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Numero do processo: 10830.906624/2010-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Sep 17 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 3302-001.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o processo na Origem até a decisão final do processo de 10830001833/2011-30, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
José Renato Pereira de Deus - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Paulo Regis Venter (suplente convocado(a), Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Vinicius Guimaraes, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Paulo Regis Venter.
Nome do relator: JOSE RENATO PEREIRA DE DEUS
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o processo na Origem até a decisão final do processo de 10830001833/2011-30, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Paulo Regis Venter (suplente convocado(a), Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Vinicius Guimaraes, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Paulo Regis Venter. Relatório Por bem resumir os fatos ocorridos no presente processo, adoto como parte do meu relato o relatório do acórdão nº 09-53.250, da 3ª Turma da DRJ/JFA, proferido na data de 31 de julho de 2014: Trata o presente processo de DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, amparada no saldo credor de IPI do 3º trimestre do ano-calendário de 2005, no valor de R$1.947,25, calculado com fulcro no art. 11 da Lei nº 9.779, de 19/01/1999. A DCOMP em causa está abaixo identificada: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .9 06 62 4/ 20 10 -0 1 Fl. 2693DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3302-001.879 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10830.906624/2010-01 Para a análise do direito creditório do contribuinte, a DCOMP foi retirada do fluxo eletrônico de processamento (SCC) e foi instaurada a ação fiscal, determinada pelo MPF nº 08.1.04.00.2010.00900-1. Segundo a fiscalização, o contribuinte elaborava o produto X-TAPA e o classificava incorretamente no código 2106.90.30, destinado às Preparações Alimentícias - Complementos Alimentares/Outras, tributadas à alíquota zero. Levou então a classificação do produto para o Capítulo 22 - Bebidas, código 2202.90.00 – Outras. Em se tratando de produto líquido, acondicionado em garrafas, a tributação foi feita pela alíquota específica. Apurados os valores devidos, foi reconstituída a escrita fiscal do contribuinte, acarretando, no trimestre, saldo credor inferior ao requerido para a realização das compensações declaradas. Retornando a DCOMP para o processamento eletrônico, foi emitido o Despacho Decisório de fl. 67 nos seguintes termos: - Valor do crédito solicitado/utilizado: R$ 132.834,91 - Valor do crédito reconhecido: R$ 0,00 O valor do crédito reconhecido foi inferior ao solicitado/utilizado em razão do(s) seguinte(s) motivo(s): - Constatação de utilização integral ou parcial, na escrita fiscal, do saldo credor passível de ressarcimento em períodos subseqüentes ao trimestre em referência, até a data da apresentação do PER/DCOMP. - Redução do saldo credor do trimestre, passível de ressarcimento, resultante de débitos apurados em procedimento fiscal. Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no PER/DCOMP acima identificado. Regularmente notificado, o contribuinte apresentou tempestivamente a manifestação de inconformidade de fls. 02/13 para alegar: 1 PRELIMINARMENTE, a dependência do processo reflexo do lançamento de IPI O mérito desse processo de ressarcimento é dependente e vinculado ao processo nº 10830.006632/2006-61, resultante do auto de infração lavrado contra a autuada, tendo em vista a reconstituição da escrita fiscal para os anos-calendários de 2002 a 2005. Dessa forma, o exame de mérito desses autos deve ser sobrestado até o julgamento final referente ao auto de infração que versa sobre a mesma matéria ou, ainda, unificado para apreciação simultânea de ambos os processos, nos termos da Portaria SRF nº 6.129, de 02/12/2005. 2 NO MÉRITO 2.1 A ILIQUIDEZ E INCERTEZA DA EXIGÊNCIA PRETENDIDA NOS AUTOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 10830.006632/2006-61 A reconstituição da escrita fiscal realizada pela fiscalização está contaminada de erros, tornando indevido o indeferimento do crédito solicitado. 2.2 O IPI CALCULADO SOB PAUTA. DIFERENÇAS EM RAZÃO DE CAPACIDADE DE EMBALAGEM NÃO PREVISTA. 2.3 NÃO OBSERVAÇÃO DE CRÉDITOS POR MERCADORIAS DEVOLVIDAS 2.4 REFLEXOS DO EQUIVOCADO CÁLCULO DO ANO DE 2001 Fl. 2694DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3302-001.879 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10830.906624/2010-01 A imprestabilidade dos valores lançados no auto de infração, em razão dos cálculos (os equívocos cometidos na reconstituição da escrita fiscal, reflexos dos anoscalendário anteriores) e critérios adotados para a apuração do IPI supostamente devido (pauta fiscal) e ainda a falta de consideração da integralidade dos créditos da impugnante nos 1º , 2º, 3º e 4º trimestres de 2001. No Acórdão n° 14-14.347, da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto-SP, relativo ao Processo n° 10830.002310/2006-43 (AI do ano de 2001), foram confirmados os equívocos fiscais e determinando-se que fossem feitos ajustes na reconstituição da escrita fiscal. Em razão dos ajustes realizados, o referido Acórdão concluiu pela existência, ao final de 2001, de um saldo credor no montante de R$ 12.987,06. Entretanto, ao autuar os anos de 2002 a 2005 e elaborar "Demonstrativo de Reconstituição da Escrita Fiscal" referente a tais anos, o saldo credor de período de apuração anterior (2001) considerado pelo Auditor-Fiscal é zero (doc. 28), já que na coluna "Outros Créditos/Outros Débitos" o valor tido pela contribuinte está anulado. A falta de consideração do saldo credor em 31/12/2001 contamina todo o cálculo do suposto IPI devido referente aos anos subseqüentes e também contamina os ressarcimentos dos anos de 2002 a 2005. Na Impugnação contra o Auto de Infração referente ao ano de 2001, foi alegada a decadência dos lançamentos de IPI efetuados no período de janeiro a maio de 2001. Embora a decadência não tenha sido reconhecida pela decisão já recebida (Acórdão n° 14- 14.347), a Impugnante apresentou Recurso Voluntário ao Conselho de Contribuintes em Brasília (cópia do protocolo - doc. 29) e, se a nova decisão reconhecer a decadência do período citado, o cálculo do suposto IPI devido nos anos de 2002 a 2005, bem como o indeferimento parcial do crédito da Impugnante relativo ao mesmo período, restarão, mais uma vez, inconsistentes. 2.5 A SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO DÉBITO COMPENSADO, ASSEGURADA PELO ART. 74 DA LEI Nº 9.430, DE 1996. É O RELATÓRIO. No acórdão do qual foi extraído o relatório acima, foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade da recorrente, recebendo a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO DE IPI. VEDAÇÃO NA CONCOMITÂNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL DE EXIGÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. (art. 20 da IN SRF nº 600, de 28/12/2005; art. 25 da IN RFB nº 900, de 30/12/2008; art. 25 da IN RFB nº 1.300, de 20/11/2012) Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 2695DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3302-001.879 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10830.906624/2010-01 Devidamente cientificada da decisão acima referida a recorrente apresentou tempestivamente seu recurso voluntário, requerendo a suspensão do julgamento até a decisão definitiva no processo nº 10830.001833/2011-30, repisando no mais as teses trazidas pela manifestação de inconformidade. Passo seguinte o processo foi encaminhado a esse E. Conselho e distribuído para minha relatoria. É o relatório. VOTO Conselheiro José Renato Pereira de Deus, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, trata de matéria de competência dessa Turma motivo pelo qual passa a ser analisado. Conforme se verifica do relatoria acima o objeto do presente processo cinge-se na não homologação de pedido de ressarcimento de credito de IPI,devido a constatação de utilização integral ou parcial, na escrita fiscal, do saldo credor passível de ressarcimento em períodos subseqüentes ao trimestre em referência, até a data da apresentação do PER/DCOMP, e redução do saldo credor do trimestre, passível de ressarcimento, resultante de débitos apurados em procedimento fiscal. Ainda conforme o relatório, este processo tem estreita ligação com o processo de n. 10830.001833/2011-30, onde foram apuradas as infrações e aplicadas as sanções cabíveis, pelo não cumprimento das operações relatadas no parágrafo anterior. Tal ligação fica evidente do trecho abaixo extraído do acórdão recorrido, observe- se: (...) Aí está a questão. Embora o processo de auto de infração nº 10830.006632/2006-61 esteja definitivamente encerrado, um segundo processo de auto de infração, o de nº 10830.001833/2011-30, relativo a valores lançados de janeiro de 2006 em diante, afeta decisivamente o valor a ressarcir, tornando-o nulo. Embora na análise preliminar da manifestação de inconformidade aparentasse que o deslinde da controvérsia se mostrasse acessível, o exame mais minucioso dos autos demonstrou que ainda não será possível desvincular a declaração de compensação de processo de exigência de crédito tributário, pois o processo de auto de infração nº 10830.001833/2011-30 ainda está em andamento. Embora já analisado na Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora, MG, com julgamento de improcedência do lançamento de ofício, mediante expedição do acórdão nº 09-51.556, de 30/04/2014, seu julgamento definitivo ainda não ocorreu. O montante exonerado ultrapassa o limite de alçada de R$1.000.000,00 (principal e multa), expresso na Portaria MF nº 3, de 03/01/2008, no tocante aos julgamentos realizados nas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, DRJ. Ultrapassado o limite previsto na mencionada Portaria, coube o Recurso de Ofício ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais-CARF. Fl. 2696DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3302-001.879 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10830.906624/2010-01 Portanto, ainda pendente de julgamento definitivo o processo de auto de infração nº 10830.001833/2011-30. Assim sendo, está atrelado ao processo de auto de infração nº 10830.001833/2011-30, ainda em julgamento, o deslinde do atual litígio. Nesse contexto, posiciona-se a Receita Federal do Brasil – RFB de forma categórica pelo indeferimento do pedido de ressarcimento/compensação, nos termos do art. 20 da IN SRF nº 600, de 28/12/2005, (e dos arts. 25 das IN RFB nº 900, de 30/12/2008, e 1.300, de 20/11/2012, que sucessivamente trataram do mesmo assunto), verbis: Art. 20. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. (...) Observemos os andamentos do mencionado processo: O art. 6º do RICARF, trata das questões relacionadas aos processos conexos, decorrententes e reflexos, recebendo a seguinte redação: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observando-se a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: Fl. 2697DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 3302-001.879 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10830.906624/2010-01 I - conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II - decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III - reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. Desta forma, tendo em vista entender que o processo em discussão se enquadra nos termos do artigo acima e, considerando que o decidido no processo de nº 10830.001833/2011-30, pode influenciar diretamente na decisão, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, sobrestando o julgamento do processo na Unidade de origem, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo mencionado. Finalizado o processo nº 10830.001833/2011-30, promova a autoridade fiscal: (i) a apuração dos reflexos das decisões definitivas proferidas naquele processo com o presente caso, elaborando parecer conclusivo; (ii) intime o contribuinte para se manifestar, no prazo de 30 (trinta) dias; e (iii) retorne os autos ao CARF para julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) José Renato Pereira de Deus - Relator Fl. 2698DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10380.905784/2018-28
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 3201-003.100
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência, para que a Unidade Preparadora tome as seguintes providências: apure os pretensos créditos extemporâneos, com base nos documentos dos autos, podendo averiguar, também, se tais créditos extemporâneos foram ou não aproveitados pela Recorrente em outros períodos, com a aferição da liquidez e certeza, bem como em relação aos créditos pleiteados seja observado o decididono RESP 1.221.170 STJ; o Parecer Normativo Cosit nº 5 e a Nota CEI/PGFN 63/2018, com a apreciação da planilha anexada pela Recorrente na Manifestação de Inconformidade, intimando-a, para que no prazo de 30 (trinta) dias, apresente outros elementos, que a autoridade fiscal entender necessários para o atendimento da diligência. Após, elabore Relatório Fiscal conclusivo, dê ciência ao contribuinte para sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias e devolva o presente para prosseguimento do julgamento. Vencidos os Conselheiros Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laércio Cruz Uliana Junior e Márcio Robson Costa que rejeitaram a diligência e negaram provimento ao Recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido na Resolução nº 3201-003.082, de 27 de julho de 2021, prolatada no julgamento do processo 10380.905750/2018-33, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Helcio Lafeta Reis, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laercio Cruz Uliana Junior, Marcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente).
Nome do relator: PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência, para que a Unidade Preparadora tome as seguintes providências: apure os pretensos créditos extemporâneos, com base nos documentos dos autos, podendo averiguar, também, se tais créditos extemporâneos foram ou não aproveitados pela Recorrente em outros períodos, com a aferição da liquidez e certeza, bem como em relação aos créditos pleiteados seja observado o decididono RESP 1.221.170 STJ; o Parecer Normativo Cosit nº 5 e a Nota CEI/PGFN 63/2018, com a apreciação da planilha anexada pela Recorrente na Manifestação de Inconformidade, intimando-a, para que no prazo de 30 (trinta) dias, apresente outros elementos, que a autoridade fiscal entender necessários para o atendimento da diligência. Após, elabore Relatório Fiscal conclusivo, dê ciência ao contribuinte para sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias e devolva o presente para prosseguimento do julgamento. Vencidos os Conselheiros Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laércio Cruz Uliana Junior e Márcio Robson Costa que rejeitaram a diligência e negaram provimento ao Recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido na Resolução nº 3201-003.082, de 27 de julho de 2021, prolatada no julgamento do processo 10380.905750/2018-33, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Helcio Lafeta Reis, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laercio Cruz Uliana Junior, Marcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente).
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Após, elabore Relatório Fiscal conclusivo, dê ciência ao contribuinte para sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias e devolva o presente para prosseguimento do julgamento. Vencidos os Conselheiros Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laércio Cruz Uliana Junior e Márcio Robson Costa que rejeitaram a diligência e negaram provimento ao Recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido na Resolução nº 3201-003.082, de 27 de julho de 2021, prolatada no julgamento do processo 10380.905750/2018-33, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Helcio Lafeta Reis, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Mara Cristina Sifuentes, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Laercio Cruz Uliana Junior, Marcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado na resolução paradigma. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .9 05 78 4/ 20 18 -2 8 Fl. 1672DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3201-003.100 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10380.905784/2018-28 Trata-se de pedido de ressarcimento de CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) não-cumulativo, por bem retratar os fatos, reproduzo parte do relatório DRJ: Trata-se de Manifestação de Inconformidade apresentada contra Despacho Decisório (...), que indeferiu Pedido de Restituição (PER) de pagamento indevido (...). O crédito não foi reconhecido porque o recolhimento se encontra integralmente apropriado ao débito correspondente declarado pelo contribuinte em DCTF e Dacon. (...) o contribuinte manifestou inconformidade (...), alegando em preliminar a nulidade do despacho, por ausência de motivação e análise do mérito, porquanto a avaliação do crédito limitou-se ao cruzamento eletrônico do pedido com os dados das declarações prestadas, o que ofende o princípio da verdade material, ante os meios de que a Administração dispõe para averiguar a existência do crédito (intimação ao contribuinte, diligência fiscal). No mérito, aduz que, diante do rumo jurisprudencial dado ao conceito de insumos (“nem tão próximo do conceito aplicado na legislação do IPI e nem tão distante daquele que refere-se ao Imposto de Renda”), viu-se diante do fato de ter deixado de apropriar créditos que lhe seriam de direito, e, consequentemente, de ter efetuado o recolhimento das aludidas contribuições a maior, sem que tivesse procedido ao desconto do crédito relativo à aquisição de certos insumos em sua apuração mensal (art. 3º, caput, II, e §4º, das Leis nº 10.637/02 e 10. 833/03). Alude que vários créditos foram aproveitados de forma extemporânea, independentemente da retificação da DCTF e Dacon, por força do §4º do art. 3º das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 (cf. Solução de Divergência Cosit nº 06/2008). Juntou relação de créditos por operação a serem computados, distinguido-lhes as modalidades pela cor. Em vista disso, pede a restituição do pagamento indevido, corrigido pela taxa Selic. Seguindo a marcha processual normal, foi julgado improcedente o pleito da contribuinte, a DRJ compreendendo que contribuinte não faria jus ao seu pleito. Diante dos fatos acima narrados, a contribuinte pede reforma da decisão em recurso voluntário repisamos os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 1673DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3201-003.100 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10380.905784/2018-28 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto condutor consignado na resolução paradigma como razões de decidir: 1 Com a devida vênia, divirjo do bem elaborado voto apresentado pelo Ilustre Conselheiro relator, tendo sido designado para elaboração do voto vencedor em relação à conversão do julgamento em diligência. Minha compreensão foi no sentido de que o processo não se encontra maduro para decisão, merecendo o julgamento ser convertido em diligência. Explica-se: Uma das matérias em litígio diz respeito a possibilidade ou não do aproveitamento dos denominados créditos extemporâneos de PIS e da COFINS. A decisão recorrida, em breve síntese, trilhou no sentido de que no âmbito das contribuições sociais apuradas pelo regime não-cumulativo, exige-se a segregação dos créditos por períodos de apuração devido ao fato de que os créditos, neste regime, são passíveis de repetição segundo requisitos que só são aferíveis dentro do próprio período de apuração, ou seja, é preciso que, em cada período de apuração, exista uma perfeita definição da natureza dos créditos e de que forma o sujeito passivo chegou aos saldos passíveis de repetição por qualquer uma das formas previstas (compensação ou ressarcimento, por exemplo). Por sua vez, a Recorrente defende que, nos termos do § 4º, das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, o crédito não aproveitado em determinado mês poderá sê-lo nos meses subsequentes, autorizando aí, expressamente e sem qualquer oportunidade para interpretação diversa, o aproveitamento extemporâneo de créditos de PIS e COFINS. Esta Turma de Julgamento em recentes decisões, em processos que envolvem a análise do aproveitamento de créditos extemporâneos das contribuições tem decidido pela conversão do julgamento em diligência. A título ilustrativo cito as Resoluções nº’s 3201-003.009, de 22/06/2021 e 3201- 003.010, de 23/06/2021, ambas de relatoria da Relatora Conselheira Mara Cristina Sifuentes. Outras Turmas de Julgamento da 3ª Seção, em casos análogos, de igual modo, tem decidido pela conversão do julgamento em diligência, como por exemplo, as Resoluções nº’s 3401-001.999, 3302-001.180, 3401-001.546 e 3401-001.827, tudo com vistas a se apurar efetivamente o crédito pleiteado e se não foi aproveitado em outro período. Diante do exposto, voto por converter o julgamento do Recurso em diligência para que a Unidade Preparadora tome as seguintes providências: apure os pretensos créditos extemporâneos, com base nos documentos dos autos, podendo averiguar, também, se tais créditos extemporâneos foram ou não aproveitados pela Recorrente em outros períodos, com a aferição da liquidez e certeza, bem como em relação aos créditos pleiteados seja observado o decidido no RESP 1.221.170 STJ; o Parecer Normativo Cosit nº 5 e a Nota CEI/PGFN 63/2018, com a apreciação da planilha anexada pela Recorrente na Manifestação de Inconformidade, intimando-a, para que no prazo de 30 (trinta) dias, apresente outros elementos, que a autoridade fiscal entender necessários 1 Deixa-se de transcrever o voto vencido do relator, que pode ser consultado na resolução paradigma desta decisão, transcrevendo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto vencedor do redator designado. Fl. 1674DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3201-003.100 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10380.905784/2018-28 para o atendimento da diligência. Após, elabore Relatório Fiscal conclusivo, dê ciência ao contribuinte para sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias e devolva o presente para prosseguimento do julgamento. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido na resolução paradigma, no sentido de converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência, para que a Unidade Preparadora tome as seguintes providências: apure os pretensos créditos extemporâneos, com base nos documentos dos autos, podendo averiguar, também, se tais créditos extemporâneos foram ou não aproveitados pela Recorrente em outros períodos, com a aferição da liquidez e certeza, bem como em relação aos créditos pleiteados seja observado o decididono RESP 1.221.170 STJ; o Parecer Normativo Cosit nº 5 e a Nota CEI/PGFN 63/2018, com a apreciação da planilha anexada pela Recorrente na Manifestação de Inconformidade, intimando-a, para que no prazo de 30 (trinta) dias, apresente outros elementos, que a autoridade fiscal entender necessários para o atendimento da diligência. Após, elabore Relatório Fiscal conclusivo, dê ciência ao contribuinte para sua manifestação, no prazo de 30 (trinta) dias e devolva o presente para prosseguimento do julgamento. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Fl. 1675DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19515.722916/2012-94
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 10 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Jun 17 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 2202-000.683
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator, vencidos os Conselheiros Martin da Silva Gesto e Dílson Jatahy Fonseca Neto, que entenderam desnecessária a diligência.
Assinado digitalmente
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Márcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Márcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator, vencidos os Conselheiros Martin da Silva Gesto e Dílson Jatahy Fonseca Neto, que entenderam desnecessária a diligência. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Márcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Márcio Henrique Sales Parada.
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Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator, vencidos os Conselheiros Martin da Silva Gesto e Dílson Jatahy Fonseca Neto, que entenderam desnecessária a diligência. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada – Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Márcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado) e Márcio Henrique Sales Parada. Relatório Em desfavor do contribuinte em epígrafe (APEC Universidade de Guarulhos), no bojo destes autos, foram lavrados Autos de Infração a seguir discriminados, cujos créditos tributários lançados encontramse resumidos no demonstrativo de folha 04: 1 Na folha 457/8 está o Auto de Infração relativo ao descumprimento de obrigações acessórias DEBCAD 37.365.9210 (CFL 68), no período de 01/2007 a 11/2008, porque a contribuinte "não declarou os dados correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto no artigo 32, IV e § 5º da Lei nº 8.212, de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 22 91 6/ 20 12 -9 4 Fl. 2797DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.797 2 1991, na redação dada pela Lei 9.528, de 1997, obrigação mantida na alteração promovida pela MP nº 449, de 2008, transformada na Lei nº 11.941, de 2009". Tratamse de diferenças nas guias do FGTS e em GFIP'S, entre os valores e informações que deveriam ter sido registrados e os que efetivamente o foram, apuradas conforme Relatório Fiscal de folha 458. Valor da Multa de R$ 1.237.096,80. Auto lavrado em 05 de dezembro de 2012. Foi afastada a aplicação do artigo 44 da lei nº 9.430, de 1996 (o Fiscal entendera pela multa qualificada de 150%) , prevista no artigo 35A da lei nº 8.212, de 1991, por ser mais gravosa ou menos benéfica. 2 Na folha 471/542 está o Auto de Infração relativo ao descumprimento de obrigações principais DEBCAD 37.365.9229, no período entre 01/2007 e 13/2008, tratando da contribuição da empresa sobre a remuneração dos empregados; contribuições da empresa sobre as remunerações pagas a nãoempregados e contribuições da empresa relativas a GILRAT, apuradas das remunerações declaradas em GFIP's e folhas de pagamento, no valor de R$ 16.084.944,55, com acréscimos legais de juros, multa de mora e multa de ofício. A multa foi aplicada considerando a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do artigo 44 da Lei nº 9.430, de 1996. Auto lavrado em 13 de dezembro de 2012. 3 Na folha 565/626 está o Auto de Infração relativo ao descumprimento de obrigações principais DEBCAD 37.365.9237, no período de 01/2007 a 13/2008, tratando da contribuição destinada a outras entidades e fundos – terceiros, apuradas de GFIP's e folhas de pagamento, no valor de R$ 3.444.247,19, com acréscimos legais de juros, multa de mora e multa de ofício. A multa foi aplicada considerando a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do artigo 44 da Lei nº 9.430, de 1996. Auto lavrado em 13 de dezembro de 2012. Esclareceu o Auditor Fiscal, no seu Termo de Verificação Fiscal, na folha 703, que: Nestas apurações estão sendo lançadas somente as contribuições patronais, pois as retenções sobre as remunerações dos segurados, a título de contribuições destes, já eram recolhidas ordinariamente pelo sujeito passivo, não tendo sido programadas no Mandado de Procedimento Fiscal que as comanda a verificação da regularidade e justeza destes recolhimentos. As totalizações das bases contributivas, por competência e estabelecimento, estão apresentadas nos anexos dos Autos de Infração – AIs – “DD discriminativo do débito”, e no “RL relatório de lançamentos”. Inicialmente, o período fiscalizado era de 01/2008 a 12/2008 e relativo às contribuições previdenciárias, sendo, posteriormente, estendido para 01/2007 a 12/2008 e solicitados documentos relativos ao IRRF, como se observa no Termo de Intimação de folhas 35/38. A entidade foi intimada a apresentar o Ato Declaratório expedido pelo INSS, na forma da lei, ou justificativas para as suas declarações em GFIP como "imune" FPAS 639 (fl. 28). A contribuinte respondeu que obtivera sentença judicial em Mandado de Segurança, que reconheceu sua "isenção" desde 1991. Embargos e Agravo interpostos pelo INSS foram negados e o recurso de apelação, recebido apenas no efeito devolutivo, estava aguardando julgamento no TRF3ª Região (isso em 19 de abril de 2012, fl. 33/4). Além disso informou Fl. 2798DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.798 3 parcelamentos na forma da Lei nº 11.941, de 2009. Juntou cópia do CEBAS e outros documentos. Posteriormente à entrega de arquivos magnéticos, foi expedido novo Termo de Intimação (fl. 93) solicitando os "atos de direito que declararam e entidade como de utilidade pública ....". Pediuse ainda Atas com a escolha dos dirigentes e instouse a entidade a "promover a regularização cadastral". Registrouse o não atendimento, parcial, dos Termos anteriores, discriminadamente. Na folha 121 consta a informação de que o MPF foi alterado para incluir o intervalo 01/2009 a 12/2010, cujos lançamentos foram feitos em outro processo. Nas folhas 125 e seguintes, constam os certificados de Entidade beneficente. Na folha 210/211 consta Certidão da Justiça Federal, datada de 27 de abril de 2012, onde enfim se lê que o TRF da 3ª Região decidiu que "consta no Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social sua emissão em razão do julgamento do processo nº... o qual data de 1994, assim, os débitos cobrados no período de 1994 a 16/11/2008 não podem ser exigidos...". Na folha 439, encontrase o documento intitulado IPC, propondo a regularização de débito, a redução de multa ou a impugnação. Na folha 442, consta o RDA relatório de documentos apresentados, este relatório relaciona, por estabelecimento e por competência, as parcelas que foram deduzidas das contribuições apuradas, constituídas por recolhimentos, valores espontaneamente confessados pelo sujeito passivo e, quando for o caso, por valores que tenham sido objeto de notificações anteriores. Na folha 650 e seguintes, em seu Termo de Verificação Fiscal, descreve a Autoridade Fiscal autuante, em resumo, que esta se referindo apenas às apurações relacionadas às contribuições previdenciárias da empresa/empregador e para outras entidades/fundos e mais que: 1 A auditoria fiscal que aqui se apresenta em suas conclusões, por obrigação de ofício, buscou na materialidade dos fatos transcritos em documentos e livros a real compatibilidade entre os constatados e as exigências legais para o usufruto do benefício, entre as quais: o efetivo não oferecimento de vantagens e benefícios a diretores, associados, benfeitores, conselheiros, ou instituidores; o efetivo aproveitamento dos resultados operacionais nos objetivos institucionais da entidade; o efetivo oferecimento de gratuidade, parcial ou total, aos alunos com o perfil de carência socioeconômica estabelecida nas normas legais; Exigibilidades que não foram objeto de análise ou decisão nas ações judiciais, apurações que somente se tornam conhecidas a partir da presente auditoria. 2 Os procedimentos detectados na auditoria, efetuados pela entidade, incluíam: transferir toda a sua administração financeira, incluindo pagamentos e recebimentos, à terceira empresa, com a inadmissibilidade agravada de ser a beneficiada controlada por diretores da entidade ou entes próximos; pagar prestações de uma titulada compra de terreno a empresa controlada por um diretor da entidade; lançar em contabilidade pagamentos de empréstimos não comprovados; permanecer na condição sem a devida certificação de entidade beneficente de assistência social – CEBAS, como no intervalo de 16/11/2008 a 15/12/2010. Esses procedimentos, de caráter não eventual, são indicadores de práticas conflitantes com a involuntariedade, e, objetivamente, aconteceram pelo emprego de artifícios que visavam Fl. 2799DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.799 4 impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária das efetivas totalidades das obrigações a se declarar em GFIPs, na forma do disposto no Inc. IV do Art. 32 da Lei 8.212/91. 3 Impõe evidenciar que o gozo das isenções da cota patronal das contribuições previdenciárias, relacionadas às entidades assistenciais, até por determinação do § 7o do art. 195 da CF, sempre esteve indissoluvelmente ligado ao atendimento das exigências estabelecidas em lei, in casu e in tempore, preenchimento cumulativo dos requisitos insertos no art. 55 da Lei n°. 8.212/91, conforme seu caput. 4 Das consultas aos registros do CNAS e aos certificados apresentados podese afirmar, no período determinado no MPF desta fiscalização, com relação a CEBAS, têmse dois intervalos: o de 01/2007 a 10/2008 com certificação, e o de 11/2008 a 11/2010 a descoberto, e, finalmente, com certificação a competência 12/2010. 5 Não ficou comprovada a concessão de bolsas, totais e/ou parciais, que, no propósito constitucional de atendimento a quem dela necessitar (Art. 203 da CF), que permitisse afirmar terse comprovado sua condição de instituição de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei (Art. 150 da CF). 6 Impõe verificar é a situação fática pela análise de suas atividades, em especial a existência de vantagens e benefícios a diretores, e até mesmo a seus familiares e pessoas ligadas, física ou jurídica. A mantenedora APEC que tem Antonio Veronezi como associado, mas também diretor, chanceler, da mantida UNG, em formal transação imobiliária transferiu valores para a empresa Novo Campo Administradora e Incorporadora S.A., controlada pelo grupo familiar Veronezi, em situações que configuram operações geradoras de vantagens ou benefícios a administrador da entidade. 7 Admitese que a entidade imune delegue certas tarefas operacionais especializadas para terceiros, ou mesmo as complementares as suas atividades principais, mas mantendo a máxima cautela em guardar todos os registros do relacionamento econômico, além de ter que como provar que as contratadas não tenham qualquer relacionamento direto ou indireto com seus diretores; Na espécie, transferir a totalidade de sua administração financeira a terceiro é algo inteiramente incompatível com a condição de filantrópica educacional que pretende seja reconhecida. 8 A não apresentação das comprovações para as contas escolhidas representou a impossibilidade de se demonstrar que os resultados operacionais, nos montantes dos pagamentos aos supostos credores lançados em contabilidade nestas contas, representaram efetivamente dispêndios feitos e justificados, o que veio a implicar em não comprovação da aplicação integral do resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais. 9 No período em análise existiam débitos que pelo § 6º do Art. 55 da Lei 8.212, eram impeditivos para o gozo da isenção, e pelo § 3º do Art. 195 da Constituição Federal não poderiam receber benefícios fiscais. 10 Somente foram atendidas as exigências quanto aos títulos de utilidade pública e quanto ao ato de reconhecimento do direito pelo INSS, pela interpretação judicial manifestada no Apelação Cível n° 0021859 76.2006.4.03.6100/SP na 23ª Vara Federal de S. Fl. 2800DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.800 5 Paulo, referente ao mandado de segurança 2006.61.00.0218598/SP, que, para estes quesitos, garantiu à entidade a imunidade em todo o período de 1994 a 16/11/2008, conforme o que se apresenta na sentença proferida em 18/04/2012. Nas ações que levaram à decisão do egrégio tribunal, tanto na inicial que garantiu a demandante em mandado de segurança a intimação ao INSS para que emitisse o ato declaratório reconhecendo o direito à isenção, recusado anteriormente pela autarquia, quanto na ação que se seguiu à liminar, nem por provocação da interessada, nem por manifestação judicial se trataram outras questões que não as levadas à decisão final de 18/04/12. 11 Nas aplicações das multas, em cada competência, impôsse adotar a que produzisse a situação menos gravosa para o sujeito passivo, para observar, se aplicável, a retroatividade benigna determinada no art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei nº 5.172, de 25.10.66, o CTN. Os 24% da legislação anterior eram aplicados juntamente com a multa pelo descumprimento da obrigação acessória por não informar corretamente as GFIPs, da ordem de 100% dos valores não declarados, limitados aos previstos no Inciso I do Art. 284 do Dec. 3.048/99. Os 75% validos atualmente, se sem agravantes ou qualificadores, referentes à multa de ofício, são aplicados sem o acréscimo da antiga multa específica da obrigação acessória não cumprida. Cotejado competência a competência, em demonstrativo anexo ao relatório fiscal do AI 37.365.9210, em que das diferenças não declaradas em GFIPs excluiuse as referentes a terceiras entidades e fundos, constatouse que, para os AIs tratados neste relatório, a legislação inicial é a mais benéfica para a empresa em todas as competências levantadas entre 01/07 e 11/08, vigência das disposições do Inc. II do Art. 35 da Lei 8.212 (fl. 705). 12 Ao se enquadrar no FPAS 639, de entidade beneficente, sem cumprir as obrigações para com esta condição, e, ao revés, operando expedientes artificiosos, incidiu o sujeito passivo em procedimentos que afastam a hipótese da involuntariedade, por isso entendeu pelo agravamento da multa. 13 Assim, como reflexo do agravamento, entendeu em relação à decadência que : "A multa de ofício calculada a partir dos indicadores citados produz os efeitos quanto a decadência tributária prevista no § 4º do Art. 150 do CTN, Lei 5.172/62, passando a valer o disposto no Inc. I do Art. 173 do Código Tributário. 14 A multa pelo descumprimento da obrigação acessória de declarar em GFIP as parcelas ou as efetivas totalidades das obrigações previdenciárias, no intervalo de 01/2007 a 11/2008, conforme o exigido no Artigo 32, Inciso IV § 5º da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.528/97, esta lançada no AI Debcad nº 37.365.9210, nos termos expostos no relatório fiscal próprio deste. Na folha 2.397 e seguintes, a DRJ I em São Paulo/SP analisou as manifestações de inconformidade do contribuinte, dispondo, em resumo, que: a) na contagem do prazo decadencial para constituição do crédito das contribuições devidas à Seguridade Social, na hipótese de lançamento de ofício, utilizase a regra geral do art. 173, I, do CTN, uma vez que não houve pagamento em relação às contribuições patronais e relativas a terceiros lançadas, verificandose retenção e pagamentos apenas em relação às contribuições devidas pelos segurados. Assim, não se operou decadência em nenhum dos períodos lançados. b) cerceamento de defesa o Contribuinte alegou que foi intimado "próximo ao Natal e no endereço errado". A DRJ justifica que as primeiras intimações foram encaminhadas Fl. 2801DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.801 6 para o endereço na cidade de São Paulo, via postal. Entretanto, algumas foram devolvidas e outras recebidas somente na terceira tentativa. A empresa informou que no local havia apenas um segurança para recebimento de correspondência. Assim, diante dos fatos, a autoridade fiscal desconsiderou o endereço informado pela empresa e passou a efetuar as intimações no endereço do estabelecimento onde, efetivamente, são desenvolvidas as atividades da entidade, correspondente à sua filial localizada na Praça Tereza Cristina nº 88 – Centro – Guarulhos/SP. c) A Impugnante alega que lançamento em questão caracteriza verdadeira desobediência à decisão preferida pelo E. Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no MS n º 2006.61.00.0218578. No referido Mandado de Segurança a impetrante visa a emissão, pelo INSS, do Ato Declaratório de Isenção e o reconhecimento do seu direito à isenção/imunidade em relação às contribuições previdenciárias, prevista no parágrafo 7º do art. 195 da CF. Assim, para o período de 01/01/2007 a 16/11/2008, não há como não observar que o mérito em relação ao direito é objeto de discussão no Poder Judiciário, o que caracteriza renúncia ao contencioso administrativo. Desta forma, todas as matérias referentes ao cumprimento, por parte da Impugnante, dos requisitos legais para o gozo da isenção, trazidas na Impugnação, referentes ao período compreendido entre 01/01/2007 a 16/11/2008, sejam elas quais forem, não devem ser conhecidas. d) A impugnante alegou que as condições para gozo da imunidade seriam somente aquelas previstas no art. 14 do CTN. Disse a DRJ que tal dispositivo regulamenta a imunidade relativa a impostos incidentes sobre o patrimônio, a renda ou serviços, prevista no art. 150, VI, c, da Constituição Federal. Não é aplicável às contribuições devidas à Seguridade Social que não são impostos e, muito menos, são incidentes sobre o patrimônio, a renda e serviços. A imunidade, nos casos destas contribuições, está prevista no art. 195, § 7º, da CF e a sua regulamentação não está sujeita a lei complementar, conforme determinação do próprio legislador constituinte, mas sim a lei ordinária, no caso a Lei 8.212/91. Não há que se falar em inconstitucionalidade do Art. 55, da Lei 8.212/91, bem como do Art. 28 da MP 446/2008 e do Art. 29 da Lei 12.101/2009. e) Impugnante alega que antes de lavrar os Autos de Infração, a Fiscalização deveria ter expedido o competente Ato de Suspensão da Imunidade, a qual havia sido anteriormente reconhecida por ato declaratório do próprio INSS. Não lhe cabe razão pois o procedimento aplicável, no caso das contribuições sociais incidentes sobre as remunerações pagas a segurados da Previdência Social, está previsto em legislação específica, qual seja, a Lei n° 12.101/2009 que extinguiu o procedimento previsto na parágrafo 4º do art. 55 da Lei 8.212/91 (Ato Cancelatório de Isenção) e estabeleceu novas regras de ordem procedimental, quanto ao lançamento de crédito previdenciário contra contribuinte que se considera, indevidamente, beneficiado pela isenção prevista no art. 195, parágrafo 7°, da Constituição Federal. f) feitas essas considerações, passou à análise dos requisitos, que segundo à fiscalização, foram descumpridos pela Impugnante, no período de 17/11/2008 a 31/12/2008, não podendo ser olvidado que, neste período, referidos requisitos são aqueles previstos no art. 28 da Medida Provisória nº 446, editada em 07/11/2008, com vigência no período de 10/11/2008 a 12/02/2009, conforme foi acima enfatizado. (fl. 2425) f.a) Ausência de CEBAS a realidade fática constatada nos autos demonstra que, realmente, para o período de 17/11/2008 a 15/12/2010, a mesma não possui CEBAS, conforme foi demonstrado pela Fiscalização. Constatase que para o período anterior a Fl. 2802DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.802 7 16/12/2010, qual seja, 17/11/2008 a 15/12/2010, o órgão responsável pela análise dos pedidos de renovação protocolados pela entidade, entendeu que não houve o atendimento, pela solicitante, dos requisitos legais exigidos pela legislação vigente, razão pela qual não concedeu a renovação solicitada para o referido período. f.b) Promoção de Assistência Social – No período entre 11/2008 e 12/2010, conforme tratado no item anterior, a contribuinte não tinha o CEBAS. Segundo a legislação então em vigor, cabia ao Ministério responsável, no caso o da Educação, certificar o cumprimento do requisito de aplicação de ao menos 20% das receitas em gratuidades. Se o Ministério não renovou o CEBAS, concluiu que não foi cumprido o requisito. f.c) Vantagens e benefícios a sócios e diretores –a Associação Paulista de Educação e Cultura, ora impugnante, que tem Antonio Veronezi como sócio/associado, mas também diretor, chanceler, da mantida UNG, em formal transação imobiliária transferiu valores para a empresa Novo Campo Administradora e Incorporadora S.A., controlada pelo grupo familiar Veronezi, em situações que configuram operações geradoras de vantagens ou benefícios a administrador da entidade (fl. 2428). Outra operação que representaria vantagem indireta a sócios e administradores seria a terceirização da administração financeira. Uma empresa que se pretende imune às obrigações previdenciárias contrata uma empresa mercantil controlada pelo mesmo grupo familiar, para gerir toda a sua atividade financeira, inclusive a totalidade dos seus recebimentos e pagamentos. O conflito de interesses é evidente. Não pode ser olvidado que o lucro operacional da gestora (Eral) tem como destinatário seus sócios que, por sua vez são pessoas jurídicas cujos titulares são membros da família Veronezi, que também controlam a Associação Paulista de Educação e Cultura (gerida). f.d) Aplicação dos resultados operacionais da entidade (fl. 2432) A Impugnante não teria comprovado a aplicação integral do seu resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais. Nada foi trazido aos autos tanto nos argumentos da defesa como na documentação apresentada, que pudesse comprovar que os pagamentos efetuados às empresas Colina Paulista S A, Menescal Participações Ltda e Spencer International, apontados pela Fiscalização no Termo de Verificação Fiscal, foram realmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais. f.e) existência de débitos previdenciários Observase que a inexistência de débito junto ao sistema de seguridade social é condição indispensável para o recebimento de quaisquer benefícios ou incentivos fiscais. No período do lançamento (17/11/2008 a 31/12/2008), ora em discussão, a Impugnante não tem direito à isenção prevista no § 7º do art. 195 da CF, tendo em vista o não cumprimento do requisito previsto no inciso VI do art. 28 da MP 446/2008 e no § 3º do art. 195 da Constituição Federal, conforme demonstrado. f.f) contribuições apuradas entendeu que a apuração fiscal estava correta e citou os DEBCAD constantes destes autos e a legislação correspondente. (fl. 2.435) f.g) em relação às multas, a fiscalização, em face das alterações legislativas, procedeu ao cotejo de cada período aplicando a multa menos severa, entre aquelas previstas antes e depois da MP nº 449, que alterou o art. 35 e introduziu o art. 35A na Lei 8.212/91 h) agravamento da multa dolo ou fraude. a Impugnante não só se enquadrou no FPAS 639, de entidade beneficente, sem cumprir as obrigações para com esta condição, mas também operou, voluntariamente, procedimentos artificiosos, visando impedir ou retardar o Fl. 2803DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.803 8 conhecimento por parte da autoridade fazendária das efetivas totalidades das obrigações a se declarar em GFIPs. i) Bases de Cálculo levantadas a Impugnante alegou que a base de cálculo utilizada pela fiscalização não estaria correta, porque foram considerados valores em duplicidade (funcionários com dois códigos de PIS), citando um exemplo. Os Autos de Infração foram efetuados utilizandose como base de cálculo as remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais declaradas pela própria empresa, nas Guias de Pagamento do FGTS e Informações a Previdência Social GFIP. Em relação aos funcionários elencados nas Impugnações e nas planilhas anexas, houve pagamento de remunerações, segundo a própria empresa, em inscrições diferentes. Constatase que o funcionário citado nas impugnações, Eloi Marcos de Oliveira Lago possui dois vínculos empregatícios com a Impugnante, em estabelecimentos diferentes e com números de inscrição distintos. Impugnante alega, ainda, que vários dos valores indicados pelo Fisco como não incluídos em GFIP o foram, tanto que os valores de base de cálculo constante das GFIP são na verdade maiores que a totalização da folha, constante do próprio arquivo digital (FOLFXGFIP). O fato da Folha de Pagamento ter valor inferior ao da GFIP , apenas evidencia que a empresa deixou de incluir no referido documento (Folha de Pagamento) valores de remunerações pagas e que foram informados nas GFIP. (fl. 2.441) O contribuinte foi cientificado dessa decisão em 17 de julho de 2014, através do Centro Virtual de Atendimento da RFB (portal eCAC), como informa a Unidade preparadora, em despacho na folha 2.449. Apresentou recurso voluntário em 18 de agosto de 2014, conforme protocolo na folha 2.452 (16 de agosto foi sábado, naquele ano). Em sede de recurso, em resumo, traz as seguintes alegações: 1 decadência do direito de constituir o crédito tributário no período entre 01/2007 e 11/2007, com base no artigo 150, § 4º do CTN; 2 Nulidade do Lançamento por falta de clareza cerceamento de defesa. 3 Nulidade do Acórdão recorrido cerceamento de defesa. 4 Fala da tributação por presunção, de ilações lógicas e da Representação Fiscal para Fins Penais. 5 Afastamento da Imunidade pela Autoridade Fiscal trata de: 5.1 inexistência de CEBAS no período entre 16/11/2008 e 15/12/2010 Alega que foi reconhecida como de utilidade pública conforme documentos acostados aos autos. Está devidamente registrada no CNAS. A MP nº 446 de 07 de novembro de 2008 alterou as normas para a certificação das entidades beneficentes prorrogando o prazo de vencimento dos Certificados em curso. Assim, apresenta os mesmos argumentos e documentos da impugnação. Diz que a Secretaria de Educação Superior do MEC publicou Portaria, em 16 de dezembro de 2010, certificandoa como Entidade Beneficente de Assistência Social. 5.2 ausência de comprovação de promoção de assistência social a Recorrente promove assistência social beneficente, como comprovam os diversos Certificados que possui. Fl. 2804DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.804 9 5.3 concessão de benefícios e vantagens aos diretores, sócios e afins os diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores não receberam qualquer remuneração e/ou vantagem no exercício de suas funções estatutárias, e isso é o que é vedado pela Lei nº 8.212/91, artigo 55, inciso IV. A comprovação pode ser feita por sua própria contabilidade, onde o Fisco não identificou nenhum pagamento. Também existe determinação estatutária nesse sentido. E se isso ocorresse, a responsabilidade deveria ser pessoal dos administradores. Defende a falta de vínculo da família Veronezi com a APEC. Trata da compra e venda de um terreno e do contrato de administração financeira com a empresa Eral. 5.4 falta de aplicação integral do resultado operacional no desenvolvimento dos objetivos institucionais a comprovação de que cumpre esse requisito pode ser atestada pelo deferimento dos processos de renovação de seu certificado. Também é norma estatutária não distribuir qualquer parcela de lucro, devendo, eventualmente, seus administradores serem responsabilizados pessoalmente. Discute contas contábeis com registros de pagamentos para Colina Paulista (compra de imóvel), Menescal Participações (empréstimos recebidos) e Spencer Internacional (empréstimos recebidos). 5.5 existência de débitos de contribuições previdenciárias entendendose isenta das contribuições sociais patronais, não as deve. Em relação às contribuições descontadas dos empregados, apontadas pela DRJ, já existem decisões judiciais a seu favor quanto à sua inexigibilidade. A exigência da inexistência de débitos não pode considerar as próprias contribuições imunes. 6 Não houve revogação do Ato Declaratório de Reconhecimento de Isenção das contribuições sociais. Tal requisito deixou de ser exigido no período entre 10 de novembro de 2008 e 11 de fevereiro de 2009 e também a partir de 30 de novembro de 2009, pois não constou da Lei nº 12.101/2009. 7 Não apresentação de Certidão Negativa relativa aos tributos federais e FGTS essa exigência não era prevista pela Lei nº 8.212/1991, em seu artigo 55, só passando a constar com as alterações legislativas posteriores. Diz que devem prevalecer as exigências constantes do artigo 14 do CTN e que a OAB ajuizou ADIn contra dispositivos da Lei nº 12.101/09. 8 a Recorrente sempre cumpriu todas as obrigações acessórias previstas na legislação tributária e teve suas demonstrações contábeis auditadas por auditor independente. Portanto, conforme tratado nos itens acima, afirma que cumpriu todas as normas exigidas pela lei para gozo de imunidade em relação às contribuições previdenciárias. 9 o levantamento fiscal que apurou a base das contribuições lançadas está incorreto foram considerados valores que, segundo o Fisco, estão incluídos na folha de pagamento mas não na GFIP, mas estão considerados valores duplicados. Cita o caso de um funcionário que possui dois códigos de PIS. Além disso, valores que não deveriam ser tributados foram incluídos na base de cálculo como diferença de folha de pagamento, tais como aviso prévio indenizado e décimo terceiro salário indenizado. Junta planilhas, requerendo que seja realizada diligência. 10 Multa moratória as multas de mora foram revogadas em relação aos débitos previdenciários e ainda que assim não se entenda, estão sujeitas ao limite de 20%. E não havia multa de ofício na seara previdenciária, sendo criada somente em 2008. Fl. 2805DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.805 10 11 Multa qualificada a multa foi aplicada no percentual de 150% em relação ao período posterior à edição da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. Conforme TVF, a aplicação da multa qualificada deuse em razão de a contribuinte ter informado em GFIP ser imune/isenta da quota patronal, o que não comprova o cometimento de crime. Discorre sobre os conceitos de dolo e fraude. PEDE: a) decadência em relação ao período 01/2007 a 11/2007; b) nulidade do lançamento e/ou da decisão recorrida por cerceamento de defesa; c) provimento de mérito de seu recurso; d) inaplicabilidade da multa moratória e inaplicabilidade da multa qualificada. É o relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, relator. O recurso voluntário é tempestivo, conforme relatado, e, atendidas as demais formalidades legais, dele tomo conhecimento. LIMITES DA LIDE. CONCOMITÂNCIA COM AÇÃO JUDICIAL. A primeira questão a ser tratada, antes mesmo das preliminares de nulidade e decadência, é a relativa à concomitância ou não entre a Apelação Cível n° 0021859 76.2006.4.03.6100/SP na 23ª Vara Federal de S. Paulo, referente ao mandado de segurança 2006.61.00.0218598/SP e o objeto do lançamento fiscal aqui em análise, para que se possa delimitar a lide a ser apreciada por este colegiado. Em pesquisa realizada no dia 06 de abril de 2016, no sítio eletrônico do tribunal (http://web.trf3.jus.br/diario/Consulta/VizualizarDocumentosProceso?numeros...), verifiquei que ocorrera o trânsito em julgado na data de 25/06/2012, ou seja, antes da lavratura do Auto de Infração em comento. A DRJ, ao julgar a impugnação, entendeu que havia concomitância entre o processo administrativo e o judicial e disse que não se manifestaria em relação ao período compreendido na decisão judicial, qual seja, até 16/11/2008. Como este lançamento foi de 01/2007 a 12/2008, sobrou pouco. Naquela Ação, conforme resumido na decisão, o contribuinte objetivava "obter a declaração de imunidade dos tributos referentes à contribuição previdenciária a cargo da empresa, ... em razão da concessão de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, na data de 17 de novembro de 2005,..." Registrou ainda o Desembargador do TRF 3ª Região/SP, que: Fl. 2806DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.806 11 "... a autarquia hoje sucedida pela União ... preliminarmente pela inadequação da via eleita, pois a questão exige dilação probatória, no mérito, alega que a concessão do CEBAS, seria válido de 17/11/2005 a 16/11/2008, não se confunde com o pleito de isenção do pagamento das contribuições devidas para a Previdência Social e ...é apenas um dos requisitos para a concessão da isenção ..." Na decisão, o Tribunal, de fato sem se manifestar acerca de todos os requisitos exigidos pela lei para o gozo do benefício em questão, tratando apenas das "declarações de utilidade pública emitidas pelo Município de Guarulhos e pelo Poder Executivo, bem como o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, o qual assegura a validade do concedido em 17/11/2005 pelo período de 17/11/2005 a 16/11/2008", concluiu que "assim, os débitos cobrados no período de 1994 a 16/11/2008 não podem ser exigidos". Neste lançamento, o Auditor Fiscal, mesmo conhecendo a ação judicial, pois a ela referiuse em seu Termo de Verificação, motivou a ação fiscal exatamente na questão do CEBAS ser "apenas um dos requisitos" para o gozo do benefício fiscal, sendo que os outros requisitos legais não foram considerados na decisão judicial. Mas, lendo a decisão, em especial o trecho acima destacado, a União havia alegado exatamente isso, de ser o CEBAS apenas um dos requisitos para a imunidade pretendida e mesmo assim a decisão foi por reconhecer que as contribuições previdenciárias patronais eram "inexigíveis" até 16/11/2008. Qualquer discussão nesse sentido, de questionar ou limitar a decisão judicial, deveria ser feita nos autos daquele processo. Pelo trâmite processual, consultado no mesmo sítio eletrônico e na mesma data acima mencionados, não houve manifestação da Fazenda Nacional e ocorreu o trânsito em julgado, em 25 de junho de 2012. O objeto da discussão transmutouse, enfim, não na emissão do Certificado, como fez crer o Auditor Fiscal, no TVF, mas na própria inexigência das contribuições, como delimitou o Tribunal. Vale então transcrever a Súmula CARF nº 1: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.(destaquei) No caso que se tem em tela, a ação judicial foi proposta antes do lançamento de ofício e, apesar de entender as justificativas do Auditor Fiscal para sua ação, de que o objeto era a emissão do certificado, que enfim era apenas um dos requisitos para a isenção, o resultado foi a impossibilidade de se exigir as contribuições sociais patronais, até 11/2008. Não é competência deste CARF analisar se o julgamento daquela Ação esteve correto ou não, em sua extensão. Também, não é competência determinar à receita Federal como cumprir a decisão judicial. Se o contribuinte se sente prejudicado pela não observância nos limites que entende cabíveis, deve recorrer às instâncias cabíveis. Cito recente decisão deste CARF: Fl. 2807DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.807 12 Acórdão 3302003.115 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de março de 2016 DECISÃO JUDICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. FORÇA DE LEI NOS LIMITES DA LIDE. Transitada em julgado a ação judicial, cabe ao ente administrativo cumprila nos estritos termos em que foi formulada, sob pena de descumprimento da ordem judicial. Assim, entendo que esteve correta a DRJ ao delimitar a lide, excluindo o período anterior a 17/11/2008, por concomitância com ação judicial onde já foi reconhecido serem as contribuições inexigíveis, uma vez que o tribunal competente não limitou tal inexigibilidade. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO E NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. Ao impugnar o lançamento, não verifiquei que o contribuinte tivesse levantado essa preliminar de nulidade do Auto de Infração. Impugnou de forma clara, demonstrando conhecer profundamente a matéria fática e legal e as razões da autuação. O que disse em 1ª instância foi que o fato de ter sido notificado "perto do Natal e no endereço errado", haviam prejudicado seu prazo de defesa. Esclarecidos e tratados os dois pontos pela DRJ, em sede recursal modifica o argumento para pedir nulidade da autuação. Fala em falta de clareza. Não padece de nulidade o Auto de Infração que seja lavrado por autoridade competente, com observância ao art. 142, do CTN, e arts. 10 e 59, do Decreto nº 70.235/72, contendo a descrição dos fatos e enquadramentos legais, permitindo ao contribuinte o pleno exercício do direito de defesa, mormente quanto se constata que o mesmo conhece a matéria fática e legal e exerceu, com lógica e nos prazos devidos, o seu direito de defesa. Importante manifestar o entendimento da “instrumentalidade das formas”, pelo que transcrevo o seguinte: “Não há requisitos de forma que impliquem nulidade de modo automático e objetivo. A nulidade não decorre propriamente do descumprimento do requisito formal, mas dos seus efeitos comprometedores do direito de defesa assegurado constitucionalmente ao contribuinte já por força do art. 5º, LV, da Constituição Federal. Isso porque as formalidades se justificam como garantidoras da defesa do contribuinte; não são um fim, em si mesmas, mas um instrumento para assegurar o exercício da ampla defesa. Alegada eventual irregularidade, cabe, à autoridade administrativa ou judicial, verificar, pois, se tal implicou efetivo prejuízo à defesa do contribuinte. Daí falarse do princípio da informalidade do processo administrativo.” (PAULSEN, Leandro. Direito tributário: Constituição e Código Tributário....15. ed. Porto Alegre : Livraria do Advogado Editora, ESMAFE, 2013, p.1197) Mesmo recentemente, após a apresentação do recurso, o contribuinte apresenta memoriais onde rebate ponto a ponto a autuação, demonstrando que entendeu perfeitamente o Fl. 2808DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.808 13 Termo de Verificação Fiscal, suas razões e enquadramentos. Não é plausível que tenha entendido a autuação, para impugnar, naquela ocasião referindose apenas a "falta de tempo", e no recurso passe a não entendêla, por falta de clareza. Quanto à decisão de 1ª instância a mesma é extremamente longa e minuciosa. Difícil foi resumila, neste relatório. Todos os pontos da autuação foram discutidos, com a citação de documentos, indicação de folhas do processo, transcrições de textos legais. A DRJ apresentou, fundamentadamente, as razões de decidir, permitindo que o contribuinte as conhecesse e rebatesse. Inaceitável que se alegue cerceamento de defesa, no caso. Apenas para argumentar, consoante jurisprudência assente nos tribunais superiores, o julgador não é obrigado a se manifestar sobre todas as alegações das partes, nem a se ater aos fundamentos indicados por elas ou a se manifestar acerca de todos os argumentos presentes na lide, quando já encontrou motivo suficiente para fundamentar a decisão. Ressalte se, ainda, que cabe ao julgador decidir a questão de acordo com o seu livre convencimento, utilizandose dos fatos, das provas, da jurisprudência, dos aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso concreto. Citese ainda jurisprudência deste CARF: Acórdão 2201002.926 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de fevereiro de 2016 NULIDADE DA DECISÃO. FALTA DE EXAME DE PROVAS E RAZÕES. INOCORRÊNCIA. Apresentando o julgador com clareza os fatos e elementos de convicção que entendeu suficientes e relevantes para a conclusão do julgado, não se pode exigir e/ou não é indispensável que se manifeste sobre cada detalhe da impugnação. Assim, rejeito as preliminares de nulidade do Auto de Infração e da decisão de 1ª instância. DECADÊNCIA. PAGAMENTO ANTECIPADO. AGRAVAMENTO DA MULTA. O período do lançamento compreendeu 01/2007 a 12/2008. O Recorrente alega decadência do direito de constituir o crédito tributário até o mês 11/2007, uma vez que a ciência do Auto de Infração deuse em 12/2012. No que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação, este CARF tem se posicionado na esteira do Recurso Especial nº 973.733/SC, (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543 C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 2809DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.809 14 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).(sublinhei) Encontro nos autos, tanto nas considerações do Auditor Fiscal quanto naquelas da DRJ, dois motivos apresentados para considerar que a contagem do prazo decadencial deveria darse na forma do artigo 173, I, e não na forma do § 4º do artigo 150, ambos do CTN. O primeiro é que não houve antecipação do pagamento das contribuições patronais exigidas no lançamento, o segundo é a constatação da ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Disse a DRJ (fl. 2.413): No caso em questão, tendo o sujeito passivo se enquadrado, indevidamente, como entidade isenta, informando nas GFIP o código FPAS 639, deixou de informar como devidas as contribuições previdenciárias referentes à quota patronal e as contribuições devidas a terceiras entidades e, obviamente, não efetuou qualquer recolhimento referente a tais contribuições, objeto do lançamento ora em análise. Deve ser salientado que os recolhimentos eventualmente realizados, no período objeto do lançamento, somente se referem às contribuições previstas nos arts.. 20 e 21, da Lei 8.212/91 (quota dos empregados e contribuintes individuais), cujo montante foi descontado, mês a mês, das remunerações pagas e declarado como devido nas GFIP entregues pelo contribuinte. Portanto, não houve, no período do lançamento, qualquer recolhimento a título das contribuições previstas nos arts.. 22 e 23 da Lei 8.212/91 (contribuições previdenciárias referentes à quota patronal) e das contribuições devidas outras entidades e fundos (FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), objeto do lançamento ora em análise, razão pela qual a contagem do quinquênio decadencial deve ser efetuada nos termos do artigo 173, I, do CTN. (sublinhei) É de ser citada, então, a Súmula nº 99, deste CARF: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento Fl. 2810DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.810 15 antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração.(sublinhei) Portanto, houve recolhimento antecipado, apesar de referirse a "outras rubricas" e destaco também que houve entrega de GFIP, apesar de ter o contribuinte se enquadrado em código que a Autoridade Fiscal entendeu indevido. Quanto ao segundo argumento, da ocorrência de dolo ou fraude, a lei 4.502/64, art. 72, conceituou fraude como “toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento.” Já por dolo ou conduta dolosa entendese: “...a consciência e a vontade de realização dos elementos objetivos do tipo de injusto doloso... é saber e querer a realização do tipo objetivo de um delito. O dolo é, de certo modo, a imagem reflexa subjetiva do tipo objetivo da situação fática representada normativamente. A conduta dolosa é mais perigosa – e deve ser punida mais gravemente – do que a culposa.” (PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro, 6 ed. Rio de Janeiro: Revista dos Tribunais, 2006, p.113, Apud PAULSEN, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário....15. ed. Porto Alegre : Livraria do Advogado Editora, ESMAFE, 2013, p. 1062) O que verificase é que o contribuinte realmente se acreditava imune/isento das contribuições patronais e já há muitos anos vem adotando diversas medidas em busca dessa condição, seja no âmbito do Poder Executivo, seja na seara judicial. Se os requisitos legais não foram integralmente observados, como defende minuciosamente a Autoridade Fiscal, é o caso de autuação, mas não do agravamento da multa. No caso, a infração constatada, por seus motivos, se confunde com as alegações apresentadas para o agravamento da multa. A multa de 150%, segundo Paulo de Barros Carvalho, “é a espécie de multa que tem por conteúdo a agravação da penalidade...É aplicada quando a Administração demonstra, por elementos seguros de prova, no Auto de Infração, a existência da intenção do sujeito infrator de atuar com dolo, fraudar ou simular situação perante o Fisco” (CARVALHO, Paulo de Barros, Curso de Direito Tributário, 21 ed. Saraiva, 2009, p 581) O Auditor diz que o contribuinte enquadrouse indevidamente na GFIP. Mas então que se promova o reenquadramento, mas não significa que esteja demonstrado o evidente intuito de fraude, mesmo porque, conforme tratado alhures, o contribuinte discutia e discute sua condição de imune, inclusive judicialmente. Vejamos recente Acórdão desta Câmara: Acórdão 2201002.868. 1ª Turma Ordinária/2ª Câmara. Sessão de 16 de fevereiro de 2016 Fl. 2811DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.811 16 MULTA QUALIFICADA. 150%. CONDUTA REITERADA. FRAUDE. DOLO. PROVA. A constatação da fraude, sendo decorrente de ação ou omissão dolosa, exige que se prove, sem sombra de dúvidas, a presença de elemento subjetivo na conduta do contribuinte; de forma a demonstrar que este quis os resultados que o art. 72 da Lei 4.502/64 elenca como caracterizadores da fraude. A legislação não autoriza a presunção de fraude em razão de apresentação de DIRPF’ seguidas, todas com deduções glosadas pelo Fisco Federal. Assim sendo, entendo que os motivos apresentados para a qualificação da multa se confundem com as próprias razões da autuação e que tal aplicação de multa qualificada deva ser alterada. Dessa feita, chegamos às seguintes conclusões: I) não subsistem as razões para que se conte o prazo decadencial na forma do artigo 173, I, do CTN (ausência de pagamento antecipado e demonstração de dolo ou fraude) e, portanto, o prazo decadencial deve ser contado na forma do § 4º do artigo 150, do CTN. II) não restando demonstrados os pressupostos para aplicação da multa qualificada, no percentual de 150%, a mesma deve ser reduzida, nos períodos em que foi aplicada, para 75%. Observo, contudo, que essa discussão sobre decadência tornase inócua, caso o colegiado concorde com a aplicação da "concomitância com ação judicial" tratada no item anterior. MÉRITO De acordo com o § 7º do artigo 195, da CF/88: § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. Primeiro, importante manifestar, o seguinte entendimento, conforme Leandro Paulsen: "Como norma constitucional que proíbe a tributação, para o custeio da seguridade social, das entidades beneficentes, cuidase de imunidade e não, propriamente, de isenção. A imunidade condiciona o exercício da tributação, enquanto a simples isenção é benefício fiscal concedido pelo legislador e que pode ser revogado. A imunidade ora em questão não está à disposição do legislador, que não pode afastála. Na ADIn 2.028 DF, foi expressamente reconhecido tratarse de imunidade. (PAULSEN, Leandro. Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. Livraria do Advogado. Porto Alegre:2013, 15ª ed., p.589) No mesmo sentido, de que se trata de imunidade e não de isenção, falam Paulo de Barros Carvalho e Sacha Calmon, citados por Paulsen. Ensina ainda o autor que: No sentido de conciliar a exigência de lei complementar para regulamentar as limitações constitucionais ao poder de tributar, Fl. 2812DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.812 17 constante do art. 146, II, da CF, com a referência simplesmente aos requisitos de lei no artigo 195, § 7º, da CF e tendo em conta a rígida posição do STF no sentido de que, quando a Constituição se refere a lei, cuidase de lei ordinária, pois a lei complementar é sempre requerida expressamente, decidiu o STF, em junho de 2005, no Ag. Reg. nº RE 428.8150, de modo inequívoco, que as condições materiais para o gozo da imunidade são matéria reservada a lei complementar mas que os requisitos formais para a constituição e funcionamento das entidades, como a necessidade de obtenção e renovação dos certificados de entidade de fins filantrópicos, são matéria que pode ser tratada por lei ordinária. (Paulsen, Leandro. Op. cit., p.589) Ademais, o CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária, conforme sua Súmula nº 2. Assim, não tendo o artigo 55 da Lei nº 8.212/1991 sido atacado na ação direta de inconstitucionalidade, como reconheceu o Relator na ADIn 2.028, permaneceu em vigor em determinado período e deve ser observado, bem como a MP nº 446, de 20/11/2008 e a Lei nº 12.101, de 30/11/2009. 1. O CEBAS No período que aqui se analisa (em que não existe concomitância com ação judicial), esteve em vigor a MP nº 446, de 07/11/2008, que valeu até 11/02/2009. Como assentou o Auditor Fiscal (TVF, fl. 680): A Medida Provisória nº 446, de 07/11/2008, publicada no DOU de 10/11/2008, com alterações na legislação que foram em grande parte reintroduzidas pela Lei n° 12.101/2009, foi rejeitada por Ato do Presidente da Câmara dos Deputados de 10/02/2009 (DOU de 12/02/2009). Como não houve publicação de Decreto Legislativo regulando os efeitos produzidos pela MP n° 446/2008, no prazo de 60 dias de sua rejeição, as relações jurídicas constituídas e as decorrentes dos atos praticados durante sua vigência, conservamse por ela regidas, nos termos do art. 62, §11, da Constituição Federal. A concessão e renovação do certificado de entidade beneficente de assistência social, na vigência da Lei n° 8212/1991, eram competências do Conselho Nacional de Assistência Social CNAS, nos termos da Lei nº 8.742/1993 LOAS e do Decreto n° 2.536, de 06/04/1998. Já na vigência da MP 446/2008 e da Lei nº 12.101/2009, passaram a ser responsabilidade dos Ministérios da Saúde, da Educação ou do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, conforme a área de atuação da entidade. O direito à isenção dependia de requerimento ao INSS anteriormente a 02/05/07, conforme estabelecia o art. 55, §1°, da Lei nº 8.212/91. Na vigência da MP n° 446/08 e a partir da Lei nº 12.101/09, não há mais essa exigência, pois a EBAS fará jus à isenção a contar da sua certificação pelo Ministério da área de atuação correspondente, desde que atenda cumulativamente aos requisitos exigidos na legislação. Conforme destacou a DRJ, em seu julgamento (fl. 2427): Fl. 2813DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.813 18 Cabe salientar que o não cumprimento do requisito previsto no caput do art. 28 da MP 446/2008, acima mencionado, ou seja; a ausência do CEBAS, já é motivo suficiente para embasar o lançamento efetuado pela Fiscalização, tendo em vista que a Impugnante não atende, no período de 17/11/2008 a 31/12/2008, nem mesmo o requisito básico para o gozo da isenção, já que não era uma entidade beneficente devidamente certificada nos termos da legislação vigente.(destaquei). Passemos então à análise desse requisito básico para o que pretende o Recorrente. A entidade contava com o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS – nº 0335/2005, válido no período de 17/11/2005 a 16/11/2008. A seqüente certificação da entidade foi a aprovada no processo nº 71010.003538/200941 da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, publicada no D.O.U. – Seção 1 – de 16/12/10, à fl. 25, válida no período de 16/12/10 a 15/12/13. A entidade alega que em 17 de novembro de 2008, requereu sua renovação e que a MP 446/2008 alterou as normas para certificação, estabelecendo, em seu artigo 41, que os certificados que expirassem no prazo de 12 meses contados de sua publicação seriam prorrogados pelo prazo de doze meses, dessa forma seu certificado teria sido automaticamente prorrogado até 16/11/2009 (fl. 2568). Dizia o artigo 41 da citada MP 446/2008: Art. 41. Os Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social que expirarem no prazo de doze meses contados da publicação desta Medida Provisória ficam prorrogados por doze meses, desde que a entidade mantenha os requisitos exigidos pela legislação vigente à época de sua concessão ou renovação. Em todas as suas manifestações, a entidade não menciona a parte acima sublinhada, ou seja, havia um condicionante para a prorrogação. Além disso, a renovação automática da certificação que a MP estabelecera foi rejeitada pelo Congresso, em 10 de fevereiro de 2008, voltando a valer as disposições da Lei nº 8.212, de 1991. Não há como entender então que estivesse fruindo de uma renovação automática até 16/11/2009. Prossegue a Recorrente dizendo que em 25 de setembro de 2009, requereu junto ao CNAS a renovação de seu CEBAS. Em 15 de dezembro de 2010, a Secretaria competente expediu Portaria certificandoa por três anos. A cópia do DOU que promoveu essa certificação encontrase na folha 130. Na mesma data, em 16 de dezembro de 2010, foram publicadas diversas Portarias, com o mesmo escopo. O texto delas diz o seguinte: A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições, considerando os fundamentos constantes do Parecer Técnico nº....exarado nos autos do processo nº...., que conclui terem sido atendidos os requisitos do Decreto 2.536, de 6 de abril de 1998, resolve: Fl. 2814DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.814 19 Art. 1º Certificar a ...., inscrita no CNPJ nº..., com sede em..., como Entidade Beneficente de Assistência Social, pelo período de ...(são períodos de três anos) Art. 2º Esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação. Existem quatro Portarias publicadas, para entidades diferentes. Em duas, o período vai de 01/01/2010 a 31/12/2012, em uma ele é de 17/11/2009 a 16/11/2012 e apenas na Portaria que se refere à entidade aqui recorrente, a Portaria é expressa em fixar que "o prazo é de três anos a contar da publicação desta decisão no Diário Oficial da União." Ou seja, os Técnicos competentes, ao analisar o processo nº 71010.003538/200941 (de 2009), entenderam em Parecer que a certificação só deveria feita a partir da publicação da Portaria. Chamo a atenção que em outros processos, também de 2009, os técnicos entenderam de forma diferente e promoveuse a certificação a partir de 01/01/2010 ou mesmo a partir de 17/11/2009. A conclusão que se chega é que ao analisar os requisitos necessários, o órgão competente não entendeu pelo seu preenchimento no período precedente a 16/12/2010 e, tendo vencido o CEBAS anterior em 16/11/2008, a entidade ficou descoberta no lapso temporal. Diz o TVF: Haveria a dúvida se a entidade contaria com o benefício do enquadramento no Art. 37 da MP nº 446 de 07/11/08, que deferiu os requerimentos de certificação que estavam pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social CNAS, para o período de 12(doze) meses seguintes à publicação da MP; Em consulta feita a resoluções emitidas pelo CNAS, do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a de nº 3, publicada no D.O.U., seção 1, de 26/01/09, e de sua retificação, a de nº 7, publicada no D.O.U. de 03/02/09, onde se publicaram as relações completas das entidades beneficiadas pela MP nº 446, não consta a Associação Paulista de Educação e Cultura; A relação consolidada do CNAS de 13/08/09, em planilha listando 6.821 entidades certificadas em todo o país, as aprovadas ordinariamente pelo Conselho mais as beneficiadas pela MP 446, não incluía esta Associação Paulista;(sublinhei). Assim, concordo com a DRJ, quando disse que (fl. 2426): Desta forma, constatase que para o período anterior a 16/12/2010, qual seja, 17/11/2008 a 15/12/2010, o órgão responsável pela análise dos pedidos de renovação protocolados pela entidade, entendeu que não houve o atendimento, pela solicitante, dos requisitos legais exigidos pela legislação vigente, razão pela qual não concedeu a renovação solicitada para o referido período. Por sua vez, a Impugnante não trouxe aos autos qualquer documento que pudesse comprovar as suas alegações em relação ao Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, para o período de 17/11/2008 a 15/12/2010. Os documentos juntados aos autos pela Impugnante, às fls. 1783/ 1793, referentes à comprovação da Fl. 2815DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.815 20 certificação exigida pelo caput do art. 28 da MP 446/2008, apenas comprovam o que a Fiscalização já havia constatado durante a ação fiscal, ou seja, que a Impugnante somente possui certificação válida para o período de 17/11/2005 a 16/11/2008 e de 16/12/2010 a 15/12/2013. Antes, contudo, da análise dos demais requisitos apontados pelo Auditor Fiscal que não teriam sido cumpridos para o gozo do benefício tributário, e questionados pelo Recorrente, é necessário tratar do seguinte ponto do recurso: 2. AS BASES CONTRIBUTIVAS PREVIDENCIÁRIAS Diz a Recorrente que entregou as GFIP nos devidos prazos. Aduz que o relatório de diferenças entre a GFIP e a folha de pagamento é composto de mais de 1.500 folhas (321 em 2007, 332 em 2008, 421 em 2009 e 473, em 2010) e está incorreto. Apresenta os seguintes motivos: a) em todos os períodos objeto do lançamento, o Fisco considerou como base de cálculo valores que estariam incluídos na folha de pagamento e não na GFIP, mas nessa apuração considerou valores duplicados, pois incluiu na base de cálculo como "diferença de folha" valores que já haviam sido considerados na GFIP. Cita como exemplo o funcionário Elói Marcos de Oliveira, que possui dois códigos de PIS e foi incluído na folha de pagamento com um código e na GFIP com outro (fl. 2.595, quadro com códigos de PIS do exemplo). Diz que tal critério foi repetido em todos os períodos e em relação a vários funcionários, como detalhado nas planilhas anexas à Impugnação. b) foram incluídos na base de cálculo, como "diferença de folha" valores indevidos como aviso prévio indenizado e décimo terceiro salário indenizado. c) vários dos valores indicados pelo Fisco como não incluídos em GFIP o foram, tanto que os valores da base de cálculo constante das GFIP são na verdade maiores que as totalizações da folha que consta do próprio arquivo fiscal (quadro demonstrativo na folha 2.597) A recorrente diz ainda que seria "impraticável" a juntada aos autos dos comprovantes relacionados a cada um dos funcionários, mas que pode comprovar suas alegações durante a realização de uma diligência, onde apontaria os erros mencionados e a correção das planilhas. Chamou a atenção a alegação de que "só essa diferença em decorrência da adoção de incorreto critério representa em torno de 70% de toda a diferença apurada no levantamento" (fl. 2.596). A DRJ tratou do tema em sua decisão, dizendo que, em relação a esse funcionário tomado como exemplo, efetuou consulta em sistema da Receita federal e verificou que ele possuía dois PIS mas também dois vínculos de trabalho em diferentes unidades da recorrente. Considerou ainda que não entendia "impraticável" a juntada de todos os documentos necessários. Concluiu enfim que "não há qualquer reparo a ser feito nos valores considerados como base de cálculo do crédito apurado no presente lançamento e, muito menos, motivo para que seja realizada diligência fiscal, até porque, a Impugnante não traz aos Fl. 2816DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 19515.722916/201294 Resolução nº 2202000.683 S2C2T2 Fl. 2.816 21 autos qualquer documento que pudesse comprovar, mesmo com indícios, as suas alegações" (fl. 2442). Mas divirjo de suas conclusões, que enfim não demonstraram a procedência da autuação, mas concluíram pela mesma pela ausência de provas a cargo do contribuinte. CONCLUSÃO Considerando o volume de dados envolvidos, que foram tratados mediante arquivos magnéticos em modelos específicos, não é possível, neste julgamento, verificar com a devida pertinência as alegações do recorrente. Ademais, acho plausível que possa ter acontecido a consideração de funcionário em duplicidade ou a inclusão de verbas indevidas na apuração da base de cálculo. A base de cálculo corretamente apurada é elemento substancial do lançamento e sua impropriedade impede que se construa um crédito tributário líquido e certo, como deve ser. Além disso, a verdade material é princípio que deve ser observado neste julgamento. Dessa feita, antes de prosseguir para a conclusão do julgamento, VOTO pela conversão em diligência, a fim de que a Unidade de origem adote as seguintes medidas: a) observando as indicações da recorrente, acima tratadas, e verificando as alegações do recurso intituladas "as bases contributivas previdenciárias", nas folhas 2.594 a 2.597, intime a contribuinte a comprovar documentalmente suas alegações de que as bases de cálculo empregadas no lançamento estariam incorretas, indicando a inclusão de valores em duplicidade, a inclusão de parcelas indevidas e não tributáveis da folha de salários, e a consideração pelo Fisco de valores como não incluídos em GFIP e que na realidade estão incluídos. b) reveja as planilhas de folhas 712 e seguintes e a apuração da base de cálculo do lançamento, elaborando relatório circunstanciado onde seja evidenciada a manutenção ou alteração, por período de apuração, considerando as informações e documentos que forem apresentados. c) após, intime o contribuinte do resultado da diligência para, querendo, manifestarse no prazo legal. Considerando as disposições aqui contidas, em relação aos limites da lide, no caso do lançamento contido nos presentes autos, toda essa diligência pode limitarse às competências 11/2008, 12/2008 e 13/2008. Então, retornem os autos a este CARF para prosseguimento do julgamento. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 2817DF CARF MF Impresso em 17/06/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 10 /06/2016 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 11/06/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
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Numero do processo: 19311.720308/2015-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Nov 26 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3402-001.466
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator, vencida a conselheira Maria Aparecida Martins de Paula.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente.
(assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado), Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator, vencida a conselheira Maria Aparecida Martins de Paula. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente. (assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado), Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório do acórdão recorrido com os devidos acréscimos: Trata o presente processo do Auto de Infração de multas regulamentares relativas à Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita (EFDContribuições) dos períodos de apuração de janeiro a dezembro de 2013, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 93 11 .7 20 30 8/ 20 15 -8 4 Fl. 1730DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.731 2 no valor total de R$ 105.327.525,61 (cento e cinco milhões, trezentos e vinte e sete mil, quinhentos e vinte e cinco reais e sessenta e um centavos). Em conformidade com o disposto no auto de infração e no Termo de Verificação Fiscal (fls. 1.182 a 1.368), referidas multas foram lançadas em virtude de a contribuinte ter apresentado as obrigações acessórias (EFDContribuições), relativamente aos meses citados (janeiro a dezembro de 2013), com os valores “zerados” e de, mesmo após seguidas intimações e prorrogações de prazo, não ter havido a transmissão de documentos retificadores (nos quais constassem os valores corretos relativos às escriturações das contribuições). A autoridade a quo aduz que as bases de cálculo das multas regulamentares estão detalhadas no demonstrativo denominado “DETALHAMENTO DAS MULTAS POR TRANSMISSÃO VIA SPED DE EFD CONTRIBUIÇÕES COM VALORES ZERADOS” (fls 1.365 a 1.366), e que foram lançadas da seguinte forma: “a) Períodos de apuração de janeiro/2013, fevereiro/2013, março/2013, abril/2013 e julho/2013, transmitidos via Sped antes de 21/08/2013, multa de 0,2% sobre as receitas do mês imediatamente anterior ao da transmissão da EFD – Contribuições (art. 57 da MP nº 2.15835, de 21 de agosto de 2001, com a redação e vigência dada pela Lei nº 12.766, de 2012, e artigo 10 da IN RFB nº 1.252, de 01 de março de 2012, com a nova redação dada pela IN RFB nº 1.387, de 21 de agosto de 2013); b) Períodos de apuração junho/2013, agosto/2013 a dezembro/2013, transmitidos via Sped após 21/08/2013, multa de 3% sobre o valor das transações comerciais do mesmo período de apuração, conforme nova redação e vigência estabelecida pela Lei nº 12.873, de 2013, e artigo 10 da IN RFB nº 1.252, de 01 de março de 2012, com a nova redação dada pela IN RFB nº 1.387, de 21 de agosto de 2013).” Em 23/12/2015, por meio de ciência no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) perante a Receita Federal do Brasil – RFB, conforme se verifica no Termo de Ciência por Abertura de Mensagem (fls. 1.384), a contribuinte foi cientificada do auto de infração e dos outros documentos relativos ao encerramento da ação fiscal (Termo de Verificação Fiscal, Termo de Encerramento e documento de orientações), apresentando, em 22/01/2016, a impugnação de fls. 1.390 a 1.421, cujo teor é resumido a seguir. Inicialmente, no tópico “IFatos”, a interessada faz um breve relato dos fatos e alega que as multas regulamentares não podem prosperar tendo em vista que: “(i) a multa aplicada está indevidamente enquadrada, já que a atitude da Impugnante poderia ser tipificada como falta de atendimento à intimação da fiscalização para regularização da EFDContribuições; (ii) a multa aplicada, em relação a parte dos períodos de apuração, foi calculada segundo critério que sequer estava vigente na data da ocorrência da ‘infração’; (iii) as obrigações acessórias, assim como a EFD Contribuições, devem servir para viabilizar a fiscalização no cumprimento da obrigação principal, o que restou prejudicado, no presente caso, em que a autoridade fiscal se valeu de diversos outros instrumentos que lhes foram disponibilizados, inclusive por diversos demonstrativos e documentos apresentados pela Impugnante, conseguindo concluir, sem dificuladades, a auditoria fiscal; (iv) a penalidade aplicada não guarda lógica com o ‘dano potencial, sendo incoerente e aplicada em percentual completamente exorbitante, desproporcional e não razoável.” No tópico a seguir, “II Procedimento de Fiscalização: Plena Colaboração da Impugnante e Prestação de Informações Necessárias e Suficientes para a Realização da Auditoria Fiscal”, a contribuinte alega que cooperou com o trabalho fiscal, pois apresentou todas as informações (arquivos digitais, memórias de cálculo e respostas às Fl. 1731DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.732 3 intimações) necessárias e essenciais para a realização da auditoria, tanto que a fiscalização conseguiu, de forma ágil e eficiente, identificar as infrações tributárias antes mesmo de solicitar a retificação das EFDContribuições. Nesse sentido, diz que “apesar de dispor de todos os elementos necessários à conclusão da auditoria fiscal, foi aplicada multa que, ainda que não fosse totalmente não razoável e desproporcional, somente deveria penalizar situações em que a falta de retificação ensejasse ou, no mínimo, dificultasse de forma significativa a auditoria fiscal, o que não se observa no presente caso em que, sem sombra de dúvidas, houve efetiva cooperação da Impugnante, o que permitiu fácil identificação, por parte do agente fiscal, das diferenças a serem lançadas.” No tópico seguinte, “III Direito”, item “III.1 – Erro de enquadramento da multa em relação aos períodos de junho a outubro de 2013: entrada em vigor da Lei nº 12.873/2013 em 25/10/2013 – orientação pela própria Receita Federal (Parecer Normativo COSIT nº 3/2015)”, a interessada pugna pela nulidade do lançamento por erro no enquadramento legal da multa aplicada, relativamente aos períodos de junho a outubro de 2013. Alega, em síntese, que a alteração do art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, realizada pela Lei nº 12.873, de 2013, passou a vigorar somente em 25/10/2013, e nesse sentido afirma que “somente em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de tal data é que poderia ser aplicada a penalidade calculada pela alíquota de 3% sobre o valor das transações comerciais ou das operações financeiras da Impugnante.”. Aduz que referida argumentação, relativa a entrada em vigor da alteração promovida pela Lei nº 12.873, de 2013, é corroborada pelo Parecer Normativo COSIT nº 3, de 28/08/2015. No item a seguir, “III.2 – Erro na base de cálculo da multa aplicada”, a contribuinte requer, primeiramente, a nulidade do auto de infração em face de ocorrência de erro insanável na quantificação das multas relativas aos períodos de apuração de junho a dezembro de 2013. Diz que, a despeito do previsto no art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, com a redação dada pela Lei nº 12.873, de 2013, que prevê a aplicação da multa sobre “o valor das transações comerciais ou das operações financeiras, próprias da pessoa jurídica ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário”, em mencionados meses, a fiscalização a calculou sobre o valor total das receitas, conforme se verifica no Demonstrativo das Multas por Transmissão via SPED de EFDContribuições com valores Zerados (fls 1.365 a 1.366). Argumenta, também, que o agente fiscal errou nas bases de cálculo das multas dos meses de janeiro a maio e julho de 2013, uma vez “que a fiscalização considerou que a multa deveria ser calculada com base o valor do faturamento do mês anterior à entrega da declaração e não da data em que deveria ser entregue, segundo a legislação, ou da ocorrência da competência.”. Nesse direção, diz que essa incorreção ocasiona a nulidade do lançamento, uma vez que a base de cálculo não tem relação direta e/ou não representa uma medida da materialidade com o fato a que se relaciona. No item seguinte, “III.3 – Erro de qualificação dos fatos ocorridos e, conseqüentemente, da multa aplicada: substancialmente, a situação de fato se enquadra como ausência de entrega de declaração”, a contribuinte sustenta que a multa regulamentar a ser aplicada no presente caso, para cada um dos meses, é a relativa ao inciso II do art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês ou fração, em face do não cumprimento à intimação para cumprir a obrigação acessória ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados. Alega que referido enquadramento legal dáse em virtude de a apresentação das EFD Contribuições com valores “zerados” equivaler, substancialmente, a ausência de apresentação da obrigação acessória. Diz que “No âmbito do CARF e da interpretação atualmente aplicada pela Fiscalização em geral e pela Receita Federal, deve prevalecer a substância sobre a forma. Assim, no presente caso, em que a obrigação acessória Fl. 1732DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.733 4 estava completamente em branco, não há dúvida de que deve ser considerada como ausência de entrega.”. Argumenta que a aplicação da multa regulamentar na forma acima defendida resulta em um valor total 595 vezes menor do que o montante das multas aplicadas, ou 0,17% do valor da penalidade cobrada. Defende, assim, com algumas considerações a respeito da carga tributária brasileira e do sistema tributário nacional, o qual obriga os contribuintes a apresentarem um emaranhado de declarações (obrigações acessórias), que, no presente caso, frente a situação relatada, se deve interpretar de forma mais favorável à interessada, aplicandose o art. 112 do CTN. Em outro item, “III.4 Inaplicabilidade da multa por descumprimento de obrigação acessória que não prejudica a realização da fiscalização: princípio da instrumentalidade das formas”, a impugnante repete, com outras palavras, a argumentação trazida no tópico “II Procedimento de Fiscalização: Plena Colaboração da Impugnante e Prestação de Informações Necessárias e Suficientes para a Realização da Auditoria Fiscal”. Acrescenta que as obrigações acessórias têm o objetivo de fornecer ao fisco as informações necessárias para a checagem do cumprimento da obrigação tributária principal. Aduz que a fiscalização teve acesso, além dos demonstrativos e informações prestadas pela interessada, à contabilidade regular da empresa, informada na Escrituração Contábil Digital, e aos Demonstrativos de Apuração das Contribuições Sociais – Dacon do período. Por fim ressalta, novamente, que o agente fiscal identificou “os pontos objeto da autuação antes mesmo de solicitar a retificação” das EFDContribuições (Grifos nos originais). No item da sequência, “III.5 – Inobservância da razoabilidade e proporcionalidade, diante das circunstâncias de fato do caso concreto”, a interessada argumenta que o valor total das multas afronta diretamente os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, que se encontram implicitamente ligados ao inciso LIV do art. 5º da Constituição Federal, de 1988, e previstos no art. 2º da Lei nº 9.784, de 1999. Adverte, primeiramente, que não pretende o afastamento das multas por inconsitucionalidade ou por ilegalidade da lei em abstrato, mas sim pela sua aplicabilidade no caso concreto. Diz que penalidade é totalmente desproporcional, pois representa 12 (doze) vezes os valores de PIS e Cofins declarados em DCTF no ano de 2013 ou 3 (três) vezes os valores de PIS e Cofins apurados no mesmo ano, no processo administrativo nº 13911.720307/201530, resultante das glosas da mesma fiscalização de que resultou o auto de infração tratado no presente processo. Alega, também, que o percentual de 3% sobre a totalidade das receitas também demonstra desproporcionalidade com a tributação incidente sobre as operações em geral, já que o valor corresponte a mais do que se apura efetivamente em relação a maior parte dos tributos. Acrescenta que o posicionamento do STF vai no sentido de que o poder público, em sede de tributação, não pode legislar abusivamente, tendo em vista que a legislação pátria não outorga ao Estado o poder de descondiderar direitos constitucionalmente assegurados aos contribuinte. Nesse sentido colaciona julgados da referida corte e pede o afastamento das multas no moldes em que foram constituídas. Em outro item, “III.6 ´Ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da vedação do confisco”, a contribuinte alega, com base em posições doutrinárias e acórdãos juidicais, que a penalidade aplicada, indubitavelmente, é incompatível com sua capacidade contributiva e afronta o princípio constitucional da vedação ao confisco. No item a seguir, “III.7 – Da impossibiliade de cobrança de juros moratórios sobre a multa de ofício”, a interessada insurgese contra a incidência dos juros moratórios sobre os valores das multas constituídas em lançamentos fiscais. Diz que mencionada cobrança afronta: (i) o artigo 161 do CTN, tendo em vista que de acordo com mencionado artigo somente o valor do principal pode ser autualizado pelos juros; (ii) o princípio da legalidade, em razão de não existir autorização legal para efetuar a Fl. 1733DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.734 5 cobrança; (iii) o art. 2º, inciso I, da Lei nº 9.784, de 1999, tendo em vista que os atos administrativos devem estar totalmente vinculados à lei; (iv) e os artigos 142, do CTN, e art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, pelo fato de as multas não terem sido constituídas de forma regular e ofenderem aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Por fim, no tópico “IV Pedido” a contribuinte pugna pelo conhecimento e provimento da impugnação apresentada, para o fim de cancelar totalmente a exigência fiscal e arquivar o processo administrativo instaurado. Às fls. 1.584 consta despacho da autoridade a quo que certifica a tempestividade da impugnação apresentada. Ato contínuo, a DRJCURITIBA (PR) julgou a Impugnação do Contribuinte nos seguintes termos: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2013 a 31/12/2013 NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE DE NORMAS VIGENTES. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. A autoridade administrativa não tem competência para, em sede de julgamento, negar validade às normas vigentes. Assunto: Obrigações Acessórias PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2013 a 31/05/2013, 01/07/2013 a 31/07/2013, 01/09/2013 a 31/12/2013 MULTA. EFDCONTRIBUIÇÕES. VALORES ZERADOS. A apresentação da EFDContribuições com os valores todos “zerados” está sujeita ao lançamento de multa por apresentação da obrigação acessória com informações inexatas, incompletas ou omitidas. MULTA. EFDCONTRIBUIÇÕES. BASES DE CÁLCULO. É de se manter o lançamento das multas relativas às EFD Contribuições quando restar comprovado que a fiscalização utilizouse das bases de cálculo, exatamente, de acordo com a previsão legal. PERÍODO APURAÇÃO: 01/06/2013 a 30/06/2013 e 01/08/2013 a 31/08/2013 MULTA. EFDCONTRIBUIÇÕES ERRO DE ENQUADRAMENTO LEGAL. CANCELAMENTO. Uma vez constatado que houve erro na aplicação do enquadramento legal e, por consequência, em todos os outros aspectos do lançamento, é de se cancelar as multas relativas às EFDContribuições aplicadas. Fl. 1734DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.735 6 Em seguida, devidamente notificada, a Recorrente interpôs o presente recurso voluntário pleiteando a reforma do acórdão. Em seu Recurso Voluntário, a Empresa suscitou questões preliminares e de mérito, apresentando as mesmas argumentações da sua impugnação. É o relatório. Voto Trata a lide de lançamento fiscal de multas regulamentares por descumprimento de obrigações acessórias decorrentes de erros na Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita (EFDContribuições). O valor da referida multa é obtida pela aplicação de percentual sobre as receitas auferidas pela empresa. A autuação ora analisada decorreu de procedimento fiscal para verificação da base de cálculo das contribuições ao PIS e a COFINS da Recorrente, do qual resultou, além do presente auto de infração, também um auto de infração referente às citadas contribuições de nº 19311.720307/201530. No julgamento da Impugnação da empresa na DRJ, restou decidido cancelar os lançamentos das multas de EFDContribuições, nos valores de R$ 13.742.987,89 e R$ 15.517.807,41, relativas aos fatos geradores ocorridos em 12/09/2013 e 15/10/2013 (períodos de apuração de junho e agosto de 2013, respectivamente), e a manter as demais multas lançadas, no valor total de R$ 76.066.730,31. Desse Acórdão recorreuse de ofício a este Colegiado. Também a empresa apresentou Recurso Voluntário contestando a parcela remanescente da multa. Inicialmente, o processo foi encaminhado para a Primeira Seção deste Colegiado que, por meio de resolução, declinou da competência para a Terceira Seção do CARF, nos termos previstos no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Ricarf, Anexo II, art. 4º, XXI. O referido auto de infração de infração de PIS/COFINS foi objeto de julgamento nesta turma colegiada em 22 de março de 2018, decidindo a turma, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência para que a unidade preparadora junte aos autos os demonstrativos extraídos da Escrituração Contábil Digital (ECD) e Escrituração Fiscal Digital (EFD) que embasaram o lançamento fiscal quanto às diferenças das contribuições apuradas. Após a juntada ao processo de PIS/COFINS da resolução citada e encaminhamento do processo ao Sepoj, a SETEX3ªSEÇÃO devolveu o processo alegando, em despacho, que o processo de PIS/COFINS (19311.720307/201530), por estar vinculado ao processo de Multa Regulamentar (19311.720308/201584), deveria ser julgado em conjunto com este último. Assim, tendo em vista o despacho exarado pela Sepoj e o fato de que ambos os processos foram decorrentes do mesmo procedimento fiscal para verificação das bases de cálculo do PIS e da COFINS, resolvo por sobrestar o julgamento do presente processo na Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento, até que haja indicação para pauta do processo nº19311.720307/201530 (PIS/COFINS), oportunidade na qual o presente processo Fl. 1735DF CARF MF Processo nº 19311.720308/201584 Resolução nº 3402001.466 S3C4T2 Fl. 1.736 7 (Multa Regulamentar) deverá ser novamente movimentado pela Secretaria da Quarta Câmara para este Relator visando a indicação de ambos a pauta para o julgamento em conjunto. (assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo Relator Fl. 1736DF CARF MF
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Numero do processo: 13502.902687/2012-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 21 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Aug 20 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2010
CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA INICIAL DO CONTRIBUINTE
Conforme determinação Art. 36 da Lei nº 9.784/1999, do Art. 16 do Decreto 70.235/72, Art 165 e seguintes do CTN e demais dispositivos que regulam o direito ao crédito fiscal, o ônus da prova é inicialmente do contribuinte ao solicitar seu crédito.
COMPENSAÇÃO - CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO
Não tendo o contribuinte logrado comprovar a existência do direito creditório disponível, com base em suposta desvinculação de pagamento em DCTF retificadora, indefere-se a compensação pleiteada.
Numero da decisão: 3201-008.614
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recuso Voluntário. O conselheiro Hélcio Lafetá Reis votou pelas conclusões. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-008.608, de 21 de junho de 2021, prolatado no julgamento do processo 13502.902688/2012-05, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Mara Cristina Sifuentes, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Laercio Cruz Uliana Junior, Marcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Ausente o conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles.
Nome do relator: PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2010 CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA INICIAL DO CONTRIBUINTE Conforme determinação Art. 36 da Lei nº 9.784/1999, do Art. 16 do Decreto 70.235/72, Art 165 e seguintes do CTN e demais dispositivos que regulam o direito ao crédito fiscal, o ônus da prova é inicialmente do contribuinte ao solicitar seu crédito. COMPENSAÇÃO - CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO Não tendo o contribuinte logrado comprovar a existência do direito creditório disponível, com base em suposta desvinculação de pagamento em DCTF retificadora, indefere-se a compensação pleiteada. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recuso Voluntário. O conselheiro Hélcio Lafetá Reis votou pelas conclusões. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-008.608, de 21 de junho de 2021, prolatado no julgamento do processo 13502.902688/2012-05, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Mara Cristina Sifuentes, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Laercio Cruz Uliana Junior, Marcio Robson Costa, Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Ausente o conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 90 26 87 /2 01 2- 52 Fl. 94DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-008.614 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13502.902687/2012-52 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. O presente procedimento administrativo fiscal tem como objeto o julgamento do Recurso Voluntário apresentado em face da decisão de primeira instância, proferida no âmbito da Delegacia regional de Julgamento (DRJ), que negou provimento à Manifestação de Inconformidade apresentada em face do Despacho Decisório eletrônico que não homologou as compensações solicitadas. O processo trata de Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação declarada através de DCOMP, utilizando como tipo de crédito Pagamento Indevido ou a Maior. A Receita Federal do Brasil, emitiu Despacho Decisório. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP . foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O contribuinte tomou ciência do Despacho Decisório, apresentando Manifestação de Inconformidade, no qual informa que discorda do indeferimento da compensação considerando que os créditos oriundos de pagamento indevido ou a maior já haviam sido devidamente disponibilizados em razão da desvinculação dos mesmos das DCTFs dos respectivos períodos de apuração. Conclui solicitando o reconhecimento do direito ao crédito, com a homologação do PER/DCOMP sob análise. Após julgamento, o direito creditório não foi reconhecido. Em Recurso o contribuinte nem mesmo reforçou os argumentos apresentados anteriormente e se ateve a pedir dilação de prazo. Relatório proferido. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme o Direito Tributário, a legislação, os fatos, as provas, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresenta-se este voto. Fl. 95DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-008.614 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13502.902687/2012-52 Por conter matéria preventa desta 3.ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, o tempestivo Recurso Voluntário deve ser conhecido. Conforme determinação Art. 36 da Lei nº 9.784/1999, do Art. 16 do Decreto 70.235/72, Art. 165 e seguintes do CTN e demais dispositivos que regulam o direito ao crédito fiscal, o ônus da prova é do contribuinte ao solicitar seu crédito. Neste caso em concreto, em Recurso Voluntário o contribuinte sequer reforçou os argumentos da Manifestação de Inconformidade e se limitou a afirmar que errou em sua defesa e solicitou dilação de prazo, pedido que deve ser negado pelas razões expostas a seguir. O contribuinte não cumpriu com que foi determinado no Art. 16 do Decreto 70.235/72. Ao solicitar o reconhecimento de um crédito, conforme Art. 165 e 170 do CTN, os créditos devem ser líquidos e certos, ônus que compete inicialmente ao contribuinte. Reproduzo as razões de decidir antecedentes, para também constar no presente voto, como fundamentos decisórios: A manifestação de inconformidade é tempestiva e preenche os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, dela, pois, tomo conhecimento. O processo trata da não homologação de compensação que utiliza crédito de Pagamento Indevido ou Maior, no valor de R$ 81.518,72, referente ao Período de Apuração (PA) set10 e código de receita 6912 – PIS não cumulativo. A não homologação se justifica pela indisponibilidade do crédito, pois este se encontra totalmente vinculado a débito declarado de PIS , em DCTF relativa ao PA set10. Muito embora o contribuinte alegue em sua Manifestação de Inconformidade, fls.14/15 , que o crédito sob análise está disponível “em razão da desvinculação dos mesmos das DCTFs daquele período”, tal fato não se confirma pela consulta aos Sistemas Informatizados da RFB. Seguem as telas de consulta aos Sistemas Sief Documento de Arrecadação, DCTF e DACON: 1) Tela do Sistema Sief Documento de Arrecadação – verifica-se que o pagamento, no valor de R$ 81.518,72, código de receita 6912 – PIS não cumulativo, referente ao PA set10 está totalmente alocado a débito do contribuinte, não havendo qualquer saldo disponível para utilização em compensações. Fl. 96DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-008.614 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13502.902687/2012-52 2)Telas do Sistema DCTF – verifica-se que a DCTF ativa, que inclui o PA set10, foi recepcionada em 19/05/2011, sendo R$ 81.518,72 o valor do débito de PIS declarado e estando totalmente vinculado a pagamento do mesmo valor. Entende-se por DCTF ativa a última declaração entregue pelo contribuinte para o período de apuração, seja ela original ou retificadora. 3) Telas do Sistema DACON – observa-se que o Dacon ativo, que inclui o PA set10, foi entregue em 28/10/2010, sendo o valor informado do PIS a pagar de R$ 81.518,72. Entende-se por DACON ativo o último demonstrativo entregue pelo contribuinte, seja ele original ou retificador. Portanto confirma-se que o valor de R$ 81.518,72, arrecadado em 25/10/2010, referente ao ´PA set10, Código de Receita 6912, está totalmente alocado a débito com as mesmas características, não havendo assim qualquer valor disponível para compensação. Como é possível observar, a decisão a quo analisou os detalhes do pedido do contribuinte, apresentado em seu primeiro recurso, e demonstrou que não havia a Fl. 97DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-008.614 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13502.902687/2012-52 suposta desvinculação de pagamento em DCTF. Após, o contribuinte confirma o erro em sua defesa e se ateve à solicitar a dilação de prova. Diante do exposto, com base nos mesmos motivos da decisão de primeira instância, deve ser NEGADO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Voto proferido. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao Recuso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Fl. 98DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10665.905417/2009-47
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri Aug 20 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Oct 06 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
CRE´DITO PRESUMIDO DE IPI. CUSTO DE AQUISIC¸O~ES DE PESSOAS FI´SICAS E DE COOPERATIVAS. ME´TODO ALTERNATIVO DA LEI Nº 10.276, DE 2001. INCLUSA~O. IMPOSSIBILIDADE.
A apurac¸a~o do cre´dito presumido pelo me´todo alternativo da Lei nº 10.276, de 2001, na~o admite, por expressa disposic¸a~o legal, a inclusa~o de custos relativos a aquisic¸o~es de na~o contribuintes das contribuic¸o~es PIS/Pasep e COFINS e na~o esta´ abrangida pelo entendimento definitivo do Superior Tribunal de Justic¸a relativo ao me´todo originalmente criado pela Lei nº 9.363/1996, que na~o trazia expressamente tal restric¸a~o.
Numero da decisão: 9303-011.705
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negavam provimento.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Valcir Gassen - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: VALCIR GASSEN
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que negavam provimento. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 90 54 17 /2 00 9- 47 Fl. 242DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 Trata-se de Recurso Especial (e-fls. 215 a 228), interposto pela Fazenda Nacional, em 15 de outubro de 2020, em face do Acórdão nº 3401-007.909 (e-fls. 197 a 213), de 30 de julho de 2020, proferido pela 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF. A decisão recorrida ficou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) 7/2005 a 30/09/2005 O DE IPI. BASE DE O CONTRIBUINTES DO PIS º, caput, da IN SRF nº 419/2004, sen o creditamento tamb nos termos do REsp nº 993.164/MG, julgado sob o rito dos Recursos Repetitivos. C LCULO. Nos termos da Portaria MF nº comercial, a quantidade de MP, de somando-se a quantidade em estoque no quantida - eps. E IPI. BASE rec omo custo dos insumos adquiridos. Logo, deve ser exclu - - ST). O. A. N No ressarcimento de i o, com seu recebime a ou com o encontro de contas na compe Fl. 243DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 Quanto à deliberação assim consta: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso. Votaram pelas concl eiros Oswaldo G eto, Carlos Henrique de Souza Pantarolli, Fernanda Viera Branco e Mara Cristina Sifuentes ria pela Taxa Selic. Por intermédio do Despacho de Admissibilidade de Recurso Especial (e-fls. 232 a 250), em 15 de dezembro de 2020, o Presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF admitiu o recurso interposto pela Fazenda Nacional para a rediscussão da seguinte matéria: “Cr o de insumos de p 10.276/2001”. É o relatório. Voto Conselheiro Valcir Gassen, Relator. O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. De acordo com o despacho de admissibilidade, vota-se pelo conhecimento. A matéria cinge-se à possibilidade de apropriação de crédito presumido de IPI na aquisição de insumos de pessoas físicas e cooperativas, no caso do regime alternativo da Lei nº 10.276/2001. Na decisão recorrida entendeu-se que as aquisições de insumo junto a pessoas físicas e cooperativas devem integrar a base de cálculo presumido de IPI, mesmo tendo o Contribuinte optado pelo regime alterativo de cálculo previsto na Lei nº 10.276/2001. A Fazenda Nacional entende de forma contrária. Sustenta seu entendimento da seguinte forma: - c ma d gra insculpida na Lei nº 9.363/96 e aquela prevista na Lei nº 10.276/2001. Com efeito, na Lei nº regra expressa no sentido de que apenas am s PIS/COFINS. Diversamente, na Lei nº 10.276/2001 o comand o presumido de IPI os custos PIS/COFINS. o legal prevista no art. 1º, § 1º da Lei nº 10 cooperativas n m em ciais a in Com efeito, faz-se im - rial de embalagem, aplicados na Fl. 244DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 industr tinados ao mercado externo, tenham so -somente na etapa imediatamente anterior da c multicitado art. 1º, § 1º da Lei nº 10.276/2001. Depreende-se do diploma normativo supra transcrito q “ que tratam as Leis Complementares nº 7, de 7 de setembro de 1970, e nº 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991. Ora, somente pode-se ressarcir aquilo que foi despendido. - Assim sendo, por expressa d perquirir se, na a ocorre quando o estabelecimento produtor exportador adquire insumos de pes (em o – MICT). - a COFINS, tais como as pessoas f ica e ido do IPI lo alternativa prevista na Lei nº 10.27 º, § 1º). Em análise da matéria verifica-se assistir razão à Fazenda Nacional. Esta matéria já foi objeto de deliberação por esta Turma no Acórdão nº 9303- 010.656, de 15 de setembro de 2020, de relatoria do il. Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal, que ficou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) - 2003, 2004 ernativo da Lei nº 10.276, de relativo a trazia expressamente tal rest . No Acórdão nº 9303-010.662, de 15 de setembro de 2020, de relatoria do il. Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, firmou-se o entendimento do qual se compartilha. Cita-se trechos como razões para decidir de acordo com o previsto no art. 50, § 1° da Lei n° 9.784, de 29/01/1999: - regime alternativo da Lei 10.276, de 2001 Fl. 245DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 Consta dos autos que o processo de Pedido de Ressarc presumido d , de 2001, referente ao 1º ao 4º Tri/de 2003. mercadorias exportadas, , e di u assentado que permite o ap 10.276/2001, discute-se o direito cal - 1 – Negar o direito, ao argumento dir art. 1º: § 1º A base de seguin caput: (ressaltou-se) 2 – Per na Lei 9.363/96 seria a permitido pelo Superior Trib – recen ndimento, conforme passo a fundamentar. afeta apenas o regime especificado presumido previsto na Lei 10.276/2001, pela vinculante, por dois motivos. (a) Primeiramente, pelo alcance do REsp 993.164, tendo e tratado e a Lei n° 9.363, de 1996, que foi considerada ilegal, sem expandir o julgamento para normas posteriores. (b) Adicionalmente, o resumido em si, nas formas dadas por cada lei, tendo em vista o fato de que: - – c – ustos, , - enquanto, na Lei n° 10.276, de 201, essa r Alcance do REsp 993.164 Fl. 246DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 -3, referentes ao mesmo processo objeto do REsp em comento, n° 993.164 utomaticamente expandido, para PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADOR C DO DECISUM PARA ABARCAR A DEC VALOR DA CAUSA (R$ 500,0 - – - : at subordinando-se aos limites do texto legal. (...) produtos ori . endo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia Fl. 247DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 n - - inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal (...) que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/9 - pela COFINS - - - processo produtivo (art. 2o), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). - Normativa 23/97, q Mas no presente caso, conforme veremos, 10.276, de 2001. art. 1º da Lei 9.363, de 1996 ionalidade dessa parte da Lei 9.363, de 1996. Claro que, se no REsp se entendesse que tal dispos Pode - - Lei n° 9.363, de alternativamente pelas Leis n° 9.363, de 1996, e 10.276, de 2001. -s - “ caput do art. 1º onde Art. 1º A empresa produtora e Fl. 248DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, - produtivo. Por outro lado, para especificamente definir como “ : Art. 2º d - (ressaltou-se) Disso, conclui-se, assim como fez o STJ, que, nos termos do procedimento definido pela Lei n° 9.363, de 1996: ; e ME. , de MP, PI e Vejamos, agora, a Lei n° 20.276, de 2001. Na Lei 10.276, de 2001, cumulativas inclusas no custo de seus insumos, conforme se depreende de seu art. 1°: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996 m presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relat (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. conforme art. 1o, § 1o, a seguir reproduzido. Art. 1º ... § 1º seguintes custos, sobre os quais referidas no caput: (ressaltou-se) Fl. 249DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 “valor “ presente na Lei 9.363/96 e ausente na Lei 10.276/2001, que o re “custos, a diferentes. “ conforme a ementa: a - - - l dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2o), sem condicionantes" (ressaltou-se) para o julgamento de seu legislador, seja por a Consi que configuram. Com efeito, apesar de existirem outros julgados do STJ concedendo o me s 10.276/2001. Todavia, caso haja eventual julgamento vincu STJ, d - inconstitucionalidade da Lei 10.276/2001 i ia da Lei 10.276/2001. dar provimento ao Recurso Especial interpo Fl. 250DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 9303-011.705 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10665.905417/2009-47 Com essas razões, vota-se por conhecer o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional e, no mérito, em dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen Fl. 251DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10950.900538/2014-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
DCOMP. CRÉDITOS PRESUMIDOS. PIS/PASEP. COFINS.
A declaração de compensação de créditos presumidos nos termos dos art. 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010 deve ser feita por meio de PER/DCOMP.
Numero da decisão: 3401-009.293
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar que a Unidade de origem acrescente em novo despacho decisório, análise, decisão e, se o caso, quantificação dos créditos presumidos de titularidade da Recorrente, vencida a conselheira Fernanda Vieira Kotzias, que votava pela nulidade do despacho decisório. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-009.290, de 27 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10950.900553/2014-92, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente).
Nome do relator: RAFAELLA DUTRA MARTINS
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 DCOMP. CRÉDITOS PRESUMIDOS. PIS/PASEP. COFINS. A declaração de compensação de créditos presumidos nos termos dos art. 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010 deve ser feita por meio de PER/DCOMP.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-01T21:15:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-01T21:15:25Z; Last-Modified: 2021-09-01T21:15:25Z; dcterms:modified: 2021-09-01T21:15:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-01T21:15:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-01T21:15:25Z; meta:save-date: 2021-09-01T21:15:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-01T21:15:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-01T21:15:25Z; created: 2021-09-01T21:15:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2021-09-01T21:15:25Z; pdf:charsPerPage: 1963; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-01T21:15:25Z | Conteúdo => S3-C 4T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10950.900538/2014-44 Recurso Voluntário Acórdão nº 3401-009.293 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2021 Recorrente COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 DCOMP. CRÉDITOS PRESUMIDOS. PIS/PASEP. COFINS. A declaração de compensação de créditos presumidos nos termos dos art. 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010 deve ser feita por meio de PER/DCOMP. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar que a Unidade de origem acrescente em novo despacho decisório, análise, decisão e, se o caso, quantificação dos créditos presumidos de titularidade da Recorrente, vencida a conselheira Fernanda Vieira Kotzias, que votava pela nulidade do despacho decisório. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-009.290, de 27 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 10950.900553/2014-92, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Luis Felipe de Barros Reche, Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 05 38 /2 01 4- 44 Fl. 179DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-009.293 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.900538/2014-44 Trata-se de declaração de compensação de COFINS não cumulativo vinculado à exportação. A compensação foi parcialmente homologada por despacho eletrônico emitido pela DRF Maringá pois “o crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo”. Em Manifestação de Inconformidade a Recorrente narra em síntese que pleiteou créditos básicos e presumidos das contribuições na mesma linha do PER/DCOMP, uma vez que assim foi instruída pela fiscalização e que o software não dispõe de campo próprio para indicação de créditos presumidos (com base nos artigos 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010). A DRJ Ribeirão Preto manteve a não homologação da compensação uma vez que o campo de ajuda do PER/DCOMP é claro ao dispor pela necessidade de formulação de declaração de compensação de créditos presumidos em formulário papel. Intimada, a Recorrente busca guarida neste Conselho reiterando o quanto descrito na Manifestação de Inconformidade. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: 2.1. A Recorrente pleiteia compensação com CRÉDITOS PRESUMIDOS das contribuições de aquisição de insumos vinculados à exportação de farelo de soja, ex vi art. 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010: Art. 56-A. O saldo de créditos presumidos apurados a partir do ano- calendário de 2006 na forma do § 3° do art. 8° da Lei no 10.925, de 23 de julho de 2004, existentes na data de publicação desta Lei, poderá: I - ser compensado com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria; II - ser ressarcido em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 1° O pedido de ressarcimento ou de compensação dos créditos presumidos de que trata o caput somente poderá ser efetuado: I - relativamente aos créditos apurados nos anos-calendário de 2006 a 2008, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao da publicação desta Lei; II - relativamente aos créditos apurados no ano-calendário de 2009 e no período compreendido entre janeiro de 2010 e o mês de publicação desta Lei, a partir de 1° de janeiro de 2012. § 2° O disposto neste artigo aplica-se aos créditos presumidos que tenham sido apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita de exportação, observado o disposto nos §§ 8° e 9º do art. 3° da Lei no 10.637, Fl. 180DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-009.293 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.900538/2014-44 de 30 de dezembro de 2002, e nos §§ 8o e 9o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Art. 56-B. A pessoa jurídica, inclusive cooperativa, que até o final de cada trimestre-calendário, não conseguir utilizar os créditos presumidos apurados na forma do inciso II do § 3° do art. 8° da Lei no 10.925, de 23 de julho de 2004, poderá: I - efetuar sua compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria; II - solicitar seu ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se aos créditos presumidos que tenham sido apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita auferida com a venda no mercado interno ou com a exportação de farelo de soja classificado na posição 23.04 da NCM, observado o disposto nos §§ 8o e 9o do art. 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nos §§ 8o e 9o do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 2.2. A legislação específica aplicável à matéria (citada pelo inciso I, do artigo 56-B acima) é composta pelo artigo 74 da Lei 9.430/96 e pelas Instruções Normativas editadas pela Receita Federal. Por este motivo – respeito à legislação – o órgão Julgador de Piso negou provimento à Manifestação de Inconformidade, posto que o artigo 28 da Instrução Normativa 900/2008 determinava a apresentação de pedido de restituição em formulário papel, na impossibilidade do uso do programa PER/DCOMP: Art. 28. O pedido de ressarcimento a que se refere o art. 27 será efetuado pela pessoa jurídica vendedora mediante a utilização do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante petição/declaração em meio papel acompanhada de documentação comprobatória do direito creditório. 2.3. Bem, de saída, não se trata de pedido de ressarcimento, porém de compensação (instituto distinto, como afirmado quase mensalmente). A Instrução Normativa 900/2008 tratava de declaração de compensação no artigo 42 § 1° c.c. artigo 34 § 1°: Art. 42. Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, que não puderem ser utilizados no desconto de débitos das respectivas contribuições, poderão sê-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos de que trata esta Instrução Normativa, se decorrentes de: § 1º A compensação a que se refere este artigo será efetuada pela pessoa jurídica vendedora na forma prevista no § 1º do art. 34. Art. 34 (...) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à RFB da Declaração de Compensação gerada a partir do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação à RFB do formulário Declaração de Compensação constante do Anexo VII, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. 2.4. O caput do artigo 42 é absolutamente claro ao limitar seu campo de incidência aos “créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003”, porém, aqui a base legal dos créditos também é outra (o art. 56-A e 56-B da Lei 12.350/2010). Desta feita, a Fl. 181DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-009.293 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.900538/2014-44 limitação descrita no artigo 34 § 1° é inaplicável; em sua substituição aplica-se a regra geral descrita no artigo 74 § 1° da Lei 9.430/96, isto é, o pedido deve ser feito por meio de declaração de compensação pelo programa PER/DCOMP – e o menu ajuda do programa é insuficiente para alterar os parâmetros legais. 2.5. De qualquer forma, não há impossibilidade de apresentação da declaração pelo programa PER/DCOMP. Tanto há que assim foi feito. E mais, o software de análise de crédito do órgão da fiscalização analisou e deferiu o pedido no exato montante dos créditos básicos, isto é, observou, segregou os créditos e deferiu o montante que entendeu razoável, demonstrando que, ao contrário do que afirma a DRJ, também não há impossibilidade de fiscalização dos créditos. 3. Tendo em vista a superação do obstáculo descrito pelo Órgão Julgador de Piso, admito, porquanto tempestivo, e conheço do Recurso Voluntário, dando-lhe provimento para determinar a baixa dos autos para que a unidade de origem, analise, decida e, se o caso, quantifique os créditos presumidos de titularidade da Recorrente. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para determinar que a Unidade de origem acrescente em novo despacho decisório, análise, decisão e, se o caso, quantificação dos créditos presumidos de titularidade da Recorrente. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 182DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10680.725786/2012-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2007
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ART. 150, § 4º DO CTN. DECADÊNCIA.
O que importa para a contagem do prazo decadencial do art. 150, § 4º, do CTN, é a antecipação do pagamento do tributo pelo sujeito passivo, pois o art. 150, "caput" é claro no sentido de que o lançamento por homologação ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua o dever de antecipar o pagamento do tributo ao sujeito passivo sem prévio exame da autoridade administrativa, e se opera pelo ato em que essa mesma autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado (qual seja o pagamento), expressamente a homologa. A tão só apresentação de declaração pelo sujeito passivo, desacompanhada do pagamento, não dá início à fluência do prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pelo Fisco.
Numero da decisão: 2402-010.300
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, cancelando-se integralmente o crédito tributário lançado, uma vez que atingido pela decadência.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rafael Mazzer de Oliveira Ramos - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Márcio Augusto Sekeff Sallem, Gregório Rechmann Júnior, Francisco Ibiapino Luz, Ana Claudia Borges de Oliveira, Renata Toratti Cassini, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Marcelo Rocha Paura (suplente convocado).
Nome do relator: RAFAEL MAZZER DE OLIVEIRA RAMOS
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ART. 150, § 4º DO CTN. DECADÊNCIA. O que importa para a contagem do prazo decadencial do art. 150, § 4º, do CTN, é a antecipação do pagamento do tributo pelo sujeito passivo, pois o art. 150, "caput" é claro no sentido de que o lançamento por homologação ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua o dever de antecipar o pagamento do tributo ao sujeito passivo sem prévio exame da autoridade administrativa, e se opera pelo ato em que essa mesma autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado (qual seja o pagamento), expressamente a homologa. A tão só apresentação de declaração pelo sujeito passivo, desacompanhada do pagamento, não dá início à fluência do prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pelo Fisco. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 57 86 /2 01 2- 65 Fl. 305DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-010.300 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10680.725786/2012-65 Relatório Para o relatório, peço vênia para reproduzir o relatório constante no acórdão da DRJ (fls. 202-207), ora atacado: Foi lavrada notificação de lançamento de ITR contra o contribuinte acima identificado, do exercício de 2007, no valor total de R$ 64.126,15, relativo ao imóvel denominado Fazenda Água Limpa, no município de Rio Acima – MG, NIRF 1.543.687-0, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal de fls. 04 a 08. O contribuinte preliminarmente intimado a apresentar laudo técnico de avaliação para comprovação do valor da terra nua, da área de reserva legal e da área de preservação permanente, não comprovou as informações contidas na DITR, motivo pelo qual não foram aceitas, sendo o VTN arbitrado de conformidade com o artigo 14 da lei 9393/96. Intimado em 23/10/2012 (AR de fl. 31), a Contribuinte Recorrente apresentou impugnação (fls. 33-54) e documentos (fls. 55-196). A 1ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Campo Grande/MS, por unanimidade, negou provimento à impugnação, conforme ementa do acórdão nº 04-35.685 (fls. 202-207): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2007 ÁREAS DE INTERESSE AMBIENTAL - EXCLUSÃO DA TRIBUTAÇÃO - CONDIÇÕES. Dentre as condições para exclusão de áreas de interesse ambiental da tributação do ITR está a apresentação tempestiva do ADA perante o IBAMA, além da comprovação de forma específica dessas áreas em laudo técnico. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimado em 13/06/2014 (certidão de fl. 212), o Contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 214-234), no qual protestou pela reforma da mesma. Sem contrarrazões. Quando do julgamento por este Conselho, antes de adentar ao mérito, converteu o julgamento em diligência para, entre outros objetos, a confirmação de eventual pagamento do ITR referente ao exercício de 2007, objeto do presente feito. Cumprida a diligência, retornaram os autos para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Rafael Mazzer de Oliveira Ramos, Relator. Fl. 306DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-010.300 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10680.725786/2012-65 Da Admissibilidade do Recurso Voluntário O recurso voluntário (fls. 214-234) é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade. Assim, dele conheço. Do Mérito Da Decadência – Exercício 2007 Por se tratar de matéria de ordem pública que pode ser conhecida a qualquer momento, inclusive de ofício, impõe-se verificar, no caso em análise, se o direito de o Fisco constituir o crédito tributário foi atingido (ou não) pela decadência. Como regra geral, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial é aquele definido no inciso I, do art. 173 do CTN, nos seguintes termos: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Entretanto, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, havendo pagamento antecipado por parte do sujeito passivo, ainda que parcial, o prazo decadencial conta- se nos termos do § 4º do art. 150 do CTN, que assim dispõe: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. A propósito, nos termos do art. 10, caput, da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, a apuração do ITR devido se dará por meio de lançamento por homologação. Confira-se: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Nessa perspectiva, o início da contagem do prazo decadencial do referido Imposto, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, será determinado se levando em conta a existência ou não de pagamento antecipado, conforme CTN, arts. 150, § 4º ou 173, inciso I, respectivamente. A propósito, vale consignar que os julgadores deste Colegiado estão vinculados à decisão do STJ, tomadas por recursos repetitivos, adotando a tese de que a aplicação do dispositivo legal acima transcrito, depende da existência de recolhimentos do mesmo tributo no período objeto do lançamento (Resp n° 973.733/SC). Confira-se a ementa: Fl. 307DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-010.300 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10680.725786/2012-65 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelando-se inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs.91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuida-se de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deu-se em 26.03.2001. 6. Destarte, revelam-se caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” Assim, é primordial verificar a existência ou não de pagamento a fim de ser fixada qual das duas regras será utilizada para a determinação do termo inicial para a contagem do prazo decadencial. No presente caso, quando da análise do recurso por este Conselheiro, conforme já exposto, por se tratar de lançamento tributário referente ao ITR exercício de 2007, do qual a Fl. 308DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2402-010.300 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10680.725786/2012-65 Contribuinte foi notificado em 23/10/2012 (AR de fl. 31), converteu o julgamento em diligência para apurar eventual pagamento, ainda que menor, porém anterior ao lançamento. E, de acordo com a diligência, a Contribuinte apresentou os comprovantes de pagamento do ITR/2007 referente ao imóvel de inscrição NIRF 1.543.687-0 (fl. 283-286), decorrente do pagamento parcelado nas datas de 28/09/2007, 30/10/2007, 30/11/2007, e 27/12/2007. Tal pagamento foi confirmado pelo despacho (fl. 287), que: Em atendimento a Resolução CARF Nº 2402-000.880, foram anexados os pagamentos realizados (fls. 284/287) do ITR referente imóvel de inscrição NIRF 1.543.687/0, DITR nº 06.58911.31 transmitida em 20/09/2007, referente ao exercício de 2007. Frisa-se que o ITR apurado na DITR, conforme consta nos sistemas da Receita Federal do Brasil, foi de R$ 4.826,84, recolhido em 4 (quatro) parcelas de R$ 1.206,71 mais os acréscimos legais. A DITR foi transmitida na época pelo contribuinte Companhia Mineradora Piracema, CNPJ 43.033.364/0001-80. Atendida a Resolução CARF, retorno o presente processo ao CARF para prosseguimento. Desse modo, de acordo com a diligência que confirmou o pagamento realizado em 28/09/2007, 30/10/2007, 30/11/2007, e 27/12/2007, relativo ao ITR/2007, ou seja, anterior ao procedimento, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial iniciou-se em 01 de janeiro de 2007 e o termo final em 01/01/2012, conforme regra contida no art. 150, § 4º, do CTN, citado acima. Neste caso, visto que a Contribuinte foi notificada do lançamento em 23/10/2012 (AR de fl. 31), tem-se que decaiu o direito de constituir o crédito em relação ao exercício de 2007. Assim, voto no sentido de reconhecer a decadência do crédito tributário em relação ao exercício de 2007, para o fim de cancelar o lançamento. Por fim, quanto às demais questões, ilegitimidade passiva, Área de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente, entendo que restaram prejudicadas ante a decadência. Conclusão Face ao exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência do crédito tributário em relação ao exercício de 2007, cancelando-se o lançamento. (documento assinado digitalmente) Rafael Mazzer de Oliveira Ramos Fl. 309DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13053.720155/2018-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 22 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2018
SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO DE OFÍCIO. PENDÊNCIA FISCAL. DÉBITO EM ABERTO CUJA EXIGIBILIDADE NÃO SE ENCONTRA SUSPENSA. ADE. NECESSIDADE DE PROVA DA REGULARIZAÇÃO NO PRAZO.
Não comprovado nos autos a regularização dos débitos constantes do Ato Declaratório Executivo de exclusão, nem tampouco que estes se encontrariam com a sua exigibilidade suspensa, é imperioso a exclusão do contribuinte do regime simplificado.
Numero da decisão: 1301-005.500
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Heitor de Souza Lima Junior - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Jose Luz de Macedo Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Esteves Borges, Rafael Taranto Malheiros, Bianca Felicia Rothschild, Marcelo Jose Luz de Macedo e Heitor de Souza Lima Junior (Presidente).
Nome do relator: MARCELO JOSE LUZ DE MACEDO
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EXCLUSÃO DE OFÍCIO. PENDÊNCIA FISCAL. DÉBITO EM ABERTO CUJA EXIGIBILIDADE NÃO SE ENCONTRA SUSPENSA. ADE. NECESSIDADE DE PROVA DA REGULARIZAÇÃO NO PRAZO. Não comprovado nos autos a regularização dos débitos constantes do Ato Declaratório Executivo de exclusão, nem tampouco que estes se encontrariam com a sua exigibilidade suspensa, é imperioso a exclusão do contribuinte do regime simplificado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Esteves Borges, Rafael Taranto Malheiros, Bianca Felicia Rothschild, Marcelo Jose Luz de Macedo e Heitor de Souza Lima Junior (Presidente). Relatório Por bem sintetizar os fatos, reproduz-se em um primeiro momento o relatório constante do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (“DRJ/BHE”): AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 05 3. 72 01 55 /2 01 8- 20 Fl. 208DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-005.500 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13053.720155/2018-20 A empresa acima qualificada, optante pelo Simples Nacional, foi excluída deste regime por força do Ato Declaratório Executivo (ADE) DRF/SCS Nº 3481262, DE 31 DE AGOSTO DE 2018 (fls. 15), em virtude de possuir débitos com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa, elencados no Anexo Único ao ADE, a fls. 16. Ciente do ADE em 17/09/2018 (fls. 27), o contribuinte apresentou em 16/10/2018 contestação a fls. 2. Alega estar questionando os débitos judicialmente. A fls. 184, a unidade de origem prestou as seguintes informações: Trata o presente processo de Contestação do Ato Declaratório Executivo (ADE) de exclusão do interessado do Simples Nacional com efeitos a partir de 01/01/2019. A contestação, protocolada em 16/10/2018, é INTEMPESTIVA, pois foi apresentada FORA do prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência do ADE, ocorrida em 12/09/2018. Em consulta aos sistemas da RFB verifica-se que os débitos que deram ensejo à exclusão do Simples Nacional NÃO foram regularizados pelo contribuinte no prazo previsto no ADE. Em sessão de 30/10/2019, a DRJ/BHE julgou improcedente a defesa do contribuinte, nos termos da ementa abaixo reproduzida: SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que possuir débitos com a Fazenda Pública Federal, com exigibilidade não suspensa. Nos fundamentos do acórdão recorrido (fls. 51/52 do e-processo): [...] a mera propositura de ação judicial é insuficiente para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos motivadores da exclusão do Simples Nacional. O que se constata dos autos é que o interessado não logrou êxito em obter judicialmente tal suspensão, cabendo assinalar que, conforme fls. 69 a 72, em 10/07/2018, foi negada pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul antecipação de tutela requerida pelo interessado para suspensão de eventuais processos executórios promovidos pela União. Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário no qual reitera toda a sua defesa apresentada em manifestação de inconformidade. Não rebate os argumento levantados pela DRJ/BHE, nem tampouco apresenta prova ou fato novo. É o relatório do necessário. Fl. 209DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-005.500 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13053.720155/2018-20 Voto Conselheiro Marcelo Jose Luz de Macedo, Relator. Tempestividade Como se denota dos autos, o contribuinte tomou ciência acórdão recorrido em 28/01/2020 (fls. 200 do e-processo), apresentando o recurso voluntário, ora analisado, no dia 19/02/2020 (fls. 202 do e-processo), ou seja, dentro do prazo de 30 dias, nos termos do que determina o artigo 33 do Decreto nº 70.235/1972. Portanto, é tempestiva a defesa apresentada e, por isso, deve ser analisada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (“CARF”). Mérito O cerne da presente discussão não demanda maiores complexidades. Trata-se de exclusão de ofício do Simples Nacional em razão da existência de débitos fiscais cuja exigibilidade não se encontrava suspensa. Ainda em sua primeira manifestação nos autos o contribuinte informou que os débitos os quais deram causa ao ADE se encontrariam em discussão no Poder Judiciário, no bojo do processo nº 5001020-27.2018.404.7124 em curso perante a 14ª Vara Federal de Porto Alegre. O contribuinte não explica contudo de que maneira teria acontecido a suspensão da exigibilidade dos débitos, o que garantiria por certa a sua manutenção no regime simplificado. De maneira bastante acertada, o acórdão recorrido adverte que a mera propositura de ação judicial é insuficiente para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos motivadores da exclusão do Simples Nacional (fls. 198 do e-processo). Com efeito, o que se constata dos autos é que o interessado não logrou êxito em obter judicialmente tal suspensão, cabendo assinalar que, conforme fls. 69 a 72, em 10/07/2018, foi negada pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul antecipação de tutela requerida pelo interessado para suspensão de eventuais processos executórios promovidos pela União (fls. 198 do e-processo). Fl. 210DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1301-005.500 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13053.720155/2018-20 Tendo em vista que o contribuinte não apresentou qualquer documento que dispusesse em sentido contrário, nem tampouco prova de que os débitos encontrar-se-iam com a sua exigibilidade suspensa, não é possível a reforma do julgado a quo, razão pela qual o ADE deve ser mantido em sua integralidade. Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo Fl. 211DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10850.720357/2010-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2009
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF.
Numero da decisão: 2202-008.504
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-008.501, de 11 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 10850.720349/2010-94, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Leonam Rocha de Medeiros, Virgilio Cansino Gil (Suplente convocado), Sonia de Queiroz Accioly e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2009 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-008.501, de 11 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 10850.720349/2010-94, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Leonam Rocha de Medeiros, Virgilio Cansino Gil (Suplente convocado), Sonia de Queiroz Accioly e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-02T14:06:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-02T14:06:03Z; Last-Modified: 2021-09-02T14:06:03Z; dcterms:modified: 2021-09-02T14:06:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-02T14:06:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-02T14:06:03Z; meta:save-date: 2021-09-02T14:06:03Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-02T14:06:03Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-02T14:06:03Z; created: 2021-09-02T14:06:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2021-09-02T14:06:03Z; pdf:charsPerPage: 2183; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-02T14:06:03Z | Conteúdo => S2-C 2T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10850.720357/2010-31 Recurso Voluntário Acórdão nº 2202-008.504 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de agosto de 2021 Recorrente HELIO ZANCANER SANCHES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2006 a 31/08/2009 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER do recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-008.501, de 11 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 10850.720349/2010-94, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Leonam Rocha de Medeiros, Virgilio Cansino Gil (Suplente convocado), Sonia de Queiroz Accioly e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto em face da R. Acórdão proferido pela Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra R. Decisão de não reconhecimento de direito creditório relativo a valores que teriam sido recolhidos indevidamente ou a maior a título AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 72 03 57 /2 01 0- 31 Fl. 147DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-008.504 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10850.720357/2010-31 de contribuições previdenciárias incidentes sobre a comercialização dos produtos rurais de sua propriedade. Através dos PER/Dcomp, o contribuinte pleiteou a restituição das contribuições previdenciárias, recolhidas indevidamente, relativas ao período de apuração Trata-se de contribuinte com atividade rural. Assim, as contribuições previdenciárias em questão, sob sua responsabilidade, incidem sobre a folha de pagamento dos empregados e contribuintes individuais (quanto aos empregados, a parte por estes devida) e sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua própria produção rural e da adquirida de terceiros (produtores pessoa física). De acordo com a análise feita pelo órgão de origem, através do Despacho Decisório, os pedidos de restituição do contribuinte não encontram amparo legal, pois a contribuição alegadamente recolhida indevidamente está em conformidade com o inciso V do art. 30 da Lei nº 8.212/91. A interessada foi comunicada da decisão, conforme comprovante juntado aos autos, e apresentou manifestação de inconformidade alegando, em apertada síntese, que a exigência de contribuição incidente sobre a receita da comercialização de produção do empregador rural, pessoa física, afronta dispositivos constitucionais: i) por ter sido instituída fora das hipóteses previstas no inciso I do art. 195 da Constituição Federal de 1988; ii) por caracterizar bitributação; e iii) por ofender o princípio da isonomia tributária. Afirmou a possibilidade do controle de constitucionalidade no processo administrativo. Citou jurisprudência e doutrina a seu favor. Cientificado da decisão de 1ª Instância, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, o contribuinte apresentou o presente recurso voluntário, insurgindo-se contra a decisão de 1ª Instância, ao argumento de que o Colegiado de piso deveria ter analisado as afirmações de inconstitucionalidade da exigência de contribuição incidente sobre a receita de comercialização de produção do empregador rural. Reafirma seu entendimento no sentido da inconstitucionalidade da incidência de contribuições previdenciárias sobre a receita de comercialização de produção do empregador rural. Com essas alegações requer a reforma do Acórdão, a fim de que sejam homologados os pedidos de restituição formulados. Esse, em síntese, o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Cumpre consignar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, sendo vedado ao órgão julgador administrativo Fl. 148DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-008.504 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10850.720357/2010-31 negar a vigência a normas jurídicas por motivo de alegada ilegalidade de lei, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF ,consoante Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Nesse sentido, compete ao Julgador Administrativo apenas verificar se o ato administrativo de lançamento atendeu aos requisitos de validade e observou corretamente os elementos da competência, finalidade, forma e fundamentos de fato e de direito que lhe dão suporte, não havendo permissão para declarar ilegalidade ou inconstitucionalidade de leis. Assim, alegação no sentido da inconstitucionalidade da incidência de contribuições previdenciárias sobre a receita de comercialização de produção do empregador rural, bem como o pedido de reforma do R. Acórdão sob esse fundamento, não podem ser conhecidos. Pelo exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso. É como voto. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de não conhecer do recurso. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente Redator Fl. 149DF CARF MF Documento nato-digital
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