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Numero do processo: 13888.003716/2007-57
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2006
AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN.
AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE DESCONTOS DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NA REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. MULTA. LEGALIDADE. Uma vez que o contribuinte deixou de efetuar os descontos das contribuições parte do segurado, das remunerações creditadas a contribuintes individuais a seu serviços restou caracterizada ofensa ao que disposto no art. 30, I, a, da Lei 8.212/91, c/c art. 216, I a do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social - RPS.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-002.655
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Lourenço Ferreira do Prado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2006 AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE DESCONTOS DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NA REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. MULTA. LEGALIDADE. Uma vez que o contribuinte deixou de efetuar os descontos das contribuições parte do segurado, das remunerações creditadas a contribuintes individuais a seu serviços restou caracterizada ofensa ao que disposto no art. 30, I, a, da Lei 8.212/91, c/c art. 216, I a do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social - RPS. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Lourenço Ferreira do Prado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1779; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 105 1 104 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.003716/200757 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402002.655 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de abril de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente METALÚRGICA RIGITEC LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2006 AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE DESCONTOS DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA NA REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. MULTA. LEGALIDADE. Uma vez que o contribuinte deixou de efetuar os descontos das contribuições parte do segurado, das remunerações creditadas a contribuintes individuais a seu serviços restou caracterizada ofensa ao que disposto no art. 30, I, “a”, da Lei 8.212/91, c/c art. 216, I “a” do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social RPS. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 37 16 /2 00 7- 57 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13888.003716/200757 Acórdão n.º 2402002.655 S2C4T2 Fl. 106 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por METALÚRGICA RIGITEC LTDA, em face de acórdão que manteve o Auto de Infração n. 37.070.8334, lavrado para a imposição de multa por ter a contribuinte deixado de descontar nas remunerações creditas a contribuintes individuais a seu serviços as contribuições previdenciárias parte dos segurados. O lançamento da multa compreende as competências de 04/2003 a 12/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 29/10/2007 (fls. 01) Ao julgar a impugnação, o v. acórdão de primeira instância declarou a decadência de parte do lançamento, nos termos do art. 173, I do CTN. Todavia, mesmo em assim o fazendo, manteve a integralidade do valor da multa aplicada, pois a multa é única e a decadência não alcançou todas as competências lançadas. O contribuinte interpôs o competente recurso voluntário de fls. 53/__, através do qual sustenta: 1. a nulidade do lançamento em razão de não ter constado do Auto de Infração enviado à contribuinte o anexo “Consolidação da Multa”, o que acabou por violar o princípio do devido processo legal; 2. a decadência do direito de o Fisco efetuar o lançamento; 3. que não existe Lei que fundamente a aplicação da multa descrita no Relatório Fiscal do Auto de Infração, a sua gradação e/ou majoração em até 03 vezes, como foi levado a efeito no presente caso; 4. que o Decreto 3.048/99 não poderia regular a aplicação de multa não prevista na Lei 8.212/91; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. PRELIMINAR Em sede preliminar sustenta a recorrente a nulidade do lançamento em decorrência do Auto de Infração enviado não conter o anexo Consolidação da Multa Aplicada. Em que pesem referidas alegações,da análise do relatório fiscal e de seus anexos, não vejo como compartilhar da conclusão pretendida pela recorrente. O lançamento da multa foi levado a efeito em observância ao que determina a legislação, especialmente aquilo o que disposto no art. 142 do CTN, de modo que a recorrente teve plena e inequívoca ciência de todos os fundamentos de fato e direito que ensejaram a necessidade da constituição do crédito tributário. O relatório fiscal da infração e de aplica~c”ao da multa, apontaram de forma clara e inequívoca a falta cometida, o seu período, bem como esclareceu a forma de cálculo da multa, de modo que fora garantindo à recorrente o pleno exercício de seu direito de defesa e ao contraditório. Ademais, conforme fora devidamente concluído pelo v. acórdão de primeira instância, o contribuinte fora devidamente cientificado de todo o conteúdo e anexos do Auto de Infração, não havendo que se falar em planilha de consolidação da multa, como documento essencial ao lançamento, uma vez que sequer o relatório fiscal fez alusão a referido documento. Ainda em sede de preliminar, requereu a recorrente o reconhecimento da decadência. Mais uma vez não lhe dou razão. No presente caso, seja pela regra do art. 173, I do CTN, seja pela regra do art. 150, 4o, não há que se reconhecer a decadência de nenhum período em que a recorrente deixou de efetuar os descontos de contribuições parte segurado nas remunerações pagas a contribuintes individuais, pois sobre qualquer delas não houve o transcurso do prazo de 05 (cinco) anos. Logo, rejeito as preliminares, MÉRITO Também não merece guarida a alegação de que a multa aplicada carece de fundamento legal, uma vez que a própria Lei 8.212/91, claramente encartou obrigação a cargo da recorrente, determinandolhe a obrigação de efetuar os descontos, confirase: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) Fl. 120DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13888.003716/200757 Acórdão n.º 2402002.655 S2C4T2 Fl. 107 5 I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; E tal determinação também constou do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social, a seguir: Art.216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais: I a empresa é obrigada a: a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração; (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) E a multa aplicada em decorrência da caracterização da infração acima apontada, observou o que disposto nos arts. 283, I, “g” e 373 do Decreto 3.048/99. Percebese, portanto, que em momento algum o Decreto 3.048/99 extrapolou seus limites de regulação, na medida em que apenas determinou o valor da penalidade pela infração da obrigação acessória imposta pela Lei 8.212/91. Ante todo o exposto, voto no sentido de rejeitas as preliminares suscitadas, e, no mérito, por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 16045.000161/2007-00
Data da sessão: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/1996 a 30/12/1998
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-000.517
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Edgar Silva Vidal
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/1996 a 30/12/1998 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido
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O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. n nA Processo n° 16045.000161/2007-00 S2-C3TI Acórdão n.° 2301-00317 Fl. 271 ACORDAM os membros da 3' Câmara / 1 Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por e n. idade de votos, acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos !" ts mo voto *o relator. \\5, \:4 JULIO C ir, AR VIEIRA OMES President jor / E B A • IL1YVID L el ator Participaram do julgamento os conselheiros: Damião Cordeiro de Moraes, Edgar Silva Vidal (Suplente), Maria Helena Lima dos Santos (Suplente), Bemadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente)j, 2 Processo n°16045.000161/2007-00 S2-C3TI Acárdào n.° 2301-00.517 Fl. 272 Relatório Trata-se de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, na condição de responsável solidária, referente às contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social, alusivas à parte patronal, inclusive a destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente de riscos ambientais do trabalho, e a parte dos segurados, incidentes sobre a remuneração de trabalhadores contratados mediante cessão de mão de obra na área de manutenção e instalações elétricas, no período de 09/1996 a 12/1998. Ciência ao sujeito passivo do lançamento em 31/07/2006 (fl. 01). A prestadora Sematec Engenharia e Comércio Ltda., foi cientificada em 07/08/2006 (fls. 95) e não apresentou impugnação. A recorrente impugnou o lançamento; no entanto, o lançamento foi julgado procedente. Inconformadas com a decisão, a recorrente e a prestadora interpuseram recursos, alegando, em síntese, além das questões de mérito a decadência do direito de o fisco realizar o lançamento. É o relatório. 3 Processo n° 16045.000161/2007-00 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.517 A. 273 Voto Conselheiro EDGAR SILVA VIDAL , Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO do Recurso e passo ao exame das questões preliminares suscitadas pelo recorrente. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DECADÊNCIA Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal - STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91 e o parágrafo único do art.5° do Decreto-lei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém-se higida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitam-se, entre outros, aos artigos 150, § 4°, 173 e 174 do CIN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, 111, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5° do Decreto-lei n° 1.569/77, frente ao § 1° do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103-A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: ,/ 4 Processo n° 16045.000161/2007-00 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.517 Fl. 274 Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional n°45, de 2004). Lei n°11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal e altera a Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. Art. 22 O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § J O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficaram m obrigados a acatarem a Súmula Vinculante n°. 08. Assim, tendo em vista que a regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento e, tendo a Contribuição Previdenciária natureza tributária, cuja legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, amoldando-se à sistemática de lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial desloca-se da regra geral estatuída no art. 173 do CTN, para encontrar respaldo no § 4° do art. 150, do mesmo Código, hipótese em que os cinco anos têm como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador. Como a inércia da Fazenda Pública homologa tacitamente o lançamento e extingue definitivamente o crédito tributário, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (CTN, art. 150, § 42), o que não se tem notícia nos autos, entendo decadente o direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário relativamente à contribuição, para os fatos geradores ocorridos há mais de 5 anos. Mesmo para aqueles que não concordam com a aplicação do art. 50, §4°, do CTN, o crédito previdenciário lançado também está atingido pela decadência. . • . '' s Processo n° 16045.00016112007-00 52-C3TI Acórdão n.° 2301-00317 Fl. 275 Neste caso, a contribuinte tomou ciência da NFLD em 31/07/2006. Logo, em se tratando de tributos cujos fatos geradores ocorreram no período de 09/1996 a 12/1998, conclui-se que o crédito tributário foi atingido pela decadência. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para provimento do recurso interposto. Sala das Sessões, em 07 de ' lho de 2009 EDG- RelatorAbvil 6 Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.007802/2005-21
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2004
DCTF. MULTA. INTEMPESTIVIDADE. LEI.
A multa por atraso na entrega enseja a aplicação da multa prevista
no art. 70 da lei n.° 10.426/2002.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 302-40.065
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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MULTA. INTEMPESTIVIDADE. LEI. A multa por atraso na entrega enseja a aplicação da multa prevista no art. 70 da lei n.° 10.426/2002. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Mercia Helena Trajano D'Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. : Processo n° 10980.007802/2005-21 Acórd5o n.° 302-40.065 CC03/CO2 Fls. 29 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: O sujeito _passivo foi cientificado do presente processo de auto de infração (K:03), em 28/06/2005 (fls. 09), mediante o qual é exigido do contribuinte antes qualificado o crédito tributário total de R$ 5,00,100, referente a multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF relativa ao 2" trimestre do ano de -200,(apresentada em 17/08/200,4). O enquadramento legal do lançamento encontra-se discriminado no campo 05 (Descrição dos Fatos/Fundamentação) do auto de infração, O.: Inconformada com o lançamento, a interessada interpôs, em t 9/07/2005, a impugnação dells. 01/02, instruída coin os documentos de fls.03/05 (cópias do auto de infração, Requerimento de Registro na Junta Comercial e do comprovante provisório de inscrição no Simples), alegando que não teria sido notificada na ocasião da sua exclusão do SIMPLES. Alega, mais, que a instituição da DCTF se deu através de Instrução Normativa, indo de encontro ao principio da legalidade previsto no art. 5', IL da Constituição Federal, e art. 97, inciso V do Código Tributário Nacional. A delegação concedida pelo Ministério da Fazenda para o Secretário da Receita Federal seria inconstitucional por violar o princípio da separação dos poderes previstos no art. 2" da Carta Magna e da indelegabilidade tributária previsto no art. 7' cio CTN. As penalidades pecuniárias devem estai-previstas em lei. Em face do extravio do Aviso de Recebimento, a impugnação foi considerada tempestiva, pois foi protocolada dentro do prazo concedido para pagamento da multa aplicada, conforme informação de fls. 10. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/CTA n° 17.774, de 25/04/2008, fls. 12/16: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2004 DCTF. INSTITUIÇÃO E EXIGIBILIDADE POR ATO ADMINISTRATIVO. OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 2 Processo n° 10980.007802/2005-21 Acórdão n.° 302-40.065 CC03/CO2 Fls. 30 0 DL 2.124/84 conferiu ao Ministro da Fazenda a competência para instituir obrigações tributárias acessórias. Essa competência foi regularmente delegada pelo Ministro da Fazenda ao Secretário da Receita Federal, de modo que as instruções normativas da SRF instituidoras da obrigaçao de entrega da DCTF, e que comina multa pelo atraso na sua entrega, está em harmonia conz o principio da legalidade. Lançamento Procedente. As fls. 19 o contribuinte foi intimado da decisão supra, motivo pelo qual apresenta Recurso Voluntário e fls. 20/25, tendo sido dado, então, seguimento ao mesmo. É o relatório. e• • 3 Processo n° 10980.007802/2005-21 Acórdzio n.° 302-40.065 CC03/CO2 Fls. 31 Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator 0 recurso é tempestivo e dele torno conhecimento. Alega a recorrente inexistir base legal para a cobrança de multa por atraso na entrega de DCTF. 0 art. 7° da Lei n.° 10.426/2002, vigente à época dos fatos, é claro quando trata do tema: Art. r O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, sera intimado a apresentar declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal - SRF, e sujeitar-se-á as seguintes multas: (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004) 1-de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 32; 1I-de dois por cento ao inês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 32; III - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 32 deste artigo; e (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004) IV- de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. (Incluído pela Lei n°11.051, de 2004) § 12 Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, sera considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo origina/mente fixado para a entrega da 4 Processo n° 10980.007802/2005-21 Acórdao n.° 302-40.065 CC03/CO2 Fls. 32 declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004) 22 Observado o disposto no ,sç 32, as multas serão reduzidas: ba metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II-a setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. ,sç 32 A multa minima a ser aplicada será de: (Vide Lei n° 11.727, de 2008) 1-R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa fisica, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei n2 9.317, de 1996; 11-R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. §42Considerar-se-á não entregue a declaração que não atender ás especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria Receita Federal. Assim, voto por negar provimento ao recurso interposto, prejudicados os demais argumentos. Sala das Sessões, em 1 de dezembro de 2008 LUCIANO LOPE1i1• MEIDA MOR0 ES - Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 11075.720012/2009-43
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 16/01/2009
RETENÇÃO DESTACADA EM NOTA FISCAL. OBRIGATORIEDADE.
A empresa prestadora de serviços sujeitos a retenção esta obrigada a emitir nota fiscal ou fatura com o destaque da respectiva retenção, sob pena de infração ao que disposto no art. 31 da lei 8.212/91 c/c art. 219 §4º do Regulamento da Previdência Social-RPS, aprovado pelo decreto 3048/99.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-001.984
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 16/01/2009 RETENÇÃO DESTACADA EM NOTA FISCAL. OBRIGATORIEDADE. A empresa prestadora de serviços sujeitos a retenção esta obrigada a emitir nota fiscal ou fatura com o destaque da respectiva retenção, sob pena de infração ao que disposto no art. 31 da lei 8.212/91 c/c art. 219 §4º do Regulamento da Previdência Social-RPS, aprovado pelo decreto 3048/99. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
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Obrigação Acessória Recorrente CONSTRUTORA TERRAVISTA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 16/01/2009 RETENÇÃO DESTACADA EM NOTA FISCAL. OBRIGATORIEDADE. A empresa prestadora de serviços sujeitos a retenção esta obrigada a emitir nota fiscal ou fatura com o destaque da respectiva retenção, sob pena de infração ao que disposto no art. 31 da lei 8.212/91 c/c art. 219 §4º do Regulamento da Previdência SocialRPS, aprovado pelo decreto 3048/99. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 5. 72 00 12 /2 00 9- 43 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11075.720012/200943 Acórdão n.º 2803001.984 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 82DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11075.720012/200943 Acórdão n.º 2803001.984 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária, por não ter destacado em suas notas fiscais, a retenção obrigatória prevista no art. 31 da lei 8.212/91. O r. acórdão – fls 68 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: · A falta deuse pela razão de que a empresa autuada executa o trabalho nas obras através de funcionários próprios (não utiliza trabalho de terceiros), esses trabalhadores são empregados efetivos e recebem salário por folha de pagamento emitidas mensalmente. Dessa forma o não destaque do valor correspondente ao INSS nas Notas Fiscais não são necessários em vista de que os recolhimentos previdenciários e fiscais são recolhidos pela pessoa jurídica, Construtora Terravista LTDA. · Como se nota, se a empresa usou seus próprios empregados, não haveria motivos para a retenção. Com a argumentação apresentada e os documentos colocados à disposição, e uma vez que o recolhimento tendo sido realizado pela empresa prestadora da mãodeobra, é justamente nessa empresa, a própria recorrente, que são realizados os descontos da previdência dos empregados e recolhidos como já dito. Dessa forma não há motivos para o destaque da contribuição na Nota Fiscal. · Requer o cancelamento do auto de infração com seu respectivo arquivamento. É o relatório. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11075.720012/200943 Acórdão n.º 2803001.984 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A legislação previdenciária, em especial a lei 8212/91 art. 31 parágrafo 1º c/c arts. 219 §4º do Regulamento da Previdência SocialRPS, aprovado pelo decreto 3048/99, determina a obrigatoriedade de destaque na nota fiscal dos valores sujeitos a retenção e, uma vez não efetuado o citado destaque, cabe a lavratura do respectivo auto de infração. Transcrevemos os § 1º do art 31 da lei 8212/91 Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 5o do art. 33 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.933, de 2009). (Produção de efeitos). § 1o O valor retido de que trata o caput deste artigo, que deverá ser destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, poderá ser compensado por qualquer estabelecimento da empresa cedente da mão de obra, por ocasião do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos seus segurados. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Em seu arrazoado, a recorrente não se desvencilha da necessidade de efetuar os destaques em nota fiscal, além de não trazer nenhuma prova capaz de afastar os fundamentos da autuação. A atividade empresarial envolvida, serviços de construção civil, demandam o respectivo destaque, quer se tratando de cessão o mãodeobra ou por empreitada, é o que se depreende do art. 219 do RPS: Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11075.720012/200943 Acórdão n.º 2803001.984 S2TE03 Fl. 6 5 § 1º Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entende se como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. § 2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III construção civil; ... § 3º Os serviços relacionados nos incisos I a V também estão sujeitos à retenção de que trata o caput quando contratados mediante empreitada de mãodeobra. O fato de os empregados serem contratados pela recorrente, empresa que presta serviços de construção civil, exemplificado pela nota fiscal de fls 10, apenas reforça a necessidade do destaque legal, sendo irrelevante se os tributos previdenciários são recolhidos, pois a obrigação acessória de efetuar o destaque não se confunde com a obrigação principal de pagar o que devido. Às fls 09 temos também a relação de todos os serviços sujeitos a retenção que não foram destacados, com a indicação do número da nota fiscal, valor, data e serviço prestado. Como bem explicitou o Min. Luiz Fux, no Direito Tributário, inexistiria a vinculação de o acessório seguir o principal, porquanto haveria obrigações acessórias autônomas e obrigação principal tributária. RE 250844/SP, rel. Min. Marco Aurélio, 29.5.2012. (RE250844). Uma vez que a empresa não efetuou os destaques obrigatórios, temos a procedência da autuação. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Fl. 85DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11075.720012/200943 Acórdão n.º 2803001.984 S2TE03 Fl. 7 6 Oséas Coimbra Relator. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
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Numero do processo: 11831.001666/2007-01
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2006
SALÁRIO INDIRETO - PRÊMIOS DE INCENTIVO - CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS - INCIDÊNCIA
Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.095
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Ana Maria Bandeira
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2006 SALÁRIO INDIRETO - PRÊMIOS DE INCENTIVO - CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11831.001666/2007-01 Recurso n° 154.934 Voluntário Acórdão n° 2402-00.095 — 4 Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 18 de agosto de 2009 Matéria SALÁRIO INDIRETO Recorrente BANCO CRUZEIRO DO SUL S/A Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2006 SALÁRIO INDIRETO - PRÊMIOS DE INCENTIVO - CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos a título de prêmios de incentivo. Por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação de serviço prestado, razão pela qual, possui natureza jurídica salarial. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4 a Câmara / r Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Y'ARCELO OLIVEIRA - Presidente / -• • MARIA BA , n DEIRA - Relatora Processo n° 11831.001666/2007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.095 Fl. 174 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Lourenço Ferreira do Prado, Leôncio Nobre de Medeiros (Suplente), Edgar Silva Vidal (Suplente) e Marcelo Freitas de Souza Costa. Ausente o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto. 1 /72 2 kik!. Processo n° 11831.001666/2007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.095 Fl. 175 Relatório Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados, da empresa, à destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, as destinadas a terceiros (Salário-Educação e INCRA). O Relatório Fiscal (fls. 33/36) informa que os fatos geradores considerados são os valores de prêmios concedidos aos segurados empregados por meio de cartões de incentivo fornecidos pela empresa Salles, Adan & Associados Marketing de Incentivos S/C Ltda, no caso, o cartão "Performance One". A auditoria fiscal informa que a contribuição dos segurados empregados foi obtida observando-se a faixa salarial até o limite máximo do salário de contribuição, subtraindo-se os valores já consignados na folha de pagamento. A notificada apresentou defesa (fls. 60/76) onde alega, em síntese, que os valores pagos não podem integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária, dada a ausência de requisitos fundamentais, em especial, a habitualidade. Além disso, estaria vinculada à vontade do empregador. Argumenta que os ganhos eventuais não podem integrar a base de cálculo, conforme dispõe o item 7, da alínea "e" do § 9°, do art. 28, da Lei n° 8.212/1991 e junta doutrina e jurisprudência para corroborar suas alegações. Pelo Acórdão n° 16-14.685 (fls. 102/113), o lançamento foi considerado procedente. Contra tal decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 119/137) efetuando a repetição das alegações de defesa. É o relatório. 1 3 Processo n° 11831.001666/2007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.095 Fl. 176 VOO Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A recorrente afirma que os valores pagos a título de incentivo não poderiam integrar o salário-de-contribuição. Em que pesem os argumentos apresentados pela recorrente, não lhe confiro razão. Os valores pagos por meio de cartão de incentivo são considerados prêmios e prêmio é um salário vinculado a fatores de ordem pessoal do trabalhador, como a produção, a eficiência, etc. Caracteriza-se pelo seu aspecto condicional; uma vez atingida a condição prevista por parte do trabalhador, este faz jus ao mesmo. Portanto, por depender do desempenho individual do trabalhador, o prêmio tem caráter retributivo, ou seja, contraprestação do serviço prestado e, por conseqüência, possui natureza jurídica salarial. A recorrente tenta descaracterizar a natureza salarial dos prêmios alegando que são pagos por mera liberalidade da empresa e sem habitualidade. Ocorre que tal entendimento não pode prevalecer. A meu ver, a habitualidade não fica caracterizada apenas pelo pagamento em tempo certo, de forma mensal, semestral, etc., mas pela garantia do recebimento a cada implemento de condição por parte do trabalhador. O pagamento de prêmios por cumprimento de condição leva tais valores e ' aderirem ao contrato de trabalho, cuja eventual supressão pode caracterizar alteração prejudicial do contrato de trabalho, o que é vedado pelo art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho: "Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a ,(A) alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, ainda assim, desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. ". O entendimento acima encontra respaldo na jurisprudência trabalhista, conforme se verifica nos seguintes julgados: "Prêmios. Salário-condição. Os prêmios constituem modalidade de salário-condição, sujeitos a fatores determinados. E, como tal, integram a remuneração do autor estritamente nos meses em sN 4 Processo n° 11831.001666/2007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.095 Fl. 177 que verificada a condição".(R0-23976/97 — TRT 3" Reg. — 1" T — relator juiz Ricardo Antônio Mohallem — DJMG 22-01-99)" "Comissões e prêmios. Distinção. Comissão é um porcentual calculado sobre as vendas ou cobranças feitas pelo empregado em favor do empregador. O prêmio depende do atingimento de metas estabelecidas pelo empregador. E salário-condição. Uma vez atingida a condição, a empresa paga o valor combinado. Não se pode querer que o preposto saiba a natureza jurídica entre uma verba e outra". (Proc. n° 00693-2003-902-02-00-7 — Ac. 20030282661 — TRT 2" Reg - 3 a Turma — relator juiz Sérgio Pinto Martins — DOESP 24-.06-03)" Diante do exposto, não é possível classificar os prêmios oferecidos por meio de cartões de incentivo, como ganhos eventuais, para efeitos de não incidência de contribuição previdenciária. Cumpre informar que a incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos por meio de cartões de premiação é matéria pacificada no âmbito desta Câmara, conforme se verifica nos julgados abaixo ementados: ACÓRDÃO 206-00949 — Recurso 147059 Ementa: PREVIDENCIÁRIO — REMUNERAÇÃO INDIRETA — UTILIDADES — PAGAMENTO DE PRÊMIO — PRODUTIVIDADE - INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO — DECADÊNCIA Incide contribuição previdenciária sobre o prêmio fornecido pela empresa aos contribuintes individuais que lhe prestam serviços, a título de incentivo pelas vendas. (.) ACÓRDÃO 206-00286 — Recurso 141822 Ementa: NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - REMUNERAÇÃO. INCENTIVE HOUSE. PARCELA DE INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ RIA. MULTA MORATÓRIA E OS JUROS SELIC SÃO DEVIDOS NO CASO DE INADIMPLÊNCIA DO CONTRIBUINTE. A verba paga pela empresa aos segurados por intermédio de programa de incentivo, administrativo pela Incentive House S.A. é fato gerador de contribuição previdenciária. Uma vez estando no campo de incidência das contribuições () previdenciárias, para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de afronta aos princípios da legalidade e da isonomia. O contribuinte inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Dessa forma, entendo que o lançamento deve prevalecer. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. 5 Processo n° 11831.001666/2007-01 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.095 Fl. 178 Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGAR-LHE PROVIMENTO. Sala das Sessões, em 18 de agosto de 2009 .1 eldita Banfr2deira an Relatora 6
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Numero do processo: 10830.010055/00-28
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2008
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RENÚNCIA ADMINISTRATIVA.
A eleição da via judicial anterior ou posterior ao procedimento fiscal importa renúncia à esfera administrativa, uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro adota o princípio da jurisdição una, estabelecido no artigo 5º, inciso XXXV, da carta Política de 1988. Inexiste dispositivo legal que permita sa discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam elas administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/02-02.933
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Maria Teresa Martínez Lopez
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Numero do processo: 14033.000245/2005-87
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. TEMA NÃO ENFRENTADO. NULIDADE.
A falta de enfrentamento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de todas as matérias suscitadas na manifestação de inconformidade interposta pela contribuinte, implica em nulidade do despacho proferido e o retorno dos autos à respectiva DRJ, para que seja apreciada em julgamento todas as matérias de mérito impugnadas, evitando-se o cerceamento do direito de defesa e supressão de instância.
Numero da decisão: 1301-001.077
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Os membros da Turma acordam, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, retornando os autos à DRJ, para que se pronuncie sobre o mérito da manifestação de inconformidade.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Junior - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. TEMA NÃO ENFRENTADO. NULIDADE. A falta de enfrentamento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de todas as matérias suscitadas na manifestação de inconformidade interposta pela contribuinte, implica em nulidade do despacho proferido e o retorno dos autos à respectiva DRJ, para que seja apreciada em julgamento todas as matérias de mérito impugnadas, evitando-se o cerceamento do direito de defesa e supressão de instância.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma acordam, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, retornando os autos à DRJ, para que se pronuncie sobre o mérito da manifestação de inconformidade. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
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TEMA NÃO ENFRENTADO. NULIDADE. A falta de enfrentamento pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de todas as matérias suscitadas na manifestação de inconformidade interposta pela contribuinte, implica em nulidade do despacho proferido e o retorno dos autos à respectiva DRJ, para que seja apreciada em julgamento todas as matérias de mérito impugnadas, evitando se o cerceamento do direito de defesa e supressão de instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma acordam, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, retornando os autos à DRJ, para que se pronuncie sobre o mérito da manifestação de inconformidade. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 03 3. 00 02 45 /2 00 5- 87 Fl. 1127DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/ 10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório A recorrente em períodos a partir de 23/06/2004, protocolou Declarações de Compensação visando a liquidação dos débitos de diversos tributos administrados pela RFB, para tanto informa como crédito valores relativos ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ, saldo negativo referente ao total do 4o. trimestre de 2003. Os pedidos de homologação foram analisados pela Delegacia da Receita Federal em Brasília restando parcialmente deferidos, com espeque nos seguintes fundamentos: (...) CONSIDERANDO tudo o mais que dos autos consta: AUTORIZO a compensação do crédito de saldo negativo de IRPJ do 4° trimestre do ano calendário 2003 com débitos cadastrados nos sistema PROFISC (fls. 259 a 262), na ordem definida pela contribuinte, de acordo com a data de transmissão das Dcomp, e sistematizada na Tabela 3 (f1. 274). HOMOLOGO PARCIALMENTE as declarações de compensação da contribuinte tendo em vista que, pelo Demonstrativo Analítico de Compensação (fl. 263),após os débitos constantes na Listagem de Débitos/Saldos Remanescentes (f1. 264). Dessa forma, perante a não homologação integral da compensação a RECORRENTE ofereceu Manifestação de Inconformidade em 20 de fevereiro de 2008 aduzindo em suma que houve em verdade retificações das Declarações de Compensação em virtude de meras inexatidões materiais verificadas no preenchimento do documento sem qualquer intenção de inclusão de novo débito ou aumento do valor do débito compensado e, mais: “Em função da evolução do saldo negativo e das compensações efetuadas pela RFB, apurouse que, para diversas Declarações de Compensação transmitidas não existiria mais saldo negativo de IRPJ passível de utilização. Esse fato realmente não se confirmaria se fossem consideradas homologadas todas as declarações de compensação constantes do presente processo e se as mesmas fossem consideradas para liquidação dos débitos. Mas deve ser observado que diversas declarações originais foram retificadas, e diversos débitos foram reduzidos ou excluídos, além do que esses mesmos débitos foram liquidados através de outras Declarações de Compensação(...). Noutros mais singelos termos e em apertada síntese realmente não existiria montante suficiente de saldo negativo de IRPJ para compensação integral já que não foram homologadas todas as declarações de compensação objeto deste processo para liquidação dos débitos.” Pois bem, no dia 06 de maio de 2009, foi proferido Despacho pela 2a Turma de Julgamento da DRJ/BSA. propondo o encaminhamento do processo para a DRF/BSA para fins de dar prosseguimento às providencias de sua alçada. É neste exato ponto que surge o objeto nuclear deste reclame. Vejase o teor da decisão ora recorrida: Fl. 1128DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/ 10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14033.000245/200587 Acórdão n.º 1301001.077 S1C3T1 Fl. 378 3 “7...) a Interessada não se insurge quanto a motivação do Despacho Decisório — insuficiência de créditos para a quitação total dos débitos informados no PERD/DCOMP. Pelo contrario, confirma a ocorrência do erro de fato, cometido pela própria Contribuinte, que não teria retificado as declarações de compensação, objeto do presente processo, para excluir os valores liquidados em outras declarações, que não aquelas objeto do presente processo (...) O procedimento de retificação de declaração esta previsto nos artigos 56 a 51 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005. Tal procedimento não é cabível em sede de Manifestação de Inconformidade e tão pouco está a sua apreciação abrangida pela competência das delegacias de Julgamento. Isto posto, proponho o encaminhamento do presente processo DRF/Brasilia, para fins de dar prosseguimento as providências de sua alçada.” Sustenta, mais, a recorrente: Ou seja. com singelo entendimento de que a RECORRENTE "não se insurge quanto à motivação do Despacho...", a Autoridade de 1a. instância simplesmente ignora a verdade material, aplicável nos processos administrativos, pois por completo desconsidera que,. repitase, houve (i) retificação de declarações de compensação, com exclusão de vários dos débitos, alem de (ii) outras declarações referentes a estes mesmos débitos. Diante disso. temse que várias Declarações que adimpliram alguns dos débitos não foram objeto de exame nestes autos (mas restam nesta oportunidade juntadas...), razão pela qual a manutenção da presente exigência implicará no pagamento do tributo em dobro conforme se demonstrará. Tal fato é inclusive demonstrado desde a Manifestação de Inconformidade. em cuja página 5 (cinco) consta planilha demonstrativa, que cotejada com listagem contida nas fls. 264 indica a procedência das presentes razões. fundada nas DCTF's. DACON's e DIRF (2004) já anexados nestes autos. Ora, ao contrário do que entendeu o despacho combatido, o simples fato de a RECORRENTE ter expressado em Manifestação de Inconformidade a sua concordância com relação ao erro de fato espontânea e antecipadamente apresentado por intermédio das retificações não elide a SRF da apreciação do feito pelo mero escopo de ausência de litígio, pois repisase: presente está o imbróglio que gerou sim um litígio, havendo resistência do contribuinte ao pagamento que lhe é exigido. É a síntese do relatório, o essencial a decidir. Passo ao voto. Fl. 1129DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/ 10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas Presente as condições de admissibilidade do Recurso Voluntário, dele tomo conhecimento. Preliminarmente, cumpre destacar que a DRJ/BSA, através do Despacho da 2a. Turma, determinou o encaminhamento do presente processo à DRF/BSA para prosseguimento às providências de sua alçada, tendo em vista, que a interessada não se insurge em sua manifestação de inconformidade quanto a motivação do Despacho Decisório — insuficiência de créditos para a quitação total dos débitos informados no PERD/DCOMP. Data máxima vênia, não é o que se denota dos autos. Isso porque, na Manifestação de Inconformidade acostada aos autos (fls. 295 e s.s.), constatase a irresignação da ora recorrente com relação ao Despacho Decisório que homologa parcialmente suas compensações, a saber: “Fundamentalmente, a análise efetuada no processo identificou a seguinte inconsistência: o crédito informado, e utilizado nas Declarações de Compensação, qual seja, saldo negativo de IRPJ do 4o. trimestre do ano calendário de 2003, foi de R$ 685.339,80, sendo que pela Ficha 12A da DIPJ, (Cálculo do IR sobre o lucro real PJ em geral), o valor informado foi de R$ 204.333,10. Logicamente que, pelos valores demonstrados, não teria a contribuinte saldo suficiente para a liquidação dos débitos encaminhados nas declarações de compensação analisadas no presente processo. Cabe esclarecer que o montante de R$ 685.339,80 foi considerado indevidamente pela contribuinte, uma vez que o mesmo referese a soma do imposto de renda retido na fonte de todos os trimestres do anocalendário de 2003, como se verifica pela Ficha 12A da DIPJ (Cálculo do IR sobre o lucro real PJ em geral, fls.68 a 71) e também demonstrado a fl. 82 do presente processo. (...) Mas deve ser observado que diversas declarações originais foram retificadas, e diversos débitos foram reduzidos ou excluídos, além do que esses mesmos débitos foram liquidados através de outras Declarações de Compensação, que não foram objeto de análise neste processo, uma vez que foram utilizados créditos distintos do gerado no 4° trimestre do anocalendário de 2003. Ou seja, diversas Declarações de Compensação que liquidaram os supostos débitos apurados pela RFB e lançados na Listagem de Débitos/Saldos Remanescentes, não foram analisadas neste processo. Assim fica claro que ocorreu um erro de fato, por parte da contribuinte, em não ter retificado as declarações de compensação para excluir os valores liquidados em outras declarações que não aquelas inicialmente transmitidas, uma vez que o crédito de IRPJ saldo negativo não estava corretamente informado. E ressaltese neste instante que a contribuinte não se utilizou do total informado R$ 685.339,80, vez que liquidou os débitos com a utilização de créditos distintos deste. Assim, para o perfeito entendimento de que os valores considerados como devidos pela RFB foram liquidados, apresentamos o quadro a seguir, onde os dados Fl. 1130DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/ 10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 14033.000245/200587 Acórdão n.º 1301001.077 S1C3T1 Fl. 379 5 e valores indicados como de origem da RFB foram extraídos da Listagem de Débitos/Saldos Remanescentes (fl. 264).” Resta claro, portanto, da impugnação (manifestação de inconformidade) apresentada pelo contribuinte, que houve expressa contestação ao saldo dos valores não homologados pela Delegacia de origem e, conseqüente encaminhamento dos saldos remanescente para cobrança (Doc. de fls.299), de tal forma que a matéria não pode ser considerada incontroversa, ao contrário, a decisão de primeira instância é que deve ser considerada omissa. Percebese que a questão não analisada pela DRJ é de suma importância para o contribuinte, pois, sua permanência altera significativamente o saldo do crédito tributário a pagar. Desta forma, o não enfrentamento da matéria impugnada pelo órgão a quo, feriu o princípio do contraditório e, por conseguinte, da ampla defesa (artigo 5°, LV, CF), sendo necessário a remessa dos autos para primeira instância a fim de que esta possa suprir sua omissão e garanta ao contribuinte o duplo grau na esfera administrativa. Isto posto, com fundamento no direito à ampla defesa e ao duplo grau de jurisdição, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário, para anular o Despacho proferido pela 2a. Turma da DRJ/BSA em 16/05/2009, restituindo os autos àquela DRJ, para que se pronuncie sobre o mérito da manifestação de inconformidade apresentada. É como voto. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 1131DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 09/ 10/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 17/10/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 10320.720095/2007-05
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005
Ementa
SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO.
Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade.
NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA
Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO
Comprovando-se tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. Recurso Voluntário provido
Numero da decisão: 2802-001.230
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado (a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Redator ad hoc
(Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF)
EDITADO EM: 17/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2005 Ementa SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO. Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO Comprovando-se tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. Recurso Voluntário provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado (a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Redator ad hoc (Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF) EDITADO EM: 17/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin
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Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO Comprovandose tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. Recurso Voluntário provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado (a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 72 00 95 /2 00 7- 05 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Claudio Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Redator ad hoc (Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF) EDITADO EM: 17/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin Relatório AGRO PECUÁRIA E INDUSTRIAL SERRA GRANDE LTDA, recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância, proferida pela Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife/PE, pleiteando sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário apresentado. Tratase de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR (fls. 01/06), no valor de R$ 64.550,00, acrescido de multa de ofício e juros de mora, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Cabeceira dos Porcos", cadastrado na RFB sob o n° 4.119.8050, com área declarada de 8.070,0 ha., localizado no Município de Mirador MA. O lançamento decorre das seguintes alterações efetuadas de oficio na DITR apresentada: · Exclusão, indevida, da tributação de 8.070,0 ha. de Área de preservação permanente; Fundamentos: ausência de comprovação de Ato Declaratório Ambiental ADA protocolado no Ibama dentro do prazo legal. · Alteração do Valor da Terra Nua declarado não comprovado Fundamentos: Falta de comprovação do valor declarado. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou tempestivamente impugnação, alegando, consoante o relatório da decisão de primeira instância o seguinte: Fl. 141DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 20 3 I que as informações prestadas pela contribuinte não foram sequer analisadas pelos Auditores Fiscais da RFB tornando o crédito tributário inexigível, em violação aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa; II que o imóvel encontrase encravado no Parque Estadual do Mirador, no estado do Maranhão, criado pelo Decreto n° 7.641, de 04/07/1980; III que as áreas englobadas pela dimensão do Parque são consideradas unidades de conservação integrantes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza SNUC, criado pela Lei Federal n°9.985/2000; IV que os SNUC são compostos de Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável, conforme consta do art. 7° da Lei Federal n° 9.985/2000; V que o imóvel em questão possui Laudo de Avaliação bem como possui o Ato Declaratório Ambiental ADA; VI que por se tratar de área encravada em Parque Estadual, portanto, Unidade de Proteção Integral por determinação da Lei Federal 9.985/2000, a sua comprovação é feita tão somente pela apresentação do ato do Poder Público, o Decreto n° 7.641/80; VII que o valor da terra nua tributável é obtido mediante a multiplicação do valor da terra nua pelo quociente entre a área tributável e a área total do imóvel. No caso em espécie o imóvel não possui área tributável já que a totalidade da área encontrase inserida no Parque Estadual de Mirador. Não havendo área tributável, o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero); VIII que o Decreto 7.641/80, no art. 7°, veda o uso direto das áreas englobadas pelo Parque Estadual do Mirador, do que se conclui que a impugnante não detém a posse do imóvel e também não poderá dele dispor não sendo, portanto, responsável tributário pelo recolhimento do ITR; IX transcreve ementas de decisões administrativas. Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife (PE), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n°. 1126.115, de 07 de maio de 2009, que se encontra às fls. 115 a 126, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL 1TR Exercício: 2005 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de Áreas declaradas como de preservação permanente da Área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao protocolo do Fl. 142DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Ato Declaratório Ambiental ADA, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. VALOR DA TERRA NUA. COMPROVAÇÃO. O Valor da Terra Nua VTN é o preço de mercado da terra nua apurado em 1º de janeiro do ano a que se referir a DITR. Lançamento Procedente em Parte Cientificada do Acórdão de primeira instância, em 20/06/2009 (vide AR de fl.116), a contribuinte apresentou, em 17/07/2009, tempestivamente, o recurso de fls., 117/129, no qual, após breve relato dos fatos, dos fatos, expõe as razões de sua irresignação a seguir sintetizadas: a) “No caso em tela, verificase que a lançamento do crédito tributário relativo ao ITR do exercício de 2005 do imóvel rural cadastro sob o NIRF n. 4.119.8050 denominado "Cabeceira dos Porcos", bem como os atos administrativos dele decorrentes, são NULOS, pois o Recorrente foi visivelmente preterido no exercício pleno de seu direito a ampla defesa e ao contraditório, posto que os documentos apresentados em atendimento a intimação fiscal, não foram analisados e nem mesmos juntados ao processo administrativo..” b) “...concluise, portanto, que o imposto ora exigido não é devido pelo recorrente, posto que a totalidade da área em questão configurase ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE devendo, portanto, ser excluída da área tributável e, por conseqüência, excluída da base de cálculo do ITR, que, no presente caso, será igual à zero; · O ADA foi tempestivamente protocolado no IBAMA em 12.11.2002, portanto, dentro do prazo estipulado pela legislação, então em vigor, para o protocolo de tal documento (seis meses após a entrega da declaração do ITR). c) “...que seja considerado o Valor da Terra Nua (VTN) tributável igual a 0(zero), com a aplicação da alíquota de 0,45%. conforme declarado no DIAT/ITR/2005 do imóvel Cabeceira dos Porcos, pois a propriedade tem o seu valor substancialmente reduzido em razão de se encontrar englobado no Parque Nacional do Mirador/MA, portanto, inviabiliza qualquer possível empreendimento econômico ou exploração para fins rurais. É o relatório. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 21 5 Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes Leite O recurso de fls. 117 a 129 é tempestivo, consoante o cotejo do AR – Aviso de Recebimento de fl. 116 protocolo de recepção aposto à fls.117. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. O objeto do auto de infração é a cobrança de valores auto de infração que diz respeito a imposto sobre a propriedade territorial rural (1TR), referente ao imóvel rural FAZENDA CABECEIRA DOS PORCOS, localizado no município de Mirador (MA), no exercício 2005, em face da glosa de valores apresentados na declaração do tributo, nos seguintes moldes: i) Área de Preservação Permanente 8.070,0 ha. para 0,00 ha., ii) Valor da Terra Nua (VTN) R$ 35.000,13 para R$ 322.800,00. Em preliminar, alega a recorrente: · Ilegitimidade do sujeito passivo, vez que não detém a posse do imóvel, pois o imóvel encontrase encravado no Parque Estadual do Mirador, no Estado do Maranhão, criado pelo Decreto n° 7.641, de 04/07/1980. Destarte, não é o responsável tributário pelo recolhimento do ITR relativo a este imóvel; · Nulidade do Lançamento – Cerceamento do direito de defesa Rejeito de plano a preliminar de nulidade do lançamento, por entender que procedimento fiscal realizado pelo agente do fisco foi efetuado dentro da estrita legalidade, com total observância ao Decreto nº. 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal não se vislumbrando, no caso sob análise, qualquer ato ou procedimento que tenha violado ou subvertido o princípio do devido processo legal. O princípio da verdade material tem por escopo, como a própria expressão indica a busca da verdade real, verdadeira, e consagra, na realidade, a liberdade da prova, no sentido de que a Administração possa valerse de qualquer meio de prova que a autoridade processante ou julgadora tome conhecimento, levandoas aos autos, naturalmente, e desde que, obviamente dela dê conhecimento às partes; ao mesmo tempo em que deva reconhecer ao contribuinte o direito de juntar provas ao processo até a fase de interposição do recurso voluntário. O Decreto nº. 70.235, de 1972, em seu artigo 9º, define o auto de infração e a notificação de lançamento como instrumentos de formalização da exigência do crédito tributário, quando afirma: A exigência do crédito tributário será formalizado em auto de infração ou notificação de lançamento distinto para cada tributo Fl. 144DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Com nova redação dada pelo art. 1º da Lei nº. 8.748/93: A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. O auto de infração, bem como a notificação de lançamento por constituírem peças básicas na sistemática processual tributária, a lei estabeleceu requisitos específicos para a sua lavratura e expedição, sendo que a sua lavratura tem por fim deixar consignado a ocorrência de uma ou mais infrações à legislação tributária, seja para o fim de apuração de um crédito fiscal, seja com o objetivo de neutralizar, no todo ou em parte, os efeitos da compensação de prejuízos a que o contribuinte tenha direito, e a falta do cumprimento de forma estabelecida em lei torna inexistente o ato, sejam os atos formais ou solenes. Se houver vício na forma, o ato pode invalidarse. Ora, não procede à nulidade do lançamento argüida pelo recorrente, com o argumento de que notificação de lançamento não foi lavrada dentro dos parâmetros exigidos pelo art. 10 do Decreto nº. 70.235, de 1972, ou seja, que a sua lavratura foi efetuada de forma a prejudicar a ampla defesa. Ressalto que a Notificação de Lançamento, foi lavrado tendo por base os valores constantes em documentos oficiais, onde consta de forma clara a existência das áreas glosadas, que são partes integrantes dos autos, sendo que o mesmo identifica por nome e CNPJ a autuada, esclarece que foi lavrado na Delegacia da Receita Federal do Brasil de jurisdição da contribuinte, cuja ciência foi por AR e descreve as irregularidades praticadas e o seu enquadramento legal assinado pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, cumprindo o disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional, ou seja, o ato é próprio do agente administrativo investido no cargo de AuditorFiscal. Assim, não há falar em cerceamento do direito de defesa quanto ao procedimento fiscal, pois foram asseguradas ao Contribuinte amplas condições para manifestar sua inconformidade com a autuação, com a impugnação e o recurso, que ora se examina. Rejeito, pois, preliminarmente, a argüição de nulidade do lançamento. 1) Ilegitimidade do sujeito passivo Conforme disposto no artigo 113, § 1°, do Código Tributário Nacional (CTN), a obrigação tributária surge com a ocorrência do fato gerador. E, em se tratando do ITR, o fato gerador está definido no artigo da Lei nº.9393, de 19/12/2006, verbis: Art. 1º . O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1" de janeiro de cada ano. (destaques da transcrição) Assim, o fato gerador do ITR é a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel rural, em 1º de janeiro de cada ano. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 22 7 É sabido que o contribuinte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR "é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título" (art. 41 da Lei nº. 9.393, de 19 de dezembro de 1996). A Instrução Normativa SRF nº. 73, de l8 de julho de 2000, esclarece ainda que (grifei): Art. 4° Contribuinte do 1TR é I — o proprietário de imóvel rural; II— o titular do domínio útil; III— o possuidor por usufruto; e IV— o possuidor a qualquer titulo. § 1º É titular do domínio útil aquele que adquiriu o imóvel rural por enfiteuse ou aforamento. § 2º Para efeito do ITR, é possuidor a qualquer título aquele que tem a posse do imóvel. I — com justo título e boafé, 11— sem oposição, independentemente de Justa título e boafé, 111— por ocupação autorizada, ou não, pelo Poder Público; ou IV — por promessa ou compromisso particular de compra e venda. Assim, o fato de que o contribuinte tenha o imóvel totalmente em Área do Parque Mirador, não tem o condão de afastar o recorrente do pólo passivo da obrigação tributária. Isso porque, independentemente de o contribuinte ser a legítimo proprietário do imóvel rural em questão, ficou demonstrado que ele era possuidor a qualquer título do mesmo, ainda que de forma irregular, à época do fato gerador (01/01/2005), explorandoo economicamente e, portanto, nos termos da legislação que rege a matéria, ele era o contribuinte do ITR. Destarte, rejeitase a preliminar de ilegitimidade passiva. Quanto ao mérito, o cerne da questão diz respeito à tempestividade ou não do ADA como condição para a isenção das áreas de preservação permanente e à alteração do VTN. No tocante a matéria de mérito, concordo com o entendimento exposto no voto condutor do acórdão recorrido e peço vênia a relatora Maria Teresa Silveira Malta de Alencar para transcrever trecho de seu voto proferido , acórdão 1126.116, in verbis: Área de Preservação Permanente Fl. 146DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 28.1. Para o exercício de 2003, o prazo se expirou em 30/03/2004, ou seja,seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/2003, que foi 30/09/2003. 28.2.No presente caso a impugnante apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 12/11/2002, protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl. 25. Esta relatora proferiu voto, em Sessão de 20 de dezembro de 2007, no processo 10320.003027/200516, da ora Impugnante relativo a auto de infração decorrente da D1TR/2001, que tomou o n° de Acórdão 1122.069. A peça impugnatória dos autos do processo retro referido foi apresentada em 23/03/2006. Consta na fl. 112 (do referido processo) no item 16.2 do Acórdão: "No presente caso o contribuinte não apresentou Ato Declaratório Ambiental — ADA". Assim, apesar de datado de 12/11/2002, por não constar a data do protocolo no Ibama e por todo o retro narrado esta relatora não aceita a copia do ADA por falta da data do protocolo no Ibama, conseqüentemente a Impugnante não faz jus it redução do valor a pagar do ITR. 29.0 prazo para apresentação de ADA protocolado no Ibama jamais deixou de existir. Tanto é assim que o Decreto n° 4.382, de 19/09/2002, que regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do ITR (Regulamento do ITR), e que consolidou toda a base legal deste tributo que se encontrava em vigência à data de sua edição em um único instrumento — inclusive a Medida Provisória n° 2.16667/2001 , assim dispõe, em seu art. 10: "Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel, excluídas as áreas: I de preservação permanente (Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal, arts. 2°c 3°, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989, art. I°); II de reserva legal (Lei no 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória n°2.16667, de 24 de agosto de 2001, art. 1º.); III de reserva particular do patrimônio natural (Lei n°9.985, de 18 de julho de 2000, art. 21; Decreto nº. 1.922, de 5 de junho de 1996); IV de servidão florestal (Lei no 4.771, de 1965, art. 44A, acrescentado pela Medida Provisória n°2.16667, de 2001); V de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas nos incisos I e II do caput deste artigo (Lei nº. 9.393, de 1996, art. 10, § 1°, inciso II. alínea " b" ); VI comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual (Lei n°9.393, de 1996, art. 10, § inciso II, alínea " c" ). Fl. 147DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 23 9 § 2°A área total do imóvel deve se referir à situação existente na data da efetiva entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — DITR § 3º. Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão: I ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental ADA,protocolado pelo sujeito passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAN1A, nos prazos e condições fixados em ato normativo (Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, art. 170, § 5º, com a redação dada pelo art. 1° da Lei n°10.165, de 27 de dezembro de 2000); e II estar enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos I a VI em 1° de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador do ITR.” (negritei e grifei). 30.Afirma a Impugnante que estando a totalidade da Área do imóvel dentro do Parque Estadual do Mirador esta o contribuinte desobrigado de apresentar o ADA . 31 .Estando a totalidade da Área do imóvel dentro do Parque Estadual do Mirador, fica comprovada ser Área de preservação ambiental porém não existe nenhuma norma que desobrigue o contribuinte do ITR de protocolar o ADA no Ibama caso a mesma esteja situada em Parque de Área de proteção ambiental. Esclareço que é exatamente os contribuintes do ITR cuja propriedade rural tenha Área (seja parcial ou total) de proteção ambiental (da qual faz parte a Área de preservação permanente) que são obrigados a apresentar o ADA protocolado no Ibama dentro do prazo legal para que possa usufruir do beneficio fiscal, ou seja, possa considerar a Área de proteção ambiental como dedutível da Área tributável. 32.Assim sendo, restando não cumprida a exigência de protocolização tempestiva do ADA, para fins de dedução do ITR das áreas nele constantes, deve ser mantida a glosa da Área de preservação permanente, e sua conseqüente reclassificação como Área tributável. Valor da Terra Nua 33.Alega a Impugnante que o valor da terra nua tributável é obtido mediante a multiplicação do valor da terra nua pelo quociente entre a área tributável e a Área total do imóvel. No caso em espécie o imóvel não possui Área tributável já que a totalidade da área encontrase inserida no Parque Estadual de Mirador. Não havendo Área tributável, o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero) . 34.0 § 2° do art. 8º da Lei n° 9.393, de 1996, determina que o VTN reflita o preço de mercado de terras, apurado em 1° de janeiro do ano a que se referir a DITR, e será considerado auto avaliação da terra nua a preço de mercado. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 Art. 8° 0 contribuinte do ITR entregará, obrigatoriamente, em cada ano, o Documento de Informação e Apuração do IT!? DIA T, correspondente a cada imóvel, observadas data e condições fixadas pela Secretaria da Receita Federal. §1º O contribuinte declarará, no DIAT, o Valor da Terra Nua – VTN correspondente ao § 2° 0 VTN refletirá o preço de mercado de terras, apurado em I' de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerada autoavaliação da terra nua preço de mercado. (...) 35. No mesmo diploma legal acima o art. 10, § 1º. inciso I, determina o que se considera VTN para os efeitos de apuração do ITR: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: I VIN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias: b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas 36 .Ainda na Lei 9.393, de 1996, o art. 10, § 1°,inciso III, determina o que se considera VTN para os efeitos de apuração do ITR: III VTN, o valor da terra nua tributável, obtido pela multiplicação do FIN pelo quociente entre a área tributável e a área total; 37.Cabe esclarecer que, para efeito do ITR, terra nua é o imóvel por natureza ou acessão natural, compreendendo o solo com sua superfície e a respectiva mata nativa, floresta natural e pastagem natural. Vale dizer, o Valor da Terra Nua (VTN) é o valor de mercado do imóvel, excluídos os valores de mercado relativos a construções, instalações e benfeitorias; culturas permanentes e temporárias; pastagens cultivadas e melhoradas; florestas plantadas. 38 .Em caso de informações constantes da Declaração do ITR consideradas inexatas ou incorretas, a RFB solicita esclarecimentos e comprovações das informações declaradas. Foi exatamente o que ocorreu no caso em tela, a Impugnante foi intimada pelo Termo de Intimação Fiscal, fls. 12/13, a prestar os esclarecimentos e apresentar Laudo de Avaliação do VTN. Apenas quando o contribuinte não atende a intimação ou, atendendo,presta informações inexatas, incorretas ou Fl. 149DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 24 11 fraudulentas a RFB considera o VTN levando em consideração informações sobre pregos de terras, constantes do Sistema de Pregos de Terra (SIPT) aprovado pela Portaria SRF n° 447, de 28/03/2002, publicada no Diário Oficial da Unido de 07/06/2002. 1É exatamente o que determina o art. 14 da Lei n° 9.393/1996 que assim dispõe: "Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do D1AT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1° As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1°, inciso II da Lei n° 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. (...)” 39. Em atendimento ao dispositivo legal supracitado, e com o objetivo de fornecer informações relativas a valores de terras para o cálculo e lançamento do ITR, foi editada a Portaria SRF n° 447, de 28/03/2002, publicada no Diário Oficial da União de 07/06/2002, que aprovou o Sistema de Preços de Terra (SIPT). Vale salientar que os valores fornecidos á. Receita Federal tomam sempre por base as peculiaridades de cada um dos municípios pesquisados, tais como: limitação do crédito rural, custos e exigências; crise econômica e social na regido; instabilidade climática nos municípios localizados na região semiárida, aumentando consideravelmente os riscos das atividades agropecuárias; baixos preços dos produtos agrícolas e elevados custos dos insumos; possível acidez do solo; etc.. 40.1n casu, verificase o VTN médio/há fixado para o município de Mirador, microrregião Chapada do Alto Itapecuru MA para o exercício de 2003 foi de 15,00 R$/ha. que, multiplicado pela Área total do imóvel declarada, (que é a mesma considerada pelo autuado), 8.070,0 ha. resultou em um VTN de R$ 121.050,00. 41.Vêse, portanto, que o procedimento administrativo que precedeu a fixação do VTN para o exercício de 2003 foi realizado com absoluta observância da legislação de regência. 42.A Impugnante afirma que o o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero) . Entretanto apresenta Laudo de Vistoria, fls. 26/45, elaborado em 2007, cujo objetivo foi levantar a situação dos imóveis denominados "Fazenda Cabeceira dos Porcos", para determinar o valor da terra nua — VTN fl. 31, onde consta que o VTN é de 4,34 R$/ha., que multiplicado pela área total do imóvel 8.070,0 ha. corresponde ao VTN de R$ 35.000,13, fl. 44. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 12 43. Tendo o autuante intimado o contribuinte para apresentação de Laudo de Avaliação do Imóvel conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT alertando que a falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra — SIPT da RFB, e tendo a Impugnante apresentado o Laudo de Avaliação de fls. 26/45,entendo deva ser considerado o VTN constante do Laudo de Avaliação, fl. 44.” Como se vê, a autoridade a quo manteve a glosa da Área de Preservação permanente sob o fundamento de que o contribuinte apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 12/11/2002, protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl.25 e acatou as informações veiculadas em laudo técnico de avaliação apresentado pelo sujeito passivo o que justifica o VTN de 4,34 R$/ha., que multiplicado pela área total do imóvel 8.070,0 ha. corresponde ao VTN de R$ 35.000,13, fl. 44 Assim, a controvérsia reside exatamente na tempestividade do ADA, cópia fls. .134 e a alteração do VTN. Nessas condições, penso que concluiu acertadamente a decisão de primeira instância visto que analisando o ADA apresentado, não vislumbrei NA CÓPIA APRESENTADA a data de protocolo no IBAMA . Elemento essencial para a solução do litígio. Ressalto que, no caso em pauta, o ônus da prova documental é da contribuinte autuada, a qual caberia apresentar cópia legível que demonstre claramente a data em que o ADA foi protocolado. Ocorre que a interessada limitouse a reapresentar o documento ilegível. Destarte, entendo que o documento apresentado ( fls.134.) não preenche os requisitos previstos na legislação acima transcrita, sendo inábil para o propósito pretendido pelo recorrente, razão pela qual devese manter a glosa efetuado. Quanto ao VTN, embora o valor considerado pela autoridade de primeira instância seja o constante no laudo apresentado pele contribuinte , percebo que o autuado solicita que seja considerado o Valor da Terra Nua (VTN) no montante de R$ 35.000,13 (trinta e cinco mil reais e Treze Centavos) conforme declarado no DIAT/ITR/2005 do imóvel Cabeceira dos Porcos, pois a propriedade tem o seu valor substancialmente reduzido em razão de se encontrar englobado no Parque Nacional do Mirador/MA, portanto, inviabiliza qualquer possível empreendimento econômico ou exploração para fins rurais. Consequentemente, que o valor da terra nua tributável seja considerado igual a zero (0), com a aplicação da alíquota de 0,45%. Entendo que a simples correção do valor de aquisição, como pretende a recorrente, não serve para fins de determinação do VTN, uma vez que o art., 8º, §2º, da Lei nº. 9,393, de 1996, determina que o VTN "refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1º de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerado autoavaliação da terra nua a preço de mercado". Conclusão Diante do exposto, voto por REJEITAR as preliminares suscitadas pela recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, 30 de novembro de 2011 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 25 13 (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Voto Vencedor Conselheiro JORGE CLAUDIO CARDOSO, Redator designado. Concordo com a ilustre relatora quanto à rejeição das preliminares argüidas, mas peço vênia para discordar do voto proferido no tocante à área de preservação permanente e, via de conseqüência, ao valor tributável mantido pela decisão de primeira instância. Primeiramente, registro que em face desta recorrente foram lavrados 04 (quatro) notificações de lançamentos relativos ao Imposto Territorial Rural, como a seguir relacionados: APP DRJ Proc. n° Fazenda Exercício declarada, autuada por falta de comprovação VTN Vlr. Imposto Mantido (R$) 10320.720064/200746 Cabeceira dos Porcos 2003 6.990,00 10320.720079/200712 Cabeceira dos Porcos 2004 6.990,00 10320.720095/200705 Cabeceira dos Porcos 2005 8.070,00 R$ 4,34/ ha ==> R$ 35.000,00 6.990,00 10320.720080/200739 Canastra 2004 14.107,00 56.500,00 11.290,00 Pelo voto da primeira instância, observo que a mesma considerou o lançamento procedente em parte, acatando o valor da terra nua informado no laudo de avaliação juntado pela impugnante (R$ 4,34/há), resultando, no entanto, ainda, em valor tributável (fl. 112) em decorrência da manutenção da área declarada como de preservação permanente na área total. O cerne do litígio gravita em torno da área de preservação permanente, que passo a analisar. A Delegacia de Julgamento ao proferir o voto declarou: “28.2.No presente caso a impugnante apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 12/11/2002 protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl. 25. Esta relatora proferiu voto, em Sessão de 20 de dezembro de 2007, no processo 10320.003027/200516, da ora Impugnante relativo a auto de infração decorrente da D1TR/2001, que tomou o n° de Acórdão 1122.069. A peça impugnatória dos autos do processo retro referido foi apresentada em 23/03/2006. Consta na fl. 112 (do referido processo)” no item 16.2 do Acórdão: "No presente caso o contribuinte não apresentou Ato Declaratório Ambiental — Fl. 152DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 14 ADA". Assim, apesar de datado de 12/11/2002, por não constar a data do protocolo no lbama e por todo o retro narrado esta relatora não aceita a copia do ADA por falta da data do protocolo no Ibama, conseqüentemente a Impugnante não faz jus it redução do valor a pagar do ITR.” (grifei) Considerando que a lide gravita sobre a questão de área de preservação permanente, vale transcrever os dispositivos do Código Florestal Lei nº. 4.771, de 1965 : “Artigo 1º .... §2oPara os efeitos deste Código, entendese por: (Incluído pela Medida Provisória nº. 2.16667, de 2001) (Vide Decreto nº. 5.975, de 2006) II área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2o e 3o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bemestar das populações humanas; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) Art. 2° Consideramse de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 1 de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) 2 de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 3 de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 4 de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 5 de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; (Incluído pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; Fl. 153DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 26 15 e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervarseá o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.(Incluído pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) Art. 3º Consideramse, ainda, de preservação permanentes, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas: a) a atenuar a erosão das terras; b) a fixar as dunas; c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias; d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares; e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico; f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção; g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas; h) a assegurar condições de bemestar público. § 1° A supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com prévia autorização do Poder Executivo Federal, quando for necessária à execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social. § 2º As florestas que integram o Patrimônio Indígena ficam sujeitas ao regime de preservação permanente (letra g) pelo só efeito desta Lei. ... Fl. 154DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 16 A Lei n° 9.393, de 19/12/1996, ao dispor sobre a base de cálculo do ITR, determina que para se calcular a área tributável devese subtrair da área total do imóvel as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme alínea “a” do inciso II do artigo 10 da referida lei, Ocorre que a obrigatoriedade da utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR , para os exercícios a partir de 2001, foi estabelecida pela Lei n° 10.165, de 2.000 ao incluir o artigo 17O na Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, in verbis: “Art. 17O Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria." (NR) (...) § 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.” (grifei) Analisando os dispositivos, verifico que algumas áreas de preservação permanente, já restam de pronto definidas, desde que enquadradas nas situações legalmente determinadas, ficando, por exemplo, as do artigo 3º do Código Florestal a serem fixadas e conhecidas através de ato do poder público. Desta feita, comprovandose tratar de área de preservação permanente definida pelo artigo 2° do código (margens de rios, chapadas etc..), a utilização do ADA para redução da base de cálculo não é obrigatória. Dos autos, verificase à fl. 49, Declaração do Gerente Adjunto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, afirmando que os imóveis denominados “Canastra, Brejo dos Porcos e Cabeceira dos Porcos” estão inseridos nos limites do Parque Estadual do Mirador, unidade de conservação de Proteção Integral. E, de acordo com a cópia juntada aos autos do Diário Oficial do Estado do Maranhão, tal parque foi criado pelo Decreto n 7641, de 04/06/1980. Além disso, considero que a apresentação do ADA, datado de 12/11/2012, com indicação do número de processamento no órgão ambiental também vem a corroborar a comprovação exigida, mesmo o ADA não sendo a base para a redução do ITR, nos termos do artigo 17O já transcrito. Por todo o exposto, considerando comprovada a área de preservação permanente, o lançamento deve ser cancelado, restando prejudicada a discussão sobre o valor da terra nua. Conclusão Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso interposto (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 155DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 27 17 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 17 de outubro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 156DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 18 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720095/200705 Acórdão n.º 2802001.230 S2TE02 Fl. 28 19 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10880.003162/2007-70
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 2006
RECURSO DE OFICIO
Decisão de primeira instância pautada dentro das normais legais que regem a matéria e de conformidade com o que consta nos autos não merece qualquer reparo.
Recurso de oficio a que se nega provimento.
Recurso de oficio negado.
Numero da decisão: 3301-000.032
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara
da 3' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRF- penalidades (isoladas), inclusive multa por atraso DIRF
Nome do relator: Eduardo Tadeu Farah
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T15:46:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T15:46:15Z; Last-Modified: 2009-09-09T15:46:15Z; dcterms:modified: 2009-09-09T15:46:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T15:46:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T15:46:15Z; meta:save-date: 2009-09-09T15:46:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T15:46:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T15:46:15Z; created: 2009-09-09T15:46:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-09-09T15:46:15Z; pdf:charsPerPage: 1038; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T15:46:15Z | Conteúdo => ei S3-C3T1 Fl. 22 1 .-"-, n- MINISTÉRIO DA FAZENDA .1.\, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10880.003162/2007-70 Recurso n° 161.530 Voluntário Acórdão n° 3301-00.032 — 3' Câmara /1' Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2009 Matéria Obrigações Acessórias Recorrente 5* TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP I Recorrida MlNISTERIO DA FAZENDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 2006 RECURSO DE OFICIO - Decisão de primeira instância pautada dentro das normais legais que regem a matéria e de conformidade com o que consta nos autos não merece qualquer reparo. Recurso de oficio a que se nega provimento. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da 3' Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento a• -curso dé oficio, nos termos do voto do relator. aron VE M' LA* . • S PESSOA MONTEIRO Presiden - _,,,,re V--W.„r7 . DUAR*7 ADEU A' • Relator / 1 to Processo e 10880.003162/2007-70 S3-C3T1 Acórdão n.°3301-00.032 Fl. 23 FORMALIZADO EM: 3 JUN 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Silvana Mancini Karam, Naja Matos Moura, Alexandre Naoki Nishioka, Variessa Pereira Rodrigues Domene e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Relatório Por meio da Notificação de Lançamento de fls. 06, a interessada acima identificada foi intimada a recolher o crédito tributário no valor de R$ 1.708.649,57, a titulo de multa por atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF, referente ao ano calendário de 2006. A interessada apresentou impugnação de fls. 01 e 02, na qual alega que a DIRF foi entregue no prazo fixado pela legislação, ou seja, em 15/02/2007 e a declaração apresentada em 26/04/2007 se trata na verdade de DIRF retificadora. A 5' Turma de DRJ São Paulo I julgou improcedente o lançamento a qual peço vénia para transcrever parte do voto do relator: "Com efeito, observa-se que a declaração apresentada em 26/04/2007, de natureza "original", que ensejou o lançamento da multa aqui discutida, destinou-se, em verdade, à retificar aquela entregue originalmente em 15/02/2007 de natureza especial "extinção", quanto ao ano de retenção informado, que foi modificado do ano-calendário 2007 para ano-calendário 2006 e pequenas correções nos valores dos rendimentos tributáveis, deduções e imposto retido, pois os dados constantes daquela de 15/02/2007 são exatamente os mesmos quanto aos beneficiários PF/PJ e possuem a mesma ordem de grandeza quanto aos valores informados. Observou-se, ainda, em consulta ao sistema "S1EF" que a DIRF apresentada em 15/02/2007 relaciona rendimentos para os meses de março a dezembro o que é incompatível com o ano- calendário informado. Verifica-se, portanto, que na verdade ocorreu erro no preenchimento da D1RF entregue em 15/02/2007, o que descaracteriza o atraso, tal qual descrito no auto de infração. Por fim, afim de evitar duplicidade de informação, é importante ressaltar que se torna imperativo o cancelamento da D1RF, entregue em 15/02/2007. Assim sendo, em face de tudo o quanto foi exposto, VOTO PELA IMPROCEDÊNCIA do crédito tributário exigido. C.) A. Submeta-se à apreciação do Egrégio i" Conselho de Contribuintes, de acordo com o art. 34 do Decreto n° 70.235, de 1972 e alterações introduzidas pela Lei n° 9.532, de 1997 e 2 II Processo n° 10880.003162/2007-70 S3-C3T1 Acórdão n.• 3301-00.032 Fl. 24 Portaria MF n°375, de 2001, por força de recurso necessário. A exoneração do crédito deste acórdão só será definitiva após o julgamento em segunda instância." É o Relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. O presente Recurso de Oficio refere-se à desoneração de exigência relativa a multa por atraso na entrega da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF, no valor de R$ 1.708.649,57. Pelo que extrai dos autos a Gerência Regional de Administração de Ministério da Fazenda em São Paulo, entregou em 15/02/2007 a DIRF original constando 5.413 beneficiários pessoas fisicas e 133 pessoas jurídicas, todavia, no momento do envio pela intemet, assinalou a opção de natureza especial, qual seja, "extinção". Após identificar que se tratava de erro, procedeu a retificação da informação, bem como efetuou algumas correções em relação a rendimentos tributáveis, deduções, ano- calendário, sem, contudo, alterar o número de beneficiários. Assim, pela documentação carreada aos autos verifica-se que a primeira transmissão foi dentro do prazo regulamentar, qual seja, 15/02/2007 e que a declaração entregue em 26/04/2007 refere-se, em verdade, a retificadora. Assim sendo, não pode prevalecer a "Notificação de Lançamento - DIRF 2007" no valor de R$ 1.708.649,57, emitida contra a Interessada, razão pela qual não merece reparos à decisão proferida pela 5° Turma de DRJ São Paulo I. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso de Oficio, a fim de manter a decisão de primeira instância em seus integrais termos. Sala e,:á Sessões - DF is 1 de março de 2009 liRer EDUA • b ADEU FARA 3 a d - -;...+4‘..-:-, n ;), ... t.:•:1..e.kl 5 '1. ...› --- -- MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo n°: 10880.003162/2007-70 Recurso n° 161.530 Voluntário TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 30 do art. 61 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria Ministerial n° 147, de 25 de junho de 2007, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quinta Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a tomar ciência do Acórdão no 3301-00.032. Brasília, J J T(PEreffeaffi firNII E HW gEnS÷ Presidente da Terceira Seção do CARF . _ Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência J / Procurador(a) da Fazenda Nacional Page 1 _0014900.PDF Page 1 _0015000.PDF Page 1 _0015100.PDF Page 1
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Numero do processo: 11007.000957/2003-63
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1999
Ementa: EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. ÁREA DE
PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXIGÊNCIA DE ADA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
Ofende o Princípio da Legalidade a imposição de condição que modifique a base de cálculo, com majoração do tributo, por ato infra-legal, no caso Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.096
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: Caio Marcos Cândido
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ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXIGÊNCIA DE ADA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. Ofende o Princípio da Legalidade a imposição de condição que modifique a base de cálculo, com majoração do tributo, por ato infra-legal, no caso Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal. Recurso especial negado. • Vistos, relatados e discutidos os presentes tos. ACORDAM os membro: do colegiado, unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. C • • e S ALBERT () ITAS BARR TO ' —idente .11 d". CAIO M • RCOS CA DIDO — fel. or EDITADO EM:OU 20Q' Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (substituto do Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Julio Cesar Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Júnior, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Recurso Especial de Divergência interposto pela Fazenda Nacional em face do acórdão n° 303-34.032, exarado na sessão de julgamento de 25 de janeiro de 2007, com supedâneo no inciso II do art. 5° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), aprovado pela Portaria MF n° 55, de 16 de março de 1998, vigente à época da interposição do recurso: Art. 5° Compete à Câmara Superior de Recursos Fiscais julgar recurso especial interposto contra: (.) II. decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara de Conselho de Contribuintes ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. Hodiernarnente tal recurso tem supedâneo no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), verbis: Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. Despacho em que se admite o recurso às fls. 158/160. A divergência jurisprudencial que se quer seja solucionada nos presentes autos resume-se em saber se, para fins de não incidência do Imposto Territorial Rural (ITR), há previsão legal para estabelecer a exigência do Ato Declaratório Ambiental (ADA), expedido • pelo lBAMA ou órgão delegado por meio de convênio, como requisito para exclusão da área de preservação permanente. Intimada a apresentar contrarrazões, a interessada manteve-se silente. É o relatório. Passo ao voto. 2 Processo n° 11007.000957/2003-63 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.096 Fl. 2 Voto Conselheiro CAIO MARCOS CANDIDO, Relator Recurso Especial de Divergência tempestivo. Passo a verificar o outro requisito de admissibilidade: a comprovação da divergência na interpretação de lei tributária entre duas câmaras dos Conselhos de Contribuintes ou de turma da CSRF. A 3a Câmara do 3° Conselho de Contribuintes no acórdão recorrido decidiu: ADA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE A declaração do recorrente, para fins de isenção do ITR, relativa à área de preservação permanente, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, conforme dispõe o art 10. parágrafo 1° da Lei n.° 9.393/96, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei. caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. A Fazenda Nacional recorre à instância especial sob a alegação de que deve ser mantida a glosa efetivada pela fiscalização das áreas de preservação permanente pois o contribuinte apresentou o ADA fora do prazo previsto na legislação de regência, reportando-se, como paradigma de divergência, ao acórdão n° 302-36.278, de 09 de julho de 2004, exarada pela 2' Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, com o qual pretende comprovar a divergência suscitada. Aponta especificamente trecho do acórdão paradigma a fim de comprovar a divergência: Este Colegiado, em reiteradas decisões, considera indispensável, para a fruição do beneficio de exclusão da tributação, que o contribuinte prove a existência das áreas de preservação permanente e de utilização limitada (Reserva Legal) na data da ocorrência do fato gerador do imposto, ou, conforme determina inciso 1, par. 4 O , do art. 10, da IN SRF no. 43/97, com a redação dada pela IN SRF no„ 67/97 c/c a IN SRF no. 56/98, art. 30, coma a apresentação do ADA recepcionado pelo IBAMA em até o dia 21 de setembro de 1998. Conforme visto, restou estabelecida a divergência de interpretação de lei tributária entre a 2" e 3 a Câmaras do 3° Conselho de Contribuintes, pelo quê o recurso especial deve ser admitido. Previamente, há que se esclarecer que não se coaduna com a melhor interpretação a argumentação acerca da desnecessidade de produção de prova da existência das áreas declaradas tem base no disposto no § 7° da Lei n° 9.393/96, incluído pela Medida Provisória n°2.166-67, de 24 de agosto de 2001, verbis: 3 § 7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. Da simples leitura do dispositivo transcrito chega-se à conclusão de que o que não é necessária é a prévia comprovação das áreas declaradas. É da essência da atividade de fiscalização que a autoridade tributária, com o fito de comprovar informação constante das diversas declarações elaboradas pelos contribuintes, intime-os a proceder a comprovação daquilo que foi declarado. Assim, a lei desobriga da prévia comprovação, mas não limita a atividade de fiscalização, impedindo a autoridade tributária de proceder seu mister de averiguar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária ou de outros aspectos que possam impactar o dimensionamento do crédito tributário devido. A discussão que se trava nestes autos cinge-se em saber se a comprovação da existência das áreas de preservação permanente, para fins de exclusão das mesmas da base de incidência do ITR, depende, ou não, do cumprimento da exigência da protocolização tempestiva do ADA, a ser emitido pelo IBAMA ou órgão conveniado. Vejamos a legislação de regência da matéria. A legislação aplicável estabelece que não serão consideradas para a formação da base de cálculo do ITR as áreas de reserva legal, ex vi da alínea "a" do inciso II do § 1 0 do art. 10 da lei n° 9.393/1996: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: (.) II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Conforme visto, as áreas de preservação permanente são aquelas descritas nos § 2° e § 30 do art. 16 da lei n° 4.771, de 1965, com redação incluída pelo art. 1° da lei n° 7.803, de 1989: Art. 16. As florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada e ressalvadas as de preservação permanente, previstas nos artigos 2° e 3 0 desta lei, são suscetíveis de exploração, obedecidas as seguintes restrições: (.) 4 Processo n° 11007.000957/2003-63 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.096 Fl. 3 • § 2°A reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer titulo, ou de desmembramento da área. § 3 0 Aplica-se às áreas de cerrado a reserva legal de 20% (vinte por cento) para todos os efeitos legais. A exigência do ADA como requisito para a exclusão das áreas de preservação permanente da base de cálculo do ITR encontra-se estabelecida no 10 da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n° 43, de 1997, com redação da IN SRF n° 67, de 1997: Art 10. Área tributável é a área total do imóvel excluídas as áreas: 1- de preservação permanente; II - de utilização limitada. (.) § 40 As áreas de preservação permanente e as de utilização limitada serão reconhecidas mediante ato declaratório do IBAMA, ou órgão delegado através de convênio, para fins de apurara° do ITR, observado o seguinte: - as áreas de reserva legal, para fins de obtenção do ato declaratório do IBAMA, deverão estar averbadas à margem da inscrição da matricula do imóvel no registro de imóveis competente, conforme preceitua a Lei n° 4.771, de 1965; II - o contribuinte terá o prazo de seis meses, contado da data da entrega da declaração do ITR, para protocolar requerimento do ato declarató rio junto ao IBAMA; III - se o contribuinte não requerer, ou se o requerimento não for reconhecido pelo IBAMA, a Secretaria da Receita Federal fará lançamento suplementar recalculando o ITR devido. A exigência da apresentação tempestiva do ADA para fins de exclusão da área de preservação permanente, estabelecida em legislação infra-legal, contrapõe-se ao princípio da reserva legal, posto que a desconsideração das áreas de preservação permanente e de reserva legal, como tal, representam sua inclusão na área tributável pelo ITR. Assim, qualquer restrição à exclusão de áreas da tributação do ITR, por corresponder a aumento de tributo, deve ser instituída por lei, ex vi do inciso II combinado com o § 1° do art. 97 do Código Tributário Nacional: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: (.) II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 2 39, 57 e 65; (.) § 1 0 Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. Tanto é assim que o art. 1° da Lei n° 10.165, de 2000 estabeleceu aquela condição ao incluir o art. 17-0 na Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, para os exercícios a partir de 2001, verbis: • Art. 17-0 Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declarató rio Ambiental - ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei te 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria." (NR) A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. Portanto, se a obrigação de apresentação do ADA foi instituída posteriormente por lei, não poderia o órgão de administração tributária antecipar tal exigência, que resulta majoração de tributo, por meio de instrução normativa. ta forma, nego provimento ao recurso 4IN Caio arcos Candido - Relato . C r e,. 6
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