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Numero do processo: 10283.900091/2009-56
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. REQUISITOS.
Do Recurso Voluntário deverão constar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que o contribuinte possuir, bem como o pedido de reforma da decisão, sob pena de não conhecimento.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.298
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO ALFREDO E. FERREIRA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. REQUISITOS. Do Recurso Voluntário deverão constar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que o contribuinte possuir, bem como o pedido de reforma da decisão, sob pena de não conhecimento. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido.
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PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR Recorrente SOLIMÕES VEÍCULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. REQUISITOS. Do Recurso Voluntário deverão constar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que o contribuinte possuir, bem como o pedido de reforma da decisão, sob pena de não conhecimento. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Alam Fialho Gandra, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de Declaração de compensação transmitida em 31/03/2005 no valor de R$ 10.268,01, decorrente de pagamento a maior ou indevido de tributo com código de receita nº 2172, correspondente ao período de apuração de 31/01/2005 com arrecadação em 28/02/2005. Em Despacho Decisório de fls. 06 a DRF em Manaus não homologou a compensação explanando, na ocasião, que “foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no Per/Dcomp”. Após ciência dada na data 06/03/2009 (fls. 09), apresentou demonstrativo dos valores de vendas monofásicas do período de FEVEREIRO a NOVEMBRO do ano 2004 recolhidos indevidamente à época o qual foi aceito como Manifestação de Inconformidade. A DRJ de Belém manteve o Despacho recorrido, não conhecendo da Manifestação de Inconformidade por entender que não foram preenchidos os requisitos de admissibilidade previstos no art. 16 do Decreto 70.235/72. Ciência em 27/04/2011 (fls. 30). Em 26/05/2011 apresentou Recurso Voluntário onde relata brevemente os fatos até então ocorridos, informa a juntada dos demonstrativos das vendas monofásicas no ano de 2004 (anexo 01), PIS/COFINS sobre vendas monofásicas no ano de 2004 (anexo 02), COFINS pago no ano de 2004 sobre a receita total (anexo 03A), PIS pago sobre a receita total no ano de 2004 (anexo 03B), utilização do credito do PIS/COFINS sobre vendas monofásicas usado em compensação no período de fevereiro a novembro de 2004 (anexo04). Ao final, requereu o acolhimento do recurso e a declaração de nulidade do “auto de infração”. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, entretanto, dele não tomarei conhecimento pelo que explano a seguir: O contribuinte ao tomar conhecimento do despacho não homologatório do seu pedido de compensação apresentou Manifestação de Inconformidade onde se limitou apenas a apresentar demonstrativo dos valores recolhidos indevidamente e dos compensados no período pertinente. Entenderam os julgadores a quo pela inexistência do ânimo de controverter o Despacho Decisório proferido pela unidade de origem visto que a Manifestante sequer contestou o ato administrativo, não apresentando razões fáticas e jurídicas que embasassem seus argumentos nem tampouco formulou pedido ao final da peça impugnatória. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10283.900091/200956 Acórdão n.º 380302.298 S3TE03 Fl. 2 3 Mais uma vez foilhe oportunizada defesa, onde a Recorrente incorre no mesmo erro: relata brevemente o ocorrido e requer o conhecimento do recurso, bem como o provimento para anular o Despacho Decisório, sequer refuta a decisão de primeira instância. Apesar da quase informalidade que circunda o processo administrativo fiscal, cumpre ressaltar que alguns requisitos mínimos e essenciais devem ser observados pelo contribuinte quando da interposição de seus recursos. Estes encontramse previstos no art. 16 do Decreto nº 70.235/72, são eles: Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. Neste ponto, cabe mencionar que a defesa no processo administrativo fiscal é genericamente chamada de impugnação. Para o seu conhecimento é necessário que sejam preenchidos os requisitos da tempestividade, legitimidade e interesse de agir bem como os demais requisitos formais. In casu, deixou o Defendente de apresentar os fundamentos jurídicos que proporcionassem à autoridade judicante o convencimento necessário para rever o ato administrativo impugnado nem os meios de prova hábeis e idôneos a comprovarem suas alegações, da mesma forma, em momento posterior também não apresentou as razões para a reforma do acórdão proferido pela 3ª Turma da DRJ/BEL. Ressaltase que os recursos administrativos são o meio de persuasão no qual o sujeito passivo pretende convencer a Administração Fiscal de que o Auto de Infração/ Despacho Decisório não possuem consistência jurídica, seja porque se embasou em premissas equivocadas ou inexistentes, seja porque o direito não ampararia a pretensão do Fisco. Por outro lado, cabe salientar que o contribuinte sequer refutou os argumentos utilizados pela DRJ/BEL para o não conhecimento da Manifestação de Inconformidade apresentada. Preceitua o princípio da preclusão que a matéria deverá ser impugnada pela parte na primeira oportunidade sob pena de impossibilidade de fazêlo em momento posterior. Tal princípio é confirmado pelo art. 17 do Decreto nº 70.235/72, senão vejamos: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Assim, não havendo resistência do sujeito passivo na manifestação de inconformidade, não há matéria a ser impugnada nesta instância recursal, mormente porque sua manifestação não foi conhecida por não apresentar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, bem como os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, ou seja, ausência do ânimo de contestar, não havendo o que ser analisado por esta Col. Turma Especial. Ante o exposto, voto por NÃO CONHECER do presente Recurso Voluntário. Sala das sessões, em 24 de janeiro de 2012. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 62DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10283.900091/200956 Acórdão n.º 380302.298 S3TE03 Fl. 3 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10283.900091/200956 Interessada: SOLIMÕES VEÍCULOS LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.298, de 24 de janeiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 24 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 63DF CARF MF Impresso em 02/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/ 02/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10983.907307/2009-17
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Provido.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3803-002.669
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão.
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 01/05/2012 Fl. 48DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 14/11/2005, onde busca a contribuinte compensar crédito de PIS/PASEP, do período de apuração de maio de 2003, decorrente de pagamento a maior ou indevido, com débitos da mesma contribuição. A DRF em Florianópolis não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 29/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 23/07/2009, na qual alega que A empresa sendo tributada pelo lucro real, vinha pagando o PIS não cumulativo no período de janeiro/2003 à abril/2005 e a COFINS no período de janeiro/2004 à abril/2005 não cumulativos. Porém em maio de 2005 foi verificado que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei 7.102 de 20 de junho de 2003, que devem tributar o PIS e a COFINS pelo método cumulativo. Desta forma, foi refeito o cálculo do período acima referido, com base na tributação cumulativo conforme determina a lei e devidamente retificadas as declarações de IR, DCTF e DACON, sendo que o crédito referente ao pagamento a maior, foi compensado nos débitos posteriores conforme PERDCOMP (grifamos) A DRJ em Florianópolis manteve o despacho decisório por entender que a DCTF retificada após o início do procedimento fiscal não possui o condão de produzir efeitos retroativos, de modo que somente seria possível a homologação da compensação, independentemente de eventuais outras verificações, caso a contribuinte houvesse retificado a DCTF antes da transmissão da Dcomp. Eis a ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 49DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907307/200917 Acórdão n.º 380302.669 S3TE03 Fl. 2 3 Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (20/07/2011), apresentou recurso voluntário em 16/08/2011, na qual requer a homologação da compensação apresentada ou, subsidiariamente, que seja facultado outro pedido de compensação utilizando o crédito gerado pela retificação da DCTF. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Consoante o relato, tratam os autos de declaração de compensação na qual o contribuinte buscou compensar créditos com débitos próprios, porém não logrou êxito ante a constatação pela RFB de insuficiência de saldo credor. A defesa da PROLINCON VIGILANCIA LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato em relação ao regime tributário de arrecadação. Alega que recolhia o PIS/Pasep pelo regime não cumulativo mas que, em análise posterior, verificouse que deveria recolher pelo regime cumulativo pois a empresa de vigilância se enquadraria na Lei 7.102 de 20 de junho de 2003. Diante disso, apresentou a DCOMP em 14/11/2005, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 09/07/2009, ou seja, após a ciência do despacho decisório (29/06/2009) –passados mais de três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Já se encontra pacificado no âmbito administrativo e judicial que este instrumento constituise em confissão de dívida, sendo inclusive suficiente para a Fazenda Nacional exigir o respectivo crédito tributário mediante a inscrição em dívida ativa do débito declarado.2 Não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração do PIS/Pasep objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep sobre regime de apuração errôneo, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não se deve reconhecer a retificadora apresentada após o início do procedimento fiscal, premissa esta já devidamente superada. Como bem citou a PROLINCON, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros3. Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 5º, §§ 1º e 2º do Decreto Lei nº 2.124, de 1984. 3 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907307/200917 Acórdão n.º 380302.669 S3TE03 Fl. 3 5 seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 4 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. No tocante ao mérito da questão, extraímos do art. 8º da Lei nº 10.637/02 que as pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no lucro real estão sujeitas à incidência nãocumulativa, exceto: as instituições financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei nº 7.102, de 1983, e as sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades cooperativas de consumo). Sabendo que a alíquota do PIS/PASEP nãocumulativo, instituído pela Lei nº 10.637, de 2002, é de 1,65% e que a alíquota da contribuição pelo regime cumulativo é de 0,65% há que se presumir a existência de efetivo recolhimento a maior pela Interessada. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2003, apurar o PIS/Pasep devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. No presente caso, o contribuinte verificou existência de crédito ao constatar que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei nº 7.102/2003 e que estava apurando o tributo equivocadamente pelo regime não cumulativo, que apresenta alíquota majorada se comparada com o regime cumulativo, o correto. Por força dos princípios da verdade material e do formalismo moderado, princípios estes que regem o processo administrativo fiscal, entendo que a retificadora deve ser aceita, posto que o equívoco perpetrado pelo contribuinte foi de gravidade tal que inequivocamente geroulhe o direito ao 4 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 crédito. Não reconhecer tal fato ensejaria o recolhimento em duplicidade do tributo e conseqüentemente o enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que a discussão pairou somente na entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Florianópolis, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. É como voto. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 35476.000082/2007-65
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 17 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Aug 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2006
PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. LEGALIDADE
0 principio da livre convicção do julgador é aplicável em relação As provas carreadas aos autos. O indeferimento justificado de pedido de diligência, por ser considerada prescindível pela autoridade julgadora para que a mesma forme sua convicção é previsto no art. 11 da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004. O pedido de realização de perícia deverá apresentar os requisitos do art. 9° da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004, caso contrário,
considerar-se-á não formulado.
CONTRIBUICAO SOCIAL. FRETE. BASE DE CALCULO
A base cálculo do serviço de frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.213
Decisão: Acordam os membros do colegiado, ACORDAM os membros da 3ª Turma
Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2006 PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. LEGALIDADE 0 principio da livre convicção do julgador é aplicável em relação As provas carreadas aos autos. O indeferimento justificado de pedido de diligência, por ser considerada prescindível pela autoridade julgadora para que a mesma forme sua convicção é previsto no art. 11 da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004. O pedido de realização de perícia deverá apresentar os requisitos do art. 9° da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004, caso contrário, considerar-se-á não formulado. CONTRIBUICAO SOCIAL. FRETE. BASE DE CALCULO A base cálculo do serviço de frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA Assunto: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/05/2006 PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. LEGALIDADE 0 principio da livre convicção do julgador é aplicável em relação As provas carreadas aos autos. 0 indeferimento justificado de pedido de diligência, por ser considerada prescindível pela autoridade julgadora para que a mesma forme sua convicção é previsto no art. 11 da portaria MPS ri° 520, de 19/05/2004. 0 pedido de realização de perícia deverá apresentar os requisitos do art. 9° da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004, caso contrário, considerar-se-á não formulado. CONTRIBUICAO SOCIAL. FRETE. BASE DE CALCULO A base cálculo do serviço de frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. 'It-1 HELTON OS PRAIDE LIMA - Presidente. ./1 OSÉAS C B IOR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Oseas Coimbra Junior, Gustavo Vettorato, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdencidria que manteve a notificação fiscal lavrada referente às contribuições dos segurados, da empresa e dos terceiros (SEST e SENAT), quando da ação fiscal. A Decisão-Notificação — fls 564 e ss., conclui pela improcedência da impugnação apresentada, inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte: 1. A constatação realizada pela autoridade fiscalizadora teve como fundamento o fato das contribuições previdenciárias terem sido calculadas e recolhidas pelo contribuinte sobre o valor liquido do frente contratado, sem a inclusão do valor do combustível pago pela empresa, o qual, necessariamente, deveria ser incluído na base de cálculo. O entendimento adotado, todavia, não pode ser mantido, uma vez que as despesas de combustível são pagas diretamente pelo contribuinte em grande parte dos contratos de transporte celebrados com transportadores autônomos, não existindo, por consequência, a sua inclusão no valor bruto do frete e conseqüente disponibilização de numerário para tal fim em favor do segurado. 2. A operação de transportes realizada pelo contribuinte mediante a contratação de transportadores autônomos se desenvolve, mediante livre negociação, com a opção de inclusão do valor do combustível no montante do frete, o que implica dizer que o segurado em tal situação arcará com o pagamento direto das despesas de combustível e de outras inerentes à realização dos serviços, a partir do frete contratado com o contribuinte. Nessa hipótese as contribuições devidas sic) apuradas e calculadas sobre o valor bruto do frete, pois esse será realizado integralmente por conta própria do segurado transportador autônomo. 3. Outra hipótese, diversa e adotada na maioria dos contratos de transporte celebrados, reitere-se, mediante livre negociação entre as partes, consiste na assunção e pagamento direto do combustível pelo próprio contribuinte em favor dos respectivos fornecedores, postos de combustível credenciados e conveniados com o contribuinte, onde os transportadores autônomos abastecem os seus veiculos durante as viagens. Nessa situação, o valor bruto do frete ilk) engloba o montante correspondente ao combustível, pois essa 2 PR;cesso n° 35476.000082/2007-65 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-000213 Fl. 2 despesa será lançada e faturada pelos fornecedores/postos e cobrada diretamente do contribuinte, conforme comprova a amostragem de notas fiscais anexas. 4. A norma do artigo 201, inciso II, § 4", do Dec. 3048/99, dispõe que a base de cálculo da contribuição a cargo da empresa no caso de contratação de condutor autônomo de veiculo rodoviário, será de 20% do rendimento bruto do frete realizado por conta própria do segurado autônomo, o que, por si s6, implica dizer que a despesa de combustivel, quando assumida e paga diretamente pelo contribuinte, não em favor do segurado, não compõe a base de cálculo da contribuição. 5. Requer a realização de diligência pela autoridade fiscalizadora para constatação e aferição de todos os contratos de transporte celebrados pelo contribuinte no período de 01/2003 a 05/2006 6. Informa que há decisão judicial determinando o seguimento do recurso independentemente do recolhimento de depósito recursal. 7. Termina por requerer a improcedência da Notificação lavrada. o relatório. Voto Conselheiro Oséas Coimbra Junior DO DEPÓSITO RECURSAL A lei 8.213/91 teve o § 1° do artigo 126 revogado pela lei 11.727/08, não sendo mais necessário o depósito recursal para o seguimento do recurso apresentado, dessarte, a falta do deposito não é razão impeditiva de análise do mesmo. DO PEDIDO DE PERÍCIA 0 principio da livre convicção do julgador é aplicável em relação ás provas carreadas aos autos. 0 pedido de diligência foi indeferido uma vez que foi considerado prescindível pela autoridade julgadora para que a mesma formasse sua convicção. Vejamos a legislação pertinente à época- arts. 9° e 11 da portaria MPS n° 520, de 19/05/2004: Art. 9° ... IV - as diligências ou perícias que o imp ugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito. (.) Art. 11. A autoridade julgadora determinará de oficio ou a requerimento do interessado, a realização de diligencia ou perícia quando as entender necessárias, indeferindo,P 3 mediante despacho fundamentado ou na respectiva Decisão-Notificação, aquelas qtie considerar prescindíveis, protelatórias ou impraticáveis. ,§' I' Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 9 0. ,§' 200 interessado sera cientificado da determinação para realização da perícia por meio de Despacho, que indicará o procedimento a ser observado. grifamos 0 pedido de perícia requerido — fls 123, para a "constatação e aferição de todos os contratos de transporte celebrados pelo contribuinte no período de 01/2003 a 05/2006, em especial, das informações relativas a apuração e pagamento das despesas de combustível, seja por intermédio do próprio segurado transportador autônomo, ou enteio, pelo próprio contribuinte, bem como e principalmente, exame de todas as notas fiscais de pagamentos de consumo de combustível realizados pelo contribuinte durante o período de fiscalização", e desnecessário para o deslinde da questão, pois o que se discute é se os valores pagos a titulo de combustível, diretamente aos postos de abastecimento, compõe ou não a base de cálculo — matéria eminentemente de direito. A legislação também determina que a falta dos requisitos previstos no inciso IV do art. 9 0 determina que o julgador considere o requerimento de perícia como não formulado. 0 pedido de fls 123 não traz os requisitos exigidos. Ante o exposto, correta a decisão de indeferimento da perícia requerida. DA CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE FRETE 0 ponto controverso no presente recurso se resume no fato de que o Auditor autuante considerou, como base de cálculo de contribuições previdencidrias, os valores pagos pela empresa, a titulo de combustível. Tenho como correta a interpretação. Transcrevo a legislação pertinente — decreto 3.048/99: Art. 201. A contribuição a cargo da empresa, destinada it seguridade social, é de: II - vinte por cento sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas no decorrer do mês ao segurado contribuinte individual; (Redação alterada pelo Decreto n° 3.265, de 29/11/99) ,§' 4°. A remuneração paga ou creditada a condutor autônomo de veiculo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autónomo de veiculo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei n°6.094, de 30 de agosto de 1974, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto. (Redação alterada pelo Decreto n°4.032, de 26/11/01) grifamos A legislação determina que o valor a ser considerado é o rendimento bruto do serviço prestado, sendo irrelevante se a autuada fraciona o pagamento em diferentes rubricas, e.g. combustível, manutenção, pedágio e taxas, etc. ou se assume diretamente o • S. 4 Processo n° 35476.000082/2007-65 82-TE03 AcOrao n.° 2803-000213 Fl. 3 pagamento de tais despesas, pois não deixa de haver desembolso para o pagamento do serviço a ser feito pelo freteiro. A opção por uma forma de pagamento do serviço — dinheiro ao motorista - ou outra — dinheiro ao posto de gasolina - não pode afastar a incidência do tributo, nem alterar sua base de cálculo, já diferenciada por conta da peculiaridade do serviço, que obrigatoriamente incorre em custos de manutenção, combustível, seguro, etc. E despiciendo se os valores do combustível foram entregues diretamente ao contratado ou se a empresa opta por pagar aos postos, com a intermediação do segurado, pois esses valores integram a despesa do frete contratado e, sem esses pagamentos, o serviço não se realiza. Interpretação diferente autorizaria as contratantes a não considerar como base de cálculo a alimentação do fi-eteiro, as despesas mecânicas, e várias outras, quando pagas diretamente pela empresa e, ainda assim, considerar apenas 20% do que pago ao contribuinte. Entendimento diverso, desnaturaria a norma especial do freteiro. Imaginemos um frete contratado a R$ 1.000,00. A empresa, alegando pagar por conta própria as despesas, assim poderia contabilizar: Combustível — R$ 500,00, Alimentação R$ 100,00, despesas mecdnicas R$ 150,00 e, ao final calcularia 20% sobre os restantes R$ 250,00, chegando a uma base de cálculo de apenas R$ 50,00. Se tal conduta fosse possível, não existiria sentido na norma especial que considera a base de cálculo 20% do rendimento auferido. A norma existe para facilitar a fiscalização e diminuir a burocracia das empresas, pois se não existisse essa base de cálculo qualificada, a empresa deveria comprovar, nos fretes contratados, todas as despesas incorridas, para abatê-las do valor total do frete e termos o correto valor dos serviços prestados, que seriam então 100% - e não mais 20% — considerados como salário de contribuição. Um amontoado de papel deveria ser arquivado, além dos demais encargos logísticos que demandaria tal sistemática. A base de cálculo abrange todos os pagamentos que foram efetuados para o fiel cumprimento dos serviços de frete contratados com a pessoa fisica, incluindo-se os valores pagos a titulo de combustível, pagos diretamente ao segurado ou aos postos de combustível. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. Oséas Coimbra Ju or- Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 10580.906422/2011-21
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 29 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 15 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1002-000.222
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar assim a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros. Ausente justificadamente o conselheiro Rafael Zedral.
Nome do relator: AILTON NEVES DA SILVA
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A. Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar assim a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Marcelo José Luz de Macedo e Thiago Dayan da Luz Barros. Ausente justificadamente o conselheiro Rafael Zedral. Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/SPO: O presente processo trata da Declaração de Compensação — DCOMP — n° 19447.59237.311007.1.3.04-3108, transmitida eletronicamente, por meio da qual se pretende compensar débito(s) da Interessada com crédito originário de pagamento indevido ou maior que o devido (PGIM), no valor total de R$889,64. O crédito está consubstanciado em um recolhimento a título de estimativa de CSLL, devida mensalmente, de pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual, código de receita n° 5993, período de apuração de 31/08/2003 e arrecadado em 09/10/2003. O despacho constatou a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por se tratar de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente poderia ser utilizado na redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 80 .9 06 42 2/ 20 11 -2 1 Fl. 5062DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1002-000.222 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.906422/2011-21 Foi dada ciência do despacho em 17/08/2011 e apresentou-se manifestação de inconformidade em 15/09/2011, em que se afirma ser sim restituível o pagamento indevido ou maior que o devido de estimativa mensal apurada pelo lucro real anual, com o levantamento de balancete de redução/suspensão. Traz em seu socorro jurisprudência administrativa, invocando outrossim o princípio da retroatividade de norma interpretativa, uma vez que a IN RFB n° 900/2008 não trouxe mais essa vedação. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/SPO em 12 de fevereiro de 2015, conforme acórdão n. 16-65.721 (e-fl. 39), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Data do fato gerador: 31/08/2003 PAGAMENTO MAIOR QUE O DEVIDO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. Não restou demonstrada a existência de pagamento maior que o devido, razão pela qual não se reconhece o direito creditório pleiteado e nem se extingue por compensação o débito informado. Irresignado, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário, declarações fiscais e demonstrativos contábeis (e-fls. 49 a 5057), no qual reitera os argumentos de sua Manifestação de Inconformidade e onde destaca os seguintes documentos juntados: - Balancete do exercício analisado; - DCTFs; - DACON; - Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR); - Memoriais de cálculo do imposto devido. Ao final requer a reforma do acórdão recorrido e o reconhecimento in totum do seu direito creditório para fins de homologação da compensação declarada. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017, e de acordo com a Portaria CARF nº 146, de 12 de dezembro de 2018, que estende, temporariamente, à 1ª Seção de Julgamento a competência para processar e julgar recursos que versem sobre aplicação da legislação relativa ao IRRF e respectivas penalidades pelo descumprimento de obrigação acessória, quando o requerente do direito creditório ou o sujeito passivo do lançamento for pessoa jurídica, inclusive quando o litígio envolver esse tributo e outras matérias que se incluam na competência das demais Seções. Fl. 5063DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1002-000.222 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10580.906422/2011-21 Demais disso, observo que o recurso, embora seja tempestivo e atenda os demais requisitos de admissibilidade, não se encontra em condições de julgamento, conforme discorrido a seguir. A controvérsia dos autos refere-se ao fato de estar ou não comprovadas a certeza e liquidez do crédito proveniente do pagamento indevido ou a maior feito por meio da DARF, no valor de R$ 889,64. Mais precisamente, o direito de crédito vindicado refere-se a recolhimento a título de estimativa mensal de CSLL de pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual, código de receita nº 2484, período de apuração de 31/08/2003 e arrecadado em 09/10/2003. O v. acórdão recorrido julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade por ausência de comprovação do direito de crédito alegado, avocando, basicamente, o artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN ) e o artigo 333 do Código de Processo Civil (CPC). Ocorre que no Recurso Voluntário foram juntadas milhares de cópias de documentos contábeis e fiscais que parecem conferir plausibilidade à argumentação do Recorrente e que reclamam exame mais acurado, bem como impelem o elastecimento do devido processo legal com vistas a dar efetividade ao direito de defesa do Recorrente. Como se sabe, a jurisprudência dominante do CARF vem relativizando o instituto da preclusão para a juntada de documentos novos no processo no caso de constituírem evidências robustas de comprovação do direito de crédito postulado, o que parece ser o caso dos presentes autos. Face a esses fundamentos, voto pela remessa dos autos a Unidade de Origem para que analise os documentos juntados no Recurso Voluntário e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a higidez do crédito vindicado, informando se restaram comprovadas sua liquidez e certeza e se este não foi utilizado em outro processo de compensação, de modo a evitar, assim, a restituição e compensação em duplicidade do crédito em discussão, podendo o Recorrente ser intimado para que se manifeste nos autos para complemento das informações necessárias à comprovação do crédito. Ao final da diligência, deverá ser dado prazo de 30 dias para manifestação do Recorrente, se assim desejar. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 5064DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 12267.000352/2008-89
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIC6ES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1997
PRAZO DECADENCIAL, CINCO ANOS. TERMO A QUO, AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de N° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei nº 8.212 de 1991.
Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art, 173, inciso I, do CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-000.260
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIC6ES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1997 PRAZO DECADENCIAL, CINCO ANOS. TERMO A QUO, AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de N° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei nº 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art, 173, inciso I, do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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TERMO A QUO, AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de 11 ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n " 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art, 173, inciso I, do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, O período compreende as competências: 10/1996 a 12/1997, conforme relatório fiscal As fl& 50/51. A ciência se deu em 04/09/2006, fls. 01, inconformado com a notificação o recorrente apresentou impugnação, fls.. 85 a 105. A decisão do órgão julgador de primeira instancia confirmou a procedência do lançamento, fis. 180 a 195. O contribuinte tomou ciência da decisão em 04/05/2007, fls. 196, inconformado interpôs recurso, . lis, 198 a 222 e 225, em 05/06/2007, alegando em síntese a decadência do lançamento. Os autos foram encaminhado ao 2° Conselho de Contribuintes para julgamento. o Relatório, Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, fls. 225. Pressuposto superado, passo para o exame das questões preliminares de mérito. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n " 8,212 de 1991, nestas palavras: Stint:tin !linenlank? n" 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e or artigos 45 e 46 da Lei 8212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário" Conforme previsto no art, 103-A da Constituição Federal a Súmula de n i" 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiada aplicá-la: Art. 103-A. 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculaine em relação aos demais órgãos do 2 Processo n° 12267.000352/2008-89 S2-1103 Acárdilo a • '2803-00.260 Fl 243 Poder Judiciário e à administração páblica direta e indireta, nas esferas .federal, estadual e municipal, bem como procedei ti sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei ri " 8212/91, ha que serem observadas as regras previstas no CTN As contribuições previdencidrias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art, 150, parágrafo 40 do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-d a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, se não houver o pagamento antecipado não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN, devendo assim ser observado o disposto no art, 173, inciso I do CTN; havendo a necessidade de lançamento de oficio substitutivo, conforme previsto no art 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não haja o lançamento, o crédito tributário sera extinto em função do previsto no art, 156, inciso V do CT'N, Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4 0 do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No presente caso o contribuinte tomou ciência do lançamento em 04/09/2006, 11. 01; corno não houve pagamento antecipado sobre os valores lançados, conforme DAD - DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DE DÉBITO; fis, 04 a 05, assim, aplica-se a regra prevista no art. 173, inciso I do erN. Pelo exposto, encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização (10/1996 a 12/1997). Para a competência mais recente: 12/1997, cujo vencimento é em janeiro de 1998, o prazo decadencial findaria em 31/12/200.3. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para CONCEDER-LHE PROVIMENTO em razão da decadência total do período do lançamento, nos termos do art. 173, inciso I do CTN, como voto. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2010 HELTON 1.-,14P&DE 3
score : 1.0
Numero do processo: 10925.902982/2009-44
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2)
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
Ementa: IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS
RECONHECIDOS JUDICIALMENTE.
Tratando-se de créditos fictos para os quais inexiste previsão legal, a decisão judicial que os reconheceu há de ser cumprida em seus estritos limites.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
Ementa: IPI. DIREITO DE CRÉDITO. AQUISIÇÕES DE INSUMOS
TRIBUTADOS A FORNECEDORES OPTANTES PELO SIMPLES.
As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.404
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2) ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 Ementa: IPI. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS RECONHECIDOS JUDICIALMENTE. Tratandose de créditos fictos para os quais inexiste previsão legal, a decisão judicial que os reconheceu há de ser cumprida em seus estritos limites. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 Ementa: IPI. DIREITO DE CRÉDITO. AQUISIÇÕES DE INSUMOS TRIBUTADOS A FORNECEDORES OPTANTES PELO SIMPLES. As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório BRASPLAST INDÚSTRIA & COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA. formulou Pedido de Ressarcimento em papel e Declarações de Compensação, por meio dos quais pretende ter direito creditório, oriundo do saldo credor de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, autorizado pelo art. 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, referente ao 1º trimestre de 2004, no valor de R$ 107.006,06, reconhecido e compensado com débitos do próprio estabelecimento.estabelecimento. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joaçaba SC emitiu Despacho Decisório, deferindo o ressarcimento apenas parcialmente, em R$ 99.575,19. A glosa, no valor de R$ 7.430,87, deveuse ao creditamento irregular do IPI em aquisições de insumos a fornecedores optantes pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições Simples. Sobreveio reclamação, por meio da qual o interessado alega que apurou o total do crédito de IPI decorrente das aquisições de insumos conforme direito que lhe foi assegurado em decisão judicial e que não há qualquer ressalva nesse sentido na decisão que transitou em julgado em seu favor, da qual destaca o seguinte trecho: “Se for eliminada a possibilidade de aproveitamento do crédito de IPI referente a insumos adquiridos sem a incidência dessa exação, estarseá anulando o tratamento privilegiado, pois a alíquota recairá sobre a totalidade do valor do produto industrializado e não somente sobre o valor agregado” (autos nº 2000.72.02.0021593, do TRF4) Sustenta que tal ressalva aplicase independente de o fornecedor ser do SIMPLES, em respeito aos princípios constitucionais da nãocumulatividade e da ordem econômica, dentre outros. Afirma que o crédito originase do princípio da não cumulatividade e não dos benefícios fiscais do imposto. Complementa, argumentando que suportou o ônus total do imposto, conforme laudo pericial apresentado no curso da ação judicial. Ao final, reclama que a autoridade fiscal não pode restringir algo que a Constituição não restringiu no seu texto. Insurgese ainda contra o disposto no art. 5º, §5º, da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que fundamentou a glosa efetuada, por considerálo ilegal e inconstitucional. Alega que a empresa inscrita no SIMPLES é contribuinte do IPI. Mesmo admitindo o contrário, sustenta que então o SIMPLES estaria incluído nas hipóteses de creditamento quando o insumo e/ou o produto não são onerados pelo IPI. Acrescenta que tal dispositivo já foi considerado inconstitucional e que o aproveitamento desses créditos já foi admitido em decisão que apresenta. Aponta também violação ao art. 49, do CTN, e finaliza registrando que a própria RFB já se manifestou no sentido que defende, por meio de orientação existente no sítio desse órgão, que transcreve. Reforça que a decisão da autoridade administrativa viola diretamente princípios constitucionais da nãocumulatividade, da seletividade, da isonomia e da razoabilidade, além de contrariar decisão judicial. Sustenta seu direito de compensar/restituir os valores conforme declarado em sentença judicial transitada em julgado e com fundamento Fl. 124DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10925.902982/200944 Acórdão n.º 380303.404 S3TE03 Fl. 124 3 no art. 964, do Código Civil – CC Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, e no art. 165, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN. Traz doutrina. A DRJ/RPO8ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, sob o consideração de que cabia ao interessado a prova do direito alegado. O Acórdão nº 14037.374. de 24 de abril de 2012, fls. 80 a 88, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. VINCULAÇÃO DEPENDENTE DE DISPOSIÇÃO LEGAL EXPRESSA. As decisões judiciais e administrativas somente vinculam os julgadores de 1ª instância nas situações expressamente previstas na legislação. INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES OPTANTES PELO SIMPLES. IMPOSSIBILIDADE DE CRÉDITO. A legitimação do direito ao crédito de IPI depende de o destaque do imposto na respectiva nota fiscal de aquisição de insumos estar revestido dos atributos inerentes à exação, isto é, permitir a cobrança do emitente e o creditamento do adquirente, o que não se amolda, respectivamente, aos optantes pelo Simples e a seus clientes. RECONHECIMENTO DE CRÉDITOS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. O reconhecimento do direito a créditos de IPI limitase aos termos do pedido e do dispositivo da decisão. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 8ª Turma da DRJ/RPO. O arrazoado de fls. 92 a 107, após síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma todos os argumentos já expedidos por ocasião da Manifestação de Inconformidade: a) De que procedimento compensatório adotado pela recorrente teve como fundamento o provimento que transitou em julgado na ação ordinária nº 2000.72.02.0021593; Fl. 125DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 4 b) De que são ilegítimas as restrições impostas pela autoridade fiscal, e ; c) De que o procedimento fiscal violou inúmeros princípios constitucionais. Pede provimento para o efeito de reconhecimento do direito creditório glosado e conseqüente integral homologação da compensação declarada. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 92 a 107 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO8ª Turma nº 14037.374, de 24 de abril de 2012. Conforme relatado, o recorrente contesta a glosa procedida, alegando que o fato de fornecedor do insumo ser pessoa jurídica optante pelo Simples não ilide a possibilidade de creditamento e que a vedação inscrita na Lei nº 9.317, de 1996, é manifestamente inconstitucional. Acrescentou que o direito ao crédito foi concedido por decisão judicial transitada em julgado e que a autoridade administrativa não poderia restringir direito concedido em âmbito judicial e amparado em princípios e dispositivos constitucionais. Frisese, liminarmente, que a vedação ao aproveitamento de créditos no caso em tela tem expressa previsão no art. 149 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, aprovado pelo Decreto nº 2.637, de 25 de junho de 1998– RIPI/98, (art. 166 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002, e art. 228 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010 – RIPI/2010), aqui transcrito para esclarecer a discussão: Art. 149. As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, de que trata o art. 105, não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem (Lei nº 9.317, de 1996, art. 5º, § 5º). (grifei) Está turma recursal não tem competência para apreciação de argüições de ilegalidade e de inconstitucionalidade de qualquer ordem, haja vista o disposto na Súmula CARF nº 2: Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10925.902982/200944 Acórdão n.º 380303.404 S3TE03 Fl. 125 5 Os diplomas legais regularmente introduzidos no ordenamento jurídico nacional têm presunção de constitucionalidade, razão pela qual somente dispondo de provimento judicial que negue vigência à norma do § 5º do art. 5º da Lei nº 9.317, de 1996, é que se poderá admitir que o ora recorrente aproveite créditos dessa natureza. O recorrente brada a tutela que lhe foi deferida nos autos da Ação Ordinária nº 2000.72.02.0021593. A propósito, a sentença do juízo federal da 1ª Vara Federal de Chapecó/SC acolheu o pedido para declarar o direito de compensar os créditos .de IPI decorrentes da aquisição de matériaprima isenta, não tributada ou à alíquota zero havidos após 10 de agosto de 1990 com os débitos vencidos e vincendos relativos ao IPI. A apelação interposta pela União foi parcialmente procedente, apenas para considerar prescritos os valores anteriores a agosto de 1995, bem como para afastar a correção monetária dos créditos escriturais de IPI. Ora, é evidente, o pedido da parte autora e o próprio provimento judicial não abarcam as aquisições de insumos tributados a fornecedores optantes pelo SIMPLES. Desnecessário dizer, tratandose de créditos reconhecidos por decisão judicial e para os quais inexiste previsão legal, a decisão há de ser cumprida nos seus estreitos limites. Procederam corretamente a autoridade fiscal, ao glosar os créditos por aquisições de insumos a fornecedores optantes pelo SIMPLES, e a decisão de piso, ao manter tal decisão. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 Alexandre Kern Fl. 127DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10925.902982/200944 Interessada: BRASPLAST INDÚSTRIA & COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.404, de 21 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 21 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 128DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10074.000772/2001-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.064
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso voluntário em diligencia, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SERGIO DE CASTRO NEVES
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-16T15:40:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-16T15:40:41Z; Last-Modified: 2013-08-16T15:40:41Z; dcterms:modified: 2013-08-16T15:40:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7090fdf0-1ffe-4ba7-9294-7267fa5e619c; Last-Save-Date: 2013-08-16T15:40:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-16T15:40:41Z; meta:save-date: 2013-08-16T15:40:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-16T15:40:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-16T15:40:41Z; created: 2013-08-16T15:40:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2013-08-16T15:40:41Z; pdf:charsPerPage: 913; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-16T15:40:41Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA iy TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida : 10074.000772/2001-21 : 129.106 : 12 de setembro de 2005 : VULCAN MATERIAL PLÁSTICO LTDA. : DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC O RESOLUÇÃO N2 303-01.064 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligencia, nos termos do voto do relator, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANELISE DAUDT PR ETO Presidente SER 0 DE CAS RO NEVES Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Rubens Carlos Vieira. 0 Processo n° : 10074.000772/2001-21 Resolução n° : 303-01.064 RELATÓRIO E VOTO Trata-se de processo relativo à exigência de tributos dispensados quando da importação de equipamentos ao abrigo do programa BEFIEX, e alienados ainda na vigência do contrato relativo ao programa. Parece-me relevante ao exame do caso conhecer o percentual de adimplência do compromisso assumido pela recorrente em relação ao BEFIEX em dois momentos, isto 6, o da alienação da máquina em questão, ocorrido em novembro de 1998, e o da lavratura do Auto de Infração vestibular, em agosto de 2001. Dessa forma, proponho a conversão do julgamento em diligência a Comissão BEFIEX, através da repartição de origem, rogando-se-lhe que se digne a informar sobre tais dados. Sala das Sessões em 12 de Setembro de 2005. ■ SÉRGIO DE CASTRO EVES - Relator S
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Numero do processo: 12689.000155/2001-22
Data da sessão: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Dec 23 00:00:00 UTC 2009
Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. TEMPESTIVIDADE RECURSAL. ANÁLISE PROCEDIDA QUANDO DA APRECIAÇÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE SE PRECISAR A DATA DA EFETIVA CIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 23, DO DECRETO N. 70.235/72. RECURSO TEMPORÂNEO. ACOLHIMENTO DOS EMBARGOS. RERATIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO 303.01.098.
Numero da decisão: 303-33.591
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e rerratificar o Acórdão 303-01.098, de 10/08/04, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves e Tarásio Campelo Borges votaram pela conclusão.
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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EMBARGOS DECLARATÓRIOS. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. TEMPESTIVIDADE RECURSAL. ANÁLISE PROCEDIDA QUANDO DA APRECIAÇÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE SE • PRECISAR A DATA DA EFETIVA CIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 23, DO DECRETO N. 70.235/72. RECURSO TEMPORÂNEO. ACOLHIMENTO DOS EMBARGOS. RE- RATIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO 303.01.098. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e rerratificar o Acórdão 303-01.098, de 10/08/04, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Os Conselheiros Zenaldo Loibman, Sérgio de Castro Neves e Tarásio Campelo Borges votaram pela conclusão. .4 j* 411 ANELIS • IP AU T PRIETO President, SILVIO • ' #11/5 BARCELOS FIÚZA Relator Formalizado em: 1 4 DEZ 2006 • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli e Marciel Eder Costa. DM - , Processo n° : 12689.000155/01-22 Acórdão n° : 303-33.591 RELATÓRIO E VOTO Trata-se de Embargos Declaratórios ajuizados pela Fazenda Nacional, onde esta pugna pela reforma do acórdão prolatado por esta Colenda 3' Câmara do Egrégio 3° Conselho de Contribuintes, sob o aduzir de que este decisum estaria eivado de omissão que consistiria na não apreciação da tempestividade recursal. Afirma a embargante que o acórdão vergastado deixou de proceder a uma análise a cerca da tempestividade recursal e que Recurso Voluntário interposto seria intempestivo por ter sido ajuizado a destempo. • Carece de fundamentação os presentes embargos, uma vez que não existe a omissão supostamente embargada, senão vejamos. Este relator já consignou na Resolução de n. 303-01.098 (Il. 202), que a tempestividade do recurso foi sim objeto de apreciação quando da prolação do acórdão embargado, confira-se: "Ouando este Relator afirmou que o Recurso estava revestido das formalidades legais para sua admissibilidade e era matéria de apreciação no âmbito deste Terceiro Conselho de Contribuintes, e dele tomava conhecimento, julgou que um dos principais pressupostos de admissibilidade do Recurso que era exatamente a observância do prazo legal de interposição do mesmo estaria implicitamente incluso, conforme previsto em toda a legislacão vigente de regência do Processo Administrativo Fiscal e, portanto, era tempestivo. 111 Presentemente, depois de efetivada uma análise acurada de todo o Processo em referência, principalmente no que se relaciona com o prazo de interposição do Recurso, chegamos a seguinte conclusão e Voto que se segue: Assim é que, somos obrigados a atentar para o fato, de que o documento que repousa às fls. 93 do processo, que se refere a Douta Procuradora para argüir a intempestividade do Recurso apresentado pela recorrente, consta apenas e exclusivamente de um AR colado em uma folha de papel em branco, que teria sido endereçado ao contribuinte pela ECT tendo como pretensa data de entrega em 27 AGO 2002. Entretanto, referida data ali constante, r,deixa claro e evidente que não foi sta pela mesma pessoa que 2 , Processo n° : 12689.000155/01-22 Acórdão n° : 303-33.591 recebeu o AR, mais se parecendo com a grafia do Estafeta da ECT que grafa em outros campos do documento ora vergastado. E o que é mais importante, não consta deste Processo a devida e obrizatória INTIMA CÁ O (acompanhada dos anexos), que deveria ter dado CIÊNCIA ao contribuinte em referência, da decisão acordada pela DRF de Jukamento em Salvador-BA ( SDR N° 1.700 de 17 de agosto de 2001)." (Grifamos) Sendo assim, o acórdão vergastado apreciou a tempestividade recursal, tendo declarado expressamente que o recurso atendia às formalidades legais para sua interposição, dentre elas, o prazo legal para a interposição daquele recurso. Aduz a embargante que, segundo consta no AR repousante à fl. 93, o contribuinte foi notificado da decisão de primeira instancia em 27/08/02, sendo o • prazo final para interposição do Recurso Voluntário o dia 26/09/02. Alega, ainda, a embargante que a embargada, segundo consta no carimbo do protocolo de fl. 94, teria protocolizado o recurso somente em 27/09/02, já tendo decorrido, portanto, o prazo para sua interposição. , A embargada insurge-se contra tal alegativa, afirmando que somente foi notificada da decisão em 28/08/02, não tendo sido deixada com a mesma nenhum documento comprobatório da data em que ela foi cientificada. Logo, afigura-se impossível a apresentação de um documento que comprove a data do efetivo recebimento. Ao analisarmos o material probatório trazido aos autos constatamos que, de fato, não há nestes autos qualquer prova válida a embasar as afirmações . produzidas pela Fazenda, uma vez que não consta neste processo a devida e obrigatória intimação acompanhada dos anexos, condição de validade da mesma. • Diante da impossibilidade da efetiva aferição da tempestividade recursal, a Resolução da Câmara por unanimidade de seus Membros, n° 303-01.098 (fls. 188 a 205) determinou a conversão daquele julgamento em diligência a fim de que fossem adotadas providências pela Delegacia da Receita Federal de origem no sentido de "esclarecer a data oficial em que se deu a intimação da embargada"e que "fosse acostado ao processo a cópia oficial, que teria servido de Intimação, esclarecendo se a mesma foi realmente encaminhada a recorrente, objeto do AR que repousa às fls. 93". Em resposta a tais solicitações, veio a Superintendência da 5' Região Fiscal informar que "não há arquivo de Intimações emitidas em Processos Administrativos Fiscais nesta ALF/SDR/Sarat, pelo que to na-se impossível atender ao item 1 da supracitada Resolução (fls. 205)." (fl. 252). í oy 3 . . • • Processo n° : 12689.000155/01-22 Acórdão n° : 303-33.591 Ademais, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, também em atendimento aos Termos da supracitada Resolução, veio informar que "devido os nossos arquivos serem de 01 (um) ano não temos condições de averiguar tal informação em Lista de Objetos Entregues pelo Correio" (fl. 214). Destarte, pela ausência de prova que venha a elidir os argumentos da embargada, deve-se reputar como verdadeira a data indicada por esta como a do efetivo recebimento do AR. Ademais, o inciso II, do parágrafo 2°, do art. 23, do Decreto n. 70.235/72, em sua nova redação dada pela Lei n. 9.532, de 1997, estabelece que ante a impossibilidade do aferimento da exata data em que se deu a intimação do contribuinte, deve-se considerar que a ciência teria ocorrido 15 dias após a expedição da intimação. • Logo, tendo em vista que não consta nos autos o Termo de Expedição da Intimação, mas consta um despacho datado de 15/08/02 que determina que se proceda a cientiflcação do interessado, temos que, necessariamente, a expedição da intimação se deu após 15/08/02. Tomando-se por base a referida data de 15/08/02, como a data da suposta expedição da intimação, bem como pela dicção normativa do disposto no art. 23, do Decreto n. 70.235/72, temos que a intimação deverá ser tida como ocorrida em 30/08/02. Portanto, uma vez que a insurgência da embargada foi protocolizada em 27/09/02, é inequívoca a tempestividade do recurso voluntário então manejado, restando superadas as alegativas aqui trazidas pela Fazenda Nacional. Sendo assim, não há que se falar em omissão do acórdão vergastado, uma vez que o mesmo apreciou a tempestividade recursal quando do juízo de • admissibilidade do Recurso Voluntário interposto pela embargada. Finalmente, no que tange à solicitação dos respeitáveis auditores da Receita Federal, repousante às fl. 253, no sentido de que este Conselho determine que sejam riscadas, destes autos, expressões supostamente injuriosas, entendo que não há procedência em tal pleito. Entenderam, equivocadamente, os insignes servidores que as expressões contidas no arrazoado de contestação da ora recorrente, como: "misturando alhos com bugalhos", "baralhou", "penada", "vesga", tresleu","malfadado" e "tacanha", seriam expressões injuriosas. Ocorre que tais expressões são de uso popular e não possuem qualquer caráter ofensivo, podendo, quando (muito erem consideradas expressões, j 4 • . Processo n° : 12689.000155/01-22 Acórdão n° : 303-33.591 chulas, de uma linguagem não erudita, mas jamais poderão ser tidas como expressões injuriosas. Logo, s.m.j. Voto igualmente, para que seja indeferido o pleito dos Drs. AFRF, consignado à fl. 253, de que tais expressões sejam riscadas dos presentes autos, por não vislumbrar razões para tanto. Destarte, conheço os presentes Embargos Declaratórios para julga- los improcedentes, mantendo na integra o acórdão vergastado que ora se re-ratifica. É como voto. Sala das Sessões, em 17 de outubro de 2006. SILVIO MA O : ARCELOS FIUZA - Relator 1 Page 1 _0008500.PDF Page 1 _0008600.PDF Page 1 _0008700.PDF Page 1 _0008800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10730.010354/2007-56
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
PRECLUSÃO.
Não se instaura o litígio em relação à matéria que não foi objeto de impugnação.
DIRPF IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO APÓS NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO
Após efetuada a notificação de lançamento pela autoridade administrativa, não é possível a retificação da declaração de rendimentos para inclusão de dedução de dependente não informado em DIRPF.
Recuso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2802-001.787
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não
conhecer o recurso voluntário quanto à matéria que não foi objeto da impugnação; na parte conhecida NEGAR PROVIMENTO, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 PRECLUSÃO. Não se instaura o litígio em relação à matéria que não foi objeto de impugnação. DIRPF IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO APÓS NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO Após efetuada a notificação de lançamento pela autoridade administrativa, não é possível a retificação da declaração de rendimentos para inclusão de dedução de dependente não informado em DIRPF. Recuso Voluntário Negado
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DEDUÇÃO INDEVIDA COM DEPENDENTES Recorrente JOSE VALMIKI MARQUES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 PRECLUSÃO. Não se instaura o litígio em relação à matéria que não foi objeto de impugnação. DIRPF IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO APÓS NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO Após efetuada a notificação de lançamento pela autoridade administrativa, não é possível a retificação da declaração de rendimentos para inclusão de dedução de dependente não informado em DIRPF. Recuso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso voluntário quanto à matéria que não foi objeto da impugnação; na parte conhecida NEGAR PROVIMENTO, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández e Eivanice Canário da Silva. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 03 a 05, para exigência de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF apurado em virtude de glosa do valor de R$ 1.272,00, correspondente à dedução com dependentes. Segundo DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL, fls. 04, ficou constatado que a pessoa informada como dependente, sra. Eliane Queiroz Marques, teria apresentado Declaração de Ajuste Anual em separado, relativamente ao exercício de 2005, anocalendário de 2004 Não se conformando com o crédito tributário constituído, o contribuinte apresenta petição, fls. 01, alegando o seguinte: "...vem requerer a V. Sa a impugnação referente a relação de dependência de Eliane Queiroz Marques, quando o certo é Cátia Peçanha, CPF 959.755.51749 nascida em 07/04/1965." Examinando o caso, a DRJ no Rio de Janeiro II (RJ) julgou improcedente a impugnação, por entender não comprovada a relação de dependência pleiteada, nos termos da legislação de regência, ressaltando, por outro lado, que a “Delegacia de Julgamento não é a instância adequada regimentalmente para apreciação de um pedido de retificação de declaração”. Cientificada em 07/10/2010, o contribuinte interpôs recurso voluntário em 27/10/2010, fls. 36, aduzindo, textualmente, que: “Venho requerer a V.Sa; considerar como minhas dependentes Laura Peçanha Marques, nascida em 30 de Novembro de 1999 e sua mãe Catia Peçanha CPF 959.755.51749 juntando documentação que comprova a relação de dependência em questão, cópia da Certidão de Nascimento datada de 23 de Dezembro de 1999.” É o relatório. Voto Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator Sendo tempestivo o presente recurso, dele tomo conhecimento, ressalvando . Conforme relatado, tratase de Notificação de Lançamento que exige IRPF suplementar, em virtude da constatação de que a sra. Eliane Queiroz Marques, informada como dependente na Declaração de Ajuste Anual, relativa ao exercício de 2005, anocalendário de 2004, apresentou declaração de rendimentos em separado naquele exercício. Não se conformando com a decisão de primeira instância que julgou improcedente sua impugnação – diante da constatação de falta de comprovação do vínculo de dependência, tanto em relação à pessoa informada DIRPF/2005 (sra. Eliane Queiroz Marques), quanto em relação à sra. Catia Peçanha, pleiteada com dependente nos termos descritos em sua petição inicial – a Recorrente acosta aos autos, nesta segunda fase recursal, cópia da Certidão Fl. 45DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10730.010354/200756 Acórdão n.º 2802001.787 S2TE02 Fl. 40 3 de Nascimento de sua filha, Laura Peçanha Marques, ocorrido em 30/11/1999, requerendo que ambas (mãe e filha) sejam consideradas como dependentes, para efeitos de dedução na mencionada declaração de rendimentos. Cumprese observar, de plano, que o Recorrente, nessa fase recursal, silencia quanto ao fato que motivou o lançamento, ou seja, constatação de inexistência de relação de dependência com pessoa informada em sua DIRPJ/2005, sra. Eliane Queiroz Marques. Portanto, tratase de matéria incontroversa. Por outro lado, pretende que seja considera a eventual relação de dependência correspondente a duas outras pessoas (Catia Peçanha e sua filha, Laura Peçanha Marques). Nesse caso, há que se observar, preliminarmente, que a dedução pleiteada em relação à sua filha, Laura Peçanha Marques, esbarra no instituto da preclusão. Com efeito, não questionada à época da apresentação de sua impugnação, a discussão dessa dedução nas demais esferas administrativas fica prejudicada, uma vez que, nos termos do art. 14 c/c art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972, a matéria não expressamente contestada pela impugnante não instaura a fase litigiosa do processo. Portanto, não há como conhecer o recurso nesta parte. Por sua vez, a dedução pleiteada desde a peça impugnatória (inclusão da sra. Catia Peçanha com sua dependente), esbarra no instituto da retificação de declaração de rendimentos, uma vez tratarse de procedimento de iniciativa do próprio declarante admissível somente antes de iniciada a ação fiscal, nos termos do art. 832 do RIR/99 (art. 880 do RIR/94), que assim dispõe: Art. 832. A autoridade administrativa poderá autorizar a retificação da declaração de rendimentos, quando comprovado erro nela contido, desde que sem interrupção do pagamento do saldo do imposto e antes de iniciado o processo de lançamento de ofício (DecretoLei nº1.967, de 1982, art. 21, e DecretoLei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982, art. 6º). Parágrafo único. A retificação prevista neste artigo será feita por processo sumário, mediante a apresentação de nova declaração de rendimentos, mantidos os mesmos prazos de vencimento do imposto. Igualmente, sobre a retificação da declaração, o Código Tributário Nacional (CTN), no art. 147, § 1º, assim dispõe: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissível mediante comprovação de erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Portanto, após efetuada a notificação de lançamento pela autoridade administrativa não é possível a retificação da declaração de rendimentos para fins de inclusão de dedução com dependente. Ademais, no presente caso, não há como ventilar a hipótese de se considerar mero erro no preenchimento da declaração de rendimentos, uma vez que a simples apresentação de certidão de nascimento de sua filha, não comprova que a sra. Catia Peçanha era, de fato, dependente econômicofinanceiro do contribuinte no anocalendário de 2004. Correta, portanto, a decisão da DRJ/RJ II quando afirma que falta competência às Delegacias de Julgamento para examinar solicitação de retificação de declaração, uma vez tratarse de rito específico, regulado pela Instrução Normativa SRF nº 15, de 6 de fevereiro de 2001. Por todo o exposto, voto por não conhecer o recurso em relação à matéria que não foi objeto de impugnação e, na parte conhecida, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 47DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/09/2012 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 12045.000512/2007-13
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 12/07/2005
RESTITUIÇÃO. SEGURADO OBRIGATÓRIO. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. AUTÓNOMO. APOSENTADO. CONTRIBUIÇÃO PARA RGPS.
O segurado obrigatório que exerce atividade na condição de contribuinte individual autônomo, mesmo que aposentado, deve contribuir para o RGPS.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.067
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos em conhecer do recurso para no mérito negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA LIMA
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SEGURADO OBRIGATÓRIO. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. AUTÓNOMO. APOSENTADO. CONTRIBUIÇÃO PARA RGPS. O segurado obrigatório que exerce atividade na condição de contribuinte individual autônomo, mesmo que aposentado, deve contribuir para o RGPS. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos em conhecer do recurso para no mérito negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgada HELTON CA(k.t rLM—residente e Relator Participará] do presente julgamento os conselheiros Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Vem Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Gustavo Vettorato (Vice-Presidente), Helton Carlos Praia de Lima (Presidente).. Relatório O presente processo refere-se a pedido de restituição de contribuições prevideneiárias recolhidas indevidamente ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS, administrado pelo INSS, período: 10/2000 a 01/2004, em razão da recorrente CENIRA DA SILVA - CPF n°720., 125.360-34, ter continuado os recolhimentos em decorrência do pedido aposentadoria proporcional negado em 2000, cujo direito foi reconhecido pela Justiça Federal a contar da data do requerimento (19/10/2000), fls. 01 a 04 e 10. O pedido foi indeferido pela Secretaria da Receita Previdenciária SRP NOVO HAMBURGO/RS, ti. 68, em razão de haver Certidão Narrativa de Autônomo, fornecida pela Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo, que não informa o encerramento da atividade (tis, 70 e 72) Inconformada com a decisão de primeira instância, a requerente interpôs recurso voluntário, fis, 76, alegando que parou de trabalhar no ano 2000 por motivo de saúde, mas confinou a contribuir no código de autônomos — 1007, em razão de faltar pouco tempo para a aposentadoria e por falta de informação do INSS, Assim, requer a devolução dos valores pagos indevidamente, A SRP — Novo Hamburgo/RS apresentou contra razões (fls. 92) alegando que os documentos médicos eventuais datados de 1999 a 02/2006 não afirmam sua paralisação da atividade profissional, não havendo elementos suficientes que justifiquem a alteração da decisão inicial que negou o pedido, É o relatório, Voto Conselheiro HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 76; pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. A análise em questão é saber se a recorrente desempenhou atividade abrangida como segurada obrigatória cio Regime Geral de Previdência Social — RGPS, administrado pelo INSS., A Certidão Narrativa de Autônomos expedida, em 27/04/2006, pela Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo — RS (fls. 65), declara que a recorrente é cadastrada sob matricula 051034 como: Costureira, Modista, Bordadeira, Tricoteira. Autônoma desde 10/11/1997, conforme protocolo IV 24637 de 10/11/1997, com exercício de atividade para os anos de 1997 a 2002 com a respectiva data de pagamento da obrigação municipal, Declara, ainda, que os contribuintes cadastrados como autônomos pelas atividades de faxineira, jardineiros, artesãos, cozinheiros, lavadeiras e congêneres, estão isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), conforme lei complementar n ° 11/80 de 07/04/1980, alterada pelo artigo 1 da lei complementar n° 162/97 de 08/12/1997, e que a partir de 1 de Janeiro de 2003, conforme artigo 1 da Lei Complementar n° 805/2002, os contribuintes cadastrados como autônomos na atividade acima descrita não necessitam recolher o ISSQN (imposto igual a O (zero) URM), 2 Processo n° 12045 0005 I 2/2007-1 Acen chio " 2803-00.067 S2-1 E03 F I 2 É segurado obrigatório do RGPS na qualidade de segurado contribuinte individual (autônomo) a pessoa fisica que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. No mesmo sentido, o aposentado que voltar a exercer atividade abrangida pelo RGPS passa a ser segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata a Lei n 8..212/91, para fins de custeio da Seguridade Social, nos termos do art. 12, inciso V, alínea "h" e § 4', da Lei n 8.212/91, como segue: Art. 1.2. São seguradas obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: V - como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei n" 9,876, de 1999), h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins ',relativos ou não; (Incluído pela Lei n" 9.876, de 1999). 4' O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social- RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, .ficando saleiro às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. (Parágralb acrescentado pela Lei n" 9.032, de 28 4 95) nosso grilO A lei n 8.212/91, em seu art. 1", 3 0, estabelece que a previdência social faz parte da Seguridade Social, e tem por finalidade assegurar benefícios aos segurados que participam do plano mediante contribuição obrigatória, como segue: Art. 1" A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito telativo à saúde, à previdência e à assistência social. Art. 3" A Previdência Social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de fi-unilia e reclusão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente Parágrafo único. A organização da Previdência Social obedecerá aos seguintes princípios e diretrizes: universalidade de participação nos planos previdenciárias, mediante contribuição, No mesmo sentido é o que dispõe o Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n .3,048/99, em seu art.. 5 0, capa!: Art. 51.' A previdência social será organizada sob a ferino regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá a .. 3 A filiação ao RGPS decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para o segurado obrigatório contribuinte individual (autônomo), nos termos do art. 20, § 1, do RPS (Decreto n " 3.048/99), como segue: Art. 20 Filiação é o vinculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações I" A filiação à previdência social decorre automaticamente ‘lo nercicio de atividade remunerada para os segurados obrigatórios, observado o disposto no 2', e da inscrição formalizada com o pagamento da primeira contribuição para o segurado facultativo. (Incluído pelo Decreto n° 6 722, de 2008). O tempo de contribuição é contado da data do início até a data do requerimento ou desligamento da atividade abrangida pelo RGPS. Cabe ao contribuinte individual comprovar a interrupção ou o encerramento da atividade pela qual vinha contribuindo, mediante declaração, sob pena de ser considerado em débito no período sem contribuição, nos termos do art., 59, §§ 1 2 e 2, do RPS: Art 59 Considera-se tempo de contribuição o tempo, contado de data a data, desde o início até a data do requerimento ou do desligamento de atividade abrangida pela previdência social, descontados os períodos legalmente estabelecidos como de suspensão de contrato de trabalho, de interrupção de exercício e de desligamento da atividade. 1 2 Cabe ao contribuinte individual comprovar a interrupção ou o encerramento da atividade pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser considerado em débito no período sem contribuição. (Incluído pelo Decreto n" 4 729, de 2003) 22 A comprovação da interrupção ou encerramento da atividade do contribuinte individual será . feita, no caso dos _segurados enquadrados nas alíneas j" e "I" do inciso V do art. 92, mediante declaração, ainda que extemporânea, e, para os demais, com base em distrato social, alteração contratual ou documento equivalente emitido por junta comercial, secretaria federal, estadual, distrital ou municipal ou por outros- órgãos oficiais, ou outra .forma admitida pelo INSS.(Incluído pelo Decreto n" 4,729, de 2003) O recolhimento das contribuições sociais previdenciárias do contribuinte individual (autônomo) deve ser efetuado durante o exercício de sua atividade, conforme art. 216, inciso 11, do RPS, como segue: AH 216 A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que o respeito dispuser o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal obedecem às seguintes normas gerais - os segurados contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria ou prestar serviço à pessoa fisica ou a 011110 contribuinte individual, produtor rural Processo n" 12045.000512/2007-13 Acórdão o" 2803-00.067 S2-TE:03 El 3 pessoa tísica, missão diplomática ou repartição corivular de carreira estrangeiras, ou quando se tratar de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial inter nacional do qual o Brasil seja membro eledivo, ou ainda, na hipótese do 28, e o . facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, ale o dia quinze do mês seguinte àquele a que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário no dia quinze, facultada a opção prevista no , ,sç 15. A restituição eventual de contribuições sociais providenciarias somente é cabível nos casos de recolhimento a maior ou indevido, nos termos do art. 89, capta, da Lei n 8.212/1991, in verbis: .4 ri poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social-INSS na hipótese de perecimento ou recolhimento indevido. (Redação dada ao caput e parágrafos pela Lei n" 9 129, de 20/11/95). Conforme demonstrado nos autos (fis, 01 a 04), verifica-se, a priori, que o presente caso não se trata de recolhimento a maior, pois teria ficado abaixo do limite máximo do salário-de-contribuição, tampouco de recolhimento indevido, pois se refere a recolhimento de segurado obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual autônomo (fls. 65). Não há nos autos documentos comprobatórios de encerramento da atividade pela recorrente, Ademais, houve continuação do recolhimento das contribuições previdenciárias em razão da negativa de seu pedido de aposentadoria pelo INSS, pois o objetivo era atingir os requisitos para obter o beneficio, ou seja, as contribuições necessárias, Destarte, não cabe a devolução de valores, pois a recorrente continuou a exercer a atividade de autônoma conforme Certidão Narrativa de Autônomos, expedida em 27/04/2006, pela Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo — RS (fis, 65), mesmo após lograr êxito no pedido de aposentadoria deferido no âmbito judicial, pois consoante art. 12, § 4 0, da Lei n " 8.212/91, o aposentado pelo RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida pelo regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata a lei, para fins de custeio da Seguridade Social, CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER do recurso, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É o voto. Sala das Sessões, em 27 de abril de 2010. HELTO //, LOS PRAILDE—LIMA- Relator 5
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