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4776019 #
Numero do processo: 13856.000152/92-76
Data da sessão: Sun Apr 26 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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(i.iii LeM. SeSSãO de 26 de Abril de 1998 :.:..,.¡:...-..u1R1...,A0 MR. 101 88.2AI RECURSO NR. g 80,..868 FINSOCIAI FAVURAMENTO i EX g 19SG RECORRENTE g FRANCISCO CANDEtORO & FILHO RECORRIDA g DRF . EM RtBETRAO p RErn SP IIII" II Kl I...-*I.3I: II.J: (.:.: I S" f" ATI. I IIII; (::-,-. NI iiii.N: II: :I. ) I (..iiii\iii.„.: AME. N: i I i I II:: ii::. El!: I . IIII: 'X t.:3 - "1" .:':.: . tributação rsfIea objetivando nrança d2:. '.','„'Dntribuic';';áo d,,,,i,,ija ao FINSOCFAI , n jul i gamento du pr.r-v-e,,,.,..::n nu quai foi exttjtdo o trilJuto, , processo deçorrente, ante a intima relaç o de caiu remti-so interposto por FRANCISCO CANDELORO & EILHO. ACORDAM os MefrIns da 91'imeira Cãeara do P;iim'....-t Con se1ho do Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao ' resurso, n:.)s termos do relatório e voto que passam a intria!' o pre ' sente julgado. *A Saia das SessCJes, em 26 de Abril de 1995 __-- : MAR'.:AI-: SE1F PRIFSTDENTE _— ,, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL :;;;; " 1 tj E:1-1 t..131 I: Mt. DE: rf 4 JUN. 1995 1. ti 3.(:)!::;:. ;EE. t E I „ 1 t „ , sERwcopc,Bucc.FmERAL MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRnCER O NR. 13856/000.152/92-76 RECURSO NR, B0.868 ACORDA° NR. 10J........-1'..:3f.3...,':.4.1 RECORRENTE FRANCISCO CANDE!...11R0 & FILAAO E.. LE.: ',. L . r Q. R. 1... Q. FRANCISCO I'lP1.1\11';F:i..ORO & FILHO, rom sedo em TABUIlll:PIIV)1...---- SP, nm...:,,...r,mi d..... 1-:ifi.,,,.....:ciHsãc prolatada p.,......lo Dolei .2add da Rwrç::,..i..ta Fedoral em Ribeirão Preto-SP, através da qual foi confirmado o lançamento do FIN.-- SOCIAL., calculado 5/0 faIurame nIo da emprosa, com base no art. lu. pa--- i ragrafo 1... c ..). do Der.le1 nr. 1910/82 s art. 16, 80 o 8:3 do Rew....ilmento do Finsocial, Derreto nr. 92.698/86, do e ..:ercicio de 19'88, arresuldo '',. de oncargos logaii......,, efetuado em d'......-::...o:,; ia de !.ançamonto e .:i pffidki2 insLaurado contra a referida pessoa Jurídica Hos autos. do p-i...)=.'......i...:.,so nr. 13856/000.14S/92 .-07: do qual este decorre. 2. O lançamento foi impugnado às. fls. 09/11, endo a ini:e• nessada 5e reportado ás razi'...5e5 apresentadas na. defesa do priii:eisso • princIpal. ...5, A efeito de que ocorrera com o processo r)i--incipal, a. 1. c.:-....i...gnoir.s: foi. i.ritegralmente mantida atravós da Decisão de fls. 4..::-,./.14,4, qual o ....jk-Ilf:,MM"14.:.Á3 do pi-ouesso matriz faz coisa julgada, : --;2 mesmo gr...., de jurisdição, no processo refloxo. 4. Segue--se ás fls. 45/50 o tempestivo Rocurso para este t -JriA,. r.A......-,-...: -:=9.11.-.1 .i,...::::¡....::: :7.,,,,... Pl6v--i,-, t '\ - E o Relatório. • ':i'''\ ..... • • .,1 r\f—T .: ••.. :. .. . .. . .: ....... . . . .... . ... ... . . ... •••.. •••• ......" ••••• '.'. •.• •• • ••-•:s4..J..; ••••••• ••••• .• ••• ••• ••• •• • ••••• , .• •••••• :• ".. • •• • • .. •—• •-•• i•-•• • . J ....... - '.'.. .--: .. .... •.. .. .• .... .• • •.. .. •... •••• •• •••-•-• .:. ... .i. '.......... •.. '.. ,..........••••••••••• • • - • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL VOTO ressada mms aui-ns fin Processo nr. 1"3856/000„140/92---W„ dn quê .J. este decord -e, Esta Cámara, através do Ad..:::rc.-iã.o nr. 101-87.769, em Sessão de No ua.: .:so, .1.....:- ata-se de C.ontrb:Àição F":4-.,1:3(M......ar:fl....../FA.14....)NEAMTO lançada E,..... f. ( ..2ffAcjo através daquele procediment.n, com base no art.... to. ,par.a.grafo lo. do Der.lei nr. ..1.9,..W/62',: art- 16, SO e 83 do RequIamen- nr„ 7.738/89. Ante o dposto, dou provj..mdnte ao recurso, . • . .. . . .. ..._., ____-- ,........,.:, _______ ........_ ---------- _.... _... ---------.Ç -' --- --- --':::---- -- - ----- .., '.: ,.. ...à .,, ..... ; _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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4776248 #
Numero do processo: 11080.006185/92-02
Data da sessão: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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LUCRO ARBITRADO E RECEITA OMITIDA POR MICROEMPRESA - A tributação como lucro distribuído e a atribuição de pró-labore para fins de tributação, na forma da lei, constituem presunções legais, não admitindo prova em contrário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTONIO RAUPP. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. BISON P • • • • DRIGUES PRESIDENTE SANDRA MARIA FARONI RELATORA FORMALIZADO EM: 31 MAR 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, KAZUKI SHIOBARA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL e CELSO ALVES FEITOSA. AUSENTE, JUSTIFICADAMENTE O CONSELHEIRO JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUtNTES PROCESSO N° 11080/005.185/92-02_ ACÓRDÃO N° : 101-90.648 RECURSO N° : 86.439 RECORRENTE : ANTONIO RAUPP RELATÓRIO Do contribuinte Antônio Raupp foi exigido o crédito tributário no valor de 632,05 UFIR, sendo 123,38 UFIR a título de Imposto de Renda - Pessoa Física, 61,69 UFIR de multa a 446,98 UFIR de juros de mora. De acordo com a descrição dos fatos contida no Auto de Infração de fls. 21/26, a exigência refere-se a rendimentos das cédulas "C" e "F" decorrentes do arbitramento do lucro da empresa GRAFPLAN Planejamento Gráfico Ltda. referente ao ano-base de 1988, conforme auto de infração lavrado contra a pessoa jurídica, da qual o contribuinte participava da administração e do capital social, na proporção de 507. Foram ainda incluídos rendimentos de omissão de receita da microempresa, e rendimentos não declarados, conforme descrito no Relatório de Auditoria Fiscal que faz parte integrante do auto, relativamente aos períodos-base de 1987 e 1988. Em impugnação tempestiva, pondera o contribuinte que, sendo o presente lançamento decorrente do referente ao Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, não poderia ser efetuado antes de julgado aquele, tendo havido precipitação do autuante. Insurge-se, basicamente contra a presunção estatuída no art. 403 do RIR/80, que entende ferir os princípios da legalidade estrita e da tipicidade fechada. Junta cópia da impugnação apresentada nos autos do IRPJ e requer a desconstituição do auto impugnado e que lhe seja facultado a produção de provas, nominadamente a documental e a pericial. çr. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 110801006.185192-02 ACÓRDÃO N° : 101-90.648 O julgador de primeira instância julgou procedente em parte a impugnação, para adequar a exigência ao decidido no processo matriz (exclusão, da base de cálculo do exercício de 1989, da quantia de CZ$ 8.811.000,00). Inconformada, a empresa recorre a este Conselho reeditando as razões apresentadas na impugnação, vale dizer, considerando ilegítima a presunção legal estabelecida no art. 403 do RIR/80, que no seu entender viola os princípios da legalidade estrita e da tipicidade e propugnando no sentido de que a tributação reflexa dos sócios nos casos de omissão de receita ou qualquer prática que implique redução do lucro líquido só se justifica se o Fisco provar que o lucro omitido entrou no domínio dos sócios. Finaliza pedindo o cancelamento da exigência. É o Relatório. r 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 110801006 185192-02 ACÓRDÃO N° : 101-90.648 VOTO CONSELHEIRA SANDRA MARIA FARONI - RELATORA Trata-se de exigência de imposto de renda incidente sobre lucros e pró-labore oriundos de pessoa jurídica. A matéria tributável compreende três itens, a saber: lucros e pró-labore correspondentes à receita omitida pela microempresa no exercício de 1988, lucros e pró-labore decorrentes do arbitramento do lucro da empresa no exercício de 1989 e lucros e pró-labore declarados como pagos pela pessoa jurídica e omitidos pela pessoa física. A exigência está rigorosamente de acordo com o previsto nos artigos 29, parágrafos 8° a 10 0, 34, inciso I, 403 e 404 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto 85.450/80 e art. 10 0 do Decreto-lei n° 2.287/86. Os artigos do regulamento mencionados, por sua vez, têm sua fundamentação legal no art. 50 do Decreto-lei n° 5.844/43, art. 100 da Lei n° 2.354/54, no art. 16 da Lei n° 4.506/64, e arts. 9° e 10° do Decreto-lei n° 1.648/78. Não há, pois, como falar em violação aos princípios da legalidade e da tipicidade fechada. Equívoca-se, também, o Recorrente ao pretender que o Fisco só pode tributar os lucros omitidos à tributação pela pessoa jurídica na pessoa física dos sócios se ficar provado que o mesmo entrou no domínio desses, vedada a tributação por presunção. As presunções derivam de um raciocínio lógico, a partir da observação do que normalmente acontece, permitindo estabelecer uma correlação entre um fato conhecido e a probabilidade de existência de um outro fato desconhecido. A partir da observação dessa correlação natural pode-se deduzir 4 bI}- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 11080/006.185/92-02 ACÓRDÃO N° : 101-90.648 que, normalmente, quando acontece um determinado fato, a existência de um outro fato desconhecido ocorre. Como ensina Moacir Amaral dos Santos, a presunção tem por ponto de partida a verdade de um fato: de um fato conhecido se infere outro desconhecido. As presunções podem ser simples ou legais. As presunções simples (presunções comuns ou dos homens) são o resultado do raciocínio lógico, e as presunções legais presunções de direito são estabelecidas na lei, que raciocina pelo homem. Na lição de Alfredo Augusto Becker, "o raciocínio lógico, noutros casos conferidos ao juiz, nesses é antecipadamente feito pelo legislador, consagrando-o num preceito legal que aquele deve obedecer. Substituindo-se ao juiz - diz ALSINA - o legislador "faz o raciocínio e estabelece a presunção, de modo que, provadas certas circunstâncias, o juiz deve ter por certos os fatos". Se não se admite tributar com base em presunção simples, sem abrir chance ao contribuinte de desconstitui-la, tal não ocorre em relação à presunção legal absoluta, que no dizer de Becker, "não é regra de prova, mas regra dispositiva de direito substantivo" sendo "inadmissivel (citando F. GENY) que, no caso concreto individual, possa ser oferecida - no intuito de "sustar a aplicação "da lei - prova contrária á presunção que serviu ao legislador como elemento simplesmente intelectual por ocasião da regra dispositiva ou imperativa de direito substantivo". Uma vez que a distribuição aos sócios do lucro arbitrado na pessoa jurídica, a atribuição aos mesmos sócios, a título de pró-labore, de valor mínimo estabelecido em lei (quando desconhecido o efetivamente recebido), bem assim, no 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 11080/006.185/92-02 ACÓRDÃO N° : 101-90.648 caso de microempresas, a atribuição aos sócios, a título de lucros distribuídos e de remuneração por serviços prestados, de percentual da receita, constituem presunções legais absolutas, não apenas independem de prova produzida pelo Fisco, como sequer admitem prova em contrário. Nego provimento ao recurso. Brasília-DF, em 08 de Janeiro de 1997. SANDRA MARIA FARONI. 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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Numero do processo: 10725.000641/87-77
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PROCESSO N9 10725-000.641/87-77 _ AWA Rt"7,^i,;:,-:"*".;ig ':"' . NeM, MINISTÉRIO DA FAZENDA - MHP , 12 Setembro de 19 88 101-,-77,969Sessão de ACÓR DÁ. O N2 Recurso n2 92.804 — IRPJ — Exercício de 1984. Recorrente NUNES \ & CIA. LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM CAMPOS (RJ). IRPJ .,. IMPUTAÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS POR PASSIVO FICTICIO. Revelando o exame da documentação perti nente que, na realidade, a autuação nãO- se fundou em elementos seguros e ,aptos a demonstrar a ocorrência de adultera- ção das datas de pagamentos dos títulos, ifflprocede a ação fiscal que entendeu ha__ ver passivo fictício. Recurso a que se dá provimento., Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NUNES & CIA. LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado ,r Sala das Sessóes (DF), em 12 de setembro de 1988 URÇ L / t I RE " LOPES - - PRESIDENTE (.:-.- Ap----0101111 l' i. . jf ,e , RD• RAN DE ALCKMIN - RELATOR .1 1 1 ',gr/ ,i VISTO EM :,'Á' O -4/ONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA ik. SESSÃO DE: 15 S ET 1988 FA Z ENDA NAC I ONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES,FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA,CRIS- v.v. , TOVA0 ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA,RAUL PIMENTEL e ARY TORI BIO;- • • ' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1 0725-000 . 641 /87-77 RECURSO N9: 92.804 ACÓRDÃO N'?: 101-77.969 RECORRENTE: NUNES & CIA. LTDA. RELATÕRIO O Auto de Infração de fls. 39/39v faz a seguinte descrição dos fatos ensejadores da ação fiscal: "EXERCÍCIO DE 1984 - ANO-BASE DE 1983 PASSIVO FICTÍCIO, omissão de receitas revelada pe la manutenção no passivo de obrigações já pagas, conforme Termo de Verificação e Apreensão de Docu- mentos, lavrado em 12.10.87, incluindo-se duplica tas de venda mercantil (todas) com a data de qui- tação adulterada, com infração ao disposto nos arts. 157 e 387, II, sujeitando-se a infratora à multa capitulada pelo art. 728, III, , todos do RIR/80, dado o evidente intuito de fraude". Cientificada da exigência em 15.10.87, a contri- buinte formulou impugnação, conforme peça protocolizada em 13.11.87. Nela, a interessada sustentou, preliminarmente, a nulidadp do Au- to, por inobservância do disposto no art. 641 do RIR/80, segundo o qual a ação fiscal direta deve ser realizada no domicilio do con- tribuinte. In casu não houve comparecimento do Fiscal autuante ao domicilio da contribuinte, com o que deve ser declarada a nulidade da peça exordial. Outrossim, suscitou ainda outra preliminar, consis tente na violação do disposto no art. 642 do mesmo Regulamento, já que em 1986 procedera o Fisco o exame do mesmo exercício, tendo a empresa ofertado à Fiscalização toda a documentação exigida, nada Drvw - DF r ,? C-C SeY.'r . (-; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10725-000.641/87-77 03. Acórdão n9101-77.969 sendo detectado de irregular. Assim, para que fosse realizado um segundo exame seria imprescindível autorização de autoridade compe tente, o que não ocorreu. De outra parte, salientou ser de causar perplexidade o fato de a Fiscalização entender regulares os mesmos documentos que agora são inquinados de fraudulentos. Com relação ao mérito, aduziu que cuida-se de pre sunção relativa de omissão de receita, cabendo, portanto, a pro- va em contrário. No caso, o fato de comporem o saldo da conta For- necedores títulos cujos vencimentos já ocorreram na data do balan- ço encerrado em 31 de dezembro de 1983, não significa terem eles sido pagos nas datas de seus vencimentos. É notória a dificuldade' que vinha e vem assoberbando as empresas para honrar nos respecti- vos vencimentos as suas obrigações comerciais. Daí figurarem em seu passivo inúmeros títulos vencidos em 1983, pagos, entretanto no ano seguinte. Asseverou, de igual modo, que a conta Fornecedo- res não e estanque, tendo por causa, muitas vezes, obrigações pa- gas em exercícios anteriores e baixadas, contabilmente, no ano se- guinte. Para se tomar como medida, portanto, de pretensa omissão de rendimentos a eventual existência no passivo de obrigações já pagas, seria indispensável que se deduzisse do total delas o valor correspondente às obrigações pagas nos exercícios anteriores e bai xadas nesse ano. Argumentou, ainda, a impugnante que ainda que se venha manter a tributação do suposto passivo fictício, não teria cabimento a multa aplicada sob o pretexto de evidente intuito de fraude. Fraude não se presume. Seria imprescindível a comprovação' da mesma por parte da Fiscalização, o que não foi feito e nem pode ria sê-lo, já que não ocorreu. E com tais considerações pediu a decretação do cancelamento do Auto de Infração. /5 . 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10725-000.641/87-77 04. Acórdão n9 101-77.969 , Instada a se manifestar, a Fiscalização contestou 1 as preliminares apresentadas, esclarecendo que tendo comparecido ao domicilio tributário da requerente, onde lavrou o Termo de Ini- cio de Fiscalização e Intimação para comprovação do passivo circu- lante existente no balanço levantado em 31.12.83, foi recebida pe- lo Gerente do estabelecimento, que informou que os documentos e li vros da empresa estavam em outro local com o seu contador.Isto pos to, e tendo em conta as precárias instalações do sujeito passivo' i bem como o fato de a empresa estar sediada a menos de 150 metros da Delegacia da Receita Federal em Campos-RJ, acordou o ,_aem, Con tador, Sr. Nélio Barcelos de Andrade, em apresentar os livros e do _ cumentos diretamente na repartição fiscal. De outra parte, acentuou a informação fiscal que somente as hipóteses elencadas no art. 59 do Decreto n9 70.235/72' poderiam ensejar a nulidade do Auto. No entanto, nenhuma delas é apontada pela suplicante. Com relação à segunda preliminar, observou o Fis- cal autuante que em 10.11.86 foi lavrada intimação solicitando a 1 comprovação dos saldos das contas "Fornecedores" e "Financiamentos de Curto Prazo", cujo atendimento pelo contribuinte não se consu- mou e, em virtude de determinações administrativas, o AFTN intiman te foi removido para o Sistema de Arrecadação, sendo aquela a- ção fiscal devolVida à Chefia, que por falta de mão de obra, deter _ minou a interrupção daquele inicio de Fiscalização, só a reativan- do novamente em 20.08.87, período este em que a autuada não procu rou sanar possíveis irregular :idades ao amparo do art. 79, § 29, do Decreto n9 70.235/72. Assim jamais entendeu a Fiscalização serem regula 1res os documentos apresentados pela contribuinte, até porque esta não os exibiu por ocasião da primeira intimação. Em concernencia a matéria de mérito, argumentou a , ,À" .,/g) , i SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10.725-000.641/87-77 05. Acórdão n9 101-77.969 Fiscalização que o lançamento ocorreu em razão de obrigações já pa gas e mantidas no passivo e não por obrigações com vencimentos anteriores à data de fechamento de balanço. A propósito chamou a atenção para adulteração ocorrente nos títulos apreendidos. Igualmente, salientou que a tributação do passivo ficticio existente no balanço de 31.12.83 ocorreu em função de tí- tulos ali existentes, que haviam sido liqüidados e que tiveram a- dulterados as datas de seus respectivos pagamentos, conforme reve- la o verso dos aludidos documentos. Isto posto, opinou pela manutenção da ação fiscaL A decisão de primeiro grau porta a seguinte emen- ta: "IRPJ - PASSIVO FICTÍCIO - Presume-se omissão de receita a manutenção, no passivo exigível, de o- brigações jà pagas. MAJORAÇÃO DA MULTA - Adulteração das datas de qui tação dos títulos demonstra o evidente intuito de- fraude, aplicável, portanto, a multa qualificada. NULIDADE - Auto de Infração. Nulidade do Auto de Infração só ocorre na hipótese de sua lavratura ' por pessoa incompetente. LANÇAMENTO PROCEDENTE." Em suas razões de decidir, a Autoridade julgadora rejeitou a primeira preliminar ao argumento de que o Auto foi la- vrado por AFTN no exercício pleno de suas atividades funcionais . Não colhe, de outro modo, a alegada'violação do art. 641 do RIR/80, j5. que, consoante demonstra o Termo de Início de Fiscalização de fls. 1 e Intimação de fls. 2 o autuante compareceu ao domicilio da contribuinte, não tendo realizado lã todos os seus trabalhos por- que a documentação pertinente lã não se encontrava, em desconformi dade com a legislação comercial e fiscal. De qualquer sorte não ' /2)1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10.725-000.641/87-77 06. AcOrdão n9 101-77.969 houve qualquer prejuízo ao direito de defesa da contribuinte. No tocante à segunda preliminar, foi ela rejeita- da com o fundamento de que o §, 29 do art. 642 do RIR/80 não teria aplicação ao caso em exame, por inocorrência da hipOtese ali aven- tada. Na verdade, a Fiscalização deixou escoar o prazo de 60 dias do início do procedimento fiscal, sem que o tenha prorrogado, favo recendo a interessada que readquiriu espontaneidade para regulari- zar sua situação. Não o fazendo, coube ao Fisco reiniciar nova a- ção fiscal, mas mesmo que o requisito reclamado fosse indispensá-- vel, seria apenas uma irregularidade, caso de anulabilidade e não de nulidade. Em relação ao mérito, a decisão de primeiro grau anotou que examinados os documentos apreendidos, mesmo a olho nu, verificam-se rasuras grosseiras nas datas de pagamento, sento que na maioria delas é bem nítido o ano de pagamento como sendo de 1983 por baixo de 1984, o que denota a existência de obrigações já pagas no passivo, demonstrando igualmente o intuito de fraude. Outrossim, quanto à pretensão de se compensar pas sivo fictício de um período-base posterior com o de períodos ante- riores, por distintos os indícios de cada um deles e, ainda, por ter sido registrado em exercício posterior o pagamento das respec- tivas obrigações, cabe também o lançamento deste tOoico como dis- tribuição de receita desviada .a ser apurada pela Fiscalização, res peitado o período de decadência. Assim, foram rejeitadas as preliminares e, no mérito, man- tida a exigência. Intimada da decisão de primeiro grau em 6.6.88, a interessada interpôs recurso a este Colegiado, consoante petição protocolizada em 1.7.88. Em seu apelo sustenta a improcedência da ação fis /1) 1 • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10.725-000.641/87-77 07. AcOrdão n9 101-77.969 cal, já que as duplicatas que se encontram apensas e que podem ser apreciadas por este Conselho demonstram que, embora vencidas em fins de 1983, somente foram pagas no ano seguinte. Logo consti- tuíam obrigações reais da recorrente e, como tais, deviam integrar o balanço encerrado em 31,de dezembro de 1983, no saldo da conta fornecedores, como efetivamente integraram. Todos os documentos apreendidos estão datados e assinados não tendo a autuação apresentado qualquer prova no senti do de fundamentar a sua não aceitação como verdadeiros. Desta for- ma, houve violação que dispõe o art. 174, §§ 19 e 29 do RIR/80. De outro lado, argumenta a contribuinte que os do cumentos apreendidos não apresentam qualquer rasura sendo possível, apenas, que em um ou outro recibo encontre-se retificação do ano de 1983 para 1984. Tal retificação, no entanto, é conseqüência de equivoco comezinho e encontradiço no começo do ano. Alinhou também a recorrente que no caso não há de se falar em fraude, que aliás, na lição de Teixeira de Freitas,não se presume. Fraude, segundo Ferreira Borges, é engano e ato feito de má fé; sendo porem corrente em direito que ninguém se julga ter havido como fraude, salvo provada". Ora, como está sobejamente de- monstrado e comprovado não se produziu qualquer prova, quer da pre tensa fraude, quer do suposto pagamento das obrigações no ano de 1983, que convalidasse o lançamento controverso. Desta forma, requereu o provimento do recurso pa- ra que seja cancelado o Auto ou, senão, a diminuição da multa exa cerbada j/ É o relatOrio. /47 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10725-000.641/87-77 8 Acórdão n9 101-77.969 VOTO Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo de trinta dias estabelecido pelo art. 33 do Decreto n9 70.235/72, ra- zão por que deve ser conhecido. As questões preliminares suscitadas pela contri buinte na impugnação não foram novamente invocadas na peça recur-- sal. De qualquer sorte foram bem rechaçadas pela decisão a quo, não merecendo reparos. No mérito, imputa-se ã recorrente omissão de re ceitas por manter na conta Fornecedores do Passivo, Balanço encer- rado em 31.12.83, obrigações jã pagas. Embora tenha a interessada apresentado os títulos correspondentes às aludidas obrigações, a Fiscalização, acompanhada pela decisão de primeiro grau, entendeu ter havido adulteração das datas de pagamento constantes nos men- cionados documentos, Como se verifica, o ponto litigioso reside no fato de se as datas lançadas como sendo as de liquidação das obri- gações nos respectivos títulos foram, ou não, adulteradas. Examinando as dezenas de documentos anexas ao3 ' processo, não pude chegar à mesma conclusão da decisão de primeiro grau. É que dos aludidos títulos consta a data de pagamento, sem que se possa a pE12£.1 afirmar que a data ali lançada seja decorren te de adulteração. -É certo que por vezes a data foi consignada por tipo de caneta diferente da que atesta o recebimento. Igualmente,' em outros verifica-se ter sido riscado a caneta a data que antes "havia sido lançada no verso do documento. Tudo isso, sem dúvida, representa indicio de possível falsidade. No entanto, nesse tema não se pode contentar com meros indícios, Dado a gravidade das con seqüências da falsidade, se confirmada, inclusive no âmbito do di- reito penal, mister seria uma investigação mais aprofundada por parte da Autoridade autuante, inclusive junto aos beneficiários dos 71--) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10725-000.641/87-77 9 Acórdão n9 101-77.969 pagamentos, para conferir se o dia da liquidação das obrigações re presentadas pelos títulos realmente são aqueles consignados nos do cumentos apresentados. Da forma como ocorreu a autuação, entretanto, não vejo como possa prosperar a afirmativa de ocorrência da adulte ração e, muito menos, a imposição da multa agravada. Reconheço, po rem, que em nova ação fiscal poder-se-á fazer o levantamento já re ferido, e assim em novo lançamento discutir-se a matéria. Com tais considerações, dou provimento ao recur so.ï ) '7 f (1) JíSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1

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Numero do processo: 11065.002482/93-21
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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COFINS - EXS. DE 1992 e 1993 RECORRENTE : EXPRESSO RIO GRANDE/SÃO PAULO S/A RECORRIDA :: DRF EM NOVO HAMBURGO-RS SESSÃO DE : 16 DE OUTUBRO DE 1996 ACÓRDÃO N° : 101-90.279 COFINS: A Lei Complementar n° 70/91 foi criada com base no artigo 195, inciso I, da Constituição Federal de 1988, como contribuição social dos empregadores, incidente sobre o faturamento da empresa, não estando sujeita às restrições do artigo 154, inciso I, daquela Carta. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EXPRESSO RIO GRANDE/SÃO PAULO S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Edison Pereira Rodrigues. ..., ,,,-' N,, ...,-. - --„,,,1? -1-• SO p'4 117,- RIGUES PRESID NTE --------'----e--(....... RA IMENTEL RELATOR FORMALIZADO EM: O 6 DEZ 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, KAZUKI SHIOBARA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, SANDRA MARIA FARONI e CELSO ALVES FEITOSA. - f"-vó apepTieuoTPn1T4sno .ou ap Ug3TI: -.ID...4C e ...Aeu-Yr wea eATle....,[4s-çuTwpe apepT,..,:o4ne e agen OVJ an p ap o4uawno..Ae oe '6.J.7/...z ap oesT pap ep saAw...A4e . ne...Ab o...ATewT...,td ap e....AopeõInv. apen_Ao......1..ne eTaa epT4new a-41,....!awie...Ána....luT ..u ..) ,t. ef .:.)unTxe w '886T a P 1.&-AaPa•...-.1 ag.:1-P1-11T'lsuo3 ep .i.,.5z § g6T a TI n osT......:)uT -0J . T 11u oe...Abe..Aed u tr6T sohT.,...I_Ae . 50 ...Ae..........[Lio...Ae ..Aod a......inawepT..seq 'oep TnilT....A4uoJ ep elue...Aqop .T/0 . 1 .sI,J,... se openbnow-i. . To4. aluewennel o ap epTPse_Ane ',:,.....-.Á..,1 ap oql.....ffl e .J. : 66T ap ogin! ap sasew sop esa...Adwa *ep teuoTie.Aado e....1.T.apa..A e, a..Acios epeIn p ie p '3= ...,', oe EjI sab T1-Ae h 1.67U1 o u --Ae 4 uawa t ow03 1:»:-. 1 e l aci e P -f .- nAT4 suT 'SNIdt-i'i -- TeTPos apepT..Anbas ep o4nawe-rnfie n vç. .d o e.leo oePTnqI_Al.noj ep ejne....Ago....J e epew...ATuo p ...f.c.... uenn ep saAe...Ale .opepT3 ap a..A...AoPa) 's?..j...--o6...AnoweH oADN wa epT ........JeTage .lsa epTp,.........Am. enosao ' - gdis oinvd OUS 3CINVdS OId OS53ddX3 nImOIV1 3 m S3INIng T:21.NO'J 3(1 3 M.....iI3WIdd UGN3ZV-4 VG Oim--7=RIRINIW Z , . 3Processo n9 11065/002.482/93-21 AcOrdão n9 101-90.279 pã y a est.e LonseLho, 1100 em É o kelatório ).9;\ 4 MI IN IST==. R In DA FAZENDA I"' r-- c ...) c.: i.::::-:::: .::::(..:, I. '; (...:-..2 1.. 1.. f.:'.)x.:::, '..:, •.••••-()(:).2 „ 4 . 8 .:':'..: .:1 ' ''....? .:.:!..: ..•-• :::...: .1. (.....,i c (......! 3.-- i..1 ."-ã. :::::: :-'1':-....2 .1.. O .1. ••• • '"? C, „ :2 ..7 c.? V O T O Recurso tempestivo, 0.E., 1E tomo connecimen1o. Lomo vimos oa leitura dO relatório, trata-se de coorança E...N.--(...,rticio da Lontribuição para Financiamento Da Scdürida g e SOCIai. --- LOFiNS, instituida peia ie .] Lomplementar n2 70/91, uuja constitucional ...idade esta sendo discutida belo cf......)ntribuinLe. A argüição de inconstitucionalidade da 1...ei i:ompiementar nç, /O, de 30 -12-91. não r...ir-x.....)::ei.=de, COMO reiteradamente vem Decidindo nossos Ir . ibunais„ uma vez que TO1 pai .xada com nA cz. P., no ...ar-lilDo ..1c..:...), inciso 1, da Constituição Federal do 1988, como contribuição social suportada peios empregadores tendo COMO base de CálCUiD O taturamenEo da empresa, não estanco sujeita as restriçbes do artigo ..tt'.5.4., inciso 1 da 11EArta, que se dirigem às leis criadas COM DêRSC no parágrao4l .....l oadueie artigo. i.j.....a,C nÇ..2 1- 1 „ (.21 ::::: (:) .1. .•••••• .1. '....:i?...-- 9 ':::'..; ....- ..í.),:f 1.1 i.:1 e.::::: f....),..:.::: • •••. .1:2.- 9 . :.".5 , r) Eti........1 „ 2 ,5 . 1'.'...Y.:....):::.3 .) nas , Je.n Processo n9 11065/002.482/93-21 5 AcOrdão n9 101-90.279 faLo, foi publiEada Ho Diário Oficial da Uni%o de 31 12 91, Lendo-se II d.isposto no i50, i.et...!-a -L3' da J..... a É. . ,•á't (;:j y Brasilia-DF, 16 da—etttubr9 de _ PIMENTEi Relatoy Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

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Numero do processo: 10640.001781/92-04
Data da sessão: Fri Mar 21 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-90886
Nome do relator: Não Informado

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PROCESSO N° : 10640/001.781/92-04 RECURSO N° : 87.280 MATÉRIA : CONTRIB.SOCIAL - EXS: DE 1989 e 1990 RECORRENTE : ARAÚJO & CIA. LTDA RECORRIDA : DRF EM JUIZ DE FORA-MG SESSÃO DE : 21 DE MARÇO DE 1997 ACÓRDÃO N° : 101-90.886 DECORRÊNCIA: A decisão proferida no julgamento do recurso interposto no processo principal instaurado contra a pessoa jurídica, estende-se ao processo decorrente relacionado com a cobrança da Contribuição Social s/o Lucro, ante o nexo causal existente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ARAÚJO & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. - ISON ODRIG PRESI -NTE ,...4n1111 %ri FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA RELATOR FORMALIZADO EM: 22 Ni:R 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: RAUL PIMENTEL, KAZUKI SHIOBARA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, CELSO ALVES FEITOSA e SANDRA MARIA FARONI. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10640/001.781/92-04 ACÓRDÃO N° : 101-90.886 RECURSO N° : 87.280 RECORRENTE : ARAÚJO & CIA. LTDA. RELATÓRIO ARAÚJO & CIA. LTDA., pessoa jurídica de direito privado, qualificada nos autos, inconformada com a decisão de 1° grau que manteve a exigência do recolhimento da Contribuição Social s/o Lucro relativa aos exercícios de 1989 e 1990, períodos-base de 1988 e 1989, articula recurso tempestivo, nos termos da petição de fls. 27. Trata-se de exigência decorrente do que consta no processo principal n° 10640/001.777/92-29, instaurado contra a mesma pessoa jurídica, no qual a matéria objeto de litígio está relacionado com Omissão de Receita Operacional caracterizada na existência de saldo credor de caixa e dedução indevida de despesas detectadas nos aludidos exercícios. Quanto às demais matérias submetidas à tributação naquele processo, não se estabeleceu o litígio, em vista do parcelamento concedido para liquidação do crédito tributário resultante. O recurso interposto contra a decisão de 1a instância proferida no processo matriz, já foi submetido à julgamento desta Câmara, em sessão realizada em Neste feito a interessada se reporta à razões de recurso interpostas no feito principal, como se aqui estivessem transcritas. É o Relatório. Pf 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10640/001.781/92-04 ACÓRDÃO N° : 101-90.886 VOTO CONSELHEIRO FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RELATOR O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. A cobrança da contribuição Social s/o Lucro, - de acordo com a prova dos autos, se revela mera decorrência do que a fiscalização externa do Imposto de Renda apurou, ao proceder a auditoria contábil-fiscal da Recorrente. Consta, quanto ao pleito matriz desta decorrência, que a postulante, de acordo com os elementos que o compõem, omitiu receitas operacionais e deduziu indevidamente despesas nos períodos-base de 1988 e 1989, exerc. de 1989 e 1990, deixando, em consequência de recolher a Contribuição Social s/o Lucro no tocante as irregularidades detectadas. Embora no Auto de Infração lavrado, tenham sido apuradas outras irregularidades, o litígio estabeleceu-se tão somente em relação a omissão de receita caracterizada na existência de saldo credor de caixa e dedução indevida de despesas. Releva notar que neste particular, esta Câmara, ao julgar o Recurso Voluntário n° 107.585, interposto no processo principal, deu-lhe provimento à unanimidade de votos, nos termos do Acórdão n° 101-90. 6 77 , .de 25/02/97. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10640/001.781/92-04 ACÓRDÃO N° : 101-90.886 A decisão de mérito proferida no julgamento do recurso interposto no processo matriz, se estende aos decorrentes, por presente a íntima relação de causa e efeito. Na esteira dessas considerações, voto pelo provimento do recurso. Brasília-DF, 21 de Mar o de 1 110 CZ) FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 10380.003311/92-30
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-90035
Nome do relator: Não Informado

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SE S SÃO DE 20 de agosto de 1996 ACÓRDÃO N° : 101-90.035 INCENTIVO FISCAL REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA - Valor do incentivo fiscal de redução do IRPJ, calculado incorretamente, causando distorção no resultado tributável CONSTITUIÇÃO DE PROVISÕES - FGTS - As provisões dedutiveis na determinação do lucro real, somente são aquelas previstas em lei DESPESAS PARTICULARES DE DIRETORES - São indedutiveis as despesas particulares de diretores quando não comprovado que guardam relação com a atividade da empresa e que são necessárias à manutenção da fonte produtora de receitas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por METALGRÁFICA CEARENSE S/A - MECESA ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado SON PERE -:=4- `, • a- • ri PRESIDE› (40 A FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA RELATOR FORMALIZADO EM. o,trfl 1: MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003.3111/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90.035 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros. JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, RAUL PIMENTEL, SANDRA MARIA FARONI, CELSO ALVES FEITOSA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente, justificadamente, o Conselheiro KAZUKI SHOBARA (4:21 MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90035 RECURSO N° 107 720 RECORRENTE METALGRÁFICA CEARENSE S/A - MECESA RELATÓRIO METALGRÁFICA CEARENSE S/A - MECESA, qualificada nos autos, foi alvo da ação fiscal a que alude o Auto de Infração de fls. 02/03, e Demonstrativos de fls 06/09, no qual foram apuradas as seguintes irregularidades nos exercícios de 1989, 1990 e 1991, períodos-base de 1988, 1989 e 1990 1 - Valor do incentivo fiscal de redução do IRPJ, aproveitado a maior no item 15/11 da Declaração de Rendimentos do exercício de 1989, conforme demonstrativo 02, em anexo: Valor tributável .................... ano-base de 1988 = Cz$ 550 329,53, 2 - Valor deduzido indevidamente do resultado do exercício e não adicionado ao lucro líquido para efeito de apuração do lucro real, referente a provisão para pagamento de FGTS - 40%, debitada ao custo dos produtos vendidos, destinada a cobertura desse encargo em eventuais rescisões de contratos de trabalho sem justa causa, de que trata o art. 6o. da Lei 5107/66, com alteração do art 10, I do Ato da Disposições Transitórias da Constituição Federal, provisão esta, cuja dedutibilidade não é expressamente autorizada pela legislação do imposto de renda, como segue: Data: 31/12/88 . Cz$ 123.356.529,55 30/12/89 .... Ncz$ 2 513.625,32 31/12/90 .. Cr$ 35 163 165,88 3 - Glosa de despesas particulares de sócio (s), desnecessárias à atividade da empresa relativo a gastos com assistência médico hospitalar do diretor presidente, Sr Fernando Nogueira Gurgel, cujo valor não foi adicionado ao lucro líquido para efeito de apuração do lucro real - vide demonstrativo 01 em anexo. Ano-base de 1988 .. . ... . Cz$ 14 102 262,87 Dentro do prazo prorrogado, a autuada ingressou com a Impugnação de fls 41/43, onde apresenta as razões assim sintetizadas 1 REDUÇÃO INDEVIDA DO IR-ANO-BASE 1988: pf MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90035 "A compensação alegadamente indevida decorreu de um lapso no preenchimento do quadro 04 do anexo 2 da declaração de rendimentos, onde foi lançado erroneamente, no item 05, a parcela de Cz$ 7.859 831,00, sem o que, seu lucro da exploração se elevaria para Cz$ 331 608 082,00 e, consequentemente, a alegada compensação indevida deixaria de existir. 2. CONSTITUIÇÃO INDEVIDA DE PROVISÕES-FGTS-40%-ANOS- BASE DE 1988 a 1990. Foi levada a constituir a provisão em apreço para se precaver da crise que abalava o país, numa época em que o quadro era recessivo e a infração ultrapassava os 80%, deixando as empresas na iminência de fazerem demissões em massa para poderem sobreviver. Deste quadro, prossegue, não escapou a Impugnante, que passou a se preparar para o pior, fazendo as provisões que a prudência recomendava, de forma a evitar o comprometimento de sua estabilidade futura Por conta daquelas provisões, foram pagos nos anos-seguintes, os montantes de Ncz$ 85 245,61, em 1989, Cr$ 1 329 936,57 em 19890 e Cr$ 8.634.288,43, em 1991, pulverizados em centenas de indenizações, cujos comprovantes, até a data da impugnação, ainda não estavam localizados Requereu a realização de perícia para a comprovação pretendida, no que foi prontamente atendida, nos temos do parecer e despacho de fls 47/8 e 60, respectivamente. Sustenta que as despesas de provisões glosadas, são operacionais e portanto dedutíveis, uma vez que estavam relacionadas e eram necessárias à atividade explorada pela empresa Por se tratar de glosas de provisões relacionadas a despesas operacionais, entende que o incentivo de redução do IR em 50% a que a empresa tem direito, deveria ter sido levado em consideração pelos autuantes 3 DESPESAS PARTICULARES DO DIRETO PRESIDENTE: Com o advento da nova Constituição Federal, não há mais distinção entre salários, pro-labore e honorários, pois que o termo "salário" agora é abrangente para todas as formas de remuneração para fins previdenciários. Disso resulta que sendo o Sr Fernando Nogueira Gurgel, um assalariado, pode receber assistência médico hospitalar por conta de sua empresa, o que igualmente se reveste de natureza providenciaria. Após a informação fiscal de fls. 94/97, veio a decisão de 1o. grau 113/117, julgando a ação fiscal procedente MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° - 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90.035 Da análise das peças que compõem o processo, inclusive o laudo pericial, a autoridade julgadora monocrática, assim concluiu "EMENTA" IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA (50%). As pessoas jurídica que mantenham empreendimentos industriais ou agrícolas em operação na área de atuação da SUDENE pagarão o imposto e adicionais com a redução de 50% calculados com base no lucro da exploração do empreendimento CONSTITUIÇÃO DE PROVISÕES . - Na determinação do lucro real somente serão dedutíveis as provisões expressamente autorizadas neste Regulamento DESPESAS PARTICULARES DE DIRETORES. - A dedutibilidade dessas despesas na determinação do lucro real está condicionada a que os dispêndios sejam necessários à atividade da empresa, devidos mensalmente e que tenham valor predeterminado" Segue-se o tempestivo recurso de lis 121, no qual a Recorrente reporta-se aos argumentos apresentados na Impugnação, requerendo a reforma da decisão singular É o Relatório O - MINISTÉRIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUIN LES PROCESSO N° 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90.035 VOTO CONSELHEIRO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RELATOR O recurso é tempestivo e assente em lei Dele tomo conhecimento Na mesma ordem em que foi colocada no Auto de Infração, a matéria passará a ser analisada. 1 REDUÇÃO INDEVIDA DO IMPOSTO DE RENDA P.J.. Não existe reparos a fazer na decisão de lo grau A Recorrente reconheceu em sua Impugnação que houve lapso no preenchimento do quadro 04 do anexo 2 da Declaração de Rendimentos do exercício de 1989, período-base de 1988, onde foi lançado no item 05, a parcela de Cr$ 7.859 831,00 Entretanto pleiteia a alteração do que declarou, mediante expurgo do ajuste redutor do lucro da exploração, correspondente às "receitas financeiras e variações monetárias ativas excedentes das despesas financeiras e variações monetárias passivas", de forma conflitante com os valores declarados nas respectivas rubricas do quadro 13 (itens 04, 12 e 13), fls. 103, cuja soma algébrica, conforme apurou o fisco, confere exatamente com os Cr$ 7 859 831,00, que a Impugnante deseja desconsiderar. De fato, o valor da redução apurado pela interessada, no item correspondente ao adicional, apresenta-se incorreto, sendo que o mesmo deveria ser de 3.527,84 OTN, enquanto o valor declarado erroneamente, foi de 3.757,58 OTN (fls. 34). 2 CONSTITUIÇÃO INDEVIDA DE PROVISÃO FGTS (40%) - — EXERCÍCIOS DE 1989, 1990 e 1991. - MINISTÉRIO DA FAZENDA 7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90035 A Recorrente com base nos saldos da conta vinculada do FGTS de seus funcionários, calculava por ocasião do encerramento dos exercícios, o montante correspondente a 40%, e debitava ao resultado do exercício, sem nenhum ajuste no LALUR Com esse critério não concordou o fisco, que glosou os valores levados à débito do resultado Sustenta a Recorrente que foi levada a constituir a provisão em questão, para se resguardar da inflação que ultrapassava a 80%, deixando as empresas na iminência de fazerem demissões em massa, para poderem sobreviver. As provisões correspondem ao registro de obrigações que ainda não existem para a empresa, mas que provavelmente, ou possivelmente, virão a nascer. É o registro de risco, e não de obrigação existente Na determinação do lucro real somente serão dedutíveis as provisões expressamente autorizadas neste Regulamento, dispõe o art 220 do RIR/80 O disposto neste artigo foi ratificado pelo art. 18 da Lei 7450/85, que estabeleceu normas para a determinação do lucro real Colhe-se da decisão recorrida o seguinte trecho. 44... Quanto aos pagamentos a título de FGTS-40%, feitos a funcionários demitidos nos anos seguintes à constituição das mencionadas provisões que poderiam ter sido utilizados na reversão das mesmas, tal fato não ficou caracterizado quando se verificou a movimentação da conta Encargos Sociais a Pagar - FGTS (2.1.1 04.002) (fls.. 49/58), posto que ao longo dos meses também se constata a existência de créditos nessa conta em valores superiores aos débitos, conforme apurado na perícia e demonstrado as fls 95, o que nos leva a concluir que tais pagamentos tiveram suas próprias provisões constituídas ao longo de cada ano Finalmente, quanto ao pleito da impugnante pelo direito ao incentivo de 50% de redução do Imposto de Renda sobre a glosa das provisões em questão, não há para o mesmo qualquer amparo legal. Pelo contrário, o PN-CST nr. ri MINISTÉRIO DA FAZENDA 8 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003.311/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90.035 13/80, entende que as despesas indedutíveis na determinação do lucro real não podem ser adicionadas ao lucro liquido do exercício para a apuração do lucro da exploração, alvo quando tal ajuste seja expressamente previsto na legislação específica Da mesma forma entende o PN-CST nr, 11/81, ao dispor que o montante do beneficio calculado com base no lucro da exploração, para gozo de isenção ou redução de imposto como incentivo regional ou setorial está restrito aos valores registrados na escrita mercantil regular, não se justificando a recomposição do lucro da exploração pela superveniência de lançamento de oficio ou suplementar, com origem em valores indedutíveis não oferecidos à tributação " Na realidade os dados apresentados na perícia confirmam o fato de que os pagamentos a título de FGTS, art 22, registrados no curso dos anos 1989 a 1991, se comportaram dentro dos limites das obrigações constituídas para este fim (lançadas a crédito) no curso daqueles exercícios, não havendo, portanto, como se acatar a tese de que tais pagamentos teriam sido feitos a título de "reversão" das provisões de balanço objeto das glosas Também nesse tópico nada há a reparar na decisão recorrida 3. DESPESAS PARTICULARES DO DIRETOR PRESIDENTE. Da análise dos documentos de tis 15/33, chega-se facilmente a conclusão de que as despesas ali referidas efetuadas com o Sr Fernando Nogueira Gurgel, identificam-se como despesas particulares do referido senhor, diretor presidente da empresa, o que as torna indedutíveis na apuração do lucro real A jurisprudência deste Colegiado firmou-se no sentido de que- "Computam-se, na apuração do resultado do exercício, somente os dispêndios de custos ou despesas que forem documentalmente comprovados e guardem estrita conexão com a atividade explorada e com a manutenção da respectiva fonte de receita (Acórdão 101-73 310/82) MINISTÉRIO DA FAZENDA 9 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10380-003,3111/92-30 ACÓRDÃO N° 101-90035 "São indedutiveis as despesas particulares de sócios quando não comprovado que guardam relação com a atividade da empresa e que são necessárias (Acórdão nr. 105-0070/83)". Assim entendido, não guardando os dispêndios em questão qualquer conexão com a atividade explorada e coma manutenção da respectiva fonte produtora, é de ser mantida a glosa Na esteira dessas considerações, voto pela negativa de provimento do recurso Brasília-DF, 20 de agosto de 19' cQ FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1

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Numero do processo: 13839.000328/87-40
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-80144
Nome do relator: Não Informado

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T04:35:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T04:35:14Z; Last-Modified: 2009-07-08T04:35:15Z; dcterms:modified: 2009-07-08T04:35:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T04:35:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T04:35:15Z; meta:save-date: 2009-07-08T04:35:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T04:35:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T04:35:14Z; created: 2009-07-08T04:35:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-07-08T04:35:14Z; pdf:charsPerPage: 1347; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T04:35:14Z | Conteúdo => , - PROCESSO N9 13839/000.328/87-40 WW4 "Re ~." MINISTÉRIO DA FAZENDA AA 17 de maio de 19 90 Sessão de I ACÓRDÃO 101-80,3.44 Recurso n 2 57.407 - PIS-DEDUÇÃO - EX : DE 19 84 Recorrente CERÂMICOS IDEAL PADRÃO LTDA 1 Recxwid DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM CAMPINAS/SP , PIS-DEDUÇÃO - LANÇAMENTO DECORRENTE. 1 1 Em virtude da estreita relação entre I I o lançamento principal e decorrente, i improvido a irresignação da contri- buinte quanto ao primeiro, igual me- i I dida deve ser adotada quanto ao se- gundo, Resurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CERÂMICOS IDEAL PADRÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado., Sala das SessOes (DF), em 17 de maio de 1990. i URÃO0! / " * á L'PES # - PRESIDENTE ál,OF f 1 -. 4 li Illuí IPLA"- a sÉ ED RD§ ' iir Á , - D ALCKMIN( , IliliP' ,. - RELATOR 1 VISTO EM AFONSO * FERREI' Á •E CAMPOS - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 2 1 juml, FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, CRISTOVÃO ANCHIETA DE PAIVA-,- CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL e CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Au- sente por motivo justificado Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13839/000.328/87-40 RECURSON9: 57.407 ACÓRDAON9: 101-80.144 RECORRENTE : CERÂMICOS IDEAL PADRÃO LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de lançamento de contribuição ao PIS, parce- la deduzida do imposto de renda da pessoa jurídica,relativamente ao exercício de 1984, em decorrência de ação fiscal que entendeu ser a matéria tributável do período maior do que a declarada. A contribuinte, intimada, apresentou impugnação,rePor tando-se aos argumentos expendidos na reclamação oferecida no pro- cesso principal. Instada a se manifestar, a Fiscalização elaborou in- formação, aludindo, basicamente, as observaçOes já feitas no pro- cesso matriz. As fls. 21/23 foi anexada cópia do decisório de pri- meiro grau alusivo ao lançamento de imposto de renda da pessoa juri dica, cuja ementa a seguinte: " IMPOSTO DE RENDA PESSOA JUR/DICA - EX: 84 A não comprovação cumulativa da origem e efetiva en trega de numerários feita pelos sócios empresa, com documentos hábeis, idôneos, coincidentes em valores e datas, configura omissão de receita operacional. Ca- racteriza-se como omissão de receitas operacionais, a , DMF • DF/19 C-C • Secgraf -1600/75 SERVIÇO POUCO FEDERAL PROCESSO N9 13839/328.87-40 3. Acórdão n9 101-80.144 ausência de emissão de Notas fiscais, correspondentes às vendas realizadas, ainda que apuradas pelo fisco estadual. EXIGÊNCIA FISCAL PROCEDENTE." • Outrossim, em relação ao presente processo, a decisão proferida em primeiro grau porta a ementa abaixo transcrita: • " PIS-DEDUÇÃO - EXERCÍCIO 1984 Decorrência - Tributação Reflexa A base de cálculo para o recolhimento ao Fundo de Par ticipação do Programa de Integração Social - PIS, é 5 imposto devido, conforme previsto no art. 480 do RIR/80. EXIGÊNCIA FISCAL PROCEDENTE." , Em suas razões de decidir, a Autoridade julgadora de primeiro grau acentuou que tendo em vista ' ser o lançamento em li- tigio decorrente de outro, o qual restou mantido, igual decisão . 'haveria de ser adotada no presente, Tendo tomado ciência do teor da decisão a interessada interpôs recurso a este Colegiado, renovando as alegaçOes do apelo relativo ao lançamento principal. Informo, ainda, que esta Câmara, apreciando o Recurso n9 9,6.083, _nsectou-J. provimento ao recurso da contribuinte, con- forme a ementa do Acórdão n9 101-80.088. , _ "IRPJ - COMPROVAÇÃO DOS RECURSOS UTILIZADOS PELO SÓCIO EM EMPRÉSTIMO FEITO A EMPRESA. INSUFICIÊNCIA QUANDO APENAS DEMONSTRADO A EFETIVA TRANSFERÊNCIA DA CONTA BANCÃRIA DO SÓCIO PARA A CONTA SOCIEDADE. A com provação da origem dos recursos supridos significa necessidade dede ser demonstrado que os recursos ad- venientes dos sócios foram percebidos por estes de fonte estranha à sociedade ou, se da empresa, submeti dos a regular contabilização. A prova da transferên= ci bancária dos recursos dos sócios para a pessoa JA 1 , SERVIÇO POBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13839-000.328/87-40 4. AcOrdão n9 101-80.144 juridica apta a comprovar somente a efetiva entre ga, mas não a origem. Nestes casos, permanece váli- da a presunção de omissão de receita, estabelecida' no art. 181 do RIR/80. IRPJ - MERCADORIAS APREENDIDAS PELA FAZENDA ESTA- DUAL ADESACOMPANHADAS DE NOTAS FISCAIS DE SAÍDA - FALTA DE CONTABILIZAÇÃO - OMISSÃO DE RECEITA. Não demonstrado a contribuinte que as mercadorias, a- preendidas por estarem desacompanhadas de notas fis cais, não tiveram registro contábil de saldai. sur jeitá-se à conclusão de ocorrência de omissão de receita. Recurso a que se nega provimento. É o relatOrio. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13839/000.328/87-40 5. AcOrdão n9 101-80.144 VOTO_ _ Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo de trin- ta dias estabelecido pelo art. 33 do Decreto n9 70.235/72, razão por que é de ser conhecido. No mérito, cuida-se de lançamento decorrente de PIS- -DEDUÇÃO, nos termos do art. 39,"a", da Lei Complementar n9 07/70, É cediço de que no caso de lançamento dito reflexivo há estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o lançamento decorrente, Com efeito, ambas exigências repousam em um mesmo embasamento fático de modo que, entendendo-se verdadeiro ou falso os fatos alegados, tal exame enseja decisOes homogêneas em relação a cada um dos lançamentos. Assim, o exame feito em um dos processos atinentes a lançamentos ensejados pelo mesmo suporte fático, serve também para os demais. Não quer isso dizer que a decisão de um vincula a de ou- tro. No entanto, não havendo no processo decorrente nenhum elemen- to novo que seja apto a alterar a convicção do julgador, por ques- tão de coerência lOgica, a decisão deve ser tomada em igual senti- do. No presente caso, observa-se que este mesmo Colegiado, apreciando os fatos ensejadores do lançamento principal, concluiu no respectivo processo, que o inconformismo da recorrente quanto à." exigência imposto de renda de pessoa jurídica era improcedente, Ora, sendo assim, e tendo em vista que não se apre- .11 v.v. 1 , I i sentanestes \ autos qualquer elemento novo que possa ensejar mudanj ! ça do entendimento anteriormente fixado, impo-se que decisão co sentânea seja adotada. 1 ,,, Em face dessas consideraçOes, voto por negar provi mento ao apelo. .4 , r7 17 O EDUARDO RANG . DE ALCKMIN - RELATOR , / , . , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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DECADÊNCIA - FATOS APURADOS PELA FAZENDA ESTADUAL OCORRIDOS NO PERÍODO BASE DE 1983 - EXERCÍCIO DE 1984 - LANÇAMENTO EFETUADO EM JANEIRO DE 1989 - IMPROCE- DÊNCIA. Tendo o lançamento sido feito dentro do quinqüênio legal, não colhe a argüição de decadência. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL CERCEA- MENTO DO DIREITO DE DEFESA - AUTO QUE SE BASEIA EM LEVANTAMENTO ESTADUAL NÃO ACOSTADO AOS AUTOS. A falta de precisa descrição dos fatos ensejadores da ação fiscal macula o pro- cedimento por cerceamento de deesa. imprescind/vel, ainda que a exigõncia se lastreie em levantamento feito por ou tra 6rbita da Administração PÚblica, que' os fatos estejam devidamente narrados no processo, sob pena de nulidade. PIS-DEDUÇÃO - PROCEDIMENTO DECORRENTE. Em virtude da estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o decorrente, no apresentando o contri,- buinte materia nova deve ser adota quan- to ao segundo decisão consentânea com o primeiro, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MÓVEIS PRADO LTDA. ACORDAM oS Membro' Priuleira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos l a) rejeitar a preliminar de decadência; b) acolher, em parte, a preliminar de cer- (7) , v.v. ceamento do direito de deesa, para excluir a tributação relativa ao exercício de 1984 e, c) no mgrito, quanto ao restante do litígio, dar provimento, parcialmente, ao recurso, para excluir da cobrança, no exercício de 1985, a importância de Cr$ 299,425,00, nos termos do re //42 latOrio e voto que passam a integrar o presente ju1gado, Sala das Sess6es (DF), em 23 de novembro de 1989 4 / UR. PERE" '• LOTES - PRESIDENTE -... , ,c-) i 'ff---.. lir '-..l& L.T0' - EDUARDO r"'.0P L DE ALCKMIN - RELATOR , Arw AV J __.- i 4 VISTO EM AFONS• .0 FERRE "'° DE CAMPOS -, PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: ? 2 NO1/1QP51 ZENDA NACIONAL d lu_ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, RAUL PIMENTEL e CÃNDIDO RODRIGUES NEU- BER. Ausente por motivo justificado o Conselheiro CELSO ALVES FEITO- SA. .:- — . , --... r•gi - .i. .wirx SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10850/000.267/89-91 ' RECURSO N9: 56.290 ACORDA0 N9: 101-79.521 RECORRENTE : MÓVEIS PRADO LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de recurso contra decisão portadora da seguinte ementa: "PIS/DEDUÇÃO - Imposto de Renda. Exercícios de 1984 e 1985, anos-base de 1983 e 1984. Reflexo de Resultado de Lançamento "Ex-Offício" na Pessoa Ju- rídica. O que for decidido no processo da pessoa ju rídica quanto a matéria que, por sua natureza, acar reta tributação reflexa, faz coisa julgada no mesm -o- grau de jurisdição em relação aos processos decor- rentes. IMPUGNAÇÃO IMPROCEDENTE." Sumariando a especie, relatou o julgador de primeiro . grau: "A empresa acima qualificada, inconformada com o Auto de Infração em litígio, tempestivamente, apresen- ta impugnação repetindo as mesmas alegaçOes exaradas I no processo matriz. Ouvido na forma do artigo 19 do Decreto no 70.235/72, o autor do procedimento informa que o pre- sente processo é decorrente do Auto de Infração IRPJ - - processo n9 10850/000.265/89-65 - cuja matéria já foi amplamente discutida nó citado processo matriz," Em suas raz5es de decidir, salientou a Autoridade Jul __ , -.1 i OMF DF/1°C C Secqraf 1600/75 saveco Pueluc:o meu& Processo n9 10850/000.267/89-91 03 AcOrdão 101-79.521 gadora a quo: _. "CONSIDERANDO que o decidido no processo matriz (IRPJ) quanto a matéria, que por sua natureza, acarreta tributação reflexa, , _ faz coisa julgada, no mesmo grau de jurisdição,em relação aos processos decorrentes; . CONSIDERANDO que a decisão proferida no processo matriz n9 10850.000.265/89-65 foi no sentido da manuteção integral do credito tributário; CONSIDERANDO tudo :o, mais que do processo consta; TOMO_conhecimento da impugnação por, tem pestiva, para, no mérito, INDEFERI-LA e, encã minho o presente â ARF em MIRASSOL para cién= cia á interessada, prosseguir na cobrança do credito tributário e demais providéncias -de sua alçada." Inconformada, a contribuinte interp5s recurso a este Colegiado, alegando, em resumo: a) preliminar de decadência em relação a fa-= tos apurados pelo Fisco Estadual no período de 01.01.80, a 31.12.83; b) cerceamento do direito de defesa, pela fal ta dos fatos a fundamento. abusivos ao levantamento estadiinl no qual a Fiscalização se basear para imputar omissão de receita; c) ser a autuação lavrada com. base em prova imputada, não sendo siginificativo_o fato de a contribuinte' ter se conformado e pago o tributo lá exigido; d) serem reais os suprimentos de caixa efetua dos pelos sOcios . Esclareço que esta Câmara, julgando Recurso n9 95.480, deu parcial provimento ao apelo da contribuinte,' confoo Ac6rdão n9 101-79.496, assim ementada: r;72 , -11 : sannco "muco mem. Processo 1085Q/QQQ,267/89-91 04 Acórdão n9 101-79.521. "DECADÊNCIA - FATOS APURADOS PELA FAZENDA ES TADUAL OCORRIDOS NO PERIODO BASE DE 1983 7. EXERC/CIO DE 1984 - LANÇAMENTO EFETUADO EM JANEIRO DE 1989 - IMPROCEDENCIA. Tendo o lançamento sido feito dentro do qüinqüênio legal, não colhe a argüição de decadericia. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - CERCEAMEN- TO DO DIREITO DE DEFESA - AUTO QUE SE BA- SEIA EM LEVANTAMENTO ESTADUAL NÃO ACOSTADO' AOS AUTOS. A falta de precisa descrição dos fatos ense jadores da ação fiscal macula o procedimen- to por cerceamento de defesa. 2 imprescindí vel, ainda que a exigência se lastreie er7t levantamento feito por outra órbita da Admi nistração Pública, que os fatos estejam de- vidamente narrados no processo, sob pena de nulidade. IRPJ - INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL - INGRESSO DE SÓCIO. A integralização de capital por parte de só cio que ingressa na sociedade não enseja 1- presunção de omissão de receita, tendo em vista que nesse caso evidencia-se que o nu- merário suprido tem origem estranha ã ativi - dade da empresa. IRPJ - INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL - TRANSFE- RENCIA DE NUMERÁRIO ENTRE CONTAS DIVERSAS DA ESCRITURAÇÃO DA EMPRESA. Demonstrando-se que o numerário correspon- dente ã integralização originou-se de outra conta existente na contabilidade da empresa, não procede a presunção de omissão de recei - ta. IRPJ - SUPRIMENTOS DE CAIXA SEM COMPROVAÇÃO - DE ORIGEM E EFETIVA ENTREGA DO NUMERÁRIO. Nos termos da iterativa jurisprudência des- te Conselho, a não comprovação da origem e efetiva entrega dos recursos supridos permi te presumir omissão de receita. Preliminar de decadência rejeitada. Prelimi nar de cerceamento acolhida, em parte. Re- curso parcialmente provido." o relatório s, 7 /9 1 seroe° mexo vertatm. Processo n9 10850/000.267/89-91 05 Ac6rdão n9 101-79.521 VOTO Conselheiro JOSE EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN - RELATOR O recurso Té," tempestivo e dele tomo conheci- mento. Reporto-me-às consideraçOes que expendi no Ac6rdão n9 101-79.496 para afastar a preliminar de decadênr- cia: "Da leitura do documento de fls. 73, con • tudo, não se pode concluir que a recorrente -v tenha razão. Diz o item 1 do aludido Auto -.de Infração. "Deixou de recolher o ICM como abaixo vai explicado. As diferenças foram apuradas através de levantamento, conforme fichas de conclusão anexas: PERIODO VALOR DA OPERAÇÃO ,ALlw ICM.DEVIDO 1.980 49.500 15% 7.425 1.981 75.000 15,5% 11.625 1.982 94.300 16% 15.088 1.983 65.600 16% 10.496 Total 44.634" Ora, o mencionado levantamento discriminou a época em que as infraç6es ocorrerameomontante tribu- tado no lançamento em questão se refere unicamente ao valor correspondente ao período de 1983, portanto den- tro do período-base de apuração do exercício de 1984. Igualmente, o mantante de Cr$ 3.450.000, referen te ao período de janeiro a junho de 1984, esta engloba bado dentro do ano-base atinente ao exercício de 19857 não havendo como sustentar a decadência em relação a tal parcela. Rejeito, pois, a preliminar". Igualmente, naquele voto reconheci o cerceamenl to de defesa, nestes termos: /,';) salocommiconum. Processo n9 10850/000.267/89-91 06 AcOrdão n9 101-79.521 "Transcrevi acima os termos de um dos dois_ itens do Auto de Infração Estadual no qual se baseou a Autoridade Administrativa Federal pa ra poder lançar o correspondente tributo. tendo que, neste particular, assiste razão -J suplicante. De fato, o Auto alude a levanta- mento, conforme fichas anexas. SO que não há nenhuma ficha anexa (fls_. 73). Ora, que levan tamento é. este? Qual critério que norteou autuação . estadual? O de venda desacobertada de notas? Ou de omissão de compras, que mui- tos entendem que não configura fato apto, por si sO, a ensejar a presunçao de omissão de receita? A descrição feita tanto no Auto Federal' quanto no documento estadual acostado ao pro- cesso não permite exata compreensão dos fatos ensejadores da ação fiscal, o que é imprescin dível sob pena de violação da garantia consti tucional. Diferentemente ocorre com relação ao ou- tro tOpico do Auto Estadual utilizado para em basar a exigência discutida nesta oportunida- de. Diz a peça de fls. 73: "Deixou de emitir notas fisciais referen - tes a saídas de mercadorias tributadas -; no valor de Cr$ 3.450.000, no período de 01.06.84..." Vê-se que aí há precisa descrição do fa- to que motiva o lançamento do tributo - venda não registradas -, dando ensejo ao contribuin – te de provar o contrario. Nem se argumente que o recolhimento do tributo estadual importou em reconhecimento I da procedência dos fatos alegados. Se por questões que n;rN cabem aqui examinar, apresen tou-se para o contribuinte mais interessante' o pagamento do ICM sem discussão, isto é um direito que lhe assiste e que se deve respei- tar. Mais de qualquer forma, tal fato não enseja preterição do direito de defesa em ou- tras Orbitas da Administração Pública. Portanto, acolho em parte a preliminar de cerceamento do direito de defesa e excluo' mmontante tributável do exercício de 1984 o valor de Cr$ 65.600." No mérito, cuida-se de lançamento decorrente 7/1-2 2"^""""""4 Processo n9 10850/000.267J89-91 07 AcOrdão n9 101-79.521 de IRF, nos termos do Decreto-lei n9 2.065/83. E cediço que no caso de lançamento dito refle xivo hã estreita relação de causa e efeito entre o lançamen- to principal e o lançamento decorrente. Com efeito, ambas exigências repousam em viu mesmo embasamento fêtico de modo" que entendendo-se verdadeiro ou falso os fatos alegados,tal , exame enseja decisSes homogêneas em relação a cada um das 1 lançamentos. Assim, o exame feito em um dos processos ati- nentes a lançamentos ensejados pelo mesmo suporte fático,ser_. ve -bambem para os demais. Não quer isso dizer que a decisão' de um vincula a de outro. No entanto, não havendo no proces- so decorrente nenhum elemento nova que seja apto a alterar a convicção de julgador, por questão de coerência lOgica, a decisão deve ser tomada em igual sentido. No presente caso, observa-se que este mesmo Colegiado,_apreciando os fatos ensejadores do lançamento, concluiu, no respectivo processo, que a exigência de imposto de renda de pessoa jurídica era, em parte! procedente, . Ora, sendo assim, e tenda em vista que não se apresenta nestes autos qualquer elemento novo que possa ense jar mudança do ent:endimesatoanteriormente fixado, impae-se ,que igual (-1Pcisr, seja adotada. Por todo o exposto, rejeito a preliminar de decadência e acolho, em parte, a de cerceamento de defesa,pa ra excluir a tributação relativo ao ano de 1983. No mêrito , provejo em parte o recurso, para excluir da tributação, no ano de 1984, a importância de Cr$ 17.110.000(padrão moneté-- rio da época). ;I-- • --r , , r- , . J0'. . EDUARDO ''' n. EL DE ALCKMIN - RELATOR : ' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1

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Numero do processo: 10640.000122/89-29
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Nome do relator: Não Informado

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RecorriCh DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM JUIZ DE FORA (MG ) . IRRF - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - A diferença apu rada na determinação do lucro real, por omis 'são de receita ou qualquer outro procedimeE to que implique na redução do lucro líquido do exercício, estará sujeita ã tributação ' do Imposto de Renda na Fonte, ã alíquota de 25%, por força do disposto no artigo 89 do Decreto-lei n9 2.065/83. Tratando-se de tri butação reflexa, o julgamento do processo T matriz faz coisa julgada; no mesmo grau de jurisdição, no processo decorrente, ante a íntima relação de causa e efeito existente' entre ambos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por A COMERCIAL BENFICA LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relataria e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sessões (DF), em 14 de dezembro de 1989. / . / /4' URGEL—PER RA •PES , — PRESIDENTE RAUL PTMEN — RELATOR 41, AFONSO :=1", 1.ERREIRA DE POS — PROCURADOR DA FAZEN— VISTO EM DA NACIONAL SESSÃO DE: U V.v. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con selheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHEITA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10640-000.122/89-29 2 RECURSO N9 55.459 ACÓRDÃO N9 101-79.630 RECORRENTE: A COMERCIAL BENFICA LTDA. RELATÓRIO A COMERCIAL BENFICA LTDA., com sede em juiz de Fo - - ra (MG), recorre de Decisão prolatada pelo Delegado da Receita Fe deral naquela cidade, através da qual foi confirmado o lançamento do imposto de renda retido na fonte com base no artigo 89 do De+ dreto-lei n9 2.065/83 acrescido de encargos legais, efetuado em decorrência de lançamento ex officio instaurado contra a referida pessoa jurídica nos autos do processo n9 10640-000.121/89-66, do qual este decorre. 2. O lançamento foi impugnado às fls. 04/06, tendo a interessada se reportado às razões apresentadas na defesa do pro- cesso principal. 3. A efeito do que ocorrera com o processo principal, a exigência foi integralmente mantida através da Decisão de fls. 24fundamentando-se a autoridade a quo no principio da decorrên- cia, no qual o julgamento do processo matriz faz coisa julgada„,no mesmo grau de jurisdição, no processo reflexo. /4. Segue-se às fls. 27/29.0 tempestivo Recurso para / este Colegiado, cujas razões são lidas em Plenário. É o relat6rio./4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10640-000.122/89-29 3 Acórdão n9 101-79.630 VOTO Conselheiro RAUL PIMENTEL, Relator: Examinando o Recurso n9 94.768, interposto pela interessada nos autos do processo n9 10640-000.121/89-66, do qual este decorre, esta Câmara, através do Acórdão n9 101-79.455 , de 2211_89 , por unanimidade de Votos, negou-lhe provimento. No caso trata-se de lucro considerado automatica- mente distribuído aos sócios da interessada no ano de 1984, tribu tado exclusivamente na fonte pela aliquota de 25%, com base no ar tigo 89 do Decreto-lei n9 2.065/83. A jurisprudência do Colegiado cristalizou-se no sentido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdição, por ter-se confirmado naquele o fato económico causador da tributação refle- xa. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. ----RAtTP-PIMENTÉS, - RELATO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 10070.000436/91-49
Data da sessão: Sun Mar 26 00:00:00 UTC 19
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-84960
Nome do relator: Não Informado

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EIRAS S.A. Recorrido - D.R.F. NO RIO DE JANEIRO- RJ I. R.P.J - PIS DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA - PROCEDIMENTO REFLEXO -O de cidido no processo principal, em ra zão do princípio da decorrência, a- plica-se por inteiro aos procedimen tos que lhe sejam decorrentes. Recurso conhecido e provido,em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CASA DE SAÚDE DR. EIRAS S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara doPrimeiro Con -1 selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DARprovimento par cial ao recurso, para ajustar a exigência ao decidido no processo principal, através do acórdão n9 101-84.917, de 24/03/93, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. -.1a d)s sessões (DF), em 26 de março de 1993 gi - PRESIDENTE if 1. , SEBAS ., • ItApi_S,:. UES CABRAL-' RELATOR 4,4=0-07 lá.lir.441P VISTO EM 2N1PNIm WALIA VODO V --., PROCURADOR DA FAZENDA NA SESSÃO DE: CIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei 1 ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, RAUL PIMENTEL, JEZER DE OLIVE il , )1) SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N g 10070/000.436/91-49 RECURSO Ng : 70.477 ACÓRDÃO N Q : 101-84.960 RECORRENTE: CASA DE SAÚDE DR. EIRAS S.A. RELATÓRIO CASA DE SAÚDE DR. EIRAS S.A., pessoa jurídica, inscrita no C.G.C. - M.F. sob n g 34.161.232-0001-43, não se conformando com a decisão proferida pelo Delegado da Receita Federal no Rio de Janeiro - RJ, recorre a este Conselho conforme petição de fls. 38, na pretensão de reforma da mencionada decisão da autoridade julgadora singular. A peça básica nos dá conta de que o lançamento tributário decorre de: "Lançamento decorrente da fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foi apurada redução indevida da base de cálculo daquele tributo, gerando insuficiência na determinação da base de cálculo desta contribuição." Inaugurada a fase litigiosa do procedimento, o que ocorreu com a protocolização da peça impugnativa de fls. 05 a 07, foi proferida decisão pela autoridade julgadora monocrática, cuja ementa tem esta redação: "CONTRIBUIÇÃO PIS-DEDUÇÃO Aplica-se aos procedimentos intitulados decorrentes ou reflexos o decidido sobre a ação fiscal que lhes deu origem, por terem suporte fático comum. Assim, se o lançamento principal foi julgado procedente em parte o mesmo destino deve ser dado à exigência derivada. Ak. '7.NAÇÃO FISCAL PROCEDENTE II !II - SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10070/000.436/91-49 ACÓRDÃO N Q : 101-84.960 Cientificado dessa decisão em 12 de novembro de 1991, o contribuinte ingressou com seu apelo para esta Segunda Instância Administrativa, protocolizado no dia 10 de dezembro seguinte, onde reconhece tratar-se de tributação reflexa e dez estar recorrendo no processo principal por considerar injustificada e ilegítima a cobrança que naqueles autos está sendo promovida. É o relatório. V O T O. Conselheiro SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, Relator: O recurso foi manifestado no prazo legal. Conheço-o por tempestivo. Do relato se infere que a presente exigência decorre de outro lançamento levado a efeito contra a mesma pessoa jurídica, onde foram apuradas irregularidades que acarretaram pagamento a menor do Imposto de Renda devido no exercício de 1986 ano-base de 1985. Esta Câmara, ao julgar o Recurso protocolizado sob ng 102.141, deu-lhe provimento parcial, conforme faz certo o Acórdão n g 101-84.917, de 24 de março de 1993, assim ementado: "I.R.P.J. - DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS - JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA - CONTRATO DE MÚTUO - São dedutíveis, como despesas operacionais, os encargos incorridos com juros e correção monetária resultantes de contrato de mútuo firmado entre empresas coligadas, interligadas, controladoras e controladas, por necessárias. OMISSÃO NO REGISTRO DE RECEITAS - PASSIVO FICTÍCIO - FATO GERADOR. as obrigações registradas em contas do passivo circulante (fornecedores), pagas e não baixadas, caracterizem receitas movimentadas à margem da escrituração. O fato gerador da obrigação tributária ocorre na data do encerramento do período-base no qual se verificou o pagamento da obrigação. Parcelas já tributadas não podem compor base de cálculo do tributo apurado em exercícios posteriores. 4 Recurso conhecido e provido, em parte." n SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N 2 10070/000.436/91-49 ACÓRDÃO N 2 : 101-84.960 Em observância ao princípio da decorrência, e sendo certo a relação de causa e efeito existente entre as matérias litigadas em ambos os processos, o decidido no processo principal aplica- se, por inteiro, aos procedimentos que lhe sejam decorrentes. Voto, pois, pelo provimento parcial do recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo, para ajustar a exigência ao decidido no processo matriz, através do Acórdão n 2 101-84.917. de 24 de março de 1993. Brasíli. IF, " de março de 1993. ,r )r f SEBAST Ãoè ;,.,0--IGUES CABRAL - Relator. .a..0 *11'11 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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