Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18186.722217/2016-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 19 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2016
OPÇÃO. PENDÊNCIA FISCAL. REGULARIZAÇÃO. OCORRÊNCIA. DEFERIMENTO DA SOLICITAÇÃO.
Demonstrado o equívoco no preenchimento dos DARFs e ausente irregularidade ao tempo da solicitação, deve ser deferida a opção.
Numero da decisão: 1201-005.486
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Jeferson Teodorovicz - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
Nome do relator: Jeferson Teodorovicz
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 11 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202111
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2016 OPÇÃO. PENDÊNCIA FISCAL. REGULARIZAÇÃO. OCORRÊNCIA. DEFERIMENTO DA SOLICITAÇÃO. Demonstrado o equívoco no preenchimento dos DARFs e ausente irregularidade ao tempo da solicitação, deve ser deferida a opção.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 18186.722217/2016-84
anomes_publicacao_s : 202112
conteudo_id_s : 6530385
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1201-005.486
nome_arquivo_s : Decisao_18186722217201684.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Jeferson Teodorovicz
nome_arquivo_pdf_s : 18186722217201684_6530385.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente (documento assinado digitalmente) Jeferson Teodorovicz - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
dt_sessao_tdt : Fri Nov 19 00:00:00 UTC 2021
id : 9097338
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Dec 11 09:34:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1718841791694766080
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-12-02T17:55:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-12-02T17:55:13Z; Last-Modified: 2021-12-02T17:55:13Z; dcterms:modified: 2021-12-02T17:55:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-12-02T17:55:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-12-02T17:55:13Z; meta:save-date: 2021-12-02T17:55:13Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-12-02T17:55:13Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-12-02T17:55:13Z; created: 2021-12-02T17:55:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2021-12-02T17:55:13Z; pdf:charsPerPage: 1729; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-12-02T17:55:13Z | Conteúdo => S1-C 2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 18186.722217/2016-84 Recurso Voluntário Acórdão nº 1201-005.486 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de novembro de 2021 Recorrente DINIZ & RODRIGUES EDITORA LTDA - ME Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2016 OPÇÃO. PENDÊNCIA FISCAL. REGULARIZAÇÃO. OCORRÊNCIA. DEFERIMENTO DA SOLICITAÇÃO. Demonstrado o equívoco no preenchimento dos DARFs e ausente irregularidade ao tempo da solicitação, deve ser deferida a opção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente (documento assinado digitalmente) Jeferson Teodorovicz - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigênio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy José Gomes de Albuquerque, Sérgio Magalhães Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário, fl. 51/53, contra acórdão da DRJ, fl.34/38, que negou provimento à impugnação administrativa, fl.02, contra o indeferimento de opção pelo Simples Nacional em face de débitos não quitados. Para síntese dos fatos reproduzo o relatório do acórdão combatido: Trata-se de Termo de Indeferimento à solicitação de opção ao Simples Nacional relativo ao ano calendário 2016, em razão da seguinte situação impeditiva: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 72 22 17 /2 01 6- 84 Fl. 75DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1201-005.486 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18186.722217/2016-84 Na manifestação de inconformidade foi defendido em síntese que pagou os débitos dentro do devido prazo. É o Relatório. Nada obstante, o acórdão combatido não reconheceu a pretensão do contribuinte, entendendo que: Relativamente aos débitos em apreço, o único pagamento a este título ocorreu em 29/01/2016. No entanto, o período de apuração de que tratou o respectivo DARF é de 06/2015, portanto, distinto do de 02/2015, objeto do Termo de indeferimento. (...) No que tange ao débito de CSLL, a situação é semelhante, a não ser que o único pagamento deu-se em 28/01/2016, (...) (...) Não obstante a realidade acima, bastante no sentido da improcedência do pleito passivo, vê-se que tais débitos foram inscritos na PGFN (fls. 20-30). Logo, o acórdão recorrido negou provimento à impugnação, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2016 OPÇÃO. PENDÊNCIA FISCAL. REGULARIZAÇÃO. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DA SOLICITAÇÃO. Não comprovada a regularização da pendência fiscal, há que se manter o indeferimento da solicitação da opção. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Sem Crédito em Litígio Irresignado com a decisão de primeira instância, o contribuinte apresenta recurso voluntário, sustentando o seguinte: 1) O Voto descreve que os pagamentos efetuados pelos DARF’s nas datas de 28/01/2016 (CSLL) e 29/01/2016 (IRPJ) foram referentes ao período de apuração 06/2015 sendo divergente do período do débito listado que era de 02/2015, como segue; Folha 02 do Acórdão n.º 09-069.218: “Relativamente aos débitos em apreço, o único pagamento a este título ocorreu em 29/01/2016. No entanto, o período de apuração de que tratou o respectivo DARF é de 06/2015, portanto, distinto do de 02/2015, objeto do Termo de indeferimento. Nesse sentido, a consulta abaixo, oriunda de sistema interno:” Folha 03 do Acórdão n.º 09-069.218 “No que tange ao débito de CSLL, a situação é semelhante, a não ser que o único pagamento deu-se em 28/01/2016, senão vejamos ainda:” Fl. 76DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1201-005.486 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18186.722217/2016-84 O que os julgadores não notaram, é que os pagamentos dos DARF’s referem-se ao IRPJ e CSLL do SEGUNDO TRIMESTRE de 2015, por isso o período de Apuração na Lista dos débitos constam como 02/2015 (SEGUNDO TRIMESTRE DE 2015), com apuração em 30/06/2015, que é a data final do Segundo Trimestre. Portanto, os débitos listados na lista de débitos do Indeferimento ao ingresso do Simples Nacional não são débitos do mês de Fevereiro/2015, mas sim do SEGUNDO TRIMESTRE de 2015. Assim, defende que os débitos realmente foram pagos tempestivamente, devendo, portanto, haver a reforma da decisão combatida. Em sessão realizada em 15 de outubro de 2020, esta e. Turma decidiu converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem confirmasse os pagamentos nos seguintes termos: De qualquer forma, deveria o contribuinte, uma vez cientificado da decisão constante no Acórdão da Manifestação de Inconformidade e, verificando a evidente divergência nos períodos de apuração apontados entre os DARFs e os débitos inscritos no Termo de Exclusão, proceder com a imediata retificação do mesmo. Por outro lado, a identificação dos códigos de receita e do valor principal apontado pelo contribuinte, leva à consideração de que é plenamente plausível a possibilidade de que tenha ocorrido mero erro na identificação do período de apuração pelo próprio contribuinte, ao apontar o período de 06/2015 e não 02/2015. Diante do exposto, considerando a possibilidade de que os valores tenham sido realmente pagos, mas erroneamente preenchidos no DARF, VOTO para que o presente julgamento seja convertido em diligência, retornando o processo à autoridade local para que se pronuncie sobre a existência de pagamentos em face da coincidência dos valores registrados em DARF e aqueles inscritos em dívida ativa. Às fls. 72, a unidade de origem informa: Tendo em vista a alegação do contribuinte, bem como as guias de pagamento apresentadas, diligenciei nos sistemas da Receita Federal encontrando os referidos pagamentos. Sendo assim solicitei o retorno dos processos à PGFN, realizei a revisão, conforme fls. 64/71, alocando os pagamentos, resultando na liquidação do período de apuração 01/04/2015, códigos 2089 e 2372. Sem mais, restituo o processo conforme determinado na Resolução de fls. 56/61. Os autos retornam então a julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Jeferson Teodorovicz, Relator. O recurso é tempestivo, e reúne todos os requisitos de admissibilidade constantes na legislação, de modo que admito seu conhecimento. O acórdão recorrido decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade e manteve o indeferimento da solicitação de opção pelo Simples Nacional por entender que existiriam débitos não regularizados. Contudo, a informação fiscal resultante da diligência determinada por esta Turma confirmou que não havia pendências fiscais à época da solicitação, tendo apenas o contribuinte se equivocado no preenchimento do DARF. Fl. 77DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1201-005.486 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18186.722217/2016-84 Assim, ante o equívoco manifesto, entendo deva o recurso voluntário ser conhecido e, no mérito, acolhido, com a reforma do acórdão recorrido, de sorte a reconhecer o deferimento da opção pelo Simples Nacional no período abarcado. Diante do exposto, conheço do recurso e, no mérito, DOU PROVIMENTO. É como voto. (documento assinado digitalmente) Jeferson Teodorovicz Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13931.000043/2010-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. TERCEIROS.
A empresa é obrigada a recolher as contribuições para Terceiros incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço.
EXCLUSÃO DO SIMPLES. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO.
O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão.
ADE. FALTA DE IMPUGNAÇÃO. EXCLUSÃO DEFINITIVA DO SIMPLES. EFEITOS.
A falta de impugnação do Ato Declaratório Executivo (ADE) de exclusão do Simples, mediante apresentação de manifestação de inconformidade, acarreta a exclusão definitiva do sistema simplificado de tributação e a exigibilidade do crédito tributário previdenciário calculado de acordo com as normas
aplicáveis às demais pessoas jurídicas.
DECADÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE nº 08 do STF.
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não, respectivamente.
Nos termos do art. 103A
da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes
aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
No caso de lançamento das contribuições sociais, em que os fatos geradores efetuou-se antecipação de pagamento, deixa de ser aplicada a regra geral do art. 173, inciso I, para a aplicação do art. 150, § 4º, ambos do CTN.
O lançamento foi efetuado em 18/02/2010, data da ciência do sujeito passivo (fls. 01 e 39), e os fatos geradores, que ensejaram a autuação pelo descumprimento da obrigação tributária principal, ocorreram no período compreendido entre 01/2005 a 12/2005. Com isso, somente a competência 01/2005 foi abarcada pela decadência e não atingiu as competências remanescentes, permitindo o direito do Fisco de constituir a obrigação
tributária por meio do lançamento fiscal.
INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO.
Não cabe aos Órgãos Julgadores do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 62 do seu Regimento Interno.
É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade e não cabe ao julgador, no âmbito do contencioso administrativo, afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais.
JUROS/SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE.
O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos.
Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal.
CORREÇÃO MONETÁRIA. INOCORRÊNCIA.
Com a extinção da correção monetária, a partir do ano de 1995 que se fazia incidir sobre o crédito tributário recolhido a destempo, não ocorre a cumulação da atualização monetária do crédito lançado com juros pela taxa SELIC e com a multa de mora ou de ofício.
DILIGÊNCIA. DESNECESSÁRIA.
A autoridade julgadora deve indeferir o pedido de diligência quando considerá-lo prescindível e meramente protelatório.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.020
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 150, §4° do CTN e, no mérito, em manter os demais valores.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 11 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. TERCEIROS. A empresa é obrigada a recolher as contribuições para Terceiros incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. EXCLUSÃO DO SIMPLES. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. ADE. FALTA DE IMPUGNAÇÃO. EXCLUSÃO DEFINITIVA DO SIMPLES. EFEITOS. A falta de impugnação do Ato Declaratório Executivo (ADE) de exclusão do Simples, mediante apresentação de manifestação de inconformidade, acarreta a exclusão definitiva do sistema simplificado de tributação e a exigibilidade do crédito tributário previdenciário calculado de acordo com as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas. DECADÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE nº 08 do STF. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não, respectivamente. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No caso de lançamento das contribuições sociais, em que os fatos geradores efetuou-se antecipação de pagamento, deixa de ser aplicada a regra geral do art. 173, inciso I, para a aplicação do art. 150, § 4º, ambos do CTN. O lançamento foi efetuado em 18/02/2010, data da ciência do sujeito passivo (fls. 01 e 39), e os fatos geradores, que ensejaram a autuação pelo descumprimento da obrigação tributária principal, ocorreram no período compreendido entre 01/2005 a 12/2005. Com isso, somente a competência 01/2005 foi abarcada pela decadência e não atingiu as competências remanescentes, permitindo o direito do Fisco de constituir a obrigação tributária por meio do lançamento fiscal. INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. Não cabe aos Órgãos Julgadores do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 62 do seu Regimento Interno. É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade e não cabe ao julgador, no âmbito do contencioso administrativo, afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais. JUROS/SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CORREÇÃO MONETÁRIA. INOCORRÊNCIA. Com a extinção da correção monetária, a partir do ano de 1995 que se fazia incidir sobre o crédito tributário recolhido a destempo, não ocorre a cumulação da atualização monetária do crédito lançado com juros pela taxa SELIC e com a multa de mora ou de ofício. DILIGÊNCIA. DESNECESSÁRIA. A autoridade julgadora deve indeferir o pedido de diligência quando considerá-lo prescindível e meramente protelatório. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 13931.000043/2010-14
conteudo_id_s : 6529456
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-002.020
nome_arquivo_s : Decisao_13931000043201014.pdf
nome_relator_s : RONALDO DE LIMA MACEDO
nome_arquivo_pdf_s : 13931000043201014_6529456.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 150, §4° do CTN e, no mérito, em manter os demais valores.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 9095795
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Dec 11 09:34:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1718841791701057536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2310; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 3.28 1 22..2288 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13931.000043/201014 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240202.020 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO Recorrente INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS AZA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. TERCEIROS. A empresa é obrigada a recolher as contribuições para Terceiros incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço. EXCLUSÃO DO SIMPLES. DISCUSSÃO EM FORO ADEQUADO. O foro adequado para discussão acerca da exclusão da empresa do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES é o respectivo processo instaurado para esse fim. Descabe em sede de processo de lançamento fiscal de crédito tributário o exame dos motivos que ensejaram a emissão do ato de exclusão. ADE. FALTA DE IMPUGNAÇÃO. EXCLUSÃO DEFINITIVA DO SIMPLES. EFEITOS. A falta de impugnação do Ato Declaratório Executivo (ADE) de exclusão do Simples, mediante apresentação de manifestação de inconformidade, acarreta a exclusão definitiva do sistema simplificado de tributação e a exigibilidade do crédito tributário previdenciário calculado de acordo com as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas. DECADÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE nº 08 do STF. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não, respectivamente. Fl. 230DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No caso de lançamento das contribuições sociais, em que os fatos geradores efetuouse antecipação de pagamento, deixa de ser aplicada a regra geral do art. 173, inciso I, para a aplicação do art. 150, § 4º, ambos do CTN. O lançamento foi efetuado em 18/02/2010, data da ciência do sujeito passivo (fls. 01 e 39), e os fatos geradores, que ensejaram a autuação pelo descumprimento da obrigação tributária principal, ocorreram no período compreendido entre 01/2005 a 12/2005. Com isso, somente a competência 01/2005 foi abarcada pela decadência e não atingiu as competências remanescentes, permitindo o direito do Fisco de constituir a obrigação tributária por meio do lançamento fiscal. INCONSTITUCIONALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. Não cabe aos Órgãos Julgadores do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF afastar a aplicação da legislação tributária em vigor, nos termos do art. 62 do seu Regimento Interno. É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade e não cabe ao julgador, no âmbito do contencioso administrativo, afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais. JUROS/SELIC. MULTA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. O sujeito passivo inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Nos termos do enunciado no 4 de Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. CORREÇÃO MONETÁRIA. INOCORRÊNCIA. Com a extinção da correção monetária, a partir do ano de 1995 que se fazia incidir sobre o crédito tributário recolhido a destempo, não ocorre a cumulação da atualização monetária do crédito lançado com juros pela taxa SELIC e com a multa de mora ou de ofício. DILIGÊNCIA. DESNECESSÁRIA. A autoridade julgadora deve indeferir o pedido de diligência quando considerálo prescindível e meramente protelatório. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 150, §4° do CTN e, no mérito, em manter os demais valores. Fl. 231DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 4.28 3 Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Igor Araújo Soares. Fl. 232DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, relativas às contribuições destinadas a Outras Entidades e Fundos (Salário Educação/FNDE, SENAI, SESI, INCRA e SEBRAE), para as competências 01/2005 a 12/2005. A empresa foi excluída do sistema “SIMPLES” pelo Ato Declaratório Executivo n° 31, de 03/10/2008, da Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa (cópia a fl. 123), com efeitos a partir de 01/01/2004, passando a ser exigíveis as contribuições previdenciárias patronais previstas nos dispositivos legais da Lei n° 8.212/1991, acima mencionados. A exclusão deuse pelo motivo de a empresa ter ultrapassado o limite da receita bruta permitido por lei para permanência no sistema simplificado de tributação, conforme o art. 9o, inciso II, da Lei n° 9.317/1996. A impugnação informa que a empresa autuada teve ciência do ato declaratório executivo n° 31 em 22/10/2008. Não consta ter ela adentrado com manifestação de inconformidade contra referido ato. O Relatório Fiscal (fls. 16/19) informa que os fatos geradores apurados no presente lançamento fiscal não foram declarados em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) e são decorrentes das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 18/02/2010, mediante correspondência postal com Aviso de Recebimento AR (fls. 01 e 39). A Notificada apresentou impugnação tempestiva (fls. 45/85) – acompanhada de anexos de fls. 86/139 –, alegando, em síntese, que: 1. a empresa caracterizase por ser pequena expressão no cenário nacional, tendo optado pela tributação favorecida do SIMPLES, dado a incluirse como Empresa de Pequeno Porte, analisado seu faturamento efetivo que, em anos sob a égide da Lei 9.841/1999 era inferior a R$ 1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil reais). Em 18/02/2010, veio a receber auto de infração da Secretaria da Receita Federal do Brasil embasado no disposto pelo art. 2° e 3° da Lei 11.457/2007, ditando que a empresa intimada havia sido, pelo excesso de faturamento (este pretensamente representado por auditoria dos depósitos bancários), exclusa da opção Simples de Pessoas Jurídicas, apesar de a mesma ser Empresa de Pequeno Porte, restando ofendido a Lei 9.841/1999, suas seqüenciais e ainda a Lei Complementar 123/2006, mais nosso corolário quanto à retroatividade da lei mais benéfica, quando assim ordenaram. Ressalvado o prazo para pagamento ou apresentação de defesa, a empresa autuada permitese utilizar as prerrogativas constitucionais que lhe são asseguradas, apresentando sua impugnação administrativa ao lançamento fiscal, Fl. 233DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 5.28 5 dado a entender o mesmo desprovido de razões de direito e ainda, afastado de nosso direito constitucional tributário e até de nossos acordos internacionais, não ocorrida que foi a atualização dos valores de faturamento das empresas componentes do simples. Pelo direito vigente que, alterou as normas de definição do que seria RECEITA BRUTA, entendendo a mesma como venda de mercadorias, serviços e por conta de terceiros, além de que mesmo assim, seu faturamento foi inferior ao preconizado, entende eivada de nulidade a notificação fiscal; 2. assim, a empresa veio a ser notificada, pretendendo a notificação que, analisado o comunicado 1160/2008, emitido aos 17/10/2008 e recebido aos 22/10/2008 e que, excluindo a empresa do SIMPLES, pretendem que tal exclusão contarseia a partir de 01/01/2004, retroagindo pelo simples prazo de 58 (cinquenta e oito meses) o que se distancia de nosso Direito e ainda, de nosso Jurisprudencial. O auto de infração efetua um demonstrativo, entendendo ser devido um valor principal, juros de moras e ainda MULTA DE MORA, assim exposto: “(...) O principal, se entendido como exigível montaria a R$ 148.549,21 (...), somouse mais R$ 129.500,83 (...) de multas e R$ 83.312,71 (...) de juros de mora, evidenciando que os acessórios são mais bem tratados que os principais”; 3. a Nulidade da Exclusão do Simples. A empresa durante 2004 faturou R$627.648,99 e pelo comunicado n° 1160/2008, datado de 17/10/2008 e recebido aos 22/10/2008 foi simplesmente exclusa da tributação beneficiada das empresas optantes pelo Simples, e a exclusão foi comunicada pelo ofício 1.160/2008, recebido aos 22/10/2008, retroagindo seus efeitos a 01/01/2004, tais sejam 4 anos e 10 meses, ou sejam, há 58 (meses), entendendo a notificada já estar sendo excluída em prazo prescrito, pois o início da fiscalização efetivouse aos finais de 2009, tais sejam após cinco anos e dez meses do marco inicial da exclusão. Afinal, é de nosso Direito Tributário: (segue reprodução dos art. 173 e 110 do CTN). Estando fora dos prazos concedidos para a exigência tributária aqui efetuada, esta e as demais notificações devem e precisam ser consideradas como efetuadas em tempo prescrito, decretandose a sua nulidade, devendo tal solução ser dado a presente impugnação administrativa; 4. irretroatividade tributária. No referente a presente notificação, o comunicado foi recebido aos 22/10/2008, pretendendo retroagir seus efeitos excludentes desde 01/01/2004, o que ofende o legislado em relação às empresas optantes e ainda, ao nosso Direito Tributário e ainda, ao nosso Direito Constitucional e até há tratados assinados por nossa amada pátria, restando como dever do administrado público e sendo assim legislado. A solução administrativa, aos finais de 2008, retroage ao longínquo ano de 2004, não ocorrendo qualquer razoabilidade, visto a verdadeira máquina arrecadatória, pessoal e equipamentos, que estavam a serviço do administrador. Tendo em conta que a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu (XL, Fl. 234DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 art. 5o da Constituição), se a exclusão poderia ser solicitada pelo próprio optante, ou advir de ofício expedido pela autoridade tributante, se não solicitada, deveria ocorrer em prazo restrito, visto o caudal de instrumentos de que dispõe as autoridades fazendárias em nosso país e jamais se premiar a lerdeza efetuando a exclusão anos após o acontecimento; 5. a exclusão da notificada do Simples teria tomado como base definições legais de receita bruta que no transcorrer da legislação foram se alterando e definindo de maneira mais precisa o seu conceito, que hoje, segundo a Lei Complementar 123/2006, não tem nenhum liame com o volume total de receitas registradas pela contabilidade da empresa, que inclui outros ingressos, como venda de equipamentos, recebimento de dividendos, ajustes do lucro líquido e mais uma série de acontecimentos; 6. diversas e diferentes MULTAS foram adicionadas aos valores entendidos como devidos, já acima amostrados em valores e incidências, sendo certo que as mesmas situamse longe de nossos estipêndios legais. Em face da retroatividade benigna prevista no art. 106 do Código Tributário Nacional, deveria ser aplicado ao caso o art. 18 da Lei n° 11.488, de 2007, que determinou que o lançamento previsto no art. 90 da MP 2.15835, de 2001, limitarseia à imposição de multa isolada nos casos em que tenha ficado caracterizada a existência de falsidade e naqueles em que a compensação for considerada não declarada, nos termos do parágrafo 12, II, do art. 74 da Lei 9.430, de 1996, acrescido pelo art. 4° da Lei 11.051, de 2004, o que não ocorreu no caso em análise. Assim, as multas alocadas em esta notificação, bem como nas demais, deve e precisa amoldarse aos contornos da Lei 9.430/96, analisado ser a Receita Federal do Brasil, em agora, a responsável pelos recolhimentos, fiscalização e notificação de verbas correspondentes à Previdência social, restando aplicável a legislação tributária emanada da SRF da PGFN e do Ministério da Fazenda; 7. cumulatividade de correção monetária com juros e multa. O auto de Infração salienta que os valores originais estão corrigidos, e adicionou a eles juros de mora e ainda, multa de mora, deixando de aplicar a legislação brasileira. Quer a SELIC, quer a multa, quer os emolumentos legais, devem ser calculados sobre o valor original da dívida, observada a legislação concernente; 8. requer a nulidade do lançamento fiscal, dado a confrontarse com o direito vigente e ainda, exigindo valores não devidos, aplicando multas despidas de legalidade e revigorando leis já reformadas, chocandose com a jurisprudência iterativa de nossos Tribunais. Alternativamente, requer realização de perícia em forma de diligência afim de conferiremse os valores apontados como devidos pelo auto de infração, as multas exigidas distantes da lei, inaplicação da Lei 9.430/1996 e aplicação de legislação já reformada e enfrentando a jurisprudência mais moderna de nossos tribunais, em um e ou outro caso. Fl. 235DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 6.28 7 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Curitiba/PR – por meio do Acórdão 0627.211 da 5a Turma da DRJ/CTA (fls. 142/147) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele encontrase revestido das formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. A Notificada apresentou recurso (fls. 151/221), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua repetição das alegações de impugnação. A Seção de Controle e Acompanhamento Tributário (SACAT) da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa/PR informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento (fls. 227/228). É o relatório. Fl. 236DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O recurso é tempestivo (fls. 151 e 228) e não há óbice ao seu conhecimento. No presente lançamento fiscal ora analisado, constam as contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, relativas à parcela destinadas a Terceiros/Fundos, para as competências de 01/2005 a 12/2005. Esclarecemos que, antes da lavratura do presente lançamento fiscal, a empresa foi excluída do sistema de tratamento tributário diferenciado “SIMPLES”, por meio de processo próprio (protocolo 12571.000101/200851), no qual foi expedido o Ato Declaratório Executivo (ADE) n° 31, de 03 de outubro de 2008, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (fls. 119/123). A Recorrente teve ciência do ato cancelatório em 22/10/2008 e, nos autos, não consta notícias de que houve uma eventual impugnação ou manifestação de inconformidade da exclusão da empresa do sistema “SIMPLES”. Ao deixar de apresentar a devida manifestação no processo próprio, ficou caracterizada que o ato de exclusão do sistema “SIMPLES” tornouse definitivo, consoante orientação contida nos arts. 2° e 3° do Ato Declaratório Executivo (fl. 123): Art. 2° É facultado ao contribuinte, no prazo de 30 (trinta) dias da ciência deste, apresentar Manifestação de Inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de acordo com a legislação que rege o Processo Administrativo. Art. 3° Não havendo manifestação no prazo, a exclusão tornar seá definitiva. Assim, considerando que há decisão definitiva sobre a exclusão do sistema “SIMPLES”, é inoportuna a alegação posto na peça recursal no sentido de que seria nula a exclusão da empresa do sistema “SIMPLES” e , com isso, a decisão desta Corte Administrativa (CARF) vai restringirse exclusivamente às demais questões que não dizem respeito ao âmbito da matéria da sua exclusão do sistema “SIMPLES”. Constatase que o motivo fático que ensejou a exclusão foi o excedente de faturamento da empresa no ano de 2004, situação em que restou desatendido o requisito previsto no art. 9°, inciso II, da Lei no 9.317/1997. Isso permitiu o lançamento das contribuições sociais devidas pela empresa em função de sua exclusão do Simples, conforme o art. 16 dessa Lei: Art. 16. A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitarseá, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Assim, excluída a empresa do “SIMPLES”, os tributos que antes vinham sendo recolhidos na sistemática do programa devem ser recolhidos pela sistemática aplicável às demais empresas não incluídas no sistema, obedecendo à regra estampada no art. 15, inciso IV, da Lei 9.317/1996, in verbis: Fl. 237DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 7.28 9 Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: (...) IV a partir do anocalendário subseqüente àquele em que for ultrapassado o limite estabelecido, nas hipóteses dos incisos I e II do art. 9o; Diante desse quadro, faremos análise apenas das matérias que não dizem respeito da sua exclusão do sistema “SIMPLES”, que se referem, essencialmente, aos seguintes pontos: (i) decadência tributária; (ii) inconstitucionalidade/ilegalidade das taxas de juros e multa aplicadas; e (iii) pedido de realização de diligência. Vale ressaltar, ainda, que não cabe à presente decisão apreciar matérias alegadas pela Recorrente que não dizem respeito ao lançamento ora em análise. Assim, a discussão sobre a cumulação de correção monetária com juros e multa é desnecessária, eis que não foi aplicada nenhuma correção monetária, conforme anexo de Fundamentos Legais do Débito FLD (fls. 11/12). A correção monetária prevista na redação original do art. 34 da Lei n° 8.212/1991 foi extinta para fatos geradores ocorridos a partir de Janeiro/1995, conforme Lei n° 8.981/1995. Com isso, não se fez incidir nenhum índice de atualização monetária sobre o valor do principal, por completa inexistência de amparo legal para isto, mesmo porque a correção monetária do crédito tributário é procedimento que se encontra extinto desde 1995. Efetivamente, com amparo legal na legislação tributária vigente, fezse incidir sobre o crédito lançado apenas a taxa SELIC, a título de juros de mora, e a multa de mora. DA PRELIMINAR: A Recorrente alega que seja declarada a extinção do crédito tributário, pois os supostos créditos levantados pela fiscalização foram fulminados pelo instituto jurídico da decadência. Ela afirma que sua exclusão do sistema “SIMPLES”foi comunicada pelo oficio 1.160/2008, recebido aos 22/10/2008, retroagindo seus efeitos a 01/01/2004, tais sejam 4 (quatro) anos e 10 (dez) meses, em um total de 58 (cinquenta e oito meses), entendendo a notificada já estar sendo excluída em prazo prescrito, pois o início da fiscalização efetivouse aos finais de 2009, tais sejam após cinco anos e dez meses do marco inicial da exclusão. Alega, por fim, que Estando fora dos prazos concedidos para a exigência tributária aqui efetuada, esta e as demais notificações devem e precisam ser consideradas como efetuadas em tempo prescrito, decretandose a sua nulidade. Pelos motivos a seguir delineados, tal alegação será acatada em parte. Afasto a confusão da Recorrente entre os conceitos de decadência e prescrição tributária, assim farei a análise da matéria como se fosse o instituto da decadência tributária. Inicialmente, registramos que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, negou provimento aos Fl. 238DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 mesmos por unanimidade, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, ambos da Lei nº 8.212/1991. Na oportunidade, os ministros ainda editaram a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, a qual transcrevo abaixo: Súmula Vinculante 8 STF: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. É necessário observar os efeitos da súmula vinculante, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Da leitura do dispositivo constitucional, podese concluir que, a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: Art.173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (g.n.) II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Por outro lado, ao tratar do lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 4º o seguinte: Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) Fl. 239DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 8.28 11 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Entretanto, tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Se, no entanto, o sujeito passivo não efetuar pagamento algum, nada há a ser homologado e, por conseqüência, aplicase o disposto no art. 173 do CTN, em que o prazo de cinco anos passa a ser contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para corroborar o entendimento acima, colaciono alguns julgados no mesmo sentido: "TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, I, E 150, § 4º, DO CTN. 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art. 173, I, do CTN, segundo o qual 'o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado'. 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação – que, segundo o art. 150 do CTN, 'ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa' e 'operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa' –,há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes jurisprudenciais. 3. No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento. É aplicável, portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art. 173, I, do CTN. 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento." Fl. 240DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 (AgRg nos EREsp 216.758/SP, 1ª Seção, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 10.4.2006) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. MEDIDA LIMINAR. SUSPENSÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN), que é de cinco anos. 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. (...) 4. Embargos de divergência providos." (EREsp 572.603/PR, 1ª Seção, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 5.9.2005) Verificase que o lançamento fiscal em tela referese às competências 01/2005 a 12/2005 e foi efetuado em 18/02/2010, data da intimação e ciência do sujeito passivo (fls. 01 e 39). No caso em tela, tratase do lançamento de contribuições, cujos fatos geradores a Recorrente efetuou antecipação de pagamento, eis que ela efetuava o recolhimento por meio do Sistema SIMPLES. Nesse sentido, aplicase o art. 150, § 4º, do CTN, para considerar que somente a competência 01/2005 foi abrangida pela decadência tributária. Com isso – como o crédito foi constituído com fundamento no direito potestativo do Fisco em lançar os valores das contribuições não recolhidas em época determinada pela legislação vigente –, a preliminar de decadência somente será acatada para a competência 01/2005, eis que o lançamento fiscal referese ao período de 01/2005 a 12/2005 e as competências posteriores a 01/2005 não foram abarcadas pela decadência tributária. Diante disso, acato parcialmente a preliminar de decadência tributária, excluindo as contribuições apuradas na competência 01/2005, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. Após isso, passo ao exame de mérito. DO MÉRITO: A Recorrente alega inconstitucionalidade/ilegalidade da legislação previdenciária que dispõe sobre a utilização taxa de juros (taxa SELIC), frisese que incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusarse a cumprir norma cuja constitucionalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis as normas reguladas na Lei n° 8.212/1991. Toda lei presumese constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame Fl. 241DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 9.28 13 da matéria, ou seja, declarada suspensa pelo Senado Federal nos termos art. 52, X, da Constituição Federal, deve o agente público, como executor da lei, respeitála. Nesse sentido, o Regimento Interno (RI) do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) veda aos membros de Turmas de julgamento afastar aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, e o próprio Conselho uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria por meio do enunciado da Súmula nº 2 (Portaria MF no 383, publicada no DOU de 14/07/2010), transcrito a seguir: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Esclarecemos que foi correta a aplicação do índice pelo Fisco, pois o art. 144 do CTN dispõe que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e regese pela lei então vigente, ainda que modificada ou revogada, e a cobrança de juros (taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC) estava prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei n° 8.212/1991, transcrito abaixo: Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n ° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996. (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. A propósito, convém mencionar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria por meio do Fl. 242DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 14 enunciado da Súmula nº 4 (Portaria MF no 383, publicada no DOU de 14/07/2010), nos seguintes termos: Súmula CARF nº 4: A partir de 1o de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais. Não tendo o contribuinte recolhido à contribuição previdenciária em época própria, tem por obrigação arcar com o ônus de seu inadimplemento. Caso não se fizesse tal exigência, poderseia questionar a violação ao principio da isonomia, por haver tratamento similar entre o contribuinte que cumprira em dia com suas obrigações fiscais, com aqueles que não recolheram no prazo fixado pela legislação. Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança de juros, estando os valores descritos no lançamento fiscal, em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária, eis que o art. 34 da Lei nº 8.212/1991 dispunha que as contribuições sociais não recolhidas à época própria ficavam sujeitas aos juros SELIC e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Isso está em consonância com o próprio art. 161, § 1°, do CTN, pois havendo legislação especifica dispondo de modo diverso, abrese a possibilidade de que seja aplicada outra taxa e, no caso das contribuições previdenciárias pagas com atraso, a taxa utilizada é a SELIC. LEI nº 5.172/1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN). Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º. Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. (g.n.) O disposto no art. 161 do CTN não estabelece norma geral em matéria de legislação tributária. Portanto, sendo materialmente lei ordinária pode ser alterado por outra lei de igual status, não havendo necessidade de lei complementar. Ainda, conforme estabelece os arts. 34 e 35 da Lei n° 8.212/1991, a multa de mora é bem aplicável pelo não recolhimento em época própria das contribuições previdenciárias. Além disso, o art. 136 do CTN descreve que a responsabilidade pela infração independe da intenção do agente ou do responsável, e da natureza e extensão dos efeitos do ato. O art. 35 da Lei n° 8.212/1991 dispõe, nestas palavras: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99) I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). Fl. 243DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 10.28 15 b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento; (Redação dada pelo art. 1º, da Lei nº 9.876/99). § 1º Nas hipóteses de parcelamento ou de reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o Caput e seus incisos. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) § 2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) Fl. 244DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 16 § 3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo. (Parágrafo acrescentado pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97) § 4º Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.876/99) Dessa forma, não há que se falar em ilegalidade de cobrança da multa, estando os valores descritos no lançamento fiscal, bem como os seus fundamentos legais (fls. 11/12), em consonância com o prescrito pela legislação previdenciária. A Recorrente insiste que é necessária a realização de diligência para demonstrar a veracidade dos valores apontados pela Auditoria Fiscal como devidos. Essa tese também não prospera, eis que o deferimento de diligência requerida pela Recorrente depende de demonstração das circunstâncias que a motiva. Assim, a diligência só deverá ser concedida com fundamento nas causas que justifiquem a sua imprescindibilidade, pois ela só tem sentido na busca da verdade material. Logo, somente é justificável o deferimento de pedido de diligência quando se referir a matéria de fato, ou assunto de natureza técnica, que tenha utilidade probatória, relacionada ao objeto que cuida o processo, ou cuja comprovação não possa ser feita no corpo dos autos. Por conseguinte, revelase prescindível diligência que não tenha nenhuma utilidade, eis que não se relacione com o processo ou sobre aspecto que pode ser facilmente esclarecido nos autos, como as matérias constantes das alegações apresentadas pela Recorrente. Verificase que a diligência não foi formulada de acordo com as disposições do art. 16 do Decreto no 70.235/1972, pois lhe faltam os motivos e a formulação dos quesitos desejados para sua realização. Além disso, a matéria contestada não se refere à irregularidade nos valores apurados que demandasse tal revisão e os autos foram instruídos com cópias das folhas de pagamento e recibos de pagamentos, em que se poderiam extrair eventuais equívocos em que pudesse ter incidido o procedimento de auditoria fiscal. Esse fato evidencia que a diligência seja de pronto indeferida e considerada como não formulada. Assim reza o artigo: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) Fl. 245DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13931.000043/201014 Acórdão n.º 240202.020 S2C4T2 Fl. 11.28 17 § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993). Tratase de solicitação não necessária para a deslinde do caso analisado no momento. Nesse sentido, o art. 18, da Lei do Processo Administrativo Fiscal (Decreto n° 70.235/1972), estabelece que a autoridade julgadora deverá indeferilo. Art.18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. Assim, indeferese o pedido de diligência, por considerálo prescindível e meramente protelatório. Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para reconhecer que sejam excluídos, em decorrência da decadência tributária quinquenal, os valores apurados na competência 01/2005, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 246DF CARF MF Emitido em 13/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 02/09/20 11 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 08/09/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10865.000895/2008-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INSCREVER SEGURADO EMPREGADO COMO BENEFICIÁRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. RECONHECIMENTO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Uma vez reconhecido pela própria recorrente, quando do curso da ação fiscal, que gerente a seu serviço não inscrito na Previdência social possuía a condição de segurado empregado, conforme informações em GFIP, resta incontroversa a
falta cometida. Deixando a empresa de inscrever segurado empregado na Previdência Social constitui infração à Lei n° 8.213, de 24/07/1991, art. 17 combinado com art. 18, I e § 1° do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048; de 06/05/1999.
PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS DO DECRETO 70.235/72. INDEFERIMENTO. Para que o pedido de perícia formulado venha a ser conhecido, no mínimo deverá ter sido formulado de acordo com o disposto no art. 16, IV do Decreto 70.235/72. Ademais em se tratando de caso em que a perícia é considerada como dispensável ao deslinde da lide, encontra-se presente outro motivo para o seu indeferimento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-002.026
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
dt_index_tdt : Sat Dec 11 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INSCREVER SEGURADO EMPREGADO COMO BENEFICIÁRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. RECONHECIMENTO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Uma vez reconhecido pela própria recorrente, quando do curso da ação fiscal, que gerente a seu serviço não inscrito na Previdência social possuía a condição de segurado empregado, conforme informações em GFIP, resta incontroversa a falta cometida. Deixando a empresa de inscrever segurado empregado na Previdência Social constitui infração à Lei n° 8.213, de 24/07/1991, art. 17 combinado com art. 18, I e § 1° do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048; de 06/05/1999. PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS DO DECRETO 70.235/72. INDEFERIMENTO. Para que o pedido de perícia formulado venha a ser conhecido, no mínimo deverá ter sido formulado de acordo com o disposto no art. 16, IV do Decreto 70.235/72. Ademais em se tratando de caso em que a perícia é considerada como dispensável ao deslinde da lide, encontra-se presente outro motivo para o seu indeferimento. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10865.000895/2008-21
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 5053828
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-002.026
nome_arquivo_s : 2402002026_10865000895200821_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : LOURENCO FERREIRA DO PRADO
nome_arquivo_pdf_s : 10865000895200821_5053828.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
id : 4744994
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Dec 11 09:33:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1718841791766069248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1904; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 126 1 125 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.000895/200821 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2402002.026 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de setembro de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente ASSOCIAÇÃO CASABRANQUENSE DE CULTURA PHYSICA E ESPORTES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2006 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR DE INSCREVER SEGURADO EMPREGADO COMO BENEFICIÁRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. RECONHECIMENTO DA FALTA. MULTA. MANUTENÇÃO. Uma vez reconhecido pela própria recorrente, quando do curso da ação fiscal, que gerente a seu serviço não inscrito na Previdência social possuía a condição de segurado empregado, conforme informações em GFIP, resta incontroversa a falta cometida. Deixando a empresa de inscrever segurado empregado na Previdência Social constitui infração à Lei n° 8.213, de 24/07/1991, art. 17 combinado com art. 18, I e § 1° do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048;de 06/05/1999. PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS DO DECRETO 70.235/72. INDEFERIMENTO. Para que o pedido de perícia formulado venha a ser conhecido, no mínimo deverá ter sido formulado de acordo com o disposto no art. 16, IV do Decreto 70.235/72. Ademais em se tratando de caso em que a perícia é considerada como dispensável ao deslinde da lide, encontrase presente outro motivo para o seu indeferimento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ´ Fl. 125DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/10/20 11 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente. Lourenço Ferreira do Prado Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Tiago Gomes de Carvalho Pinto e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 126DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/10/20 11 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10865.000895/200821 Acórdão n.º 2402002.026 S2C4T2 Fl. 127 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por ASSOCIAÇÃO CASABRANQUENSE DE CULTURA PHYSICA E ESPORTES , em face de acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração 37.075.9982, lavrado para a cobrança de multa por ter a empresa remunerado na qualidade de seu gerente administrativo o segurado Leandro Ferrari, sem, contudo, registrar sua Carteira de Trabalho e Previdência Social Consta do relatório fiscal que tal segurado sequer fora informado em GFIP, sendo que, após a verificação da fiscalização, a autuada o reconheceu como empregado, declarandoo nessa condição em GFIP. O lançamento compreende o período de 07/2006 a 12/2007, tendo sido o recorrente cientificado do lançamento em 04/07/2008 (fls. 37). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância (fls. 110/118), o contribuinte interpôs o competente recurso voluntário de fls.121/ , através do qual sustenta, em síntese: 1. que o Sr. Leandro Ferrari é funcionário da Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo, com os registros devidos junto ao Estado de São Paulo; e prestava serviços eventuais, de consultoria e ajuda ao clube, sem vinculo empregatício, não era por ocasião da imposição da multa, nem nunca foi empregado da associação. 2. que a associação é empresa sem finalidade lucrativa, não remunerou o Sr. Leandro Ferrari como seu gerente, vez que não remunera seus dirigentes, pagou consultoria administrativa, o que não configura as hipóteses de incidência constantes do auto de infração. 3. que foi cerceada em seu direito de defesa em razão do acórdão de primeira instância ter indeferido a prova pericial requerida; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 127DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/10/20 11 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares, passo ao mérito. MÉRITO Sem razão a recorrente. Em que pesem as alegações formuladas, inicialmente hã de se apontar que não se trata de pessoa que tenha o reconhecido direito à isenção das contribuições previdenciárias cota patronal, nos termos da Legislação em vigor à época dos fatos geradores de contribuições decorrentes dos pagamentos efetuados, como restou claramente apontado pelo relatório fiscal da infração, além de que a recorrente não trouxe aos autos um documento sequer que comprove a sua situação de isenta, não bastando, para tanto, a simples alegação de que não possui fins lucrativos, deixando de remunerar seus dirigentes. Quanto a alegação de que o Sr. Leandro Ferrari não era seu funcionário, a tenho por descabida, uma vez que a própria recorrente reconheceu ao mesmo tal condição, quando em curso a ação fiscal, motivo pelo qual, inclusive, passou a informar os pagamentos efetuados ao mesmo em GFIP, agora já na condição de empregado. Sobre este aspecto, também não trouxe aos autos qualquer fundamentação apta ou mesmo documentação que possa comprovar suas alegações ou mesmo demonstrar qualquer equívoco que tenha sido cometido pelo Il fiscal autuante. Ademais, o Relatório Fiscal esclarece que os pagamentos ao segurado foram lançados contabilmente, porém não houve registro em Carteira de Trabalho, não se realizando, dessa forma a inscrição do segurado, que tece sua condição de empregado reconhecida pela recorrente. Logo, restou devidamente caracterizada a infração que fora imputada. No que se refere ao cerceamento de seu direito de defesa, melhor sorte não lhe confiro. O v. acórdão de primeira instância bem analisou a questão e decidiu acertadamente pela desnecessidade de realização da perícia que fora requerida, à época pela recorrente. Uma vez reconhecida a condição de segurado empregado, pela própria recorrente, outra conclusão não pode ser tomada, senão a de que a infração imputada foi incontroversa nos autos, motivo pelo qual é absolutamente desnecessária a realização de perícia tendente a confirmar as alegações da recorrente no sentido de que o Sr. Leandro Ferraria não era seu funcionário. Fl. 128DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/10/20 11 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10865.000895/200821 Acórdão n.º 2402002.026 S2C4T2 Fl. 128 5 Não obstante, por não terem sido formulados no pedido de perícia os quesitos que pretendia fossem respondidos pelo expert, bem como por não ter sido indicado o perito, verifico que tal situação que não se coaduna com o disposto no art. 16 do Decreto 70.235/72, a seguir: Art. 16. A impugnação mencionará: 1 a autoridade julgadora a quem é dirigida; a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pelo art. 1' da Lei if 8.748/93) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a fornntlação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; (Redação dada pelo art. 1.0 da Lei n.° 8.748/1993) §J'. Considerarseá não fbrmulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Parágrafo acrescido pelo art. 10 da Lei n' 8.748/93). Ante todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário e NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 129DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/10/2011 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 18/10/20 11 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 24/10/2011 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10880.948080/2011-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 17 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Dec 06 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
DCOMP. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Deve-se homologar as declarações de compensação (DCOMPs) quando comprovado que não subsistem as razões expostas no despacho decisório que não as homologou, quais sejam, a prova da retenção do IRRF e o oferecimento das respectivas receitas à tributação, bem como a prova da extinção, por compensação, das estimativas mensais de IRPJ.
Numero da decisão: 1302-005.976
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório relativo ao saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 2005, no montante de R$ 16.110.150,96, e homologar as compensações objeto do presente processo até o limite do direto creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Marozzi Gregorio, Gustavo Guimarães da Fonseca, Andréia Lucia Machado Mourão, Flávio Machado Vilhena Dias, Cleucio Santos Nunes, Marcelo Cuba Netto, Fabiana Okchstein Kelbert, e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente).
Nome do relator: Marcelo Cuba Netto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 11 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202111
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 DCOMP. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. Deve-se homologar as declarações de compensação (DCOMPs) quando comprovado que não subsistem as razões expostas no despacho decisório que não as homologou, quais sejam, a prova da retenção do IRRF e o oferecimento das respectivas receitas à tributação, bem como a prova da extinção, por compensação, das estimativas mensais de IRPJ.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 06 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10880.948080/2011-32
anomes_publicacao_s : 202112
conteudo_id_s : 6528192
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 06 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1302-005.976
nome_arquivo_s : Decisao_10880948080201132.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Marcelo Cuba Netto
nome_arquivo_pdf_s : 10880948080201132_6528192.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório relativo ao saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 2005, no montante de R$ 16.110.150,96, e homologar as compensações objeto do presente processo até o limite do direto creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Marozzi Gregorio, Gustavo Guimarães da Fonseca, Andréia Lucia Machado Mourão, Flávio Machado Vilhena Dias, Cleucio Santos Nunes, Marcelo Cuba Netto, Fabiana Okchstein Kelbert, e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 17 00:00:00 UTC 2021
id : 9091293
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Dec 11 09:33:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1718841791811158016
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-11-30T13:23:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-11-30T13:23:38Z; Last-Modified: 2021-11-30T13:23:38Z; dcterms:modified: 2021-11-30T13:23:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-11-30T13:23:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-11-30T13:23:38Z; meta:save-date: 2021-11-30T13:23:38Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-11-30T13:23:38Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-11-30T13:23:38Z; created: 2021-11-30T13:23:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2021-11-30T13:23:38Z; pdf:charsPerPage: 2242; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-11-30T13:23:38Z | Conteúdo => SS11--CC 33TT22 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10880.948080/2011-32 RReeccuurrssoo Voluntário AAccóórrddããoo nnºº 1302-005.976 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária SSeessssããoo ddee 17 de novembro de 2021 RReeccoorrrreennttee VOTORANTIM FINANÇAS S.A. IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 DCOMP. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. Deve-se homologar as declarações de compensação (DCOMPs) quando comprovado que não subsistem as razões expostas no despacho decisório que não as homologou, quais sejam, a prova da retenção do IRRF e o oferecimento das respectivas receitas à tributação, bem como a prova da extinção, por compensação, das estimativas mensais de IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório relativo ao saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 2005, no montante de R$ 16.110.150,96, e homologar as compensações objeto do presente processo até o limite do direto creditório reconhecido, nos termos do relatório e voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Marozzi Gregorio, Gustavo Guimarães da Fonseca, Andréia Lucia Machado Mourão, Flávio Machado Vilhena Dias, Cleucio Santos Nunes, Marcelo Cuba Netto, Fabiana Okchstein Kelbert, e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo em epígrafe, com amparo no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. O litígio tem por objeto a declaração de compensação (DCOMP) nº 16125.88466.210808.1.7.02-2701 (e-fl. 2 e ss., que contém o demonstrativo do direito creditório), bem como diversas outras DCOMPs a ela vinculadas. O direito creditório informado AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 94 80 80 /2 01 1- 32 Fl. 704DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-005.976 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.948080/2011-32 pelo sujeito passivo tem origem em saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 2005, no valor de R$ 16.110.150,96. As DCOMPs não foram homologadas sob o fundamento de que (i) do IRRF informado no valor de R$ 29.007.324,94, apenas R$ 7.143.852,60 foi confirmado, e (ii) não foram confirmadas as estimativas mensais de IRPJ, informadas no valor de R$ 1.769.179,81. O despacho decisório que não homologou as DCOMPs encontra-se à e-fl. 10. Em face desse despacho decisório o sujeito passivo propôs manifestação de inconformidade (e-fl. 339 e ss.), a qual foi julgada improcedente pela DRJ de origem, sob o fundamento de falta de comprovação da liquidez e certeza do direito creditório alegado (e-fl. 494 e ss.). Inconformado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário (e-fl. 604 e ss.), o qual foi apreciado pela extinta 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF, que resolveu converter o julgamento em diligência, nos seguintes termos (e-fl. 676 e ss.): Inicialmente, observa-se que o saldo negativo pleiteado pelo contribuinte (R$16.110.150,96), relativo ao ano de 2005, está diretamente condicionado à verificação de dois pontos básicos: 1) A existência de IRRF, no valor de R$ 21.863.472,34, decorrente do recebimento de JCP (R$ 145.756.482,32) oferecido à tributação; 2) A confirmação das estimativas mensais pagas ao longo de 2005 (R$ 1.769.179,82). Entretanto, após análise da documentação acostada ao processo em tela, verificou-se que a apreciação do ‘item 01’ requer a análise do LALUR, sem o qual não é possível concluir se os recebimentos de JCP foram ou não levados à tributação. Contudo, o LALUR que se encontra nos autos (fls. 442 a 452) contém apenas a parte de Contribuição Social – e não IRPJ, fazendo-se necessário que o processo seja baixado em diligência pelas razões a seguir expostas. Realmente, há fortes indícios (Comprovantes de Retenção fls. 430 a 432) da existência do IRRF indicado pelo contribuinte. Entretanto, ainda assim é necessário verificar se a receita de JCP foi devidamente oferecida à tributação. (...) Portanto, voto no sentido de que o processo seja convertido em diligência para a unidade de origem realizar as seguintes providências: a) Intimar o contribuinte a apresentar, no prazo de 10 (dez) dias, a parte A do LALUR referente ao IRPJ 2005, bem como demais documentos que repute necessário a comprovar que as receitas de JCP foram oferecidas à tributação na DIPJ/2006, AC 2005; b) Confirmar os valores de IRRF constantes nos Comprovantes de Retenção (fls. 430 a 432) no valor de R$ 21.863.472,34 perante os sistemas da Receita Federal, proveniente da fonte VOTORANTIM FINANÇAS S/A., inscrita no CNPJ sob n° 01.386.256/000141 e com Banco Votorantim S.A., inscrita no CNPJ sob n° 59.588.111/000103; c) Analisar se as receitas do recebimento de JCP (R$ 145.756.482,32), referente aos Comprovantes de Retenção do IRRF fls. 430 a 432) no valor de R$ 21.863.472,34, estão declaradas, e portando oferecidas à tributação, no campo “Outras adições”, localizado na “ficha 9A, linha 23” (Campo ‘Outras Adições’) da DIPJ/2006, AC 2005. (g.n.) d) Elaborar planilha de apuração de possível saldo negativo, demonstrando-se os valores eventualmente provados como retidos, promovendo a ciência da recorrente Fl. 705DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-005.976 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.948080/2011-32 acerca do relatório conclusivo e dos demais elementos eventualmente juntados na diligência, para que esta, querendo, se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias. (...) Realizada a diligência (e-fl. 691 e ss.), os autos retornaram ao CARF para prosseguimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais previstos nas normas que regem o Processo Administrativo Fiscal, logo, dele tomo conhecimento. Pois bem, o autor da diligência manifestou-se pela existência do saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 2005, no valor de R$ 16.110.150,96, nos seguintes termos: 1. O presente processo retorna a esta DIORT/DEINF-SPO em cumprimento à Resolução 1102-000.308 - 1ª Câmara da 2ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento do CARF - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - para se proceder a diligência e verificar os seguintes itens, reproduzido abaixo: (...) 2. Quanto à intimação do contribuinte, não houve tal necessidade, já que as cópias da parte A do Lalur - Registros de Ajustes do Lucro Líquido do Exercício de AC 2005 - referente ao Imposto de renda PJ encontram-se acostados fls. 663/674. Esses elementos são suficientes para a comprovação do oferecimento à tributação e elaboração da planilha do item d). 3. Quanto ao item b), efetuamos a consulta ao Portal DIRF, anexamos a cópia da DIRF 2005 às fls. 687, sendo comprovada a retenção de IRRF no valor de R$ 21.863.472,34 a título de recebimento de rendimentos de JCP - código de receita 5706 - no valor de R$ 145.756.482,32 da fonte pagadora Banco Votorantim S.A. - CNPJ 59.588.111/0001-03 no mês de junho de 2005, como apontam os registros na Parte A – Lalur às fls. 668. (g.n.) 4. A seguir, procedemos a verificação do item c) oferecimento dos rendimentos de JCP na ficha 09A da DIPJ/2006 comparando com as adições registradas na Parte A do Lalur. (...) 5. Da tabela comparativa do parágrafo anterior, podemos concluir que a alegação do contribuinte é procedente. Os rendimentos auferidos de JCP estão inseridos na linha 23 da Ficha 09A da DIPJ/2006. A diferença entre os valores declarados na ficha 09A da DIPJ e as adições promovidas pela Parte A é devida a inclusão do valor das operações de carácter cultural e artístico de dezembro de 2005 ao patrocinar o Livro Brasileiros Futebol Clube no valor de R$ 189.800,00. 6. E o último item a verificar, antes de procedermos ao cálculo do montante creditório relativo ao saldo negativo de IRPJ de 2005, referem-se às antecipações mensais de imposto de renda, assim efetuamos consulta ao novo módulo de controle de créditos e compensações – SCC fls. 688/690, na qual constatamos que todas as estimativas mensais compensadas, que constituíram o montante creditório, foram todas homologadas, conforme a tabela a seguir. (...) 7. Com lastro nas verificações efetuadas ao longo da diligência, elaboramos a planilha do Saldo Negativo de IRPJ do ano-calendário de 2005, conforme a seguir: Fl. 706DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-005.976 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.948080/2011-32 8. Com suporte na documentação apresentada pelo contribuinte, e nas pesquisas efetuadas nos sistemas informatizados da RFB, SCC, Portal DIRF e Portal IRPJ, a ficha 12A da DIPJ/2006 reflete o saldo apurado de IRPJ no ano-calendário de 2005 no valor de R$ 16.110.150,98 (dezesseis milhões, cento e dez mil, cento e cinquenta reais, e noventa e oito centavos). (g.n.) (...) Uma vez que autoridade local verificou (i) a efetiva retenção do IRRF no valor de R$ 29.007.324,94, e que a respectiva receita de JCP foi oferecida à tributação, bem como (ii) a extinção, por compensação, das estimativas mensais de IRPJ no valor de R$ 1.769.179,82, então, (iii) é de se concluir que não subsistem as razões expostas no despacho decisório para a não homologação das DCOMPs. Tendo em vista todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário para homologar as DCOMPs objeto do presente processo até o limite do direto creditório nelas informado, qual seja, R$ 16.110.150,96. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 707DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13819.908822/2012-18
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 30/04/2003
PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º DO CTN. COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO.
Tratando-se de tributos sujeitos à homologação e comprovada a ocorrência de antecipação de pagamento, aplica-se, quanto à decadência, a regra do art. 150, § 4 º do CTN. Ainda que constatada a ocorrência de recolhimento parcial.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE.
Conforme legislação vigente a homologação tácita somente se aplica ao pedido de compensação e não ao pedido de restituição, sendo aplicável o prazo de cinco anos previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96 apenas para o pedido de compensação.
ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. RESTITUIÇÃO. PIS/PASEP. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. DESCABIMENTO.
A decisão judicial, proferida pelo Supremo Tribunal Federal sob a sistemática de repercussão geral, que reconhece a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins, promovido pelo art. 3º, §1º da Lei nº 9.718, de 1998, não possui influência nas solicitações de restituição de PIS ou de Cofins calculados no regime da não cumulatividade, com base nas Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003.
DIREITO CREDITÓRIO. RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. AUSÊNCIA DE PROVA
O direito à restituição/ressarcimento/compensação deve ser comprovado pelo contribuinte, porque é seu o ônus. Na ausência da prova, em vista dos requisitos de certeza e liquidez, conforme art. 170 do CTN, o pedido deve ser negado.
ÔNUS DA PROVA DO CRÉDITO RECAI SOBRE O CONTRIBUINTE.
Como se pacificou a jurisprudência neste Tribunal Administrativo, o ônus da prova é devido àquele que pleiteia seu direito. Portanto, para fato constitutivo do direito de crédito o contribuinte deve demonstrar de forma robusta ser detentor do crédito.
Numero da decisão: 3002-002.106
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Régis Venter - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Régis Venter, Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Carlos Delson Santiago e Mariel Orsi Gameiro.
Nome do relator: Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 11 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202110
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/2003 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º DO CTN. COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO. Tratando-se de tributos sujeitos à homologação e comprovada a ocorrência de antecipação de pagamento, aplica-se, quanto à decadência, a regra do art. 150, § 4 º do CTN. Ainda que constatada a ocorrência de recolhimento parcial. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Conforme legislação vigente a homologação tácita somente se aplica ao pedido de compensação e não ao pedido de restituição, sendo aplicável o prazo de cinco anos previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96 apenas para o pedido de compensação. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. RESTITUIÇÃO. PIS/PASEP. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. DESCABIMENTO. A decisão judicial, proferida pelo Supremo Tribunal Federal sob a sistemática de repercussão geral, que reconhece a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins, promovido pelo art. 3º, §1º da Lei nº 9.718, de 1998, não possui influência nas solicitações de restituição de PIS ou de Cofins calculados no regime da não cumulatividade, com base nas Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003. DIREITO CREDITÓRIO. RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. AUSÊNCIA DE PROVA O direito à restituição/ressarcimento/compensação deve ser comprovado pelo contribuinte, porque é seu o ônus. Na ausência da prova, em vista dos requisitos de certeza e liquidez, conforme art. 170 do CTN, o pedido deve ser negado. ÔNUS DA PROVA DO CRÉDITO RECAI SOBRE O CONTRIBUINTE. Como se pacificou a jurisprudência neste Tribunal Administrativo, o ônus da prova é devido àquele que pleiteia seu direito. Portanto, para fato constitutivo do direito de crédito o contribuinte deve demonstrar de forma robusta ser detentor do crédito.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 13819.908822/2012-18
anomes_publicacao_s : 202112
conteudo_id_s : 6530992
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 10 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3002-002.106
nome_arquivo_s : Decisao_13819908822201218.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta
nome_arquivo_pdf_s : 13819908822201218_6530992.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Régis Venter - Presidente (documento assinado digitalmente) Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Régis Venter, Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Carlos Delson Santiago e Mariel Orsi Gameiro.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2021
id : 9099015
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Sat Dec 11 09:34:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1718841791851003904
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-11-17T17:19:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-11-17T17:19:31Z; Last-Modified: 2021-11-17T17:19:31Z; dcterms:modified: 2021-11-17T17:19:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-11-17T17:19:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-11-17T17:19:31Z; meta:save-date: 2021-11-17T17:19:31Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-11-17T17:19:31Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-11-17T17:19:31Z; created: 2021-11-17T17:19:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2021-11-17T17:19:31Z; pdf:charsPerPage: 2240; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-11-17T17:19:31Z | Conteúdo => S3-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13819.908822/2012-18 Recurso Voluntário Acórdão nº 3002-002.106 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 20 de outubro de 2021 Recorrente WICKBOLD & NOSSO PAO INDUSTRIAS ALIMENTICIAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/2003 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º DO CTN. COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO. Tratando-se de tributos sujeitos à homologação e comprovada a ocorrência de antecipação de pagamento, aplica-se, quanto à decadência, a regra do art. 150, § 4 º do CTN. Ainda que constatada a ocorrência de recolhimento parcial. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Conforme legislação vigente a homologação tácita somente se aplica ao pedido de compensação e não ao pedido de restituição, sendo aplicável o prazo de cinco anos previsto no art. 74, §5º, da Lei 9.430/96 apenas para o pedido de compensação. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. RESTITUIÇÃO. PIS/PASEP. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. DESCABIMENTO. A decisão judicial, proferida pelo Supremo Tribunal Federal sob a sistemática de repercussão geral, que reconhece a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins, promovido pelo art. 3º, §1º da Lei nº 9.718, de 1998, não possui influência nas solicitações de restituição de PIS ou de Cofins calculados no regime da não cumulatividade, com base nas Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003. DIREITO CREDITÓRIO. RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. AUSÊNCIA DE PROVA O direito à restituição/ressarcimento/compensação deve ser comprovado pelo contribuinte, porque é seu o ônus. Na ausência da prova, em vista dos requisitos de certeza e liquidez, conforme art. 170 do CTN, o pedido deve ser negado. ÔNUS DA PROVA DO CRÉDITO RECAI SOBRE O CONTRIBUINTE. Como se pacificou a jurisprudência neste Tribunal Administrativo, o ônus da prova é devido àquele que pleiteia seu direito. Portanto, para fato constitutivo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 90 88 22 /2 01 2- 18 Fl. 132DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 do direito de crédito o contribuinte deve demonstrar de forma robusta ser detentor do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Régis Venter - Presidente (documento assinado digitalmente) Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Régis Venter, Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Carlos Delson Santiago e Mariel Orsi Gameiro. Relatório Trata-se o presente processo de PERDCOMP de nº 22933.03392.170408.1.2.04- 4552, na qual o recorrente solicita restituição utilizando crédito decorrente de COFINS não cumulativa, o qual acredita que exista referente ao período de apuração de julho/2003, relativo a COFINS - código de receita 6912. O despacho decisório de fls.64-68, proferido em 05/05/2015, homologou parcialmente o pedido de restituição, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório já havia sido parcialmente utilizado para extinção do débito relativo ao período de apuração a que se referia, restando somente crédito disponível no valor de R$13,06. A Quarta Turma da DRJ/FNS proferiu acórdão nº 07-43.492, em 27 de fevereiro de 2019 (fls. 72/81) não reconhecendo o direito creditório, o qual possui ementa dispensada conforme o artigo 2º, II, da Portaria RFB nº 2.724/2017, mas que transcrevo trecho da decisão que analisou a manifestação de inconformidade, para melhor aclarar o entendimento desta Turma de Julgamento: Em preliminar, a contribuinte alega homologação do crédito pela decadência, em razão de que passaram mais de cinco anos entre a transmissão do PER e o DD, devendo ser homologado o crédito pleiteado. Em sua defesa, cita ementa de Acórdão do Carf, acerca do prazo decadencial para homologação de créditos de compensação. Diante da argumentação da contribuinte, é de se esclarecer que não há dispositivo na legislação tributária que determine prazo para apreciação de Pedido de Restituição. A previsão legal se refere tão-somente à Declaração de Compensação (Dcomp). Isto porque a compensação declarada extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação (Lei n.º 9.430, de 1996, art. 74, § 2º). O mesmo artigo determina que o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito Fl. 133DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 passivo é de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação (§ 5º). Transcorrido esse prazo, o fisco não pode mais apreciar a compensação efetuada. Assim sendo, depois de cinco anos da transmissão da Dcomp sem que o fisco tenha se manifestado, considera-se definitivamente extinto o débito nele confessado. O Pedido de Restituição, entretanto, não tem nenhum efeito imediato e necessita de manifestação expressa da RFB. Portanto, não havendo previsão legal, é de se afastar a argumentação da contribuinte. Note-se, ademais, que a ementa do acórdão do Carf citado pela contribuinte, refere-se à declaração de compensação e não a pedido de restituição. (...) No caso que aqui se tem, entretanto, não há nos autos qualquer comprovação ou alegação de que a contribuinte tenha retificado a DCTF do período, de modo que não restou juridicamente firmada a existência do pagamento indevido alegado, o que retira do aludido crédito requisito essencial que a lei impõe a ele para que possa ser objeto de repetição. Ressalte-se que a certeza e liquidez do crédito é requisito essencial para o deferimento da restituição, devendo restar comprovado o efetivo pagamento indevido ou a maior que o devido. (...) Concluindo, não tendo ainda sido determinada pelo STF a forma de aplicação da referida decisão de Repercussão Geral e a sua modulação temporal, e também por não haver expressa manifestação da PGFN sobre o caso, não cabe à DRJ definir procedimento ou expor interpretação sobre o assunto, ficando impossibilitada de adotar de imediato a decisão do STF à situação em causa. Portanto, resta impossibilitada qualquer posição administrativa no sentido de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins (ressalte-se, inclusive, que mesmo na hipótese de o entendimento defendido vir a ser efetivamente confirmado, o processo carece de provas acerca da existência do crédito pleiteado, ou seja, o processo não contém demonstração efetiva, com apoio na escrituração contábil e fiscal, da certeza e liquidez do valor pleiteado). (...) Ainda em relação à exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições - PIS/Pasep e Cofins, a contribuinte defende, por alegações de variada ordem, a inconstitucionalidade das Leis nºs 9.715/98 (conversão da MP 1.212/95), 9.718/98, 10.637/2002 e 10.833/2003. A legislação aplicável à Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins, no regime cumulativo (Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998) e no regime não cumulativo (Leis nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, respectivamente), define os elementos constitutivos da base de cálculo das referidas contribuições, na qual se incluem, nas duas modalidades de incidência, os tributos sobre ela (a receita mensal) incidentes, conforme insculpido no art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. Assim, como a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que dispõe sobre a não cumulatividade do PIS, vigia no período de apuração em análise, não pode este juízo afastá-la, sob pena de, com isto, estar ultrapassando seus limites legais de competência. (...) Fl. 134DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 Por todo exposto, voto pela improcedência da manifestação de inconformidade e não reconhecimento do direito creditório. A recorrente tomou ciência da decisão em 15 de abril de 2019, e interpôs Recurso Voluntário em 29 de abril de 2019 (fls. 87/103), no qual solicita a restituição dos créditos de PIS/COFINS, decorrentes da indevida inclusão nas bases de cálculo das referidas contribuições. É o relatório. Voto Conselheira Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Relatora. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende os requisitos de admissibilidade devendo, portanto, o reconheço. Em apertada síntese, a recorrente buscou através de PERDCOMP nº22933.03392.170408.1.2.04-4552, transmitido em 17/04/2008, a restituição de créditos de PIS/COFINS, no período de 30/06/2003, em razão de recolhimento a maior do que o devido. Passemos a análise da peça recursal. PRELIMINAR- DA DECADÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Em sede de preliminar, a recorrente alega a decadência quinquenal para restituir os pretensos créditos, ocorrendo a homologação tácita do PERDCOMP. Fato incontroverso é a emissão do despacho decisório após 5 anos da data do protocolo de transmissão do Pedido Eletrônico de Restituição, já que o PERDCOMP foi transmitido em 2008 e o despacho decisório apenas em 2015. Contudo, o litígio reside na caracterização, ou não, deste fato como homologação tácita. O instituto da compensação encontra-se previsto no art. 170 do CTN. No âmbito administrativo, a Instrução Normativa RFB nº 1717 de 17/07/2017 disciplina a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Após a entrega da Declaração de Compensação (PER/DCOMP), a Secretaria da Receita Federal deverá analisar o pedido de compensação em um prazo máximo de 5 (cinco anos), contados da data da entrega da Declaração de Compensação. Este é o texto do §2º do artigo 73 da Instrução Normativa RFB nº 1717 de 17/07/2017, in verbis: “§2º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5(cinco) anos, contados da data da entregada Declaração de Compensação.” (grifos nossos) Como visto, a homologação tácita da compensação se dá após decorrido o prazo de cinco anos contados da data de transmissão do PERDCOMP. Fl. 135DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 De fato, o STF aprovou a Súmula Vinculante nº 8, de 12 de junho de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 20 de junho de 2008, declarando inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 2008. Por força do artigo 146, III, b, da Constituição Federal de 1988, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre prescrição e decadência tributária. Destarte, aplicam-se às contribuições sociais as regras de decadência e prescrição da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), recepcionado pela Constituição Federal com força de lei complementar. No entanto, diferentemente da declaração de compensação, o pedido de restituição à Receita Federal não é satisfeito desde logo. Isso porque a compensação se viabiliza por via de um regime declaratório, enquanto que a restituição se viabiliza por um regime de requerimento. E mais, não há previsão legal para homologação tácita de pedido de ressarcimento, pois o §5º do art. 74 da Lei 9.430/96 apenas se refere às declarações de compensação. Nesse mesmo sentido, este Tribunal Administrativo possui precedentes através dos acórdãos 3302-009.280 e 3402-004.523 corroborando a explanação supracitada, os quais aqui transcrevo: No caso das análises de pedidos de restituição, não há que se falar em sujeição ao prazo de homologação de compensação, uma vez que, por óbvio, restituição não se confunde com declaração de compensação, razão pela qual não se aplica a norma inscrita no parágrafo 5º, art. 74 da Lei nº. 9.430/96: o dispositivo expressamente se refere à declaração de compensação, não se aplicando aos pedidos de restituição ou ressarcimento. (...) Explico. Na compensação, o sujeito passivo promove o encontro de contas que caracteriza a compensação, requerendo a sua homologação pela Administração Tributária. No caso em que o encontro de contas não é homologado, os valores compensados são imediatamente exigidos nos termos do artigo 74 da Lei nº 9.430/1996. Tal análise do procedimento adotado pelo sujeito passivo está, naturalmente, sujeita a prazo, uma vez que envolve a cobrança de um débito que o interessado pretende extinguir. Logo, é de se esperar que a lei que regulamenta o pedido de compensação também preveja um prazo para o Fisco decidir sobre o direito pleiteado - assim como existe prazo para lançamento (decadência) ou cobrança (prescrição) de um tributo. No caso de ressarcimento e restituição, o sujeito passivo requer que seja declarada a existência de um crédito. Não existe procedimento anterior a ser objeto de homologação. O indeferimento do pedido de restituição/ressarcimento, mesmo que ocorrido após o decurso do prazo decadencial, não atinge a segurança jurídica, pois não implicará a cobrança de débitos confessados (Trecho do Acórdão de nº.3302-009.208. Grifos nossos) Como se vê, por disposição legal expressa, a homologação tácita é aplicável unicamente à Declaração de Compensação, não havendo possibilidade de sua aplicação aos Pedidos de Restituição e Ressarcimento(PER). Isto ocorre porque quando o contribuinte realiza um pedido de compensação, nada mais está fazendo do que um lançamento por homologação: apura o tributo devido, realiza a Fl. 136DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 declaração, e substitui o pagamento em espécie, por um pagamento com crédito tributário que possui junto ao ente tributante . E é por essa razão que, quando não há a apreciação expressa do pedido de compensação, passados 5 anos após a sua apresentação, ocorre a respectiva homologação. Em última análise, o que há é a homologação do lançamento realizado pelo contribuinte, sendo que o pagamento da obrigação tributária se dá com a utilização do seu direito creditório.(Trecho do acórdão de n°3402-004.523. Grifos nossos). De fato, não posso deixar de registrar que deve haver um prazo para que a fazenda se manifeste sobre pedidos de restituição dentro de um prazo razoável. Inclusive em concordância com o princípio da duração razoável do processo, o qual abrange os processos administrativos, expresso no art.5º, LXXVIII, da Constituição Federal. Entretanto, a legislação é carente de uma norma que estabeleça período específico para que a Fazenda Nacional se posicione a respeito de pedidos de restituição ou ressarcimento e o CARF, em virtude de seu regimento, observa a estrita legalidade. Ante a falta de guarida legal, não acolho o pedido de preliminar. Passemos, então, a análise de mérito. DO MÉRITO Não obstante, a recorrente alegar, de fato, existe a comprovação do crédito tributário da Recorrente e, para tanto, os autos necessitam de diligências fiscais para verificação de documentação fiscal e contábil que atestam o indevido recolhimento da contribuição com o efeito do ICMS. E, para tanto, em nome da verdade material, deveria haver, por parte da Receita Federal, a análise de DIPJ, DCTF, DARF e documentação contábil da época, ou seja 06/2003, para se aferir a legitimidade do crédito pleiteado pela Recorrente, é necessário que essas provas sejam apresentadas pelo próprio contribuinte. Concordo que a análise do rol de documentos citados pelo contribuinte deve ser realizada, mas ,em casos de repetição/ressarcimento, cumulado ou não com declaração de compensação, o ônus da prova é do contribuinte. E isso tem como fundamento jurídico o art. 373 do vigente CPC, que dispõe: Art.373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; O fato de o processo administrativo ser informado pelo princípio da verdade material em nada macula o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destina-se a busca da verdade que está para além dos fatos alegado pelas partes , mas isto em um cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido de cumprir o seu onus probandi. Como já dito anteriormente, a parte é a responsável pelo ônus de provar o que alega. E, em uma percepção analítica do processual, não há material a ser analisado pela DRJ, vez que nenhum material probatório foi acostado aos autos. Por fim, alega a recorrente na inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo do PIS/COFINS. No entanto, a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal sob a sistemática de repercussão geral, que reconhece a inconstitucionalidade do alargamento da base Fl. 137DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3002-002.106 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13819.908822/2012-18 de cálculo do PIS e da COFINS, promovido pelo art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718, de 1998, não possui influência nas solicitações de restituição de PIS ou de COFINS calculados no regime da não cumulatividade, com base nas Leis nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003. Sendo assim, tendo em vista que o contribuinte não apresentou qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque, ao contrário do sustentado pelo Recorrente, cabe ao sujeito passivo o ônus da prova nos pedidos de restituição do crédito pleiteado. Ante o exposto, rejeito a preliminar de decadência e, no mérito, nego provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta Fl. 138DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000429/2004-10
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004
BASE DE CALCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS.
A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004
COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM
QUALQUER COMPROVAÇÃO.
Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações.
Numero da decisão: 3803-000.851
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, por maioria de votos, para reverter a glosa relativa a cessão dos créditos de ICMS. Vencido o Relator e o Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa
para redação do voto vencedor.
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 08 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201010
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 BASE DE CALCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 13016.000429/2004-10
conteudo_id_s : 6676792
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.851
nome_arquivo_s : Decisao_13016000429200410.pdf
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 13016000429200410_6676792.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, por maioria de votos, para reverter a glosa relativa a cessão dos créditos de ICMS. Vencido o Relator e o Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para redação do voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
id : 9532722
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 08 09:42:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1746112000848560128
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-04-17T17:32:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-04-17T17:32:57Z; Last-Modified: 2012-04-17T17:32:57Z; dcterms:modified: 2012-04-17T17:32:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4ef5f814-18d7-4536-b81c-7552193cf5ab; Last-Save-Date: 2012-04-17T17:32:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-04-17T17:32:57Z; meta:save-date: 2012-04-17T17:32:57Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-04-17T17:32:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-04-17T17:32:57Z; created: 2012-04-17T17:32:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2012-04-17T17:32:57Z; pdf:charsPerPage: 1699; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2012-04-17T17:32:57Z | Conteúdo => S3-T E03 FL 72 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13016.000429/2004-10 Recurso n° 523.636 Voluntário Acórdão n° 3803-00.851 — 3' Turma Especial Sessão de 27 de outubro de 2010 Matéria PIS/PASEP Recorrente MADEM S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS E EMBALAGENS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 BASE DE CALCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão á. simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, por maioria de votos, para reverter a glosa relativa a cessão dos créditos de ICMS. Vencido o Relator e o Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para redação do voto vencedor. Alexandre Kern - Preside te. Fl. 81DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Daniel Mauricio Fedato - Relator. Belchior elo de •us tic----Ta-t-67-Ir )esignado. Participar m, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, élcio Lafetd Reis e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório A Interessada em sua Manifestação de Inconformidade se insurge conta o procedimento fiscal, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento, relativo ao saldo credor de PIS/Pasep não cumulativo, apenso declarações de compensação. As alegações da Autora, no que tange a glosa dos valores creditados correspondentes tis aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por empresa considerada inapta, conforme Ato Declaratório motivado pela comprovação de sua inexistência de fato, sustenta-se, que não poderia afastar a possibilidade de creditamento de adquirente de boa-fé, diz ainda, que tais operações de fato teriam sido realizadas e transcreve jurisprudência do TIRS e do STJ que entende amparar sua argumentação. Referente a parcela da glosa correspondente à tributação das receitas decorrentes das transferências de créditos do ICMS a terceiros, alega também a Interessada que tais operações não se enquadrariam como fato gerador da contribuição, pois tais créditos teriam sido cedidos a terceiros "sem lucro algum e/ou entrada de dinheiro" e se tratariam de receitas decorrentes de exportação imunes a incidência das contribuições. Considera também que tais transferências de ICMS não poderiam ser consideradas como receita, pois não acarretaram em aumento de seu patrimônio, pois se tratariam de mera troca dos créditos por mercadorias, sem qualquer ágio. Citou e transcreveu jurisprudência administrativa que entende retratar sua situação. Conclui com o pedido para que seja dado provimento à Manifestação de Inconformidade, com o reconhecimento integral do direito ao crédito pleiteado. Ocorre que a DRJ de Porto Alegre/RS em seu Acordão proferido em 21.01.10, considerou a Manifestação de Inconformidade improcedente, não reconhecendo o direito creditório. Ementa da decisão: "BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o PIS/PASEP e a COFINS até a vigência dos arts. 7°, 8° e 9" da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008. ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo 2 Fl. 82DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13016.000429/2004-10 Acórdão n.° 3803-00.851 S3-TE03 Fl. 73 manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio coin o objetivo de demonstrar a veracidade de tais afirmações." Inconformada, a Autora ingressou Recurso Voluntário reapresentando suas razões, aguardando deste Conselho reconhecimento do direito creditório. Em síntese, é o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Daniel Mauricio Fedato, Relator. 0 Recurso Voluntário é tempestivo e atende ás demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Inicialmente cabe salientar que a Interessada ern sua oportunidade no Recurso Voluntário, não apresentou qualquer nova prova ou indicio que poderia demonstrar a veracidade das afirmações já expostas no Relatório, no que tange ao fortalecimento do arrimo do pleito. Notas Fiscais Emitidas por Empresa Considerada Inapta Quanto à glosa de valores indevidamente creditados, referentes A. aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por empresa considerada inapta conforme Ato Declaratório, em face da comprovação de sua inexistência de fato, deve-se observar que o interessado limitou-se a alegar sua condição de adquirente de boa-fé e a afirmar que tais aquisições teriam de fato ocorrido. Contudo, novamente não trouxe aos autos quaisquer elementos para amparar suas afirmações e sequer logrou demonstrar que teria havido efetivamente o recolhimento de PIS sobre tais operações. Assim, devem permanecer válidas as referidas glosas. Transferências de Créditos de ICMS Sobre as operações de transferência dos créditos do ICMS, cabe esclarecer que configuram uma espécie de alienação, ou melhor dizendo, uma cessão de créditos em que a pessoa jurídica vendedora torna o lugar do cedente; o adquirente, o do cessionário e a Unidade da Federação, o do cedido. Conforme o disposto nas Leis 9.718/1998, 10.637, de 30 de dezembro de 2002 (Pis não-cumulativo) e Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003 (incidência não-- cumulativa da Cofins), estas contribuições têm como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, sendo que o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Constata-se que a opção do legislador foi a generalização do alcance da incidência das contribuições em tela. Td, ao tratar das hipóteses de exclusão da base de cálculo, a norma foi bastante seletiva, restringindo-as a um pequeno rol, numerus elausus. Observo também que os negócios jurídicos ora analisados não se enquadram em nenhuma das exclusões Fl. 83DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins previstas na legislação pertinente. Ademais, de acordo com o art. 97, inc. VI, do Código Tributário Nacional, para que fossem excluídas as precitadas receitas operacionais (decorrentes de transferências de créditos de ICMS) da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, seria necessário disposição expressa de lei. Assim, as hipóteses de exclusão previstas no § 2° do art. 3° da Lei n. 9.718/1998, § 3° do art. 1° das Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003 não comportam interpretações extensivas. As deduções, por conseguinte, são tão-somente aquelas expressamente contempladas no dispositivo legal, cuja interpretação deve ocorrer nos termos do art. 111 do CTN. Além disso, a cessão de créditos do ICMS não é operação de exportação de mercadorias ou serviços, motivo porque não está albergado por qualquer imunidade em favor das exportações, inexistindo qualquer ofensa ao Art. 149 da Constituição Federal. Conclui-se, assim, que as receitas decorrentes das transferências de créditos do ICMS não podem ser excluídas da base de cálculo das contribuições PIS/Cofins, por falta de previsão legal. • Por fim, observo que houve o pronunciamento da Coordenadoria do Sistema de Tributação - COSIT, através da Solução de Consulta Interna n° 48, de 30/12/2004, no qual a posição acima defendida é inteiramente corroborada pelo órgão central, havendo incidência não somente de PIS e Cofins, mas também de IRPJ e da CSL sobre os valores auferidos corn a cessão de créditos de ICMS. Todavia, cabe observar que recentemente houve a edição da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008, cujos arts. 7", 8° e 9' desoneram da incidência do PIS e da Cofins as transferências onerosas de ICMS. Entretanto, o art. 22, inciso I, da mesma Medida Provisória, estabelece a sua entrada em vigor na data da publicação e a produção de efeitos a partir de 1° de janeiro de 2009, no caso dos artigos acima citados. Por todo o exposto, pode-se verificar que se tratam de dispositivos de leis em vigor, regularmente aprovadas pelo Poder Legislativo, competindo exclusivamente ao Poder Judiciário decidir sobre sua constitucionalidade, não podendo ser afastada sua aplicação no julgamento administrativo. Com arrimo na Súmula n° 02 do CARF, in verbis: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." • A respeito da jurisprudência apresentada pela Autora, deve-se contrapor que são decisões isoladas que não vinculam especificamente ao caso em epígrafe. Corn as razões evocadas não reconheço o direito creditório postulado, negando provimento ao Recurso Voluntário. Daniel Mauricio Fedato Fl. 84DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13016.000429/2004-10 Acórdão n.° 3803-00.851 83-TE03 Fl. 74 Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa - Redator Designado. Duas questões remanescem no presente recurso voluntário, quanto As glosas no pedido de ressarcimento: a) dos valores creditados correspondentes às aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por empresa considerada inapta, no que pretendeu a recorrente demonstrar a validade das aquisições sustentadas no principio da boa-fé; b) dos valores correspondentes às transferências de ICMS para terceiros seus fornecedores, em permuta corn insumos fornecidos. Uma vez compondo o voto vencido os argumentos expendidos quanto A. primeira glosa para a rejeição, por unanimidade, das alegações da recorrente, dispenso reiterá- los, esposando-os no presente voto vencedor, como se meus fossem, e passo a discorrer acerca da parte em que foi vencido o nobre relator, a glosa das transferências de ICMS para os fornecedores da recorrente. 0 deslinde da questão passa por identificar a situação Mica que envolve a relação jurídica entre a recorrente e seu fornecedor, investigar se sua feição está ao alcance do campo gravitacional semi6tico do conceito de receitas auferidas e concluir se a natureza jurídica da atividade por ela conduzida encontra-se no raio de incidência da norma entalhada no art. 1 0, da Lei n° 10.637/2002 e no art. 1 0, da Lei n° 10.833/2003, conteúdo aplicável a contribuição para o PIS-PASEP/COFINS, aqui, portanto, tratados conjuntamente. Quanto ao fato que demarca a relação de negócios, a que imputou a fiscalização ocorrer o antecedente da regra-matriz de incidência da contribuição para o PIS, não houve controvérsia nas etapas antecedentes deste processo quanto ao que a recorrente declarou: ser a transação permuta de seus direitos de crédito de ICMS, não aproveitados por força da imunidade tributária decorrente de suas vendas para o exterior, com insumos de fornecedores, e as operações contabilizadas no molde como descrito em um item do relatório, a seguir transcrito: • Na aquisição dos insumos, os registros contábeis processam-se com dois débitos em contas do ativo, "estoques" e "ICMS a recuperar" e um crédito na conta do passivo "fornecedores", aumentando ambas as contas patrimoniais. Na transferência do imposto estadual, há crédito na conta "ICMS a recuperar" e debito na conta "fornecedores", desta vez diminuindo-as. Conforme esses lançamentos, os valores não transitam em conta de resultado, nem para a recorrente nem para o fornecedor. Corn respeito à prospecção do significado e alcance do signo receitas auferidas, convém reconstituir alguns ângulos de visão abordando primeiramente o conceito de receita. Tomemos a contribuição de Edmar Oliveira Andrade Filho, para quem "0 conceito 1 PIS e COFINS-Questões polêmicas. ed. Quartier LatinL. 2005, p.220. Fl. 85DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. jurídico de "receita" não destoa daquele adotado no âmbito das Ciências Contábeis, nada obstante, este abrange também as reduções de passivos, ou não há um ingresso em sentido positivo; existe 11171 ingresso em sentido negativo porque os valores não sairão do patrimônio social. "[g.n] Desse modo, na perspectiva da Ciência Contábil, consigna Iudicibus2, que receita "é o valor monetário, em determinado período, da produção de bens e serviços da entidade, em sentido lato, para o mercado, no mesmo período, validado, mediata ou imediatamente, pelo mercado, provocando acréscimo de patrimônio liquido e simultâneo acréscimo de ativo, sem necessariamente provocar, ao mesmo tempo, um decréscimo do ativo e do patrimônio liquido, caracterizado pela despesa." [g.n.] Para Hendriksen e Van Breda3 ; receita é "o acréscimo de benefícios econômicos durante o período contábil na forma de entrada de ativos ou decréscimos de exigibilidades e que redunda num acréscimo do patrimônio liquido, outro que não o relacionado a ajustes de capital." [g.n.] O IBRACOM4 define que "receita é entrada bruta de benefícios económicos durante o período em que ocorre no curso das atividades ordinárias de uma empresa, quando tais entradas resultam em aumento do patrimônio liquido, excluídos aqueles que decorrem de contribuições dos proprietários e acionistas." [g.n] Dos conceitos de receita emitidos por cada urna das autoridades acima, abordando sua materialidade, origem, e efeitos patrimoniais, o que importa extrair é que, em visa) unívoca no âmbito da Ciência Contábil, receita resulta em acréscimo do patrimônio liquido. De tanto se reiterar a idéia de afetação positiva do patrimônio liquido Ricardo Marins de Oliveira de igual modo a reverbera, em seus termos: Realmente, há um conhecimento universal de que receita é um dado formador de acréscimo patrimonial, e acréscimo patrimonial é o substrato do imposto de renda, de tal sorte que é válido para a perseguição do que seja receita o que se aplica renda, até porque renda, quando existente, deriva de unia receita.[g.n.] Há na doutrina quem não perfilhe deste entendimento, tanto como há de que essa visão não goza de (re) "conhecimento universal". Justas são suas razões. como hei de destacar. Importa, contudo, no passo até aqui palmilhado, suscitar uma conclusão provisória. Em vista de como o fato se amolda não há afetação do patrimônio liquido, e sim urna recomposição de valores entre contas do ativo e do passivo, em face da ocorrência de urn fato pennutativo, qualitativo [não-quantitativo]. Cada uma dessas contas movimenta-se no mesmo sentido, ou seja, diminuir o ativo com registro a crédito pela transferência dos saldos de ICMS resulta em diminuição do passivo na obrigação com fornecedores, lançando-se a débito; aumentar o ativo pela escrituração de débitos na conta "estoques" e "ICMS a recuperar" repercute em aumento de passivo na obrigação com fornecedores, face à correspondente contrapartida do lançamento a crédito. A. luz deste prisma pode-se ver que a atividade conduzida pela recorrente, de transferir credito para seus fornecedores em permuta com os insumos que deles recebe, não 2 ' IUDICIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade, 7' ed. Sao Paulo. ed. Atlas, 2004, p.167. 3 HENDRIKSEN, Eldo S. e BREDA, Michael F. Van. Teoria da Contabilidade. Tradução por Antonio Zoratto Sanvicente. 1'. ed. São Paulo. ed. Atlas, 1999. 4 Normas e Procedimentos de Contabilidade-NPC n° 14 - Receitas e Despesas - Resultados Fl. 86DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13016.000429/2004-10 Acórdão n.° 3803-00.851 S3-TE03 Fl. 75 perfaz o conceito erigido pelos enunciados destacados retro, uma vez não resultar acréscimo nem mesmo qualquer alteração do patrimônio liquido. 0 entendimento encontra eco nos diversos julgados trazidos 6. colação pela recorrente, estando a ter o peso de jurisprudência de algumas Cortes intermediárias, como também na posição uma vez expressa pela Administração Tributária Federal na Decisão abaixo, da SRRF/3a RF/Disit n° 47, de 11/12/1998, manifestações esclarecedoras sobre a natureza dos créditos de ICMS escriturados em razão de aquisição de mercadorias, mantidos e não utilizados na conta gráfica e realizados por uma das modalidades previstas pela legislação do ICMS, inclusive transferência a terceiros. Desta última, transcrevo ementa e fundamentos: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ementa: RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO DO ICMS. INCIDÉNCIA. O recebimento, em z forma de créditos do ICMS, de direitos decorrentes de transações realizadas e escrituradas pela empresa, e a recuperação de créditos do ICMS, mediante qualquer das modalidades previstas na legislação especifica, não constituem fato gerador para a Contribuição para o P1S/PASEP. Dispositivos Legais: Artigos 20 e 3 0 da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998. FUNDAMENTOS LEGAIS A principio, cumpre observar que, conforme dispõe o § 3 0 do artigo 231 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 11/1/94 - RIR/94, os impostos não- cumulativos, recuperáveis mediante créditos na escrita fiscal, não integram o custo das mercadorias revendidas e das matérias-primas utilizadas na produção. Nesse sentido, sendo o ICMS não-cumulativo, os valores pagos na aquisição de matérias primas e mercadorias não integram o respectivo custo, constituem crédito compenscivel coin o que for devido na saída subseqüente. Entretanto, ocorrendo a hipótese de não incidência na saída subseqüente com manutenção do direito ao crédito, caso das operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados, fica inviabilizada a compensação pela sistemática usual, restando a empresa adotar as formas alternativas de recuperação do crédito disciplinadas pelo artigo 69 clo Regulamento do ICM5 5. Mister se faz ressaltar que a recuperação de créditos do ICMS, escriturados em conta patrimonial representativa de direitos a recuperar, mediante qualquer das modalidades previstas na legislação de regência, constitui fato administrativo permutativo, 5 Regulamento do ICMS do Estado do Ceara. Fl. 87DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. tinia vez que apenas modifica a composição dos bens e direitos integrados ao património, não altera a situação liquida da empresa. Da mesma forma, não altera o patrimônio liquido, o recebimento, em forma de créditos do ICMS, de direitos decorrentes de transações realizadas pela empresa, devidamente contabilizadas e computadas no resultado do exercício, por tratar-se de fato administrativo perniutativo." A vista destes precedentes não há dúvida de que a realização dos créditos do ICMS, por qualquer uma das formas permitidas na legislação do imposto, inclusive as transferências de créditos de ICMS para terceiros, não perfaz o conceito de "receitas auferidas", segundo art. 1 0, da Lei n° 10.637/2002 e art. 1 0, da Lei n° 10.833/2003. Todavia, não vejo que basta laborar nesta seara técnico-contábil para esgotar a análise e definir, de modo insofismável, se o valor das transferências de ICMS consubstanciam o conceito de receitas auferidas. Não obstante o que já foi dito, para não deixar em superficie ainda rasa a exploração desta matéria, esforço-me para capturar as proposições judiciosas, fruto de percuciente busca do conteúdo e alcance do conceito de receita e, bem no âmago, de receitas auferidas, feitas pelo ex-Conselheiro José Antonio Minatel. Concebe ele ser "receita qualificada pelo ingresso de recursos financeiros no patrimônio de pessoa jurídica, em caráter definitivo, proveniente dos negócios jurídicos que envolvam t o exercício de atividade empresarial, que corresponda et contraprestação pela venda de mercadorias, pela prestação de serviços, assim como pela remuneração de investimentos ou pela cessão onerosa e temporária de bens e direitos a terceiros, aferido instantaneamente pela contrapartida que remunera cada um desses eventos." Note-se que o conceito ai expendido 6, segundo a expressão cunhada por Marco Aurélio Greco, jurídico-substancial, e se descola em várias de suas partes da tecitura técnico-contábil, atrás vista. Vejo-o como uma concepção sistémica, estruturante, de tal forma que a combinação dinâmica de suas partes tem a aptidão de determinar a natureza jurídica dos mais variados fatos econômicos pertinentes A vida da empresa e suscetíveis de escrituração contábil, de sorte a identificar seu ajuste A regra-matriz de incidência da contribuição para o PIS-PASEP/COFINS. Decompondo o conceito em frases negativas, conforme suas partes, ou seja, não ocorrendo qualquer um dos eventos dele componentes, não se configurará auferimento de receita. No caso presente não há ingresso, o que é bastante para a descaracterização do fato como imponivel, uma vez que a entrada do recurso financeiro é a substância da capacidade contributiva, pressuposto necessário inerente A ação nuclear "auferir" receita. 0 negócio empreendido é jurídico, mas não decorrente de esforço empresarial no cumprimento os seus fins, não 11á contraprestação financeira pela venda de mercadorias ou pela prestação de serviços, não há remuneração de investimentos, ou de cessão onerosa e temporária de bens e direitos a terceiros. 0 adjetivo "temporária" delimita o perfil da atividade empresarial que é remunerada pela cessão para uso de bens e direitos. 0 que não é o caso da cessão dos direitos de crédito de ICMS em apreço. Esmiuçando-se ainda mais a questão, agora sob a perspectiva lógica, parte-se do fato que estamos a cuidar da sistemática não-cumulativa de tributação estabelecida para as contribuições para o PIS-PASEP/COFINS. Sob este prisma, os créditos de PIS/COFINS Fl. 88DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. —ARF S3-TE03 F1.76 Processo n° 13016.000429/2004-10 Acórdão n.° 3803-00.851 mantidos e não aproveitados, objetos de ressarcimento em face da imunidade dos produtos destinados ao mercado externo, são calculados da mesma forma como na hipótese de serem deduzidos dos débitos apurados quando os produtos são destinados ao mercado interno, a teor do § 1°, do art. 5°, da Lei n° 10.637/2002 e § 1 0, do art. 6°, da Lei n° 10.637/2002. Para a materialização da sistemática da não-cumulatividade do PIS/PASEP e da COFINS, tais créditos não são fisicos, como ocorre na regime do ICMS, quando se abate do valor devido o valor pago nas operações anteriores. Na operacionalização da não-cumulatividade do PIS-PASEP/COFINS, tern- se que sobre os valores de algumas bases eleitas pela lei n° 10.637/2002 e Lei n° 10.833/2003, para cálculo dos créditos, deve incidir as mesmas aliquotas de 1,65% e 7,6% a ser aplicada sobre certas bases para apuração do débito, no caso o faturamento, entendido como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. 0 crédito é concedido porque seu valor está contido no cálculo da contribuição na saída dos produtos. Assim, na sistemática do encontro de débitos e créditos, remanescendo débito de contribuição ele se perfaz apenas sobre o valor agregado. O raciocínio vale para o ICMS, que integra da base de cálculo da contribuição. É visível, nesta mecânica, que a parcela do ICMS pertinente aos insumos que recebeu a incidência da aliquota da contribuição para constituição do credito não sofre uma segunda incidência, na apuração do débito tributário PIS-PASEP/COFINS não-cumulativo relativo ao produto final, quando destinado este para o mercado interno, dado A. sistemática da incidência sobre o valor que a este se agrega. Por não haver contribuição em razão da imunidade, pelo destino do produto ao estrangeiro, o crédito é mantido por força dos já citados dispositivos do art. 5°, § 1 0, da Lei n° 10.637/2002 e art. 6°, § 1 0, da Lei n° 10.833/2003. Ora, se não há segunda incidência quando o produto é destinado ao mercado interno, é assimétrico considerar que o teria quando destinado ao exterior. Ainda que não fossem expostos acima o arrazoado técnico-jurídico tocante inabrangência da operação em apreço pelo conceito de "receitas auferidas" e a singela construção lógico-jurídica quanto à assimetria de tratamento tributário, poder-se-ia erigir questão relativa a formalidade processual, que prejudicaria a análise do mérito, dando-se, de igual modo, provimento ao recurso do contribuinte, como já decidiu esta matéria a Terceira Câmara. Ern face do entendimento acima firmado, registre-se que a opção de enfrentar este mérito é feita tendo em vista lembrar à Administração Fazenddria que os princípios da eficiência e da economia processual, que informam e balizam o ato administrativo não pode perder de vista o principio da informalidade obedecendo a formalidade exigível, para, ao fim, delas não vir a auferir resultado positivo. questão da formalidade processual. Tratando estes autos de pedido de ressarcimento de saldo credor do PIS- PASEP/COFINS submetido a forma de cobrança não-cumulativa, conforme Lei n° 10.637, de 2002 e Lei n° 10.833/2003, de plano, causa espécie que neles se debatam aspectos estritamente relacionados à base de cálculo dessa contribuição, portanto, próprios do lançamento tributário, com vista ao deslinde do litígio que decorre de glosas efetuadas no saldo credor objeto do pedido de ressarcimento protocolizado pela recorrente. <-4 Fl. 89DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Assim, na hipótese em apreço, ressalvada a alteração de valores com base na DACON anexada, a fiscalização não proferiu nenhuma manifestação sobre a (i)legitimidade do crédito pleiteado. Ao contrário, ao proceder A dedução dos valores necessários a satisfazer o suposto crédito tributário, ela atesta, em face do que dispõe o art. 170 do CTN, a certeza e a liquidez desse credito, apto a ser ressarcido, pois, aos olhos da fiscalização, presta-se ele a satisfazer a obrigação tributária que a contribuinte teria omitido. Então, ao proceder A glosa do crédito objeto do pedido de ressarcimento, corn o escopo de satisfazer a acusada obrigação tributária nascida com a venda ou permuta de créditos do ICMS, o que se tem é uma compensação efetuada de oficio daquele corn "crédito tributário" não constituído, nem confessado em nenhum dos documentos instituídos como obrigação acessória pela administração tributária e capazes de constituir confissão de dívida. Ora, a compensação de oficio, ademais de estar subordinada a rito próprio, que visa a assegurar, inclusive, o contraditório e a ampla defesa para se ter, a respeito do débito do contribuinte que a administração pretenda satisfazer por meio da compensação, a certeza e a liquidez necessárias. Por essas razões, entendo que é indevido o procedimento da glosa efetuada nestes autos, sob pena de, em completa inversão do processo de determinação e exigência de crédito tributário, estar-se conferindo certeza e liquidez a crédito que sequer foi constituído, revelando, inclusive, clara ofensa ao art. 142 do CTN e ao art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. Neste sentido já decidiu a Terceira Camara, em vários julgamentos, em decisão unânime, dentre outros, no Acórdão n°203-11760, Recurso Voluntário n° 134.005. Em outras palavras, a redução do valor a ser ressarcido ao contribuinte se deveu, não porque tivessem sido constatadas irregularidades materiais ou legais nos fundamentos do credito, mas, sim, nos dos débitos da contribuição do PIS-Pasep COFINS Não Cumulativo/a, na medida em que as transferências de ICMS, que se constituem em receitas tributáveis na visão fa Fiscalização, não foram adicionadas As bases de cálculo de cada um dos períodos. Diante de um valor de débito do PIS-Pasep/COFINS apurado a menor, o fisco, em vez de efetuar um lançamento de oficio na forma dos artigos 13, § 1; 114, 115, 116, incisos I e II, 142, 144 e 149, todos do Crédito Tributário Nacional, combinados com os dispositivos pertinentes do Decreto n° 4.524, de 17 de dezembro de 2002, apenas retificou o correspondente valor então solicitado no Pedido de Ressarcimento com a subtração das indigitadas "receitas". Assim, ate que haja alteração especifica nas regras para se apurar o valor dos ressarcimentos de PIS-Pasep/COFINS Não-Cumulativa, a constatação, pelo fisco, de irregularidade na formação da base de cálculo da contribuição, implicará na lavratura de auto de infração para a exigência do valor calculado a menor; jamais um mero acerto escritural de saldos, conforme foi feito neste processo. Destaco o caráter meramente acessório deste argumento urdido na Terceira Camara e já utilizado na Segunda, tendo em mira realçar os fundamentos de fundo realmente tomados para dar provimento ao recurso. 1 0 Fl. 90DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 13016.000429/2004-10 Acórdão n.° 3803-00.851 S3-TE03 Fl. 77 • Em face de todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso para desconstituir as glosas correspondentes As transferências de ICMS para terceiros. Bel hior Melo de Sousa • 1 1 Fl. 91DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. [Assinado di lexan 3 a Turma Especi da italmente] e Kern a Seção - Presidente Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Camara Processo n2 : 13016.000429/2004-10 Interessada: MADEM S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS E EMBALAGENS TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 40 do art. 63 e no § 32 do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n 2 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n' 3803-00.851, de 27 de outubro de 2010, da 3 a Turma Especial da 3 a Seção. Brasilia - DF, em 27 de outubro de 2010. Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração Com recurso especial Em 0 Mirz , nareina Melia de Sen3 Sousa Procume,c,m da Famda tstaciona: 12 Fl. 92DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 12 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.15068.2901. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO HELIO DA SILVA FREIRE em 17/04/2012 14:43:47. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO HELIO DA SILVA FREIRE em 17/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.0420.15068.2901 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 6B813F84F4A6D029EA1575237E887589CE5AAE3C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13016.000429/2004-10. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 11050.001247/86-27
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 303-00.431
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de incompetência do Conselho, vencido o Conselheiro~ Ronaldo Lindimar José Marton; por maioria de votos, em acolher a concessão do julgamento em diligência a CIC, através do órgão de origem, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton.
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 08 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199103
turma_s : Terceira Câmara
numero_processo_s : 11050.001247/86-27
conteudo_id_s : 6673152
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 03 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.431
nome_arquivo_s : Decisao_110500012478627.pdf
nome_relator_s : JOSE ALVES DA FONSECA
nome_arquivo_pdf_s : 110500012478627_6673152.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de incompetência do Conselho, vencido o Conselheiro~ Ronaldo Lindimar José Marton; por maioria de votos, em acolher a concessão do julgamento em diligência a CIC, através do órgão de origem, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
id : 9525558
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 08 09:42:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1746112000872677376
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300431_110500012478627_199103; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-05-31T12:11:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300431_110500012478627_199103; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300431_110500012478627_199103; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-05-31T12:11:53Z; created: 2017-05-31T12:11:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-05-31T12:11:53Z; pdf:charsPerPage: 1108; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-05-31T12:11:53Z | Conteúdo => OLS/CF MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Sessão de ...J4 d.~ .m..1:n:.ç.9. de 19..~..L. "e li' ._ACOR DÃO N.o ...•. : •.... ~ .•....•............. • Recurso n.O Recorrente Recorrid 112.200 - Processo nº 11050/001247/86-27 GRANÓLEO S/A - COMtRCIO INDÚSTRIA DE SEMENTES OLEOGINOSAS E DERIVADOS. DRF / RIO GRANDE-RS R E SOL U ç Ã O 303 - 0.431 V I 5 T O 5, relatados e discutidos os presentes autos de recurso, interposto por GRANÓLEO S/A - COMtRCIO INDÚSTRIA DE SEMENTES OLEOGINOSAS E DERIVADOS, A C Ó R D A M os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliml nar de incompet~ncia do Conselho, vencido o Conselheiro~ Ronaldo Lindl mar José Marton; por maioria de votos, em acolher a concessão do julg~ • mentoem dilig~ncia a CIC, através do órgão de origem, vencido o Cons~ lheiro Ronaldo Lindimar José Marton. Brasília - DF, em 14 de março de 1991 JOÃO ~OA COSTA - Presidente ~~4~ JOSt ALVES DA~Rel:tQ ~A CARVALHEI~ - Proc. d~. Nacional VtSTO EM SESSÃO DE: 19 ABR 1991 Participaram,ainda,do presente julgamento os seguintes Conselheiros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO, RONALDO LINDIMAR JOSt MARTON, StRGIO DE CASTRO NEVES, MILTON DE SOUZA COELHO, ROSA MARTA MAGALHÂES DE OLIVEIRA. Recurso 112.200 Res. 303 -0.431 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL GRANÓLEO S/A - COM~RCIO INDÚSTRIA DE SEMENTESOLEOGINOSAS E DERIVADOS. MEFP - TERCEIRO CONSELHO RECURSO Nº: 112.200 ACÓRDÃO Nº: RECORRENTE: DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECORRIDA RELATOR DRF / RIO GRANDE - RS. JOS~ ALVES DA FONSECA. R E S O L U ç ÃO Nº • • • A empresa em epígrafe foi autuada por ter exportado fare~ lo de soja tipo 1, de alta proteína, quando estava licenciada para ex- portar farelo de tipo 2, de baixa proteína, sendo o produto de valor maior do que aquele que a empresa se propunha exportar. A fiscalização caracterizou com base em laudo técnico o fato como fraude inequívoca na exportação, tendo sido aplicada à empresa a multa prevista no arti- go 532,1, do RA combinado como o artigor66, a, da LEI 5.025/66. Em impugnação tempestiva, depois de fazer'tum histórico SQ bre o comércio internacional de soja, a empresa afirma que não 'houve prática de infração alguma, mas que, mesmo que tivesse ocorrido tal hipótese, a infração seria imaterial tendo em vista a aplicação do ar- 'rtigo 6 3 d a Le i 5O2 5/66 que d ispõe: 11 F icamos Ó rgão s re spo n sá v e1\5~ pe 1a fiscalização de embarque obrigados a prestar os mais exatos esclareci- mentos sobre os direitos e deveres dos exportadores, bem como dar a necessária assistência à realização normal das operações de exportação, tendo em vista os objetivos da presente~dêl~. . \ d fEm segUIda, assegura que, se o pro uto osse outro, a lrr~ gularidade estaria sanada com base no artigo 75 da Lei 5.025/66 que dispõe: IINão constituirão irregularidade ou fraude as variações para mais ou para menos não superiroes a 10%, quando ao preço e até:5% quan to a quantidade desde que não ocorridas concomitantemente,segundo nor- mas definidas pelo Conselho Nacional d~ Comércio Exteriorll• Agrega que, se fraude tivesse havido, a multa deveria ter sido proposta sobre a diferença do valor ou de preço constante da Guia de Exportação e da Nota Fiscal, diferença que se tivesse ocorrido sel- ria de US$10,20 por tonelada, como comprova os documentos anexos,rela~ tivos àl'retificação de Guias de Exportação que indicavam, por equívoco, farelo tipo 2, quando se tratava de farelo tipo 1. A d na impugna- a caracte - de direito Recurso 112.200 Res. 303 -0.431 SERVICO PÚBLICO FEDERAL Requer, no final; perícia técnica para que fique comprovado que o farelo exportado é do tipo 2. Ouvida a CACEX, para que se pronunciasse nos termos do arti go 74 paragráfo.úriicoCdaLei 5025/66, aquele órgão informou que está instauran do inquérito administrativo contra a exportadora pela prática de atos que configuram fraude inequívoca na exportação, sujeitando as infrato - ras as penalidades no artigo 66 da referida Lei 5025/66. A autoridade de primeira instância manteve a exigência por entender que, o limite de tolerância previsto no regulamento aduaneiro quanto ao preço ou quantidade, aplica-se às mercadorias cuja qualidade seja aquela que realmente está sendo importada ou exportada e conste respectivamente dos documentos submetidos a despacho. Considerou irrel~ vante a alegação do contribuinte de não ter havido intuito fraudulento. Quanto a base de cálculo da multa aplicada reputa como correto o uso -do valor da mercadoria e nao a diferença como pretende valer-se o con - tribuinte. Quanto a perícia solicitada, o delegado a indeferiu em vir- tude do autor do procedimento não ter coletado amostra do produto impor tado. Em recurso tempestivo, o contribuinte afirma que a decisão não pode prosperar tendo em vista que a fraude apontada decorreu de me- ra presunção, uma vez que a fiscalização se baseou na documentação fis-e c a 1 e x t r a íd a par a a rem e ssa dos pro d utos ao por t o d e em b'arque p ar a ex - portação e em certificados fornecidos por organizações particulares. Levanta uma preliminar de nulidade da autuação por vício procedimental uma vez que o julgamento foi feito com base no Decreto ... 70.235/72, mas o procedimento deve seguir o previsto no Decreto 59.607/ 66, que estabelece que o procedimento administrativo será instaurado m~ diante portaria da CACEX. No mérito, reitera as argumentações levantadas ção, principalmente invocando a fragilidade das provas para rização da fraude. Finalmente, alega ter havido cerceamento de defesa por não ter sido acatada a perícia solicitada. Para melhor elucidar a questão voto no sentido de converter ~ o presente julgamento em diligência à Coordenadoria de Intercãmbio Co- ~ marcial do MEFP~ por intermédiordà repartição de origem, a fim de que aquele órgão informe qual foi o resultado do inquérito administrativo ~. • Recurso 112.200 Res.303.-0.431 SERViÇO PÚBLICO FEOERAL referido às fls. 55. Solicito, outrossim, que a ClC emita parecer sobre o Certificado de Avaliação juntado aos autos às fls. Sala das Sessões, em 14 de março de 1991 ~i~~~ JOSt ALVES DA FONSECA - Relator 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 11020.000243/2007-19
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS.
A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM
QUALQUER COMPROVAÇÃO.
Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações.
Numero da decisão: 3803-000.868
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa decorrente da inclusão na base de calculo da contribuição da receita relativa à transferência de créditos de ICMS. Vencido e Relator e o
Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para redação do voto vencedor.
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 08 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 11020.000243/2007-19
conteudo_id_s : 6678055
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 07 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.868
nome_arquivo_s : Decisao_11020000243200719.pdf
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 11020000243200719_6678055.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa decorrente da inclusão na base de calculo da contribuição da receita relativa à transferência de créditos de ICMS. Vencido e Relator e o Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para redação do voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
id : 9536315
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 08 09:42:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1746112000874774528
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-04-18T18:53:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-04-18T18:53:48Z; Last-Modified: 2012-04-18T18:53:48Z; dcterms:modified: 2012-04-18T18:53:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:74a85a72-35a5-45e7-b352-bc3a1b7e1f2e; Last-Save-Date: 2012-04-18T18:53:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-04-18T18:53:48Z; meta:save-date: 2012-04-18T18:53:48Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-04-18T18:53:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-04-18T18:53:48Z; created: 2012-04-18T18:53:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2012-04-18T18:53:48Z; pdf:charsPerPage: 1801; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2012-04-18T18:53:48Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl. 81 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11020.000243/2007-19 Recurso n° 523.775 Voluntário Acórdão n° 3803 -00.868 — 3' Turma Especial Sessão de 27 de outubro de 2011 Matéria COFINS Recorrente MADEM S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS E EMBALAGENS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS não configura o conceito de receitas auferidas e em consequência não constitui fato gerador das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 COMPRAS DE EMPRESA INAPTA. GLOSA. ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de suas afirmações. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reverter a glosa decorrente da inclusão na base de calculo da contribuição da receita relativa à transferência de créditos de ICMS. Vencido e Relator e o Conselheiro Alexandre Kern. Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para redação do voto vencedor. lexandre Kern - Presidente, Fl. 89DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Daniel auricio Fedato - Relator. I Belchior elo de Sousa - ët o Designado. Participa am, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório A matéria inicia-se com pedido de ressarcimento relativo ao saldo credor de Cofins não cumulativa, apenso declaração de compesação, onde o pleito foi atendido parcialmente. Insatisfeita a Autora ingressou Manifestação de Inconformidade contra o indeferimento parcial da Decisão, com as seguintes alegações: "a) referente a tributação das receitas decorrentes das transferências de créditos do ICMS a terceiros, alegou que tais operações não se enquadrariam como fato gerador da contribuição, pois tais créditos teriam sido cedidos a terceiros "sem lucro algum e/ott entrada de dinheiro" e se tratariam de receitas decorrentes de exportação imunes à incidência das contribuições. Considera também que tais transferências de ICMS não poderiam ser consideradas como receita, pois não acarretaram em aumento de seu patrimônio, pois se tratariam de mera troca dos créditos por mercadorias, sem qualquer ágio. Cita e transcreve jurisprudência administrativa que entende retratar sua situação; b) sobre cis glosas referentes a falta de inclusão de receitas financeiras tributáveis em sua base de cálculo, pois considera que tal procedimento violaria o disposto no Decreto 5.164, de 30 de julho de 2004. Afirma que não teria realizado operações de hedge ou auferido juros sobre capital próprio, desta forma, as suas exclusões da base de cálculo referentes a receitas _financeiras deveriam ser consideradas como válidas." Com essas considerações, encerrou sua impugnação aguardando o reconhecimento integral ao direito do credito pleiteado. Ocorre que a DRJ de Porto Alegre/RS, em seu Acordão proferido em 21.01.10 por unanimidade de votos, julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente não reconhecendo o direito creditório. Ementa da Decisão: "BASE DE CÁLCULO. TRANSFERÊNCIAS DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o PIS/PASEP e a COFINS até a vigência dos arts. 7°, 8° e 9" da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008. 2 Fl. 90DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n ° 11020.000243/2007-19 Acórdão n.° 3803-00.868 S3-TE03 Fl. 82 ALEGAÇÕES SEM QUALQUER COMPROVAÇÃO. Não assiste razão à simples alegações de fatos ou motivos trazidas pelo manifestante que não procurou juntar qualquer prova ou indicio com o objetivo de demonstrar a veracidade de tais afirmações." A Recorrente irresignada com a decisão, ingressou Recurso Voluntário contra o Acordão em epígrafe, requerendo revisão e análise do mesmo, para que este Conselho reconheça integralmente o direito creditório postulado. Em síntese, é o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Daniel Mauricio Fedato, Relator. • 0 Recurso Voluntário é tempestivo e atende as demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Inicialmente cabe salientar que a Interessada em sua oportunidade no Recurso Voluntário, não apresentou qualquer nova prova ou indicio que poderia demostrar a veracidade das afirmações já expostas no Relatório, no que tange ao fortalecimento do arrimo do pleito. A respeito das operações de transferência dos créditos do ICMS, cabe esclarecer que configuram uma espécie de alienação, ou melhor dizendo, uma cessão de créditos em que a pessoa jurídica vendedora toma o lugar do cedente; o adquirente, o do cessionário e a Unidade da Federação, o do cedido. • Conforme o disposto nas Leis 9.718/1998, 10.637, de 30 de dezembro de 2002 (PIS não-cumulativo) e Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003 (incidência não-- cumulativa da Cofins), estas contribuições têm como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, sendo que o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Constata-se que a opção do legislador foi a generalização do alcance da incidência das contribuições em tela. Já, ao tratar das hipóteses de exclusão da base de cálculo, a norma foi bastante seletiva, restringindo-as a um pequeno rol, nurnerus clausus. Observo que os negócios jurídicos ora analisados não se enquadram em nenhuma das exclusões da base de cálculo da contribuição para a Cofins previstas na legislação pertinente. Ademais, de acordo com o art. 97, inc. VI, do Código Tributário Nacional, para que fossem excluídas as precitadas receitas operacionais (decorrentes de transferências de créditos de ICMS) da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, seria necessário disposição expressa de lei. Assim, as hipóteses de exclusão previstas no § 2° do art. 3° da Lei n. 9.718/1998, § 3° do art. 1° das Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003 não comportam interpretações extensivas. As deduções, por conseguinte, são tão-somente aquelas expressamente contempladas no dispositivo legal, cuja interpretação deve ocorrer nos termo do art. 111 do CTN. Fl. 91DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Além disso, a cessão de créditos do ICMS não é operação de exportação de mercadorias ou serviços, motivo porque não está albergado por qualquer imunidade em favor das exportações, inexistindo qualquer ofensa ao Art. 149 da Constituição Federal. Conclui-se, assim, que as receitas. decorrentes das transferências de créditos do ICMS não podem ser excluídas da base de cálculo das contribuições PIS/Cofins, por falta de previsão legal. Por fim, observo também que houve o pronunciamento da Coordenadoria do Sistema de Tributação - COSIT, através da Solução de Consulta Interna n° 48, de 30/12/2004, no qual a posição acima defendida é inteiramente corroborada pelo órgão central, havendo incidência não somente de PIS e Cofins, mas também de IRPJ e da CSL sobre os valores auferidos corn a cessão de créditos de ICMS. Todavia, cabe observar que recentemente houve a edição da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008, cujos arts. 7°,8° e 9" desoneram da incidência do PIS e da Cofins as transferências onerosas de ICMS. Entretanto, o art. 22, inciso I, da mesma Medida Provisória, estabelece a sua entrada eni vigor na data da publicação e a produção de efeitos a partir de 1° de janeiro de 2009, no caso dos artigos acima citados. Sobre o aspecto da inclusão de Receitas Financeiras Tributáveis na Base de Cálculo, repiso na integra as considerações do Relator da DRJ, pois considerei-as irretocáveis: "Quanto ás glosas referentes a falta da inclusão de receitas financeiras tributáveis na base de cálculo, deve-se' destacar que o interessado, novamente, limitou-se a afirmar que não teria auferido juros sobre capital próprio ou realizado operações de hedge, mas não trouxe qualquer elemento para comprovar tal afirmação e demonstrar que o valor glosado poderia corresponder a operações cuja aliquota foi reduzida a zero após a vigência do Decreto 5.164, de 2004. Também não procurou contestar as demais inclusões na base de cálculo elencadas no relatório fiscal, referentes a. receitas classificadas em subgrupos como: "Restituições de Impostos e Contribuições", "Créditos de Incentivo a Exportação", "Renda na Venda de Ações" e "Rendas Diversas". Desta forma, devem permanecer válidas as glosas referentes a este item." Por todo o exposto, pode-se verificar que se tratam de dispositivos de leis em vigor, regularmente aprovadas pelo Poder Legislativo, competindo exclusivamente ao Poder Judiciário decidir sobre sua constitucionalidade, não podendo ser afastada sua aplicação no julgamento administrativo. Corn arrimo na Súmula n° 02 do CARF, in verbis: "0 CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária." Diante da jurisprudência trazida à colação pela Impugnante, deve-se contrapor que são decisões isoladas do CARF, que não vinculam a essa questão especifica. Por essas razões expostas, não reconheço o direito creditório postulado, negando provimento ao Recurso Voluntário. Daniel Mauricio Fedato Fl. 92DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo 11020.000243/2007-19 Acórdão n.° 3803-00.868 S3-TE03 Fl. 83 Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa - Redator Designado. Duas questões remanescem no presente recurso voluntário, quanto as glosas no pedido de ressarcimento: a) dos valores creditados correspondentes as aquisições amparadas por notas fiscais emitidas por empresa considerada inapta, no que pretendeu a recorrente demonstrar a validade das aquisições sustentadas no principio da boa-fé; b) dos valores correspondentes as transferências de ICMS para terceiros seus fornecedores, ern permuta com insw -nos fornecidos. Urna vez compondo o voto vencido os argumentos expendidos quanto a primeira glosa para a rejeição, por unanimidade, das alegações da recorrente, dispenso reiterá- los, esposando-os no presente voto vencedor, como se meus fossem, e passo a discorrer acerca da parte em que foi vencido o nobre relator, a glosa das transferências de ICMS para os fornecedores da recorrente. O deslinde da questão passa por identificar a situação fatica que envolve a relação jurídica entre a recorrente e seu fornecedor, investigar se sua feição está ao alcance do campo gravitacional semi6tico do conceito de receitas auferidas e concluir se a natureza jurídica da atividade por ela conduzida encontra-se no raio de incidência da norma entalhada no art. 1°, da Lei n° 10.637/2002 e no art. 1°, da Lei n° 10.833/2003, conteúdo aplicável a contribuição para o PIS-PASEP/COFINS, aqui, portanto, tratados conjuntamente. Quanto ao fato que demarca a relação de negócios, a que imputou a fiscalização ocorrer o antecedente da regra-matriz de incidência da contribuição para o PIS, não houve controvérsia nas etapas antecedentes deste processo quanto ao que a recorrente declarou: ser a transação permuta de seus direitos de crédito de ICMS, não aproveitados por força da imunidade tributária decorrente de suas vendas para o exterior, com insumos de fornecedores, e as operações contabilizadas no molde como descrito em um item do relatório, a seguir transcrito: • Na aquisição dos insumos, os registros contábeis processam-se com dois débitos em contas do ativo, "estoques" e "ICMS a recuperar" e um crédito na conta do passivo "fornecedores", aumentando ambas as contas patrimoniais. Na transferência do imposto estadual, há crédito na conta "ICMS a recuperar" e débito na conta "fornecedores", desta vez diminuindo-as. Conforme esses lançamentos, os valores não transitam em conta de resultado, nem para a recorrente nem para o fornecedor. Com respeito a prospecção do significado e alcance do signo receitas auferidas, convém reconstituir alguns ângulos de visão abordando primeiramente o conceito de receita. Tomemos a contribuição de Edmar Oliveira Andrade Filho', para quem "O conceit I PIS e COFINS-Questões polêmicas. ed. Quartier LatinL. 2005, p.220. Fl. 93DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. jurídico de "receita" não destoa daquele adotado no âmbito das Ciências Contábeis, nada obstante, este abrange também as reduções de passivos, ou não há um ingresso em sentido positivo; existe um ingresso em sentido negativo porque os valores não sairão do patrimônio social. "[gm] Desse modo, na perspectiva da Ciência Contábil, consigna ludicibus 2 , que receita "6 o valor monetário, em determinado período, da produção de bens e serviços da entidade, em sentido lato, para o mercado, no mesmo período, validado, mediata ou imediatamente, pelo mercado, provocando acréscimo de patrimônio liquido e simultâneo acréscimo de ativo, sem necessariamente provocar, ao mesmo tempo, um decréscimo do ativo e do patrimônio liquido, caracterizado pela despesa. " Para Hendriksen e Van Breda3 ; receita é "o acréscimo de beneficios econômicos durante o período contábil na forma de entrada de ativos ou decréscimos de exigibilidades e que redunda num acréscimo do patrimônio liquido, outro que não o relacionado a ajustes de capital." [g.n.] O IBRACOM4 define que "receita é entrada bruta de benefícios económicos durante o período em que ocorre no curso das atividades ordinárias de uma empresa, quando tais entradas resultam em aumento do patrimônio liquido, excluídos aqueles que decorrem de contribuições dos proprietários e acionistas." [g.n] Dos conceitos de receita emitidos por cada uma das autoridades acima, abordando sua materialidade, origem, e efeitos patrimoniais, o que importa extrair é que, em visão univoca no âmbito da Ciência Contábil, receita resulta em acréscimo do patrimônio liquido. De tanto se reiterar a idéia de afetação positiva do patrimônio liquido Ricardo Marins de Oliveira de igual modo a reverbera, em seus ten -nos: Realmente, há um conhecimento universal de que receita é um dado formador de acréscimo patrimonial, e acréscimo patrimonial é o substrato do imposto de renda, de tal sorte que é válido para a perseguição do que seja receita o que se aplica a renda, até porque renda, quando existente, deriva de uma receita. [g.nd Há na doutrina quern não perfilhe deste entendimento, tanto como ha de que essa visão não goza de (re) "conhecimento universal". Justas são suas razões. como hei de destacar. Importa, contudo, no passo até aqui palmilhado, suscitar uma conclusão provisória. Em vista de como o fato se amolda não há afetação do patrimônio liquido, e sim uma recomposição de valores entre contas do ativo e do passivo, em face da ocorrência de um fato permutativo, qualitativo [não-quantitativo]. Cada uma dessas contas movimenta-se no mesmo sentido, ou seja, diminuir o ativo com registro a crédito pela transferência dos saldos de ICMS resulta em diminuição do passivo na obrigação com fornecedores, lançando-se a débito; aumentar o ativo pela escrituração de débitos na conta "estoques" e "ICMS a recuperar" repercute em aumento de passivo na obrigação com fornecedores, face a correspondente contrapartida do lançamento a crédito. •À luz deste prisma pode-se ver que a atividade conduzida pela recorrente, de transferir crédito para seus fornecedores em permuta com os insumos que deles recebe, não 2 IUDICIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade, 7a ed. 3 HENDRIKSEN, Eldo S. e BREDA, Michael F. Van. Sanvicente. la . ed. São Paulo. ed. Atlas, 1999. 4 Normas e Procedimentos de Contabilidade-NPC n° 14 - São Paulo. ed. Atlas, 2004, p.167. Teoria da Contabilidade. Tradução por Antonio Zoratto Receitas e Despesas - Resultados Fl. 94DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 11020.000243/2007-19 Acórdão n.° 3803-00.868 S3-TE03 Fl. 84 perfaz o conceito erigido pelos enunciados destacados retro, uma vez não resultar acréscimo nem mesmo qualquer alteração do patrimônio liquido. 0 entendimento encontra eco nos diversos julgados trazidos A. colação pela recorrente, estando a ter o peso de jurisprudência de algumas Cortes intermediárias, como também na posição uma vez expressa pela Administração Tributária Federal na Decisão abaixo, da SRRF/3a RF/Disit n° 47, de 11/12/1998, manifestações esclarecedoras sobre a natureza dos créditos de ICMS escriturados em razão de aquisição de mercadorias, mantidos e não utilizados na conta gráfica e realizados por uma das modalidades previstas pela legislação do ICMS, inclusive transferência a terceiros. Desta última, transcrevo ementa e fundamentos: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ementa: RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO DO ICMS. INCIDÊNCIA. 0 recebimento, em forma de créditos do ICMS, de direitos decorrentes de transações realizadas e escrituradas pela empresa, e a recuperação de créditos do ICMS, mediante qualquer das modalidades previstas na legislação especifica, não constituem fato gerador para a Contribuição para o PIS/PASEP. Dispositivos Legais: Artigos 2° e 3° da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998. FUNDAMENTOS LEGAIS A principio, cumpre observar que, conforme dispõe o ,§ 3° do artigo 231 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 11/1/94 - RIR/94, os impostos não- cumulativos, recuperáveis mediante créditos na escrita fiscal, não integram o custo das mercadorias revendidas e das matérias-primas utilizadas na produção. Nesse sentido, sendo o ICMS não-cumulativo, os valores pagos na aquisição de matérias primas e mercadorias não integram o respectivo custo, constituem crédito compensável com o que for devido na saída subseqüente. Entretanto, ocorrendo a hipótese de não incidência na saída subseqüente com manutenção do direito ao erédito, caso das operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados, fica inviabilizada a compensação pela sistemática usual, restando a empresa adotar as formas alternativas de recuperação do crédito disciplinadas pelo artigo 69 do Regulamento do ICMS 5. Mister se faz ressaltar que a recuperação de créditos do ICMS, escriturados em conta patrimonial representativa de direitos a recuperar, mediante qualquer das modalidades previstas na legislação de regência, constitui fato administrativo permutativo, 5 Regulamento do ICMS do Estado do Ceara. Fl. 95DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. uma vez que apenas modifica a composição dos bens e direitos integrados ao patrimônio, não altera a situação líquida da empresa. Da mesma forma, não altera o patrimônio liquido, o recebimento, em forma de créditos do ICMS, de direitos decorrentes de transações realizadas pela empresa, devidamente contabilizadas e computadas no resultado do exercício, por tratar-se de fato administrativo permutativo." lk vista destes precedentes não há dúvida de que a realização dos créditos do ICMS, por qualquer uma das formas permitidas na legislação do imposto, inclusive as transferências de créditos de ICMS para terceiros, não perfaz o conceito de "receitas auferidas", segundo art. 1 °, da Lei n° 10.637/2002 e art. 1 0, da Lei n° 10.833/2003. Todavia, não vejo que basta laborar nesta seara técnico-contábil para esgotar a análise e definir, de modo insofismável, se o valor das transferências de ICMS consubstanciam o conceito de receitas auferidas. Não obstante o que já foi dito, para não deixar em superficie ainda rasa a exploração desta matéria, esforço-me para capturar as proposições judiciosas, fruto de percuciente busca do conteúdo e alcance do conceito de receita e, bem no âmago, de receitas auferidas, feitas pelo ex-Conselheiro José Antonio Minatel. Concebe ele ser "receita qualificada pelo ingresso de recursos financeiros no patrimônio de pessoa jurídica, em caráter definitivo, proveniente dos negócios jurídicos que envolvam o exercício de atividade empresarial, que corresponda à contraprestação pela venda de mercadorias, pela prestação de serviços, assim como pela remuneração de investimentos ou pela cessão onerosa e temporária de bens e direitos a terceiros, aferido instantaneamente pela contrapartida que remunera cada um desses eventos." Note-se que o conceito ai expendido 6, segundo a expressão cunhada por Marco Aurélio Greco, jurídico-substancial, e se descola em várias de suas partes da tecitura técnico-contábil, atrás vista. Vejo-o como uma concepção sistêmica, estruturante, de tal forma que a combinação dinâmica de suas partes tem a aptidão de determinar a natureza jurídica dos mais variados fatos econômicos pertinentes h. vida da empresa e suscetíveis de escrituração contábil, de sorte a identificar seu ajuste à regra-matriz de incidência da contribuição para o PIS-PASEP/COFINS. Decompondo o conceito em frases negativas, conforme suas partes, ou seja, não ocorrendo qualquer um dos eventos dele componentes, não se configurará auferimento de receita. No caso presente não há ingresso, o que é bastante para a descaracterização do fato corno imponivel, urna vez que a entrada do recurso financeiro é a substância da capacidade contributiva, pressuposto necessário inerente à ação nuclear "auferir" receita. 0 negócio empreendido é jurídico, mas não decorrente de esforço empresarial no cumprimento os seus fins, não há contraprestação financeira pela venda de mercadorias ou pela prestação de serviços, não há remuneração de investimentos, ou de cessão onerosa e temporária de bens e direitos a terceiros. 0 adjetivo "temporária" delimita o perfil da atividade empresarial que é remunerada pela cessão para uso de bens e direitos. 0 que não é o caso da cessão dos direitos de crédito de ICMS em apreço. Esmiuçando-se ainda mais a questão, agora sob a perspectiva lógica, parte-se do fato que estamos a cuidar da sistemática não-cumulativa de tributação estabelecida para as contribuições para o PIS-PASEP/COFINS. Sob este prisma, os créditos de PIS/COFINS Fl. 96DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 11020.000243/2007-19 AcOrd5o n.° 3803-00.868 S3-TE03 mantidos e não aproveitados, objetos de ressarcimento em face da imunidade dos produtos destinados ao mercado externo, são calculados da mesma forma como na hipótese de serem deduzidos dos débitos apurados quando os produtos são destinados ao mercado interno, a teor do § 1 0, do art. 50, da Lei n° 10.637/2002 e § 1 0, do art. 6°, da Lei n° 10.637/2002. Para a materialização da sistemática da não-cumulatividade do PIS/PASEP e da COFINS, tais créditos não são fisicos, como ocorre na regime do ICMS, quando se abate do valor devido o valor pago nas operações anteriores. Na operacionalização da não-cumulatividade do PIS-PASEP/COFINS, tem- se que sobre os valores de algumas bases eleitas pela lei n° 10.637/2002 e Lei n° 10.833/2003, para cálculo dos créditos, deve incidir as mesmas aliquotas de 1,65% e 7,6% a ser aplicada sobre certas bases para apuração do débito, no caso o faturamento, entendido como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. 0 crédito é concedido porque seu valor está contido no cálculo da contribuição na saída dos produtos. Assim, na sistemática do encontro de débitos e créditos, remanescendo debito de contribuição ele se perfaz apenas sobre o valor agregado. O raciocínio vale para o ICMS, que integra da base de cálculo da contribuição. E visível, nesta mecânica, que a parcela do ICMS pertinente aos insumos que recebeu a incidência da aliquota da contribuição para constituição do crédito não sofre urna segunda incidência, na apuração do débito tributário PIS-PASEP/COFINS não-cumulativo relativo ao produto final, quando destinado este para o mercado interno, dado à sistemática da incidência sobre o valor que a este se agrega. Por não haver contribuição em razão da imunidade, pelo destino do produto ao estrangeiro, o crédito é mantido por força dos já citados dispositivos do art. 50, § 1°, da Lei no 10.637/2002 e art. 60, § 1 0, da Lei n° 10.833/2003. Ora, se não há segunda incidência quando o produto é destinado ao mercado interno, é assimétrico considerar que o teria quando destinado ao exterior. Ainda que não fossem expostos acima o arrazoado técnico-jurídico tocante à inabrangência da operação em apreço pelo conceito de "receitas auferidas" e a singela construção lógico-jurídica quanto à assimetria de tratamento tributário, poder-se-ia erigir questão relativa à formalidade processual, que prejudicaria a análise do mérito, dando-se, de igual modo, provimento ao recurso do contribuinte, corno já decidiu esta matéria a Terceira Câmara. Em face do entendimento acima firmado, registre-se que a opção de enfrentar este mérito é feita tendo em vista lembrar à Administração Fazenddria que os princípios da eficiência e da economia processual, que informam e balizam o ato administrativo não pode perder de vista o principio da informalidade obedecendo a formalidade exigível, para, ao fim, delas não vir a auferir resultado positivo. questão da formalidade processual. Tratando estes autos de pedido de ressarcimento de saldo credor do PIS- PASEP/COFINS submetido à forma de cobrança não-cumulativa, conforme Lei n° 10.637, de 2002 e Lei n° 10.833/2003, de plano, causa espécie que neles se debatam aspectos estritamente relacionados à base de cálculo dessa contribuição, portanto, próprios do lançamento tributário, com vista ao deslinde do litígio que decorre de glosas efetuadas no saldo credor objeto do pedido de ressarcimento protocolizado pela recorrente. (3. Fl. 97DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Assim, na hipótese em apreço, ressalvada a alteração de valores com base na DACON anexada, a fiscalização não proferiu nenhuma manifestação sobre a (i)legitimidade do crédito pleiteado. Ao contrário, ao proceder à dedução dos valores necessários a satisfazer o suposto crédito tributário, ela atesta, em face do que dispõe o art. 170 do CTN, a certeza e a liquidez desse crédito, apto a ser ressarcido, pois, aos olhos da fiscalização, presta-se ele a satisfazer a obrigação tributária que a contribuinte teria omitido. Então, ao proceder à glosa do crédito objeto do pedido de ressarcimento, corn o escopo de satisfazer a acusada obrigação tributária nascida com a venda ou permuta de créditos do ICMS, o que se tem é uma compensação efetuada de oficio daquele com "crédito tributário" não constituído, nem confessado em nenhum dos documentos instituidos como obrigação acessória pela administração tributária e capazes de constituir confissão de divida. Ora, a compensação de oficio, ademais de estar subordinada a rito próprio, que visa a assegurar, inclusive, o contraditório e a ampla defesa para se ter, a respeito do débito do contribuinte que a administração pretenda satisfazer por meio da compensação, a certeza e a liquidez necessárias. Por essas razões, entendo que é indevido o procedimento da glosa efetuada nestes autos, sob pena de, em completa inversão do processo de determinação e exigência de crédito tributário, estar-se conferindo certeza e liquidez a credito que sequer foi constituído, revelando, inclusive, clara ofensa ao art. 142 do CTN e ao art. 44 da Lei n°9.430, de 1996. Neste sentido já decidiu a Terceira Camara, em vários julgamentos, em decisão unanime, dentre outros, no Acórdão n°203-11760, Recurso Voluntário n° 134.005. Em outras palavras, a redução do valor a ser ressarcido ao contribuinte se deveu, não porque tivessem sido constatadas irregularidades materiais ou legais nos fundamentos do crédito, mas, sim, nos dos débitos da contribuição do PIS-Pasep COFINS Não Cumulativo/a, na medida em que as transferências de ICMS, que se constituem em receitas tributáveis na visão fa Fiscalização, não foram adicionadas às bases de calculo de cada um dos períodos. Diante de um valor de débito do PIS-Pasep/COFINS apurado a menor, o fisco, em vez de efetuar um lançamento de oficio na forma dos artigos 13, § 1; 114, 115, 116, incisos I e II, 142, 144 e 149, todos do Crédito Tributário Nacional, combinados com os dispositivos pertinentes do Decreto n° 4.524, de 17 de dezembro de 2002, apenas retificou o correspondente valor então solicitado no Pedido de Ressarcimento com a subtração das indigitadas "receitas". Assim, até que haja alteração especifica nas regras para se apurar o valor dos ressarcimentos de PIS-Pasep/COFINS Não-Cumulativa, a constatação, pelo fisco, de irregularidade na formação da base de cálculo da contribuição, implicará na lavratura de auto de infração para a exigência do valor calculado a menor; jamais um mero acerto escritural de saldos, conforme foi feito neste processo. Destaco o caráter meramente acessório deste argumento urdido na Terceira Camara e já utilizado na Segunda, tendo ern mira realçar os fundamentos de fundo realmente tomados para dar provimento ao recurso. Fl. 98DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo n° 11020.000243/2007-19 AcOrdilo n.° 3803-00.868 S3-TE03 Fl. 86 Em face de todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso para desconstituir as glosas correspondentes as transferências de ICMS para terceiros. Bele ou a ()N • • 11 Fl. 99DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara Processo n2 : 11020.000243/2007-19 Interessada: MADEM S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS E EMBALAGENS 1 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4° do art. 63 e no § 3 2 do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n2 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 3803-00.868, de 27 de outubro de 2011, da 3 a Turma Especial da 3 a Seção. Brasilia - DF, em 27 de outubro de 2011. Assinado dig talmente] lexandrp Kern 3' Turma Espebia1 çla 3 a Seção - Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração (y) Com recurso especial Em o Iva/ voi Franc nna ar osa ulo Procuradora da Fazenda Nacbnal 12 Fl. 100DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 11020.000241/2007-11 11020.000243/2007-19 0008 0009 0001 0001 13016.000029/2005-87 0009 0001 13016.000030/2005-10 0009 0001 13016.000051/2004-46 0010 0001 13016.000118/2005-23 0009 0001 13016.000119/2005-78 0009 0001 13016.000552/2003-41 0009 0001 13016.000596/2003-71 0009 0001 ( Silas Augusta aa SIAPE - 95810 RM confirmada COMPROT Ern_31-1 CAT 1'11104(3 I C.MIV 1-/Z-1 a SISTEMA COMUNICACAO E PROTOCOLO - COMPROT RELACAO DE MOVIMENTACAO - RM N° 11162 RELACAO: DATA 26/01/2012 MOV.: cg 6deo O Malote OR. Postal: ORGAO ORIGEM : 01.15169-0 CARF-MF-DF ORGAO DESTINO : 01.37491-5 PGFN-COCAT-DF RESPONSÁVEL PELA EMISSA0 MATR1CULA/CPF ASSINATURA MARIA DE LOURDE 169.183.551-04 N'PROCESSO SEQ. VOLUME PROC. JUNTADO RESPONSÁVEL PELA RECEPCAO MATRICULA/CPF ASSINATURA DATA RECEBIMENTO: CARIMBO: DOCUMENTO EMITIDO PELO COMPROT EM 26/01 12012 AS 16:24 IMPRESSO EM 26/01/2012 https://e-processo.receita.fazenda/ControleImprimirRM.asp?psAcao —imprimir&psRM... 26/1/2012 Fl. 101DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. RESPONSÁVEL PELA EMISSAO MÁTRICULA/CPF ASSIN MARIA JOSE DES 181.991.513-15 RESPONSAVEL PELA RECEPCAO NIA TRICULA/CPF ASSINATURA DATA RECFBINIENTO:S 10.) CARIMBO: DOCUM EN I 0 EM11 IDO PELO COMPROU EM 08/02/2012 AS 09:56 IMPRESSO EM 08/02/2012 Page 1 of 1 MINISTERIO DA FAZENDA SISTEMA COMUNICACAO E PRO FOCOLO - COMPROU RELACAO DE NIOVINIENTACAO - RM N" 10680 RELACAO: DATA 08/02/2012 MOV.: ( ) Malote ) R. Postal: ORGA0 ORIGEM : 01.37491-5 PGEN-COCAT-DF ORGA0 DESTINO : 0E15169-0 C'ARF-NIF-DE PROC. N"PROCESSO SEQ. VOLUME JUNTADO 11020.000243/2007-19 0010 0001 13016.000119/2005-78 0010 0001 13016.000029/2005-87 0010 0001 https://c-processo.receita.fazenda/ControleImprimirRM.asp?psAcao=imprimir&psRM —... 8/2/2012 Fl. 102DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 14 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0420.16137.DVPE. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO HELIO DA SILVA FREIRE em 18/04/2012 16:04:13. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO HELIO DA SILVA FREIRE em 18/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.0420.16137.DVPE Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 010CB4730A94F8C42DB41F514DD742BF94CF4C84 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11020.000243/2007-19. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 11065.004990/2004-59
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP.
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
NÃO-CUMULATIVIDA DE RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO. CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS.
A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita.
Numero da decisão: 3803-000.777
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relator). Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 08 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201009
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 NÃO-CUMULATIVIDA DE RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO. CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS. A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 11065.004990/2004-59
anomes_publicacao_s : 201009
conteudo_id_s : 5277195
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 04 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.777
nome_arquivo_s : 380300777_247930_11065004990200459_016.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11065004990200459_5277195.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relator). Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
id : 4621711
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 08 09:42:37 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1746112000877920256
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:50:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:50:17Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:50:18Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:50:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:9384e7fc-b991-44e6-9ec8-6d582e025b4a; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:50:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:50:18Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:50:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:50:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:50:17Z; created: 2010-12-21T10:50:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; Creation-Date: 2010-12-21T10:50:17Z; pdf:charsPerPage: 1506; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:50:17Z | Conteúdo => 53- E I03 PI 106 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11065.004990/2004-59 Recurso n" 247,930 Voluntário Acórdão n" 3803-00.777 — 3" Turma Especial Sessão de 30 de setembro de 2010 Matéria PEDIDO DE RESSARCIMENTO PIS/PASEP NÃO-CUMULATIVA Recorrente PACIFIC SHOES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 NÃO-CU M ULATI VI DA DE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ALTERAÇÃO NA PARCELA DO DÉBITO. CESSÃO DE CRÉDITOS DE !CM& A cessão de ICMS gerado de operações de exportação anteriormente registrado como encargo tributário não materializa ingresso de elemento novo. O aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação do custo tributário provê o retorno à situação patrimonial anterior, não reunindo condições de qualificá-la no conceito de receita, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso Vencido o Conselheiro Alexandre Kern (relatar), Designado o Conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa — Redator designado Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Held° Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Permeei Fiorin,. Relatório Pacific Shoes Indústria e Comércio de Calçados Ltda. protocolou, em 22/11/2004, o(s) PER/Dcomp de fls. 1 para requerer o ressarcimento do saldo credor da Contribuição para o P1S/Pasep não-cumulativa, relativamente ao 3" trimestre de 2004, no valor de R$ 26..532,29, e declarar a compensação do direito creditório com débitos próprios. A DM'. em Novo Hamburgo, entretanto, ao analisar o pleito, entendeu que as parcelas relativas aos débitos da Cofins informadas pelo requerente estavam a menor, pelo fato de não terem sido incluídas na formação da sua base de cálculo receitas decorrentes da cessão de créditos de 1CMS a terceiros. Já, em relação à parcela dos créditos, não encontrou qualquer irregularidade. Desse ajuste escriturai procedido pela Fiscalização, resultou redução no montante do saldo credor ao final reconhecido pelo fisco, que foi da ordem de R$ 22.097,43, a ser aproveitado nas compensações. Sobreveio reclamação, por meio do qual o requerente se insurgiu contra esse ajuste, alegando, fundamentalmente, que houve erro de interpretação da legislação ao deixar de se considerar como válida a não inclusão na base de cálculo da contribuição dos valores relativos à cessão de créditos do ICMS, visto que tal operação não representa o ingresso de riqueza nova, ou seja, que não há receita alguma. Argumenta que a transferência não representa receita ou faturamento, mas somente uma fungibilidade da moeda nacional, representada pelo crédito fiscal de 1CMS, cambiávei de forma eletrônica para a forma escriturai, Aduz que o conceito de faturamento contido no art. 3', §1°, da Lei 9,718, de 27 de novembro de 1998, posteriormente renovado com o art, I° da Lei n 2 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e com o art,1° da Lei 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não seria aplicável, haja vista que ampliou a definição deste, que veio a sei a totalidade das receitas e não somente o valor das vendas e serviços prestados, contrai iando o art. 110 da Lei n 2 5,172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CIN, bem como disposições constitucionais, conforme doutrina e . jurisprudência que cita e transcreve. Segundo seu entendimento, também não se poderiam classificar os valores de 1CMS transferidos a terceiros como receitas, mas sim como recuperação de custo que foram pagos no momento da aquisição do bem, Finalmente, argumenta que a tributação dos valores de 1CMS transferidos a terceiros diminui o valor a ser restituído de créditos de COHNS ou P1S/PASEP não-cumulativo, configurando confisco, bem como prejudica o contribuinte em relação a outras empresas que não fazem esta transferência de ICMS, afrontando a isonomia de tratamento entre os contribuintes. A DM em Porto Alegre/RS referendou o procedimento do fisco, indeferindo a solicitação contida na Manifestação de Inconformidade. O Acórdão DR.J/P0A-2" Turma n2 10-12.993, de 16 de agosto de 2007, teve ementa exalada nos seguintes termos: CON1 . 121131.11(,-.5i0 P.,-1.1&1 O SEI' Pe., iodo de apuração 01/07/2004 a 30/09/2004 Ementa CESSÃO DE 1C71íS - INCIDÊNCL-I DE PIS/PASEP E COHNS cessão de til/ eitos de !CAIS compõe a receita do contribuinte. sendo base de cálculo para o HS/PASEP e a COE Solicitação Indefeilda Cuida-se agora de Recurso Voluntário, Os. 94 a 104, contra a decisão da DM/KM-2" 'Turma, O recorrente combate a tributação pela contribuição dos valores advindos 2 Processo ri' 11065 004990/2004-59 S34E03 Acórdão Lr" 3803-00„777 F I 107 da cessão de créditos de 1CMS com os argumentos já expedidos na Manifestação de Inconformidade, É o Relatório, Voto Vencido Conselheiro Alexandi e Kern, Relatar Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 94 a 104 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRI-P0A-2" Turma n 9 10-12..993, de 16 de agosto de 2007. Circunscreva-se o litígio à discussão a respeito da natureza de receita do resultado econômico das transferências onerosas de créditos de !CM& A cessão de créditos de 1CMS contabilizados no ativo realizável a curto prazo implica a realização do respectivo ativo e, conseqüentemente, altera o resultado econômico da pessoa jurídica. Se cedido, mediante remuneração em dinheiro, gera receita não- operacional; se, mediante o recebimento de mercadorias, reduz o respectivo ativo e, conseqüentemente, o custo de mercadorias produzidas. A MP n° 66, de 22 de agosto de 2002, convertida na Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, que instituiu a cobrança não-cumulativa do PIS, assim dispõe quanto a sua incidência (negritos na transcrição): 1"..-I conn ibuição para o P1S/Pasep tem contatai() gel tuim o fana amem° mensal, assim entendido o total das leceifas atrAu idas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação comábil )r 1" Paia efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compte.ende a i eceila bi uta da venda de bens e serviços nas operações em conta própt ia ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica , -) 0 • .-I base de cálculo da contribuição para o P1S/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no capta 3" Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo. as receitas 1 - decon entes de .saidas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota :et o, /J- (VETADO) 111 - aukridas pela pessoa jurídica revendedora, na tevetzda de mercadoras em telaçcio às quais a contribuição seja exigida da empiesa vendedot a, na condição de substituta tributária; 11'" - de vemki dos pi orbitas de que limam as Leis n" 9 990, de 21 de julho de 2000, n" 10 1-17, de 21 de, deentbro de 2000, ou : : quaisquer orar as submetidas à incidência numojiisica cla conn ibukão; - de venda de álcool para fins cai buo . antes . (Redação dada pela Lei n" 10 86,5 . de 2004)(Vide Medida Provisól ia n° 413 • de 3 de janeiro de 2008)(Vide ar I 42 da Lei n" ii 727, de 23 de junho de 2008) (Revogado peia Lei n 0 11 727, de 23 de junho de 2008) - reler entes a a) vendas canceladas e aos descontas incondicionais. concedidos; 13.) reVelSÕe,5 de provisões e recuperações de créditos baixados corno perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor cio paul imárrio liquido e os lucr os e dividendas derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita 11-não operacionais, deco; rentes cia venda de ativo imobilizado (Incluído pela Lei if 10.684, de .30.5 2003) Vil - (Vide Art 8" e Art 22 da Medida Provisória n° 451, de 15/12/2008) VII - decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação tle Mercadorias e sobre Prestaçõe.s de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - !CAIS de créditos de ICItIS originados de operações de exportação, confirme o disposto no inciso II do l' do art. 2.5 da Lei Complementar n' 87, de 13 de setembro de 1996 (Redação dada pela Lei n" 11..945, de 4 de junho de 2009) Art. 2" Para deter minação cio valor da contribuição para o PIS/Pasep aplicar-se-á. sobre a base de cálculo apurada confor me o disposto no cur I". a abarrota de 1 . 65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) I" Excetua-se do disposto no caput a i ecena ir tua auferida pelas produtores ou importadores.. que devem aplicar as abarrotas previstas (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) - nas incisas I a III do art 4" da Lei n" 9 718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posterior es . no caso de venda de gasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo OLP) dei irado de petróleo e gás natural, (Ineluido pela Lei n° 10.865, de 2004) - nos incisos I a 111 do art. 4" da Lei n" 9 718, de 27 de novembro de 1998, e alterações poster iorvs . no caso de venda cie gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação . óleo diesel e suas correntes e gás liquefeito de pen óleo - OLP der irado de petróleo e de gás nana (Redação dada pela Lei if 10.925, de 2004) - no inciso I cio aut da Lei n" 10 147. de 21 de dezembro de 2000, e alterações posteriores, no caso cie venda de produtos 4 Processo n" 11055 00499012004 ,. 59 S3-1E113 Acórdilo a " 3803-110.777 H 108 farmacéuticos. de perfumar ia, ck toucador ou de higiene pessoal nele relacionadas. (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) - no mi I" da I-ei n" /048.5. de 3 de julho de 2002, e alierações posteriores, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84 29, 8432 -10.00. 84 32 80 00. 8433 20, 8433 30 00, 8433 40 00, 8,133 5, 87 01, 87 02, 87 03, 8704, 87 05 e 87 06, da TIPL (Incluído pela Lei a' 10.865, de 2004) IV - no inciso II do art 3" cia Lei n" 10 48.5, de 3 de julho de 2002. no caso de vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, de autopeças relacionadas nos ..,lne..vos 1 e II da me-sma Lei, (Incluído pela Lei tf 10..865, de 2004) - no caput do ali 5" da Lei n" /0485, de 3 de julho de 2002, e alterações postei iates. no caso de venda das produtos classificados nas posições 40 I I (pneus novos de borracha) e 40 13 (Cá/natas-de-ar de borracha), da TI?!, (Incluído pela Lei if 10865, de 2004) - no art 2" da Lei n" /0560, de 13 de novembro de 2002, e alterações posterimes, no caso de venda de querosene de aviação. (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) VII - no ar t 51 da Lei ;z 833, de 29 de deumbro de 2003, e alterações posteriores. no caso de venda das embalagens nele previstas, destinadas ao ellIVISCIMe1110 de água. refiigerante e CCM!» classificados nos códigos 22 01, 22 02 e 22 03, todos da TIPI; e (Incluído pela Lei IV 10.865, de 2004) VIII - no ar! 49 da Lei H" 10 833, de .29 de clewmbro de 2003, e alterações posteriores, no caso de venda de refrigerante, cerveja e preparaçõe.s compostas classificados nos códigos 2202, 2203 e 2106 90 10 Ex 02. todos dali?! (Incluído pela Lei n° 10 865, de 2004) VIII - no ali 49 da Lei n" 10833, de 29 de dezembro de 2003, e aheraçõe_s poste! 'o/ es, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22 01. 22 02. 2.2 03 e 2106 90 10 Em 02, todos da TIPI, (Redação dada pela Lei n° 10.925, de 2004) VIII - no ar 1 .58-1 da lei n" 10 833, de 29 de dezembro de 2003. no caso de venda das bebidas mencionadas no ar t 58-A da mesma Lei, (Redação dada pela Lei n° 11 727, de 23 de junho de 2008) /V - no ar! 52 cla Lei n" /0833. de 29 de de:embr .° de 2003. e alterações posleriores, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas clas-sificados nos códigos 220/. 220?. 2705 e 7/06.9010 E.x 02, todos da T1PL (Incluído pela Lei tf 10 925, de 2004) - ao incisa 11 do ali .58-M da Lei a" 10 833 . de 29 de dezembro de 2003, no caso de venda das bebidas mencionadas no ai t 58•1 da mesma Lei, quando elétuada pai pessoa/ia-Wh:a optante pelo regime especial instimido pelo ar! 58-1 da mencionada Lei, (Redação dada pela Lei tf 11 727, de 23 de .junho de 2008) X - no art 23 da Lei a' 10 86.5, de .30 de abril de 2004 no caso de venda de gasolinas e suas cai rentes, escoo gasolina de aviação, óleo diesel e suas cot remes, querosene de aviação gás liquefeito de petróleo - CL? dei irado de petróleo e de gás moinal. (incluído pela Lei n° 10.925, de 2004) X/ - (Vide Medida Provisória N°413, de 3 de janeiro de 2008) X11 - (Vide Medida Provisótia N° 413, de 3 de janeiro de 2008) 1"-A Excetua-se do disposto no capta deste au ligo a receita In ma morei ida pelos In mimares, impo' tadoi e s rur cii st,ibuido, es com a venda de álcool, inclusive para fins cal lua ames , à qual se aplicam as ai/quotas previstas no caput e no § 4" do al 5" da Lei n" 9 718, de 27 de novembro de 1998 (Incluído pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) § 2" Excetua-se do disposto no capta deste ai ligo a ¡ceeis(' lu ala decorrente da venda de papel imune a impostos de que bata o ai] 150, inciso Ul alínea d. da Canslituição Federal. quando destinado à impi essão de peilódicas . que fica sujeita à aliquota de 0,8% (oito décimos po, cento). (Incluido pela Lei n° 10 865, de 2004) § 3" Fica o Podei Executivo autor imclo O tedurii a O (zero) e a restabelecei a aliquota incidente sabre receita bruta decorrente da venda de produtos químicos e farmacêuticas, classificados nos Capítulos 29 e .30, sobre produtos destinados ao usa em laborai& ia de anatomia patológica, citalógica ou de análises clinicas . classificados nas posições 30 02, 30 06 . 39 26, 40 15 e 90 18. e sobre semens e embt iões da posição 05 11. todos da 1IP1 (Incluído pela Lei tf 10.865, de 2004) § 3" Fica o Podei Executivo autorizado a reduzi: a O (zero) e a restabelecer a alíquota incidente sabre ieceita bi uta decaiu ente da venda de podidos quinticos e farmacêuticas classificados nos Capitulas 29 e 30 da LIN, sobre prochaas destinados ao uso em hospitais, clinicas e consultórios médicos e adontológicos. campanhas de saúde realiradas pelo poder pública. labw mói ia de anatomia patológica . citológica ou de análises clinicas classificados nas posições 3002, .30 06 . 39 26. 40 15 e 90 18. e sobre semens e embriões da posição 05.11, todos da TIPI (Redação dada pela Lei no 11.488, de 15 de _junho de 2007) 4" Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita br ata auferida pot pessoa juiidica inátsti ial estabelecida na Zona Franca de Manauo . decorrente da venda de produção própria consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da Supei intendência da Zona Franca de Manaus -- 5UFRA31A, que fica sujeita, res.salvaclo o disposto nos ,sç-§ 1"a 3" deste ar figo, às aliquotas de (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) 6 Processo n" 11065 004990200459 S3- ir E03 Acórdão n " 3803-00.777 1:1 109 - 045% (sessenta e cinco centésimos por cento), no caso de venda efetuada a pessoa »ti ldica estabelecida (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) a) na Zona Franca de Manaus.. e (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) b) Pia da Zona Franca de Manaus, que apme a Contribuição para o PIS/PASEP no regime de não-cumulatividade, (Incluído pela Lei nó 10 996, de 2004) 11- 1.3% (Um inteiro e três décimos por cento), no caso de venda dentada a (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) a) pessoa fui idica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apta e o imposto de m . Onda com base no lucro presumido, (Incluído pela lei nõ 10.996, de 2004) h) pessoa jurídica estabelecido fora da Zona Franca de Manaus, que apule o imposto de renda com base no lucro real e que lenha sua receita, total ou parcialmente, excluída do regime de incidência mio-cumulativa da Contribuição para o P1S/PASEP, (incluído pela Lei tf 10.996, de 2004) c) pessoa jui idica estabelecidafora da Zona Franca de Manaus e que seja optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições — SIMPLES, e (Incluído pela Lei re 10.996, de 2004) d) órgãos da administração federal, estadual, &salta" e municipal (Incluído pela Lei n° 10996, de 2004) ,§ 5"(Vide Art. 8' da Medida Provisória n° 451, de 15/12/2008) 5' O disposto no § 4' também se aplica à receita bruta auferida por pessoa .jurídica incluso ial ou comercial estabelecida nas ..ireas de Livre CoWicio de que li atam as Leis n'" 7 96.5, de 22 de dezembro de 1989, 8 210, de 19 de julho de 1991, e 8 256, de 2.5 de novembro de 1991, o art 11 da Lei tte. 8387, de 30 de dezembro de 1991, e a lei tre 8857, de 8 de março de 1994 (Redação dada pela Lei n° 11 .945, de 4 de junho de 2009) _sÇ 6" exigência prevista no § 4e deste artigo relativa ao projeto apt ovado não se aplica às pessoas jurídicas comerciais referidas no § 5" deste artigo (Incluída pela Lei n° 11,945, de 4 de junho de 2009) A seu turno a Medida Provisória n2 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na Lei n2 10,833, de 29 de dezembro de 2003, que instituiu a cobrança não- cumulativa da Corms, assim dispõe quanto a sua incidência (negritos na transcrição): Art, I" A C011il ibuktio pata o Financiamento da Seguridade Social - COFIAIS, com a incidência não-cumulativa, tem como Jato gel mim a faimamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil 7 § 1" Pata eleito do disposto neste ai figo o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e sei viços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas arder idas pela pessodjuridica § 2"A base de cálculo da contribuição é o valor do faturantenta coufin Me definido no eaput § 3" Não integram a base de cálculo a que se reji:ne este artigo as receitas - isentas ou não alcançadas pela incidência da comi ibuição ou sujeitas ri aliquota O (zero): não-operacionais, decorrentes da venda de atiro pe., manente lii- auferidas pela pessoa jurídica revendedora . na revenda de mercador ias em relação às quais a contribuição seja exigida da enrm esa vendedora. na condição de substituta ti ibutár - de venda dos pi °cheios de que tratam as Leis n"" 9 990 . de 21 cie julho de 2000, 10 147, de 21 de derembi o de 2000 . 10 -18.5 . de 3 de julho de 2002, e 10 560, de 13 de novembro de 2002_ ou quaisquer outras submetidas à incidência monoffisica da contribuição: 11 7 - de venda de álcool para . fins carburantes, (Redação dada pela Lei n° 10 865, de 2004)(Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) referentes (1 a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos, b.) l'Cl'eIS(5eS de provisões e recuperações de créditos baixados como penda que não representem ingiesso de novas receitas . o resultado positivo da avaliação cie investimentos pelo valo, do patrimônio liquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados c-orno receita V1 - (Vide Au 9' e Art 22 da Medida Provisória rf 451, de 15/12/2008) - decorrentes de transferência anos-asa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - 1C4IS de créditos de CCM originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso 11 do § I" do art. 25 da Lei Complementar n" 87, de 13 de setembro de 1996. (Redação dada pela Lei n° 11 945, de 4 de junho de 2009) Art. 2" Para determinação do valor da COFIAS aplicar-se-à, sob; v a base de cálculo apurada confim inc o disposto HO art I", a aliquotcr de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento) 8 Processo o" 11065 004990120W-59 S3-1E03 Acórdão n°3893-00.777 El I 10 . ErCe11111-%e do diSpOSIO no capta deste artigo a receita bruta aufer ida pelos produtores ou importadores. que devem aplicar as aliquotas previstas: (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) 1 - nos inchas 1 a III do ali 4" da Lei n" 9 718. de 27 de novembro de 1998. e alterações posteriores, no caso de venda de gasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) derivado de pen óleo e gás natural. (Incluído pela Lei ri' 10..865, de 2004) - 120% incisos 1 a 111 do ai! 4" da Lei n" 9 718, de 27 de novembro de 1998, e alterações posteriores. no caso de venda de gasolinas e suas correntes, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e _suas correntes e gás liquefeito de petróleo - GLP derivado de petróleo e de gás natural, (Redação dada pela Lei n° 10.925, de 2004) II - no inciso Ido art 1° c/a Lei n" 10 147. de 21 de dezembro de 2000, e alterações posteriores, no caso de venda de produtos farmacêuticos. de per:firmaria, de toucador ou de higiene pessoal. nele relacionadas; (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) 111 - no ar! I" da Lei a' 10 485, de 3 de julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de máquinas e vekulo.s classificadas nos códigos 84 29, 843.2 40 00, 84 32 80 00, 8433 20. 8433 30 00, 8433 40.00, 8433 .5, 87.01, 87 0.2, 87 03. 8704. $705 e 87 06, da TIP1; (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) IV - no inciso 11 do art 3" da Lei /1" 10 48.5, de 3 de julho de 2002, no caso de vendas, para comerciante atacadista ou vaie/isto ou para consumidores; das autopeças relacionadas nos Anexos 1 e 11 da mesma Lei, (Incluído pela Lei tf 10.865, de 2004) - no caput do ali 5" da Lei n u 10 48.5, de 3 de. julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda dos proártos classificadas nas posições 40.11 (pneus novos de borracha) e 40 13 (cámaras-de-ar de borracha), da TIPI, (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) VI - no ali 2" da Lei n" /0.560, de 13 de novembro de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de querosene de aviação, (Incluído pela Lei n° 10,865, de 2004) Vii - no ar] 51 desta Lei, e alterações posteriores, no caso de venda das embalagens nele previstas, destinadas ao erwascunento de água, refrigerante e cerveja. classificados nas códigos 22 01, 22 02 e 22 03, todos da TIPI; e (Incluído pela Lei if 10 865, de 2004) VIII— no art 49 desta Lei. e alterações posteriores, no caso de venda de água refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos código.s .22 01, 22 0.2, 22 03 e 2106 90 10 Es' 9 02. todos da ilPl (Incluído pela Lei n" 10865, de 2004) (Vide art. 36 e art 41 da Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) - no art .52 desta Lei, e alterações posleriores, no caso de venda de água . reli igeratzle, cet veja e preparações compostas classificados nos códigos 22 01 . 22 02, 22 03 e 2106 90 10 Es 02 todos da TIPI, (Incluído pela Lei n" 10.925, de 2004) IX - no inciso II do ali .58-Al desta Lei. no caso de venda das bebidas »tencionadas no ali 58-A desta Lei, quando efetuada por pessoa lia Idica optante pelo regime especial instituído pelo att .58-1 desta Lei,. (Redação dada pela Lei n° 11.727, de 23 de junho de 2008) - no art 23 da Lei II" /0 865, de 30 de abril de 2004 no caso de venda de gasolinas e suas co; rentes, e.xceto gasolina de aviação, óleo diesel e suas co; rentes querosene de aviação . gás liquefeito de petróleo - GLP ivado de petróleo e de gás nana al (Incluído pela Lei n° 10.925, de 2004) XI - (Vide Medida Provisória n°413, de 3 de janeiro de 2008) .X11- (Vide Medida Provisória ri° 413, de .3 de janeiro de 2008) § 1"-A Excetua-se cio disposto no capta deste artigo a receita bruta auferida pelos p/ adutores, impoitadores 011 dist, ibuidores com a venda de álcool, inclusive para fins carburantes . à qual se aplicam as aliquotas previstas no caput e no 4" do ari .5" da Lei no 9 718, de 27 de novembt o de 1998 (Incluído pela Lei na 11.727, de 23 de junho de 2008) § 2" E.- st-ema-se do disposto no capta deste at ligo a receita In uta decorrente da venda de papel imune a impostos de que trata o ai! 150, inciso Vf, alínea cl, cia Constituição Federal, quando destinado à impressão de periódicos, que fica sujeita à aliquota de 3 . 2% (três inteiros e dois décimos por cento). (Incluído pela Lei 11" 10 865, de 2004) 3" Fica o Poder Executivo autor irado a redurir a O (:ero,) e a /estabelecer a ali quota incidente sobre receita lula(' decorrente da venda de produtos químicos e fitrinaCêtdicOS, classificados nos Capítulos 29 e 30. sobre produtos destinados ao usa em labwatório de anatomia patológica. cito! ógica ou de análises. clínicas, classificados nas posições 30 02. 30 06, 39 26. 40 15 e 90 18, e ,sobre .semens e enrima -5es da posição 05 11. iodos da TIPI (Incluído pela Lei n° 10.865, de 2004) 3" Fica o Podei Executivo autolizado a reduzir a 0 (zero) e a restabelecei a alíquota incicknte sobre ieceita una (Icem rente da venda de produtos químicos e len macéuticos, classificados nos Capítulos 29 e 30. sobre produtos destinados ao uso em hospitais, clinicas e consultórios médicos e odornológicos campanhas de saúde realiradas pelo Podet Público. laboratório de anatomia patológica. citológica ou de análises clinicas: classificados nas posições 30.02, 30 06, 39 26, 40 15 e 90 18, e sobre sémens e embriões da posição 0,5 11. todos da (Redação dada pela Lei n° 11.196, de 21/11/2005) 1G I 1 1!,-.)r! Pmccsso n" II 065 004990/2004-59 Acórdão n " 3803-00.777 s3-1-Eo3 Fl I 4" Fica re..clu:ida a O (zero) a aliquola da COEINS incidente .soln e a rex:eito de venda de livros técnicos e científicos. na forma estabelecida em ato conjunto do Ministério da Educação e da Secretaria da Receita Federal (Incluído pela Lei n° 10.925, de 2004) 5" Exc-etua-se cio disposto no capta deste artigo a receita br auferida por pessoa jurídica industrial estabelecida na Zona Franca de Manaus, decorrente da venda de produção própria, consoante projeto aprovado pelo Conselho de ricinrinisiração da Superintendência da Zona Franca de Manaus — SUPRAM, que fica sujeita, ressalvado o disposto 1205 §§ 1"a 4" deste ar ligo, às aliquotas de (incluído pela Lei n° /O 996, de 2004) 1 - 3% (três por cento), no caso de venda efetuada a pessoa Jurídica estabelecida (Incluído pela Lei n° 10 996, de 2004) a) ria Zona Franca de Manaus; e (Incluído pela Lei n" 10.996, de 2004) b) fino da Zona flanar de Manaus, que aproe a COFIAIS no regime de não-cunndatividade; (incluído pela Lei n° 10,996, de 2004) II - 6% (seis por cento), no caso de venda efetuada a (incluído pela Lei n° 10996, de 2004) a) pessoa jurídica esiabelecida fora da Zona Franca de Manaus, que apure o imposto de renda com base no lucro presumido; (Incluído pela Lei tf 10.996, de 2004) b) pessoa jurídica estabelecida fora da Zona Franca de Manaus. que apure o imposto de renda com base no lucro real e que tenha sua receita, total ou parcialmente, excluída do regime de incidência não-cumulativa da COFINS; (Incluído pela Lei n" 10996. de 2004) c) pessoa fia (dica estabelecida fora da Zona Er anca de Manaus e que sela Optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições - SIMPLES; e (Incluído pela Lei n" 10996, de 2004) d) órgãos da achninistração federal, estadual, distrital e municipal (Incluído pela Lei n° 10.996, de 2004) .§ 6" (Vide Art 9" e AU. 22 da Medida Provisória n° 451, de 15/12/2008) .sç 6" O disposto no ,5o também se aplica à receita bruta artfitrida por pessoa jurídica inclusn ou comercial estabelecida nas uris de Livre Comércio de que traiam as Leis n's 7965, de 22 de derembro de 1989, 8 210, de 19 de julho de 1991. e 8256. de 25 de novembro de 1991, o art 11 da Lei n" 8397. de 30 de de:embra de 1991, e a Lei n" 8 857, de 8 de março de 1994 (Redação dada pela Lei n° 11,945, de 4 de junho de 2009) 7' Ã exigentia prevista no sÇ 5" deste ai figo / elcniva ao prtyeto ovado não 8e aplica às pe8s-oas jut idicas contenhas tefit idas no áç 6"dego artigo (incluído pela Lei n° 11 945, de 4 de junho de 2009) Do exame desses dispositivos, conclui-se que a opção do legislador foi a da generalização do alcance da incidência das contribuições não-cumulativas, excluindo de sua incidência apenas as receitas e ingressos expressamente derreados. A receita e/ou ingresso decorrente da cessão de créditos de ICMS a terceiros, mediante dinheiro e/ou pagamento na aquisição de matérias-primas e insumos empregados no processo produtivo de mercadorias, não foram contemplados„ O fato de a operação, por opção da requerente, não ter transitado por nenhuma conta de resultado não significa nem prova que não houve ingressos no patrimônio da pessoa jurídica. Independentemente da forma de escrituração, sempre haverá ingresso em dinheiro, titulo de e/ou mercadorias. Na aquisição de mercador ias, matérias-primas, insumos etc., tributados com o ICMS, na realidade ocorrem duas operações: a compra de mercadorias, matérias-primas e insumos propriamente dita; e a compra do crédito do ICMS embutido naqueles produtos. Assim, ao realizar a venda dos produtos, vende-se também o crédito referente àquele imposto neles embutidos.. Isto ocorre sem que, necessariamente„ se escriturem contas de resultados. Cabe, ainda, ressaltar que, na modalidade não-cumulativa de incidência das contribuições sociais, como no presente caso, o contribuinte ao adquirir mercadorias para revenda e/ou matérias-primas e outros produtos empregados no processo de industrialização de seus produtos, credita-se do valor do ICMS neles embutidos, inclusive sobre a parcela correspondente a esse imposto, Dessa forma, se o montante auferido na alienação dos produtos, inclusive do crédito do ICMS apurado e cedido e/ou alienado a terceiros, não sofresse tributação estar-se-ia proporcionando ao contribuinte beneficio sem amparo legal Todo esse psitacismo no entanto é despiciendo. Remeto o recorrente à redação do inciso VII do § 3° do art. I' da Lei n 2 10.637, de 2002, e do inciso VI do § 3" do art. 1' da Lei n° 10.833, de 2003: é a lei quem dá ao resultado econômico da transferência onerosa de créditos de 1CMS a natureza de receita, Não há argumentos que se sobreponham à definição legal, Ademais, corolário lógico, se, a teor do art. 33 da Lei n" li .945, de 2009, a partir de 01/01/2010, as receitas decorrentes de transferência onerosa de créditos de 1CMS devem ser excluída da base de cálculo das contribuições, é porque, antes dessa data, tais receitas compunham as suas bases de cálculo. Assim, não se conformando à norma de exclusão, seja na sua redação original, dada pela Medida Provisória n2 451, de 16 de dezembro de 2008, que só passou a produzir efeitos a partir de 1' de janeiro de 2009, seja na nova redação dada pela Lei n° 11,945, de 4 de . junho de 2009, a receita advinda da cessão onerosa de créditos de 1CMS deve ser adicionada à base de cálculo da contribuição não-cumulativa, para fim de apuração do saldo credor passível de ressarcimento. Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 30 de setembro de 2010 Alexandre Kern Voto Vencedor 12 Processo n I 1065 004990/2004-59 53-1E03 Acórdão n " 3803-MI777 11 112 Conselheiro Belchior Melo de Sousa Redator designado Para fundamento do presente voto cabe essencialmente afirmar que o desate da questão não passa pela consideração da possibilidade ou não de integração dos valores correspondentes à transferência onerosa a terceiros de créditos de ICMS originados de operações de exportação à base de cálculo da Cofins, à luz das disposições do art. I° da Lei n° 10..833/2003 . Não passa porque antes há que se considerar que o citado artigo, capa, estabelecendo os contornos do fato gerador da contribuição, definiu o seu alcance sobre o que vier a se constituir em receita auferida, ainda que venha a ser adotada denominação ou classificação contábil que vise a desnaturá-la. Há um pressuposto no enunciado legal, o de se ter como "receita" aquilo que será a materialidade da tributação. A partir dessa premissa é que a lei faz concessões a espécies do que realmente é receita para que não integre a base de cálculo da contribuição. Em vista disso, ante a hipótese dos autos não se deve chegar ao questionamento de que a lei não previu sua exclusão, pois de receita auferida não se trata, mas de um ingresso que configura a iecomposição do patrimônio, até então decomposto pelo custo arcado com o pagamento do tributo embutido no preço do insumo adquirido. Na seara do Direito Financeiro, ALIOMAR BALEEIRO' ocupou-se da definição de receita: 'Receita pública é a entrada que. integrando-se no patrimônio público sem quaisquer rem/ vas, condições ou correspondência no passivo, lei,? acrescer o seu vulto como elemento novo e positivo A mesma linha é seguida por AIRES BARRET0 2 , para quem "receita é [..] a entrada que, sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, se integra ao patrimônio da empresa, acrescendo-o, incrementando-o,". Neste campo, compõe a boa doutrina o escólio de MINATEL 3 , ao assentar que: "[ 1 A recuperação de um valor anteriormente registrado como encargo tributário nõo tem o condão de transformá-lo automaticamente de despesa em receita, ainda que a forma adotada para sua escrituração CM conta credora possa contribuir para a configuração de aumento do resultado do exercício da pessoa jurídica no momento da recuperação, efeito que, de C011el elo, traduz o reto, no ao ,status quo ante, não reunindo condições de materializar ingresso de elemento novo que se qualifique no conceito de receita [. 1" 1 13AL BEIRO, Aliomar Urna introdução à Ciência das Finanças, 13' ed atualizado por Flávio Batlel Novelli Rio de Janeiro: Folense, p 116 2 BARREIO, Aires F A nova Colins: pi imeii os apontamentos Revista Dialética de Direito Tributário, n" 103 São Paulo, 2004. pp. 11-12 M1NATEL, José Antônio Cometido do Conceito de Receita e Regime Jurídico para sua Tributação. MP. 2005. p, 13 Abraço, ainda, as razões de decidir- do eminente Desembargador Federal Dii ceu de Almeida Soares nos autos do Processo n° 2005.04.01 006404-5 (DJU 04/0512005), que, reconhecendo ordinariamente, a incidência da Cofins e da contribuição para o PIS, com grande lampejo, repudia a incidência sobre créditos de ICMS originados de exportações transferidos a terceiros, posto não ser valor representativo de receita, mas é tributo, e sua exigência configura bitriburação. Isto porque estas contribuições já incidiram na aquisição dos instintos. Veja-se o teor mais amplo de seu entendimento: "É cet to que, em regia, somente há possibilidade de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COHNS na hipótese em que cobrado pelo vendedor de bens ou prestado, de .s .er riços na condição de substituto icibutário De oi &natio, a parcela cio ICMS, destacada nas notas fiscais, sempre integrou. por disposição da lei. o preço de venda do modulo, configurando, po, conseguinte . parcela de receita ou Ta:nanica°, não sendo passível de exclusão ria base dc cálculo das reja idas coai ibuiçaes No caso dos autos iodaria esse fenômeno ti iluda, ia já ocorreu. ou seja. o ICAIS de que trata a Fazenda já sei riu de base de cálculo para aputação do PIS e COTINS a serem ivcolhirlos pelo fa ',credor de inS111110.5 O adquirente, por sua vez, está imune ao ICAlS ao PIS e à COFIAIS, por expressa disposição constitucional pot se Pala cle empresa expw fadara O crédito decorrente do lCtf5 sub examen não configura receita mas tributo, embutidos nos 11M111170.S pagos, mas recupeiáveis sob fama de compensação ou restituição Isto é, o beneficio fiscal da imunidade é oferecido pot meio de créditos perante a Fazenda pot questães de operacionalidade . já que sua devolução em pecúnia seria dificultoso senão inviável Logo, pretender-se computar novamente a parcela de ICILS na base de cálculo da empresa expoi tariota . é medida repudiada pelo direito tributário em razão cia ocorrência da hitt Mutação. pois, como afirmado, a incidência do ICA1S, que sinha ocarendo nas sucessivas etapas do pi acesso de inclusíc ialização. findou-se na etapa imediatamente cintei iot Ademais, não se pode olvidai que o posicionamento adotado pelo Fisco ofende a regra constitucional de imunidade adrede mencionada, uma ver cicie o próprio beneficio fiscal esfatia compondo a base de cálculo das conitibuiçães sob etilàque . o que retirai ia da imunidade seu pleno alcance Em uma palavra estar-se-ia dando com uma mão e retirando com a outra Noutro aspecto. é justificável o receio da impetrante de que lenha glosada pai te significativa ck seus pedidos de ressarcimento de PIS/COFINS, arrie o já Inaldfestado posicionamento ria Fazenda Pública de considescu os valores decorrentes de crédito de ICIL5. na composição cio base de cálculo daquelas comi ibuições" Leandro Paulsen, rejeitando de igual modo a incidência a tributação do crédito de ICMS enfatiza que "Nem tudo o que contabilmente é considerado receita pode sê-lo para fins de tributação, isso porque a receita, na norma concessiva de competência tributária, 14 15 : Processo n" 11065 004990/2004-59 S3-TE93 Acórdão ri " 3803-00777 H 113 denota urna revelação de riqueza. É preciso considerar a receita sob a perspectiva do pi incípio da capacidade contributiva." Noutro óbice que este Magistrado e .Jurista coloca, afirma que a exigência "afeta a eficácia das imunidades e incentivos concedidos e fazendo com que, à impossibilidade de tributação ou renúncia tributária dos Estados corresponda tributação pela União, em transferência de recursos absolutamente desarrazoada e violadora da forma federativa de estado, bem como contrária à Finalidade das normas de imunidade ou de incentivos.? Este argumento é sólido, pois interpreta a norma de incidência à luz da Constituição Federal de 1988, cuja irradiação sobre ela impede que o seu enunciado definindo o contorno da base de cálculo abarque o fato jurídico sob foco. Justifica o nobre relator que se, a teor do art. 33 da Lei n° 11.945, de 2009, a partir de 01/01/2010, as receitas decorrentes de transferência onerosa de créditos de 1CMS devem ser excluídas da base de cálculo das contribuições, é porque, antes dessa data, tais receitas compunham as suas bases de cálculo. É iespeitável a lógica, a considerar que esta é uma norma material, cujo efeito do seu comando é prospectivo. Contudo, tendo a norma esse caráter, é somente ali, a partir da sua vigência que há uma definição legal do referido ingresso como "receita", de pronto pela mesma norma considerada intributáveL Se é suscitado o argumento de que - por ser para frente o efeito da norma inserta na Lei n° 11..945, de 2009 - somente após sua vigência é que os valores transferidos a título de cessão de créditos de 1CMS gerados de exportação poderão não integrar a base de cálculo das contribuições, vejo subsistir, na direção oposta, o argumento de que antes não havia expressão legal a enquadrar o ingresso como receita.. Logo, a classificação legal não repercute — para trás - no arcabouço técnico que afasta o ingresso do conceito de receita alcançável pela tributação. Noutra palavra, se é receita, o é a partir da referida lei, por definição legal, não por critério técnico-jurídico e contábil Por todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso. Sala das sessões, 30 de setembro de 2010 Belchior Melo de Sousa Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção - Terceira Câmara CARF-ME Fl Processo n2 : 11065,004990/2004-59 Interessada : PACIFIC SHOES INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4 0 do art. 63 e no § 32 do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n 2 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n2 3803-00.777, Brasília - DF, em 9 de novembro de 2010, A Arcovalilo - Mariario Tavares Chefe da Secretaria da Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial
score : 1.0
Numero do processo: 10283.003635/90-12
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Apresentação extemporânea do anexo à guia de importação genérica, tendo o atraso na emissão da mesma sendo de responsabilidade exclusiva do importador dá causa à aplicação da multa prevista no artigo 526, VII, do R.A.
Recurso não provido.
Numero da decisão: 303-27.471
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 08 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199210
ementa_s : Apresentação extemporânea do anexo à guia de importação genérica, tendo o atraso na emissão da mesma sendo de responsabilidade exclusiva do importador dá causa à aplicação da multa prevista no artigo 526, VII, do R.A. Recurso não provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1992
numero_processo_s : 10283.003635/90-12
anomes_publicacao_s : 199210
conteudo_id_s : 6677688
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 07 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-27.471
nome_arquivo_s : 30327471_102830036359012_199210.pdf
ano_publicacao_s : 1992
nome_relator_s : SANDRA MARIA FARONI
nome_arquivo_pdf_s : 102830036359012_6677688.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1992
id : 4605383
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Sat Oct 08 09:42:34 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1746112000904134656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30327471_102830036359012_199210; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-10-11T15:02:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30327471_102830036359012_199210; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30327471_102830036359012_199210; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-10-11T15:02:19Z; created: 2017-10-11T15:02:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-10-11T15:02:19Z; pdf:charsPerPage: 1080; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-10-11T15:02:19Z | Conteúdo => .....-._---_._-_.-------- I',",.- -"':o~. ¥tú"'* ' ''1.~..•. •MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTE S TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N9 102fl3-003fi35/90-12 ._-_._-- • Sessão d. 21 de outubr<lle 1.99-.£ ACORDA0 N~ 303-27.471 Recurso nC!. : Recorrente: Re'cor.rid 113.519 LION AMAZÔNIA S.A. IRF - PORTO DE MANAUS - AM Apresentaçao extemporânea do anexo a guia de import~ ção genérica, tendo o atraso na emissao da mesma serr do de responsabilidade exclusiva do importador dá caQ sa à aplicaçâo da multa prevista no art. 526, VII,do R. A.Recurso nâo provido. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, e~ negar provime~ to ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Rrasiilia-DE outubro de 1992. - President.e ) ,de- ~A FARONI - Relatora ~ J St DE OLIVEIRA MACAU - Proc. Da Faz. Nacional ~g~~oE~E: O 2 FE\I 1993 particiDaram,ainda! do presente julgamento os segu~ntes Conselheiros: MALYJNA CORUJO OE AZEVEDO LOPES, ROSA MARTA MAGALH~ES DE OLIVtIRA , HUM~ERTO ESMERALDO BARRETO FILHO, DIONE MARIA ANDRADE DA FONSE- CA.' Ausentes, os Cons. LEOPOLDO CtSAR FONTENELLE e MILTON DE SOU ZA COELHO. - ," -2- MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA m,:CUI'(SO1'1.. 113:)1'jl ACOI'WI',O1'1.. ::H>,':i-";U .. 4'71 I:(ECOI:(I~ENTE..1...101'1 A~IAZOI'IIA!3Jl., RECORRIDA .. IRF - PORTO DE MANAUS - AM RELATORA ..SANDRA MARIA FARONI R E L A T O R I O "',rata-se de I~ecurso COlltlra decisao do Inspetor" da F~e-- celta l:'edel'"alem 1:'Olrta de l~anaLls, que jLllgou plrocederlte a a~:ao 'fj.s(:a]. levada a efeito (:olltra a empresa en\ epigrafe, ~)ara aplica~:ao da mu:Lta prevista 110 art" 526, VIr do RHA", pov' 11ao I,ave~ apresentado, fIO pr'azo de 90 d:ias a ç)artir do regis"tlro da DI f)" 002959/90~1 o allexo disc:lrimi.- nativo à GI genérica n ..02/8'j1/11308-3 .. ~~m sessaa de 31/()1/92, nos telrmos da Resolll~ao flH 303HH()48l., 81ste Colegiado detev'n)ir~OLl a COllvev'sao do julgament() aOl di-o :Ligénc:la, por intermédio da v'epalrti~ao de origern, para que a C:TIC j,ll-- for"o\asse se o importador" COfltribuilA IJay"a ocorrência (jo atl~a~;ona emis- s(":\o do (";\rH?XD" v O T () F\(.:.~c: " Ac. -3- n" :1.:I.~:),,~:,:I.(y n.. :':>()~:)-"~~7,,1.+"7:1. (:onfo~me infor'ma~:ao prestada IJ810Banco do Bv'asil(doc" c1f.'~'fls .. ~:l(;» f.-:' CO(llpl"ovant(.:.)S c:\n(.::oxadc)~;; ('t=ls" 60 ,1:\ 64):1 (J (':\i:.I"(':\~;(J na (~.~m:j.s-" Sc:\Q do (':\n(-;)xC) 'foi c1(0 1~'(.)sponsalJ:i.l:i.c1i:\d(.:.~ única (.:~(.:~xc:ll.tt:;:i.va de) :i.mpov'tc';..dov'" Assiol send(J, e estando c:a~actelrizada a ir,fra~ao ~)revista 110 art,. 526, VII!, do I~.A" é (je sair mal,tida a mLllta aplicB(ja" I~ego pv'ovimer\ta a() IreCllV'SQ •• Sa:l.adas ~iessoet:;, em 21 de outlAblrO de 1992 .. 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
