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Numero do processo: 10680.933101/2009-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.769
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o presente julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. JULIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. ANGELA SARTORI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 33 10 1/ 20 09 -5 7 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10680.933101/200957 Resolução nº 3401000.769 S3C4T1 Fl. 6 2 RELATORIO O Recorrente transmitiu Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de PIS, relativo ao fato gerador de 30/11/2005. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG emitiu despacho decisório eletrônico no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, tendo sido cientificado em 20/10/2009 (fl. 22), o contribuinte apresentou, em 19/11/2009, manifestação de inconformidade de fls. 02/05, onde aduz que exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente à época em que foram feitas as compensações, utilizandose de Per/Dcomp, sendo que apenas não procedeu a retificação das DCTFs e demais obrigações acessórias. Acrescenta que a compensação realizada, que tem natureza “declaratória”, está amparada no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses de vedações legais e requer seja acolhida a sua defesa. A DRJ decidiu em síntese: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/11/2005 DCOMP. EQUÍVOCO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. Constatado o erro de fato no preenchimento da DCTF, deve ser reconhecido o direito creditório do contribuinte até o limite do valor relativo ao recolhimento a maior efetuado. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte. O Recorrente apresentou recurso voluntário reiterando os argumentos da manifestação de inconformidade acima. É o relatório. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10680.933101/200957 Resolução nº 3401000.769 S3C4T1 Fl. 7 3 VOTO Conselheiro Angela Sartori O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Ressaltese, de início, que os valores declarados em DCTF, a teor do que dispõe o DecretoLei n° 2.124, de 1984, em seu art. 5o , §1°, constituem confissão de dívida é instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. Como o PIS/Cofins se amolda ao chamado lançamento por homologação, aplicase ao presente caso a regra do §4° do art. 150 do Código Tributário Nacional (CTN), que estabelece o prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador para a homologação do lançamento. O recorrente juntou planilha referente a este período em outro processo, entre outros, no sentido de demonstrar o seu crédito. Portanto, deve prevalecer os princípios da verdade material não podendo ser decidido pelo indeferimento do pleito do contribuinte. Assim, considerando que o processo não se encontra em condições de julgamento, proponho sua conversão em diligência para que seja informado e providenciado o seguinte: Aferição da procedência e quantificação do direito creditório indicado pelo contribuinte, empregado sob forma de compensação; Informação se, de fato, o crédito foi utilizado para outra compensação, restituição ou forma diversa de extinção do crédito tributário, como registrado no despacho decisório; Informação se o crédito apurado é suficiente para liquidar a compensação realizada; e, Elaboração de relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos procedimentos realizados e conclusões alcançadas. Em seguida, abrase vista ao recorrente pelo prazo de 30 (trinta) dias, para, querendo, manifestarse, findos os quais deverão os autos retornar a este Conselho Administrativo para prosseguimento. Angela Sartori Relator Fl. 108DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10670.001236/2005-47
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 15/09/2005
DA RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES. SUJEIÇÃO PASSIVA.
Uma vez identificado o sujeito passivo da relação jurídico-tributária, e sendo comprovada sua relação com a prática da infração, responderá o mesmo por tal prática, independente de sua intenção e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.356
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator.
EDITADO EM: 28/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Pedro Sousa Bispo, Jonathan Barros Vita e Mônica Elisa de Lima.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 15/09/2005 DA RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES. SUJEIÇÃO PASSIVA. Uma vez identificado o sujeito passivo da relação jurídico-tributária, e sendo comprovada sua relação com a prática da infração, responderá o mesmo por tal prática, independente de sua intenção e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 28/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Pedro Sousa Bispo, Jonathan Barros Vita e Mônica Elisa de Lima.
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SUJEIÇÃO PASSIVA. Uma vez identificado o sujeito passivo da relação jurídicotributária, e sendo comprovada sua relação com a prática da infração, responderá o mesmo por tal prática, independente de sua intenção e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente e Relator. EDITADO EM: 28/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Pedro Sousa Bispo, Jonathan Barros Vita e Mônica Elisa de Lima. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 12 36 /2 00 5- 47 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 3 2 Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência de crédito tributário referente a multa de R$ 2,00 por maço de cigarros apreendidos no veículo PAS/ÔNIBUS MARCA/SCANIA ANO (FABRICAÇÃO/MODELO): 1988/1988 PLACA: HOO 6945 CHASSI: 9BSKC4X2BJ3456198 CÓDIGO RENAVAN: 410333255, de propriedade da empresa LAPA TURISMO LTDA, com fulcro no art. 3º do DecretoLei nº 399/68, com redação da Lei nº 10.833/03 (art. 632 do RA/2002). Os cigarros foram apreendidos em operação impetrada pela Polícia Rodoviária Nacional, totalizando 65.500 maços. Tempestivamente a contribuinte apresenta impugnação, cujos argumentos de defesa foram sintetizados no relatório do acórdão recorrido nos seguintes termos: A defendente, por meio de seu representante legal, apresentou impugnação em 08/12/2005 (fls. 21/35), asseverando que o auto de infração em tela não pode subsistir, pois o veículo apontado nesta autuação, muito embora se encontre registrado em seu nome, fora vendido e entregue, no dia 1° (primeiro) de julho de 2005, ao Senhor Cid Andrade Reis, brasileiro, casado, funcionário da Caixa Econômica Federal, agência de Vitória da Conquista, Estado da Bahia, portador de cédula de identidade n° 0147051339, inscrito no CPF/MF sob o n° 144.686.115/53, residente e domiciliado na avenida Braulino Santos, n° 431, Bairro Candeias, Vitória da Conquista, Estado da Bahia. Outrossim, que pela ocasião da referida venda e entrega do bem, fora feita a devida comunicação ao Departamento Estadual de Trânsito, assim como providenciada a imediata quitação da respectiva alienação fiduciária, conforme documentação a seguir (cópias simples em anexo). • requerimento dirigido ao DETRAN BA para informar a venda do veículo (fl. 31); • certificado de registro do veículo acompanhado de autorização para transferência (fl. 32 e v.); • registro de identidade do suposto comprador (fl` 33); • tela extraída do sítio eletrônico do DETRAN BA referente à quitação da alienação fiduciária do veículo em pauta, atualizada em 01/07/05 (fl. 34). Sendo que o citado comprador, apesar de receber o bem no ato da compra, não diligenciou no sentido de transferilo para o seu nome. Ademais, ainda que o registro do veículo no Departamento Estadual de Transito valha como presunção de propriedade, tal presunção foi elidida com a prova da venda do veículo a terceiro, aqui trazida, restando, assim, devidamente comprovado que o veículo que transportava os cigarros apreendidos não mais lhe pertencia, motivo pelo qual não poderia tal mercadoria ser presumida como de sua propriedade, uma vez que a apreensão se deu em 15/09/05, portanto, após a venda e tradição do bem, ocorridas em 01/07/05. Portanto, a responsabilidade pelo transporte das mercadorias e da conseqüente autuação é do Senhor Cid Andrade Reis, pois, legítimo proprietário do veículo desde 01/07/05. Por fim, requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especificamente os documentos ora anexados. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 4 3 Da diligência. Em 27/08/08, o julgamento do presente feito foi convertido em diligência fiscal (Resolução n° 1.370 7ª Turma da DRJ/FOR, fls. 39/41) a fim de colher novos elementos acerca da autoria da infração em tela, por não se verificar nos autos qualquer comprovação da autenticidade dos documentos apresentados pela impugnante e também do recebimento do respectivo comunicado de venda pelo DETRAN BA. Nesse diapasão foram solicitadas à autoridade lançadora as seguintes providências: 1. diligenciar junto ao DETRAN BA o recebimento do documento cuja cópia se encontra acostada à folha 31; 2. intimar a impugnante para comprovar a autenticidade das cópias acostadas às folhas 31/32; 3. elaborar relatório sucinto sobre o solicitado, acrescentando outras informações que julgar necessárias à instrução e ao julgamento; 4. apensar processo de perdimento (n° 10670.001230/200570) relacionado às mercadorias apreendidas. 5. dar ciência ao autuado com reabertura de prazo de 30 (trinta) dias para eventual manifestação. Do cumprimento da diligência. Em resposta à diligência solicitada foram trazidos aos autos, dentre outros, os seguintes documentos: • Termo de Intimação Fiscal dirigido ao Senhor Cid Andrade Reis solicitando a apresentação de prova da compra do veículo transportador, bem como de seu efetivo pagamento e da origem dos recursos (fls. 44/45); • Termo de Intimação Fiscal dirigido a Lapa Turismo Ltda solicitando a apresentação de prova da venda do veículo transportador, bem como do efetivo recebimento do valor, devendo apresentar: extrato bancário comprobatório do depósito do montante da venda, da transferência e a contabilização da transação nos livros da empresa e quaisquer outros documentos que evidenciem a efetiva negociação (fls. 46/47); • Ofício d 562/2008/DRF/MCR/Gabin, de 20/10/08, dirigido ao Diretor do DETRAN BA solicitando, dentre outras, a confirmação da venda do veículo transportador em 1° de julho de 2005 e de sua respectiva comunicação àquele órgão em 05 de julho do mesmo ano (fl. 48); • Edital DRF/MCR/SAFIS n° 048/2008 cientificando o Senhor Cid Andrade Reis da existência do citado Termo de Intimação Fiscal (fl. 51); • resposta da Lapa Turismo Ltda ao referido termo de intimação averbando, dentre outras, que as cópias autenticadas atinentes à venda do veículo já foram encaminhadas à auditora fiscal Anna Cristina S. Mourão (intimação SACAT n° 141/2007) e que o recebimento do valor da venda se deu em espécie, não o havendo depositado em conta corrente (fls. 52/53); Fl. 203DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 5 4 • Ofício n° 033/2009/DRF/MCR/Gabin, de 27/01/09, dirigido ao Diretor do DETRAN BA reiterando ofício anterior de n° 562/2008, de 20/10/08 (fl.64); • Ofício do DETRAN BA n° CRJ 0411/2009, de 22/01/09, de ordem do Diretor Geral Dr. Carlos Roberto Cláudio Brandão, e em atenção ao ofício 562/2008 (ref. processo administrativo n° 10670.001236/200547) nos seguintes termos: cumprenos informar a Vossa senhoria que consta no cadastro do veículo de placa HOO6945 a comunicação de venda, em conformidade com o artigo 134 do CTB Código de Trânsito Brasileiro. O veículo fora vendido pela empresa LAPA TURISMO LTDA em 01/0712005, para o Sr. CID ANDRADE REIS, CPF 144.686.115 53, com endereço à Avenida Braulino Santos, 431, Casa, Município de Vitória da Conquista, Cep 40.430000, Estado da Bahia, e em 11/07/2005 comunicada a venda." (sic) (fl. 65); • Processo n° 10670.001162/200549 (Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal n° 0610800/117122/05) relativo ao perdimento do veículo transportador (fls. 74/112), pelo qual, em conformidade com o PARECER TÉCNICO DRF/MCR/SARAC de 17108107, aplicouse o perdimento do veículo (fls. 110/111); • Ofício do DETRAN BA n° 2009/1116, de13/02/09, de ordem do Diretor Geral Dr. Adriano Romariz Correia de Araújo, e em atenção ao ofício 103312009 (ref. processo administrativo n° 10670.001236/200547) nos seguintes termos: cumprenos informar a Vossa senhoria que segue em anexo, extratos do veiculo de placa HOO 6945, conforme solicitação desse departamento, ressaltando que a Comunicação de Venda da mesma foi feita em 12/07/2005." (sic) (fls. 115/119); • Despacho da Delegacia da RFB/SAFIS, em Montes Claros MG, contendo relato e considerações acerca do cumprimento da Resolução n° 1.370 da 7ª Turma da DRJ/FOR (fls. 121/123), • Processo n° 10670.001230/200570 (Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal n° 0610800/11027/05) relativo ao perdimento de mercadorias (fls. 126/162), pelo qual, em conformidade com o PARECER TÉCNICO DRF/MCR/SARAC de 17108107, aplicouse o perdimento das mercadorias apreendidas (fls. 158/159); • Comunicado n° 222/2009 da Delegacia da RFB/ SAFIS, em Montes Claros MG, dando ciência à interessada com reabertura de prazo para manifestação, conforme aviso de recebimento (AR, fl. 167), datado de 23/03/09. Da manifestação da autuada. Não consta nos autos qualquer manifestação adicional da interessada. A DRJ em Fortaleza CE manteve o lançamento, nos termos do Acórdão no 0816.641, de 26/11/2009, cuja ementa apresenta o seguinte teor: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 15/09/2005 Fl. 204DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 6 5 INFRAÇÃO ÀS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A FUMO, CIGARRO, CHARUTO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. APLICAÇÃO DA PENA DE MULTA. Caracteriza infração à legislação aduaneira, sujeita à multa prevista no art. 3% parágrafo único, do Decretolei n° 399/1968, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, a não observância das medidas de controle fiscal relativas a cigarros de procedência estrangeira. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/09/2005 APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL A POSTERIORI. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ex vi do parágrafo 4° do art. 16 do Decreto n°. 70.235, de 6 de março de 1972, incluído pela Lei n° 9.532/1997. DA RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÕES. SUJEIÇÃO PASSIVA. Uma vez identificado o sujeito passivo da relação jurídico tributária, e sendo comprovada sua relação com a prática da infração, responderá o mesmo por tal prática, independente de sua intenção e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Ciente da decisão de primeira instância em 09/02/2010, conforme AR de fl. 189, a empresa autuada interpôs recurso voluntário em 10/03/2010, no qual levanta a preliminar de nulidade pelo indeferimento do pedido de produção de provas a posteriori e, no mérito, repisa os argumentos da impugnação acima resumidos. Na forma regimental, o processo foi distribuído para relatar. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, tratase de lançamento de multa em razão da importação irregular de cigarros, lavrado contra o proprietário do veículo transportador da mercadoria. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 7 6 Em sua defesa, a Recorrente levanta a preliminar de nulidade da decisão recorrida por indeferimento de pedido de produção posterior de provas. Entende a Recorrente que a decisão feriu as disposições do inciso LV, do art. 5º da Constituição Federal. Sem razão a Recorrente porque o que a decisão recorrida fez foi aplicar as disposições do § 4º, do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, que trata da preclusão. Não há no referido dispositivo legal nenhum agravo à CF/88 e, portanto, a sua aplicação não represente violação ao inciso LV do art. 5º da Carta Magna. Isto posto, voto no sentido de indeferir a preliminar de nulidade da decisão recorrida. Quanto ao mérito, a lide versa sobre a comprovação da propriedade do veículo transportador dos cigarros apreendidos. Para a recorrente, o fato de ter comunicado ao DETRANBA, em 05/07/05, a venda do ônibus ao Sr. CID ANDRADE REIS e ter providenciado a quitação da alienação fiduciária é prova suficiente de que o veículo foi alienado. Para a decisão recorrida, a lei estabelece a presunção de que a mercadoria, cujo proprietário não for identificado, é de propriedade do transportador, que também é responsável pela infração em tela (Lei nº 10.833/03, art. 74, § 3º c/c DecretoLei nº 37/66, art. 95, inciso II, e § 2º, e CTN, art. 136). Quanto à prova da alienação, disse a decisão recorrida: Como se pode observar, a comunicação da venda do veículo, no prazo legal (30 dias), ao órgão de transito estadual, se presta tãosomente como salvaguarda ao antigo proprietário (Vendedor) de possíveis infrações de transito frisese, estabelecidas naquele CTB, praticadas pelo novo proprietário (Comprador), entendido esse prazo como razoável para que se efetive a emissão de um novo certificado de registro do veículo, verbis: [...] Assim, o fato de o DETRAN BA assegurar que lhe fora comunicado tempestivamente a compra e venda de um veículo não faz por si só presunção absoluta da efetividade do negócio jurídico alegado, o qual só se perfaz com a tradição (entrega do bem ao comprador) e o correspondente recebimento do preço pelo vendedor. [...] É importante também assinalar que apesar dos esforços despendidos pela fiscalização para a comprovação do alegado negócio jurídico (Compra e Venda), o suposto comprador Senhor Cid Andrade Reis , mesmo havendo sido intimado pelas vias postal e editalícia, não atendeu quaisquer das solicitações. Já a autuada restringiuse apenas a averbar que as cópias autenticadas dos documentos atinentes à venda do veículo, quais sejam: certificado de registro do veículo, autorização para Fl. 206DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10670.001236/200547 Acórdão n.º 3302002.356 S3C3T2 Fl. 8 7 transferência de veículo, requerimento para informar a venda do veículo e documento de identidade do comprador, já haviam sido enviadas à auditora fiscal Anna Cristina S. Mourão (conforme intimação da SACAT n° 141/2007), e que no tocante à prova do recebimento do valor do preço da venda (R$ 28.000,00), cingiu se, a informar que o pagamento havia se dado em espécie, não tendo sido depositado em conta corrente. Vêse, portanto, que a comunicação ao Detran não se presta como prova de venda de bem do ativo imobilizado da Recorrente. Deixou a Recorrente de trazer aos autos, mesmo sendo intimada para tanto, a prova de que recebeu o preço da suposta venda e que o registrou em sua contabilidade. Além disso, poderia ter a Recorrente trazido a copia da nota fiscal da venda do ônibus, que deveria estar registrado em seu ativo permanente. Pelas razões acima é que ratifico e, supletivamente, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que tenho por boa e conforme a lei (art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991). Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 11020.915085/2009-57
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do Fato Gerador: 31/08/2006
PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO E DO DESPACHO DECISÓRIO. OFENSA AO REQUISITO CONSTITUCIONAL DA FUNDAMENTAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO E AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
Uma vez observados os requisitos formais e materiais exigidos na legislação, é válido o despacho decisório que não homologou a compensação com base nas informações declaradas pelo próprio interessado.
É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF).
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal.
ARGUMENTOS DE DEFESA. PRECLUSÃO.
Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF) constitui matéria preclusa.
Numero da decisão: 3803-003.762
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente.
(assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
EDITADO EM: 25/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Belchior Melo de Souza, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do Fato Gerador: 31/08/2006 PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO E DO DESPACHO DECISÓRIO. OFENSA AO REQUISITO CONSTITUCIONAL DA FUNDAMENTAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO E AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. Uma vez observados os requisitos formais e materiais exigidos na legislação, é válido o despacho decisório que não homologou a compensação com base nas informações declaradas pelo próprio interessado. É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF). RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ARGUMENTOS DE DEFESA. PRECLUSÃO. Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF) constitui matéria preclusa.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 31/08/2006 PRELIMINAR. NULIDADE DA DECISÃO A QUO E DO DESPACHO DECISÓRIO. OFENSA AO REQUISITO CONSTITUCIONAL DA FUNDAMENTAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO E AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. Uma vez observados os requisitos formais e materiais exigidos na legislação, é válido o despacho decisório que não homologou a compensação com base nas informações declaradas pelo próprio interessado. É válida a decisão da Delegacia de Julgamento proferida em total conformidade com as normas que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF). RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal. ARGUMENTOS DE DEFESA. PRECLUSÃO. Questão não levada a debate no primeiro momento de pronúncia da parte após a instauração da fase litigiosa no Processo Administrativo Fiscal (PAF) constitui matéria preclusa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 91 50 85 /2 00 9- 57 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 25/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Belchior Melo de Souza, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues. Relatório Por descrever de forma objetiva e didática os fatos e elementos contidos nos autos a permitir a sua compreensão peço vênia aos pares para adotar o relatório do acórdão recorrido. Por meio de Despacho Decisório a contribuinte antes identificada teve nãohomologada a compensação declarada por meio de DCOMP, em virtude de que o crédito apontado foi utilizado integralmente para quitação de outros débitos da empresa, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados naquela declaração. Do mesmo Despacho constou Intimação para pagamento dos débitos indevidamente compensados. Cientificada da decisão administrativa, a contribuinte apresentou, através de procurador, longa manifestação de inconformidade. Nela faz breve descrição dos fatos, registrando, a seguir e em síntese: O Despacho Decisório deve ser anulado, porque não respeitou princípios administrativos e constitucionais. Deixou ele de atender o requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo, ferindo princípios ligados à ampla defesa, contraditório e devido processo legal; A fiscalização deveria ter intimado a empresa para que prestasse informações sobre qual a origem do crédito, bem como seu fundamento de validade. Não houve tal intimação, donde o ato administrativo ficou desprovido da necessária fundamentação, obrigatória para o exame de sua legalidade, finalidade e moralidade administrativa. O Despacho Decisório é nulo de pleno direito; Fl. 98DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.915085/200957 Acórdão n.º 3803003.762 S3TE03 Fl. 10 3 O Despacho Decisório extrapolou sua função precípua. Tornou se meio oblíquo pelo qual a Fiscalização buscou interromper o prazo de homologação da compensação declarada. Ocorreu, portanto, incontestável desvio de finalidade, porquanto a interrupção do prazo de decadência do direito fazendário apenas conseqüência do ato decisório, jamais podendo ser seu objetivo; A autoridade preparadora deixou de cumprir seu dever de ofício de bem instruir o processo, ofendendo o dever de instrução prescrito no art. 7o do Decreto nº 70.235, de 1972, o que implica na nulidade do Despacho Decisório; Não houve qualquer diligência por parte da Fiscalização com o intuito de verificar a natureza do crédito postulado, sendo seu proceder tãosomente na injustificada negativa do crédito pretendido. Restou, pois, prejudicado o contraditório administrativo e, conseqüentemente, o devido processo legal e, ainda, a ampla e irrestrita defesa da empresa; O Despacho Decisório deveria exprimir o entendimento fiscal quanto ao crédito postulado, deixando claro qual o juízo de valor utilizado pelo Fisco para sua não aceitação. Somente assim poderia a empresa lançar seus argumentos em resposta à posição fiscal, configurando o contraditório administrativo. A defesa restou prejudicada, pois não dispõe a empresa das razões da não homologação da compensação declarada; O processo administrativo prima pela verdade material dos fatos, ou seja, buscase sempre o que realmente ocorreu, independentemente de suposições ou indícios. Assim, deve ser possibilitado à empresa a posterior juntada de documentos que comprovem as alegações trazidas, em respeito ao princípio administrativo da verdade material, eis que o direito creditório pode ser comprovado a qualquer tempo; O valor lançado a título de multa, flagrantemente ilegal, é manifestamente excessivo, ferindo, desta maneira, o princípio constitucional do não confisco e os princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade; Requer seja acolhida a alegação de nulidade do Despacho Decisório, com todos os seus consectários, inclusive com o cancelamento de qualquer cobrança que possa advir daquele ato administrativo. Conclusos foram os autos remetidos para julgamento pela 2ª Turma da DRJ/POA que, em sessão realizada em 20/10/2011, proferiu decisão por meio do Acórdão nº 1034. 966, cuja ementa transcrevese adiante: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Data do fato gerador: 31/08/2006. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Fl. 99DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 4 Restando evidenciada a inocorrência de preterição de direito de defesa, visto que o Despacho Decisório consigna, de forma clara e concisa, o motivo da não homologação da compensação, deve ser afastada a pretensão de declaração de nulidade do ato administrativo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O voto condutor entendeu, preliminarmente, que não houve motivação para a declaração de nulidade do despacho decisório, pois não restou evidenciada a preterição do direito de defesa, argüindo, neste sentido, que a motivação para a não homologação da compensação declarada foi devidamente explicitada pela Administração no campo 3 do referido Despacho, em que o pagamento tido como indevido foi localizado, mas já se encontrava integralmente utilizado para quitação de débito do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação do débito informado na DCOMP. Em relação ao mérito entendeu o colegiado inexistir crédito compensável, portanto pela manutenção integral do despacho decisório e pela improcedência da manifestação de inconformidade, esclarecendo que não se tratou no caso sob análise de lançamento de ofício ou de multa isolada, não havendo se falar nas questões relativas a multas ou juros moratórios, eis que a competência das DRJ limitase ao julgamento de manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação declarada, não cabendolhe a análise de questões atinentes à cobrança de eventuais débitos (art. 74 da Lei nº 9. 430/96). Ciente do teor do acórdão retromencionado por meio de AR em 10/11/11 (fl. 61), o sujeito passivo interpôs recurso voluntário em 08/12/11, conforme atesta o protocolo do órgão preparador, na ocasião reiterando de forma minudente as mesmas razões de defesa contidas na exordial quais sejam: argüição de ausência de fundamentação; desvio de finalidade; prejuízo ao contraditório administrativo, à ampla defesa e ao devido processo legal; e, demais disso, argüiu pela nulidade do acórdão recorrido por falta de fundamentação adequada às particularidades da manifestação de inconformidade. No que atine ao mérito argüiu a interessada que a decisão recorrida, equivocadamente, teve como presunção de inexistência de crédito, transferindo o ônus da prova de sua existência para a contribuinte; que não há se falar em distribuição do ônus da prova, conforme preceituado no art. 333 do CPC, inaplicável ao procedimento administrativo; que o processo administrativo pautase pela verdade material, conforme dispõe o art. 16 do Dec 70235/72, não havendo espaços para presunções legais ou mesmo ‘verdades’ processuais decorrentes de eventual distribuição do ônus da prova; que ser atingida a verdade material é nulo o processo administrativo fiscal, razão pela qual a mesma é buscada em todas as fases, independentemente de qualquer formalidade. Aduziu ao final pela legitimidade de intentar a comprovação de seu direito creditório nesta fase processual, não obstante as já vistas nulidades que macularam o processo até este ponto para, postular pela declaração de nulidade do acórdão recorrido e o retorno dos autos à origem para novo julgamento, ou, caso não seja esse o entendimento, seja provido o presente recurso a fim de que seja homologada a compensação declarada, reconhecendo–se a relevância dos fundamentos de fato e de direito ora encaminhados ao seu elevado crivo, com a conseqüente reforma do acórdão hostilizado. É o relatório. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.915085/200957 Acórdão n.º 3803003.762 S3TE03 Fl. 11 5 Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. A matéria submetida a exame e os protagonistas são os mesmos de julgamentos que recentemente participei na condição de Conselheiro, quando naquelas oportunidades acolhi e me solidarizei com a tese esposada pelo i. Conselheiro Relator, o Dr. Hélcio Lafetá Reis, pois clara, concisa e autoexplicativa. Por tais razões e pela sua aceitação unânime peço vênia aos pares para a adoção do voto proferido nos autos do processo n. 11020.915066/200921, que adiante transcrevo Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Conforme acima relatado, controvertese nos autos sobre Pedido de Restituição cumulado com Declaração de Compensação (PER/DCOMP), não acatados pela Receita Federal por se referir a pagamento integralmente utilizado na quitação de outro débito do sujeito passivo. I. Preliminares. Violação do requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo e ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. O Recorrente requer a anulação do despacho decisório e da decisão da Delegacia de Julgamento por ofender o requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo e os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, em razão da falta de intimação prévia voltada à obtenção de informações relativas à origem do crédito e da ofensa ao “dever de instrução” prescrito no art. 7º do Decreto nº 70.235/1972. Segundo ele, o despacho decisório extrapolou sua função, tendo se tornado meio oblíquo para a interrupção do prazo de homologação da compensação declarada, configurandose desvio de finalidade, tendo havido, ainda, prejuízo a sua defesa por desconhecimento das razões da não homologação da compensação. De pronto, devemse afastar tais alegações do Recorrente, pois tanto o despacho decisório quanto a decisão recorrida foram exarados em conformidade com os dispositivos legais e regulamentares que regem o Processo Administrativo Fiscal (PAF), este disciplinado primordialmente pelo Decreto nº 70.235/1972. No despacho decisório, emitido que fora com observância da legislação de regência, consta de forma evidente a razão da não homologação da compensação, qual seja, a inexistência do indébito em razão do fato de que o pagamento declarado em PER/DCOMP, ou seja, pelo próprio sujeito passivo, já ter sido integralmente utilizado na quitação de outro débito da titularidade do contribuinte, constando, ainda, individualizada e pormenorizadamente, todas as informações relativas ao referido pagamento e à compensação pleiteada, de forma que nenhuma informação foi suprimida em prejuízo da defesa do interessado. Inexiste qualquer desvio de finalidade no despacho decisório, pois que ele decorreu de pedido formulado pelo próprio sujeito passivo, cujos termos delimitaram a Fl. 101DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 6 extensão da matéria a ser analisada pela Administração tributária, encontrandose esta autorizada por lei (art. 74 e §§ da Lei nº 9.430/1996) a proceder daquela forma, com base em informações prestadas pelo próprio contribuinte (PER/DCOMP e DCTF), informações essas suficientes à apreciação do pleito. Uma vez apresentada a declaração de compensação, a Autoridade administrativa tributária, obervado o prazo para a homologação previsto no § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, já se encontra apta a decidir acerca do pedido formulado, pois que todos os contornos já se encontram definidos desde então, inexistindo na lei ou no decreto a estipulação de prazo mínimo para tal apreciação, em razão do que não se cogita de decisão desvirtuada e destinada unicamente à interrupção do prazo de homologação da compensação declarada. No acórdão da DRJ Porto Alegre/RS, constam, de forma objetiva, todos os fundamentos que nortearam a decisão tomada, inexistindo qualquer violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, pois que não se preteriu o direito do contribuinte a recorrer a este Conselho, oportunidade em que poderiam ter sido trazidos aos autos todos os elementos probatórios que pudessem infirmar os fundamentos da decisão recorrida. Devese ressaltar que, inobstante haver, indubitavelmente, o direito fundamental à ampla defesa e ao contraditório (art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal), não se pode perder de vista que inexistem direitos absolutos, devendo todos os direitos e as garantias assegurados pela ordem jurídica ser compreendidos em conjunto e dialogicamente. Os princípios da ampla defesa e do contraditório devem ser sopesados dialeticamente com outros princípios, como o da celeridade processual (art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal), assim como com o dever do postulante de comprovar as suas alegações contrapostas à decisão administrativa amparada nos elementos fáticos declarados pelo próprio sujeito passivo (artigos 15 e 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972). As regras de funcionamento do litígio administrativo, conforme já apontado, devem ser buscadas, primariamente, no Decreto nº 70.235/1972 e, subsidiariamente, nas demais regras que regulam o processo administrativo e/ou judicial, sendo que, não se vislumbrando qualquer ofensa a tais atos normativos, inexiste fundamento a apoiar a pretendida declaração de nulidade do despacho decisório e da decisão da DRJ Porto Alegre/RS. Nesse contexto, afastamse as preliminares de nulidade arguidas. II. Mérito. Origem do crédito. No mérito, registrese que o contribuinte, tanto na Manifestação de Inconformidade – que corresponde à fase de Impugnação prevista no PAF, por força do disposto no art. 74, § 11, da Lei nº 9.430/1996 –, quanto no Recurso Voluntario, restringiu o seu pedido ao reconhecimento do direito creditório decorrente de pagamento indevido, nada dizendo sobre a natureza desses créditos, se referentes, por exemplo, a aquisições de insumos ou a outra forma de creditamento autorizada pela lei, inexistindo, portanto, pronúncia quanto às razões de fato ou de direito que deram ensejo ao indébito. Alega o contribuinte que o crédito pleiteado poderia ser comprovado por meio de investigações por parte da Fiscalização, a partir de intimações a ele direcionadas, não fazendo qualquer referência aos dados declarados em DCFT e no PER/DCOMP, restringindo sua defesa às preliminares de nulidade e à referida ausência de auditoria fiscal. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.915085/200957 Acórdão n.º 3803003.762 S3TE03 Fl. 12 7 Nesse sentido, temse que, desde a primeira instância, por força do contido no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal – PAF), tornouse definitiva na esfera administrativa a discussão acerca dos motivos fáticos e de direito que deram origem ao crédito que se pretende compensar. Esclareçase que matéria não suscitada em sede de defesa no Processo Administrativo Fiscal (Impugnação ou Manifestação de Inconformidade) submetese à preclusão processual, não devendo ser conhecidas possíveis razões que, em tese, pudessem ser apuradas, como sugere o Recorrente, a partir do retorno dos autos à origem para a prolação de nova decisão, esta pautada em dados apurados de ofício pela Fiscalização. Registrese que o Recorrente não trouxe aos autos qualquer elemento que pudesse comprovar o indébito alegado, não havendo nenhuma prova, ou mesmo alguma referência, relativamente aos dados declarados. Não há nos autos cópia da DCTF ou de qualquer outro documento ou declaração que pudesse ao menos indicar a origem do pagamento indevido. Dessa forma, mesmo que se superasse a ocorrência de preclusão, temse que nenhuma prova foi apresentada pelo interessado, não havendo como decidir, nos termos do seu pedido, pela homologação da compensação, dado o total desconhecimento da origem e da natureza do crédito. Mesmo considerando o princípio da verdade material, em que a apuração da verdade dos fatos pelo julgador administrativo vai além das provas trazidas aos autos pelo interessado, nos casos da espécie ao ora analisado, a prova encontrase em poder do próprio Recorrente, e uma vez que foi dele a iniciativa de instauração do presente processo, pois que relativo a um direito que ele alega ser detentor, não se vislumbra razão à preponderância do princípio da verdade material sobre, por exemplo, o princípio constitucional da celeridade processual (art. 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988). Nos processos administrativos originados de pleito do interessado, como o de pedidos de restituição e de declaração de compensação, “prevalece o princípio do dispositivo, de modo que a atividade probatória deve se desenvolver dentro dos limites do pedido formulado pelo contribuinte. O regime jurídico da prova nesta classe de processos administrativos tributários aproximase muito mais do regime jurídico da prova do processo civil, com as peculiaridades decorrentes do fato de que a prova é produzida e apreciada no âmbito administrativo” 1 Nos termos do art. 16 do Decreto n° 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), aplicável na discussão de processos envolvendo compensação tributária, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações contrapostas à decisão de não homologação baseada na DCTF e na base de dados de arrecadação. O referido art. 16 do PAF assim dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: 1 BIANCHINI, Marcela Cheffer. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo tributário e os princípios da verdade material e da ampla defesa. Brasília: ESAF, 2008, p. 25. (Disponível em: www.esaf.fazenda.gov.br/ esafsite/biblioteca/monografias/marcela_cheffer.pdf. Consulta realizada em 3 de setembro de 2012). Fl. 103DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 8 I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) – Grifei (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) As exceções previstas no § 4º do art. 16 do PAF, supra reproduzidos, não se aplicam ao presente processo, pois não se trata de (i) impossibilidade de apresentação de provas por motivo de força maior, (ii) de fato ou direito superveniente ou (iii) de prova destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa que não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação, amparada em informações prestadas pelo sujeito passivo e presentes nos sistemas internos da Receita Federal (DCTF e sistemas de arrecadação), inexistindo, nos casos da espécie, autorização legal para a inversão do ônus da prova, como pretende o Recorrente ao requerer que esta Turma, no caso de não prover seu pedido de homologação da compensação, anule o despacho decisório e determine a prolação de um outro, este baseado em informações a serem apuradas pela Fiscalização. Nesse contexto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues – RelatorJ Declaração de Voto Fl. 104DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11020.915085/200957 Acórdão n.º 3803003.762 S3TE03 Fl. 13 9 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 11020.915085/200957 Interessada: D’ZAINER PLÁSTICOS LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica o recorrente intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803..., de 24 de novembro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em ... de novembro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 105DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10768.720156/2007-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1992
IPMF. RENDAS EXTINTAS. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Ainda que as rendas extintas, como o IPMF, devam aguardar o pagamento através de recursos das dotações consignadas no Orçamento da Despesa da União, não há vedação legal para a sua compensação, forte na IN n.º 1.300/2012.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-001.506
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. A Conselheira Mércia Helena Trajano D Amorin votou pelas conclusões.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 28/01/2014
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Nascimento, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Mércia Helena Trajano D Amorin e Daniel Mariz Gudino.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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RENDAS EXTINTAS. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Ainda que as rendas extintas, como o IPMF, devam aguardar o pagamento através de recursos das dotações consignadas no Orçamento da Despesa da União, não há vedação legal para a sua compensação, forte na IN n.º 1.300/2012. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. A Conselheira Mércia Helena Trajano D Amorin votou pelas conclusões. JOEL MIYAZAKI – Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 28/01/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Nascimento, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Mércia Helena Trajano D Amorin e Daniel Mariz Gudino. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 72 01 56 /2 00 7- 77 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10768.720156/200777 Acórdão n.º 3201001.506 S3C2T1 Fl. 134 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o processo da PER/DCOMP de fls.03/06, cujo crédito tem origem no PA nº.10768.004433/9613, apenso, referente a pedido de restituição do Imposto Provisório sobre a Movimentação Financeira, (IPMF), relativo ao exercício de 1993, já reconhecido à Interessada, conforme Memorando SRF/COSAR/DIRAR/nº.822, de 070895, às fls.01 do processo apenso. Consta no parecer conclusivo e no despacho decisório de fls.13/16, que: às fls.65, do PA nº.10768.004433/9613, apenso, consta que a Interessada solicitou a substituição do pedido de restituição por compensação do mencionado crédito com outros tributos; acerca desta solicitação a Coordenação Geral do Sistema de Arrecadação e Cobrança, COSAR, negou o pedido, por entender que o crédito representaria receita extinta e por isto não haveria saldo de receita arrecadada para fins de anulação, conforme fls.69 do apenso; apesar de ter sido cientificada da impossibilidade da operação, (fls.70 e 74v do apenso), a Interessada enviou a DCOMP em epígrafe, com base na restituição do IPMF de 1993; com base no que consta às fls.69, do processo apenso, o despacho decisório de fls.16, da DRF/RJOI, não reconheceu o direito creditório da Interessada. A Interessada apresentou manifestação de inconformidade em 20072010, (fls.38), após ter tido ciência do despacho em 21 062010, (fls.18), alegando que: as IN SRF nº.99, de 1993, e 9, de 1994, reconheceram o direito à restituição do IPMF, e assim, também, a administração tributária no âmbito do PA nº.10768.004433/9613; a administração pretendeu compensar de ofício com seus supostos débitos; posteriormente, comprovou que os débitos não existiam, e assim, a administração houve por bem restituir o IPMF; em face da ausência de recursos para o pagamento das devoluções da IPMF, o processo foi arquivado até que os recursos fossem disponibilizados; por esta razão, peticionou para que a restituição se convertesse em compensação com outros débitos que possuía; Fl. 134DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10768.720156/200777 Acórdão n.º 3201001.506 S3C2T1 Fl. 135 3 a administração aduziu que não seria possível a realização de compensação, uma vez que o crédito seria relativo a renda extinta, e que a restituição deveria ocorrer em espécie, o que não poderia ser feito naquela oportunidade por ausência de recursos para tanto; não ajuizou nenhuma ação para pleitear a restituição ou compensação do IPMF; a administração no processo apenso não negou a existência do direito à compensação; as decisões que constam às fls.69/71, do PAnº.10768.004433/9613 não possuem fundamento legal. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ julgou improcedente a demanda, conforme decisão DRJ/RJ1 n.º 34.801, de 15/12/2011: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1992 RENDAS EXTINTAS. IPMF. RESTITUIÇÃO. A restituição do IPMF, pago ou recolhido no exercício de 1993, poderá ser solicitada pelo contribuinte, mediante outorga, à instituição financeira que tenha efetuado a retenção e o recolhimento do imposto, de autorização para que forneça, à Secretaria da Receita Federal, as informações necessárias, nos termos dos incisos I e II do art. 2º da IN SRF nº 99/93. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Cientificado o contribuinte, apresenta recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Como bem se verifica do processo, a recorrente busca nestes autos compensar créditos de IPMF reconhecidos no PA n.º.10768.004433/9613 com débitos de COFINS. A decisão recorrida não acatou o pedido, sob fundamento de que as chamadas receitas extintas somente podem ser objeto de restituição, não de compensação. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10768.720156/200777 Acórdão n.º 3201001.506 S3C2T1 Fl. 136 4 Desde antes do protocolo do pedido de compensação, inexiste vedação á compensação de tais parcelas, como podemos observar do art. 74 da lei n.º 9.430/96. Ainda, como bem prevê a IN n.º 1.300/2012, suportada pelo art. 170 do CTN, os referidos créditos de IPMF são sim passiveis de compensação: Art. 1 º A restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), a restituição e a compensação de outras receitas da União arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) ou Guia da Previdência Social (GPS) e o ressarcimento e a compensação de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), serão efetuados conforme o disposto nesta Instrução Normativa. (...) Art. 41 . O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive o crédito decorrente de decisão judicial transitada em julgado, relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela RFB, ressalvadas as contribuições previdenciárias, cujo procedimento está previsto nos arts. 56 a 60, e as contribuições recolhidas para outras entidades ou fundos. (...) § 3º Não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1º: I o crédito que: a) seja de terceiros; b) se refira a "créditoprêmio" instituído pelo art. 1º do Decreto Lei nº 491, de 5 de março de 1969; c) se refira a título público; d) seja decorrente de decisão judicial não transitada em julgado; e) não se refira a tributos administrados pela RFB; ou f) tiver como fundamento a alegação de inconstitucionalidade de lei, exceto nos casos em que a lei: 1. tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de inconstitucionalidade ou em ação declaratória de constitucionalidade; 2. tenha tido sua execução suspensa pelo Senado Federal; Fl. 136DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10768.720156/200777 Acórdão n.º 3201001.506 S3C2T1 Fl. 137 5 3. tenha sido julgada inconstitucional em sentença judicial transitada em julgado a favor do contribuinte; ou 4. seja objeto de súmula vinculante aprovada pelo Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 103A da Constituição Federal; II o débito apurado no momento do registro da DI; III o débito que já tenha sido encaminhado à PGFN para inscrição em Dívida Ativa da União; IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela RFB; V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada ou considerada não declarada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; VI o débito que não se refira a tributo administrado pela RFB; VII o saldo a restituir apurado na DIRPF; VIII o crédito que não seja passível de restituição ou de ressarcimento; IX o crédito apurado no âmbito do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) de que trata a Lei nº 9.964, de 10 de abril de 2000, do Parcelamento Especial (Paes) de que trata o art. 1º da Lei nº 10.684, de 30 de maio de 2003, e do Parcelamento Excepcional (Paex) de que trata o art. 1º da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, decorrente de pagamento indevido ou a maior; X o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento indeferido pela autoridade competente da RFB, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; XI o valor informado pelo sujeito passivo em Declaração de Compensação apresentada à RFB, a título de crédito para com a Fazenda Nacional, que não tenha sido reconhecido pela autoridade competente da RFB, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; XII os tributos apurados na forma do Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 2006 ; XIII o crédito resultante de pagamento indevido ou a maior efetuado no âmbito da PGFN; e XIV outras hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo. (...) Fl. 137DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10768.720156/200777 Acórdão n.º 3201001.506 S3C2T1 Fl. 138 6 Como bem podemos ver da legislação supra, além de haver expressa permissão à compensação de créditos tributários administrados pela RFB, quando a norma trata da impossibilidade de compensação, não enquadra o IPMF. Novamente, como não há na legislação qualquer vedação à compensação de créditos de IPMF com débitos de COFINS, inexiste motivo para não ser deferido o requerido pela recorrente. A imputação ao contribuinte para aguardar a restituição de tributo recolhido em 1993, e até hoje impago, após 20 anos, é medida que não pode ser mantida. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário, para deferir a compensação dos valores pagos a título de IPMF com débitos de COFINS, como requerido pela recorrente, devendo a autoridade preparadora verificar se o valor do crédito é suficiente para quitar integralmente o débito pretendido. Sala das Sessões, em 26 de novembro de 2013. Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 138DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002445/2006-78
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2000
NORMAS PROCESSUAIS. RECURSO ESPECIAL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE.
O recurso a ser enfrentado pela Câmara Superior tem como pressuposto o exame da mesma legislação por colegiados administrativos distintos com resultados conflitantes. Diferentes os fatos aplicados à mesma legislação ou diferentes as legislações por aplicar, não se configura a divergência e não se pode conhecer do recurso.
Numero da decisão: 9303-002.272
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso. Ausente momentaneamente o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, que substituiu a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Ivan Alegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez Lopez e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
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RECURSO ESPECIAL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. O recurso a ser enfrentado pela Câmara Superior tem como pressuposto o exame da mesma legislação por colegiados administrativos distintos com resultados conflitantes. Diferentes os fatos aplicados à mesma legislação ou diferentes as legislações por aplicar, não se configura a divergência e não se pode conhecer do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso. Ausente momentaneamente o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, que substituiu a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 7. 00 24 45 /2 00 6- 78 Fl. 1461DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/07/2 013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Ivan Alegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez Lopez e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann Relatório Insurgese a Fazenda Nacional contra decisão da Primeira Turma da Segunda Câmara da Terceira Seção do CARF que, negando provimento a recurso de ofício, confirmou a desoneração da multa prevista no art. 44 da Lei n 9.430 que havia sido imposta pela autoridade fiscal em lançamento destinado a prevenir a decadência. A medida suspensiva de exigibilidade fora uma liminar obtida em medida cautelar promovida pela sociedade empresária acima qualificada. Segundo a Fazenda Nacional, essa decisão teria divergido do entendimento esposado pela Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes no acórdão nº 3201 00.319, que tem a seguinte ementa: "IMPETRAÇÃO DE AÇÃO JUDICIAL RENÚNCIA À VIA ADMINISTRATIVA Em qualquer modalidade, a propositura, pelo contribuinte, de ação judicial contra a Fazenda Nacional, antes ou posteriormente à formalização de exigência tributária, com o mesmo objeto, importa em renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e/ou desistência do recurso interposto. MULTA DE OFICIO E JUROS DE MORA EXIGÊNCIA NO LANÇAMENTO DESTINADO À PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA Nos lançamentos de ofício destinados à prevenção da decadência são regularmente exigíveis a multa de ofício e os juros de mora (mesmo quando da existência de depósitos judiciais). Apenas no caso de créditos tributários cuja exigibilidade esteja suspensa por medida liminar em mandado de segurança é que o lançamento deve ser feito sem a imposição da multa de ofício. JUROS DE MORA APLICABILIDADE DA TAXA SELIC Sobre s créditos tributários vencidos e não pagos a partir de abril de 1995, incidem os juros de mora equivalentes à taxa SELIC para títulos federais INCONSTITUCIONALIDADE A apreciação da constitucionalidade ou não de lei regularmente emanada do Poder Legislativo é de competência exclusiva do Poder Judiciária, pelo princípio da independência dos Poderes da República, como preconizado na nossa Carta Magna. Do Relatório da decisão tida como divergente e assim acolhida no despacho de admissibilidade consta o seguinte no que se relaciona à multa: Fl. 1462DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/07/2 013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10907.002445/200678 Acórdão n.º 9303002.272 CSRFT3 Fl. 5 3 A contribuinte supra identificada, teve contra si lavrado Auto de Infração referente a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (fls. 02/05), correspondente a fato gerador ocorrido no mês de abril de 1994, pela exclusão ao lucro liquido, antes da CSLL (financeiras), da correção monetária de 1989. O valor lançado constituise de R$ 1.919.729,57 a titulo de Contribuição e R$ 1.926.448,62 a titulo de Juros de Mora, totalizando R$ 3.846.178,19. Nada foi exigido a título de multa. Apesar dessa informação posta no Relatório, constou do voto do relator, que conduziu o acórdão, tópico sobre multa de ofício de seguinte teor: Com relação à imposição da multa, sua exigência seguiu estritamente o que determina a legislação aplicável, haja vista que na data do inicio do procedimento fiscal a interessada estava amparada por medida liminar em mandado de segurança, na forma do art. 151, IV do CTN, requisito indispensável para a não aplicação da penalidade de multa de ofício. Em suma, aparentemente se vislumbra uma obscuridade na decisão: não fica claro se houve ou não a imposição da multa. No entanto, a leitura conjunta do relatório e do voto, acrescida da ausência de informação sobre a interposição de embargos, leva a que se depreenda que não. É que o texto inserido no voto, apesar de totalmente dispensável na medida em que ausente a multa, só pode levar à conclusão de que tenha ocorrido um lapso do relator na primeira linha do parágrafo por mim transcrito. Com efeito, ali deveria constar: “...sua não exigência seguiu...”. Ainda que se entenda de modo contrário, isto é, que houve a imposição, ela teria decorrido da existência de liminar em mandado de segurança, e teria sido afastada exatamente por isso. Em outras palavras, na decisão aceita como demonstradora da divergência não há a afirmação de que a obtenção de liminar em outro tipo de ação não produza o mesmo efeito. O recurso especial também traz questionamento acerca do outro requisito da Lei nº 9.430, qual seja, que a liminar tenha sido obtida antes do início de qualquer procedimento fiscal. Anota o procurador estar ausente tal informação na decisão recorrida. Não há notícia de que tenha sido embargada por conta disso, e também não se juntou decisão que comprovasse alguma divergência sobre o ponto. Tanto a decisão recorrida quanto a paradigmática examinaram autuações posteriores à edição da MP 2.15835, que alterou o art. 63 da Lei 9.430, e passou, desde então, a também prever a não exigência da multa de ofício quando a decisão liminar tenha sido deferida em ação cautelar. É o Relatório. Voto Fl. 1463DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/07/2 013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Como se vê claramente da transcrição da decisão tida como comprobatória da divergência no ponto em que aborda a multa, esta não se confirma e, em conseqüência, não se pode admitir o recurso fazendário. Deveras, apesar da má redação de sua ementa, que realmente induznos a achar que ali fora mantida a multa de ofício em razão de a suspensão de exigibilidade do crédito tributário não ter sido decorrente da concessão de medida liminar em mandado de segurança, nada disso se confirma no corpo da decisão incluindo o seu relatório. De fato, só se pode chegar a uma de duas conclusões: ou não foi imposta multa alguma (Relatório) ou essa imposição deveria ser rejeitada na medida em que a decisão suspensiva ocorrera exatamente em mandado de segurança. Cediço que o recurso que a Câmara Superior examina visa a dirimir divergência de aplicação da mesma legislação entre Câmaras julgadoras acerca dos mesmos fatos analisados, impossível configurarse a divergência quando diferem os fatos examinados pelas duas Câmaras postas em confronto pelo recurso interposto. Com essas considerações, é o meu voto por não se conhecer do recurso apresentado pela Fazenda. É como voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 1464DF CARF MF Impresso em 18/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 15/07/2 013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10120.911587/2009-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2007
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF E DACON. PROVA DO INDÉBITO.
O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF ou da DACON, que contenham erro material. A DCTF (retificadora ou original) e a DACON não fazem prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, deve-se apreciar as provas trazidas pelo contribuinte e solicitar outras sempre que necessário.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-002.226
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE GOMES - Relator.
EDITADO EM: 28/01/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2007 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF E DACON. PROVA DO INDÉBITO. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF ou da DACON, que contenham erro material. A DCTF (retificadora ou original) e a DACON não fazem prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, deve-se apreciar as provas trazidas pelo contribuinte e solicitar outras sempre que necessário. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 28/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
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RETIFICAÇÃO DE DCTF E DACON. PROVA DO INDÉBITO. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF ou da DACON, que contenham erro material. A DCTF (retificadora ou original) e a DACON não fazem prova de liquidez e certeza do crédito a restituir. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, devese apreciar as provas trazidas pelo contribuinte e solicitar outras sempre que necessário. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 91 15 87 /2 00 9- 18 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 01/02/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 EDITADO EM: 28/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria tratada no presente processo, transcrevo o relatório produzido pela DRJ de Brasília: Tratam os autos da Declaração de Compensação (DCOMP) de nº 08437.67368.180507.1.3.047822, transmitida eletronicamente em 18/5/2007, com base em créditos relativos à Contribuição para o PIS/Pasep. A contribuinte declarou no PER/DCOMP a existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, cujo DARF apresenta as seguintes características: (...) A partir das características do DARF foi identificado que o referido pagamento havia sido utilizado integralmente, de modo que não existia crédito disponível para efetuar a compensação solicitada. Assim, em 7/10/2009, foi emitido eletronicamente o Despacho Decisório (fl. 56), cuja decisão não homologou a compensação dos débitos confessados por inexistência de crédito. O valor do principal correspondente aos débitos informados é de R$ 44.566,43. Considerado cientificado dessa decisão em 22/10/2009, bem como da cobrança dos débitos confessados na Dcomp, o sujeito passivo apresentou em 23/11/2009, manifestação de inconformidade à fl. 2 a 6, acrescida de documentação anexa. A contribuinte alega que houve inúmeros erros na consolidação dos dados da apuração da contribuição, o que teria originado o crédito pleiteado. Retificou a Dacon do período para demonstrar o valor que seria realmente devido. Anexa cópias das declarações retificadas. Ao final, requer: a) Caso não haja satisfeita com as provas juntadas a esta, solicitar procedimento fiscalizatório para confirmálas, voltando a vosso crivo com o objetivo de confirmar as compensações e cassando o despacho decisório; b) Ou satisfeito com os documentos ora anexados confirmar as compensações cassando o despacho decisório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 01/02/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10120.911587/200918 Acórdão n.º 3302002.226 S3C3T2 Fl. 107 3 É o relatório. A par dos argumentos lançados na manifestação de inconformidade apresentada, a DRJ entendeu por bem indeferir a solicitação, em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano calendário: 2007 APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO A MAIOR. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento a maior, comparativamente com o valor do débito devido a menor, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábil fiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de declaração retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Contra esta decisão foi apresentado Recurso onde são reprisados os argumentos lançados na manifestação de inconformidade apresentada É o relatório. Voto Conselheiro Relator ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 01/02/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 Em síntese, a Recorrente advoga a existência de pagamentos indevidos e junta ao processo a Dacon retificadora transmitida em data anterior ao despacho decisório exarado pela DRF. Por outro lado, o Acórdão recorrido assim fundamenta, em síntese, sua decisão: No caso em análise, a contribuinte esclarece que teria retificado a Dacon do período, o que comprovaria erro cometido ao informar originalmente os valores dos débitos referentes às contribuições. Notase, então, que o crédito que a interessada alega possuir seria decorrente de apuração de valor devido a menor, apurado em data posterior à época da entrega da DCTF original.Como já me manifestei neste colegiado, entendo que a retificação da DCTF é medida que obriga a autoridade a promover a verificação dos créditos alegados pelo contribuinte. No entanto, neste momento processual, para comprovar a liquidez e certeza do crédito informado na Declaração de Compensação é imprescindível que seja demonstrada na escrituração contábil fiscal da contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. Ainda, neste caso, o ônus da prova recai sobre a contribuinte interessada, que deve trazer aos autos elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto ao fato questionado. (...) Logo, a simples entrega da declaração retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento a maior, que teria originado o crédito pleiteado pela contribuinte em sua Declaração de Compensação, ainda que esta declaração tenha sido enviada antes da emissão do Despacho Decisório. Assim, uma vez não comprovada nos autos a existência de direito creditório líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Pública passível de compensação, não há o que ser reconsiderado na decisão dada pela autoridade administrativa A existência de pagamento indevido ou a maior em nenhum momento foi avaliada pela DRF de Florianópolis, que se limitou a informar que o alegado crédito estava totalmente alocado a outros débitos conforme informado em DCTF. Ora, como tenho me manifestado em diversas ocasiões, no âmbito do processo administrativo impera o princípio da verdade material, que obriga a autoridade administrativa a analisar exaustivamente os fatos alegados pelos contribuintes, solicitando inclusive diligencias e apresentação de novas provas das alegações existentes no processo administrativo fiscal. A existência de informação na DCTF ou na DACON, em nada altera a existência ou não do pagamento a maior, ainda mais quando se tratarem a DCTF e a DACON, de instrumentos de controle da própria Receita Federal. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 01/02/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10120.911587/200918 Acórdão n.º 3302002.226 S3C3T2 Fl. 108 5 Sobre este tema, são elucidativas as conclusões exaradas pelo eminente Conselheiro Walber José da Silva, que assim se manifestou no processo nº 10283.900064/200983, julgado recentemente por esta turma: Concluindo: à mingua de previsão legal, a falta de apresentação de DCTF retificadora, ou a sua apresentação após a emissão do Despacho Decisório, por si só, não se constitui em motivo para o indeferimento do pedido de restituição e, conseqüentemente, para a não homologação da compensação declarada pela Recorrente. Deve, portanto, a autoridade administrativa da RFB apurar a liquidez e a certeza do crédito pleiteado considerando todas as provas trazidas aos autos e outras que julgar imprescindível para apurar a verdade material e formar sua convicção. Nesta linha de pensar, a autoridade preparadora deve promover a análise da liquidez e certeza do alegado crédito, com base nos documentos existentes dos autos e outros mais que entender necessários, intimando o contribuinte para apresentálos se necessários, tendo por norte o principio da verdade material, e, no caso de serem os créditos suficientes, homologar as compensações efetuadas. Caso contrário, sejam compensados os débitos declarados até o limite dos créditos existentes e intimada a contribuinte para a apresentação de manifestação de inconformidade contra a homologação parcial das compensações. Por todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao presente recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator Fl. 109DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 01/02/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por ALEXANDRE GOMES
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Numero do processo: 16643.000023/2011-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Feb 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2011
DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. MULTAS POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APLICABILIDADE DO ART. 173, I, DO CTN.
O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário correspondente a multa pelo descumprimento de obrigação acessória conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Não está em discussão, aqui, tributo, muito menos foi atribuído ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. O que existe, sim, é uma obrigação acessória, cujo descumprimento traz como consequência a imposição de multa pecuniária, convertendo-se a obrigação acessória em principal, nos exatos termos da lei. A contagem do prazo decadencial para a constituição do crédito tributário, então, deve seguir a regra geral do art. 173, inciso I, do CTN.
Numero da decisão: 1302-001.197
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator e pelo Redator Designado. Vencidos os Conselheiros Guilherme Pollastri (Relator), Márcio Frizzo e Cristiane Costa. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Waldir Veiga Rocha.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior Presidente
(assinado digitalmente)
Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator
(assinado digitalmente)
Waldir Veiga Rocha Redator Designado.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Waldir Veiga Rocha, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Eduardo de Andrade.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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ARTS. 11 E 12 DA LEI 8.218/1991. INAPLICABILIDADE DO ART. 57 DA MP 2.15835/2001. Em caso de descumprimento das obrigações acessórias instituídas pelo art. 11 da Lei nº 8.218/1991 aplicamse as penalidades estabelecidas no art. 12 do mesmo diploma legal. As penalidades de que trata o art. 57 da MP nº 2.158 35/2001, mesmo após as modificações introduzidas pela Lei nº 12.766/2012, se aplicam exclusivamente ao descumprimento de obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999, o que não é o caso dos presentes autos. A obrigação acessória criada pelo art. 11 da Lei nº 8.218/1991 não se confunde com aquela criada pela IN RFB nº 787/2007, com base na delegação de competência do art. 16 da Lei nº 9.779/1999. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2011 DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. MULTAS POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APLICABILIDADE DO ART. 173, I, DO CTN. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário correspondente a multa pelo descumprimento de obrigação acessória contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Não está em discussão, aqui, tributo, muito menos foi atribuído ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. O que existe, sim, é uma obrigação acessória, cujo descumprimento traz como consequência a imposição de multa pecuniária, convertendose a obrigação acessória em principal, nos exatos termos da lei. A contagem do prazo decadencial para a constituição do AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 64 3. 00 00 23 /2 01 1- 50 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 164 2 crédito tributário, então, deve seguir a regra geral do art. 173, inciso I, do CTN. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator e pelo Redator Designado. Vencidos os Conselheiros Guilherme Pollastri (Relator), Márcio Frizzo e Cristiane Costa. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Waldir Veiga Rocha. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior – Presidente (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva – Relator (assinado digitalmente) Waldir Veiga Rocha – Redator Designado. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Waldir Veiga Rocha, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Eduardo de Andrade. Relatório Trata este processo de auto de infração no valor de R$ 5.675.650,33, referente à multa por falta ou atraso na entrega de escrituração contábil, com fundamento nos artigos 12 da Lei nº 8.218/1991 e 16 da Lei nº 9.779/99, com redação dada pelo artigo 72 da Medida Provisória nº 2.15835/2001. A aplicação da multa se deu após procedimento fiscal para verificação das obrigações tributárias relativas ao período de 2005 à 2009 e de janeiro a maio de 2010, que resultou em lançamentos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, autuados sob o n° 16643.000392/201061, julgado em sessão de 28/04/2011, gerando o acórdão nº 1631.189. O procedimento foi iniciado para verificação do IRPJ no período de 2005 à 2008, posteriormente ampliado para 2009 e a infração imputada ao sujeito passivo encontrase discriminada no relatório fiscal de fls. 77/82, que, em síntese apurou o seguinte: que a contribuinte, intimada em 11/11/2010 a apresentar os arquivos digitais da escrituração contábil referentes aos anoscalendário 2005, 2006 e 2007, solicitou a dilação do prazo por 30 dias, alegando que a elaboração dos arquivos digitais eram terceirizados. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 165 3 que em 08/12/2010, reintimada para apresntar os arquivos de 2005 em 2 dias, apresentou somente os arquivos digitais do ano de 2006 e requereu novamente a dilação de prazo. que em 20/12/2010, entregou os arquivos digitais relativos ao ano de 2007 e solicitou mais 20 dias para apresentar os arquivos digitais de 2005. terminado o novo prazo solicitado em 10/01/2011, a contribuinte quedou inerte. que diante da não apresentação dos arquivos de 2005, foi lavrado, em 22/12/2010, um primeiro auto de infração de imposição de penalidade de multa, controlado pelo processo nº 16643.000409/201081, que abrageu o período entre os dias 10/12/2010 (data final do prazo para apresentação dos arquivos) e 22/12/2010 (data da lavratura do AI). que em 19/01/2011, a fiscalizada foi novamente intimada a apresentar os arquivos de 2005 e os apresentou somente em 01/02/2011, 72 dias após a primeira solicitação da fiscalização. que diante da falta/atraso na entrega da ECD – Escrituração Contábil Digital de 2005, foi aplicada multa de 0,02% sobre a receita bruta por dia de atraso calculados de 23/12/2010 até 01/02/2011, resultando na multa de R$ 5.675.650,33. Intimada da autuação em 15/02/2011, a contribuinte apresentou impugnação tempestiva, alegando em síntese o seguinte: em preliminar, que operouse a decadência, diante do transcurso de mais de cinco anos entre a ocorrência dos fatos geradores da obrigação acessória e a intimação do auto de infração. que a Impugnante entregou os arquivos de 2006 e 2007, e informou que estava com dificuldades em relação ao ano de 2005. que a fiscalização foi arbitrariamente encerrada, lavrando Auto de Infração onde impõe multa estratosférica, sem um mínimo de razoabilidade. diante da questão mencionada a fiscalização cerceou seu direito de ampla defesa. que em momento algum se furtou em entregar os arquivos magnéticos. A 1ª Turma da DRJ/SP1, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de decadência e negou provimento a impugnação do contribuinte, conforme ementa a seguir: ARQUIVOS MAGNÉTICOS. PRAZO DE GUARDA. PRAZO DECADENCIAL. REGRA GERAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processament eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas o financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição das autoridades fiscais, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo de cinco anos, Fl. 166DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 166 4 contados de acordo com a regra geral de decadência para constituição do crédito tributário pela autoridade administrativa, prevista no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. ARQUIVOS DIGITAIS. INTIMAÇÃO. PRAZO RAZOÁVEL. ATRASO. MULTA ISOLADA. O descumprimento injustificado de prazo concedido por autoridade fisca a contribuinte para apresentação de arquivos digitais enseja a aplicação de multa equivalente a dois centésimos por cento por dia de atraso calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até máximo de um por cento dessa. Intimada em 07/02/2012 a Contribuinte apresentou recurso voluntário tempestivo, em 07/03/2012, reiterando os argumentos apresentado em sede de impugnação e acrescentando basicamente o seguinte: que desde o inicio afirmou que tinha problemas com os arquivos digitais de 2005, porém nunca deixou de atender a fiscalização, tendo apresentado inclusive os arquivos de 2006 e 2007 dentro do prazo. que a sistemática de contagem do prazo decadencial adotado pela DRJ é equivocada e não encontra respaldo na legislação nem na jurisprudência, que transcreve. que o relator do acórdão recorrido além de dar nova interpretação ao prazo decandecial, adota o artigo 173 do CTN, ao invés do §4° do artigo 150 do CTN. ocorrida a decadência em relação à 2005 não tem mais o fisco o direito de exigir o seu crédito. Junta jurisprudencia neste sentido. caso se pudesse aplicar a multa, a mesma poderia no máximo abranger o mês de dezembro de 2005, nos termos do inciso III, do art. 12 da Lei nº 8.218/91 e a incidência da multa de 0,02%, somente poderia incidir sobre a receita bruta aferidas em dezembro de 2005 e não sobre todo o anocalendário já que os meses anteriores estavam atingidos pela decadência. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator. O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos estipulados pelo Decreto nº 70235/72, razão porque dele conheço. Como se depreende dos autos, em razão da ação fiscal foi lavrado em 0502 11 o auto de infração com a cobrança de multa por atraso na entrega do arquivo eletrônico do ano de 2005, apesar de toda a documentação ter sido entregue em papel (registro de entrega do razão de fls. 18). Fl. 167DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 167 5 A legislação fiscal determina que as pessoas jurídicas têm o dever de manter à disposição da Administração Tributária os correspondentes arquivos magnéticos como dispõe o artigo 11 da Lei nº 8.218/1991, modificada pela Medida Provisória nº 2.15835/ 2001, “in verbis”: “Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. O Poder Executivo regulamentou a matéria através do artigo 265 do RIR/99, nos seguintes termos: “Art. 265. As pessoas jurídicas que, de acordo com o balanço encerrado no período de apuração imediatamente anterior, possuírem patrimônio líquido superior a um milhão seiscentos e trinta e três mil, setenta e dois reais e quarenta e quatro centavos e utilizarem sistema de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal ficarão obrigadas a manter, em meio magnético ou assemelhado, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos e sistemas durante o prazo de cinco anos (Lei nº 8.218, de 1991, art. 11 e § 1º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 3º, inciso II, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 30). E a Secretaria da Receita Federal editou a IN nº 86/2001, cujo artigo 1º tratou do prazo para apresentação dos arquivos digitais e sistemas utilizados por pessoas jurídicas da seguinte maneira: “Art. 1º As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal (SRF), os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária.” Como indubitável, é obrigação das empresas à apresentação da documentação eletrônica, mas está claro também que nenhuma legislação superveniente especificou a partir de que momento se inicia a contagem do prazo de guarda dos arquivos e sistemas de dados teria início. Desta maneira, o legislador não definiu de que maneira seria processada a contagem de prazo, se pela regra do § 4º do artigo 150, ou, do inciso I do 173 do CTN. A DRJ se equivocou considerou como termo inicial do prazo a data da primeira intimação ocorrida em 11/11/2010 quando assim justificou a manutenção do lançamento: Fl. 168DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 168 6 “A ausência de disposição expressa acerca de qual das duas regras seria aplicável para determinação do período de guarda dos arquivos digitais faz com que a escolha recaia sobre a regra geral de decadência para constituição do crédito tributário pela autoridade administrativa, na hipótese em que se verifica descumprimento da obrigação tributária principal, prevista pelos ditames do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional: “Art. 173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Desta maneira, tendo em vista que a ação fiscal foi inicialmente instaurada para verificar o cumprimento das obrigações referentes ao IRPJ e, uma vez que o anocalendário mais distante a que se referiam os arquivos magnéticos requisitados era o de 2005, o lançamento de ofício do correspondente imposto poderia ter sido efetuado no curso de 2006, começando a fluir o prazo decadencial em 1º de janeiro de 2007, encerrandose depois de cinco anos. A contribuinte foi intimada a apresentar os arquivos digitais em 11/11/2010 (fls. 36/38), ou seja, depois de aproximadamente 3 anos e 11 meses do início do curso do período que estava obrigada a guardálos. Portanto, à época da intimação, não havia que se falar em decadência do direito do fisco em exigir a exibição desses documentos.” Do acórdão recorrido constatase que a DRJ contrariou a lei que determina data de inicio do prazo decadencial, equivocadamente o inciso I do art. 173 em detrimento do §4º do art 150 do CTN, que determina: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o Fl. 169DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 169 7 lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Durante muitos anos, a jurisprudência predominante no CARF foi no sentido de que, em se tratando de lançamento por homologação, o que definia se o termo inicial para a contagem da decadência era a data da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN) ou o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I do CTN) sem a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Na presença desses vícios, o termo inicial, sem voz dissonante, era fixado pelo art. 173, I. A partir desse julgamento, dando comprimento ao art. 62A do Regimento, o termo inicial para a contagem do prazo fatal para a Fazenda promover o lançamento de ofício, nos casos de tributos que, por sua legislação específica, estejam sujeitos a lançamento por homologação, pode assim ser resumida: a) Na ocorrência de dolo, fraude ou simulação: primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I, do CTN); b) Não sendo o caso de dolo, fraude ou simulação: b.1) Tendo havido pagamento (ou confissão em DCTF): data da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN), b.2) Não tendo havido pagamento (ou confissão em DCTF): primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado (art. 173, I, do CTN). Assim, diante dos equívocos apontados na decisão recorrida e da ausência de disposição expressa acerca de qual das duas regras seria aplicável para determinação do período de guarda dos arquivos digitais, me parece que deve recair sobre a regra geral prevista no art. 150 §4º do CTN. Tendo em vista que houve pagamento e não foi apurado dolo, fraude ou simulação, e tendo sido esta ação fiscal instaurada para verificar os arquivos magnéticos de 2005 e a Recorrente só foi intimada da presente autuação em 15/02/2011, resta claro que o crédito tributário está extinto em função da decadência. Superada a preliminar de decadência e sendo vencido, adentro ao mérito. O presente lançamento imputou à recorrente a penalidade prevista no art. 12, da Lei nº 8.218/91, com redação dada pela Medida Provisória nº 215835/2001, porém, após a lavratura do auto de infração, ocorreram alterações normativas supervenientes que alteraram diretamente o caso em tela. Convém tecer algumas considerações sobre o regime normativo da multa regulamentar aplicada ao presente caso. O art. 11 da Lei nº 8.218/1991 imputou, às pessoas jurídicas que o utilizarem sistema eletrônico de escrituração, o dever de guardar os arquivos magnéticos no formato estipulado pela Receita Federal do Brasil, verbis: Fl. 170DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 170 8 Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. § 1º A Secretaria da Receita Federal poderá estabelecer prazo inferior ao previsto no caput deste artigo, que poderá ser diferenciado segundo o porte da pessoa jurídica. § 2º Ficam dispensadas do cumprimento da obrigação de que trata este artigo as empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES, de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. § 3º A Secretaria da Receita Federal expedirá os atos necessários para estabelecer a forma e o prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser apresentados. § 4º Os atos a que se refere o § 3º poderão ser expedidos por autoridade designada pelo Secretário da Receita Federal. Por conseguinte, o referido diploma legal e suas alterações posteriores, estipulou penalidade pelo descumprimento das obrigações elencadas acima, as quais estão previstas no art. 12: Art. 12. A inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades: I multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos; II multa de cinco por cento sobre o valor da operação correspondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a um por cento da receita bruta da pessoa jurídica no período; III multa equivalente a dois centésimos por cento por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de um por cento dessa, aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. Inicialmente, o art. 251 do RIR/99 impôs o dever das pessoas jurídicas manter sua escrituração de acordo com as leis comerciais e fiscais, sendo que as leis comerciais não impõem um formato padrão específico de escrituração. Sendo assim, o art. 16 da Lei nº 9.779/1999 delegou à Receita Federal do Brasil a possibilidade de dispor sobre obrigações acessórias relativas aos impostos por ela administrados: Fl. 171DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 171 9 Lei nº 9.779/1999 Art. 16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Destacase que, em virtude do avanço tecnológico, a Receita Federal também dispôs sobre a possibilidade de o contribuinte realizar a sua escrituração em formato magnético, conforme norma a seguir destacada: Lei 8.218/1991 Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. Assim via de regra, a escrituração era realizada em formato tradicional, mas, poderia utilizar sistema de processamento eletrônico nos moldes e formatos estabelecidos pela Receita Federal e com isso, a padronização dos arquivos que deveriam ser apresentados pelo Contribuinte optante pela escrituração digital: Instrução Normativa SRF nº 86/2001 Art. 1º As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal (SRF), os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. Art. 2º As pessoas jurídicas especificadas no art. 1º, quando intimadas pelos AuditoresFiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras. ADE 15, de 23.10.2001 Art. 1º As pessoas jurídicas de que trata o art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 86, de 2001, quando intimadas por AuditorFiscal da Receita Federal (AFRF), deverão apresentar, a partir de 1º de janeiro de 2002, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras, observadas as orientações contidas no Anexo único. § 1º As informações de que trata o caput deverão ser apresentadas em arquivos padronizados, no que se refere a: Fl. 172DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 172 10 I registros contábeis; ...... § 2º As informações que não se enquadrarem no parágrafo anterior deverão ser apresentadas pelas pessoas jurídicas, atendido o disposto nos itens "Especificações Técnicas dos Sistemas e Arquivos" e "Documentação de Acompanhamento" do Anexo único. Porém, a partir de 2007, todo o quadro fático e normativo começou a ser alterado instituindo o Sistema Público de Escrituração Digital – SPED: Decreto nº 6.022/2007 Art.1oFica instituído o Sistema Público de Escrituração Digital Sped. Art.2oO Sped é instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, mediante fluxo único, computadorizado, de informações. §1oOs livros e documentos de que trata o caput serão emitidos em forma eletrônica, observado o disposto na Medida Provisória no 2.2002, de 24 de agosto de 2001. Com isso, a regra geral passou a ser o armazenamento e escrituração em formato eletrônico e a ser obrigatório para todos: Instrução Normativa nº 787/2007 Art. 1º Fica instituída a Escrituração Contábil Digital (ECD), para fins fiscais e previdenciários, de acordo com o disposto nesta Instrução Normativa. Art. 2º A ECD compreenderá a versão digital dos seguintes livros: I livro Diário e seus auxiliares, se houver; II livro Razão e seus auxiliares, se houver; III livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos. Assim, os arquivos e formatos exigidos no ADE nº 15, passaram a ser exigidos no SPED e com essa mudança surgiu a necessidade de adequação das penalidades aplicáveis em caso de descumprimento das obrigações acessórias. Este era o quadro normativo, até que diante da necessidade de uniformizar as multas, sobreveio o art. 8º da Lei nº 12.766/2012 alterou completamente o art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/2001 que passou a ter a seguinte redação: Art. 57. O sujeito passivo que deixar de apresentar nos prazos fixados declaração, demonstrativo ou escrituração digital exigidos nos termos do Fl. 173DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 173 11 art. 16 da Lei no 9.779, de 19 de janeiro de 1999, ou que os apresentar com incorreções ou omissões será intimado para apresentálos ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e sujeitarseá às seguintes multas:(Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) I por apresentação extemporânea:(Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) a) R$ 500,00 (quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido;(Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) b) R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro real ou tenham optado pelo autoarbitramento;(Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) II por não atendimento à intimação da Secretaria da Receita Federal do Brasil, para apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital ou para prestar esclarecimentos, nos prazos estipulados pela autoridade fiscal, que nunca serão inferiores a 45 (quarenta e cinco) dias: R$ l.000,00 (mil reais) por mêscalendário;(Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) III por apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital com informações inexatas, incompletas ou omitidas: 0,2% (dois décimos por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais), sobre o faturamento do mês anterior ao da entrega da declaração, demonstrativo ou escrituração equivocada, assim entendido como a receita decorrente das vendas de mercadorias e serviços.(Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 1o Na hipótese de pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional, os valores e o percentual referidos nos incisos II e III deste artigo serão reduzidos em 70% (setenta por cento).(Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 2o Para fins do disposto no inciso I, em relação às pessoas jurídicas que, na última declaração, tenham utilizado mais de uma forma de apuração do lucro, ou tenham realizado algum evento de reorganização societária, deverá ser aplicada a multa de que trata a alínea b do inciso I do caput.(Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 3o A multa prevista no inciso I será reduzida à metade, quando a declaração, demonstrativo ou escrituração digital for apresentado após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) Logo, a meu ver a partir da edição da Lei nº 12.766/2012 (art. 8º), foi inserida uma norma com escopo de sancionar o descumprimento das obrigações acessórias relativas ao descumprimento da escrituração digital que culminou em uma penalidade mais branda e razoável em caso de atraso na entrega de escrituração em arquivo magnético. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 174 12 Diante da legislação superveniente mais favorável a Recorrente há que se aplicar o art. 106 do CTN que dispõe sobre a necessidade de aplicação de regra sancionatória nova quando esta comine uma penalidade menos severa daquela prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, RETROATIVIDADE BENIGNA, no Direito Tributário, verbis: Código Tributário Nacional Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: ... II tratandose de ato não definitivamente julgado: ... c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Esta regra vem sendo aplicada sistematicamente pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, senão vejamos: Acórdão nº 9101001.557, sessão de 23/01/2013 RETROATIVIDADE BENIGNA CSLL DECLARADA EM DCTF No lançamento efetuado com base no art. 90 da MP215835 de 24/08/2001, com vinculação de pagamento incorreta, a multa de oficio deve ser exonerada pela aplicação retroativa do caput do art. 18 da Lei n° 10.833/2003, com base no disposto no art. 106, II, "c" do CTN, em razão da retroatividade benigna. Acórdão nº 9202002.623, sessão de 23/04/2013 MULTA DE OFÍCIO LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE MAIS BENÉFICA RETROATIVIDADE BENIGNA. Por força da retroatividade benigna, aplicase a lei a fatos pretéritos não definitivamente julgados, quando esta lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. Recurso especial negado. Assim, diante da instituição de penalidade que atribuiu tratamento mais brando em caso de falta ou atraso na entrega de arquivos magnéticos em formato diverso do exigido pela Receita Federal do Brasil, aplico a retroatividade benigna neste caso. Ademais, recentemente, a Primeira Câmara da 1ª Seção julgou matéria análoga ao presente caso e aplicou a retroatividade benigna para a multa decorrente da falta de entrega do arquivo magnético: Acórdão nº 1103000.841, sessão de 10/04/2013 Processo: 12898.001737/200918 – Recorrente: CGG DO BRASIL PARTICIPAÇÕES LTDA. – Recorrida: FAZENDA NACIONAL – Matéria: IRPJ – Multa entrega de arquivos magnéticos. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 175 13 Decisão: REJEITADO a preliminar, por unanimidade de votos, e, no mérito, DADO provimento PARCIAL para excluir a multa relativa ao ano calendário 2008, por unanimidade, e reduzir a multa relativa ao ano calendário 2007 para o valor apurado nos termos do art. 57, III, da MP 2.15835/2001, com a redação do art. 8º da Lei 12.766/2012, por maioria, vencidos os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro (Relator) e André Mendes de Moura. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcos Shigueo Takata. Acórdão nº 1103000.844, sessão de 10/04/2013 Processo: 11522.001811/201035 – Ex Offício e Voluntário – Recorrentes: FAZENDA NACIONAL e RECOL DISTRIBUIÇÃO E COMÉRCIO LTDA. – Matéria: IRPJ – Multa entrega de arquivos magnéticos. – Decisão: Por unanimidade de votos, REJEITADO a preliminar e, no mérito, NEGADO provimento ao recurso de ofício e DADO provimento PARCIAL ao recurso voluntário para reduzir a multa para R$ 13.000,00. – Acórdão nº 1103000.844. O legislador poderia ter alterado ou revogado as hipóteses contempladas nos incisos II e III do art.12 da Lei nº 8.218/91, porém, o artigo 8º da Lei nº 12.766/12 a meu ver provoca a análise, à luz do art.106 do CTN, de sua incidência nos casos pendentes de apreciação. Ademais, em 12/07/2013, a Receita Federal do Brasil publicou o Parecer Normativo nº 3/2013, que, ao dispor sobre o regime jurídico das obrigações acessórias, veiculou o seguinte comando: “4.5. Caso a Fiscalização comprove que a pessoa jurídica não apresentou o demonstrativo ou escrituração digital por não ter escriturado e, concomitantemente, não mantém os arquivos à disposição de maneira contínua à RFB, tal conduta se amolda no aspecto material dos arts. 11 e 12 da Lei nº 8.218, de 1991. Ressaltese que a falta de existência de comprovação da falta de escrituração digital de maneira contínua quando seja obrigatória (caso da Escrituração Contábil Digital (ECD), por exemplo) deve ser demonstrada e comprovada. 4.6. Na situação do item 4.5, é importante que a aplicação da multa prevista nos arts. 11 e 12 da Lei nº 8.218, de 1991, se coadune com a distinção dos aspectos materiais dela em relação ao novo art. 57 da MP nº 215835, de 2001. A simples não apresentação de documentos sem a comprovação de que faltou a escrituração não pode gerar a multa mais gravosa, mas sim a geral de que trata o novo art. 57 da MP nº 215835, de 2001. Havendo dúvidas quanto a esse fato ou não se conseguindo comproválo, aplicase a multa mais benéfica da Lei nº 12.766, de 2012, em decorrência do que determina o art. 112, inciso II, da Lei nº 5.172, de 1966 Código Tributário Nacional (CTN).” Levandose em consideração a nova forma de apuração prevista no art. 8º da Lei nº 12.766/2012 e todo o exposto, a meu ver, a recorrente sujeitase à multa de R$ 2.000,00, haja vista o atraso de 2 meses, considerando a data inicial (23/12/2010) e a final (01/02/2011). Fl. 176DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 176 14 No tocante as alegações levantadas em sede de memorial, o exame da matéria ficou prejudicado, em função do reconhecimento da incidência da retroatividade benigna, que ocasionou a redução da penalidade para um patamar inferior ao montante que seria devido caso o argumento extemporâneo da recorrente fosse julgado. Por tudo que foi exposto voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para que seja aplicada a penalidade prevista na nova legislação que regula a matéria. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Voto Vencedor Conselheiro Waldir Veiga Rocha, Redator Designado Em que pese o bem elaborado e fundamentado voto do ilustre Relator, durante as discussões ocorridas por ocasião do julgamento do presente litígio surgiu divergência que levou a conclusão diversa quanto aos seguintes pontos: (i) decadência; e (ii) aplicabilidade, ou não, ao caso concreto, das alterações no art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/2001. Passo a tratar de cada um dos pontos mencionados, expondo os fundamentos da divergência e as conclusões às quais chegou o Colegiado. i) Decadência. A decadência, especialmente no que toca aos tributos sujeitos ao lançamento dito por homologação, é matéria tormentosa, que tem suscitado interpretações variadas mesmo no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em especial quanto à aplicabilidade do art. 150, § 4º, ou do art. 173, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional. Eis os dispositivos em comento: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. [...] § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. [...] Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: Fl. 177DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 177 15 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; [...] No entanto, no presente caso, a situação se afigura mais simples. É que o processo sob exame não cuida do lançamento de tributo, mas sim do lançamento de multa pelo descumprimento de obrigação acessória. Desta forma, o Colegiado entendeu que não se poderia cogitar da aplicação do art. 150, § 4º, do CTN. Não está em discussão, aqui, tributo, muito menos foi atribuído ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. O que existe, sim, é uma obrigação acessória, cujo descumprimento traz como consequência a imposição de multa pecuniária, convertendose a obrigação acessória em principal, nos exatos termos da lei. A contagem do prazo decadencial para a constituição do crédito tributário, então, deve seguir a regra geral do art. 173, inciso I, do CTN. Aplicandose ao caso concreto as disposições do art. 173, inciso I, do CTN temos que os arquivos digitais e sistemas exigidos pelo Fisco, com base no art. 11 da Lei nº 8.218/1991, referiamse aos lançamentos contábeis do anocalendário 2005. Em assim sendo, se tornariam exigíveis após o encerramento desse período, ou seja, a partir de 01/01/2006. O crédito tributário correspondente à multa pelo descumprimento dessa obrigação acessória poderia ser constituído mediante lançamento dentro do próprio anocalendário 2006. O início da contagem do prazo decadencial, então, se dá a partir do primeiro dia do exercício seguinte, a saber, a partir de 01/01/2007, encerrandose em 31/12/2011. Tendo sido o lançamento cientificado ao sujeito passivo em 15/02/2011, não se há de falar em decadência. ii) Aplicabilidade, ou não, ao caso concreto, das alterações no art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/2001. Embora esta discussão não fizesse parte do litígio, conforme originalmente instaurado, sua apreciação é indispensável, visto tratarse de alteração legislativa superveniente ao lançamento e que, caso aplicável ao caso concreto, poderia ter efeito retroativo, por tratar de penalidade. Por ocasião do lançamento, o art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/2001 era conforme a seguir: Art. 57. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das seguintes penalidades: I R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário, relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados; II cinco por cento, não inferior a R$ 100,00 (cem reais), do valor das transações comerciais ou das operações financeiras, próprias da pessoa jurídica ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário, no caso de informação omitida, inexata ou incompleta. Parágrafo único. Na hipótese de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES, os valores e o percentual referidos neste artigo serão reduzidos em setenta por cento. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 178 16 Com o advento da Lei nº 12.766/2012, o art. 57, acima, passou a ter a seguinte redação (grifos não constam do original): Art. 57. O sujeito passivo que deixar de apresentar nos prazos fixados declaração, demonstrativo ou escrituração digital exigidos nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 19 de janeiro de 1999, ou que os apresentar com incorreções ou omissões será intimado para apresentálos ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) I por apresentação extemporânea: (Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) a) R$ 500,00 (quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido; (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) b) R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro real ou tenham optado pelo autoarbitramento; (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) II por não atendimento à intimação da Secretaria da Receita Federal do Brasil, para apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital ou para prestar esclarecimentos, nos prazos estipulados pela autoridade fiscal, que nunca serão inferiores a 45 (quarenta e cinco) dias: R$ l.000,00 (mil reais) por mês calendário; (Redação dada pela Lei nº 12.766, de 2012) III por apresentar declaração, demonstrativo ou escrituração digital com informações inexatas, incompletas ou omitidas: 0,2% (dois décimos por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais), sobre o faturamento do mês anterior ao da entrega da declaração, demonstrativo ou escrituração equivocada, assim entendido como a receita decorrente das vendas de mercadorias e serviços. (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 1o Na hipótese de pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional, os valores e o percentual referidos nos incisos II e III deste artigo serão reduzidos em 70% (setenta por cento). (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 2o Para fins do disposto no inciso I, em relação às pessoas jurídicas que, na última declaração, tenham utilizado mais de uma forma de apuração do lucro, ou tenham realizado algum evento de reorganização societária, deverá ser aplicada a multa de que trata a alíneabdo inciso I do caput. (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) § 3o A multa prevista no inciso I será reduzida à metade, quando a declaração, demonstrativo ou escrituração digital for apresentado após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. (Incluído pela Lei nº 12.766, de 2012) Entendem alguns que a nova redação do art. 57, ao incluir no caput a expressão escrituração digital e especificar penalidades para a não apresentação ou apresentação com incorreções ou omissões, passaria a alcançar também a penalidade de que trata o presente processo. Além disso, por ser mais benéfica, sua aplicabilidade seria retroativa, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional. Com a devida vênia dos que assim pensam, tal linha de raciocínio não deve prosperar. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 179 17 De se observar que tanto a redação do art. 57 da MP nº 2.15835/2001 vigente à época do lançamento, quanto aquela com as alterações introduzidas pela Lei nº 12.766/2012, se referem ao descumprimento de obrigações acessórias (redação anterior) ou à não apresentação nos prazos fixados de declaração, demonstrativo ou escrituração digital (nova redação) exigidos nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999 (grifei). Vejamos, então, de que cuida art. 16 da Lei nº 9.779/1999: Lei nº 9.779, de 19/01/1999 Art. 16. Compete à Secretaria da Receita Federal dispor sobre as obrigações acessórias relativas aos impostos e contribuições por ela administrados, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Como se vê, esse artigo outorgava (e ainda outorga) competência à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) para instituir obrigações acessórias, inclusive forma e prazo. Essa competência foi largamente exercida pela RFB, tendo sido criadas numerosas declarações, sempre de forma genérica, exigíveis de todo e qualquer contribuinte que se enquadrasse nas condições de obrigatóriedade, e que deveriam ser apresentadas independentemente de intimação. Apenas como exemplos, podem ser citadas a Dimob – Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Instrução Normativa SRF nº 304/2003); e a Dmed – Declaração de Serviços Médicos (Instrução Normativa RFB nº 985/2009). Reitero que não se tratava, em qualquer caso, de obrigação acessória estabelecida de forma individualizada, e que dependesse de intimação específica para seu cumprimento e apresentação. Como o art. 16 da Lei nº 9.779/1999 não cuidava de penalidades pelo descumprimento da obrigação acessória, criada pela RFB por delegação de competência, esse aspecto (penalidades) era complementado pelo art. 57 da MP nº 2.15835/2001, sempre que não existisse uma penalidade mais específica. Essa complementaridade entre o art. 16 da Lei nº 9.779/1999 e o art. 57 da MP nº 2.15835/2001 nunca deixou de existir, mesmo com as alterações introduzidas neste último pela Lei nº 12.766/2012. Tanto antes quanto depois, sempre se cuidou de penalidades para o descumprimento de exigências feitas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999, como fiz questão de frisar anteriormente. Este ponto é de fundamental importância, como se verá a seguir. As exigências feitas ao contribuinte então sob fiscalização e que, ao final, resultaram no lançamento da multa ora discutida, o foram nos seguintes termos: · Termo de Intimação Fiscal nº 04, de 08/11/2010 (fl. 51): 5. Apresentar os arquivos digitais da escrituração contábil na forma do disposto nos artigos 265, 266 do Decreto nº 3.000, de 26/03/99, artigo 11 da Lei 8.218/91 e Instrução Normativa do Secretário da Receita Federal nº 86, de 22/10/2001, e Ato Declaratório Cofis nº 15, de 23/10/2001, referentes aos anos calendário 2005, 2006 e 2007. · Termo de Intimação Fiscal nº 06, de 07/12/2010 (fl. 62) (deferimento da concessão de prazo adicional): Fl. 180DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 180 18 1. Apresentar os arquivos digitais da escrituração contábil na forma do disposto nos artigos 265, 266 do Decreto nº 3.000, de 26/03/99, artigo 11 da Lei 8.218/91 e Instrução Normativa do Secretário da Receita Federal nº 86, de 22/10/2001, e Ato Declaratório Cofis nº 15, de 23/10/2001, referente ao ano calendário 2005. Afinal, quando do atendimento da exigência a destempo, foi lavrado o auto de infração para o lançamento da multa. O Termo de Verificação Fiscal (fls. 77/82), após historiar as intimações acima referidas (entre outros aspectos), explicita o fundamento legal para a aplicação da multa (fl. 81): 21. Dessa forma, em vista da apresentação em atraso dos arquivos digitais do ano calendário de 2005, será lançada a multa prevista no art. 12 da Lei nº 8.218/1991, com a redação estabelecida pelo art. 72 da Medida Provisória nº 2.158 34/2001, nesse período, calculada a 0,02% por dia de prazo não atendido, ou do antendimento em atraso, sobre a receita bruta do período. Como se observa, a base legal para a exigência da obrigação acessória foi o art. 11 da Lei nº 8.218/1991, e a base legal para a aplicação de penalidade pelo atraso na apresentação foi o art. 12 do mesmo diploma legal. Eis a redação desses dispositivos: Lei 8.218, de 29/08/1991. Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) [...] § 3º A Secretaria da Receita Federal expedirá os atos necessários para estabelecer a forma e o prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser apresentados. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) § 4º Os atos a que se refere o § 3o poderão ser expedidos por autoridade designada pelo Secretário da Receita Federal. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Art. 12 A inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades: I multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos; II multa de cinco por cento sobre o valor da operação correspondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a um por cento da receita bruta da pessoa jurídica no período; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III multa equivalente a dois centésimos por cento por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de um por cento dessa, aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 181DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 181 19 Parágrafo único. Para fins de aplicação das multas, o período a que se refere este artigo compreende o anocalendário em que as operações foram realizadas. (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) O exame dos dispositivos acima leva à conclusão de que a obrigação acessória criada pelo art. 11 da Lei nº 8.218/1991 em nada se confunde com a delegação de competência para a criação de obrigação acessória de que trata o art. 16 da Lei nº 9.779/1999. No primeiro caso, é a própria lei que cria a obrigação acessória, enquanto que no segundo caso a obrigação poderá ser criada pelo órgão que recebeu a competência para tanto. Também as penalidades são distintas: no primeiro caso, a mesma lei que criou a obrigação acessória estabeleceu as penalidades para seu descumprimento; já no segundo caso, existe para essa finalidade um dispositivo de outro diploma legal (o art. 57 da MP 2.15835/2001) que faz menção expressa ao art. 16 da Lei nº 9.779/1999. Argumentam alguns que a obrigação de manter à disposição da RFB os arquivos digitais e sistemas, e apresentálos, quando intimados pelos AuditoresFiscais da RFB (art. 11 da Lei nº 8.218/1991) teria sido substituída ou mesmo extinta com o advento de outra obrigação acessória, a saber, a Escrituração Contábil Digital (ECD), instituída pela Instrução Normativa RFB nº 787/2007. Também quanto a este ponto a argumentação não se sustenta. A Instrução Normativa RFB nº 787/2007 foi editada com base, entre outros dispositivos, no já mencionado art. 16 da Lei nº 9.779/1999. Tratase, claramente, de obrigação acessória dirigida de forma ampla, a todos os contribuintes a ela obrigados, sendo que a ECD deve ser transmitida ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) anualmente, em prazo préestabelecido, independentemente de prévia intimação. Quanto às informações, a ECD compreende tão somente a versão digital dos livros Diário, Razão, Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos (art. 2º da IN). Restringese, pois, aos assentamentos contábeis. Por outro lado, os arquivos digitais e sistemas a que se refere o art. 11 da Lei nº 8.218/1991 possuem abrangência muito maior. Basta que se examine o § 1º do art. 1º do Ato Declaratório Executivo Cofis nº 15/20011: as informações alcançam registros contábeis; fornecedores e clientes; documentos fiscais; comércio exterior; controle de estoque e registro de inventário; relação insumo/produto; controle patrimonial; e folha de pagamento. No entanto, muito embora a obrigação de manter as informações à disposição possua caráter geral, sua materialização somente ocorre mediante a apresentação dos arquivos digitais e sistemas, em atendimento a intimação específica dos AuditoresFiscais da RBF para tanto. Em suma, no primeiro caso, o alcance dos contribuintes obrigados é muito amplo, independente de intimação, e as informações são restritas. No segundo, os arquivos digitais e sistemas somente são apresentados mediante intimação específica, mas a abrangência das informações a serem prestadas é muito maior. Há, por certo, uma sobreposição de informações, no que tange aos registros contábeis. Isso foi reconhecido quando da criação da ECD, vide o teor do art. 6º da IN RFB nº 787/2007: 1 O ADE Cofis nº 15/2001 estabelece forma de apresentação, documentação de acompanhamento e especificações técnicas dos arquivos digitais e sistemas, e foi editado com base no art. 3º da IN SRF nº 86/2001. Por sua vez, a IN SRF nº 86/2001 regula o prazo para apresentação dos arquivos digitais e sistemas, e foi editada com base nos §§ 3º e 4º do art. 11 da Lei nº 8.218/1991. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 182 20 IN RFB nº 787/2007 Art. 6º A apresentação dos livros digitais, nos termos desta Instrução Normativa e em relação aos períodos posteriores a 31 de dezembro de 2007, supre: (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 926, de 11 de março de 2009) I em relação às mesmas informações, a exigência contida na Instrução Normativa SRF nº 86, de 22 de outubro de 2001, e na Instrução Normativa MPS/SRP nº 12, de 20 de junho de 2006. (Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 926, de 11 de março de 2009) Ou seja, a apresentação da ECD supre a exigência anterior (mas não a substitui nem extingue e com ela não se confunde), e somente em relação às mesmas informações, visto que as abrangências são muito diferentes. Não é demais ressaltar que os presentes autos cuidam de informações do anocalendário 2005, antes portanto da criação da ECD, não se podendo cogitar, assim, que a nova obrigação, ainda inexistente, pudesse suprir a obrigação anterior. Finalmente, não se pode deixar de mencionar o Parecer Normativo RFB nº 3, de 10/06/2013. Com todo o respeito devido aos ilustres pareceristas e demais autoridades que subscrevem aquele normativo, por todo o acima exposto, entendo que suas conclusões não são as que melhor integram a legislação. Lembro, ainda, que este CARF não está obrigado às interpretações esposadas pela Receita Federal. O exposto pode ser sintetizado como segue: · A multa do presente processo, aplicada com base no art. 12 da Lei nº 8.218/1991, resultou do atraso na apresentação dos arquivos digitais e sistemas, obrigação estabelecida pelo art. 11 do mesmo diploma legal. · As penalidades de que trata o art. 57 da MP nº 2.15835/2001 se aplicam exclusivamente ao descumprimento de obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999, o que não é o caso dos presentes autos. · A obrigação acessória criada pelo art. 11 da Lei nº 8.218/1991 não se confunde com aquela criada pela IN RFB nº 787/2007, com base na delegação de competência do art. 16 da Lei nº 9.779/1999. Em se tratando das mesmas informações, a apresentação da segunda pode suprir a primeira, mas não a substitui nem extingue. · Não se tratando da superveniência de fixação de penalidade menos gravosa para a mesma infração, não se há de cogitar da aplicação da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inciso II, alínea “c”). iii) Conclusão Diante de todo o exposto, a decisão do Colegiado foi por negar provimento ao recurso voluntário interposto. (assinado digitalmente) Fl. 183DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 16643.000023/201150 Acórdão n.º 1302001.197 S1C3T2 Fl. 183 21 Waldir Veiga Rocha Fl. 184DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 p or WALDIR VEIGA ROCHA, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, A ssinado digitalmente em 20/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 19515.004118/2010-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2302-000.269
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LIEGE LACROIX THOMASI Presidente
(assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente da Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente da Turma), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e André Luís Mársico Lombardi.
RELATÓRIO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente da Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente da Turma), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e André Luís Mársico Lombardi. RELATÓRIO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente da Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente da Turma), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e André Luís Mársico Lombardi. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 04 11 8/ 20 10 -1 5 Fl. 143DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.004118/201015 Resolução nº 2302000.269 S2C3T2 Fl. 144 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou a impugnação do contribuinte improcedente, mantendo o crédito tributário lançado. Adotamos trecho do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 116/117), que bem resume o quanto consta dos autos: 1.1 Tratase de Auto de Infração (DEBCAD 37.261.4310) lavrado em virtude do descumprimento de obrigação acessória prevista no artigo 30, inciso I, alínea “a”, da Lei n° 8.212/91, regulamentado pelo Decreto 3.048/99 e alterações posteriores, e no “caput” do art. 4°, da Lei 10.666, de 08/05/2003, uma vez que a empresa deixou de arrecadar mediante desconto das remunerações, a contribuição dos segurados empregados nas competências 01/2007 a 12/2007, conforme foi informado no Relatório Fiscal da Infração (fls. 05). 1.2. A multa aplicada na presente infração foi a prevista no artigo 283, I, alínea "g" do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, atualizado nos termos da Portaria MPS/MF nº 333, de 29/06/2010, no valor de R$ 1.431,79 (mil quatrocentos e trinta e um reais e setenta e nove centavos). DA IMPUGNAÇÃO 2. Devidamente intimada e não se conformando com o lançamento a Autuada apresentou sua impugnação, por meio do instrumento de fls. 12/15, onde alega em síntese: 2.1. que a autoridade fiscal ao efetuar o lançamento equivocouse, tendo em vista que tanto nos arquivos digitais como nos arquivos físicos está demonstrado que a empresa, por força de Convenção Coletiva de Trabalho, efetivou adiantamento quinzenal correspondente a 40% (quarenta por cento) do salário normal de cada empregado, no dia 20 de cada mês, que foi descontado do total de proventos, razão pela qual sobre tais adiantamentos não há incidência de contribuições previdenciárias; 2.2. que a título de exemplo, cita a situação concreta de vários empregados, onde demonstra com a juntada das Folhas de Pagamento analíticas, que os adiantamentos salariais foram descontados do valor total da remuneração recebida em cada mês, o que evidencia que é ilógica a pretensão de se criar contribuição previdenciária tendo como base a simples antecipação de salário. Do Pedido 3. Diante do exposto, a Impugnante requereu: I) que sejam acolhidas as razões expostas e julgado insubsistente o lançamento fiscal por tratarse de indevida pretensão de impor contribuição previdenciária sobre a simples antecipação de salário; Fl. 144DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.004118/201015 Resolução nº 2302000.269 S2C3T2 Fl. 145 3 II) a realização de perícia técnica contábil para a comprovação do alegado na impugnação. A 14ª Turma de Julgamento da DRJ de São Paulo, como afirmado anteriormente, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário lançado (fls. 115/119. A recorrente foi intimada da decisão em 01/01/2013 (fls. 123), apresentado Recurso Voluntário em 31/01/2013 (fls. 130/139), no qual alega: * Não é verdade que o “adiantamento quinzenal – código 0016” não teria sido incluído na base de cálculo das contribuições previdenciárias. Diferentemente do que decidido no acórdão a quo, o total de proventos não corresponde à soma, entre outras, das rubricas “0002 – Dias de Salário Normal” e “0016 – Adiantamento quinzenal”. Em verdade, a rubrica “0002 – Dias de Salário Normal” consiste na totalidade da remuneração dos empregados, sendo que o adiantamento corresponde a 40% deste valor. O equivoco decorre do fato de a autoridade fiscal ter constatado que, na coluna da esquerda da Folha de Pagamento Analítica, o adiantamento era lançado dentre os créditos, adicionalmente à rubrica “002 – Dias de Salário Normal”, totalizando um valor acima do correto. Reconhece que não há indicação do correspondente débito na coluna da direita, a fim de anular o efeito da soma do adiantamento, mas roga que se observe que a base de cálculo das contribuições previdenciárias estão preservadas de acordo com o salário de contribuição dos empregados, ou seja, toda a remuneração do empregado, inclusive qualquer remuneração recebida ao longo da competência. Ao final, requer a reforma do acórdão a quo e, conseqüentemente, a insubsistência do Auto de Infração. É o relatório. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.004118/201015 Resolução nº 2302000.269 S2C3T2 Fl. 146 4 VOTO Conselheiro Relator André Luís Mársico Lombardi A celeuma do recurso em comento cingese ao fato de a rubrica “0002 – Dias de Salário Normal”, lançada na folha de pagamento, congregar ou não os adiantamentos efetuados aos segurados empregados por força de instrumento coletivo, que eram lançados na aludida folha a título de “0016 – Adiantamento quinzenal”. A autoridade fiscal considerou que houve recolhimento a menor das contribuições, razão pela qual lançou os valores correspondentes e emitiu Representação Fiscal para Fins Penais. No Relatório Fiscal da Infração, consta a informação de que: 1 (...) O contribuinte lança na coluna proventos de suas folhas de pagamento, entre outras verbas remuneratórias sujeitas a Contribuições Previdenciárias, a verba “adiantamento quinzenal – código 0016”, e não a inclui na base de cálculo das contribuições. 2 As bases de cálculo das diferenças devidas foram obtidas através das Folhas de Pagamento apresentadas referente ao ano 2007. Os valores individualizados por competência encontramse em Planilhas Demonstrativas anexadas ao Auto de Infração Debcad 37.261.4280, referentes às filiais com final de CNPJ 000236, 000317, 000406 e 000589. 3 As contribuições devidas pelos segurados empregados foram levantadas através do Auto de Infração DEBCAD 37.261.4280. (...) (destaques nossos) Do trecho transcrito, não se depreende com clareza o procedimento adotado pela autoridade fiscal: se apenas cotejou a totalização de rendimentos na folha de pagamento com a base de cálculo das contribuições previdenciárias adotada na própria folha, apurando uma diferença a menor; ou se, tendo acesso a outros documentos como fichas de Registro de Empregados, RAIS, rescisões e registros contábeis, confrontou estes elementos com os dados da folha de pagamento. Também não há nos autos notícia de qualquer solicitação de esclarecimentos à recorrente. A recorrente, por sua vez, já na impugnação, sustentou que a remuneração não se refere à soma do “0002 – Dias de Salário Normal” com o “adiantamento quinzenal – código 0016” (dentre outras verbas). Para provar o alegado, traz: Convenções Coletivas de Trabalho que demonstram a obrigação de efetuar o adiantamento correspondente a 40% do salário normal de cada um dos empregados (“adiantamento quinzenal – código 0016”); Fl. 146DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.004118/201015 Resolução nº 2302000.269 S2C3T2 Fl. 147 5 Fichas de Registro de Empregados de quatro funcionários que indicam como salário o valor constante da rubrica “0002 – Dias de Salário Normal”. É de se notar ainda que a própria folha da pagamento utiliza o valor pretendido pela recorrente para o cálculo do FGTS e da contribuição sindical. Outrossim, em que pese terem sido juntados elementos de convicção que corroboram com as afirmações da recorrente, a autoridade julgadora de primeira instância não determinou diligência no sentido de esclarecer os fatos constantes dos autos. Assim, concluise que há indícios divergentes para ambas as versões: da autoridade fiscal e da recorrente. Como visto, a despeito da força persuasiva dos argumentos da autoridade fiscal, reforçados pelos razões da decisão de primeira instância, a recorrente trouxe lastro probatório que sustenta a sua versão dos fatos, sendo que os autos encontramse despidos de elementos essenciais para o seguro deslinde da lide. Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal esclareça se as suas afirmações contidas no Relatório Fiscal baseiamse exclusivamente nos dados contidos na folha de pagamento e, sendo o caso, que expresse as razões do afastamento dos demais documentos a que teve acesso (fichas de Registro de Empregados, RAIS, rescisões e registros contábeis). O contribuinte deve ser informado do resultado da diligência, com abertura de prazo para manifestação. É como voto. (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 04/ 12/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 05/12/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI
score : 1.0
Numero do processo: 11020.901601/2008-85
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/04/1999
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
O pressuposto básico para a formulação de pedido de compensação é a demonstração da liquidez e certeza dos créditos pleiteados. Assim sendo, não há como homologar declaração de compensação fundada exclusivamente na alegação de equívoco da fixação da base de cálculo do tributo supostamente recolhido em montante superior ao devido, sem que seja apresentada sequer a metodologia empregada para se apurar o suposto indébito.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-00.937
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1999 a 30/04/1999 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. O pressuposto básico para a formulação de pedido de compensação é a demonstração da liquidez e certeza dos créditos pleiteados. Assim sendo, não há como homologar declaração de compensação fundada exclusivamente na alegação de equívoco da fixação da base de cálculo do tributo supostamente recolhido em montante superior ao devido, sem que seja apresentada sequer a metodologia empregada para se apurar o suposto indébito. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1627; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.901601/200885 Recurso nº 508.179 Voluntário Acórdão nº 310200.937 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 2 de março de 2011 Matéria COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente KEKO ACESSORIOS S.A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1999 a 30/04/1999 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. O pressuposto básico para a formulação de pedido de compensação é a demonstração da liquidez e certeza dos créditos pleiteados. Assim sendo, não há como homologar declaração de compensação fundada exclusivamente na alegação de equívoco da fixação da base de cálculo do tributo supostamente recolhido em montante superior ao devido, sem que seja apresentada sequer a metodologia empregada para se apurar o suposto indébito. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Fernandes do Nascimento, Ricardo Paulo Rosa, Beatriz Veríssimo de Sena, Luciano Pontes de Maya Gomes, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Trata o presente processo fiscal de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório emitido eletronicamente pela DRF Caxias do Sul o qual não homologou compensação declarada pela interessada ante a ausência/insuficiência de créditos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins oponíveis contra a Fazenda Pública. A interessada contesta o Parecer alegando, em sede de preliminar, sua nulidade. No mérito, alega a existência de indébitos resultantes da exclusão do ICMS da base de cálculo do Pis e da Cofins. Ponderando as razões aduzidas pela recorrente, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão de piso pelo indeferimento do pedido de compensação, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/04/1999 a 30/04/1999 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, comprovação esta que é ônus do contribuinte, sendo incabível a transferência da responsabilidade ao Fisco. Manifestação de Inconformidade Improcedente Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a contribuinte mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, preliminarmente, pleitear a nulidade da decisão de decisão de primeira instância. Aduz, para tanto, desrespeito “aos mais basilares princípios administrativos e constitucionais que norteiam os Atos Administrativos”, na medida em que julgara inexistente um crédito pelo fato do mesmo não ser comprovado. Segundo expõe, diferentemente da premissa assumida naquele julgado, não seria ônus do contribuinte comprovar o direito creditório alegado. Ademais, em face do princípio da verdade material, o procedimento correto seria intimar o contribuinte a prestar informações sobre a origem do crédito e seu “fundamento de validade. Sustenta a inaplicabilidade do art. 333 do Código de Processo Civil ao processo administrativo em face desse mesmo princípio, cita doutrina que respaldaria tal convicção. A fim de comprovar a necessidade de fundamentação, cita o art. 37 da Constituição Federal de 1988 e doutrina acerca do tema. Por outro lado, que tal vício de fundamentação, aliado à ausência de diligência fiscal no intuito de investigar a origem do crédito, implicariam violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, em face da Fl. 2DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11020.901601/200885 Acórdão n.º 310200.937 S3C1T2 Fl. 2 3 impossibilidade de avaliar as razões da não homologação à luz da Teoria dos Motivos Determinantes. Expõe tal teoria e traz ao processo doutrina acerca da mesma, No mérito, essencialmente, reitera as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa. Pleiteia, finalmente, que, em caso de dúvida acerca da origem do crédito, a conversão do julgamento em diligência a fim de que seja procedida essa aferição e alerta que, caso seja proferida nova decisão que não reconheça o direito creditório em face da ausência da apresentação de provas pelo contribuinte, estarseia igualmente incorrendo em ofensa aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo legal. Em síntese, é o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. 1 Preliminarmente Em primeiro lugar, cabe enfrentar a preliminar de nulidade do julgado de piso, em face da alegada carência de fundamentação. Sem dúvida, o art. 31 do Decreto nº 70.235, de 1972, elenca a fundamentação dentre os elementos que deverão estar contidos na decisão. Confirase: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. Ocorre que, após a análise do julgado, com o devido respeito, não vislumbro tal ausência, na medida em que restou exposta a convicção no sentido de que, em face da não apresentação de elementos que, na convicção dos julgadores, caberia ao recorrente produzir, não era possível apurar o direito creditório pleiteado por meio de PER/Dcomp. Nesse ponto, considero o comando do art. 29 do mesmo Decreto 70.235 suficientemente claro: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Evidentemente, sempre será possível à instância ad quem rediscutir essa “convicção”, mas tal discussão, com a devida vênia, deverá ser travada quando da análise do mérito. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 Pelo mesmo motivo, não vejo como acolher a alegação de cerceamento do direito de defesa. Se a autoridade a quo deixou claro quais foram os seus fundamentos foi dada a oportunidade para o Contribuinte contrapôlos, permitindose, inclusive a juntada de provas após a fase de impugnação. Aliás, relembrese, essa é uma das hipóteses em que o legislador permite a juntada de provas após a fase de impugnação. Confirase a redação do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235:: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (,,,) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Ainda em sede de preliminar, não vejo como deferir o pedido de diligência a fim de apurar o alegado direito creditório. A meu ver, embora a peça recursal tenha sido enfática quanto à necessidade de complementar a instrução do processo, não se logrou êxito em demonstrar a imprescindibilidade da providência, condições expressamente previstas no art. 18 do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993, que estabelece: “Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine.” Peço licença para transcrever a interpretação de James Marins1 acerca do conteúdo do dispositivo acima transcrito: “... cumprirá à autoridade julgadora de primeira instância apreciar os requerimentos de produção de provas, apreciar sua pertinência e determinar a realização daquelas que seja em virtude de terem sido requeridas ou por deliberação ex officio da autoridade de primeira instância sejam necessárias para que a instrução se complete. O juízo de pertinência probatória será feito principalmente com base nos critérios de imprescindibilidade e praticabilidade.” (os grifos não constam do original) Nesse contexto, apesar da inquestionável moderação com que as regras relativas à formalidade dos atos processuais devem ser aplicadas, a adoção da medida de complementação da instrução só se justifica se tomada em caráter subsidiário à obrigação das partes de instruir o processo. Ademais, o pedido de perícia sequer elenca os quesitos que busca ver esclarecidos, exigência expressamente consignada no artigo 16, IV do Decreto nº 70.2352 e tal falha, como é cediço, atrai a aplicação do § 1º do mesmo artigo 163. 1 Direito Processual Tributário. São Paulo. 2005, Dialética, 4ª Edição, p. 279. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 11020.901601/200885 Acórdão n.º 310200.937 S3C1T2 Fl. 3 5 2 Mérito No mérito, penso que igualmente razão não assiste ao Sujeito Passivo, pois, efetivamente, não foi trazido ao processo qualquer elemento que demonstrasse sequer a metodologia de cálculo empregada para obtenção dos valores que entende indevidos, nem muito menos a retificação das declarações que respaldaram o pagamento da Cofins consoante base de cálculo que o contribuinte alega errônea. Ora, a apuração do crédito é, como é cediço, o pressuposto principal para que se opera a compensação. Vejase redação do caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, na versão que vigia no momento em que os pedidos foram apresentados (original não destacado): Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) Se não foi sequer apresentado como se deu a apuração desse crédito, não vejo como reconhecêlo. Acerca do tema, deixo registrada a minha opinião no sentido de que, de acordo com a legislação de regência, mais especificamente o art. 16, III do Decreto nº 70.2354, de 1972, caberia ao sujeito passivo carrear ao processo os elementos respaldassem suas alegações. 3 Conclusão Com essas considerações, afasto as preliminares de nulidade, indefiro o pedido de perícia e, no mérito, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 2 de março de 2011 Luis Marcelo Guerra de Castro 2 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) 3 § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) 4 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 5DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 22/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 03/08/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 10580.007232/2006-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jun 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO.
Recurso apresentado após transcorrido o prazo de 30 dias da ciência da decisão de primeira instância não se toma conhecimento, por perempto.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-000.730
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso voluntário.
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes
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PEREMPÇÃO. Recurso apresentado após transcorrido o prazo de 30 dias da ciência da decisão de primeira instância não se toma conhecimento, por perempto. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso voluntário. Judith do Amaral Marcondes Armando Presidente Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Ribeiro Nogueira, Daniel Mariz Gudino, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Mércia Helena Trajano D'Amorim. Relatório Fl. 184DF CARF MF Impresso em 13/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE 2 Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Tratase de Auto de Infração (fls. 54/63) lavrado contra a contribuinte acima identificada, que pretende a cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins relativa aos períodos base dos anoscalendário de 2004 e 2005, no valor de R$260.751,70 (duzentos e sessenta mil, setecentos e cinqüenta e um reais e setenta centavos), e acréscimos legais. O enquadramento legal do lançamento inclui: art 2o, inciso II e parágrafo único, 3o, 10, 22 e 51 do Decreto n°4'.524, de 17 de dezembro de 2002. Em face da edição da Portaria SRF n° 6.129, de 02 de dezembro de 2005, o presente processo foi juntado por apensação ao processo n° 10580.007232/200662. Desta forma, tratarseá neste voto do processo n°10580.007232/2006 62, que pretende a cobrança da Contribuição para o Programa de Integração Social PIS (Auto de Infração às folhas 55/62), pertinente aos mesmos períodos de apuração já discriminados, no valor de R$61.883,32 (sessenta e um mil, oitocentos e oitenta e três reais e trinta e dois centavos), cujo enquadramento legal prevê os arts. 2°, inciso I e aliena "a" e parágrafo único, 3o, 10, 26 e 51 do Decreto n°4.524, de 2002. De acordo com a descrição dos fatos constatouse diferença entre os valores escriturados e os declarados/pagos, conforme planilha "Base de Cálculo para o PIS e COFIS" e "Demonstrativo de Diferenças Apuradas pelo AFRF". Consta no Termo de Verificação Fiscal (fls.64/66), a interessada foi intimada reiteradamente apresentar os documentos solicitados nos Termos de Fiscalização, contudo verificou se que a contribuinte não efetuou qualquer recolhimento a título de PIS e COFINS, não tendo declarado débitos nas DCTF apresentadas, cópias em anexo, ressaltando que a interessada não apresentou DCTF relativa ao Io semestre/2005, sendo intimado a suprir tal ausência. Cientificado da autuação em 09/08/2006 (fl.55 Cofins e fl.56 PIS), o interessado postou sua impugnação em 08/09/2006 ((fls.69 Cofins e fls.68 PIS), alegando em síntese que: a). sua impugnação é tempestiva; .a base de cálculo do PIS/Cofins é o faturamento, tendo sido incluído no lançamento feito pelo Fisco o montante devido ao ICMS, tributo indireto, não componente da receita da empresa, cabendo ser retificada, :pois sua exigência é inconstitucional, afrontando o Princípio Constitucional da Capacidade Contributiva, art. 145, §1°, e Princípio da Legalidade, art. 195, I, além do art,110 do Código Tributário Nacional, que transcreve; .o conceito de faturamento, do direito privado, disposto no art.227 do Regulamento do Imposto de Renda, deriva do vocabulário "fatura", que não inclui os impostos incidentes sobre as vendas e prestações de serviços, sendo esta matéria consenso doutrinário e jurisprudencial, conforme voto proferido pelo Ministro Marco Aurélio no Recurso Extraordinário n°240.7852, sendo o conceito de receita líquida equivalente ao conceito de faturamento, o conceito dado pelo direito privado, fazendose valer a regra do art. 110 do CTN; transcreve entendimento e voto da juristas e doutrinadores que entende apoiar seus argumentos de que há distinção entre os conceitos de Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE Processo nº 10580.007232/200662 Acórdão n.º 3201000.730 S3C2T1 Fl. 181 3 faturamento e receita bruta coadunado pelo Tribunal Pleno do STF no processo 150.7551, Tribunal Regional Federal da 3a Região, AC 90.03.009155; a multa é abusiva e ilegal devendo, ser aplicada somente no percentual de 20% uma vez que todas as informações de faturamento e devidos foram obtidos dos documentos fiscais da própria impugnante que agiu de modo claro e probo, colaborando com a fiscalização, não tendo sido em momento algum alegado a ocorrência de omissão de receita não cabendo assim incidência de multa de ofício e sim de mora no percentual de 20%; f) ilegalidade e inconstitucionalidade na utilização da Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC a título de juros moratórios porque ofende ao Princípio da Legalidade, posto que foi criada por Circular do Bacen, ferindo ainda os Princípios da Anterioridade e Segurança Jurídica, pois tem a SELIC por objetivo, remunerar o capital investido na compra de títulos da dívida pública federal, não possuindo natureza moratória quando da exigência de tributos em atraso, não sendo admitido pelo Código Comercial vigente, em seu art.253, a capitalização de juros, a'cobrança de juros sobre juros, Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal; g) os juros, previstos no art.161, §1° do CTN, está inserido no capítulo que trata do crédito tributário e sua extinção, portanto, de acordo com o art.146 da Constituição Federal, a estipulação dos juros diversos que 1% ao mês somente pode ser instituída mediante lei complementar, por ser a esta matéria reservada; h) o §5° do art.34 das Disposições Constitucionais Transitórias reforça o entendimento de que o art.84 da Lei n°8.981, de 20/01/1995, com a redação dada pelo art.13 da Lei n°9.065, de 20/06/1995, desrespeita o art.146 da CF/1988; i) a taxa SELIC não foi criada por Lei e tampouco sua metodologia de cálculo, cuja definição está feita pela Circular BACEN n°2.868, de 4/03/1999 e Circular BACEN n°2.900, de 24*/06/1999, que transcreve: j) requer que .seja julgado improcedente o lanç4mento fiscal e o prazo de 10 dias para juntada de Procuração, assim como documentos constitutivos da empresa impugnante. A interessada anexou os documentos de procuração e alteração contratual de fls. l 15/120 e l26. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Salvador/BA indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/SDR nº 19.698, de 17/06/2009, fls. 161/170: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 MULTA DE OFÍCIO. Tratandose de lançamento de ofício, decorrente de infração a dispositivo legal detectado pela administração em exercício regular da ação fiscalizadora, é legítima a cobrança da multa punitiva correspondente. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE 4 INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE. LEI OU ATO NORMATIVO. ARGUIÇÃO. APRECIAÇÃO. COMPETÊNCIA. A apreciação e declaração de inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo é prerrogativa reservada ao Poder Judiciário, sendo vedada sua apreciação pela autoridade administrativa em respeito aos princípios da legalidade e da independência dos Poderes. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A utilização da taxa SELIC para o cálculo dos juros de mora decorre de lei, devendo ser observada pela autoridade fiscal no lançamento de ofício. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O'FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2004 a 3 U t 2/2005 FALTA OU INSUFICIÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. A falta ou insuficiência de recolhimento da Cofins apurada em procedimento fiscal enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 FALTA OU INSUFICIÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. A falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição para o PIS apurada em procedimento fiscal enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. Lançamento Procedente. Em face da decisão, o contribuinte é intimado às fls. 178 e interpõe recurso voluntário de fls. 122/157. Após, foi dado seguimento ao recurso interposto. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O presente processo discute a base de cálculo da COFINS, em face do não recolhimento da exação. Como bem podemos observar do despacho de fls. 179, a recorrente tomou ciência do resultado de julgamento, em 20/07/2009, fls. 178, com a apresentação de Recurso Voluntário, fls 310/426 em 14/09/2009, mais de dois meses daquela primeira data. Diz o artigo 33 do Decreto 70.235/72 que rege o Processo Administrativo Fiscal: Fl. 187DF CARF MF Impresso em 13/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE Processo nº 10580.007232/200662 Acórdão n.º 3201000.730 S3C2T1 Fl. 182 5 Art. 33 Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Verificase que a irresignação do contribuinte foi protocolada fora do prazo legalmente previsto, sendo, portanto, intempestivo o recurso interposto. Como a recorrente não cumpriu o prazo previsto no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 para interposição de recurso contra a decisão do órgão julgador de primeira instância, voto por não conhecer o recurso, pois perempto. Sala das Sessões, em 03 de junho de 2011. Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 188DF CARF MF Impresso em 13/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARM, Assinado digitalmente em 03/06/2011 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE
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