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Numero do processo: 10945.900595/2014-01
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL.
Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
Numero da decisão: 3401-010.369
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins.
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
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OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 05 95 /2 01 4- 01 Fl. 64885DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão proferida por esta Turma e assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2010 a 30/09/2010 PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada e a impugnada de maneira genérica em tempo e modo próprios não deve ser conhecida por este Colegiado. DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada. REVISÃO. LANÇAMENTO. RESSARCIMENTO. POSSIBILIDADE. SÚMULA CARF 159. Não é necessária a realização de lançamento para glosa de ressarcimento de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS não-cumulativos, ainda que os ajustes se verifiquem na base de cálculo das contribuições. DECADÊNCIA. ART. 150 § 4 o CTN. GLOSAS. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica o disposto no art. 150, § 4 o , do Código Tributário Nacional (CTN) no caso de análise de solicitação de crédito em despacho decisório, por não se tratar a operação de lançamento. NÃO INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. COMERCIAL EXPORTADORA. A não incidência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, descrita no artigo 14, inciso VIII, da MP 2.158-35/2001, exige prova de que a venda se destinou a exportação, ou seja, prova de que a mercadoria foi efetivamente exportada. ISENÇÃO. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. TRADING COMPANY. O artigo 1 o do Decreto 1.248/1972 isenta de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS a exportação indireta por meio de Trading Company desde que os bens a exportar sejam enviados diretamente a armazém alfandegado, embarque ou para regime de entreposto extraordinário na exportação. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. VENDA NO MERCADO INTERNO. VENDAS NÃO TRIBUTADAS. Impossível a exclusão da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS das vendas no mercado interno e das vendas não tributadas, eis que não compõem, a priori, a base de cálculo das exações. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. FRETES. O artigo 15 da MP 2.158-35/2001 não trata de essencialidade, mas de especialização concernente a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e serviços da mesma natureza. Assim, salvo prova da especialização do frete, impossível a dedução. EXCLUSÃO. CUSTO AGREGADO. MÃO-DE-OBRA. Fl. 64886DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 O conceito de custo agregado descrito pelo § 8 o do artigo 11 da IN SRF 635/2006 é amplo, e não vincula o custo agregado ao gasto com salário ou ainda com remuneração, limitando-se o artigo a tratar de dispêndios com mão-de-obra, ou seja, todos os valores pagos e benefícios concedidos às pessoas que prestam serviço ao contribuinte. INSUMOS. PALLETS. MATERIAL DE EMBALAGEM. Não é possível a concessão de crédito não cumulativo de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS ao pallet, salvo quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique a perda do produto ou de sua qualidade, ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. FRETE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal de crédito referente a Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS para frete de produtos acabados entre estabelecimentos da empresa. CRÉDITOS. MANUTENÇÃO. ART. 17 DA LEI 11.033/2004. IMPOSSIBILIDADE. A manutenção dos créditos, prevista no art. 17 da Lei 11.033/2004 não se refere a créditos cuja aquisição é vedada em lei. SÚMULA CARF 157. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. MERCADORIA PRODUZIDA. O percentual da alíquota do crédito presumido das agroindústrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8 o da Lei 10.925/2004, será determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroindústria, e não em função da origem do insumo que aplicou para obtê-lo. Intimada, a Embargante opôs Embargos de Declaração, apontando uma série de omissões, contradições e erros de fato no julgado. Os Embargos foram acolhidos apenas e tão somente no tópico despesas com armazenagem e frete na operação de venda, isto porque, dentre as matérias declaradas preclusas por esta Turma, o tópico em questão foi, efetivamente, aventado tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto em Recurso Voluntário. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: A fiscalização glosa em tópico específico as DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA porquanto: Dentre as Notas Fiscais apresentadas pela Embargante “foram identificados fretes sem comprovação de origem, destino e/ou produto transportado” o que torna impossível a análise da natureza do frete; Fl. 64887DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-010.369 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900595/2014-01 Fretes entre armazéns da Embargante não geram créditos das contribuições quer estes sejam de produtos acabados, quer sejam de insumos; Quatro fretes referem-se a aquisição de ativo imobilizado. A Embargante em sede de Manifestação de Inconformidade apresentou o seguinte argumento sobre o tema: “Dentre os inúmeros fundamentos da decisão que merecem reforma, a recorrente destaca as glosas a seguir relacionadas: (...)(d3) fretes sobre a aquisição de bem não sujeito ao pagamento das contribuições e tributação monofásica e fretes de transferência entre estabelecimentos (itens 86 a 87 e 107, Informação Fiscal SEORT/EQMAC/DRF FOZ 06/2016)”. Com a máxima vênia ao ilustre Presidente desta Turma, quer parecer que, para inaugurar a lide administrativa a impugnação deve ser específica, apontar, ao menos os motivos de fato que deveriam levar ao afastamento do fundamento, o que no presente caso - sem prejuízo da vasta sabedoria do combativo patrono da Embargante - não se apresenta verdadeiro. Aliás, a Ementa do Voto destaca que “para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada”. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos de Declaração. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 64888DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003180/2006-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.128
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 588 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso de Ofício e Recurso Voluntário interpostos em face de acórdão proferido nestes autos pela 1ª Turma da DRJ/RPO, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, considerar procedente em parte o lançamento, mantendo parcela do crédito tributário exigido, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE AJUSTE. ESTIMATIVAS MENSAIS. Poderão ser deduzidas do imposto a pagar, na declaração de ajuste (a título de estimativa), as estimativas efetivamente recolhidas ou compensadas no curso do anocalendário. Exoneramse os valores decorrentes de estimativas não declaradas em DCTF, por terem sido integralmente compensadas com IRRF do período. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ANTERIOR AO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Comprovandose que o crédito tributário (principal, juros de mora e multa de mora não pagos) exigido foi objeto de compensação por meio de declaração de compensação apresentada anteriormente ao lançamento de ofício, cancelase a exigência. CONTRIBUIÇÃO NÃO CONFESSADA. DEDUÇÃO REJEITADA A comprovação do tributo retido na fonte incidente sobre rendimentos incluídos na DIPJ deve ser efetuada pela apresentação do comprovante da retenção emitido pela fonte pagadora. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: A empresa acima qualificada foi autuada em 27/12/2006, no montante de R$ 2.305.553,38, a título de IRPJ e CSLL (fls. 90/99), em decorrência de ter sido constatado durante procedimento de verificação de cumprimento das obrigações tributárias diferenças entre valores escriturados e valores declarados/pagos. Conforme o Termo de Verificação Fiscal de fls.86, no curso da ação fiscal verificouse que o contribuinte não declarou ou declarou a menor em DCTF, valores relativos ao IRPJ e à CSLL, ao serem confrontados com os valores escriturados em sua contabilidade, nos seguintes montantes: PERÍODO: DEZEMBRO/2001 VR ESCRITURAÇÃO DCTF INSUFICIÊNCIA CONTÁBIL VALOR DECLARADO DECLARAÇÃO IRPJ 827.246,73 ZERO 827.246,73 CSLL 304.235,03 238.306,46 65.928,57 Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 589 3 O contribuinte foi cientificado, em 29/12/2006, por via postal, AR em fls. 100, e apresentou em 31/01/2007 a impugnação de fls. 103/111, propugnando pela improcedência da autuação nos seguintes termos: teria apurado prejuízo fiscal durante todo o anocalendário de 2001, sendo que somente no mês de dezembro teria apurado lucro real, conforme declarado na DIPJ/2002 o valor apurado a título de IRPJ no anocalendário de 2001, após dedução do PAT, totalizaria R$ 827.246,73, tendo a empresa utilizado parte do valor do IRRF pago ou retido na fonte no período, para dedução do crédito tributário especificado. a composição do IRRF que teria sido pago ou retido no anocalendário de 2001, bem como as deduções que teria efetuado no período e que estariam evidenciadas no razão contábil (doc. 04), são apresentados na tabela de fls. 105, abaixo reproduzido: IRRF pago/retido Deduções efetuadas DESCRIÇÃO (DIPJ 2002/2001 para satisfação do Saldo de IRRF a Ficha 43) débito compensar IRRF aplicação financeira 2.479.015,46 (506.497,91) 1.972.517,55 IRRF mútuos 384.576,80 (297.118,57) 87.458,23 IRRF remuneração serviços 0 prestados por PJ 4.098,61 4.098,61 IRRF outros rendimentos 174,00 174,00 IRRF órgãos públicos (não 0,00 declarado) (23.630,24) (23.630,24) TOTAL 2.867.864,87 (827.246,72) 2.040.618,15 da tabela acima se depreenderia que o valor do IRRF utilizado na dedução em questão seria substancialmente inferior ao montante total dos pagamentos e retenções referentes ao anocalendário de 2001, devidamente declarados em DIPJ (doc. 05) pág. 120; o saldo de R$ 2.040.618,15, não utilizado no anocalendário em questão, teria passado a compor o saldo negativo de IRPJ do período, passível de restituição ou compensação em períodos subseqüentes. foram acostados parte dos informes de rendimentos e guias Darfs comprobatórias dos valores pagos e/ou retidos a título de IRRF declarados em DIPJ (docs. 06 a 18), tendo sido os informes de rendimentos não apresentados já solicitados junto às fontes pagadoras, em caráter de urgência. o saldo do IRRF não seria apenas suficiente à satisfação do débito apurado a título de IRPJ como também à constituição de saldo negativo do imposto, passível de restituição/compensação em períodos posteriores. para fins de apuração do débito concernente ao IRPJ, o IRRF seria considerado antecipação do imposto devido no encerramento do período de apuração, nos moldes do art. 37, §3º, alínea “c”, da Lei nº 8.981/95. teria deduzido o valor de R$ 23.630,24, parte do IRPJ retido em operações realizadas junto a órgão públicos no anocalendário de 2001, conforme estaria demonstrado no razão contábil (doc. 04). Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 590 4 o valor referente a tais deduções para o anocalendário de 2001, a título de IRRJ, totalizaria R$ 49.296,80, conforme comprovaria o razão contábil (doc. 19) e conciliação correspondente (doc. 20), o que restaria clara a legitimidade da dedução efetuada, bem como devidamente demonstrada a existência de saldo suficiente à adoção de tal procedimento; restando, ainda, saldo remanescente no valor de R$ 25.666,56. quanto ao preenchimento da DCTF deveria ser informado o débito apurado após a dedução do valor do IRRF pago ou retido no anocalendário, bem como ao montante de IRPJ retido em operações realizadas junto a órgãos públicos, em razão da ausência de campo específico para informação de tais deduções. o valor do débito a ser informado corresponderia à diferença entre o débito total apurado, que totalizaria R$ 827.246,73 e o montante da dedução efetuada no mesmo valor. assim, não haveria débito remanescente a ser informado em DCTF (doc. 21), pois com as deduções efetuadas teria quitado integralmente a obrigação tributária. restaria claro que o lançamento, no que concerne ao IRPJ seria totalmente improcedente, uma vez que a Impugnante procedeu, tempestivamente, ao pagamento integral do crédito tributário exigido pela Fazenda Nacional, o qual se encontra extinto em razão do pagamento, por força do disposto no artigo 156, I do Código Tributário Nacional. o valor apurado a título de CSLL no anocalendário de 2001 totalizaria R$ 304.235,03 e a empresa teria deduzido R$ 19.696,62, que corresponderia a parte da CSLL retida em operações realizadas junto a órgãos públicos no anocalendário de 2001, conforme estaria demonstrado no razão contábil (doc. 22), resultando em R$ 284.538,40 o valor das retenções referentes ao anocalendário de 2001, a título de CSLL, em ditas operações totalizaria R$ 41.077,63, conforme comprovaria o razão contábil (doc. 23) e conciliação correspondente (doc. 24). restaria assim saldo remanescente de R$ 21.381,01. a impugnante teria efetuado tempestivamente o pagamento de R$ 238.306,46, (DARF, doc. 25) e teria compensado o montante de R$ 46.231,94 com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ, conforme demonstraria o PERCOMP colacionado (doc. 26). a impugnante teria feito constar, por equívoco, na DCTF do 4º trimestre de 2001, (doc. 27), exclusivamente a parcela do débito que foi objeto de pagamento mediante guia DARF, conforme demonstrado a seguir: Descrição Valor declarado Valores corretos a Variação em DCTF serem considerados Débito apurado 238.306,46 284.538,40 46.231,94 Pagamento (238.306,46) (238.306,46) Outras compensações (46.231,94) (46.231,94) Saldo a pagar com relação ao preenchimento da DCTF, teria informado o débito apurado após a dedução concernente ao valor de CSLL retida em operações realizadas junto a órgãos públicos, em razão da ausência de campo específico para tal dedução. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 591 5 A parcela exonerada não mereceu remanescer porque, no entender do colegiado: (a) Relativamente ao IRPJ, os débitos são decorrentes de valores apurados por estimativa (fls. 66) no montante de R$827.246,73, não declarados em DCTF e tampouco recolhidos, mas que, no entanto, foram compensados no AJUSTE, na Declaração de Informações de Imposto de Renda –Pessoa Jurídica (DIPJ) (fls. 65), como se o tivessem sido, apurando saldo negativo na Declaração de Ajuste Anual. O contribuinte, em sua tese de defesa, alegou não ter declarado em DCTF o referido valor de R$827.246,73 a título de estimativa devida no mês de dezembro por ter compensado, com o IRRF recolhido no período e ter quitado integralmente a obrigação tributária com as deduções efetuadas, não havendo débito a declarar em DCTF. Tal compensação consta na DIPJ/2002, colacionada pela fiscalização em fls. 66, e quando não há valor de estimativa devido depois das deduções da Ficha 11 – Calculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa, linhas 05 a 10, não havendo imposto de renda a pagar, de fato nada deve ser declarado em DCTF, até por que não se trata de compensações, mas sim de deduções previstas na legislação tributária e informadas em DIPJ. Verificouse, ainda, recolhimento no valor de IRRF no valor de R$1.220.413,91 (superior, portanto, ao valor de R$ 827.246,73), tendo como beneficiário o autuado. (b) relativamente à CSLL, a parcela de R$46.231,94 (do montante de R$65.928,57 que está sendo exigido) foi compensada com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ, conforme demonstraria o PERCOMP colacionado em fls. 151/155(doc. 26). Pesquisa aos sistemas de controle da RFB, confirma que o montante de R$46.231,94 devido a título de estimativa de CSLL, com vencimento em 31/01/2002, que deu origem ao valor constante do auto de infração foi incluído em declaração de compensação entregue em 18/10/2004 (fls. 189/190), antes, portanto, do lançamento (efetuado em 27/12/2006 – fl. 92, e cientificado em 29/12/2006 – fl. 100). A declaração de compensação em questão (06948.64148.181004.1.3.020990), como já ressaltado, foi entregue antes do lançamento de ofício de fls. 166/169 e posteriormente à Lei nº 10.833, de 2003, assim, tendo havido a confissão espontânea anteriormente ao lançamento de ofício, devese cancelar a parcela de R$46.231,94 da exigência respectiva. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: (a) Relativamente à parcela não exonerada de R$19.696,62 (retenção de CSLL sofrida nas operações com órgãos públicos) acostou ao processo ficha contábil que reflete o registro contábil do crédito decorrente das retenções de CSLL sofridas nas operações mencionadas, que faz a conciliação dos valores contabilizados, com especificação dos órgãos públicos responsáveis pelas retenções. Assim, não pode ser penalizada porque o órgão público deixou de apresentar os documentos que a autoridade entende serem a única prova cabível ao caso. Isto porque os agentes devem buscar a verdade material, tendo amplos poderes de investigação. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 592 6 Além disso, embora não tenha juntado todas, efetuou juntada da maior parte das notas fiscais de venda a tais órgãos públicos. Acosta, ainda, balanços patrimoniais e fichas contábeis, de modo a demonstrar a ocorrência de tais vendas; (b) Solicita realização de diligência para completa elucidação das deduções efetuadas. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 19515.003180/200611 Resolução n.º 1302000.128 S1C3T2 Fl. 593 7 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. A análise do presente recurso contém questão prejudicial, relativa à parcela de R$19.696,62 (retenção de CSLL sofrida nas operações com órgãos públicos). No que tange a este ponto, a recorrente acostou diversos documentos para provar que efetuou as vendas (notas fiscais de venda, balanços patrimoniais e fichas contábeis), dispondose, ainda, a buscar as provas eventualmente ausentes cuja produção esteja a seu cargo. O indeferimento de tais compensações deuse pela inexistência de documento produzido pela fonte pagadora, que no caso são órgãos públicos. A mera adoção dos valores declarados em Dirf pelas fontes pagadoras sem um aprofundamento maior da investigação acerca dos valores retidos não é bastante para esgotar o tema, mediante a glosa do IRRF lançado na DIPJ e utilizado para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL. Isto porque tal procedimento, calcado única e exclusivamente no procedimento – por vezes equivocado de terceiros, acaba em alguns casos por ferir direito líquido e certo do contribuinte, e este, muitas vezes, não dispõe de condições de produzir evidências em seu favor. Assim, voto para converter o julgamento em diligência, para que a Unidade de jurisdição aprecie os documentos acostados pela recorrente, e, podendo efetuar outras diligências, manifestese conclusivamente acerca dos valores de IRRF retidos de órgãos públicos no anocalendário de 2001 (R$19.696,62). Do resultado deverá ser notificada a recorrente, devendo serlhe concedido prazo de 10 dias para se manifestar, nos termos da Lei nº 9.784/99. Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 7DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 11070.000062/2009-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 29 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.084
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da PRIMEIRA
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARÃES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. “documento assinado digitalmente” Marcos Rodrigues de Mello Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcos Rodrigues de Mello, Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Irineu Bianchi, Eduardo de Andrade e Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junior. Fl. 193DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11070.000062/200951 Resolução n.º 1302000.084 S1C3T2 Fl. 1.219 2 RELATÓRIO GUILHERME A MEZZAROBA E CIA LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, inconformada com a decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria, Rio Grande do Sul, que manteve, na íntegra, os lançamentos tributários efetivados, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando a reforma da decisão em referência. Trata o processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relativas aos anoscalendário de 2004 a 2007, formalizadas a partir da constatação de falta e/ou insuficiência de recolhimento. Entendendo que os fatos apurados configuraram intuito doloso na prática da infração, a autoridade fiscal aplicou multa qualificada de 150%. Inconformada, a contribuinte apresentou impugnação ao feito fiscal (fls. 1.170/1.185) por meio da qual ofereceu, em síntese, os seguintes argumentos: que estaria contratando empresa para a realização de auditoria contábil, circunstância que ensejaria a apresentação de novos elementos da defesa no momento dos recursos a instâncias superiores; que o Mandado de Procedimento Fiscal (que deu origem ao Termo de Constatação Fiscal) e os autos de infração careceriam de elementos essenciais, prescritos em lei, impossibilitando a ampla defesa; que o Mandado de Procedimento Fiscal teria desrespeitado as normas da Portaria RFB n° 11.371/07 que dispõe sobre o planejamento e execução das atividades fiscais, devendo ser declarado inválido, pois, não fez parte do Termo de Constatação Fiscal, não determinou qual tributo estava sendo fiscalizado e desrespeitou a regra relativa ao prazo de validade; que os autos de infração não atenderiam aos requisitos estabelecidos no art. 10 do Decreto n° 70.235, de 1972, uma vez que os fatos não estariam suficiente e devidamente descritos e a disposição legal infringida igualmente não estaria suficientemente apontada, impossibilitando a ampla defesa; que os fatos geradores ocorridos no mês de janeiro de 2004 não poderia mais ser objeto de lançamento em janeiro de 2009, pois atingidos pela decadência, nos termos dos artigos 150, § 4°, e 156 do CTN; que os débitos lançados careceriam de base fática e legal; que os valores não seriam devidos; que, mesmo que omissos ou incompatíveis os dados declarados, os valores lançados jamais atingiriam as cifras apontadas, devendo ser revistos os valores dos lançamentos; Fl. 194DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11070.000062/200951 Resolução n.º 1302000.084 S1C3T2 Fl. 1.220 3 que não teria havido sonegação ou fraude, na forma do art. 71 e 72, da Lei n° 4.502/64, atos ilícitos que dependeriam de elementos subjetivos e objetivos, ausentes na presente situação; que seria aplicável ao caso a multa de 75%, prescrita no art. 44, I, da Lei n° 9.430/96, pela falta de declaração ou declaração inexata. A 1a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria, analisando os feitos fiscais e a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 1810.615, de 28 de abril de 2009, pela procedência dos lançamentos, conforme ementa que ora transcrevo. NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF) O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da fiscalização, não implicando nulidade dos procedimentos as eventuais falhas na emissão e trâmite desse instrumento. NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Se o auto de infração possui todos os requisitos necessários à sua formalização, estabelecidos pelo art. 10 do Decreto n° 70.235, de 1972, e se não forem verificados os casos taxativos enumerados no art. 59 do mesmo decreto, não é nulo o lançamento. DECADÊNCIA TRIBUTÁRIA Não tendo transcorrido o prazo de 5 anos da ocorrência do fato gerador, não há o que se falar em decadência do direito de lançar o tributo. IRPJ/CSLL. LUCRO REAL TRIMESTRAL. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO Constatado que o contribuinte não confessou, nem pagou, integralmente, os débitos relativos ao IRPJ e CSLL apurados no encerramento do períodobase trimestral, procede o lançamento de ofício dos valores devidos. JUNTADA POSTERIOR DE PROVAS A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, ou que se refira ela a fato ou direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. MULTA AGRAVADA DE 150%. ENTREGA DE DECLARAÇÕES FALSAS OU INCOMPLETAS (COM VALORES ZERADOS) E OMISSÃO DE RENDIMENTOS Entregar declaração falsa ou incompleta (com valores zerados), prevista pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e omitir rendimentos, com o intuito de impedir ou retardar o conhecimento da ocorrência dos fatos geradores da obrigação tributária principal, Fl. 195DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11070.000062/200951 Resolução n.º 1302000.084 S1C3T2 Fl. 1.221 4 configura prática dolosa (sonegação) que justifica o agravamento da penalidade. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Contribuição para o PIS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e Contribuição Social sobre o Lucro CSLL A solução dada ao litígio principal, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, aplicase, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos novos a ensejar conclusão diversa. PIS/COFINS. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO Constatado que o contribuinte não confessou, nem pagou, integralmente, os débitos relativos ao PIS e COFINS apurados no encerramento do períodobase mensal, procede o lançamento de ofício dos valores devidos. Irresignada, a contribuinte apresentou o recurso de folhas 1.209/1.215, por meio do qual renova os argumentos expendidos na peça impugnatória. É o Relatório. Fl. 196DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11070.000062/200951 Resolução n.º 1302000.084 S1C3T2 Fl. 1.222 5 VOTO Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães, Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relativas aos anoscalendário de 2004 a 2007, formalizadas a partir da constatação de falta e/ou insuficiência de recolhimento. Não obstante o fato de a decisão de primeiro grau ter tratado o PIS e a COFINS lançados no presente processo administrativo como reflexos do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, entendo, com a devida permissão, que, em que pese o fato de derivarem de um mesmo procedimento de fiscalização, as referidas exações revelamse de natureza autônoma, vez que suas bases de cálculo foram apuradas, nos termos da legislação vigente à época da ocorrência dos fatos, tomandose por base os faturamentos, as compras e despesas geradoras de crédito, extraídas da contabilidade da fiscalizada, enquanto que a do Imposto de Renda derivou de ajustes ao lucro líquido apurado pela contribuinte. Inaplicáveis, a meu ver, no presente caso, as disposições da Portaria SRF nº 666, de 2008. Diante de tais circunstâncias, conduzo meu voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a unidade de jurisdição da contribuinte aparte os autos referentes ao PIS e à COFINS, haja vista que, nos termos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, compete à TERCEIRA SEÇÃO processar e julgar recurso voluntário de decisão de primeira instância que verse sobre aplicação da legislação de Contribuição para o PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS).) Sala das Sessões, em 29 de junho de 2011 “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Fl. 197DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11070.000062/200951 Resolução n.º 1302000.084 S1C3T2 Fl. 1.223 6 Fl. 198DF CARF MF Emitido em 05/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Assinado digitalmente em 04/07/2011 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, 05/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 15586.720099/2011-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1302-000.161
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento em função do art. 62-A do Ricarf.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento em função do art. 62A do Ricarf. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Waldir Veiga Rocha, Diniz Raposo e Silva, Eduardo de Andrade e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 2965DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 01/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 15586.720099/201164 Resolução n.º 1302000.161 S1C3T2 Fl. 2.966 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 1ª Turma da DRJ/RJ1, no qual o colegiado decidiu, por voto de qualidade, vencidos o relator originário, Ney Camara de Castro, e a julgadora Ylza Maria Lemos de Souza e Lima, NEGAR PROVIMENTO À IMPUGNAÇÃO, nos termos do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado, para DECLARAR DEVIDOS o IRPJ no valor de R$ 1.386.237,13, a CSLL no valor de R$ 444.702,26, a Cofins no valor de R$ 458.729,58 e o PIS no valor de R$ 99.391,44, todos acrescidos da multa proporcional de 150% e dos juros de mora. Na apuração do crédito tributário, utilizouse a autoridade fiscal do art. 42 da Lei nº 9.430/96, e as informações bancárias foram obtidas das instituições financeiras com base no art. 6º da LC nº 105/01, sendo este último dispositivo atacado na peça recursal, acoimado de inconstitucional. É o relatório. Fl. 2966DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 01/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 15586.720099/201164 Resolução n.º 1302000.161 S1C3T2 Fl. 2.967 3 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. A matéria posta em discussão (constitucionalidade da requisição de informações financeiras pelas autoridades tributárias sem autorização judicial, com base na LC 105/2001) foi objeto de reconhecimento de repercussão geral pelo STF no julgamento do RE 601.314. Tendo em vista que o mérito ainda não foi decidido pelo plenário da Corte Suprema, cabe aplicação no caso do art. 62A do RICARF, que determina o sobrestamento do processo, enquanto não decidido o mérito no STF, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Desta forma, diante dos fatos constatados, voto para sobrestar o julgamento do presente processo administrativo, nos termos do §2º do art.62A do RICARF, até que sobrevenha decisão de mérito do STF nos autos do RE 601.314. Sala das Sessões, 10 de abril de 2012. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 2967DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 01/05/2012 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 12217.000031/2010-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-calendário: 2010
ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO (PIS/COFINS)
Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do Tema 69 da Repercussão Geral, O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. Os efeitos da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS devem se dar após 15.03.2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até (inclusive) 15.03.2017 e o ICMS a ser excluído da base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS é o destacado nas notas fiscais.
Numero da decisão: 3301-011.659
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir o valor destacado do ICMS da base de cálculo da contribuição, determinando-se para que, na origem, seja reapurado os valores pleiteados pela Recorrente.
(documento assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Juciléia de Souza Lima - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marco Antônio Marinho Nunes, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, José Adão Vitorino de Morais, Sabrina Coutinho Barbosa (Suplente convocada), Marcelo Costa Marques d'Oliveira (Suplente convocado) e Juciléia de Souza Lima (Relatora).
Nome do relator: Wilson Fernandes Guimarães
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EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO (PIS/COFINS) Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do Tema 69 da Repercussão Geral, “O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS”. Os efeitos da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS devem se dar após 15.03.2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até (inclusive) 15.03.2017 e o ICMS a ser excluído da base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS é o destacado nas notas fiscais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir o valor destacado do ICMS da base de cálculo da contribuição, determinando-se para que, na origem, seja reapurado os valores pleiteados pela Recorrente. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira - Presidente (documento assinado digitalmente) Juciléia de Souza Lima - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marco Antônio Marinho Nunes, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro, José Adão Vitorino de Morais, Sabrina Coutinho Barbosa (Suplente convocada), Marcelo Costa Marques d'Oliveira (Suplente convocado) e Juciléia de Souza Lima (Relatora). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 21 7. 00 00 31 /2 01 0- 94 Fl. 100DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.659 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12217.000031/2010-94 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação em Formulário, protocolizado em 29/03/2010, por meio da qual a contribuinte objetiva a compensação de débitos tributários próprios com a utilização de crédito solicitado no Processo Administrativo nº 13839.000807/2010-11. Após regular verificação, o pleito foi analisado pela Seção de Orientação e Análise Tributária – Seort da DRJ em Jundiaí, emitiu Despacho Decisório indeferindo o pedido de restituição sob a seguinte alegação: “não é permitido ao sujeito passivo formular Declaração de Compensação que tenha como fundamento a alegação de inconstitucionalidade de lei que não declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de inconstitucionalidade, nem tenha tido sua execução suspensa”, conf. fls.03 . Inconformada com o indeferimento do seu pedido, a Recorrente alega que o seu direito à restituição advém de créditos decorrentes de pagamentos a maior de PIS/COFINS em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo dessas contribuições. Intimada, a Recorrente apresentou impugnação a qual mediante o Acórdão nº 06- 50.598, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba-PR, a qual, considerou, por unanimidade de votos, improcedente a defesa apresentada. Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário perante este Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais, em breve síntese, requerendo: 1- Da materialidade da contribuição do PIS; 2- Do conceito de faturamento; 3- Da incorreta inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS; 4- Da posição dos tribunais pátrios; e 5- Outras considerações sobre o tema. Voto Conselheira Juciléia de Souza Lima, Relatora. I- DA ADMISSIBILIDADE O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais de admissibilidade, razões pelas quais deve ser conhecido. Ante a ausência de arguição de preliminares prejudiciais de mérito, passo apreciar o presente recurso. Fl. 101DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.659 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12217.000031/2010-94 1- Do Recurso Extraordinário 574.706- Tema 69 do Supremo Tribunal Federal A controvérsia dos autos cinge-se sobre o reconhecimento de direito de crédito Recorrente da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições PIS e da COFINS Alega a contribuinte a impossibilidade de incidência da contribuição sobre os valores referentes ao ICMS. O STF, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 574.706/PR, sob a sistemática da Repercussão Geral - julgamento do Tema nº 69, reconheceu a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais e fixou a seguinte tese: "O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS". Pleiteia a Recorrente o sobrestamento do presente processo até o trânsito em julgado do Recurso Extraordinário nº 574.706 perante o STF. Ocorre que, o Supremo Tribunal Federal (STF) já concluiu o julgamento dos embargos de declaração opostos pela União Federal no Recurso Extraordinário nº 574.706 (Tema nº 69), que trata da exclusão do ICMS das bases de cálculo do PIS e da COFINS. Naquela ocasião, o Tribunal, por maioria, deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos seguintes termos: (i) “no ponto relativo ao ICMS excluído da base de cálculo das contribuições PIS- COFINS, prevaleceu o entendimento de que se trata do ICMS “destacado”; e (ii) “modular os efeitos do julgado cuja produção haverá de se dar após 15/03/2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até a data da sessão em que proferido o julgamento”. Sendo assim, ante o julgamento do Recurso Extraordinário nº 574.706 (Tema nº 69) em repercussão geral, e, do Parecer SEI Nº 7698/2021/ME emitido pela PGFN, devidamente aprovado pelo DESPACHO Nº 246 - PGFN-ME, de 24 de maio de 2021. 2- Aplicação do artigo 62 do Regimento do RICARF Nos termos do art. 62, § 2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, o entendimento do STF é de observância obrigatória, de maneira que reconhece-se a possibilidade do direito de crédito sobre o ICMS incluído indevidamente na base de cálculo das contribuições sociais. Posto isso, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir o valor destacado do ICMS da base de cálculo da contribuição, determinando-se para que, na origem, seja reapurado os valores pleiteados pela Recorrente. Fl. 102DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.659 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12217.000031/2010-94 É como voto. (documento assinado digitalmente) Juciléia de Souza Lima Fl. 103DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10510.720193/2007-05
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1302-000.173
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para encaminhamento deste processo para juntada ao PAF 10510.720192/2007-52.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para encaminhamento deste processo para juntada ao PAF 10510.720192/200752. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Eduardo de Andrade, Paulo Roberto Cortez, Luiz Tadeu Matosinho Machado e Márcio Rodrigo Frizzo. Fl. 261DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 208 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 1ª Turma da DRJ/SDR, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, indeferir a solicitação objeto da Manifestação de Inconformidade, cabendo o prosseguimento da cobrança dos débitos não compensados, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PROVA. Incabível a compensação pleiteada se o Contribuinte não prova a existência do alegado indébito tributário. SALDO DEVEDOR. COMPENSAÇÃO. INCORREÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. Incabível a alteração do valor do saldo devedor remanescente de compensação quando a apontada incorreção decorre de erro na transposição de valores entre demonstrativos, não importando em prejuízo para o Contribuinte, uma vez que o valor utilizado na compensação homologada está contido no direito creditório reconhecido no Despacho Decisório. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Tratase de manifestação de inconformidade (fls. 153 a 170) contra o despacho decisório nº 793 de 21/08/2008 (fls.132 a 138), da Delegacia da Receita Federal em AracajuSE, o qual deferiu em parte os pedidos de compensação apresentados pelo contribuinte acima identificado com o saldo negativo de IRPJ relativo ao ano calendário de 2004, exercício 2005 e deferiu os pedidos de compensação com o saldo negativo da CSLL do mencionado anocalendário. O presente processo foi formalizado para tratamento manual das DCOMP abaixo relacionadas (fls. 10/57): Nº do PERDCOMP CRÉDITO EXERCÍCIO 25143.17039.240206.1.3.021886 Saldo negativo IRPJ 2005 38272.22312.230407.1.7.024596 Saldo negativo IRPJ 2005 30247.57683.230407.1.3.026646 Saldo negativo IRPJ 2005 18787.51982.230407.1.7.027747 Saldo negativo IRPJ 2005 Fl. 262DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 209 3 12489.74152.280406.1.7.032146 Saldo negativo CSLL 2005 22576.41308.290606.1.3.033200 Saldo negativo CSLL 2005 18511.04378.270706.1.3.030479 Saldo negativo CSLL 2005 O aludido despacho decisório assim concluiu (fls. 137 e 138): a) RECONHECER, com base no art. 165, I da Lei 5.172/66, o direito creditório da quantia de R$ 171.276,76, referente ao Saldo Negativo de CSLL apurado na declaração de rendimentos DIPJ, correspondente ao exercício de 2005; b) HOMOLOGAR as compensações constantes das DCOMP’s 12489.74152.280406.1.7.032146, 22576.41308.290606.1.3.033200 e 18511.04378.270706.1.3.030479, em consonância com o demonstrativo de fl. 128/130, conforme se vê a seguir: Tributo Código da Receita Período de Apuração Data de vencimento Valor Declarado Valor compensado Saldo devedor IRPJ 2362 03/2006 28/04/2006 88.767,64 88.767,64 0,00 IRPJ 2362 05/2006 30/06/2006 58.464,24 58.464,24 0,00 IRPJ 2362 06/2006 31/07/2006 50.812,94 50.812,94 0,00 c) RECONHECER EM PARTE o direito creditório do interessado, no valor de R$ 263.029,03 (duzentos e sessenta e três mil, vinte e nove reais e três centavos), referente ao saldo negativo do IRPJ apurado na declaração de rendimentos DIPJ do exercício de 2005; d) HOMOLOGAR EM PARTE as compensações constantes das declarações de compensação de nºs. 25143.17039.240206.1.3.021886, 38272.22312.230407.1.7.024596, 18787.51982.230407.1.7.027747, de acordo com o demonstrativo de fl. 132/134, segundo explicitado abaixo: Tributo Código da Receita Período de Apuração Data de vencimento Valor Declarado Valor compensado Saldo devedor CSLL 2484 01/2006 24/02/06 142.448,20 142.448,20 0,00 CSLL 6773 12/2005 31/03/06 32.132,73 32.132,73 0,00 IRPJ 2362 01/2006 24/02/06 26.534,83 26.534,83 0,00 IRPJ 2362 02/2006 31/03/2006 58.472,38 58.472,38 0,00 CSLL 2362 02/2006 31/03/2006 104.643,34 57.117,76 47.850,04 IRRF 0561 4º Sem/12/06 26/12/2006 15.418,11 0,00 15.418,11 Fl. 263DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 210 4 O contribuinte tomou conhecimento do deferimento parcial do seu pedido, via AR (fl. 151) em 08/09/2008, e, em 24/09/2008, apresentou a presente manifestação de inconformidade (fls. 153 a 170), alegando em síntese, que: a) “através do despacho decisório nº 793, lavrado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, em Aracaju, foi homologado parcialmente, pedidos de Compensação – DCOMP’s, apresentados pela contribuinte, de débitos do IRPJ, CSLL e IRRF, nos períodos de apuração de dezembro/05, janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho de 2006, com crédito originado dos saldos negativos do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, apurados na Declaração de Rendimentos do Imposto de Renda do anocalendário de 2004 – exercício de 2005”; b) “a homologação da compensação tributária é explicitada no demonstrativo abaixo, onde são discriminados os débitos compensados pela contribuinte, no montante de R$ 577.694,41, assim como as parcelas homologadas e não homologadas pela autoridade administrativa: Tributo Período de Apuração Valor Compensado Compensação Homologada Compensação Não homologada CSLL Dez/05 32.132,73 32.132,73 0,00 CSLL Jan/06 142.448,20 142.448,20 0,00 IRPJ Jan/06 26.534,83 26.534,83 0,00 CSLL Fev/06 104.643,34 57.117,76 47.525,58 IRPJ Fev/06 58.472,38 58.472,38 0,00 IRPJ Mar/06 88.767,64 88.767,64 0,00 IRPJ Mai/06 58.464,24 58.464,24 0,00 IRPJ Jun/06 50.812,94 50.812,94 0,00 IRRF Dez/06 15.418,11 0,00 15.418,11 TOTAIS 577.694,41 514.750,72 62.943,69 c) “assim, será objeto de contestação, através da presente Manifestação de Inconformidade as parcelas cuja compensação foi indeferida, no montante de R$ 62.943,69” e que “o crédito utilizado na compensação dos débitos tributários, como informado acima, decorrem de saldos negativos do IRPJ e da CSLL, apurados no ano calendário de 2004, exercício de 2005, respectivamente, nos valores de R$ 344.308,74 e R$ 171.276,76, tendo a legitimidade do saldo negativo da CSLL, sido reconhecida pelo mencionado despacho decisório (fls. 137)”; d) “a autoridade administrativa, após análise da Ficha 12 A – Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real, da DIPJ do ano calendário de 2004, glosou a parcela de R$ 81.279,71, consignado na linha 17 – Imposto de Renda pago por Estimativa, sob a alegação de que o referido valor “não fora fruto de pagamento, mas sim de compensação, conforme se depreende da DCOMP nº 41827.91900.300304.1.3.02 0411” e que “no Despacho Decisório DRF/AJU nº 652, de 18/07/2008, relativo nº Fl. 264DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 211 5 10510.720192/200752, observase que o crédito constante da supracitada DCOMP não fora reconhecido (fl. 118/127). Assim sendo, os débitos ali compensados não foram homologados”; e) “entendeu a autoridade administrativa que o saldo negativo do IRPJ do período questionado, não seria no montante de R$ 344.308,74, como informado na Linha 20 – Ficha 12A, da DIPJ/2005, uma vez que, compunha o saldo negativo, a parcela de R$81.279,71 correspondente ao imposto de renda mensal pago por estimativa, a qual não teria sido fruto de pagamento, mas o objeto de compensação, através da DCOMP nº 41827.91900.300304.1.3.020411, cujo crédito utilizado não foi reconhecido através do Despacho Decisório DRF/AJU nº 0652, de 18/07/2008, constante do Processo nº 10510.720.192/200752” e que “aquela autoridade fiscal procedeu o ajuste na Ficha 12 A, da DIPJ/2005, para excluir o montante de R$ 81.279,71, reduzindo, assim, o saldo negativo do IRPJ para R$ 263.029,03, cujo valor seria insuficiente para proceder às compensações realizadas pela Requerente, o que motivou a homologação parcial ora contestada”; f) “ocorre, no entanto, que o Despacho Decisório nº 652 foi contestado, integralmente, estando atualmente pendente de análise e julgamento por esse órgão colegiado de julgamento e tendo em vista a relação de causa e efeito com o Despacho Decisório n 793, deve o julgamento da presente Manifestação de Inconformidade ser sobrestado, até o julgamento do Processo nº 10510.720192/200752”; g) “fato importante que merece ser aqui destacado, que compromete, em parte, o trabalho da autoridade administrativa, diz respeito a aferição do valor não homologado da compensação, no período de apuração de fevereiro/2006, posto que no demonstrativo de fl. 138, dos autos, a autoridade fiscal informa que o valor glosado é R$ 47.850,04, quando o valor correto é R$ 47.525,58” e “assim deve ser ajustado o montante não homologado da compensação de R$ 63.268,15 para R$ 62.943,69”; h) “por fim, resta comprovada a legitimidade do crédito tributário da Requerente, ao contrário do que entendeu a autoridade fiscal, e diante da relação de dependência existência entre a questão aqui tratada e a constante do processo nº 10510.720192/2007 52, por envolver, principalmente, o reconhecimento da legitimidade do saldo negativo do IRPJ, deve o julgamento da presente Manifestação de Inconformidade, aguardar a decisão a ser proferida naquele processo”. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, na qual pede a reforma do julgado, alegou, em síntese, que: (a) reitera as razões alegadas na Manifestação de Inconformidade, cujo principal fundamento reside no fato de que prossegue na discussão administrativa do PA nº 10510.720192/200752, no seio do qual foi expedido o Despacho Decisório nº 652, que indeferiu a compensação do IRPJ devido por estimativas no anocalendário de 2004 com crédito não reconhecido (no mesmo despacho) relativo a saldo negativo de IRPJ no ano calendário de 2003. Tal IRPJ devido por estimativas no anocalendário de 2004 compunha o crédito que indicou na DCOMP para requerer as compensações no presente processo; (b) requer o aproveitamento de provas e das razões de alegação produzidas nos autos do PA nº 10510.720192/200752. É o relatório. Fl. 265DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 212 6 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. O recorrente discorda da decisão de primeiro grau, que indeferiu seu pedido para que o direito creditório sob discussão nos autos do PA nº 10510.720192/200752 fosse aproveitado para o efeito de compensar débitos dos quais requer compensação. Isto porque o despacho decisório nº 793/2008, expedido nestes autos, não acatou integralmente o direito creditório requerido pelo interessado referente ao saldo negativo do IRPJ apurado na sua declaração de rendimentos DIPJ do anocalendário de 2004 no valor de R$ 344.308,74, reconhecendoo, parcialmente, no valor de R$ 263.029,03 (duzentos e sessenta e três mil, vinte e nove reais e três centavos). O contribuinte prestou a seguinte declaração na ficha 12A (fl. 70) da DIPJ (anocalendário de 2004): Imposto sobre o Lucro Real 01. A Alíquota de 15% 0,00 03. Adicional 0,00 DEDUÇÕES 13. () Imposto de Renda Retido na Fonte 228.861,33 15. () Imp. Rend. Ret na fonte p/ ent. Adm. Pub. Fed. 34.167,20 17. () Imposto de Renda Mensal pago por estimativa 81.279,71 20. Imposto de Renda a pagar 344.308,74 O PA nº 10510.720192/200752 foi analisado pela 1a. Turma da DRJ/Salvador em 21/05/2009, acórdão 1519.318 (fls. 174 a 178), que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a solicitação do impugnante mantendo o mencionado Despacho Decisório nº 652 de 18/07/2008, proferido pela autoridade administrativa, conforme ementa a seguir. Fl. 266DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10510.720193/200705 Resolução n.º 1302000.173 S1C3T2 Fl. 213 7 A ausência de saldo negativo do IRPJ, relativo ao anocalendário de 2003, resulta no indeferimento dos pedidos de compensação apresentados pelo contribuinte a ele vinculados. Em vista do decidido, diante da ausência de saldo negativo do IRPJ, relativo ao anocalendário de 2003, foram indeferidos os pedidos de compensação a ele vinculados, dentre os quais o de nº 41827.91900.300304.1.3.020411, necessário para quitar as estimativas do anocalendário de 2004, informadas pelo contribuinte no presente processo. Ressaltese, por oportuno, que o PA nº 10510.720192/200752, embora submetido a este Conselho, não foi ainda julgado, tendo sido distribuído ao Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, da 3ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento deste Conselho. O § 7º do art. 49 do RICARF prescreve que os processos conexos, decorrentes e reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio, verbis: Art.49. ... § 7° Os processos que retornarem de diligência, os com embargos de declaração opostos e os conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio, ressalvados os embargos de declaração opostos, em que o relator não mais pertença ao colegiado, que serão apreciados pela turma de origem, com designação de relator ad hoc. No caso vertente, um dos pedidos é o reconhecimento de direito creditório que contém em sua composição direito creditório de anocalendário anterior, ainda sob análise no contencioso administrativo. Com efeito, do reconhecimento de um deriva o reconhecimento do outro, e não reconhecimento deste, se também não houver reconhecimento daquele outro. Desta forma, há cumulação sucessiva entre os pedidos, dispostos em distintos processos. Porém, o objeto do processo mencionado é também objeto deste processo, vez que consta do pedido da recorrente o reconhecimento dele. Arruda Alvim observa que o primeiro ponto de interesse jurídico para falarse em conexão de causas está em estabelecer se uma ação é ligada a outra, a ponto de a decisão de uma influir na da outra. O CPC (art.103) estabelece que se reputam conexas duas ou mais ações, quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. Conforme se verifica, há identidade parcial quanto ao objeto, sendo forçoso reconhecer a conexão. Demais disso, há também decorrência, pois o reconhecimento de um pedido faz decorrer o reconhecimento do outro. Assim, voto para declinar da competência, reconhecer a prevenção estabelecida em favor da 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara desta Seção, e remeter os presentes autos ao ilustre Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, com fulcro no §7º do art. 49 do RICARF. Sala das Sessões, 12 de junho de 2012. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 267DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 7 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.0520.11278.U9UX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por OSMARINA CARDOSO SANTOS em 14/08/2012 16:29:22. Documento autenticado digitalmente por OSMARINA CARDOSO SANTOS em 14/08/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 02/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP02.0520.11278.U9UX Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: B3CCF8536AF234839042112AEA852F9BEB2C0971 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10510.720193/2007-05. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10930.908057/2016-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Mar 11 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2013 a 30/09/2013
CONCEITO DE INSUMOS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE.
São insumos, para efeitos do inciso II do artigo 3º da lei nº 10.637/2002, todos os bens e serviços essenciais ao processo produtivo e á prestação de serviços para a obtenção da receita objeto da atividade econômica do seu adquirente, podendo ser empregados direta ou indiretamente no processo produtivo, cuja subtração implica a impossibilidade de realização do processo produtivo e da prestação do serviço, comprometendo a qualidade da própria atividade da pessoa jurídica.
Desta forma, deve ser estabelecida a relação da essencialidade do insumo (considerando-se a imprescindibilidade e a relevância/importância de determinado bem ou serviço, dentro do processo produtivo, para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pela pessoa jurídica) com o objeto social da empresa, para que se possa aferir se o dispêndio realizado pode ou não gerar créditos na sistemática da não cumulatividade,
Sendo esta a posição do STJ, externada no voto do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, ao julgar o RE nº 1.221.170/PR, em sede de recurso repetitivo, ao qual está submetido este CARF, por força do § 2º do Artigo 62 do Regimento Interno do CARF.
AQUISIÇÃO DE INSUMOS GRAVADOS COM ALÍQUOTA ZERO DAS CONTRIBUIÇÕES - CREDITAMENTO . VEDAÇÃO LEGAL.
Por estrita vedação legal, contida na Lei nº 10.637/2002, artigo 3º, § 2º, II, não geram créditos da Contribuição ao PIS-PASEP/COFINS, no regime da não cumulatividade, a aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição
REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. VALE PEDÁGIO. CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE
As despesas com vale pedágio pagas pelo contratante do serviço de transporte rodoviário de carga não integram o valor do frete, portanto não podem compor a base de cálculo dos créditos das contribuições.
O art. 2º da Lei nº 10.209/2001 dispõe expressamente que o vale pedágio não integra o valor do frete e determina que o vale pedágio não constitui base de incidência de contribuições sociais, o que implica vedação à apuração de créditos, nos termos do art. 3º, § 2º, II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003.
PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. VENDA DE INSUMOS PARA AGROINDÚSTRIA. SUSPENSÃO. REQUISITOS.
A realização de vendas com a suspensão da incidência das contribuições prevista no art. 9º da Lei nº 10.925/2004 somente tem sua autorização legal quando o adquirente preenche certos requisitos, sendo que principal destes requisitos é de que o produto adquirido seja utilizado no seu processo industrial como insumo na fabricação das mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal mencionadas no caput do art. 8º do referido dispositivo legal.
Em caso de tais produtos serem adquiridos para revenda, pelo comprador, o valor da venda deve compor a base de cálculo das contribuições do vendedor.
Numero da decisão: 3301-011.531
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.527, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10930.908079/2016-47, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Liziane Angelotti Meira Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira (Presidente), Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Sabrina Coutinho Barbosa (Suplente Convocada), Marcelo Costa Marques DOliveira (Suplente Convocado) e Ari Vendramini.
Nome do relator: Salvador Cândido Brandão Junior
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REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. São insumos, para efeitos do inciso II do artigo 3º da lei nº 10.637/2002, todos os bens e serviços essenciais ao processo produtivo e á prestação de serviços para a obtenção da receita objeto da atividade econômica do seu adquirente, podendo ser empregados direta ou indiretamente no processo produtivo, cuja subtração implica a impossibilidade de realização do processo produtivo e da prestação do serviço, comprometendo a qualidade da própria atividade da pessoa jurídica. Desta forma, deve ser estabelecida a relação da essencialidade do insumo (considerando-se a imprescindibilidade e a relevância/importância de determinado bem ou serviço, dentro do processo produtivo, para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pela pessoa jurídica) com o objeto social da empresa, para que se possa aferir se o dispêndio realizado pode ou não gerar créditos na sistemática da não cumulatividade, Sendo esta a posição do STJ, externada no voto do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, ao julgar o RE nº 1.221.170/PR, em sede de recurso repetitivo, ao qual está submetido este CARF, por força do § 2º do Artigo 62 do Regimento Interno do CARF. AQUISIÇÃO DE INSUMOS GRAVADOS COM ALÍQUOTA ZERO DAS CONTRIBUIÇÕES - CREDITAMENTO . VEDAÇÃO LEGAL. Por estrita vedação legal, contida na Lei nº 10.637/2002, artigo 3º, § 2º, II, não geram créditos da Contribuição ao PIS-PASEP/COFINS, no regime da não cumulatividade, a aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. VALE PEDÁGIO. CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE As despesas com vale pedágio pagas pelo contratante do serviço de transporte rodoviário de carga não integram o valor do frete, portanto não podem compor a base de cálculo dos créditos das contribuições. O art. 2º da Lei nº 10.209/2001 dispõe expressamente que o vale pedágio não integra o valor do frete e determina que o vale pedágio não constitui base de incidência de contribuições sociais, o que implica vedação à apuração de créditos, nos termos do art. 3º, § 2º, II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 90 80 57 /2 01 6- 87 Fl. 546DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. VENDA DE INSUMOS PARA AGROINDÚSTRIA. SUSPENSÃO. REQUISITOS. A realização de vendas com a suspensão da incidência das contribuições prevista no art. 9º da Lei nº 10.925/2004 somente tem sua autorização legal quando o adquirente preenche certos requisitos, sendo que principal destes requisitos é de que o produto adquirido seja utilizado no seu processo industrial como insumo na fabricação das mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal mencionadas no caput do art. 8º do referido dispositivo legal. Em caso de tais produtos serem adquiridos para revenda, pelo comprador, o valor da venda deve compor a base de cálculo das contribuições do vendedor. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.527, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10930.908079/2016-47, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira – Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira (Presidente), Semíramis de Oliveira Duro, Marco Antonio Marinho Nunes, José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Sabrina Coutinho Barbosa (Suplente Convocada), Marcelo Costa Marques D’Oliveira (Suplente Convocado) e Ari Vendramini. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata o presente processo sobre manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte acima identificado contra o indeferimento/indeferimento parcial do direito creditório solicitado em Pedido de Ressarcimento. O contribuinte tomou ciência do Despacho Decisório e apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, o seguinte: - Afirma que é contribuinte do PIS e da COFINS incidentes sobre o valor do faturamento mensal, tendo, nos termos da Lei nº 10.637/2002 e da Lei nº 10.833/2003, o direito de tomar crédito das referidas contribuições, de forma direta, em relação às aquisições de insumos e outros produtos correlatos à sua atividade fim, independentemente de estes serem Fl. 547DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação ou destinados ao mercado interno. Salienta que em virtude da existência de receitas de exportação, sobre as quais não há incidência das contribuições, e também de saídas no mercado interno isentas, sujeitas à alíquota zero ou não alcançadas pela incidência das contribuições, a manifestante se torna uma grande acumuladora de créditos, devendo o saldo remanescente ser ressarcido na forma aqui pretendida. - Questiona a glosa dos créditos referentes à aquisição de produtos sujeitos à alíquota zero destinados à revenda para seus associados. Nesse ponto, destaca que a finalidade técnica do regime não cumulativo do PIS e da COFINS é diminuir a carga tributária ao longo do processo produtivo industrial e afirma que a interpretação literal no sentido de ser vedado o desconto/abatimento de créditos na aquisição de insumos tributados à alíquota zero vai de encontro a esse objetivo finalístico, pois anula o efeito da alíquota zero. Argumenta que a vedação ao desconto/abatimento de créditos implica violação ao princípio da não cumulatividade, previsto sem qualquer limitação no § 12 do art. 195 da Constituição Federal. Assevera que a Receita Federal interpreta de forma literal o inciso II do § 2º do art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, considerando que os insumos adquiridos sem tributação não conferem direito ao crédito, exceto nos casos em que a aquisição ocorrer com isenção e que os bens e serviços decorrentes destes constituam insumos utilizados na produção de bens ou serviços tributados. Refuta essa interpretação literal e alega ser necessário equiparar os conceitos de isenção e alíquota zero, em face do princípio da isonomia, pois tais institutos têm efeitos práticos absolutamente iguais em relação ao PIS e à COFINS. Assim, defende que a exceção prevista no inciso II, § 2º, do art. 3º, das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, abrange tanto as hipóteses de aquisição de insumos isentos quanto a aquisição de insumos adquiridos com alíquota zero utilizado pela manifestante na sua atividade, ainda que na revenda (mercado interno tributado). - Contesta a glosa dos créditos relativos aos custos com vale pedágio, afirmando que o princípio da não cumulatividade deve ser observado em todo o ciclo operacional e não pode sofrer supressão parcial, face aos princípios da isonomia e da capacidade contributiva. Afirma que se houver proibição, ainda que parcial, do direito do contribuinte de abater o ônus tributário das operações e prestações anteriores, ocorrerá o efeito cumulativo. Assevera que não cumulatividade qualifica-se como um princípio constitucional, não se tratando de simples técnica de apuração de tributos ou mera proposta didática. Alega que tanto a Lei nº 10.637/2002 como a Lei nº 10.833/2003 autorizam o desconto de créditos de PIS e COFINS relativos a bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e produção e fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Aduz que o conceito de insumo corresponde a todos os custos e despesas que, direta ou indiretamente, são utilizados nas atividades da empresa, ou seja, refere-se a todos os gastos e despesas essenciais à atividade principal do contribuinte. Argumenta que se o PIS e a COFINS incidem sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, os créditos devem ser calculados sobre a totalidade dos custos e despesas inerentes à atividade da pessoa jurídica, sob pena de aumento excessivo da carga tributária, de ineficiência da pretensão do legislador ordinário e de afronta aos ditames constitucionais vigentes. Cita manifestação da Superintendência Regional da Receita Federal – SRRF/7ª Região Fiscal no sentido favorável à caracterização como insumo dos valores pagos a título de vale pedágio. Menciona também julgado do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF no sentido de que o conceito de insumo para fins de PIS e COFINS compreende os custos e despesas operacionais dedutíveis na forma da legislação referente ao IRPJ. Fl. 548DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 - Quanto às vendas efetuadas para a empresa Seara, destaca que a fiscalização entendeu que não poderia haver suspensão do PIS e da COFINS porque a legislação estabelece que a suspensão se aplica apenas quando o adquirente utiliza o produto como insumo na industrialização de produtos destinados à alimentação humana ou animal, sendo que, no caso, o CNPJ destinatário da mercadoria teria como atividade principal o comércio varejista. Refuta esse entendimento, alegando que a legislação de regência não vincula a suspensão ao CNAE consignado no cartão do CNPJ do destinatário. Afirma ser de notório conhecimento que que a empresa destinatária tem como atividade preponderante a industrialização de inúmeros produtos e, por questão de logística, mantém “entrepostos” para melhor receber os insumos adquiridos. Aduz que a partir dessa fase, a destinatária encaminha os insumos para seus estabelecimentos industriais, que certamente irão processar e transformar o produto adquirido em produto para alimentação. Assevera que não cabe à manifestante analisar o CNAE da empresa destinatária e que é impossível provar que os grãos vendidos foram destinados exclusivamente à produção de alimentos, pois a Seara é empresa de grande porte industrial que adquire os produtos para industrialização e para revenda, mantendo uma “reserva de mercado”. Alega que no caso da Seara, no mínimo, deve se presumir que os produtos adquiridos foram utilizados na industrialização de alimentos, haja vista tratar-se de uma empresa reconhecidamente industrial. - Defende o direito à incidência de juros compensatórios de 1% e correção monetária, por meio da Taxa Selic, sobre o crédito reconhecido em seu favor. Argumenta que a negação desse direito acarretaria perdas imensuráveis à manifestante e enriquecimento sem causa do Estado. Enfatiza que os débitos cobrados pelo Estado sempre são acrescidos de correção monetária, não sendo justa a aplicação de regra inversa quando é o Estado que se encontra na obrigação de restituir. Cita julgado do CARF em favor da incidência da Taxa Selic sobre o saldo credor objeto de ressarcimento. Ao final, com base nesses argumentos, o contribuinte requereu a reforma do Despacho Decisório e o reconhecimento do direito ao ressarcimento integral do valor solicitado, com incidência de juros compensatórios de 1% e de correção monetária por meio da Taxa Selic. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, considerando improcedente a manifestação de inconformidade, não reconheceu o direito creditório pretendido, assim ementando seu Acórdão : PIS/PASEP E COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMO. CRITÉRIOS DA ESSENCIALIDADE E RELEVÂNCIA. DECISÃO DO STJ. EFEITO VINCULANTE PARA A RFB. No regime da não cumulatividade da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, aplica-se o conceito de insumo adotado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp nº 1.221.170/PR, julgado em 22/02/2018 sob a sistemática dos recursos repetitivos, o qual tem efeito vinculante para a Receita Federal do Brasil - RFB (§§ 4º, 5º e 7º do art. 19 da Lei nº 10.522/2002; art. 3º da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 01/2014; Nota Explicativa PGFN nº 63/2018; e Parecer Normativo COSIT nº 05/2018). No referido julgado, restou assentado que o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de determinado bem ou serviço para o desenvolvimento da atividade econômica do contribuinte. Fl. 549DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 O critério da essencialidade refere-se ao item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço, constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço, ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência. O critério da relevância é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja pelas singularidades de cada cadeia produtiva, seja por imposição legal. PIS/PASEP E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. VALE PEDÁGIO. CRÉDITOS. As despesas com vale pedágio pagas pelo contratante do serviço de transporte rodoviário de carga não integram o valor do frete, portanto não podem compor a base de cálculo dos créditos das contribuições, seja a título de despesas com armazenagem e frete na operação de venda, seja a título de despesas com aquisição de bens para revenda ou de insumos da produção. PIS/PASEP E COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. AQUISIÇÕES DE BENS NÃO SUJEITOS AO PAGAMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES. ALÍQUOTA ZERO. VEDAÇÃO À APURAÇÃO DE CRÉDITOS. É vedada a apropriação de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em relação aos bens e serviços adquiridos em operações beneficiadas com não incidência, incidência com alíquota zero ou com suspensão das contribuições. O mesmo ocorre em relação aos bens adquiridos em operações beneficiadas com isenção das contribuições e posteriormente revendidos ou utilizados como insumo na elaboração de produtos vendidos em operações não sujeitas ao pagamento das contribuições. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. VENDA DE INSUMOS PARA AGROINDÚSTRIA. SUSPENSÃO. REQUISITOS. A realização de vendas com a suspensão da incidência das contribuições prevista no art. 9º da Lei nº 10.925/2004 ocorre quando o adquirente: a) exerça atividade agroindustrial; b) apure o imposto de renda com base no lucro real; c) utilize o produto adquirido como insumo na fabricação das mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal mencionadas no caput do art. 8º da referida lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ainda inconformada, a requerente apresentou Recurso Voluntário dirigido a este CARF, onde repisa os argumentos trazidos em sede de manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto dele conheço. O CONCEITO DE INSUMOS NA SISTEMÁTICA DA NÃO CUMULATIVIDADE PARA A CONTRIBUIÇÃO AO PIS/PASEP E A COFINS. Fl. 550DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 Pondo um fim á controvérsia que se estendia em torno da definição de insumo para o regime da não cumulatividade da Contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS, o Superior Tribunal de Justiça assumiu a posição refletida no voto do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, no julgamento do Recurso Especial nº 1.221.170/PR, que se tornou emblemático para a doutrina e a jurisprudência, ao definir insumo, na sistemática de não cumulatividade das contribuições sociais, sintetizando o conceito na ementa : TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. NÃO- CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. CONCEITO DE INSUMOS. DEFINIÇÃO ADMINISTRATIVA PELAS INSTRUÇÕES NORMATIVAS 247/2002 E 404/2004, DA SRF, QUE TRADUZ PROPÓSITO RESTRITIVO E DESVIRTUADOR DO SEU ALCANCE LEGAL. DESCABIMENTO. DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE INSUMOS À LUZ DOS CRITÉRIOS DA ESSENCIALIDADE OU RELEVÂNCIA. RECURSO ESPECIAL DA CONTRIBUINTE PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESTA EXTENSÃO, PARCIALMENTE PROVIDO, SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC/1973 (ARTS. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015). 1. Para efeito do creditamento relativo às contribuições denominadas PIS e COFINS, a definição restritiva da compreensão de insumo, proposta na IN 247/2002 e na IN 404/2004, ambas da SRF, efetivamente desrespeita o comando contido no art. 3o., II, da Lei 10.637/2002 e da Lei 10.833/2003, que contém rol exemplificativo. 2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou relevância, vale dizer, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de determinado item – bem ou serviço – para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 3. Recurso Especial representativo da controvérsia parcialmente conhecido e, nesta extensão, parcialmente provido, para determinar o retorno dos autos à instância de origem, a fim de que se aprecie, em cotejo com o objeto social da empresa, a possibilidade de dedução dos créditos relativos a custo e despesas com: água, combustíveis e lubrificantes, materiais e exames laboratoriais, materiais de limpeza e equipamentos de proteção individual-EPI. 4. Sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 (arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015), assentam-se as seguintes teses: (a) é ilegal a disciplina de creditamento prevista nas Instruções Normativas da SRF ns. 247/2002 e 404/2004, porquanto compromete a eficácia do sistema de não-cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS, tal como definido nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003; e (b) o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, ou seja, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de terminado item - bem ou serviço - para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo Contribuinte. Neste contexto, a Secretaria da Receita Federal, vinculada a tal decisão por força do disposto no artigo 19 da lei nº 10.522/2002 e na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 1/2014, expediu o Parecer Normativo COSIT/RFB nº 05/2018, tendo como objetivo analisar as principais repercussões decorrentes da definição de insumos adotada pelo STJ, e alinhar suas ações á nova realidade desenhada por tal decisão. No âmbito deste colegiado, aplica-se ao tema o disposto no § 2º do artigo 62 do Regimento Interno do CARF – RICARF : Fl. 551DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 Artigo 62 - (…...) § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei Nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, são insumos, para efeitos do inciso II dos artigos 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, todos os bens e serviços essenciais ao processo produtivo e á prestação de serviços para a obtenção da receita objeto da atividade econômica do seu adquirente, podendo ser empregados direta ou indiretamente no processo produtivo, e cuja subtração implica a impossibilidade de realização do processo produtivo ou da prestação do serviço, comprometendo a qualidade da própria atividade da pessoa jurídica Desta forma, deve ser estabelecida a relação da essencialidade do insumo (considerando-se a imprescindibilidade e a relevância/importância de determinado bem ou serviço, dentro do processo produtivo, para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pela pessoa jurídica) com a atividade desenvolvida pela empresa, para que se possa aferir se o dispêndio realizado pode ou não gerar créditos na sistemática da não cumulatividade da Contribuição ao PIS/Pasep e da COFINS. 14. Do Estatuto Social da recorrente extraímos o seu objeto social : Fl. 552DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 Fl. 553DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 A autoridade fiscal, após analisar os demonstrativos contábeis, documentos e a contabilidade digital da ora recorrente, resolveu por glosar os seguintes créditos, e a DRJ/CURITIBA, após analisar as razões de defesa apresentadas, decidiu por manter tais glosas, contra a s quais a ora recorrente se insurge : - aquisição de insumos gravados com alíquota zero das contribuições - creditamento - despesas com vale pedágio – créditos - venda de insumos para agroindústria – suspensão – apuração de créditos. Analisemos tais glosas : - AQUISIÇÃO DE INSUMOS GRAVADOS COM ALÍQUOTA ZERO DAS CONTRIBUIÇÕES – CREDITAMENTO Fl. 554DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 A autoridade fiscal verificou que houve apuração indevida de créditos a título de aquisição de mercadorias para revenda, em relação às aquisições de calcário (NCM 25309090). De acordo com a autoridade fiscal, esses produtos estão sujeitos a alíquota zero conforme disposto no art. 1º, IV, da Lei nº 10.925/2004, o que implica vedação à apuração de créditos, nos termos do art. 3º, § 2º, II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003. A própria Recorrente, em suas razões recursais, reconhece tal fato, como se verifica do trecho extraído do Recurso Voluntário apresentado : Ademais, essa matéria prima está sob a incidência do PIS e da COFINS, uma vez que o contribuinte mesmo quando adquire tributo a alíquota zero, paga embutido no preço o tributo indiretamente para empregar no respectivo processo produtivo. Por esta razão, a Recorrente tem direito ao creditamento de PIS e de Cofins sujeitos a alíquota zero, uma vez que estes foram sujeitos a incidência em cascata nas etapas anteriores a circulação. Desta forma, a operação - ora em discussão- não se trata de operação não sujeita ao pagamento das contribuições, pois são sujeitas ao pagamento, mas à alíquota zero, e por esta razão não se alinham a vedação mencionada. Por todo o exposto, resta claro o direito ao crédito de PIS e de Cofins sobre as aquisições de insumos sujeitos a alíquota zero e em relação as despesas relativas aos produtos Calcário e Defensivo Agrícola, equivocadamente enquadradas como produto para revenda, merecendo reforma o despacho decisório ora em debate. Com razão autoridade fiscal, vejamos a redação do texto legal citado : Art. 3 o Do valor apurado na forma do art. 2 o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) § 2 o Não dará direito a crédito o valor. I - (omissis) II - da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. Não há outra interpretação a ser dada ao dispositivo legal, por sua clareza, não haverá crédito na aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento das Contribuição ao PIS/PASEP e á COFINS. Assim a glosa deve ser mantida e negado provimento ao recurso voluntário neste tópico. - DESPESAS COM VALE-PEDÁGIO – CRÉDITOS A autoridade fiscal verificou que houve apuração indevida de créditos a título de fretes nas operações de venda, concernentes a despesas com vale pedágio. A autoridade fiscal considerou que essa despesa não pode ser Fl. 555DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 classificada como frete na operação de venda para fins do disposto no art. 3º, IX, da Lei nº 10.833/2003, pois o art. 2º da Lei nº 10.209/2001 dispõe expressamente que o vale pedágio não integra o valor do frete. Outro argumento apresentado pela autoridade fiscal para não acatar os referidos créditos é o fato de o art. 2º da Lei nº 10.209/2001 determinar que o vale pedágio não constitui base de incidência de contribuições sociais, o que implica vedação à apuração de créditos, nos termos do art. 3º, § 2º, II, das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003. Com razão a autoridade fiscal. A Lei nº 10.209, de 2001, que instituiu o vale-pedágio, previu expressamente, em seu art. 2º, que seu valor não integra o do frete e não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de cálculo de contribuições sociais, in verbis : Art. 2º O valor do Vale-Pedágio não integra o valor do frete, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. Parágrafo único. O valor do Vale-Pedágio obrigatório e os dados do modelo próprio, necessários à sua identificação, deverão ser destacados em campo específico no Documento Eletrônico de Transporte (DT-e). Não havendo incidência das contribuições sociais não cumulativas sobre o valor da vale-pedágio, não há autorização para a tomada de crédito sobre os dispêndios relacionados, a teor do inc. II do § 2° do art. 3° das leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003. A glosa deve ser mantida e negado provimento ao recurso neste tópico. - VENDA DE INSUMOS PARA AGROINDÚSTRIA – SUSPENSÃO – APURAÇÃO DE CRÉDITOS . Alega a autoridade fiscal que verificou deixou de incluir na base de cálculo alguns valores referentes a vendas de milho em grãos para a Universidade Estadual de Londrina, pois considerou que se tratava de operações com suspensão do PIS e da COFINS. Assevera a autoridade fiscal que, de acordo com o art. 9º da Lei nº 10.925/2004 e com a Instrução Normativa SRF nº 660/2006, a venda com suspensão só pode ser feita quando a empresa adquirente cumprir algumas condições, sendo a principal delas que o produto adquirido seja utilizado em seu processo industrial. No caso das vendas efetuadas para a Universidade Estadual de Londrina, foi constatado que a mercadoria adquirida não foi aproveitada como insumo pelo adquirente, motivo pelo qual a autoridade fiscal acresceu o valor dessas vendas à base de cálculo do PIS e da COFINS. A recorrente contesta tal procedimento. Fl. 556DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 Com razão a autoridade fiscal. Adoto, como razões de decidir, trecho do voto do I. Julgador da DRJ/CURITIBA, Herus de Souza Misquevis, por sua clareza no trato do tema : Para analisar a possibilidade de aplicação da suspensão da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS nas vendas efetuadas pelo contribuinte para Nidera Sementes Ltda, CNPJ nº 07.053.693/0007-15, convém, inicialmente, transcrever as disposições legais pertinentes ao caso, constantes dos artigos 8º e 9º da Lei nº 10.925, de 2004, com as alterações que estavam vigentes no ano-calendário de 2012: Art. 8º As pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse capítulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos códigos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os códigos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa física ou recebidos de cooperado pessoa física. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) § 1º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às aquisições efetuadas de: (...) III - pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária e cooperativa de produção agropecuária. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) Art. 9º A incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins fica suspensa no caso de venda: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) III - de insumos destinados à produção das mercadorias referidas no caput do art. 8º desta Lei, quando efetuada por pessoa jurídica ou cooperativa referidas no inciso III do § 1º do mencionado artigo. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) (...) § 1º O disposto neste artigo: (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) I - aplica-se somente na hipótese de vendas efetuadas à pessoa jurídica tributada com base no lucro real; e (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) II - não se aplica nas vendas efetuadas pelas pessoas jurídicas de que tratam os §§ 6º e 7º do art. 8º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) § 2º A suspensão de que trata este artigo aplicar-se-á nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal - SRF. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) Como se vê, o art. 8º, § 1º, III, estabelece a possibilidade de as pessoas jurídicas que produzem determinadas mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal apurarem crédito presumido de PIS e COFINS sobre o valor das aquisições feitas junto a cooperativas de produção agropecuária. Já o artigo 9º, inciso III, estabelece que a incidência do PIS e da COFINS fica suspensa no caso de venda, por cooperativa de produção agropecuária, de insumos destinados à produção de mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal. O § 1º desse artigo restringe a suspensão apenas às vendas efetuadas a pessoa jurídica tributada pelo lucro real e, por fim, o § 2º dispõe que a Secretaria da Receita Federal estabelecerá termos e condições para aplicação dessa suspensão. Com base nessa última disposição (§ 2º), foi editada a Instrução Normativa SRF nº 660, de 2006, dispondo “sobre a suspensão da exigibilidade da Contribuição para o Fl. 557DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a venda de produtos agropecuários e sobre o crédito presumido decorrente da aquisição desses produtos, na forma dos arts. 8º, 9º e 15 da Lei nº 10.925, de 2004”. Esse ato sofreu algumas alterações posteriormente, de forma que na época dos fatos que interessam ao presente processo estavam em vigor as seguintes disposições: Art. 2º Fica suspensa a exigibilidade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda: I - de produtos in natura de origem vegetal, classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) nos códigos: a) 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os códigos 1006.20 e 1006.30; b) 12.01 e 18.01; (...) § 1º Para a aplicação da suspensão de que trata o caput, devem ser observadas as disposições dos arts. 3º e 4º. (...) Art. 3º A suspensão de exigibilidade das contribuições, na forma do art. 2º, alcança somente as vendas efetuadas por pessoa jurídica: (...) III - que exerça atividade agropecuária ou por cooperativa de produção agropecuária, no caso dos produtos de que tratam os incisos III e IV do art. 2º. (...) Art. 4º Aplica-se a suspensão de que trata o art. 2º somente na hipótese de, cumulativamente, o adquirente: I - apurar o imposto de renda com base no lucro real; II - exercer atividade agroindustrial na forma do art. 6º; e III - utilizar o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º. § 3º É vedada a suspensão quando a aquisição for destinada à revenda. (Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 977, de 14 de dezembro de 2009) Os textos normativos acima citados não deixam qualquer dúvida sobre o assunto, pois dispõem expressamente que a suspensão das contribuições aplica-se apenas na hipótese de o adquirente utilizar o produto adquirido como insumo na fabricação de produtos destinados à alimentação humana ou animal, sendo vedada a suspensão quando a aquisição for destinada à revenda. Nesse contexto, agiu bem a autoridade fiscal, ao incluir o valor das vendas de milho em grãos efetuadas pelo contribuinte para a Universidade Estadual de Londrina na base de cálculo das contribuições, uma vez que as circunstâncias fáticas dessas vendas indicam que as mesmas não atendiam às condições exigidas pela legislação para que ocorra a suspensão da incidência. As alegações apresentadas pelo contribuinte para refutar esse item do Despacho Decisório são totalmente impertinentes, pois toda a argumentação por ela desenvolvida refere-se a vendas efetuadas para a empresa Seara Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda, enquanto as vendas que foram incluídas pela autoridade fiscal na base de cálculo das contribuições foram feitas à Universidade Estadual de Londrina. Portanto, não há razões para alterar o entendimento adotado pela autoridade fiscal. As vendas efetuadas para a Universidade Estadual de Londrina devem ser mantidas na base de cálculo das contribuições devidas pelo contribuinte. . Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário . Fl. 558DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 14 do Acórdão n.º 3301-011.531 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10930.908057/2016-87 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário (documento assinado digitalmente) Liziane Angelotti Meira – Presidente Redatora Fl. 559DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10665.000230/2006-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.088
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Irineu Bianchi (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade e Daniel Salgueiro da Silva. Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 4ª Turma da DRJ/BHE, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, indeferir a solicitação, nos termos do relatório e voto da relatora, conforme ementa que abaixo reproduzo: Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.000230/200611 Resolução n.º 1302000.088 S1C3T2 Fl. 70 2 Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Exercício: 2008 Opção A opção pelo Simples somente é permitida quando comprovado que à época dos efeitos da exclusão de ofício, os débitos inscritos em Dívida Ativa da União estavam com a exigibilidade suspensa. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: A optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES foi excluída de ofício pelo Ato Declaratório Executivo DRF/DIV/MG nº 8, de 17 de abril de 2006, fl. 16, com efeitos a partir de 01/01/2007, com fundamento na existência de débitos inscritos em Dívida Ativa da União, fls. 02/09 (inciso XV do art. 9º da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996): Número da Inscrição Data da Inscrição Número do Processo 60.6.04.01456192 30/07/2004 10665.501338/200456 60.6.04.01456273 30/07/2004 10665.501339/200409 60.2.05.00560630 01/02/2005 10665.501043/200561 60.6.05.00799888 01/02/2005 10665.501044/200513 Cientificada em 20/04/2006 (quintafeira), fl. 17, a optante em 22/05/2006 apresentou manifestação de inconformidade, fl. 18, alegando que em relação aos débitos de nºs 60.6.04.01456192 e 60.6.04.01456273, a exigência é indevida. Atinente aos débitos nºs 60.2.05.00560630 e 60.6.05.00799888, diz que apresenta comprovação do pagamento. Em face do exposto, requer o cancelamento do ato de exclusão. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou que procedeu em tempo hábil, assim que notificada de sua exclusão do Simples, pelo ADE DIV nº 08/2006, ao parcelamento dos débitos das inscrições 60.2.05.00560630 e 60.6.05.00799888. Sendo que o parcelamento suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, VI, do CTN, requer a revisão da decisão prolatada. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.000230/200611 Resolução n.º 1302000.088 S1C3T2 Fl. 71 3 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. O presente caso trata de pedido de inclusão no Simples, determinado com base em acórdão da DRJ/BHE nº 10.652/2006, nos autos do processo administrativo nº10665.000677/200410. Tal processo tratava de pedido de inclusão retroativa a 01/01/2003, o que foi deferido naquele decisum, posto que naquela decisão ficou assentado que as causas impeditivas da inclusão – inscrição de débitos em dívida ativa – somente se verificaram em 30/07/2004 para os débitos objeto das inscrições 60 6 04 01456192 e 60 6 04 01456273, e em 01/02/2005 para os débitos objeto das inscrições 60 2 05 00560630 e 60 6 05 00799888. Ocorre que no curso dos trabalhos de reinclusão, a fiscalização constatou a existência de débitos inscritos em dívida ativa da união cuja exigibilidade não estaria suspensa (os mesmos que constavam do processo anterior). Foi proposta, então, a exclusão de ofício do Simples mediante Ato Declaratório de Exclusão, que foi acatada, com emissão do ADE DRF/DIV nº 08 de 17/04/2006 (ciência do contribuinte em 20/04/2006), que excluiu a recorrente do Simples, com efeitos a partir de 01/01/2007, com base no inciso VI, c/c §5º do art. 15 da Lei nº 9.317/96. O contribuinte alegou que a cobrança relativa às inscrições 60 6 04 01456192 e 60 6 0401456273 era indevida, e que em relação a eles protocolara pedido de revisão de débitos inscritos em dívida ativa da União. Afirmou, ainda, que solicitara o parcelamento e pagamento da primeira parcela dos débitos relativos às inscrições n° 60 2 05 00560630 e 60 6 05 00799888. No julgamento realizado pelo órgão a quo acordouse que os débitos nºs 60.2.05.00560630 e 60.6.05.00799888 se encontravam em 01/01/2007 com a exigibilidade suspensa, sendo, portanto não impeditivos à permanência no regime simplificado. Já os débitos nº 60.6.04.01456192 e 60.6.04.01456273 se encontram com a exigibilidade suspensa, por força do art. 1º da medida Provisória nº 303, de 2006, somente a partir de 24/01/2007, e por isso, vedam a permanência no regime, conforme solicitado. Tal raciocínio baseiase no argumento de que a opção pelo Simples somente é permitida quando comprovado que à época dos efeitos da exclusão de ofício, os débitos inscritos em Dívida Ativa da União estavam com a exigibilidade suspensa. No recurso voluntário, todavia, a recorrente entende que as inscrições nº 60.6.04.01456192 e 60.6.04.01456273 decorrem de exigências indevidas e que não foram merecedoras de consideração por parte da relatora. Ocorre que foram exatamente essas inscrições que levaram à decisão de indeferir sua solicitação, porque tais débitos somente imporiam suspensão de exigibilidade em Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10665.000230/200611 Resolução n.º 1302000.088 S1C3T2 Fl. 72 4 24/01/2007, e, portanto, em 01/01/2007 (data dos efeitos da exclusão do ADE) os débitos seriam exigíveis, e, portanto, impeditivos da manutenção no regime simplificado. Tendo em vista que as inscrições nº 60.6.04.01456192 e 60.6.04.01456273 foram, contudo, de acordo com os autos (fls.25/27), objeto de Pedido de Revisão de Débitos Inscritos em Dívida Ativa da União, havendo, inclusive, nos autos a juntada de DARF (fl.27), entendo, em face da alegação da recorrente de que a DRJ não os analisou, ser necessário averiguarse qual análise restou de tais pedidos na unidade de controle do processo, antes de me manifestar sobre as razões apresentadas no recurso voluntário. Neste sentido, voto para converter o julgamento em diligência, para que sejam os autos remetidos à DRF/Divinópolis, para que se manifeste quanto: a) aos resultados dos pedidos de revisão juntados às fls. 25/26; b) ao DARF de fl. 27; c) a demais esclarecimentos que julgar cabíveis para o esclarecimento da situação dos débitos objeto das inscrições nº 60.6.04.01456192 e 60.6.04.01456273. Após, deverá o sujeito passivo ser notificado para se manifestar em dez dias, nos termos da Lei nº 9.784/99. Sala das Sessões, 30 de junho de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 05/07/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, 11/07/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 10680.012781/2007-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/10/2005
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. CUMPRIMENTO
Art. 32. A empresa é também obrigada a: “ I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social;”
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.283
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/10/2005 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. CUMPRIMENTO Art. 32. A empresa é também obrigada a: “ I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social;” Recurso Voluntário Negado.
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CUMPRIMENTO Art. 32. A empresa é também obrigada a: “ I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social;” Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Ivacir Júlio De Souza – Relator Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.304 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto. Ausente o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.305 3 Relatório Trata-se de infração ao artigo 32, inciso I, da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o artigo 225, inciso I e § 9° do Regulamento da Previdência Social - RPS aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, pois a empresa apresentou Folhas de Pagamento em desacordo com os padrões e normas estabelecidas pela legislação previdenciária, nas seguintes competências: 02/1997 a 06/1997, 08/1997 a 12/1997, 01/1998 a 12/1998, 01/1999 a 12/1999, 01/2000 a 12/2000, 01/2001 a 12/2001, 01/2002 a 12/2002, 01/2003 a 12/2003, 01/2004 a 12/2004 e 01/2005 a 10/2005. Conforme fls.01 e Relatório Fiscal de fls.13/14, as Folhas de Pagamento continham rubricas de pagamento desordenadas, com discriminação confusa, impossibilitando saber quais os valores dos proventos e quais os descontos efetuados, sem constar nas mesmas, as rubricas relativas às rescisões de contrato de trabalho, às férias e aos adicionais de férias. Relata ainda a fiscalização que no Resumo Geral da Folha constava base de cálculo da contribuição do INSS ora a maior ora a menor e não continha base de cálculo do 13° Salário nem base de cálculo da parte do segurado. Não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes previstas no artigo 290 do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99 e nem se verificou a circunstância atenuante prevista no artigo 291 do mesmo Regulamento. O Auto de Infração - AI foi lavrado em 23 de abril de 2007, tendo o autuado dele sido cientificado nesta mesma data, consoante assinatura de seu representante legal aposta às fls.01. DA IMPUGNAÇÃO Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação conforme fls.17 a 364, alegando, em síntese: - Que procedeu às correções das irregularidades conforme documentos juntados e requer a relevação da multa aplicada uma vez que foram atendidos todos os requisitos para obtenção do benefício da relevação; - Que é nulo Auto de Infração AI por ausência do Termo de Inicio de Ação Fiscal- TIAF; e - Que estão decadentes os créditos lançados referentes ao período 02/1997 a 03/2002. Juntou à peça de impugnação, Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social-GFIP. Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.306 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme folhas 408, o recurso é tempestivo. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA A empresa alega ter ocorrido a decadência para as competências 02/1997 a 03/2002. Enfrentando tal alegação, eis que se verifica que a multa em questão, no valor de R$ 1.195,13 (um mil e cento e noventa e cinco reais e treze centavos) , foi processada na forma do artigo 292 do Decreto 3.048/99 , e por não ter sido alcançados agravantes, de valor, mínimo e único, fixada independentemente da quantidade ou período dos documentos que deixaram de ser exibidos: “DA GRADAÇÃO DAS MULTAS Art. 292. As multas serão aplicadas da seguinte forma: I - na ausência de agravantes, serão aplicadas nos valores mínimos estabelecidos nos incisos I e II e no § 3º do art. 283 e nos arts. 286 e 288, conforme o caso;” Na prática se operou, de fato, a impossibilidade de a autoridade administrativa exigir o cumprimento da obrigação acessória restritas aos ditames dos artigos 150, § 4° do CTN e do artigo 173, I do mesmo código disciplinador. Efetuados os cálculos qüinqüenais se observam decadentes pelo preceituado no artigo 150 retro todas as exigências compreendidas no período compreendido entre a competência 03/2001 e anteriores bem como, subsumindo-se à dicção do artigo 173, I, todas as obrigações anteriores `a competência 11/2001.Entretanto o período subseqüente aos fulminados pelo instituto da decadência, incluído no mesmo auto de infração, sustenta o lançamento do Auto de infração. Assim, é despiciendo longo exercício de análise para verificar hipótese decadencial para o período requerido tendo em vista que tal ocorrência não alteraria o lançamento no seu aspecto pecuniário, pois restariam ainda as infrações do período 12/2001 a 10/2005, descritas no mesmo auto de infração, suficientes para determinar a procedência da autuação e do valor lançado, posto que a decadência se operou sobre a exigência das obrigações no período fulminado e não sobre a integralidade do lançamento único uma vez que a infração não importou em créditos vinculados suscetíveis ao instituto da decadência, mas multa de valor único para todo o período de descumprimento da obrigação acessória. Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.307 5 NULIDADE A recorrente alega que é nula a notificação pelo fato de não constar o Termo de Inicio da Ação Fiscal – TIAF , conceito preconizado pelo artigo 591 da IN SRP n°23/2007. Muito embora faça alusão a Instrução Normativa - IN n°23/2007 para justificar a importância do TIAF no processo, a recorrente não citou que a mesma é datada de 30/04/2007. Se tivesse observado isto, perceberia que o encerramento da Auditoria se deu, em 23/04/2007 com a emissão de Termo de Encerramento da Ação fiscal – TEAF, mesma data da assinatura da notificação do Auto em comento. Como se nota, a referida Instrução n°23/2007, de 30/04/2007 é posterior a notificação ocorrida em 23/04/2007. Desse modo, a alegação da recorrente é desprovida de razão. RELEVAÇÃO DA MULTA Reitera a recorrente que procedera à correção das irregularidades e requer a relevação da multa aplicada, uma vez que foram atendidos todos os requisitos necessários ao benefício da relevação. É relevante observar que a autuada não contesta a ocorrência da infração objeto do presente auto de infração e alega somente ter sanado as irregularidades cometidas, para fazer jus ao pedido formulado de relevação ou, alternativamente, de atenuação da multa aplicada. Neste sentido, a instância “a quo” informa que foram analisados os documentos juntados na impugnação (fls.69 a 364), constatando-se que apenas foram apresentadas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP, sendo que o presente, refere-se à autuação por apresentação de folhas de pagamento em desacordo com as normas, portanto, documentos diversos daqueles anexados à impugnação Assim, também não assiste razão à recorrente. DO MÉRITO Conforme relatório fiscal de fls.13/14, o presente Auto de Infração refere-se a cobrança de penalidade devida por descumprimento da obrigação acessória prevista ao artigo 32, inciso I da Lei 8.212/91, abaixo reproduzido, combinado com o artigo 225 inciso I e § 9° do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99: Art. 32. A empresa é também obrigada a: I - preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.308 6 padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; As normas e padrões aludidos no dispositivo legal transcrito acima são encontrados no art. 225, inciso Ì e § 9° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048, de 06.05.99, das quais destacamos as regras do referido parágrafo 9°, reproduzido a seguir: § 9° A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá: 1 - discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; II- agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) - destacar o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade; IV- destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e V -indicar o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso. A autuada não contesta a ocorrência da infração objeto do presente e, como ficou demonstrado, foram analisados os documentos juntados na impugnação (fls.69 a 364), constatando-se que apenas foram apresentadas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP, sendo que o presente, refere-se à autuação por apresentação de folhas de pagamento em desacordo com as normas, portanto, documentos diversos daqueles anexados à impugnação. Desta forma, considerando o disposto no artigo 16, § 4° do Decreto n° 70.235/1972, e ainda, que a prova documental apresentada não atesta a correção da falta origem da autuação, não ficou comprovado nos autos ter a autuada, dentro do prazo legal, sanado as falhas cometidas. CONCLUSÃO Desse modo, conheço do recurso para, no mérito, NEGAR-LHE provimento. Ivacir Júlio De Souza Processo nº 10680.012781/2007-10 Acórdão n.º 2403-000.283 S2-C4T3 Fl. 1.309 7
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Numero do processo: 11618.000706/2003-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1302-000.284
Decisão: Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, em converter o
julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Recorrente GRÁFICA SANTA MARTA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr.,Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Marcelo Guerra, Hélio Araújo e Guilherme Pollastri. Peço vênia aos meus pares para reproduzir o preciso relatório destes autos, feito pela Conselheira Carmen Saraiva, no Despacho nº 1801222 a fls. 123 e segs., no qual foi declinada a competência da 1ª Turma Escpecial, in verbis: “A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 28.03.2003, fls. 0106, utilizandose do crédito no somatório de R$1.735.067,30 relativo aos pagamentos de tributos a maior efetuados fora do prazo de vencimento legal a título de acréscimos legais no período de 25.01.1993 a 31.10.2002 de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 16 18 .0 00 70 6/ 20 03 -9 1 Fl. 151DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 132 2 (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto sobre a Renda Retido na Fonte como antecipação de IRPJ (IRRF), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), Imposto de Importação (II), Imposto sobre Tributos Industrializados (IPI), Imposto Territorial Rural (ITR) e de Receita Fundiária Estadual, em conformidade com a Tabela 1. Tabela1 – Valores discriminados do direito creditório pleiteado .... Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 4967, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que: ‘Assunto: Declaração de Compensação. Ementa: INDÉBITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. O direito de o sujeito passivo pleitear a restituição de tributos e/ou contribuições, em vista de pagamento indevido ou a maior que o devido, extinguese após transcurso do prazo de cinco anos, contado da extinção do crédito tributário. Ementa: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. RESTITUIÇÃO. NEGATIVA. O exercício da denúncia espontânea pressupõe a comunicação de infração pertinente a fato desconhecido por parte do Fisco. 0 instituto da denúncia espontânea não tem aptidão para afastar a multa de mora decorrente de mera inadimplência, configurada no pagamento fora de prazo de tributos apurados e declarados pelo sujeito passivo. Assim, as importâncias recolhidas a titulo de multa de mora não constituem pagamentos indevidos, sendo improcedente a utilização pelo contribuinte de crédito que tenha essa origem. Ementa: COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO Deixa se de homologar a compensação efetivada pelo contribuinte, em razão do crédito utilizado não ter sido reconhecido pela autoridade administrativa.’ Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN) e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 16.07.2004, fl. 69, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 12.08.2004, fls. 7079, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido amparada no instituto da denúncia espontânea e no Fl. 152DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 133 3 entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre o início de contagem do prazo prescricional do pedido em análise nos autos. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FOR/CE nº 0810.979, de 12.01.2012, fls. 8289: ‘Solicitação Indeferida’. Restou ementado ‘ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 25/01/1993 a 31/10/2002 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. AD SRF 96/99. VINCULAÇÃO. Consoante Ato Declaratório SRF 96/99, que vincula este órgão, o direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contados da data do pagamento, inclusive nos casos de tributos sujeito A. homologação ou de declaração de inconstitucionalidade. RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA A norma albergada pelo art. 138 do CTN não alcança o pagamento espontâneo efetuado com atraso pelos contribuintes, devendo neste ser incluída a competente multa de mora, conforme de forma expressa determina a legislação tributária. JURISPRUDÊNCIA ARGUIDA. Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo beneficiarse dos efeitos das sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter partes e não erga omnes.’. Notificado em 16.07.2007, fl. 94, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 14.08.2007, fls. 96117, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA ORDINÁRIA/1ª CÂMARA/2ª SJ/CARF nº 210200.427, de 03.12.2009, fls. 114118: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade CONHECER do recurso somente no tocante ao pretenso Fl. 153DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 134 4 indébito de multa mora sobre os tributos de competência da Segunda Seção do CARF e, no mérito, por unanimidade de votos, em RECONHECER que a decadência extinguiu o direito creditório do o te 28/03/1998 e, ainda no mérito, por voto de qualidade, em NEGAR provimento a parte conhecida, nos termos do voto do Relator. [...] Consta no Voto condutor Pelo exposto, recebo o recurso apenas na parte inserida na competência dessa Turma de Julgamento e não merecendo reparos a decisão recorrida, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. Ato continuo, este processo administrativo fiscal deve ser encaminhado Seção de Julgamento do Carf competente para julgamento da matéria não apreciada neste acórdão pela falta de competência. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Conforme estabelece o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), a Segunda Seção cabe processar e julgar recursos que versem sobre aplicação da legislação IRPF, IRRF, ITR e Contribuições Previdenciárias. PRAZO PARA A REPETIÇÃO DE INDÉBITOS. Extinguese em cinco anos, contados da data do pagamento indevido, o prazo para pedido de compensação ou restituição de indébito tributário. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. Entre as penalidades excluídas pela denuncia espontânea não se inclui a multa moratória, não apenas porque inadimplemento não é infração tributária, mas também em razão da interpretação sistemática do Código Tributário Nacional que, a par de prever o instituto da denúncia espontânea em seu artigo 138, determina, em seu artigo 161, a imposição de penalidades cabíveis paras as hipóteses de crédito tributário não integralmente pago no vencimento. JURISPRUDÊNCIA ARGUIDA. Não sendo parte nos litígios objetos da jurisprudência trazida aos autos, não pode o sujeito passivo beneficiarse dos efeitos das Fl. 154DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 135 5 sentenças ali prolatadas, uma vez que tais efeitos são inter partes e não erga omnes.” É o relatório. Conselheiro Alberto Pinto S. Jr. À época em que proferido o Acórdão da 2ª TURMA ORDINÁRIA/1ª CÂMARA/2ª SJ/CARF nº 210200.427, de 03.12.2009, fls. 114/118, a Seção competente para julgamento de processos de compensação era definida pelo crédito em exame, ainda que houvesse créditos relativos a tributos da competência de mais de uma Seção. Assim, não se discute a competência da 2ª Seção para decidir, a época, sobre o crédito relativo à multa de mora sobre ITR. Até mesmo porque, o disposto no art. 6º da Portaria MF 256/09 deixa claro que se adota, ao processo no âmbito do CARF, o sistema do isolamento dos atos processuais, segundo o qual, a norma nova não atinge os atos processuais já praticados, nem seus efeitos, mas se aplica aos atos a serem praticados. Com a entrada em vigor da Portaria MF nº 586, de 2010, foi introduzido o § 3º no art. 7º do Anexo II da Portaria MF 256/2009 (RICARF), no qual ficou estabelecida a competência desta 1ª Seção de Julgamento nos casos em que o processo de compensação envolver crédito relacionado a tributos da competência desta Seção e das demais. Ora, o crédito remanescente a ser julgado envolve tributos da competência desta Seção e da Terceira Seção (multa de mora sobre PIS e COFINS), logo, com base no mesmo sistema do isolamento dos atos processuais, com a nova norma todo a matéria remanescente nestes autos passaram a ser de competência desta 1ª Sejul. A questão posta em julgamento reside unicamente em se verificar se a multa de mora também é afastada em caso de pagamento espontâneo antes do início de qualquer procedimento fiscal, ou seja, se o art. 138 do CTN também exclui penalidade de caráter moratório. Em decisão definitiva de mérito, proferida na sistemática do art. 543C do CPC, nos autos do REsp 1149022/SP, a Primeira Sessão do STJ, tendo por relator o Ministro Luiz Fux, assim decidiu: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Fl. 155DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 136 6 Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Juridica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 156DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11618.000706/200391 Resolução nº 1302000.284 S1C3T2 Fl. 137 7 Em face do exposto, voto por converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora informe quais os débitos constantes da planilha a fls. 3 a 7 se encontravam declarados em DIRPJ (não em DIPJ) ou DCTF quando foram pagos com multa de mora. Deverá ser dada ciência das conclusões da diligência à recorrente, com a concessão de prazo de trinta dias para que, sobre elas, se manifeste nos autos. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 157DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0221.13584.YEBV. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 19/02/2014 12:43:00. Documento autenticado digitalmente por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 19/02/2014. Documento assinado digitalmente por: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 19/02/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/02/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0221.13584.YEBV Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 1BF23911D38EAE0DC8D9170FCE5CC6C841597BD5 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11618.000706/2003-91. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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