Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 16561.720128/2013-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2010
IRPJ/CSLL. TRIBUTAÇÃO DE LUCROS AUFERIDOS POR SUBSIDIÁRIA NO EXTERIOR. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS DE PERÍODOS ANTERIORES.
Comprovada a existência de prejuízo de período anterior, passível de compensação com os lucros a ser tributados no Brasil em períodos posteriores, cancela-se a exigência.
Numero da decisão: 1301-001.857
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Wilson Fernandes Guimarães - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Waldir Veiga Filho, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado).
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201512
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2010 IRPJ/CSLL. TRIBUTAÇÃO DE LUCROS AUFERIDOS POR SUBSIDIÁRIA NO EXTERIOR. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS DE PERÍODOS ANTERIORES. Comprovada a existência de prejuízo de período anterior, passível de compensação com os lucros a ser tributados no Brasil em períodos posteriores, cancela-se a exigência.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 16561.720128/2013-09
anomes_publicacao_s : 201601
conteudo_id_s : 5556271
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1301-001.857
nome_arquivo_s : Decisao_16561720128201309.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
nome_arquivo_pdf_s : 16561720128201309_5556271.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Wilson Fernandes Guimarães - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Waldir Veiga Filho, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2015
id : 6243232
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124388278272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1798; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 11 1 10 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16561.720128/201309 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 1301001.857 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 09 de dezembro de 2015 Matéria IRPJ/CSLL/LUCROS NO EXTERIOR/COMPENSAÇÃO PREJUÍZOS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FIBRIA CELULOSE S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2010 IRPJ/CSLL. TRIBUTAÇÃO DE LUCROS AUFERIDOS POR SUBSIDIÁRIA NO EXTERIOR. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS DE PERÍODOS ANTERIORES. Comprovada a existência de prejuízo de período anterior, passível de compensação com os lucros a ser tributados no Brasil em períodos posteriores, cancelase a exigência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros deste colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Wilson Fernandes Guimarães Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Waldir Veiga Filho, Paulo Jakson da Silva Lucas, Luiz Tadeu Matosinho Machado (suplente convocado), Hélio Eduardo de Paiva Araújo e Gilberto Baptista (suplente convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 56 1. 72 01 28 /2 01 3- 09 Fl. 6102DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES 2 Relatório Tratase de autos de infração relativo ao IRPJ e CSLL, no valor total de R$ 270.747.098,12, inclusos multa de oficio de 75% e juros de mora à taxa Selic, calculados até out/2013. DA INFRAÇÃO APURADA Não oferecimento à tributação do lucro da controlada húngara Fibria Trading International no anocalendário de 2010. Conforme exposto detalhadamente no item 3, a fiscalizada não adicionou nenhum valor a título de “lucros disponibilizados do exterior” para fins de apuração do lucro real e de apuração da base de cálculo da CSLL no AC de 2010, relativamente ao lucro obtido através de sua controlada húngara Fibria Trading International. Também foi detalhado como, apesar de intimada e reintimada, a fiscalizada não logrou comprovar pagamento do imposto de renda no exterior sobre o lucro desta controlada no anocalendário de 2010. A fiscalizada alegou não ter feito adição de nenhuma parcela do resultado obtido pela sua controlada húngara Fibria Trading International à Demonstração do Lucro Real, e nem ao Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no anocalendário de 2010, pelas seguintes razões (resposta ao TI 004 protocolizada em 12/09/2013): “os resultados apurados por Fibria Trading International (R$ 398.327.649,74) não foram oferecidos à tributação no Brasil, uma vez que: (a) não houve a respectiva disponibilização; (b) referida empresa é residente na Hungria, país com o qual o Brasil mantém acordo para evitar a dupla tributação.” Feitas tais considerações, passamos a verificar porque o resultado obtido pela sua controlada húngara proporcionalmente a sua participação societária, no anocalendário de 2010, deve ser disponibilizado para a devida apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, mesmo em face da existência da Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre a Renda entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da Hungria (Decreto nº 53, de 08/03/1991). (...) Considerandose o resultado proporcional à participação da fiscalizada na controlada Fibria Trading International, concluise que o valor de R$ 398.327.649,74 deve ser adicionado ao lucro líquido para fins apuração do lucro real e à base de cálculo da CSLL da fiscalizada no anocalendário de 2010, tendo em vista o descumprimento do parágrafo único do art. 74 da Medida Provisória n° 2.15835, de 24/08/2001. A DRJ/RIBEIRÃO PRETO (SP) decidiu a matéria consubstanciada no acórdão 1452.729, de 08 de agosto de 2014, julgando procedente a impugnação em consequência exonerando o crédito tributário, tendo sido lavrado a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 6103DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES Processo nº 16561.720128/201309 Acórdão n.º 1301001.857 S1C3T1 Fl. 12 3 Anocalendário: 2010 IRPJ/CSLL. TRIBUTAÇÃO DE LUCROS AUFERIDOS POR SUBSIDIÁRIA NO EXTERIOR. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS DE PERÍODOS ANTERIORES. Comprovada a existência de prejuízos de períodos anteriores, passível de compensação com os lucros a ser tributados no Brasil, cancelase a exigência. Desta decisão a DRJ recorre de ofício a esta instância, com fulcro no art. 34, inciso I, do Decreto n° 70.235 de 1972, observandose o disposto na Portaria MF nº 3/2008. É o relatório. Fl. 6104DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES 4 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas Como se observa do relatório e voto condutor de primeira instância o valor do crédito exonerado supera o limite estabelecido pela Portaria/MF 03, de 03/01/2008, razão pela qual, nos termos do art. 34, inciso I, do Decreto 70.235/72, com a redação dada pelo art. 67 da Lei 9.532/97, deve a decisão ser submetida à revisão necessária. Pelo que conheço do recurso de ofício interposto. Da leitura dos autos constatase do Termo de Verificação Fiscal que a própria empresa ora recorrente, informa que deixou de oferecer à tributação do IRPJ e da CSLL os resultados apurados por Fibria Trading International no montante equivalente à sua participação societária no valor de R$ 398.327.649,74, sob a alegação de que não houve a respectiva disponibilização e que a referida empresa é residente na Hungria, país com o qual o Brasil mantém acordo para evitar a dupla tributação. Conclui a auditoria fiscal: Considerandose o resultado proporcional à participação da fiscalizada na controlada Fibria Trading International, concluise que o valor de R$398.327.649,74 deve ser adicionado ao lucro líquido para fins apuração do lucro real e à base de cálculo da CSLL da fiscalizada no ano calendário de 2010, tendo em vista o descumprimento do parágrafo único do art. 74 da Medida Provisória n° 2.15835, de 24/08/2001. Também foi detalhado como, apesar de intimada e reintimada, a fiscalizada não logrou comprovar pagamento do imposto de renda no exterior sobre o lucro desta controlada no anocalendário de 2010. Esta é a questão posta em discussão no presente processo. Pois bem, constatase, também, que durante a ação fiscal a autuada foi intimada a demonstrar os resultados de suas participações societárias no exterior no ano calendário de 2010. Em resposta apresentou tais resultados em dólar dos Estados Unidos, inclusive com relação a Fibria Trading International (US$ 495.193.303,11). Convertendo o valor informado em dólares para reais e, aplicando o percentual de participação (48,30%) a fiscalização apurou o valor dos R$ 398.327.649,74 não oferecidos à tributação. Na impugnação, a empresa ora recorrente, após tecer comentários acerca da inconstitucionalidade do art. 74 da MP 2.15835/2001 em relação aos paises sem tributação favorecida, alega, quanto a matéria específica do aproveitamento dos prejuízos acumulados de exercícios anteriores, o que segue: 4 . DA IMPROCEDÊNCIA DOS AUTOS FACE AO ERRO NA DETERMINAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 4.1. Ainda que venham a ser superados os argumentos expendidos acima o que se admite para argumentar e se entenda ser possível tributar os resultados Fl. 6105DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES Processo nº 16561.720128/201309 Acórdão n.º 1301001.857 S1C3T1 Fl. 13 5 auferidos por investidas no exterior independentemente de disponibilização, na determinação do suposto credito tributário, devem ser considerados os resultados acumulados de FIBRIA TRADING nos anoscalendário anteriores ao período autuado, nos termos do art. 4o. da Instrução Normativa n° 213, de 2002: (...) 4.2. Conforme evidenciam as demonstrações financeiras de FIBRIA TRADING relativas aos anoscalendário de 2008 e 2009 (Doc. 02) e as demonstrações financeiras da mesma empresa referentes ao anocalendário 2010 (fls. 1993 dos autos), a empresa húngara apurou, no período apontado, os seguintes resultados: (...) 4.3. Como se pode observar acima, de 2008 a 2010, FIBRIA TRADING acumulou prejuízos no montante de US$ 703.443.664,89, razão pela qual seus lucros isolados relativos ao anocalendário de 2010 não poderiam ter sido submetidos à tributação pelo IRPJ e CSLL no Brasil, como fizeram os AUTOS. 4.4. Ante o exposto, concluise que os AUTOS são completamente improcedentes, por pretenderem tributar os resultados de FIBRIA TRADING relativos ao ano calendário 2010, sem considerar os resultados dos anoscalendário anteriores. Entendo que, no caso, naquilo que faltou durante a ação fiscal, a impugnação complementou ao trazer aos autos a documentação comprobatória (fls. 6.075/6.078 Balanço e Demonstração do Resultado Consolidado) de que a Fibria Trading apurou resultado negativo no ano de 2008 (US$ 1.306.760.673,00), cujo valor ultrapassa os resultados positivos apurados em 2009 (US$ 108.123.705,00) e 2010 (US$ 495.193.303,11). E, como bem assentado no voto recorrido o resultado negativo da Fibria no ano de 2008, à época denominada Aracruz Trading Internacional, pode ser sim compensado, consoante disposto no art. 4o. da Instrução Normativa SRF 213 de 7/10/2002, assim redigido: Tratamento do prejuízo apurado no exterior Art. 40 . É vedada a compensação de prejuízos de filiais, sucursais, controladas ou coligadas, no exterior, com os lucros auferidos pela pessoa jurídica no Brasil. § 1° Os prejuízos a que se refere este artigo são aqueles apurados com base na escrituração contábil da filial, sucursal, controlada ou coligada, no exterior, efetuada segundo as normas legais do país de seu domicílio, correspondentes aos períodos iniciados a partir do anocalendário de 1996. § 2° Os prejuízos apurados por uma controlada ou coligada, no exterior, somente poderão ser compensados com lucros dessa mesma controlada ou coligada. § 3°. Na compensação dos prejuízos a que se refere o § 2° não se aplica a restrição de que trata o art. 15 da Lei n° 9.065 de 1995. § 4°. A pessoa jurídica brasileira que absorver patrimônio de filial, sucursal, controlada ou coligada, no exterior, de outra pessoa jurídica brasileira, e continuar a exploração das atividades no exterior, poderá compensar os prejuízos acumulados Fl. 6106DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES 6 pela referida filial, sucursal, controlada ou coligada, correspondentes aos períodos iniciados a partir do anocalendário de 1996, observado o disposto neste artigo. § 5°. Tratandose de filiais e sucursais, domiciliadas num mesmo país, quando a matriz no Brasil indicar uma dessas filiais ou sucursais como entidade líder, os resultados poderão ser consolidados por país e os prejuízos de uma poderão ser compensados com os lucros de outra.” Grifei. Do exposto, acompanho a decisão recorrida, pelo que NEGO Provimento ao recurso de ofício. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 6107DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/ 12/2015 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 23/12/2015 por WILSON FERNANDES GU IMARAES
score : 1.0
Numero do processo: 13982.721360/2012-26
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Feb 29 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Exercício: 2008, 2009, 2010
REGIME DE INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA. REQUISITOS.
O reajuste por índice composto pelas variações do IGP-M e do Dólar norte-americano não reflete o custo de produção tampouco a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados e, por conseguinte, descaracteriza o contrato reajustado por esse índice como sendo de preço predeterminado, condição sine qua non para manter as receitas decorrentes desse tipo de contrato no regime de incidência cumulativa do PIS e da Cofins.
Recurso Especial do Procurador Provido
Numero da decisão: 9303-003.427
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Vencidas as Conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Maria Teresa Martínez López, que negavam provimento.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Exercício: 2008, 2009, 2010 REGIME DE INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA. REQUISITOS. O reajuste por índice composto pelas variações do IGP-M e do Dólar norte-americano não reflete o custo de produção tampouco a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados e, por conseguinte, descaracteriza o contrato reajustado por esse índice como sendo de preço predeterminado, condição sine qua non para manter as receitas decorrentes desse tipo de contrato no regime de incidência cumulativa do PIS e da Cofins. Recurso Especial do Procurador Provido
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 29 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13982.721360/2012-26
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5570376
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 29 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 9303-003.427
nome_arquivo_s : Decisao_13982721360201226.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : HENRIQUE PINHEIRO TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 13982721360201226_5570376.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Vencidas as Conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Maria Teresa Martínez López, que negavam provimento. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
id : 6292170
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124414492672
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-02-21T11:49:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2016-02-21T11:49:48Z; Last-Modified: 2016-02-21T11:49:48Z; dcterms:modified: 2016-02-21T11:49:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:76ae7778-9a96-41b7-b87c-1fe1e3069a9d; Last-Save-Date: 2016-02-21T11:49:48Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2016-02-21T11:49:48Z; meta:save-date: 2016-02-21T11:49:48Z; pdf:encrypted: true; modified: 2016-02-21T11:49:48Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2016-02-21T11:49:48Z; created: 2016-02-21T11:49:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2016-02-21T11:49:48Z; pdf:charsPerPage: 2353; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2016-02-21T11:49:48Z | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.298 1 1.297 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13982.721360/201226 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.427 – 3ª Turma Sessão de 27 de janeiro de 2016 Matéria AI PIS e Cofins Contrato por preço determinado Regime de tributação cumulativa Recorrente Fazenda Nacional Interessado Campos Novos Energia S.A. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2008, 2009, 2010 REGIME DE INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. REQUISITOS. O reajuste por índice composto pelas variações do IGPM e do Dólar norte americano não reflete o custo de produção tampouco a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados e, por conseguinte, descaracteriza o contrato reajustado por esse índice como sendo de preço predeterminado, condição sine qua non para manter as receitas decorrentes desse tipo de contrato no regime de incidência cumulativa do PIS e da Cofins. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2008, 2009, 2010 REGIME DE INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. REQUISITOS. O reajuste por índice composto pelas variações do IGPM e do Dólar norte americano não reflete o custo de produção tampouco a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados e, por conseguinte, descaracteriza o contrato reajustado por esse índice como sendo de preço predeterminado, condição sine qua non para manter as receitas decorrentes desse tipo de contrato no regime de incidência cumulativa do PIS e da Cofins. Recurso Especial do Procurador Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Vencidas as Conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Maria Teresa Martínez López, que negavam provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 2. 72 13 60 /2 01 2- 26 Fl. 1312DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 2 Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tatiana Midori Migiyama, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, Maria Teresa Martínez López e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de autos de infração lavrados para constituir crédito tributário relativo ao PIS e à Cofins que o Sujeito Passivo teria recolhido a menor em virtude de haver utilizado a sistemática de incidência cumulativa dessas contribuições, ao invés da não cumulativa, defendida pelo Fisco. O órgão julgador de primeira instância, por unanimidade de votos, manteve, integralmente, o lançamento fiscal, sob o fundamento de que as cláusulas de reajuste de preço descaracterizariam o contrato como sendo de preço predeterminado, o que, por si só, impediria o recolhimento dessas contribuições na sistemática cumulativa. Contra essa decisão, o sujeito passivo apresentou recurso voluntário, que foi provido, por maioria, sob o fundamento de que as cláusulas de reajuste de preço com base na variação do IGPM e do Dólar Norte Americano não descaracterizaria o contrato como sendo de preço predeterminado. O acórdão foi assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2008, 2009, 2010 1. A Secretaria da Receita Federal, ao editar a IN SRF 468/04 impediu que contrato com preço predeterminados anteriores usufruam o regime da cumulatividade, uma vez que alterou o conceito de preço predeterminado, ao entender que a mera atualização monetária acarreta mudança no preço. 2. O preço predeterminado em contrato não perde sua natureza simplesmente pela previsão de reajuste decorrente da correção monetária 3. A jurisprudência do STJ já se manifestou no sentido de que preço predeterminado em contrato, previsto no art. 10, XI, b, da Lei 10.833//03, não perde sua natureza simplesmente por conter cláusula de reajuste decorrente da correção monetária. Ilegalidade da IN n.º 468/04. Recurso Voluntário provido. A Fazenda Nacional dissentiu dessa decisão e apresentou recurso especial, e fls. 1.172 a 1.187, por meio do qual requereu a reforma do acórdão vergastado para que seja restabelecida a decisão de primeira instância. O recurso especial fazendário foi admitido, nos termos do despacho de efls. 1.194 a 1.195. Fl. 1313DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.299 3 Contrarrazões vieram às fls. 3.335 a 3.394, onde, em síntese, a recorrida requer o improvimento do recurso especial da Fazenda Nacional É o Relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e dele consta cotejo analítico entre o acórdão recorrido e os paradigmas, onde se permite ver demonstrado o dissídio jurisprudencial, Razões pelas quais se deve conhecer desse o apelo fazendário. Inicialmente, devese registrar que essa matéria ainda não se encontra apascentada na jurisprudência do CARF, oscilando entre as posições favoráveis aos sujeitos passivos e às defendidas pela Fazenda Nacional. Na última sessão desta Turma, o Colegiado, por maioria de votos, deu provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, sob o fundamento de que o ajuste de preço pelo IGPM descaracteriza o contrato como sendo por preço predeterminado, condição sine qua non para que as receitas decorrentes dos contratos de longo prazo, como os que agora passamos a analisar, sofram a incidência cumulativa das contribuições objeto destes autos. A discussão em debate centrase em decidir qual regime de tributação estavam sujeitas as receitas decorrentes de contratos do setor elétrico firmados anteriormente a 31/10/2003, se pelo regime cumulativo ou nãocumulativo do PIS e da Cofins. De um lado, o sujeito passivo defende que suas receitas permaneceram tributadas pelo regime da cumulatividade, por força do disposto na 1alínea b do inciso XI do art. 10 da Lei nº 10.833/2003, de outro, o Fisco entendeu que as condições para que as receitas auferidas pela contribuinte permanecessem tributadas pelo regime cumulativo não foram atendidas, e que, portanto, deveriam ter sido recolhidas na nova sistemática, ou seja, na não cumulatividade. A controvérsia, pois, reside na questão de se decidir qual o regime de tributação de incidência do PIS e da Cofins aplicase às receitas decorrentes dos contratos de prestação de serviço de transmissão de energia elétrica, firmados pela ora recorrida. Se permanece no cumulativo, com amparo nas disposições da alínea “b”, inciso XI, do artigo 10, e artigo 15 da Lei nº 10.833/2003, ou no não cumulativo, enquadrandose na regra do novo regime de tributação dessas contribuições. 1 Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: (...). XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: (...); b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; Fl. 1314DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 4 O âmago dessa controvérsia restringese à definição do que se deve entender por contrato com preço predeterminado, a que se refere a alínea b do inciso XI do art. 10 da Lei 10.833/2003. O Fisco, com arrimo na Nota Técnica Cosit nº 1, de 16 de fevereiro de 2007 e no Parecer PGFN/CAT nº 1.610/2007, entendeu que o tipo de contratado de prestação de serviço de transmissão de energia elétrica, celebrado pela ora recorrida, não se enquadraria como contrato de preço predeterminado, pois as cláusulas de reajuste de preços, com base no IGPM, não refletiriam apenas a variação de custo de produção ou de insumos, condição necessária para a manutenção da incidência cumulativa do PIS e da Cofins sobre as receitas relativas a esse contrato. Inicialmente, afasto os argumentos da autuada sobre a 2competência da ANEEL para regulamentar a incidência de tributos, ainda que relativo a atividades do Setor Elétrico. As Notas Técnicas e as Resoluções dessa agência reguladora aplicase às questões inerentes à geração e à distribuição de energia elétrica e às atividades correlatas. A competência dessa agencia reguladora, abrange a seara dos contratos, dos preços da energia e da remuneração das concessionárias e permissionárias desses serviços públicos, mas não é tão ampla a ponto de alcançar as relações de natureza tributária. Assim, eventuais pronunciamentos da ANEEL sobre regime de tributação aplicáveis a quem quer que seja, é meramente opinativa, despida de qualquer força normativa ou vinculante. Tampouco pode ser incluída no rol da legislação tributária a que alude o art. 96 do CTN. Desta feita, aqui não será debatido eventual opinião da ANEEL sobre o regime de tributação do PIS e da Cofins, a que está sujeita a recorrida. Com esses esclarecimentos, passase a análise da questão trazida debate. O PIS e a Cofins foram instituídas na sistemática de incidência cumulativa, posteriormente, com a edição da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, instituise o regime nãocumulativo para o PIS/Pasep, com efeitos a partir de 1º de dezembro de 2002. A seu turno, a Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003 convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2004, trouxe para a Cofins o regime nãocumulativo. Todavia, algumas pessoas jurídicas, permaneceram obrigadas a recolher essas contribuições na sistemática cumulativa. Também permaneceram sujeitas à incidência cumulativa algumas receitas percebidas pela sociedade empresária, independentemente, do regime a que ela estava sujeita. Essas exceções foram explicitadas nos arts. 10 e 15 da Lei nº 10.833/2003, nos termos seguintes: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º I omissis 2 LEI Nº 9.427, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1996 ...................................................................................................... Art. 2º. A Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL tem por finalidade regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, em conformidade com as políticas e diretrizes do governo federal. ......................................................................................................... Fl. 1315DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.300 5 ........................................................................................................ XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: a) omissis b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I Omissis ......................................................................................................... V nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1º e 2º do art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Os dispositivos acima não deixam margem à dúvida de que, para permanecerem na sistemática cumulativa, as receitas objeto deste debate precisariam referirse a contratos que atendessem a quatro requisitos, a saber: a) houvessem sido firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003; b) tivessem prazo de duração superior a um ano; c) tivessem por objeto construção por empreitada ou fornecimento de bens ou serviços; ); e d) o preço pactuado fosse predeterminado. Quanto aos três primeiros requisitos dos contratos, não há controvérsia, apenas o último o do preço predeterminado é que se converteu no pomo da discórdia. A definição de preço predeterminado gerou grande celeuma, levando os interessados a reajustarem seus contratos por índices de inflação ou por combinação desse índice variação do Dólar norte americano, acreditando que, com isso não se descaracterizaria os contratos como por preço predeterminado, inclusive, com a anuência da agência reguladora do setor. Assim, não interessaria quanto tempo durasse o contrato, o preço continuaria o pactuado no início, já que a correção por esses índice não alteraria o preço preacordado. Em novembro de 2005, a Lei nº 11.196/2005, em seu art. 109, trouxe regra de reajuste dos contratos que não desnaturaria a característica de preço predeterminado. Esse reajuste teria de refletir o custo de produção ou a variação de índices que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. Com a palavra o legislador: Art. 109. Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase desde 1º de novembro de 2003. Fl. 1316DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 6 A Secretaria da Receita Federal do Brasil, por sua vez, editou a Instrução Normativa SRF nº 658, de 4 de julho de 2006, para interpretar os dispositivos legais que tratam do preço predeterminado. Segundo a interpretação da Administração Tributária, cláusulas de reajuste, independentemente da periodicidade, como também as regras de reajuste para manutenção do equilíbrio economicofinanceiro do contrato, após sua implementação, afastariam o caráter predeterminado do contrato. Para não haver a descaracterização de preço predeterminado, o reajuste não poderia exceder o aumento do custo de produção ou a variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. Art. 3º Para efeito desta Instrução Normativa, preço predeterminado é aquele fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto do contrato. §1º Considerase também preço predeterminado aquele fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. §2º Ressalvado o disposto no §3º, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação, após a data mencionada no art. 2º, da primeira alteração de preços decorrente da aplicação: I de cláusula contratual de reajuste, periódico ou não; ou II de regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro do contrato, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. §3º O reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, em percentual não superior àquele correspondente ao acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do §1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não descaracteriza o preço predeterminado. A meu sentir, a interpretação dada por essa IN é perfeitamente compatível com norma veiculada no art. 10 da Lei 10.833/2003 e no art. 109 da Lei nº 11.196, de 2005. Na verdade, é uma reprodução literal do texto legal. Ora, dada a similitude da regra trazida na IN com a veiculada na Lei, não me parece coerente atacar a interpretação da Administração Tributária. Assim, para que o ajuste ou revisão de preço não descaracterizem o contrato como de preço predeterminado, o acréscimo deve refletir o aumento do custo de produção, ou a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. Assim, à luz da legislação de regência, contrato a preço predeterminado é aquele cujo preço esteja fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto ou, alternativamente, aquele cujo preço seja fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. Isto quer dizer que para reajustar seus preços e permanecer atendendo ao disposto na regra de exceção da nãocumulatividade, a contratada deve demonstrar que não está aplicando um índice aos seus próprios preços, mas sim, que os preços das etapas econômicas anteriores é que foram modificados: somente neste caso, o incremento do valor do contrato não estaria refletindo o aumento da carga tributária da própria contratada, mas de um aumento de custo de sua produção. Visitada a legislação, passase ao exame das cláusulas contratuais que têm relevância ao deslinde da Lide. Fl. 1317DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.301 7 Fl. 1318DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 8 A teor dessas cláusulas, os contratos não só são corrigidos pelo IGPM, mas também pela variação do Dólar Americano e, também, pela alteração da carga tributária. O fato de tais reajustes estarem expressamente previstos em cláusula contratual de reajuste, periódico ou não, em princípio, já afastaria o caráter predeterminado das tarifas acordadas, a partir da implementação da primeira alteração de preços, após 31 de outubro de 2003. Fl. 1319DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.302 9 Cumpre agora, verificar se tais cláusulas de reajustes (com base no IGPM, variação cambial (cotação do Dólar Americana) e em razão da alteração, extinção ou criação de tributos ou encargos setoriais com o objetivo de atender à manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro do contrato de concessão enquadrase no conceito de reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados”, para fins de aplicação do art. 109, da Lei nº 11.196, de 2005. O IGPM, segundo informações constantes do site da Fundação Getúlio Vargas – FGV (www.fgv.br), tem as seguintes características: ...................................................................................................... O IGPM tem como base metodológica a estrutura do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGPDI), resultando da média ponderada de três índices de preços: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPAM), o Índice de Preços ao Consumidor (IPCM) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCCM). À semelhança do IGPDI, a escolha desses três componentes do IGPM tem origem no fato de refletirem adequadamente a evolução de preços de atividades produtivas passíveis de serem sistematicamente pesquisadas (operações de comercialização em nível de produtor, no varejo e na construção civil). Quanto à adoção dos pesos convencionados, cujos valores representam a importância relativa de cada um desses índices no cômputo da despesa interna bruta, justificase do seguinte modo: a) os 60% representados pelo IPAM equivalem ao valor adicionado pela produção, transportes e comercialização de bens de consumo e de produção nas transações comerciais a grosso; b) os 30% de participação do IPCM equivalem ao valor adicionado pelo setor varejista e pelos serviços de consumo; c) quanto aos 10% complementares, representados pelo INCC M, equivalem ao valor adicionado pela indústria da construção civil. Como se vê, não se trata de índice que reflita especificamente os custos da autuada. Não há como entender que um índice de reajustes com base em preços médios de mercado, como o IGPM, seja um índice que reflita o custo dos insumos de transmissão de energia elétrica. Na realidade, esse tipo de índice de variação não reflete de forma específica a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados pela autuada, em particular, tampouco expressa a variação específica dos custos de sua produção. Para que não paire qualquer dúvida de que o IGPM não reflete a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados pelas distribuidoras de energia, basta analisar o grupo de produtos que compõem cada um dos índices integrantes do IGPM. Nesse índice, entram, além de outros componentes, os preços de legumes e frutas, bebidas e fumo, remédios, embalagens, aluguel, condomínio, empregada doméstica, Fl. 1320DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 10 transportes, educação, leitura e recreação, vestuário e despesas diversas (cartório, loteria, correio, mensalidade de Internet e cigarro, entre outros). Como dito anteriormente, o IGPM é composto de 3 índices, o IPAM, O IPCM e o INCCM. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPAM), que responde por 60% do IGPM, é sistematizado segundo a origem dos produtos agropecuários e industriais e segundo o estágio de processamento bens finais, bens intermediários e matériasprimas brutas. No total, são pesquisados 340 produtos, distribuídos em grupos Veja, a seguir, a estrutura desse índice. Estrutura hierárquica do IPAM Segundo Origem (OG) IPA M PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LAVOURAS TEMPORÁRIAS LAVOURAS PERMANENTES PECUÁRIA PRODUTOS INDUSTRIAIS INDÚSTRIA EXTRATIVA CARVÃO MINERAL MINERAIS METÁLICOS MINERAIS NÃOMETÁLICOS INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS PRODUTOS DO FUMO PRODUTOS TÊXTEIS ARTIGOS DO VESTUÁRIO COUROS E CALÇADOS PRODUTOS DE MADEIRA CELULOSE, PAPEL E PRODUTOS DE PAPEL PRODUTOS DERIVADOS DO PETRÓLEO E ÁLCOOL PRODUTOS QUÍMICOS ARTIGOS DE BORRACHA E DE MATERIAL PLÁSTICO PRODUTOS DE MINERAIS NÃOMETÁLICOS METALURGIA BÁSICA PRODUTOS DE METAL MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELÉTRICOS MATERIAL ELETRÔNICO, APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES, CARROCERIAS E AUTOPEÇAS OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE Fl. 1321DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.303 11 MÓVEIS E ARTIGOS DO MOBILIÁRIO Segundo Estágios de Processamento (EP) IPAM BENS FINAIS BENS DE CONSUMO ALIMENTAÇÃO ALIMENTAÇÃO IN NATURA ALIMENTOS PROCESSADOS COMBUSTÍVEIS NÃO DURÁVEIS EXCETO ALIMENTAÇÃO E COMBUSTÍVEIS BEBIDAS E FUMO VESTUÁRIO, CALÇADOS E ACESSÓRIOS MEDICAMENTOS E ARTIGOS PARA RESIDÊNCIA, HIGIENE E LIMPEZA BENS DE CONSUMO DURÁVEIS UTILIDADES DOMÉSTICAS AUTOMÓVEIS E ACESSÓRIOS BENS DE INVESTIMENTO VEÍCULOS PESADOS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS BENS INTERMEDIÁRIOS MATERIAIS E COMPONENTES PARA MANUFATURA MATERIAIS E COMPONENTES PARA CONSTRUÇÃO COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES PARA PRODUÇÃO EMBALAGENS SUPRIMENTOS MATÉRIASPRIMAS BRUTAS AGROPECUÁRIAS COMERCIALIZÁVEIS PROCESSAMENTO INDUSTRIAL PARA FINS ALIMENTARES PROCESSAMENTO INDUSTRIAL PARA FINS NÃO ALIMENTARES MINERAIS 2.1. ESTRUTURA DA AMOSTRA DE PRODUTOS A seleção dos produtos integrantes do IPA se faz em duas etapas. Primeiramente, são escolhidas as classes de produtos a serem representadas e, em seguida, os produtos considerados em cada uma destas classes. Índice Geral de Preços – Mercado De acordo com a metodologia de cálculo da FGV para esse índice, os produtos de origem agropecuários representam 28,9738 % do IPAM e o de origem industrial os outros 71,0262%, sendo que os subitens relativos às máquinas, aparelhos e materiais Fl. 1322DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 12 elétricos correspondem a minguados 1,7674% do IPAM. Partindose da premissa que outros subitens da indústria possam ser utilizados como insumos do setor elétrico eliminando os do setor alimentício, fumo, bebidas, agropecuário, eletrodoméstico, celulose, etc, que não são aplicáveis ao setor de distribuição de energia elétrica vêse que a participação dos insumos do setor elétrico no IPAM é insignificante, muito insignificante. Já em relação ao IPCM, nenhum item está diretamente relacionado a insumos utilizados pelo setor de distribuição de energia elétrica, haja vista que os produtos que compões esse índice, é específico para o consumo das famílias. A seu turno, o INCC, por óbvio, não reflete os custos do insumo do setor elétrico, haja vista que é especifico para medir a variação do setor da construção civil. Ora, mergulhandose na metodologia de cálculo do IGPM e analisando os produtos que o integra, concluise, sem a menor dúvida, que esse índice nem de longe reflete de forma específica a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados pela contribuinte, tampouco expressa a variação específica dos custos de sua produção. Não fossem as razões expendidas acima suficientes para refutar a tese de defesa da autuada, o inciso II do §1º do art. 27 da Lei nº 9.069/1995, ao qual remete o art. 109 da Lei nº 11.196/2005, deixa claro que a correção de preços por variação do Índice de Preços ao Consumidor, ou de índices gerais de preços que o tenham sucedido, é, absolutamente, distinta da fórmula de reajuste em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. vejase o dispositivo acima aludido Art. 27. A correção, em virtude de disposição legal ou estipulação de negócio jurídico, da expressão monetária de obrigação pecuniária contraída a partir de 1º de julho de 1994, inclusive, somente poderá darse pela variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor, Série r IPCr. § 1º O disposto neste artigo não se aplica: II aos contratos pelos quais a empresa se obrigue a vender bens para entrega futura, prestar ou fornecer serviços a serem produzidos, cujo preço poderá ser reajustado em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados;...” Como se pode observar da leitura do dispositivo acima, o legislador diferenciou, nitidamente, os índices de preços gerais daqueles que refletem os custos de produção ou os custos dos insumos. Enquanto os primeiros refletem a variação de preços ao consumidor, a lei, quando se refere aos custos de insumos, remete a índices que traduzam os preços dos bens, materiais, equipamentos e pessoal utilizado pelas empresas para a consecução de suas finalidades econômicas. Desta feita, depreendese dos dispositivos legais que regem a matéria, que atualizações de contrato, com base em índices gerais de preços, descaracterizam predito contrato como sendo por preço predeterminado. De tudo o que foi dito acima, não há como deixar de reconhecer que os contratos da recorrida, objeto da controvérsia ora em debate, não se caracterizavam como de preço predeterminado, e, por conseguinte, o regime de tributação do PIS e da COFINS, Fl. 1323DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES Processo nº 13982.721360/201226 Acórdão n.º 9303003.427 CSRFT3 Fl. 1.304 13 incidentes nas receitas referentes a esses contratos deve ser o nãocumulativo, como, acertadamente, decidiu o órgão julgador de primeira instância. Em outro giro, se tudo o que foi dito acima sobre o reajuste dos contratos pelo IGPM não fosse suficiente para demonstrar que os contratos sob exame não do tipo preço predeterminado, a utilização adicional do Dólar americano para, juntamente com o IGPM, formar o indexador desses contratos, retiram a predeterminação dos preços pactuados. Ora, qualquer ser vivente, minimamente informado, sabe que a cotação da moeda americana ou de qualquer outra moeda estrangeira, em nada está associado a custos de produção ou de insumos de qualquer setor da economia. A variação cambial não decorre de qualquer tipo de custos da economia. Na realidade, a volatilidade da moeda estrangeira tem origem na força ou fraqueza da economia, da desorganização política, de fatores externos, como crises ou recuperações econômicas de nações estrangeiras, de políticas adotadas por outros países, ou, até mesmo, pela combinação de todos esses fatores, mas nunca, em decorrência do custo de produção ou de insumos desse ou daquele setor da economia. Como exemplo do que se está aqui falando, o Dólar sobe todas as vezes que o Banco Central Americana sinaliza que vai elevar os juros básicos da economia americana; ou quando um candidato que o mercado não confie aparece liderando as pesquisas eleitorais, como ocorreu na Eleição de 2002, quando o então Candidato Lula, passou a liderar as pesquisas de opinião, ou mesmo agora, com a crise do impeachment, e a perda do grau de investimento, viuse uma escalada sem fim nos preços dessa moeda estrangeira. A variação cambial não tem qualquer relação com a atualização monetária, não é índice de reposição das perdas inflacionárias. Assim, não há como defender que a utilização da moeda americana na composição do índice de reajuste dos contratos, não retira desses a natureza de preço predeterminado. Por derradeiro, no tocante ao reajuste decorrente de criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação da primeira alteração de preços decorrente da aplicação de regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro do contrato, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Vejamos o que diz o § 5º do art. 65 citado pela lei: § 5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados, alterados ou extintos, bem como a superveniência de disposições legais, quando ocorridas após a data da apresentação da proposta, de comprovada repercussão nos preços contratados, implicarão a revisão destes para mais ou para menos, conforme o caso. ........................................................................................................ Vejase que, de acordo com a norma inserta no art. 109 da Lei n° 11.196/2005 salvo nas hipóteses em que o reajuste de preços dáse em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados quaisquer reajustes de preços descaracterizam o contrato como sendo por preço predeterminado. Fl. 1324DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES 14 Assim, para reajustar seus preços e permanecer na nãocumulatividade, a contratada deve demonstrar que não está aplicando um índice aos seus próprios preços, mas sim, que os preços das etapas econômicas anteriores é que foram modificados: somente neste caso, o incremento do valor do contrato não estaria refletindo o aumento da carga tributária da própria contratada, mas de um aumento de custo de sua produção. Com essas considerações voto no sentido de dar provimento ao recurso, para restabelecer o decidido no julgamento de primeira instância. Henrique Pinheiro Torres Fl. 1325DF CARF MF Impresso em 29/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 22/02/ 2016 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 21/02/2016 por HENRIQUE PINHEIRO T ORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10830.918675/2009-34
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003
REPERCUSSÃO GERAL. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STF PELOS CONSELHEIROS DO CARF.
As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática da repercussão geral, prevista no art. 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
Numero da decisão: 3803-006.131
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues (Relator) e Demes Brito.
Nome do relator: João Alfredo Eduão Ferreira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 REPERCUSSÃO GERAL. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STF PELOS CONSELHEIROS DO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática da repercussão geral, prevista no art. 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10830.918675/2009-34
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5522030
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3803-006.131
nome_arquivo_s : Decisao_10830918675200934.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : João Alfredo Eduão Ferreira
nome_arquivo_pdf_s : 10830918675200934_5522030.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues (Relator) e Demes Brito.
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 6126902
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124421832704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2096; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 185 1 184 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.918675/200934 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.131 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO S/A SANASA CAMPINAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. A base de cálculo da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, não abrangendo as demais receitas. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, em julgamento submetido à sistemática da repercussão geral. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 REPERCUSSÃO GERAL. OBSERVÂNCIA DA DECISÃO DO STF PELOS CONSELHEIROS DO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática da repercussão geral, prevista no art. 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório. Vencido o conselheiro Corintho Oliveira Machado, que negava provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 86 75 /2 00 9- 34 Fl. 185DF CARF MF Impresso em 16/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 09/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 15/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10830.918675/200934 Acórdão n.º 3803006.131 S3TE03 Fl. 186 2 (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues (Relator) e Demes Brito. Relatório Em 21 de agosto de 2015, a repartição de origem devolveu a este Colegiado os presentes autos em razão da detecção de equívoco na identificação do período de apuração da contribuição sob comento, sendo informado que, enquanto na ementa se registrou o período de apuração de 01/04/2003 a 30/04/2003, no voto se reportou à composição da base de cálculo de dezembro de 2003, sendo que, de acordo com os débitos declarados, não havia, no período, o valor referenciado no montante de R$ 784.190,99. Em razão desse fato e por se tratar de acórdão da relatoria de Conselheiro que não mais compõe o Colegiado, fui designado como relator ad hoc neste processo, em razão do quê reproduzo o relatório elaborado pelo relator original e adoto o voto por ele redigido, bem como a ementa, com as devidas correções das inexatidões materiais detectadas pela repartição de origem, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento: Retornaram os autos da unidade de origem para onde foram baixados com a finalidade de certificação dos valores das demais receitas da recorrente que extrapolaram o faturamento, conforme documentos da escrita contábil juntado aos autos pela recorrente, e colacionadas aos mesmos as informações prestadas pela fiscalização. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Conforme apontado no Relatório supra, tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, adoto o voto redigido pelo relator original, bem como a ementa, com as devidas correções das inexatidões materiais detectadas pela repartição de origem, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento: Foi juntada aos autos a informação fiscal e dela foi dado ciência ao Recorrente. Da informação fiscal consta planilha, formatada com base no Razão Analítico, informando que, na composição da base de cálculo da Cofins de abril/2003, o Fl. 186DF CARF MF Impresso em 16/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 09/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 15/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10830.918675/200934 Acórdão n.º 3803006.131 S3TE03 Fl. 187 3 recorrente adicionara, em observância aos termos do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, receitas não abrangidas pelo conceito de faturamento. Constatou a fiscalização que, em consulta realizada na DCTF, o recorrente apurara, para o período de abril/2003, Cofins no valor de R$ 474.464,07, o quê, após as deduções legais levadas a efeito, resultou em valor recolhido a maior de R$ 39.579,991. Compulsando os autos, verificase que consta do demonstrativo de crédito do PER/DCOMP (fl. 57) a informação de que o valor total do crédito original utilizado fora de R$ 39.579,99, exatamente o valor apurado pela fiscalização por ocasião da diligência. Logo o direito creditório existe, é líquido e exigível. É cediço que o tema sob exame teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal que, por sentença proferida pelo Plenário em 10/09/2008, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 585.235, declarou a inconstitucionalidade do texto contido no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, decisão essa que transitou em julgado em 12/12/2008. Nesse contexto, devese proceder de acordo com o que dispõe o art. 62A do RICARF/2009: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Ante o exposto, dáse provimento ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório pleiteado. É o voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc 1 Apesar de constar da planilha de fl. 161 o valor de R$ 37.579,00, refazendose a conta de subtração obtém o valor de R$ 37.579,99. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 09/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 15/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10830.918675/200934 Acórdão n.º 3803006.131 S3TE03 Fl. 188 4 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 09/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 15/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.005510/2007-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2002
Ementa:
GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE BENS LOCALIZADOS NO BRASIL POR RESIDENTE NO EXTERIOR. PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A VIGÊNCIA DA LEI N° 9.249/1995 E MP N° 135/2003. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO ADQUIRENTE. RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE.
Após a vigência da Lei n° 9.249, de 1995, e antes da edição da Medida Provisória n° 135, de 30/10/2003, convertida na Lei n° 10.833, de 29/12/2003, o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens localizados no Brasil, por alienante residente no exterior, deveria ser recolhido pelo alienante ou seu procurador. Não havia previsão legal para a retenção e recolhimento do imposto pelo adquirente.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 2202-003.199
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício.
Assinado digitalmente
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente e Relator
Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2002 Ementa: GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE BENS LOCALIZADOS NO BRASIL POR RESIDENTE NO EXTERIOR. PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A VIGÊNCIA DA LEI N° 9.249/1995 E MP N° 135/2003. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO ADQUIRENTE. RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. Após a vigência da Lei n° 9.249, de 1995, e antes da edição da Medida Provisória n° 135, de 30/10/2003, convertida na Lei n° 10.833, de 29/12/2003, o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens localizados no Brasil, por alienante residente no exterior, deveria ser recolhido pelo alienante ou seu procurador. Não havia previsão legal para a retenção e recolhimento do imposto pelo adquirente. Recurso de Ofício Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10980.005510/2007-15
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5571634
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2202-003.199
nome_arquivo_s : Decisao_10980005510200715.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 10980005510200715_5571634.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente e Relator Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
id : 6297156
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124474261504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1996; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 163 1 162 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.005510/200715 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 2202003.199 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de fevereiro de 2016 Matéria IRRF Ganho de capital Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado OZYX EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 Ementa: GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE BENS LOCALIZADOS NO BRASIL POR RESIDENTE NO EXTERIOR. PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A VIGÊNCIA DA LEI N° 9.249/1995 E MP N° 135/2003. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO ADQUIRENTE. RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. Após a vigência da Lei n° 9.249, de 1995, e antes da edição da Medida Provisória n° 135, de 30/10/2003, convertida na Lei n° 10.833, de 29/12/2003, o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens localizados no Brasil, por alienante residente no exterior, deveria ser recolhido pelo alienante ou seu procurador. Não havia previsão legal para a retenção e recolhimento do imposto pelo adquirente. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Assinado digitalmente Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente e Relator Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 55 10 /2 00 7- 15 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 2 MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA. Relatório Reproduzo o relatório do Acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) DRJ/CTA que bem sintetiza os fatos ocorridos até a decisão de primeira instância. Este processo trata do auto de infração de Imposto de Renda Retido na Fonte de fls. 0306, por meio do qual se exige da autuada IRRF no importe de R$ 1.898.143,57, mais os consectários legais, incluindo juros moratórios calculados até 30/04/2007, perfazendo o crédito tributário total de R$ 4.780.664,38 (fls. 05). A infração atribuída à autuada consiste na falta de recolhimento, na condição de responsável, do Imposto de Renda na Fonte sobre Ganho de Capital auferido, na alienação de imóveis localizados no Brasil, por pessoa jurídica domiciliada no exterior. O Termo de Verificação e Encerramento Parcial de Ação Fiscal de fls. 0712 detalha os fatos e discorre sobre o embasamento legal da infração. Por ali se vê que a alienação consistiu na dação dos imóveis para integralização de capital em pessoa jurídica nacional. Cientificada do lançamento em 16/05/2007 (fls. 05), a autuada apresentou tempestivamente, em 14/06/2007, a impugnação de fls. 7191, veiculando as alegações a seguir sintetizadas: relata que o auto de infração foi lavrado pela ausência de recolhimento do IRRF sobre ganho de capital oriundo da integralização de capital quando do ingresso da empresa BIRACO SOCIEDAD ANONIMA (pessoa jurídica de direito privado com sede em Montevidéu, no Uruguai) na empresa autuada; aduz a ausência de legislação que a obrigue a recolher o IRRF na condição de responsável, sobre eventual ganho de capital na operação realizada, e que as normas vigentes na época dos fatos geradores em debate determinavam que o responsável pelo recolhimento do imposto sobre o ganho de capital era o próprio alienante ou seu procurador. Em defesa do que alega, transcreve: 1) os artigos 26 e 27 da Instrução Normativa n° 73, de 23/07/1998; 2) julgado do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda; e 3) orientação colhida no site da Receita Federal do Brasil; argumenta que, somente com o advento da Lei n° 10.833, de 2003, o adquirente passou a ser o responsável pela retenção e pelo recolhimento do imposto de renda. Enfatiza a inexistência de disposição legal para nomear um sujeito como responsável tributário; perora que as normas citadas pela fiscalização que transcreve não se prestam para obrigar o adquirente a recolher o imposto de renda devido na operação. Afirma ser incontroverso que não há lei que dê suporte ao lançamento, e sim apenas o RIR/99, que dispõe acerca do tema. Argumenta que o exercício obrigatório de uma ação positiva ou negativa por parte de um indivíduo somente pode se dar através de lei, a fim de que sejam evitados atos que decorram simplesmente da discricionariedade ou mero arbítrio; sustenta que decreto é ato emanado do executivo e serve apenas para regulamentar disposições legais tributárias e dentro dos limites da lei que Fl. 164DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10980.005510/200715 Acórdão n.º 2202003.199 S2C2T2 Fl. 164 3 regulamenta, e que não se presta, de forma alguma, à instituição de obrigação tributária. Arremata o raciocínio afirmando que o decreto utilizado pela fiscalização como base para a autuação não é norma cabível para lhe impor a cobrança do IRRF; assegura que o disposto no art. 685, § 2º, do RIR/99, que é específico para os casos estabelecidos no inciso ll do mesmo artigo, não corresponde com o fato versado neste auto de infração, que se encontra previsto na alínea b do inciso I do mesmo artigo. Arremata, verbis: “nesse contexto, como a hipótese da alínea b do § 1° não é mencionada nos casos de possível retenção na fonte prescritos no § 2°, não é aceitável que a fiscalização assim o faça, ampliando o alcance estabelecido no decreto."; argumenta que a integralização de capital não é fato passível de sujeição do imposto de renda, e que a transferência de imóvel realizada pelo sócio com o fito de integralização de capital na pessoa jurídica não se trata de verdadeira alienação para fins de apuração do ganho de capital. Em defesa de sua tese, traz à colação julgados do Superior Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e de Tribunais Regionais Federais insurgese contra a multa imposta, no percentual de 75%, alegando que constitui manifesta ofensa ao princípio constitucional do não confisco. Defende que a multa, se devida, deve ser reduzida para o percentual de 20%; qualifica de ilegal a exigência de juros moratórios calculados com base na taxa SELIC e defende sua substituição pelos juros estipulados no Código Tributário Nacional. É o relatório. A Primeira Turma da DRJ/CTA, por unanimidade de votos, julgou procedente a impugnação, cuja decisão foi consubstanciada no Acórdão nº 0625.917. A ementa foi assim redigida: Assunto: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 GANHO DE CAPITAL. ALIENANTE, RESIDENTE NO EXTERIOR, DE BENS LOCALIZADOS NO PAÍS. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO IMPOSTO. Após a vigência da Lei n° 9.249, de 1995, e antes da Lei n° 10.833, de 2003, o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens localizados no Brasil, por alienante residente no exterior, deveria ser recolhido pelo procurador do alienante. Não havia previsão legal para a retenção e recolhimento do imposto pelo adquirente. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado Tendo em vista que o crédito tributário exonerado foi superior ao limite de alçada previsto na Portaria MF nº 03/2008, foi submetido à apreciação do CARF o recurso de ofício. É o relatório. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 4 Voto Conselheiro MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Relator A decisão de primeira instância exonerou um valor de crédito tributário superior ao limite de alçada previsto na Portaria MF nº 03/2008, razão pela qual o recurso de ofício deve ser conhecido. O lançamento é referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte, sendo exigido um crédito tributário total de R$ 4.780.664,38 incluindo multa de ofício e juros moratórios calculados até 30/04/2007. A infração apontada consiste na falta de recolhimento, na condição de responsável, do Imposto de Renda na Fonte sobre Ganho de Capital auferido na alienação de imóveis localizados no Brasil, por pessoa jurídica domiciliada no exterior. A decisão da DRJ foi pela procedência da impugnação, com a exoneração do crédito tributário lançado, sob o argumento de que as normas vigentes na época dos fatos geradores em debate determinavam que o responsável pelo recolhimento do imposto sobre o ganho de capital era o próprio alienante ou seu procurador e não o adquirente. A autuação teve como fundamento o art. 685 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), que assim dispõe: Art. 685. Os rendimentos, ganhos de capital e demais proventos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos, por fonte situada no País, a pessoa física ou jurídica residente no exterior, estão sujeitos à incidência na fonte (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 100, Lei nº 3.470, de 1958, art. 77, Lei nº 9.249, de 1995, art. 23, e Lei nº 9.779, de 1999, arts. 7º e 8º): I à alíquota de quinze por cento, quando não tiverem tributação específica neste Capítulo, inclusive: a) os ganhos de capital relativos a investimentos em moeda estrangeira; b) os ganhos de capital auferidos na alienação de bens ou direitos; c) as pensões alimentícias e os pecúlios; d) os prêmios conquistados em concursos ou competições; II à alíquota de vinte e cinco por cento: a) os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços; b) ressalvadas as hipóteses a que se referem os incisos V, VIII, IX, X e XI do art. 691, os rendimentos decorrentes de qualquer operação, em que o beneficiário seja residente ou domiciliado em país que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a vinte por cento, a que se refere o art. 245. § 1º Prevalecerá a alíquota incidente sobre rendimentos e ganhos de capital auferidos pelos residentes ou domiciliados no País, quando superior a quinze por cento (DecretoLei nº 2.308, de 1986, art. 2º, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 18). § 2º No caso do inciso II, a retenção na fonte sobre o ganho de capital deve ser efetuada no momento da alienação do bem ou direito, sendo responsável o adquirente ou o procurador, se este não der conhecimento, ao adquirente, de que o alienante é residente ou domiciliado no exterior. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10980.005510/200715 Acórdão n.º 2202003.199 S2C2T2 Fl. 165 5 § 3º O ganho de capital auferido por residente ou domiciliado no exterior será apurado e tributado de acordo com as regras aplicáveis aos residentes no País (Lei nº 9.249, de 1995, art. 18). Conforme o art. 121 do CTN, a responsabilidade tributária deve ser expressamente prevista em lei. Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único o sujeito passivo da obrigação principal dizse: I contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; II responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. O Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) foi aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. Sendo assim, ele não pode impor obrigações além das previstas em lei em sentido estrito, pois o conteúdo e o alcance dos decretos restringemse aos das leis em função dos quais foram expedidos. No ordenamento jurídico brasileiro, os regulamentos, assim como os decretos, encontramse em posição normativa inferior relativamente às leis. Os regulamentos se prestam a explicar o modo e a forma de execução da lei e, em matéria tributária, servem para consolidar as diversas leis esparsas sobre um tributo, sendo o caso do Regulamento do Imposto de Renda. Resta indubitável a posição de supremacia da lei sobre o regulamento, fazendo com que este não possa contrariála, firmando, desse modo, seu caráter subordinado em relação a ela. Sendo inferior à lei, o regulamento não pode ir além do que ela permite. Assim, o fundamento legal do art. 685 do RIR/99 era o DecretoLei nº 5.844, de 1943, que assim estabelecia em seus arts. 97 e 100: Art 97. Sofrerão o desconto do imposto à razão da taxa de 10% os rendimentos percebidos: a) pelas pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no estrangeiro; [...] Art. 100. A retenção do imposto, de que tratam os arts. 97 e 98, compete à fonte, quando pagar, creditar; empregar, remeter ou entregar o rendimento. Parágrafo único. Excetuamse os seguintes casos, em que competirá ao procurador a retenção: a) quando se tratar de aluguéis de imóveis; b) quando o procurador não der conhecimento à fonte de que o proprietário do rendimento reside ou é domiciliado no estrangeiro. Era essa previsão genérica que dava fundamento ao dispositivo do regulamento que atribuía responsabilidade pela retenção na fonte ao adquirente. Tratavase de uma obrigação geral de retenção pela fonte pagadora do imposto de renda nas hipóteses de pagamento, crédito, remessa ou entrega de rendimentos a residente no exterior. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 6 No entanto, após a edição da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, o ganho de capital dos residentes no exterior passou a ser equiparado ao dos residentes no Brasil, conforme abaixo: Art. 18. O ganho de capital auferido por residente ou domiciliado no exterior será apurado e tributado de acordo com as regras aplicáveis aos residentes no País. Desse modo, a partir da edição da Lei n° 9.249/95, os rendimentos decorrentes de ganho de capital de residente ou domiciliado no exterior, na alienação de bens situados no Brasil, devem obedecer ao mesmo regramento aplicável aos residentes neste País, não se cogitando, portanto, na responsabilidade do adquirente de efetuar a retenção do imposto de renda, na condição de fonte pagadora, em virtude da inexistência de norma legal. A Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, posteriormente convertida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, estabelecia, em seu art. 24 (artigo 26 da lei): Art. 24. O adquirente, pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil, ou o procurador, quando o adquirente for residente ou domiciliado no exterior, fica responsável pela retenção e recolhimento do imposto de renda incidente sobre o ganho de capital a que se refere o art. 18 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, auferido por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior que alienar bens localizados no Brasil. Conforme a exposição de motivos da Medida Provisória n° 135/2003, resta evidente que a referida norma representava uma alteração no regime jurídico relativo ao tema: 21. O art. 24 tem por objetivo reduzir a possibilidade de não pagamento pelo contribuinte nãoresidente do imposto de renda incidente sobre os ganhos de capital apurados na alienação de seus bens localizados no Brasil, pois atualmente cabe ao alienante a apuração e recolhimento do tributo, o que dificulta a fiscalização do cumprimento da obrigação tributária, sobretudo pela nãoresidência do contribuinte em território nacional. [...] Para melhor esclarecimento da questão, peço vênia para transcrever excerto do voto condutor do Acórdão nº 10422.281, do Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, sobre a matéria: Somente com a edição da Medida Provisória n° 135, de 2003, convertida na Lei n° 10.833, de 2003, é que se passou a ter previsão legal especifica de retenção do imposto na fonte, no caso de ganho de capital de não residentes, com responsabilidade do adquirente pela retenção e recolhimento do Imposto. É o que se extrai do art. 26 da referida Lei: [...] É esse, pelo menos, o entendimento da própria Secretaria da Receita Federal, manifestado por meio dos seus atos normativos. Com efeito, a partir da edição da Lei n° 9.249, de 1995 e antes da Lei n° 10.833, de 2003, em nenhuma das Instruções Normativas editadas pela Secretaria da Receita Federal havia a previsão da responsabilidade do adquirente na hipótese sob exame, diferentemente do que veiculado nas Instruções Normativas editadas antes da lei n° 9.249, de 1995 e depois da Lei n° 10.833, de 2003. Vejamos as Instruções Normativas n°31/1996 (art. 41), n°48/1998 (art. 26) , 73/1998 (art. 27), 84/2001 (art. 84) e 208/2002 (art. 27): Instrução Normativa SRF n°31, de 1996: Fl. 168DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10980.005510/200715 Acórdão n.º 2202003.199 S2C2T2 Fl. 166 7 Art. 41. O ganho de capital nas alienações efetuadas por residentes ou domiciliados no exterior, a partir de 1° de janeiro de 1996, de bens ou direitos situados no Brasil, será determinado pela diferença entre o valor de alienação e o custo de aquisição, atualizado monetariamente até 1° de janeiro de 1996, aplicandose os coeficientes previstos no art. 9°. (...) 5° O recolhimento de imposto sobre o ganho de capital deve ser efetuado no momento da alienação do bem ou direito, sendo responsável o procurador do alienante. Instrução Normativa SRF n° 48, de 1998: Art. 26. O imposto devido sobre os ganhos de capital de que trata esta Instrução Normativa deve ser pago pelo: I alienante, se residente ou domiciliado no País; II procurador do alienante, se este for residente ou domiciliado no exterior; III inventariante, nos casos de transferências causa mortis; IV doador, no caso de doação em adiantamento da legítima; V cônjuge ou companheiro a quem, na dissolução da sociedade conjugal ou da unidade familiar, for atribuído o bem ou direito objeto da tributação. § 1º O DARF relativo ao pagamento do imposto será preenchido em nome: a) do alienante, nas hipóteses dos incisos I e II; (...) § 2° Na hipótese da alínea "a" do parágrafo anterior, quando o alienante for residente no exterior, no DARF será indicado o número de inscrição no CPF do procurador. Instrução Normativa SRF n° 73, de 1998: Art. 26. A alienação de bens e direitos situados no Brasil realizada por residente no exterior está sujeita à tributação definitiva sob a forma de ganho de capital, segundo as normas aplicáveis às pessoas físicas residentes no País. Art. 27. A diferença positiva entre o valor da alienação e o custo de aquisição sujeitase ao recolhimento do imposto à alíquota de quinze por cento, ressalvada a existência de acordo, tratado ou convenção firmado entre o Brasil e o país de residência do alienante. § 1° O recolhimento do imposto sobre o ganho de capital deverá ser efetuado na data da alienação, sendo responsável o alienante ou o seu procurador. Instrução Normativa SRF n°84, de 2001: Art. 30. O imposto devido sobre os ganhos de capital de que trata esta Instrução Normativa deve ser pago pelo: 1 alienante, se residente no País; II procurador do alienante, em nome deste, se este for nãoresidente no País; III inventariante, em nome do espólio, nos casos de transferências causa mortis; IV doador, no caso de doação, inclusive em adiantamento da legítima; V excônjuge ou exconvivente a quem, na dissolução da sociedade conjugal ou da união estável, for atribuído o bem ou direito objeto da tributação; Fl. 169DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 8 VI cedente, na cessão de direitos hereditários. § 1° Na hipótese do inciso II do caput, quando o alienante não for inscrito no Cadastro das Pessoas Físicas (CPF), no Darf é indicado o número de inscrição do procurador. Instrução Normativa SRF n° 208, de 2002: Art. 27. O imposto sobre o ganho de capital é: I determinado à alíquota de quinze por cento, ressalvada a existência de acordo, tratado ou convenção firmado entre o Brasil e o pais de residência do alienante; II recolhido pelo alienante ou seu procurador na data da alienação. Por outro lado, como já mencionado, antes da vigência da Lei n° 9.249, de 1995, a Instrução Normativa SRF n° 39, de 1993, previa que a fonte pagadora, no caso, o adquirente, seria o responsável pela retenção e recolhimento do imposto sobre o ganho de capital, no caso de alienante residente no exterior, a saber: Art. 39. O ganho de capital nas alienações efetuadas por residentes ou domiciliados no exterior, de bens ou direitos situados no Brasil, será determinado pela diferença, em Ufir, entre o valor de alienação e o custo de aquisição. §1º (...) § 4° A retenção na fonte sobre o ganho de capital deve ser efetuada no momento da alienação do bem ou direito, sendo responsável a fonte pagadora, ou seja, o adquirente. § 5°A responsabilidade pela retenção e recolhimento recairá sobre o procurador do alienante, quando não for dado conhecimento à fonte pagadora tratase de bem ou direito pertencente a residente no exterior. Da mesma forma, após a edição da Lei n° 10.833, de 2003, como não poderia deixar de ser, os atos normativos da Secretaria da Receita Federal passaram a prever a responsabilidade do adquirente pela retenção e recolhimento do imposto. É o que se vê da Instrução Normativa SRF n° 407, de 2004, no seu art. 1°, verbis: Art. 1º Estão sujeitos à incidência do imposto de renda, à alíquota de quinze por cento, os ganhos de capital auferidos no País, por pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliado no exterior, que alienarem bens localizados no Brasil. Parágrafo único. O responsável pela retenção e recolhimento do imposto de renda de que trata o caput será: I o adquirente, pessoa física ou jurídica residente ou domiciliado no Brasil; ou II o procurador, quando o adquirente for residente ou domiciliado no exterior. Em reforço, cumpre assinalar que a própria exposição de motivos da medida Provisória n° 135, de 2003 deixa claro que sua edição representaria uma mudança de regime jurídico em relação a essa matéria ao dizer que "atualmente cabe ao alienante a apuração e recolhimento do tributo", conforme se extrai do seguinte trecho: [...] Registrese, ainda, que essa matéria já foi enfrentada neste Conselho de Contribuintes. A Sexta Câmara apreciou questão semelhante no julgamento, frise se, de recurso de oficio, tendo concluído exatamente no mesmo sentido. Tratase do Acórdão n° 10615.151, de 08 de dezembro de 1995, de relatoria da Conselheira SUELI EFIGÊNCIA MENDES BRITTO, e cuja ementa reproduzo a seguir: Fl. 170DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 10980.005510/200715 Acórdão n.º 2202003.199 S2C2T2 Fl. 167 9 IRRF. SUJEITO PASSIVO DO IMPOSTO O ganho de capital apurado pelo residente e domiciliado no exterior está sujeito à tributação definitiva e o responsável pelo recolhimento do imposto é o alienante ou o seu procurador. De todo o exposto, é forçoso concluir que, em relação ao período objeto do lançamento, o ano de 1999, não pesava sobre o adquirente, por absoluta falta de previsão legal, específica ou genérica, a responsabilidade pela retenção e recolhimento do Imposto de Renda sobre o ganho de capital, na hipótese de alienante residente no exterior ou qualquer outra situação. (grifos do original). No mesmo sentido temos as seguintes decisões da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 IRRF. GANHO DE CAPITAL. ALIENAÇÃO DE BENS LOCALIZADOS NO BRASIL POR RESIDENTE NO EXTERIOR. PERÍODO ANTERIOR VIGÊNCIA MP N° 135/2003 E LEI N° 10.833/2003. ILEGITIDADE PASSIVA DO ADQUIRENTE. RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. Na esteira da jurisprudência firmada neste Colegiado, a responsabilidade pelo recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF incidente sobre o ganho de capital de residentes ou domiciliados no exterior na alienação de bens situados no Brasil, no interstício entre a Lei n° 9.249/1995 e a edição da Medida Provisória n° 135, de 30/10/2003, convertida na Lei n° 10.833, de 29/12/2003, recaia sobre o alienante ou seu procurador, o que rechaça a legitimidade passiva do adquirente por absoluta inexistência de previsão legal específica lhe imputando tal responsabilidade, impondo seja decretada a improcedência do presente lançamento. Recurso especial provido. (Acórdão nº 9202002.703, data de publicação: 05/07/2013, relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira). ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2002 GANHO DE CAPITAL. ALIENANTE, RESIDENTE NO EXTERIOR, DE BENS LOCALIZADOS NO PAÍS. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO IMPOSTO. Após a vigência da Lei n° 9.249, de 1995, e antes da Lei n° 10.833, de 2003, o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens localizados no Brasil, por alienante residente no exterior, deveria ser recolhido pelo procurador do alienante. Não havia previsão legal para a retenção e recolhimento do imposto pelo adquirente. Recurso especial provido. (Acórdão nº 920202.052, data de publicação: 21/03/2012, relator: Manoel Coelho Arruda Junior). Dessa forma, em relação ao período objeto do lançamento, anocalendário 2002, não havia previsão legal para responsabilizar o adquirente pela retenção e recolhimento Fl. 171DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 10 do imposto de renda sobre o ganho de capital na alienação de bens, por alienante residente no exterior. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso de ofício. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Relator. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001745/2008-56
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
PROCESSO JUDICIAL ANTERIOR AO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IDÊNTICO OBJETO. SÚMULA CARF Nº 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2201-002.891
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com a ação judicial.
Assinado digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Presidente Substituto.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente Substituto), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Marcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Heitor de Souza Lima Junior (Presidente).
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 PROCESSO JUDICIAL ANTERIOR AO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IDÊNTICO OBJETO. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13706.001745/2008-56
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5572426
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2201-002.891
nome_arquivo_s : Decisao_13706001745200856.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 13706001745200856_5572426.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com a ação judicial. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Presidente Substituto. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente Substituto), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Marcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Heitor de Souza Lima Junior (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
id : 6300211
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124479504384
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1948; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 329 1 328 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.001745/200856 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.891 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de fevereiro de 2016 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ CARLOS COSME PINTO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 PROCESSO JUDICIAL ANTERIOR AO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IDÊNTICO OBJETO. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com a ação judicial. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah Presidente Substituto. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah (Presidente Substituto), Carlos Alberto Mees Stringari, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Marcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maria Anselma Coscrato dos Santos (Suplente convocada). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Heitor de Souza Lima Junior (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 17 45 /2 00 8- 56 Fl. 329DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 07/03/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.001745/200856 Acórdão n.º 2201002.891 S2C2T1 Fl. 330 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 193.007,42, incluídos multa e juros de mora. Consta da “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, à fl. 38 deste processo digital, que em decorrência do não atendimento à intimação para comprovar os valores compensados a título de imposto de renda retido na fonte foi glosado o valor de R$ 148.790,14, indevidamente compensado. Após ser intimado, o contribuinte apresentou a impugnação de fl. 4/29, que não foi conhecida pelos julgadores da instância de piso, em face de concomitância de processo judicial com o presente processo administrativo, conforme acórdão de fls. 99/103. Cientificado da decisão de primeira instância em 13/10/2011 (fl. 112), o Interessado interpôs, em 10/11/2011, o recurso de fls. 227/233, acompanhado dos documentos de fls. 234/316. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Todo ato administrativo deve ser motivado. O objeto do lançamento não é idêntico ao da ação judicial. É improcedente a imposição fiscal em razão da inadequada fundamentação, pelo fato de o valor objeto de cobrança estar com a exigibilidade suspensa, de acordo com o art. 151, II, do CTN e Súmula 112 do STJ, conforme documentação em anexo. O valor que originou a Notificação de Lançamento referese ao imposto de renda retido na fonte oriundo de ação trabalhista (Processo 2079/89) que foi depositado judicialmente no bojo do processo 2003.51.01.010064009, em trâmite na 29º Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, conforme documentação em anexo. Presumese que a glosa efetuada pela Autoridade fiscal nada mais é do que o imposto de renda retido na fonte que se encontra à disposição do juízo no processo 2003.51.01.0064009. Como o tributo depositado está com a exigência suspensa, a imposição fiscal na merece guarida. Na impossibilidade de insucesso do pleito o valor será convertido em renda para a União, não havendo qualquer prejuízo para as partes. Ao final, requer: seja acolhida a preliminar de falta de fundamentação; no mérito, a improcedência do lançamento, já que o IRRF em cobrança está depositado em juízo. Protesta, por fim, por todos os meios de provas admitidos, documentação complementar, conversão do julgamento em diligência e prova pericial. Fl. 330DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 07/03/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.001745/200856 Acórdão n.º 2201002.891 S2C2T1 Fl. 331 3 Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator As folhas citadas neste voto referemse à numeração do processo digital, que difere da numeração de folhas do processo físico. A “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal” (fl. 38) evidencia que a Autoridade lançadora glosou o imposto de renda que foi compensado pelo Interessado em sua declaração de ajuste anual do exercício de 2004. A decisão recorrida não conheceu da impugnação apresentada pelo contribuinte porque considerou que havia concomitância entre o presente processo administrativo e o Processo nº 2003.5101.0064009, em trâmite na Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro. Na peça recursal (fls. 227/233) o próprio Recorrente reconhece, por mais de uma vez, que o objeto deste processo administrativo se identifica com o objeto do processo judicial em trâmite na 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Confira: 2.4 O valor que originou a referida notificação, tratase de imposto de renda retido na fonte oriundo de ação trabalhista no processo 2079/89 em trâmite na 40º Vara do trabalho que foi depositado judicialmente no processo 2003.51.01.010064009 em trâmite na 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro, conforme decisão. (cópia anexa) (...) 4.1.1 Se presume que a glosa que menciona o item 2.2 nada mais é do que o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que se encontra a disposição do juízo no processo nº 2003.5101.0064009 em trâmite na 29ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, conforme petição inicial, liminar, sentença, acórdãos. (...) 4.1.3 Como o tributo depositado está com exigência suspensa, há como concluir que a imposição fiscal não merece guarida. E não é só. Na hipótese remota de insucesso do pleito o valor será convertido em renda para União, não havendo prejuízo as partes. Como se vê, o Interessado não poderia ter compensado, em sua declaração de ajuste anual do exercício de 2004, o imposto de renda que estava sendo discutido e que fora depositado judicialmente. Correto, portanto, o procedimento levado a cabo pela Autoridade fiscal, porquanto a inexistência da glosa poderia acarretar a restituição do imposto retido a maior na instância administrativa e na esfera judicial, sendo aplicável, à espécie, a Súmula CARF nº 1, de cujo teor se extrai a seguinte dicção: Fl. 331DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 07/03/2016 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.001745/200856 Acórdão n.º 2201002.891 S2C2T1 Fl. 332 4 Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Nesse contexto, voto por não conhecer do recurso. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 332DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/02/2016 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 07/03/2016 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 13896.721311/2012-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 30/11/2011
INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE.
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9)
Numero da decisão: 1402-002.092
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Luiz Tadeu Matosinho Machado, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/11/2011 INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9)
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13896.721311/2012-62
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5572820
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 09 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1402-002.092
nome_arquivo_s : Decisao_13896721311201262.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : LEONARDO DE ANDRADE COUTO
nome_arquivo_pdf_s : 13896721311201262_5572820.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Luiz Tadeu Matosinho Machado, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2016
id : 6305499
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124483698688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 272 1 271 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.721311/201262 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402002.092 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 01 de fevereiro de 2016 Matéria MULTA ISOLADA Recorrente EXECUÇÃO CONSTRUÇÃO E TERCERIZAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/11/2011 INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. VALIDADE. É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. (Súmula CARF nº 9) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. LEONARDO DE ANDRADE COUTO – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Luiz Tadeu Matosinho Machado, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 72 13 11 /2 01 2- 62 Fl. 272DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/03 /2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 2 Relatório Tratase e auto de infração para cobrança de multa isolada decorrente de pedido de compensação com crédito inexistente informado em processo também inexistente. A multa foi aplicada no percentual de 225%, tendo em vista que a interessada não respondeu à intimação para prestar esclarecimentos quantos aos fatos apurados pela Fiscalização. Foi interposta impugnação contestando o mérito do lançamento, a qual foi declarada intempestiva pela Unidade Local. O sujeito passivo apresentou peça de defesa denominada “recurso voluntário” contestando a aludida intempestividade. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento saneou o feito prolatando o Acórdão 0948.494 por meio do qual confirmou que a impugnação foi apresentada intempestivamente. O sujeito passivo recorreu a este colegiado alegando em síntese que a intimação não teria sido entregue no endereço por ele indicado e afirme que pela regras processuais de contagem do prazo a impugnação seria tempestiva. É o Relatório. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/03 /2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.721311/201262 Acórdão n.º 1402002.092 S1C4T2 Fl. 273 3 Voto Conselheiro Leonardo de Andrade Couto O recurso é tempestivo e foi interposto por signatário devidamente legitimado, motivo pelo qual dele conheço. A questão foi muito bem dirimida pela decisão recorrida cabendo apenas o realce das parte mais importantes ao deslinde da lide. No que se refere à intimação por via postal, é considerada válida pela norma processual quando entregue no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo (inciso II, do art. 19, do Decreto nº 7.574/2011). Assim, diversamente do suscitado pela defesa, a eleição aduzida pela norma referese ao local e não ao agente recebedor. Ainda nessa questão, a ementa do acórdão trazido pelo sujeito passivo na defesa (proferido no processo 10380.009506/200876) não está bem redigida e poderia isoladamente dar margem a dúvidas. Entretanto o texto do voto condutor lá proferido é incisivo (destaque acrescido): [...] Também não vicia o ato da notificação, o fato da mesma ter sido entregue a porteiro ou zelador, uma vez observado o domicílio eleito pelo contribuinte [...] Quanto à declaração trazida aos autos através da qual um suposto segurança externo admitiria que teria recebido a intimação fora do horário comercial no dia 01/06/2012 e entregue no estabelecimento apenas no dia 04/06/2012, impressiona que o sujeito passivo insista em tal argumento quanto a decisão recorrida bem demonstrou a improcedência. Com exceção do comprovante de recebimento concernente à entrega da decisão recorrida, constam dos autos três ARs remetidos ao endereço cadastral da contribuinte: o primeiro (fl. 33), recebido em 15/05/2012, referese ao Termo de Início de Fiscalização; o segundo (fl. 117), recebido em 01/06/2012, referese ao auto de infração de que trata este processo; o terceiro (fl. 177), recebido em 04/08/2012, referese à comunicação de intempestividade da impugnação. Todos, em um espaço de quase três meses, foram recebidos pela mesma pessoa, conforme assinatura e “R.G. RECEBEDOR” constantes dos ARs. O recebedor chamase Valdomiro Alves (ou outro nome bem parecido) e o RG tem o número 237567027. No que interessa mais diretamente aos autos, o AR referente à ciência da autuação foi por ele recebido em 01/06/2012. Já o signatário da declaração que afirma ter recebido a intimação em 01/06/2012 chamase Carlos Alberto de Souza Aguirre e tem o RG 323660290. Em função da flagrante discrepância, a declaração não é documento hábil e idônea para demonstrar o alegado. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/03 /2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 Demonstrado nos autos que os termos e intimações enviados por via postal foram recebidos no endereço da empresa e pela mesma pessoa, a natureza do vínculo do recebedor com a pessoa jurídica mostrase irrelevante, conforme jurisprudência consolidada nesta Corte, nos termos da Súmula CARF nº 9 de enunciado: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Quanto à contagem do prazo recursal, o dia a ser excluído é o do recebimento do documento. A ciência da autuação ocorreu em 01/06/2012 e o prazo de impugnação começou a contar em 04/06/2012, com termo final em 03/07/2012. Considerando que a impugnação foi apresentada em 04/07/2012, caracterizouse a intempestividade. Do exposto, voto por endossar a decisão recorrida quanto à intempestividade da impugnação e negar provimento ao recurso voluntário. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 275DF CARF MF Impresso em 09/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 09/03 /2016 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 35013.002337/2007-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 2402-000.516
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, devolver os autos a unidade de origem para o cumprimento das regras estabelecidas pelo Decreto nº 8.242/2014.
Fez sustentação oral: Dr. José Thadeu Mascarenhas Menck. OAB nº 16207/DF.
.
Ronaldo de Lima Macedo - Presidente.
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo (Presidente), Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 35013.002337/2007-71
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5575987
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 18 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2402-000.516
nome_arquivo_s : Decisao_35013002337200771.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 35013002337200771_5575987.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, devolver os autos a unidade de origem para o cumprimento das regras estabelecidas pelo Decreto nº 8.242/2014. Fez sustentação oral: Dr. José Thadeu Mascarenhas Menck. OAB nº 16207/DF. . Ronaldo de Lima Macedo - Presidente. Natanael Vieira dos Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo (Presidente), Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
id : 6315384
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:46:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124493135872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1388; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 187 1 186 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35013.002337/200771 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2402000.516 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 26 de janeiro de 2016 Assunto DEVOLUÇÃO DOS AUTOS ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO Recorrente FUNDACAO JOSE SILVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, devolver os autos a unidade de origem para o cumprimento das regras estabelecidas pelo Decreto nº 8.242/2014. Fez sustentação oral: Dr. José Thadeu Mascarenhas Menck. OAB nº 16207/DF. . Ronaldo de Lima Macedo Presidente. Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ronaldo de Lima Macedo (Presidente), Kleber Ferreira Araújo, Ronnie Soares Anderson, Marcelo Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Natanael Vieira dos Santos e João Victor Ribeiro Aldinucci. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 50 13 .0 02 33 7/ 20 07 -7 1 Fl. 187DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 188 2 Relatório 1. Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta pela FUNDAÇÃO JOSÉ SILVEIRA, em face da decisão da Secretaria da Receita Previdenciária, unidade descentralizada em Salvador, que julgou procedente a Informação Fiscal e manteve o ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Nº 04.001.001/ 2005 (fls. 102). O relatório da referida decisão assim descreve a autuação: “DA INFORMAÇÃO FISCAL 1. Tratase de Informação Fiscal IF, sobre cancelamento de isenção, emitida por AuditorFiscais da Previdência Social, em cumprimento ao que determina o art. 206, § 8º, I, do Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, com os parâmetros da Lei 8.212/91 (Lei Orgânica da Seguridade Social), em sua redação primitiva, sem a aplicação, portanto, das disposições da Lei 9.732/98, que teve, parcialmente, suspensa sua eficácia, por força de liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal STF, na Ação Direta de Inconstitucionalidade ADIN n° 2.0285/99. 2. Conforme legislação em vigor, cabe, à fiscalização da Secretaria da Receita Previdenciária, verificar, periodicamente, se a entidade beneficente de assistência social, com direito à isenção da cota patronal da contribuição previdenciária, visando à manutenção dessa prerrogativa, continua atendendo aos requisitos previstos na citada Lei Federal n° 8.212/91. 3. Uma vez constatado o não preenchimento das condições insertas na precitada norma, lavrarseá o competente termo de Informação Fiscal, onde serão relatados todos os fatos que determinaram a perda da isenção. 4. Num breve resumo, a decisão acima pode ser assim justificada. A entidade beneficente em apreço é uma Pessoa Jurídica de Direito Privado, sem fins lucrativos, tendo, em síntese, como objetivos, o que dispõe, a seguir, o art. 2º do seu Estatuto, às fls. 10/16: a) a manutenção de serviços ambulatória! e hospitalar, compreendendo também a assistência médicosocial às pessoas carentes; b) o ensino, a pesquisa e a prestação de serviços nas áreas de saúde e de engenharia sanitária, visando a proteção do trabalhador, da comunidade e do meio ambiente; c) o desenvolvimento de programas sociais junto a comunidades carentes; d) a pesquisa, o desenvolvimento de tecnologia, a realização de estudos, o ensino e a prestação de serviços especializados nas áreas de engenharia de segurança, medicina do trabalho, meio ambiente e sistemas de qualidade. Fl. 188DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 189 3 Parágrafo Único: Para a realização desses objetivos, a FUNDAÇÃO buscará a auto sustentação econômica e financeira, e manterá, onde convier e de acordo com seus planos de atividade, centros de serviços, de resultados, de estudos, de pesquisas, de seleção, orientação e ensino, de documentação, de organização e outros, próprios ou em regime de cooperação ou convênio com entidades nacionais ou estrangeiras, de natureza pública ou privada.(Grifei). 5. Em 30/08/2004 foi iniciada uma ação fiscal, junto à entidade epigrafada, visando verificar se a mesma mantinha os requisitos para usufruir a isenção das contribuições previdenciárias e para ter direito de obter a renovação do Certificado de Entidade de Assistência Social CEAS, consoante comprova o Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização (MPFF) n° 09182265 e o “Termo de Intimação para Apresentação de Documentos” TIAD (fls. 17/18 e 19/20, respectivamente). 6. Constatouse, durante a fiscalização, que, a despeito do seu Estatuto e das disposições contidas na Lei Orgânica da Seguridade Social, a entidade, sob comento, efetuou, ao longo do ano de 1999, mediante doações, transferência de recursos para diversas pessoas jurídicas, no valor total de R$35.126,22, tendo o primeiro registro contábil ocorrido em 26/02/1999, em favor da Sociedade Cultural e Recreativa São Salvador e outras. Frisa a Informação Fiscal que, referidas doações, não constituem gastos com assistência social, como erroneamente classificou a entidade em sua contabilidade, no grupo "Filantropia", na subconta "Assistência Social", conforme cópias do livro "Razão" e amostra de documentos às fls. 21/24 e 43/46, em anexo. (Grifei). Transferência de recursos, mediante doações, acrescenta a Informação Fiscal, aconteceu, também, nos anos de 2000, 2001 e 2002, totalizando R$275.526,86. Desta feita, os referidos recursos tiveram, como beneficiárias, Entidades Clube de Mães do Vale da Muriçoca CMVM e outras pessoas jurídicas. A exemplo dos valores doados em 1999 salienta a IF , as doações, realizadas no período de 2000/2002, não representam gastos com assistência social, como indevidamente classificou a entidade em sua contabilidade, no grupo "Filantropia", nas subcontas "Assistência Social" e "Doações", consoante cópias do livro "Razão" e amostra de documentos às fls. 21/25 e 47/76, em anexo. Caracterizandose como meros repasses financeiros, que não estão previstos no Estatuto da entidade, tais procedimentos constituiriam, assim, em tese, distribuição de patrimônio, segundo entendimento contido no Parecer CJ/MPS n° 2.617, do qual reproduz seguinte trecho: Equivocase a entidade ao considerar como assistência social, benefícios pagos a seus empregados, diretores e outras pessoas jurídicas, pois, do conteúdo do presente relatório concluise que: a) benefícios pagos a seus empregadores, constituemse em salários; b) benefícios concedidos aos diretores caracterizam remunerações, vantagens ou distribuição disfarçada de resultados; Fl. 189DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 190 4 c) doações a outras pessoas jurídicas representam distribuição e transferência de patrimônio. 6.1 Em desatenção, ainda, a seu Estatuto e às disposições contidas na Lei Orgânica da Seguridade Social, a entidade, por deliberação de sua Diretoria, estabeleceu o pagamento de uma "Pensão Vitalícia" à Sra. Ernestina Vieira Lemos, esposa do exfuncionário, Sr. Álvaro Pinheiro Lemos, o qual vem acontecendo desde o dia 21/02/2001, totalizando, entre os anos de 2001 e 2002, a importância de R$110.880,14. Contabilizados sob a rubrica "Assistência Social", conforme cópias do livro "Razão" e documentos comprobatórios às fls. 21/24 e 26/42, em anexo, referidos gastos assegura a IF , "não podem ser computados como gratuidade, como faz a entidade e foram portanto excluídos do montante da mesma". Considerando; que os pagamentos descritos não constam como objetivo estatutário da Entidade (seriam próprios de Entidades que mantivessem sistema de pagamento de aposentadoria e pensão, mediante prévias contribuições), tal fato configuraria distribuição de patrimônio ou de resultado e, consequentemente, desvio de finalidade. 7. Ocorre que, além desse fator, a configurar desvio de finalidade estatutária, para continuidade da isenção, aqui tratada, aludida distribuição de patrimônio ou de resultado é incompatível com o que determina o art. 55, inciso V, da Lei 8.212/91, que assim se apresenta: Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: (...). V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades. (Redação alterada pela MP n° 1.5239/97 e reeditada até a conversão na Lei n° 9.528/97). 8. Procedendo na forma estipulada no item 6 e em contraposição à regra acima gravada, a entidade em apreço criou as condições propiciatórias para a perda da isenção, em tela, o que se postula que ocorra a partir do mês de fevereiro do ano de 1999.” 2. A decisão a quo restou ementada nos seguintes termos: “ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. CANCELAMENTO DE ISENÇÃO. A não aplicação integral de eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais e o desvio de finalidade estatutária, por parte da entidade, enseja o cancelamento da isenção. INFORMAÇÃO FISCAL PROCEDENTE” Fl. 190DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 191 5 3. Esta turma baixou os autos em diligência em 24 de agosto de 2011, por meio da Resolução nº 2301000.145, para que a unidade competente do Ministério da Fazenda verificasse o cumprimento dos requisitos da isenção nos termos dos artigos 44 e 45 da Lei nº 12.101/09. 4. O contencioso administrativo cumpriu a diligência concluindo que: “Por todo o exposto concluise que as doações efetuadas pela Fundação José Silveira constituem descumprimento do art. 29, II, da Lei 12.101/2009. Desta forma, esta diligência atendeu o disposto no art. 45 do Decreto nº 7.237/2010, verificando o cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito estabelecido na Lei nº 12.101, de 2009.” 5. A recorrente, após cientificada do resultado da diligencia, interpôs Manifestação de Inconformidade às fls. 1172/1188, o qual aduz em síntese: a) afirma que o cancelamento da imunidade imposto à Fundação José Siqueira foi equivocada, visto que não houve nenhuma distribuição de patrimônio, cita, inclusive, um parecer emitido pelo Ministério Público, que afirma que as doações ocorridas se tratam de valores efetivamente aplicados em atividades de assistência social; b) acentua, subsidiariamente, que a decisão administrativa de primeira instância que rejeitou sua defesa esta eivada de vício insanável, visto que à época não existia, na legislação vigente, a possibilidade legal do cancelamento de imunidade de entidade beneficente de assistência social. Em outras palavras, tratase de ato administrativo sem previsão legal, o que deve ser considerado nulo, por violar a constituição; c) argumenta, que a decisão da autoridade fiscal não foi fundamentada, pelo contrário, ela somente alegou a falta de comprovação das fundamentações da defesa (ignorando todos os documentos juntados pela Entidade), ato que viola não só o art. 50 da Lei 9.742/99 e o princípio do devido processo legal, mas também o inciso III do art. 3 da Lei de Processo Administrativo; d) alega que ocorreu prescrição intercorrente, pois o Fisco deixou transcorrer mais de cinco anos, contados do início da notificação ao sujeito passivo do inicio do procedimento fiscal, sem resolução administrativa fiscal; e) defende, ainda, que mesmo que não seja conhecida a nulidade e a prescrição, o crédito tributário foi alcançado pela decadência do art. 173 do CTN e deve ser extinto de qualquer forma. Isto porque, a Fazenda não realizou o lançamento e, assim sendo, não pode exigir o tributo; f) salienta que, a nova legislação de filantropia, alcança os fatos imputados alegados pelo Fisco como causadores da penalidade aplicada à Recorrente, devendo, assim, ser aplicada, com fulcro no art. 106 do CTN. Tal regra autoriza parceria entre a Recorrente e entidades privadas, sem fins lucrativos, de assistência social; Fl. 191DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 192 6 g) destaca, por fim, que, segundo a Lei nº 12.101/09, somente seria possível a aplicação da penalidade de suspensão da imunidade ao período em que se constatou o descumprimento dos requisitos (1999 a 2002). 6. Apresentados os argumentos recursais, não houve contrarrazões fiscais e os autos seguiram a este Conselho para análise. É o relatório. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 193 7 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. 1. Inicialmente cabe reiterar que, conforme apontado no relatório, os presentes autos são pertinentes à decisão da Secretaria da Receita Previdenciária, unidade descentralizada em Salvador, que julgou procedente a Informação Fiscal e manteve o ATO CANCELATÓRIO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Nº 04.001.001/ 2005 (fls. 102). 2. Ocorre que, em observância ao disposto no art. 234 da IN 971/09, no que tange a processo de cancelamento de isenção pendente de julgamento no âmbito da RFB será encaminhado à unidade competente para verificação do cumprimento dos requisitos de isenção e demais providências como ali regulado, in verbis: "Art. 234 O processo de cancelamento de isenção pendente de julgamento no âmbito da RFB será encaminhado à unidade competente para verificação do cumprimento dos requisitos de isenção, observados: (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010) I para fatos geradores ocorridos até 29 de novembro de 2009, os requisitos previstos no art. 55 da Lei nº 8.212, de 1991; e II para fatos geradores ocorridos a partir de 30 de novembro de 2009, os requisitos previstos no art. 227 desta Instrução Normativa. § 1º Constatado o descumprimento de requisito para isenção no período de que tratam os incisos I e II do caput, aplicase o disposto no art. 229 desta Instrução Normativa. § 2º Em caso de tramitação simultânea de processo de cancelamento de isenção e de lançamento constitutivo de crédito pendente de recurso, deverá aquele ser apensado a este e ambos retornarem à Fiscalização, para fins de aplicação, relativamente ao processo apensado, do disposto nos incisos I e II deste artigo" Referido artigo veio a ser inserto em tal Instrução Normativa em decorrência da promulgação da Lei 12.101/09, que trouxe ao mundo jurídico novas regras a serem aplicadas no caso das entidades de beneficência e assistência social, no concernente à sua fiscalização, certificação, cassação do direito à isenção e lançamento das contribuições relativas à cassação do direito à isenção da cota patronal previdenciária, oportunidade na qual veio a ser revogado o art. 55 da Lei 8.212/91. 3. Notese que diante da nova legislação sobre o assunto, que criou regras de transição aos processos de cancelamento de isenção ainda não definitivamente julgados, também fora promulgado o Decreto nº 7.237/10, de modo a regulamentar a Lei nº. 12.101, de 27 de novembro de 2009, o qual, em seu artigo 45 trouxe ordem expressa e idêntica à contida no art. 234 da IN 971/09. Vejamos: "DECRETO 7.237 DE 20 DE JULHO DE 2010 (...). Art.45. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito Fl. 193DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S Processo nº 35013.002337/200771 Resolução nº 2402000.516 S2C4T2 Fl. 194 8 estabelecido no art. 32 da Lei no12.101, de 2009, aplicada a legislação vigente à época do fato gerador." 4. Referido Decreto, no entanto, veio a ser revogado pelo recente Decreto nº 8.242/14, o qual manteve a mesma regra de transição já contida na IN 971/09 e revogado pelo Decreto nº 7.237/10: "DECRETO 8.242 DE 23 DE MAIO DE 2014 (...). Art. 50. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados a sua unidade competente para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção, na forma do rito estabelecido no art. 32 da Lei nº 12.101, de 2009, aplicada a legislação vigente à época do fato gerador." 5. Assim, em se tratando de legislação que regula o trâmite de processos administrativos, deve ser aplicada imediatamente. De sorte que, conforme preconiza seja o art. 234 da IN nº 971/09, seja o art. 45 do Decreto nº 7.237/10 ou mesmo o art. 50 do Decreto nº 8.242/14, todos os processos que tratam do cancelamento de isenção e que não estejam definitivamente julgados, devem ser enviados para a unidade competente para verificação do cumprimento dos requisitos legais. 6. De todo o exposto, considerando que o presente processo ainda não se encontra definitivamente julgado, pois, quando da vigência dos dispositivos de Lei e Instrução Normativa supra, ainda encontravase pendente a análise de recurso interposto pelo contribuinte, devem os autos serem devolvidos a Unidade de origem para o cumprimento das regras estabelecidas pelo Decreto nº 8.242/14, e, por conseguinte, não devendo o processo retornar ao CARF. É como voto. Natanael Vieira dos Santos. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 18/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 12/0 2/2016 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 12/02/2016 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTO S
score : 1.0
Numero do processo: 13118.000248/2007-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2000 a 31/08/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2302-003.692
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os Embargos de Declaração tão somente para fazer constar do dispositivo do Acórdão o resultado correto de: Por maioria de votos dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir do lançamento as competências até 11/2001, inclusive, em vista da decadência exposta no artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Vencido na votação o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior, que entendeu aplicar-se o artigo 150,§4º, do mesmo diploma legal.
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
André Luís Mársico Lombardi, Relator ad hoc
EDITADO EM: 28/07/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2000 a 31/08/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. Embargos Acolhidos
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13118.000248/2007-80
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5528438
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2302-003.692
nome_arquivo_s : Decisao_13118000248200780.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
nome_arquivo_pdf_s : 13118000248200780_5528438.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os Embargos de Declaração tão somente para fazer constar do dispositivo do Acórdão o resultado correto de: Por maioria de votos dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir do lançamento as competências até 11/2001, inclusive, em vista da decadência exposta no artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Vencido na votação o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior, que entendeu aplicar-se o artigo 150,§4º, do mesmo diploma legal. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator ad hoc EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
id : 6141589
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124501524480
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1821; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 122 1 121 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13118.000248/200780 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2302003.692 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de março de 2015 Matéria Decadência Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado JK RESENDE COM. E DERIVADOS DO PETRÓLEO LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2000 a 31/08/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os Embargos de Declaração tão somente para fazer constar do dispositivo do Acórdão o resultado correto de: Por maioria de votos dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para excluir do lançamento as competências até 11/2001, inclusive, em vista da decadência exposta no artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Vencido na votação o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior, que entendeu aplicarse o artigo 150,§4º, do mesmo diploma legal. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Presidente em exercício (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 11 8. 00 02 48 /2 00 7- 80 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/ 07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 André Luís Mársico Lombardi, Relator ad hoc EDITADO EM: 28/07/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Luciana Matos Pereira Barbosa e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/ 07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 13118.000248/200780 Acórdão n.º 2302003.692 S2C3T2 Fl. 123 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração, a fls. 117 e seguintes, opostos pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Goiânia, em face do acórdão nº 2302001.807, a fls. 108 e seguintes, proferido em 16 de maio de 2012 pela Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção de Julgamento, por meio do qual, decidiuse: por maioria foi negado provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu aplicarse o art. 150, parágrafo 4 do CTN. Segundo a embargante, há erro material, pois “a ementa, declara (sic!) que o recurso teve provimento negado, enquanto que na conclusão, determina o provimento parcial”. Verificandose que, efetivamente, por um lapso, não constou o provimento parcial na conclusão da Turma julgadora, este Conselheiro ad hoc pugnou pelo acolhimento dos Embargos. A Presidente da Turma chancelou nossa conclusão a fim de que a Turma Julgadora delibere sobre o erro material apontado. É o relatório. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/ 07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 Voto Conselheiro Relator ad hoc André Luís Mársico Lombardi No acórdão embargado, restou consignado como conclusão da Turma que se negou provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto. Todavia, o Relator Marco André Ramos Vieira votou, na verdade, pelo provimento parcial, “reconhecendo que parte do crédito foi extinta pela fluência do prazo decadencial na forma do art. 173, inciso I do CTN”. Portanto, há, efetivamente, contradição no quanto restou consignado no acórdão, decorrente de lapso manifesto. Naquela oportunidade, considerando o Relator que o lançamento foi cientificado ao sujeito passivo em 3 de outubro de 2007 (fls. 27), todos os fatos geradores ocorridos antes de novembro de 2001, inclusive, estariam abrangidos pela decadência. Portanto, é esta a parte do recurso que foi provida e que, a despeito de constar do voto, não foi considerada como a deliberação da Turma, por maioria. Pelos motivos expendidos, voto por acolher os embargos de declaração para fazer constar o resultado correto quanto ao recurso voluntário julgado, que passa a integrar o acórdão anterior: ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento as competências até 11/2001, em observância à regra contida no artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu aplicarse o art. 150, parágrafo 4 do CTN. (Assinado digitalmente) André Luís Mársico Lombardi, Relator ad hoc Fl. 125DF CARF MF Impresso em 28/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/ 07/2015 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/09/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10820.004809/2008-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
DIFERENÇAS APURADAS ENTRE O ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO.
A falta ou insuficiência de recolhimento IRPJ, não confessada, constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE.
A partir de outubro de 2002 a compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos ou contribuições com crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela RFB deve ser efetuada necessariamente mediante a apresentação da Declaração de Compensação.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DA MESMA ESPÉCIE. REQUISITOS.
A compensação de indébitos tributários visando extinguir crédito tributário da mesma espécie e destinação constitucional, conquanto prescinda de formalização de pedido, para ter validade, deve ser devidamente declarada em DCTF antes do início da ação fiscal ou, no mínimo, demonstrado que a compensação foi procedida em sua contabilidade.
Numero da decisão: 1401-001.450
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Ricardo Marozzi Gregorio, Marcos de Aguiar Villas Boas, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Livia De Carli Germano e Antonio Bezerra Neto.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201512
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2003 DIFERENÇAS APURADAS ENTRE O ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO. A falta ou insuficiência de recolhimento IRPJ, não confessada, constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE. A partir de outubro de 2002 a compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos ou contribuições com crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela RFB deve ser efetuada necessariamente mediante a apresentação da Declaração de Compensação. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DA MESMA ESPÉCIE. REQUISITOS. A compensação de indébitos tributários visando extinguir crédito tributário da mesma espécie e destinação constitucional, conquanto prescinda de formalização de pedido, para ter validade, deve ser devidamente declarada em DCTF antes do início da ação fiscal ou, no mínimo, demonstrado que a compensação foi procedida em sua contabilidade.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10820.004809/2008-76
anomes_publicacao_s : 201601
conteudo_id_s : 5556418
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 06 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1401-001.450
nome_arquivo_s : Decisao_10820004809200876.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : ANTONIO BEZERRA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 10820004809200876_5556418.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator e Presidente Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Ricardo Marozzi Gregorio, Marcos de Aguiar Villas Boas, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Livia De Carli Germano e Antonio Bezerra Neto.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
id : 6243379
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124504670208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1880; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10820.004809/200876 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1401001.450 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de dezembro de 2015 Matéria IRPJ/CSLL Recorrente COLOR VISAO DO BRASIL INDUSTRIA ACRILICA LIMITADA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 DIFERENÇAS APURADAS ENTRE O ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO. A falta ou insuficiência de recolhimento IRPJ, não confessada, constitui infração que autoriza a lavratura do competente auto de infração, para a constituição do crédito tributário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE. A partir de outubro de 2002 a compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos ou contribuições com crédito relativo a tributo ou contribuição administrados pela RFB deve ser efetuada necessariamente mediante a apresentação da Declaração de Compensação. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DA MESMA ESPÉCIE. REQUISITOS. A compensação de indébitos tributários visando extinguir crédito tributário da mesma espécie e destinação constitucional, conquanto prescinda de formalização de pedido, para ter validade, deve ser devidamente declarada em DCTF antes do início da ação fiscal ou, no mínimo, demonstrado que a compensação foi procedida em sua contabilidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 0. 00 48 09 /2 00 8- 76 Fl. 461DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator e Presidente Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Ricardo Marozzi Gregorio, Marcos de Aguiar Villas Boas, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Livia De Carli Germano e Antonio Bezerra Neto. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra Acórdão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Ribeirão PretoSP. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Do procedimento de revisão eletrônica da Declaração de Informações EconômicoFiscais, relativa ao anocalendário 2003 (DIPJ/2004 n° 1304281), foram constatadas divergências entre os valores do IRPJ e da CSLL declarados e os valores calculados com base na legislação em vigor, informados pelo sujeito passivo acima identificado em DIPJ e nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF dos respectivos períodos: Tributo declarado em DIPJ Ficha/ Linha Valor declarado em DIPJ Valor declarado em DCTF Diferença DIPJ/DCTF Ocorrência Diferenças a pagar IRPJ 12 A/19 158.736,70 0,0 158.736,70 Não informado em DCTF CSLL 17A/19 52.695,26 0,0 52.695,26 Não informado em DCTF A contribuinte foi intimada a prestar esclarecimentos quanto à divergência dos valores informados em DIPJ e na DCTF do anocalendário 2003, referente ao IRPJ a pagar e à CSLL, conforme Termo de Intimação Revisão DIPJ, lavrado em 05 de junho de 2008 (fls. 4 e 5). Mediante representação legal, apresentou ao Fisco cartaresposta (com as seguintes alegações: • Com relação ao IRPJ, que no anocalendário 2001 sua DIPJ apresentou saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 170.176,87; • no anocalendário 2002 sua DIPJ apresentou prejuízo fiscal, permanecendo, ainda, saldo a compensar de R$ 208.282,55; • as divergências constatadas no termo de intimação, referemse ao saldo negativo declarado na DIPJ 2003, anocalendário 2002. • No que diz respeito à CSLL, alegou que no anocalendário 2001 sua DIPJ apresentou saldo negativo da CSLL no valor de R$ 63.037,32; • no anocalendário 2002 sua DIPJ apresentou prejuízo fiscal, permanecendo, ainda, saldo a compensar de R$ 74.815,37; • as divergências constatadas no termo de intimação referemse aos saldos negativos apurados na DIPJ /2003, anocalendário 2002. Foi lavrado Termo de Constatação e de Intimação Fiscal que, em síntese, relatou divergência dos pagamentos apresentados por estimativa e os declarados na DIPJ do anocalendário de 2001 e solicitou a apresentação de Pedido de Compensação protocolado, referente ao IRPJ e CSLL a pagar apurados na DIPJ/2004, anocalendário 2003. Fl. 463DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 5 4 A contribuinte por meio de seu representante legal apresentou cartaresposta alegando que o IRPJ a pagar do anocalendário 2003, DIPJ/2004, foi compensado contabilmente com saldos negativos de anoscalendário anteriores, nos moldes da antiga redação do artigo 74 da Lei n° 9.430/96, o mesmo ocorrendo com a CSLL, e que embora não seja o procedimento correto (efetuado contabilmente sem a apresentação da Declaração de Compensação), o crédito utilizado é existente. Foram lavrados os Autos de Infração AI (fls. 110/115) que exigem, com fulcro nas disposições legais nele citados, crédito tributário no montante de R$ 532.123,12, assim composto: Valor do tributo Juros de mora (cálculo válido até 30/09/2008) Multa de ofício (75%) Total IRPJ 158.736,70 381.460,1 5 119.052,52 381.460,15 CSLL 62.695,26 40.946,2 7 47.021,44 150.662,97 Ciente dos lançamentos em 06/10/2008, a contribuinte ingressou em 06/11/2008 com a impugnação de fls. 118/139, mediante a qual os refuta, em suma, sob as seguintes alegações: • Embora tenha sido esclarecido, em resposta à intimação, que as divergências constatadas pela fiscalização referemse aos saldos negativos de IRPJ e CSLL declarados na DIPJ 2001, anocalendário 2002; que o saldo de IRPJ e CSLL a pagar do anocalendário 2003 foi compensado contabilmente com os saldos negativos dos anoscalendário anteriores, nos moldes da antiga redação do art, 74 da Lei Federal n° 9.430/96 e que embora não seja o procedimento correto, o crédito utilizado pelo contribuinte é existente, liquido e certo, foram lavrados os autos de infração, não sendo aceita pelo Fisco a compensação contábil realizada pelo contribuinte. Consta do AI: Com a falta da entrega da "Declaração de Compensação" do saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2001 e anteriores, com o IRPJ apurado e não pago no anocalendário 2003, de R$ 158.736,70, seu crédito prescreveu conforme o disposto no art. 168 do Código Tributário Nacional e no DecretoLei 4.597, de 19/08/1942, sendo exigível o 1RPJ a pagar do anocalendário 2003, declarado na DIPJ 2004 e não declarada em DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES E TRIBUTOS FEDERAIS — DCTF(...) Com a falta da entrega da "Declaração de Compensação" do saldo negativo da CSLL do ano calendário de 2001 e anteriores, com a CSLL apurada e não paga no anocalendário 2003, de R$ 62,695,26, seu crédito prescreveu conforme o disposto no art. 168 do Código Tributário Nacional e no DecretoLei 4.597, de 19/08/1942, sendo exigível a CSLL a pagar do anocalendário 2003, declarado na DIPJ 2004 e não declarada em DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇõES E TRIBUTOS. • A partir da alteração do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, pelo art. 49 da Lei n° 10.637, de 2002, devidamente regulada em âmbito administrativo pela IN SRF n.° 210/02, toda e qualquer compensação passou a ser feita através da chamada Declaração de Compensação, seja para tributos da mesma espécie e destinação constitucional, como também para tributos de espécies diferentes. Oportuno frisar que o contribuinte não pretende aqui alegar o desconhecimento da norma, até porque nossa Lei de Introdução ao Código Civil reza que ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece (art. 30 do Decreto — Lei n.° 4.657/1942). O objetivo do contribuinte é ter reconhecido, por essa Administração, que houve uma compensação contábil, restando assim extinto o crédito tributário ora exigido. Para tanto, se vale do principio da verdade material, bem como pelos princípios da Fl. 464DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 6 5 razoabilidade, finalidade e prevalência da substância sobre a forma. Logo, tornase necessário que o contribuinte comprove que o mesmo realizou a compensação contábil, assim como comprovar a existência do referido crédito tributário (saldo negativo de IRPJ e CSLL) e sua respectiva baixa, e posterior compensação. Para tanto, a impugnante requer a juntada dos seguintes documentos, que inclusive foram fornecidos à Administração durante a Fiscalização, cujo histórico remonta todo o saldo negativo da Impugnante, com sua respectiva compensação. • A compensação foi realizada nos exatos termos da antiga redação do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, razão pela qual, com base nos princípios da verdade material, razoabilidade, não prejuízo ao Erário, prevalência da substância sobre a forma e finalidade, deve ser reconhecida a improcedência do AI. Sobre esse entendimento existem decisões que se aplicam, simultaneamente, a um caso concreto os retrocitados princípios. (foram citados diversos acórdãos). • A realidade fática se sobrepõe à qualquer obrigação tida por acessória, pois essas obrigações, muitas vezes, não expressam aquilo que efetivamente aconteceu no mundo fático, principalmente em casos em que o contribuinte "incorreu em erro de preenchimento de obrigação acessória, ou, porque não, compensação contábil quando da legislação passou a exigir a entrega de Declaração de compensação". ... "esta obrigação de buscar a verdade substancial decorre do próprio principio da legalidade (art. 5°, inciso II e art. 150, inciso I, todos da CF/88), pois se só é possível exigir tributo na exata medida da lei, ou o Fisco, na verificação da ocorrência do plano dos fatos constata a subsunção do fato à norma, e, por conseguinte, efetua o lançamento, ou então agiu fora da legalidade, ferindo os princípios constitucionais acima mencionados." • Conforme ficou demonstrado e comprovado pelos documentos ora acostados, e tendo como base o principio da verdade material, razoabilidade, finalidade, ausência de prejuízo ao Erário e prevalência da substância sobre a forma, o presente Auto de Infração há de ser cancelado, com todos os seus consectários legais. • Requer o cancelamento do AI diante das razões acima expostas, excluindo se por conseqüência qualquer cobrança. Protesta pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos, para demonstrar a veracidade dos fatos alegados na presente defesa, inclusive prova pericial, se a RFB julgar necessária e, requer que as intimações referentes a este processo se faça em nome da empresa, no endereço declinado na peça impugnatória. É o essencial. A DRJ Manteve os lançamentos, nos termos das ementas abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 DÉBITO NÃO CONFESSADO. Mantémse o lançamento do IRPJ não declarado em DCTF e não compensado mediante DCOMP. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2003 DÉBITO NÃO CONFESSADO. Fl. 465DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 7 6 Mantémse o lançamento da CSLL não declarada em DCTF e não compensada mediante DCOMP. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2003 INTIMAÇÕES. ENDEREÇAMENTO. Feita a eleição pelo sujeito passivo que consta do CNPJ, não é possível a admissão de domicílio especial para o processo administrativo fiscal. ATIVIDADE VINCULADA Positivada a norma tributária, é dever da autoridade fiscal aplicála, pois o lançamento é uma atividade vinculada, conforme disposição contida no CTN. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. O processo foi baixado em diligência para melhor esclarecer a autocompensação alegada pela Recorrente em sua contabilidade. A manifestação de inconformidade contra o retorno de diligência se assenta precipuamente na tentativa de combater uma premissa levantada pelo fiscal, posta assim pela Recorrente: (...)Não há que se falar, destarte, que encontro de contas só fora efetuado em 07/10/2008, data da lavratura do auto de infração, mas sim, da data em que a compensação fora efetuada pelo contribuinte em 2003, conforme em seguida demonstraremos (grifo do original) É o relatório. Fl. 466DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 8 7 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. Conforme relatado, o lançamento foi efetuado pelo fato de terem sido constatadas divergências entre os valores do IRPJ e da CSLL, apurados em 31/12/2003, declarados em DIPJ e que não foram declarados em DCTF. A contribuinte alegou que a divergência ocorreu porque havia efetuado a compensação dos valores desses tributos informados na DIPJ com saldos negativos apurados em 2001 e períodos anteriores. Na dúvida de que a recorrente tenha de fato formalizado adequadamente a referida compensação, o processo foi baixado em diligência para maiores averiguações, como se verá mais adiante. A empresa asseverou em sua defesa que fez a compensação na contabilidade, apesar de não ter apresentado DCTF formalizando tais operações e, mais importante, não ter apresentado a DCOMP. Nesse ponto importa salienta que, a partir de outubro de 2002, inaugurouse uma nova sistemática de compensação, onde qualquer tipo de compensação, mesmo a compensação de que trata a Lei 8.383/91, envolvendo tributos da mesma espécie, deve ser feita sempre através de Declaração de Compensação Dcomp: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. § 3º Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação: (...) § 4º Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de Fl. 467DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 9 8 compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo” (grifei) Nesse mesmo passo a Instrução Normativa SRF n° 210, de 2002 normatizou a matéria: Art. 6o Os saldos negativos do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) poderão ser objeto de restituição: I na hipótese de apuração anual, a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração; II na hipótese de apuração trimestral, a partir do mês subseqüente ao do trimestre de apuração. Art. 21. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da SRF. § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante o encaminhamento à SRF da "Declaração de Compensação". (....)". (grifei) Como se vê, a declaração de compensação é uma prerrogativa da recorrente e que não foi utilizada, não cabendo ao fiscal fazêlo de ofício. Não se olvide, ainda, que, no lançamento dito por homologação, a compensação apresenta três pressupostos indispensáveis: Primeiramente, o contribuinte deve possuir um crédito líquido e certo contra a Fazenda Pública que precisa ser aferido; em segundo lugar, a compensação há de ser escriturada, de sorte que reste cristalizada sua ocorrência; e, por fim, o Fisco somente poderá homologar tal ato do contribuinte se tomar conhecimento de sua atividade, ou em outras palavras, incumbe ao contribuinte comunicar ao Fisco a atividade por ele levada a efeito, de forma que reste exteriorizada sua pretensão, possibilitando a fiscalização de seu procedimento. A respeito da discussão da prevalência da substância sobre a forma, o fiscal foi muito feliz em sua colocação, isso no contexto da nova sistemática de compensação (Dcomp): (...) 11.2) A situação também não se prende em privilegiar o acessório em detrimento do principal. Por exemplo: se o contribuinte não tivesse feito a PerDcomp mas tivesse informado os valores de seus débitos tributários em DCTF, e a Receita Federal se negasse a prosseguir com a compensação tributária, ISSO SERIA PRIVILEGIAR O ACESSÓRIO EM DETRIMENTO DO PRINCIPAL. Mas, no caso, o contribuinte não fez a PerDecomp, e também não incluiu o IRPJ e a CSLL em DCTF, portanto o crédito tributário não foi constituído, ou seja ele não existia, não havia sido constituído, até que, em 07/10/2008, houve o lançamento Fl. 468DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 10 9 tributário. Entendemos que O FATO GERADOR TRIBUTÁRIO não pode ser encarado como mera ficção jurídica, da mesma forma que não é possível negar existência ao LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO e a DECADÊNCIA e PRESCRIÇÃO de direito. 11.3) Cabe frisar que a DIPJ não é instrumento de constituição de crédito tributário. Considerando que o contribuinte, além de não fazer a PerDecomp também não incluiu o IRPJ e a CSLL em DCTF, a constituição do crédito tributário foi feita através do Auto de Infração lavrado em 03/10/2008, cientificado ao contribuinte em 07/10/2008. (...) Sendo assim, não tendo sido exteriorizado pelo Fisco, a partir da nova Sistemática de compensação (Dcomp), nem muito menos através de DCTF, a alegada compensação é como se não tivesse existido, como aliás é pacífica a jurisprudência: “COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. COMPENSAÇÃO. Não é cabível a alegação de compensação sem comprovação do procedimento e como defesa em auto de infração. Recurso negado.” Acórdão 20176411 Na mesma toada deste Voto, contrapondose ao entendimento do autuado, a jurisprudência do CARF impõe óbice à efetivação da compensação, mesmo se tratando de tributos da mesma espécie, quando esta for efetuada a partir de outubro de 2002 e não instrumentalizada através de Dcomp: ACÓRDÃO 20180287 – Data da Sessão: 22/05/2007 COFINS. CRÉDITOS DE IPI. COMPENSAÇÃO ESCRITURAL. IMPOSSIBILIDADE. A compensação entre créditos e débitos de tributos de diferentes espécies era efetuada, anteriormente à criação da Declaração de Compensação, à vista de pedido do sujeito passivo e, após, por meio da apresentação de Declaração de Compensação. Estando fora desses limites, a compensação escritural não tem efeito de extinção dos créditos tributários. ACÓRDÃO 20178161 – Data da Sessão: 26/01/2005 NORMAS PROCESSUAIS. PIS. COMPENSAÇÃO. MESMO TRIBUTO. DESNECESSIDADE DE PEDIDO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. Anteriormente à criação da declaração de compensação, a compensação entre tributos da mesma espécie e destinação constitucional (PIS com PIS) era efetuada pelo próprio sujeito passivo, em sua escrituração, no âmbito do lançamento por homologação. E esse foi exatamente o caso, como narrou muito bem a DRF no retorno de diligência. Não se trata da conhecida autocompensação que era permitida se fazer antes da entrada da nova sistemática de compensação (Dcomps). Aquela, deixou juridicamente de existir a partir de 01/10/2002, em razão do advento da MP n° 66/2002, convertida na Lei n° 10.637/2002. Fl. 469DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 11 10 Eis as palavras do fiscal por ocasião da diligência, que mesmo reconhecendo o direito ao crédito nega a compensação por falta de formalização adequada da relação jurídico tributária em tempo hábil (prescrição): Portanto, temos os elementos para realizar a compensação, datas e valores dos créditos de ambos, contribuinte e Fazenda Pública. O encontro de contas tem como data de referência 07/10/2008 (data em que existiam ambos, créditos e débitos envolvidos na operação de compensação). Ocorre que na mencionada data, 07/10/2008, mesmo considerando as estimativas pagas nas datas mais favoráveis ao contribuinte, já se haviam passado mais de 6 anos (no caso do penúltimo pagamento quase 7 anos), situação que claramente impossibilita a homologação administrativa de uma compensação, por descumprimento do artigo 168 do CTN (pelos motivos expostos é desnecessário aprofundar esclarecimentos em relação à questão de atualização de valores pagos pelo contribuinte). O que salta aos olhos é que o débito tributário com o qual a Recorrente afirma ter feito a compensação na contabilidade com saldo negativo de anos anteriores se refere ao anocalendário de 2003 (fato gerador 31/12/2003), portanto, indiscutível a necessidade de a Recorrente ter exteriorizado essa compensação através de uma Dcomp e assim dando a transparência ao Fisco dessa relação jurídico tributária, ora exigida após a instalação dessa nova sistemática de compensação. É que o momento que se estabelece a relação jurídico tributária da compensação é, no mínimo, a data do vencimento do débito a ser compensado e esta seria de 31/12/2003. Faço essa ressalva acima para combater o principal argumento da Recorrente trazido contra o retorno de diligência, que resumese, em apertada síntese, nesta proposição: Não há que se falar, destarte, que encontro de contas só fora efetuado em 07/10/2008, data da lavratura do auto de infração, mas sim, da data em que a compensação fora efetuada pelo contribuinte em 2003, conforme em seguida demonstraremos (grifo do original). Ora, mesmo em se considerando a data mais favorável à Recorrente (2003), ainda assim a compensação estaria sendo efetuada após a entrada em vigor da nova Sistemática de compensação que exigia necessariamente a formalização de qualquer tipo de compensação através de uma Dcomp. Portanto, não se efetivando a compensação nos moldes acima é como se não tivesse existido a compensação e que estaria assim sendo solicitada agora em face da constituição do crédito tributário em 2008, daí porque o fiscal assevera corretamente que o crédito estaria prescrito a teor do art. 168 do CTN e essa compensação não poderia ser fundamento para a defesa do auto de infração em epígrafe. Essa Turma tem reiteradamente rechaçado situações tais como essa em que a não apresentação da formalização do pedido de compensação e que não foram exteriorizados nem na contabilidade, no caso da sistemática anterior às Dcomps, pois isso daria ensejo à figura do "cheque em branco", que em tese poderia ser oponível sempre que o Fisco intentasse cobranças. Outrossim, a compensação de indébitos tributários visando extinguir crédito tributário da mesma espécie e destinação constitucional, conquanto prescinda de formalização Fl. 470DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10820.004809/200876 Acórdão n.º 1401001.450 S1C4T1 Fl. 12 11 de pedido, para ter validade, deve ser devidamente declarada em DCTF antes do início da ação fiscal ou, no mínimo, demonstrado que a compensação foi procedida em sua contabilidade, o que não se demonstrou ao longo do processo de forma cabal e detalhada, apesar de o processo ter sido inclusive baixado em diligência. Dessa forma, considerandose que os débitos relativos ao IRPJ e à CSLL apurados na DIPJ não foram extintos e também não foram confessados adequadamente, devem ser mantidos os respectivos lançamentos. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 471DF CARF MF Impresso em 06/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 30/12/2015 por ANTONIO BEZERRA NETO
score : 1.0
Numero do processo: 11829.720037/2013-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2011
INFORMAÇÃO RELATIVA À COBERTURA CAMBIAL NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. FALSIDADE. COMPROVAÇÃO.
A importadora, auxiliada por seu despachante aduaneiro, prestou a informação falsa de que algumas Declarações de Importação seriam sem cobertura cambial, a fim de burlar o limite de importações previsto para sua habilitação. A conduta foi capitulada como infração punível com a pena de perdimento.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
Responde pela infração quem concorre para sua prática. Decreto-Lei 37/1966, artigo 95, I.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-002.838
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Andrada Márcio Canuto Natal - Presidente.
Luiz Augusto do Couto Chagas - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2011 INFORMAÇÃO RELATIVA À COBERTURA CAMBIAL NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. FALSIDADE. COMPROVAÇÃO. A importadora, auxiliada por seu despachante aduaneiro, prestou a informação falsa de que algumas Declarações de Importação seriam sem cobertura cambial, a fim de burlar o limite de importações previsto para sua habilitação. A conduta foi capitulada como infração punível com a pena de perdimento. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Responde pela infração quem concorre para sua prática. Decreto-Lei 37/1966, artigo 95, I. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 11829.720037/2013-63
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5572530
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3301-002.838
nome_arquivo_s : Decisao_11829720037201363.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS
nome_arquivo_pdf_s : 11829720037201363_5572530.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Andrada Márcio Canuto Natal - Presidente. Luiz Augusto do Couto Chagas - Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, e Semíramis de Oliveira Duro.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
id : 6301679
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048124530884608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2032; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 1.125 1 1.124 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11829.720037/201363 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301002.838 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de fevereiro de 2016 Matéria Multa Aduaneira Responsabilidade Solidária Recorrente SIHI DO BRASIL IND. E COM. DE SISTEMAS DE BOMBEAMENTO LTDA. E OUTRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2011 INFORMAÇÃO RELATIVA À COBERTURA CAMBIAL NA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. FALSIDADE. COMPROVAÇÃO. A importadora, auxiliada por seu despachante aduaneiro, prestou a informação falsa de que algumas Declarações de Importação seriam sem cobertura cambial, a fim de burlar o limite de importações previsto para sua habilitação. A conduta foi capitulada como infração punível com a pena de perdimento. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Responde pela infração quem concorre para sua prática. DecretoLei 37/1966, artigo 95, I. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Andrada Márcio Canuto Natal Presidente. Luiz Augusto do Couto Chagas Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, José Henrique Mauri, Luiz Augusto do Couto Chagas, Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, e Semíramis de Oliveira Duro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 82 9. 72 00 37 /2 01 3- 63 Fl. 1125DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.126 2 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo SP: Os interessados foram autuados com a multa por conversão da pena de perdimento, no valor de R$ 114.789,95. Segundo a fiscalização, o importador, auxiliado por despachante aduaneiro, “burlou o limite de importações estabelecido pela IN SRF 650/2006 ao registrar declarações de importação com a informação ‘sem cobertura cambial’, sendo que as referidas importações estavam sujeitas a pagamento ao exportador estrangeiro” (fl. 4 do "eprocesso"). Foi juntado “Termo de Verificação Fiscal e Descrição dos Fatos” em fls. 834. A conduta foi tipificada no artigo 105, inciso VI, do DecretoLei nº 37/1966. Sihi do Brasil (SIHI) foi intimada em 8/1/2014 (fl. 1000) e Eliseu da Rocha Barboza (ELISEU) foi intimado em 9/1/2014 (fl. 1002). SIHI apresentou impugnação em 24/1/2014 (fls. 1006 e ss.). Alega: No Termo de Verificação Fiscal é reconhecido que não há qualquer vedação legal a que um importador registre uma declaração de importação (DI) “com” ou “sem” cobertura cambial, tampouco que, em momento seguinte, retifique tal informação, como procedeu a impugnante. Apresenta considerações sobre a empresa. A adesão à modalidade simplificada de habilitação ao RADAR deuse em virtude da maior agilidade na liberação deste tipo de habilitação e da menor complexidade documental. Não foi conivente com condutas que pudessem afrontar a legislação tributária ou aduaneira, ainda que apenas sob o enfoque das obrigações de cunho administrativo. Apresenta certidões negativas. A pena de perdimento (conforme artigo 689 do Regulamento Aduaneiro) exige “dano ao Erário”, o que pressupõe a caracterização de um prejuízo financeiro, perda de arrecadação ou arrecadação em montante aquém do devido. Não basta o descumprimento de uma regra formal ou administrativa, impõese o reflexo econômico do ato do agente. Imperiosa a comprovação de que o ato é doloso e pautado pela máfé. Não houve prejuízo ao Erário nem prova, pela Fiscalização, da intenção dolosa da impugnante. Fl. 1126DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.127 3 Em algumas de suas DI de 2011 foi aposta a informação de que se tratariam de operações “sem cobertura cambial”. Estas DI foram retificadas para “com cobertura cambial”, levando a fiscalização ao entendimento de que houve “falsa declaração”. Se a informação relativa à cobertura cambial fosse tida como relevante, sua retificação dependeria de aceitação pela Receita Federal, o que não ocorre (cita fl. 27). As retificações tiveram por intuito corrigir erros. Não houve falsa declaração relativa às mercadorias importadas. Cita julgados. O inciso VI do artigo 689 do Regulamento Aduaneiro menciona documentação falsificada ou adulterada, o que não corresponde à presente hipótese. A documentação apresentada pela impugnante nos processos de importação questionados é legítima. No âmbito penal não se cogita de pena sem que haja tipificação da conduta (Princípio da Tipicidade Cerrada). Não se admite a extensão de interpretações, analogia nem presunções. A impugnante está sendo punida por ato de terceiro, seu despachante aduaneiro. Por força de atos e equívocos de seu despachante é que a impugnante está sendo penalizada. O despachante deveria responder de forma exclusiva. Cita julgados. Requer o afastamento da multa aplicada ou, alternativamente, sua redução. ELISEU apresentou impugnação em 31/1/2014 (fls. 1039 e ss.). Alega: Não existe solidariedade entre despachante e o interessado no despacho, importador ou exportador. O despachante aduaneiro é agente auxiliar do comércio, preposto ou mandatário. As relações entre despachante e comitente são reguladas pelas leis que regem o mandato (DecretoLei nº 4.014/1942, artigo 28). O despachante apenas age em nome do outorgante. Cita artigos 808, 809, IV e 810 do Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759/2009). Não existe responsabilidade solidária por infrações entre o despachante aduaneiro e seus clientes, visto que não existe interesses comuns. Não deve existir entre o despachante aduaneiro e o importador ou exportador qualquer vínculo de comércio de mercadorias com intuito de lucro (Decreto nº 646/1992, artigo 10). Cita o Código Tributário Nacional (CTN), artigos 124, I e 137, I. A norma regulamentadora da atividade de despachante aduaneiro e demais normas impedem a solidariedade. Requer sua exclusão do polo passivo do auto de infração. Fl. 1127DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.128 4 Os autos foram encaminhados à DRJ/São Paulo em 24/4/2014. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo SP indeferiu a impugnação com a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2011 DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. INFORMAÇÃO RELATIVA À COBERTURA CAMBIAL. FALSIDADE. A fiscalização demonstrou que a importadora, auxiliada por seu despachante aduaneiro, prestou informação inverídica (falsa) de que algumas DI seriam “sem cobertura cambial”, a fim de burlar o limite de importações previsto para sua habilitação. Foi corretamente enquadrada a conduta como infração punível com a pena de perdimento — DecretoLei 37/1966, artigo 105, VI. Responde pela infração quem, de qualquer forma, concorre para sua prática DecretoLei 37/1966, artigo 95, I. O contribuinte não apresentou recurso voluntário e o responsável solidário apresentou recurso voluntário onde, basicamente repete seus argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 1128DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.129 5 Voto Conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas Relator O recurso voluntário do responsável solidário é tempestivo, portanto, dele tomo conhecimento. O contribuinte SIHI DO BRASIL IND. E COM. DE SISTEMAS DE BOMBEAMENTO LTDA. E OUTRO não apresentou recurso voluntário. Tratase de analisar o recurso voluntário apresentado por Eliseu da Rocha Barboza, despachante aduaneiro e responsável solidário pela multa aduaneira em questão. Primeiramente, o recorrente tece uma série de comentários acerca da dificuldade de trabalho na área aduaneira, pelo excesso de burocracia, pela dificuldade de se lidar com os sistemas informatizados e pela quantidade de cargas que transitam por estas unidades. Tais comentários não interferem no deslinde da questão. A fiscalização enquadrou os autuados na infração tipificada no artigo 105, inciso VI, do DecretoLei nº 37/1966: Art. 105 Aplicase a pena de perda da mercadoria: (…) VI estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, se qualquer documento necessário ao seu embarque ou desembaraço tiver sido falsificado ou adulterado. De acordo com o artigo 2º, § 2º, inciso II da Instrução Normativa SRF nº 650/2006, a empresa habilitada na modalidade simplificada tinha como limite de operações “com cobertura cambial” o montante de US$ 150 mil, CIF na importação. A fiscalização constatou que a empresa conseguiu registrar declarações de importação cujos valores CIF somados ultrapassaram o limite estabelecido pela IN/SRF 650/2006 e controlado pelo Siscomex. A fiscalização apresenta a planilha que comprova esta constatação. Para melhor elucidar a questão, transcrevo trecho do termo fiscal, que também foi reproduzido no acórdão recorrido: Como se observa, no período destacado, de 10/2011 a 05/2012, a SIHI extrapola o limite imposto pela IN SRF 650/2006. Teria sido falha no sistema? Não. A Fiscalização detectou que a SIHI, para que pudesse registrar declarações de importação e ultrapassasse o limite imposto pela IN SRF 650/2006, registrou declaração de importação Fl. 1129DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.130 6 informando “sem cobertura cambial” quando na verdade deveria ter informado “com cobertura cambial”. A informação “sem cobertura cambial” prestada no registro da DI permitiu que a SIHI registrasse, sem limites, declarações de importação no sistema, uma vez que somente entram para cálculo do limite de US$ 150 mil os valores das declarações de importação que possuem cobertura cambial, conforme previsto na IN SRF 650/2006. Obviamente, tanto o registro de declaração de importação como “sem cobertura cambial” quanto a retificação de “com” para “sem cobertura cambial” são permitidos, desde que tais operações reflitam a realidade dos fatos, o que não foi o caso da SIHI. O que determina se a declaração de importação é com ou sem cobertura cambial é a negociação entre importador e exportador. Se este realiza negócio pelo qual não vai receber pagamento daquele, a fatura comercial registra tal fato, como também registra se o pagamento for previsto. Havendo previsão de pagamento ao exportador na fatura comercial, o importador deve informar no Siscomex “com cobertura cambial”; não havendo, “sem cobertura cambial". O sistema permite que uma DI seja registrada tanto com a informação “com cobertura cambial” quanto com a informação “sem cobertura cambial”. No caso do auto de infração em tela, a fiscalização demonstrou que a empresa, auxiliada por seu despachante aduaneiro, prestou a informação inverídica de que algumas DI seriam “sem cobertura cambial”, a fim de burlar o limite de importações previsto para sua habilitação simplificada. Como a empresa realizou, na verdade, importações “com cobertura cambial” acima do limite estipulado, deveria ter solicitado outro tipo de habilitação, sujeitandose aos requisitos da norma aduaneira. A empresa optou pela modalidade “simplificada”, que lhe proporcionou “menor complexidade documental”, mas utilizouse de falsas declarações a fim de burlar o sistema Siscomex. A fiscalização aponta que a empresa, auxiliada por seu despachante, realizou diversas retificações das DIs. Mais uma vez, para melhor elucidar os fatos, transcrevo trecho do termo fiscal e do acórdão recorrido: No final do mês de setembro de 2011, a SIHI já somava US$ 151.584,31 em importações CIF, que se iniciaram em junho do mesmo ano. Ela estaria impedida de registrar outras declarações de importação até 30/11/2011, recuperando US$ 9.829,76 (valor que faltaria para chegar a US$ 150 mil a partir da diferença entre US$ 151.584,31, e US$ 11.414,07, total de importações no mês de junho) assim que chegasse o mês de dezembro. Fl. 1130DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.131 7 O registro da DI 1120130478 com a informação “sem cobertura” cambial permitiu que a SIHI realizasse a importação. Esta conduta se repetiu no registro das declarações: 1123493822, 1123493938, 1123497380, 1124147928 e 1124222385. A legislação permite a retificação do campo “cobertura cambial” sem necessidade de aceitação pela Receita Federal. Isso permitiu que a empresa alterasse as DI sem o aceite da Receita Federal. A retificação posterior das DIs quanto à “cobertura cambial” não afasta o fato de que foram prestadas informações falsas, a fim de burlar o limite de importações conferido a empresa. Assim, concluise que os atos praticados pela empresa e por seu despachante aduaneiro foram dolosos e eivados de máfé. O auto de infração fundamenta corretamente a questão da falsidade em documento utilizado no despacho aduaneiro, sendo corretamente enquadrada a conduta como infração punível com a pena de perdimento, como prevê o DecretoLei nº 37/1966, artigo 105, VI. O fato tipificado, isto é, a falsificação ou adulteração de qualquer documento necessário ao embarque ou desembaraço de mercadoria é considerado “dano ao Erário”, por força do disposto no caput do artigo 23 do DecretoLei nº 1.455/1976: Art 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: (…) IV enquadradas nas hipóteses previstas nas alíneas " a " e " b " do parágrafo único do artigo 104 e nos incisos I a XIX do artigo 105, do Decretolei número 37, de 18 de novembro de 1966. Portanto, a infração tipificada no inciso VI do artigo 105 do DL 37/1966 é considerada “dano ao Erário” por expressa disposição legal, independentemente de haver, ou não, falta de recolhimento de tributo. Em relação à responsabilidade solidária, o recorrente alega que é um mandatário e que não há solidariedade entre despachante e cliente. Alega que não possui responsabilidade pelos atos praticados pois não é o proprietário das mercadorias. Alega também que não existe responsabilidade tributária entre o despachante aduaneiro e o importador ou o exportador. Cita também a jurisprudência acerca de responsabilidade do infrator, entre outras decisões judiciais que alega tratarem do tema. O termo fiscal cita o artigo 136 do CTN e os artigos 94 e 95 do DecretoLei nº 37/1966 para fundamentar a responsabilidade da empresa e do recorrente. Fl. 1131DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.132 8 Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. DecretoLei nº 37/1966, artigos 94 e 95: Art. 94 Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe inobservância, por parte da pessoa natural ou jurídica, de norma estabelecida neste DecretoLei, no seu regulamento ou em ato administrativo de caráter normativo destinado a completálos. § 1º (…) § 2º Salvo disposição expressa em contrário, a responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Art. 95 Respondem pela infração: I conjunta ou isoladamente, quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática, ou dela se beneficie; (…) IV a pessoa natural ou jurídica, em razão do despacho que promover, de qualquer mercadoria. O termo fiscal conclui: “Aquele que promoveu o registro da declaração de importação ou a sua retificação, com informações falsas, deve, portanto, também ser penalizado” (fl. 32). O recorrente, na condição de mandatário e representante da empresa perante a Receita Federal, prestou as informações falsas atinentes à cobertura cambial, de sorte que “concorreu” para a infração. O instituto da solidariedade tributária se presta exatamente a combater as condutas perpetradas no caso em tela. As normas citadas no recurso voluntário do recorrente não afastam a incidência do disposto nos artigos 94 e 95 do DecretoLei nº 37/1966. Portanto, concluo que a fiscalização procedeu corretamente ao imputar a infração à empresa e ao caracterizar a responsabilidade solidária do despachante aduaneiro, neste caso, o recorrente. Assim, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. Conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas Relator Fl. 1132DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL Processo nº 11829.720037/201363 Acórdão n.º 3301002.838 S3C3T1 Fl. 1.133 9 (ASSINADO DIGITALMENTE) LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS Fl. 1133DF CARF MF Impresso em 08/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 28 /02/2016 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 03/03/2016 por ANDRADA MARCIO CA NUTO NATAL
score : 1.0
