Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13808.000170/2002-11
Data da sessão: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO NÃO RECONHECIDAS. Não sendo verificada a alegada existência de omissão e contradição, não se pode acolher os embargos.
Numero da decisão: 1302-001.549
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos de declaração, conforme relatório e voto do Relator.
Nome do relator: Guilherme Pollastri Gomes da silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO NÃO RECONHECIDAS. Não sendo verificada a alegada existência de omissão e contradição, não se pode acolher os embargos.
numero_processo_s : 13808.000170/2002-11
conteudo_id_s : 5518517
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 10 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1302-001.549
nome_arquivo_s : Decisao_13808000170200211.pdf
nome_relator_s : Guilherme Pollastri Gomes da silva
nome_arquivo_pdf_s : 13808000170200211_5518517.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos de declaração, conforme relatório e voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
id : 6120200
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610272952320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1596; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.030 1 1.029 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13808.000170/200211 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1302001.549 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de outubro de 2014 Matéria EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante CIMEMPRIMO DISTRIBUIDORA DE CIMENTO LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO NÃO RECONHECIDAS. Não sendo verificada a alegada existência de omissão e contradição, não se pode acolher os embargos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos de declaração, conforme relatório e voto do Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Marcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade, Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Alberto Pinto Souza Junior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 8. 00 01 70 /2 00 2- 11 Fl. 1063DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Contribuinte, em face do Acórdão nº 1302001.285 proferido por esta 2a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, em 11/02/2014, que teve a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Atendidos todos os requisitos do PAF e proporcionado plenas condições do contraditório, descabe a alegação de nulidade. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONFISCO. QUEBRA DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 2. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SEM COMPROVAÇÃO DE ORIGEM. O artigo 42, da Lei nº 9.430/96, estabeleceu a presunção legal de omissão de receita com base em movimentação financeira não comprovada. CSLL, PIS E COFINS. DECORRÊNCIA. Quando há harmonia entre as irregularidades que ampararam os lançamentos do IRPJ e das Contribuições Sociais, o que foi decidido em relação àquele é aproveitado nos lançamentos destas. O colegiado, por unanimidade, negou provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. Foi interposto Embargos de Declaração onde a Embargante alega que da análise do Acórdão ns 1302001285, foram identificados contradições que, consideradas, irão alterar significativamente a decisão exarada, quais sejam: que entendeu o Relator que as supostas receitas não declaradas não implicariam na "imprestabilidade" da escrituração fiscal do Embargante, a despeito da relevante diferença e valores e da disposição expressamente veiculada pelo Art. 530, II, a e b do RIR/99. que de forma contraditória, prevaleceu o entendimento no sentido de que a imprestabilidade da escrita fiscal somente poderia ser aplicada em hipóteses excepcionais. que o argumento utilizado para confirmar a base de cálculo aplicada pela autoridade autuante vai de encontro com o relato dos fatos que constou do próprio acórdão recorrido, onde se observa a seguinte constatação: “De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, no anocalendário de 1998, a movimentação financeira, da matriz e filial, totalizou R$ 23.803.262.82. ao passo que o total da receita declarada em DIPJ foi de R$ 6.432.166.00. (...) Fl. 1064DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13808.000170/200211 Acórdão n.º 1302001.549 S1C3T2 Fl. 1.031 3 A Fiscalização apresentou o resultado da análise da movimentação financeira, com os montantes mensais das receitas auferidas que totalizou R$ 13.775.268.87, excluídas as transferências da mesma titularidade, os créditos relativos a empréstimos e resgates de aplicações financeiras. Intimada a comprovar a origem dos depósitos não contabilizados identificou só parte deles com o recebimento de Notas Fiscais. que da leitura dos trechos transcritos se constata que o próprio Conselheiro Relator julga como relevantes para o arbitramento do lucro o "expressivo" montante tributável, bem como, a ausência de apresentação de todos os documentos fiscais. que o que se observa é que, ao passo em que se busca afastar o argumento sustentado pela Embargante para a aplicação do lucro arbitrado na apuração do suposto IR devido, nos termos que determina o artigo 530 do RIR/99, valese do argumento em que, em linhas anteriores é justamente confirmado para a hipótese destes autos. que afirma ainda o Acórdão recorrido tratarse de "reiterada e incontroversa a jurisprudência administrativa" o posicionamento para afastar a apuração do imposto de renda com base no lucro arbitrado o que representa, certamente, um total equívoco uma vez que as decisões deste E. Conselho tem sido diametralmente opostas a este entendimento: LUCRO ARBITRADO APLICABILIDADE Cabível o arbitramento do lucro quando as receitas omitidas decorrentes da movimentação bancária não contabilizada superam em proporção significativa a receita declarada. [Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF, Acórdão 10323.469) IRPJ/CSL ARBITRAMENTO ART. 42 DA LEI 9430/96 ESPROPORCIONALIDADE Uma vez detectada omissão de receitas com uso da presunção relativa prevista no art. 42 da Lei 9430/96, e sendo tal omissão de receita em montante vultoso e que não seja proporcional para cômputo como lucro da pessoa jurídica, fica evidenciada a imprestabilidade da escrita contábil para apurar a base de cálculo do IRP] e da CSL conforme o Lucro Real. Nesse caso, a tributação deve ser apurada pelo Lucro Arbitrado (RIR/99, art. 530, II, "a" e "b"J. Trecho do acórdão: A omissão de receitas efetivamente ocorreu e está inequivocamente comprovada nos autos. No entanto, no exame para identificação do adequado regime de tributação do IRPI e da CSLL. não se pode esquecer que a comprovada omissão nos registros contábeis de tão vultosa movimentação bancária, isoladamente. já é condição suficiente para justificar a imprestabilidade da escrituração contábil e o conseqüente arbitramento do lucro. Observese que não é o caso de omissão de poucos depósitos, de valor irrelevante, o que, obviamente, seria insuficiente para caracterizar Fl. 1065DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR 4 como "imprestável" a escrituração da recorrente. No lançamento em questão, no qual a soma dos valores omitidos foi adotada para apuração do IRPI e da CSLL com fundamento nas normas reguladoras do lucro real, houve nítida distorção da base de cálculo, resultando em tributação da receita omitida e não do lucro. A base de cálculo do imposto de renda pessoa jurídica é o lucro, definido conforme as suas três formas de apuração: real, arbitrado ou presumido, de acordo com o art. 44 do CTN. Segundo o art. 6S do Decretolei 1.598/772, o lucro real é o lucro líquido do exercício, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação própria. Por sua vez, o lucro líquido deve ser apurado com observância das disposições da lei comercial. A base de cálculo da CSLL é o lucro líquido ajustado de acordo com as prescrições da legislação específica. O regime de tributação pelo lucro arbitrado, em que parcela de custos e despesas é implícita e automaticamente computada mediante a aplicação dos coeficientes de arbitramento sobre a receita da pessoa jurídica, revelase apropriado, legal e mais realista para a determinação da correta base de cálculo do IRPI e da CSLL. evitando a mera e ilegal incidência direta desses tributos sobre a receita e não sobre o resultado. Como se pode perceber esta linha condutora pautase em duas fundamentações: i) a evidenciada imprestabilidade da escrita contábil para apurar a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, ii) o arbitramento do lucro da pessoa jurídica garante que os citados tributos não incidam sobre valores que sabidamente não caracterizam renda (lucro) do contribuinte, já que o arbitramento considera, por ficção legal, as despesas incorridas pelo contribuinte para a geração da receita omitida. Requer finalmente sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para que sejam supridas as contradições apontadas. É o relatório. Fl. 1066DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 13808.000170/200211 Acórdão n.º 1302001.549 S1C3T2 Fl. 1.032 5 Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Os embargos interpostos são tempestivos, pelo que passo a examinar se preenchem os requisitos de admissibilidade previsto no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF. Alega o Embargante, que a decisão recorrida ao negar provimento ao recurso voluntário do sujeito passivo incorreu em contradição em relação ao arbitramento do lucro. Examinando o acórdão embargado, não vislumbro a contradição apontada e o recurso de embargos não se presta ao reexame do conjunto probatório pelo colegiado, não podendo ser conhecido para esse fim. Ante ao exposto, voto no sentido de não conhecer dos embargos interpostos. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 1067DF CARF MF Impresso em 10/09/2015 por EMANOEL WERCELENS PINHEIRO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBER TO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10240.001336/91-12
Data da sessão: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 1994
Ementa: Processo Administrativo Fiscal - A instauração da fase ligitiosa do procedimento se dá com impugnação da exigência, apresentada no prazo legal, nos Decreto n°70.235/72. Não observado o preceito, não se toma conhecimento do recurso, especialmente quando este, de igual forma, for perempto.
Numero da decisão: 102-29.549
Decisão: Acordam os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199411
ementa_s : Processo Administrativo Fiscal - A instauração da fase ligitiosa do procedimento se dá com impugnação da exigência, apresentada no prazo legal, nos Decreto n°70.235/72. Não observado o preceito, não se toma conhecimento do recurso, especialmente quando este, de igual forma, for perempto.
numero_processo_s : 10240.001336/91-12
conteudo_id_s : 5461368
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 102-29.549
nome_arquivo_s : Decisao_102400013369112.pdf
nome_relator_s : Ursula Hansen
nome_arquivo_pdf_s : 102400013369112_5461368.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Nov 11 00:00:00 UTC 1994
id : 5901751
ano_sessao_s : 1994
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-06T02:19:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-06T02:19:19Z; Last-Modified: 2009-07-06T02:19:19Z; dcterms:modified: 2009-07-06T02:19:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-06T02:19:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-06T02:19:19Z; meta:save-date: 2009-07-06T02:19:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-06T02:19:19Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-06T02:19:19Z; created: 2009-07-06T02:19:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-06T02:19:19Z; pdf:charsPerPage: 370; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-06T02:19:19Z | Conteúdo => 1'1 STER 1: ;) Z. TE 1\11)r.) 1 ME 1RO C:C:MIS:El HO DE C:01\1TR 1 BtJ 1 ME .);;. .15 :580 1\19. . ! '2 1 •1 8 E., s cl t b O fil! 1 991 AC:CU...4:1)1-'11f 1::;;LE IRS.0 I ;:`-'d ;": 1 ; „ 1 9 R • 't N E El ; ) 1\;T) k„,' :A; ) fiR R DA ri. ; F RUCESSJ ADMJ. NI ET R(;T1VD.,F,..".1,E3f2.41, 1::f.".311 1: 1 1); .") ri I 1\16.P.RDi.3 F IRMA T.1\13.) V 1. ) E. J' RE 1 (---; .! o g 0E2 1994 , ' M INISTER I O DA FAZENDA 2 . PR "ME I RO CONSELHO DE CONTR I BIT I NTES PROCESSO No, 1 n2 4 t''J sf...int :,......r,....-6 / 9 I. - • T 2 RECURSO NL., ..-J E T , 36 3 RECORREM TF: :-,.. RUM 11.....f.'f O mIN.r.,.....,npn {... F IRMA I Nn T '.,,,U- nUAL ) ii,...-.n f -.) -J- :-.....,.., I ..,•:, .',. ..; '...ffl :,.., fl ,.- :- . ::::2; . : ,... . .h" d 19ES , u ., L u„,..:....:k '.:.(....:-.,;,.. -.'....:.; r. 1g in ::::. rio .1 Cr$ T...",.,•:-:».......":".": ,,••;"-':" c:3 i. .,•Ttr,,,..-;-:,".:•.; ...................................... j....) i"•-•".•:.",-....: .1. .,,..":::":. i. „ si .. , MINIS -VERTO DA FAZENDA 3 . PRIMEIRO CONSFLHO DF CONTRIBUINTES PROCESSO Nq. j.2 ACORDMO No, E „ ,.' MINTSTERIO DA FAZENDA 4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ACORDA° NO. . 102--19,49 010. (..:...',fl.:::::21hi......,.:,, URSULA HANSEN -- RELATORA ,......... -: MiNtSTERIO DA FAZENDA 5. FRIME:I.,M1 CONSELHO DE:: CONTRI13UTNTES ........ ,....... ,. ,,„...... ..........,........_ - . - . .....,. .......................... ... ,........,...,,,,, .„..,,..... : .. .,..- ..•H-........,....::::,,...,:. • . • , -,.-.....,-, :......, .,.. ...„.... e. , .. • . ,„ _. „„. ,..., ,. ..„„„ ,.. , ., ., . ,,...., ..„.. ,....., „.....„.„ ,:.....,.,,,,„, .._.: ...„., ,....,...„ „, , _.. ,..,,„, .., ,,,,.., ,, , ,. ,n .„, .,. ..,,, .... ..., ,,... f'cJrme assinatura aposta às fls. 26, e sk.. ........,mente em 03/07/92 a. pai-te in gressn cum c..J recurso junte a. este Censelho, quarido o termo final para sua apresenUação ecurl-er . a. em 29/05/72. I:: ;:i 5- fl.:, ....:-4'''i i"-.", ''.: ..f. p e •ri9Li''' f"''' ,i .' 1 ii,,, ....,. ":-f..É.-)1 .! C'h'ii., i'•:.:',':fil.:Es....1.''' C.."•.• C'',.i.r"i U.,(...:?C'..H:i.i"fiefl"": 1.-.,0 C1(::', Brasilia -- DF, 11 de novembro de 1994.. .-" .. if ,i(j(T"1.,/-- • .W .,isul- 1,71,,:zir.,..47=1..'="` - RP1-str,ra Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
_version_ : 1714076610275049472
score : 1.0
Numero do processo: 11128.006377/2004-94
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: null
null
Numero da decisão: 3201-001.354
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : null null
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11128.006377/2004-94
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287509
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3201-001.354
nome_arquivo_s : Decisao_11128006377200494.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 11128006377200494_5287509.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos da relatora. JOEL MIYAZAKI - Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5044777
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610287632384
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1734; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 126 1 125 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.006377/200494 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.354 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2013 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente OCEANUS AGÊNCIA MARÍTIMA SA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/11/2003 Atraso nas informações prestadas pelos exportadores não configura hipótese tipificada no artigo 107, inciso IV, alínea “c” do DecretoLei nº. 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Relatório Bem como o interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 63 77 /2 00 4- 94 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 2 Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “A interessada foi autuada em face da infração “embaraço ou impedimento à ação da fiscalização, inclusive não atendimento à intimação”, por ter deixado de registrar os dados de embarque de mercadorias exportadas, na forma e no prazo previstos no artigo 37 da Instrução Normativa SRF nº 28/1994 e na Notícia Siscomex nº 105/1994. Foi aplicada a multa capitulada no artigo 107, IV, “c”, do DecretoLei nº 37/1966. Intimada em 29/11/2004, a interessada apresentou impugnação em 17/12/2004 (fls. 32 e ss.). Alega, em síntese: A autoridade autuante não apontou qual foi o embaraço ou dificuldade causada à fiscalização em razão do atraso no registro das informações. Entende que não houve embaraço nem impedimento à fiscalização. Razões alheias à vontade da impugnante, como o atraso de terceiros, as declarações de exportação não puderam ser entregues dentro do prazo estabelecido. A própria interessada comunicou à Alfândega o registro das declarações. A fiscalização não havia reparado a sua falta. A conduta da interessada não encontra tipicidade no artigo 107, IV, “c”, do DecretoLei nº 37/1966. A administração possui 5 anos para apurar eventuais infrações, não sendo alguns dias de atraso na entrega das declarações de exportação que impedem a fiscalização. É inaplicável a penalidade imputada pois documento apresentado a destempo não é a mesma coisa que documento não apresentado, que possa impedir ou dificultar a fiscalização. É aplicável à espécie o disposto no artigo 646, III, “b”, do Regulamento Aduaneiro. O prazo de 24 horas não era suficiente para a requerente recolher as informações necessárias e registrálas no Siscomex. Somente o terminal de embarque poderia verificar, em tão exíguo prazo, as cargas que efetivamente foram embarcadas. Há ainda o problema da transmissão eletrônica de dados, vez que nem sempre o sistema está em perfeito funcionamento, podendo, eventualmente, ficar horas sem que os agentes marítimos tenham acesso. O prazo de 24 horas não é razoável. O princípio da razoabilidade determina à administração o dever de atuar em plena conformidade com critérios racionais, sensatos e coerentes. Por isso, o prazo foi ampliado para 7 dias em norma posterior. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006377/200494 Acórdão n.º 3201001.354 S3C2T1 Fl. 127 3 Houve denúncia espontânea pois as declarações foram inseridas no Siscomex antes da lavratura do auto de infração (artigo 138 do Código Tributário Nacional). A multa não poderia ser superior a R$ 5.000,00 por veículo, nos termos do artigo 647, incisos I e II, do Regulamento Aduaneiro. Recebida a impugnação pela repartição a quo em face da tempestividade e aspectos formais, os autos foram remetidos a esta Delegacia de Julgamento e posteriormente distribuídos a este relator, com 65 fls.” O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/SPO II no 1725.657, de 10/06/2008, proferida pelos membros da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP, cuja ementa dispõe, verbis: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/11/2003 EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. DESPACHO DE EXPORTAÇÃO. No despacho de exportação o transportador deve registrar os dados do embarque no Siscomex, dentro do prazo previsto na legislação aduaneira. O desatendimento constitui embaraço à fiscalização. Lançamento Procedente.” O julgamento foi no sentido de indeferir o pedido da contribuinte, devendo se manter os valores apurados pela fiscalização. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Em sede de recurso voluntário, argumenta ilegitimidade passiva e a impossibilidade de autuação do agente marítimo, pois a responsabilidade deve recair sobre o transportador ou exportador. É o relatório. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM O recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Inicialmente, quanto à preliminar , fazse um registro que no RESP 1129430, Relator Ministro Luiz Fux (Matéria julgada pelo STJ no regime do art. 543C / Recursos Repetitivos), ficou assentado que o agente marítimo, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do DecretoLei 2.472/88 (que alterou o artigo 32, do DecretoLei 37/66), não ostentava a condição de responsável tributário, porquanto inexistente previsão legal para tanto. Entretanto, a partir da vigência do DecretoLei No. 2.472/88 já não há mais óbice para que o agente marítimo figurasse como responsável tributário. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 4 Logo, afastase a preliminar que o agente de navegação marítima não pode ser responsabilizado como transportador marítimo. Passando ao mérito, resta analisar a questão da aplicação da multa face ao descumprimento do prazo previsto na legislação para o registro de dados do embarque de mercadorias para exportação no SISCOMEX. Pois bem, o cerne do litígio reside então em se verificar se o atraso na entrega das informações criou embaraços, dificultando ou impedindo a ação da fiscalização aduaneira e se a conduta da requerente encontrase tipificada na alínea “c” do inciso IV do artigo 107 do DecretoLei nº. 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03, conforme abaixo: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº. 10.833, de 29.12.2003) I – (...); II – (...); III – (...); IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº. 10.833, de 29.12.2003) a) (...); b) (...); c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; d) (...); e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e (...)” O artigo 37 da Instrução Normativa SRF n°28/94 (forma e ao prazo para informação de dados no SISCOMEX), dispõe: Art. 37. Imediatamente após realizado o embarque da mercadoria, o transportador registrará os dados pertinentes, no S1SCOMEX, com base nos documentos por ele emitidos Parágrafo único. Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no SISCOMEX, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos à unidade da SRF de despacho.(grifei) Fl. 129DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006377/200494 Acórdão n.º 3201001.354 S3C2T1 Fl. 128 5 A Notícia SISCOMEX de 27/07/1994 esclareceu o termo "imediatamente", ou seja : “27/07/1994 0002 INFORMAÇÃO DE DADOS DE EMBARQUE NO SISCOMEX 2) POR OPORTUNO, ESCLARECEMOS QUE O TERMO "IMEDIATAMENTE” CONTIDO NO ART. 37 DA IN 28/94, DEVE SER INTERPRETADO COMO "EM ATE 24 HORAS DA DATA DO EFETIVO EMBARQUE DA MERCADORIA O TRANSPORTADOR REGISTRARA OS DADOS PERTINENTES NO SISCOMEX COM BASE NOS DOCUMENTOS POR ELE EMITIDOS". SALIENTAMOS O DISPOSTO NO ART. 44 DA REFERIDA IN, OU SEJA, A PREVISÃO LEGAL PARÁ AUTUAÇÃO DO TRANSPORTADOR NO CASO DE DESCUMPRIMENTO DO PREVISTO NO ARTIGO ACIMA REFERENCIADO”. Posteriormente, a IN SRF n° 510/05 , deu nova redação ao artigo 37 da Instrução Normativa SRF n° 28/94, estabelecendo o prazo de 7 dias, para a via de transporte marítimo, verbis: Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. § 1° Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex,será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da SRF de despacho. § 2° Na hipótese de embarque marítimo, o transportador terá o prazo de sete dias para o registro no sistema dos dados mencionados no caput deste artigo. Assim sendo, de fato, a prestação de informações de embarque das DDE foi com atraso. No entanto, este atraso não pode ser interpretado como embaraço, ou dificuldade ou impedimento à ação da fiscalização aduaneira. Concluise, portanto, que a autuação carece de motivação, uma vez que a determinação contida no artigo 107, inciso IV, alínea “c” do DecretoLei nº. 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº. 10.833/03 não comporta a hipótese fática delineada na autuação fiscal. Pelo exposto e por tudo o mais que do processo consta, dou provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 130DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI 6 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 9/08/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 10980.006566/2004-44
Data da sessão: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
EXCLUSÃO DO SIMPLES ASSESSORIA E PROMOÇÃO DE EVENTOS. Cancelam-se os efeitos do ato de exclusão se não há prova de que a pessoa jurídica presta serviços assemelhados à produção de espetáculos ou de consultor/publicitário.
Numero da decisão: 1101-000.277
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para cancelar a exclusão do contribuinte do SIMPLES, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Edeli Pereira Bessa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO DO SIMPLES ASSESSORIA E PROMOÇÃO DE EVENTOS. Cancelam-se os efeitos do ato de exclusão se não há prova de que a pessoa jurídica presta serviços assemelhados à produção de espetáculos ou de consultor/publicitário.
numero_processo_s : 10980.006566/2004-44
conteudo_id_s : 5480941
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1101-000.277
nome_arquivo_s : Decisao_10980006566200444.pdf
nome_relator_s : Edeli Pereira Bessa
nome_arquivo_pdf_s : 10980006566200444_5480941.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a exclusão do contribuinte do SIMPLES, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
id : 6010273
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610293923840
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T18:50:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T18:50:42Z; Last-Modified: 2010-11-18T18:50:42Z; dcterms:modified: 2010-11-18T18:50:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a3e123ca-e16f-4db7-bfc3-c5397ffc0e20; Last-Save-Date: 2010-11-18T18:50:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T18:50:42Z; meta:save-date: 2010-11-18T18:50:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T18:50:42Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T18:50:42Z; created: 2010-11-18T18:50:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-18T18:50:42Z; pdf:charsPerPage: 1364; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T18:50:42Z | Conteúdo => Si-C1T1 Fl 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo IV 10980.006566/2004-44 Recurso re 142.542 Voluntário Acórdão n° 1101-00.277 — 1° Câmara / i a Turma Ordinária Sessão de 08 de abril de 2010 Matéria Exclusão do SIMPLES FEDERAL Recorrente PRÓ-EVENTOS MATERIAL PROMOCIONAL LTDA Recorrida 2 Turma da DRJ/Curitiba Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das 1Viicroempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO DO SIMPLES ASSESSORIA E PROMOÇÃO DE EVENTOS. Cancelam-se os efeitos do ato de exclusão se não há prova de que a pessoa jurídica presta serviços assemelhados à produção de espetáculos ou de consultor/publicitário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a exclusão do contribuinte do SIMPLES, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. )-(fekloi uuta,-042-, EETI PEREIRA BESSA — Presidente Substituta e Relatora EDITADO EM: 19/05/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (Presidente substituta da turma), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice-presidente), Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Shelley Henrique Dalcamirm Relatório PRÓ-EVENTOS MATERIAL PROMOCIONAL LTDA, já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 2 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR, que por unanimidade de votos, INDEFERIU a manifestação de inconformidade interposta contra o Ato Declaratório Executivo DRF/CTA n° 438.638, de 07/08/2003 (fi 15), o qual a excluiu do SIMPLES a partir de 01/01/2002 Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Trata o processo da exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, mediante o Ato Declaratório Executivo (ADE ) DRF/CTA n° 438 638, de 7 de agosto de 2003, fl 15, emitido pelo delegado da Receita Federal em Curitiba/PR, porque a empresa exerceu 7499-3/07 - Serviços de organização de festas e eventos - exceto culturais e desportivos, vedadas pelo art. 9', XIII da Lei n° 9317, de 05 de dezembro de 1996 2 A interessada protocolizou a Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Simples - SRS de fi 14, indeferida pelo Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário da DRF/CTA, que confirmou a exclusão. 3 Cientificada em 06/08/2004, fl, 20, apresentou a manifestação de inconformidade tempestiva de fls. 1/2, em 03/09/2004, argumentando que sempre executou, conforme argumentou em vão na SRS, o comércio varejista de materiais de promoção, merchandising, artigos para brindes e montagens de stands, com retroação a 01/01/1999, como consta da Sexta Alteração Contratual, que registrou em 27/09/2004, para atender às exigências da RFB. 4. Reclama que terá sérias implicações legais caso a exclusão da empresa do Simples não seja revertida e pleiteia que lhe seja esclarecido como proceder, caso a providência tomada seja insuficiente A 2' Turma da DRJ/Curitiba afastou tais alegações argumentando que: e Relativamente à atividade desempenhada pela empresa, pesquisando- se na internei verificou-se que a empresa está cadastrada no Ministério do Turismo como assessoria e promoção de eventos, atividade de congressos, convenções e congéneres, fl. 22; dos sistemas da RFB constatou-se também que não declarou estoques, nem compras, Ji. 25, que viessem a corroborar a atividade de comércio varejista; também a melhor forma (o que responde à pergunta formulada ao .final da manifestação de inconformidade) de comprovar a atividade exercida é apresentar as notas fiscais de venda e/ou de prestação de serviços, contratos firmados, concorrências de que participou, contudo nada disso foi apresentado pela interessada, o A alteração contratual promovida não tem efeitos retroativos, haja vistas as disposições do Código Civil a este respeito, e especialmente não tendo sido desconstituído o exercício da atividade declarada. 2 Processo n° 10980.006566/2004-44 Si-C1T1 Acórdão n.° 1101-00.277 Fl 2 e Nos termos da Solução de Divergência COSIT n° 10/2002, admite-se no SIMPLES apenas empresas que prestam serviços de organização de festas e recepções, sendo vedado o seu ingresso e permanência no sistema se dentre suas atividades incluir a contratação de atores, cantores, dançarinos ou assemelhados. E, firmada a semelhança entre a assessoria e promoção de eventos, com o trabalho de consultor e ao serviço prestado por diretor ou produtor de espetáculos, restou caracterizada a atividade vedada, desacompanhada de prova de que a contribuinte não a teria exercido, Cientificada da decisão de primeira instância em 03/03/2008 (fl. 34), a contribuinte interpôs recurso voluntário, tempestivamente, em 02/04/2008 (fls. 35/40), no qual reprisa os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, destacando a alteração de seu objeto social, questionando a interpretação extensiva das vedações e negando o exercício de profissão regulamentada Acrescenta, ainda, quanto à produção da prova, que todos os documentos contábeis e fiscais da empresa estão à disposição da Secretaria da Receita Federal para que possa ver constatado, de fato, qual o efetivo desenvolvimento de atividades pela Recorrente, que, reitere-se, não é vedada pelo Simples. Requer sua manutenção no SIMPLES e o encaminhamento de intimações decorrentes do recurso aos procuradores, no endereço indicado, 60 É o relatório. 3 Voto Conselheiro EDELI PEREIRA BESSA Dispõe a Lei n° 9.317/96 Art 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica [ XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, cientista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador ., auditor, consultor, estatístico, administrador, programador ., analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida,- ](negrejou-se) A recorrente, por sua vez, estava cadastrada no CNPI sob o CNAE n° 7499- 3/07 - Serviços de organização de festas e eventos - exceto culturais e desportivos, e seu contrato social apresentava como objeto Promoção na área de eventos festivos, realizações de congressos e comércio varejista de material de promoção e ou artigos de brindes. As evidências trazidas pela autoridade julgadora, por sua vez, também apontam para a prestação de serviços de assessoria e promoção de eventos, atividade de congressos, convenções e congêneres E, embora não tenha sido provada a atividade de comércio varejista, mormente ante os registros de sua declaração de rendimentos, o fato é que não há elementos suficientes para equiparar a atividade de promoção de eventos à de produtor de espetáculos ou mesmo de consultor ou publicitário. De fato, vê-se que a atividade econômica declarada insere-se, no CNAE, Seção Atividades Imobiliárias, Aluguéis e Serviços Prestados a Empresas, Divisão Serviços Prestados Principalmente às Empresas, Grupo Outras Atividades de Serviços Prestados Principalmente às Empresas e Classe Outras Atividades de Serviços Prestados Principalmente às Empresas, não especificados anteriormente, para chegar à Subclasse Serviços de Organização de Festas e Eventos — Exceto Culturais e Desportivos,. Ou seja, o foco de atividade da recorrente seriam pessoas jurídicas que precisam promover festas e eventos, como os congressos, convenções e congêneres citados em seu objeto social, eventos fechados que em muito destoam de espetáculos realizados, em regra, com a contratação de atores, cantores, dançarinos ou assemelhados, mormente tendo em conta que estão excepcionados, na própria descrição do CNAE, os eventos culturais e desportivos, Mais ainda, é sabido que a ênfase, nestas atividades, está mais na logística do que no serviço profissional em si, transferindo-se à contratada o ônus de adquirir materiais e contratar as pessoas necessárias para que o evento se realize, providências que em muito destoam da atividade fim da contratante, e assim são preferencialmente atribuídas a terceiros. Assim, não há prova de que a pessoa jurídica exerça atividade vedada para permanência no SIMPLES FEDERAL, 4 R.EIRA BESSA - Relatora Processo n' 10980 006566/2004-44 Sl-C11-1 Acórdão n " 11014)0.277 Fl 3 Esclareça-se, por fim, que nos termos do art.. 23 do Decreto n° 70.235/72, a intimação dos atos administrativos deve ser feita ao sujeito passivo e, quando postal, dirigida ao domicilio por ele eleito, sendo inviável o pleito de que as intimações sejam dirigidas ao patrono da recorrente Diante deste contexto, VOTO por dar provimento ao recurso voluntário e cancelar os efeitos do Ato Declaratório Executivo DRF/CTA n° 438.638, de 07/08/2003 (fl. 15), que excluiu a contribuinte da sistemática do SIMPLES FEDERAL a partir de 01/01/2002 Processo n° 10980006566/2004 44 Acórdão n ° 1101 -00.277 -c F11 41 1 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a/ este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art, 81, § 3°, diri) anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 ese junho de 2009. Brasília, t22-/ $---/ 7.1.) Jô fr e„ JPAZ;;:t,c0:(f-d JOSE ANTONIO DA SILVA José Ar,tunio da Silva Caie de Equipe Seção do Conselho Aairtrativo d Russos Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração; [
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009071/2003-90
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO.
O procedimento de compensação tributária, de iniciativa do contribuinte, exige que o alegado crédito possua os requisitos de liquidez e certeza, sem o que não pode ser admitida.
Numero da decisão: 1201-000.920
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Ausente justificadamente o Conselheiro João Carlos de Lima Junior.
(documento assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Relator
Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, Rafael Correia Fuso e Luis Fabiano Alves Penteado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201312
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. O procedimento de compensação tributária, de iniciativa do contribuinte, exige que o alegado crédito possua os requisitos de liquidez e certeza, sem o que não pode ser admitida.
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10166.009071/2003-90
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313508
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1201-000.920
nome_arquivo_s : Decisao_10166009071200390.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO CUBA NETTO
nome_arquivo_pdf_s : 10166009071200390_5313508.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Ausente justificadamente o Conselheiro João Carlos de Lima Junior. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, Rafael Correia Fuso e Luis Fabiano Alves Penteado.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
id : 5220515
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610299166720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1910; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.009071/200390 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201000.920 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 03 de dezembro de 2013 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DCOMP Recorrente VIA INTERNET INFORMÁTICA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. O procedimento de compensação tributária, de iniciativa do contribuinte, exige que o alegado crédito possua os requisitos de liquidez e certeza, sem o que não pode ser admitida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Ausente justificadamente o Conselheiro João Carlos de Lima Junior. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram do presente julgado os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Marcelo Cuba Netto, Roberto Caparroz de Almeida, Rafael Correia Fuso e Luis Fabiano Alves Penteado. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Conforme relatado no despacho decisório de fls. 17/19, a autoridade tributária não homologou a declaração de compensação (DCOMP) apresentada pela interessada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 90 71 /2 00 3- 90 Fl. 461DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10166.009071/200390 Acórdão n.º 1201000.920 S1C2T1 Fl. 3 2 em 15/08/2003, sob o argumento de que o direito creditório por ela afirmado, qual seja, o IRRF incidente sobre a remuneração de prestação de serviços por pessoa jurídica, não pode ser objeto de compensação direta, devendo compor o saldo do IRPJ devido ao final do período de apuração. Inconformada, a interessada manifestou sua contrariedade ao decidido no mencionado despacho, sob as alegações assim relatadas na decisão de primeiro grau (fl. 131): a decisão proferida no despacho decisório está equivocada, porque o pedido não trata de compensação de imposto de renda retido na fonte, mas sim de saldo negativo de imposto de renda retido por pessoas jurídicas nos anoscalendários 1999 a 2002, compensado neste processo e demonstrado no Per/Dcomp pelo que não há se falar em antecipação; o saldo negativo compensado está informado na pág. 20, 4º trimestre, linhas 12 e 18 da DIPJ/2002, e o total de impostos e contribuições a recuperar na página 50 linha 10, na qual consta às contribuições retidas por pessoas jurídicas, que compõe o saldo negativo, e houve falha no preenchimento da declaração de compensação ao não marcar o item de saldo negativo de IRPJ e CSLL e também no preenchimento da DIPJ/2002, mas tais falhas já foram corrigidas, conforme cópias anexadas da DIPJ retificada; do Balanço de 2002 e do Razão Analítico de 1999 a 2003 da conta IRRF a recuperar e anexo geral para todos os processos de cópias das Notas Fiscais onde ocorreram as retenções do IRRF, que visam provar o saldo na conta do ativo "Impostos e Contribuições a Recuperar", no valor de R$ 15.888,87 e sua evolução em 2003, e caso essa Secretaria entenda que os documentos apresentados não se mostram suficientes para provar o alegado, está ao inteiro dispor para apresentar o que for solicitado. Se ainda assim persistir dúvidas, requer diligencia para verificar "in loco" os documentos fiscais que comprovam de forma inequívoca a verdade do que ora requer. A DRJ de origem decidiu pelo indeferimento do pleito da interessada em acórdão assim ementado (fls. 130/133): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 Restituição/Compensação de tributos/contribuições. A restituição de indébito fiscal, bem como a sua compensação somente poderá ser autorizada pela autoridade administrativa com crédito liquido e certo do sujeito passivo, contra a Fazenda Pública. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10166.009071/200390 Acórdão n.º 1201000.920 S1C2T1 Fl. 4 3 Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 135/141) pedindo, ao final, a reforma da decisão de primeira instância, sob as alegações já expostas na manifestação de inconformidade, acrescidas do seguinte: a) foi apresentada junto à manifestação de inconformidade toda a documentação que a contribuinte entendeu necessária à comprovação da existência do saldo negativo do IRPJ relativo ao 4º trimestre do ano de 2002. Mas uma vez que o órgão de primeiro grau considerou insuficientes as provas apresentadas, deveria ter atendido ao pedido para realização de diligência a fim de comprovar o referido saldo negativo; b) a autoridade de primeira instância também entendeu que a DIPJ retificadora é inútil à comprovação do saldo negativo ali afirmado, sob o argumento de que sua apresentação ocorreu somente após a ciência ao despacho decisório; c) apesar de as informações prestadas na DIPJ original possuírem presunção de veracidade, tal presunção admite prova em contrário, mormente quando se trata de erro material em seu preenchimento. Ademais, a retificadora foi apresentada dentro do prazo legal de cinco anos da ocorrência do fato gerador; d) no caso, deve prevalecer a verdade material, qual seja, que a contribuinte possui o referido saldo negativo e que, portanto, tem o direito de aproveitálo em suas compensações. Trazidos os autos a julgamento, esta Turma resolveu converter o julgamento nos seguintes termos (fl. 215 e ss.): Pois bem, pelo exame da DIPJ/2003 retificadora é possível verificar que a interessada informou na ficha 12A (Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real) relativa ao 4º trimestre de 2002 saldo negativo de IRPJ no montante de R$ 15.888,87, saldo esse composto exclusivamente de IRRF (fl. 90), enquanto que na ficha 43 da mesma declaração (Demonstrativo do Imposto de Renda Retido na Fonte) informou retenções de apenas de R$ 595,55 para todo o ano de 2002 (fls. 125/126). Tal fato indica, em princípio, que não houve incidência de IRRF no montante alegado, e/ou a contribuinte não ofereceu à tributação a totalidade das receitas submetidas à incidência do IRRF. Todavia, é possível também que a contribuinte tenha errado no preenchimento da citada ficha 43 da DIPJ/2003. 3) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência a fim de que: a) seja anexada aos autos cópia da DIPJ/2003 original; b) seja intimada a contribuinte a comprovar, mediante documentação hábil e idônea, haver oferecido à tributação do IRPJ do quarto trimestre de 2002 as receitas correspondentes às retenções no valor de R$ 15.888,87; Fl. 463DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10166.009071/200390 Acórdão n.º 1201000.920 S1C2T1 Fl. 5 4 c) seja elaborado relatório de diligência contendo as informações acima requeridas, além de outras que a autoridade julgar pertinentes; d) seja intimado o sujeito passivo para, se assim lhe convier, apresentar contrarazões ao relatório de diligência no prazo de trinta dias de sua ciência. Em seu relatório de diligência a autoridade fiscal, após levantamento de informações, concluiu o seguinte (fl. 426 e ss.): 7. Portanto, ficou constatado que o saldo de IRRF no 1º trimestre de 2003, de R$ 15.858,95, subitem 4.6, último trimestre encerrado antes da utilização do IRRF, (fl. 03), no presente processo, não foi retido em apenas um trimestre e sim que a contribuinte veio acumulando desde 01/01/1999 em sua contabilidade, e com as ocorrências itens 05 e 06, torna inconsistente a existência de Saldo Negativo de IRPJ, mantendo assim a mesma situação do Despacho Decisório, (fls. 18 a 21), de não homologação da compensação. A interessada apresentou contrarrazões ao relatório de diligência onde afirma, entre outras coisas, o seguinte: Andou bem o relatório quando explanou a possibilidade de constatação da existência de crédito de IRRF, e assim o fez, por meio da contabilidade da Contribuinte, de modo paralelo a análise das obrigações acessórias, ou seja, aqui foi privilegiada a Verdade Material. No que toca o item 4.1 do relatório há a seguinte alegação: Ano calendário 1999, saldo em 31.12.99 de IRRF no valor de R$ 15.589,77, sendo que as receitas que originaram esse crédito foram regularmente oferecidas à tributação. Nesse ponto constatase que no final do ano de 1999 a Contribuinte já tinha saldo de IRRF existente, comprovado e constatado pela SRFB, no valor de R$ 15.589,77, saldo este que não havia sido utilizado e foi acumulando para a formação do crédito da Contribuinte. Até então o constatado crédito de IRRF já é suficiente para conceder a pleiteada homologação da Per/Dcomp, sendo, de certa forma, "irrelevante" apurar se a Contribuinte, nos anos seguintes, procedeu com a tributação e recolhimento dos impostos que surgiram. (...) III Dos Pedidos Ante o exposto requer: Que o saldo de IRRF existente a partir de 1999, comprovado no próprio relatório da SRFB, seja utilizado para homologar o Fl. 464DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10166.009071/200390 Acórdão n.º 1201000.920 S1C2T1 Fl. 6 5 pedido de compensação no bojo deste processo administrativo, ante os fatos e justificativas expostas pela Contribuinte ao longo de todo o processo, bem como as contrarrazões ao relatório acima pontuadas. (...) Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Do Direito Creditório Conforme DCOMP de fl. 1, a interessada compensou crédito relativo a IRRF incidente sobre prestação de serviços (código 1708), com débito de Cofins. Referida compensação foi objeto de não homologação pela autoridade local sob o argumento de que créditos de IRRF não podem ser utilizados diretamente na compensação de tributos, devendo necessariamente compor o saldo do IRPJ apurado ao final do período. Em sua defesa a interessada alegou que o saldo negativo do IRPJ relativo ao 4º trimestre do ano de 2002, no montante de R$ 15.888,87, foi composto inteiramente pelo IRRF. Este colegiado entendeu que poderseia tratar de mero erro de fato no preenchimento da DCOMP, ou seja, que a contribuinte poderia terse enganado ao informar crédito de IRRF quando o correto seria crédito referente a saldo negativo do IRPJ apurado no 4º trimestre do ano de 2002. Todavia, como aparentemente a interessada não havia tributado na DIPJ/2003 as respectivas receitas que deram origem ao IRRF, a Turma resolveu converter o julgamento em diligência para verificação do fato. Nos trabalhos de diligência fiscal a autoridade concluiu que o saldo de IRRF não se refere a um período de apuração específico, tendo sido acumulado desde 01/01/1999 na contabilidade da contribuinte. Informou ainda que no ano de 2000 a contribuinte não ofereceu à tributação as receitas de prestação de serviços e aplicações financeiras, e que no ano de 2002 não contabilizou a dedução do IRRF na apuração do IRPJ. Em suas contrarrazões a interessada alegou que a autoridade diligenciante reconheceu um saldo de IRRF no valor de R$ 15.589,77 no ano de 1999, não utilizado até 2003 e suficiente para compensação sob exame. Pois bem, pelo que se constata dos elementos presentes nos autos, a interessada não logrou êxito em provar a existência de seu direito creditório. Primeiro, informou na DCOMP que o crédito referiase a IRRF, o qual, como é cediço, não é passível de compensação direta. Depois, na manifestação de inconformidade, Fl. 465DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10166.009071/200390 Acórdão n.º 1201000.920 S1C2T1 Fl. 7 6 alegou que o IRRF compôs inteiramente o saldo negativo do IRPJ apurado no 4º trimestre do ano de 2002. Agora, nas contrarrazões, afirma que possuía saldo de IRRF desde 1999. Conforme expressamente estabelecido no a seguir transcrito art. 170 do CTN, a instituto da compensação requer a existência de crédito líquido e certo, algo que a interessada não logrou êxito em demonstrar nos presentes autos. Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (...) 3) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 466DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 12/12/2013 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por MARCELO CUBA NETTO
score : 1.0
Numero do processo: 13588.000203/2007-79
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002
CERCEAMENTO DE DEFESA. ÚLTIMA MANIFESTAÇÃO RELEVANTE DAQUELE QUE ACUSA ANTES DA EMISSÃO DE DECISÃO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO.
Ao contribuinte deve ser assegurado o direito à última manifestação sobre questões relevantes na lide antes da emissão da decisão de primeira instância. Ausente tal manifestação, deve ser declarada a nulidade da decisão a quo.
Numero da decisão: 2301-003.784
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva Relator
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002 CERCEAMENTO DE DEFESA. ÚLTIMA MANIFESTAÇÃO RELEVANTE DAQUELE QUE ACUSA ANTES DA EMISSÃO DE DECISÃO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. Ao contribuinte deve ser assegurado o direito à última manifestação sobre questões relevantes na lide antes da emissão da decisão de primeira instância. Ausente tal manifestação, deve ser declarada a nulidade da decisão a quo.
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13588.000203/2007-79
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5315942
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-003.784
nome_arquivo_s : Decisao_13588000203200779.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13588000203200779_5315942.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5245186
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610316992512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1765; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 726 1 725 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13588.000203/200779 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.784 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de outubro de 2013 Matéria CONT. PREV RETENÇÃO 11% Recorrente BRASDRIL SOCIEDADE DE PERFURAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002 CERCEAMENTO DE DEFESA. ÚLTIMA MANIFESTAÇÃO RELEVANTE DAQUELE QUE ACUSA ANTES DA EMISSÃO DE DECISÃO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. Ao contribuinte deve ser assegurado o direito à última manifestação sobre questões relevantes na lide antes da emissão da decisão de primeira instância. Ausente tal manifestação, deve ser declarada a nulidade da decisão a quo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 58 8. 00 02 03 /2 00 7- 79 Fl. 2DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada pela(o) interessada(o). O processo teve início com Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) nº 35.528.8257, lavrada em 21/12/2002, que constituiu crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias incidentes sobre prestadores de serviço que deixaram de ser retidas, no período de 02/99 a 01/2002, tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 1.612.550,89, fls. 01. Após tomar ciência pessoal da autuação em 24/11/2003, fls. 03, a recorrente apresentou impugnação, fls. , na qual apresentou argumentos similares aos constantes do recurso voluntário. O Serviço de Análise de Defesas e Recursos da DRP/Niterói solicitou a realização de diligências, fls. 322, para que a fiscalização se manifestasse sobre os documentos juntados com a defesa. A fiscalização fez suas considerações sobre os documentos e acrescentou argumentos sobre os motivos de não ter levado em conta algumas guias de recolhimentos. A recorrente não foi intimada do resultado da diligência antes do julgamento de primeira instância. Na DecisãoNotificação de fls. 330/334, a DRP/Niterói concluiu pela procedência integral do lançamento, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 28/06/05, fls. 336. O recurso voluntário, apresentado em 01/02/2006, fls. 1082/1181, porém, deixamos de relatar seus argumentos em virtude de já ser possível identificarmos vício procedimental que causa nulidade da decisão de primeira instância, conforme esclarecemos adiante. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 13588.000203/200779 Acórdão n.º 2301003.784 S2C3T1 Fl. 727 3 Voto Conselheiro Mauro José Silva: Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento, conforme veremos a seguir. Observamos que a decisão de primeira instância foi emitida após manifestação fiscal de fls. 324/327, sem que a recorrente tivesse sido intimada a aditar sua impugnação. O conteúdo daquela manifestação não se limitou a repetir argumentos já constantes dos autos, mas rebateu argumentos da impugnante e trouxe outras informações relevantes. Como a garantia do contraditório corolário da garantia maior tão cara a um Estado Democrático de Direito que é o devido processo legal exige que a última manifestação sobre questão de relevo no julgamento seja feita pela parte defendente, acaba por surgir uma nulidade processual grave, com fundamento no art. 59, inciso II do Decreto 70.235/72. Por todo o exposto, voto no sentido CONHECER o Recurso Voluntário e ANULAR A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, por ter ocorrido cerceamento de defesa. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 4DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000623/2006-03
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RECEITAS. DIFERENÇAS DE ESTOQUE.
Tendo sido o lançamento motivado pela existência de saldos credores em contas representativas de estoques, e restando comprovado que tais saldos credores resultaram de lançamentos contábeis equivocados, sem influência no resultado tributável, deve a exigência ser afastada.
GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO.
Restando comprovadas as despesas de variações cambiais que motivaram o lançamento, deve ser afastada a exigência.
CUSTOS/DESPESAS INDEDUTIVEIS ASSISTÊNCIA TÉCNICA. EMPRESA DOMICILIADA NO EXTERIOR. ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS.
Restando comprovada a efetividade dos custos/despesas com assistência técnica prestada por empresa ligada, domiciliada no exterior, inclusive as exigências de averbação do contrato no INPI e registro no Banco Central, deve a exigência ser afastada.
Numero da decisão: 1301-000.280
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela Recorrente Dr. Carlos Henrique Banhara - OAB/RJ n° 79.195.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Waldir Viega Rocha
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. DIFERENÇAS DE ESTOQUE. Tendo sido o lançamento motivado pela existência de saldos credores em contas representativas de estoques, e restando comprovado que tais saldos credores resultaram de lançamentos contábeis equivocados, sem influência no resultado tributável, deve a exigência ser afastada. GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO. Restando comprovadas as despesas de variações cambiais que motivaram o lançamento, deve ser afastada a exigência. CUSTOS/DESPESAS INDEDUTIVEIS ASSISTÊNCIA TÉCNICA. EMPRESA DOMICILIADA NO EXTERIOR. ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS. Restando comprovada a efetividade dos custos/despesas com assistência técnica prestada por empresa ligada, domiciliada no exterior, inclusive as exigências de averbação do contrato no INPI e registro no Banco Central, deve a exigência ser afastada.
numero_processo_s : 18471.000623/2006-03
conteudo_id_s : 5530501
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1301-000.280
nome_arquivo_s : Decisao_18471000623200603.pdf
nome_relator_s : Waldir Viega Rocha
nome_arquivo_pdf_s : 18471000623200603_5530501.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela Recorrente Dr. Carlos Henrique Banhara - OAB/RJ n° 79.195.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
id : 6146384
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610336915456
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T11:58:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T11:58:07Z; Last-Modified: 2010-06-16T11:58:07Z; dcterms:modified: 2010-06-16T11:58:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T11:58:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T11:58:07Z; meta:save-date: 2010-06-16T11:58:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T11:58:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T11:58:07Z; created: 2010-06-16T11:58:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-06-16T11:58:07Z; pdf:charsPerPage: 1657; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T11:58:07Z | Conteúdo => SI-C3T1 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA "2/f . CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 18471.000623/2006-03 Recurso n° 160.535 Voluntário Acórdão n° 1301-00.280 — 3Câmara! ia Turma Ordinária Sessão de 09 de março de 2010 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrente M-I SWACO DO BRASIL, COMÉRCIO, SERVIÇOS E MINERAÇÃO LTDA., CNP.' 15.185.358/0001-03, sucessora por incorporação de M-I DRILLING FLUIDS DO BRASIL LTDA, Recorrida 3' TURMA I DRJ RIO DE JANEIRO-I / RJ ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. DIFERENÇAS DE ESTOQUE. Tendo sido o lançamento motivado pela existência de saldos credores em contas representativas de estoques, e restando comprovado que tais saldos credores resultaram de lançamentos contábeis equivocados, sem influência no resultado tributável, deve a exigência ser afastada. GLOSA DE DESPESAS. COMPROVAÇÃO. Restando comprovadas as despesas de variações cambiais que motivaram o lançamento, deve ser afastada a exigência. CUSTOS/DESPESAS INDEDUTIVEIS ASSISTÊNCIA TÉCNICA. EMPRESA DOMICILIADA NO EXTERIOR. ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS. Restando comprovada a efetividade dos custos/despesas com assistência técnica prestada por empresa ligada, domiciliada no exterior, inclusive as exigências de averbação do contrato no INPI e registro no Banco Central, deve a exigência ser afastada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral pela Recorrente Dr. Carlos Henrique Banhara - OAB/RJ n° 79.195. Livá, LL„k, LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente C-"--6(K. ALDIR VEI C ROCHA - Relator EDITADO EM: n • b ABR2 010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Ricardo Luiz Leal de Melo, Paulo Jakson da Silva Lucas, Thiago D 'Ávila Melo Fernandes, Valmir Sandri e Leonardo de Andrade Couto. 2 Processo n° 1847! 000623/2006-03 SI-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.280 Fl. 2 Relatório M-I SWACO DO BRASIL, COMÉRCIO, SERVIÇOS E MINERAÇÃO LTDA., CNPJ 15.185.358/0001-03, sucessora por incorporação de M-I DRILLING FLUIDS DO BRASIL LTDA., já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 12-12.035, de 05/10/2006, da 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro- I/RJ, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado. Trata o presente processo de Autos de Infração (fls. 235/252) para exigência. de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com multas de 75% ou 112,50%, conforme a infração, além de juros de mora. O crédito total lançado monta a R$ 8.560.218,00, conforme Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo (fl. 02). O lançamento foi efetuado em virtude de ter a fiscalização apurado as infrações detalhadas no Termo de Constatação Fiscal de fls. 232/234, das quais segue breve síntese: OMISSÃO DE RECEITAS. DIFERENÇA DE ESTOQUE: Omissão de receita caracterizada por diferenças apuradas em inventário final. Afirma o Fisco que a fiscalizada apresentava saldo credor em diversas contas representativas dos estoques. A empresa foi intimada a esclarecer os fatos, e apresentou resposta que "não justificou nem documentou os significativos saldos credores". Foram lavrados novos termos de intimação e reintimação, nenhum dos quais atendido. Sobre esta infração foi aplicada multa agravada de 112,5%. GLOSA DE DESPESAS. Despesa não comprovada. O contribuinte deduziu despesa referente à conta 50.873.2730.0.000.000 — Variação Monetária Passiva — Taxas de Câmbio, no valor de R$ 3.856.821,00. Intimado e reintimado, nenhum documento ou esclarecimento foi apresentado, pelo que a despesa foi glosada. Também sobre esta infração foi aplicada multa agravada de 112,5%. CUSTO/DESPESA INDEDUTIVEL Ausência de adição ao lucro líquido das despesas de Assistência Técnica pagas a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior. Relata o Fisco que a empresa apropriou ao resultado despesas no valor de R$ 4.900.807,64 por Assistência Técnica — Transferência de Tecnologia, serviços estes prestados por M.I. Drilling Fluids LLC, empresa interligada domiciliada no exterior. No entanto, afirma que a dedutibilidade de tal dispêndio estaria condicionada ao cumprimento de exigências legais não cumpridas no caso. Assim, foi glosada a quantia de R$ 3.912.709,94, correspondente à diferença entre o total das despesas e a adição ao lucro líquido, para fins de determinação do lucro real, no montante de R$ 988.097,70, efetuada pela interessada, por excesso de 5% sobre o faturamento liquido. Na impugnação, a autuada apresentou as razões a seguir resumidas: 1 Arls. 354 e 355 do Decreto n°3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda - RIR/99). fr 3 Não pôde prestar a tempo as informações solicitadas pela fiscalização em face de seu contador ter estado doente (doc. 1); Sobre o item 1 da autuação: a tributação no Brasil é regida pelo principio da legalidade; deve haver a investigação de todo um quadro e não de um elemento isolado; a fiscalização verificou que 34 contas de estoque (num total de 204 contas) apresentavam saldo credor; demonstra, a titulo exemplificativo, em três das 34 contas, que 42,45% das receitas omitidas não ocorreram — teria havido escrituração em contas trocadas (docs. 14/23), o que deve infirmar a conclusão fiscal; Sobre o item 2 da autuação: as variações passivas seriam dedutiveis, o que não foi questionado pela fiscalização; anexa planilhas que comprovam as movimentações (docs. 2 e 3); as obrigações geraram variações ativas (que não foram consideradas pela fiscalização) e passivas (que foram integralmente glosadas); Sobre o item 3 da autuação: haveria descompasso entre o Termo de Constatação Fiscal e o Auto de Infração, que só se refere às condições genéricas de dedutibilidade de despesas; a fiscalização não aponta não ter sido satisfeito determinado requisito, mas, apenas, não ter sido comprovado nenhum deles, o que faz agora; anexa Contrato de Assistência Técnica celebrado em 2000, averbado no INPI e registrado no Bacen (docs. 4, 5 e 6) . junta lista de técnicos e documentos comprobatórios dos embarques e desembarques (nas plataformas) de vários deles (docs. 7 e 8) e apresenta documentos que demonstram despesas com pessoal em terra e de viagem (docs. 9/12), para deixar claro que se trata de operação real, necessária e efetiva; não poderia ter prestado os serviços (pelos quais auferiu receitas - doc. 13) sem a atuação dos técnicos em foco; Pelos mesmos fundamentos, os lançamentos reflexos seriam improcedentes; Requer diligência pericial. Encerra solicitando a improcedência da ação fiscal. A 3' Turma da DRJ em Rio de Janeiro-I/RJ analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão n° 12-12.035, de 05/10/2006 (fis. 513/518), considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ Ano-calendário: 2003 PEDIDO DE PERÍCIA. A impugnação deve, necessariamente, mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. O contribuinte não pode se eximir do ônus da prova mediante solicitação de perícia. OMISSÃO DE RECEITA. DIFERENÇA DE ESTOQUE. Mantém-se o lançamento se não elididas as diferenças apuradas em inventário final. GLOSA DE DESPESAS. A não comprovação de despesas autoriza lançamento. 4 Processo n° 18471.000623/2006-03 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.280 Fl. 3 DESPESA INDEDUTIVEL. A dedutibilidade dos dispêndios realizados a titulo de custos/despesas requer a prova documental hábil e idônea das respectivas operações e do preenchimento dos requisitos legais. Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Ano-calendário: 2003 PIS CSLL. COFINS. TRIBUTAçÃo REFLEXA. Aplica-se ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da intima relação de causa e de efeito que os vincula. Transcrevo, a seguir, alguns excertos do voto condutor do acórdão, para bem esclarecer sobre os motivos da decisão: "O ônus da prova dos valores escriturados é do interessado. O interessado, intimado a prestar esclarecimentos, não justificou nem documentou os saldos credores por ele escriturados. A indicação de saldo credor de estoque evidencia omissão de receita. O lançamento teve por base legal os dispositivos citados no Auto de Infração (entre eles, o art. 286 do RIR/1999). A indicação de saldo credor em 34 contas de estoque (num total de 204 contas) não representa um elemento isolado. Á alegação de que houve escrituração em contas trocadas não restou comprovada, uma vez que só foram apresentadas planilhas — o interessado não juntou prova documental dos lançamentos que pretende retificar. Desde modo, mesmo em sede de impugnação, o interessado não apresenta elementos de prova que elidam o lançamento. 11.1 As variações monetárias passivas, computadas na determinação do lucro real, não prescindem da prova de que os lançamentos contábeis estejam lastreados em documentos hábeis e idôneos. A ausência desta prova, quando intimado o interessado a prestá-la, autoriza a glosa dos valores computados. As variações monetárias ativas constituem receitas e integram o resultado do exercício. Na impugnação, o interessado juntou, apenas, planilhas. Novamente, não trouxe aos Autos nenhum documento que respaldasse o valor por ele deduzido a titulo de Variação Monetária Passiva. dedutibilidade dos dispêndios realizados a titulo de custos/despesas requer a prova documental hábil e idônea das respectivas operações e do preenchimento dos requisitos legais. 5 Para ter direito a deduzir as referidas despesas de Assistência Técnica, o interessado precisa, além de comprovar o atendimento aos dispositivos específicos (artigos 354 e 355 do RIR/1999), comprovar, documentalmente, os valores escriturados. Mesmo em sede de impugnação, não houve discriminação das despesas, com a prova documental dos valores escriturados. Assim, os documentos apresentados (com o fim de comprovar que se trata de despesa dedutivel) são insuficientes para elidir o lançamento. Ciente da decisão de primeira instância em 01/11/2006 (fl. 513), a contribuinte apresentou recurso voluntário em 01/12/2006 conforme carimbo de recepção à folha 526. No recurso interposto (fls. 528/567), alega preliminarmente os pontos que se seguem: Que o recurso é tempestivo. Que o lançamento seria nulo por ilegitimidade passiva. Esclarece que a empresa M-I Drilling Fluids do Brasil Ltda., em nome da qual foi lavrado o auto de infração, foi extinta por incorporação pela M-I Mineração Ltda. em janeiro de 2006. No mesmo ato societário, a M-I Mineração Ltda. alterou sua denominação social para M-I Swaco do Brasil Comércio, Serviços e Mineração Ltda. (doc. 5). Afirma que os atos societários referentes à incorporação foram devidamente registrados nas Juntas Comerciais competentes, e que a baixa no CNPJ da incorporada M-I Drilling Fluids do Brasil Ltda. data de 07/02/2006 (doc. 6), antes do início da fiscalização, ocorrido em 14/03/2006. Colaciona jurisprudência administrativa no sentido da nulidade de autos de infração lavrados em face de empresas extintas. No mérito, traz os argumentos abaixo sintetizados: Sobre o item I da autuação - OMISSÃO DE RECEITAS. Diferença de Estoque. Afirma que a fiscalização teria analisado os documentos fiscais e contábeis da recorrente de forma meramente superficial, motivo suficiente, por sua ótica, para que seja considerada improcedente a autuação. Reafirma que os saldos credores apresentados em 34 contas de estoque decorreriam de equívocos relacionados a lançamentos nessas contas. Apresenta "rastreamento" de três contas, a titulo ilustrativo, representando 42% do total dos saldos credores, identificando origens e destinos lançados equivocadamente em uma ou outra conta (doc. 15, fls. 734/845). Aduz que, ao se analisar o estoque de forma globalizada, não se verifica saldo credor (doc. 16, fl. 847). Apresenta, também, planilha e documentos comprobatórios dos movimentos de estoque ocorridos nos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2003, igualmente a titulo /, 6 Processo n° 18471.000623/2006-03 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.280 Fl. 4 exemplificativo, com o que busca demonstrar que seus controles de estoque são confiáveis (docs. 20 a 25). Aponta erros no quadro demonstrativo elaborado pelo Fisco, com o que pretende demonstrar sua baixa credibilidade (fl. 308, doc. 26, fl. 1453 e doc. 27, fls. 1454/1480). Argumenta que a busca da verdade material é impositiva no procedimento fiscal, e que os documentos disponíveis ao Fisco e aqueles anexados ao processo seriam suficientes para elidir por completo a autuação. Transcreve doutrina e jurisprudência que entende suportarem sua tese. Sobre o item 2 da autuação - GLOSA DE DESPESAS. Despesa não comprovada. Afirma que as despesas glosadas (variações monetárias passivas não comprovadas) são dedutíveis do lucro real segundo o regime de competência, por se revestirem das características de necessidade, usualidade e normalidade e, ainda, por estarem comprovadas com documentos hábeis e idôneos. Apresenta quadro demonstrativo mensal dos valores glosados, indicando os anexos em que se encontram os documentos comprobatórios (docs. 32 a 43, fls. 1865 a 4144). Entende, com isso, restarem comprovadas as despesas glosadas, pelo que pede a improcedência deste item da autuação. Sobre o item 3 da autuação - CUSTO/DESPESA INDEDUTÍVEL. Ausência de adição ao lucro líquido das despesas de Assistência Técnica pagas a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior. Alega que as despesas glosadas atenderiam tanto aos requisitos genéricos de dedutibilidade (necessidade, usualidade e normalidade) quanto aos requisitos específicos. Sobre estes últimos, afirma que o autuante não teria indicado quais requisitos não teriam sido atendidos pela recorrente, limitando-se a mencioná-los. De qualquer forma, assegura que restariam todos atendidos e, como comprovação, faz anexar cópia do contrato de Assistência Técnica (doc. 44, fls. 4146/4150) registrado perante o Banco Central do Brasil (doc. 45, fls. 4152/4153) e averbado no INPI (doc. 46, fl. 4155). Junta, ainda, faturas emitidas pela contratada (doc. 47, fls. 4156 e segs.) e contratos de câmbio (doc. 48, fls. 4168 e segs.) representativos dos pagamentos efetuados, a demonstrar que os serviços foram efetivamente prestados e que os gastos foram, de fato, incorridos. Entende que, diante dos fatos e da documentação apresentada, também este item da autuação deve ser considerado improcedente. Afirma a impossibilidade de imposição de multa à sucessora incolporadora, à luz do art. 132 do Código Tributário Nacional. Colaciona jurisprudência administrativa e judicial em favor de sua tese. Ainda sobre as multas aplicadas, considera "descabida a exigência de uma multa de oficio de 75% agravada por urna segunda multa de 112,5n Pelo suposto não atendimento a intimações para prestar esclarecimentos sobre as operações praticadas Acrescenta que teria procurado apresentar todas as solicitações formuladas pela fiscalização, seja apresentando formalmente documentos requisitados, seja se colocando à disposição para sanar quaisquer dúvidas. Por seu entendimento, não teria cometido qualquer infração que justificasse a aplicação da multa de 75%, muito menos agravada para 112,5%. Assim, essa exigência constituiria verdadeiro confisco, vedado pelo art. 150, inciso IV, da Constituição Federal. Insurge-se contra a aplicação da taxa SELIC aos créditos tributários, uma vez que aquela taxa não foi criada por lei para fins tributários. Colaciona jurisprudência do STJ que entende aplicável em seu favor. Contesta a aplicação dos juros SELIC sobre a multa de oficio. Por sua ótica, essa prática caracterizaria inaceitável agravamento da sanção. Colaciona jurisprudência deste Primeiro Conselho de Contribuintes que sustentaria sua tese. Em 16/12/2008 o processo foi levado a julgamento perante a 5 a Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes. Por unanimidade de votos, mediante a Resolução if 105-1.437, o colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, para que a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a empresa sucessora adotasse as seguintes providências, ressaltando que as verificações deveriam se restringir aos documentos constantes dos autos. Examine os documentos acostados às fls. 734/1480 dos autos, juntamente com aqueles apresentados na fase impugnatória, e informe se, e em que extensão, são capazes de elidir a acusação fiscal de omissão de receitas por diferenças de estoque (item 001 do auto de infração). Examine os documentos acostados às fls. 1865/4144 dos autos, juntamente com aqueles apresentados na fase impugnatória, e informe se, e em que extensão, são capazes de elidir a acusação fiscal de glosa de despesas — despesas não comprovadas (item 002 do auto de infração). Examine os documentos acostados às fls. 4146/4225 dos autos, juntamente com aqueles apresentados na fase impugnatória, e informe se, e em que extensão, são capazes de elidir a acusação fiscal de custos/despesas indedutiveis (item 003 do auto de infração). Acrescente outras informações e/ou documentos que considerar relevantes. Em atendimento, o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil encarregado do procedimento (o mesmo AFRFB que havia lavrado o auto de infração) assim se manifestou, à fl. 6009: Procedemos a diligência determinada pela Resolução 105-1.437 de 16/dez/2 008, de fis 4233 a 4240, através da lavratura dos Termos de Diligencias de fls. 4241 a 4247, que tinham por objetivo precipuo a busca da verdade material; e cujo atendimento resultou na juntada de novos documentos de fis 4248 a 6008 (volumes 22 a 31), considerados relevantes, que foram objeto de análise integrada e detalhada com os 8 Processo ri° 18471.00062312006-03 S1-C311 Acórdão n.° 1301-00280 Fl. 5 documentos já constantes do processo e com os livros contábeis e fiscais que foram disponibilizados no curso dos trabalhos. Após análise minuciosa da totalidade dos elementos constantes do presente processo podemos informar que restaram comprovados à saciedade a totalidade da documentação necessária e suficiente para elidir integralmente às infrações constantes dos itens 001, 002 e 003. Intimada do resultado da diligência (fl. 6010), a interessada apresentou manifestação às fls. 6011/6014, em que reitera os argumentos apresentados no recurso voluntário interposto, agora reforçados pelo resultado da diligência, e pede uma vez mais a reforma da decisão recorrida e o total cancelamento da exigência. É o Relatório. Voto Conselheiro WALDIR VEIGA ROCHA O recurso é tempestivo e dele conheço. Deixo de me pronunciar acerca da preliminar de nulidade do lançamento por erro na identificação do sujeito passivo em face do que dispõe o § 3° do art. 59 do Decreto n° 70.235/1972. Ainda que, hipoteticamente, se viesse a acatar essa preliminar de nulidade, o resultado final do julgamento não seria diferente, pois no mérito, como se verá, a decisão será favorável ao sujeito passivo. Art. 59. São nulos: § 3 0 Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. (Incluído pela Lei n° 8.748, de 1993) Passando à análise do mérito, e compulsando os autos, constato que a autuação consistiu de três infrações, a saber: (001) omissão de receitas, apurada a partir de saldos credores em contas representativas dos estoques da fiscalizada, sem que houvessem sido apresentados documentos capazes de afastar a conclusão a que chegou o Fisco; (002) glosa de despesas não comprovadas; e (003) glosa de custos/despesas considerados indedutiveis. Em todos os casos houve, pela ótica do Fisco, a ausência ou insuficiência na apresentação de documentos que comprovassem a regularidade dos assentamentos contábeis examinados e de parte dos valores registrados como custos/despesas, redutores do resultado tributável. Na impugnação foram juntados aos autos documentos e planilhas, ainda considerados insuficientes pela Autoridade Julgadora em primeira instância, pelo que o lançamento foi mantido. No recurso voluntário não foram aduzidas novas razões, limitando-se o contribuinte a acostar aos autos mais documentos no intuito de provar sua alegada regularidade fiscal. Em homenagem ao princípio da verdade material, e para que esses documentos fossem adequadamente analisados, foi determinada a realização de diligência, a qual resultou não apenas na análise dos documentos que até então integravam o processo, mas também de novos demonstrativos e comprovantes, os quais se encontram nos volumes XXII a XXXI. Finalmente, diante da farta documentação comprobatoria agora disponível, o Auditor-Fiscal autuante (e postericumente encarregado do procedimento de diligência) se convenceu da improcedência das três infrações objeto de autuação, ou seja, da totalidade da exigência, conforme seu relatório conclusivo à fl. 6009. Examinei, por amostragem, as provas apresentadas e concluí, da mesma forma que o Auditor-Fiscal: (001) que os saldos credores em contas de estoque resultaram de lançamentos contábeis equivocados, devidamente demonstrados e comprovados, afastada a hipótese de omissão de receitas por este motivo; (002) que as Variações Monetárias Passivas glosadas por falta de comprovação foram adequadamente comprovadas, mediante exibição, entre outros documentos, dos lançamentos contábeis e dos contratos que atestam sua efetividade; e (003) que a efetividade dos custos/despesas com assistência técnica, prestados por empresa ligada domiciliada no exterior, foram adequadamente comprovados, inclusive os requisitos específicos para este tipo de despesa, a exemplo da averbação do contrato junto ao INPI e registro no Banco Central do Brasil. Assim, voto pelo provimento do recurso voluntário interposto e o consequente cancelamento das exigências dos autos de infração do presente processo. WALDIR VEIGA ROVIA - Relator 10
score : 1.0
Numero do processo: 10140.000079/88-61
Data da sessão: Thu Apr 13 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IRPJ - DECORRÊNCIA - NULIDADE DA DECISÃO.
Uma vez que a decisão, no processo principal, foi
declarada nula, impõe-se declarar a nulidade, outrossim,
da decisão no processo decorrente a qual
foi calcada no julgamento realizado no processo matriz.
Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão.
Numero da decisão: 103-09.104
Decisão: ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau
Nome do relator: Antonio da Silva Cabral
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198904
ementa_s : IRPJ - DECORRÊNCIA - NULIDADE DA DECISÃO. Uma vez que a decisão, no processo principal, foi declarada nula, impõe-se declarar a nulidade, outrossim, da decisão no processo decorrente a qual foi calcada no julgamento realizado no processo matriz. Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão.
numero_processo_s : 10140.000079/88-61
conteudo_id_s : 5517345
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 103-09.104
nome_arquivo_s : Decisao_101400000798861.pdf
nome_relator_s : Antonio da Silva Cabral
nome_arquivo_pdf_s : 101400000798861_5517345.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau
dt_sessao_tdt : Thu Apr 13 00:00:00 UTC 1989
id : 6116411
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610356838400
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T13:36:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T13:36:39Z; Last-Modified: 2009-07-23T13:36:39Z; dcterms:modified: 2009-07-23T13:36:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T13:36:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T13:36:39Z; meta:save-date: 2009-07-23T13:36:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T13:36:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T13:36:39Z; created: 2009-07-23T13:36:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-23T13:36:39Z; pdf:charsPerPage: 1274; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T13:36:39Z | Conteúdo => ..,.. Processo n9 10140/000.079/88-61 y#A.; ut . Z--:=7:4., -1,, / T, -rtf , ,rr_-.11 MINISTÉRIO DA FAZENDA MECT.. Senão de...1.3..4e..abrade 1989 ACÓRDÃO N210.3=09.*10.4 Recurso n? 52.935 - PIS DEDUÇÃO - EX: 1985 Recorrente TRANSPORTES REAL LTDA Recouid DRF em CAMPO GRANDE - MS IRPJ - DECORRÊNCIA - NULIDADE DA DECISÃO. Uma vez que a decisão, no processo principal, foi declarada nula, impõe-se declarar a nulidade, ou- trossim, da decisão no processo decorrente a qual foi calcada no julgamento realizado no processona_ triz. Acolhe-se a preliminar de nulidade da decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TRANSPORTES REAL LTDA. ACORDAM osmbros da Terceira Câmara do Primeiro Con- i selho de Contribuintes, po unanimidade de votos, em declarar nula a decisão de primeiro grau. Sa das Sessões-DF., 13 iipabril de 1989. 7"VoNI6. DiS LVA CABRAL *; IDENTE E RELATOR I ,. AA VISTO EM tárp A -0 1VEL ,- vt24 %.- • DOS /uns - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: 3ABR ...é NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento,os seguintesConselheiros: AYRES DE OLIVEIRA, ANTONIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA, LóRGIO RIBEIRO, DICLER DE ASSUNÇÃO, FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARAES e BRAZ JANUÁ- RIO PINTO. Ausen por motivo justificado, o Conselheiro SEBASTIÃO RO DRIGUES CABRAL. /!: sawiço NEXO FEDERAL Processo n9 10140/000.079/88-61 Recurso n9 52.935 Acórdão n9 103-09.104 Recorrente: TRANSPORTES REAL LTDA. RELATÓRIO TRANSPORTES REAL LTDA., empresa com sede no muni- cípio de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, inscrita no CGC do Ministério da Fazenda sob o n9 03.122.298/0001-09, não se conformando com a decisão de fls. 183/190, recorre a este Conse- lho, para os efeitos do art. 33 do Decreto n9 70.235/72. O presente feito trata de contestação ã infração catalogada pela repartição local como falta de recolhimento da contribuição em favor do PIS como dedução do imposto de renda que deixou de ser recolhido, conforme consta do processo matriz. Na impugnação a empresa solicitou a juntada de c6 pia das razões apresentadas no processo principal. Solicitou a anulação do auto inicial, por não ter este obedecido ao precei - tuado no art. 142 do CTN. Quanto ao mérito, suscitou a impossibi lidade do lançamento, já que não houve motivo para o auto princi pal. Por outro lado, teceu considerações sobre a exigência fis- cal, que é indevida. Chamou a atenção para a ilegalidade da mui ta aplicada. Reportou-se, finalmente, ã correção monetária, que seria indevida, em face do disposto no Decreto-lei n9 2283/86. A titulo de decisão, o Delegado da Receita Fede - ral anexou ao processo cópia da decisão prolatada no processo principal. A empresa, por sua vez, juntou cópia das razões apresentadas no processo principal. L . É o relatório. .9 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10140/000.079/88-61 2. Acórdão n9 103-09.104 VOTO Conselheiro ANTONIO DA SILVA CABRAL, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requi sitos para sua apresentação. Conforme a própria recorrente o admite, o que fi- car decidido no processo principal aplica-se no processo decor- rente. Ora, esta Câmara apreciou o feito matriz no dia 10:04.89 e entendeu acolher a preliminar de nulidade da decisão de primeiro _ grau, conforme consta do Acórdão n9 103-09.034 Assim sendo, voto no sentido de se declarar nula a decisão de prime ro grau. B silia-DF., 13 de abril de 1989. ONIO DA SCVFÀXL.52---RELCAB-ATOR MFCT Page 1 _0124700.PDF Page 1 _0124900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10882.001296/85-14
Data da sessão: Tue Jul 21 00:00:00 UTC 1992
Ementa: IRPJ - Exercício de 1984 - Encargos não
Recolhidos no Ano-Base - Regime de Competência
- Dedutibilidade Fiscal - Os encargos relacionados a tributos não recolhidos nas devidas épocas são apropriados para efeito de dedutibilidade fiscal no ano-base e não no ano de sua
liquidação dentro do regime de competência.
Recurso provido.
Numero da decisão: 103-12.520
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Victor Luiz De Salles Freire
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199207
ementa_s : IRPJ - Exercício de 1984 - Encargos não Recolhidos no Ano-Base - Regime de Competência - Dedutibilidade Fiscal - Os encargos relacionados a tributos não recolhidos nas devidas épocas são apropriados para efeito de dedutibilidade fiscal no ano-base e não no ano de sua liquidação dentro do regime de competência. Recurso provido.
numero_processo_s : 10882.001296/85-14
conteudo_id_s : 5540133
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 103-12.520
nome_arquivo_s : Decisao_108820012968514.pdf
nome_relator_s : Victor Luiz De Salles Freire
nome_arquivo_pdf_s : 108820012968514_5540133.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Tue Jul 21 00:00:00 UTC 1992
id : 6167028
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610358935552
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T14:14:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T14:14:33Z; Last-Modified: 2009-07-23T14:14:33Z; dcterms:modified: 2009-07-23T14:14:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T14:14:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T14:14:33Z; meta:save-date: 2009-07-23T14:14:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T14:14:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T14:14:33Z; created: 2009-07-23T14:14:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-23T14:14:33Z; pdf:charsPerPage: 1365; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T14:14:33Z | Conteúdo => PROCESSO N9 10882/001.296/85-14 ‘IN ,•a• : 12Z; :-;25 - • • MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA PLANEJAMENTO MSR sendo da 21 de julho de 3992 ACORDÃO N.10312.520- Recurso nt : 101.541 - IRPJ - EX: 1984 RocomMe: : ITAPEVI AGRÍCOLA LTDA. Recorrida: : DRF EM JOAÇABA - PR IRPJ - Exercício de 1984 - Encargos não Recolhidos no Ano-Base - Regime de Com- petência - Dedutibilidade Fiscal - Os encargos relacionados a tributos não re colhidos nas devidas épocas são apropra veis para efeito de dedutibilidade fis- cal no ano-base e não no ano de sua liquidação dentro do regime de competén cia. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autosde recurso interposto por ITAPEVI AGRÍCOLA LTDA., ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR provi- mento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a inte grar o presente julgado. Sala das Sessões, em 21 de julho de 1992 94"0101"ro D !, OtlitER - PRESIDENTE 401/' ViátOR LUI • DE S . . FREIRE - RELATOR ik-dv VISTO EbruilliWilett TO HO P DA p ' . • - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 2 7 460 i 92 ZENDA NACIONAL Participaram,ainda,do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Luiz Henrique Barros de Arruda, Maria de Fátima Pessoa de Mel lo Cartaxo, Sonia Nacinovic, Paulo Affonseca de Barros Faria Jú- nior, Ilcenil Franco e DIcler de Assunção. CC.")DAMEFP/DF- SECOS ta 0141/110 \x, tr: • ir 41*.t .!..) Sumo PÚDLICO FEDERAL PROCESSO ti? 10882/001.296/85-14 RECURSO Nt : 101.541 ACORDA0 NE: : 103-12.520 RECORRENTE: : ITAPEVI AGRÍCOLA LTDA. RELATÓRIO Devolvido a este Conselho o processo já foi obje- to de acõrdao fls. 108/110, por unanimidade de votos, anulou a de- cisão de primeiro grau, por erro de identificação do sujeito passi vo, determinando que outra decisão fosse proferida, de forma regu- lar. O Delegado da Receita Federal em Joaçaba/SC deci- diu pela procedência do lançamento, intimando a contribuinte a re- colher os valores exigidos, relatando que a atualização de contas do passivo representativas de impostos, contribuições social e para fiscal, tributos e financiamentos bancários, com apropriação, ou contrapartida em conta de despesa, de multa e juros que incorreriam se pagas as obrigações até a data do balanço, o que não ocorreu,nác tem amparo na legislação do imposto de renda. Cientificada da decisão em 27.08.91, a interessa- da apresentou, tempestivamente, recurso a este Conselho alegando que: a) a despesa é necessária porque os juros de mora é a multa de mora têm como causa de suas existências a inadiplên-- cia da empresa com relação dos tributos e financiamentos bancários, que são relacionados com sua atividade e a ela inerentes, aqueles (multa e juros) são decorrentes destes e, portanto, igualmentedoe- cessários; SERVCOMMXORMIM PROCESSO N9 10882/001.296/89-14 3. ACÓRDÃO N9 103-12.520 b) a despesa é dedutível,pois sua escrituração o bedeceu a todos os requisitos do artigo 225 do RIR/80, já que os juros de mora são despesas financeiras e as multas fiscais, sen- . do compensatória, foram registradas no exato período de competên cia; c) adotou o regime de competência, consagrado na Lei 6.404/76 e no DL 1.598177, eis que os valores que foram lan- çados em despesa, nas contas de juros e multas,glosados pelo fis- co, incorreram e são de competência do período-basetencerrado em 31/.12.83. Encerra requerendo, cancelamento do lançamento. Recebido pela DRF/Joaçaba, foi o processo remeti do a este Conselho. É o relatório. \j'\\ SERVICO PUBLICO FEDERAI. PROCESSO N9 10882/001.296/85-14 4. ACÓRDÃO N9 103-12.520 VOTO— Conselheiro VECTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, Relator O recurso é tempestivo e por isso mesmo dele tomo conhecimento. Superado o incidente processual que deu margem à nulidade da decisão anteriormente prolatada, a partir do Si. Acór- dão n9 103-11.258 desta Colenda 3Q. Cãmara, volto ao pano de fundo da discussão para disssentir do entendimento monocrãtico esposado às fls. 113/117, que não admitiu a dedutibilidade de certas despe sas no exercício enfocado e, ipso facto, restabelecer o efeito do entendimento monocrático que anteriormente fora lançado às fls. 43/44, e que caminhara pela improcedência integral do lançamento vestibular. Em verdade, restou em que, quando o contribuinte deduziu no ano-base certos encargos relacionados a obrigações a elas pertinentes, mas ali não liquidadas certamente por dificulda des financeiras, à luz da melhor exegesse tinha o direito de no referido período deduzi-los, mesmo que não liquidados no citado interregno, não podendo prevalecer o entendimento do Sr. Agente Fiscal quando alertou o contribuinte, às fls. 17, para proceder à retificação de sua declaração de rendas do ano subseqüente, para então lá incluir como dedutíveis aqueles encargos. Isto porque re ferido dispositivo é de absoluta clareza ao admitir a dedutibili- dade das despesas incorridas no período-base, ainda que não pagas, dentro do regime de competência orientador da apuração do imposto de renda: "Artigo 191 (omissis) Parágrafo Primeiro - São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transa- çõe s ou operações exigidas pela atividade da em-- presa." Por oportuno, transcreve-se trecho ..st; e eluci dativo daquele julgado reportado: N1/4 romumesome umnomunicon" PROCESSO N9 10882/001.296/85-14 5. ACÓRDÃO N9 103-12.520 "Em outras palavras pretendia-se equivocadamente autorizar o contribuinte a contabilizar em regi- me de caixa, o que feriria a norma legal aplicá- vel, consubstanciada nos parágrafos 49 e 79 do artigo 69 - DL 1.598/77, que expressamente exi- gemo regime de competência." - De outro lado anota este Relator que, a partirda advertência formalizada no auto de infração, no sentido de que ficaria facultado à fiscalizada, "observado o disposto no pará- grafoúnico do art. 154 do Regulamento do Imposto de Renda acima citado, efetuar retificação da Declaração do Imposto de Renda,ano base 1984 (ano da liquidação das obrigações), Exercício Financei ro de 1985, para excluir do LUCRO REAL, a importância de Cr$ ... 192.034.468", fica evidenciado que, quando muito, a infração na espécie dever-se-ia subsumir a hipótese de postergação de reco-- lhimento de tributo, e não de indevida dedutibilidade de despe-- sas, visto como esta jamais foi questionada e até, reconhecida- mente, foi liquidada no exercício subseqüente. Causa espécie, ademais, que a Fiscalização tenha procedido à glosa dos encargos no exercício fiscalizado e, den- trodo mesmo, admitida a dedutibilidade do principal, ainda que não pago, a partir da retificação da autuação, o que revela pro- cedimento totalmente contraditório. Ou bem o principal e aces8-- rios deveriam ter sido glosados na autuação, ou bem o principal e acessórios deveriam te sido considerados como dedutíveis. Sob ta s condicionantes dou integral provimento ao recurso, deixando p is de apreciar o pleito de compensação de prejuízos. Brasil i (DF),em e julho de 1992 TOR LUÍS D SALLES FREIRE - RELATOR Page 1 _0034300.PDF Page 1 _0034500.PDF Page 1 _0034700.PDF Page 1 _0034900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10825.000443/89-65
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 1992
Ementa: LANÇAMENTO DECORRENTE - EXERCÍCIO 1985/
/88 - PIS/DEDUÇÃO.
"Ao lançamento decorrente se estende a
nulidade reconhecida no âmbito do lançamento
principal pela preterição do direito
de defesa."
Recurso provido.
Numero da decisão: 103-12.303
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada em consonância Com o que vier a ser decidido no processo matriz, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Victor Luiz De Salles Freire
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199205
ementa_s : LANÇAMENTO DECORRENTE - EXERCÍCIO 1985/ /88 - PIS/DEDUÇÃO. "Ao lançamento decorrente se estende a nulidade reconhecida no âmbito do lançamento principal pela preterição do direito de defesa." Recurso provido.
numero_processo_s : 10825.000443/89-65
conteudo_id_s : 5539741
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 103-12.303
nome_arquivo_s : Decisao_108250004438965.pdf
nome_relator_s : Victor Luiz De Salles Freire
nome_arquivo_pdf_s : 108250004438965_5539741.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada em consonância Com o que vier a ser decidido no processo matriz, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 1992
id : 6167015
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610359984128
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-03T11:52:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-03T11:52:30Z; Last-Modified: 2009-08-03T11:52:30Z; dcterms:modified: 2009-08-03T11:52:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-03T11:52:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-03T11:52:30Z; meta:save-date: 2009-08-03T11:52:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-03T11:52:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-03T11:52:30Z; created: 2009-08-03T11:52:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-03T11:52:30Z; pdf:charsPerPage: 1261; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-03T11:52:30Z | Conteúdo => _ rCq PROCESSO N9 10825/000.443/89-65 .Ã)t(C'%, 'S Zoe, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO Sessão de 27 de maio de 19-92.-- ACORDÃO N 103-19-303 Recurso ru g: 64.475 - PIS-DEDUÇÃO - EXS.: de 1985 a 1988 Recorrente: FIGUEIREDO & CIA. Recorrida : DRF EM BAURU (SP) LANÇAMENTO DECORRENTE - EXERCÍCIO 1985/ /88 - PIS/DEDUÇÃO. "Ao lançamento decorrente se estende a nulidade reconhecida no âmbito do lança- mento principal pela preterição do direi- to de defesa." Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FIGUEIREDO & CIA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos à repartição de origem para que nova decisão seja prolatada em consonância Com o que vier a ser decidido no pro cesso matriz, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala 1.as Sessões em 27 de maio de 1992 -* eirfE0D et,*rUBER - PRESIDENTE 41, . e:, 14 VICTOIS DE FLI,L: REIRE - RELATOR e VISTO EM ZAINI-M110LANDA :44 4* - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL SESSÃO DE: /5 JUN1992 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: LUIZ HENRIQUE BARROS DE ARRUDA, MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE v.v. 441.DAMEFP/DF — SECOS t49 064/90 MELLO CARTAXO, SONIA NACINOVIC, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚ- NIOR, ILCENIL FRANCO e DICLER DE ASSUNÇÃO. • • • • 7;074 SERVIÇO PÚBLICOPUBLICO FEDERAL PROCESSO Nt) 10825/000.443/89-65 RECURSO NP: 64.475 ACORDÃO IA: 103- 12.303 RECORRENTE: FIGUEIREDO & CIA. RELATÓRIO O vertente procedimento é corolário de outro, maior, onde, a partir de determinados ilícitos dados como praticados pela pessoa jurídica, irrogou-se-lhe diferenças de imposÉo de renda (IRPJ). Aqui o lançamento decorrente se reporta ã parcela do PIS/Dedução. A decisão monocrática rejeitou a impugnação, não sem antes deixar assente que o agravamento da exigência no proces- so matriz não atinge o lançamento acessório, Inobstante isto, o despacho de fls. 77 determinou a apreciação do recurso formulado a fls. 64/67 como impugnação, sobrevindo a nova decisão monocrática de fls. 87/88, da qual a parte recorrente formula a competente im- pugnação recursal, alicerçada basicamente nas razões versadas no âmbito do processo matriz. É o breve relatório. DANEF7/ DF - SECOS Ne O ES / 90 4 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10825/000.443/89-65 3. Acórdão n9 103-12.303 VOTO Conselheiro VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, Relator. O recurso é tempestivo. No pano de fundo da discussão preliminar, acolho o apelo para determinar a nulidade do processo a partir de fls. 58, na esteira do V. Acórdão n9 103-12.251, prolatado no ãmbido do pro cesso matriz, para que outra decisão seja proferida na.boa e devi- da forma, após retomad s os feitos seu tramite regular. rasil:"., e 27Adaio de 1992 V OR LdIS DE LES FREIRE - RELATOR ~na Nadonal Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1
score : 1.0
