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Numero do processo: 11065.001642/2008-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007
PRELIMINAR.NULIDADE.INCOMPETÊNCIA.AUDITOR FISCAL.NÃO
RECONHECIMENTO.
O auditor fiscal designado para o cumprimento da ação fiscal não infringiu os limites determinados para a auditoria, motivo pelo qual não há o que se falar em causa de nulidade.
PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. PAGAMENTO A SEGURADOS. PRÊMIOS. HABITUALIDADE. VERBA SALARIAL. INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. VALOR ACRESCIDO DE MULTA E JUROS
COM BASE NA TAXA SELIC. ART.35 DA LEI N 8.212/91. OBSERVÂNCIA AO ART.106, INCISO II, ALÍNEA C DO CÓDIGO
TRIBUTÁRIO NACIONAL.
Na presente autuação, foi verificado que ocorreu o pagamento habitual, aos segurados da empresa, como contrapartida à assiduidade destes ao trabalho, revestindo-se tais verbas de caráter salarial, razão pela qual a contribuição social previdenciária incidirá com o recálculo da multa de mora e dos juros com base na taxa SELIC na forma do art.35 da Lei n 8.212/91, que foi alterado pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto ser observado o art.106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.457
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento a preliminar suscitada. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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O auditor fiscal designado para o cumprimento da ação fiscal não infringiu os limites determinados para a auditoria, motivo pelo qual não há o que se falar em causa de nulidade. PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. PAGAMENTO A SEGURADOS. PRÊMIOS. HABITUALIDADE. VERBA SALARIAL. INCIDÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. VALOR ACRESCIDO DE MULTA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC. ART.35 DA LEI N 8.212/91. OBSERVÂNCIA AO ART.106, INCISO II, ALÍNEA C DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. Na presente autuação, foi verificado que ocorreu o pagamento habitual, aos segurados da empresa, como contrapartida à assiduidade destes ao trabalho, revestindose tais verbas de caráter salarial, razão pela qual a contribuição social previdenciária incidirá com o recálculo da multa de mora e dos juros com base na taxa SELIC na forma do art.35 da Lei n 8.212/91, que foi alterado pela Lei n 11.941/2009, devendo, portanto ser observado o art.106, II, c do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento a preliminar suscitada. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei Fl. 1DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Eivanice Canário da Silva (suplente). Ausentes os conselheiros: Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 11065.001642/200853 Acórdão n.º 2403000.457 S2C4T3 Fl. 154 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.135 a 146 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre/RS (fls.128 a 131) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração de Obrigação Principal n 37.020.1299 no valor consolidado de R$ 66.070,70 (sessenta e seis mil, setenta reais e setenta centavos). Segundo o relatório fiscal às fls. 14 a 17, a cobrança referese à falta de recolhimento das contribuições sociais a cargo da empresa incidente sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, bem como aquela voltada para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados relativas ao período de 03/2007 a 12/2007. Ademais, o relatório atesta que os valores que não sofreram incidência das contribuições a cargo da empresa referemse a pagamentos efetuados com frequência aos seus segurados a título de prêmios, fornecidos através de ranchos de alimentação. Durante a ação fiscal, foi verificado que a empresa vinha remunerando seus segurados através de um prêmio denominado: PRÊMIO ASSIDUIDADE, o qual era pago aos funcionários que estivessem melhor assiduidade, não havendo nenhuma relação com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), tendo sido ainda ressaltado que tal prática é vedada pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego n 03 de 01/03/2002. Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 103 a 113 alegando em síntese: Preliminarmente: Que a autuação deve ser declarada nula, tendo em vista que o auditor fiscal responsável pela auditoria não tem competência para apreciar a execução do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT); No Mérito: O valor exorbitante da multa, que chega a possuir caráter confiscatório; A ilegalidade da taxa SELIC; Que os valores cobrados configuramse como cesta básica, revestindose de caráter social, motivo pelo qual não deverão sofrer incidência de tributo. Por fim, requereu o recebimento da peça de impugnação para que fosse, em preliminar, declarada nula a cobrança e no mérito a improcedência da autuação. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7° Turma da DRJ/Porto Alegre/RS proferiu acórdão (n°1017.290) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2007 a 31/12/2007 Auto de Infração Obrigação Principal DEBCAD n° 37.020.129 9 1. CONSTITUCIONALIDADE. A constitucionalidade das leis é vinculada para a Administração Pública. 2. JUROS. MULTA. A inclusão de contribuições em lançamento por descumprimento de obrigação principal dá ensejo à incidência de juros e multa de mora, ambos de caráter irrelevável. 3. PARCELAS REMUNERATÓRJAS. Constitui fato gerador da obrigação principal a totalidade da remuneração do segurado empregado, excluídas apenas, as parcelas expressamente definidas em lei. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.135 a 146, no qual ratificou todos os argumentos expendidos na impugnação. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 11065.001642/200853 Acórdão n.º 2403000.457 S2C4T3 Fl. 155 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: O recurso voluntário foi interposto tempestivamente (fls.135 a 146). Acontece que à época da discussão do crédito, exigiase do sujeito passivo que quisesse recorrer ao Contencioso Administrativo Federal o depósito de 30% (trinta por cento) equivalente ao crédito exigido. Desse modo, a recorrente pleiteou inicialmente o afastamento dessa exigência sob o argumento de que a mesma seria inconstitucional. Cabe destacar que não mais se exige a comprovação do depósito recursal como requisito de admissibilidade para a discussão de matéria no âmbito administrativo, tendo sido este o entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal ao editar a Súmula Vinculante nº. 21, que passa a vincular a administração pública, nos termos do art.103A da Constituição Federal: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Impendese ainda colacionar o teor do verbete sumular: Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Portanto, conheço a admissibilidade do presente recurso e passo a analisar as questões relevantes para a resolução da lide tributária. DA PRELIMINAR: I – DA AUSÊNCIA DE MOTIVOS PARA A DECRETAÇÃO DA NULIDADE DA AUTUAÇÃO: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 A recorrente alega que o nobre auditor fiscal responsável pelo cumprimento da auditoria extrapolou os limites de sua atuação quando supostamente analisou a execução do Programa de Alimentação ao Trabalhador – PAT. Ocorre que, cabe destacar que não houve nenhum tipo de abuso de poder por parte do fiscal, o qual limitouse a verificar o cumprimento das obrigações sociais previdenciárias nos moldes do Mandado de Procedimento Fiscal n 09434911 F00 (fls.18) e nos termos do MPF da fls.24 no período de 01/1998 a 12/2007. Durante a auditoria, não houve análise da execução do PAT, como entende ter ocorrido a recorrente, o que houve foi simplesmente a verificação da ocorrência ou não de fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias. Constatouse, portanto, ao final da fiscalização e após a análise minuciosa da documentação apresentada pelo contribuinte e solicitada via TIAD, que a empresa estava pagando determinados valores aos empregados denominados de PRÊMIO ASSIDUIDADE, parcela que jamais poderia estar relacionada às regras do PAT, por vedação da Portaria MTE 03/2002. O simples fato de pagar valor a título de prêmio e este ser fornecido por rancho alimentação não significa dizer que se trata de análise de execução do programa, pois o objetivo principal de se averiguar o cumprimento das regras do PAT é excluir tal parcela da incidência de contribuição social previdenciária, nos moldes do art.28, § 9º, “c” da Lei n 8.212/91. Assim, realmente não cabe ao auditor do presente caso analisar a execução do programa e o cumprimento de suas regras, mas cabelhe verificar o cumprimento das obrigações tributárias, o que foi feito em auditoria e constatado que a empresa vinha remunerando seus segurados habitualmente com um prêmio fornecido/vinculado à alimentação, não havendo razões para decretar a nulidade da autuação, tendo em vista que o procedimento fiscal deuse nos moldes legais sem a extrapolação de poderes por parte da nobre autoridade lançadora. DO MÉRITO: I – DO PAGAMENTO DE PRÊMIO ASSIDUIDADE: A recorrente alega que o pagamento realizado aos seus segurados não poderá ser tributado, tendo em vista que se trata de remuneração de parcela in natura da alimentação, o que não estaria no campo de incidência da contribuição previdenciária. Cabe destacar que a conduta praticada pela recorrente é vedada pela Portaria do MTE 03 de 01/03/2002, pois o objetivo desse prêmio é pagar, através de ranchos alimentação, aqueles funcionários que tenham melhor assiduidade no trabalho. Assim, resta caracterizada a prática de pagamento habitual de premiação, que sofrerá incidência nos termos do art.22, I, da Lei n 8.212/91, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos Fl. 6DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 11065.001642/200853 Acórdão n.º 2403000.457 S2C4T3 Fl. 156 7 segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Desse modo, o trabalho dos segurados empregados será remunerado por verbas de qualquer título. No caso em tela, além do salário base, há certos valores que são pagos aos segurados como forma de parabenizálo pela sua assiduidade. Assim, o pagamento desses prêmios é feito a quem tiver melhor assiduidade no trabalho, devendose analisar a frequência com a qual esses beneficiados são pagos, tendo em vista que esse pagamento só fará parte da base de cálculo da contribuição previdenciária em comento se estiver caracterizada a habitualidade. Diante da documentação analisada em auditoria, ficou caracterizada a habitualidade do pagamento desses prêmios. A habitualidade do pagamento de prêmios, através de ranchos alimentação, também se confirma na atitude do empregador pagar ao seu quadro de pessoal com frequência e gerar no ambiente profissional uma expectativa de sempre receber referido bônus pela assiduidade. Sobre esse requisito ser essencial para caracterizar a natureza dos valores recebidos pelos empregados, o Supremo Tribunal Federal manifestou seu entendimento, através da Súmula nº 209: Súmula 209 – SalárioPrêmio, salário –produção. O salário produção, como outras modalidades de salário prêmio, é devido, desde que verificada a condição a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido, unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade. Portanto, considerando que a Lei n° 8.212/91 determinou que sobre todos os créditos e rendimentos recebidos pelos empregados, inclusive prêmios, pagos com habitualidade, com a finalidade de remunerar o trabalho prestado, deva incidir contribuição social previdenciária, entendo que no caso em tela a incidência deve ser mantida de modo integral, não podendo prevalecer as alegações da nobre recorrente. II – DA APLICAÇÃO DE MULTA MORATÓRIA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: A recorrente alega ainda que a multa moratória é exorbitante e que a taxa SELIC é ilegal. Todavia, conforme entendimento consolidado deste Conselho, e, considerando a cobrança em tela com relação às demais competências que não foram acobertadas pela decadência, há que se destacar que esses débitos serão recolhidos com a incidência de multa e juros na forma da legislação, Lei n 8.212/91: Fl. 7DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 Lei N 8.212/91 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação Fl. 8DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 11065.001642/200853 Acórdão n.º 2403000.457 S2C4T3 Fl. 157 9 específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seupagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que o CARF aprovou Súmula nº 04, nos seguintes termos: Súmula CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é devida e tem amparo legal com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observar alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 10 No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei n 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei n 11.941/2009. Deste modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei n 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para, nas preliminares, NEGARLHE PROVIMENTO, afastando o pedido de nulidade por vício formal pelos motivos já expostos. No mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que a cobrança seja mantida com o recálculo da multa de mora previsto no art.35 da Lei n 8.212/91 com base na redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a legislação mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 15374.913733/2008-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.073
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos e Karem Jureidini Dias Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913733/200809 Resolução n.º 1401000.073 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Os fatos constantes dos processos nº 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815 são os mesmos. Tratam os feitos de pedido de restituição cumulado com declaração de compensação não homologada pela DERAT – RJ, ao argumento de inexistência do direito creditório indicado em PER/DCOMP. Segundo consta dos autos, a Recorrente realizou o pagamentos a título de antecipação do imposto de renda pago devido por estimativa na apuração do imposto de renda pelo lucro real anual. Classificando referido recolhimento como “Pagamento Indevido ou a Maior”, a Recorrente pretende, por meio da presente DCOMP, a utilização de referido crédito para compensação com débitos de IRPJestimativa de anoscalendário posteriores. Em análise perante a DERAT/RJ, foi identificado que os pagamentos objeto de pedido de restituição constam no sistema da RFB como tendo sido utilizado e não disponível. Assim, foi negada a compensação postulada, por inexistência do creditório objeto de restituição. Em cada um dos processos, intimada a contribuinte acerca do despacho denegatório da compensação, a Recorrente apresentou idêntica manifestação de inconformidade, em que alegou ter acumulado durante os anoscalendário de 1998 a 2002, sucessivos saldos negativos de imposto de renda. Alega, ainda “que as compensações efetuadas até o mês de setembro de 2002, não estavam sujeitas a elaboração de procedimento formal para a Receita federal, ou seja, não era necessária a elaboração do formulário de compensação”. Diante disso, alega que “no exercício de 2001, a empresa apurou um imposto a pagar no valor de R$ 30.433,97, que por sua vez, foi devidamente compensado com os créditos gerados pelas antecipações efetuadas no exercício de 1999”. Por fim, a Recorrente reconhece que “a declaração deveria ter sido apresentada como saldo negativo” mas que “naquela época, ainda existia muitas dúvidas em relação ao preenchimento da declaração em questão (PERDCOMP), naquele momento, por uma interpretação, a declaração foi preenchida como pagamento indevido a maior”. Assim, a Recorrente apresentou nova DCOMP, como original, mas com o objetivo de retificar a declaração originalmente apresentada. Postas as manifestações de inconformidade em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, foram as mesmas rejeitadas ao fundamento de que não seria possível, em sede recursal, alterarse o crédito objeto de restituição para formalizar a compensação originalmente postulada e que havia sido negada pela inexistência do direito creditório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913733/200809 Resolução n.º 1401000.073 S1C4T1 Fl. 3 3 Inconformada, a Recorrente apresentou recursos voluntários, em que alega não ter havido alteração do direito creditório na manifestação de inconformidade. Segundo entende, a nomenclatura “saldo negativo” teria sido criada pela IN nº 600, de 2005, razão pela qual a Recorrente se utilizou de referido termo, mas que pretende a restituição do mesmo crédito, composto pelo recolhimento “a maior” das estimativas no curso do anocalendário. No entanto, no seu entendimento, “pouco importa a nomenclatura que se dê para o direito creditório declarado. O simples erro de classificação do direito creditório não deve ensejar a cobrança de valores que efetivamente inexistem. Isto porque é relevante a existência em si do crédito, sendo indiferente a classificação que lhe for atribuída”. Fundada assim, no princípio da verdade material, a Recorrente pugna pela reforma das decisões recorridas e o efetivo reconhecimento do direito creditório. Como prova de seu crédito, apresentou planilha com a composição das antecipações do IR recolhidos por estimativa e do imposto de renda a pagar nos anos calendário 1995 a 2002. Dada a identidade material dos processos 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815, promovo, com base no disposto no § 7º do art. 58 do RICARF, o julgamento conjunto dos processos. É este, em suma, o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator Os recursos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos legais, deles conheço. Identifico no caso dos autos que a Recorrente errou, de fato, ao indicar como direito creditório, as estimativas recolhidas no curso dos anoscalendário. No entanto, identifico também que existiu inequívoca intenção de postular a restituição do saldo negativo apurado em referidos anos. Na verdade, encerrado o anocalendário, as estimativas recolhidas no período se consolidam para a formação do saldo de imposto e, caso haja recolhimento acima do apurado, este é trazido na formação do saldo negativo. Assim, em essência, o saldo negativo nada mais é do que os recolhimento a maior do imposto no curso do anocalendário a título de estimativas ou de imposto retido na fonte. Assim, em homenagem ao princípio da verdade real e do não enriquecimento ilícito do estado, entendo que os pedidos de restituição em análise devem ser processadas como Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913733/200809 Resolução n.º 1401000.073 S1C4T1 Fl. 4 4 o sendo em relação ao saldo negativo, na esteira de inúmeros pronunciamentos anteriores desta mesma 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara do CARF. Lado outro, identifico que existem informações no sistema da Receita Federal do Brasil suficientes para a identificação do direito creditório postulado, tendo em vistas as declarações de imposto de renda e DIRF’s constantes do sistema. Diante disso, proponho seja o presente feito convertido em diligência, para apuração do seguinte: 1) seja extraídas do sistema da RFB e colacionadas aos autos as DIPJ’s dos anoscalendário em que foram recolhidas as estimativas objeto do pedido de restituição; 2) seja verificado o direito creditório nas DCOMP’s em análise, tomandose o pedido de restituição das estimativas como pedido de restituição do respectivo saldo negativo do ano em que foram recolhidas; 3) sejam promovidas as diligências e verificações necessárias à constatação do direito creditório, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 4) seja elaborado parecer conclusivo acerca dos PER/DCOMP, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 5) seja notificado o contribuinte acerca dos termos da presente diligência. Cumpridos os termos da diligência, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
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Numero do processo: 16707.001447/2006-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
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Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.070
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em converter o
julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MAURICIO PEREIRA FARO
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Numero do processo: 11618.004083/2007-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1999
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO RECURSO INTEMPESTIVO
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.447
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO
CONHECER DO RECURSO, por intempestividade.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Não se toma conhecimento de recurso intempestivo Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NÃO CONHECER DO RECURSO, por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Fl. 355DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza, Eivanice Canário da Silva (suplente). Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 356DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11618.004083/200759 Acórdão n.º 240300.447 S2C4T3 Fl. 347 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 284 a 291, apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Recife PE, Acórdão nº 1121.338 – 6ª Turma da DRJ/REC, fls. 273 a 280, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.067.4545, com valor consolidado de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06, o Auto de Infração nº. 37.067.4545, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de apresentar as folhas de pagamento dos contribuintes individuais que lhe prestaram serviços no período de 01/1997 a 12/2006 solicitadas por meio de Termo de Intimação para a Apresentação de Documentos TIAD datado de 05/02/2007. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Segundo o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 07, a multa aplicada pela infração praticada é de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos). O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 07, não registra a existência de circunstância agravante, conforme a descrição do inciso V do art. 290, do Decreto n° 3.048/1999, além de também não registrar a existência de circunstância atenuante, prevista no art. 291 do Decreto n° 3.048/1999. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09370556F00, foi de 01/1997 a 12/2006, às fls. 08. O período objeto do Auto de Infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 06, é de 01/1997 a 12/1999. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 29.08.2007, conforme AR nº 322068144 BR, fls. 16. Fl. 357DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, em 28.09.2007, às fls. 21 a 29, com Anexos às fls. 30 a 268. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 273 a 280, conforme a Ementa do Acórdão nº 1121.338 – 6ª Turma da DRJ/REC a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1999 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DOCUMENTOS. A empresa é obrigada a apresentar todos os documentos solicitados pela Fiscalização, sob pena de multa. Assunto: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período:de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1999 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. É de dez anos o prazo decadencial para o lançamento de contribuições previdenciárias. Lançamento Procedente A Receita Federal do Brasil encaminhou à Recorrente, via Ofício nº 515/DRF/SACAT/EAC2, de 11 de fevereiro de 2008, cópia do Acórdão nº 1121.338– 6ª Turma da DRJ/REC, conforme fls. 285. A Recorrente teve ciência em 19.02.2008, conforme cópia da tela do Sistema de Cobrança – CCADPRO, às fls. 283, bem como do Aviso de Recebimento – AR às fls. 282, do Ofício nº 515/DRF/SACAT/EAC2, de 11 de fevereiro de 2008, com a cópia do Acórdão nº 1121.338– 6ª Turma da DRJ/REC. Anotase que com a ciência da Recorrente em 19.02.2008, o prazo para apresentação do recurso Voluntário expirava em 20.03.2008, conforme cópia da tela do Sistema de Cobrança – CCADPRO, às fls. 283, em cumprimento à contagem de prazo insculpida no Decreto 70.235/1972. Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 284 a 291, recebido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de João Pessoa – PB em 24.03.2008, onde alega, em apertada síntese, que: (i) a referida documentação foi entregue aos r. agentes fiscais, muito embora tenha sido apresentada com o nome de planilha. Vale dizer, as folhas de pagamento requeridas foram prontamente entregues, nominadas de planilhas. (ii) os fatos citados no Relatório Fiscal e, em conseqüência, as obrigações acessórias a eles relacionadas, já teriam sido atingidos pela decadência pelo prazo decadencial de 5 anos; Fl. 358DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11618.004083/200759 Acórdão n.º 240300.447 S2C4T3 Fl. 348 5 Posteriormente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de João Pessoa – PB, às fls. 292, informou que a Recorrente apresentou Recurso Voluntário intempestivo e encaminhou ao Conselho os autos para análise e decisão. Outrossim, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de João Pessoa – PB, às fls. 293, encaminha ao CARF as cópias, às fls. 295 a 342, da Petição Inicial e da Decisão Judicial proferida em sede de tutela antecipada, com pedidos deduzidos na ação judicial nº 2008.82.00.0069239 no sentido de, dentre outros, se declarar ilegais e inconstitucionais as cobranças dos Autos de Infração e da NFLD, determinando a anulação dos lançamentos perpetrados. É o Relatório. Fl. 359DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE Na verificação dos requisitos de admissibilidade, em relação à tempestividade do Recurso Voluntário: (i) observase que a Recorrente foi intimada da decisão de primeira instância em 19.02.2008, conforme Aviso de recebimento – AR às fls. 282, além da cópia da tela do Sistema de Cobrança – CCADPRO, às fls. 283; (ii) a Recorrente apresentou Recurso Voluntário recebido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de João Pessoa – PB em 24.03.2008, conforme fls. 284 a 291; Temse que o art. 33 do Decreto nº 70.235/1972 estabelece que o prazo para a apresentação de recurso voluntário é de trinta dias. Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Anotase que com a ciência da Recorrente em 19.02.2008, o prazo para apresentação do Recurso Voluntário expirava em 20.03.2008, conforme cópia da tela do Sistema de Cobrança – CCADPRO, às fls. 283, em cumprimento à contagem de prazo insculpida no Decreto 70.235/1972. Desta forma, a Recorrente apresentou o Recurso Voluntário, em 24.03.2008, ou seja, após o dia 20.03.2008 na qual expirava o prazo de apresentação do Recurso Voluntário a partir da ciência da decisão de 1ª instância. Anotese que às fls. 292, a Receita Federal do Brasil observa a intempestividade do Recurso Voluntário, pela ocorrência da perempção. Fl. 360DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11618.004083/200759 Acórdão n.º 240300.447 S2C4T3 Fl. 349 7 Assim, o Recurso Voluntário apresentado pela Recorrente foi intempestivo e, dessa forma, não foi cumprido requisito de admissibilidade o que impede o seu conhecimento. CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso em face de sua intempestividade. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 361DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 25/03/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 29/03/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900596/2014-47
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL.
Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
Numero da decisão: 3401-010.380
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva.
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva.
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OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão proferida por esta Turma e assim ementada: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 05 96 /2 01 4- 47 Fl. 64761DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-010.380 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900596/2014-47 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada e a impugnada de maneira genérica em tempo e modo próprios não deve ser conhecida por este Colegiado. DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada. REVISÃO. LANÇAMENTO. RESSARCIMENTO. POSSIBILIDADE. SÚMULA CARF 159. Não é necessária a realização de lançamento para glosa de ressarcimento de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS não-cumulativos, ainda que os ajustes se verifiquem na base de cálculo das contribuições. DECADÊNCIA. ART. 150 § 4 o CTN. GLOSAS. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica o disposto no art. 150, § 4 o , do Código Tributário Nacional (CTN) no caso de análise de solicitação de crédito em despacho decisório, por não se tratar a operação de lançamento. NÃO INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. COMERCIAL EXPORTADORA. A não incidência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, descrita no artigo 14, inciso VIII, da MP 2.158-35/2001, exige prova de que a venda se destinou a exportação, ou seja, prova de que a mercadoria foi efetivamente exportada. ISENÇÃO. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. TRADING COMPANY. O artigo 1 o do Decreto 1.248/1972 isenta de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS a exportação indireta por meio de Trading Company desde que os bens a exportar sejam enviados diretamente a armazém alfandegado, embarque ou para regime de entreposto extraordinário na exportação. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. VENDA NO MERCADO INTERNO. VENDAS NÃO TRIBUTADAS. Impossível a exclusão da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS das vendas no mercado interno e das vendas não tributadas, eis que não compõem, a priori, a base de cálculo das exações. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. FRETES. O artigo 15 da MP 2.158-35/2001 não trata de essencialidade, mas de especialização concernente a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e serviços da mesma natureza. Assim, salvo prova da especialização do frete, impossível a dedução. EXCLUSÃO. CUSTO AGREGADO. MÃO-DE-OBRA. O conceito de custo agregado descrito pelo § 8 o do artigo 11 da IN SRF 635/2006 é amplo, e não vincula o custo agregado ao gasto com salário ou ainda com remuneração, limitando-se o artigo a tratar de dispêndios com mão-de-obra, ou seja, todos os valores pagos e benefícios concedidos às pessoas que prestam serviço ao contribuinte. Fl. 64762DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-010.380 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900596/2014-47 INSUMOS. PALLETS. MATERIAL DE EMBALAGEM. Não é possível a concessão de crédito não cumulativo de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS ao pallet, salvo quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique a perda do produto ou de sua qualidade, ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. FRETE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal de crédito referente a Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS para frete de produtos acabados entre estabelecimentos da empresa. CRÉDITOS. MANUTENÇÃO. ART. 17 DA LEI 11.033/2004. IMPOSSIBILIDADE. A manutenção dos créditos, prevista no art. 17 da Lei 11.033/2004 não se refere a créditos cuja aquisição é vedada em lei. SÚMULA CARF 157. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. MERCADORIA PRODUZIDA. O percentual da alíquota do crédito presumido das agroindústrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8 o da Lei 10.925/2004, será determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroindústria, e não em função da origem do insumo que aplicou para obtê-lo. Intimada, a Embargante opôs Embargos de Declaração, apontando uma série de omissões, contradições e erros de fato no julgado. Os Embargos foram acolhidos apenas e tão somente no tópico despesas com armazenagem e frete na operação de venda, isto porque, dentre as matérias declaradas preclusas por esta Turma, o tópico em questão foi, efetivamente, aventado tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto em Recurso Voluntário. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: A fiscalização glosa em tópico específico as DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA porquanto: Dentre as Notas Fiscais apresentadas pela Embargante “foram identificados fretes sem comprovação de origem, destino e/ou produto transportado” o que torna impossível a análise da natureza do frete; Fretes entre armazéns da Embargante não geram créditos das contribuições quer estes sejam de produtos acabados, quer sejam de insumos; Quatro fretes referem-se a aquisição de ativo imobilizado. Fl. 64763DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-010.380 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900596/2014-47 A Embargante em sede de Manifestação de Inconformidade apresentou o seguinte argumento sobre o tema: “Dentre os inúmeros fundamentos da decisão que merecem reforma, a recorrente destaca as glosas a seguir relacionadas: (...)(d3) fretes sobre a aquisição de bem não sujeito ao pagamento das contribuições e tributação monofásica e fretes de transferência entre estabelecimentos (itens 86 a 87 e 107, Informação Fiscal SEORT/EQMAC/DRF FOZ 06/2016)”. Com a máxima vênia ao ilustre Presidente desta Turma, quer parecer que, para inaugurar a lide administrativa a impugnação deve ser específica, apontar, ao menos os motivos de fato que deveriam levar ao afastamento do fundamento, o que no presente caso - sem prejuízo da vasta sabedoria do combativo patrono da Embargante - não se apresenta verdadeiro. Aliás, a Ementa do Voto destaca que “para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada”. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos de Declaração. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 64764DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10980.723641/2010-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1401-000.156
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em Resolução, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em Resolução, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Alexandre Antonio Alkmin Teixeira, Mauricio Pereira Faro e Karem Jureidini Dias. Fl. 872DF CARF MF Processo nº 10980.723641/201083 Resolução n.º 1401000.156 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Trata o presente processo de lançamento referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2006 e 2007, para tributar acréscimo patrimonial a descoberto – APD, formalizando exigência de imposto suplementar no valor de R$584.950,27, acrescido de multa de ofício de 150% e juros de mora. Este processo foi inicialmente distribuído para a 2ª Sessão de Julgamento deste CARF. Em 02/12/2011, foi proferido o Acórdão 2101001.390 por meio do qual a 2ª Sessão declinou da competência para julgamento deste processo, em favor da 1ª Seção do CARF. Para maior clareza, transcrevo parcialmente o voto condutor do aludido Acórdão, fls. 864866 (grifado): Esclareçase que a infração imputada à recorrente se refere à 50% do Acréscimo Patrimonial a Descoberto – APD apurado em ação fiscal perpetrada em seu cônjuge, o Sr. Oliveiros Paz King, devido ao fato de serem casados em comunhão parcial de bens. Desta forma, o julgamento desse processo será feito em conjunto com aquele que contém o auto de infração lavrado no cônjuge, de número 10980.723564/201061. A ação fiscal que originou o lançamento sob análise decorreu de demanda da Procuradoria da República no Estado do Paraná e da 2a Vara Federal Criminal em Curitiba para averiguar empresas que distribuíam lucros muito elevados. Durante as investigações, constatouse que três empresas haviam distribuído lucros em valores significativos ao cônjuge da recorrente, nos anoscalendários de 2005 e 2006. De fato, em suas declarações de ajuste referentes a esses anos calendários, o marido da contribuinte informou ter recebido, a título de lucros e dividendos isentos, R$3.514.424,70 em 2005 (fl. 282), e R$1.453.137,15 em 2006 (fl. 278). Por sua vez, as pessoas jurídicas informaram ter distribuído lucros a essa pessoa da seguinte maneira (fls. 497 a 500): 2005 2006 Reflorestadora OVE R$ 2.000.000,00 Reflorestadora Bom Sucesso R$ 1.514.424,70 R$ 90.437,80 Ikea Empreendimentos R$ 1.364.671,89 R$ 3.514.424,70 R$ 1.455.109,69 [...] De início, há que se observar que existe relação de prejudicialidade entre os julgamentos dos lançamentos nas pessoas jurídicas e a apreciação deste processo. Fl. 873DF CARF MF Processo nº 10980.723641/201083 Resolução n.º 1401000.156 S1C4T1 Fl. 3 3 Observese que a essência do lançamento decorre da não comprovação da distribuição dos lucros, em especial pelas contabilidades das empresas que dizem ter efetuado os pagamentos terem sido consideradas imprestáveis. Entretanto, esses fatos serão analisados nos processos que contêm os lançamentos que arbitraram os lucros das pessoas jurídicas. Suponha se que, em algum desses julgamentos, cheguese à conclusão de que a contabilidade não continha máculas e que os resultados não deveriam ter sido arbitrados. De imediato, restarão comprovados os lucros distribuídos ao cônjuge da contribuinte, não subsistindo o lançamento nessa parte. [...] São estes os processos que tratam das autuações nas pessoas jurídicas e que analisam suas contabilidades: • 10980.006088/200987 – REFLORESTADORA BOM SUCESSO LTDA – Auto de IRPJ • 10980.006084/200907 – REFLORESTADORA BOM SUCESSO LTDA – Auto de IRRF; • 10980.007918/200993 – REFLORESTADORA OVE LTDA – Auto de IRPJ; • 10980.724879/201026 – ROYAL EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS LTDA – Auto de IRPJ. Consulta realizada ao sítio do CARF, nesta data, revela que o processo 10980.724879/201026 (Royal Empreendimentos Comerciais Ltda.) atualmente encontrase distribuído para o Conselheiro Mauricio Pereira Faro, desta 4ª Câmara, 1ª Turma Ordinária da 1ª Seção de Julgamentos do CARF. O aludido processo foi colocado em pauta na Sessão do último 08/05/2012, tendo saído com vistas para o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira. É o relatório. Fl. 874DF CARF MF Processo nº 10980.723641/201083 Resolução n.º 1401000.156 S1C4T1 Fl. 4 4 Voto Diante do exposto, proponho a redistribuição do presente processo para o Conselheiro Mauricio Pereira Faro, que deverá julgar o presente feito em conjunto com os processos formalizados em face das pessoas jurídicas Reflorestadora Bom Sucesso (Processos 10980.006088/200987 e 10980.007918/20099), Reflorestadora Ove Ltda. (Processo 10980.007918/200993) e Royal Empreendimentos Comerciais Ltda. (Processo 10980.724879/201026) e também com o processo formalizado em face do esposo da contribuinte, sr. Oliveiros Paz King (Processo 10980.723564/201061). É como voto. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 875DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10925.905148/2010-44
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA.
Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa.
Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9303-013.036
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
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RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Trata-se de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, contra a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.554, de 27/01/2021 (fls. 104/121), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 48 /2 01 0- 44 Fl. 167DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-013.036 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905148/2010-44 Do Pedido de Ressarcimento Trata o presente processo de análise do Pedido de Ressarcimento (PER), com o objetivo de ser ressarcida do crédito do PIS, não cumulativa - Mercado Interno, referente ao 2º trimestre de 2006, com respaldo no artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. Visando compensar débitos próprios, transmitiu a respectiva PER/DCOMP. Dos termos do Despacho Decisório de fls. 10/25, observa-se que foi efetuada a glosa de créditos decorrentes de várias operações que, no entendimento da Fiscalização, não geram direito a crédito, nos termos da legislação aplicável ao regime de apuração da contribuição. Assim, com base na documentação apresentada pelo contribuinte, relacionou, por linha do DACON, as seguintes operações que, no seu entender, não geram direito a crédito, com as respectivas fundamentações: - Linha 02 – Bens utilizados como insumos e Linha 03 – Serviços utilizados como insumos: trata-se de aquisições de bens e serviços que não enquadrados como insumos, tais como despesas com aquisições de para-choques, vidros, lanternas, painéis internos e equipamentos de rastreamento, portas, quebra-vento, material de pintura, placas, farol auxiliar, cama, cozinha, tacógrafos, horímetro, entre outros, bem como as despesas com os serviços gerais, de solda, regulagens, socorro, lavagens dos veículos, etc. e, quanto às despesas com rastreamento da frota e no tocante às despesas com o pagamento de pedágio; e Linha 10 – Sobre Bens do Ativo Imobilizado (Com base no valor de aquisição) - Em que pese o valor contabilizado ser diferente daquele indicado na nota fiscal, esta indica claramente que a aquisição direta não foi realizada pela pretendente do crédito/ressarcimento. Assim, procedeu à glosa de créditos referentes a essas despesas, resultando no reconhecimento parcial do direito creditório. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificada do Despacho Decisório, a Contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 37/51, alegando, em síntese, que: - alega que a Fiscalização utilizou uma interpretação restritiva do conceito de insumo para fundamentar o indeferimento do pedido, uma vez que insumo possui ampla acepção e, cita os arts. 2º e 3º das Leis nºs. 10.637/2002 e 10.833/2003. Defende que os bens e serviços adquiridos pela requerente não podem ser glosados, já que a norma concessiva do beneficio é ampla, e os dispositivos que o restringem são específicos e pontuais; tanto os bens, quantos os serviços são utilizados para a manutenção da frota de veículos, sendo indispensáveis à qualidade da prestação do serviço de transporte; - quanto às despesas com rastreamento da frota, alega que são indispensáveis ao transporte rodoviário de cargas e, por tanto, se caracterizam como insumo. No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no segundo trimestre do ano de 2006. Que o mesmo ocorre com as despesas com agenciamento de carga, uma vez que se tratariam de serviço aplicado diretamente na atividade da empresa de transportes de cargas. - informa em sua defesa que as Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003, ao estabelecerem a possibilidade de creditamento dos encargos de depreciação e amortização de Fl. 168DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-013.036 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905148/2010-44 bens que integram o ativo imobilizado da empresa, não fizeram qualquer vedação ao período em que os bens foram adquiridos. A DRJ em Fortaleza (CE), apreciou a Manifestação de Inconformidade que, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 08-45.184, de 28/11/2018 (fls. 55/76), considerou julgar procedente em parte a Manifestação apresentada, para anulação da glosa efetivada pela autoridade fiscal sobre os bens e serviços utilizados na manutenção da frota. Nessa decisão a Turma decidiu que, (i) os serviços de manutenção, bem assim as partes e peças de reposição, empregados em veículos utilizados na prestação de serviços de transporte, desde que não estejam obrigadas a integrar o ativo imobilizado, por resultar num aumento superior a um ano na vida útil dos veículos, são considerados insumos aplicados na prestação de serviços de transporte, (ii) não geram crédito os gastos relativos a rastreamento de veículos e cargas, seguros de qualquer espécie, agenciamento de frota e gastos com pedágio, uma vez que estes itens não configuram serviços aplicados ou consumidos na prestação de serviço de transporte rodoviário de carga, e o gasto com pedágio pelo uso da via é legalmente atribuído ao contratante do transporte; (iii) o contrato de arrendamento mercantil apresentado sem a devida comprovação de sua natureza, através de documentos hábeis e idôneos, enseja a manutenção das despesas glosadas. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª Instância, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário de fls. 85/99, reprisando, na parte que que não lhe foi favorável, os argumentos da Manifestação de Inconformidade, acrescentando, em resumo, que: - discorre sobre o conceito de insumos, entendendo pela aplicação dos critérios adotados pelo STJ no julgamento do REsp n. 1.221.170-PR, sob o rito do art. 543-C do CPC de 1973, o qual deu uma interpretação mais extensiva ao conceito de insumo, considerando os critérios da essencialidade ou relevância dos gastos. - assevera que a realização de suas atividades de transporte implica uma série de despesas, dentre as quais, por serem relevantes para o presente caso, destaca a despesas com o pedágio, o arrendamento mercantil, despesas de depreciação de bens do ativo imobilizado. Acórdão/CARF O recurso foi submetido a apreciação da Turma julgadora e foi exarada a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.554, de 27/01/2021 (fls. 104/121), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão o Colegiado assentou que as despesas consideradas como essenciais e relevantes, desde que incorridas no processo produtivo da Contribuinte, geram créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo, conforme entendimento em sede de recursos repetitivos do STJ no REsp nº 1.221.170-PR, e reconheceu os créditos relativos aos pedágios suportados pela Contribuinte na sua atividade de transporte e também reconhece os créditos relativos a depreciação de bens do ativo imobilizado até 2004. Recurso Especial da Fazenda Nacional Fl. 169DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-013.036 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905148/2010-44 Regularmente notificado do Acórdão nº 3301-009.554, de 27/01/2021, a Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de fls. 124/133, apontando divergência com relação à seguinte matéria: à possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre o valor das despesas com pedágios. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, alegando que: No Acórdão recorrido a Turma defende que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. Por outro lado o Acórdão paradigma, decidiu que o Acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Ante as considerações acima, restou claramente comprovado o dissídio jurisprudencial quanto ao direito dos créditos em relação às despesas com os pedágios. Assim, com os fundamentos do Despacho de Exame de Admissibilidade do Recurso Especial – da 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção (fls. 156/160), deu seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Contrarrazões do Contribuinte Regularmente notificada do Despacho acima que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, o Contribuinte NÃO apresentou suas contrarrazões nos autos, conforme noticia o Despacho de fls. 165. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme consta do Despacho de Admissibilidade de Recurso Especial - 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção/CARF às fls. 156/160. Contudo, em face da análise efetuada no paradigma apresentado, entendo ser necessária uma apuração dos demais requisitos de admissibilidade referente à matéria provida no Exame de Admissibilidade. Isto porque entendo que, a Fazenda Nacional não haver conseguido a efetiva demonstração da semelhança de situações fáticas, razão pela qual não se comprovaria a divergência suscitada no Recurso Especial interposto. Explico. No especial, a Fazenda Nacional suscita divergência jurisprudencial de interpretação da legislação tributária quanto à (im)possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais Fl. 170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-013.036 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905148/2010-44 não cumulativas sobre “o valor pago com as despesas com pedágios”. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, de 27/01/2015. No Acórdão recorrido, a Turma assentou que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. No dispositivo do Acórdão recorrido, restou assentado que, “(...) Acordam os membros do colegiado, (...) para reconhecer os créditos relativos aos pedágios suportados pela Recorrente na sua atividade de transporte”. (Grifei) De outro lado, o Acórdão paradigma nº 3401-002.857, de 2015, tem a seguinte ementa, na parte que interessa ao caso: DESPESAS COM PEDÁGIO. NÃO SE ENQUADRAM COMO INSUMO. Despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. Veja-se trecho do voto condutor do Acórdão: 3.1 DESPESAS COM PEDÁGIO O acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/ 01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais: Art. 2º O valor do Vale Pedágio não integra o valor do frete, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. (Grifei) Desta forma, as despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. (Grifei) Importante observar que no relatório do Acórdão recorrido (com base na decisão da DRJ), descreve a seguinte informação: “(...) No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no primeiro trimestre do ano de 2006. E desta forma, analisou o recorrido no voto condutor: “Despesas de Pedágio - Em relação ao pedágio, a Recorrente afirma que, apesar de ser beneficiada com a disciplina da Lei n. 10.209/2001, a lei do Vale-Pedágio, ela pretende se creditar dos dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício. Explica que embora exista a previsão legal, e a obrigação de recolher o valor do pedágio tenha sido transferida aos embarcadores ou equiparados, isto é, aos clientes da recorrente, é, na realidade, a recorrente, em razão de suas relações negociais, quem, muitas vezes, acaba recolhendo os valores. Afirma que seus clientes aceitam contratar o transporte apenas sob a condição de que a recorrente pagará os gastos com o pedágio. Daí, para manter a relação negocial e, automaticamente, o seu negócio, a recorrente vê- se obrigada a ceder e pagar o pedágio. Somente razoável, nessas condições, que os custos envolvendo o pagamento de pedágio representem crédito de PIS e COFINS. Assevera que o pagamento dos pedágios é essencial para sua atividade, que é transporte, pois sem tal pagamento não poderá transitar por certas vias e realizar o transporte. Neste ponto, creio que a Recorrente tem razão, que os gastos com pedágio Fl. 171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-013.036 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905148/2010-44 suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito”. Como se vê, no Acordão recorrido debate o direito de crédito de despesas efetivamente suportadas e pagas pelo Contribuinte (valores que saíram do caixa da empresa), que é prestador de serviços de transporte de carga, por força de disposição contratual e relação negocial. A análise se deu sobre dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício (vale-pedágio). De outro lado, a questão de fundo discutida no Acórdão paradigma, julgou recurso voluntário que controvertia a possibilidade de se creditar de gastos com o Vale- Pedágio, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. E conclui que, dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Assim, verifica-se de imediato, o afastamento da possibilidade de se estabelecer comparação e deduzir divergência de entendimentos entre os Acórdãos confrontados (recorrido e paradigma), pois trata-se de situações fáticas distintas. No paradigma, discute-se apropriação de créditos sobre dispêndios com o vale-pedágio (art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001); no recorrido não se discute esse tipo de despesas e sim, dispêndios com pedágio, porém nos casos em que não se vale do benefício do vale-pedágio. Portanto, não há como formar uma divergência de interpretação da legislação, requisito de admissibilidade do recurso, quando inexiste uma similitude fática demonstrada. Isto posto, não conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Conclusão Em vista do exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É como voto. (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 172DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10970.000098/2008-47
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. BOLSA DE ESTUDO ENSINO SUPERIOR. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PESSOA JURÍDICA CONTRATANTE DE SERVIÇO DE SAÚDE ATRAVÉS DE
COOPERADAS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVISTA NO ART. 22, IV DA LEI N. 8.212/91. MULTA DE MORA.
Consideram-se não impugnadas as matérias que não tenham sido
expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72.
Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que por meio de terceiros e que não esteja inscrita no PAT.
Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que não haja impessoalidade.
A empresa que contratar serviços de cooperadas deve pagar a contribuição prevista no art. 22, IV da Lei n. 8.212/91.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Proprovido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.298
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar
provimento parcial ao recurso para que seja excluída do levantamento das verbas destinadas ao fornecimento da alimentação in natura e bolsa de estudo, e por maioria de votos em dar
provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da
Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. BOLSA DE ESTUDO ENSINO SUPERIOR. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PESSOA JURÍDICA CONTRATANTE DE SERVIÇO DE SAÚDE ATRAVÉS DE COOPERADAS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVISTA NO ART. 22, IV DA LEI N. 8.212/91. MULTA DE MORA. Consideramse não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que por meio de terceiros e que não esteja inscrita no PAT. Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que não haja impessoalidade. A empresa que contratar serviços de cooperadas deve pagar a contribuição prevista no art. 22, IV da Lei n. 8.212/91. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Proprovido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso para que seja excluída do levantamento das verbas destinadas ao Fl. 203DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 fornecimento da alimentação in natura e bolsa de estudo, e por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10970.000098/200847 Acórdão n.º 2403001.298 S2C4T3 Fl. 697 3 Relatório Sirvome do Relatório da DRJ, excluindo as informações em relação às rubricas excluídas em primeira instância, verbis: “Tratase de Auto de Infração — AI para a cobrança de obrigação principal, lavrado sob DEBCAD n° 37.167.2783, consolidado em 16/06/2008, no valor de R$ 184.371,39 (cento e oitenta e quatro mil e trezentos e setenta e um reais e trinta e nove centavos), relativo ao período de 01/2004 a 12/2007 contendo a cobrança de contribuições previdenciárias patronais destinadas ao custeio da Seguridade Social e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. A ciência do sujeito passivo deuse em 18/06/2008 mediante o recebimento pessoal conforme recibo constante da folha inicial do processo de lançamento. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 104 a 111 e demonstrativos anexados às fls. 112 a 189, as contribuições previdenciárias foram apuradas com base nas folhas de pagamento, registros contábeis, recibos, notas fiscais e planilhas apresentadas pela empresa, tendo sido os fatos geradores identificados nos seguintes levantamentos: 1. ALI — ALIMENTAÇÃO SEM PAT — referese a valores apurados na escrituração contábil e descritos no ANEXO I (fls. 112 a 133), relativos ao fornecimento para os empregados de refeições e lanches, sem, contudo, estar a empresa autuada inscrita no Programa de Alimentação do trabalhador — PAT. 2. FP1 — FOLHA DE PAGAMENTO RUBRICAS NÃO BASE DE CÁLCULO referese a valores pagos em folha de pagamento e descritos no ANEXO II (fls. 134 a 145), decorrentes de cláusulas contidas em Convenção Coletiva de Trabalho, com natureza de verbas indenizatórias, mas consideradas pela fiscalização como parcelas integrantes do saláriodecontribuição por resultarem das convenções firmadas por meio dos sindicatos, sem, contudo, existir previsão legal que as tornem de caráter indenizatório e por não estarem contempladas nas exceções previstas no art. 28, § 9° da Lei 8.212/1999. Destaca que pagamentos feitos na rubrica ‘Reposição VR. Cód. 366’ no período de 03/2004 a 04/2005 não foi considerado pela empresa como base de cálculo das contribuições previdenciárias, situação esta revista a partir 05/2005, quando passaram a incluíla como verba de incidência. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 3. BE — BOLSA DE ESTUDOS — referese a valores identificados no ANEXO III (fls. 146 a 160), relativos a descontos em mensalidades escolares concedidos a empregados identificados em relação fornecida pela empresa (doc. fls. 302 a 305). (...) 5. CIS — CONTRIBUINTE INDIVIDUAL SEM FOLHA DE PAGAMENTO — referese a pagamentos relacionados no ANEXO VI, feitos a pessoa física, contribuinte individual, apurados em recibos e notas fiscais avulsas. 6. CSE — CARACTERIZAÇÃO SEGURADO EMPREGADO — referese a pagamentos realizados a título de prólabore a JOSE ROBERTO FLORES RECHE E LAUDELINA SANTALEGO DE FARIA, contratados pela autuada para o exercício da função de DIRETORES e considerado como ‘Diretor não empregado’. A autoridade lançadora destaca neste item do relatório fiscal que a figura do diretor não empregado está disciplinada no art. 9°, inciso V, alínea ‘f’ do Regulamento da Previdência Social — RPS aprovado pelo Decreto n°.3.048/1999 e que existe distinção entre o diretor ‘empregado’ e o ‘não empregado’. Defende a conduta fiscal nos argumentos a seguir transcritos: ‘os §§ 2° e 3° do artigo acima citado distinguem o diretor empregado do não empregado. Ocorrendo contratação ou promoção para o cargo de direção, mantendose as características inerentes à relação de emprego, trata se de diretor empregado. Caso ocorra eleição por assembléia geral dos acionistas, e não sendo mantidas as características inerentes à relação de emprego, será considerado como diretor não empregado. A Assembléia Geral Extraordinária em que se procedeu à eleição da Diretoria Executiva, que passou a ser formada também pelos dois segurados acima citados, ocorreu em 28/12/2007, tendo sido a Ata registrada na JUCEMG em 25/02/2008. Embora o termo de Posse da Diretoria tenha sido assinado em 28/12/2007, os efeitos legais se darão a partir da data do registro da Ata da Assembléia no órgão próprio, tendo em vista ter decorrido mais de 30 dias entre a realização da assembléia e o registro da ata’. Respaldando o lançamento acosta aos autos às fls. 308 a 314 recibos de pagamento de Prólabore abrangendo o período de 06/2007 até 12/2007 para o diretor JOSÉ ROBERTO e de 10/2007 ate 12/2007 para LAUDELINA. A cópia da Ata da Assembléia encontrase acostada às fls. 341 a 343 e o Termo de Posse às fls. 344. 7. CT COOPERATIVA DE TRABALHO SEM GFIP — referese a pagamentos relacionados nos ANEXOS VIII; IX; X; XI feitos a cooperativas de trabalho de serviços médicos, odontológicos, de informática e transporte escolar sem a devida contribuição de 15% incidente sobre o valor dos serviços. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10970.000098/200847 Acórdão n.º 2403001.298 S2C4T3 Fl. 698 5 8. FP — FOLHA DE PAGAMENTO SEM GFIP referese a diferenças de pagamentos apuradas em Folha de Pagamento e não informadas na GFIP, identificadas no ANEXO XIII. DA IMPUGNAÇÃO Dentro do prazo regulamentar de defesa, por meio da petição juntada nas fls. 351 a 364, datada de 17/07/2008 a Recorrente apresenta sua peça contestatória alegando, em síntese: 1. Sobre o fornecimento de alimentação sem adesão ao PAT argumenta que na forma utilizada pela empresa — fornecimento da própria alimentação e não um vale refeição ou dinheiro — não é possível considerar como existente o salário utilidade, pois se caracteriza como uma parcela indenizatória e ainda que em consonância com a jurisprudência reiterada e pacífica do Superior Tribunal de Justiça — STJ, o fornecimento in natura não possui natureza salarial esteja ou não a empresa inscrita no PAT. Para sustentar seu entendimento junta aos autos cópias de acórdãos do STJ (fls. 490 a 529). 2. Para o tema parcelas indenizatórias decorrentes da Convenção Coletiva de trabalho pagas na rescisão do contrato de trabalho, aduz que não podem ser consideradas como verbas de incidência porque não estão presentes em tais pagamentos o requisito da habitualidade, pois ocorrem na rescisão do contrato de trabalho e têm natureza de reparação, indenização, em decorrência da demissão sem justa causa. Corroborando com seus argumentos transcreve decisões judiciais neste sentido. 3. Quanto à concessão de bolsas de estudo na modalidade do desconto nas mensalidades em curso realizado na própria instituição (...) destaca que a concessão do beneficio está devidamente prevista na convenção coletiva da categoria e que não traduzem em pagamento de salário, pois não há retribuição de prestação de serviço e o que se pretende e a qualificação do empregado. Também acosta aos autos cópia de decisões judiciais neste sentido.(fls. 464 a 489). 4. Sobre a exigência da contribuição de 15% com incidência nos serviços prestados por cooperativas de trabalho diz que no caso dos serviços médicos e odontológicos a autuada funciona apenas como intermediária no contrato de prestação de serviço firmado entre os seus empregados e as cooperativas, tendo como responsabilidade apenas processar o pagamento das faturas mediante os descontos efetuados nos salários dos seus funcionários. Junta aos autos cópia dos contratos (fls.531 a 558). Requer, por fim a exclusão do lançamento das parcelas impugnadas. Em despacho datado de 01/10/2008 esta julgadora considerou como necessário o retomo do processo à autoridade lançadora para Fl. 207DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 saneamentos relativos à formalização do processo administrativo e manifestação no tocante aos levantamentos FP1; BE e CAP. Atendendo à solicitação o AuditorFiscal autuante às fls. 615/617 dos autos presta os esclarecimentos solicitados, onde informa para o levantamento FP1 quais as rubricas foram pagas no momento da rescisão do contrato de trabalho e identifica a cláusula respectiva nas Convenções Coletivas. Sobre o levantamento BE informou que o desconto está previsto na Convenção Coletiva, que o percentual máximo concedido é de 50% e que as informações pautaramse tão somente em relação apresentada pela empresa. Quanto ao levantamento CAP, também, confirmou a identificação dos beneficiários da bolsa de capacitação somente em relação fornecida pela empresa e que ‘não foi possível identi,ficar a existência de critério para concessão do auxilio e se é oferecido a todos os empregados e diretores’. Conforme documentos de fls. 618/619, em 22/12/2008 o autuado tomou ciência da informação fiscal emitida e lhe foi concedido reabertura do prazo de defesa para apresentação de nova manifestação. Às fls. 620/621 em petição datada de 20/01/2009, a empresa registra o recebimento dos esclarecimentos prestados pela autoridade lançadora e ratifica os termos da peça impugnatória já apresentada.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, prolatou o Acórdão n° 0922.864 mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que se trancreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/12/2007 CUSTEIO. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. A parcela ‘in natura’ paga pela empresa por liberalidade, sem observância da legislação do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT integra o saláriodecontribuição. Não integram o saláriodecontribuição verbas de natureza indenizatória e eventual se pagas de uma só vez na rescisão com o objetivo de reparar o prejuízo causado pela demissão imotivada, não tendo mais como destinação a retribuição pelo trabalho. A previsão legal de exclusão do saláriodecontribuição das verbas pagas a título de auxílioeducação somente é aplicável aos pagamentos de plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que Fl. 208DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10970.000098/200847 Acórdão n.º 2403001.298 S2C4T3 Fl. 699 7 não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. INCIDÊNCIA. SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERATIVA DE TRABALHO. Incide contribuição previdenciária relativa aos serviços prestados por cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho. Lançamento Procedente em Parte” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 677/691), com os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 675 e 677, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. CIS – CONTRIBUINTE INDIVIDUAL SEM FOLHA DE PAGAMENTO; CSE — CARACTERIZAÇÃO SEGURADO EMPREGADO; FP — FOLHA DE PAGAMENTO SEM GFIP; E EM PARTE DO LEVANTAMENTO CT — COOPERATIVA DE TRABALHO Diante da ausência de impugnação específica no que tange às autuações supracitadas, presumemse aceitas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ALIMENTAÇÃO SEM PAT A recorrente foi autuada por fornecer alimento in natura, por meio de terceiros, bem como sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76. A DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento no que se refere a essa autuação, por entender que a inscrição no PAT é condição essencial para que tais verbas possam ser excluídas do conceito de remuneração. Da análise dos lançamentos contábeis constantes nas fls. 112/133 dos autos, verificase que a recorrente forneceu, através de terceiros, alimento in natura, em valores razoáveis. É pacífica a jurisprudência do C. STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a contribuição previdenciária, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílio alimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da Fl. 210DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10970.000098/200847 Acórdão n.º 2403001.298 S2C4T3 Fl. 700 9 contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.” Razão pela qual, no que tange à contribuição previdenciária referente à alimentação in natura, fornecida sem a inscrição no PAT e por meio de terceiros, o Recurso Voluntário deve ser julgado procedente. LEVANTAMENTO FP1 A Decisão da DRJ entendeu como indevidas as verbas pagas a título de indenização. Já tendo excluído todas as verbas indenizatórias pagas, razão pela qual, não há que se reformar o r. acórdão, vez que as verbas pagas a título de Reposição Vr. — Código 366, Pgto Difer. Conform. CCT — Código 903, Abono Salarial CCT Código 314, de fato não representam verbas indenizatórias, devendo, portanto, serem incluídas no salário de contribuição. Razão pela qual o lançamento deve ser mantido. BOLSA DE ESTUDO Em relação à Bolsa de Estudo dada aos funcionários, mesmo que sejam do curso de graduação, devem ser consideradas como qualificação profissional vinculada à atividade desenvolvida, nos termos da alínea “t”, § 9º, art. 28 da Lei nº 8.212/91, verbis: Art. 28 (...) Fl. 211DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 10 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (grifo nosso) Um aluno que passa a cursar o ensino superior será mais qualificado para exercer as suas funções na empresa em que trabalha. Nesse sentido o STJ já se manifestou em recente julgado, verbis: PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. BOLSA DE ESTUDO. VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE A BASE DE CÁLCULO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O auxílioeducação, embora contenha valor econômico, constitui investimento na qualificação de empregados, não podendo ser considerado como salário in natura, porquanto não retribui o trabalho efetivo, não integrando, desse modo, a remuneração do empregado. É verba empregada para o trabalho, e não pelo trabalho." (RESP 324.178PR, Relatora Min. Denise Arruda, DJ de 17.12.2004). 2. In casu, a bolsa de estudos, é paga pela empresa e destinase a auxiliar o pagamento a título de mensalidades de nível superior e pósgraduação dos próprios empregados ou dependentes, de modo que a falta de comprovação do pagamento às instituições de ensino ou a repetição do ano letivo implica na exigência de devolução do auxílio. Precedentes:. (Resp. 784887/SC. Rel. Min. Teori Albino Zavascki. DJ. 05.12.2005 REsp 324178/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ. 17.02.2004; AgRg no REsp 328602/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ.02.12.2002; REsp 365398/RS, Rel. Min. José Delgado, DJ. 18.03.2002). 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 1330484/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/11/2010, DJe 01/12/2010) (grifo nosso) Em atenção ao despacho exarado, o fiscal autuante, na fl. 616, assim respondeu: “Através do Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF, às fls. 96, solicitamos o regulamento dos benefícios concedidos ao trabalhador.”. E complementou: “A gratuidade parcial nas mensalidades escolares está prevista na Cláusula XL (fls. 212) e Cláusula 41 (fls. 233/234) das CCT. O desconto máximo previsto é de 50% (cinqüenta por cento), conforme inciso II, § 2°.” Fl. 212DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10970.000098/200847 Acórdão n.º 2403001.298 S2C4T3 Fl. 701 11 Logo, apesar de não haver regulamentação interna acerca dos benefícios concedidos por parte da empresa autuada. Ficou claro que a CCT traz as normas como as bolsas serão concedidas aos funcionários. Da análise da CCT, verificase a existência da impessoalidade, para o recebimento de bolsa de estudos, que é uma das condições essenciais para a exclusão dessa verba do saláriodecontribuição. CT — COOPERATIVA DE TRABALHO Conforme se depreende das fls. 531/537 e 538/558, os contratos foram firmados entre a Recorrente e as Cooperadas UNIMED Uberlândia e UNIODONTO, respectivamente, motivo pelo qual, a Recorrente deve responder pela contribuição prevista no art. 22, IV da Lei n. 8.212/91, assim como na legislação vigente. Nesse sentido, o acórdão da DRJ não merece ser reformulado. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Fl. 213DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 12 Do exposto, voto pelo provimento parcial do Recurso Voluntário, para que sejam excluídas do salário de contribuição as verbas destinadas ao fornecimento de alimentação in natura, mesmo que sem inscrição no PAT e por meio de terceiros, em relação à Bolsa de Estudo concedida aos funcionários alunos do ensino superior, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 214DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 10865.001103/88-68
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 19 00:00:00 UTC 1999
Ementa: ADUANEIRO - IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. A mercadoria "ENZIMA LACTO ZIM 3000 LHP", na forma como foi importada, classifica-se no código 35.07.01.99 da TIPI/TAB vigente à época da ocorrência do fato gerador.
Recurso Especial improvido.
Numero da decisão: CSRF/03-03.063
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: HENRIQUE PRADO MEGDA
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I .N: TERCEIRA TURMA rocesso n°. : 10865.001103/88-68 Recurso n°. : RP/301-0.400 Matéria : CLASSIFICACAO FISCAL Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo : NESTLE INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA Recorrida : PRINEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONETRII3UINITES Sessão de : 19 DE OUTUBRO DE 1999 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 ADUANEIRO - IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. CLASSIFICACAO DE MERCADORIAS. A mercadoria "ENZIMA LACTO ZIM 3000 LHP", na forma como foi importada, classifica-se no código 35.07.01.99 da TIPI/TAB vigente à época da ocorrência do fato gerador. Recurso Especial improvido. Vistos relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela Fazenda Nacional. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ,c9 e N PEREIODRIGUES (-RESIDENTE H - • - DO MEGDA RELATOR FORMALIZADO EM: 1 e JAN Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, UBALDO CAMPELLO NETO, JOÃO HOLANDA COSTA e NILTON LUIZ BARTOLI. Processo n°. : 10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 Recurso n°. : RP/301-0.400 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo : NESTLE INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA Recorrida : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSEIHO DE CONT1RIBUNTES RELATÓRIO A empresa em epígrafe importou a mercadoria descrita e identificada como "enzima obtida a partir da fermentação submersa de uma cepa selecionada de Kluyveromyces Fragilis", com o nome comercial de LACTOZYM 3000 LHP, classificando-a no código 35.07.01.99 da TIPI/TAB vigente à época da importação. Com base no Laudo de Analise n 3284 (fls 04), do LABANA, concluindo tratar-se, a mercadoria efetivamente importada, de "uma enzima preparada contendo B-Galactosidase (Lactase) e outras substancias que a tornam própria para determinado emprego, a autoridade tributaria desclassificou a mercadoria para o código TIPI/TAB 35.07.02.99 exigindo a diferença de Imposto de Importação, multas por declaração indevida e importação sem cobertura de GI, bem como juros e correção monetária. Inconformada com a decisão monocratica, que manteve "in totum " a exigência fiscal, a autuada, em tempo hábil, interpos recurso ao Egrégio TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES que baixou a Resolução n 301- 572 convertendo o julgamento em diligencia ao Instituto Nacional de Tecnologia — INT, através da Repartição de Origem, buscando resposta para os quesitos formulados bem como para aqueles que viessem a ser oferecidos pelo autuante e pela autuada, com fundamento nas seguintes considerações: "Não obstante a decisão recorrida no seu relatório ter afirmando que a ora Recorrente"... não logrou apresentar nenhuma prova a seu favor" a verdade é bem outra, já que ela à fls. 32 anexou declaração técnica do Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria da Agricultura de São Paulo e à fls. 33 Parecer // Processo n°. :10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 Técnico do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde do mesmo Estado e declaração do representante do fabricante, acompanhado de informações técnicas (fls. 19/26), todos concluindo que o produto em causa "LACTOZYN 300 LHP" trata- se de um concentrado enzimático, o que o levaria para a classificação proposta pela Recorrente. Assim, a prova que foi produzida pela Recorrente e sequer considerada pela decisão recorrida, pelo valor científico das entidades que a emitiram, no mínimo, põe em dúvida a conclusão a que chegou a LABANA em sua análise e, também cria dúvida no julgador. Cumprida a diligencia, a Colenda Primeira Câmara , através do Acórdão n 301-27.196 deu integral provimento ao recurso interposto pelo contribuinte, tendo em vista a imprestabilidade da prova técnica em que se baseou a autuação, conforme expõe o ilustre relator, no voto condutor do aresto: "O laudo do LABANA de fls. 04 que leio, não se refere em nenhum momento ao teor protéico da amostra analisada para determinar, segundo os padrões que estabeleceu, de acima de 80%, entre 80% e 20% e menos de 20% para classificar respectivamente as enzimas em puras, concentradas e preparadas. Desta forma, sem qualquer suporte na própria conceituação que o LABANA adotara para avaliar, caracterizar as enzimas num daqueles três tipos, não poderia o laudo sem mais sem menos, como fez, concluir que o produto examinado é um preparado enzimático. Portanto, o laudo em questão é imprestável para ser utilizado como base da ação fiscal, pois ele nada provou. Ao contrário, os laudos anexados pela Recorrente, do Instituto de Tecnologia de Alimentos da Secretaria de Agricultura de São Paulo (fls. 32) e do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde do mesmo estado (fls. 33) são conclusivos no sentido de que o produto em questão o LACTOZYN 3.000/LHP é uma "B- galactoridade ("lactose") produzida por uma cepa de Kluyveromyces fragilis, por fermentação submersa, é uma enzima concentrada. Nesse ponto é de se destacar que as NENCCAS comentando a posição 35.07 ao se referir aos concentrados enzimáticos diz a esta altura que "Estes produtos (concentrados enzimáticos), que , n Lif Processo n°. : 10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 podem conter várias enzimas em diversas proporções, são susceptíveis de se apresentarem cortados ou estabilizados. Convém observar que alguns desses agentes de corte ou de estabilização se encontram já presentes em quantidades variáveis nos concentrados, provindo quer do licor de fermentação, quer do processo de classificação ou precipitação". Já quando comenta as enzimas preparadas diz que elas são obtidas ou por diluição dos concentrados mencionados na anterior parte "B ou por mistura entre si de enzimas isoladas ou dos concentrados enzimáticos..." Vemos assim que as próprias NENCCAS distinguem até mesmo como o processo de obtenção das enzimas: nos concentrados, por fermentação, classificação ou precipitação; nas preparadas por diluição dos concentrados, ou por mistura entre si das enzimas isoladas ou dos concentrados enzimáticos. E todos os laudos anteriormente citados e mais do INT, este na resposta ao quesito formulado pelo DRFC (fls. 37) que o produto em questão é obtido por FERMENTAÇÃO o que é mais um ponto e de base legal, para conceituá-lo como uma enzima concentrada. Insurgindo-se contra a r. decisão proferida, por entender que a mesma está em dissonância com as provas produzidas nos autos e sem sintonia com o Direito, a Fazenda Nacional interpos tempestivo Recurso Especial cujas razões estão sintetizadas na v. Decisão monocrática, que a Recorrente adota "como se aqui transcritas estivessem" e a elas remete os ínclitos julgadores. Instada, a autuada, com guarda de prazo, ofereceu suas contra- razões argüindo, de inicio, que o recurso interposto pela Fazenda Nacional deverá ser indeferido, de plano, por não ser a decisão adotada pela Colenda Câmara contrária à lei nem, tampouco, às provas dos autos, conforme exige o art. 3, inciso 1, do Decreto n 83304/79 que instituiu a Câmara Superior de Recursos Fiscais; aduziu, a seguir, que de uma analise perfunctória é possível 1, Processo n°. : 10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 verificar que foram observados os critérios definidos na legislação então em vigor , ou seja, as Notas Explicativas da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, para finalizar pedindo seja negado provimento ao recurso por ser medida de direito e da mais lídima justiça. É o relatório. :1/ Processo n°. : 10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 VOTO Conselheiro Relator HENRIQUE PRADO MEGDA. O Laudo do LABANA, que amparou a lavratura do Auto de Infração que deu origem ao presente processo concluiu tratar-se a mercadoria importada de "uma enzima preparada contendo B-Galactosidade (lactase) e outras substancias que a tornam própria para determinado emprego" e não de "LACTOZYM — enzima obtida a partir da fermentação submersa de uma cepa selecionada de KLUYUERO MYCES FRAGILIS", como havia declarado o importador. Examinando-se este laudo (fls. 04) verifica-se que o mesmo é lacônico, não explicitando a relação entre os resultados da análise efetuada com a conclusão alcançada, confirmando, no entanto a atividade enzimática do produto importado sobre a lactose, produzindo hidrólise da mesma em quantidades proporcionais à sua concentração Contrapondo-se a esta conclusão, a empresa trouxe aos autos: 1) a declaração do fabricante da mercadoria objeto da lide (fis. 20) que, inclusive, discorre sobre o processo produtivo e os conceitos pertinentes aos diferentes produtos enzimáticos; 2) Conclusão do Instituto de Tecnologia de Alimentos — ITAL da Secretaria do Estado de São Paulo (fls. 32); 3) Parecer Técnico do Instituto Adolfo Lutz (fls. 33). No entanto, o julgador monocrático considerou as declarações supra anoladas como meros pareceres sobre a correta classificação do produto "LACTOZYM" entendendo que o caso prescindia de qualquer outro elemento subsidiário uma vez que a mercadoria efetivamente importada já estava dr/ Processo n°. : 10865.001103/88-68 Acórdão n°. : CSRF/03-03.063 plenamente identificada pelo LABANA, constando, ademais, da própria TAB, os meios adequados a sua correta classificação tarifária, determinando, em conseqüência, integralmente procedente o lançamento efetuado. A Colenda Câmara ora recorrida, antes de examinar o mérito, converteu o julgamento do Recurso ordinário tempestivamente interposto em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia que, após análise do produto importado respondeu os quesitos formulados pelo Relator, pela DRF de Limeira e pela Autuada, de forma extensa e detalhada (fis.81 a 89), que leio em sessão, para melhor informação dos Srs. Conselheiros. Tendo em vista os esclarecimentos prestados pelo conceituado Instituto, à Egrégia Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes acordou em prover integralmente o Recurso interposto. Do exposto, deixo de acolher as razões recursais da Fazenda Nacional, sintetizada na v. Decisão Monocrática, pelos mesmos fundamentos do Acórdão ora recorrido, uma vez que o Laudo do LABANA não se refere aos critérios utilizados para chegar à conclusão por ele oferta* ao contrário dos laudos e demais elementos técnicos trazidos aos autos pelo sujeito passivo. Nego provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 1999 HENRIQUE PRADO MEGDA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10711.001574/90-81
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 24 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri Jul 24 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Classificação.
1. Conforme Laudo Labana-RJ nº 2959/89 e Parecer Técnico do INT - Of. 261/92, o produto importado trata-se de "mistura odorífera com presença de metil cedril cetona, destinado à perfumaria, com classificação TAB/SH 3202.90.0100.
2. Negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-27.135
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso quanto à classificação. Pelo voto de qualidade, manteve-
ve as multas dos arts. 524 e 526,11'4 do.R.A, vencidos os Conselheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, José Theodoro Mascarenhas Menck, Luiz Antonio Jacques e Madalena Perez Rodrigues, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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Sessão cht_iLsle,ii]j_tsie 1992 ACORDAO R* 301-27.135 Recurso n2.:112.663 Recorrente: IFF ESSGNCIAS E FRAGANCIAS LTDA. Recorrida: IRF/PORTO/RJ Classificação. 1. Conforme Laudo Labana-RJ n9 2959/89 e Parecer Técnico do INT - Of. 261/92, o produto importado trata-se de "mistura odorífera com presença de metil cedril ceto- na, destinado ã perfumaria, com classificação TAB/SH 3202.90.0100. 2. Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimen- to ao recurso quanto ã classificação. Pelo voto de qualidade, man- teve-ve as multas dos arts. 524 e 526,11'4 do.R.Avvencidos:os Conse- lheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, José Theodoro Mascarenhas Menck, Luiz Antonio Jacques e Madalena Perez Rodrigues, na -cforma do relatério e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF 4 em 4 de julho de 1992. IT' I fr VI '' DA COS A - Pr ident e relator RUY ',MIGUES DE SOUZA - Procurador da Fazenda Nacional • VISTO EM SESSÃO DE: 21 GO 1992 Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Ronaldo Lindimar José Marton, Otacílio Dantas Carta- xo e João Baptista Moreira. AAAAA /0 - 9E208 l42 047/92 - d. H . 1EFP - TERCEIRO CONSELE0 DE CONTRIBUINTES - 1. CAMARA .:(ECURSO N. 112.663 - ACORDAI] N. 301-27.135 .:(ECORRENTE: IFF - ESSENCIAS E FRAGANCIAS LTDA. 'ECORRIDA : IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO/RJ EL ATOR : Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA, relator RELATÓRIO Retorna o processo de diligência determinada pela Reso- mçao n. 301-615, cujo relatório e voto transcrevo: " A filma IFF ESSENCIAS E FRADANCIAS, através da Decla- -açao de Importaçao (DI) n. 10657/89 (fls. 4/10), submeteu a despacho 5480 quilos de metil cedrenil cetona, tipo coeur, 98% de pureza apro- :imados, liquido, nome cientifico: Metil Cedrenil Cetona, nome comer- ia].: Vertofix Coeur, ao amparo da Guia de Importaçao (GI) n. X31-89/000947-0 (fls. 13), classificando o produto no código TAB . 914.29.9900, com aliquotas de 40% para o Imposto de importaçao (II) e c.+1-c) para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), obtendo o .eu desembaraço com base na IN-SRF n. 14/85. . Encaminhada a amostra do produto ao Laboratório de Aná- .ises, este emitiu o Laudo n. 2959/89 (fls. 15), esclarecendo tratar- “e de mistura odorífera, com a presença de metia cedril cetona. Em ato de revisa°, o produto foi desclassificado para o :ódigo TAB 3302.90.0100, com aliquotas de 60% para o II e 12% para o :PI, e exigido o recolhimento do crédito tributário apurado em funçao le tal desclassificaçao (fls. 2). Mao tendo sido cumprida a exigência fiscal, foi lavrado ) Auto de Infraçao n. 26/90 (fls. 01), para exigir-se da importadora o .ecolhimento da diferença de II, do IPI e das multas previstas nos trts. 524 e 526, inc. II, do Regulamento Aduaneiro (RA), aprovado pelo ,ecreto n. 91.030/85 e no artigo 80, II, da Lei n. 4502/64, com reda- :ao modificada pelo Decreto-lei n. 34/66, att. 2., 22. alteraçao, além os encargos legais cabíveis. Devidamente intimada (fls. 17 e v), a Autuada, tempes- ivamentem apresentou impugnaçao (fls. 18/20), anexando cópia de Reso- uçoes do 3. Conselho de Contribuintes, emitidas em processos relati- . .os a produtos semelhantes ao do presente caso (fls. 25/29 e 30/31), e ali citando a) apensamento dos processos 13707.001153/87-20, 1370. 770.1162/87-11,10711.6339/87-20. 0 10711.006446/87-20, 10711.2885/88-51, 10711.2920/88-50, 10711.4772/88- 36, 10711.4095/88-00, 10711-002560/88-07, 10711. 1158/89-11,10711.00176/89-94, 10711.001159/89-75, 10711.00175/89-21, 10711,00183/09-94, 10711.001177/ 89-57, 10711.002809/89-91, (10711) 13707..000151/90- 64, 13707.001403/89-71, 13707.1409/89-33, 13707. 1411/89-85.13707.000149/90-02, 13707.001410/89-12, 13707.000159/90-00, 13707.000286/90-93, 13707. 7003000/90-12, 13707.000295190-21, 13707.000388/90- 63; b) nulidade do auto de infraçao lavrado; c) modificaçao do laudo do Laboratório de Análises: d) perícia antecipada a ser efetuada pelo Instituto Na- cional de Tecnologia (INT) e/ou por peritos técnicos nomeados, com formulaçao de quesitos; e) liminar revisao "ex officio" pela Tributaçao à pre- senteimposiçao fiscal e aos processos que seriam • apensados, como neles requerido ' resguardando-se a • impugnante à complementaçao impugnatória, no momento. hábil, na forma da lei; e f) suspensa() de quaisquer eventuais sançoes à impugnan-' te, até decimai> final dos mencionados processos. •• Alegou, ainda, a Interessada: • a) cerceamento de defesa, face aos arts. 153, §§4: e 15. da Constituiçao Federal e art. 142 do Código Tributário Nacional; b) falta, por parte da fiscalizaçao, do fornecimento de orientaçao temática ou técnica com a finalidade de evitar decréscimo patrimonial A impugnante; e c) falta de definiçao do fato gerador (art. 104, CTN). • Na réplica (fls. 32) o AFTN autuante opinou pela manu- -.onça° do Auto, em virtude de os documentos apresentados com a impug- açao se referirem a produto diverso do que foi despachado pela DI n. 0657/89. Para instruçao do feito, o órgao preparador anexou ao .rocesso cópias da adiça° 01 da DI n. 8804/89 (fls. 33) e do Laudo de málises n. 2336/89 (fls. 34), emitido pelo Laboratório de Análises" 'eferentes a outra importaçao efetuada pela autuada sobre o mesmo pro- uto objeto deste processo. No referido Laudo n. 2336/89, o Laboratório de Análises eclara que se trata de "mistura odorífera para uso em perfumaria, on- e foi detectada a presença de metil cedril cetona." "VOTO • • Nao obstante os deferimentos para pedidos de perícia, , xemplificados pela requerente, se refiram a produto diferente daquele mportado, entendo imprescindível a concessao, pg baseada na contra- -érsia entre o "Know how" da matriz da recorrente e a desclassificaçao mposta pela Autoridade Fiscal, que é o cerne da questao. Por essas razoes, vota para deferir o pedido de perícia o INT, por intermédio da repartiçao de origem. •Para tal mister, deve ser Juntada a amostra do produto oletada pelo LADANA para emitir o seu laudo, intimar o Autuante e a 'ecorrente para apresentarem os quesitos que entenderem necessários ao sclarecimento de causa." Foi cumprida a diligencia pelo INT conforme Parecer écnico de 04/05/92 - Of. 261/92 (fls. 80/86). E o relatório. • Rec. 112.663 Ac. 301-27.135 VOTO :onselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA, relatar: A matéria objeto deste processo se refere à classifica- :ao tarifaria de produto importado. A empresi . adotou o código 2914.29.9900 cuja discrimina- :ao na Tarifa Aduaneira do Brasil - TAB c, a seguinte: 2914 - CETONAS E QUINONAS, MESMO CONTENDO OUTRAS FUN- ÇOES OXIGENADAS, E SEUS DERIVADOS HALOGENADOS" SULFONADOS, NITRADOS OU NITROSADOS. 29 - Outras. 9900 - Outras. O Fisco, por sua vez indicou como correta a classifica- :ao 3302.90.0100 que está assim discriminada na TAD: 3302 - MISTURAS DE SUBSTANCIAS ODORIFERAS E MISTURAS (INCLUIDAS AS SOLUÇOES ALCOOLICAS) A BASE DE UMA OU MAIS DESTAS SUBSTANCIAS, DOS TIPOS UTILIZADOS COMO MA/ERIAS BÁSICAS PARA A INDUSTRIA. 90 - Outras. 0100 - Para perfumaria. O Laudo do Labana/R3 n. 2959/09 diz (fls. 15): " I ENSAIOS REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS: (RESUMO) ENSAIOS RESULTADOS Densidade a 25.0 0,997 Indice de refraçao a 20.0 1,5177 Cromatografia em fase gasosa perfil de mistura com áreas relativas de 6,72%g 59,72%g 11,21% e 16,59%. Semelhante ao Vertofix Couer.• Espectrometria de RessontIncia Magnética do Próton absorçoes caracteristicas com a metil cedril catana com ab- sorçoes (pequena intensidade) de dupla ligaçao indicando presença também de metil ce- drenil catana. I/ - CONCLUSAO: Trata-se de mistura odorifera com presença de metil cedril etana." O Parecer Técnico de 04/05/92 do INT diz (fls. 83/S5): "RESULTADO DA ANALISE _Caracteristjcas dq_produtar liquido, de cor amarelada, odorifero. Analise por cromatografla em fase gasosa: Os principais picos do cromatograma da amostra apresentam o mesmo tempo de retençao que as respectivos picos do cromatograma padrao de metil cedrenil cetona (vertofix coeur). Conclusao: Trata-se de metil cedrenil catana. jota: O padrao de metil cedrenil cetona foi fornecido pelo interes- sada. gpEsnos DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RESPOSTAS • .) A amostra sob anklise um.composto orgAnico decostit.uiçogpimi- _çLjrfinida apresenftado isoladamente., mesmo contendo impurezas? :espostan Metil cedrenil cetona /yertofix Coeurl_o5 obtide_pela .fficeti- laçao de "Cedarwood 011 Terpenes". Este último é resultante da destilaçao do produto natural "Cedarwood Oil" constituidO de terpenos e alcoóis. Na desti/açao, os alcoóis sao separa- ' • dos obtendo-se "Cedarwood Oil Terpenes". A acetilaçao deste,, usando-se ácido acético como agente e catalizador, dá lu-1/2 gar a uma série de isomeros, em que a metil cedrenil cetona constitui o principal isomero, sob o ponto de vista de con-‘ centraçao (40% ou mais), e outros isomeros em percentagens menores. (1). Portanto, trata-se de mistura de isomeros. !) Ou trata-se de uma mistura de isomeros de um mesmo composto orOni- '- co? espostan Conforme resposta dada ao quesito 1), trata-se de uma mis- tura de isomeros de um mesmo composto quimico proveniente do processo de fabricaçao em que predomina a metil cedrenil ce- tona. ) Em caso negativo, de que se trata? • esposta: Prejudicada, em face à resposta ao quesito 2). • • ) Quais os componentes identificados na mistura e a dosagem de cada • um? esposta: O teor do componente principal (metil cedrenil cetona) é aproximadamente 50% e os teores dos seis isomeros variam de 2% a 12%, além de pequenas impurezas. A análise foi feita por cromatografia em fase gasosa. ) O produto sob exame pode ser considerado uma mistura odorífera? E qual o seu emprego: perfumaria, alimentaçao ou ambos? • esposta: O produto é constituido de mistura de sete isOmeros, prove- nientes do processo de fabricaçao, nao sendo misturados de- liberadamente. Seu emprego: perfumaria (2)., tanto como agente odorifero, como fixador- Nao é usado em alimentaçao (2). ) Face à complexidade dos produtos demonstrem, analiticamente: a) sua classificaçao; b) processo de obtençao; c) seu manuseio, fa- ce O "Know how" da matriz de impugnaçao; d) se correta a classifi- caçao no cap. 29, Nomenclatura do Conselho de Cooperaçao e Pauta dos Direitos de Importaçao. espostana)A competencia da classificaçao tarifária é da Coordenaçao do Sistema de Tributaçao do Ministério da Fazenda, Decreto- lei n. 37/66, porém de acordo com Notas Explicativas do Sis- tema Harmonizado (NESH), Capitulo 29: "Produtos Químicos Or- A Onicos - Notas: 1) Ressalvadas as disposiçoes em contrário, ems posiçoes do presente capitulo apenas compreendem; 3 b) as mituras de isomeros de um mesmo composto orgânico •• (mesmo contendo impurezas) com exclusao das misturas de iso- meros (exceto estereo-isomeros) dos hidrocarbonetos acicli- dos saturados ou nao". No presente caso, o produto é consti- tuído de isOmeros, que nao sao os hidrocarbonetos menciona- dos. • • b) Já respondido no Quesito i. c) Evitar inalaçao e contato com a pele e olhos. Boa higiene • pessoal deve ser praticada após qualquer contato, antes das refeiçoes, nos intervalos, ou no fim do trabalho. Roupas é sapatos contaminados devem ser limpos após o uso. E recomen- • dada a existencia de lava-olhos e/ou chuveiro na área de trabalho. L d) Já respondido no item a). ') Informem o que entenderem necessário à soluçao da lide. 'esposta: Acreditamos que todas as informaçoes necessárias foram • da- das. • iteratura Consultada: 1) Patent Specification - The Patent Office, London A Novel Acetyla- ted Octahydronaphtalene Odorant, n. 1377803. 2) a) The Patent , 01"fice, London, Patent Specification n. 1377603. b) United States Patent n. 3799987." Pelos percentuais apresentados em ambas as análises %M-- e que se trata de mistura odorifera destinada Itt pérfumaria. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao ecurso. Sala das Sessoes, d2 julho de 1992. Ok. ITAMAR V URA DA COSTA Ro atoo • • •
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