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4769242 #
Numero do processo: 10860.000207/94-25
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87274
Nome do relator: Não Informado

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R .1.:I3t 1,11"1::::S PROCESSO NR:. lopA0/000.0.2/94.25 Lon Sess2io de 19 de outubro de 1994 ACORDn0 MR. 101 -S7.274 Recurso nr. g 10S.44 EX.g DE L993 Recorrente g AUTO POSTO OARAGE SANTA LUZIA LIDA Recorrida g DRF EM fAUBATE -SP .... PF.f. '. .4; ...... . .r .... . ........... . ff:1$ x ci 1 c) I) t ::::'. 28 ; :I „ „ 1 3' :1 c.1 1 c t t !..1. c; 1 te., 1 c,in t' 1. 1 1,..c.j 2F Ç'..! 1', devero apurar I. VIO dia 31 de dezembro de cada ano, apresentando, em consequncia, e a eventual diferença entre g JApps O qvj : do e 0 mQvltà\ l '31-(2 Yi1 colhido durante os meses do perigdg se fl:itvorável â Fazenda Pública Federal, será recolhi. da, om quota Unica, até o Ultimo dia ú-til do mes - de abril de exercício firl,m .lceiro no qual ocorreu a éniveda da declaracao. lncabivol, na hipól...ese, exigC,ncia de diferença de imposto mediante lança mento de oficio efetuado no préprio pRr .Todo base OU seja, antes do encerrado o prazo para apuraç'ão do lucro real, 1.,muj.am .lento que se declara nulo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso int.erposto por AUTO POSTO OARAOE SANTA LUZ TA LIDA ACORDAM os Membros da Primeira C .gmara do Primeiro Con. solho de Contribuintes, por unanlmidado de votos, anular o lançamenlo do oficio, por tel . sido proc,:edido no curso do per .lodo base, OU seja, antes do enc.e. , rr,mfienl.o do exercício social, nes termos do relate: io e t o qttf... ,., is v.?L2dc:) Á . '40 ...„ S :':.n..1....A .::' .a. s St.:?-iss?.5e::i. „ i:::, íri I 9 de (.:::ii..‘ tleby c..... d iy.,:r l'.;":..-2(1... 11ARIE'td v ..: Fr -K f )d#49 r'' ',...:'"Es 'f 'CÉ EN LUIZ FE.. ;:.HANDO OLTV ....:D/DE MORAEB -. PROCURADOR DA FA SESSAD DEHI fj- 9 DEZ 994's 7- nEJ1DA NACIONAL Participaram, ainda, do pre's.ente julgamento, o's seduintel: ., Conselhei- _ ros ., JEZER DE OLIVEIRA CANDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, KAZUKI S•IOBARA, RAI.R., FIMEI ,IliF.1., ROBERTO IÁHAJ...DM1 CWW4pn.d.',JEE; e CELSO ALVES FEL- TUSA.(AUSRNTE, JUSTI£JCADAMENTE). r;o, li) 111!1111 _ MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CON1R1BUTNTES PROCESSO NR. 10860/000.207/90-25 RECURSO NR.N 108.100 ACORDA() NR. g 101-S7.274 RECORRENTE ;; Alt 1 0 pnsfo UiARADE SAMÍA !U7JA l f0A„ C.Çl..,.:A".10 13 IP AU10 POSTO HARACiE' SAH1A 11.171A LIDA, pessoa ~-1.djea de direito privado, inscrita no C.O.C..MF sob 0 nv„ 08.539r:886/0001 72, J .:2..b SC u: q.ifewmande com a decisão que lhe ftm (..J.,m1:.?',:svor-ili.vcd, pfC2M:2F3C1 pelo Delegado da Receita Federal em VAUT3ATIll SP que, apeciando sua im pugnaçao tempestivamente apresentada, manteve a exi.gncia do crádjte tributário formalizado ali . avès dD A! !.1.0 de 1nPraço de fis,„ 42s e: -1 ,fl.,, re coJve a este Conselho na pretens'ào de reforma da mencionada decisA'o da autoridade j ulgadora singula. Os i'ates qu.o ensejavam o lançamento "ex officio" em causa esto descr-Jtos na peç.i.a bãsica tlf..:::::CS iCrfflOSt! 'Lançami2nto decurvente de insuficiencia de rocolhimenio mensal do TRPJ, no pev .Sodo de 1aneiro/93 a agosto/9J, pelo regime de e-ili,i -Amejv,A. k„ .. e..-.1nfome C2SC!'"AttIJ aç:ão d,,I, J'e. ceil . bruLa no 1 iv1 . 0 de S,!..1d,...:.:., e vespectlos DAIRFs de i ec.c)11rJ men ! e' 1 i l.., i g i t.......::: !:á Cf C: 1 12 V O C : C2Cli 'i ílie'3 J : ( '. ; C .) C:1 1 !. C7.' (..)C:r..i ! 'i' :2! t COM .::.!. pLotocolizaço da peça 1mpudnativa de fls„ (. 8/68, foi proferida decis::Yo pela autoridade iu1gadora monocrática (f1s„ 79/S3'.1, cuia C2MCV: 4;? 1,1!. 1C.2M esta Jc,daço "verbis"2 -, I 4: 3=I1 6.51 6 j. t) " ' c) c i. Ag t t i„ C) ES 3- .1.:11AII)(.3 • B g":IIII;E: DE. C ALC1..11, (:3 3-fs-1 d 63.1 c, k :N.' C3 fit ( o 61 o r „ 310 do pe •1s t 6:10 .1.1 4.10 i.n i:td33 k kC?Lod k T? T iil'3 d p • :1 3 1. 3:1:á 1 0:1 13 8 „ 541 „ 6:1 „ 1- 3J(.::1:01,33n..11 t l' 1 Cf CI'333 (13 111 1 3 c: 6:-,i6n 3 1: ci c! :1 r . 00 1:36:?o 3:: 0 rt 1 :1 3.1.. 3:: cm :1 • • I p c:.6s I c., d ! t. 6-'3. E. 1:1 Il' KIS!. JI II '11C.:11:1IY.1(::: IA RE.((31 .1 1.1.111131,1 1:1)AI)111:: f:Tl (1:6..31-3 .s 1 :1 ! f' :j rt? c..) 1 .1 !tf t cie:. 313 rlf:31:: CI de' 0334:106:1 1:33,.? .1 1:3 6:13:3 1. k C. I' IT53.:IkCJ (13 I I 13 i 41,'9: ) „ :I. I- I. ide de r e3:1 1 6:1 •!st se, 613::, 6:: 1 „ p 1:1 pfllI3 :I p :1 1 0 t C.; 46:3 „ ri t'á 1: 61 o ei it t• „ 8 „ 2 1 /91 v i 1 ti...? 1.. AH s;: (:11'11:31,11 (3 II I 'FkIt31::::E.1)111:1,1 T:E:" :1. dl d.' ff? „ „ C 0 'I13 . .1 PI. 311 P V IP T I O C) 1 31:30, 01:36:1:1 31:361 1-3 I. 6 3„ cl J' c) :I :10 0 00f 4 :? ':6:3006:31 31 $ „ Cl d' 3 'III6flI 1' 013 1(3103 ' I. 0 Ps DEC '1: $insfü RIE:COFtIR 1:1)A 1 Cl Cl' C •::::CCTI 31 3 ã IT. T. T.I Ok 1:3C, 3 me:, 1 1 36:: v 3.1 r :I 1:0 „ 6:163 „ .1. :o.':. „ „ ! do 'se 6:03 31)1 :1 r 16 031 :ftv3o :1 I G 1 OS 33 !tainp113.!,3 „ ) 6:1(2 c.c ...1 6 6:1 c: o nt o 6:13:: c: :1. 3:L1 :10 em pr. 1' S' I elk „ e fl3 1:3 eTi c! os c! !- do 1631 0 :I do! .3 1 „ de 33333(33 em-. c! „ 3:: e o '1 :i. c1.:á #1) :.:".. ,., .. ....:.:.: • r :: : :...: ::::. '.--: C.i : ,., . ....' . ' '''' -,, _ ....:„,: r. - i': i "T.::: •':-: -:::.: r.,:; ;;:::: '''''" -':': "F.....i ::: :-.... ,T.: ::::: ":» ?.'TS: ,...: u's ":"..-.! E: ^..,; .'::- "-"' .--...... - ,... .-- * " - - 0.: -,--: :...e- E :::.: •:.:: :::: ..,... -::: ..,...::: :.::: -::: Ci ,'::: :::: :,-:-::: a. C.: 7.:::: 2... .:": ":::: g::: tr. . -': :1: :1:: ""'. .7.4: LS :::: 'ti.... .., '...: IS: --: -r.", .7:: ''''''.: .,_. ":1i ":::" •Tj Ti ::: .,..n ;.-.5::: - r-, r....., :::: :::. --: ,T.: --' . ''''. .. ::5:, i.:: • •:::: :::::..... ...... .-. ..... ..... :,... ::: i....?-- 0 i_g, :::: '.,... 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Ir á bitiçjJ";:::i..„ cic....s fr (:-.,tc.:-.,s e cia. fli-ar dom brtt ta. cie: ; e.,..,irg. ti '1 C., !, ,:k .',:,.....g.c.3 r.). 1- 1::. o -:::. e=,..:j imin I t c) el ::.. í' ::?'...,e.).1 1 ci .-:. ,, cl I LP f.f:., -n i. i' e.' ( .. . f. : •.! i i. ::': 1...E!' k ! 1: ,..:1. .::, q!. I (....` 1:: er I' e2 FC` r C.' ,:t I C.' i .1 C.) :, :: :3 :, 5'1 / „ Ci C' 199.:::: i.h) referida margem bruta destina se, em quase sua 1:.(...)1a1.1 - dade, .:AO V09.5':::.:M-r::_ifW.,W:0 de cusios iHerevl:idos ROS postos, c...J ...11ceilo esse do M j nis i..ério d,,d ,á M j n,::i.s e Energia, que examrna e aprova p....,ricidi.c.,':,..im2nUe p]anilha de custos dos posjos para. C c."3DV:Ir gaslos com pessoal, imIx....,s 1os, dc'.-sr.w.,.:s.,:.s gerais e oulros 1.i.) o jegislador, ao fixar os poreentuais a serem a_plif.:.,mil p s _ sobre a receita para a obtenij:ão de lucro presumido ou esjimado, não tez aleatoriamenle, mas objetivando a obtenão de um IUCY0 que se.la compativel CDM .i: t. atividade do con-tribuinle, o que se apresenia incen teslável pois so assim não fosse o obietivo da instituiço do lucro :1 1.j) essa modalidade de apuraçao do lucro tem por objetivo bei Ï...1:: :i c:: À ,:•1. ' 1:3 1.:15:::::11 ki.,11 1 (..) ..'.'.. Én C:?1.1 3 (.../ effil...E r er::: ,:t. ;' i f:.:3 ,,, .:::. I :í ',..? .1. di ri cf. c) ' c) :.:1 :,. :::1 I 0 I- ii:(...,.' c: de obrigaBes fiscais e contábeis, beneficio esse que nao poderia ter como conlraparrida a aplica;;:ao de um percentu3ç! sobre a receita de que decorresse um lucvo excessivamente elevado, sob pena de o obletivo da lei nao ser atendido 1. " 1.3 COMO SC!! sabe, o alcance do lucro pre ,..tiwilci, e por con seguinte do estimado, foi bastw .ste estendido pela lei no. 8.393, de 1991, de cuja Exposiç'ão de Motivos è extraido trecho eselavecedor (transcrito às fls. 6//66), de onde se conclui que refer1da 1...(....ri am Wliott consideravelmente o nt'tmero de ce .mtr ..11-...Etr.intes que poderiam optar pelo lucro presumido, sempre dentro dos obretivos constantes de sua Exposição de Motivos, ou sela, a combinago de uma simp1ica0o dos — 4(7,,P1 41p 7 Processo nr. 10860/000.207/94-25 ::',Icórdab nr. 101.-87.27g .1.....y.i..1tos com a f..a.cilitaçab da vida do le'..',., buscando uma maior 1.m) so em troca de uma. simplif...lf....::..:.1.f,;:7S.o de proci .....licwm-Ites, D • pequeno empresário tivesse sua carga fiscal elevada, pela. opç'go pelo lucro r.o.-:.,:.,:mrs:Idc.3, o objetivo da lei estaria turbado, o que n'i:i:o é, nem i.. nunca foi, o que se cleseja. e quer 1.n) é exatamente o que ace:Jliteceria se a m,?-.:::,,,..........,:lite autuaç'ão, '..„: mantida. em primic, i ya. ins1,.2ncia, pudesse prevalecer, ou seja, se o con- ¡: tribuinte fosse obrigado a aplicar o m:.1....,..........cp;itual f..i...x.ikdo sobre o preço '1 de bomba do combustível, e não 'sobre a margem de revenda a qual dons-- titui efetivamente a. sua receita. bi...1,..kta' ,., J.o) para que nao haja ofensa ao principio constittj.c:In.,.:'kl.. da '.., isonomia, è absolutamente necessário que, a todos os cc......1..ltril....tuiraes, que estejam dentro dos limites de receita fixados pela lei COMO pa yâ- '.,„: metyo para desobriga-les. da apuraçao pelo lucro presumido OU estimado, j: seja factível a opr,-,...o, sem que o lucro result.a1 .-:te seja illemlm-3,..:.,..1......N.,f.,..,:l. '...,. com sua atividade',; I.p) a autuaç'.',..50 e a r. decisao atacada interpretam a lei de ',, forma a. cri,m- uma. discriminaçao absurda sobre o setor de comércio va- reiista de combustíveis, pretendendo que esse setor . calcule o imposto '... estimado, ou pr.-a: :)..1wmido, sobre receitas de -1.c. :::1-ceiros, inviabilizando a . opç'ãe por esse regime de 1 1' . 11-...,utag%o mais simplific......:.:“U opg'ão esta que . o pequeno e médio comerciante, categoria na qual se enquadram os pos -• tos de gasolina, dentye eles o ora. 3-ecorrente 1.q) vale ressaltar que a própria. Receita Federal tem onten . - ' dimento antigo, no sentido de que, no caso dos postos de gasolina, pe• • •• • - . .to fato do seus 1.....fil-eços se:' ..em ..F 1 cci c:cc obrigatoriamente pelo Ooverno 1 ...... c-- .. deral, o qual já determina antecipadamente a margem bruta a que esses L sTww hugss!..w..tad -g+sau -wa...iaaa.„Jaw ap wg pA gnb ann gafIn,..ãuaw..tau a I g ue) ,,.. bunl..1...1suT gza..4n1 g u ap sal. !...1.1JT1: opuaA g i.4 " g pua...1 ap flO g a .p.uçuo ....Ja apgpul...qTuods"..p ap wi Ta p uob o .ATPuT.Alsa...1 no A g Tldwg g n . FTwcid ogj gAlsuTwpv g p alugTgI og ogu "e-OunsaAd g p gu g !.alsa as elugnbuon 'j gal...pf..An! no ..•••31'.1.1JQUO'..:si0 apgpTE -p.4T.uodsTp guaIa ap was g gssgd as anb ap g pua.„1 ap alugluow wn g "og ..5 gAnd g "1.,?flE wa 'ÁTp cpuaAap xau "oluawob wa olsodwT op oInalga ap asgq n "al.A gssap "apuodsaA.Jo ..J "Aepapua,-,,a .d op gwsaw apepr.A g p g p gAT.Aap "glsa anb °puas ap g puo,,,,aA gu g pT.Aan g I gsuaw g ''os g b ou ‘'apg pT,,,T.l. g g u gpT.Aa,„1..ng g p g a -opwnsa...id oAanI ou asgq S!.,;-SOAdWO gAgq " g puaA ap o4sodwl... op AopwAab Cji,j. =% 31N39IA olI3uIa ov oiNvne) - 11 eIad ne opTwnsaAd orac " I g a.A o[ad op g .Ánu g o g !as " gpua.A ap olsodwT o op g lnal g .Aas apod g aAqos olna?b •p asgq gal:un " gul.i . osgb ap sop g4n.Aq g...1..!..aa.4 g "olTp oweb anb " g pua,,, ap o .f.aAd nas o a g ...Idwoa ap nas a g.),:lua g :JuaAa,v! ..p g a...iqes op g InbE ga oAanl HOS V?TAO -.1. bsgpuat, -1.we aluawgseIep ;::••11D Ol.f...U11CH ......11LICM anb o4.u gnbua ap Iglol o aAqes opTwnsaAd no opgw.!....1.s...a oAanT nas ... g ui . v...yucb g opg bTAqo gTAenT„!... wapAo wa so...11sT.baA snas so wal anb aluTnqTJ-luob o l gnb gfad gwn g sow g TA g bag ....) ogj g ...¡J.A.11. ap olng o AanaT g ,,,, a..1. (1 g (..A.T ;',9861 ap ”ou Áabalgd op - g4sueb as aw..,:ed.1.11.:)a " s gAdwob ap OfflSSTIVC.) HO g lTaaaA ap a.Andg oa o ano g puT g eg •pod anb AerCA aluaw os ' ' g .i.nAq V.,•115 .U.31.1.1",?'1.10d anb a l'olTa...up ".Au egPA9::JV ' Au osa::Jçj.-fd 8 I - . . ::.• .---'. çl: f.:.: ^- ., :',.: • 4;::::‘,........ ..... .. .„ ,. _.:::: .....: -': - .. : --. ,-, .....- •, ..,.2 :J.: *t.: :::: ..-:-.... :.:: :,:: I:: ' "" ''' ."".....: :-... 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Conselho, em case envolvendo Companhia de Seguros, entendeu que a parte des prOmios correspondentes aos resseguros, para efeito de impoição do imposto do renda, lao constitula receita pró. Item; pria da empresa de seguros, e, sim, de empresa resseguradora ¥,', )( nfild i .... Processo nv. 10860/000.202/91-25 Acórdão nr. 101.87.7,-ft QUAN1-0 A RECEUA BRUTA IMPONTVEL 3.a) ma decomposição do preço bruto dos combustfveis, a UNIA0 distingue a margem de revenda (Portaria MF no. jt. 3 e POY- t,Ar j a MF no. 5 415, de 06 de out.ubio de 1993 ou os "encargos próprios da fase de revenda", fase esta diz respeito aos Postos Revendedores, e somente os õmus discriminados nesta etapa de comercializa0o dos pvo dulos em quest2(o podem ser considerados, "prima Facie", na ferma0o event . ual da receita bruta 1.1-11J1A1 1 3.1:') a recc?ita bruta mensal da reccwrcmite a receita omi. newitemc.Tile operacional, como resta claro do texto normativo, dela do duzidos 01:E. descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumu- lativos cobrados destacadamonle do comprador ou conl.valantv.: , : do qual o revendedor, mo caso, mero depositárie.,; 3.c) na siintese de I-ARROS LEAES, n2i:o se :incluem ma receita bruta2 1) as enlvadas financeiras que co1*.ã ter .lham pertIneincia com a atividade prestada e 2) as entradas financeiras que rao se apresenlam como receila própria, viste mgo constjtuirem fatos modificatavos do patrimeinie do comtribuinte cl) a rigor, port.áurto, o se se (1esela observéu insi' c:+r ciem r :E :1 k .),R „ cmEs c: r c.; c: p cl o.moc e ci oic 1. o c: na legislação pertencente ao direito econemico dos combustÃveis, cujo destinal . Avlo não for Posto de Revenda, não devem entrar no cOmputo final da base de t:álculo do imposto do renda devido, ainda que de ren da presumida se cuide!; 3.e). a discriminaç%o de encargos, na decomposiç'ão do preço final do combustivel, possui duas consequOncjas fundamentais de direi a) torna indisponivel as prodeslimaçes consignadas, cc.inferindo ? 12 Pr . c ...1c..esso nr. 10860/000.207/94-25 acórdao nr. ',U)1.-.87.27,f!. gram de raciona.lidade à próprja Domática da pol .f.tica do petrÓleo e do âlcool para •filJs. carburantes;', e b) reves.le as meras, r( 7.,flaçVes de ga;o dos POS tos.. Revendedoves, alusivas. aos. encargos pré---consignados, e à natureza r:A'Ablica da indisp)oviiA .Ji.l....i..cl,..m .l(:? ,...,e,w1t,i..1.:-:.cjik, de forte nuança. de direito p(Ablico ou de direi.to económico, dada a pi.--(.....:.,:::,.(,:.,1-sça do Estado interferindo nessas re,11.ç...,f2.,.=ii.,:j 3.f) seria ii-lcorrer em i..lconlrastável. contradiç'àb '..4.11'...:1..1....!‘...t..lr indisponibilidade a rbilcardos componentes do p...s.....co controlado posteriori", sem reservas. ou pruridos. quaisquer', querer . p3 est1!3..i.....-.1os na condiç'ão de receita bruta sujeita RO imposto de renda, na forma do di-• reito 3.g) dois- seriam os. efeites graves. clE.:,(.....(....ii-l'f..,JFIJles. da presunç'ào (......,.......1F.I.f.lí.N.Jável e que .i.:.i..11'.(:,.,1Jta c(...)11tra co parãmetros essenciais do Direi .to 'n'..H...p..J.târio e da logicidade mínima do ordenamento respectivo:', i) es...t..iàr--- se .--it, a. esse jaez, tJ-.11m.ttando n'ão--renda, a pretexto de taxar com o impos.to sobre a renda;; ii) essa tritw..1. .....,....,..?¡.'in in.uai.À....:m-ia, segur-ii .....mcwilic em diversas.. hi..r....f.'...11.....c:,.e,:,.-i: iAlcontesi.....à .......el tributag'ão das verbas discriminadas. na plani.lha i33digi.1'ada5 3. h) viu-se com R mel hor dok.11...lyi,na, que recei ta pressupCb in.-- 1....f..N.J1'....àç;-.:Wo do valcw . •fiAl,m1ceiro no património de seu titular, "a 0033 1va K i Ç'''.! sensu" „ toda entrada financeira. que apenas e 3.!'...,..m..1.::J..1 tc....!......Lmrif.,2;Jte sa pelas. mos de alguém 3 ..je faz dessa pessoa, um titular . de renda lri•- butável 3.i) nesse passo, è hora de divisar . , noc....c...,n junto aparente-- mente difuso da margem de revenda, a:.1..n...(.....1....fr-iada dicotomia que s,irva de norte jurl.di CD par. a a exata concepg'ão de receita bruta mensal auferj..da na revenda de combustivel, o que n',:Xe é dif .lcii, se adotados,. critérios ilu......1..(..1..lf.....f.:3':::. lógic-..os e condizentes. COM O O Y'CIE, V1 R.ç3:K ,!!1 to econÓmico e .3.1..-.1.1...3ut..ift--• v . io em vi.cfcm- • ...',,, \....n). „ J.i) de um lado, encargos de revenda excluídos. na previsão 1 e ti-- r- „ „ r- gr . a f c:J „ „ er :1., n „ 8 „ ) p viamente destinados à terceirosr, OS cus1os "lato sensu” que não nham na relação "receita/despesa" diretamente vinculada á atividade de revenda dos. combustiveis 3.1) de outro, C.)S . encavoos operacionaisiS. OU naturais que surgem nas operaç(Nes de revenda dos. combustiveis os. explicitamen- te destinados. á remuneraçíão da recorrente (estoque, ativo fixo) na planilha oficial de direito econúmic.c 3.m) para que se conceba a receita bruta. operacional capaz de, jurídica e lucida ,mente, servir . de base de cálculo, e preciso con formá -ia tão-somente aos. encargos aludidos. no parágrafo an.terior, f n d (311. 131- x: c. I. ui. :i.. a (4tie .1. :1. " " „ p -- (.111 AC) E: c) 11..11's p€:) •1: contraditório, vale dizer . , discriminar tornar . indisponíveis.. alguns encargos onde, por certe„ assente está a predestinago do importe a outrem que n'ão a recorrente 1TIQS . M. D„ via de consequncia, a referida indisponibi1idade de ordem pk'Iblica, e, em "-frontal contraponto, prati c a im rit. e ci c?'s -1d o o q 1 -.1.pk.1.1-1. n 1..11 cional, pretender exigir- imposto de renda sobre o preço bruto do com- bustível, sem curar da incompatibilidade dos. encargos predestinados.. a terceiros, encargos. estes fatalmente incomunicáveis para efeito de - p (3s. :1. 3.n) a pretensãO fiscal, na medida em que exorbita do con- cei.to razoável e MC52,10 (,c1 :1. de rendimento, para DS ti..115 do imposto de renda, ofende, aberta e claramente, o princípio da capacidade (......(olitributiva, de veto constitucional em suas. vers3es de ca- pacidade e de pessoalidade!.; 3.0) aquela graduaç'ão pessoal recomendada cogentemente, no • .1. 1"' v . i..) c: e 5 O 2 (...) • c: t..1 „ O E..17 „ cl c)5 r . ers c:1;i. cri c) r) c:)5 „ t. á. 5 C .: .? C1 C3 C:31:3Se c1 de-5 cl c) c) .1:::;::?)!) c: 1 k IA cl c: ci e c) 1.1' 1:31_1. lá. 1' .1. f, C1 k.t. C:1 5.1:.? 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C3 e 1"'s C) Cl o VI r) •t. C: á. O C3 1:3 V' e." :EM ..1 d IR 011 1::3 Cl C3 1 :: 1. C:C3 !, C3 C.: (:)11 1- 1, 1:3 k 1. 1'1 e in c) ••-• V . .á 11(3 V . C,,,? C: C3 1. 111. il1 1 . 's "t. 1:3C3 1:35 'ti.. 't'. !, e C3 C:X:31111:3 1 C: , M C? 1 'to 5C:1- :1. á.c:l r C3 á 11 t.k (:1 O. C.: á. 1:3 C:?1"1 C:IC:3 1:3 .1. C1 e 1.k Cl k t .1. "t 1:31_1.1.1 1 l'i C3 C:1 :1 f1113::35 "t. C3 11 2(.0 Cl C' f 1.. o "1.1. v:: 4 c: ) e :1. 5e) c.:: v" et o k.k C: 1:3á 1"1 V" Cl (..1 (.1 P I p "t.k l...}. el A 5, per .: .L". (ia 1.1 Cl e? t, C? V" ro:u 1. ) C111 C? á rodo-- Cf (.3 re.:?:::ai, i , ri. n1 . 1. C.1 C:1 C:3 1 írs 1:3 C.:3 5 -te) Cl C: C: C:3 1" . "t.o o e >c e) v" c: :1 r) 1 1:3C:55 C:á á. C3 5.C:ft.; himet .L c: c) C3O. C:: 1-- ê 5 C: 1 e C..1 5 y, C:11 el ti. C? 1. 1. ) 110 C:: O. , C:3 Cl f 1. sti"f 1. c: 1. t -5 c: cl C) in 1:3 C3 O. t. c:, e c:: o o t cs c:: c:: 1...a .1.. 5 C) 1:3 V C.? L c: r o :1.. m r) .1. c:. r . á. o "t. C1 C? 0"f s :r C:: 1. C3 !, Cl C:3-5. 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C:1:::11::11' t:t r 1 (..,.,:.i j: c! f...? .:•!. c ::::-.::: c: :i ;111::::',:: ..! ef.,..,1,:.:. :I ,.:: c? :t 1:ï:,-..c.) de:, r...3(?...q .3 .:,. 1 .1 ,..1,:.(..1:-.--.:,-:::. , : , :1 g c ,., .: .:1, .,-..p I :1 c:ii,..4.:::::(:-.1 civ.:, mt k 1 1' : .:1 Cr? C'.1 :1 1 „ 1:::1 C:11 1. e 1 '1 21'.1::1 C:'-'.1 C.:1 1:::.:.:1111-12:1 C.:1(:'.1 "1 in 1::/1:::11:1 1. C:4 F.:E C.1 I' C.:1 111 t' :1 1T1.::t 1' .. 1/ 1 ..".: .:1. f Dl '111 1:::1 re 14 :1 C/ C.: 1! ::.1 1::C.:1 i 1 .:':-1 5 a C:1' C.';:1'111. C:. i f1'11.:'.1111 „ ;11 12:1 t: i. 1,..' C:1 1:3C:1 1 C:1 Cp. 1 ::'1. 1 O ál 1. 1: o 11 C!.' '111 I: C.11 ,A111 1C? C: 1: o 1: ctilt befF1 '...1 .:": .1.1'...1 1.11 C1 I. :á flte.1 1 1 1: 1:1.;1 :1 flt O 1"' O (::1:::11:1: ei E: O rei ,.:\ t:.(5 r i i 411i , , \ ._...... 1 i ACÓRDÃO N° 101-87 . 274 4. O notável CARLOS MIXIMILIANO, em sua obra "HERMENÊUTICA E APLICAÇÃO DO DIREITO", Forense, 1981, 9' ed., pags. 165/166, preleciona: "Prefere-se o sentido conducente ao resultado mais razoável, que melhor corresponda às necessidades da prática, e seja mais humano, benigno, suave. É antes de crer que o legislador haja querido exprimir o conseqüente e adequado à espécie do que o evidentemente injusto, descabido, inaplicável, sem efeito. Portanto, dentro da letra expressa, procura-se a interpretação que conduza a melhor conseqüência para a coletividade. 179 - Deve o Direito ser interpretado inteligentemente: não de modo que a ordem legal envolva um absurdo, prescreva inconveniências, vá ter conclusões inconsistentes ou impossíveis. Também se prefere a exegese de que resulta eficiente a providência legal ou válido o ato, à que torne aquela sem efeito, inócua, ou este juridicamente nulo." "Desde que a interpretação pelos processos tradicionais conduz a injustiça flag-.-ante, incoerências do legislador, contradição consigo mesmo, impoç ç ,bilidades ou absurdos, deve-se presumir que foram usadas expressões impróprias, inadequadas, e buscar um sentido equitativo, lógico e acorde com o sentido geral e o bem presente e futuro da comunidade." 5. Interpretar, portanto, não significa desobedecer ao mandamento legal, mas, ao revés, cumprir o seu ordenamento, seu preceito, só que de forma a torná-lo consentâneo com a realidade que nos cerca. O que se busca, em última análise, é tornar o comando legal exeqüível, eficiente, eficaz, de alcance lógico, racional, principalmente, jurídico. iàFN 6. Ao contrário do entendimento manifestado pela autoridade "a, ro,", quando instado a 10 . (I) enfrentar argumento expendido pela então impugnante, no sentido de que a adoção da base de cálculo estabelecida pela Lei n° 8.541, de 1992, fere o princípio constitucional da isonomia, que assim se expressou, "verbis"- ,P PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 16 ACÓRDÃO N° 101-87.274 VOTO. Conselheiro SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, Relator: O recurso foi manifestado no prazo legal. Conheço-o por tempestivo. 2. Antes de adentrar na análise da matéria sob litígio, são oportunas algumas considerações a propósito da interpretação das leis, especialmente no campo do Direito Tributário. FRANCISCO FERRARA, vn, "ENSAIO SOBRE A TEORIA DA INTERPRETAÇÃO DAS LEIS', Studiu, Arménio Amado-Editor, Coimbra, 1978, 3' ed., nos ensina, citando Kohler (pág. 26): "... interpretar, quando de leis se trata, significa algo diverso de interpretar em outros casos: interpretar, em matéria de leis, quer dizer não só descobrir o sentido que está por detrás da expressão, como também, dentre as várias significações que estão cobertas pela expressão, eleger a verdadeira e decisiva." 3. Na seqüência, à pagina 30 da obra citada, o autor se expressa: "Assim, não há dúvida que as palavras da lei podem comportar, e em regra comportam, diversos pensamentos. Mas nem todos têm, sob este ponto de vista, a mesma legitimidade. Um deles representará a significação natural, imediata, espontânea dos dizeres legais; outro uma significação artificiosa ou reservada. Um deles encontrará no teor verbal da lei uma expressão perfeitamente adequada; outro uma notação vaga, tosca, infeliz. Um deles sente-se como que à sua vontade dentro 1141 do texto legal; outro só lá se aguenta com certo mal estar." 4p PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 18 ACÓRDÃO N° 101-87.274 "...o mesmo não merece acolhida, pois as autoridades e órgãos administrativos são incompetentes para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo, conforme entendimento firmado no Parecer Normativo CST n° 329/70, o qual conclui que a esfera administrativa não é a sede adequada para se discutir a constitucionalidade de diplomas legais, tema que, se de interesse, deve ser levado à discussão na esfera apropriada, qual seja, o Poder Judiciário.". entendo que não se pode adotar conclusão simplista, quer corresponda a uma fuga da autoridade administrativa ao enfrentamento de questões relevantes. Ademais, não se trata, a nosso ver, da simples declaração de inconstitucionalidade de dispositivo legal, mas sim da sua aplicação ou não ao caso concreto. 7. Comungamos o pensamento do Mestre Ruy Barbosa Nogueira, manifestado em seu "DA INTERPRETAÇÃO E DA APLICAÇÃO DAS LEIS TRIBUTÁRIAS", José Bushatsky Editora, 2' ed., 1974, São Paulo, quando ensina: "51. Não existe nenhum princípio assente de que os órgãos administrativos não possam examinar a constitucionalidade das leis e regulamentos. Se não pudessem, também não poderiam julgar e aplicar a legislação, posto que a legalidade começa com a Constituição que é a lei máxima e sem a sua obediência, não é possível a aplicação da lei ou do regulamento. 52. O que os tribunais administrativos não podem é exercer o controle "jurisdicional" de constitucionalidade, porque o princípio assente é de que cabe privativamente ao Poder Judiciário "declarar a inconstitucionalidade da lei ou ato do Poder Público (...), como função "jurisdicional", o que é muito diferente do dever que têm tôdas as autoridades judicantes de não aplicar lei ou decreto contrário à Constituição e, portanto, a obrigação de examinar a lei em cotejo com a Constituição. 54. Nenhum órgão julgador pode colocar-se na posição simplista de presumir que a lei ou decreto que lhe cumpre interpretar e aplicar deva ser examinado somente dêsse texto 'para adiante. Não. A lei e o decreto pertencem ao sistema do Direito Positivo e estão vinculados à Constituição. Nela está o ponto de partida. p PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 19 ACÓRDÃO N° 101-87.274 56. A nosso ver, é preciso colocar nesta matéria de tão grande relevância e de freqüente casuística, um ponto de equilíbrio. Os órgãos judicantes fiscais, como qualquer herrneneuta, no momento da interpretação, podem e têm o dever de examinar e estudar a alei e o regulamento em confronto com o texto constitucional, pois os princípios tributários constitucionais condicionam a interpretação da legislação ordinária, de tal forma que muitas vêzes, o sentido do texto legislativo ou regulamento só é completo, só é possível, em conjugação com o preceito constitucional. 57. Se o intérprete que levou em conta os preceitos constitucionais concluir por um sentido em que se harmonizam os comandos da lei ou do decreto com a Constituição, esta conclusão há de ser a certa e válida. 58. Porem, se do cotejo resulta ser inconstitucional a lei ou o regulamento, o órgão fiscal não deve e não pode aplicar a norma inconstitucional, pois uma lei ou decreto inconstitucional é ato inexistente, nenhum. Como acentuou no Supremo Tribunal, o Ministro Luis Gallotti: "não concordo, dá, uma, com o douto voto mencionado, em que os Poderes Legislativo e Executivo não possam anular seus próprios atos, quando os consideram inconstitucionais. "Entendo que podem fazê-lo: apenas a palavra derradeira, a respeito, caberá sempre ao Poder Judiciário, se oportunamente provocado." 8. Feitas tais registros, relevantes para entendimento da posição assumida por este Relator, principalmente quando levantadas questões pertinentes à constitucionalidade de alguns dispositivos da Lei n0 8.541, de 1992, passemos ao litígio propriamente dito. n • 1 11 PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 20 ACÓRDÃO N° 101-87.274 9. O lançamento tributário questionado diz respeito a alegada insuficiência no recolhimento do Imposto de Renda calculado por estimativa, conforme se constata através do demonstrativo anexo ao Auto de Infração. Foram dados como infringidos os artigos 1°, 2° e § 1°, alínea "a" e § 30 do artigo 14, todos a Lei n° 8.541, de 1992, que estão assim redigidos: "Art. 1°. A partir do mês de janeiro de 1993, o imposto sobre a renda e adicional das pessoas jurídicas, inclusive das equiparadas, das sociedades civis em geral, das sociedades cooperativas, em relação aos resultados obtidos em suas operações ou atividades estranhas a sua finalidade, nos termos da legislação em vigor, e, por opção, o das sociedades civis de prestação de serviços relativos às profissões regulamentadas, será devido mensalmente, à medida em que os lucros forem sendo auferidos Art 2° A base de cálculo do imposto será o lucro real, presumido ou arbitrado, apurada mensalmente, convertida em quantidade de Unidade Fiscal de Referência-UFIR (Lei n° 8.383,d e 30 de dezembro d 1991, art., 1°) diária pelo valor desta no último dia do período-base. Art. 14, "Omissis" § 1° Nas seguintes atividades o percentual de que trata este artigo será de: a) 3% (três por cento) sobre a receita bruta mensal auferida na revenda de combustível, § 3° Para os efeitos desta Lei, a receita bruta de vendas e serviços compreende o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia." PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 21' ACÓRDÃO N° 101- 87 . 274 10 De plano deve ser consignado que os fatos como se encontram descritos na peça básica, quando submetidos às normas legais invocadas para seu enquadramento, não traduzem toda a realidade existente, nem permitem que se conheça o universo no qual estão inseridos, sendo necessário, para o deslinde da controvérsia, a fixação de um esquema atravc's do qual se possa ter uma visão global da sistemática adotada para tributação das pessoas jurídicas. 11. Nos termos do retro transcrito artigo 10 da Lei n° 8.541, de 1992, as pessoa jurídicas (ou equiparadas), as sociedades civis em geral, as sociedades cooperativas (quando for o caso) e, opcionalmente, as sociedade civis de prestação de serviços relativos às profissões regulamentadas (médicos, advogados, engenheiros etc.), são tributadas pelo imposto de renda tendo por base o lucro real, presumido ou arbitrado, apurado mensalmente. 12. Portanto, as sociedade de qualquer espécie, quando contribuintes e sujeiras à tributação pelo Imposto de Renda, deverão apurar o lucro real ou presumido, mensalmente, sob pena de, em não o fazendo, ficarem sujeitas às regras do arbitramento, o qual será, sempre, da iniciativa do fisco. 13. Pode-se concluir, com base no acima exposto, que o lapso temporal adotado para apuração do lucro real ou presumido, como também para que a Fazenda determine o lucro arbitrado, base de cálculo do Imposto sobre a Renda, corresponde ao mês calendário. Vale dizer, o período-base anual restou dividido em 12 (doze) sub-períodos mensais, nos quais deverá ser determinado o lucro real, presumido ou arbitrado. 14. O legislador, no entanto, ofereceu à pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real (o qual deve ser apurado mensalmente), quando satisfeitas determinadas condições, o direito de optar pelo pagamento do imposto mensal estimado, ou seja, a pessoa jurídica continua obrigada a apurar o lucro real, só que o imposto recolhido não é aquele efetivamente devido, mas sim uma aproximação do seu valor. 15. A Lei n° 8.541, de 1992, em seus artigos 25, §§ 1° e 2 ° e 28, prescreve, verbis: "Art. 25 A pessoa jurídica que exercer a opção prevista no art. 23, desta Lei, deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano ou na data de encerramento de suas atividades, com base na legislação em vigor e com as alterações desta Lei, À ACÓRDÃO N° 10 1 -8 7 .274 § 1° O imposto recolhido por estimativa na forma do art. 24, desta Lei, será deduzido, corrigido monetariamente, do apurado na declaração anual, e a variação monetária ativa será computada na determinação do lucro real, § 2° Para efeito de correção monetária das demonstrações financeiras, o resultado apurado no encerramento de cada período-base anual será corrigido monetariamente. Art. 28 As pessoas jurídicas que optarem pelo disposto no art 23, desta Lei, deverão apurar o imposto na declaração anual do lucro real, e a diferença verificada entre o imposto devido na declaração e o imposto paro dos meses do período-base anual será. I - paga em quota única, até a data fixada para entrega da declaração anual, quando positiva; II - compensada, corrigida monetariamente, com o imposto mensal a ser pago nos meses subseqüentes ao fixado para a entrega da declaração anual se negativa, assegurada a alternativa de restituição do mentante pago a maior corrigido monetariamente." 16. Fácil é concluir que a pessoa jurídica tributada com base no lucro leal, quando exercida a opção pelo recolhimento do Imposto por estimativa: i) embora sujeita às regras de apuração do lucro real por período mensal, deve apular o lucro real anual, em 31 de dezembro de cada ano; ii) o imposto recolhido por estimativa, devidamente atualizado, será compensado com aquele apurado na declaração anual; iii) eventual diferença, quando comparados: o imposto devido sob, e o lucro real anual e' o recolhimento mensal por estimativa, quando favorável à Fazenda será recolhida, em quota única, até abril do ano subseqüente. PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 23 ACÓRDÃO N° 101-87.274 17. Deve ser consignado, por oportuno, que a pessoa jurídica optante pelo pagamento do imposto por estimativa, caso resolva alterar sua opção, retornando ao regime de tributação com base no lucro real, não se desobriga do dever de apurar referido lucro para cada um dos meses em que a opção foi exercitada, devendo, ainda, recolher imediatamente eventual saldo de imposto a pagar. 18. Está previsto pela Lei n° 8.541, de 1992, o lançamento "uL para as hipóteses de falta ou insuficiência no recolhimento do Imposto de Renda mensal, sendo que: a) para as pessoas jurídicas obrigadas à apuração do lucro real ( que não podem optar pelo recolhimento do imposto estimado) o imposto deve ser exigido com base no mencionado lucro ou com base no lucro arbitrado; e b) para as demais pessoas jurídicas, o imposto será exigido com base no lucro presumido ou arbitrado. 19. Vale dizer, quando o Imposto de Renda for apurado e lançado de oficio, a Fiscalização tem o dever-poder de exigir referido tributo dentro dos limites traçados pela Lei, e sua de cálculo só poderá ser: i) lucro real, lucro presumido ou o lucro arbitrado. 20. No caso de haver a pessoa jurídica optado pelo recolhimento do imposto estimado, previa inicialmente o artigo 42 da Lei n° 8.541, de 1992, (como se trata de recolhimento que depende de futura apuração do lucro por ocasião do encerramento do príodo-base anual), apenas as hipóteses de suspensão e redução indevida do recolhimento por parte da pessoa jurídica, sujeitando-as ao recolhimento integral do imposto, com acréscimos legais (juros e correção monetária). 21. Com o advento da Lei n° 8.849, de 1994, (MP n° 402/93), é que foi instituída penalidade para os casos de falta ou insuficiência no recolhimento do imposto por estimativa, restando acrescido ao artigo 42 da Lei n° 8.541, de 1992, o parágrafo único redigido nestes termos: "Parágrafo único - Constatada, após o encerramento do respectivo ano- calendário, a falta ou insuficiência de recolhimento de imposto de renda e de contribuição social sobre o lucro, calculados com base nas regras do lucro presumido ou por estimativa, e tendo a pessoa jurídica apurado no seu balanço anual imposto de renda e contribuição social em valor inferior ao total que deveria ter recolhido no período, aplicar-se-á a multa de cinqüenta - por cento sobre a diferença, expressa em UFIR, não recolhida" PR j4 ACÓRDÃO N° 101-87 . 274 22. Portanto, quando a pessoa jurídica tributada com base no lucro real exerce formalmente a opção pelo recolhimento do imposto estimado, promovendo o pagamento do tributo com insuficiência ou deixando de recolhê-lo, somente estará sujeita à penalidade própria (50%) se, ao apurar o imposto de renda devido este se apresentar inferior àquele que deveria ter sido recolhido e não o foi. 23. Consolidando toda a legislação em vigor, o novo Regulamento do Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, aprovado com o Decreto n° 1.041, de 11 de janeiro de 1994, em seu artigo 889 elenca as hipóteses de lançamento "err, ao dispor: "Art. 889 O lançamento será efetuado de ofício quando o sujeito passivo (Decretos-lei n's 5,844/43, art. 77, 1.967/82, art. 16, 1968/82, art 7 0 , § 1°, e Leis n°s. 2.862/56, art. 28, 5.172/66, art 149, e 8541/92, arts 40 e 43) I - não apresentar declaração de rendimentos; II - deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusar-se a prestá-los ou não os prestar satisfatoriamente; III - fazer declaração inexata, considerando-se como tal a que contiver ou omitir, inclusive em relação a incentivos fiscais, qualquer elemento que implique redução do imposto a pagar ou restituição indevida; IV - não efetuar ou efetuar com inexatidão o recolhimento do imposto devido inclusive na fonte, V - estiver sujeito, por ação ou omissão, a aplicação de penalidade pecuniária, VI - omitir receitas. Parágrafo único. Aplicar-se-á o lançamento de ofício, além dos casos .. enumerados neste artigo, àqueles em que o sujeito passivo beneficiado com II NI isenção ou redução do imposto, deixar de cumprir os requisitos a que se i subordinar o favor fiscal " lp PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 25 ACÓRDÃO N° 101-87 . 274 24. Contemplando as hipóteses já analisadas neste voto, itens 18 e 19, o artigo 890 do citado diploma regulamentar estabelece: "Art. 890. A falta ou insuficiência de recolhimento do imposto sobre a renda mensal, no ano-calendário, implicará o lançamento de ofício, observados os seguintes procedimentos (Lei n° 8.541/92, art. 41): I - para as pessoas jurídicas de que trata o artigo 190, o imposto será exigido com base no lucro real ou arbitrado; II - para as demais pessoas jurídicas, o imposto será exigido com base no lucro presumido ou arbitrado." 25. O lançamento contemplado nestes autos, como fácil é constatar, não se ajusta a nenhuma das hipóteses elencadas nos dispositivos retro transcritos, pois não se trata de falta ou insuficiência no recolhimento do imposto de renda devido, mas sim de diferenças no recolhimento do imposto por estimativa, o qual será, futuramente, diminuído do valor do imposto efetivamente devido. 26. Deve ser consignado, ainda, que na elaboração do Regulamento do Imposto de Renda, baixado com do Decreto n° 1.041, de 1994, foi feita uma tentativa de se definir o período-base como sendo mensal, enquanto que para os casos de apuração anual dos resultados o termo empregado é ano-calendário. A legislação que restou consolidada no RI1/94, contudo, não permite tal conclusão. 27. Com efeito, a Lei n° 8.541, de 1992, como se pode constatar através de seus inúmeros artigos, inclusive daqueles transcritos neste voto(itens 9 e 15), utiliza os termos "período-base mensal", "imposto devido mensalmente", "lucro apurado mensal" e "período-base anual", "ano calendário", e "declaração anual do lucro real", quando visa mencionar fatos relacionados com este último lapso temporal. ,41f Irà VII PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 26 ACÓRDÃO N° 101- 87 . 274 28. Como a nossa Constituição Federal consagra o princípio da anterioridade da Lei, e tendo presente, ainda, o princípio insculpido no artigo 165 da Carta Magna, de que a Lei de Diretrizes Orçamentárias orientará a elaboração da lei orçamentária anual, dispondo sobre as alterações da legislação tributária, é mais prudente concluir que o período-base de incidência não só do imposto em causa, mas de todos os tributos incidentes sobre o patrimônio e a renda, prevalecente até futura alteração constitucional, continua sendo o ano civil, com início em 1° de janeiro e término em 31 de dezembro. 29. As alterações introduzidas pela legislação ordinária devem ser tomadas apenas como formas utilizadas para resguardar a Fazenda Pública dos efeitos da acelerada desvalorização da moeda, provocada com a inflação galopante vivenciada nos últimos anos. Na essência, no entanto, o período-base continua sendo o intervalo de doze meses que vai de janeiro a dezembro de cada ano. 30. Qualquer entendimento em sentido diverso do acima esposado pode levara conseqüências imprevisíveis, principalmente quando considerados outros tributos incidentes sobre o patrimônio, como é o caso do I.P.T.U., I.P.V.A. etc.. 31. Além de todos esses aspectos que foram ressaltados, os quais entendemos relevantes para análise e solução dos litígios que versam sobre o período-base de incidência dos tributos que recaiam sobre o patrimônio e a renda, não pode ser olvidado que a própria Lei n ° 8.541, de 1992, concede às pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real e que façam a opção pelo recolhimento do imposto por estimativa, o direito de: i) apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano; ii) deduzir o imposto recolhido por estimativa, corrigido monetariamente, daquele apurado na declaração anual; iii) a diferença verificada deverá ser paga em quota única até o fmal do mês de abril (se devedora) ou compensada com o imposto a ser recolhido (por estimativa) a partir do mês de maio. Pode, ainda, a pessoa jurídica credora, requerer a restituição da diferença recolhida a maior. 32. Não há, pois, previsão legal para o lançamento tributário realizado por iniciativa da Fiscalização, quando ainda não encerrado o período-base anual de incidência do Imposto de Renda, e, principalmente, quando a pessoa jurídica tenha exercido a opção pelo recolhimento do imposto por estimativa. 33. Segundo a legislação de regência, uma vez encerrado o ano-calendário e sendo constatado que a pessoa jurídica deixou de recolher o imposto ou o fez com insuficiência, duas poderão ser as conseqüências:ip PROCESSO N° 10860/000.207/94-25 27 ACÓRDÃO N° 101-87.274 la) se do balanço anual resultar imposto de renda devido em valor superior ao recolhido, a diferença será recolhida, corrigida monetariamente, pelo valor integral e com os acréscimos legais; r) resultando, ao revés, imposto de renda devido em montante inferior ao recolhido, estará a pessoa jurídica sujeita à multa de 50% sobre as diferenças mensais apuradas, corrigidas monetariamente. 34. Se os fatos apurados não se subsumem às hipóteses descritas pela norma, é forçoso reconhecer, preliminarmente, que o lançamento se apresenta com vícios de origem, o que impede, em conseqüência, a análise do mérito da matéria versada nos presentes autos. Tais vícios, por sua vez, acarretam a nulidade do lançamento, razão pela qual entendo que tanto o Auto de Infração quanto a decisão recorrida não têm como subsistir. Voto, pois, no sentido de que seja declarada a nulidade do lançamento "Q/L 0 " e por falta de amparo legal. Brasíli. .1 3 de j i o de 1994. r , SEBASTIÃO R O Sr l o ,,k 1 CABRAL, Relator. (i' 40 -4 i Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1

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Numero do processo: 10680.001107/90-19
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' limerdnio DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO Processo n9 10680-001.107/90-19 YSS/ 101-81.452 seseao de 17 abril do 19 91 AconoÃo N9 ReCtIrS0 n 9 60.862 - PIS-DEDUÇÃO - EXS: DE 1985 a 1987 COPETRAL COMÉRCIO DE PEÇAS PARA TRATORES LTDA. pecordd fl DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BELO HORIZONTE (MG) PIS - DEDUÇÃO - Decorrência - A solu- ção dada ao litígio principal, relati vo ao imposto de renda pessoa jurídi- ca, aplica-se ao litígio decorrente relativo ao PIS-DEDUÇÃO DO IRPJ. Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COPETRAL COMÉRCIO DE PEÇAS PARA TRATORES LTDA. Acordam os Membros da Primeira Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar ,o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 17 de abril de 1991 URGEL (PEREÍRA LOrES - PRESIDENTE A W4Mi•. RO,- OP"'EUBER - RELATOR "fr VISTO _EM AFONSO • • FERREIRA DE zm reS, PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 1 Q'f,r, ZENDA NACIONAL 3 á 4 Participaram,ainda, do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PI-- MENTEL , JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN e CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA Ausente por motivo justificado o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA. oautrr-r nrco g 00,"9" J I • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10680-001.107/90-19 eticuitsów: 60.862 AÇORDÃOW: 101-81.452 RECORRENTE: COPETRAL COMERCIO DE PEÇAS PARA TRATORES LTDA. RELATÓRIO Recorre a epigrafada, já qualificada nos autos, da decisão de primeiro grau que indeferiu a impugnação ao auto de in- fração de fls. 02. A exigência é de contribuição ao PIS-DEDUÇÃO do im posto de renda pessoa jurídica, no valor de 310,97 BTNF's, que mais os acréscimos legais elevou-se a 673,07 BTNFp,até 28.02.90 , em decorrência de irregularidades apuradas através de ação fiscal' externa desenvolvida na empresa, relativa aos exercícios de 1985 , 1986 e 1987, processo n9 10680-001.106/90-48, conforme descrito no referido auto. Ciência no próprio auto de infração em 15.02.90. A exigência foi impugnada, em 19.03.90, fls. 16 através de advogados, habilitados segundo instrumento de fls. 22. Solicitou que a decisão neste processo fosse exarada após a deci- são do processo matriz do qual este é decorrente. Informação fiscal, fls. 24, opinando pela manuten,: ção do lançamento. As fls. 25/30, cópia da decisão de primeita instãn cia prolatada no processo matriz, julgando procedente o lançamento relativo ao IRPJ. i DA MEF9/Dr - $Ecoe N9 065/90 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10680-001.107/90-19 3 Acórdão n9 101-81.452 Decisão de primeiro grau, fls. 33/34, julgando o lançamento procedente, sob a seguinte ementa: "PIS-DEDUCÃO DO IR Nos termos dó art. 480 do RIR/80, serão deduzidos' 5% do imposto devido, para recolhimento ao Fundo' de Participação do Programa Integração Social,-PIS." Ciência da decisão em 11.07.90, fls. 37. Irresignada, a contribuinte interpôs o apelo de fls. 38/39, em 27.07.90, no qual solicita que este processo seja decidido após o processo matriz do qual ó decorrente. É o relatório.ii rv) • A-) „ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10680-001.107/90-19 4 córdão n9 101-81.452 H VOTO Conselheiro Cândido Rodrigues Neuber, Relator: O recurso é tempestivo. Conforme relatado, a exigência objeto deste proces so é decorrente daquela constituída no processo n9 10680-001.108/ /90-48, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob n997.816. A recorrente nada aduziu de novo a este processo , limitando-se a solicitar julgamento consentâneo com o do processo' matriz. DispeSe o artigo 480 do RIR/80, que as pessoas juri dicas devem deduzir 5% (cinco por cento) do imposto devido para re colhimento ao Fundo de Participação do Programa de Integração cial - PIS. Confirmadas, no processo matriz, as irregularida- des que implicaram na exigência do imposto de renda pessoa jurídi- ca, torna-se também exigível a contribuição ao PIS. Esta Câmara apreciando o recurso interposto no pro cesso matriz, negou-lhe provimento, conforme Acórdão n9 10181.397, de 15.04.91. Sendo o presente procedimento 11 ex-officio" decor- rente do lançamento efetuado contra a empresa no supracitado pro- cesso, a solução dada a litígio principal estende-se ao litígio de corrente, em razão da Intima vinculação entre causa e efeito. Voto no sentido de negar provimento ao recurso./m / RoDR S NEUBER - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 13964.000027/88-71
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-78946
Nome do relator: Não Informado

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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM FLORIANÓPOLIS (SC) FINSOCIAL - DECORRÊNCIA - n devida a con I tribuiçâo ao FINSOCIAL, calculada com se no imposto de renda apurado em proce- dimento "ex-officio". Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por COLORADO EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Primeiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sessões (DF), em 13 de julho de 1989 URGEL- PEREIA LIES — PRESIDENTE iNo oo RODRI ES." BER — RELATOR VISTO EM AFONSO CLSO FERREIRA : CAMPOS — PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: i 3 lu; vg ZENDA NACIONAL U 3 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRIS— TÕVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA e JOSÉ EDUARDO RANGEL' DE ALCKMIN. Ausente por motivo justificado o Conselheiro RAUL PIMEN-- TEL. 2 . A14:, SENVIÇO PUBL WO FEDERAL fli()=ON q 13.964-000.027/88-71 FIECàSON9: 53.371 ACCMDÃOW: 101-78.946 REcormEN f E COLORADO EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA. RELATÓRIO Recorre COLORADO EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA., da de cisão de primeiro grau que indeferiu a impugnação ao auto de infração de fls. 06. A exigência ê de contribuição ao FINSOCIAL, no valor de Cz$ 6.706,63, que mais os acrêscimos legais elevou-se a Cz$ 102.570,61, em 14.04.88, relativa aos exercícios de 1984, 1986 e de 1987, períodos- base de 1983, 1985 e de 1986, em decorrência de irregularidades apura-- das atraves de ação fiscal externa desenvolvida na empresa, processo n9 13.964-000.030/88-85, conforme descrito no verso do referido auto. Às fls. 02/03, c6pia do termo de encerramento de ação fis- cal lavrado no processo matriz, que descreve detalbadaMente as irregula ridades apuradas na empresa, Ciência no px6prio auto de infração em 14.04.88. A exigência foi impugnada, fls. 08 a 13, em 16.05.88, com impugnação do mesmo teor apresentada no processo matriz. Às fls. 16 a 18, o autuante juntou c6pia da informação fiscal do processo matriz, na qual contesta as razaes da impugnante e opina pela manutenção integral da qxigência. /)-7 - 3. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 13.964-000.027/88-71 Ac6rdão n9 101-78.946 C6pia da decisão singular prolatada no processo ma triz, às fls. 19 a 23. Decisão de primeira instância, fls. 24/26, julgando o lançamento procedente, sob a seguinte ementa, verbis: "Confirmados os pressupostos fáticos que deram ori- gem ao lançamento do imposto de renda no processo matriz, impõe-se, por mera decorrência, a manuten- ção da exigência da contribuição ao FINSOCIAL, apu- rada com base naquele imposto. Lançamento procedente". v Ciência, da deciáào em31,01.89, conforme 'A,R." de fls. 2T, Inconformada, a contribuinte, interpôs o apelo de fls. 28 a 33, em 02.03.89, no qual repete argumentação idjntica',, aquela do recurso interposto no processo matriz. É o relatõrio. VOTO Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Relator: O recurso e tempestivo. Conforme relatado, a exigência objeto deste proces- so e decorrente daquela constituída no processo n9 ......-.... 13.964.000-030/88-85, cujo recurso foi protocolizado neste Conse lho sob n9 93.993. A recorrente nada aduziu de novo a este processo , limitando-se a reproduzir as mesmas razaes do recurso apresenta- do no processo acima citado. O lançamento da contribuição para com o Fundo de ._ Investimento Social - FINSOCIAL, neste processo, está de acordo com previsto no artigo 19, .§ 29 do Decreto-lei n9 1.940/82 ,Iarti gos 23 e 37 do Regulamento do Finsocial aprovado pelo Decreto 9 92.698/86. t,_ /;) , 4. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 13.964-000.027/88-71 Acórdão n9 101-78.946 Confirmado no processo matriz as irregularidades que implicaram na exigência do imposto de renda pessoa jurídica torna-se também exigível a contribuição ao FINSOCIAL. Esta Cinara apreciando o recurso interposto no pro- cesso matriz, negou-lhe provimento, à unanimidade, conforme Acór- dão n9 101-78.896 , de 11 .07.89. Sendo o presente procedimento "ex-officio" decorren te do lançamento efetuado contra a empresa no supracitado proces so, a solução dada ao litígio principal aplica-se ao litígio de-- corrente, em razão da íntima vinculação entre causa e efeito. Voto no sentido de negar provimento ao recurso. CA I DID8 'ODRIGí'S, -.:ER - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 13962.000060/92-14
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DE: 1988 . 'Recorrente g SITRA -- CO11E.I.;.:CTO E INDUSTRIA DE . CONFEEÇVES LIDA. Recorrida N DRF EM FLORIANOPOLIS PIS/DEDUÇA0 IR --- O n enwrt.." do artigo 30 da 1.....,ei nr. 8.218/91 torna impeditivo sua aplicaç2Ao â data da Lei. nr. 8.177/91, face ao princípio censti.tucional da, irr-etroat.i. ,...-i..d .:m:le das leis (artigo 5o., XXXVI, O.F./88). Vistos, relAIados e discutidos 05 presentes autos de recurso inU ,, ,!rposto por SITRA -. COMERCIO E INDUSTRIA DE CONFECÇUES LTDA.g ACORDAM os Membros da Primeira Cámara do Primeiro Con- solho de Contribuintes, pc:ir . maioria de votos, clar . provimento parcial ao recurso, para excluir da exigÊncia do encargo da TRD do per-lodo de Fev. a Ju1/91, nos termos do relatório e voto que passam a integrar . e presente julgado. Vencidos 05 Conselheiros Jezer de Oliveira Cãndido, Manoel Antonio Gadelha Dias, e Nariam Seif, que negavam provimento ao recurso. \\ ...,,a ,as 50. sso05, em „,:...-,. ,...,..,.., março de 177"v ‘-: 4. pre.E.....nAk....NTE -- •• . /: '' • .1,0 ••••fr: ...- ."/ • '. • .' f , .' .4 -> - .. • ."..--- • • • Rf,...M....P.,q0'•.A.1....1...,TAM 00NçALVES . . ... -- RE:1....A"Ii.:)R , 1.J:I81 0 EM 11 6 jk,N.. 1994 . .. • .--,. --- PROCURADOR DA FA SESSA0 DE: LUIZ FERNANDO 01....Y.VE»..;.:A DE MORAES ZENDA NACIONAL. Participaram, ainda, do presente julgaimN)to, 05 seguintes Conselhei ros FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENIEJ.., e SEBASTIA0 RODRIOUES Itil) CABRAL. Ausente justificadamente, o Conselheiro CEL.,S0 ALVES FEITOSA.. - ! . I 1IN1SIERTH n• FAZENDA 2 1: . :0111 Fi,lí n /k.J.q61. Acórdão n9 101-86.334 Silva Comércio e IndUstria de Cf......11.feces 1 tda., 52, apresenta a recuvsal de fls. decisãO do Delegado da Receita Federal em Flor.L .mE:Spolis, SC., que hilgou a línp.“..H..n.:'....ção contra exigCnçia fiscal P18/DEDUçGO IR, relativa ao exercicio de 1988, ano base de 1987, apu - y ada con :forme auto de infração de fls. 06. Em ação fiscal direta ..b.Anto ao sujei10 passivo fo y arp consla.ladas a irregularidade de apropriação de cu.tos. nao comprovados ii'ia' conforme do-,,crição e apuração cons- 1 .ant.es do termo de verificação o encevramento de aço de fls 02/05. Em consequOncia, foi exigido o imposio de renda de pessoa dica peri . inente e, pov reflexo, o PIS/DEDUçAll ER, em lido. Em tempo hábil e contribuinte apresenta impugnação à autoridade singular, não contraditando os fundamentos da exigOncia, exceto a aplicaçlb da TRD. C.fuesliona, sim, a nulidade do procedimc., nto fiscal, nos 1...f...nnilos da. á.1 .- f:41).ifieri lf.,: ::0 á seguir sintetiada a.) ultrapassagem do prazo de fiscaliza 01...C.) 1J fundado no artigo 196 do C.L.H., a U'ef.'...CM''N'..".q11.' afirma n3:O ter sido respeitadO o disposto no arligo 7 a parágrafo 2 do Decreto n .70.2:.:55.77.ifr, foram decorridos 112 dias entre a data de inScio da fisca lizaçab e a lavratura do auto questionador, f..3 1:É...) de In traf,..4..ão L.n....,ra.flo fora o Écal „ f...1 ":5 PC115 C? 11C? • „ .1. I.: • C1 c.) C.) 5 „ á i 111 .1 9 1 '1 .:1;5; pc.11J 1 1 . 1 1 ::1C1 Cir..? X : : .11".. 1 f.. .1 1' C? 1:'11. 1 1 C?5 C? C; .1 ::•*:; 1.)1' n?? 1 .1. ff: .1 I 9 1 1 1. 1::11' dade singular as iulga fits“...1.mulentando 5U:A deCA5a0 HOS kl 1, 1 1:::;•::'5 o p i" '2. 1".3 de t:ra „ p.a r i" a „Ia aia aa el. o IÉ 7(..) 235/ „ iii a c.? a ai 1.: a d suieito passivo, lnsita no parágrafo I do mesmo artigo lal prazo é sucessivamente prorrogado, em igual perlodo, pov qualquer ato que indique o prossegimento dos trabalhos. Hão a i a portanto, de zo para té y mino de trabalhe de b) o prazo maximo para emlclusão 111111SfERIO DA VAZEI...10A 3 PRiMELRO CONSELHO DE' CONTRENJINTES Recurso n' 72.(.4,::::,1 Acórdão n9 101-86.334 balho de fiscalizaç:ão, previsto no artigo 19ó do C.T.H., jamais ft:;:i Fi .Á.a g o pela Aedislaçao apl1c.,./(.1., na forma e.:prossa no mesmo artido c) as nulidades provislas no ai . 1ddo 59 do Decreto n 70.235/72, não fiti .;.:1,.tmentam o caso pres,;bnte. O fato do e a;...; - to de infraçao ter sido lavrado fora do ostabelecimen+o do c(ffIli .. .i.bl.dv; . te, se irregularidade, no prejudica o suleili.; p.i .:.t .ssivo, nem o deslinde do litígio, carecendo, inclusive, de ser sanada, i...rmforme provisto no arti g o 60 do mesmo Deçreto n 70.235/72.., tàuanto à TRO, não houve sua cobranca co mo indexador monel..,..1-ic sim, como ta ...a de 1..v..c.,::::, conorme no artigo :50 da Lei no 8.2L8/91. Inconformado com a decisão singular, a r i.b;:.»..)r r ;:,.m";.. e :A P I' f."'.' i':.!:,:.:'i ) 1: .::.! C'!5 ilit:.?!.::: fil i.::::, ..:.1. i' C! ! !!!!e': ! I . CY:!! c'f. ....:'5 1 .. C' 1:::(....! 1 ',.:...'f.j :i .::'! n".1(.:, n E : o relaterio. :1 `...),i:!fiW1-! I . C? .:: i. 5 P V e'llmi ; "ia i . ;:....s „ ': " . .i. 1.. i I" .1 ,.....i., d -:.,, ':::. P i.'..' i :', V . e? CI. 1 l'":::. i ..,1'.1 -::., Ci ,R 9 .*:.! 1. dl 1) :'' C? C! C?::: l ' .:A. ...::., i' ' •: 'i. 1"1 1. i .iCi .::',. ii.P.::-.` I 1 1 .::',. Cl .::,. oiia. í 1.3 i ine''i ) I: .::.,. ,,i...::'.. 0 I .r? gal da a.1.1..toridado 'a quo", desenvolvida na sustentaçao da nem,?t .l.i.w. da procodencia da impuonaç'ãl.'). Somente caberda a±:res.:::ç..:1-11...,..s..N 1.- 5è è erlo due o LOFffiCâ de início de fiscalizaçao data de 07.0q .92 ...::: o Auto de 1J-Ifr..tc;„ de 28.07.92, no interregno, através de sucessivas intimaçoes, dof_umentos de fls. l8, 19, 37, 42, o cemtrilm..ginte estava ciente da cuitinuidade da af;:o fiscal. Esta, porlanto, se desenvolveu nos eslritos prazos de gar,m1tia de sua continuidade, conforme preuislo no parágrafo 2 , art ...; - go / g do Decreto n" /0.235/./2;; infraçao foi lavrado fora do estabelecimento porque por processamento elelvenico do dados, n"...."..o é clemente que susl.ente sua nulidade, como bem ftuulail=tolt. à autoridade "a quo". Aliás, padronizados os procedi (h) os autos do :Infração por moçossamento eletrenico do dades ,, \\,.. itrà8À ' \,,,, ..._ (-T-'..,7 ‘ MINISTERIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n'13962/000.060/92-14 Recurso n 78.461 AcOrdao n9 101-86.334 3 - O artigo 145 do Código Ci.- vil, a que faz referência a recorrente, diz respeito a nulidade de ato jURiDICO, que não se revista da forma prescrita em lei. Ora, a exigén- cia de crédito tributário, de ofício, é procedimento de que se reveste a administração, para que a lei cumpra suas finalidades. Ainda que a- plicado o artigo 145, citado, ao processo administrativo, cumpre sa- lientar que o fato de o auto de infraçao ser processado eletronicamen- te não prejudica o sujeito passivo, nem influi na soluçao do litígio. Não fundamenta, portanto, causa de sua nulidade. 4 - O auto de infraçao se sus-. tenta no Decreto ri' 70.235/72, que rege o processo administrativo fiscal. Os artigos 59 e 60 do Decreto n' 70.235/72 regulamentam, ex- pressamente, os motivos que causacionam nulidade processual na área administrativa, nao sendo o caso presente. Quanto à TRD, esta não é índice de corre- ção monetária, pois, reflete as varia es do custo de captação de de- pósitos a prazo fixo. Inaplicável, portanto, sob o enfoque prescrito no artigo 9' da Lei n' 8.177/91. Tal fato, aliás, foi reconhecido pela própria legislação tributária, Lei n' 8.383/91, ao determinar a com- pensacáo da ..RI), indevidamente paga como correcáo monetária de tribu- tos. O artigo 80 da Lei n' 8.383/91 operacionaliza a declarada incons- titucionalidade do artigo 9' da Lei n '" 8.177/91, conforme Ação Direta de Inconstitucionalidade n' 493-0/DF, julgada procedente pelo S.T.F, na qual restou afirmado: "O disposto no art. 5", XXXVI, da consti- tuição Federal se aplica a toda e qual- quer lei infraconstitucional, sem qual- quer distinção entre ieide direito pU- blico e lei de direito privado, ou entre lei de ordem publica e lei dispositiva. Precedente do STF. A taxa Referencial (TR) náo é índice de correção monetária, pois, refletindo as variaçbes do custo primário da captaçáo dos depósitos a prazo fixo, não consti- tui índice que reflita a variacáo do po- der aquisitivo da moeda." Quanto à sua aplicação como juros de mo- ra, o Código Tributário Nacional, Lei n' 5.172/66, artigo 161 e pa(Pçá- grafo 1', lei complementar recepcionada pela vigente Constituição fé- deral, já autorizava a lei ordinária a estabelecer a taxa de juro S de mora para tributos em atraso. vr#!-À̀\ \X ,41 5 MINIS1ERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n 13962/000.060/92-14 Recurso n' 78.461 Acórdão n9 101-86.334 Até o advento da Medida Provisória n' 298, de 29.07.91 (DOU 30.07.91), os juros de mora legalmente exigíveis estavam previsto no artigo do Decreto-lei n' 1736/79, 1% ao mes ou fração. A Medida Provisória em questão, convertida na Lei n 8.218, de 29.08.91, dispunha em seu artigo 3', "verbis": "artigo 3 - Sobre os débitos exigíveis de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, incidirão: - juros de mora equivalentes a Taxa Re-, ferencial TRD acumulada, calcula- dos desde o dia em que o débito deveria ter sido pago, até o dia anterior ao seu efetivo pagamento: e "omisssis" Segue-se que, os juros de mora, incorri- dos antes do advento da Medida Provisória n 298/91, obedecem a regra da lei anterior. dado que os fatos nela previstos se materializam sob o seu império. Retroagir a lei nova para abranger esses fatos constitui vedação constitucional, (artigo 5 „ XXXVI, CF) a pelo Código Tributário Nacional (artigo 106), não sendo a referida Medida Provisória de natureza interpretativa. Por outro lado, até a expressa revogaçáo do artigo 2' do Decreto-lei n . 1.736/79, não poderiam coexistir juros moratórios de 1% ao mes calendário ou fração e juros moratórios calcu- lados pela IRD, incidentes sobre o mesmo valor em atraso. Assim, a aplicação da IRD, como juros de mora, para débitos tributários em atraso, conforme precriçâo do artigo 3 da Medida Provisória n' 298/91 (artigo 3 da lei n' 8.218/91), só é compatível a partir de 01 de agostode 1991. Isto porque, até a data de publicacáo da citada MP, 30.07.91, o comando era da legislação an- terior aplicável à espécie, D.L- 1.736/79. A incidência da mora de 1% ao mes calendário ou ERA çãO já se concretizara para o mes de julho de 1991, não podendo retroagir a lei para aplicar a nova taxa a juros já incorridos. Finalmente, o artigo 31 da medida Provi- sória n 298/91, alterando a redação do artigo 9 da Lei n' 8.177/91, de 01.03.91, não respalda a pretensão do fisco dado: a) que não expressa a que tí..u- lo incidiria a TRD, b) a manifesta inconstituciona 44, MINISTERIO DA FAZENDA 6 PRHIEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINfES Processo n 13962/000.060/92-14 Recurso o 79.461 Acórdão n9 101-86.334 lidade desse comando (artigo 5', XXXVI, C.F./89), na qual, igualmente incorreu o artigo 30 da Lei o 9.219/91, de 29.09.91, não podendo, am- bos legitimar a exigOncia. Nessa ordem de juízos nego provimento Às prek,iminares do presente recurso, por infundada argumentação legal. Op méri:\to, dou provimento parcial, para excluir a exigOncia a TRD, co. ir os de mora, anteriormente a 01 de agosto de 1991. _ _-----. \ ,,,/ W / \\n , \I ,. ROBERTO WILLIAM GONCALVES - RELAIOR. ' A 1,4 I 4 — Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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Numero do processo: 10875.000275/92-63
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-86865
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DE I 98..7 RECORRENTE',: LMOBELIARIA E CONSVR I UORA CON!lNENVAL LADA. RECORRIDAr, DELEGACIA DA RECEllA FEDERAL EM GUAROLHOS (SP) PROCEDIMEN1O DECORREN1E Contribuição para e PlS/REP;GUE Em virtude da esUreita relaç'ão de causa E efeito enlve o lançamento principai e o decovrent.e, provido parcialmente 0 pri.. me j,n3 e nâo arguindo Cs contribuinte matéria ova alusiva ao segundo, igual decisão SP imp'be quanto à lide reflea. Recurso a que se dá provimento, em parAe. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por iMOEOLTARIA E CONSIRMORA CON1INENIAL 1 MA. , ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Conti-iimuintes, por unanimidade de votos, DAR provi-. mento parcial ao recurso, pata ajustar a e:age ,ncia ;RO decidido no processo principal, através do Acórdão 101 B6.776 , UE 05/07/91, nos ',ermos do relatório E voto que passam a integrar o presente julgado, 9 e S::::.e.3i.,:.:::::: , DF , em -.)E3 ci-e:, 1tt1ho de 19911 - . , '• ,,_ /r /7/,, PRESIDENVE E RELAVORA / - ' ////i til FERMN\11)0f.A,P,AEIR151,1 DE MORAES - PROCURADOR DA I '- FAZENDA NACIONAL/ O E PI.. , , , e.. nr‘ ., .. . . .. .. . . '''' $...:', ', i J, ,. SPESA0- P.Etlf 1 icipar cem Ekifido !, Ci 0 1:31' ;.:,..: E. :,:.:, 1 i 1.:: E, mi. ç:',1 EuTi E.:.?1" 1 t . (73 !, Os 5.:E,1-,.11 I: I I: I' E.:, E. ( Iheiros:1 jezer de Oliveira Cândido, Francisco de Assis Miranda, Vazuki Shiobarà:: Raul Pimentel, Roberto William Gonçalves e Se- bastião Rodrigues Cabral. Ausete justificadamente o Conselheiro - Celso Alves Feitosa. -,n,:, \ MINISTERIO DA FAZENDA FRIMEIRO CONSELHO DE E:CON1IBUI , PROCESSO Ng 10875/000.275/92-63 RECURSO Nfg. 79.667 - PIS/REPIQUE- EX. de 1997 ACORDA0 Np:; 101-86.865 REEDRRENTE 1110811IARIA E CONSTRUTORA coNrupiTrw.... LTDA. REEORRIDA 1 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM GUARULHOS (SP) R E, LATORI O A contrIbuinte supra identificada rect..xrl -o a este Conselho da decis%o da autoridade julgadora de primeiro grau, que ininnu ,,,---1,.,..1.1-.7, e ......-;c-i..., fi,,,!,,,..LI ..,;:,,,,,,,,•;7.d,E, Infração de fls. 06. Frata -se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a mesma contribuinte na área do Imposto de Renda . Pessoa Jurldica, protocolizado na repartiç%o local sob o ng 10875/000.273/92-38. Nestes autos cogita• -se da cobr,Emça da Contribuição para o Programa de integraç'áo Social-PIS/REPIQUE, correspondente a 5',,:, do IRPJ suplementar relativo ao exercício de 1987, consoante estabelecido no artigo 32, allnea "a', par. ip, da Lei Comple- mentar n2 07/70. Mantida a tributação no processo matriz em pri..-- meira instância, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, conforme decisão de fls. 24725. Dessa decisão a clm-stribute foi ci..entificada em 22/07/93 e, inconformada, Ingressou em 23/09/93 com o recurso voluntário de fl ,l.s. 33/34. Como razbes do recurso, a mmltribuinte se reporta fundamentos apresentados no processo pr.incipal. • i'-'-i .•---- 2 MINISTERIO DA FAZENDA PRiMEIRO Cl.lNSELHO DE CONIRIDUINTEE PROCESSO Ng 10975/000.275/92-63 Acórdão ng 101- 86,,865 VOTO Conselheira MARIAM SEIF, Relatora O recurso foi interposto no prazo legaI e com observância dos demais pr.essupostos processuais, razão porque dele Lomo conhecimento. No mérito, tr . ata-se de processo decorrente, tendo oste Colegiado, apreciando o processo principal (ng 10975/000.273/92--38), resolvido reformw-, em parte, a decisão de primeirg grau, entendendo p.ansialfmente pocedi.ite a irresignaç....ão d a. co i''i 1. - ...r..1 Imi in te . E cediço, nesta instáncia administrativa, de que no caso de lançamento dito reflexivo há estreita relação de causa o efeito entre o lançamento principal e o lançamento decorrente, Lima vez que ambas as exigências repousam em um mesmo embasamento fatio°. Assim, entendendo-se verdadeiros ou falsos os fatos alegados, tal exame enseja decisões homogêneas em relação a cada um dos lanpRIvevitos - Nestas circunstáncias, o exame feito em Lifil das processos atinentes. a lançamento ensejado pelo mesmo suporte fático, especialmente no processo intitulado pr.incipal, serve também para D5 demais. Nàb que dizer- com isso que a decisâ'.o de um vincula a de outro. No entanto, não havendo no pripc.-...Esso de:!corl -ente nenhum elemento novo que seja apto a alterar . a convicção do j ulgador, por. questão de coerência lógica, a decisão deve ser tomada em igual sentida. Como salientado, no presente caso observa-se que este mesmo Colegiado, apreciando 55 fatos ensejadores do lançamento 1....n--incipal, concluiu no respectivo processo, que o il'Jconformismo da r".yi,?corrente quanto á exigência do imposto de renda da pessoa jurldica procedia, em parte, como faz certo o AcOrdão ng . 101 -86. 776 , de 05/07/94. Ora, sendo assim, e etendo em vista qu não se 4.- ..., apresenta nestes autos qualquer- elemento novo capaz de alterar' o . F.- • • f3 i...'F.' 11:11E f':::::Í) l', .f.._:1-...1E.1:::: I ! R. ' J̀ I)E. C r:f..31,111:::: I."(-31. j t ..1\11 ES PROCESO Np 1,0875/000275/92 6'), h qfird:Me ng i ' '' l .96 - 865 ontendimento antel'iormente 1'2,ado, imp&e se que deciso consentá' nea seja adoLada. Em face dg tais consideraçes, dou provIment.o parcial ao recurso, pava ajustar a eigênnia ao decidido no processo pPinnipal. Brasttja, DF, 08 de iulho de 1994 , -- ., MAR1hrf ....,L',. - RELArORA '07 ' , / — 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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4771284 #
Numero do processo: 00009.400020/51-80
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-72763
Nome do relator: Não Informado

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Sessão de 23 de. outUbriO. de 19 ?J, ACORDÃO N o 101??7.2..73 Recurso n° 83.885 - IRPJ - EX: DE 1979 Recorrente COOPERATIVA AGROPECUÁRIA BATABO LTDA. Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM PONTA GROSSA (PR). IRPJ - CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES - SOCIEDA- DES COOPERATIVAS - Estão sujeitas aos mes- mos limites e são tributadas pelo excesso como as demais sociedades. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COOPERATIVA AGROPECUÁRIA BATABO LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Co/ntribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso/.(P ,--- 7>/ ( i :/// Sala das Se/sses (DF), em 23 de outubro de 1981 / AMADOR Olkt %."tâ/ E • p NUE Z PRESIDENTE i."11 '.,-21-7, OLAVO JOÃO„,àà'' PÁ * / RELATOR ,---' 'i, lir Ir7,-----/- i A / l t) 7(/i , 1 VISTO EM Ap EMILSON B à S os. DE • ALHO PROCURADOR DA FAZEN I, SESSÃO DE: 2 3 CUT 19C /7 DA NACIONAL Participaram, ainda do presente jul a ento, os seguintes Conselhei- ros: SYLVIO RODRIGUES, AGOSTINHO SER;R, NO FILHO, CARLOS ALBERTO GON- ÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL e LUIZ AN DRÉ NETO (suplente). 4A,Af SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0940/002.051/80 RECURSO N." : 83.885 ACÓRDÃO N.° : 101=72.763 RECORRENTE: COOPERATIVA AGROPECUARIA BATABO LTDA. RELATõRI O COOPERATIVA AGROPECUARIA BATABO LTDA., sediada ã av. Pioneiros, 2324, em Carambei-Castro-Pr., foi NOTIFICADA a pagar im posto suplementar (f is. 6), pelos valores apurados nos demonstrati vos do lançamento, constante de fls. 4 e 5 dos autos. Em 18/08/80, tempestivamente, a autuada IMPUGNOU o lan- çamento pelas razões expostas em sua petição de fls. 01 e 03, re- querendo, ao final, a declaração de improcedência do lançamento su plementar, por considerar seus esclarecimentos suficientes ã sua pretensão. A DECISÃO de fls. 31 a 33, analisa os fundamentos da im pugnação que considera tempestiva, e na forma da lei, julga proce- dente em parte o lançamento, para determinar: "a)- intime-se o interessado para pagamento da notifica ção impugnada, devidamente retificados seus valores para o importe de Cr$ 99.067,00 (noventa e nove mil e sessenta e sete cruzeiros ) de IRPJ e Cr$ 5.214,00 (cinco mil, duzentos e quatorze cruzeiros ) em favor do PIS, sujeita à multa de 30%, calculada sobre o Imposto Corrigido O RECURSO, de fls. 34 a 37, diz que a exigência fiscal se fundamentou em "falta de adição ao lucro liquido da parcela ex- cedente a 5% da soma do lucro operacional mais contribuições e doa çOes". Considera incorreto o julgamento de primeira instância. En- tende que co9perativa não visa a "lucro operacional" e por isso ' / D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75C::) 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0940/002.051/80 Acórdão n9 101-72.763 lei tributária, de forma taxativa, estabelece (art. 129, RIR/80) que as sociedades cooperativas pagarão o Imposto de Renda "calculadouni- camente sobre os resultados positivos das operaçOes ou atividades" "A análise da norma jurídica consubstanciada no art. 129, do RIR/80, permite concluir que o Imposto de Renda das cooperativas será "cal- culado unicamente sobre os resultados positivos das operaçOes enume- radas taxativamente no preceito regulamentar". Considera incorreta a autoridade ao determinar o termo inicial da correção monetária, bem como, a incidência de juros sobre a multa. Conclui pedindo a declara_ ção de IMPROCEDÊNCIA da exigência fiscal. É o relatório. VOTO - - - - Conselheiro OLAVO JOÃO GALVÃO, Relator: Considerando que o limite de doaçOes e fixado legal- mente, sem distinção de tipo de sociedade; Considerando que a DECISÃO de fls. tipifica clara- mente o ilícito legal cometido, ainda que inadvertidamente pela re- corrente; Considerando que os cálculo do imposto suplementar , já retificados na DECISÃO de fls. , fixam o ónus que incide sobre a recorrente; Considerando tudo o mais que dos Autos constaj, 4 ? o4Voto pela i-ga.iva/o- provimento do recursa/ 77/ ) ,,/,,,, . (-- r„,,\ ._% 77/ ?" • ,P,-, , OLAVO JOÃO GALVÃO - RELATOR , //// Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1

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4769024 #
Numero do processo: 00008.120504/34-75
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-72190
Nome do relator: Não Informado

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Sot ii MINISTÉRIO DA FAZENDA --Y-SC Sessão de 13. de .M..arV? de 19 81 ACORDÃO N° 141-72,190 Recurso n° 34 ° 641 -- IRPF - EXS. DE 1973 e 1974 Recorrente MARIO PIRAMO Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - (SP) IRPF - DECORRÊNCIA - ARBITRAMENTO DO LU CRO DA PESSOA JURÍDICA POR MOVIMENTO - BANCÃRIO NÃO ESCRITURADO - O lucro ar- bitrado na pessoa jurídica, da qual o sócio participa, e' tido por distribuído a este, para tributação na declaração de rendimentos da pessoa física correspon- . dente, na mesma proporção das quotas que o sócio detém no capital da sociedade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MARIO PIRAMO: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con_- - selho de .o• tribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao P 47recurso ff , Sala das 3ss7e1P i DF) em 13 de março de 1981 i /if ii f ,..,;í) Ampw e r e ., .' ' -d/ e; - - k j:4 Z PRESIDENTE / i ..-- •ji, .,,,f,,\ /-P.,,,z. p: . , '', H - f-- -7 °----- -4 / k 10 Rb II "_ 1 . 1 Si, I, ' RELATOR A r ,, - ,a, / VISTO EM ADHEMILSON I • TOS pE CARVALHO PROCURADOR DA FA_ SESSÃO DE 1 3 MAR 1 1,-; rf, ' 1, ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, AGOSTINHO .. SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL, LUIZ ANDRÊ NETO (Suolente) e ausente o Conselheiro FERNANDO CÍCERO VELLOSO. AkiÁk,: .~, ',,. ....r SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0 812/0 50 . 4 3 4/75 RECURSO N.°: 34.641 ACÓRDÃO N.° : 10172.190 RECORRENTE: MARIO P I RAMO RELATÓRIO MARIO PIRAM°, com endereço na capital do Estado de São Paulo, defrontou-se com exigência do credito tributário rela_ tivo ao imposto de renda dos exercícios de 1973 e 1974, em decor _ . rência do arbitramento do lucro da empresa Distribuidora e Trans_ portadora Jardim São Paulo Ltda., da qual faz parte como quotis- ta na proporção de 33,33% do capital social. A empresa Distribuidora e Trans portadora Jardim São Paulo Ltda. omitiu, em seus registros contábeis, o movimento bancário relativo à União de Bancos Brasileiros S.A., Agência Tu_ curuvi e ao Banco Nacional de Minas Gerais S.A., Agência Fregue- sia do 0', razão pela qual teve a escrituração mercantil despre- zada e arbitrado o lucro tributável pelo imposto de renda. Seguindo a mesmo diretriz adotada quanto ao julga- mento da reclamação da pessoa jurídica, o Delegado da Receita Fe deral em São Paulo deferiu, em parte, a reclamação da pessoa fí- sica, excluindo da tributação desta, importância proporcional a 33,33%. _ - Sucede, porem, que nos autos da pessoa jurídica-, o,,,(1 , D M F - RJ/1.° C - C - Secgr -- 16 - 0/75/7)0 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0812/050.434/75 3. Acórdão n9 101-72.190 Superintendente Regional da Receita Federal da 8a. Região Fiscal restabeleceu a tributação inicial, ao dar provimento ao recurso de oficio interposto do ato do Delegado da Receita Federal que lhe deferira, em parte, a reclamação. Ao recurso n9 82.827 com que a empresa Distribuido- ra e Transportadora Jardim São Paulo Ltda. se opôs à" decisão sin- gular, esta Câmara, na seção de 22 de janeiro de 1981, negou pro- vimento pelo Acórdão n9 101-72.036. É o relatório. VOTO Conselheiro SYLVIO RODRIGUES, Relator: O principio da isonomia dá a entender que às situa- ções semelhantes o remédio aplicável áo das soluções idênticas principalmente quando uma das situações, como acessório, decorre da outra admitida como principal. Na espécie dos autos, a situação principal, que ge- rou a decisão recorrida, provém do arbitramento do lucro a que se sujeitou a pessoa jurídica da Distribilidora e Transportadora Jardim Ltda., em razão de haver sido desprezada a escrituração mercantil dessa empresa por falta do registro contábil do movimen to bancário. Assim, a situação fiscal da pessoa física recorren- te se traduz numa tributação reflexa, por ser o interessado quo - tista da citada empresa. Nos autos da pessoa juridica, foi confirmado o ar- bitramento do lucro por ausencia de contabilização do movimento bancário, de acordo com o julgamento pelo Acórdão n9 101-72.03. /Y SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n 082/050.434/75 4. Acórdão n9 101-72.190 O julgamento do recurso da pessoa jurídica constitui, na hipótese, prejulgado a plicável à pessoa física do recorrente, na forma do artigo 51, aLlnea "a", do RIR/66 (art. 34, alínea "a", do RIR/75 ou art. 34, inciso I, do RIR/80), como rendimentos distribui dos pelas pessoas jurídicas ou nelas empresas individuais, os lu- cros, computando-se o lucro presumido ou arbitrado, quando não for apurado o lucro real. Diante do exposto e frente ao princi pio da decorren - cia, voto no sentido de negar-se provimento ao recurso, com obser - vãncia da parte proporcional que lhe couber em relação ao credito tributário restabelecido, em razão de haver o Superintendente Re- gional reformado o ato do Delegado Ja Receita Federal, i'iu.nto aos , 1 autos da pessoa ju 'rdica, dos qu- s o presente derivaW if- uzft , t, ROD . ....-: - Relator. , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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4769289 #
Numero do processo: 00983.001275/82-28
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-74296
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ACORDÃON°101rra4.29.6 Recurso n° 39.953 - IRPF - EX: 1981 Recorrente FERNANDO XAVIER FORTUNATO Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM FLORIANÓPOLIS - SC IRPF - BASE DE CALCULO - QUOTAS DE CAPITAL- A base de câlculo, na hipOtese de integra- lização de capital com fundo de deprecia- ção, corresponde ao montante do valor das quotas integralizadas (RIR/75, art. 34, ali_ nea "c", e RIR/80, art. 34, inciso V). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FERNANDO XAVIER FORTUNATO: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de voto-, rejeitar a prelimi- nar e, no mérito, negar provimento ao recurso." /( Sala das '..r-ISO"R' (DF), em 15 o' abril de 1983› / r v /,,iii, AMADOR Os -- • FERNANDEZ - PRESIDENTE E RELATOR 1 , - , 1111* VISTO EM iGe TIN * FLO-- - PROCURADOR DA SESSÃO DE: fl 3 FAZENDA NACIONAL,, , Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:SYLVIO RODRIGUES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, AGOSTINHO SER- RANO FILHO, FERNANDO CÍCERO VELLOSO, BRAZ JANUÁRIO PINTO e RAUL PIMEN TEL. FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA (Ausente Justificado). -+5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO I\19 0983-001 . 275/82-28 RECURSO N9: 39.953 ACÓRDÃO N9: 101-74.296 RECORRENTEN9: FERNANDO XAVIER FORTUNATO RELATÓRIO Segundo a peça básica de fls. , bem como do de- ciárado nas observações do Demonstrativo de Apuração de Imposto de Renda - Pessoa Física, exige-se do recorrente, no presente proce- dimento, o tributo e demais encargos correspondente às quotas bo- nificadas com que foi beneficiado, em decorrência do aumento de capital com a utilização de "fundo ainda não tributado", face ao estabelecido no artigo 34, inciso V, combinado com o artigo 387, inciso I, do Regulamento do Imposto sobre a Renda, aprovado pelo Decreto n9 85.450/80. O fato que ensejou a presente exigência reflexa foi assim descrito no Termo de Encerramento da Ação Fiscal levada a e- feito na firma TRANSPORTES COLETIVOS TANER LTDA: "02- Aumento de Capital com utilização de Fundos e Reservas não Tributados O contribuinte aumentou o capital de Cr$ 200.000,00, para Cr$ 3.000.000,00 utilizando parte do saldo da conta Depreciação Acumulada no valor de Cr$2.800.000,00, com infração ao artigo "387 I, a", sendo tributado de conformidade com o artigo 411, com reflexo nas Declaraçaes de Pessoa Física dos sOcios na propor- ção de sua participação no aumento do capital, con- forme artigo "34,v", tudo do RIR/80. Exercício de 1981, ano-base de 198,4/ ////2" - DF /19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0983/001.275/82-28 3. Acórdão n9 101- 74.296 a) Sócio Darci Xavier Fortunato CPF 001 881 159-00 Capital Anterior' Cr$ 190.000,00 Capital após o aumento Cr$ 2.850.000,00 Participação no' aumento de capi- tal Cr$ 2.660.000,00 b) Sócio Fernando Xavier Fortunato CPF 245 851499-51 Capital Anterior Cr$ 10.000,00 Capital após o aumento Cr$ 150.000,00 Participação no aumento de capi- tal Cr$ 140.000,00 Valor tributãvel 35% Cr$ 800.000,00" Com guarda do prazo legal o autuado apresentou a ex- tensa peça impugnatória de fls. que passo a ler na integra (lê), a qual, todavia, não foi acolhida pela decisão recorrida, após a consignação da seguinte fundamentação: "No tocante à preliminar levantada, não merece acolhida, uma vez que a nulidade suscitada no pro- cesso principal foi formalmente rejeitada, segundo se vê do Julgamento n9 179/82, juntado por có pia a fls. 18/25. Quanto às razOes de mérito expendidas no peti- tório, igualmente não podem prosperar, pelo que se passa a demonstrar. A invocação do artigo 37, inciso I, letra "a", combinado com o artigo 375, do RIR/80, é de todo im- pertinente, porquanto tratam da isenção dos valores decorrentes de aumento de capital mediante incorpo- ração de reservas ou lucros, enquanto o caso "sub judice" diz respeito à incor poração ao capital do saldo da conta que registra as depreciações acumula- das de bens do ativo, que não se confunde com aque- las, consoante ficou sobejamente mostrado no aludido Julgamento. No que tange ao argumento de que descabe o tri buto na pessoa física, porque o fundo de depreciação utilizado na elevação do capital social foi tributa- do na jurídica, igualmente não procede, pois, em se tratando de conta de regularização do ativo, foi, ob viamente, formada com valores deduzidos na apuraçãd 7 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0983/001.275/82-28 4. Acórdão n9 101-74.296 do lucro real, e sua incorporação ao capital não a- tendeu à determinação constante do artigo 387, pará- grafo único, alínea "a", do RIR/80. Tem-se, assim, que seu valor não foi oferecido à tributação, haven- do a ação fiscal decorrido exatamente dessa omissão. Por último, no que concerne à pretensão de que deve ser deduzido do montante do lucro distribuído, Cr$ 2.800.000,00, a parcela correspondente ao impos- to lançado na pessoa jurídica, Cr$ 1.019.150,00, tam bem não pode ser albergada, Porque carece de funda- mento legal. Com efeito, o artigo 34, inciso V, alínea "a", do citado Regulamento do Imposto de Renda determina que seja tributado, na pessoa física, o rendimento distribuído pela pessoa jurídica, correspondente ao valor capitalizado com utilização do fundo de depre- ciação. Como se vê, o mandamento legal não prevê qualquer dedução. Isto posto, e CONSIDERANDO que o lançamento efetuado contra a pessoa jurídica, ao ser apreciado nesta instância, foi julgado inteiramente procedente; CONSIDERANDO que deve ser aplicado ao processo decorrente o mesmo critério adotado no julgamento do processo originário, consoante remansada jurispru- dência administrativa; CONSIDERANDO que a quantia capitalizada, me- diante utilização do saldo da conta de depreciação, há de ser tida como lucro distribuído aos respecti- vos sócios, na proporção de sua participação no ca- pital social; CONSIDERANDO que o rendimento, desse modo ob- tido pelo impugnante, deve sujeitar-se ao ónus tri- butário, "ex vi" do preceituado no artigo 34, inciso V, letra "a", do RIR/80;" Cientificado dessa decisão e com ela não se confor- mando, o autuado, tempestivamente, apresentou o apelo de fls. que, para melhor conhecimento dos demais integrantes deste Colegia- do, passo a ler por inteiro: (lido em sessão). Apreciando o Recurso n9 86.500, interposto nos autos de que este . decorre por TRANSPORTES COLETIVOS TANER LTDA., esta Câ- mara, em sessão de 10/03/83, negou-lhe provimeüto ã unanimidade 1/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0983/001.275/82-28 5. Acórdão n9 101-74.296 1 votos, conforme faz certo o Acórdão n9 101-74.179, acostado a estes autos e em cuja ementa se lê: "IRPJ - PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA - A cir- cunstância de constar, entre seus dispositivos, que o regulamento entra em vigor na data da sua publica- ção, ressalvados os casos em que esteja prevista vi- gencia especifica, não implica em dar ao citado regu lamento aplicação, com efeitos pretéritos, a fatos ocorridos após o advento de preceitos de leis que se encontram com eficácia plena na data da publicação do decreto que aprovou o correspondente regulamento. O regulamento apenas compila dispositivos da legis- lação que lhe antecede, de forma que a indicação do dispositivo regulamentar infringido não redunda em cerceamento de defesa. FUNDOS, PROVISÕES ETC. - O aproveitamento de parce- las, ainda não submetidas a tributação, em aumento de capital, distribuição etc., por empresa que ape- nas goze de beneficio fiscal de aliquota reduzida ou de isenção objetiva, fica sujeit à tributação em igualdade de condiçOes, qualque l que seja a ativida- de ou localização da empresa." dit É o relatório. i 6. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0983/001.275/82-28 Acórdão n9 101-74.296 VOTO Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNANDEZ, Relator. Preliminarmente consigna-se que em razão de já haver sido decidido e do consignado nos autos de que a presente exigência e mera decorrência, a preliminar de nulidade é totalmente insubsis- tente. Como a decorrência tem origem em aproveitamento de fundo cujo montante ainda não foi submetido à tributação -- suporte fãtico da relação jurídica relativa à pessoa jurídica (pela reali- zação de lucros) e da relação jurídica referente à pessoa física (distribuição e percepção desses lucros) -- a única forma de ili- dir a tributação, numa e noutra hipótese, é. infirmar o suporte fã- tico. Esse entendimento é admitido não só na esfera admi- nistrativa como no âmbito do judiciário, existindo torrencial ju- risprudência que confirmam nossa assertiva. Através do Acórdão n9 103-02.228, de 16/05/78, a Co- lenda Terceira Câmara assentou que: "Lançamento deçorreuter não só racional mas tam- bém 1:)lenamente legal a tributação sobre os sócios di rigentes de lucros correspondentes a receitas omiti- das na pessoa jurídica de que participam, bem como dos excessos entre os lucros arbitrados e os lucros declarados pela pessoa jurídica e, ainda, dos lucros que a lei considera como disfarçadamente dis- tribuídos e de que são beneficiários." Em 15/10/80, pelo Acórdão n9 10303.145, voltou a decidir aquele Colegiado: tt DECORRÊNCIA: a omissão de receitas na pessoa jurídica, caracterizada por atos simulados com o in- tuito de subtrair à tributação receitas próprias transferindo-as diretamente aos acionistas, não in firmada no processo matriz, enseja a tributação re# ////' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0983/001.275/82-28 7• Acórdão n9 101-74.296 flexa nas pessoas beneficiadas, por inclusão, na al- tura própria, na cédula "F" (RIR/75, art. 34, "a") mormente se considerarmos que, no processo decorren- te, nada foi acrescentado para ilidir a tributação." No que concerne à tributabilidade da Parcela e con- seqüente distribuição do valor, não mais pode ser questionada nes- te grau de jurisdição, em face da decisão consubstanciada no Acór- dão n9 101-74.179, quando a matéria foi examinada, e da jurispru- dência deste Conselho, que considero, sob qualquer ângulo de análi- ! se, correta: aplica-se o decidido no processo de que este decorre. Isto porque, segundo o consignado na ementa do julgado consubstan- ciado no Acórdão n9 101-72.041, de 22 de janeiro de 1981: "O decidido no processo da pessoa jurídica à matéria que, por sua natureza ou decorrência da lei, acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa julgada nos processos decor- rentes, eis que se houvesse possibilidade de novo. pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam es tabelecer eventuais contraditórios, 'desaconselhâl veis sob o ponto de vista social e legal." Portanto, a invocação dos artigos 37 e 375 do RIR/W, não tem qualquer amparo, pois no caso, se cuida do estabelecido no art. 34, inciso V, c/c o art. 387, parágrafo único, alínea "a". Do mesmo modo, não se pode cogitar, nesta hipótese, de qualquer redução a titulo do Imposto de Renda pago pela pessoa jurídica, eis que o valor tributado corres ponde ao montante de sua integralização, não tendo o beneficio auferido pelo sócio sofrido qualquer redução; e como se procedesseãintectralização em dinheiro, só que o dinheiro é representado pela parcela (delwrongetributado) retirada do "findo" para tal fim. Em face do exposjo rejeito a preliminar e, no méri- fr to, nego provimento ao re tr i e M,ft Of?<2 AMADOR OU, 'frOd ta/ /F 1 ANDEZ - PRESIDENTE E RELATOR • t , , , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1

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Numero do processo: 13931.000145/92-51
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-86980
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Sess%o de IS de agosto de 1994 AL;nRnmn NP- 101 R6.98C., RECURSO NR.: 79.143 IRE . ANOS DE 1990 E 1991 RECORRENTE : 1!".1.:).r.V...."3POR1 AIM ..3F.: A 11 „ k„) 1 E I R (---; 1 I . DP: :, RECORRIDA : DRF EM PUNIA GROSSA . PR OM1SSMO DE RECEUTA ' DECORRENCIA IMPOS10 DE FUN 1 1E. Desde a entrada em vigor da Lei 7.713/88, a apl1caçã ,D do art. 80. do Ded.lei Mo. 2.065/85 tem razão de ser apenas em relação a lucros omitidos antes de 1989. Somente a partiir do perlodo'base de 1995, voltou a dir o i inpOS ta de ronda na fonte„ a a1licittot:::. ele 25'.51., r.:).ara a h 1 pótesse pri.:::?vis.t.,.::.: no "capta' do ar t. = A4 da Lei no. 8.541/92, n:a.o podendo retroagir para alcançar fatos geradores (morridos nos períodos' base de 1990 e 1991'. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos d8 recurso interposto por -1RANSPORIADORA M. VIEIRA 1 VPA. ACORDAM os Membros da Primejra (i ..'âmara do Primeiro Con selim de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre . , . •‘"'"-- ' .f...3a.l.a. cl a 'E 8 E? E. S e E.3 :g „ i::.1.? fil J. 8 c! i.-:-:-? ,.::.3. í.:., c:31:5 I: c3 f.1 fi.::. I 9 9 -I - / y - PRI1TDENVE .., , PIAR [ I .1 il ... r 1:: ,------- - / FRANCISCO DE Assls riu?..-..;NDA --- f.' 3R — SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Foges E. (..') „ / I, • „ 01 E:3 V 8 1"(3 /////' I 1"'S • E:" ' f Í 'I (21 T):;. SSA0 fl 6 SET 194 LENDA NIAL: ?"' r • Á. r.) a r fn „ fd o p g ,Á,Á file?! (.0 r E. E.: .Z :J I 1. E--)L 1„ I (.1.Z 1: SI I 1: )1 .:3 „ E::: I . (4 . V E E.; I. .V.3 „ R (..1 t 1 ri E NI I „ (.3 ) )1 :13 T P.1 3 IR r I.) IR 1 G 3E: 13 R Al • i.„<////f \'N SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 5 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR . 1 ':.,:, 9 :,:', 1/ cio( ) :, 1 ...f. 1 5 / 9 / RECURSO NR . $ 9 „ 1 45 ACORDO NR. 101 -86.980 R E Ct3 RREN "T E : 1 1 :: . f'.. 1 NI .'.:.:.;1:"" Í. ..i R " 1" ff..; :I: ) '31R A : •-1 „ ,.." 1: ir,:::' 1.1;:ç'-'.1 1 '1 I ) Cl R. E '....A I P R 1 No presente feito é exigido o recolhimento do Imposto de Fonle incidente sobre as infraçes apuradas no processo mal.-..ríz que redirz.iram o lucro líquido apresentado pela empresa supra-referenciada nos exerc. de i99:1 e 1,992, anoss-1:Nmse de 1990 e 1991, e ensejaram dis tribuição de recursos aos sócios. O imposto foi calculado mediante a aplicação da allquo- ta de 25%, por vulnerado o arl. Se. do Dec. lei no. 2/O65/83. As infraçfies caracterizadas como 0MiSSàO de receitas, estão assim descrltas no Auto de lntraçãog " t ) a i 'f.--.....:5 210 cl e Par: e i I. ,..:Yk ( ) p t.....2 r .::.:,. Cl j.. C 1 1 .9. I. ' F r- c2,5 t a..;. , :No de..? 'Esc,: r v 1. J.,;: í. ) .;:ii. Ci e 1 r Et i 1 55 f..)0 r 1 c r ou.; c) \., iári c ..) ci f.....? c: -:':'á i'' g ia 1:5 1 1" r* e t E-:',::. ) re!1 t e :ia alf.......! E. ....Et t; ::?:!.. O de V e '.í. co I. i os 1 ! 1 1.: €.? i..,;; r ai .-11-...,....'....,s f.:-.1 c) .:•:::. 1 i \I. f.:3 1 me) ID j. it 1 Z .E1. Ci C) Ci a 1.....9 (TI pr-esa na ,.::: 1. 1, v i el a d e par . ticular de exploração agricola do sócio principal Manoel Lacerda í,..ardoso Vieira, CPF no. l',2'..::P"9"/999 54 e nas atividades da Serraria M.I. Vieira Ltda.; como não houve nienhuma espécie de contra T)re,..?ssl:.ação por parte das pessoas citadas, arcando a fiscalizada com todos os ónus decorren- tes da cessão, apropriados esles nos custos contá- beis da cedente, o valor da receita omitida e ob- Ui(jo comprando 'Sfi!!., em cada periodo -base, o valor excedente dos custos apropriados mas operaçf"jes com - 4 a fro t e o a ea própria, m cmpração com a rc p ila de 'PO -.j ./ 4N r èA, Y sERNAcopuBucoFmERAL 1 Processo nr. 139.T.1./000.1.15/92 51°. Acórdão nr. 101 B6.980 fretes e ela contabilmente atrihuida.' fmpugnando a exigÉncla Lempestivamento,„ a inLeressada sustenta que não está correta a tese de que houve omissão de receita, eis que a imposição foi "determinada sem observância dos princípios da legalidade e da tipicidade que regem a atividade administrativo triby tária". Contesta ainda a cobrança da multa de 10ci/. aplicada so bre valores corrigidos monetariamente, cumulativamente com juros de mora e aponta a ilegalidade dos juros de mora cobrados com base na HRD, e termo inicial da atualização da multa„ A informação fiscal de fls, 10, que aborda as eigOn - cias do Imposto de Renda - P.J.; imposlo na Fonte; contribuição so- cial; contribuição para o Pis e contribuição para o Finsocial, mani festa-se pela procedOncia da exigncia. As f 1 12/22, foi ane-;;. ada . .erocopia da decisão si orlo lar prolatada no feito principal, que julgou e lançamento procedente e ás fls. 23/2 ,1, a decisão proferida no prelente feito, que igualmente julgou procEniE.-?nie o lançamento, por aplicável princípio da dec...k...3rrt.1 Nas razNes dc recurso de fls. 29/30, a rec.orrente re procluz a argumenLm;:ã.o desenvolvida na fase impugnatÓria. 9.5.„ E a Relatório. Ç-NAk SERVIÇO PUBLICO FEDERAL i":1";;f 3( E El El t j NE.: „ I '-.: c2:::1 / c )i: :fr,: :, . 1,1,5/5' ':::: '..i .1 Acórdão nr. 101 .86.980 VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA Relalor:t Consoante se vcia parte expositiva dos faLos, a autori - dado lançadora aplicou as disposiçbes do art. Bo. do Decreto . lei no. 2.c*J65/E:, segundo o qual 'A diferença verificada na determinação do5 resul Lados da pessoa jurldica, por omissão de receitas ou qualquer outro procatiimento que implique redo. ção no lucro liquido do exercício, sera considera . da automalicamente distribuída aos sócios, adio mistas ou titular de empresa individual e, sem prejuizo da incidÊncia do Imposto sobre a Renda da pessoa jurídica, será trilJutada exclusivamente na fonte á alíquota da 25%." O quadro jurídico da tributacão dos lucros na pessoa fIS ica foi objeto de :importantes modificaçeies com a entrada em vigor da Lei no. 7.713/88, que em seu art. : ::5, dispôs:: Art. :55 - O sócio quotista, o acionista ou o titular de empresa individual ficará sujeito ao imposto sobre a Renda na fcmIte, à allquota de 8% (oito por cent.o),calculado com base no lucro líquido apurado pelas pessoas lurldicas na data do encerramento do período ba _ se". Diante a nova sistemática, é insustentável a posição de considerar ainda vigente o art. 80. do Dec. lei no. 2.065/B3. A lei no. 7.713/B8, não só disciplinou completamente a tributação dos lucros - o que já acarreta a revogação tácita de legislação anterior . mas o fez de modo muito diferente do que dispunha a sistemática precedente. Por tal razao, torna-se impossível compatibilizar o citado art. Bo. com o novo regime de tribuCação. , ,,-' , -. ,,,,i Çá A ..._ ''Ák nIi ) 3 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 6 1":'r" C:3 C: 1:53'.5 0 ri .1 . 11.!: O 1. 41.5 / 9 --- 1.. ( c: o rir () -Sé." 98i.) a 1. a t ema t. 1. c:: 1...1...ta „o. c:1 ii, s r bit 1. f..; d o 1- . 1 (.3 k...A :5. 5S3 1. rr e 1 ev- :7:k ri te para a r 1 taçáo. O a rt é da .1. c:.; 77 I 13/ 88 „ ti .1 -- ct Dir. de deixar p !O5 r" os que for tr i I::ntad c:n5 na for fri cio r t. „ ri te 1. ou „ ditando cl 1, s .1 bit d „ es A5 1.3.. 1 ei loa inc:, d c.: ia do sobre a Renda na Fcin I 0 F.cuan "I:. 0 .1 :S.1:50 5 areqr . a O S1 r- f.;;) Dec 1 e i.. ri o 2 ./ 0(515 8 foi for miti. do c:: o uri ci pr c ?a s to a t. r1. btl. Laço na c! istri ti ri 1. c; ". . 1 %4 o f o 1. por . Si. C:: asso giA2 SE'.31....t 1 ex t" CA teve o 1 c til. "..13.f.:10 de axpL 1 c: .1 t. ar que a difer t.y..? f.-;. a. no .1. Lir.: ro era "cena ri e roPa au t ma ni cri te? d151.r • 1., buída". t .::cin r me I e .1. orla o fossar Dr . „ C.115i.."2:3 Daí' 1 (5iA 1) 1. ri ia em seu t. r- b a 1 iio é 1 s o g ax .; 2(o f.:3 a. ri:. 8o „ cio I) e c IA " 1.. 2 . O 15 / 8 13" 'to eSen 11 r"1 i:n Lári na 1 r u. c:: 21. de Rendi men c:: .1.. pac LE:5 S o c: 1 adér i as ( c:ág 82 e se g :1. ri 1 .: e s ) " 6.) r-Jc 1...)1,2'Nu; A 1" .. Ri t3HÁRlé F'cide ser .. cibi atado à tese da r - C:r.. /C1C3a(; :?..4.0 5 que „ C) t ermos par cira fo cm 11 1. Cr: C.3 5 nea a „ cio ar .1.36 ri a -1. no 7„ 71 11/88 i mposi.o na f1 c3ri t...e 1. na 1 de na. cl 1 o tu " r- .1 a c; gici a o ros q ire? ri o t au bom 1 o .1 cio 1 r I. bit t.a.d os na forma do a.r Liqo ou Ler 1. o " ci t.te „ no c: s cio m 1 sof:1g.c:i da r . eae 1. t a„ I ti c r...c.) EO pau t 1 vo n:::'5.c.) é tr 1 bm l. tad o „ rrqumi n"1: "ã. C) a FALA r ••• ado 11 SI con labl. 1 1. cl a d . 1\ta. a 1:3 rec: dessa o 1.3j E:3 C; Itio„ci P r :i. r o riasso deve cin o 1.s 1r . na de te um i ria do a 1. g ri 1 f 1.c oci o das 1 r- s ei e s " F"5.1".r.::::. cine forem r 1. bu t. odos a A.A. r . os I que ri `à. t enham sido t 1. cl os" „ que is ff; 1;3 .5‘ das rici ao forciccot „ c a put t e a r- éqr ato Un i.c::ci„ r • f.S:S 13 IS? C: 1". 1.va men F1 ;R lc 1. t ado„ 1-1% c:: se vinde perder de v.i. a La. o a 1. ama Sag Lin do o c:mmc a 1 a. 11 r- ti c; 'à' . o de qualqucu eveu t. o opa'• r- -se a t. v ci a -1.11 c,'iciéuc:io cio 1. 1. . éuNas c ri a ri lua ri ci a a. ma r. é r . ia é mar amen 1e.? Ir :ffi v c.: 1 1-i da po el e „ possa :5 CS: 1' 1.• 1 bit to „ e 1. t. A C.:31 3 ,„N SERVIÇO PUBLICO 7 Processo nr. 13'..?'",.5.1,1(X)(,):,145/92--51 Acórdão nr. 101-86.980 pelo Ônus f...iv.;c..4.1- A esse respeito, Souto Maior Borges discorre com maestriag 'nas leis tributárias, o termo incidir significa que, sobe determinada matéria imponlvel (tributá- vel), prevista em norma jurídica, o gravame atinge essa matérÁa" E principio elementar de direito tributário que a incidOncia concreLiza'sc com a ocorrOncia do fato • gerador .. .Ou, como diz Geraldo Ataliba, a incidOncia está condicionada 'ao acontecimento de fato pre .•-• 1. visto na hipótese legal, fato este cuja verifica-- .;.. çã p acarreta automaticamente a incidOncia do man- damento". Ruanto ao automatismo da incidOncia das normas 1u- 1..c.:!.,.1-s, inclusive .t......1-iimit.,árias, a doutrina é uná---- 1 nime, a partir. dos ensinamentos de Pontes de Mi--- f randa, para quem a incidg!!ncia é infalível, mesmo t que os efeitos dela decçJr-rientes não sejam respei-- tados pelas pessoas. O grande jurista afirmava - gueg "A incielÊu...ia da regra jurídica é diferente ao que se passa nas pessoas e até mesmo no que diz res.-- peito aos seus atos de infringencia". E arrematava logo depoisg 'A incidÉrncia das regras jurídicas não falha;; o que falha é o atendimento a ela." n já citado Souto Maior . Borges acompanha a mesma 1.• orientação, assevrrando seguinteg "Ocorrendo o supor te fático, a regra jurídica in--- 1 ....de necessariamente.' Não é discrepante j r ssa linha o pensamento de Ai-- fredo Augusto Becker, que dizg 'A incidOncia da regra jurídica é 1111"..:IN_P.,).f.;1....., o que :[ falha É o respeito aos efeitos jurídicos dela de- .... correntes.' Por conseguinte, é fora de dúvida que, quando uma l'- .4) l'il ...... • 4 _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nr. 11911/0o0.115/92.5l Acórdão nr. 10L 86.980 empresa apura JUdrO IÁCIWido relativo a periodo se encerrado a parlir de O1/01/89, opera-se auJo. malicamenie a incidência da regra conlida no ar t. 1,5 da LEi 7.713/BE, ainda que ela hente des. respeitar o comando legaL, inulusive alr'a.ves da ocultação do ovenio. A incidência da lei . repita se não e5tá subordinada á vontade das pessoas. que depende dn conhecifmento e da vontade dos indi- viduos é o respeito á lei, não a sua incidência. Alias, próprio ari. 15 traduz esse entendimento, ao determinar, no parágrafo In., que, para efeito de sua incidênc i a, será objeto de ajuste 'o lucro liquido do periodo 'base APURADO OOM OBSERVANCIA DA lECU31AçA0 COMERCUM ." Como se vê, a norma incide, não sobre qualquer lucro apurado de acordo CoM a conveniência da pessoa juridica, mas sobre aquele ' que resulta da estrita aplicação das normas dist::: - plinadoras da escrituração mercantil e da elabora' ção das demonstraçóes financeiras. Por tudo isso, não seria leviandade intelectual tacPar de pueril a argumenlo de que o lucro liqui • do sonegado não é tributado, ou seja, não è objeto da incidência do aludido art. 15. Não só pueril, mas tambem perigoso para a Fazenda Pnblica, pais se esse ponto de vista prosrnerasse, tornar— se . ia impossivel a e .;Ligência de pagamento de tributo dos sujeitos passivos que sonegassem a ocorrência do fato gerador." Dai sa laitere que desde a entrada em vigor da lei no. 7.713/88, a aplicação do ar t. Bo. do Decreto lei nn. 2:%0 de ser apenas em relação a lucr,,.:is omitidos antes de L989. Nestas hipóteses, a distribuição presumida dos lucros terá acontecido na vi gência do regime anterior á lei n. COMQ no presente feilo, segundo o fisco, a omissão de 1 /G„ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nr. 1-15/92 -51 Acórdão nr. 101 86.980 receitas ocorreu Hos periodos 'base de 1990 e 1991, não tem apIicação a espécie, o art. Eo. do Dec. lei no, revogado que foi lei 7.713/88. Esclareça—se que a Lei n. 8.541, de 23/i2/92, ao cuidar da matéria, estabeleceu em seu art. 14f,' 'A receita omitida ou a diferença vrrificada na determinação dos resuitados das pessoas jurídicas por qualquer procedimento que implique redução in devida do JUCVD 1.iqUid0 será considerada automati camente Jecebida pelos SóC i PS 9 aCiOViiStaS 01 titU- lar da empresa individual e tributada exclusiva . - M81 1.0 na fonLe e ail.quota dr 25%, sem 1':'reiu1zo da incidéncia do imposto soLire a renda da pessoa ju- rídica". Parágrafo lo. 1:1 fatm gerador do imposto de renda na fonte considera se ocorrido no més da omissão ou da reducão indevida. Parágrafo 2o,, disposi...i...J neste art.. não SP apli' da a deduçbes indevidas que, por sua natureza., não autorizem presunção de transforencia de recursos do patrimônio da pessoa jurídica para o dos seus sócios". Assim, somcnie a partir do período base de 1993, voltou a incidir o imposto de Renda na Fonte, à alIquota rir': 25%, para a hipÔ Lese prevista no "caput" do ari. 44 da Lei n. 8.5A1/92, não podendo retroagir a fatos geradores ocorridos em I99n e 1991. Na esteira dessas consideraçbes, voto pelo provimento do recurso. Brasília, 18 de agosto-Ale 1994,9 F: fr4 *; St"; i 3 DE S p, R r „ ¡IN 44 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1

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Numero do processo: 13553.000010/92-87
Data da sessão: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87334
Nome do relator: Não Informado

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RECORRIDA: D.R.F. EM VITORIA DA CONQUISTA (BA) , PROCEDIMENTO DECORRENTE - Contribuição para o PIS/FATURAMENTO - Em virtude da estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o decorrente, mantido o primeiro e n'ao arguindo o contribuinte matéria nova alusiva ao segundo, igual deci~ se impbe 1 quanto stk lide reflexa. ,! „Recurso a que se nega provimento. 1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos !: de recurso interposto por COMERCIAL DE PRODUTOS ALIMENTICIOS IZAMAR LTDA. 1ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. i , ,,, sala dr, Sesseles, DF, em 20 de outubro de 1994 / :PÁ i; --- 1 MAR AI .' - PRESIDENTE E RELATORA á5 .kY ,,,,,,,LUIZ FERNAC1,4 1 IVE RA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL , , VISTO EM .1 1 NOV 1904 SESSA0 DE: Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: Jezer de Oliveira Cãndido, Francisco de Assis Miranda, Kazuki Shiobara, Raul Pimentel, Roberto William Gonçalves e Sebasti'âo Rodrigues Cabral. Ausente justificadamente o 1 , Conselheiro Celso Alves Feitosa. PP/ ., 4 1 _ MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 13553/000.010/92-87 RECURSO No: 80.697 - PIS/FATURAMENTO - EXS. DE 1989/1992 ACORDA() No: 101-87,334 RECORRENTE: COMERCIAL DE PRODUTOS ALIMENTICIOS IZAMAR LTDA. RECORRIDA: D.R.F. EM VITORIA DA CONQUISTA (BA) RELATORI O A contribuinte supra identificada recorre a este Conselho da decisão da autoridade julgadora de primeiro grau, que Julgou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a Mesma contribuinte na área do Imposto de Renda-Pessoa Juridica, protocolizado na repartição local sob o no 13553/000.013/92-75, onde se discutiu omissão de receitas, caracterizada pela emissão de notas fiscais calçadas. Nestes autos cogita-se da cobrança da Contribuição para o PIS/FATURAMENTO, incidente sobre valor da receita bruta, consoante estabelecido no artigo 3o da Lei Complementar no 07/70. Mantida a tributação no processo matriz em pri- meira instáncia, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, conforme decisão de fls. 24/27. Dessa 'decisão a contribuinte foi cientificada em 04/08/93 e, inconformada, ingressou em 01/09/93 com o recurso voluntário de fls. 31/36. Como raz&es do recurso, a contribuinte se reporta aos fundamentos apresentados no processo principal. E o relatório. ? MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 13553/000.010/92-97 Acórdão no 101-87_334 VOTO Conselheira FIARIAM SEIF, Relatara O recurso foi interposto no prazo legal e com observância dos demais pressupostos processuais, razão porque dele tomo conhecimento. No mérito, trata-se de processo decorrente, tendo este Colegiada, apreciando o processo principal (no 13553/000.010/92-87), resolvido manter a decisão de primeiro grau, entendendo improcedente a irresignação da contribuinte, no -tocante a irregularidade que originou a presente exigência. .: ,, ,: E cediço, nesta instância administrativa, de que 1, no caso de lançamento dito reflexivo há estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o lançamento decorrente, uma vez que ambas as exigências repousam em um mesmo embasamento fático. Assim, entendendo-se verdadeiros ou falsos os fatos alegados, tal exame enseja deciseSes homogêneas em relação a cada . um das lançamentos. ,, Nestas circunstâncias, o exame feito em um dos processos atinentes a lançamento ensejado pelo mesmo suporte fático, especialmente no processo intitulado principal, serve também para os demais. Não que dizer com isso que a decisão de um . vincula a de outro. No entanto, não havendo no processo decorrente nenhum elemento novo que seja apto a alterar a convicção do julgador, por questão de coerência lógica, a decisão deve ser tomada em igual sentido. Como salientado, no presente caso observa-se que este mesmo Colegiado, apreciando os fatos ensejadores do lançamento principal, concluiu no respectivo processo, que o inconformismo da recorrente quanto à exigência do imposto de renda da pessoa jurídica não procedia, como faz certo o Acórdão no 101-86920, de 17/08/94. • 1)À -P 11)r MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 13553/000.010/92-87 ACORDA° No 101-87,334 Ora, sendo assim, e tendo em vista que não se apresenta nestes autos qualquer elemento novo capaz de alterar o entendimento anteriormente fixado, impe--se que decisão consentâ- nea seja adotada. Em face de tais considerageies, nego provimento ao recurso. Brasília, DF, 20 de outubro de 1994 ' MAR'A RELATORA i 1 » • 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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