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Numero do processo: 11065.004180/2008-26
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.252
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1774; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 314 1 313 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.004180/200826 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1801000.252 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 11 de julho de 2013 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA SIMPLES NACIONAL Recorrente MSA MADEIRAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/NHO/RS nº 330.224, de 22.08.2008, com efeitos a partir de 01.01.2009, por possuir débitos com RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 65 .0 04 18 0/ 20 08 -2 6 Fl. 314DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.004180/200826 Resolução nº 1801000.252 S1TE01 Fl. 315 2 exigibilidade não suspensa (art. 17 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 e alínea “d” do inciso II do art. 3º e inciso I do art. 5º da Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007), fl. 107. Os débitos estão identificados na Consulta Débitos Após o Prazo de Regularização e na Intimação de Pendência (IP) nº 00.408.325/2008, extraída do Sistema de Arrecadação da Dataprev de Consulta de Detalhamento IP em 07.01.2011 no valor total de R$4.741,23, fls. 117118. Cientificada em 15.09.2009, fl 114, a Recorrente apresentou a impugnação, fl. 01, alegando que o IP nº 00.408.325/2008 “tratase de compensação de crédito junto ao INSS, conforme [Ação Ordinária nº] 96.1803006 [ajuizada na Justiça Federal], sendo retificadas as GFIP’s para que assim se [excluam os débitos]”. Está registrado como resultado do Acórdão da 6ª TURMA/DRJ/POA/RS nº 10 29.624, de 24.01.2011, fls. 132134: “Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Consta no Voto condutor que “ainda restam importâncias a regularizar”. Restou ementado: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2009 SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO DE OFÍCIO. DÉBITOS. Deve ser excluída do Simples Nacional a pessoa jurídica que possui débitos junto à Fazenda Pública Federal, cuja a exigibilidade não esteja suspensa. Notificada em 21.06.2011, fl. 135, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 19.07.2011, fls. 136138, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na impugnação. Acrescenta que incorreu em erro ao indicar no FPAS o código 507, quando o correto é o recolhimento efetuado pelo código 515. Para tanto, apresentou nova GFIP com o FPAS no código 515, onde foram informadas as quantias com as correções devidas com as compensações asseguradas. Suscita Assim não permanecem importâncias a regularizar, [sendo que] eventuais diferenças são objeto de compensação com fulcro na [decisão judicial transitada em julgado]. Conclui Pelo exposto, ratifica a pretensão da permanência [no Simples Nacional]. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.004180/200826 Resolução nº 1801000.252 S1TE01 Fl. 316 3 VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Compulsando os presentes autos, resta constatado que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. A Recorrente se insurge contra a exclusão do Simples Nacional. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações legais. A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Verificada a falta da comunicação obrigatória, a exclusão de ofício é formalizada mediante ato administrativo emitido pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. Os seus efeitos podem ser retroativos, conforme o caso. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Excepcionalmente é permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão 1. Tendo em vista a natureza previdenciária dos débitos que motivaram a exclusão, vale esclarecer que a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) contém dados relativamente aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, em conformidade com a Tabela de Alíquotas de acordo com o código denominado Fundo de Previdência e Assistência Social (FPAS) (Instrução Normativa RFB nº 907, de 13 de novembro de 2009). O código 507 corresponde à remuneração da mão de obra do setor industrial da agroindústria de florestamento e reflorestamento quando não aplicável a substituição, na forma do art. 22A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. O código 515 corresponde à remuneração de segurados referente ao pessoal permanente de pessoa jurídica que utiliza trabalho temporário, previsto na Lei nº 6.019, de 03 de janeiro de 1974. A alíquota aplicável em ambos os casos é de 20% (vinte por cento) para a previdência social. Em razão da existência de códigos de Guia da Previdência Social (GPS) específicos para o pagamento das contribuições previdenciárias a determinados FPAS ou de 1 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007,e Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007, art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965, § 2º do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. Fl. 316DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.004180/200826 Resolução nº 1801000.252 S1TE01 Fl. 317 4 certas características do recolhimento, são atribuídos os códigos de “situação”, tal como Optante pelo Simples (OPS), para fins de cálculo e batimento, que consiste na apropriação dos valores de salário família, compensação e GPS nas contribuições previdenciárias e para terceiros a cargo da pessoa jurídica. A divergência é o resultado positivo do batimento, ou seja, significa a existência de valores de contribuição a pagar após a apropriação dos créditos do sujeito passivo, em conformidade com as Regras de Apuração das Divergências2. Tem cabimento a análise da situação fática. Os débitos que motivaram a emissão do ato de exclusão estão relacionados na consulta débitos após o prazo de regularização, fl. 117, e são aqueles previdenciários na RFB constantes na Intimação de Pendência (IP) nº 00.408.325/2008, extraída do Sistema de Arrecadação da Dataprev de Consulta de Detalhamento IP em 07.01.2011 no valor total de R$4.741,23. Observese que apesar dessa IP estar cancelada desde 24.06.2009, fl. 118, temse que remanescem todavia os seguintes valores a título de divergências na situação OPS no código 507 apurados em agosto de 2008 nas competências respectivas: maio de 2007 no valor de R$350,90; abril de 2007 no valor de R$350,90; dezembro de 2006 no valor de R$350,90; novembro de 2006 no valor de R$350,90; outubro de 2006 no valor de R$349,27; setembro de 2006 no valor de R$349,27; agosto de 2006 no valor de R$349,27; julho de 2006 no valor de R$350,90; junho de 2006 no valor de R$350,90; abril de 2006 no valor de R$350,90; e março de 2006 no valor de R$350,90. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário de que há débitos para com a Fazenda Nacional com a exigibilidade não suspensa, fls. 117 e 118 e o argumento da Recorrente de que está com a situação fiscal regular, tendo em vista o provimento favorável que consta na Ação Ordinária nº 96.1803006 ajuizada na Justiça Federal com trânsito em julgado, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática. Em assim sucedendo e com observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto por converter o julgamento na realização de diligência para a autoridade preparadora da Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente: 2 Disponível em: <http://www3.dataprev.gov.br/kitldcg/docs/REGRAS_DE_CALCULO_E_BATIMENTO.doc>. Acesso em: 29 jun. 2013. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.004180/200826 Resolução nº 1801000.252 S1TE01 Fl. 318 5 (a) apurar a sua situação fiscal, ou seja, se os débitos relacionados às fls. 117 e 118 estavam com a exigibilidade suspensa ou não até 15.10.2009, ou seja até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão formalizada no Ato Declaratório Executivo DRF/NHO/RS nº 330.224, de 22.08.2008; e (b) verificar se efetivamente a Recorrente incorreu em erro ao indicar no FPAS o código 507, quando o correto seria o recolhimento efetuado pelo código 515 e os seus efeitos em face da exclusão de ofício. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito dessas questões com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/07/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 15504.001987/2010-66
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1402-000.123
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente.
(assinado digitalmente)
Frederico Augusto Gomes de Alencar - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1423; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1.208 1 1.207 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.001987/201066 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1402000.123 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 14 de junho de 2012 Assunto SIMPLES OMISSÃO DE RECEITAS Recorrente VAPT VUPT TRANSPORTES LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 04 .0 01 98 7/ 20 10 -6 6 Fl. 1208DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.209 2 Vapt Vupt Transportes LtdaME recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 4ª Turma da DRJ Belo Horizonte/MG, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Contra a sociedade acima qualificada foram lavrados os Autos de Infração (A.I.) de fls. 2 a 68, exigindolhe o pagamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição para Seguridade Social (INSS), no montante de R$ 1.307.760,40 (um milhão, trezentos e sete mil, setecentos e sessenta reais e quarenta centavos), aí incluídos multa por lançamento de ofício e juros moratórios, como segue: QUADRO I – VALORES LANÇADOS, EM R$ FLS IMPOSTO OU CONTRIBUIÇÃO PRINCIPAL JUROS MULTA (75%) TOTAL 2 a 28 IRPJ 28.367,17 14.943,03 21.275,30 64.585,50 29 a 38 PIS 28.367,17 14.943,03 21.275,30 64.585,50 39 a 48 CSLL 46.377,22 24.684,75 34.782,84 105.844,81 49 a 58 Cofins 92.754,42 49.369,59 69.565,74 211.689,75 59 a 68 INSS 378.025,68 199.509,95 283.519,20 861.054,83 SOMA 573.891,66 303.450,35 430.418,38 1.307.760,39 Tais lançamentos originaramse da verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte da interessada, ficando constatado que esta omitira receitas e realizara recolhimentos insuficientes. O Termo de Verificação Fiscal de fls. 69 a 72 assim descreve a autuação: [...] Analisando a documentação apresentadas pela empresa fiscalizada, bem como a resposta ao Termo de Intimação nº 001, onde através dos requerimentos encaminhados pelo contribuinte em 17/08/2009, 10/09/2009 e 17/09/2009, e pelo ofício de 13/10/2009, foi informado pelo contribuinte, em apertada síntese, que as movimentações financeiras a crédito das contas correntes da empresa tem origem em transferências e pagamentos efetuados pelos clientes da mesma, portanto, tais valores representam a receita bruta da empresa, base de cálculo para apuração do montante a pagar utilizando a sistemática do SIMPLES. Alega que tais pagamentos/transferências seriam para pagamento de despesas diversas, entretanto, a sistemática de apuração do montante devido de tributos no sistema simples, não prevê dedução de despesas das receitas auferidas pela empresa, sendo considerado como receita bruta da empresa, todos os créditos apontados no Termo de Intimação nº 001, e não justificados nas respostas ao citado termo. Dentre as justificativas de valores a crédito nas contas correntes da empresa, no requerimento de 17/09/2009, cabe razão ao contribuinte em relação às transferências efetuadas entre as contas 33.9164 e 21.8502,0 nos valores de R$ 9.000,00 e R$ Fl. 1209DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.210 3 3.200,00, efetuadas respectivamente em 01/12/2005 e 13/01/2005, sendo o valor total de R$ 12.200,00 reduzido dos créditos efetuados em sua conta corrente para fins de apuração da base de cálculo do SIMPLES do mês de dezembro de 2005. As demais alegações do contribuinte, não são consideradas, ou por se tratarem de mera alegação sem nenhuma documentação comprobatória, ou por falta de previsão legal. Conforme o item 4, do OFÍCIO encaminhado pelo contribuinte em 13/01/2009, “A empresa reconhece o erro na manutenção de seu sistema de arrecadação simplificada/SIMPLES FEDERAL e está disposta a arcar com as diferença apuradas, desde que sejam levadas em consideração as entradas de receitas e despesas”. Portanto, entendese que não cabe razão à empresa fiscalizada, em suas alegações, uma vez que a mesma, no anocalendário de 2005, optou pela apuração dos tributos na modalidade do SIMPLES, ou seja, não existe previsão legal para dedução das despesas da empresa da receita bruta, sendo esta a base de cálculo sem quaisquer deduções, a seguir demonstrada: [...] Ciente em 18 de fevereiro de 2010 (fls. 3), a interessada apresentou, em 22 de março de 2010 (segundafeira), a impugnação de fls. 295 a 305, complementada pelo Laudo de fls. 3 a 228 do Anexo I. As alegações da interessada podem ser assim resumidas: I DECADÊNCIA – mencionando o artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, alega que, em 18 de fevereiro de 2005, o Fisco haveria decaído do direito de efetuar lançamento de ofício sobre fatos geradores ocorridos entre 1o de janeiro e 17 de fevereiro de 2005; BASE DE CÁLCULO – faz reparos ao valor tributado, aduzindo que de sua movimentação bancária deveriam ser excluídas operações tais como transferências entre contas de mesma titularidade, os empréstimos, os resgates de aplicações, as operações financeiras, os estornos de débitos indevidos em conta corrente, as reapresentações de cheques e outras operações para as quais o conceito de renda bruta não encontra aplicação. Nesta linha, faz referência aos seguintes pontos: a. suposta inclusão indevida de cheque, no valor de R$ 3.504,00, que não figuraria nos extratos bancários que embasaram os lançamentos; b. suposto cômputo de transferências entre contas de mesma titularidade, exemplificando com crédito no valor de R$ 19.823,00, efetuado em 10 de fevereiro de 2005; c. suposto cômputo em duplicidade de cheques devolvidos, dizendo que lapso desta espécie, no valor de R$ 16.941,42, já haveria sido verificado por seu perito, embora ainda pendesse de comprovação; acrescenta haver solicitado confirmação deste evento à instituição financeira na qual mantém contas correntes, sem resposta, à data da impugnação; requer dilação de prazo de quarenta e cinco dias para obter esta resposta; d. supostos empréstimos concedidos à interessada por seus sócios; e. suposto reembolso de valores pagos pela interessada ao Fisco estadual em benefício de cliente sua (EMPRESA DISTRIBUIDORA LUNAR LTDA.), autuada por descumprimento de obrigações acessórias; Fl. 1210DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.211 4 f. suposta falha do Autor do feito, no demonstrativo de fls. 71, ao não deduzir da base de cálculo os valores de receita consignados em Documento de Arrecadação Fiscal DARF SIMPLES nos meses de janeiro, fevereiro e dezembro de 2005, embora compute estes mesmos valores no demonstrativo de fls. 7. A interessada finda por requerer: i prazo de quarenta e cinco a sessenta dias para juntada de novas provas de suas alegações; ii juntada de outras provas, inclusive testemunhal; iii realização de perícia; iv encaminhamento de intimações ao escritório da signatária da impugnação; v que o lançamento seja considerado insubsistente e que se excluam os valores apontados nos tópicos acima. A impugnação resume o que foi alegado no Laudo Pericial Contábil que constitui o Anexo I dos presentes autos. Em 14 de junho de 2010, a interessada apresentou o documento de fls. 444, de seguinte teor: Vapt Vupt Transportes Ltda [...] vem [...] apresentar o Laudo pericial Contábil Complementar anexo, com o fito de comprovar o equívoco perpetrado pelo d. Auditor Fiscal [...] quanto à determinação da base de cálculo do SIMPLES, em especial no tocante aos lançamentos em duplcidade de cheques devolvidos [...] de titularidade da Autuada, ora Impugnante. Ressaltese que a diferença relativa aos cheques devolvidos e que deve ser excluída do cômputo da base de cálculo do SIMPLES apurada no laudo pericial contábil apresentado nesta oportunidade alcança o patamar de R$ 1.150,00 [...]. Volvendose à questão da transferência de recursos da empresa Distribuidora Lunar Ltda à Impugnante a título de reembolso de valores, insta informa que, até presente data, a [...] SEF/MG não disponibilizou a documentação requerida a título de prova [...]. Assim, requer lhe seja concedido um prazo adicional de 30 [...] dias para providenciar sua devida juntada aos autos [...]. Acompanha este petitório novo laudo, de fls. 445 a 458.” “Contra a sociedade acima qualificada foram lavrados os Autos de Infração (A.I.) de fls. 2 a 68, exigindolhe o pagamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição para Seguridade Social (INSS), no montante de R$ 1.307.760,40 (um milhão, trezentos e sete mil, setecentos e sessenta reais e quarenta centavos), aí incluídos multa por lançamento de ofício e juros moratórios, como segue: QUADRO I – VALORES LANÇADOS, EM R$ FLS IMPOSTO OU CONTRIBUIÇÃO PRINCIPAL JUROS MULTA (75%) TOTAL 2 a 28 IRPJ 28.367,17 14.943,03 21.275,30 64.585,50 Fl. 1211DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.212 5 29 a 38 PIS 28.367,17 14.943,03 21.275,30 64.585,50 39 a 48 CSLL 46.377,22 24.684,75 34.782,84 105.844,81 49 a 58 Cofins 92.754,42 49.369,59 69.565,74 211.689,75 59 a 68 INSS 378.025,68 199.509,95 283.519,20 861.054,83 SOMA 573.891,66 303.450,35 430.418,38 1.307.760,39 Tais lançamentos originaramse da verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte da interessada, ficando constatado que esta omitira receitas e realizara recolhimentos insuficientes. O Termo de Verificação Fiscal de fls. 69 a 72 assim descreve a autuação: [...] Analisando a documentação apresentadas pela empresa fiscalizada, bem como a resposta ao Termo de Intimação nº 001, onde através dos requerimentos encaminhados pelo contribuinte em 17/08/2009, 10/09/2009 e 17/09/2009, e pelo ofício de 13/10/2009, foi informado pelo contribuinte, em apertada síntese, que as movimentações financeiras a crédito das contas correntes da empresa tem origem em transferências e pagamentos efetuados pelos clientes da mesma, portanto, tais valores representam a receita bruta da empresa, base de cálculo para apuração do montante a pagar utilizando a sistemática do SIMPLES. Alega que tais pagamentos/transferências seriam para pagamento de despesas diversas, entretanto, a sistemática de apuração do montante devido de tributos no sistema simples, não prevê dedução de despesas das receitas auferidas pela empresa, sendo considerado como receita bruta da empresa, todos os créditos apontados no Termo de Intimação nº 001, e não justificados nas respostas ao citado termo. Dentre as justificativas de valores a crédito nas contas correntes da empresa, no requerimento de 17/09/2009, cabe razão ao contribuinte em relação às transferências efetuadas entre as contas 33.9164 e 21.8502,0 nos valores de R$ 9.000,00 e R$ 3.200,00, efetuadas respectivamente em 01/12/2005 e 13/01/2005, sendo o valor total de R$ 12.200,00 reduzido dos créditos efetuados em sua conta corrente para fins de apuração da base de cálculo do SIMPLES do mês de dezembro de 2005. As demais alegações do contribuinte, não são consideradas, ou por se tratarem de mera alegação sem nenhuma documentação comprobatória, ou por falta de previsão legal. Conforme o item 4, do OFÍCIO encaminhado pelo contribuinte em 13/01/2009, “A empresa reconhece o erro na manutenção de seu sistema de arrecadação simplificada/SIMPLES FEDERAL e está disposta a arcar com as diferença apuradas, desde que sejam levadas em consideração as entradas de receitas e despesas”. Portanto, entendese que não cabe razão à empresa fiscalizada, em suas alegações, uma vez que a mesma, no anocalendário de 2005, optou pela apuração dos tributos na modalidade do SIMPLES, ou seja, não existe previsão legal para dedução das despesas da empresa da receita bruta, sendo esta a base de cálculo sem quaisquer deduções, a seguir demonstrada: [...] Ciente em 18 de fevereiro de 2010 (fls. 3), a interessada apresentou, em 22 de março de 2010 (segundafeira), a impugnação de fls. 295 a 305, complementada pelo Laudo de fls. 3 a 228 do Anexo I. As alegações da interessada podem ser assim resumidas: Fl. 1212DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.213 6 I DECADÊNCIA – mencionando o artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, alega que, em 18 de fevereiro de 2005, o Fisco haveria decaído do direito de efetuar lançamento de ofício sobre fatos geradores ocorridos entre 1o de janeiro e 17 de fevereiro de 2005; BASE DE CÁLCULO – faz reparos ao valor tributado, aduzindo que de sua movimentação bancária deveriam ser excluídas operações tais como transferências entre contas de mesma titularidade, os empréstimos, os resgates de aplicações, as operações financeiras, os estornos de débitos indevidos em conta corrente, as reapresentações de cheques e outras operações para as quais o conceito de renda bruta não encontra aplicação. Nesta linha, faz referência aos seguintes pontos: a. suposta inclusão indevida de cheque, no valor de R$ 3.504,00, que não figuraria nos extratos bancários que embasaram os lançamentos; b. suposto cômputo de transferências entre contas de mesma titularidade, exemplificando com crédito no valor de R$ 19.823,00, efetuado em 10 de fevereiro de 2005; c. suposto cômputo em duplicidade de cheques devolvidos, dizendo que lapso desta espécie, no valor de R$ 16.941,42, já haveria sido verificado por seu perito, embora ainda pendesse de comprovação; acrescenta haver solicitado confirmação deste evento à instituição financeira na qual mantém contas correntes, sem resposta, à data da impugnação; requer dilação de prazo de quarenta e cinco dias para obter esta resposta; d. supostos empréstimos concedidos à interessada por seus sócios; e. suposto reembolso de valores pagos pela interessada ao Fisco estadual em benefício de cliente sua (EMPRESA DISTRIBUIDORA LUNAR LTDA.), autuada por descumprimento de obrigações acessórias; f. suposta falha do Autor do feito, no demonstrativo de fls. 71, ao não deduzir da base de cálculo os valores de receita consignados em Documento de Arrecadação Fiscal DARF SIMPLES nos meses de janeiro, fevereiro e dezembro de 2005, embora compute estes mesmos valores no demonstrativo de fls. 7. A interessada finda por requerer: i prazo de quarenta e cinco a sessenta dias para juntada de novas provas de suas alegações; ii juntada de outras provas, inclusive testemunhal; iii realização de perícia; iv encaminhamento de intimações ao escritório da signatária da impugnação; v que o lançamento seja considerado insubsistente e que se excluam os valores apontados nos tópicos acima. A impugnação resume o que foi alegado no Laudo Pericial Contábil que constitui o Anexo I dos presentes autos. Em 14 de junho de 2010, a interessada apresentou o documento de fls. 444, de seguinte teor: Fl. 1213DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.214 7 Vapt Vupt Transportes Ltda [...] vem [...] apresentar o Laudo pericial Contábil Complementar anexo, com o fito de comprovar o equívoco perpetrado pelo d. Auditor Fiscal [...] quanto à determinação da base de cálculo do SIMPLES, em especial no tocante aos lançamentos em duplcidade de cheques devolvidos [...] de titularidade da Autuada, ora Impugnante. Ressaltese que a diferença relativa aos cheques devolvidos e que deve ser excluída do cômputo da base de cálculo do SIMPLES apurada no laudo pericial contábil apresentado nesta oportunidade alcança o patamar de R$ 1.150,00 [...]. Volvendose à questão da transferência de recursos da empresa Distribuidora Lunar Ltda à Impugnante a título de reembolso de valores, insta informa que, até presente data, a [...] SEF/MG não disponibilizou a documentação requerida a título de prova [...]. Assim, requer lhe seja concedido um prazo adicional de 30 [...] dias para providenciar sua devida juntada aos autos [...]. Acompanha este petitório novo laudo, de fls. 445 a 458.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 0234.797 (fls. 1.1691.176) de 22/09/2011, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte a Impugnação, mantendo o lançamento conforme quadro abaixo transcrito. QUADRO III – VALORES REMANESCENTES – R$ MESES IRPJ PIS CSLL COFINS INSS SOMA janeiro 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 fevereiro 1.449,59 1.449,59 2.787,67 5.575,34 16.335,76 27.597,95 março 2.496,18 2.496,18 3.840,28 7.680,57 30.722,26 47.235,47 abril 1.348,28 1.348,28 2.074,28 4.148,56 17.838,81 26.758,21 maio 2.926,03 2.926,03 4.501,59 9.003,18 38.713,65 58.070,48 junho 2.216,94 2.216,94 3.410,68 6.821,36 29.331,87 43.997,79 julho 2.509,64 2.509,64 3.860,99 7.721,98 33.204,52 49.806,77 agosto 3.120,45 3.120,45 4.800,69 9.601,39 41.285,97 61.928,95 setembro 2.854,81 2.854,81 4.392,02 8.784,04 37.771,37 56.657,05 outubro 3.301,32 3.301,32 5.078,96 10.157,91 43.679,02 65.518,53 novembro 2.857,11 2.857,11 4.395,55 8.791,10 37.801,73 56.702,60 dezembro 2.739,98 2.739,98 4.215,35 8.430,69 36.251,99 54.377,99 Totais 27.820,33 27.820,33 43.358,06 86.716,12 362.936,95 548.651,81 A decisão foi assim ementada. “ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2006 DILAÇÃO PROBATÓRIA. Incabível em sede de contencioso administrativotributário, em face de expressa vedação legal. PERÍCIA. Incabível a realização de perícia na ausência de obscuridades de natureza técnica. INTIMAÇÕES. Incabível o envio de intimações para endereço diverso daquele que consta do cadastro de contribuintes do Fisco federal. Fl. 1214DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.215 8 FATO GERADOR. O fato gerador dos tributos submetidos à sistemática do SIMPLES é complexivo, englobando a totalidade das receitas auferidas durante o mês, não importando em quais dias tais receitas hajam sido auferidas. PROVAS. As alegações do contribuinte devem ser acompanhadas de um robusto conjunto probatório.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 27/12/2011 (A.R. de fl. 1.194), a interessada interpôs recurso voluntário em 26/01/2012 (fls. 1.1971204), onde repisa os argumentos trazidos na impugnação. É o relatório. Fl. 1215DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 15504.001987/201066 Resolução nº 1402000.123 S1C4T2 Fl. 1.216 9 Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Aduz a Recorrente matéria fática em oposição à apuração de receita omitida com base em depósitos bancários conforme autos de infração de fls. 2 a 68. Alega, em particular, cômputo em duplicidade de cheques devolvidos no período de março a novembro de 2005, conforme informações constantes da planilha de fls. 440/441. A DRJ desconsiderou tais informações por entender ausente o correspondente suporte documental. Ocorre, entretanto, que tais informações estão discriminadas em detalhes na aludida planilha de tal forma que é possível identificar tanto os dados do depósito bancário (data, nº do documento e valor total) quanto aqueles relativos aos cheques devolvidos (data, motivo da devolução, nº do documento e valor). A riqueza de detalhes nas informações apresentadas deslindam uma forte verossimilhança no alegado pela Recorrente quanto a esse ponto. Entendo que o assunto merece ser investigado nos seus pormenores. Assim, considerando o disposto no art. 29 do Decreto 70.235/72, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para seja analisada pela Unidade de Origem a correspondência entre os depósitos bancários e os supostos cheques devolvidos, informação constante da planilha de fls. 440/441. Nesse sentido, deve a Unidade de Origem intimar a contribuinte a apresentar os documentos comprobatórios de tal correspondência. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 1216DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por LEONA RDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 13502.900387/2010-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jul 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005
MATÉRIA AUSENTE DA IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO.
É inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo, exceto quando deva ser reconhecida de ofício.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRAZO DE CINCO ANOS. CONTAGEM A PARTIR DA TRANSMISSÃO DA DCOMP. LEI Nº 9.430/96, ART. 74, § 5º.
Nos termos do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada pelo art. 17 da Lei nº 10.833, de 2003, o prazo para homologação de Declaração de Compensação (DCOMP) é de cinco anos, contado da data da transmissão, e não da aquisição do direito creditório.
DECISÃO AMPARADA EM PRONUNCIAMENTO DE OUTRO PROCESSO. POSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO.
Decisão administrativa pode ser motivada em fundamentos de outro processo semelhante do mesmo contribuinte, que passam a integrá-la, como previsto no § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999, aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal.
Numero da decisão: 3401-002.309
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa e, no mérito, por unanimidade, negar provimento quanto às matérias conhecidas, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que entendeu ter havido cerceamento do direito de defesa.
Júlio Cesar Alves Ramos Presidente
Emanuel Carlos Dantas De Assis Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente MONSANTO DO BRASIL LTDA Recorrida DRJ SALVADORBA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 MATÉRIA AUSENTE DA IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. É inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo, exceto quando deva ser reconhecida de ofício. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. PRAZO DE CINCO ANOS. CONTAGEM A PARTIR DA TRANSMISSÃO DA DCOMP. LEI Nº 9.430/96, ART. 74, § 5º. Nos termos do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada pelo art. 17 da Lei nº 10.833, de 2003, o prazo para homologação de Declaração de Compensação (DCOMP) é de cinco anos, contado da data da transmissão, e não da aquisição do direito creditório. DECISÃO AMPARADA EM PRONUNCIAMENTO DE OUTRO PROCESSO. POSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NÃO CARACTERIZADO. Decisão administrativa pode ser motivada em fundamentos de outro processo semelhante do mesmo contribuinte, que passam a integrála, como previsto no § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999, aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa e, no mérito, por unanimidade, negar provimento quanto às matérias AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 90 03 87 /2 01 0- 77 Fl. 361DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 conhecidas, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que entendeu ter havido cerceamento do direito de defesa. Júlio Cesar Alves Ramos – Presidente Emanuel Carlos Dantas De Assis – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra acórdão da 4ª Turma da DRJ, que julgou improcedente Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório que homologou apenas parcialmente Declaração de Compensação (DCOMP) transmitida em 29/09/2006. Por bem resumir o que dos autos até então reproduzo o relatório da primeira instância: Na fundamentação do mencionado parecer, a autoridade fiscal da DRF/CCI apontou divergências no tocante à apuração do direito creditório: 1. Erro nos percentuais de rateio (mercado interno / exportação) utilizados nos meses de abril e maio de 2005; 2. Erro na base de cálculo da contribuição a pagar, assim como na base de cálculo dos créditos a descontar. Quanto a este segundo ponto, assim discorreu a autoridade fiscal no Parecer DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010: “13. Cabe destacar que o período de apuração em pauta, qual seja, 2º trimestre de 2005, já foi alvo de análise em outro processo, no qual a origem do crédito eram valores da COFINS, e não da contribuição para o PIS/Pasep (caso deste processo), o que, no entanto, não impede a utilização do trabalho de análise já efetuado, pelo fato de ambas as contribuições terem a mesma base de cálculo, tanto no que se refere à base de cálculo dos créditos a descontar quanto no que tange à base de cálculo da contribuição a pagar. 14. A referida análise foi feita no processo administrativo n.° 13502.900385/201088 referente ao PER n° 34350.36278.110406.1.1.090746, no qual foi exarado o Parecer DRF/CCI/Sarac n° 0180/2010, cópia às fls. 38 a 52.” Assim, a DRF/CCI promoveu a adequação das bases de cálculo para quantificar o direito creditório, chegando a um valor Fl. 362DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13502.900387/201077 Acórdão n.º 3401002.309 S3C4T1 Fl. 362 3 inferior ao pleiteado pela interessada, ocorrendo, por conseqüência, a homologação apenas parcial das compensações apresentadas. Cientificada do despacho decisório, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, sendo esses os pontos de sua irresignação, em síntese: • Preliminarmente, a decisão traz inúmeros argumentos trazidos de outros processos administrativos, fazendo mera referência a eventuais decisões proferidas naqueles processos, as quais, além de estarem em julgamento perante a Receita Federal, são apenas citadas, sem a autoridade administrativa fornecer elementos suficientes, tais como cópia da decisão, na intimação, o que prejudica sobremaneira a defesa da contribuinte. Assim, a decisão deve ser, de plano, anulada. • Na decisão que se ataca a parte não homologada do crédito se deu em face da incorreção no método de proporcionalidade utilizado pela recorrente. Assim, os valores que integram o crédito não são objetos da referida manifestação, tendo sido todos devidamente comprovados à Fiscalização. • Entretanto, a Administração entende que resta a pagar o valor de R$ 71.016,06 a título de PIS referente a maio. Notese que tal conclusão é abstraída de pareceres emitidos em outros processos administrativas senão este, sem qualquer detalhe na decisão, o que ensejaria a nulidade, como já mencionado. O Parecer DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010, acima referido, é o do presente processo (fls. 67/74), e foi devidamente aprovado pelo Despacho Decisório de fls. 78/79. Quanto ao Parecer do processo nº 13502.900385/201088, sob o nº DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010, encontrase anexado às fls. 38/52 (cópia). O Colegiado da DRJ, ao rejeitar a Manifestação de Inconformidade afastando a nulidade do Despacho Decisório, considerou que “consta dos autos deste processo todas as informações necessárias para a compreensão da decisão da autoridade fiscal, e a juntada de cópias de decisões tomadas em outros processos da contribuinte não compromete, em absoluto, o exercício do direito de defesa da interessada, até por que essas decisões têm relação com o aqui decidido” (fl. 166). No Recurso Voluntário, tempestivo, a contribuinte insiste na nulidade do Despacho Decisório e introduz duas alegações de mérito, arguindo a decadência do direito de o Fisco verificar a compensação em tela e defendendo um conceito mais amplo de insumos para fins da nãocumulatividade da Contribuição. Para a Recorrente o prazo decadencial, de cinco anos, deve ser contado do 2º trimestre de 2005, quando adquiridos os créditos da nãocumulatividade em questão, e não da transmissão da DCOMP. Invoca o art. 150 do CTN, em detrimento do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 4 Quanto aos insumos, pretende a reversão das glosas por considerar que todos os produtos não admitidos pelas autoridades fiscais se enquadram na definição da legislação da nãocumulatividade do PIS. Cuida, então, do seu processo produtivo e de cada insumo que originou as glosas, enumerandoos: nitrogênio, vapor d’água a alta pressão, água desminerizada, água clarificada, gás natural, ar comprimido. Defende, ainda, o direito ao crédito apurado com base no fretes e armazenagem. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos do Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço, exceto no que defende a reversão das glosas, defendendo um conceito mais amplo de insumos para fins da nãocumulatividade da Contribuição. PRECLUSÃO Ao defender, apenas na peça recursal, que todos os produtos não admitidos pelas autoridades fiscais se enquadram na definição de insumo, para fins da não cumulatividade da Contribuição, a contribuinte introduz matéria que não deve ser conhecida nesta segunda instância. Por ter sido abordada apenas em sede recursal, resta impossibilidade o seu conhecimento em face da preclusão. Na lição de Chiovenda, repetida por Luiz Guilherme Marioni e Sérgio Cruz Arenhart, temse que:1 ... a preclusão consiste na perda, ou na extinção ou na consumação de uma faculdade processual. Isso pode ocorrer pelo fato: i) de não ter a parte observado a ordem assinalada pela lei ao exercício da faculdade, como os termos peremptórios ou a sucessão legal das atividades e das exceções; ii) de ter a parte realizado atividade incompatível com o exercício da faculdade, como a proposição de uma exceção incompatível com outra, ou a prática de ato incompatível com a intenção de impugnar uma decisão; iii) de ter a parte já exercitado validamente a faculdade A cada uma das situações acima corresponde, respectivamente, os três tipos de preclusão: a temporal, a lógica e a consumativa. No caso em tela ocorreu a preclusão temporal, consistente na perda da oportunidade que o contribuinte teve para tratar, já que na Manifestação de Inconformidade alegou origem diversa para o indébito 1 MARIONI, Luiz Guilherme e ARENHART, Sérgio Cruz Arenhart. Manual do Processo do Conhecimento. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004, p. 665, apud CHIOVENDA, Giuseppe. "Cosa giudicata e preclusione", in Saggi di diritto processuale civile. Milano: Giuffrè, 1993, vol. 3, p. 233. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13502.900387/201077 Acórdão n.º 3401002.309 S3C4T1 Fl. 363 5 A própria contribuinte menciona a possibilidade da preclusão ora decretada, ao afirmar na fl. 203 o seguinte: Podese argüir, neste momento, que a defesa de mérito, como se deduz a seguir, estaria preclusa. Todavia, entende a Recorrente que em função dos princípios da verdade material, da informalidade, e do interesse público, tem direito a ser ouvida quanto ao mérito das glosas, para a correta realização do lançamento tributário efetuado (sic). Data venia, a informalidade moderada que se aplica ao Processo Administrativo não permite ultrapassar os limites da lide definida com a Manifestação de Inconformidade. O princípio da verdade material, por sua vez, busca conhecer os fatos e direito visando à solução do litígio, de modo circunscrito às alegações da mesma Inconformidade (ou da impugnação, quando se trata de lançamento). Quanto ao interesse público, não está sendo contrariado. Pelo contrário: é atendido quando obedecidas as regras do Processo Administrativo Fiscal, dentre as quais a do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, segundo o qual “Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” Na situação destes autos a Manifestação de Inconformidade de fls. 87/94 não contempla a defesa de mérito quanto aos insumos em questão, pelo que a preclusão apresentase incontornável. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NO DESPACHO DECISÓRIO Rejeito a nulidade do Despacho Decisório, que segundo a contribuinte teria cerceado o seu direito de defesa ao se amparar no Parecer do processo nº 13502.900385/2010 88, sob o nº DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010, cuja cópia foi apenas anexada às fls. 38/52 do presente. Não vejo a mácula apontada porque o Despacho Decisório do processo ora julgado, de nº DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010 (fls. 67/74), possui motivação que não dá margem a dúvidas. Tanto que no Recurso Voluntário a contribuinte tratou de todas as glosas, analisando cada insumo desconsiderado pela autoridade administrativas para fins dos créditos da não cumulatividade do PIS. Cabe transcrever o que já considerou a DRJ, ao rejeitar a nulidade da decisão de origem: A alegação da manifestante, todavia, não merece prosperar. Ao longo do Parecer DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010 a autoridade fiscal faz, sim, referência a outros pareceres igualmente emitidos pela mesma DRF/CCI, citando o processo administrativo no qual eles foram exarados. Interessante notar que tais processos citados, nº 13502.900385/201088 e 13502.900386/201022, são seqüenciados com este, nº 13502.900387/201077. O primeiro processo trata do pedido de ressarcimento de créditos da Cofins do 2º trimestre de 2005, o segundo trata do pedido de ressarcimento de créditos do PIS do 1º trimestre de 2005, ao passo que este processo trata do pedido de ressarcimento de créditos do PIS do 2º trimestre de 2005. Todos esses processos Fl. 365DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 6 citados são, obviamente, da mesma interessada, ora manifestante. Importante notar que a autoridade fiscal não faz “meras” referências a outros pareceres (como acusa a manifestante), ela junta cópias dessas outras decisões aos autos deste processo, de forma que é perfeitamente possível se compreender as razões que levaram à diminuição do crédito pretendido neste processo. Como já transcrito no relatório, em determinado trecho do Parecer DRF/CCI/Sarac nº 0186/2010 a autoridade fiscal deixa claro que há erros na base de cálculo da contribuição a pagar, assim como na base de cálculo dos créditos a descontar, conforme já fiscalizado e apurado no processo nº 13502.900385/201088. Procurandose neste processo o Parecer DRF/CCI/Sarac nº 0180/2010, emitido no processo nº 13502.900385/201088, ficam perfeitamente óbvias as glosas nos insumos efetuadas pela autoridade fiscal na base de cálculo dos créditos apurados no DACON, por exemplo. Temse que foram glosados valores relativos às aquisições de Nitrogênio, apenas para citar um exemplo, por entender a autoridade fiscal não se tratar de insumo nos termos da legislação do PIS e da Cofins. E assim encontrase facilmente os motivos de divergência nas bases de cálculo mencionadas. A validar a motivação posta no Despacho Decisório, temse o § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/99, aplicável subsidiariamente a este Processo Administrativo Fiscal e que prevê o seguinte: CAPÍTULO XII DA MOTIVAÇÃO Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...) § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. DECADÊNCIA Por último a alegação de decadência, que também não consta da Manifestação de Inconformidade. Todavia, tratase de matéria de ordem pública, a ser reconhecida de ofício quando estabelecida por lei, como, aliás, já determina o art. 210 do Código Civil de 2002. Somente a decadência convencional é que não é suprida de ofício, embora possa ser requerida a qualquer época, não se submetendo à preclusão (art. 211 do mesmo Código). Conheço, então, da decadência, que não ocorreu porque, ao contrário do defendido na peça recursal, o prazo decadencial na hipótese de DCOMP pode ultrapassar cinco anos, sim, quando se adota como termo inicial da contagem a data em que gerados os créditos. É que o termo inicial do intervalo de cinco a que se refere o § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de Fl. 366DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13502.900387/201077 Acórdão n.º 3401002.309 S3C4T1 Fl. 364 7 1996, com a redação dada pelo art. 17 da Medida Provisória nº 135, de 30/10/2003, convertida na Lei nº 10.833, de 29/12/ 2003, é a data de transmissão da DCOMP, não a de aquisição dos créditos. Assim, sempre que a DCOMP for transmitida algum tempo depois da aquisição dos créditos (o que acontece com freqüência), ao intervalo inicial, entre tal aquisição e a transmissão, somamse os cinco anos, estes a contar da data da DCOMP. Na presente situação, em que a DCOMP foi transmitida em 29/09/2006, a Receita Federal do Brasil tinha até 29/09/2011 para cientificar a contribuinte do Despacho Decisório. Como a ciência se deu em 01/09/2010, não ocorreu a decadência (levei em conta a data do Aviso de Recebimento na fl. 86, embora segundo a peça recursal, fl. 193, a ciência tenha se dado três dias antes, em 29/08/2010). CONCLUSÃO Pelo exposto, não conheço do Recurso no que defende o aproveitamento dos insumos glosados, em face da preclusão, e na parte conhecida rejeito a decadência e a preliminar de nulidade do Despacho Decisório, negando provimento ao apelo recursal. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 367DF CARF MF Impresso em 19/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 17883.000197/2010-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2302-000.220
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi, Wilson Antonio de Souza Correa, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi, Wilson Antonio de Souza Correa, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
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Resolvem os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi, Wilson Antonio de Souza Correa, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 78 83 .0 00 19 7/ 20 10 -7 1 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 17883.000197/201071 Resolução nº 2302000.220 S2C3T2 Fl. 93 2 RELATÓRIO Trata o presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado em 02/09/2010 e cientificado ao sujeito passivo em 14/09/2010, de contribuições previdenciárias patronais, incidentes sobre valores pagos aos segurados empregados e não incluídos em folhas de pagamento, sob a rubrica “extrafolha”, nas competências de 08/2005 a 02/2007 O relatório fiscal de fls.22/27, diz que a autuada consideravase isenta da contribuição previdenciária patronal, informando tal situação em GFIP, mas já tivera contra si lavrado o Ato Cancelatório de Isenção n.º 01/2008, em 12/02/2008, posteriormente retificado por outro datado de 13/05/2008, cancelando o benefício a partir da competência 10/2005. Após a impugnação, Acórdão de fls. 364/371, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega , em síntese: a) que não se absteve de tratar matéria constante dos autos, como diz o Acórdão recorrido, pois fez referência a parcelamentos efetuados, onde consta a matéria proposta; b) que não agiu como dolo, nem tentou violar o parágrafo 6º do artigo 55, da Lei n.º 8.212/91; c) que os efeitos do Ato Cancelatório foram suspensos, voltando a recorrente a situação anterior de isenta, sem o ônus de sofrer os danos do cancelamento; d) que a situação do cancelamento é injusta, eis que vive com parcos recursos, sendo o único hospital da região em que se situa; e) que detém todas as condições para gozar a isenção; f) que possui recurso em andamento no CARF, quanto ao Ato Cancelatório de Isenção. Requer o provimento do recurso para afastar o ônus imputado e cancelar o ato administrativo. É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 17883.000197/201071 Resolução nº 2302000.220 S2C3T2 Fl. 94 3 VOTO O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade devendo ser conhecido. Entretanto, é de se observar que o lançamento se refere às contribuições devidas pela perda da isenção que a recorrente gozava, através da emissão de Ato Cancelatório. Na peça recursal os argumentos da autuada versam apenas sobre a perda da isenção, cujo Ato que cassou o benefício, ainda não teria decisão administrativa definitiva, estando pendente de recurso junto a este Colegiado. Como não consta dos autos informação do Fisco acerca do trânsito em julgado do recurso interposto quanto ao Ato Cancelatório, entendo que não é possível prosseguir com o julgamento sem a informação concreta sobre a situação de fato existente. Neste lançamento está sendo cobrada a contribuição patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados, em virtude da cassação da imunidade usufruída pela entidade. Ocorre que este assunto já tem que estar resolvido na área administrativa para que se possa julgar o mérito do auto de infração de obrigação principal, porque não cabe aqui tecer ainda considerações a cerca do descumprimento dos requisitos essenciais para a manutenção do benefício legal Pelo exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o Fisco esclareça se a decisão que cancelou a isenção patronal das contribuições previdenciárias da recorrente é definitiva. Do resultado da diligência deve ser dado conhecimento a autuada e concedido prazo para manifestação. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10814.002933/2007-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3101-000.213
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator
Henrique Pinheiro Torres - Presidente
Luiz Roberto Domingo - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator Henrique Pinheiro Torres - Presidente Luiz Roberto Domingo - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
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ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator. Tratase de Recurso Voluntário interposto conta a decisão de primeira instância que manteve o lançamento do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados, acrescidos de juros de mora, multa por não recolhimento dos tributos e multa pela importação ao desamparo de Guia de Importação, por entender o Fisco que a Recorrente RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 14 .0 02 93 3/ 20 07 -0 3 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10814.002933/200703 Resolução nº 3101000.213 S3C1T1 Fl. 87 2 não cumpriu adequadamente o regime aduaneiro especial de trânsito aduaneiro do qual foi beneficiária. Segundo os autos, em 08/01/2002 a Recorrente solicitou o regime aduaneiro especial de trânsito aduaneiro às mercadorias amparadas pelo conhecimento de transporte AWB nº 083.3638.6066, internadas no Território Nacional através da Alfândega do Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, destinadas a reparar as avarias sofridas pela embarcação estrangeira (IRAN VODJAN) ancorada no Porto de Santos/SP em janeiro de 2002. Acusa a Fiscalização (fls.17) que a Recorrente não comprovou o recebimento das mercadorias pela repartição alfandegária de destino, concluindo por sua irregular importação, sem o devido recolhimento dos tributos incidentes. A Recorrente impugnou o Auto de Infração fazendo juntar aos autos o documento de fls. 56, que alega ser suficiente para demonstrar o regular cumprimento do regime aduaneiro especial de que se beneficiou. Contudo, a DRJSP entendeu que o documento não é hábil para a comprovação da conclusão do trânsito aduaneiro sob o fundamento de que não foi apresentada a DTA III com a respectiva averbação de chegada (fls. 65), julgando improcedente a Impugnação, conforme a seguinte ementa (fls. 64): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Data do fato gerador: 08/01/2002 TRANSITO ADUANEIRO. CONCLUSÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. Considerase não concluído o trânsito aduaneiro quando a interessada não apresenta provas inequívocas de tal fato. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada dessa decisão em 12/07/2009, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 77) em 09/08/2010, aduzindo que concluiu o regime aduaneiro especial objeto dos autos, aproveitando a oportunidade para juntar a DTAIII relativa ao caso, com a averbação de chegada das mercadorias, protocolizada na Alfândega destinatária. Referido documento segue juntado às fls. 81 (frente e verso). É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo Relator. Ao que parece, a juntada da DTA em branco (sem comprovação da chegada do bem ao destino) para instruir o auto de infração indicaria que o trânsito não ocorrera, ou seja, que os bens retirados do Aeroporto Internacional de Guarulhos não teriam chegado ao Porto de Santos. Esta seria, então, a irregularidade única que poderia ser extraída do conjunto probatório e da descrição dos fatos contidos no Auto de Infração. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10814.002933/200703 Resolução nº 3101000.213 S3C1T1 Fl. 88 3 Ocorre que a prova trazida pela contribuinte demonstraria que o trânsito aduaneiro foi cumprido tempestivamente e a DTA encontrase recepcionada pela Alfândega do Porto de Santos, conforme documento às fls. 81. Tenho para mim que a busca da verdade material é um dos pilares que sustenta o processo administrativo fiscal, de modo que acompanhado pela ampla defesa e contraditório, busca se aproximar dos fatos ocorridos. Diante disso, determino a conversão do julgamento em diligência à repartição de origem a fim de que se manifeste acerca da prova juntado pelo contribuinte, sua correlação com os fatos, consultando, se necessário, a Inspetoria de destino (Santos) acerca da recepção dos bens. Concluída a diligência, intimese a Recorrente para, querendo, manifestese no prazo de 30 (trinta) dias, sendo que esgotado o prazo, retorne o feito para apreciação desta Turma. Luiz Roberto Domingo Relator Fl. 117DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 18108.000237/2007-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/1999 a 31/01/2000, 01/07/2000 a 31/07/2000,
01/01/2001 a 31/01/2001, 01/07/2001 a 31/07/2011, 01/01/2003 a
31/01/2003, 01/03/2003 a 31/03/2003, 01/07/2003 a 31/07/2003, 01/09/2003
a 30/09/2003, 01/01/2004 a 31/01/2004, 01/07/2004 a 31/07/2004,
01/01/2005 a 31/01/2005, 01/07/2005 a 31/07/2005, 01/01/2007 a 31/01/2007
Ementa:
DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante
n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de
24/07/91. Tratando-se
de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que
é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do
Código Tributário Nacional CTN.
Comprovado nos autos o pagamento
parcial, aplica-se
o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se
o disposto no
artigo 173, I.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS.
Não integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias os valores
pagos ou creditados, a título de participação nos lucros e resultado, em
conformidade com os requisitos legais, caso contrário, os pagamentos são
base de incidência contributiva previdenciária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2302-001.603
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento
parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
reconhecendo a fluência do prazo decadencial nos termos do art. 173, inciso I do CTN.
Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu aplicar-se
o art. 150,
parágrafo 4º do CTN para todo o período. Para o período não decadente não houve divergência.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/1999 a 31/01/2000, 01/07/2000 a 31/07/2000, 01/01/2001 a 31/01/2001, 01/07/2001 a 31/07/2011, 01/01/2003 a 31/01/2003, 01/03/2003 a 31/03/2003, 01/07/2003 a 31/07/2003, 01/09/2003 a 30/09/2003, 01/01/2004 a 31/01/2004, 01/07/2004 a 31/07/2004, 01/01/2005 a 31/01/2005, 01/07/2005 a 31/07/2005, 01/01/2007 a 31/01/2007 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. Não integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias os valores pagos ou creditados, a título de participação nos lucros e resultado, em conformidade com os requisitos legais, caso contrário, os pagamentos são base de incidência contributiva previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado reconhecendo a fluência do prazo decadencial nos termos do art. 173, inciso I do CTN. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu aplicarse o art. 150, parágrafo 4º do CTN para todo o período. Para o período não decadente não houve divergência. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relatora. EDITADO EM: 12/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco André Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000237/200732 Acórdão n.º 230201.603 S2C3T2 Fl. 2 3 Relatório A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 23/08/2007 e cientificada ao sujeito passivo em 19/09/2007, referese às contribuições previdenciárias incidentes sobre valores relativos a diferenças existentes entre as RAIS em confronto com as GFIP’s das competências de 03/2003 e 09/2003, bem como sobre valores pagos aos segurados empregados a título de participação nos lucros em desconformidade com a norma legal nas competências de 12/1999, 01/2000, 07/2000, 01/2001, 07/2001, 01/2003, 07/2003, 01/2001, 07/2004, 01/2005, 07/2005 e 01/2007. O relatório fiscal de fls. 21 a 23, diz que a notificada pagava a seus empregados valores fixos dispostos em convenção coletiva de trabalho a título de PLR e que por não haver metas fixadas, tais valores foram considerados como salário de contribuição. Após a impugnação, Acórdão de fls. 53 a 59 julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso argüindo em síntese: a) a decadência exposta no CTN; b) que a lei autoriza que convenção coletiva fixe valores a título de PLR; c) que a PLR foi negociada com o sindicato; d) que não há incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos a título de PLR. Requer o provimento do recurso para que seja acatada a preliminar de decadência e alternativamente que seja julgada improcedente a notificação e cancelado o débito. É o relatório. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Cumprido o requisito de admissibilidade, conheço do recurso e passo ao seu exame. Da Preliminar A notificação referese ao período de 12/1999 a 01/2007 e foi lavrada em 23/08/2007, com ciência pelo sujeito passivo em 19/09/2007. A recorrente argúi a decadência qüinqüenal exposta no Código Tributário Nacional e com efeito, nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Fl. 116DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000237/200732 Acórdão n.º 230201.603 S2C3T2 Fl. 3 5 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No caso presente, não há recolhimentos parciais relativos ao crédito lançado nesta notificação, assim, aplicase o artigo 173, I do CTN, devendo ser excluídas do levantamento as competências de 12/1999, 01/2000, 07/2000, 01/2001 e 07/2001: Fl. 117DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 6 Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Do Mérito Quanto ao mérito, 0 crédito lançado nesta notificação se refere a valores pagos aos segurados empregados a título de participação nos lucros e resultados em desconformidade com as normas legais. A PLR integra a remuneração, até 29/12/94. Após essa data, com o surgimento da legislação específica, a MP 794, não tem mais natureza jurídica salarial, desde que paga em conformidade com as disposições contidas na MP. A MP 794 sofreu diversas reedições, convertendose, finalmente, na Lei nº 10.101, de 18/12/2000. Essa legislação surge como instrumento de integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade, pois faz com que o empresariado tenha redução em sua carga tributária, já que há a previsão de isenção dessas parcelas para incidência de contribuição previdenciária e a parcela de PLR, para efeito de apuração do lucro real, poderá ser deduzida como despesa operacional e permite que os trabalhadores obtenham maiores ganhos e incentiva a produtividade, já que sua obtenção depende de um resultado almejado pelas empresas. A Lei 10.101/200 prevê várias exigências e vedações que a PLR deve obedecer para estar de acordo com sua lei específica e obter os efeitos previstos. Art.1o Esta Lei regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa como instrumento de integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade, nos termos do art. 7o, inciso XI, da Constituição. Art.2o A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: Icomissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; IIconvenção ou acordo coletivo. §1o Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive Fl. 118DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000237/200732 Acórdão n.º 230201.603 S2C3T2 Fl. 4 7 mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: Iíndices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; IIprogramas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. §2o O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores. ... Art.3o A participação de que trata o art. 2o não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade. ... §2o É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação nos lucros ou resultados da empresa em periodicidade inferior a um semestre civil, ou mais de duas vezes no mesmo ano civil. §3o Todos os pagamentos efetuados em decorrência de planos de participação nos lucros ou resultados, mantidos espontaneamente pela empresa, poderão ser compensados com as obrigações decorrentes de acordos ou convenções coletivas de trabalho atinentes à participação nos lucros ou resultados. ... Assim, para a PLR ser paga de acordo com a legislação específica deve, cumulativamente: a) Resultar de negociação entre a empresa e seus empregados, por comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; e/ou por convenção ou acordo coletivo; b) Do resultado dessa negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos e quanto à fixação das regras adjetivas, onde deverão constar, nas regras, mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado; periodicidade da distribuição; período de vigência e prazos para revisão do acordo; Fl. 119DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 8 c) O resultado da negociação deve ser arquivado na entidade sindical dos trabalhadores; d) Não substituir, nem complementar a remuneração devida a qualquer empregado; e) Ser paga em periodicidade superior a um semestre civil, ou, no máximo, em duas vezes no mesmo ano civil; f) Por fim, a legislação determina formas de resolução de impasses quanto a PLR: a mediação ou a arbitragem de ofertas finais. As finalidades da lei são integração entre capital e trabalho e ganho de produtividade. Deve haver uma negociação entre empresa e empregados, através de acordo coletivo ou comissão de trabalhadores: clareza e objetividade das condições a serem satisfeitas (regras adjetivas) para a participação nos lucros ou resultados (direito substantivo). Entre outros, podem ser considerados como critérios ou condições: produtividade, qualidade, lucratividade, programas de metas e resultados mantidos pela empresa: Como se vê, a regulamentação é no sentido de proteger o trabalhador para que sua participação nos lucros seja justa. Os sindicatos envolvidos ou as comissões, nos termos do artigo 2º da Lei, têm liberdade para fixarem os critérios e condições para a participação do trabalhador nos lucros e resultados. A intenção do legislador foi impedir que critérios ou condições subjetivos obstassem a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados. As regras devem ser claras e objetivas para que os critérios e condições possam ser aferidos. Com isto, são alcançadas as duas finalidades da lei: a empresa ganha em aumento da produtividade e o trabalhador é recompensado com sua participação nos lucros. Todavia, a legislação é clara ao dizer que deve haver negociação e metas a serem cumpridas, o que não restou evidenciado pela fiscalização na auditoria realizada na recorrente. O relatório fiscal diz que era pago um valor fixo aos empregados, estipulado na convenção coletiva, sem qualquer critério estabelecido, nem meta a ser cumprida, em flagrante desrespeito à legislação vigente. Aduz também o fisco que a recorrente não apresentou a documentação relativa à regulamentação e operacionalização da PLR, o que acarretou a lavratura do auto de infração por descumprimento de obrigação acessória. Embora prevaleça a livre negociação para a participação nos lucros ou resultados, é certo que ela deve ser demonstrada ao Fisco quando intimada até para que esse importante direito trabalhista não seja malversado em prejuízo dos próprios trabalhadores e do fisco. Comprovando a autoridade fiscal dissimulação do pagamento de salários com participação nos lucros, deverá aplicar o Princípio da Verdade Real para considerar os valores integrantes da base de cálculo das contribuições previdenciárias. A autoridade fiscal, no uso de suas prerrogativas, tem o ônus de comprovar a dissimulação do sujeito passivo, verbis: Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000237/200732 Acórdão n.º 230201.603 S2C3T2 Fl. 5 9 No caso em exame não restou demonstrado pela recorrente que os valores pagos aos segurados empregados se revestiram das características e cumpriram os pressupostos legais exigíveis para ser efetivamente parcelas pagas a título de participação nos lucros ou resultados, devendo, assim integrar o salário de contribuição. A lei de custeio da Previdência Social é clara ao trazer no artigo 28, §9º, aliena “j”, verbis que: Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; Portanto, pelo exame dos autos, vislumbro que a PLR foi paga sem critérios objetivos de aferição, com valores fixos definidos em acordo coletivo de trabalho, levando a fiscalização, frente a realidade fática encontrada, a lançar o crédito referente às contribuições previdenciárias incidentes sobre tais valores pagos em desconformidade com a legislação vigente.al do rec Por todo o exposto, voto pelo provimento parcial do recurso para acatar o prazo decadencial qüinqüenal e excluir do lançamento as competências até 07/2001. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 121DF CARF MF Impresso em 08/05/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 12/03/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10783.902229/2008-30
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.502
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 416 1 415 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10783.902229/200830 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3801000.502 – 1ª Turma Especial Data 22 de maio de 2013 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MOTO SCARTON LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Jose Luiz Feistauer de Oliveira, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 83 .9 02 22 9/ 20 08 -3 0 Fl. 416DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10783.902229/200830 Resolução nº 3801000.502 S3TE01 Fl. 417 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Versa o presente processo sobre a Declaração de Compensação apresentada por meio do PER/DCOMP 04507.43686.230704.1.3.043190 através do qual a interessada pleiteia compensar crédito que alega possuir decorrente de pagamento indevido ou a maior no valor de R$ 935,71 (características do DARF: período de apuração – 30/04/2003 = código de receita – 6912 = valor total do DARF – R$ 2.573,13 = data de arrecadação – 15/05/2003) com débitos nele declarados. De acordo com o Despacho Decisório nº 781125625 emitido em 12/08/2008 (fl. 02), não foi homologada a compensação declarada no PER/DCOMP anteriormente relacionado, tendo em vista que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” Cientificada do referido Despacho em 21/08/2008 (fl. 174), apresentou a interessada, em 22/09/2008 (fl. 02), a manifestação de inconformidade de fl. 03, juntamente com os documentos de fl. 04/173, na qual alega, em síntese, que: • A não existência de crédito na data da homologação foi devido à falta de retificação da DCTF e DACON e, consequentemente, não sobrou saldo para a devida compensação; • Com a retificação das mencionadas declarações, conforme documentos anexos, o crédito foi regularizado, ficando assim comprovada a existência do saldo para a devida compensação. Foi juntado aos autos por esta Turma de Julgamento o Relatório do Sistema DCTF/RFB (fl. 183/186). A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ), às fls. 187/192, julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2003 RETIFICAÇÃO DE DCTF. COMPROVAÇÃO DE ERRO. A retificação de declaração somente é admitida quando comprovado com documentos hábeis e escrituração contábil/fiscal o erro nela contido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Fl. 417DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10783.902229/200830 Resolução nº 3801000.502 S3TE01 Fl. 418 3 Ano calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Mantémse o Despacho Decisório se constatado que o DARF indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 196 a 204, no qual repisa as razões apresentadas por ocasião da impugnação, alegando, em síntese, que · após o fechamento e entrega da DIPJ 2004 e percebendo o PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR no montante de R$ 935,71 de PIS (6912), competência ABRIL/2003, intentou a devida e justa COMPENSAÇÃO do crédito com DÉBITOS da mesma natureza; · após ser notificada do teor do DESPACHO DECISÓRIO que não homologou as compensações, verificando que as informações lançadas e transmitidas na DCTF Original não estavam de acordo com a correta apuração e recolhimento procedeu à devida RETIFICAÇÃO da informação, conforme DCTF 2.1 (retificadora); · a DCTF retificadora tem o mesmo valor e efeito da original, inclusive a substituindo integralmente e pode ser retificada a qualquer tempo DESDE QUE os débitos não tenham sido enviados para inscrição em Dívida Ativa ou objeto de auto de infração. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10783.902229/200830 Resolução nº 3801000.502 S3TE01 Fl. 419 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da Contribuição para o PIS, referente ao mês de abril/2003, que teria sido paga a maior. Alega ainda que ao descobrir o erro procedeu a retificação da DCTF do 2° trimestre/03, em 01/09/2008 e da DACON do 2° trimestre/03, em 08/09/2008. Compulsando os autos, para embasar seu direito, verificamos que a recorrente anexou ao recurso cópia da DCTF do 2° trimestre/03 e da DACON do 2° trimestre/03, retificadoras, DARF e cópia da DIPJ do Ano Calendário 2003. Segundo consta, houve um pagamento a maior de PIS, período de apuração de abril/2003, recolhido em 15/05/2003, no montante de R$ 2.573,13, conforme cópia de DARF à fl. 212, quando o valor devido seria de R$ 1.637,42, gerando um crédito de R$ 935,71. O valor efetivamente devido e apurado da Contribuição para o PIS teria sido declarado na DIPJ/04, Ano Calendário 2003, transmitida em 01/02/2007, conforme consta na Ficha 21, à fl. 130. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal, em síntese, apenas considerou os dados apresentados na DCTF original. Tal fundamentação, por certo, decorre de análise superficial, realizada nos limites de sistema informatizado de informações (batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não), no qual não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. O entendimento predominante deste Conselho é no sentido da prevalência da verdade material, devendo ser considerada como elemento de prova a DCTF retificadora mesmo apresentada a destempo, aliada aos demais documentos comprobatórios. Neste sentido, os dados da DCTF retificadora e os documentos colacionados são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constata se que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar o valor correto da contribuição para o PIS referente ao período de apuração em discussão e o conseqüente direito creditório advindo do pagamento a maior. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: Fl. 419DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10783.902229/200830 Resolução nº 3801000.502 S3TE01 Fl. 420 5 a) apure o valor devido a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), período de apuração de abril/2003, com base nos documentos acostados aos autos e na escrituração fiscal e contábil; c) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 420DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 11/06/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000295/2008-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição Previdenciária Salário-Educação
sobre participação nos lucros
Período de apuração: 01/01/1998 a 30/08/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO.
A recorrente requereu a desistência do recurso interposto, eis que ingressou
no parcelamento previsto pela Lei nº 11.941/09.
RECURSO DE OFÍCIO. VEDAÇÃO DO REFORMATIO IN PEJUS
Vedado em sede de recurso de ofício aplicar prazo decadencial que piore a
situação da Fazenda Nacional.
Numero da decisão: 2301-002.637
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em não
conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator; b) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Adriano González Silvério
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ementa_s : Assunto: Contribuição Previdenciária Salário-Educação sobre participação nos lucros Período de apuração: 01/01/1998 a 30/08/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. A recorrente requereu a desistência do recurso interposto, eis que ingressou no parcelamento previsto pela Lei nº 11.941/09. RECURSO DE OFÍCIO. VEDAÇÃO DO REFORMATIO IN PEJUS Vedado em sede de recurso de ofício aplicar prazo decadencial que piore a situação da Fazenda Nacional.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
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NÃO CONHECIMENTO. A recorrente requereu a desistência do recurso interposto, eis que ingressou no parcelamento previsto pela Lei nº 11.941/09. RECURSO DE OFÍCIO. VEDAÇÃO DO REFORMATIO IN PEJUS Vedado em sede de recurso de ofício aplicar prazo decadencial que piore a situação da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator; b) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzales Silvério Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Damião Cordeiro de Moraes (vicepresidente), Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva, Bernadete de Oliveira Barros e Adriano Gonzales Silvério. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/05 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Relatório Tratase de Auto de Infração nº 37.108.2595, o qual exige o valor total originário de R$ 11.644.029,94, referente à parcela devida pelo sujeito passivo, segurados empregados, financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e as destinadas aos terceiros (SESI, SENAI, SEBRAE, SALÁRIO EDUCAÇÃO e INCRA). De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 39 a 44, a lavratura do aludido Auto de Infração se deve em decorrência da Fiscalização ter apurado a informação de que o fato gerador das contribuições previdenciárias foi o pagamento aos empregados de “Participação nos lucros ou resultados da empresa – PLRE”, sem que tenham sido atendidos os requisitos legais. O sujeito passivo apresentou tempestivamente sua impugnação alegando a ocorrência da decadência sobre o direito da Fiscalização constituir o crédito tributário em tela. Além disso, sustenta ainda o seu direito constitucional de poder excluir do conceito de remuneração os valores pagos aos seus empregados a título de participação nos lucros, desembolsados em decorrência de acordo previamente estabelecido, motivo pelo qual não deveria essa parcela integrar a base de cálculo das contribuições previdenciárias em questão. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo julgou parcialmente procedente a impugnação, apenas para reconhecer, com base na edição da Súmula nº 8 do E. STF, a decadência para as competências entre 01/1998 e 09/2001, declarando extintos os créditos tributários constituídos nesse período, recorrendo de ofício ao presente E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O contribuinte, por seu turno, interpôs recurso pleiteando a aplicação da decadência de acordo com a Súmula 08 do STF e, posteriormente requereu sua desistência em virtude de ingresso no parcelamento previsto na Lei nº 11.941/09, noticiado às fl. 245 a 300. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério Recurso Voluntário Como se depreende da narrativa dos fatos verificase que a ora Recorrente protocolou nos autos do presente processo administrativo o “Pedido de Desistência Recurso Administrativo” (fl. 245 a 300), por meio do qual manifestou expressamente o seu interesse de desistir do seu direito de interposição do Recurso Voluntário na presente demanda administrativa, renunciando, assim, quaisquer alegações de direito sobre as quais se Fl. 334DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/05 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000295/200816 Acórdão n.º 2301002.637 S2C3T1 Fl. 302 3 fundamentam o referido recurso, como requisito para ingresso no parcelamento previsto pela Lei 11.941/09. Diante do exposto não conheço do recurso voluntário. Recurso de Ofício A razão pela qual foi interposto o recurso de ofício decorre do acolhimento da decadência quinquenal, conforme prescreve a Súmula 08 do STF. Na r. decisão recorrida, a autoridade julgadora entendeu por aplicar o prazo previsto no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional, declarando decaídas as competências verificadas entre 01/1998 e 09/2001. Entendo que no caso concreto deva ser considerada a totalidade da folha de salários do sujeito passivo, a fim de se verificar a decadência, o que ensejaria a aplicação do artigo 150, § 4º do Código Tributário Nacional, haja vista que o Fisco apenas verificou, no meu entender, que houve recolhimento parcial de tributo, já que lançou apenas valores pagos a título de PLR, considerando, portanto, que houve pagamento das contribuições em relação aos salários e remunerações aos segurados a serviço. Ocorre que, aplicar o artigo 150, § 4º do CTN agravaria a situação do Fisco, pois outras competências seriam alvo da decadência, o que é vedado nessa fase recursal dado o princípio do reformatio in pejus. Ora, se o recorrente devolve a matéria a esse E. Conselho (tantum devolutum, quantum appellatum) objetivando reformar a decisão recorrida para melhor sob o seu ponto de vista, é vedado ao órgão julgador, ao apreciar esse recurso, aplicar solução que piore a sua situação. Assim, em homenagem ao princípio da proibição da reformatio in pejus, nego provimento ao recurso de ofício. Ante o exposto, VOTO no sentido de NÃO CONHECER o recurso voluntário, e quanto o recurso de ofício, NEGOLHE PROVIMENTO, mantendose a decisão a quo tal como proferida. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 335DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 24/05 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 10380.001667/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário:
2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. APRECIAÇÃO DE PROVAS.
Em se tratando de apreciação de provas, o julgador pode formar livremente
sua convicção. Uma vez verificada a correção do auto de infração e a
insuficiência das provas em contrário apresentadas pelo contribuinte, cumpre
restabelecer a exigência.
Recurso de Ofício Provido.
Numero da decisão: 1402-000.927
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso de ofício, restabelecendo integralmente as exigências fiscais, nos termos
do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. APRECIAÇÃO DE PROVAS. Em se tratando de apreciação de provas, o julgador pode formar livremente sua convicção. Uma vez verificada a correção do auto de infração e a insuficiência das provas em contrário apresentadas pelo contribuinte, cumpre restabelecer a exigência. Recurso de Ofício Provido.
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TURMA DA DRJ BRASILIA DF Interessado COMINALLI COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. APRECIAÇÃO DE PROVAS. Em se tratando de apreciação de provas, o julgador pode formar livremente sua convicção. Uma vez verificada a correção do auto de infração e a insuficiência das provas em contrário apresentadas pelo contribuinte, cumpre restabelecer a exigência. Recurso de Ofício Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso de ofício, restabelecendo integralmente as exigências fiscais, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 2019DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HE NRIQUE MAGALHAES DE O Processo nº 10380.001667/200811 Acórdão n.º 140200.927 S1C4T2 Fl. 0 2 Relatório A 2a. TURMA DA DRJ BRASILIA – DF, com fulcro no artigo 34 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre a este Conselho em face da decisão de primeira instância administrativa, que julgou improcedente a exigência contra a empresa COMINALLI COMERCIO E INDUSTRIA DE ALIMENTOS LTDA Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os autos de infração às fls. 03/24, formalizando lançamento de ofício do crédito tributário abaixo discriminado, relativo ao anocalendário de 2003, incluindo juros de mora calculados até 31/01/2008 e multa de oficio de 75%, totalizando R$ 3.973.330,25: (...) De acordo com a descrição dos fatos, o lucro da contribuinte foi arbitrado para fins de incidência do IRPJ e CSLL, com fundamento no art. 530, inciso I, do RIR/99, por não ter atendido às intimações da fiscalização para apresentar os livros de sua escrituração contábil e fiscal, referentes ao anocalendário de 2003. Consta que no anocalendário em questão foi apresentada à RFB Declaração de Inatividade, tendo o arbitramento sido efetuado sobre a receita de venda de produtos de fabricação própria, cujos valores foram extraídos da GIM (Guia de Informações Mensais) fornecida pela SefazCE e correspondem às saídas de mercadorias informadas ao Fisco Estadual. Sobre as referidas receitas estão também sendo exigidas a contribuição para o PIS e a Cofins. I Cientificada das exigências por via postal em 15/02/2008 (AR colado à fl.,44). a autuada apresentou em 18/03/2008 as petições impugnativas acostadas às fls. 45/6],(IRPJ), 199/214 (PIS), 583/599 (Cofms) e 976/992 (CSLL), de igual teor. pugnando pela improcedência dos autos de infração, com os argumentos a seguir sumariados. Recorrendo a posicionamentos da doutrina e da jurisprudência administrativa do Conselho de Contribuintes, a impugnante questiona o arbitramento efetuado com base em prova emprestada do Fisco Estadual, que reputa insuficiente para, por si só, servir de suporte probatório para a formalização dos lançamentos de ofício, requerendo investigação mais profunda para trazer a lume a verdade material. Assinala, que houve um insuperável equívoco por parte do autor^ao feito, ao entender que os valores das saídas de mercadorias informadas na GIM que utilizou como único meio de prova da autuação configuram receita de vendas sujeita à tributação, isto porque para o Fisco Estadual todas as saídas devem ser informadas, ainda que não constituam um negócio jurídico de compra e venda. Em razão deste entendimento equivocado, a autoridade fiscal considerou como vendas as saídas que são meras devoluções de produtos que foram remetidos à autuada para serem beneficiados, e que posteriormente retornaram ao estabelecimento remetente, como faz prova o material acostado aos autos (fls. 64 e seguintes). Em tais casos, por força da legislação tributária estadual, quando do retorno desses produtos deve ser emitida nota fiscal, que é computada na GIM, mas não corresponde a um efetivo ingresso de receita. Fl. 2020DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HE NRIQUE MAGALHAES DE O Processo nº 10380.001667/200811 Acórdão n.º 140200.927 S1C4T2 Fl. 0 3 A competência para julgamento do litígio foi transferida da DRJ em FortalezaCE para a DRJ em Brasília, conforme o disposto na Portaria Sutri n°. 1.548. de 2010, publicada no DOU de 19/08/2010. A decisão recorrida está assim ementada: PROVA EMPRESTADA. ADMISSIBILIDADE. A prova emprestada é admitida no processo administrativo tributário, desde que hábil para provar a verdade dos fatos em que se baseia a ação fiscal. SAÍDA DE MERCADORIAS. OPERAÇÕES DE RETORNO. Trazendo a impugnante notas fiscais que documentam ser operações de retorno de mercadorias recebidas para industrialização as saídas informadas ao Fisco Estadual, e não operações de vendas de produto de produção própria, como pressupôs o autor do lançamento, cancelase o auto de infração. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Cancelado o lançamento principal, o mesmo destina alcança os lançamentos decorrentes. Impugnação Procedente Ato continuo, o processo foi encaminhado ao CARF para apreciação do recurso de oficio. É o relatório. Fl. 2021DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HE NRIQUE MAGALHAES DE O Processo nº 10380.001667/200811 Acórdão n.º 140200.927 S1C4T2 Fl. 0 4 Voto Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator. O recurso de ofício preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Tratamse de autos de infração para exigência de IRPJ e reflexos em face de omissão de receitas apurada a partir das informações obtidas junto ao Fisco Estadual. A decisão recorrida cancelou integralmente a exigência pelos seguintes fundamentos (verbis): (...) Antes de mais nada, oportunizase frisar que o autor do procedimento somente recorreu a outra fonte de informação, no caso o Fisco Estadual, porque o sujeito passivo fez pouco caso dos termos que lhe foram endereçados pela fiscalização, requerendo a apresentação de seus livros contábeis e fiscais, haja vista que não atendeu às intimações neste sentido (fls. 36/41). Sobre a utilização de prova emprestada, ao processo administrativo fiscal aplicase a mesma regra estampada no art. 332 do CPC: Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funde a ação e a defesa. O que cabe perquirir, objetivamente, é se o meio probatório utilizado pelo autuante é hábil para provar a verdade dos fatos que servem de sustentáculo à formalização dos lançamentos. A GIM na qual se funda a autuação, anexada à fl. 26, nada mais é que um extrato que sintetiza os valores das entradas e saídas ocorridas em cada período mensal, sem adentrar no detalhamento da natureza dessas operações (CFOP), e, de fato, o autor do feito deixa patente, na descrição dos fatos, ter pressuposto que os valores das saídas de mercadorias constantes do documento representariam receitas da venda de produtos de fabricação própria da impugnante. Esta presunção, contudo, cai por terra diante do acervo probatório que instrui as petições impugnativas, o qual documenta que as saídas ocorridas no ano calendário de 2003, totalizando pouco mais de RS 23 milhões, correspondem a notas fiscais emitidas com os CFOP 5.902 (Retorno de mercadoria utilizada na industrialização por encomenda) e 5.925 (Retorno de mercadoria recebida para industrialização por conta e ordem do adquirente da mercadoria, quando aquela não transitar pelo estabelecimento do adquirente), as quais não representam venda de produtos de fabricação própria, como pressupôs o autor dos lançamentos de ofício. Fl. 2022DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HE NRIQUE MAGALHAES DE O Processo nº 10380.001667/200811 Acórdão n.º 140200.927 S1C4T2 Fl. 0 5 E certo que a DIPJ apresentada pelo sujeito passivo, informando que no ano calendário de 2003 não teria efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, financeira ou patrimonial, constitui uma falácia, na medida em que ficou evidenciado ter a impugnante, naquele período, prestado serviço de industrialização a terceiros, e, decerto (a não ser na remota hipótese de prestação de serviço gratuito), auferido receita com essa atividade. Infelizmente, a esta altura nada mais se pode fazer em defesa dos interesses da Fazenda Nacional, porque transcorrido o lustro decadencial estabelecido pelo art. 173, inciso I, do CTN. Enfim, estando o julgamento da presente contenda adstrito à matéria tratada nos autos ora discutidos, não há outra alternativa que não a de cancelar o lançamento de ofício do IRPJ, e, por consectario, as exigências de CSLL, PIS e Cofins, que são decorrentes da mesma matéria fática. Pois bem, a partir da análise dos autos, em confronto com os fundamentos acima transcritos, formei convencimento de que a tributação foi correta na forma realizada. Isso porque os valores tomados para fins de tributação referemse a receitas auferidas pelo contribuinte expresso nas notas fiscais de remessa de produtos industrializados para terceiros. De fato, não é possível determinar se se trata de apenas prestação de serviços (mãodeobra) ou ocorreu agregação de materiais. Todavia, a contribuinte efetivamente realizou a industrialização e auferiu receitas nessas operações. Uma vez que a fiscalização arbitrou o lucro considerando o percentual de geral de 9,6%, ao invés de 38,4% (prestação de serviços), tendo sido conservador em seu procedimento, nenhum reparo cabe ser feito, haja vista que a autuada não fez prova em contrário em sua impugnação. A contribuinte não pode beneficiarse de sua própria torpeza. Diante do exposto voto no sentido de dar provimento ao recurso de oficio e restabelecer a exigência. (assinado digitalmente) Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira Fl. 2023DF CARF MF Impresso em 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HENRIQUE MAGALHAES DE O, Assinado digitalmente e m 01/06/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por LEONARDO HE NRIQUE MAGALHAES DE O
score : 1.0
Numero do processo: 37172.001438/2006-47
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2000 a 30/04/2005
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF (Art. 62-A do anexo II).
O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC definiu que o dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação (Recurso Especial nº 973.733).
O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO.
O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a vedação quanto ao pagamento do vale transporte em pecúnia inserida em nosso ordenamento jurídico pelo Decreto n° 95.247/87 extrapolou os limites da Lei n° 7.418/85.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.650
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente)
(Assinado digitalmente)
Gustavo Lian Haddad - Relator
EDITADO EM: 29/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). O STJ, em acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC definiu que “o dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733). O termo inicial será: (a) Primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO. O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 17 2. 00 14 38 /2 00 6- 47 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 vedação quanto ao pagamento do vale transporte em pecúnia inserida em nosso ordenamento jurídico pelo Decreto n° 95.247/87 extrapolou os limites da Lei n° 7.418/85. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente) (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Prosegur Brasil S/A – Transporte de Valores de Segurança foi lavrada a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito de fls. 01/658 para cobrança de contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social – parte do segurado e quota patronal para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e as devidas a terceiros, não recolhidas em época própria, no período de 01/07/2000 a 30/04/2005. A Primeira Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, ao apreciar o recurso voluntário interposto pela contribuinte, exarou o acórdão n° 280101.782, que se encontra às fls. 2.425/2.445 e cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 30/04/2005 DECADÊNCIA. STF. INCONSTITUCIONALIDADE DAS NORMAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. CORESP. EXCLUSÃO DOS DIRETORES. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. SALÁRIO INDIRETO. VALE TRANSPORTE PAGO EM Fl. 2DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 37172.001438/200647 Acórdão n.º 9202002.650 CSRFT2 Fl. 12 3 PECÚNIA E ASSISTÊNCIA MÉDICA NÃO INTEGRAM SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Cabe ao julgador administrativo apreciar o pedido de realização de perícia, indeferindoo se a entender desnecessária protelatória ou impraticável. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso aplicase a regra do artigo 150, §4°, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente. As instâncias administrativas não compete apreciar vícios de inconstitucionalidade, cabendolhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência. Não ocorre cerceamento de defesa se comprovado no processo, que o autuado tomou ciência do prazo legal para apresentação de defesa. Os diretores somente poderão constar na lista de co responsáveis do lançamento fiscal como mera indicação nominal de representação legal, mas não para os efeitos de atribuição imediata de responsabilidade solidária, visto que deverão ser observadas as condições previstas no artigo 135, do CTN. O valetransporte pago em pecúnia pela empresa não integra o salário de contribuição, vez que não possui natureza salarial, estando de acordo com o §9°, artigo 28 da Lei 8.212/91. SALÁRIO INDIRETO ASSISTÊNCIA MÉDICA Para ocorrer a isenção fiscal sobre as despesas com assistência médica concedida aos trabalhadores, a empresa deverá observar a legislação sobre a matéria. Ao ocorrer o descumprimento da Lei 8.212/91, as quantias despendidas pela empresa com a assistência médica de seus empregados passam a ter natureza de remuneração, sujeitas, portanto, à incidência da contribuição previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. A anotação do resultado do julgamento indica que a Turma, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para reconhecer a preliminar de decadência em relação aos fatos geradores de 07/2000 a 11/2000, devido à aplicação da regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN e, por unanimidade, acolher a preliminar para afastar a co Fl. 3DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 responsabilidade dos sócios. No mérito, por maioria de votos, (i) excluiu do lançamento os valores lançados relativos a valetransporte pago em pecúnia; e, pelo voto de qualidade, (ii) manteve os valores lançados em relação ao benefício de saúde. O acórdão foi recepcionado na Procuradoria da Fazenda Nacional em 29/03/2011 (fls. 2.448), sendo interposto, em 25/04/2011, o recurso especial de fls. 2.450/2.497, por meio do qual foram questionadas (i) o acolhimento da preliminar de decadência por divergência entre o v. acórdão recorrido e os acórdãos n° 20501579 e 2301 00253, em relação à aplicação do artigo 173, I, do CTN, e (ii) o afastamento da incidência das contribuições previdenciárias sobre o valetransporte pago em pecúnia, suscitando divergência em relação aos decidido nos acórdãos nºs 240200.956 e 240100242. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho nº 2300 020/2011, de 11/05/2011 (fls. 2.496/2.497). Intimada sobre a admissão do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 2.502), a contribuinte deixou de apresentar contrarrazões. É o Relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator Inicialmente analiso a admissibilidade do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. O recurso especial objetiva reformar a decisão que aplicou o artigo 150, §4º, do CTN com relação à decadência, tendo apresentado como paradigmas os acórdãos nºs 205 01579 e 230100253. O acórdão nº 20501579 encontrase assim ementado: “CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO 1, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso Ido CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.” Verifico ante a ementa acima que a decisão apontada como paradigma reconheceu que em casos de lançamento de contribuições previdenciárias devese aplicar o Fl. 4DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 37172.001438/200647 Acórdão n.º 9202002.650 CSRFT2 Fl. 13 5 disposto no artigo 173, I, do CTN em relação às rubricas lançadas pela fiscalização, ainda que para outras rubricas do mesmo fato gerador tenha havido recolhimento antecipado. O v. acórdão recorrido, por sua vez, entende que a existência de pagamento parcial de contribuição previdenciária em relação a qualquer “componente” do mesmo fato gerador (rubricas não lançadas) é suficiente para ensejar a aplicação do artigo 150, §4º, do CTN. Reconheço, pois, a divergência quanto à decadência. Entendo, assim, restar caracterizada a divergência de interpretação, razão pela qual conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional neste ponto. Com relação ao valetransporte pago em pecúnia, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou como paradigma o acórdão nº 240200.956 que encontrase assim ementado: “(...)AUXÍLIO TRANSPORTE EM PECÚNIA. IMPOSSIBILIDADE.INCIDÊNCIA. A contribuição previdenciária sobre parcela paga a título de ValeTransporte é devida se não forem observadas as disposições da lei n° 7.418/85 e do Decreto n° 95.427/87.(...)” Verifico, também, que o acórdão acima traz entendimento contrário ao exarado pelo v. acórdão recorrido, vez que a decisão paradigma reconheceu como legitima a incidência da contribuição previdenciária sobre o auxílio transporte pago em pecúnia, reconhecendo ofensa ao disposto no Decreto n° 95.427/87, enquanto o v. acórdão recorrido entende que a aplicação do referido decreto extrapolou o campo de ação regulamentar, sendo, portanto, ilegal. Entendo, assim, que deve ser conhecido o recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional também nesta parte. Decadência Passo, inicialmente, à análise da decadência. Pois bem. No âmbito do Código Tributário Nacional, cabe examinar se deve ser aplicado ao caso o §4º do art. 150 ou art. 173, inciso I, do CTN, ambos para se determinar o termo inicial para contagem do prazo de decadência de 5 anos. Em diversas oportunidades já manifestei o entendimento segundo o qual, para os tributos sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial para efetuar o lançamento de tal tributo seria, em regra, o do art.150, §4º do CTN. Dessa forma, o prazo decadencial para o lançamento seria de cinco anos a contar do fato gerador, independentemente da existência de pagamento antecipado. Ocorre que o Regimento Interno deste E. Conselho, a partir de alteração promovida pela Portaria MF n.º 586, de 22 de dezembro de 2010, introduziu no artigo 62A do Anexo II dispositivo que determina, in verbis: “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria Fl. 5DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 6 infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” E o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar em 18/09/2009 o RESP nº 973.733 na sistemática de recursos repetitivos, nos termos do artigo 543C do CPC, consolidou entendimento diverso no que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação, considerando relevante a existência de antecipação do pagamento para a aplicação do art. 150, parágrafo 4º do CTN. O acórdão em questão encontrase assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal Fl. 6DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 37172.001438/200647 Acórdão n.º 9202002.650 CSRFT2 Fl. 14 7 (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Com o advento da decisão acima referida, temse que nos casos em que não houve antecipação de pagamento deve este Colegiado aplicar a regra do art. 173, I, do CTN, ou seja, contarse o prazo decadencial a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, sendo este entendido, segundo a ementa acima, como o primeiro dia seguinte à ocorrência do fato imponível. Nos casos em que há recolhimento, ainda que parcial, aplicase a regra do art. 150, § 4º do CTN, ou seja, o prazo iniciase na data do fato gerador. No presente caso, restou comprovado nos autos a existência de recolhimento parcial de contribuições relativamente às demais rubricas da folha de salários da empresa nos meses envolvidos na autuação, conforme documentos acostados pela fiscalização às fls. 550/653. Entendo que o fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de salários é, na sistemática do ordenamento jurídico vigente, único e não passível de seccionamento em relação às várias verbas/rubricas que a compõem. Nestas situações e diversamente da posição defendida pela Procuradoria da Fazenda Nacional, tenho me manifestado que o deslocamento da regra de contagem do prazo de decadência do artigo 150, §4º, para o artigo 173, I, ambos do CTN, requer a total ausência de recolhimento de contribuições previdenciárias pelo contribuinte relativamente aos fatos geradores unívocos dos períodos questionados, o que não ocorreu no presente caso. Com base no referido raciocínio aplicase ao presente caso o disposto no artigo 150, §4º, do CTN, sendo que o início da contagem do prazo de decadência dáse com a ocorrência do fato gerador. Assim, no caso em questão, considerando que a contribuinte foi cientificada do lançamento em 21/12/2005, deve ser mantida a decadência em relação aos fatos geradores ocorridos entre 07/2000 e 11/2000, nos termos consignados no v. acórdão recorrido. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 8 Valetransporte em pecúnia No tocante à incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de valetransporte em pecúnia, entendo que também não assiste razão à Procuradoria da Fazenda Nacional. Inicialmente, transcrevo o dispositivo da Lei n° 7.418/85 que instituiu o benefício do valetransporte, in verbis: “Art. 1º Fica instituído o valetransporte, que o empregador, pessoa física ou jurídica, antecipará ao empregado para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência trabalho e viceversa, através do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual com características semelhantes aos urbanos, geridos diretamente ou mediante concessão ou permissão de linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente, excluídos os serviços seletivos e os especiais. Art. 2º O ValeTransporte, concedido nas condições e limites definidos, nesta Lei, no que se refere à contribuição do empregador: a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos; b) não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; c) não se configura como rendimento tributável do trabalhador.” Verifico, especialmente ao analisar o artigo 2º acima transcrito, que o referido benefício foi criado para estimular o empregador a custear o transporte do empregado ao local de trabalho. O Decreto n° 95.247/87, ao regulamentar a Lei n° 7.418/85, determinou em seu artigo 5º ser vedado ao empregador substituir o valetransporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento, exceto em casos de falta ou insuficiência de estoque de valetransporte. Referida restrição levou a autoridade fiscal a efetuar o presente lançamento. Ocorre que ao veicular tal restrição o decreto, a meu ver, claramente extrapolou os limites de regulamentação, tendo efetivamente inovado no ordenamento jurídico. Como se verifica do dispositivo legal anteriormente transcrito não há qualquer restrição à forma de pagamento do vale transporte, não podendo, assim, o decreto criar eventual restrição, inclusive com possibilidade frustrar a ratio que motivou a introdução do benefício ao dificultar a operacionalização da concessão. Tal entendimento foi inclusive sufragado pela Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n° 478.410/SP, in verbis: “EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o beneficio de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do beneficio. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 37172.001438/200647 Acórdão n.º 9202002.650 CSRFT2 Fl. 15 9 2. A admitirmos não possa esse beneficio ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento." Esta tem sido, também, a posição adotada por este E. Colegiado, como se verifica das ementas abaixo transcritas: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 01/12/2006 VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO. DECRETO 95.247/87 EXTRAPOLOU O SEU CARÁTER DE REGULAMENTAR A LEI 7.418/85. O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a vedação quanto ao pagamento do vale transporte em pecúnia inserida em nosso Ordenamento Jurídico pelo Decreto n° 95.247/87, é ilegal, pois extrapolou o seu poder de regulamentar a Lei n° 7.418/85.” (CARF 2ª Seção / 1ª Turma da 3ª Câmara / ACÓRDÃO 2301 01.476 em 08/06/2010) “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2005 Fl. 9DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 10 (...) VERBAS PAGAS A TÍTULO DE VALE TRANSPORTE. NATUREZA INDENIZATÓRIA. JURISPRUDÊNCIA UNÍSSONA DO STF E STJ. APLICABILIDADE. ECONOMIA PROCESSUAL. De conformidade com a jurisprudência mansa e pacífica no âmbito Judicial, especialmente no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, os valores concedidos aos segurados empregados a título de Vale Transporte, pagos ou não em pecúnia, não integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias, em razão de sua natureza indenizatória, entendimento que deve prevalecer na via administrativa sobretudo em face da economia processual.” (CARF 2ª Seção / 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara / Acórdão nº 240102.093 em 26/10/2011) “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCI ÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2006 AUXÍLIO CRECHE. NÃO INCIDÊNCIA DE. CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIÁRIA. ATO DECLARATÓRIO PGFN 11/2008, É indevida a tributação do auxíliocreche recebidos pelos empregados e pagos até a idade dos seis anos de idade dos seus filhos menores. VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA. NATUREZA INDENIZATÓRIA, NÃO SE CARACTERIZA COMO SALÁRIO INDIRETO. DECRETO 95.247/87 EXTRAPOLOU O SEU CARÁTER DE REGULAMENTAR A LEI 7.418/85. O pagamento de Vale Transporte em pecúnia, não é integrante da remuneração do segurado, pois nítido o seu caráter indenizatório, referendado esse entendimento, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal. Ademais, a vedação quanto ao pagamento do vale transporte em pecúnia inserida em nosso Ordenamento Jurídico pelo Decreto a. 95247/87, é ilegal, pois extrapolou o seu poder de regulamentar a Lei n° 7418/85.” (CARF 2ª Seção / 1ª Turma da 3ª Câmara / ACÓRDÃO 2301 01.591 em 08/07/2010) Em face do exposto conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 10DF CARF MF Impresso em 13/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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