Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,163)
- Segunda Câmara (27,788)
- Primeira Câmara (25,081)
- Segunda Turma Ordinária d (16,974)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,917)
- Primeira Turma Ordinária (15,574)
- Segunda Turma Ordinária d (15,488)
- Primeira Turma Ordinária (15,372)
- Primeira Turma Ordinária (15,338)
- Segunda Turma Ordinária d (14,081)
- Primeira Turma Ordinária (12,847)
- Primeira Turma Ordinária (12,091)
- Segunda Turma Ordinária d (12,086)
- Quarta Câmara (11,512)
- 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (11,175)
- Quarta Câmara (82,948)
- Terceira Câmara (64,562)
- Segunda Câmara (53,095)
- Primeira Câmara (17,704)
- 3ª SEÇÃO (15,917)
- 2ª SEÇÃO (11,175)
- 1ª SEÇÃO (6,730)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (118,724)
- Segunda Seção de Julgamen (111,224)
- Primeira Seção de Julgame (73,663)
- Primeiro Conselho de Cont (49,048)
- Segundo Conselho de Contr (48,858)
- Câmara Superior de Recurs (37,418)
- Terceiro Conselho de Cont (25,941)
- IPI- processos NT - ressa (4,994)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,054)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,858)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,236)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,744)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,068)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,335)
- HELCIO LAFETA REIS (3,250)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,194)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,817)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,595)
- WILDERSON BOTTO (2,539)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,385)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,803)
- 2019 (30,948)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,876)
- 2012 (23,621)
- 2023 (22,462)
- 2014 (22,374)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,076)
- 2017 (16,837)
- 2025 (16,303)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,747)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,856)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,017)
Numero do processo: 10730.009127/2007-88
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2202-000.424
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes.
Nome do relator: NELSON MALLMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10730.009127/2007-88
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5350131
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2202-000.424
nome_arquivo_s : Decisao_10730009127200788.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NELSON MALLMANN
nome_arquivo_pdf_s : 10730009127200788_5350131.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5464726
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593540718592
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1601; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 2 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.009127/200788 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2202000.424 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 23 de janeiro de 2013 Assunto Solicitação de sobrestamento Recorrente DERMEVAL ESQUETINO DE BARCELOS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após a formalização da Resolução o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no § 3º do art. 2º, da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 30 .0 09 12 7/ 20 07 -8 8 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10730.009127/200788 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.424 S2C2T2 Fl. 3 2 Relatório DERMEVAL ESQUETINO DE BARCELOS, contribuinte inscrito no CPF/MF sob o nº 297.682.507 63, com domicílio fiscal na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, à Rua Visconde de Uruguai, n.º 208 – Bairro Centro, jurisdicionado a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Niterói RJ, inconformado com a decisão de Primeira Instância de fls. 67/69, prolatada pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Rio de Janeiro RJ, recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 81/95. Contra o contribuinte acima mencionado foi lavrado, em 11/09/2007, a Notificação Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 03/05), com ciência através de AR, em 26/09/2007 (fl. 18), na qual houve redução do imposto de renda a restituir de R$ R$ 12.199,72 para R$ 1.952,50, relativo ao exercício de 2005, correspondente ao anocalendário de 2004. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de fiscalização de revisão de Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2005, onde a autoridade fiscal lançadora entendeu haver a omissão de rendimento do trabalho com vinculo e/ou sem vinculo empregatício, sujeitos a tabela progressiva, no valor de R$ 38.637,15, recebidos pelo titular e/ou dependentes. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00. arts. 1° ao 3° e §§, e 8°, da Lei n.° 7.713 de 1988; arts. 1° ao 4°, da Lei n° 8.134, de 1990; arts. 1° e 15, da Lei n.° 10.451, de 2002; arts. 43 e 45 do Decreto n.° 3000, de 1999 (RIR/99). Irresignado com o lançamento o autuado apresenta, tempestivamente, em 22/10/2007, a sua peça impugnatória de fls.01/02, solicitando que seja acolhida a impugnação e determinado o cancelamento do crédito tributário amparado, em síntese, nos seguintes argumentos: que, com efeito, não houve omissão de rendimentos, pois, na verdade, o que ocorreu é que o Ilustre Auditor fiscal não deduziu do total dos rendimentos o valor de R$ 20.336,37, que foi pago a titulo de honorários advocatícios ao profissional que patrocinou a referida Reclamação Trabalhista, o qual é dedutível uma vez que se trata de despesas necessárias à ação judicial; que, não obstante, não foi observado que, do total do credito recebido através da Justiça do Trabalho, 23,8251% correspondem a verbas de natureza indenizatória que estão isentas de tributação. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pelo impugnante, os membros da Sexta Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Rio de Janeiro RJ, concluíram pela procedência do lançamento, com base, em síntese, nas seguintes considerações: que, o interessado contesta o lançamento alegando que o valor considerado pela fiscalização como omissão de rendimentos consiste em honorários advocatícios referentes à Reclamação Trabalhista n° 883/01 (R$ 20.336,37) e em verbas indenizatórias, isenta de tributação; Fl. 145DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10730.009127/200788 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.424 S2C2T2 Fl. 4 3 que, cumpre ressaltar que somente pode ser deduzido da base de calculo do imposto de renda o valor das despesas com ação judicial que tenha sido efetivamente suportadas pelo reclamante e desde que devidamente comprovadas pelo mesmo; que, a fim de comprovar os honorários pagos, o Contribuinte apresentou, inicialmente, os recibos de fls. 07 e 08. Nelas, os senhores José Guillherme Batista Pereira e Oswaldo Oliveira de Freitas afirmam ter recebido as quantias de R$ 6.778,79 e RS 13.557,58, respectivamente, a titulo de honorários advocatícios, sem especificar as ações em que atuaram; que, em relação ao senhor José Guilherme B. Pereira, a petição anexada à fl. 56 referese, a outro processo (processo n° 2005.001.1145843), que não corre na esfera trabalhista. Assim, considerando que o Contribuinte não logrou comprovar a atuação desse advogado na ação em comento, incabível a dedução dos honorários pagos do total recebido; que, também não é possível aceitar a dedução do valor pago ao senhor Oswaldo Oliveira de Freitas. Isto porque, para comprovar sua atuação, o Contribuinte limitou se a apresentar planilhas de fls. 50/53 com o carimbo desse advogado aposto, que não supre o requerido a ele na diligencia efetuada; que, portanto, caberia ao contribuinte oferecer à tributação na Declaração de Ajuste o valor de R$ 51.807,76, relativo à Bradesco Vida e Previdência. Como o rendimento informado foi de R$ 29.150,75, cabe neste voto manter a omissão de rendimentos no valor de R$ 22.657,01, alterando o lançamento na forma do demonstrativo abaixo. A decisão de Primeira Instância está consubstanciada nas seguintes ementas: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, em razão de ação judicial, poderá ser deduzido da base de cálculos do imposto de renda o valor das despesas com a ação judicial correspondente, que tenham sido suportadas pelo reclamante, incluindo os honorários advocatícios, desde que devidamente comprovadas, e proporcionalizados conforme a natureza dos rendimentos. Impugnação Procedente em Parte. Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 17/02/2011, conforme Termo constante a fl.76, e, com ela não se conformando, o recorrente interpôs, em tempo hábil (14/03/2011), o recurso voluntário de fls. 81/95, com instrução de documentos adicionais fls. 96/128, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória, reforçado pelas seguintes considerações: que, todas estas circunstancias são possíveis e se fundamentam no principio da verdade material, pois o que se busca, durante todo o processo administrativo, é a verdade real dos fatos em contenda, e isto pode acontecer em qualquer fase ou instancia processual; que, não obstante a formalidades advindas da tipicidade tributaria, o que se deve perquirir e a verdade real dos fatos uma vez que o principio da verdade material e o fundamento basilar da imposição tributaria e tem o escopo de o contribuinte fazer prova de fato Fl. 146DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10730.009127/200788 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.424 S2C2T2 Fl. 5 4 e de direito em razão de comprovar que os honorários, conforme se vem demonstrado foram pagos aos advogados; que, alega autoridade fiscal que o contribuinte apresentou e (volta a apresentar) os recibos de honorários, com Firmas Devidamente Reconhecidas dos Advogados, honorários estes pagos ao advogado José Guilherme Batista Pereira que afirma ter recebido o valor de R$ 6.778,79 e o advogado de nome Oswaldo Oliveira de Freitas que recebeu efetivamente a quantia de R$ 13.557,58; que, é bem verdade que a Secretaria da Receita Federal tem, nos dias de hoje, meios hábeis, apetrechos tecnológicos e eficiência de cruzamento de informações para apurar a veracidade dos fatos alegados pelos contribuintes de boafé. Não pode na incerteza a autoridade fiscal tributar o contribuinte, uma vez que o CTN veda a utilização do tributo como sanção. É o relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10730.009127/200788 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.424 S2C2T2 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Nelson Mallmann, Relator Do exame inicial dos autos verificase que existe uma questão prejudicial à análise do mérito da presente autuação, relacionada com sobrestamento de julgados. Observase às fls. 67/69 da decisão recorrida o seguinte excerto: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, em razão de ação judicial, poderá ser deduzido da base de cálculos do imposto de renda o valor das despesas com a ação judicial correspondente, que tenham sido suportadas pelo reclamante, incluindo os honorários advocatícios, desde que devidamente comprovadas, e proporcionalizados conforme a natureza dos rendimentos. Da mesma forma, consta dos autos (45/53) as planilhas de cálculo dos rendimentos recebidos de forma acumulada, os quais foram tributados por ocasião do recebimento dos valores. Com visto, resta claro da análise dos autos, que se trata de ação trabalhista, cujo resultado foi o pagamento de rendimentos acumulados. Assim sendo, a discussão sobre o recebimento de rendimentos acumulados, por enquanto, não faz sentido haja vista que se trata de mais um caso de sobrestamento de julgado feito, por unanimidade de votos, por esta turma de julgamento, nos termos do art. 62A e parágrafos do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Após breve análise no conteúdo da acusação fiscal resta claro, nos autos de que a exigência fiscal teve origem em procedimentos de fiscalização de Imposto de Renda, onde a autoridade lançadora entendeu haver classificação indevida de rendimentos na Declaração de Ajuste Anual. Ou seja, o contribuinte classificou indevidamente na Declaração de Ajuste os Fl. 148DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10730.009127/200788 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2202000.424 S2C2T2 Fl. 7 6 rendimentos recebidos em virtude de ação trabalhista, conforme descrito em Termo de Verificação e de Encerramento da Ação Fiscal, parte integrante deste auto. Infração capitulada nos artigos 1º ao 3º e §§, da Lei nº 7.713, 1988; artigos 1º ao 3º, da Lei nº 8.134, de 1990 e artigo 21 da Lei 9.532, de 1997. Assim sendo, resta evidente nos autos de que se trata de imposto de renda incidente sobre rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial, assunto na esfera das matérias de repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, conforme os recursos extraordinários 614232 e 614406. A vista disso, seja o presente processo encaminhado à Secretaria da 2ª Câmara da 2ª Seção para as devidas providencias no sentido de atender o sobrestamento do julgamento. Observando que, após solucionada a questão, o presente processo será novamente incluído em pauta publicada. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Fl. 149DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por NELSON MALLMANN
score : 1.0
Numero do processo: 10580.721426/2008-36
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
EXCLUSÃO DO SIMPLES. ADOÇÃO DE NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO. APROVEITAMENTO DO PAGAMENTO EFETUADO COM O CÓDIGO 6106 PARA QUITAÇÃO DE DÉBITO DE MESMA NATUREZA DO CRÉDITO REIVINDICADO, MEDIANTE SIMPLES DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE.
O Simples não se caracteriza como um tributo, mas apenas como uma forma simplificada e unificada de recolhimento dos vários tributos que engloba. Na determinação dos valores dos tributos a serem exigidos do Contribuinte, após sua exclusão do Simples, devem ser deduzidos eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa sistemática, observando-se os percentuais previstos em lei sobre o montante pago de forma unificada (Súmula CARF nº 76). Somente após realizada essa dedução dos valores já pagos, é que cabe a imputação de acréscimos legais sobre a parcela remanescente (tanto do crédito, quanto dos débitos), até a data de apresentação do PER/DCOMP, para fins do encontro de contas realizado mediante compensação tributária.
Numero da decisão: 1802-002.079
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Luis Roberto Bueloni Ferreira, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 EXCLUSÃO DO SIMPLES. ADOÇÃO DE NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO. APROVEITAMENTO DO PAGAMENTO EFETUADO COM O CÓDIGO 6106 PARA QUITAÇÃO DE DÉBITO DE MESMA NATUREZA DO CRÉDITO REIVINDICADO, MEDIANTE SIMPLES DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. O Simples não se caracteriza como um tributo, mas apenas como uma forma simplificada e unificada de recolhimento dos vários tributos que engloba. Na determinação dos valores dos tributos a serem exigidos do Contribuinte, após sua exclusão do Simples, devem ser deduzidos eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa sistemática, observando-se os percentuais previstos em lei sobre o montante pago de forma unificada (Súmula CARF nº 76). Somente após realizada essa dedução dos valores já pagos, é que cabe a imputação de acréscimos legais sobre a parcela remanescente (tanto do crédito, quanto dos débitos), até a data de apresentação do PER/DCOMP, para fins do encontro de contas realizado mediante compensação tributária.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.721426/2008-36
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5339688
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-002.079
nome_arquivo_s : Decisao_10580721426200836.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10580721426200836_5339688.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Luis Roberto Bueloni Ferreira, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 08 00:00:00 UTC 2014
id : 5395417
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593542815744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2132; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.721426/200836 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1802002.079 – 2ª Turma Especial Sessão de 08 de abril de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente PISCINART COMÉRCIO E EQUIPAMENTOS PARA PISCINAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 EXCLUSÃO DO SIMPLES. ADOÇÃO DE NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO. APROVEITAMENTO DO PAGAMENTO EFETUADO COM O CÓDIGO 6106 PARA QUITAÇÃO DE DÉBITO DE MESMA NATUREZA DO CRÉDITO REIVINDICADO, MEDIANTE SIMPLES DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. O Simples não se caracteriza como um tributo, mas apenas como uma forma simplificada e unificada de recolhimento dos vários tributos que engloba. Na determinação dos valores dos tributos a serem exigidos do Contribuinte, após sua exclusão do Simples, devem ser deduzidos eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa sistemática, observandose os percentuais previstos em lei sobre o montante pago de forma unificada (Súmula CARF nº 76). Somente após realizada essa “dedução” dos valores já pagos, é que cabe a imputação de acréscimos legais sobre a parcela remanescente (tanto do crédito, quanto dos débitos), até a data de apresentação do PER/DCOMP, para fins do encontro de contas realizado mediante “compensação” tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 14 26 /2 00 8- 36 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Luis Roberto Bueloni Ferreira, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador/BA, que manteve a homologação apenas parcial em relação a declaração de compensação apresentada pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem. Os fatos que deram origem ao presente processo estão assim descritos no relatório da decisão recorrida, Acórdão nº 1524.316, às efls. 31/32: A interessada transmitiu PER/DCOMP eletrônico visando compensar valor recolhido mediante DARF do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples com débitos de outros tributos e contribuições, sob o argumento de que à época do recolhimento, já estava excluída da sistemática do Simples. A DRF/Salvador emitiu Despacho Decisório reconhecendo o direito creditório mas homologando parcialmente a compensação declarada, em face da aplicação ao presente caso do art. 28 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005, que prevê a incidência de acréscimos legais ao débito cuja compensação pretendeu a interessada. Desta forma, restou configurado excesso de compensação, sendo determinada a sua cobrança imediata, nos termos do art. 48, II da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005, ressaltandose que a manifestação de inconformidade porventura apresentada não suspenderia a exigibilidade do crédito tributário. Irresignada, a contribuinte apresenta Manifestação de Inconformidade alegando ser equivocada a aplicação de multas e acréscimos moratórios aos valores originais devidos, requerendo, ao final, a homologação da compensação declarada. Como já mencionado, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador/BA manteve a homologação apenas parcial da compensação pretendida, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 25/09/2006 COMPENSAÇÃO. DATA DA VALORAÇÃO. INCIDÊNCIA DE JUROS E MULTA DE MORA. A data de valoração, para fins da efetivação das compensações declaradas à Receita Federal a partir de 28 de maio de 2003, é a data da transmissão da declaração de compensação, e os débitos Fl. 48DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 5 4 sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, se naquela data já estiverem vencidos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com essa decisão, que foi postada para a ciência em 28/09/2010 (efls. 33), a Contribuinte apresentou em 20/10/2010 o recurso voluntário de efls. 34/35, alegando: que a compensação foi parcialmente homologada porque a Receita Federal equivocadamente entendeu que não teriam sido computados (pela Contribuinte) os valores referentes a multas e acréscimos moratórios; que não tem cabimento tal interpretação, pois todos os PER/DCOMP foram tempestivamente apresentados, mês a mês, e são eles que representam a quitação tempestiva dos tributos em referência; que não há razão para cobrança das multas e acréscimos moratórios, e que por isso não podem ser cobrados os pequenos saldos apontados pela Receita Federal; que a compensação deve ser integralmente homologada, com a extinção definitiva dos créditos tributários compensados. Este é o Relatório. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a Contribuinte questiona a homologação apenas parcial de declaração de compensação por ela apresentada em 25/09/2006. O pretendido encontro de contas abrange crédito decorrente de pagamento a título de SIMPLES, realizado em 12/05/2003 no código 6106, referente ao período de apuração PA abril/2003, no valor de R$ 2.795,78, que foi utilizado para quitar, por compensação, débito de IRPJ do 2º trimestre de 2003, informado com código relativo ao regime do lucro presumido (2089), e débito de COFINS de abril/2003, informado com o código 2172. O valor original do crédito corresponde exatamente à soma dos débitos (levando em conta apenas a rubrica principal, sem acréscimos legais). Com o PER/DCOMP sob exame, a Contribuinte busca o aproveitamento de pagamento realizado com o código 6106 (Simples), relativo a período em que ela foi excluída do Simples, para a quitação de débitos de IRPJ e COFINS apurados em razão da exclusão do Simples. A Delegacia de origem, por meio do Despacho Decisório de efls. 10 a 13, reconheceu o direito creditório, mas concluiu que ele era insuficiente para quitar integralmente os débitos objeto do PER/DCOMP, remanescendo saldo devedor a ser exigido da Contribuinte. Esse valor residual de débito surgiu em razão do cômputo dos acréscimos legais até a data de apresentação do PER/DCOMP – juros selic sobre o crédito, e juros selic e multa de mora sobre os débitos vencidos. A Delegacia de Julgamento, ao examinar a manifestação de inconformidade da Contribuinte, manteve a homologação apenas parcial da compensação, entendendo que de fato caberia a incidência de acréscimos moratórios sobre os débitos, até a data de apresentação do PER/DCOMP, porque eles já estavam vencidos nesta data. Na presente fase recursal, a Contribuinte novamente se insurge contra o cômputo dos referidos acréscimos legais. A Lei nº 10.637/2002 implementou grandes mudanças no art. 74 da Lei 9.430/1996, redefinindo todo a configuração jurídica da compensação tributária na esfera federal. Desde então, a compensação declarada à Secretaria da Receita Federal passou a extinguir o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação, e em razão disso o momento para o encontro de contas passou a ser a data do envio da declaração de compensação (PER/DCOMP). Fl. 50DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 7 6 Desse modo, se na data de apresentação do PER/DCOMP o débito objeto da compensação já estiver vencido, sobre ele, regra geral, devem incidir os acréscimos moratórios. Entretanto, a situação sob exame merece ser analisada com mais detalhe. Já mencionamos que a Contribuinte, conformandose com sua exclusão do regime de tributação simplificada, procurou aproveitar pagamento a título de Simples para quitar débitos apurados de acordo com o regime de tributação adotado em substituição ao Simples. Esse é o contexto da presente compensação. Ocorre que esse encontro de contas, quando abrange créditos e débitos referentes ao mesmo tributo e período de apuração, pode se dar até mesmo de ofício, mediante simples “dedução” matemática, independentemente de apresentação de declaração de “compensação” (PER/DCOMP) por parte dos contribuintes. A matéria já está inclusive sumulada no âmbito do CARF: Súmula CARF nº 76: Na determinação dos valores a serem lançados de ofício para cada tributo, após a exclusão do Simples, devem ser deduzidos eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa sistemática, observandose os percentuais previstos em lei sobre o montante pago de forma unificada. O fato é que o Simples não se caracteriza como um tributo, mas apenas como uma forma simplificada e unificada de recolhimento dos vários tributos que engloba, dentre eles o IRPJ e as contribuições CSLL, PIS, COFINS e CPP, que mantêm, cada um deles, sua perfeita identidade, mesmo nesse regime de tributação, inclusive sob o aspecto quantitativo, uma vez que a lei especifica as parcelas relativas a cada imposto ou contribuição, em termos percentuais. É por isso que o aproveitamento de pagamento feito sob o regime simplificado para a quitação de débito de mesma natureza (mesmo tributo e PA), que decorreu da mudança do regime de tributação, nem mesmo exige compensação via PER/DCOMP. O encontro de contas objeto do presente processo abrange débito de IRPJ do 2º trimestre de 2003 e débito de COFINS de abril/2003, com os valores originais de R$ 2.115,25 e R$ 680,53, respectivamente. O crédito decorre de pagamento a título de SIMPLES, realizado em 12/05/2003 no código 6106, referente ao período de apuração PA abril/2003, no valor de R$ 2.795,78. O PER/DCOMP esclarece que o pagamento do Simples correspondeu ao coeficiente de 5,80% sobre a receita bruta mensal, e de acordo com o art. 23, II, “b”, da Lei 9.317/1996, esse coeficiente era composto pelas seguintes parcelas: 1 – 0,26%, relativo ao IRPJ; 2 – 0,26%, relativo ao PIS/PASEP; 3 – 1%, relativo à CSLL; 4 – 2%, relativos à COFINS; e Fl. 51DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 8 7 5 – 2,28%, relativos à Contribuição Patronal Previdenciária – CPP. A divisão acima mencionada evidencia a seguinte participação de cada tributo em relação ao pagamento efetuado: PA Tributo Participação Participação relativa no pagamento IRPJ 4,48% 125,25 PIS/PASEP 4,48% 125,25 Abril CSLL 17,24% 481,99 de 2003 COFINS 34,49% 964,27 CPP 39,31% 1.099,02 100,00% 2.795,78 Mencionamos que a Delegacia de origem já reconheceu integralmente o crédito, aproveitando o pagamento no valor de R$ 2.795,78 para a quitação dos débitos indicados pela Contribuinte, e que em razão do cômputo dos acréscimos legais até a data da apresentação do PER/DCOMP, remanesceu saldo de débito. Ocorre que uma parte do referido encontro de contas envolve crédito e débito do mesmo tributo e período de apuração, tanto para a COFINS/abr/2003 quanto para o IRPJ, porque o segundo trimestre de 2003 (PA do débito de IRPJ) abrange o mês de abril/2003 (PA do crédito), o que implica dizer que uma parte dos débitos relacionados no PER/DCOMP já estava quitada antes mesmo da apresentação deste, em função do pagamento realizado no regime de tributação simplificada. Desse modo, antes de qualquer imputação para efeito de cômputo de acréscimos legais sobre créditos e débitos até a data de apresentação do PER/DCOMP, deveriam ter sido “deduzidos” dos débitos de IRPJ (R$ 2.115,25) e de COFINS (R$ 680,53), objetos do presente processo, os valores de R$ 125,25 e R$ 964,27, que representam, respectivamente, os montantes destes tributos que já haviam sido pagos pela Contribuinte antes mesmo da apresentação do PER/DCOMP. Somente após realizada essa “dedução” do valor já pago, é que cabe a imputação de acréscimos legais sobre a parcela remanescente (tanto do crédito, quanto do débito), até a data de apresentação do PER/DCOMP, para fins do encontro de contas realizado mediante “compensação” tributária. Em relação à COFINS, o resultado prático do procedimento de “dedução” fica limitado ao valor do débito objeto destes autos (R$ 680,53), somandose a parte excedente ao restante do crédito, para ser utilizado mediante “compensação” com a parte remanescente dos débitos informados no PER/DCOMP (no caso, o débito de IRPJ), com a devida imputação de acréscimos legais. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10580.721426/200836 Acórdão n.º 1802002.079 S1TE02 Fl. 9 8 Desse modo, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para afastar o cômputo de acréscimos legais sobre a parcela dos débitos que já se encontrava quitada pelo pagamento com o código 6106, nos montantes de R$ 125,25 (IRPJ) e R$ 680,53 (COFINS). (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 53DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10925.905105/2012-21
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/11/2005
PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.887
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/11/2005 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10925.905105/2012-21
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5334694
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.887
nome_arquivo_s : Decisao_10925905105201221.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10925905105201221_5334694.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
id : 5372259
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593545961472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1676; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 57 1 56 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.905105/201221 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.887 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de fevereiro de 2014 Matéria RESTITUIÇÃO Recorrente PARATI SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2005 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 05 /2 01 2- 21 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 58 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 59 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo de Pedido de Restituição PER, apresentado pela contribuinte acima qualificada. Em análise do pedido, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joaçaba/SC decidiu indeferilo (Despacho Decisório à folha 5), em razão de que o valor recolhido via DARF, indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para restituição solicitada no PER. Inconformada com o não deferimento de seu Pedido de Restituição, a contribuinte esclarece, em síntese, que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2007 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. REQUISITO. A certeza e liquidez do crédito é requisito essencial para o deferimento da restituição, devendo restar comprovado o efetivo pagamento indevido ou a maior que o devido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual alega que a exigência da prévia retificação da DCTF como condição para reconhecer o crédito tributário pleiteado pela recorrente não possui qualquer fundamento legal, devendo ser enfrentado os argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 60 4 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Na análise eletrônica dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior o objetivo é confirmar a existência de indébito tributário, confrontando informações das declarações apresentadas com os pagamento realizados. Não se está analisando efetivamente o mérito da questão, o que somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Apesar da alegação da existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não ter sido acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte, o entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, in verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; No mérito, a recorrente alega que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A questão da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS é objeto do Recurso Extraordinário (RE) nº 240.7852 MG, que não foi ainda julgada até a presente data. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da mesma matéria, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais Fl. 60DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 61 5 suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei no 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi sucessivamente prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010, quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852/MG, o mesmo foi também sustado até o julgamento do ADC no 18, já que o Plenário do STF, ao julgar questão de ordem levantada pelo Ministro Marco Aurélio, decidiu que o julgamento da ADC deveria preceder o julgamento do RE em tela, uma vez que a ADC, por tratarse de controle concentrado de constitucionalidade, repercutiria sobre os demais processos relativos à matéria. Contudo, findo o prazo suspensivo liminarmente concedido pelo STF, tendo em vista não haver nenhuma decisão vigente nesse sentido nos julgamentos que versam sobre a matéria, bem como, com a edição da Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013, que revogou os parágrafos 1º e 2º do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, que previam o sobrestamento dos julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, preliminarmente entendo que não há que se falar em sobrestamento dos autos. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. Apesar da recorrente argumentar que o ICMS, por não representar riqueza do contribuinte e sim receita do Erário Estadual, é um ônus fiscal e não faturamento. Esse, porém, referese a uma universalidade, um todo composto pelas receitas da empresa, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. A Lei nº 9.718/98, em seu art. 3º, § 2º, I autoriza apenas a exclusão do ICMS “quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário”. Em nenhum momento, porém, autoriza a exclusão do ICMS das próprias vendas. Em relação ao PIS, a Jurisprudência encontravase pacificada, sendo editada a Súmula nº 68 pelo Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: Súmula: 68 A PARCELA RELATIVA AO ICM INCLUISE NA BASE DE CALCULO DO PIS. Em relação ao FINSOCIAL, que também tinha por base de cálculo o faturamento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula nº 94, que estabelece: Súmula 94. A PARCELA RELATIVA O ICMS INCLUISE NA BASE DE CÁLCULO DO FINSOCIAL. Este também é o entendimento exarado pelo STJ, superada a suspensão liminar dos julgamentos dos processos envolvendo a matéria determinada pelo STF, no âmbito do REsp no 1.127.877SP (transitado em julgado em 20/06/2012), no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo do PIS e da COFINS, através de decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, com base em jurisprudência da citada Corte, conforme excerto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 62 6 INCLUSÃO DO ICMS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de 04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min. Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de 02/09/2009. Ocorre ainda que eventuais alegações acerca de inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal para examinar hipóteses de violação às normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador, nos termos da Súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros. No mais, o julgamento do Recurso Especial (REsp) no 1.127.877SP foi submetido ao rito do artigo 543C do CPC, razão pela qual o entendimento ali expresso deverá ser seguido pelos conselheiros no âmbito do CARF, conforme caput do artigo 62A1 do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905105/201221 Acórdão n.º 3801002.887 S3TE01 Fl. 63 7 (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 63DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10803.720038/2012-52
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/05/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE APRECIAÇÃO DE RAZÕES E DOCUMENTOS EXPOSTOS PELO CONTRIBUINTE. DECISÃO ANULADA
Este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
Anulação da Decisão de Primeira Instância.
Numero da decisão: 2803-003.007
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para anular a decisão de primeira instância e que seja proferida outra em seu lugar.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Natanael Vieira dos Santos - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
Nome do relator: NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/05/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE APRECIAÇÃO DE RAZÕES E DOCUMENTOS EXPOSTOS PELO CONTRIBUINTE. DECISÃO ANULADA Este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Anulação da Decisão de Primeira Instância.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10803.720038/2012-52
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5329447
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.007
nome_arquivo_s : Decisao_10803720038201252.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 10803720038201252_5329447.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para anular a decisão de primeira instância e que seja proferida outra em seu lugar. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5333453
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593565884416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1945; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 6.877 1 6.876 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10803.720038/201252 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803003.007 – 3ª Turma Especial Sessão de 18 de fevereiro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente ITA PEÇAS PARA VEÍCULOS COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/05/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE APRECIAÇÃO DE RAZÕES E DOCUMENTOS EXPOSTOS PELO CONTRIBUINTE. DECISÃO ANULADA Este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Anulação da Decisão de Primeira Instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para anular a decisão de primeira instância e que seja proferida outra em seu lugar. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Amilcar Barca Teixeira Junior, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Gustavo Vettorato e Eduardo de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 3. 72 00 38 /2 01 2- 52 Fl. 6877DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.878 2 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa ITA PEÇAS PARA VEÍCULOS COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. em face da decisão que julgou improcedente a impugnação apresentada e manteve o lançamento de débito referente ao período de 01/01/2006 a 31/05/2008, por descumprimento de obrigação acessória. 2. Consta no relatório fiscal que a empresa deixou de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seus serviços, bem como de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos (fls. 5524/5525), o que motivou a lavratura dos Autos de Infração a seguir: a) DEBCAD 51.011.2358, Código de Fundamento Legal 30, lavrado em virtude do descumprimento do art. 32, inciso I, da Lei n.° 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso I e § 9º, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, com multa punitiva aplicada conforme dispunha o art. 92 e 102, da Lei n° 8.212, de 24/07/1991 e no art. 283, inciso I, alínea "a" e art. 373, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, por não ter incluído em folha de pagamento as remunerações pagas a segurados, através de cartões eletrônicos com a intermediação da empresa EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL LTDA. b) DEBCAD 51.011.2366, Código de Fundamento Legal 34, lavrado em virtude do descumprimento do art. 32, inciso II, da Lei n.° 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II e §§ 13 a 17, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99, com multa punitiva aplicada conforme dispunha o art. 92 e 102, da Lei n° 8.212, de 24/07/1991 e no art. 283, inciso II, alínea "a" e art. 373, do RPS, por não ter lançado mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições sociais previdenciárias – parte da empresa e de empregados – relativamente às remunerações pagas a segurados, através de cartões eletrônicos com a intermediação da empresa EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL LTDA. 3. No relatório fiscal da infração, fls.5521/5526, consta que a autuação se deu em conseqüência de ação fiscal desenvolvida em decorrência de investigações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, frente aos fortes indícios da existência de organização criminosa envolvendo pessoas físicas e jurídicas com prováveis prejuízos ao erário. Da investigação restou apurado que numa das vertentes do esquema fraudulento, figuravam empresas do segmento de cartão de crédito, que ofereciam serviços voltados a campanhas de incentivo, pagamento de prêmios a pessoas indicadas por seus clientes, através de cartões eletrônicos com os respectivos créditos, permitindo que os beneficiários sacassem em espécie o montante a eles atribuído. A empresa EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. CNPJ 03.069.255/000107, prestou este tipo de serviço ao sujeito passivo aqui autuado. 4. Também consta do referido relatório, que o sujeito passivo não apresentou a relação identificando os beneficiários do programa de gerenciamento de premiação, mediante o uso do cartão "Exchange Card", assim como dos valores estabelecidos a cada um dos Fl. 6878DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.879 3 premiados, motivo pelo qual a base de cálculo da remuneração foi aferida com base nas notas fiscais emitidas pela empresa que intermediava o pagamento, procedimento este respaldado pelo art. 33, § 3º, da Lei n° 8.212, de 24/07/1991. 5. Os autos de infração foram lavrados em 18/09/2012 e cientificados ao sujeito passivo, através de registro postal em 01/10/2012 (fl.5528), e, em seguida apresentou impugnação tempestiva às fls. 5534/5578. No entanto, o Colegiado de primeira instância julgou improcedente a impugnação da empresa, por considerar que incide contribuições previdenciárias sobre os valores pagos pela autuada a seus empregados a título de prêmio (fls. 6773/6804). 6. O acórdão da decisão restou ementado nos termos que transcrevo abaixo: “AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR A EMPRESA DE PREPARAR FOLHA DE PAGAMENTO DAS REMUNERAÇÕES PAGAS OU CREDITADAS A TODOS OS SEGURADOS A SEU SERVIÇO. Deixar a empresa de preparar folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo RFB, constitui infração à legislação previdenciária. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR A EMPRESA DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE, DE FORMA DISCRIMINADA, FATOS GERADORES E CONTRIBUIÇÕES. Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores das contribuições previdenciárias, bem como as contribuições por ela devidas, constitui infração à legislação previdenciária. MULTA. APLICAÇÃO DE VALOR PREVISTO NA LEGISLAÇÃO. O descumprimento de obrigação acessória sujeita o contribuinte ao pagamento de multa no valor previsto na legislação pertinente. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. Autos de infração lavrados com base em condutas diversas não configuram "bis in idem". DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante n.° 8, publicada no Diário Oficial da União em 20/06/2008, o lapso de tempo de que dispõe a Secretaria da Receita Federal do Brasil para constituir os créditos relativos às contribuições previdenciárias será regido pelo Código Tributário Nacional (Lei n.° 5.172/66). Tratandose de Auto de Infração lavrado em razão do descumprimento de obrigação acessória, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) Fl. 6879DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.880 4 anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Na ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial, conforme a regra prevista no art. 173, inciso I do Código Tributário Nacional, tem seu início no exercício seguinte àquele em que tenha havido a ciência pela autoridade tributária da ocorrência dos fatos geradores omitidos pelo sujeito passivo. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARCELAS INTEGRANTES. PRÊMIOS. Entendese por salário de contribuição, para o empregado, a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive aqueles recebidos a título de prêmios e incentivos, vinculados ao desempenho. Somente as exclusões arroladas exaustivamente no parágrafo 9° do artigo 28 da Lei n.° 8.212/91 não integram o saláriode contribuição. PROCESSOS CONEXOS. APENSAÇÃO DISPENSÁVEL. É possível dispensar a apensação de processos administrativos conexos quando o julgamento de um dos processos pondera as razões de decidir do outro. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido.” (fls. 6773/6774). 7. Inconformada com a decisão proferida a empresa apresentou recurso voluntário (fls. 6824/6872), no qual aduz em síntese: a) deve ser aplicada a decadência na forma do art. 150 § 4º, do CTN, porque não foi caracterizada a fraude; b) há nulidade do auto de infração pela inaplicabilidade da aferição indireta, porque os pagamentos decorrem de contrato firmado entre a Recorrente a Expertise Comunicação Total S/C Ltda., razão pela qual entende que tais pagamentos não caracterizam salário e por isso não confeccionou folhas de pagamento; c) que não ocorreu recusa ou sonegação de documentos; d) que a redação final do § 3º do artigo 33 da Lei n.º 8212/91, foi alterada de forma, que não há mais a inversão do ônus da prova para o segurado; e) que o auditor não examinou a escrituração contábil ou qualquer outro documento da empresa para constatar que não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, para poder aplicar a aferição indireta; Fl. 6880DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.881 5 f) que estava apta a apresentar os documentos para a identificação dos beneficiários, mas não o fez, porque isto não foi solicitado; g) que apresentou, na impugnação, as notas fiscais emitidas pela Expertise e planilhas relacionadas com os valores a serem carregados nos cartões; h) deve ser afastada a acusação de fraude, por não ter sido fundada em qualquer indício de dolo; i) o trabalho fiscal deve ser anulado por vício em sua constituição porque não apurou a verdade material de todos os fatos; j) que o auto para ser válido deve trazer os requisitos do artigo 142 do CTN; k) não está caracterizado o salário de contribuição pela ausência dos requisitos do artigo 28 da Lei n.º 8.212/91; l) não havia habitualidade nos pagamentos; que se tratavam de prêmios por vendas e que eram obedecidos critérios diversos para cada loja; que não decorriam do trabalho, mas do atingimento de metas; m) alega bis in idem com outro auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória, no processo 10837.20037/201216 8. Por fim, requer o cancelamento das multas pelo descumprimento de obrigações acessórias exigidas nos AI”s DEBCAD’s nº 51.011.2358 e 51.011.2366, com o conseqüente arquivamento dos autos, inclusive do processo de representação fiscal para fins penais. 9. Sem contrarrazões fiscais os autos foram encaminhados à apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório Fl. 6881DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.882 6 Voto Conselheiro Natanael Vieira dos Santos, Relator. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que foi tempestivamente apresentado, preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº. 70.235, de 6 de março de 1972 e passo a analisálo. DA INFRAÇÃO FISCAL 2. Conforme consta no relatório fiscal (fls. 5521/5526), a fiscalização constatou que a recorrente concedia prêmios, em pecúnia, a vários empregados, que lhe prestaram serviço, no período de 01/2006 a 12/2008, cujos pagamentos eram efetuados aos empregados da autuada através de créditos em cartões eletrônicos efetivados por intermédio da empresa EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL LTDA. 3. O auditor fiscal lavrou os presentes AI’s por não ter a empresa incluído em folha de pagamento as remunerações – premiações pagas aos segurados, através de cartões eletrônicos e pelo fato de também ter deixado de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, deixando assim de observar, respectivamente, as disposições contidas nos dispositivos legais a seguir transcritos: “LEI 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhasdepagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...)”. “DECRETO 3.038/99 Art. 225. A empresa é também obrigada a: I preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos; Fl. 6882DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.883 7 II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...). § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. § 14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. § 15. A exigência prevista no inciso II do caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. (...)”. 4. Dessa forma, insta mencionar que a controvérsia dos autos em análise resumese em saber se, de acordo com a legislação de regência, tais pagamentos podem ser incluídos na base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias. Desse modo, na sequência, passo a análise dos pontos suscitados pela empresa. DO JULGAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL 5. Tratam os autos de descumprimento de obrigação acessória tendo em vista que a empresa não teria feito constar em folha de pagamento as remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados, e, não lançou em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 6. O crédito referese ao pagamento de prêmio de incentivo aos empregados da empresa, o qual o montante resultante, não foi devidamente computado em folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas ao segurados, tampouco foi lançados na contabilidade da autuada como exige a legislação previdenciária. 7. A empresa insurgese contra os AI’s em análise, deduzindo basicamente, que tais pagamentos não se caracterizam como salário e por isso não confeccionou folhas de pagamento; que também o auditor não examinou a escrituração contábil ou qualquer outro documento da empresa para constatar que não registra o movimento real da remuneração dos Fl. 6883DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.884 8 segurados a seu serviço, de forma que por esses e outros argumentos, em especial por desatenção aos ditames do art. 142 do CTN, padece tais autos de nulidade. 8. Ocorre que, em consulta ao banco de dados do CARF, verificouse que em 15 de outubro de 2013 a 2ª Turma Ordinária, da 3ª Câmara, da 2ª Seção de Julgamento, PAF nº 10803.720037/201216 que teve como relatora a Conselheira Liege Lacroix Thomasi, ao analisar as NFLD’s, 37.359.5662, 37.359.5670, 37.359.5689 e 37.359.5697, referenciadas na fl. 5527 destes autos, as quais se referem à obrigação principal, decidiu a referida Turma por anular a decisão de primeira instância, uma vez que o colegiado a quo não apreciou os documentos anexados pela recorrente com o fito de provar o não cabimento da aferição indireta, conforme descreve a ementa a seguir: “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE APRECIAÇÃO DE RAZÕES E DOCUMENTOS EXPOSTOS PELO CONTRIBUINTE. DECISÃO ANULADA Este entendimento encontra amparo no Decreto nº 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Anulação da Decisão de Primeira Instância.” 9. Para melhor elucidar a decisão mencionada no item precedente, a seguir transcreve parte do voto proferido nos autos do PAF nº 10803.720037/201216: “Quanto ao mérito do levantamento, a recorrente se limita a dizer que não há indício de que os prêmios pagos sejam efetivamente remuneração e sobre tal assunto este Colegiado já discutiu inúmeras vezes tendo, inclusive posição majoritária no entendimento de que tais verbas integram o salário de contribuição. Entretanto, a recorrente se insurge a priori quanto à utilização da aferição indireta para apuração da base de cálculo do levantamento, porque diz que tal método somente poderia ter sido utilizado no caso de recusa na apresentação de documentos, o que não restou configurado. Ademais, por ora da impugnação juntou às fls. 5627 a 6787, as Notas Fiscais de Prestação de Serviço e a Relação de Beneficiários referente a cada nota, para comprovar o valor do prêmio pago aos segurados individualmente. Tais documentos não foram considerados pela decisão recorrida, que confirmou o acerto na aplicação da aferição indireta porquanto a recorrente não tinha apresentado as folhas de pagamento e as GFIP’s referentes aos prêmios concedidos. Neste aspecto faço as seguintes considerações: Compulsando os autos é de se constatar que a Fiscalização lavrou o Termo de Início de Procedimento Fiscal – TIPF, fls. 35/37, onde solicita, exclusivamente, com relação aos beneficiários dos prêmios concedidos através de cartões eletrônicos operados pela EXPERTISE COMUNICAÇÃO Fl. 6884DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.885 9 TOTAL LTDA., que sejam apresentadas as folhas de pagamento, GFIP’s, GPS e parcelamentos havidos. Com efeito, não consta do processo intimação específica para que a autuada apresentasse relação com os beneficiários dos cartões operados pela EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL LTDA. Assim como, no Termo de Verificação e Conclusão Fiscal, o Fisco diz que o débito foi aferido indiretamente devido à falta de folhas de pagamento dos valores pagos a título de prêmio aos empregados da autuada, mas não diz qual é a base tomada para a apuração do crédito. Não há no relatório menção de que os valores foram tomados das notas fiscais apresentadas e ou contabilizadas, e sobre qual valor da nota foi apurado o salário de contribuição, se foram expurgados os valores de comissão e custo do cartão, etc.” 10. Do até aqui exposto, e, considerando que a decisão pertinente à obrigação principal foi no sentido de nulidade da decisão de primeira instância, que não apreciou os documentos anexados pela recorrente com o fito de provar o não cabimento da aferição indireta, destino diferente não teriam os presentes autos que tratam de obrigação acessória, tendo por fulcro o disposto no art. 27, II, da Portaria RFB N.º 10.875/2007, in verbis: Art. 27. São nulos: I – os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II – os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade especificará os atos alcançados e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. 11. Aqui recorro mais uma vez ao voto da ilustre relatora Liege Lacroix Thomasi nos autos da obrigação principal – PAF nº 10803.720037/201216 para de idêntica forma, evocar o disposto no parágrafo 2º, do artigo 27, acima referenciado, para firmar entendimento de que após a ciência deste Acórdão de anulação da decisão de primeira instância, seja emitida uma nova decisão em substituição. 12. Após a ciência da nova decisão, deverá ser reaberto o prazo de recurso ao contribuinte, após o que os autos devem retornar ao CARF para julgamento. Fl. 6885DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA Processo nº 10803.720038/201252 Acórdão n.º 2803003.007 S2TE03 Fl. 6.886 10 CONCLUSÃO 13. Ante ao exposto, nos termos acima delineados, voto em dar provimento parcial ao recursos, pela anulação da decisão de primeira instância e que seja proferida outra em sue lugar. É como voto. (Assinado digitalmente) Natanael Vieira dos Santos. Fl. 6886DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 05/0 3/2014 por NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por HELTON CARLOS PRAIA D E LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 14411.000100/2010-99
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2008
ENTREGA DA DCTF FORA DOS PRAZOS LEGAIS. MULTA. INSTITUTO DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
É incabível a benesse da denúncia espontânea para afastar a aplicação de multa pelo atraso na entrega de obrigação acessória autônoma, como a DCTF. Súmula CARF n° 49 e precedentes do Superior Tribunal de Justiça - STJ.
OFENSA A PRINCÍPIOS LEGAIS. AFASTAMENTO.
Não se vislumbra nenhuma ofensa aos princípios da administração pública e do processo administrativo fiscal.
Numero da decisão: 1802-002.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao Recurso, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marciel Eder Costa, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2008 ENTREGA DA DCTF FORA DOS PRAZOS LEGAIS. MULTA. INSTITUTO DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É incabível a benesse da denúncia espontânea para afastar a aplicação de multa pelo atraso na entrega de obrigação acessória autônoma, como a DCTF. Súmula CARF n° 49 e precedentes do Superior Tribunal de Justiça - STJ. OFENSA A PRINCÍPIOS LEGAIS. AFASTAMENTO. Não se vislumbra nenhuma ofensa aos princípios da administração pública e do processo administrativo fiscal.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 14411.000100/2010-99
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5348673
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-002.143
nome_arquivo_s : Decisao_14411000100201099.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 14411000100201099_5348673.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao Recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marciel Eder Costa, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel.
dt_sessao_tdt : Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
id : 5460418
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593574273024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1581; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 100 1 99 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14411.000100/201099 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802002.143 – 2ª Turma Especial Sessão de 6 de maio de 2014 Matéria MULTA ATRASO NA ENTREGA DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente AGROPECUARIA GARROTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2008 ENTREGA DA DCTF FORA DOS PRAZOS LEGAIS. MULTA. INSTITUTO DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É incabível a benesse da denúncia espontânea para afastar a aplicação de multa pelo atraso na entrega de obrigação acessória autônoma, como a DCTF. Súmula CARF n° 49 e precedentes do Superior Tribunal de Justiça STJ. OFENSA A PRINCÍPIOS LEGAIS. AFASTAMENTO. Não se vislumbra nenhuma ofensa aos princípios da administração pública e do processo administrativo fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, NEGAR provimento ao Recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 41 1. 00 01 00 /2 01 0- 99 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14411.000100/201099 Acórdão n.º 1802002.143 S1TE02 Fl. 101 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marciel Eder Costa, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14411.000100/201099 Acórdão n.º 1802002.143 S1TE02 Fl. 102 3 Relatório Tratam os presentes autos de Notificação de Lançamento – Modelo I – n° 18.32.05.83.72.3120 contendo a exigência de multa no valor de R$ 12.789,28 pela entrega fora dos prazos estabelecidos da Obrigação Acessória DCTF Semestral, versão 1.4. Conforme consta na referida Notificação de Lançamento, (efls 15) o contribuinte efetuou a entrega da DCTF relativo ao 2° Semestre de 2008, cujo prazo fatal ocorrera em 07/04/2009, apenas no dia 26/02/2010, ou seja, com 11 meses de atraso. Declarou a existência de créditos tributários federais para o período o montante de R$ 127.892,81. Intimada do lançamento na mesma data da entrega, (26/02/2010) mostrouse irresignada pelo que interpôs impugnação de efls 1/8 em 26/03/2010 sustentando em apertada síntese que a entrega espontânea da obrigação acessória deve afastar a exigência de multa, por força do art. 138 do Código Tributário Nacional – CTN. A turma julgadora ao analisar a impugnação entendeu pela manutenção da exigência conforme a seguinte ementa (efls 82): ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2008 MULTA POR ATRASO. DECLARAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em suas razões, a turma julgadora expôs que a multa por atraso na entrega da obrigação acessória é uma sanção imposta pela legislação tributária, respaldandose entre outros, na Súmula CARF n° 49. Intimada do Acórdão em 29/05/2013, conforme AR às efls. 88 e ainda inconformada com a manutenção do lançamento, apresentou Recurso Voluntário em 26/06/2013 requerendo sua reforma pela aplicação dos princípios da legalidade, finalidade, ampla defesa, segurança jurídica e do interesse público, repisando ainda na aplicação da denúncia espontânea. É o relato do essencial. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14411.000100/201099 Acórdão n.º 1802002.143 S1TE02 Fl. 103 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, passo a tomar conhecimento. Como se extrai do relatório, a recorrente esteve sujeita no período de apuração relativo ao 2° Semestre de 2008 à entrega da obrigação acessória DCTF, cujo prazo limite para entrega se deu em 07/04/2009. Contudo, prestou a informação apenas em 26/02/2010, incorrendo assim em 11 (onze) meses de atraso. Desta feita, ficou sujeita à multa pelo atraso na entrega da referida declaração, nos termos da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002: Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: [...] II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; [...] Em sede de Impugnação, o contribuinte requereu pela benesse da denúncia espontânea, consoante o disposto pelo Código Tributário Nacional (CTN) – Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14411.000100/201099 Acórdão n.º 1802002.143 S1TE02 Fl. 104 5 Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. A autoridade julgadora a quo com acerto afastou a hipótese de aplicação da denúncia espontânea à multa pelo atraso na entrega da obrigação acessória. Esta posição, aliás, está consolidada pelo STJ, no sentido de que a responsabilidade acessória autônoma, a saber, aquela que a lei determina o cumprimento, mas que não esteja diretamente vinculada a um tributo (obrigação principal) não está alcançada pela benesse da denúncia espontânea. Neste sentido: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 DO CTN. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTO DO MONTANTE DEVIDO COM ATRASO. MULTA MORATÓRIA. ENTREGA COM ATRASO DE DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES E TRIBUTOS FEDERAIS (DCTF). AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O prequestionamento dos dispositivos legais tidos como violados constitui requisito indispensável à admissibilidade do recurso especial. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Nas hipóteses em que o contribuinte declara e recolhe com atraso tributos sujeitos a lançamento por homologação, não se aplica o benefício da denúncia espontânea e, por conseguinte, não se exclui a multa moratória. 3. As obrigações acessórias autônomas não têm relação alguma com o fato gerador do tributo, não estando alcançadas pelo art. 138 do CTN. 4. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido. (REsp n° 258.139, Relator Ministro João Otávio de Noronha, julgado em 06/12/2005.) Grifouse. Esta matéria inclusive já está sumulada por este Conselho, no sentido de que a denúncia espontânea não se aplica à multa pelo atraso na entrega de obrigação acessória: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14411.000100/201099 Acórdão n.º 1802002.143 S1TE02 Fl. 105 6 Portanto, não há qualquer reparo na decisão recorrida, quando esta define o afastamento da benesse da denúncia espontânea na multa gerada pelo atraso na entrega de obrigação acessória. Com relação à aplicação de princípios que devem reger a administração tributária e também o processo administrativo, não se vislumbra qualquer afronta, senão vejamos. No que tange ao princípio da legalidade, identificase que a administração tributária efetuou o lançamento conforme determina o art. 142 do CTN. A multa está devidamente respaldada pelo inciso II do art. 7° da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002 e a não aplicação da denúncia espontânea está vinculada à hermenêutica jurídica e a decisão majoritária dos tribunais judiciais superiores e a Súmula deste Conselho. O cumprimento do princípio da legalidade reflete diretamente na aplicação do princípio da segurança jurídica, uma vez que a decisão fundamentada na lei e na jurisprudência denota que a matéria julgada não sofre uma interpretação pessoal, mas observa os ditames legais e jurídicos, se tornando consolidada tanto no âmbito administrativo como no âmbito judicial. Ademais,, o processo administrativo instaurado observou os ditames do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, respeitando assim aos princípios da ampla defesa e do contraditório, permitindo ao contribuinte se defender plenamente do lançamento realizado. Ressaltase que como houve prejuízo à fiscalização pelo não conhecimento dos valores dos tributos efetuados por homologação, a multa também cumpre o princípio da finalidade, pois pune pelo período em que a autoridade fiscal foi privada do lançamento, pelo desconhecimento dos valores. Por conseqüência, cumpre ao princípio do interesse público, onde ocorre proteção dos cofres públicos. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao Recurso. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 112DF CARF MF Impresso em 21/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000037/2009-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2005
AFASTAMENTO DE PENALIDADES POR CONSIDERAÇÕES DE EQUIDADE.
Somente lei específica que regule a matéria da anistia permite afastar penalidades pecuniárias por considerações de equidade.
Numero da decisão: 1102-000.906
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Documento assinado digitalmente.
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente.
Documento assinado digitalmente.
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto.
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2005 AFASTAMENTO DE PENALIDADES POR CONSIDERAÇÕES DE EQUIDADE. Somente lei específica que regule a matéria da anistia permite afastar penalidades pecuniárias por considerações de equidade.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15540.000037/2009-44
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5345721
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1102-000.906
nome_arquivo_s : Decisao_15540000037200944.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RICARDO MAROZZI GREGORIO
nome_arquivo_pdf_s : 15540000037200944_5345721.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé - Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5437271
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593667596288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1723; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 395 1 394 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15540.000037/200944 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1102000.906 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 06 de agosto de 2013 Matéria SIMPLES FEDERAL. Omissão de receitas escrituradas no livro caixa. Recorrente SIER COMÉRCIO DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2005 AFASTAMENTO DE PENALIDADES POR CONSIDERAÇÕES DE EQUIDADE. Somente lei específica que regule a matéria da anistia permite afastar penalidades pecuniárias por considerações de equidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 54 0. 00 00 37 /2 00 9- 44 Fl. 395DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 31/08/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 15540.000037/200944 Acórdão n.º 1102000.906 S1C1T2 Fl. 396 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por SIER COMÉRCIO DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO LTDA contra acórdão proferido pela 6ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I que concluiu pela procedência dos lançamentos efetivados. Os créditos tributários lançados, referentes aos tributos abrangidos na sistemática do SIMPLES FEDERAL, devidos nos períodos de apuração correspondentes ao anocalendário de 2005, totalizaram o valor de R$ 1.548.835,17. A autuação foi fundamentada na omissão de receitas escrituradas em livro caixa, porém não declaradas na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – SIMPLES, e, consequentemente, não oferecidas à tributação. A fiscalização reforçou sua convicção acerca da infração pelo fato de a empresa autuada ter escriturado vultosos valores de compras no próprio livro caixa e no livro de registro de entradas, a maior parte confirmada por meio de diligência de circularização empreendida junto ao seu principal fornecedor. A já mencionada 6ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I, ao apreciar a impugnação interposta em face do feito fiscal, proferiu o Acórdão nº 1237.418, de 26 de maio de 2011, por meio do qual decidiu pela procedência dos lançamentos efetivados. Na parte que interessa, assim figurou a ementa do referido julgado: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Constatada a cuidadosa descrição dos fatos que embasaram os lançamentos efetuados, não há falarse em cerceamento do direito de defesa por impossibilidade de compreensão da acusação. (...) EXCLUSÃO DE OFÍCIO. ATO DECLARATÓRIO. LANÇAMENTO. PREJUDICIALIDADE. Não tendo sido expedido o necessário ato declaratório, conforme estabelece o art. 15, §3°, da Lei n° 9.317/96, não há falarse em prejudicialidade do lançamento por conta de anterior exclusão da interessada do regime do Simples. RECEITA BRUTA. LIVRO CAIXA. LIVRO REGISTRO DE ENTRADA. INFORMAÇÃO DE FORNECEDORES. A receita bruta mensal escriturada no Livro Caixa constitui, em princípio, base de cálculo apta a sofrer a incidência dos percentuais previstos no regime do Simples. Tal presunção adquire mais força se a fidedignidade do que ali se escriturou é, de modo geral, indicada tanto por elementos constantes do Livro Registro de Entrada, quanto por informações obtidas de fornecedores. (...) JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1o de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período Fl. 396DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 31/08/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 15540.000037/200944 Acórdão n.º 1102000.906 S1C1T2 Fl. 397 3 de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Inconformada, a empresa autuada apresentou recurso voluntário, cujo teor, extremamente sucinto, é inteiramente reproduzido: PREZADOS SENHORES A empresa acima descrita vem por meio desta, através do seu sócio administrativo, Geilson Ribeiro da Silva, brasileiro, casado, portador da C.I. n°. 920135100 IFP/RJ e do CPF n°. 319.849.24753, residente à Avenida Teixeira e Souza, n°. 2225 QD 4 LT 4 Braga Cabo Frio RJ, alegar e recorrer ao Conselho de Contribuintes que não houve omissão de receita, visto que fora lançado no livro de entradas e no caixa, todas as notas fiscais de entrada de seus fornecedores. O faturamento que fora declarado na PJSIMPLES 2006/2005 ficou dentro das posses e condições financeiras da empresa na época para o recolhimento dos impostos. Hoje a empresa possui um pouco mais de recursos e deseja terminantemente quitar com este órgão seus débitos. Mas infelizmente a multa e os juros ainda são incompatíveis com a realidade financeira da empresa, ficando muito superior ao débito original. Mesmo com a proposta oferecida da redução de 30% da multa. Ficando na esperança de conseguir no futuro uma redução maior do que a oferecida no momento. Pedese nestes termos encarecidamente ao Conselho de Contribuintes que avalie e considere o presente recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio O recurso é tempestivo e está de acordo com as formalidades legais, portanto, dele tomo conhecimento. Alega a recorrente que não houve omissão de receitas porque todas as notas fiscais de entrada de seus fornecedores foram lançadas no livro de entradas e no caixa e que o faturamento declarado foi o que ficou dentro das suas posses financeiras na época do recolhimento dos impostos. Nada obstante, teria atualmente condições de quitar seus débitos não fosse a incompatibilidade das multas e juros com sua realidade financeira. Por isso, pede uma redução maior da multa do que os 30% que lhe foram oferecidos. Não há o que discordar quanto às considerações jurídicas da decisão recorrida. Aliás, a própria recorrente reconhece que não declarou, portanto, não incluiu na base de cálculo dos tributos sujeitos à sistemática do SIMPLES FEDERAL, as receitas oriundas das compras que foram escrituradas. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 31/08/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 15540.000037/200944 Acórdão n.º 1102000.906 S1C1T2 Fl. 398 4 Portanto, resta analisar a possibilidade de acatar a equidade postulada para o afastamento da penalidade pecuniária aplicada. A princípio, poderia se extrair do artigo 108, § 2º, do CTN, a possibilidade de o intérprete/aplicador do direito, por considerações de equidade, afastar a exigência do crédito tributário de natureza não tributária. Contudo, o mesmo CTN utilizase do instituto da anistia ao tratar da exclusão dos créditos tributários oriundo de infrações tributárias. Nesse ponto, o § único do artigo 182, é claro ao esclarecer que a anistia, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, desde que o interessado faça prova do cumprimento dos “requisitos previstos em lei”. Nesse sentido, o artigo 4º, II, do DecretoLei nº 1.042/69, previa que o Ministro da Fazenda poderia relevar penalidades a infrações, atendendo a equidade, em relação as características pessoais ou materiais do caso, inclusive ausência do intuito doloso. E o artigo 16, II, do Decreto nº 70.235/72, o qual disciplina o processo administrativo fiscal, previa uma instância especial de julgamento para o Ministro da Fazenda decidir sobre as propostas de aplicação de equidade apresentadas pelos extintos Conselhos de Contribuintes. Entretanto, com a inserção do § 6º no artigo 150 da Constituição, pela Emenda Constitucional nº 3/93, essa possibilidade ficou restrita à hipótese em que “lei específica”, “que regule exclusivamente a matéria”, no caso a anistia, venha a ser editada. Na ausência da citada lei, entendo que este Colegiado carece de competência para afastar ou reduzir a penalidade aplicada. Pelo exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator Fl. 398DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 31/08/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 23/04/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005589/96-55
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1996
LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIOS FORMAL E MATERIAL. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. Reconhece-se a nulidade formal do lançamento quando inexiste identificação da autoridade lançadora, nos termos da Súmula CARF n° 21, assim como a nulidade material decorrente da falta de descrição da infração, que ofende o direito à ampla defesa e ao contraditório pelo contribuinte. Recurso provido.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-002.343
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
EDITADO EM: 05/12/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Marconi de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canario da Silva.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1996 LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIOS FORMAL E MATERIAL. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. Reconhece-se a nulidade formal do lançamento quando inexiste identificação da autoridade lançadora, nos termos da Súmula CARF n° 21, assim como a nulidade material decorrente da falta de descrição da infração, que ofende o direito à ampla defesa e ao contraditório pelo contribuinte. Recurso provido. Recurso provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10283.005589/96-55
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5329648
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 11 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2101-002.343
nome_arquivo_s : Decisao_102830055899655.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 102830055899655_5329648.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. EDITADO EM: 05/12/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Marconi de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canario da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5334126
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593685422080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1683; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 219 1 218 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.005589/9655 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101002.343 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de novembro de 2013 Matéria ITR Recorrente AGROPECUÁRIA ARUANÃ S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1996 LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIOS FORMAL E MATERIAL. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. Reconhecese a nulidade formal do lançamento quando inexiste identificação da autoridade lançadora, nos termos da Súmula CARF n° 21, assim como a nulidade material decorrente da falta de descrição da infração, que ofende o direito à ampla defesa e ao contraditório pelo contribuinte. Recurso provido. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. EDITADO EM: 05/12/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Marconi de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 00 55 89 /9 6- 55 Fl. 219DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canario da Silva. Relatório A Recorrente foi notificada e intimada a recolher o ITR/96 e contribuições acessórias (fls. 05), no valor total de R$ 10.670,46, incidentes sobre a propriedade do imóvel rural denominado "FAZENDA ARUANÃ", localizado no município de Itacoatiara AM, com área total de 12.000,00 hectares, cadastrado na SRF sob o número 0355986.8. Impugnando o feito (fls. 03/04), o Contribuinte solicitou a revisão do referido Imposto, argumentando ter havido aumento considerável do Valor da Terra Nua (VTN) tributado em relação ao exercício de 1994 (aproximadamente 116%), o que não encontra qualquer justificativa. Argumenta, ademais, que da área total do imóvel de 12.000,0 hectares, devem ser descontados 8.000,0 hectares de reserva legal, sendo 6.000 previstos pelo código florestal e mais 2.000 instituídos por referente medida do Governo Federal, 3.638,0 ha reflorestados com essências nativas, 10,0 hectares imprestáveis e 10,0 hectares ocupados com benfeitorias, restando, apenas 342,0 hectares a serem tributados, correspondentes a 3,40 módulos rurais, em lugar dos 48,62 apurados. Ressalta que, aplicandose a esses 342 hectares o valor básico de R$ 20,54 por hectare, para o exercício de 1996, conforme a Instrução Normativa SRF n° 42/96, chegase ao VTN Tributado de R$ 7.024,68, inferior quatorze vezes àquele tomado como base de cálculo do lançamento. Insurgese, ainda, em relação à alíquota aplicada, que foi duplicada, passando de 2,90% para 5,80%, sem justificativa legal. Impugna ademais, o cálculo da contribuição para a CNA. Em primeira instância administrativa, o lançamento foi julgado procedente, em decisão (fls. 12/17) cuja ementa assim se apresenta: ASSUNTO: IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. EMENTA: Exercício de 1996. Não pode ser revisto o valor do ITR, quando este foi apurado com obediência à legislação tributária pertinente, em vigor, e tomando por base as informações prestadas pelo próprio contribuinte. A modificação da área de isenção declarada, exige comprovação da sua existência com o preenchimento das condições formais previstas no Código Florestal, e do VTNm, um laudo técnico de avaliação, como previsto no § 4º do art. 3º da Lei nº 8.847/94. Entenderse á como capital o valor adotado para o lançamento do ITR do imóvel, para efeito de constituição e cobrança da contribuição sindical dos empregadores. LANÇAMENTO PROCEDENTE Regularmente intimada (fls.19/20), o Contribuinte interpôs, tempestivamente, o recurso de fls. 22/25, argumentando, em síntese, que: 1. Seu inconformismo decorreu basicamente da alteração dos critérios adotados nos lançamentos relativos aos exercícios anteriores. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10283.005589/9655 Acórdão n.º 2101002.343 S2C1T1 Fl. 220 3 2. Conforme constou da Declaração Anual de Informação apresentada pela Recorrente no exercício de 1992 (docs. 02 — fls. 26 e 27), no imóvel rural de que se trata, com a área total de 12.000,0 hectares, há 6.000,0 hectares de reserva legal, 1.000,0 hectares de preservação permanente, 3.638,0 hectares reflorestados com essências nativas (castanha do Brasil), 10,0 hectares imprestáveis e 10,0 hectares ocupados com benfeitorias, restando a área aproveitável de 1.342,0 hectares, dos quais 1.300,0 ocupados com pastagens plantadas. 3. Esses dados informativos do lançamento do tributo foram aceitos sem questionamento pela DRF em Manaus, ao acolher impugnação da ora Recorrente relativa ao valor do ITR de 1992, conforme Decisão no 470, de 30/12/92 (doc. 03 — fls. 28/30) e continuaram a prevalecer para os exercícios seguintes. 4. Na Declaração de Informações relativa ao exercício de 1994, o Modelo Simplificado não continha campos para a repetição daqueles dados (doc. 04 — fls. 32) o que pareceu ser irrelevante uma vez que, apresentados e aceitos anteriormente, eles já deviam constar do Cadastro Fiscal de Imóveis Rurais. 5. Se, para o exercício de 1996, o cálculo do VTN que iria servir de base para o lançamento do ITR deixou de considerar os dados cadastrais que haviam sido aceitos e utilizados em lançamentos anteriores, por falta de alguma comprovação porventura desejada, a Recorrente deveria ter sido intimada a apresentar essa comprovação, jamais ser penalizada com uma alteração de critérios da qual nem ao menos fora informada. 6. Como o lançamento de 1996 não continha a discriminação dos dados considerados para seu cálculo, a Recorrente limitouse a manifestar seu inconformismo com o aumento desmesurado do VTN tributado. 7. A Decisão recorrida rejeita a impugnação por não ter sido instruída com um laudo técnico emitido por engenheiro florestal ou agrônomo. O enfoque não é correto uma vez que o laudo, nos termos da legislação de regência, só se justifica quando se pretende impugnar o Valor da Terra Nua mínimo editado pela SRF. 8. Não é o caso dos autos, no qual o aumento do tributo decorreu do cômputo de área tributável maior que a considerada em exercícios anteriores, com desprezo dos 3.638,0 hectares reflorestados com essências nativas, expressamente isentos do ITR (art. 11, III, Lei n° 8.847/94). 9. O problema está no desconto dessa área. A comprovação desse reflorestamento, nunca antes exigida da Recorrente, consta dos anexos laudos de Vistoria de Implantação, expedidos pelo então Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (docs. 04 a 15 — fls. 33/55) e Cédulas Rurais Hipotecárias emitidas em favor do Banco da Amazônia S.A.(docs. 16 e 17 — fls. 62/65), onde se constata o reflorestamento de 3.640 hectares com Castanha do Brasil. 10. Retificandose o cálculo com a necessária exclusão da área reflorestada, a área tributável reduzse a 1.360 hectares, alterandose, em conseqüência, o seu valor. Pela mesma razão, o percentual de utilização da área tributável passa a ser consideravelmente superior a 30%, não ocorrendo a hipótese de taxação em dobro (parágrafo 3°, art. 5º , Lei n" 8.847/94). 11. Quanto à contribuição sindical patronal, a Decisão recorrida mantém o máximo previsto sob o argumento de que a Recorrente não informou o montante do seu capital social aplicado na atividade agrícola. Mas a verdade é que a Declaração de ITR tomada como fonte não contém campo próprio para essa informação. Se tal contribuição for calculada com a mesma base de cálculo retificada do ITR, seu valor se reduzirá consideravelmente. 12. Requer, pelo exposto, o provimento de seu recurso. Foram os autos encaminhados a este Conselho, para julgamento. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Em Sessão realizada aos 10 de novembro de 1999, os Membros da Primeira Câmara deste Conselho resolveram, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do I. Conselheiro Dr. VALDEMAR LUDVIG, que transcrevo: "Tomo conhecimento do recurso por tempestivo e apresentado dentro das formalidades legais. A base de cálculo do ITR é o Valor da Terra Nua — VTN, apurado em 31 de dezembro do exercício anterior e informado na declaração anual apresentada pela contribuinte, retificado de oficio, caso não seja observado o valor mínimo fixado pela Secretaria da Receita Federal. A partir da publicação em 28/01/94, da Lei n° 8.847/94, passou a ser facultado ao contribuinte o direito de questionar o Valor da Terra Nua mínimo (VTNm), pelo comando contido no artigo 3°, parágrafo 4° da citada Lei, valendo a reprodução do texto legal: "Art. 3° — A base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua (VTN), apurado em 31 de dezembro do exercício anterior. Parágrafo 4° — A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo (VTNm), que vier a ser questionado pelo contribuinte." Pela legislação acima descrita verificase que a apresentação de Laudo Técnico se trata de exigência legal, tornandose condição para a apreciação do pedido de revisão do ITR lançado. A lei esclarece que a autoridade administrativa poderá rever o Valor da Terra Nua mínimo, que vier a ser questionado pelo Contribuinte, no entanto para que isso aconteça mostrase imprescindível a apresentação do respectivo Laudo Técnico, o qual servirá de base ao pedido de possível alteração do imposto lançado. Ocorre que no caso em tela, a recorrente, apesar de pleitear a revisão do imposto lançado sobre sua propriedade rural, deixou de atender aos requisitos especificados na legislação vigente pois não apresentou nenhum tipo de Laudo que pudesse sustentar suas alegações, ficando assim prejudicada a apreciação de seu apelo na forma como se encontra. Referido Laudo tratase de peça fundamental para a elucidação da presente lide. Face ao exposto, voto no sentido de se baixar o processo em diligência para que a recorrente seja intimada a apresentar Laudo Técnico de Avaliação, de acordo com as condições contidas na Lei acima mencionada, bem como conforme prevê a Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, ou seja, Laudo onde deverão constar as seguintes informações: a) proprietário do imóvel; b) objetivo do trabalho; c) nível de precisão da avaliação; d) caracterização da região onde está localizado o imóvel; Fl. 222DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10283.005589/9655 Acórdão n.º 2101002.343 S2C1T1 Fl. 221 5 e) pesquisa de valores; f) métodos e critérios utilizados; g) determinação do valor final em UFIR com indicação da data de referência (31/12/93); h) ART fornecida pelo CREA local. É como voto." Foram os autos encaminhados à DRF em Manaus, para atendimento da diligência. Aos 19 de outubro de 2000 o ilustre AFRF Ernani Garcia dos Santos, elaborou despacho (fls. 194) onde informou que os esclarecimentos seriam os mesmos constantes no Processo nº 10283.004298/9977, processo esse concernente ao mesmo contribuinte porém, relativo ao exercício de 1995; ou seja, a própria empresa já havia se manifestado no sentido de que não é o caso de se exigir laudo técnico de avaliação, conforme folha 68 do processo citado. Aos 06 de dezembro de 2002, o Terceiro Conselho de Contribuintes, na pessoa do Conselheiro Luiz Antonio Flora, converteu novamente o julgamento em diligência, através da Resolução nº 3021.060, para que a Repartição de Origem complementasse as providências requeridas ou esclarecesse os termos do despacho de fls. 65, isso em razão de não ter sido atendida a diligência de folhas 79. Aos 29 de setembro de 2009 a Repartição de Origem, em atendimento à Resolução 3021.060, fez anexar as folhas 56 a 7 do processo nº 10283.0004298/9677, do mesmo contribuinte, as quais se encontram às fls. 94/108. Depreendese que a Repartição de Origem ao mencionar tais documentos, tem como atendida a Diligência por entender que os fatos são idênticos, alterandose tão somente o exercício. Nesses documentos verificase que a contribuinte, após intimada, encaminhou ao Sr. Delegado da Receita Federal em Manaus a Petição de fls. 106, reiterando que o referido processo não solicita revisão de lançamento do ITR, mas tão somente a correção da notificação do imposto referente ao exercício de 1994, quanto ao valor da contribuição à CNA, o qual foi lançado em desacordo com a decisão dessa Delegacia constante de fls. 04 do referido processo. Esclarece que não é o caso da solicitação contida no termo de intimação fiscal e reitera a solicitação objeto da impugnação. Foram os autos devolvidos a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, sendo encaminhados a este Segundo Conselho em decorrência de alteração de competência. Foram distribuídos a este Conselheiro, numerados até a folha 218. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa O processo em pauta tratase de retorno de diligência. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 O lançamento do crédito tributário que aqui se discute – ITR/1996, constituído neste caso pela Notificação de Lançamento de fls. 5, está inquinado pela nulidade, uma vez que a referida Notificação foi emitida sem a indicação do nome e/ou número de matrícula, cargo ou função do chefe do órgão expedidor, tampouco de outro servidor autorizado a emitir tal documento e, ainda, sem a descrição da infração. Transcrevo a seguir trecho do acórdão da lavra do conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, o qual tomo como razões de decidir: “Na presente hipótese, da notificação de lançamento de fl. 03, verificase, simultaneamente, a existência de vício formal e material que maculam o lançamento em questão: temse o vício formal pela ausência de identificação da autoridade lançadora, ao passo que o vício material decorre da inexistência de descrição da infração. Com efeito, a notificação aludida não expõe os motivos da autuação, comprometendo o direito de defesa da Recorrente. A este respeito, é pacífica a jurisprudência deste CARF, que inclusive já editou a Súmula n.º 21 acerca do vício formal em decorrência da ausência da identificação da autoridade lançadora (“É nula, por vício formal, a notificação de lançamento que não contenha a identificação da autoridade que a expediu”), confirmada pelos seguintes arestos: “VÍCIO MATERIAL. NULIDADE. Quando a descrição do fato não é suficiente para a certeza de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. No entanto, é elemento formal do lançamento a falta de identificação da autoridade fiscal” (CSRF, 2ª Turma, Recurso n.º 143.713, Relator Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, j. em 31/05/2010). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. FALTA DE CLAREZA NOS MOTIVOS DO LANÇAMENTO, NULIDADE DO LANÇA MENTO, VÍCIO MATERIAL. A fiscalização deve lavrar notificação de débito com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, sob pena de cerceamento de defesa e consequente nulidade devido a ocorrência de vício material . EMBARGOS ACOLHIDOS.” (CARF, 2ª Seção, 2ª Turma da 4ª Câmara, Acórdão 240201.058, j. em 16/08/2010). “VÍCIO MATERIAL. NULIDADE. É nulo, por vício material, o Relatório Fiscal que não demonstra de forma clara e precisa todas as circunstâncias em que ocorreram os fatos geradores, bem como, os procedimentos e critérios utilizados pela fiscalização na constituição do crédito tributário, de forma a possibilitar ao contribuinte o pleno direito à ampla defesa e ao contraditório.” (CARF, 2ª Seção, 1ª Turma da 4ª Fl. 224DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10283.005589/9655 Acórdão n.º 2101002.343 S2C1T1 Fl. 222 7 Câmara, Acórdão 240101.358, j. em 19/08/2010). Destarte, voto no sentido de declarar de ofício a nulidade material do lançamento, em virtude da ausência da descrição da infração.. Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 225DF CARF MF Impresso em 11/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13149.001422/2010-40
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
IRRF. COMPROVAÇÃO DE RETENÇÃO. DEDUÇÃO.
O IRRF, comprovadamente retido pela fonte pagadora, deve ser deduzido pela autoridade fiscal quando for realizado ajuste na DIRPF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-003.408
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para considerar a compensação do imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 8.180,25, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 IRRF. COMPROVAÇÃO DE RETENÇÃO. DEDUÇÃO. O IRRF, comprovadamente retido pela fonte pagadora, deve ser deduzido pela autoridade fiscal quando for realizado ajuste na DIRPF. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13149.001422/2010-40
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5330119
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-003.408
nome_arquivo_s : Decisao_13149001422201040.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 13149001422201040_5330119.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para considerar a compensação do imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 8.180,25, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
id : 5334251
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593690664960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1721; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 41 1 40 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13149.001422/201040 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.408 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de fevereiro de 2014 Matéria IRPF Recorrente MARIA APARECIDA SOARES SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 IRRF. COMPROVAÇÃO DE RETENÇÃO. DEDUÇÃO. O IRRF, comprovadamente retido pela fonte pagadora, deve ser deduzido pela autoridade fiscal quando for realizado ajuste na DIRPF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para considerar a compensação do imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 8.180,25, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 14 9. 00 14 22 /2 01 0- 40 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13149.001422/201040 Acórdão n.º 2801003.408 S2TE01 Fl. 42 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 4a Turma da DRJ/CGE (Fls. 21), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo de Notificação de Lançamento (folhas 12 a 15), no valor de R$ 22.061,82, consolidado em 29/10/2010, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2008, em razão de omissão de rendimentos recebidos a título de resgate de previdência privada. Em sua impugnação de folhas 02, o sujeito passivo alega, em síntese, que não houve omissão pois os referidos rendimentos foram informados como isentos e não tributáveis, em razão de serem originários de resgate de contribuições relativas ao período de 04/1985 a10/2007, portanto, abrangidos pelo disposto na lei complementar nº 109/2001. Ao final, alega que recebeu somente a importância de R$ 35.991,07, já descontada do imposto de renda retido na fonte, devendo ser cancelada a notificação de lançamento. Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/CGE entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Os rendimentos percebidos devem ser informados na declaração de rendimentos. A condição de que tais rendimentos são isentos ou não tributáveis deve estar devidamente comprovada. Cientificada em 12/07/2011 (Fls. 75), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 23/02/2012 (fls. 27 e 28), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em seu recurso a contribuinte não nega a omissão de rendimentos, ou pede a isenção de tais rendimentos; se limitando a afirmar que o IR incidente sobre tal verba já teria sido recolhido pela fonte pagadora, conforme DARF e documentos anexos. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13149.001422/201040 Acórdão n.º 2801003.408 S2TE01 Fl. 43 3 Parcialmente correto está a contribuinte. Conforme se verifica no próprio lançamento, houve a retenção do IRRF no valor de R$8.190,25; que não foi deduzido pela fiscalização. (doc. pág. 13 dos autos) Ocorre que o Imposto Retido foi o de IRRF, sujeito a composição da apuração do IRPF na declaração de ajuste anual, e não a totalidade do Imposto de Renda incidente sobre a verba recebida; conforme disciplinado no art 633 do RIR: Art. 633. Os rendimentos pagos a pessoa física, pelas entidades de previdência privada, inclusive as importâncias correspondentes ao resgate de contribuições, estão sujeitos à incidência do Imposto na Fonte, calculado na forma do art. 620, ressalvado o disposto no inciso XXXVIII e XLIV do art. 19. Por sua vez, o parágrafo terceiro do artigo 620 do RIR, disciplina a compensação do IRRF na apuração do IRPF; in verbis: Art. 620. Os rendimentos de que trata esse Capitulo estão sujeitos à incidência do Imposto na Fonte, mediante a aplicação de alíquotas progressivas, de acordo com as seguintes tabelas em Reais: (...) § 3. O valor do imposto retido na fonte durante o anocalendário será considerado redução do apurado na declaração de rendimento, ressalvado o disposto no art. 638. Temos ainda o disciplinado pelo artigo 87 do RIR; in verbis: Art. 87. Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos: (...) IV – o imposto retido na fonte ou o pago, inclusive a título de recolhimento complementar, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo. Deste modo, deveria a contribuinte ter informado a renda tributável na sua declaração de ajuste anual e deduzido o IRRF já retido. De outra sorte, comprovada a retenção do IRRF, deveria a própria fiscalização ter realizado a dedução quando da apuração do IR devido no ajuste da declaração da contribuinte. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento parcial ao recurso, para considerar a compensação do IRRF no valor de R$8.180,25 na apuração do lançamento. Assinado digitalmente Fl. 43DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13149.001422/201040 Acórdão n.º 2801003.408 S2TE01 Fl. 44 4 Carlos César Quadros Pierre Fl. 44DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
score : 1.0
Numero do processo: 10935.904587/2012-82
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 13/03/2008
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA.
Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.378
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros Paulo Sérgio Celani e Flávio de Castro Pontes votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 13/03/2008 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA. Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.904587/2012-82
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5329310
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.378
nome_arquivo_s : Decisao_10935904587201282.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10935904587201282_5329310.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros Paulo Sérgio Celani e Flávio de Castro Pontes votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. .
dt_sessao_tdt : Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
id : 5332437
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593696956416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1668; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 61 1 60 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.904587/201282 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801002.378 – 1ª Turma Especial Sessão de 27 de novembro de 2013 Matéria DCOMP ELETRÔNICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente ANHAMBI ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 13/03/2008 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA. Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros Paulo Sérgio Celani e Flávio de Castro Pontes votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 45 87 /2 01 2- 82 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904587/201282 Acórdão n.º 3801002.378 S3TE01 Fl. 62 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904587/201282 Acórdão n.º 3801002.378 S3TE01 Fl. 63 3 . Relatório Tratase de pedido de restituição de crédito tributário pago indevidamente ou a maior formulado pelo ora Recorrente, Anhambi Alimentos Ltda., que não foi reconhecido pela Delegacia da Receita Federal de origem. Não concordando com o indeferimento do seu pleito, o Recorrente apresentou manifestação de inconformidade que foi julgada improcedente pela Delegacia de Julgamento. Restou assim ementado o acórdão: COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE DE NORMAS VIGENTES. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Inconformado com a decisão proferida e repisando os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário, no qual alegou, em síntese, que o seu direito creditório decorre da inconstitucional “cobrança do PIS e COFINS sem a exclusão do ICMS da base de cálculo”. É o relatório. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904587/201282 Acórdão n.º 3801002.378 S3TE01 Fl. 64 4 Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora Presentes os requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário, dele conheço. O Recorrente, Anhambi Alimentos Ltda.., apresentou pedido de restituição de crédito tributário pago indevidamente ou a maior, sob o argumento de que o referido crédito decorre da inconstitucional inclusão, na base de cálculo do PIS e da COFINS, do valor do ICMS devido aos Estadosmembros. Sem trazer nenhum provimento jurisdicional favorável, em suas razões recursais, alega que o ICMS é tributo devido aos Estadosmembros e, por isso, não pode ser considerado como receita ou faturamento dos contribuintes. Coleciona vasta doutrina sobre o tema para embasar suas alegações. Em que pese essa Relatora ter o mesmo entendimento do Recorrente com relação à matéria, ou seja, o ICMS, de fato, não poderia compor a base de cálculo da contribuição do PIS e da COFINS, não pode esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais declarar inconstitucionalidade de norma vigente. Neste sentido, é a súmula nº 02 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, como muito bem colocado no acórdão recorrido, “cumpre registrar que não há na legislação de regência previsão para a exclusão do valor do ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins, já que esse valor, ainda que assim não entenda a interessada, é parte integrante do preço das mercadorias e serviços vendidos, exceção feita para o ICMS recolhido mediante substituição tributária, pelo contribuinte substituto tributário, consoante se depreende da leitura dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998”. Inexistindo na legislação em vigor a possibilidade de o contribuinte excluir da base de cálculo das contribuições em comento o valor do ICMS, não há como reconhecer o direito creditório do Recorrente. Ademais, importante ressaltar que os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em análise ao Recurso Extraordinário nº. 240.785, que discute a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, já haviam proferido seis votos a favor dos contribuintes. Contudo, o julgamento daquele RE teve seu andamento sobrestado por força da propositura, pela União Federal, da Ação Direta de Constitucionalidade nº. 18, ajuizada em 2007 e ainda pendente de julgamento. Assim, não há, até o presente momento, qualquer definição do Poder Judiciário acerca da questão. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904587/201282 Acórdão n.º 3801002.378 S3TE01 Fl. 65 5 Por todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário e a ele nego provimento. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 71DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10840.720933/2011-40
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2010
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE.
Não deve ser conhecido recurso voluntário interposto fora do prazo definido no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 1801-001.640
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros da 1ª Turma Especial, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso, por intempestivo, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Leonardo Mendonça Marques
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: LEONARDO MENDONCA MARQUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. Não deve ser conhecido recurso voluntário interposto fora do prazo definido no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10840.720933/2011-40
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5347608
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1801-001.640
nome_arquivo_s : Decisao_10840720933201140.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LEONARDO MENDONCA MARQUES
nome_arquivo_pdf_s : 10840720933201140_5347608.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros da 1ª Turma Especial, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso, por intempestivo, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
id : 5454148
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593701150720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1564; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 60 1 59 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.720933/201140 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.640 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2013 Matéria DCTF MULTA POR ATRASO Recorrente ISONET ISOLAMENTOS TÉRMICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. Não deve ser conhecido recurso voluntário interposto fora do prazo definido no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros da 1ª Turma Especial, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso, por intempestivo, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 09 33 /2 01 1- 40 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 19/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 15/05 /2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão proferida pela DRJ em Ribeirão Preto, que manteve a multa de R$ 500,00, aplicada por atraso na entrega da DCTF relativa a julho de 2010. Debateuse, na decisão recorrida, por força de questionamentos arguidos em impugnação, os efeitos suscitados pelo sujeito passivo quanto à aplicação do artigo 138 do CTN, sobre a entrega espontânea, mas extemporânea, da DCTF. A manutenção da multa foi fundamentada na alegação de que a norma inscrita no referido artigo não contempla a sanção por descumprimento de obrigação acessória. O recurso voluntário reitera as alegações veiculadas com a impugnação, adicionando precedentes desta E. Segunda Instância administrativa. Também invoca doutrina relacionada à exclusão da multa no caso de parcelamento de dívida tributária, antes de qualquer ato fiscal a ela relacionado. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Mendonça Marques, Relator Conforme se verifica nos autos – extrato dos Correios relativo ao AR, protocolo aposto na primeira folha do recurso, e Despacho de Encaminhamento da DRF – a ciência do contribuinte se deu em 22/03/12, tendo o recurso sido interposto em 24/04/12. O recebimento ocorreu em uma quintafeira. Considerada a regra do Código Tributário Nacional (artigo 210), excluído o dia da intimação, o transcurso do prazo teve início na sextafeira, dia 23 de março. Contados os 30 dias, o prazo encerrarseia no dia 21 de abril, o qual, sendo sábado, levou o dies ad quem para 23 de abril de 2012. Houve transcurso de prazo superior aos 30 dias definidos no artigo 33 do Decreto nº. 70.235/72 (norma dotada de força de lei), revelando a intempestividade do recurso voluntário. A extemporaneidade do recurso consubstancia preclusão, a perda da chance de se insurgir contra a decisão a quo, no processo administrativo, buscando a revisão deste E. Conselho. Ademais, não há, no recurso voluntário, qualquer apontamento quanto a eventuais circunstâncias (feriado local, fechamento da repartição) que pudessem deslocar o início ou o término da contagem do prazo em comento. Nem argumentação tendente a atribuir ineficácia da cientificação operada por via postal. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques Fl. 61DF CARF MF Impresso em 19/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 15/05 /2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES Processo nº 10840.720933/201140 Acórdão n.º 1801001.640 S1TE01 Fl. 61 3 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 19/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 15/05 /2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES
score : 1.0
