Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,163)
- Segunda Câmara (27,788)
- Primeira Câmara (25,081)
- Segunda Turma Ordinária d (17,076)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,917)
- Primeira Turma Ordinária (15,633)
- Segunda Turma Ordinária d (15,570)
- Primeira Turma Ordinária (15,424)
- Primeira Turma Ordinária (15,364)
- Segunda Turma Ordinária d (14,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,855)
- Segunda Turma Ordinária d (12,110)
- Primeira Turma Ordinária (12,091)
- Quarta Câmara (11,512)
- 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (11,186)
- Quarta Câmara (83,129)
- Terceira Câmara (64,792)
- Segunda Câmara (53,333)
- Primeira Câmara (17,991)
- 3ª SEÇÃO (15,917)
- 2ª SEÇÃO (11,186)
- 1ª SEÇÃO (6,736)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (119,455)
- Segunda Seção de Julgamen (111,340)
- Primeira Seção de Julgame (73,849)
- Primeiro Conselho de Cont (49,048)
- Segundo Conselho de Contr (48,858)
- Câmara Superior de Recurs (37,435)
- Terceiro Conselho de Cont (25,941)
- IPI- processos NT - ressa (4,994)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,054)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,858)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,236)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,744)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,113)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,481)
- HELCIO LAFETA REIS (3,274)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,194)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,823)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,597)
- WILDERSON BOTTO (2,539)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,397)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,803)
- 2019 (30,949)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,880)
- 2012 (23,621)
- 2023 (22,462)
- 2014 (22,374)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2010 (18,058)
- 2025 (17,368)
- 2008 (17,076)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,747)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,856)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,017)
Numero do processo: 19515.005872/2009-39
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 2005
PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. DOLO, FRAUDE
OU SIMULAÇÃO.
Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se
homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou
simulação.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. CABIMENTO.
O sujeito passivo que, reiteradamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. LEI Nº 9.430, DE 1996. LEI Nº
11.488, DE 2007.
O lançamento reporta-se
à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se
pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou
revogada.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2005
PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO.
Não é nulo o lançamento que se embasa em regulamento, o qual,
consolidando a legislação correspondente, menciona, em cada um de seus dispositivos, o respectivo fundamento legal.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Exercício: 2005
LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO
GERADOR. ASPECTO TEMPORAL.
Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador do Pis, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Exercício: 2005
LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO
GERADOR. ASPECTO TEMPORAL.
Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador da Cofins, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais.
Numero da decisão: 1803-001.366
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para excluir as exigências remanescentes relativas ao Pis e à Cofins, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausentes,justificadamente, os Conselheiros Victor Humberto da Silva Maizman e Meigan Sack
Rodrigues.
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. CABIMENTO. O sujeito passivo que, reiteradamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. LEI Nº 9.430, DE 1996. LEI Nº 11.488, DE 2007. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO. Não é nulo o lançamento que se embasa em regulamento, o qual, consolidando a legislação correspondente, menciona, em cada um de seus dispositivos, o respectivo fundamento legal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2005 LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador do Pis, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Exercício: 2005 LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador da Cofins, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 19515.005872/2009-39
anomes_publicacao_s : 201206
conteudo_id_s : 5090312
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 11 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-001.366
nome_arquivo_s : 180301366_19515005872200939_201206.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Sérgio Rodrigues Mendes
nome_arquivo_pdf_s : 19515005872200939_5090312.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir as exigências remanescentes relativas ao Pis e à Cofins, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausentes,justificadamente, os Conselheiros Victor Humberto da Silva Maizman e Meigan Sack Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4753174
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359558987776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 25; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1971; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 1.614 1 1.613 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.005872/200939 Recurso nº 929.475 Voluntário Acórdão nº 180301.366 – 3ª Turma Especial Sessão de 14 de junho de 2012 Matéria IRPJ E OUTROS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente INDÚSTRIA PAULISTA DE COMPONENTES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 PRELIMINAR DE DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. CABIMENTO. O sujeito passivo que, reiteradamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. LEI Nº 9.430, DE 1996. LEI Nº 11.488, DE 2007. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO. Não é nulo o lançamento que se embasa em regulamento, o qual, consolidando a legislação correspondente, menciona, em cada um de seus dispositivos, o respectivo fundamento legal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2005 Fl. 1614DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.615 2 LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador do Pis, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2005 LANÇAMENTO TRIMESTRAL. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. Não procede a autuação fiscal em que tenha havido erro na identificação do fato gerador da Cofins, em seu aspecto temporal, por ter sido lançado por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir as exigências remanescentes relativas ao Pis e à Cofins, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Victor Humberto da Silva Maizman e Meigan Sack Rodrigues. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 1615DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.616 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 1.525 a 1.542): Trata o presente processo de lançamentos de ofício em razão de omissão de receita ocorrida no anocalendário de 2004, conforme Termo de Verificação de fls. 1071/1072, que resultou nos autos de infração de Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica com base no Lucro Presumido (fls. 1123/1127 – R$ 90.887,98), Contribuição para o PIS/Pasep (fls. 1128/1131 – R$ 32.374,13), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (fls. 1132/1135 – R$ 149.419,22) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido com base no Lucro Presumido (fls. 1136/1141 – R$ 53.790,84). Analisando notas fiscais de saídas do anocalendário de 2004, a Fiscalização verificou que muitas delas (fls. 407/1069) tinham valores superiores aos escriturados no livro Registro de Saídas (fls. 112/406). A Fiscalização elaborou o Anexo I (fls. 1073/1122), onde foram comparados os valores reais das notas fiscais de saída e os valores do livro de Registro de Notas Fiscais de Saída, as diferenças apuradas e os totais das receitas operacionais nos trimestres. Na DIPJ (fls. 07/55), os valores eram menores que os encontrados no Anexo I. Os valores apurados foram os que seguem logo abaixo: [...]. Os lançamentos tiveram a multa agravada para 150%, conforme art. 44 da Lei nº 9.430/1996, em razão da continuidade dos atos praticados com a evidente intenção de reduzir o pagamento do tributo. A Base Legal apontada foi a seguinte: Art. 528 do RIR/1999, art. 1º e 3º da Lei Complementar nº 7/1970; art. 24, § 2º, da Lei nº 9.249/1995; art. 2º, inciso I, alínea “a” e parágrafo único, inciso II e parágrafo único, 3º, 10, 51 e 91 do Decreto nº 4.524/2002; art. 2º e §§, da Lei nº 7.689/1988; art. 24 da Lei nº 9.249/1995, art. 29 da Lei nº 9.430/1996, art. 37 da Lei nº 10.637/2002. A empresa tomou ciência das autuações em 14/12/2009, por via postal (Aviso de Recebimento – AR – à fl. 1143), impugnando nos seguintes termos, em síntese: PRELIMINARMENTE – DA DECADÊNCIA Ocorreu a decadência do direito de a Fazenda efetuar os lançamentos de ofício, com relação ao IRPJ e às contribuições cujo fato gerador tenha ocorrido antes de 14/12/2004. Isso porque a modalidade de lançamento, nesses casos, deuse por homologação, cujo prazo decadencial é de cinco anos, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional – CTN. Imperioso salientar que a Impugnante cumpriu com seus deveres formais e instrumentais, bem como efetuou o recolhimento dos tributos informados nas respectivas declarações, razão pela qual não há hipótese de se desconstituir a Fl. 1616DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.617 4 modalidade de lançamento por homologação, vez que atendeu aos requisitos da legislação tributária. Por outro giro, a autuação decorreu de erros de escrituração e de interpretação da legislação tributária, o que, em tese, cabe somente ao Poder Judiciário fazer coisa julgada com relação à interpretação dada pela autoridade fiscal e aquela adotada pelo contribuinte, ora Impugnante. Portanto, não há, nem mesmo foi sequer cogitado na autuação, qualquer indício de dolo, fraude ou simulação, razão pela qual deverá ser aplicada a decadência para os créditos tributários cujos fatos geradores ocorreram anteriormente a 14/12/2004. NO MÉRITO Ademais, se ultrapassadas as razões preliminares relativas à ocorrência da decadência para os créditos tributários cujos fatos geradores ocorreram anteriormente a 14/12/2004, no mérito o auto de infração não poderá prosperar, senão vejamos por cada espécie de tributo: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – Lucro Presumido O enquadramento legal constante do Auto de infração foi o art. 528 do RIR/1999. Pois bem, a Constituição Federal estabelece extremo rigor na exigência de tributo, expressando o princípio da estrita legalidade em seu art. 150, inciso I, que veda a exigência ou aumento de tributo sem que lei que o estabeleça. Não obstante, pelo disposto no inciso IV, artigo 10 do Decreto nº 70.235/1972, o Auto de Infração tinha, obrigatoriamente, que trazer a disposição legal infringida, devendose entender a expressão “disposição legal” a lei em sentido estrito. Ou seja, a lei ordinária ou lei complementar, e não legislação tributária, como definida no artigo 96 do CTN. Neste sentido, o Auto de Infração tem erro formal, ao não dispor do fundamento legal que possa dar guarida à pretensão do lançamento, haja vista que faz menção tãosomente de dispositivo do RIR/1999, que é norma jurídica que está dentro do conceito de legislação tributária, e não de dispositivo legal. Ou seja, o Decreto é norma regulamentar que, na espécie, regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do imposto de renda, editado em conformidade com o que estabelece o artigo 84, inciso IV, da Constituição Federal. Nesta seara, o artigo 99 do CTN dispõe: O conteúdo e o alcance dos decretos restringemse aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. Fica cristalino que há ausência de fundamento legal da exigência do IRPJ – Lucro Presumido para Auto de Infração hostilizado. Não há como, mesmo em amor ao debate, admitir a substituição dos dispositivos de lei em sentido estrito, pelos dispositivos de um decreto regulamentar, que atende ao que preceitua a Carta Política, nem mesmo o Decreto nº 70.235/1972, que versa sobre o processo administrativo fiscal. Assim, fica totalmente impugnado o Auto de Infração e respectivo lançamento tributário do IRPJ, no importe de R$ 90.887,98, por expressa ausência de dispositivo de lei ordinária ou complementar que capitule a violação à autuação praticada pela insigne autoridade administrativa. Fl. 1617DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.618 5 Contribuição para o Pis/Pasep Excluídos os três primeiros trimestres de 2004, atingidos pelos efeitos da decadência, temse que o quarto trimestre está eivado de vício que culmina com sua nulidade. Ocorre que a contribuição para o Pis/Pasep tem período de apuração mensal, nos termos do art. 74 do Decreto nº 4.524/2002 – de acordo com o que estabelece a Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 2º, e Lei nº 9.715, de 1998, art. 2º. Com efeito, se o período de apuração é mensal, está totalmente equivocado o valor apurado em 31/12/2004 – porque foi calculado trimestralmente, partindo da mesma base de cálculo do IRPJ, que é de R$ 387.917,51, para o 4º Trimestre de 2004. A Autoridade Fiscal tinha todo o conhecimento e informação necessária para desmembrar o valor dos trimestres em meses, é evidente. Não o fazendo, violou expressamente disposição legal, uma vez que os créditos relativos aos fatos geradores encerrados em 31/10/2004 e 30/11/2004, consequentemente, o valor seria reduzido. Não venha dizer que a conduta da Fiscalização em apurar tudo no trimestre encontra guarida no citado art. 24, § 2º, da Lei nº 9.249/1995. O que o dispositivo estabelece é a utilização da receita omitida sim, mas deve ser de acordo com a forma e periodicidade de cada tributo, pois contrariar isso é violar de morte o princípio da legalidade tributária. Neste diapasão, está eivada de vícios a constituição do crédito tributário do Pis/Pasep relativa ao fato gerador constante do Auto de Infração – 31/12/2004 – no valor de R$ 2.521,46, acrescido de encargos, tendo em vista que acumula os fatos geradores ocorridos em 30/10 e 30/11/2004, o que evidencia sua nulidade ou anulabilidade. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS O enquadramento legal constante do Auto de Infração estabelece: Arts. 2º, inciso II e parágrafo único, 3º, 10, 51 e 91 do Decreto nº 4.524/2002. Como já manifestado com afinco na impugnação do IRPJ, verificase que o Auto de Infração em apreço tem erro formal, por não dispor do fundamento legal que possa amparar o lançamento. Não há como, mesmo em amor ao debate, admitir a substituição dos dispositivos de lei em sentido estrito, pelos dispositivos de um decreto regulamentar, que atende ao que preceitua a Carta Política, nem mesmo o Decreto nº 70.235/1972, que versa sobre o processo administrativo fiscal. Assim, fica totalmente impugnado o Auto de Infração e respectivo lançamento do crédito tributário da COFINS, no importe de R$ 149.419,22, por expressa ausência de dispositivo de lei ordinária ou complementar que capitule a violação à autuação praticada pela insigne autoridade administrativa. Por outra vertente, admitase a decadência suscitada em preliminares, impugnase o saldo remanescente, não atingido pelos seus efeitos fulminantes, quer seja, os créditos tributários decorrentes de fatos geradores ocorridos Fl. 1618DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.619 6 posteriormente a 14/12/2004, que é o fato gerador de 31/12/2004 – no valor de R$ 11.637,52 de tributo, R$ 17.456,28 de multa e R$ 7.232,71 de juros de mora. Pois bem, excluídos os três primeiros trimestres de 2004, atingidos pelos efeitos da decadência, temse que o quarto trimestre está eivado de vício que culmina com sua nulidade. Ocorre que a contribuição para financiamento da seguridade social – COFINS – tem período de apuração mensal, nos termos do art. 74 do Decreto nº 4.524/2002 – de acordo com o que estabelece a Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 2º, e Lei nº 9.715, de 1998, art. 2º. Com efeito, se o período de apuração é mensal, está totalmente equivocado o valor apurado em 31/12/2004 – porque foi calculado trimestralmente, partindo da mesma base de cálculo do IRPJ, que é de R$ 387.917,51, para o 4º Trimestre de 2004. A Autoridade Fiscal tinha todo o conhecimento e informação necessária para desmembrar o valor dos trimestres em meses, é evidente. Não o fazendo, violou expressamente disposição legal, uma vez que os créditos relativos aos fatos geradores encerrados em 31/10/2004 e 30/11/2004, consequentemente, o valor seria reduzido. Não venha dizer que a conduta da Fiscalização em apurar tudo no trimestre encontra guarida no citado art. 24, § 2º, da Lei nº 9.249/1995. O que o dispositivo estabelece é a utilização da receita omitida sim, mas deve ser de acordo com a forma e periodicidade de cada tributo, pois contrariar isso é violar de morte o princípio da legalidade tributária. Neste diapasão, está eivada de vícios a constituição do crédito tributário da COFINS relativa ao fato gerador constante do Auto de Infração – 31/12/2004 – no valor de R$ 11.637,52, acrescido de encargos, tendo em vista que acumula os fatos geradores ocorridos em 30/10 e 30/11/2004, o que evidencia sua nulidade ou anulabilidade. MULTA O enquadramento legal catalogado nos Autos de Infração para a multa de 150% é o art. 44, II, da Lei nº 9.430/1996, o qual evidentemente foi derrogado pela Lei nº 11.488/2007, não havendo que se cogitar que o fundamento legal exarado na Auto de Infração possa fazer qualquer exigência de multa, porque a norma não vigora mais no ordenamento jurídico, além de que a norma que a derrogou sequer estabelece o abusivo percentual de 150%, ficando totalmente anulada a exigibilidade das mesmas, por falta de previsão legal constante dos Autos de Infração que, em nenhuma hipótese, poderá ser reformado a fim de prejudicar os direitos suscitados com a presente defesa. Consignese que qualquer alteração de fundamentação permeará a consagração do direito da ampla defesa e do contraditório, abrindose novo prazo de defesa, inclusive decadencial, para exigibilidade do crédito tributário, uma vez que o exigido não pode ser alterado sem se iniciar um novo prazo, sob pena de violação da segurança jurídica, da ampla defesa e do contraditório, do devido processo legal, da legalidade, razoabilidade e proporcionalidade. DO PEDIDO Fl. 1619DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.620 7 Em vista das razões apontadas em sede de preliminar e meritória, restou evidenciada a insubsistência da Auto de Infração. Desta forma, requer a nulidade do lançamento do crédito tributário integral no importe de R$ 326.472,17, e respectivo cancelamento do Auto de Infração. Requer e protesta, ainda, que: seja carreada aos autos a conta gráfica da Impugnante, especialmente de todo período de 2004, demonstrando os recolhimentos feitos pela mesma a fim de demonstrar e caracterizar o lançamento na modalidade por homologação e demonstrar o cumprimento das obrigações de natureza acessória; não seja admitida a inclusão de qualquer novo documento por parte da autoridade fiscal, tendo em vista que o lançamento do crédito tributário deuse com fulcro nos documentos constantes do processo; sejam observados os efeitos da decadência sobre o lançamento do crédito tributário a partir de qualquer nova ciência que a Impugnante venha a receber; seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário nos termos do artigo 151, III, do Código Tributário Nacional, e, por consequência, seja suspensa qualquer pretensão punitiva penal, nos termos do entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado nos HC 91725/SP, HC 86821/SP, HC 86489/SP, dentre outros; sejam observados pela Insigne Autoridade Julgadora, em suas razões de decidir, todos os elementos materiais possíveis, mesmo que sejam desfavoráveis ao Fisco, bem como os princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública Federal (CF/1988 art. 37; Lei 9.784/1999, art. 2º), principalmente os da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, moralidade, verdade real, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica e interesse público; sejam aproveitados em favor da Impugnante, naquilo que couber, tanto na análise da defesa, quando à eventual alteração da legislação tributária, os benefícios do art. 106, inciso II, do Código Tributário Nacional; O processo foi encaminhado a esta 3ª Turma para julgamento da impugnação interposta, conforme despacho da Autoridade Preparadora às folhas 1416. Por meio da Resolução nº 178, desta 3ª Turma da DRJ/SP1 (fls. 1417/1420), o processo foi enviado à Delegacia de origem, para que; a) seja apurada mensalmente a receita bruta para fins de cálculo do PIS e da Cofins; b) seja lavrado auto de infração complementar para os meses relativamente aos quais, em razão da apuração trimestral realizada na autuação original, não foram lançados os débitos de PIS e de Cofins. Para os meses relativamente aos quais foram lançados créditos tributários de PIS e Cofins no auto de infração original, elaborar peça informativa indicando: 1 – crédito tributário lançado com base na receita trimestral; 2 – receita bruta exclusivamente do mês relativo ao fato gerador lançado; 3 – alíquota; 4 – crédito tributário remanescente para o mês lançado; c) intimar o contribuinte do lançamento complementar, devolvendolhe o prazo de 30 dias para impugnação, relativamente à matéria modificada. Fl. 1620DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.621 8 A Fiscalização decompôs os valores mensalmente (Peça Informativa às fls. 1421/1423, tendo os Autos de Infração respectivos sido lavrados no Processo nº 10830.011790/201010, o qual acabou sendo juntado por anexação (fls. 1426/1478) ao presente. Há uma resposta da empresa relativa ao Mandado de Procedimento Fiscal nº 0810400.2010002902 (fls. 1449/1451), protocolada em 26/04/2010, nos seguintes termos: I. O MPF em referência decorre de determinação da 3ª Turma da DRJ/SP1, que, no julgamento do processo, face à impugnação apresentada pelo Contribuinte, resolveu converter o julgamento em diligência. Cabe salientar que, minimamente, tratase de conduta contrária à boa fé, bem como aos princípios constitucionais a que deve obediência a Administração Pública, quer seja, de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (art. 37, caput, da CF), isto porque, tendo o contribuinte apresentado o rol de argumentos para sua defesa, procura a Autoridade Julgadora pautarse nas eventuais pechas suscitadas, para, com isso, utilizarse de instrumento coercitivo para lavrar lançamento suplementar. Notase que, a admitirse tal conduta da Autoridade Julgadora, o contribuinte deverá absterse de utilizar a garantia constitucional da mais ampla defesa no momento de sua impugnação, omitindo eventuais pechas cometidas pela Autoridade Fiscal, para talvez, vir a fazêlo judicialmente, ou perante o Conselho de Recursos Fiscais, órgão de composição paritária, o que é totalmente contraditório. Evidente cerceamento ao direito de ampla defesa. Ora, se assim ocorrer, o Fisco sempre poderá rever seus lançamentos com o intuito de ajustar eventuais erros ou incorreções apontados pelo Contribuinte em sua impugnação, o que, somente pode culminar em expressa violação do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. II. Por outro lado, a exigência ora feita decorre de fatos geradores ocorridos em 2004, ou seja, culminados pelos efeitos da decadência de que trata o § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional, e que foram objeto da fiscalização da qual ocorreu o auto de infração objeto deste processo, ou seja, todas as informações foram prestadas naquela oportunidade. Neste sentido, de acordo com o § único do art. 149 do CTN, que estabelece que “a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública”, fica cristalino que o objeto do MPF não tem qualquer fundamento legal que lhe ampare, uma vez que os créditos tributários encontramse fulminados pelos efeitos da decadência, razão pela qual, não há que se cogitar qualquer revisão, muito menos, lançamento suplementar. III. Assim, embora encontrase decaído o direito da Administração Tributária em constituir crédito tributário em face de fatos geradores ocorridos em 2004, esclarece que tais documentos já foram objeto de apresentação perante a Administração Tributária, os primeiros, decorrentes do cumprimento das obrigações acessórias, através da entrega de DCTF, bem como no decurso do MPF Fl. 1621DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.622 9 que deu origem ao auto de infração. O segundo, foi objeto de juntada com a impugnação ao Auto de Infração que deu origem ao processo em referência. Posteriormente, em 05/08/2010, foi dada ciência dos lançamentos de ofício de PIS e COFINS (fls. 1426/1442 Peça Informativa às fls. 1421/1423 e Termo de Verificação às fls. 1444/1445) ao contribuinte, por meio postal, em 10/08/2010 (Aviso de Recebimento à fl. 1446). A Impugnação a estes lançamentos complementares foi juntada às fls. 1459/1510, sendo seu protocolo datado de 09/09/2010. Nesta ocasião, foram trazidas as alegações abaixo, em síntese: Em expressa violação da segurança jurídica, garantia máxima de um Estado Democrático de Direito, a Impugnante, após apresentar suas razões de impugnação ao auto de infração Processo nº 19515.005872/200939 MPF Nº 0819000/05958/08 DFI SP, entendeu a DD. Autoridade Julgadora rever o lançamento de ofício feito naqueles autos, para que nova autuação, que ora se apresenta, fosse formalizada, violando de morte princípios solenes de nossa Carta Política, tais como os princípios da estrita legalidade tributária, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. O auto de infração, ora hostilizado, contempla a exigência de PIS e COFINS relativos ao período de apuração de janeiro a dezembro de 2004, que se diga, desde já, extintos pelos efeitos da decadência. Após conter a exigência por períodos trimestrais, e ter sido objeto de impugnação no Processo nº 19515.005872/200939, em trâmite perante a Delegacia de Julgamento I de São Paulo, haja vista que os tributos PIS e COFINS têm fato gerador mensal e não trimestral, a Autoridade Fiscal lavrou o auto de infração pela falta / insuficiência de recolhimento, totalizando o crédito tributário em 05/08/2010 de R$ 126.368,45, assim caracterizado: [...]. A multa interposta para os tributos foi de 150% com diferentes fundamentos legais. A presente impugnação será feita entre os tributos em razão preliminar, e tributo por tributo nas razões meritórias. Em que pese a notável sapiência da Autoridade Fiscal que lavrou o Auto de Infração ora hostilizado, razão não assiste para a sua manutenção, conforme ficará demonstrado. II. DO DIREITO (i) PRELIMINARMENTE (ia) DA DECADÊNCIA Os tributos Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social COFINS, são tributos cuja modalidade de lançamento se dá por homologação, em conformidade com o que estabelece o art. 150 do Código Tributário Nacional, cuja norma recepcionada pela Carta Maior tem status de Lei Complementar, atendendo, aqui, ao preceito do artigo 146, III, “b”. Fl. 1622DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.623 10 Desta forma o § 4º do citado dispositivo legal, estabelece que “Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Ocorre que a notificação do lançamento se deu em 11/08/2010, ou seja, todo o crédito tributário exigido sobre fato gerador ocorrido após cinco anos (11/08/2005), estará alcançado pelos efeitos da decadência, ou seja, a perda do direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário pelo lançamento. No caso dos autos, os lançamentos dos créditos tributários decorrentes de todos os fatos geradores se deram anteriormente a 11/08/2005, ou seja, ocorreram em 31/01, 28/02, 30/04, 31/05, 31/07, 30/08, 31/10 e 30/11/2004, estão decaídos, não podendo ser exigíveis, portanto, devem ser extintos nos termos do artigo 156, V, do Código Tributário Nacional. Desta forma, ficam expressamente impugnados os seguintes lançamentos constantes do “Demonstrativo de Apuração” no auto de infração por tributo: [...]. Como já dito, mister salientar que a Impugnante cumpriu com seus deveres formais e instrumentais (obrigações acessórias), bem como efetuou o recolhimento dos tributos informados nas respectivas declarações, razão pela qual, não há hipótese de se desconstituir a modalidade de lançamento por homologação, uma vez que atendeu aos requisitos da legislação tributária. É neste sentido que a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil nº 971, de 13/11/2009 publicada no DOU na página nº 35, em 17/11/2009 assim contempla: CAPÍTULO III DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO Art. 443. A extinção do direito de a RFB apurar e constituir os créditos tributários, bem como o prazo de prescrição da ação para cobrança desses créditos obedecerão ao disposto no CTN. (g.n.) Imperioso salientar que a conduta da Impugnante está esmerada dentro da legalidade, da boafé objetiva, não havendo nenhuma intenção, dolosa, fraudulenta ou simulada com o intuito de lesar o Erário Público, fato que é perfeitamente comprovado pela ausência nos autos de prova no sentido de que a Impugnante tenha agido com dolo, fraude ou simulação, pois senão vejamos os conceitos do Dicionário Aurélio Eletrônico Século XXI versão 3.0 Novembro de 1999: Dolo 2. Jur. Vontade conscientemente dirigida ao fim de obter um resultado criminoso ou de assumir o risco de o produzir. Fraude 2. Abuso de confiança; ação praticada de máfé. [...] 4. Falsificação, adulteração. Simulação 6. Jur. Declaração enganosa da vontade, com o objetivo de produzir efeito diferente daquele que nela se indica. Fl. 1623DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.624 11 À toda evidência, data vênia, não há como subsistir a autuação, tendo em vista que não está caracterizada, por nenhuma forma, conduta ardil da Impugnante, no sentido de ter agido com dolo, fraude ou simulação, nos exatos termos dos conceitos acima esposados. Ademais, sequer consta no auto de infração fundamento legal que possa dar azo a uma possível conduta dolosa da Impugnante, haja vista que não contempla qualquer enquadramento legal que minimamente possa evidenciar conduta voltada para dolo, fraude ou simulação. Com efeito, a autuação decorreu de erros de escrituração e de interpretação da legislação tributária, o que, em tese, cabe somente ao Poder Judiciário fazer coisa julgada com relação à interpretação dada pela autoridade fiscal e aquela adotada pelo contribuinte, ora Impugnante. Portanto, não há, nem mesmo foi sequer cogitado na autuação como já dito, qualquer indício de dolo, fraude ou simulação, razão pela qual, deverá ser aplicada a decadência para todos os créditos tributários objeto do auto de infração. É o que requer. (i) NO MÉRITO Se ultrapassadas as razões preliminares relativas à ocorrência da decadência para os créditos tributários objeto do auto de infração, no mérito o auto de infração não poderá prosperar, conforme ficará impugnado por tributos, na sequência. Antes porém, imperioso salientar que não há provas nos autos de qualquer omissão de receitas, sequer há fundamento legal que identifique esta possível infração cometida pela Impugnante, haja vista que o crédito apurado está fundado em planilhas com origem em outro auto de infração, do qual não pode servir como prova emprestada para este, sob pena de violar a garantia constitucional da ampla defesa e do contraditório e do devido processo legal. Há de se ressaltar que a lavratura de auto de infração suplementar, extraído em razão das razões de impugnação lançadas pela Impugnante para, eventualmente, corrigir erros cometidos na lavratura daquele outro, minimamente caracteriza conduta contrária à boa fé, bem como aos princípios constitucionais a que deve obediência a Administração Pública, quer seja de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (art. 37, caput, da CF), isto porque, tendo o contribuinte apresentado o rol de argumentos para sua defesa, procura a Autoridade Julgadora pautarse nas eventuais pechas suscitadas, para, com isso, utilizarse de instrumento coercitivo para lavrar lançamento suplementar. É inadmissível tal conduta da Autoridade Julgadora dentro de um Estado Democrático de Direito. Admitila é fazer cercear o direito de ampla defesa e do contraditório, e do devido processo legal, fazendo com que o contribuinte fique impedido de se defender na amplitude do seu direito de defesa e das normas positivadas no ordenamento jurídico, omitindo eventuais pechas cometidas pela Autoridade Fiscal, para, talvez, vir a fazêlo judicialmente, ou perante o Conselho [Administrativo] de Recursos Fiscais, órgão de composição paritária, o que é totalmente contraditório. Evidente cerceamento ao direito de ampla defesa. Ora, se assim ocorrer, o Fisco sempre poderá rever seus lançamentos com o intuito de ajustar eventuais erros ou incorreções apontados pelo Contribuinte em sua impugnação, o que somente pode culminar em expressa violação do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, bem como a garantia máxima de um Estado de Direito, que é a segurança jurídica. Fl. 1624DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.625 12 Ademais, o Mandado de Procedimento Fiscal que ampara o auto de infração, teve início em expressa violação ao § único do art. 149, do CTN, que estabelece que “a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública”, uma vez que, tratandose de fatos geradores ocorridos em 2004, a Fazenda Pública deve se abster de iniciar qualquer exigência fiscal, tendo em vista que não consta caracterizada, nem mesmo fundamentada legalmente, que a Impugnante tenha agido com dolo, fraude ou simulação. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS / PASEP O enquadramento legal constante do Auto de Infração dispõe: Arts. 1º e 3º da Lei Complementar nº 7/70; Arts. 2º, inciso I, alínea “a” e parágrafo único, 3º, 10, 22 e 51 do Decreto nº 4.524/02. A autuação está eivada de vício na medida em que, ao afirmar que houve omissão de receita, deixou de fundamentar qual artigo de lei violou, ou seja, na espécie, deixou de citar expressamente, no auto de infração, o artigo 24 da Lei nº 9.249/1995 e o artigo 91 do Decreto nº 4.524/2002; portanto, não havendo fundamento legal da infração, não pode prosperar a autuação hostilizada. Diz o artigo 10 do Decreto nº 70.235/1972: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula, (g.n.) Com efeito, o auto de infração viola expressamente o artigo 10, IV, do Decreto nº 70.235/1972, tendo em vista que, se a Autoridade Fiscal entendeu que houve omissão de receitas, tem, obrigatoriamente, por força normativa, que fundamentar o dispositivo legal infringido, o que não consta do auto de infração, portanto, eivado de vício na sua constituição, razão pela qual é nulo ou anulável. Fica expressamente impugnada a exigência do crédito tributário de R$ 6.913,79 e, por consequência, dos juros de mora no importe de R$ 5.219,38 e multa de R$ 10.370,65. MULTA O enquadramento legal da multa está assim caracterizado no Demonstrativo de Multa e Juros de Mora: MULTAS PASSÍVEIS DE REDUÇÃO Fl. 1625DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.626 13 Fatos Geradores entre 01/01/1997 e 21/01/2007 150,00% Art. 86, § 1º, Lei nº 7.450/85; art. 2º da Lei nº 7.683/88; e art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430/96. O dispositivo legal supracitado art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430/96, teve nova redação dada pela Lei nº 11.488/2007. Evidentemente se o dispositivo legal citado foi derrogado pela Lei nº 11.488/2007, não há que se cogitar que o fundamento legal exarado no Auto de Infração possa fazer qualquer exigência de multa, porque a norma não vigora mais no ordenamento jurídico, além de que a norma que a derrogou sequer estabelece o abusivo percentual de 150%, ficando totalmente anulada a exigibilidade das mesmas por falta de previsão legal constante no Auto de Infração que, em nenhuma hipótese, poderá ser reformado, a fim de prejudicar os direitos suscitados com a presente defesa. Ademais, se não há no auto de infração fundamento legal que possa dar guarida à suposta omissão de receitas, menos ainda pode se aplicar a multa punitiva agravada de 150%, porque não está demonstrada, na forma legal, a caracterização para tal agravamento, o que, na espécie, se admitida fosse a multa, ela somente poderia ser de 75%. Fica expressamente impugnada a multa no importe deR$ 10.370,65. CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS O enquadramento legal constante do Auto de Infração estabelece: Arts. 2º, inciso II e parágrafo único, 3º, 10 e 51 do Decreto nº 4.524/02. A Constituição Federal estabelece extremo rigor para exigência de tributo, expressando o princípio da estrita legalidade em seu artigo 150, I, que veda a exigência ou aumento de tributo sem lei que o estabeleça. Já o Decreto nº 70.235/1972 que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, tem como exigência dentre outras em seu artigo 10, a obrigatoriedade da disposição legal infringida, dispondo: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. À toda evidência, quando a norma jurídica diz “disposição legal”, ela está se referindo à lei, lei em sentido estrito, ou seja, lei ordinária ou lei complementar, não Fl. 1626DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.627 14 está tratando de legislação tributária, como definida no artigo 96 do CTN, que consubstancia: Art. 96 A expressão “legislação tributária” compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Assim, o auto de infração tem erro formal, por não dispor do fundamento legal que possa amparar a pretensão do lançamento, haja vista que corrobora a menção tãosomente de dispositivo do Decreto nº 4.524/02, que regulamenta o PIS e a COFINS para as pessoas jurídicas em geral, que é norma jurídica que está dentro do conceito de legislação tributária, e não de dispositivo legal, ou seja, o Decreto é norma regulamentar que, na espécie, regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração das contribuições para o PIS e a COFINS, editado em conformidade com o que estabelece o artigo 84, IV, da Constituição Federal. Nesta seara, o artigo 99 do Código Tributário Nacional dispõe: O conteúdo e o alcance dos decretos restringemse aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. Conforme os ensinamentos de Hely Lopes MEIRELLES, in Direito Administrativo Brasileiro, 18ª ed., Editora Malheiros, SP, 1993, p. 163, “Os regulamentos são atos administrativos postos em vigência por decreto, para especificar os mandamentos da lei ou prover situações ainda não disciplinadas por lei. Desta conceituação ressaltam os caracteres marcantes do regulamento: ato administrativo (e não legislativo); ato explicativo ou supletivo da lei; ato hierarquicamente inferior à lei; ato de eficácia externa.” Portanto, fica cristalino que há ausência de fundamento legal da exigência da COFINS para o auto de infração hostilizado. Não há como, mesmo em amor aos debates, admitir a substituição dos dispositivos de lei em sentido estrito, pelos dispositivos de um decreto regulamentar, que não atende ao que preceitua a Carta Política, nem mesmo o Decreto nº 70.235/1972, que versa sobre o processo administrativo fiscal. Por outra vertente, mesmo que assim não seja entendido, a autuação está eivada de vício na medida em que, como já dito na impugnação ao PIS, ao afirmar que houve omissão de receita, deixou de fundamentar qual artigo de lei violou, ou seja, na espécie, deixou de citar expressamente no auto de infração o artigo 24 da Lei nº 9.249/1995, e o artigo 91 do Decreto nº 4.524/2002, razão pela qual, inexistindo fundamento legal da infração, não [há] exigência fiscal que possa ser sustentada. Como já exaustivamente esposado na impugnação ao PIS, não há qualquer comprovação, nem mesmo fundamento legal no auto de infração, [de] que a Impugnante tenha agido com dolo, fraude ou simulação, não sendo minimamente razoável a mantença da autuação guerreada. Assim, fica totalmente impugnado o auto de infração e respectivo lançamento do crédito tributário da COFINS, no importe de contribuição R$ 31.909,97, juros de mora de R$ 24.089,73 e multa de R$ 47.864,93, totalizando R$ 103.864,63, por expressa ausência de dispositivo de lei ordinária ou complementar que capitule a violação à autuação praticada pela insigne autoridade administrativa, bem como, pela ausência de fundamento normativo para a infração que diz o auto de infração, tenha a Impugnante praticado. Fl. 1627DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.628 15 MULTA O enquadramento legal catalogado no auto de infração para a multa da COFINS estabelece: MULTAS PASSÍVEIS DE REDUÇÃO Fatos Geradores entre 01/01/1997 e 21/10/2007 150,00% art. 10, parágrafo único, da Lei Complementar nº 70/91 e art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430/96. Como já assentado na impugnação específica do PIS/Pasep, o dispositivo legal supracitado art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430/96, teve nova redação dada pela Lei nº 11.488/2007, cujo teor consta no item antecedente. Evidentemente se o dispositivo legal citado foi derrogado pela Lei nº 11.488/2007, não há que se cogitar que o fundamento legal exarado no Auto de Infração possa fazer qualquer exigência de multa, porque a norma não vigora mais no ordenamento jurídico, além de que a norma que a derrogou sequer estabelece o abusivo percentual de 150%, ficando totalmente anulada a exigibilidade das mesmas por falta de previsão legal constante no Auto de Infração que em nenhuma hipótese poderá ser reformado a fim de prejudicar os direitos suscitados com a presente defesa. Por outra vertente, se não há no auto de infração fundamento legal que possa amparar a suposta omissão de receitas, menos ainda pode se aplicar a multa punitiva agravada de 150%, porque não está demonstrada na forma legal, a caracterização para tal agravamento, o que, na espécie, se admitida fosse a multa, ela somente poderia ser de 75%. Fica expressamente impugnada a multa de R$ 47.864,93. III. DO PEDIDO Em vista das razões apontadas em sede de preliminar e meritória, restou evidenciada a insubsistência do Auto de Infração. Desta forma, requer a nulidade do lançamento do crédito tributário integral no importe de R$ 126.368,45, e respectivo cancelamento do Auto de Infração. Requer e protesta, ainda que: ∙ seja carreada aos autos a conta gráfica da Impugnante, especialmente de todo o período de 2004, demonstrando os recolhimentos feitos pela mesma a fim de demonstrar e caracterizar o lançamento na modalidade por homologação e demonstrar o cumprimento das obrigações de natureza acessória; ∙ não seja admita a inclusão de qualquer novo documento por parte da autoridade fiscal, tendo em vista, que o lançamento do crédito tributário se deu com fulcro nos documentos constantes do processo; ∙ sejam observados os efeitos da decadência sobre o lançamento do crédito tributário a partir de qualquer nova ciência que a Impugnante venha a receber; ∙ seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do artigo 151, III, do Código Tributário Nacional e, por consequência, seja suspensa Fl. 1628DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.629 16 qualquer pretensão punitiva penal, nos termos do entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no HC 91725/SP, HC 86821/SP, HC 86489/SP, dentre outros. ∙ sejam observados pela Insigne Autoridade Julgadora, em suas razões de decidir, todos os elementos materiais possíveis, mesmo que sejam desfavoráveis ao Fisco, bem como os princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública Federal (CF/1988 art. 37; Lei 9.784/1999, art. 2º), principalmente os da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, moralidade, verdade real, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica e interesse público; ∙ sejam aproveitados, em favor da Impugnante naquilo que couber tanto na análise da defesa, quando à eventual alteração da legislação tributária, os benefícios do art. 106, inciso II, do Código Tributário Nacional. Em sequência, a Autoridade Preparadora, considerando a impugnação apresentada tempestiva, bem como os documentos de representação processual de fls. 1479/1482, encaminhou os autos para a DRJ/São Paulo – I/SP. Já na 3ª Turma de Julgamento da DRJ/SP1, constatouse a necessidade de cadastramento da totalidade dos débitos lançados no presente processo – principal , haja vista que o Processo nº 10830.011790/201010 a ele ter sido juntado por anexação. Esta providência foi tomada a contento, como podese constatar às fls. 1518/1522, com a recepção do crédito tributário. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 1.524 e 1.525): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 IRPJ. CSLL. PIS. COFINS. OMISSÃO DE RECEITA. DOLO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL. Verificada a prática reiterada de omissão de receita bruta apurada, resta evidenciado dolo e fraude por parte da empresa, implicando na contagem do prazo decadencial de cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. PIS. COFINS. AUTUAÇÃO COMPLEMENTAR. DECADÊNCIA. Dada a lavratura dos autos de infração complementares ter sido realizada fora do prazo previsto na legislação para o Fisco realizar o lançamento, temse por decaídos os valores neles lançados. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 AUTOS DE INFRAÇÃO. VALIDADE. ENQUADRAMENTO LEGAL. Não há que se dar guarida ao pedido de nulidade da autuação, em razão de erro formal no enquadramento legal apontado, posto que este constou do termo de verificação que é parte integrante dos autos de infração. Ademais, em sendo evidente que a impugnante compreendeu os motivos da autuação, podendo ofertar Fl. 1629DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.630 17 defesa, não se verifica cerceamento do direito de defesa, consequentemente, válido o lançamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/03/2004, 30/06/2004, 30/09/2004, 31/12/2004 ERRO DE IDENTIFICAÇÃO DOS FATOS GERADORES DOS LANÇAMENTOS DO PIS. AUSÊNCIA DE LANÇAMENTO. O PIS, cujo dia de fato gerador é o último do mês, incide apenas sobre os valores tributáveis apurados neste próprio mês. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2004, 30/06/2004, 30/09/2004, 31/12/2004 ERRO DE IDENTIFICAÇÃO DOS FATOS GERADORES DOS LANÇAMENTOS DO COFINS. AUSÊNCIA DE LANÇAMENTO A COFINS, cujo dia de fato gerador é o último do mês, incide apenas sobre os valores tributáveis apurados neste próprio mês. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. 150%. Mantémse a aplicação da multa de ofício qualificada de 150%, sobre os valores mantidos, por ter restado evidenciado o intuito doloso, posto que constatada sistemática omissão de receitas por parte da empresa. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte 3. Cientificada da referida decisão em 05/05/2011 (fls. 1.560), a tempo, em 02/06/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 1.584 (numeração digital ND) a 1.606 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e aduzindo mais os seguintes: a) que o erro no cumprimento de obrigação acessória – escrituração fiscal, não pode ser tido como prática reiterada de dolo e fraude, haja vista que tal configuração deve estar devidamente apontada e caracterizada, o que não se vislumbra na autuação hostilizada; b) que não há, nos autos, a identificação da vontade da Recorrente em omitir receitas, haja vista que cumpriu com as obrigações acessórias e principais decorrentes da legislação tributária, atendeu todas as exigências feitas pela fiscalização, não criando qualquer tipo de embaraço; c) que não há nos autos da autuação fiscal efetiva comprovação do dolo ou fraude, como citado na decisão recorrida; d) que os vícios ditos na decisão recorrida, de dolo e fraude não estão comprovados, sequer caracterizados, o que se faz necessário para a aplicação do art. 173, I, do CTN; Fl. 1630DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.631 18 e) que não se está diante de lançamento sem a existência de pagamento antecipado, pois este há efetivamente, cabendo ao Fisco homologar expressa ou tacitamente; f) que toda a parte em que foi vencida a Recorrente na decisão hostilizada quanto aos efeitos da decadência, ou seja, fatos geradores ocorridos anteriormente a 14/12/2004, estaria alcançada pelos efeitos da decadência, haja vista que o lançamento de ofício ocorreu após cinco anos da ocorrência do fato gerador (pagamento antecipado feito pelo contribuinte); g) que o que houve foi erro material na escrituração fiscal, ou seja, não houve omissão de nenhuma nota fiscal da escrituração, mas sim, diferenças de valores lançados; h) que não há como dizer como isso veio a ocorrer, haja vista que tais procedimentos foram praticados por assessoria contábil terceirizada, ou seja, não houve a conduta típica caracterizada pela Recorrente, pois isso pode ter se dado por problemas no sistema de informática, operacional, pessoal, enfim, mas nunca produzido no interesse de omitir receitas, até porque, como já dito, a Recorrente cumpriu com rigor com suas obrigações tributárias principais e acessórias; i) que não se trata de saídas não computadas como aponta a decisão atacada, mas de valores escriturados de forma errônea, o que, por si só, demonstra cabalmente que não houve dolo ou fraude, porque não houve a conduta intencional de lesar o erário público; j) que o cumprimento dos deveres formais e instrumentais exigidos pela legislação tributária são cumpridos por colaboradores da Recorrente, e não por ela própria, e não pode ser imputada como dolosa ou fraudulenta à Recorrente a conduta de um colaborador que efetivou erro no preenchimento da escrituração fiscal, posto que as notas fiscais estão escrituradas, sendo que houve erro em algumas quanto ao valor destacado, o que não pode ser entendido como uma conduta dolosa ou fraudulenta, até porque não lhe pode ser imputada a si a prática cometida por um terceiro, mesmo que este terceiro seja contratado da Recorrente; k) que não há na autuação a acusação de qualquer qualificativa dos vícios de simulação, dolo ou fraude, não podendo ser admitida a interpretação dada pela decisão atacada, até porque viola o que determina por analogia o art. 112 do CTN; l) que, no mérito, o que se combateu não foi o cerceamento do direito de defesa, mas sim, a nulidade da autuação por não contemplar a fundamentação legal, o que é inerente e obrigatório à função pública; m) que o contribuinte, ora Recorrente, possa ter entendido a autuação e ter apresentado defesa, não é o caso, mas sim, que a Administração Pública está alicerçada no princípio da legalidade, ou seja, tem a obrigação de cumprir com a lei, e não cumpriu; Fl. 1631DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.632 19 n) que não cabe à autoridade julgadora reparar vícios contidos no auto de infração e que foram atacados na impugnação; o) que ao julgador cabe aplicar a lei, e não foi isso que a autoridade julgadora o fez; p) que, com relação ao Pis e à Cofins, se a autuação foi feita com base em fatos geradores trimestrais, e tal fato foi constatado pela autoridade julgadora, que determinou a conversão do julgamento em diligência para que fosse feita a apuração mensal, o objeto de todo o auto de infração foi derrogado, porque novo lançamento foi feito e que a própria autoridade julgadora reconheceu a decadência; q) que não poderia a autoridade julgadora, no julgamento, reconhecer a decadência em razão do lançamento suplementar, e manter parcialmente aqueles outros decorrentes do lançamento originário, porque aquele refaz o conteúdo deste; e r) que, portanto, não há crédito tributário a ser exigido de Pis e de Cofins. Em mesa para julgamento. Fl. 1632DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.633 20 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Preliminar de decadência do lançamento 4. Não procede a preliminar de decadência arguida pela Recorrente, em relação ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), à Contribuição para o Programa de Integração Social (Pis) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), uma vez que – como será visto na sequência , no caso, aplicase a ressalva prevista no § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), de seguinte teor (grifouse): Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. [...]. § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 5. Tendo sido o lançamento relativo aos quatro trimestres do exercício de 2005 (meses de janeiro a dezembro de 2004) cientificado à Recorrente em 14/12/2009 (fls. 1.143), não ocorreu a alegada decadência. Preliminar de nulidade do lançamento 6. Não procede a preliminar de nulidade do lançamento arguida pela Recorrente, em relação ao IRPJ e à Cofins, por suposta falta de enquadramento legal. 7. Sucede que tanto o Regulamento do IRPJ (Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999), quanto o Regulamento da Cofins (Decreto nº 4.524, de 17 de dezembro de 2002) consolidam as normas correspondentes, mencionando, em cada dispositivo, o seu respectivo fundamento legal (destacouse): Art.528. Verificada omissão de receita, o montante omitido será computado para determinação da base de cálculo do imposto devido e do adicional, se for o caso, no período de apuração Fl. 1633DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.634 21 correspondente, observado o disposto no art. 519 (Lei nº 9.249, de 1995, art. 24). [...]. Art. 2º As contribuições de que trata este Decreto têm como fatos geradores (Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 2º, e Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, art. 13): [...]; II na hipótese da Cofins, o auferimento de receita pela pessoa jurídica de direito privado. Parágrafo único. Para efeito do disposto na alínea “a” do inciso I e no inciso II, compreendese como receita a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade exercida pela pessoa jurídica e da classificação contábil adotada para sua escrituração. Art. 3º São contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre o faturamento as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, observado o disposto no art. 9º (Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 1º, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 60, Lei nº 9.701, de 17 de novembro de 1998, art. 1º, Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, art. 2º, Lei nº 9.718, de 1998, art. 2º, e Lei nº 10.431, de 24 de abril de 2002, art. 6º, inciso II). Art. 10. As pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, observado o disposto no art. 9º, têm como base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins o valor do faturamento, que corresponde à receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade por elas exercidas e da classificação contábil adotada para a escrituração das receitas (Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 1º, Lei nº 9.701, de 1998, art. 1º, Lei nº 9.715, de 1998, art. 2º, Lei nº 9.716, de 26 de novembro de 1998, art. 5º, e Lei nº 9.718, de 1998, arts. 2º e 3º). Art. 51. As alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins aplicáveis sobre o faturamento são de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e de 3% (três por cento), respectivamente, e as diferenciadas previstas nos arts. 52 a 59 (Lei nº 9.715, de 1998, art. 8º, Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, art. 1º, e Lei nº 9.718, de 1998, art. 8º). Art. 91. Verificada a omissão de receita ou a necessidade de seu arbitramento, a autoridade tributária determinará o valor das contribuições, dos acréscimos a serem lançados, em conformidade com a legislação do Imposto de Renda (Lei nº 8.212, de 1991, art. 33, caput e §§ 3º e 6º, Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 10, parágrafo único, Lei nº 9.715, de 1998, arts. 9º e 11, e Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 24). Fl. 1634DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.635 22 Mérito 8. Não procede a alegação da Recorrente de que inexistiriam provas nos autos de qualquer omissão de receitas. 9. Foram devidamente juntadas ao processo cópias de folhas do livro Registro de Saídas (fls. 112 a 406) e cópias de notas fiscais de saídas do anocalendário de 2004 (fls. 407 a 1.069), além de ter sido elaborado o Anexo I (fls. 1.073 a 1.122), no qual são comparados os valores reais das notas fiscais de saídas e os valores do livro de Registro do Saídas, as diferenças apuradas, objeto de processo distinto deste (de IPI), e os totais das receitas operacionais nos trimestres. Na Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) (fls. 7 a 55), os valores declarados são menores que os encontrados naquele Anexo I, conforme se observa abaixo (fls. 1.071): 10. Não há que se falar, assim, em “planilha com origem em outro auto de infração” ou em “prova emprestada”. Multa de ofício qualificada 11. Não procede a alegação da Recorrente de que o enquadramento legal para a multa de ofício (art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996) teria sido derrogado pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007. 12. Esclarecese à interessada que a multa qualificada se fundamenta no art. 44, inciso II, da Lei nº 9.430, de 1996 (redação vigente à época da ocorrência dos fatos – art. 144 do CTN1) – correspondente ao art. 44, § 1º, da mesma lei, a partir da vigência da Lei nº 11.488, de 2007. 13. Assim, não há que se falar em cancelamento da multa qualificada por retroatividade benigna. Qualificação da multa de ofício 14. Afirma a Recorrente que a autuação teria decorrido de erros de escrituração e de interpretação da legislação tributária, não havendo qualquer indício de dolo, fraude ou simulação em seu procedimento. 15. Temse que a hipótese de erro escusável fica prejudicada quando há habitualidade na prática da infração. Dessa forma, os chamados erros escusáveis se distinguem daqueles cometidos intencionalmente. 1 Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Fl. 1635DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.636 23 16. O sujeito passivo que, reiteradamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. 17. No presente caso, observase que o procedimento da Recorrente, de declarar valores de receita bruta a menor em relação às vendas efetuadas, estendeuse pelos quatro trimestres do anocalendário de 2004, impossibilitando reconhecer a existência de meros “erros de escrituração e de interpretação da legislação tributária” (fls. 1.071): 18. Nesse mesmo sentido, constou da decisão recorrida o seguinte (fls. 1.544 e 1.545): Ora, a omissão foi sistemática, em todos os períodos analisados. A Impugnante alega, em certa altura, que as omissões em discussão decorreriam de divergência na interpretação da legislação, mas nada traz em socorro, nem mesmo conjecturas. Ou seja, é uma alegação desprovida de provas e de argumentos contábeis ou jurídicos que a embasem. Ao proceder assim durante todo o período, de forma consistente, verificase a prática reiterada de omissão de receita por volta de 15% da receita bruta apurada. Não é um caso isolado ou fortuito, mas sim uma prática contínua de omitir parte significativa da receita da empresa. Dado o tipo de procedimento de apuração da Fiscalização tratamse de saídas não computadas na apuração dos tributos e contribuições autuados – e a frequência verificada, não se pode presumir, sem qualquer maior explicação e comprovação da Impugnante, que sua conduta tenha sido pautada na boafé. Resta evidenciado, por outro lado, o dolo e a fraude, aos quais se refere o parágrafo quarto do artigo 150 do Código Tributário Nacional – CTN. 19. Com relação à alegação da Recorrente de que não lhe pode ser imputada, a si, a prática cometida por um terceiro (colaborador), mesmo que este terceiro seja por ela contratado: não se afasta a responsabilidade da empresa no caso, porque culpa lhe cabe, tanto na escolha do encarregado da elaboração de sua declaração IRPJ (culpa in eligendo), quanto na fiscalização das suas tarefas (culpa in vigilando). 20. Mantémse a qualificação da multa de ofício. Fl. 1636DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.637 24 Pis e Cofins 21. Não procede a autuação fiscal relativa à Contribuição para o Programa de Integração Social (Pis) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), em vista de ter havido erro na identificação do fato gerador das referidas contribuições, em seu aspecto temporal, já que haviam sido lançadas por períodos de apuração trimestrais em vez de mensais. 22. Não é admissível, por outro lado, o “aproveitamento” proposto pela decisão recorrida, com a “transmutação” de fato gerador trimestral para mensal, para os meses de março, junho, setembro e dezembro de 2004, em face do suposto “acerto na data do fato gerador” (fls. 1.548 e 1.549): Os lançamentos complementares dos meses de janeiro, fevereiro, abril, maio, julho, agosto, outubro e novembro, foram lavrados a destempo, como [se] viu acima, e seus valores devem ser expurgados dos lançamentos originais, haja vista o equívoco no período de apuração neles apontado. Naquela Peça Informativa, foram demonstrados os valores remanescentes para os meses de março, junho, setembro e dezembro do anocalendário sob análise, documento do qual tomou ciência a Impugnante, juntamente com os autos de infração complementares (AR à fl. 1446). Uma vez que os lançamentos para esses períodos restam hígidos, dado o acerto na data do fato gerador (31/03/2004, 30/06/2004, 30/09/2004 e 31/12/2004), devem ser parcialmente mantidos, em decorrência da exclusão já levada a cabo na Peça Informativa (fls. 1421/1423), conforme abaixo reproduzido: 23. Ao se “transmutar” os fatos geradores trimestrais em mensais, estarseá, sem dúvida, a fazer novo lançamento ou a revisar lançamento anterior, o que, decididamente, não é da competência das Delegacias de Julgamento. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para excluir as exigências remanescentes relativas ao Pis e à Cofins. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 1637DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.005872/200939 Acórdão n.º 180301.366 S1TE03 Fl. 1.638 25 Fl. 1638DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.012272/2005-32
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001, 2002, 2004
IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM COMPROVADA (ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96) APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI N° 10.174/2001.
De acordo com o Enunciado de Súmula CARF n° 26, “A presunção
estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.” Além disso, a Súmula CARF n° 35 estabelece que “O art. 11, § 3°, da Lei n° 9.311/96, com a redação dada pela Lei n° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente.” Tais
posicionamentos devem ser observados por este julgador, conforme
determina o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.082
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: GONCALO BONET ALLAGE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2004 IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM COMPROVADA (ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96) APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI N° 10.174/2001. De acordo com o Enunciado de Súmula CARF n° 26, “A presunção estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.” Além disso, a Súmula CARF n° 35 estabelece que “O art. 11, § 3°, da Lei n° 9.311/96, com a redação dada pela Lei n° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente.” Tais posicionamentos devem ser observados por este julgador, conforme determina o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso especial negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10980.012272/2005-32
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 4878073
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 9202-002.082
nome_arquivo_s : 920202082_10980012272200532_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : GONCALO BONET ALLAGE
nome_arquivo_pdf_s : 10980012272200532_4878073.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
id : 4750678
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359568424960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1817; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 526 1 525 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10980.012272/200532 Recurso nº 154.794 Especial do Contribuinte Acórdão nº 920202.082 – 2ª Turma Sessão de 22 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente GUSTAVO GATTASS DE CAMPOS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2004 IRPF PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS SEM ORIGEM COMPROVADA (ARTIGO 42 DA LEI N° 9.430/96) APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI N° 10.174/2001. De acordo com o Enunciado de Súmula CARF n° 26, “A presunção estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.” Além disso, a Súmula CARF n° 35 estabelece que “O art. 11, § 3°, da Lei n° 9.311/96, com a redação dada pela Lei n° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente.” Tais posicionamentos devem ser observados por este julgador, conforme determina o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.012272/200532 Acórdão n.º 920202.082 CSRFT2 Fl. 527 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage – Relator EDITADO EM: 02/04/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Gustavo Gattass de Campos foi lavrado o auto de infração de fls. 246254, para a exigência de imposto de renda pessoa física, exercícios 2001, 2002 e 2004, em razão da presunção de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba (PR) considerou o lançamento procedente (fls. 300310, Volume II). Por sua vez, a Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, apreciando o recurso voluntário interposto pelo contribuinte, proferiu o acórdão n° 10423.309, que se encontra às fls. 379417 (Volume II), cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001, 2002, 2004 QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO VIA ADMINISTRATIVA ACESSO ÀS INFORMAÇÕES BANCÁRIAS PELA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL É lícito ao fisco, mormente após a edição da Lei Complementar n. ° 105, de 2001, examinar informações relativas ao contribuinte, constantes de documentos, livros e registros de instituições financeiras e de entidades a elas equiparadas, inclusive os referentes a contas de depósitos e de aplicações financeiras, quando houver procedimento de fiscalização em curso e tais exames forem considerados indispensáveis, independentemente de autorização judicial. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.012272/200532 Acórdão n.º 920202.082 CSRFT2 Fl. 528 3 DADOS DA CPMF INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL NULIDADE DO PROCESSO FISCAL O lançamento se rege pelas leis vigentes à época da ocorrência do fato gerador, porém os procedimentos e critérios de fiscalização regemse pela legislação vigente à época de sua execução. Assim, incabível a decretação de nulidade do lançamento, por vício de origem, pela utilização de dados da CPMF para dar início ao procedimento de fiscalização. INSTITUIÇÃO DE NOVOS CRITÉRIOS DE APURAÇÃO OU PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas (§ 1°, do artigo 144, da Lei n° 5.172, de 1966 CTN). NULIDADE DE ATOS EXTINÇÃO DO ÓRGÃO DESCABIMENTO Por terem sido convalidados pela Portaria SRF n° 6.088, de 22 de novembro de 2005, incabível falar em nulidade de intimações, autos de infração, notificações, mandados de procedimento fiscal, formulários e programas geradores de declaração, correspondências e demais documentos, referentes a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal (SRF), emitidos ou disponibilizados pela Receita Federal do Brasil (RFB), nos termos da Medida Provisória n° 258, de 21 de julho de 2005. INCONSTITUCIONALIDADE O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1° CC n° 2). OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA ARTIGO 42, DA LEI N° 9.430, DE 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS PERÍODOBASE DE INCIDÊNCIA APURAÇÃO MENSAL TRIBUTAÇÃO NO AJUSTE ANUAL Os valores dos depósitos bancários não justificados, a partir de 1° de janeiro de 1997, serão apurados, mensalmente, à medida que forem creditados em conta bancária e tributados como rendimentos sujeitos à tabela progressiva anual (ajuste anual). PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS DO ÔNUS DA PROVA As presunções legais relativas obrigam a autoridade fiscal a comprovar, tãosomente, a ocorrência das hipóteses sobre as quais se sustentam as referidas presunções, atribuindo ao contribuinte o ônus de provar que os fatos concretos não ocorreram na forma coma presumidos pela lei. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.012272/200532 Acórdão n.º 920202.082 CSRFT2 Fl. 529 4 CRÉDITOS BANCÁRIOS NÃO COMPROVADOS CRÉDITOS IGUAIS OU INFERIORES A R$ 12.000,00 LIMITE ANUAL DE R$ 80.000,00. – DESCONSIDERAÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para efeito de determinação dos valores dos rendimentos omitidos, os créditos serão analisados individualmente, observando que não serão considerados, no caso de pessoa física, os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física, e os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do anocalendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Preliminares rejeitadas. Recurso parcialmente provido. A decisão recorrida, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares e, no mérito, deu provimento parcial ao recurso voluntário para excluir da exigência o ano calendário 2003. Intimado do acórdão em 12/11/2008 (fls. 425), o contribuinte, devidamente representado, interpôs recurso especial às fls. 426455, acompanhado dos documentos de fls. 456507 (Volume II), onde alegou, em brevíssima síntese, que: a) Não basta a simples presunção legal de que os depósitos constituem renda tributável, é imprescindível que seja comprovada a utilização dos valores depositados como renda consumida, evidenciando sinais exteriores de riqueza, visto que, por si só, depósitos bancários não constituem fato gerador do imposto de renda pois não caracterizam disponibilidade econômica de renda e proventos. Indicou como paradigmas para esta tese os acórdãos nos 10246.139, 10609.856 e CSRF/0103.267; b) É inadmissível a aplicação retroativa da Lei n° 10.174/2001, que alterou a redação do artigo 11, § 3°, da Lei n° 9.430/96, passando a permitir a utilização da base de dados da CPMF para lançamento de outros tributos, diversos de tal contribuição. Trouxe como paradigmas os acórdãos nos 10246.231 e 10613.962; c) A conclusão do acórdão recorrido no sentido de que não cabe ao Conselho de Contribuintes pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de uma lei fere o princípio da supremacia da Constituição. Não foram apontados acórdãos supostamente divergentes; d) Requer o conhecimento e o provimento do recurso, para o fim de reformar o acórdão recorrido. Através do despacho n° 920200.229 (fls. 511513), confirmado pelo despacho n° 920200.229 (fls. 514, Volume III) o recurso restou admitido unicamente com relação à possibilidade ou não de tributação pela forma prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/96 e, também, de aplicação retroativa da Lei n° 10.174/2001. Intimada (fls. 521, Volume III), a Fazenda Nacional deixou de se manifestar. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.012272/200532 Acórdão n.º 920202.082 CSRFT2 Fl. 530 5 É o Relatório. Voto Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, Relator O Recurso Especial do contribuinte cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido, mas apenas em parte, nos exatos termos dos despachos nos 920200.229 (fls. 511513) e 920200.229 (fls. 514, Volume III). Reitero que o acórdão proferido pela Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares suscitadas pelo sujeito passivo e, no mérito, deu parcial provimento ao recurso para cancelar a exigência relativa ao anocalendário 2003. Com relação às questões que chegam à apreciação deste Colegiado, o recorrente defendeu a reforma da decisão sob os fundamentos de que para a aplicação da presunção de omissão de rendimentos prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/96 é imprescindível a comprovação da utilização dos valores depositados como renda consumida, além do que a Lei n° 10.174/2001 não pode ser aplicada retroativamente. Eis as matérias em litígio. Antes de enfrentar o mérito da insurgência do contribuinte, devo ressaltar que, sob minha ótica, este recurso deveria ficar sobrestado, em razão do disposto no § 1°, do artigo 62A, do RICARF. Isso porque o Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF atribuiu repercussão geral à matéria, nos autos do Recurso Extraordinário n° 601.314/SP, Relator Ministro Ricardo Lewandowski e está aplicando aos demais recursos relativos ao tema o disposto no artigo 543 B do Código de Processo Civil – CPC. Cito, apenas como exemplo desta situação, a decisão monocrática proferida pelo Ministro Marco Aurélio, no AI n° 783.389/SP, publicada no DJE de 07/03/2012. Não obstante, na última sessão deste Colegiado, ocorrida em fevereiro de 2012, a maioria resolveu que casos como este devem ser julgados, independentemente do posicionamento adotado pelo STF, restando vencidos, além deste julgador, os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Pedro Anan Junior (convocado). Assim, restame seguir este entendimento e trazer o recurso para apreciação. Muito se poderia escrever sobre a possibilidade ou não de utilização da presunção de omissão de rendimentos prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/96 e de aplicação retroativa da Lei n° 10.174/2001. No entanto, atualmente, no âmbito do Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF tais matérias não comportam maiores digressões. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE Processo nº 10980.012272/200532 Acórdão n.º 920202.082 CSRFT2 Fl. 531 6 Isso porque no mês de dezembro de 2009, este Tribunal Administrativo aprovou diversas Súmulas e consolidou aquelas aplicáveis no âmbito do extinto e Egrégio Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, sendo que o Enunciado CARF n° 26 tem o seguinte conteúdo: “A presunção estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.” Já a Súmula CARF n° 35 estabelece que “O art. 11, § 3°, da Lei n° 9.311/96, com a redação dada pela Lei n° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente.” Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, as Súmulas são de adoção obrigatória pelos Conselheiros. Nessa ordem de juízos, devo concluir que a decisão recorrida merece ser confirmada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte. (Assinado digitalmente) Gonçalo Bonet Allage Fl. 6DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/04/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 04/04/2012 por GONCALO BONET ALLAGE
score : 1.0
Numero do processo: 11128.004961/2001-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Data do fato gerador: 03/04/2000
RESTITUIÇÃO DO IPI NA IMPORTAÇÃO, PROVA DE ASSUNÇÃO DO ENCARGO
FINANCEIRO (ART. 166, CTN)
Para a restituição do IPI pago indevidamente é condição básica a
prova de assunção do encargo financeiro desse imposto, o que deve
ser providenciado pelo sujeito passivo a partir de apresentação
de documentos, informações e lançamentos contábeis que demonstrem
de forma inequívoca o efetivo suporte desse encargo e sua não transferência a terceiros.
Para esse efeito, o pagamento indevido do tributo não é prova nem
tem a ver com o requisito previsto no art. 166 do CTN.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3202-000.126
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Os Conselheiros Heroldes Bahr Neto e Rodrigo Cardozo Miranda declararam-se impedidos.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: José Luiz Novo Rossari
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Data do fato gerador: 03/04/2000 RESTITUIÇÃO DO IPI NA IMPORTAÇÃO, PROVA DE ASSUNÇÃO DO ENCARGO FINANCEIRO (ART. 166, CTN) Para a restituição do IPI pago indevidamente é condição básica a prova de assunção do encargo financeiro desse imposto, o que deve ser providenciado pelo sujeito passivo a partir de apresentação de documentos, informações e lançamentos contábeis que demonstrem de forma inequívoca o efetivo suporte desse encargo e sua não transferência a terceiros. Para esse efeito, o pagamento indevido do tributo não é prova nem tem a ver com o requisito previsto no art. 166 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 11128.004961/2001-62
anomes_publicacao_s : 201006
conteudo_id_s : 4971144
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3202-000.126
nome_arquivo_s : 320200126_339849_1128004921200162_008.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : José Luiz Novo Rossari
nome_arquivo_pdf_s : 11128004961200162_4971144.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Os Conselheiros Heroldes Bahr Neto e Rodrigo Cardozo Miranda declararam-se impedidos.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 30 00:00:00 UTC 2010
id : 4752772
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359615610880
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T22:46:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T22:46:37Z; Last-Modified: 2010-09-01T22:46:37Z; dcterms:modified: 2010-09-01T22:46:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1c367554-7325-46b4-bf1b-af2ebc3ab4d5; Last-Save-Date: 2010-09-01T22:46:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T22:46:37Z; meta:save-date: 2010-09-01T22:46:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T22:46:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T22:46:37Z; created: 2010-09-01T22:46:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-09-01T22:46:37Z; pdf:charsPerPage: 1622; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T22:46:37Z | Conteúdo => S3-C2 T2 Fl. 19 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS '‘ L,,,.5m,,':57~ TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO fl- Processo n" 11128,.004961/2001-62 Recurso n" 339.849 Voluntário Acórdão n" 3202-00.126 — 2" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 30 de junho de 2010 Matéria IPI Vinculado - Restituição Recorrente PETRÓLEO BRASILEIRO S/A. - PETROBRÁS Recorrida DRI SÃO PAULO-II/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTR/ALIZADOS IPI Data do fato gerador: 03/04/2000 RESTITUIÇÃO DO IPI NA IMPORTAÇÃO, PROVA DE ASSUNÇÃO DO ENCARGO FINANCEIRO (ART. 166, CTN), Para a restituição do IPI pago indevidamente é condição básica a prova de assunção do encargo financeiro desse imposto, o que deve ser providenciado pelo sujeito passivo a partir de apresentação de documentos, informações e lançamentos contábeis que demonstrem de forma inequívoca o efetivo suporte desse encargo e sua não- transferência a terceiros. Para esse efeito, o pagamento indevido do tributo não é prova nem tem a ver com o requisito previsto no art. 166 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.. Os Conselheiros Heroldes Bahr Neto e Rodrigo Cardozo Miranda declararam-se impedidos, C-- • • JOSÉ-EU-1Z NOVO ROSSARI - Presidente e Relator FORMALIZADO EM: 13 de julho de 2010. Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Heroldes Balir Neto, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Ângela Satori (Suplente) Processo n" 11128 004961/2001-62 S3-C212 Acórchlo o" 3202-00.126 Fl 192 Relatório Trata-se de recurso voluntário contra a decisão denegatória do pedido de restituição de IPI vinculado à importação no valor de R$ 104..472,14, referente à importação de hexano, objeto de despacho aduaneiro pela Declaração de Importação n u 00/0285408-7, de 3/4/2000, proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo-II/SP com base na não comprovação do requisito de assunção do encargo financeiro do tributo, previsto no art.. 166 da Lei ne 5,172/66 (CTN) Para historiar os fatos aproveito e transcrevo o relatório constante do acórdão do órgão julgador, que apreciou a manifestação de inconformidade contra o ato do Chefe do Seort da Alfândega do Porto de Santos/SP, que havia indeferido o pleito da interessada, verbis: "Trata o presente processo de pedido de reconhecimento cie crédito e restituição de tributos, postulado pela contribuinte em razão de recolhimento indevido de 1131, no valor de R$ 104.472,14, referente à DI ne 00/0285408-7, de 03/04/2000, levando em conta a não incidência do referido imposto sobre operações relativas a derivados de petróleo, conforme preceitua o parágrafo 3 do artigo 155 da Constituição Federal. A retificação da DI foi confirmada, conforme despacho do GREI/ SEORT de fls. 41 e consulta ao Siscomex (fls. 142), assim como o recolhimento do valor original do tributo foi confirmado no sistema Sinal (fls. 144/146). Instada a comprovar assunção do encargo financeiro relativo ao 11)I, sem repasse a terceiros dos valores pleiteados, nos termos do artigo 4' c/c artigo 7' da IN/SRF n" 600/2005, o pedido da interessada foi indeferido, no despacho de fls 149, com os seguintes fundamentos: Na cópia do livro diário consta um registro de débito da conta 1249003 e a crédito da conta 1801004, no valor de R$ 104,472,14, idêntico à restituição pleiteada, porém observa-se no cabeçalho que tal registro foi efetuado em março de 2000, enquanto que a DI foi registrada apenas em 03/04/2000 e desembaraçada em 10/04/2000 (fls. 143) e não se trata de despacho antecipado Observa-se que na coluna "Histórico" do referido registro não consta qualquer infbrinação relacionada à referida DI ou relacionada ao presente processo. Através da consulta ao plano de contas (11.s 126), observa-se que a conta debitada às fls. 89 de número 1249003 é denominada "Sistema de vendas e contas a receber", e em relação à conta creditada não há informação disponível no plano de contas apresentada Já na cópia da Conta Razão apresentada (lis 136), na qual identifica-se o valor correspondente ao do 1P1 recolhido (R$ 104.472,14), a conta debitada é 1107900005 — outros impostos e Taxas a Recuperar; Também se verifica que na coluna " Data doc" consta 03.03 2000, e na coluna "Texto" não há qualquer referência à DI em questão ou a este processo; Processo n" 11128 004961/2001-62 S3-C2T2 Acórdão n." 3202-00.126 I' 1 193 Embora o valor recolhido a título de coincidente com os valores encontrados às fls. 89 e 136, na da vincula estes à D1 na 00/0.285408-7 ou ao processo na 11128 004961/2001-6.2; Considerando que ibi concedido ao solicitante prazo suficiente para comprovação da assunção do encargo financeiro. E ao final a autoridade indeferiu o pedido de reconhecimento do direito creditório. Ciente do indeferimento, a interessada protocolizou a manifestação de inconformidade de fl. 156/16.3, em 25/10/2007, alegando, em resumo, que: • Os documentos juntados demonstram haver pagamento do tributo. • Embora o documento de fls. 136 não faça menção ao processo ou à DI, demonstra claramente ao que se refere o lançamento na conta razão "107900005 — outros impostos ou taxas a recuperar", RPE 710 9 04 126 00, o que significa Relatório de Pagamentos Especiais na 710 9 04126 00 0, exatamente o documento juntado às fls. 129, que descreve a operação de importação do derivado de petróleo em questão, a exigência Fiscal do IPI , o valor pago e a data de vencimento do tributo. • Quanto ao registro da Dl e a data do efetivo recolhimento, a Instrução Normativa 69/96 disciplina, no artigo 7 a, que o pagamento dos tributos incidentes na importação deveria ser efetuado previamente ao registro da DI, razão pela qual tal registro foi efetuado no livro diário em data anterior a do registro da DL Nada impede que a requerente faça provisão dos valores a serem despendidos com operações em curto espaço de tempo. • Afirma não existirem dúvidas quanto ao direito creditório requerente, haja vista tratar-se de lesão patrimonial autorizada pelo texto constitucional. • Alega que a requerente não pode se creditar dos valores cobrados a título de IPI e, conseqüentemente, jamais poderia tê-los transferido a terceiros, • Ao final sana a dúvida fiscal quanto à contabilização do pagamento do imposto, alegando que no plano de contas do Sistema Petrobrás e relatório de pagamentos especiais consta a descrição do pagamento efetuado (TI BOW Clipper llexano USA), o vencimento e o total pago, tudo devidamente conferido e assinado pelo responsável da área contábil da Petrobrás. • Diante do exposto, requer o reconhecimento do direito creditório e conseqüentemente deferimento do pedido de compensação. É o relatório." O julgamento foi realizado pela 2" Tunna da DR.1 em São Paulo-II/CE, nos termos do Acórdão DR.1/SPOI1 na 17-18.15.3, DE 14/5/2007 (fis, 169/174), que por unanimidade de votos concluiu por negar o reconhecimento creditório do IPI pretendido pela requerente, tendo para isso considerado que a interessada não apresentou elementos capazes de demonstrar que não houve o repasse do ônus a terceiros. O julgamento foi sintetizado na seguinte ementa: 3 Processo o' 11128.004961/2001-62 S3-C212 Acórdào o "3202-00.126 Fl I 94 'Assunto. Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador.' 03/04/2000 RESTITUIÇÃO Do indeferimento do pedido de reconhecimento de direito creditório cabe recurso à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, no prazo de 30 dias. Regimento Interno da SRF; art. 224, 1 (Portaria ME n2 30/05). Instrução Normativa SRF )12 490/04, art. 48, caput e §§ 22 e 52. Assunto.' hnposto sobre a Importação - Data do fato gerador: 03/04/2000 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS O interessado não efetuou a comprovação de não ter se utilizado do IPI pago na importação na dedução de débitos do decorrentes das vendas de produtos industrializados sujeitos à incidência do imposto, e que também não repassou seu encargo financeiro a terceira pessoa. Solicitação Indeferida" A contribuinte recorre às lis, 178/187, alegando que: • demonstrou o lançamento na conta Razão "107900005 — outros impostos e taxas a recuperar": RPE 710 9 04 126 00, o que significa Relatório de Pagamentos Especiais IV 710 9 04126 00 0, exatamente o documento juntado à 11, 129, que descreve a operação de importação do derivado de petróleo em questão, a exigência fiscal do IPI, o valor pago e a data do vencimento do tributo; o comprovou que não causava qualquer estranheza o fato de o tributo em referência ter sido apontado como débito e crédito no Livro Diário em data anterior a do registro da DI (11, 89); nada impedia que fizesse provisão dos valores a serem despendidos com operações em curto espaço de tempo; a ainda que existisse alguma dúvida no que se refere ao direito creditório recorrente, a posição adotada pelo Acórdão recorrido não foi a mais acertada; o se está comprovado o pagamento do tributo exigido de forma indevida, o entendimento deve ser favorável ao contribuinte; a própria fiscalização admitiu o pagamento indevido do tributo; o o bem importado objeto da DI em questão é mercadoria sobre a qual não incide o IPI; significa que não pode a recorrente se creditar dos valores cobrados a titulo de IPI; conseqüentemente, jamais poderia tê-los transferido a terceiros, restando cristalinamente comprovada a assunção do encargo; a seda desnecessária a produção de qualquer prova sobre a assunção do encargo financeiro, pois o ônus de provar que a recorrente não o assumiu é da fiscalização Pelo exposto, requer seja refbnnado o acórdão da URI, modificando-se a decisão que indeferiu o direito ao crédito pleiteado. É o relatório, Processo n" 11128 004961/2001-62 S3-C2T2 Acórdào n." 3202-00,126 Fl. 195 Voto Conselheiro JOSÉ. LUIZ NOVO ROSSARI, Relator O recurso interposto pela interessada é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento Trata-se de recurso contra decisão de primeira instância que denegou o pedido de restituição por entender não satisfeita a comprovação do requisito de assunção do encargo financeiro do imposto, de que trata o art 166 da Lei n il 5.172/66 (CTN). Vê-se que em fase inicial do processo, ainda em nível de apreciação por parte da autoridade local, houve abertura de MPF com o objetivo de prestar as informações necessárias ao cumprimento da diligência solicitada pelo Serviço de Orientação e Análise Tributária da Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos, de verificação da efetiva assunção do encargo financeiro do imposto. Para efeitos dessa diligência, o Fisco efetuou reiteradas intimações, com os resultados que seguem: a) Termo de Intimação n' 1, de 24/4/2006 (ff 45), em que é solicitada a comprovação da manutenção no Ativo do imposto que pretende recuperar, com cópia das folhas onde constem os lançamentos no livro Diário atualmente: a interessada respondeu que os documentos requeridos ainda não foram localizados e solicitou prorrogação do prazo em 20 dias para atender ao solicitado (fl. 79). b) Termo de Reintimação nn 2, de 16/5/2006 (fl. 80), em que é novamente solicitada a comprovação da manutenção no Ativo do imposto que pretende recuperar, com cópia das folhas onde constem os lançamentos no livro Diário atualmente: a interessada declara que não se credita nem transfere o IPI a terceiros, não possuindo livro de Registro de Apuração do IPI, ficando impossibilitada de fazer tal comprovação; e apresenta à fl. 89 lançamento do valor pleiteado no livro Diário if 1309, encerrado em 31/3/2000, a débito da conta 124900.3, e a crédito da conta 1801004, cujo histórico é descrito como "PE 563051 000000710904126000". c) Termo de Intimação 1-12 .3, de 5/6/2006 (II 113), em que é novamente solicitada a comprovação da manutenção no Ativo do imposto que pretende recuperar, onde constem os lançamentos atuais do livro Diário (reintimação dos Termos anteriores); a interessada apresenta Nota Fiscal de transferência da mercadoria para outro estabelecimento seu, que efetuou a venda do produto para terceiros em 52 operações conforme notas fiscais que discrimina, d) Termo de Reintimação ri 4, de 29/6/2006 (fl. 120), em que é solicitada a apresentação de folhas do livro Razão onde constem os lançamentos da conta "IPI a Recuperar" e, novamente, a comprovação da manutenção em conta do Ativo do imposto que pretende recuperar, onde constem os lançan entos 5 Processo n" 11128 004961/2001-62 53-C212 Acórdão o " 3202-00J26 Fl [96 atuais do livro Diário (reintimação do pedido anterior). Em relação a essa Reintimação não houve resposta da interessada. Em vista dos fatos o Fisco lavrou o Termo de Encerramento de Diligência Fiscal, com ciência à interessada, no qual ficou registrado o desatendimento de todas as intimações e reintimações acima descritas. Trazidas essas informações, cumpre deixar claro que o requisito obrigatório previsto no art. 166 do CTN I , referente à prova de assunção da encargo financeiro do imposto, é exigência imperativa e que tem amparo pacífico nas esferas judicial e administrativa, Destarte, não se trata de exigência desmedida do Fisco, porque decorrente de lei expressa nesse sentido. E diversamente do que alega a recorrente, o referido requisito não diz respeito a eventual dúvida sobre ter ou não ter havido o pagamento indevido do imposto. Aliás, resta claro nos autos do processo que o imposto foi pago indevidamente, não tendo havido qualquer manifestação contrária do Fisco quanto a esse fato. A prova de assunção do encargo a que se refere o art. 166 do CIN tem a ver com a apresentação de informações e documentos que demonstrem, de forma inequívoca, que o imposto pago indevidamente pelo contribuinte de direito não foi transferido a terceiros adquirentes da mercadoria. O objetivo da norma é dar certeza às administrações fazendárias sobre quem efetivamente suportou o ônus financeiro, de forma a evitar que, além do contribuinte de direito, os contribuintes de fato também venham pleitear a restituição do imposto pago indevidamente ou a maior. A matéria é disciplinada inclusive na Súmula 546 do STF, que prevê a restituição ao primeiro somente quando reconhecida a não recuperação do imposto, 2 O fato de que se trata de operação em que não houve o crédito do IPI não é prova bastante de suporte do encargo para os efeitos pretendidos na norma prevista no CTN, As normas que regem o crédito do IPI são diversas das que tratam da assunção do encargo financeiro, pertinentes à restituição do indébito tributário. De mais, independentemente da possibilidade ou não de crédito fiscal, o encargo financeiro pode ser transferido a terceiros incluído no custo de venda. A recorrente trouxe documentos insatisfatórios para o fim pretendido.. Senão, vejamos: a) Quanto ao lançamento do valor pleiteado no livro Diário d . 1309 (ff. 89), encenado em 31/3/2000, a débito da conta 1249003, e a crédito da conta 1801004, cujo histórico é descrito como "PE 563051 000000710904126000": vê-se que o histórico não traz informações a respeito da operação, enquanto que a conta de débito diz respeito a "sIst VENDAS E CONTAS A RECEBER" de conformidade com a nomenclatura adotada em seu plano de contas, o que não é compatível com registro contábil pertinente a impostos a serem ,'Art 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la," 2 "Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte 'de jure' não recuperou do contribuinte 'de facto' o 'quantum' respectivo." 6 Processo n" 11128 004961/2001-62 s3-C2T2 Aeó: dão o ." 3202-00.126 ri 97 ressarcidos, que requerem conta destacada nesse sentido. Já quanto à conta de crédito não foi apresentada a nomenclatura correspondente; b) A nota fiscal de transferência para outro estabelecimento, bem como a relação de notas fiscais de revenda não fazem prova, visto que para tanto deveria ter havido exame detalhado e correlato com as saídas anteriores à operação de importação, que viesse a demonstrar a inequívoca manutenção de preços habituais; e c) Quanto ao lançamento na conta Razão "107900005 — OUTROS IMP. E TAXAS A RECUPERAR" descrito como "RPE 710 9 04 126 00", que alega significar "Relatório de Pagamentos Especiais ng- 710 9 04126 00 O", pertinente ao documento juntado à fl. 129 que descreve a operação de importação do produto, a exigência fiscal do IPI, o valor pago e a data do vencimento desse tributo: verifica-se se tratar de lançamento que foi efetuado somente em .301612006, anos depois da importação e também em momento posterior às reiteradas intimações feitas pelo Fisco em diligência fiscal para a apuração da assunção do encargo financeiro referente ao imposto pleiteado Mostra também que no balanço anual posterior à operação de importação, feita em 2000, tal valor não constava em conta específica de "impostos e taxas a recuperar" ou conta destacada similar, Vale dizer, o lançamento a débito de impostos a recuperar foi feito havia mais de seis (6) anos após o desembaraço aduaneiro e a entrada da mercadoria em estabelecimento da recorrente; assim, já por ocasião da protocolização do pedido não havia a recorrente feito os lançamentos que seriam apropriados para satisfazer a prova requerida. Destarte, resta claro que os elementos acima apreciados demostram que a recorrente não laborou na adoção de técnica contábil apropriada para satisfazer ao requisito exigido em lei. Finalmente, ao contrário do que entende a recorrente, o ônus dessa demonstração não cabe ao Fisco. Os sistemas contábeis e respectivos planos de contas são de livre escolha das empresas e, no caso de pedido que envolva a prova prevista no art. 166 do CTN, devem os requerentes fazer as devidas e satisfatórias demonstrações à vista de suas opções contábeis, descabendo a alegação de que tais providências devem ser tomadas pelo sujeito ativo da obrigação tributária, Mesmo assim, o Fisco laborou na instrução do processo a partir de diversas intimações e reintimações, por tempo suficiente para que a interessada viesse a apresentar os elementos e documentos requeridos, conforme se verifica no inicio deste voto, sem que tenha respondido satisfatoriamente aos quesitos. A comprovação do requisito pode não se esgotar em um ou outro quesito aqui apreciado, de forma isolada, no entanto, há necessidade de que o conjunto probatório seja inequívoco no sentido de que o requisito de lei esteja perfeitamente atendido. E as providências da recorrente não dão a convicção suficiente para que se entenda satisfeito o requisito previsto no art. 166 do CTN, condição básica para que seja reconhecido o direito creditório pleiteado Diante do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso, JOSÉ LUIZ NOVO ROSSAR1 7 Processo o" 11128.004961/2001-62 S.3-C212 Acórdào ii" 3202-00,126 PI 198 8
score : 1.0
Numero do processo: 10665.001231/2002-41
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2002
DECISÃO. ANULABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA DECISÃO AOS FATOS E AO DIREITO DISCUTIDOS DO PROCESSO.
Há que se anular a decisão que não tem correspondência com os fatos e com o direito discutidos no processo. Recurso da Fazenda Nacional conhecido e provido para a anular a decisão a quo.
Numero da decisão: 9303-001.975
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão nos embargos de declaração, p/ que nova decisão seja proferida pela turma recorrida.
Nome do relator: MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2002 DECISÃO. ANULABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA DECISÃO AOS FATOS E AO DIREITO DISCUTIDOS DO PROCESSO. Há que se anular a decisão que não tem correspondência com os fatos e com o direito discutidos no processo. Recurso da Fazenda Nacional conhecido e provido para a anular a decisão a quo.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10665.001231/2002-41
anomes_publicacao_s : 201204
conteudo_id_s : 5132732
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-001.975
nome_arquivo_s : 930301975_10665001231200241_201204.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
nome_arquivo_pdf_s : 10665001231200241_5132732.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos FISCAIS, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão nos embargos de declaração, p/ que nova decisão seja proferida pela turma recorrida.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4750926
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359658602496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1601; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 773 1 772 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10665.001231/200241 Recurso nº 153.858 Voluntário Acórdão nº 930301.975 – 3ª Turma Sessão de 12 de abril de 2012 Matéria IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida NACIONAL DE GRAFITE LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2002 DECISÃO. ANULABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA DECISÃO AOS FATOS E AO DIREITO DISCUTIDOS DO PROCESSO. Há que se anular a decisão que não tem correspondência com os fatos e com o direito discutidos no processo. Recurso da Fazenda Nacional conhecido e provido para a anular a decisão a quo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão nos embargos de declaração, p/ que nova decisão seja proferida pela turma recorrida. Otacílio Dantas Cartaxo _ Presidente da CSRF Marcos Aurélio Pereira Valadão Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Fl. 0DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO 2 Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Por descrever os fatos do processo de maneira adequada adoto, com adendos e pequenas modificações para maior clareza, o Relatório da decisão da Primeira Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF: Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão proferido pela DRJ em Santa Maria/RS, uma vez que a decisão nele consubstanciada manteve o indeferimento do direito ao ressarcimento/compensação de créditos básico de IPI apurado no 1º trimestre de 1999 ao 2° trimestre de 2002, apresentado em 19/09/2002, em que a Recorrente visava o aproveitamento com base no art. 11 da Lei 9.779/99 e da Portaria MF número 33/99. Consta dos autos relatório de auditoria fiscal realizada com o objetivo de averiguar a procedência das solicitações de Ressarcimento de IPI relativas aos créditos básicos, com base no artigo 11 da Lei 9.779/99, artigos 165, 178 e 179 do Regulamento do Imposto Sobre Produtos Industrializados — RIPI, relativos aos processos administrativos relacionados no quadro abaixo: No Processo Período/Tipo de Crédito Valor Período Fls. 10665.000726/200333 1° TRIM/1998 Presumido 87.976,19 1 10665.000727/200388 2° TRIM/1998 Presumido 79.573,63 1 10665.000729/200377 3° TRIM/1998 Presumido 95.129,56 1 10665.000728/200322 4° TRIM/I 998 Presumido 58.643,31 1 10665.001234/200264 I ° TRIM/1999 e 10/2000 a 2° TRIM/2002 — Presumido 1.192.403,26 10665.001231/200241 1 ° TRIM/1999 A 2° TRIM/2002 — BASIC() 189.844,85 TOTAL 1.703.570,80 A auditoria concluiu que: "os valores do IPI escriturados nos livros de Registro de Apuração de IPI se referem aos insumos utilizados no.processo produtivo de produtos tributáveis, em obediência aos dispositivos legais que excluem a possibilidade do aproveitamento dos Fl. 1DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO Processo nº 10665.001231/200241 Acórdão n.º 930301.975 CSRFT3 Fl. 774 3 créditos de insumos aplicados a produtos/mercadorias comercializados fora do campo de incidência do Imposto de Produtos Industrializados — IPI (não tributados — NT)”. Extraise, também, do referido relatório: "Item 7 As vendas de produtos industrializados com tributação de IPI são destinadas ao mercado interno e representam menos de 1% do total das vendas da empresa, cuja quase totalidade se refere a produtos não tributados NT. Todos os créditos de insumos aplicados nesses produtos tributáveis foram aproveitados no livro Registro de Apuração de IPI, com apuração de pequenos saldos devedores na maior parte dos períodos abrangidos por esta verificação (janeiro/1998 a dezembro de 2002) os quais foram recolhidos corretamente, sem apresentar saldo credor disponível a ressarcir.” No item 8 do relatório do mencionado relatório elaborado pelos auditores da Receita Federal do Brasil, mencionam: "O processo 10665.001231/200241 se refere a créditos básicos de insumos aplicados a produtos "NT", cujo pedido não tem respaldo legal, como citado no item 5 acima, objeto de proposta de indeferimento." A decisão recorrida manteve "in totum” o despacho negatório, sob a fundamentação de que a fabricação e a exportação de produtos não tributados pelo IPI (NT) não dão direito ao crédito presumido instituído para compensar o ônus do PIS e da COFINS. O inconformismo da Recorrente reside no fato de que o art. 5º do Decretolei 491/69, assegura a manutenção e utilização do crédito do relativo as matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem efetivamente utilizados na industrialização dos produtos exportados. Inobstante seus produtos finais serem considerados "não tributados", é correto o procedimento de escrituração dos créditos do imposto pago na etapa anterior, mediante o destaque contido nos documentos fiscais emitidos pelos fornecedores. Sustenta, também, em suas razões recursais, que ela é adquirente de vários insumos, a titulo de exemplo menciona: "Grafita Natural", "Fluereto de Hidrogênio", "Granalha de Ferro", "Silicatos Metassilicatos", "Sufato de Alumínio", os quais são utilizados no processo de industrialização de grande parte dos produtos finais, e por sua vez são destinados ao mercado externo e, estes classificados como "não tributados", sendo o caso do "Grafite Natural em Pó”, tipificado como sendo NCM 2504.10.00. Entendem a Recorrente (sic) que a legislação aplicável não faz ressalva em relação ao tipo de produto final produzido, de modo que, a fruição do beneficio não encontra condicionada aos produtos tributados pelo IPI, pois a lei se refere tãosó “a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais”. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO 4 Traz à colação em socorro de sua tese alguns Acórdãos da CSRF, que assegura as empresas exportadoras o direito de incluir na base de cálculo do crédito presumido de IPI o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, ainda que adquiridos de fornecedores não contribuintes do PIS/COFINS. [Que digase de passagem,. não é o tema do presente processo] Por derradeiro requer seja conhecido e provido o recurso. A 1ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 2ª Seção do CARF proferiu decisão (fls. 722/ que foi ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 30/04/2002 Os créditos de IPI oriundos das aquisições destacados nos documentos fiscais, devem ser mantidos na escrita fiscal. Recurso provido em parte. A Procuradoria interpôs, às fls. 731/732, embargos declaratórios alegando contradição entre ementa e voto do acórdão. Os embargos foram conhecidos, tendo sido “negado provimento aos embargos interpostos” (fls. 734735), e o novo Acórdão nº 340300.306, recebido a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 30/03/1999, 01/04/2002 a 30/06/2002 CRÉDITO PRESUMIDO. EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS NO MERCADO INTERNO. 0 produtor e exportador de produtos nãotributados no mercado interno tem direito ao crédito presumido de que trata a Lei n. 9.363/96. BASE DE CALCULO. GOZO DE INCENTIVO FISCAL. IPI. EXPORTAÇÃO. A exigência contida no art. 1° da Lei n° 9.363/96 em relação as variáveis que devem compor a base de cálculo é de que tenha incidido as contribuições sociais quando da aquisição dos insumos (matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagens), adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo. Embargos Rejeitados. Inconformada, a Fazenda Nacional apresentou, às fls. 738/746, recurso especial por divergência, em face do Acórdão nº 210100.199 aditado pelo Acórdão nº 3403 00.306. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO Processo nº 10665.001231/200241 Acórdão n.º 930301.975 CSRFT3 Fl. 775 5 A divergência argüida referese à concessão, ao contribuinte, do direito de apurar crédito presumido de IPI em relação à exportação de produtos NT. O recurso foi admitido pelo presidente da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF, por meio de despacho às fls. 768. O sujeito passivo não apresentou contrarrazões. É o Relatório. Voto Conselheiro Relator Marcos Aurélio Pereira Valadão Conheço do Recurso Especial da Fazenda Nacional, admitido conforme acima mencionado, em boa forma. Há uma questão que deve ser enfrentada antes da análise do mérito. Isto porque os embargos de fls. 731/732, que resultaram em novo acórdão, embora rejeitados, deram novo entendimento à matéria, impondo efeitos infringentes e trazendo tema de fato e de direito estranho à discussão do presente processo (crédito presumido do IPI com base na Lei nº 9.363/63). Assim, em virtude da total inadequação do julgado dos embargos consubstanciado no Acórdão 340300.306 da 4ª Câmara da 3ª Turma Ordinária (fls. 734735) ao que se contêm no processo, o qual resultou em recurso especial da PGFN tendo por base o referido Acórdão, entendo que deve ser anulado o Acórdão nº 340300.306 e que o feito seja devolvido à 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF para que profira novo julgamento em sede de embargos, restringindose à matéria objeto da lide, reabrindo depois o prazo para que a PGFN e o Contribuinte se manifestem em termos recursais. Em vista do exposto dou provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, anulando a decisão consubstanciada no Acórdão nº 340300.306, para que seja proferido novo julgamento, com todos os efeitos daí decorrentes. Marcos Aurélio Pereira Valadão Fl. 4DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO 6 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANT AS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 13933.000037/2005-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. RESSARCIMENTO. DUPLICIDADE
Correta a decisão denegatória de pedido de ressarcimento quando os valores já foram solicitados em processo anterior.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.868
Decisão: ACORDAM os membros da 2ªCâmara/1ªTurma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. RESSARCIMENTO. DUPLICIDADE Correta a decisão denegatória de pedido de ressarcimento quando os valores já foram solicitados em processo anterior. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13933.000037/2005-71
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 4794997
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3201-000.868
nome_arquivo_s : 320100868_13933000037200571_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 13933000037200571_4794997.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ªCâmara/1ªTurma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4749186
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359690059776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 396 1 395 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13933.000037/200571 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201000.868 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26/01/2012 Matéria PIS Recorrente DALLEGRAVE MADEIRAS S/A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. RESSARCIMENTO. DUPLICIDADE Correta a decisão denegatória de pedido de ressarcimento quando os valores já foram solicitados em processo anterior. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 10/02/2012 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorin, Daniel Mariz Gudiño, Judith do Amaral Marcondes Armando, Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Fl. 1DF CARF MF Impresso em 27/02/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 22/02/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE 2 Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o processo de Pedido de Ressarcimento de créditos de PIS Não Cumulativo Exportação (fls. 01/32), protocolado em 14/04/2005, relativo ao 1°, 2°, 3° e 4° trimestre de 2003 e 2004, com fundamento na Lei n° 10.637/2002. Posteriormente, em 02/02/2006, a contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação de fls. 39/44, na qual consigna utilização de parcela do referido crédito. A DRF em Ponta Grossa/PR, em cumprimento à liminar concedida no Mandado de Segurança n° 2006.70.09.004151 7/PR (fls. 45/49), determinando que se procedesse, no prazo de trinta dias, ao exame dos pedidos de ressarcimento formulados pela interessada entre dezembro de 2004 a abril de 2005, proferiu, em 14/11/2006, o Despacho Decisório de fls. 50/52, que resolveu por indeferir o pedido de ressarcimento, em face da falta de documentação comprobatória do crédito pleiteado e, por conseguinte, não homologar as compensações constantes da DCOMP de fls. 39/44. A ciência desse despacho foi dada à contribuinte em 21/11/2006 (fl. 54). Em 20/12/2006, a interessada apresentou um pedido de revisão de ofício da referida decisão, à fls. 55/56, o qual foi indeferido, consoante despacho de fls. 64/65, vez que não se vislumbrou qualquer motivo que ensejasse a aplicação do art. 149 do CTN. Além disso, foi destacado que a contribuinte abdicou da faculdade que lhe foi concedida para apresentar manifestação de inconformidade ao despacho decisório de fls. 50/52, conforme previsto no art. 15 do Decreto n° 70.235/72. Às fl. 68, consta o pedido de cancelamento da DCOMP de fls. 39/44; e às fl. 69, o encaminhamento do presente processo à GRA/ARQVO/PR para arquivamento. Prosseguindo, verificase, às fls. 70/75, que a contribuinte também impetrou o Mandado de Segurança n° 2009.70.09.0010560, em que foi deferida a liminar para determinar que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa impulsionasse os dezenove processos administrativos relacionados na inicial (protocolados em 14/06/2007 e 23/11/2007 fls. 71/72), terminando sua instrução e proferindo decisão final em cento e vinte dias, sendo noventa dias para formulação de eventuais exigências necessárias à instrução e trinta dias para prolação de decisão final. Em cumprimento, foram expedidas as intimações de fls. 140/143 e 297/298, para que a contribuinte apresentasse a documentação solicitada necessária ao exame dos mencionados 19 pedidos de ressarcimento, protocolados em 14/06/2007 e 23/11/2007. O que foi atendido, consoante documentos juntados às fls. 145/302. Ocorre que no curso da análise do direito creditório, constatou se que o crédito de PIS solicitado nos Pedidos de Ressarcimento 28886.8826.140607.1.1.087841, 0661.89701.140607.1.1.08 6970, 16320.15805.140607.1.1.089655, Fl. 2DF CARF MF Impresso em 27/02/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 22/02/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE Processo nº 13933.000037/200571 Acórdão n.º 3201000.868 S3C2T1 Fl. 397 3 08427.51899.140607.1.1.080096, 28478.86164.140607.1.1.08 5619, 25195.79348.140607.1.1.082803, 32255.06329.14067.1.1.081022, 20671.68177.140607.1.1.08 1282 (fls. 108/139), transmitidos em 14/06/2007, é o mesmo daquele formalizado à fls. 01/32, protocolado em 14/04/2005, qual seja, créditos de PIS Não Cumulativo Exportação, relativo ao 1°, 2°, 3° e 4" trimestre de 2003 e 2004. Diante disso, os retrocitados pedidos passaram a ser trabalhados neste processo, razão pela qual foi exarado o Despacho Decisório de fls. 303/305, cuja conclusão foi no sentido de indeferir os pedidos de ressarcimento de fls. 108/139, considerando que já houve a decisão administrativa definitiva quanto ao ressarcimento de PIS não cumulativo do primeiro ao quarto trimestre de 2003 e 2004, pois a interessada não apresentou a manifestação de inconformidade contra o indeferimento m nifesto no Despacho Decisório de lis. 50/52, que originalmente analisou o mesmo pleito. Cientificada do Despacho decisório de fls. 303/305 em 25/09/2009, a contribuinte ingressou, em 23/10/2009, com a manifestação de inconformidade de fls. 307/311, na qual, em síntese, contesta o entendimento de que se repetiu o pedido anterior, indeferido por deficiência na documentação apresentada, sem que houvesse o julgamento do mérito da questão. Defende que o primeiro pedido, se fez coisa julgada, foi de natureza formal, podendo ser renovado a qualquer tempo, desde que não operada a decadência. Requer, assim, seja apreciado o mérito dos pedidos de ressarcimento e reformada a decisão guerreada. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Curitiba/PR indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/CTA n.º 25.121, de 20/01/2010, fls. 319/320: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DUPLICIDADE. A duplicidade de pedidos, caracterizada pela apresentação de uma nova solicitação relativa ao mesmo direito creditório, impõe o indeferimento daquele mais recente em face da mencionada duplicidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Em face da decisão, o contribuinte é intimado, interpondo recurso voluntário. Após, foi dado seguimento ao recurso interposto. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 27/02/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 22/02/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE 4 Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. O processo discute pedido de restituição de PIS. Como bem apurado pela decisão recorrida, a recorrente neste pleito busca em duplicidade valores já objeto de outro pedido de restituição: Outrossim, temse que, indubitavelmente, a contribuinte pede o mesmo direito creditório nos Pedidos de Ressarcimento 28886.8826.140607.1.1.087841, 0661.89701.140607.1.1.08 6970, 16320.15805.140607.1.1.089655, 08427.51899.140607.1.1.080096, 28478.86164.140607.1.1.08 5619, 25195.79348.140607.1.1.082803, 32255.06329.14067.1.1.081022, 20671.68177.140607.1.1.08 1282, transmitidos em 14/06/2007 e, juntados ao presente processo, às fls. 108/139, pela identidade de pleito (créditos de PIS NãoCumulativo Exportação, relativo ao 1°, 2°, 3 0 e 4° trimestre de 2003 e 20042004). Com efeito, na medida em que a contribuinte apresentou novo pedido relativo ao mesmo direito creditório, não há outra medida a ser adotada que não o indeferimento do segundo pedido, com fundamento na verificação da duplicidade de pedidos. Assim, não pode ser dado provimento ao recurso interposto, muito menos debatido qualquer tema, já que inexiste crédito a ser ressarcido neste processo. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso, prejudicados os demais argumentos. Sala de sessões, 26 de janeiro de 2012. Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator Fl. 4DF CARF MF Impresso em 27/02/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE, Assinado digitalmente em 22/02/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAE
score : 1.0
Numero do processo: 10707.000871/2008-95
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
ANO-CALENDÁRIO:
2003, 2004
OMISSÃO DE RECEITA - A
ausência de contabilização de receitas da
empresa caracteriza o ilícito fiscal e justifica o lançamento de ofício sobre as
parcelas subtraídas ao crivo do imposto, sem prejuízo da tributação sobre o
lucro apurado. É legítima a imposição de arbitramento quando constatada a
omissão do registro, obtida mediante informação das empresas pagadoras.
PROCEDIMENTO FISCAL. DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITA E
ARBITRAMENTO DE LUCROS - Sendo
a aplicação desses instrumentos
prerrogativa da Fazenda Pública como salvaguarda do crédito tributário, não
pode o contribuinte reclamar a aplicação para furtarse
ao pagamento do justo
valor do imposto.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL. PIS. COFINS.
Aplica-se
as exigência ditas decorrentes o que foi decido em relação à
exigência matriz nos casos de íntima relação de causa e efeito entre elas.
INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE. LEI OU ATO
NORMATIVO. APRECIAÇÃO.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para
se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula Carf nº
2), isso porque, a instância administrativa não é foro apropriado para
discussões desta natureza, pois qualquer discussão sobre a
constitucionalidade e/ou ilegalidade de normas jurídicas deve ser submetida
ao crivo do Poder Judiciário que detém, com exclusividade, a prerrogativa
dos mecanismos de controle repressivo de constitucionalidade, regulados pela
própria Constituição Federal.
Recurso negado.
Numero da decisão: 1803-001.299
Decisão: Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do
CARF, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto
que acompanham o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Sergio Luiz Bezerra Presta
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ ANO-CALENDÁRIO: 2003, 2004 OMISSÃO DE RECEITA - A ausência de contabilização de receitas da empresa caracteriza o ilícito fiscal e justifica o lançamento de ofício sobre as parcelas subtraídas ao crivo do imposto, sem prejuízo da tributação sobre o lucro apurado. É legítima a imposição de arbitramento quando constatada a omissão do registro, obtida mediante informação das empresas pagadoras. PROCEDIMENTO FISCAL. DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITA E ARBITRAMENTO DE LUCROS - Sendo a aplicação desses instrumentos prerrogativa da Fazenda Pública como salvaguarda do crédito tributário, não pode o contribuinte reclamar a aplicação para furtarse ao pagamento do justo valor do imposto. TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL. PIS. COFINS. Aplica-se as exigência ditas decorrentes o que foi decido em relação à exigência matriz nos casos de íntima relação de causa e efeito entre elas. INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE. LEI OU ATO NORMATIVO. APRECIAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula Carf nº 2), isso porque, a instância administrativa não é foro apropriado para discussões desta natureza, pois qualquer discussão sobre a constitucionalidade e/ou ilegalidade de normas jurídicas deve ser submetida ao crivo do Poder Judiciário que detém, com exclusividade, a prerrogativa dos mecanismos de controle repressivo de constitucionalidade, regulados pela própria Constituição Federal. Recurso negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10707.000871/2008-95
anomes_publicacao_s : 201205
conteudo_id_s : 5088632
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 03 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-001.299
nome_arquivo_s : 180301299_10707000871200895_201205.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Sergio Luiz Bezerra Presta
nome_arquivo_pdf_s : 10707000871200895_5088632.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4752461
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359709982720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2260; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 563 1 562 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10707.000871/200895 Recurso nº 179.476 Voluntário Acórdão nº 1803001.299 – 3ª Turma Especial Sessão de 08 de maio de 2012 Matéria IRPJ Recorrente CAOLIM AZZI LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ ANOCALENDÁRIO: 2003, 2004 OMISSÃO DE RECEITA A ausência de contabilização de receitas da empresa caracteriza o ilícito fiscal e justifica o lançamento de ofício sobre as parcelas subtraídas ao crivo do imposto, sem prejuízo da tributação sobre o lucro apurado. É legítima a imposição de arbitramento quando constatada a omissão do registro, obtida mediante informação das empresas pagadoras. PROCEDIMENTO FISCAL. DESCLASSIFICAÇÃO DE ESCRITA E ARBITRAMENTO DE LUCROS Sendo a aplicação desses instrumentos prerrogativa da Fazenda Pública como salvaguarda do crédito tributário, não pode o contribuinte reclamar a aplicação para furtarse ao pagamento do justo valor do imposto. TRIBUTAÇÃO REFLEXA: CSLL. PIS. COFINS. Aplicase as exigência ditas decorrentes o que foi decido em relação à exigência matriz nos casos de íntima relação de causa e efeito entre elas. INCONSTITUCIONALIDADE OU ILEGALIDADE. LEI OU ATO NORMATIVO. APRECIAÇÃO. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula Carf nº 2), isso porque, a instância administrativa não é foro apropriado para discussões desta natureza, pois qualquer discussão sobre a constitucionalidade e/ou ilegalidade de normas jurídicas deve ser submetida ao crivo do Poder Judiciário que detém, com exclusividade, a prerrogativa dos mecanismos de controle repressivo de constitucionalidade, regulados pela própria Constituição Federal. Recurso negado. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 564 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Turma Especial da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. Selene Ferreira de Moraes Presidente (Assinado Digitalmente) Sérgio Luiz Bezerra Presta Relator (Assinado Digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Selene Ferreira de Moraes. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao presente contencioso administrativo, adoto parte do relato do contido no Acórdão nº 1221.957 proferido pela 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I RJ, constante das fls. 900 e seguintes dos autos, a seguir transcrito: “Trata o presente processo de exigência fiscal formulada à interessada acima identificada, por meio dos autos de infração do imposto de renda da pessoa jurídica IRPJ, de fls. 725/736 e 750/758, nos valores de, respectivamente, R$ 21.874,97 de imposto e R$ 16.406,21 de multa e R$ 21.582,14 de imposto e R$ 32.373,20 de multa; dos autos de infração da contribuição social sobre o lucro líquido CSLL, de fls. 737/747 e 779/786, sendo que o de fls. 737/747 reduziu os valores de contribuição a compensar ou a serem restituídos referentes aos anoscalendário de 2003 e 2004 ao montante total de R$ 51,99; enquanto o de fls. 779/786 exige crédito tributário no valor de R$ 9.711,97 de contribuição e R$ 14.567,93 de multa; do auto de infração da contribuição para o PIS/Pasep, de fls. 759/768, no valor de R$ 5.845,08 de contribuição e R$ 8.767,56 de multa; e do auto de infração da contribuição para o financiamento daseguridadesocial Cofins, de fls. 769/778, no valor de R$ 26.977,67 de contribuição e R$ 40.466,46 de multa; todos acrescidos, ainda, de juros de mora. 2. O procedimento é decorrente de ação fiscal promovida pela Delegacia da Receita Federal de Fiscalização no Rio de Janeiro Defic/RJ, que, relativamente a todos os períodos de apuração trimestrais dos anoscalendário de 2003 e 2004, apurou omissão de receitas e concluiu pelo arbitramento do lucro. O arbitramento se deu em virtude de a interessada, submetida à tributação pela sistemática do lucro presumido, não ter apresentado à fiscalização, quando intimada para tal, os livros e documentos de sua escrituração, sendo que o Livro Caixa apresentado não contempla toda a movimentação financeira. A omissão de receitas, por sua vez, teria sido apurada através de procedimento de circularização junto a clientes da Fl. 564DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 565 3 interessada, que em atendimento às intimações forneceram as notas fiscais emitidas pela mesma nos anos de 2003 e 2004, tendo sido constatada a omissão de receitas nos montantes de R$ 554.884,89 em 2003 e R$ 344.373,35 em 2004. 3. No termo de verificação e constatação fiscal de fls. 720/723, a fiscalização esclarece que por problemas operacionais no aplicativo "Safira", que emite os autos de • infração, os lançamentos do IRPJ e da CSLL foram desdobrados em dois autos de infração: um contemplando as receitas declaradas pela interessada, sobre o qual se incidiu a multa de oficio no percentual de 75%; e outro com as receitas omitidas, com aplicação de multa de 150%, em virtude de ter sido constatado o evidente intuito de sonegação. Os lançamentos da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, por terem como único fundamento a omissão de receitas com multa qualificada, foram materializados em um único auto de infração para cada contribuição. 4. Os lançamentos foram assim fundamentados: 4.1. IRPJ: inciso III do art. 530; art. 532 e art. 536 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26/03/1999 (RIR/99). 4.2. CSLL: art. 2° e §§ da Lei n° 7.689/88; art. 20 da Lei n° 9.249/95; art. 29, inc. II, da Lei n° 9.430/96 e art. 37 da Lei n° 10.637/2002. 4.3. PIS: artigos 1° e 3° da Lei Complementar n° 7/70; art. 24, § 2°, da Lei n° 9.249/95; artigos 2°, inciso I, alínea "a" e parágrafo único, 3°, 10, 22, 51 e 91 do Decreto n° 4.524/02. 4.4. Cofins: artigos 2°, inciso II e parágrafo único, 3 0, 10, 22, 51 e 91 do Decreto n° 4.524/02. 5. Sobre o arbitramento efetuado com base nas receitas declaradas pela interessada incidiu a multa de ofício no percentual de 75%, conforme determina o inciso I do art. 44 da Lei n° 9.430/96; enquanto o arbitramento com base nas receitas omitidas foi efetuado com aplicação de multa de 150%, em virtude de ter sido constatado o evidente intuito de sonegação, na forma do inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430/96. 6. Inconformada com a exigência, a interessada impugnou os lançamentos através da petição de fls. 792/810, acompanhada dos documentos de fls. 811/891, na qual alega, em síntese, o seguinte: 6.1. Que já teria ocorrido a decadência parcial do lançamento, atingindo os fatos geradores ocorridos anteriores a junho de 2003, à vista do que dispõe o § 4° do art. 150 do CTN; 6.2. Que o arbitramento levado a efeito pela fiscalização lhe penaliza indevidamente, uma vez que diante do extravio de sua documentação fiscal cumpriu todas as exigências previstas na legislação para se eximir de eventual responsabilidade pecuniária. Alega a interessada que ficou impossibilitada de apresentar a documentação fiscal requerida pela Fazenda Nacional exclusivamente em função do extravio da mesma, e que somente com a falta injustificada de apresentação dos livros e documentos é que estaria sujeita ao arbitramento; 6.3. Que a fiscalização já havia identificado e quantificado, relativamente ao mesmo período de apuração e no mesmo procedimento de fiscalização, diferenças de receitas não lançadas em suas declarações de rendimentos, as quais forma objeto Fl. 565DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 566 4 de lançamento de oficio. Assim, não haveria qualquer justificativa para o arbitramento do lucro, sob pena de ser compelida ao pagamento do IRPJ e da CSLL em valores maiores que os devidos nos exercícios de 2003 e 2004. Ademais, tendo em vista que a fiscalização logrou apurar suas efetivas receitas, após minucioso trabalho de circularização junto a seus clientes, não cabe a aplicação do arbitramento do lucro, procedimento que é medida extrema e somente deve ser utilizado quando for impossível a apuração dos resultados tributáveis; 6.4. Que a multa aplicada sobre o crédito tributário principal tem efeito confiscatório sobre seu patrimônio. Neste sentido, é inconstitucional, pois contraria o princípio constitucional do nãoconfisco, e deveria ser reduzida para percentual condizente com o estampado no inciso IV do art. 150 da Constituição Federal de 1988”. A 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I RJ, na sessão de 27/11/2008, ao analisar a peça impugnatória apresentada, proferiu o Acórdão nº 1221.957 entendendo “por unanimidade de votos, os membros da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro — I, julgar PROCEDENTES os lançamentos efetuados referentes aos anoscalendário de 2003 e 2004, exercícios de 2004 e 2005, para considerar devido o imposto de renda da pessoa jurídica — IRPJ, no valor de originário de R$ 21.874,97 de imposto; assim como reduzidos os valores da contribuição social sobre o lucro líquido — CSLL a compensar ou a serem restituídos, referentes aos anoscalendário de 2003 e 2004, ao montante total de R$ 51,99. Sobre os valores de créditos tributários exigidos incidirão a multa de oficio no percentual de 75% e demais acréscimos moratórios”, em decisão assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003, 2004 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. No caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, descabe falar em decadência se a constituição do crédito tributário se deu antes de transcorridos 5 (cinco) anos da ocorrência dos fatos geradores autuados. ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO. A lei autoriza o Fisco a fixar os lucros tributáveis, mediante arbitramento, quando o contribuinte não possuir escrituração na forma das leis comerciais e fiscais. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2003, 2004 DECORRÊNCIA. O decidido quanto ao lançamento do IRPJ, dito principal, deve ser aplicado aos que tenham sido efetuados por mera decorrência daquele. Lançamento Procedente”. Fl. 566DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 567 5 Cientificada da decisão de primeira instância em 19/12/2008 (AR fls. 918), a CAOLIM AZZI LTDA., qualificada nos autos em epígrafe, inconformada com a decisão contida no Acórdão nº 1221.957, recorre em 16/01/2009 (919 e segs) a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais objetivando a reforma do julgado reiterando, basicamente, os argumentos da impugnação (fls. 792 e segs). Em síntese, é o relatório. Voto Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta Observando o que determina os arts. 5º e 33 ambos do artigo 33 do Decreto nº. 70.235/1972 conheço a tempestividade do recurso voluntário apresentado, preenchendo os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele, portanto tomo conhecimento. Adentrando na questão principal dos autos, vejo que o Recurso Voluntário trata de dois temas: a) Da impossibilidade de utilização do arbitramento; e b) Da impossibilidade de aplicação de multa confiscatória. Porém, a Recorrente não apresenta (nem na impugnação, muito menos no Recurso Voluntário) dados que possam fundamentar a não utilização do arbitramento pela autoridade fiscal. Entendo ser essa a razão que levou a 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I – RJ a “julgar PROCEDENTES os lançamentos efetuados referentes aos anos calendário de 2003 e 2004, exercícios de 2004 e 2005, para considerar devido o imposto de renda da pessoa jurídica — IRPJ, no valor de originário de R$ 21.874,97 de imposto; assim como reduzidos os valores da contribuição social sobre o lucro líquido — CSLL a compensar ou a serem restituídos, referentes aos anoscalendário de 2003 e 2004, ao montante total de R$ 51,99. Sobre os valores de créditos tributários exigidos incidirão a multa de oficio no percentual de 75% e demais acréscimos moratórios”. Vejo que a Recorrente, não se sabe o porquê, mesmo tendo recebido o Mandado de Procedimento Fiscal n° 06.1.04.002007003600, não apresentou a totalidade dos documentos solicitados pela fiscalização, o que gerou alguns termos de reintimação e embaraço a fiscalização (fls. 467 e segs). E, diante deste cenário, afirma a Recorrente às fls. 489: “Em resposta ao termo de intimação fiscal datado de 16/07á007 e do qual tomamos ciência em 23/07/2007, informamos tempestivamente o seguinte: 1. Os livros fiscais solicitados por V.Sas não poderão ser apresentados, pois encontramse extraviados. Na época, foram cumpridas todas as formalidades previstas no Art. 264 § 1º do RIR mi art. 10 do DecretoLei n°486, de 03/03/1969. Fl. 567DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 568 6 2. Os demonstrativos detalhados das duplicatas emitidas pela empresa e endossadas aos sócios Maria Clara Ferreira Neto Menescal e Sérgio Arthur Menescal, bem como planilhas de cálculos dos rendimentos de aplicações financeiras decorrentes de tais operações, comprovando mediante documentação hábil as datas e valores que acarretaram tais créditos, dos períodos que dispúnhamos, de 01/01/2002 em diante foram encaminhadas a V.Sas em 10/04/2007 e recebidos em 17/04/2007, conforme o AR em nosso poder. 3. As cópias dos cheques emitidos, recibos de depósitos, extratos bancários, etc..., referentes aos mutuantes devem ser solicitados diretamente a eles, pois não temos acesso aos mesmos”. Na verdade esse procedimento da Recorrente em não apresentar os documentos solicitados é reincidente em vários momentos do processo. Por isso outra decisão não coube à autoridade fiscalizadora senão proceder com o arbitramento. O recurso apresentado pela Recorrente, constante das fls. 919 e segs, não contesta os argumentos da decisão da 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I – RJ, nem tampouco apresenta elementos que comprovem que a conduta, apontada pela fiscalização como passível de autuação, não tenha ocorrido. Essa posição é reforçada nos documentos juntados ao recurso. Na verdade o mesmo aconteceu quando da impugnação ao lançamento tributário, que não trouxe nenhum argumento, simplesmente requereu afirma não ser possível a utilização do arbitramento; bem como também não ser possível a aplicação de multa confiscatória. Entendo que pela análise dos autos, constatase que ao fisco não coube alternativa senão aquela de arbitrar o lucro, uma vez que o sujeito passivo limitouse a apresentar apenas partes dos livros e documentos solicitados, mesmo sendo reiteradamente intimado para fazêlo. Contudo, vejo que a base de cálculo não merece críticas, uma vez que a fórmula adotada pelo fisco encontra amparo na legislação pátria. Com uma breve análise dos autos percebese que o fisco determinou a base de cálculo considerando como sendo conhecida a renda bruta do sujeito passivo, a partir de informações prestadas pela Recorrente. Diante de tudo que consta nos autos, podemos constatar, smj, que a Recorrente não observou um dos princípios que lastreiam o processo administrativo fiscal: O Principio da Legalidade, também denominado de legalidade objetiva. O Principio da Legalidade determina que o processo deverá ser instaurado nos estritos ditames da lei. Ou seja, na administração privada se pode fazer tudo que a lei não proíbe. Já na administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza expressamente, como forma de se atender as exigências do bem comum. Fl. 568DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA Processo nº 10707.000871/200895 Acórdão n.º 1803001.299 S1TE03 Fl. 569 7 Em suma enquanto que para o particular a lei significa “pode fazer assim”, para o Administrador público significa “deve fazer assim”, a atividade administrativa é plenamente vinculada, é regrada pelos limites impostos pela própria lei. Assim, na falta de outros elementos, as informações prestadas parcialmente pela Recorrente têm inteiro acolhimento para fins de determinar a base de cálculo na hipótese de arbitramento do lucro. Já no que se refere à alegada inconstitucionalidade levantada pela Recorrente, aplicase a Súmula Carf nº 2, assim redigida: “Súmula Carf nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Desta forma, pela ausência de documentos que possam contestar o arbitramento aplicado pela autoridade fiscalizadora, não vejo como reparar a decisão da 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I – RJ. Por esse motivo e observando tudo que consta nos autos (principalmente da falta de argumentos e provas no recurso), voto no sentindo de negar provimento ao Recurso para manter o arbitramento do lucro; e, consequentemente, manter a decisão proferida pela 5ª Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro I – RJ e declarar válida a imposição tributária referente ao IRPJ e seus reflexos (CSLL, PIS e COFINS). Sergio Luiz Bezerra Presta – Relator (Assinado digitalmente) Fl. 569DF CARF MF Impresso em 28/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, Assinado digitalmente em 28/0 6/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por SERGIO LUIZ BEZERRA PR ESTA
score : 1.0
Numero do processo: 13709.000345/2006-31
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Exercício: 2007
OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Numero da decisão: 1801-001.084
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer o recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Maria de Lourdes Ramirez. Participou do julgamento o Conselheiro Antônio Carlos Guidoni Filho.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2007 OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13709.000345/2006-31
anomes_publicacao_s : 201207
conteudo_id_s : 5140712
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-001.084
nome_arquivo_s : 180101084_13709000345200631_201207.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Carmen Ferreira Saraiva
nome_arquivo_pdf_s : 13709000345200631_5140712.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Maria de Lourdes Ramirez. Participou do julgamento o Conselheiro Antônio Carlos Guidoni Filho.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
id : 4753557
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359715225600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1946; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 93 1 92 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13709.000345/200631 Recurso nº 143.604 Voluntário Acórdão nº 180101.084 – 1ª Turma Especial Sessão de 04 de julho de 2012 Matéria SIMPLES Recorrente META FÍSICA ACADEMIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Exercício: 2007 OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Maria de Lourdes Ramirez. Participou do julgamento o Conselheiro Antônio Carlos Guidoni Filho. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13709.000345/200631 Acórdão n.º 180101.084 S1TE01 Fl. 94 2 Relatório A Recorrente formalizou em 15.05.2003 o Pedido de Inclusão Retroativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), fl. 01, a partir de 01.01.2006, ao argumento de que preenche os requisitos legais desde o início de suas atividades. vem mui respeitosamente solicitar à V. Sa que se digne autorizar o enquadramento no SIMPLES, embora subsista vedação da atividade da empresa, atendendo Sentença de Mérito obtida pelo SINDELIVRE/RIO na 18ª Vara Federal em Mandado ,de Segurança n.° 99.00094069, já transitado em juizado, favorável aos filiados do SINDELIVRE/RIO no Estado do Rio de Janeiro, conforme cópias que segue em anexo, inclusive declaração de filiação do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro — SINDELIVRE/RIO. Cabe ressaltar, que o Mandamus abrange a todos os filiados do SINDELIVRE/RIO. Nestes Termos, P. Deferimento Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 43, as informações relativas à opção pelo Simples foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido de inclusão retroativa fundamentado no fato de que a Recorrente não consta na listagem dos associados ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro – Sindelivre/Rio (processo nº 10768.007236/9971) e por esta razão não está amparada pela medida judicial. Cientificada em 07.06.2006, fl. 47verso, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 01.09.2004, fls. 5253, e depois de tecer esclarecimentos sobre as fases do processo judicial apresenta as seguintes alegações Não procede o indeferimento [...] A primeira no sentido de que a inclusão solicitada foi indeferida pelo fato de que o juízo a quo (18 vara federal do Rio de Janeiro) do Mandado de Segurança 99.00094069 (que já transitou em julgado) ter decidido em 20/10/2005 "não caber razão ao Sindelivre, quando afirma que todos os seus associados são beneficiários da segurança concedida", mas deixa claro no parágrafo seguinte que desta decisão judicial estava pendente julgamento de Agravo de instrumento interposto pelo Sindelivre/Rio. Todavia, após o indeferimento administrativo acima, o Agravo foi julgado no último dia 23 pela 4a Turma do TRF, a qual julgou o Agravo de Instrumento provido por unanimidade, decidindo que todos os filiados tem direito ao SIMPLES sem limitação temporal (doc.anexo). Cabe para elucidar, citar novamente a Ementa: O entendimento do julgado é de que o Sindicato impetrante, ora agravante, tem o direito liquido e certo ao postulado, uma vez que a natureza da ação no mandado de segurança coletivo aplicase a todos os associados da entidade, mesmo os inscritos posteriormente ao ajuizamento da ação. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13709.000345/200631 Acórdão n.º 180101.084 S1TE01 Fl. 95 3 A Segunda no sentido de que a requerente não estava filiado a época do ajuizamento da ação e por conseguinte não constar na relação de substituídos do Writ impetrado pelo Sindelivre/Rio, além de na época não existir tal obrigatoriedade de este fato que também não foi contestado no decorrer do processo pela Receita Federal em nenhum momento em que teve oportunidade de fazêlo, já foi superada pelo Acórdão do Agravo acima citado. Com efeito a permanência do administrado no regime do SIMPLES garantida mediante provimento jurisdicional, que concedeu a segurança vindicada naquele remédio heróico, data venia, não pode ser afastada por mero ato administrativo, mas apenas cumprida, sob pena de se estar desrespeitando o mandamento judicial. Nesse sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, como se infere da decisão abaixo transcrita, proferida em Reclamação interposta contra autoridade que se reacusara a cumprir decisão judicial: “3. De decisão judicial, trânsito em julgado resulta, resulta em favor de seus • beneficiários título de direito que lei posterior ou ato normativo com força de Lei não podem prejudicar I CF art. 50 XXXVI. 4. Diante da decisão judicial, com plena eficácia, não cabe à administração ou ao destinatário de cumprimento do que decidido, a pretender, no âmbito de sua esfera administrativa ou competência, reabrir discussão sobre a matéria e seu mérito, objeto do decisum.(RCL1728/DF , UNÂNIMESTF).” É portanto aplicável a todos os cursos livres, que preencherem a única condição exigida: a de ser filiado. Logo, não admite, interpretação restritiva em ato meramente administrativo. Por último e para encerrar a contenda, não se pode esquecer que a própria V. Delegacia da Receita Federal de Julgamento Rio de Janeiro I, em diversos Acórdãos, em entendimento contrário ao ora adotado deferiu solicitações de NOVOS FILIADOS do Sindelivre/Rio . [...] Vale ressaltar que tal posição não é isolada, vez que, há diversas outras decisões beneficiando os filiados do Sindelivre/Rio neste E. órgão e que seguiram idêntico entendimento no mesmo sentido, como também em diversas decisões de várias agências da Receita federal em todo Rio de Janeiro. A inclusão deve ser retroativa a janeiro de 2006, pois esta foi a data em que a empresa fez o seu primeiro pedido já embasado pelo mandamus impetrado por seu Sindicato. Conclui Por todo exposto, espera e crê a requerente que a presente Solicitação seja provida, com o conseqüente cancelamento dos indeferimentos anteriores, pois é direito do Administrado amparado que está por decisão judicial já transitada em julgado, a opção retroativa a janeiro de 2006 no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, requerendo desde já as anotações de praxe para a regularidade do contribuinte nesse sistema de tributação. Nestes termos, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 1214.422, de 14.06.2007, fls. 6570: “Solicitação Indeferida”. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13709.000345/200631 Acórdão n.º 180101.084 S1TE01 Fl. 96 4 Está ementado Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2006 Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. EXTENSÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO CONCESSIVA DE SEGURANÇA. A sentença proferida em mandado de segurança coletivo proposto por entidade sindical só produz efeitos em relação aos membros da entidade que estavam filiados à época do ajuizamento da ação. Notificada em 23.09.2008, fl. 74verso, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 09.10.2008, fls. 7580, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera seus argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Conclui Por todo exposto, espera e crê a requerente que a presente Solicitação seja provida, com o conseqüente cancelamento dos indeferimentos anteriores, pois é direito do Administrado amparado que está por decisão judicial já transitada em julgado, a opção retroativa a janeiro de 2006 no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, requerendo desde já as anotações de praxe para a regularidade do contribuinte nesse sistema de tributação. Nestes termos, Pede deferimento. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente alega que discute a matéria em ação judicial. A garantia da inafastabilidade da jurisdição prevê que a lei não pode excluir lesão ou ameaça a direito da apreciação da do Poder Judiciário, como também não pode prejudicar a coisa julgada, entendida como a imutabilidade dos efeitos da decisão judicial decorrente do esgotamento dos recursos eventualmente cabíveis. Nesse sentido, a decisão definitiva exarada em processo administrativo fiscal não tem força de coisa julgada, dada a sua suscetibilidade de revisão pelo Poder Judiciário. Por esta razão, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo Fl. 110DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13709.000345/200631 Acórdão n.º 180101.084 S1TE01 Fl. 97 5 administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial1. Na sentença proferida em 05.07.1999 no Mandado de Segurança Coletivo nº 99.00094069 impetrado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro – Sindelivre/Rio está registrado, fls. 1217 Sendo assim, há de se afastar a norma contida no inciso XIII do art. 9º da Lei n° 9317/96, porque estabelece uma discriminação não agasalhada pela Constituição da República. ISTO POSTO, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para CONCEDER A SEGURANÇA e declarar o direito líquido e certo do impetrante de optar pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES, atendidos os demais requisitos previstos no art. 2°. da Lei n° 9.317/96. Em 30.06.01.2006, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro – Sindelivre/Rio expressamente declarou, fl. 11 Na qualidade de Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre nó ,Estado do Rio de Janeiro SINDELIVRE/R10, situado á Av. Treze de Maio, n° 13 Grupo 901/903 Centro Rio de Janeiro, CEP.: 20.031000, CNPJ.:00.194.259/000110, declaro que. META FÍSICA ACADEMIA LTDA., estabelecida na Rua Harà1do' Lobo, n.° 111 — apto. 101 e 102, Portuguesa, Rio de Janeiro/RJ, CNPJ.: 04.795.265/000184, está devidamente filiado a este sindicato e, portanto tem assegurado o direito de opção pelo enquadramento no Regime Tributário Único (SIMPLES Lei n° 9317/96), conforme decisão Judicial da 18a Vara Federal do Rio de Janeiro em Mandado de Segurança n° 99.00094069, já ratificada pelo Acórdão definitivo da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. Consta no Agravo de Instrumento nº 2005.02.01.0133993 de 23.05.2006 interposto pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro – Sindelivre/Rio contra da União em face da decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança Coletivo nº 99.00094069, fls. 5455 PROCESSO CIVIL AGRAVO DE INSTRUMENTO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO WITES SUBJETIVOS DA COISA JULGADA EXTENSÃO ASSOCIAÇÕES FILIADAS AO SINDICATO. O entendimento do julgado é de que o Sindicato impetrante, ora agravante, tem direito líquido e certo ao postulado, uma vez que a natureza da ação no mandado de segurança coletivo, aplicase a todos os associados da entidade, mesmo os inscritos posteriormente ao ajuizamento da ação. Assim, no caso em que a matéria objeto do litígio no presente processo está sob o amparo do Poder Judiciário, não pode a Administração Pública afastar o provimento respectivo, tendo em vista o princípio da inafastabilidade da jurisdição (inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal). 1 Fundamentação legal: inciso XXXV e inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal, art. 78 do Regimento Interno do CARF e Súmula CARF nº1. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13709.000345/200631 Acórdão n.º 180101.084 S1TE01 Fl. 98 6 Restou demonstrado que a ação judicial ajuizada pelo substituto processual da Recorrente (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Livre no Estado do Rio de Janeiro – Sindelivre/Rio) tem o mesmo objeto do processo administrativo fiscal, o que importa desistência do recurso voluntário por ela interposto. Ressaltese que à autoridade preparadora compete a execução da decisão judicial. Em face do exposto, voto por não conhecer o recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 112DF CARF MF Impresso em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 10/07/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.001963/2003-55
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Prejuízo Fiscal. Diferença IPC/BTNF.
Exercício :1991
Ementa: A legalidade do Decreto n° 332/91 é pacifica na esfera judicial e administrativa, razão pela qual é inquestionável a postergação da compensação do valor que decorreu da aplicação do diferencial IPC/BTNF sobre o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.90.
Numero da decisão: 9101-001.306
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso especial do contribuinte.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : 1ª SEÇÃO
ementa_s : Prejuízo Fiscal. Diferença IPC/BTNF. Exercício :1991 Ementa: A legalidade do Decreto n° 332/91 é pacifica na esfera judicial e administrativa, razão pela qual é inquestionável a postergação da compensação do valor que decorreu da aplicação do diferencial IPC/BTNF sobre o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.90.
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11080.001963/2003-55
anomes_publicacao_s : 201204
conteudo_id_s : 4970277
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 9101-001.306
nome_arquivo_s : 9101001306_11080001963200355_201204.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 11080001963200355_4970277.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especial do contribuinte.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4751268
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359745634304
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-05-21T13:11:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-05-21T13:11:39Z; Last-Modified: 2012-05-21T13:11:39Z; dcterms:modified: 2012-05-21T13:11:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:245c6d36-e8ed-4079-be51-5d01181a06c1; Last-Save-Date: 2012-05-21T13:11:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-05-21T13:11:39Z; meta:save-date: 2012-05-21T13:11:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2012-05-21T13:11:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-05-21T13:11:39Z; created: 2012-05-21T13:11:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2012-05-21T13:11:39Z; pdf:charsPerPage: 1271; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2012-05-21T13:11:39Z | Conteúdo => CSRF-Tl Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 11080.001963/2003-55 Recurso n° Especial do Contribuinte Acórdão no 9101-001.306 — la Turma Sessão de 24 de abril de 2012 Matéria IRPJ Recorrente TERRAMAR CORRETORA DE MERCADORIA LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL Assunto: Prejuízo Fiscal. Diferença IPC/BTNF. Exercício :1991 Ementa: A legalidade do Decreto n° 332/91 é pacifica na esfera judicial e administrativa, razão pela qual é inquestionável a postergação da compensação do valor que decorreu da aplicação do diferencial IPC/BTNF sobre o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.90. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especial do contribuinte. 47 r /HENRIQUE PINHEIRO TORRES — Presidente Substituto Alberto Pinto Souza Júnior — Relator Participaram ainda do presente julgamento: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz.. Relatório Trata-se de Recurso Especial do contribuinte interposto em face do acórdão n° 107-08.908, fls. 234 a 243, do qual consta a seguinte ementa: "IRPJ — DIFERENÇA DE CM IPC/BTN CALCULADA SOBRE PREJUÍZOS FISCAIS — DEDUTIBILIDADE — PRAZO E CONDIÇÕES — Se o contribuinte antecipa a dedução da diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF e não se verificam os efeitos da postergação, resta indevidamente reduzido o resultado do período em que a despesa foi antecipada." Com fulcro no art. 5 0 , II, e 7 0 da então vigente Portaria MF 55, de 1998, a recorrente interpôs recurso especial de divergência, a fls. 247 e segs., no qual aduz as seguintes razões para a reforma do acórdão recorrido: a) que o montante da diferença IPC/BTNF 1990 alvo da controvérsia é oriundo e correspondente, na sua integralidade, a valor de saldo de prejuízo fiscal regularmente apurado e configurado no período-base de 1989; b) que o aproveitamento integral do saldo de prejuízo fiscal de 1989, já no ano-calendário de 1991, supostamente violando norma restritiva estipulada no artigo 40 do decreto n° 332/91 e não em qualquer disposição da pertinente e correspondente Lei n° 8.200/91; c) que o acórdão recorrido não está refletindo o melhor direito e legislação pertinente aplicável, conferindo interpretação divergente de posições/julgamentos já anteriormente proferidos e evidenciados pelas Primeira e Oitava Câmara deste Primeiro Conselho de Contribuintes, assim como pela CSRF. 0 presidente da 7 Camara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, em despacho proferido a fls. 316/319, admitiu o recurso especial. A recorrida, uma vez cientificada em 01/09/2008 (doc. a fls. 320), do acórdão e do despacho de admissibilidade do recurso especial, apresentou, em 11/09/2008, contrarrazões (doc. a fls. 323 e segs.), nas quais aduz as seguintes razões para a manutenção do julgado: a) que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em acórdão recente (RE n.° 201.465-6, MG), que o art. 3 0, I, da Lei 8.200/91, ao dispor um prazo para que os contribuintes pudessem aproveitar a despesa decorrente da diferença de correção monetária IPC/BTNF, não ofende a Constituição Federal de 1988; b) o entendimento firmado no voto condutor do aresto recorrido, ao afastar de pronto os argumentos suscitados pela contribuinte no que tange à não incidência da dedução dos efeitos IPC/BTNF sobre os prejuízos fiscais; c) que relativamente ao argumento que o aproveitamento integral dos prejuízos, sem a observância da limitação de 30%, configuraria postergação do IRPJ, não se trata de fundamento hábil a desmerecer a glosa efetuada pela 2f Processo n° 11080.001963/2003-55 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-001306 Fl. 2 fiscalização. Mesmo que a autoridade autuante não tenha apurado a suposta postergação, o Recorrido, por seu turno, não provou que recolheu, posteriormente, o tributo ora exigido; d) conforme muito bem suscitado pelo Eminente Relator do acórdão recorrido, "a partir de 1993 e ate 2001 (fls. 15 item 4) o contribuinte não mais apurou resultado positivo passível de ser reduzido pela parcela do diferencial IPC/BTNF compensável. Logo, não há que se falar em efeitos de postergação do imposto, pelo menos no âmbito do que a fiscalização pode examinar; e) que alegar a postergação do tributo 6, em verdade, alegar que o tributo foi recolhido posteriormente e, portanto, que a cobrança é indevida. Evidentemente, para que se acolha o argumento que o tributo foi recolhido, é imprescindível a prova desse recolhimento; f) se assim não for, a consequência seria a anulação do lançamento em decorrência da presunção de que o Recorrido pagou a contribuição exigida nos anos posteriores, sem que o Recorrido tenha, em momento algum, provado esse recolhimento; g) que é posição pacifica do Superior Tribunal de Justiça que o Decreto n° 332/91 não extrapolou os ditames da Lei n° 8.200/91. É o relatório. Voto 0 recurso especial da Fazenda Nacional atende os requisitos de admissibilidade, razão pela qual conheço do recursos. A legalidade do Decreto n° 332/91, hoje, é incontestável na esfera judicial e administrativa. Nesse sentido, vale trazer a transcrição da ementa do Recurso Especial n° 172121/RS: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO EM SEDE DE APELAÇÃO E EMBARGOS DECLARATÓRIOS. FUNDAMENTOS SUFICIENTES. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 458 E 535 DO CPC. DECRETO 332/91. LEGALIDADE. I - Não vulnera os artigos 458 e 535 do CPC, os acórdãos que, tanto em sede de apelação quanto de embargos de declaração, apresentam quantum satis a fundamentação necessária ao julgamento. II - Tornou-se pacifico na jurisprudência do STJ que, ao regulamentar a Lei n° 8.200/90, o Decreto 332/91 não exorbitou dos termos da legislação regulamentada. Precedente jurisprudencial. III - Recurso desprovido, por maioria. Assim, não procede a alegação da recorrente de que o referido decreto teria P/3 exorbitado os comandos normativos da Lei n° 8.200/91. Não obstante o recurso especial não aborde a questão da postergação do pagamento, para que se afaste qualquer dúvida da inaplicabilidade da Súmula CARF n° 36 ao presente caso, vale a transcrição do seguinte excerto do voto vencedor do acórdão recorrido, no qual o ilustre Relator, Conselheiro Martins Valero, descreve muito bem a situação Mica dos autos, in verbis: "Esse valor encontrado pela aplicação do difèrencial IPC/BTNF, consoante a legislação vigente, só poderia ser aproveitado a partir do ano-calendário de 1993, em seis parcelas anuais. Entretanto referido valor, decorrente do diferencial IPC/BTNF aplicado sobre o saldo de prejuízo a compensar, por não perder a natureza jurídica de prejuízo, havia de se submeter a regra geral de compensação de prejuízos fiscais então vigente, ou seja: os prejuízos fiscais apurados em um período-base só poderiam ser compensados com lucro real positivo apurado nos 4 (quatro) períodos bases subsequ.éntes. Em outras palavras, a legislação autorizava a compensação do diferencial IPC/BTNF dos prejuízos para além da regra dos 4 (quatro) anos-base se a não compensação dentro daquele período se deu, exclusivamente em função da postergação pela Lei n° 8.200/91, não podendo tal compensação ser efetuada posteriormente se o saldo "morreria" por conta da inexistência de lucro real positivo no prazo legal (1990 a 1994). No caso em exame, o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.90 referia-se ao prejuízo apurado no ano-base de 1987. Logo referido prejuízo só poderia ser compensado até o ano-base de 1991 (4 anos seguintes). Então o valor que decorrer da aplicação do diferencial IPC/BTNF sobre o saldo de prejuízo fiscal existente em 31.12.90 só poderia ser compensado a partir de 1993 se o saldo de lucro real em 1991, após a compensação normal de prejuízos, fosse suficiente para absorver o diferencial não compensado naquela oportunidade, por falta de previsão legal, que só veio com a Lei n° 8.200/91. Nota-se dos autos que, de fato, o contribuinte poderia ter compensado valor maior ern 1991, não fosse a postergação trazida pela Lei n° 8.200/91. Logo o contribuinte teria preservado o direito a compensação dessa parcela contida no montante do diferencial IPC/BTNF a partir de 1993. Ocorre que a partir de 1993 e até 2001 (fls.15 item 4) o contribuinte não mais apurou resultado positivo passível de ser reduzido pela parcela do diferencial IPC/BTNF compensável. Logo, não há se falar em efeitos de posterga cão do imposto, pelo menos no âmbito do que a fiscalização pode examinar. Resta então que houve redução indevida do lucro real no ano-base de 1991, passível de exigências fiscais." As didáticas palavras do Conselheiro Martins Valero, acrescento, apenas que, nos termos da Súmula CARF, caberia ao contribuinte provar a postergação do pagamento - o que não foi feito e nem poderia como bem demonstrado acima, ademais, somente o pagamento postergado que aconteça antes do inicio do procedimento de fiscalização tem o condão de influenciar no valor a ser lançado de oficio, o que também resta demonstrado que não ocorreu. 4 Processo n° 11080.001963/2003-55 CSRF-T1 Acórdão n.° 9101-001.306 Fl. 3 Em face do exposto, voto por conhecer e negar provimento ao recurso especial do contribuinte. Alberto Pinto Souza Junior - Relator z/ 5
score : 1.0
Numero do processo: 10665.001185/2007-94
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 17 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Exercício: 2007
PEDIDO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS.
PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO CEBAS. TEMPESTIVO. DEMAIS
REQUISITOS LEGAIS. ATENDIDOS. ANISTIA POR FORÇA DE MP.
CERTIFICADO EMITIDO. ISENÇÃO RECONHECIDA.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2803-00.173
Decisão: ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e
votos que integram o presente julgado, a fim de reconhecer a entidade recorrente o direito a
isenção às contribuições previdencidrias como requerido. Contudo a fiscalização pode a
qualquer momento, desde que verificada irregularidade na continuidade da isenção exercer
suas prerrogativas legais. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima.
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2007 PEDIDO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO CEBAS. TEMPESTIVO. DEMAIS REQUISITOS LEGAIS. ATENDIDOS. ANISTIA POR FORÇA DE MP. CERTIFICADO EMITIDO. ISENÇÃO RECONHECIDA. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 16 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 10665.001185/2007-94
anomes_publicacao_s : 201008
conteudo_id_s : 4847300
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-00.173
nome_arquivo_s : 280300173_10665001185200794_201008.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 10665001185200794_4847300.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, a fim de reconhecer a entidade recorrente o direito a isenção às contribuições previdencidrias como requerido. Contudo a fiscalização pode a qualquer momento, desde que verificada irregularidade na continuidade da isenção exercer suas prerrogativas legais. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 17 00:00:00 UTC 2010
id : 4751389
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359766605824
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-07T15:05:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-07T15:05:28Z; Last-Modified: 2011-04-07T15:05:28Z; dcterms:modified: 2011-04-07T15:05:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c2361a04-5fa8-492a-b2df-087f1ab678b7; Last-Save-Date: 2011-04-07T15:05:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-07T15:05:28Z; meta:save-date: 2011-04-07T15:05:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-07T15:05:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-07T15:05:28Z; created: 2011-04-07T15:05:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-04-07T15:05:28Z; pdf:charsPerPage: 1309; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-07T15:05:28Z | Conteúdo => 1MA =Presidente S2-TE03 Fl. 59 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10665.001185/2007-94 Recurso n° 256.293 Voluntário Acórdão no 2803-00.173 — 3" Turma Especial Sessão de 16 de agosto de 2010 Matéria ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Recorrente ASSOCIAÇÃO DOS PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DE DIVINÓPOLIS - MG. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2007 PEDIDO DE ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO CEBAS. TEMPESTIVO. DEMAIS REQUISITOS LEGAIS. ATENDIDOS. ANISTIA POR FORÇA DE MP. CERTIFICADO EMITIDO. ISENÇÃO RECONHECIDA. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, a fim de reconhecer a entidade recorrente o direito a isenção às contribuições previdencidrias como requerido. Contudo a fiscalização pode a qualquer momento, desde que verificada irregularidade na continuidade da isenção exercer suas prerrogativas legais. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Helton Carlos Praia de Lima. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório Trata-se no presente processo de requerimento de reconhecimento de isenção de contribuições sociais previdencidrias, com base no artigo 55 da Lei 8.212/91, fls. 01 e 02, protocolizado em 06/12/2007, capa do processo. O indeferimento do requerimento de isenção se deu devido ao descumprimento do inciso II, do artigo 55, da Lei 8.212/91, conforme Oficio n° 064/GAB/DRF/DIV/MG, de 26/02/2008, tis. 42 e 43. AR, fls. 46. O sujeito passivo tomou conhecimento do indeferimento, em 28/02/2008, O recurso foi protocolizado, em 26/03/2008, estando este materializado pelos documentos, de fls. 47 e 48. 0 recurso é tempestivo e se vez acompanhar dos documentos, de fls. 49 e 50. As razões recursais são assim resumidas. Que o pedido foi indeferido devido a ausência do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social — CEBAS, vencido em 31/12/2007; Que a APAE solicitou a renovação do certificado com antecedência como determina o Conselho Nacional de Assistência Social — CNAS e que por motivos particulares a APAE não pode faze-10 com maior antecedência; • Que o protocolo de renovação deve ser considerado como documento regular, urna vez que o CNAS não tem prazo legal para analisar o pedido de renovação e que por vezes tal análise de renovação pode levar anos, como ocorreu com o pedido de 2004 só deferido em 2007; • Que a concessão da isenção é de fundamental importância para a entidade que tern recursos escassos; • Que a recoi-rente apresentou todos os documentos exigidos pela legislação para obter a isenção; • Finalizando requer: a) a reforma da decisão que indefiriu o pedido de isenção. A Delegacia da Receita Federal do Brasil — RFB apresentou contrarrazóes ao recurso, conforme consta, as fls. 51 e 52, que abaixo resumimos. • Que a empresa tem o CEBAS vigente desde 31/12/2004 e que só pediu a isenção 24 dias antes do vencimento da sua validade e que só solicitou sua renovação 02 dias antes de seu vencimento; Processo n° 10665.001185/2007-94 82-TE03 Acórdão rt.' 2803-00.173 Fl. 60 • Que a RFB tem 30 dias para analisar o pedido de isenção prorrogável por mais 30 dias e que em 06/01/2008 data limite inicial para que a RFB julga-se o pedido de isenção o CNAS ainda não havia recebido o pedido de renovação do CEBAS o que só se deu ern 07/01/2008; • Que o indeferimento se deu por falta do CEBAS e não poderia ser outra; • Que a peça recursal não indica novos elementos capazes de alterar a decisão de indeferimento. A empresa, as fls. 55, informa que o CNAS nos termos do artigo 37, da MP 446/2008 renovou seu certificado CEBAS por intermédio da Resolução N° 7, de 03/02/2009, publicada no DOU, conforme cópia que anexa, as fls. 57. o relatório Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator 0 presente recurso foi interposto tempestivamente, haja vista que conforme AR, de fls. 46, o contribuinte tomou conhecimento do indeferimento em 28/02/2008 e interpôs este em 26/03/2008, fls. 47. Nos autos sob análise não se discute credito tributário, sendo assim desnecessária a exigência de depósito recursal. Presentes os pressupostos de admissibilidade passo ao recurso. Embora a validade do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social — CEBAS da entidade requerente tenha expirado em 30/12/2007, fls. 39. Tenho para mim que as condições para concessão da isenção devem ser aferidas tendo corno marco a data do requerimento e esta foi 06/12/2007 nesta data a entidade preenchia todos os requisitos. E irrelevante o fato argüido pelo órgão fiscal de que apesar de possuidora do certificado corn validade desde 31/12/2004 a entidade só requereu a . isenção 24 dias antes da expiração de tal validade, solicitando sua renovação ao Conselho Nacional de Assistência Social — CNAS apenas dois dias antes de seu vencimento. Tudo indica que a entidade agiu como prevê as normas requereu a isenção e dentro do ano de validade do CEBAS pediu sua renovação a lei não estabelece um prazo mínimo e ainda que o fizesse deveria estabelecer a sanção para o descumprimento de tal prazo, uma vez Clue isto não compete a Administração, não podendo o indeferimento do pedido ser substitutivo de tal sanção. 0 fato de ter chegado no CNAS o pedido de renovação do CEBAS depois de vencido o prazo para que o órgão fiscal se pronuncia-se sobre a isenção AR, fls. 45 e 45v, também, é irrelevante, pois o que interessa, em regra, para a contagem dos prazos é a data da postagem e não da chegada e o próprio órgão fiscal declara no quinto parágrafo, de fls. 42, que o pedido de renovação foi feito dois dias antes da expiração da validade do CEBAS. Assiste razão a requerente quando diz que não há prazo definido para o CNAS julgar a renovação. Assim sendo, indagamos, na visão di) fisco de quanto tempo seria urna antecedência razoável para requerer a renovação? A titulo de exemplo imaginemos que a requerente em 02/01/2007 solicitasse a renovação ao CNAS e não em 06/12/2007 orno fez. 3 as Sessões, em 16 de agosto de 2010 Teria direito a isenção? E se até essa data o CNAS não tivesse se pronunciado a respeito da - renovação, o que o fisco RFB faria? Sera que novamente indeferiria a isenção? Qual deveria ser o parâmetro de prazo? Fica evidente que qualquer que seja esse parâmetro, a entidade requerente não pode ser penalizada pela omissão de outro órgão da Administração. Alias, o parágrafo 3°, do artigo 3°, do Decreto 2.536/1998, diz "Desde que tempestivamente requerida a renovaci7o, a validade do. Certificado contará da data do termo final do Certificado anterior." . Não fosse esses motivos suficientes a concessão da isenção a Medida Provisória - MP 446/2008 por seu artigo 37 pôs urn p6: de cal sobre o assunto de forma definitiva ao dizer: "Art. 37. Os pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolizados, que ainda não tenham sido objeto de julgamento por parte do CNAS até a data de publicação desta Medida Provisória, consideram-se deferidos.", o que realmente ocorreu, pois a entidade juntou, as fls. 56 a 58, copia da publicação no DOU da Resolução CNAS N° 07/2009, onde consta: 1669) Processo 17. ° 71010.003141/2007-98 - ASSOCIACJO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS - APAE DE DIV1N6POLIS - DR1N6POLIS/MG — CNP.I. - 20.161.899/0001- 31 - Período de validade desta renovacdo: 31/12/2007 a 30/12/2010 — Pirea de autaccio: SAÚDE. Convem aqui ressaltar qual a validade da norma, haja vista que o Congresso Nacional rejeitou a citada MP para tanto transcreveremos trecho do Parecer CJ/MDS 192/2009 Destarte, com esses argumentos e teses expostas acima voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO, a fim de reconhecer a entidade recorrente o direito a isenção das contribuições previdencidrias corno requerido. Contudo a fiscalização pode e deve verificar se os demais requisitos foram preenchidos, pois o presente recurso circunscrevesse apenas ao certificado CEBAS e a qualquer momento verificar regularidade da continuidade da isenção, exercendo suas prerrogativas legais de órgão fiscalizador.
score : 1.0
Numero do processo: 11444.000328/2007-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA.
As despesas médicas são dedutíveis da base de cálculo do imposto sobre a renda, desde que comprovadas e justificadas.
Hipótese em que a prova produzida pelo Recorrente é suficiente para
comproválas.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2101-001.302
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. As despesas médicas são dedutíveis da base de cálculo do imposto sobre a renda, desde que comprovadas e justificadas. Hipótese em que a prova produzida pelo Recorrente é suficiente para comproválas. Recurso provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11444.000328/2007-16
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 5018184
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 17 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-001.302
nome_arquivo_s : 210101302_11444000328200716_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
nome_arquivo_pdf_s : 11444000328200716_5018184.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4753160
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359835811840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1289; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 188 1 187 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11444.000328/200716 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 210101.302 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de setembro de 2011 Matéria IRPF Dedução de despesas médicas Recorrente ZACHARIAS JABUR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 IRPF. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. As despesas médicas são dedutíveis da base de cálculo do imposto sobre a renda, desde que comprovadas e justificadas. Hipótese em que a prova produzida pelo Recorrente é suficiente para comproválas. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 205DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 31/10/2011 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO Processo nº 11444.000328/200716 Acórdão n.º 210101.302 S2C1T1 Fl. 189 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), José Raimundo Tosta Santos, Celia Maria de Souza Murphy e Gonçalo Bonet Allage. Ausente justificadamente o Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 178/183) interposto em 24 de dezembro de 2009 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP) (fls. 164/170), do qual o Recorrente teve ciência em 26 de novembro de 2009 (fl. 175), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o auto de infração de fls. 2/12, lavrado em 29 de junho de 2007, em decorrência de deduções indevidas de despesas médicas, verificadas nos anoscalendário de 2002, 2003, 2004 e 2005. O acórdão recorrido teve a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não se cogita a nulidade processual, nem a nulidade do ato administrativo de lançamento quando o lançamento de ofício atende aos requisitos legais e os autos não apresentam as causas apontadas no artigo 59 do Decreto n° 70.235/1.972. GLOSA DE DEDUÇÕES INDEVIDAS DE DESPESAS MÉDICAS. O direito à dedução de despesas médicas é condicionado à comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. Cabe ao contribuinte, mediante apresentação de meios probatórios consistentes, comprovar a efetividade da despesa médica para afastar a glosa. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” (fl. 164). Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 178/183), pedindo a reforma do acórdão recorrido, para cancelar o auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Fl. 206DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 31/10/2011 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO Processo nº 11444.000328/200716 Acórdão n.º 210101.302 S2C1T1 Fl. 190 3 A presente controvérsia é relativa à glosa de despesas médicas ou odontológicas, girando em torno da necessidade ou não da comprovação da efetiva prestação de serviços, bem como do respectivo pagamento, no caso, efetuado em dinheiro, conforme afirma o Recorrente. Em relação à glosa dessas despesas, a norma aplicável ao caso (Lei n. 9.250/95) determina o seguinte: “Art. 8º. A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I – de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; ... §2º. O disposto na alínea ‘a’ do inciso II: I – aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II – restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; III – limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou Cadastro Geral de Contribuintes – CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento.” Já o Decreto 3.000/99, ao regulamentar o imposto de renda, introduziu o seguinte comando normativo: “Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei n.º 5.844, de 1.943, art. 11, § 3º). § 1º. Se foram pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (DecretoLei n.º 5.844, de 1943, art. 11, § 4º).” Cabe mencionar ainda que deve a autoridade fiscalizadora fazer a prova necessária para infirmar os recibos de despesas dedutíveis acostados aos autos pelo fiscalizado, comprovando a não prestação do serviço ou o não pagamento. Não se pode, simplesmente, glosar as despesas médicas ou odontológicas pelo fato de o fiscalizado não comprovar documentalmente o pagamento, já que o contribuinte, em relação a este ponto, não está Fl. 207DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 31/10/2011 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO Processo nº 11444.000328/200716 Acórdão n.º 210101.302 S2C1T1 Fl. 191 4 obrigado a liquidar as obrigações representativas dos serviços por títulos de créditos, podendo fazer a liquidação em espécie. Salvo em casos excepcionais, quando a autoria do recibo for atribuída a profissional que tenha contra si súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz, devidamente homologada e com cópia nos autos para que o contribuinte possa exercer seu direito de defesa ou, quando efetivamente existirem nos autos elementos que possam afastar a presunção de veracidade de recibo, não se pode recusar recibos que preenchem os requisitos legais e que vêm acompanhados de declarações dos profissionais confirmando a prestação dos serviços, o respectivo recebimento, o beneficiário do tratamento e os dados completos do prestador. Nesse sentido a determinação contida no art. 845, § 1°, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000/99, in verbis: "§ 1° Os esclarecimentos prestados só poderão ser impugnados pelos lançadores com elemento seguro de prova ou indicio veemente de falsidade ou inexatidão” (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 79, §12)." No presente caso, verificase que o auto de infração foi lavrado em virtude da suposta dedução indevida de despesas médicas e odontológicas, constantes de recibos emitidos nos exercícios de 2003, 2004, 2005 e 2006, por André Ricardo dos Santos, Regina Célia Manfio Marroni Dias e Luiz Carlos Bergamasco, totalizando R$ 52.860,00 para todos os anos calendário. Ocorre, todavia, que os recibos de fls. 47/99, complementados pelas declarações dos médicos e as fichas constantes de fls. 124/134 (frisese que no tocante ao tratamento odontológico existe cópia das fichas dentárias de fls. 124/130 com explicação detalhada dos procedimentos efetuados) cumprem com os requisitos previstos na legislação já citada, autorizando a dedução pleiteada, pois, nesse caso, competiria ao Fisco a prova de que os recibos seriam inidôneos, utilizandose de “elemento seguro de prova ou indicio veemente de falsidade ou inexatidão” o que não foi feito. Nesse caso, aliás, poderia ter sido realizada a fiscalização nos aludidos médicos para verificar se ofereceram à tributação tais rendimentos. Ressaltese, ainda, que o Recorrente apresentou as aludidas provas desde a fiscalização, bem como pleiteou na impugnação que fossem oficiados tais médicos para comprovação da prestação dos serviços. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de DAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 208DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 31/10/2011 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO Processo nº 11444.000328/200716 Acórdão n.º 210101.302 S2C1T1 Fl. 192 5 Fl. 209DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2011 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 31/10/2011 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO
score : 1.0
