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Numero do processo: 18088.000862/2010-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.117
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o sobrestamento do processo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
Nome do relator: ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o sobrestamento do processo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto – Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 896DF CARF MF Processo nº 18088.000862/201065 Resolução n.º 140200.117 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório MASTER COMERCIO; IMPORTACAO E EXPORTACAO DE COSMETICOS E SANEANTES LTDA recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Transcrevo e adoto o relatório da decisão recorrida: Em procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pela empresa supra, segundo consta da descrição dos fatos, foi apurada, nos anos calendário de 2006 e 2007, omissão de receita caracterizada pela falta de contabilização de depósitos bancários e insuficiência de recolhimento ou de declaração, constatada pelo confronto dos dados escriturados com os declarados e recolhimentos efetuados. O crédito tributário lançado totalizou R$ 3.855.246,82 (três milhões, oitocentos e cinquenta e cinco mil duzentos e quarenta e seis reais e oitenta e dois centavos), conforme demonstrativo de fl.1, tendo sido lavrados os seguintes autos de infração: (...) Consta no Relatório Fiscal que a contribuinte, sendo intimada, relativamente ao ano calendário de 2006, apresentou os extratos de contas correntes mantidas no Bradesco e Santander. Quanto ao anocalendário de 2007, embora intimada, não apresentou os extratos bancários, sendo tais documentos obtidos diretamente dos bancos, mediante expedição de Requisições de Informações Sobre Movimentação Financeira (RMF). Consta, também, que a contribuinte foi intimada para comprovar a origem dos depósitos bancários efetuados no anocalendário de 2006 e, como não foram apresentados quaisquer documentos, tributouse o valor de R$ 11.033.445,95. Para o anocalendário de 2007, do valor total de depósitos questionados pelo Fisco (R$ 667.605,54) a contribuinte apresentou notas fiscais de venda que foram contabilizadas e tributadas, restando sem comprovação o valor de R$ 567.561,96. Relatou o autuante que, analisando a escrituração da contribuinte, constatouse o registro de venda de mercadorias nos valores de R$ 3.640.564,70 (1º trimestre de 2006) e R$ 2.119.038,61 (4º trimestre de 2006) não oferecidos à tributação, tendo em vista que a DIPJ e DCTF foram entregues totalmente zeradas. No anocalendário de 2007, foi apurado no Lalur o lucro real de R$ 29.697,36 (1º trimestre) e de R$ 377.367,90 (3º trimestre), que também não foram oferecidos à tributação. Tendo em vista essas apurações, foram lavrados os autos de infração, exigindo a multa de 150%, considerandose que a empresa, ao apresentar, nos anoscalendário de 2006 e 2007, declarações DIPJ e DCTF com campos zerados, agiu dolosamente de modo a impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, enquadrandose na hipótese prevista no art. 71, I, da Lei nº 4.502, de 1964. Sendo notificada da autuação, a interessada ingressou com a impugnação de fls.761 a 784, subscrita pelo representante legal Marcelo A Turra (fls. 785 a 793, 807/808), alegando: Fl. 897DF CARF MF Processo nº 18088.000862/201065 Resolução n.º 140200.117 S1C4T2 Fl. 3 3 ● Preliminarmente, houve erro no cálculo do adicional do IRPJ, do anocalendário de 2006, uma vez que no 1º e 4º trimestres não foi deduzido o valor de R$ 60.000,00, ou seja, foi calculado um adicional de 10% sobre o valor da base de cálculo total do IRPJ. No anocalendário de 2007, no 1º e 3º trimestres foi calculado o adicional do IRPJ sem que tenha sido ultrapassado o valor de R$ 60.000,00; ● No mérito, a autuação baseouse em presunção legal, que é um meio legítimo para dar origem à obrigação tributária, desde que não se contraponha aos princípios constitucionais. A simples presunção sem lastro em prova cabal de existência de renda tributável, por si só, não significa a ocorrência do fato gerador do imposto devido. Deverão existir outros elementos decorrentes da atividade fiscalizatória, que corroborem com a presunção; ● A autuação baseada em presunção legal de omissão de receita acabou por ferir os princípios da legalidade, da segurança jurídica e da razoabilidade, bem assim, em face do pressuposto para a sua verificação, qual seja, o acesso direto às informações bancárias (quebra do sigilo diretamente pelo Fisco), acabou por ferir os princípios da inviolabilidade da privacidade e intimidade, do devido processo legal e da separação dos poderes; ● Uma presunção legal teratológica não tem o condão de impor gravame ao cidadão e pressupõe o uso da lógica, como é razoável se esperar; ● Jamais se negou a prestar as informações solicitadas pelo Fisco, tanto com relação à solicitação de extratos, quanto à comprovação da origem dos depósitos constantes em suas contas bancárias. As diferenças apontadas entre os valores declarados e recolhimentos efetuados com os escriturados nos livros fiscais ocorreram por mero erro de digitação, não tendo ocorrido máfé ou tentativa de fraude; ● As cobranças não podem prosperar uma vez que, contabilmente, os cálculos dos impostos são realizados na ocasião da venda dos produtos. Considerar como auferimento de renda os depósitos bancários acabaria por gerar cobrança em duplicidade para o mesmo fato gerador, o que é vedado pela legislação; ● Há necessidade de constituição do crédito tributário relativo à multa e juros de mora. Assim, é inconstitucional a cobrança dessas penalidades sem a prévia notificação e a abertura do contencioso administrativo previamente a sua cobrança, sob pena de cerceamento do direito de defesa; ● A exigência da multa de 150% tem caráter confiscatório, não é razoável e é desproporcional à capacidade contributiva da defendente. Não ocorreu máfé, pois jamais se negou a prestar as informações solicitadas pelo Fisco e os pedidos de prorrogação de prazo ocorreram por demora dos bancos na apresentação dos documentos; ● A informação zerada com relação aos fatos geradores dos tributos ocorreu por mero erro de digitação e não por máfé; ● A multa de ofício e os juros de mora são inconstitucionais por afrontar os princípios do não confisco, da capacidade contributiva, da razoabilidade, da proporcionalidade e do livre exercício da atividade empresarial. Protestou provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Fl. 898DF CARF MF Processo nº 18088.000862/201065 Resolução n.º 140200.117 S1C4T2 Fl. 4 4 A decisão recorrida está assim ementada: ADICIONAL DO IRPJ. Estando correto, no auto de infração, o cálculo do adicional do IRPJ, não se altera o lançamento. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITA. Evidencia omissão de receita a existência de valores creditados em conta de depósito mantida em instituição financeira, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para a contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. PROVA. EXTRATOS BANCÁRIOS. OBTENÇÃO. Válida é a prova consistente em informações bancárias requisitadas em absoluta observância das normas de regência e ao amparo da lei, sendo desnecessária prévia autorização judicial. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. Compete à autoridade administrativa constituir o crédito tributário, que corresponde ao montante do tributo devido, acrescido da multa correspondente e dos juros de mora. MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o intuito de fraudar o Fisco, correta a aplicação da multa no percentual de 150%. INCONSTITUCIONALIDADE. ARGÜIÇÃO. A autoridade administrativa é incompetente para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTAÇÃO. A juntada posterior de documentação só é possível em casos especificados na lei. Impugnação Improcedente Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 899DF CARF MF Processo nº 18088.000862/201065 Resolução n.º 140200.117 S1C4T2 Fl. 5 5 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Apesar de ter pautado o presente processo para julgamento, ao elaborar o voto constatei que a contribuinte alega nulidade em face de a Fazenda Nacional ter acessado os dados de sua movimentação bancária sem autorização do Poder Judiciário. Em conformidade com o artigo 62A, § 1º, do /regimento Interno do CARF, “Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.” Assim, em face da repercussão geral atribuída ao Recurso Extraordinário nº 601314, pelo Supremo Tribunal Federal, e do artigo 62A, § 1º, do Regimento Interno do CARF, propugno pelo sobrestamento do julgamento do presente processo para aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal, no recurso acima referido. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 900DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10680.903041/2008-67
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.205
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 0234.113, de 23/08/2011, da 2a. Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG (fls. 32/36 do processo digital) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra Despacho Decisório da DRF em Belo Horizonte/MG, que homologou parcialmente as compensações declaradas em PERDCOMP. Fl. 86DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.903041/200867 Resolução nº 1801000.205 S1TE01 Fl. 3 2 Histórico Trata o presente processo de PERDCOMP transmitido em 07/04/2004 que pleiteia direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, no valor de R$ 33.307,88, composto por retenções na fonte por serviços prestados a pessoas jurídicas, para ser utilizado na compensação de débitos próprios da requerente. Pelo Despacho Decisório da DRF em Belo Horizonte/MG (fl. 06) houve reconhecimento parcial do direito creditório pleiteado e homologação, em parte, das compensações declaradas. Na análise dos dados teriam sido detectadas divergências entre os valores de imposto de renda retido na fonte – IRRF informados pela requerente e aqueles informados pelas fontes pagadores e constantes dos sistemas internos da RFB. Foram feitos ajustes nos valores do IRRF e, assim, o saldo negativo de IRPJ reconhecido montou em R$ 31.442,03, que não foi suficiente para compensar a integralidade dos débitos indicados para compensação no referido PERDCOMP, tendo restado um saldo devedor, conforme descrito no referido Despacho Decisório. Foi apresentada, tempestivamente, manifestação de inconformidade, na qual alegou, a interessada, a homologação tácita do resultado final apurado pela empresa no ano calendário 2003 informado na DIPJ do respectivo exercício. Acrescentou que os valores de IRRF foram lançados de acordo com as datas das notas fiscais e não nas datas de recebimento das faturas. A Turma Julgadora de 1a. instância julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Inicialmente afastou os argumentos relativos à homologação tácita do saldo negativo de IRPJ do anocalendario 2003, acrescentando que a empresa não teria apresentado os comprovantes de rendimentos das fontes pagadoras para comprovar a integralidade das retenções informadas no PERDCOMP e que os valores de IRRF não reconhecidos também não constaram das DIRFs apresentadas pelas fontes pagadoras. Notificada da decisão, em 18/11/2011, como demonstra a cópia do AR à fl. 39, apresentou, a interessada, em 12/12/2011 recurso voluntário. Nas razões de defesa afirma não ser de sua responsabilidade a fiscalização das fontes pagadoras e retentoras do imposto. Reafirma que o resultado apurado na DIPJ do anocalendario 2003 não teria sido objeto de qualquer questionamento por parte da Fazenda e que, pelo decurso do prazo, já não poderia ser mais questionado. Acrescenta que as receitas que deram origem às retenções foram integralmente informadas na DIPJ e oferecidas à tributação. Reproduz as demais razões de defesa deduzidas na manifestação de inconformidade ilustradas com posicionamentos jurisprudenciais administrativos. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. VOTO Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.903041/200867 Resolução nº 1801000.205 S1TE01 Fl. 4 3 O litígio se resume ao não reconhecimento de parcela do direito creditório invocado pelo interessado para fazer frente às compensações declaradas em PERDCOMP. O direito creditório reivindicado, relativo ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2003, totaliza R$ 33.307,88. O valor reconhecido no Despacho Decisório foi de R$ 31.442,03. A diferença não reconhecida, de R$ 1.865,85, referese às retenções de R$ 1.482,36 – Cód. 1708, do CNPJ 33.592.510/000154 e R$ 383,49 – Cód 1708, do CNPJ 42.184.226/000130. À fl. 48/50/54/56/58/60 do processo digital a recorrente apresenta cópias de seu Livro Razão com o registro de valores relativos a varias notas fiscais, além de um demonstrativo, às fl. 61/63, com a composição dos valores de IRRF pleiteados, verificandose, nessa composição, os montantes não reconhecidos. É verdade que a legislação de regência determina que o sujeito passivo apresente os comprovantes de rendimentos fornecidos pelas fontes pagadoras para provar as retenções sofridas. Mas também é verdade que o poder de polícia e o dever de auditar as fontes pagadoras é do Fisco Federal. Entendo razoável que o presente julgamento seja convertido na realização de diligência, a fim de que a autoridade fiscal que jurisdiciona a recorrente intime as fontes pagadoras acima mencionadas a informar e comprovar com documentos hábeis e idôneos de sua escrituração contábil e fiscal, os valores dos rendimentos pagos à recorrente e os respectivos valores de retenção. Da mesma forma deverá ser intimada a recorrente a comprovar que os rendimentos auferidos que deram origem às retenções foram integralmente oferecidos à tributação. Ao final deverá o agente fiscal produzir relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos efetuados dandose ciência à interessada do resultado, conforme determina o PAF, retornandose, posteriormente, o presente processo, a esta relatora, para continuidade do julgamento. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Fl. 88DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000107/2007-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2005
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR
DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB
na administração previdenciária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.508
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2005 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Renato Coelho Borelli (suplente). Ausentes o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000107/200717 Acórdão n.º 2403000.508 S2C4T3 Fl. 71 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 47, com Anexos às fls. 48 a 56, interposto pela Recorrente – Better recursos Humanos Ltda contra Acórdão nº 1214.625 – 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro II RJ, fls. 40 a 45, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.059.3120, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 11.951,20 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 19, o Auto de Infração nº. 37.059.3120, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições para a Seguridade Social. Ainda o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 19, informa que embora tenha sido intimada a fazêlo, a Recorrente não apresentou os documentos solicitados, conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD em anexo: Recibos de pagamento de Autônomos. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. O valor da multa foi atualizado pelo artigo 90 VI da Portaria MPS/GM n° 142, de 11 de abril de 2007, ficando estabelecida em R$ 11.951,21 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos). Segundo o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 20, não ficou caracterizada nem circunstância agravante e nem circunstâncias atenuantes. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 19, na ação fiscal foram emitidos: • LDC 37.059.3103. = contribuições devidas à Seguridade Social e a Outras Entidades conveniadas denominadas de "Terceiros". • AI 37.059.3146 = Apresentar GFIP com dados não correspondentes a os fatos geradores de todas contribuições previdenciárias. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 • AI 37.059.3120 = deixar a empresa de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições para a Seguridade Social. • AI 37.059.3120 = deixar a empresa de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço de acordo com os padrões e normas estabelecidas pelo INSS. Al 37.059.3138 = deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço. Foi emitido, pela AuditoriaFiscal, o Termo de Arrolamento de Bens e direitos – TAB, às fls. 12 a 15. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09371970F00, foi de 02/2003 a 10/2005, às fls. 06 a 08. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 18 a 19, é de 02/2003 a 10/2005. A Recorrente teve ciência do auto de infração no dia 26.04.2007, às fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 26 a 27, com Anexos às fls. 28 a 36. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1214.625 – 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro II RJ, fls. 40 a 45, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2005 DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. EXIBIR LIVRO OU DOCUMENTO. Deixar de . exibir qualquer documento ou livro relacionado Com as contribuições para a Seguridade Social, constitui infração conforme previsto no art. 33, § 2°, da Lei n.° 8.212, de 24 de julho de 1991 e alterações posteriores. Lançamento Procedente Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 47, com Anexos às fls. 48 a 56, onde alega em apertada síntese que: (i) Não há nenhuma prova objetiva que tenha existido embaraço a fiscalização. Ao contrário,todos os documentos foram, Fl. 4DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000107/200717 Acórdão n.º 2403000.508 S2C4T3 Fl. 72 5 disponibilizados decorrendo dai lançamento de auto de infração que atribuiu a condição de empregados a autônomos que prestaram serviços a sociedade, enquadramento que é contestado em auto de infração especial. (ii) 'Por conseguinte, não se pode entender que houve cerceamento de defesa. Ao contrário, os autos foram efetivamente lavrados o que supõe conhecimento integral da matéria de fato. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 69. É o Relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 69. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para o Mérito. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000107/200717 Acórdão n.º 2403000.508 S2C4T3 Fl. 73 7 DO MÉRITO Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. Mandado de Procedimento Fiscal MPF; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF; Fl. 7DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 8 h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. Da invalidade do Auto de Infração A Recorrente argumenta: (i) Não há nenhuma prova objetiva que tenha existido embaraço a fiscalização. Ao contrário,todos os documentos foram, Fl. 8DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000107/200717 Acórdão n.º 2403000.508 S2C4T3 Fl. 74 9 disponibilizados decorrendo dai lançamento de auto de infração que atribuiu a condição de empregados a autônomos que prestaram serviços a sociedade, enquadramento que é contestado em auto de infração especial. (ii) 'Por conseguinte, não se pode entender que houve cerceamento de defesa. Ao contrário, os autos foram efetivamente lavrados o que supõe conhecimento integral da matéria de fato. Analisemos. Devese anotar que a obrigação tributária principal se diferencia da obrigação tributária acessória. Nos dizeres do professor Ricardo Lobo Torres1, a obrigação tributária principal é o vínculo jurídico que une os sujeitos ativo e passivo em torno do pagamento de um tributo, enquanto que .a obrigação acessória se revestira de deveres meramente instrumentais, tais como prestar declarações ao fisco e manter livros fiscais. Na lição de Leandro Paulsen2, observase que a obrigação acessória é a obrigação de fazer em sentido amplo, ou seja, fazer, não fazer, tolerar, enfim, no interesse da arrecadação ou da fiscalização de tributos. Neste sentido, colacionando o art. 113, CTN, pelo descumprimento da obrigação principal submetese o sujeito passivo à emissão pela autoridade fiscal do lançamento de débito denominado Auto de Infração de Obrigação Principal, no presente caso a LCD – Lançamento de Débito Confessado nº 37.059.3103. Enquanto que pelo descumprimento da obrigação acessória, há a conversão em obrigação principal pela multa aplicável, submetendose o sujeito passivo à lavratura do Auto de Infração de Obrigação Acessória, no presente caso o AI Auto de Infração 37.059.3120. Desta forma, não prospera a alegação da recorrente no sentido de uma possível confusão entre a obrigação acessória e a obrigação principal, pois os descumprimentos de obrigação principal e de obrigação acessória implicam em multas de diferentes naturezas jurídicas. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., p. 236. 2 PAULSEN, Leandro. Op. cit., p. 900. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 10 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, NO MÉRITO, negar provimento ao recurso. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 10DF CARF MF Emitido em 04/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI Assinado digitalmente em 29/04/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, 03/05/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11080.900289/2005-55
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.131
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 1022.699, de 25/11/2009, da 5a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS (fl. 62) que, por unanimidade de votos, não conheceu da manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório Eletrônico, de 09/09/2008, da DRF em Porto Alegre/RS, que não homologou as compensações declaradas em PERDCOMP. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 24/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11080.900289/200555 Resolução n.º 1801000.131 S1TE01 Fl. 141 2 Histórico Trata o presente processo de PERDCOMP transmitido em 15/08/2003 (fls. 59/60) que informa direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ do 3o. trimestre de 2001, no valor pleiteado de R$ 411,60, para a ser utilizado na compensação de débito de COFINS de 07/2003. Pelo Despacho Decisório Eletrônico (fl. 08), emitido pela DRF em Porto Alegre/RS em 09/09/2008, a compensação pleiteada não foi homologada ao fundamento de não ter sido possível confirmar a apuração do crédito pois o valor informado na DIPJ retificadora do anocalendário 2001 (apresentada em 01/2007), como saldo negativo de IPRJ do 3 º trimestre de 2001, de R$ 1.245,08, não corresponderia ao valor informado no PERDCOMP, de R$ 411,60. A interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fl. 01 na qual pede: “... para corrigir o PERDCOMP, pois o mesmo está preenchido errado. O valor do crédito informado em DIPJ é maior que o informado no PERDCOMP” A Turma Julgadora de 1a. instância não conheceu da manifestação de inconformidade uma vez que entendeu que a interessada não se manifestou contra a apreciação da unidade de negou a restituição e teria, inclusive, reconhecido a inexistência do direito creditório originalmente pleiteado, já que afirmou ter se equivocado no preenchimento do PERDCOMP. Entendeu tratarse de pedido de retificação de PERDCOMP e, nessas condições, a apreciação de pedidos de retificação de PERDCOMP incumbiria aos Delegados de DRF e Inspetores Chefes da Receita Federal do Brasil, conforme artigos 57 e 76 da IN SRF 900/2008. À fl. 63 consta a informação fiscal n º 114, de 21/03/2011 da DRF/POÁ com a observação de que o pedido de retificação deuse após a emissão do Despacho Decisório Eletrônico e sua ciência pela interessada e que o art. 77 da IN SRF 900/2008 somente admite o pedido de retificação de PERDCOMP caso tenha sido formulado requerimento encaminhado à RFB anteriormente à emissão de decisão administrativa. Concluiu, assim, pela manutenção da decisão proferida no despacho decisório. Em 16/05/2011 a interessada protocolizou a peça de defesa pela qual, em preliminares, afirma o cabimento do recurso voluntário sob pena de caracterização da nulidade do procedimento por cerceamento do direito de defesa previsto no inciso II do art. 59 do Decreto n º 70.235, de 1972 – PAF. Afirma que houve um erro formal no preenchimento do PERDCOMP, na indicação do crédito, que foi informado como saldo negativo de IRPJ do 3o. trimestre de 2002 quando o correto seria pagamento a maior de IRPJ por conta de retenção da fonte pagadora da recorrente, conforme planilha que apresenta. Entende que, dessa forma, haveria apenas duas alternativas: (i) declarar nula a decisão da Turma Julgadora de 1a. Instância ou, (ii) baixar os autos em diligência para verificação quantitativa dos créditos para final provimento do recurso e declaração de homologação das compensações. Ao final, pede: Fl. 141DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 24/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11080.900289/200555 Resolução n.º 1801000.131 S1TE01 Fl. 142 3 Diante do exposto, requer a Recorrente, seja recebido, porque tempestivo, o presente Recurso Voluntário, de modo a ser reformada a decisão, seja para anulála, seja para, enfim, reconhecer a lisura dos créditos de IRPJ provenientes do pagamento indevido de IRPJ por retenções a maior do que o respectivo imposto devido, reconhecendose, ao fim a ao cabo, a lisura da compensação procedida. Requer ainda que, se o caso, se baixem os autos em diligência, de modo que se comprove a retenção de IRPJ a maior, demonstrando a existência do crédito respectivo. Requer, por fim, que o julgamento do presente recurso seja levado a efeito em conjunto com o de número 11080.900288/200691. É o relatório. VOTO Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O presente processo não se encontra em condições de ser julgado. Isto porque não consta dos autos a cópia do AR pelo qual a interessada teria sido cientificada do acórdão 1022.699, de 25/11/2009, da 5a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS (fl. 62), nem qualquer informação a respeito de qual teria sido a data da ciência dessa notificação. Por todo o exposto voto por converter o julgamento na realização de diligência para que seja anexada aos autos a cópia do AR pelo qual a ciência da decisão da Turma Julgadora de 1a. instância foi encaminhada ao domicilio da recorrente ou que seja prestada, nos autos, essa informação. Após o atendimento desta solicitação deverão ser os autos devolvidos a esta Conselheira Relatora para prosseguimento do julgamento do feito. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 142DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 24/07/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10680.900460/2008-47
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.100
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Carmen Ferreira Saraiva – Presidente em Exercício (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Jaci de Assis Junior, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, e Carmen Ferreira Saraiva RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário apresentado contra o acórdão da 2a. Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG, que deu provimento, em parte, à manifestação de inconformidade apresentada, reconhecendo apenas uma pequena parcela do direito creditório reivindicado em PERDCOMP. Processo nº 10680.900460/200847 Resolução n.º 1801000.100 S1TE01 Fl. 80 2 Histórico. A empresa interessada apresentou PERDCOMP n°36069.43238.161204.1.3.02 0102 (fls. 16/18), transmitido em 16/12/2004 com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a saldo negativo de IRPJ do 3 º trimestre de 2004, para utilizálo na compensação de débitos próprios (fl. 18). Não teria sido possível confirmar o direito creditório, pois o valor informado na DIPJ não corresponderia ao valor do saldo negativo informado no PERDCOMP, razão pela qual a compensação declarada foi não homologada. Cientificada do Despacho Decisório, em 03/04/2008, a interessado apresentou manifestação de inconformidade (fls. 01/02) argumentando em síntese que: retificou o PER/DCOMP, no qual informou um saldo negativo no valor de R$10.325,30, que seria idêntico ao apurado na DIPJ/2005. considera improcedente o Despacho Decisório, porque apresentou a correção do PERDCOMP no prazo legal. Apreciando o litígio a 2a. Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG, deferiu, em parte, a manifestação. Em pesquisas realizadas nos sistemas internos da RFB constatou a existência de DIRF apresentada pela fonte pagadora Vale S/A CNPJ 33.592.510/000154, na qual foram informados os pagamentos à interessada de rendimentos totais, no 3o. trimestre de 2004, da ordem de R$ 474.892,94, com imposto retido da ordem de R$ 6.142,70. Assim, em face da apuração, no 3o. trimestre de 2004 do IRPJ devido no valor de R$ 6.042,70, foi reconhecido como direito creditório passível de utilização em compensações, a diferença de R$ 50,00, e homologada a compensação até o limite do crédito assim reconhecido. Notificada da decisão, em 22/02/2011 (AR fl. 38), apresentou, a interessada, em 22/03/2011, o recurso voluntário de fls. 39/ Nas razões de defesa afirma, inicialmente, que tentou retificar o PERDCOMP para fazer constar o saldo negativo de R$ 10.325,30, como apurado na DIPJ retificadora, mas foi impedida pelo próprio sistema que não permitiu a retificação. Observa que na condição de pessoa jurídica prestadora de serviços, sujeitase à retenção na fonte à alíquota de 1,5%, de responsabilidade da fonte pagadora e que teria sofrido retenções, no 3o. trimestre de 2004, da ordem de R$ 12.365,39, apresentando, para comprovar a afirmação, cópias de notas fiscais de prestação de serviços do período e cópias de extratos bancários. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. VOTO Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. Processo nº 10680.900460/200847 Resolução n.º 1801000.100 S1TE01 Fl. 81 3 O Recurso é tempestivo. A recorrente alega que sofreu retenções na fonte, à razão de 1,5% dos rendimentos auferidos, que totalizariam, no 3o. trimestre de 2004, o valor de R$ 12.365,39. A fim de comprovar suas alegações apresenta às fls. 42/60 demonstrativos de receitas e retenções na fonte, além de algumas notas fiscais que acusam a prestação de serviços a duas empresas: (i) a Cia Vale do Rio Doce – CNPJ – 33.592.510/042663 – e (ii) Rio Doce Manganês S/A – CNPJ – 15.144.306/003295, totalizando um faturamento, no 3o. trimestre de 2004, de aproximadamente R$ 996.900,06, que foi o valor consignado no 3o. trimestre da DIPJ retificadora do anocalendário 2004. Extratos bancários do período foram anexados às fls. 63/77. Na cópia da DIRF à fl. 29, consta como beneficiária a empresa interessada e como declarante apenas a empresa Cia Vale do Rio Doce – CNPJ – 33.592.510/000154, acusando o pagamento de rendimentos da ordem de apenas R$ 474.892,94, com IRRF de R$ 6.142,70. Em que pese não haver o destaque da retenção do IRRF nas notas fiscais apresentadas, a interessada informa as retenções nos denominados “Demonstrativo de Receitas e Retenções na Fonte”. Proponho, portanto, o retorno do presente processo à DRF em Belo Horizonte/MG para que, em diligência fiscal: 1) intime a empresa a apresentar sua escrituração contábil e fiscal a fim de demonstrar o registro dos valores dos rendimentos auferidos e dos valores de IRRF retidos relativos ao 3o. trimestre de 2004 e os recolhimentos do IRRF efetuados, caso tenha sido a própria empresa a efetuar a retenção e o recolhimento; 2) intime as empresas Cia Vale do Rio Doce – CNPJ – 33.592.510/042663 e Rio Doce Manganês S/A – CNPJ – 15.144.306/003295 a informar e comprovar os valores dos rendimentos pagos e do IRRF retidos da empresa interessada, relativos ao 3o. trimestre de 2004; 3) verifique se os valores dos rendimentos efetivamente auferidos e do IRRF efetivamente retido foram corretamente informados na DIPJ retificadora do 3o. trimestre de 2004. Ao final deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos, devendo ser cientificada a interessada a se manifestar, no prazo de 30 dias contados da intimação, retornandose, posteriormente os autos a esta Turma Julgadora para prosseguimento do julgamento do litígio. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora
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Numero do processo: 10920.000164/2003-60
Data da sessão: Wed Jul 29 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Jul 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.008
Decisão: RESOLVEM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos,
CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI
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TURMA/DRI-CURITIBA/PR Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso RESOLVEM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. lk / (( 1 i ANT P AGA — Pr idente < RCOS VINICIUS BARROS OTTONI — Relator EDITADO EM: L' • j iu 2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Praga (Presidente), Ana de Barros Fernandes e Marcos Vinicius de Barros Ottoni (Relator). Cheryl Berm.. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Rogerio Garcia Peres. Processo 10920 000164/2003-60 rt,esoluc5o n 1801-00.008 SI-T E0 Fl 2 Relatório Cuidam os autos de Recurso Voluntário interposto por DATASUL S/A, em face o acórdão n" 06-14.019, proferido pela 1" Turma da DRJ em Curitiba — PR, o qual considerou o lançamento procedente. Em 05/02/2003 foi lavrado contra a Contribuinte, Auto de Infração por meio do qual lhe foi exigido IRPJ e CSLL, do período de apuração 01/10/1997 a 31/12/1997, pela 6ompensação de prejuizos fiscais em montante superior ao limite legal de 30% do lucro teal. A interessada apresentou impugnação, em 07/03/2003, por meio da qual aduziu a ocorrência da decadência, corn base no art. 150, Parágrafo 4 0, do CTN, bem como insurgiu-se contra as limitações as compensações de prejuízos fiscais. A DRJ, ao apreciar a defesa apresentada, houve por bem julgar o lançamento procedente, pot entender cabível a limitação à compensação, além de rejeitar a alegação de decadência formulada, ao argumento de que "não havendo o que homologar, por nao ter corrido pagamento do IRPJ nem da CSLL, e tendo sido constituído o crédito tributário dentro do prazo de cinco anos, contados do primeiro dia do exercicio seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, illOCOITeU a decadéncia.". lrresignada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário por meio do qual reitera s razões expendidas em sua impugnação, em especial a alegação de decadência e da mpossibilidade de limitação para a compensação de prejuizos . Assevera, ainda, haver afronta it garantia da irretwatividade das leis e do direito adquirido relativo a base de calculo negativa acumulada ate o período base de 1994, bem como requer a recomposição do seu prejuízo fiscal, caso a limitação seja mantida. Finalmente, insurge-se a Contribuinte contra a exigência da multa de 75%, plicada ao caso.. o relatório. 2 Processo n" 10920 000164/2003-60 SI-TE01 Reso n° 1801-00,008 Fl 3 Voto Conselheiro MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Conheço do presente Recurso Voluntário por preencher os requisitos de admissibilidade, dentre eles a tempestividade. Considerando as diversas correntes de entendimento no que tange ao termo inicial para a contagem do prazo decadencial, tenho que se faz necessário aferir se houve ou não pagamento de tributos no ano calendário de 1997, em especial quanto ao período de apuração 01/10/1997 a 31/12/1997, o qual originou o Auto de Infração pela compensação de prejuízos fiscais em montante superior ao limite legal de 30% do lucro real Após detida análise dos autos, não há como confirmar, cabalmente, se o contribuinte, além de ter efetuado a compensação de prejuízos, declarou e realizou algum pagamento a titulo de IR13 .1 e CSLL, no período. Assim, converto o feito em diligência para que a Delegacia da Receita Federal verifique a existência e apresente os DARF's referentes aos pagamentos do IRPJ e CSLI.„ do período de apuração 01/10/1997 a 31/12/1997, bem como a D11 3.1 e a DCTF de tal período. Caso não sejam identificados pagamentos referentes a tal período, requer-se a elaboração de termo conclusivo e que do mesmo seja dado ciência à interessada para se manifestar, caso tenha interesse. _ _MAR—C-0S VINÍCIUS BARROS OTTONI 3
score : 1.0
Numero do processo: 35415.000922/2007-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2000 a 30/11/2006
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. VERDADE MATERIAL. LITIGÂNCIA DE MAFÉ.
CARTÕES DE PREMIAÇÃO. FATO GERADOR DE CONTRIBUIÇÃO. LANÇAMENTOS POR ARBITRAMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES DOS SEGURADOS. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. MULTA MAIS BENÉFICA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
A verdade material é um princípio específico do processo administrativo, O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fator gerador e a constituição do crédito tributário. Deve, portanto, o julgador, exaustivamente, pesquisar se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade.
Na forma da redação dada pela Lei 10.358, de 27.12.20010, são deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: expor os fatos em juízo conforme a verdade; proceder com lealdade e boa-fé; não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento.
A verba paga a titulo de prêmio ao segurado tem natureza remuneratória e integra o salário de contribuição, não configurando nenhuma das exclusões previstas no artigo 28, parágrafo 90 da Lei n.° 8.212/91.
A empresa é obrigada a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social, sob pena de inscrição de oficio de importância reputada devida pelo órgão fiscalizador, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário.
Os procedimentos de Auto de Infração c Notificação Fiscal de Lançamento de Débito são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicilio tributário do sujeito passivo.
O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.539
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em acatar as preliminares de decadência até a competência 11/2001, inclusive, com base no art.173, I do Código Tributário Nacional. Vencidos os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e
Marcelo Magalhães Peixoto que votaram pelo art 150 do CTN. No MÉRITO, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido os conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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DECADÊNCIA. VERDADE MATERIAL. LITIGÂNCIADEMAFÉ.CARTÕES DE PREMIAÇÃO. FATO GERADOR DE CONTRIBUIÇÃO. LANÇAMENTOS POR ARBITRAMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES DOS SEGURADOS. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. MULTA MAIS BENÉFICA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. A verdade material é um princípio específico do processo administrativo, O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fator gerador e a constituição do crédito tributário. Deve, portanto, o julgador, exaustivamente, pesquisar se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade. Na forma da redação dada pela Lei 10.358, de 27.12.20010, são deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: expor os fatos em juízo conforme a verdade; proceder com lealdade e boa fé; não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento. A verba paga a titulo de prêmio ao segurado tem natureza remuneratória e integra o salário de contribuição, não configurando nenhuma das exclusões previstas no artigo 28, parágrafo 90 da Lei n.° 8.212/91. Fl. 1047DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 A empresa é obrigada a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social, sob pena de inscrição de oficio de importância reputada devida pelo órgão fiscalizador, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Os procedimentos de Auto de Infração c Notificação Fiscal de Lançamento de Débito são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicilio tributário do sujeito passivo. O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em acatar as preliminares de decadência até a competência 11/2001, inclusive, com base no art.173, I do Código Tributário Nacional. Vencidos os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto que votaram pelo art 150 do CTN. No MÉRITO, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido os conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa. carlos alberto mees stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 1048DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.057 3 Relatório O relatado às folhas 968/982 em primeira instância, o qual confrontei com aos autos e corroboro aduz que: “ Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa retro identificada, no montante de R$ 1.978.520,17 (um milhão, novecentos e setenta e oito mil e quinhentos vinte reais c dezessete centavos), consolidado em 12/07/2007, referente a contribuições destinadas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados (não descontada), da empresa e do financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, e a contribuições destinadas a terceiros (SalárioEducação, mera c Fundo Aeroviário), incidentes sobre a remuneração de seus segurados, atinentes às competências 02/2000 a 11/2006, cujos recolhimentos não foram comprovados pela empresa e não constam do banco de dados do Sistema de Informação de Arrecadação e Débito do INSSDATAPREV. O Relatório Fiscal, de fls. 45 a 50, informa que: • os valores lançados nesta Notificação Fiscal de Lançamento de Débito411 (NFLD) referemse a: 1) contrato celebrado com a empresa SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA, no qual consta que esta última garantiria o perfeito funcionamento do sistema SIM CLDB, cartões eletrônicos utilizados como meio de pagamento de premiação; e 2) contrato celebrado com a empresa EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA, cm que consta como seu objetivo a disponibilização do cartão Exchange Card com créditos pré definidos a titulo de incentivo profissional e como meio de publicidade interna da contratante; • constituem fatos geradores das contribuições lançadas os valores pagos aos segurados empregados por meio de cartão magnético, comprado pela empregadora junto à SIM c à EXPERTISE; • os elementos que serviram de base para este levantamento foram as notas fiscais/faturas de serviços emitidas pelas empresas SIM e EXPERTISE, apresentadas pelo sujeito passivo, as quais foram confrontadas com os arquivos digitais fornecidos e com os lançamentos contábeis do período Livros Diários e Razão, sendo que esses valores foram registrados na conta 3.1.8.300002 da contabilidade da notificada; Fl. 1049DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • os valores pagos aos empregados eram adquiridos todos os meses, junto às prestadoras do serviço, conforme pode se constatar pelo que consta na NFLD, vez que há contribuições para todos os meses, no período em que a empresa se utilizou desse meio de pagamento a seus empregados; • a base de cálculo foi apurada pelos valores nominais das notas fiscais/faturas de serviços, deduzido o valor da prestação de serviços, correspondente a 7% (sete por cento) para as notas fiscais emitidas pela empresa SIM e a 5% (cinco por cento) para as notas fiscais emitidas pela empresa EXPERTISE; • as alíquotas aplicadas foram: Empresa 20,00%, Sat gilrat 2,00%, Terceiros 5,2%, Segurados 8,00%; • as contribuições previdenciárias devidas pelos segurados empregados foram obtidas mediante a aplicação do percentual mínimo de 8,00% sobre o valor liquido das Notas Fiscais/Faturas de Prestação de Serviços, conforme evidenciado no Demonstrativo Analítico do Débito DAD, sendo que, como tais valores não foram retidos dos empregados pela Notificada, não houve apropriação indébita, e, por conseguinte não será feita a Representação Fiscal para Fins Penais, por conta desse motivo; • a empresa não informou esse fato gerador em GFIP, originando a lavratura do competente Auto de Infração (AI), DEBCAD n.° 37.094.8513; • a situação descrita nos autos, em tese, configura o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no artigo 337A, inciso I do Código Penal, com redação dada pela Lei n.° 9.983, de 14/07/2000, portanto, será este fato objeto de REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS, com comunicação à autoridade compntente para providências cabíveis; • o crédito lançado encontrase fundamentado na Lei n.° 8.212/91, no Decreto n.° 3.048/99 c, ainda, na legislação constante do anexo FLD; • foram emitidos, nesta fiscalização, além desta NFLD, os seguintes Ais: 37.094.8513, 37.094.8521, 37.094.8530 e 37.094.8548. Complementam o Relatório Fiscal, c encontramse anexos à NFLD: IPC Instruções para o Contribuinte, de fls. 02 a 03; DAD Discriminativo Analítico de Débito, de fls. 04 a 15; DSD — Discriminativo Sintético de Débito, de fls. 16 a 21; RL Relatório de Lançamentos, de fls. 22 a 31; FLD Fundamentos Legais do Débito, de fls. 32 a 35; REPLEG Relatório de Representantes Legais, de fls. 36; VÍNCULOS Relação de Vínculos, de fls. 37; Mandado de Procedimento Fiscal, de fls. 44; TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, de fls. 38 a 41; c, TEAF Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal, de fls. 42 a 43. Foram anexadas, também, pela fiscalização, cópias dos contratos de prestação de serviços celebrados entre a notificada Fl. 1050DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.058 5 e as empresas SIM INCENTIVE MARKETING LTDA. (CNN 03.745.219/000108) contrato n.° 347, de 20/09/2001, e EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. (CNPJ 01069.255/000107) contrato n.° 3519, de 11/05/2005, bem como cópias de notas fiscais/faturas emitidas por estas últimas. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com a notificação, a empresa apresentou, em 23/08/2007, a impugnação de fls. 221 a 249, com documentos anexos às fls. 250 a 953 . Da nulidade do lançamento: Segundo a empresa, houve, no caso, violação aos artigos 3°, 7°, inciso I, 1°,II,12, 23, inciso II, § 4°, inciso I, todos do Decreto n.° 70.235/72, que, a partir da vigência da Lei n.° 11457/07, teria passado, através da redação do artigo 25 dessa lei, a ser aplicável aos processos e procedimentos administrativos fiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições mencionadas no texto legal. Alega ser flagrante a nulidade do lançamento, tendo em vista que todos os procedimentos fiscais adotados no curso da fiscalização foram realizados por Agente Fiscal incompetente em razão do seu endereço fiscal. Sustenta, aqui, a incompetência jurisdicional da Agente Fiscal.Informa que a Agente Fiscal incumbida da tarefa de lhe fiscalizar, para averiguação de suposta infração a lei tributária, é lotada na Delegacia da Receita Federal em Osasco, sendo que possui sua sede na Rua Marques de Lages, n.° 1027, Vila das Mercês, São Paulo, Capital, como comprova a situação cadastral de 03/11/2005 constante em seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Relata que, em nenhum momento, a Agente Fiscal levou em consideração os seus avisos de que o seu endereço fiscal havia sido alterado, permanecendo a exigir a apresentação de documentos fiscais, ainda que as apresentações restassem por vezes dificultadas em razão de tal falha de procedimento fiscal. Destaca, ainda, que sequer tomou ciência da intimação do lançamento fiscal através da via regular determinada pela legislação vigente, qual seja, a postalização ao endereço fiscal escolhido pelo contribuinte, tendo sido a intimação enviada ao seu antigo endereço, e afirma que, graças ao telefonema da própria agente fiscal, que avisou sobre o envio via correio da intimação, pode solicitar à empresa que hoje se localiza em seu antigo endereço o envio dos autos de infração e da notificação fiscal de lançamento de débito. Para ela, tais procedimentos não só poderiam gerar o cerceamento absoluto de defesa, como a prejudicaram, tendo em vista o conhecimento dos lançamentos transcorridos cerca de 15 Fl. 1051DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 (quinze) dias da data em que houve o recebimento das intimações. E pleiteia, então, pela nulidade do lançamento fiscal, por restar viciado pela incompetência jurisdicional da Agente Fiscal, tendo em vista os reais riscos de cerceamento de defesa a ela impingidos durante todo o transcorrer da fiscalização. Das contribuições sobre os valores pagos por meio do cartão de premiação: Relata a impugnante que, no exercício regular de suas atividades sociais, firma contratos de serviços de publicidade, propaganda e marketing ajustados com as empresas denominadas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA, visando o fomento de atividades voltadas ao incentivo da marca entre os seus fornecedores, clientes associados e empregados, mediante a realização de várias atividades, dentre elas, a confecção de cartões magnéticos de fidelidade para despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional, ressaltando que os saques dos valores eram realizados durante a execução dos trabalhos em diversos Estados do país. Informa que os contratos englobam também o pagamento pelos serviços referentes às campanhas de marketing, mediante a aferição dos gastos e cumprimento das cláusulas contratuais de honorários referentes aos serviços prestados pelas próprias empresas EXPERTISE e SIM, sendo que estas emitem notas fiscais, em seu nome, onde descrevem que os valores nelas constantes se referem às campanhas de incentivos e comissão contratual sobre os serviços prestados. Afirma que, de posse das notas fiscais emitidas pelas empresas contratadas, lançou em sua contabilidade os valores nelas constantes como despesas com serviços de marketing, despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional c comissão contratual pelos serviços prestados pelas empresas descritas de forma que todas as obrigações principais e acessórias fossem cumpridas. Segundo ela, a Agente Fiscal, mediante a análise de todos os documentos que lhe foram apresentados durante toda a fiscalização, presumiu, sem qualquer fundamento fático ou legal, que todos os valores descritos nas notas fiscais emitidas pelas empresas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA se referiam a valores pagos diretamente aos seus empregados, tomando a totalidade dos valores expressos nas notas fiscais apreendidas para lavrar a presente NEW, e fez sua descrição, no relatório, como algo que "em tese" poderia configurar sonegação fiscal, o que demonstraria a precária fundamentação do lançamento. Destaca que, ao se colocar em confronto os valores constantes nas notas fiscais com os valores pagos aos seus empregados conforme folha de pagamento, notase a grande disparidade de valores, bem como a ausência de periodicidade mensal e regular dos pagamentos. Fl. 1052DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.059 7 Menciona a empresa que a fiscalização se baseou apenas em notas fiscais das competências fiscalizadas, contra um universo de documentos por ela apresentados, como livros fiscais e documentos relativos a ações publicitárias realizadas, para efetuar o lançamento e que as alíquotas das supostas contribuições previdenciárias não recolhidas foram aleatoriamente fixadas. Informa a ausência de fundamento legal para o lançamento de crédito fiscal arbitrado pela fiscalização, e entende que supostamente, no caso, houve a aferição indireta da remuneração dos seus empregados, prevista no artigo 33, parágrafo 6° da Lei n.° 8.212/91, sendo que ela deve ser realizada somente quando a situação ensejadora deste procedimento estiver bem caracterizada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalta que sua contabilidade preencheu todos os requisitos formais e materiais determinados na legislação especifica e não sofreu descaracterização, sendo apresentada à fiscalização e levada em consideração pela fiscalização, que em nenhum momento a afastou ou a considerou inábil. De acordo com ela, analisando os lançamentos contábeis do período fiscalizado, se pode verificar que os valores relativos às empresas EXPERTISE e SIM se referem única e exclusivamente às suas despesas com incentivos de marketing, que se referem, dentre outras atividades publicitárias, à emissão e carga de cartões magnéticos, nos quais são computados valores em reais para saques visando o pagamento de despesas de obras de trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional. Destaca que, uma vez não tendo sido mencionada no Relatório Fiscal a inidoneidade da contabilidade, o procedimento de lançamento do crédito por arbitramento foi ilegal tendo em vista que a situação ensejadora deste procedimento não está bem caracterizada. Para ela, além de arbitrário, o ato de lançamento com base nas notas fiscais apreendidas, sem levar em conta todos os documentos fiscais apresentados durante a fiscalização, violou também princípios fundamentais que regem os procedimentos administrativos, quais sejam a razoabilidade, a proporcionalidade c a imparcialidade. Diante de todo o exposto, afirma que a autuação é ilegítima, devendo ser anulado o lançamento do crédito tributário representado pela presente NFLD, pois (i) as notas fiscais se referem de forma única e exclusiva aos créditos lançados nos cartões magnéticos para fins de incentivo de marketing; (ii) nunca deixou de apresentar os documentos existentes em sua contabilidade durante todo o processo de fiscalização e (iii) não deixou de contribuir ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, fato que se prova mediante a simples conferência de sua escrita contábil, que, repitase, não foi descaracterizada pela Fl. 1053DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 fiscalização, bem como análise ás Guias de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP's. Reitera que firmou contratos com as empresas EXPERTISE e SIM visando o fomento de atividades voltadas ao marketing de incentivo, bem como a utilização de cartões magnéticos para pagamento de custos e despesas de obras em trânsito para a implantação de projetos em demais Estados, bem como em cidades distantes do próprio Estado da sua sede. Segundo ela, o entendimento da fiscalização de que os valores creditados nos cartões magnéticos aos empregados devem integrar o salário, para fins de incidência das contribuições previdenciárias, não deve prevalecer em face da legislação em vigor, citando o artigo 457, parágrafos 1° e 2° da Consolidação das Leis do Trabalho, que dispõem que não incluem nos salários as gratificações que não tenham sido ajustadas, as diárias paragem e as ajudas de custo. Dos pedidos: Requer a impugnante a declaração de anulação do débito fiscal representado pela NFLD 37.094.8505, tendo em vista: (i) a incompetência jurisdicional da Agente Fiscal lotada na Delegacia da Receita Federal em Osasco, tendo cru vista que o endereço fiscal escolhido e informado por ela se encontra na Capital do Estado de São Paulo; ou, caso tal preliminar não seja acolhida; em razão (ii) da ilegalidade do procedimento adotado para fins de lançamento por arbitramento, em vista da não descaracterização da contabilidade; (iii) da arbitrariedade do ato de lançamento por arbitramento com base em notas fiscais emitidas pelas empresas de publicidade e marketing; (iv) da ilegalidade da integração de valores referentes às despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional para fins de apuração das contribuições previdenciárias; (v) da violação aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade pela fiscalização, tendo em vista valerse das notas fiscais emitidas pelas empresas e apreendidas durante o procedimento fiscalizatório para fins de aferição das bases de cálculo; e (vi) da ausência de omissão ou recusa na entrega dos documentos requisitados pela fiscalização, ainda que os procedimentos administrativos fiscais lhe tenham sido prejudiciais.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 11ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP I – DRJ/ SPOI, às fls. 968/982, emitiu o Acórdão n°1617.412, em 10 de junho de 2008, mantendo parcialmente procedente o lançamento quando na ocasião excluiu uma parte do crédito tributário exigido em razão de Fl. 1054DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.060 9 valores lançados a maior, ante a análise dos documentos juntados aos autos pela fiscalização e pela impugnante. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.993 onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 1055DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.1041, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA O período de apuração do crédito tributário compreendeu a competência 02/2000 a 11/2006 e a notificação ocorreu em 24/07/2007. Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” Ponto de relevo que entendo deva ser destacado da leitura do § 4º do artigo 150 é que na hipótese de comprovada ocorrência de dolo, fraude ou simulação, fica explícito que não se aplicará o referido artigo para o reconhecimento da decadência. Entretanto, nem de forma explícita, tampouco implícita, ficou determinado a capitulação do artigo 173 para a determinação da decadência dos valores fraudados. Fl. 1056DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.061 11 A meu juízo, a comprovada ocorrência de dolo, fraude ou simulação importa conduta criminosa e a decadência ou a prescrição devem ser analisadas e em foro próprio não comportando benefício tributário. Por outro aspecto, na forma do artigo 173, sem mencionar homologação mas sim o direito de a fazenda constituir o crédito tributário: “ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. É de se reparar que para os tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, isto é para aqueles sob lançamento por homologação, o legislador foi explícito preceituando que a decadência se observa na forma do artigo 150 § 4º : “ Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação” Ao passo que sob a ótica do artigo 173, a decadência se observa conforme o § único : “ Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Resumidamente, artigo 150 invoca o lançamento e sua homologação ao passo que o artigo 173 não exorta a homologação, sendo lícito, portanto, inferir que para o reconhecimento da decadência a aplicação do artigo 173 é regra geral e no que se refere aos tributos submetidos aos lançamentos por homologação é especifica a aplicação do artigo 150 § 4º salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Corroborando tal entendimento, consta decisão do STJ nos embargos de Divergência n° 413.265SC( 2004/01609837), onde a Primeira Seção firmou entendimento preciso e atual sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a decadência do direito do fisco no Código Tributário Nacional – CTN. Fl. 1057DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Ficou assente no julgado, por unanimidade, à luz da relatoria da Min. Denise Arruda, que a decadência do direito do fisco no CTN é tratada mediante uma REGRA GERAL e uma REGRA ESPECÍFICA. A regra geral está prevista no artigo 173, I do CTN, aplicase a todos os tributos; já a específica consta do 150, § 4° do CTN, e aplicase aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Claro que as condutas ilícitas, por constituírem crimes, estão excepcionadas desta análise. Entretanto, mesmo essas, em fórum próprio, têm regramento legal e são, também alcançadas pelos institutos da decadência/prescrição. No presente caso, resultado de uma ação nacional do fisco sobre as empresas que utilizaramse de planejamento fiscal fraudulento visando não elidir mas sonegar impostos, tendo em vista que o fato gerador sempre ocorrera e era de responsabilidade das contratantes, nestas circunstâncias, devese aplicar preceituado no artigo 150, entretanto observandose o § 4°, parte final : “§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Isto observado, constatada a excepcionalidade, por exclusão, obrigado de ofício a reconhecer o direito da recorrente, é compulsória a remissão para o outro critério de reconhecimento da decadência capitulado pelo artigo 173, I do CTN: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I – do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;” Assim, considerando o período da ocorrência da infração definido pelas competências 02/2000 a 11/2006 conforme Relatório Fiscal de folhas 45 a 49 e ainda que a empresa fora notificada em 27/04/2007, na forma do artigo 173, I, o crédito lançado pela fiscalização conforme a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, DEBCAD n°37.094.8505, de12/07/2007, contra a BASE AEROFOTOGRAMETRIA E PROJETOS S/A, nas competências anteriores a 11/2001, inclusive, encontrase fulminado pelo instituto da decadência. DAS COMPETÊNCIAS NÃO ALCANÇADAS PELA DECADÊNCIA Da Verdade Material. A verdade material é um princípio específico do processo administrativo, contrapondose ao princípio do dispositivo, próprio do processo civil, o processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fator gerador e a constituição do crédito tributário. Deve, portanto, o julgador, exaustivamente, pesquisar se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado. Fl. 1058DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.062 13 Neste sentido, na peça inaugural de defesa reiterada com os mesmos argumentos em sede recursal, às fls 225 a recorrente afirma que : “35. De fato, analisando os lançamentos contábeis do período fiscalizado, se pode verificar que os valores relativos às empresas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA. se referem única e exclusivamente às despesas da Recorrente com incentivos de marketing...” Ocorre que, diferentemente do afirmado, a exclusividade firmada referese aos valores levantados na Notificação Fiscal resultado dos pagamentos contratados com as empresas em epígrafe e não se referem, em hipótese alguma, às despesas com incentivos de marketing, mas sim às obrigações pactuados, vide cláusula 5, item “c” do contrato com a empresa Empresa Expertise Comunicação Total S/C Ltda, às fls. 86 que reza: “ 5. São obrigações da CONTRATANTE ......c) utilizar o sistema Exchange Card exclusivamente para distribuição de prêmios de incentivo e concessão de descontos na rede credenciada. Na forma do abaixo reproduzido, a verdade se materializa quando se revela que o objeto daqueles contratos não visa única e exclusivamente as despesas da recorrente com incentivos de marketing, ao contrário, tem como foco principal o pagamento via cartão das prestadoras, à titulo de prêmios, para os quais não define metas para obtenção aos empregados da CONTRATANTE. Conforme fls 84 : CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COM A EMPRESA SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA com destaque para a cláusula “ sexta , item D”. ( observação do Relator) “Pelo presente instrumento particular de Prestação de Serviços e na melhor forma de direito, de um lado a SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA, com sede à Rua Tomás Carvalhal, n°959 no bairro Paraíso São Paulo Estado de São Paulo Cep: 04006003, inscrita no CNPJ sob n° 03.745.219/000108, neste ato representada por seu representante legal abaixo assinado, doravante denominada CONTRATADA e de outro lado a empresa identificada no anverso do presente contrato por seu representante legal abaixo assinado, doravante denominada CONTRATANTE, tem entre si, certo e ajustado o presente contrato, mediante as cláusulas e condições seguintes que se obrigam mutuamente a cumprir, por si e seus sucessores a qualquer tempo: CLÁUSULA PRIMEIRA: OBJETIVO DO CONTRATO A SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA, garantirá o perfeito funcionamento do sistema SIM CLUB, cartões eletrônicos utilizados como meio de pagamento de premiação, desde que obedecidas às cláusulas seguintes. CLÁUSULA SEGUNDA: OBRIGAÇÕES DA SIM A) Fornecer a contratante os cartões SIM CLUB nos valores e quantidades requisitados. Fl. 1059DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 B) Colocar a disposição da CONTRATANTE os cartões SIM CLUB no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data do recebimento do pedido, salvo motivo de força maior ou caso fortuito alheio â vontade da SIM INCENTIVE. C) Conjuntamente com o UNIBANCO VA, Instituição credenciada pela SIM INCENTIVE MARKETING, oferecer terminais eletrônicos que possibilitem a utilização de cartões SIM CLUB, para operar o sistema objeto deste contrato, bem como atender as necessidades da CONTRATANTE e de seus favorecidos. D) Reembolsar a Instituição Financeira credenciada pelo valor do SIM CLUB utilizado, respeitadas as condições expressamente ajustadas entre a Instituição e a SIM INCENTIVE MARKETIN. CLAUSULA TERCEIRA: OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE A CONTRATANTE, obrigase a: A) Definir previamente os valores dos cartões SIM CLUB, respeitandose os valores mínimos de cada um deles, sendo estes informados pela SIM INCENTIVE MARKETING. (...) CLAUSULA SEXTA: (...) D)Todas as obrigações tributárias do presente contrato serão de responsabilidade da parte que a lei designar como contribuinte, sendo certo que cada qual ficará diretamente responsável pelos respectivos recolhimentos. ” FOLHAS 86 novo contrato em 11 de maio de 2005: CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COM A EMPRESA EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA “a) a implantação e condução do programa de gerenciamento de premiação, segundo critérios definidos pela CONTRATANTE; b) a disponibilização do uso do cartão Exchange Card para pagamento e recebimento da premiação, com créditos pré definidos a serem fornecidos pela CONTRATANTE para os indicados como recebedores dos prêmios, a titulo de incentivo profissional e como meio de publicidade interna da CONTRATANTE. 3. São obrigações da CONTRATADA : a) fornecer os cartões Exchange Card aos beneficiários indicados pela CONTRATANTE; b) disponibilizar os créditos nos cartões dos premiados no prazo máximo de 03 (três) dias úteis após seu pagamento Fl. 1060DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.063 15 pela CONTRATANTE, deduzidos os montantes devidos a titulo Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira CPMF; c) emitir a nota fiscal de prestação de serviços no valor correspondente ao total da premiação, acrescido do preço dos e serviços prestados, estabelecido no item 03 do quadro resumo; 5. São obrigações da CONTRATANTE: (...) c) utilizar o sistema Exchange Card exclusivamente para distribuição de prêmios de incentivo e concessão de descontos na rede credenciada... 10. É de exclusiva responsabilidade da CONTRATANTE a definição dos critérios de premiação e do valor dos prêmios a serem distribuídos, não respondendo, a CONTRATADA, por nenhum desvio de finalidade do presente contrato.” DA LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ Litigância de máfé ocorre quando uma das partes de um processo litiga intencionalmente com deslealdade. Os doutrinadores Nelson Nery Junior e Rosa Maria Andrade Nery conceituam o litigante de máfé como: "a parte ou interveniente que, no processo, age de forma maldosa, como dolo ou culpa, causando dano processual à parte contrária. É o improbus litigator, que se utiliza de procedimentos escusos com o objetivo de vencer ou que, sabendo ser difícil ou impossível vencer, prolonga deliberadamente o andamento do processo procrastinando o feito. As condutas aqui previstas, definidas positivamente, são exemplos do descumprimento do dever de probidade estampado no art. 14 do CPC". A Lei 5.869/73 nos seus artigos 14 e 17, preceitua que : “ LEI 5.869/73 (...) Art. 14. São deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo:( Redação dada pela Lei 10.358, de 27.12.20010.) I expor os fatos em juízo conforme a verdade; II proceder com lealdade e boafé; III não formular pretensões, nem alegar defesa, cientes de que são destituídas de fundamento; Fl. 1061DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 IV não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito. V cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza antecipatória ou final ( Incluído pela Lei 10.358, de 27.12.20010.) Parágrafo único. Ressalvados os advogados que se sujeitam exclusivamente aos estatutos da OAB, a violação do disposto no inciso V deste artigo constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição, podendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa em montante a ser fixado de acordo com a gravidade da conduta e não superior a vinte por cento do valor da causa; não sendo paga no prazo estabelecido, contado do trânsito em julgado da decisão final da causa, a multa será inscrita sempre como dívida ativa da União ou do Estado. ( Incluído pela Lei 10.358, de 27.12.20010.) Art. 17. Reputase litigante de máfé aquele que ( Redação dada pela Lei n° 6.771, de 6.771, de 27.3.198) I deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; ( Redação dada pela Lei n° 6.771, de 6.771, de 27.3.198) II alterar a verdade dos fatos; ( Redação dada pela Lei n° 6.771, de 6.771, de 27.3.198) ” NELSON NERY JÚNIOR e ROSA MARIA ANDRADE NERY, ambos do Ministério Público paulista, conceituam litigante de máfé como : "a parte ou interveniente que, no processo, age de forma maldosa, com dolo ou culpa, causando dano processual à parte contrária. É o improbus litigator, que se utiliza de procedimentos escusos com o objetivo de vencer ou que, sabendo ser difícil ou impossível vencer, prolonga deliberadamente o andamento do processo procrastinando o feito. As condutas aqui previstas, definidas positivamente, são exemplos do descumprimento do dever de probidade estampado no art. 14 do CPC" (Código de Processo Civil e Legislação Processual Extravagante em Vigor, RT Editora, 1994, pág. 248), lembrando PONTES DE MIRANDA que "a indiferença às más consequências, se no caso era de exigirse cuidado, pode ser tida como falta de boa fé". Por tudo que foi exposto, o recurso em comento beira a LITIGÂNCIA DE MÁFÉ. O Objeto dos contratos de fls 84e 86 assinados em 21 de setembro de 2001 e 11 de maio de 2005, respectivamente define na mesma seqüência que : Fls 84 : “...cartões eletrônicos utilizados como meio de pagamento de premiação,.... Fornecer a contratante os cartões SIM CLUB nos valores e quantidades requisitados...”; e Fl. 1062DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.064 17 Fls 86 : “ a) a implantação e condução do programa de gerenciamento de premiação, segundo critérios definidos pela CONTRATANTE, b) a disponibilização do uso do cartão Exchange Card para pagamento e recebimento da premiação, com créditos pré definidos a serem fornecidos pela CONTRATANTE para os indicados como recebedores dos prêmios, a titulo de incentivo profissional e como meio de publicidade interna da CONTRATANTE ”. Na peça de defesa, quando a Recorrente alega às fls. 226. item 15, abaixo reproduzida, que “lançou em sua contabilidade os valores nelas constantes como despesas com serviços de marketing, despesas de obras em trânsito” na verdade, em face dos contratos exibidos, comete verdadeira confissão de que a empresa não registrava na sua contabilidade o histórico real de sua movimentação. Os contratos registram que os cartões são PARA PAGAR PRÊMIOS mediante créditos definidos pela CONTRATANTE. Assim, além de soar inverossímil pagar prêmios por despesas de obras em trânsito, a origem das despesas, claramente definidas nos contratos supra, foi deturpada mediante lançamentos com históricos diversos dos objetos pactuados e efetivamente praticados. Aduz que consoante o pactuado, também as notas fiscais descrevem o tipo de serviço prestado como, por amostragem, se extratifica o exemplo de fls 107 : “ 15. De posse das notas fiscais emitidas pelas empresas contratadas, a Recorrente lançou em sua contabilidade os valores nelas constantes como despesas com serviços de marketing, despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional e comissão contratual pelos serviços prestados pelas empresas descritas....”. É relevante notar que não consta do objeto e tampouco das cláusulas contratuais serviços de marketing e obras em trânsito. Fls107, a NF N2 001384, à exemplo de todas as demais colacionadas, registra R$ 41.540,00 como “valores referentes ao reembolso do SIM conforme pedido HO 1270 ” . Registra ainda a comissão sobre os serviços prestados . No item 16 da mesma peça , a recorrente alega que : “sofreu fiscalização realizada por Agente Fiscal desta I. Receita Federal do Brasil, a qual mediante a análise de todos os documentos que lhe foram apresentados durante toda a fiscalização, presumiu de forma totalmente arbitrária e desprovida de qualquer fundamento fático, ou legal que todos os valores descritos nas notas fiscais emitidas pelas empresas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA. se referem a valores pagos diretamente aos empregados da Recorrente, tomando a totalidade dos valores expressos nas notas fiscais apreendidas para lavrar a presente Notificação Fiscal de Lançamento de débito – NFLD .” Fl. 1063DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 A afirmação resta vazia, e não se alegue desconhecimento, posto que a Autoridade Fiscal descreveu em seu relatório entregue a recorrente que procedera ao expurgo dos percentuais de impostos sobre prestação de serviços bem como das comissões pagas por estes na forma do item 2.2 da folha 46.: “ A base de cálculo foi apurada pelos valores nominais das notas fiscais de serviços e ou faturas de serviços, deduzido o valor da prestação de serviços (7% sete por cento), para as Notas Fiscais emitidas pela Empresa SIM INCENTIVE MARKETING SA — CNPJ 03.475.219/000108, (5% cinco por centos)Notas Fiscais emitidas pela empresa EXPERTISE COMUNICAÇAO TOTAL SC LTDA — CNPJ — 03.069.255/000107, apresentadas pelo sujeito passivo, as quais foram confrontadas com os lançamentos contábeis do período de 012000 a 122005. Esses valores foram registrados na conta 3.1.8.30002 da contabilidade da Notificada.” Afirma no item 29 que existem inúmeras ações publicitária das prestadoras mas não exibe nenhum. DA NULIDADE POR AGENTE FISCAL INCOMPETENTE Quanto a alegação de que teriam sido realizados por Agente Fiscal incompetente, que em razão de seu 411 endereço fiscal, constante em seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, qual seja: Rua Marques de Lages, n.° 1.027, Vila das Mercês, São Paulo/SP, reiterese o conteúdo do acórdão de primeira instância que corretamente argumentou : “Cabe observar, aqui, o disposto no artigo 9°, parágrafo 2° do Decreto n.° 70.235/72, na redação dada pela Lei n.° 8.748/93, a seguir transcrito. Art. 9°A exigência de crédito tributário a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizadas em autos de infração ou notificação de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os lermos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei n° 8.748, de 1993) (..) §2° Os procedimentos de que tratam este artigo e o art. 7° serão válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicilio tributário do sujeito passivo. (Redação dada pela Lei n°8.748, de 1993) (grifos nossos) Não há que se falar, portanto, em violação ao Decreto n.° 70.235/72 ou em nulidade do lançamento por incompetência jurisdicional da Agente Fiscal.” No item 47 alega que a legislação em vigor não prevê a integração de referidos valores aos salários pagos aos empregados, entretanto, de acordo com o artigo 28, inciso I da Lei n.° 8.212/91, entendese por saláriodecontribuição, para o empregado, a remuneração efetivamente recebida ou creditada a qualquer titulo, durante o mês, inclusive os ganhos habituais, neste caso, o saque em dinheiro ou as mercadorias que poderiam ser Fl. 1064DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.065 19 adquiridas com os cartões, sendo que os pagamentos efetuados pela empresa por meio destes, abrangem competências de 02/2000 a 11/2006; e, que,não há previsão, na legislação previdenciária, de exclusão de tais pagamentos da base de cálculo das contribuições hipóteses taxativas previstas no artigo 28, parágrafo 9° da Lei n.° 8.212/91, sendo que, consoante o Parecer da Consultoria Jurídica (CJ) do então Ministério da Previdência c Assistência Social (MPAS) n.° 1.733/99: “... se a Lei Básica da Previdência Social não exclui o pagamento de determinada parcela remuneratória que se originou em decorrência única e exclusiva do vinculo laborai entre empregado e empregador, esta não deve ser excluída da base de cálculo da contribuição.” Não há que se falar, aqui, em ausência de fundamentação legal para o presente lançamento, estando esta informada no anexo da NFLD denominado "FLD – Fundamentos Legais do Débito", ao qual remete o Relatório Fiscal, sendo que as alíquotas das contribuições lançadas estão previstas nos dispositivos legais ali citados. DA AFERIÇÃO INDIRETA PELA ALÍQUOTA MÍNIMA DOS VALORES PAGOS AOS SEGURADOS Cumpre esclarecer que houve, no caso, a aferição indireta das contribuições dos segurados, com base no artigo 33, parágrafo 3° da Lei n.° 8.212/91, a seguir transcrito, uma vez não tendo sido fornecido, pela empresa, à fiscalização, documento contendo a discriminação dos valores pagos, por segurado e competência, relativos às notas fiscais/faturas emitidas pelas empresas fornecedoras dos cartões de premiação. “Art. 33. (..) §3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DREpodem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o documento da prova em contrário.” DO MÉRITO DA MULTA artigo 35 Quanto ao valor da multa moratória, conforme relatório de fls. 34, o seu cálculo teve por base os parâmetros estabelecidos pelo art. 35, da Lei 8.212/91. Entretanto o artigo supra foi alterado pela Lei 11.941/2009, estabelecendo que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim Fl. 1065DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 20 entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, Impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 para determinação e prevalência da multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” CONCLUSÃO Fl. 1066DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 35415.000922/200712 Acórdão n.º 240300.539 S2C4T3 Fl. 1.066 21 Desse modo, por tudo que foi exposto, em PRELIMINAR, determino que se reconheça a DECADÊNCIA do crédito lançado para as competências anteriores a 11/2001, inclusive, com base nos critérios estabelecidos no Art.173, I, do Código Tributário Nacional CTN e, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL promovendo o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. É como voto. Ivacir Júlio de souza Fl. 1067DF CARF MF Emitido em 25/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/06/201 1 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 13676.000008/2005-98
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Nov 08 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.041
Decisão: RESOLVEM os membros da Primeira Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Declarou-se impedida de votar a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por Sovema Sorocabana Veículos e Máquinas Ltda. RESOLVEM os membros da Primeira Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Declarou-se impedida de votar a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Editado em 08/11/2010. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 18/11/2010 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 13676.000008/2005-98 Resolução n.º 1801-00.041 S1-TE01 Fl. 356 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 4ª Turma da Delegacia de Julgamento em Belo Horizonte/MG que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada contra o indeferimento da Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples (SRS) em face do Ato Declaratório de Exclusão do Simples nº. 511.034, de 2 de agosto de 2004 (fl. 48). O Acórdão encontra-se assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Exercício: 2004 VEDAÇÕES À OPÇÃO Não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica, na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no ano-calendário imediatamente anterior, receita bruta superior ao limite legal, surtindo efeitos a exclusão a partir do ano-calendário subseqüente àquele em que tal limite for ultrapassado. Solicitação Indeferida. A interessada optou pelo Simples em 01/01/2001 e, de acordo com o Ato Declaratório de Exclusão do Simples nº. 511.034, foi excluída da sistemática simplificada pois no ano imediatamente anterior à sua opção (2000), teria auferido receita bruta superior ao limite legal estabelecido para as micro e pequenas empresas de R$ 1.200.000,00. Na manifestação de inconformidade apresentada alegou, a contribuinte, que no ano- calendário 2000 teria auferido receita bruta da ordem de R$ 921.281,46, dentro, portanto, do limite legal e que os efeitos retroativos da exclusão seriam indevidos. Na decisão proferida a 4ª Turma da DRJ em Belo Horizonte/MG observou que a recorrente havia apresentado, em 28/06/2001, DIPJ do ano-calendário 2000 com opção pelo lucro real anual na qual fora consignada uma receita bruta anual de R$ 2.498.786,83 e que, imediatamente após o recebimento, via AR, do ADE de exclusão, teria apresentado DIPJ retificadora do ano-calendário 2000, em 12/11/2004, nela declarando uma receita bruta anual de R$ 920.959,46, sem contudo comprovar qualquer erro de preenchimento da declaração original. Os efeitos retroativos da exclusão, no caso de extrapolação de limite de receita bruta, estariam determinados na própria legislação do SIMPLES. Irresignada com o indeferimento de sua solicitação, da qual foi cientificada em 14/09/2007, como comprova o AR à fl. 75, verso, apresentou a contribuinte, em 16/10/2007, o Recurso Voluntário de fls. 76 a 82, instruído com os documentos de fls. 83 a 353. Em apertada síntese alega que houve preenchimento equivocado da DIPJ original do ano-calendário 2000, pois o valor da receita bruta do 2 o . trimestre seria resultado da soma da receita bruta do 1 o e do 2 o . semestres e o valor da receita bruta do 3 o . trimestre seria o Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 18/11/2010 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 13676.000008/2005-98 Resolução n.º 1801-00.041 S1-TE01 Fl. 357 3 resultado da somatória da receita bruta dos 1 o ., 2 o . e 3 o . trimestres e assim sucessivamente. Tal erro teria sido detectado somente após a troca do contador da empresa, o que ocorreu em novembro de 2004. Apresenta cópia das folhas do Livro Registro de Entradas e Livro Registro de Saídas para comprovar seus argumentos. Protesta contra os efeitos retroativos da exclusão do Simples ao argumento de que compete ao Fisco a apuração e fiscalização de opções de ingresso, sendo injusta a penalização do sujeito passivo por mero erro material de preenchimento de DIPJ. Ao final pugna; (i) seja atribuído efeito suspensivo ao recurso; (ii) seja revogação do ato de exclusão do simples, e (iii) seja decretada a nulidade da decisão de 1 a . instância a fim de que os autos retornem para que aquela autoridade determine a realização de diligências. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Compulsando os autos verifico que o processo não se encontra em condições de ser julgado, pelas razões que passo a expor. A contribuinte alega que cometeu erro material ao preencher a DIPJ original do ano-calendário 2000, pois, inadvertidamente, teria somado a receita de um trimestre ao outro, o que fez com que a receita bruta ao final apurada restasse majorada, razão pela qual apresentou DIPJ retificadora, em novembro de 2004. O Código Tributário Nacional – CTN – Lei no. 5.172, de 25 de outubro de 1966, dispõe, no parágrafo 1 o . do artigo 147, que “a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.” O presente processo não trata de constituição de crédito tributário e sim de exclusão da empresa recorrente da sistemática simplificada de apuração e pagamento de impostos e contribuições, motivo pelo qual a parte final do dispositivo acima mencionado não é aplicável, in casu. Quanto à comprovação do erro no preenchimento da DIPJ original do ano- calendário 2000, a recorrente providenciou a juntada, aos autos, das cópias dos Livros de Registro de Entradas e Saídas, a fim de demonstrar o real valor da receita bruta total apurada naquele período. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 18/11/2010 por ANA DE BARROS FERNA NDES Processo nº 13676.000008/2005-98 Resolução n.º 1801-00.041 S1-TE01 Fl. 358 4 Pelo exposto proponho o retorno destes autos à repartição de origem - DRF em Divinópolis/MG – para que seja efetuada diligência fiscal junto à empresa interessada, a fim de: 1) verificar se as cópias dos Livros acostadas aos autos conferem com os originais em poder da empresa; 2) verificar, a partir da escrituração contábil e fiscal e documentos de suporte, se os valores de receita bruta escriturados correspondem aos valores consignados na DIPJ retificadora do ano-calendário 2000; 3) seja elaborado, ao final dos trabalhos, relatório circunstanciado e conclusivo que elucide o valor da receita bruta total auferida pela empresa no ano-calendário 2000; 4) seja dada ciência à interessada, com prova de seu recebimento nos autos para, no prazo de trinta dias manifestar-se sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar, retornando-se, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento. Sala de Sessões, em 8 de novembro de 2010. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 18/11/2010 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 18/11/2010 por ANA DE BARROS FERNA NDES
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Numero do processo: 17883.000152/2005-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.131
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por voto de qualidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Carlos Pelá, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira,
que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiado, por voto de qualidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Carlos Pelá, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, que davam provimento ao recurso. Leonardo de Andrade Couto – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 499DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 14/08 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 17883.000152/200530 Resolução n.º 1402000.131 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia adoto o Relatório da decisão recorrida, que abaixo transcrevo: Trata o presente processo de exigência fiscal formulada contra a interessada acima identificada, referente á contribuição social sobre o lucro liquido, no valor de R$ 1.285.742,07, conforme auto de infração de fls. 126/129. Segundo os fatos descritos pelo autuante, a interessada não recolheu as estimativas de CSLL referentes aos meses de fevereiro a dezembro de 2002 e deixou de apresentar balancetes de suspensão ou redução, ensejando o lançamento de multa isolada, com o enquadramento legal de fls. 129. Inconformada com a autuação, de que tomou ciência em 25/08/2005, a interessada interpôs, em 26/09/2005, a impugnação de fls. 137/144, alegando, em síntese, o seguinte: que, a exceção do mês de março, no período alvo da auditoria apurou prejuízo fiscal; que seu único resultado positivo no período deveria ter ensejado o pagamento de CSLL no valor de R$ 118,71, razão pela qual se conforma com a exigência de multa isolada de R$ 89,03; que a exigência fiscal é improcedente por não levar em conta o disposto no art. 35 da Lei n.° 8.981/95; que, de fato, "optou pelo regime de suspensão ou redução do pagamento"; que, ao contrário do que afirmou a fiscalização, levantou e registrou no livro Diário balancetes mensais para a suspensão do pagamento de CSLL; que credita a inverdade da afirmação da fiscalização ao excesso de afazeres que, ainda que tivesse deixado de apresentar os referidos balancetes, o lançamento seria indevido em face ã farta jurisprudência do Conselho de Contribuintes neste sentido. Culmina o recurso com pedido de diligência e de declaração de improcedência do lançamento. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento prolatou o Acórdão 12 20.262 considerando o lançamento procedente em parte. Aplicou o princípio da retroatividade benigna e reduziu o percentual da multa para 50%. No mérito, manteve a imputação da multa por entender que a partir do instante em que autoridade administrativa reduziu a termo a inexistência de um documento necessário á exclusão do ilícito fiscal, não basta à interessada a mera apresentação de relatórios impressos que pretendam não apenas suprir a ausência como figurar tal qual préexistentes à autuação. Fl. 500DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 14/08 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 17883.000152/200530 Resolução n.º 1402000.131 S1C4T2 Fl. 3 3 Acrescenta que mesmo quando as pretensas provas sejam apostas em cópia autenticada, há de estarem consubstanciadas em um conjunto probatório que lhes respalde a argumentação desenvolvida, sendo insubsistente a retórica de inobservância do dever do auditor por questões de assoberbamento laboral. Por fim, manifestase no sentido de que realização de diligências, não pode ser determinada pelo julgador para que sejam supridas as provas que incumbiriam quaisquer das partes e além disso, a matéria em tela se resolveria com a simples juntada de documentos. Devidamente cientificado, o sujeito passivo recorre a este Colegiado ratificando em essência as razões expedidas na peça impugnatória. É o Relatório. Fl. 501DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 14/08 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 17883.000152/200530 Resolução n.º 1402000.131 S1C4T2 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Leonardo de Andrade Couto Relator A presente autuação envolve a cobrança da multa isolada incidente sobre os valores da CSLL devidas a título de estimativas e não recolhidas, sem que a interessada houvesse demonstrado a elaboração de balanço ou balancetes de suspensão que demonstrassem a inexistência de valor a ser pago, nos termos da legislação de regência. Na defesa apresentada o sujeito passivo manifestase em sentido contrário, afirmando que levantou os balancetes mensais que serviram de suporte para a suspensão do pagamento das estimativas e registrou tais balancetes no Livro Diário. Como prova das alegações, traz aos autos cópias do que seriam as folhas do livro Diário com o registro dessas operações, o que incluiria a transcrição do LALUR correspondente ao período sob exame. A decisão recorrida entendeu que a manifestação da autoridade lançadora quanto à inexistência dos elementos em questão não poderia ser suprida pela simples apresentação do que seriam relatórios impressos, sem o respaldo de um conjunto probatório. Pelo exame da documentação questionada, pareceme que tratase efetivamente de cópia dos livros Diários com o registro de balancetes. Num exame preliminar não vislumbrei indícios de que os registros tivessem sido efetuados em momento posterior ao procedimento fiscal o que, se ocorrido, daria razão à autoridade lançadora em registrar a inexistência dos balancetes quando da autuação. A meu ver, os documentos apresentados criam em prol da recorrente o benefício da dúvida, não havendo como afirmar ser incontroversa a inexistência dos balancetes de suspensão por ocasião do procedimento fiscal. Assim, penso que não cabe a pura e simples desconsideração dos registros apresentados, sem um exame para atestar (ou não) a autenticidade dos documentos e, mais ainda, se o conteúdo demonstra as alegações da recorrente. Do exposto, meu voto é por converter o julgamento do recurso em diligência para que a autoridade fiscal: Verifique a idoneidade da documentação apresentada, ou seja, atestar se efetivamente representam cópia de folhas dos livros Diário da pessoa jurídica devidamente registrados; e: Efetue procedimentos de auditoria para atestar se correspondem aos balancetes de suspensão que indicam a inexistência de CSLL a ser recolhida. O resultado da diligência deve ser objeto de relatório a ser cientificado ao sujeito passivo, com prazo para manifestação. LEONARDO DE ANDRADE COUTO – Relator. Fl. 502DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 14/08 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10680.904390/2006-34
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.090
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligência diligência, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Maria de Lourdes Ramirez, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) em 15.05.2003, retificado em 14.01.2009, fls. 6670, utilizandose do crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do anocalendário de 2002 apurado com base no lucro real anual no valor total de R$6.145,72, de acordo com a Declaração Integrada de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), fls. 1765. Fl. 395DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 11/04/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.904390/200634 Resolução n.º 180100.090 S1C1T1 Fl. 97 2 Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 10, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido, uma vez que não há qualquer valor apurado da DIPJ a título de saldo negativo de CSLL do período em referência. Cientificada em 01.09.2009, fl. 71, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 21.09.2009, fls. 0107, com as argumentações abaixo sintetizadas. Suscita que o ato é nulo, uma vez que foi proferido por autoridade incompetente. Argumenta que incorreu em erro nos dados informados na DIPJ original e por esta razão apresentou documento retificador em 21.08.2006, apurando um saldo negativo de CSLL de R$6.154,72. Solicita produção de todos os meios de prova. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Ante o exposto, confia a Contribuinte que será declarada nula a respeitável decisão hostilizada, porquanto proferida em desrespeito às regras de competência e de delegação contempladas nos artigos art. 14, §3º, da Lei n° 9.874/99 e 63, caput e § 51, da IN RFB n° 900/2008. No mérito, uma vez devidamente demonstrada a legitimidade da operação de encontro de contas levada a efeito in casu, confia a Contribuinte que será revista a r. decisão recorrida e homologada a compensação realizada. Nestes termos, pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 02 24.795, de 09.12.2009, fls. 102106:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário : 2002 COMPENSAÇÃO CRÉDITO INEXISTENTE. Não se admite a compensação de débito com crédito que se comprova inexistente. Notificada em 18.05.2010, fl. 109, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 17.06.2010, fls. 110120 e 195, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Reitera os mesmos argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta que a exigência formalizada no Auto de Infração de CSLL do ano calendário de 2002 constante no processo nº 10680.0020311/200560 está com a exigibilidade suspensa e por esta razão não tem o condão de obstar a compensação pleiteada. Conclui Fl. 396DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 11/04/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.904390/200634 Resolução n.º 180100.090 S1C1T1 Fl. 98 3 Por todo exposto, confia a Recorrente que será integralmente provido o presente recurso, de modo que, reformandose a v. decisão impugnada, seja declarada nula a decisão originária que não homologou a compensação levada a efeito, bem como anulados os atos subseqüentes, atendendose, por conseguinte, as regras de competência e delegação preconizadas nos artigos 63 da Instrução Normativa RFB n° 900/2008 e 14 da Lei n° 9.784/99. Caso assim não se entenda, hipótese aventada apenas para argumentar, a declaração de procedência das razões meritais aduzidas no presente recurso também é medida que se impõe, de maneira que sejam observados os comandos dos arts. 151, inc. III, do CTN, 74, §11, da Lei n°. 9.430/96 e 265, inc.IV, alínea "a", do CPC, homologando se a compensação levada a efeito ou, quando muito, ordenandose a suspensão deste feito, já que o seu desfecho depende da solução definitiva a ser conferida à querela travada no processo nº 10680.0020311/200560. Nestes termos, pede deferimento. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. I) Lançamento de Ofício Processo nº 10680.0020311/200560 Cabe ressaltar que no processo nº 10680.0020311/200560 houve lançamento de ofício da CSLL dos anoscalendário de 1994 a 2002. A Recorrente questiona a exigência e a impugnação foi julgada procedente em parte nos termos do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 0223.045, de 21.07.2009, fls. 7893, uma vez que foi acatada a preliminar de decadência das exigências relativas aos anoscalendário de 1994 a 1998, em face da qual foi interposto recurso de ofício. Por seu turno, consta que na parte dispositiva do Acórdão 2ª TURMA ORDINÁRIA/4ª CÂMARA/1ª SEÇÃO DE JULGAMENTO/CARF nº 140200.429, de 23.02.2011: “Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara/2ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO: 1) Por unanimidade de votos negar provimento ao recurso de ofício. 2) Por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência em relação ao anocalendário 1999 e no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para afastar as multas de ofício e as multas isoladas, considerar suspensa a exigibilidade do Fl. 397DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 11/04/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.904390/200634 Resolução n.º 180100.090 S1C1T1 Fl. 99 4 crédito tributário até o trânsito em julgado da ação rescisória, manter a exigência de juros de mora e negar provimento em relação às demais matérias. Tudo nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.” A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional apresentou regularmente o Recurso Especial questionando tãosomente o acatamento da preliminar da decadência, o qual ainda está pendente de apreciação. II) Ações Judiciais Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988 Consta que a Recorrente, como associada ao Sindicato da Indústria da Construção Pesado do Estado de Minas Gerais (SICEPOTMG), tem em seu favor provimento jurisdicional transitado em julgado em 04.02.1992 reconhecendo a inconstitucionalidade formal e material da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, em conformidade com o Mandado de Segurança Coletivo nº 89.00.012568/MG1. Ainda assim, foi cobrado administrativamente da Recorrente o mencionado tributo e por esta razão o SICEPOTMG impetrou o Mandado de Segurança Coletivo nº 96.00.364583/MG para que o Erário se abstivesse da exigência. Novamente ela teve em seu favor provimento jurisdicional transitado em julgado em 18.05.19992. A Fazenda Nacional ajuizou Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF, cujo pedido rescisório foi julgado improcedente por unanimidade em 21.09.2011 e o acórdão foi divulgado no EDJF1 do dia 14.10.2011. Houve interposição de Embargos de Declaração pela Fazenda Nacional que foram rejeitados por unanimidade em 14.03.2012 e o acórdão foi divulgado no EDJF1 do dia 30.03.2012 e publicado no dia 02.04.20123. III) Análise da Per/DComp, fls. 6670 Processo nº 10680.904390/200634 O fato de o único fundamento da decisão de primeira instância ter indeferido o pedido foi a impossibilidade de aproveitamento de indébitos tendo em vista a exigência formalizada no Auto de Infração de CSLL do anocalendário de 2002 constante no processo nº 10680.0020311/200560 não permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo de CSLL. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para que sejam tomadas as seguintes providências pela Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente: 1 Disponível em: <http://www.trf1.jus.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.php?proc=40427919904010000&tipoCon=1 > . Acesso em 09 fev.2012. 2 Disponível em:<http://www.trf1.jus.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.php?tipoCon=1&proc=71075081998401 0000> . Acesso em: 09 fev.2012. 3 Disponível em: <http://www.trf1.jus.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.php?proc=200101000150718> . Acesso em 03 abr.2012. Fl. 398DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 11/04/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.904390/200634 Resolução n.º 180100.090 S1C1T1 Fl. 100 5 1.a) verificar o atual andamento processual da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF, que tramita junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tecendo esclarecimentos inclusive se contra a última decisão cabe mais algum recurso; 1.b) indicar os efeitos do nexo de causalidade existentes entre a referida Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF e os Autos de Infração formalizados no processo nº 10680.0020311/200560 e na Per/Dcomp protocolizada no presente processo nº 10680.904390/200634; 2) No caso de a decisão da Ação Rescisória nº 2001.01.00.0150718/DF ter transitado em julgado indicar: 2.a) se os créditos tributários nos Autos de Infração formalizados no processo nº 10680.0020311/200560 serão extintos e exigidos; 2.b) se o direito creditório solicitado na Per/Dcomp protocolizada no presente processo nº 10680.904390/200634 deve indeferido de plano; caso haja a possibilidade jurídica de deferimento, que sejam analisadas: a regularidade dos comprovantes das retenções na fonte de CSLL por órgãos públicos; a regularidade do oferecimento da receita correspondente à tributação em cotejo com a escrituração e documentos, em especial com o Livro Razão, com o Livro Diário com a Declaração Integrada de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) retificadora. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes4 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 4 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 11/04/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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