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9721844 #
Numero do processo: 16327.904490/2008-38
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Jan 30 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2004 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais necessárias e suficientes.
Numero da decisão: 1402-006.164
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente (documento assinado digitalmente) Marco Rogério Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Rogério Borges, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Evandro Correa Dias, Luciano Bernart, Iágaro Jung Martins, Jandir José Dalle Lucca, Antonio Paulo Machado Gomes, Paulo Mateus Ciccone (Presidente).
Nome do relator: MARCO ROGERIO BORGES

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ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais necessárias e suficientes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente (documento assinado digitalmente) Marco Rogério Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Rogério Borges, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Evandro Correa Dias, Luciano Bernart, Iágaro Jung Martins, Jandir José Dalle Lucca, Antonio Paulo Machado Gomes, Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 44 90 /2 00 8- 38 Fl. 192DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Trata o presente de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ1, através do acórdão 12-73.224, que julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade do contribuinte em epígrafe, doravante chamado de recorrente. Do litígio fiscal: Por bem descrever os termos do litígio fiscal, transcreve-se o relatório pertinente na decisão a quo: Trata-se de Declaração de Compensação – Dcomp eletrônica nº 28781.47735.290904.1.3.04-5353 (e-fls.16/21) transmitida em 29/09/2004, por intermédio do Programa PER/DCOMP, em que se pleiteia o reconhecimento de direito creditório para fins de compensação, oriundo de pagamento indevido ou a maior de IRPJ (cód.rec. 2390), relativo ao ajuste anual do ano-calendário 2003, recolhido em 27/02/2004, no valor de R$ 2.311.189,70. A DRF/SÃO PAULO proferiu o Despacho Decisório nº 783791357, de 26/08/2008 (e-fls.13), recebido em 29/08/2008 (e-fls.14 e 58) no qual se lê: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 307.119,81 Valor do crédito original reconhecido: 0,01 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito diponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP . Em face da insuficiência de crédito, o Despacho Decisório, assim, decidiu: Homologar parcialmente a Dcomp, a seguir relacionada: No sistema de controle de créditos – SCC, não há registro de intimação efetuada. O débito, objeto de compensação, foi cadastrado no sistema Sief, tendo sido gerado processo de cobrança nº 16327-905.011/2008-09. Fl. 193DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Da manifestação de inconformidade: Por bem descrever os termos da manifestação de inconformidade, transcreve-se o relatório pertinente na decisão a quo: Na manifestação de inconformidade (e-fls.2/6), de 30/09/2008, o interessado alega, em síntese: O cometimento de erro de fato no preenchimento da DCTF; Tem direito ao crédito de R$ 307.119,81, uma vez que foi recolhido, indevidamente, o valor de R$2.288.306,63, relativo ao IRPJ, ajuste anual do ano- calendário 2003, sendo que o valor correto é o montante de R$1.981.186,82. Por fim, requer: a) a homologação da compensação; b) que sejam efetuadas diligências para comprovação das alegações mencionadas (perícia). Na manifestação de inconformidade, o interessado juntou dentre outros documentos, cópia de ata de assembléia geral ordinária e extraordinária. Nesta Turma, foram acostadas consultas aos sistemas informatizados da RFB de e-fls.55/81. É o Relatório. Da decisão da DRJ: Ao analisar a manifestação de inconformidade, a DRJ, primeira instância administrativa, decidiu por NEGAR PROVIMENTO TOTAL à mesma, por unanimidade. A decisão foi ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2004 PROVA PERICIAL. REJEIÇÃO. Indefere-se o pedido para a realização de perícia, formulado sem a observância dos requisitos estabelecidos na lei de regência. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazê-lo em outro momento processual. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. IRPJ. ALEGAÇÕES NÃO COMPROVADAS. Mantém-se o Despacho Decisório se não elidido o fato que lhe deu causa. Do Recurso Voluntário: Fl. 194DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Tomando ciência da decisão a quo em 02/03/2015, o contribuinte, agora recorrente apresentou o recurso voluntário em 01/04/2015 (fls. 97 e ss), ou seja, tempestivamente. No mesmo, em essência reforça os pontos já alegados na sua peça impugnatória/manifestação de inconformidade. É o relatório do que entendo necessário dos autos. Voto Conselheiro Marco Rogério Borges, Relator. Conforme relatório que precede o presente voto, o recurso voluntário é tempestivo e atende os requisitos regimentais para a sua admissibilidade, pelo que o conheço. Do recurso voluntário: O presente processo versa sobre pedido de compensação, em que o crédito de R$ 307.119,81 tem sua origem em pagamento indevido ou a maior de IRPJ, no qual o contribuinte alega que recolheu o valor de R$2.288.306,63, relativo ao IRPJ, ajuste anual do ano-calendário 2003, sendo que o valor correto é o montante de R$1.981.186,82. Em sede de manifestatória, o contribuinte alegou erro de fato no preenchimento da DCTF, e requereu diligências para comprovar seu direito. A decisão recorrida contestou o pedido de diligência, ressaltando que o ônus probatório é do mesmo, devendo apresentar já sua manifestação de inconformidade, e que o DARF estava integralmente alocado do respeito débito informado em DCTF. A decisão recorrida ressalta: 22. Conforme se vê no quadro acima, o interessado confessou na DCTF, entregue em 14/05/2004, dívida de IRPJ, apurada no ajuste anual, do ano- calendário 2003, no valor de R$ 2.288.306,63. E foi a essa dívida que o DARF de igual valor, de 27/02/2004, foi alocado, razão por que tal DARF não poderia ter sido indicado na Dcomp, entregue em 29/09/2004, como o foi, para a quitação de outros débitos. 23. Não obstante isso, o interessado não traz as provas documentais e escriturais de que era outro o débito de IRPJ. 24. O fato de a única DIPJ entregue informar valor de IRPJ distinto daquele confessado em DCTF, não faz prova do erro alegado. Destaca igualmente que o contribuinte retificou a DCTF, contudo, em 17/09/2008, após a ciência do despacho decisório, ocorrido em 29/08/2008. Fl. 195DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Em sede de recurso voluntário, a recorrente, apesar de alertada na decisão recorrida da necessidade de comprovar o seu direito creditório através de “provas documentais e escriturais”, não o faz. Na sua peça recursal traz praticamente os mesmos elementos da manifestação de inconformidade, e insiste no erro de fato no preenchimento da DCTF original. Contudo, constituído o litígio, é seu dever o ônus probatório, e na decisão recorrida foi devidamente alertado que não bastaria apresentar o que já apresentara, devendo trazer aos autos elementos documentais e escriturais, o que não foi o caso. Este colegiado prima pela verdade material, contudo, deve ser igualmente do interesse do contribuinte, e não numa insistência da sua posição na sede recursal da instância anterior, a qual foi devidamente alertado de como proceder, ou ao menos dá início com algum documento relevante para comprovar sua alegação, o que poderia ser entendido como animus probatório, mas não o faz. Conclusão: Considerado o exposto acima, VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Rogério Borges Fl. 196DF CARF MF Original

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9731814 #
Numero do processo: 10320.900087/2017-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA . É nula a decisão de primeira instância que não se pronuncia sobre as questões suscitadas pelo Contribuinte em manifestação de inconformidade, o que caracteriza claro cerceamento do direito de defesa.
Numero da decisão: 3402-010.062
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. Vencidos os Conselheiros João José Schini Norbiato (suplente convocado) e Pedro Sousa Bispo (Presidente), que entendiam pelo sobrestamento do processo até julgamento definitivo do PAF nº 14090.720754/2017-89. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.059, de 24 de novembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10320.900083/2017-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lazaro Antonio Souza Soares, Renata da Silveira Bilhim, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Alexandre Freitas Costa, Joao Jose Schini Norbiato (suplente convocado), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Jorge Luis Cabral, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Jose Schini Norbiato.
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO

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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. Vencidos os Conselheiros João José Schini Norbiato (suplente convocado) e Pedro Sousa Bispo (Presidente), que entendiam pelo sobrestamento do processo até julgamento definitivo do PAF nº 14090.720754/2017-89. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.059, de 24 de novembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10320.900083/2017-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lazaro Antonio Souza Soares, Renata da Silveira Bilhim, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Alexandre Freitas Costa, Joao Jose Schini Norbiato (suplente convocado), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Jorge Luis Cabral, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Jose Schini Norbiato.

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CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA . É nula a decisão de primeira instância que não se pronuncia sobre as questões suscitadas pelo Contribuinte em manifestação de inconformidade, o que caracteriza claro cerceamento do direito de defesa. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. Vencidos os Conselheiros João José Schini Norbiato (suplente convocado) e Pedro Sousa Bispo (Presidente), que entendiam pelo sobrestamento do processo até julgamento definitivo do PAF nº 14090.720754/2017-89. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.059, de 24 de novembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10320.900083/2017-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lazaro Antonio Souza Soares, Renata da Silveira Bilhim, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Alexandre Freitas Costa, Joao Jose Schini Norbiato (suplente convocado), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Jorge Luis Cabral, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Jose Schini Norbiato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 90 00 87 /2 01 7- 12 Fl. 2880DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão nº 09-73.409, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora/MG, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade do contribuinte, conforme Ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013 RESSARCIMENTO. PENDÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL [AUTO DE INFRAÇÃO]. IMPOSSIBILIDADE. A constatação da prática de infrações que levaram à reconstituição da escrita fiscal do estabelecimento, da qual resultaram saldos devedores do IPI justifica o não- reconhecimento do direito creditório, na integralidade, e a não-homologação das compensações, nos termos da normatização dada pela RFB, que veda o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI, cuja decisão definitiva possa alterar, total ou parcialmente, o valor a ser ressarcido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos ocorridos até aquele momento, transcrevo o parcialmente o relatório da decisão recorrida: Em análise no presente processo o litígio decorrente do Despacho Decisório Eletrônico de fls. 1977, resultante da análise dos PER/DCOMP a seguir discriminados, por intermédio dos quais o estabelecimento matriz da pessoa jurídica retro identificada pretendeu a extinção de débitos utilizando-se do saldo credor do IPI apurado no 4º trimestre/2013 pelo estabelecimento detentor do crédito CNPJ nº 06.272.199/0013-27, no valor de R$718.589,96, com fulcro no art. 11 da Lei nº 9.779/99. Da verificação da legitimidade e materialidade do crédito resultou o indeferimento do direito creditório e a não-homologação das compensações declaradas, fundamentando- se o ato nos seguintes termos: (...) A Informação Fiscal anexa ao Detalhamento do Crédito disponibilizado ao contribuinte e que acompanha e integra o despacho decisório encontra-se anexada às fls. 1979/2003 dos autos, dá conta de que do procedimento fiscal instaurado para verificação da exatidão das informações prestadas nos Pedidos de Ressarcimento transmitidos relativos aos trimestres de apuração decorridos entre o 4º/2012 e o 4º/2013 resultou a constatação de irregularidades que culminaram na glosa de créditos considerados indevidos que ensejou a reconstituição da escrita no período de 10/2012 a 12/2013 e a apuração de saldos devedores, nos termos da apuração e conclusão a seguir colacionados: Fl. 2881DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 (...) Embora não conste da conclusão do Relatório Fiscal, pesquisa ao sistema e-Processo dá conta de que os saldos devedores resultantes da reconstituição da escrita fiscal retro foram constituídos mediante lavratura do auto de infração formalizado no PA nº 14090- 720754/2017-89, conforme colações a seguir: (...) Cientificada do Despacho Decisório, manifestou a interessada a sua Inconformidade, sintetizada nos seguintes tópicos: 1. DA TEMPESTIVIDADE 2. DOS FATOS 3. DA RELAÇÃO DIRETA ENTRE AS COMPENSAÇÕES REALIZADAS E O PA N° 14090.720754/2017-89 E DO SOBRESTAMENTO DESTE PA 4. DO DIREITO AO CRÉDITO RELATIVO À AQUISIÇÃO DOS CONCENTRADOS ISENTOS PARA ELABORAÇÃO DE REFRIGERANTES DA COISA JULGADA FORMADA NO MSC N° 91.0047783-4 - DA ISENÇÃO DO ART. 81, II, DO RIPI/10 (BASE LEGAL NO ART. 9° DO DL N° 288/67) DOS DEMAIS FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS QUE ASSEGURAM O DIREITO AO CRÉDITO DE IPI 5. DA CORREÇÃO DA ALÍQUOTA UTILIZADA PARA CÁLCULO DO CRÉDITO DE IPI DA ILEGALIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO NÃO RESPONSABILIDADE DA REQUERENTE (TERCEIRO, ADQUIRENTE DO CONCENTRADO) POR SUPOSTO ERRO NA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DO CONCENTRADO DA ALTERAÇÃO DE CRITÉRIO JURÍDICO 6. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DOS CONCENTRADOS PARA REFRIGERANTES 6.1. DA COMPETÊNCIA DA SUFRAMA PARA DEFINIR A CLASSIFICAÇÃO FISCAL DOS PRODUTOS FABRICADOS EM PROJETO INDUSTRIAL APROVADO PARA FRUIÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS E DO ATO ADMINISTRATIVO 6.2. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DO CONCENTRADO DEFINIDA PELA SUFRAMA 6.3. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DEFINIDA PELAS REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO E NESH 7. DA IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE MULTA, JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA Fl. 2882DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 8. DO DIREITO AO RESSARCIMENTO E À COMPENSAÇÃO Nestes termos vieram os autos a esta DRJ para julgamento. O Contribuinte foi intimado da decisão de primeira instância, conforme Aviso de Recebimento, apresentando o Recurso Voluntário, pugnando pelo provimento do recurso e o reconhecimento integral do crédito pleiteado, pugnando, ainda pelo sobrestamento do feito até o julgamento do processo nº 14090.720754/2017-89, em que se discute o auto de infração referente ao mesmo período e matérias discutidas nestes autos, tendo em vista a relação de prejudicialidade. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, ressalvando o meu entendimento pessoal expresso na decisão paradigma, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Pressupostos legais de admissibilidade Verifica-se a tempestividade do Recurso Voluntário, bem como o preenchimento dos requisitos de admissibilidade, resultando em seu conhecimento. Mérito Trata-se de Pedidos de Ressarcimento de crédito de IPI referente ao terceiro trimestre de 2012, no total de R$ 1.719.029,08, utilizado na compensação de débitos próprios conforme PER/DCOMP vinculadas. A Fiscalização, por meio de Despacho Decisório, não reconheceu o saldo credor de IPI e, por consequência, não homologou as compensações vinculadas. Referida decisão fundou-se no mesmo Relatório Fiscal que deu origem ao AI nº 0130100.2017.00218 (PA nº 14090.720754/2017-89), no qual a autoridade fiscal afastou a alíquota de IPI utilizada para calcular os créditos fictos de IPI aproveitados no período de outubro de 2012 a dezembro de 2013, relativos à aquisição da RECOFARMA de concentrados para bebidas não alcoólicas isentas, oriundos da Zona Franca de Manaus e também elaborados com matéria-prima agrícola adquirida de produtor sitiado na Amazônia Ocidental, empregados na fabricação de refrigerantes sujeitos ao IPI – portanto abarcando o período ora analisado. O referido auto de infração glosou os créditos de IPI aproveitados no período de outubro de 2012 a dezembro de 2013, relativos à aquisição de Fl. 2883DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 produtos que supostamente não teriam sido utilizados diretamente na fabricação dos refrigerantes e, portanto, não se enquadrariam no conceito de matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem. Então, exigiu o IPI relativo àquele período que supostamente teria deixado de ser recolhido em razão do creditamento. A Contribuinte, em manifestação de inconformidade, defendeu, em síntese, que o saldo credor de IPI em questão teve origem no aproveitamento de créditos relativos à aquisição da RECOFARMA de concentrados de bebidas não alcoólicas isentas, oriundos da Zona Franca de Manaus e também elaborados com matéria-prima agrícola adquirida de produtor sitiado na Amazônia Ocidental, empregados na fabricação de refrigerantes sujeitos ao IPI; tais concentrados são beneficiados por suas isenções autônomas: art. 81, II, RIPI/10 e art. 95, III, do RIPI/10. Pede, ainda, o sobrestamento do feito até o julgamento do PA nº , em que se discute o AI. Em síntese, a DRJ julga improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo-se o despacho decisório. Em síntese, a DRJ nega provimento à manifestação de inconformidade por entender que já há decisão proferida pela DRJ nos autos do PA nº 14090.720754/2017-89 (ainda que pendente de análise de Recurso Voluntário), em que se discute o objeto do Auto de Infração resultante de auditoria fiscal interna para averiguar a legitimidade de diversos pedidos de ressarcimento de créditos formulados pela Contribuinte. Aduz que a compensação não pode prosperar em virtude de vedação expressa presente no art. 25, da IN RFB nº 1300/12 (art. 42, da IN RFB nº 1717/17) . Indefere o pedido de sobrestamento do feito até o julgamento final do PA nº14090.720754/2017-89, relativo ao AI, porque entende inexistir normas que permitam o acolhimento do pedido. Em Recurso Voluntário, a Recorrente, pugna, em síntese, (i) pela nulidade da decisão da DRJ tendo em vista que não foram analisados os argumentos preliminares e de mérito narrados na manifestação de inconformidade, violando a sua legítima defesa; (ii) pelo o sobrestamento do feito, em razão da relação de prejudicialidade com o processo nº14090.720754/2017-89; (iii) pela inaplicabilidade do art. 42, da In RFB nº 1717/17; e (iv) reporta-se aos demais argumentos da manifestação de inconformidade, pleiteando o provimento do recurso e o reconhecimento integral do crédito pleiteado. Vejamos: De início, avalia-se a preliminar de nulidade da decisão da DRJ. Nesse ponto com a razão a Recorrente. De fato a decisão da DRJ apenas analisou o pedido de sobrestamento do feito até o julgamento do PA nº 14090.720754/2017-89, explicitando que Fl. 2884DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 naqueles autos já fora prolatada decisão pela DRJ, estando pendente de análise de Recurso Voluntário, devendo ser aplicado o comando do art. 25 1 , da IN RFB nº 1300/12 (que se repete na IN RFB nº 1717/17). Por fim afasta as alegações de impossibilidade de exigência de multa de mora e correção monetária por força do art. 100, do CTN. Os demais argumentos preliminares e de mérito não foram avaliados pelo julgador de primeiro grau, quais sejam: - do direito ao crédito relativo à aquisição dos concentrados isentos para elaboração de refrigerantes - da coisa julgada formada no msc n° 91.0047783-4 - da isenção do art. 81, ii, do RIPI/10 (base legal no art. 9° do dl n° 288/67) - dos demais fundamentos autônomos que asseguram o direito ao crédito de IPI - da correção da alíquota utilizada para cálculo do crédito de ipi - da ilegalidade do despacho decisório - não responsabilidade da requerente (terceiro, adquirente do concentrado) por suposto erro na classificação fiscal do concentrado - da alteração de critério jurídico - da classificação fiscal dos concentrados para refrigerantes - da competência da SUFRAMA para definir a classificação fiscal dos produtos fabricados em projeto industrial aprovado para fruição de benefícios fiscais e do ato administrativo - da classificação fiscal do concentrado definida pela SUFRAMA - da classificação fiscal definida pelas regras gerais de interpretação do sistema harmonizado e NESH A DRJ não enfrenta nem os argumentos preliminares, nem os de mérito. Apenas se vale do fundamento de que a compensação não pode prosperar em virtude da vedação expressa presente no art. 42, caput da Instrução Normativa RFB nº 1.717, de 17 de julho de 2017, precedida pelo art. 25, da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012, que assim prescreve: 1 Art. 25. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestrecalendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Fl. 2885DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Art. 42. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Assim, no seu entender, deve-se considerar que o exame das razões de mérito quanto às glosas resultaria improfícuo, pois esbarra na vedação legal ao ressarcimento, que não pode ser desobedecida pela autoridade administrativa, como antes referido. Aduz que a discussão de mérito seguirá sendo enfrentada no processo administrativo que tem por objeto o auto de infração, objeto do PA nº 14090.720754/2017-89. Ora, o fato de existir um outro processo administrativo, relativo ao auto de infração em que se discute os mesmos argumentos do presente processo, não autoriza a DRJ a não analisar os argumentos de mérito desenhados pela Contribuinte em sua manifestação de inconformidade, o que gera inegável violação ao exercício da legítima defesa e contraditório. Desta forma, está claro que o acórdão da DRJ/RJ não analisou todos os pontos controversos ventilados pelo contribuinte em sua manifestação de inconformidade, o que caracteriza evidente preterição do direito de defesa. Assim, imperioso reconhecer a nulidade do acórdão nº 106-000.678, prolatado pela 13ª Turma da DRJ 06, na forma do art. 59, inciso II, do Decreto nº 70.235/72 2 . Por consequência, resta prejudicada a análise dos argumentos apresentados pelo contribuinte em seu Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator 2 Art. 59. São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Fl. 2886DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Fl. 2887DF CARF MF Original

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Numero do processo: 13971.721810/2011-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Jan 23 00:00:00 UTC 2023
Numero da decisão: 2202-000.752
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/2011-10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. (Assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente (Assinado digitalmente) Rosemary Figueiroa Augusto - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Rosemary Figueiroa Augusto, Martin da Silva Gesto, Cecília Dutra Pillar, Márcio Henrique Sales Parada, Theodoro Vicente Agostinho (Suplente convocado).
Nome do relator: Não se aplica

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2202­000.752  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária  Data  16 de março de 2017  Assunto  Contribuições previdenciárias decorrentes de exclusão do Simples  Recorrente  K M D TERCEIRIZAÇÃO DE CALÇADOS LTDA   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o  julgamento  em  diligência,  para  determinar  a  vinculação  destes  autos  ao  processo  nº  13971.721749/2011­10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção  do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal.    (Assinado digitalmente)  Marco Aurélio de Oliveira Barbosa ­ Presidente    (Assinado digitalmente)  Rosemary Figueiroa Augusto ­ Relatora    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Marco  Aurélio  de  Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto,  Rosemary  Figueiroa Augusto, Martin  da Silva Gesto, Cecília Dutra Pillar, Márcio Henrique  Sales Parada, Theodoro Vicente Agostinho (Suplente convocado).         RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .7 21 81 0/ 20 11 -2 9 Fl. 1200DF CARF MF Original Erro! A origem da  referência não foi  encontrada.  Fls. 1.201  ___________          Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  (fls.  1178/1189)  interposto  pelo  sujeito  passivo  acima identificado contra a decisão proferida no Acórdão nº 16­53.303 (fls. 1154/1172), pela  12ª  Turma  da  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  (DRJ)  em  São  Paulo  (SP1), que julgou improcedente a impugnação.  Consta no Relatório Fiscal (749/753) que o contribuinte foi excluído do Simples  por  meio  do  Ato  Declaratório  Executivo  (ADE)  nº  70,  de  24/08/2011,  no  processo  nº  13971.721749/2011­10, no período de 07/2007 a 12/2010.  Em face da exclusão do regime tributário simplificado, foram lavrados os Autos  de  Infração  (AI)  a  seguir, que exigem a contribuição previdenciária  a cargo da empresa e as  destinadas às outras entidades:  •  (1)  AI  DEBCAD  n.º  37.355.662­4,  no  montante  de  R$  806.556,67,  consolidado em 30/03/2012, referente a contribuições destinadas à Seguridade Social, previstas  no  artigo  22,  incisos  I,  II  e  III  da  Lei  n.º  8.212,  de  24/07/1991,  correspondentes  à  parte  da  empresa  e  do  financiamento  dos  benefícios  concedidos  em  razão  do  grau  de  incidência  de  incapacidade  laborativa  decorrente  dos  riscos  ambientais  do  trabalho,  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  a  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais,  não  declaradas  em  GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e não recolhidas,  relativas a competências de 07/2007 a 13/2008;  •  (2)  AI  DEBCAD  n.º  37.355.663­2,  no  montante  de  R$  162.311,64,  consolidado  em  30/03/2012,  referente  a  contribuições  destinadas  a  terceiros  –  Salário­ Educação,  Incra,  Senai,  Sesi  e  Sebrae  –  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  a  segurados  empregados, não declaradas em GFIP e não recolhidas, relativas a competências de 07/2007 a  13/2008.  Na impugnação (fls. 1066/1081) o contribuinte alegou, resumidamente, que:  ­ o ato fiscal é nulo por inobservância do prazo de prorrogação do Mandado de  Procedimento Fiscal (MPF) e de prazo final para conclusão dos trabalhos da fiscalização;  ­  a  sua  exclusão  do  Simples  não  é  definitiva,  pois  está  sob  julgamento  administrativo e pode gerar efeitos no lançamento efetuado; e, por essa, razão o lançamento é  inadequado;  ­  se  efetivado  o  lançamento,  dever  ser  observado que  não  foram deduzidas  as  importâncias recolhidas no âmbito do Simples Nacional.  A  DRJ,  no  Acórdão  nº  16­53.303  (fls.  1154/1172),  julgou  improcedente  a  impugnação, conforme ementa a seguir reproduzida:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008  Fl. 1201DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/2011­29  Resolução nº  2202­000.752  S2­C2T2  Fl. 1.202          3 Ementa:  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS  E  DE  TERCEIROS.  OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO.  A  empresa  é  obrigada  a  recolher,  nos  prazos  definidos  em  lei,  as  contribuições  incidentes  sobre  as  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas,  a  qualquer  título,  aos  segurados  empregados  e  contribuintes individuais a seu serviço.  MANDADO  DE  PROCEDIMENTO  FISCAL.  INSTRUMENTO  DE  CONTROLE ADMINISTRATIVO. PRORROGAÇÃO.  O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não constitui requisito de  validade  do  lançamento,  sendo  mero  instrumento  interno  de  planejamento  e  controle  das  atividades  e  procedimentos  de  auditoria  fiscal.  EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL E CRÉDITO TRIBUTÁRIO.  A  possibilidade  de  discussão  administrativa  do  Ato  Declaratório  Executivo de exclusão do Simples Nacional não  impede o lançamento  de ofício dos créditos tributários devidos em face da exclusão.  Ocorrido  o  fato  gerador,  surge  para  a  Administração  Tributária  o  dever  de  realizar  o  lançamento  fiscal  correspondente,  sob  pena  de  responsabilidade  funcional,  nos  termos  do  artigo  142  do  Código  Tributário Nacional.  EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. DISCUSSÃO  INOPORTUNA  EM PROCESSO DE LANÇAMENTO FISCAL PREVIDENCIÁRIO.  O foro adequado para a discussão acerca da exclusão da empresa do  Simples Nacional é o respectivo processo instaurado para esse fim, não  cabendo,  em  sede  de  processo  de  lançamento  fiscal  de  crédito  previdenciário,  a  rediscussão  acerca  dos  motivos  que  conduziram  à  expedição de Ato Declaratório Executivo da exclusão.  RECOLHIMENTOS  EFETUADOS  EM  CONFORMIDADE  COM  A  LEGISLAÇÃO  QUE  REGE  O  SIMPLES  NACIONAL.  COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.  É  vedada,  pelas  normas  que  regem  a  matéria,  a  compensação  de  contribuições previdenciárias com os valores recolhidos indevidamente  para o Simples Nacional.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido  Cientificado  desse  acórdão  em  23/01/2014  (AR  de  fls.  1176),  o  contribuinte  apresentou, em 19/02/2014 (protocolo às fls. 1178) o recurso voluntário de fls. 1178/1189, no  qual  se  insurge  contra  o  posicionamento  da  DRJ  quanto  ao  prazo  para  conclusão  da  fiscalização  e  abrangência  do  MPF;  que  são  nulas  as  autuações  que  não  aproveitaram  os  recolhimentos feitos na sistemática do SIMPLES; e, se assim não se entender, pede que sejam  compensados esses valores.   Fl. 1202DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/2011­29  Resolução nº  2202­000.752  S2­C2T2  Fl. 1.203          4 Registra­se  que  apenso  a  estes  autos  se  encontra  o  processo  de  nº  13971.721811/2011­73,  também  por  descumprimento  de  obrigação  principal  da  parte  da  empresa e das outras entidades e fundos, em decorrência da exclusão da empresa do SIMPLES,  mas relativo a competências distintas (01/2009 a 13/2010). Também há recurso voluntário a ser  apreciado naquele processo.  É o relatório.    Voto  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  às  demais  condições  de  admissibilidade.  Portanto, merece ser conhecido.  De  início,  verifica­se  que  os  lançamentos  que  compõem  este  processo  foram  efetuados  em  face  da  exclusão  do  sujeito  passivo  do  Regime  Especial  Unificado  de  Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno  Porte ­ Simples Nacional, no processo nº 13971.721749/2011­10.  Nesse  sentido, a DRJ noticia, neste processo de débito, que a manifestação de  inconformidade  do  contribuinte  contra  sua  exclusão  do Simples  já  foi  julgada  e  considerada  improcedente  pela  primeira  instância  administrativa,  com a  possibilidade de  apresentação  de  recurso ao CARF, conforme trechos do voto a seguir transcritos :  (...)  Cabe, aqui, observar que, conforme informado no Relatório Fiscal, de  fls.  749  a  753,  a  autuada  foi  excluída  de  ofício  do  SIMPLES  NACIONAL,  a  partir  de  01/07/2007,  com  fundamento  no  artigo  29,  incisos V e VIII da Lei Complementar n.º 123, de 14/12/2006, a seguir  reproduzido,  considerando  o  constante  no  processo  n.º  13971.721749/2011­10, por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE)  da  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Blumenau  n.º  70,  de  24/08/2011 (fl. 707).  (...)  Cumpre,  aqui,  mencionar  que  a  manifestação  de  inconformidade  apresentada,  pelo  contribuinte,  no  processo  n.º  13971.721749/2011­ 10, contra o Ato Declaratório Executivo (ADE) n.º 70, de 24/08/2011,  expedido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Blumenau,  que  o  excluiu  do SIMPLES NACIONAL,  foi  julgada  improcedente,  pela 7ª Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo, em 17/10/2013,  por meio do Acórdão n.º 1651.827, no qual  consta a  informação de  que  teria  direito  à  interposição  de  recurso  voluntário  ao  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais quanto à matéria impugnada, no  prazo de 30 (trinta) dias da ciência.  Posto  isso,  cabe  observar  que  não  existe  óbice  legal  à  lavratura  dos  Autos  de  Infração  em  tela,  decorrente  de  pendência  de  decisão  definitiva quanto à exclusão do contribuinte do SIMPLES NACIONAL.  (...)  Fl. 1203DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/2011­29  Resolução nº  2202­000.752  S2­C2T2  Fl. 1.204          5 Cabe  observar,  no  entanto,  que,  logicamente,  a  exigibilidade  dos  tributos  lançados de ofício  será afetada pelo  resultado do  julgamento  do ato administrativo que formalizou a exclusão da pessoa jurídica do  SIMPLES  NACIONAL  (processo  n.°  13971.721749/201110),  e,  justamente  por  isso,  o  processo  em  tela  deve  ser  apreciado  conjuntamente com este último ou posteriormente ao mesmo.  (...) (Grifou­se)  Em  consulta  ao  sistema  e­Processo,  constatou­se  que  o  processo  nº  13971.721749/2011­10,  em  que  se  discute  a  exclusão  do  Simples,  está  no  CARF  para  julgamento de recurso voluntário.  Por  certo,  embora  não  haja  óbice  para  a  lavratura  de  autuações  que  exijam  o  tributo nessa situação (Súmula CARF nº 77), o eventual sucesso do contribuinte no processo  administrativo em que busca permanecer no Simples acarretará o cancelamento da exigência  fiscal.  Portanto,  é  pacífico  que  este  processo  de  débito  é  decorrente  do  processo  em  que  se  discute a exclusão do Simples (nº 13971.721749/2011­10).  De se  ressaltar que a exclusão da empresa do  regime do Simples é matéria de  competência da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Anexo II do Regimento Interno  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  (RICARF),  aprovado  pela  Portaria MF  nº  343, de 09/06/:  Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício  e  voluntário  de  decisão  de  1ª  (primeira)  instância  que  versem  sobre  aplicação da legislação relativa a:  (...)  V ­ exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação  da  legislação  referente  ao  Sistema  Integrado  de  Pagamento  de  Impostos  e  Contribuições  das  Microempresas  e  das  Empresas  de  Pequeno Porte  (Simples) e ao  tratamento diferenciado e  favorecido a  ser  dispensado  às  microempresas  e  empresas  de  pequeno  porte  no  âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos  Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições  da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante  regime único de arrecadação (Simples­ Nacional);  (...) (Grifou­se)  O referido Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015 e  alterações  posteriores,  também  prevê  a  vinculação  dos  processos  decorrentes;  e,  se  estes  se  encontrarem em Seções distintas do CARF, estipula a conversão do julgamento em diligência  para  determinar  a  vinculação  dos  autos  e  o  sobrestamento  do  julgamento  do  processo  na  Câmara, nos seguintes termos:  Art.  6º  Os  processos  vinculados  poderão  ser  distribuídos  e  julgados  observando­se a seguinte disciplina:  §1º Os processos podem ser vinculados por:  (...)  Fl. 1204DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/2011­29  Resolução nº  2202­000.752  S2­C2T2  Fl. 1.205          6 II  ­  decorrência,  constatada  a  partir  de  processos  formalizados  em  razão  de  procedimento  fiscal  anterior  ou  de  atos  do  sujeito  passivo  acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem  outras matérias autônomas; e  (...)  § 5º Se o processo principal e os decorrentes  e os  reflexos estiverem  localizados  em  Seções  diversas  do  CARF,  o  colegiado  deverá  converter  o  julgamento  em diligência  para  determinar  a  vinculação  dos autos e o sobrestamento do  julgamento do processo na Câmara,  de  forma  a  aguardar  a  decisão  de  mesma  instância  relativa  ao  processo principal.   (...) (Grifou­se)  Assim,  diante  do  exposto,  voto  por  CONVERTER  o  julgamento  EM  DILIGÊNCIA, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/2011­ 10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a  aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal.    (Assinado digitalmente)  Rosemary Figueiroa Augusto ­ Relatora      Fl. 1205DF CARF MF Original

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9737949 #
Numero do processo: 10983.901642/2006-69
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/1999 a 30/06/1999 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DESCABIMENTO. Devem ser rejeitados embargos de declaração contra acórdão que, tendo enfrentado a matéria declarada como omitida, se destinem a modificar o julgado.
Numero da decisão: 3803-002.825
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos declaratórios da Contribuinte, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     2 Trata o presente de embargos de declaração opostos ao Acórdão de nº 3803­ 000.079, de 11 de agosto de 2009, proferido por esta 3ª Turma Especial da Terceira Seção, fls.  87 a 89, que negou provimento ao  recurso voluntário, com  fulcro no art. 65 do Anexo  II do  Regimento  Interno do CARF,  aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22  de  junho de 2009 –  RI/CARF, nos termos da petição anexa.  Ciente  do  acórdão  em  15  de  abril  de  2010,  a  interessada  apresentou  estes  embargos em 20 de abril de 2010.  Na espécie, a matéria envolve o reconhecimento do direito à exclusão da base  de cálculo dos valores de outras receitas, em razão da declaração de inconstitucionalidade do  art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98.  Os  embargos  declaratórios  inquinam  de  omisso  o  acórdão  embargado,  por  não se ter manifestado acerca da aplicação de diversos dispositivos da Constituição Federal e  outros legais, quais sejam:  a) do  art.  150  inciso  III,  alínea  "b"  e  inciso  I;  art.  170,  inciso  IV;  art.  195,  inciso I e § 6° e art. 246 da Constituição Federal, de 1988;  b) do art. 97, inciso IV e § 1° e art. 170 do CTN;  c) da aplicação do artigo 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 1991­ 18 de 10 de junho de 2000; artigo 2° da Lei Complementar 70/91 e artigos 2° e 3°, § 2° e inciso  III da Lei 9.718/98.  d) da aplicação do artigo 39, § 4° da Lei 9.250/95; da Lei 9.715/98; das Leis  10.437/02 e Lei 10.833/03.  É o relatório.    Voto             Conselheiro relator Belchior Melo de Sousa  Os  embargos  atendem  os  pressupostos  de  admissibilidade,  porquanto  empunha o argumento de omissão da decisão embargada, portanto deles conheço.  Destaco, inicialmente, dos dispositivos aqueles acerca dos quais a Interessada  não discorreu no recurso voluntário:arts. 170, IV, 195, I, e 246, da CF/88, e 170 do CTN.  Em  seus  embargos  a  Embargante  não  argumenta  nem  esclarece  sobre  a  pertinência que o art. 1501,  incisos I e III, “b” teriam diretamente com a matéria abordada no  acórdão, pretendendo que esses arrazoados fossem colhidos no recurso voluntário.                                                              1  Art.  150.  Sem  prejuízo  de  outras  garantias  asseguradas  ao  contribuinte,  é  vedado  à  União,  aos  Estados,  ao  Distrito Federal e aos Municípios:  I ­ exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;  [...]  III ­ cobrar tributos:  b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;  Fl. 146DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10983.901642/2006­69  Acórdão n.º 3803­002.825  S3­TE03  Fl. 73          3 Do recurso extrai­se sua exposição acerca do art. 150, I, mencionando que “o  art. 3º § 2º, III, da Lei nº 9.718/98 delimitou a base de cálculo para o PIS e a COFINS, não  podendo, de forma alguma, quaisquer regulamentações que se lhe seguissem, alterar esta base  de  cálculo  legalmente  estabelecida.”,  e  o  descumprimento  da  anterioridade  nonagesimal,  prevista no art. 150, III, “b”, comando reinserido no art. 195, § 6º, da CF/88.  Corrija­se a afirmação da Embargante quanto a ser todo o art. 3º, § 1º e § 2º,  incisos  I,  II e  III, que delimitam a base de cálculo, não apenas o dispositivo alvo da presente  disputa, conforme citou.  O art. 150, I, está regulamentado pelo art. 97, do CTN, recepcionado que foi  pela Carta Magna. E o seu inciso IV trata especificamente da base de cálculo dos tributos.  O art. 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 1991­18, de 10 de junho  de 2000, revogou a disposição do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98.  A decisão em processo,  seja  judicial ou administrativo, não precisa abordar  todos  os  pontos  da  defesa  para  que  seja  reputada  completa,  bastando,  neste  caso,  que  não  descumpra a exigência legal de motivá­la com indicação dos fundamentos jurídicos em que se  baseou, em cumprimento do art. 50 da Lei nº 9.784/992  O  acórdão  embargado mencionou  expressamente  o  texto  legal  que  fixou  o  direito  subjetivo  de  exclusão  da  base  de  cálculo  das  contribuições  dos  ingressos  que  computados  como  receita  fossem  transferidos  para  terceiros.  E  destacou  a  força  legal  da  restrição que o mesmo dispositivo consignou na parte final do comando, asseverando, por esse  fato, que a norma não era autoaplicável e as razões de não sê­lo.  Evocou,  como  lastro  do  entendimento  a  decisão  do  Superior  Tribunal  de  Justiça no REsp 445.452, Rel. Min. José Delgado, DJ de 10/03/2003, por sua vez fulcrado em  diversos precedentes daquela Corte. A decisão colacionada aborda a não violação do art. 97,  IV,  do CTN,  portanto,  enquanto  norma  regulamentadora  do  art.  150,  I,  este,  implicitamente,  esteve considerado no fundamento, bem como a legitimidade de o Poder Executivo, por meio  da MP 1991­18, art. 47, IV, “b”, revogar a disposição do art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98.  Ao  final,  o  acórdão,  abraçando  as  mesmas  razões  de  decidir  afirma  ser  a  exposição do acórdão naquele recurso especial o melhor entendimento a ser dado à norma do  art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98, que existente, vigente e válida, não pode produzir os efeitos  para os quais estava modelada, pela eficácia que haveria de lhe dar a sua regulamentação pelo  Poder Executivo, sem que isso representasse estar esse Poder a legislar sobre base de cálculo.  Logo,  os  fundamentos  legais  a  motivar  a  decisão  foram  adequadamente  enfrentados pelo acórdão embargado, não se configurando nele a omissão inquinada.  Pelo exposto, voto por rejeitar os embargos.                                                                                                                                                                                             2 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos  jurídicos,  quando:  I ­ neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;  II ­ imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;      Fl. 147DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     4 Sala das sessões, 25 de abril de 2012  (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa    Fl. 148DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10983.901642/2006­69  Acórdão n.º 3803­002.825  S3­TE03  Fl. 74          5     Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara    TERMO DE ENCAMINHAMENTO      Processo nº:   10983.901642/2006­69  Interessada:  VIDRES DO BRASIL LTDA.        Encaminhem­se  os  presentes  autos  à  unidade  de  origem,  para  ciência  à  interessada do teor do Acórdão no 3803­002.825, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da  3a. Seção e demais providências.  Brasília ­ DF, em 25 de abril de 2012.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente                                  Fl. 149DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012 12:15:56. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 02/05/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0420.17345.K06G Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 6574FA17125398ED8809135C6B5F0948D22D2939 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10983.901642/2006-69. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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9753384 #
Numero do processo: 13896.721532/2015-83
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Dec 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Feb 27 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 DEDUÇÃO INDEVIDA -DESPESA MÉDICA - DOCUMENTAÇÃO HÁBIL As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99).
Numero da decisão: 2002-007.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sateles, Thiago Duca Amoni, Diogo Cristian Denny (Presidente).
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI

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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sateles, Thiago Duca Amoni, Diogo Cristian Denny (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra o contribuinte foi lavrada notificação (fls.20 a 24) relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, ano-calendário 2013, para apurar imposto suplementar de R$7318,11, acrescido de multa de ofício de 75% e juros legais. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 72 15 32 /2 01 5- 83 Fl. 132DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal foi apurada dedução indevida de despesas médicas no valor de R$36.103,92 referente ao plano de saúde Amil, em nome da pessoa jurídica Claudio Guimarães Nembri Assessoria, por falta de comprovação da transferência do ônus financeiro . O contribuinte alega que utiliza o plano de saúde de sua empresa mas que a despesas referente ao Plano são pagas por ele pessoa física, conforme extratos bancários anexados e declaração emitida pelo Técnico de Contabilidade (fl.5) na qual menciona que a empresa não se utilizou dos valores pagos a título de plano de saúde para abatimentos fiscais. . A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EMENTA. Acórdão não sujeito à ementa, nos termos do art. 2º da Portaria RFB nº 2.724, de 27 de setembro de 2017. Cientificado da decisão de primeira instância em 22/11/2019, o sujeito passivo interpôs, em 19/12/2019, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que: a) as despesas médicas com plano de saúde foram efetivamente pagas, conforme documentos juntados aos autos. É o relatório. Voto Conselheiro(a) Thiago Duca Amoni - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Da dedução de despesas médicas As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99): Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: I - de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Fl. 133DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). §1ºO disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º): I- aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II- restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III- limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. O trecho em destaque é claro quanto a idoneidade de recibos e notas fiscais, desde que preenchidos os requisitos legais, como meios de comprovação da prestação de serviço de saúde tomado pelo contribuinte e capaz de ensejar a dedução da despesa do montante de IRPF devido, quando da apresentação de sua DAA. O dispositivo em comento vai além, permitindo ainda que, caso o contribuinte tomador do serviço, por qualquer motivo, não possua o recibo emitido pelo profissional, a comprovação do pagamento seja feita por cheque nominativo ou extratos de conta vinculados a alguma instituição financeira. Assim, como fonte primária da comprovação da despesa temos o recibo e a nota fiscal emitidos pelo prestador de serviço, desde que atendidos os requisitos legais. Na falta destes, pode, o contribuinte, valer-se de outros meios de prova. Ademais, o Fisco tem a sua disposição outros instrumentos para realizar o cruzamento de dados das partes contratantes, devendo prevalecer a boa-fé do contribuinte. Nesta linha, no acórdão 2001-000.388, de relatoria do Conselheiro deste CARF José Alfredo Duarte Filho, temos: (...) No que se refere às despesas médicas a divergência é de natureza interpretativa da legislação quanto à observância maior ou menor da exigência de formalidade da legislação tributária que rege o fulcro do objeto da lide. O que se evidencia com facilidade de visualização é que de um lado há o rigor no procedimento fiscalizador da autoridade tributante, e de outro, a busca do direito, pela contribuinte, de ver reconhecido o atendimento da exigência fiscal no estrito dizer da lei, rejeitando a alegada prerrogativa do fisco de convencimento subjetivo quanto à validade cabal do documento comprobatório, quando se trata tão somente da apresentação da nota fiscal ou do recibo da prestação de serviço. O texto base que define o direito da dedução do imposto e a correspondente comprovação para efeito da obtenção do benefício está contido no inciso II, alínea “a” e no § 2º, do art. 8º, da Lei nº 9.250/95, regulamentados nos parágrafos e incisos do art. 80 do Decreto nº 3.000/99 – RIR/99, em especial no que segue: Fl. 134DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Lei nº 9.250/95. (...) É clara a disposição de que a exigência da legislação especificada aponta para o comprovante de pagamento originário da operação, corriqueiro e usual, assim entendido como o recibo ou a nota fiscal de prestação de serviço, que deverá contar com as informações exigidas para identificação, de quem paga e de quem recebe o valor, sendo que, por óbvio, visa controlar se o recebedor oferecerá à tributação o referido valor como remuneração. A lógica da exigência coloca em evidência a figura de quem fornece o comprovante identificado e assinado, colocando-o na condição de tributado na outra ponta da relação fiscal correspondente (dedução tributação). Ou seja: para cada dedução haverá um oferecimento à tributação pelo fornecedor do comprovante. Quem recebe o valor tem a obrigação de oferecê-lo à tributação e pagar o imposto correspondente e, quem paga os honorários tem o direito ao benefício fiscal do abatimento na apuração do imposto. Simples assim, por se tratar de uma ação de pagamento e recebimento de valor numa relação de prestação de serviço. Ocorre, neste caso, uma correspondência de resultados de obrigação e direito, gerados nessa relação, de modo que o contribuinte que tem o direito da dedução fica legalmente habilitado ao benefício fiscal porque de posse do documento comprobatório que lhe dá a oportunidade do desconto na apuração do tributo, confiante que a outra parte se quedará obrigada ao oferecimento à tributação do valor correspondente. Some-se a isso a realidade de que o órgão fiscalizador tem plenas condições e pleno poder de fiscalização, na questão tributária, com absoluta facilidade de identificação, tão somente com a informação do CPF ou CNPJ, sobre a outra banda da relação pagador recebedor do valor da prestação de serviço. O dispositivo legal (inciso III, do § 1º, art. 80, Dec. 3.000/99) vai além no sentido de dar conforto ao pagador dos serviços prestados ao prever que no caso da falta da documentação, assim entendido como sendo o recibo ou nota fiscal de prestação de serviço, poderá a comprovação ser feita pela indicação de cheque nominativo pelo qual poderia ter sido efetuado o pagamento, seja por recusa da disponibilização do documento, seja por extravio, ou qualquer outro motivo, visto que pelas informações contidas no cheque pode o órgão fiscalizador confrontar o pagamento com o recebimento do valor correspondente. Além disso, é de conhecimento geral que o órgão tributante dispõe de meios e instrumentos para realizar o cruzamento de informações, controlar e fiscalizar o relacionamento financeiro entre contribuintes. O termo “podendo” do texto legal consiste numa facilitação de comprovação dada ao pagador e não uma obrigação de fazê-lo daquela forma." Ainda, há jurisprudência deste Conselho que corroboram com os fundamentos até então apresentados: Processo nº 16370.000399/200816 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2001000.387 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 18 de abril de 2018 Matéria IRPF DEDUÇÃO DESPESAS MÉDICAS Recorrente FLÁVIO JUN KAZUMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 Fl. 135DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 DESPESAS MÉDICAS GLOSADAS. DEDUÇÃO MEDIANTE RECIBOS. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS QUE JUSTIFIQUEM A INIDONEIDADE DOS COMPROVANTES. Recibos de despesas médicas têm força probante como comprovante para efeito de dedução do Imposto de Renda Pessoa Física. A glosa por recusa da aceitação dos recibos de despesas médicas, pela autoridade fiscal, deve estar sustentada em indícios consistentes e elementos que indiquem a falta de idoneidade do documento. A ausência de elementos que indique a falsidade ou incorreção dos recibos os torna válidos para comprovar as despesas médicas incorridas. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. RECONHECIMENTO DO DÉBITO. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. Processo nº 13830.000508/2009-23 Recurso nº 908.440 Voluntário Acórdão nº 2202-01.901 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria Despesas Médicas Recorrente MARLY CANTO DE GODOY PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2006 DESPESAS MÉDICAS. RECIBO. COMPROVAÇÃO. Recibos que contenham a indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem prestou os serviços são documentos hábeis, até prova em contrário, para justificar a dedução a título de despesas médicas autorizada pela legislação. Os recibos que não contemplem os requisitos previstos na legislação poderão ser aceitos para fins de dedução, desde que seja apresenta declaração complementando as informações neles ausentes. Às e-fls. 47 e seguintes, há farta documentação (declaração do plano de saúde, demonstração analítica de faturamento e extratos de movimentação bancária) anexada pelo contribuinte, contudo, referente a ano distinto da autuação (documentos 2014, autuação 2013) Por todo exposto, conheço do recurso voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. Thiago Duca Amoni - Relator Fl. 136DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Fl. 137DF CARF MF Original

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9737961 #
Numero do processo: 13411.000402/2005-37
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 RESSARCIMENTO DE IPI. PRODUTO FINAL CLASSIFICADO NA TIPI COMO “NT”. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como “NT”, devendo-se aplicar no julgamento do conflito, sumariamente, a Súmula CARF nº 20.
Numero da decisão: 3803-002.837
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 11­22.321, de  20 de maio de 2008, da DRJ­Recife/PE, fls. 124 a 130, que negou procedência à manifestação  de inconformidade.  Tratam os autos do presente processo de Pedido Eletrônico de Ressarcimento  fls. 54 a 68, por meio do qual a  Interessada, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779, de 19 de  janeiro de 1999, apresenta créditos de IPI concernentes ao segundo trimestre de 2003 e declara  compensação com débitos próprios de CSLL.  Instrui  o  processo  diligência  fiscal,  procedida  pela  Delegacia  da  Receita  Federal  do Brasil  em  Petrolina/PE,  para  o  fim  de  ser  verificada  a  exatidão  das  informações  prestadas, com seu resultado consignado no Termo de Informação Fiscal, fls. 84 a 86.  Por meio do Despacho Decisório de fl. 91, aquela Delegacia não reconheceu  o direito creditório da interessada e, por conseguinte, não homologou a compensação declarada  sob o n° 17061.50365.140704.1.3.01­199, fls. 55/64.  Conforme  consta  do  Parecer  SORAT  n°  27/2006,  fls  88  a  90,  os  insumos  tributados  foram  utilizados  como  material  de  embalagem,  aplicados  na  industrialização  de  gesso moído e calcinado, com aceleradores ou  retardadores,  empregados na construção civil,  produto classificado na TIPI sob o código 2520.10.19 e com a indicação NÃO TRIBUTADO,  o que motivou o indeferimento do pleito.  Em  sua  manifestação  de  inconformidade,  de  fls.  101  a  106,  a  Interessada  arguiu, em síntese, que:  a)  a  Lei  n°  9.779/99  não  faz  qualquer  restrição  aos  produtos  NT,  sendo  exemplificativa a menção feita à aplicação dos insumos em produtos desonerados, envolvendo  a  idéia  de  abrangência  a  todos  os  produtos  nessa  situação  (crédito  acumulado  de  IPI,  por  impossibilidade de compensação);  b) o impedimento dos produtos NT, que advém da Instrução Normativa SRF  n°  33/99,  extrapola  seus  poderes  normativos,  caracteriza  contra mandamento  constitucional,  por  estabelece  restrição  de direito não  consubstanciada  em  lei  formal,  viola os princípios da  legalidade, da não­cumulatividade e o próprio escopo das instruções normativas, qual seja, o de  regulamentar e  facilitar a aplicação da  lei sem, contudo,  inová­la ou acrescentar­lhe aspectos  não existentes;  c) a possibilidade de compensar créditos do IPI decorre do princípio da não  cumulatividade prestigiado na Constituição Federal de 1988, sem qualquer  restrição, sendo a  Lei n° 9.779/99 apenas para regulamentar/declarar um direto já existente;  Em julgamento da lide, a DRJ/Recife não apreciou os argumentos de cunho  constitucional, seguindo determinação expressa do Parecer Normativo CST n.° 329/70.  No tocante aos excertos de decisões judiciais e soluções de consulta da SRF  aduziu que sua aplicação restringem às partes envolvidas.  No mérito assentou que estando o produto elaborado pela solicitante fora da  incidência do imposto, portanto produtos com notação na TIPI “NT”, devem os créditos do IPI  auferidos pela aquisição de insumos neles empregados ser estornados, nos termos do § 3° do  art. 2° da  IN SRF n° 33/99, não sendo permitida a apropriação de crédito do  imposto na sua  aquisição dos quais resultem a elaboração de produtos não­tributáveis.  Fl. 191DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13411.000402/2005­37  Acórdão n.º 3803­002.837  S3­TE03  Fl. 2          3 Cientificada da decisão em 11 de agosto de 2008,  irresignada, a interessada  apresentou o  recurso voluntário de  fls.  148/163,  em 20 de  agosto de 2008,  em que  reitera  o  mesmo argumento da manifestação de inconformidade.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  os  demais  requisitos  para  sua  admissibilidade, portanto dele conheço.  A recorrente tece seus argumentos sob o reconhecimento de que sua atividade  não se encontra sob a  incidência do  Imposto sobre Produtos  Industrializados, dos quais pede  ressarcimento  do  que  incidira nas  aquisições  de  insumos  aplicados  na na  industrialização  de  gesso moído e calcinado.   A exoneração tributária da produção desta recorrente do imposto em apreço é  da espécie “NT”, muito embora formule sua defesa associando­a a isenção ou à alíquota zero,  categorias sabidamente distintas daquela.  Bem  decidiu  a  DRJ/Recife,  servindo­se  de  consistente  argumento  para  sustentar  a  inaplicabilidade  da  técnica  da  não  cumulatividade  ao  caso  concreto,  cimentando  minudentemente os fundamentos de sua decisão, demonstrando a necessidade de que o produto  seja  considerado  industrializado,  segundo  o  conceito  da  legislação  do  IPI,  e  que  resulte  em  tributação, ainda que à alíquota zero ou que seja produto isento. Assim, nada há a reformar no  que expôs e dispôs.   No âmbito deste Conselho, despiciendo, na matéria, contrapor os argumentos  com que a Recorrente militou  em ambas  as  instâncias,  fazendo exegese do  art.  11 da Lei nº  9.779/99,  porquanto  pacificada  com a  edição  da Súmula CARF Nº  20: “Não há  direito  aos  créditos  de  IPI  em  relação  às  aquisições  de  insumos  aplicados  na  fabricação  de  produtos  classificados na TIPI como NT.”, que deve, sumariamente, ser aplicada.   Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.  Sala das sessões, 25 de abril de 2012  (assinado digitalmente)  Belchior Melo de Sousa  Fl. 192DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     4   Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara    TERMO DE ENCAMINHAMENTO      Processo nº:   13411.000402/2005­37  Interessada:  GESSO ITAJAÍ LTDA.        Encaminhem­se  os  presentes  autos  à  unidade  de  origem,  para  ciência  à  interessada do teor do Acórdão no 3803­002.837, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da  3a. Seção e demais providências.  Brasília ­ DF, em 25 de abril de 2012.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente                                    Fl. 193DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012 10:48:07. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 02/05/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0420.17535.VQB9 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D39B8CC2ADEFF0B6D0DC39BD2BD8C8BA056E1774 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13411.000402/2005-37. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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9721799 #
Numero do processo: 19647.015721/2007-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Não procede o lançamento de oficio de crédito tributário relativo a valores da contribuição para o PIS já declarados em DCTF e, portanto, já devidamente constituídos.
Numero da decisão: 3803-002.533
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1890; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE03  Fl. 370          1 369  S3­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19647.015721/2007­21  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3803­02.533  –  3ª Turma Especial   Sessão de  16 de fevereiro de 2012  Matéria  PIS ­ AUTO DE INFRAÇÃO  Recorrente  CDM ENGENHARIA LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003  LANÇAMENTO  DE  OFÍCIO.  DÉBITOS  DECLARADOS  EM  DCTF.  CONFISSÃO DE DÍVIDA.  Não procede o lançamento de oficio de crédito tributário relativo a valores da  contribuição para o PIS  já declarados em DCTF e, portanto, já devidamente  constituídos.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos,  em dar  provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.  (assinado digitalmente)  Alexandre Kern – Presidente  (assinado digitalmente)  Hélcio Lafetá Reis – Relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Alexandre  Kern  (Presidente), Hélcio Lafetá Reis  (Relator), Belchior Melo de Sousa,  Jorge Victor Rodrigues,  Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira.  Relatório  Trata  o  presente  processo  de  auto  de  infração  (fls.  3  a  8)  em  que  se  exige  parcela  da  Contribuição  para  o  PIS  relativa  a  valores  que  haviam  sido  compensados  com  créditos de terceiros, compensação essa considerada não declarada por despacho da autoridade  administrativa da repartição de origem, tendo sido realizado o lançamento de ofício, nos termos     Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS     2 consignados  pela  Fiscalização  (fl.  6),  relativamente  às  diferenças  apuradas  entre  os  valores  levantados e aqueles informados em DCTF.  Consta do Relatório de Fiscalização (fls. 11 a 19) que, da desconsideração da  declaração de compensação,  foram lançados autos de  infração de  IRPJ, CSLL, Cofins e PIS,  todos decorrentes das divergências apuradas a partir do cruzamento de informações constantes  da declaração de compensação, da escrituação e da DCTF.  Lançou­se,  também,  a  multa  isolada  prevista  no  §  4º  do  art.  18  da  Lei  n°  10.833/2003,  com  a  redação  dada  pelas  Leis  nº  11.054/2004  e  11.196/2005,  pelo  fato  de  a  compensação pleiteada pelo contribuinte ter sido considerada não declarada.  Cientificado da  autuação, o  contribuinte  apresentou  Impugnação  (fls.  110 a  125)  e  requereu  a  declaração  de  nulidade  do  auto  de  infração  ou  de  sua  insubsistência,  alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte:  a) inexistência de diferença entre o que foi  informado à Receita Federal e o  escriturado  nos  livros  fiscais,  pelo  fato  de  que  os  valores  lançados  já  se  encontravam  devidamente inscritos em dívida ativa e, por conseguinte, inexistiria ausência ou insuficiência  de pagamento;  b) nulidade do  lançamento fiscal quanto a aplicação da multa  regulamentar,  pelo fato de ter havido efetiva compensação. Caberia, no caso, a aplicação da multa por erro de  preenchimento da DCTF e não a multa isolada de 75% sobre o valor do tributo;  c) efeito confiscatório da penalidade imposta.  A DRJ Recife/PE julgou o lançamento procedente (fls. 307 a 314), tendo sido  o acórdão ementado nos seguintes termos:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003  LANÇAMENTO  DE  OFÍCIO.  COMPENSAÇÃO—NÃO  DECLARADA  Será  considerada  não­declarada  a  compensação  em  que  o  crédito  seja decorrente de ação  judicial  transitada em  julgado,  da qual a contribuinte autuada não participou. Neste caso, será  efetuado o lançamento de oficio dos débitos nela indicados, por  força  do  que  dispõe  o  art.  74,  §  13  da  Lei  n°  9.430,  de  27  de  dezembro de 1996.  MULTA ISOLADA.  É cabível a exigência de multa isolada incidente sobre o valor do  débito  indevidamente  compensado,  quando  a  compensação  for  considerada não declarada, nas hipóteses do  inciso 11 do § 12  do  art.  74  da  Lei  n°  9.430/96.  Independentemente,  deve  ser  cobrada a multa de oficio incidente sobre o imposto apurado em  procedimento de oficio.  MULTA DE OFICIO.  A  multa  a  ser  aplicada  em  procedimento  ex­officio  é  aquela  prevista nas normas  válidas  e  vigentes à  época de  constituição  Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.015721/2007­21  Acórdão n.º 3803­02.533  S3­TE03  Fl. 371          3 do  respectivo  crédito  tributário,  prevista  no  art.  44  da  Lei  n°  9.430/96.  Lançamento Procedente  Não satisfeito, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 319 a 338) e requer  a  declaração  de  improcedência  do  auto  de  infração,  repisando  os  mesmos  argumentos  de  defesa,  sendo  acrescentadas  as  alegações  de  ofensa  aos  princípios  da  tipicidade,  da  proporcionalidade  e  da  razoabilidade  e  da  existência  de  competência  dos  tribunais  administrativos para apreciar a inconstitucionalidade de normas jurídicas.  O  Recorrente  traz  aos  autos  cópias  das  decisões  da  DRJ  Recife/PE  que  julgaram  como  improcedentes  os  lançamentos  de  ofício,  amparados  nos  mesmos  fatos,  relativos ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ (fls. 356 a 360) e da Contribuição  Social sobre o Lucro Líquido – CSLL (fls. 362 a 366).  É o relatório.  Voto             Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator  O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele  tomo conhecimento.  Conforme acima relatado, controverte­se nos autos acerca do lançamento de  ofício da contribuição para o PIS que, segundo a autoridade autuante, decorrera de diferenças  apuradas entre os valores levantados pela Fiscalização e aqueles informados em DCTF, e que,  segundo  o  Recorrente,  correspondem  a  valores  já  inscritos  em  dívida  ativa  e,  portanto,  já  devidamente constituídos.  Verifica­se que os autos de infração das contribuições sociais e do imposto de  renda decorreram dos mesmos fatos, a saber, a desconsideração da declaração de compensação,  em  que  se  pleiteava  a  extinção  de  débitos  da  titularidade  do  Recorrente  com  créditos  de  terceiros.  Em  razão  desse  fato,  poder­se­ia  argumentar  que  esta  Turma,  por  força  do  contido  no  art.  2º,  IV,  do  Anexo  II  do  Regimento  Interno  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  aprovado  pela  Portaria MF  nº  256,  de  22  de  junho  de  2009  –  RI/CARF,  deveria  declinar  da  competência  para  julgamento  do  presente  processo  e  encaminhá­lo  à  1ª  Seção  do CARF,  por  se  referir  aos mesmos  fatos  que  ensejaram  o  lançamento  de  ofício  do  IRPJ.  Contudo,  conforme  consta  da  cópia  da decisão  da DRJ Recife/PE  acostada  aos  autos  pelo Recorrente  (fls.  356  a  360),  o  lançamento  de  ofício  do  IRPJ  foi  considerado  improcedente, em razão do fato de que os débitos já se encontravam declarados em DCTF e,  portanto,  constituídos  de  forma  irretratável,  já  tendo  sido,  inclusive,  remetidos  à PGFN para  inscrição em Divida Ativa da União.  Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS     4 Por  se  tratar  de  lançamento  de  ofício  de  valor  ínfimo  (R$  3.177,96),  o  resultado do  julgamento da DRJ Recife/PE, desfavorável  à Fazenda Nacional,  não  ensejou  a  remessa necessária para julgamento na segunda instância administrativa.  De acordo com consulta ao sistema Comprot no sítio da Receita Federal na  internet,  o  processo  administrativo  nº  19647.015718/2007­16,  referente  ao  mencionado  lançamento de ofício do IRPJ, já se encontra arquivado desde o dia 28 de agosto de 2009.  Nesse contexo, não se vislumbra justificativa plausível para a remessa destes  autos para  julgamento na 1ª Seção deste Conselho, uma vez que o auto de  infração do  IRPJ,  que  provocaria  a  movimentação  destes  autos  nos  termos  do  art.  2º,  VI,  do  Anexo  II  do  RI/CARF, não foi e não será apreciado naquela Seção, por  já se encontrar, com a decisão da  DRJ favorável ao contribuinte, definitivamente resolvido na esfera administrativa.  Quanto  à  preliminar  arguída  pelo  Recorrente  de  ofensa  a  princípios  constitucionais,  há  que  se  ressaltar,  de  pronto,  que,  nos  termos  da  súmula CARF  nº  2,  este  Colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.  No mérito, constata­se,  assim como ocorreu em relação aos  lançamentos de  ofício do IRPJ e da CSLL, que os valores da contribuição para o PIS lançados neste processo  correspondem, quase que em sua totalidade, aos já inscritos em dívida ativa, conforme consta  do Resultado da Consulta de Inscrição presente às fl. 199.  Na descrição dos fatos do auto de infração relativo à contribuição para o PIS  (fls. 6 a 7), a Fiscalização informa os seguintes valores:  Período  Dec.de Comp./Escrit.  DCTF  Diferença a lançar  Jan 2003  1.771,59  1.489,85  281,74  Fev 2003  180,47  18,60  161,87  Mar 2003  817,05  592,40  224,65  De  acordo  com  tais  valores,  foram  lançadas  as  diferenças  acima  apontadas  que,  segundo  a  Fiscalização,  corresponderiam  às  divergências  apuradas  entre  os  valores  declarados  em DCTF e  aqueles presentes na declaração de compensação e na escrituação da  pessoa jurídica.  No Resultado da Consulta de Inscrição (fl. 199), é informado que os valores  originários  da  contribuição  devidos  nos  meses  de  janeiro,  fevereiro  e  março  de  2003,  respectivamente de R$ 1,771,59, R$ 109,10 e R$ 817,05, já se encontram inscritos em dívida  ativa  e,  portanto,  definitivamente  constituídos,  não  reclamando,  por  conseguinte,  por  lançamento de ofício.  Verifica­se  que,  somente  em  relação  à  contribuição  devida  no  mês  de  fevereiro  de  2003,  há  uma  diferença  entre  o  valor  apurado  pela  Fiscalização  (R$  180,47)  e  aquele  inscrito  em dívida ativa  (R$ 109,10),  o que  ensejaria o  lançamento de ofício de uma  diferença de R$ 71,37 e não de R$ 161,87.  No  entanto,  consta  do  Termo  de  Intimação  presente  à  fl.  182,  emitido  em  16/08/2005, que o Recorrente havia  sido  intimado a  recolher aos cofres da União os valores  declarados  em DCTF  e  não  quitados  que  correspondem,  no  que  tange  à  contribuição  para  o  Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.015721/2007­21  Acórdão n.º 3803­02.533  S3­TE03  Fl. 372          5 PIS, a R$ 1.771,59, R$ 212,84 e R$ 817,05, referentes, respectivamente, aos meses de janeiro,  fevereiro e março de 2003.  Nesse  contexo,  é  possível  inferir  que,  diferentemente  do  alegado  pela  autoridade autuante, os valores apurados correspondem, ou exatamente ou em menor valor, aos  valores declarados pelo sujeito passivo em DCTF e, portanto, tratando­se de débitos tributários  já confessados e definitivamente constituídos.  É relevante destacar que o próprio agente autuante noticia, na descrição dos  fatos  do  auto  de  infração,  que  os  débitos  informados  pelo  contribuinte  na  declaração  de  compensação,  esta  considerada  não  formulada,  se  referiam  a  débitos  já  inscritos  em  dívida  ativa e, portanto, já constituídos (fl. 6).  Dessa  forma,  os  débitos  já  declarados  em  DCTF  encontram­se  definitivamente  constituídos,  configurando­se,  caso  não  quitados,  em  instrumento  hábil  e  suficiente à inscrição em Dívida Ativa, não cabendo lançamento de oficio do respectivo crédito  tributário.  Portanto,  voto  por  PROVER  o  recurso,  pelo  fato  de  se  referir  o  auto  de  infração a valores já declarados e, por conseguinte, já definitivamente constituídos.  É como voto.  (assinado digitalmente)  Hélcio Lafetá Reis  Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS     6     Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara      Processo nº:   19647.015721/2007­21  Interessada:  CDM ENGENHARIA LTDA.    TERMO DE INTIMAÇÃO    Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II,  c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo  de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos  Procuradores  da  Fazenda  Nacional,  credenciado  junto  a  este  Conselho,  intimado  a  tomar  ciência do Acórdão no 3803­02.533, de 16 de fevereiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção.  Brasília ­ DF, em 16 de fevereiro de 2012.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente    Ciente, com a observação abaixo:  ( ) Apenas com ciência  ( ) Com embargos de declaração  ( ) Com recurso especial    Em ____/____/______                                  Fl. 6DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS

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Numero do processo: 18186.721733/2011-87
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 20 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Feb 10 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2007 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. São dedutíveis os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que devidamente comprovados. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, ou ainda com documentação correlata pertinente, esclarecendo o efetivo dispêndio correlato. Falta de comprovação do efetivo pagamento com documentação pertinente. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. SUMULA CARF 180. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios.
Numero da decisão: 2003-004.623
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencido o conselheiro Wilderson Botto, que dava provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente).
Nome do relator: RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA

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conteudo_txt : Metadados => date: 2023-01-30T17:21:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-01-30T17:21:45Z; Last-Modified: 2023-01-30T17:21:45Z; dcterms:modified: 2023-01-30T17:21:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-01-30T17:21:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-01-30T17:21:45Z; meta:save-date: 2023-01-30T17:21:45Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-01-30T17:21:45Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-01-30T17:21:45Z; created: 2023-01-30T17:21:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2023-01-30T17:21:45Z; pdf:charsPerPage: 1898; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-01-30T17:21:45Z | Conteúdo => S2-TE03 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 18186.721733/2011-87 Recurso Voluntário Acórdão nº 2003-004.623 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 20 de dezembro de 2022 Recorrente MARIA LUIZA CRUZ Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2007 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. São dedutíveis os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que devidamente comprovados. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, ou ainda com documentação correlata pertinente, esclarecendo o efetivo dispêndio correlato. Falta de comprovação do efetivo pagamento com documentação pertinente. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. SUMULA CARF 180. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencido o conselheiro Wilderson Botto, que dava provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Relator(a) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 72 17 33 /2 01 1- 87 Fl. 81DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 51 e ss.), interposto contra o Acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (e-fls. 41 e ss.) que considerou, por unanimidade de votos, improcedente a Impugnação do contribuinte apresentada diante de Notificação de Lançamento (e-fls. 6 e ss.), lavrada pela constatação de Dedução Indevida de Despesas Médicas. Por retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra a contribuinte acima identificada, foi lavrada a notificação de lançamento de fl. 06, em 23/05/2011, relativa ao imposto sobre a renda das pessoas físicas do ano- calendário 2007, onde foi considerada indevida a dedução de R$ 5.000,00, a título de despesas médicas. A fiscalização explica que a contribuinte não apresentou a prova do efetivo pagamento ou utilização dos serviços prestados. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou, em 28/06/2011, a impugnação de fls. 02 a 05, alegando em suma, que: 1 - efetivamente socorreu-se dos serviços profissionais declarados e desconhece qualquer irregularidade dos recibos apresentados; 2 - preenchendo todos os requisitos legais, os recibos são provas hábeis para comprovar os dispêndios com despesas médicas, conforme jurisprudência administrativa; 3 - protesta pela produção de todas as provas hábeis em direito permitidas, em qualquer limitação, especialmente pelo depoimento pessoal da impugnante. A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2007 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. EFETIVO PAGAMENTO. Tendo a autoridade fiscal efetuado a glosa de despesas médicas por não comprovação do efetivo pagamento, não há justificativa para seu restabelecimento sem confirmação do desembolso na fase impugnatória. Cientificado da decisão de primeira instância em 24/11/2015 (e-fls. 49), o sujeito passivo interpôs, em 14/12/2015 (e-fls. 51), Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que pagamentos realizados em moeda, devidamente comprovados com os recibos juntados, que preenchem todos os requisitos legais de validade, com descrição dos serviços prestados, valor expresso e identificação do profissional prestador do serviço, cumprem com os requisitos legais e são hábeis a comprovar as despesas médicas (prestação dos serviços e efetivo pagamento). É o relatório. Fl. 82DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Voto Conselheiro(a) Ricardo Chiavegatto De Lima - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço O litígio recai sobre glosa de dedução indevida de despesas médicas no valor de R$5.000,00. De antemão, verifica-se que os argumentos preliminares fundem-se claramente aos meritórios, estes são amplificadores daqueles, e todos tendo sido apresentados de forma amplamente correlacionada. Desta forma, serão todos analisados em conjunto. Quanto à dedução despesas médicas, são dedutíveis da base de cálculo do IRPF os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados. No que tange à comprovação, a dedução a título de despesas médicas é condicionada ainda ao atendimento de algumas formalidades legais: os pagamentos devem ser especificados e comprovados com documentos originais que indiquem nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de quem os recebeu (art. 8º, § 2º, inc. III, da Lei 9.250, de 1995). Esta norma, no entanto, não dá aos recibos valor probante absoluto, ainda que atendidas todas as formalidades legais. A apresentação de recibos de pagamento com nome e CPF do emitente têm potencialidade probatória relativa, não impedindo a autoridade fiscal de coletar outros elementos de prova com o objetivo de formar convencimento a respeito da existência da despesa e da prestação do serviço. No caso das deduções do Imposto de Renda Pessoa Física, o ônus da prova é do contribuinte, que é quem se beneficia da redução da base de cálculo do imposto, e, não o fazendo, deve este assumir as consequências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. O ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto a determinado fato questionado Nesse sentido, o artigo 73, caput e § 1º do RIR/1999, autoriza a fiscalização a exigir provas complementares se existirem dúvidas quanto à existência efetiva das deduções declaradas. Ou seja, com isso o legislador deslocou para o contribuinte o ônus probatório, uma vez que ele pode ser instado a comprovar ou justificar suas deduções. Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte. (Decreto-lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º. (Grifei). Nos presentes autos, verifica-se que foi solicitada a comprovação efetiva dos dispêndios realizados, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal da Notificação de Lançamento (e-fl. 11) e Termo de Intimação Fiscal de 22/02/2011(e-fls. 13 e ss.). A ausência de comprovação do efetivo pagamento ora caracteriza-se como ponto fulcral motivador do lançamento, mas o interessado não desincumbiu-se de tal obrigação Fl. 83DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 ao longo de toda a lide. Embora até procure suprir a efetiva comprovação dos pagamentos através de simples apresentação de recibos e de declarações dos profissionais envolvidos, tais peças não são documentos suficientes e hábeis para tal intento. Alega o interessado que teria pago os profissionais através da utilização de dinheiro em espécie, mas embora não haja nenhum impeditivo legal para que se proceda dessa forma, se revela de difícil comprovação, principalmente perante o Fisco que a exige fundada em documentos, os quais não foram apresentados pelo interessado. Junto ao recurso, trouxe o interessado declarações, fornecidas pelas profissionais, no intuito de ratificar as deduções. Ocorre que as declarações têm natureza de documentos particulares e, como tal, não comprovam por si sós o fato declarado, cabendo ao interessado na sua veracidade o ônus de provar o fato . Nesse mesmo sentido, têm-se que as declarações presumem-se verdadeiras apenas em relação ao signatário; quando enunciam o recebimento de um crédito fazem prova apenas contra quem os escreveu; e valem somente entre as partes nele consignadas, não em relação a terceiros, estranhos ao ato, no caso a RFB. Para a comprovação da efetividade dos pagamentos sugere-se: cópias de cheques fornecidas pela instituição bancária, comprovantes de depósitos na conta do prestador dos serviços, comprovantes de transferências eletrônicas de fundos, transferências interbancárias, comprovantes de transmissão de ordens de pagamentos, e, no caso de pagamentos efetuados em dinheiro, extratos bancários que demonstrem a realização de saques em datas e valores coincidentes ou aproximados aos pagamentos em questão, podendo também o interessado apresentar outros que julgar convenientes, desde que surtam os devidos efeitos legais. Impende, neste momento, a citação da recentíssima Sumula deste Egrégio Conselho, de número 180, de cristalino enunciado para esclarecimento final da questão: Súmula CARF nº 180 Aprovada pela 2ª Turma da CSRF em sessão de 06/08/2021 – vigência em 16/08/2021 Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios adicionais. Acórdãos Precedentes: 9202-007.803, 9202-007.891, 9202-008.004, 9202-008.063, 9202-008.311, 2202-005.320, 2301-006.449, 2301-006.652, 2202-005.318, 2202- 005.838, 2401-007.368 e 2401-007.393. Mantém-se assim integralmente a glosa a título de despesas médicas no valor de R$5.000,00. Verifica-se portanto que, apreciados e afastados todos os argumentos apresentados pelo contribuinte, não há motivo para retificação da Decisão a quo devidamente proferida. Dispositivo Isso posto, voto em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima Fl. 84DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Fl. 85DF CARF MF Original

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Numero do processo: 13839.905429/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO NÃO CONFIRMADO. Não se homologa a compensação quando não for localizado o recolhimento declarado como origem do crédito . Havendo insuficiência de crédito, há que ser mantido o Despacho Decisório emitido pela unidade de origem. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.504
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO ALFREDO E. FERREIRA

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     2 Trata­se  de  Pedido  de  Compensação,  transmitido  em  15/04/2005,  no  valor  original  de  R$  278.037,71,  no  qual  busca  o  contribuinte  compensar  crédito  de  Pis/Pasep  oriundo de pagamento a maior ou indevido com débito da mesma contribuição social.  A DRF em Jundiaí não homologou a compensação sob o fundamento de que  não  foi  confirmada a  existência do  crédito  informado pois o DARF  informado no pedido de  compensação não foi localizado no sistema da RFB.  Após  ciência  (29/04/2009),  o  contribuinte  apresentou  Manifestação  de  Inconformidade em 05/05/2009, na qual narra a origem do crédito alegado, lembra o histórico  da  legislação  atinente  ao  Pis/Pasep,  mormente  a  declaração  de  inconstitucionalidade  dos  indigitados  Decretos­Leis  nº  2.445  e  2.449,  ambos  de  1988,  no  qual  se  fundamenta  o  pagamento  a maior  ou  indevido,  e defende o  prazo  decadencial  de  10  anos  para  o  pleito  da  diferença.  Em análise, a DRJ em Campinas manteve o Despacho Decisório por entender  correta  a  decisão  que  não  homologou  a  compensação  sob  o  fundamento  de  inexistência  de  crédito por não localizar o pagamento informado pela interessada junto ao sistema da Receita  Federal. Eis a ementa do julgado:  ASSUNTO:CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Ano­calendário:2004   COMPENSAÇÃO.  DIREITO  CREDITÓRIO.  PAGAMENTO  INEXISTENTE.  Correto  o  despacho  decisório  que  não  homologou  a  compensação  declarada  pelo  contribuinte  por  insuficiência  de  direito  creditório,  tendo  em  vista  a  não  localização  do  recolhimento alegado como origem do crédito.   Manifestação de Inconformidade Improcedente   Direito Creditório Não Reconhecido  Após ciência em 06/06/2011, apresentou Recurso Voluntário em 06/07/2011,  no qual alega que:  a)  o  crédito  tem  origem  no  processo  administrativo  nº  13837.000138/2005­31;  b)  após  instaurado o processo de  restituição o  contribuinte  procedeu  à  compensação  do  crédito  conforme  pedido  que  embasa  o  presente  processo.  A  decisão  sobre  a  matéria  depende  do  encerramento  do  processo  nº  13837.000138/2005­31;  c)  tece considerações acerca do direito à compensação;  d)  desde o advento da Lei nº 8.383/91 o contribuinte pode  realizada compensações sponte propria ou ex voluntate.  Ao final, pleiteia o recebimento do recurso e a homologação da compensação  levada à efeito por este.  Fl. 57DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13839.905429/2009­21  Acórdão n.º 3803­002.504  S3­TE03  Fl. 2          3     Voto             Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira  O  recurso  é  tempestivo  e  preenche  os  demais  requisitos  para  a  sua  admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento.  Inicialmente,  cumpre  pontuar  que  o  instituto  da  compensação  tributária  é  regulamentado pela Lei nº 9.430/96, a qual preceitua que o sujeito passivo que apurar crédito,  inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado  pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá­lo  na  compensação  de  débitos  próprios  relativos  a  quaisquer  tributos  e  contribuições  administrados por esta. 1  É  cediço  que  a  declaração  de  compensação  constitui  confissão  de  dívida  e  instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados2. Por  outro lado, a compensação de tributos, nos dizeres do art. 156 do Código Tributário Nacional –  CTN  e  parágrafo  2º,  do  art.74,  da  Lei  nº  9.430/96,  é  meio  hábil  para  extinguir  o  crédito  tributário desde que seja ulteriormente homologada pela Receita Federal do Brasil.  No  caso  em  comento,  a  ora  Recorrente  transmitiu  Dcomp  buscando  o  indébito  do  valor  pago  indevidamente  a  título  de  contribuição  para  o  Pis,  dando  azo  à  instauração do Processo Administrativo Fiscal nº 13837.000138/2005­31.   Conforme  se  depreende  da  leitura  dos  autos,  tal  pagamento  teria  sido  efetuado  pela  contribuinte  no  período  de  fevereiro  de  1996  a  julho  de  1998    e  deveu­se  à  declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal dos Decretos nº 2.445/88 e  2.449/88.   Ocorre  que  o  DARF  vinculado  pelo  sujeito  passivo  no  Per/Dcomp  nº  38599.03066.150405.1.3.04­4671  não  foi  localizado  nos  sistemas  da  Receita  Federal  pelo  auditor  fiscal  autuante,  de  maneira  que  a  existência  do  direito  creditório  anunciado  –  fundamento fático e jurídico de toda compensação ­ não pôde ser comprovada.  Ora,  é  imprescindível  o  encontro  de  contas  entre  o  contribuinte  e  a  administração fazendária para que seja homologada a compensação. Cristalina é a legislação ao  apontar que somente haverá a extinção do crédito tributário do contribuinte quando a Receita  Federal  constatar  a  existência  de  créditos  aptos  a  quitar  os  débitos  contraídos  pelo  sujeito  passivo.   Se  não  há  pagamento  indevido,  não  há  o  que  ser  homologado  e,  conseqüentemente,  correto  foi  o  posicionamento  adotado  pela  autoridade  fiscal  em  seu  Despacho Decisório.                                                              1 Art. 74 da Lei nº 9.430/96 com redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002.  2 § 6º, do art. 74, da Lei nº 9.430/96, incluído pela Lei nº 10.833, de 2003.  Fl. 58DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento.     4 Em sua peça recursal aventa a contribuinte que deverá esta Turma aguardar o  encerramento do processo nº 13837.000138/2005­31,  já que inconcebível o entendimento em  testilha.  Não  há  como  acatar  o  apelo.  Ainda  que  o  trâmite  processual  referente  ao  processo nº 13837.000138/2005­31 não tenha se encerrado, o julgamento daquele processo não  influi  neste,  tendo em vista que o direito  creditório  aqui discutido  é  inexistente,  posto que o  pagamento consubstanciado no documento de arrecadação indicado pelo sujeito passivo como  origem do crédito não foi localizado.  Há  que  se  salientar,  ainda,  que  oportunizando  o  princípio  da  verdade  material, diligenciou o relator do acórdão hostilizado junto à Delegacia da Receita Federal de  Julgamento  em  Campinas  e  a  este  Conselho,  tendo  verificado  a  existência  de  decisão  de  primeira e segunda instância desfavoráveis ao contribuinte (cópias anexas). Assim, traslado o  relato para melhor entendimento:  Não obstante,  é  ainda  importante  assinalar  que, mesmo que  se  admita  que  o  direito  creditório  aproveitado  na  DCOMP  teria  origem  no  alegado  processo  administrativo  nº  13837.000138/200531–  o  que,  repitase,  não  se  verifica  no  documento  de  formalização  da  compensação,  no  qual  foi  indicada como fonte do crédito um pagamento inexistente –, não  se  poderia  mudar  a  orientação  do  despacho  decisório.  Isto  porque  o  direito  de  crédito  que  a  contribuinte  alega  não  foi  reconhecido pela esfera administrativa, conforme decisão da 1ª  Turma desta Delegacia de Julgamento, datada de 09 de outubro  de  2007.  Referida  decisão  foi  confirmada  pela  2ª  Turma  da  Terceira  Câmara  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  conforme  documentos  anexados  aos  autos  por  este  relator.  Restou  consignado  que  transcorreu  o  prazo  prescricional  de  05  anos,  contados  a  partir  da  Resolução  do  Senado  que  suspendeu  a  vigência  dos  decretos  já  mencionados ou do pagamento a maior, para o contribuinte pleitear a repetição do indébito.  Não  trazendo,  em  contrapartida,  quaisquer  documentos  que  comprovem  o  efetivo pagamento indevido, mormente o DARF indicado na declaração de compensação, voto  por  negar  provimento  ao  presente  recurso  voluntário,  mantendo­se  integralmente  a  decisão  proferida pela 1ª Turma da DRJ/CPS.  [assinado digitalmente]  João  Alfredo  Eduão  Ferreira  ­  Relator                           Fl. 59DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13839.905429/2009­21  Acórdão n.º 3803­002.504  S3­TE03  Fl. 3          5     Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara    TERMO DE ENCAMINHAMENTO      Processo nº:   13839.905429/2009­21  Interessada:  ATIBAIA PREFEITURA        Encaminhem­se  os  presentes  autos  à  unidade  de  origem,  para  ciência  à  interessada do teor do Acórdão no 3803­002.504, de 15 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial  da 3a. Seção e demais providências.  Brasília ­ DF, em 15 de fevereiro de 2012.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente      Fl. 60DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012 17:06:44. Documento autenticado digitalmente por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 05/03/2012 e JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 13/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP13.0420.14526.N3RF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 79828EF431DCA5601E6E4A13F6C4F17A4C07516C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13839.905429/2009-21. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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Numero do processo: 13830.901362/2010-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 20 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Feb 17 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. CONTROLES ELETRÔNICOS EFETIVADOS PELO SISTEMA PER/DCOMP DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. Tendo osistema eletrônico analisado as informações prestadas pelo declarante da compensação pleiteada, somente a Unidade da Secretaria da Receita Federal emissora do Despacho Decisório Eletrônico tem competência para se manifestar sobre aas informações prestadas pelo sistema.
Numero da decisão: 3301-012.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes (Presidente), Ari Vendramini, Laercio Cruz Uliana Junior, José Adão Vitorino de Morais, Jucileia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe e Semíramis de Oliveira Duro. Ausente a Conselheira Sabrina Coutinho Barbosa, susbstituída pelo Conselheiro Mateus Soares de Oliveira.
Nome do relator: ARI VENDRAMINI

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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. CONTROLES ELETRÔNICOS EFETIVADOS PELO SISTEMA PER/DCOMP DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. Tendo osistema eletrônico analisado as informações prestadas pelo declarante da compensação pleiteada, somente a Unidade da Secretaria da Receita Federal emissora do Despacho Decisório Eletrônico tem competência para se manifestar sobre aas informações prestadas pelo sistema. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes (Presidente), Ari Vendramini, Laercio Cruz Uliana Junior, José Adão Vitorino de Morais, Jucileia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe e Semíramis de Oliveira Duro. Ausente a Conselheira Sabrina Coutinho Barbosa, susbstituída pelo Conselheiro Mateus Soares de Oliveira. Relatório Por economia processual, e por bem sintetizar a demanda contida nos presentes autos, reproduzo o relatório componente do Acórdão DRJ/ RIBEIRÃO PRETO : Trata o presente de manifestação de inconformidade contra a decisão que não homologou a compensação declarada na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 90 13 62 /2 01 0- 79 Fl. 108DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 O crédito pleiteado, no valor de R$ 18.821,72 (dezoito mil, oitocentos e vinte e um reais, setenta e dois centavos), utilizado nas compensações, refere-se ao ressarcimento do saldo credor de IPI do 2º trimestre de 2006. Vinculadas ao crédito, foram apresentadas duas declarações de compensação: - DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162 (e-fls. 2/30) e - DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 (e-fls. 69/72). Segundo o despacho decisório não homologatório (e-fl. 31), o crédito pleiteado foi reconhecido integralmente, porém, suficiente apenas para homologar as compensações declaradas na DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162. Cientificada do despacho decisório em 15/10/2010, a interessada manifestou a sua inconformidade em 16/11/2010 (e-fls. 38/39). Em suma, alegou que os débitos declarados na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01- 0199 foram compensados com o crédito pleiteado no PER Residual nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886 (e-fls. 62/66). Neste PER Residual, teriam sido requeridos saldos residuais relativos aos 3º e 4º trimestres de 2005 e 1º, 2º e 4º trimestres de 2006. É o relatório do essencial. Examinando as razões da então manifestante, a DRJ/RIBEIRÃO PRETO decidiu indeferir o pleito, assim ementado seu Acórdão : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 Ementa: ACÓRDÃO COM VEDAÇÃO DE EMENTA Portaria RFB nº 2724, de 2017 Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Inconformada, a manifestante interpôs recurso voluntário, dirigido a este CARF, onde, em síntese, alega : Por despacho decisório de 05/10/2010 a compensação de créditos de IPI levada a efeito pelo sujeito passivo, ora recorrente, foi HOMOLOGADA PARCIALMENTE, decotando parte da compensação realizada por meio da PER/DCOMP, e realizando o lançamento definitivo do crédito ora em discussão. Em 16/11/2010 a Recorrente apresentou IMPUGNAÇÃO a referida decisão fazendária. Ocorre que a decisão da Delegacia de Julgamento foi proferida somente em 21/08/2018, conforme se observa do Acórdão ora vergastado. Ora, trata-se de matéria que sopitou por 08 anos nos escaninhos fazendários sem ser apreciada, o que causou sensível prejuízo ao contribuinte, pois basta verificar o montante de juros que irá se incorporar ao débito por conta da demora no julgamento. Porém, mais do que avolumar o montante, a demora no julgamento conduziu o débito em questão à prescrição, pois ex vi legis, a impugnação ou recurso administrativo NÃO INTERROMPE NEM SUSPENDE A PRESCRIÇÃO, que começa a fluir a partir da constituição definitiva do crédito, nos termos do art. 174, do CTN, e que por constituição definitiva deve se entender a notificação do sujeito passivo para pagar o tributo ou para impugná-lo, conforme dicção do art. 142 e 145, do C.T.N. Nesta mesma senda, a confirmar que a prescrição visa, acima de tudo, impedir que o credor eternize um crédito em suas mãos sem que promova a cobrança, veio a lume a Lei Federal n. 11.457/2007, que dispõe sobre a Administração Tributária Federal. Fl. 109DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Referida lei, em seu art. 24, traz norma cogente que impõe de forma obrigatória, um dever para a Administração Tributária Federal, para que profira decisões administrativas no prazo máximo de 360 dias. Afora a prescrição, o crédito tributário em questão foi atingido pela Decadência, haja vista que se trata de créditos supostamente devidos referentes ao 3° trimestre do ano de 2005, cuja constituição definitiva ocorreu somente em 15/10/2010, com a notificação do sujeito passivo. Destarte, tendo decorrido prazo superior a 05 anos entre o fato gerador e a constituição definitiva do crédito, de rigor é o reconhecimento da DECADÊNCIA. O crédito no valor de R$ 30.869,66, referente ao 2° trimestre de 2008 foi reconhecido como passível de ressarcimento quando da apresentação do Pedido de Compensação/Ressarcimento, e foi estornado em sua totalidade no livro de registro de IPI. O valor residual a ser considerado é de R$ 30.869,66, vez que a partir de 01/04/2007, para fazer a DCOMP de crédito de ressarcimento de IPI que já tenha sido objeto de uma Declaração de Compensação anterior caberia a contribuinte a demonstração de utilização parcial desses créditos, mediante elaboração de pedido eletrônico de ressarcimento residual o programa PER/DCOMP englobando todos os saldos residuais, para somente então, depois desse procedimento, fazer a declaração de compensação informando o número desse documento no campo próprio. Desse modo, tendo em vista que o reconhecimento do direito creditório pleiteado no 2° trimestre de 2006 no valor de R$ 24.178,94 foi homologado e devidamente estornado no livro de registro de IPI, não há se falar em saldo devedor a pagar. O saldo credor acumulado foi utilizado de conformidade com o art. 74, da Lei 9430/96, estando o valor residual devidamente demonstrado na DCOMP. O órgão fiscal não demonstrou a insuficiência de saldo credor a justificar a glosa efetuada, de modo que os créditos compensados são hígidos, devendo ser cancelados os débito ora apontados. Por todo o exposto, requer seja ACOLHIDA A ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO e/ou DECADÊNCIA com a consequente extinção do crédito ora em discussão, e no mérito, requer seja ACOLHIDO O PRESENTE RECURSO VOLUNTÁRIO, para cancelar o débito ora recorrido, forte nas razões acima expostas. É o relatório. Voto Conselheiro Ari Vendramini, Relator. O recurso voluntário atende aos pressupostos legais e requisitos formais para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Na realidade, o que a recorrente deseja é discutir a cobrança do débito declarado em Declaração de Compensação não homologada pelos sistema de controle da Secretaria da Receita Federal, não sendo este CARF o fórum competente para tal demanda, e sim a própria unidade da Receita Federal que gerou o Despacho Decisório Eletrônico. PRELIMINARES PRESCRIÇÃO/DECADÊNCIA DO DIREITO DE COBRAR/CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO Fl. 110DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Defende a recorrente que ocorreu ou a prescrição ou a decadência do direito de cobrança ou constituição do crédito tributário. Engana-se a recorrente, a compensação tributária está regrada no artigo 74 da Lei nº 9.430/1996 : Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1 o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pela sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados § 2 o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. ................................................................ § 5 o O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. O Pedido de Ressarcimento – PER, ao qual foram vinculadas as Declarações de Compensação objeto do Despacho Decisório (e-fls.31) é o de nº 30180.16048.200607.1.3.01-019, transmitido em 20/06/2007. A decisão administrativa obedeceu ao interregno legal determinado pelo § 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/1996, portanto não ocorreu nem prescrição nem decadência no presente caso. A recorrente confunde o instituto de constituição de crédito tributário por lançamento (Notificação de Lançamento ou Auto de Infração), regrados pelo Código Tributário Nacional com o instituto da compensação tributária, regrado pela Lei nº 9.430/1996. Fl. 111DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Rejeito a preliminar suscitada. MÉRITO No mérito, trata-se de inconformismo da recorrente quanto ao resultado apresentado pelo sistema de controle PER/DCOMP da Secretaria da Receita FVederal, que verifica e controle as restituições, os ressarcimentos e as compensações objeto de pedidos e declarações eletrônicas apresentadas. A recorrente não concorda com o resultado da análise que terminou com o Despacho Decisório Eletrônico. Neste particular, adoto, como razões de decidir, os dizeres do Ilustre Julgador da DRJ, que de forma didática explicou a análise efetivada pelo sistema da Secretaria da Receita Federal : O crédito pleiteado pela interessada, para utilização em compensações, refere-se ao ressarcimento do saldo credor de IPI relativo ao 2º trimestre de 2006. O crédito pleiteado (R$ 18.821,72) foi aproveitado em compensações declaradas na DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162. De acordo com a manifestante, haveria ainda R$ 5.357,22 de saldo credor remanescente, passível de ressarcimento, para o 2º trimestre de 2006. Este valor teria sido solicitado no PER Residual nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886, juntamente com o saldo residual de outros trimestres, conforme quadro abaixo: Fl. 112DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Desta forma, o total de R$ 30.869,66 seria utilizado na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199, objeto da não homologação de que trata o presente processo. Examinando a DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 (e-fls. 69/72), verifica-se que esta foi vinculada ao PER/DCOMP nº 16831.75338.200607.1.1.01-0073. Por sua vez, este PER/DCOMP foi sucessivamente retificado (ver tela abaixo), tendo a última retificadora recebido o nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886. Ocorre que, consultando os sistemas de controle da RFB, verifica-se que a interessada recebeu intimação a respeito da DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199. Consta na intimação (e-fl. 73): O PER/DCOMP indica que o crédito foi informado em outro PER/DCOMP, mas o documento que demonstra o crédito informa crédito de período de apuração diferente. Período de apuração do PER/DCOMP em análise: 1º TRIMESTRE DE 2007 PER/DCOMP indicado: 16831.75338.200607.1.1.01-0073 PER/DCOMP com demonstrativo do crédito: 10992.52645.280706.1.3.01-0967 Período de apuração do PER/DCOMP com demonstrativo do crédito: 2º TRIMESTRE DE 2006 Fl. 113DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Solicita-se apresentar PER/DCOMP retificador indicando corretamente o PER/DCOMP em que o crédito foi detalhado ou, sendo o caso, apresentando o demonstrativo do crédito. Não sendo retificado o PER/DCOMP, será considerado o período de apuração do PER/DCOMP indicado. Não tendo sido retificada, a DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 foi vinculada ao 2º trimestre de 2006, em conformidade com o que estipulava a intimação. De qualquer maneira, ainda que tivesse sido vinculada ao trimestre do PER/DCOMP nº 16831.75338.200607.1.1.01-0073 (que foi retificada pelo PER/DCOMP nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886), cujo crédito pleiteado é referente ao 3º trimestre de 2005, a DCOMP também não seria homologada, haja vista a insuficiência do crédito ali reconhecido (ver processo nº 13830.901365/2010-11). Portanto, o sistema apenas analisou as informações prestadas pela própria recorrente. Conclusão Diante de todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É o meu voto. (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini Fl. 114DF CARF MF Original

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