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Numero do processo: 10120.905851/2009-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.550
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os autos.
RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente Substituto.
(Assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os autos. RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente Substituto. (Assinado digitalmente) JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho.
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RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) SILVIA DE BRITO OLIVEIRA – Presidente Substituto. (Assinado digitalmente) JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Silvia de Brito Oliveira (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente), João Carlos Cassuli Junior e Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Nayra Bastos Manatta e Gilson Macedo Rosenburg Filho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .9 05 85 1/ 20 09 -8 4 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 10120.905851/200984 Resolução nº 3402000.550 S3C4T2 Fl. 142 2 Relatório Tratamse os autos de Declaração de Compensação realizada pelo contribuinte, decorrente de alegação de pagamento indevido ou a maior de PIS referente ao período de Fev/2003 sob o valor R$ 164,96 (cento e sessenta e quatro reais e noventa e seis centavos), com débito de CSLL relativo ao 4º Trimestre de 2004. O pedido de compensação não foi homologado sob a alegação de que “foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Ou seja, o pagamento por meio de DARF de PIS no montante principal de R$1.815,00, que seria aquele que continha o pagamento a maior, já teria sido integralmente utilizado para extinguir o débito do mesmo tributo. O contribuinte insurgiuse argüindo que o valor real do débito de PIS relativo ao período em questão havia sido informado a maior em DCTF, mas que na DIPJ respectiva, estava corretamente consignado, razão pela qual entendeu que não seria necessária a retificação da DCTF e que a Administração faria a imputação automática do crédito, pleiteando ainda a nulidade da decisão por cerceamento de defesa e o provimento da manifestação de inconformidade. A 2ª Turma da DRJ de Brasília proferiu o Acórdão nº 0343.732, pelo qual julgou improcedente a manifestação de inconformidade por entender que o apontamento em DIPJ não seria suficiente para comprovar o pagamento a maior, devendo o contribuinte ter trazido cópia da escrita fiscal que demonstrasse referido indébito. Inconformada com a decisão, o sujeito passivo apresentou tempestivamente Recurso Voluntário a esse Conselho, repisando os argumentos alinhados quando de sua manifestação de inconformidade, mas fazendo acostar cópia de documentos contábeis como forma de demonstrar a existência de pagamento a maior do referido tributo, pleiteando, com isso, o provimento do recurso para que seja homologada a compensação declarada. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 1 (um) Volume, numerado até a folha 91 (noventa e um), e após com diversos documentos já no formato eletrônico numerado até a folha 140, estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA Processo nº 10120.905851/200984 Resolução nº 3402000.550 S3C4T2 Fl. 143 3 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. A questão posta nos autos cingese à matéria probatória, na medida em que o cruzamento eletrônico entre o que restou informado na DCTF apresentada pelo contribuinte e o DARF apontado como veículo do pagamento indevido, não apontou diferenças, de modo que, eletronicamente, se constatou pela inexistência do crédito pleiteado. Por outro lado, constatase que a DIPJ apresentada pelo contribuinte respaldaria esse pagamento indevido ou a maior que o devido, porém, como referido documento não possui o atributo de “confissão de dívida” não serviu ao “cruzamento de dados”, e consequentemente, acabou por prevalecer o que da DCTF constara. Em circunstância inversas, ou seja, naquela em que o sujeito passivo informa débito a maior em DIPJ do que na DCTF, o sistema de cruzamento eletrônico da Administração deflagra a fiscalização, para que seja verificado o porquê da diferença, e não raro nos deparamos com autuações que se originaram destes cruzamentos. Penso que o mesmo tratamento deveria ser franqueado ao contribuinte. Desta forma, tenho que no caso em concreto há um início de prova que permite efetivamente dar credibilidade aos argumentos do contribuinte, no sentido de que sua escrita fiscal respaldaria o que foi por ele informado em DIPJ, mas que não fez constar em DCTF. De fato, os documentos contábeis trazidos no recurso servem como “início de prova” desta realidade, de modo que entendo que o processo não se encontra em condições de receber um julgamento justo, pelo que proponho seja o mesmo convertido em diligência, para que a Autoridade Preparadora adote as seguintes providências: a) Verifique a escrita contábil e fiscal do contribuinte com relação ao mês em que está sendo apontada a existência de crédito utilizado para compensação veiculada na DCOMP em análise; b) Manifestese conclusivamente sobre a existência (ou não) de pagamento indevido ou a maior que o devido, bem como, havendo crédito, qual o seu respectivo montante; c) Após, seja dado vistas do “Relatório Final da Diligência” ao sujeito passivo, para que, querendo, se manifeste no prazo de no mínimo 30 (trinta) dias, retornando os autos para reinclusão em pauta de julgamento neste Conselho. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/0 7/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVE IRA
score : 1.0
Numero do processo: 10510.001546/2010-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS
FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer
título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço
da empresa.
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara
e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta
de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a
remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais.
MULTA DE MORA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE À
ÉPOCA DO FATO GERADOR.
O lançamento reporta-se
à data de ocorrência do fato gerador e rege-se
pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Para os
fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, aplica-se
a multa de mora nos percentuais da época (redação anterior do artigo 35, inciso
II da Lei 8.212/1991).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.613
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial para recálculo da multa nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 vigente
à época dos fatos geradores.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço da empresa. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais. MULTA DE MORA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO FATO GERADOR. O lançamento reporta-se à data de ocorrência do fato gerador e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Para os fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, aplica-se a multa de mora nos percentuais da época (redação anterior do artigo 35, inciso II da Lei 8.212/1991). Recurso Voluntário Provido em Parte.
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CONTRIBUIÇÃO PATRONAL Recorrente ESTADO DE SERGIPE ADMINISTRAÇÃO DIRETA. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2008 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço da empresa. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, não há que se falar em nulidade pela falta de obscuridade na caracterização dos fatos geradores incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais. MULTA DE MORA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO FATO GERADOR. O lançamento reportase à data de ocorrência do fato gerador e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Para os fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, aplicase a multa de mora nos percentuais da época (redação anterior do artigo 35, inciso II da Lei 8.212/1991). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 322DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para recálculo da multa nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.212/91 vigente à época dos fatos geradores. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Jhonatas Ribeiro da Silva. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 2 3 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados contribuintes individuais, relativa à contribuição previdenciária patronal, para as competências 01/2006 a 03/2008. O Relatório Fiscal (fls. 28/29) informa que os fatos geradores decorrem das remunerações dos segurados contribuintes individuais, em forma de salários, confirmados mediante verificação nas folhas de pagamentos e registros contábeis, em arquivo digital e em papel, fornecidos pela Secretaria, bem como nas GFIP, Guias de Recolhimento (GPS), Contratos e Notas Fiscais de Prestação de Serviços, dentre outros. Foram constituídos por meio dos seguintes levantamentos: 1. “SCI” à referese às remunerações pagas às pessoas que trabalharam para a realização do “Programa Sergipe Cidadão” da Secretaria do Estado da Educação, sob o título de “Alfabetizadores Voluntários”, que não foram declaradas em GFIP; 2. “PUI” à referese às remunerações pagas às pessoas que trabalharam a serviço da Secretaria do Estado da Educação para a realização do processo seletivo de alunos que buscavam ingressar no curso pré universitário fornecido pela SEED, que não foram declaradas em GFIP; 3. “SU1” à referese às remunerações pagas às pessoas que trabalharam a serviço da Secretaria do Estado da Educação para a realização de exames do “Supletivo” sob a responsabilidade da SEED, que não foram declaradas em GFIP. Esse Relatório informa ainda que os valores apurados decorrem de ação fiscal realizada junto ao Estado de Sergipe (Secretaria de Estado da Educação). Até a competência 01/2008, os documentos observados estavam relacionados ao CNPJ 13.130.497/000104. Para as competências seguintes, os documentos examinados estavam relacionados ao CNPJ 13.128.798/001418, utilizado atualmente pela Secretaria de Estado da Educação. A fiscalização junta aos autos os Anexos I, II e III que se referem a cópias de folhas de pagamentos relativas a cada levantamento, visando demonstrar que houve a contratação de pessoas para a realização dos trabalhos e o pagamento de remuneração para realização dos mesmos. Informa que a remuneração paga aos trabalhadores da Secretaria de Estado da Educação que estão vinculados ao Regime Próprio de Previdência do Estado não foi objeto de análise na fiscalização, pois o procedimento fiscal foi restrito aos fatos geradores das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Pontua a Fiscalização que os valores do presente AI referemse exclusivamente aos valores devidos pelos segurados que estiveram a serviço da SEED a título Fl. 324DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 de contribuição previdenciária, para os quais não foi constatado o desconto da remuneração do trabalhador. Os recolhimentos efetuados, identificados no Relatório de Documentos Apresentados (RDA), foram apropriados prioritariamente aos valores declarados em GFIP. Feita esta apropriação, os saldos do contribuinte foram devidamente considerados face aos levantamentos constantes dos AI 37.216.7217, 37.216.7225 e 37.216.7233 e os valores ainda remanescentes foram apropriados aos levantamentos deste Auto de Infração. As apropriações encontramse demonstradas no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados (RADA). No item 12 do Relatório Fiscal, há a afirmação de que foi realizado o comparativo da multa aplicada, em função das modificações trazidas pela Lei 11.941/2009, reportandose aos Anexos IV e V do Auto de Infração. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 27/04/2010 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 50/58), alegando, em síntese, que: 1. Do levantamento SCI. O fato gerador que decorre da relação jurídica estabelecida entre os voluntários e o FNDE. Pagamento, creditamento e obrigação da União, por meio do FNDE. Os programas "Sergipe Cidadão" e "Sergipe Alfabetizado" destinamse à alfabetizar a população mais carente do Estado de Sergipe, notadamente daqueles cidadãos que vivem no sertão e que tem dificuldade de acesso a escolas. Este programa é financiado pelo Fundo Nacional de Educação FNDE, vinculado ao Ministério da Educação e Cultura, e destinado a todos os Estados da Federação que aderiram por meio de convênio. Nos termos do art. 33 e art. 36 da Resolução do Conselho Deliberativo do FNDECD/FNDE n° 045, de 18/09/2007, cópia anexa, resta claro que o ônus financeiro da despesa com pessoal envolvido nestes programas sociais é do FNDE, órgão vinculado ao Ministério da Educação e Cultura MEC, ou seja União Federal. Consoante o art. 4o, inciso I, alínea “d”, da mencionada resolução é atribuição do MEC autorizar ao FNDE o pagamento, a interrupção ou o cancelamento do pagamento das bolsas. Nos termos da Lei de Custeio da Previdência, os encargos relacionados com a contribuição previdenciária devem ser suportados pelo ente que paga, credita ou que se obriga pela remuneração destinada a qualquer dos segurados obrigatórios. Em razão do narrado, não há como subsistir o levantamento SCI, motivo pelo qual deve ser cancelado e extinto o débito dele correspondente; 2. Levantamentos PUI e SU1. Prestadores de serviço vinculados ao regime próprio de Previdência Social do Estado de Sergipe. Verba que não sofre incidência de contribuição previdenciária destinada ao RGPS. Posterior juntada de documentos adicionais. Em todos os levantamentos os servidores envolvidos não podem ser considerados como contribuintes individuais, eis que são servidores públicos efetivos do Estado de Sergipe e, como tal, vinculados ao Regime Próprio de Previdência. Juntada aos autos, por amostragem, cópia da Fl. 325DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 3 5 folha de pagamento destes servidores, acompanhada de planilha identificadora de cada cargo ocupado pelos envolvidos, demonstrando que são servidores públicos efetivos. Entretanto, caso haja necessidade, podem ser juntados elementos adicionais tão logo solicitado, bem como, podem ser colocados à disposição para diligenciamento local pelo Fisco; 3. Ausência de identificação no RADA da utilização de todo o montante de recolhimentos contidos nos documentos apresentados à fiscalização. Cerceamento de defesa. Analisandose o RADA verificase que, em diversas competências, do montante da contribuição devida, apurada pela fiscalização, foi apropriado valor inferior ao total recolhido pelo contribuinte, ora impugnante. Boa parte do recolhimento realizado pelo contribuinte foi apropriado em documento desconhecido (documento de EXCLUSÃO), cuja base de cálculo não foi demonstrada pelo agente autuante. A ausência de demonstração pelo fisco do destino de todo o montante recolhido pelo contribuinte, com vistas a abater o saldo da dívida apurada, traz indubitável cerceamento de defesa, uma vez que impede a análise quantitativa por parte do contribuinte do que realmente é devido – o quantum debeatur. Em suma, analisandose o relatório fiscal e os documentos que acompanham é possível afirmar que em todas as competências houve saldo de recolhimento do Estado de Sergipe que foi desconsiderado pelo fisco, apropriandoo em documento de Exclusão, cujo detalhamento não foi apresentado pelo agente autuante. Esta situação, além de caracterizar ofensa ao princípio da ampla defesa, eis que impede o conhecimento completo das razões que motivaram o lançamento, permite afirmar que há recolhimento suficiente para cobrir o saldo da dívida cobrado; 4. Por fim, requer sejam acolhidas as alegações desta defesa administrativa, sendo declarado extinto o contestado crédito tributário, definido e lançado através do AI n° 37.216.7241. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Salvador/BA – por meio do Acórdão no 1525.665 da 7a Turma da DRJ/SDR (fls. 297/304) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade e determinou a aplicação da multa mais benéfica, sendo que isso será verificado no momento do pagamento, quando o percentual da multa de mora se encontrará definido. A Notificada apresentou recurso (fls. 310/317), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados e no mais alega improcedência dos valores apurados em decorrência da cessão de mãodeobra. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Aracaju/SE encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento (fl. 320). É o relatório. Fl. 326DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. A Recorrente alega houve ausência de identificação no RADA da utilização de todo o montante de recolhimentos contidos nos documentos apresentados ao Fisco, sendo que isso ocasionaria o cerceamento ao seu direito de defesa e nulidade do lançamento fiscal. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do fato gerador das contribuições sociais lançadas, que foram as relativas às contribuições previdenciárias, parcela patronal, incidentes sobre a remuneração dos segurados contribuintes que prestaram serviços ao Estado de Sergipe (Secretaria de Estado da Educação SEED). Os valores das contribuições sociais apuradas decorrem das remunerações pagas ou creditadas aos segurados contribuintes individuais, concernentes às divergências do confronto de valores efetivamente recolhidos pela empresa com aqueles apurados nas folhas de pagamento, nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP’s) e nos registros contábeis, em arquivo digital e em papel, fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação (SEED). Verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos (fls. 01/31) todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN, o art. 37 da Lei 8.212/1991 e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da contribuição previdenciária devida; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumpri la ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Lei 5.172/1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Lei 8.212/1991: Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do Fl. 327DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 4 7 art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O Relatório Fiscal (fls. 28/29) e seus anexos (fls. 01/27) são suficientemente claros e relacionam os dispositivos legais aplicados ao lançamento fiscal ora analisado, bem como descriminam o fato gerador da contribuição devida. A fundamentação legal aplicada encontrase no Relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD (fls. 26/27), que contém todos os dispositivos legais por assunto e competência. Há o Discriminativo de Débito DD, que contém todas as contribuições sociais devidas, de forma clara e precisa (fls. 03/04). Ademais, constam outros relatórios que complementam essas informações, tais como: Relatório de Documentos Apresentados RDA (fls. 05/19); Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA (fls. 20/25); dentre outros. Esses documentos, somados entre si, permitem a completa verificação dos valores e cálculos utilizados na constituição do crédito tributário. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador das contribuições previdenciárias, incluindo os acréscimos legais, incidentes sobre a remuneração dos segurados contribuintes individuais, fazendo constar nos relatórios que o compõem (fls. 01/31) os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Dentro desse contexto fático, constatase que as demais alegações expostas na peça recursal reproduzem os mesmos fundamentos esposados na peça de impugnação (fls. 122/128). Após essas considerações, informo que as conclusões acerca dos argumentos da peça recursal – concernente ao montante de recolhimentos efetuados pelo sujeito passivo e apropriados no RADA –, foram devidamente enfrentadas, quando da análise da peça de impugnação. Assim, passarei a utilizar o conteúdo assentado na decisão de primeira instancia, exarado por meio do Acórdão no 1525.665 da 7a Turma da DRJ/SDR (fls. 297/304), para explicitar que os seus elementos fáticos e jurídicos serão parte integrante deste Voto. Isso Fl. 328DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 está em conformidade ao art. 50, § 1o, da Lei 9.784/1999 – diploma que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal –, transcrito abaixo: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...) § 1o. A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão integrante do ato. (g.n.) Tal decisão registrou os seguintes termos: “[...] Examinandose, detalhadamente, o RADA verificase que foi criado pela fiscalização um documento de exclusão, onde os recolhimentos constantes do RDA, foram apropriados, prioritariamente, aos valores declarados em GFIP, estando, inclusive a apropriação discriminada por levantamento (DD, FD, CD e RD) e por rubrica (segurados, empresa, SAT/RAT, e contribuinte individual). E sabido que as informações declaradas nas GFIP, inclusive as referentes aos fatos geradores e suas respectivas contribuições previdenciárias, são de responsabilidade do contribuinte. Sendo assim, é óbvio que este tem conhecimento do valor devido à Previdência Social informado no referido documento. Assim, apropriandose os valores das contribuições previdenciárias recolhidas, registrados no relatório RDA, aos valores declarados em GFIP, ficam os valores remanescentes que foram apropriados neste AI e nos AI n° 37.216.7217, 37.216.7225 e 37.216.7233, na forma demonstrada no RADA [...]”. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas, ineficientes e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade e não serão acatadas. A Recorrente ainda alega que não deveria haver a aplicação da alíquota de 20% sobre os valores pagos ou creditados aos contribuintes individuais, pois não ficou caracterizada a prestação de serviços à Secretaria de Estado da Educação (SEED). Constatase que os documentos (folhas de pagamento) juntados pelo Fisco ao presente processo, constantes dos Anexos I, II e III, demonstram que – para a realização dos serviços do “Programa Sergipe Cidadão” (levantamento SCI), do curso préuniversitário (levantamento PUI) e de exames do “Supletivo” (levantamento SU1) – o Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEED), contratou pessoas físicas e as remunerou pelos serviços prestados. Além disso, os elementos probatórios acostados pela Recorrente não sinalizam que os trabalhadores envolvidos no presente lançamento são servidores públicos efetivos do Estado de Sergipe e, como tal, vinculados ao Regime Próprio de Previdência (RPP). Fl. 329DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 5 9 Cumpre esclarecer que, para o contribuinte individual, configurase salário de contribuição todos os valores a este pagos por pessoas físicas e jurídicas, dentro do mês, em decorrência de serviços prestados, conforme art. 28, inciso III, da Lei 8.212/1991, in verbis: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) III – para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o parágrafo 5º. Para a empresa, que é o caso do presente processo, a contribuição previdenciária patronal será de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços, nos termos do art. 22, inciso III, da Lei 8.212/1991, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Pela exposição de fatos registrados na peça recursal da Recorrente, a solução para a controvérsia instaurada reside na análise jurídica e fática dos prestadores de serviços. Entendo que os prestadores de serviços do “Programa Sergipe Cidadão”, do curso préuniversitário e de exames do “Supletivo”, vinculados à Secretaria de Estado da Educação (SEED), são segurados obrigatórios da Previdência Social, na qualidade de contribuintes individuais, não restando dúvida que eles não mantêm vínculo empregatício com a Recorrente, nos termos do art. 12, inciso V, alínea “g”, da Lei 8.212/1991. Isso está devidamente fundamentado nos documentos acostados aos autos, tal como o Relatório Fiscal. Lei 8.212/1991: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) V como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999) (...) g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Essa circunstância de que os prestadores de serviços da Secretaria de Estado da Educação (SEED) são contribuintes individuais obriga que a Recorrente realize o Fl. 330DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 recolhimento da contribuição previdenciária prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/1991, acima transcrito. Com isso, surge o fato gerador da contribuição previdenciária com a realização da prestação de serviços do “Programa Sergipe Cidadão”, do curso préuniversitário e de exames do “Supletivo” à Recorrente, nos termos do art. 22, inciso III, da Lei 8.212/1991, retromencionado. Também afasto a alegação da Recorrente de que os contribuintes individuais são remunerados diretamente pelo FNDE, órgão vinculado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), ou seja União Federal, eis que a contratação dos contribuintes individuais era realizada pelo Estado de Sergipe, visando à prestação de serviço público estadual e não da União Federal. Em decorrência dos princípios da autotutela e da legalidade objetiva, no que tange à multa aplicada de 75% sobre as contribuições devidas, entendo que deverá ser aplicada a legislação vigente à época do fato gerador. A questão a ser enfrentada é a retroatividade benéfica para redução ou mesmo exclusão das multas aplicadas através de lançamentos fiscais de contribuições previdenciárias na vigência da Medida Provisória (MP) 449, de 03/12/2008, convertida na Lei 11.941/2009, mas nos casos em que os fatos geradores ocorreram antes de sua edição. É que a medida provisória revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 que trazia as regras de aplicação das multas de mora, inclusive no caso de lançamento fiscal, e em substituição adotou a regra que já existia para os demais tributos federais, que é a multa de ofício de, no mínimo, 75% do valor devido. Para tanto, devese examinar cada um dos dispositivos legais que tenham relação com a matéria. Prefiro começar com a regra vigente à época dos fatos geradores. Lei 8.212/1991: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no mês seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias Fl. 331DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 6 11 da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo portanto necessária a constituição do crédito tributário por meio de lançamento, ainda assim a multa era de mora. A redação do dispositivo legal, em especial os trechos por mim destacados, é muito claro nesse sentido. Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora. Contemporâneo à essa regra especial aplicável apenas às contribuições previdenciárias já vigia, desde 27/12/1996, o art. 44 da Lei 9.430/1996, aplicável a todos os demais tributos federais: Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições Multas de Lançamento de Ofício Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 É certo que esse possível conflito de normas é apenas aparente, pois como se sabe a norma especial prevalece sobre a geral, sendo isso um dos critérios para a solução dessa controvérsia. Para os fatos geradores de contribuições previdenciárias ocorridos até a MP no 449 aplicavase exclusivamente o art. 35 da Lei 8.212/1991. Portanto, a sistemática dos artigos 44 e 61 da Lei 9.430/1996, para a qual multas de ofício e de mora são excludentes entre si, não se aplica às contribuições previdenciárias. Quando a destempo mas espontâneo o pagamento aplicase a multa de mora e, caso contrário, seja necessário um procedimento de ofício para apuração do valor devido e cobrança através de lançamento então a multa é de ofício. Enquanto na primeira se pune o atraso no pagamento, na segunda multa, a falta de espontaneidade. Portanto, repetese: no caso das contribuições previdenciárias somente o atraso era punido e nenhuma dessas regras se aplicava; portanto, não vejo como se aplicar, sem observância da regra especial que era prevista no art. 35 da Lei 8.212/1991, a multa de ofício aos lançamentos de fatos geradores ocorridos antes da vigência da Medida Provisória (MP) 449. Alguns sustentam a aplicação quando, embora tenham os fatos geradores ocorrido antes, o lançamento foi realizado na vigência da MP 449. E aí consulto as Normas Gerais de Direito Tributário. Preceitua o CTN que o lançamento reportase à data de ocorrência do fato gerador e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada: Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. É a afirmação legislativa da natureza declaratória do lançamento, já predominante na doutrina desde a edição das obras de Direito Tributário do saudoso mestre Amílcar de Araújo Falcão (FALCÃO, Amilcar de Araújo. Fato Gerador da Obrigação Tributária. 4. ed. Anotada e atualizada por Geraldo Ataliba. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1977): “[...] De logo convém recordar que não é manso e tranqüilo o entendimento que exprimimos quanto à função do fato gerador como pressuposto e ponto de partida da obrigação tributária. Alguns autores dissentem dessa conclusão, afirmando que tal função criadora deve ser atribuída ao lançamento. Contestam estes que o lançamento tenha, como à maioria da doutrina e a nós parece ter, natureza declaratória [...]”. Ainda dentro desse contexto, pela legislação da época da ocorrência do fato gerador, seriam duas multas distintas a serem aplicadas pela AuditoriaFiscal: 1. uma relativa ao descumprimento da obrigação acessória – capitulada no Código de Fundamento Legal (CFL) 68 –, com base o art. 32, IV e § 5o, da Lei 8.212/1991, no total de 100% do valor devido, relativo às contribuições não declaradas, limitada em função do número de segurados; 2. outra pelo descumprimento da obrigação principal, correspondente, inicialmente, à multa de mora de 24% prevista no art. 35, II, alínea “a”, da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 9.876/1999. Tal artigo traz expresso os percentuais da multa moratória a serem aplicados aos débitos previdenciários. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10510.001546/201061 Acórdão n.º 2402002.613 S2C4T2 Fl. 7 13 Essa sistemática de aplicação da multa decorrente de obrigação principal sofreu alteração por meio do disposto nos arts. 35 e 35A, ambos da Lei 8.212/1991, acrescentados pela Lei 11.941/2009. Lei 8.212/1991: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (g,n,) ......................................................................................................... Lei 9.430/1996: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. Em decorrência da disposição acima, percebese que a multa prevista no art. 61 da Lei 9.430/96, se aplica aos casos de contribuições que, embora tenham sido espontaneamente declaradas pelo sujeito passivo, deixaram de ser recolhidas no prazo previsto na legislação. Esta multa, portanto, se aplica aos casos de recolhimento em atraso, que não é o caso do presente processo. Por outro lado, a regra do art. 35A da Lei 8.212/1991 (acrescentado pela Lei 11.941/2009) aplicase aos lançamentos de ofício, que é o caso do presente processo, em que o sujeito passivo deixou de declarar fatos geradores das contribuições previdenciárias e consequentemente de recolhêlos, com o percentual 75%, nos termos do art. 44 da Lei 9.430/1996. Lei 8.212/1991: Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996. (g.n.) Assim, não havendo o recolhimento da obrigação principal não declarada em GFIP, passou a ser devida a incidência da multa de ofício de 75% sobre o valor não recolhido, como segue: Lei no 9.430/1996: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: Fl. 334DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 14 I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; Entretanto, não há espaço jurídico para aplicação do art. 35A da Lei 8.212/1991 em sua integralidade, eis que o critério jurídico a ser adotado é do art. 144 do CTN (tempus regit actum: o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada). Dessa forma, entendo que, para os fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, aplicase a multa de mora nos percentuais da época (redação anterior do artigo 35, inciso II, da Lei 8.212/1991), limitando a multa ao patamar de 75% previsto no art. 44 da Lei 9.430/1996. Embora a multa prevista no art. 35 da Lei 8.212/1991 (antes da alteração promovida pela Lei 11.941/2009) seja mais benéfica na atual situação em que se encontra a presente autuação, caso esta venha a ser executada judicialmente, poderá ser reajustada para o patamar de até 100% do valor principal. Neste caso, considerando que a multa prevista pelo art. 44 da Lei 9.430/1996 limitase ao percentual de 75% do valor principal e adotando a regra interpretativa constante do art. 106 do CTN, deve ser aplicado o percentual de 75% caso a multa prevista no art. 35 da Lei 8.212/1991 (antes da alteração promovida pela Lei 11.941/2009) supere o seu patamar. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL para reconhecer que, com relação aos fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, seja aplicada a multa de mora nos termos da redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/1991, limitandose ao percentual máximo de 75% previsto no art. 44 da Lei 9.430/1996. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 335DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/05/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10980.004971/2005-17
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/05/2000 a 20/09/2000, 11/10/2000 a 20/10/2000, 01/11/2000 a 10/11/2000
IPI. CLASSIFICAÇÃO FISCAL.
Os Cereais em barra Neston Banana, Neston Morango e Neston Coco
Tostado classificam-se na posição 1704.90.90 da TIPI.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-001.667
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora) e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Designado o Conselheiro Marcos Antonio Borges para elaborar o voto vencedor. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl apresentará declaração de voto.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes- Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Os Cereais em barra Neston Banana, Neston Morango e Neston Coco Tostado classificamse na posição 1704.90.90 da TIPI. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel (Relatora) e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Designado o Conselheiro Marcos Antonio Borges para elaborar o voto vencedor. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl apresentará declaração de voto. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel – Relatora (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 49 71 /2 00 5- 17 Fl. 499DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 500 2 Relatório O presente Recurso Voluntário referese à decisão da Delegacia da Receita Federal de Belém, que entendeu por bem manter o Auto de Infração em que a autoridade fiscal busca cobrar débito de IPI em razão de suposto erro de classificação fiscal de alguns de seus produtos. O acórdão ora recorrido da DRJ de origem é minucioso quanto ao relato do conteúdo dos presentes autos, razão pela qual o adoto, in verbis: 1.Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado Auto de Infração, por ter o estabelecimento promovido saídas de produtos tributados com erro de classificação fiscal assim resultando na falta de recolhimento do IPI. Foi constituído crédito total no valor de R$76.792,52. 2. Segundo o Termo de Verificação fiscal de fls. 56/61, a contribuinte classificava incorretamente no código 2106.90.90 (complementos alimentares) os produtos Neston Banana, Neston Morango e Neston Coco Tostado, quando deveria classificálos no código 1704.90.90 (produtos de confeitaria, sem cacau). 3. Cientificada em 31.05.2005, a interessada apresentou, tempestivamente, em 27.06.2005, impugnação (fls. 152/166), na qual, em síntese, alega que: a) “(...) não há como capitular os cereais em barra como ‘produtos de confeitaria’, na medida em que a Nota Explicativa na posição n.° 17 determina que ‘no presente Capítulo estão compreendidos os açúcares propriamente ditos (sacarose, lactose, maltose, glicose, frutose (levulose), etc.), os xaropes, os sucedâneos do mel, os melaços resultantes da extração ou refinação do açúcar, bem como os açúcares e melaços, caramelizados, e os produtos de confeitaria. O açúcar no estado sólido e os melaços podem ser aromatizados ou adicionados de corantes’, dentre os quais, evidentemente, não se incluem os cereais em barra.”; b) “Por outro lado, a capitulação utilizada pela Impugnante, como ‘Preparações alimentícias diversas/Complementos Alimentares — outros’, revelase a mais adequada, vez que a autuação utiliza o conceito de ‘complementos alimentares’ colhido de fonte absolutamente desautorizada, qual seja, organização privada alienígena que não tem nem legitimidade e nem competência para tanto”; c) “Os cereais em barra, evidentemente, não se destinam confeitaria, pois ao contrário do que sustentado no Auto de Infração, efetivamente se alojam na posição 21 da Tabela, tal como explica a Nota n.° 16 do Capitulo 17 das NESH (...)”;d) “E para que se chegue a esta conclusão, basta uma simples análise destas embalagens, onde constam os ingredientes citados (frutas, mel, frutose), a adição Fl. 500DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 501 3 de ferro em sua composição, e as mensagens ‘Neston Barra. O exercício mais gostoso’, ‘Pratique esse prazer’, ‘Rico em fibras’, ‘35% menos gordura’, o que deixa flagrante sua destinação à manutenção da saúde e do bem estar geral, e indiscutível sua subsunção à posição 21.”; e) “Ainda que a autuação sustente que os cereais em barra possam ser classificados na posição 17 (açúcar e produtos de confeitaria), aplicase, neste caso, o disposto na Regra 3, ‘a’, 1ª parte, das Regras Gerais para interpretação do Sistema Harmonizado, tendo em vista a maior especificidade da posição 21 em relação à posição 17”; f) Destaca que “o Sistema Harmonizado, tal como todas as regras positivadas em nosso sistema, deverá ser interpretado de acordo com os ditames da Constituição Federal, que consagra o principio da seletividade como um dos nortes do sistema tributário nacional”, citando doutrina a esse respeito; g) Aponta ilegalidade e inconstitucionalidade da multa aplicada, entendendo que a multa prevista pelo art. 80, I, da Lei nº 4.502, de 1964, com a redação dada pela Lei nº 9.430, de 1996, só se aplicaria aos casos em que o contribuinte deixa, pura e simplesmente, de lançar e recolher o tributo, sendo que, como efetivamente recolheu o tributo, à luz do art. 112 do CTN e da jurisprudência e doutrina citadas, descaberia qualquer agregado à título de multa, ou quando muito, este deveria ser reduzido para 20%, sob pena de malferimento do art. 150, IV da CF/88; h) Contesta, por sua inconstitucionalidade, a imputação dos juros de mora pela taxa SELIC, a qual deve ser substituída pelos juros de 1% ao mês, como previsto no CTN. i) Por fim, requereu o contribuinte: i.1) Que as intimações fossem encaminhadas a Marcos Figueiredo Vasconcellos; i.2) Que fosse realizada perícia técnica para a determinação da correta classificação fiscal dos produtos em questão; i.3) Que fosse julgado improcedente o lançamento; i.4) Que, caso o lançamento não fosse considerado improcedente, fosse afastada a aplicação da multa com base no art. 112 do CTN, ou que seu percentual fosse reduzido a 20% do principal devido; i.5) Que a taxa SELIC fosse substituída pelos juros moratórios de 1% ao mês. Com base neste relatório, o referido acórdão da DRJ restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/05/2000 a 20/09/2000, 11/10/2000 a 20/10/2000, 01/11/2000 a 10/11/2000 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Os Cereais em barra Neston Banana, Neston Morango e Neston Coco Tostado classificamse na posição 1704.90.90 da TIPI. MULTA DE OFÍCIO. FALTA DE LANÇAMENTO DO IMPOSTO. Fl. 501DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 502 4 É correta a imposição de multa de ofício proporcional ao valor do imposto que deixou de ser destacado na nota fiscal de saída, ainda que a falta de lançamento tenha sido parcial ou que haja saldo credor na escrita fiscal. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. REQUISITOS. Considerase não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no art. 16, IV, do Decreto nº 70.235/72. INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. IMPOSSIBILIDADE. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa julgadora não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade de atos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Insurgese o contribuinte contra a decisão da Delegacia de origem, reforçando os argumentos trazidos por ocasião de sua Impugnação, no sentido de que classificou corretamente as mercadorias objeto do Auto de Infração, observados os termos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado e da Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados. Requer, ao final, seja reformada a decisão recorrida, para o fim de cancelarse o Auto de Infração, ou, quando menos, para o fim de afastar a aplicação abusiva e ilegal da multa e do índice de correção. É o relatório. Fl. 502DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 503 5 Voto Vencido Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, relatora O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. A questão polemizada no presente recurso pode ser assim resumida: A autoridade fiscal analisa os produtos "Neston Banana" (códigos 2550 e 2553), "Neston Coco Tostado" (códigos 2551, 2554), e "Neston Morango" (códigos 2552 e 2555), correspondentes a cereais em barra classificados pela Recorrente na posição 2106.90.90 (complementos alimentares — outros), tributados à alíquota zero, para recondicionálos na posição 1704.90.90 (produtos de confeitaria sem cacau — outros), sobre os quais incide a alíquota de 5% (cinco por cento) a titulo de IPI. A Nota Explicativa, na posição n.° 17, defendida pelo agente fiscal como sendo a aplicável aos produtos analisados, determina que "no presente Capitulo estão compreendidos os açúcares propriamente ditos (sacarose, lactose, maltose, glicose, frutose (levulose), etc.), os xaropes, os sucedâneos do mel, os melaços resultantes da extração ou refinação do açúcar, bem como os açúcares e melaços, caramelizados, e os produtos de confeitaria. O açúcar no estado sólido e os melaços podem ser aromatizados ou adicionados de corantes". Por outro lado, a capitulação utilizada pela Recorrente, como "Preparações alimentícias diversas/Complementos Alimentares — outros", estaria alojada na posição 21 da Tabela, tal como explica a Nota n.° 16, do Capítulo 21 das NESH: "Classificamse especialmente aqui: 16) As preparações designadas muitas vezes sob o nome de 'complementos alimentares', à base de extratos de plantas, concentrados de frutas, mel, frutose, etc., adicionados de vitaminas e, por vezes, de pequenas quantidades de compostos de ferro. Estas preparações apresentamse acondicionadas em embalagens, nas quais consta que se destinam à manutenção da saúde e do bemestar geral". Pois bem. Entendo que um produto que traz em sua composição 48% de matériaprima de base cereal (aveia, cevada, flocos de trigo e cereal com base láctea), e o restante de ingredientes considerados “coadjuvantes tecnológicos” (gordura hidrogenada, oleína de palma, xarope de glicose, leticina, corantes e aromatizantes), conforme descrições em sua embalagem, não pode ser considerado confeito, cuja definição, transcrita na Nota Explicativa mencionada, é clara no sentido de se tratar de açúcares ou produtos cujo componente predominante seja um açúcar. Por outro lado, há de se concordar com a conclusão da Delegacia de Julgamento de origem, no sentido de que o que caracteriza um “complemento alimentar” não é, Fl. 503DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 504 6 apenas, ser uma preparação à base de extratos de plantas, concentrado de frutas, mel, frutose, etc., ou que conste na embalagem expressões que permitiriam supor que o produto destinase à manutenção da saúde e do bem estar. Para caracterizar uma preparação alimentícia como complemento alimentar fazse necessária a adição de vitaminas, conforme se depreende da leitura da Nota no. 16, acima transcrita. E, no caso dos produtos da Recorrente, não há, na composição, esse elemento essencial ao complemento alimentar, a vitamina. Analisando detidamente a composição do produto, conforme descrito pela própria autoridade fiscal por ocasião da análise de sua Classificação Fiscal, e da leitura das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias – NESH, depreendese que a melhor classificação do produto da Recorrente encontrase descrita na Seção IV, Capítulo 19 – Preparações à base de cereais, amidos, féculas ou de leite; produtos de pastelaria. Merece atenção a classificação 1904.90, disposição B: 1904 Produtos à base de cereais, obtidos por expansão ou por torrefação (por exemplo, flocos de milho ("corn flakes")); cereais (exceto milho) em grãos ou sob a forma de flocos ou de outros grãos trabalhados (com exceção da farinha, do grumo e da sêmola), précozidos ou preparados de outro modo, não especificados nem compreendidos em outras posições. 1904.90 Outros B) Preparações alimentícias obtidas a partir de flocos de cereais não torrados, de misturas de flocos de cereais não torrados com flocos de cereais torrados ou de cereais expandidos. Este grupo inclui as preparações alimentícias obtidas a partir de flocos de cereais não torrados bem como as obtidas de misturas de flocos de cereais não torrados com flocos de cereais torrados ou de cereais expandidos. Estes produtos (freqüentemente denominados Müsli) podem conter frutas secas, nozes, açúcar, mel, etc. São geralmente acondicionados como alimentos para refeições matinais. É fato que a NESH esclarece que se excluem dessa classificação “os cereais preparados revestidos de açúcar, ou contendoo numa proporção que lhes confira a característica de produtos de confeitaria (posição 17.04)”. Porém, não há que se olvidar que a exclusão supra mencionada alcança apenas cereais revestidos de açúcar (não é o caso do produto da Recorrente), ou que contenha açúcar numa proporção tal, que lhe confira as características de produtos de confeitaria. No caso das barras de cereais, repitase, a composição é predominantemente de cereais, e não de açúcar, como ocorre com os produtos de confeitaria descritos na posição 17.04.90, que tem em sua composição o açúcar como elemento principal, a saber: 1704.90 Outros Esta posição engloba a maior parte das preparações alimentícias com adição de açúcar, comercializadas no estado sólido ou semisólido, em geral prontas para consumo imediato, conhecidos por produtos de confeitaria. Entre estes produtos podem citarse: Fl. 504DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 505 7 1) as pastilhas, incluídas as gomas de mascar açucaradas (chewing gum e semelhantes); 2) as balas (rebuçados) (incluídas as que contenham extrato de malte); 3) os caramelos, catechus, nogados, fondants, as pastilhas, as amêndoas açucaradas (rahat loukoum); 4) o marzipã (maçapão*); 5) As preparações que se apresentem sob a forma de pastilhas para a garganta ou de balas (rebuçados) contra a tosse, constituídas essencialmente de açúcar (mesmo adicionado de outras substâncias alimentícias, tais como gelatina, amido ou farinha) e agentes aromatizantes (incluídas as substâncias com propriedades medicinais, tais como álcool benzílico, mentol, eucaliptol e bálsamodetolu). No entanto, as pastilhas para a garganta ou as balas (rebuçados) contra a tosse que contenham substâncias com propriedades medicinais, exceto agentes aromatizantes, classificamse no Capítulo 30, desde que a proporção dessas substâncias em cada pastilha ou bala (rebuçado) seja de tal ordem que elas possam ser utilizadas para fins terapêuticos ou profiláticos. 6) O chocolate branco, composto de açúcar, manteiga de cacau (não se considerando esta como cacau), leite em pó e aromatizantes, com alguns vestígios de cacau. 7) O extrato de alcaçuz, sob qualquer forma (pães, blocos, bastões, pastilhas, etc), com mais de 10%, em peso, de sacarose. Quando apresentado (isto é, preparado) como produto de confeitaria, aromatizado ou não, o extrato de alcaçuz classifica se nesta posição, sendo irrelevante a proporção de açúcar nele contida. 8) As geléias e pastas de frutas, adicionadas de açúcar, e apresentadas sob a forma de produtos de confeitaria. 9) As pastas à base de açúcar, não contendo ou contendo apenas uma pequena quantidade de gorduras, próprias para transformação direta em produtos de confeitaria desta posição, mas que servem também como recheio para produtos desta ou de outras posições, tais como: a) Pastas para fondants preparadas com sacarose, xarope de sacarose ou de glicose e/ou xarope de açúcar invertido, com ou sem aromatizante, utilizadas na fabricação de fondants e como recheio de bombons ou choclolates, etc. b) Pastas para nogado, constituídas por misturas aeradas (sopradas*) de açúcar, água e matérias coloidais (por exemplo, clara de ovo) e, às vezes, adicionadas de uma pequena quantidade de gorduras, com ou sem adição de avelãs, frutas ou outros produtos vegetais, utilizados na fabricação de nogado e como recheio de chocolates, etc. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 506 8 c) Pastas de amêndoa, preparadas principalmente com amêndoas e açúcar, destinadas essencialmente à fabricação de marzipã (maçapão*). Interessante também verificar que a classificação conferida às barras de cereais pelo Ministério das Finanças de Portugal, utilizandose também o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, por ser um método internacional de classificação de mercadorias, é exatamente a de posição 1904. Confirase os argumentos: DESCRIÇÃO DA MERCADORIA: ‘CRUESLI’ constituído por cereais expandidos adicionado de xarope de milho e melaço. CLASSIFICAÇÕES PAUTAIS EM DÚVIDA: 1904 10 90 0 00 900 e 1905 30 59 0 00 000 DECISÃO: 1904 10 90 0 00 900 FUNDAMENTOS: Por considerar que a mercadoria em litígio é representada por uma partida designada por ‘CRUESLI’ (Bars Banana, Bars Date/Orange, Bars Peanut) constituída por cereais (aveia, trigo e arroz) expandidos, adicionados de xarope de milho e melaço, para permitir, por compressão, formar barras que se comercializam; Por considerar que não se está em presença de produtos de padaria, no devido enquadramento das notas explicativas referentes à posição 19.05 do Sistema Harmonizado; Por considerar que o produto em causa não sofreu nenhuma operação de cozedura; Por considerar que se trata de preparações alimentícias, adentro do enquadramento esclarecedor das notas explicativas do Sistema Harmonizado relativas à posição 19.04 (pág. 143) Acórdão no. 3.963 do TTA 1ª. (Circular no. 218/91, Série II) http://pauta.dgaiec.minfinancas.pt/NR/rdonlyres/69D83B2C 24204F6A8F092D74D888E88A/0/MAN_1601_2403.pdf Entendo, portanto, que a classificação pretendida pela autoridade fiscal não é a adequada para o produto da Recorrente, observado todo o seu descritivo, devendo este ser enquadrado, para fins de incidência do IPI, na classificação 1904. Pelo exposto, voto por dar provimento ao presente Recurso Voluntário sem, contudo, acatar suas razões, mas apenas para determinar o cancelamento do auto de infração. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora Fl. 506DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 507 9 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antonio Borges, Redator Designado Com o devido acatamento, permitome divergir do voto da Ilma. Sra. Relatora em relação a classificação fiscal dos produtos em tela e, conseqüentemente, em relação à manutenção do Auto de Infração lavrado em que a autoridade fiscal busca cobrar débito de IPI em razão de erro de classificação fiscal. Em relação à classificação fiscal pretendida pela Recorrente, código 2106.90.90 (complementos alimentares), adoto o entendimento da Relatora no sentido de que falta elemento essencial para classificação como complemento alimentar, no caso a adição de vitaminas, conforme explanado acima. No tocante a classificação pretendida pela autoridade fiscal e a classificação que seria mais adequada pela Relatora, ouso discordar. As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado da posição 1904, adotada pela Relatora, relaciona entre os produtos excluídos dessa posição: “Também se excluem: a) Os cereais preparados revestidos de açúcar, ou contendoo numa proporção que lhes confira a característica de produtos de confeitaria (posição 17.04).” (Decreto n° 435/92 – alterado pelas IN SRF n.º 123/98 e IN SRF n.º 157/02) Os produtos em questão, "Neston Banana" (códigos 2550 e 2553), "Neston Coco Tostado" (códigos 2551, 2554), e "Neston Morango" (códigos 2552 e 2555), correspondentes a barra de cereais, encontramse envoltos em uma calda açucarada composta de água, xarope de glicose, açúcar, gordura vegetal hidrogenada, monoestearato e lecitina, e contém uma proporção elevada de açúcar (xarope de glicose e açúcar) em sua composição, o que confere ao mesmo a característica de produto de confeitaria, estando, portanto, excluído da posição 1904, nos termos das Notas Explicativas acima transcritas. A Nota 1 a) do Capítulo 17 estabelece: “1. O presente Capítulo não compreende: a) os produtos de confeitaria contendo cacau (posição 18.06);” E as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado em suas Considerações Gerais a respeito do Capítulo 17 esclarecem: “No presente Capítulo estão compreendidos os açúcares propriamente ditos (sacarose, lactose, maltose, glicose, frutose (levulose), etc.), os xaropes, os sucedâneos do mel, os melaços resultantes da extração ou refinação do açúcar, bem como os açúcares e melaços, caramelizados, e os produtos de confeitaria. O açúcar no estado sólido e os melaços podem ser aromatizados ou adicionados de corantes. Fl. 507DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 508 10 Excluemse, todavia: a) O cacau em pó com açúcar, o chocolate (com exceção do chocolate branco) e os produtos de confeitaria contendo cacau em qualquer proporção (posição 18.06).” (grifouse). . E o texto da posição 1704 assim dispõe: “17.04 PRODUTOS DE CONFEITARIA, SEM CACAU (INCLUÍDO O CHOCOLATE BRANCO).” (grifouse) E as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado da posição 1704 esclarecem: “Esta posição engloba a maior parte das preparações alimentícias com adição de açúcar, comercializadas no estado sólido ou semisólido, em geral prontas para consumo imediato, conhecidos por produtos de confeitaria.” (grifouse) Assim, as barras de cereais, nos sabores "Neston Banana" (códigos 2550 e 2553), "Neston Coco Tostado" (códigos 2551, 2554), e "Neston Morango" (códigos 2552 e 2555), à base de cereais e frutas envoltos em calda açucarada, incluemse na posição 1704, por tratarse de produto de confeitaria, sem cacau. No âmbito dessa posição incluise na subposição 1704.90, por falta de subposição mais específica, e no código 1704.90.90. Esclareçase, ainda, que a CoordenaçãoGeral de Administração Aduaneira da RFB solucionou divergência a respeito da classificação de produto similar através da SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA COANA Nº 1, de 18 de abril de 2001, classificando no código 1704.90.90 da TEC o produto descrito na ementa abaixo, publicada no D.O.U. de 21/05/01: “Barras de cereais. Produto de confeitaria à base de flocos de arroz tostados, xarope de milho, óleo de girassol, frutose, carbonato de cálcio, carbonato de magnésio, contendo aromatizante (aroma natural de baunilha), edulcorante (sorbitol não cristalino), antioxidante (tocoferol), umectante (glicerina) e espessante (lecitina de soja), apresentado em caixa de papelão, contendo oito barras, embaladas separadamente, cada uma com 22 gramas, denominado comercialmente "Snack Sense"” Portanto correta a classificação adotada pela autoridade fiscal sendo mantido o lançamento pela decisão da autoridade julgadora a quo. Isto posto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário, mantendose a decisão proferida pela autoridade julgadora de primeira instância. É assim que voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 508DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 509 11 Declaração de Voto Sidney Eduardo Stahl, Conselheiro Em que pesem todos os argumentos apontados e a minha concordância com o voto da relatora, tenho que existe mais um motivo para a procedência do recurso. Do exame detido de todo o processado se observa que em nenhum momento a instrução processual ofereceu elementos seguros e suficientes para propiciar ao julgador uma decisão calcada em critérios objetivos. Ao contrário, a fiscalização conseguiu desconstituir adequadamente a classificação adotada pela contribuinte, porém, fixou a sua classificação em elementos genéricos, que não nos dá segurança de serem corretos. Reportandose ao CTN, o artigo 109 do RIPI, vigente à época, estabelece que “lançamento é o procedimento destinado a constituição do crédito tributário, que se opera de oficio, ou por iniciativa do sujeito passivo da obrigação tributária” o qual, de acordo com o inciso I, “compreende a descrição da operação que lhe dá origem, a identificação do sujeito passivo, a descricão e classificação do produto, o cálculo do imposto, com a declaração do seu valor e, sendo o caso, a penalidade prevista” (grifei). Significa dizer que, não aceita a classificação fiscal adotada pelo contribuinte o fisco deve indicar, com precisão, qual a classificação que entende ser correta. O mesmo RIPI diz que “os produtos estão distribuídos na Tabela por seções, capítulos, subcapítulos, posições, subposições e itens” (art. 15) e que “farseá a classificação de conformidade com as Regras Gerais para Interpretação (RGI) e Regras Gerais Complementares (RGC) e Notas Complementares, todas da Nomenclatura Comum do MERCOSUL, integrantes do seu texto” (art. 16). Busco nas lições sempre lúcidas do Professor Paulo de Barros Carvalho1, que “o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias é conteúdo aprovado (pela) Convenção Internacional (Bruxelas, 14/06/83), à qual o Brasil aderiu em 3/10/86. Como tal, é a base da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias que, por sua vez, é a fonte de implantação da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI)". (...) O Sistema Harmonizado, tal qual aprovado na Convenção Internacional, opera com seis dígitos, correspondendo a posições e subposições de mercadorias, mas a NBM/SH (T1PI/TAB) sobrepõese àquele sistema para acrescentarlhe matriz de subespécies, mediante a particularização de itens e subitens. (...) 1 IPI — Comentários sobre as Regras Gerais de Interpretação da Tabela NBM/S MA I/TAB). in Revista Dialética de Direito Tributário n° 12, págs. 42 e segs. Fl. 509DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL Processo nº 10980.004971/200517 Acórdão n.º 3801001.667 S3TE01 Fl. 510 12 Com a NBM/TIPI, operouse um ajuste da tecnicidade classificatória da tabela internacional ao ambiente do sistema normativo brasileiro, adquirindo novo matiz significativo. A adição dos códigos item/subitem demonstra bem esse esforço do legislador em promover um processo de adaptação que, introduzindo subclasses adicionais, aprofundou a conotação das subposições originais, depositando naquelas subclasses os valores inerentes às particularidades do nosso ordenamento positivo. Daí porque se aplicam as Regras Gerais de Interpretação da NBM/SH (TIPI/TAB) às posições e subposições, isto é, aos seis primeiros dígitos XXXXYY, sendo que as regras de números 1, 2, 3, 4 e 5 para o reconhecimento da posição "XXXIX" e a regra de número 6 para identificarse a subposição "YY". Do dígito 7 ao dígito 10, vale dizer, para o código item/subitem "ZZzz" a regência é a da Regra Geral Complementar (RGC) número 1, da NBM/SH (TIPI/TAB)". Diante dos textos legais e das lições doutrinárias pode se afirmar que a classificação fiscal é composta dos seguintes códigos: posição (quatro dígitos); subposição (dois dígitos); e item/subitem (quatro dígitos). Assim, deveria a fiscalização apontar com clareza elementos que pudessem convencer os julgadores da classificação por ele adotada, o que a meu entender, não logrou fazer adequadamente. Ainda, importante registrar que no lançamento tributário veiculado por meio de auto de infração, a fiscalização deve trazer elementos ou dados que justificassem a indicação da nova classificação fiscal, ou seja, é necessário que o agente autuante indique os fundamentos que o levaram a decidir por determinada classificação fiscal em detrimento daquela adotada pelo contribuinte. Nesse caso, tenho que o agente não logrou êxito por apontar apenas elementos genéricos. Nesse sentido, voto por julgar procedente o presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Fl. 510DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 04/07/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16/06/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL
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Numero do processo: 10980.013701/2005-99
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL.
Cabem embargos de declaração quando o acórdão hostilizado contiver contradição entre os seus próprios fundamentos e entre estes e a parte dispositiva do acórdão, embora sem alteração no resultado do julgamento, bem como para corrigir inexatidões materiais devidas a lapso manifesto.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2801-003.039
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para esclarecer que a multa por atraso na entrega da declaração do ITR tem por base de cálculo o valor do imposto devido, informado na declaração, respeitado o valor mínimo de R$ 50,00, e para re-ratificar a parte dispositiva do voto do Relator do Acórdão 2801-00.712, de 26 de julho de 2010, que passa a ter a seguinte redação: "Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para reduzir a multa aplicada, relativa ao exercício de 2000, de R$ 17.345,66 para R$ 50,00".
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para esclarecer que a multa por atraso na entrega da declaração do ITR tem por base de cálculo o valor do imposto devido, informado na declaração, respeitado o valor mínimo de R$ 50,00, e para re-ratificar a parte dispositiva do voto do Relator do Acórdão 2801-00.712, de 26 de julho de 2010, que passa a ter a seguinte redação: "Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para reduzir a multa aplicada, relativa ao exercício de 2000, de R$ 17.345,66 para R$ 50,00". Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
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CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL. Cabem embargos de declaração quando o acórdão hostilizado contiver contradição entre os seus próprios fundamentos e entre estes e a parte dispositiva do acórdão, embora sem alteração no resultado do julgamento, bem como para corrigir inexatidões materiais devidas a lapso manifesto. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para esclarecer que a multa por atraso na entrega da declaração do ITR tem por base de cálculo o valor do imposto devido, informado na declaração, respeitado o valor mínimo de R$ 50,00, e para reratificar a parte dispositiva do voto do Relator do Acórdão 280100.712, de 26 de julho de 2010, que passa a ter a seguinte redação: "Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para reduzir a multa aplicada, relativa ao exercício de 2000, de R$ 17.345,66 para R$ 50,00". Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 37 01 /2 00 5- 99 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10980.013701/200599 Acórdão n.º 2801003.039 S2TE01 Fl. 124 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 280100.712 (fls. 111/114 deste processo digital), por meio do qual este Colegiado, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso interposto pelo Interessado. Em suas razões, a Embargante aponta, no acórdão hostilizado, a ocorrência de contradição entre a fundamentação do voto proferido pelo Relator e a parte dispositiva do acórdão. Os embargos foram admitidos por intermédio do despacho de fls. 121/122. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator O representante da Fazenda Nacional foi cientificado em 13/01/2011 (fl. 115 deste processo digital) e os presentes embargos foram opostos na mesma data. Tempestivo, portanto, o recurso apresentado. A Recorrente aponta as seguintes contradições entre a fundamentação e a parte dispositiva do acórdão: os conselheiros deram provimento ao recurso do contribuinte para manter a multa por atraso na entrega do DIAC/DIAT, exercício 1998, no valor de R$ 50,00, quando o auto de infração foi lavrado por atraso na entrega da DITR relativa ao exercício 2000. O erro na indicação do exercício configura, a meu ver, não uma contradição, mas sim um erro material, assim entendido aquele erro evidente, claro, reconhecido primu ictu oculi (à primeira vista), também corrigido pela via dos aclaratórios (Regimento Interno do CARF, art. 66, caput). No caso concreto, devese considerar, em todas as passagens do acórdão, que o débito é relativo ao exercício de 2000. No que se refere à nomenclatura utilizada, cabe apenas esclarecer que a Declaração do ITR é composta de dois documentos: o Documento de Informação e Atualização Cadastral – DIAC e o Documento de Informação e Apuração do ITR – DIAT. Quanto à suposta “manutenção” da multa, cabe a retificação da parte dispositiva do acórdão, uma vez que a decisão de piso havia reduzido o valor da multa de R$ 85.441,30 para R$ 17.345,66 (fl. 80), ao passo que a decisão embargada deu provimento ao recurso do contribuinte para estipular a multa no valor de R$ 50,00, ou seja, a decisão foi para reduzir, e não para manter a multa. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10980.013701/200599 Acórdão n.º 2801003.039 S2TE01 Fl. 125 3 Verificase, ainda, no corpo da fundamentação do acórdão embargado, uma contradição em relação à metodologia da multa aplicada. Em determinada passagem, o ilustre Relator assim se manifestou: Para efeitos de imposto devido não podemos levar em consideração somente o valor que o contribuinte declarou em sua DITR/2000, mas também qualquer diferença que porventura venha a ser verificada pela Receita Federal, e tempestivamente lançada. Mais a frente, porém, averbou: A cobrança de multa por atraso sobre valores lançados de oficio, no que excederem aos informados na declaração espontaneamente entregue fora do prazo, implica interpretação extensiva dos art. 7° da Lei n° 9.393, de 1996, o que é vedado pelos arts. 97, inciso V, e 112 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN). Como se percebe, o acórdão embargado carece de esclarecimento acerca da metodologia da multa aplicada, de forma a eliminar a contradição entre os dois parágrafos acima descritos. Nessa linha de raciocínio, deve prevalecer o entendimento exposto na ementa do acórdão, de que a multa por atraso na entrega da declaração do ITR tem por base de cálculo o valor do imposto devido, informado na declaração, respeitado o valor mínimo de R$ 50,00. Assim, voto no sentido de conhecer dos embargos para esclarecer que a multa por atraso na entrega da declaração do ITR tem por base de cálculo o valor do imposto devido informado na declaração, respeitado o valor mínimo de R$ 50,00, e para reratificar a parte dispositiva do voto do Relator do Acórdão 280100.712, de 26 de julho de 2010, que passa a ter a seguinte redação: “Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para reduzir a multa aplicada, relativa ao exercício de 2000, de R$ 17.345,66 para R$ 50,00”. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 125DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13971.720793/2009-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.521
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Luiz Carlos Shimoyama (suplente).
RELATÓRIO
Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis:
Trata-se de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório resultante da apreciação dos Pedidos de Ressarcimento e das Declarações de Compensação eletrônicos n° 34097.74570.301105.1.7.01-5647 (fls. 001/011), protocolado em 30/11/2005, n° 20352.84360.301105.1.1.01-6904 (fls. 012), protocolado em 30/11/2005, n° 11008.31705.131206.1.3.01-3646 (fls. 017/018), protocolado em 14/11/2006, e n. 01673.40448.141106.1.3.01-1109 (fls. 013/016), protocolado em 13/12/2006, por meio dos quais a contribuinte pretende compensar crédito no valor total de R $ 32.516,54, em débitos do estabelecimento.
Conforme informado pela contribuinte, o crédito a ser compensado tem sua origem em créditos de insumos, fundamentado no art. 11 da Lei 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e em crédito presumido, com base na Lei 10.276, de 10 de setembro de 2001, referentes ao 3º trimestre de 2003.
A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Blumenau - SC, que, em 07/12/2009, emitiu Despacho Decisório (fls. 071/072), no qual a autoridade competente reconheceu apenas em parte o crédito no valor de R $ 10.406,11 e homologou apenas em parte as compensações em virtude da apuração e da escrituração extemporâneas de parte do crédito presumido pleiteado.
Cientificada do Despacho Decisório, em 11/12/2009 (fl. 075), a contribuinte ingressou, em 08/01/2010, com a manifestação de inconformidade de fls. 076/082 e documentos anexos, na qual se manifesta, em síntese, conforme o disposto a seguir.
1. A diferença não reconhecida não se trata de crédito novo, mas de um complemento do crédito que já havia sido apurado. Tal diferença foi regularmente informada no momento em que foi identificada por meio das retificações correspondentes tanto do DCP como da declaração de compensação, tudo conforme as regras dos respectivos programas geradores. Assim, como o crédito original e o crédito complementar têm a mesma origem e não há razão para desvincular um do outro e, portanto, a justificativa utilizada pela fiscalização para indeferir o crédito não merece êxito, pois aplica-se aos casos de apuração de crédito pela primeira vez e não de retificação, que é a situação presente.
Conclui requerendo o reconhecimento do crédito integral, bem como o deferimento dos pedidos e a homologação das compensações vinculadas ao referido crédito.
A 8ª Turma da Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) considerou procedente em parte a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 14-34282, de 21 de junho de 2011, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos:
Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
CRÉDITO PRESUMIDO. ESCRITURAÇÃO EXTEMPORÂNEA. RESSARCIMENTO SUJEITO AO SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO DA ESCRITURAÇÃO.
O crédito presumido extemporaneamente escriturado vincula-se ao ressarcimento de eventual saldo credor do trimeste-calendário de sua escrituração, não podendo ser incluído em ressarcimentos de períodos anteriores por não ter submetido ao aproveitamento prioritário na dedução de débitos de IPI.
RESSARCIMENTO. DESPACHO DECISÓRIO. ERRO DE FATO.
Identificado erro de fato na análise do direito creditório que fundamenta o despacho decisório, cabe à autoridade julgadora da manifestação de inconformidade a sua correção e o eventual reconhecimento da diferença correspondente.
Inconformado com a decisão proferida, o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, onde alega, em brevíssima síntese, que:
A empresa desde o ano de 2003 até o ano de 2005, nunca teve saldo devedor de créditos de IPI, ou seja, apurou sim débitos de IPI em alguns períodos, porém sempre encerrou os períodos com saldo credor da contribuição (sic). Assim, não procede a afirmação do Fisco de que a contribuinte não teria utilizado primeiramente o crédito presumido do IPI para abater os débitos de IPI, uma vez que não havia deduções para realizar;
A diferença não reconhecida não se trata de crédito novo, mas de um complemento do crédito que já havia sido apurado. Tal diferença foi regularmente informada no momento em que foi identificada por meio das retificações correspondentes tanto do DCP como da declaração de compensação, tudo conforme as regras dos respectivos programas geradores. Assim, como o crédito original e o crédito complementar têm a mesma origem e não há razão para desvincular um do outro e, portanto, a justificativa utilizada pela fiscalização para indeferir o crédito não merece êxito, pois aplica-se aos casos de apuração de crédito pela primeira vez e não de retificação, que é a situação presente;
Caso seja indeferido o direito do contribuinte ao ressarcimento integral do crédito do 3º trimestre de 2003, a recorrente estaria impossibilitada de fazer novo pedido de ressarcimento em face de prescrição quinquenal que já teria sucumbido o seu direito creditório, nos termos do art. 1 ° do Decreto n ° 20.910, de 06/01/32;
Em 31/01/2006, transmitiu outro pedido de ressarcimento referente ao 4º trimestre de 2005. Assim, caso a empresa tivesse optado por fazer um novo pedido de ressarcimento em 2005 com período do 4º trim/2005, estaria pedindo créditos em duplicidade.
Termina a petição recursal requerendo o provimento do recurso para reconhecer o crédito integral referente ao 3º trimestre de 2003 no montante de R$ 32.239,17, bem como o deferimento do PER nº 0352.84360.301105.1.1.01- 6904 e a homologação das compensações vinculadas ao referido crédito, sob nº 01673.40448.141106.1.3.01-1109 e n° 11008.31705.131206.1.3.01-3646.
É o Relatório.
VOTO
Nome do relator: Não se aplica
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RELATÓRIO Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: Trata-se de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório resultante da apreciação dos Pedidos de Ressarcimento e das Declarações de Compensação eletrônicos n° 34097.74570.301105.1.7.01-5647 (fls. 001/011), protocolado em 30/11/2005, n° 20352.84360.301105.1.1.01-6904 (fls. 012), protocolado em 30/11/2005, n° 11008.31705.131206.1.3.01-3646 (fls. 017/018), protocolado em 14/11/2006, e n. 01673.40448.141106.1.3.01-1109 (fls. 013/016), protocolado em 13/12/2006, por meio dos quais a contribuinte pretende compensar crédito no valor total de R $ 32.516,54, em débitos do estabelecimento. Conforme informado pela contribuinte, o crédito a ser compensado tem sua origem em créditos de insumos, fundamentado no art. 11 da Lei 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e em crédito presumido, com base na Lei 10.276, de 10 de setembro de 2001, referentes ao 3º trimestre de 2003. A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Blumenau - SC, que, em 07/12/2009, emitiu Despacho Decisório (fls. 071/072), no qual a autoridade competente reconheceu apenas em parte o crédito no valor de R $ 10.406,11 e homologou apenas em parte as compensações em virtude da apuração e da escrituração extemporâneas de parte do crédito presumido pleiteado. Cientificada do Despacho Decisório, em 11/12/2009 (fl. 075), a contribuinte ingressou, em 08/01/2010, com a manifestação de inconformidade de fls. 076/082 e documentos anexos, na qual se manifesta, em síntese, conforme o disposto a seguir. 1. A diferença não reconhecida não se trata de crédito novo, mas de um complemento do crédito que já havia sido apurado. Tal diferença foi regularmente informada no momento em que foi identificada por meio das retificações correspondentes tanto do DCP como da declaração de compensação, tudo conforme as regras dos respectivos programas geradores. Assim, como o crédito original e o crédito complementar têm a mesma origem e não há razão para desvincular um do outro e, portanto, a justificativa utilizada pela fiscalização para indeferir o crédito não merece êxito, pois aplica-se aos casos de apuração de crédito pela primeira vez e não de retificação, que é a situação presente. Conclui requerendo o reconhecimento do crédito integral, bem como o deferimento dos pedidos e a homologação das compensações vinculadas ao referido crédito. A 8ª Turma da Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) considerou procedente em parte a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 14-34282, de 21 de junho de 2011, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. ESCRITURAÇÃO EXTEMPORÂNEA. RESSARCIMENTO SUJEITO AO SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO DA ESCRITURAÇÃO. O crédito presumido extemporaneamente escriturado vincula-se ao ressarcimento de eventual saldo credor do trimeste-calendário de sua escrituração, não podendo ser incluído em ressarcimentos de períodos anteriores por não ter submetido ao aproveitamento prioritário na dedução de débitos de IPI. RESSARCIMENTO. DESPACHO DECISÓRIO. ERRO DE FATO. 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(assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Luiz Carlos Shimoyama (suplente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 71 .7 20 79 3/ 20 09 -9 8 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 4/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13971.720793/200998 Resolução nº 3402000.521 S3C4T2 Fl. 101 2 RELATÓRIO Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório resultante da apreciação dos Pedidos de Ressarcimento e das Declarações de Compensação eletrônicos n° 34097.74570.301105.1.7.015647 (fls. 001/011), protocolado em 30/11/2005, n° 20352.84360.301105.1.1.016904 (fls. 012), protocolado em 30/11/2005, n° 11008.31705.131206.1.3.013646 (fls. 017/018), protocolado em 14/11/2006, e n. 01673.40448.141106.1.3.011109 (fls. 013/016), protocolado em 13/12/2006, por meio dos quais a contribuinte pretende compensar crédito no valor total de R $ 32.516,54, em débitos do estabelecimento. Conforme informado pela contribuinte, o crédito a ser compensado tem sua origem em créditos de insumos, fundamentado no art. 11 da Lei 9.779, de 19 de janeiro de 1999, e em crédito presumido, com base na Lei 10.276, de 10 de setembro de 2001, referentes ao 3º trimestre de 2003. A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Blumenau SC, que, em 07/12/2009, emitiu Despacho Decisório (fls. 071/072), no qual a autoridade competente reconheceu apenas em parte o crédito no valor de R $ 10.406,11 e homologou apenas em parte as compensações em virtude da apuração e da escrituração extemporâneas de parte do crédito presumido pleiteado. Cientificada do Despacho Decisório, em 11/12/2009 (fl. 075), a contribuinte ingressou, em 08/01/2010, com a manifestação de inconformidade de fls. 076/082 e documentos anexos, na qual se manifesta, em síntese, conforme o disposto a seguir. 1. A diferença não reconhecida não se trata de crédito novo, mas de um complemento do crédito que já havia sido apurado. Tal diferença foi regularmente informada no momento em que foi identificada por meio das retificações correspondentes tanto do DCP como da declaração de compensação, tudo conforme as regras dos respectivos programas geradores. Assim, como o crédito original e o crédito complementar têm a mesma origem e não há razão para desvincular um do outro e, portanto, a justificativa utilizada pela fiscalização para indeferir o crédito não merece êxito, pois aplicase aos casos de apuração de crédito pela primeira vez e não de retificação, que é a situação presente. Conclui requerendo o reconhecimento do crédito integral, bem como o deferimento dos pedidos e a homologação das compensações vinculadas ao referido crédito. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 4/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13971.720793/200998 Resolução nº 3402000.521 S3C4T2 Fl. 102 3 A 8ª Turma da Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) considerou procedente em parte a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 1434282, de 21 de junho de 2011, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. ESCRITURAÇÃO EXTEMPORÂNEA. RESSARCIMENTO SUJEITO AO SALDO CREDOR DO TRIMESTRE – CALENDÁRIO DA ESCRITURAÇÃO. O crédito presumido extemporaneamente escriturado vinculase ao ressarcimento de eventual saldo credor do trimestecalendário de sua escrituração, não podendo ser incluído em ressarcimentos de períodos anteriores por não ter submetido ao aproveitamento prioritário na dedução de débitos de IPI. RESSARCIMENTO. DESPACHO DECISÓRIO. ERRO DE FATO. Identificado erro de fato na análise do direito creditório que fundamenta o despacho decisório, cabe à autoridade julgadora da manifestação de inconformidade a sua correção e o eventual reconhecimento da diferença correspondente. Inconformado com a decisão proferida, o sujeito passivo protocolou recurso voluntário, onde alega, em brevíssima síntese, que: 1) A empresa desde o ano de 2003 até o ano de 2005, nunca teve saldo devedor de créditos de IPI, ou seja, apurou sim débitos de IPI em alguns períodos, porém sempre encerrou os períodos com saldo credor da contribuição (sic). Assim, não procede a afirmação do Fisco de que a contribuinte não teria utilizado primeiramente o crédito presumido do IPI para abater os débitos de IPI, uma vez que não havia deduções para realizar; 2) A diferença não reconhecida não se trata de crédito novo, mas de um complemento do crédito que já havia sido apurado. Tal diferença foi regularmente informada no momento em que foi identificada por meio das retificações correspondentes tanto do DCP como da declaração de compensação, tudo conforme as regras dos respectivos programas geradores. Assim, como o crédito original e o crédito complementar têm a mesma origem e não há razão para desvincular um do outro e, portanto, a justificativa utilizada pela fiscalização para indeferir o crédito não merece êxito, pois aplicase aos casos de apuração de crédito pela primeira vez e não de retificação, que é a situação presente; Fl. 184DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 4/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13971.720793/200998 Resolução nº 3402000.521 S3C4T2 Fl. 103 4 3) Caso seja indeferido o direito do contribuinte ao ressarcimento integral do crédito do 3º trimestre de 2003, a recorrente estaria impossibilitada de fazer novo pedido de ressarcimento em face de prescrição quinquenal que já teria sucumbido o seu direito creditório, nos termos do art. 1 ° do Decreto n ° 20.910, de 06/01/32; 4) Em 31/01/2006, transmitiu outro pedido de ressarcimento referente ao 4º trimestre de 2005. Assim, caso a empresa tivesse optado por fazer um novo pedido de ressarcimento em 2005 com período do 4º trim/2005, estaria pedindo créditos em duplicidade. Termina a petição recursal requerendo o provimento do recurso para reconhecer o crédito integral referente ao 3º trimestre de 2003 no montante de R$ 32.239,17, bem como o deferimento do PER nº 0352.84360.301105.1.1.01 6904 e a homologação das compensações vinculadas ao referido crédito, sob nº 01673.40448.141106.1.3.011109 e n° 11008.31705.131206.1.3.013646. É o Relatório. VOTO O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. A questão central da presente lide está restrita a definir o momento em que o sujeito passivo adquire o direito ao crédito presumido previsto na Lei nº 10.276/2001. Ao analisar o Recurso Especial nº 2203234196 da Fazenda Nacional, a Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, definiu que o direito ao crédito presumido do IPI nasce no momento da exportação ou da venda dos bens à comercial exportadora. Contudo, o sujeito passivo só poderá requisitar o ressarcimento no trimestrecalendário seguinte ao da aquisição do direito. Partindo dessa premissa é de fundamental importância o conhecimento das datas de exportação dos bens cujos custos dos insumos estão servindo de base para cálculo do crédito presumido do IPI. Compulsando exaustivamente os autos, não identifiquei documentos hábeis que possam oferecer as informações acima mencionadas. Diante de falta de provas suficientes e ao perceber verossimilhança do direito pleiteado, a autoridade julgadora poderá determinar as diligências que entender necessárias para a formação de seu convencimento, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 4/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13971.720793/200998 Resolução nº 3402000.521 S3C4T2 Fl. 104 5 Por esse motivo, converto o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem identifique as datas das efetivas exportações ou vendas à comercial exportadora dos bens cujos custos dos insumos estão sendo incluídos na base de cálculo do incentivo fiscal previsto na Lei nº 10.276/2001. Da conclusão da diligência deve ser dada ciência à contribuinte, abrindolhe o prazo de trinta dias para, querendo, pronunciarse sobre o feito. Após todos os procedimentos, que sejam devolvidos os autos ao CARF para prosseguimento do rito processual. Sala das Sessões, 23/04/2013 GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Fl. 186DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 4/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 10860.901092/2008-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/2000 a 31/10/2000
BASE DE CÁLCULO. VENDAS A EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA
FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO DE PIS E COFINS A PARTIR DOS FATOS GERADORES OCORRIDOS EM DEZEMBRO DE 2000.
Nos termos do art. 14, II, e § 2º, I, da Medida Provisória nº 2.037-25 de 21 de dezembro de 2000, reeditada até o nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, a isenção do PIS Faturamento e da Cofins, concedida às operações de exportação, abrange as vendas realizadas para as empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, o que, no entanto, não se aplica aos fatos geradores anteriores a dezembro de 2000.
Numero da decisão: 3401-002.240
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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Recorrente DUBUIT COLOR TINTAS E VERNIZES LTDA Recorrida DRJ CAMPINAS SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2000 a 31/10/2000 BASE DE CÁLCULO. VENDAS A EMPRESA LOCALIZADA NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO DE PIS E COFINS A PARTIR DOS FATOS GERADORES OCORRIDOS EM DEZEMBRO DE 2000. Nos termos do art. 14, II, e § 2º, I, da Medida Provisória nº 2.03725 de 21 de dezembro de 2000, reeditada até o nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, a isenção do PIS Faturamento e da Cofins, concedida às operações de exportação, abrange as vendas realizadas para as empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, o que, no entanto, não se aplica aos fatos geradores anteriores a dezembro de 2000. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS – Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Robson José Bayerl (Suplente), Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 90 10 92 /2 00 8- 36 Fl. 171DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 Relatório O processo retorna de diligência determinada por este Colegiado, visando verificar a composição da base de cálculo adotada pela Recorrente, com vistas à alegada isenção do PIS e Cofins nas vendas para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus (ZFM), não reconhecida na unidade de origem nem na DRJ. No recurso voluntário a contribuinte contesta acórdão da DRJ que manteve a não homologação de compensação cujo crédito é oriundo de pagamento a maior da Contribuição, por não ter sido considerada a isenção alegada. No órgão de origem o pleito foi indeferido por meio de despacho eletrônico. Alega que o indébito é oriundo de pagamento indevido do PIS Faturamento, por não serem devidas nem essa Contribuição nem a Cofins sobre as vendas destinadas à Zona Franca de Manaus. Argumenta que tais vendas eram imunes às duas Contribuições, reportando se ao DecretoLei nº 288/67 – que segundo a contribuinte tem envergadura de lei complementar pela recepção que lhe deu a Constituição, no art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) e à ADI nº 2.3489 – na qual o STF suspendeu a eficácia da expressão “Zona Franca de Manaus”, contida no inc. I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724/2000, reeditada posteriormente sem menção à referida expressão. Trata também da taxa Selic empregada como juros de mora, matéria não mais repetida no recurso voluntário. A 3ª Turma da DRJ rejeitou as alegações, interpretando que a isenção alcançaria apenas as receitas de vendas enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos IV, VI, VIII e IX do art. 14 da Medida Provisória nº 2.15835/20011 e considerando que não houve comprovação por documentação contábilfiscal, da inclusão das receitas decorrentes de tais vendas. Na diligência a fiscalização demonstra as bases de cálculo de PIS e Cofins, com e sem a inclusão dos valores dos produtos vendidos a clientes sediados na ZFM, bem como o crédito das duas Contribuições, para a hipótese de reconhecimento da isenção em questão (ver fl. 166). 1 Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: (...) IV do fornecimento de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações e aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; (...) VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construção, conservação modernização, conversão e reparo de embarcações préregistradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997; (...) VIII de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras nos termos do DecretoLei no 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IX de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Fl. 172DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10860.901092/200836 Acórdão n.º 3401002.240 S3C4T1 Fl. 172 3 Pronunciandose sobre o resultado da diligência, a contribuinte concordou com os cálculos apresentados na diligência pela fiscalização. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Diante do resultado da diligência, cujos cálculos receberam anuência expressa da Recorrente, e levando em conta acórdãos anteriores deste Colegiado, cabe dar razão à Recorrente para reconhecer a isenção do PIS e Cofins nas vendas a empresas sediadas na Zona Franca de Manaus, homologandose as compensações conforme o crédito apurado na diligência, se os fatos geradores forem posteriores a novembro de 2000 (ou a partir de dezembro de 2000). Diferentemente da interpretação da primeira instância, esta Primeira Turma da Quarta Câmara tem admitido a isenção das vendas de fora para dentro da Zona Franca de Manaus, levando em conta, primeiro, a Medida Cautelar deferida pelo Pleno do Supremo Tribunal na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 2.348, que suspendeu a eficácia, com efeitos ex nunc, da expressão "na Zona Franca de Manaus" constante do inciso I do § 2º do art. 14 da Medida Provisória nº 2.03724, de 23/11/2000 (decisão em 07/12/2000, publicada em 14/12/2000); segundo, o art. 11 da MP nºs 1.95231, de 14/12/2000, que modificou o citado dispositivo da MP nº 2.03724, de 2000, adequandoo à determinação cautelar do STF; e terceiro, a MP nº 2.03725, de 21/12/2000, que retirou a expressão “na Zona Franca de Manaus” constante na edição anterior (a MP nº 2.03724), mais uma vez em conformidade com a decisão cautelar do STF. A Cautelar na ADI nº 2.348 possui efeitos a partir de sua publicação, em 14/12/2000 (ou ex nunc); a alteração do art. 11 da MP nºs 1.95231, de 14/12/2000, a partir de 15/12/2000 (data da publicação desta MP); e a alteração no art. 14, § 2º, I, da MP nº 2.03724, de 21/12/2000, a partir de 22/12/2000 (publicação). Assim, só foram afetados os fatos geradores ocorridos a partir de dezembro de 2000 (tanto no PIS quanto na Cofins só ocorre fato gerador no último dia de cada mês, fim do período de apuração, de modo que a tributação ou isenção sobre toda a receita auferida em determinado mês é determinada à luz da legislação com eficácia no seu último dia, não se admitindo o fracionamento da receita para fins da base de cálculo das duas Contribuições).2 2 Esta Turma já tratou do tema em processo da minha relatoria, quando analisou a modificação da alíquota no meio do mês. Refirome ao Acórdão nº 3401002.113, de 30/01/2013, unânime, processo nº 10283.720773/2011 11, com a emente seguinte, no que interessa nesta oportunidade: FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. FINAL DO MÊS. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA NO MEIO DO PERÍODO DE APURAÇÃO. APLICAÇÃO DURANTE TODO O MÊS. O período de apuração da Cofins é mensal, mas o fato gerador somente ocorre no último dia de cada mês, quando nasce a obrigação tributária e o valor da Contribuição é apurado levandose em conta a alíquota em vigor nesse dia, a ser aplicada sobre a soma da receita bruta mensal. Reduzida a alíquota em qualquer dia do mês, aplicase o percentual reduzido sobre a receita bruta mensal, descabendo fracionar o período de apuração em dias e utilizar, num único mês, a alíquota maior, antes da redução, e a menor, depois. Na hipótese do inc. VII do art. 28 da Lei nº 10.865, de 2004, introduzido pelo art. 44 da Lei nº 11.196 e que reduziu a zero as alíquotas do PIS e Cofins sobre a receita bruta mensal decorrente da venda das preparações compostas não alcoólicas nele referidas, a aliquota zero é aplicada sobre todo o faturamento mensal porque entrou em vigor a partir de 22 de novembro de 2005. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 4 Reconhecendo a isenção em tela, menciono os acórdãos 340101.385, processo nº 13819.903336/200819 (indébito da Cofins) e 340101.394, proc. nº 13819.903367/200870 (indébito do PIS Faturamento), prolatados em 04/05/2011 à unanimidade, ambos da relatoria do Conselheiro Odassi Guerzoni Filho (aos dois recursos voluntários foi negado provimento, mas por ausência de prova). Antes, o Acórdão nº 3401 00.837, de 02/07/2010, maioria, proc. nº 10380.004234/200311, relator designado o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça. E mais antigo, da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, o Acórdão nº 20312.923, de 08/05/2008, maioria, proc. nº 13656.000362/200216, relator designado o Conselheiro José Adão Vitorino de Morais. Na linha dos votos que prevaleceram nos julgados acima citados, reconheceria a isenção se os fatos geradores fossem posteriores a novembro de 2000. Adoto, como fundamentos, os do voto do Cons. Jean Cleuter Simões Mendonça no Acórdão nº 3401 00.837, proc. nº 10380.004234/200311, que ora transcrevo: O DecretoLei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, regula a ZFM Zona Franca de Manaus. Tornase interessante e necessário o conhecimento de dois artigos desse DecretoLei, essenciais a esse processo. Em primeiro lugar vejamos o art. 1º, que nos mostra a natureza e o objetivo da Zona Franca de Manaus, verbis: ‘Art 1º A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos’. Em segundo lugar, podemos passar a ver o que diz o art. 4º, do DL nº 288/67 que nos abre a porta para o cerne da questão, verbis: ‘Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro’.(grifo nosso) Pelos dois dispositivos expostos acima, podemos concluir que a ZFM é tratada de forma especial pelo legislador, que deu incentivos para estimular o desenvolvimento da Região Amazônica e, conseqüentemente, a geração de emprego na região norte, tratando os produtos adquiridos por empresas nela sediada, como produtos exportados para fora do Brasil. Em 1988 a Zona Franca de Manaus ganhou status constitucional pelo disposto no art. 40 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, verbis: ‘Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10860.901092/200836 Acórdão n.º 3401002.240 S3C4T1 Fl. 173 5 Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus’.(grifo nosso) Assim, a ZFM teria sua existência garantida até outubro de 2013. Mais tarde, no entanto, a emenda nº 42 de 19 de dezembro de 2003, incluiu o art. 92 na Constituição Federal, prorrogando a vida da ZFM com a seguinte redação: ‘Art. 92. São acrescidos dez anos ao prazo fixado no art. 40 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias’.(grifo nosso) Dessa forma, a Zona Franca de Manaus ganhou sobrevida, passando a ter sua existência garantida até outubro de 2023. Sendo necessário destacar que hoje a ZFM está voltada exclusivamente para a industrialização de produtos de vários seguimentos, sendo atualmente denominada de PIM – Pólo Industrial de Manaus, que na opinião desse relator deveria ser perenizada. Ratificando o já afirmado acima, a ZFM tem tratamento especial, e os produtos adquiridos para consumo ou industrialização, devem receber o mesmo tratamento tributário dos produtos exportados. Dessa forma, fazse necessário analisarmos a legislação que instituiu a COFINS, Lei Complementar N º 70 de 31 de dezembro1991, que em seu art. 7º, inciso VI, dispões sobre a isenção para exportação, in verbis: ‘Art. 7º São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: (...) VI das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo’. (grifo nosso) Dois anos mais tarde, o Decreto nº 1.030, publicado no DOU em 30 de dezembro de 1993, que veio regulamentar o art. 7º da Lei Complementar n º 70 de 1991, excluiu das operações de venda para empresas da ZFM, a isenção tratada acima, tirando os incentivos referentes à Cofins da ZFM , dispondo o seguinte: ‘Art. 1º Na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, instituída pelo art. 1º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, serão excluídas as receitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços, assim entendidas: (...) Parágrafo único. A exclusão de que trata este artigo não alcança as vendas efetuadas: Fl. 175DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 6 a) a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em Área de Livre Comércio’. Quanto ao PIS/Pasep, a isenção para as exportações vem exposta no art. 5º da Lei nº 7.714, de 29 de dezembro de 1988, in verbis: ‘Art 5º Para efeito de cálculo da contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) e para o Programa de Integração Social (PIS), de que trata o DecretoLei nº 2.445, de 29 de junho de 1988, o valor da receita de exportação de produtos manufaturados nacionais poderá ser excluído da receita operacional bruta’.(grifo nosso) A Medida Provisória nº 1.8586 de 29 de junho de 1999, retirou a isenção das vendas efetuadas para as empresas da ZFM referente ao PIS/Pasep e corroborou a cobrança da COFINS originada da venda para as mesmas empresas, eliminando os incentivos da ZFM relativo a essas contribuições. Essa MP nº 1.8586 foi reeditada várias vezes, até chegar à MP nº 2.03724, de 23 de novembro de 2000, dispondo no caput do art. 14 e seus parágrafos o seguinte: ‘Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: II da exportação de mercadorias para o exterior; § 1o São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2o As isenções previstas no caput e no parágrafo anterior não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus, na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio’.(grifo nosso) Inconformado com a retirada dos incentivos da ZFM, o governador do Estado do Amazonas ajuizou, junto ao STF – Supremo Tribunal Federal Ação Direta de Inconstitucionalidade, ADIN nº 2.3489, que foi distribuída em 09/11/2000, alegando que a Medida Provisória nº 2.03724 de 2000, supracitada, afrontava o DecretoLei que regula a Zona Franca de Manaus, bem como as determinações constitucionais que garantem tratamento que beneficiam a ZFM. O STF deferiu medida cautelar, com efeito ex nunc, para que fosse suspendida a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus” do art. 14, parágrafo 2º , inciso I da Medida Provisória nº 2.03724 de 2000. A decisão liminar foi publicada no Diário Oficial da União no dia 14 dezembro 2000. Porém, a ADIN foi extinta sem julgamento do mérito por ter perdido o seu objeto, pois, antes do julgamento final, foi editada uma nova Medida Provisória, a MP Nº 2.03725 de 21 de dezembro de 2000, atual MP Nº 2.15835 de 2001, com o mesmo texto da MP nº 2.03724 (objeto da Adin), porém, sem o termo ‘na Zona Franca de Manaus’, verbis: ‘Art. 14. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de fevereiro de 1999, são isentas da COFINS as receitas: Fl. 176DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10860.901092/200836 Acórdão n.º 3401002.240 S3C4T1 Fl. 174 7 (...) II da exportação de mercadorias para o exterior; (...) § 1º São isentas da contribuição para o PIS/PASEP as receitas referidas nos incisos I a IX do caput. § 2º As isenções previstas no caput e no § 1o não alcançam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Amazônia Ocidental ou em área de livre comércio’. Para que não houvesse dúvidas referentes ao restabelecimento do incentivo dado à ZFM sobre a Cofins, a Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, também revogou expressamente o art. 7º da Lei Complementar nº 70, que regula as isenções da Cofins, tirando, automaticamente, o objeto e eficácia do Decreto nº 1.030 de 1993, que, regulamentando o art. 7º da Lei Complementar nº 70, tirava os incentivos da ZFM referente à Cofins), verbis: ‘Art. 92. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos: Art. 93. Ficam revogados: (...) II a partir de 30 de junho de 1999: (...) b) o art. 7º da Lei Complementar nº 70, de 1991, e a Lei Complementar nº 85, de 15 de fevereiro de 1996’. Assim, nos termos do art. 14, II, e § 2º, I, da Medida Provisória nº 2.03725 de 21 de dezembro de 2000, reeditada até o nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, a isenção do PIS Faturamento e da Cofins, concedida às operações de exportação, abrange as vendas realizadas para as empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, a partir dos fatos geradores ocorridos em dezembro de 2000. Todavia, a isenção não contempla os fatores geradores anteriores a dezembro de 2000, pelo que na situação destes autos o Recurso Voluntário deve ser negado. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso porque os fatos geradores deste processo são anteriores a dezembro de 2000. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 177DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 8 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.901322/2006-41
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/10/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário
de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada
das turmas especiais.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.316
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Jorge Victor Rodrigues
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Recorrente COELBA COMPANHIA ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/10/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe às Turmas Ordinárias processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância em processos que excedem o valor de alçada das turmas especiais. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 06/03/2012 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Alan Fialho Gandra, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de Declaração de Compensação transmitida em 15/10/2003 (fls. 01/05) onde busca o contribuinte compensar débito relativo à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) nela declarado, no valor de R$ 157.638,31, com crédito oriundo de pagamento a maior da própria CIDE, no valor de R$ 1.012.629,52, relativo ao período de apuração 31/12/2001. A DRF/Salvador emitiu Despacho Decisório eletrônico (fls. 06) não homologando a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte, não restando assim crédito disponível para a compensação. Cientificada do Despacho Decisório em 21/08/2008, conforme AR em fls. 10, o contribuinte apresenta em 18/09/2008 Manifestação de Inconformidade (fls. 11/18), na qual aduz que: a) Em dezembro de 2001, provisionou obrigação referente ao pagamento do contrato de assistência técnica celebrado com a empresa Iberdrola Energia S/A, no montante de R$ 8.654.891,59, relativo a materiais e serviços, e R$ 1.527.333,81 relativo à IRRF pessoa jurídica, totalizando assim o valor de R$ 10.182.225,40, sobre o qual foi calculada a CIDE à alíquota de 10%, no valor de R$ 1.018.222,54, informado em DCTF e integralmente pago mediante DARF de R$ 1.012.629,52 (fls. 23) e de R$ 5.593,02 (fls.24); b) Contudo, em virtude da legislação que rege a matéria, a impugnante verificou que, equivocadamente, calculou a CIDE sobre o montante total da operação; incluindo o IRRF, quando a base de cálculo correta seria apenas o real valor da remessa no período, qual seja, R$ 8.654.891,59, conforme Consulta de Operação de Câmbio que traduz a transferência para o exterior à folha 26; c) Assim, sendo devida a CIDE no valor de R$ 865.489,16, e considerando se o pagamento no valor total de R$ 1.018.222,54, remanesceu um crédito de R$ 152.733,38, objeto da PERDCOMP ora em litígio. Sobreveio decisão da DRJ/Salvador que considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconheceu o direito creditório da Manifestante, nem homologou a compensação efetuada, em aresto que restou ementado conforme o seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Data do fato gerador: 15/10/2003 COMPENSAÇÃO O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão da PERDCOMP. BASE DE CÁLCULO. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10580.901322/200641 Acórdão n.º 380302.316 S3TE03 Fl. 74 3 O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior compõe a base de cálculo da CIDE, instituída pelo art. 2° da Lei n° 10.168, de 29 de dezembro de 2000, nas hipóteses em que esta seja devida, ainda que a fonte pagadora brasileira tenha assumido o ônus do imposto. Notificada em 08/03/2010, apresentou Recurso Voluntário em 31/03/2010 no qual, em apertada síntese, repisa os argumentos utilizados em sede de Manifestação, requerendo, ao final: a) seja acolhido o presente Recurso Voluntário com o fim de que seja reformado o Acórdão recorrido e reconhecido o direito da COELBA, ora Recorrente, à homologação da compensação do crédito tributário no valor de R$ 152.733,38 (cento e cinquenta e, dois mil, setecentos e trinta e três reais e trinta e oito centavos), oriundos do pagamento a maior de CIDE no período de apuração de dezembro de 2001, com aqueles apurados no período de abril de 2003; b) tendo em vista que o processo administrativo em questão estava em trãnsito, o que impediu a obtenção de cópia, a Recorrente de logo requer que lhe seja oportunizada posterior apresentação de provas documentais e razões, sob pena de violação ao princípio da ampla defesa (art. 5º, LV, da Constituição da República). É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Considerando (i) que a competência das turmas especiais fica restrita ao julgamento de recursos em processos de valor inferior ao limite fixado para interposição de recurso de oficio pela autoridade julgadora de primeira instância, nos termos do § 2º do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF; (ii) que esse valor está fixado atualmente em R$ 1.000.000,00, e (iii) que o valor original do ressarcimento da Cofins nãocumulativa deste processo é de R$ 1.012.629,52, voto pelo não conhecimento do recurso voluntário, declinando se a competência para seu julgamento às turmas ordinárias desta 3ª Seção. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/03/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 11474.000169/2007-94
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 02/02/2001 a 31/03/2006
RECURSO DE OFÍCIO. ALTERAÇÃO DO LIMITE DE ALÇADA.
Aplica-se aos recursos de ofício não definitivamente julgados o novo limite de alçada para reexame necessário.
Numero da decisão: 9202-002.737
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso.
Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 02/02/2001 a 31/03/2006 RECURSO DE OFÍCIO. ALTERAÇÃO DO LIMITE DE ALÇADA. Aplica-se aos recursos de ofício não definitivamente julgados o novo limite de alçada para reexame necessário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Elias Sampaio Freire. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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ALTERAÇÃO DO LIMITE DE ALÇADA. Aplicase aos recursos de ofício não definitivamente julgados o novo limite de alçada para reexame necessário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento aos recurso. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Elias Sampaio Freire. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 47 4. 00 01 69 /2 00 7- 94 Fl. 3526DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 3527DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11474.000169/200794 Acórdão n.º 9202002.737 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 01767, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 01756, que não conheceu do recurso de ofício e negou provimento ao recurso voluntário, nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2001 a 31/03/2006 Ementa RECURSO DE OFÍCIO VALOR CRÉDITO INFERIOR À ALÇADA NÃO CONHECIMENTO Não se conhece recurso de ofício. cujo crédito envolvido tenha valor inferior à alçada prevista por ato do Ministro da Fazenda vigente à época do julgamento de segunda instância RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA GRUPO ECONÔMICO – SÓCIOS COMUNS UNICIDADE DE COMANDO De acordo com o Inciso IX do art. 30 da Lei n° 8.212/1991, as empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações decorrentes daquela lei. A caracterização de grupo econômico de fato não se dá unicamente quando pessoas jurídicas são controladas por outra pessoa jurídica. Considerase que integram grupo econômico de fato as empresas submetidas à unicidade de comando que pode ocorrer quando possuem os mesmos sócios gerente INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE É prerrogativa do Poder Judiciário, em regra, a argüição a respeito da constitucionalidade ou ilegalidade e, em obediência ao Princípio da Legalidade, não cabe ao julgador no âmbito do contencioso administrativo afastar aplicação de dispositivos legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio sob o argumento de que seriam inconstitucionais ou afrontariam legislação hierarquicamente superior. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA NO PRAZO PRECLUSÃO – NÃO INSTAURAÇÃO DO CONTENCIOSO Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante no prazo legal. O contencioso administrativo fiscal só se instaura em relação àquilo que foi expressamente contestado na impugnação apresentada de forma tempestiva ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2001 a 3 1/03/2006 Fl. 3528DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 ALÍQUOTA SAT Não há que se questionar a alíquota aplicada para o cálculo da contribuição destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho se a auditoria fiscal apenas aplicou a alíquota correspondente ao CNAE que a própria empresa utilizava em sua documentação CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO AUDITORIA FISCAL COMPETÊNCIA É atribuída à fiscalização a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vinculo pactuado e efetuar o enquadramento corno segurados empregados, se constatar a ocorrência dos requisitos da relação de emprego RELAÇÃO JURÍDICA APARENTE DESCARACTERIZAÇÃO Pelo Princípio da Verdade Material, se restar configurado que a relação jurídica formal apresentada não se coaduna com a relação fálica verificada, subsistirá a última. De acordo com o art. 118, inciso 1 do Código Tributário Nacional, a definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos MULTA DE MORA LANÇAMENTO DE OFÍCIO – RETROATIVIDADE BENIGNA 1NOCORRÊNCIA Havendo lançamento de ofício, não há que se aplicar as disposições contidas no § 2° do art. 61 da Lei n° 9430/1996. O princípio da retroatividade benigna só é aplicado se restar demonstrado que a legislação posterior é mais favorável ao sujeito passivo RO Não Conhecido e RV Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de oficio e negar provimento ao recurso voluntário. Como esclarecimento inicial, o litígio em questão versa sobre o não conhecimento do recurso de ofício, devido à alteração do valor de alçada na data do julgamento. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que: 1. Insurgese a PGFN contra o r. acórdão proferido pela Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que NÃO CONHECEU de Recurso de Ofício, por entender que o crédito tributário exonerado não atingiu o limite Fl. 3529DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11474.000169/200794 Acórdão n.º 9202002.737 CSRFT2 Fl. 4 5 mínimo exigido para interposição do mesmo (novos requisitos previstos na Portaria MF nº 3/2008); 2. Ao contrário do acórdão recorrido, que privilegiou a norma processual vigente à época do julgamento pelo CARF, o acórdão paradigma assentou que o juízo de admissibilidade recursal deve levar em conta a norma vigente na data em que foi praticado o ato processual; 3. Dessa forma, adotado o entendimento dos acórdãos paradigmas, no sentido de que deve ser aplicado o limite de alçada vigente na data da decisão de primeira instância, temse que o recurso de ofício atingiu plenamente os requisitos de alçada, razão pela qual deve ser conhecido; 4. A norma posterior não pode impedir o conhecimento de recurso que, à época de seu protocolo, preenchia todos os requisitos legais, pois o ato processual praticado — a interposição do recurso — encontrase perfeito e acabado; 5. Restou patente no presente caso que, no momento da interposição do pertinente recurso de ofício, vigia a legislação antiga, não podendo, agora, com surgimento da nova disposição contida na Portaria MF n.° 03, de 03/01/2008, impedirse o processamento do ato processual (do referido recurso), pois isso configuraria nítida violação ao direito adquirido e à ampla defesa; 6. Tal orientação foi confirmada, recentemente, pela CORTE ESPECIAL do STJ, em sede de RECURSO REPETITIVO, devendo ser reproduzida pelo CARF, nos termos do art. 62A do RICARF. Confira se: RECURSO REPETITIVO. REMESSA NECESSÁRIA. LEI N. 10.35212001. A Corte Especial, ao julgar o recurso sob o regime do art. 543C do CPC c/c a Res. n. 812008STJ, afirmou que a incidência do duplo grau de jurisdição obrigatório é de rigor quando a data da sentença desfavorável à Fazenda Pública for anterior à reforma promovida pela Lei n. 10.35212001 (que alterou dispositivos do CPC referentes a recurso e a reexanre necessário). Ressaltouse que se adota o princípio tempus regit actum do ordenamento jurídico, o qual implica respeito aos atos praticados na vigência da lei revogada e aos desdobramentos imediatos desses atos, não sendo possível a retroação da lei nova. Assim, a lei em vigor no momento da data da sentença regela os recursos cabíveis contra ela, bera como a sua sujeição ao duplo grau obrigatório, repelindose a retroatividade da lei nova. Fl. 3530DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Diante desse entendimento, o recurso da Fazenda Pública foi provido, determinandose o retorno dos autos ao tribunal a arfo para apreciar a remessa necessária (antigo recurso ex officio). Precedentes citados: EREsp 600.874SP, DJ 41912006; REsp 714.665CE, DJe 111512009; REsp 756.417SP, DJ 2211012007; REsp 1.092.058SP, Dje 1 11612009; AgRg iro REsp 930.248PR, 131 101912007, REsp 625.224SP, DJ 1711212007, e REsp 703.726MG, DJ 171912007. REsp 1.144.079SP, Rel. Milt. Luiz Fux, julgado em 21312011. 7. A jurisprudência pacífica do STJ conduz inexoravelmente à conclusão de que o recurso de ofício, no âmbito do processo administrativo fiscal, deve ser conhecido com base no limite de alçada vigente no momento em que foi proferida a decisão pela DRJ; 8. Em face do exposto, tendo em vista o dissídio jurisprudencial apontado, requer a PGFN seja admitido e provido o presente recurso. Por despacho, fls. 01777, deuse seguimento recurso especial. O sujeito passivo apresentou suas contra razões, fls. 01782, argumentando, em síntese, que a decisão recorrida deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 3531DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11474.000169/200794 Acórdão n.º 9202002.737 CSRFT2 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. Em síntese, o cerne da questão versa sobre o conhecimento, ou não, de recurso de ofício quando há elevação do valor de alçada, entre o julgamento em primeira instância e o julgamento pelo CARF. Como é cediço, as normas processuais têm aplicação imediata, conforme determinação o Código de Processo Civil (CPC): CPC: “Art. 1.211. Este Código regerá o processo civil em todo o território brasileiro. Ao entrar em vigor, suas disposições aplicarseão desde logo aos processos pendentes.” Para a recorrente, entretanto, a norma posterior não pode prejudicar seu direito ao recurso, pois, em síntese, cercearia seu direito á defesa. Com todo respeito, não concordamos com a recorrente. Há uma diferença, relevante, que não pode ser deixada de lado nesta análise: uma das partes (União) foi quem emitiu a norma posterior que fundamentou o não conhecimento do recurso de ofício. No processo civil as norma processuais não são de iniciativa das partes. Ao contrário, a eventual norma processual atinge ambas as partes, beneficiandoas ou prejudicandoas, a depender da fase em que se encontre o processo, daí a necessidade de garantia de direitos. Já no processo administrativo fiscal a norma é conseqüência do poder que goza a Administração Pública, o que permite que esta enquanto sujeito processual representado pela Fazenda Nacional, possa criar normas abrindo mão de seus próprios direitos. Esse é o raciocínio presente em acórdãos já proferidos por este Conselho: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 Fl. 3532DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. LIMITE DE ALÇADA. NORMA PROCESSUAL. APLICAÇÃO IMEDIATA. Não deve ser conhecido o recurso de ofício contra decisão de primeira instância que exonerou o contribuinte do pagamento de tributo e/ou multa no valor inferior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais), nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto nº 70.235/72, c/c o artigo 1º da Portaria MF nº 03/2008, a qual, por tratarse norma processual, é aplicada imediatamente, em detrimento à legislação vigente à época da interposição do recurso, que estabelecia limite de alçada inferior ao hodierno. (Acórdão: 9202002.652 – CSRF. Relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira). ... ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 RECURSO DE OFÍCIO. ALTERAÇÃO DO LIMITE DE ALÇADA. CONHECIMENTO EQUIVOCADO NULIDADE. A verificação do limite de alçada, para efeitos de conhecimento do recurso de ofício pelo Colegiado ad quem, é levada a efeito com base nas normas jurídicas vigentes na data do julgamento desse recurso. Não tendo o Colegiado ad quem observado o novo limite de alçada para o recurso de ofício. Tal julgamento é nulo, de pleno direito, visto que, a competência do órgão julgador, no caso concreto, é conferida pela devolutividade do recurso. Processo Anulado. (Acórdão: 9303002.165 – CSRF. Relator: Henrique Pinheiro Torres). ... REEXAME NECESSÁRIO — LIMITE DE ALÇADA — AMPLIAÇÃO — CASOS PENDENTES Aplicase aos casos não definitivamente julgados o novo limite de alçada para reexame necessário, estabelecido pela Portaria MF n° 03, de 03/01/2008 (DOU de 07/01/2008). (Acórdão: CSRF/0400.965. Relatora: Maria Helena Cotta Cardozo) A criação e elevação do limite de alçada para recursos de ofício tem como um de seus objetivos dar celeridade à solução do processo no âmbito administrativo fiscal, pela diminuição de julgamentos pela segunda instância em processos em que a própria parte (União) demonstra ausência de interesse na continuidade do litígio. Por fim, quanto à existência de recurso repetitivo do STJ sobre a questão, destacamos que o mesmo não deve ser aplicado ao caso, pela característica já exposta de que a parte (União), de forma unilateral, pelo Poder Executivo, foi quem elaborou e emitiu a Portaria para elevação do limite de alçada. Fl. 3533DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11474.000169/200794 Acórdão n.º 9202002.737 CSRFT2 Fl. 6 9 CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso da nobre PGFN, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 3534DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10855.901133/2008-63
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Data do fato gerador: 31/01/2001
PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Isso, para comprovar que a receita bruta do trimestre era somente de atividade de construção civil com emprego de materiais, para aplicação do coeficiente de 8%. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida.
As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
Numero da decisão: 1802-001.777
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/01/2001 PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Isso, para comprovar que a receita bruta do trimestre era somente de atividade de construção civil com emprego de materiais, para aplicação do coeficiente de 8%. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2224; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.901133/200863 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802001.777 – 2ª Turma Especial Sessão de 06 de agosto de 2013 Matéria PERDCOMP Recorrente CAMF ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 31/01/2001 PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Isso, para comprovar que a receita bruta do trimestre era somente de atividade de construção civil com emprego de materiais, para aplicação do coeficiente de 8%. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 90 11 33 /2 00 8- 63 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho e Marciel Eder Costa. Relatório Por economia processual adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.102) que transcrevo a seguir: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP) de fls. 01/02, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débito de IRPJ (código de receita: 2089) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (IRPJ). Por intermédio do despacho decisório de fl. 03, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP ". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls.06/09, na qual alega, em síntese, que: a) a sociedade em questão tem como atividade principal a exploração da construção civil,destacandose a prestação de diversos serviços; b) em 23/01/2003, a contribuinte formulou consulta fiscal, processo administrativo n° 10855.000267/200351, fls. 20/23 requerendo solução acerca do percentual aplicável sobre a receita bruta da pessoa jurídica prestadora de serviços na área da construção civil, quando houver emprego de materiais, para fins de apuração do lucro presumido; c) obteve como resposta o percentual de 8%; d) constatou que sempre apurou o lucro presumido pelo percentual de 32% sobre a receita bruta, mesmo empregando materiais nas obras, e, conseqüentemente, sempre recolheu IRPJ a maior, pelo quádruplo do valor devido; e) a contribuinte procedeu a compensação do tributo pago a maior com tributos e contribuições arrecadados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB); f) a contribuinte deixou de retificar o valor do débito de IRPJ declarado na DCTF e na DIPJ de modo que o sistema não constatou o pagamento a maior de imposto; g) embora não tenha havido a retificação da DCTF e da DIPJ para permitir que o sistema constatasse automaticamente o pagamento a maior do IRPJ e o seu decorrente crédito, os documentos anexos comprovam claramente a sua existência, bem como a veracidade das informações prestadas; h) o contrato anexo comprova a natureza do serviço de construção civil e o emprego de materiais para execução da obra; i) as notas fiscais anexas comprovam os Fl. 273DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.901133/200863 Acórdão n.º 1802001.777 S1TE02 Fl. 3 3 materiais utilizados na obra contratada; j) a nota fiscal emitida pela contribuinte discrimina o contrato a que corresponde e comprova a origem da receita; k) a nota fiscal emitida pela contribuinte e o DARF, se confrontados, comprovam que o lucro presumido foi apurado pelo percentual de 32% e que o IRPJ foi recolhido a maior que o quádruplo do valor; 1) a não retificação do débito de IRPJ na DCTF e na DIPJ não decorreu de dolo da contribuinte e sim do entendimento equivocado de que as informações prestadas na Declaração de Compensação supririam a sua necessidade. Ao final, requer que seja dado provimento a presente manifestação para homologar a compensação efetuada e anular o débito. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Ribeirão Preto/SP) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1426.503, de 22 de outubro de 2009 (fls.101/106), cientificado ao interessado em 09/12/2009(Aviso de Recebimento, AR, fl.2672º volume). A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.101): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Data do fato gerador: 31/01/2001 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 21/12/2009 (fls.109/119) narrando os mesmos fundamentos aduzidos na manifestação de inconformidade acima sintetizados, portanto, desnecessário repetilos. Afirma que embora o período de apuração do IRPJ seja trimestral (lucro presumido), a Recorrente sempre o apurou e o recolheu mensalmente, para evitar que suas disponibilidades financeiras fossem destinadas a outras despesas e não restassem recursos para o pagamento do imposto no final do trimestre. Essa medida sempre implicou em antecipação parcial do pagamento do IRPJ devido no trimestre. A Recorrente reforça que em sua manifestação de inconformidade além de suas alegações relativas as compensações efetuadas, comprova que as suas receitas foram todas provenientes da prestação de serviços na construção civil, com emprego de materiais. Juntou as Fl. 274DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 notas fiscais que emitiu e os contratos que as originaram, bem como, as notas fiscais dos materiais empregados nas obras Contudo, a decisão recorrida entendeu que o crédito não foi devidamente comprovado, sendo imprescindível a apresentação de toda a documentação fiscal do trimestre para apuração da base de cálculo do IRPJ. Aduz que, os documentos apresentados eram suficientes a comprovação do crédito, não tendo a Recorrente anexado cópia dos livros fiscais porque já havia apresentado os documentos que deram suporte à escrituração. Contudo, a Recorrente anexou ao presente recurso, todas as notas fiscais emitidas no trimestre, os contratos dos demais meses que compõem o 4º trimestre de 2000 e que não haviam sido juntados, as notas fiscais dos materiais empregados nas obras e a cópia do Livro Diário correspondente ao trimestre. Diz que, referidos documentos estão sendo anexados ao recurso, para comprovar que sempre prestou serviços de construção civil com emprego de materiais, recolhendo indevidamente o IRPJ pelo quádruplo do valor devido. Finalmente requer seja dado provimento ao recurso, para reformar a decisão recorrida e homologar a compensação. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 379.080404.1.3.04 8142 (fls.01/02), transmitido em 08/04/2004, em que a contribuinte pretende compensar débito de IRPJ: R$ 3.194,02, código 2089, relativo ao 1º trimestre de 2004, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ no valor de R$ 3.130,54, código – 2089; Período de Apuração: 30/12/2000; Data de Arrecadação: 31/01/2001. Consta da decisão recorrida (fl.95) que a contribuinte apresentou DCTF, em 08/02/2001, declarando, IRPJ (código de receita: 2089), relativo ao 4° trimestre de 2000, no valor de R$ 6.203,69, ou seja, no mesmo montante dos valores recolhidos, mediante DARF, quais sejam: R$ 432,63 (04/12/2001), R$ 2.640,52 (31/01/2001) e R$ 3.130,54 (31/01/2001). O despacho decisório de fl.03, emitido em 09/05/2008 é que a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PERDCOMP. Contrapondose ao despacho decisório, a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada em 06/06/2008 (fls.06/09), em síntese, foi no sentido de que a receita bruta da pessoa jurídica decorre da prestação de serviços na área da construção civil, com emprego de materiais, devendo ser aplicado o percentual de 8% para fins de apuração do lucro presumido. No entanto, sempre apurou o lucro presumido com o percentual de 32% sobre a receita bruta, mesmo empregando materiais nas obras, e, conseqüentemente, sempre recolheu Fl. 275DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.901133/200863 Acórdão n.º 1802001.777 S1TE02 Fl. 4 5 IRPJ a maior, pelo quádruplo do valor devido. Portanto, conclui que o crédito decorre do valor relativo ao IRPJ pago a maior. Na decisão de primeira instância a manifestação de inconformidade foi julgada improcedente, sob o fundamento de que o contribuinte não comprovou a liquidez e certeza do credito tributário alegado. Vejamos tais fundamentos que também adoto como razão de decidir: ... A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), mediante a Solução de Consulta SRRF/8'RF/DISIT n° 52, de 07 de março de 2005, requerida pela contribuinte, manifestouse sobre a prestação de serviço em geral, quando a pessoa jurídica executar obras de construção civil com emprego de material, alegada pela recorrente em quatro contratos e três cartas contrato de execução de obras e/ou serviços de engenharia firmados com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo — SABESP. Nesse sentido, referida Solução de Consulta, citando o Ato Declaratório Cosit n° 6, de 13/01/1997, que disciplinou o assunto, declarou, em seu inciso I, que os percentuais aplicáveis no caso de atividade de construção por empreitada são os seguintes: I Na atividade de construção por empreitada, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para determinação da base de cálculo do imposto de renda mensal será: a) 8% (oito por cento) quando houver emprego de materiais, em qualquer quantidade; b) 32% (trinta e dois por cento) quando houver emprego unicamente de mãodeobra, ou seja, sem o emprego de materiais. Com efeito, registre que a solução de consulta, em seu item 12, deixa claro que as empresas que exercem atividades diversificadas mereceram o tratamento disposto no artigo 223, § 3° do RIR/1999, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, que estabelece que o percentual a ser aplicado é aquele correspondente a cada atividade. Neste contexto, analisando a documentação juntada aos autos pela contribuinte, mais especificamente o seu contrato social (fl. 15), constatase que a empresa exerce diversas modalidades de prestação de serviços, quais sejam: a) saneamento urbano e civil; b) pavimentação em todos os seus tipos e modalidades; c) terraplanagem e remoção de terra; d) drenagem; e) calçamento e sua reposição; f) construção civil e geral, por empreitadas ou administração por conta própria ou de terceiros; g) serviços técnicos de engenharia; h)serviços especializados de impermeabilização, vedação na construção civil; i) Fl. 276DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Administração de obras na construção civil; j) incorporação imobiliária em geral; k) compra e venda de imóveis e a promoção de venda de empreendimentos imobiliários de sua propriedade; l) administração de bens imóveis próprios; m) qualquer outro negócio conexo, conseqüente, afim ou correlato com o objetivo social. Visto, pois, que a contribuinte exerce atividades diversas na área de construção civil, os contratos por ela firmados podem abrigar uma ou mesmo mais de uma atividade, daí porque imprescindível a apresentação de toda a documentação fiscal cabível para apuração da base de cálculo do IRPJ, do 4° trimestre de 2000, de modo a demonstrar o montante do tributo devido. No caso em tela, a contribuinte apresentou, em sua peça impugnatória, as Notas Fiscais — Fatura de Serviços, tendo como destinatária a Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo — SABESP (fls. 30 e 31), bem como demais documentos a elas atinentes. Contudo, o direito à repetição do indébito não diz respeito a cada nota fiscal como pretendido pela contribuinte. Repetir o IRPJ atinente a cada nota fiscal emitida para a Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo caracteriza flagrante impropriedade, vez que o que a contribuinte pleiteia como indébito, na PER/Dcomp de fls. 01/02, é o IRPJ pago com base na apuração do lucro presumido do 4° trimestre de 2000, e este não incide em cada nota fiscal em particular, mas sim sobre uma base de cálculo, determinada pela aplicação de um percentual sobre o montante da receita bruta, decorrente da venda de mercadorias e serviços, acrescido de outras receitas e ganho de capital, apurado trimestralmente na forma da lei. Portanto, a contribuinte deveria trazer aos autos demonstrativo da apuração do lucro presumido do 4° trimestre de 2000 com aplicação, no caso de atividades diversificadas, do percentual correspondente a cada atividade, a fim de se determinar a base de cálculo e o imposto de renda devido e, aí sim, cotejar o IRPJ pago com aquele efetivamente devido. Remanesce, ainda, que há na DCTF declaração da existência de débito de IRPJ, código de receita: 2089, do 4º trimestre de 2000, no valor de R$ 6.203,69, não sendo suficiente para desnaturála a simples alegação em contrário, pois aquele documento goza do efeito de confissão legal de dívida (Decretolei n° 2.124, de 1984, artigo 5% § 1°). Se há contradição e desejando a recorrente fazer valer montante diverso daquele regularmente declarado incumbialhe apresentar provas que permitissem albergar sua tese de pagamento indevido ou a maior. Por tais razões, quando a contribuinte apresenta uma Declaração de Compensação, deve, necessariamente, demonstrar um crédito tributário a seu favor, para extinguir um débito tributário constituído em seu nome, de forma que o reconhecimento do indébito tributário seja o fundamento fático e jurídico de qualquer declaração de compensação. Fl. 277DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.901133/200863 Acórdão n.º 1802001.777 S1TE02 Fl. 5 7 A propósito do tema, cumpre destacar o informativo de jurisprudência do STJ de n° 320, de 14 a 18 de maio de 2007, que trouxe o seguinte julgado: RESTITUIÇÃO. INDÉBITO. PROVA. RECOLHIMENTOS. A recorrente aduz que a eventual restituição, se cabível, haveria de ser respaldada em prova documental, acostada na inicial, dos valores efetivamente pagos com as devidas comprovações de recolhimento, e ante tal incerteza não pode ser a União condenada à restituição dos valores postulados (pela via da compensação), sob pena de infração ao princípio do enriquecimento sem causa. Isso posto, a Turma deu provimento ao recurso ao argumento de que o pressuposto fático do direito de compensar é a existência do indébito. Sem prova esse pressuposto, a sentença teria caráter apenas normativo, condicionada à futura comprovação de um fato. REsp 924.550SC Rel. Min. Teori Albi o Zavascki, julgado em 151512007. (gn) Assim, os registros contábeis e demais documentos fiscais, acerca da base de cálculo do IRPJ, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. ... Com a manifestação de inconformidade a contribuinte apresentou cópia dos contratos com a SABESP e as Notas Fiscais — Fatura de Serviços nº 104 e 105, emitidas em novembro de 2000 tendo como destinatária a Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo — SABESP (fls. 30 e 31). Na peça recursiva, a recorrente juntou aos autos cópia do Livro Diário relativo ao 4º o trimestre do ano calendário de 2000, cópia das Notas Fiscais Fatura de Serviços nº 103 a 109 (fls.114/120) alegadamente emitidas no mencionado trimestre e das notas fiscais dos materiais empregados nas obras. Observase que, a recorrente limitouse a juntar cópia do Livro Diário do trimestre em discussão, sem anotar ou discriminar todos os lançamentos contábeis relativos às receitas da atividade de construção civil, e sem indicar um mínimo de conexão de tais receitas com os registros de compras. Das notas fiscais fatura de serviços emitidas pela Recorrente, não consta qualquer discriminação e valor referente ao material aplicado pela própria contribuinte/recorrente relativa às notas de compras. Com efeito, não juntou e não correlacionou os lançamento contábeis referentes a tais receitas com as contas do Razão que envolvam tais lançamentos contábeis, e tampouco elaborou planilha demonstrativa de tais receitas indicando a "fonte" contábil e demonstrativa das compras (custos) e indicação da "fonte contábil", com um mínimo de conexão entre elas as receitas que supostamente seriam com emprego de matérias e as compras (custos). Fl. 278DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Portanto, a Recorrente não se desincumbiu em provar que da receita bruta total do mencionado trimestre declarada na DIPJ/2001(não juntada aos autos) forneceu aos seus clientes os materiais necessários aos serviços de construção civil por ela prestados, e que, portanto, o coeficiente para a presunção da base de cálculo do IRPJ deveria ser de 8%. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Registrese que, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, o indébito tributário deve ser necessariamente comprovado sob pena de pronto indeferimento. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido, pois, no presente caso somente a contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Com efeito, os registros contábeis correlacionados com os demais documentos fiscais acerca do indébito, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). É certo que o artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. É cediço que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria, em tese, à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.901133/200863 Acórdão n.º 1802001.777 S1TE02 Fl. 6 9 Cabe ao Fisco exigir a comprovação do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, nos moldes do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que assim dispõe: § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Conforme dito acima, o PERDCOMP, foi transmitido pela pessoa jurídica em 08/04/2004, tomou ciência do despacho decisório expedido em 09/05/2008, e apresentou a manifestação de inconformidade em 06/06/2008. Portanto, o despacho decisório se deu antes do prazo de 5 (cinco) anos. É dever do Fisco proceder a análise do crédito desde a sua origem até a data da compensação e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado conforme o artigo 170 do CTN. Concluindose pela falta de tal comprovação não se pode homologar a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 280DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 08/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10380.012101/2008-15
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 19/08/2008.
AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RECURSO
REITERATIVO DA IMPUGNAÇÃO DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DA INFRAÇÃO. TIPIFICAÇÃO LEGAL E
DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO NO REFISC. DIVERGENTES. CRÉDITO
IMPROCEDENTE.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-001.300
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 19/08/2008. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RECURSO REITERATIVO DA IMPUGNAÇÃO DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INFRAÇÃO. TIPIFICAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO NO REFISC. DIVERGENTES. CRÉDITO IMPROCEDENTE. Recurso Voluntário Provido.
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Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 19/08/2008. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RECURSO REITERATIVO DA IMPUGNAÇÃO DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA INFRAÇÃO. TIPIFICAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO NO REFISC. DIVERGENTES. CRÉDITO IMPROCEDENTE. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.012101/200815 Acórdão n.º 2803001.300 S2TE03 Fl. 99 2 . Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA DEBCAD 37.051.9396, CFL.59, deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das renumerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 30, I, alínea “a”, e alterações posteriores e na Lei n. 10.666, de 08.05.03, art. 4º, caput, combinado com o art. 216, I, alínea “a” do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048, 06.05.99, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração de Obrigação Acessória – REFISC do AIOA, de fls. 10, com período de apuração de 12/2004 a 12/2006, conforme Termo de Início da Ação Fiscal – TIAF, de fls. 06 e 07. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 22/08/2008, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração de Obrigação Acessória, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, petição com razões impugnatória total, acostada, as fls. 17 e 18, recebida, em 22/09/2008, estando acompanhada dos documentos, de fls. 19 a 74. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 76 e 77. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0817.293 5ª Turma da DRJ/FOR, em 07/04/2010, fls. 78 e 79, no qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 05/07/2010, AR, de fls. 84. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição e razões recursais, as fls. 86 a 88, recebida de 30/07/2010, acompanhada dos documentos, de fls. 89 a 93, onde alega em síntese. • Que vem fazer uso de sua ampla defesa, pois o reclamo anterior não foi atendido e não havendo fatos ou novos argumentos, vem redarguir os anteriores; • Que é empresa de pequeno porte, contestando o valor arbitrado, não podendo arcar com essa e outras situações; • Por fim a recorrente: a) requer encaminhamento do recurso ao órgão competente; b) arquivamento do auto, em razão de...; c) protesta por todos os meios de provas admitidos em direito; d) a improcedência do auto e o não registro de restrições de bloqueio em transações futuras com o governo; e) conversão do auto em advertência escrita nos termos da lei; f) parcelamento em 60 meses, por dispor de recursos. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.012101/200815 Acórdão n.º 2803001.300 S2TE03 Fl. 100 3 A tempestividade do Recurso Voluntário foi reconhecida pelo órgão preparador, as fls. 97, terceiro parágrafo. Os autos subiram ao CARF/MF, fls. 97. É o Relatório. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.012101/200815 Acórdão n.º 2803001.300 S2TE03 Fl. 101 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso foi interposto tempestivamente, conforme, AR, de fls. 84, recebido em 05/07/2010, e carimbo de recepção do Recurso, de fls. 86, datado de 30/07/2010. A tempestividade foi reconhecida pelo órgão preparador, fls. 97. Superado o pressuposto de admissibilidade passo ao recurso. O recurso do contribuinte e reiterativo e nada acrescenta ao que já fora analisado e decidido pela instância a quo. O agente fiscal lançador autuou a empresa por esta não ter promovido o desconto das contribuições dos trabalhadores contribuintes individuais – autônomos a seu serviço, a contar de 04/2003, nos termos do artigo 4º da Lei 10.666/2003. Todavia no Relatório Fiscal da Infração – REFISC, de fls. 10, assim justificou a aplicação da multa. 3. A empresa apresentou Recibos de Pagamentos a Autônomos RPA sem o desconto da contribuição para a Previdência Social, cópia em anexo. A infração capitulada em lei não é deixar de promover o destaque do desconto em Recibo de Pagamento de Autônomo – RPA. Mas, sim o de deixar de arrecadar, mediante o desconto da remuneração, as contribuições dos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais. Tal situação deve ser comprovada pelo fisco com a folha de pagamento ou Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP em confronto com as GPS’s ou por qualquer outro meio que leve a convicção da falta de arrecadação mediante desconto. A falta de destaque na RPA não tem esse condão de comprovar a ausência do desconto e não é essa a descrição legal da infração. Com os argumentos acima explicitados fica evidente que o crédito deve ser considerado improcedente, pois não há relação entre a infração atribuída à recorrente e a descrição dos fatos nos autos. Deixo de analisar as teses da recorrente por desnecessário. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.012101/200815 Acórdão n.º 2803001.300 S2TE03 Fl. 102 5 CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo conhecimento do recurso, para no mérito darlhe provimento, tendo em vista que a infração não ficou comprovada. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. . Fl. 107DF CARF MF Impresso em 24/04/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2012 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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