Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10980.911711/2011-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2004 a 30/04/2004
ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO.
O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-004.542
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2004 a 30/04/2004 ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO. O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10980.911711/2011-30
anomes_publicacao_s : 201710
conteudo_id_s : 5779866
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3302-004.542
nome_arquivo_s : Decisao_10980911711201130.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10980911711201130_5779866.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
id : 6959948
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469119889408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.911711/201130 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302004.542 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de julho de 2017 Matéria PERDCOMP. PIS/COFINS. INCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES. Recorrente VS SUPRIMENTOS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2004 a 30/04/2004 ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO. O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Restituição/Declaração de Compensação (PERDCOMP) eletrônico por meio da qual a contribuinte objetivava quitar débitos tributários/solicitar restituição de valor utilizandose de créditos de PIS, que teria sido indevidamente recolhido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 91 17 11 /2 01 1- 30 Fl. 60DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 3 2 A justificativa apresentada pela autoridade fiscal para não homologar a compensação/indeferir o pedido de restituição foi que o DARF discriminado na PERDCOMP havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte. Cientificada sobre o teor do despacho decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual alega que o pedido de compensação/restituição referese a créditos decorrentes de pagamentos a maior de PIS/Pasep e Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela instância de origem, nos termos do Acórdão 06043.110. Irresignada a contribuinte interpôs recurso voluntário, o que motivou a subida dos autos a este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3302004.500, de 25 de julho de 2017, proferido no julgamento do processo 10980.900996/201183, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3302004.500) 1: "Em que pese as razões arroladas pela ilustre Relatora, peço licença para divergir dos fundamentos e do resultado dado ao presente o processo administrativo. Conforme relatado anteriormente, alega a Recorrente que os créditos são decorrentes de pagamentos a maior da Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. Cita e pede aplicação dos RE´s 240.7852/MS e 574.706. Para dirimir a controvérsia sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS e, afastar a aplicação da decisão proferida pela Suprema Corte ao presente caso, empresto e adoto como fundamento as razões de decidir da i. Conselheira Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, nos autos do processo administrativo nº 10283.902818/201235 (acórdão 3302004.158): 1 Deixo de transcrever o voto vencido, que pode ser facilmente consultado no Acórdão paradigma, mantendo apenas o entendimento predominante da Turma expresso no voto vencedor. Fl. 61DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 4 3 A controvérsia cingese sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS. A situação que permeia os tribunais na atualidade é de dois posicionamentos conflitantes quanto à inclusão ou não do tributo na base de cálculo do PIS e da COFINS. O Superior Tribunal de Justiça no REsp 1144469/PR, em sistema de recursos repetitivos assim decidiu: RECURSO ESPECIAL DO PARTICULAR: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA OU FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS. 1. A Constituição Federal de 1988 somente veda expressamente a inclusão de um imposto na base de cálculo de um outro no art. 155, §2º, XI, ao tratar do ICMS, quanto estabelece que este tributo: "XI não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois impostos". 2. A contrario sensu é permitida a incidência de tributo sobre tributo nos casos diversos daquele estabelecido na exceção, já tendo sido reconhecida jurisprudencialmente, entre outros casos, a incidência: 2.1. Do ICMS sobre o próprio ICMS: repercussão geral no RE n. 582.461 / SP, STF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 18.05.2011. 2.2. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre as próprias contribuições ao PIS/PASEP e COFINS: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 976.836 RS, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25.8.2010. 2.3. Do IRPJ e da CSLL sobre a própria CSLL: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.113.159 AM, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 11.11.2009. 2.4. Do IPI sobre o ICMS: REsp. n. 675.663 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 24.08.2010; REsp. Nº 610.908 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 20.9.2005, AgRg no REsp.Nº 462.262 SC, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 20.11.2007. 2.5. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre o ISSQN: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP, Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015. 3. Desse modo, o ordenamento jurídico pátrio comporta, em regra, a incidência de tributos sobre o valor a ser pago a título de outros tributos ou do mesmo tributo. Ou seja, é legítima a incidência de tributo sobre tributo ou imposto sobre imposto, Fl. 62DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 5 4 salvo determinação constitucional ou legal expressa em sentido contrário, não havendo aí qualquer violação, a priori, ao princípio da capacidade contributiva. 4. Consoante o disposto no art. 12 e §1º, do DecretoLei n. 1.598/77, o ISSQN e o ICMS devidos pela empresa prestadora de serviços na condição de contribuinte de direito fazem parte de sua receita bruta e, quando dela excluídos, a nova rubrica que se tem é a receita líquida. 5. Situação que não pode ser confundida com aquela outra decorrente da retenção e recolhimento do ISSQN e do ICMS pela empresa a título de substituição tributária (ISSQNST e ICMSST). Nesse outro caso, a empresa não é a contribuinte, o contribuinte é o próximo na cadeia, o substituído. Quando é assim, a própria legislação tributária prevê que tais valores são meros ingressos na contabilidade da empresa que se torna apenas depositária de tributo que será entregue ao Fisco, consoante o art. 279 do RIR/99. 6. Na tributação sobre as vendas, o fato de haver ou não discriminação na fatura do valor suportado pelo vendedor a título de tributação decorre apenas da necessidade de se informar ou não ao Fisco, ou ao adquirente, o valor do tributo embutido no preço pago. Essa necessidade somente surgiu quando os diversos ordenamentos jurídicos passaram a adotar o lançamento por homologação (informação ao Fisco) e/ou o princípio da não cumulatividade (informação ao Fisco e ao adquirente), sob a técnica específica de dedução de imposto sobre imposto (imposto pago sobre imposto devido ou "tax on tax"). 7. Tal é o que acontece com o ICMS, onde autolançamento pelo contribuinte na nota fiscal existe apenas para permitir ao Fisco efetivar a fiscalização a posteriori, dentro da sistemática do lançamento por homologação e permitir ao contribuinte contabilizar o crédito de imposto que irá utilizar para calcular o saldo do tributo devido dentro do princípio da não cumulatividade sob a técnica de dedução de imposto sobre imposto. Não se trata em momento algum de exclusão do valor do tributo do preço da mercadoria ou serviço. 8. Desse modo, firmase para efeito de recurso repetitivo a tese de que: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendo se à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações". 9. Tema que já foi objeto de quatro súmulas produzidas pelo extinto Tribunal Federal de Recursos TFR e por este Superior Tribunal de Justiça STJ: Súmula n. 191/TFR: "É compatível a exigência da contribuição para o PIS com o imposto único sobre combustíveis e lubrificantes". Súmula n. 258/TFR: "Incluise na Fl. 63DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 6 5 base de cálculo do PIS a parcela relativa ao ICM". Súmula n. 68/STJ: "A parcela relativa ao ICM incluise na base de cálculo do PIS". Súmula n. 94/STJ: "A parcela relativa ao ICMS inclui se na base de cálculo do FINSOCIAL". 10. Tema que já foi objeto também do recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP (Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015) que decidiu matéria idêntica para o ISSQN e cujos fundamentos determinantes devem ser respeitados por esta Seção por dever de coerência na prestação jurisdicional previsto no art. 926, do CPC/2015. 11. Ante o exposto, DIVIRJO do relator para NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial do PARTICULAR e reconhecer a legalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS. RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITAS QUE TENHAM SIDO TRANSFERIDOS PARA OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS. ART. 3º, § 2º, III, DA LEI Nº 9.718/98. NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA. NÃO APLICABILIDADE. 12. A Corte Especial deste STJ já firmou o entendimento de que a restrição legislativa do artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9.718/98 ao conceito de faturamento (exclusão dos valores computados como receitas que tenham sido transferidos para outras pessoas jurídicas) não teve eficácia no mundo jurídico já que dependia de regulamentação administrativa e, antes da publicação dessa regulamentação, foi revogado pela Medida Provisória n. 2.158 35, de 2001. Precedentes: AgRg nos EREsp. n. 529.034/RS, Corte Especial, Rel. Min. José Delgado, julgado em 07.06.2006; AgRg no Ag 596.818/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28/02/2005; EDcl no AREsp 797544 / SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 14.12.2015, AgRg no Ag 544.104/PR, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJ 28.8.2006; AgRg nos EDcl no Ag 706.635/RS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 28.8.2006; AgRg no Ag 727.679/SC, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 8.6.2006; AgRg no Ag 544.118/TO, Rel. Min. Franciulli Netto, Segunda Turma, DJ 2.5.2005; REsp 438.797/RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJ 3.5.2004; e REsp 445.452/RS, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 10.3.2003. 13. Tese firmada para efeito de recurso representativo da controvérsia: "O artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9718/98 não teve eficácia jurídica, de modo que integram o faturamento e também o conceito maior de receita bruta, base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica". Fl. 64DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 7 6 14. Ante o exposto, ACOMPANHO o relator para DAR PROVIMENTO ao recurso especial da FAZENDA NACIONAL. (REsp 1144469/PR; Relator: Napoleão Nunes Maia Filho; Relator para o acórdão: Mauro Campbell Maques) (grifos não constam no original) Já o Supremo Tribunal Federal, no RE 574.706RG/PR, julgou, no dia 15.03.2017, no sentido de que: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), apreciando o tema 69 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário e fixou a seguinte tese: "O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins". Vencidos os Ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Nesta assentada o Ministro Dias Toffoli aditou seu voto. Plenário, 15.3.2017. (grifos não constam do original) No âmbito do regimento interno deste Egrégio Tribunal Administrativo, existe previsão normativa em seu artigo 62, anexo II, sobre a obrigatoriedade de se observar os precedentes em sistema de repetitivos e/ou repercussão geral na análise dos casos: RICARF Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (...) II que fundamente crédito tributário objeto de: (...) b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei n º 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) O RICARF prevê o requisito da decisão definitiva para a obrigatoriedade da aplicação do precedente, no caso em análise, o REsp 1.144.469/PR transitou em julgado em 10.03.2017 e o RE 574.706RG/PR ainda espera a modulação de seus efeitos, não havendo, portanto, trânsito em julgado. Logo, devese Fl. 65DF CARF MF Processo nº 10980.911711/201130 Acórdão n.º 3302004.542 S3C3T2 Fl. 8 7 observar a decisão, já transitada em julgado, do Superior Tribunal de Justiça. Em razão da obrigatoriedade por parte do conselheiro em aplicar o RICARF, acima exposto, os argumentos da Recorrente de desnecessidade de previsão legal para a exclusão do ICMS por respeito ao princípio da capacidade contributiva e da impossibilidade de considerar o ICMS como parte integrante do faturamento ficam, desde já, encontramse fundamentados com a aplicação do precedente obrigatório. Portanto, em conformidade com o REsp 1.144.469/PR, que firmou para efeito de recurso repetitivo a tese de que: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", é negado provimento ao recurso voluntário. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o litígio resumese ao direito a créditos decorrente de pagamentos a maior de PIS/Pasep e Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 66DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12326.000616/2010-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 06 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Sep 18 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011
MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO.
Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovado por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o que restou comprovado pelo Recorrente. Quanto a natureza dos pagamentos que originaram o lançamento guerreado, existem indícios fortes de sua natureza previdenciária, porém, não há certeza quanto a tal, o que desafia a realização de diligência em atenção ao principio da verdade material.
Numero da decisão: 2402-005.927
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente.
(assinado digitalmente)
Jamed Abdul Nasser Feitoza - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mario Pereira de Pinho Filho (Presidente), Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Mauricio Nogueira Righetti e Jamed Abdul Nasser Feitoza.
Nome do relator: JAMED ABDUL NASSER FEITOZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovado por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o que restou comprovado pelo Recorrente. Quanto a natureza dos pagamentos que originaram o lançamento guerreado, existem indícios fortes de sua natureza previdenciária, porém, não há certeza quanto a tal, o que desafia a realização de diligência em atenção ao principio da verdade material.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 18 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 12326.000616/2010-77
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5770224
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 18 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2402-005.927
nome_arquivo_s : Decisao_12326000616201077.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : JAMED ABDUL NASSER FEITOZA
nome_arquivo_pdf_s : 12326000616201077_5770224.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente. (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Feitoza - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mario Pereira de Pinho Filho (Presidente), Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Mauricio Nogueira Righetti e Jamed Abdul Nasser Feitoza.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 06 00:00:00 UTC 2017
id : 6934112
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469123035136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1177; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 78 1 77 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12326.000616/201077 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402005.927 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 6 de julho de 2017 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Recorrente MARCO AURELIO DOS SANTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. Para serem isentos do imposto de renda pessoa física, os rendimentos deverão necessariamente ser provenientes de pensão, aposentadoria ou reforma, assim como deve estar comprovado por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o que restou comprovado pelo Recorrente. Quanto a natureza dos pagamentos que originaram o lançamento guerreado, existem indícios fortes de sua natureza previdenciária, porém, não há certeza quanto a tal, o que desafia a realização de diligência em atenção ao principio da verdade material. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 32 6. 00 06 16 /2 01 0- 77 Fl. 78DF CARF MF 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso e darlhe provimento. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Presidente. (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Feitoza Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mario Pereira de Pinho Filho (Presidente), Ronnie Soares Anderson, João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Theodoro Vicente Agostinho, Mauricio Nogueira Righetti e Jamed Abdul Nasser Feitoza. Fl. 79DF CARF MF Processo nº 12326.000616/201077 Acórdão n.º 2402005.927 S2C4T2 Fl. 79 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 55/57, tomado contra Acórdão de fls. 44/50, proferido pela 18ª Turma de Julgamento, que julgou improcedente a impugnação, mantendo, assim, os créditos lançados. Em suma, verificase que o Recurso foi manejado com o objetivo de obter Acórdão de nulificação integral do lançamento, fundamentando sua pretensão em que, por ser portador de doença grave (Doença de Parkinson – CID 10 G20), seria titular do direito de isenção quanto ao recolhimento de IRPF, desde o ano de 1999, tendo sido, esse mesmo direito concedido quanto às Declarações dos anos de 2004, 2005, 2006. Em seu recurso, aduz que não merece prosperar a não aceitação dos laudos médicos apresentados, posto que os documentos teriam sido emitidos por repartição pública competente (Hospital de Servidores do Estado – HSE, e assinado pelo Dr. Rafael Souza da Silva (CRM nº 59800350)), comprovando assim, ser o recorrente portador da moléstia acima referida. Quanto a assertiva de não haver menção, por parte do INSS, de que os valores recebidos são provenientes de aposentadoria, anexa, às fls. 59, Carta de Concessão da Aposentadoria por Tempo de Contribuição de modo a comprovar estar aposentado desde o ano de 2004. Afirma, ainda, quanto ao rendimento auferido do Makro Atacadista Sociedade Anônima que: “No que concerne por fim ao rendimento de R$ 3.211,64, auferido do Makro Atacadista Sociedade Anônima por dependente deste titular à época, foi omitido por lapso deste contribuinte que não percebeu a não inclusão de tal rendimento. Tal situação foi motivada em virtude do deferimento pela Receita dos rendimentos tributáveis das Declarações do Imposto de Renda dos anosbase de 2004, 2005 e 2006, e que uma vez acolhido o deferimento da Declaração de 2007, os rendimentos até então tributáveis, seriam lançados no campo de rendimentos isentos e não tributáveis o que tornaria o valor embora devido, irrelevante, porque não alcançaria margem para o imposto a ser pago.” Em complementação ao presente relatório adotaremos as narrativas de fatos e fundamentos do Acórdão recorrido: “Em procedimento de revisão interna de declaração de rendimentos foi lavrada a notificação de lançamento, de fls. 23/26, relativa ao exercício 2008/anocalendário 2007, em que o valor do crédito tributário apurado foi de R$ 5.965,57. De acordo com a Descrição dos Fatos, de fl. 24, foi apurada a seguinte infração: Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, no Fl. 80DF CARF MF 4 montante de R$ 74.613,45, sendo R$ 71.402,01 do Instituto Nacional do Seguro Social e R$ 3.211,44 da Makro Atacadista Sociedade Anônima (CPF n° 067.840.37730). Às fls. 24 e 26 constam os dispositivos legais considerados adequados pela autoridade fiscal para dar amparo ao lançamento. Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 03 e 04, juntamente com demais documentos, alegando, em síntese, ser portador de Doença de Parkinson desde 1999, com direito à isenção do imposto de renda, conforme documentos em anexo. Esclarece que recolheu os DARF, totalizando a importância de R$ 2.280,13, relativos ao saldo do imposto a pagar quando do envio da DAA, anocalendário 2007. Encontrase à disposição da Receita Federal para submeterse a exames em instituições por ela designadas, se for do interesse da instituição, de forma a dirimir toda e qualquer dúvida porventura existente. À fl. 14 consta o Resultado da Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL como indeferido.” No mais, repisa os argumentos de sua impugnação. Importante registrar que o Recorrente foi notificado da decisão ora recorrida em É o relatório. Fl. 81DF CARF MF Processo nº 12326.000616/201077 Acórdão n.º 2402005.927 S2C4T2 Fl. 80 5 Voto Conselheiro Jamed Abdul Nasser Feitoza Relator O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade dispostas no Decreto 70.235 de 06 de março de 1972, razão pela qual voto por conhecêlo. O recurso confunde relato dos fatos com questões preliminares, não havendo assim matéria a ser analisada neste condição. No mérito, a discussão persiste nas mesmas bases das discussões travadas na fase prévia. Persiste o Recorrente na busca do reconhecimento de seu direito a isenção por ser portador de moléstia grave, tendo a DRJ denegado sua pretensão tendo em vista ter considerado só documentos juntados a época como inábeis a prova de que o mesmo era portador da referida moléstia na época dos rendimentos, tão pouco, quanto a natureza dos valores recebidos, restaria provada a condição de proventos de aposentadoria. Quanto a condição de portador de moléstia grave está claro que o mesmo é portador de doença compatível com os requisitos dispostos na legislação de referencia, entretanto, os documentos de fls 09 a 12 não era suficientes para tal comprovação. Contudo, em sede de recurso, juntou novo comprovante (fls. 58) onde comprova ser portador de moléstia grave desde 1999, preenchendo assim o primeiro requisito previsto no Art.6º, XIV da Lei 11.052/04. Seguindo na análise, passamos a investigar a natureza do rendimento que deu base ao lançamento combatido, pois, como requisito cumulativo ao reconhecimento da isenção buscada, os rendimentos devem ter natureza de proventos de aposentadoria. Nesse sentido, desde de logo, cabe excluir da presente análise o valor de R$ 3.211,44, pago pela fonte Makro Atacadista Sociedade Anônima por outro interessado, portador do CPF n° 067.840.37730 tendo em vista não possuir a natureza de aposentadoria, conforme reconhecido pelo próprio Recorrente em sua peça recursal. Quanto ao valor de R$ 71.402,01 pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social, de fato, não consta informação clara quanto a natureza do rendimento, entretanto, consta indicação de numero de beneficio. Outrossim, em seu Recurso Voluntário, junta comprovante de que é beneficiário de aposentadoria por tempo de contribuição paga pelo referido instituto e concedida em 13/04/2004 (fls. 59). Apesar de não haver clareza quanto a natureza dos valores pagos pelo INSS no montante de R$ 71.402,01, não é possível ignorar a existência de fortes indícios de tratarse de proventos de aposentadoria, eis que o Recorrente é beneficiário de aposentadoria por tempo de serviço desde 2004, conforme documento de folha 59, ainda, raras são as situações em que o referido instituto efetua pagamentos que não tenham natureza de beneficio. Fl. 82DF CARF MF 6 Dada a comprovação da condição de portador de moléstia grave desde 1999 e os indícios de tratarse, o rendimento pago pelo INSS e tido por omitido no lançamento combatido, de proventos de aposentadoria, tenderíamos a votar pelo provimento do recurso. Entretanto, acreditamos ser adequado, em respeito ao principio da verdade material e para formação da convicção plena deste relator, converter o julgamento em diligência, baixando o processo para a origem para que seja diligenciado junto ao INSS buscando obter manifestação do órgão no sentido de indicar a natureza do pagamento em questão, bem como apresentar seu respectivo detalhamento. Conclusão Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, darlhe provimento. (assinado digitalmente) Jamed Abdul Nasser Feitoza Fl. 83DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16561.720154/2013-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
IRPJ. REALIZAÇÃO DA RESERVA DE REAVALIAÇÃO.
A contrapartida do aumento de valor de bens do ativo permanente, em virtude de nova avaliação baseada em laudo nos termos do art. 8º da Lei nº 6.404, de 1976, não será computada no lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação.
O valor da reserva de reavaliação será computado na determinação do lucro real em cada período de apuração, no montante correspondente ao aumento de valor dos bens reavaliados que tenha sido realizado no período, inclusive mediante alienação, sob qualquer forma, depreciação, amortização ou exaustão e baixa por perecimento.
Comprovado o oferecimento à tributação dos valores controvertidos, cancela-se a exigência correspondente.
Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2008
CSLL. DECORRÊNCIA.
A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplica-se, no que couber, aos lançamentos reflexos quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa.
Numero da decisão: 1301-002.579
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a compor o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Flávio Franco Correa, José Eduardo Dornelas Souza, Roberto Silva Júnior, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Bianca Felicia Rothschild, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 IRPJ. REALIZAÇÃO DA RESERVA DE REAVALIAÇÃO. A contrapartida do aumento de valor de bens do ativo permanente, em virtude de nova avaliação baseada em laudo nos termos do art. 8º da Lei nº 6.404, de 1976, não será computada no lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação. O valor da reserva de reavaliação será computado na determinação do lucro real em cada período de apuração, no montante correspondente ao aumento de valor dos bens reavaliados que tenha sido realizado no período, inclusive mediante alienação, sob qualquer forma, depreciação, amortização ou exaustão e baixa por perecimento. Comprovado o oferecimento à tributação dos valores controvertidos, cancela-se a exigência correspondente. Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2008 CSLL. DECORRÊNCIA. A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplica-se, no que couber, aos lançamentos reflexos quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 16561.720154/2013-29
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5777314
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 28 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1301-002.579
nome_arquivo_s : Decisao_16561720154201329.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 16561720154201329_5777314.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a compor o presente julgado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Flávio Franco Correa, José Eduardo Dornelas Souza, Roberto Silva Júnior, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Bianca Felicia Rothschild, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 16 00:00:00 UTC 2017
id : 6946624
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469128278016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1578; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2.277 1 2.276 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16561.720154/201329 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301002.579 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de agosto de 2017 Matéria IRPJ Recorrente BRASIL KIRIN INDÚSTRIA DE BEBIDAS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 IRPJ. REALIZAÇÃO DA RESERVA DE REAVALIAÇÃO. A contrapartida do aumento de valor de bens do ativo permanente, em virtude de nova avaliação baseada em laudo nos termos do art. 8º da Lei nº 6.404, de 1976, não será computada no lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação. O valor da reserva de reavaliação será computado na determinação do lucro real em cada período de apuração, no montante correspondente ao aumento de valor dos bens reavaliados que tenha sido realizado no período, inclusive mediante alienação, sob qualquer forma, depreciação, amortização ou exaustão e baixa por perecimento. Comprovado o oferecimento à tributação dos valores controvertidos, cancela se a exigência correspondente. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2008 CSLL. DECORRÊNCIA. A solução dada ao litígio principal, relativa ao IRPJ, aplicase, no que couber, aos lançamentos reflexos quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 56 1. 72 01 54 /2 01 3- 29 Fl. 2277DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.278 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a compor o presente julgado. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Flávio Franco Correa, José Eduardo Dornelas Souza, Roberto Silva Júnior, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Bianca Felicia Rothschild, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Fl. 2278DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.279 3 Relatório BRASIL KIRIN INDÚSTRIA DE BEBIDAS S/A recorre a este Conselho, com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 12 79.259 da 15ª Turma da Delegacia de Julgamento no Rio de Janeiro que julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada. Por bem refletir o litígio até aquela fase, adoto o relatório da decisão recorrida, complementandoo ao final: Em decorrência de ação fiscal levada a efeito pela Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Maiores Contribuintes em São Paulo – DEMAC/SP, foram lavrados contra a Interessada os Autos de Infração de fls. 938/948, para fins de retificação das bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL referentes ao anocalendário de 2008. Os fatos que motivaram a autuação encontramse detalhados no Termo de Verificação Fiscal de fls. 927/935, abaixo transcrito: “1 – DAS CONSIDERAÇÕES INICIAIS O procedimento de fiscalização foi iniciado a partir das determinações contidas no Manda do de Procedimento Fiscal (MPF) supracitado, relativo ao sujeito passivo "BRASIL KIRIN INDÚSTRIA DE BEBIDAS S/A" abrangendo as verificações quanto ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A fiscalizada foi cientificada em 22/08/2012 do inicio da ação fiscal nos termos do art. 23, inciso II, do decreto n° 70.325/1972, tendo recebido em seu domicílio tributário eleito à época, o Termo de Intimação n° 1, em anexo, através do qual foi instado a apresentar à fiscalização os ele mentos necessários para o início do exame de suas obrigações tributárias. Além desse Ter mo, houve duas outras intimações, em 21/05/2013 e em 11/06/2013. O contribuinte aten deu a todas. Essa fiscalização restringese às análises da Reavaliação de Ativos e suas realizações ocor ridas no anocalendário de 2008. 2 DO CONCEITO DE REAVALIAÇÃO Reavaliar significa avaliar de novo. É a prática de se abandonar os valores antigos. A Lei 6404/76 introduziu a possibilidade de se avaliarem os ativos de uma empresa por seu va lor de mercado — § 3º do art. 182 e letra C do art. 176. Essa reavaliação só é aceitável para os bens do imobilizado, como reza o art. 434 do RIR/99 "Art. 434. A contrapartida do aumento de valor de bens do ativo permanente, em virtude de nova avaliação baseada em laudo nos termos do art. 8º da Lei nº 6.404, de 1976, não será computada no lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 35, e DecretoLei nº 1.730, de 1979, art. 1º, inciso VI). § 1º O laudo que servir de base ao registro de reavaliação de bens deve identificar os bens reavalia dos pela conta em que estão escriturados e indicar as datas da aquisição e das modificações no seu custo original. § 2º O contribuinte deverá discriminar na reserva de reavaliação os bens reavaliados que a tenham originado, em condições de permitir a determinação do valor realizado em cada período de apuração (Decretolei nº 1.598, de 1977, art. 35, § 2º). §3º Se a reavaliação não satisfizer aos requisitos deste artigo, será adicionada ao lucro líquido do pe ríodo de apuração, para efeito de determinar o lucro real (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 43, § 1°, alínea "b", e Lei nº 154, de 1947, art. 1°)". Fl. 2279DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.280 4 Outros diplomas legais também enquadram o modo de se operar contábil e fiscalmente as reavaliações. 1 a Deliberação CVM n° 183/95 que aprovou diretrizes do INSTITUTO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE IBRACON, tornando obrigatória sua adoção a par tir de 1995, pelas companhias abertas e 2 o art. 4º da Lei 9.959/2001. Para se proceder à reavaliação, um ritual deve ser seguido. Devem ser feitos laudos de avaliação (por três peritos ou empresa especializada – método adotado pela fiscalizada), que devem conter a descrição detalhada de cada bem avaliado, sua identificação contábil, os critérios utilizados, a vida útil remanescente dos bens e a data de avaliação. A contabilização a ser feita será a seguinte: debitase o próprio ativo reavaliado pela dife rença entre o valor do laudo e aquele constante anterior. O crédito deverá ser feito na sub conta de "Reavaliação de Ativos Próprios", dentro das "Reservas de Reavaliação", no Patri mônio Líquido, como reza o art. 182, § 3º da Lei 6404/76 acima citado. O verdadeiro signi ficado dessa "Reserva" é o de "lucro em potencial" já que ainda não se pode incluir como lucro, posto que é apenas um ganho não realizado 3 DA REALIZAÇÃO DA RESERVA Quando o ativo reavaliado é "realizado" mediante as hipóteses previstas no art. 435 do RIR/99: "Art. 435. O valor da reserva referida no artigo anterior será computado na determinação do lucro real (Decretolei nº 1.598, de 1977, art. 35, § 1°, e Decreto Lei nº 1.730, de 1979, art. 1º, inciso VI): I no período de apuração em que for utilizado para aumento do capital social, no montante capita lizado, ressalvado o disposto no artigo seguinte; II em cada período de apuração, no montante do aumento do valor dos bens reavaliados que tenha sido realizado no período, inclusive mediante: a) alienação, sob qualquer forma; b) depreciação, amortização ou exaustão; c) baixa por perecimento." seu valor precisa ser transferido da conta de "Reserva de Avaliação" para a conta de "LU CROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS". Sua contabilização deve ser feita a DÉBITO da conta "Reserva de Reavaliação" tendo como contrapartidas os lançamentos a CRÉDITO nas contas "Tributos Incidentes sobre a Reserva de Reavaliação" e "LUCROS ACUMULA DOS". Ilustrando, como podemos ler no "Manual de Contabilidade..." da FUNDAÇÃO INSTITU TO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS – FIPECAFI, à pág.319: "As depreciações a serem contabilizadas serão sobre o valor total; dessa forma, teremos um acrés cimo de despesa em cada exercido devido ao valor reavaliado, o que redundará em diminuição do re sultado. Todavia, o mesmo valor que tiver sido reduzido do lucro, será acrescentado à conta de Lu cros ou Prejuízos Acumulados, pela reversão da ‘Reserva de Reavaliação’, também líquido do ônus tributário. Assim, naquela conta de ‘Resultados Acumulados’, estará o valor total do resultado reali zado ... ... Se, por um lado, o fisco não tributa quando da Reavaliação, por outro também não a reconhece quando da realização dos ativos reavaliados ... Nesta hora, o fisco, todavia, tem um critério adicio nal: manda que se acrescente, para cálculo do lucro Real, um valor exatamente igual ao que se trans feriu de Reserva de Reavaliação para Lucros Acumulados ..." 4 DA INFRAÇÃO E DO VALOR TRIBUTÁVEL Em resposta às intimações dirigidas à fiscalizada para que nos explicasse o tratamento da do às ''Reavaliações" e às "Realizações das Reservas" ocorridas durante o ano calendário de 2008, recebemos, dentre outras, a seguinte informação [fls. 89, 138 e 187]: – 310.551.432,17 ............................ Saldo da Reserva em 31/12/2007 62.072.720,74 ............................ 1) DEPRECIAÇÃO DA REAVALIAÇÃO – 15.518.180,19 ............................ 1A) IR s/ realização por depreciação da mais valia (depreciação da mais valia * 25%) – 5.586.544,87 ............................ 1B) CSLL s/ realização por depreciação da mais valia (depreciação da mais valia * 9%) 40.967.995,69 ............................ 1C) 66% DA REALIZAÇÃO POR DEPRECIAÇÃO DA REAVALIAÇÃO Fl. 2280DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.281 5 – 2.189.174,88 ............................ Diferença na realização por depreciação de 2008 520.196,12 ............................ 2) BAIXA DE ATIVOS NO ANO – 130.049,03 ............................ 2A) IR s/ realização por depreciação da mais valia do ano (depreciação da mais valia * 25%) – 46.817,65 ............................ 2B) CSLL s/ realização por depreciação da mais valia do ano (depreciação da mais valia * 9%) 343.329,44 ............................ 2C) 66% DA REALIZAÇÃO POR BAIXA NO ANO 12.871.072,01 ............................ 3) BAIXA DE PARC REAV DE ATIVOS REFERENTES A 2007 – 3.195.268,00 ............................ 3A) IR s/ realização por depreciação da mais valia (depreciação da mais valia * 25%) – 1.150.296,48 ............................ 3B) CSLL s/ realização por depreciação da mais valia (depreciação da mais valia * 9%) 8.435.507,53 ............................ 3C) 66% DA REALIZAÇÃO POR BAIXA DE REAV REF. 2007 9.852.789,89 ............................ Diferença na realização dos itens baixados ref 2007 – 253.140.984,51 ............................ Saldo da reserva em 31/12/2008 Como podemos ver claramente, o ano em fiscalização começou com o saldo de R$ 310.551.432,17 referente à Reserva de Reavaliação e terminou com o saldo de R$ 253.140.984,51. Para reforçar a veracidade que este valor representa, ele está em seu Ba lanço Patrimonial realizado em 31/12/2008, que se encontra inscrito no Diário Oficial Em presarial, n° 119, pág. 54, em anexo [fl. 575], e que também é o saldo de encerramento da conta Razão 261006 – REAVALIAÇÃO DE ATIVOS PRÓPRIOS – em anexo [fl. 530]. Os valores acima foram totalizados através de todos os lançamentos referentes à Realiza ção da Reserva de Reavaliação. Tais lançamentos foram realizados conforme o mandamen to supracitado no Item 3 e estão integralmente contidos no documento intitulado LANÇA MENTOS 2008 (Arquivo Microsoft Excel), anexo a este termo. Os lançamentos referentes às realizações dessa reserva também estão no quadro abaixo. Esses valores são aqueles lançados a crédito de Lucros Acumulados, líquidos, sem os lan çamentos dos IR e CSLL correspondentes: 1) DEPRECIAÇÃO DA REAVALIAÇÃO 38.778.820,81 2) BAIXA DE ATIVOS NO ANO 343.329,44 3) BAIXA DE PARC. REAV. DE ATIVOS REFERENTES A 2007 8.435.507,53 4) DIFERENÇA (POSITIVA) NA REALIZAÇÃO DOS ITENS BAIXADOS REF 2007 9.852.789,89 TOTAL DAS REALIZAÇÕES 57.410.447,67 Assim sendo, a fiscalizada deveria ter adicionado ao Lucro Líquido do exercício para a for mação de seu Lucro Real, o valor total de suas realizações no ano em questão, o que não foi feito, como assim indicam as linhas 21, respectivamente, das fichas 09 e 17 de sua DIPJ do anocalendário em questão (Lucro Real e CSLL). Como o valor relativo às realizações não foi adicionado ao Lucro Líqudo, ele, obviamente, tornase nosso VALOR TRIBUTÁVEL. VALOR TRIBUTÁVEL ............. 57.410.437,67.” Cientificada da exigência fiscal em 26/11/2013 – AR fl. 936, a Interessada apresentou, em 26/12/2013, a impugnação de fls. 954/961, instruída com os documentos de fls. 962/999, alegando, em síntese, o seguinte: “DOS FUNDAMENTOS De acordo com a autoridade fiscal, a impugnante não teria adicionado ao lucro líquido referente ao exercício de 2009 o valor de R$ 57.410.447,67 relativo à realização da reserva de reavaliação de ativos efetuada no ano de 2008. (...) Tal entendimento foi fundamentado na ausência de indicação pela impugnante da totali dade da apontada realização na linha 21, respectivamente, das fichas 9 e 17 da DIPJ refe rente ao exercício de 2009. Fl. 2281DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.282 6 Todavia, os valores oriundos de depreciação da reavaliação e baixa de ativos referente ao ano de 2008 foram devidamente computados pela impugnante na apuração de seu lucro líquido do período em discussão, embora ela não o tenha feito na linha 21 da Ficha 9 de sua DIPJ referente ao exercício de 2009. (i) Depreciação da reavaliação No ano de 2008, o montante de depreciação da reavaliação de ativos suportado pela im pugnante foi de R$ 62.072.720,74. Esse valor foi registrado pela requerente na conta contábil nº 460003, destinada ao registro de depreciação não dedutível para fins de apuração do IRPJ e da CSLL. Aquela conta contábil apresentou, ao final do ano de 2008, saldo de R$ 64.884.380,65, inclu indo o valor da depreciação da reavaliação (R$ 62.072.720,74), bem como outras deprecia ções não dedutíveis (veículos da diretoria, por exemplo). Ao preencher a DIPJ, a requerente, como forma de anular os efeitos da depreciação da rea valiação registrada como despesa ou custo, adicionou aquele valor (R$ 62.072.720,74) para fins de determinação do lucro real. Aquele valor foi adicionado em parte nas linhas 5 e 6 da ficha 9 da DIPJ referente ao exer cício de 2009: FICHA 9 Adições 05 – Custos – Soma das parcelas não dedutíveis R$ 57.780.913,14 06 – Despesas não operacionais – Soma das parcelas não dedutíveis R$ 61.463.523,70 Ou seja, parte da depreciação da reavaliação foi, correspondente a custo, foi inserida na linha 5 da ficha 9 em decorrência do transporte de referida quantia da ficha 4, linha 10, a qual foi composta pela conta contábil nº 460003. Enquanto que outra parte da depreciação da reavaliação, correspondente a despesa, foi adicionada na linha 6 da ficha 9 em decorrência do transporte de tal montante da ficha 5, linha 21, a qual também foi composta pela conta contábil nº 460003. Esse procedimento anulou os efeitos do registro da depreciação da reavaliação no resulta do da requerente. Desta forma, constatase que a quantia de R$ 40.967.995,69 – correspondente à realização da reserva de reavaliação por depreciação, líquida de IR e de CSLL, como consta do auto de infração – foi adicionada ao lucro líquido referente ao exercício de 2009 da impugnante. (ii) Baixa de ativos Também no decorrer do ano de 2008, a impugnante procedeu à baixa de ativos reavaliados na totalidade de R$ 520.196,12, como apontado no auto de infração. A parcela correspondente à reavaliação desses bens foi adicionada à apuração do lucro re al e da base de cálculo da CSLL. De fato, a requerente adicionou, na linha 39 (outras adições) da ficha 9 da DIPJ referente ao exercício de 2009, o montante de R$ 1.446.506,61 FICHA 9 39 – Outras adições R$ 1.446.506,61 A composição desse valor é a seguinte: Conta Ficha 4 Ficha 5 Saldo Ficha 9 346006 520.196,12 520.196,12 341011 913.763,06 913.763,06 455005 1.833,22 199.989,82 422.772,01 220.948,97 455008 1.291,01 15.988,49 115.681,58 98.402,08 455009 14.870,09 14.870,09 455012 85.000,00 85.000,00 455015 130.626,10 133.026,88 2.400,78 455016 468.221,42 468.221,42 Fl. 2282DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.283 7 455021 23.799,78 23.799,78 480007 4.350,17 2.006.512,87 2.026.708,55 15.845,51 460003 57.276.418,11 7.588.478,92 64.884.380,65 19.483,62 Ajuste 18,03 18,03 57.283.892,52 9.941.596,20 68.671.995,33 1.446.506,61 Ou seja, o montante da reavaliação dos ativos baixados (R$ 520.196,12), registrados na conta contábil nº 346006, compôs o total lançado na linha 39 (outras adições) da ficha 9 da DIPJ. Assim, concluise que a quantia de R$ 343.329,44 – correspondente à realização da reserva de reavaliação por baixa de bens, líquida de IR e de CSLL, como consta do auto de infração – foi adicionada ao lucro líquido referente ao exercício de 2009 da impugnante. (iii) Baixa de parcelas reavaliadas de ativos e diferença na realização de itens baixados relativas ao ano de 2007 No ano de 2008, a requerente procedeu à realização da reserva de reavaliação referente a baixas de bens e diferenças relativas ao ano de 2007, como apontado no auto de infração. Esclarece a impugnante, porém, que referidos valores não foram adicionados ao lucro lí quido relativo ao exercício de 2009, na medida em que a contrapartida dos lançamentos em contas contábeis que registraram a reavaliação se deu diretamente em contra de patri mônio líquido, sem trânsito por resultado. Os lançamentos estão demonstrados a seguir: D/C Nome da Conta Conta Valor D Reserva de Reavaliação Passivo 261006 15.696.658,15 C 181001 Terrenos 181001 7,00 C 181003 Prédios e Benfeitorias 181003 52.105,37 D 181007 Instalações 181007 9.418,70 C 181008 Máquinas e Equipamentos Industriais 181008 16.314.360,46 C 181011 Veículos 181011 1.931.243,29 D 191003 Depreciação de Prédios e Benfeitorias 191003 9.427,85 C 191007 Depreciação Instalações 191007 1.334,33 D 191008 Depreciação Máquinas e Equipamentos Industriais 191008 788.984,75 D 191011 Depreciação Veículos 191011 2.118.507,87 C 263004 Resultado de Exercícios Anteriores 263004 323.946,87 Ou seja, o resultado do ano de 2008 não foi afetado por custos ou despesas relacionadas às diferenças relacionadas a 2007. Consequentemente, não há que se falar em omissão da requerente na adição de R$ 8.435.507,53 e R$ 9.852.789,89 ao resultado do exercício para determinação do lucro real 3. DO PEDIDO Ante o exposto, a impugnante requer a anulação e consequente cancelamento do presente auto de infração. (...)” Tendo em vista as razões de defesa trazidas aos autos, o processo foi baixado em diligência, a fim de que os AuditoresFiscais autuantes verificassem, junto à escrituração da Interessada, a procedência das alegações contidas nos itens (ii) e (iii) da impugnação, referentes aos tópicos “Baixa de Ativos” e “Baixa de Parcelas Reavaliadas de Ativos e Diferença na Realização de Itens Baixados Relativas ao Ano de 2007” cfr. Resolução DRJ/RJO/15ª Turma, de 22/08/2014 – fls. 1020/1021. Em atendimento ao solicitado, os AuditoresFiscais autuantes realizaram a verificação proposta, concluindo o seguinte cfr. Relatório de Diligência, fls. 1923/1930: “(1) BAIXA DE ATIVOS Fl. 2283DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.284 8 Primeiramente, da análise da DIPJ Ano Calendário 2008, temos que o valor adicionado na linha 39 da Ficha 9 foi de R$ 3.125.959,85 e não R$ 1.446.506,61 como alega o sujeito passi vo. Seguindo a análise, o sujeito passivo afirma que os R$ 520.196,17 referentes ao valor bruto da Baixa de Ativos Reavaliados estão inclusos nesta mesma linha. Para corroborar a alega ção, a impugnação apresenta uma tabela – anexa ao processo – com os determinados valo res desagregados por contas. O contribuinte não explica o porquê de só ter pretensamente justificado um montante que totaliza R$ 1.446.506,61, relacionando 11 contas para este fim. Ao procedermos à análise da escrituração contábil, constante no SPED, verificamos que: 1) A conta 346006, encerrada no resultado com o saldo de R$ 520.196,12, está estruturada sob as despesas de capital e é intitulada de "Custo na Alienação do Imobilizado Inde dutível". Esta seria a despesa constante da autuação que o contribuinte alega ter adi cionado ao Lucro Líquido. 2) A conta 341011, encerrada no resultado com o saldo de R$ 913.763,06 estruturada sob as despesas não operacionais como "Rateio Custos Corporativos Indedutíveis". 3) As demais contas desse Quadro (455005,455008, 455009,455012,455015,455016,455021), são contas de despesas operacionais, custos e doações indedutíveis, sendo que não há correspondência escritural que corrobore os desmembramentos do saldo encerrado no resultado com as supostas inclusões nas fichas 4, 5 e 9. 4) A conta 460003 tem o título de "despesas de depreciação indedutível". Seu saldo car rega apenas uma pequena fração para o resultado que teria sido adicionado à referida linha 39. O contribuinte, em suas alegações, tenta demonstrar a composição dos valores adicionados ao Lucro Real, na Ficha 9 (objeto da análise). No entanto, o que se constata é uma soma algébrica de "despesas indedutíveis" e, em alguns casos (contas 455005, 455008, 455015, 480007 e 460003) o estranho "desmembramento" do saldo de encerramento das contas en tre as Fichas 4 e 5 (custos e despesas operacionais). Não existem também históricos que corroborem tais desmembramentos. Como estamos falando das adições ao Lucro Líquido, objeto do Auto de Infração, a análise da contabilidade Fiscal do contribuinte através do LALUR deveria elucidar essas questões. Mas o LALUR, já anexado ao processo, não revela as adições correspondentes a estes lan çamentos, tampouco qualquer outra adição referente à Reserva de Reavaliação. Portanto, não há, seja na escrituração, seja no LALUR, qualquer comprovação de que o valor de R$ 520.196,12 faça parte do total adicionado na Linha 39 da Ficha 9 da DIPJ Ano Calendário 2008. A alegação da impugnante se baseia em uma simples soma algébrica. So ma essa que não consegue elucidar nem o valor total declarado na DIPJ. (II) BAIXA DE PARCELAS REAVALIADAS DE ATIVOS E DIFERENÇA NA REALIZA ÇÃO DE ITENS BAIXADOS RELATIVAS AO ANO DE 2007 A própria impugnante revela que "… referidos valores não foram adicionados ao lucro lí quido relativo ao exercício de 2009... ". Ainda diz que "... o resultado de 2008 não foi afe tado por custos ou despesas relacionadas às diferenças relacionadas a 2007". Ora, o que diz a impugnante nessas afirmações? Confessa justamente o que já foi consta tado no AUTO de INFRAÇÃO. Confessa que em 2008 realizou a reserva referente à baixa de bens de 2007 e, consequentemente, que a conta de Reserva de Reavaliação foi anulada pelos lançamentos ilustrados no quadro específico constante desse item. Ou seja, confessa que seu Lucro Real não foi afetado pela realização da Reserva, o que infringe a legislação fiscal e foi objeto de nosso Auto de Infração. Novamente, não há no LALUR, obviamente, nenhuma referência a essas contas, afirmação confirmada pela própria impugnante. (3) DA CONCLUSÃO Como vimos, e o Auto de Infração é bem claro, a fiscalizada não observou os critérios le gais que deveriam ser seguidos para adicionar na linha 21 da ficha 09 da DIPJ do ano ca lendário de 2008, o valor da “Realização de Reserva de Reavaliação” para compor seu Lu cro Real. Fl. 2284DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.285 9 Esses valores, não podem ser negados pois ela mesma nos informou e constam dos anexos do Termo de Verificação Fiscal além de registrados em seu Balanço Patrimonial. Eles não foram adicionados, como mandam os diplomas legais já citados, ao seu Lucro Líquido pa ra a apuração de seu Lucro Real. Seria simples fazêlo, já que a realização da reserva foi confessada e está explicitada nos autos. Por qual recôndito motivo, a realização de sua reserva não foi adicionada em seu lu gar correto, a linha 21 da ficha 09 da DIPJ de 2008, que, é fundamental salientar, está escri turada com o valor ZERO, contrariando assim o que reza a legislação fiscal? Cremos que seria o procedimento mais simples e preciso, evitando os malabarismos contábeis, que, co mo explicitado anteriormente, não comprovam a necessária inclusão ao seu Lucro Líquido. Concluindo, as alegações da impugnante simplesmente não podem ser comprovadas pela sua escrituração contábil além da total ausência de lançamentos respectivos no LALUR. (...)” Cientificada do resultado da diligência em 22/04/2015 AR fl. 1931, a Interessada apresentou, em 19/05/2015, as contrarrazões de fls. 1933/1938, abaixo transcritas: “Inicialmente, ao analisar o relatório de diligência acostado aos autos, diferentemente do que fora determinado por esta delegacia, verificase que a diligência foi realizada pela au toridade fiscal autuante sem que ela solicitasse qualquer documento e/ou esclarecimentos à requerente, ou seja, a diligência foi realizada levandose em consideração tão somente documentos já integrantes do presente auto de infração. Desta forma, podese concluir que a diligência, nos termos em que foi realizada, não atin giu plenamente a finalidade que motivou sua solicitação por esta delegacia – a busca da verdade material. Não obstante, não merecem prosperar as considerações apresentadas pela autoridade fis cal autuante no referido relatório de diligência. Quanto à baixa de ativos, primeiramente, suscitou a autoridade fiscal autuante a existência de divergência entre o valor apontado pela requerente, em sua impugnação, referente à li nha 39 da ficha 9 da DIPJ ano calendário 2008 (R$ 1.446.506,61) e aquele efetivamente cons tatado pela autoridade fiscal ao examinar aquela declaração (R$ 3.125.959,85). Nesta oportunidade, a requerente esclarece que, realmente, a totalidade referente àquela ficha é de R$ 3.125.959,85, tal como mencionado por ela na DIPJ ano calendário 2008 e verificado pela autoridade fiscal. Esclarece, ainda, que, quando da apresentação da impugnação, equivocouse quanto àque le valor, por utilizar a primeira versão da ficha 9, que, inicialmente, não comportava o sal do da conta 331027 – Provisão para Perdas em Controladas. Portanto, de fato, a requerente adicionou, na linha 39 (outras adições) da ficha 9 da DIPJ referente ao exercício de 2009, o montante de R$ 3.125.959,85. E a composição deste valor é a seguinte: Conta Nome Descrição Ficha 4 Ficha 5 Ficha 9 Saldo 346006 Custos na Alienação do Imobilizado Indedutível 520.196,12 520.196,12 341011 Despesas Indedutíveis 913.763,06 913.763,06 455005 Despesas Indedutíveis 1.833,22 199.989,82 220.948,97 422.772,01 455008 Doações Indedutíveis 1.291,01 15.988,49 98.402,08 115.681,58 455009 Donativos Indedutíveis 14.870,09 14.870,09 455012 Doações (art. 13 Lei 9249/95) 85.000,00 85.000,00 455015 Custos Corporativos Indedutíveis 130.626,10 2.400,78 133.026,88 455016 Rateio Custos Corporativos Indedutíveis 468.221,42 468.221,42 455021 Custos Corporativos Depreciação Indedutível 23.799,78 23.799,78 480007 Multas e Infrações Indedutíveis 4.350,17 2.006.512,87 15.845,51 2.026.708,55 460003 Despesas de Depreciação Indedutíveis 57.276.418,11 7.588.478,92 19.483,62 64.884.380,65 331027 Provisão para Perdas em Controladas 1.679.453,25 1.679.453,25 Ajuste 18,03 18,03 57.283.892,52 9.941.596,20 3.125.959,86 70.351.448,58 Também sustentou a autoridade fiscal autuante que “(...) não há, seja na escrituração, seja no LALUR, qualquer comprovação de que o valor de R$ 520.196,12 faça parte do total adi cionado na linha 39 da ficha 9 da DIPJ ano calendário 2008. (...)”. Fl. 2285DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.286 10 Ocorre, no entanto, que a abertura das linhas do LALUR, conforme planilha anexa, junta mente com suas cópias integrais já acostadas aos autos (fls. 25), demonstra que o saldo to tal da conta contábil nº 346006, no valor de R$ 520.196,12, foi a ele adicionado. Ademais, a análise dos referidos documentos revela claramente que o total de cada conta contábil mencionada na tabela acima foi adicionado àquele livro. Por conseguinte, o valor de R$ 3.125.959,85 foi oferecido à tributação. Oportuno ressaltar, ainda, que o desmembramento entre as fichas 4, 5 e 9 é feito a partir de planilhas auxiliares, utilizando informações que não são possíveis de serem verificadas via SPED, pois vinculadas a centros de custos e ordens. Tal desmembramento é necessário, pois as contas descritas acima recebem lançamentos vinculados a centros de custos industriais comerciais e administrativos. Os lançamentos referentes a centros de custos industriais devem ser informados na ficha 4, posto que compõem o custo dos produtos vendidos. Já os lançamentos vinculados a centros de custos administrativos e comerciais devem ser informados na ficha 5. Por fim, os lançamentos em ordens, que não possuem centro de custo, mas compõem o sal do da conta e são indedutíveis, são informados na ficha 9. Esse desmembramento, portanto, não deve causar estranheza à autoridade fiscal. O funda mental é que a correção de seus valores e de sua distribuição pode ser verificada a qual quer tempo pela fiscalização, mediante confronto dos dados contábeis, das planilhas auxi liares e do LALUR. Daí a conclusão de que o montante da reavaliação dos ativos baixados (R$ 520.196,12), re gistrados na conta contábil nº 346006, compôs o total lançado na linha 39 (outras adições) da ficha 9 da DIPJ, ao contrário do sustentado pela autoridade autuante. Já no que tange à baixa de parcelas reavaliadas de ativos e diferença na realização de itens baixados relativos ao ano de 2007, arguiu a autoridade fiscal autuante que a requerente “confessa que seu lucro real não foi afetado pela realização da reserva (...) e que não há no LALUR, obviamente, nenhuma referência a essas contas (...)”. Ocorre, porém, que, conforme já explanado na impugnação, o resultado do ano de 2008 não foi afetado por custos ou despesas relacionadas às diferenças de 2007, eis que o art. 186 da lei nº 6.404/76 determina que despesas de anos anteriores não podem impactar o resultado do exercício. Ou seja, a realização da reserva de reavaliação não circulou pelo resultado contábil/socie tário, não impactando, consequentemente, o lucro tributável. O impacto deuse diretamen te no patrimônio líquido. Os registros contábeis da requerente demonstram que tais valores não impactaram o resul tado do período: Numero do lançamento : 100465160 Data do Lançamento : 01/12/2008 Valor do Lançamento : 18.288.297,42 Débito Conta Contábil : 262002 RESERVA AJUSTE DE INVESTIMENTOS Crédito Conta Contábil : 261006 REAVALIAÇÃO DE ATIVOS PRÓPRIOS O valor de R$ 18.288,297,42 corresponde à soma dos montantes de R$ 8.435.507,53 e R$ 9.852,789,89, identificados pela autoridade fiscal como correspondentes a diferenças de re alização e baixa do ano de 2007. Como tais valores não circularam pelo resultado, não afetando o lucro tributável, desca bida a sua adição na apuração do lucro real. Assim, constatase que toda a realização da reserva de reavaliação do ano de 2008 foi ofe recida à tributação: 2.03 – Custos e despesas não dedutíveis 67.176.867,14 (+) Depreciações indedutíveis 64.908.180,43 (+) Multas e Infrações Indedutíveis 2.026.708,55 Fl. 2286DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.287 11 (+) Brindes, Bonificações 26.426,49 (+) Doações Indedutíveis 215.551,67 Total Custos e despesas não dedutíveis 67.176.867,14 Ante o exposto, reiterando integralmente os termos da impugnação já apresentada, requer a anulação e consequente cancelamento do presente auto de infração (...)” Complementando o seu arrazoado, a Interessada anexou a planilha de fl. 1939, detalhando os ajustes do lucro líquido informados no LALUR referente ao ano calendário 2008. Analisando a impugnação apresentada o colegiado a quo julgoua parcialmente procedente, cancelando a infração referente à Depreciação da Reavaliação (item 1), restabelecendo o saldo de prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL em R$ 38.778.820,81. Não houve interposição de recurso de ofício pois não há crédito tributário exigido nos autos. A Recorrente foi intimada da decisão em 12 de fevereiro de 2016 (fls. 1977 1978), uma sextafeira, apresentando em 15 de março de 2016 (fl. 1.979) recurso voluntário de fls. 1.9801.986, reafirmando, em resumo: que em relação à “baixa de ativos – 2008” a parcela correspondente à reavaliação desses bens foi adicionada à apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL por meio de lançamentos realizados na conta nº 346006 do razão. Para comprovar suas alegações elaborou tabela onde discrimina os lançamentos e documentos informados via SPED. Reforça ainda as alegações já apresentadas em impugnação a respeito da suposta adição já realizada na apuração das bases de cálculo de IRPJ e de CSLL dos valores em questão (R$ 520.196,12), conforme constaria na linha 39 da ficha 09A da DIPJ (“outras adições), decompondo todos os valores que comporiam a adição realizada no montante de R$ 3.125.959,85, buscando demonstrar que o valor questionado pelo Fisco estaria englobado em tal adição. Aduz ainda que à fl. 1939 dos autos já constaria planilha com abertura das linhas do Lalur, demonstrando que o saldo total da conta contábil nº 346006, no valor de R$ 520.196,12, já teria sido adicionado na apuração das bases de cálculo de IRPJ e de CSLL. Por fim, argumenta que a dificuldade em se conciliar os valores, tanto por parte da fiscalização, quanto da turma julgadora de primeira instância, se daria porque os lançamentos em questão referem se a centros de custos distintos (industriais, comerciais e administrativos), sendo que os lançamentos vinculados a centros de custos administrativos e comerciais devem ser informados na ficha 5, enquanto que os relativos a custos industriais são informados na ficha 4. Há ainda lançamentos não vinculados a esses centros de custos mas que comporiam o saldo conta e também seriam indedutíveis, sendo que a adição do montante correspondente teria se dado diretamente na ficha 09A; no que diz respeito à baixa de parcelas reavaliadas de ativos e diferença na realização de itens baixados – 2007, que a decisão de primeira instância, embora tenha concluído que a ausência de adição tenha se dado em razão de tais parcelas terem sido contabilizadas diretamente em conta de patrimônio por se tratar de ajuste de exercícios anteriores, sem trânsito por contas de resultado, e que, portanto, não haveria necessidade de adição de tais valores para apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, deveria a interessada ter feito prova já teriam sido tributados no ano de 2007. Em contraposição a tais argumentos, teria anexado cópia dos lançamentos contábeis, planilhas de controle e fichas da Fl. 2287DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.288 12 DIPJ/2008 que demonstrariam que tais valores foram adicionados ao lucro líquido para fins de apuração de base de cálculo do IRPJ e da CSLL no anocalendário de 2007. É o relatório. Fl. 2288DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.289 13 Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Relator. 1 ADMISSIBILIDADE O recurso voluntário apresentado é tempestivo e assinado por procurador devidamente habilitado. Preenchidos os demais pressupostos admissibilidade, dele, portanto, tomo conhecimento. 2 MÉRITO A parcela da exigência ainda remanescente diz respeito à suposta ausência de cômputo, nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL do anocalendário de 2008, dos seguintes valores relativos à realização da Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios: Baixa de Ativos do Ano (líq. de IRPJ/CSLL) .................................................................. 343.329,44 Baixa de Parc. Reav. de Ativos Referentes a 2007 (líq. de IRPJ/CSLL) ....................... 8.435.507,53 Diferença na Realização dos Itens Baixados Referentes a 2007 .................................... 9.852.789,89 Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a contrapartida do aumento de valor de bens do ativo permanente, em virtude de nova avaliação baseada em laudo nos termos do art. 8º da Lei nº 6.404, de 1976, não será computada no lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação. Por outro lado, o valor da reserva de reavaliação será computado na determinação do lucro real em cada período de apuração, no montante correspondente ao aumento de valor dos bens reavaliados que tenha sido realizado no período, inclusive mediante alienação, sob qualquer forma, depreciação, amortização ou exaustão e baixa por perecimento. Passo então a analisar a matéria ainda controvertida nos autos. Em relação à “baixa de ativos – 2008”, no valor de R$ 520.196,12 (R$ 343.629,44, líquido de IRPJ/CSLL), assim decidiu a turma julgadora de primeira instância: A Interessada, em sua defesa, argumenta que adicionou, sim, este montante ao lucro líquido, na Ficha 09A da DIPJ/2009 não exatamente na Linha 21 (“Realização da Reserva de Reavaliação”), e sim na Linha 39 (“Outras Adições”): [...] Ocorre que a diligência realizada pela DEMAC/SPO apontou diversas inconsistências e lacunas contábeis que impossibilitaram a verificação das alegações do contribuinte, como, por exemplo, a falta de correspondência escritural e a inexistência de históricos que corroborassem os desmembramentos de determinadas contas. Fl. 2289DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.290 14 A Interessada, em suas contrarrazões, pondera que o desmembramento das referidas contas é feito a partir de planilhas auxiliares, utilizando informações que não são passíveis de ser verificadas via SPED, posto que vinculadas a centros de custos e ordens. Não se questiona a pertinência dos argumentos de defesa. O problema está em que o ônus da prova, neste caso, é do contribuinte, que teve oportunidades suficientes para demonstrar a veracidade de suas alegações e não conseguiu fazêlo. Incomprovada, portanto, a tributação da parcela de R$ 343.329,44, referente às baixas de bens reavaliados, é de se manter a autuação quanto a este item. Ao contrário da turma julgadora de primeira instância, entendo restar comprovado o oferecimento à tributação da parcela líquida de R$ 343.629,44 referente à realização da reserva de reavaliação de ativos baixados. Analisando os lançamentos da conta razão número “346006 – Custos na alienação do imobilizado indedutível” (fls. 20092013) constatase que foram realizados dois lançamentos, respectivamente nos valores de R$ 320.599,34 e de R$ 199.626,78, totalizando o valor bruto da infração apontada pelo Fisco, em cujo histórico detalhado (“Texto”) indicado no sistema contábil utilizado pela recorrente (“SAP”) consta “Realização por alienação ref. bens reavaliados”. Vejase reprodução das tabelas acostadas aos autos: Fl. 2290DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.291 15 Conforme se observa, de fato, os custos referente à reavaliação de ativos baixados foram lançados a débito das contas de resultado. Contudo, na ficha 09A, linha 39, da DIPJ (“outras adições”) consta o valor de R$ 3.125.959,86. A recorrente elaborou desde sua impugnação um demonstrativo onde tal Fl. 2291DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.292 16 montante é decomposto em todas as rubricas que o compõe. Reproduzo a seguir tal demonstrativo: Conta Nome Descrição Ficha 04A Ficha 05A Ficha 09A (linha 39) Saldo 346006 Custos na Alienação do Imobilizado Indedutível 520.196,12 520.196,12 341011 Despesas Indedutíveis 913.763,06 913.763,06 455005 Despesas Indedutíveis 1.833,22 199.989,82 220.948,97 422.772,01 455008 Doações Indedutíveis 1.291,01 15.988,49 98.402,08 115.681,58 455009 Donativos Indedutíveis 14.870,09 14.870,09 455012 Doações (art. 13 Lei 9249/95) 85.000,00 85.000,00 455015 Custos Corporativos Indedutíveis 130.626,10 2.400,78 133.026,88 455016 Rateio Custos Corporativos Indedutíveis 468.221,42 468.221,42 455021 Custos Corporativos Depreciação Indedutível 23.799,78 23.799,78 480007 Multas e Infrações Indedutíveis 4.350,17 2.006.512,87 15.845,51 2.026.708,55 460003 Despesas de Depreciação Indedutíveis 57.276.418,11 7.588.478,92 19.483,62 64.884.380,65 331027 Provisão para Perdas em Controladas 1.679.453,25 1.679.453,25 Ajuste 18,03 18,03 57.283.892,52 9.941.596,20 3.125.959,86 70.351.448,58 Conforme se observa, o valor de R$ 520.196,12 compõe o total de R$ 3.125.959,86 adicionados para fins de apuração do IRPJ. O mesmo ocorre em relação à CSLL. As supostas inconsistências apontadas pela fiscalização na realização da diligência, e corroboradas pela decisão de primeira instância, conforme apontado pela recorrente, talvez se dê pela dificuldade de se compreender que não é possível fazer o batimento, por totais, confrontandose a escrituração contida no SPED. Os valores ali indicados não podem ser diretamente relacionados a centros de custos. E não há estranheza alguma a necessidade de controles à parte para fins de alocação de tais rubricas aos centros de custos correspondentes, pois a melhor técnica ligada à contabilidade de custos indica que somente podem ser atrelados aos custos os dispêndios relacionados diretamente à produção do bem a ser vendido ou à prestação do serviço realizado, havendo necessidade de se segregar os dispêndios relativos aos centros de custos que não fazem parte da “produção”, notadamente os valores dispendidos com setores administrativos e comerciais, por exemplo (registrados contabilmente como despesas, e não custos). E o preenchimento da própria DIPJ requer esse desmembramento. E isso fez a recorrente, indicando na ficha 09A, linha 39 da DIPJ os por ela denominados lançamentos em ordem aqueles que não possuem centro de custo definido no valor de R$ 520.196,12 relativos a reserva de reavaliação de ativos próprios baixados em 2008. As parcelas atinentes aos custos do produto foram indicadas na ficha 04A, e os valores atinentes aos centros de custo administrativos e comerciais estão indicados na ficha 05A, exatamente nos termos da tabela reproduzida alhures. O relacionamento de valores contidos nos lançamentos indicados no SPED somente podem ser efetivados levandose em conta essa decomposição, pois, caso contrário, concluirseá de forma equivocada que não há correspondência entre os saldos contidos na escrituração, os valores informados em DIPJ e/ou escriturados no Lalur. Aliás, convém ressaltar ainda que à fl. 1.939 a recorrente anexou planilha com aberturas das linhas do Lalur que, em consonância com a cópia integral desse livro fiscal já anexado aos autos, demonstra que o valor de R$ 520.196,12 já compunha a linha 2.01 do Lalur. Por essas razões, voto por dar provimento ao recurso para restabelecer o valor, líquido de IRPJ e de CSLL, de R$ 343.329,44 na composição do prejuízo fiscal e da base negativa de CSLL da recorrente. Fl. 2292DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.293 17 No que diz respeito aos itens 3 e 4 que compõem o lançamento (respectivamente Baixa de Parc. Reav. Ativos Referentes ao Ano de 2007 e Item 4 Diferença na Realização de Bens Baixados Ref. Ano de 2007), assim consta na decisão recorrida: A terceira e a quarta parcelas objeto da presente autuação, respectivamente nos valores de R$ 8.435.507,53 e R$ 9.852.789,89, aparecem assim identificadas (cfr. mapa de apuração, fls. 89, 138 e 187): Baixa de Parc. Reav. Ativos Referentes ao Ano de 2007 ..................................................... 12.781.072,01 (–) IRPJ s/ Realização Alíq. 25% ........................................................................................... (3.195.268,00) (–) CSLL s/ Realização Alíq. 9% ........................................................................................... (1.150.296,48) (=) Baixa de Reav. Ativos Ref. ao Ano de 2007 (líquida de IRPJ/CSLL) .......................... 8.435.507,53 Diferença na Realização dos Bens Baixados ref 2007 ........................................................... 9.852.789,89 A Interessada argumenta que os referidos valores não foram adicionados ao lucro líquido do anocalendário de 2008, por se tratar de ajustes de exercícios anteriores, contabilizados de acordo com o art. 186 da Lei nº 6.404, de 1976. A alegação, em tese, é plausível. A caracterização de tais parcelas, todavia, como “ajustes de exercícios anteriores” exige a prova de que as realizações foram efetivamente tributadas no anocalendário de 2007, evidenciando contabilmente os eventos que lhes deram origem (depreciações, amortizações, exaustões, alienações, baixas etc.). Ora, no caso em apreço, a Interessada limitouse a alegar seu direito, sem comprovar que os montantes de R$ 8.435.507,53 e R$ 9.852.789,89 já tinham sido tributados no ano de 2007. Em face do exposto, mantenho a glosa com relação aos referidos itens. De fato, não há dúvidas que tais parcelas foram contabilizadas diretamente em conta de patrimônio por se tratar de ajustes de exercícios anteriores, sem trânsito, portanto por contas de resultado. Conforme abordado, a DRJ concluiu que, assim sendo, de fato não haveria necessidade de adição de tais valores para apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, mas, para tanto, deveria a interessada ter feito prova já teriam sido tributados no ano de 2007, ônus em relação ao qual a recorrente não teria se desincumbido. Tendo vista tal conclusão, a recorrente anexou em seu recurso cópia dos lançamentos contábeis, planilhas de controle e fichas da DIPJ/2008 que demonstrariam que tais valores teriam sido adicionados ao lucro líquido para fins de apuração de base de cálculo do IRPJ e da CSLL no anocalendário de 2007. Compulsando os elementos probatórios trazidos aos autos, concluo assistir razão à recorrente. Conforme se pode observar nos documentos de fls. 2.0262.032, foram registrados na conta nº 346005 os valores contestados pelo Fisco, no total de R$ 18.288.294,42, cujo saldo final foi de R$ 23.451.494,61. Esse valor, por sua vez, compôs o total de R$ 39.288.214,48 lançado na linha 24 da ficha 5A da DIPJ/2008 (Despesas Operacionais), indicando ainda que tais valores referiamse a parcela indedutível. Para que não restem dúvidas da origem desse valor indicado na DIPJ, além dos R$ 18.288.294,42 objeto de lançamento, a recorrente logrou êxito em demonstrar que também o compuseram o saldo das contas 331033 (R$ 9.504,844,21), 430002 (R$ 672.229,55) e 331031(R$ 5.659.646,11). Pois bem, o total de despesas operacionais indicadas na linha ficha 05A da DIPJ/2008 como indedutíveis totalizaram R$ 61.360.583,64 (linha 32). Esse montante, por sua vez, foi Fl. 2293DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.294 18 transportado automaticamente pelo programa gerador da DIPJ para a linha 3 da ficha 09A (Demonstração do Lucro Real). Em razão da excelente exposição gráfica do que até o momento foi exposto, reproduzo os demonstrativos apresentados pela recorrente: Fl. 2294DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.295 19 Fl. 2295DF CARF MF Processo nº 16561.720154/201329 Acórdão n.º 1301002.579 S1C3T1 Fl. 2.296 20 Às fls. 2.0322.052 a recorrente anexou ainda planilhas de controle extracontábil referente à composição das adições realizadas na apuração do lucro e na base de cálculo da CSLL, bem como inúmeros lançamentos contábeis que comprovam os saldos finais das contas em questão. Por essas razões, voto também por dar provimento ao recurso para restabelecer o valor, líquido de IRPJ e de CSLL, de R$ 18.288.294,42 na composição do prejuízo fiscal e da base negativa de CSLL da recorrente. É oportuno ressaltar que, tendo em vista a exoneração já concedida pela decisão de primeira instância de forma definitiva, a exigência deve ser integralmente cancelada. 3 CONCLUSÃO Isso posto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 2296DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.907021/2011-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003
ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO.
O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-004.513
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO. O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10980.907021/2011-86
anomes_publicacao_s : 201710
conteudo_id_s : 5779851
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 02 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3302-004.513
nome_arquivo_s : Decisao_10980907021201186.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10980907021201186_5779851.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
id : 6959917
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469135618048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.907021/201186 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302004.513 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de julho de 2017 Matéria PERDCOMP. PIS/COFINS. INCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES. Recorrente VS SUPRIMENTOS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS. COMPOSIÇÃO. O ICMS compõe a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, integrante, portanto, do conceito de receita bruta. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Lenisa Prado, Charles Pereira Nunes e José Renato Pereira de Deus. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède, Walker Araujo, José Fernandes do Nascimento, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, José Renato Pereira de Deus, Charles Pereira Nunes e Lenisa Rodrigues Prado. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Restituição/Declaração de Compensação (PERDCOMP) eletrônico por meio da qual a contribuinte objetivava quitar débitos tributários/solicitar restituição de valor utilizandose de créditos de PIS, que teria sido indevidamente recolhido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 90 70 21 /2 01 1- 86 Fl. 65DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 3 2 A justificativa apresentada pela autoridade fiscal para não homologar a compensação/indeferir o pedido de restituição foi que o DARF discriminado na PERDCOMP havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte. Cientificada sobre o teor do despacho decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual alega que o pedido de compensação/restituição referese a créditos decorrentes de pagamentos a maior de PIS/Pasep e Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela instância de origem, nos termos do Acórdão 06043.100. Irresignada a contribuinte interpôs recurso voluntário, o que motivou a subida dos autos a este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3302004.500, de 25 de julho de 2017, proferido no julgamento do processo 10980.900996/201183, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3302004.500) 1: "Em que pese as razões arroladas pela ilustre Relatora, peço licença para divergir dos fundamentos e do resultado dado ao presente o processo administrativo. Conforme relatado anteriormente, alega a Recorrente que os créditos são decorrentes de pagamentos a maior da Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. Cita e pede aplicação dos RE´s 240.7852/MS e 574.706. Para dirimir a controvérsia sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS e, afastar a aplicação da decisão proferida pela Suprema Corte ao presente caso, empresto e adoto como fundamento as razões de decidir da i. Conselheira Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza, nos autos do processo administrativo nº 10283.902818/201235 (acórdão 3302004.158): 1 Deixo de transcrever o voto vencido, que pode ser facilmente consultado no Acórdão paradigma, mantendo apenas o entendimento predominante da Turma expresso no voto vencedor. Fl. 66DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 4 3 A controvérsia cingese sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS. A situação que permeia os tribunais na atualidade é de dois posicionamentos conflitantes quanto à inclusão ou não do tributo na base de cálculo do PIS e da COFINS. O Superior Tribunal de Justiça no REsp 1144469/PR, em sistema de recursos repetitivos assim decidiu: RECURSO ESPECIAL DO PARTICULAR: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA OU FATURAMENTO. INCLUSÃO DO ICMS. 1. A Constituição Federal de 1988 somente veda expressamente a inclusão de um imposto na base de cálculo de um outro no art. 155, §2º, XI, ao tratar do ICMS, quanto estabelece que este tributo: "XI não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois impostos". 2. A contrario sensu é permitida a incidência de tributo sobre tributo nos casos diversos daquele estabelecido na exceção, já tendo sido reconhecida jurisprudencialmente, entre outros casos, a incidência: 2.1. Do ICMS sobre o próprio ICMS: repercussão geral no RE n. 582.461 / SP, STF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 18.05.2011. 2.2. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre as próprias contribuições ao PIS/PASEP e COFINS: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 976.836 RS, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25.8.2010. 2.3. Do IRPJ e da CSLL sobre a própria CSLL: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.113.159 AM, STJ, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 11.11.2009. 2.4. Do IPI sobre o ICMS: REsp. n. 675.663 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 24.08.2010; REsp. Nº 610.908 PR, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 20.9.2005, AgRg no REsp.Nº 462.262 SC, STJ, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 20.11.2007. 2.5. Das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS sobre o ISSQN: recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP, Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015. 3. Desse modo, o ordenamento jurídico pátrio comporta, em regra, a incidência de tributos sobre o valor a ser pago a título de outros tributos ou do mesmo tributo. Ou seja, é legítima a incidência de tributo sobre tributo ou imposto sobre imposto, Fl. 67DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 5 4 salvo determinação constitucional ou legal expressa em sentido contrário, não havendo aí qualquer violação, a priori, ao princípio da capacidade contributiva. 4. Consoante o disposto no art. 12 e §1º, do DecretoLei n. 1.598/77, o ISSQN e o ICMS devidos pela empresa prestadora de serviços na condição de contribuinte de direito fazem parte de sua receita bruta e, quando dela excluídos, a nova rubrica que se tem é a receita líquida. 5. Situação que não pode ser confundida com aquela outra decorrente da retenção e recolhimento do ISSQN e do ICMS pela empresa a título de substituição tributária (ISSQNST e ICMSST). Nesse outro caso, a empresa não é a contribuinte, o contribuinte é o próximo na cadeia, o substituído. Quando é assim, a própria legislação tributária prevê que tais valores são meros ingressos na contabilidade da empresa que se torna apenas depositária de tributo que será entregue ao Fisco, consoante o art. 279 do RIR/99. 6. Na tributação sobre as vendas, o fato de haver ou não discriminação na fatura do valor suportado pelo vendedor a título de tributação decorre apenas da necessidade de se informar ou não ao Fisco, ou ao adquirente, o valor do tributo embutido no preço pago. Essa necessidade somente surgiu quando os diversos ordenamentos jurídicos passaram a adotar o lançamento por homologação (informação ao Fisco) e/ou o princípio da não cumulatividade (informação ao Fisco e ao adquirente), sob a técnica específica de dedução de imposto sobre imposto (imposto pago sobre imposto devido ou "tax on tax"). 7. Tal é o que acontece com o ICMS, onde autolançamento pelo contribuinte na nota fiscal existe apenas para permitir ao Fisco efetivar a fiscalização a posteriori, dentro da sistemática do lançamento por homologação e permitir ao contribuinte contabilizar o crédito de imposto que irá utilizar para calcular o saldo do tributo devido dentro do princípio da não cumulatividade sob a técnica de dedução de imposto sobre imposto. Não se trata em momento algum de exclusão do valor do tributo do preço da mercadoria ou serviço. 8. Desse modo, firmase para efeito de recurso repetitivo a tese de que: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendo se à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações". 9. Tema que já foi objeto de quatro súmulas produzidas pelo extinto Tribunal Federal de Recursos TFR e por este Superior Tribunal de Justiça STJ: Súmula n. 191/TFR: "É compatível a exigência da contribuição para o PIS com o imposto único sobre combustíveis e lubrificantes". Súmula n. 258/TFR: "Incluise na Fl. 68DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 6 5 base de cálculo do PIS a parcela relativa ao ICM". Súmula n. 68/STJ: "A parcela relativa ao ICM incluise na base de cálculo do PIS". Súmula n. 94/STJ: "A parcela relativa ao ICMS inclui se na base de cálculo do FINSOCIAL". 10. Tema que já foi objeto também do recurso representativo da controvérsia REsp. n. 1.330.737 SP (Primeira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 10.06.2015) que decidiu matéria idêntica para o ISSQN e cujos fundamentos determinantes devem ser respeitados por esta Seção por dever de coerência na prestação jurisdicional previsto no art. 926, do CPC/2015. 11. Ante o exposto, DIVIRJO do relator para NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial do PARTICULAR e reconhecer a legalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS. RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL: TRIBUTÁRIO. RECURSO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DOS VALORES COMPUTADOS COMO RECEITAS QUE TENHAM SIDO TRANSFERIDOS PARA OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS. ART. 3º, § 2º, III, DA LEI Nº 9.718/98. NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA. NÃO APLICABILIDADE. 12. A Corte Especial deste STJ já firmou o entendimento de que a restrição legislativa do artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9.718/98 ao conceito de faturamento (exclusão dos valores computados como receitas que tenham sido transferidos para outras pessoas jurídicas) não teve eficácia no mundo jurídico já que dependia de regulamentação administrativa e, antes da publicação dessa regulamentação, foi revogado pela Medida Provisória n. 2.158 35, de 2001. Precedentes: AgRg nos EREsp. n. 529.034/RS, Corte Especial, Rel. Min. José Delgado, julgado em 07.06.2006; AgRg no Ag 596.818/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28/02/2005; EDcl no AREsp 797544 / SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 14.12.2015, AgRg no Ag 544.104/PR, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJ 28.8.2006; AgRg nos EDcl no Ag 706.635/RS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 28.8.2006; AgRg no Ag 727.679/SC, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 8.6.2006; AgRg no Ag 544.118/TO, Rel. Min. Franciulli Netto, Segunda Turma, DJ 2.5.2005; REsp 438.797/RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJ 3.5.2004; e REsp 445.452/RS, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 10.3.2003. 13. Tese firmada para efeito de recurso representativo da controvérsia: "O artigo 3º, § 2º, III, da Lei n.º 9718/98 não teve eficácia jurídica, de modo que integram o faturamento e também o conceito maior de receita bruta, base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica". Fl. 69DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 7 6 14. Ante o exposto, ACOMPANHO o relator para DAR PROVIMENTO ao recurso especial da FAZENDA NACIONAL. (REsp 1144469/PR; Relator: Napoleão Nunes Maia Filho; Relator para o acórdão: Mauro Campbell Maques) (grifos não constam no original) Já o Supremo Tribunal Federal, no RE 574.706RG/PR, julgou, no dia 15.03.2017, no sentido de que: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), apreciando o tema 69 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário e fixou a seguinte tese: "O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins". Vencidos os Ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Nesta assentada o Ministro Dias Toffoli aditou seu voto. Plenário, 15.3.2017. (grifos não constam do original) No âmbito do regimento interno deste Egrégio Tribunal Administrativo, existe previsão normativa em seu artigo 62, anexo II, sobre a obrigatoriedade de se observar os precedentes em sistema de repetitivos e/ou repercussão geral na análise dos casos: RICARF Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (...) II que fundamente crédito tributário objeto de: (...) b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei n º 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) O RICARF prevê o requisito da decisão definitiva para a obrigatoriedade da aplicação do precedente, no caso em análise, o REsp 1.144.469/PR transitou em julgado em 10.03.2017 e o RE 574.706RG/PR ainda espera a modulação de seus efeitos, não havendo, portanto, trânsito em julgado. Logo, devese Fl. 70DF CARF MF Processo nº 10980.907021/201186 Acórdão n.º 3302004.513 S3C3T2 Fl. 8 7 observar a decisão, já transitada em julgado, do Superior Tribunal de Justiça. Em razão da obrigatoriedade por parte do conselheiro em aplicar o RICARF, acima exposto, os argumentos da Recorrente de desnecessidade de previsão legal para a exclusão do ICMS por respeito ao princípio da capacidade contributiva e da impossibilidade de considerar o ICMS como parte integrante do faturamento ficam, desde já, encontramse fundamentados com a aplicação do precedente obrigatório. Portanto, em conformidade com o REsp 1.144.469/PR, que firmou para efeito de recurso repetitivo a tese de que: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", é negado provimento ao recurso voluntário. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o litígio resumese ao direito a créditos decorrente de pagamentos a maior de PIS/Pasep e Cofins, em razão da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 71DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.907282/2008-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2005
DCOMP. SALDO NEGATIVO. ÓRGÃOS PÚBLICOS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO.
Somente se reconhece o direito creditório pleiteado relativo a saldo negativo de CSLL composto por valores retidos na fonte advindos de pagamentos efetuados por órgãos públicos a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, quando suportado por provas consistentes, a receita pertinente tenha sido oferecida à tributação e haja os necessários informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras, não bastando meras alegações ou documentos produzidos pelo próprio contribuinte.
Numero da decisão: 1402-002.704
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Mateus Ciccone, Caio Cesar Nader Quintella, Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto (Presidente).
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 2005 DCOMP. SALDO NEGATIVO. ÓRGÃOS PÚBLICOS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Somente se reconhece o direito creditório pleiteado relativo a saldo negativo de CSLL composto por valores retidos na fonte advindos de pagamentos efetuados por órgãos públicos a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, quando suportado por provas consistentes, a receita pertinente tenha sido oferecida à tributação e haja os necessários informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras, não bastando meras alegações ou documentos produzidos pelo próprio contribuinte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 16327.907282/2008-91
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5777309
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 28 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1402-002.704
nome_arquivo_s : Decisao_16327907282200891.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : PAULO MATEUS CICCONE
nome_arquivo_pdf_s : 16327907282200891_5777309.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Mateus Ciccone, Caio Cesar Nader Quintella, Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
id : 6946605
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469139812352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1477; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 87 1 86 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.907282/200891 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402002.704 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2017 Matéria CSLL Recorrente BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 DCOMP. SALDO NEGATIVO. ÓRGÃOS PÚBLICOS. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Somente se reconhece o direito creditório pleiteado relativo a saldo negativo de CSLL composto por valores retidos na fonte advindos de pagamentos efetuados por órgãos públicos a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, quando suportado por provas consistentes, a receita pertinente tenha sido oferecida à tributação e haja os necessários informes de rendimentos emitidos pelas fontes pagadoras, não bastando meras alegações ou documentos produzidos pelo próprio contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 72 82 /2 00 8- 91 Fl. 87DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 88 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Mateus Ciccone, Caio Cesar Nader Quintella, Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Lizandro Rodrigues de Sousa, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Leonardo de Andrade Couto (Presidente). Fl. 88DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 89 3 Relatório O litígio remonta ao Despacho Decisório (DD) da DEINF/SP, nº de Rastreamento 791231221, de 25/09/2008, que, originalmente, reconheceu direito creditório no importe de R$ 224.563,23 (de um total pleiteado de R$ 306.654,12), restando indeferido o montante de R$ 82.090,89, conforme reprodução abaixo (fls. 5): Irresignado, o contribuinte interpôs manifestação de inconformidade perante a Turma Julgadora de 1º Piso (fls. 4/5) requerendo o deferimento integral do direito creditório remanescente não reconhecido pelo DD (R$ 82.090,89) Em 16 de outubro de 2013, a 10ª Turma da DRJ/SP1 prolatou decisão na qual negou provimento à MI (Acórdão fls. 33/37)1. O valor indeferido, que representa o litígio aqui trazido, compõese de retenções não confirmadas, estando assim resumido: 1 A numeração referida, quando não houver indicação em contrário, será sempre a digital. Fl. 89DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 90 4 Fragmentos da decisão contestada mostram as razões de decidir da Turma a quo (fls. 246/256): “A justificativa registrada pela autoridade fiscal para a confirmação parcial destas parcelas foi a de que a “informação do PER/DCOMP excede o valor da retenção proporcional”. Neste ponto, cabe esclarecer, nos termos da legislação aplicável, que o pagamento efetuado por órgãos públicos a pessoas jurídicas sujeitase à retenção na fonte, nos termos do estabelecido no art. 64 da Lei nº 9.430/96. (...) Portanto, no presente caso, o contribuinte somente poderia deduzir o valor correspondente à alíquota aplicada para a CSLL. Ressaltese, ainda, que o manifestante não apresentou os comprovantes de retenção emitidos pelas fontes pagadoras para eventual comprovação do alegado, cujo fornecimento encontrase previsto no art. 31 da mesma IN SRF nº480/2004”. O Acórdão guerreado encontrase assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 DCOMP. SALDO NEGATIVO. CSRF. ÓRGÃOS PÚBLICOS. Os pagamentos efetuados por órgãos públicos a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, estão sujeitos à incidência na fonte também da CSLL, mediante a aplicação da alíquota de um por cento, sobre o montante a ser pago. O valor retido poderá ser deduzido desta contribuição devida mediante aplicação da mesma alíquota. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Novamente inconformado, o interessado, na qualidade de recorrente, acostou recurso voluntário (fls. 55/57) no qual reafirma basicamente todos os argumentos aduzidos na manifestação de inconformidade. É o relatório do essencial, em apertada síntese. Fl. 90DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 91 5 Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone Relator O Recurso Voluntário é tempestivo (ciência do acórdão recorrido em 11/01/2014 – fls. 42 – protocolização do RV em 28/01/2014 – fls. 55), a representação do recorrente está corretamente formalizada (fls. 58/61) e os demais pressupostos para sua admissibilidade foram atendidos, pelo que o recebo e dele conheço. A matéria é de cunho essencialmente probatório, impondo verificar se o recorrente conseguiu afastar as ressalvas que a decisão recorrida fez em relação aos itens tidos como incomprovados. Antes da análise individual de cada item não reconhecido é preciso pontuar que a retenção na fonte da CSLL para fins de composição do chamado “saldo negativo” exige sua sustentação em documentação probante regular, o oferecimento dos rendimentos à tributação (art. 837, do RIR/1999; art. 2º, § 4º, III, da Lei nº 9.430/1996)2 e que os valores pleiteados encontremse informados em comprovante específico emitido pela fonte pagadora, conforme expressa determinação do RIR/1999, artigos 942 e 943 (abaixo transcritos), em tudo aplicável à CSLL, por força das disposições contidas no art. 57 da Lei nº 8.891, de 1995, e no art. 28 da Lei nº 9.430, de 1996: Art. 942. As pessoas jurídicas de direito público ou privado que efetuarem pagamento ou crédito de rendimentos relativos a serviços prestados por outras pessoas jurídicas e sujeitos à retenção do imposto na fonte deverão fornecer, em duas vias, à pessoa jurídica beneficiária Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal (Lei n º 4.154, de 1962, art. 13, § 2º, e Lei n º 6.623, de 23 de março de 1979, art. 1º). Parágrafo único. O comprovante de que trata este artigo deverá ser fornecido ao beneficiário até o dia 31 de janeiro do anocalendário subseqüente ao do pagamento (Lei n º 8.981, de 1995, art. 86). 2 Art. 837. No cálculo do imposto devido, para fins de compensação, restituição ou cobrança de diferença do tributo, será abatida do total apurado a importância que houver sido descontada nas fontes, correspondente a imposto retido, como antecipação, sobre rendimentos incluídos na declaração (DecretoLei nº 94, de 30 de dezembro de 1966, art. 9º). Art. 2o (...) § 4º Para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: (...) III do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real; Fl. 91DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 92 6 Art. 943. A Secretaria da Receita Federal poderá instituir formulário próprio para prestação das informações de que tratam os arts. 941 e 942 (DecretoLei n º 2.124, de 1984, art. 3º, parágrafo único). § 1 º O beneficiário dos rendimentos de que trata este artigo é obrigado a instruir sua declaração com o mencionado documento (Lei n º 4.154, de 1962, art. 13, § 1º). § 2 º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 7º, e no § 1º do art. 8º(Lei n º 7.450, de 1985, art. 55). Ainda em relação à matéria em litígio, cabe reproduzir, no que importa, as IN relacionadas ao tema, principiando pela nº 390, de 30/01/2204, que dispõe sobre as deduções da CSLL relativa à apuração anual: Art. 30. No balanço de 31 de dezembro do anocalendário, relativo ao ajuste anual, a pessoa jurídica poderá deduzir da CSLL devida, para fins de cálculo da CSLL a pagar, os seguintes valores: (...) IV da CSLL retida por órgão público, autarquia, fundações da administração pública federal, sociedade de economia mista, empresa pública e demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI. E a Instrução Normativa SRF nº 480/2004, vigente à época dos fatos, que estabelecia: Art. 2º A retenção será efetuada aplicandose, sobre o valor a ser pago, o percentual constante da coluna 06 da Tabela de Retenção (Anexo I), que corresponde à soma das alíquotas das contribuições devidas e da alíquota do imposto de renda, determinada mediante a aplicação de quinze por cento sobre a base de cálculo estabelecida no art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, conforme a natureza do bem fornecido ou do serviço prestado. (...) § 3º O valor da CSLL, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota de 1% (um por cento) sobre o montante a ser pago. Fl. 92DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 93 7 Art. 7º Os valores retidos na forma desta Instrução Normativa poderão ser deduzidos, pelo contribuinte, do valor do imposto e contribuições de mesma espécie devidos, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção. Parágrafo único. O valor a ser deduzido, correspondente ao IRPJ e a cada espécie de contribuição social, será determinado pelo próprio contribuinte mediante a aplicação, sobre o valor do documento fiscal, da alíquota respectiva, constante das colunas 02, 03, 04 ou 05 da Tabela de Retenção (Anexo I). Art. 31. O órgão ou a entidade que efetuar a retenção deverá fornecer, à pessoa jurídica beneficiária do pagamento, comprovante anual de retenção, até o último dia útil de fevereiro do ano subseqüente, podendo ser disponibilizado em meio eletrônico, conforme modelo constante do Anexo V, informando, relativamente a cada mês em que houver sido efetuado o pagamento, os códigos de retenção, os valores pagos e os valores retidos. § 1º Como forma alternativa de comprovação da retenção, poderá o órgão ou a entidade fornecer ao beneficiário do pagamento cópia do Darf, desde que este contenha a base de cálculo correspondente ao fornecimento dos bens ou da prestação dos serviços. E, finalmente, a IN (SRF) nº 119, de 28/12/2000 (também vigente à época dos fatos), art. 2º, que prescrevia as informações que deveriam estar contidas no informe de rendimentos: Art. 2º A fonte pagadora deverá fornecer, à pessoa jurídica beneficiária, comprovante de retenção do imposto de renda que indique: I o nome empresarial e o número de inscrição completo (com 14 dígitos) no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da fonte pagadora e do beneficiário; II o mês da ocorrência do fato gerador e os valores em reais, inclusive centavos, do rendimento bruto e do imposto de renda retido; III o código utilizado no DARF (com 4 dígitos) e a descrição do rendimento. Neste contexto, ainda que outras provas, inclusive a escrituração regular do requerente possam ter cunho probante subsidiário, é inegável a existência de norma cogente (artigos 942/943, do RIR/1999, com seus respectivos fundamentos legais expressos no final de cada um deles) que vincula os julgadores e que dela não podem se afastar sob pena de prevaricar e invadir seara que não lhes compete, negando vigência a dispositivo plenamente válido. Feitas estas ponderações, volto ao caso concreto, reproduzindo, para melhor fixação, os valores em litígio: Fl. 93DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 94 8 Alega o recorrente tratarse de retenções efetuadas por entes públicos, no caso, a Secretaria da Receita Federal (CNPJ nº 00.394.460/000141) e o INSS (CNPJ nº 29.979.036/000140) e que os montantes foram devidamente informados na DIPJ Ficha 50 (fls. 14). Mais, que mencionados valores retidos correspondem a 1% dos rendimentos, conforme demonstrado no RV (fls. 56/57), resumo abaixo: Efetivamente, há coincidência nos valores relacionados no recurso voluntário com aqueles inseridos na Ficha 50, da DIPJ. Também é verdadeiro que os entes públicos, quando realizarem pagamentos a entidades privadas, por conta de serviços prestados, deverão reter IR, CSLL, PIS e COFINS, conforme percentuais específicos de cada exação e que, no caso concreto, corresponde a 1% dos rendimentos. Pois bem, considerando os valores já deferidos (R$ 4.174,96 e R$ 17.244,61), chegase ao valor em discussão = R$ 82.090,89 (R$ 683,40 – CNPJ nº 00.394.460/000141 + R$ 81.407,49 – CNPJ nº 29.979.036/000140). No recurso voluntário o recorrente limitouse a aduzir que os valores de retenção correspondem exatamente a 1% dos serviços prestados aos citados entes públicos, sem trazer os necessários informes de rendimentos produzidos pelas fontes pagadoras, conditio sine qua non para reconhecimento do direito creditório suscitado, conforme legislação já antes invocada (art. 943, § 2º, RIR/1999): Art. 943. (...) § 2 º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§ 1 º e 2º do art. 7º, e no § 1º do art. 8 º(Lei n º 7.450, de 1985, art. 55). Neste cenário, induvidoso o acerto da decisão recorrida quando assenta que “o manifestante não apresentou os comprovantes de retenção emitidos pelas fontes pagadoras para Fl. 94DF CARF MF Processo nº 16327.907282/200891 Acórdão n.º 1402002.704 S1C4T2 Fl. 95 9 eventual comprovação do alegado, cujo fornecimento encontrase previsto no art. 31 da mesma IN SRF nº480/2004”. De fato, tais comprovantes não foram acostados aos autos, fragilizando a estrutura probatória, sempre lembrando que documentos, registros e informações de lavra do próprio contribuinte (como a Ficha 50, da DIPJ) podem compor o rol probante de modo subsidiário, mas não suprem nem substituem os “informes de rendimentos” impostos por lei. Por fim, não se argua caber à RFB exigir das fontes pagadoras a entrega de tais informes de rendimentos aos beneficiários (lembrando que existe penalização pelo seu descumprimento) ou realizar circularizações perante terceiros a fim de comprovar as retenções havidas. E isto por um motivo elementar em direito: não sendo a Administração Tributária autora nestes autos (posição assumida pelo recorrente) a ela não se pode imputar o dever de produzir provas que, nos termos do artigo 373, I do atual CPC (art. 333, I) do CPC de 1973, cabe a quem alega, in casu, o contribuinte. Por todo o exposto, mantenho a decisão recorrida e NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Brasília (DF), em 27 de julho de 2017. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 95DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10715.002405/94-15
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 1999
Ementa: REDUÇÃO - CERTIFICADO DE ORIGEM - DIVERGÊNCIA ENTRE OS DADOS DO
CERTIFICADO E A FATURA COMERCIAL. -
Na ocorrência de erro de fato e não de direito, a concessão
da redução não fere o princípio da interpretação literal da
legislação que outorga favor fiscal.
Numero da decisão: CSRF/03-03.019
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda.
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199904
ementa_s : REDUÇÃO - CERTIFICADO DE ORIGEM - DIVERGÊNCIA ENTRE OS DADOS DO CERTIFICADO E A FATURA COMERCIAL. - Na ocorrência de erro de fato e não de direito, a concessão da redução não fere o princípio da interpretação literal da legislação que outorga favor fiscal.
turma_s : Segunda Câmara
numero_processo_s : 10715.002405/94-15
conteudo_id_s : 5787428
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 16 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : CSRF/03-03.019
nome_arquivo_s : Decisao_107150024059415.pdf
nome_relator_s : Nilton Luiz Bartoli
nome_arquivo_pdf_s : 107150024059415_5787428.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda.
dt_sessao_tdt : Mon Apr 12 00:00:00 UTC 1999
id : 6979065
ano_sessao_s : 1999
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469202726912
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T21:11:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T21:11:52Z; Last-Modified: 2009-07-07T21:11:52Z; dcterms:modified: 2009-07-07T21:11:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T21:11:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T21:11:52Z; meta:save-date: 2009-07-07T21:11:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T21:11:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T21:11:52Z; created: 2009-07-07T21:11:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-07-07T21:11:52Z; pdf:charsPerPage: 1143; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T21:11:52Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA — CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA TURMA ->,Çâ 14."Ocesso 11° : 10715.002405/94-15 Recurso n° : RD/302-0.339 Matéria : REDUÇÃO Recorrente : GLAXO DO BRASIL S/A Recorrida : 2. CÂMARA DO 3° CONSELHO DE CONTRIBUINTES Interessada : FAZENDA NACIONAL Sessão de : 12 DE ABRIL DE 1999 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 REDUÇÃO - CERTIFICADO DE ORIGEM - DIVERGÊNCIA ENTRE OS DADOS DO CERTIFICADO E A FATURA COMERCIAL. - Na ocorrência de erro de fato e não de direito, a concessão da redução não fere o princípio da interpretação literal da legislação que outorga favor fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GLAXO DO BRASIL S/A ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Conselheiro Henrique Prado Megda. S -8 • PE ' EIRA RODRIGUES PRESIDENTE NILT2N R L LI RE ATO FORMALIZADO EM: n nnn Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, UBALDO CAMPELLO - NETO e JOÃO HOLANDA COSTA Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 Recurso n° : RD1302-0.339 Recorrente : GLAXO DO BRASIL S/A Interessada : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O presente processo administrativo fiscal ascendeu para julgamento desta Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, em decorrência de Recurso Especial Divergente interposto pela Recorrente, com fundamento no então vigente art. 30, inciso II, e 31, caput, in fine, do Regimento Interno do 3° Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MEFP n° 539, de 17 de julho de 1992, atualmente, art. 5 0 , inciso II, do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n°55, de 16.03.98, contra Acórdão proferido pela Eg. 2° Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, n° 302-33.413, de 24.10.96, que, no mérito julgou improcedente o Recurso Voluntário, dando provimento parcial para exclusão da multa de oficio do art. 4°, inciso I, da Lei n° 8.218/91, por unanimidade de votos, tendo o julgado a seguinte Ementa: EMENTA: "Certificado de Origem - Divergência da fatura - Invalidade. Incabível, no caso, multa do artigo 4°, I da Lei 8.218/91. Recurso parcialmente provido." A decisão recorrida baseia-se no fato de que o Certificado de Origem não guarda correlação com a fatura, não estando capacitada a atender os requisitos do art. 9° do Primeiro Protocolo Adicional do Acordo de Complementação Econômica n° 18, aprovado pelo Decreto n°55/92. A decisão divergente trazida à colação para provocar esta instância especial, prolatada pela Eg. l a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, foi assim ementada: Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 EMENTA "Quando o erro formal é sanado através de documento constante dos próprios autos, não há razão para sustar a pretensão do contribuintes desde que comprovada a insubsistência das razões que motivaram o auto de infração. DADO PROVIMENTO AO RECURSO." Para dirimir a questão, entendo necessário exposição dos fatos e peças que se postam no processo: A Recorrente submeteu a despacho aduaneiro importação, amparada pela Declaração de Importação n° 009580/94 (fls. 03/07), de 153.687 ampolas de cefalotina sodica, 1 grama, medicamento a base de cefalotina (sal sódico do ácido 7-(2-Tienilacetamido) (cefalosporanilo), produto farmacêutico, com os beneficios de redução do Imposto de Importação, em conformidade com o Programa de Desagravação Progressivo, estabelecido pelos países membros do Merco sul , conforme Primeiro Protocolo Adicional do Acordo de Complementação Econômica n° 18, aprovado pelo Decreto n° 55/92. No decorrer do ato de conferência documental, a fiscalização Aduaneira apurou que a fatura comercial indicada no Certificado de Origem era divergente da apresentada pelo importador para suportar a importação da mercadoria., ou seja, o Certificado de Origem, emitido pela Câmara Argentina de Comércio, ostenta a fatura comercial de n° 0031-00000233, de 13/01/94, enquanto a fatura apresentada pela Recorrente é emitida por Laphsa S/A, do Uruguai, Invoice n° 000053, de 17/01/94 (fls. 10 e 11). Considerando-se que a importação é entre Brasil e Argentina, a Certificação de Origem foi considerada sem validade, sendo lavrado o Auto de Infração de fls. 01, para formalizar a exigência do crédito tributário no valor de 96.266,9372 UFIRs, correspondente a Imposto de Importação e Multa prevista no art. 4°, inciso I, da Lei n° 8.218/91. Devidamente intimada da autuação, a Recorrente apresentou tempestiva impugnação (fls. 21/23), alegando em sua defesa que: Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03 019 (i) obteve autorização para a importação objeto da autuação, através da Guia de Importação n° 01-94/001856-8, e, conforme consta da própria GI, o fabricante das mercadorias é da Argentina e o exportador do Uruguai, portanto o país de origem da mercadoria é a Argentina, apesar de a compra ter sido feita do Uruguai; (ii) a comprovação da origem da mercadoria faz-se pelo Certificado de Origem, documento probatório de origem para as importações da espécie e pelo Conhecimento de Embarque Aéreo, tendo sido expedida diretamente do país fabricante ao país importador; (iii) a mercadoria foi faturada pelo exportador, uruguaio, conforme consta da Fatura Comercial apresentada; tal operação comercial consta da GI (campo n° 11-Exportador: Laphsa S/A); (iv) a certificação de Origem obtida pelo fabricante faz parte integrante da documentação correspondente à importação, atendendo, plenamente, o art. 11 do Anexo I, do Acordo de Complementação Econômica n° 18, consubstanciado pelo Decreto n° 550, de 27/05/92. (v) em relação ao Decreto 98.836/90, cujo escopo versa sobre a regulamentação das disposições referentes à certificação de origem do Acordo 91, citado pela fiscalinção no Auto de Infração, o Certificado apresentado enquadra-se perfeitamente. (vi) a Decisão n° 2/91 do Mercosul/GCM (DOU de 08/01/92), que regulamenta o regime de Certificação de Origem e os referidos diplomas legais em nenhum momento determinam que a validade do Certificado de Origem, emitido pelo fabricante, deva ter respaldo em fatura comercial emitida diretamente em nome do importador;, também não preceitua tal exigência. (vii) o fato de o fabricante argentino não ter emitido a fatura comercial diretamente em nome do importador brasileiro, porém em nome do exportador uruguaio, não invalida em hipótese alguma a emissão do Certificado de Origem expedido pela Câmara Argentina de Comércio. As mercadorias foram desembaraçadas mediante assinatura de Termo de Responsabilidade, com fiança bancária (25 a 38), nos termos da Portaria do Ministério a Fazenda n° 389, de 13.10.76. Em Decisão DRJ/RFSECEX n° 209/95, fls. 44/47, prolatada, pela autoridade singular, o auto de infração foi julgado procedente, com fundamento no art. 434 do Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n° 91.030/85 e nos demais argumentos da autuação, com a seguinte ementa: EMENTA: "CERTIFICADO DE ORIGEM. Perda da desagravação prevista no art. 40 do Decreto 550/92, em vista do Certificado de Origem apresentado, mencionar fatura de número diverso do apontado na D.I. e país de origem diferente do emitente do certificado de origem. Feito procedente". Intimada da r. decisão a Recorrente instrumentou tempestivo Recurso Voluntário (fls. 51 a 57), no qual expõe que o lançamento tributário prescinde de fundamentação, vez que a descrição dos fatos não encontra respaldo na legislação para exclusão do beneficio fiscal, vez que não há regra positivada que desconsidere o Certificado de Origem pelo fato de a fatura comercial nele constante, não ser exatamente a fatura que suporta a importação, e que o auto de infração, não atende ao princípio da legalidade, tipicidade. Intimada, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresenta suas contra-razões (fls. 71 a 74) ao recurso interposto, entendendo que a questão cinge-se ao exame dos fatos, qual seja, a regularidade dos documentos apresentados pela Recorrente, não restando dúvidas quanto à divergência, motivo pelo qual não merece reforma a decisão singular. Os autos foram, assim, remetidos à Eg. Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, cuja decisão colegiada é ora recorrida. É o Relatório. Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 VOTO CONSELHEIRO NILTON LUIZ BARTOLI - RELATOR Preliminarmente, entendo necessário vislumbrar corretamente a operação comercial, vez que toda divergência surgiu, exatamente, a partir do tipo comercial adotado pela parte. Como sempre, o Direito Tributário suporta-se dos outros ramos do Direito, da atividade e relações jurídicas privadas para lançar seus raios de incidência e estabelecer relações jurídicas decorrente, essas sim, com o núcleo obrigacional tributário. Trata-se de operação comercial denominada "por conta e ordem", ou seja, o adquirente comprou mercadorias do vendedor, e o fabricante as remeteu diretamente para o comprador "por conta e ordem" do vendedor. O Brasil importou mercadorias de origem Argentina, e o fabricante da Argentina as remeteu diretamente para o Brasil por conta e ordem do Uruguai. Obviamente a venda realizada pela Argentina foi para a empresa do Uruguai, mas a remessa feita para o Brasil, por conta e ordem do Uruguai. Se assim, a Fatura apresentada pela empresa Argentina ao órgão expedidor do Certificado de Origem, deveria ser relativa à operação entre ela e a compradora do Uruguai. Diante desta descrição, verifica-se que a operação fica mais clara, e parece começar a ter sentido o fato de a Certificação de Origem ter sido emitida pela Argentina e o Faturamento do Uruguai. Infere-se daí que o fato de Certificado de Origem n° 6369 ostentar - divergência quanto à fatura comercial não descaracteriza a certificação de que os Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 produtos importados são realmente originários da Argentina, tanto que todos os documentos que suportam a importação comprovam a proveniência das mercadorias. Desta forma, fica desprovida de fundamentação a alegação de que as eventuais divergências constatadas sejam suficientes para desqualificar a certificação, seja pelo fato de a fiscalização não ter compreendido o contexto do negócio jurídico realizado — venda por conta e ordem — seja por não ter verificado corretamente a função e objetivo do próprio Certificado de Origem. Inegável que o processo que instruiu a emissão do Certificado de Origem, junto à "Cámara Argentina de Comercio", foi suportado por documento fiscal de circulação de mercadorias da empresa Argentina, de onde procede a mercadoria. Com efeito, os processos de emissão de Certificados de Origem são únicos, ou seja, o resultado de cada processo é um e somente um Certificado de Origem que acompanha a mercadoria exportada pelo país remetente. Tal procedimento impõe à certificação a característica de unicidade, cuja dúvida de validade coloca em cheque a própria competência do órgão emissor. Se permanecesse tal dúvida, isoladamente, poder-se-ia cogitar a conversão do julgamento em diligência, garantindo-se, assim, o exercício do princípio da verdade material. Contudo, diante da correta interpretação do instrumento de certificação entendo despicienda tal diligência. Senão Vejamos. O Certificado de Origem atende à função principal de atestar a origem da mercadoria; contempla com exatidão a mercadoria importada, as partes que participam da transação comercial, bem como o tipo de transporte utilizado, e, ainda, há total coerência cronológica entre os fatos e atos que se sucederam na importação e na emissão da certificação. Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 Cabe à argumentação a constatação de que as norma instituidoras da certificação de origem não obrigam que o Certificado de Origem deva ser respaldado por fatura comercial emitida diretamente em nome do importador. Evidentemente que não seria possível no caso de venda por conta e ordem, realizada pela fabrica argentina. Neste caso, em espécie, não há dúvidas entre a relação jurídica declarada no Certificado de Origem e na operação objeto deste processo. Com efeito, as normas jurídicas não podem ser interpretadas isoladamente, nem tão pouco por aquilo que elas não prevêem. O hermeneuta do direito deve buscar a ontologia normativa e, a partir daí, estabelecer as relações necessárias para interpretação da norma. O Certificado de Origem é um instrumento que prova à origem das mercadorias, e, daí constitui-se em um dos pilares garantidores dos limites do Mercosul. É garantia de que o Mercosul não está sendo utilizado indevidamente como redutor tarifário por outros países que não são membros. Entretanto, entender, neste caso, que o Certificado de Origem não representa a operação realizada, por mera divergência no número da fatura, plenamente justificável pelo tipo da operação realizada, é negar vigência à autoridade e competência do órgão emissor. Se ocorre uma divergência entre as informações relativas à certificação e o negócio jurídico deve ser esclarecida para que se possa comprovar que há indubitável relação entre o certificado e o negócio jurídico, como se verifica neste caso. Assim têm entendido as Câmaras deste Eg. Conselho, ao se pronunciarem quanto ao erro material constatado em Certificados de Origem: EMENTA: "CERTIFICADO DE ORIGEM - ERRO MATERIAL - CORREÇÃO Isenção - Certificado de Origem Processo n° : 10715.002405/94-15 Acórdão n° : CSRF/03-03.019 Na ocorrência de erro de fato e não de direito, corrigido por documentos idôneos, a concessão da isenção não fere o princípio da interpretação literal da legislação que outorga favor fiscal." Acórdão n° 303-28476, de 20/08/96, PUV EMENTA: "CERTIFICADO DE ORIGEM - ERRO MATERIAL - CORREÇÃO Isenção - Não perde o direito de redução prevista no Acordo de Complementação Econômica n. 14 celebrado entre o Brasil e a Argentina, se erro material involuntário na emissão de certificado de origem, foi corrigido com a emissão de novos certificados de origem, nos termos dos artigos 24 e 10 do referido Acordo. Recurso provido." Acórdão n°301-28065, de 21.05.96, PVU. No caso, a Recorrente demonstrou satisfatoriamente a correlação existente entre os fatos do mundo fenomênico e os declarados na certificação, necessária a dirimir as questões de fato que a ela estavam atribuídas. O v. acórdão n° 301-28.293, trazido para comprovar a divergência, corrobora com o entendimento da Recorrente e suporta perfeitamente a defesa, vez que em relação às questões de fato "não há razão para sustar a pretensão do contribuinte desde que comprovada a insubsistência das razões que motivaram o auto de infração". Neste caso, em espécie, houve plena comprovação da efetiva insubsistência das razões que motivaram o auto de infração. Diante desse argumentos e da constatação da individualidade do Certificado de Origem à operação comercial realizada, JULGO PROCEDENTE O RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. Sala das Sessões, Brasília, 12 de abril de 1999. NILT; LU BART LI Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10835.000398/2003-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Aug 29 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002
COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. RETENÇÃO NA FONTE. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado se o contribuinte trouxer aos autos os elementos probatórios correspondentes, capazes de demonstrar a liquidez e certeza do crédito.
Numero da decisão: 2202-004.109
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 15.917,09.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. RETENÇÃO NA FONTE. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado se o contribuinte trouxer aos autos os elementos probatórios correspondentes, capazes de demonstrar a liquidez e certeza do crédito.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 29 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10835.000398/2003-76
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5763997
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 29 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2202-004.109
nome_arquivo_s : Decisao_10835000398200376.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 10835000398200376_5763997.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 15.917,09. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 10 00:00:00 UTC 2017
id : 6909001
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:05:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469223698432
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1634; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 420 1 419 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10835.000398/200376 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202004.109 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 9 de agosto de 2017 Matéria IRRF Compensação Recorrente UNIMED DE PRES. PRUDENTE COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. RETENÇÃO NA FONTE. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado se o contribuinte trouxer aos autos os elementos probatórios correspondentes, capazes de demonstrar a liquidez e certeza do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 15.917,09. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Rosy Adriane da Silva Dias, Martin da Silva Gesto e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Tratase de pedido de compensação no qual o Recorrente pleiteia a compensação de débitos do IRRF decorrente dos rendimentos pagos a seus cooperados, a partir de créditos do imposto de renda que lhe teriam sido retidos na fonte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 5. 00 03 98 /2 00 3- 76 Fl. 420DF CARF MF Processo nº 10835.000398/200376 Acórdão n.º 2202004.109 S2C2T2 Fl. 421 2 A compensação pleiteada foi homologada parcialmente no valor de R$ 15.175,48, de um total requerido de R$ 17.799,39. A diferença não homologada deuse por falta de comprovação quanto ao efetivo pagamento do IRRF pelas fontes pagadoras que retiveram o tributo do Recorrente. Em sua manifestação de inconformidade, o Recorrente pleiteou a juntada de documentação hábil a comprovar o seu direito à compensação. A decisão de primeira instância desconsiderou todos os documentos juntados pelo Contribuinte na manifestação de inconformidade, por entender que estava precluso esse direito, julgandoa improcedente. O Contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância em 09/05/2007, por via postal, conforme A.R. de fl. 368, tendo apresentado em 08/06/2007 (envelope de fl. 374) o Recurso Voluntário de fls. 369/373, requerendo a realização de diligência para a apreciação dos referidos documentos. Na sessão de 19/08/2009, os membros da 1ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARF resolveram, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a autoridade fiscal apurasse a existência de crédito apto à homologação da compensação pleiteada, considerando todos os documentos já juntados ao processo (fls. 377/379). Tendo em vista a extinção da 1ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARF, o processo foi sorteado para essa turma de julgamento, sob minha relatoria. A autoridade fiscal emitiu o Relatório de Diligência de fls. 393/395, com as conclusões da diligência, porém não constava que o Contribuinte foi intimado desse relatório. Na sessão de 09/02/2017, essa Turma Ordinária converteu o julgamento em diligência (fls. 396/398), para que a Contribuinte fosse intimada a se manifestar sobre o resultado da diligência anterior. A Contribuinte foi intimada em 16/03/2017 (A.R. de fl. 402) e apresentou a manifestação de fls. 414/417 em 17/04/2017. É o relatório. Voto Conselheiro Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. Fl. 421DF CARF MF Processo nº 10835.000398/200376 Acórdão n.º 2202004.109 S2C2T2 Fl. 422 3 Observase que a autoridade fiscal, em atendimento à diligência determinada pela 1ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARF, conforme Resolução nº 2801 0007, de 19/08/2009 (fls. 377/379), emitiu o Relatório de Diligência de fls. 393/395. A Contribuinte manifestouse sobre a diligência, alegando que os vários equívocos cometidos pelas fontes pagadoras ao prestarem as informações ao Fisco demonstram que não correspondem totalmente à realidade dos fatos. Defende a Recorrente que a documentação acostada aos autos comprova a origem, existência e legitimidade dos créditos suficientes para a homologação da compensação. Sustenta que o fato de a fonte pagadora eventualmente não ter informado em DIRF a respectiva retenção ou têla informado com código de retenção equivocado não pode criar uma obrigação/punição para a Recorrente. Em atendimento à diligência solicitada, a autoridade fiscal concluiu o seguinte (fls. 393/395): Pela leitura da planilha verificase que foi glosado o valor de R$ 2.623,91 (R$ 2.560,81 + R$ 63,10). Com a análise dos documentos juntados posteriormente, foi comprovado a retenção adicional de R$ 741,61. Vêse, portanto, que após a análise de toda a documentação acostada aos autos pela Recorrente, a autoridade fiscal reconheceu a comprovação adicional de R$ 741,61, totalizando um valor comprovado de R$ 15.917,09 (R$ 15.175,48 + R$ 741,61). Ressaltese que o ônus para a comprovação documental de direito creditório pertence ao interessado, dados os requisitos de liquidez e certeza para os valores pleiteados, conforme determina o art. 170 do Código Tributário Nacional. Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. É notoriamente sabido que, nos processos derivados de pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, a comprovação dos créditos incumbe ao requerente, que deve trazer aos autos os elementos probatórios correspondentes, capazes de demonstrar a liquidez e certeza do crédito. Essa é a dicção do art. 373, inciso I, do Código de Processo Civil – CPC, aplicado subsidiariamente ao processo administrativo fiscal Decreto nº 70.235/72 (PAF): Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; [...] Assim, considerando que o Contribuinte não logrou comprovar o crédito total alegado de R$ 17.799,39, conforme diligência efetuada, deve ser mantida a glosa de R$ 1.882,30. Fl. 422DF CARF MF Processo nº 10835.000398/200376 Acórdão n.º 2202004.109 S2C2T2 Fl. 423 4 Dessa forma, voto por dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito creditório de R$ 15.917,09. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Relator Fl. 423DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.009655/2005-23
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 PERÍCIA. INDEFERIMENTO. NULIDADE DA DECISÃO. Motivado o indeferimento do pedido de perícia pela turma julgadora a quo, não há que se invocar o cerceamento de defesa. A turma julgadora é livre para forma sua convicção quanto à necessidade ou não da realização de provas para dirimir o litígio administrativo fiscal, podendo indeferir o pedido formulado pelo contribuinte (art. 18, caput, PAF). MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49).
Numero da decisão: 1801-000.702
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em preliminar, em afastar a nulidade da decisão de primeira instância, e, no mérito, negar provimento ao recurso nos termos do voto da Relatora.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Ana de Barros Fernandes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 PERÍCIA. INDEFERIMENTO. NULIDADE DA DECISÃO. Motivado o indeferimento do pedido de perícia pela turma julgadora a quo, não há que se invocar o cerceamento de defesa. A turma julgadora é livre para forma sua convicção quanto à necessidade ou não da realização de provas para dirimir o litígio administrativo fiscal, podendo indeferir o pedido formulado pelo contribuinte (art. 18, caput, PAF). MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49).
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10980.009655/2005-23
conteudo_id_s : 5785106
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.702
nome_arquivo_s : Decisao_10980009655200523.pdf
nome_relator_s : Ana de Barros Fernandes
nome_arquivo_pdf_s : 10980009655200523_5785106.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em preliminar, em afastar a nulidade da decisão de primeira instância, e, no mérito, negar provimento ao recurso nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
id : 6973201
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469237329920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1811; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 60 1 59 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.009655/200523 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 180100.702 – 1ª Turma Especial Sessão de 30 de setembro de 2011 Matéria DCTF Multa por atraso na entrega Recorrente MINERAÇÃO TABATINGA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 PERÍCIA. INDEFERIMENTO. NULIDADE DA DECISÃO. Motivado o indeferimento do pedido de perícia pela turma julgadora a quo, não há que se invocar o cerceamento de defesa. A turma julgadora é livre para forma sua convicção quanto à necessidade ou não da realização de provas para dirimir o litígio administrativo fiscal, podendo indeferir o pedido formulado pelo contribuinte (art. 18, caput, PAF). MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula CARF nº 49). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em preliminar, em afastar a nulidade da decisão de primeira instância, e, no mérito, negar provimento ao recurso nos termos do voto da Relatora. ] (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Fl. 64DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Relatório A empresa recorre do Acórdão nº 0617305/08 exarado pela Sétima Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba/PR, fls. 23 e ss, que manteve a autuação sofrida, consubstanciada no Auto de Infração lavrado para a exigência de multa devida ao atraso na entrega de DCTF relativas aos 1º, 2º, 3º e 4º trimestres do anocalendário de 2003 – fls. 13. Aproveito trechos do relatório do aresto vergastado para historiar os fatos: “Intimada, a empresa apresentou defesa tempestiva, alegando, em síntese, que a declaração foi entregue de forma espontânea, sendo descabida a aplicação de qualquer penalidade. Aduz que se não houver dolo ou culpa, inexiste infração tributária. Salientou, que não houve prejuízo causado ao fisco, tampouco intenção do contribuinte em lesálo. Ao final, pediu a improcedência da autuação e, não sendo o caso, a redução da multa, em observância ao principio da proporcionalidade.Por derradeiro, requereu prova pericial.” A turma julgadora de primeira instância manteve o lançamento fiscal afastando a aplicação do artigo 138 do Código Tributário Nacional – CTN, esclarecendo que o instituto da denúncia espontânea não se aplica às obrigações acessórias. A empresa, tempestivamente, interpôs o Recurso de fls. 35 e ss reprisando os termos da defesa inicial ao solicitar a exclusão da aplicação da multa pelo atraso em vista das DCTF terem sido entregues de forma espontânea. Aduz que a decisão de primeira instância deva ser considerada nula pelo cerceamento de defesa sofrido ante a impossibilidade de produzir as provas requeridas, essenciais ao deslinde do presente litígio administrativo. Requer, in fine: “a) suspender qualquer ato de lançamento em relação aos tributos aqui noticiados, enquanto pender de julgamento o recurso administrativo; b) receber o presente recurso sem o depósito recursal de 30% (trinta por cento), ante a sua total contrariedade aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório; c) afastar a aplicação de qualquer penalidade, uma vez que houve denúncia espontânea por parte do Requerente. d) declarar a nulidade da decisão proferida na lª instância administrativa, de modo a possibilitar a produção das provas pretendidas, a fim de resguardar os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório;” É o relatório. Passo à análise das razões recursais. Fl. 65DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.009655/200523 Acórdão n.º 180100.702 S1TE01 Fl. 61 3 Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. Preliminarmente, esclareçase à recorrente que a decisão de primeira instância não padece de qualquer vício que possa lhe imputar a nulidade aventada, sobretudo por cerceamento de defesa. A turma a quo justificou o indeferimento de pedido de perícia realizado pela recorrente em fase de impugnação: “Perícia Apresentase despiciendo o pedido de perícia, haja vista o que se pretende provar encontramse materializados nos autos e não depende a sua análise de conhecimento técnico especializado. A serventia do procedimento diante da presente situação Mica, apenas procrastinaria o litígio, devendo, assim, ser recusada. Consoante dispõe o art. 420 do CPC aplicado subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal: Parágrafo único. 0 juiz indeferirá a perícia quando: I aprova do fato não depender do conhecimento especial de técnico; II for desnecessária em vista de outras provas produzidas. Por outro giro, a empresa deixou de atender aos requisitos necessários A análise do pedido de perícia, previstos no Decreto if 70.235 de 6 de março de 1972, in verbis: Art.16. A impugnação mencionará: (.) IV as diligencias, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito.” E dispõe sobre o indeferimento do pedido de provas o artigo 18, caput, do Decreto nº 70.235/72, que rege o processo administrativo fiscal – PAF: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1.º da Lei n.º 8.748/1993). (grifos não pertencem ao original) Fl. 66DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Com efeito, acertado o decidido no que concerne ao pedido de perícia, porquanto a matéria objeto do presente litígio não demanda a realização de qualquer diligência ou perícia para que se avalie a aplicação do instituto da denúncia espontânea ao fato em concreto, ou seja, a cominação da multa pelo atraso nas entregas de DCTF, relativas aos quatro trimestres de 2001, fato não contestado pela recorrente. Restando motivado o indeferimento da perícia e escorado na legislação de regência, afasto, de plano, a arguição da nulidade suscitada. No mérito, a recorrente entende estar albergada pela denúncia espontânea na entrega das DCTF, ainda que em atraso, pelo que incabível a cominação da multa conforme autuada. Todavia, o seu entendimento não encontra guarida neste órgão colegiado de segunda instância. Em face a inúmeros julgados relativos a esta matéria, foi consolidada de forma mansa e pacífica a jurisprudência administrativa, resultante na edição da Súmula nº 49 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Destarte, tratandose de matéria sumulada por este órgão, fica vedado a esta turma divergir do enunciado, nos termos do artigo 72, caput, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Ricarf (Portaria MF nº 256/09): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Pelo exposto, voto, em preliminar, em afastar a nulidade da decisão de primeira instância, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Relatora Fl. 67DF CARF MF Emitido em 05/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 05/10/2 011 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10660.002316/2005-39
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2004 Ementa: OPÇÃO. Para que a pessoa jurídica possa valer-se das prerrogativas do Simples, além de preencher os requisitos exigidos para inclusão no sistema (Lei nº 9.317, de 1996, artigo 9º), é indispensável que seja exercida a opção por uma das condições, ME ou EPP, mediante a inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda-CGC/MF ou alteração cadastral, conforme o caso. A opção exercida de conformidade com o artigo 8º da Lei nº 9.317/96 submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES somente a partir do primeiro dia do ano calendário subseqüente, sem efeito retroativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, André Almeida Blanco e Marcelo de Assis Guerra.
Numero da decisão: 1802-000.886
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2004 Ementa: OPÇÃO. Para que a pessoa jurídica possa valer-se das prerrogativas do Simples, além de preencher os requisitos exigidos para inclusão no sistema (Lei nº 9.317, de 1996, artigo 9º), é indispensável que seja exercida a opção por uma das condições, ME ou EPP, mediante a inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda-CGC/MF ou alteração cadastral, conforme o caso. A opção exercida de conformidade com o artigo 8º da Lei nº 9.317/96 submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES somente a partir do primeiro dia do ano calendário subseqüente, sem efeito retroativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, André Almeida Blanco e Marcelo de Assis Guerra.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10660.002316/2005-39
conteudo_id_s : 5753688
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.886
nome_arquivo_s : Decisao_10660002316200539.pdf
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10660002316200539_5753688.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
id : 6877986
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469247815680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.002316/200539 Recurso nº 144.257 Voluntário Acórdão nº 180200.886 – 2ª Turma Especial Sessão de 24/05/2011 Matéria SIMPLES Recorrente LAMBARI INOX INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2004 Ementa: OPÇÃO. Para que a pessoa jurídica possa valerse das prerrogativas do Simples, além de preencher os requisitos exigidos para inclusão no sistema (Lei nº 9.317, de 1996, artigo 9º), é indispensável que seja exercida a opção por uma das condições, ME ou EPP, mediante a inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da FazendaCGC/MF ou alteração cadastral, conforme o caso. A opção exercida de conformidade com o artigo 8º da Lei nº 9.317/96 submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES somente a partir do primeiro dia do ano calendário subseqüente, sem efeito retroativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, André Almeida Blanco e Marcelo de Assis Guerra. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Por economia processual e bem descrever a lide adoto o Relatório (fls.24/25) da decisão recorrida que a seguir transcrevo: Tratase de manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte acima identificada, em razão do indeferimento de sua solicitação de inclusão retroativa, desde 01/01/2004, no Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições — SIMPLES. No despacho fundamentado de fl. 17, o indeferimento foi motivado porque não houve transmissão da FCPJ até a data limite para opção pelo Simples. A contribuinte alega, às fls. 19/20, que preenche todos os requisitos pertinentes ao enquadramento no Simples. Foi penalizada com excesso de rigidez, ferindo ainda mais sua parte financeira. Apresenta outras razões de cunho particular. A 2a. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Juiz de Fora/MG) indeferiu a solicitação em decisão proferida no venerando Acórdão nº 0921.611 de 19 de novembro de 2008, (fls.24/26), cientificado ao interessado em 28/11/2008 ( AR, fl.27). A decisão recorrida possui a seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2004 OPÇÃO. As pessoas jurídicas já devidamente cadastradas no CNPJ exercerão sua opção pelo SIMPLES mediante alteração cadastral efetivada até o último dia útil do mês de janeiro do anocalendário. A empresa interpôs recurso ao Conselho de Contribuintes atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) em 19/12/2008, fls.28/29, alegando, em síntese, que preenche todos os requisitos pertinentes ao enquadramento no simples, e, que, somente o pedido de enquadramento foi feito fora do prazo. Finalmente pede que no julgamento seja levado em consideração a fragilidade financeira, e que, seja deferido o pedido, no sentido de considerar a empresa optante pelo simples a partir de 01 de Janeiro de 2004. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10660.002316/200539 Acórdão n.º 180200.886 S1TE02 Fl. 2 3 Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 /72, dele conheço. Conforme relatado a recorrente alega que preenche todos os requisitos pertinentes ao enquadramento no Simples, e, que, somente o pedido de enquadramento foi feito fora do prazo. Finalmente pede que no julgamento seja levado em consideração a fragilidade financeira, e que, seja deferido o pedido, no sentido de considerar a empresa optante pelo simples a partir de 01 de Janeiro de 2004. Vale lembrar que o Simples é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido, aplicável às pessoas jurídicas consideradas como microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), nos termos definidos na Lei nº 9.317/96 e alterações posteriores. Assim, vários são os benefícios concedidos à pessoa jurídica que optar pelo Simples, como por exemplo, tributação com alíquotas mais favorecidas e progressivas, de acordo com a receita bruta auferida, dispensa de algumas obrigações acessórias, isenção dos rendimentos distribuídos aos sócios, etc. Nesse contexto, de acordo com o artigo 97 da Lei nº 5.172/66 Código Tributário Nacional (CTN), somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou dispensa ou redução de penalidades, o que significa dizer que a opção pela tributação simplificada somente pode ocorrer com amparo na Lei nº 9.317/96, que assim dispõe, ipsis litteris: Art. 8°A opção pelo SIMPLES darseá mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da FazendaCGC/MF, quando o contribuinte prestará todas as informações necessárias, inclusive quanto: 1 especificação dos impostos, dos quais é contribuinte (IPI, ICMS ou ISS); II ao porte da pessoa jurídica (microempresa ou empresa de pequeno porte). § 1° As pessoas jurídicas já devidamente cadastradas no CGC/MF exercerão sua opção pelo SIMPLES mediante alteração cadastral. § 2° A opção exercida de conformidade com este artigo submeterá a pessoa jurídica à sistemática do SIMPLES a partir Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 do primeiro dia do anocalendário subseqüente, sendo definitiva para todo o período.(Grifei) Desse modo, a pessoa jurídica que pretende aderir ao Simples deve exercer a opção obedecendo o rito previsto no dispositivo legal acima transcrito.Para que a pessoa jurídica possa valerse das prerrogativas do Simples, além de preencher os requisitos exigidos para inclusão no sistema (Lei nº 9.317, de 1996, artigo 9º), é indispensável que seja exercida a opção por uma das condições, ME ou EPP, mediante a inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da FazendaCGC/MF ou alteração cadastral, conforme o caso. Indubitavelmente, não pode o julgador a seu talante dar elastério à mencionada norma promovendo as variações que entender oportunas. Com efeito, havendo a recorrente entregue seu pedido para inclusão no Simples somente em 28/12/2005 (fl.16), não pode o mesmo retroagir para surtir efeitos a partir de 01/01/2004, como pretende a recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 29/05/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10820.000826/00-61
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 15 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1988 a 31/10/1995
FINSOCIAL. PRAZO PARA PEDIDO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. MATÉRIA DECIDIDA NO STF NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CPC. TEORIA DOS 5+5 PARA PEDIDOS PROTOCOLADOS ANTES DE 09 DE JUNHO DE 2005.
O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do RE nº 566.621/RS, decidido na sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil, o que faz com que se deva adotar a teoria dos 5+5 para os pedidos administrativos protocolados antes de 09 de junho de 2005.
Essa interpretação entende que o prazo de 5 anos para se pleitear a restituição de tributos, previsto no art. 168, inciso I, do CTN, só se inicia após o lapso temporal de 5 anos para a homologação do pagamento previsto no art. 150, §4o, do CTN, o que resulta, para os tributos lançados por homologação, em um prazo para a repetição do indébito de 10 anos após a ocorrência do fato gerador.
Pela aplicação da Sumula CARF n° 91, ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador.
No caso, como o pedido administrativo de repetição de FINSOCIAL foi protocolado exatamente em 31/08/2000, relativo a períodos de apuração entre 01/08/1990 e 31/03/1992, e considerando que o fato gerador do FINSOCIAL se dá ao final de cada mês, permanece o direito de se pleitear a restituição pretendida, já que engloba apenas tributos com fatos geradores ocorridos concomitantemente/após a data de 31/08/1990.
Recurso Extraordinário Negado.
Numero da decisão: 9900-000.973
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, re-ratificando o acórdão embargado, com efeitos infringentes, nos termos do voto da relatora.
(Assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Possas Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Ana Paula Fernandes Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei, Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza, Rodrigo da Costa Possas
Nome do relator: ANA PAULA FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201612
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1988 a 31/10/1995 FINSOCIAL. PRAZO PARA PEDIDO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. MATÉRIA DECIDIDA NO STF NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CPC. TEORIA DOS 5+5 PARA PEDIDOS PROTOCOLADOS ANTES DE 09 DE JUNHO DE 2005. O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do RE nº 566.621/RS, decidido na sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil, o que faz com que se deva adotar a teoria dos 5+5 para os pedidos administrativos protocolados antes de 09 de junho de 2005. Essa interpretação entende que o prazo de 5 anos para se pleitear a restituição de tributos, previsto no art. 168, inciso I, do CTN, só se inicia após o lapso temporal de 5 anos para a homologação do pagamento previsto no art. 150, §4o, do CTN, o que resulta, para os tributos lançados por homologação, em um prazo para a repetição do indébito de 10 anos após a ocorrência do fato gerador. Pela aplicação da Sumula CARF n° 91, ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. No caso, como o pedido administrativo de repetição de FINSOCIAL foi protocolado exatamente em 31/08/2000, relativo a períodos de apuração entre 01/08/1990 e 31/03/1992, e considerando que o fato gerador do FINSOCIAL se dá ao final de cada mês, permanece o direito de se pleitear a restituição pretendida, já que engloba apenas tributos com fatos geradores ocorridos concomitantemente/após a data de 31/08/1990. Recurso Extraordinário Negado.
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 08 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10820.000826/00-61
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5766612
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 11 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9900-000.973
nome_arquivo_s : Decisao_108200008260061.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ANA PAULA FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 108200008260061_5766612.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, re-ratificando o acórdão embargado, com efeitos infringentes, nos termos do voto da relatora. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Possas Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei, Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza, Rodrigo da Costa Possas
dt_sessao_tdt : Thu Dec 15 00:00:00 UTC 2016
id : 6922436
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:05:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049469250961408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2064; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 357 1 356 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10820.000826/0061 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9900000.973 – Pleno Sessão de 15 de dezembro de 2016 Matéria FINSOCIAL Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado DOSA MATERIAIS PARA CONSTRUCAO LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1988 a 31/10/1995 FINSOCIAL. PRAZO PARA PEDIDO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. MATÉRIA DECIDIDA NO STF NA SISTEMÁTICA DO ART. 543B DO CPC. TEORIA DOS 5+5 PARA PEDIDOS PROTOCOLADOS ANTES DE 09 DE JUNHO DE 2005. O art. 62A do RICARF obriga a utilização da regra do RE nº 566.621/RS, decidido na sistemática do art. 543B do Código de Processo Civil, o que faz com que se deva adotar a teoria dos 5+5 para os pedidos administrativos protocolados antes de 09 de junho de 2005. Essa interpretação entende que o prazo de 5 anos para se pleitear a restituição de tributos, previsto no art. 168, inciso I, do CTN, só se inicia após o lapso temporal de 5 anos para a homologação do pagamento previsto no art. 150, §4o, do CTN, o que resulta, para os tributos lançados por homologação, em um prazo para a repetição do indébito de 10 anos após a ocorrência do fato gerador. Pela aplicação da Sumula CARF n° 91, ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplicase o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. No caso, como o pedido administrativo de repetição de FINSOCIAL foi protocolado exatamente em 31/08/2000, relativo a períodos de apuração entre 01/08/1990 e 31/03/1992, e considerando que o fato gerador do FINSOCIAL se dá ao final de cada mês, permanece o direito de se pleitear a restituição pretendida, já que engloba apenas tributos com fatos geradores ocorridos concomitantemente/após a data de 31/08/1990. Recurso Extraordinário Negado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 0. 00 08 26 /0 0- 61 Fl. 374DF CARF MF Processo nº 10820.000826/0061 Acórdão n.º 9900000.973 CSRFPL Fl. 358 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, reratificando o acórdão embargado, com efeitos infringentes, nos termos do voto da relatora. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Possas – Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei, Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza, Rodrigo da Costa Possas Relatório Os presentes Embargos de Declaração tratam de pedido de análise de contradição motivado pela Fazenda Nacional face ao acórdão 9900000.617, proferido Pleno do Conselho Superior de Recursos Fiscais CSRF. A Fazenda Nacional interpôs Recurso Extraordinário contra acórdão proferido pela Colenda Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, às fls. 320/327, que, por maioria, negou provimento ao recurso especial, considerando devida a contagem do prazo decadencial para pleitear a repetição de indébito a partir da data da norma que foi declarada inconstitucional, no caso, a Resolução do Senado Federal nº 49, de 9 de outubro de 1995. Às fls. 361/369, o Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em 29/08/2012, NEGOU PROVIMENTO ao Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, restando assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1988 a 31/10/1995 PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS “CINCO MAIS CINCO”. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Fl. 375DF CARF MF Processo nº 10820.000826/0061 Acórdão n.º 9900000.973 CSRFPL Fl. 359 3 Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos “cinco mais cinco” (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009). DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO. VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACATIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL PELO STF. O Supremo Tribunal Federal, ao seu turno, declarou a inconstitucionalidade do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos para restituição tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. (RE 566621, Rel. Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULG 10/10/2011). Recurso Extraordinário Negado. Às fls. 370/372, a Fazenda Nacional interpôs Embargos de Declaração, alegando contradição no julgamento do Pleno do CSRF, tendo em vista que nem todos os períodos de apuração englobados no pedido de restituição do contribuinte seriam passíveis de deferimento, uma vez que parte deles teria sido alcançada pela decadência, nos termos da "tese dos einco+einco". Via de consequência, a conclusão mais correta, s.m.j., seria a dc dar parcial provimento ao recurso da Fazenda Nacional para declarar a decadência do direito de pedir a restituição em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 31/05/1990. Assim, arguiu que o aresto embargado merece ser sanado, no que tange ã contradição apontada, qual seja, a de que, mesmo aplicandose a "tese dos cinco+cinco", parte dos períodos englobados no pedido de restituição do contribuinte estariam alcançados pela decadência. Conforme Despacho à fl. 373, os Embargos de Declaração restaram admitidos, verificandose aparente contradição no acórdão em relação aos fatos ocorridos antes de 31/05/1990, eis que estariam alcançados pela decadência, merecendo ser reapreciado pelo colegiado julgador. O acórdão embargado, ao analisar o Recurso Extraordinário da PFN, Fl. 376DF CARF MF Processo nº 10820.000826/0061 Acórdão n.º 9900000.973 CSRFPL Fl. 360 4 concluiu pela aplicação da tese dos cinco + cinco, dado que o pedido de restituição formulado pelo contribuinte foi protocolizado em 31/05/2000, ou seja, antes da entrada em vigor da Lei Complementar nº 118/2005, sendo contado o prazo decadencial a partir do fato gerador. Vieram os autos conclusos para decisão. É o relatório. Voto Conselheira Ana Paula Fernandes Relatora Os Embargos de Declaração opostos são tempestivos e atendem aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto, devem ser conhecidos. Conforme entendimento do Poder Judiciário, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, a Fazenda possui prazo de cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador, para homologar o pagamento antecipado realizado pelo sujeito passivo (prazo decadencial). Em havendo o silencio da Fazenda Nacional, ocorre a homologação tácita do lançamento e consequente extinção do crédito tributário em referido período. Já o prazo para o contribuinte exercer seu direito de pleitear a restituição dos tributos indevidamente pagos é de cinco anos, contados da extinção do crédito tributário, de acordo com o artigo 168, I, do CTN. Portanto, no caso de tributos cujo lançamento ocorre pela modalidade homologação, no silencio do fisco no prazo de 05 anos contados do fato gerador, operase a extinção do crédito, fazendo nascer para o contribuinte o direito à pleitear a restituição de eventual valor pago indevidamente. O STJ, no julgamento do RESP 1.002.932 sob o rito do artigo 543C, §7º, do CPC, em 25/11/2009 asseverou que o prazo prescricional para a repetição ou compensação dos tributos sujeitos a lançamento por homologação começa a fluir decorridos 05 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio computado desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo. O STF, no julgamento do RE 566.621 sob o rito do artigo 543B, §3º, do CPC, em 04/08/2011, reconhecendo a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar 118/05, entendeu válida a aplicação do novo prazo de 05 anos para apenas as ações ajuizadas após o prazo de vacatio legis de 120 da publicação da referida Lei, ou seja, a partir de 09/06/2005. No julgamento da decisão ora Embargada a Turma se manifestou com base no julgamento do STJ retro mencionado. Logo, a contagem do prazo decadencial/prescricional deveria seguir o entendimento aqui exposto, iniciandose na ocorrência do fato gerador. Entretanto, seguindo essa linha de entendimento a conclusão deveria ser pelo parcial provimento, para reconhecer a prescrição do direito do contribuinte em relação ao Fl. 377DF CARF MF Processo nº 10820.000826/0061 Acórdão n.º 9900000.973 CSRFPL Fl. 361 5 período de apuração 04/1990, tendo em vista que o protocolo do pedido de restituição ocorreu apenas em 31/05/2000. Assim sendo, voto por DAR provimento aos Embargos, para reconhecer haver contradição na decisão embargada, devendo o dispositivo ser alterado para dar parcial provimento ao recurso da Fazenda Nacional para declarar a decadência do direito de pedir a restituição em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 31/05/1990. Diante do exposto voto por conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, reratificando o acórdão embargado, com efeitos infringentes, nos termos acima propostos. É o voto. (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Fl. 378DF CARF MF
score : 1.0
