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Numero do processo: 13727.000224/2007-52
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado.
Numero da decisão: 2802-002.317
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 16/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado.
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DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 72 7. 00 02 24 /2 00 7- 52 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2005, anocalendário 2004, devido a glosa de dedução de despesas no valor de R$8.900,00 por falta de comprovação ou de previsão legal, pois os recibos eram anuais sem comprovação do efetivo pagamento (fls. 03). Na impugnação foram apresentados diversos recibos e alegou que foi paciente cia psicóloga Rosália de Fátima S. N. Garcia, nos meses de março, junho, setembro e dezembro de 2004, efetuou quatro pagamentos de R$ 1.000,00, nos referidos meses, sendo emitido um recibo com o total anual para atendimento do Termo de Intimação Fiscal de 11/04/2007(fls. 5/6) e que o mesmo procedimento foi adotado para os pagamentos feitos ao fisioterapeuta Fábio Cerqueira Silveira, cujos serviços foram prestados nos meses de maio, junho, novembro e dezembro de 2004, conforme (fls. 7/8.) Realizouse diligência que o dossiê da fiscalização fosse juntada aos autos. A Delegacia de Julgamento indeferiu a impugnação sob fundamento, em síntese, de que ao ser intimado pela fiscalização para comprovar o efetivo pagamento, o contribuinte têm o ônus de comprovar e os recibos, por si só, não comprovam inequivocamente a efetividade dos serviços prestados e a materialidade dos pagamentos vinculados à prestação dos erviços médicos correspondentes. Ciência do acórdão em 27/11/2009 com interposição do recurso voluntário em 21/12/2009 amparado nas seguintes alegações: 1. nulidade do julgamento, pois diversamente do que constou no acórdão, não existe glosa de R$27.000,00 e sim de R$8.900,00 e não consta qualquer recibo do ano de 2003; 2. não há previsão legal para inversão do ônus da prova, o fisco tem o dever de investigar e comprovar o fato tributário; 3. as despesas foram comprovadas como é a prática na sociedade e previsto no inciso III do art. 8º da Lei 9.250/1995, o cheque nominativo é meio de prova somente na falta dos recibos; 4. a falta de provas documentais ou periciais apresentadas pelo Fisco para embasar o lançamento torna aplicável o art. 112 do CTN. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O recorrente tem razão em afirmar que no acórdão de primeira instância foi consignado incorretamente (no relatório) que o contribuinte estava contestando glosa de Fl. 82DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13727.000224/200752 Acórdão n.º 2802002.317 S2TE02 Fl. 82 3 despesas no valor de R$27.000,00 e que se baseava na existência de recibos do ano de 2003, mas esse erro não afetou o fundamento do acórdão recorrido, qual seja: o ônus de provar o efetivo pagamento é do contribuinte e os documentos apresentados não foram suficiente para desincumbilo desse ônus. Rejeito a preliminar de nulidade do julgamento de primeira instância. Em resumo, discutese a possibilidade de comprovar o pagamento de despesas médicas com recibos de R$4.000,00 e R$4.900,00 relativos a tratamentos realizados ao longo do anocalendário. A autuação amparouse na expressão “Foi glosado os recibos anuais sem comprovação do efetivo pagamento”, estes recibos são: a) R$4.900,00 emitido por Fábio Cerqueira Silveira (fls. 23) e b) R$4.000,00 de emissão de Rosália Fátima S N Garcia (fls. 24). A autoridade fiscal apontou uma única razão para considerar que os recibos apresentados não são suficientes, a existência de recibos anuais. Não fez qualquer ressalva quanto aos requisitos formais previstos no art. 80 do RIR1999.. Quando se trata de comprovação de pagamento de despesas médicas, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar por outros meios o desembolso e a prestação do serviço. A dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte e o ponto de partida é a imputação feita no lançamento, que neste caso foi exclusivamente a existência de recibos que totalizam o valor pago durante o anocalendário, o que não é razão, por si só, para a glosa das despesas. A ausência de apontamento de indícios consistentes em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, não autoriza afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. Em que pese a relevância das preocupações do julgador de primeira instância, o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração. Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que, em tese, permitam a deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, ampliar a imputação fiscal e com isso aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo sequer um conjunto forte de indícios em desfavor dos recibos e das declarações dos profissionais e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Portanto, dou provimento ao recurso voluntário. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 84DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10283.002336/90-06
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II - Emissão da GI após chegada da mercado ria ao país, mas antes do registro da respectiva declaração de importação, momento do fato gerador do imposto (art. 23 do Decreto-lei n9 37/66). III- Caracterizado embarque da mercadoria no exterior antes de emitida a GI e não importação sem GI oudocumentoequi valente. Infração punida na forma do inciso VI do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. IV Negado provimento ao Recurso da Pro- curadora da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos - de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar opresente julgado. Sala *as S- sEies (DF), em 27 de setembro de 1991. - • "'AM Er - PRESIDENTE 7 0410LA/___COS1TA - RELATOR IRAN DE LIMA - MCURADOR DA FAZENDA NACI0.2 DAMEFP/0E- SECOS N q 084/90 J.M. V.V. Participaram; ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: - ITAMAR VIEIRA DA COSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, JOSÉ ALVES DA FONSECA, UBALDO CAMPELO NETO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. x, • rusil r; ( ) runt i r o FFPEnAL PROCESSO N 2 10283/002336/90-06 RECURSO N P- RP/ 303-1.026 ACÓRDÃO csRF/ 03-01.824 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 3 .4 CÂMARA DO 3 g CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: SEMP TOSHIBA AMAZONAS S/A RELATÓRIO A Procuradoria da Fazenda Nacional, irresignada com a de cisão proferida pelo Conselho de Contribuintes nos autos do processo em referencia, interpOs o presente recurso especial para ver restabe lecida a aplicação da penalidade prevista no inciso II do art. 526, do RA, posto ter a recorrida, mesmo acolhendo a infração descrita nos autos, desclassificado tal sanção para a prevista no inciso VI do mesmo dispositivo legal. Afirma a recorrente que o acórdão recorrido contraria as disposições constantes do inciso II do já mencionado art. 526, uma vez que a empresa autuada importou insumos diversos antes de emitida a respectiva Guia de Importação. Lembra a peticionária que a autuada contestara a autua- ção alegando que a G.I., emitida pela CACEX, não é documento consti- tutivo de seu direito de importar, o qual é garantido pela aprovação de projeto pela SUFRAMA. Quanto a isso, defende a recorrente não ser a G.I. um do cumento meramente declaratório do direito de importar, caracterizan do-se num documento essencial ao despacho de importação e, no caso da Zona Franca de Manaus, sua essencialidade é verificada no art. 35 do DL n 2 1455/76, regulamentado pela Portaria Interministerial n2 192/76 que estipula em seu item I: "as importações efetuadas através da Zona Franca de Manaus ficam sujeitas à obtenção de Guia de Impor- tação, previamente ao embarque das mercadorias no exterior." Faz menção à IN-SRF n 2 89/83 que, normatizando o assun- to, interpreta que a emissão da Guia de Importação após o embarque das mercadorias não exclui os benefícios fiscais previstos no D.L. n 2 288/67 o que, porém, não prejudica a aplicação das penalidades previstas. A emissão da G.I. após o ingresso das mercadorias no k-- país, prática esta normatizada pela Port. n 2 222/81, visa dar cober- Md RR NI ... . PROCESSO N9 10283_7002.336/R0-0_6 3. tura à formalização do despacho aduaneiro, mas nem por isso tem o condão de elidir a infração já configurada. Sendo assim, à semelhança do que decidiram os acórdãos 303-25.264 e 303-25.182, não há como eximir a empresa do pagamento da multa exigida no auto de infração, uma vez que importou mercado- rias ingressadas no país anteriormente à emissão da G.I. O contribuinte, paralelamente à apresentação de suas contra-alegações, dirigiu a esta Câmara Superior, recurso especial, o qual não foi objeto do despacho do Presidente da Câmara recorrida, previsto no art. 5 2 da Portaria n 2 434/79. Contraditando as razões da recorrente, expõe o sujeito passivo que, se realmente a infração tivesse sido cometida, consis tina esta na emissão tardia da G.I., à qual corresponde a penalida- de descrita no inciso VI do art. 526, e não na importação sem guia a que se reporta o inciso II desse mesmo artigo. Assim, prossegue, o entendimento não pode ser outro se- não o de que o processo administrativo de importação já estava con- cluído, restando apenas a emissão da guia para bem formalizar o ato, A rpraticado em razão de projeto aprovado pela SUFRAMA( É o relatório. O) 4, Proc. n g 10283-002336/90-0E sFriviço rOnt ler:, rnDEnAL AC. CSRF/03-01.824 VOTO A mercadoria foi embarcada, no exterior e descarre- gada em territOrio nacional, antes que tivesse sido emitida a cor- responaente guia de importação. A autoridade julgadora local, 3M primeira instância, entendeu que com a entrada da mercadoria se ca racterizara uma importação sem GI ou documento equivalente, razão pela qual exigiu da empresa o pagamento da multa de que trata o inciso II do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. a O Recurso Especialinterposto contra a decisao nao . .- unanime da douta 3a. Cara do 3 g Conselho de Contribuintes / mani - festa o mesmo entendimento da digna autoridade administrativa local. Peço vênia para discordar da douta Procuradora da Fazenda Nacional. Com efeito, o simples fato de haver descarregado a mercadoria não configura ainda em sua plenitude o conceito de im a, a portaçao para os efeitos da legislaçao especifica. Deve-se salientar, como consta dos autos, que a im- portadora não se descuidara da obtenção do documento mas estavam em curso suas gestEes junto -às autoridades governamentais competen tes (SUFRAMA e CACEX), com razoável antecedência, de modo que fi- cara ela a depender de autorizaçães cujo desfecho dependia tão sc5 de decisoes unilaterais desses 6rg gos sem que ela pudesse exercer qualquer interferência. Ademais, nesse ínterim, a transação comer- cial com o exportador estrangeiro estava em curso e foi concluída, sendo a mercadoria sob encomenda afinal posta para embarque nos por tos estrangeiros, submissa às despesas normais de armazenagem e capatazia, etc. A demora na expediçao do documento admita-se como normal, ngo vindo a justificar para a importadora tenha determina do o embarque no exterior, por sua conta e risco, diante de que co metia uma infraçao, já que no obtivera ainda a CI. O que acima se relata, como está nos autos, serve para demonstrar que "importação" não se resume no mero ato de fazer ingressar a mercadoria no territário nacional, mas percorre toda uma tramitaç go, fase por fase, sob pena de se tornar um descaminho. Acrescente-se ainda que essa tramitaç go, além do pedido de licencie mento, prossegue com outros procedimentos da iniciativa do impor- oa / 5. Proc. n 2 10283-002336/90-06 Ac. CCSRF/03-01.824 ';F"N IçO runt rr:DEr7AL tador, junto s autoridades portuárias no porto de descarga e peran te a administração aduaneira. Nesses procedimentos, o contribuinte vai manifestar a sua intenção e seu interesse de dar continuidade sua importaçao ate obter o desembaraço aduaneiro, condição para afi nal receber sua carga. No e demais Iembear ainda que o contribuinte tem que cumprir prazos para promover o despacho das mercadorias ou dar- -lha continuidade, sob risco de vir a cometer a infração de aban - dono cuja pena será a declaraçao especifica a que se segue 0 proces ao para aplicaçao da pena da perdimento, em favor da Fazenda Nacio- nal. No caso desta importação, está comprovado que, final mente, a CACEX expediu a GI (ou GIs) em data anterior 'a do registro da declaração de importaçao, momento essa que se deve ter como acue le em que, formalmente, ocorreu o fato gerador do imposto de impor- tação (art. 23 do Decreto-lei n g. 37/66). Como bem admite a Fazenda Nacional, no seu Recurso, a GI atende 'a formalização do despacha a- duaneiro, o que induz a cohvicçao de que, na espécie, completado o despacha aduaneiro com a existência da GI, a infraçao que restou a descoberto foi a do embarque antes da emissao da GI ou documento e- quivalente, conforme previsto no inciso VI do art. 526 do RA. A penalidade do inciso II do mesmo art. 526 está re- servada infraçao descrita como: "importar mercadoria do exterior sem guia de ím portaçao ou documento equivalente...." A previsão e para os casos em que no tenha sido emi tida a GI ate o momento do registro da DI. O caso mais comum e o da divergência de mercadoria, isto e, entre a licenciada na GI e aquela que se verifique em conferência física, divergência usualmen te atestada atraves de laudos laboratoriais. No caso em foco, existe (m) a(s) guia (s) de impor- tação, emitida (s) especificamente para a(s) mercadoria(s) constan- te (s) do despacho de importaçao. Por entender que a decisão da 3a. Câmara do 3Q Conse lho da Contribuintes foi exarada com os melhores fundamentos de di reit°, voto para negar provimento ao Recurso Especial. Sala das rães, em 27 de setembro de 1991 Jo/ab Holanda Costa - Relator. . , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Inexistindo o referido documento, é man tida a falta apurada na descarga para efeito de responsabi lizar o transportador pelo extravio ocorrido. A retifica- ção feita pelo exportador, consolidador e consignatário da carga, no supre a carta de correção a ser emitida e apre- sentada pelo_emitente_do_conhecimento, em prazo hábil_Re- curso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recurso Fis- cais, por maioria de votos, dar Provimento ao recurso especial, nos termos do relatõrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Paulo Casar de Ãvila e Silva. Sala das SessOes(DF), em 21 de setembro de 1987. / URGEL P • ,1--r-A lOPES - PRESIDENTE v, HÉLIO/p/OYOLWDE ALENCASTRO - RELATOR MARCO ANTONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: AFONSO CELSO DE MATTOS LOURENÇO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. ; PROC. N 2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL ACE3rdÃO n9-CSRFIG3- Ql. 46a RECURSO N 2 RP/302-0.336 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: VARIG S.A. - VIAÇÃO AÉREA RIO - GRANDENSE RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por intermédio de seu Procurador que subscreve as razões do apelo (fls. 52), dirige-se a esta C.S.R.F. pe- dindo a reforma do ac. n 2 303-30.896, assim ementado: "CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO, apuran F do-se falta de volume manifestado. Com a apresentação de Carta de Correção (fls. 19), fica comprovado o não embar que do volume dado como faltante. Re- j curso provido, por não ocorrência do fato gerador". Em seu arrazoado, o douto Procurador da Fazenda argúi que, a carta de correção, não obstante emitida sem os requisitos , pre I vistos no art. 49 do Regulamento Aduaneiro e apresentada fora do pra- zo estabelecido na IN-SRF n 2 25/86, foi aceita pela maioria dos mem- bros da Câmara recorrida como se regular fosse para fins de ilidir a ação fiscal, em flagrante contrariedade à letra das normas legais de regência. Tempestivamente, o sujeito passivo ofereceu suas contra- alegações pedindo a manutenção do aresto recorrido. É o relatório. 1 4- - 2 - PROC. N2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL AcOrdalo n 9-CSRFA13-0.1.469 CONSELHEIRO HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO VOTO Pertinentemente à matéria "sub judice", o Regulamento Aduaneiro, em seu art. 49 e parágrafo único, dispõe: "Art. 49 - Para efeitos fiscais, qualquer correção no conhecimento deverá ser feita por carta de correção dirigida pelo emi- tente do conhecimento à autoridade adua- neira do local de descarga, a qual, se aceita, implicará correção do manifesto". "Parágrafo único - A carta de correção de- verá ser emitida antes da chegada do veí- culo no local de descarga e deverá estar acompanhada de cópia do conhecimento cor- rigido". Por seu turno, a IN-SRF n 2 25 - de 22 de janeiro de 1986 estabelece ("verbis"): "O Secretário da Receita Federal, no uso 1 da competência que lhe é atribuída pelo - artigo 76 do Regulamento Aduaneiro, apro- vado pelo Decreto n 2 91.030,de 05 de março de 1985, e tendo em visita o disposto no i artigo 49 do mesmo Regulamento, resolve: 1 - A carta de corrreção de que trata o artigo 49 do Regulamento Aduaneiro poderá ser apresentada, para os efeitos nele pre vistos, até trinta (30) dias após a forma 1 lização da entrada do veículo transporta- 1 dor da mercadoria, cujo conhecimento se f: pretende corrigir. 2 - O cumprimento do prazo ora estabeleci do não elide o exame do mérito do pleito, para fins de aceitação, pela autoridade - aduaneira, da referida carta de correção. 3 - Não será aceita a carta de correção apresentada após o começo do despacho -3- PROC. N2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Ac6rdão n9-CSRF/03-01.469, aduaneiro, ainda quando não decorrido o prazo ora estabelecido". Da análise dos autos, verifica-se que o sujeito passivo não emitiu o documento hábil, a saber, a carta de correção para fins de retificação do conhecimento e, por via de conseqüência, do manifes to, nem antes nem após a chegada do veículo ao local da descarga, em Viracopos/Campinas-SP, dia 03/02/86. As cartas de fls. 19 e 28, datadas, respectivamente, de 20/02/86 e 10/03/86 e dirigidas à IRF/Viracopos, não obstante terem sido expedidas pelo agente exportador/consolidador e, ao mesmo tempo consignatário da carga __ CIRCLE FRETES INTERNACIONAIS __ não supre o documento __ carta de correção __ que deve ser emitido pelo trans- portador, tempestivamente, e apresentado no prazo assinado pela IN- SRF n 2 25/86. Merece reparos, assim,o aresto recorrido, pelo que dou provimento ao apelo eSpecial da Fazenda, para fins de restabelecimen- to da decisão de primeira instância. Brasília-DF, 21 de setembro de 1987., / /' t,i,.~4740, //7 HÉLIO LOYO A DE ALENCASTRO - Relator PROCESSO N9 10711/003.989/85-40 MINISTÉRIO DA FAZENDA CMVG Sessão de 21 (9.P ~:9 de 19 ACORDÃO N0-cRF/03-01.470 Recurso n° RP/302-0.335 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S.A. Conferência final de manifesto. Nos termos do oarãgrafo único do art. 107 do Regulamento Aduaneiro (Decreto 91.030/85), considera-se consumada a conferência final de manifesto na data do lançamento do credito tributãrio correspondente. A denúncia da infracão antes do inicio da conferência finai de manifesto exi- me o resnonsãvel da multa prevista pa- ra a falta (art. 138 do CTN). Recurso Provido, em parte, para resta- belecer a exigência do tributo nos ter mos do decidido em la. instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso es- pecial, Para: (a) manter a data do lançamento como a da ocorrência do fato gerador. Vencidos os Cons. Afonso Celso de Mattos Lourenço, Paulo Cgsar de Avila e Silva e Sebastião Rodrigues Cabral; (b) ex- cluir a multa da denúncia espontânea, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Hélio Lo- yolla de Alencastro (Relator). Designado relator para o AcOrdão o Cons. José Façanha Mamede. t/7 v.v Sala das Sess -cies(DF), em 21 de setembro de 1987. / : URGEL-- --E- I' ,. LOPE: - PRESIDENTE . ‘Z-á0 É FACA HA :DE--- - RELATOR DESIGNADO I t 'MARCO 9, - O MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA-\ it CIONAL Participaram, ainda, do nresente julgamento os seguintes Conselhei- ros: RAMILTON DE SÃ DANTAS e EDWALDO REIS DA SILVA. Fez sustentação oral pelo sujeito passivo o Dr. Paulo Roberto Cuco Antunes - Insc. A0B-RJ n9 44.697 com instrumento de mandato nos autos, e, pela Fa- zenda Nacional o Dr. Marco Antonio Meneghetti. 1 , , , .. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10980.003193/89-50
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS-FATURAMENTO - Decisão que não abarca, contempla todos os pontos enfocados na constestação é fadada ao decreto de nulidade. Notificação por seu turno que também não especifica faturamento no que consiste a imputação, limitando-se a dar o enquadramento, também é nula. Processo anulado "ab inítio".
Numero da decisão: 201-67806
Nome do relator: Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto
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S. rica W•6!Fits-;1- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10.980-003.193/89-50 FOLE Souk de 2¢ de fevereirodels_92 ACORWWW0201- 67.806 Recurso e 84.274 Recorrente ARAÚJO SILVEIRA & CIA. LTDA. Recorrida DRF EM CURITIBA-PR PIS-FATURAMENTO - Decisão que não abar ca, contempla todos os pontos enfoca dos na contestação é fadada ao decreto de nulidade. Notificação por seu turno que também não especifica faturamento no que consiste a imputação, limitan- do-se a dar o enquadramento, também é nula.P.rocesso anulado "ah anitio". Vistos,relatadose discutidos os presentes autos de re- curso interposto por ARAÚJO SILVEIRA & CIA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Segundo Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em anular o processo "ah initio". Sala da e)slões, em 26 de fevereiro de 1992. • ROBER ARBOSA DE CA e - PRESIDENTE 44001, DOMIN 5 f- IU CoLENC a' VA NETO - RELATOR I I4 ANTO • 'WS TAQU C RGO - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL - VISTA EM SESSÃO DE 3 O AOR 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, SENNA SANTOS SALO - MÃO WOLSZCZAK, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARISTOFANES FONTOU RA DE HOLANDA e SÉRGIO GOMES VELLOSO. “ 9 o N - in»%nnNa. S-4,r.wr• 44.f:teca:e MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -02- Processo N9 10.980-003.193/89-50 Recurso M2: 84.274 Acord40 N9: 201-67.806 Recorrente: ARAWO SILVEIRA CIA LTDA. RELATÓRIO Trata o presente procedimento administratiizo de NOTIFI CAÇÃO endereçada à pessoa jurídica epigrafada, com regular qualifi- cação nesse expediente, como parte integrante do Programa FISGAS,em que teria restado positivado a omissão de receita, no valor origi - nal de NCz$ 14,10, a título de PIS/FATURAMENTO, alem dos acrécimos legais. A base legal, da imputação reside no "artigo 69 do De- creto-lei n9 2.053/83, combinado com o artigo 39, parãgrafo 14, da Lei Complementar 77/0,e artigo 19, parágrafo únicada Lei Complemen tar 17/73". Exemplares dos valores que compõem o lançamento; rela- tório das compras com os respectivos valores de revendas, foram ane xados às fls. 02 "usque" 18: Tempestivamente,a Notificada apresentou impugnaçãaane xada às fls. 20122,na qual apôs argüir a prescrição qfiinquenária,em preliminar quanto ao mérito, em síntese reitera as alegações expen- didas na sua defesa integrante do processo no 10.980-000.753/89-04, relativo a IRPJ, bem como a existencia do "bis in idem" - IVL e PIS/ FATURAMENTO. e- BBFIVIÇO PUBLICO FEDBAAL -04- Processo nQ 10.980-003.193/89-50 Acórdão nc2 201-67.806 inconciliável a incidência do PIS-FATURAMENTO sobre a venda de tais produtos, num verdadeiro "bis in idem",repudiado pelo CTN. Isto em prejudicial de mérito onde ainda, sob a mesma rubrica efetua pelito de reconhecimento de decàdência, . na for- - ma do artigo 173 do CTN, relativamente ao ano-base de 1983. No mérito volta a condenar a existe:leia do "bisin idem", o que, por si só , , exclui os posto da exigéncia aqui postulada. E.s clarece que: "Evidente que toda essa matéria independe do processo principal, pois se trata de matéria diversa do que en- tende o Eisco,que por ser reflexa segue estritamente a decisão do processo principal. Data vênia, não é as- sim, e deve ser apreciada como for de direito, sem con tudo subtrair uma instância de julgamento como ocorrer' no caso." 2 o relatório. -segue-, .;., SERVIÇO PUBLICO FEDERAL -03- Processo no 10.980-003.193/89-50 Acórdão no 201-67.806 As fls. 25 "usque" 26, há a anexação do exemplar da In_ formação Fiscal, onde os pontos abordados na impugnação são combati dos veementemente. Exemplar da decisão Administrativa relativa ao IRPJ vem anexado às fls. 28/32, com a seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURIDICA. Exercícios 1984 1985 e 1986. Períodos-base 1983, 1984 e 1985. OMISSÃO DE RECEITAS (REVENDA DE COMBUSTIVEIS). Constatado for- necimento de mercadoria cujos valores não foram regis trados pela empresa,caracteriza omissão de receita. Lançamento procedente." I I Decisão alusiva a esse expediente vem estampada às fls. I 33/34, com a ementa que coloco em destaque: , I "PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL -PIS. I Omissão de Receitas - Período de apuração 1983, 1984 I e 1985. Notificação FISGAS - Decorrência. Em se tra - I tendo de exigência por procedimento reflexivo, deve obedecer ao mesmo entendimento do processo principal. Lançamento procedente." Notificada de tal decisão, de forma tempestiva, inter_ pOe Recurso Voluntário,onde, em síntese, há a argüição de nuli- dade de pleno direito da decisão recorrida, porquanto não analisou, a mesma, todos os enfoques da defesa, o que impede haja sido con - templada por simples reflexo do outro lançamento. Argui-se tal vez que, dentre o que alega, pleiteou o reconhecimento da decadência que (incide)sobre os produtos derivados do petróleo, com o qual tra belho, IUL Imposto Único sobre Lubrificantes, tornando-se assi , 0' -segue- 33 -05- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nu 10.980-003.193/89-50 Acórdão :IQ 201-67.806 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO Como acontece na grande maioria doscasos submetidos a julgamento por essa Egrógia Casa, o falso conceito de serem os procedimentos relativos a: PIS-Paturamento, PIS-Dedução, meros re flexos dos procedimentos administrativos alusivos a IRPJ, parece que infelizmente, adundando em procedimentos pessimamente instrui do , vale dizer de maneira assaz imperfeitos e, como e o caso dos autos, com decisão totalmente desmotivada e omissa quanto a pon - tos essenciais que devem se pronunciar. Não basta justificar que maiores e melhores argumentos estariam expendidos no decisório relativo a IRPJ, cujo exemplarfo ra atrelado, vez que, forçoso é reconhecer que em nenhuma des - sas decisões, há a comtemplação do colocado em destaque em sede de prejudicial por ocasião do Recurso Voluntãrio. A deficiência na instrução desse feito é tanta que i- nexiste a cópia da defesa apresentada no expediente relativo a IRPJ, para se saber se houve ou não tal argüição naquela peça! 2 certo, no entanto, que tal argüição é objeto da impugnação alusi- va a esse feito e que não fora contemplada pela R. decisão - cf. fls. 21. Certo,tambemeque a própria notificação, vale dizer,pe 12 -seqW 3/ seRvrço PUBLICO CEOCRAL -06- Processo nQ 10.980-003.193/89-50 Acórdão nn 201-67.806 ça inaugural, deixa a desejar quanto ao quesito indispensável:"Des cricEO dos fatos", mormente considerando que, somente há o enqua dramento legal, sem menção, como seria de rigor, no que efetiva - mente consiste o programa FISGAS e, principalmente, a imputação fática. Em síntese apertada, tenho-a como ineplal Por tais singelas colocações voto pela anulação " ab initio" desse procedimento, para que, outro, em boa e devida for- ma seja confeccionada, com auto compreensivo; provas coborando a imputação e a presunção legal naqual está sedimentada a imputa ção, decisão que contemple, aceitando ou rejeitando, de forma fun damentada, ainda que suscinta a impugnação, mas que abarque, con- temple, todas as razões de defesa. Sala das Sessões,e fevereiro diip992. #---2-67 ii -0.111111.1.111111 c-/- DOMINGOS ALFE(UNIC n A SILVA NETO +.
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DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FERRAGENS E LAMINAÇÕES BRASIL S.A, FATURA - Via que não ofereça dúvida quanto a sua autenticidade e conte- nha os elementos essenciais ao de! pacho aduaneiro. Sua aceitação em decorrência de determinação da auto ridade competente nesse sentido. R -é- curso especial desprovido. - Vistos, relatados e discutidos os presentes au- -.:os de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recur sos Fis ( is, oor unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Es pecial I1. 41 Feia das S.--, sale t n,F), enO9 de ma de 1982.irio ./? .. _ A _ / ' MADOR 14P '' - 101 r E • n .A s ' - PRESIDENTE Pr. /'' 12.1„, CO pr ,,, ,„ .r. I ., ' r'1-- CYA CA TE - RELATOR, LUIZ ,9' RNANDO _./T IRA DE MO'' S - PROCURADOR É/ DA FAZENDA NACIONAL. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei - ros: LUIZ CARLOS NOGUEIRA, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEI DA, PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RO DRIGUES CABRAL. , „-- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.20845/061.785/80 RECURSO N.° : RP/303-0.530 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.811 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FERRAGENS E LAMINAÇÕES BRASIL S.A. RELATÕRIO Adoto o relatório do Acórdão recorrido CL is 52), "in verbis": "Em processo de revisão de fatura, constatou a Fiscalização qua a Recte. desembaraçou mercadorias ao abrigo da D.I. n9 051.644/76, de 02/07/76, apre sentando, na oportunidade, fatura que não era a original ou la. via. Em consequência foi autuada na data de 01/08/ 80, sendo-lhe aplicada a multa do art. 106,inc. IV, letra "a", do DL 37/66, correspondente a 10% do va lor da importação, no total de Cr$ 20.173,30. Defesa de fls. 19, apresentada tempestivamente e cujos principais tópicos leio em sessão. Decisão de fls. 31, depois da impugnação do FTF autuante pleiteando a manutenção do auto, jul ga procedente a ação fiscal. Recurso tempestivo a este colegiado, a fls. 36 repisando os argumentos da defesa. Não foi lavrado Termo de Responsabilidade, por ocasião do desembaraço." Pelo Acórdão rf9 21.141, a Câmara recorrida deu pra vimento ao recurso do importádo', enyvecisão consubstanciada na se - guinte ementa (fls. 51): / /.". / 4/ D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/061.785/80 Ac. n9 CSRF/03-0.811 "FATURA - Não sendo exigido Termo de Responsabili- dade, do importador, inexiste infração ao Regula - mento de Faturas por não apresentação do original." Em consequência, recurso especial da Fazem,: Nacio — nal (fls. 54/58), cujos trechos principais leio em ..,--ssão" // É o relatório. , 3 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/061.785/80 Acórdão n9 CSRF/ 03-0.811 VOTO Conselheiro FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE, Relator: A espécie jã foi diversas vezes apreciada nesta Superior Instância Administrativo-Fiscal, construindo-se torrenci- al jurisprudência segundo a qual "via que não ofereça dúvida quan- to a sua autenticidade e contenha os elementos essenciais ao des pacho aduaneiro, deve ser aceita". Tal entendimento, inclusivelfoi recomendado pela pr6pria autoridade fiscalizadora pelo Telex Circu lar CST n9 432/81. Por isto mesmo, improcedem as alegações da Douta Procuradoria da Fazenda Nacional. Nego, pois, provimento ao recurso ede, / . r-- iasilia /1* d- h9d1 982 / I # w 'RANCISCO MAR INS LEIT' CAVALCAN E -//27R, ( 5 - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10711/002.835/89-64 1991 ACORDÃO OCSRF/03-01.818Sessão de 26 de setembro de 19 Recurso n2: RD/301-0.153 Recorrente: MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A Recorrida : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL 1. É- obrigatOrio o transporte em navio de ban- deira brasileira para que se faça jÚS ã insen- çãó. Art. 217, III, do RA, salvo autorizaçãc especial. 2. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado ala 4as Ses Oes (DF), em 26 de setembro de 1991. - MA • - PRESIDENTE ' - • , DE CASTRO NETI - RELATOR IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, JOSÉ ALVES DA FONSECA, UBALDO CAMPELO NETO, JOÃO HOLANDA COSTA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL DAMEFP/DF-S E C O O N 2 064/90 J. . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO NP 10711-002 835/89-64 RECURSO NP RD/301-0.153 ACÓRDÃO CSRFk3- 01. 818 RECORRENTE : MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A RECORRIDA : 1 §. CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A empresa em referencia,comparece nos autos do processo em referencia para interpor, junto a esta Câmara Superior de Recur- sos Fiscais, recurso especial de divergencia contra decisão consubs. tanciada no acórdão n 2 301-26.220 . , cuja ementa segue transcrita: "Transporte de mercadoria com isenção deve, obriga- toriamente, ser feita em navio de bandeira brasilei ra (art. 21/-, III). Salvo autorização especial. Re- curso parcialmente provido, com a exclusão da multa de mora prevista na Lei 7.238/89." Para caracterizar o dissídio jurisprudencial argüido, a recorrente traz cópia da publicação no Diário Oficial da ementa do acórdão n 2 202-03.127 , ensejando o encaminhamento do recurso a es- ta Câmara Superior, para julgamento apenas da matéria referente à isenção dos tributos. Em suas razões recursais, argumenta que à época do re- gistro da D.I. havia legislação em vigor outorgando-lhe o benefício da isenção do IPI, pois tanto o DL n 2 2.433/88, alterado pelo DL n2 2.451/88 e regulamentado pelo Dec. n 2 96.760/88 estabelecera apenas duas condições para o desfrute automático dessa isenção:destinar-se o bem adquirido ao ativo fixo da empresa para integrar seu parque industrial. Sendo assim, afirma ser a destinação do bem a única coa dição para o gozo do benefício fiscal. Menciona, também, o Ato De- claratório CST n 2 37 para amparar sua tese de que as isenções auto- máticas do IPI são auto aplicáveis, estando excluída a hipótese de discriminação entre o IPI incidente sobre mercadorias nacionais e o incidente sobre mercadoria importadas. Quanto a este aspecto indaga se o documento de libera- ção de carga "Waiver", poderia modificar a isenção concedida aos produtos nacionais. ),,A N à Imprensa Nacional • \ Acórdão n9-CSRF/U3-01.818 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL .2 Transcrevo o art. 134, §, 3 2 para sustentar que se o benefício não foi invocado isto não acarreta a perda de beneff cio diverso, devendo, na verdade, ser registrada uma DCI para corrigir a falha e substituir, por incabível, o benefício , piei teado por aquele efetivamente cabível. Relativamente ao Imposto de Importação pretende a recorrente ser alcançada pelo que determina o art. 5 2 da Resolu ção CPA n 2 00-1516, e ser contemplada, nas adições n 2 004 e 005, com nova alíquota, equivalente a 30%. A Procuradoria da Fazenda Nacional, em suas contra razões, preliminarmente considera não caracterizada a divergencia, alegando que o acórdão trazido como paradigma versa sobre hipóte- se distinta da que ora se discute, poi que se relaciona com os in centivos relativos ao DL n 2 1136/70, o qual altera a redação do art. 25 da Lei 4.502/64. Argumenta que o referido decreto trata de produtos nacionais, destinados à modernização da indústria, enquanto . que neste processo o que se discute é a determinação do art. 217,111, do RA, que obriga o transporte das mercadorias importadas com be- nefícios fiscais; em navio com bandeira brasileira. Quanto ao mérito, sustenta que a isenção de que trata o art. 17 do DL n 2 2433/78 está sujeita a condicionantes, tal qual prevê o art. 176 do CTN. Neste caso, alega que em momento algum deixou de existir a norma do art. 2 2 do DL 666/69, matriz legal do art.217, III, do RA, segundo o qual é obrigatório o transporte em navio de bandeira brasileira. Assim argumenta: "A conseguencia de não obediencia a este comando, que condiciona não a existencia da isenção (direito objetivo),mas o desfrute desta (direito subjetivo), é a perda do direito ao exercício da isenção." Prossegue afirmando que as normas dos artigos 217 e 218 do RA coexistem perfeitamente com os do art. 17 do Decreto- lei n 2 2433/88, porque não foram revogadas. O texto do art. 32 deste D.L. revoga genericamente as disposições em contrário e especificamente uma série de normas ilegais,'entre os quais não se encontra o DL 666/79. Amr,:s.-I se no art. 2 2 , §§ 1 2 e 2 2 da lei de Introdu k41, x- NN Imprensa Nacional Acórdão n9-CSRF/03-01.818 3. SERVICO PUBLICO FEDERAL ção ao Código Civil, para quedar demonstrada a vigência das dis- posições contidas no DL 666/79, o qual não foi revogado pelo de n g 2433/88, que por sua vez não é com esse incompatível, nem regu- la inteiramente a matéria nele disciplinada. Enquanto o DL n 2 2433/88 diz respeito ao direito objetivo -- á existência da isenção - o DL 666/79 refere-se ao di- reito subjetivo, que é o exercício dessa isenção. Quanto à redução do imposto de importação, a Procu radoria lembra que a contravérsia em suposição trata de incenti vos fiscais, e nesta parte do recurso, o contribuinte extrapola os limites do recurso especial. De fato, no que respeita a essa matéria, o recurso não mereceu o acolhimento do apelo, uma vez que apenas com rela ção à questão da isenção teve-se por caracterizada a divergência jurisprudencial. É o relatório. rf/A Imprensa Nacional Acórdão n9-CSRF/03-01.818 .4 SERVIÇO Pueuco FEDERAL PROCESSO N 2 10711/002778/89-22 RECURSO N 2 RD/30I-0.153 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A VOTO Compartilho do entendimento manifestado na decisão recor rida, pois os benefícios fiscais reclamados pela empresa não alcançam produtos transportados em navio de bandeira estrangeira, a menos que houvesse sido apresentado o documento de liberação da carga (WAIVER), fornecido pela SUNAMAN. Ainda que o Conselho Nacional de Informática e a Secret.a ria Nacional de Informática omitam a exigencia do transporte dos pro- dutos em navio de bandeira brasileira, para que façam estes jus aos benefícios fiscais, não foi esta abolida, até porque tais órgãos não tem competencia para alterar a legislação agredida. Assim, voto para negar provimento ao recurso especial in terposto pelo sujeito passivo. Sala das Sessões, 26 de setembro de 1991. FAUSTWFREITAS DE CASTRO NETO Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.003364/2001-11
Data da sessão: Tue May 31 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999
COFINS. Entidade Filantrópica. Imunidade prevista no artigo 195, § 7º, da Constituição Federal. Presunção a favor da entidade.
Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.489
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Nanci Gama - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: NANCI GAMA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999 COFINS. Entidade Filantrópica. Imunidade prevista no artigo 195, § 7º, da Constituição Federal. Presunção a favor da entidade. Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos. Recurso Especial do Procurador Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Nanci Gama - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
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ENTIDADE FILANTRÓPICA. IMUNIDADE PREVISTA NO ARTIGO 195, § 7º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRESUNÇÃO A FAVOR DA ENTIDADE. Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Nanci Gama Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 33 64 /2 00 1- 11 Fl. 413DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face ao acórdão de fls. 334/339, o qual, por maioria de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário do Contribuinte, para conforme atesta sua ementa a seguir transcrita: “COFINS. ENTIDADE EDUCACIONAL. IMUNIDADE. CF/88, ARTIGO 195, §7º. A imunidade do parágrafo 7º do artigo 195 da Constituição Federal é norma de eficácia contida, só podendo a lei complementar veicular suas restrições. Precedentes STF na ADIN 20285. Aplicação do Decreto nº 2.346/97 e do artigo 14 do CTN, recepcionado com lei complementar. Inexistência de prova nos autos de que as condições do artigo 14 do CTN não estavam sendo cumpridas. Também não restou provado que a entidade educacional não atenda de modo significativo e gratuitamente a hipossuficientes. Recurso provido.” Dessa forma, não se conformando com referida decisão, a Fazenda Nacional interpôs tempestivamente, com fulcro no artigo 32, inciso I do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, Recurso Especial por contrariedade à lei federal, argumentando que o acórdão recorrido não poderia, por conta da decisão plenária do STF, prolatada em sede de liminar, nos autos da ADIN 20285, ter afastado ou desconhecido a aplicação do disposto no artigo 55, da Lei nº 8.212/91, cuja redação foi dada pelo artigo 1º da Lei nº 9.732/98, no qual é restringido o alcance da imunidade constitucional do parágrafo 7º, do artigo 195. Ciente do despacho que admitiu o Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte apresentou suas contrarazões, requerendo a manutenção integral do acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora Conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional eis que tempestivo e, a meu ver, encontramse reunidas todas as condições de admissibilidade previstas nos artigos 7º, I, e 15º do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. A controvérsia aduzida nos presentes autos consiste em afastar ou manter a imunidade do §7º, do artigo 195, da CF1, para a entidade em questão. 1 “Art. 195. (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.” Fl. 414DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10830.003364/200111 Acórdão n.º 9303001.489 CSRFT3 Fl. 401 3 A Fazenda Nacional, em seu Recurso Especial, alega que os requisitos para que aludida imunidade incida, quais sejam, aqueles previstos no artigo 55, da Lei nº 8.212/91, com redação introduzida pelo artigo 1º, da Lei nº 9.732/98, não foram devidamente atendidos pela instituição em epígrafe, não devendo, dessa forma, incidir a imunidade. Assim, aduziu que o acórdão recorrido jamais poderia ter deixado, como o fez, de aplicar as restrições previstas em tal dispositivo, pelo simples fato de ter sido proferida decisão, em medida liminar, proferida pelo STF nos autos da ADIN 20285. No entanto, ao assim aduzir, a Fazenda Nacional deixa de considerar outro embasamento utilizado pelo acórdão recorrido, o qual consiste na alegação de que a “questão deve ser analisada caso a caso através das provas trazidas aos autos em confronto com o estatuto da entidade sob análise, não possibilitando, como entendem alguns, uma análise linear em função de quesitos de forma, sem que se perquira acerca das peculiaridades de cada entidade e sua forma de atuação junto aos necessitados”. O i. Conselheiro Relator do acórdão recorrido, em prosseguimento ao seu entendimento, conclui que “a aplicação da imunidade das entidades de assistência social devem ser analisadas casuisticamente e, nesse sentido, a ação fiscal é fundamental, pois somente ela pode proporcionar ao julgador administrativo meios e provas para que o instituto, que tem os fins públicos mais relevantes, não seja utilizado indevidamente ou de forma fraudulenta. Para tanto, deve o fisco provar que os fins sociais do estatuto da entidade estão em desacordo com a realidade, e que se contrapõem a alguma das condições para fruição da imunidade apostas no artigo 14 do CTN. Até lá, há uma presunção em favor da entidade com base no que dispõe seus objetivos institucionais, e não o contrário, numa generalização sem qualquer conteúdo jurídico”. Dessa forma, o acórdão recorrido, além de se embasar na medida liminar proferida nos autos da ADIN 20285, sustentase, também, no fato de não ter observado nos autos qualquer prova que contrarie a presunção existente à favor da entidade, que, no objeto social de seu estatuto social, alega ser sociedade de “fins filantrópicos, de caráter educativo, cultural, beneficente e de assistência social e tem por finalidade específica: a) promover a educação moral e religiosa da infância e juventude; b) ministrar às mesmas a formação intelectual de nível primário, secundário e profissional, de acordo com as leis do País” (cfr. fls. 22). De fato, entendo merecer lograr a decisão do acórdão recorrido, eis que, a meu ver, não basta que a fiscalização simplesmente alegue a violação ao artigo 55, da Lei 8.212/91, sem que, para tanto, traga aos autos as provas cabais que confirmem e propiciem o embasamento necessário à sustentação dessa autuação, conforme determinado no artigo 142 do CTN. O contribuinte, paralelamente, ao trazer aos autos a sua escrituração em livros revestidos de formalidades que asseguram a sua fidedignidade, bem como, ao colacionar aos autos, às fls. 341, juntamente às suas contrarazões, certidão que o declara como sendo instituição de utilidade pública federal, publicada no Diário Oficial da União em 8 de novembro de 2007, repisa, ainda mais, a presunção a seu favor. Dessa forma, diante da ausência de provas em contrário, aptas a embasar a autuação, e diante da presunção a favor do contribuinte, que colacionou diversos documentos aos autos que demonstram o seu enquadramento como entidade sem fins lucrativos apta a ser Fl. 415DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 amparada pela imunidade constitucional do parágrafo 7º, do artigo 195, da Constituição Federal, entendo ser totalmente improcedente a autuação. Face ao exposto, conheço o Recurso Especial da Fazenda Nacional para, no mérito, negarlhe provimento, no sentido de repisar a imunidade da entidade filantrópica em questão, mantendo, assim, todos os efeitos do acórdão recorrido. É como voto. Nanci Gama Fl. 416DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA ZSS . , Sessão de U. çle fevereirode 19 82 ACORDÃO No -CSRF/O 3-0 .690 Recurso n° RP/3 O 3-0 . 5 7 4 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FIAT AUTOMÓVEIS S .A. FATURA COMERCIAL. Admitida, no despacho aduaneiro, a via da fatura que não ofere ça dúvidas quanto a sua autenticidade e 11 contenha os elementos essenciais ãcoriwova 1 ção dos dados da Declaração de Importação. Telex-Circular SRF/CST n9 423/81. 1 , Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Es- pecial Sala das -s 4f». (DF),em 11 de fevereiro de 1982._ /i0OP . AMADOR Od REL* FERNÂNDEZ - PRESIDENTE r) / Ifill .--, - S DWALDO - ; /Uk SILV A - RELATOR ii-An 91,1 T # ADHEMILSW : i A 'OS D; A R ALHO - PROCURADOR DA FA- I ZENDA NACIONAL. i Participaram, ainda, do presente ju aa tento, os seguintes Conselhei ros: LUIZ CARLOS NOGUEIRA, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausentes justificadamente os i V.V. Conselheiros FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE e PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA. , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0783/010.978/80 RECURSO W: RP/ 303-0.574 , ~o N.°: CSRF/03-0.690 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : FIAT AUTOMÓVEIS S.A. RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes pleiteia a reforma do Acórdão n9 21.560 , da mesma Câmara,que, por maioria de votos, deu provimento a recurso interposto por FIAT AUTOMÓVEIS S/A., de decisão de primeira instância que lhe impusera a multa prevista no art. 106, inc. IV, alínea "a", do , Decreto-Lei n9 37/66, por haver apresentado, no despacho adua- neiro de mercadorias de sua importação, vias de fatura comerci 11 ai consideradas pela Fiscalização como não sendo o "original " 1 1 desse documento. 1 II Os fundamentos do v.AcOrdão recorrido vêm as- sim resumidos na respectiva ementa, "verbis": 1 "Preliminarmente, considerou-se extin- to o direito de a Fazenda Nacional efetuara re visão das DIs de fls., após decorridos mais cl. cinco anos entre a data do registro das mesmas e a do auto de infração. No mérito considerou _ 1 -se inaplicável a multa do art. 106, IV, " , do DL 37/66, com relação às demais DIs." ft(, r, I- O M F - RJ/1.° C - C - Secgrat - 1600/75 ' SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0783/010.978/80 02. Acórdão N9 CSRF/03-0.690 A exigência teve origem em ação fiscal decorren- te de "revisão" de Declaração de Importação. No Recurso Especial, que leio na íntegra em ses- são (lê), sustenta o douto Procurador, após análise da legislação de regência e normas baixadas pelas autoridades fazendárias compe tentes, o cabimento da penalidade em questão, uma vez que "o docu mento de fls. não é o original da fatura comercial e portanto não atende aos requisito-. legais, não podendo, em conseqüência, ser considerado válido" É o r- atOrio. 1 SERVIDO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 783/010.978/80 03. Acórdão n9 CSRF/03-0.690 VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Importa assinalar que o Recurso Especial versa apenas sobre o mérito da controvérsia, uma vez que, no tocante à "decadência", foi unânime a decisão daquele Colegiado. Conforme acentuou o V.Acórdão recorrido, as fa turas comerciais em questão, que instruiram o despacho aduanei- ro e serviram à conferencia e desembaraço de mercadorias impor- tadas, contem os elementos necessários à comprovação dos dados constantes das respectivas DeclaraçOes de Importação e não ofe- receram dúvidas quanto a sua autenticidade, podendo, portanto ser aceitas para o fim aludido. Nesse sentido, aliás, a orientação a respeito, contida no Telex-Circular CST n9 423, de 21.07.81, que deu res paldo à decisão recorrida. Isto posto, nego provimento ao Recurso Especi- al. át& Brasília, DF, em 11 de fevereiro de 1982. à ALDO REIS DA SILVA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 16707.002784/2006-97
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
Ementa:
IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA.
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2.
ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS.
Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ.
MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA.
Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-001.765
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(Assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
EDITADO EM: 28/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso provido em parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite - Relatora. EDITADO EM: 28/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2056; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 158 1 157 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16707.002784/200697 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.765 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente MARIA DO SOCORRO FREIRE CAMARA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso provido em parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 70 7. 00 27 84 /2 00 6- 97 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 28/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros Relatório Contra o recorrente foi lavrado auto de infração referente ao IRPF do exercício 2002, anocalendário 2001, em razão de reclassificação de rendimentos declarados como isentos recebidos em razão de decisão da Justiça Trabalhista, os quais foram tratados como tributáveis com exigência do imposto acrescido de multa de 75% e juros. Na impugnação o sujeito passivo informou que juntamente com mais de 70 empregados da Caixa Econômica Federal CEF, por força de acordo homologado pela Juíza da 1ª Vara do Trabalho de Mossoró que mencionou expressamente a não incidência de imposto de renda e que a CEF encaminhou à Receita Federal ofício 63/2002 comunicando que estava desobrigada de recolher o imposto de renda retido na fonte em virtude da referida decisão judicial. Alegou ilegitimidade passiva, contrariedade a decisão judicial, a natureza não tributável da verba, com conseqüente cancelamento do auto de infração, subsidiariamente o afastamento de juros de mora e multa dado a ausência de culpa. O acórdão de primeira instância tem a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2001 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO. São tributáveis, na fonte e na declaração de ajuste anual da pessoa física beneficiária, os juros compensatórios ou moratórios de qualquer natureza, inclusive os que resultarem de sentença condenatória ou acordo, e quaisquer outras indenizações por atraso no pagamento de rendimentos provenientes do trabalho assalariado, das remunerações por Fl. 155DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 159 3 trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens, exceto aqueles correspondentes a rendimentos isentos ou não tributáveis. FALTA DE RETENÇÃO DO IMPOSTO PELA FONTE PAGADORA. A falta de retenção do imposto pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de oferecêlos à tributação na declaração de ajuste, quando se tratar de rendimentos tributáveis. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2001 DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato especifico do Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveita em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. PEDIDO DE PERÍCIA E DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de realização de perícia e diligência, mormente quando ele não satisfaz os requisitos previstos na legislação de regência. INCIDÊNCIA DE MULTA DE OFICIO. cabível a incidência da multa de oficio de 75% sobre o valor do imposto apurado em procedimento de oficio, que deverá ser exigida juntamente com o imposto não pago espontaneamente pelo contribuinte. Não pode a autoridade administrativa negar se a aplicar multa de oficio prevista em lei vigente. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 LANÇAMENTO DE OFÍCIO.INCIDÊNCIA DE TAXA SELIC. É cabível a incidência da taxa Selic sobre o valor do crédito, quando este não for integralmente pago no vencimento, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis. Lançamento Procedente Ciência do acórdão em 10/06/2009 (fls.102). Recurso voluntário protocolado em 30/06/2009 (fls. 103/144) com os seguintes argumentos, em síntese: 1. após discorrer sobre o princípio da capacidade contributiva alega que em face de ter recebido R$ R$ 201.443,02 está sendo cobrado o valor de R$ R$ 197.605,10 (conforme DARF anexo) violando o aludido princípio e caracterizando confisco, assim como não há condições de a recorrente cumprir essa obrigação; 2. não houve intenção de provocar lesão ao Erário; 3. devese extinguir o processo sem julgamento do mérito em decorrência da inércia da Receita Federal em cobrar o tributo, aplicação subsidiária do art. 267 do CPC; 4. apreciação dos cálculos conforme argumentos apresentados na impugnação.; 5. o tributo deve ser exigido exclusivamente da fonte pagadora; 6. a fundamentação do acórdão recorrido para atribuir à recorrente a legitimidade passiva é o Parecer Normativo PGFN nº 1/2002, que entrou em vigor após o fato gerador já ter ocorrido, violando o princípio da anterioridade, assim como não houve retenção na fonte, logo esse parecer é inaplicável ao caso dos autos e esse Parecer não interpreta a Lei que menciona vir a interpretar (Lei 8.134/1990); 7. a CEF foi informada pela Receita Federal que a verba era tributável, mas não retificou os comprovantes de rendimentos, informando tal fato á Receita Federal que somente deu início à cobrança cerca de quatro anos depois, em desfavor dos empregados citados no acordo com a CEF; 8. a recorrente apresentou declaração com os dados do comprovante de rendimentos fornecido pela CEF; 9. não aplicação da Súmula nº 12 do 1º Conselho de Contribuinte pois publicada após a ocorrência do fato gerador e por tratar de casos em que constatada a omissão de rendimentos, sendo que no caso presente não Fl. 157DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 160 5 houve omissão, uma vez que os rendimentos foram declarados (como não tributáveis); 10. diante da diversidade de entendimento entre Receita Federal, CEF e Justiça do Trabalho o recorrente fica em situação de obediência ao decidido na Justiça e lavrado no comprovante de rendimentos; 11. a verba recebida tem natureza indenizatória – não sujeita ao imposto de renda , pois o acordo homologado consistiu em renúncia dos reclamantes referente à incorporação de diferenças salariais e reajuste e acessório aos salários com a contrapartida de recebimento imediato dos valores depositados em Juízo, representando natureza de compensação pela renúncia ao direito de incorporar percentual de 26,05% relativo à URP do mês de fevereiro de 1989 ao salários e seus consectários, com a renúncia ao direito a verba perdeu a natureza salarial; 12. a Justiça Federal tem competência para decidir sobre descontos previdenciários e de imposto de renda como já decidido pelo STF (RE 196517PR); 13. a Receita Federal não empreendeu esforços para identificar e confirmar as parcelas isentas; 14. nos autos está demonstrado que no valor do acordo consta o FGTS (8%) e parcela referente ao INSS (7,72%), 15. houve erro no cálculo do imposto, pois tendo recebido R$ 201.443,02 e aplicando alíquota de 27,5% com parcela a deduzir de R$4.320,00 o imposto devido seria R$ 55.396,83 e não R$ 54,136,16., com efeitos sobre a multa, ao invés de 41.547,62o correto, o correto seria R$ 40.602,12; 16. a própria PGFN reconhece o erro escusável como excludente da multa de ofício (processo 11598.000552/200584 , bem como jurisprudência desse Conselho; e 17. ao não reter a fonte pagadora assumiu o ônus do imposto com base reajustada (art. 725 do RIR1999); Constam dos autos: Termo de Conciliação (fls. 78), Ofício da CEF externando seu entendimento (fls. 73), Provimento 1/96 mencionado pelo recorrente (fls. 24) e Parecer PFN adotado pela fiscalização (fls. 26). É o relatório. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Voto Conselheiro Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Controvérsia similar a aqui exposta foi enfrentada por esta Turma , em 27 de outubro de 2011, no julgamento do Processo nº 13433.000214/200631, quando se prolatou o Acórdão 2802001.175, relator o Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, que pela clareza do quanto decidido peço vênia, para transcrever e adotálo como razão de decidir. “Inicialmente devese registrar que a retenção do imposto de renda no caso de recebimento de salários e de verbas trabalhistas tributáveis é mera antecipação do imposto, motivo pelo qual a Declaração Anual de Imposto de Renda é chamada de Declaração de Ajuste Anual, na qual após serem considerados os rendimentos obtidos, as deduções e as antecipações de imposto chegase à apuração de imposto a pagar ou a restituir. Isso torna distintos os IRRF e o IR apurado no Ajuste Anual. Aplicase a Súmula CARF nº 12 de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 259, de 23 de junho de 2009). Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. As súmulas como expressão da jurisprudência consolidada não só se aplicam aos casos ocorrido antes de sua entrada em vigor, como essa é sua finalidade, definir a interpretação do órgão na solução de litígios (em geral já ocorridos). Não é correto afirmar a inaplicabilidade da Súmula nº 12 do 1º Conselho de Contribuinte, convertida na Súmula CARF nº 12, pois ela trata especificamente de casos como o presente. Rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva. No processo administrativo fiscal a aplicação do CPC é subsidiaria, pois a legislação de regência é o Decreto 70.235/1972. O lançamento foi feito dentro do prazo decadencial e não corre prazo de prescrição no curso do processo administrativo, o regramento está no direito material (art. 173 e 150 do CTN) sendo incorreto aferir existência de lacuna para justificar aplicação do CPC. Ademais, a Sumula CARF nº 11 dispõe: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Rejeito a pretensão de extinção do processo sem julgamento do mérito. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 161 7 A cobrança tem amparo na fundamentação legal descrita no auto de infração, afastar a exigência sob o manto de aplicação do princípio da capacidade contributiva ou da vedação ao confisco é vedado aos membros do CARF, tal como consta da Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Como a exigência do imposto decorre da lei e não do Parecer da PGFN, a publicação deste, após o fato gerador já ter ocorrido, em nada altera a validade do lançamento em apreciação. A exigência do tributo independe da intenção de lesar o Erário, o dolo e a culpa serão apreciado quando do julgamento acerca da multa. A exigência do imposto com base reajustada é utilizada para exigir da fonte pagadora que assumiu a responsabilidade e não é o que ocorreu nos autos. Ademais, as verbas referentes à variação da URV são de natureza remuneratórias. De outro giro, a competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União (inciso I do art. 153 da Constituição de 1988 c/c art. 142 do CTN) que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), o que não é prejudicado por decisão em âmbito de ação trabalhista onde a União sequer foi parte. Embora a recorrente mencione que nos autos há discriminação das verbas, isso não é o que ocorre. Quando se reporta a existência de parcelas de FGTS e de INSS, apenas colacionou trecho de uma planilha, na qual seu nome não aparece, tal planilha não deixa claro se os dados referemse às verbas pleiteadas (antes do acordo) ou às que foram efetivamente recebidas em decorrência da transação. A falta dessa comprovação nos autos impossibilita não só a identificação da natureza das verbas, como também os períodos de competência (trabalhista) e respectivos valores. De outro giro, o acordo possui natureza jurídica de transação e seus efeitos restringemse às partes, não são oponíveis a terceiros, como é o caso da União. Destarte, deve ser tributado o valor integral quando de seu recebimento. Nesse mesmo sentido é o precedente do Superior Tribunal de Justiça abaixo: EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO SOBRE A RENDA IRPF. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE VERBAS DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE LIQUIDAÇÃO DOS VALORES. ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO FISCAL. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. ACORDO DAS PARTES. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 1. A isenção tributária, como espécie de exclusão do crédito tributário, deve ser interpretada literalmente e, a fortiori , restritivamente (CTN, art. 111, II), não comportando exegese extensiva. 2. O Imposto sobre a Renda incide sobre o produto da atividade que implique o auferimento de renda ou proventos de qualquer natureza, que constitua riqueza nova agregada ao patrimônio do contribuinte e deve se pautar pelos princípios da progressividade, generalidade, universalidade e capacidade contributiva, nos termos do arts. 153, III e § 2º, I e 145, § 1º da CF. 3. O conceito do art. 43 do CTN de renda e proventos, sob o viés da matriz constitucional, contém em si uma conotação de contraprestação pela atividade exercida pelo contribuinte, verbis: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. 4. A norma isentiva do Imposto de Renda, por sua vez, insculpida no art. 6º, inc. V, da Lei n.º 7.713/88, assim dispõe: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 5. A regra, portanto, aponta no sentido de que advinda disponibilidade econômica ou jurídica, incide, sobre a renda ou provento, o tributo correspectivo, sendo certo que qualquer exceção deve decorrer de lei, que por seu turno reclama interpretação literal. 6. In casu, em reclamação trabalhista, houve condenação da ex empregadora ao pagamento de verbas rescisórias de contrato de trabalho, em que parte das parcelas era passível de incidência do imposto de renda e outras não, porquanto abrangidas pela norma isentiva. Não obstante, supervenientemente, as partes homologaram acordo na Justiça do Trabalho, em um "montante global", que incorporou as diversas verbas devidas, houve Fl. 161DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 162 9 recolhimento do imposto de renda, que o autor pretende restituir. 7. Na impossibilidade de separar os valores no tocante a cada verba, para aferir o caráter indenizatório ou não, impõe a incidência do Imposto de Renda sobre o todo, porquanto a isenção decorre da lei expressa, vedada a sua instituição por vontade das partes, através de negócio jurídico. 8. Inteligência, ademais, do art. 123, do Código Tributário Nacional, no sentido de que "salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes" . (...) 11. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. (RECURSO ESPECIAL Nº 958.736 SP Relator : Ministro Luiz Fux, Julgado em 06 de maio de 2010). O suposto erro de cálculo no auto de infração não ocorreu, tratase de engano da recorrente ao efetuar a apuração sem levar em conta os valores existentes na Declaração de Ajuste Anual. O cálculo correto feito pela autoridade fiscal está nas fls. 06 (Demonstrativo de Apuração do Imposto de Renda Pessoa Física). Por outro lado, a recorrente tem razão de insurgirse contra a multa de ofício. Dado que a interpretação da fonte pagadora de considerar que a verba não era tributável, aliada ao termos usados na Justiça do Trabalho, foi elemento decisivo para a conduta do requerente, que declarou o rendimento com a mesma natureza atribuída pela fonte pagadora no comprovante de rendimentos, é cabível a exoneração, exclusivamente, da multa de oficio em decorrência de um erro escusável induzido pela interpretação errônea dada pela fonte pagadora, no mesmo sentido dos acórdãos acórdão 10616801, 10616360 e 19600065, cujos excertos são a seguir reproduzidos. “(...) MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...)” (acórdão 10616801, de 06/03/2008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes,relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula) “ (...) MULTA DE OFICIO CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. (...) (Acórdão n° 10616360, sessão de 23/01/2008, relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos) Fl. 162DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 “ (...) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...)” (acórdão nº 19600065, de 02/12/2008, da 6ª Turma Especial do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Valéria Pestana Marques)” Com as considerações acima, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora Fl. 163DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 14041.000279/2009-04
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações
MULTA DE OFÍCIO - CONFISCO
Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos
TAXA SELIC
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 2202-002.292
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
(Assinado digitalmente)
Pedro Anan Junior Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações MULTA DE OFÍCIO - CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
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PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações MULTA DE OFÍCIO CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 02 79 /2 00 9- 04 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 2 Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior– Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). Fl. 301DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 299 3 Relatório Contra o contribuinte em epígrafe foi emitido Auto de Infração do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF (fls.161/173), referente aos exercícios 2006, anocalendário 2005, por Auditor Fiscal da Receita Federal, da DRF/BrasiliaDF. O lançamento acima foi decorrente da(s) seguinte(s) infração(Oes): Depósitos Bancários de Origem não Comprovada. Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito ou de investimento, mantida em instituição financeira, em relação aos quais o sujeito passivo, regulamente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, conforme Termo de Verificação Fiscal, que é parte integrante do Auto de Infração (fls. 168/172). 0 contribuinte apresenta impugnação, protocolada em 01/04/2009 (fls. 176/193), acompanhada da documentação, na qual, em síntese, expõe os motivos de fato e de direito que se seguem: Não concorda com a autuação e corn o respectivo lançamento do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer natureza, porque todos os seus rendimentos foram declarados no exercício e o imposto pago nos prazos legais, nos termos da legislação vigente. As afirmativas e os comprovantes das origens e destinações da movimentação financeira (depósitos), que por motivos alheios A sua vontade, que adiante se justificará, não foram todos apresentados antes da autuação. Não concorda ainda com o lançamento pelo fato de depósitos bancários não serem fato gerador de tributo, por isso o AI deve ser declarado improcedente. É corretor de imóveis e presta serviços de intermediação na compra e venda imobiliária, recebendo e repassando os valores correspondentes As transações, ficando apenas com a comissão sobre tais verbas, que variam em percentuais que estão demonstrados adiante, nos anexos de fls. 05 a 29. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília – DRJ/BSB, ao analisar a impugnação, deu provimento parcial, através do acórdão 0332.638, cuja ementa segue abaixo transcrita: Fl. 302DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FiSICA IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. A presunção legal de omissão de rendimentos autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular das contas bancárias ou o real beneficiário dos depósitos, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. NÃO OCORRÊNCIA. As multas de oficio não possuem natureza confiscatória, constituindose antes em instrumento de desestimulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de conseqüência, apenas os contribuintes infratores, em nada afetando o sujeito passivo cumpridor de suas obrigações fiscais. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC está em conformidade com a legislação vigente, porquanto o Código Tributário Nacional outorga à lei ordinária a faculdade de estipular os juros de mora incidentes sobre os créditos não integralmente pagos no vencimento em perceptual diverso de 1%, desde que previsto em lei. Devidamente cientificado dessa decisão, o Recorrente apresenta tempestivamente recurso voluntário, onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 300 5 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O recurso preeenche os pressuposto de admissibilidade portanto deve ser conhecido. OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS – PRESUNÇÃO. O auto de infração elaborado pela autoridade lançadora teve como base o artigo 42, caput e §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.430, de 1996: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos.” Nos termos da referida norma legal presumese omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Não há que se falar em violação do sigilo bancário no presente caso, tendo em vista que o Recorrente apresentou seus extratos bancários para a autoridade lançadora. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 6 No presente caso foi comprovado através de documentação e provas que a Contribuinte é titular das contas bancária, sendo que o lançamento foi efetuado a partir da presunção relativa de omissão de rendimentos calcada em depósitos bancários de origem não demonstrada, nos termos artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Não merece reparos a decisão da DRJ, tendo em vista que o Recorrente não conseguiu comprovar através de provas a origem dos depósitos ensejadores do presente lançamento. O recorrente alega que os valores que transitaram em sua conta corrente decorrem da intermediação da compra e venda de imóveis, trazendo aos autos escrituras que comprovariam o alegado. Entendo que não merece reparos a decisão da DRJ, uma vez que isso não é suficiente para comprovar a origem dos depósitos efetuados, caberia ao Recorrente trazer aos autos provas inequívocas das operações, o que não fez. Desta forma verificase que os depósitos bancários que formaram a base de cálculo do auto de infração são valores que foram movimentados e não foram oferecidos a tributação, não havendo nenhuma evidência de que alguma dessas importâncias foram declaradas pela Contribuinte ou têm natureza isenta, uma vez que a Contribuinte nada trouxe para esclarecer e comprovar a origem dos referidos depósitos. Podemos concluir que o Contribuinte não conseguiu demonstrar que não houve omissão de rendimentos, pois não apresentou nenhum documento ou prova que comprovariam que os depósitos efetuados em sua conta bancária possuíam origem isenta ou já submetida à tributação. Desta forma, é devida a presente tributação com base em depósitos bancários de origem não comprovada. MULTA DE OFÍCIO – CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos Incabível se falar em confisco no âmbito das multas pecuniárias. O princípio constitucional do nãoconfisco se aplica, apenas, aos tributos. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC No que diz respeito ao argumento da indevida aplicação da SELIC como juros de mora, entendo que o mesmo não procede, uma vez que o artigo 13, da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995 prevê a sua aplicação sobre os tributos em atraso: Fl. 305DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 301 7 Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. Desta forma, como a cobrança em auto de infração dos juros de mora (calculados pela Taxa SELIC) decorre da aplicação de dispositivos legais vigentes e eficazes na época de sua lavratura. Em decorrência dos princípios da legalidade e da indisponibilidade, os referidos dispositivos legais são de aplicação compulsória pelos agentes públicos, até a sua retirada do mundo jurídico, mediante revogação ou resolução do Senado Federal que declare sua inconstitucionalidade Além do mais tendo em vista a Súmula n° 04 do CARF, a aplicação da SELIC é devida aos débitos administrados pela Receita Federal do Brasil: Súmula nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Desta forma, não procede o argumento apresentado pelo contribuinte no que diz respeito a essa matéria. Assim, por tudo o que dos autos consta, voto por negar provimento ao recurso do contribuinte. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 306DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR
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