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Numero do processo: 10855.903868/2010-46
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível.
Numero da decisão: 1802-001.834
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 90 38 68 /2 01 0- 46 Fl. 227DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.903868/201046 Acórdão n.º 1802001.834 S1TE02 Fl. 228 3 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação, cujo crédito está em suposto recolhimento a maior de CSLL Estimativa do período de apuração relativo a 08/2005 de empresa incorporada e cujo débito é de CSLL Estimativa relativo ao período de apuração de 02/2006. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente recurso voluntário, adoto o relatório proferido pela 5a Turma da DRJ/RPO, através do Acórdão n° 14 35.843, constante às efls. 97/98: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito do tipo “pagamento indevido ou a maior” de CSLLestimativa mensal (código de arrecadação 2484), concernente ao período de apuração 08/2005. Por despacho decisório, não foi reconhecido direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que não foi confirmada a existência do crédito informado “por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período”. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade contendo alegações nos termos seguintes: que “no ano base de 2005 sob o CNPJ N° 03.334.055/000126 recolheu a importância de R$ 407.313,03 (Quatrocentos e sete mil, trezentos e treze reais e três centavos) como estimativa mensal da CSLL, conforme cópias dos DARF's que ora se junta e demonstra abaixo. Ao apurar o valor final devido nesse período constatou que seu saldo credor era de R$ 374.039,15 (Trezentos e setenta e quarto mil, trinta e nove reais e quinze centavos) resultando no recolhimento a maior de R$33.273,88 (Trinta e três mil, duzentos e setenta e três reais e oitenta e oito centavos)”; que “julgando estar correta, a RECORRENTE imputou somente os valores que deveriam ser os recolhimentos devidos, não computando os valores indevidamente recolhidos a maior. Tal fato pode ser constatado na DIPJ do período”; que “no caso a RECORRENTE é detentora de saldo credor no valor de R$33.273,88, que é a diferença entre o valor recolhido R$ 407.313,01 e o valor correto de R$ 374.039,15, não estando correta a conclusão de que o crédito é inexistente”; Fl. 229DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 que “ocorreu um equívoco formal na apresentação dos créditos, o que resultou a não homologação da compensação efetuada no PER/DCOMP 25286.33016.300407.1.3.048067 e seu indeferimento, o que não se espera, implicará a duplicidade de penalização, eis que a RECORRENTE já recolheu valor a maior ao Erário, não podendo ser compelida a fazêlo novamente e, desta vez, com os consectários legais”. Ao final requer reforma da decisão que não homologou a compensação pleiteada, por entender comprovado seu direito ao crédito tributário por recolhimento a maior. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da peça impugnatória, conforme sintetiza a seguinte ementa (efls. 96): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de CSLL por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. DCOMP. CRÉDITO. INDEFERIMENTO. Pendente, nos autos, a comprovação do crédito indicado na declaração de compensação formalizada, impõese o seu indeferimento. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada do Acórdão em 10/01/2012 (efls 109) mostrouse irresignada, pelo que apresentou recurso voluntário em 09/02/2012, suscitando em apertada síntese que: a) a colação de provas no momento recursal é valida à luz do princípio da verdade material, sobretudo quando atrelada a uma decisão que vincula essa necessidade e; Fl. 230DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.903868/201046 Acórdão n.º 1802001.834 S1TE02 Fl. 229 5 b) o crédito pleiteado, seja considerado como pagamento a maior ou saldo negativo está devidamente comprovado pela documentação acostada. É o relato do essencial. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, discutese nos presentes autos sobre a existência de um crédito tributário passível de compensação, na condição de pagamento a maior/saldo negativo, de empresa incorporada à recorrente (ZF LEMFORDER DO BRASIL LTDA.). Preliminarmente, a recorrente pede que sejam analisadas as provas acostadas à peça recursal, em apreço à verdade material. Ora, em que pese o art. 16 do Decreto n° 70.235/72 determinar a apresentação da prova no momento da impugnação (correspondente momento da Manifestação de Inconformidade), está claro na exposição do Acórdão atacado que tais documentos são necessários neste momento para a comprovação do crédito, motivo pelo qual devem ser aceitos e analisados. Já no que tange à compensação (mérito), o Código Tributário Nacional – Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – condiciona a hipótese de compensação, à existência de créditos líquidos e certos, senão vejamos: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. [...] À luz desse dispositivo, fica evidente que o contribuinte que apresenta um pedido de compensação deve demonstrar de plano a existência desse crédito. Neste sentido, as obrigações acessórias devem refletir seu pedido, de forma a consolidar sua existência e permitir a homologação da compensação. O presente caso remete ao suposto recolhimento a maior da estimativa de CSLL do período de 08/2005 da Incorporada, pela apresentação da Declaração de Compensação de n° 25286.33016.300407.1.3.048067. A turma julgadora a quo selou entendimento no sentido de que as estimativas recolhidas têm cunho antecipatório, o que caracterizaria uma “flagrante impropriedade”, e portanto, “não se concebe extinção de obrigação tributária que ainda não existe, vez que o átimo do fato imponível da CSLL dáse em 31 de dezembro do anobase” e por isso, julgou incabível seu pleito na modalidade de pagamento a maior. Ora, em que pese a natureza antecipatória do recolhimento da estimativa, não há óbice ao pleito na modalidade de pagamento indevido ou a maior quando resta demonstrada por meio de documentação idônea sua existência, não podendo seu direito ao crédito ser negado por este motivo. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.903868/201046 Acórdão n.º 1802001.834 S1TE02 Fl. 230 7 Neste sentido, este Conselho já pacificou o entendimento através de Súmula: Súmula CARF n° 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Sob a ótica da recorrente, denotase imprecisão no seu recurso voluntário, quando em relação à origem do crédito, colocase o seguinte: 20. Para aqueles que entendem que se trata de pagamento indevido ou a maior, seguem os fundamentos que garantem o direito à restituição: [...] 21. Para aqueles que entendem que se trata de saldo negativo, o artigo 2° da Lei n° 9.430/96, complementado pelo artigo 230 do Regulamento do IR/99, garante a compensação do saldo negativo, seja em virtude da natureza da sistemática de recolhimento, seja em relação ao disposto no artigo 11 da IN n° 900/2008. Vejamos os textos legais abaixo transcritos: [...] (Grifouse) Como se observa, não há determinação se o crédito supostamente existente é decorrente de pagamento a maior da estimativa, ou se ele é decorrente de um saldo negativo do período. Dos documentos juntados que guardam relação ao pleito, consta às efls 46/50 páginas da DIPJ que demonstram a existência de um saldo negativo no anocalendário de 2005 no montante de R$ 374.039,15 para a Incorporada. Tal constatação é um indício da existência de saldo negativo, hipótese que daria direito à recorrente ao indébito nesse montante. A DCTF relativa ao período consta nos autos às efls 52/61, contudo, somente os Recibos de Entrega, sem o inteiro teor. Assim, ainda que hajam indícios de que o saldo negativo é existente, carecem questões de direito a serem analisadas, como o ato de incorporação com a determinação da transferência dos saldos existentes à empresa incorporadora e a legitimidade do crédito à luz os elementos colacionados aos autos pelo Recurso Voluntário. Cabe registrar que o fato de a recorrente ter indicado na Declaração de Compensação o recolhimento de estimativa como origem do crédito, e não o saldo negativo do período, não prejudica o seu pleito, porque o art. 165 do Código Tributário Nacional CTN não condiciona o direito à restituição de indébito, fundado em pagamento indevido ou a maior, a requisitos meramente formais. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 O que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo e em um determinado período de apuração. Nesse sentido, vale lembrar que tanto as retenções na fonte quanto as estimativas representam meras antecipações do devido ao final do período, que guardam uma implicação direta com a figura jurídica do saldo negativo, já que correspondem ao mesmo período anual e ao mesmo tributo que aquele. Na sistemática da apuração anual, caso haja tributo devido no encerramento do ano, as antecipações se convertem em pagamento definitivo. Por outro lado, se houver prejuízo fiscal, ou ainda se as antecipações superarem o valor do tributo devido ao final do período, fica configurado o indébito, a ser restituído ou compensado a partir do ajuste, na forma de saldo negativo. Deste modo, evidenciase que a recorrente efetuou antecipações, na forma de recolhimento de estimativas, em montante superior ao valor do tributo devido ao final do período e esse excedente deve configurar indébito a ser restituído ou compensado, na forma de saldo negativo. Este colegiado normalmente desconsidera o erro formal no caso do contribuinte indicar nos PER/DCOMP recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado pelo conjunto destas mesmas estimativas. No que tange à comprovação de um indébito, é importante lembrar que o processo administrativo fiscal não contém uma fase probatória específica, como ocorre, por exemplo, com o processo civil. Especialmente nos processos iniciados pela recorrente, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. É por isso também que antes de proferir o despacho decisório, ainda na fase de auditoria fiscal, pode e deve a Delegacia de origem inquirir o contribuinte, solicitar os meios de prova que entende necessários, diligenciar diretamente em seu estabelecimento (se for o caso), enfim, buscar todos os elementos fáticos considerados relevantes para que na seqüência, na fase litigiosa do procedimento administrativo (fase processual), as questões envolvam mais a aplicação das normas tributárias e não propriamente a prova de fatos. Tudo isso porque não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Este contexto permite notar que a instrução prévia, ainda na fase de Auditoria Fiscal, evita uma seqüência de negativas por falta de apresentação de documentos em relação aos quais a recorrente, em alguns casos, nem mesmo foi intimada a apresentar, o que poderia implicar em cerceamento de defesa. É este o caso. Contudo, devido a não determinação pela origem da validade das provas juntadas neste recurso, bem como, da possível necessidade de outros elementos para sua configuração, é de se encaminhar os autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fl. 234DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.903868/201046 Acórdão n.º 1802001.834 S1TE02 Fl. 231 9 Sorocaba/SP, para que aquela unidade, à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela recorrente e de outros que se entenda necessários apure, seu direito ao crédito e homologue a compensação até o limite da disponibilidade do crédito. Portanto, voto no sentido de DAR PARCIAL provimento ao Recurso interposto, determinando a remessa dos autos à origem (DRF de Sorocaba/SP). É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 235DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13608.000576/2007-64
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2005
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
Devem ser acolhidos os embargos de declaração para retificar a ementa do acórdão embargado.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO.
Matéria específica que não foi expressamente impugnada na impugnação apresentada ao julgador de primeira instância será considerada incontroversa, precluindo processualmente a oportunidade de questionamento ulterior, não podendo, assim, ser alegada em grau de recurso.
PENSÃO ALIMENTÍCIA. COMPROVAÇÃO. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA.
Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II).
Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido.
Embargos Acolhidos, sem efeito modificativo.
Numero da decisão: 2802-002.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER os embargos de declaração para re-ratificar a ementa a fim de que conste "Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido", nos termos do voto da relatora, sem efeito modificativo do julgado.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
EDITADO EM: 21/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.Ausente justificadamente o conselheiro Carlos Andre Ribas de Mello.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2005 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Devem ser acolhidos os embargos de declaração para retificar a ementa do acórdão embargado. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Matéria específica que não foi expressamente impugnada na impugnação apresentada ao julgador de primeira instância será considerada incontroversa, precluindo processualmente a oportunidade de questionamento ulterior, não podendo, assim, ser alegada em grau de recurso. PENSÃO ALIMENTÍCIA. COMPROVAÇÃO. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido. Embargos Acolhidos, sem efeito modificativo.
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CONTRADIÇÃO. Devem ser acolhidos os embargos de declaração para retificar a ementa do acórdão embargado. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Matéria específica que não foi expressamente impugnada na impugnação apresentada ao julgador de primeira instância será considerada incontroversa, precluindo processualmente a oportunidade de questionamento ulterior, não podendo, assim, ser alegada em grau de recurso. PENSÃO ALIMENTÍCIA. COMPROVAÇÃO. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido. Embargos Acolhidos, sem efeito modificativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER os embargos de declaração para reratificar a ementa a fim de que conste "Recurso conhecido AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 8. 00 05 76 /2 00 7- 64 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 04/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 em parte e, nessa parte, provido", nos termos do voto da relatora, sem efeito modificativo do julgado. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 22/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.Ausente justificadamente o conselheiro Carlos Andre Ribas de Mello. Relatório Tratam os autos de embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional (fls. 107/111), em face do Acórdão 2802002.307, de 14 de maio de 2013, fls. 183/184, de lavra desta relatora. No arrazoado, a embargante denuncia contradição no acórdão. Os fundamentos da denunciada contradição estão consubstanciados nos parágrafos, a saber: “Como se vê pela conclusão do julgado e do voto condutor,temos que o recurso voluntário do contribuinte foi conhecido em parte, e nesta parte, dado provimento para considerar a dedução a título de pensão alimentícia judicial, no montante de R$ 7.600,00 (sete mil e seiscentos reais). 2. Ocorre que analisandose a ementa do julgado, observamos que ali mencionase apenas que o Recurso Voluntário foi PROVIDO” É o Relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora Os Embargos atendem os requisitos de admissibilidade. Inicialmente transcrevo a ementa e o dispositivo do acórdão embargado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 Ementa: Fl. 121DF CARF MF Impresso em 04/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13608.000576/200764 Acórdão n.º 2802002.574 S2TE02 Fl. 277 3 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Matéria específica que não foi expressamente impugnada na impugnação apresentada ao julgador de primeira instância será considerada incontroversa, precluindo processualmente a oportunidade de questionamento ulterior, não podendo, assim, ser alegada em grau de recurso. PENSÃO ALIMENTÍCIA. COMPROVAÇÃO. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). Recurso provido. Como se verifica dos autos constou na conclusão do julgado e do voto condutor, que o recurso voluntário do contribuinte foi conhecido em parte, e nesta parte, dado provimento para considerar a dedução a título de pensão alimentícia judicial, no montante de R$ 7.600,00 (sete mil e seiscentos reais), embora na ementa do voto tenha sido consignado que o Recurso Voluntário foi PROVIDO. No voluntário, o recorrente insurgese contra a mantença de glosa de despesas despesa com instrução no valor de R$4.862,90, despesas médicas , no importe de R$861,55 e pensão alimentícia no valor de R$13.108,94. Ocorre que no voto do acórdão embargado, as glosas relativas a despesa médica e despesa com instrução, foram consideradas como matérias não impugnadas, sendo esta a razão do não conhecimento de parte do recurso. No que se refere a glosa de pensão alimentícia, apesar do recorrente pleitear, no voluntário, o restabelecimento de R$13.108,94, no voto do acórdão embargado foi esclarecido que o valor de R$4.862,90, já tinha sido restabelecido em primeira instância. Assim, o litígio tratado no acórdão embargado foi, somente, em torno do valor de R$7.600,00, relativo a pensão alimentícia paga ao seu filho Raphael Augusto Mayrink Brangioni. Sendo este valor totalmente restabelecido no acórdão embargado. Portanto, apesar de entender que não existe a contradição denunciada pela embargante, ACOLHO os embargos de declaração para reratificar a ementa a fim de que conste "Recurso conhecido em parte e, nessa parte, provido", sem efeito modificativo do julgado. Diante do exposto, voto por acolher os embargos declaratórios da PGFN. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Fl. 122DF CARF MF Impresso em 04/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 04/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 29/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10680.915833/2009-65
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/07/2005
COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA.
É ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado.
Numero da decisão: 3802-001.463
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/07/2005 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA. É ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/07/2005 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA. É ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 58 33 /2 00 9- 65 Fl. 37DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório A contribuinte GEMAPE MÁQUINAS E PEÇAS LTDA., se insurge no presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0231.681, proferido em primeira instância pela 1ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM BELO HORIZONTE – DRJ/BHE, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, negando o direito creditório pleiteado e indeferindo a compensação efetuada, conforme consignado na ementa abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 31/07/2005 AUSÊNCIA DE PROVAS DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. Na ausência de outras provas, a DCTF retificadora não pode ser considerada instrumento hábil para conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” De acordo com o órgão julgador a quo “a mera apresentação da declaração retificadora, com redução do valor do débito anteriormente confessado, não basta para justificar a reforma da decisão de não homologação da compensação declarada; fazse mister a prova inequívoca de que houve erro de fato no preenchimento da DCTF, isto é, de que o valor correto do débito é aquele constante da DCTF retificadora.” Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da Manifestação de Inconformidade pela 1ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM BELO HORIZONTE/BHE, tomase de empréstimo o relatório proferido pela D. Autoridade julgadora de primeira instância: “O interessado transmitiu em 14/08/2006 Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nela declarado(s) com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador de 31/07/2005. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG emitiu DespachoDecisório eletrônico (fl. 02) no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10680.915833/200965 Acórdão n.º 3802001.463 S3TE02 Fl. 6 3 Irresignado com o indeferimento do seu pedido, tendo sido cientificado em29/04/2009 (fl. 10), o contribuinte apresentou, em 28/05/2009, a manifestação de inconformidade de fl. 01, com os argumentos a seguir sintetizados, fazendo anexar os documentos de fls. 02/09. Alega possuir créditos referentes ao PIS e à Cofins recolhidos a maior noperíodo de 11/2002 a 09/2005 e que, após a constatação da existência de tais créditos, procedeu a sua compensação com impostos federais, por meio de PER/Dcomp, conforme legislação em vigor. Ressalta que na época, por lapso, não retificou a DCTF original, mas em21/05/2009 apresentou DCTF retificadora com os valores corretos de PIS e Cofins a seremrecolhidos. Por fim, requer o reconhecimento do crédito a que faz jus e a conseqüente homologação da compensação realizada. É o relatório.” Cientificada da decisão de primeira instância em 20/10/2008, o sujeito passivo interpôs o Recurso Voluntário alegando como razões para homologação do pedido de compensação objeto do presente processo o cumprimento de todas as obrigações, quais sejam, a principal de pagar o tributo e a acessória de informar, e a comprovação cabal de ter recolhido a maior o valor do tributo compensado. Acosta aos autos, com o intuito de corroborar suas afirmações: i) relatório sintético do valor total de peças sob alíquota zero faturadas diariamente no período entre 01 a 31 de julho de 2004; e ii) relatório analítico por dia com descrição detalhada de todas as peças faturadas sob alíquota zero por cento. É o relatório. Voto Tempestivamente interposto e atendidos os requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Compulsando os autos, constatase que a Recorrente busca reformar a decisão de 1ª instância com base em precária e insubsistente argumentação, bem como através da juntada intempestiva de pretensos documentos comprobatórios, motivos pelos quais, como se demonstrará, não merece provimento o presente Recurso Voluntário. Consoante defendido pela interessada, a transmissão de DCTF retificadora referente ao 3º trimestre de 2004, em 21/05/2009, para correção do montante devido a título de COFINS em função da equivocada inclusão na apuração do tributo de peças tributadas pela contribuição à alíquota zero, seria conduta suficiente para demonstrar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Ocorre que, como já assentado pela autoridade julgadora a quo, a simples transmissão de declaração retificadora com redução do valor do débito anteriormente Fl. 39DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 confessado, não é documentação hábil para legitimar a compensação efetuada, sendo necessária a juntada de prova inquestionável de que houve erro no preenchimento da DCTF e de que o valor de COFINS efetivamente devido é aquele consignado na retificadora. Ademais, cumpre observar que a Recorrente foi notificada do Despacho Decisório de não homologação da compensação declarada em 30/04/2009 (fl. 10), procedendo à retificação da DCTF apenas em 21/05/2009, sendo ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Com efeito, a contribuinte já em sede recursal acostou aos autos relatório sintético do valor total de peças sob alíquota zero faturadas diariamente no período entre 01 a 31 de julho de 2004; e relatório analítico por dia com descrição detalhada de todas as peças faturadas sob alíquota zero; pretendendo, assim, demonstrar através de documentos internos a exatidão do débito indicado na declaração retificadora e, via de consequência, a legitimidade do direito creditório. Todavia, relatórios sintéticos internos não são oponíveis ao fisco, por si só, como elementos comprobatórios da materialidade do crédito do sujeito passivo, sendo sim um arrazoado destinado a permitir a compreensão e a visualização da prova a ser juntada – documentos fiscais e/ou contábeis que permitam a verificação do direito de crédito pleiteado. Assim sendo, tendo disposto de todas as oportunidades para comprovar seu direito creditório, e não o fazendo no momento devido, limitandose a Recorrente em trazer arguições perfunctórias e destituídas de validade jurídica para fins de apuração da liquidez e certeza do direito creditório pleiteado e, por conseguinte, da compensação declarada, deve ser negado provimento ao Recurso Voluntário ora analisado. Conclusão Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário para NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 40DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.721456/2010-58
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008, 2009
Ementa:
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA.
Constatado que a descrição minuciosa dos fatos e bem assim as capitulações legais constam do auto de infração, não pode prosperar a preliminar de nulidade lançamento, ao argumento de que haveria cerceamento ao direito de defesa da recorrente.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-002.551
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
EDITADO EM: 17/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.Ausente justificadamente o conselheiro Carlos Andre Ribas de Mello.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Constatado que a descrição minuciosa dos fatos e bem assim as capitulações legais constam do auto de infração, não pode prosperar a preliminar de nulidade lançamento, ao argumento de que haveria cerceamento ao direito de defesa da recorrente. Recurso Negado.
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NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Constatado que a descrição minuciosa dos fatos e bem assim as capitulações legais constam do auto de infração, não pode prosperar a preliminar de nulidade lançamento, ao argumento de que haveria cerceamento ao direito de defesa da recorrente. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 17/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.Ausente justificadamente o conselheiro Carlos Andre Ribas de Mello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 14 56 /2 01 0- 58 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ/BSB/DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: Para o contribuinte identificado no preâmbulo foi lavrado, por Auditor FiscaL da DR Brasília (DF), o Auto de Infração de fls. 122/151, referente ao imposto de renda pessoa física dos exercícios 2005 a 2009. O crédito tributário apurado está assim constituído: Imposto R$26.238,22 Juros de Mora(Calculados até 06/2010) R$ 7.012,39 Multa Proporcional(passível de redução) R$57.293,63 Valor do crédito tributário apurado R$90.544,24 No decorrer da ação fiscal foram emitidos Mandado de Procedimento Fiscal, Termo de Início de Fiscalização, Termo de Ciência e Continuidade do Procedimento Fiscal e Termo de Reintimação Fiscal, todos devidamente notificados ao contribuinte. No Termo de Verificação Fiscal, fls. 139/150, consta que a presente ação fiscal foi levada a efeito em decorrência de investigação realizada pelo Escritório de Pesquisa e Investigação da 1a Região Fiscal (ESPEI/1a RF), quando foram identificadas, mediante diversos cruzamentos de informações nos sistemas da RFB, várias pessoas que se beneficiaram de restituições indevidas, cujas declarações foram transmitidas utilizandose de determinados Protocolos de Internet IP. O esquema para se beneficiar das restituições indevidas era executado por um grupo comandado por Luis Joubert dos Santos Lima, conhecido por Dr. Santos, o qual cobrava pelos "serviços" de elaborar declarações com deduções fictícias, além de exigir um percentual sobre o valor do imposto restituído indevidamente. A pedido do Ministério Público Federal, foi expedido Mandado de Busca e Apreensão pela juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12a Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. No cumprimento do referido mandado, foram apreendidos computadores e documentos em residências e escritórios de pessoas que participaram da fraude tributária efetuada nas declarações de ajuste anual de vários contribuintes. A DRF Brasília (DF), de posse dos documentos relativos à investigação realizada pelo ESPEI/1a RF e da documentação oriunda da Busca e Apreensão determinada pela juíza da 12a Vara da Justiça Federal em Brasília, expediu aproximadamente setecentos Mandados de Procedimento Fiscal, incluindo o que deu origem a esta ação fiscal. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.721456/201058 Acórdão n.º 2802002.551 S2TE02 Fl. 155 3 A autoridade lançadora informa que o contribuinte, apesar de intimado e reintimado, não apresentou documento ou justificativa à fiscalização, contudo, depois de iniciada a ação fiscal, "na tentativa de corrigir as falhas cometidas, o contribuinte, em 19/09/2009, transmitiu declarações retificadoras dos exercícios de 2007 a 2009, anos calendários 2006 a 2008". No entanto, referida autoridade registra que tais declarações não foram aceitas, fl. 141. Com efeito, as seguintes infrações foram constatadas, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal às fls. 125/129 e 141/150: 001 Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo Empregatício Recebidos de Pessoa Jurídica EXERCÍCIO VALOR(R$) 2007 5.517,13 002 Omissão de Rendimentos do Trabalho sem Vínculo Empregatício Recebidos de Pessoa Jurídica EXERCÍCIO VALOR(R$) 2007 4.398,24 003 Dedução indevida de Dependentes EXERCÍCIO VALOR(R$) 2005 1.272,00 2006 1.404,00 2007 3.032,64 2008 4.753,80 2009 4.967,64 004 Dedução indevida de Despesas Médicas EXERCÍCIO VALOR(R$) 2005 3.530,20 2006 4.518,12 2007 12.542,92 2008 17.869,32 2009 25.932,28 005 Dedução indevida de Despesa com Instrução Fl. 203DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 EXERCÍCIO VALOR(R$) 2006 2.198,00 2007 7.121,52 2008 7.441,98 2009 7.776,87 006 Dedução indevida de Previdência Privada/FAPI EXERCÍCIO VALOR(R$) 2007 7.832,18 2008 10.746,28 2009 13.957,28 Das Multas Agravadas de 112,50% e 225% e da Representação Fiscal Para Fins Penais A autoridade lançadora aplicou multa de ofício de 225% sobre as deduções indevidas e de 112,50% sobre a omissão de rendimentos, bem como procedeu à lavratura de Representação Fiscal para Fins Penais, por entender que os fatos verificados no curso da fiscalização, como a apresentação reiterada de declarações com deduções fictícias, visando restituições indevidas, demonstram práticas que, em tese, configuram crime contra a ordem tributária, nos termos do art. 44 da Lei n° 9.430/1996 e arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/1964. O sujeito passivo não atendeu às intimações feitas pela fiscalização, por isso o percentual das multas de ofício foi agravado em 50%, nos termos do § 2° do art. 44 do diploma legal antes mencionado. DA IMPUGNAÇÃO Regularmente cientificado do lançamento, o contribuinte apresenta impugnação às fls. 154/158. Inicialmente faz referência aos termos do Auto de Infração para, em seguida, expor seus argumentos de defesa. O impugnante menciona que o Decreto n° 70.235/1972 foi recepcionado pela Constituição Federal como lei, a qual rege o processo de determinação e de exigência dos créditos tributários da União e de consulta sobre a aplicação da legislação federal. Argumenta que os atos administrativos que subsidiam o posterior início de ação fiscal são enquadrados na Lei n° 9.784/1999. Acrescenta que, por determinação constitucional, só a Polícia Federal tem competência de investigação, mediante inquérito. Aduz que, com base no princípio do fruits of tree poison, o lançamento está contaminado, pois não tomou ciência dos atos administrativos que antecederam e fundamentaram a ação fiscal, os quais não foram juntados aos autos. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.721456/201058 Acórdão n.º 2802002.551 S2TE02 Fl. 156 5 Ressalta o contribuinte que todos os atos decorrentes da investigação já estavam prontos, sem o seu conhecimento, e, sem a menor garantia constitucional, a ação fiscal foi iniciada e encerrada em brevíssimo prazo, entre 5 de maio e 15 de agosto de 2009, quando se encontrava em licença para acompanhar o final da gestação de seu filho, o qual nasceu com graves problemas de saúde, conforme prova documental. Caso a prova documental mencionada no parágrafo anterior não seja aceita para justificar a concessão de novo prazo para apresentar documentos, o sujeito passivo requer a realização de prova médicopericial. Requer seja anulado o procedimento fiscal, determinandose, em seguida, a intimação prévia ao sujeito passivo sobre a investigação. Alternativamente, solicita novo prazo para o cumprimento de diligências, uma vez que o estado de necessidade não lhe permitiu a prática de atos da vida civil. A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 172/183, que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 PRELIMINAR DE NULIDADE. VÍCIOS NA ORIGEM DO PROCEDIMENTO FISCAL E CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo sido a ação fiscal regularmente instaurada mediante a emissão do Mandado de Procedimento Fiscal, acompanhado da lavratura do Termo de Início de Fiscalização, dos quais o contribuinte teve regular ciência, descabe a arguição de vício na origem do procedimento fiscal. Não há cerceamento do direito de defesa quando o auto de infração preenche os requisitos legais. PERÍCIA E DILIGÊNCIA. No processo administrativo fiscal, a teor do disposto na legislação de regência, os pedidos de diligência e perícia somente são deferidos quando necessários à formação de convicção do julgador. MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS. MULTAS DE OFÍCIO AGRAVADAS DE 112,5% E 225%, OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS, DEDUÇÕES INDEVIDAS DE DEPENDENTES, DESPESAS MÉDICAS, INSTRUÇÃO E PREVIDÊNCIA PRIVADA/FAPI. Consideramse não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas pelo sujeito passivo. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 205DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Regularmente cientificado daquele acórdão em 06/07/2011 (fl. 187), o interessado, por intermédio de seu procurador, interpôs recurso voluntário de fls.189/194, em 05/08/2011. Preliminarmente invoca a nulidade processual absoluta dos autos, alegando, cerceamento do direito de defesa, sob os seguintes argumentos: Em uma operação de polícia, em que o Ministério Público requereu cautelarmente a busca e apreensão do computador de uma pessoa, a qual, como narrado na atuação, elaborava as declarações de imposto de renda de vários médicos em Brasília. Na impugnação, sua defesa foi a seguinte: Sobre o Procedimento Fiscal O Termo de Verificação Fiscal (TVF) reportase a investigação prévia como se infere no item 6 e 7 do TVF, abaixo transcrito: 6. Conforme relatório do ESPEI Escritório de Pesquisa e Investigação da I a Região Fiscal, os contribuintes que, em princípio, teriam se beneficiado do esquema foram identificados ao longo da investigação, através de diversos cruzamentos de informações da Receita Federal do Brasil. A partir de então, foi possível constatar que referidas declarações foram transmitidas utilizandose determinados Protocolos de Internet IP (protocolos de comunicação utilizados pelos computadores conectados à Internet). 7. Dessa forma, foram expedidos em torno de setecentos Mandados de Procedimento Fiscal, dentre eles o seu, cujas respectivas declarações do imposto de renda, que apresentam indícios de irregularidades, teriam sido transmitidas pelos IP's identificados pelo ESPE/lª RF. Nos termos do Relatório Fiscal da NFLD em questão, o fato gerador das contribuições lançadas nesta notificação, referese às contribuições sociais correspondentes à parte empresa, ao SAT/RAT (para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrentes dos riscos ambientais do trabalho) e as outras entidades (FNDE, INCRA, SESC, SEBRAE), lançadas como remunerações pagas aos segurados empregados a título de horas extras, contabilizadas como "Serviços Prestados Pessoa Física", apuradas com base nos livros Razão Analítico. Para qualquer defesa possível, fazse necessária a análise dessa investigação preliminar, na qual, há interesse processual do contribuinte, não pode podendo admitir a presunção da inocência. Assevera que nada, absolutamente nada da investigação criminal e dos atos relacionados a elas foram disponibilizados para impugnações específicas. Foi que se requereu, isto que ser. Do contrário, não se pode fazer qualquer defesa específica. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora Preenchidos os requisitos de admissibilidade, passo à apreciação do apelo. Há uma preliminar de nulidade processual absoluta apresentada no recurso, a saber, de reforma da decisão a quo, para cancelar o auto de infração, que seria nulo por cercear Fl. 206DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.721456/201058 Acórdão n.º 2802002.551 S2TE02 Fl. 157 7 o direito de defesa do recorrente, por não ter tido acesso aos atos relacionados com a investigação criminal mencionada no Auto de Infração objeto do presente lançamento. O auto de infração e sua suposta nulidade foram tratados longa e escorreitamente pela decisão guerreada em sede de preliminares, às fls. 177 e seguintes. Bem por isso estou por adotar tal fundamentação, nos termos do § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/99. Porquanto o decisum tratou da questão de forma expressa e coerente, nos termos previstos na legislação processual administrativo tributária, tanto no relatório como no bojo do voto, inclusive explicitando que a autoridade lançadora demonstrou minuciosa e detalhadamente todas as infrações apuradas, como mostra as peças processuais juntadas ao presente feito –Auto de Infração, Termo de Verificação Fiscal, Demonstrativo das Deduções Pleiteadas nas Declarações e demais documentos constantes dos autos (cópias das declarações analisadas, relatório de investigação, decisão judicial em Medida Cautelar nº 2008.34.00.0177913. Especificamente no excerto do voto a seguir transcrito: “Ainda que o sujeito passivo não tenha sido regularmente consultado ou intimado a se manifestar durante o procedimento fiscal de revisão das declarações, situação não presenciada no caso concreto, posto que foi intimado, não há que se falar em irregularidade do lançamento, já que esta oportunidade é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo.” A despeito dos argumentos do recorrente, vale ressaltar que a autoridade lançadora, no decorrer da ação fiscal, depois de dar ciência do Termo de Início da Fiscalização, intimou e reintimou o sujeito passivo a apresentar documentos e esclarecimentos sobre as declarações dos exercícios autuados, contudo, documentação alguma foi trazida aos autos. Ademais as matérias trazidas na fase recursal, são estranhas ao litígio. Em face do exposto, rejeito a suscitada nulidades do auto de infração (lançamento) devendo o acórdão recorrido ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. Diante do exposto, meu voto é por NEGAR provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Fl. 207DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900848/2008-30
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3801-001.282
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Sidney Eduardo Stahl
1.0 = *:*
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1586; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 40 1 39 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.900848/200830 Recurso nº 919.547 Voluntário Acórdão nº 3801001.282 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2012 Matéria Compensação Recorrente GUARÁ AUTO PECAS SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 08 48 /2 00 8- 30 Fl. 49DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 50DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900848/200830 Acórdão n.º 3801001.282 S3TE01 Fl. 41 3 Relatório Trata o presente processo administrativo de pedido de compensação realizado através de PER/DCOMP, transmitida em 20/09/2006 (fls. 16/20), com base em suposto pagamento a maior a título de PIS/PASEP do período de apuração de maio de 2003, por meio de guia DARF cujo recolhimento se deu em 13/06/2003, com débitos de COFINS do período de apuração de agosto de 2003, tendo sido objetivada compensação no montante total de R$ 1.093,51. A DRF de origem proferiu despacho decisório (fls. 02) não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls. 01, sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período. A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 23/24, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP, o que se confirmaria, inclusive, a partir inconsistências apuradas conta dos documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON, DIPJ e DCTF) e planilha apresentada. Devidamente intimado para tanto (fls. 25), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 26 (em 13/06/2003), através do qual sustenta, em síntese, que o argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade “(...) os valores apropriados em Perd/Comp tem como sua origem o crédito de PIS nas entradas de Produtos e Serviços, como permite o contido no artigo 3º e parágrafos da MP 66/2002.” É o relatório. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O argumento recursal fundamental é o de que a Recorrente tem direito a indébitos de PIS/COFINS por recolhimentos foram feitos a maior por conta de não aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente. Para tanto a Recorrente juntou as planilhas demonstrativas dos créditos não aproveitados em suas operações. A DRJ com base nas declarações da contribuinte (DACON, DIPJ e DCTF), entendeu não estarem comprovados os créditos requeridos, mantendo o mesmo suporte do despacho decisório. Despacho Decisório este, ressaltese, elaborado eletronicamente, isto é, a partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido. No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e a negação geral. Assim, na hipótese de ressarcimento pleiteado, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam Fl. 52DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900848/200830 Acórdão n.º 3801001.282 S3TE01 Fl. 42 5 carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente não apresentou documentos suficientes para demonstrar o seu crédito, juntando mera planilha de valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal, notas fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10480.916646/2009-55
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO INDICADO EM DOCUMENTO RETIFICADOR. INAPLICABILIDADE.
Tendo sido apresentada DCTF retificadora, que importa em confissão de dívida, inaplicável o instituto da denúncia espontânea sobre o montante ali indicado.
Numero da decisão: 3802-001.754
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes,Paulo Sérgio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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DÉBITO INDICADO EM DOCUMENTO RETIFICADOR. INAPLICABILIDADE. Tendo sido apresentada DCTF retificadora, que importa em confissão de dívida, inaplicável o instituto da denúncia espontânea sobre o montante ali indicado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Solon Sehn, Mara Cristina Sifuentes,Paulo Sérgio Celani e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 91 66 46 /2 00 9- 55 Fl. 113DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Relatório A contribuinte COMPANHIA HIDRO ELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO interpôs o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 1133.947, proferido em primeira instância pela 2ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO NO RECIFE – DRJ/REC, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da Manifestação de Inconformidade, adotase o relatório confeccionado pela autoridade julgadora de primeira instância: “1. Tratase de Declaração de Compensação (nº 6202.39484.050906.1.3.049628 (fls. 001 a 005), elaborada com a utilização do Programa PER/DCOMP, transmitida em, 05/09/2006, que tem por origem do crédito um suposto pagamento indevido ou a maior da Contribuição para o PIS, cobrança nãocumulativa, apresentando o DARF as seguintes características: (...) Na DCOMP foi utilizada uma parcela daquele pagamento, no valor original de R$587.011,34, que, com o acréscimo da SELIC acumulada, seria suficiente para a compensação de um débito de IRRF, Código 3426, relativo ao 3º decêndio de agosto/2006, vencimento 05/09/2006 (mesma data de transmissão da DCOMP), no valor de R$721.965,24. A DCOMP foi analisada de forma automática, pelo Sistema de Controle de Créditos e Compensações – SCC, tendo sido o valor do crédito original reconhecido pela autoridade competente – no caso, titular da DRF/Recife, de apenas R$573.099,38, que, valorado até a data da transmissão da DCOMP, permite somente a amortização de R$704.854,92 do débito compensado, levando, por consequência, à cobrança da diferença (R$721.965,24 — R$ 704.854,92 = R$ 17.110,32), com os acréscimos legais cabíveis, tudo conforme Despacho Decisório emitido eletronicamente (fls. 006 a 008), do qual o contribuinte foi cientificado, por via postal, em 03/12/2009 (fls. 010). Irresignada a interessada apresentou, em 30/12/2009, Manifestação de Inconformidade (fls. 011 a 013), onde diz, em resumo, que o pagamento a destempo foi decorrente de uma interpretação da legislação, que depois se conformaria equivocada, no que tange ao regime a ser adotado na apuração da Contribuição para o PIS sobre a receita de contratos firmados anteriormente a 31/10/2003. A empresa vinha se utilizando do regime cumulativo até que, em 2005, passou a entender que, em função dos preços que teriam sido reajustados pelos índices de variação monetária, estaria descaracterizado, em primeira análise, o preço determinado previsto no contrato original, levando à necessária adoção do regime nãocumulativo, inclusive retroativamente, o que Fl. 114DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10480.916646/200955 Acórdão n.º 3802001.754 S3TE02 Fl. 112 3 implicou o pagamento, em atraso, da diferença decorrente desta mudança. Em 02/05/2005, protocolizou denúncia espontânea (fls. 024 e 025), prevista no art. 138 do CTN, acompanhada de diversos pagamentos, dentre os quais o que seria a origem do crédito utilizado na DCOMP em tela. Conforme já visto, o DARF não contempla a multa de mora, o que a empresa procura justificar na denúncia espontânea, ressaltando que “os valores dos referidos tributos foram recolhidos fora dos seus vencimentos, acrescidos de juros de mora sem incidência de multas, antes do início de quaisquer procedimentos administrativos ou medidas de fiscalização por parte do fisco”. Com o advento da Lei nº 11.196/2005, no entender da interessada, a dúvida teria sido dissipada, já que estaria expresso que a simples correção dos preços não descaracterizaria o preço predeterminado e, portanto, não traria alterações ao contrato original: Art. 109 Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a varação ponderada dos custos de insumos utilizados, nos termos do inciso II do §1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Assim, a CHESF voltou a aplicar o regime cumulativo às receitas em questão, também retroativamente, o que levou, após o recálculo, à identificação de valores pagos a maior, os quais se constituiriam então em créditos contra a Fazenda Pública, passíveis de utilização para compensação. Analisando os valores consignados no Despacho Decisório, em confronto com os informados nas DCTF, a empresa chega logo à conclusão de que o objeto da cobrança seria precisamente a multa de mora que deixou de ser incluída no pagamento extemporâneo, procedimento, segundo a reclamante, “justificado mediante denúncia espontânea com características especiais.” “Como a denúncia espontânea ainda está sob análise”, entende que “a referida cobrança neste momento é inadequada, permitindo assim, a utilização do crédito pela PER/DCOMP.” Ao final, requer “o cancelamento do cobrança do débito de R$17.110,32”. É que importa relatar.” Os motivos fornecidos pela 2ª Turma da DRJ de Recife para negar provimento à Manifestação de Inconformidade da contribuinte foram sintetizados na forma da ementa que segue: Fl. 115DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 PAGAMENTO ESPONTÂNEO EM ATRASO. MULTA DE MORA. INCIDÊNCIA. Sobre o valor do tributo pago após o vencimento, mesmo que a denúncia seja espontânea, antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração, incide a multa de mora prevista no art. 61 da Lei nº 9.430/96. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INSUFICIÊNCIA DE CRÉDITO. COBRANÇA DA PARCELA NÃO HOMOLOGADA. Constatada insuficiência de crédito para fazer frente aos débitos declarados em DCOMP, cabe a cobrança da parcela não homologada, com os acréscimos legais cabíveis (§§2º e 7º do art. 74 da Lei nº 9.430/96). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificada acerca do posicionamento acima, a contribuinte interpôs tempestivamente o presente Recurso Voluntário, no qual alega reiterando os argumentos aventados em sede de Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Inicialmente cumpre esclarecer a situação enfrentada nos presentes autos para que não pairem quaisquer dúvidas acerca do posicionamento aqui adotado. De modo bem sucinto, pelo que se vê da DCTF retificadora (fl. 25 dos autos), o contribuinte confessou originalmente um débito de PIS (R$ 662.038,60 de principal), pago com atraso, superior a outro, resultante de retificação, quitado também com atraso. Do seu pagamento feito com relação ao débito maior (retificado), o contribuinte utilizou uma parte para quitar o débito menor de PIS, retificador (de R$ 69.559,85 de principal). O restante (R$ 587.011,35) foi utilizado para quitar débito diverso. Contudo, a RFB entende que o crédito remanescente não é de R$ 587.011,35, e sim R$ 573.099,38. Tal se deve ao fato de que os R$ 69.559,85 (débito decorrente da retificação de seu débito de PIS de setembro de 2004), por terem sido pagos com atraso, sofreram a incidência de multa de mora, no montante de R$ 13.911,97. Essa diferença entre o montante considerado disponível para compensação pela RFB, e aquele que o contribuinte entende disponível, resulta da imputação da multa de mora ao pagamento de PIS de agosto de 2004 feito com atraso. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10480.916646/200955 Acórdão n.º 3802001.754 S3TE02 Fl. 113 5 A DRJ, ao julgar o feito, indica numericamente o que trouxemos nos parágrafos acima, para concluir que sobre esse pagamento espontâneo deve incidir a multa de mora. Ao meu ver, a decisão recorrida não merece reparos. Isso porque, ao retificar seu débito para menor, o contribuinte não tem condições de formalizar denúncia espontânea, dado que já houvera confessado débito em montante superior – o que impede a elisão da multa de mora. Assim sendo, não se reconhecendo a existência de denúncia espontânea para o débito “retificador”, é de se manter a exigência de multa de mora, o que leva à conclusão de ser correto o levantamento da autoridade administrativa. Conclusão Ante todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário para negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 117DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 24/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 06/09/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 13807.007477/2002-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998
PERC.
Conforme Súmula nº 37 do CARF - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo.
Numero da decisão: 1401-001.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998 PERC. Conforme Súmula nº 37 do CARF - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. - Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso (ASSINADO DIGITALMENTE) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias.
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Recorrida 2ª TURMA/ DRJ SÃO PAULO/ SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998 PERC. Conforme Súmula nº 37 do CARF Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO ao recurso (ASSINADO DIGITALMENTE) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 74 77 /2 00 2- 52 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 6 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Relatório Tratase de retorno de diligência solicitada pela C. 1ª Turma da 4ª Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais por meio da resolução de n° 140100.029, em sessão de 27 de agosto de 2009. Cuidase de processo referente a Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC) referente à Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica do anocalendário de 1998, o qual foi indeferido sob o argumento de que o contribuinte não havia comprovado a quitação de tributos ou contribuições federais, conforme seguinte trecho: “Tendo em vista que a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal relativo a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionado à comprovação pelo contribuinte da quitação de tributos e contribuições federais (Lei 9069/95, art. 60), proponho que o processo de PERC – Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais do exercício de 1999 seja indeferido” O Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade às fls. 221/224, aduzindo que os débitos e processos administrativos pendentes nos relatórios da Secretaria da Receita Federal e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não configurariam óbice à concessão do benefício. Sobreveio acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 902/907), que julgou por bem indeferir a Manifestação de Inconformidade, na medida em que a regularidade fiscal deve ser analisada no momento da decisão que confere ou reconhece o benefício. Contudo, conforme observado no processo, diversos débitos teriam sido pagos em data posterior à decisão que indeferiu o PERC, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ EMENTA: INCENTIVO FISCAL. FINOR. REQUISITOS. A situação de irregularidade fiscal do contribuinte apurada pela autoridade Administrativa perante a SRF, PGFN, FGTS, ou no CADIN impede o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 910/915), no qual argumentou que os supostos débitos impeditivos à concessão do benefício estariam com a exigibilidade suspensa e, portanto, não seriam impeditivos à concessão do benefício. O processo foi então remetido à Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que, por unanimidade de votos, decidiu por converter o Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 7 3 julgamento em diligência, pelos seguintes fundamentos: a regularidade do contribuinte deve ser averiguada no momento de sua opção pelo investimento incentivado, e não da data da análise do pedido pela fiscalização ou instância julgadora, sendo certo que tal opção se dá no momento da entrega da declaração pelo contribuinte, conforme jurisprudência já pacificada neste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Assim, para o deslinde da questão, mister se faz averiguar quais os débitos estavam com a exigibilidade suspensa ou se existiam débitos impeditivos da opção pelo incentivo na data da entrega da declaração. Contudo, do extrato acostado aos autos, foi possível verificar apenas que o contribuinte tinha diversos débitos cujos vencimentos seriam posteriores à data da entrega da declaração, bem como processos administrativos com data provavelmente anterior à entrega da declaração, sendo necessária, portanto, a correta discriminação dos débitos e processos. Por tais razões, decidiu a C. Turma julgadora pela necessidade de realização da diligência. Às fls. 970 a Delegacia da Receita Federal de São Paulo, atendendo a solicitação da Resolução n° 140100.029, realizou pesquisas e concluiu que ainda havia um débito anterior à época da entrega da declaração em cobrança. O contribuinte foi devidamente notificado (fls. 971), por meio da intimação n° 8531/2011, contudo não se manifestou. Às fls. 992 verificase que Delegacia da Receita Federal de São Paulo realizou nova pesquisa antes de encaminhar o processo de volta ao CARF, após a qual constatou que “na presente data o contribuinte em questão não possui pendências impeditivas a liberação do incentivo”, determinando, portanto, o retorno do processo ao CARF para que fosse dada continuidade ao julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora Verifico que a diligência foi respondida a contento, pelo que passo à análise do mérito. Conforme é cediço, para fazer jus ao benefício fiscal o contribuinte deve estar em situação de regularidade fiscal perante o Fisco Federal. Após acirrados debates neste Conselho, a questão pacificouse no sentido de que o momento em que deve ser verificada a regularidade fiscal é o momento da opção, vale dizer, da entrega da respectiva declaração de rendimentos. Nesse sentido, transcrevo a Súmula CARF nº 37: “Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 8 4 regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. O benefício fiscal foi pleiteado no anocalendário de 1998, exercício de 1999, quando houve a opção, pelo contribuinte, de destinar parte do imposto sobre a renda da pessoa jurídica para investimentos no FINOR. A d. autoridade, ao analisar a regularidade fiscal do contribuinte, entendeu que esta deveria ser analisada no momento da decisão que lhe confere ou concede o benefício, aduzindo que diversos débitos teriam sido pagos posteriormente à data da ciência da decisão que indeferiu o PERC. A diligência, por sua vez, apesar de concluir inicialmente pela existência de um débito anterior à entrega da declaração (fls. 970), em nova pesquisa realizada (fls.992) assim dispôs: “Tendo em vista que o contribuinte não se manifestou quanto ao parecer de fl. 970, antes de ser encaminhado de volta ao CARF, foi feita nova pesquisa em relação ao débito a que se refere tal parecer. Retifico, portanto, o parecer de fl. 970, para afirmar que, conforme demonstrado nos relatórios de fls. 972 a 991, na presente data o contribuinte em questão não possui pendências impeditivas a liberação do incentivo. Encaminhese pois este processo de volta ao CARF para prosseguimento de julgamento.” Ante o exposto, adotandose as conclusões da diligência, não há que se negar o direito do contribuinte ao aproveitamento dos benefícios fiscais, razão pela qual voto por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário Sala das Sessões, em 06 de agosto de 2013 (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 13807.007477/200252 Acórdão n.º 1401001.016 S1C4T1 Fl. 9 5 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS
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Numero do processo: 10983.900335/2010-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.332
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe se houve entrega da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, e em caso positivo, adote as demais providências determinadas no voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Florianópolis/SC, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada pelo contribuinte em razão da homologação apenas parcial da compensação declarada. O contribuinte havia transmitido, em 10/4/2006, Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) relativo a alegado crédito de Cofins do período RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 00 33 5/ 20 10 -4 7 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 76 2 de apuração junho de 2005, no valor atualizado de R$ 1.104.123,26, utilizado para quitar débito da mesma contribuição devida em agosto de 2005 (fls. 2 a 7). Por meio de despacho decisório eletrônico (fl. 10), a repartição de origem constatou a procedência do crédito original e homologou em parte a compensação declarada, considerando que o direito creditório teria sido insuficiente para quitar o débito informado no PER/DCOMP. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 12 a 27) e requereu a declaração de nulidade da imposição, alegando que o pagamento indevido reconhecido pela repartição de origem já se encontrava em poder da União Federal havia muito tempo, de modo que não se poderia falar em mora quando da sua utilização para quitar débito com vencimento posterior ao recolhimento, pois deveria ser considerada como a data da compensação a data do pagamento indevido ou a maior que o devido. No entendimento do então Manifestante, amparado em decisões judiciais e do CARF, deverseia aplicar na hipótese a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN), pois, conforme já decidira o Tribunal Regional Federal da 4ª Região1, o procedimento de compensação de créditos com tributos em aberto configura denúncia espontânea, apta a afastar a cobrança de multa moratória. A DRJ Florianópolis/SC julgou improcedente a manifestação de inconformidade, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 RECOLHIMENTOS A DESTEMPO. INCIDÊNCIA DE MULTA DE MORA Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, não pagos nos prazos previstos na legislação, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso, observado o limite de 20%. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificado da decisão da Delegacia de Julgamento em 25 de novembro de 2011, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 26 de dezembro do mesmo ano (fls. 60 a 73) e requereu o seu provimento, repisando os mesmos argumentos de defesa. Ressaltou o Recorrente que “o encontro de contas ocorre de modo automático no momento em que surge a obrigação tributária para o contribuinte detentor de débito do fisco”, dado o caráter meramente declaratório da compensação (fl. 62), pois, de acordo com o art. 39 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 2005, primeiro, debitase a restituição e credita se o débito respectivo, após o que a unidade da Receita Federal registra a operação em seus sistemas, registro esse que tem caráter meramente declaratório do encontro de contas. 1 TRF4, AC 2001.70.00.0276255, Primeira Turma, Relator MariaLúcia Luz Leiria, publicado em 07/01/2004. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 77 3 É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições para a sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, já tendo havido, pela repartição de origem, o reconhecimento total do direito creditório pleiteado, a controvérsia trazida a esta instância pelo Recorrente se restringe à aplicação ou não de multa de mora sobre o débito que se pretendeu extinguir por compensação. Referido débito fora declarado em PER/DCOMP em 10/4/2006, após o seu vencimento, este ocorrido em 15/9/2005, mas antes de qualquer procedimento por parte da Administração tributária, situação que, segundo a defesa do Recorrente, reclamaria pela aplicação da denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional (CTN). Tratase de débito de Cofins devida em agosto de 2005, com vencimento em 15/9/2005, informado em Declaração de Compensação transmitida em 10/4/2006, em data posterior, portanto, à data prevista de apresentação da DCTF do anocalendário de 2005. A data de apresentação da DCTF relativa ao anocalendário 2005 foi fixada no art. 6º da Instrução Normativa SRF nº 482, de 2004, que estipulou que a declaração deveria ser entregue até o quinto dia útil do segundo mês subsequente ao do mês de ocorrência do fato gerador, no caso de DCTF mensal, ou no quinto dia útil do mês de abril, no caso de DCTF relativa a fatos geradores ocorridos no 2º semestre do ano anterior. Qualquer que fosse a DCTF a que estivesse obrigado o Recorrente, mensal ou semestral, na data da transmissão do PER/DCOMP, o prazo já se encontrava vencido. Contudo, não consta dos autos informação de que o Recorrente tenha transmitido a DCTF do mês de agosto de 2005 (mensal) ou do 2º semestre de 2005 (semestral) anteriormente à data da entrega da Declaração de Compensação, esta ocorrida, conforme acima apontado, em 10/4/2006. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento submetido ao rito do art. 543C do Código de Processo Civil (recursos repetitivos), de observância obrigatória pelos conselheiros do CARF2, já decidiu pela não aplicação da denúncia espontânea aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação regularmente declarados (REsp 962379), decisão essa cujo teor consta da súmula 360/STJ. Nesse julgamento, o STJ deixa claro que o afastamento da denúncia espontânea (art. 138 do CTN) somente se dá quando o tributo, sujeito ao lançamento por homologação, tiver sido recolhido em atraso, mas após a apresentação da declaração com efeito de confissão de dívida. Eis o teor de partes dessa decisão do STJ: 2 Conforme preceitua o art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 78 4 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido.(grifei) (...) VOTO (...) 4. Importante registrar, finalmente, que o entendimento esposado na Súmula 360/STJ não afasta de modo absoluto a possibilidade de denúncia espontânea em tributos sujeitos a lançamento por homologação. A propósito, reportome às razões expostas em voto de relator, que foi acompanhado unanimente pela 1ª Seção, no AgRG nos EREsp 804785/PR, DJ de 16.10.2006: "(...) 4. Isso não significa dizer, todavia, que a denúncia espontânea está afastada em qualquer circunstância ante a pura e simples razão de se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação. Não é isso. O que a jurisprudência afirma é a nãoconfiguração de denúncia espontânea quando o tributo foi previamente declarado pelo contribuinte, já que, nessa hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído no momento em que ocorreu o pagamento. A contrario sensu, podese afirmar que, não tendo havido prévia declaração do tributo, mesmo o sujeito a lançamento por homologação, é possível a configuração de sua denúncia espontânea, uma vez concorrendo os demais requisitos estabelecidos no art. 138 do CTN. (grifei) Verificase dos excertos supra que, para se afastar a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN3, há necessidade de que o tributo tenha sido pago em atraso e após a sua declaração com efeito de confissão de dívida. No presente caso, ainda que se considerasse que o direito creditório já fora reconhecido em sua totalidade no despacho decisório, o que afastaria qualquer dúvida quanto à efetiva extinção do débito até o limite do direito creditório reconhecido, não se tem nos autos a informação quanto à ocorrência ou não de prévia declaração que acarretasse o afastamento da aplicação da exegese contida na decisão do STJ. 3 Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10983.900335/201047 Resolução nº 3803000.332 S3TE03 Fl. 79 5 Notese que, em 10/4/2006, data da apresentação do PER/DCOMP sob comento, a declaração de compensação já se constituía confissão de dívida, por força do contido na Medida Provisória nº 135, em 31/10/2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Contudo, a declaração de compensação, no presente caso, além de ter constituído o crédito tributário, se revestiu, também, da função de “quitação” do débito declarado, evidenciandose a concomitância dos atos de declarar e “pagar”, o que afasta a aplicação do entendimento do STJ, segundo o qual se exige a prévia constituição da dívida para se afastar a denúncia espontânea. A única possibilidade, portanto, de existência de declaração com efeito de confissão de dívida transmitida previamente à formalização da compensação é a DCTF mensal ou semestral, relativa aos fatos geradores ocorridos ou no mês de agosto de 2005 ou no 2º semestre do mesmo ano. Nesse sentido, para se decidir a presente lide a par da decisão do STJ, esta de observância obrigatória por parte deste Colegiado, necessário se torna obter a informação quanto à entrega ou não da DCTF, em data anterior à apresentação da declaração de compensação, referente ao fato gerador da contribuição ocorrido em agosto de 2005, contendo a informação relativa ao débito da Cofins devida no período. Diante do exposto, com base no contido no art. 18, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, que prevê a realização de diligências para suprir deficiências do processo, voto pela conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa informe a este Colegiado se houve entrega pelo Recorrente da DCTF relativa aos fatos geradores ocorridos no mês de agosto de 2005, bem como, em caso positivo, a data de sua transmissão e a efetiva declaração do débito de Cofins devida, no valor de R$ 1.104.123,26, juntandose aos autos as partes da DCTF em que se encontram informados os referidos dados, assim como outros que se mostrem de interesse da lide. Após as providências ora requeridas, o Recorrente deverá ser cientificado dos seus resultados, franqueandolhe o prazo de 30 (trinta) para se pronunciar, devendo, ao final, os autos retornar a esta 3a Turma Especial da 3ª Seção do CARF para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 13706.001456/2004-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.
Obscuridade sanada para esclarecer que por meio do acórdão nº 1103-00.185/2010 confirmou-se o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no SIMPLES a partir do ano-calendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional.
Numero da decisão: 1103-000.881
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos para suprimir a obscuridade no Acórdão 1103-00.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de NEGADO provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
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OBSCURIDADE. Obscuridade sanada para esclarecer que por meio do acórdão nº 1103 00.185/2010 confirmouse o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no SIMPLES a partir do anocalendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos para suprimir a obscuridade no Acórdão 110300.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de “NEGADO provimento ao recurso voluntário”, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 14 56 /2 00 4- 23 Fl. 661DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 662 2 Relatório Tratase de pedido de esclarecimento da DRF/RJI (fl.665), veiculado em razão do acórdão nº 110300.185, de 08/04/10 (fls.653/654). Aquela unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil busca esclarecer a qual período referiuse a negativa de inclusão no Simples. In verbis: “[...] O acórdão nº 110300.185 da 1º Câmara/3ª Turma Ordinária do CARF, datado de 08/04/2010, relativo ao processo nº 13706.001456/200423, negou provimento ao recurso, confirmando a não inclusão da recorrente no Simples. O relator fundamentouse em diligência que confirma a existência atual de débitos da recorrente que não se encontram com exigibilidade suspensa. Pela leitura desta decisão não ficou claro se alcançaria apenas o período de exclusão do Simples considerado na ocasião da exclusão do Refis, ou seja entre 01/11/2000 e 31/12/2001. O contribuinte permaneceu optante pelo Simples Federal de 01/01/2002 até 30/06/2006, data de sua exclusão eletrônica pelo sistema quando da vigência do Simples Nacional e não passou a optante pelo Simples Nacional, a partir de 01/07/2006. 5. Verificouse que o contribuinte efetuou a opção pelo parcelamento da Lei nº 11.841/09, nos termos dos artigos 11.841/09, nos termos dos artigos 1º e 3º, e já manifestouse pela inclusão da totalidade de seus débitos, que abrangeria os débitos anteriormente no Refis. Como não consta que o contribuinte tenha desistido da manifestação de inconformidade contra a exclusão do Refis, teremos que analisála. Para tanto é preciso esclarecer a situação do enquadramento no Simples em discussão no processo nº 13706.001456/200423. 6. Solicito que seja esclarecido a que período o acórdão citado acima esta se referindo para negar a inclusão ao Simples, se entre 01/11/2000 e 31/12/2001 ou em relação a adesão do contribuinte ao Simples Nacional.” É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Do relato acima, concluise que a unidade da RFB busca, na realidade, sanar obscuridade supostamente existente no acórdão nº 110300.185, de sorte que se justifica considerála como embargos de declaração, nos termos do art.65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Fl. 662DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 663 3 Na essência, requerse “...que seja esclarecido a que período o acórdão citado acima está se referindo para negar a inclusão ao Simples, se entre 01/11/2000 e 31/12/2001 ou em relação a adesão do contribuinte ao Simples Nacional”. Pois bem. O processo trata de Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples (SRS), protocolizada em 29/04/04, com as seguintes justificativas (fl.01): “O requerente conseguiu na Justiça Federal, liminar para se enquadrar no Simples em 2000. Em Julho/2000, a liminar foi cassada. O processo foi para o TRF. Em 27/12/2000, o requerente com o advento da Lei 10.034/2000, esteve no CAC para se enquadrar para 2001, quando lhe foi dito que não poderia visto já se enquadrar no Simples. Em 10/2001 foi notificado que fora excluído do Simples em 2000, e assim perdeu o prazo legal para seu enquadramento para 2001. Ora, o requerente tentou se enquadrar em 27/12/2000, e estava no Simples, então quando em 2000 foi excluído? Ademais, o Tribunal ao denegar a segurança definitivamente para 2000, permitiu que o impetrante se enquadrasse durante o ano de 2001, para 2001, o que não está sendo cumprido. O requerente quer pagar os tributos de 2000, porém não consegue visto estar pendente o ano de 2001; e, por isto, vem encontrando dificuldades no seu REFIS, ao qual está rigorosamente em dia.” Da informação fiscal colhida do processo nº 10768.006222/0037, anexa à fl.05, constou: “Trata o presente processo de Mandado de Segurança nº 2000.51010043546, em que o impetrante em epígrafe pleiteia o enquadramento na sistemática do SIMPLES com efeito retroativo a 01/01/1997 (fl.4/8). Em juízo preliminar, o Juízo a quo deferiu “EM PARTE A LIMINAR, para determinar à autoridade impetrada que suspenda a cobrança do referido crédito tributário em desacordo com o disposto no art.3º da lei 9317/96, sistemática pela qual determino a reinclusão da impetrante para o pagamento de seus tributos” (fls.25/26). Em vista disso, o contribuinte foi incluído ou reincluído no SIMPLES (fl.36). Na análise do mérito, foi proferida sentença julgando “IMPROCEDENTE O PEDIDO” e, em consequência, denegando a ordem de segurança pleiteada proclamando a legitimidade do ato de exclusão do impetrante do SIMPLES” (fls.48/42). ..... Fl. 663DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 664 4 Analisando os autos deste PA, podese verificar que a determinação do Juiz constante da sentença (fl.48/52) é pela eficácia retroativa do ato de exclusão do SIMPLES, o que nos leva a crer que a retirada do contribuinte desta sistemática deve retroagir à data do anterior ato declaratório excludente. ..... Sendo assim, como o enquadramento da empresa no regime simplificado se devia, durante o ano de 2000, apenas em função da liminar concedida (fls.25/26), sua cassação, ainda que tácita, retroage a data de seu deferimento, o que equivale à situação de inexistência de qualquer medida liminar. O contribuinte, portanto, deve ser excluído do SIMPLES com efeitos durante todo o ano de 2000, podendo, entretanto, se enquadrar nesta sistemática durante o ano de 2001, se cumprir as formalidades previstas no artigo 1º, parágrafo 1º da IN SRF nº 115/2000 e na Lei nº 10.034/2000”. (destaquei) Conforme análise realizada pela Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário – DICAT da Derat – Rio de Janeiro (RJ), o pleito foi indeferido por existir débito inscrito em Dívida Ativa da União (fls.56/57). A Oitava Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro I (RJ) (fls.157/162), negou provimento à manifestação de inconformidade do contribuinte “...contra a sua não inclusão retroativa na sistemática do SIMPLES a partir de 2001”. No respectivo voto condutor ainda se esclareceu: “A interessada, em sua impugnação, nada alega sobre as inscrições em Divida Ativa da Unido. Argumenta que, em 2000, impossibilitada de optar pelo SIMPLES, impetrou Mandado de Segurança junto à Justiça Federal. Contudo, com o sancionamento da Lei n° 10.034/2000, que permitiu a adesão ao SIMPLES de creches e escolas de ensino fundamental, a interessada compareceu à agência da Receita Federal CAC Ipanema para solicitar seu enquadramento para o ano de 2001. Foi informada que já era enquadrada no SIMPLES por força de liminar e não poderia habilitarse de novo. Posteriormente, a liminar foi cassada e a segurança foi denegada; a sentença foi mantida em Recurso de Apelação. Ao solicitar seu enquadramento em 2001, foi informada que só teria efeito para 2002. Deste modo, solicita inclusão com efeitos a partir de 2001, visto ter tentado se enquadrar no SIMPLES em 27/12/2000, recolher os impostos no SIMPLES e estar amparado na decisão do TRF, que permitiu que a interessada se enquadrasse durante o ano de 2001. (destaquei) Da decisão de primeira instância, verificase que a controvérsia diz respeito à possibilidade de inclusão retroativa no Simples a partir do anocalendário 2001, o que pode ser confirmado pelo teor do recurso voluntário (fls.164/167): Fl. 664DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 665 5 “[...] Dessa forma, podemos concluir que, se assiste ao recorrente, razão no tocante ao seu enquadramento pela Lei 10.034/2000, o que foi afirmado no relatório; e, se o motivo de se manter o indeferimento foi débitos existentes no ano calendário de 2000, o recorrente pode perfeitamente ter os seu enquadramento retroativo a 01/01/2001, visto que em 2000 estava no REFIS (até hoje permanece). Logo o segundo motivo do indeferimento é inexistente e por isso a decisão deve ser reformada e o recurso ser deferido, para determinar que o enquadramento seja retroativo a 01/01/2001. ..... Desta forma, por tudo que expôs, requer e espera o recorrente, deste Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, acolhimento para reformar a decisão que indeferiu o seu pedido de revisão e o deferimento deste recurso para que seja revogado o Ato Declaratório que determinou a sua exclusão do Simples, principalmente, no que diz respeito ao efeito da exclusão (data do efeito), pois tudo que o recorrente vem passando é tão somente por erro do CAC – Ipanema, e determine a sua reinclusão no sistema SIMPLES retroativo a 01/01/2001, por ser medida de justiça e do mais legítimo Direito” Chegase, então, à conclusão de que esta Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, com base no voto condutor do I. Cons. Eric Moraes de Castro e Silva, ao decidir “...pelo não provimento do recurso, confirmando a não inclusão da Recorrente no regime do Simples”, confirmou o indeferimento do pedido de inclusão retroativa a partir do anocalendário 2001, não se referindo ao Simples Nacional, como se nota do seguinte excerto: “A diligência acima relatada foi categórica em confirmar a existência de débitos da Recorrente que não se encontram com a exigibilidade suspensa, diferentemente do alegado no seu Recurso Voluntário, o que impede a inclusão do regime do Simples, nos termos do art. 9°, XV da lei n° 9.317/96, abaixo transcrito: Art. 9º Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XV que tenha débito inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;” (destaquei) Assim, sanase a obscuridade para esclarecer que no acórdão nº 1103 00.185/2010 confirmouse o indeferimento do pedido de inclusão retroativa no Simples a partir do anocalendário 2001, não se referindo a controvérsia ao Simples Nacional. Fl. 665DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 13706.001456/200423 Acórdão n.º 1103000.881 S1C1T3 Fl. 666 6 Pelo exposto, voto no sentido de ACOLHER os embargos de declaração para suprimir a obscuridade no Acórdão 110300.185/2010 e ratificar o seu dispositivo, no sentido de “negar provimento ao recurso voluntário”. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 666DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/07/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 10920.000521/98-15
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 05 11, com a exigência do crédito tributário no valor de R$4.522,35 a título da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional referente ao mês de novembro anocalendário de 1993 de apurada pelo regime de tributação com base no lucro real mensal a partir da revisão da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIRPJ) n° 9284994, relativa ao período de 01.01.01.1993 a 31.12.1993, fls. 1229. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .0 00 52 1/ 98 -1 5 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 241 2 O lançamento fundamentase no lapso na apuração do tributo como se depreende pelos valores alterados objeto de análise de ofício comparativamente àqueles constantes no Quadro 5 do Anexo 3 da DIRPJ do anocalendário de 1993. Verificouse que a Recorrente utilizouse da alíquota de 10% (dez pro cento) ao invés da aplicação correta de 23% sobre a base de cálculo. Na oportunidade mantevese incólume, no valor de 1.982,07 UFIR, a compensação efetuada espontaneamente do débito com direito creditório anterior. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 1º, art. 3º e art. 38 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, art. 11 da Lei nº 70, de 30 de dezembro de 1991 e art. 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Cientificada em 25.03.1998, fl. 11, a Recorrente apresenta a impugnação em 20.04.1998, fls. 0404, com as alegações abaixo sintetizadas. Suscita que a CSLL devida em novembro de 1993 foi calculada pela aplicação de alíquota incorreta sobre a base de cálculo, esclarecendo que incorreu em erro, já que o tributo foi “calculado automaticamente pelo Sistema de Imposto de Renda Pessoa Jurídica/94”. Discorda da exigência constante no Auto de Infração, uma vez há pagamento a maior na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” em 31.12.1992, em valor suficiente para compensar integralmente a exigência. Mediante o Despacho DRJ/Florianópolis/SC, de 17.05.1999, fls. 3637, e com fundamento na Instrução Normativa SRF n° 94, de 24 de dezembro de 1997 e na Nota Cosit/Gab nº 291, de 16 de julho de 1998, o processo foi enviado para DRF/Joinville/SC para as seguintes providências: (a) confirmar, por meio das verificações cabíveis, se a infração constante da autuação é, efetivamente, decorrente de erro de fato no preenchimento da DIRPJ; (b) caso positivo, cancelar de ofício o lançamento respeitado o princípio da economia processual e as orientações administrativas e proceder nos termos dos itens 4.1 e 4.2, da citada Nota COSIT/GAB n° 291/98; (c) caso contrário, elaborar relatório esclarecendo os motivos que determinaram o não reconhecimento das alegações formuladas pela autuada; e (d) do relatório retro deverá a autuada ser cientificada, com a concessão do prazo de quinze dias para eventual aditamento de sua impugnação, retornando o processo a esta DRJ. Intimada em 08.10.1999, fl. 53, a Recorrente apresentou os documentos às fls. 5492. Em conformidade com a Revisão de Lançamento da DRF/Joinville/SC em 14.10.1999, fls. 9394, restou constatado que [...] há saldo negativo da mesma CSLL remanescente de 1992 no valor de CR$51.069.611,00 (fls. 01 e 61) = 6.957,68 UFIR x CR$7.340,03, que poderia ter sido compensado [fl. 93]. [...] Constatase assim que houve recolhimento de CSLL por estimativa [...] em valores superiores àqueles declarados na correspondentes DIRPJ, sendo de direito a Fl. 241DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 242 3 compensação ou a restituição da quantia paga a maior [...]. Considerando que este direito pode ser exercido pelo próprio contribuinte na forma e no momento devidamente requerido, considerando que somente agora há manifestação de vontade do interessado na compensação deste valor proponho encaminhamento deste processo para SASIT para Despacho Decisório quanto ao direito à compensação. Na Informação Fiscal DRF/Joinville/SC, de 23.02.2012, fls. 9899, consta: 9. A questão giram em torno da possibilidade ou não de efetuar a compensação depois da de efetuada a autuação. A competência de apreciação de compensação é da SAORT. [...] Encaminhese o presente à [...] SAORT desta Delegacia para manifestar se sobre a oportunidade ou não da compensação e demais providências decorrentes [...]. A SAORT se pronunciou em 16.03.2012, fl. 99, no seguinte sentido: A compensação pretendida neste processo somente poderia se dar mediante requerimento, nos moldes previstos na IN SRF nº 21/97. Tendo em vista que isso não ocorreu, considerando ainda que não compete à Receita Federal verificar a existência de créditos antes do lançamento, não há compensação válida a ser considerada. A partir de todas essas informações, na Informação Fiscal DRF/Joinville/SC, de 26.03.2012, fls. 100101, está registrado: 11. Encaminhese o presente [...] SACAT para ciência da contribuinte e posterior envio para a [DRJ/Florianópolis/SC]. Notificada em 16.04.2012, fl. 103, a Recorrente permaneceu silente. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FNS/SC nº 07 29.995, de 15.10.2012, fls. 105110: “Impugnação Improcedente”. Consta no Voto condutor A Autuada reconhece como correto o valor da CSLL devida no mês de novembro de 1993, no montante que resultou do procedimento de revisão da sua DIRPJ/94. No entanto, contra a cobrança que lhe é dirigida por meio do auto de infração de fls. 6 a 10, basicamente apresenta duas alegações: que o erro constatado no procedimento de ofício teria sido causado pelo programa que auxilia a elaboração da declaração; e que possui saldo na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” (em 31/12/1992), em montante suficiente para compensação integral da diferença exigida. Em análise aos argumentos e aos fatos demonstrados no presente processo, considerando o direito então vigente, há que se concluir que não assiste razão à Impugnante. Como se nota, a Contribuinte tenta se eximir da responsabilidade pela apuração da CSLL devida no mês de novembro de 1993, sob a alegação de que o erro constatado no procedimento de revisão da DIRPJ/94 teria sido causado pelo programa que auxilia a elaboração da declaração. Tal alegação não pode ser acolhida. Para bem elucidar a questão, cabe esclarecer que a CSLL do mês de novembro de 1993 deveria ser apurada pela Contribuinte, e eventualmente recolhida se houvesse valor a pagar, em momento anterior àquele em que deveria formalizar a apuração na DIRPJ/94. [...] Fl. 242DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 243 4 Portanto, considerando que à luz da legislação vigente a apuração da CSLL do mês de novembro de 1993 deveria ser realizada em momento anterior ao de apresentação da DIRPJ/94, ainda que o programa que auxiliava a elaboração da referida declaração apresentasse o erro alegado (provocando justamente a redução no valor do tributo devido), a Contribuinte percebeu (ou deveria ter percebido) o problema na declaração, afinal, conhecia (ou deveria conhecer) o valor correto. E ao invés de reportar o fato à autoridade competente, a Contribuinte preferiu silenciar e declarar o tributo em montante inferior ao devido. Se assim procedeu, assumiu a responsabilidade pela informação declarada, e o risco decorrente de tal conduta. De toda sorte, o que se tem claramente demonstrado nos autos é a declaração de tributo devido em montante inferior ao legalmente exigido sendo, portanto, correto o lançamento fiscal que formaliza o crédito relativo à diferença. Há, ainda, que se analisar o argumento de que possuía saldo na conta “Contribuição Social Antecipada Estimada” (em 31/12/1992), em montante suficiente para compensação integral da diferença exigida. Como resultado da diligência determinada por esta DRJ, constatouse que, de fato, havia saldo negativo da CSLL remanescente de 1992 no valor de 6.957,68 UFIR, que poderia ter sido compensado pela Contribuinte (fl. 93). No entanto, também restou esclarecido que a compensação pretendida somente poderia se dar mediante requerimento, nos moldes previstos pela então vigente Instrução Normativa SRF nº 21, de 1997 [...]. Portanto, ao invés de observar a legislação vigente e requerer a compensação de acordo com as regras então vigentes, a Contribuinte simplesmente optou por questionar o auto de infração que, como visto, foi corretamente lavrado. Consequentemente, conforme bem esclareceu a autoridade fiscal da Saort da DR/Joinville/SC (fl. 99), tendo em vista que a Contribuinte não apresentou o requerimento previsto na legislação, considerando ainda que não compete à Receita Federal do Brasil verificar a existência de créditos do sujeito passivo antes de constituir seu direito por meio do lançamento fiscal, não há compensação válida a ser considerada. Notificada em 13.12.2012, fl. 113, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 14.01.2012, fls. 11516, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Acrescenta que apresentou [...] os livros fiscais demonstrando que o cálculo da [CSLL] foi feito utilizando se a alíquota de 23% [...] e devidamente compensado [e que] a diferença apurada pela autoridade fiscal se originou simplesmente em virtude de erro na sistema da DIRPJ/1994, que utilizou a alíquota de 10%. [...] A Recorrente não se eximiu da responsabilidade do cálculo da CSLL [...] sendo inclusive apresentada Pa autoridade fiscal copia dos resultados dos respectivos livros, onde consta demonstrado o valor devido totalmente compensado. [...] A diferença ocorreu por erro de fato no programa da DIRPJ/1994 [caso em que] ficou impossibilitada de informar os valores corretos. [...] Esclarece que à época a Instrução Normativa nº 21, de 10 de março de 1997, ainda não tinha sido editada. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 244 5 Suscita Conforme visto pela própria autoridade fiscal, houve recolhimento de CSLL por estimativa (fls. 69 a 71 do processo), em valores superiores aqueles declarados na correspondente DIRPJ, sendo de direito a compensação ou restituição da quantia paga a maior. Novamente entende a recorrente que o valor foi devidamente compensado na época própria, conforme demonstrado para a autoridade fiscal e devidamente registrado nos livros fiscais entregues à fiscalização, comprovando a compensação dos valores. Conclui À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Cabe esclarecer que são incontroversos os valores constantes no Auto de Infração às fls. 0511 decorrente da revisão da DIRPJ em relação à CSLL devida em novembro do anocalendário de 1993, nos termos da Tabela 1. Tabela 1 – Valores objeto do lançamento de ofício do anocalendário de 1993 Descrição Valores de Novembro de 1993 (C) CSLL em CR$ DIRPJ CR$268.670,00 CSLL em UFIR DIRPJ 1.982,07 UFIR CSLL a Pagar em UFIR DIRPJ 0,00 UFIR CSLL em CR$ Apurada de Ofício CR$552.631,00 CSLL em UFIR – Apurada de Ofício 4.076,95 UFIR CSLL a Pagar em UFIR – Apurada de Ofício 2.094,88 UFIR CSLL em CR$ Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração CR$283.951,00 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 245 6 CSLL em UFIR – Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração 2.094,88 UFIR CSLL a Pagar em UFIR – Apurada de Ofício Diferença Lançado no Auto de Infração 2.094,88 UFIR A Recorrente procura demonstrar que o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade, não nos moldes da Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, porque na época ainda não tinha sido editada. Vale esclarecer que o crédito tributário pode ser extinto pela modalidade de compensação, nas condições e sob as garantias que a legislação tributária estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Na época nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, o sujeito passivo pode efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes e efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. A compensação ou restituição seria efetuada pelo valor do imposto ou contribuição corrigido monetariamente com base na variação da UFIR1. Em relação à Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, temse que de fato em novembro de 1993 esse ato ainda não tinha sido editado. Na época prevaleciam as normas previstas no art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991 e no art. 170 do Código Tributário Nacional. Esses atos normativos dispunham que, por via de regra, o sujeito passivo que apurasse crédito relativo a tributo administrado pela SRF, passível de restituição, poderia utilizálo para compensação com débitos do sujeito passivo, em procedimento espontâneo e seria efetuada entre tributos sob a administração da SRF, desde que fossem da mesma espécie e tivessem a mesma destinação constitucional. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações em relação à extinção do crédito tributário constituído pelo lançamento pela modalidade de compensação antes da ciência do Auto de Infração. No Livro Razão Analítico apresentado pela Recorrente está escriturado, fl. 66: CONTA 1161.00031 CS ANTECIPADA ESTIMADA SALDO INICIAL 713.788,39 5.878 30/11/93 0002 VL. V.M.A. N/MÊS 229.325,13 D 6.311 30/11/93 0002 VL CONTRIB. SOCIAL COMPENSADA N/MES 924.914,00 C SALDO FINAL 18.199,52 Esses valores e as respectivas descrição entretanto não evidenciam de forma inequívoca, explícita clara e congruente, porque faltam as memórias detalhadas de cálculos devidamente escrituradas que demonstrem que de fato o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por 1 Fundamentação legal: inciso II do art. 156 e art. 170 do Código Tributário Nacional e art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 246 7 compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade. Verificase que os valores informados na DIRPJ e alterados pelo lançamento de ofício não coincidem com aqueles registrados no Livro Razão Analítico. As Planilhas elaboradas pela Recorrente, fls. 65, 6869, por si sós, não evidenciam, em definitivo, que a referida compensação foi levada a efeito na época na forma, no tempo e lugar corretos. Nessa oportunidade, a Recorrente deve produzir um conjunto probatório robusto de efetivamente sua alegação esteja exata, inclusive com decomposição dos valores para que se possa identificar que em novembro de 1993 o valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) de débito de CSLL lançado de ofício foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 1992. A autoridade fiscal tem o direito de examinar a escrituração e os documentos comprobatórios dos lançamentos nela efetuados e a pessoa jurídica tem o dever de exibilos e conserválos até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial, bem como de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Em assim sucedendo e com observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto por converter o julgamento na realização de diligência para a autoridade preparadora da Unidade da Receita Federal do Brasil que a jurisdiciona intime a Recorrente a apresentar os registros fiscais e contábeis dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais que corroborem sua alegação de defesa de forma inequívoca, explícita clara e congruente com os valores e as respectivas descrições conjugadamente com as memórias detalhadas de cálculos devidamente escrituradas que demonstrem que de fato o débito de CSLL devida em novembro de 1993 no valor remanescente de CR$283.951,00 (2.094,88 UFIR) foi totalmente extinto por compensação com utilização do direito creditório de saldo negativo de CSLL do ano calendário de 1992 na contabilidade. A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito dessas questões com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes2 . (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 2 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.000521/9815 Resolução nº 1801000.259 S1TE01 Fl. 247 8 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 04/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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