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Numero do processo: 11516.005718/2008-64
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006, 2007
OMISSÃO DE RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. RENDIMENTOS DE DEPENDENTES. AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO EFETUADO.
Comprovado nos autos que os rendimentos tributáveis omitidos objeto da autuação foram auferidos por dependente que não apresentou declaração de ajuste anual do imposto de renda, correto está o lançamento.
RETIFICAÇÃO. ERRO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE
Não é possível a retificação da Declaração de Ajuste no bojo do processo de impugnação, após a notificação de lançamento, e sem a apresentação de provas do erro material.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.629
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006, 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. RENDIMENTOS DE DEPENDENTES. AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO EFETUADO. Comprovado nos autos que os rendimentos tributáveis omitidos objeto da autuação foram auferidos por dependente que não apresentou declaração de ajuste anual do imposto de renda, correto está o lançamento. RETIFICAÇÃO. ERRO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE Não é possível a retificação da Declaração de Ajuste no bojo do processo de impugnação, após a notificação de lançamento, e sem a apresentação de provas do erro material. Recurso Voluntário Negado.
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RENDIMENTOS DE DEPENDENTES. AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO EFETUADO. Comprovado nos autos que os rendimentos tributáveis omitidos objeto da autuação foram auferidos por dependente que não apresentou declaração de ajuste anual do imposto de renda, correto está o lançamento. RETIFICAÇÃO. ERRO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE Não é possível a retificação da Declaração de Ajuste no bojo do processo de impugnação, após a notificação de lançamento, e sem a apresentação de provas do erro material. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 57 18 /2 00 8- 64 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 11516.005718/200864 Acórdão n.º 2801002.629 S2TE01 Fl. 84 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 5ª Turma da DRJ/JNS (Fls. 51), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: DO LANÇAMENTO Tratamse de Notificações de Lançamento (NL), nas quais se exige do contribuinte as importâncias de R$ 1.712,72 e R$ 2.128,12 acrescidas de multa de ofício e juros de mora, a título de imposto de renda pessoa física suplementar, referente aos anoscalendário 2005 e 2006, respectivamente, conforme fls. 08 a 15. Os fatos descritos na NL indicam que o lançamento decorre dos seguintes motivos: 1. Omissão de rendimentos tributáveis de pessoa jurídica no valor de R$ 9.436,90, auferidos da empresa Brasília Soluções Inteligentes Ltda. (CNPJ 72.609.929/0001 05), no ano calendário 2005, pela dependente de CPF 932.744.75904. 2. Omissão de rendimentos tributáveis de pessoa jurídica no valor de R$ 10.640,71, auferidos da empresa Brasília Soluções Inteligentes Ltda. (CNPJ 72.609.929/0001 05), no ano calendário 2006, pela dependente de CPF 932.744.75904. Relata a autoridade fiscal que os rendimentos omitidos foram percebidos pela esposa do contribuinte (Eliane Pereira Nascimento), sua dependente, que não declara separadamente. Consta que houve Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL), que foi deferida parcialmente, referente ao ano calendário 2006. DA IMPUGNAÇÃO O contribuinte tempestivamente apresentou impugnação de fls. 01 a 04. Pleiteia a exclusão do débito ao argumento de que não houve fato gerador capaz de lesar de forma substancial a União, uma vez que se deu em razão do preenchimento de forma incorreta, quando incluiu sua esposa como dependente e não se ateve que estava isenta por não ultrapassar o limite mínimo. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 11516.005718/200864 Acórdão n.º 2801002.629 S2TE01 Fl. 85 3 Diz que procurou a Receita Federal para buscar esclarecimentos sobre a retificação da declaração, mas não logrou êxito e que era negado atendimento. Aduz que nos exercícios de 2005 e 2007 sempre incluíra sua esposa Eliane Pereira Nascimento como dependente, porém, só desta vez teve infração contra si lavrada. Fala que a inclusão como dependente referese ao fato de seu rendimento se enquadrar como isento, bem como ser dependente no plano de saúde. Cita que a inclusão da esposa como dependente em nada lhe beneficiaria. Narra que não é correto imputar a si culpa pelo equívoco no preenchimento da declaração, uma vez que não obteve do órgão público as devidas informações para retificála corretamente. Por fim requer o cancelamento das notificações de lançamento bem com o a multa imposta. Passo adiante, a 5ª Turma da DRJ/JNS entendeu por julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou sem ementa de acordo com a Portaria SRF n° 1.364, de 10 de novembro de 2004. Cientificado em 28/07/2011 (Fls. 60), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 23/08/2011 (fls. 61 a 66); reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Alega o recorrente que não teve intenção de lesar o fisco, e que cometeu um erro ao preencher as declarações, colocando sua esposa como dependente. Deste modo, não houve qualquer contestação quando ao efetivo recebimento dos valores pela dependente do Recorrente. Ocorre que podemos observar que nas DIRPF’S do recorrente, além de constar sua esposa como dependente, houve a dedução relativa a esta dependente. Deste modo, podemos concluir que não houve um simples erro de preenchimento. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 11516.005718/200864 Acórdão n.º 2801002.629 S2TE01 Fl. 86 4 Ademais, se o contribuinte optou por declaração mais onerosa, seja por desconhecer o fato de que seria mais econômico não incluir sua dependente nas declarações, ou por qualquer outro motivo, é dever manter tal declaração; posto que o contribuinte tem a sua disposição ampla gama de informações sobre as formas de declarações, e todas as leis são publicadas em Diário Oficial para conhecimento público obrigatório. É de se concluir que, comprovado que a dependente do recorrente auferiu rendimentos nos anos base 2005 e 2006, e que tais rendimentos não foram ofertados para a tributação pelo recorrente, ou por sua dependente em declaração própria, correto está o lançamento. Quanto ao pedido de ser oportunizada retificação de declaração, é de se esclarecer que a retificação, nos termos do Código Tributário Nacional, por iniciativa do próprio declarante, só pode ser realizada antes da notificação de lançamento, e mediante a comprovação de erro; in verbis: Art. 147 do CTN §1 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Ademais não há prova nos autos do erro de informação nas declarações de ajuste do recorrente. No mais, falece competência para este Conselheiro retificar as Declarações de Ajuste do IRPF do recorrente. Assim, não há como acatar o pedido do recorrente de retificação das declarações dos anos base de 2005 e 2006. Ante tudo acima exposto e tudo mais que constam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 86DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 11516.005718/200864 Acórdão n.º 2801002.629 S2TE01 Fl. 87 5 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002707/2009-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 23 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2402-000.263
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Julio César Vieira Gomes - Presidente.
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Relatório
Trata-se de auto de infração lavrado em 23/11/2009, para exigir multa em razão da Recorrente ter apresentado as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/12/2005 a 31/08/2008.
A Recorrente interpôs impugnação (fls. 158/191) requerendo a total improcedência do lançamento.
Analisando o inteiro teor dos autos, verifica-se que não consta a decisão proferida pela d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre RS.
A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 169/221) argumentando que: (i) é uma situação de terceirização das atividades da empresa; (ii) não há formação de um grupo econômico; (iii) não foi adequadamente provada a situação levantada na presente autuação; (iv) o ônus da prova é do fisco; (v) o lançamento foi realizado com base em indícios; (vi) a Recorrente não deve ser responsabilizada pelas multas de outras empresas; (vii) a multa prevista no art. 32, § 5º da Lei nº 8.212/91 está revogada, devendo ser excluída na presente autuação em razão da retroatividade benigna; (viii) uma eventual co-responsabilidade está adstrita aos termos da lei, restringindo-se apenas às contribuições e não às penalidades, bem como a sua atualização monetária; (ix) é necessária a produção de prova pericial.
É o relatório.
Nome do relator: Não se aplica
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1194; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 224 1 223 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.002707/200969 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2402000.263 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 11 de julho de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente PL FUNDIÇÃO E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 65 .0 02 70 7/ 20 09 -6 9 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11065.002707/200969 Resolução nº 2402000.263 S2C4T2 Fl. 225 2 Relatório Tratase de auto de infração lavrado em 23/11/2009, para exigir multa em razão da Recorrente ter apresentado as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/12/2005 a 31/08/2008. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 158/191) requerendo a total improcedência do lançamento. Analisando o inteiro teor dos autos, verificase que não consta a decisão proferida pela d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre – RS. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 169/221) argumentando que: (i) é uma situação de terceirização das atividades da empresa; (ii) não há formação de um grupo econômico; (iii) não foi adequadamente provada a situação levantada na presente autuação; (iv) o ônus da prova é do fisco; (v) o lançamento foi realizado com base em indícios; (vi) a Recorrente não deve ser responsabilizada pelas multas de outras empresas; (vii) a multa prevista no art. 32, § 5º da Lei nº 8.212/91 está revogada, devendo ser excluída na presente autuação em razão da retroatividade benigna; (viii) uma eventual coresponsabilidade está adstrita aos termos da lei, restringindose apenas às contribuições e não às penalidades, bem como a sua atualização monetária; (ix) é necessária a produção de prova pericial. É o relatório. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11065.002707/200969 Resolução nº 2402000.263 S2C4T2 Fl. 226 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Ao analisar o recurso interposto pela Recorrente, constatase que há óbices para o seu adequado conhecimento. Após uma análise do inteiro teor da presente autuação, verificase que não consta anexa aos autos a decisão proferida pela d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre – RS, impossibilitando, por ora, o conhecimento do recurso voluntário interposto. Ademais, em contato com a secretaria no âmbito deste Conselho, também não foi possível localizar uma cópia da decisão da DRJ. Neste contexto, é necessário o envio destes à Delegacia de origem para que seja anexada uma cópia da decisão proferida quando do julgamento da impugnação apresentada pela Recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que as providências solicitadas acima sejam realizadas. Intimese a Recorrente para que se manifeste sobre esta decisão no prazo de 30 dias. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 226DF CARF MF Impresso em 23/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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Numero do processo: 10469.903943/2009-99
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
Ementa:
IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida.
As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
Numero da decisão: 1802-001.440
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa: IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 Ementa: IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 90 39 43 /2 00 9- 99 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.19) que a seguir transcrevo: A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação —DCOMP de fls. 11/15, por meio da qual compensou crédito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ código 2089 com débitos de sua responsabilidade. 0 crédito informado, no valor de R$ 4.242,70 seria decorrente de pagamento indevido ou a maior do imposto apurado no 3° trimestre do anocalendário 2000. Através do despacho de fl. 01, emitido eletronicamente, a Delegacia da Receita Federal em Natal — DRF/Natal identificou integral utilização anterior do pagamento para quitação de débito do IRPJ, em face do que não homologou a compensação declarada. A interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 03/07),fazendo, em síntese, as seguintes alegações: que o crédito é fruto da redução da base de cálculo do 1RPJ para sociedades que desenvolvem atividades hospitalares de 32% para 8%, descreve sobre a matéria is fls. 04/06; não procedeu a retificação da DCTF por ocasião da compensação pleiteada, para deixar patente que seu pagamento foi a maior, porque já havia transcorrido o tempo hábil para retificação, o sistema da Receita Federal não aceita retificação "após cinco anos da data prevista"; o crédito subsiste porque o descumprimento de obrigação acessória, não interfere na principal; requer a procedência da manifestação de inconformidade, homologação das compensações e a retificação de oficio das DCTFs com base no art. 149, inciso II do CTN, transcrito à fl. 05. A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1135.360, de 31 de outubro de 2011 (fls.18/21), cientificado ao interessado em 27/01/2012. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.18): Fl. 47DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903943/200999 Acórdão n.º 1802001.440 S1TE02 Fl. 3 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Mantémse o despacho decisório que não homologou a compensação quando constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 10/02/2012. Eis a defesa da Recorrente: ... O presente Recurso tem por escopo sanar defeito correspondente a uma formalidade do procedimento das compensações, não se pretendendo, pois, discutir o mérito dos crédito tributários respectivos. Não há que se falar em inexistência dos créditos, isto pelo fato de que os tributos pagos forma a maior resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizá los para posteriores compensações. Entretanto, efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação. Quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Nesse contexto, a obrigação de apresentar a DCTF é uma obrigação tributária acessória que, ainda quando descumprida, não interfere na obrigação principal, ou seja, ainda que não se tenha procedido às retificações, o crédito subsiste. Observase que as compensações não foram homologadas somente em virtude do mero descumprimento de obrigação Fl. 48DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 acessória, havendo crédito suficiente para legitimar as compensações. IIIDO PEDIDO: À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, fundada na lavratura do auto de infração, espera e requer a Recorrente que seja acolhido o presente Recurso Administrativo, homologandose as compensações administrativas realizadas e cancelando os débitos ora determinados. Para tanto, requer à Receita Federal que retifique as DCTFs de ofício, em conformidade com o art. 149, II, do CTN, que prevê o lançamento de ofício pela autoridade administrativa quando "a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária". Finalmente, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 26476.77721.140305.1.3.046798 (fls.11/15), transmitido em 14/03/2005, em que a contribuinte pretende compensar débitos de PIS – R$ 381,19 código 8109, e Cofins: R$ 1.759,39, código 2172, relativos a janeiro/2005, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089; Período de Apuração: 30/09/2000; Vencimento: 31/10/2000, Valor: R$ 5.871,81). Conforme relatado, por intermédio do despacho decisório de fl.01, emitido em 25/05/2009 não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sede de primeira instância, a manifestação de inconformidade apresentada em 02/07/2009(fls.03/07), foi julgada improcedente mediante o Acórdão nº 1135.360, de 31 de outubro de 2011 (fls.18/21), mantendo o despacho decisório que não homologou a compensação porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903943/200999 Acórdão n.º 1802001.440 S1TE02 Fl. 4 5 A Recorrente diz que não pretende discutir o mérito do crédito tributário e que, não há falar em inexistência do crédito, pelo fato de que o tributo pago a maior foi resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizálos para posteriores compensações. A defesa não pode prosperar, pois, como explicado acima, nos presentes autos se discute a compensação de débitos de PIS e Cofins, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089; Período de Apuração: 30/09/2000; Vencimento: 31/10/2000, Valor: R$ 5.871,81). Verificase que a Recorrente se reporta a crédito relativo ao 1º trimestre de 2000, portanto, distinto do constante no PER/DCOMP em comento relativo ao 3º trimestre/2000, o que por si só já desqualifica o objeto do Recurso. Sobre o pagamento a maior, a Recorrente aduz que efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação.E, quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Ainda que se admita como equívoco da Recorrente ao se reportar ao 1º trimestre e não ao 3º trimestre de 2000, depreendese de suas alegações que, a contribuinte pretende que o indébito se exteriorize tão somente com os dados declarados na DCTF comparados com o PER/DCOMP. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Registrese que, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, o indébito tributário deve ser necessariamente comprovado sob pena de pronto indeferimento. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido, pois, no presente caso somente a contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Com efeito, os registros contábeis e demais documentos fiscais, acerca da base de cálculo do IRPJ, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Fl. 50DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. É cediço que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Repisese que o ponto nodal da lide reside no fato de que o contribuinte pretende a restituição de valor na ordem de R$ R$ 4.242,70, adotando a via do PER/DCOMP no qual pretende utilizar crédito de IRPJ relativo ao 3º trimestre do ano calendário de 2000. A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria, em tese, à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. Cabe ao Fisco exigir a comprovação do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, nos moldes do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que assim dispõe: § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Conforme dito acima, o PERDCOMP, foi transmitido pela pessoa jurídica em transmitido em 14/03/2005, tomou ciência do despacho decisório expedido em 25/05/2009, e apresentou a manifestação de inconformidade em 02/07/2009 (fls.03/07). Portanto, o despacho decisório se deu antes do prazo de 05 (cinco) anos. É dever do Fisco proceder a análise do crédito desde a sua origem até a data da compensação e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. No tocante à revisão de ofício da DCTF, aventada pela interessada, como bem ressaltado na decisão recorrida, não se aplica ao caso a determinação do inciso II do art. 149 do Código Tributário Nacional (CTN), uma vez que não se discute no presente processo lançamento de ofício de crédito tributário decorrente de lavratura do auto de infração como aduzido pela Recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903943/200999 Acórdão n.º 1802001.440 S1TE02 Fl. 5 7 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.911616/2009-15
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/12/2006
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO NÃO DEMONSTRADA. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA.
A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN.
A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-001.278
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
Fez sustentação oral o Dr. Rodrigo Leporace Farret, OAB/DF n. 13.841.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator
EDITADO EM: 08/10/2012
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/12/2006 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO NÃO DEMONSTRADA. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral o Dr. Rodrigo Leporace Farret, OAB/DF n. 13.841. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator EDITADO EM: 08/10/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 91 16 16 /2 00 9- 15 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A 2 Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 4a Turma da DRJ Brasília (fls. 48/50), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formulada pela interessada contra a não homologação do pedido de compensação que deu ensejo ao presente processo, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 Compensação Pagamento indevido Pis A compensação de débitos tributários somente poderá ser autorizada pela autoridade fiscal competente com crédito líquido e certo do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Retificação de DCTF Só é admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal. Logo, a retificação de DCTF, por si só, não é prova suficiente para provar a liquidez e certeza do crédito utilizado no Per/Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Segundo a recorrente, houve erro no preenchimento da DCTF do mês de dezembro de 2006, já que o valor devido do PIS no período seria de R$ 127.478,76, tendo sido declarado, no entanto, a quantia de R$ 140.534,34. Assim, nos termos da retificação da DCTF correspondente, formalizada em 27/10/2009, o crédito em favor da interessada seria de R$ 13.055,58, acrescido de correção monetária pela taxa SELIC (ver manifestação de inconformidade às fls. 01/03). A manifestação de inconformidade foi instruída com os seguintes documentos: a) extrato de comprovante de arrecadação obtido no sítio da Receita Federal inerente a recolhimento no valor de R$ 140.534,34, a título do código de receita 6912 – PIS nãocumulativo (fls. 04); b) extrato de comprovante de arrecadação obtido no sítio da Receita Federal correspondente a recolhimento no valor de R$ 11.067,14, a título do código de receita 8109 – PIS – Faturamento (fls. 05); c) cópia da DCTF retificadora, apresentada em 27/10/2009 (fls. 06/08); e, d) cópia do PER/DCOMP, formalizado em 08/03/2007 (fls. 09/14). Cientificada do indeferimento de seu pleito em 12/07/2011 (conf. AR anexado ao processo eletrônico), a interessada apresentou, em 11/08/2011, recurso voluntário onde alega: Fl. 146DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10166.911616/200915 Acórdão n.º 3802001.278 S3TE02 Fl. 145 3 a) preliminarmente, a nulidade do despacho decisório, posto que proferido por auditor fiscal que não exercia a função de Delegado da Receita Federal do Brasil da Delegacia de Administração Tributária, em aduzida afronta ao artigo 283, inciso III, da Portaria MF no 125/09 (Regimento Interno da RFB); b) que comprovara o direito creditório alegado, apresentando ainda, nesta instância recursal, livro razão, planilhas demonstrativas do saldo a pagar e do PIS recolhido no período, e Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais – DACON; c) que a decisão recorrida afronta o princípio da formalidade moderada, pois a autoridade julgadora, previamente ao julgamento, deveria ter exaurido as formas de verificação da procedência do pleito, na busca da verdade material. Diante do exposto, pede seja provido integralmente seu recurso e homologada a compensação pleiteada, ou, alternativamente, seja o processo baixado em diligência para que sejam verificados os elementos adicionais da escrituração contábil da empresa, os quais, segundo alega, comprovariam a liquidez e a certeza do crédito alegado. É o relatório. Voto Das preliminares Admissibilidade do recurso O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. Da inexistência de nulidade do despacho decisório que não homologou a compensação pleiteada pela recorrente A interessada, em sede de preliminar, arguiu a nulidade do despacho decisório, posto que supostamente proferido por auditor fiscal que não exercia a função de Delegado da Receita Federal do Brasil de Delegacia de Administração Tributária, em suposta afronta ao artigo 283, inciso III, da Portaria MF no 125/09 (Regimento Interno da RFB). De fato, segundo o citado dispositivo, é competência do titular da DERAT, dentre outras atribuições, decidir sobre pedidos de restituição e de compensação. Contudo, a Receita Federal do Brasil possui apenas duas unidades de Delegacias da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária, sediadas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo (conforme Anexo IV da mesma Portaria MF no 125/09). A reclamante, contudo, é jurisdicionada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Brasília. Nessas unidades, a competência para decidir sobre pleitos de restituição e de compensação é do Delegado da respectiva DRF, nos termos do artigo 285, inciso II, do mesmo Regimento. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A 4 Com efeito, o despacho decisório que indeferiu a compensação pleiteada pela recorrente veio assinado pelo Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil JOEL MIYAZAKI, matrícula 65.415, na condição de “TITULAR DA UNIDADE DE JURISDIÇÃO DO SUJEITO PASSIVO” (ver fls. 15), condição que atualmente exerce, conforme consulta ao sítio da Receita Federal1. Ademais, em rápida pesquisa realizada na internet, vêse que referido servidor público é responsável pela edição de inúmeros atos administrativos (portarias, atos declaratórios) na condição de titular da DRF Brasília, a qual, como dito, jurisdiciona a interessada. Vale lembrar ainda que a administração dos tributos federais, a cargo da Secretaria da Receita Federal do Brasil, envolve inúmeras atividades muitas das quais são exercidas, em caráter privativo, pelo Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB, podendose citar, inclusive, a proferição de decisões em processos de restituição ou de compensação tributária, nos termos do artigo 6º, inciso I, alínea “b”, da Lei nº 10.593, de 06/12/2002, com a redação dada pelo artigo 9º da Lei nº 11.457, de 16/03/2007, abaixo reproduzido: Art. 6º São atribuições dos ocupantes do cargo de AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil: I no exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil e em caráter privativo: [...] b) elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo administrativofiscal, bem como em processos de consulta, restituição ou compensação de tributos e contribuições e de reconhecimento de benefícios fiscais; Pelas razões acima expostas, vêse que é completamente insubsistente a argüição de nulidade trazida pela recorrente, motivo pelo qual rejeitase argumento nesse sentido. Do mérito Em exame das peças que instruem os autos, observase no recibo de entrega da DACON de dezembro de 2006 (transmitida em 30/01/2007) que o PIS devido no período, segundo o regime nãocumulativo, corresponde a R$ 127.478,77, ou seja, mesmo valor apresentado na DCTF retificadora (ver página 34 do arquivo 9445518, anexado ao processo eletrônico, e fls. 06/08 dos autos). Chegase a esse valor a partir das informações consignadas nas páginas 5 e 9 da referida DACON (págs. 39 e 43 do arquivo mencionado), conforme demonstrativo abaixo: Receita de vendas de bens e serviços – alíquota de 1,65% R$ 9.396.701,01 Demais receitas – alíquota de 1,65% R$ 166.108,59 Base de cálculo total do PIS nãocumulativo R$ 9.562.809,60 Contribuição calculada (alíquota 1,65%) R$ 157.786,36 Créditos descontados referentes a aquisições no R$ 30.307,59 1 http://www.receita.fazenda.gov.br/scripts/srf/enderecos/endereco.asp?unidade=1000002 (acesso em 04/07/2012, às 10:00) Fl. 148DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10166.911616/200915 Acórdão n.º 3802001.278 S3TE02 Fl. 146 5 mercado interno Contribuição devida no mês R$ 127.478,77 Considerando as planilhas das págs. 51 e 66 do arquivo 9445518 (anexado ao processo eletrônico), vêse que a base de cálculo do PIS nãocumulativo (de dezembro/2006) é de R$ 7.725.985,82, montante o qual foi obtido da seguinte forma: Receitas sujeitas ao PIS nãocumulativo (taxa de administração nãocumulativa contratos a partir de 11/2003) R$ 9.396.701,01 () Exclusões/deduções (despesas nãocumulativas dedutíveis) R$ 1.836.823,78 (+) Outras receitas operacionais R$ 166.108,59 (=) Base de cálculo do PIS nãocumulativo R$ 7.725.985,82 Alíquota (1,65%) 1,65% PIS nãocumulativo devido R$ 127.478,77 O excedente de R$ 13.055,58, crédito alegado pela reclamante, e correspondente à diferença entre o valor pago (R$ 140.534,34) e a quantia devida (R$ 127.478,76), está lançado no Livro Razão (ver pág. 67 do arquivo 9445518 – anexado ao processo eletrônico). Contudo, não há nos autos documentação capaz de alicerçar o cálculo da contribuição a partir dos valores declarados no DACON. De fato, os documentos anexados pela interessada, além dos comprovantes de pagamento da contribuição, se restringem às declarações DCTF e DACON e a planilhas com demonstrativos de cálculo (há, ainda, planilhas e cópias do Livro Razão correspondentes à apuração da COFINS no anobase de 2009). A recorrente, todavia, não juntou ao processo nenhuma documentação contábil ou fiscal capaz confirmar os dados apostos nas declarações e nos demonstrativos apresentados. Como ressaltado, apresentou unicamente o Livro Razão com o registro do crédito alegado, livro de natureza auxiliar e dispensado de maiores formalidades, que deveria vir acompanhado do necessário alicerce, como, por exemplo, os lançamentos correspondentes no Livro Diário relacionados à base de cálculo da contribuição (receitas e deduções). O motivo do indeferimento da manifestação de inconformidade pela instância recorrida foi, justamente, a não comprovação da liquidez e certeza do crédito destinado a compensação na DCOMP. Sobre a questão, consta explicitamente do voto condutor da decisão de primeira instância que “[...] a manifestante deveria ter trazido aos autos a sua escrituração contábil e fiscal mantida com observância às disposições legais, acompanhada por documentos hábeis, conforme previsto no art. 923 do RIR/99 [...]”. Ressaltou ainda o i. relator o seguinte: Como a manifestante não apresentou nos autos seus registros contábeis e fiscais acompanhados de documentação hábeis não há como reconhecer o crédito reclamado e, em conseqüência, homologar a declaração de compensação. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A 6 A interessada, portanto, ficou integralmente ciente das razões que levaram ao indeferimento de seu pedido e comparece agora, novamente, sem apresentar a prova do crédito alegado, cujo ônus é da própria recorrente. Não custa lembrar que a compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito, não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Finalmente, considerando que a interessada foi devidamente esclarecida das razões do indeferimento de seu pleito – a não comprovação da liquidez e certeza do crédito pela não apresentação de documentação contábil e fiscal suficientes para tanto – é que, entendo, não é o presente hipótese que exija devesse ser o processo baixado em diligência. De fato, a Lei no 9.784/99, aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal, em seu artigo 3º, inciso III, ao admitir a juntada de documentos e a formulação de alegações pelo interessado, desde que antes da decisão, acompanhou a inclinação doutrinária e jurisprudencial moderna de se abrandar os rigores das regras preclusivas prescritas no Direito Administrativo, e isso diante do princípio da efetividade do processo, que tem como norte um processo menos formalista, mais participativo e mais orientado a um escopo social. Tal viés, porém, deve ser conduzido de forma a conciliar, com razoabilidade, os valores e os princípios que norteiam o processo administrativo, procurando harmonizar a verdade material com a segurança e a celeridade exigidas nas lides administrativas. Com o foco em tais objetivos é que a Lei prevê a recusa de documentos que se enquadrem como provas “ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias”, a teor do disposto no artigo 38, § 2o, da Lei no 9.784/99. No caso presente, contudo, como já afirmado, foi oportunizado à reclamante a apresentação dos documentos necessários à comprovação do alegado direito. Esta, mesmo ciente das razões do indeferimento do pleito na primeira instância, recorre da correspondente decisão sem contudo demonstrar o alegado crédito tributário, encargo de seu interesse, cujo ônus comprobatório não pode ser repassado para o Fisco. Da Conclusão Por todo o exposto, voto, preliminarmente, para não acolher o argumento em prol da nulidade do despacho decisório que não homologou a compensação pleiteada e, no mérito, para negar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada. Sala de Sessões, em 25 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 150DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10166.911616/200915 Acórdão n.º 3802001.278 S3TE02 Fl. 147 7 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/ 10/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A
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Numero do processo: 10983.901986/2008-30
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.595
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos - Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão que manteve Despacho Decisório eletrônico não homologando compensação constante de PER/DCOMP, cujo crédito tem origem, segundo a contribuinte, em retenções feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo o Despacho denegatório o DARF não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. O processo retorna a este Colegiado após duas diligências: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 01 98 6/ 20 08 -3 0 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901986/200830 Resolução nº 3401000.595 S3C4T1 Fl. 152 2 a primeira determinou ao órgão de origem se pronunciar sobre a DCTF retificadora e a existência de pagamento a maior ou não, quando a DRF de Florianópolis entendeu não caber qualquer revisão no Despacho Decisório que não reconheceu o crédito e, além do mais, afirmou que o recurso voluntário não devia ser conhecido porque firmado por pessoa sem poderes de representação para tanto; a segunda visou sanar a falha na representação e intimar a contribuinte a se pronunciar sobre o entendimento da DRF FlorianópolisSC, exposto na primeira diligência. Intimado por ocasião da segunda diligência, a contribuinte insiste na compensação, referindose a outros dois processos semelhantes a este – os de nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872 – e afirmando que as telas SIAFI demonstram a retenção pelos órgãos públicos. Requer a reforma do acórdão recorrido ou, então, nova diligência para que se proceda à juntada dos “Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS”, expedidos pelos órgãos públicos pagadores, que são espelhos das telas SIAFI, tal como adotado nos dois processos acima referidos, nos quais o valor compensado decorrente das retenções foi confirmado pela DRF. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator Diante da insuficiência das diligências realizadas até agora, e por ter sido regularizada a representação processual, carece realizar uma nova, desta feita para que a unidade de origem adote procedimentos semelhantes aos realizados nos processos nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872, investigando a fundo a existência de pagamento a maior ou não. Para tanto, deve buscar junto ao SIAFI os dados das retenções e, se necessário, solicitar à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS fornecidos por órgãos públicos (incluindo autarquias e fundações da administração pública federal) a pessoas jurídicas fornecedoras de bens ou prestadoras de serviços, nos termos do art. 64 da Lei nº 9.430/96. A Recorrente possui inúmeros processos semelhantes ao presente, sendo em que alguns foram comprovadas, ao menos em parte, as retenções alegadas. Diante dessas comprovações, reforçase a necessidade de nova investigação. Pelo exposto, voto por converter o presente julgamento em nova diligência para que a unidade de origem, primeiro, verifique as retenções alegadas, seja por meio do sistema SIAFI, seja obtendo junto à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS, e segundo, emita parecer conclusivo sobre a compensação, respondendo: a) se restaram comprovadas tais retenções, discriminando os seus valores em caso positivo, e b) se houve ou não compensação com os montantes devidos, elaborando demonstrativo com os valores retidos, compensados e os saldos porventura disponíveis. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901986/200830 Resolução nº 3401000.595 S3C4T1 Fl. 153 3 Do parecer deve ser dada ciência à contribuinte, abrindoselhe o prazo de trinta dias para, querendo, se manifestar sobre o resultado desta nova diligência. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 153DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11543.000694/2008-20
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO SUPRIDA COM DECLARAÇÃO ADICIONAL.
Se a única objeção apontada para não admitir a glosa de despesas médicas foi a falta de indicação do beneficiário e esta falta é sanada com declarações emitidas pelos profissionais de saúde a dedução deve ser restabelecida.
Numero da decisão: 2802-002.022
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$19.180,00 (dezenove mil, cento e oitenta reais) a título de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 22/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández e Julianna Banderia Toscano
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO SUPRIDA COM DECLARAÇÃO ADICIONAL. Se a única objeção apontada para não admitir a glosa de despesas médicas foi a falta de indicação do beneficiário e esta falta é sanada com declarações emitidas pelos profissionais de saúde a dedução deve ser restabelecida.
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DESPESA MÉDICA. IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO SUPRIDA COM DECLARAÇÃO ADICIONAL. Se a única objeção apontada para não admitir a glosa de despesas médicas foi a falta de indicação do beneficiário e esta falta é sanada com declarações emitidas pelos profissionais de saúde a dedução deve ser restabelecida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$19.180,00 (dezenove mil, cento e oitenta reais) a título de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 22/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández e Julianna Banderia Toscano Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 06 94 /2 00 8- 20 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 04/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de dedução de dependentes (R$2.544,00) e de despesas médicas (R$21.882,00) decorrente de o contribuinte não ter atendimento à intimação para comprovar as deduções. O contribuinte alegou que não recebeu intimação anterior ao lançamento, anexou documentos para comprovar as despesas médicas e alegou que a dependente informada é sua mãe adotiva mas que não possuía documentação que comprovasse esse vínculo e que parte das despesas médicas teriam sua mãe adotiva como beneficiária. A DRJ Brasília declarou não impugnada a glosa com o dependente Olivan Pereira Passos, não admitiu a dedução com a Srª Elsa de Cássia Gomes Pereira por falta de comprovação da relação de dependência (mãe adotiva) , as despesas médicas não foram admitidas porque não foi identificado o beneficiário (fls. 6 a 10 e 22 a 24) ou porque tiveram como beneficiária a Srª Elsa (fls. 11 a 21). Ciente da decisão de primeira instância em 04/03/2011, o recorrente apresentou recurso voluntário em 30/03/2011, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. ratifica que os dependentes informado são seus pais adotivos mas reconhece que não oficializou esse fato, de forma que não contesta a glosa da dedução de dependente nem a das despesas vinculadas (Unimed); e 2. quanto às demais despesas médicas (R$19.180,00), anexa novos recibos que visam sanar a falta de indicação dos beneficiários. Relatado o essencial, passo ao voto. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio referese à glosa de despesas médicas no valor de R$19.180,00 glosadas por falta de atendimento à intimação e não admitidas em primeira instância porque os recibos emitidos pelos profissionais de saúde não identificavam os beneficiários do tratamento. Com a juntada às fls. 53/56 das declarações emitidas pelos referidos profissionais atestando que a própria recorrente foi a paciente não resta óbice algum à dedução. Portanto, voto pelo PROVIMENTO ao recurso voluntário para restabelecer R$19.180,00 (dezenove mil, cento e oitenta reais) a título de dedução de despesas médicas. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 04/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000694/200820 Acórdão n.º 2802002.022 S2TE02 Fl. 75 3 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 76DF CARF MF Impresso em 04/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 11516.001592/2010-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.344
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério Tratase de Auto de Infração nº 37.279.9450, o qual exige multa do Contribuinte por ter deixado de apresentar os documentos solicitados no Termo de Intimação nº 2, de 12 de junho de 2010, o que configurou infringência à regra prevista no art. 33, §2º, da Lei nº 8.212/1991. Consta no relatório fiscal fls. 5/6 que: “2. Assim, APLICAMOS a penalidade prevista nos Art. 92 e 102 da Lei n° 8.212/91 e Regulamento da Previdência Social, Decreto n° 3.048/99, art. 283, alínea "g" e art.373, no valor total de R$ 14.107,77 (quatorze mil, cento e sete reais e setenta e sete centavos).” RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 16 .0 01 59 2/ 20 10 -7 3 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001592/201073 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.344 S2C3T1 Fl. 3 2 Diante dessa autuação, o sujeito passivo, regularmente intimado, apresentou impugnação alegando em síntese que o auto de infração é nulo, devido adesão ao parcelamento dos débitos previdenciários apurados antes de 2008, não haveria que se falar na aplicação dessa multa, uma vez que a dívida fora confessada com o parcelamento. A 5ª Turma de Julgamento da DRJ em Florianópolis/SC julgou a impugnação improcedente, mantendo, assim, o crédito tributário. Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos expedidos na impugnação. Diante da alegação genérica de que houve adesão ao REFIS, em relação a fatos geradores ocorridos antes da 2008, foi necessária a conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência, para averiguar quais autos de infração foram realmente parcelados, motivo pelo qual os autos do presente processo foram encaminhados à Receita Federal do Brasil em São José/SC para prestar tal informação. Em resposta de fls. 80, a RFB informou o quanto segue: “1. O presente processo foi baixado em diligência para informar se débito referente ao Auto de Infração 37.279.9450 foi incluído ou não no parcelamento da Lei 11.941/2009. 2. Efetuada consulta ao sistema de cobrança foi constatado que a empresa fez adesão aos parcelamentos da Lei 11.941, modalidade Art. 1º PGFN – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 36.651.3750 e 36.426.2656, e Art.1º RFB – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 37.279.9388, 37.279.9396, 37.279.9400 e 37.279.9418, conforme extratos em anexo. 3. Em consulta ao sistema de acompanhamento de processos, não consta pedido de revisão da Lei 11.941/2009.” É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Da análise do Auto de Infração nº 37.279.9450, verificase que se trata de lançamento de multa, lavrada contra o Contribuinte acima indicado, por ter deixado de disponibilizar, quando solicitado pela Fiscalização, os documentos constantes no Termo de Intimação Fiscal nº 2/2010, acarretando infração ao artigo 33, §2º, da Lei nº 8.212/1991. Defendese o Contribuinte sustentando que a lavratura do auto de infração é indevida, uma vez que os débitos fiscais ensejadores da incidência da multa foram parcelados, o que ocasionou, à época da adesão ao REFIS, a confissão de dívida, a ponto de afastar a necessidade do lançamento tributário ora questionado. Convertido o julgamento em diligência, a Receita Federal do Brasil em São José/SC informou que o auto de infração nº 37.279.9450, objeto do presente processo administrativo, não foi incluído no parcelamento da Lei nº 11.941/2009. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001592/201073 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.344 S2C3T1 Fl. 4 3 Contudo, dessa informação não foi intimada para se manifestar o sujeito passivo, em desrespeito ao contraditório inserto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Destaques para a doutrina de JAMES MARINS, em sua obra Direito Processul Tributário Brasileiro, Dialética, 6ª ed., pag. 167, que assim afirma: “Além da formulação da impugnação administraiva à pretensão fiscal – iniciado o processo, portanto – assiste ao contribuinte o direito de manifestarse, na oportunidade prevista em lei, sobre as informações, pareceres, decisões, perícias e documentos formulados ou apresentados pelo órgão exator ou pela procuradoria, conforme o caso. O direito a ser ouvido revelase como uma das mais importantes manifestações do princípio da ampla defesa.” Pelo exposto, VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência, para que o sujeito passivo seja intimado a se manifestar sobre a informação e documentação trazida aos autos pela autoridade fiscal. Adriano Gonzales Silvério Fl. 84DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 10665.001774/2010-78
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2010
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE.
Não há que se cogitar de nulidade quando o auto de infração preenche os requisitos legais, o processo administrativo proporciona plenas condições à interessada de contestar o lançamento e inexiste qualquer indício de violação às determinações contidas no art. 142 do CTN ou nos artigos 10 e 59 do Decreto 70.235, de 1972.
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. CRÉDITOS DE TERCEIROS. CRÉDITOS ORIUNDO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO.
A regra vigente no caso de compensação considerada não declarada nas hipóteses da lei é a exigência de multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente compensado, no percentual de 75%, que será duplicado para 150%, nos casos em que tenha ficado devidamente caracterizado, nos autos, o evidente intuito de fraude do contribuinte, nas hipóteses definidas nos arts. 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502, de 1964.
Numero da decisão: 1401-000.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de diligência/perícia, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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NULIDADE. Não há que se cogitar de nulidade quando o auto de infração preenche os requisitos legais, o processo administrativo proporciona plenas condições à interessada de contestar o lançamento e inexiste qualquer indício de violação às determinações contidas no art. 142 do CTN ou nos artigos 10 e 59 do Decreto 70.235, de 1972. MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. CRÉDITOS DE TERCEIROS. CRÉDITOS ORIUNDO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. A regra vigente no caso de compensação considerada não declarada nas hipóteses da lei é a exigência de multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente compensado, no percentual de 75%, que será duplicado para 150%, nos casos em que tenha ficado devidamente caracterizado, nos autos, o evidente intuito de fraude do contribuinte, nas hipóteses definidas nos arts. 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502, de 1964. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de diligência/perícia, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 00 17 74 /2 01 0- 78 Fl. 510DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 68 2 (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 69 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra Acórdão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de BelémPA. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Contra o Contribuinte, pessoa jurídica, já qualificada nos autos, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 07/10, o qual exige Multa Isolada, no valor de R$ 1.843.335,44, qualificada no percentual de 150%. Do Auto de Infração. A tributação recaiu sobre compensação indevida realizada pelo sujeito passivo através de PER/DCOMP. Eis o que narrou o Fisco, na descrição dos fatos: "001 MULTA ISOLADA COMPENSAÇÃO INDEVIDA COMPENSAÇÃO INDEVIDA EFETUADA EM DECLARAÇÃO PRESTADA PELO SUJEITO PASSIVO O sujeito passivo efetuou compensação indevida em Declarações de Compensação as quais foram consideradas não declaradas pela autoridade administrativa. As circunstâncias que ocorreram tais compensações ensejaram a aplicação de multa isolada qualificada, no percentual de 150%. A descrição pormenorizada dos fatos e o enquadramento legal, bem como o detalhamento da conduta do sujeito passivo a configurar, em tese, crime contra a ordem tributária de que trata a Lei n° 8.137/90, o que ensejou a formalização de Representação Fiscal para Fins Penais, estão descritos no "TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL ", parte integrante deste auto de infração ". E, no Termo de Verificação Fiscal TVF (documento de fls. 09/13): Em 19/07/10, o sujeito passivo protocolizou na DERAT RJ CAC CENTRO, Declaração de Compensação, apresentada mediante utilização do formulário do Anexo VII da IN RFB n° 900/2008, autuada no processo Fl. 512DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 70 4 administrativo de n° 10768.004512/201015, assinalando a origem do crédito "outros", no valor de R$ 2.914.000,00. A Em 20/07/2010, transmitiu por meio do programa Per/Dcomp, a Declaração de Compensação n° 23747.18703.200710.1.3.040200, contendo a informação de que se tratava de crédito informado em processo administrativo anterior, sendo que o processo referenciado foi aquele formalizado para recepcionar a Dcomp formulada em papel, conforme descrito no parágrafo anterior. Em 23/07/10. transmitiu o Pedido de Cancelamento n° 20980.05278.230710.1.8.044406 para a Dcomp 23747.18703.200710.1.3.040200, mesma data em transmitiu a Dcomp n° 30884.85027.230710.1.3.043453, utilizando R$ 1.121.086,44 do crédito. Em 25/07/10. utilizando mais R$ 112.510,65 do crédito, transmitiu a Dcomp n° 36009.28124.250710.1.3.048398. Após o encaminhamento do processo 10768.004512/201015 a esta DRF iniciouse a análise e constatouse que os únicos documentos que instruíram o processo foram: Declaração de Compensação (formulário incompleto); extratos emitidos pela Secretaria da Receita do Brasil (Informações de Apoio para Emissão de Certidão) com relação de débitos em aberto; cópia de documento de identificação, ILEGÍVEL e não autenticada e Cópia da 3 o alteração contratual. Constatouse, ainda, que a Declaração de Compensação formulada em papel não continha relação de débitos a compensar, tendo sido informado tão somente o crédito no valor de R$ 2.914.000,00, sem a juntada de quaisquer documentos comprobatórios do referido crédito, tal como exigido pelo § 6o do art. 98, da IN RFB N° 900/2008. Tampouco foi apresentada qualquer justificativa do motivo pelo qual tal declaração fora formalizada em papel, em detrimento do programa Per/Dcomp, uma vez que esse expediente somente é admissível mediante a comprovação da ocorrência das hipóteses previstas no § Io ao 5o do art. 98 da precitada IN RFB 900/2008. Por meio da Correspondência n° 0086/2010, o sujeito passivo foi intimado para esclarecer a natureza e a origem do crédito, bem como para apresentar sua comprovação documental; justificar a apresentação da Dcòmp em processo administrativo bem assim o fato de ter protocolado tal expediente em jurisdição diversa daquela que é seu domicílio fiscal, tendo tomado ciência da intimação em 28/07/2010. Em 28/07/2010. ou seja, mesma data em que tomou ciência do Termo de Intimação, transmitiu os pedidos de cancelamento n° 03678.57131.280710.1.8.046017 e 23053.35188.280710.1.8.040462, respectivamente para as Dcomp de n°s 30884.85027.230710.1.3.043453 e 36009.28124.250710.1.3.048398. No entanto, conforme conclusões do despacho decisório, juntado por cópias a estes autos, restou demonstrado que os pedidos de cancelamento foram Fl. 513DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 71 5 transmitidos após o recebimento da intimação, circunstância que afasta a espontaneidade do sujeito passivo para promover quaisquer alterações nos documentos vinculados ao crédito para o qual foram intimado a prestar esclarecimentos. Em função disso, com base no artigo 82 da IN RFB 900/2008 os pedidos de cancelamento transmitidos em 28/07/2008 não foram admitidos, tendo prosseguido a análise do mérito das compensações, com a constatação do que se segue: v Ao atender ao Termo de Intimação o sujeito passivo informou que o crédito pleiteado no processo 10768.004512/201015 e utilizado nas compensações transmitidas eletronicamente foi adquirido por meio de Escritura de Cessão Onerosa de Direitos Creditórios, registrada no Cartório 12° ofício de notas do Rio de Janeiro, tendo como cedente CLÍNICA DE REPOUSO CAMPO BELO LTDA, CNPJ n° 34.389.718/000133, detentora, segundo alega, de direitos creditórios junto ao INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS/SUS, nos autos do processo judicial n° 1999.51.01.01265440. Fez juntada de cópia não autenticada da referida escritura além de cópias de partes de peças dos autos judiciais. Da análise dos documentos apresentados verificouse, de plano, tratar se de crédito de terceiro, não decorrente de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e ainda oriundo de decisão judicial não transitada em julgado. Com essas constatações, as compensações foram consideradas não declaradas, com fundamento no art. 74, § 12, II, "a", "d" e "e", da Lei 9.430/96 e art. 39, § Io, da IN SRF n° 900/2008. Enquadramento legal Da multa isolada. A aplicação de multa isolada nas circunstâncias do caso concreto está prevista na Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com a redação dada pelo art. 18 da Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007, cujos dispositivos pertinentes são abaixo transcritos (Art. 18. §4°): (...) Da qualificação da multa (aplicação em dobro) As transmissões das Declarações de Compensação por meio eletrônico só foram possíveis porque o sujeito passivo ao preenchêlas inseriu informações FALSAS a respeito da natureza do crédito, extinguindo créditos tributários de sua responsabilidade que se encontravam em situação de devedores nos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil, bem como, deliberadamente, utilizou outros artifícios dolosos para retardar ou dificultar a constatação das irregularidades pelo fisco conforme descrito a seguir: Ao prestar esclarecimentos acerca da indagação do motivo pelo qual o crédito fora solicitado em processo administrativo em detrimento da utilização do programa Per/Decomp a interessada afirmou, textualmente que: "... conforme dispõe a IN 900/08, toda compensação só era processada e analisada através do pedido Fl. 514DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 72 6 administrativo habilitatório perante a SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL RFB e do processamento de PERCOMP através de via eletrônica." No entanto, tais esclarecimentos não justificam o fato questionado tendo em vista que o procedimento de "Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado" é aquele previsto no artigo 71 e parágrafos da IN RFB n° 900/2008, de onde se extrai que somente o sujeito passivo titular do crédito é quem possui legitimidade para formalizar tal pediHn y> Tal procedimento tem por escopo a verificação de pressupostos básicos que habilitem o titular do direito creditório a utilizálo em Declarações de Compensação ou, se for o caso, formular Pedido de Restituição, em qualquer hipótese, com a utilização do programa Per/Dcomp, sendo condições básicas para deferimento do pedido de habilitação, entre outras, que o sujeito passivo tenha figurado no pólo ativo da ação; que esta tenha por objeto o reconhecimento de crédito relativo a tributo administrado pela RFB e que a decisão judicial de reconhecimento do crédito tenha transitado em julgado. No presente caso, além do fato de o processo formalizado não se tratar de pedido de habilitação de que trata o art. 71 da IN 900 visto tratarse Declaração de Compensação formulada em papel , não se verifica a ocorrência de nenhum dos pressupostos acima. Com efeito, os documentos trazidos aos autos pelo sujeito passivo demonstraram que se trata de ação proposta contra o INSS/SUS com o objetivo de reajustar os valores da faturas mensais de serviços de saúde prestados ao SUS, na qual não figurou como autora a INBEC Ind. de Beneficiamento de Carvão Ltda. Afirmou, ainda, o sujeito passivo que os créditos adquiridos da Clínica de Repouso Campo Belo, no valor de R$ 2.914.000,00 são líquidos e certos; que já se encontram com o trânsito em julgado da ação e habilitados administrativamente no processo n° 18239.004868/200816, atualmente no Arquivo Geral da GRARJ. Tal afirmação revelou ainda mais duas falsidades. A primeira, relativa ao fato de que ainda não ocorreu o trânsito em julgado da ação, posto que na data de formalização do processo sequer havia sido julgado no STJ o Recurso Especial da Fazenda Nacional. A segunda, porque o pedido de habilitação formulado pela Clínica de Repouso Campo Belo Ltda, foi indeferido pela autoridade administrativa, conforme cópia do despacho decisório juntado a estes autos, tendo por fundamento o fato de a ação judicial não ter por objeto o reconhecimento de crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. A ciência do indeferimento do pedido de habilitação ocorreu em 22/10/2008, de forma que, na data da cessão do crédito, ocorrida 16/07/2010, já era de pleno conhecimento que os referidos créditos não eram passíveis de compensação no âmbito administrativo. De qualquer modo, ainda que o pedido de habilitação da Clínica de Repouso Campo Belo houvesse sido deferido (ad absurdam) tal decisão jamais favoreceria a INBEC por não ser lícito estender seus efeitos a terceiros não participante da lide. Em outras palavras, somente a autora da ação tem legitimidade para utilizar os créditos em Declarações de Compensação, após a prévia habilitação pela autoridade administrativa. Fl. 515DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 73 7 A precária formalização do processo administrativo na Derat/RJ teve por objetivo dar ares de veracidade às informações falsas inseridas nas Declarações Compensação transmitidas eletronicamente de forma a ocultar várias circunstâncias impeditivas de compensação administrativa, quais sejam: ser o crédito de terceiro; não se referir a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e, ainda, ser oriundo de decisão judicial não transitada em julgado, subsumindo tais circunstâncias, respectivamente, aos preceitos normativos das alíneas "a", "e" e "d", do inciso II, § 12, do art. 74 da Lei 9.430/96, incluídas pela Lei n° 11.051, de 2004. Resta, portanto, demonstrado que o sujeito passivo usou deliberadamente artifício para burlar as travas incorporadas no programa Per/Dcomp em função das vedações legais, uma vez que jamais conseguiria transmitir as declarações com a utilização de crédito dessa natureza. (...) Os fatos aqui narrados se subsumem ao disposto na parte final do art. 72 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, justificando a aplicação da multa na forma qualificada. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pasamento. Impede, pois, destacar que a conduta fraudulenta se verifica não só na ocorrência do fato gerador, mas também em momento posterior, com a finalidade de evitar ou diferir o seu pagamento, mediante exclusão ou modificação das características essenciais, agora, da obrigação tributária, a qual tem como objeto o crédito tributário. (...) A tentativa de cancelar as Declarações de Compensação após a intimação para prestar esclarecimentos é prova irrefutável da plena consciência do sujeito passivo da ilicitude dos atos praticados. Em vista do exposto, restando configurada a conduta tipificadora da fraude, deve ser lançada a multa no percentual de 150% (inciso I c/c § Io do art. 44, da Lei 9.430/96) tendo por base de cálculo o valor total dos débitos indevidamente compensados (art. 18, § 4o, da Lei 10.833/03,com a redação dada pela Lei n° 11.488, de 2005) conforme descrição abaixo: (...) Fl. 516DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 74 8 Isto posto, encerrase o presente Termo de Verificação Fiscal, o qual constitui parte integrante do Auto de Infração constante do processo administrativo n° 10665.001774/201078". Da Impugnação. Tendo sido dele cientificado, em 17/11/2010 (vide "AR", de fls. 139), o sujeito passivo contestou o lançamento, em 17/12/2010, mediante o instrumento de fls. 142/171. Adiante compendiamse suas razões. Preliminarmente: Da nulidade do Auto de Infração Substancialmente, o Impugnante, citando o art. 5o, II, da Constituição da República de 1988 (que contém o princípio geral da legalidade), postula pela nulidade do lançamento, especialmente por falta de justa causa para a sua lavratura, por inocorrência de qualquer ilicitude, muito menos a irrogada na peça acusatória. Alega que não vulnerou os dispositivos legais inseridos no auto de infração. Assim, nula a exação, não há como prosperar a pretensão do Autuante. IDOS FATOS: O Impugnante faz um breve relatos dos fatos da autuação; e diz que a aplicabilidade (multa qualificada) não merece prosperar pelos fundamentos de direito a seguir expostos. II DO DIREITO: Diz que, através de prestadores de serviços contábeis terceirizados em 19/07/2010, apresentou Declaração de Compensação informando o crédito de R$ 2.914.000,00, referente à obtenção de créditos por cessão onerosa de direitos creditórios. Em 20/07/2010, ratificou o pedido anterior em transmissão eletrônica n° 23747.18703.200710.1.3.040200. No entanto, em 23/07/2010, de boafé, ao perceber a incorreção realizada os prestadores terceirizados apresentaram pedido de cancelamento da ratificação compensatória, para que a autoridade fiscal não analisasse duplamente o pedido compensatório realizado. Na mesma data, 23/07/2010 e em 25/07/2010, transmitiu pedido de compensação utilizandose de parte do crédito adquirido e anteriormente informado. E, logo em seguida, em 28/07/2010, demonstrando a boafé do contribuinte, transmitiu pedido de cancelamento das compensações acima por entender que o procedimento realizado não tinha sido em submissão às regras da IN 900/2008. Vêse, portanto, que inexistiu máfé ou simulação e quiçáfraude do contribuinte como quer apontar o agente autuador. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 75 9 É imperioso afirmar que o contribuinte fora intimado em 28/07/2010, no processo administrativo de análise dos créditos obtidos por meio de cessão, mais precisamente 10768004512/201015 e prontamente atendeu à intimação realizada no intuito de faze prova dos direitos creditórios adquiridos. No entanto, mais uma vez por interpretação diferente daquela em que a Receita Federal concluiu, frisese "interpretação diferente" dos procedimentos alinhados na IN 900/08 e Lei n° 9.430/96, entendeu o contribuinte que os créditos obtidos tinham força legal para tal compensação. Amparado no entendimento consagrado no art. 74 da Lei n° 9.430/96, entendeu o contribuinte que os créditos tributários oriundos de decisão judicial contra o INSS, poderiam ser aceitos por esta R. Receita Federal, pois após a unificação da Super Receita, os tributos de origem previdenciária poderiam ser compensados, quando obtidos por legalidade, contra os débitos fiscais administrados pela Receita Federal. Entendimento diverso daquele disposto no julgamento do processo administrativo 10768004512/201015, que entendeu como inutilizável o crédito obtido na cessão onerosa onde o contribuinte figura como cessionário.^^ Ressaltese que a Cessão realizada pelo titular dos créditos judiciais CLINICA DE REPOUSO CAMPO BELO LTDA e o contribuinte é totalmente amparada de legalidade, sendo constituída em cartório de registro no Rio de Janeiro. Os créditos cedidos referemse à decisão judicial processo n° 99.001.26548, em trâmite na 8a Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, tendo sido transitada em julgado em 22/10/2010, conforme certidão de transito e remessa do STJ, fls. 2259 dos autos em tela (em anexo). Reconhece, no entanto, o contribuinte que a utilização da compensação destes só deveria ter acontecido após o transito em julgado, em 22/10/2010, o que invalidaria as compensações pleiteadas, no entanto as mesmas já haviam pedido de cancelamento anterior em jul/2010, derrubando totalmente a presunção de máfé pretensa pelo Autuador. Não há que se falar em FRAUDE, SIMULAÇÃO OU DOLO! Não vulnerou a empresa quaisquer normas da legislação federal que enquadre a mesma como agente fraudador ou estelionatário de direito, muito menos cometeu atos irregulares com máfé. O lançamento que ora se hostiliza, quer impor apenamento indevido, portanto, à revelia da lei. III DA LEGALIDADE DA COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS DE TERCEIROS OBTIDOS POR CESSÃO DE DIREITOS CREDITÓRIOS Partindo da premissa legal que será considerada como "não declarada" a compensação nas hipóteses em que o crédito utilizado seja de "terceiros", o Impugnante sustenta: quem é legítimo titular do crédito utilizado para compensação com seus débitos é titular de crédito próprio. Fl. 518DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 76 10 Nesse contexto, o instituto da cessão de direitos creditórios não depende de autorização judicial, e, se efetuada após o trânsito em julgado da decisão, nem mesmo o devedor cedido pode oporse a ela. Ora, se a lei tributária veda a compensação com crédito de terceiros, então somente o legítimo titular do crédito (proprietário), ou quem detenha as prerrogativas de credor originário, poderá utilizálo para compensação com seus débitos próprios. Se restar devidamente comprovado que efetivamente o cessionário é o legítimo titular do direito creditório que lhe foi cedido por ato entre vivos, após dado ciência ao devedor cedido, não haverá que se falar na aplicação da malsinada vedação da lei n° 9.430/96 (art. 74, § 12, II, "a", com redação acrescentada pela Lei n° 11.051/04). Citando excertos doutrinários, o Impugnante conclui: como se pode perceber, o instituto da cessão de crédito judicial além de não necessitar da autorização judicial para ter validade jurídica e gerar sua eficácia própria, é perfeitamente aceitável sua utilização no âmbito do Direito Tributário, ausente de previsão proibitiva à cessão de crédito judicial transitado em julgado para fins de que esta possa ser oposta à Fazenda Nacional, gerando seus efeitos próprios, quer administrativamente ou judicialmente. Nesse sentido, cita jurisprudência do STJ Salienta, outrossim não existe previsão legal que vede a aplicação do instituto da cessão de créditos da forma como concebida pelo direito privado, com todas as suas presunções, ficções, conceitos e regras pré estabelecidas a fim de gerar seus efeitos próprios no âmbito para o efeito da compensação tributária. Devidamente autorizada pela previsão legal dos artigos 42, § 3o c/c art. 567, II do CPC, e atendendo às exigências do art. 288 e 290 do CC, a cessionária pode adquirir parte, ou a totalidade dos direitos creditórios judiciais reconhecidos como de direito da parte processual, tomandose legítima titular desses. Assim, o cessionário como legítimo titular do crédito, pode utilizarse deste como crédito próprio para efeito de suas compensações com débitos próprios, não se trata a espécie de "compensação com crédito de terceiros", sendo a cessionária parte legítima a executar a União (Fazenda Nacional). Sustenta, da leitura dos arts. 109 e 110, do CTN, podemos claramente inferir que havendo a presunção legal expressa em normas de direito privado, a respeito do instituto da cessão de crédito de que o cessionário tomase o legítimo titular do crédito cedido a partir do momento da notificação do devedor, não pode a administração pública interpretar de forma diversa, chamando de "crédito de terceiro" o que, em realidade é de legítima titularidade do cessionário, direito creditório judicial transitado em julgado. IV DA MULTA QUALIFICADA EM 150%: Substancialmente, alega, em relação à multa qualificada no percentual de 150%, que essa fere o princípio da vedação ao confisco, previsto no Constituição de 1988, art. 150. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 77 11 Diz, ainda, o valor da multa qualificada fere a razoabilidade punitiva do Estado. Assevera, no caso em tela, verificase que o Autuante vincula a aplicação da multa punitiva e qualificada em 150%, com a presunção de que houve máfé do contribuinte ao pedir cancelamento de suas compensações por identificar erro material na apresentação de créditos sem a homologação do trânsito em julgado. O que se pode talvez identificar é um erro material no preenchimento e envio dos Pedidos de Compensação, já que o crédito deveria ter seu crivo analisado pela Receita através de um pedido de homologação, que, no entanto, nada tem haver com a apuração dos créditos fiscais aqui apontados pela autoridade fiscalizadora, o que não caracteriza dolo, fraude ou conluio praticado pela Requerente, que é pessoa jurídica idônea e respeitada no seu segmento de atuação no mercado mineiro e quiçá nacional. Citando os arts. 71 a 73, da Lei 4.502, de 1964, argumenta que resta evidenciado que o elemento dolo é presença obrigatória para a caracterização tanto da sonegação, quanto da fraude, como do conluio. E, sendo assim, conseqüentemente, o evidente intuito de fraude a que se refere o artigo 44, da Lei n° 9.430/96, também pressupõe a ocorrência de dolo. Diz, dolo não se confunde com a simulação, não se constituindo em elemento componente do seu tipo. A simulação é um instituto de direito privado, tratada no art. 167, do Código Civil vigente. Cita acórdão do Conselho de Contribuintes, nessa linha. Conclui ser realmente necessária a conjugação de vários elementos em todos estando a presença do dolo, da máfé para a imposição da multa qualificada, o que não houve no presente caso, podendo até se entender que houve culpa in elegendo na contratação de prestadores terceirizados que incorretamente ou erroneamente incorreram em erro material na apresentação das declarações, mas que se afaste por derradeiro qualquer imposição de dolo e por conseqüência a multa qualificada de 150% aplicada no presente auto de infração! VDOS PEDIDOS: Diante do exposto, requer seja tomado nulo ou insubsistente o auto de infração, tomandose sem efeito a aplicabilidade da multa qualificada pretendida, que se mantida deva ser aplicada em parâmetros legais dentro da razoabilidade e capacidade econômica do contribuinte. Requer, outrossim, a realização de diligências, aquelas necessárias à plena elucidação das questões ora suscitadas, inclusive realização de perícias contábeis e fiscais. É o relatório. É o relatório.A DRJ MANTEVE o lançamento, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2010 Preliminar de Nulidade. Fl. 520DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 78 12 Rejeitase a preliminar de nulidade invocada pela defesa, quando não houve cerceamento do direito de defesa do autuado, tendo sido obedecidos na consecução do lançamento todos os requisitos legais inerentes a tal atividade. Multa Isolada. Compensação Indevida. Créditos de Terceiros. Créditos Oriundo de Decisão Judicial não Transitada em Juizado. A regra vigente no caso de compensação considerada não declarada nas hipóteses da lei é a exigência de multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente compensado, no percentual de 75%, que será duplicado para 150%, nos casos em que tenha ficado devidamente caracterizado, nos autos, o evidente intuito de fraude do contribuinte, nas hipóteses definidas nos arts. 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502, de 1964. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação, com exceção da defesa quanto à qualificação da multa. Nesse caso, redireciona toda sua defesa de forma a isentarse não dos fatos brutos narrados no TVF, mas do dolo específico. Passa a atribuir toda a responsabilidade pelos eventos acontecidos a uma suposta “armação” de uma consultoria que lhe oferecera o referido “negócio” e que só veio a descobrir esses fatos quando da impetração do recurso. Alega, em síntese, que agira de boa fé, traz aos autos documentos que atestariam isso. É o relatório. Fl. 521DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 79 13 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. Preliminares de Nulidade Preliminarmente, argúi nulidade do auto de infração e para tanto faz menção ao princípio constitucional da legalidade, previsto no art. 5o, II, da Constituição da República de 1988, aduzindo que lhe falta justa causa, por inocorrência de qualquer ilicitude. Apenas para um melhor esclarecimento sobre o assunto, transcrevese o dispositivo que rege a matéria no processo administrativo fiscal. Prescreve o art. 59 do Decreto 70235/72 com a nova redação dada pela Lei 8748/93: Art. 59 São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa; Por conseguinte, considerase nulo o ato, se praticado por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa, não tendo se caracterizado quaisquer das situações, pois não se põe em dúvida a competência do autor, nem há que se falar em preterição do direito de defesa, vez que os fatos apurados foram descritos com o respectivo enquadramento legal, e levados ao conhecimento, da autuada, levando a mesma a defenderse plenamente através da peça impugnatória acostada aos autos. Também foram observados os requisitos fundamentais à validade do ato administrativo. Os requisitos apontados estão previstos em lei, são os incisos III e IV do art. 10 do Decreto 70.235/72 e têm a seguinte redação: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: ......................................................................................................... ..... III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável Verificase que constam adequadamente descritos os fatos apurados pela autoridade, a fundamentação legal, a matéria tributável, os valores apurados e os fatos motivadores da autuação, permitindo ao contribuinte conhecer todos os elementos Fl. 522DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 80 14 componentes da ação fiscal e, assim, propiciandolhe todos os meios para livre e plenamente manifestar suas razões de defesa, como efetivamente o fez. Acrescentese que, quando muito, em se admitindo o fato da autoridade lançadora ter cometido algum engano com relação à matéria de fato, enquadramento legal e a sua subsunção à norma, o que a Recorrente cognomina de “justa causa”, tratarseia então de questão de mérito e não de preliminar de nulidade. E como ficará bem demonstrado mais adiante, nem mesmo isso aconteceu. Assim, rejeito a preliminar de nulidade suscitada MÉRITO Tratase da imposição de penalidade isolada prevista no art. 18, § 4o, da Lei n° 10.833, de 2003, na redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007, nos casos em que o sujeito passivo realizar compensação indevida que for considerada como não declarada pela autoridade fiscal competente, como foi o caso: No caso, conforme os fundamentos Despacho Decisório (fls. 14/18), as referidas compensações foram consideradas como não declaradas por vários motivos: o crédito é de terceiros; não é de tributos ou contribuições administrados pela RFB; não havendo também decisão judicial transitada em julgado a ser cumprida pela SRF; nem mesmo sendo o contribuinte parte na ação judicial onde se discute o suposto crédito cuja titularidade seria de terceiro Nesse passo, por meio do Despacho Decisório de fls. 14/18 com fundamento no art. 74, § 12, II, "a", "d" e "e", da Lei n° 9.430, de 1996, e art. 39, § 1º, da IN/SRF n° 900, de 2008, foram consideradas como não declaradas as compensações efetuadas pelo contribuinte, através das Dcomp de n°s 30884.85027.230710.1.3.043453, transmitida em 23/07/2010, e 36009.28124.250710.1.3.048398, transmitida em 25/07/2010. Nesse contexto, de compensação considerada não declarada, cabe a multa isolada, conforme legislação abaixo: LEI 10.833, DE 2003 (redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007). (...) Art. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória n" 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão de nãohomologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (...) § 4º Será também exigida multa isolada sobre o valor total dó débito indevidamente compensado quando a compensação for considerada não declarada nas hipóteses do inciso II do§ 12 do art 74 da Lei n" 9.430, de 27 de novembro de 1996, aplicandose o percentual previsto no inciso I do caput do art 44 da Lei n" 9.430, de 27 de novembro de 1996, duplicado na forma de seu § 1º, quando for o caso. Fl. 523DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 81 15 A fiscalização traz um apanhado de fatos que redundariam em seu conjunto na necessidade inclusive de tornar qualificada a multa isolada, dobrando o seu percentual para 150%. Acontece que a Recorrente não se insurge propriamente sobre a falta de recolhimento desses tributos que ficaram “descobertos” em função da compensação ter sido considerada não declarada, mas tãosomente da qualificação da multa. Os fatos narrados no TVF dão conta perfeitamente de apurar elementos convincentes e convergentes no sentido de caracterizar as ações ilícitas definidas nos arts. arts. 71, 72 e 73, da Lei 4.502, de 1964 (sonegação, fraude ou o conluio). A aplicação da penalidade qualificada, no percentual de 150%, lastreouse na legislação referida na medida em que o procedimento fiscal caracterizou a prática de conduta fraudulenta por parte do sujeito passivo, ou seja, ficou bem caracterizado o “dolo específico” do agente no sentido pretender produzir um determinado resultado ilícito. E isso ficou bem evidenciado pela fiscalização no TVF, que abaixo reproduzo: Pelo que já foi exposto verificase que as compensações pretendidas pela interessada encontram óbice em três vedações da Lei 9.430/96, quais sejam, por ser o crédito de terceiro; não se referir a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal e, ainda, ser oriundo de decisão judicial não transitada em julgado, subsumindo tais circunstâncias, respectivamente, aos preceitos normativos das alíneas "a", "e" e "d", do inciso U, § 12, do art. do art.74 da Lei 9.430/96, incluídas pela Lei n° 11.051, de 2004. ^ Havendo o enquadramento em qualquer dessas hipóteses, prescreve o comando normativo do § 12 do art. 74 da Lei 9.430/96 que a compensação seja considerada não declarada. Nesse caso, não são admitidas: a homologação tácita (§5°), a manifestação de inconformidade (§ 9o) e seu efeito suspensivo (§ 11). Por derradeiro, merece destaque a constatação de que as transmissões das Declarações de Compensação por meio eletrônico só foram possíveis porque o contribuinte ao preenchêlas inseriu informações FALSAS a respeito da natureza do crédito, extinguindo débitos tributários de sua responsabilidade que se encontravam em situação de devedores nos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil, bem como, deliberadamente, utilizou outros artifícios para retardar ou dificultar a constatação das irregularidades pelo fisco. Destacamse: 1 Assinalou que o crédito NÃO é oriundo de ação judicial, informação que contradiz aquelas trazidas aos autos no atendimento ao Termo de Intimação; 2 assinalou que o crédito havia sido INFORMADO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO ANTERIOR, sendo que tal informação pressupõe a existência de um Pedido de Restituição de crédito líquido e certo, ou mesmo de uma Declaração de Compensação,regularmente formalizados em processo administrativo, uma vez configurada a impossibilidade de sua formalização por meio eletrônico, tal como definido no § 3o do art. 98 da IN RFB 900/2008, sendo que o que consta do presente processo é mero expediente travestido de Declaração de Compensação, formulado em papel, sem a justificativa da impossibilidade de transmissão por meio eletrônico e ainda, sem qualquer documentação comprobatória do crédito; Fl. 524DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 82 16 3 Protocolizou, injustificadamente, o processo em jurisdição diversa daquela que é o seu domicílio fiscal retardando o conhecimento do fato pelo fisco; 4 Declaração de Compensação formulada em papel e assinada por pessoa não participante do quadro societário com juntada de cópia ILEGÍVEL e não autenticada de documento impossibilitando a verificação da legitimidade do signatário para representar a empresa. 5 Afirmação falsa a respeito do trânsito em julgado da ação; 6 Afirmação falsa a respeito da habilitação do crédito no processo 18239.004868/200816. [...] Ou seja, a Fiscalização evidenciou de forma clara a conduta dolosa da Recorrente através de um trabalho minucioso e detalhado. A isso tudo se acrescente o fato de que a defesa como um todo, não conseguiu rebater os fatos demonstrados nem as evidências expostas no trabalho fiscal, limitandose a pleitear a nulidade por questões formais, o caráter confiscatório da multa e tentar colocar a culpa em uma suposta “armação” de uma consultoria que lhe oferecera o referido “negócio” e que só veio a descobrir esses fatos quando da impetração do recurso. Difícil acreditar que a Recorrente se envolva em uma situação dessa onde a vantagem econômica aparece como um passe de mágica e imaginar que não se trata de uma fraude contra o erário público. A confiança na suposta consultoria era tamanha que a empresa confiou até o “Token “contendo a certificação digital. A existência de certificação digital nos atos de comunicação à SRFB vem justamente para garantir a fidedignidade da autoria dos eventos. Nesse contexto, não dá para dizer que a Recorrente não estava em verdadeiro conluio com a suposta consultoria e não tinha ciência dos riscos que corria, mesmo que traga prova nos autos que os sócios dessa consultoria estão sendo processados criminalmente. Fica afastada, assim, a tentativa por parte da Recorrente de atribuir a responsabilidade a terceiros, prevista no art. 135 do CTN. Mantenho, portanto, a qualificação da multa juntamente com os lançamentos, esses últimos, no mérito, não contestados. Multa confiscatória Sobre a argüição de ser confiscatória a multa aplicada, cumpre gizar que ao julgador administrativo, que se encontra totalmente vinculado aos ditames legais, mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional CTN), não é dado apreciar questões – como a de que a multa fiscal seria confiscatória – que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal válido e vigente. Tal prática encontra óbice, inclusive na Súmulas nº 2 deste E. Primeiro Conselho de Contribuintes, in verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (PORTARIA MF N.° 383 – DOU de 14/07/2010). Fl. 525DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10665.001774/201078 Acórdão n.º 1401000.793 S1C4T1 Fl. 83 17 Perícia/Diligência Conforme se verificou na exposição do mérito, assim como também ficou bastante claro em todo o contexto da decisão de primeira instância, os elementos indispensáveis à solução do litígio encontrase nos autos, motivo pelo qual o pedido de perícia dever ser indeferido nos termos do art. 18 do Decreto nº 70.235/72. Portanto, indefiro o pedido de perícia, rejeito a preliminar de nulidade e no mérito nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 526DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.914175/2009-41
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/11/2000 a 30/11/2000
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOVAÇÃO NA FUNDAMENTAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
Acatada a preliminar de cerceamento de defesa, por supressão de instância, posto que a autoridade julgadora de primeira instância inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-001.692
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, anular a Decisão da DRJ nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que negava provimento ao recurso e o Conselheiro Sidney Eduardo Stahl que dava provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Luiz Bordignon - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
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INOVAÇÃO NA FUNDAMENTAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Acatada a preliminar de cerceamento de defesa, por supressão de instância, posto que a autoridade julgadora de primeira instância inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, anular a Decisão da DRJ nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que negava provimento ao recurso e o Conselheiro Sidney Eduardo Stahl que dava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 91 41 75 /2 00 9- 41 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914175/200941 Acórdão n.º 3801001.692 S3TE01 Fl. 92 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: Tratase de manifestação de inconformidade protocolizada em 12/11/2009, em face do Despacho proferido eletronicamente pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Recife/PE DRF/REC/PE, mediante o qual foi indeferido/nãohomologada Pedido Eletrônico de Restituição/ Declaração de Compensação (PER/DCOMP. . 2. Consoante se verifica às fls. 01/04 , a contribuinte, através de sobredito PER/DCOMP, declarou a compensação do débito descrito em sua página com conjecturado crédito, no montante originário de R$ 90.082,44, que seria derivado de pagamento indevido a título da COFINS, código de receita: 2172, do período de apuração de novembro de 2000, efetuado aos 15/12/2000. 3. Inferese, do Despacho Decisório de fl.05, que, com fundamento nos arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN) e, ainda, no art. 74, da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, não foi reconhecido o direito creditório pleiteado e, por decorrência, foi não homologada a compensação no qual o pretenso crédito foi utilizado – pois o pagamento vinculado ao suposto indébito foi totalmente aproveitado para a extinção do débito de COFINS do período de apuração de novembro de 2000 . 4. O sujeito passivo, cientificado de enfocado Despacho Decisório aos 21/10/2009 (vide aviso de recebimento de fl.41), interpôs a mencionada manifestação de inconformidade, na qual alega possuir créditos pautados em decisão judicial favorável à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco OAB/PE (à qual a empresa seria (sic) sindicalizada), garantidora da isenção do pagamento da COFINS às empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas, motivo por que teria direito ao reconhecimento do indébito do pagamento da COFINS tratado nos correntes autos e, conseqüentemente, à homologação das compensações realizadas por intermédio do PER/DCOMP aqui examinado. 5. Sustenta a recorrente, ainda, que, de acordo com informações colhidas junto ao Centro de Atendimento ao Contribuinte CAC da DRF/REC/PE, a conclusão atingida pelo Despacho Decisório censurado se deveria à nãoretificação, para o novo valor apurado, da respectiva Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) circunstância que, na visão da defendente, não anularia a existência do pretendido crédito. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 6. Á manifestação de inconformidade, o sujeito passivo anexou, dentre outros documentos, cópia de acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região TRF/5ª Região (fls. 22/37) e de certidão de trânsito em julgado (fl.38). 7. Este julgador juntou aos presentes autos os seguintes documentos: (i) extrato de consulta processual junto ao sítio do TRF/5ª Região à Ação Rescisória tombada sob o n° 2006.05.00.0442426 e ementas dos acórdãos proferidos naquela ação aos 23/11/2007, 27/02/2008 e 16/06/2010 (fls.42/53 ); e (ii) extrato de consulta processual junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal STF à Reclamação etiquetada sob o n° 6.917/PE e decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa (fls.54/57). A Delegacia de Julgamento em Recife (PE) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/11 /2000 a 30/11/2000 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TITULO JUDICIAL. INEXIGIBILIDADE. É inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO FUNDADO EM TÍTULO JUDICIAL INEXIGÍVEL. NÃOHOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. PROCEDÊNCIA. É procedente o Despacho Decisório que não homologa compensações em que é utilizado suposto direito creditório fundado em titulo judicial inexigível, por inexistir crédito líquido e certo a ser compensado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 68 a 73, aduzindo, em síntese. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914175/200941 Acórdão n.º 3801001.692 S3TE01 Fl. 93 5 A decisão da DRF/Recife considerou não homologadas as compensações com base no fato de que os DARF’s aos quais estavam vinculados os créditos estavam totalmente utilizados. A Recorrente baseou sua manifestação de inconformidade em argumentos e fatos que tentavam ilidir a decisão da DRF/Recife, buscando demonstrar a existência dos créditos tributários em favor da empresa. Em sede de julgamento por parte da DRJ/Recife não está ocorrendo apenas a revisão proferida pela DRF/Recife, mas sim uma inovação completa do conteúdo do indeferimento inicial das compensações, que agora sustentase na apresentação das DCOMP antes do trânsito em julgado da ação, sem que tenha sido oportunizado à empresa a possibilidade de apresentar defesa sobre o assunto. Toda a decisão proferida pela DRJ/Recife prendese à análise da ação judicial, quando a decisão primeira, proferida pela DRF/Recife, ocorreu apenas em razão da falha procedimental da empresa. A decisão proferida pela 2ª Turma da DRJ/Recife, por ter cerceado o direito de defesa da empresa, ao inovar juridicamente nos argumentos sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da empresa sobre novos fatos e informações apresentados ao processo, merece reparos. A argumentação da DRJ/Recife não condiz com a realidade dos fatos. Em seu item 19, a decisão da DRJ/Recife informa que não seria possível a utilização dos créditos para compensação em razão de existir liminar em sede de Reclamação suspendendo os efeitos da decisão que garantia aos filiados à OAB/PE o direito de isenção de COFINS. A decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção da COFINS já havia sido encerrada e reconhecido o direito. Apenas em sede de ação rescisória foi reanalisada a questão, na qual o TRF da 5ª Região decidiu por conceder parcial provimento à rescisória a fim de conceder efeitos ex nunc à decisão, ou seja, a rescisão da decisão que concedia o benefício isenção da COFINS somente surtiria efeitos para frente, não abrangendo os fatos pretéritos. Apenas contra esta decisão do TRF foi que concedeuse a liminar do Ministro Joaquim Barbosa do STF, suspendendo a modulação dos efeitos da decisão da rescisória. A liminar é decisão precária e não anulou os efeitos do decidido na ação rescisória. Seus efeitos estão apenas suspensos, aguardando um pronunciamento do órgão colegiado do STF quanto à manutenção ou não da liminar. DO PEDIDO: De todo o exposto e demonstrado nesta, restando provada a existência dos créditos relativos a pagamentos indevidos de COFINS e que a decisão proferida pela DRJ/Recife está em dissonância com a realidade dos fatos, requer que seja processado Fl. 95DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 regularmente o presente Recurso Voluntário, na forma do Decreto nº 70.235/72, de acordo com os mandamentos do art. 74, da Lei nº 9.430/96 e, ao final, julgado integralmente procedente para, reformando as decisões proferidas pela DRF/Recife e DRJ/Recife, reconhecer o direito de crédito da empresa relativo aos pagamentos indevidos, realizados a título de Cofins e, consequentemente, homologar a compensação realizada no PER/DCOMP relacionado a esse processo que utilizaram tais créditos. É o relatório. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914175/200941 Acórdão n.º 3801001.692 S3TE01 Fl. 94 7 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme já relatado, a Requerente teve seu pedido de compensação indeferido em razão do pagamento ter sido integralmente utilizado na quitação do débito declarado em DCTF, não restando saldo disponível a ser aproveitado para compensar com débitos informados no PerDcomp. Em sua Manifestação de Inconformidade, aduz a empresa que estava isenta do pagamento da contribuição para a COFINS na forma do decidido judicialmente, portanto todos os pagamentos realizados a tal título tornaramse indevidos consoante disposição do art. 165, I, do CTN. A Autoridade Julgadora de Primeira Instância, com fulcro no art. 741, II e parágrafo único do Código de Processo Civil, abaixo colacionado, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, mantendo a decisão da DRF/Recife, sob o fundamento de que é inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal. Art. 741. Na execução contra a Fazenda Pública, os embargos só poderão versar sobre: [...] II inexigibilidade do título; [...] Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo, considerase também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a Constituição Federal. Por seu turno, a Recorrente se contrapõe aos fundamentos da DRJ/Recife, pontuando duas questões, a saber: Cerceamento de defesa em razão da inovação perpetrada pela DRJ/Recife que inovou o conteúdo do indeferimento inicial das compensações sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da empresa sobre os novos fatos e alegações apresentadas ao processo. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 A decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção da Cofins já havia sido encerrada e reconhecido o direito. Apenas em sede de ação rescisória foi reanalisada a questão, na qual o TRF da 5ª Região decidiu dar parcial provimento à rescisória a fim de conceder efeitos exnunc a decisão e que apenas contra esta decisão do TRF foi proferida a liminar do Ministro Joaquim Barbosa do STF, suspendendo a modulação dos efeitos da decisão da rescisória. I Da preliminar de nulidade por cerceamento de defesa. Protesta a Requerente pela ocorrência de cerceamento de defesa em razão de inovação no conteúdo do indeferimento inicial, consubstanciado na ausência de comunicação prévia dos documentos acostados aos autos e abertura de prazo para manifestação. Passemos à análise do arguido. Da análise dos autos, constatase que foram juntados os documentos de fls. 42 a 57, conforme informação de fls. 58, abaixo colacionada: 7. Este julgador juntou aos presentes autos os seguintes documentos: (i) extrato de consulta processual junto ao sítio do TRF/ 5ª Região à Ação Rescisória tombada sob o n° 2006.05.00.0442426 e ementas dos acórdãos proferidos naquela ação aos 23/11/2007, 27/02/2008 e 16/06/2010 (fls.42/53 ); e (ii) extrato de consulta processual junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal STF à Reclamação etiquetada sob o n° 6.917/PE e decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa (fls. 54/57). Importante registrar que a juntada dos referidos documentos ocorreu após a apresentação da manifestação de inconformidade pelo Contribuinte. Também, que não há impedimento legal para a juntada de novos documentos pela autoridade administrativa/julgadora, todavia o que não é permitido é inovar em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. No caso presente, além do Contribuinte não ter sido cientificado da juntada de novos elementos ao processo, a razão de decidir estampada no acórdão se deu com fundamento nos novos documentos. Convém aclarar que, nos casos em que a autoridade administrativa/julgadora carrear aos autos documentos após a apresentação da peça impugnatória, é essencial que o contribuinte seja cientificado e aberto prazo para manifestação, se desejar, só assim estará garantido o pleno exercício de seu direito a ampla defesa e ao contraditório, postulados gravados na Constituição Federal e no Processo Administrativo Fiscal. Não obstante, a manifestação de inconformidade é ato que faz nascer o contencioso, repercutindo na mudança do procedimento administrativo preparatório para o de julgamento, comportando ao contribuinte as garantias relativas ao devido processo legal. Resta claro que o Despacho Decisório emanado pela DRF/Recife teve como fundamento a insuficiência de saldo disponível para procederse a compensação, enquanto que Fl. 98DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.914175/200941 Acórdão n.º 3801001.692 S3TE01 Fl. 95 9 a decisão da DRJ/Recife alicerçou –se nos efeitos das decisões judiciais prolatadas nos processos (i) AMS nº 80558/PE (2001.83.00.145250); (ii) Ação Rescisória nº 5471/PE (2006.05.00.0442426) e (iii) RCL/6917 – STF – Reclamação. O que não se pode, agora, em segunda instância administrativa de julgamento, é analisar fatos e documentos que não constavam da lide inicial, sob pena de afrontar garantias e princípios processuais, como por exemplo, o do duplo grau de jurisdição. É fato que a Recorrente tem o direito de participação no processo administrativo em relação a todo e qualquer ato ou documento juntado, sendo que a falta de comunicação acarreta cerceamento de defesa pela ausência de contraditório. Desse modo, as normas reguladoras do processo administrativo fiscal outorgam ao contribuinte o direito de ter a matéria litigiosa, seus fundamentos, argumentos e provas analisados pelas duas instâncias administrativas de julgamento, sem o que teríamos como conseqüência a supressão de uma delas. Desse modo, diante das razões acima expostas, encaminho meu voto no sentido de julgar procedente o recurso voluntário para declarar NULA a decisão da DRJ/Recife, como também todos os atos praticados posteriormente à referida decisão, posto que esta inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. A partir de então, deve o processo retornar à Unidade de Origem para: 1. Cientificar o contribuinte dessa decisão; 2. Cientificar o contribuinte dos documentos de fls. 42 a 57, juntados pela DRJ/Recife; 3. Abrir prazo para manifestação, se assim desejar; 4. Aplicar o rito do PAF. É como voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 99DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10510.903754/2009-63
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 18/05/2006
PRECLUSÃO DA DEFESA. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFESA NÃO CONHECIDA.
Segundo o Decreto nº 70.235/72, o contribuinte deve protocolar sua defesa no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência do acórdão. Corrido esse prazo, precluso está o direito do contribuinte de se defender na esfera administrativa.
Numero da decisão: 1802-001.499
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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RECURSO INTEMPESTIVO. DEFESA NÃO CONHECIDA. Segundo o Decreto nº 70.235/72, o contribuinte deve protocolar sua defesa no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência do acórdão. Corrido esse prazo, precluso está o direito do contribuinte de se defender na esfera administrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 90 37 54 /2 00 9- 63 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10510.903754/200963 Acórdão n.º 1802001.499 S1TE02 Fl. 37 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador (BA), que por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. A interessada transmitiu o PER/DCOMP eletrônico (folhas 1 a 4), visando utilizar um crédito no valor original de R$ 3.166,64, código 6106, decorrente de pagamento supostamente indevido do Simples do Período de Apuração (PA) de 31/07/2002. A DRF/Aracaju emitiu Despacho Decisório eletrônico, onde não homologou a compensação, argumentando que o pagamento já havia sido integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte, não restando assim crédito disponível para a desejada compensação (fl. 9). Irresignada, a contribuinte apresentou sua Manifestação de Inconformidade onde alegou que foi excluída do Simples no anocalendário 2002, ficando obrigada a apurar os impostos pelo lucro presumido, conforme Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica DIPJ entregue em 02/09/2003. Porém, como apresentara em 03/04/2003 a Declaração Simplificada DSPJ, cancelada em virtude da apresentação da DIPJ, houve erro nos sistemas da RFB ao continuar vinculando o DARF do crédito à declaração anterior. A DRJ de Salvador (BA) julgou improcedente a manifetação de inconformidade, consubstanciando sua decisão na seguinte ementa: “ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Data do fato gerador: 19/09/2006 COMPENSAÇÃO. Mantémse o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado para a quitação de débito confessado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 17/05/2011 (terça feira), a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 22/06/2011, onde argumenta a Fl. 68DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10510.903754/200963 Acórdão n.º 1802001.499 S1TE02 Fl. 38 3 existência de erros contábeis que não foram levados em conta pelo fiscal e ao fim requer a anulação do auto de infração. Este é o Relatório. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10510.903754/200963 Acórdão n.º 1802001.499 S1TE02 Fl. 39 4 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O presente recurso é intempestivo, portanto dele não tomo conhecimento. Conforme podemos observar no AR acostado às fls. 33, a contribuinte tomou ciência do acórdão nº 1526.698, da 4ª Turma da DRJ/SDR, no dia 17 de maio de 2011, terça feira. O Recurso Voluntário que chega a nossa apreciação foi protocolado no dia 22 de junho de 2011. Sendo de 30 (trinta) dias o prazo para a interposição do recurso voluntário, de acordo com o Decreto nº 70.235/72, art. 33, contados na forma do art. 5º do mesmo diploma legal, a contagem do prazo iniciouse no dia 18 de maio de 2011, tendo seu término ocorrido em 16 de junho de 2011. A entrega após essa data é considerada intempestiva, havendo portanto a preclusão do direito da contribuinte de se defender na esfera administrativa. “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx “Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.” Diante do exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 70DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10510.903754/200963 Acórdão n.º 1802001.499 S1TE02 Fl. 40 5 Fl. 71DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
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