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Numero do processo: 13888.003710/2007-80
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2002 a 31/10/2006
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias.
AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. RETENÇÃO DE 11%. EMPRESA PRESTADORA OPTANTE PELO SIMPLES. INEXIGIBILIDADE. Conforme restou decidido no julgamento do RESP 1.112.467/DF, tomado sob a égide do julgamento dos Recursos Repetitivos, é inexigível a retenção de 11% sobre o valor de faturas de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra quando a prestadora empresa optante pelo SIMPLES.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-002.654
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Lourenço Ferreira do Prado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2002 a 31/10/2006 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. RETENÇÃO DE 11%. EMPRESA PRESTADORA OPTANTE PELO SIMPLES. INEXIGIBILIDADE. Conforme restou decidido no julgamento do RESP 1.112.467/DF, tomado sob a égide do julgamento dos Recursos Repetitivos, é inexigível a retenção de 11% sobre o valor de faturas de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra quando a prestadora empresa optante pelo SIMPLES. Recurso Voluntário Provido.
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EMPRESAS EM GERAL Recorrente METALÚRGICA RIGITEC LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2002 a 31/10/2006 DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 173, I DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. AI. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Realizado o lançamento de modo a garantir ao contribuinte a perfeita compreensão da obrigação imposta, com a clara e precisa demonstração da ocorrência do fato gerador da multa aplicada, de modo que este possa exercer plenamente o seu direito de defesa, não subiste ofensa ao disposto no art. 142 do CTN. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃODE OBRA. RETENÇÃO DE 11%. EMPRESA PRESTADORA OPTANTE PELO SIMPLES. INEXIGIBILIDADE. Conforme restou decidido no julgamento do RESP 1.112.467/DF, tomado sob a égide do julgamento dos Recursos Repetitivos, é inexigível a retenção de 11% sobre o valor de faturas de serviços prestados mediante cessão de mãodeobra quando a prestadora empresa optante pelo SIMPLES. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 37 10 /2 00 7- 80 Fl. 192DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13888.003710/200780 Acórdão n.º 2402002.654 S2C4T2 Fl. 180 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por METALÚRGICA RIGITEC LTDA, em face de acórdão que manteve a NFLD n. 37.070.8270, lavrado para cobrança de contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre o valor bruto de notas fiscais de prestação de serviços mediante a cessão de mãodeobra que deveria ter sido objeto de retenção pela recorrente. Consta do relatório fiscal que a empresa NUTRIART SERVIÇOS E ALIMENTAÇÃO LTDAME prestou serviços à recorrente necessários ao funcionamento da cozinha e do refeitório da CONTRATANTE, bem como relativos ao preparo e distribuição das refeições a quem esta determinasse. A conclusão da fiscalização pela caracterização da cessão de mãodeobra deuse com base nas seguintes cláusulas contratuais: a) cláusula 3.1 (Equipamentos, Utensílios e Instalação) — "A partir da entrada em vigor do presente Contrato, a CONTRATANTE colocará a disposição da CONTRATADA a título de concessão, suas instalações de cozinha e refeitório, bem como locais para estoque de mercadorias e demais materiais para o desenvolvimento de suas rotinas diárias, e ainda permitir o uso dos vestiários anexo as instalações descritas acima", b) Cláusula 13.1 (Obrigações da Contratante) — Assegurar e permitir o completo e livre acesso dos empregados da CONTRATADA, nas áreas onde os serviços serão executados."). O lançamento da multa compreende as competências de 09/2002 a 10/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 29/10/2007 (fls. 01) O contribuinte interpôs o competente recurso voluntário de fls. 114/137, através do qual sustenta: 1. a nulidade do lançamento em razão de não ter constado do Auto de Infração enviado à contribuinte o anexo “Consolidação da Multa”, o que acabou por violar o princípio do devido processo legal; 2. a decadência do direito de o Fisco efetuar o lançamento; 3. a inexigibilidade da retenção de 11% objeto da NFLD uma vez que a empresa prestadora de serviços é optante pelo SIMPLES; 4. ilegalidade dos juros calculados pela taxa SELIC; 5. que a multa aplicada é confiscatória; Fl. 194DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13888.003710/200780 Acórdão n.º 2402002.654 S2C4T2 Fl. 181 5 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. PRELIMINARES Quanto a decadência, há de se levar em consideração, que o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, em observância aquilo que disposto no artigo 146, III, “b”, da Constituição Federal, à unanimidade de votos, negou provimento aos Recursos Extraordinários nº 556.664, 559.882, 559.943 e 560.626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais concediam à Previdência Social o prazo de 10 (dez) anos para a constituição de seus créditos. Na mesma assentada, inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, o STF editou a Súmula Vinculante de n º 8, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Dessa forma, em observância ao que disposto no artigo 103A e parágrafos da Constituição Federal, inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, as súmulas vinculantes, por serem de observância e aplicação obrigatória pelos entes da administração pública direta e indireta, devem ser aplicadas por este Eg. Conselho de Contribuintes, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Logo, inaplicável o prazo de 10 (dez) anos para a aferição da decadência no âmbito das contribuições previdenciárias, resta necessário, para a solução da demanda, a aplicação das normas legais relativas à decadência e constantes no Código Tributário Nacional, a saber, dentre os artigos 150, § 4º ou 173, I, diante da verificação, caso a caso, se tenha ou não Fl. 196DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 havido dolo, fraude, simulação ou o recolhimento de parte dos valores das contribuições sociais objeto da NFLD, conforme mansa e pacífica orientação desta Eg. Câmara. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, motivo pelo qual, em regra, devem observar o previsto no art. 150, § 4º do CTN. Dessa forma, verificado o pagamento antecipado, mesmo que parcial, observarseá a regra de extinção inscrita no art. 156, inciso VII do CTN, que condiciona o acerto do lançamento efetuado pelo contribuinte a ulterior homologação por parte de Fisco. Ao revés, caso não exista pagamento, não há o que ser homologado, motivo que enseja a incidência do disposto no art. 173, inciso I do CTN, hipótese na qual o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. No caso dos autos, em se tratando de caso no qual deveria a recorrente efetuar a retenção, em não o fazendo, resta claro não ter havido sobre a rubrica qualquer recolhimento, de modo que deve ser considerado o art. 173, I do CTN para fins de contagem do prazo decadencial. Por tais motivos, considerando que o lançamento se reporta às competência de 09/2002 a 10/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 29/10/2007, nenhuma das competências lançadas foi atingida pela decadência. Ademais, o lançamento da multa foi levado a efeito em observância ao que determina a legislação, especialmente aquilo o que disposto no art. 142 do CTN, de modo que a recorrente teve plena e inequívoca ciência de todos os fundamentos de fato e direito que ensejaram a necessidade da constituição do crédito tributário. O relatório fiscal da infração e de aplica~c”ao da multa, apontaram de forma clara e inequívoca a falta cometida, o seu período, bem como esclareceu a forma de cálculo da multa, de modo que fora garantindo à recorrente o pleno exercício de seu direito de defesa e ao contraditório. Ademais, conforme fora devidamente concluído pelo v. acórdão de primeira instância, o contribuinte fora devidamente cientificado de todo o conteúdo e anexos do Auto de Infração, não havendo que se falar em planilha de consolidação da multa, como documento essencial ao lançamento, uma vez que sequer o relatório fiscal fez alusão a referido documento. Rejeito as preliminares. MÉRITO Antes mesmo de adentrar as demais questões de mérito, há que se considerar a argumentação da recorrente no que se refere à inexigibilidade da retenção ser efetuada quando os serviços prestados mediante a cessão de mãodeobra o são por empresa optante pelo SIMPLES. Da detida análise dos autos, verificase que referida comprovação somente veio a ser realizada após a impetração do recurso voluntário, por petição atravessada nos autos pelos novos patronos da recorrente. Na oportunidade, foi juntado extrato contacorrente da empresa NUTRIART SERVIÇOS E ALIMENTAÇÃO LTDAME, emitido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil que comprova ter esta sido optante pelo SIMPLES durante o período de 01/01/1997 a 31/12/2008, que engloba todas as competências lançadas na presente NFLD. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13888.003710/200780 Acórdão n.º 2402002.654 S2C4T2 Fl. 182 7 Mesmo que tais documentos não tenham sido juntados anteriormente, em homenagem ao princípio da verdade material, tenho que os mesmos devam ser considerados na presente oportunidade, uma vez que possuem o condão de modificar o rumo do julgamento deste processo administrativo. Forte em tais premissas, há de se ressaltar que referida matéria já foi objeto de análise pelo Eg. Superior Tribunal de Justiça, que no julgamento do RESP 1.112.467/DF, tomado sob o pálio do art. 543C do Código de Processo Civil, declarou ser inexigível a retenção de 11% em casos nos quais a empresa prestadora é optante pelo simples, em face da clara incompatibilidade entre os regimes. O julgado restou assim ementado: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO OPTANTES PELO SIMPLES. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. ILEGITIMIDADE DA EXIGÊNCIA. PRECEDENTE DA la SEÇÃO,(ERESP 511.601/MG). 1. A! Lei 9:317/96 instituiu tratamento diferenciado As microempresas e empresas de, pequeno porte, Simplificando o cumprimento de suas obrigações administrativas, tributárias e previdenciárias mediante opção pelo SIMPLES Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições. Por este regime de arrecadação, é efetuado um pagamento único :relativo a vários tributos federais, cuja base de cálculo é o faturamento, sobre `i qual incide uma alíquota única, ficando 'a empresa optante dispensada do pagamento das demais contribuições instituídas pela União (art. 3°, § 4 0). 2. 0 sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, que,constitui "nova sistemática de recolhimento" daquela mesma :contribuição destinada: á. Seguridade Social. A retenção, pelo tomador de serviços, de contribuição sobre o mesmo titulo e ' com a mesma finalidade, na forma imposta pelo art. 31 da Lei 8.212/91 e no percentual de 11%, implica supressão do beneficio de pagamento unificado destinado As pequenas e microempresas. 3. Aplicase, na espécie, o principio da especialidade, visto que há incompatibilidade técnica entre a sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária instituída pela Lei 9.711/98, que elegeu as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, e o regime de unificação de tributos do SIMPLES, adotado pelas pequenas e microempresas (Lei 9.317/96). 4. Recurso especial desprovido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08.” Em razão de referida decisão ter sido tomada em sede de julgamento de recurso repetitivo, não resta outra conclusão senão a sua adoção no presente julgamento, ainda por forca do disposto no art. 62A do RICARF. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Ante todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário par anular o lançamento. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 13976.000150/2001-27
Data da sessão: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RECEITA DE EXPORTAÇÃO E RECEITA BRUTA OPERACIONAL. REVENDAS AO EXTERIOR.
A receita de produtos adquiridos de terceiros e exportados deve ser excluída da receita de exportação e da receita operacional bruta para efeito de apuração da proporção entre insumos empregados em produtos exportados e o total dos insumos adquiridos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-00016
Decisão: ACORDAM os membros da 3° câmara 2° turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para excluir as receitas de revendas da receita operacional bruta para cálculo do índice.
Nome do relator: Alexandre Gomes
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2000 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. RECEITA DE EXPORTAÇÃO E RECEITA BRUTA OPERACIONAL. REVENDAS AO EXTERIOR. A receita de produtos adquiridos de terceiros e exportados deve ser excluída da receita de exportação e da receita operacional bruta para efeito de apuração da proporção entre insumos empregados em produtos exportados e o total dos insumos adquiridos. Recurso Voluntário Provido.
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Numero do processo: 13819.001260/2002-08
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 1997
AUDITORIA DA DCTF. VALOR CONFESSADO E PAGO PARCIALMENTE. AUSÊNCIA DE PROVA CONTÁBIL A DEMONSTRAR O EQUÍVOCO DA INFORMAÇÃO PRESTADA NA DCTF.
Iniciado procedimento de ofício da partir das informações prestadas na DCTF, para elidilas, necessário que o contribuinte demonstre contabilmente o desacerto dos débitos confessados.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-002.201
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1997 AUDITORIA DA DCTF. VALOR CONFESSADO E PAGO PARCIALMENTE. AUSÊNCIA DE PROVA CONTÁBIL A DEMONSTRAR O EQUÍVOCO DA INFORMAÇÃO PRESTADA NA DCTF. Iniciado procedimento de ofício da partir das informações prestadas na DCTF, para elidilas, necessário que o contribuinte demonstre contabilmente o desacerto dos débitos confessados. Recurso negado.
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VALOR CONFESSADO E PAGO PARCIALMENTE. AUSÊNCIA DE PROVA CONTÁBIL A DEMONSTRAR O EQUÍVOCO DA INFORMAÇÃO PRESTADA NA DCTF. Iniciado procedimento de ofício da partir das informações prestadas na DCTF, para elidilas, necessário que o contribuinte demonstre contabilmente o desacerto dos débitos confessados. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 19/07/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Em procedimento de revisão interna da DCTF do 2º Trimestre de 1997, a fiscalização efetuou lançamento imputando a cobrança de IRRF referente à primeira e quarta semana do mês de junho de 1997. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. A 4ª Turma da DRJ/CPS, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 0515.822, de 23 de junho de 2007, mantendo os seguintes fatos geradores, com incidência de acréscimos para recolhimento espontâneo: Tributo PA/EX Exigido Cancelado Mantido IRRF 0106/1997 7.444,03 3.692,66 3.751,37 Multa de ofício 0106/1997 5.583,02 5.583,02 0,00 IRRF 0406/1997 1.677,26 1.677,26 0,00 Multa de ofício 0406/1997 1.257,95 1.257,95 0,00 Obs. Cobrar acréscimos legais do recolhimento espontâneo Em relação à manutenção parcial dos primeiros dos fatos geradores acima, assim se manifestou a decisão da Turma da DRJ (fl. 59): (...) 13 Relativamente ao débito de R$7.444,03, a impugnante afirma ter havido erro no registro respectivo, sendo que a quantia realmente devida seria de R$3.692,66, quitado tempestivamente, conforme cópia de Darf (fls. 24), que anexa ao feito. 14 A contribuinte juntou ao processo, além da guia de arrecadação, apenas a folha do Livro Diário em que consta o lançamento relativo ao pagamento do imposto (fls. 16), o que se revela insuficiente, posto que o próprio Darf confirmaria o recolhimento. 15 O que seria necessário apresentar é a escrituração do livro Razão, contendo a conta de "Impostos a Recolher", ou mesmo todas as páginas do Livro Diário contendo os lançamentos da semana 0106/1997, para comprovar a efetiva retenção efetuada no período. 16 A autuada também não esclarece os motivos que teriam ocasionado o alegado equivoco no preenchimento da DCTF, que é confeccionada algum tempo após as contabilizações e os recolhimentos dos impostos. 17 O Darf de R$3.692,66 (fls. 24) traz como período de apuração a data de 07/06/1997, que, pertence efetivamente à 1ª Fl. 107DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13819.001260/200208 Acórdão n.º 210202.201 S2C1T2 Fl. 2 3 semana de junho, no calendário DCTF/1997. Para essa semana de junho/1997, o único débito constante da DCTF, no código de receita "0561" é o de R$7.444,03, sendo razoável supor, portanto, que a quantia de R$3.692,66 pertence ao período declarado, para o que se promove a respectiva alocação, com a redução do débito lançado para R$3.751,37. 18 Nessas condições, à falta de apresentação de documentação hábil e idônea para comprovação do alegado erro de preenchimento da DCTF, mantémse o lançamento do principal, no valor remanescente de R$3.751,37, conforme legislação que regia a matéria época de ocorrência do fato gerador. (...) O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 06/07/2007. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 06/08/2007. No voluntário, o recorrente alega o que abaixo se transcreve (fl. 67): (...) A Recorrente cumpre religiosamente a obrigação de prestar informações por meio de DCTF, referente aos valores devidos a titulo de Tributos e Contribuições Federais e valores utilizados para sua efetiva quitação. Ocorre, que ao elaborar a DCTF relativa ao 2° trimestre de 1997, a Recorrente lançou indevidamente o valor de R$ 7.444,03 (sete mil, quatrocentos e quarenta e quatro reais e três centavos), débito este lançado no AI nº 2937426. Entretanto, o valor correto seria R$ 3.692,66 (Três mil, seiscentos e noventa e dois reais e sessenta e seis centavos), correspondentes ao IRRF do período de apuração 0106/1997. Houve por parte da Recorrente um equivoco ao elaborar a DCTF do referido período, quando lançou o valor de R$ 7.444,03 (sete mil, quatrocentos e quarenta e quatro reais e três centavos), no entanto, comprovou documentalmente o equivoco cometido, juntando aos autos deste processo administrativo a competente cópia de seu livro diário de cada pagamento efetuado, bem como cópias das referidas DARFs e da DCTF do período em referência, que o faz novamente (DOC IV) a fim de demonstrar sua regular situação diante deste respeitável órgão, não justificandose a mantença da r.decisão que condenou a Recorrente ao pagamento de R$ 3.751,37 (Três mil, setecentos e cinqüenta e um reais e trinta e sete centavos). Tal condenação é indevida, devendo ser reformada a decisão constante do referido Auto de Infração, pois a Recorrente apenas lançou erroneamente um valor. Não seria justo a Recorrente arcar com um débito que não a corresponde. A Recorrente é eximia cumpridora de suas obrigações financeiras, empresa idônea, que atua há mais de 65 anos no mercado, não se encontra em dificuldades financeiras e se o Fl. 108DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 valor da condenação imposta fosse cabido, não hesitaria, em nenhum momento, em saldálo. Descabido manter tal decisão, tendo em vista que o valor correspondente ao IRRF era de R$ 3.692,66 e não. R$ 7 444,03, :sendo que demonstrou a Recorrente que em nenhum momento houve máfé de sua parte, ocorrera apenas Um erro de digitação, não havendo em nenhum momento a intenção da Recorrente em deixar de recolher valor devido do tributo. (...) Juntou, como já fizera na impugnação, cópia do Livro Diário com os lançamentos do dia 11/06/1997 (fl. 86), data de vencimento dos tributos apurados na 1ª semana de junho de 1997 (fatos geradores de 01/06/1997, domingo, a 07/06/1997, sábado), e o DARF de R$ 3.692,66 (código 0561). É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 06/07/2007, sextafeira, e interpôs o recurso voluntário em 06/08/2007, dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 07/08/2007, terçafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. O recurso não merece prosperar. Explicase. A decisão recorrida já havia asseverado que a mera apresentação do DARF de pagamento de R$ 3.692,66 e a cópia do Livro Diário com os lançamentos contábeis do dia 11/06/1997 não seriam suficientes para afastar a imputação do fato gerador informado na DCTF no importe de R$7.444,03, código 0561 (Rendimentos do trabalho assalariado), pois o DARF e a escrituração de um único dia serviriam apenas para confirmar o lançamento contábil do próprio pagamento de R$ 3.692,66, sendo necessário apresentar a escrituração do livro Razão, contendo a conta de “Imposto a Recolher” do período, ou mesmo todas as páginas do Livro Diário contendo os lançamentos da semana 0106/1997 (fatos geradores de 01/06/1997 a 07/06/1997), como se vê no excerto da decisão recorrida abaixo (fl. 59): (...) 13 Relativamente ao débito de R$7.444,03, a impugnante afirma ter havido erro no registro respectivo, sendo que a quantia realmente devida seria de R$3.692,66, quitado tempestivamente, conforme cópia de Darf (fls. 24), que anexa ao feito. 14 A contribuinte juntou ao processo, além da guia de arrecadação, apenas a folha do Livro Diário em que consta o lançamento relativo ao pagamento do imposto (fls. 16), o que se revela insuficiente, posto que o próprio Darf confirmaria o recolhimento. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13819.001260/200208 Acórdão n.º 210202.201 S2C1T2 Fl. 3 5 15 O que seria necessário apresentar é a escrituração do livro Razão, contendo a conta de "Impostos a Recolher", ou mesmo todas as páginas do Livro Diário contendo os lançamentos da semana 0106/1997, para comprovar a efetiva retenção efetuada no período. Com a conta Impostos a Recolher do Livro Razão de junho de 1997 ou com os lançamentos do Diário de 01/06/1997 a 07/06/1997 se poderia comprovar o efetivo valor do IRRF – código 0561 (Rendimentos do trabalho assalariado) da 1ª semana de junho de 1997 e eventualmente cairia por terra o lançamento remanescente nesta instância. Porém o recorrente somente repisou que tinha informado o valor equivocado na DCTF e trouxe novamente a prova (cópia do Livro Diário com os lançamentos do dia 11/06/1997) que já havia sido juntada na impugnação e rechaçada pela Turma de Julgamento da DRJ. Ora, a Turma de Julgamento da DRJ já tinha asseverado que a prova juntada era insuficiente, por representar apenas o pagamento de R$3.692,66, este inclusive que já tinha sido acolhido pela Turma da DRJ para abater do imposto total de R$7.444,03, código 0561, da 1ª semana de junho de 1997, sendo necessária a comprovação de todos os lançamentos de IRRF – código 0561 da 1º semana de junho de 1997 ou mesmo a cópia do Livro Razão com os lançamentos da conta Impostos a Recolher de junho de 1997. Desse ônus probatório não se desincumbiu o recorrente. Com as razões acima, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 110DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 15374.001519/2001-23
Data da sessão: Fri Jun 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Jun 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 1996
Ementa: DECADÊNCIA,
Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4º do CTN.
Precedentes da CSRF.
Recurso especial não provido
Numero da decisão: CSRF/01-05.883
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Camara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . Vencidos os Conselheiros Luciano de Oliveira
Valença (Relator) e Mario Sergio Fernandes Barroso que deram provimento integral ao recurso contando o prazo decadencial pelo art, 17.3 do CTN. Designado para redigir o voto vencedor o
Conselheiro Antonio C os Guidoni Filho.
Nome do relator: Luciano de Oliveira Valença
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1996 Ementa: DECADÊNCIA, Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4º do CTN. Precedentes da CSRF. Recurso especial não provido
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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Camara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . Vencidos os Conselheiros Luciano de Oliveira Valença (Relator) e Mario Sergio Fernandes Barroso que deram provimento integral ao recurso contando o prazo decadencial pelo art, 17.3 do CTN. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Antonio C os Guidoni Filho.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-01T20:28:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-01T20:28:02Z; Last-Modified: 2011-03-01T20:28:03Z; dcterms:modified: 2011-03-01T20:28:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:8b4c03e6-383c-43c3-aea8-a8abddf5fe2c; Last-Save-Date: 2011-03-01T20:28:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-01T20:28:03Z; meta:save-date: 2011-03-01T20:28:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-01T20:28:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-01T20:28:02Z; created: 2011-03-01T20:28:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2011-03-01T20:28:02Z; pdf:charsPerPage: 1300; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-01T20:28:02Z | Conteúdo => N ONIO RAGA Presidente ANTONIO CARLOS IUID Redator Designado I FILHO CS RFTTO 1 Hs 343 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA TURMA Processo n° Recurso Matéria Acórdão n° Sessão de Recorrente Interessado 15374,001519/2001-23 1.39,009 Especial do Procurador IRPJ E OUTROS 01-05.883 23 de junho de 2008 FAZENDA NACIONAL VECTRA S/A PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 1996 Ementa: DECADÊNCIA, Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, § 4 0 do CTN. Precedentes da CSRF. Recurso especial não provido. Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Camara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . Vencidos os Conselheiros Luciano de Oliveira Valença (Relator) e Mario Sergio Fernandes Barroso que deram provimento integral ao recurso contando o prazo decadencial pelo art, 17.3 do CTN. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Antonio C os Guidoni Filho. Processo n° 15374 001519/2001-23 Acórao n ° 01-05..883 CSRF/1"01 Fls 344 Foimalizado em: O 8 F E- V 2011 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Clóvis Alves, Jose Carlos Passuello, Marcos Vinicius Neder de Lima, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandli e Hugo Correia Sotero. Ausentes, justificadamente os Conselheiros Carlos Alberto Gonçalves Nunes e Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. Processo n" 15.374 001519/2001-23 Acórdilo n " 01-05883 CSR.F/T01 Fls .345 Relatório A Fazenda Nacional, por intermédio de Procurador da Fazenda Nacional, inconformada corn a decisão consubstanciada no Acórdão n" 10.3-22,336, As 298/301, cientificada em 07/08/2006, interp6s Recurso Especial As 11. 303/320, instruido com os documentos As fl, 3211327, em 14/08/2006, corn fulcro no art., 5", I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (RICSRF), aprovado pela Portaria MF n" 55, de 16/03/1998, vigente A época. No acórdão recorrido, a Terceira Camara, por maioria de votos, acolheu a preliminar de decadência para o IRPJ, a CSL,L, e o PIS/Repique, dando provimento ao recurso . O voto condutor entendeu ser aplicável, para fins de contagem do prazo decaclencial, o disposto no art, 150, § 4', do Código Tributário Nacional (CTN). Transcrevo a ementa do acórdão referido: LANÇAMENTO DECADÊNCIA — PRECLUSÃO — A partir da vigência da Lei 8383/91 o lançamento é por homologação e o qiiinqüênio hábil el sua formalização se conta da data da ocorrência do . fato gerador. A MCC/11'011W asseverou, em resumo, que: • Não havendo antecipação de pagamento, inexiste o elemento material caracterizador de atividade realizada pelo obrigado, além do que tal ausência milita em desfavor do sujeito passivo, tendo em vista as disposições do §4 0 , do art. 150 do CTN. Nesse caso, o termo inicial do prazo clecadencial desloca-se para o art. 173 ; • Adicionalmente, em relação ao PIS e A CSLI_„ há, ainda, outro fundamento: o prazo para constituição dos créditos é de dez anos do art.. 45 da Lei IV 8212/91, não se aproveitando a discussão o fato de ser lei ordinária que se contrapõe ao CTN. Mediante o Despacho n° 103-0,109/2006, às fl. .328/329, o presidente da câmara recorrida deu seguimento ao recurso por entender atendidos os pressupostos legais de admissibilidade. Cientificado do acórdão, do recurso especial e do despacho em 29/11/2006, conforme extrato A fi. 3.31, o contribuinte apresentou contra-razões as fi, .332/335, onde, em resumo, alegou que: o acertada a decisão recorrida; e tanto pelo art. 150, §40, quanto pelo art. 17.3, I, ambos do CTN, estaria decaído o direito de constituir o crédito tributário relativo ao fato gerador 31/12/199; 3 Processo n" 15374 001519/2001-23 Acórdiio n " 01-05883 CSRF/TO I Hs .346 • a questão de não ter havido pagamento é irrelevante; • o art, 45 da Lei n° 8212/91 não é aplicável, vez que lei ordinária não pode afastar regra estabelecida em lei complementar.. o relatório, 4 Processo n° 15374 001519/2001-2.3 Acórdiio n " 01-05883 csurroll Hs 347 Voto Vencido Conselheiro LUCIANO DE OLIVEIRA VALENÇA, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. A questão submetida A apreciação deste colegiado consiste na pretensão da recorrente em ser afastada a decadência dos créditos tributários de TRH, de PIS/Repique e de CSLI.„ uma vez que, no seu entender, deve ser aplicado o disposto no art. 173, 1 do CTN, além do que, especificamente e adicionalmente para as contribuições, deve ser considerado o prazo do 45 da Lei n°8212/91. Quanta ao art, 45 da Lei IV 8212/91, Supremo Tribunal Federal aprovou a Súmula Vineulante n" 8, de 12/06/2008, que assim dispõe: São inconstitucionais o parágrafo (mica do artigo 5" do Decreto-lei 1 .569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8_212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Tal súmula vincula a administração direta federal, consoante o art. 2' da Lei n° 11.417/2006 abaixo transcrito, sendo, portanto, improcedente o recurso nesta parte: Art. 2' 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinca/ante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e õ administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como procedei. - õ sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei, Vencida essa questão, passo à análise da alegação pela aplicação do art. 173, I do CTN para fins de contagem do prazo deeadencial. Não há que ser discutido o fato de serem por homologação os lançamentos de TM, de PIS/Repique e de CSLL, sujeitando-se ao art. 150, § 4', do CTN. Contudo, o referido dispositivo deve ser analisado conjuntamente com o que dispõe o art, 149 do CTN, em seu inciso V: Art 149. 0 lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: ) V — quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade ci que se refere o artigo seguinte; (griP.O. 5 Sala das Sess5es, -de -de 2008, A. LUCIANO DE OLIVEIRA VALENÇA Processo re 15374 001519/2001-23 Acórdão n 01-05883 CSRF/TO I 11s 348 No caso em questão o contribuinte deixou de recolher/confessar os tributos devidos, restando evidente o descumprimento do art. 150 do CTN, não havendo, em conseqüência o que homologar. Cabe, então, a aplicação do art, 149, inciso V, para tins de constituir o crédito tributário relativo exclusivamente aos tributos não confessados/pagos por ele. Sendo de oficio o lançamento, há que se considerar o disposto no art, 173, I, do CTN: Art. 173. 0 direito de a Fazenda Páblica constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados — do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido *motto; Aplicando-se, pois, a regra acima para o fato gerador objeto dos lançamentos, .31/12/1995, resta considerar que o termo inicial da contagem do prazo decadencial efetivou-se em 01/01/1997, primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado (o lançamento somente poderia ter sido realizado em 1996). Então, o direito constituição dos créditos precluiu em .31/12/2001. Como a ciência do lançamento ocorreu em 25/04/2001, não há que se falar em decadência. Por todo o exposto, voto pelo provimento ao recurso da Fazenda Nacional para afastar a decadência do direito de constituir os créditos de IRPJ, de PIS/Repique e de CSLL e determinar a devolução dos autos para a Terceira Cãmara para que profira novo julgamento corn a devida análise do mérito, vez que superada a preliminar. 6 Process() n° 15374.001519/2001-23 Ac6rdilo n 01-05,1383 CSRF/T01 Fls 349 Voto Vencedor Conselheiro ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Redator Designado Cinge-se a controvérsia ao acolhimento pelo acórdão recolhido da preliminar de decadência para a constituição de créditos tributários cujos fatos geradores ocorreram em data posterior ao decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da ciência do lançamento pelo contribuinte. O recurso não merece provimento. 0 tema em referencia não comporta divagações, em vista da edição da Sórnula Vinculante de n. 08 pelo C. Supremo Tribunal Federal [que reconhece, corn efeitos erga omnes, a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei it 8.212/91] e da remansosa jurisprudência deste Colegiado sobre o tema [segundo a qual se reconhece a decadência do direito de o Fisco constituir créditos de tributos sujeitos a lançamento por homorlogação referentes a fatos geradores ocorridos anteriormente a 5 (cinco) anos contados da ciência do respectivo lançamento (CTN, artigo 150, § V), independentemente de ter sido realizado (ou não) o pagamento antecipado do tributo)], Verbis: 'SÃO INCONSTITUCIONAIS O PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO .5" DO DECRETO-LEI N" 1 „569/1977 E OS ARTIGOS 45 £46 DA LEI N" 8,212/1991, QUE TRATAM DE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO," CSLL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - A omissão no acórdão de ponto sobre o qual se deveria pronunciar a Turma justifica, nos termos do artigo 27 do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, o acolhimento dos embargos apresentados pela Procuradoria da Fazenda Nacional. CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO -Os tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa amoldam-se a sistemática de lançamento por homologação, prevista no art. 150 do Código Tributário Nacional (CTN). Desta forma, a contagem do prazo decadencial da MI se faz de acordo com esta lei nacional no que se refere à decadência, mais precisamente no § 4 0 do seu art. 150. Por outro lado, a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, instituida pela Lei n" 7.689/88, em conformidade com os arts. 149 e 195, 4", da Constituição Federal, tem a natureza tributária, consoante decidido pd.() Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de votos, no RE N" 146.733-9-SAO PAULO, o que implica na observância, dentre outras, ás regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988.. Expirado o prazo de cinco anos sem que autoridade .fazenddria se tenha pronunciado, homologado está o lançamento e definitivamente extinto o crédito tributário. A ausência de recolhimento não desnatura o lançamento, pois o que se homologa é a atividade não 7 Processo n° 15374 001519/2001-23 Acencldo n ° 01-05.883 CSRF/T01 Fls 350 exercida pelo sujeito passivo, do qual pode resultar ou não o recolhimento do tributo. Por unanimidade de votos, ACOLHEI? os embargos de declaração opostos, Om de suprir a omissão apontada e ratifi car o Acórdão n ." CSRF/ 01-04_556, de 18 de agosto de 2003. (Camara Superior de Recursos Fiscais' - CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05.533 em 19.09.2006, DOU 07.08.2007, Relator: Carlos Alberto Gonçalves Nunes — grifas nossos No mesmo sentido: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL/LL. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - DECADÊNCIA - CSLL - SUA NATUREZA TRIBUTARIA - APLICAÇÃO DO ARTIGO 1.50 DO CTN: A Contribuição social ,sobre o lucro liquido, institztida pela Lei n" 7.689/88, em conformidade com os arts. 149 e 19.5, 4", da Constituição Federal, tem a natureza tributaria, consoante decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, por unanimidade de votos, no RE N" 146. 7.33-9-SÃO P4ULO, o que implica na observância, dentre outras, as regras do art. 146, III, da Constituição Federal de 1988. Desta .forma, a contagem do prazo decadencial da CHI, se faz de acordo com o Código Tributário Nacional no que se refere à decadência, mais precisamente no art. 150, § 4. Recurso especial negado. Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mario Junqueira Franco Júnior e Manoel Antonio Gadelha Dias que deram proVinieni0 ao recurso. (Camara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-0.5..530 em 19,09,2006, DOU 07.08,2007, Relator: José Carlos Passuello grubs nossos) No mesmo sentido: CSL - Ex: 1993, CSLL, LANÇAMENTO. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO. ART 45 DA LEI IV' 8,21.2/91.. INAPLICABILIDADE. PREVALÊNCIA DO ART. 150, § 4 0, DO CTN, COM RESPALDO NO ARTIGO 146, IH, 'b', DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, A regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento. A CAL é tributo cuja legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, pelo que se amolda sistemática de lançamento denominada de homologação, onde a contagem do prazo decadencial desloca-se da regra geral (art. 173, do CTN) para encontrar respaldo no § 4', do artigo 150, do mesmo código, hipótese em que os cinco anos têm como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador É" inaplicável a hipótese dos autos o artigo 45, da Lei n° 8.212/91 que prevê o prazo de 10 anos como sendo o lapso decadencial, já que a natureza tributaria da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido assegura a aplicação do ,sç 4 0, do artigo 150 do CTN, em estrita obediência ao disposto no artigo 146, inciso 'b da Constituição Federal. Recurso especial negado. Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mario Junqueira Franco Júnior e Manoel Antonio Gadelha Dias que deram provimento ao recurso. (Camara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / Processo n" 15374,001519/2001-23 Acórdão n ° 01-05,883 CSRF/T01 Fls 351 ACÓRDÃO CSRF/ 01-0.5.489 em 20.062006, DOU 0608.2007, Relator. José Carlos Possue/lo grilbs nossos). No mesmo sentido: IRPJ DECADÊNCIA - AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - A classificação do lançamento, se por homologação e portanto com o prazo de decadência fixado pelo art. 150, parágrafo 4", do CTN, não depende do recolhimento do tributo . Tributo sujeito por homologação é aquele em que a lei estabelece ao contribuinte o dever de apurar e recolher o tributo independentemente de ato administrativo prévio.. Recurso especial negado. Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Cândido Rodrigues Neuber que deu provimento ao recurso (Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05.464 em 19..06..2006, DOU 06.08,2007, Relator: José Henrique Longo — grifos nossos) No mesmo sentido: DECADÊNCIA - CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DECADÊNCIA - TRIBUTOS ADMINISTRATIVOS PELA SRF A partir de janeiro de 1992, por força do artigo 38 da Lei n" 8,383/91, os tributos administrados pela SRF passaram a ser sujeitos ao lançamento pela modalidade homologação. O inicio da contagem do prazo decadencial o da ocorrência do fato gerador do tributo, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do § 4" do artigo 150 do CTN. Tendo o Plena do STF ..jti se manifestado sobre a obrigatoriedade de veiculagdo de normas regulando as matérias contidas no artigo 146-III da CF, serem complementares, pode o julgador administrativo se aliar à referida tese, aplicando-se o Código Tributário em detrimento de Lei Ordinária. (STF TRIBUNAL PLENO - RE 407190/RS - SESSÃO DE 27-10-2004), Recurso especial provido Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcos Vinicius Neder de Lima, Mário Junqueira Franco Júnior e Manoel Antonio Gadelha Dias que negaram provimento ao recurso. (Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / ACORDÃO CSRF/ 01-0.5.540 em 19.092006, DOU 07.08.2007, Relator: José Clóvis Alves — grifos nossos) No mesmo sentido: EMBARGOS DE DECLARAÇÁO - Constatada a omissão no acórdão, acolhem-se os embargos de declaração para supri-lá„ DECADÊNCIA - CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - A regra decadencial prevista no art. 45 da Lei 8.212/91 confronta cam a regra do art. 150, § 4°do Código Tributário Nacional e, assim, dentro do principio da hierarquia das leis e sendo aquela ordinária e esta complementar, não pode prevalecer. Embargos acolhidos. Por unanimidade de votos, ACOLHER os embargos de declaração oposto.s, a fini de suprir a omissão apontada no Acórdão " CSRF/ 01-04..555, de 09 de junho de 2003 e ratificar a decisão nele consubstanciada, (Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / ACOI?DÃO CSRF/ 01- 9 Processo n" 15374.001519/2001-23 Aeól (15o n." 01-05,883 CSRF/T01 Fis 352 05.438 em 21.03_2006, DOU 07.08.2007, Relator: Victor Luis de &Iles Freire — grifos nossos) No mesmo sentido: CSL DECADÊNCIA - ART 45 DA LEI N" 8212/91 - INAPLICABILIDADE - Por força do Art. 146, III, b, da Constituição Federal e considerando a natureza tributária das contribuições, a decadência para langamento de CSL deve ser apurada conforme o estabelecido no Art 150, § 4o, do CTN, con: a contagem do prazo de 5 (cinco) anos a partir do fato gerador. Recurso especial negado Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidas os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Junqueira Franco Júnior e Manoel Antonio Gadelha Dias que deram provimento ao recurso. (('âmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF I Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05,523 em 18.09.2006, DOU 07.08 2007, Relator. • Doriml Padova)) — grifos nossos) No mesmo sentido: CSL - DECADÊNCIA - ART 45 DA LEI N" 8212/91 - INAPLICABILIDADE Por . força do Art. 146, III, b, da Constituição Federal e considerando a natureza tributária das contribuições, a decadência para lançamento de CSL deve ser apurada conforme o estabelecido no Art. 150, § 4o, do CTN, com a contagem do prazo de 5 (cinco) anos a partir do fato gerador, ressalvado, porém, a ocorrência de dolo, .fraude ou simulação, em que o prazo se desloca para o primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (CTN• Art, 173, I. Recurso especial negado. Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso . Vencidos os Conselheiros Marcos Vinicius Neder de Lima, José Henrique Longo, Mário Junqueira Franco Júnior' e Manoel Antonio Gadelha Dias que deram provimento ao recurso. (Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF /Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05462 em 19 06,2006, DOU 07..08.2007, Relator Don vai Padovan grifos nossos) No mesmo sentido: LANÇAMENTO DECADÊNCIA CONTAGEM - Na vigência da Lei 8383/91 o lançamento se opera sob a forma de homologação e assim a regra para verificação de sua prechisão conta-se da forma do art. 150, § 4' do CTN, ou seja, do decurso do prazo de 5(cinco) anos da ocorrência do fato gerador. Recurso especial negado. Por- maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Cândido Rodrigues Neuber e Marcos Vinícius Neder de Lima que deram provimento ao recurso, (Camara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05,421 em 21,03 .2006, Publicado no DOU em; 07..08,2007, Relator; Victor Luis de Sal/es Freire — grifos nossos) No mesmo sentido: IRPJ - DECADÊNCIA - Resta pacificado pela CSRF o entendimento de que o lançamento do IRPJ, após a edição da Lei 8.383, conforma-se lo Process() n° 15374 001519/2001-23 Acárd5o n 01-05.883 CSR17/1-01 Ffs 353 aos ditames do artigo 1.50, .§ 4", do CTN, tendo o prazo decadencial, como dia "a quo", a data de ocorrência do fato gerador, Recurso especial negado. Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Cândido Rodrigues Neuber que deu provimento ao recurso. (Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05.498 em 20,06,2006, DOU 06.08.2007, Relator: Mário Junqueira Franco Júnior grifos nossos) No mesmo sentido: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - DECADÊNCIA - IRPJ - O imposto de renda pessoa jurídica se submete à modalidade de lançamento por homologação, eis que é exercida pelo contribuinte a atividade de determinar a matéria tributável, o cálculo do imposto e pagamento do quantum devido, independente de notificação, sob condição resolutária de ulterior homologação. Assim, o fisco dispõe de prazo de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do ,fato gerador' para homologá-lo ou exigir seja complementado o pagamento antecipadamente efetuado, caso a lei não tenha fixado prazo diferente e não se cuide da hipótese de sonegação, fraude ou conluio (ex vi do disposto no parágrafo 4 0 do artigo 150 do CTN). A ausência de recolhimento do imposto não altera a natureza do lançamento. Recurso especial negado Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso.. Vencidos os Conselheiros Cândido Rodrigues Neither e Marcos ViniCht5 Neder de Lima que deram provimento ao recurso. (Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF / Primeira Turma / ACÓRDÃO CSRF/ 01-05.427 em 21,03..2006, DOU 06.08.2007, Relator: José Carlos Pas,suello — grifos nossos). No mesmo sentido: 1RPJ - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - A partir do ano-calendário de 1992, exercício de 1993, por . força das inovaçães da Lei n" 8.383, de 30/12/91, o contribuinte do Imposto de Renda passou a ter a obrigação de pagar o imposto, independentemente de qualquer ação da autoridade administrativa, cabendo-lhe verificar a ocorrência do .fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular e, por ,fim, pagar o montante do tributo devido, se desse procedimento houvesse tributo a ser pago. E isso porque ao cabo dessa apuração o resultado poderia ser deficitário, nulo ou superavitcirio (CTN art. 150, § 4"). Amoldou-se, assim, er natureza dos impostos sujeitos a lançamento por homologação a ser feita, expressamente ou por decurso do prazo decadencial estabelecido no art. 150, § 4", do Código Tributário Nacional. No caso concreto, a empresa declarou o imposto referente ao ano calendário de 1996 pelo lucro real anual, e o .fato gerador da obrigação tributária ocorreu em 31/12/96 e, como a ciência do auto de infração que lançou o tributo se ,fez em 19/02/2002, decaiu o direito da Fazenda Nacional. Recurso especial negada Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, e Cândido Rodrigues Neuber que deram provimento ao recurso. (Camara Superior' de Recursos Fiscais CSRF / Primeira Turma /ACÓRDÃO CSRF/ 01-05..410 cm 20.03 2006, 1 1 ANTONIO CA NI FILHO Processo II' 15 .374.001519/2001-23 Acórdão n 01-05,883 CSRF/T01 Fls 354 Publicado no DOU em: 16.07,2007, Relator: Carlos Alberto Gonçalves Nunes — grifos nossos). No mesmo sentido: IRPJ DECADÊNCIA - A regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento. Se a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, o tributo amolda-se à sistemática de lançamento denominada de homologação, onde a contagem do prazo decadencial dá-se na forma disciplinada no ,§ 4" do artigo 150 do CTN, hipótese em que os cinco anos tent como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador. Recurs° especial negado.Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Cândido Rodrigues Neither que deu provimento ao recurso.. (Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF / Primeira Turma / ACORDÂÓ CSRF/ 01- 05.446 em 21.03..2006, Publicado no DOU em; 16.072007, Relator.' Dorival Padovan grifos nossos). Por tais fundamentos, e consideradas as datas dos fatos geradores das exigências de ciência pelo contribuinte do auto de infração (citadas no relatório), voto no conhecer do recurso especial int -posto pela Fazenda Nacional para, no mérito, lançadas e sentido de negar-lhe provimento. 12
score : 1.0
Numero do processo: 10680.012193/2005-14
Data da sessão: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
ANO-CALENDÁRIO: 2004
DCTF/2004. IMPOSSIBILIDADE DE ENTREGA NA DATA FIXADA. ENVIO DE DCTF, ACOPLADA EM CD, VIA POSTAL. ACOLHIMENTO. FALHA NOS SERVIÇOS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES. CULPA ADMINISTRATIVA. EMPREGO DA EQÜIDADE AO CASO. INCABÍVEL A IMPOSIÇÃO DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-35.582
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Heroldes Bahr Neto
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS ANO-CALENDÁRIO: 2004 DCTF/2004. IMPOSSIBILIDADE DE ENTREGA NA DATA FIXADA. ENVIO DE DCTF, ACOPLADA EM CD, VIA POSTAL. ACOLHIMENTO. FALHA NOS SERVIÇOS DE RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES. CULPA ADMINISTRATIVA. EMPREGO DA EQÜIDADE AO CASO. INCABÍVEL A IMPOSIÇÃO DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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Numero do processo: 10840.000222/2004-26
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: MULTA POR ATRASO NA APRESENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL - TITULAR DE EMPRESA INDIVIDUAL COM SITUAÇÃO CADASTRAL DE EMPRESA INAPTA - OBRIGATORIEDADE - INAPLICABILIDADE - Descabe a aplicação da multa prevista no art. 88, inciso II, da Lei nº. 8.981, de 1995, quando ficar comprovado que a empresa na qual o contribuinte figura, como sócio ou titular, se encontra na situação de inapta, por omissão contumaz, já que inexistente para fins fiscais, desde que não se enquadre em nenhuma das demais hipóteses de obrigatoriedade.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/04-00.539
Decisão: ACORDAM os membros da quarta turma da Câmara Superior de recursos fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho
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Numero do processo: 10932.000403/2008-57
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITAS.
Em se tratando de presunção legal de omissão de receitas, cabe ao Fisco comprovar a ocorrência do fato indiciário, sem o que não se admite presumir haver ocorrido o fato probandum.
Numero da decisão: 1201-000.759
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso de ofício.
(documento assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente convocado), Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, Gilberto Baptista (Suplente convocado) e João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITAS. Em se tratando de presunção legal de omissão de receitas, cabe ao Fisco comprovar a ocorrência do fato indiciário, sem o que não se admite presumir haver ocorrido o fato probandum.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente convocado), Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, Gilberto Baptista (Suplente convocado) e João Carlos de Lima Junior.
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL. OMISSÃO DE RECEITAS. Em se tratando de presunção legal de omissão de receitas, cabe ao Fisco comprovar a ocorrência do fato indiciário, sem o que não se admite presumir haver ocorrido o fato probandum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente convocado), Marcelo Cuba Netto, Rafael Correia Fuso, Gilberto Baptista (Suplente convocado) e João Carlos de Lima Junior. Relatório Tratase de recurso de ofício proposto nos termos do art. 34, I, do Decreto nº 70.235/72, contra o acórdão nº 1422.177 exarado pela 3ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto SP. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 2. 00 04 03 /2 00 8- 57 Fl. 967DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 3 2 Por bem descrever os fatos litigiosos objeto do presente processo, tomo de empréstimo o relatório contido na decisão de primeiro grau (fl. 953 e ss.): Em ação fiscal procedida na empresa supra, segundo consta da descrição dos fatos, foi apurada omissão de receitas, no ano calendário de 2003, caracterizada pela não contabilização de compras e seus pagamentos conforme termo de verificação e constatação fiscal de fls. 874/875. O crédito tributário lançado totalizou R$ 3.011.002,23 (três milhões e onze mil e dois reais e vinte e três centavos), conforme demonstrativo de fl. 2, tendo sido lavrados os seguintes autos de infração: (...) O termo de verificação e constatação fiscal de fls. 874/875 descreve detalhadamente a ação fiscal, esclarecendo tratarse de auditoria do IRPJ, opção de apuração na forma de lucro presumido do anocalendário de 2003, referente à operação "Clientes X Fornecedores — Compras. Apurouse que a interessada é empresa industrial dedicada ao ramo da industrialização e comercialização de produtos metalúrgicos e que, confrontando os registros efetuados nos livros Registro de Entradas, Apuração de IPI, Diário e Razão com as notas fiscais de aquisição/entrada de insumos, constatou se que as notas fiscais estavam registradas, mas que seus montantes e registros não correspondem ao montante de vendas á. contribuinte, indicado por terceiros em suas respectivas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), situandose aquém dos valores informados pelos fornecedores. Selecionaramse nos sistemas de informação da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) os maiores fornecedores da contribuinte, destacandose 6 (seis), que foram intimados a apresentar uma listagem das vendas à contribuinte, relacionando individualmente as notas fiscais (NF) de venda, data de emissão, número de série, Código Fiscal de Operações (CFOP) e os valores totais dos produtos, do IPI e da nota fiscal (fl. 32). Recebidas as informações dos fornecedores (fls. 33/768) e confrontandoas com os livros da contribuinte (fls. 769/832), constatouse que efetivamente não constam dos seus registros todas as vendas informadas pelos fornecedores, conforme planilha de fls.824/837. Tais fatos foram expostos no termo de constatação e solicitação de esclarecimentos de fl. 838, do qual foi a contribuinte intimada, juntamente com a planilha de fls. 838/850, na qual foram expurgadas as vendas cujos registros das NF foram encontrados nos livros da contribuinte. A contribuinte respondeu à intimação informando não haver localizados as NF listadas e acrescentando desconhecêlas (fl. 851). Houve nova intimação para que a contribuinte Fl. 968DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 4 3 esclarecesse a ausência dos registros de suas compras, comprovando a origem dos recursos empregados para tanto (fl. 852), repetindo ela a mesma resposta anterior, acrescentando que poderia ter havido um "pequeno descompasso" entre a escrita fiscal/contábil e a relação de notas listadas (fl. 853). Não havendo ulterior manifestação da contribuinte, entendeu o autuante que se configurou a omissão de compras, nada lhe restando senão lavrar os autos de infração. Entendendo que as ações e conduta da contribuinte têm conotação de inequívoca intenção de suprimir e/ou reduzir tributo/contribuição por meio de omissão ou alteração de informação e documentos fiscais e, conseqüentemente, a contribuinte teria incorrido em crimes previstos na Lei n° 8.137, de 1990, arts. 1º e 2º, impôs o autuante a multa qualificada de 150% (cento e cinqüenta por cento), bem como elaborou representação fiscal para fins penais. Notificada do lançamento em 03/11/2008, conforme autos de infração, a interessada, por seu representante legal, ingressou, em 02/12/2008, com a impugnação de fls. 907/925, alegando, em suma: • Preliminarmente, cerceamento do direito de defesa, pois não foram fornecidos juntamente com o auto de infração todos os documentos que ensejaram a autuação; • Por desconhecer o inteiro teor dos demais quadros demonstrativos citados no termo de verificação e constatação fiscal e demais documentos, dirigiuse à Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em São Bernardo do Campo para solicitar cópia integral do processo administrativo e não obteve êxito, haja visto ter sido informada que o fornecimento das cópias só poderia ser feito após 15 (quinze) dias e, caso aguardasse o prazo, ficaria impossibilitada de apresentar a impugnação tempestivamente; • A repartição fiscal, ao deixar de fornecer as cópias reprográficas dentro do prazo legal para apresentação da impugnação, impediua de ter conhecimento do inteiro teor da autuação, em prejuízo ao contraditório e ampla defesa, em violação à Constituição Federal (CF), arts. LIV e LV; • Inaplicabilidade da multa qualificada, pois o fato de não ter apresentado declaração que reflita as supostas presunções de omissão de receitas não corresponde automaticamente a conduta cujo tipo está previsto no dispositivo mencionado nos autos, pois o fato gerador permaneceu e permanece devidamente exposto nos sistemas de coletas da RFB, isto é, não se escondeu ou omitiu fato já de conhecimento prévio da Receita Federal, que recebe essas informações advindas de coletas junto às grandes empresas para posterior cruzamento com as DIPJ; Fl. 969DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 5 4 • O que ocorreu foi uma simples apresentação de DIPJ com informações inexatas e, nesse contexto, não há de se falar em fraude; • A palavra dolosa traz grande diferença na interpretação do dispositivo, pois, ainda que se entenda que do ato ou omissão da empresa decorra, de algum modo, a diminuição total ou parcial do tributo, ou ainda seu diferimento indevido, deve ser demonstrada a intenção do agente nesse sentido, ou seja, a fraude deve ser comprovada e deve ser apresentada com a precisa descrição dos fatos para aplicação da multa qualificada; • A receita apurada e tributada encontrase no campo das presunções legais, portanto não poderia ter tratamento como um procedimento eivado de dolo, fraude ou simulação; • Decadência de parte dos créditos tributários constituídos, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN), art. 150, § 4º, relativamente ao IRPJ e CSLL dos três primeiros trimestres sob autuação, uma vez que a ciência se deu em 03/11/2008, aplicandose também o mesmo entendimento ao PIS e à Cofins, dos períodos de apuração de janeiro a outubro de 2003; • No mérito, segundo o art. 527 do RIR11999, para se manter habilitada opção pelo lucro presumido, a pessoa jurídica deve manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial, donde se conclui que todas as transações realizadas devem estar devidamente escrituradas, e deve ainda manter livro Registro de Inventário, devidamente escriturado com os estoques existentes no término do anocalendário; • Contrariamente a essa legislação, descreve o autuante no termo de verificação e constatação fiscal que a impugnante não escriturou em seus livros diversas notas fiscais de aquisição de insumos de vários fornecedores, não ficando difícil de se concluir que sua escrita contábil e fiscal denotase imprestável para efeito de opção pelo lucro presumido; • Mesmo assim, no decorrer da ação fiscal, a impugnante jamais foi intimada a regularizar sua escrituração para que pudesse se manter na opção manifestada pelo lucro presumido durante o anocalendário de 2003; • Como a atividade da autoridade fiscal deve sempre estar vinculada à legislação pertinente, dela jamais podendo se desviar, surpresa ficou com a ciência do crédito tributário constituído do IRPJ com a manutenção das supostas omissões de receitas na modalidade de tributação pelo lucro presumido; • Sua escrituração contábil e fiscal encontrase em perfeitas condições para manterse na opção pelo lucro presumido e, por conseqüência, todas as notas fiscais acostadas aos autos encontramse corretamente escrituradas, senão outro procedimento deveria ter sido tomado pelo auditor; Fl. 970DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 6 5 • Não foram aprofundados os procedimentos de auditoria, visto que não se comprovaram quaisquer pagamentos de fornecedores sem o devido registro contábil, mesmo com um processo bastante volumoso em páginas e com ajuntada de dezenas de notas fiscais; • O lançamento requer prova segura da ocorrência do fato gerador do tributo e, tratandose de atividade plenamente vinculada (CTN, arts. 3º e 142), cumpre à fiscalização realizar as inspeções necessárias à obtenção dos elementos de convicção e certeza, indispensáveis à constituição do crédito tributário; • Havendo dúvida sobre a exatidão dos elementos em que se baseou o lançamento, a exigência não pode prosperar, por força do disposto no CTN, art. 112; • Com todas as incertezas relativas à constituição do lançamento, fica ainda mais patente a inaplicabilidade da multa qualificada de 150%, visto que jamais praticou qualquer crime doloso de fraudar, na tentativa de retardar ou impedir a ocorrência do fato gerador; • Uma vez verificado o descompasso ou erro de descrição dos fatos auditados perante o dispositivo legal invocado corno infringido pela autoridade lançadora, não de pode dar guarida a tal vicio formal, que contamina, irremediavelmente, o lançamento, em dissonância ao quanto determinado pelo art. 10, IV, do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972; • O entendimento emanado em decisão relativa ao auto de infração do IRPJ é aplicável as demais contribuições dele decorrentes e ao IPI, em virtude da intima relação de causa e efeito que os vincula; • Inaplicabilidade da taxa Selic como taxa de juros morat6rios incidentes sobre débitos de natureza fiscal, dada sua natureza remuneratória, sob pena de ofensa ao conceito jurídico e econômico de juros de mora e de ferir os mandamentos contidos no § 1º do art. 161 do CTN. Requereu, preliminarmente, pela insubsistência dos autos de infração por cerceamento de defesa, pela não caracterização de fraude e desqualificação da multa de 150% para 75% e, conseqüentemente, reconhecimento da decadência parcial arguida de todos os créditos tributários constituídos; no mérito, pela improcedência total do auto de infração, com a extinção do crédito tributário nele consubstanciado e pela não aplicação da taxa de juros Selic; por fim, com fulcro no art. 16, § 4º, do PAF, pela juntada posterior dos documentos comprobat6rios do direito alegado. Apreciadas as razões de defesa a DRJ de origem julgou improcedente o lançamento, em decisão assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Fl. 971DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 7 6 Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RECEITAS. OMISSÃO DE COMPRAS. NÃO COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTOS REALIZADOS. Para que se presuma a omissão de receitas com base em falta de escrituração das compras, é imprescindível a comprovação do seu efetivo pagamento e não contabilização. Por haver exonerado a contribuinte do pagamento de tributos e encargos de multa em montante superior ao limite de alçada, o órgão a quo submeteu sua decisão ao duplo grau de jurisdição. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso de ofício atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Da Omissão de Receitas O lançamento fiscal teve como alicerce o abaixo transcrito art. 40 da Lei nº 9.430/96: Art.40. A falta de escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica, assim como a manutenção, no passivo, de obrigações cuja exigibilidade não seja comprovada, caracterizam, também, omissão de receita. Por sua vez, ao examinar a legalidade da exigência o órgão de primeiro grau assim se pronunciou: (...) Feitas tais digressões, no nosso caso, considerandose que os fatos geradores em relação aos quais foi formalizada a exigência fiscal se referem ao ano de 2003, cumpre observar que na descrição dos fatos, contida no termo de verificação e constatação fiscal, não existe registro do fato de o autuante ter buscado informações, junto aos fornecedores, sobre pagamentos efetuados pela impugnante a estes, nem ter verificado, na contabilidade da defendente, os lançamentos relativos às suas liquidações. Logo a simples comprovação da falta de escrituração da compras não é suficiente para caracterizar a omissão de receitas. O que permite a presunção de omissão de receita não é o simples fato de as compras não estarem contabilizadas, mas, sim, seu pagamento com recursos não contabilizados, porque, se Fl. 972DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10932.000403/200857 Acórdão n.º 1201000.759 S1C2T1 Fl. 8 7 o pagamento estiver contabilizado, mesmo que as compras respectivas não o estejam, não se evidencia omissão de receitas. (...) No caso em concreto, a fiscalização traz como ponto nuclear da autuação, não a falta de escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica, e sim a falta de escrituração de notas fiscais fornecidas pelo fornecedor. Concluindo, para que restasse caracterizada a omissão de receitas, deveria a autoridade fiscal ter verificado se os pagamentos não estavam escriturados, independentemente das compras estarem ou não contabilizadas, atendendo ao disposto na Lei n°9.430, de 1996, art. 40. Não há reparos a fazer na decisão de primeira instância. Em se tratando de presunção legal de omissão de receitas, cabe ao Fisco comprovar a ocorrência do fato indiciário, sem o que não se admite presumir haver ocorrido o fato probandum. Em outras palavras, não havendo a fiscalização se desincumbido do ônus de comprovar a “falta de escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica”, não poderia ter presumido a ocorrência de omissão de receitas. 3) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 973DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/12/2012 p or FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por MARCELO CUBA NETTO
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Numero do processo: 10865.900385/2008-56
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 15/04/2000
BASE DE CÁLCULO. SAÍDAS DE PRODUTOS EM BONIFICAÇÃO NÃO DEPENDENTES DA IMPLEMENTAÇÃO DE QUALQUER CONDIÇÃO. EXCLUSÃO PERMITIDA. PAGAMENTO A MAIOR CONFIRMADO PARCIALMENTE.
Equiparam-se aos descontos concedidos incondicionalmente a que alude a exclusão legal permitida da base de cálculo das contribuições devidas ao PIS/Pasep e à Cofins as bonificações perfeitamente identificadas com as notas fiscais de venda a que se referiram, ainda que não tenham constado desta, mas, sim, em outro documento fiscal apartado, emitido imediatamente.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3401-001.957
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que negava provimento.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Odassi Guerzoni Filho - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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SAÍDAS DE PRODUTOS EM BONIFICAÇÃO NÃO DEPENDENTES DA IMPLEMENTAÇÃO DE QUALQUER CONDIÇÃO. EXCLUSÃO PERMITIDA. PAGAMENTO A MAIOR CONFIRMADO PARCIALMENTE. Equiparamse aos “descontos concedidos incondicionalmente” a que alude a exclusão legal permitida da base de cálculo das contribuições devidas ao PIS/Pasep e à Cofins as “bonificações” perfeitamente identificadas com as notas fiscais de venda a que se referiram, ainda que não tenham constado desta, mas, sim, em outro documento fiscal apartado, emitido imediatamente. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que negava provimento. Júlio César Alves Ramos Presidente Odassi Guerzoni Filho Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 03 85 /2 00 8- 56 Fl. 375DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Tratase de processo que retorna a julgamento em face da conclusão da diligência que deliberáramos por meio da Resolução nº 340100.081, de 27/10/2010. Ocorreu que, em face do Despacho Decisório Eletrônico que indeferiu o Pedido de Restituição de parte da Cofins recolhida em abril de 2000, período de apuração de março de 2000, a interessada esclarecera em sua Manifestação de Inconformidade que o pagamento a maior tinha origem no fato de ter deixado de excluir da base de cálculo da contribuição daquele período o valor correspondente ao montante das “bonificações” concedidas a clientes. Naquela ocasião, invocara a aplicação da regra contida no inciso I, do parágrafo 2º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, segundo a qual, para fins de determinação da base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, podem ser excluídos os “descontos incondicionais concedidos”, ou seja, defendeu a equiparação das “bonificações” aos “descontos incondicionais”. Após a conclusão de diligência por ela própria determinada, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão PretoSP indeferiu os termos da Manifestação de Inconformidade por entender que “As bonificações concedidas em mercadorias configuram descontos incondicionais, podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Cofins, apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento”. (grifei) A decisão recorrida fundamentouse integralmente nos termos da Solução de Consulta proferida pela Divisão de Tributação da 8ª Região Fiscal, de nº 183, em 27 de maio de 2009, ou seja, a pretensão da interessada [de ver reconhecido um pagamento a maior por ter incluído na base de cálculo da contribuição os valores das bonificações de mercadorias a clientes] foi rejeitada por entender aquele Colegiado que as bonificações não poderiam ter o mesmo tratamento dos descontos incondicionais (exclusão da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins) e isso pelo fato de, no presente caso, e consoante a documentação acostada ao processo em face de diligência por ela própria, DRJ, requisitada, não terem as bonificações constado da nota fiscal de venda, ou seja, por terem constado de uma nota fiscal própria [bonificação], emitida posteriormente. Depreendese do voto da DRJ que o reconhecimento da “incondicionalidade” do desconto, no caso, representado pela “bonificação”, depende fundamentalmente da inexistência de qualquer hiato entre as duas modalidades de saída de mercadorias [venda e bonificação]; isto é, para a instância de piso a bonificação somente se caracterizaria como um desconto incondicional se constasse do corpo da própria nota fiscal de venda. Por seu turno, a Recorrente argumentou que a emissão apartada dos documentos fiscais decorrera de uma questão meramente formal, não podendo tal “hiato” dar azo ao cumprimento de qualquer condição. Até porque, ressaltou ela, as notas fiscais de bonificação eram emitidas na sequência imediata à das notas fiscais de venda, dandose conjuntamente a saída das mercadorias do estabelecimento. Aduziu ainda a Recorrente que a bonificação ocorre quando há um abatimento no preço de venda normalmente praticado, ou quando é entregue mercadorias em Fl. 376DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10865.900385/200856 Acórdão n.º 3401001.957 S3C4T1 Fl. 363 3 quantidade superior ao pago pelo comprador, situação esta ocorrida no presente caso, em que não recebeu qualquer valor por conta das bonificações, as quais se revestiram de mero apelo comercial. Daí, a seu ver, as razões pelas quais entende que tal operação equivale a de descontos incondicionais. Outro argumento trazido pela Recorrente é o de que, nos termos do decidido pelo STF no RE nº 170.555PE, a base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins é a “receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza”, de sorte que, a seu ver, a forma pela qual a concessão da bonificação é documentada tornase irrelevante, dado o fato não corresponder à hipótese de incidência dessas contribuições visto que não recebe qualquer valor nesta operação. Neste ponto, colacionou decisão do TRF da 1ª Região. Invocou, por fim, a Recorrente, que eventuais normais infralegais não poderiam alargar a hipótese de incidência constitucionalmente eleita, mormente porquanto o inciso I do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, deixa claro que devem ser excluídos da receita bruta os descontos incondicionais. Acolhendo minha proposição, esta Turma, com outra composição [o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho era o Presidente], resolveu converter o julgamento em diligencia para que se verificasse junto às notas fiscais de bonificação de que forma as mesmas se relacionavam com as notas fiscais de venda, ou seja, se havia a “incondicionalidade” reclamada pela instância julgadora. Fora então referida Resolução assim elaborada: Por todo o exposto e, em observância aos princípios da legalidade e da verdade material, e, ainda, ao disposto no artigo 29 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 19723, voto por converter o julgamento em diligência para que a Unidade de origem informe a este Colegiado: a) se as notas fiscais de bonificação do período de apuração em discussão estão realmente relacionadas às notas fiscais de venda emitidas no momento imediatamente anterior, ou seja, se, em relação às notas fiscais de venda a que se referem, indicam o mesmo cliente, a mesma data, o mesmo produto, o mesmo transportador, as mesmas placas dos veículos e o mesmo horário de saída; e b) para as notas fiscais de bonificação efetivamente caracterizadas como uma espécie de “descontos incondicionais” (o que se conclui a partir da resposta positiva a todos os quesitos da letra “a” acima), apurar o seu total, calcular o valor da Cofins correspondente e utilizálo no procedimento de compensação indicado pela interessada na Dcomp objeto deste processo, informando a este Colegiado o resultado do encontro de contas. O Relatório de Diligência Fiscal atestou que uma parte apenas daquele montante das bonificações preencheu aos quesitos indicados na letra “a” da Resolução, de sorte que a Cofins correspondente, no valor de R$ 1.085,62, poderia ser reconhecida em favor da interessada como originária de um recolhimento a maior. Cientificada dos termos em que elaborado o Relatório de Diligência Fiscal, a interessada não se manifestou. No essencial, é o Relatório. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho A discussão aqui se cinge a se as “bonificações” concedidas pela empresa a seus clientes, o que se dava na forma de entrega de mercadorias em quantidade superior ao valor pago por elas e mediante a emissão de nota fiscal destacada da venda à qual se referia, podem ser equiparadas como “descontos incondicionais concedidos” para fins da exclusão da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins de que trata o inciso I, do parágrafo 2º, do art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Conforme já constara do voto em que resultou na Resolução alhures mencionada, a própria Administração Tributária, por meio de sua Coordenação do Sistema de Tributação, emitiu entendimento acerca do tratamento fiscal a ser dado para as “bonificações” em relação ao imposto de renda das pessoas jurídicas, o que se deu no Parecer CST/SIPR nº 1.386, de 1982, trechos abaixo transcritos: Bonificação significa, em síntese, a concessão que o vendedor faz ao comprador, diminuindo o preço da coisa vendida ou entregando quantidade maior que a estipulada. Diminuição do preço da coisa vendida pode ser entendido também como parcelas redutoras do preço de venda, as quais, quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento, são definidas, pela Instrução Normativa SRF n° 51/78, como descontos incondicionais, os quais, por sua vez, estão inseridos no art. 178 do RIR/80. Isto pode ser feito computandose, na Nota Fiscal de venda, tanto a quantidade que o cliente deseja comprar, como a quantidade que o vendedor deseja oferecer a título de bonificação, transformandose em cruzeiros o total das unidades, como se vendidas fossem. Concomitantemente, será subtraída, a título de desconto incondicional, a parcela, em cruzeiros, que corresponde à quantidade que o vendedor pretende ofertar, a título de bonificações, chegandose, assim, ao valor líquido das mercadorias. Entretanto, ressaltese que, se as mercadorias forem entregues gratuitamente, a título de mera liberalidade, sem qualquer vinculação com a operação de venda, o custo dessas mercadorias não será dedutível na determinação do lucro real. E a citada IN nº 51/78, dispõe: 4.2 Descontos incondicionais são parcelas redutoras do preço de venda, quando constarem da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependerem de evento posterior à emissão desses documentos. (..) Esse entendimento da Administração Tributária também foi estendido para o PIS/Pasep e a Cofins, consoante se verifica nas “Perguntas e Respostas”, disponibilizado no site da Receita Federal do Brasil na internet1, cujo texto transcrevo: 370 As bonificações concedidas em mercadorias compõem a base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins? 1 http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/dipj/2004/pergresp2004/pr363a430.htm Fl. 378DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10865.900385/200856 Acórdão n.º 3401001.957 S3C4T1 Fl. 364 5 Os valores referentes às bonificações concedidas em mercadorias serão excluídos da receita bruta para fins de determinação da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, somente quando se caracterizarem como descontos incondicionais concedidos. Descontos incondicionais, de acordo com a IN nº 51, de 1978, são as parcelas redutoras do preço de venda, quando constarem da nota fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Portanto, neste caso, as bonificações em mercadoria devem ser transformadas em parcelas redutoras do preço de venda, para serem consideradas como descontos incondicionais e conseqüentemente excluídas da base de cálculo das contribuições. (destaques do original) Para o Fisco, portanto, para que as bonificações possam ser excluídas da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, há que de serem caracterizadas como os descontos incondicionais concedidos assim definidos na IN SRF nº 51, de 1978, isto é, atenderem a duas condições: a primeira, de que constem da nota fiscal de venda dos bens; e, a segunda, de que não dependam de evento posterior à emissão desse documento. No presente caso, o resultado da diligência demonstra que, não obstante as bonificações não tenham constado do corpo das notas fiscais de venda, uma parte delas teve a sua emissão na mesma data, ao mesmo cliente, com numeração sequencial imediata, envolveu o mesmo produto [com ressalvas feitas pela fiscalização quanto às referências dos mesmos, o que, para mim se mostra irrelevante], o mesmo transportador e as mesmas placas dos veículos transportadores. Sob essas condições, portanto, não vejo como elas possam ter ficado na dependência de evento posterior à emissão da nota fiscal de venda, o que permite que possam ser caracterizadas como “descontos incondicionais concedidos”, mostrandose irrelevante, porquanto não fundada em lei, o preenchimento da condição de que constem da própria nota fiscal de venda e não de um documento em separado desta. De outra parte, e tendo a Recorrente quedado inerte, não se reconhece tais características para a parte das bonificações que não puderam ser relacionadas a um mesmo cliente, a um mesmo produto etc. Alem disso, não se tem notícia nos autos, ao contrário, de que a interessada tenha sido paga pelas mercadorias entregues em “bonificação”, situação essa que se lhe retira a característica de integrante da “receita bruta” a que alude a hipótese de incidência das contribuições. Pelo exposto, voto pelo provimento parcial ao recurso para reconhecer a existência de pagamento a maior no recolhimento da Cofins do período de apuração de março de 2000, no valor original de R$ 1.085,62, nos termos da diligência fiscal. Odassi Guerzoni Filho Relator Fl. 379DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 6 Fl. 380DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10711.008564/00-29
Data da sessão: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 17/10/1997, 31/10/1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.
Comprovada a obscuridade da decisão recorrida e erro no relatório quanto aos fatos dos autos, devem ser acolhidos os embargos de declaração para anular a decisão embargada, determinando-se que nova decisão seja proferida para sanar o vício apontado.
Embargos de Declaração Conhecidos e Acolhidos.
Numero da decisão: 3102-000.213
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar
conhecimento e dar provimento aos embargos para anular o acórdão proferido.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 17/10/1997, 31/10/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Comprovada a obscuridade da decisão recorrida e erro no relatório quanto aos fatos dos autos, devem ser acolhidos os embargos de declaração para anular a decisão embargada, determinando-se que nova decisão seja proferida para sanar o vício apontado. Embargos de Declaração Conhecidos e Acolhidos.
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OBSCURIDADE. Comprovada a obscuridade da decisão recorrida e erro no relatório quanto aos fatos dos autos, devem ser acolhidos os embargos de declaração para anular a decisão embargada, determinando-se que nova decisão seja proferida para sanar o vício apontado. Embargos de Declaração Conhecidos e Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento e dar provimento aos embargos para anular o acórdão proferido. M ' RW(AtHE • ' I t.' AinI0i~ - Presidente , h /\aA, cR23 .. I II O , \ - de 41~, C3 :- MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA — Relatá , EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Traj ano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. 1 Relatório Na sessão de 14 de outubro passado este processo entrou em pauta para julgamento do respectivo recurso voluntário, cujo resultado ensejou o Acórdão 302-39.845. Na oportunidade, após um breve relato dos fatos e das razões recursais, o Colegiado negou conhecimento ao recurso, na forma do voto condutor deste relator. Tendo sido, naquela oportunidade, adotada ementa nos seguintes termos: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PRODUTO. ÔNUS DA PROVA. A autoridade fiscal, quando promove a reclassificação de produto importado deve demonstrar de forma irrefutável a irregularidade cometida pelo contribuinte ou seu equívoco. Como o ônus da prova recai sobre o acusador, havendo dúvida sobre a correta identificação do produto, deve prevalecer a classificação original do mesmo, na forma que consta nos documentos de importação, trabalhando a presunção em favor do contribuinte. Recurso de oficio negado. Ocorre que, apesar do processo ter sido distribuído a este relator como recurso de oficio e da cópia eletrônica recebida da Secretaria desta Câmara apontar uma decisão de primeira instância unânime, com a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 17/10/1997, 31/10/1997 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO DO PRODUTO QUÍMICO IMPORTADO. ÔNUS DA PROVA. Estabelecida a relação jurídica tributária, deve o fisco, na qualidade de acusador, demonstrar de forma cabal a ocorrência do respectivo fato jurídico. Ao sujeito passivo compete, igualmente, no intuito elidir a imputação da irregularidade, apresentar os elementos que entende comprovar a não ocorrência daquele fato. Não tendo o fisco logrado demonstrar quais as características da mercadoria objeto da reclassificação fiscal, resta acatar a classificação declarada pelo importador, dada a impossibilidade de aferir com exatidão qual o código tarifário correto da mercadoria. Lançamento improcedente. Em verdade, a decisão de primeira instância, conforme consta dos autos às fls. 82, teve resultado por maioria, vencido o presidente e relator original, designado para elaborar o voto vencedor o julgador Iugho Ikemoto, adotando a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário 2 Processo n° 10711.008564/00-29 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.213 Fl. 139 Data do fato gerador: 17/10/1997, 31/10/1997 LAUDOS TÉCNICOS. Os laudos técnicos do Laboratório Nacional de Análises, do Instituto Nacional de Tecnologia e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos ou pareceres. Assim, diligências solicitadas, mas por quaisquer motivos não realizadas mantêm inalteradas as conclusões técnicas postas nos laudos. Lançamento procedente. Destarte, propus a reinclusão do processo em pauta para julgamento deste embargos. É o Relatório. 3 r Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator É evidente e flagrante o equívoco cometido por este relator, que induziu todo o Colegiado a julgar um recurso de oficio em lugar de um recurso voluntário, resultando em nulidade insanável. Em verdade, a cópia eletrônica da decisão de primeira instância recebida por este relator e a ementa transcrita na pauta entregue pela Secretaria ao próprio Colegiado durante a sessão de julgamento estavam erradas e não correspondem à realidade dos autos. Tal equívoco pode ser creditado ao não arquivamento correto do voto vencedor de primeira instância, tendo restado arquivado somente o voto vencido, com sua ementa original, o que levou à Secretaria e este relator a tratar o processo como se recurso de oficio fosse. Trazido à luz este erro lamentável, deve este Colegiado anular sua decisão anterior para que nova decisão seja proferida em seu lugar, restaurando a normalidade ao presente procedimento administrativo. Assim, VOTO por conhecer os Embargos de Declaração interpostos e para anular a decisão embargada por erro material insanável, devendo o presente processo retornar à pauta da próxima sessão para julgamento imediato do recurso voluntário. É como voto. N /\CtiLme. • MARCELO RIBEIRO NOGUEIRAÂ • 4
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Numero do processo: 10735.100128/2008-05
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TRIBUTAÇÃO.
O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010)
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-002.242
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
Giovanni Christian Nunes Campos Presidente
Assinado digitalmente
Núbia Matos Moura Relatora
EDITADO EM: 30/08/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TRIBUTAÇÃO. O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010) Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora EDITADO EM: 30/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
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TRIBUTAÇÃO. O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010) Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 30/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 10 01 28 /2 00 8- 05 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10735.100128/200805 Acórdão n.º 2102002.242 S2C1T2 Fl. 68 2 Relatório Contra VALTER DA SILVA foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 03/05, relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), anocalendário 2003, exercício 2004, para reduzir o saldo de imposto a restituir de R$ 2.567,82 para R$ 785,82. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos do trabalho recebidos do Comando do Marinha, no valor de R$ 8.100,00. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, alegando em síntese que não incide tributação sobre os rendimentos considerados omitidos, recebidos do Comando do Marinha, por tratarse de valores recebidos a título de adicional por tempo de serviço, conforme disposto na Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994. A autoridade julgadora de primeira instância julgou, por unanimidade de votos, procedente o lançamento, conforme Acórdão DRJ/RJ2 nº 1326.354, de 25/09/2009, fls. 36/37. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 23/10/2009, Aviso de Recebimento (AR), fls. 41, o contribuinte apresentou, em 17/11/2009, recurso voluntário, fls. 43/44, onde reitera e reforça os mesmos argumentos trazidos na impugnação. É o Relatório. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10735.100128/200805 Acórdão n.º 2102002.242 S2C1T2 Fl. 69 3 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase de rendimentos recebidos à título de adicional por tempo de serviço, que o contribuinte afirma tratarse de rendimentos não tributáveis, em virtude do disposto na Lei nº 8.852, de 1994. De pronto, cumpre esclarecer que a Lei nº 8.852, de 1994, que dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal, cuida da definição de vencimento, vencimento básico e remuneração. Contudo, não traz em seu bojo hipóteses de isenção ou nãoincidência de imposto de renda sobre valores recebidos por servidores públicos. Outrossim, no artigo 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que relaciona os rendimentos percebidos por pessoas físicas isentos do imposto de renda, o adicional por tempo de serviço não está contemplado. Portanto, são tributáveis os rendimentos recebidos mediante tal rubrica. Aliás, tal entendimento já se encontra pacificado neste Colegiado, conforme súmula, abaixo transcrita, aplicável ao caso: Súmula CARF nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010) Portanto, não pode prevalecer a hipótese de nãoincidência do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos a título de adicional por tempo de serviço, conforme entende o contribuinte. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 91DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/08/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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