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Numero do processo: 16327.904490/2008-38
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Jan 30 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2004
DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA.
As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais necessárias e suficientes.
Numero da decisão: 1402-006.164
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marco Rogério Borges - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Rogério Borges, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Evandro Correa Dias, Luciano Bernart, Iágaro Jung Martins, Jandir José Dalle Lucca, Antonio Paulo Machado Gomes, Paulo Mateus Ciccone (Presidente).
Nome do relator: MARCO ROGERIO BORGES
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ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais necessárias e suficientes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente (documento assinado digitalmente) Marco Rogério Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Rogério Borges, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Evandro Correa Dias, Luciano Bernart, Iágaro Jung Martins, Jandir José Dalle Lucca, Antonio Paulo Machado Gomes, Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 44 90 /2 00 8- 38 Fl. 192DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Trata o presente de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela 3ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ1, através do acórdão 12-73.224, que julgou IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade do contribuinte em epígrafe, doravante chamado de recorrente. Do litígio fiscal: Por bem descrever os termos do litígio fiscal, transcreve-se o relatório pertinente na decisão a quo: Trata-se de Declaração de Compensação – Dcomp eletrônica nº 28781.47735.290904.1.3.04-5353 (e-fls.16/21) transmitida em 29/09/2004, por intermédio do Programa PER/DCOMP, em que se pleiteia o reconhecimento de direito creditório para fins de compensação, oriundo de pagamento indevido ou a maior de IRPJ (cód.rec. 2390), relativo ao ajuste anual do ano-calendário 2003, recolhido em 27/02/2004, no valor de R$ 2.311.189,70. A DRF/SÃO PAULO proferiu o Despacho Decisório nº 783791357, de 26/08/2008 (e-fls.13), recebido em 29/08/2008 (e-fls.14 e 58) no qual se lê: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 307.119,81 Valor do crédito original reconhecido: 0,01 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito diponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP . Em face da insuficiência de crédito, o Despacho Decisório, assim, decidiu: Homologar parcialmente a Dcomp, a seguir relacionada: No sistema de controle de créditos – SCC, não há registro de intimação efetuada. O débito, objeto de compensação, foi cadastrado no sistema Sief, tendo sido gerado processo de cobrança nº 16327-905.011/2008-09. Fl. 193DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Da manifestação de inconformidade: Por bem descrever os termos da manifestação de inconformidade, transcreve-se o relatório pertinente na decisão a quo: Na manifestação de inconformidade (e-fls.2/6), de 30/09/2008, o interessado alega, em síntese: O cometimento de erro de fato no preenchimento da DCTF; Tem direito ao crédito de R$ 307.119,81, uma vez que foi recolhido, indevidamente, o valor de R$2.288.306,63, relativo ao IRPJ, ajuste anual do ano- calendário 2003, sendo que o valor correto é o montante de R$1.981.186,82. Por fim, requer: a) a homologação da compensação; b) que sejam efetuadas diligências para comprovação das alegações mencionadas (perícia). Na manifestação de inconformidade, o interessado juntou dentre outros documentos, cópia de ata de assembléia geral ordinária e extraordinária. Nesta Turma, foram acostadas consultas aos sistemas informatizados da RFB de e-fls.55/81. É o Relatório. Da decisão da DRJ: Ao analisar a manifestação de inconformidade, a DRJ, primeira instância administrativa, decidiu por NEGAR PROVIMENTO TOTAL à mesma, por unanimidade. A decisão foi ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2004 PROVA PERICIAL. REJEIÇÃO. Indefere-se o pedido para a realização de perícia, formulado sem a observância dos requisitos estabelecidos na lei de regência. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazê-lo em outro momento processual. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. IRPJ. ALEGAÇÕES NÃO COMPROVADAS. Mantém-se o Despacho Decisório se não elidido o fato que lhe deu causa. Do Recurso Voluntário: Fl. 194DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Tomando ciência da decisão a quo em 02/03/2015, o contribuinte, agora recorrente apresentou o recurso voluntário em 01/04/2015 (fls. 97 e ss), ou seja, tempestivamente. No mesmo, em essência reforça os pontos já alegados na sua peça impugnatória/manifestação de inconformidade. É o relatório do que entendo necessário dos autos. Voto Conselheiro Marco Rogério Borges, Relator. Conforme relatório que precede o presente voto, o recurso voluntário é tempestivo e atende os requisitos regimentais para a sua admissibilidade, pelo que o conheço. Do recurso voluntário: O presente processo versa sobre pedido de compensação, em que o crédito de R$ 307.119,81 tem sua origem em pagamento indevido ou a maior de IRPJ, no qual o contribuinte alega que recolheu o valor de R$2.288.306,63, relativo ao IRPJ, ajuste anual do ano-calendário 2003, sendo que o valor correto é o montante de R$1.981.186,82. Em sede de manifestatória, o contribuinte alegou erro de fato no preenchimento da DCTF, e requereu diligências para comprovar seu direito. A decisão recorrida contestou o pedido de diligência, ressaltando que o ônus probatório é do mesmo, devendo apresentar já sua manifestação de inconformidade, e que o DARF estava integralmente alocado do respeito débito informado em DCTF. A decisão recorrida ressalta: 22. Conforme se vê no quadro acima, o interessado confessou na DCTF, entregue em 14/05/2004, dívida de IRPJ, apurada no ajuste anual, do ano- calendário 2003, no valor de R$ 2.288.306,63. E foi a essa dívida que o DARF de igual valor, de 27/02/2004, foi alocado, razão por que tal DARF não poderia ter sido indicado na Dcomp, entregue em 29/09/2004, como o foi, para a quitação de outros débitos. 23. Não obstante isso, o interessado não traz as provas documentais e escriturais de que era outro o débito de IRPJ. 24. O fato de a única DIPJ entregue informar valor de IRPJ distinto daquele confessado em DCTF, não faz prova do erro alegado. Destaca igualmente que o contribuinte retificou a DCTF, contudo, em 17/09/2008, após a ciência do despacho decisório, ocorrido em 29/08/2008. Fl. 195DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1402-006.164 - 1ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.904490/2008-38 Em sede de recurso voluntário, a recorrente, apesar de alertada na decisão recorrida da necessidade de comprovar o seu direito creditório através de “provas documentais e escriturais”, não o faz. Na sua peça recursal traz praticamente os mesmos elementos da manifestação de inconformidade, e insiste no erro de fato no preenchimento da DCTF original. Contudo, constituído o litígio, é seu dever o ônus probatório, e na decisão recorrida foi devidamente alertado que não bastaria apresentar o que já apresentara, devendo trazer aos autos elementos documentais e escriturais, o que não foi o caso. Este colegiado prima pela verdade material, contudo, deve ser igualmente do interesse do contribuinte, e não numa insistência da sua posição na sede recursal da instância anterior, a qual foi devidamente alertado de como proceder, ou ao menos dá início com algum documento relevante para comprovar sua alegação, o que poderia ser entendido como animus probatório, mas não o faz. Conclusão: Considerado o exposto acima, VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Rogério Borges Fl. 196DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10320.900087/2017-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA .
É nula a decisão de primeira instância que não se pronuncia sobre as questões suscitadas pelo Contribuinte em manifestação de inconformidade, o que caracteriza claro cerceamento do direito de defesa.
Numero da decisão: 3402-010.062
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. Vencidos os Conselheiros João José Schini Norbiato (suplente convocado) e Pedro Sousa Bispo (Presidente), que entendiam pelo sobrestamento do processo até julgamento definitivo do PAF nº 14090.720754/2017-89. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.059, de 24 de novembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10320.900083/2017-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lazaro Antonio Souza Soares, Renata da Silveira Bilhim, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Alexandre Freitas Costa, Joao Jose Schini Norbiato (suplente convocado), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Jorge Luis Cabral, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Jose Schini Norbiato.
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2023-01-30T19:03:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-01-30T19:03:47Z; Last-Modified: 2023-01-30T19:03:47Z; dcterms:modified: 2023-01-30T19:03:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-01-30T19:03:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-01-30T19:03:47Z; meta:save-date: 2023-01-30T19:03:47Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-01-30T19:03:47Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-01-30T19:03:47Z; created: 2023-01-30T19:03:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2023-01-30T19:03:47Z; pdf:charsPerPage: 2114; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-01-30T19:03:47Z | Conteúdo => S3-C 4T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10320.900087/2017-12 Recurso Voluntário Acórdão nº 3402-010.062 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de novembro de 2022 Recorrente COMPANHIA MARANHENSE DE REFRIGERANTES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA . É nula a decisão de primeira instância que não se pronuncia sobre as questões suscitadas pelo Contribuinte em manifestação de inconformidade, o que caracteriza claro cerceamento do direito de defesa. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. Vencidos os Conselheiros João José Schini Norbiato (suplente convocado) e Pedro Sousa Bispo (Presidente), que entendiam pelo sobrestamento do processo até julgamento definitivo do PAF nº 14090.720754/2017-89. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.059, de 24 de novembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10320.900083/2017-26, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lazaro Antonio Souza Soares, Renata da Silveira Bilhim, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Alexandre Freitas Costa, Joao Jose Schini Norbiato (suplente convocado), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta (suplente convocada), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Jorge Luis Cabral, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Jose Schini Norbiato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 90 00 87 /2 01 7- 12 Fl. 2880DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão nº 09-73.409, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora/MG, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade do contribuinte, conforme Ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/10/2013 a 31/12/2013 RESSARCIMENTO. PENDÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL [AUTO DE INFRAÇÃO]. IMPOSSIBILIDADE. A constatação da prática de infrações que levaram à reconstituição da escrita fiscal do estabelecimento, da qual resultaram saldos devedores do IPI justifica o não- reconhecimento do direito creditório, na integralidade, e a não-homologação das compensações, nos termos da normatização dada pela RFB, que veda o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI, cuja decisão definitiva possa alterar, total ou parcialmente, o valor a ser ressarcido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos ocorridos até aquele momento, transcrevo o parcialmente o relatório da decisão recorrida: Em análise no presente processo o litígio decorrente do Despacho Decisório Eletrônico de fls. 1977, resultante da análise dos PER/DCOMP a seguir discriminados, por intermédio dos quais o estabelecimento matriz da pessoa jurídica retro identificada pretendeu a extinção de débitos utilizando-se do saldo credor do IPI apurado no 4º trimestre/2013 pelo estabelecimento detentor do crédito CNPJ nº 06.272.199/0013-27, no valor de R$718.589,96, com fulcro no art. 11 da Lei nº 9.779/99. Da verificação da legitimidade e materialidade do crédito resultou o indeferimento do direito creditório e a não-homologação das compensações declaradas, fundamentando- se o ato nos seguintes termos: (...) A Informação Fiscal anexa ao Detalhamento do Crédito disponibilizado ao contribuinte e que acompanha e integra o despacho decisório encontra-se anexada às fls. 1979/2003 dos autos, dá conta de que do procedimento fiscal instaurado para verificação da exatidão das informações prestadas nos Pedidos de Ressarcimento transmitidos relativos aos trimestres de apuração decorridos entre o 4º/2012 e o 4º/2013 resultou a constatação de irregularidades que culminaram na glosa de créditos considerados indevidos que ensejou a reconstituição da escrita no período de 10/2012 a 12/2013 e a apuração de saldos devedores, nos termos da apuração e conclusão a seguir colacionados: Fl. 2881DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 (...) Embora não conste da conclusão do Relatório Fiscal, pesquisa ao sistema e-Processo dá conta de que os saldos devedores resultantes da reconstituição da escrita fiscal retro foram constituídos mediante lavratura do auto de infração formalizado no PA nº 14090- 720754/2017-89, conforme colações a seguir: (...) Cientificada do Despacho Decisório, manifestou a interessada a sua Inconformidade, sintetizada nos seguintes tópicos: 1. DA TEMPESTIVIDADE 2. DOS FATOS 3. DA RELAÇÃO DIRETA ENTRE AS COMPENSAÇÕES REALIZADAS E O PA N° 14090.720754/2017-89 E DO SOBRESTAMENTO DESTE PA 4. DO DIREITO AO CRÉDITO RELATIVO À AQUISIÇÃO DOS CONCENTRADOS ISENTOS PARA ELABORAÇÃO DE REFRIGERANTES DA COISA JULGADA FORMADA NO MSC N° 91.0047783-4 - DA ISENÇÃO DO ART. 81, II, DO RIPI/10 (BASE LEGAL NO ART. 9° DO DL N° 288/67) DOS DEMAIS FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS QUE ASSEGURAM O DIREITO AO CRÉDITO DE IPI 5. DA CORREÇÃO DA ALÍQUOTA UTILIZADA PARA CÁLCULO DO CRÉDITO DE IPI DA ILEGALIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO NÃO RESPONSABILIDADE DA REQUERENTE (TERCEIRO, ADQUIRENTE DO CONCENTRADO) POR SUPOSTO ERRO NA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DO CONCENTRADO DA ALTERAÇÃO DE CRITÉRIO JURÍDICO 6. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DOS CONCENTRADOS PARA REFRIGERANTES 6.1. DA COMPETÊNCIA DA SUFRAMA PARA DEFINIR A CLASSIFICAÇÃO FISCAL DOS PRODUTOS FABRICADOS EM PROJETO INDUSTRIAL APROVADO PARA FRUIÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS E DO ATO ADMINISTRATIVO 6.2. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DO CONCENTRADO DEFINIDA PELA SUFRAMA 6.3. DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DEFINIDA PELAS REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO E NESH 7. DA IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE MULTA, JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA Fl. 2882DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 8. DO DIREITO AO RESSARCIMENTO E À COMPENSAÇÃO Nestes termos vieram os autos a esta DRJ para julgamento. O Contribuinte foi intimado da decisão de primeira instância, conforme Aviso de Recebimento, apresentando o Recurso Voluntário, pugnando pelo provimento do recurso e o reconhecimento integral do crédito pleiteado, pugnando, ainda pelo sobrestamento do feito até o julgamento do processo nº 14090.720754/2017-89, em que se discute o auto de infração referente ao mesmo período e matérias discutidas nestes autos, tendo em vista a relação de prejudicialidade. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, ressalvando o meu entendimento pessoal expresso na decisão paradigma, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Pressupostos legais de admissibilidade Verifica-se a tempestividade do Recurso Voluntário, bem como o preenchimento dos requisitos de admissibilidade, resultando em seu conhecimento. Mérito Trata-se de Pedidos de Ressarcimento de crédito de IPI referente ao terceiro trimestre de 2012, no total de R$ 1.719.029,08, utilizado na compensação de débitos próprios conforme PER/DCOMP vinculadas. A Fiscalização, por meio de Despacho Decisório, não reconheceu o saldo credor de IPI e, por consequência, não homologou as compensações vinculadas. Referida decisão fundou-se no mesmo Relatório Fiscal que deu origem ao AI nº 0130100.2017.00218 (PA nº 14090.720754/2017-89), no qual a autoridade fiscal afastou a alíquota de IPI utilizada para calcular os créditos fictos de IPI aproveitados no período de outubro de 2012 a dezembro de 2013, relativos à aquisição da RECOFARMA de concentrados para bebidas não alcoólicas isentas, oriundos da Zona Franca de Manaus e também elaborados com matéria-prima agrícola adquirida de produtor sitiado na Amazônia Ocidental, empregados na fabricação de refrigerantes sujeitos ao IPI – portanto abarcando o período ora analisado. O referido auto de infração glosou os créditos de IPI aproveitados no período de outubro de 2012 a dezembro de 2013, relativos à aquisição de Fl. 2883DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 produtos que supostamente não teriam sido utilizados diretamente na fabricação dos refrigerantes e, portanto, não se enquadrariam no conceito de matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem. Então, exigiu o IPI relativo àquele período que supostamente teria deixado de ser recolhido em razão do creditamento. A Contribuinte, em manifestação de inconformidade, defendeu, em síntese, que o saldo credor de IPI em questão teve origem no aproveitamento de créditos relativos à aquisição da RECOFARMA de concentrados de bebidas não alcoólicas isentas, oriundos da Zona Franca de Manaus e também elaborados com matéria-prima agrícola adquirida de produtor sitiado na Amazônia Ocidental, empregados na fabricação de refrigerantes sujeitos ao IPI; tais concentrados são beneficiados por suas isenções autônomas: art. 81, II, RIPI/10 e art. 95, III, do RIPI/10. Pede, ainda, o sobrestamento do feito até o julgamento do PA nº , em que se discute o AI. Em síntese, a DRJ julga improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo-se o despacho decisório. Em síntese, a DRJ nega provimento à manifestação de inconformidade por entender que já há decisão proferida pela DRJ nos autos do PA nº 14090.720754/2017-89 (ainda que pendente de análise de Recurso Voluntário), em que se discute o objeto do Auto de Infração resultante de auditoria fiscal interna para averiguar a legitimidade de diversos pedidos de ressarcimento de créditos formulados pela Contribuinte. Aduz que a compensação não pode prosperar em virtude de vedação expressa presente no art. 25, da IN RFB nº 1300/12 (art. 42, da IN RFB nº 1717/17) . Indefere o pedido de sobrestamento do feito até o julgamento final do PA nº14090.720754/2017-89, relativo ao AI, porque entende inexistir normas que permitam o acolhimento do pedido. Em Recurso Voluntário, a Recorrente, pugna, em síntese, (i) pela nulidade da decisão da DRJ tendo em vista que não foram analisados os argumentos preliminares e de mérito narrados na manifestação de inconformidade, violando a sua legítima defesa; (ii) pelo o sobrestamento do feito, em razão da relação de prejudicialidade com o processo nº14090.720754/2017-89; (iii) pela inaplicabilidade do art. 42, da In RFB nº 1717/17; e (iv) reporta-se aos demais argumentos da manifestação de inconformidade, pleiteando o provimento do recurso e o reconhecimento integral do crédito pleiteado. Vejamos: De início, avalia-se a preliminar de nulidade da decisão da DRJ. Nesse ponto com a razão a Recorrente. De fato a decisão da DRJ apenas analisou o pedido de sobrestamento do feito até o julgamento do PA nº 14090.720754/2017-89, explicitando que Fl. 2884DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 naqueles autos já fora prolatada decisão pela DRJ, estando pendente de análise de Recurso Voluntário, devendo ser aplicado o comando do art. 25 1 , da IN RFB nº 1300/12 (que se repete na IN RFB nº 1717/17). Por fim afasta as alegações de impossibilidade de exigência de multa de mora e correção monetária por força do art. 100, do CTN. Os demais argumentos preliminares e de mérito não foram avaliados pelo julgador de primeiro grau, quais sejam: - do direito ao crédito relativo à aquisição dos concentrados isentos para elaboração de refrigerantes - da coisa julgada formada no msc n° 91.0047783-4 - da isenção do art. 81, ii, do RIPI/10 (base legal no art. 9° do dl n° 288/67) - dos demais fundamentos autônomos que asseguram o direito ao crédito de IPI - da correção da alíquota utilizada para cálculo do crédito de ipi - da ilegalidade do despacho decisório - não responsabilidade da requerente (terceiro, adquirente do concentrado) por suposto erro na classificação fiscal do concentrado - da alteração de critério jurídico - da classificação fiscal dos concentrados para refrigerantes - da competência da SUFRAMA para definir a classificação fiscal dos produtos fabricados em projeto industrial aprovado para fruição de benefícios fiscais e do ato administrativo - da classificação fiscal do concentrado definida pela SUFRAMA - da classificação fiscal definida pelas regras gerais de interpretação do sistema harmonizado e NESH A DRJ não enfrenta nem os argumentos preliminares, nem os de mérito. Apenas se vale do fundamento de que a compensação não pode prosperar em virtude da vedação expressa presente no art. 42, caput da Instrução Normativa RFB nº 1.717, de 17 de julho de 2017, precedida pelo art. 25, da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012, que assim prescreve: 1 Art. 25. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestrecalendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Fl. 2885DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Art. 42. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Assim, no seu entender, deve-se considerar que o exame das razões de mérito quanto às glosas resultaria improfícuo, pois esbarra na vedação legal ao ressarcimento, que não pode ser desobedecida pela autoridade administrativa, como antes referido. Aduz que a discussão de mérito seguirá sendo enfrentada no processo administrativo que tem por objeto o auto de infração, objeto do PA nº 14090.720754/2017-89. Ora, o fato de existir um outro processo administrativo, relativo ao auto de infração em que se discute os mesmos argumentos do presente processo, não autoriza a DRJ a não analisar os argumentos de mérito desenhados pela Contribuinte em sua manifestação de inconformidade, o que gera inegável violação ao exercício da legítima defesa e contraditório. Desta forma, está claro que o acórdão da DRJ/RJ não analisou todos os pontos controversos ventilados pelo contribuinte em sua manifestação de inconformidade, o que caracteriza evidente preterição do direito de defesa. Assim, imperioso reconhecer a nulidade do acórdão nº 106-000.678, prolatado pela 13ª Turma da DRJ 06, na forma do art. 59, inciso II, do Decreto nº 70.235/72 2 . Por consequência, resta prejudicada a análise dos argumentos apresentados pelo contribuinte em seu Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para anular o acórdão prolatado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora/MG, retornando o processo à origem para novo julgamento com a análise da Impugnação apresentada pela Recorrente. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator 2 Art. 59. São nulos: I - os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Fl. 2886DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3402-010.062 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10320.900087/2017-12 Fl. 2887DF CARF MF Original
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Numero do processo: 13971.721810/2011-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Jan 23 00:00:00 UTC 2023
Numero da decisão: 2202-000.752
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/2011-10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal.
(Assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente
(Assinado digitalmente)
Rosemary Figueiroa Augusto - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Rosemary Figueiroa Augusto, Martin da Silva Gesto, Cecília Dutra Pillar, Márcio Henrique Sales Parada, Theodoro Vicente Agostinho (Suplente convocado).
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/2011-10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. (Assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente (Assinado digitalmente) Rosemary Figueiroa Augusto - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Rosemary Figueiroa Augusto, Martin da Silva Gesto, Cecília Dutra Pillar, Márcio Henrique Sales Parada, Theodoro Vicente Agostinho (Suplente convocado).
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/201110 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. (Assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente (Assinado digitalmente) Rosemary Figueiroa Augusto Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Júnia Roberta Gouveia Sampaio, Dílson Jatahy Fonseca Neto, Rosemary Figueiroa Augusto, Martin da Silva Gesto, Cecília Dutra Pillar, Márcio Henrique Sales Parada, Theodoro Vicente Agostinho (Suplente convocado). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .7 21 81 0/ 20 11 -2 9 Fl. 1200DF CARF MF Original Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 1.201 ___________ Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 1178/1189) interposto pelo sujeito passivo acima identificado contra a decisão proferida no Acórdão nº 1653.303 (fls. 1154/1172), pela 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em São Paulo (SP1), que julgou improcedente a impugnação. Consta no Relatório Fiscal (749/753) que o contribuinte foi excluído do Simples por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE) nº 70, de 24/08/2011, no processo nº 13971.721749/201110, no período de 07/2007 a 12/2010. Em face da exclusão do regime tributário simplificado, foram lavrados os Autos de Infração (AI) a seguir, que exigem a contribuição previdenciária a cargo da empresa e as destinadas às outras entidades: • (1) AI DEBCAD n.º 37.355.6624, no montante de R$ 806.556,67, consolidado em 30/03/2012, referente a contribuições destinadas à Seguridade Social, previstas no artigo 22, incisos I, II e III da Lei n.º 8.212, de 24/07/1991, correspondentes à parte da empresa e do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados e contribuintes individuais, não declaradas em GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) e não recolhidas, relativas a competências de 07/2007 a 13/2008; • (2) AI DEBCAD n.º 37.355.6632, no montante de R$ 162.311,64, consolidado em 30/03/2012, referente a contribuições destinadas a terceiros – Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae – incidentes sobre a remuneração paga a segurados empregados, não declaradas em GFIP e não recolhidas, relativas a competências de 07/2007 a 13/2008. Na impugnação (fls. 1066/1081) o contribuinte alegou, resumidamente, que: o ato fiscal é nulo por inobservância do prazo de prorrogação do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e de prazo final para conclusão dos trabalhos da fiscalização; a sua exclusão do Simples não é definitiva, pois está sob julgamento administrativo e pode gerar efeitos no lançamento efetuado; e, por essa, razão o lançamento é inadequado; se efetivado o lançamento, dever ser observado que não foram deduzidas as importâncias recolhidas no âmbito do Simples Nacional. A DRJ, no Acórdão nº 1653.303 (fls. 1154/1172), julgou improcedente a impugnação, conforme ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 Fl. 1201DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/201129 Resolução nº 2202000.752 S2C2T2 Fl. 1.202 3 Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E DE TERCEIROS. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher, nos prazos definidos em lei, as contribuições incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. INSTRUMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. PRORROGAÇÃO. O Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não constitui requisito de validade do lançamento, sendo mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos de auditoria fiscal. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL E CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A possibilidade de discussão administrativa do Ato Declaratório Executivo de exclusão do Simples Nacional não impede o lançamento de ofício dos créditos tributários devidos em face da exclusão. Ocorrido o fato gerador, surge para a Administração Tributária o dever de realizar o lançamento fiscal correspondente, sob pena de responsabilidade funcional, nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional. EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. DISCUSSÃO INOPORTUNA EM PROCESSO DE LANÇAMENTO FISCAL PREVIDENCIÁRIO. O foro adequado para a discussão acerca da exclusão da empresa do Simples Nacional é o respectivo processo instaurado para esse fim, não cabendo, em sede de processo de lançamento fiscal de crédito previdenciário, a rediscussão acerca dos motivos que conduziram à expedição de Ato Declaratório Executivo da exclusão. RECOLHIMENTOS EFETUADOS EM CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO QUE REGE O SIMPLES NACIONAL. COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. É vedada, pelas normas que regem a matéria, a compensação de contribuições previdenciárias com os valores recolhidos indevidamente para o Simples Nacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado desse acórdão em 23/01/2014 (AR de fls. 1176), o contribuinte apresentou, em 19/02/2014 (protocolo às fls. 1178) o recurso voluntário de fls. 1178/1189, no qual se insurge contra o posicionamento da DRJ quanto ao prazo para conclusão da fiscalização e abrangência do MPF; que são nulas as autuações que não aproveitaram os recolhimentos feitos na sistemática do SIMPLES; e, se assim não se entender, pede que sejam compensados esses valores. Fl. 1202DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/201129 Resolução nº 2202000.752 S2C2T2 Fl. 1.203 4 Registrase que apenso a estes autos se encontra o processo de nº 13971.721811/201173, também por descumprimento de obrigação principal da parte da empresa e das outras entidades e fundos, em decorrência da exclusão da empresa do SIMPLES, mas relativo a competências distintas (01/2009 a 13/2010). Também há recurso voluntário a ser apreciado naquele processo. É o relatório. Voto O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. De início, verificase que os lançamentos que compõem este processo foram efetuados em face da exclusão do sujeito passivo do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, no processo nº 13971.721749/201110. Nesse sentido, a DRJ noticia, neste processo de débito, que a manifestação de inconformidade do contribuinte contra sua exclusão do Simples já foi julgada e considerada improcedente pela primeira instância administrativa, com a possibilidade de apresentação de recurso ao CARF, conforme trechos do voto a seguir transcritos : (...) Cabe, aqui, observar que, conforme informado no Relatório Fiscal, de fls. 749 a 753, a autuada foi excluída de ofício do SIMPLES NACIONAL, a partir de 01/07/2007, com fundamento no artigo 29, incisos V e VIII da Lei Complementar n.º 123, de 14/12/2006, a seguir reproduzido, considerando o constante no processo n.º 13971.721749/201110, por meio do Ato Declaratório Executivo (ADE) da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Blumenau n.º 70, de 24/08/2011 (fl. 707). (...) Cumpre, aqui, mencionar que a manifestação de inconformidade apresentada, pelo contribuinte, no processo n.º 13971.721749/2011 10, contra o Ato Declaratório Executivo (ADE) n.º 70, de 24/08/2011, expedido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Blumenau, que o excluiu do SIMPLES NACIONAL, foi julgada improcedente, pela 7ª Turma de Julgamento da DRJ em São Paulo, em 17/10/2013, por meio do Acórdão n.º 1651.827, no qual consta a informação de que teria direito à interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais quanto à matéria impugnada, no prazo de 30 (trinta) dias da ciência. Posto isso, cabe observar que não existe óbice legal à lavratura dos Autos de Infração em tela, decorrente de pendência de decisão definitiva quanto à exclusão do contribuinte do SIMPLES NACIONAL. (...) Fl. 1203DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/201129 Resolução nº 2202000.752 S2C2T2 Fl. 1.204 5 Cabe observar, no entanto, que, logicamente, a exigibilidade dos tributos lançados de ofício será afetada pelo resultado do julgamento do ato administrativo que formalizou a exclusão da pessoa jurídica do SIMPLES NACIONAL (processo n.° 13971.721749/201110), e, justamente por isso, o processo em tela deve ser apreciado conjuntamente com este último ou posteriormente ao mesmo. (...) (Grifouse) Em consulta ao sistema eProcesso, constatouse que o processo nº 13971.721749/201110, em que se discute a exclusão do Simples, está no CARF para julgamento de recurso voluntário. Por certo, embora não haja óbice para a lavratura de autuações que exijam o tributo nessa situação (Súmula CARF nº 77), o eventual sucesso do contribuinte no processo administrativo em que busca permanecer no Simples acarretará o cancelamento da exigência fiscal. Portanto, é pacífico que este processo de débito é decorrente do processo em que se discute a exclusão do Simples (nº 13971.721749/201110). De se ressaltar que a exclusão da empresa do regime do Simples é matéria de competência da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09/06/: Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: (...) V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) e ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (Simples Nacional); (...) (Grifouse) O referido Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015 e alterações posteriores, também prevê a vinculação dos processos decorrentes; e, se estes se encontrarem em Seções distintas do CARF, estipula a conversão do julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, nos seguintes termos: Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: (...) Fl. 1204DF CARF MF Original Processo nº 13971.721810/201129 Resolução nº 2202000.752 S2C2T2 Fl. 1.205 6 II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e (...) § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. (...) (Grifouse) Assim, diante do exposto, voto por CONVERTER o julgamento EM DILIGÊNCIA, para determinar a vinculação destes autos ao processo nº 13971.721749/2011 10 (principal) e o sobrestamento do julgamento na 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. (Assinado digitalmente) Rosemary Figueiroa Augusto Relatora Fl. 1205DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10983.901642/2006-69
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/1999 a 30/06/1999
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DESCABIMENTO.
Devem ser rejeitados embargos de declaração contra acórdão que, tendo enfrentado a matéria declarada como omitida, se destinem a modificar o julgado.
Numero da decisão: 3803-002.825
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos declaratórios da Contribuinte, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/1999 a 30/06/1999 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DESCABIMENTO. Devem ser rejeitados embargos de declaração contra acórdão que, tendo enfrentado a matéria declarada como omitida, se destinem a modificar o julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em rejeitar os embargos declaratórios da Contribuinte, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 145DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Trata o presente de embargos de declaração opostos ao Acórdão de nº 3803 000.079, de 11 de agosto de 2009, proferido por esta 3ª Turma Especial da Terceira Seção, fls. 87 a 89, que negou provimento ao recurso voluntário, com fulcro no art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, nos termos da petição anexa. Ciente do acórdão em 15 de abril de 2010, a interessada apresentou estes embargos em 20 de abril de 2010. Na espécie, a matéria envolve o reconhecimento do direito à exclusão da base de cálculo dos valores de outras receitas, em razão da declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98. Os embargos declaratórios inquinam de omisso o acórdão embargado, por não se ter manifestado acerca da aplicação de diversos dispositivos da Constituição Federal e outros legais, quais sejam: a) do art. 150 inciso III, alínea "b" e inciso I; art. 170, inciso IV; art. 195, inciso I e § 6° e art. 246 da Constituição Federal, de 1988; b) do art. 97, inciso IV e § 1° e art. 170 do CTN; c) da aplicação do artigo 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 1991 18 de 10 de junho de 2000; artigo 2° da Lei Complementar 70/91 e artigos 2° e 3°, § 2° e inciso III da Lei 9.718/98. d) da aplicação do artigo 39, § 4° da Lei 9.250/95; da Lei 9.715/98; das Leis 10.437/02 e Lei 10.833/03. É o relatório. Voto Conselheiro relator Belchior Melo de Sousa Os embargos atendem os pressupostos de admissibilidade, porquanto empunha o argumento de omissão da decisão embargada, portanto deles conheço. Destaco, inicialmente, dos dispositivos aqueles acerca dos quais a Interessada não discorreu no recurso voluntário:arts. 170, IV, 195, I, e 246, da CF/88, e 170 do CTN. Em seus embargos a Embargante não argumenta nem esclarece sobre a pertinência que o art. 1501, incisos I e III, “b” teriam diretamente com a matéria abordada no acórdão, pretendendo que esses arrazoados fossem colhidos no recurso voluntário. 1 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; [...] III cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; Fl. 146DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10983.901642/200669 Acórdão n.º 3803002.825 S3TE03 Fl. 73 3 Do recurso extraise sua exposição acerca do art. 150, I, mencionando que “o art. 3º § 2º, III, da Lei nº 9.718/98 delimitou a base de cálculo para o PIS e a COFINS, não podendo, de forma alguma, quaisquer regulamentações que se lhe seguissem, alterar esta base de cálculo legalmente estabelecida.”, e o descumprimento da anterioridade nonagesimal, prevista no art. 150, III, “b”, comando reinserido no art. 195, § 6º, da CF/88. Corrijase a afirmação da Embargante quanto a ser todo o art. 3º, § 1º e § 2º, incisos I, II e III, que delimitam a base de cálculo, não apenas o dispositivo alvo da presente disputa, conforme citou. O art. 150, I, está regulamentado pelo art. 97, do CTN, recepcionado que foi pela Carta Magna. E o seu inciso IV trata especificamente da base de cálculo dos tributos. O art. 47, inciso IV, alínea "b" da Medida Provisória 199118, de 10 de junho de 2000, revogou a disposição do art. 3º, § 2º, III, da Lei nº 9.718/98. A decisão em processo, seja judicial ou administrativo, não precisa abordar todos os pontos da defesa para que seja reputada completa, bastando, neste caso, que não descumpra a exigência legal de motivála com indicação dos fundamentos jurídicos em que se baseou, em cumprimento do art. 50 da Lei nº 9.784/992 O acórdão embargado mencionou expressamente o texto legal que fixou o direito subjetivo de exclusão da base de cálculo das contribuições dos ingressos que computados como receita fossem transferidos para terceiros. E destacou a força legal da restrição que o mesmo dispositivo consignou na parte final do comando, asseverando, por esse fato, que a norma não era autoaplicável e as razões de não sêlo. Evocou, como lastro do entendimento a decisão do Superior Tribunal de Justiça no REsp 445.452, Rel. Min. José Delgado, DJ de 10/03/2003, por sua vez fulcrado em diversos precedentes daquela Corte. A decisão colacionada aborda a não violação do art. 97, IV, do CTN, portanto, enquanto norma regulamentadora do art. 150, I, este, implicitamente, esteve considerado no fundamento, bem como a legitimidade de o Poder Executivo, por meio da MP 199118, art. 47, IV, “b”, revogar a disposição do art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98. Ao final, o acórdão, abraçando as mesmas razões de decidir afirma ser a exposição do acórdão naquele recurso especial o melhor entendimento a ser dado à norma do art. 3º, 2º, III, da Lei nº 9.718/98, que existente, vigente e válida, não pode produzir os efeitos para os quais estava modelada, pela eficácia que haveria de lhe dar a sua regulamentação pelo Poder Executivo, sem que isso representasse estar esse Poder a legislar sobre base de cálculo. Logo, os fundamentos legais a motivar a decisão foram adequadamente enfrentados pelo acórdão embargado, não se configurando nele a omissão inquinada. Pelo exposto, voto por rejeitar os embargos. 2 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; Fl. 147DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Sala das sessões, 25 de abril de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 148DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10983.901642/200669 Acórdão n.º 3803002.825 S3TE03 Fl. 74 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10983.901642/200669 Interessada: VIDRES DO BRASIL LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.825, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 149DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17345.K06G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012 12:15:56. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 02/05/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 30/04/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0420.17345.K06G Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 6574FA17125398ED8809135C6B5F0948D22D2939 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10983.901642/2006-69. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13896.721532/2015-83
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Dec 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Feb 27 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2014
DEDUÇÃO INDEVIDA -DESPESA MÉDICA - DOCUMENTAÇÃO HÁBIL
As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99).
Numero da decisão: 2002-007.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Diogo Cristian Denny - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sateles, Thiago Duca Amoni, Diogo Cristian Denny (Presidente).
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 DEDUÇÃO INDEVIDA -DESPESA MÉDICA - DOCUMENTAÇÃO HÁBIL As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sateles, Thiago Duca Amoni, Diogo Cristian Denny (Presidente).
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Diogo Cristian Denny - Presidente (documento assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator(a) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcelo de Sousa Sateles, Thiago Duca Amoni, Diogo Cristian Denny (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra o contribuinte foi lavrada notificação (fls.20 a 24) relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, ano-calendário 2013, para apurar imposto suplementar de R$7318,11, acrescido de multa de ofício de 75% e juros legais. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 72 15 32 /2 01 5- 83 Fl. 132DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal foi apurada dedução indevida de despesas médicas no valor de R$36.103,92 referente ao plano de saúde Amil, em nome da pessoa jurídica Claudio Guimarães Nembri Assessoria, por falta de comprovação da transferência do ônus financeiro . O contribuinte alega que utiliza o plano de saúde de sua empresa mas que a despesas referente ao Plano são pagas por ele pessoa física, conforme extratos bancários anexados e declaração emitida pelo Técnico de Contabilidade (fl.5) na qual menciona que a empresa não se utilizou dos valores pagos a título de plano de saúde para abatimentos fiscais. . A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EMENTA. Acórdão não sujeito à ementa, nos termos do art. 2º da Portaria RFB nº 2.724, de 27 de setembro de 2017. Cientificado da decisão de primeira instância em 22/11/2019, o sujeito passivo interpôs, em 19/12/2019, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que: a) as despesas médicas com plano de saúde foram efetivamente pagas, conforme documentos juntados aos autos. É o relatório. Voto Conselheiro(a) Thiago Duca Amoni - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Da dedução de despesas médicas As despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, seja para tratamento do próprio contribuinte ou de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas, conforme artigo 8º da Lei nº 9.250/95 e artigo 80 do Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda/ (RIR/99): Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: I - de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Fl. 133DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). §1ºO disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º): I- aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II- restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III- limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. O trecho em destaque é claro quanto a idoneidade de recibos e notas fiscais, desde que preenchidos os requisitos legais, como meios de comprovação da prestação de serviço de saúde tomado pelo contribuinte e capaz de ensejar a dedução da despesa do montante de IRPF devido, quando da apresentação de sua DAA. O dispositivo em comento vai além, permitindo ainda que, caso o contribuinte tomador do serviço, por qualquer motivo, não possua o recibo emitido pelo profissional, a comprovação do pagamento seja feita por cheque nominativo ou extratos de conta vinculados a alguma instituição financeira. Assim, como fonte primária da comprovação da despesa temos o recibo e a nota fiscal emitidos pelo prestador de serviço, desde que atendidos os requisitos legais. Na falta destes, pode, o contribuinte, valer-se de outros meios de prova. Ademais, o Fisco tem a sua disposição outros instrumentos para realizar o cruzamento de dados das partes contratantes, devendo prevalecer a boa-fé do contribuinte. Nesta linha, no acórdão 2001-000.388, de relatoria do Conselheiro deste CARF José Alfredo Duarte Filho, temos: (...) No que se refere às despesas médicas a divergência é de natureza interpretativa da legislação quanto à observância maior ou menor da exigência de formalidade da legislação tributária que rege o fulcro do objeto da lide. O que se evidencia com facilidade de visualização é que de um lado há o rigor no procedimento fiscalizador da autoridade tributante, e de outro, a busca do direito, pela contribuinte, de ver reconhecido o atendimento da exigência fiscal no estrito dizer da lei, rejeitando a alegada prerrogativa do fisco de convencimento subjetivo quanto à validade cabal do documento comprobatório, quando se trata tão somente da apresentação da nota fiscal ou do recibo da prestação de serviço. O texto base que define o direito da dedução do imposto e a correspondente comprovação para efeito da obtenção do benefício está contido no inciso II, alínea “a” e no § 2º, do art. 8º, da Lei nº 9.250/95, regulamentados nos parágrafos e incisos do art. 80 do Decreto nº 3.000/99 – RIR/99, em especial no que segue: Fl. 134DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Lei nº 9.250/95. (...) É clara a disposição de que a exigência da legislação especificada aponta para o comprovante de pagamento originário da operação, corriqueiro e usual, assim entendido como o recibo ou a nota fiscal de prestação de serviço, que deverá contar com as informações exigidas para identificação, de quem paga e de quem recebe o valor, sendo que, por óbvio, visa controlar se o recebedor oferecerá à tributação o referido valor como remuneração. A lógica da exigência coloca em evidência a figura de quem fornece o comprovante identificado e assinado, colocando-o na condição de tributado na outra ponta da relação fiscal correspondente (dedução tributação). Ou seja: para cada dedução haverá um oferecimento à tributação pelo fornecedor do comprovante. Quem recebe o valor tem a obrigação de oferecê-lo à tributação e pagar o imposto correspondente e, quem paga os honorários tem o direito ao benefício fiscal do abatimento na apuração do imposto. Simples assim, por se tratar de uma ação de pagamento e recebimento de valor numa relação de prestação de serviço. Ocorre, neste caso, uma correspondência de resultados de obrigação e direito, gerados nessa relação, de modo que o contribuinte que tem o direito da dedução fica legalmente habilitado ao benefício fiscal porque de posse do documento comprobatório que lhe dá a oportunidade do desconto na apuração do tributo, confiante que a outra parte se quedará obrigada ao oferecimento à tributação do valor correspondente. Some-se a isso a realidade de que o órgão fiscalizador tem plenas condições e pleno poder de fiscalização, na questão tributária, com absoluta facilidade de identificação, tão somente com a informação do CPF ou CNPJ, sobre a outra banda da relação pagador recebedor do valor da prestação de serviço. O dispositivo legal (inciso III, do § 1º, art. 80, Dec. 3.000/99) vai além no sentido de dar conforto ao pagador dos serviços prestados ao prever que no caso da falta da documentação, assim entendido como sendo o recibo ou nota fiscal de prestação de serviço, poderá a comprovação ser feita pela indicação de cheque nominativo pelo qual poderia ter sido efetuado o pagamento, seja por recusa da disponibilização do documento, seja por extravio, ou qualquer outro motivo, visto que pelas informações contidas no cheque pode o órgão fiscalizador confrontar o pagamento com o recebimento do valor correspondente. Além disso, é de conhecimento geral que o órgão tributante dispõe de meios e instrumentos para realizar o cruzamento de informações, controlar e fiscalizar o relacionamento financeiro entre contribuintes. O termo “podendo” do texto legal consiste numa facilitação de comprovação dada ao pagador e não uma obrigação de fazê-lo daquela forma." Ainda, há jurisprudência deste Conselho que corroboram com os fundamentos até então apresentados: Processo nº 16370.000399/200816 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2001000.387 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 18 de abril de 2018 Matéria IRPF DEDUÇÃO DESPESAS MÉDICAS Recorrente FLÁVIO JUN KAZUMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 Fl. 135DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 DESPESAS MÉDICAS GLOSADAS. DEDUÇÃO MEDIANTE RECIBOS. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS QUE JUSTIFIQUEM A INIDONEIDADE DOS COMPROVANTES. Recibos de despesas médicas têm força probante como comprovante para efeito de dedução do Imposto de Renda Pessoa Física. A glosa por recusa da aceitação dos recibos de despesas médicas, pela autoridade fiscal, deve estar sustentada em indícios consistentes e elementos que indiquem a falta de idoneidade do documento. A ausência de elementos que indique a falsidade ou incorreção dos recibos os torna válidos para comprovar as despesas médicas incorridas. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. RECONHECIMENTO DO DÉBITO. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. Processo nº 13830.000508/2009-23 Recurso nº 908.440 Voluntário Acórdão nº 2202-01.901 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2012 Matéria Despesas Médicas Recorrente MARLY CANTO DE GODOY PEREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2006 DESPESAS MÉDICAS. RECIBO. COMPROVAÇÃO. Recibos que contenham a indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem prestou os serviços são documentos hábeis, até prova em contrário, para justificar a dedução a título de despesas médicas autorizada pela legislação. Os recibos que não contemplem os requisitos previstos na legislação poderão ser aceitos para fins de dedução, desde que seja apresenta declaração complementando as informações neles ausentes. Às e-fls. 47 e seguintes, há farta documentação (declaração do plano de saúde, demonstração analítica de faturamento e extratos de movimentação bancária) anexada pelo contribuinte, contudo, referente a ano distinto da autuação (documentos 2014, autuação 2013) Por todo exposto, conheço do recurso voluntário para, no mérito, negar-lhe provimento. Thiago Duca Amoni - Relator Fl. 136DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2002-007.259 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13896.721532/2015-83 Fl. 137DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13411.000402/2005-37
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
RESSARCIMENTO DE IPI. PRODUTO FINAL CLASSIFICADO NA TIPI
COMO “NT”.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como “NT”, devendo-se aplicar no julgamento do conflito, sumariamente, a Súmula CARF nº 20.
Numero da decisão: 3803-002.837
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 RESSARCIMENTO DE IPI. PRODUTO FINAL CLASSIFICADO NA TIPI COMO “NT”. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como “NT”, devendo-se aplicar no julgamento do conflito, sumariamente, a Súmula CARF nº 20.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1493; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13411.000402/200537 Recurso nº 879.274 Voluntário Acórdão nº 3803002.837 – 3ª Turma Especial Sessão de 25 de abril de 2012 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente GESSO ITAJAÍ LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 RESSARCIMENTO DE IPI. PRODUTO FINAL CLASSIFICADO NA TIPI COMO “NT”. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como “NT”, devendose aplicar no julgamento do conflito, sumariamente, a Súmula CARF nº 20. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 190DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1122.321, de 20 de maio de 2008, da DRJRecife/PE, fls. 124 a 130, que negou procedência à manifestação de inconformidade. Tratam os autos do presente processo de Pedido Eletrônico de Ressarcimento fls. 54 a 68, por meio do qual a Interessada, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, apresenta créditos de IPI concernentes ao segundo trimestre de 2003 e declara compensação com débitos próprios de CSLL. Instrui o processo diligência fiscal, procedida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Petrolina/PE, para o fim de ser verificada a exatidão das informações prestadas, com seu resultado consignado no Termo de Informação Fiscal, fls. 84 a 86. Por meio do Despacho Decisório de fl. 91, aquela Delegacia não reconheceu o direito creditório da interessada e, por conseguinte, não homologou a compensação declarada sob o n° 17061.50365.140704.1.3.01199, fls. 55/64. Conforme consta do Parecer SORAT n° 27/2006, fls 88 a 90, os insumos tributados foram utilizados como material de embalagem, aplicados na industrialização de gesso moído e calcinado, com aceleradores ou retardadores, empregados na construção civil, produto classificado na TIPI sob o código 2520.10.19 e com a indicação NÃO TRIBUTADO, o que motivou o indeferimento do pleito. Em sua manifestação de inconformidade, de fls. 101 a 106, a Interessada arguiu, em síntese, que: a) a Lei n° 9.779/99 não faz qualquer restrição aos produtos NT, sendo exemplificativa a menção feita à aplicação dos insumos em produtos desonerados, envolvendo a idéia de abrangência a todos os produtos nessa situação (crédito acumulado de IPI, por impossibilidade de compensação); b) o impedimento dos produtos NT, que advém da Instrução Normativa SRF n° 33/99, extrapola seus poderes normativos, caracteriza contra mandamento constitucional, por estabelece restrição de direito não consubstanciada em lei formal, viola os princípios da legalidade, da nãocumulatividade e o próprio escopo das instruções normativas, qual seja, o de regulamentar e facilitar a aplicação da lei sem, contudo, inovála ou acrescentarlhe aspectos não existentes; c) a possibilidade de compensar créditos do IPI decorre do princípio da não cumulatividade prestigiado na Constituição Federal de 1988, sem qualquer restrição, sendo a Lei n° 9.779/99 apenas para regulamentar/declarar um direto já existente; Em julgamento da lide, a DRJ/Recife não apreciou os argumentos de cunho constitucional, seguindo determinação expressa do Parecer Normativo CST n.° 329/70. No tocante aos excertos de decisões judiciais e soluções de consulta da SRF aduziu que sua aplicação restringem às partes envolvidas. No mérito assentou que estando o produto elaborado pela solicitante fora da incidência do imposto, portanto produtos com notação na TIPI “NT”, devem os créditos do IPI auferidos pela aquisição de insumos neles empregados ser estornados, nos termos do § 3° do art. 2° da IN SRF n° 33/99, não sendo permitida a apropriação de crédito do imposto na sua aquisição dos quais resultem a elaboração de produtos nãotributáveis. Fl. 191DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13411.000402/200537 Acórdão n.º 3803002.837 S3TE03 Fl. 2 3 Cientificada da decisão em 11 de agosto de 2008, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 148/163, em 20 de agosto de 2008, em que reitera o mesmo argumento da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A recorrente tece seus argumentos sob o reconhecimento de que sua atividade não se encontra sob a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, dos quais pede ressarcimento do que incidira nas aquisições de insumos aplicados na na industrialização de gesso moído e calcinado. A exoneração tributária da produção desta recorrente do imposto em apreço é da espécie “NT”, muito embora formule sua defesa associandoa a isenção ou à alíquota zero, categorias sabidamente distintas daquela. Bem decidiu a DRJ/Recife, servindose de consistente argumento para sustentar a inaplicabilidade da técnica da não cumulatividade ao caso concreto, cimentando minudentemente os fundamentos de sua decisão, demonstrando a necessidade de que o produto seja considerado industrializado, segundo o conceito da legislação do IPI, e que resulte em tributação, ainda que à alíquota zero ou que seja produto isento. Assim, nada há a reformar no que expôs e dispôs. No âmbito deste Conselho, despiciendo, na matéria, contrapor os argumentos com que a Recorrente militou em ambas as instâncias, fazendo exegese do art. 11 da Lei nº 9.779/99, porquanto pacificada com a edição da Súmula CARF Nº 20: “Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT.”, que deve, sumariamente, ser aplicada. Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. Sala das sessões, 25 de abril de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 192DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13411.000402/200537 Interessada: GESSO ITAJAÍ LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.837, de 25 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 193DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP09.0420.17535.VQB9. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012 10:48:07. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 02/05/2012 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 01/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 09/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP09.0420.17535.VQB9 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D39B8CC2ADEFF0B6D0DC39BD2BD8C8BA056E1774 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13411.000402/2005-37. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 19647.015721/2007-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF.
CONFISSÃO DE DÍVIDA.
Não procede o lançamento de oficio de crédito tributário relativo a valores da contribuição para o PIS já declarados em DCTF e, portanto, já devidamente constituídos.
Numero da decisão: 3803-002.533
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Não procede o lançamento de oficio de crédito tributário relativo a valores da contribuição para o PIS já declarados em DCTF e, portanto, já devidamente constituídos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Presidente (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Trata o presente processo de auto de infração (fls. 3 a 8) em que se exige parcela da Contribuição para o PIS relativa a valores que haviam sido compensados com créditos de terceiros, compensação essa considerada não declarada por despacho da autoridade administrativa da repartição de origem, tendo sido realizado o lançamento de ofício, nos termos Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 2 consignados pela Fiscalização (fl. 6), relativamente às diferenças apuradas entre os valores levantados e aqueles informados em DCTF. Consta do Relatório de Fiscalização (fls. 11 a 19) que, da desconsideração da declaração de compensação, foram lançados autos de infração de IRPJ, CSLL, Cofins e PIS, todos decorrentes das divergências apuradas a partir do cruzamento de informações constantes da declaração de compensação, da escrituação e da DCTF. Lançouse, também, a multa isolada prevista no § 4º do art. 18 da Lei n° 10.833/2003, com a redação dada pelas Leis nº 11.054/2004 e 11.196/2005, pelo fato de a compensação pleiteada pelo contribuinte ter sido considerada não declarada. Cientificado da autuação, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 110 a 125) e requereu a declaração de nulidade do auto de infração ou de sua insubsistência, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) inexistência de diferença entre o que foi informado à Receita Federal e o escriturado nos livros fiscais, pelo fato de que os valores lançados já se encontravam devidamente inscritos em dívida ativa e, por conseguinte, inexistiria ausência ou insuficiência de pagamento; b) nulidade do lançamento fiscal quanto a aplicação da multa regulamentar, pelo fato de ter havido efetiva compensação. Caberia, no caso, a aplicação da multa por erro de preenchimento da DCTF e não a multa isolada de 75% sobre o valor do tributo; c) efeito confiscatório da penalidade imposta. A DRJ Recife/PE julgou o lançamento procedente (fls. 307 a 314), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. COMPENSAÇÃO—NÃO DECLARADA Será considerada nãodeclarada a compensação em que o crédito seja decorrente de ação judicial transitada em julgado, da qual a contribuinte autuada não participou. Neste caso, será efetuado o lançamento de oficio dos débitos nela indicados, por força do que dispõe o art. 74, § 13 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA ISOLADA. É cabível a exigência de multa isolada incidente sobre o valor do débito indevidamente compensado, quando a compensação for considerada não declarada, nas hipóteses do inciso 11 do § 12 do art. 74 da Lei n° 9.430/96. Independentemente, deve ser cobrada a multa de oficio incidente sobre o imposto apurado em procedimento de oficio. MULTA DE OFICIO. A multa a ser aplicada em procedimento exofficio é aquela prevista nas normas válidas e vigentes à época de constituição Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.015721/200721 Acórdão n.º 380302.533 S3TE03 Fl. 371 3 do respectivo crédito tributário, prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96. Lançamento Procedente Não satisfeito, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 319 a 338) e requer a declaração de improcedência do auto de infração, repisando os mesmos argumentos de defesa, sendo acrescentadas as alegações de ofensa aos princípios da tipicidade, da proporcionalidade e da razoabilidade e da existência de competência dos tribunais administrativos para apreciar a inconstitucionalidade de normas jurídicas. O Recorrente traz aos autos cópias das decisões da DRJ Recife/PE que julgaram como improcedentes os lançamentos de ofício, amparados nos mesmos fatos, relativos ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ (fls. 356 a 360) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL (fls. 362 a 366). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, controvertese nos autos acerca do lançamento de ofício da contribuição para o PIS que, segundo a autoridade autuante, decorrera de diferenças apuradas entre os valores levantados pela Fiscalização e aqueles informados em DCTF, e que, segundo o Recorrente, correspondem a valores já inscritos em dívida ativa e, portanto, já devidamente constituídos. Verificase que os autos de infração das contribuições sociais e do imposto de renda decorreram dos mesmos fatos, a saber, a desconsideração da declaração de compensação, em que se pleiteava a extinção de débitos da titularidade do Recorrente com créditos de terceiros. Em razão desse fato, poderseia argumentar que esta Turma, por força do contido no art. 2º, IV, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, deveria declinar da competência para julgamento do presente processo e encaminhálo à 1ª Seção do CARF, por se referir aos mesmos fatos que ensejaram o lançamento de ofício do IRPJ. Contudo, conforme consta da cópia da decisão da DRJ Recife/PE acostada aos autos pelo Recorrente (fls. 356 a 360), o lançamento de ofício do IRPJ foi considerado improcedente, em razão do fato de que os débitos já se encontravam declarados em DCTF e, portanto, constituídos de forma irretratável, já tendo sido, inclusive, remetidos à PGFN para inscrição em Divida Ativa da União. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 4 Por se tratar de lançamento de ofício de valor ínfimo (R$ 3.177,96), o resultado do julgamento da DRJ Recife/PE, desfavorável à Fazenda Nacional, não ensejou a remessa necessária para julgamento na segunda instância administrativa. De acordo com consulta ao sistema Comprot no sítio da Receita Federal na internet, o processo administrativo nº 19647.015718/200716, referente ao mencionado lançamento de ofício do IRPJ, já se encontra arquivado desde o dia 28 de agosto de 2009. Nesse contexo, não se vislumbra justificativa plausível para a remessa destes autos para julgamento na 1ª Seção deste Conselho, uma vez que o auto de infração do IRPJ, que provocaria a movimentação destes autos nos termos do art. 2º, VI, do Anexo II do RI/CARF, não foi e não será apreciado naquela Seção, por já se encontrar, com a decisão da DRJ favorável ao contribuinte, definitivamente resolvido na esfera administrativa. Quanto à preliminar arguída pelo Recorrente de ofensa a princípios constitucionais, há que se ressaltar, de pronto, que, nos termos da súmula CARF nº 2, este Colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. No mérito, constatase, assim como ocorreu em relação aos lançamentos de ofício do IRPJ e da CSLL, que os valores da contribuição para o PIS lançados neste processo correspondem, quase que em sua totalidade, aos já inscritos em dívida ativa, conforme consta do Resultado da Consulta de Inscrição presente às fl. 199. Na descrição dos fatos do auto de infração relativo à contribuição para o PIS (fls. 6 a 7), a Fiscalização informa os seguintes valores: Período Dec.de Comp./Escrit. DCTF Diferença a lançar Jan 2003 1.771,59 1.489,85 281,74 Fev 2003 180,47 18,60 161,87 Mar 2003 817,05 592,40 224,65 De acordo com tais valores, foram lançadas as diferenças acima apontadas que, segundo a Fiscalização, corresponderiam às divergências apuradas entre os valores declarados em DCTF e aqueles presentes na declaração de compensação e na escrituação da pessoa jurídica. No Resultado da Consulta de Inscrição (fl. 199), é informado que os valores originários da contribuição devidos nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2003, respectivamente de R$ 1,771,59, R$ 109,10 e R$ 817,05, já se encontram inscritos em dívida ativa e, portanto, definitivamente constituídos, não reclamando, por conseguinte, por lançamento de ofício. Verificase que, somente em relação à contribuição devida no mês de fevereiro de 2003, há uma diferença entre o valor apurado pela Fiscalização (R$ 180,47) e aquele inscrito em dívida ativa (R$ 109,10), o que ensejaria o lançamento de ofício de uma diferença de R$ 71,37 e não de R$ 161,87. No entanto, consta do Termo de Intimação presente à fl. 182, emitido em 16/08/2005, que o Recorrente havia sido intimado a recolher aos cofres da União os valores declarados em DCTF e não quitados que correspondem, no que tange à contribuição para o Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 19647.015721/200721 Acórdão n.º 380302.533 S3TE03 Fl. 372 5 PIS, a R$ 1.771,59, R$ 212,84 e R$ 817,05, referentes, respectivamente, aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2003. Nesse contexo, é possível inferir que, diferentemente do alegado pela autoridade autuante, os valores apurados correspondem, ou exatamente ou em menor valor, aos valores declarados pelo sujeito passivo em DCTF e, portanto, tratandose de débitos tributários já confessados e definitivamente constituídos. É relevante destacar que o próprio agente autuante noticia, na descrição dos fatos do auto de infração, que os débitos informados pelo contribuinte na declaração de compensação, esta considerada não formulada, se referiam a débitos já inscritos em dívida ativa e, portanto, já constituídos (fl. 6). Dessa forma, os débitos já declarados em DCTF encontramse definitivamente constituídos, configurandose, caso não quitados, em instrumento hábil e suficiente à inscrição em Dívida Ativa, não cabendo lançamento de oficio do respectivo crédito tributário. Portanto, voto por PROVER o recurso, pelo fato de se referir o auto de infração a valores já declarados e, por conseguinte, já definitivamente constituídos. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 19647.015721/200721 Interessada: CDM ENGENHARIA LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380302.533, de 16 de fevereiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 16 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 6DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 28/02/2012 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 18186.721733/2011-87
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 20 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Feb 10 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2007
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO.
São dedutíveis os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que devidamente comprovados. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, ou ainda com documentação correlata pertinente, esclarecendo o efetivo dispêndio correlato. Falta de comprovação do efetivo pagamento com documentação pertinente.
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. SUMULA CARF 180.
Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios.
Numero da decisão: 2003-004.623
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencido o conselheiro Wilderson Botto, que dava provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Chiavegatto de Lima - Relator(a)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente).
Nome do relator: RICARDO CHIAVEGATTO DE LIMA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2007 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. São dedutíveis os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que devidamente comprovados. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, ou ainda com documentação correlata pertinente, esclarecendo o efetivo dispêndio correlato. Falta de comprovação do efetivo pagamento com documentação pertinente. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. SUMULA CARF 180. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios.
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IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. São dedutíveis os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, desde que devidamente comprovados. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação idônea que indique o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu, ou ainda com documentação correlata pertinente, esclarecendo o efetivo dispêndio correlato. Falta de comprovação do efetivo pagamento com documentação pertinente. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PAGAMENTO. SUMULA CARF 180. Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencido o conselheiro Wilderson Botto, que dava provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima - Relator(a) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 6. 72 17 33 /2 01 1- 87 Fl. 81DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ricardo Chiavegatto de Lima, Wilderson Botto, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 51 e ss.), interposto contra o Acórdão de Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (e-fls. 41 e ss.) que considerou, por unanimidade de votos, improcedente a Impugnação do contribuinte apresentada diante de Notificação de Lançamento (e-fls. 6 e ss.), lavrada pela constatação de Dedução Indevida de Despesas Médicas. Por retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra a contribuinte acima identificada, foi lavrada a notificação de lançamento de fl. 06, em 23/05/2011, relativa ao imposto sobre a renda das pessoas físicas do ano- calendário 2007, onde foi considerada indevida a dedução de R$ 5.000,00, a título de despesas médicas. A fiscalização explica que a contribuinte não apresentou a prova do efetivo pagamento ou utilização dos serviços prestados. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou, em 28/06/2011, a impugnação de fls. 02 a 05, alegando em suma, que: 1 - efetivamente socorreu-se dos serviços profissionais declarados e desconhece qualquer irregularidade dos recibos apresentados; 2 - preenchendo todos os requisitos legais, os recibos são provas hábeis para comprovar os dispêndios com despesas médicas, conforme jurisprudência administrativa; 3 - protesta pela produção de todas as provas hábeis em direito permitidas, em qualquer limitação, especialmente pelo depoimento pessoal da impugnante. A decisão de primeira instância manteve o lançamento do crédito tributário exigido, encontrando-se assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2007 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. EFETIVO PAGAMENTO. Tendo a autoridade fiscal efetuado a glosa de despesas médicas por não comprovação do efetivo pagamento, não há justificativa para seu restabelecimento sem confirmação do desembolso na fase impugnatória. Cientificado da decisão de primeira instância em 24/11/2015 (e-fls. 49), o sujeito passivo interpôs, em 14/12/2015 (e-fls. 51), Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que pagamentos realizados em moeda, devidamente comprovados com os recibos juntados, que preenchem todos os requisitos legais de validade, com descrição dos serviços prestados, valor expresso e identificação do profissional prestador do serviço, cumprem com os requisitos legais e são hábeis a comprovar as despesas médicas (prestação dos serviços e efetivo pagamento). É o relatório. Fl. 82DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Voto Conselheiro(a) Ricardo Chiavegatto De Lima - Relator(a) O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço O litígio recai sobre glosa de dedução indevida de despesas médicas no valor de R$5.000,00. De antemão, verifica-se que os argumentos preliminares fundem-se claramente aos meritórios, estes são amplificadores daqueles, e todos tendo sido apresentados de forma amplamente correlacionada. Desta forma, serão todos analisados em conjunto. Quanto à dedução despesas médicas, são dedutíveis da base de cálculo do IRPF os pagamentos efetuados pelos contribuintes a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados. No que tange à comprovação, a dedução a título de despesas médicas é condicionada ainda ao atendimento de algumas formalidades legais: os pagamentos devem ser especificados e comprovados com documentos originais que indiquem nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de quem os recebeu (art. 8º, § 2º, inc. III, da Lei 9.250, de 1995). Esta norma, no entanto, não dá aos recibos valor probante absoluto, ainda que atendidas todas as formalidades legais. A apresentação de recibos de pagamento com nome e CPF do emitente têm potencialidade probatória relativa, não impedindo a autoridade fiscal de coletar outros elementos de prova com o objetivo de formar convencimento a respeito da existência da despesa e da prestação do serviço. No caso das deduções do Imposto de Renda Pessoa Física, o ônus da prova é do contribuinte, que é quem se beneficia da redução da base de cálculo do imposto, e, não o fazendo, deve este assumir as consequências legais, resultando no não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. O ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto a determinado fato questionado Nesse sentido, o artigo 73, caput e § 1º do RIR/1999, autoriza a fiscalização a exigir provas complementares se existirem dúvidas quanto à existência efetiva das deduções declaradas. Ou seja, com isso o legislador deslocou para o contribuinte o ônus probatório, uma vez que ele pode ser instado a comprovar ou justificar suas deduções. Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte. (Decreto-lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º. (Grifei). Nos presentes autos, verifica-se que foi solicitada a comprovação efetiva dos dispêndios realizados, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal da Notificação de Lançamento (e-fl. 11) e Termo de Intimação Fiscal de 22/02/2011(e-fls. 13 e ss.). A ausência de comprovação do efetivo pagamento ora caracteriza-se como ponto fulcral motivador do lançamento, mas o interessado não desincumbiu-se de tal obrigação Fl. 83DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 ao longo de toda a lide. Embora até procure suprir a efetiva comprovação dos pagamentos através de simples apresentação de recibos e de declarações dos profissionais envolvidos, tais peças não são documentos suficientes e hábeis para tal intento. Alega o interessado que teria pago os profissionais através da utilização de dinheiro em espécie, mas embora não haja nenhum impeditivo legal para que se proceda dessa forma, se revela de difícil comprovação, principalmente perante o Fisco que a exige fundada em documentos, os quais não foram apresentados pelo interessado. Junto ao recurso, trouxe o interessado declarações, fornecidas pelas profissionais, no intuito de ratificar as deduções. Ocorre que as declarações têm natureza de documentos particulares e, como tal, não comprovam por si sós o fato declarado, cabendo ao interessado na sua veracidade o ônus de provar o fato . Nesse mesmo sentido, têm-se que as declarações presumem-se verdadeiras apenas em relação ao signatário; quando enunciam o recebimento de um crédito fazem prova apenas contra quem os escreveu; e valem somente entre as partes nele consignadas, não em relação a terceiros, estranhos ao ato, no caso a RFB. Para a comprovação da efetividade dos pagamentos sugere-se: cópias de cheques fornecidas pela instituição bancária, comprovantes de depósitos na conta do prestador dos serviços, comprovantes de transferências eletrônicas de fundos, transferências interbancárias, comprovantes de transmissão de ordens de pagamentos, e, no caso de pagamentos efetuados em dinheiro, extratos bancários que demonstrem a realização de saques em datas e valores coincidentes ou aproximados aos pagamentos em questão, podendo também o interessado apresentar outros que julgar convenientes, desde que surtam os devidos efeitos legais. Impende, neste momento, a citação da recentíssima Sumula deste Egrégio Conselho, de número 180, de cristalino enunciado para esclarecimento final da questão: Súmula CARF nº 180 Aprovada pela 2ª Turma da CSRF em sessão de 06/08/2021 – vigência em 16/08/2021 Para fins de comprovação de despesas médicas, a apresentação de recibos não exclui a possibilidade de exigência de elementos comprobatórios adicionais. Acórdãos Precedentes: 9202-007.803, 9202-007.891, 9202-008.004, 9202-008.063, 9202-008.311, 2202-005.320, 2301-006.449, 2301-006.652, 2202-005.318, 2202- 005.838, 2401-007.368 e 2401-007.393. Mantém-se assim integralmente a glosa a título de despesas médicas no valor de R$5.000,00. Verifica-se portanto que, apreciados e afastados todos os argumentos apresentados pelo contribuinte, não há motivo para retificação da Decisão a quo devidamente proferida. Dispositivo Isso posto, voto em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ricardo Chiavegatto de Lima Fl. 84DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2003-004.623 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 18186.721733/2011-87 Fl. 85DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13839.905429/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-calendário: 2002
Ementa: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO NÃO CONFIRMADO.
Não se homologa a compensação quando não for localizado o recolhimento declarado como origem do crédito . Havendo insuficiência de crédito, há que ser mantido o Despacho Decisório emitido pela unidade de origem.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.504
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO ALFREDO E. FERREIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO NÃO CONFIRMADO. Não se homologa a compensação quando não for localizado o recolhimento declarado como origem do crédito . Havendo insuficiência de crédito, há que ser mantido o Despacho Decisório emitido pela unidade de origem. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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PAGAMENTO NÃO CONFIRMADO. Não se homologa a compensação quando não for localizado o recolhimento declarado como origem do crédito . Havendo insuficiência de crédito, há que ser mantido o Despacho Decisório emitido pela unidade de origem. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Fl. 56DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Tratase de Pedido de Compensação, transmitido em 15/04/2005, no valor original de R$ 278.037,71, no qual busca o contribuinte compensar crédito de Pis/Pasep oriundo de pagamento a maior ou indevido com débito da mesma contribuição social. A DRF em Jundiaí não homologou a compensação sob o fundamento de que não foi confirmada a existência do crédito informado pois o DARF informado no pedido de compensação não foi localizado no sistema da RFB. Após ciência (29/04/2009), o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 05/05/2009, na qual narra a origem do crédito alegado, lembra o histórico da legislação atinente ao Pis/Pasep, mormente a declaração de inconstitucionalidade dos indigitados DecretosLeis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988, no qual se fundamenta o pagamento a maior ou indevido, e defende o prazo decadencial de 10 anos para o pleito da diferença. Em análise, a DRJ em Campinas manteve o Despacho Decisório por entender correta a decisão que não homologou a compensação sob o fundamento de inexistência de crédito por não localizar o pagamento informado pela interessada junto ao sistema da Receita Federal. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO:CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário:2004 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INEXISTENTE. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, tendo em vista a não localização do recolhimento alegado como origem do crédito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Após ciência em 06/06/2011, apresentou Recurso Voluntário em 06/07/2011, no qual alega que: a) o crédito tem origem no processo administrativo nº 13837.000138/200531; b) após instaurado o processo de restituição o contribuinte procedeu à compensação do crédito conforme pedido que embasa o presente processo. A decisão sobre a matéria depende do encerramento do processo nº 13837.000138/200531; c) tece considerações acerca do direito à compensação; d) desde o advento da Lei nº 8.383/91 o contribuinte pode realizada compensações sponte propria ou ex voluntate. Ao final, pleiteia o recebimento do recurso e a homologação da compensação levada à efeito por este. Fl. 57DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13839.905429/200921 Acórdão n.º 3803002.504 S3TE03 Fl. 2 3 Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Inicialmente, cumpre pontuar que o instituto da compensação tributária é regulamentado pela Lei nº 9.430/96, a qual preceitua que o sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por esta. 1 É cediço que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados2. Por outro lado, a compensação de tributos, nos dizeres do art. 156 do Código Tributário Nacional – CTN e parágrafo 2º, do art.74, da Lei nº 9.430/96, é meio hábil para extinguir o crédito tributário desde que seja ulteriormente homologada pela Receita Federal do Brasil. No caso em comento, a ora Recorrente transmitiu Dcomp buscando o indébito do valor pago indevidamente a título de contribuição para o Pis, dando azo à instauração do Processo Administrativo Fiscal nº 13837.000138/200531. Conforme se depreende da leitura dos autos, tal pagamento teria sido efetuado pela contribuinte no período de fevereiro de 1996 a julho de 1998 e deveuse à declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal dos Decretos nº 2.445/88 e 2.449/88. Ocorre que o DARF vinculado pelo sujeito passivo no Per/Dcomp nº 38599.03066.150405.1.3.044671 não foi localizado nos sistemas da Receita Federal pelo auditor fiscal autuante, de maneira que a existência do direito creditório anunciado – fundamento fático e jurídico de toda compensação não pôde ser comprovada. Ora, é imprescindível o encontro de contas entre o contribuinte e a administração fazendária para que seja homologada a compensação. Cristalina é a legislação ao apontar que somente haverá a extinção do crédito tributário do contribuinte quando a Receita Federal constatar a existência de créditos aptos a quitar os débitos contraídos pelo sujeito passivo. Se não há pagamento indevido, não há o que ser homologado e, conseqüentemente, correto foi o posicionamento adotado pela autoridade fiscal em seu Despacho Decisório. 1 Art. 74 da Lei nº 9.430/96 com redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002. 2 § 6º, do art. 74, da Lei nº 9.430/96, incluído pela Lei nº 10.833, de 2003. Fl. 58DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Em sua peça recursal aventa a contribuinte que deverá esta Turma aguardar o encerramento do processo nº 13837.000138/200531, já que inconcebível o entendimento em testilha. Não há como acatar o apelo. Ainda que o trâmite processual referente ao processo nº 13837.000138/200531 não tenha se encerrado, o julgamento daquele processo não influi neste, tendo em vista que o direito creditório aqui discutido é inexistente, posto que o pagamento consubstanciado no documento de arrecadação indicado pelo sujeito passivo como origem do crédito não foi localizado. Há que se salientar, ainda, que oportunizando o princípio da verdade material, diligenciou o relator do acórdão hostilizado junto à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas e a este Conselho, tendo verificado a existência de decisão de primeira e segunda instância desfavoráveis ao contribuinte (cópias anexas). Assim, traslado o relato para melhor entendimento: Não obstante, é ainda importante assinalar que, mesmo que se admita que o direito creditório aproveitado na DCOMP teria origem no alegado processo administrativo nº 13837.000138/200531– o que, repitase, não se verifica no documento de formalização da compensação, no qual foi indicada como fonte do crédito um pagamento inexistente –, não se poderia mudar a orientação do despacho decisório. Isto porque o direito de crédito que a contribuinte alega não foi reconhecido pela esfera administrativa, conforme decisão da 1ª Turma desta Delegacia de Julgamento, datada de 09 de outubro de 2007. Referida decisão foi confirmada pela 2ª Turma da Terceira Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme documentos anexados aos autos por este relator. Restou consignado que transcorreu o prazo prescricional de 05 anos, contados a partir da Resolução do Senado que suspendeu a vigência dos decretos já mencionados ou do pagamento a maior, para o contribuinte pleitear a repetição do indébito. Não trazendo, em contrapartida, quaisquer documentos que comprovem o efetivo pagamento indevido, mormente o DARF indicado na declaração de compensação, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário, mantendose integralmente a decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/CPS. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 59DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13839.905429/200921 Acórdão n.º 3803002.504 S3TE03 Fl. 3 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13839.905429/200921 Interessada: ATIBAIA PREFEITURA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.504, de 15 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 15 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 60DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP13.0420.14526.N3RF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012 17:06:44. Documento autenticado digitalmente por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 05/03/2012 e JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA em 02/03/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 13/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP13.0420.14526.N3RF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 79828EF431DCA5601E6E4A13F6C4F17A4C07516C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13839.905429/2009-21. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13830.901362/2010-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 20 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Feb 17 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. CONTROLES ELETRÔNICOS EFETIVADOS PELO SISTEMA PER/DCOMP DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL.
Tendo osistema eletrônico analisado as informações prestadas pelo declarante da compensação pleiteada, somente a Unidade da Secretaria da Receita Federal emissora do Despacho Decisório Eletrônico tem competência para se manifestar sobre aas informações prestadas pelo sistema.
Numero da decisão: 3301-012.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ari Vendramini - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes (Presidente), Ari Vendramini, Laercio Cruz Uliana Junior, José Adão Vitorino de Morais, Jucileia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe e Semíramis de Oliveira Duro. Ausente a Conselheira Sabrina Coutinho Barbosa, susbstituída pelo Conselheiro Mateus Soares de Oliveira.
Nome do relator: ARI VENDRAMINI
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. CONTROLES ELETRÔNICOS EFETIVADOS PELO SISTEMA PER/DCOMP DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. Tendo osistema eletrônico analisado as informações prestadas pelo declarante da compensação pleiteada, somente a Unidade da Secretaria da Receita Federal emissora do Despacho Decisório Eletrônico tem competência para se manifestar sobre aas informações prestadas pelo sistema. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antonio Marinho Nunes (Presidente), Ari Vendramini, Laercio Cruz Uliana Junior, José Adão Vitorino de Morais, Jucileia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe e Semíramis de Oliveira Duro. Ausente a Conselheira Sabrina Coutinho Barbosa, susbstituída pelo Conselheiro Mateus Soares de Oliveira. Relatório Por economia processual, e por bem sintetizar a demanda contida nos presentes autos, reproduzo o relatório componente do Acórdão DRJ/ RIBEIRÃO PRETO : Trata o presente de manifestação de inconformidade contra a decisão que não homologou a compensação declarada na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 90 13 62 /2 01 0- 79 Fl. 108DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 O crédito pleiteado, no valor de R$ 18.821,72 (dezoito mil, oitocentos e vinte e um reais, setenta e dois centavos), utilizado nas compensações, refere-se ao ressarcimento do saldo credor de IPI do 2º trimestre de 2006. Vinculadas ao crédito, foram apresentadas duas declarações de compensação: - DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162 (e-fls. 2/30) e - DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 (e-fls. 69/72). Segundo o despacho decisório não homologatório (e-fl. 31), o crédito pleiteado foi reconhecido integralmente, porém, suficiente apenas para homologar as compensações declaradas na DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162. Cientificada do despacho decisório em 15/10/2010, a interessada manifestou a sua inconformidade em 16/11/2010 (e-fls. 38/39). Em suma, alegou que os débitos declarados na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01- 0199 foram compensados com o crédito pleiteado no PER Residual nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886 (e-fls. 62/66). Neste PER Residual, teriam sido requeridos saldos residuais relativos aos 3º e 4º trimestres de 2005 e 1º, 2º e 4º trimestres de 2006. É o relatório do essencial. Examinando as razões da então manifestante, a DRJ/RIBEIRÃO PRETO decidiu indeferir o pleito, assim ementado seu Acórdão : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 Ementa: ACÓRDÃO COM VEDAÇÃO DE EMENTA Portaria RFB nº 2724, de 2017 Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Inconformada, a manifestante interpôs recurso voluntário, dirigido a este CARF, onde, em síntese, alega : Por despacho decisório de 05/10/2010 a compensação de créditos de IPI levada a efeito pelo sujeito passivo, ora recorrente, foi HOMOLOGADA PARCIALMENTE, decotando parte da compensação realizada por meio da PER/DCOMP, e realizando o lançamento definitivo do crédito ora em discussão. Em 16/11/2010 a Recorrente apresentou IMPUGNAÇÃO a referida decisão fazendária. Ocorre que a decisão da Delegacia de Julgamento foi proferida somente em 21/08/2018, conforme se observa do Acórdão ora vergastado. Ora, trata-se de matéria que sopitou por 08 anos nos escaninhos fazendários sem ser apreciada, o que causou sensível prejuízo ao contribuinte, pois basta verificar o montante de juros que irá se incorporar ao débito por conta da demora no julgamento. Porém, mais do que avolumar o montante, a demora no julgamento conduziu o débito em questão à prescrição, pois ex vi legis, a impugnação ou recurso administrativo NÃO INTERROMPE NEM SUSPENDE A PRESCRIÇÃO, que começa a fluir a partir da constituição definitiva do crédito, nos termos do art. 174, do CTN, e que por constituição definitiva deve se entender a notificação do sujeito passivo para pagar o tributo ou para impugná-lo, conforme dicção do art. 142 e 145, do C.T.N. Nesta mesma senda, a confirmar que a prescrição visa, acima de tudo, impedir que o credor eternize um crédito em suas mãos sem que promova a cobrança, veio a lume a Lei Federal n. 11.457/2007, que dispõe sobre a Administração Tributária Federal. Fl. 109DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Referida lei, em seu art. 24, traz norma cogente que impõe de forma obrigatória, um dever para a Administração Tributária Federal, para que profira decisões administrativas no prazo máximo de 360 dias. Afora a prescrição, o crédito tributário em questão foi atingido pela Decadência, haja vista que se trata de créditos supostamente devidos referentes ao 3° trimestre do ano de 2005, cuja constituição definitiva ocorreu somente em 15/10/2010, com a notificação do sujeito passivo. Destarte, tendo decorrido prazo superior a 05 anos entre o fato gerador e a constituição definitiva do crédito, de rigor é o reconhecimento da DECADÊNCIA. O crédito no valor de R$ 30.869,66, referente ao 2° trimestre de 2008 foi reconhecido como passível de ressarcimento quando da apresentação do Pedido de Compensação/Ressarcimento, e foi estornado em sua totalidade no livro de registro de IPI. O valor residual a ser considerado é de R$ 30.869,66, vez que a partir de 01/04/2007, para fazer a DCOMP de crédito de ressarcimento de IPI que já tenha sido objeto de uma Declaração de Compensação anterior caberia a contribuinte a demonstração de utilização parcial desses créditos, mediante elaboração de pedido eletrônico de ressarcimento residual o programa PER/DCOMP englobando todos os saldos residuais, para somente então, depois desse procedimento, fazer a declaração de compensação informando o número desse documento no campo próprio. Desse modo, tendo em vista que o reconhecimento do direito creditório pleiteado no 2° trimestre de 2006 no valor de R$ 24.178,94 foi homologado e devidamente estornado no livro de registro de IPI, não há se falar em saldo devedor a pagar. O saldo credor acumulado foi utilizado de conformidade com o art. 74, da Lei 9430/96, estando o valor residual devidamente demonstrado na DCOMP. O órgão fiscal não demonstrou a insuficiência de saldo credor a justificar a glosa efetuada, de modo que os créditos compensados são hígidos, devendo ser cancelados os débito ora apontados. Por todo o exposto, requer seja ACOLHIDA A ARGUIÇÃO DE PRESCRIÇÃO e/ou DECADÊNCIA com a consequente extinção do crédito ora em discussão, e no mérito, requer seja ACOLHIDO O PRESENTE RECURSO VOLUNTÁRIO, para cancelar o débito ora recorrido, forte nas razões acima expostas. É o relatório. Voto Conselheiro Ari Vendramini, Relator. O recurso voluntário atende aos pressupostos legais e requisitos formais para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Na realidade, o que a recorrente deseja é discutir a cobrança do débito declarado em Declaração de Compensação não homologada pelos sistema de controle da Secretaria da Receita Federal, não sendo este CARF o fórum competente para tal demanda, e sim a própria unidade da Receita Federal que gerou o Despacho Decisório Eletrônico. PRELIMINARES PRESCRIÇÃO/DECADÊNCIA DO DIREITO DE COBRAR/CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO Fl. 110DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Defende a recorrente que ocorreu ou a prescrição ou a decadência do direito de cobrança ou constituição do crédito tributário. Engana-se a recorrente, a compensação tributária está regrada no artigo 74 da Lei nº 9.430/1996 : Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1 o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pela sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados § 2 o A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. ................................................................ § 5 o O prazo para homologação da compensação declarada pela sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. O Pedido de Ressarcimento – PER, ao qual foram vinculadas as Declarações de Compensação objeto do Despacho Decisório (e-fls.31) é o de nº 30180.16048.200607.1.3.01-019, transmitido em 20/06/2007. A decisão administrativa obedeceu ao interregno legal determinado pelo § 5º do artigo 74 da Lei nº 9.430/1996, portanto não ocorreu nem prescrição nem decadência no presente caso. A recorrente confunde o instituto de constituição de crédito tributário por lançamento (Notificação de Lançamento ou Auto de Infração), regrados pelo Código Tributário Nacional com o instituto da compensação tributária, regrado pela Lei nº 9.430/1996. Fl. 111DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Rejeito a preliminar suscitada. MÉRITO No mérito, trata-se de inconformismo da recorrente quanto ao resultado apresentado pelo sistema de controle PER/DCOMP da Secretaria da Receita FVederal, que verifica e controle as restituições, os ressarcimentos e as compensações objeto de pedidos e declarações eletrônicas apresentadas. A recorrente não concorda com o resultado da análise que terminou com o Despacho Decisório Eletrônico. Neste particular, adoto, como razões de decidir, os dizeres do Ilustre Julgador da DRJ, que de forma didática explicou a análise efetivada pelo sistema da Secretaria da Receita Federal : O crédito pleiteado pela interessada, para utilização em compensações, refere-se ao ressarcimento do saldo credor de IPI relativo ao 2º trimestre de 2006. O crédito pleiteado (R$ 18.821,72) foi aproveitado em compensações declaradas na DCOMP nº 02899.07892.200509.1.7.01-1162. De acordo com a manifestante, haveria ainda R$ 5.357,22 de saldo credor remanescente, passível de ressarcimento, para o 2º trimestre de 2006. Este valor teria sido solicitado no PER Residual nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886, juntamente com o saldo residual de outros trimestres, conforme quadro abaixo: Fl. 112DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Desta forma, o total de R$ 30.869,66 seria utilizado na DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199, objeto da não homologação de que trata o presente processo. Examinando a DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 (e-fls. 69/72), verifica-se que esta foi vinculada ao PER/DCOMP nº 16831.75338.200607.1.1.01-0073. Por sua vez, este PER/DCOMP foi sucessivamente retificado (ver tela abaixo), tendo a última retificadora recebido o nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886. Ocorre que, consultando os sistemas de controle da RFB, verifica-se que a interessada recebeu intimação a respeito da DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199. Consta na intimação (e-fl. 73): O PER/DCOMP indica que o crédito foi informado em outro PER/DCOMP, mas o documento que demonstra o crédito informa crédito de período de apuração diferente. Período de apuração do PER/DCOMP em análise: 1º TRIMESTRE DE 2007 PER/DCOMP indicado: 16831.75338.200607.1.1.01-0073 PER/DCOMP com demonstrativo do crédito: 10992.52645.280706.1.3.01-0967 Período de apuração do PER/DCOMP com demonstrativo do crédito: 2º TRIMESTRE DE 2006 Fl. 113DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-012.277 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13830.901362/2010-79 Solicita-se apresentar PER/DCOMP retificador indicando corretamente o PER/DCOMP em que o crédito foi detalhado ou, sendo o caso, apresentando o demonstrativo do crédito. Não sendo retificado o PER/DCOMP, será considerado o período de apuração do PER/DCOMP indicado. Não tendo sido retificada, a DCOMP nº 30180.16048.200607.1.3.01-0199 foi vinculada ao 2º trimestre de 2006, em conformidade com o que estipulava a intimação. De qualquer maneira, ainda que tivesse sido vinculada ao trimestre do PER/DCOMP nº 16831.75338.200607.1.1.01-0073 (que foi retificada pelo PER/DCOMP nº 04246.85931.021008.1.5.01-2886), cujo crédito pleiteado é referente ao 3º trimestre de 2005, a DCOMP também não seria homologada, haja vista a insuficiência do crédito ali reconhecido (ver processo nº 13830.901365/2010-11). Portanto, o sistema apenas analisou as informações prestadas pela própria recorrente. Conclusão Diante de todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É o meu voto. (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini Fl. 114DF CARF MF Original
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