora, Multa Isolada, Multa, nos termos do art.63 e seguintes, da Lei 9.430/96. Sobre os débitos, temse como esclarecedora a decisão recorrida que tratou o assunto nos seguintes termos: Fl. 132DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Já com relação à alegação final de que não seja acrescida qualquer penalidade aos valores declarados no PER/DCOMP, de se dizer apenas que os acréscimos moratórios (juros e multa) são legalmente previstos, não havendo como afastálos se os débitos não foram pagos/compensados em suas datas de vencimento. Nesse sentido, assim dispõe o vigente art. 61 da Lei n° 9.430, de 1996: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1° A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2° 0 percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3° Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. Desse modo, os débitos tributários não pagos devem ser exigidos pela autoridade administrativa com os acréscimos legais previstos na legislação tributária. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/ 07/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13896.001996/2007-60
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.366
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Antonio Carlos Atulim- Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Ortiz Tranchesi e Raquel Motta Brandão Minatel.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Ortiz Tranchesi e Raquel Motta Brandão Minatel. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em razão da decisão contida no Acórdão recorrido ter mantido o indeferimento relativo ao pedido de ressarcimento e compensação de crédito presumido de IPI referente ao terceiro trimestre de 2003. Insurgência ficou no campo da DA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL, NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO e CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Para melhor compreensão da matéria declinada no recurso, transcrevo o relatório da decisão recorrida. “Relatório. A interessada transmitiu, em 28/10/2005, a PER/DCOMP eletrônica principal de fls. 7 em diante, tendo como direito creditório o crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata a Lei n° 9.363, de 1996, no montante de R$ 1.537.892,33, respeitante ao 3° trimestrecalendário de 2003. Em 19/03/2008, foi exarado, rio âmbito da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Barueri, SP, Despacho Decisório com a RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .0 01 99 6/ 20 07 -6 0 Fl. 550DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 13896.001996/200760 Resolução nº 3403000.366 S3C4T3 Fl. 6 2 aprovação do Parecer SEORT/DRF/BRE n° 113/2008 (fls. 412/416), em que fora indeferido plenamente o pleito (nãoreconhecimento do direito creditório e nãohomologação das compensações). Posteriormente, em revisão de oficio, em novo Despacho Decisório de 25/04/2008 da mesma DRFB, foi aprovado o Parecer SEORT/DRF/BRE n° 149/2008 (fls. 451/455) elaborado à luz do termo de informação fiscal de fls. 321/323, com o indeferimento total do pedido de ressarcimento no valor de R$ 1.537.892,33 e a não homologação das compensações, além do registro de que a contribuinte atendeu intimação e efetuou o estorno do crédito presumido na escrita fiscal. Consoante o relatório fiscal (fls. 321/323) que norteou a precitada decisão administrativa, foram efetuados os seguintes ajustes/glosas: a) utilização da receita operacional bruta informada na DIPJ do ano calendário de 2003, com a exclusão das vendas canceladas, devoluções de vendas e descontos incondicionais informados; b) exclusão dos valores de devolução de vendas ao exterior (CFOP 3.201) do montante de exportações diretas, conforme fl. 323. Com os ajustes, considerados os pedidos de ressarcimento de trimestres anteriores do ano em questão, resultou o saldo negativo de R$ 30.491,25. Além disso, foi constatada a falta de estorno do crédito presumido apurado pela requerente do período em tela na escrita fiscal (situação modificada posteriormente com o atendimento de intimação e estorno na escrita fiscal, o que deu azo à prolação de novo Despacho Decisório com a revisão de oficio). Insatisfeita com a decisão administrativa de cujo teor teve ciência em 25/04/2008, conforme termo de ciência de fl. 455, a interessada ofereceu, em 27/05/2008, a manifestação de inconformidade de fls. 457/468, subscrita pelos patronos da pessoa jurídica, qualificados no instrumento legal de fls. 475/477, em que aduz, em síntese, que o posicionamento esposado no despacho decisório representa manifesto cerceamento do direito de defesa; não foram analisados outros créditos não vinculados ao trimestre em questão, tratandose de créditos presumidos efetivamente acumulados, em detrimento do princípio da verdade material; ao adotar formalismo exacerbado, não foram examinados documentos acostados, e, por isso, o despacho decisório, passível de anulação, deve ser reformado com a devolução dos autos para as verificações necessárias; o despacho decisório é inconsistente e não apresentam de forma individualizada os motivos de indeferimento do pleito, o que implica violação do princípio da ampla defesa; são especificados quesitos a ser respondidos durante diligência a ser realizada pela autoridade fiscal e indicado assistente técnico para responder tais quesitos; por fim, requer que seja provida a manifestação de inconformidade por todos os motivos acima especificados. Em 25/07/2008, foi efetuada a reratificação do Despacho Decisório anterior, sendo aprovado o Parecer SEORT/DRF/BRE n° 293/2008 (fls. 480/483), sema a modificação de valores, mas somente de número de PER/DCOMP”. É o relatório. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 13896.001996/200760 Resolução nº 3403000.366 S3C4T3 Fl. 7 3 Voto A matéria controvertida neste caderno administrativo se refere à ausência da motivação da negativa do crédito. Ao examinar o “Despacho decisório”, como resta consignado no relatório da decisão hostilizada, consta que o norteamento decorreu de “ajustes/glosas” efetuadas pela fiscalização na receita operacional bruta informada na DIPJ do anocalendário de 2003. Também extraí informação de que a contribuinte atendeu às solicitações da fiscalização, entre essas apresentou cópias dos livros contábeis, fiscais e retificações das DIPJ. Torna importante observar o motivo declinado no parecer fiscal de fls. 322/323, que transcrevo, contudo, sem as tabelas nele incluídas: “Os valores mensais integrantes da ROB, utilizados no DCP apresentado pela requerente, não correspondem àqueles informados na DIPJ do anocalendário 2003, nas fichas de apuração da base de cálculo do PIS e da COFINS. Assim sendo, foram considerados os dados constantes da DIPJ, somandose os valores das vendas no mercado interno e externo e excluindose as vendas canceladas e as devoluções de vendas, conforme demonstrado abaixo. (Observese que os dados relativos ao primeiro trimestre de 2003, necessários à elaboração do DCP, são aqueles retificados pela fiscalização quando da análise do processo administrativo n° 13896.001997/200712. Para o segundo trimestre, o valor considerado é o constante do processo n° 13896.001999/200701). Os montantes mensais de RE foram obtidos pela soma dos valores das notas fiscais fornecidos pela requerente em arquivo magnético, relativos aos códigos de operação — CFOP 7.101, excluídos os valores dos códigos 3.201, conforme resumido abaixo: Demonstrativo de Crédito Presumido — DCP: Notese que, no recálculo dos valores do DCP apresentado, foram considerados os pedidos de ressarcimento já formulados pela requerente, tendo em vista que, para fins daquele demonstrativo, deve ser informado o valor do crédito presumido relativo aos pedidos de ressarcimento solicitados, acumulado desde o início do anocalendário até o mês anterior ao da apuração, mesmo que ainda não autorizados. Cabe salientar que o valor considerado a esse título para o primeiro trimestre de 2003 foi aquele retificado pela fiscalização feita concomitantemente a esta, conforme observado acima, ou seja: R$ 294.766,04 (processo n° 13896.001997/200712. Para o segundo trimestre, o valor considerado é o constante do processo n° 13896.001999/200701). Conclusão: À vista da presente análise, é de se concluir que o processo se encontra suficientemente instruído e que o pedido de ressarcimento está, no mérito, amparado pela legislação de regência. Entretanto, a retificação do DCP apresentado, adotados os valores de ROB e de RE recalculados da forma acima exposta e consideradas as exclusões dos Fl. 552DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 13896.001996/200760 Resolução nº 3403000.366 S3C4T3 Fl. 8 4 valores requeridos anteriormente, teve o resultado abaixo (saldo negativo): Valor requerido: R$ 1.537.892,33 Valor recalculado (v. DCP retificado): R$ (30.491,25) Cabe mencionar, ainda, o não atendimento, pela pessoa jurídica requerente, do requisito relativo ao estorno do crédito requerido em sua escrituração contábil, e o comando legal pelo qual as normas reguladoras da concessão de benefícios fiscais devem ter interpretação restritiva. De todo o exposto, propomos o indeferimento total do valor solicitado e o encaminhamento deste processo ao SEORT desta Delegacia para prosseguimento”. De modo que, para fiscalização o resultado negativo do saldo decorre do ajuste e glosa procedida na receita operacional, acatado pelo julgador de piso para manter o indeferimento em razão de não estar condizente com os valores declarados na DIPJ. Tenho que esse é ponto incompreensível do despacho, segundo consta o valor da receita admitida pela fiscalização é aquela encontrada pelo somatório das notas fiscais extraído do arquivo magnético fornecido pela contribuinte. Assim, permite presumir que os valores mensais das receitas extraídos das notas fiscais são inferiores a informação da DIPJ. Faz nascer assim um fato no mínimo curioso, a fiscalização passa a sustentar que o contribuinte informou uma receita além da real em sua DIPJ, motivo pelo qual de acordo com a interpretação que pode ser dada é de que o ajuste procedido teria sido para amoldar a realidade em razão do somatório das notas fiscais. Somatório que só a fiscalização conhece, pois os dois demonstrativos colados ao parecer a meu sentir não possui o condão de tornar válida afirmativa de que a receita registrada em DIPJ não condiz com a verdade. A divergência cresce quando afirma: “Cabe salientar que o valor considerado a esse título para o primeiro trimestre de 2003 foi aquele retificado pela fiscalização feita concomitantemente a esta, conforme observado acima, ou seja: R$ 294.766,04 (processo n° 13896.001997/200712. Para o segundo trimestre, o valor considerado é o constante do processo n° 13896.001999/200701)”. Esse processado (13896001996/200760) versa quanto ao 3º trimestre de 2003, o que torna enigmático. Se o saldo do primeiro e do segundo trimestre influi na determinação do terceiro, impõe trazer minudências com o objetivo de se fazer aberto, acessível, inteligível o raciocínio levado efeito pela fiscalização no sentido de determinar a diferenças por ela detectadas. Ao contrário do que sustenta a decisão recorrida, de que cabe ao contribuinte fazer prova do alegado, o ônus é da fiscalização sobre pena de viciar o ato administrativo e tornar o crédito tributário incerto. A obrigação de demonstrar a lisura é da autoridade fiscal. De modo que, a meu ver, há inconsistência no ato que levou a negativa da existência do crédito pela maneira confusa com que se deu o despacho, que influiu sobremaneira a elaboração das razões de defesa. Fl. 553DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 13896.001996/200760 Resolução nº 3403000.366 S3C4T3 Fl. 9 5 Com essas conclusões vislumbrase a necessidade e o direito da parte em ver realizada perícia com o objetivo de apurar a verdade real, motivo pelo qual voto no sentido de transformar o julgamento em diligência para que seja apurado: o valor exato das receitas, segregando aquelas relativas à exportação, demonstração dos saldos relativamente ao primeiro e segundo trimestre de 2003. Intimese a recorrente para acompanhar as diligências e apresentar por meio do perito indicado o parecer. Concluída, abra vista a contribuinte, querendo, manifestar no prazo de 30 (trinta) dias, após suba os autos para conhecimento desse Colegiado. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 554DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por DOMINGOS DE SA FILHO
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Numero do processo: 10860.905018/2009-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2006 a 31/05/2006
PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. DESCUMPRIMENTO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. CABIMENTO.
No âmbito do procedimento de compensação, o ônus da prova do indébito tributário recai sobre o declarante que, se não exercido ou exercido inadequadamente, implica não homologação da compensação declarada, por ausência de comprovação do crédito utilizado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-001.907
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2006 a 31/05/2006 PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. DESCUMPRIMENTO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. CABIMENTO. No âmbito do procedimento de compensação, o ônus da prova do indébito tributário recai sobre o declarante que, se não exercido ou exercido inadequadamente, implica não homologação da compensação declarada, por ausência de comprovação do crédito utilizado. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2006 a 31/05/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. CABIMENTO. A não comprovação da existência do crédito utilizado na compensação constitui motivo suficiente para a não homologação do respectivo procedimento compensatório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2006 a 31/05/2006 PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. DESCUMPRIMENTO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. CABIMENTO. No âmbito do procedimento de compensação, o ônus da prova do indébito tributário recai sobre o declarante que, se não exercido ou exercido inadequadamente, implica não homologação da compensação declarada, por ausência de comprovação do crédito utilizado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 90 50 18 /2 00 9- 70 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 2 Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Helder Massaaki Kanamaru, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Relatório Tratase de Declaração de Compensação (DComp) eletrônica, transmitida em 15/2/2008, em que informada a compensação da parcela indevida do pagamento da Cofins do mês de maio de 2006, no valor de R$ 31.530,00, com débito da Cofins do mês de janeiro de 2008. Por intermédio do Despacho Decisório eletrônico de fl. 7, em razão da inexistência de crédito disponível, a compensação não foi homologada, sob o argumento de que, embora localizado na base dados, o pagamento informado havia sido integralmente utilizado na quitação do débito da Cofins do mês de maio de 2006, no valor de R$ 80.293,30. Em sede de manifestação de inconformidade, a contribuinte alegou que: a) o direito creditório compensado referiase ao pagamento maior que o devido da Cofins, calculada sobre o valor do ICMS, que não integrava a base de cálculo da referida Contribuição, pois não se representava faturamento, mas mero ingresso financeiro, repassado ao Fisco Estadual; e b) a matéria encontravase em regime de repercussão geral no STF, aguardando o julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) nº 18. Sobreveio a decisão de primeira instância, em que, por unanimidade de votos, a 8ª Turma de Julgamento da DRJ em Capinas/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por falta de comprovação do crédito compensado, com base nos seguintes argumentos: a) estava correto o despacho decisório que não homologara a compensação declarada pelo contribuinte, por insuficiência de crédito; b) o reconhecimento do direito creditório aproveitado em DComp não homologada necessitava da prova de sua existência e do montante, o que não feito pela manifestante, que não carreara aos autos o conjunto probatório que possibilitasse a verificação da existência do alegado pagamento indevido ou a maior que o devido; c) as autoridades administrativas eram incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade da legislação tributária vigente no País; e d) o valor do ICMS integrava a base de cálculo da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep, portanto, era inexistente o direito creditório compensado. Em 23/7/2012, a recorrente foi cientificada da referida decisão. Em 20/8/2012, apresentou o Recurso Voluntário de fls. 62/70, no qual reafirmou os argumentos de defesa suscitados na fase de manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Fl. 91DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 10860.905018/200970 Acórdão n.º 3102001.907 S3C1T2 Fl. 21 3 Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. A controvérsia cingese à comprovação do direito creditório utilizado na DComp de fls. 2/6. A recorrente alegou que crédito compensado era proveniente do pagamento maior que do devido da Cofins do mês de maio de 2006, calculada sobre o valor do ICMS incluído na base de cálculo da referida Contribuição, porém, não apresentou nenhum documento fiscal ou contábil que comprovasse a tal alegação. No âmbito do procedimento de compensação, realizado pelo contribuinte, este tem o ônus de provar que o crédito utilizado atende os requisitos da certeza e liquidez, conforme exige o art. 170 do CTN, e que, na data da entrega da referida Declaração, o crédito era passível de restituição ou ressarcimento, nos termos do caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Nesse sentido, quando originário de pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, além do cumprimento dos requisitos formais determinados na legislação específica, o contribuinte deve comprovar, com documentação adequada, que o alegado indébito é decorrente de alguma das causas especificadas nos incisos I a III do art. 165 do CTN. Em conformidade os referidos preceitos legais, determina o inciso III do art. 161 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), combinado com o § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, que, desde a fase de manifestação de inconformidade, a recorrente tinha o ônus/dever de provar o alegado indébito, mediante apresentação de documentação contábil e fiscal adequada, e assim refutar o fato da inexistência do crédito suscitado na decisão não homologatória da compensação e comprovado nos autos. Segundo a recorrente, a origem do crédito utilizado teve origem no suposto pagamento a maior que o devido da Cofins, que prescinde de comprovação com documentos contábeis e fiscais adequados, previstos na legislação tributária, o que não ocorreu no caso em tela. Não se pode olvidar, ademais, que, em conformidade com o disposto no art. 333 do Código de Processo Civil (CPC), que se aplica subsidiariamente ao processo administrativo fiscal, a prova compete a quem alega o direito reivindicado, por conseguinte, quando o fato é alegado pelo contribuinte, caso do crédito tributário utilizado na compensação de em apreço, a ele compete provar o alegado, com prova adequada. Na ausência de comprovação do fato alegado, consequentemente, a análise da questão jurídica suscitada pela recorrente, atinente à exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins fica prejudicada. 1 "Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; [...]" Fl. 92DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 4 Dessa forma, demonstrada a falta de comprovação da existência do crédito utilizado na compensação em apreço, condição suficiente para o deslinde da contenda, em decorrência, deve ser mantida a não homologação da compensação em apreço. Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 93DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 16 /07/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10814.009538/2005-81
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 11/09/2003
REGIME AUTOMOTIVO. LEI Nº 10.182/2001. DIREITO À REDUÇÃO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REQUISITO. REGULARIDADE FISCAL. APRESENTAÇÃO DE CND EM CADA OPERAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. LEGALIDADE.
O benefício fiscal previsto no art. 5º da Lei nº 10.182/2001 pressupõe não
apenas a habilitação específica no Sistema Integrado de Comércio Exterior
(Siscomex) como também a prova de regularidade fiscal em cada operação de
importação realizada. Precedentes da Turma.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-000.978
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 11/09/2003 REGIME AUTOMOTIVO. LEI Nº 10.182/2001. DIREITO À REDUÇÃO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REQUISITO. REGULARIDADE FISCAL. APRESENTAÇÃO DE CND EM CADA OPERAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. LEGALIDADE. O benefício fiscal previsto no art. 5º da Lei nº 10.182/2001 pressupõe não apenas a habilitação específica no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) como também a prova de regularidade fiscal em cada operação de importação realizada. Precedentes da Turma. Recurso Voluntário Negado. Crédito Creditório Não Reconhecido.
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LEI Nº 10.182/2001. DIREITO À REDUÇÃO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REQUISITO. REGULARIDADE FISCAL. APRESENTAÇÃO DE CND EM CADA OPERAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. LEGALIDADE. O benefício fiscal previsto no art. 5º da Lei nº 10.182/2001 pressupõe não apenas a habilitação específica no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) como também a prova de regularidade fiscal em cada operação de importação realizada. Precedentes da Turma. Recurso Voluntário Negado. Crédito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) REGIS XAVIER DE HOLANDA Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. EDITADO EM: 19/05/2012 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Tatiana Midori Migiyama, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo II/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:11/09/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO A MAIOR POR NÃO UTILIZAÇÃO DA REDUÇÃO PREVISTA NA LEI 10.182/2001 (REGIME AUTOMOTIVO). NÃO RECONHECIDO O DIREITO CREDITÕRIO TENDO EM VISTA A NÃO COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE QUANTO AOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS A ÉPOCA DO FATO GERADOR. COMPENSAÇÃO VINCULADA AO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, não cabe a restituição do mesmo ao sujeito passivo. Também não cabe compensar débitos oriundos de tributos diversos com direito credit6rio nãoreconhecido, o que implica na não homologação do pleito de compensação. APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO / REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal de caráter subjetivo (vinculado à qualidade do importador) ou misto (vinculado tanto à qualidade e destinação da mercadoria quanto qualidade do importador), relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa fisica ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais, sendo cabível o disposto no artigo 60 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O Recorrente apresentou pedido de restituição de Imposto de Importação (II) supostamente pago à maior em decorrência da não aplicação do benefício fiscal do regime automotivo (que, nos termos do art. 5º da Lei nº 10.182/2001, reduz o imposto “na importação Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10814.009538/200581 Acórdão n.º 380200.978 S3TE02 Fl. 168 3 de partes, peças, componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semiacabados, e pneumáticos”, destinados ao processo produtivo de empresas relacionadas no § 1º). O acórdão recorrido manteve o despacho decisório, por entender que, sem a apresentação de certidão negativa de débitos de tributos federais (CND) em cada despacho aduaneiro, o benefício da Lei nº 10.182/2011 não seria aplicável. Logo, diante da recusa do recorrente em apresentar a prova de regularidade fiscal no despacho de importação, a restituição seria indevida. A Recorrente, nas razões de fls. 116/131, alega, em síntese, ter direito adquirido ao benefício fiscal da Lei nº 10.182/2001, bem como a ilegalidade da exigência de CND a cada operação de importação. Apresenta precedente do Superior Tribunal de Justiça, julgado na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, bem como Parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (Parecer PGFN nº 492/2010), reconhecendo a ilegalidade da exigência de regularidade fiscal. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn A interessada teve ciência da decisão no dia 17/02/2010 (fls. 112), interpondo recurso tempestivo em 15/03/2010 (fls. 116). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. O presente recurso trata de matéria com entendimento consolidado pela Turma em diversos julgados envolvendo o mesmo Recorrente. Destacase, nesse sentido, o Recurso Voluntário (Atual/Original): nº 344.301/144.301, relatado pelo eminente Conselheiro Regis Xavier Holanda: Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 16/10/2000 REGIME AUTOMOTIVO. DIREITO À REDUÇÃO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. REQUISITOS. INTERPRETAÇÃO LITERAL. DILIGÊNCIA PRESCINDÍVEL. 1. O direito de desfrutar o benefício previsto na Lei no 10.182/2001 passa por duas etapas distintas: a habilitação específica no Sistema Integrado de Comércio Exterior SISCOMEX e a concessão, propriamente dita, do benefício da redução do imposto de importação. 2. Para cada importação realizada deve ser aferido o cumprimento das condições e requisitos necessários à fruição do benefício de redução do imposto de importação, incluindose aí a comprovação da regularidade fiscal e a confirmação da Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 adequação da mercadoria importada à destinação prevista em lei. 3. A legislação que disponha sobre isenção ou redução deve ser interpretada literalmente. 4. As diligências consideradas prescindíveis devem ser indeferidas. Recurso Voluntário Negado.”(Carf. 2ª TE. 3ª S. Processo nº 11128.005815/200588. Rel. Conselheiro Regis Xavier Holanda. Sessão de 01/02/2010) Acompanhase a referida interpretação, uma vez que, nos termos do art. 60 da Lei nº 9.069/1995, o reconhecimento de qualquer benefício fiscal está condicionada à comprovação da regularidade fiscal do interessado: Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. O reconhecimento da isenção, por outro lado, deve ser efetivado em cada caso concreto pela autoridade aduaneira, nos termos do art. 121 do Regulamento Aduaneiro RA/2009 (Decreto nº 6.759/2009), do art. 120 do RA/2002 (Decreto nº 4.543/2002) e art. 134 do RA/1985 (Decreto nº 91.030/1985): Art. 121. O reconhecimento da isenção ou da redução do imposto será efetivado, em cada caso, pela autoridade aduaneira, com base em requerimento no qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou em contrato para sua concessão (Lei no 5.172, de 1966, art. 179, caput). Art. 123. As disposições desta Seção aplicamse, no que couber, a toda importação beneficiada com isenção ou com redução do imposto, salvo expressa disposição de lei em contrário. Tais dispositivos alinhamse ao disposto no art. 179 do Código Tributário Nacional e ao art. 195, § 3º, da Constituição Federal, que assim estabelecem: Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. Art. 195. [...] § 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios Por fim, o Parecer PGFN nº 492/2010 e o precedente do STJ (Recurso Especial nº 1.041.237/SP. DJ 19/11/2009), invocados nas razões recursais, não se aplicam ao caso em exame, uma vez que se referem especificamente ao regime especial de drawback. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10814.009538/200581 Acórdão n.º 380200.978 S3TE02 Fl. 169 5 Votase, assim, pelo conhecimento e pelo desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 171DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/05/2012 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 13746.002092/2008-56
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. LEI 8.852/1994. AUSÊNCIA DE OUTORGA DE ISENÇÃO. INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF Nº 68.
A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2802-002.382
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Melo.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
1.0 = *:*
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score : 1.0
Numero do processo: 10120.004196/2010-89
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO.DESCONSIDERAÇÃO DA CONTABILIDADE. AFERIÇÃO INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE .
A desconsideração da contabilidade é ato excepcional que, seguido da apresentação de provas robustas deve ser avaliado de forma contextual com foco na gravidade da irregularidade verificada em ação fiscal. Erros e omissões localizados, não sistemáticos, que não a prejudiquem o conjunto e não se afigurem fraudulentos bem como inadimplementos passíveis da constituição do crédito de forma direta, não ensejam atitude radical de descaracterização da contabilidade.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.639
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, determinando a NULIDADE do lançamento em razão da presença de VÍCIO MATERIAL "AB INITIO". Vencido o conselheiro Leôncio Nobre de Medeiros que votou pela procedência do lançamento.
Carlos Alberto Mees Stringari-Presidente
Ivacir Júlio de Souza-Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Leôncio Nobre de Medeiros, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO.DESCONSIDERAÇÃO DA CONTABILIDADE. AFERIÇÃO INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE . A desconsideração da contabilidade é ato excepcional que, seguido da apresentação de provas robustas deve ser avaliado de forma contextual com foco na gravidade da irregularidade verificada em ação fiscal. Erros e omissões localizados, não sistemáticos, que não a prejudiquem o conjunto e não se afigurem fraudulentos bem como inadimplementos passíveis da constituição do crédito de forma direta, não ensejam atitude radical de descaracterização da contabilidade. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, determinando a NULIDADE do lançamento em razão da presença de VÍCIO MATERIAL "AB INITIO". Vencido o conselheiro Leôncio Nobre de Medeiros que votou pela procedência do lançamento. Carlos Alberto Mees Stringari-Presidente Ivacir Júlio de Souza-Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Leôncio Nobre de Medeiros, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos
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AFERIÇÃO INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE . A desconsideração da contabilidade é ato excepcional que, seguido da apresentação de provas robustas deve ser avaliado de forma contextual com foco na gravidade da irregularidade verificada em ação fiscal. Erros e omissões localizados, não sistemáticos, que não a prejudiquem o conjunto e não se afigurem fraudulentos bem como inadimplementos passíveis da constituição do crédito de forma direta, não ensejam atitude radical de descaracterização da contabilidade. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, determinando a NULIDADE do lançamento em razão da presença de VÍCIO MATERIAL "AB INITIO". Vencido o conselheiro Leôncio Nobre de Medeiros que votou pela procedência do lançamento. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 41 96 /2 01 0- 89 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Leôncio Nobre de Medeiros, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos Fl. 121DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório A instância “ ad quod ” produziu o Relatório abaixo que li, compulsei com os autos e o transcrevi na íntegra com grifos de minha autoria: “ Tratase de AutodeInfração (AI) DEBCAD nº 37.267.4178 por meio do qual se exige do contribuinte acima identificado a importância de R$ 205.184,21 (duzentos e cinco mil, cento e oitenta e quatro reais e vinte e um centavos), consolidado em 20/05/2010. Foram lançadas contribuições devidas à previdência social correspondentes à parte dos segurados EMPREGADOS, apuradas por aferição indireta do valor da mãodeobra na execução das obras de construção civil, matrículas CEI nº 50.015.86504/77 e 50.020.11305/72, ), tudo conforme legislação constante do relatório Fundamentos Legais do Débito (fls. 06/07) e do Relatório Fiscal (fls. 10/22). A fiscalização informa que, quando da solicitação de Certidão Negativa de Débito – CND relativa às obras em referência e regularização das mesmas, foi efetuado pelo Centro de Atendimento ao Contribuinte – CAC apenas simulação dos cálculos por meio do sistema DISOWEB, razão pela qual a auditoria fiscal ao registrar o cálculo, em virtude inclusive de haver constatado dados não informados anteriormente, adotou para levantamento do débito, a última competência fiscalizada e verificada como término das obras na contabilidade da empresa, conforme levantamento código “AF – aferição indireta do salário de contribuição com base na tabela CUB”, no Discriminativo de Débito – DD, sendo que para a matrícula CEI 50.015.86504/77 – OBRA RESIDENCIAL VARANDA DOS BURITIS CONDOMÍNIO CLUBE (PERÍODO 12/2004 A 12/2008), foi considerada a competência 12/2008 e para a matrícula CEI 50.020.11305/72 – OBRA PORTAL SHOPPING (PERÍODO 03/2005 a 11/2007), a competência 11/2007. De acordo com o Relatório Fiscal (RF), a empresa notificada é optante pelo regime tributário do lucro presumido oferecido pela legislação federal do Imposto de Renda. Esta opção desobriga o contribuinte da escrituração contábil regular e apuração do lucro real. Entretanto, a empresa optou por apresentar os livros contábeis, com a finalidade de atender a fiscalização relativa às contribuições previdenciárias. A fiscalização informa haver constatado diversas irregularidades no lançamento contábil relativo aos custos com a mãodeobra, como divergências entre os valores lançados na contabilidade e os declarados na Guia de Recolhimento ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, sendo justificada a divergência pela Fl. 122DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 empresa sob o argumento de que ocorreram diversos lançamentos em títulos impróprios como verbas indenizatórias de rescisões contabilizadas como salários e ordenados, abono pecuniário lançado como férias e férias proporcionais e vencidas, lançadas em conta referente a férias regulares, demonstrando que a empresa não contabiliza os fatos geradores em títulos próprios, lançando em uma única conta rubricas que são fato gerador de contribuição previdenciária, juntamente com outros que não são. A fiscalização também verificou divergências quanto ao período de execução da obra Portal Shopping informado na contabilidade e o período informado na Declaração e Informação sobre Obra DISO e na GFIP, sendo constatados lançamentos referentes a custo de mãodeobra e aquisição de material em período diverso do informado em DISO e GFIP (fl 12 do RF). Também foram encontrados diversos documentos registrados indevidamente no centro de custo das obras fiscalizadas, tais como notas fiscais de serviço e de aquisição de material, com endereço para entrega em locais diversos dos locais das obras. Além disso, diversos documentos solicitados pela fiscalização não foram apresentados. A fiscalização destaca o fato de que a nota fiscal de serviço nº 5246, lançada na contabilidade no centro de custo da obra Portal Shopping, conta 5.1.2.01.12.001 – Material aplicado, tendo como usuária do serviço prestado a empresa Elmo Engenharia Ltda, CNPJ 02.500.304/000143,sendo o endereço do tomador do serviço diverso do endereço da obra. As diversas situações relatadas, segundo a fiscalização, demonstraram que a contabilidade da empresa registra informação diversa da realidade e comprova que a escrituração contábil não reflete a real situação dos negócios do sujeito passivo, uma vez que até mesmo mantém em seus registros contábeis provável despesa pertencente a outra pessoa jurídica e não utilizada na execução das suas obras de construção civil. Pelas razões expostas no RF, concluiuse que não se encontram devidamente lançadas as contribuições de todos os segurados empregados envolvidos na execução das obras de construção civil de responsabilidade da empresa, e por este motivo a fiscalização desconsiderou a escrituração contábil apresentada e aferiu o débito de acordo com as normas estabelecidas na legislação previdenciária. Desse modo, as contribuições foram apuradas por meio de aferição indireta em razão da execução de obra de construção civil, com base na área construída e no padrão de execução, utilizandose as tabelas do Custo Unitário Básico – CUB. Em respeito ao art. 106, II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional – CTN, a multa aplicada foi confrontada com a multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) do tributo devido, para incidência da penalidade mais benéfica ao contribuinte, nas competências anteriores a 12/2008 (comparativo de multas Fl. 123DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 4 5 emitido pelo Sistema SAFIS, às fl. 11 do processo 10120.004195/201034). IMPUGNAÇÃO Cientificado do Auto de Infração em 28/05/2010, o contribuinte apresentou impugnação em 29/06/2010, às fls. 26/47, na qual alega, em síntese, as seguintes razões: Alega que todos os autos de infração emitidos nesta ação fiscal trazem a descrição do mesmo fato gerador e por esta razão solicita que sejam julgados em conjunto. Que a fiscalização em seu relatório não precisou a ocorrência que ensejara o nascimento da obrigação tributária. A descrição do fato gerador, feita pelo auditor fiscal, não guarda nenhuma semelhança com a base tributável e a forma de cálculo do tributo a ser lançado, conforme art. 51 da Instrução Normativa SRP nº 3 de 2005. Alega que a fiscalização não se preocupou em saber se houve ou não a prestação de serviços remunerados pelos segurados empregados, quando ocorreu e qual foi o montante de remuneração paga ou creditada ou devida ao trabalhador. De acordo com a impugnante, não é cabível o procedimento de avaliação da base tributável por aferição indireta quando a contabilidade reflete a realidade dos atos praticados pela empresa. Que o contribuinte já havia feito o lançamento por meio da GFIP e que apenas aguardava sua homologação, mas não foi o que ocorreu. Alega que a autoridade retificou o lançamento sem informar com precisão a omissão do contribuinte encarregado do lançamento, mas se prendeu a irrelevantes erros cometidos na formalização da escrita contábil para ao final concluir pela imprestabilidade da contabilidade da empresa. Segundo a impugnante, a contabilidade da empresa foi realizada em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade ditados pelo Conselho Federal de Contabilidade por meio da Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993. Assim, ao constatar o não cumprimento dos princípios fundamentais da contabilidade a autoridade retificadora do lançamento obrigatoriamente deveria representar ao Conselho Regional de Contabilidade. O contribuinte alega que o que ensejou a desconsideração da contabilidade foi o cumprimento supostamente de forma incorreta, de obrigações acessórias. De acordo com a impugnante que a aferição indireta poderá ser aplicada quando ficar impossível estabelecer o montante da remuneração paga e que a auditora não comprovou a impossibilidade de obter o montante dos salários pagos. Que a Fl. 124DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 auditora concorda com o montante dos salários pagos na execução da obra, simplesmente alguns registros não ficaram bem claros para a autora do ato fiscal. Que o Estado não pode apurar créditos sob evidências de situações. Que o fato afirmado pela auditora fiscal de que a empresa registra pagamentos realizados a outra pessoa jurídica deveria estar devidamente comprovado. Que a empresa não está desobrigada de fazer a escrituração contábil, ao contrário do que diz a auditora, mas que a tributação não é feita com base em sua escrituração, porém o Código Civil determina que todo comerciante deverá manter a escrita contábil em caráter permanente. Ainda no dizer da impugnante: “querer que a empresa utilize também a aferição da base tributável para a previdência social em parâmetros diferentes daqueles previsto em lei e demonstrados contabilmente, é simplesmente ser mais realista que o Rei.” A impugnante afirma não entender onde está a incoerência conferida aos seus registros contábeis, posto que a auditora em outro item do seu relatório que a empresa utiliza títulos próprios para escriturar os fatos relacionados às obras, descrevendo inclusive as contas utilizadas, afirma que foram verificadas incoerências na documentação e contabilização dos fatos econômicos, aquisições e despesas com as obras em comento. A empresa alega que a folha de pagamentos, a GFIP e a escrituração contábil em títulos próprios demonstram que a empresa contabiliza toda a massa remuneratória, base para a tributação previdenciária. Que a GFIP marca o início da apropriação de gastos com pessoal vinculado à obra, não o início da obra, pois diversos gastos são feitos ao início e ao final da obra sem que tenham empregados vinculados à obra, mas como esses gastos são de responsabilidade da empresa, devem para apuração de custos e resultados serem debitados à mesma. A única alternativa da empresa para atender às exigências das legislações ambiental, de posturas e principalmente as de segurança e medicina do trabalho e fazer as obras necessárias para o início material da obra em si, é remanejar trabalhadores da administração ou mesmo de outras obras para preparo desses quesitos essenciais. Que isto também explica a aquisição do concreto usinado, que é o suficiente para atender à construção das áreas exigidas, como construção de sanitários, refeitórios e área de convivência dos trabalhadores. Quanto à conta a ser debitada, a impugnante informa que a empresa não tem alternativa senão apropriar estas despesas ao custo da obra, pois do contrário estaria descaracterizando o real valor final do produto. A empresa entende ainda que, a pouca mãodeobra utilizada deveria ter sido calculada e apropriada à obra correta, porém, o valor é tão insignificante que não se pode considerar como capaz de modificar seu custo final. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 5 7 A empresa justifica o baixo valor da mãodeobra empregada na construção ao emprego de mecanismos tecnológicos e aquisição de materiais para emprego na construção que demandem utilização menor de mãodeobra e indaga o fato de o CUB ser tão preciso e os normativos previdenciários aceitarem como parâmetro 70% daquele. Indaga ainda se um desvio de 30% é aceitável, ou se o fato de sonegar 30% não é crime. Que em consulta respondida pela Superintendência da 1ª Região Fiscal, a autoridade recomenda que a contabilidade somente poderá ser desconsiderada mediante prova de que esta não demonstra o movimento real da empresa e que prova é documento. Que o indício levantado pela RFB para programar a ação fiscal na empresa foi respondido pelas práticas de economicidade de custos praticadas pela empresa. E continua: “O CUB é apenas um parâmetro, pois a própria RFB admite a prática de mãodeobra com 70% daquele parâmetro.” Por fim, REQUER: Sejam suspensas as exigibilidades dos créditos objeto da impugnação para que os mesmos não sejam exigidos financeiramente antes de sua apreciação e que não constituam óbice para a emissão das correspondentes Certidões Positivas de Débitos com Efeito de Negativas – CPDEn. Sejam considerados improcedentes os lançamentos efetivados por meio dos DEBCAD emitidos nesta ação fiscal. Requer, em caso de dúvidas na fidedignidade dos registros contábeis, a nomeação de perito para subsidiar a tomada de decisão por parte da delegacia de julgamento. Que sejam julgados em conjunto, além dos débitos lançados neste auto de infração, os autos de infração 37.267.4143 e 37.267.4135, por se tratar de matérias correlatas.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 69, a 7ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte DRJ/BHE, em 29 de agosto de 2011, exarou o Acórdão n° 0344.655 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO A Recorrente interpôs Recurso Voluntário reiterando as alegações que fizeram em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE Por se revelar questão de fundo para efeito da validade do lançamento, enfrento em preliminar a alegação da Recorrente sobre o crédito ter sido constituído mediante aferição indireta: “ Não pode o fisco determinar a base tributável por meio de mecanismo de aferição indireta, se não existe convicção firme sobre a impossibilidade de a mesma se aferida por meio de mecanismos diretos. A folha de pagamentos, a GFIP e a escrituração contábil em títulos próprios, demonstra que a empresa contabiliza toda a massa remuneratória , base para a tributação previdenciária. A auditoria afirma o contrário, porém não identifica quem, o que, quando, a empresa deixou de fora da escrita contábil.” Por relevante, destaquese que às fls. 06, o Relatório de FUNDAMENTOS LEGAIS DO DEBITO – FLD, não faz menção à legislação vigente à época das competências anteriores à constituição do crédito, cujo período retroagiu a 01/2005 , que foram consideradas e 100 CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS (EMPREGADOS, TRABALHADORES TEMPORÁRIOS E AVULSOS) 100.15 Competência : 11/2007, 12/2008 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 20 (com a redação dada pela Lei n. 9.032, de 28.04.95, alterada posteriormente pela Lei n. 9.129, de 20.11.95), combinado com os artigos 12,1 (com as alterações da Lei n. 8.647, de 13.04.93, da cão dada pela Lei n. 9.528, de 10.12.97); Lei n. 8.620, de 05.01.93, art. 7., parágrafo 2.; Lei n. 9.311, de 24.10.96, art. 17, II; Lei n. 9.317, de 05.12.96, art. 3., parágrafo 2., "h"; Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 9., I, "g" (alínea acrescentada pelo Decreto n. 3.265, de 29.11.99), VI, parágrafo 1. a 7., art. 198, art. 214, I, parágrafos 1. a 15, art. 216, 1, "a e "b", parágrafos 1. a 6., artigos 217 e 218. ”consolidadas no valor do cálculo para as competências 11/2007 e 12/2008 : “ Fundamentos Legais das Rubricas Segundo o Relatório Fiscal de fls.10, a apuração do débito ocorreu conforme o abaixo descrito: “ DA APURAÇÃO DO DÉBITO Fl. 127DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 6 9 O débito constante no presente AI foi apurado por meio de aferição indireta do valor do salário de contribuição necessário à execução da obra, como previsto nos §§ 4° e 6°, do artigo 33, da Lei 8.212/91. O procedimento de aferição indireta do salário de contribuição, devido em razão da execução de obra de construção civil, com base na área construída e no padrão de execução, encontrase disciplinado no art. 234 do Decreto 3.048 de 06/05/1999 e Instrução Normativa /SRP 03, de 14/07/2005, com as alterações introduzidas pelas Instruções Normativas MPS/SRP n° 24, de 29 de abril de 2007, Instrução Normativa MF/RFB n° 774, de 29 de agosto de 2007, Instrução Normativa RFB n° 910, de 29 de janeiro de 2009, e Instrução Normativa RFB n° 971, de 13 de novembro de 2009. ( grifos de minha autoria) O comando dos §§ 4° e 6° do art. 33 da Lei n 8.212/91 exortados no Relatório Fiscal assim determina : § 4o Na falta de prova regular e formalizada pelo sujeito passivo, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída, de acordo com critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário.( Redação dada pela Lei n 11.941, de 2009) (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. ”( (grifos de minha autoria) Às fls.11 do Relatório supra, consta que o período do lançamento foi determinado segundo os parâmetros definidos art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, verbis:, DO PERÍODO DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO A competência adotada para apuração do débito, encontrase definida no art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, que trata da apuração do valor da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil, utilizando as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgados pelos sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON, que em seu parágrafo 2°, estabelece que, em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência da emissão do ARO, ou em qualquer competência abrangida pela Auditoria Fiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO.” ( grifos de minha autoria) Fl. 128DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 10 Ressaltando que a empresa apresentou a contabilidade, é relevante destacar que tendo a Autoridade Fiscal suportado o período do lançamento na forma art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, seria compulsório observar, também, o comando do artigo imediatamente anterior que instrui sobre em que oportunidade deva se levar a efeito a aferição da base de cálculo por via indireta nos específicos casos de construção civil, verbis: “ Art. 343. A apuração por aferição indireta, com base na área construída e no padrão da obra, da remuneração da mãode obra empregada na execução de obra de construção civil sob responsabilidade de pessoa jurídica, inclusive a relativa à execução de conjunto habitacional popular, definido no inciso XXV do art. 322, quando a empresa não apresentar a contabilidade, será efetuada de acordo com os procedimentos estabelecidos neste Capítulo. ” ( grifos de minha autoria) Aduz que, na circunstância, utilizar o comando da sobredita Instrução Normativa IN fere o preceituado no artigo 144 do Código Tributário Nacional – CTN em razão de a edição da referida instrução ser posterior a ocorrência dos fatos geradores definidos para as competências01/01/2005 a 31/12/2008. Na forma do art. 144 do Código Tributário Nacional – CTN, o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada , verbis: “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.” Prevalecendo o entendimento de que a Instrução deva ser considerada, não se pode alegar que o artigo 343, retro tenha sido descumprido uma vez que, conforme recibo emitido às fls. 26, a Recorrente apresentou a contabilidade à Autoridade Autuante que recebeu todos os livros fiscais solicitados. Sobre os demais elementos examinados, às fls. 20 do Relatório Fiscal a Autoridade Autuante registra que para o cálculo do salário de contribuição vários documentos foram considerados : “ Como Salário de Contribuição foram considerados os valores calculados a partir de informações verificadas pela fiscalização na documentação arquivada na empresa, Notas Fiscais de aquisição de materiais e de serviços de construção, Notas Fiscais de Serviço, GFIP, GPS, projetos arquitetônicos e Declaração e Informação sobre Obra DISO, que é de preenchimento e responsabilidade do próprio contribuinte, onde foram pesquisados os dados necessários para o correto enquadramento das obras, sendo utilizada a tabela CUB do SINDUSCON publicada no mês de cálculo dos ARO's ” Fl. 129DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 7 11 Ainda sobre o art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, sobre o qual do qual já manifestei alhures a respeito da improcedência para o presente levantamento, a auditoria para efetivar a aferição indireta elegendo as competências 11/2007 e 12/2008 sustentou o procedimento na forma abaixo transcrita do Relatório Fiscal às fls.11 : “ DO PERÍODO DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO A competência adotada para apuração do débito, encontrase definida no art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, que trata da apuração do valor da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil, utilizando as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgados pelos sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON, que em seu parágrafo 2°, estabelece que, em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência da emissão do ARO, ou em qualquer competência abrangida pela Auditoria Fiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. Esclarecemos que, quando da solicitação da CND para as obras em referência e regularização das obras no CAC pela empresa, foi efetuado apenas simulação dos cálculos através do sistema DISOWEB, razão pelo qual esta auditoria ao registrar o novo cálculo, em virtude inclusive da constatação de dados não informados em DISO, e portanto não considerados no cálculo realizado pelo Centro de Atendimento do Contribuinte da Receita Federal do Brasil, adotou para levantamento do débito, a última competência fiscalizada e verificada como término das obras na contabilidade da empresa, em observação à norma acima citada. ” Como se observa , na parte final do registro a auditoria afirma que se baseou na , última competência fiscalizada e verificada como término das obras na contabilidade da empresa . Agindo assim, tal procedimento se revela paradoxal na medida Os valores levantados reportamse às contribuições que seriam de ser descontadas dos empregados e repassadas aos cofres públicos na hipótese de prevalecer a autuação lavrada nos termos do processo n° 10120.004195/201034 referente a parte patronal, resultado da mesma ação fiscal, conexo com o presente. Ocorre que o sobredito processo coube à minha relatoria que em razão das motivações abaixo transcritas conclui pela nulidade do mesmo. Assim, por decorrência, sou de concluir , também, pela nulidade deste: “ De plano, cumpre destacar que a instância “ ad quod ” relatou e, em conseqüência, julgou objeto diferente do lançamento.Tal fato produz implicações na condução do voto posto que referindose a crédito distinto do original tornou obscura em razão da incorreta determinação da matéria tributável. Em sede de impugnação, no sobredito relatório consta que estariam sendo julgadas contribuições no valor de R$ 205.184,21 (duzentos e cinco mil, cento e oitenta e quatro reais e vinte e um centavos), correspondentes à parte dos segurados EMPREGADOS : Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 12 “ Tratase de AutodeInfração (AI) DEBCAD nº 37.267.416 0 por meio do qual se exige do contribuinte acima identificado a importância de R$ 205.184,21 (duzentos e cinco mil, cento e oitenta e quatro reais e vinte e um centavos), consolidado em 20/05/2010. Foram lançadas contribuições devidas à previdência social correspondentes à parte dos segurados EMPREGADOS, apuradas por aferição indireta ...” Ocorre que no Relatório Fiscal, às fls. 12, os objetos do lançamento foram as contribuições previdenciárias correspondentes PARTE PATRONAL e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, destinadas á Seguridade Social cujo valor encontrase registrado às fls. 01 R$ 589.904,60: “ DO OBJETO DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO O objeto do presente levantamento são as contribuições previdenciárias correspondentes parte patronal e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, destinadas 5 Seguridade Social (incisos I, II e Ill do artigo 22 da Lei 8.212/91), incidentes sobre a base de cálculo apurada por aferição indireta do valor da mãodeobra necessária na execução das obras de construção civil acima identificadas.” Na seqüência, por se revelar questão de fundo para efeito da validade do lançamento, enfrento também em preliminar a alegação da Recorrente sobre o crédito ter sido constituído mediante aferição indireta: “ Não pode o fisco determinar a base tributável por meio de mecanismo de aferição indireta, se não existe convicção firme sobre a impossibilidade de a mesma se aferida por meio de mecanismos diretos. A folha de pagamentos, a GFIP e a escrituração contábil em títulos próprios, demonstra que a empresa contabiliza toda a massa remuneratória , base para a tributação previdenciária. A auditoria afirma o contrário, porém não identifica quem, o que, quando, a empresa deixou de fora da escrita contábil.” Como foi visto alhures, o objeto do lançamento reportase à PARTE PATRONAL . Entretanto, às fls. 06, o Relatório de FUNDAMENTOS LEGAIS DO DEBITO – FLD, além de se referir à remuneração de EMPREGADOS, objeto diverso do lançamento, não faz menção à legislação vigente à época das competências anteriores à constituição do crédito, cujo período retroagiu a 01/2005 , que foram consideradas e consolidadas no valor do cálculo para as competências 11/2007 e 12/2008 : “ Fundamentos Legais das Rubricas 200 CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE EMPREGADOS 200.08 Competências : 11/2007, 12/2008 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 22,1 (com a redação dada pela Lei n. 9.876, de Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 8 13 26.11.99); Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 12, I e parágrafo único, art. 201. I, parágrafo 1. e art. 216, I, (com as alterações dadas pelo Decreto n. 3.265, de 29.11.99). 301 CONTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS PARA FINANCIAMENTO DOS BENEFÍCIOS EM RAZÃO DA INCAPACIDADE LABORATIVA 301.08 Competências : 11/2007, 12/2008 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 22, II (com a redação dada pela Lei n. 9.732, de 11.12.98); Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 12, I, parágrafo único, na redação dada pelo Decreto n. 3.265, de 29.11.99, art. 202, I, II e III e parágrafos 1. ao 6. ” O fato supradescrito implica nulidade do lançamento em razão da incorreta determinação da matéria tributável. Às fls. 06, o Relatório FUNDAMENTOS LEGAIS DO DEBITO FLD não faz referência à legislação vigente à época das competências anteriores à constituição do crédito ,cujo período retroagiu a 01/2005 , que foram consideradas e consolidadas no valor do cálculo para as competências 11/2007 e 12/2008: “ 061 CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS APURADAS POR AFERIÇÃO INDIRETA CONSTRUÇÃO CIVIL 061.05 Competências : 11/2007, 12/2008 MP n. 222, de 04.10.2004, artigos 1. e 3.; Decreto n. 5.256, de 27.10.2004, art. 18, I; Lei n. 5.172, de 25.10.66 (CTN), art. 148; Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 33 (com a redação da Lei n. 10.256, de 09.07.2001 e alteração da MP n. 449, de 03.12.08, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.09), parágrafos 3. e 4. (com as alterações da MP n. 449, de 03.12.08, convertida na Lei n. 11.942, de 27.05.09) e 6.; Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, artigos 231, 234 e 235.” Segundo o Relatório Fiscal de fls.12, a apuração do débito ocorreu conforme o abaixo descrito: “ DA APURAÇÃO DO DÉBITO O débito constante no presente AI foi apurado por meio de aferição indireta do valor do salário de contribuição necessário à execução da obra, como previsto nos §§ 4° e 6°, do artigo 33, da Lei 8.212/91. O procedimento de aferição indireta do salário de contribuição, devido em razão da execução de obra de construção civil, com base na área construída e no padrão de execução, encontrase disciplinado no art. 234 do Decreto 3.048 de 06/05/1999 e Instrução Normativa /SRP 03, de 14/07/2005, com as alterações introduzidas pelas Instruções Normativas MPS/SRP n° 24, de 29 de abril de 2007, Instrução Normativa MF/RFB n° 774, de 29 de agosto de 2007, Instrução Normativa RFB n° 910, de 29 de janeiro de 2009, e Instrução Normativa Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 14 RFB n° 971, de 13 de novembro de 2009. ( grifos de minha autoria) O comando dos §§ 4° e 6° do art. 33 da Lei n 8.212/91 exortados no Relatório Fiscal assim determina : § 4o Na falta de prova regular e formalizada pelo sujeito passivo, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída, de acordo com critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário.( Redação dada pela Lei n 11.941, de 2009) (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. ”( (grifos de minha autoria) Ainda sobre o contido na mesma fl. 12, supra, o período do lançamento foi determinado segundo os parâmetros definidos art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, verbis:, DO PERÍODO DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO A competência adotada para apuração do débito, encontrase definida no art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, que trata da apuração do valor da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil, utilizando as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgados pelos sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON, que em seu parágrafo 2°, estabelece que, em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência da emissão do ARO, ou em qualquer competência abrangida pela Auditoria Fiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO.” ( grifos de minha autoria) Ressaltando que a empresa apresentou a contabilidade, é relevante destacar que tendo a Autoridade Fiscal suportado o período do lançamento na forma art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, seria compulsório observar, também, o comando do artigo imediatamente anterior que instrui sobre em que oportunidade deva se levar a efeito a aferição da base de cálculo por via indireta nos específicos casos de construção civil, verbis: “ Art. 343. A apuração por aferição indireta, com base na área construída e no padrão da obra, da remuneração da mãode obra empregada na execução de obra de construção civil sob responsabilidade de pessoa jurídica, inclusive a relativa à execução de conjunto habitacional popular, definido no inciso XXV do art. 322, quando a empresa não apresentar a contabilidade, será efetuada de acordo com os procedimentos estabelecidos neste Capítulo. ” ( grifos de minha autoria) Fl. 133DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 9 15 Aduz que, na circunstância, utilizar o comando da sobredita Instrução Normativa IN fere o preceituado no artigo 144 do Código Tributário Nacional – CTN em razão de a edição da referida instrução ser posterior a ocorrência dos fatos geradores definidos para as competências01/01/2005 a 31/12/2008. Na forma do art. 144 do Código Tributário Nacional – CTN, o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada , verbis: “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.” Prevalecendo o entendimento de que a Instrução deva ser considerada, não se pode alegar que o artigo 343, retro tenha sido descumprido uma vez que, conforme recibo emitido às fls. 26, a Recorrente apresentou a contabilidade à Autoridade Autuante que recebeu todos os livros fiscais solicitados. Sobre os demais elementos examinados, às fls. 20 do Relatório Fiscal a Autoridade Autuante registra que para o cálculo do salário de contribuição vários documentos foram considerados : “ Como Salário de Contribuição foram considerados os valores calculados a partir de informações verificadas pela fiscalização na documentação arquivada na empresa, Notas Fiscais de aquisição de materiais e de serviços de construção, Notas Fiscais de Serviço, GFIP, GPS, projetos arquitetônicos e Declaração e Informação sobre Obra DISO, que é de preenchimento e responsabilidade do próprio contribuinte, onde foram pesquisados os dados necessários para o correto enquadramento das obras, sendo utilizada a tabela CUB do SINDUSCON publicada no mês de cálculo dos ARO's ” Ainda sobre o art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, sobre o qual do qual já manifestei alhures a respeito da improcedência para o presente levantamento, a auditoria para efetivar a aferição indireta elegendo as competências 11/2007 e 12/2008 sustentou o procedimento na forma abaixo transcrita do Relatório Fiscal às fls.13 : “ DO PERÍODO DO LANÇAMENTO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO A competência adotada para apuração do débito, encontrase definida no art. 344 da IN/RFB n.° 971/2009, que trata da apuração do valor da mão de obra empregada na execução de obra de construção civil, utilizando as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgados pelos sindicatos da Indústria da Fl. 134DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 16 Construção Civil SINDUSCON, que em seu parágrafo 2°, estabelece que, em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas na competência da emissão do ARO, ou em qualquer competência abrangida pela Auditoria Fiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. Esclarecemos que, quando da solicitação da CND para as obras em referência e regularização das obras no CAC pela empresa, foi efetuado apenas simulação dos cálculos através do sistema DISOWEB, razão pelo qual esta auditoria ao registrar o novo cálculo, em virtude inclusive da constatação de dados não informados em DISO, e portanto não considerados no cálculo realizado pelo Centro de Atendimento do Contribuinte da Receita Federal do Brasil, adotou para levantamento do débito, a última competência fiscalizada e verificada como término das obras na contabilidade da empresa, em observação à norma acima citada. ” Como se observa , na parte final do registro a auditoria afirma que se baseou na , última competência fiscalizada e verificada como término das obras na contabilidade da empresa . Agindo assim, tal procedimento se revela paradoxal na medida em que se a contabilidade fora desconsiderada então nada haveria para se aproveitar daqueles lançamentos. Destacandose que tratase de levantamento que envolvem duas obras cujos valores do custo global calculados em 12/05/2010 nos Avisos de Regularização de Obra AROs de fls 134 e 174 registram R$10.653.206,93 e R$10.895.231,84, trago à lume as justificativas da auditoria para realizar do lançamento por aferição : “ Dos documentos apresentados à fiscalização, constatouse a ocorrência de lançamentos no centro de custo das obras auditadas, de informação que não corresponde à realidade dos fatos. É o que comprova a Nota Fiscal Fatura de Serviço n.° 5246 emitida pela empresa Concreto Redimix do Brasil S.A. CNPJ 27.701.564/003980, de 22/05/06, no valor de R$ 465,00, lançada no centro de custo da Obra Portal Shopping, conta 5.1.2.01.12.001 Material Aplicado, cópia anexa. O documento acima citado, identifica como usuária do serviço prestado a empresa Elmo Engenharia Ltda CNPJ 02.500.3041000143, sendo o endereço da obra para entrega do material aplicado sito à Rua 21 n° 66 centro, outra obra não identificada pela fiscalização, e no entanto lançada no centro de custo de obra sob responsabilidade da empresa Terral Participações e Empreendimentos Ltda. A situação fática aqui relatada, evidencia que a contabilidade registra informação diversa da realidade, e que efetivamente comprova que a escrituração contábil não reflete a real situação dos negócios do sujeito passivo, uma vez que a mesma mantém em seus registros contábeis provável despesa pertencente a outra pessoa jurídica, e não utilizada na execução das suas obras de construção civil.” (...) Fl. 135DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 10 17 De todo o exposto, concluise que não se encontram devidamente escriturados todos os segurados empregados envolvidos na execução das obras de construção civil, de responsabilidade da empresa, que de acordo com a Lei n° 8.212191, representam a base de cálculo das contribuições previdenciárias, motivo pelo qual, esta fiscalização desconsiderou a escrituração contábil apresentada pela empresa e aferiu o débito nos moldes previstos no art. 342 e seguintes, da IN/RFB n° 971, de 13/11/2009. ” Desse modo, o valor é inexpressivo e a conclusão de que a Recorrente mantém em seus registros contábeis provável despesa pertencente a outra pessoa jurídica, é subjetiva dado que pode ter ocorrido mero erro de escrituração. Complementando as razões de proceder a aferição indireta, na forma do relato abaixo, a auditoria concluiu que “empresa não contabiliza todos os fatos geradores em títulos próprios ” : “ Considerando os valores lançados a titulo de remuneração para a obra Varanda dos Buritis e Portal Shopping, especificamente as contas 5.1.1.01.11.001 e 5.1.2.01.11.0001 Salários e Ordenados, 5.1.1.01.11.002 e 5.1.2.01.11.002 Férias Normais, 5.1.1.01.11.003 e 5.1.2.01.11.003 13° Salário; e a remuneração declarada em GFIP Guia de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social relativa às obras, verificase que os mesmos encontravamse divergentes (ver planilhas comparativas em anexo). Intimada a prestar esclarecimentos sobre as divergências encontradas, a empresa justifica que ocorreram vários lançamentos em títulos impróprios como verbas indenizatórias de rescisões contabilizadas como salários e ordenados, abono pecuniário lançado como férias e férias proporcionais ou vencidas, lançadas em conta de férias normais, demonstrando que a empresa não contabiliza todos os fatos geradores em títulos próprios, lançando de forma englobada em uma única conta, rubricas que são fato gerador de contribuição previdenciária, juntamente com outras que não o são. ” ( grifos de minha autoria) A falha observada e confirmada pela Recorrente, quando lançou de forma englobada em uma única conta, rubricas que são fato gerador de contribuição previdenciária, juntamente com outras que não o são, na verdade registra fato ocorrido em desfavor da Recorrente que aumentou a base de cálculo a título de remuneração de forma indevida. Ao episódio supra não se pode imputar outra penalidade senão a prevista para descumprimento de obrigação acessória. O caso presente tem contornos de erro escusável passível de ser revisto mediante estorno dos registros contábeis e retificação das informações. De acordo com fls. 41, com a emissão do TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL n° 003/2010, a Autoridade Autuante requereu justificativas para as diferenças Fl. 136DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 18 encontradas para todo o período fiscalizado 01/2005 a 12/2008, extraídas do confronto dos arquivos magnéticos da contabilidade x GFIPs declaradas: “ Prazo: 20 dias Período de apuração: 01/2005 a 12/2008 Verificar/justificar as diferenças apuradas conforme bases de cálculo extraídas do arquivo magnético da contabilidade x GFIP declarada, conf. planilhas anexas.” Na hipótese de a auditoria ter entendido estar diante de fato gerador de obrigação principal inadimplido, seria o caso de constituir o crédito das diferenças demonstrando faticamente sua ocorrência mediante o lançamento ao invés de desacreditar a contabilidade. Muito embora o Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal – TEPF, de fls. 82 registre que não foram analisadas folhas de pagamento, comprovantes de recolhimento e livros fiscais de contabilidade às fls. 857, a Auditora Fiscal executa despacho de encerramento da ação fiscal após a colação de vasta documentação da empresa desde as fls. 202 onde se verificam folhas de pagamento, comprovantes de recolhimento e livros fiscais de contabilidade. Também às fls. 124 e 125 constam nos TERMO DE DEVOLUÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS a entrega de livros contábeis. Sobre os livros fiscais desconsiderados, por óbvio, estes foram analisados até mesmo para desconsiderálos foi necessário proceder ao exame crítico. Conforme recibo emitido às fls. 26, a Autoridade Autuante recebeu a documentação abaixo : “ RELAÇÃO DE DOCUMENTOS ENTREGUES PARA FISCALIZAÇÃO • Contrato social e alterações; . Documentos pessoais dos sócios; • Documentos pessoais da contadora; • Contratos de empreitadas e subempreitadas de obras de construção civil (2005 a 2008); • Recibos de pagamentos de autônomos e guia de INSS. (2005 a 2008); •Notas fiscais, faturas de prestação de serviços e guia de INSS retido se for o caso (20052008); • GFIPs de terceiros com suas respectivas notas fiscais de prestação de serviços (2005 a 2008); • Comprovante da matricula CEI 50.020.11305.72 e sua respectiva CND N° 32717200908001010; Comprovante da matricula CEI 50.015.86504.77 e sua respectivas CNDs n° 64334200908001010, 131552008 08001010, 160482007 08001010; Fl. 137DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 11 19 • Livro de inspeção de trabalho; • Alvará de construção n° 000695/2007 (ref. Obra 50.015.86504.77); • Termos de habitese n° 000265/2009, 000271/2007, 000142/2008 (ref.Obra 50.015.86504.77); • Anotações de responsabilidade técnica n° 317010032509, 317340010309, 126930007209 (ref. Obra 50.015.86504.77); • Projeto aprovado de obra de construção civil (ref. Obra 50.015.86504.77); • Arquivos digitais blocos 0K9 e 019 de 2005 a 2008 em CD; • Recibos de entrega e relatório de resumo da validação dos arquivos digitais acima citados de 2005 a 2008; • Livro diário n° 06 jan a dez 2005, 07 jan a ago 2006, 08 set a dez 2008, 09 jan a abr 2007, 10 mai a dez 2007 e 11 jan a dez 2008. • Projeto aprovado de obra de construção civil (ref. 50.020.11305/72); • Termo de habitese n° 000262/2009 (ref. Obra 50.020.11305/72); • Alvará de construção n° 002280/2006 (ref. Obra 50.020.11305/72); • RTs n° 180077909, 20659200609267910, 25691200506833410 (ref. Obra 50.020.11305/72); • Processo trabalhista n° RT 00882200701218000 José Francisco de Assis; • Processo trabalhista n° RT 02100200601118000 Juscelino Nonatosobrinho; • Arquivos digitais blocos 0K9 e 019 de 2005 a 2008 em CD; • Recibos de entrega e relatório de resumo da validação dos arquivos digitais acima citados de 2005 a 2008; • Livros razão 2005 a 2008.” Face ao todo arrazoado, entendo que a Autoridade Autuante dispunha de todos os elementos para proceder a aferição direta de eventuais obrigações inadimplidas . DA JURISPRUDÊNCIA E DA NULIDADE Na forma do abaixo transcrito a jurisprudência do CARF registra que meu entendimento se alinha com aqueles julgados : Fl. 138DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 20 “ Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. 2ª Seção de Julgamento. 3ª Câmara. 1ª Turma Ordinária, Acórdão nº 230101306 do Processo 11618002683200782 de 24/03/2010. assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias período de apuração: 01/11/2001 a 30/12/2005 Desconsideração da contabilidade. pessoa jurídica. aferição indireta, impossibilidade. Necessidade de provas robustas. As razões apresentadas no ato fiscalizatório para a desconsideração da contabilidade devem sempre ser confrontadas com os fatos e provas suficientes para justificar o ato extremo.não constitui ato válido a desconsideração de toda a escrita contábil do contribuinte por mero erro no preenchimento de dados fiscais, principalmente quando presentes as informações e os documentos necessários à análise e compreensão dos demonstrativos da base de cálculo do tributo. Recurso voluntário provido crédito tributário exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto vencedor a ser apresentado pelo conselheiro Damião Cordeiro de Moraes, vencida a relatora que anulava por vício formal. ”( grifos de minha autoria) “ Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. 2ª Seção de Julgamento. 3ª Câmara. 1ª Turma Ordinária , Acórdão n 230101531 do Processo 37322000116200610 , de 09/06/2010 assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias período de apuração 01/95 a 10/05.Desconsideração da contabilidade, aferição indireta, impossibilidade, necessidade de provas robustas.as razões apresentadas no ato fiscalizatório para a desconsideração da contabilidade deve sempre ser confrontada com os fatos concretos, sopesada a gravidade da eventual irregularidade apresentada pelo contribuinte, e sempre acompanhada das provas robustas. O agente do fisco deve evitar desconsiderar a escrita contábil por meros erros que não a prejudiquem em seu conjunto, procurando sempre elementos adicionais que possam evidenciar a base de cálculo do tributo.Recurso voluntário provido. Crédito tributário exonerado.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em anular o auto de infração/lançamento por vício material. vencida a conselheira Bernadete de Oliveira Barros que entendeu se tratar de vício formal.”( grifos de minha autoria) Sobre nulidade, o § 2º art. 59 do Decreto 70.235/1972 determina que : § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. O agente do fisco deve evitar desconsiderar a escrita contábil por erros que não a prejudiquem em seu conjunto. Não se pode olvidar que, a teor da legislação de regência (art. 33 da Lei nº 8.212), o arbitramento somente se justifica diante da absoluta ausência ou Fl. 139DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10120.004196/201089 Acórdão n.º 2403001.639 S2C4T3 Fl. 12 21 imprestabilidade da documentação contábil e fiscal da empresa que caracterizaria rregularidade insanável. Desse modo, à exemplo do caso em comento, quando a descrição do fato não é suficiente para a certeza absoluta de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. É o que a jurisprudência deste Conselho denomina de vício material: “[...]RECURSO EX OFFICIO – NULIDADE DO LANÇAMENTO – VÍCIO FORMAL. A verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação, a determinação da matéria tributável, o cálculo do montante do tributo devido e a identificação do sujeito passivo, definidos no artigo 142 do Código Tributário Nacional – CTN, são elementos fundamentais, intrínsecos, do lançamento, sem cuja delimitação precisa não se pode admitir a existência da obrigação tributária em concreto. O levantamento e observância desses elementos básicos antecedem e são preparatórios à sua formalização, a qual se dá no momento seguinte, mediante a lavratura do auto de infração, seguida da notificação ao sujeito passivo, quando, aí sim, deverão estar presentes os seus requisitos formais, extrínsecos, como, por exemplo, a assinatura do autuante, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula; a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, com a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula.[...]” (7ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes – Recurso nº 129.310, Sessão de 09/07/2002) Por sua vez, o vício material do lançamento ocorre quando a autoridade lançadora não demonstra/descreve de forma clara e precisa os fatos/motivos que a levaram a lavrar a notificação fiscal e/ou auto de infração. Diz respeito ao conteúdo do ato administrativo, pressupostos intrínsecos do lançamento. CONCLUSÃO Diante de tudo que foi exposto, conheço do recurso para EM PRELIMINAR DAR PROVIMENTO às alegações da Recorrente determinando a NULIDADE do lançamento em razão da presença de VÍCIO MATERIAL “AB INITIO” É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 140DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 22 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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Numero do processo: 10860.002726/00-93
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1995 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62-A do anexo II).
O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733).
O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.155
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1995 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62-A do anexo II). O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Recurso especial negado.
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PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad – Relator FORMALIZADO EM: 18/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Sonia Cristina Lindholm Barbosa foi lavrado o auto de infração de fls. 05/06, objetivando a exigência do Imposto de Renda de Pessoa Física por omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, bem como a aplicação de multa pela apresentação intempestiva da declaração de ajuste anual, ambas relativas ao anocalendário de 1994. A Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, ao apreciar o recurso voluntário interposto pela contribuinte, exarou o acórdão n° 10248.777, que se encontra às fls. 83/90 e cuja ementa é a seguinte: “IRPF DECADÊNCIA Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF se perfaz em 31 de dezembro de cada anocalendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4 0, do CTN).” A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por maioria de votos, acolheu a preliminar de decadência. Intimada pessoalmente do acórdão em 07/02/2008 (fls. 91) a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o recurso especial de fls. 94/101, em que pleiteia a reforma do v. acórdão recorrido tendo em vista contrariedade a dispositivo legal, qual seja o artigo 173, inciso I, do CTN. O recurso especial foi admitido conforme se verifica do despacho nº 318, de 01/04/2008 (fls. 108/109). Fl. 1DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10860.002726/0093 Acórdão n.º 920202.155 CSRFT2 Fl. 2 3 Intimada sobre a admissão do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, a contribuinte deixou de apresentar suas contrarazões. É o Relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator Inicialmente analiso a admissibilidade do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Como relatado anteriormente, a decisão proferida pelo v. acórdão recorrido se deu por maioria de votos. Nos termos do artigo 7º, inciso I, do antigo Regimento Interno deste Conselho, o recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, que buscou demonstrar linha de argumentação para justificar a contrariedade à lei, preenche os requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Quanto ao mérito, no tocante à decadência, já manifestei meu entendimento em diversas oportunidades segundo o qual o IRPF é tributo sujeito ao lançamento por homologação, sendo que o prazo decadencial para efetuar o lançamento de tal tributo seria, em regra, o do art.150, §4º do CTN. Dessa forma, o prazo decadencial para o lançamento seria de cinco anos a contar do fato gerador. Ocorre que o Regimento Interno deste E. Conselho, conforme alteração promovida pela Portaria MF n.º 586/2010 no artigo 62A do anexo II, introduziu dispositivo que determina, in verbis, que: “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” Assim, no que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o RESP nº 973.733, nos termos do artigo 543C, do CPC, consolidou entendimento diverso, conforme se verifica da ementa a seguir transcrita: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10860.002726/0093 Acórdão n.º 920202.155 CSRFT2 Fl. 3 5 Com o advento da decisão acima referida, temse que nos casos em que não houve antecipação de pagamento devese aplicar a regra do art. 173, I, do CTN, ou seja, contar se o prazo decadencial a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Nos casos em que há recolhimento, ainda que parcial, aplicase a regra do art. 150, § 4º do CTN, ou seja, o prazo iniciase na data do fato gerador. No presente caso a decisão recorrida reconheceu a decadência em relação ao anocalendário de 1994. Compulsando os autos, verifico a existência da tela do sistema informatizado da Receita Federal do Brasil (fls. 14) que contém informações sobre retenções na fonte, de modo que, durante o anocalendário de 1994, concluo que ocorreu a antecipação do imposto de renda por meio das retenções sofridas durante o anocalendário. Logo, aplicase no presente caso o disposto no artigo 150, §4º, do CTN, sendo que o início do prazo de decadência dáse com a ocorrência do fato gerador, em consonância com o que foi decidido no v. acórdão recorrido. Na data em que a contribuinte tomou ciência do lançamento 23/12/2000 (fls. 20vº), os fatos geradores referentes ao ano calendário de 1994 encontravamse fulminados pela decadência, constatado que se passaram mais de cinco anos contados da data do fato gerador que se deu em 31/12/1994. Deve, assim, ser mantida a decisão recorrida. Destarte, conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 4DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/06/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/06/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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Numero do processo: 11020.005039/2007-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/1998 a 30/12/2003
Ementa: DECADÊNCIA PARCIAL
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei
nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à
decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A
da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes
aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na
imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal.
ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO.
Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida,
aplica-se
o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN.
REMUNERAÇÃO DECLARADA EM FOLHA DE PAGAMENTO E/OU
GFIP
A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a
remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que
lhe prestam serviços.
Numero da decisão: 2301-002.624
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar
provimento parcial ao Recurso, nas preliminares, para excluir do débito os valores lançados nas
competências compreendidas entre 12/1998 a 11/2002, inclusive, devido à aplicação da regra
decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido
o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos
geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da
fiscalização; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento às demais alegações
apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/1998 a 30/12/2003 Ementa: DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplica-se o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. REMUNERAÇÃO DECLARADA EM FOLHA DE PAGAMENTO E/OU GFIP A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, nas preliminares, para excluir do débito os valores lançados nas competências compreendidas entre 12/1998 a 11/2002, inclusive, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento às demais alegações apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto da Relatora.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2204; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 455 1 454 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.005039/200786 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 230102.624 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO Recorrente BIG DUTCHAMAN BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/1998 a 30/12/2003 Ementa: DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. ANTECIPAÇÃO DO TRIBUTO. Havendo recolhimento antecipado da contribuição previdenciária devida, aplicase o prazo decadencial previsto no art. 150, § 4o, do CTN. REMUNERAÇÃO DECLARADA EM FOLHA DE PAGAMENTO E/OU GFIP A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, nas preliminares, para excluir do débito os valores lançados nas competências compreendidas entre 12/1998 a 11/2002, inclusive, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4°, Art. 150 do CTN, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido Fl. 461DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA 2 o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento às demais alegações apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto da Relatora. Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete de Oliveira Barros Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silverio, Bernadete De Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva, Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11020.005039/200786 Acórdão n.º 230102.624 S2C3T1 Fl. 456 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às diferenças de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa, à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Conforme Relatório Fiscal (fls. 77), os fatos geradores da contribuição lançada foram divididos nos seguintes levantamentos, referentes a: a) FP – diferenças de contribuições previdenciárias e aquelas destinadas a terceiras entidades, incidentes sobre a remuneração informada na folha de pagamento do mês 12/1998; b) FPG diferenças de contribuições previdenciárias e aquelas destinadas a terceiras entidades incidentes sobre as remunerações, pagas, devidas ou creditadas aos empregados, informadas nas folhas de pagamento e declaradas em GFIP, nos meses de 01/1999 a 04/2000, 06/2000, 10/2000, 13/2000, 02/2001, 05/2001 a 07/2001, 09/2001, 12/2001 a 02/2002, 05/2002, 08/2002, 10/2002, 12/2002, 13/2002, 04/2003, 06/2003, 08/2003, 10/2003 e 12/2003; c) CTD — CONTABILIDADE: diferenças de contribuições previdenciárias incidentes sobre os pagamentos efetuados a contribuintes individuais, verificados nos recibos de pagamento e contabilidade, não relacionados nas folhas de pagamento do mês 12/1998; d) FPF FRETE PESSOA FÍSICA: (SEST e SENAT) incidentes sobre os serviços de frete prestados por pessoas físicas, verificados através de recibos de pagamento e contabilidade; e) ANT RETENCAO ANTONIO MENDES TRANSP: contribuições incidentes sobre os serviços de transporte de pessoal, executados mediante cessão de mãode obra pela empresa Antonio Mendes Transportes, no período de 02/1999 a 06/1999 e f) DAL DIFERENÇA DE AC. LEGAIS: diferenças de acréscimos legais existentes entre os valores devidos e o recolhidos no dia 29/04/2002 referente a competência 11/2001 conforme relatório DAL. A recorrente impugnou parcialmente o débito, requerendo relevação parcial da multa, alegando decadência das contribuições previdenciárias cujos fatos geradores ocorreram anteriores a dezembro de 2002, e informando que. efetuou o pagamento dos valores referentes ao período de janeiro/2002 a dezembro/2003, conforme DARFs anexos. A Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 1015.792, da 7a Turma da DRJ/POA (fls. 434, vol. III), julgou o lançamento procedente, esclarecendo que, em que pese a impugnante ter informado que efetuou o pagamento parcial do crédito, sem, contudo, ter anexado cópias comprovando sua afirmação, verificouse, após consulta ao sistema informatizado, a existência de recolhimento no valor de R$ 8.352,90, efetuado após a Fl. 463DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA 4 ciência da NFLD, em 15/01/2008, e que foi apropriado ao presente lançamento nas competências 01/2002 a 12/2003, sob o titulo 25522065, extinguindo parcialmente o crédito lançado. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 442 ), insistindo na ocorrência da decadência parcial do débito, trazendo a então recente decisão do STF, que declarou a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 5o do Decretolei 1.569/77 e dos artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que trata da prescrição e da decadência dos créditos. Reitera que o inconformismo do contribuinte não vai além da questão da decadência do direito de lançar e o da prescrição do direito de cobrar as contribuições da seguridade social, e espera que seja dado provimento ao recurso. É o relatório. Fl. 464DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11020.005039/200786 Acórdão n.º 230102.624 S2C3T1 Fl. 457 5 Voto Conselheiro BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS O recurso é tempestivo e todos os pressupostos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice ao seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado, verificase que a recorrente alega apenas decadência de parte do débito. De fato, observase que a fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91,. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 49 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de ofício, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após Fl. 465DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA 6 o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” O STJ pacificou o entendimento de que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Fl. 466DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11020.005039/200786 Acórdão n.º 230102.624 S2C3T1 Fl. 458 7 No caso presente, houve recolhimento antecipado de parte do débito, conforme se verifica da análise dos relatórios DAD, RDA e RADA, e considerando que a própria fiscalização informa que o débito se refere à diferença de contribuições devidas. A NFLD foi consolidada em 13/12/2007, e sua cientificação ao sujeito passivo se deu em 14/12/2007. Dessa forma, considerando o exposto acima, constatase que se operara a decadência do direito de constituição do crédito para os valores lançados nas competências entre 12/1998 a 11/2002, inclusive. Dessa forma, reconheço a decadência de parte do débito. No mérito, observase que a recorrente não negou que tenha deixado de recolher a contribuição devida, e nem contestou as bases de cálculo apuradas pela fiscalização, se limitando a alegar a decadência. Ela apenas entende que a decadência atinge também a competência 12/2002, pois fez o recolhimento das contribuições lançadas a partir de 01/2003. Contudo, o referido art. 150, § 4o, do CTN, estabelece que: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação Conforme se depreende da leitura do dispositivo legal transcrito acima, e considerando que a ciência do contribuinte se deu em 12/2007, constatase que o fisco ainda se encontrava no direito de lançar o débito relativo aos fatos geradores ocorridos em 12/2002. Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta; VOTO no sentido de CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO PARCIAL, para excluir do débito os valores lançados nas competências compreendidas entre 12/1998 a 11/2002, inclusive, por decadência. É como voto. Bernadete De Oliveira Barros Relatora Fl. 467DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA 8 Fl. 468DF CARF MF Impresso em 06/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 22 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA
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