Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 13850.000099/2010-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007
Comprovada parcialmente a liquidez e certeza do direito creditório, deve ser homologada a compensação até o limite do crédito reconhecido.
Recurso Voluntário provido parcialmente.
Numero da decisão: 1402-001.437
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a apreciação de documentos trazidos aos autos após a publicação da pauta. Vencidos os Conselheiros Carlos Pelá e Vitor Humberto da Silva Maizman. Designado o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva para redigir o voto vencedor nessa matéria. No mérito, dar provimento parcial ao recurso nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente justificadamente, o Conselheiro Paulo Roberto Cortez. Participou do julgamento o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Carlos Pelá - Relator
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de oliveira Pinto, Victor Humberto da Silva Maizman e Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
Nome do relator: CARLOS PELA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 Comprovada parcialmente a liquidez e certeza do direito creditório, deve ser homologada a compensação até o limite do crédito reconhecido. Recurso Voluntário provido parcialmente.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13850.000099/2010-61
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5317039
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 14 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1402-001.437
nome_arquivo_s : Decisao_13850000099201061.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS PELA
nome_arquivo_pdf_s : 13850000099201061_5317039.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a apreciação de documentos trazidos aos autos após a publicação da pauta. Vencidos os Conselheiros Carlos Pelá e Vitor Humberto da Silva Maizman. Designado o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva para redigir o voto vencedor nessa matéria. No mérito, dar provimento parcial ao recurso nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente justificadamente, o Conselheiro Paulo Roberto Cortez. Participou do julgamento o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá - Relator (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de oliveira Pinto, Victor Humberto da Silva Maizman e Moisés Giacomelli Nunes da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5251601
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368400965632
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2196; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13850.000099/201061 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.437 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de setembro de 2013 Matéria IRPJ Recorrente EMBRAER – EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA S.A. Recorrida 5ª Turma da DRJ/CPS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 Comprovada parcialmente a liquidez e certeza do direito creditório, deve ser homologada a compensação até o limite do crédito reconhecido. Recurso Voluntário provido parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a apreciação de documentos trazidos aos autos após a publicação da pauta. Vencidos os Conselheiros Carlos Pelá e Vitor Humberto da Silva Maizman. Designado o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva para redigir o voto vencedor nessa matéria. No mérito, dar provimento parcial ao recurso nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausente justificadamente, o Conselheiro Paulo Roberto Cortez. Participou do julgamento o Conselheiro Victor Humberto da Silva Maizman. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva – Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de oliveira Pinto, Victor Humberto da Silva Maizman e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 0. 00 00 99 /2 01 0- 61 Fl. 2346DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de PER/DCOMP 30963.78545.100809.1.7.029702 apresentada pela contribuinte (fls. 01/07), em 30/06/2009, a fim de compensar créditos decorrentes da apuração de Saldo negativo de IRPJ, no 4º trimestre de 2007, no montante de R$ 9.365.996,77, com débito de IRPJ, em sede de estimativa mensal, referente ao mês de maio de 2009. (Processo administrativo de crédito nº. 13850.000099/201061, apenso ao Processo administrativo de débito nº. 13850.000100/201057) Em face do pedido de compensação teve início procedimento fiscalizatório para revisão interna de DIPJ. Como não foi possível a análise eletrônica da DCOMP apresentada, emitiuse RPF para que fosse auditada a DIPJ/2008, anocalendário de 2007, a fim de se aferir as deduções do IR pago no exterior no 4º trimestre de 2007. Analisando a validade da compensação pleiteada, o Despacho Decisório SEORT nº 0079/2010 (fls. 367/374) concluiu pela reversão do saldo negativo de IRPJ, em face (i) da glosa de R$ 134.008,14, a título de IRRF, cuja retenção e pagamento não restou comprovado; e (ii) da glosa de supostos pagamentos de IR no exterior, que foram utilizados pela contribuinte para dedução do imposto devido em sua DIPJ. Ao final, concluiu pela nãohomologação da compensação em face da inexistência parcial do crédito pleiteado. Além disso, em virtude da apuração da inexistência de saldo negativo de IRPJ, no 4º trimestre de 2007, o que acarretou a insuficiência de recolhimento dos referidos tributos, no período em apreço, foi lavrado auto de infração de IRPJ e CSLL em autos à parte (Processo Administrativo nº. 13884.720014/201077). Em face do referido despacho decisório, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 376/409), suscitando, em síntese, a necessidade de sobrestamento do presente feito até o julgamento do Processo Administrativo nº 13884.720014/201077, referente ao lançamento do saldo a pagar de IR apurado neste processo, fato este que, na visão da recorrente, seria indispensável à comprovação do crédito pleiteado. No mérito, alega que não há qualquer vedação à compensação de tributos incidentes sobre o lucro pagos no exterior com tributos devidos pela requerente no Brasil; que observou corretamente as regras de consolidação dos lucros prevista no §6º do art. 1º da IN SRF nº 213/02; que controla diretamente a empresa “Embraer Spain Holding CO SL”, situada na Espanha e, indiretamente, as empresas “Ogma Indústria Aeronáutica de Portugal” e “Harbin Embraer Aircraft. Ind. CO”, estabelecidas, respectivamente, em Portugal e na China, ambas controladas diretamente pela empresa espanhola; que a sucursal francesa recolheu valores de IR devido pela empresa de Portugal, em razão de valores lá auferidos; que todos os impostos pagos pelas sociedades chinesa e francesa foram devidamente consolidados no balanço da sociedade espanhola; e que não há vedação legal para que a recorrente compense os impostos pagos por suas controladas indiretas com tributos devidos no Brasil. Fl. 2347DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 4 3 Quanto aos comprovantes de pagamento, defende que a documentação reconhecida no órgão arrecadador, no país em que for devido o imposto, como hábil à dita comprovação, também deverá ser conhecida e analisada no Brasil. Às fls. 545 consta Termo de Apensamento ao presente processo, em que a autoridade fazendária, explicita que, naquele ato, estão sendo apensados a este processo, os autos de nº 13850.000100/201057 (pedido de compensação eletrônico) e nº 13884.720014/201077 (auto de infração). Registrese, contudo, que apenas o pedido de compensação eletrônico permanece anexado ao presente feito. O Auto de Infração, em algum momento, foi desatrelado do PER/DCOMP. A DRJ em Campinas (SP), analisando as razões levantadas pelo contribuinte, manteve as glosas já implementadas, conforme acórdão de fls. 619/637, que restou assim ementado: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. GLOSA DE IRRF. ATIVIDADES MERCADO INTERNO. Fica definitivamente constituída na esfera administrativa a matéria não expressamente impugnada pela autuada, precluindo o direito de apresentar qualquer contestação a esse respeito em instância superior. SOBRESTAMENTO DO PROCESSO. IMPOSSIBILIDADE. A Administração Pública tem o dever de impulsionar o processo até sua decisão final (Princípio da Oficialidade). Se até mesmo em caso de pendência de decisão definitiva no Poder Judiciário, instância superior e autônoma em relação à esfera administrativa, descabe o sobrestamento do processo administrativo, igual conclusão se impõe quando há pendência de decisão administrativa definitiva relativa à exigência formalizada de ofício no período. REVISÃO DA DIPJ. IMPUGNAÇÃO DE IDÊNTICO TEOR. MATÉRIA JÁ APRECIADA. ADOÇÃO DAS MESMAS RAZÕES DE DECIDIR. Adotase no presente julgamento as mesmas razões de decidir proferidas em acórdão desta turma de julgamento que manteve a reversão do saldo negativo de IRPJ em saldo a pagar, no litígio instaurado contra lançamento decorrente de revisão da DIPJ/2008, cuja impugnação apresenta teor idêntico à presente manifestação de inconformidade. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 Fl. 2348DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 5 4 SALDO NEGATIVO. SISTEMA SIEFPERDCOMP. BAIXA PARA TRATAMENTO MANUAL. ANTECIPAÇÕES NÃO CONFIRMADAS. RECOMPOSIÇÃO DO AJUSTE. SALDO A PAGAR. Não comprovando a manifestante a regularidade de parte das antecipações glosadas pelo sistema SCC, confirmase a recomposição do ajuste elaborada no Despacho Decisório recorrido, e a conseqüente não validação do crédito apontado na DCOMP em análise. IMPOSTO DE RENDA. PAGAMENTOS NO EXTERIOR. COMPROVAÇÃO HÁBIL. O pagamento de imposto de renda efetuado no exterior deve ser comprovado mediante documento devidamente traduzido e reconhecido pelo órgão arrecadador do respectivo país e pela representação diplomática brasileira. Dispensase o citado reconhecimento quando comprovado que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. IRPJ. REQUISITOS DE DEDUTIBILIDADE. IR PAGO NO EXTERIOR. LUCROS DE CONTROLADAS. IMPOSTO RETIDO. JUROS DE MÚTUO E SERVIÇOS NO EXTERIOR. RECEITAS AUFERIDAS DIRETAMENTE. Na apuração do IRPJ são dedutíveis os valores do imposto incidente sobre lucros disponibilizados à controladora, recolhidos no país de domicílio de empresas controladas, bem como sobre rendimentos auferidos no exterior por serviços prestados diretamente e ganhos de capital, desde que atendidos os requisitos legais de: (i) computação no lucro real do lucro/rendimento auferido no exterior; (ii) observância do limite do imposto incidente no Brasil na compensação do imposto sobre os referidos lucros; (iii) comprovação do recolhimento, com tradução juramentada, em documento reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que o imposto for devido. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2009 a 31/05/2009 DCOMP. CRÉDITO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Considerando que o saldo negativo de IRPJ apontado como crédito na DCOMP em litígio foi convertido em saldo devedor mediante lançamento de ofício, mantido nesta instância do contencioso administrativo, não se homologa a compensação do débito a ele vinculada. Fl. 2349DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 6 5 Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido.’ Na visão da douta autoridade julgadora de primeira instância, não há previsão legal para sobrestamento do Processo Administrativo, acrescentando que o proc. nº 13884.720014/201077 já foi julgado por aquela mesma Delegacia, decidindose pela manutenção do lançamento, conforme cópia do acórdão nº 32.669 anexado às fls. 579/618 destes autos. No mérito, remetese às conclusões advindas do referido acórdão, por serem, em tudo, idênticas às que se chegaria neste caso. Vale aqui a transcrição também da ementa deste acórdão que, apesar de ter sido proferido em outro processo, possui relevância no presente: ‘ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. GLOSA DE IRRF. ATIVIDADES MERCADO INTERNO. Fica definitivamente constituída na esfera administrativa a matéria não expressamente impugnada pela autuada, precluindo o direito de apresentar qualquer contestação a esse respeito em instância superior. NULIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. São considerados nulos somente atos e termos lavrados por pessoa incompetente e despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, nos termos do art. 59, incisos I e II, do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), não havendo que se falar em nulidade quando observados nos lançamentos formalizados os requisitos contidos no art. 142 do CTN bem como no disciplinamento do Processo Administrativo Fiscal (PAF). CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. No processo administrativo fiscal, é a impugnação que instaura a fase propriamente litigiosa ou processual, não encontrando amparo jurídico a alegação de cerceamento do direito de defesa ou de inobservância ao devido processo legal, durante o procedimento administrativo de fiscalização, que tem caráter meramente inquisitório. A contestação pontual às infrações imputadas à contribuinte demonstra a inocorrência de vício de cerceamento de defesa. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. RPF REGISTRO DE PROCEDIMENTO FISCAL. REGULARIDADE. Nos procedimentos de revisão interna de declarações dos contribuintes fica dispensada a emissão de MPF, conforme disposição expressa na Portaria nº 1.265, de 1999, que instituiu Fl. 2350DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 7 6 o referido veículo como controle da administração sem restrição à competência do auditor fiscal da RFB. O Registro de Procedimento Fiscal RPF possui caráter exclusivamente procedimental, objetivando a padronização dos procedimentos de fiscalização e a facilitação dos trabalhos fiscais, para melhor controle e eficiência administrativos. DOCUMENTOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. TRADUÇÃO JURAMENTADA. Documentos em língua estrangeira devem estar traduzidos por tradutor juramentado para terem sua validade reconhecida no processo administrativo. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 IRPJ e CSLL. LUCROS/RENDIMENTOS AUFERIDOS NO EXTERIOR. NORMAS DE TRIBUTAÇÃO. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos por empresa situada no exterior controlada pela contribuinte sujeitamse à incidência do IRPJ e da CSLL, observadas as normas de tributação universal. PAGAMENTOS NO EXTERIOR. IR. COMPROVAÇÃO HÁBIL. O pagamento de imposto de renda efetuado no exterior deve ser comprovado mediante documento devidamente traduzido e reconhecido pelo órgão arrecadador do respectivo país e pela representação diplomática brasileira. Dispensase o citado reconhecimento quando comprovado que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. IRPJ. REQUISITOS DE DEDUTIBILIDADE. IR PAGO NO EXTERIOR. LUCROS DE CONTROLADAS. IMPOSTO RETIDO. JUROS DE MÚTUO E SERVIÇOS NO EXTERIOR. RECEITAS AUFERIDAS DIRETAMENTE. Na apuração do IRPJ são dedutíveis os valores do imposto incidente sobre lucros disponibilizados à controladora, recolhidos no país de domicílio de empresas controladas, bem como sobre rendimentos auferidos no exterior por serviços prestados diretamente e ganhos de capital, desde que atendidos os requisitos legais de: (i) computação no lucro real do lucro/rendimento auferido no exterior; (ii) observância do limite do imposto incidente no Brasil na compensação do imposto sobre os referidos lucros; (iii) comprovação do recolhimento, com tradução juramentada, em documento reconhecido pelo respectivo órgão Fl. 2351DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 8 7 arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que o imposto for devido. TRIBUTAÇÃO EM BASES UNIVERSAIS. TRATADOS INTERNACIONAIS. A aplicação da legislação brasileira relativa à tributação em bases universais, não contraria os acordos para evitar a dupla tributação firmado entre Brasil e outros países, vez que na apuração do IRPJ permite a compensação do imposto pago no exterior sobre o lucro disponibilizado pelas controladas domiciliadas em países partícipes do acordo, observados os requisitos estabelecidos no regramento da matéria. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA SOBRE A MULTA DE OFÍCIO. A multa de ofício é débito para com a União, decorrente de tributos e contribuições administrados pela SRF, configurando se regular a incidência dos juros de mora sobre a multa de ofício a partir de seu vencimento. INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA. PODER JUDICIÁRIO A apreciação de questionamentos relacionados à inconstitucionalidade da legislação tributária não é de competência da autoridade administrativa, sendo exclusiva do Poder Judiciário. CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. VINCULAÇÃO. ARGÜIÇÃO DE ILEGALIDADE. O julgador deve observar o disposto no art. 116, III, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, bem assim o entendimento da Secretaria da Receita Federal (SRF) expresso em atos tributários e aduaneiros. Impugnação improcedente. Crédito Tributário Mantido.” Devidamente intimado, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 640/698), remetendose, assim como a DRJ, ao que consta no processo nº 13884.720014/2010 77, sustentando o que segue: • A necessidade de sobrestar o presente feito, considerando que o desfecho do processo nº 13884.720014/201077 é condição necessária para a aferição da certeza e liquidez do crédito apurado pela recorrente; Fl. 2352DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 9 8 • Que, por ter adotado como razões de decidir o Acórdão proferido nos autos 13884.720014/201077, a DRJ deveria também ter reconhecido a existência de saldo negativo passível de ser compensado em períodos subseqüentes; • Que não pode haver cobrança de valores a título de IRPJ supostamente devidos por estimativa, tendo em vista que já se encontrava encerrado o períodobase de 2009 quando de sua compensação; • Que não há se falar em matéria não impugnada, uma vez que, no item II.1 de sua impugnação, requer a nulidade do auto de infração do processo nº 13884.720014/2010 77 e que, caso a mesma fosse acolhida, haveria o cancelamento integral do débito, não restando nenhum valor a ser cobrado; • A inaplicabilidade da Solução de Consulta nº 190/2003 ao caso, tendo em vista que a mesma não vincula o recorrente; • Que a DRJ, na tentativa de salvar o lançamento, apresenta supostas irregularidades que não foram alegadas no Despacho Decisório, inovando, assim, no critério jurídico adotado; • Que a Turma Julgadora, por não abordar expressamente os argumentos de defesa da recorrente, com relação à possibilidade de compensação dos tributos pagos no exterior pelas controladas indiretas, acabou por reconhecer tal direito, ainda que tacitamente; • Que observou corretamente as regras de consolidação dos lucros prevista no §6º do art. 1º da IN SRF nº 213/02; • Que é controladora direta da empresa “Embraer Spain Holding CO SL”, situada na Espanha e, indireta, das empresas “Ogma Indústria Aeronáutica de Portugal” e “Harbin Embraer Aircraft. Ind. CO”, estabelecidas, respectivamente, em Portugal e na China, ambas controladas diretamente pela empresa espanhola. Acrescenta que a sucursal francesa recolheu valores de IR devido pela empresa de Portugal, em razão de valores lá auferidos e que todos os impostos pagos pelas sociedades chinesa e francesa foram devidamente consolidados no balanço da sociedade espanhola; • Que não há vedação legal para que a recorrente compense os impostos pagos por suas controladas indiretas com tributos devidos no Brasil; • Que a autoridade julgadora cometeu equívoco ao confundir a forma de cálculo do limite do valor do imposto a ser compensado no Brasil, com o procedimento para compensação do imposto pago em caso de existência de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL. Nesse sentido, argumenta que a fiscalização parece concluir que a recorrente agiu de forma incorreta na apuração do imposto pago no exterior; • Defende que a documentação reconhecida no órgão arrecadador, no país em que for devido o imposto, como hábil à comprovação dos valores de impostos pagos, também deverá ser conhecida e analisada no Brasil; e • Por fim, a impossibilidade de tributação dos lucros apurados pelas controladas em países com os quais o Brasil celebrou tratado para evitar a dupla tributação. Fl. 2353DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 10 9 A Fazenda Nacional apresentou suas contrarrazões às fls. 981/996, aduzindo, em síntese, que: Preliminares • Desnecessidade de sobrestamento do presente feito e ausência de previsão no Decreto nº. 70.235/72; • Que a glosa de IRRF e de IR de Órgãos Públicos considerada não comprovada, no valor de R$134.008,14 não foi expressamente contestada pela contribuinte; • A decisão recorrida, ao fazer remição à decisão da DRJ proferida no proc. 13884.720014/201077, acolheu, in totum, as razões ali consignadas, não havendo se falar em não abordagem dos argumentos de defesa do contribuinte. • Que a autoridade autuante não pretendeu vincular a contribuinte às conclusões alcançadas pela Solução de Consulta nº 190/2003, mas, apenas, explicitar sua linha interpretativa; No mérito • Que a legislação interna de tributação universal não alcança tãosomente as sociedades controladas diretamente pela investidora brasileira, conforme o conceito legal de “sociedade controlada” definido pela Lei nº. 6.404/76, arts. 116 e 243, §2° da Lei das S/A. • Que a legislação admite a compensação de impostos pagos no exterior por controlada indireta; • Que o imposto a ser compensado deve ter incidido sobre “lucros”, independentemente da denominação oficial adotada e do fato de ser este de competência de unidade da federação do país de origem; • Que a compensação do imposto será sempre efetuada, de forma individualizada, por controlada, coligada, filial ou sucursal, vedada a consolidação dos valores de impostos correspondentes a diversas controladas, coligadas, filiais ou sucursais; • Que pra efetuar a compensação do imposto de renda pago no exterior, a pessoa jurídica no Brasil tem que apresentar as demonstrações financeiras correspondentes ao lucro que foi tributado no exterior, de forma individualizada, de cada controlada; • Que para as controladas indiretas, os resultados por ela auferidos deverão ser consolidados no balanço da controlada direta situada no exterior, para efeito de determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL da beneficiária no Brasil; • Que, no que se refere à composição do lucro líquido da EMBRAER SPAIN HOLDING CO. SL., cumpre destacar a inexistência nos autos dos resultados apurados em cada uma de suas controladas (Ogma e Harbin) para a devida correlação do percentual de sua participação nos lucros e correspondentes recolhimentos realizados em Portugal e na China. (Com relação a uma das controladas, a contribuinte anexa balanço em que a empresa apura prejuízo e, em relação à outra, sequer apresenta documentação hábil a verificar a correspondência de eventual tributo pago no exterior com o lucro auferido); Fl. 2354DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 11 10 • Que, ao que se depreende da leitura do Acórdão nº 32.669, proferido pela DRJ nos autos do processo nº 13884.720014/201077, há documentos anexados a este processo que não se encontram juntados ao presente pedido de compensação e que, portanto, não puderam ser analisados por esta Procuradoria da Fazenda. Ainda assim, está claro que a recorrente não se desincumbiu do ônus de apresentar comprovantes da apuração do resultado dessas controladas indiretas, de demonstrar a consolidação desses lucros em sua controlada direta, de forma individualizada, e de apresentar o respectivo comprovante do pagamento do tributo em montante equivalente ao lucro apurado, também de forma individualizada. Não há nos autos documentos comprobatórios dos resultados apurados em cada uma de suas controladas, para a devida correlação do percentual de sua participação nos lucros e correspondentes recolhimentos realizados em Portugal e na China, além de planilhas elaboradas pela própria contribuinte. • O referido texto normativo exige que a compensação seja efetuada com créditos líquidos e certos, ou seja, créditos existentes e com valores identificados. A demonstração da existência e da liquidez dos créditos é de quem o postula, e não do Fisco. É, no essencial, o Relatório. Fl. 2355DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 12 11 Voto Vencido Conselheiro Carlos Pelá, Relator O recurso atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. Tendo em vista que a saciedade e legitimidade do saldo negativo de IRPJ do 4º trimestre de 2007 foi analisada por esta Turma em 05/12/12, na ocasião do julgamento do recurso voluntário apresentado nos autos do Processo Administrativo nº. 13884.720014/2010 77, a solução dada aquele processo deve ser aplicada aqui também. Nesse passo, conforme acórdão 1402001.287, esta colenda 2ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção, decidiu, nos autos do Processo Administrativo nº. 13884.720014/201077: (i) Em sede preliminar, por maioria de votos, rejeitar a argüição de nulidade por ausência do MPF (e, nessa parte, fui vencido). (ii) No mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar a dedução do IR pago no exterior pelas controladas diretas e indiretas e do IRRF na China. Ressalto que, o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva e eu fomos vencidos ao excluir a incidência dos juros sobre a multa de ofício. Na ocasião, foi, ainda, designado o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto para redigir o voto vencedor sobre essa parte. PRELIMINARMENTE O Contribuinte apresentou, por petição protocolizada em 06/09/2013, tradução da legislação americana referida no item 3.b acima, suprindo a falta que motivou a nãoaceitação do crédito de imposto pago nos Estados Unidos. Dado que as exigências da lei para reconhecimento do imposto pago no exterior foram cumpridas antes do julgamento do processo em mesa, considero satisfeita a exigência e, nesta parte, voto por acatar os documentos apresentados. Se vencido nesta parte, passo a análise do mérito deste processo. Com efeito, transcrevo o voto que proferi naquele processo no que se refere ao mérito que importa ao caso ora em análise , acatado pela turma por unanimidade, cujas razões de decidir adoto. “Do mérito Glosa de IRRF A Recorrente não contesta expressamente a glosa de IRRF no valor de R$ 134.008,14, razão pela qual, afastadas as argüições preliminares acerca da nulidade dos lançamentos, é de se manter a exigência fiscal nesse ponto. Fl. 2356DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 13 12 Glosa de imposto pago no exterior No que toca à glosa de valores de Imposto de Renda pago no exterior, embora conste do relatório fiscal alusão no sentido de que a Recorrente não poderia compensar os impostos pagos por suas controladas indiretas, tal equívoco restou superado pelo acórdão recorrido que expressamente dispõe em sentido contrário. Nesse passo, apenas para que fique claro, digase em breves linhas que para fins societários a sociedade controlada é aquela na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores, nos termos dos arts. 116 e 243, § 2º, da Lei das S/A. Na mesma linha, a exposição de motivos atinente ao § 2º do art. 243 da Lei nº 6.404/76, expressamente expôs que “o conceito de sociedade controladora corresponde ao de acionista controlador, do parágrafo único do art. 116, com as adaptações necessárias para compreender quaisquer formas de sociedades controladas (e não apenas a de companhia) e a possibilidade de controle indireto, através de cadeia ou pirâmide de sociedades.” Também o art. 1098 do Código Civil de 2002, conceitua controlada como sendo (i) a sociedade de cujo capital outra sociedade possua a maioria dos votos nas deliberações dos quotistas ou da assembléia geral e o poder de eleger a maioria dos administradores; ou (ii) a sociedade cujo controle, referido no inciso antecedente, esteja em poder de outra, mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já controladas”. Não bastasse isso, também a legislação tributária equipara controle direto ao indireto, como se verifica da simples leitura dos artigos 384 e 466 do RIR/99. Superado esse ponto, em suma, temos que tanto o relatório fiscal, como a decisão recorrida, invocam a suposta falta de comprovação, por documentos hábeis e idôneos, dos pagamentos de imposto no exterior para justificar a manutenção das cobranças. Por conseguinte, importa recordar o que dispõe a legislação fiscal sobre o tema: “Código Civil (Lei n°10.406/2002): Art. 224. Os documentos redigidos ern língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter efeitos legais no país. Código de Processo Civil: Art. 157 Só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira, quando acompanhado de versão em vernáculo, firmada por tradutor juramentado. Lei n°. 6.015, de 31/12/1973: Art. 129. Estão sujeitos a registro, no Registro de Títulos e Documentos, para surtir efeitos em relação a terceiros(...). 6°). todos os documentos de procedência estrangeira, acompanhados das respectivas traduções, para produzirem efeitos em Fl. 2357DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 14 13 repartições da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios ou em qualquer instância, juízo ou tribunal; Art. 148. Os títulos, documentos e papéis escritos em língua estrangeira, uma vez adotados os caracteres comuns, poderão ser registrados no original, para o efeito da sua conservação ou perpetuidade. Para produzirem efeitos legais no país e para valerem contra terceiros ,deverão, entretanto, ser vertidos em vernáculo e registrada a tradução, o que, também, se observará em relação as procurações lavradas em língua estrangeira. Decreto nº 13.609/1943: Art. 18. Nenhum livro, documento ou papel de qualquer natureza que for exarado em idioma estrangeiro, produzirá efeito em repartição da Unido, dos Estados ou dos Municípios, em qualquer instância, Juízo ou Tribunal ou entidades mantidas, fiscalizadas ou orientadas pelos poderes públicos, sem ser acompanhado da respectiva tradução feita na conformidade desse regulamento. Lei n°. 9.249, de 26 de dezembro de 1995: Art. 26. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital. §1° Para efeito de determinação do limite fixado no caput, o imposto incidente, no Brasil, correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior, será proporcional ao total do imposto e adicional devidos pela pessoa jurídica no Brasil. §2° Para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no pais em que for devido o imposto. Lei n°. 9.430, de 27 de dezembro de 1996: Lucros e Rendimentos Art. 16. Sem prejuízo do disposto nos arts. 25, 26 e 27 da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, os lucros auferidos por filiais, sucursais, controladas e coligadas, no exterior, serão: I considerados de forma individualizada, por filial, sucursal, controlada ou coligada; II arbitrados, os lucros das filiais, sucursais e controladas, quando não for possível a determinação de seus resultados, com observância das mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil e computados na determinação do lucro real. Fl. 2358DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 15 14 §1º Os resultados decorrentes de aplicações financeiras de renda variável no exterior, em um mesmo pais, poderão ser consolidados para efeito de cômputo do ganho, na determinação do lucro real. §2° Para efeito da compensação de imposto pago no exterior, a pessoa jurídica: I com relação aos lucros, deverá apresentar as demonstrações financeiras correspondentes, exceto na hipótese do inciso II do caput deste artigo; II fica dispensada da obrigação a que se refere o §2° do art. 26 da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, quando comprovar que a legislação do pais de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado.” (Grifo meu) Consignese, portanto, que para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser apresentado traduzido, por tradutor juramentado, e reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. A falta de tais requisitos no documento relativo ao imposto será suprida quando o contribuinte apresentar a legislação traduzida do país de origem do imposto recolhido, prevendo a incidência do imposto pago por meio do documento de arrecadação. Dito isso, passo a analisar o que restou consignado pelo relatório fiscal e pela decisão recorrida quanto aos documentos e exigências relacionadas a cada valor glosado: 1) Embraer Aircraft Holding (EUA) falta de comprovação apenas de parte do imposto retido (US$ 791.756,04): Foram juntados aos autos tão somente os demonstrativos de pagamento em língua inglesa, desprovidos de tradução juramentada, consularização ou legislação americana traduzida. Além disso, a Recorrente não teria juntado aos autos uma planilha de consolidação dos pagamentos que compõem o valor em referência. Nada obstante o exposto, juntamente com seu recurso voluntário, a Recorrente apresentou a tradução juramentada dos demonstrativos de pagamento do imposto nos EUA (fls. 625/702) e a tradução juramentada da legislação americana que fundamenta a cobrança do tributo (fls. 704/708). Dessa forma, ainda que os demonstrativos de pagamento do imposto pago nos EUA não estejam consularizados, tal necessidade foi suprida pela apresentação da legislação traduzida, prevendo a incidência do imposto pago por meio do documento de arrecadação, nos termos do citado inciso II do §2° do artigo 16 da Lei n°. 9.430/96. Logo, nesse ponto, não procede a glosa realizada. A planilha de consolidação dos pagamentos que compõe o valor em referência não representa documento obrigatório para a comprovação do imposto pago no exterior. Fl. 2359DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 16 15 2) Embraer Spain Holding ESH (Espanha) não admitida a compensação do imposto pago pelas controladas indiretas: (a) Harbin Embraer Aircraft Ind. Co. (China) CNY$ 12.748.418,44: Foram juntados aos autos pagamentos efetuados na China com tradução juramentada, porém sem consularização ou cópia da legislação do imposto de renda traduzida. Além disso, no que se refere à composição do lucro líquido da Embraer Spain Holding ESH, reclama da inexistência nos autos dos resultados apurados em cada uma de suas controladas para a devida correlação do percentual de sua participação nos lucros e correspondentes recolhimentos realizados em Portugal e na China. Assim, não estaria comprovada a observância do percentual de participação da ESH nas respectivas controladas e não restou comprovado o respeito à proporcionalidade do imposto a ser compensado com o lucro consolidado na ESH. Aqui, vale consignar que, os demonstrativos de pagamento realizados na China e anexados aos autos, encontramse devidamente amparados por comprovantes que foram reconhecidos pelo Serviço Consular Brasileiro na China, conforme esclarecido pela Recorrente no item 11.5.1 do recurso voluntário (vide à exemplo documentos de fls. 256/262). Desnecessário, com isso, a apresentação da legislação chinesa. Com efeito, tendo em vista que (i) o relatório fiscal não menciona como motivo da autuação a falta de apresentação, pela Recorrente, dos resultados apurados em cada uma das controladas indiretas da ESH e da observância da apropriação do imposto nos limites do percentual de participação da ESH nas respectivas controladas, e que (ii) as intimações feitas pela fiscalização à Recorrente também não solicitaram a apresentação de tais esclarecimentos ou documentos (vide fls. 7/9, 14/19 e 20/142), mereça razão a Recorrente quando afirma que a DRJ indevidamente inovou o critério jurídico adotado, o que não pode ser admitido. Assim, nesse ponto, também afasto a glosa dos valores compensados. Notese, que aqui a DRJ também suscitou questão relativa à Nota Explicativa 14 das Demonstrações Contábeis da Recorrente (referentes ao anocalendário 2007) para questionar quando e como a empresa chinesa tornouse controlada da ESH. No entanto, tal situação não merece importância já que a Recorrente apresentou cópia traduzida e juramentada dos instrumentos legais de transferência da participação societária (fls. 582/764) junto com sua peça recursal, justificando a operação e o acréscimo, ao seu lucro líquido, do resultado de sua controlada chinesa. (b) OGMA Indústria Aeronáutica de Portugal (Portugal) EUR$ 950.877,51: Foram juntados aos autos demonstrativos de pagamento realizados na França (pela filial francesa da empresa OGMA) referente ao imposto devido pela OGMA, controlada portuguesa da ESH. Também foi anexada legislação francesa (fls. 29/42) com tradução juramentada. Contudo, tais valores não foram validados por não existir previsão no art. 14 da IN SRF nº. 213/2002 para compensação de imposto recolhido em país distinto do domicílio da empresa controlada. Fl. 2360DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 17 16 Reclama, ainda, que não consta dos autos a apuração de resultados relativos à OGMA ou a correspondente consolidação na sua controladora AIR HOLDING SGPS (que detém 65% de participação) para aferição dos correspondentes valores de lucro e imposto recolhido, considerandose o percentual de participação de 70% da ESH e a proporção adequada ao seu resultado. Vale repisar os argumentos da decisão recorrida: “Entretanto, os elementos trazidos aos autos são insuficientes para aferir os resultados apurados por cada uma das controladas da empresa espanhola, bem como para atestar a natureza dos valores sobre os quais incidiram o imposto pago pela filial francesa da OGMA de Portugal, na qual a AIR HOLDING SGPS tem 65% de participação, que, por sua vez, conta com 70% de participação da EMBRAER SPAIN HOLDING ESH. Atentese que nos autos também não é possível definir a relação dos recolhimentos realizados na França com o lucro apurado pela OGMA, controlada indireta da EMBRAER SPAIN HOLDING ESH, da qual a autuada é controladora, dada a ausência de demonstração do resultado de suas controladas diretas e indiretas. Tal condição tornase imprescindível visto que o recolhimento do imposto pode estar vinculado a retenção na fonte sobre rendimentos de serviços ou ganhos de capital, de forma a ser aproveitado na apuração de resultados da empresa que diretamente prestou os serviços ou obteve ganhos de capital, dado que na eventual apuração de prejuízos tais recolhimentos seriam absorvidos no resultado da empresa controlada OGMA de Portugal, o que impediria seu aproveitamento no resultado da controladora ESH. Carece, pois, de fundamento lógico a pretensão do contribuinte de valer–se do tributo recolhido por controladas indiretas sem a devida demonstração daqueles resultados consolidados na controlada direta, para a devida vinculação dos recolhimentos ao imposto por ela apurado como devido no período, de forma a se admitir a compensação de imposto já pago incidente sobre os lucros trazidos para a consolidação da controladora no Brasil, na proporção de sua participação naquelas empresas.” Sobre tais afirmações, é de se dizer, a exemplo das considerações expressas no item anterior, que no Relatório Fiscal não há qualquer questionamento quanto à proporcionalidade entre o percentual de participação e o valor do imposto pago em Portugal (pela filial Francesa) que foi compensado pela Recorrente, pelo que tal questionamento não pode servir de fundamento para a manutenção da decisão recorrida, em razão da já mencionada impossibilidade de inovação do critério jurídico. Destarte, não existe qualquer vedação para que o valor pago pela filial francesa da OGMA, ou seja, pela própria pessoa jurídica (mas por meio de sua filial na França), seja aproveitado por ela na compensação com os impostos devidos no Brasil. Logo, afastase aqui também a glosa dos valores compensados. 3) Rendimentos auferidos diretamente no exterior: Fl. 2361DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 18 17 (a) Harbin Embraer Aircraft Ind. Co. (China) não comprovação do IRRF sobre rendimento decorrente da prestação de serviços na China R$ 463.677,41 e R$ 547.697,13: Foram juntados aos autos os comprovantes de retenção de imposto sobre recebimentos por serviços prestados à sua controlada indireta na China, com tradução juramentada (fls. 254/262), que, contudo, não foram reconhecidos pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira na China. Aqui também merece reforma o lançamento fiscal, uma vez que todos os pagamentos feitos na China encontramse devidamente amparados por comprovantes que foram reconhecidos pelo Serviço Consular Brasileiro na China, como já exposto acima (esclarecido pela Recorrente no item 11.5.1 do recurso voluntário). É, portanto, desnecessária a apresentação de cópia traduzida da legislação chinesa e improcedente a glosa efetuada. (b) Embraer Aircraft Holding (EUA) suposta não comprovação do IRRF sobre juros decorrentes de contrato de mútuo R$ 962.803,40: Foram juntados aos autos os comprovantes de retenção de imposto sobre recebimentos de juros sobre mútuo realizado com a controlada indireta nos EUA (fls. 263/357) com tradução juramentada. No entanto, tais documentos não foram consularizados e não foi anexada aos autos a legislação americana traduzida que fundamenta a cobrança desse tributo. Além disso, a DRJ questiona se as receitas dessa prestação de serviço para a China e desses juros recebidos dos EUA integraram a base de cálculo dos tributos devidos no Brasil. Novamente, vêse que a DRJ inova o lançamento ao questionar se as receitas dessa prestação de serviço para a China e desses juros recebidos dos EUA integraram a base de cálculo dos tributos devidos no Brasil, já que tais documentos e informações não foram exigidos na ação fiscal. Nada obstante, a Recorrente anexou ao recurso voluntário planilha demonstrando que as receitas de prestação de serviço para a China compuseram a base de cálculo do IRPJ e da CSLL no Brasil (fls. 614/620 e 621/627). Ainda assim, como a Recorrente não apresentou até o momento a cópia traduzida e consularizada dos comprovantes de retenção de imposto sobre recebimentos de juros sobre mútuo realizado com a controlada indireta nos EUA ou, ainda, a legislação americana traduzida que fundamenta a cobrança desse tributo, deve ser mantida a glosa. Tributação em Bases Universais De outro giro, para afastar as exações, a Recorrente aduz que não pode prosperar a tributação, no Brasil, dos lucros ou dividendos apurados pelas controladas sediadas nos países com os quais foram celebrados Tratados para Evitar a Dupla Tributação, entre os quais estão a Espanha, a China, Portugal e França. Fl. 2362DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 19 18 Sobre o tema, é de se observar que tendo a Recorrente adicionado em sua apuração o lucro auferido por participação societária em empresas domiciliadas em países com quem o Brasil possui acordo para evitar a dupla tributação, demonstrou ela estar de acordo com a aplicação da legislação brasileira relativa à tributação em bases universais, pretendendo, inclusive, valerse do direito de compensar o imposto pago no exterior por suas controladas diretas e indiretas. Dessa forma, qualquer insurgência contra as normas brasileiras objetando afastar tal tributação deveria ser realizada em ação própria de repetição de indébito. Limite para compensação do imposto devido Avançando nos temas a serem analisados, temos que tanto a Fiscalização quanto a Turma Julgadora reconhecem a possibilidade da compensação integral da totalidade do imposto pago no exterior (R$ 19.436.960,68). No entanto, entendem que a Recorrente errou ao calcular o limite a ser compensado e, assim, parte do crédito (R$ 9.370.994,36) deveria ser registrado no Lalur para compensação em períodos subseqüentes. Isso porque, no entendimento fiscal, para fins de cálculo do valor dedutível do IRPJ devido no Brasil, quando ocorre a compensação de prejuízos pela empresa brasileira no período fato que reduz a 70% seu lucro real tributável obtido a partir do lucro líquido , os contribuintes devem adotar como limite para compensação o imposto devido após a compensação e prejuízos no Brasil, o que inevitavelmente reduz, na mesma proporção, o lucro no exterior considerado no ajuste. Portanto, a questão que se coloca em discussão está em saber se o lucro real a ser considerado para apuração da parcela dedutível do IRPJ, relativa ao imposto pago no exterior, seria aquele obtido antes ou após a compensação de prejuízos fiscais. Por pertinente, cabe transcrever os dispositivos relacionados à matéria: “Lei nº. 9249/95 Art. 26. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital. § 1º Para efeito de determinação do limite fixado no caput, o imposto incidente, no Brasil, correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior, será proporcional ao total do imposto e adicional devidos pela pessoa jurídica no Brasil. IN SRF 213/2002 Art. 14. O imposto de renda pago no país de domicílio da filial, sucursal, controlada ou coligada e o pago relativamente a rendimentos e ganhos de capital, poderão ser compensados com o que for devido no Brasil. ... § 7º O tributo pago no exterior, passível de compensação, será sempre proporcional ao montante dos lucros, rendimentos ou Fl. 2363DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 20 19 ganhos de capital que houverem sido computados na determinação do lucro real.” A atenta leitura dos dispositivos transcritos determina claramente que o tributo no exterior será compensado até o limite do montante dos lucros, rendimentos ou ganhos de capital que houverem sido computados na determinação do lucro real. A especificação de que o lucro real, a ser considerado para apuração da parcela dedutível do IRPJ, relativa ao imposto pago no exterior, seria aquele obtido antes ou após compensação de prejuízos fiscais, apresentase desnecessária considerando que o lucro real citado na legislação tributária já é definido como aquele obtido após as adições, exclusões ou compensações. Senão vejamos: “RIR/99 Conceito de Lucro Real. Art. 247. Lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por este Decreto (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 6º).’ Ora, o lucro real já é expressamente definido como aquele obtido após a compensação de prejuízos fiscais. Com feito, in casu, o limite que deveria ter sido observado pela Recorrente é o do montante dos lucros, rendimentos ou ganhos de capital que houverem sido computados na determinação do lucro real, ou seja, após compensação de 30% de seu montante com saldo de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Logo, é de se manter o lançamento nesse ponto.” Posto isso, voto, preliminarmente, por acatar os documentos apresentados por petição datada de 06/09/2013 e, no mérito, dado que vencido na primeira parte, comprovada parcialmente a liquidez e certeza do Saldo negativo de IRPJ do 4º trimestre de 2007, a compensação declarada no PER/DCOMP 30963.78545.100809.1.7.029702 deve ser homologada até o limite do direito creditório reconhecido. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 2364DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 21 20 Voto Vencedor Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva – Redator Designado Inicialmente, destaco que este voto vencedor diz respeito, única e exclusivamente, à matéria relacionada ao conhecimento dos documentos protocolizados 04 (quatro) dias antes da sessão de julgamento comprovando os pagamentos de Imposto de Renda no exterior, que foram utilizados pela contribuinte para dedução do imposto devido em sua DIPJ. Durante os debates, com muita propriedade, os votos vencidos destacaram, dentre outros, os seguintes pontos: a) se a contribuinte tivesse apresentado um DARF comprovando o pagamento, quatro dias antes do julgamento, o colegiado também não conheceria do documento? b) Nos casos em que os julgadores dominam o idioma também é necessário apresentar tradução juramentada? O tema é controvertido e tenho pautado minhas decisões tendo por parâmetro que as formalidades não podem se sobrepor ao direito material. Em princípio, não é pelo fato de um contribuinte apresentar determinado documento em momento posterior à impugnação que se deixará de conhecêlo. Contudo, há que se definir até quando documentos podem ser apresentados, pois do contrário, como já aconteceu nesta turma1, se apresentado documentos no dia do julgamento, ou com memoriais, o processo precisava ser retirado de pauta para exame dos mesmos. Necessitando fixar um parâmetro, quando do julgamento do processo da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Estado de Santa Catarina CELESC, após vários debates, decidiu o colegiado que se estabeleceria como marco, nos processos subsequentes, conhecer de documentos apresentados até a data da publicação da pauta de julgamento. O fundamento desta decisão está no fato de que os documentos necessitam estar nos autos quando da indicação da pauta, sob pena do relator e demais membros do colegiado não ter como fazer o devido exame. Nesta linha de entendimento, em que pese os fundamentos do ilustre relator, em nome da confiança que a jurisprudência deve oferecer, peço vênia para divergir quanto ao conhecimento dos documentos, acompanhandoo em relação aos demais aspectos. 1 No caso da CELESC os documentos foram apresentados quando o processo já se encontrava em pauta, sendo necessário a retirada de pauta para exame dos mesmos. Fl. 2365DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13850.000099/201061 Acórdão n.º 1402001.437 S1C4T2 Fl. 22 21 ISSO POSTO, voto por rejeitar a apreciação de documentos trazidos aos autos após a publicação da pauta. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Fl. 2366DF CARF MF Impresso em 14/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 22/12/2013 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL VA, Assinado digitalmente em 23/12/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 11065.001452/2009-17
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO.
Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõe-se a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE.
Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 3801-002.824
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Oscar Sant'Anna de Freitas e Castro, OAB/RJ 32.641.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO. Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõe-se a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009. Embargos Rejeitados.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11065.001452/2009-17
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5322283
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.824
nome_arquivo_s : Decisao_11065001452200917.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 11065001452200917_5322283.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Oscar Sant'Anna de Freitas e Castro, OAB/RJ 32.641. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5284882
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368413548544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 10 1 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.001452/200917 Recurso nº 4 Embargos Acórdão nº 3801002.824 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de janeiro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO NÃOCUMULATIVA RESSARCIMENTO Embargante VIP S.A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES IMOBILIÁRIAS. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO E/OU CONTRADIÇÃO. Considerando a inexistência de omissão e/ou contradição na decisão embargada, impõese a rejeição dos embargos de declaração, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação jurídica da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITOS INFRINGENTES. EXCEPCIONALIDADE. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão da controvérsia. Hipótese não prevista no art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Oscar Sant'Anna de Freitas e Castro, OAB/RJ 32.641. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 14 52 /2 00 9- 17 Fl. 250DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11065.001452/200917 Acórdão n.º 3801002.824 S3TE01 Fl. 11 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11065.001452/200917 Acórdão n.º 3801002.824 S3TE01 Fl. 12 3 Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela Recorrente contra os termos em que foi proferido o Acórdão nº 3801001.876, de 22 de maio de 2013, sob o argumento de que o aludido Acórdão continha omissão. Após breve relato dos fatos, argumenta que ao contrário do que foi decidido pelo Acórdão ora embargado, fora préquestionada a matéria na manifestação de inconformidade, ainda que de forma concisa. Entende a embargante que a preclusão diz respeito à impossibilidade processual para que a parte ofereça em sede recursal seu inconformismo em relação a um ou vários aspectos da exigência/negativa de reconhecimento de direito creditório em relação aos quais não havia se insurgido na fase de impugnação. Pontua que situação diversa é aquela, como a destes autos, em que a parte ofereceu resistência contra o indeferimento de seu direito creditório, contestandoo, tanto que a decisão de primeiro grau a rejeitou, e, por ocasião do oferecimento de recurso voluntário, invoca razões mais alentadas, com fundamentos mais robustos. Destaca que a questão processual que se impõe definir é a seguinte: a parte deve necessariamente insurgirse, contra o não reconhecimento de seu direito creditório, seja pelas razões que forem – e isto ocorreu nestes autos. Não pode é silenciarse, sob pena aí sim, de preclusão. Aduz que cabe ao julgador decidir segundo o seu livre convencimento sobre a questão que lhe foi posta, não importando os fundamentos trazidos pelas partes. Sustenta que ao não ter sido enfrentada por esta turma a questão de mérito quanto às glosas dos créditos, sob o motivo de alegada preclusão incorreu o v. Acórdão em omissão. Colaciona diversas normas tributárias e jurisprudência administrativa. Insiste que a DRJ/NH conheceu da manifestação de inconformidade em relação à questão de mérito e sobre a mesma decidiu e quando da interposição do recurso voluntário sustentou, perfunctoriamente, a natureza jurídica dos créditos e o direito em relação a cada um dos itens glosados. Por outro lado, alega que de acordo com a jurisprudência do CARF, é defeso ao E. Conselho, sob pena de configurar supressão de instância, pronunciarse sobre questão de mérito não apreciada pela decisão de 1ª instância, devendo determinar que o processo retorne à Delegacia de Julgamento para que seja proferida nova decisão que contemple a apreciação de todas as matérias objeto da lide. Por fim, requereu que fossem recebidos e acolhidos os presentes Embargos, para o fim de que a turma profira novo acórdão, suprindo a omissão apontada, de forma que a tutela seja plenamente prestada, com o reconhecimento do direito creditório. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11065.001452/200917 Acórdão n.º 3801002.824 S3TE01 Fl. 13 4 Alternativamente, requereu que fosse anulada a decisão de primeira instância, determinandose a remessa dos autos à instância a quo para que, ao apreciar as razões sustentadas, nova decisão seja proferida, possibilitando à Embargante litigar regulamente nas instâncias superiores. É o relatório. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11065.001452/200917 Acórdão n.º 3801002.824 S3TE01 Fl. 14 5 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Convém lembrar que, em regra, a omissão é a falta de apreciação de um ponto específico relevante. Com será demonstrado não ocorreu no acórdão guerreado uma omissão. Diferentemente do alegado, ocorreu, sim, a preclusão e o Colegiado manifestouse expressamente sobre a sua ocorrência, conforme excertos abaixo transcritos: De fato, em sua manifestação de inconformidade, a recorrente apresentou uma preliminar referente a ausência de motivação do despacho decisório e no mérito limitouse a alegar que os pedidos de ressarcimento são originários de créditos de contribuições nãocumulativas e que seus pedidos de ressarcimento foram acompanhados dos documentos comprobatórios, portanto faz jus a todo o saldo pleiteado. Do exame da decisão recorrida, verificase que as matérias acima citadas não foram enfrentadas. A decisão de primeira instância apenas apreciou a preliminar de ausência de motivação. Destarte, na apreciação do recurso voluntário não se toma conhecimento das teses por falta de pré questionamento no momento oportuno. Como visto, a recorrente não apresentou suas razões na manifestação de inconformidade em relação ao mérito do direito creditório, assim consideramse preclusas as matérias não contestadas na fase impugnatória, e que, consequentemente, não foram apreciadas na decisão recorrida. A falta de pré questionamento no momento processual adequado implica em não conhecimento da matéria na fase recursal. Com efeito, o voto condutor do acórdão entendeu que do confronto entre o teor da manifestação de inconformidade e da decisão de primeira instância ficou caracterizada de forma inequívoca a preclusão. Ademais, os embargos de declaração não é o meio de impugnação adequado para se rediscutir a fundamentação adotada pelo colegiado, mormente quando a Embargante postula o reexame da fundamentação da decisão. Como visto, não ficou caracterizada uma suposta omissão, pelo contrário evidenciase uma tentativa da recorrente de rediscutir a matéria com base em novos argumentos sobre a ocorrência da preclusão, o que não é viável no recurso de embargos de declaração. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11065.001452/200917 Acórdão n.º 3801002.824 S3TE01 Fl. 15 6 Por tais razões, não há espaço para se declarar a nulidade da decisão “a quo”. Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar os embargos de declaração apresentados. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 255DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 04/02/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10580.000460/2003-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002
CPMF. RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO.
Comprovada a retenção efetuada pela instituição financeira deve ser cancelado o lançamento corresopondente.
Recuso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-001.944
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE GOMES - Relator.
EDITADO EM: 27/01/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002 CPMF. RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO. Comprovada a retenção efetuada pela instituição financeira deve ser cancelado o lançamento corresopondente. Recuso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.000460/2003-69
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5322217
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-001.944
nome_arquivo_s : Decisao_10580000460200369.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 10580000460200369_5322217.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 27/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
id : 5281865
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368422985728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1637; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 252 1 251 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.000460/200369 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302001.944 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria CPMF Recorrente ELEKEIROZ S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA CPMF Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002 CPMF. RETENÇÃO. COMPROVAÇÃO. Comprovada a retenção efetuada pela instituição financeira deve ser cancelado o lançamento corresopondente. Recuso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 27/01/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 04 60 /2 00 3- 69 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 Relatório Do relatório elaborado pela Delegacia Regional de Julgamento de Salvador, destaco: Tratase de Auto de Infração (fls. 01/07) lavrado contra a contribuinte acima identificada, que pretende a cobrança da Contribuição sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira – CPMF não retida e não recolhida por força de medida judicial, posteriormente revogada, conforme prevêem os arts. 44 e 45 da Medida Provisória nº 2.11330, de 26 de abril de 2001, e art. 17, inciso IV e § 7º da Instrução Normativa SRF nº 42, de 02 de maio de 2001. O lançamento foi efetuado com fundamento nos seguintes dispositivos legais: arts. 2º, 4º, 5º, 6º e 7º da Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996; art. 1º da Lei nº 9.539, de 12 de dezembro de 1997, c/c art. 1º da Emenda Constitucional nº 21, de 18 de março de 1999. As bases de cálculo e os valores da CPMF foram apurados a partir da planilha anexada às fl. 08, que contém o nº da declaração da CPMF, a data da entrega, o nº do CNPJ e o nome da instituição financeira declarante, a data do fato gerador, a base de cálculo e o valor da CPMF devida que não foi retida nem recolhida por força de medida judicial posteriormente revogada. Cientificada da exigência fiscal por via postal em 24/01/2003, conforme Aviso de Recebimento – AR à fl. 29, a autuada apresenta em 21/02/2003 a impugnação de folhas 11/13 alegando que em 07/08/2002 a instituição financeira debitou em sua contacorrente o valor relativo à CPMF, conforme documentos às fls. 26/27, sendo o pagamento uma das formas de extinção do crédito tributário, prevista no inciso I do art. 156 do Código Tributário Nacional – CTN. Em face da Portaria SRF nº 6.174, de 07 de dezembro de 2005, o presente processo foi encaminhado a esta Delegacia de Julgamento Após analise dos argumentos e documentos juntados a DRJ proferiu decisão mantendo o lançamento efetuado em decisão que assim ficou ementada: Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira CPMF Período de apuração: 01/09/1999 a 04/10/2000 Ementa: PAGAMENTO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10580.000460/200369 Acórdão n.º 3302001.944 S3C3T2 Fl. 253 3 Não restando comprovada a extinção do crédito tributário pelo pagamento, efetuado antes do início da ação fiscal, é de se manter o lançamento de ofício. Contra esta decisão foi interposto Recurso Voluntário, onde, de forma resumida, se alega: “6. não obstante a recorrente tenha comprovado o recolhimento integral dos tributos lançados, a decisão administrativa impugnada manteve a cobrança sob o fundamento de que o recolhimento apresentado corresponde à movimentação financeira de 28/07/02 à 03/08/02, o que não é verdade. 7. Com efeito, observese que de acordo com a movimentação de valores na conta corrente da recorrente no período em referência ultrapassa pouco mais de R$ 1.000,00, enquanto o débito realizado pelo Banco para quitação da CPMF é de R$ 57.179,81 em relação ao principal, mais R$ 11.347,87 e R$ 12.943,58 de multa e juros respectivamente (DARF anexo).” A 1ª Câmara do antigo Segundo Conselho de Contribuintes entendeu por bem baixar o processo em diligência para que a autoridade preparadora providenciasse: a) a intimação do Recorrente para que este apresente planilha contendo, de forma pormenorizada as competências, valor das movimentações e valor do imposto devido relativos a cada período de apuração existente entre o dia 01/09/1999 e o dia 29/07/2002. b) sejam intimado o Banco SAFRA constantes do relatório de movimentação financeira para que informem a origem dos valores debitados na conta corrente do Recorrente em 29/07/2002 indicando os valores relativos aos fatos geradores, bases de cálculo e valor da CPMF devidos. Após o cumprimento da diligência, o processo retornou para continuidade do julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE GOMES O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento. A discussão dos presentes autos gira unicamente em torno da quitação ou não de parcelas da CPMF relativas aos períodos de apuração 01/09/1999 a 04/10/2000 que deixaram de ser retidas e recolhidas pelos Bancos SAFRA AS, Santander Brasil S/A e HSBC BANK BRASIL. Os valores lançados foram apurados a partir das declarações dos Bancos juntados as folhas 08. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 Como defesa o Recorrente alega que possuía Mandado de Segurança sob nº 1999.33.00.0103649 perante a 16ª Vara da Justiça Federal da Bahia onde conseguiu liminar para afastar o recolhimento do tributo que posteriormente foi cassada pelo TRF da 1ª Região. Alega ainda que em 07/08/2002 teve sua conta debitada e houve o recolhimento dos valores que deixou de recolher em função da liminar concedida, tendo juntado ao processo DARF (fls. 26) no valor total de R$ 81.471,26 que representava R$ 57.179,81 de principal, R$ 11.347,87 de multa e R$ 12.943,58 de juros. As folhas 27, consta cópia de extrato de conta corrente emitido pelo Banco Safra dando conta que em 29/07/2002 ocorreram dois débitos na conta corrente da Recorrente: 29/07 CPMF JUD. MP203 2039801 57.179,81 29/07 JR/MULTA MP 203 2039801 24.291,45 O DARF foi recolhido no CNPJ do Banco Safra. Foi juntado ainda (fls. 55), demonstrativo elaborado pelo procurador do Recorrente onde este afirma que a movimentação financeira no Banco Safra relativa à semana do dia 28/07 ao dia 03/08/02 (informação registrada no DARF recolhido) foi de R$ 320.879,39, o que resultaria numa CPMF para o período de R$ 1.219,34. A DRJ, por sua vez, manteve o lançamento sob o argumento de que os recolhimentos efetuados se referiam, de acordo com o DARF, a CPMF devida no período indicado (28/07 a 03/08/02) e não afetaria o Auto de Infração posto que este se referia a período diverso. De fato não existe no presente processo comprovação de que o pagamento efetuado a titulo de CPMF se refira ao período compreendido no presente Auto de Infração. Também é certo que deveriam ter sido juntados aos autos os extratos bancários ou outros documentos que comprovassem de forma pormenorizada as competências, valores e períodos a que se referiam os R$ 57.179,81 recolhidos. Porém, também é certo o Auditor Fiscal poderia ter requerido informações às instituições financeiras a cerca dos valores devidos de CPMF tanto no período compreendido no auto de infração como no período posterior até 03/08/02. Com a diligência proposta foi juntada planilha elaborada pelo Banco Safra, fls. 198, onde constam os fatos geradores, por data do movimento, relacionados à retenção efetuada pelo Banco em 29/07/2002. Com isto resta claro que a referida retenção abarca movimentações ocorridas no período de 26/04/2000 a 01/07/2002, ou seja, não abrange as competências lançadas no presente auto de infração que relaciona competências de 01/09/1999 à 04/10/2000. A primeira constatação que chego é que o referido pagamento não alcança os fatos geradores de 01/09/1999 a 25/04/2000, motivo pelo qual, em relação a estes, o auto de infração deve ser mantido. Em relação às demais fatos geradores, que poderiam estar incluídos na retenção, temos que somente em relação ao fato gerador de 26/04/200 foi possível verificar relação entre o valor lançado (R$ 63,30) e as retenções promovidas pelo Banco Safra (R$ 63,29) , como se verifica na cópia da planilha apresentada abaixo colacionada: Fl. 255DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10580.000460/200369 Acórdão n.º 3302001.944 S3C3T2 Fl. 254 5 Em relação aos demais fatos geradores não foi possível verificar a relação entre as retenções noticiadas, seja porque os fatos geradores não estavam listados seja porque motivo pelo qual também devem ser mantidas. Por todo o exposto, voto por dar PROVIMENTO PARCIAL tão somente para excluir o valor de R$ 63,30 , relativo ao fato gerador 26/04/2000. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator Fl. 256DF CARF MF Impresso em 04/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001615/2006-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003
DOAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS VALORES. DECLARAÇÃO DE AJUSTE SIMPLIFICADA. INEXISTÊNCIA DE FICHA ESPECÍFICA.
Comprova a doação recebida o efetivo ingresso dos recursos no patrimônio do donatário. Não tendo o modelo da Declaração de Ajuste Simplificada, campo para o caso especial de doação, as declarações das doadoras suprem o óbice alusivo à origem dos valores recebidos à título de doação.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2101-002.204
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, GONÇALO BONET ALLAGE, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2001, 2002, 2003 DOAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS VALORES. DECLARAÇÃO DE AJUSTE SIMPLIFICADA. INEXISTÊNCIA DE FICHA ESPECÍFICA. Comprova a doação recebida o efetivo ingresso dos recursos no patrimônio do donatário. Não tendo o modelo da Declaração de Ajuste Simplificada, campo para o caso especial de doação, as declarações das doadoras suprem o óbice alusivo à origem dos valores recebidos à título de doação. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 18471.001615/2006-76
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5320804
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2101-002.204
nome_arquivo_s : Decisao_18471001615200676.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 18471001615200676_5320804.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, GONÇALO BONET ALLAGE, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA.
dt_sessao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5275982
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368471220224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1798; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 159 1 158 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001615/200676 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101002.204 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2013 Matéria IRPF Recorrente SAULO MARCOS REBELLO FERRANTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2001, 2002, 2003 DOAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS VALORES. DECLARAÇÃO DE AJUSTE SIMPLIFICADA. INEXISTÊNCIA DE FICHA ESPECÍFICA. Comprova a doação recebida o efetivo ingresso dos recursos no patrimônio do donatário. Não tendo o modelo da Declaração de Ajuste Simplificada, campo para o “caso especial de doação”, as declarações das doadoras suprem o óbice alusivo à origem dos valores recebidos à título de doação. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, GONÇALO BONET ALLAGE, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 16 15 /2 00 6- 76 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 138/144) interposto em 04 de julho de 2011 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ), (fls. 128/133), do qual o Recorrente teve ciência em 16 de junho de 2011 (fls.135), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fls. 66/71, lavrado em 11 de dezembro de 2006, em decorrência de Classificação Indevida de Rendimentos na DIRPF, formalizandose a exigência e cobrança de crédito tributário no valor total de R$ 59.776,20 mais cominações legais. O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2001, 2002, 2003 CLASSIFICAÇÃO INDEVIDA DE RENDIMENTOS. A apuração pelo Fisco de rendimentos tributáveis recbidos no anocalendário, declarados indevidamente como isentos ou não tributáveis, justifica o lançamento de ofício sobre o valor subtraído ao crivo da tributação. COMPROVAÇÃO DA DOAÇÃO EM ESPÉCIE. A doação em espécie deve ser informada tanto pelo doador, quanto pelo donatário, na Declaração de Ajuste Anual, além de ser comprovada a transferência do valor por meio de documentos hábeis e idôneos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 138/144), onde limitase a reafirmar os argumentos insertos na impugnação em 1ª Instância. É o relatório. Voto Conselheiro GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O contribuinte informou em suas Declarações de Ajustes alusivas aos anos calendários 2001, 2002 e 2003, rendimentos recebidos de fontes pagadoras pessoas físicas, no montante de R$ 270.000,00 (fls 7,10 e14). A autoridade fiscal constituiu crédito tributário em razão de o contribuinte não ter comprovado a origem dos valores recebidos à título de doação. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001615/200676 Acórdão n.º 2101002.204 S2C1T1 Fl. 160 3 Cingese a controvérsia se os valores recebidos pelo donatário sob o referido instituto estão ou não ao alcance do art. 6º , Inciso XVI, da Lei nº 7.713/88, in verbis: “Art. 6º. Ficam isentos do imposto de renda os seguaintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XVI – o valor dos bens adquiridos por doação ou herança.” Os artigos 39, Inciso XV e 119, § 2º, do Decreto 3.000/99 – RIR, assim disciplina: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XV – o valor dos bens adquiridos por doação ou herança, observado o disposto no art. 119 (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XVI, e Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 23 e parágrafos). (...) Art. 119. Na transferência de direito de propriedade por sucessão, nos casos de herança, legado ou por doação em adiantamento da legítima, os bens e direitos poderão ser avaliados a valor de mercado ou pelo valor constante da declaração de bens do de cujus ou do doador (Lei nº 9.532, de 1997, art. 23). (...) § 2º O herdeiro, o legatário ou o donatário deverá incluir os bens ou direitos, na sua declaração de bens correspondente à declaração de rendimentos do anocalendário da homologação da partilha ou do recebimento da doação, pelo valor pelo qual houver sido efetuada a transferência (Lei nº 9.532, de 1997, art. 23, § 3º). Compulsandose os autos se verifica que houve três doações, quais sejam: DOADORAS CPF / DOADOR ANO/DOAÇÃO VALOR Maria Augusta Rebello Ferrante 020.275.77815 2001 50.000,00 Gloria Maria Ferrante Perez 100.030.88715 2002 100.000,00 Maria Augusta Rebello Ferrante 020.275.77815 2003 120.000,00 Apenas a doadora Gloria Maria Ferreira Perez fez constar, o montante doado, em sua declaração anual de ajuste – FICHA PAGAMENTOS E DOAÇÕES EFETUADOS (fls. 117). Fl. 161DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Assim se expressa o relator no acórdão guerreado quanto à necessidade de relacionar os bens e direitos na Declaração de Ajuste Anual: “Na declaração de ajuste anual a doação deverá ser informada da seguinte forma: (...) II – no modelo simplificado: O contribuinte que efetuou a doação em dinheiro e que optar pelo formulário simplificado deve informar o nome, o número de inscrição no CPF ou no CNPJ do donatário e o valor doado na coluna Discriminação da Declaração de Bens e Direitos, não preenchendo as colunas de valor referentes à situação em 31 de dezembro. Pelo acima exposto depreendese que a obrigação de informar a doação não é apenas de quem recebe, como alega a defesa. O art. 119 do Regulamento do Imposto de Renda RIR/99 trata da obrigação do donatário, mas não exclui a dodoador. No caso em análise , em nenhum dos AnosCalendário em discussão, o contribuinte relacionou na coluna bens/direito de sua Declaração de Ajuste Anual a doação recebida, não havendo indicação do nome do doador, o número do CPF deste, a data e o valor recebido.” O Recorrente informou no campo Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, em suas declarações anuais de ajustes – modelo completo , os recebimentos das referidas doações. Os programas relativos aos exercícios de 2001, 2002 e 2003, no “Ajuda”, assim orienta: “FICHA RENDIMENTOS ISENTOS E NÃOTRIBUTÁVEIS Transferências patrimoniais – doações, heranças, meações e dissolução da sociedade conjugal ou unidade familiar – linha 09 Informe o valor relativo aos bens recebidos em doação, herança, legado, doação em adiantamento da legítima ou meação.” “BENS E DIREITOS – CASOS ESPECIAIS – DOAÇÃO Abra um item com o código correspondente ao bem ou direito recebido em doação. No campo Discriminação, relacione as doações recebidas, com indicação da espécie e o nome do CPF do doador.” Como se vê, o Recorrente não omitiu o rendimento porem deixou de fazêlo constar também em ficha específica para Casos Especiais. Por outro lado, vejamos os procedimentos adotados pelas doadoras: Glória Maria Ferrante Perez: Declarou a doação no valor de R$ 100.000,00, conforme se vê às folhas 117. Maria Augusta Rebello Ferrante: Não declarou as doações de R$ 50.000,00 e R$ 120.000, respectivamente. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001615/200676 Acórdão n.º 2101002.204 S2C1T1 Fl. 161 5 O Recorrente em suas razões de defesa, argumenta: “É de todos sabido que não existe na DIRPF Simplificada nenhum campo específico onde o contribuinte possa declarar ter efetuado quaisquer doações. E foi somente por este motivo – uma falta formal – que a mãe do Recorrente não pode declarar as doações a ele efetuadas nos anoscalendários 2001 e 2003.” Dispõem os artigos 29 e 53 da Instrução Normativa noº 15 de 06 de junho de 2001: “Art. 29. A pessoa física pode optar pela Declaração Simplificada, independentemente do montante dos rendimentos recebidos e da quantidade de fontes pagadoras. § 1º Essa opção implica a substituição de todas as deduções da base de cálculo e do imposto devido, previstas na legislação tributária, pelo desconto simplificado de vinte por cento do valor dos rendimentos tributáveis na declaração, limitado a R$ 8.000,00 (oito mil reais).” “Art. 53. Como parte integrante da Declaração de Ajuste Anual, a pessoa física deve apresentar relação pormenorizada dos bens móveis e imóveis e direitos que, no país ou no exterior, constituam o seu patrimônio e o de seus dependentes, em 31 de dezembro do anocalendário, bem assim os bens e direitos adquiridos e alienados nesse período.” Temse, portanto, que a doadora Maria Augusta Rebello Ferrante optou legalmente pelo modelo simplificado. Verificando o Ajuda das declarações de ajustes – SIMPLIFICADAS ora em tela, as mesmas trazem as seguintes orientações: “ FICHA DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS O que e como declarar Relacione de forma discriminada, seus bens e direitos e os de seus dependentes, no Brasil e no exterior, retratando a situação em que se encontravam em 31 de dezembro de 2000 e de 2001. Caso exerça atividade rural e tenha deduzido as benfeitorias como despesas de custeio na apuração de resultado da atividade rural, informe neste quadro apenas os dados relativos à terra nua, relacionando os bens e benfeitorias a ela referentes no Demonstrativo da Atividade Rural. BENS E DIREITOS QUE DEVEM SER DECLARADOS Imóveis, veículos automotores, embarcações e aeronaves, independentemente do valor de aquisição. Bens móveis e direitos de valor de aquisição unitário igual ou superior a R$ 5.000,00. Saldos de conta corrente bancária, caderneta de poupança e demais aplicações financeiras, de valor individual superior a R$ 140,00 em 31/12/2001. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 Conjunto de ações, quotas ou quinhão de capital de uma mesma empesa, negociadas ou não em bolsa de valores, e de ouro, ativo financeiro, cujo valor de aquisição unitário seja igual ou superior a R$ 1.000,00. (...) FICHA DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS Bens e direitos adquiridos e alienados em 2001 No campo DISCRIMINAÇÃO, informe o valor dos bens e direitos, os nomes e CPF de vendedores e adquirentes, datas e valores de aquisição e alienação e condições de financiamento. Os campos Situação em 31/12/2000 e Situação em 31/12/2001 não devem ser preenchidos. “Atenção: A alienação de bens e direitos pode resultar em rendimento tributável. Consulte o Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital ou o Resumo de Apuração dos Ganhos – Renda Variável, conforme o caso.” Percebese que na Declaração de Ajuste Completa há uma ficha específica para os casos de doação, enquadrada em Casos Especiais, enquanto que no modelo simplificado efetivamente não há. Tratandose de um caso especial, tenho por mim que o modelo simplificado não poderia têlo deixado à guisa de interpretações variadas, ao gosto do declarante, posto que a Declaração de Ajuste Completa tem também, além da ficha BENS E DIREITOS – CASOS ESPECIAIS – DOAÇÃO, a ficha BENS E DIREITOS para os demais casos. Destacase que o objetivo da declaração simplificada é efetivamente a substituição de todas as deduções da base de cálculo e do imposto devido, previstas na legislação tributária, pelo desconto simplificado préestabelecido, e não propriamente que o contribuinte deixe de declarar esta ou aquela informação. Portanto, exigir a informação da doação na declaração de ajuste da parte doadora, quando esta opte por modelo simplificado, o qual não tem campo específico, é penalizar o contribuinte beneficiário da doação não por sua desatenção no preenchimento da declaração, mas por falta de disciplina clara, sem dubiedades, especialmente quando se trata de manual de orientação ao contribuinte. Importa destacar que na Declaração de Ajuste Completa há inclusive código específico para a doação enquanto que na Declaração de Ajuste Simplificada não há. Penso que nas autuações de pessoas físicas, em regra sem formação jurídica ou contábil apropriada, há que se mitigar um pouco o rigor da prova exigida. Assim, tenho que as declarações assinadas pelas doadoras – mãe e irmã (fls. 26/28), demonstram a realidade da operação, comprovandose a origem dos valores recebidos pelo Recorrente à título de doação e, de consequência, o alcance da isenção de que trata o artigo 6º, Inciso XVI da Lei nº 7.713/88. Pelo exposto voto por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator Fl. 164DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001615/200676 Acórdão n.º 2101002.204 S2C1T1 Fl. 162 7 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10950.002332/2004-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2000
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP).
A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41). Hipótese em que o contribuinte apresenta Laudo Técnico emitido por profissional habilitado indicando que a APP existente é a mesma declarada na DITR.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE AVERBAÇÃO Á MARGEM DA MATRÍCULA DE REGISTRO DO IMÓVEL. NECESSIDADE.
Conforme determinava o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 2º, com a redação dada pela Lei nº 7.803/1989, a área de reserva legal deveria ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente. Ato constitutivo da reserva e requisito formal para reconhecimento do direito à isenção da área, a averbação deve ser feita em data anterior ao fato gerador do imposto.
CONSTITUCIONALIDADE. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2), sendo vedado aos membros das turmas de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.
DILIGÊNCIAS OU PERÍCIAS.
Na apreciação das provas, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2801-003.164
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para alterar a área de preservação permanente de 24,3ha para 24,5ha, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar que davam provimento parcial em maior extensão.
Assinado digitalmente
Tania Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2000 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP). A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41). Hipótese em que o contribuinte apresenta Laudo Técnico emitido por profissional habilitado indicando que a APP existente é a mesma declarada na DITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE AVERBAÇÃO Á MARGEM DA MATRÍCULA DE REGISTRO DO IMÓVEL. NECESSIDADE. Conforme determinava o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 2º, com a redação dada pela Lei nº 7.803/1989, a área de reserva legal deveria ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente. Ato constitutivo da reserva e requisito formal para reconhecimento do direito à isenção da área, a averbação deve ser feita em data anterior ao fato gerador do imposto. CONSTITUCIONALIDADE. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2), sendo vedado aos membros das turmas de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. DILIGÊNCIAS OU PERÍCIAS. Na apreciação das provas, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10950.002332/2004-85
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5309570
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-003.164
nome_arquivo_s : Decisao_10950002332200485.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
nome_arquivo_pdf_s : 10950002332200485_5309570.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para alterar a área de preservação permanente de 24,3ha para 24,5ha, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar que davam provimento parcial em maior extensão. Assinado digitalmente Tania Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
id : 5190221
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368496386048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2363; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 269 1 268 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.002332/200485 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.164 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de agosto de 2013 Matéria ITR Recorrente PAULO DE MORAES BARROS NETO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2000 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP). A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. (Súmula CARF nº 41). Hipótese em que o contribuinte apresenta Laudo Técnico emitido por profissional habilitado indicando que a APP existente é a mesma declarada na DITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. OBRIGATORIEDADE DE AVERBAÇÃO Á MARGEM DA MATRÍCULA DE REGISTRO DO IMÓVEL. NECESSIDADE. Conforme determinava o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 2º, com a redação dada pela Lei nº 7.803/1989, a área de reserva legal deveria ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente. Ato constitutivo da reserva e requisito formal para reconhecimento do direito à isenção da área, a averbação deve ser feita em data anterior ao fato gerador do imposto. CONSTITUCIONALIDADE. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2), sendo vedado aos membros das turmas de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. DILIGÊNCIAS OU PERÍCIAS. Na apreciação das provas, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 23 32 /2 00 4- 85 Fl. 269DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 270 2 Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para alterar a área de preservação permanente de 24,3ha para 24,5ha, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar que davam provimento parcial em maior extensão. Assinado digitalmente Tania Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Contra o contribuinte interessado foi lavrado, em 05/08/2004, o Auto de Infração de fls. 56/59, pela qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 17.004,09, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR suplementar, do exercício de 2000, acrescido de multa de ofício (75,0%) no valor de R$ 12.753,06 e mais juros de mora, calculados pela Taxa Selic, tendo como objeto o imóvel rural denominado “Fazenda Guaiaca” (lotes 208 a 210 – Gleba Veríssimo), cadastrado na RFB sob o nº 19726007, com área declarada de 547,8 ha, localizado no Município de Cianorte/PR. A ação fiscal foi iniciada com o Termo de Intimação Fiscal constante das fls. 02/04, tendo o contribuinte tomado ciência do mesmo em 30/03/2004 e apresentado documentação e esclarecimentos pertinentes. O Auditor Fiscal relatou, no Lançamento, em suma, que apurou a “falta de recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, ... conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal anexo, que passa a fazer parte integrante deste Auto de Infração.” E no referido Termo de Verificação Fiscal (fl. 49), fez constar que: “...O contribuinte apresenta a cópia do ADA entregue ao IBAMA em 18/09/98, fls.29 do presente, onde consta a área de preservação permanente de 24,3 ha, sendo que na declaração do ITR foi declarado a área de 24,5 ha. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 271 3 Área de Preservação Permanente A área de preservação permanente constante na declaração do ITR de 24,5 ha foi retificada para 24,3 ha conforme justificado no item 5. Área de Utilização Limitada Consta na declaração do contribuinte a área de 165,2 ha, fls.05 do presente, referente a área de utilização limitada e no ADA entregue a área de 109,6 ha, porém essa área de reserva legal não está averbada a margem da inscrição da matrícula do imóvel no registro de imóveis competente, portanto não podemos considerar as áreas constantes na declaração do ITR relativa a utilização limitada (165,2 ha) como não tributável da incidência do ITR” (sublinhei) Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação, conhecida e tratada pela Autoridade julgadora a quo, que indeferiu as preliminares de nulidade e o pedido de diligência/perícia e, no mérito, considerou PROCEDENTE o lançamento (fls. 153/4). Cientificado do Acórdão de 1ª instância em 13/09/2006 (fl.178), apresentou recurso voluntário, em 06/10/2006 (fl. 179), manifestando sua inconformidade com o decidido pela DRJ. O recurso foi conhecido e tratado pela 1ª Câmara do antigo 3º Conselho de Contribuintes, cujos atos, a teor do art. 6º do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram recepcionados e convalidados. Assim, após transcrever toda a situação fática que consubstancia esta controvérsia, o Relator votou pela conversão do julgamento em Diligência, sendo proferida a Resolução nº 3012.033 de 13 de agosto de 2008. O Voto deuse nos seguintes termos: “Resolução n° 3012.033, Data 13 de agosto de 2008 O auto de infração é datado de agosto de 2004, pautouse exclusivamente na falta da averbação à margem da matrícula do Imóvel da área de Reserva Legal, ainda que o contribuinte tivesse demonstrado a existência da área por laudo técnico que instruiu Requerimento de Autorização Florestal protocolizado junto à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e recursos Hídricos do Estado do Paraná, em 30/06/2003. Ora, há provas da existência da área de reserva legal, cuja única falha encontrase na alegada ausência de registro da área junto à matrícula do Imóvel. Por conta disso, para que não reste dúvida acerca dos motivos do lançamento e do reconhecimento da área proponho que a conversão do julgamento em diligência a fim de que a repartição de origem: a) oficie a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e recursos Hídricos do Estado do Paraná para que preste informações acerca do andamento do Requerimento de Autorização Florestal e quanto as áreas sobre as quais recaem a autorização florestal; Fl. 271DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 272 4 b) oficie o Cartório de Registro de Imóveis para que encaminhe cópia atualizada da matrícula dos imóveis veiculados ao NIRF nº. 19 72600 7; Concluída a diligência, intimese o contribuinte para, querendo, manifestese sobre seu resultado, retornando os autos para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. O recurso, tempestivo e com condições de admissibilidade, já foi conhecido anteriormente por esta instância recursal, conforme mencionado no Relatório. PRELIMINARES. Entendo que não são necessárias mais diligências ou perícias, além da que já foi determinada anteriormente. No momento, a discussão sobre a matéria cingese a questões formais para o reconhecimento ou não do direito à isenção de áreas definidas como de utilização limitada/reserva legal e preservação permanente. O Laudo Técnico elaborado por profissional competente, contendo, no meu entender, as informações necessárias, espanta a necessidade de perícia a ser conduzida no local. Assim, a controvérsia pode ser resolvida com a análise documental, dentro daquilo que já consta dos autos. Quanto ao que chama de “argüições legais e constitucionais”, que não teriam sido consideradas pela decisão de 1ª instância, também não serão tratadas aqui, já que é matéria de Súmula e consta do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (art. 62) ser vedado a seus membros manifestaremse sobre a inconstitucionalidade de lei tributária ou deixarem de aplicar lei ou decreto sobre fundamento de inconstitucionalidade, conforme já transcrito na Ementa. Apesar de no Voto constante da Resolução nº 3012.033 constar que a questão se resume “exclusivamente na falta da averbação à margem da matrícula do Imóvel da área de Reserva Legal” observo que foi efetuada também alteração da Área de Preservação Permanente (v. Auto de Infração fl 54 e TVF, itens 5 e 6, fl. 50), matéria esta expressamente mencionada pelo contribuinte em seu recurso (fl. 198/9): “Todos estes textos legais oriundos da Câmara dos Deputados e Senado Nacional (Congresso Nacional), são expressos a conceder a isenção do Imposto Territorial Rural, sobre as áreas de preservação permanente e de reserva legal, sem qualquer restrição ou condição. Isto é, independentemente de estarem ou não averbados a margem das respectivas Matrículas ou transcrições imobiliárias e nem tampouco condicionados a Ato de Declaração Ambiental (ADA) junto ao IBAMA.” (grifos originais) Fl. 272DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 273 5 Mas, aqui no caso, isso não fará diferença contra o contribuinte, como se verá a seguir. Por fim, destaco que o arrolamento de bens para seguimento de recurso administrativo não é mais necessário, a teor da Súmula Vinculante nº 21 do STF, devendo a Unidade de origem adotar as providências necessárias para seu cancelamento. MÉRITO. Façamos breve digressão sobre o instituto da isenção tributária: CTN Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração. (sublinhei) Natureza da isenção. Conforme art. 175, caput, a isenção exclui o crédito tributário, ou seja, surge a obrigação, mas o respectivo crédito não será exigível; logo, o cumprimento da obrigação resta dispensado. Para Rubens Gomes de Souza, favor legal consubstanciado na dispensa do pagamento de tributo. Para Alfredo Augusto Becker e José Souto Maior Borges, hipótese de nãoincidência da norma tributária. Para Paulo de Barros Carvalho, o preceito de isenção subtrai parcela do campo de abrangência do critério antecedente ou do conseqüente da norma tributária, paralisando a atuação da regra matriz de incidência para certos e determinados casos.(PAULSEN. Leandro, Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, 10 ed – Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2008, p. 1179) DO ADA COMO REQUISITO PARA ISENÇÃO. INAPLICABILIDADE ATÉ O EXERCÍCIO DE 2000. Considerando tratarse aqui do exercício de 2000, cujo fato gerador do tributo ocorreu em 1º de janeiro daquele ano, a jurisprudência deste CARF já se orientou no sentido de não ser exigível o ADA, uma vez que até tal exercício não havia lei stricto senso que o subsidiasse. A Lei nº 9.393/1996, que dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, em seu artigo 10, que trata da apuração e pagamento do imposto, menciona que para efeitos de apuração do ITR considerarseá “área tributável” a área total do imóvel “menos as áreas de preservação permanente e de reserva legal”, previstas na Lei nº 4.771 de 15 de setembro de 1965, com redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989. O tamanho da área tributável influi no cálculo e, conseqüentemente, no valor a pagar de ITR. A apresentação do ADA – Ato Declaratório Ambiental, para fins de exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal, que outrora era exigida pela RFB com base em norma infra legal, surgiu no ordenamento jurídico com o art. 1º, da Lei nº 10.165/2000, que incluiu o art. 17O, § 1º na Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, para os exercícios a partir de 2001: Fl. 273DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 274 6 Art. 17O Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental – ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei nº 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. (...) §1º A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. Cabe ressaltar a importância do Ato Declaratório Ambiental (ADA). O ADA é documento de cadastro das áreas do imóvel rural junto ao IBAMA e das áreas de interesse ambiental e possui como função cadastramento as áreas de interesse ambiental declaradas, permitindo o controle e verificação dessas áreas pelo órgão responsável pela área ambiental. Com essa declaração aos órgãos responsáveis, em busca da preservação ambiental dessas áreas, o Estado concede isenção tributária quanto ao ITR. Cabe ressaltar também que a isenção tributária, como a incidência, decorre de lei. É o próprio poder público competente para exigir tributo que tem o poder de isentar É a isenção um caso de exclusão tributária, de dispensa do crédito tributário, conforme determina o I, Art. 175 do Código Tributário Nacional (CTN). Buscase, assim, uma conduta determinada dos cidadãos. No caso, o objetivo é a preservação das áreas em comento, pela fiscalização das áreas informadas pelo ADA. Desta forma, o objetivo da isenção é estimular a preservação e proteção da flora e das florestas e, conseqüentemente, contribuir para a conservação da natureza e proporcionar melhor qualidade de vida. Entretanto, considerando a Súmula CARF nº 41, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros, não há que se falar em desconsideração de área de preservação permanente que não constou de ADA, para os exercícios anteriores a 2000, inclusive: “Súmula CARF nº 41 A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000”. Desta feita, a alteração, mínima, procedida pelo Auditor Fiscal na Área de Preservação Permanente declarada, exclusivamente porque constatou divergência com a área constante de ADA apresentado ao IBAMA, não pode subsistir. Observo que no Laudo Técnico apresentado, consta como área de preservação permanente o total de 24,5 ha (fls. 12 e 43, dentre outras menções) e a justificativa do Auditor Fiscal, conforme TVF (Termo de Verificação Fiscal) para alteração do valor declarado foi que no ADA constavam apenas 24,3 ha. Por essas razões, neste ponto, entendo que deva ser cancelada a alteração processada de ofício, para considerar como área de preservação permanente o total declarado de 24,5 ha (fl.54) Fl. 274DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 275 7 DA AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL NA MATRÍCULA DO IMÓVEL Para fazer jus à redução do ITR, deverá o sujeito passivo cumprir outra determinada exigência, especialmente em relação à reserva legal. Tratase da averbação no órgão competente de registro da destinação para preservação ambiental, conforme determinava o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, com a redação que lhe fora dada pela Lei nº 7.803/1989: Art. 16 ................................ § 1º Nas propriedades rurais, compreendidas na alínea a deste artigo, com área entre 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) hectares, computarseão, para efeito de fixação do limite percentual, além da cobertura florestal de qualquer natureza, os maciços de porte arbóreo, sejam frutíferos, ornamentais ou industriais. § 2º A reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área. (grifei e sublinhei) Bem, penso que a averbação no registro de imóveis não se trata tão somente de matéria de prova acerca da configuração da área de reserva legal ou, ainda, de obrigação acessória a ser cumprida pelo contribuinte, pelo contrário, tratase de ato constitutivo da própria área de reserva legal, documenta e cria um registro público da sua existência e faz surgir uma obrigação real de preservação. Ademais, o Mestre SÍLVIO RODRIGUES, ao tratar da forma dos atos jurídicos, ensina que para alguns atos a lei exige forma determinada. Para o renomado autor, não obstante a importância da forma venha diminuindo com o tempo, e ele identifica um recuo nessa ocorrência, se o formalismo apresenta alguns aspectos negativos, apresenta outros favoráveis, pois ele estabelece de maneira indiscutível a vontade das partes e conserva a memória de sua manifestação, garante a autenticidade do ato, chama a atenção para a seriedade do mesmo, facilita a prova que se fizer necessária e traz o elemento importante publicidade. (RODRIGUES. Silvio, Direito Civil, Parte Geral, vol 1, São Paulo: Saraiva, 2003, pp. 264/5). Acrescentese, ainda, que a averbação na matrícula do imóvel produz efeitos erga omnes, preservando a área mesmo no caso de transmissão a qualquer título, desmembramento e etc... Com o devido respeito à jurisprudência que colaciona o Recorrente, que ao contrário do que afirma não é unânime neste CARF, contudo e portanto, entendo que a área de reserva legal somente será considerada para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto. Não faz sentido admitir um ato constitutivo que possa ser posterior. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 276 8 Neste sentido, a Resolução 3012.033 desta instância recursal entendeu por bem determinar a realização de Diligência para que se fizesse constar dos autos a matrícula do imóvel: “b) oficie o Cartório de Registro de Imóveis para que encaminhe cópia atualizada da matrícula dos imóveis veiculados ao NIRF nº. 19 72600 7; Providenciada a Diligência, de cujo resultado o Recorrente foi cientificado em 23/04/2010 (fl. 266), vieram aos autos: a) o Termo de Compromisso de Reserva Legal, protocolado no Escritório Regional de Umuarama, Comarca de Cianorte/PR, em 30/06/2003 e assinado pelas partes (o Recorrente e o Instituto Ambiental do Paraná) em 07 de julho de 2006 (fl. 243); e b) a “cópia da matrícula n° 22.557, referente aos Lotes 208, 209 e 210 da Gleba Veríssimo, situados neste Município e Comarca de CianortePR., imóvel de propriedade de Paulo de Moraes Barros Neto”, onde se verifica que o Termo de Compromisso foi averbado em Cartório em 28 de setembro de 2006 (fl. 246), com a finalidade de gravar restrição de Reserva Legal sobre uma área de 109,55 ha. Assim, reputo que não foi cumprido o requisito formal de constituição da área como de reserva legal, em data oportuna, previsto em lei, conforme acima transcrito, desde 1989, não sendo passível de se reconhecer a mesma como isenta para fins de apuração do ITR, cujo fato gerador ocorreu em 1º de janeiro de 2000. A averbação deveria ter sido feita antes dessa data. DA MULTA DE OFÍCIO APLICADA Neste aspecto, importante frisar que a falta de recolhimento do imposto constatada nos autos enseja sua exigência por meio de lançamento de ofício, com a aplicação da multa de ofício de 75%, prevista na Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 44. Para aplicação da multa de 75,0% devese observar, primeiramente, o disposto no § 2º do art. 14, da Lei nº 9.393/1996, que assim estabelece: “Art. 14 (...) § 1º (...) § 2º As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais.” Essas multas, aplicadas aos tributos e contribuições federais, estão previstas no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996, que dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;” Fl. 276DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10950.002332/200485 Acórdão n.º 2801003.164 S2TE01 Fl. 277 9 Portanto, a cobrança da multa lançada de 75% está devidamente amparada nos dispositivos legais citados anteriormente (§ 2º do art. 14 da Lei nº 9.393/1996 c/c o art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996). CONCLUSÃO Pelas razões expostas aqui, mantémse a glosa efetuada pela autoridade fiscal, no lançamento, da área de reserva legal declarada, por ter sido comprovado de que a mesma não estava averbada à margem da matrícula do imóvel na data de ocorrência do fato gerador do imposto. De outro lado, deve ser cancelada a alteração procedida pelo Auditor Fiscal, considerandose como área de preservação permanente os 24,5 ha (vinte e quatro inteiros e cinco décimos) originalmente declarados. Inalterável o percentual de multa de ofício aplicada, de 75% sobre o valor da infração que restar apontada. Desta feita, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 22/09/2013 por TANIA MARA PASCHO ALIN
score : 1.0
Numero do processo: 19311.720281/2012-87
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Dec 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3403-000.525
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19311.720281/2012-87
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313782
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-000.525
nome_arquivo_s : Decisao_19311720281201287.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANTONIO CARLOS ATULIM
nome_arquivo_pdf_s : 19311720281201287_5313782.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5220775
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368539377664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1857; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 4 1 3 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19311.720281/201287 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3403000.525 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 28 de novembro de 2013 Assunto Solicitação de diligência Recorrente BEIESDORF INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de autos de infração relativos ao PIS e à Cofins, com ciência pessoal do contribuinte em 15/06/2012, lavrados em razão da falta de recolhimento das contribuições no regime monofásico devidas pelos fatos geradores ocorridos entre fevereiro de 2008 e dezembro de 2010. Segundo consta do termo de verificação fiscal (fls. 2531/2542), a atividade do contribuinte consiste na industrialização e comercialização de produtos de higiene e de toucador (marca Nívea). O contribuinte também realizou importações por encomenda e por conta e ordem desses mesmos produtos de outras empresas do grupo Beiersdorf. Foi constatado, ainda, que a fiscalizada adquiriu, para revenda, sabonetes da empresa Higident do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 93 11 .7 20 28 1/ 20 12 -8 7 Fl. 3520DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 5 2 Brasil Indústria e Comércio Ltda (ItajubáMG). As mercadorias assim adquiridas foram revendidas para a comercial atacadista BDF – Nívea Ltda (CNPJ 43.389.383/000132). O contribuinte não tomou créditos de PIS e Cofins nem sobre as importações e nem sobre o valor das aquisições de sabonetes no mercado interno. Nas vendas à BDFNívea o contribuinte considerou que as receitas provenientes dessas operações estavam sujeitas à alíquota zero de PIS e de Cofins, invocando como base legal o art. 1º, § 1º da Lei nº 10.147/2000. Entende a fiscalização que essas vendas deveriam ter sido tributadas com as alíquotas de 2,2% (PIS) e de 10,3% (Cofins), pois a alíquota zero somente pode ser aplicada às receitas auferidas por empresas exclusivamente comerciantes, a teor do art. 1º combinado com o art. 2º da Lei nº 10.147/2000. Foi apurado também excesso na base de cálculo de créditos do PIS e Cofins nas linhas "02. Bens Utilizados com Insumos" das fichas 06A e 16A dos Dacon, sobre os totais mensais dos dispêndios efetivamente ocorridos e registrados nos Livros Registro de Entradas sob os CFOP 1101 e 2101 (compras para industrialização). Houve preenchimento incorreto de campos dos Dacon, uma vez que em todos os períodos de apuração foram omitidas informações referentes às devoluções de vendas e importações diretas, além de valores relativos a bens adquiridos como insumos terem sido declarados como se fossem de bens destinados à revenda. Não foram informados nos Dacon valores relativos às despesas com energia elétrica. Diante das irregularidades constatadas, foram lavrados autos de infração para a exigência das contribuições com a multa de ofício agravada em 50% (art. 959, II, do RIR/99), por ter o contribuinte apresentado à fiscalização, fora do prazo regulamentar, os arquivos digitais do ano de 2008 no padrão exigido pela IN SRF nº 86/2001 e ADE Cofis nº 15/2001. A fiscalização menciona a inflição da multa regulamentar, em razão dos erros de preenchimento dos Dacon, nos termos do art. 7º, III e IV, e § 3º da Lei nº 10.426/2002, com a redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051/2004. O contribuinte sintetizou sua impugnação da seguinte forma: (i) estão sujeitas à sistemática monofásica da Lei 10.147/00 e conseqüentemente à aplicação das alíquotas majoradas – 2,2% (PIS) e de 10,3% (COFINS) – apenas a receita bruta apurada pela pessoa jurídica que tenha procedido à industrialização ou à importação de produtos classificados sob as posições 3303 a 3307 e nos códigos 3401.11.90, 3401.20.10 e 96.03.21.00; (ii) os insumos importados (na modalidade de conta e ordem) ou adquiridos no mercado nacional, que são utilizados na industrialização de produtos (classificados nas posições 3303 a 3307 e nos códigos 3401.11.90, 3401.20.10 e 96.03.21.00) geram direito de crédito de PIS e COFINS à requerente; (iii) a receita bruta decorrente da venda (mera revenda) dos produtos, ainda que classificados sob as posições 3303 a 3307 e nos códigos 3401.11.90, 3401.20.10 e 96.03.21.00, que não forem objeto de industrialização ou importação da requerente está sujeita à alíquota zero, na forma da Lei nº 10.147/00, sem direito a crédito de PIS e Cofins; (iv) em se tratando de importação, aquelas realizadas sob a modalidade conta e ordem, são referentes a insumos que são posteriormente utilizados pela requerente na sua atividade de industrialização, pelo que dão direito a créditos de PIS e Cofins, e a receita bruta decorrente da venda do produto final fica sujeita às alíquotas de 2,2% (PIS) e 10,3% (Cofins); (v) as operações de importação por encomenda de produtos finais são realizadas por comerciais importadoras (terceiros) e os produtos assim importados não são submetidos a Fl. 3521DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 6 3 nenhuma forma de industrialização do art. 4º do RIPI; dessa forma, a receita bruta decorrente da venda desses produtos é sujeita à alíquota zero sem direito a crédito de PIS e Cofins; (vi) da mesma forma, em relação aos sabonetes, são adquiridos no mercado interno de pessoa jurídica industrial, sendo que cabe à requerente tão somente proceder à revenda sem nenhuma industrialização, o que conduz à conclusão de que é acertada a aplicação da alíquota zero de PIS e Cofins; (vii) todos os documentos, arquivos, demonstrativos e esclarecimentos foram apresentados à fiscalização durante o procedimento fiscal. Não obstante, há erros de interpretação quanto à legislação e aos fatos, e também nos cálculos realizados pela fiscalização, demonstrando total falta de consciência nos procedimentos adotados, pelo que caberia uma diligência para apurar corretamente os cálculos, em se considerando, ad argumentandum, que a presente impugnação não seja acolhida; (viii) nem pretenda a fiscalização atribuir o direito aos créditos de PIS e Cofins à requerente na ânsia de ter tributada a totalidade da receita da requerente na forma da Lei nº 10.147/00 (2,2% e 10,3% de PIS e Cofins, respectivamente), pois afronta toda a legislação e a sistemática tributária vigentes; (ix) como a requerente não cometeu nenhuma infração, descabidos a multa de ofício e os juros Selic. Com mais razão deve ser afastado o agravamento da multa de ofício, pois o pedido de prorrogação de prazo, que justifica o atraso e demonstra a boafé da requerente, atestam que a multa de 112,5% aplicada pelo fiscal é abusiva. Por meio do Acórdão nº 38.820, de 03/09/2012, a 3ª Turma da DRJ – Campinas julgou a impugnação procedente em parte. Foram retificados erros materiais alegados e afastado o agravamento da multa. A 3ª Turma da DRJ – Campinas decidiu as seguintes questões; 1) Quanto à sujeição das receitas da recorrente provenientes da mera revenda dos produtos discriminados no art. 1º da Lei nº 10.147/00, entendeu a turma de piso que o regime monofásico define os grupos de contribuintes que serão tributados com alíquotas diferenciadas em percentuais mais elevados do que aqueles aplicáveis ao regime geral. O art. 1º da Lei nº 10.147/2000 escolheu qual o grupo de contribuintes que seria tributado com alíquotas diferenciadas (pessoas jurídicas que importam ou industrializam os produtos de perfumaria e toucador). O inciso I, alínea “a”, do referido dispositivo estabeleceu a venda desses produtos como sendo a operação que ficaria sujeita às alíquotas majoradas. E o art. 2º desonerou a receita bruta decorrente de vendas desses produtos somente em relação às pessoas jurídicas que não se enquadrem na condição de industrial ou de importador. Este entendimento seria confirmado pelo art. 24 da Lei nº 11.727/2008, que reconheceu à pessoa jurídica fabricante de produtos sujeitos ao regime monofásico o direito ao crédito das contribuições, quando adquirir esses produtos de outra pessoa jurídica importadora ou fabricante para fins de revenda. Assim, a receita proveniente da revenda de produtos de higiene pessoal, perfumaria ou de toucador, quando auferida por pessoa jurídica fabricante desses produtos, ainda que tal receita decorra de mera revenda, sujeitase às alíquotas diferenciadas da Lei nº 10.147/00, com direito ao crédito estabelecido no art. 24 da Lei 11.727/2008, tal como entendeu a fiscalização; Fl. 3522DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 7 4 2) Quanto aos erros materiais cometidos pela fiscalização, a DRJ considerou improcedentes as alegações no sentido de que a fiscalização teria ignorado créditos sobre aquisições de matériaprima; que a fiscalização teria exigido as contribuições sobre devoluções e reversões de vendas; e que a fiscalização aplicou as alíquotas diferenciadas em relação a produtos que estão excluídos da sistemática monofásica; 3) Foi acolhida a alegação de erro material em relação à utilização indevida do livro registro de entradas que continha erro em sua impressão. A DRJ efetuou a retificação dos cálculos utilizando as cópias do livro corretamente impressas; 4) A DRJ considerou que embora o termo de verificação tenha feito referência à multa regulamentar por erro no preenchimento do DACON, essa multa não foi aplicada no auto de infração; 5) A DRJ decidiu desagravar a multa de ofício, pois a própria fiscalização concedeu prorrogação de prazo para apresentação de arquivos magnéticos e não foi consignada a data de protocolo no documento que formalizou a entrega dos arquivos restantes por parte do contribuinte, fato que impossibilitou o julgador de aferir se a entrega dos arquivos se deu após o novo prazo concedido pela fiscalização. A dúvida quanto ao cumprimento ou não do prazo prorrogado colocou em xeque o agravamento da penalidade; 6) Foi mantida a incidência da taxa Selic na forma posta no lançamento. Regularmente notificado do acórdão de primeira instância em 07/11/2012 (fl. 2.819), o contribuinte apresentou recurso voluntário em 08/11/2012 (fl. 2.822), insurgindose contra a decisão recorrida quanto à interpretação do alcance do regime monofásico estabelecido no art. 1º da Lei nº 10.147/00 e também em relação ao não acolhimento das alegações relativas aos erros materiais contidas na impugnação. Quanto à questão do regime monofásico, reiterou as alegações contidas na impugnação, no sentido de que o simples fato da pessoa jurídica ser fabricante ou importadora de produtos de perfumaria, higiene pessoal e de toucador, não sujeita a totalidade de suas receitas às alíquotas diferenciadas de PIS e Cofins. Segundo seu entendimento, apenas estão sujeitas às alíquotas diferenciadas os produtos que sejam por ela industrializados ou importados diretamente. As receitas provenientes da mera revenda desses produtos enquadramse no art. 2º da referida lei, ou seja, sujeitamse à alíquota zero. Na hipótese de sua interpretação não prevalecer, reafirmou a existência de erros materiais não acolhidos pela DRJ, quais sejam: a) a fiscalização só considerou créditos em relação à importação de produtos acabados, ignorando as DI apresentadas durante a fiscalização, que demonstram as matériasprimas que também dão direito a crédito (CFOP 2949); b) quanto à tributação das devoluções/reversões de venda, alegou que a fiscalização não considerou as contabilizadas sob os CFOP 1410 e 1411. A fiscalização só considerou as devoluções contabilizadas sob os CFOP 1201, 2201, 1202 e 2202; e c) existem produtos que a recorrente adquire para revenda (CFOP 1102 e 2102), que estão excluídos da sistemática monofásica. Entretanto a recorrente preencheu o DACON incorretamente de forma que esses produtos foram indicados como insumos, quando na verdade eram produtos destinados à revenda. Assim, o mero equívoco da recorrente não lhe retira o direito aos créditos dos produtos para revenda NCM 3401.30.00 e 3401.19.00. Fl. 3523DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 8 5 Insurgiuse contra a multa de 75%, sob o argumento de ser abusiva e confiscatória, citando julgados do Supremo Tribunal Federal para corroborar sua tese. Atacou a cobrança dos juros de mora com base na taxa Selic, alegando que sua cobrança viola o art. 150, inciso I, do CTN (sic). Na hipótese de ser mantida a aplicação da taxa Selic sob o crédito tributário lançado, requereu que ela não incida sobre a multa de ofício, conforme a pacífica jurisprudência do CARF. Em 07/12/2012 foi deferida a juntada dos documentos de fls. 2977 a 3492 onde o contribuinte apresenta "documentos adicionais em complemento às provas já apresentadas" com o fim de respaldar os argumentos aduzidos no recurso voluntário. A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarrazões ao recurso voluntário, pugnando pela legalidade do lançamento e pela manutenção da exigência. É o relatório.Clique aqui para iniciar o relatório Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. Conforme relatado, o contribuinte alegou que a fiscalização não teria considerado alguns créditos em relação aos quais teria direito. A DRJ levou em conta apenas a alegação de erro decorrente da utilização da cópia do livro registro de entradas que continha incorreções e desconsiderou as demais alegações, basicamente por falta de provas. O contribuinte alega que juntou os documentos em 07/12/2012 para "complementar" as provas anteriormente juntadas. Tendo em vista que nada foi juntado com a impugnação, só restou à DRJ rejeitar as alegações de defesa por falta de provas. Embora o contribuinte fale em "complementação" de provas, os documentos de fls. 2977 a 3492 não estão complementando nada que tenha sido juntado com a impugnação ou com o recurso. Na verdade, esses são os documentos que o contribuinte considera comprobatórios de suas alegações e somente foram juntados aos autos em 07/12/2012. E são três alegações sobre matéria de fato que devem ser comprovadas: a) direito ao crédito de PIS e Cofins sobre matériasprimas importadas, que não teria sido considerado pela fiscalização (doc. fls. 2998 a 3314); b) a fiscalização está exigindo indevidamente as contribuições sobre devoluções/reversões de venda contabilizadas sob o CFOP 1410 e 1411 (doc. fls. 3314 a 3325); e Fl. 3524DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 9 6 c) a fiscalização glosou indevidamente de créditos decorrentes de bens adquiridos para revenda (CFOP 1102 e 2102) os quais, por erro de preenchimento do DACON, foram considerados pelo contribuinte como insumos (fls. 3326 a 3492). Em que pese a determinação do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 no sentido de que as provas das alegações devam ser juntadas no momento da instauração do litígio, a aplicação desse dispositivo processual vem sofrendo atenuação por diversas turmas do CARF. No caso concreto, essa atenuação se justifica porque as declarações de importação trazidas pelo contribuinte não se encontram relacionadas nas listas mensais elaboradas pela fiscalização. O contribuinte juntou para cada DI que não teria sido considerada, uma relação de declarações de importação que teriam sido consideradas pela fiscalização, nas quais realmente não se localiza a DI tida pelo contribuinte como não considerada. Já quanto às outras duas alegações, foram apresentadas cópias do livro de registro e apuração de IPI demonstrando a existência de valores contabilizados sob os CFOP 1410, 1411, 1102 e 2102. Diante dessas considerações, entendo que a forma deve ceder o passo ao conteúdo, pois as alegações do contribuinte dizem respeito à correta fixação do quantum debeatur. Os documentos juntados em 07/12/2012, embora tardios, demonstram à primeira vista, que o crédito pelas matériasprimas importadas poderia mesmo não ter sido considerado pela fiscalização, uma vez que os demonstrativos de fls. 2561/2568 revelam que o AuditorFiscal só admitiu créditos em relação às aquisições CFOP 1101, 1653 e 2101, não mencionando o código CFOP 2949. Desse modo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que seja verificado o que a seguir se requer: a) em relação às matériasprimas importadas, cujo crédito não teria sido considerado pela fiscalização, verificase que nas fls. 2998 a 3314 o contribuinte apresentou as declarações de importação abaixo relacionadas: Declaração de Importação Data de registro 08/00699623 14/01/2008 08/02001453 08/02/2008 08/03404004 04/03/2008 08/05292173 10/04/2008 08/06407381 02/05/2008 08/07527488 21/05/2008 Fl. 3525DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 10 7 08/10050131 04/07/2008 08/12038805 06/08/2008 08/14980362 23/09/2008 08/16457217 16/10/2008 08/17857065 10/11/2008 08/18991113 26/11/2008 09/00284964 08/01/2009 09/01120884 28/01/2009 09/03466354 19/03/2009 09/04462522 09/04/2009 09/04990588 23/04/2009 09/06584528 26/05/2009 09/08351865 01/07/2009 09/09642545 27/07/2009 Em relação a essa alegação de fato, indagase à fiscalização: 1) essas entradas de matérias primas importadas estão contabilizadas sob o CFOP 2949?; 2) essas entradas foram ou não consideradas por ocasião do lançamento de ofício?; 3) se não foram consideradas, existe algum óbice em considerálas agora?; e 4) se existir algum óbice ao direito de crédito em relação a tais aquisições, declinar o motivo. b) esclarecer se houve ou não exigência indevida das contribuições sobre devoluções/reversões de venda contabilizadas sob o CFOP 1410 e 1411 e se existe algum o óbice em se acolher a alegação do contribuinte. c) esclarecer se houve glosa indevida de créditos decorrentes de bens adquiridos para revenda (CFOP 1102 e 2102) e se existe algum óbice em acolher a alegação da defesa. Feitas as averiguações, solicitase ao AuditorFiscal incumbido do procedimento, que lavre termo circunstanciado e conclusivo do que for apurado, juntando planilhas de cálculo, cópias dos livros e demais documentos hábeis à comprovação do que for constatado. O contribuinte deverá ser notificado do resultado da diligência para que, querendo, se manifeste no prazo de 30 dias (art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/2011). Fl. 3526DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 19311.720281/201287 Resolução nº 3403000.525 S3C4T3 Fl. 11 8 Atendidas as solicitações acima, o processo deverá retornar ao colegiado para prosseguimento. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 3527DF CARF MF Impresso em 13/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/11/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10814.009542/2005-40
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Data do fato gerador: 29/09/2003
REGIME AUTOMOTIVO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL NO MOMENTO DO DESEMBARAÇO.
Definido que ao benefício em discussão se aplica a disposição do art. 60 da Lei 9.069/95, cumulativamente à norma específica do regime, mostra-se cabível a exigência de nova CND a cada desembaraço aduaneiro, em nada se opondo esse entendimento àquele oriundo do STJ, aplicável, este último, apenas ao drawback.
Recurso Especial do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-002.671
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda e Antonio Lisboa Cardozo e as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martínez López.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
EDITADO EM: 06/12/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado), Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 29/09/2003 REGIME AUTOMOTIVO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL NO MOMENTO DO DESEMBARAÇO. Definido que ao benefício em discussão se aplica a disposição do art. 60 da Lei 9.069/95, cumulativamente à norma específica do regime, mostra-se cabível a exigência de nova CND a cada desembaraço aduaneiro, em nada se opondo esse entendimento àquele oriundo do STJ, aplicável, este último, apenas ao drawback. Recurso Especial do Contribuinte Negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10814.009542/2005-40
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5316684
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 09 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9303-002.671
nome_arquivo_s : Decisao_10814009542200540.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JULIO CESAR ALVES RAMOS
nome_arquivo_pdf_s : 10814009542200540_5316684.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda e Antonio Lisboa Cardozo e as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martínez López. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator. EDITADO EM: 06/12/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado), Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
id : 5247092
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368543571968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1782; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 276 1 275 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10814.009542/200540 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303002.671 – 3ª Turma Sessão de 14 de novembro de 2013 Matéria REGIME AUTOMOTIVO Recorrente CONTINENTAL BRASIL INDÚSTRIA AUTOMOTIVA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 29/09/2003 REGIME AUTOMOTIVO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL NO MOMENTO DO DESEMBARAÇO. Definido que ao benefício em discussão se aplica a disposição do art. 60 da Lei 9.069/95, cumulativamente à norma específica do regime, mostrase cabível a exigência de nova CND a cada desembaraço aduaneiro, em nada se opondo esse entendimento àquele oriundo do STJ, aplicável, este último, apenas ao drawback. Recurso Especial do Contribuinte Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Rodrigo Cardozo Miranda e Antonio Lisboa Cardozo e as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martínez López. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. EDITADO EM: 06/12/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 81 4. 00 95 42 /2 00 5- 40 Fl. 276DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por SHEILA NOBRE FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/12/201 3 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANT OS Processo nº 10814.009542/200540 Acórdão n.º 9303002.671 CSRFT3 Fl. 277 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado), Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Temse recurso especial interposto pela sociedade empresária acima identificada contra decisão que manteve a nãohomologação de compensações por ela declaradas sob o entendimento de que não restara comprovado o direito creditório alegado. Adviria ele, segundo a recorrente, da redução de alíquota do imposto de importação autorizada pelo art. 5º da Lei 10.182/2001 (“regime automotivo”), a que faria jus porquanto já previamente habilitada na forma do art. 6º daquela Lei, mas que, inadvertidamente, não fora por ela postulada quando efetuou as importações. O direito não foi reconhecido porque a empresa deixou de apresentar certidões negativas de débito relativas às datas de desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas. Segundo a RFB, essa exigência decorre da aplicabilidade do art. 60 da Lei 9.069/95 à hipótese. A defesa da recorrente, desde a manifestação de inconformidade, vem sendo no sentido de que, mesmo que se entenda aplicáveis as disposições da Lei 9.069, descabe exigir nova apresentação de CND no momento do desembaraço se ela já foi apresentada quando da habilitação ao regime. Também desde a manifestação de inconformidade, vem juntando decisões administrativas e judiciais que chegaram a essa conclusão. Dentre as últimas, em seu recurso voluntário enfatizou – em tópico próprio – aquela proferida pelo STJ no RESP 1.041.237, julgado na sistemática dos recursos repetitivos, e em que se discutia a mesma exigência no âmbito do regime especial de drawback. Essa decisão foi expressamente considerada, como uma das razões de decidir, no acórdão aceito como paradigma, mas não foi sequer mencionada na decisão de que se recorre. O recurso foi admitido pelo Presidente Henrique, já que a decisão apontada como paradigma examinou os mesmíssimos fatos e concluiu na forma pretendida pela recorrente. A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões em que postulou fossem considerados como seus os argumentos do acórdão 310201.068. Aí se analisou, inclusive, a aplicabilidade da decisão do STJ acima indicada, que foi rejeitada por ter tratado de drawback É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS, Relator Fl. 277DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por SHEILA NOBRE FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/12/201 3 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANT OS Processo nº 10814.009542/200540 Acórdão n.º 9303002.671 CSRFT3 Fl. 278 3 O recurso deve ser mesmo admitido uma vez cabalmente demonstrada a divergência. Cumpre iniciar sua análise pela delimitação da questão posta a debate. Resumese ela ao momento em que deve ser apresentada a prova da regularidade fiscal de que trata o art. 60 da Lei 9.069/95. Já está assentado, portanto, que ela se aplica à hipótese aqui discutida – regime automotivo de que cuida a Lei 10.182/2001 – e que essa regularidade se há de demonstrar por meio de certidão negativa de débito (CND). Essa conclusão se impõe quando se vê que a própria decisão aceita como demonstradora da divergência não as rejeitou, apenas estendeu ao benefício aqui discutido – regime automotivo – a conclusão do ministro Fux válida para o drawback. Em outras palavras, no entender da Câmara paradigmática, sempre que se tratar de aplicação do art. 60 da Lei 9.069, a exigência de CND tem de ser única: ou ela é exigida no momento da “concessão” ou no do reconhecimento. Assim, equiparando a figura da habilitação prevista explicitamente na Lei 10.182 à da expedição do ato concessório que se realiza no âmbito do drawback, a Câmara entendeu que, uma vez exigida a CND na habilitação, não cabe exigila de novo, tal qual, segundo o STJ, não cabe fazêlo quando se trata de drawback. Ocorre que os dois institutos, embora benefícios fiscais ambos, não são, a meu ver, equivalentes. De fato, pelo menos duas diferenças são significativas. A primeira, e mais relevante, é que a exigência de comprovação de regularidade fiscal não consta nas disposições da legislação aduaneira atinentes ao drawback (Decretolei no 37, de 1966, art. 78, e Lei no 8.402, de 1992, art. 1o, inciso I) mesmo com o “disciplinamento” que lhes dão as normas dos diversos regulamentos aduaneiros baixados, a exemplo dos arts. 335 a 355 do Decreto 4543. No drawback, portanto, toda a exigência se encontra lastreada exclusivamente na própria Lei 9.069/95, que é posterior ao ato legal que instituiu o regime. Nesses termos, a extensão realizada na decisão paradigma somente se poderia efetuar validamente se o regime automotivo, de modo semelhante ao regime aduaneiro especial em causa, não contivesse em sua legislação a exigência. Completamente diversa é, no entanto, a situação do Regime Automotivo: a própria lei que o instituiu – art. 6º, I da Lei 10.182 – já exigiu a “comprovação de regularidade com o pagamento de todos os tributos e contribuições sociais federais”, aqui equiparada à exibição de CND (ponto sobre o qual também não se instaurou a divergência). Isso é, aliás, reconhecido pela própria recorrente. Ou seja, de um lado se tem um regime aduaneiro especial para cuja validade somente era originalmente exigida, grosso modo, a comprovação da efetiva exportação de certa quantidade de produtos, e ao qual se passou a aplicar adicionalmente a exigência genericamente prevista na Lei 9.069, e, do outro, um regime que, desde o seu nascedouro, já contém tal exigência de forma explícita. Notese que se trata de legislação posterior à Lei 9.069 e específica para o benefício. A segunda diferença é que no drawback se tem, desde o ato concessório, claramente definidos os parâmetros em que a suspensão, isenção ou restituição se dará, cabendo tãosomente ao interessado, após obter tal ato, exportar a quantidade compromissada – modalidade suspensão. Nas duas outras modalidades, tudo já é provado no primeiro momento, isto é, a importação, com pagamento de tributo, de quantidade equivalente àquela objeto da isenção ou da restituição postulada. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por SHEILA NOBRE FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/12/201 3 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANT OS Processo nº 10814.009542/200540 Acórdão n.º 9303002.671 CSRFT3 Fl. 279 4 De se notar que, mesmo assim, a decisão do sr. Ministro Fux não chegou ao ponto de afirmar que seria dispensada a CND para novos requerimentos do mesmo contribuinte. Ou seja, da decisão proferida o que se extrai – ao menos é o que extraio eu – é a dispensa da exigência de nova CND no momento do desembaraço da quantidade cuja importação com isenção ou suspensão previamente fora deferida; novos pedidos requererão nova CND. A aplicação “analógica” desse entendimento, portanto, levaria, a meu sentir, à conclusão oposta à que chegou a câmara paradigmática: a cada importação, no caso do regime automotivo, nova CND há de ser exigida, pois é aí que se tem de fato a concessão ou o reconhecimento para uma dada quantidade e qualidade de mercadoria a ser importada. E essa conclusão se vê reforçada pelo entendimento, já não mais objeto de controvérsia, de que a ele se aplica o art. 60 da Lei 9.069, em adição ou complemento à Lei 10.182, ainda que seja esta última específica do regime e posterior àquela e somente preveja a comprovação da regularidade no momento da habilitação. Por isso é que entendo que somente acatando a pretensão da empresa de que a Lei 9.069 não se aplica ao benefício em causa se poderia cogitar da dispensa da exigência debatida. Pacificada a questão, ao seu recurso especial há de ser negado provimento. E é assim que voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Fl. 279DF CARF MF Impresso em 09/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por SHEILA NOBRE FERREIRA, Assinado digitalmente em 09/12/201 3 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANT OS
score : 1.0
Numero do processo: 10680.916353/2009-11
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado o ônus da prova dos fatos que tenha alegado em seu favor. Na falta de provas o direito creditório deve ser negado.
DCTF RETIFICADORA. EFEITOS.
A DCTF quando retificada após a ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável sua comprovação através da escrita fiscal e contábil do contribuinte.
Numero da decisão: 3803-004.656
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Juliano Eduardo Lirani. Ausente justificadamente o conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado o ônus da prova dos fatos que tenha alegado em seu favor. Na falta de provas o direito creditório deve ser negado. DCTF RETIFICADORA. EFEITOS. A DCTF quando retificada após a ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável sua comprovação através da escrita fiscal e contábil do contribuinte.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.916353/2009-11
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5322595
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 06 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-004.656
nome_arquivo_s : Decisao_10680916353200911.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10680916353200911_5322595.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Juliano Eduardo Lirani. Ausente justificadamente o conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5288115
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368553009152
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1772; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 10 1 9 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.916353/200911 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.656 – 3ª Turma Especial Sessão de 22 de outubro de 2013 Matéria PIS/COFINS Recorrente GEMAPE MÁQUINAS E PEÇAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado o ônus da prova dos fatos que tenha alegado em seu favor. Na falta de provas o direito creditório deve ser negado. DCTF RETIFICADORA. EFEITOS. A DCTF quando retificada após a ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável sua comprovação através da escrita fiscal e contábil do contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 63 53 /2 00 9- 11 Fl. 36DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Juliano Eduardo Lirani. Ausente justificadamente o conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de PER/DComp transmitido em 31/07/2006, que buscou compensar créditos alegadamente pagos indevidamente ou a maior de COFINS, competência abril de 2005, com débitos de CSLL referentes ao 2º trimestre de 2006, no valor total de R$ 4.428,72. A DRF em Belo Horizonte/MG através de despacho decisório eletrônico não homologou o pedido do sujeito passivo, pois, apesar de localizar o pagamento indicado verificou que o mesmo estava totalmente alocado para pagamento de outros débitos, não restando saldo suficiente. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, onde alegou que: 1 A empresa possui créditos referentes ao Pis sobre Faturamento e Cofins recolhidos a maior no período de novembro de 2002 a setembro de 2005. 2 – Após a constatação dos créditos em virtude de recolhimento a maior dos impostos acima mencionados, a partir de 28/12/2005 procedemos a compensação de impostos federais utilizando os creditos mencionados através das Per/dcomps conforme legislação em vigor. 3 Por um lapso de nossa parte não retificamos a DCTF numero 24.65.28.17.13.81 de 05/10/2005 a qual deveria constar o valor correto do Pis e da Cofins a serem recolhidos. 4 Na data de 21/05/2009 efetuamos a retificação da DCTF mencionado no item 03, conforme recibo de entrega numero 39.86.20.03.69. Ao final requer homologação da compensação enviada. A DRJ/BHE julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, ementando como se segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2005 AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. Na ausência de outras provas, a DCTF retificadora não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 37DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10680.916353/200911 Acórdão n.º 3803004.656 S3TE03 Fl. 11 3 Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o sujeito passivo protocolou recurso voluntário onde, preliminarmente, atesta o cumprimento de prazos, no mérito alega que errou ao preencher DCTF e apresenta retificação. Afirma demonstrar a liquidez e certeza do alegado através de relatório sintético e analítico que comprovam o valor total de peças sob alíquota zero. Pede o acolhimento do recurso e homologação da compensação. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira – Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Do direito creditório. O contribuinte buscou compensar créditos de PIS/COFINS, porém reconhece erro no preenchimento da DCTF do período, fato que inviabilizou a compensação requerida. Após ciência do despacho decisório o contribuinte alega ter retificado a DCTF. O fato do contribuinte ter retificado a DCTF após a ciência do despacho decisório, por si só, não é motivo suficiente para provocar o não reconhecimento do seu crédito, entretanto, é indispensável a apresentação de provas suficientes a justificar o erro de cálculo inicialmente cometido, nos termos do § 1º do artigo 147 do CTN: “Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.”Grifamos. O sujeito passivo não apresentou provas contábeis e fiscais suficientes para a comprovação do erro de preenchimento de DCTF, pelo que, tornase impossível reconhecer o crédito pretendido uma vez que desprovidos de elementos de prova indispensáveis. Da comprovação do crédito. As compensações se prestam ao encontro de contas, entre um débito tributário e um crédito líquido e certo da contribuinte contra a Fazenda Pública, conforme determina o artigo 170 do CTN. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos Fl. 38DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.” Como alega a recorrente, é bem verdade que a simples entrega de uma obrigação acessória de forma equivocada não retira o direito de crédito que o contribuinte possa ter, contudo, é indispensável que o contribuinte faça prova do crédito pretendido, para isso é imprescindível que a liquidez e certeza do crédito tributário seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal do contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração, conforme se extrai do art. 923 do RIR: “Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º).” O recorrente firmou sua defesa exclusivamente na afirmação de que apenas a DCTF retificadora seria suficiente para comprovar a existência do seu crédito, perdendo a oportunidade de produzir provas que sustentassem as suas alegações, ônus que lhe competia, No processo administrativo federal, assim como no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, é assim que dispõe a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 333 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973CPC: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Da conclusão O contribuinte anexa sua declaração retificada, posterior à ciência do despacho decisório que indeferiu seu pedido de compensação, porém, apenas traz aos autos relatórios sem valor contábil, quando deveria apresentar livros fiscais, livros contábeis e outros documentos que comprovem o crédito alegado, assim, concluímos não ter sido comprovado o direito creditório pretendido. Pelo exposto voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso e de NÃO RECONHECER o direito creditório. (assinado digitalmente) João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 39DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10680.916353/200911 Acórdão n.º 3803004.656 S3TE03 Fl. 12 5 Fl. 40DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 01/2014 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 14333.000268/2007-79
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2803-000.065
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), a fim de que a 3ª SECAM da 3ª Câmara da 2ª Sessão do CARF proceda a devida correção dos autos, restituindo-o
ao final para julgamento.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201110
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 14333.000268/2007-79
conteudo_id_s : 5316188
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-000.065
nome_arquivo_s : Decisao_14333000268200779.pdf
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 14333000268200779_5316188.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), a fim de que a 3ª SECAM da 3ª Câmara da 2ª Sessão do CARF proceda a devida correção dos autos, restituindo-o ao final para julgamento.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
id : 5246370
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1347; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 1 1 0 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14333.000268/200779 Recurso nº Resolução nº 2803000.065 – 3ª Turma Especial Data 26 de outubro 2011. Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SOL SEGURANÇA E SERVIÇOS S/C LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) relator(a), a fim de que a 3ª SECAM da 3ª Câmara da 2ª Sessão do CARF proceda a devida correção dos autos, restituindo o ao final para julgamento. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Junior, Wilson Antonio de Souza Correa. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14333.000268/200779 Resolução n.º 2803000.065 S2TE03 Fl. 2 2 No presente caso os autos não estão disponibilizados no eprocesso e nem na Pasta R, o que inviabiliza qualquer análise por parte deste Conselheiro. O caso em questão foi distribuído em 27/07/2011 – LOTE 01. Assim, verificase um verdadeiro descompasso entre distribuição e aquilo que chegou ao Conselheiro. Tal irregularidade inviabiliza qualquer apreciação por parte deste Conselheiro. Desta forma, baixamos os autos em diligência para que a irregularidade mencionada seja sanada e este possa vir a julgamento. Tão logo cumprida a diligência, que se proceda na forma do Portaria MF/GM 256/2009 – Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a 3ª SECAM da 3ª Câmara da 2ª Sessão do CARF procede a devida correção dos autos, restituindoo ao final para julgamento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 24/11/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
_version_ : 1713046368561397760
score : 1.0
Numero do processo: 10680.013310/2008-00
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-003.386
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.013310/2008-00
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5324118
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-003.386
nome_arquivo_s : Decisao_10680013310200800.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10680013310200800_5324118.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5295275
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368582369280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1692; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 88 1 87 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.013310/200800 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.386 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de janeiro de 2014 Matéria IRPF Recorrente ALENCAR PEIXOTO JÚNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votou pelas conclusões o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 33 10 /2 00 8- 00 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.013310/200800 Acórdão n.º 2801003.386 S2TE01 Fl. 89 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 9ª Turma da DRJ/BHE/MG. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: Contra o contribuinte Alencar Peixoto Júnior, CPF 008.653.206 59, foi lavrada Notificação de Lançamento (fls. 08/10) relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, ano calendário 2004, formalizando a exigência de crédito tributário assim discriminado: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA SUPLEMENTAR R$7.076,25 MULTA DE OFÍCIO R$5.307,18 JUROS DE MORA (até 08/2008) R$3.168,74 TOTAL R$15.552,17 O lançamento reportase aos dados informados na declaração de ajuste anual do interessado, entre os quais foi alterado de ofício o valor de despesas médicas de R$ 24.810,92 para R$ 0,00, e de despesas com previdência privada e FAPI de R$ 920,88 para R$ 0,00 por falta de atendimento a intimação para comprovação ou justificação das mesmas. O contribuinte teve ciência do lançamento em 15/09/2008 conforme tela de rastreamento anexada às fls. 49. Em 10/10/2008, o interessado apresentou impugnação juntada à fl. 01/07, assinada por procurador constituído através de instrumento juntado às fls. 57, na qual alega o que se segue: O defendente é médico e no ano de 2002 passou por um quadro grave de saúde, quando foi acometido de anemia crônica de origem inicialmente desconhecida. A anemia causou várias infecções na boca, nos seios da face, laringe e traquéia, perda de massa muscular e dezoito quilos de peso. Posteriormente foi descoberta perda de sangue por origem gástrica, com o quadro se agravando resultando numa cirurgia de gastrectomia ampla. Diante deste quadro foi obrigado a se tratar com diversos profissionais das áreas de odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e de suporte emocional. Em maio de 2007, já aposentado, o ora defendente, teve deferida a isenção de imposto de renda, desde dezembro de 2006, por ser portador de doença que lhe assegura este benefício. Quando apresentou os documentos solicitados via intimação para o exercício 2003, ano calendário 2002, foi vítima de grosseria por parte do servidor que o atendeu que também Fl. 89DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.013310/200800 Acórdão n.º 2801003.386 S2TE01 Fl. 90 3 mencionou que os recibos que apresentara eram fraudulentos. Por este motivo, preferiu apresentar defesa sem atender a nova intimação. As despesas com previdência privada no valor de R$920,88 foi paga ao Ministério da Saúde. Conforme comprovam os recibos ora juntados as despesas declaradas foram efetivamente pagas e segundo informação de todos os beneficiários pelos pagamentos, estes foram, também, declarados no ajuste anual. Todos os recibos estão anexos e provam os pagamentos. Qualquer outra interpretação é presunção. Os profissionais declararam o recebimento das quantias pagas pelo ora recorrente, e tal fato, também não comprova, no entendimento do zeloso auditor fiscal, o pagamento. Requer ao final o reconhecimento da procedência da defesa para invalidar a Notificação de Lançamento e protesta pela produção de todos os meios de prova admitidos em direito, requerendo desde já, que sejam identificados os pagamentos nas declarações de renda das pessoas citadas como recebedoras. A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 64/74, que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2004 IMPOSTO DE RENDA. AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. Todas as deduções permitidas na apuração do imposto de renda estão sujeitas à comprovação ou justificação. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. O direito à dedução de despesas é condicionado à comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. A não comprovação, por documentos hábeis, dos efetivos pagamentos por serviços médicos enseja a manutenção dos valores glosados. DEDUÇÃO A TÍTULO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. A dedução com a contribuição à previdência privada devidamente comprovada, limitada a doze por cento do rendimento, cujo ônus foi do próprio contribuinte, deve ser acatada. NOVAS DEDUÇÕES. POSSIBILIDADE. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.013310/200800 Acórdão n.º 2801003.386 S2TE01 Fl. 91 4 A base de cálculo do imposto de renda pessoa física será a diferença entre os rendimentos tributáveis na declaração de ajuste e as deduções admitidas pela legislação tributária. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Regularmente cientificado daquele Acórdão em 19/01/2012 (fl. 79), o interessado, representado por seu advogado (fl. 62), interpôs recurso voluntário de fls. 80/86, em 15/02/2012. Em sua defesa, reitera os argumentos da impugnação. A numeração de folhas citada nesta decisão referese à serie de números do arquivo PDF. É o Relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de glosa de despesas médicas, no montante de R$ 24.810,92, e de despesas com previdência privada e FAPI, no montante de R$ 920,88. A decisão recorrida restabeleceu a dedução de despesas com previdência privada e FAPI e a parcela de R$ 5.875,90 de dedução com despesas médicas. Portanto, resta em litígio a glosa da dedução com despesas médicas, no montante de R$ 18.935,02, que foi motivada pela falta de atendimento à intimação. Com a apresentação dos documentos somente na fase impugnatória, a decisão de primeira instância, considerando que as deduções pleiteadas são expressivas, eis que representam 29,67% do rendimento bruto declarado, manteve a glosa pelo fato de não terem sido apresentados elementos de provas que demonstrassem o efetivo pagamento das referidas despesas. Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas que demonstram a efetividade dos pagamentos/prestação dos serviços das reclamadas despesas médicas. No caso sob exame, como o recorrente não carreou aos autos as provas consideradas necessárias pela decisão de primeira instância, denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Fl. 91DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.013310/200800 Acórdão n.º 2801003.386 S2TE01 Fl. 92 5 Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Salientese que não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, conforme se depreende dos dispositivos abaixo, cabendo ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente, ainda que o contribuinte demonstre disponibilidade de recursos para o pagamento das despesas glosadas. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 92DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.013310/200800 Acórdão n.º 2801003.386 S2TE01 Fl. 93 6 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/01/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
