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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de , recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: .i n ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fis- cais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do n relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os P Cons. Victor Luis de Salles Freire, Wilf rido Augusto Marques, Dicler de Assunção e Luiz Alberto Cava Maceira, que lhe negavam provimento. r 1 11 Sala das Setsbes-DF, em 25 de março de 1994. , „ 00 , • ' ' dr .,,.° ,„ „ .,L7.„. - PRESIDENTE ., n i, CARLOS WALBERTO CHAVÊTROSAS - RELATOR Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ¡I SEBASTIAO RODRIGUES CABRAL, KASUKI SHIOBARA (Suplente Convocado), WAL- DEVAN ALVES DE OLIVEIRA, CANDIDO RODRIGUES NEUBER,. LEILA MARIA SCHER- RER . LEITO, CELI DEPINE MARIZ DELDUQUE, JACKSON SCHNEIDER (Suplente Convocado), JOSE CARLOS GUIMARAES, JACKSON GUEDES FERREIRA e RAFAEL GARCIA CALDERON BARR A CO. Ausente justificadamente o Cons. AFONSO CEL- SO MATTOS LOURENÇO. 44klb 1. ,,, , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N. 10783/002.585/91-33 RECURSO N. RP/106-0.264 ACORDAO N. CSRF/01-1.641 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDA :SEXTA CAMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO : EDMUNDO COUTINHO RELATORIO Trata-se de recurso especial interposto pela douta Procuradoria da Fazenda Nacional, com fulcro no artigo 34 da Portaria MF n 182/77, combinado com o artigo 4 , inciso I, da Por- taria MF n 434/79, visando a reformar o Acórdão n 106-4.218, pro- latado pela Egregia Sexta Cámara deste Conselho, que por maioria de votos decidiu, verbis: IMF - CEDULA "D" - REPRESENTANTE COMERCIAL - i- nadmissível a ação fiscal que trata como rendi. mento da pessoa física do titular a receita bru- ta declarada pela firma individual, salvo se o registro desta como tal for antes cancelado ou declarado nulo. Inaplicabilidade do 2o, do art 97 do RIR/80 às firmas individuais, incondicio- nalmente equiparadas às pessoas jurídicas para,,,/45/5, os efeitos do imposto de renda. NORMAS GERAIS - ISENÇA0 - MICROEMPRESA DE REPRE- SENTAÇA0 COMERCIAL - As empresas dedicadas a re- presentação comercial, firmas individuais ou so- ciedades, estão isentas do imposto de renda, en- quanto microempresas. Interpretação teleológica do art. 51 da Lei nr. 7.713. Recurso provido. 1.14, 1 Processo 71P 10783/002.585/91-33 3. Ac jrdao nç-CSRF/01-1.641 O apelo em exame funda-se na argumentação expe dida no voto vencido do ilustre Conselheiro Mário Albertino Nunes que, após manifestar sua estranheza pela interpretação adotada pela Egrégia Sexta Câmara que a seu ver cria condições "para que castas privilegiadas desfrutem de verdadeiro parais° fiscal" (sic), passou a apreciar a matéria dando inteligência diversa daquela esposada pe- lo mencionado órgão colegiado. Conclui o eminente Conselheiro que a atividade exercida pelo recorrente acha-se elencada no art.30 do RIR/80 e, por isso está excluida a possibilidade de ser equiparado a pessoa juri- dica para os fins tributários, trazendo a lume, ainda disposição contida no Parecer Normativo n 15/86, a qual distingue o exercicio da atividade de representante comercial por conta própria e o exer- cicio da mesma atividade através de mediação de negócios. Por derradeiro, apontou acórdãos das Egrégias Segunda e Quarta Câmara que concluiram pela tributação na cédula "D" da declaração de rendimentos do titular da firma. Admitido a recurso pelo r. despacho de fls.71 e intimado o sujeito passivo para se manifestar sobre a inconformação, pronunciou-se o interessado a fls.75/6, pleiteando a manutenção do aresto recorrido, reportando-se, para tanto no voto do ilustre Rela- tor do feito. E o relatório. //f MINISTERIO DA FAZENDA 4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N. 10783/002.585/91-33 Acórdão n. CSRF/01-01. 641 VOTO Conselheiro CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, Relator Conheço do recurso intentado porque atende ele aos pressupostos de admissibilidade previstos na legislação de re- gOncia. No mérito, entendo que a r. decisão a quo merece reforma. • A discussão no presente caso adstringe-se â exe- gese a ser dada aos artigos 30 e 97 do Regulamento do Imposto de Renda em vigor, 3. inciso VI, da Lei n. 7.256, de 1984 e 51 da Lei n. 7.713, de 1989, assim como do Ato Declaratório CST (Normativo) • 24/88. • • Com efeito, o inciso II do artigo 30 do RIR/90, que tem matriz legal na alinea c, do art. 6. da Lei n. 5.844, de 1943, prevO a classificação na cédula "D" da declaração de rendimen- tos da pessoa física da remuneração dos agentes, representantes e outras pessoas sem vínculo empregatício. Por outro lado, o artigo 97 do mesmo Diploma, ao definir as empresas individuais, nelas incluindo as pessoas físicas que, em nome individual explorem, habitual e profissionalmente, qualquer atividade económica de natureza civil ou comercial, com fim especulativo de lucro, mediante venda a terceiros de bens e servi- ços, em seu paragrafo 2o exclui as pessoas físicas que, individual- mente, exercem as profissóes ou exploram as atividades referidas no artigo 30. Ora, a combinação desses dispositivos conduz o intérprete à insofismável conclusão de que a remuneração percebida por representante comercial hã de se sujeitar à tributação na cédula "D" da declaração da pessoa física, como de resto tOm entendi., as demais Cámaras que deste Primeiro Conselho de Contribuintes. 6 4/A/5 Processo n2 10783/002.585/91-33 5. Ac jrdão 112-CSRF/011.641 Na realidade parece-me mais consentânea com a letra da lei a interpretação ora referida, a qual tem sido reitera- damente esposada pela Egrégia Segunda Câmara ao consignar, verbis: "Os rendimentos do representante comercial são tributados na declaração da pessoa física, quer auferidos no exercicio isolado dessa profissão, quer quando a pessoa física possua estabeleci- mento no qual desenvolva suas atividades; irre- levante o registro na Junta Comercial e no CGC" (Acórdão n. 102-19.751). "0 registro de firma individual não desvirtua a objetividade do texto legal que exclui da con- ceituaçào de empresas individuais o exercício das profissàes enumeradas no artigo 30 do Regu- lamento" (Acórdão n. 102-20.140). Outro não é o entendimento da Quarta Cãmara, à qual tenho a honra de pertencer, ao apreciar hipóteses idOnticas a dos autos. Cabe registrar, por oportuno, que a desclassifi- cação determinada prejudica a segunda questão enfocada pelo julgado ora recorrido, qual seja à da isenção prevista no artigo 11 da Lei n. 7.256, de 1994. Mas, ainda que assim não fosse, tenho para mim que a regra do artigo 51 da Lei n. 7.713, de 1988 inibe a concessão do referido benefício fiscal, tendo em vista que a atividade de re- presentante comercial é assemelhada àquelas elencadas, a titulo exemplificativo, no mesmo dispositivo. 1 Esta, de resto, a orientação jurisprudencial que tem sido adotada pela maioria dos membros desta Câmara Superior, ca- bendo citar, neste passo, dentre inúmeros julgados, os seguintes Acórdãos: CSRF/01-01.289, CSRF/01-01.290, CSRF/01-01.291, CSRF/01-01.292, dos quais fui relator. Pelas razbes expostas, voto pelo conhecimento do presente recurso especial e pelo seu provimento. 8rasilia,25 de março , de 1994. - CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS - RELATOR 1 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 11080.014772/87-18
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ACORDA° N° CSRF/01-01.079 Recurso n° RP_/106-0. 095 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: RENATO VASOUES KULPA IRPF - CORREÇÃO rONETÂRIA - IS. falta de dis posição exoressa, a correção monetaria culada com base nos índices oficiais, aufe- rida Por pessoa física, em decorrencia de- empréstimo efetuado ã empresa, não esta su jeita a incidência do imposto. Recurso especial não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Camara Su perior de Recursos Fis cais, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessa-s (DF), em 27 de novembro de 1990. dirURGE'. ER.DIR , LOP S - PRESIDENTE • CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS - RELATOR f 'Q Ce.:;OLL Cocei-kl J -104h,CÉSAR GONÇA-ItiN. CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL v.v. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JOÃO BATISTA GRUGINSKI, WALDÊ- VAN ALVES DE OLIVEIRA, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, BENEDICTO ONOFRE É- VANGELISTA, AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA, - LOURIERDES FIUZA DOS SAST- TOS, MARIAM SEIF e SEBASTIÃO .RODRIGUES CABRAL; Ausente justificada mente o Cons. LUIZ ALBERTOCAVA MACEIRA. • o 1( ^ . • ; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N q 11080/014.772/87-18 RECURSO N9: PP/106-O. 095 ACÓRDÃO N9; CSRF/01-01.019 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CAMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: RENATO VASOUES KULPA RELATÓRI 0 A matéria em discussão circunscreve-se 'à inclusão, na cédula "B" das declaraçOes de rendimentos do ora recorrente, re- lativas aos exercícios de 1983 a 1987, de valores correspondentes a correção monetária percebida com base nos índices oficiais, em ra- zão de empréstimo concedido a pessoa jurídica. O decisOrio de primeiro grau, com esteio no Parecer Normativo CST n9 164/71 e interpretando o art. 26, III, do RIR/80, indeferiu a pretensão do interessado. A Egrégia 6a. Câmara, apreciando o recurso do Contri_ buinte, a ele deu provimento, contra o voto do ilustre Conselheiro Osiris de Azevedo Lopes Filho, em acOrdão cuja ementa consigna: "IRPF - CORREÇÃO MONETXRIA - A falta de disposição expressa, a correção monetária, calculada com base nos índices da ORTN, auferida por pessoas físicas, em decorrência de empréstimo efetuado "à emoresa,não ./V/#''''''' f está sujeita à incidência do imposto. Recurso provi_ do." fia), (k DM F - DF /1 9 C C Selu i t 1 600/7 ri _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/014.772/87-18 2. AcOrdão n9-CSRF/01-01.079 Em seu voto, registrou o eminente Relator, Conse- lheiro João José de Figueiredo Neto, a não incidência do tributo sobre a parcela correspondente ã atualização calculada com base nos índices oficiais por ausência de previsão legal. Trouxe o vo__. to urevalente a cotejo, ainda, o acôrdão CSRF/01-0.422, prolata- do em 16 de março de 1984. Irresignada recorre -a Fa.zenda Nacional, com fulcro no art. 34 da Portaria MF n9 188177, combinado com o art. 49, item I, da Portaria MF n9 434, de 1979, sustentando o eminente Procu- rador, verbis: "A questão em tela - tributação da correção monetária auferida por pessoa física - jã vem sendo amplamente discutida - â exaustão - em diferentes graus de jurisdição. Contudo hã um as- pecto de todo não ferido Pelos votos vencedores: existe moeda de curso forçado no Pais e que refle te determinado padrão monetãrio. A 1egisla9ão de direito público interno que regula a emissao e o poder liheratOrio desse bem jurídico, adota oprin cipio nominalista, sucedâneo do qual é a tese de que as dividas de cunho patrimonial expressas em unidades de padrão monetãrio, são por principio, dividas de dinheiro. A inflação, como fenômeno econômico deses-o15 /7 . tabilizador fãctico das relaçaes patrimoni- ais, somente constitui fato jurídico, namedidaem que for juridicizada, vale dizer, reconhecida no mundo normativo, como bastante e suficiente para alterar a natureza da divida (de dinheiro para dl vida de valor), em função deum indexador que men- sure a paridade do poder de compra da moeda. Dizer-se, simplesmente, que a correção mo- netãria e mera recomposição do valor do ca pitai é dado pré-jurídico ou metajuridico. Serãjii ridico somente na medida em que a LEI ASSIM O Di-g SER Cafinal, ninguém esta obrigado a fazer ou der xar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei). Se a lei assim não o faz, a questão é de Do litica legislativa, econômica ou fiscal, não per- tencendo ao mundo da normatividade jurídica. (;) ' g SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO M9 110801014.772/87-18 3. Acôrdão n9-CSRF/01-01.079 Resulta dar, como imperativo lOgico, que qualquer parcela de correção (ainda que aos indices oficiaisl, constituirá uma QUANTIDADE A MAIOR DE UNIDADES MONETARIAS ACRESCIDAS AO CAPI- TAL, e dele distinta,eis que produto de sua explo raçao." Admitido o anelo mediante o despacho presidencial de fls. 249 e intimado o sujeito Passivo Para apresentar contra- -razOes, manifestou este trazendo á consideração o Boletim Cen- tral Extraordinário n9 59, de 1989, onde consta item que esclare ce estar isenta a correção monetária paga a pessoas físicas. É o relatOrio. ( SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/014.772/87-18 4. AcOrdão n9-CSRF101-01.079 VOTO Conselheiro CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, Relator Em face do atendimento aos pressupostos de admis- sibilidade constantes da legislação de regência, conheço do re- curso intentado. No merito, entendo que deve ser mantida a decisão prolatada pela Egregia 6a. Câmara. Data venia, não posso concordar com a tese defen- dida no recurso especial em exame, que nega à correção monetária natureza jurídica, tratando-se de dado Pre-jurídico ou metajurf- dico. A atualização monetária é dado jurídico, Porque a sua criação se deu por lei. Negar tal fato e negar a realidade. A aplicação dos índices corretivos da moeda su- bordina-se â legislação que rege aquele determinado fato econômi co. Ademais, o fenômeno jurídico-tributário tem como plataforma subjacente, um fenômeno de natureza econômico. Em voto proferido na 4a. Câmara, por ocasição de julgamento de matéria idêntica, tive oportunidade de salientar, verbis: ... ao sustentar tal tributação o Fisco embasa- "3 -se na ausência de norma isencional capaz de au- , torizar a não incidência do impostor tendo em vis ta a capitulação do fato no art. 26, item III, (15 RIR/80; mas olvida que o referido dispositivo so- (d)- , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/014.772/87-18 5. AcOrdão n9-CSRFIG1-01.079 mente cogita da tributação, na cêdula "B", de ju- ros fixos ou variáveis, não incluindo a figura da correção monetária, que com eles não se equipara. A correção monetária, expressão que pode sofrer e que tem sofrido criticas, representa a atualiza- çao de um determinado valor tendo em vista as va- riaçaes do poder aquisitivo da moeda nacional du- rante um período considerado. , Em assim sendo, não 115 como se considerar, como pretende a Fazenda Nacional, a correção monetária como uma vantagem, um plus. Se a natureza desse instituto corres ponde auma me ra compensação pela desvalorização provocada pela inflação, não se pode atribuir a ele o carater de ganho ou acréscimo." (AcOrdão n9 104-6.400, de 23 de novembro de1988). Esta Câmara também já se manifestou sobre a ques- tão, cabendo rememorar, neste passo, o Ac6rdão CSRF/01-0.422, da lavra do ilustre Conselheiro Amador Outerelo Fernandez e os AcOr_ dãos n9s CSRF/01-0.879 e CSRF/01-1.0,06, dos quais fui relator. Em síntese, não obstante o esforço de argumenta- ção despendido pela Fazenda Nacional visando a justificar a tri- butação em debate, insisto no ponto de vista de que a parcela re_ cebida a titulo de correrão monetária com base em índices ofici_ ais, não constituí disponibilidade cara os efeitos de aplicação da regra contida no art. 43 do COdigo Tributário Nacional e, por tanto, insuscetível de incidência do imposto de renda. Quanto 5 alegação de falta de juridicização do fe_ nOmeno inflacionário, descrita no recurso, parece-me que a mesma não procede, pois a instituição do mecanismo de atualização da moeda se fez por lei, o que implica admitir-se a nomartização da_ quele fenOmeno econamico. Pelas razOes que acabo de expor, nego provimento _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11080/014.772/87-18 6. Ac5rdãan9-CSRF/0.1-01A'79 ao recurso, entendendo inocorret, no caso, afronta a qualquer dis positivo legal por parte da decisão recorrida. Brasília-DF, em 27 de novembro de 199_0. gi) CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS - RELATOR tk! Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 13748.000657/2007-60
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri May 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
RENDIMENTOS ISENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO - MOLÉSTIA GRAVE - LAUDO MÉDICO OFICIAL - INÍCIO DA VIGÊNCIA.
Na análise dos pedidos de isenção do imposto de renda incidente sobre rendimentos auferidos por portador de moléstia grave, devem ser analisados todos os elementos de convicção constantes dos autos que comprovem o termo inicial da doença.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-001.736
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o relator, que votou por negar provimento ao recurso. Redator designado do voto vencedor, o Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa
(assinado digitalmente)
_____________________________________
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente
(assinado digitalmente)
___________________________________
José Evande Carvalho Araujo- Relator
(assinado digitalmente)
_______________________________________________
Gilvanci Antonio De Oliveira Sousa - Redator-designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Evande Carvalho Araujo, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Célia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka. Ausente o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO MÉDICO. ISENÇÃO MOLÉSTIA GRAVE LAUDO MÉDICO OFICIAL INÍCIO DA VIGÊNCIA. Na análise dos pedidos de isenção do imposto de renda incidente sobre rendimentos auferidos por portador de moléstia grave, devem ser analisados todos os elementos de convicção constantes dos autos que comprovem o termo inicial da doença. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o relator, que votou por negar provimento ao recurso. Redator designado do voto vencedor, o Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (assinado digitalmente) _____________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator (assinado digitalmente) _______________________________________________ Gilvanci Antonio De Oliveira Sousa Redatordesignado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 8. 00 06 57 /2 00 7- 60 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 84 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Evande Carvalho Araujo, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Célia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka. Ausente o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada, foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 6 a 9, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2004, para lançar infração de omissão de rendimentos do trabalho e glosar compensação indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$4.786,63, sujeito à multa de ofício de 75% e juros de mora e de R$130,22 acrescido de multa e juros de mora. IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou impugnação (fls. 1 a 3), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fl. 42v), que: 1. a interessada foi aposentada como funcionária pública estadual no ano de 1978 e foi declarada, conforme laudo médico exarado pelo Estado do Rio de Janeiro, a sua invalidez permanente, por sofrer de uma doença de quadro irreversível, a esquizofrenia; 2. de acordo com os documentos acostados podese identificar a situação crônica da autuada, conforme CID da doença; 3. no ano de 2006 foi internada, sendo nomeada sua curadora sua única filha, Fernanda Malafaia Bulgarelli, a qual pretende obter isenção do imposto de renda pessoa física e a restituição dos impostos pagos e retidos na fonte para sua mãe; 4. conclui, assim, conforme farta documentação ora acostada restou comprovada a incapacidade laborativa permanente da contribuinte, desde o final da década de 1970; 5. com base no exposto , solicita a improcedência total do lançamento. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou procedente o lançamento, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 42 a 43v): Fl. 94DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 85 3 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. MOLÉSTIA GRAVE. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que o interessado é portador de uma das moléstias apontadas na legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O julgador não considerou a moléstia grave comprovada pelos seguintes fundamentos: Primeiramente, cabe informar que, no documento de fl.19, a autoridade médica assevera, em 25/09/2006, que a contribuinte é portadora da moléstia discriminada no código F20, desde (07/12/05), apontado na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados à Saúde, que corresponde a “esquizofrenia”. Destaquese que, a supra citada doença não consta discriminada literalmente como moléstia citada na lei de trata a isenção ora pleiteada (Lei nº 7.713/1988, em seu artigo 6º, incisos XIV e XXI, com a redação dada pela Lei nº 11.052, de 29 de dezembro de 2004). Cabe destacar que, o fato de ser comprovada a incapacidade laborativa permanente da contribuinte, desde o final da década de 1970(conforme documento de fl.11), não tem o condão de caracterizar que a interessada aufere proventos motivados por acidente em serviço, outra hipótese prevista no item XIV do art. 6° da Lei n° 7.713/1988, com redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541/92, tendo sido alterado, posteriormente, pela Lei nº 11.052, de 29 de dezembro de 2004, que trata de rendimentos isentos. Quanto ao outro requisito indispensável à concessão da isenção, é de se informar que, deixase de analisar se os rendimentos auferidos pela interessada, no anocalendário de que trata a presente lide, têm a natureza de aposentadoria e/ou pensão já que não restou comprovado ser a autuada portadora de moléstia grave discriminada nos dispositivos acima citados. Cabe destacar que a interpretação da legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser literal, de acordo com o estabelecido na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional). É que a isenção deve ser tida como regra de direito excepcional, sendo vedado ao intérprete a utilização de interpretação extensiva ou de integração analógica, em se tratando de favorecimento tributário. Concluise, então, que a contribuinte não tem direito à isenção prevista na Lei nº 7.713/1988, artigo 6º, inciso XIV, com a redação da Lei nº 11.052, de 29 de Fl. 95DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 86 4 dezembro de 2004, e alterações introduzidas pelo artigo 30 e §§ da Lei nº 9.250/1995, relativamente aos rendimentos recebidos de suas fontes pagadoras (INSS e SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DO ESTADO). RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 13/11/2009 (fl. 53), a contribuinte apresentou, em 17/11/2009, por meio de sua curadora, o recurso de fls. 54 a 79, onde: a) informa que os rendimentos auferidos no ano de 2003 se referem a uma aposentadoria por invalidez e a duas pensões por morte, conforme documentação comprobatória; b) afirma que foi aposentada em 17/08/1978 por invalidez, conforme laudo pericial, emitido por serviço médico oficial, que atesta que a servidora estava incapacitada para o serviço público por alienação mental; c) discorda da decisão recorrida na parte em que considerou que a esquizofrenia (CID — F 20) não está citada literalmente na lei que trata da isenção, apresentando o entendimento do Protocolo Técnico de Inspeção Médica Pericial para a Isenção do Imposto de Renda, da Coordenadoria de Gestão de Pessoas do Departamento de Saúde do Servidor da Cidade de São Paulo, e de portaria do Ministério da Defesa. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 82, que também trata do envio dos autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. Em 26/06/2007, a contribuinte retificou sua declaração de rendimentos do exercício de 2004 (fls. 36 a 38), para declarar como isentos os rendimentos recebidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, CNPJ no 42.498.634/000166, e do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, CNPJ no 29.979.036/000140. Entretanto, o presente lançamento considerou tais rendimentos como tributáveis, pois o Laudo Médico expedido por perito do INSS reconhecia a preexistência de Moléstia Grave passível de isenção do Imposto de Renda a partir de 07/12/2005, não alcançando o anocalendário de 2003. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 87 5 Em sede de impugnação, a contribuinte afirma que era aposentada por invalidez desde 1978. O julgador a quo não considerou a isenção devidamente comprovada, porque a doença informada no laudo médico, “esquizofrenia”, código F20, não estava discriminada literalmente como moléstia grave citada na lei de trata da isenção pleiteada. No voluntário, a recorrente reafirma estar aposentada por invalidez desde 1978, e que a doença que possui está definida na lei isentiva como “alienação mental”. A isenção do imposto de renda por portador de moléstia grave está regulada nos incisos XXXI e XXXIII, e parágrafo 4°, do art. 39, do Decreto n° 3.000, de 26 de março 1999 – Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99, que fazem um apanhado dos dispositivos legais que regem a matéria. Transcrevemse os dispositivos: Art.39.Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); (...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, §2º); (...) §4o Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle (Lei nº 9.250, de 1995, art. 30 e §1º). Fl. 97DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 88 6 Nesse sentido, foi publicada a Súmula CARF no 63 com o seguinte conteúdo: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Assim, para o gozo da isenção, existem três condições cumulativas: (a) os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão, (b) eles devem ser percebidos por portador de moléstia grave enumerada na legislação, e (c) a doença deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. O lançamento se deu porque o laudo médico expedido por perito do INSS reconhecia a preexistência de Moléstia Grave passível de isenção do Imposto de Renda a partir de 07/12/2005, não alcançando o anocalendário de 2003. De fato, na fl. 19 consta declaração de Perito Médico da Previdência Social, datada de 25/09/2006, que informa que a recorrente: Foi submetida a perícia hospitalar, no dia 28/08/06 pelo Dr. Ricardo Mello Drumond, teve suas documentações médicas apensadas ao processo (Laudo médico assistente e Termo de Curatela). Foi analisada por nós, apresenta na atualidade doença que se enquadra entre aquelas que eximem do Imposto de Renda, desde 07/12/2005. Conforme Lei n.° 11.052, de 29 de dezembro de 2004, Art. 1°. CID X F 20 Entretanto, a recorrente afirma que a aposentadoria por invalidez se deu desde 1978, tendo o laudo pericial, emitido por serviço médico oficial, atestado que a servidora estava incapacitada para o serviço público por alienação mental; Nas fls. 11 e 12, constam Parecer Final da Comissão do Departamento de Perícias Médicas da Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, e ofício do diretor desse departamento datado de 06/04/1978, informando que Diante dos resultados dos exames realizados, o servidor está incapaz, total e definitivamente para o serviço público em geral, nos termos da legislação em vigor, devendo ser aposentada dentro do que estabelece os artigos 101 inciso I a 102 inciso I alínea "b" da Lei 6.702 de 28/10/71, combinado com o artigo 90 da Lei 7.242 de 11/09/73. De acordo com o recurso, o art. 102, inciso I, alínea “b”, da Lei 6.702 de 28/10/71 do antigo Estado do Rio de Janeiro dispõe: Fl. 98DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 89 7 b) "invalidarse por acidente em serviço, por moléstia profissional ou for acometido de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra (hanseníase), paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, estados adiantados de Paget (osteíte deformante), com base nas conclusões da medicina especializada." Assim, observase que todas as doenças previstas no dispositivo da lei estadual que fundamentou a aposentadoria por invalidez estão incluídas no rol de moléstias graves elencadas no inciso XXXIII do RIR/99. Nesse sentido, existiria laudo oficial atestando a existência de moléstia grave prevista na lei isentiva. Antes de prosseguir com a análise, confrontando os dois laudos, penso ser necessário se enfrentar o fundamento da decisão recorrida para não reconhecer a isenção: que a doença informada no laudo médico, “esquizofrenia”, código F20, não estava discriminada literalmente como moléstia citada na lei que trata da isenção pleiteada. Discordo do argumento. Vejase que o laudo da perícia médica oficial de fl. 19 é explícito ao afirmar que a paciente “apresenta na atualidade doença que se enquadra entre aquelas que eximem do Imposto de Renda, desde 07/12/2005”, e indica o código de enfermidade CID X F 20. Ora, não possui a autoridade administrativa competência técnica para contrariar laudo médico, salvo erro evidente. A simples busca do nome da doença no rol previsto na legislação não é suficiente para afastar o direito à isenção, em especial porque a lei muitas vezes menciona nomes genéricos, que englobam diversas enfermidades. Assim, a alienação mental pode, em tese, englobar as esquizofrenias, cabendo ao médico perito essa conclusão. Não é outra a conclusão da Portaria Normativa nº 1174/MD, de 06 de setembro de 2006, constante no Manual do Ministério da Defesa, obtida no sítio internet de Perícias e Auditorias Médicas do Distrito Federal, que, em seu capítulo III, Seção I, especifica detalhadamente o que deve ser entendido como alienação mental. Transcrevemse alguns dispositivos: 1. Conceituação 1.1. Conceituase como alienação mental todo caso de distúrbio mental ou neuromental grave e persistente, no qual, esgotados os meios habituais de tratamento, haja alteração completa ou considerável da personalidade, comprometendo gravemente os juízos de valor e realidade, destruindo aautodeterminação do pragmatismo e tornando o indivíduo total e permanentemente inválido para qualquer trabalho. (...) 2.1. São necessariamente casos de alienação mental: a) estados de demência; b) psicoses esquizofrênicas nos estados crônicos; Fl. 99DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 90 8 c) paranóia e parafrenia nos estados crônicos; e d) oligofrenias graves. 2.2. São excepcionalmente considerados casos de alienação mental: a) psicoses afetivas, mono ou bipolar, quando comprovadamente cronificadas e refratárias ao tratamento, ou quando exibirem elevada freqüência de repetição fásica, ou, ainda, quando configurarem comprometimento grave e irreversível de personalidade; b) psicoses epilépticas, quando caracterizadamente cronificadas e resistentes à terapêutica, ou quando apresentarem elevada freqüência de surtos psicóticos; c) psicoses póstraumáticas e outras psicoses orgânicas, quando caracterizadamente cronificadas e refratárias ao tratamento, ou quando configurarem um quadro irreversível de demência. 2.3. Não são casos de alienação mental: a) transtornos neuróticos da personalidade e outros transtornos mentais não psicóticos; b) transtornos da identidade e da preferência sexual; c) alcoolismo, dependência de drogas e outros tipos de dependência orgânica; d) oligofrenias leves e moderadas;e) psicoses do tipo reativo (reação de ajustamento, reação ao estresse); e f) psicoses orgânicas transitórias (estados confusionais reversíveis). 2.3.1. Os casos excepcionalmente graves e persistentes de estados psicopatológicos, citados nas letras “a” e “b” do item 2.3 destas Normas podem, entretanto, causar invalidez. 3. Normas de Procedimento das Juntas de Inspeção de Saúde – Alienação Mental (...) 3.1.4. Constituem exemplos de laudos: a) "Esquizofrenia Paranóide, F.20.0 CID – Revisão 1993, estágio préterminal grave (alienação mental)" – CERTO; (...) 3.2. As Juntas de Inspeção de Saúde deverão, explicitamente, fazer constar nos laudos das inspeções de saúde a ausência de alienação mental quando a doença do examinado determinar a sua invalidez mas não se enquadrar nos parâmetros que definam "alienação mental". Fl. 100DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 91 9 3.2.1. Constituem exemplos de laudos: a) "Esquizofrenia Paranóide, F.20.0 CID – Revisão 1993" – ERRADO; e b) "Esquizofrenia Paranóide, F.20.0 CID – Revisão 1993, estado de defeito leve (não é alienação mental)" – CERTO. Desta forma, o documento acima esclarece que a esquizofrenia paranóide pode, ou não, consistir em alienação metal, dependendo o grau da doença. E se o Perito Médico da Previdência Social afirmou que, no caso em análise, a esquizofrenia que acomete a paciente se enquadra nos casos de isenção, devese admitir a conclusão. Superada essa questão, voltase à análise dos laudos médicos disponíveis que podem ser assim resumidos: a) um laudo emitido pela perícia médica do INSS em 25/09/2006, que, após análise de toda a documentação médica da paciente, bem como de exames clínicos, concluiu que a contribuinte possui doença que permite a isenção do Imposto de renda desde 07/12/2005 (fl. 19); b) laudo emitido pela perícia médica do Estado do Rio de Janeiro em 1978, que considera a paciente incapaz para o serviço público e recomenda sua aposentadoria, e aponta como fundamento um rol de doenças previsto em lei estadual, mas que, posteriormente, foi todo incluído na lei federal que trata da isenção do imposto de renda. Diante dessas provas, sintome obrigado a não reconhecer o direito à isenção no ano de 2003. Não se pode perder de vista que o art. 111, inciso II, do CTN determina que a legislação tributária seja interpretada literalmente nos casos de outorga de isenção. Observese que o laudo de 1978 foi emitido com o propósito de analisar a necessidade de aposentadoria, e que existem diversas doenças que permitem a aposentadoria por invalidez, mas que não garantem a isenção do imposto de renda. Observese o conteúdo do item 3.2 da Portaria Normativa nº 1174/MD, de 2006, acima transcrita, onde se deixa claro que a doença pode determinar a invalidez mas não se enquadrar nos casos de alienação mental. Por outro lado, o laudo de 2006, analisando o estado da paciente e toda sua documentação médica, devendose entender que aí se inclui o próprio laudo de 1978, concluiu que a contribuinte somente possui doença que permite a isenção do tributo desde 07/12/2005. Penso que as conclusões do relatório mais recente e específico devem prevalecer. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 101DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 92 10 Voto Vencedor Conselheiro Gilvanci Antonio De Oliveira Sousa, Redatordesignado Em que pese o respeito que dedico ao ilustre relator, vou me permitir divergir de seu posicionamento, mais precisamente quanto à análise dos documentos trazidos aos autos como prova da isenção de rendimentos em decorrência de moléstia grave. Inicialmente, tenho que o documento de fls. 19 e repetido às fls. 86, emitido pelo Departamento de Perícias Médicas da Secretaria de Estado de Administração do Rio de Janeiro, que faz referência à legislação de regência sob a qual foi concedida à contribuinte a aposentadoria, é documento hábil capaz de atender a formalidade exigida pela Lei nº 9.250, de 1995. Após este pequeno preâmbulo, adentro no mérito da questão. Primeiramente, entendo, e com plena convicção, que a Recorrente estava sob a égide da isenção da obrigação tributária que lhe fora exigida, porquanto completamente respaldado na legislação vigorante. Não se discute, portanto, hic et nunc, se o laudo médico foi emitido por órgão oficial ou não. O que se visa, agora, é à comprovação de que o Recorrente já era portador da moléstia grave, em 2003, dentro do estabelecido na alínea “b)”, Inciso I, do artigo 102 da Lei nº 6.702 de 28/10/71. Tenho que o documento de fls. 19 e repetido às fls. 86, emitido em 06 de março de 1978 pelo Departamento de Perícias Médicas da Secretaria de Estado de Administração do Rio de Janeiro, que faz referência à legislação de regência sob a qual foi concedida à contribuinte a aposentadoria, é documento hábil capaz de atender a formalidade exigida pela Lei nº 9.250, de 1995. No presente processo, o laudo médico (fl. 86) não identifica a data em que a doença foi contraída. Na ausência desse requisito essencial, deve ser considerada para fins de isenção do imposto de renda a data da emissão do laudo, ou seja, a partir do mês de março de 1978, por não ser da competência da autoridade fiscal opinar sobre provável data em que a moléstia grave foi contraída, por ser essa atribuição privativa dos profissionais da medicina. O Laudo Médico (fls.86) relata no Parecer Final da Comissão, taxativamente: “Diante dos resultados dos exames realizados, o servidor está incapaz, total e definitivamente para o serviço publico em geral, nos termos da legislação em vigor (...).” Sem dúvida alguma, defendo que na análise dos pedidos de isenção ou restituição, em razão de moléstia grave, devem ser analisados todos os elementos de convicção constante dos autos que comprovem o termo inicial da doença, como é o caso dos autos. Destacase que a contribuinte esteve internada em clínica especializada em longos períodos nos anos de 2000 a 2004, conforme se vê nos documentos apensados às folhas 28 e 73. Nesse contexto, fartamente comprovada a isenção dos rendimentos, além de não subsistir a Notificação de Lançamento de que trata os autos (ex. 2004 – base 2003), deve a Fl. 102DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13748.000657/200760 Acórdão n.º 2101001.736 S2C1T1 Fl. 93 11 autoridade executora do julgado proceder os devidos ajustes na declaração e restituir ao contribuinte o tributo que lhe é devido. Assim, com as presentes considerações e diante da robustez da prova trazida ao processo, encaminho meu voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilvanci Antonio De Oliveira Sousa Fl. 103DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 13826.000491/2007-10
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
IRPF. ISENÇÃO DE RENDIMENTOS. MOLESTIA GRAVE.
Tendo o contribuinte comprovado com documentação hábil que é portador de moléstia grave, à luz do art. 6º da Lei n° 7.713/1988, deve ser acatada a isenção do IRPF, relativa aos proventos de aposentadoria.
Numero da decisão: 2201-002.067
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Relator.
EDITADO EM: 06/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente).
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ISENÇÃO DE RENDIMENTOS. MOLESTIA GRAVE. Tendo o contribuinte comprovado com documentação hábil que é portador de moléstia grave, à luz do art. 6º da Lei n° 7.713/1988, deve ser acatada a isenção do IRPF, relativa aos proventos de aposentadoria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator. EDITADO EM: 06/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 6. 00 04 91 /2 00 7- 10 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, consubstanciado no Auto de Infração, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 8.355,65, calculados até 31/08/2007. A fiscalização apurou, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 04): Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constatouse omissão de rendimentos recebidos a título de resgate de Contribuições à Previdência Privada, Plano Gerador de Beneficio Livre e aos Fundos de Aposentadoria Programada Individual, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 23.276,20 recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto de Renda Retido (1RRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 150,00. (grifei) Cientificado do lançamento, o interessado apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis: 1) O contribuinte estava com câncer e acabou falecendo em 27/06/2006, conforme certidão de óbito em anexo. 2) Nos termos da legislação vigente, o contribuinte tem direito à isenção de imposto de renda sobre os proventos recebidos a título de aposentadoria e sobre os valores recebidos a título de previdência privada. 3) Junta declaração emitida pelo Dr. Renato Prado Costa, médico do hospital do Câncer de Jaú, que comprova que o contribuinte era portador de neoplasia de próstata metastático em 26/06/2006, vindo a falecer em 27/06/2006. 4) Requer que seja concedido prazo para que se junte laudo médico oficial com diagnóstico da doença e o laudo histo patológico, que deverá ser fornecido pelo Hospital do Câncer de Jaú. Em 05/11/2007 anexa cópia do RG e do CPF da inventariante e cópia do Boletim de Ocorrência para justificar a não apresentação de documentos do contribuinte. Em 21/11/2007 anexa documentos de fls. 21/22 emitido pela Fundação Amaral Carvalho. A 7ª Turma da DRJ em São Paulo/SPOII julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado na ementa abaixo transcrita: PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE ISENÇÃO Para o contribuinte portador de moléstia grave ter direito à isenção são necessárias duas condições concomitantes, uma é que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, reforma ou pensão e a outra é que seja portador de uma das doenças previstas no texto legal. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13826.000491/200710 Acórdão n.º 2201002.067 S2C2T1 Fl. 3 3 Lançamento Procedente Intimado da decisão de primeira instância em 26/06/2009 (fl. 38), Felipe Martins de Andrade apresenta Recurso Voluntário em 27/07/2009 (fls. 42/43), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. A controvérsia dos autos cingese, nesta segunda instância, na isenção de rendimentos por moléstia grave, relativo a resgate de Contribuições à Previdência Privada, Plano Gerador de Beneficio Livre e aos Fundos de Aposentadoria Programada Individual, do Bradesco Vida e Previdência S.A. A autoridade recorrida manteve a exigência, sob o argumento de que o recorrente não carreou aos autos laudo pericial oficial atestando a moléstia. Em sua peça recursal, junta o suplicante Laudo Médico Oficial emitido pela Prefeitura Municipal de Cândido Mota/SP. Pois bem, compulsandose os autos, mais precisamente o Laudo Pericial emitido pelo Centro de Saúde da Prefeitura Municipal de Cândido Mota/SP, fl. 44, verifico, pois, que o referido Órgão Oficial atestou que o recorrente é portador de neoplasia maligna, tendo sido a patologia diagnosticada em outubro de 2001. Ressaltese que em decorrência da grave patologia o contribuinte veio a falecer, conforme Certidão de Óbito de fl. 08. Assim, de acordo com as provas trazidas aos autos, penso que a controvérsia instaurada está solucionada, não restando qualquer dúvida que a complementação de aposentadoria recebida pelo recorrente está isenta do Imposto de Renda Pessoa Física, na forma preconizada pelo art. 6º da Lei n.º 7.713/1988: Art. 6. º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidentes em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina Fl. 52DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma. Citase, por oportuno, o § 6º do art. 39 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR/1999: Art. 39. ... (...) § 6° As isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII (proventos de aposentadoria por doença grave) também se aplicam à complementação de aposentadoria, reforma ou pensão. (grifei) Ante ao exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 53DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13826.000491/200710 Acórdão n.º 2201002.067 S2C2T1 Fl. 4 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 13826.000491/200710 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2201002.067. Brasília/DF, 16 de abril de 2013. Assinado Digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente da Segunda Câmara / Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 54DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 6 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 12/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/06/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10746.001295/2005-94
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2002
ITR. OS VALORES LANÇADOS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL-ITR, DEVEM SER DEVIDAMENTE COMPROVADOS PELO CONTRIBUINTE DENTRO DO INTERSTÍCIO LEGAL. Não assiste razão à recorrente em suas alegações recursais por apresentar o ADA-Ato Declaratório Ambiental mais de 6(seis) meses da entrega da Declaração (DITR). Ausência, ademais, de
outras provas documentais ou de elementos concretos a comprovar as alegações do recorrente.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-000.013
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso
Nome do relator: Alex Oliveira Rodrigues de Lima
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OS VALORES LANÇADOS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL-ITR, DEVEM SER DEVIDAMENTE COMPROVADOS PELO CONTRIBUINTE DENTRO DO INTERSTÍCIO LEGAL. Não assiste razão à recorrente em suas alegações recursais por apresentar o ADA-Ato Declaratório Ambiental mais de 6(seis) meses da entrega da Declaração (DITR). Ausência, ademais, de outras provas documentais ou de elementos concretos a comprovar as alegações do recorrente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. • ( Henrique Pinheiro To7es, - Presidente Alex Oliveira Rooírigues de Lima - Relator EDITADO EM: 06/11/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Alex Oliveira Rodrigues de Lima e Hélcio Lafetá Reis. 1 Relatório Adoto o relatório da autoridade julgadora de primeiro grau, eis que claro e completo. Trata-se de ITR exercício 2002. O contribuinte fora intimado em 01/07/2005 para apresentar documentos, juntando ADA em fls.119. É o Relatório. Voto Conselheiro Alex Oliveira Rodrigues de Lima, Relator Conheço o presente recurso, pois tempestivo e possuidor dos requisitos de admissibilidade. Vistos, etc. A exigência de ato declaratório ambiental para excluir as áreas de preservação permanente e de reserva legal da tributação pelo ITR, é obrigação acessória prevista na Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal 67/97. O imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR), consoante art.153, VI, da Constituição Federal, tem como fato gerador o domínio ou posse do imóvel fora do perímetro urbano, com alíquota variada pelo grau de utilização, pois a base de cálculo é o valor da terra sem benfeitorias ou beneficiamentos. As áreas não-tributáveis do imóvel rural são as de: / - preservação permanente; - reserva legal; III - Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPP1V); IV - servidão florestal; V- interesse ecológico, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, que sejam: a) destinadas à proteção dos ecossistemas e que ampliem as restrições de uso previstas para as áreas de preservação permanente e de reserva legal; e b) comprovadamente imprestáveis para a atividade rural. 2 Processo n° 10746.001295/2005-94 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.013 Fl. 316 O Imposto Territorial Rural - ITR é tributo sujeito a lançamento por homologação que, permite da exclusão da sua base de cálculo a área de preservação permanente, conforme informado no Ato Declaratório Ambiental do IBAMA. Reza o Código Florestal (Lei 4.771/65): Art. 3 0. Consideram-se, ainda, de preservação permanentes, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas: (.) Art. 16. As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação especifica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: (-) III - vinte por cento, na propriedade rural situada em área de floresta ou outras formas de vegetação nativa localizada nas demais regiões do País; e IV - vinte por cento, na propriedade rural em área de campos gerais localizada em qualquer região do País. § O percentual de reserva legal na propriedade situada em área de floresta e cerrado será definido considerando separadamente os índices contidos nos incisos I e II deste artigo. § 2' A vegetação da reserva legal não pode ser suprimida, podendo apenas ser utilizada sob regime de manejo florestal sustentável, de acordo com princípios e critérios técnicos e científicos estabelecidos no regulamento, ressalvadas as hipóteses previstas no § 3' deste artigo, sem prejuízo das demais legislações especificas. § 3' Para cumprimento da manutenção ou compensação da área de reserva legal em pequena propriedade ou posse rural familiar, podem ser computados os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas. § 4' A localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental estadual competente ou, mediante convênio, pelo órgão ambiental municipal ou outra instituição devidamente habilitada, devendo ser considerados, no processo de aprovação, a função social da propriedade, e os seguintes critérios e instrumentos, quando houver: 1- o plano de bacia hidrográfica; II - o plano diretor municipal; 3 III - o zoneamento ecológico-econômico; IV - outras categorias de zoneamento ambiental; e V - a proximidade com outra Reserva Legal, Área de Preservação Permanente, unidade de conservação ou outra área legalmente protegida. (-) §e A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. § 9A averbação da reserva legal da pequena propriedade ou posse rural familiar é gratuita, devendo o Poder Público prestar apoio técnico e jurídico, quando necessário. A Lei 6.938/81, dispõe sobre a politica nacional do meio ambiente: (.) Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declarató rio Ambiental - ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei n' 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. Ressalto também o art. 10 da Lei 9.393/96: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR considerar-se-á: I VTIV, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d)florestas plantadas; II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim „r 4 Processo n° 10746.001295/2005-94 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.013 Fl. 317 declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüicola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual;(..) § 72 A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, sç 1', deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. A Instrução Normativa SRF 67/97 prevê, no § 4° do art. 10, o reconhecimento das áreas de preservação permanente e as de utilização limitada, mediante ato declaratório do IBAIVIA ou órgão delegado, ex vi: (.) § 4° As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declarató rio do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apuração do ITR, observado o seguinte: I - as áreas de reserva legal, para fins de obtenção do ato declaratório do IBAMA, deverão estar averbadas à margem da inscrição da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente, conforme preceitua a lei n. 4.771, de 1965; II - o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declarató rio junto ao IBAMA; III - se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo IBAMA, a Secretaria da Receita Federal fará lançamento suplementar recalculando o ITR devido. Ex legis. Não identificadas questões preliminares no recurso do contribuinte passo à análise do mérito. O Demonstrativo de Apuração do ITR período base 2002 (fis.13) apresenta a ausência de comprovação de APP de 3872,0ha. A recorrente juntou contrato de concessão (fls.61). 5 O ADA (fls.119) informa área de 3.872,00ha, tendo sido protocolado em 21/12/2005. . A autoridade julgadora de primeiro grau asseverou em fls.185 que "sua protocolização, junto ao IBAMA/TO, ocorreu fora do prazo previsto". Como o auto refere-se ao ITR exercício 2002, e o contribuinte fora intimado em 01/07/2005 para apresentar documentos, tendo protocolado o ADA em 21/12/2005, considero-o intempestivo. Em face do elencado em epígrafe, e de tudo o mais constante nos autos, conheço e nego provimento ao recurso voluntário. É o meu voto. Alex Oliveira Rodri s e Lima „tpti 1 . , 6
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Numero do processo: 10711.003159/88-65
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POR AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A Recorrida TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Denffilcia esoontãnea: sua apresenta- ção antes da Conferência Final de Manifesto, desde que atendidos os pressupostos do artigo 138 do CTN, exime o sujeito passivo damultaapli cavei ã espcie. II- Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CIA DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO S/A, REP. POR AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis - caís, por unanimidade de: votos, dar provimento ao recurso, nos ter- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 'as Sessoes (DF), em 14 de junho de 1991. MA°W. n _ - PRESIDENTA JO.Ã HOLANDA COSTA - RELATOR /.7 c\i'-cn.A.RIAI DE SÃ ARAÚJO - PROCURADORA DA FAZEN DA NACIONAL - DESIG- NADA Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, FAUSTO FREITAS - DE CASTRO NETO, UBALDO CAMPEIO NETO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO ¡kg ; DMAEFP/DF- SECOS f4 06 '4/90 10 • DRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente o Cons. DURVAL BESSONE DE MELLO. Defendeu a recorrente, seu advogado, Dr. Paulo Roberto Cuco Antunes - OAB/RJ n9 44.697. Defendeu a Fazenda Nacional, sua Pro- curadora-Representante, Dra. Inez Maria Santos de Sã Arado ‘4.i SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO Na 10711-003159/88-65 RECURSO Ng RD/303-0.063 ACÓRDÃO CSRF/03-01.6-52 RECORRENTE : CIA. DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO S/A, REP. P/ AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN LTDA. RECORRIDA : 3 a CÂMARA DO 3 g- CONSELHO DE CONTRIBUINTES RELATÓRIO Recorre à Câmara Superior de Recursos Fiscais a empresa em referência, pleiteando a reforma do acórdão n 2 303-25.553, de 24/08/89, prolatado pela 3 2 Câmara do 3 2 Conselho de Contribuintes, cujo teor foi assim amentado: IMPORTAÇÃO. ACRÉSCIMO DE VOLUME E/OU MERCADORIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Caracterizado o acréscimo de volume, assim enten dido qualquer excesso de volume em relação à quantidade constante de manifesto ou documento e quivalente, e não objeto de declaração, pelo res ponsável do veículo, quando da visita aduaneira, tipifica-se a infração prevista no artigo 107,VI, do Dl n 2 37/66, regulamentado pelo artigo 522,111 do R.A. Simples comunicação de acréscimo de volumes, após a visita aduaneira, não constitui denúncia espon- tânea como definida no artigo 138 do C.T.N. Recurso improvido. Acusa, inicialmente, a recorrente erro na indica- ção de seu representante. Consta da decisão, nessa condição, a Agência Marítima Laurits Lachmann Ltda, quando deveria constar Brascon-Rio A- gência Marítima Ltda seu representante por ocasião da entrada do navio no porto de destino. Pede, assim, que seja corrigido o engano tanto no acórdão quanto no voto o integra. No que respeita ao recurso especial interposto, çi-questiona neste a decisão acima transcrita, acusando divergência en LtN • r SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/003.159/88-65 3. tre esta e o que determinam os acórdãos n 2 301-25.822 e CSRF/03-01. 569, que acolhem a denúncia espontânea apresentada, para excluir do crédito tributário o montante relativo as penalidades aplicadas. Argumenta que a visita aduaneira não é procedi- mento diretamente relacionado com a infração e que o procedimento es pecífico para esse fim e a Conferência Final de Manifesto, definida no art. 25 (Dec. 63.431/68). Pelo exposto pede a acolhida de seu apelo. A Procuradoria da Fazenda Nacional defende a con )r- firmação do acórdão recorrido, por seus próprios fundamentos É o relatório. P4 i SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/003.159/88-65 4. RECURSO :RD/303-0.063 ACÓRDÃO CSRF/ 03-01.692 JOÃO HOLANDA COSTA - RELATOR VOTO A recorrente pretende beneficiar-se do conti do no art. 138 do CTN pelo fato de haver espontaneamente apresenta- do à autoridade aduaneira o resultado da descarga do navio, antes de iniciado o procedimento próprio de apuração, requerendo o artibramen to da quantia a pagar. Sobre esta questão, cabe acentuar que, ao con trário da tese desenvolvida no Acórdão da Câmara recorrida, a visita aduaneira feita a veículo, por ocasião da chegada ao ponto de desti- no, não é, de modo algum, procedimento tendente à apuração de faltas e acréscimos na descarga de mercadorias procedentes do exterior. É, isto sim, a visita aduaneira o momento em que a fiscalização de tri- butos federais recebe do responsável pelo veículo os documentos rela tivos a este, à carga e outros bens existentes a bordo, bem como to- ma as declarações que tiver que fazer (art. 34-36 do Regulamento Adu aneiro). Tal atividade nada tem a ver com o resultado da descarga do veículo que só é iniciada depois. O procedimento próprio, previsto em lei e no RA, para a apuração do crédito tributário decorrente das faltas e acréscimos na descarga, em confronto com o manifesto de car ga, é a conferencia final de manifesto. Na espécie, foram ',cumpridas as condições para a aplicação do art. 138 do CTN, razão pela qual de verá a interessada ser exonerada da multa. Por último, de notar que o fato de haver feito depósito e não diretamente o pagamento, é a previsão do próprio art. 138 do CTN. Além do mais, a repartição fis- cal deixou de atender ao pedido da recorrente de proceder ao arbitra mento do valor a depositar e ao invés, houve por bem fazer de imedia to o lançamento. Dou provimento ao recurso._ Sala das sessões, em 14 de junho de 1991./ /JOÃO/ DA COSTA - RELATOR yii4,, x Imprensa Nacional Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 12466.000255/97-71
Data da sessão: Tue Dec 07 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 05/11/1993 a 27/12/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXATIDÃO MATERIAL. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO.
Constatada inexatidão material devido a lapso manifesto na ementa do acórdão recorrido, cabe retificação em sede de embargos de declaração.
EMBARGOS PROVIDOS
Numero da decisão: 9303-001.276
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos de declaração para retificar a ementa do Acórdão nº 9303-00.207, nos termos do voto do relator, que integra o presente acórdão.
(Assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
(Assinado digitalmente)
Marcos Aurélio Pereira Valadão Relator Ad Hoc
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Nayra Bastos Manatta (Suplente convocada), Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente).
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO
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IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 05/11/1993 a 27/12/1995 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXATIDÃO MATERIAL. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada inexatidão material devido a lapso manifesto na ementa do acórdão recorrido, cabe retificação em sede de embargos de declaração. EMBARGOS PROVIDOS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos de declaração para retificar a ementa do Acórdão nº 930300.207, nos termos do voto do relator, que integra o presente acórdão. (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (Assinado digitalmente) Marcos Aurélio Pereira Valadão– Relator Ad Hoc Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Nayra Bastos Manatta (Suplente convocada), Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 00 02 55 /9 7- 71 Fl. 915DF CARF MF Impresso em 02/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por CARLOS ALBERT O FREITAS BARRETO 2 Relatório Os autos deste processo vieram a julgamento na sessão de 15 de setembro de 2009, tendo o Colegiado decidido, por unanimidade de votos, por negar provimento ao recurso especial. A razão de decidir teve por base o entendimento de que as parcelas pagas a título de comissão pelos Concessionários à Detentora do Uso da Marca estrangeira no Brasil não integram o valor aduaneiro. A Fazenda Nacional embargou a decisão requerendo a retificação de inexatidões materiais, por entender que a ementa proferida, referese a outro processo. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão – Relator Ad Hoc Em decorrência da aposentadoria da Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando, Relatora neste julgamento, sem a formalização do acórdão, o processo foi a mim distribuído para redigir o acórdão dos presentes embargos. Por atender aos requisitos de admissibilidade, devese conhecer dos embargos. Da análise dos autos, confirmase a inexatidão material devida a lapso manifesto na ementa do acórdão embargado. Assim, na ementa, onde consta: VALORAÇÃO ADUANEIRA. REMUNERAÇÃO PAGA POR CONCESSIONÁRIAS AS DETENTORAS DO USO DA MARCA NO PAIS, PELOS SERVIÇOS PRESTADOS DE PROPAGANDA E PROMOÇÃO DA MARCA, NO BRASIL. Para efeito dos arts. 8°, § 1 0, alíneas "c" e "d", do Acordo de Valoração Aduaneira, promulgado pelo Decreto n° 92.930, de 16/07/86, bem corno da Ata Final que incorpora os Resultados da Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilaterais do GATT, promulgada pelo Decreto 1.355 de 30/12/94, não integram o valor aduaneiro as parcelas pagas pelos Concessionários à Detentora do Uso da Marca estrangeira no Pais pelos serviços efetivamente contratados e prestados, As custas deles, no Brasil, de preparação e promoção de campanhas publicitárias, visando divulgação e colocação dos produtos MITSUBISHI no mercado interno, o que não beneficia o fabricante, mas, ao contrário, traz benefícios aos Concessionários. Inteligência das interpretações dadas pelas Decisões Cosit n° 14 e 15197. Fl. 916DF CARF MF Impresso em 02/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por CARLOS ALBERT O FREITAS BARRETO Processo nº 12466.000255/9771 Acórdão n.º 9303001.276 CSRFT3 Fl. 552 3 Retifico para: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. BASE DE CÁLCULO. VALORAÇÃO ADUANEIRA. REMUNERAÇÃO PAGA POR CONCESSIONÁRIAS ÀS DETENTORAS DO USO DA MARCA NO PAÍS POR SERVIÇOS PRESTADOS. NÃO INCLUSÃO. Para efeito dos arts. 8º, § 1º, alíneas "c" e "d", do Acordo de Valoração Aduaneira promulgado pelo Decreto n° 92.930, de 16/07/86, bem como da Ata Final que incorpora os Resultados da Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilaterais do GATT, promulgada pelo Decreto 1.355 de 30/12/94, não integram o valor aduaneiro as parcelas pagas pelos Concessionários à Detentora do Uso da Marca estrangeira no País pelos serviços efetivamente contratados e prestados, às custas deles, no Brasil. Assim, com estas considerações, há que se dar provimento aos embargos manejados pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para reratificar o Acórdão 9303 00.207, de 15 de setembro de 2009, sem efeitos infringentes. Marcos Aurélio Pereira Valadão – Relator Ad Hoc Fl. 917DF CARF MF Impresso em 02/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por CARLOS ALBERT O FREITAS BARRETO
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HANSEN INDUSTRIAL 1 i INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IM PORTAÇÕES. Pais de procedência da mercadO. 1, ria é aquele em que ela se encontra ao sel.- embarcada para o Brasil, independentemente do local do contrato de que decorre a ex- portação. Recurso especial desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fisca' por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Espe cial.de/ Sala das ss:esVIF), em 09 de março de 1982.AL, /7 01 AMADOR ce- ' 4 ,:44, DEZ_ PRESIDENTE jell1170":" --___ k o 1 0 F. RELATOR LUIZ FERNANDO 4k' EIRA DE MORAES PROCURADOR FL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: LUIZ CARLOS NOGUEIRA, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, FRANCISCO MAR TINS LEITE CAVALCANTE, PAULO CÉSAR DE liVILA E SILVA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. / x , ; k', -~ ‘~ ':>'/ 1 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0711/003.249/81-08 RECURSO N.° : RP/303-0.644 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.843 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrido: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: CIA, HANSEN INDUSTRIAL RELATÓRIO O ilustre Procurador da Fazenda Nacional junto à Terceira Cámara do Terceiro Conselho de Contribuintes interpõe re_ curso especial da decisão proferida no julgamento do Recurso n9- 101.456 e consubstanciada no AcOrdão n9 21.610 (f is. 47/48), fun_ dada no seguinte voto vencedor: "A CACEX fornece aos importadores formulário contendo instruções para o preenchimento de Guias de Importação, formulário este que, em seu item 19, indica que pais de procedência e aquele onde a mercadoria se encontra e de onde virá para o Brasil, Atendendo estas instruçaes, a recorrente indicou a República Federal alemã como pais de procedência, pois lá se encontra a mercadoria pa ra ser embarcada para o Brasil. Por outro lado, esta Câmara, em julgado se- melhantes ao presente, vem mantendo o entendimen to de que não constitui infração uma simples di- vergência, como a do caso vertente, desde que não implique em diferença de valor. Assim, uma vez que a fiscalização não impus nou outros itens da GI, dou provimento ao recur_ sol'. As razOes básicas do recurso especial são as se- guintes: / "8. A multa aplicada foi em decorrê bl ,fe d--- s v I / , N D M F - RJ/1.° C - C - graf - ; *O 5 \\ - 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/003.249/81-08 AcOrdão n9-CSRF/03-0.843 cumprimento das normas de controle das importa- ções criadas pela Lei n9 6.562, de 18 de setembro de 1978, que deu nova redação ao artigo 169 do De creto-lei n9 37/66. 9. É oportuno lembrar aos ilustres julgadores, que o artigo 169 em questão tinha a seguinte reda ção: "Art. 169 - O artigo 60 da Lei n9 3.244, de 14 de agosto de 1957 passa a vigorar com ase guinte redação: "Art. 60 - As infrações de natureza cam bial, apuradas pela repartição aduanei ra, serão punidas com: I - multa de 100% do respectivo valor.. II - multa de 100% do valor da fraude.. 10, Ora, em razão das questões surgidas, sempre que havia divergência entre a mercadoria submeti da à despacho e aquelas constantes de guias de iE partação ou licenças de importação, o Poder Judi ciário passou a decidir, considerando inexistente- a infração cambial de 100% (considerada elevada) em razão do descumprimento de normas de importa- ção. 11. O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Na cional, projeto de lei, dando outras característi cas infração, e com a nova denominação de Infra- ções Administrativas ao Controle das Importações, procurou estabelecer diferentes percentuais, va- riando de 20 a 100% para a aplicação daquela mui ta, levando em conta, variáveis circunstâncias, inclusive de tempo, prazos etc. 12. Assim ê, que no artigo 29, inciso III estabe lece: "Descumprir doutros requisitos de controle de infração, constantes ou não de guia de im portação ou documento equivalente: d) Não compreendidos nas alíneas ante-- riores: Pena: multa de 20% (vi te por cen do valor da me .adoria. , \ 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/003.249/81-08 AcOrdão n9-CSRF/03-0.843 13. É exatamente o caso presente. A interessada através de documentos que instruiram o despacho aduaneiro apresenta divergências em relação à Guia de Importação emitida pela Cacex para aquele fim especificou, caracterizando-se a infração ad ministrativa aos controles de importação, a que se refere a Lei 6.562/78. 14. Diz expressamente aquela Lei em seu artigo 29 79, que: "Não constituirão infraçOes: II - nos casos do inciso III do caput deste artigo se alterado pelo órgão competen- te os dados constantes da guia de impor- tação ou de documento equivalentes. III - a importação de máquinas e equipamentos declarante origináveis de determinado país, constituindo um todo integrado, embora contenham partes ou componentes produzidos em outros países que não o indicado na guia de importação." 15. Assim, torna-se necessário para que não ve- nha a ser considerada como infração, que a inte ressada promova alteração na guia de Importação, através do aditivo para sanar eventuais divergên cias ocorridas apOs sua inscrição. 16. Outrossim, somente não será considerada in- fração quando esta divergência, relacionada com outro país de fabricação mais apenas e exclusiva- mente ocorrer em relação à compónentes um s6 equi pamento. 17. No caso em tela, a interessada faz constar como país de origem e procedência - Estados Uni- dos e a fatura comercial foi emitida por firma da Alemanha Ocidental. 18. No ato de conferência física da mercadoria ficou constatada a divergência, originando-se o Auto de Infração de fls. 19. O artigo 29 letra "j" do Decreto n9 49.977/ /61, país de procedência e aquele onde a mercado ria foi adquirida para ser exportada independente- mente da declaração dopais de origem, quer da-s- matérias primas, quer dos artefatos,deacordo com o Manual de Instrução do Banco do Brasil, para preenchimento da G.I, país de proce ^ cia é aque le onde se encontra e de onde virá p a o Bras . 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/003.249/81-08 AcOrdão n9-CSRF/03-0.843 20. No presente processo - a mercadoria foi ad- quirida nos Estados Unidos e não na Alemanha Oci dental, em desacordo com o que foi autorizado pe- la Cacex na G.I." Não foram apresentafbas contra-razOes. r o relatOrio. 11I ' _ 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/003.249/81-08 Acórdão n9-CSRF/03-0.843 VOTO= = = Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: Peço vênia ã ilustre Conselheira Judite de Carva lho Guerra para adotar a parte fundamental de seu voto no julga mento do Recurso n9 101.277 (Ac. n9 21.477), "verbis": "Naturalmente sente-se a recorrente estranha â controvérsia que simplesmente focaliza divergen cia de conceitos do que se deva considerar PAI-S- DE PROCEDÊNCIA, entre o Decreto n9 49.977/61.(art. 29, "j") e o Manual de normas para preenchimento da G.I. expedidas pela CACAX, como segue: Decreto n9 40.977/61: "Art. 29 - A Fatura Comercial comumente usada pelo exportador deverá conter as se- guintes indicaçOes: • • • . *** * * • j - País de procedência, assim conside- rado aquele onde a mercadoria foi adquirida para ser exportada para o Brasil, independen te de declaração do país de origem, quer da-s- matérias primas, quer dos artefatos." xx Manual da CACEX "19. Pais de Procedência País onde a mercadoria se encontra e de onde vira para o Brasil independentemente de declaração do país de origem, quer das mate rias primas, quer dos artefatos,qualquerque" seja, ainda, o porto de embarque final." No meu entender, não existe antinomia entre os conceitos exposto. A linguagem usada pelo De- creto 49.977/61 é técnica, a usada no Manual da CACEX fica mais ao nível de compreensão da classe que quer atingir. A emissão da fatura (contrato) não se identifica com a aquisição da mercadoria. Observe-se a explicação que nos transmite o lista Professor Orlando Gomes (in Contratos, Fo- rense, 1971, 3a. edição, págs. : N ii \'(1 , 6. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0711/003,249/81-08 1 AcOrdão n9-CSRF/03-0.843 "130. Principio da relatividade quanto ao objeto - Em relação ao objeto, o efeito fundamen tal do contrato é criar obrigações. A rela çâo jurídica estabelecida é de natureza pe-s- soal, surgindo para os contratantes o direi to de exigir que o outro satisfaça as presta ções prometidas. As obrigações nascidas n5 contrato podem ser_ de dar, de fazer ou de não fazer, e, portanto, as prestaçoes serão de coisa ou de fatos, mas embora a obrigação contratual tenha por objetivo a entrega de determinada coisa, permanece o efeito contra- tual do contrato, consistente apenas no di- reito do credor de exigir que o devedor faça a entrega e, no caso de recusa, que pague perdas e danos, O contrato não produz,assim, efeitos reais, isto é, translativos da pro priedade e dos jura in re aliena. No de co-fri ra e venda, por exemplo, obriga-se o vende= dor a transferir o domínio de certa coisa, mas não o transmite por efeito do contrato, visto que, entre n6s, a propriedade se trans fere somente por um modo de aquisição. Sel.- ve apenas, portanto, de titulus adquirendi:11- (Os grifos são do original). Como se sabe, o modo de aquisição das coisas mOveis é a tradição. E esta implica (no caso dos autos), na existência física da mercadoria. Acre dito, demais disso, que a palavra PROCEDÊNCIA di -Z- respeito ã mercadoria e não ã obrigação contra- tual, o que nos leva a raciocinar no sentido de que o PAIS DE PROCEDÊNCIA é aquele ONDE SE ENCON TRA A MERCADORIA e não aquele onde os contratail- tes se obrigam pela operação de compra e venda. — No caso sob exame, a fatura comercial foi emitida nos EE,UU. e a mercadoria procede do Ja- pão. Não se apontam quaisquer divergências de va lor, peso, quantidade ou qualidade do material iiE_ portado, Tem esta Câmara, unanimemente provido recur so em questões semelhantes, como, por exemplo, nas' decisões consubstanciadas nos acOrdãos n9s. 20.309, de 27.04.81 e 20.821, de 24.06.81." Devo apenas acrescentar que, ainda que houvesse real oposição entre as conceituações indicadas do que seja pais de procedência, nos casos de aplicação das sanções da Lei n9 1 6.562/78 haveria de prevalecer a definição da CACEX, como Orgão "IP 1 controlador das exportacOes, isto e, "país em que a mert-doria se \e,* e ‘\\ 1 v. verso ____ encontra e de onde virá para o Brasil." Nego, portanto, provimento ao recursó especial:1%-A. Brasília - DF., em 09 de março de 1982. w Ire--11 DE I LMEIDA - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: TRANSATLANTIC CARRIERS AGÊNCIA LTDA . FALTA OU ACRÉSCIMOS DE MERCADORIAS IM- PORTADAS.Tais diferenças apuram-se me- diante procedimento próprio - efetiva- - do pelo confronto entre manifesto/co- nhecimento e os registros da carga -, em atendimento ao estatuído no §, 19,- art. 39, do DL. n9 37/66. Recurso espe_ cial provido., Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis_ cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Cons. Wilfrido Augusto Marques, Francisco Martins Leite Cavalcante (Suplente Convocado) e Paulo César de Ãvila e Silva. Sala das Se,s8--1(DF), 30 de junho de 1986. 1 SEBASTIÃO, 'IgS C4BRAL - VICE-PRESIDENTE NO EXERCÍCIO DA PRESI- DÊNCIA Al ' /LlitHELIO OYOLLA )3, ALE CASTRO - RELATOR ifj /1. LUIZ FERNANDO I : VE RA DE MORAES — PROCURADOR DA FAZEN— DA NACIONAL , ,: , , PROC. N P 10845-000.155/84-02 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL RECURSO: RP/302-0.300 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : SEGUNDA CARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO:TRANSATLANTIC CARRIERS AGÊNCIA LTDA RELATÓRI O O procurador da Fazenda Nacional, junto sa eg. 2 2 Cgma ra do Terceiro Conselho de Contribuintes, interpOs recurso a este Colegiado, com fulcro no art. 30, inc. I, do Decreto n083.304/79, objetivando a reforma do ac. n g 302-30.410/85, assim ementado: "FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA. A Declara- ç go de Importaç go anexada aos autos(f g 14/ 16) comprova despacho, desembaraço e rece bimento do total manifestado para a merca dona apontada como faltante no item do auto de infraç go. A data base para o - , calculo do tributo deve ser a da conferen - — cia do manifesto de f g 03". 0 apelo da Fazenda, cuja tempestividade foi aferida pelo despacho de fls. 53 do Sr. Presidente da Camara recorrida está'. arrazoado nos seguintes termos ("verbis"): "Egregia Cgmara, Por maioria de votos a Douta 22 Cmara do - 30 Conselho de Contribuintes deu provimento ao recurso da empresa transportadora interessada para eximi-la da responsabilidade pela falta de mercadoria, apurada em conferencia final de manifesto. Conforme o conhecimento n. 2 de Rotter- dam, foram manifestados 640 sacos de Oxido de zinco em po, tendo sido descarregados do navio somente 635. A falta de 5 sacos consta da "IN- FORMAÇA" 0 DE DESCARGA, FALTAS E ACRÉSCIMOS"(fls. 5). A Declaraç go de Importaç go (fls. 14/16)se referiu todavia ao despacho, desembaraço, rece bimento por parte do importador e pagamento do imposto de importaç go para 640 sacos. No voto vencedor entendeu-se que no fi- cou caracterizada a falta de mercadoria, devem ' // PROC. N g 10845-000.155/84-02 -2- AcórdÃo R9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL do prevalecer os valores contidos na De- claraç go de Importaç go, por se tratar de documento oficial, instituido pela Secre- taria da Receita Federal, assinado pelo fiscal que desembaraçou a mercadoria,pelo supervisor, pelo revisor e pelo importa- dor que declarou 'tei recebido a totalida- de da mercadoria manifestada. Alem disso, a "REQUISIÇÃO DE ENTREGA DE DESCARGA(fls. 24)continha rasuras na quantidade de volu - MOS. No pode ser acolhido esse entendi- mento pelos motivos expostos a seguir. A "REQUISIÇÃO DE ENTREGA DE CARGA" - _ no esta propriamente rasurada, mas sim- plesmente retificada pelo fiel do armazem, que ressalvou tal ato, ao apor sua assina tura ao lado do n jimero 635. A conferencia ffsica das quantida - des de mercadorias importadas foi feita por ocasi g o da descarga do navio. O documento oficial que comprova as faltas ou acrescimos dos volumes e a FORMAÇÃO DE DESCARGA, FALTAS OU ACRÉSCI - MOS" émitido pela CODESP no exercfcio de sua funç g o legal de consessionria de ser viço público. O confronto das quantidades de mer- cadorias manifestadas com as efetivamente descarregadas foi realizado pelo procedi- mento legal especffico denominado confe - rencia final de manifesto, em obediencia ao disposto no § l g do art. 39 do Dec.Lei n g 37/66. Justamente por intermedio desse pm cedimento ficou apurada a falta de merca- dorias objeto do presente processo. Seu resultado deve portanto preva- lecer sobre a Declaraç go de Importaçgo,que no visa verificaçoes de quantidades de mercadorias, sob pena de lhe atribuir, em caso contrario, finalidades que no tem e PROCESSO N9 10845/000.155/84-02 -3- AcOrdão n9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL negar, ao mesmo tempo, os efeitos legais da conferencia final do manifesto, tornan do letra morta o disposto no § l do art. 39 do D.L. n g 37/66. Em face do exposto, deve ser refor- mado o Acordao recorrido, para ser reesta belecida a responsabilidade da empresa transportadora pela falta do 5 sacos de , . oxidos de zinco em po". Com guarda do prazo legal, o sujeito passivo ofe - receu as contra-alegaçS' es de fls. 59 a 61, em que diz, textualmen te: "A EGRÉGIA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FIS CAIS 1) Começa a Procuradoria da Fazenda Nacio nal por considerar, a seu criterio, que a rasura no documento de entrega de carga da Companhia Docas do Estado de S go Paulo no e proprieamente uma rasura, contrariando o parecer da maioria da Douta 2 g Cgmarado 3 Q Conselho de Contribuintes. 1.1) No sendo propriamente, como diz,ad- mite, contudo, similaridade na aç go.E sen do que as rasuras s go profbidas em docu- mentos fiscais como admiti-las em documen tos estranhos? 2) Em outro paregrafo a mesma Procurado- r ria entende que a "conferencia fisica das quantidades de mercadorias importadas foi feita por ocasi go da descarga do .navio". 2.1) Ora, sendo que a descarga se efetuou nos dias 9 e 10 de Agosto de 1983, como se entende que a Companhia Docas tivessem emitido a referida informaç go de Descarga, Faltas e Acrescimos li g 34518 se em 12 de setembro, isto e, 32 dias depois? 2.2) No contraria esta atitude no se a afirmaç go infundamente aqui feita como - ainda as determinaçSes da prepria Lei? 2.3) Veja-seo que o Decreto-Lei 116/67 de 25/01/67 regulamentado pelo Decreto 64387 de 1969 estabelece sobre o assunto: ,v, PROCESSO N9 10845/000.155/84-02 -4- Ac -(54.- ,Q P9-W1F/03-01.345 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 2.3.1) "Art g 1 Q - As mercadorias destina- das ao transporte sobro egua, que, antes ou depois da viagem, forem confiadas aos armazens ou trapiches municipais,paraguar dá e acondicionamento, sar go entregues con - tra recibo, passado pela entidade recebe- dora sa. entregadora. § 1 Q - O no fornecimento imediato do re- cibo, ou a falta da devida ressalva, pela entidade recebedora, pressup -(58 a entrega da mercadoria pelo total e condiçes indi cadas no conhecimento. § 2Q - Os recibos sar go passados pela en- tidade recebedora, drariamente, em uma fo • lha anexa a uma das vias no negocieveis do conhecimento de transporte, que dele fare parte integrante, e compreenderá o f periodo de O (zero) a 24 (vinte e quatro) -..,, horas do dia da operaçao de carga e des- carga. 2.3.2) "ArtQ 3 Q - A responsabilidade do navio ou embarcaç go transportadora começa com o recebimento da mercadoria a bordo, e cessa com a sua entrega "a entidade por- tueria, ou trapiche municipal, no porto de destino, ao costado do navio. 3) Ora, como admitir tudo de irregular que transparece neste caso, atribuindo um es- tado de onipotencia e de infalibilidadepa ra a Companhia Depositeria da Carga, ape- sar de comprometida nas responsabilidades de descarga e de entrega de mercadorias? 4) Como atribuir um cunho de oficialidade e de autenticidade ao documento de tal , Companhia em detrimento do proprio Orggo Fiscal, quem cabe fiscalizar a entrega das mercadorias aos seus destinaterios? 5) Ora, como diz bem o Egregio 3 Q Canse - - lho, "contra os argumentos da recorrentes - a Transatlantic Carriers - apoiados em documento oficial da Receita Federal, com l(f/j1 carimbo do banco recebedor dos tributos, .7, , , -5- PROCESSO N9 10845/000.155/84-02 AcOrdÃo, n9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL com carimbo de CONFERIDO DO DIEF/CECTA da Delegacia da Receita Federal, com assina- tura do Fiscal que desembaraçou a mercado - ria e do que fez a reviso dos documentos lançados na DI, mais ASSINATURA DO IMPOR- TADOR ou de seu REPRESENTANTE DE QUE REGE - BEU O TOTAL MANIFESTADO" apresenta o au- - tuante a INFORMAÇ40 DE DESCARGA, FALTAS E ACRSCIMOS, expedido pela CODESP (que,po- , tencialmente, pode ser responsavel por faltas), que foi em grande parte desmenti do (e aceito pela DRF) pela informaç 'ão de fls. 05 e o doc. de fls. 24, "REQUSIÇÃO DE ENTREGA DE CARGA" que, rasurado nas quan- tidades (640/635) pretende demonstrar que , so foram entregues 635 sacos, dos 640 ma-. nifestados", perante este rol de fatos le - gais e efetivamente conclusivos, como ten_ tar prevalecer ainda assim o documento da CODESP?. 5.1) Se este e um documento OFICIAL o que e entao a D.I. assinada, carimbada, auten_ ticada por um Departamento Federal?6)e por demais incongruente admitir-se , , que so o documento da propria propria Com - panhia envolvida nas responsabilidades de descarga possa sobrep'Or-se a todos os de- mais, inclusive ao n gd-reconhecimento de , faltas do proprio Importador, que deveria estar lesado com a falta, se esta tivesse efetivamente ocorrido, e do representante f do Transportador que desde o inicio ' do processo de conferencia final de manifes- tos nunca admitiu a falta de 5 sacos de papel, mas em contrapartida, admitiu a falta de um pneu apenas. 7) Ainda se poderia admitir excesso de ze -- . - - lo em relaçao a cobrança de tributos ,no cobrados mas como admitir a exigencia de tributos que j . foram cobrados?. I 8) Em concluso: 'I V- • PROCESSO N9 10845/000.155/84-02 AcO/AÃO p9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL 0.1) A Procuradoria Fi g o traz ao processo novas provas contra a decis go do Egregio 30 Conselho de Contribuintes; 0.2) Os argumentos apresentados no coadu nam com a ilegalidade da exigencia fiscal; 0.3) É por demais incongruente sobrepor um documento rasurado e semi-particular da Companhia envolvida nas responsabilidades de faltas a um documento federal que por Lei devia constituir o Unido documento re conhecidamente oficial; 0.4) incompreensIvel ainda quando as ou- tras entidades no reconheceram a alegada falta emitida em carácter unilateral. 9) Perante o exposto, a Signatria solici ta respeitosamente a Vossa Excelencias se dignem ratificar a resoluç go do Egregio 3 2 Conselho de ContribOintes publicada no Dirio Oficial n2 200, Seç go I, n 2 15129 pneu reconhecidamente faltante para ime= diato recolhimentoâ) o relatOrio. PROCESSO N9 10845/000.155/84-02 -7- Acórdão n9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL VOTO Conforme se verifica, o r. decisão, consubstanciada , no acordao recorrido, no considerou comprovada a falta de 05(cin co) sacos de Oxido de zinco em pe, argüida pelo Fisco, em virtude de que, na D.I. respectiva, as quantidades (640 vols.) submeti- das a despacho, desembaraçadas e recebidas são coincientes, bem - assim considerou, como data base para cálculo do tributo, a cons- documentà vtante de fls. 3 (07/11/83), em contraposição a decisão de 1 P- ins- tancia, que aplicou a taxa de cambio vigente na ocasiao em que se perfez a apuração e foi formalizado o lançamento. A falta dos volumes, entretanto, de acordo com a le gislaçao de regencia, foi apurada em ato de conferencia final de manifesto, iniciada a partir da diferença, a menor, apontada pelo documento de fls. 04 - informação de Descarga, Faltas e Acresci- _ mos da CODESP, que no tem relaçao c/dados da D.I. Tal documento da depositária - de alguns anos para ca -, sempre instruiu o pedido preliminar de apuraçao, que objeti va, inclusive, a coleta de informaç3es junto ao agente consigna- , - tario, com vistas sa conferencia do respectivo manifesto, no ha- vendo porque questionar-se sua validade, com base apenas em sua data de emissao, quando nele sao apontados, elementos faticos in- dubitáveis, acrescimos e faltas de volumes,portanto, com esteio na constatação de unidades que ingressaram, a maior ou a menor, no armazem da empresa concessionaria da administraçao do porto e - que custodia as mercadorias, apos o confronto com a documentaçao de entrega da carga. O importador, normalmente, se prop3e a despacho a carga efetivamente desembarcada. Entretanto, na hipetese de despe cho antecipado ou quando, ele ou seu preposto, não toma a precau- - çao de obter a quantidade correta junto ao fiel do armazem, formu la a D.I. com base na fatura e conhecimento de frete, ocorrendo, então, a possibilidade de discrepãncia, entre o declarado e o for malmento desembaraçado. Tal diferença, notadamente em grandes par tidas, não e identificada pelo fiscal incumbido da conferencia nem pelo recebedor da carga. Posteriormente apurada a falta, o transportador e apenado e compelido a indenizar o tributo corres- _ , pondente, sendo facultado ao importador pedir a repetiçao do inde bito. A r. decisão recorrida, todavia, labora,"data maxi- ma venia", em manifesto equivoco ao fundamentar-se no argumento Lig -8- PROCESSO n9 10845/000.155/84-02 AcOrdÃQ n9-CSRF/03-01.345 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL de que, para efeito de configuraç go das faltas, prevalecem as quantidades constantes da declaraç go de importaç go, por ser o do cumento oficial institufdo pela SRF para o desembaraço dos bens ingressados no Pais. Nada mais enganoso, a evidencia, uma vez que exis_ te procedimento prOprio para identificaç go das faltas e acresci- mos --efetivado pelo confronto entre manifesto/conhecimento e os registros da descarga —, em atendimento ao prescrito no § 12,art. 39, do Dec.-lei n g 37/66, regulamentado pelos arts. 476 e 477 do RA. Sobre a suscitada rasura na Requisiç go de Entrega de Descar- - f ga (fls. 24) emitida pela Docas, no tem a minima procedencia,con forme bem ressaltado nas raz ges do recurso da Fazenda, mas sim- _ ples retificaçao validada pela assinatura do fiel do armazem.Ade_ mais disso, o documento oficial da companhia docas, que instrui - , - as apuraçoes preliminares, e a "Informaçao de Descarga, Falta ou if Acrescimos. Quanto ao Dec.-leo n g 116/67, invocado pelo sujei _ to passivo, no tem a mínima pertinencia "a hipOtese dos autos, uma vez que as faltas ou acrescimos, assim como as avarias, re- f gem-se por normas especificas do Dl. n g- 37/66, legislaç go comple_ . , mentar e regulamentar. Sobre a taxa de câmbio, deixo de pronunciar-me a respeito,porque no foi objeto do apelo. Em face do exposto, dou provimento ao recurso es_ pecial da Fazenda. Brai1;lia-DF, 30 de junho de 1986. / //i) , /,,,/ HLIO)AOLLA DE ALENCASTRO - Relatar 1 : Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 19814.000209/2006-21
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 17/03/2006
PRELIMINAR. ATO NORMATIVO. ELEMENTOS BALIZADORES.
AUSÊNCIA DE JUNTADA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NULIDADE.
NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Impõe-se à autoridade fiscal a aplicação de ato dotado de normatividade
vinculante no âmbito da Receita Federal, sem que, necessariamente, essa
aplicação esteja condicionada à juntada de elementos balizadores da edição
da norma. A apresentação de fundamentação fática e normativa apta a proporcionar o
pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pela recorrente afasta a
caracterização de nulidade do lançamento.
PRELIMINAR. PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO FINAL. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Prescindível a realização de diligência ou perícia diante da existência nos
autos de provas suficientes para o julgamento do processo. A oportunidade reservada para manifestação da recorrente, após a ciência da lavratura do auto de infração – momento em que já encerrada, em regra, a instrução processual é a impugnação que deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar.
PRELIMINAR. REUNIÃO DE PROCESSOS CORRELATOS.
Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os
lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no
caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para
julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro
processo (artigo 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF)
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL.
O produto caracterizado como impressora multifuncional, que execute pelo menos duas das seguintes funções: impressão, cópia ou transmissão de telecópia (fax), capaz de ser conectada a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, encontrava adequada classificação fiscal no código NCM 8471.60 utilizado pelo importador, tal como adotado pelo Decreto nº 5.802/06, diversamente do definido pelo Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005. Atualmente, com a edição da Resolução n° 07/08 do Mercosul, o produto encontra correta classificação fiscal no código NCM 8443.31
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3802-001.002
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio
e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Não Informado
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ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 17/03/2006 PRELIMINAR. ATO NORMATIVO. ELEMENTOS BALIZADORES. AUSÊNCIA DE JUNTADA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Impõe-se à autoridade fiscal a aplicação de ato dotado de normatividade vinculante no âmbito da Receita Federal, sem que, necessariamente, essa aplicação esteja condicionada à juntada de elementos balizadores da edição da norma. A apresentação de fundamentação fática e normativa apta a proporcionar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pela recorrente afasta a caracterização de nulidade do lançamento. PRELIMINAR. PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO FINAL. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Prescindível a realização de diligência ou perícia diante da existência nos autos de provas suficientes para o julgamento do processo. A oportunidade reservada para manifestação da recorrente, após a ciência da lavratura do auto de infração – momento em que já encerrada, em regra, a instrução processual é a impugnação que deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar. PRELIMINAR. REUNIÃO DE PROCESSOS CORRELATOS. Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo (artigo 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF) CLASSIFICAÇÃO FISCAL. IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL. O produto caracterizado como impressora multifuncional, que execute pelo menos duas das seguintes funções: impressão, cópia ou transmissão de telecópia (fax), capaz de ser conectada a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, encontrava adequada classificação fiscal no código NCM 8471.60 utilizado pelo importador, tal como adotado pelo Decreto nº 5.802/06, diversamente do definido pelo Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005. Atualmente, com a edição da Resolução n° 07/08 do Mercosul, o produto encontra correta classificação fiscal no código NCM 8443.31 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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ATO NORMATIVO. ELEMENTOS BALIZADORES. AUSÊNCIA DE JUNTADA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Impõese à autoridade fiscal a aplicação de ato dotado de normatividade vinculante no âmbito da Receita Federal, sem que, necessariamente, essa aplicação esteja condicionada à juntada de elementos balizadores da edição da norma. A apresentação de fundamentação fática e normativa apta a proporcionar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pela recorrente afasta a caracterização de nulidade do lançamento. PRELIMINAR. PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO FINAL. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Prescindível a realização de diligência ou perícia diante da existência nos autos de provas suficientes para o julgamento do processo. A oportunidade reservada para manifestação da recorrente, após a ciência da lavratura do auto de infração – momento em que já encerrada, em regra, a instrução processual é a impugnação que deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar. PRELIMINAR. REUNIÃO DE PROCESSOS CORRELATOS. Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo (artigo 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF) Fl. 256DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 211 2 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL. O produto caracterizado como impressora multifuncional, que execute pelo menos duas das seguintes funções: impressão, cópia ou transmissão de telecópia (fax), capaz de ser conectada a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, encontrava adequada classificação fiscal no código NCM 8471.60 utilizado pelo importador, tal como adotado pelo Decreto nº 5.802/06, diversamente do definido pelo Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005. Atualmente, com a edição da Resolução n° 07/08 do Mercosul, o produto encontra correta classificação fiscal no código NCM 8443.31 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Bruno Maurício Macedo Curi. Fez sustentação oral o Dr. Roberto Silvestre Maraston, OAB/SP nº 22.170. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por HewlettPackard Brasil Ltda. contra Acórdão nº 1733.610, de 23 de julho de 2009 (fls. 118 a 125), proferido pela 1ª Turma da DRJ/São Paulo IISP, que manteve o lançamento, no valor de R$ 88.832,33, relativo à exigência de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados acrescidos de multa de oficio. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: Fl. 257DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 212 3 Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 27/03/2006, em face do contribuinte em epígrafe, referente a exigência de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados acrescidos de multa regulamentar, no valor de R$ 88.832,33, em face dos fatos a seguir descritos. A empresa acima qualificada submeteu a despacho aduaneiro as seguintes Declarações de Importação com os produtos recebendo classificação fiscal no código NCM 8471.60.21, com incidência da alíquota de 16% para o Imposto de Importação e 15% para o Imposto sobre Produtos Industrializados: Declaração de Importação No. 06/03095890, de 17/03/2006, na adição 001 – 2.688 aparelhos multifuncionais, produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA HP OFFICEJET 4255. Declaração de Importação No. 06/03106760, de 17/03/2006, adição 002 – 97 unidades produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA COMBINADA COM OUTRAS UNIDADES DE ENTRADA E SAÍDA ”, modelo HP OFFICEJET 5610. Declaração de Importação No. 06/03112174, de 17/03/2006, na adição 001 – 1.748 aparelhos multifuncionais, produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA HP OFFICEJET 4255. Na Declaração de Importação No. 06/03112174, de 17/03/2006, na adição 002 – 100 aparelhos multifuncionais, produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA LÍQUIDA HP OJ7310, recebendo classificação fiscal no código NCM 8471.60.30, com incidência da alíquota de 0% para o Imposto de Importação e 15% para o Imposto sobre Produtos Industrializados; Na Declaração de Importação No. 06/03153270, de 20/03/2006, na adição 001 – 100 aparelhos multifuncionais, produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA LÍQUIDA HP OJ7310”, recebendo classificação fiscal no código NCM 8471.60.30, com incidência da alíquota de 0% para o Imposto de Importação e 15% para o Imposto sobre Produtos Industrializados; Na adição 003 da mesma Declaração de Importação – 1.203 aparelhos multifuncionais, produtos descritos como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA COMBINADA COM OUTRAS UNIDADES DE ENTRADA E SAÍDA ”, modelo HP OFFICEJET 5610, recebendo classificação fiscal no código NCM 8471.60.21, com incidência da alíquota de 16% para o Imposto de Importação e 15% para o Imposto sobre Produtos Industrializados. Em ato de conferência física, foi apurado que os produtos importados eram equipamentos MULTIFUNCIONAIS. Através do Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005, constatouse que a classificação tarifária correta para a mercadoria importada seria na posição NCM 9009.21.00, com incidência da alíquota de 14 % para o Imposto de Importação e da alíquota de 20% para o Imposto de Produtos Industrializados; A nova classificação fiscal se deveu ao argumento de que máquinas multifuncionais que realizam duas ou mais funções se classificam na posição NCM 9009.21.00; Tipificação Legal: Artigos 2º, 3º, 482 a 485, 489, 491, 504, 602, 604, IV e 684 do Regulamento Aduaneiro Decreto 4.543/20022 , artigos 1º, 3º I, 4º I, 5º I, 7º I, 8º I, 13 I, 19 e 20 da Lei 10.865/04 Fl. 258DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 213 4 Cientificado do auto de infração, pessoalmente,, em 04/04/2006 (fls. 1frente), contribuinte, protocolizou impugnação, tempestivamente na forma do artigo 15 do Decreto 70.235/72, em 12/04/2006, de fls. 89 à 99, instaurando assim a fase litigiosa do procedimento. Na forma do artigo 16 do Decreto 70.235/72 a impugnante alegou resumidamente que: O auto de infração é nulo, uma vez que não há nos autos qualquer prova indicando que a mercadoria importada se enquadra nos contornos do disposto do Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005; A função principal das multifuncionais é atuar como impressora, apresentadas assim individualmente e comercialmente. Apesar de desempenhar outras funções, a função que prevalece é a impressão, devendo ter o equipamento classificação fiscal no código NCM 8471.60.30, conforme a Regra 3 , b) das Regras Gerais do Sistema Harmonizado; O código NCM 9009.21.00 diz respeito a artefato óptico analógico. que opera sem conexão com qualquer computador; As fotocopiadoras não realizam qualquer das funções das multifuncionais uma vez que a obtenção de cópias ocorre por processos diferentes; Solicita perícia técnica, apresentando quesitos; Pugna a nulidade e, alternativamente, a improcedência do Auto de Infração. A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e considerou procedentes os lançamentos em acórdão com a seguinte ementa: Importação de equipamento multifuncional combinado com outras unidades de entrada e saída e conectividade USB . Através do Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005, foi apurado que a classificação tarifária correta para a mercadoria importada seria na posição NCM 9009.21.00. A nova classificação fiscal se deveu ao argumento de que máquinas multifuncionais que realizam duas ou mais funções se classificam na posição NCM 9009. Cientificado do referido acórdão em 04 de agosto de 2009 (fl. 128), o interessado apresentou recurso voluntário em 01 de setembro de 2009 (fls. 129 a 142) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. Repisa que também insurgiuse contra o fato de não se juntar ao Auto de Infração o processo que gerou o ADI SRF n° 07/05, o que acarretaria sua nulidade. Ainda, se reporta, no que toca à instrução processual, ao pedido de provas requerido na Impugnação para propiciar a correta e adequada identificação das mercadorias. Também nula a decisão recorrida por conta do indeferimento do pedido de perícia técnica que teria ocasionado preterição do direito de defesa. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 214 5 Anota ainda, como outro ponto de nulidade da decisão recorrida, que a r. decisão deu por encerrada a instrução e passou a decidir, sem dar à recorrente a oportunidade de se manifestar consoante artigo 44 da Lei n° 9.784/99. Registra ainda que, resultado da mesma iniciativa fiscal e com relação as mesmas D.I., foram também lavrados dois Autos de Infração (processos nºs. 19814.000210/200655 e 19814.000211/200608, formalizando a exigência, debaixo da mesma justificativa, de créditos tributários a título de diferenças quanto ao PIS/Importação e COFINS Importação e multas cabíveis, o que, face à evidente conexão existente entre os objetos dos citados processos, para evitar decisões conflitantes, a recorrente, na Impugnação inicial, já havia solicitado a reunião dos três processos providência essa que reitera, implicando na devolução dos processos à DRJ. No mérito, aponta como fato novo que, na vigência do A.D.I., o Governo decidiu baixar o Decreto n° 5.802, de 06 de junho de 2006, criando na TIPI os desdobramentos na descrição dos produtos e acabou reconhecendo que os produtos com mais de uma função, denominados multifuncionais, deveriam classificarse pela posição SH 8471. No concernente à multa do IPI, argúi que incabível a pretendida cobrança uma vez que, quando da lavratura do Auto de Infração, ainda não ocorrera desembaraço da mercadoria, fato esse gerador daquele tributo. Relaciona precedentes do Terceiro Conselho de Contribuintes. É o relatório. Voto Conselheiro Regis Xavier Holanda, Relator DAS PRELIMINARES Da admissibilidade Por conter matéria de competência deste Colegiado e estando o crédito tributário lançado dentro do seu limite de alçada, e presentes os demais requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. Da ausência de nulidade do auto de infração De início, cumpre esclarecer que a ausência da reclamada juntada ao Auto de Infração do processo que gerou o ADI SRF n° 07/05 não tem o condão de eiválo de nulidade. Com efeito, sendo um ato dotado de normatividade vinculante no âmbito da Receita Federal, à autoridade fiscal, no estrito cumprimento de seu dever funcional, impunha se sua aplicação, sem que, necessariamente, essa aplicação esteja condicionada à juntada do processo que serviu de referência à edição da norma. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 215 6 Cabe à recorrente se insurgir, não contra a ausência de juntada de elementos que serviram de baliza à edição da norma, mas sim quanto à eventual ilegalidade da mesma ou à falta de subsunção do fato à norma. Quanto à ausência de prova de que a mercadoria se enquadraria no ADI em questão – matéria a ser abordada com maior acuidade no exame de mérito também não vislumbro aqui qualquer nulidade uma vez que o auto de infração apresenta fundamentação fática e normativa apta a proporcionar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa pela recorrente o que foi feito. Da ausência de nulidade da decisão recorrida. Do pedido de perícia. Da manifestação da recorrente após o encerramento da instrução processual. Ainda, no que toca à instrução processual, o pedido de provas requerido na impugnação para propiciar a correta e adequada identificação das mercadorias, notadamente o pedido de perícia técnica, foi corretamente indeferido pela decisão recorrida. Com efeito, o Decreto nº 70.235/72 que regula o processo administrativo fiscal, em seção dedicada ao respectivo procedimento fiscal, assim dispôs sobre o pedido e processamento de diligências ou perícias: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerarem prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1o da Lei no 8.748/93) Negrito aposto. Inicialmente, temos que o colegiado a quo, a par de destacar que não foi apresentado qualquer fato, motivo ou justificativa relevante que propiciasse a realização da perícia e que os quesitos formulados apontam dúvidas já respondidas pela literatura técnica juntada, bem decidiu que a perícia se revela desnecessária dada sua assimetria com a linha probatória até aqui empreendida. A par destas considerações, tenho ainda que a controvérsia estabelecida não tem seu ponto central na descrição e características da mercadoria – máquinas multifuncionais Fl. 261DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 216 7 –, sendo realmente prescindível a perícia solicitada; e sim na adequada classificação fiscal a ser adotada para tais equipamentos – matéria de direito – a ser definida, no mérito, pela correta adoção das Regras para a Interpretação do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Decreto nº 97.409/88). Dessa forma, a par de referendar a decisão recorrida nesse ponto, também indefiro a presente renovação do pedido de perícia. Por fim, o outro ponto de nulidade da decisão recorrida levantado que a r. decisão deu por encerrada a instrução e passou a decidir, sem dar à recorrente a oportunidade de se manifestar consoante artigo 44 da Lei n° 9.784/99 – também não merece prosperar. Anotese que o processo administrativo fiscal regese pelo Decreto nº 70.235/72 que traz procedimento próprio fielmente observado pela autoridade julgadora recorrida. Assim, nos termos do artigo 15 desse diploma legal, a oportunidade reservada para manifestação da recorrente, após a ciência da lavratura do auto de infração – momento em que já encerrada, em regra, a instrução processual é por ocasião da impugnação que deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar. Assim, em que pese a Lei 9.784/99 possuir aplicação apenas subsidiária na litigiosidade fiscal, a recorrente teve sim, por ocasião da impugnação, oportunidade de se manifestar após o encerramento da instrução processual que se deu com a feitura do lançamento tributário. Da reunião de processos correlatos No tocante ao pedido de reunião dos processos objeto da mesma iniciativa fiscal, cabe o registro que, no âmbito do julgamento desses processos na instância a quo, em consulta aos respectivos acórdãos, constatase que os mesmos foram distribuídos ao mesmo relator, julgados pela mesma Turma em uma mesma data e com julgamentos convergentes. Da mesma forma, no âmbito deste Conselho Recursal, registro que o processo de nº 19814.000211/200608 encontrase distribuído a este mesmo Relator, devendo ser objeto de julgamento, portanto, pela mesma Turma – fato já ocorrido no 1º grau de julgamento, evitandose assim, decisões conflitantes. Já em relação ao processo nº 19814.000210/200655, também não há qualquer óbice em que sua distribuição venha a observar o disposto no artigo 6º do Anexo II do Regimento Interno do CARF: Art. 6° Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo. Parágrafo único. Os processos referidos no caput serão julgados com observância do rito previsto neste Regimento. Assim, apesar de não reunidos formalmente, não há que se falar em qualquer prejuízo à recorrente daí derivado¸ sendo descabida, portanto, a providência solicitada de devolução dos processos à DRJ de origem. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 217 8 DO MÉRITO Da classificação fiscal No presente caso, o impugnante pleiteia a classificação dos seguintes produtos importados: a) descrito nas DI´s nºs 06/03095890, 06/03106760, 06/03112174 (adição 01) e 06/03153270 (adição 03) como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA HP OFFICEJET 4255”, “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA COMBINADA COM OUTRAS UNIDADES DE ENTRADA E SAÍDA, modelo HP OFFICEJET 5610”, “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA HP OFFICEJET 4255” e “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA COMBINADA COM OUTRAS UNIDADES DE ENTRADA E SAÍDA, modelo HP OFFICEJET 5610” respectivamente no código NCM 8471.60.21 (II: 16% e IPI: 15%); b) descrito nas DI´s nºs 06/03112174 (adição 02) e 06/03153270 (adição 01) como “IMPRESSORAS A JATO DE TINTA LÍQUIDA HP OJ7310” no código NCM 8471.60.30 (II: 0% e IPI: 15%); Já a fiscalização, após apurar que os produtos importados eram equipamentos MULTIFUNCIONAIS, pretende, com base no Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005, o código NCM 9009.21.00 (II: 14% e IPI: 20%). De acordo com a Regra Geral nº 1 para a Interpretação do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Decreto nº 97.409/88), “para os efeitos legais a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas, pelas regras seguintes”. Semelhante regramento, agora cuidando da classificação em subposições e em itens e subitens, encontramos na Regra Geral de Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) nº 6 e na Regra Geral Complementar (RGC) nº 1. A Nomenclatura Comum do Mercosul, baseada no Sistema Harmonizado, traz os seguintes textos relacionados aos códigos desejados: NCM 8471.60.21 8471 MÁQUINAS AUTOMÁTICAS PARA PROCESSAMENTO DE DADOS E SUAS UNIDADES; LEITORES MAGNÉTICOS OU ÓPTICOS, MÁQUINAS PARA REGISTRAR DADOS EM SUPORTE SOB FORMA CODIFICADA, E MÁQUINAS PARA PROCESSAMENTO DESSES DADOS, NÃO ESPECIFICADAS NEM COMPREENDIDAS EM OUTRAS POSIÇÕES 8471.60 Unidades de entrada ou de saída, podendo conter, no mesmo corpo, unidades de memória 8471.60.2 Outras impressoras, com velocidade de impressão inferior a 30 páginas por minuto Fl. 263DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 218 9 8471.60.21 A jato de tinta líquida, com largura de impressão inferior ou igual a 420mm NCM 8471.60.30 8471.60.30 Outras impressoras, com velocidade de impressão superior ou igual a 30 páginas por minuto NCM 9009.21.00 9009 APARELHOS DE FOTOCÓPIA, POR SISTEMA ÓPTICO OU POR CONTATO, E APARELHOS DE TERMOCÓPIA 9009.2 Outros aparelhos de fotocópia 9009.21.00 Por sistema óptico Entretanto, caso pareça que a mercadoria possa classificarse em duas ou mais posições (superadas as Regras Gerais nºs 1 e 21), a classificação deverá efetuarse na forma da Regra Geral nº 32: pela posição mais específica; pela característica essencial; ou pela 1 Regra Geral nº 2. a) QUALQUER REFERÊNCIA A UM ARTIGO EM DETERMINADA POSIÇÃO ABRANGE ESSE ARTIGO MESMO INCOMPLETO OU INACABADO, DESDE QUE APRESENTE, NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA, AS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DO ARTIGO COMPLETO OU ACABADO. ABRANGE IGUALMENTE O ARTIGO COMPLETO OU ACABADO, OU COMO TAL CONSIDERADO NOS TERMOS DAS DISPOSIÇÕES PRECEDENTES, MESMO QUE SE APRESENTE DESMONTADO OU POR MONTAR. b) QUALQUER REFERÊNCIA A UMA MATÉRIA EM DETERMINADA POSIÇÃO DIZ RESPEITO A ESSA MATÉRIA, QUER EM ESTADO PURO, QUER MISTURADA OU ASSOCIADA A OUTRAS MATÉRIAS. DA MESMO FORMA, QUALQUER REFERÊNCIA A OBRAS DE UMA MATÉRIA DETERMINADA ABRANGE AS OBRAS CONSTITUÍDAS INTEIRA OU PARCIALMENTE DESSA MATÉRIA. A CLASSIFICAÇÃO DESTES PRODUTOS MISTURADOS OU ARTIGOS COMPOSTOS EFETUASE CONFORME OS PRINCÍPIOS ENUNCIADOS NA REGRA 3. 2 Regra Geral nº 3. QUANDO PAREÇA QUE A MERCADORIA PODE CLASSIFICARSE EM DUAS OU MAIS POSIÇÕES POR APLICAÇÃO DA REGRA 2 b) OU POR QUALQUER OUTRA RAZÃO, A CLASSIFICAÇÃO DEVE EFETUARSE DA FORMA SEGUINTE: a) A POSIÇÃO MAIS ESPECÍFICA PREVALECE SOBRE AS MAIS GENÉRICAS. TODAVIA, QUANDO DUAS OU MAIS POSIÇÕES SE REFIRAM, CADA UMA DELAS, A APENAS UMA PARTE DAS MATÉRIAS CONSTITUTIVAS DE UM PRODUTO MISTURADO OU DE UM ARTIGO COMPOSTO, OU A APENAS UM DOS COMPONENTES DE SORTIDOS ACONDICIONADOS PARA VENDA A RETALHO, TAIS POSIÇÕES DEVEM CONSIDERARSE, EM RELAÇÃO A ESSES PRODUTOS OU ARTIGOS, COMO IGUALMENTE ESPECÍFICAS, AINDA QUE UMA DELAS APRESENTE UMA DESCRIÇÃO MAIS PRECISA OU COMPLETA DA MERCADORIA. b) OS PRODUTOS MISTURADOS, AS OBRAS COMPOSTAS DE MATÉRIAS DIFERENTES OU CONSTITUÍDAS PELA REUNIÃO DE ARTIGOS DIFERENTES E AS MERCADORIAS APRESENTADAS EM SORTIDOS ACONDICIONADOS PARA VENDA A RETALHO, CUJA CLASSIFICAÇÃO NÃO SE POSSA EFETUAR PELA APLICAÇÃO DA REGRA 3 a), CLASSIFICAMSE PELA MATÉRIA OU ARTIGO Fl. 264DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 219 10 posição situada em último lugar na ordem numérica dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. A discussão, portanto, acerca da correta classificação fiscal das multifuncionais perpassaria a possibilidade de se definir, acaso insuficientes as Regras Gerais nºs 1 e 2, a sua posição mais específica ou a que acolha a característica essencial – se a posição relacionada à função de impressão, ou a relacionada à função de cópia ou ainda a de transmissão de telecópia (fax). Nesse contexto, a Receita Federal editou o Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7, de 26/07/2005, onde expressou seu entendimento de que as máquinas multifuncionais classificariamse no código NCM 9009.21.00. Vejamos: Artigo único. As máquinas multifuncionais, que realizam duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, classificamse na posição 90.09 da Nomenclatura Comum do Mercosul. Entretanto, a meu ver, em que pese a possibilidade de utilização principal do produto em qualquer de sua funções – a depender das necessidades e desejos do usuário, é relevante para a adequada classificação fiscal o fato dessas máquinas terem como característica essencial a sua conectividade a uma máquina automática para processamento de dados, funcionando como unidades de entrada e/ou saída, o que atrai, de forma mais adequada, a subposição 8471.60 adotada pelo recorrente. Ademais, tenho que, a princípio, em termos objetivos, as máquinas multifuncionais, da forma como se apresentam no presente caso, possuem normalmente como principal função a de impressão. Com efeito, em geral, é essa a função própria desses equipamentos, sendo as demais funções realizadas de forma secundária – não por outra razão são comercialmente conhecidas como impressoras multifuncionais. Dessa forma, tenho que a classificação fiscal adequada para o produto em estudo correspondia, à época, à adotada pelo recorrente, ou seja, na subposição 8471.60. Nessa mesma linha, como bem apontado pela recorrente, na vigência do referido ADI nº 7, o Governo decidiu baixar o Decreto n° 5.802, de 06 de junho de 2006, criando na TIPI os desdobramentos na descrição dos produtos sob a forma de destaques “Ex” relativos aos seguintes subitens: Código TIPI Descrição Alíquota (%) 8471.60.21 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.22 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 QUE LHES CONFIRA A CARACTERÍSTICA ESSENCIAL, QUANDO FOR POSSÍVEL REALIZAR ESTA DETERMINAÇÃO. c) NOS CASOS EM QUE AS REGRAS 3 a) e 3 b) NÃO PERMITAM EFETUAR A CLASSIFICAÇÃO, A MERCADORIA CLASSIFICASE NA POSIÇÃO SITUADA EM ÚLTIMO LUGAR NA ORDEM NUMÉRICA, DENTRE AS SUSCETÍVEIS DE VALIDAMENTE SE TOMAREM EM CONSIDERAÇÃO. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 220 11 8471.60.23 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.24 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.25 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.26 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.29 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 8471.60.30 Ex 01 providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile 20 Dessa forma, aplicando estes destaques aos códigos em epígrafe, o Governo acabou por chancelar que as impressoras providas de duas ou mais das seguintes funções: digitalizar, copiar e emitir facsímile, deveriam se classificar na posição 8471. Em sentido semelhante assentou o Acórdão nº 310100.253 (3ª Seção, 1ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, Relator Luiz Roberto Domingo, julgado em 19 de outubro de 2009): ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 28/09/2005 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL. A classificação fiscal adotada pelo Fisco (Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 7/2005) para as impressoras multifucionais, não cumpre o rigor das regras de classificação fiscal, pois as funções nela disponíveis e a característica de sua conectividade com máquinas de processamento de dados, afasta a da posição 9009. A confirmação dessa interpretação está atualmente passificada (sic) no âmbito do Mercosul, por seu Comitê Técnico n° 1 da Comissão de Comércio do Mercosul que aceitou o laudo técnico do produto apresentado pela delegação brasileira e concluiu que o produto denominado comercialmente de "impressora multifuncional" tratase de uma impressora com diversas funções, razão pela qual determinou a sua classificação no código NCM 8443.31, como "máquinas que executem pelo menos duas das seguintes funções: impressão, cópia ou transmissão de telecópia (fax), capazes de ser conectadas a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede" (CXXXVIII Reunião do Comitê Técnico n° 1 "Tarifas, Nomenclatura e Classificação de Mercadorias" MERCOSUL/CCM/CT N° 1/ ATA N° 08/08) Recurso Voluntário Provido. Atualmente, a título informativo, como bem anotado pelo Acórdão acima citado, as dúvidas sobre a correta classificação fiscal das multifuncionais foram afastadas em Fl. 266DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 19814.000209/200621 Acórdão n.º 3802001.002 S3TE02 Fl. 221 12 decorrência da edição da Resolução n° 07 do Mercosul, de 13/11/2008, que aprovou modificação da Nomenclatura Comum do Mercosul e de sua correspondente Tarifa Externa Comum, agregando, com vigência a partir de 01/01/2009, a subposição 8443.31 – então inexistente para classificação de “Máquinas que executem pelo menos duas das seguintes funções: impressão, cópia ou transmissão de telecópia (fax), capazes de ser conectadas a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede.” Nesse sentido, caracterizado o produto como uma impressora multifuncional, a classificação adotada pelo importador pode ser considerada, à época, como adequada para o produto em questão, devendo, pois, ser afastada a presente cobrança relativa à exigência de Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados acrescidos de multa de oficio. Da conclusão Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Regis Xavier Holanda Fl. 267DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA
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