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Numero do processo: 10410.002322/99-83
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2001
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - As Instruções Normativas são normas complementares das leis. Não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam. IPI - AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS, COOPERATIVAS E MICT - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total, das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários, e material de embalagem referidos no art. 1º da Lei nº 9.363, de 13.12.96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2º da Lei nº 9.363/96). A Lei citada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As Instruções Normativas SRF nºs 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei nº 9.363, de 13.12.96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às Contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS (IN nº 23/97), bem como que as matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas não geram direito ao crédito presumido (IN nº 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam. TAXA SELIC - Falta amparo legal para a atualização monetária pleiteada. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 203-07453
Decisão: Por maioria de votos, deu-se provimento em parte ao recurso: 1) quanto a pessoas físicas e cooperativas. Vencido o Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo; 2) quanto a selic, negou-se provimento por maioria de votos, vencidos os Conselheiros Mauro Wasilewski, Maria Teresa Martínez López
Nome do relator: Francisco Sérgio Nalini
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Não podem transpor, inovar ou modificar? texto da norma que complementam. IPI - AQUISIÇÕES DE PESSOAS FISICAS, COOPERATIVAS E MICT - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, referidos no art. 1° da Lei n° 9.363, de 13.12.96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2° da Lei n° 9.363/96). A lei citada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As Instruções Normativos SRF n's 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n° 9.363, de 13.12.96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às Contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS (IN SRF n° 23/97), bem como que as matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas, não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativos são normas complementares das leis (art. 100 do CTN) e não podetranspor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam. TAXA ELIC — Falta amparo legal para a atualização monetária pleiteada. Recu o parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CENTRAL AÇUCAREIRA SANTO ANTONIO S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos: I) em dar provimento parcial ao recurso quanto às aquisições de pessoas físicas e de cooperativas. Vencido o Conselheiro Otacílio Dantas Cartaxo; 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA ••• ' ,ff, +0,114,' • SEGUNDO CONSELHO DE CONTR I BUINTES , Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 e II) em negar provimento ao recurso quanto à Taxa SELIC. Vencidos os Conselheiros Mauro Wasilewslci e Maria Teresa Martinez López. Sala das ,ões, em 21 de junho de 2001 Otacilio D. • as . axo Presidente Isco - oelfíitir- Relator Participaram, ainda, do presente "ulgatnento os Conselheiros Renato Scalco Isquierdo, Antonio Augusto Borges Torres, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Suplente) e Francisco Mauricio R de Albuquerque Silva. Eaal/ovrs/cUcesa 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA " " SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 Recorrente : CENTRAL AÇUCAREERA SANTO ANTONIO S/A RELATÓRIO Por julgar esclarecedor, adoto, transcrevo e leio o relatório contido na Decisão de fls. 157 e seguintes: "A interessada acima identificada, por meio da petição de fls. 01, solicitou ressarcimento de crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados - IPJ - no valor de R$8 7. 681,66, decorrente de contribuições ao PIS/Pasep e Cofins, incidentes sobre insumos adquiridos no período de julho a setembro de 1998, empregados em produtos por ela exportados. Àsfls. 40/43, constam informação fiscal e o despacho da DRF, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento do crédito presumido, no valor de R$84.721,87. Cientificada conforme fl. 55, e irresignada com o deferimento parcial, a interessada ingressa com a impugnação de fls. 127/134, instruída com os Documentos cie fls. 136/140, onde em síntese alega que: I - A Lei n° 9.363/96, de 13712/96, em seus arts. 1°c 2°, instituiu o Crédito Presumido do IPI na exportação, estabelecendo a forma de apuração e utilização do referido crédito. 2 - Conforme se verifica do exame dos artigos acima mencionados a base de cálculo do crédito presumido do IPI será sempre o 'valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem' que compõem a mercadoria exportada. 3 - Dessa forma, não tendo a Lei n° 9.363/96, nem a Medida Provisória n° 948/95, que a originou, previsto qualquer exclusão, expressa ou implicitamen4è, para efeito do gozo do beneficio, resta evidente o equívoco da autoridade q e excluiu do montante do crédito, as aquisições de cana de açúcar oriun s de fornecedores pessoas físicas, em virtude de não serem • 3 . MINISTÉRIO DA FAZENDA , • .< '.;f44.; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 contribuintes do PIS/PASEP/COFINS, conforme estatui o § 2 0, do art. 2 0, da Instrução Normativa SRE n° 23 de 13 de março de 1997. 4 - Onde a lei não distingue, ao intérprete, não é dado distinguir, sendo, pois, descabida a dedução referente aos insumos adquiridos de pessoa físicas, do total do crédito presumido de IPI, tal como feito pela autoridade administrativa. 5 - Este é também o entendimento do 2° Conselho de Contribuintes, conforme exemplifica o voto proferido pelo Conselheiro-Relator Osvaldo Tancredo de Oliveira, ao se manifestar sobre matéria idêntica, i ti verbis: 'Embora a Lei n° 9.363/96 diga que o crédito focalizado é concedido como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares n° 07 e 08, de 1970 e n° 70 de 1991, na verdade trata-se de um incentivo financeiro à exportação, quantificado sobre o valor total dos custos dos inSUMOS que compõem o produto exportado. É certo que esse incentivo, efetivamente visa a compensar o exportador do valor das ditas contribuições sociais que oneram as mercadorias empregadas na fase produtiva desses inSUMOS. Dai a aliquota de 5,37% para efeito de cálculo do incentivo incidente sobre o valor total dos insumos que compõem o produto exportado, como esclarece a citada Portaria Ministerial A base de cálculo desse incentivo, portanto, sendo, de conformidade com o mencionado ato ministerial, o valor total dos insumos que compõem a mercadoria exportada, engloba, tanto os inslimos adquiridos de contribuintes das citadas contribuições sociais, como os adquiridos de pessoas físicas e cooperativas.' (Proc. 10930.001133/96-81, Recorrente: Cia Iguaçu de Café Solúvel e Recorrida: DRICuritiba). Conclui, solicitando a improcedência do Despacho do Delegado da Receita Federal em Maceió, tornando sem efeito a glosa correspondente ao Crédito Presumido de IN, relativo às aquisições de matérias-primas provenientes de fornecedores pessoas físicas, aprovando os valores informados nas planilhas anexas (fls. 68 a 72)." A auto idade monocrática manteve o lançamento, com as razões ementadas da seguinte forma: "Assun o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 4 . - MINISTÉRIO DA FAZE N DA . . : "..... :. i ,' • • • '41:'¥ .^:, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t"-.214-.1•;v Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/199 7 Ementa: Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido - Não farão jus ao crédito presumido do 1PI as matérias-primas, produtos intermediários, e materiais de embalagem adquiridos diretamente de produtores rurais pessoas físicas e de cooperativas. SOL1CITAÇ 0 INDEFERIDA ". Irresignada, defende-se a requerente reiterando os motivos apresentados na Impugnação de fls. 93 e segui es. É o relatóri, c . ,, j \ , 5 ia S'Atp, MINISTÉRIO DA FAZENDA • -~". • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR FRANCISCO SÉRGIO NALINI O recurso é tempestivo, dele tomo conhecimento. Do exame do processo, verifica-se que o litígio do presente recurso abrange dois itens, a saber: a) exclusão de valores relativos às aquisições de pessoas fisicas, cooperativas e do M1CT; e b) a correção dos valores pela Taxa SELIC. Por coincidir o seu julgado com o que vamos proferir, adoto, transcrevo e leio o voto vencedor dado ao Recurso n° 112.198 - Acórdão n°201-73.641 -, pelo ilustre Conselheiro Serafim Fernandes Corrêa, da Egrégia Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, apenas no que cabe ao presente processo: "EXCLUSÃO DE AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS, COOPERATIVAS E MICT Quanto à exclusão pela decisão recorrida da base de cálculo do crédito presumido do IPI de que trata a Lei n°9.363/96 dos valores correspondentes às matérias-primas adquiridas de pessoas físicas, de cooperativas e do M1C7; fundamentando tal decisão no § 2°, art. 2°, da Instrução Normativa n° 23/97, já manifestei a minha posição em outros julgado.s. Adoto para o presente caso as mesmas razões expostas quando do julgamento do Recurso 107.591, Processo n° 10930-000570/97-31, a seguir transcritas: Data vênia, mas como se sabe, COFINS e PIS são contribuições que incidem em cascata e oneram as nossas exportações. O objetivo da lei é exatamente desonerar as exportações da COFINS e da Contribuição ao PIS ocorridas durante toda a cadeia produtiva. Outra não foi a razão pela qual a lei estabeleceu ç percentual de 5,37% quando a soma das duas aliquotas, à época da /vieddçi Provisória que primeiro institui o beneficio, era igual a 2,65% (2% de Ç4F1NS e 0,65% de PIS). Ou seja, esse percentual é presumido e não se refere ' última aquisição mas às diversas aquisições durante todo o processo. 6 , • _ ..,,stos:•;.::::. •: MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ' •;gP? : Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 Tanto é assim que o artigo da Lei n°9.363/96 previu: "Art. 2° - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador." Como se vê da leitura, o texto legal trata de valor total e sendo valor total não há o que discutir: estão abrangidas todas as aquisições, sem qualquer exclusão. E nem se alegue que em 1997 foram editadas as Instruções Normativas n's 23/97 e 103/97 que estabeleceram tal regra. E por duas razões: a primeira que o pleito da recorrente refere-se a 1995, antes das referidas Instruções Normativas e a segunda porque as Instruções Normativas não podem transpor, inovar ou modificar o texto legal estabelecendo exclusões que dele não constam em virtude do que estabelece o artigo 100 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66 a seguir transcrito: "Art. 100 - São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV - os conventos que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 1 11 Parágrafo nico - A observancia das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização / do valor mot tário da base de cálculo do tributo." 7 . ,< ..2„..,:. • --.4,5-;,5-;••,• MINISTÉRIO DA FAZENDA :•• :Y,4tI:Í'";:kr. : • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . •:.S.4^P;: Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 Pela transcrição fica claro que os atos normativos, aí incluidas as Instruções Normativas, expedidos pelas autoridades administrativas são normas complementares das leis. Corno normas complementares que são, elas não podem modificar o texto legal que complementam. A lei é o limite. A Instrução Normativa não pode ir além da lei. Se, como no presente caso, a lei estabelece que a base de cálculo é o valor total, não pode a Instrução Normativa criar exclusões fazendo com que o valor passe a ser parcial. Somente através de outra Lei, ou Medida Provisória que tem efeito equivalente, tais exclusões poderiam ser criadas. Outro não é o entendimento de Alaria de Fátima Lourinho em "COMENTÁRIOS AO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONALEditora Forense, 2" edição, página 207, ao comentar o art. 100, parágrafo único do GIN (Lei n° 5. 172/66 ), a seguir transcrito: "Quanto às normas enumeradas neste artigo, também integram o conceito de legislação/tributária e obrigam nos limites de sua eficácia. Não podem transpor os limites dos atos que complementam, para ingressar na área de atribuição não outorgada aos órgãos de que elas emanam. "Não se confundem normas complementares com leis complementares. "Diz-se que são complementares porque se destinam a complementar as leis, os tratados, e as convenções internacionais e decretos. Não podem inovar ou modificar o texto da norma que complementa." Registre-se, ainda, que nos moldes em que está redigido o art. 2° da Lei n° 9.363/96 o cálculo será feito tendo como ponto de partida a soma de todas as aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem sobre a qual será aplicado o percentual decorrente da relação kentre a rece - la de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. (Isto significa dizer que até mesmo as aquisições que não se destinam à ortaçãct integrarão o ponto de partida para encontrar a base de cálculo, de que a exclusão das mesmas se dará pela relação percentual. 8 .1) 9;tpit-r•.:• MINISTÉRIO DA FAZENDA . : -:-_,„Ç,3,::::::4t . • .. :•-lfr"t;:a.t::».: ••::',.,~tz:f: - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ctie,is:ci" Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 (-)n. Como se sabe, COFINS e PIS são contribuições que incidem em cascata e oneram as nossas exportações. O objetivo da lei é exatamente desonerar as exportações da. Contribuição ao PIS e da COEMS ocorridas durante toda a cadeia produtiva. Outra não foi a razão pela qual a lei estabeleceu o percentual de 5,37% quando a soma das duas ai/quotas, à época da Medida Provisória que primeiro institui o beneficio, era igual a 2,65% (2% de C'OEIMS e 0,65% de PIS). Ou seja, esse percentual é presumido e não se refere à última aquisição mas às diversas aquisições durante todo o processo. Tanto é assim que o artigo da Lei n°9.363/96 previu : "Art. 2 0 - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador." (destaquei). Como se vê da leitura, o texto legal trata de valor total, e sendo valor total não há o que discutir: estão abrangidas todas as aquisições, sem qualquer exclusão. E nem se alegue a Instrução Normativa n° 23/97, que estabeleceu tal regra, porque as Instruções Normativas não podem transpor, inovar ou modificar o texto legal, estabelecendo exclusões que dele não constam, em virtude do que estabelece o artigo 100 do Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172/66, a seguir transcrito: "Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: 1- os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; 111 - as ppráticas reiteradamente observadas pelas autoridades adrninistrat nas; IV - os co vênios que entre si celebrem a União a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. V, . 9 .)-- • . — MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES C.tk:-1 Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo." Pela transcrição fica claro que os atos normativos, aí incluídas as Instruções Normativas, expedidos pelas autoridades administrativas são normas complementares das leis. Como normas complementares que são, elas não podem modificar o texto legal que complementam. A lei é o limite. A Instrução Normativa não pode ir além da lei. Se, como no presente caso, a lei estabelece que a base de cálculo é o valor total, não pode a Instrução Normativa criar exclusões fazendo com que o valor passe a ser parciaL Somente através de outra Lei, ou Medida Provisória, que tem efeito equivalente, tais exclusões poderiam ser criadas. Outro não é o entendimento de Maria de Fátima Tourinho em 'COMENTÁRIOS AO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL',Editora Forense, 2 a edição, página 207, ao comentar o art. 100, parágrafo único, do CTN (Lei n°5.172/66), a seguir transcrito: 'Quanto às normas enumeradas neste artigo, também integram o conceito de legislação tributária e obrigam nos limites de sua eficácia. Não podem transpor os limites dos atos que complementam, para ingressar na área de atribuição não outorgada aos órgãos de que elas emanam. Não se confundem normas complementares com leis complementares. Diz-se que são complementares porque se destinam a complementar as leis, os tratados, e as convenções internacionais e decretos. Não podem inovar ou modificar o texto da norma que complementa.' Registre-se, ainda, que, nos moldes em que está redigido o art. 2° da Lei n° 9.363/96, o cálculo será feito tendo como ponto de partida a soma de todas as taquisições d matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem soe a qual será aplicado o percentual decorrente da relação entre a receit de exportação e a receita operacional bruta do produtor ' 10 ' MINISTÉRIO DA FAZEN DA "'kr- •• • .cg'.4": SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10410.002322/98-83 Acórdão : 203-07.453 Recurso : 115.682 exportador. Isto significa dizer que até mesmo as aquisições que não se destinam à exportação integrarão o ponto de partida para encontrar a base de cálculo, de vez que a exclusão das mesmas se dará pela relação percentual. Sendo assim, entendo assistir razão à recorrente, em relação à inclusão das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, rias quais não houve incidência de COFINS e PIS na última aquisição (caso das aquisições de pessoas físicas, cooperativas e MIO') no cálculo do beneficio previsto na Lei n° 9. 363/96_ " TAXA SE LI C Cabe observar, por fim, não proceder a pretensão da recorrente, manifestada no recurso, de ver o ressarcimento pleiteado acrescido de atualização monetária (Taxa SELIC + 1%), por falta de amparo legal. CONCLUSÃO Por todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso unicamente para admitir nos cálculos a inclusão das aquisições de pessoas fisicas, cooperativas e MICT, na base de cálculo do crédito presumido, nos termos do art. 2° da Lei n° 9.363/96, negando provimento em relação à correção pela Taxa SELIC. É o meu voto. Sala das Sessões, em 21 de junho de 2001 FRANCISCO S i • GIO NALINI 1:1
score : 1.0
Numero do processo: 10283.004226/2004-46
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PASSIVO NÃO COMPROVADO - OMISSÃO DE RECEITA - Os efeitos do lançamento contábil a crédito de conta de fornecedores e a débito de conta do ativo permanente, por não exprimir registro de operação financeira, não caracteriza a presunção legal de omissão de receita.
Numero da decisão: 105-15.644
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade da decisão de Primeira Instância. Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Cláudia Lúcia Pimentel Martins da Silva (Suplente Convocada) e Wilson Fernandes Guimarães.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Luís Alberto Bacelar Vidal
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Recorrida : 1' TURMA/DRJ em BELÉWPA Sessão de : 26 DE ABRIL DE 2006 Acórdão n°. : 105-15.644 PASSIVO NÃO COMPROVADO - OMISSÃO DE RECEITA - Os efeitos do lançamento contábil a crédito de conta de fornecedores e a débito de conta do ativo permanente, por não exprimir registro de operação financeira, não caracteriza a presunção legal de omissão de receita. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAGNUM INDÚSTRIA DA AMAZÔNIA LTDA. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de nulidade da decisão de Primeira Instância. Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros - Cláudia Lúcia Pimentel Martins da Silva (Suplente Convocada) e Wilson Fernandes Guimarães. CL VISA S PRESIDENTE LU( : "TO : CELA IDAL RE IN OR FORMALIZADO 26 MAI 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: DANIEL SAHAGOFF, EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, ROBERTO BEKIERMAN (Suplente Convocado) e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. Ausente, justificadamente o Conselheiro IRINEU BIANCHI. - — ... . . . ces 1. •,fr MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.004226/2004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 Recurso n.°. :147.399 Recorrente : MAGNUM INDÚSTRIA DA AMAZÕNIA LTDA. RELATÓRIO MAGNUM INDÚSTRIA DA AMAZONIA LTDA., já qualificada nestes autos, recorre a este Colegiado, através da petição de fls. 441/455 da decisão prolatada às fls. 435/440, pela 1 ° Turma de Julgamento da DRJ — BELÉM (PA), que julgou procedente em sua totalidade Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, PIS e COFINS, constantes de fls. 34/53. O auto de infração acusa a recorrente de praticar omissão de receita caracterizada pela manutenção, no passivo, de obrigação não comprovada. Foi verificado que a contribuinte mantinha em sua contabilidade, no ano calendário 1998, obrigação cuja exigibilidade não ficou comprovada. A contribuinte apresentou os documentos fiscais de números 507 a 521 para justificar os lançamentos no livro razão de fls. 81/82, conta 2.1.1.18.01, assim como os lançamentos na conta n° 1.3.2.00.05, CONSTRUÇÕES EM ANDAMENTO, do Livro Razão, a titulo de serviços de terraplanagem. Tais documentos teriam sido emitidos pela empresa TETOPLAN, CNPJ 01.067.680/0001-23. Conforme Termo de Constatação (fl. 59) lavrado em função de diligência fiscal realizada na empresa Tetoplan, verificou-se que os documentos apresentados pelo contribuinte (fls. 62/76) não têm o mesmo padrão gráfico que as apresentadas pela Tetoplan (fls. 77/80) e não correspondiam àqueles utilizados na ocasião (anos 1997 a 1999) por aquela empresa, que não os reconheceu como sendo de sua emissão. Nestas circunstâncias concluiu-se que os documentos fiscais em poder da Magnun não têm validade, sendo considerados documentos inidôneos. Durante a açã fiscal constatou-se que a empresa Magnun não efetuou pagamentos à empresa Tetopla em decorrência de serviços de terraplanagem(-? 2 - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. 4 ';!ft:,- QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.004226/2004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 Ciente do lançamento, tempestivamente a contribuinte apresentou impugnação contra o auto de infração (fls. 338/370). A autoridade julgadora de primeira instância julgou procedente na sua integra o Auto de Infração conforme decisão n ° 3.769 de 10/03/05, cuja ementa reproduzo a seguir: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998 Ementa: A manutenção, no passivo, de obrigações cuja exigibilidade não seja comprovada, caracteriza omissão de receita. PIS, COFINS, CSLL. Os lançamentos decorrentes devem acompanhar o que ficou decidido quanto ao IRPJ. Ciente da decisão de primeira instância em 22/06/05 (AR fls. 418 verso), a contribuinte interpôs tempestivamente recurso voluntário protocolizado às fls. 419 em 21/07/05, onde apresenta, em síntese, as seguintes alegações: DA NULIDADE DA DECISÃO. a) Não constou da decisão ementa sobre Decadência e Taxa SELIC. b) O Senhor Relator, ao que consta do voto, entende que a decadência. c) Atinge somente o valor recolhido, fazendo crer que a parte não recolhida não é atingida pelo instituto e que, ao contrário, a decadência é um instituto que deve ser aplicado ao tributo como um todo e não somente aos valores recolhidos. d) Não foi julgada a matéria relativa a Inexistência de Passivo Fictício". Foi dito na peça impugnatória que duas situações mencionadas no Auto de Infração não são compatíveis para caracterizar a ocorrência de Passivo Fictício. Alega a Recorrente que nem uma palavra foi dita sobre a matéria. 3 f.4.t.4,4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES A. QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.004226/2004-46 Acórdão n.°. 105-15.644 e) Por fim assevera a Recorrente que os serviços foram prestados e que, com base no artigo 281 do RIR/99, não fica caracterizada a existência de Passivo Fictíci É o Relatório. #44101, 4 „il. n %, MINISTÉRIO DA FAZENDA fj PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES A. QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.004226/2004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 VOTO Conselheiro LUIS ALBERTO BACELAR VIDAL, Relator O recurso é tempestivo, razão pela qual dele conheço. Preliminarmente entendo que a decisão recorrida tenha se manifestado sobre a existência de passivo fictício quando defende a inidoneidade dos documentos representativos de tal passivo. Entende o relator de primeira instância que o fato de serem os documentos inidâneos é bastante para caracterizar o passivo fictício, não estando configurando motivo para nulidade da decisão. Ainda preliminarmente, em exame da decadência alegada pela Recorrente verificamos que a ação fiscal se refere ao ano-calendário de 1998, exercício financeiro de 1999, em que a Recorrente apresentou a Declaração de Rendimentos Pessoa Jurídica com base no Lucro Real Anual, tendo efetuado as antecipações do imposto de renda a que estava legalmente obrigada, aliás. Desta maneira, é de se admitir estar a pessoa jurídica enquadrada no que dispõe o artigo 150 § 40 , do Código Tributário Nacional, com relação a contagem do prazo decadencial. Isto posto e tendo o Auto de Infração sido lavrado em data de 30 de julho de 2004, estaria deste modo o lançamento alcançado pela decadência, pois, contados cinco anos a partir do fato gerador ocorrido em 31/12/1998, teve a fiscalização a possibilidade de efetuar o lançamento complementar até 30/12/2003. Entretanto, baseou-se a decisão recorrida, no fato de se tratar de lançamento apoiado em documentos inidemeos, conforme dito e que a seguir transcrevo. "Isto porque está comprovado nos autos o uso de documentos inideineos, o que caracteriza ocorrência de fraude, conceituada pelo I. 44 MINISTÉRIO DA FAZENDA sd PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.004226/2004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 art. 72 da Lei 4.502/64 como "toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento?. Neste caso não há que se falar em decadência em cinco anos da ocorrência do fato gerador. Logo não operou a decadência." Pelo exposto, rejeito as preliminares de nulidade e passo a analisar o mérito. Existem na legislação do Imposto de Renda dois tipos de passivos fictícios que autorizam a presunção de omissão de receita. O primeiro é a manutenção no passivo de obrigações já pagas o que se infere tenham sido tais pagamentos efetuados com recursos do caixa paralelo, e por isso mesmo não contabilizados, sob pena de "estouro de caixa". O segundo é a falta de comprovação de exigibilidade de valor registrado no passivo — Se na primeira o fisco tem a prova que a obrigação já esta paga e permanece sem dar baixa do passivo, nesta segunda, o fisco quer saber da efetiva existência de valores registrados no passivo, se tais valores são efetivamente devidos. Entendo que essa segunda presunção tenha também a ver com a conta caixa, lançamentos poderão ser feitos a debito da conta caixa de maneira fictícia para que o mesmo não venha a apresentar saldo credor e ter como contrapartida uma conta de passivo, como, por exemplo, um empréstimo fictício. Assim teríamos um passivo fictício para acobertar um saldo devedor de caixa também fictício, que suportaria os créditos relativos aos pagamentos efetuados com recursos oriundos do caixa paralelo. O artigo 281 em seu caput, diz que caracteriza-se como omissão no registr de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção, a ocorrênci das seguintes hipóteses. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA iff PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES FL QUINTA CÂMARA Processo n.°. :10283.00422612004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 I — a indicação na escrituração de saldo credor de caixa; II — a falta de escrituração de pagamentos efetuados; III — a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. O auto de infração em análise trabalhou evidentemente com a hipótese de não comprovação da exigibilidade. Assim é que foi intimado o contribuinte a comprovar tal passivo, tendo o mesmo apresentado notas fiscais relativas a serviços de terraplenagem que tiveram como contrapartida conta de Ativo Imobilizado. Até este momento não haveria qualquer irregularidade conforme fica demonstrado pelo Fisco, contabilmente não haveria nenhum lançamento tendente a encobrir uma possível omissão de receita. Contudo, desconfiou o Fisco das notas fiscais que lhe foram apresentadas pela Recorrente, e em diligência junto à empresa cujo nome aparecia como emitente dos referidos documentos fiscais, ficou constatado tratar-se de documento não emitido pelo mesmo, ou seja, documento inidõneo, não representativo de efetiva prestação de serviço, razão pela qual os Auditores Fiscais, classificaram a situação como passivo não comprovado. Não obstante seja tal passivo efetivamente não comprovado, porque representado por documentos que não representam uma efetiva prestação de serviço conforme ficou provado nos autos pela fiscalização, o lançamento contábil efetuado pela Recorrente não conduz a caracterização de omissão de receita. Que influência na receita poderá ter um lançamento a débito de "Obras Andamento" e a crédito de "Contas a Pagar ? Nenhuma. 7 • • U.Is• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n.°. : 10283.00422612004-46 Acórdão n.°. :105-15.644 Presumir que teria a Recorrente pago os custos de terraplenagem registradas em "Obras em Andamento" com dinheiro do 'icaixa paralelo" seria presunção da presunção. A própria fiscalização atesta que nada foi pago pela recorrente até aquela data, podendo-se concluir que até a data da lavratura do auto de infração nenhuma infração a legislação do imposto de renda foi cometida, o que certamente virá acontecer quando do pagamento. Por tudo o que foi aqui exposto e do que mais consta dos autos, voto por dar provimento ao recurso, extensivo aos autos de infração reflexos. Sala das Sessões - DF, em 26 de abril de 2006. LU1 RT ACE R V DALT Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10283.000354/00-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INTEMPESTIVIDADE. Recurso protocolado na repartição fiscal após o prazo do artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. NORMAS PROCESSUAIS. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Aplicação do ADN nº 03/96. Ação proposta pelo contribuinte com o mesmo objeto implica na renúncia à esfera administrativa. Precedentes da Câmara. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 201-78637
Decisão: Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: SÉRGIO GOMES VELLOSO
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MINISTERIO DA FAZENDA • 22 CC-MFMinistério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. K' Segundo Conselho de Contribuintes Publicado no Diário Oficial da União De o g os / o Processo n2 : 10283.000354/00-52 AO,Recurso n-2 : 125.571 VISTO Acórdão n2 : 201-78.637 Recorrente : ESCOLA SUPERIOR DA AMAZÔNIA - ESA Recorrida : DRJ em Belém - PA PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INTEMPES- TIVIDADE. Recurso protocolado na repartição fiscal após o prazo do artigo 33 do Decreto n9 70.235/72. NORMAS PROCESSUAIS. OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Aplicação do ADN n2 03/96. Ação proposta pelo contribuinte com o mesmo objeto implical na renúncia à esfera administrativa. Precedentes da Câmara. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ESCOLA SUPERIOR DA AMAZÔNIA - ESA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 11 de agosto de 2005. <1 "9-b. Qii40‘01,(:45t- . • Josefa aria Coelho Marques PresideeW ,o MIN. DA FAZtN,Pt .„ CC Sérornes Velloso CONFERE COM O ORIGINAL Rela VIS', Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Walbei José da Silva, Antonio Mario de Abreu Pinto, Mauricio Taveira e Silva, José Antonio Francisco, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. 1 I ...--v Ministério da Fazenda MIN. DA FADA - 2° CC 2. CC-MF---•:.,-.1.-- Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CO:d O ORIGINAL Fl. --: - 4 Brasília, 22 / 09 / J)t2.5 Processo n9- : 10283.000354/00-52 Recurso n9- : 125.571 ,-C 1 f0 Acórdão n2 : 201-78.637 VISO Recorrente : ESCOLA SUPERIOR DA AMAZÔNIA - ESA , RELATÓRIO , Trata-se de auto de infração para exigência de contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, referente ao exercício de 1994, em razão da suspensão da imunidade tributária da contribuinte (fls. 23 e 24). A contribuinte foi cientificada do lançamento em 28 de dezembro de 1999 (fl. 22), tendo ingressado em 27 de janeiro de 2000 com a impugnação de fls. 33 a 45, alegando em sua defesa que: a) constitui sociedade civil sem fins lucrativos, para o desempenho de atividades de natureza cultural, cientifica e, notadamente, educacional. Em razão disso, está albergada pela imunidade tributária vaticinada pelo art. 150, VI, "c", da Carta da República, sendo-lhe assegurada, pois, a não tributação do patrimônio, renda ou serviços; b) em 20/09/99 foi lavrada a Notificação Fiscal n2 0220100/01187/98, na forma do art. 32 da Lei n2 9.430/96, dando-lhe ciência da Suspensão da Imunidade de Tributos Federais, no ano calendário de 1 994, "por não estar observando requisitos e condições previstas nos arts. 92, § 12 e 14, da Lei n2 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional."; c) o processo administrativo em evidência não possibilitou o direito de defender- se com amplitude das imputações formuladas pela Fiscalização Regional da Receita Federal. "Na verdade, da forma como está sendo conduzido, concede uma meia defesa ou uma defesa ineficaz, visto que, mesmo não sendo processualmente sopesados os contornos fáticos e jurídicos que circunscrevem a matéria principal (imunidade), autoriza lançamentos de oficio, exigindo prematuro crédito tributário"; d) "... ante a vigente ordem jurídica, a marcha do presente processo deve ser paralisada/estancada, sob pena de estar-se dando guarida a abusivo, ilegal e, sobretudo, inconstitucional aleijão jurídico. A Constituição da República garante aos litigantes, em processo administrativo e judicial e aos acusados em geral, o direito ao contraditório e à ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes"; e) "Não pode a Administração Tributária, eliminando a transparência de suas atividades, utilizar-se de autos de infração como instrumento de coação indireta, obrigando a Impugnante a solver créditos não devidos. O intuito da União Federal em receber o que ainda não lhe pertence fica saliente pela redação do § 8°, do art. 32, da Lei 9.430/96: 'A impugnação e o recurso apresentados pela entidade não terão efeito suspensivo em relação ao ato declatatório contestado. 'A teor desse dispositivo, as entidades submetidas a fiscalização devem, imediatamente, pagar ou parcelar valores, mesmo á mingua de decisão final administrativa, em retumbante agressão às garantias fundamentais do direito de propriedade e, do devido processo legal"; f) "Ante o exposto, afim de evitar que o presente processo administrativo fiscal se contamine por insanável nódoa de nulidade - o ue postulará a ImPugnante - Requer seja W" 2 1 1 ci ..,,i,.., Ministério da Fazenda MIN. DA FAA - 20 CC 22 CC-MF ORIGINALSegundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O Fl. `-, Brasília, n2,0) / 09 /020v5 ,Processo in2 : 10283.000354/00-52 Recurso ng. : 125.571 ."-e VISTO ' Acórdão n2 : 201-78.637 concedida a sua suspensão, enquanto discute-se a iminidade (Impugnação ao Ato Declaratório). por ser medida de Justiça Fiscal"; g) 'Mesmo que ultrapassada a preliminar, o que se admite unicamente por amor à contenda, os Autos de Infração haverão de, in meritum causae, serem totalmente cancelados, recuperando-se os efeitos da imunidade consagrada à Impugnante pela estrutura jurídica pátria"; h) '51 estrutura lógica da ordem jurídica, elaborada por Kelsen, indica que o sistema está constituído sob forma piramidal, estabelecendo uma hierarquia de subordinação/dependência entre as diversas normas que o compõe, de modo que, a de escalão inferior deve harmonizar-se com a que lhe seja imediatamente superior. Assim, no vértice, encontra-se a norma jurídica mais básica, e cujo corpo está constituído pelas demais normas. A Constituição, entre nós, exerce essa função principal; assim, ou á norma inferior com ela se coaduna/harmoniza ou não passará dum simulacro de norma"; i) "Com efeito, a interpretação e o manejo de normas advindas da Constituição carecem de extremos cuidado, visto serem as pilastras de todo o ordenamento positivo. Pois bem: as imunidades impedem o nascimento de preceito que pretenda, via impostos, gravar determinadas coisas (imunidade objetiva) ou pessoas (imunidade subjetiva)"; j) "Os preceitos imunizantes merecem interpretação extensiva, a teor do que leciona a mais autorizada doutrina. A Impugnante, frise-se, é entidade educacional, pelo que desfruta da imunidade do art. 150, VI, "c", da CF. A educação, não se pode negar, merece proteção do Estado, sendo a imunidade a forma mais segura para que isso ocorra"; k) "As pessoas ou coisas imunizadas exercem função tipicamente estatal; grava- las seria o mesmo que passar o dinheiro duma mão à outra. Haja vista, enquanto não se comprovar que a Entidade Impugnante desatende os requisitos do art. 14, do CT1V, continuará imune à tributação, por mais que, na órbita administrativa, tal não seja reconhecido"; 1) "Não existem provas concretas capazes de sustentar, sem farpas, as Autuações. O ônus probandi cabe a quem acusa. No caso, cabe à Fazenda Pública, agente acusador; a ela, portanto, incumbe coligir aos autos os elementos necessários para caracterizar as suas acusações, o que, data maxima venia, não ocorre. Os lançamentos em tela, apesar de revestirem-se de presunção de legitimidade (o que é nota característica de todos os atos administrativos), não apoiam-se em concretos elementos materiais. Não está comprovado que a Impugnante deixou de atender aos requisitos dispostos pelo art. 14, do Código Tributário Nacional; em parte alguma dos autos se tem notícia do não atendimento dos elencados requisitos"; m) "Pergunta-se: foi provado que a Impugnante distribuiu patrimônio ou rendas, a título de lucro ou participação no seu resultado? que deixou de aplicar, integralmente, no Pais, os seus recursos na manutenção de seus objetivos institucionais? ou que, ainda, não mantém escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar a sua exatidão? Absolutamente não!!! "; n) "Os exíguos elementos probatórios elaborados pela r. Fiscalização dão conta de meros erros escriturais, passíveis de correção. A jurisprudência do Egrégio Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, autor'za o entendimento de que os libelos NC%, 3 MIN. DA FAZENDA - 2° CC CC-MFMinistério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL, • '4-iin.'W• Brasília, (3.2 / 09 IPOVS Processo n2 : 10283.000354/00-52 Recurso n : 125.571 Acórdão n2 : 201-78.637 krt o sub examinem não podem prosperar... Destarte, é possível afirmar-se que as objurgadas Autuações Fiscais ressente-se de motivos - fundamentados ie coesos - não podendo, sobremaneira, prosperarem com sucesso"; o) "Asseveram os Autos de Infração, que a Impugnante realizou diversos lançamentos não suportados em documentação. Mas, observe-se, a Impugnante é entidade imune. Sua contabilidade, sempre zelou pela boa conservação de sua escrita. Todavia, por fatores alheios, alguns documentos foram extraviados e/ou perdidos no transcurso do tempo. A Impugnante envidou esforços no sentido de recuperá-los (em 2° via) - como comprovam os diversos documentos em anexo -junto a prestadores de serviços e/ou fornecedores, porém, até o momento, não logrou êxito"; p) "As imobilizações tolhidas pela r. fiscalização, como indevidamente lançadas como despesas, na verdade referem-se a benfeitorias, tais como: manutenção predial, de equipamentos. A legislação tributária, aliás, determina que, salvo disposições especiais, o custo das melhorias realizadas em bens do ativo permanente cuja vidaútil ultrapassa 1 (um) ano, deverá ser capitalizado para posterior depreciação ou amortização"; q) "Os lançamentos encontrados pelo Fisco, referem-se à manutenção predial, o que, no entender da Impugnante não serviram para aumentar a vida útil dos bens. Assim, neste tópico, são também indevidos os lançamentos de oficio"; r) "São totalmente ilegítimas as multas proporcionais,' aditadas ao crédito, posto não haver comprovação de que a Impugnante tenha praticado qualquer ilícito tributário. Nessa esteira, a simples expedição do ato administrativo de suspensão da imunidade tributária não tem o condão de reduzi-la a meia infratora da ordem jurídica"; s) "A imunidade da impugnante (obrigação principal) deve ser definitivamente deslindada, antes de qualquer sanção. Em Direito Tributário, a disciplina das multas não difere dos demais entroncamentos do Direito. Multa é, sempre, sanção pecuniária cuja categoria se insere no universo jurídico das reprimendas aplicáveis em razão do descumprimento de um dever (legal ou contratual). Para ser aplicada a norma sancionadora (que consubstancia castigo e/ou pena), é mister a presença do fato típico penal, previamente descrito na hipótese normativa; é preciso, pois, que o ilícito (descumprimento do dever) esteja robustamente concretizado"; e t) "No escopo de comprovar o alegado, requer a apreciação de todos os documentos trazidos à colação (rol in fine). Requer, ainda, a realização de PERÍCIA CONTÁBIL, afim de recompor o saldo de caixa no ano-calendário/1993 (exercício 1994) e o lucro real do ano-calendário/1994 (exercício 1995), e demais questões relacionadas aos autos. Como perito contábil, indica o SR. MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA, brasileiro, casado, contador, CPF/MF 011.649.548-06, CRC/SP 135.027, com escritórid,profissional à Av. André Araújo, 2501, sis. 05/06, Aleixo, Manaus (AM), onde receberá intimações". A DR.1 em Belém - PA, pelo Acórdão n2 1.475, de 21/08/2003, julgou procedente o lançamento, estando assim ementado: ám. ' 4 ‘:z Ministério da Fazenda MIN. DA FAZUDA - 23 CC 2. cc-MF Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGNAL Fl. Brasília, .23 os /.2»o'S Processo n2 : 10283.000354/00-52 Recurso n9- : 125.571 VYSTO Acórdão n2 : 201-78.637 "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1994 Ementa: PIS - Constatado por intermédio de ação fiscal que o sujeito passivo deixou de recolher o PIS, legítimo o lançamento efetiva para cobrança do valor não recolhido. Lançamento Procedente". Intimada a contribuinte em 20/10/2003, conforme AR de fl. 67, verso, a mesma ingressa com recurso voluntário de fls. 71/98, alegando, em síntese, 'que: a) contra o ato declaratório que suspendeu a imunidade impetrou Mandado de Segurança, Processo n2 2000.1231-7, atualmente em grau de apelação, com efeito suspensivo, conforme Cautelar n2 2001.01.00.028601-1, conforme certidão anexada, não podendo dito ato produzir efeitos enquanto não esgotado o processo judicial, nos termos do inciso XXXV do art. 52 da CF/88; b) cumpre seus objetivos, como mantenedora da Faculadade de Direito e Turismo, não distribuindo lucros, bonificações ou dividendos de qualquer 11 espécie, sendo o superávit aplicado nas atividades educacionais; c) cita farta doutrina e afirma que a supressão da competência legislativa importa na impossibilidade de instituir imposto, sobre suas atividades, conforme mandamento constitucional; d) atende aos requisitos da lei, ou seja, os do art. 14 do CTN, na redação da Lei Complementar n2 104/01, e que pleiteou perícia contábil e diligências, que lhe foi negado; e) discorre sobre a imunidade do art. 150, VI, "c", da CF/88, e as contribuições sociais, detendo-se longamente acerca da Cofins e da impossibilidade do alargamento da base de cálculo dessa contribuição pela Lei n2 9.718/98; f) no mérito, discorre sobre a imunidade do PIS, citando matéria publicada em jornal de circulação nacional; g) insurge-se contra a aplicação das multas proporcionais, por não ter praticado ilícito tributário algum; e h) reitera o pedido de perícia, imprescindível para aclarar os fatos, citando o inciso LV do art. 52 da CF/88 (ampla defesa e contraditório), sendo nulo o julgamento por preterir seu direito de defesa, impedindo o exame contábil. À fl. 118 consta o arrolamento de bens. É o relatório. 5 I ;:i.n••—..L,v, - Ministério da Fazenda MIN. DA AZA - 20 CC 2. CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL I Fl. .,;..~›. ,z4,,,.....:. Brasília, .2 / og / ..x>05 g Processo J : 10283.000354/00-52 Recurso n'. : 125.571 Acórdão n' : 201-78.637 ;:ii.4.ro , VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SÉRGIO GOMES VELLOSO Segundo consta dos autos, a recorrente foi cientificada da Decisão da DRJ em Belém - PA no dia 20/10/2003, segunda-feira, conforme Aviso de Recebimento acostado à fl. 67 verso. De acordo com o disposto no artigo 33 do Decreto n2 70.235/72, o prazo para a interposição de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de 30 (trinta) dias, principiando a fluir no dia 21/10/2003, terça-feira, vindo a findar-se no dia 19/11/2003, quarta- , feira. , A petição de recurso voluntário de fls. 71/98, conforme carimbo da repartição aposto à fl. 71, foi recebida no dia 25/11/2003, quando já transcorrido o trintideo legal. , O recurso é, pois, intempestivo. Não fora, como é, absolutamente intempestivo o recurso, o mesmo não poderia ser conhecido mesmo se houvesse sido o apelo protocolado a tempo, por isso que, conforme alegado pela recorrente e comprovado por certidão juntada à fl. 116, a mesma impetrou Mandado de Segurança contra o Delegado da Receita Federal no Juízo da 2 . Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, Processo n2 2000.32.00.001231-7, "visando a declaração de nulidade absoluta das decisões administrativas proferidas nos processos de es. 10283.011009/99-11, 10283.01100010/99-08 e 10283.011011/99-62 e, conseqüentemente, os atos administrativos delas decorrentes (atos declaratórios de n's. 17, 18 e 19, de 25.11.1999) e, ainda, os autos de infração". Referida demanda judicial encontra-se em grau de apelação no TRF/P Região, recebida no efeito suspensivo, conforme medida cautelar ajuizada naquele Tribunal. Havendo a recorrente submetido ao crivo do Poder Judiciário o exame das mesmas questões colocadas nos presentes autos, renunciou, assim, ao direito de discutir o mérito do recurso administrativo nesta esfera, ficando, pois o julgador administrativo impossibilitado de conhecer de idêntica matéria, em face da supremacia da instância judicial, aplicando-se o ADN n2 03/96 e o artigo 38 da Lei n2 6.830/80. Neste sentido, destaco posicionamento já adotado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais e por esta Câmara, Acórdão n 2 201-73.652 (Relator o Conselheiro Serafim 1 Fernandes Corrêa): , "NORMAS PROCESSUAIS - VIA JUDICIAL - A opção pela via judicial implica renúncia ou desistência da esfera administrativa no que for comum ao processo administrativo e ao processo judicial declarando-se constituído definitivamente o crédito tributário na esfera administrativa que, no entanto, ficará com sua exigibilidade suspensa. (..) Recurso negado." W 6 , 1 1 • i 22 CC-MF --n ---'''',,, Ministério da Fazenda MIN. DA MUNI:A - ,P CC Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORiGiNAL Fl. >zz3,.,3.,- Brasília, c.2' / 03 /..a00 Processo n9- : 10283.000354/00-52 Recurso n2 : 125.571 çd 1 Acórdão o2 : 201-78.637 ViS TO Voto, pois, no sentido de não conhecer do recurso voluntário, seja por sua intempestividade, seja por opção pela via judicial. É como voto. l oSala das Se( - es, em 11 de agosto de 2005. d,(0, SÉRGI 4 OMES VELLOSO ie 1 , , , 7 i Page 1 _0020000.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1 _0020200.PDF Page 1 _0020300.PDF Page 1 _0020400.PDF Page 1 _0020500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10280.001786/00-38
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: GANHO DE CAPITAL - DECADÊNCIA - No caso de ganho de capital, a decadência tem seu termo inicial na data do negócio.
Preliminar acolhida.
Numero da decisão: 106-12750
Decisão: Por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência argüida de ofício pelo Conselheiro Relator.
Nome do relator: Edison Carlos Fernandes
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Preliminar acolhida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ARCIDIO ORNELA FILHO. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência argüida de oficio pelo Conselheiro Relator, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. •—/ --/ –4NOGUtE MARTINS MORAIS PRrESIDE etacae+ ED nDN CARLOS FERNANDES R ÁTOR FORMALIZADO EM: 07 EU 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, ROMEU BUENO DE CAMARGO, THAISA JANSEN PEREIRA, ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO, LUIZ ANTONIO DE PAULA e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. • \ 15\\ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10280.001786/00-38 Acórdão n°. : 106-12.750 Recurso n°. : 129.044 Recorrente : ARCIDIO ORNELA FILHO RELATÓRIO Contra o Contribuinte acima identificado foi lavrado auto de infração (fls. 77-80), datado de 18 de maio de 2000, no qual restou consignada a omissão de ganhos de capital na alienação de bens e direitos, no período de junho de 1994. Conforme se verifica do relatório do Auditor Fiscal da Receita Federal — AFRF responsável, tratou da alienação de maracujás. Em sua Impugnação (fls. 90-98), o Contribuinte alega que era um comerciante de maracujá do interior do Estado do Pará, negociando com pequenas famílias de produtores, que não forneciam qualquer tipo de documentação para suportar as operações. Além disso, afirma que o referido auto de infração está equivocado, porque não considera qualquer custo das frutas vendidas, mas tão- somente o valor das vendas. Dessa forma, pede que o referido auto seja declarada insubsistente. A decisão de Primeira Instância (fls. 122-124), proferida na Delegacia de Julgamento em Belém/PA, manteve o auto de infração na sua totalidade, sob a fundamentação de que a venda informal de mercadorias, sem a lavratura de documentação suporte, pela legislação em vigor, deve ter o custo das referidas mercadorias computado como zero. Ainda inconformado, o Contribuinte ingressou com seu Recurso Voluntário (fls. 130-137), no qual reitera os termos da peça impugnatória. Apresenta como garantia recursal o bem descrito na fl. 139. É o Relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .• Processo n°. : 10280.001786/00-38 Acórdão n°. : 106-12.750 VOTO Conselheiro EDISON CARLOS FERNANDES, Relator Uma vez que tempestivo e presente os demais requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso Voluntário. De início, chamo a atenção para uma questão preliminar que, embora não alegada pelo Recorrente, pode e deve ser declarada de ofício: trata-se da decadência do direito das autoridades fiscais de constituírem o crédito tributário referente ao caso em tela. O auto de infração consignou a infração como omissão de ganho de capital. À época dos fatos, junho de 1994, vigia, para o caso especifico, o disposto no artigo 798, § 2° do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 1994, que assim dispunha: "Art. 798. ( ) ) § 2° Os ganhos serão apurados no mês em que forem auferidos e tributados em separado, não integrando a base de cálculo do imposto na declaração de rendimentos, e o valor do imposto pago não poderá ser deduzido do devido na declaração." Portanto, tem-se que a tributação do ganho de capital era definitiva e exclusiva, não sendo incluída juntamente com os demais rendimentos na declaração de ajuste anual. Dessa forma, pode-se afirmar que o fato gerador do imposto de renda sobre o ganho de capital era mensal. Em decorrência, o início do prazo decadencial, no caso em tela, deve ter seu termo no mês de junho de 1994, excluindo o primeiro mês e 3 14\ • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10280.001786/00-38 Acórdão n°. : 106-12.750 computando-se o último. Por essa conta, considerando o prazo decadencial definido no artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional, o termo final para a constituição do crédito tributário, por meio do lançamento de ofício (auto de infração), seria o dia 30 de junho de 1999. Tendo em vista que a data da lavratura do auto de infração ora guerreado foi 18 de maio de 2000 (fl. 77), reconheço a decadência no caso em tela. Diante do exposto, julgo no sentido de RECONHECER A DECADÊNCIA, motivo pelo qual deve ser anulado o auto de infração ora em debate. Sala das S;ssões - DF, em 19 de junho de 2002 r/ D :drON-G e ERNANDES \\\ 4 Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.002850/2002-49
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 18 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Mar 18 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO - Os rendimentos decorrentes do trabalho com vínculo empregatício devem ser oferecidos à tributação na Declaração Anual e, caso não o faça, licito o lançamento de ofício para exigir o tributo devido.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-19.881
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: José Pereira do Nascimento
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RAIMUNDO NUNES PARENTE. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. £MLL LEILA MARIA SCHERRER LEITÃ PRESIDENTE JO 'ER - • ir NASC MENTO RE•P •R FORMALIZADO EM: J . 4 MAI 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros NELSON MALLMANN, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, MEIGAN SACK RODRIGUES, ALBERTO ZOUVI (Suplente convocado), OSCAR LUIZ MENDONÇA DE AGUIAR e REMIS ALMEIDA ESTOL, e, bé'''44 • 2""? I-• - 'i MINISTÉRIO DA FAZENDA,t11-/-* 4 1 tsttNi.:( Sr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';':a,lr.t > QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10380.00285012002-49 Acórdão n°. : 104-19.881 i Recurso n°. : 133.991 Recorrente : RAIMUNDO NUNES PARENTE i RELATÓRIO , Foi lavrado contra o contribuinte acima referenciado, o Auto de Infração de, fls. 04, para dele, exigir o imposto suplementar de R$ 245,46, mais multa de ofício e juros de mora, em face da revisão de sua Declaração de Rendimentos referente ao exercício de 1999, ano-calendário 1998, onde apurou-se a omissão de rendimentos recebidos a título de resgate de contribuições de previdência privada. Inconformado, apresenta o contribuinte impugnação de fls. 01, onde alega que a COELCE, empresa onde trabalhava e se desligou por ter aderido ao PDV, informou ao órgão fisc,alizador os rendimentos do ano-calendário de 1998, em valor superior ao que era devido. Requer o provimento da impugnação e o cancelamento do débito fiscal. A 4a Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza/CE, às fls. 28/31, julga o lançamento procedente, pois o contribuinte não fez provar, nos autos, que a fonte pagadora informou ao órgão fiscalizador os rendimentos do ano-cale dário de 1998, num valor a maior do que era devido, sem se fazer acompanhar de docu entos hábeis, nem tampouco da / ‘..7individualização da operação, a fim de permitir uma an " li e aprofundada no presente litígio, conforme preconiza o artigo 15, do Decreto n° 70.235/72. . , 2 • -, - ..sr-- - MINISTÉRIO DA FAZENDA, i PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10380.002850/2002-49 Acórdão n°. : 104-19.881 ,, Da análise dos autos, ficou comprovado que o contribuinte, além dos , rendimentos declarados de R$ 2.000,00, sem retenção na fonte, percebeu da COELCE, os , , valores de R$ 12.760,15, com retenção de IRF de R$ 13,53 e recebeu R$ 907,44, a titulo de resgate de contribuições de previdência privada, com retenção de IRF no valor de R$ 1,12, valores lançados no Auto de Infração de fls. 04/08. Cientificado em 30/12/2002, o contribuinte interpõe recurso de fls. 37/38, em 28/01/2003, onde alega não \, r cometido qualquer ato de omissão de rendimentos. É o Relatório. trz 1 3 ' MINISTÉRIO DA FAZENDA '50.erfl. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4:?4,11.;)S5 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10380.002850/2002-49 Acórdão n°. : 104-19.881 VOTO Conselheiro JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Conforme relatado, trata-se de recurso voluntário contra decisão proferida pela 4a Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza/CE, que julgou procedente o lançamento levado a efeito, para exigir o imposto suplementar apurado em decorrência de omissão rendimentos relativo ao trabalho com vínculo empregatício e ainda valor recebido a título de resgate de previdência privada. Em suas razões recursais, o contribuinte diz apenas não haver omissão de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica e por essa razão vem contestá-la, sem, contudo, apresentar qualquer elemento palpável que pudesse vir em seu socorro. Em assim sendo, restaram basicamente os documentos de fls. 02 e 26, por sinal não contestados, que convergem com a exigência contida no lançamento, e a mingua de qualquer elemento que possa vir em socorro do recorrent , resta evidente que a decisão recorrida não está a merecer qualquer reparo. 4 st,- nn •414 V MINISTÉRIO DA FAZENDA ‘04%-rt-'• * thj a PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -;:.I .;" QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10380.002850/2002-49 Acórdão n°. : 104-19.881 Sob tais considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 18 de Março de 2004 -- JOSÉ PE-El - AS C I NTO Page 1 _0030000.PDF Page 1 _0030100.PDF Page 1 _0030200.PDF Page 1 _0030300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10280.004386/00-66
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IRPF - RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE SOBRE PDV - JUROS SELIC - O imposto retido na fonte sobre indenização recebida por adesão ao PDV equivale a pagamento indevido e, portanto, passível de restituição, que deve ser corrigida pela taxa selic a partir de maio de 1995, exatamente como são atualizados os créditos tributários em favor da União.
Recurso provido.
Numero da decisão: 104-20.991
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Pedro Paulo
Pereira Barbosa, que provia parcialmente o recurso para aplicar os juros Selic somente a partir de janeiro de 1996, e Maria Helena Cotta Õardozo, que negava provimento.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Remis Almeida Estol
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PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Recurso-n°. : 144,1-18 Matéria : IRPF - Ex(s): 1996 Recorrente : LUIZ OTÁVIO NOBRE FERREIRA Recorrida : 2 TURMA/DRJ-BELÉM/PA Sessão de : 12 de setembro de 2005 Acórdão n°. : 104-20.991 • IRPF - RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE SOBRE PDV - JUROS SELIC - O imposto retido na fonte sobre indenização recebida por adesão ao PDV equivale a pagamento indevido e, portanto, passível de restituição, que deve ser corrigida pela taxa selic a partir de maio de 1995, exatamente como são atualizados os créditos tributários em favor da União. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LUIZ OTÁVIO NOBRE FERREIRA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Pedro Paulo Pereira Barbosa, que provia parcialmente o recurso para aplicar os juros Selic somente a partir de janeiro de 1996, e Maria Helena Cotta Õardozo, que negava provimento. AâizIRIA-1-1?Eis()VaTTA CARDOZ PRESIDENTE • n-• EMIS ALMEIDA ESTOL RELATOR FORMALIZADO EM: 2 1 OUT 2005 MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão-n°. : 104-20.991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, MEIGAN SACK RODRIGUES, SÉRGIO MURILO MARELLO (Suplente convocado) e OSCAR LUIZ MENDONÇA DE AGUIAR. • 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão- n°. . 104-20.991 Recurso n°. : 144.118 Recorrente : LUIZ OTÁVIO NOBRE FERREIRA RELATÓRIO Pretende o contribuinte LUIZ OTÁVIO NOBRE FERREIRA, inscrito no CPF sob n.° 041.988.402-53, a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, referente ao exercício 1996, no valor originário de R$.2.133,53, alegando que ao ser restituído do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos originários de indenização por adesão ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV) a atualização monetária e os juros compensatórios foram calculados em valor menor que o devido, em razão de o termo inicial utilizado nos cálculos ter sido o mês de maio de 1996, quando deveria ter sido a data da retenção indevida, 31 de março de 1995. A Delegacia da Receita Federal em Belém (PA), ao examinar o pleito, indeferiu o pedido, concordando com a DRF em Belém (PA), afirmando que, por se tratar de restituição apurada em declaração de ajuste anual, aplica-se a Lei n.° 9.250/1995, art. 16, não havendo amparo legal para que a correção seja feita desde a data da retenção indevida. - Novos argumentos dirigidos à Delegacia Regional de Julgamentos através de manifestação de inconformidade, em que o recorrente reitera os argumentos utilizados na solicitação de restituição, ressaltando que a DRJ em Belém (PA), em casos idênticos, vem julgando no sentido de considerar a correção a partir da data do pagamento. A decisão recorrida que entendeu improcedente a restituição, cita normas administrativas da Secretaria da Receita Federal, tais como, a IN SRF n.° 004/1999, o Ato 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão n°. : 104-20.991 Declaratório SRF n°. 003/1999 e a Norma de Execução SRF/Cotec/Cosit/Cosar/Cofis n.° 01/1999, entendendo que tais restituições são apuradas em declarações de ajuste anual do IRPF. Consequentemente, os acréscimos de juros das restituições ocorreriam a partir do mês subseqüente ao término do prazo para a entrega tempestiva das declarações de ajuste. Devidamente cientificado dessa decisão em 27/04/2004, ingressa o contribuinte com tempestivo recurso voluntário em 05/05/2004, onde reitera os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão-n°. : 104-20.991 VOTO Conselheiro REMIS ALMEIDA ESTOL, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. A matéria a ser apreciada nos autos, se refere aos juros do valor a ser restituído, que, sem dúvida, devem ser atualizados desde a data da retenção, isto pela aplicação do comando expresso no art. 165, I do CTN, que assegura ao sujeito passivo, I independentemente de prévio protesto, a restituição do pagamento indevido. De fato, sendo indevida a retenção, o termo inicial é aquele em que o sujeito passivo teve desfalcado seu patrimônio, ou seja, a data da retenção, razão porque a atualização do valor a ser restituído, à exemplo do que ocorre com os créditos da Fazenda Nacional, recomendam a aplicação das disposições contidas no art. 896 do RIR199, a seguir transcritas: "Art. 896. As restituições do imposto serão (Lei n.° 3.383, de 1991, art. 66. § 3.°, Lei n.° 8.981, de 1995, art. 19, Lei n.° 9.069, de 1995, art. 58, Lei n.° 9.250, de 1995, art. 39, § 4.°, e Lei n.° 9.532, de 1997, art. 73): I - atualizadas monetariamente até 31 de dezembro de 1995, quando se referir a créditos anteriores a essa data; II - acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente; - _ 5 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão n°. : 104-20.991 a) a partir de 1.0 de janeiro de 1996 a 31 de dezembro de 1997, a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da restituição e de um por cento relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada; b) após 31 de dezembro de 1997, a partir do mês subseqüente do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição, e de um por cento relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. (Lei n.° 9.250, de 1995, art. 16, e Lei n.° 9.430, de 1996, art. 62)." Destarte, não ocorrendo o fato gerador, o indébito não se caracteriza como antecipação na fonte do imposto de renda, mas sim como pagamento feito indevidamente e, portanto, não se submeteria às regras específicas para a compensação através da declaração anual de ajuste. Ressalte-se que, muito embora o inciso II, alínea "a" do art. 896, do RIR/99 disponha que os juros com base na taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia - SELIC tem aplicação a partir de 1.° de janeiro de 1996, por uma questão de equidade e observado o princípio da razoabilidade, não se pode olvidar o disposto no art. 953 do mesmo diploma legal in verbis: "Art. 953 - Em relação a fatos geradores ocorridos a partir de 1. 0 de abril de 1995, os créditos tributários da União não pagos até a data do vencimento serão acrescidos de juros de mora equivalentes à variação da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento (Lei n.° 8.981, de 1995, art. 84, inciso I, e § 1.°; Lei n.° 9065, de 1995, art. 13 e Lei n.° 9430, de 1996, art. 61, § 3.°)" Se esse é o critério a ser aplicado nos créditos a favor da União, o mesmo tratamento deve ser dado aos créditos em favor do contribuinte. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10280.004386/00-66 Acórdão n°. : 104-20.991 Nessa linha e considerando que o crédito foi atualizado monetariamente pela UFIR e aplicado juros com base na taxa selic a partir de janeiro de 1996, o recorrente tem o direito de ver sua restituição complementada, também pela referida taxa de juros, no período compreendido entre maio e dezembro de 1995, exatamente como são atualizados os créditos tributários em favor da União. Assim, com as presentes considerações e por ser de justiça, encaminho meu voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões - DF, em 12 de setembro de 2005 REMIS ALMEIDA ESTOL 7 Page 1 _0031400.PDF Page 1 _0031500.PDF Page 1 _0031600.PDF Page 1 _0031700.PDF Page 1 _0031800.PDF Page 1 _0031900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.013496/96-97
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2001
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - INCONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS - As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não têm competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade das leis, já que, nos termos do art. 102, I, da Constituição Federal, tal competência é do Supremo Tribunal Federal. COFINS - CONSTITUCIONALIDADE - Tendo o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 1, declarado, com os efeitos vinculantes previstos no § 2º do artigo 102 da Constituição Federal, na redação da Emenda Constitucional nº 03/93, a constitucionalidade dos artigos 1º, 2º e 10, bem como da expressão "A contribuição social sobre o faturamento de que trata esta lei complementar não extingue as atuais fontes de custeio da Seguridade Social" contida no art. 9, e também da expressão "Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte aos noventa dias posteriores, àquela publicação...", constante do artigo 13, todos da Lei Complementar nº 70, da 30.12.91, não existe mais qualquer dúvida sobre a constitucionalidade da cobrança da COFINS. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 201-74178
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Serafim Fernandes Corrêa
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MINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.013496/96-97 Acórdão : 201-74.178 Sessão 23 de janeiro de 2001 Recurso : 110.168 Recorrente : COOPER FRUTA CEARÁ LTDA. Recorrida : DRJ em Fortaleza - CE NORMAS PROCESSUAIS - INCONST1TUCIONALIDADE DAS LEIS — As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não têm competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade das leis, já que, nos termos do art. 102, I, da Constituição Federal, tal competência é do Supremo Tribunal Federal. COFINS — CONSTITUCIONALIDADE — Tendo o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade n° 1, declarado, com os efeitos vinculantes previstos no § 2° do artigo 102 da Constituição Federal, na redação da Emenda Constitucional n° 03/93, a constitucionalidade dos artigos 1°, 2° e 10, bem como da expressão "A contribuição social sobre o faturamento de que trata esta lei complementar não extingue as atuais fontes de custeio da Seguridade Social" contida no art. 9, e também da expressão "Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte aos noventa dias posteriores, àquela publicação ...", constante do artigo 13, todos da Lei Complementar n° 70, de 30.12.91, não existe mais qualquer dúvida sobre a constitucionalidade da cobrança da COF1NS. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: COOPER FRUTA CEARÁ LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Antonio Mário de Abreu Pinto. Sala Sessões, em 23 de janeiro de 2001 Jorge reire Presidente e Serafim Fernandes Corrêa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Luiza Helena Galante de Moraes, Rogério Gustavo Dreyer, José Roberto Vieira, Valdemar Ludvig, Roberto Venoso (Suplente) e Sérgio Gomes Velloso. Iao/cf 1 k! .;„ MINISTÉRIO DA FAZENDA 4. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.013496/96-97 Acórdão : 201-74.178 Recurso : 110.168 Recorrente : COOPER FRUTA CEARÁ LTDA. RELATÓRIO A contribuinte acima identificada foi autuada pela falta de recolhimento da COFINS, fatos geradores ocorridos no período de 04/92 a 10/96. Em tempo hábil, a contribuinte apresentou impugnação, alegando: a) inconstitucionalidade da COFINS; e b) inconstitucionalidade da UFIR para o ano de 1992. A DRJ em Fortaleza - CE julgou parcialmente procedente o lançamento. Apenas reduziu a multa de 100% para 75%. Intimada da decisão, a contribuinte recorreu voluntariamente a este Conselho, reiterando, basicamente, os argumentos da impugnação. Em seguida, foi o processo à PFN/Ceará, que sustentou a decisão recorrida. É o relatório. 2 _) J MINISTÉRIO DA FAZENDA ti Ar SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.013496/96-97 Acórdão : 201-74.178 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SERAFIM FERNANDES CORRÊA O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. O recurso da contribuinte fundamenta-se em dois pontos: a) a inconstitucionalidade da cobrança da COFINS; e b) a inconstitucionalidade da utilização da UFIR em relação ao ano de 1992. Inicialmente, é bom frisar que é jurisprudência mansa e pacifica desta Câmara, assim como das demais Câmaras de todos os Conselhos de Contribuintes, que as autoridades administrativas não têm competência para apreciar argüições de inconstitucionalidades das leis. A referida competência é privativa do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, a, da Constituição Federal). Isto já seria o suficiente para manter a decisão recorrida. No presente caso, porém, existem outras razões que liquidam a pretensão da recorrente. Quanto à alegada inconstitucionalidade da COF1NS, tendo o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade n° 1 , declarado, com os efeitos vinculantes previstos no § 2° do artigo 102 da Constituição Federal, na redação da Emenda Constitucional n° 3/93 , a constitucionalidade dos artigos 1°, 2° e 10, bem como da expressão A contribuição social sobre o faturamento de que trata esta lei complementar não extingue as atuais fontes de custeio da Seguridade Social" contida no art. 9°, e também da expressão "Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte aos noventa dias posteriores àquela publicação ...", constante do artigo 13, todos da Lei Complementar n°70, de 30.12.91, não existe mais o que discutir sobre a constitucionalidade da cobrança da COFINS. Já em relação à cobrança da UFIR no ano de 1992, igualmente já se manifestou o STF, como bem lembrou a PFN-Ceará ao sustentar a decisão recorrida, pela constitucionalidade da referida cobrança, como se vê na Ementa do AgRg no RE n° 197959-3, Relator Ministro Mauricio Corrêa, DJU de 25.10.96, pág. 41.037, a seguir transcrita: 3 33 110 .1 !to -47 17:S> MINISTÉRIO DA FAZENDA ". SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.013496/96-97 Acórdão : 201-74.178 "O serviço de Tributação da Receita Federal em Fortaleza lavrou Auto de infração da COFINS, em decorrência do recolhimento a menor no período de apuração referente aos meses de 04/92 a 07/96, e falta de recolhimento nos meses de 08/96 a 10/96. Os valores das base de cálculo foram extraídos da escrituração nos livros de apuração do ICM, o que constituiu uni crédito tributário correspondente a 1.402.444,60 UFIR, pelo primeiro período, e de R$ 1.658,150,38, pelo segundo período. Além disto, a fiscalização imprimiu multa de 100% sobre o lançamento, além dos encargos legais. O interessado, ora Recorrente, insurgiu-se alegando inconstitucionalidade da COFINS, com base no princípio da não-cumulatividade, e, em segunda opção, inconstitucionalidade da cobrança de UFIR em 1992, vez que a lei que lhe regulamenta foi publicada somente em 02/01/93, com base no princípio da anterioridade. Permissa venha, a controvérsia gerada acerca de suposta inconstitucionalidade da UFIR, a propósito de ter ferido o principio da anterioridade, é página transposta na jurisprudência pátria, tendo já recebido delineamento definitivo do Pretório Excelso que espancou de vez a tese do requerente, verbis: "'AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. LEI 8.383, PUBLICADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 1991. INSTITUIÇÃO DE INDEXADOR PARA CORREÇÃO DOS TRIBUTOS: UFIR. INCIDÊNCIA SOBRE O ANO BASE DE 1991. ALEGAÇÃO DE VULNERAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE E DA ANTERIORIDADE DA LEI. INEXISTÊNCIA. I. A validade da lei ocorre a partir de sua publicação, se outro momento nela não for fixado. Assim, quando se consumou o fato gerador da contribuição social e do imposto de renda, encerrado o ano-base para a apuração do lucro, vigia a Lei 8.383/91, que não criou, alterou ou majorou tributos. A lei nova, vigente no exercício em que se completou o fato gerador, apenas impôs a atualização do valor da obrigação tributária, por um novo inclerador. E, como prescreve a norma tributÁ ria, não constitui majoração de tributos a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. 4 T to. MINISTÉRIO DA FAZENDA .;ek ir SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10380.013496/96-97 Acórdão : 201-74.178 2. A lei nova não traduz majoração de tributos ou modificação de base de cálculo quando, então, por força do princípio da anterioridade da lei tribuária, seria inaplicável aos fatos geradores já consumados quando de sua publicação. Alegação improcedente. 3. Agravo regimental desprovido." (AgRg no RE no 197959-3, Rei. Min. Mauricio Conta, DJU 25, 10.96, p. 41 .037). Resta evidente a inexistência de violação ao art.150, III, "b", da Carta Magna, visto que este preceito veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, até porque, a Lei 8.383/91 não institui nem aumenta tributos. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal também já pôs fim ao questionarnento da legalidade da COFINS, vez que declarou sua validade na forma como instituída na Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991. Desse modo, afigura-se meramente protelatório o recurso interposto pelo contribuinte, pois na Apelação são repisados os argumentos expendidos na impugnação, que foi tão bem refutada pela Decisão Administrativa. Ante o exposto, espera a Delegacia da Receita Federal que Eméritos Julgadores desse Eclético Conselho negue provimento ao Recurso interposto pela Recorrente, mantendo integralmente a decisão recorrida." Dessa forma, nenhum reparo merece a decisão recorrida. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de janeiro de 2001 _ e 410 - e SERAFIM FERNANDES CORRÊA 5
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Numero do processo: 10380.022320/00-20
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS - ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E DE ILEGALIDADE - Às instâncias administrativas não compete apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente. Preliminares rejeitados. PIS - COMPENSAÇÃO - Os indébitos oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis nºs 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, deverão ser calculados considerando que a base de cálculo do PIS, até a data em que passou a viger as modificações introduzidas pelo Medida Provisória nº 1.212/95 ( 29/02/1996), é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. A partir de 01/03/1996, a contribuição é devida nos moldes dessa Medida Provisória, de suas reedições, e, posteriormente, nos da Lei nº 9.715/1998. Recurso parcialmento provido.
Numero da decisão: 202-14407
Decisão: Por unanimidade de votos:I) em rejeitar as preliminares de incostitucionalidade e de ilegalidade; e II) No mérito deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Dícler de Assunção.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-23T14:18:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-23T14:18:10Z; Last-Modified: 2009-10-23T14:18:10Z; dcterms:modified: 2009-10-23T14:18:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-23T14:18:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-23T14:18:10Z; meta:save-date: 2009-10-23T14:18:10Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-23T14:18:10Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-23T14:18:10Z; created: 2009-10-23T14:18:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-10-23T14:18:10Z; pdf:charsPerPage: 2007; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-23T14:18:10Z | Conteúdo => MF Segundo Conselho de Contribuintes Publicado no Dia' do Oficial da U ' - de I CC-MF •••17/.=•,.: Ministério da Fazenda Rubrica Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14-407 Recorrente : VICUNRA NORDESTE S/A INDÚSTRIA TÊXTIL Recorrida : DRJ em Fortaleza - CE NORMAS PROCESSUAIS — ARGÜIÇÕES DE INCONSTI- TUCIONALIDADE E DE ILEGALIDADE - Às instâncias administrativas não compete apreciar vícios de ilegalidade ou de inconstitucionalidade das normas tributárias, cabendo-lhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente. Preliminares rej citadas. PIS — COMPENSAÇÃO - Os indébitos oriundos de recolhimentos efetuados nos moldes dos Decretos-Leis II% 2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo STF, deverão ser calculados considerando que a base de cálculo do PIS, até a data em que passou a viger as modificações introduzidas pela Medida Provisória n° 1.212/95 (29/02/1996), é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. A partir de 01/03/1996, a contribuição é devida nos moldes dessa Medida Provisória, de suas reedições, e, posteriormente, nos da Lei n°9.715/1998. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: VICUNHA NORDESTE S/A INDÚSTRIA TÊXTIL. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares de inconstitucionalidade e de ilegalidade; e II) no mérito, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento o Dr. Dícler de Assunção, advogado da recorrente. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2002 <Ir4rniriefeteP 'rilhe iro Iro ira"'" Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Eduardo da Rocha Schrnidt, Adolfo Montelo, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Ana Neyle Olímpio Holanda e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. cl/cf/j a 1 2Q CC-MF tuf Ministério da Fazenda Fl. Vykit"..; x' Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 Recorrente : VICUNHA NORDESTE S/A INDÚSTRIA TÊXTIL. RELATÓRIO Por bem relatar o processo em tela, transcrevo o Relatório da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE (fls. 277/278): "Trata o presente processo de Pedido de Restituição (fls. 01/04) da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS, no valor de RS10.930.525,00, referente ao período de apuração de outubro de 1995 a outubro de 1998, bem como da baixa dos débitos originários do não recolhimento da aludida contribuição no citado período de apuração, onde o contribuinte fundamenta seu pleito com base nos seguintes argumentos: 2. O Despacho Decisório, proferido pelo Delegado da Receita Federal em Fortaleza/CE, indeferiu o pleito, por concluir pela improcedência dos argumentos utilizados pelo contribuinte para classificar como indevidos os recolhimentos do PIS efetuados no período acima discriminado (fls. 262/266). 3. Inconformado com a referida decisão, da qual tomou ciência em 22/11/2001 (AR, fls. 267), o contribuinte apresentou recurso em 11/12/2001 (fls. 268/272) alegando, em síntese, que: 3.1 — a retroatividade do fato gerador do PIS à 01/10/1995, prevista no artigo 18 da Lei n° 9.715/98, foi considerada inconstitucional em decisão unânime proferida pelo Supremo Tribunal Federal — STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 1417-0, tornando, portanto, inexistente o fato gerador da aludida contribuição no período de 01/10/1995 até a publicação da Lei n° 9.715/98; 3.2 — não se trata de um julgamento vinculado, mas de uma decisão de inconstitucionalidade do art. 17 da(s) Medida(s) Provisória(s) — MP n's 1.325/96, 1.212/95, 1.249/95 e 1.286/96 e reedições posteriores, que resultaram na Lei n° 9.715/98 (art.18), no tocante à retroatividade do fato gerador do PIS à 01/10/95, tornando-se, então, inexistente o fato gerador no período considerado inconstitucional, ou seja, de 01/10/95 até a publicação da Lei n°9.715, em 25/11/98; 3.3 — a Medida Provisória n° 1.215/95 e suas reedições foi expedida com o objetivo de normatizar o PIS após a inconstitucionalidade dos Decretos-lei n's 2.445/88 e 2.449/88, cujo efeito contra todos (erga omnes)foi determinado pela Resolução do Senado Federal n° 49/88 (sie), passando a valer, então, para as empresas prestadoras de serviço, as regras estipuladas na Lei Complementar n° 7/70; 3.4 - é ato nulo, destituído de qualquer eficácia jurídica, o recolhimento de valores no período em que foram aplicadas as normas 2 2° CC-MF ••• Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • '1/4,4tib-z•12,5•"I'- • Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 declaradas inconstitucionais, conforme jurisprudência do STF, a teor do Acórdão STF prolatado no julgamento da Ação Direita de Inconstitu- cionalidade — Adin n° 652-5/MA (fls. 269): 3.5 — como a Lei n° 9.715/98, entrou em vigor na data de sua publicação, estando a retroatividade considerada inconstitucional, ficou um período sem o devido fato gerador e, se até o momento não houve edição de Lei Complementar que viesse a recriar ou normalizar o PIS, o mesmo entendimento deve ser dado relativamente aos débitos oriundos de reco- lhimento do PIS, não efetivados no período de 01/10/95 a 01/11/98, inclusive os acessórios incidentes sobre o valor originário da Contribuição (multas, juros SELIC, correção monetária e juros de mora), os quais devem ser imediatamente baixados, estejam ou não inscritas em dívida ativa, bem assim quaisquer autuações de oficio ou inscrição em cadastro de inadimplentes (Cadim); 3.6 — é clara a impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, no período de 10/95 a 10/98, como determinado pela Instrução Normativa SRF n° 06/2000, inclusive porque um ato normativo dessa natureza, de hierarquia inferior, não tem o condão de repristinar uma lei complementar e, caso aplicável, deve ser efetuado o cálculo com base no faturamento do 60 mês anterior, cuja base de cálculo não sofreria os efeitos dos juros SELIC ou, ainda, sem aplicação de correção pela UFIR, pois no nosso ordenamento jurídico não existe previsão legal para correção de base de cálculo, somente para o imposto. 3.7 Diante do exposto, requer o contribuinte a impugnação do Despacho Decisório, bem como o reconhecimento do crédito total pleiteado, a ser restituído, referente ao período de apuração de outubro de 1995 a outubro de 1998, e a manutenção do direito à compensação com débitos futuros a serem protocolizados. É o relatório." A Quarta Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE decidiu, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de restituição/compensação (fls. 274 a 275), em decisão assim ementada: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/1996 a 01/11/1998 Ementa: Restituição Não há que se falar em compensação da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, quando não restar comprovado a existência de pagamento indevido ou maior que o devido da aludida contribuição. ( 3 './.0 ,1n CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 Base de Cálculo do PIS No período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, a contribuição para o PIS será 0,75% (zero vírgula setenta e cinco por cento) incidente sobre a receita bruta, na forma disciplinada na Lei Complementar n° 07/70, combinado com o artigo 1° da Lei Complementar n° 17/73, e alterações posteriores ora vigentes no nosso ordenamento jurídico. A partir de março de 1996, a contribuição para o PIS será de 0,65% (zero vírgula sessenta e cinco por cento) e incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica de direito privado, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas, nos termos da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições, convalidadas pela Lei n° 9.715/98 e pela Lei n° 9.718/98. Lei Complementar. Exigência Descabida As contribuições sociais não estão elencadas, na Constituição Federal, dentre as matérias objeto de Lei Complementar, de modo que sua exigência para regular a matéria é descabida. O PIS foi recepcionado pelo artigo 239 da Constituição de 1988 na condição de contribuição social, e, portanto, pode ser alterado por lei ordinária e por medida provisória, sem eiva de inconstitucionalidade, uma vez que a Medida Provisória tem força de lei Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 01/11/1998 Ementa: Inconstitucionalidade de Lei Compete ao Poder Judiciário declarar a inconstitucionalidade das lei ou atos normativos, porque presumem-se constitucionais todos os atos emanados dos Poderes Executivo e Legislativo. Assim, cabe à autoridade administrativa promover a aplicação das normas nos estritos limites de seu conteúdo. Solicitação Indeferida". Não conformada com a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE, a Recorrente apresentou RECURSO VOLUNTÁRIO a este Conselho (fls. 285/287), onde repisa os argumentos expendidos na peça impugnatória. É o relatório. 4 #!. 22 CC-MF .""r • .07; Ministério da Fazenda Fl. 1 -4, Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320100-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE PINHEIRO TORRES Do exame dos autos, constata-se que a questão do litígio versa sobre a restituição da Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, período de outubro/1995 a fevereiro/1996, e baixa dos débitos originários do não recolhimento da contribuição, no período de outubro11995 a outubro/1998. Para justificar sua pretensão a Reclamante argumenta que, com a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis es 2.445/88 e 2.449/88, editou-se a MP n° 1.212/95 - sucessivamente reeditada e, finalmente, convertida na Lei n° 9.715/98 - com o intuito de normatizar o PIS. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o dispositivo (art. 18) que determinava a aplicação da retrocitada Medida Provisória aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/10/1995. Ainda no dizer da Recorrente, uma das reedições da MP n° 1.212/95, a MP n° 1.365/96, foi reeditada sob o número 1.407/96, fora do prazo estabelecido pelo art. 62 da CF/88, levando, assim, à perda de eficácia dessa MP e de suas predecessoras. Com isso, teria passado a inexistir fato gerador do PIS entre os períodos de apuração compreendidos entre outubro/1995 e outubro11998. Quanto à perda da eficácia da MP n° 1.365/96 e à conseqüente ineficácia da MP n° 1.407/96, alegada pela Reclamante, é de se observar que a MP n° 1.676-38, de 1998, última das reedições da MP n° 1.212/95, foi convertida em lei - Lei n° 9.715/98 -, sem que nenhuma manifestação contrária à sua eficácia, vigência ou constitucionalidade, fosse emanada dos Poderes competentes (o Legislativo e o Judiciário). As possíveis violações - no curso do processo entre as sucessivas reedições da MP n° 1.212/95 e a sua conversão em lei - a dispositivos legais ou constitucionais primeiramente recebe o controle da Comissão de Constituição e Justiça das Casas Legislativas e, no caso de declarar-se a perda de eficácia ou de rejeitar-se a medida provisória, a competência para tanto é do Congresso Nacional, que, assim procedendo, tem o dever de regular os efeitos decorrentes da MI' fulminada, o que não ocorreu. Vencido o Poder Legislativo, a Medida Provisória ou a Lei dela decorrente terá vigência plena, a menos que o Poder Judiciário a declare inconstitucional, quer por controle difuso, neste caso, para ter caráter erga omrzes necessita de resolução do Senado Federal suspendendo do mundo jurídico o ato eivado de inconstitucionalidade, quer por controle concentrado, restrito ao Pleno do Supremo Tribunal Federal_ Os mecanismos de controle da constitucionalidade das leis, após concluído o processo legislativo, estão regulados na própria Constituição Federal, todos passando necessariamente pelo Poder Judiciário, que detém com exclusividade essa prerrogativa, conforme se infere dos artigos 97 a 102 da Carta Magna. Corroborando essa orientação, cabe lembrar o conteúdo do Parecer Normativo CST n° 329/70 (DOU de 21/10/70), que cita o seguinte ensinamento do Mestre Ruy Barbosa Nogueira:, 5 22 CC-MF •77,;14: Ministério da Fazenda Fl. tey.-Cor Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 "Devemos distinguir o exercício da administração ativa da judicante. No exercício da administração ativa o funcionário não pode negar aplicação à lei, sob mera alegação de inconstitucionalidade, em primeiro lugar por que não lhe cabe a função de julgar, mas de cumprir e, em segundo, porque a sanção presidencial afastou do funcionário de administração ativa o exercício do Poder Executivo." Esse parecer também se animou em Tito Resende: "É princípio assente, e com muito sólido fundamento lógico, o de que os órgãos administrativos em geral não podem negar aplicação a uma lei ou decreto, porque lhes pareça inconstitucional. A presunção natural é que o Legislativo, ao estudar o projeto de lei, ou o Executivo, antes de baixar o decreto, tenham examinado a questão da constitucionalidade e chegado à conclusão de não haver choque com a Constituição: só o Poder Judiciário é que não está adstrito a essa presunção e pode examinar novamente aquela questão." Ainda sobre o tema, o Parecer COSIT/DITIR n° 650, de 28/05/1993, da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, em processo de Consulta, assim dispôs: "5.1 — De fato, se todos os Poderes têm a missão de guardiões da Constituição e não apenas o Judiciário e a todos é de rigor cumpri-la, mencione-se que o Poder Legislativo, em cumprimento a sua responsabilidade, anteriormente à aprovação de uma Lei, a submete à Comissão de Constituição e Justiça (C.F., art. 58), para salvaguarda de seus aspectos de constitucionalidade e/ou adequação à legislação complementar. Igualmente, o Poder Executivo, antes de sancioná-la, através de seu órgão técnico, Consultoria-Geral da República, aprecia os mesmos aspectos de constitucionalidade e conformação à legislação complementar. Nessa linha seqüencial, o Poder Legislativo, ao aprovar determinada lei, e o Poder Executivo, ao sancioná-la, ultrapassam em seus âmbitos, nos respectivos atos, a barreira da sua constitucionalidade ou de sua harmonização à legislação complementar. Somente a outro Poder, independente daqueles, caberia tal argüição. 5.2 — Em reforço ao exposto, veja-se a diferença entre o controle judiciário e a verificação de inconstitucionalidade de outros Poderes: como ensina o Professor José Frederico Marques, citado pela requerente, se o primeiro é definitivo hic et nunc, a segunda está sujeita ao exame posterior pelas Cortes de Justiça. Assim, mesmo ultrapassada a barreira da constitucionalidade da Lei na órbita dos Poderes Legislativos e Executivo, como mencionado, chega- se, de novo, em etapa posterior, ao controle judicial de sua constitucionalidade. 6 a,: k..;k1 2g CC-MF -• ,i--: .-,.. Ministério da Fazenda Fl. :j< Conselho de Contribuintes a,k-tr Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 5.3 - (.) Pois, se ao Poder Executivo compete também o encargo de guardião da Constituição, o exame da constitucionalidade das leis, em sua órbita, é privativo do Presidente da República ou do Procurador-Geral da República (C.F., artigos 66, § 1° e 103, I e VI)." Seria, pois, estéril qualquer discussão na esfera administrativa sobre esse tema, tendo em vista que aos órgãos administrativos, como é o caso deste Conselho, não compete decidir sobre ilegalidade ou inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, cabendo-lhes apenas o cumprimento das leis vigentes no ordenamento jurídico do País. Cabe ressaltar apenas que o artigo 18 da Lei n° 9.715/1998, o qual suprimia a anterioridade nonagesimal da contribuição, foi declarado inconstitucional. Com isso, as alterações introduzidas na Contribuição para o PIS pela MP n° 1.212/1995 passaram a surtir efeitos a partir de março de 1996; anteriormente a essa data, aplica-se o disposto na Lei Complementar n° 07/1970, onde a base de cálculo é o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador e a alíquota é de 0,75%. No tocante à semestralidade, a questão foi magistralmente enfrentada pelo Conselheiro Natanael Martins, no voto proferido quando do julgamento do Recurso Voluntário n° 11.004, originário da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Rendendo homenagem ao brilhante pronunciamento do insigne Relator, transcrevo excerto desse voto para fundamentar minha decisão: "As autoridades administrativas, como visto no presente caso, promoveram o lançamento com base na Lei Complementar n° 07/70, justamente a que a reclamante traz à baila para demonstrar a impropriedade do ato administrativo levado a efeito. É que, na sistemática da Lei Complementar n° 07/70, a contribuição devida em cada mês, a teor do disposto no parágrafo único do artigo 6° da Lei Complementar n° 07/70, a seguir transcrito, deve ser calculada com base no faturamento verificado no sexto mês anterior: 'Art. 6° - A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida na alínea 'b' do artigo 3° será processada mensalmente a partir de I° de julho de 1971. Parágrafo único. A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente'. (grifou-se). Não se trata, à evidência, como crê o Parecer MF/SRF/COSIT/DIPAC n° 56/95, bem como a r. Decisão de j7s. 110/113, de mera regra de prazo, mas, sim, de regra ínsita na própria materialidade da hipótese da incidência, na medida em que estipula a própria base imponível da contribuição. Neste sentido é o pensamento de Mitsuo Narahashi, externado em estudo /éditoédito que realizou pouco após a edição da Lei Complementar n°07/70: 7 4.n 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 'Decorre, no texto acima transcrito, que a empresa não está recolhendo a contribuição de seis meses atrás. Recolhe a contribuição do próprio mês. A base de cálculo é que se reporta ao faturamento de seis meses atrás. O fato gerador (elemento temporal) ocorre no próprio mês em que se vence o prazo de recolhimento. Uma empresa que inicia suas atividades não tem débitos para com o PIS, com base no faturamento, durante os seis primeiros meses de atividade, ainda que já se tenha formado a base de cálculo dessa obrigação. Da mesma forma, uma empresa que encerra suas atividades agora, não recolherá a contribuição calculada sobre o faturamento dos últimos seis meses, pois, quando se completar o fato gerador, terá deixado de existir'. Outro não é o entendimento de Carlos Mário Velloso, Ministro do Supremo Tribunal Federal: com a declaração de inconstitucionalidade desses dois decretos-leis, parece-me que o correto é considerar o faturamento ocorrido seis meses anteriores ao cálculo que vai ser pago. Exemplo, calcula-se hoje o que se vai pagar em outubro. Então, vamos apanhar o faturamento ocorrido seis messes anteriores a esta data' (Mesa de Debates do VIII Congresso Brasileiro de Direito Tributário, 'in' Revista de Direito Tributário n° 64, pg.I 49, Malheiros Editores). Geraldo Ataliba, de inesquecível memória, e 1 A. Lima Gonçalves, em parecer inédito sobre a matéria, espancando qualquer dúvida ainda existente, asseveraram: 'O PIS é obrigação tributária cujo nascimento ocorre mensalmente. O fato faturar' é instantáneo e renova-se a cada més, enquanto operante a empresa. A materialidade de sua hipótese de incidência é o ato de faturar', e a perspectiva dimensível desta materialidade — vale dizer, a base de cálculo do tributo — é o volume do faturamento. O período a ser considerado — por expressa disposição legal - para 'medir' o referido faturamento, conforme já assinalado, é mensaL Mas não é — e nem poderia ser — aleatoriamente escolhido pelo intérprete ou aplicador da lei. A própria Lei Complementar n° 7/70 determina que o faturamento a ser considerado, para a quantificação da obrigação tributária em questão, é o do sexto mês anterior ao da ocorrência do respectivo fato imponivel. Dispõe o transcrito parágrafo único do artigo 6°: 'A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente.' Não há como tergiversar diante da clareza da previsão. Este é um caso em que — ex vi de explícita disposição legal — o autolan- çamento deve tomar em consideração não a base do próprio momento do Ir 8 22 CC-MF Ministério da Fazenda "ft "(, Segundo Conselho de Contribuintes Fl. ';te:Lat: Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 nascimento da obrigação, mas, sim, a base de um momento diverso (e anterior). Ordinariamente, há coincidência entre os aspectos temporal (momento do nascimento da obrigação) e aspecto material No caso, porém, o artigo 6° da Lei Complementar n° 7/70 é explícito: a aplicação da alíquota legal (essência substancial do lançamento) far-se-á sobre base seis meses anterior, isso configura exceção (só possível porque legalmente estabelecido) à regra geral mencionada. A análise da seqüência de atos normativos editados a partir da Lei Complementar n° 7/70 evidencia que nenhum deles.., com exceção dos já declarados inconstitucionais Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88 - trata da definição da base de cálculo do PIS e respectivo lançamento (no caso, autolançamento). Deveras, há disposição acerca (I) do prazo de recolhimento do tributo e (11) da correção monetária do débito tributário. Nada foi disposto, todavia, sobre a correção monetária da base de cálculo do tributo (fatitramento do sexto mês anterior ao da ocorrência do respectivo fato imponível). Conseqüentemente, esse é o único critério juridicamente aplicável. Se se tratasse de mera regra de prazo, a Lei Completar, à evidência, não usaria a expressão 'a contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto com base no faturamento de fevereiro, e assim sucessivamente', mas simplesmente diria: 'o prazo de recolhimento da contribuição sobre o faturctmento, devido mensalmente, será o último dia do sexto mês posterior Com razão, pois, a jurisprudência da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que, por unanimidade de votos, vem assim se expressando: Acórdão n° 101-87.950: 'PIS/FATURAMEIVTO — CONTRIBUIÇÕES NÃO RECOLHIDAS - Procede o lançamento ex-officio das contribuições não recolhidas, considerando-se na base de cálculo, todavia, o faturamento da empresa de seis meses atrás, vez que as alterações introduzidas na Lei Complementar n° 07/70 pelos Dec.-leis n's 2.245/88 e 2.449/88 foram considerados inconstitucionais pelo Tribunal Excelso (RE- 148754-2). Acórdão n°101-88.969: 'PIS/ FATURAMENTO — Na forma do disposto na Lei Complementar n°07, de 07/09/70, e Lei Complementar n° 17, de 12/12/73, a contribuição para o PIS/Faturamento tem como fato gerador o _1-aturamento e como base de cálculo o faturamento de seis meses atrás, sendo apurado mediante a aplicação da alíquota de 0,75%. Alterações introduzidas pelos Decretos-Leis zes 2.445/88 e 2.449/88, não acolhidas pelas Suprema Corte'. .11 9 r CC-Ivif Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes *Certa. Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 Resta registrar que o STJ através das 1° e 2° Turmas da 1" Seção de Direito Público, já pacificou este entendimento. Merece ainda ser aqui citado o entendimento do Conselheiro Jorge Almiro Freire sobre matéria idêntica a aqui em análise, externado no voto proferido quando do julgamento do Recurso Voluntário n° 116.000, consubstanciado no Acórdão n°201-75390: 'E, neste último sentido, veio tornar-se consentânea a jurisprudência da CSREI e também do STJ. Assim, calcado nas decisões destas Cortes, dobrei- me à argumentação de que deve prevalecer a estrita legalidade, no sentido de resguardar a segurança jurídica do contribuinte, mesmo que para isso tenha- se como afrontada a melhor técnica tributária, a qual entende despropositada a disjunção de fato gerador e base de cálculo. É a aplicação do princípio da proporcionalidade, prevalecendo o direito que mais resguarde o ordenamento jurídico como um todo. E agora o Superior Tribunal de Justiça, através de sua Primeira Seção, 2 veio tornar pacifico o entendimento postulado pela recorrente, consoante depreende-se da ementa a seguir transcrita: 'TRIBUTÁRIO - PIS - SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO - CORREÇÃO MONETÁRIA. O PIS semestral, estabelecido na LC 07170, diferentemente do PIS REPIQUE - art. 3', letra 'a' da mesma lei - tem como fato gerador o faturamento mensaL Em beneficio do contribuinte, estabeleceu o legislador como base de cálculo, entendendo-se como tal a base numérica sobre a qual incide a alíquota do tributo, o faturamento, de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador - art. O, parágrafo único da LC 07/70. A incidência da correção monetária, segundo posição jurisprudencial, só pode ser calculada a partir do jato gerador. Corrigir-se a base de cálculo do PIS é prática que não se alinha á previsão da lei e à posição da jurisprudência. Recurso Especial improvido. Portanto, até a edição da Mi' n's 1.212/95, convertida na Lei tr 9.715/98, é de ser dado provimento ao recurso para que os cálculos sejam feitos considerando como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, tendo como prazos de recolhimento aquele da lei ' O Acórdão CSRF/02-0.871 1 também adotou o mesmo entendimento firmado pelo STJ. Também nos RD n's 203-0.293 e 203-0.334, j. em 09/02/2001, em sua maioria, a CSRF esposou o entendimento de que a base de cálculo do PIS refere-se ao faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador (Acórdãos ainda não formalizados). E o RD n°203-0.3000 (Processo n° 11080.001223/96-38), votado em Sessões de junho do corrente ano, teve votação unânime nesse sentido. 2 Resp n° 144.708, rel. Ministra Eliana Calmon, j. em 29/05/2001, acórdão não formalizado. 10 2° CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 10380.022320/00-20 Recurso n° : 120.743 Acórdão n° : 202-14.407 (Leis tr" 7.691/88; 8.019/90; 8.218/91; 8.383/91; 8.850/94; e 9.069/95 e MP 812/94) do momento da ocorrência do fato gerador." Desta forma, não há como negar que a base de cálculo do PIS deve ser calculada com base no faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador dessa contribuição, entre os períodos de outubro de 1995 e fevereiro de 1996, a partir de março de 1996, quando passaram a viger as alterações introduzidas pela MP n° 1.212/95 suas reedições, e, posteriormente à Lei n° 9.715/1998, o PIS deve ser exigido nos exatos termos dessa nova legislação. Diante do exposto, dou provimento parcial ao recurso para determinar a observância da semestralidade do PIS entre os períodos de outubro/1995 e fevereiro/1996. É como voto. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2002 Peillirá 11
score : 1.0
Numero do processo: 10280.004777/2001-97
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ - Ano-calendário: 1996 E 1997 - Ementa: IRPJ E CSL – GLOSA DE CUSTOS – Os custos admitidos pela legislação tributária são aqueles necessários e usuais à atividade da pessoa jurídica, comprovados por documentos hábeis e idôneos, cuja efetividade seja plenamente demonstrada. Não são admitidos como custos as entradas de toras no estabelecimento da empresa quando não comprovada devidamente sua aquisição.
IRPJ E CSL – COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA – LIMITAÇÃO A 30% DO LUCRO AJUSTADO - Após a edição das Leis nº 8.981/95 e 9.065/95, a compensação de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa, inclusive a acumulada em 31/12/94, está limitada a 30% do lucro líquido ajustado do período.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 108-08.778
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Nelson Lósso Filho
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CCO I/C08 Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA - • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES OITAVA CÂMARA Processo n° 10280.004777/2001-97 Recurso n° 134.686 Voluntário Matéria IRPJ E OUTRO - Exs.: 1997 e 1998 Acórdão n° 108-08.778 Sessão de 26 de abril de 2006 Recorrente AMAZÔNIA COMPENSADOS E LAMINADOS S.A. Recorrida I° TURMA/DRJ-BELÉM/PA Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996 E 1997 Ementa: IRPJ E CSL — GLOSA DE CUSTOS — Os custos admitidos pela legislação tributária são aqueles necessários e usuais à atividade da pessoa jurídica, comprovados por documentos hábeis e idôneos, cuja efetividade seja plenamente demonstrada. Não são admitidos como custos as entradas de toras no estabelecimento da empresa quando não comprovada devidamente sua aquisição. IRPJ E CSL — COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA — LIMITAÇÃO A 30% DO LUCRO AJUSTADO - Após a edição das Leis n° 8.981/95 e 9.065/95, a compensação de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa, inclusive a acumulada em 31/12/94, está limitada a 30% do lucro líquido ajustado do período. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AMAZÔNIA COMPENSADOS E LAMINADOS S.A. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do off relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , nD Processo n.° 10280.004777/2001-97 CCO I /CO8 Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 2 DORIVA DOVAI - President N ST) Ly -0fr Relator FORMALIZADO EM: 172 MAR 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, ALEXANDRE SALLES STEIL, JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA e JOSÉ HENRIQUE LONGO. Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros ICAltEM JUREIDINI DIAS e MARGIL MOURÃO GIL NUNES. Processo n ° 10280.004777/2001-97 CCOI/C08 Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 3 Relatório Retoma o recurso a julgamento nesta E. Câmara, após cumprimento de diligência determinada na sessão de 10 de novembro de 2004, por meio da RESOLUÇÃO n° 108-00.256. Para reavivar a memória dos meus pares acerca da matéria objeto do litígio, leio em sessão o relatório e voto que motivou a conversão do julgamento em diligência naquela oportunidade, evitando, com isso, a reprodução de ato processual já constante dos autos. (Leitura em sessão do relatório e voto). Sobreveio o relatório da autoridade fiscal encarregada da diligência, acostado aos autos às fls. 549/552, informando que a fiscalização não direcionou suas investigações para a conta 3.30.35, tendo sido digitado equivocadamente na descrição dos fatos o número da conta como sendo 3.30.35, quando correto seria 3.30.15. Apresenta demonstrativo das contas representativas das compras de toras e fretes glosadas, para os anos-calendário de 1996 e 1997, onde consta o código da conta, sua descrição, valor e o número do documento no processo. Às fls. 554/555 a empresa se manifesta a respeito do relatório da diligência, sustentando que o Fisco não pode alterar o que já fora impugnado. É o Relatóriefo. I ; Processo n° 10280.004777/2001-97 CC0I1C08 Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 4 Voto Conselheiro NELSON LOSSO FILHO, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. À vista do contido no processo, constata-se que a contribuinte, cientificada do acórdão de primeira instância, apresentou seu recurso arrolando bens, fls. 533/534, entendendo a autoridade local, pelo despacho de fls. 536, restar cumprido o que determina o § 3°, do art. 33, do Decreto n° 70.235/72, na nova redação dada pelo art. 32 da Lei n° 10.522, de 19/07/02. As matérias em litígio dizem respeito à glosa de custos não comprovados e à compensação parcial dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas acumuladas no auto de infração, limitada a 30% do Lucro Real e da Base de Cálculo Positiva do período. Preliminarmente, devo deixar consignado que o resultado da diligência foi no sentido da ocorrência de lapso manifesto cometido pela fiscalização ao digitar o código da conta que registrava a compra de toras, sendo o correto no número 3.30.15 e não 3.30.35, fato que não ocasionou o cerceamento do direito de defesa. Com efeito, a análise dos autos, descrição dos fatos, impugnação e recurso, permite concluir que a contribuinte teve conhecimento de que a glosa efetuada dizia respeito à compra de toras e fretes correspondentes. No Auto de Infração às fls. 457/458, na descrição das infrações detectadas pela fiscalização, consta informação de que o motivo do lançamento foi a glosa de custo no ano- calendário de 1996 e 1997, por não ter a empresa demonstrado a efetividade da transação contabilizada a título de compra de toras e seu frete: "Custos ou despesas não comprovadas — Valor apurado em decorrência da glosa total dos custos lançados na contabilidade da empresa nas contas 3.30.35 em todas as sub-contas, 3.30.16 em todas sub-contas e sub-contas 3.30.39.12 e 3.30.39.13, inseridas nos itens 4, fichas 04, da Declaração de Rendimentos do Imposto de Renda — Pessoa Jurídica, dos anos-calendários de 1996 e 1991 O contribuinte ao ser intimado a apresentar os comprovantes das "compras de insumos" e "outros custos", lançados, respectivamente, nas linhas 04 e 16 das Fichas 04 — Custo dos bens e serviços vendidos, das declarações de rendimentos do IRPJ dos anos-calendário de 1996 e 1997 — fls. 23 -, entregou à fiscalização os documentos a seguir relacionados conto comprovantes da aquisição de toras de madeira e de fretes: notas fiscais de produtor, fichas de lançamento, relatório de compra de toras, notas de recebimento e relação de entradas de mercadorias. ( ) Assim não é possível aceitar os documentos apresentados, como compro batórios dos custos declarados, uma vez que, as Notas Fiscais do Produtor têm como "remetente" e "adquirente" a mesma pessoa jurídica fiscalizada, inexistindo, então, a figura da "Compra". Quanto aos demais documentos, não há entre eles nenhum recibo ou outro documento equivalente, relativo ao pagamento da compra das toras e do frete de Processo n.° 10280.004777/2001-97 CCOI/C08 Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 5 toras de madeira e que esteja assinado pelo fornecedor ou transportador. Todos eles caracterizam-se mais como documentos de controle interno, que servem de apoio à escrituração contabil. " Sustenta a recorrente que os documentos apresentados, notas fiscais de entradas, notas fiscais de produtor etc, estão previstos na legislação do IPI e do ICMS. Entretanto, este fato não foi questionado pelo autuante. O motivo do lançamento foi a falta de caracterização da venda de toras para a empresa, como prevista no artigo 481 do Código Civil: "pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro", porque elas foram extraídas da sua reserva florestal e no documento apresentado pela fiscalizada o remetente e o adquirente das toras são a mesma pessoa jurídica, a autuada, sendo ela a proprietária dos insumos. Além disso, como a extração da madeira foi realizada pela própria contribuinte, o procedimento recomendado seria reconhecer em contas específicas o custo de exploração relativo à atividade exercida, mão-de-obra, combustível, depreciação, exaustão etc, gastos ligados à exploração da reserva florestal, nunca entender como uma operação de compra a entrada das toras em seu estabelecimento. Mesmo quando consta da nota-fiscal de produtor o nome de uma pessoa fisica ou de projeto de exploração de terra, não fica caracterizada a operação de compra e venda, a transição da mercadoria entre as partes e seu pagamento. Também os gastos relativos a fretes pelo transporte de toras não podem ser acatados, porque os documentos juntados aos autos não são válidos para a comprovação necessária, haja vista que foram realizados em veículos próprios da recorrente ou por pessoa fisica ou jurídica não identificada, nome e CPF ou CNPJ. Concluiu o Fisco por desconsiderar como válida a documentação apresentada para lastrear tais gastos, que não correspondiam às operações escrituradas e sua valorização, não ficando comprovado, portanto, o recebimento do produto e seu pagamento, a efetividade da operação de compra e venda e o frete correspondente, implicando em redução indevida do resultado dos anos-calendário de 1996 e 1997. Todos estes elementos trazidos aos autos militam contra a recorrente, que em nenhum momento logrou, por elementos probantes, colocar em dúvida a acusação contida no trabalho fiscal. Pelo contrário, permanecem incólumes todas as provas coletadas pelo Fisco. A jurisprudência deste Colegiado tem se pautado por exigir um conjunto de elementos que comprovem a ocorrência dos custos. No caso em apreço faltam provas para lastrear os lançamentos contábeis de compra de toras e seus fretes, como exigido pelo artigo 9° do Decreto-lei n° 1.598/77. A dedutibilidade dos custos está condicionada não só à sua necessidade, mas também à imperiosa comprovação de sua efetividade. Não há, portanto, que se falar em gastos normais, usuais ou necessários, sem a prova da existência deles, ou de ter a empresa neles incorrido. Não consegue a pessoa jurídica demonstrar a operação de compra que contabilizou. Processo n.° 10280.004777/2001-97 CCOI/C08 Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 6 Então, por absoluta falta da prova da realização e efetividade dos custos glosados pela fiscalização, deve ser mantida a exigência quanto a este item do auto de infração. Melhor sorte não tem a recorrente quanto à pretensão de ver compensada a totalidade dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas acumuladas com os valores apurados pela fiscalização, sem o limite de 30%, porque a legislação de regência prevê claramente esta limitação, artigos 42 e 58 da Lei n° 8.981/95 e artigos 15 e 16 da Lei n° 9.065/95, a seguir transcritos: "Lei n°8.981/95 Art. 42. A partir de 1° de janeiro de 1995, para efeito de determinar o lucro real, o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do Imposto de Renda, poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento. Parágrafo único. A parcela dos prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994, não compensada em razão do disposto no caput deste artigo poderá ser utilizada nos anos-calendário subseqüentes. Art. 58. Para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido por compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodos-base anteriores em, no máximo, trinta por cento." "Lei n°9.065/95 Art. 15. O prejuízo fiscal apurado a partir do encerramento do ano- calendário de 1995, poderá ser compensado, cumulativamente com os prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1994, com o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislaçã o do imposto de renda, observado o limite máximo, para a compensação, de trinta por cento do referido lucro líquido ajustado. Parágrafo único. O disposto neste artigo somente se aplica às pessoas jurídicas que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela legislação fiscal, comprobatários do montante do prejuízo fiscal utilizado para a compensação. Art. 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, quando negativa, apurada a partir do encerramento do ano-calendário de 1995, poderá ser compensada, cumulativamente com a base de cálculo negativa apurada até 31 de dezembro de 1994, com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social, determinado em anos- calendário subseqüentes, observado o limite máximo de redução de trinta por cento, previsto no art. 58 da Lei n° 8.981, de 1995. Parágrafo único. O disposto neste artigo somente se aplica às pessoas jurídicas que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela Cf Processo n.° 10280.00477712001-97 CCOI/COS Acórdão n.° 108-08.778 Fls. 7 legislação fiscal, comprobató rios da base de cálculo negativa utilizada para a compensação." Pelos fundamentos expostos, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário de fls. 519/532. Sala das Sessões-DF, em 26 de abril de 2006. NELSON LiSO F HO 4// Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027000.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1 _0027200.PDF Page 1 _0027300.PDF Page 1 _0027400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10280.000391/2001-14
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IRPF- TEMPESTIVIDADE - Provada nos autos a remessa da intimação ao endereço diferente do eleito pelo contribuinte em sua declaração de rendimentos, corrige-se a instância, devolvendo os autos à repartição de origem, para que essa, em obediência ao duplo grau de jurisdição, profira sua decisão em relação às manifestações de inconformidade apresentadas pelo contribuinte.
Numero da decisão: 102-45295
Decisão: Por unanimidade de votos, AFASTAR a intempestividade da impugnação e DETERMINAR a devolução dos autos à primeira instância para apreciação do mérito.
Nome do relator: Valmir Sandri
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T09:22:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T09:22:31Z; Last-Modified: 2009-07-05T09:22:31Z; dcterms:modified: 2009-07-05T09:22:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T09:22:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T09:22:31Z; meta:save-date: 2009-07-05T09:22:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T09:22:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T09:22:31Z; created: 2009-07-05T09:22:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-05T09:22:31Z; pdf:charsPerPage: 1383; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T09:22:31Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA , n - . ..;,, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° . 10280 000391/2001-14 Recurso n° 127,079 Matéria IRPF - EXS 1997 e 1998 Recorrente - LEÔNIDAS GONÇALVES DE ALCÂNTARA Recorrida . DRJ em BELÉM - PA Sessão de 06 DE DEZEMBRO DE 2001 Acórdão n° . 102-45295 IRPF- TEMPESTIVIDADE — Provada nos autos a remessa da intimação ao endereço diferente do eleito pelo contribuinte em sua declaração de rendimentos, corrige-se a instância, devolvendo os autos à repartição de origem, para que essa, em obediência ao duplo grau de jurisdição, profira sua decisão em relação às manifestações de inconformidade apresentadas pelo contribuinte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LEÔNIDAS GONÇALVES DE ALCÂNTARA ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a intempestividade da impugnação e determinar a devolução dos autos à primeira instância para apreciação do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado / 1, j___iN ANTONIO DE' DUTRA PRESIDENTE ,-IIIIIK (-----__ _ VALMI" - ' NDRI RELATOR FORMALIZADO EM 24 JA112002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros AMAURY MACIEL, NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO MUSSI DA SILVA, MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO, LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES e MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO MINISTÉRIO DA FAZENDA . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n t) Ai 0280 000391/2001-14 Acórdão n° 102-45 295 Recurso n° 127 079 Recorrente LEÓNIDAS GONÇALVES DE ALCÂNTARA RELATÓRIO Trata o presente recurso do inconformismo do contribuinte, de decisão da autoridade julgadora de primeira instância, que julgou intempestiva sua impugnação de fls. 84/88, relativa ao Auto de Infração de fia. 04/10, por acréscimo patrimonial a descoberto apurado nos anos-calendário de 1996 e 1997 Após termo de revelia (ff 81), o contribuinte apresenta sua impugnação (fls.. 84/88), na qual alega, em síntese, que não foi, regularmente, intimado, tendo em vista que a intimação foi remetida para endereço diferente do constante de sua Declaração de Rendimentos, ferindo pois, seu direito à ampla defesa, requerendo por fim, a devolução do prazo À vista de sua impugnação, a autoridade julgadora singular julgou intempestiva, por entender que o contribuinte foi devidamente intimado no endereço em que recebeu todas as intimações requisitando esclarecimentos iniciais, que foram prontamente respondidas pelo mesmo, não se insurgindo quanto ao referido endereço Alega ainda, que o contribuinte deixou de assinalar no campo correspondente de sua Declaração de Rendimentos, sua mudança de domicílio Intimado novamente no endereço da intimação relativa ao Auto de Infração, embora tenha sido orientado o SESAR/DRF/BLEVI a fazê-lo em seu novo endereço, foi dada ciência pessoal da decisão da DRJ/BLM, vindo a apresentar seu recurso tempestivamente (fls 104/106), alegando, em sínteseo,.....wseguinte 2 " - MINISTÉRIO DA FAZENDA -•• • . f. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES n '=': SEGUNDA CÂMARA n-• Processo n° 10980 nnrnalpr101 -14 Acórdão n O 102-45 295 a) discorre novamente sobre sua mudança de endereço e a falta da intimação relativa ao Auto de Infração; b) concorda com o levantamento efetuado pela fiscalização relativo ao exercício de 1997 — ano-base de 1996, o qual diz ter ingressado com pedido de parcelamento do crédito tributário apurado, c) discorda do levantamento efetuado relativo ao exercício de 1998 — ano-base de 1997, tendo em vista que efetuou a venda do veículo da marca Honda Civic, quando da aquisição do veículo da marca LEGEND, não sendo considerados esses ingressos pela fiscalização, quando da apuração da Variação Patrimonial a Descoberto Ao fim, requer seja revisto o lançamento, para considerar como ingresso de recurso, na Variação Patrimonial a Descoberto relativa ao exercício de 1998, a importância de R$ 28 000,00 (vinte e oito mil reais), pela venda do citado veículo Anexa ainda, cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo, com o campo de autorização para transferência de veículo preenchida, embora, sem o devido reconhecimento de firma do proprietário É o Relatório _ - _ 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA f . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ; n -;: SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10280.00039112001-14 Acórdão n°. : 102-45.295 VOTO Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator O recurso é tempestivo. Dele, portanto, tomo conhecimento. À vista de tudo o que consta do processo, entendo que cabe razão o inconformismo do recorrente em relação à falta de intimação do Auto de Infração. Isto porque, embora tenha ele respondido prontamente todos os atos que antecederam o lançamento, em endereço diferente ao que consta em sua Declaração de Rendimentos, a intimação relativa ao Auto de Infração deveria ter sido remetida para o endereço por ele eleito na sua declaração de rendimentos, o que não foi procedido pela autoridade administrativa. Entretanto, ante a multiplicidade de endereço do contribuinte, deve a autoridade administrativa tomar a termo seu endereço. Isto posto, voto no sentido de afastar a intempestividade da impugnação apresentada pelo contribuinte, para que a autoridade julgadora a quo se pronuncie em relação ao mérito do processo. Sala das Sessões - DF, em 06 de dezembro de 2001. VAI. í . NDRI 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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