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Numero do processo: 10680.724044/2010-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCLUSÃO DE CO-RESPONSÁVEIS NO RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO. SUJEIÇÃO PASSIVA EXPRESSA. AUSÊNCIA DE CIENTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Tendo em vista que além da recorrente várias pessoas foram indicadas no relatório fiscal na qualidade de co-responsáveis pelo crédito lançado, devem as mesmas ser cientificadas do lançamento, sob pena de cerceamento de seu direito de defesa, nos termos do art. 59, II, do Decreto 70.235/72.
Decisão de Primeira Instancia Anulada.
Numero da decisão: 2402-003.452
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCLUSÃO DE CO-RESPONSÁVEIS NO RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO. SUJEIÇÃO PASSIVA EXPRESSA. AUSÊNCIA DE CIENTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Tendo em vista que além da recorrente várias pessoas foram indicadas no relatório fiscal na qualidade de co-responsáveis pelo crédito lançado, devem as mesmas ser cientificadas do lançamento, sob pena de cerceamento de seu direito de defesa, nos termos do art. 59, II, do Decreto 70.235/72. Decisão de Primeira Instancia Anulada.
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Recorrente MEET COMERCIO ALIMENTÍCIO E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCLUSÃO DE CO RESPONSÁVEIS NO RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO. SUJEIÇÃO PASSIVA EXPRESSA. AUSÊNCIA DE CIENTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Tendo em vista que além da recorrente várias pessoas foram indicadas no relatório fiscal na qualidade de coresponsáveis pelo crédito lançado, devem as mesmas ser cientificadas do lançamento, sob pena de cerceamento de seu direito de defesa, nos termos do art. 59, II, do Decreto 70.235/72. Decisão de Primeira Instancia Anulada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 40 44 /2 01 0- 51 Fl. 281DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724044/201051 Acórdão n.º 2402003.452 S2C4T2 Fl. 282 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por MEET COMERCIO ALIMENTÍCIO E SERVIÇOS LTDA, em face do acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.309.1303, lavrado para a cobrança de contribuições sociais previdenciárias parte segurados, incidentes sobre os valores pagos a empregados e contribuintes individuais a seu serviço. Consta do relatório fiscal que a recorrente é empresa sucessora da empresa JHM8 – BAR E RESTAURANTE LTDA, bem como das seguintes pessoas físicas e jurídicas também qualificadas no Auto de Infração como sucedidos coresponsáveis pelo débito: ALDOMIR MOCELLIN, DARCI ROQUE MOCELLIN, DÁLCIO JOSÉ FERRONATO,NÉDIO JOSÉ MOCELLIN, GRAYCE FONSECA VALLE, MUNIR KHALIL LEBOS, PORÇÃO LICENCIAMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, ROBSON LEITE DO REGO. Ao efetuar o lançamento justificou o Auditor que através do "CONTRATO DE COMPRA DE ESTABELECIMENTO E OUTRAS AVENÇAS", datado em 01/03/2010, a empresa JHM8 BAR E RESTAURANTE LTDA alienou para a Sra. GILVÂNYA ROBERTI ROCHA FILGUEIRAS DE MORAES, os ativos que integram seu único estabelecimento situado à Avenida Raja Gabaglia n° 2985, Bairro São Bento na cidade de Belo Horizonte, a qual por sua vez os transferiu através do "CONTRATO DE COMODATO DE MÓVEIS COMERCIAIS", datado em 01/03/2010, para a empresa MEET COMÉRCIO ALIMENTÍCIO E SERVIÇOS LTDA. Tal contrato visava transferir a operação da churrascaria Porção em Belo Horizonte para os seus compradores, tendo os mesmos passado a exercer referida atividade por intermédio da recorrente, no mesmo local e no mesmo estabelecimento comercial anteriormente explorado pela empresa sucedida (JHM8). Foram lançadas contribuições apuradas com base nas informações prestadas pela própria recorrente, através das seguintes rubricas: a) AU1 : remuneração creditada a autônomo na competência de 05/2006; b) AL1: alimentação a seus segurados empregados durante todo o período fiscalizado, pela existência nas referidas folhas da rubrica denominada "DESCONTO ALIMENTAÇÃO CÓDIGO 211", ficando demonstrado, dessa forma, que se houve a participação dos empregados nos gastos com refeições, evidentemente houve a contrapartida, todavia, sem a inscrição no PAT. c) MO1: a seus segurados empregados durante todo o período fiscalizado, pela existência nas referidas folhas da rubrica denominada "DESCONTO MORADIA CÓDIGO 215", ficando demonstrado, dessa forma, que se houve a participação dos empregados nos gastos com moradia, evidentemente houve a contrapartida do fornecimento pela empresa deste benefício a eles. Assim, também, analisandose a contabilidade da empresa, foram encontradas algumas contas de despesas movimentadas com gastos de aluguel, Fl. 283DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 condomínio, Imposto Predial e Territorial UrbanoIPTU e energia elétrica, sendo elas: 3.1.1.04.020 Despesas de Aluguel, 3.1.1.04.021Despesas de Condomínio, 3.3.1.01.001IPTU, 3.1.1.04.003Energia Elétrica, 3.1.1.01.019 Outras Despesas com Pessoal, todas elas referentes a aluguéis de apartamentos na cidade de Belo Horizonte, exceto as despesas referentes ao imóvel onde se situa o estabelecimento comercial, localizado na Av. Raja Gabaglia, 2895A onde a empresa desenvolve suas atividades de churrascaria, as quais, evidentemente foram excluídas deste levantamento. do fornecimento pela empresa deste benefício a eles. Quanto ao lançamento MO1, o fiscal concluiu pela incidência tendo em vista que a moradia foi fornecida a empregados sem que os mesmos estejam trabalhando em canteiros de obras ou locais que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, situações que não são encontradas na empresa ora autuada, que forneceu moradia a apenas alguns de seus empregados, vindos de outras cidades para trabalharem continuamente na zona sul de Belo Horizonte, em atividades ligadas à churrascaria, exercendo funções de maitre, churrasqueiras, garçons, auxiliares de copa, dentre outras. Em assim sendo, as despesas com os pagamentos de aluguéis, condomínio, IPTU e energia elétrica destinados para a moradia dos empregados foram consideradas pela fiscalização como saláriodecontribuição para fins previdenciários, uma vez que são ganhos habituais do empregado sob a forma de utilidade. A multa aplicada, após a devida comparação com a legislação posterior, foi aquela de 75%. O lançamento compreende o período de 01/2005 a 12/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 11/11/2010 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância, a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que a impugnante foi constituída em 01/03/2010, quase quatro anos após o suposto fato gerador causador da multa por descumprimento de obrigação acessória e, além disso, o quadro societário da impugnante não tem nenhuma relação com o quadro societário da sucedida, sendo desconhecido para a mesma. Ademais, consta no contrato de comodato apresentado ao fiscal que o "sucedido" teria responsabilidade de transição pelo prazo de seis meses após a assinatura do termo, ou seja, o sucedido estava exercendo a atividade transferindo o estabelecimento 2. que o fiscal deveria ter diligenciado contra o sucedido para o cumprimento de suas obrigações e após, se fosse o caso, declarar sucessão subsidiária. No entanto, a fiscalização alicerçou a suposta sucessão em informações prestadas pelo sucedido, que informou não mais exercer a atividade comercial cedida. 3. A expressão "subsidiária" significa que terceiros também poderão ser responsabilizados por obrigação tributária, mas somente no caso de mostrarse impossível cobrála Fl. 284DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724044/201051 Acórdão n.º 2402003.452 S2C4T2 Fl. 283 5 do contribuinte devedor principal. Assim, mostrase necessário o esgotamento das vias legais na tentativa de localização do devedor principal e seus bens, o que não ocorreu; 4. que a adesão ao PAT é obrigação meramente formal, devendo ser desconsiderada para fins de incidência das contribuições previdenciárias; 5. a impossibilidade de apuração dos gastos individualizados dos empregados beneficiados pelo auxílio moradia. Nesse sentido, não poderia a fiscalização utilizarse de todos os valores para apuração, ainda mais, reconhecendo que alguns, indiscutivelmente, faziam jus a este benefício. 6. que o suposto crédito relativo a 2005 não pode prosperar pois foi atingido pela decadência, nos termos da legislação aplicável. Transcreve o § 4 o do artigo 150, do CTN. 7. são inexigíveis as contribuições sobre as remunerações dos segurados autônomos, instituídas pela Lei 7.787/89 e Lei 8.212/91, pois o Supremo Tribunal Federal entendeu as como inconstitucionais. Tais contribuições não integram a folha de salários e, para que seja instituída nova fonte de custeio, é exigida a instituição via lei complementar, conforme exigência do artigo 154 da CF/88. Transcreve julgado acerca da matéria. 8. requer o reconhecimento da ilegitimidade passiva da impugnante declarando nula a sucessão, com conseqüente nulidade do Auto de Infração. Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. PRELIMINARMENTE Antes mesmo de analisar qualquer das matérias objeto do recurso, da atenta análise dos autos, verifiquei haver questão preliminar a ser decidida por esta Eg. Turma. O relatório fiscal da infração é por demais claro com relação aos fatos que ensejaram o lançamento, tendo sido, ainda bastante específico em apontar uma a uma todas as pessoas relacionadas aos fatos. As seguintes pessoas físicas e jurídicas também foram qualificadas no Auto de Infração como sucedidos coresponsáveis pelo débito: ALDOMIR MOCELLIN, DARCI ROQUE MOCELLIN, DÁLCIO JOSÉ FERRONATO, NÉDIO JOSÉ MOCELLIN, GRAYCE FONSECA VALLE, MUNIR KHALIL LEBOS, PORÇÃO LICENCIAMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, ROBSON LEITE DO REGO. Tais pessoas não foram simplesmente listadas no Relatório de Vínculos como responsáveis pelo estabelecimento, mas aos mesmos foi reconhecida a responsabilidade solidária ou mesmo subsidiária pelo lançamento em questão. A título de esclarecimento, cumpre apontar que algumas pessoas acima listadas atuaram na qualidade de intervenientes anuentes ao contrato de transferência do estabelecimento, sendo que uma delas é a detentora da marca PORÇÃO. Entretanto, nenhuma das pessoas acima foi cientificada do Auto de Infração, o que veio a ser realizado somente em nome da empresa sucessora, ora recorrente. Ora, se fosse o caso de simples relação de tais pessoas no anexo REPLEG do Auto, tais pessoas não poderiam, em qualquer hipótese, ser responsabilizadas pelo crédito lançado. Todavia, aqui o caso é outro. Todas elas foram expressamente qualificadas no Fl. 286DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.724044/201051 Acórdão n.º 2402003.452 S2C4T2 Fl. 284 7 relatório fiscal como coresponsáveis pelo débito, o que ensejará conseqüências em seu desfavor, acaso o presente lançamento venha a ser mantido. Ou seja, todos estão sendo considerados como sujeitos passivos na relação jurídicotributária, nos termos do art. 135 e 133, ambos do CTN. Dessa forma, entendo que todas elas deveriam ser cientificadas do lançamento para apresentar defesa, sob pena de ofensa ao princípio do contraditório, bem como dispõe o art. 59 do Decreto 70.235/72, a seguir: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. No presente caso, a ausência de cientificação do demais sujeitos passivos, macula o resultado prático do processo, sendo que, relativamente aos mesmos, não houve a devida observância do exercício do direito à plena defesa. Na mesma linha a Lei 9.784/99, em seu artigo 28, impõe que o interessado deverá ser obrigatoriamente intimado de todos os atos, termos e decisões tomadas em seus processos perante a administração pública, no caso a tributária. Vejamos: Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. Ante todo o exposto, voto no sentido de ANULAR A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, determinando a baixa dos autos a DRJ de origem, para que, então, todas as pessoas físicas ou jurídicas apontadas como coresponsáveis pelo débito em questão, além da recorrente, sejam cientificadas do lançamento, podendo, caso queiram, apresentar defesa, devendo, após ser proferida novo julgamento de primeira instância. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 22/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 17/04/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10380.000298/2009-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2801-000.095
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1902; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 46 1 45 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.000298/200921 Recurso nº 886.148 Resolução nº 2801000.095 – 1ª Turma Especial Data 12 de março de 2012 Assunto IRPF Solicitação de Diligência Recorrente JOSÉ FERNANDES FILHO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que concluiu pela procedência em parte da exigência formulada por meio da Notificação de Lançamento às fls. 02/04 e 13, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de ofício de 75% e juros de mora. Depreendese dos autos que o lançamento decorreu de acerto efetuado na declaração de rendimentos apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2007, ano calendário 2006, em que se apurou a dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 17.316,20. Segundo a autoridade lançadora o contribuinte foi devidamente intimado mas não apresentou documentação comprobatória destes gastos médicos declarados. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Resolução n.º 2801000.095 S2TE01 Fl. 47 2 Cientificado do lançamento em 10/12/2008, conforme faz prova o Aviso de Recebimento AR à fl. 15, o interessado apresentou sua impugnação em 05/01/2009, à fl. 01, juntando ao processo cópias dos seguintes documentos: i) comprovante de rendimentos pagos e de retenção na fonte fornecido pela fonte pagadora, à fl. 06; ii) extrato dos descontos efetuados, conforme informação da fonte recebedora dos recursos, devidamente discriminados, à fl. 07. Ao final de sua defesa o impugnante solicitou que fosse considerado sem efeito o lançamento, tendo em vista se referir a despesas legítimas e devidamente comprovadas. Na sequência, verificado pelo órgão julgador que o documento anexado pelo recorrente à fl. 07 se tratava de documento relativo ao anocalendário de 2007, estranho à lide, foi realizada diligência, às fls. 16/17, para que fosse solicitado ao contribuinte o documento concernente ao anocalendário objeto da autuação, ou seja, 2006, a qual foi atendida, conforme documento anexado à fl. 21. Ao apreciar o litígio, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Fortaleza/CE decidiu, por unanimidade de votos, julgar procedente em parte a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ/FOR nº 0818.332, de 21/06/2010, às fls. 26/31. Devidamente intimado da decisão a quo em 16/07/2010, nos termos do documento à fl. 36, o contribuinte interpôs, em 16/08/2010, o Recurso Voluntário às fls. 40/41, instruído com os documentos às fls. 42/44. Na peça recursal o contribuinte solicita que seja restabelecida a dedução com despesas médicas efetuadas com: Ana Maria Sousa do Nascimento, companheira com a qual tem união estável há 09 (nove) anos; Fernanda Sousa Fernandes, filha do titular com a referida companheira; e Vânia Maria de Oliveira Fernandes, exmulher, atualmente divorciada do declarante, esta última face à obrigação assumida em acordo judicial. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. No caso, a alegação da defesa é de que teria o direito de deduzir a título de despesas médicas, no anocalendário em exame, a parcela referente ao pagamento que efetuou com o plano de saúde de Ana Maria Sousa do Nascimento (companheira), Fernanda Sousa Fernandes (filha do titular com a referida companheira), e de Vânia Maria de Oliveira Fernandes (excônjuge). Assevera ainda que, não obstante Ana Maria Sousa do Nascimento (companheira) tenha optado por apresentar em separado a Declaração do Imposto de Renda do exercício 2007, não teria efetuado qualquer dedução concernente às despesas médicas em discussão. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Resolução n.º 2801000.095 S2TE01 Fl. 48 3 Ora, sobre essa matéria, assim orientava a Receita Federal em seu “Manual de Perguntas e Respostas” quanto ao preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do exercício 2007, anocalendário de 2006: “PLANO DE SAÚDE — DECLARAÇÃO EM SEPARADO 356 O contribuinte, titular de plano de saúde, pode deduzir o valor integral pago ao plano, incluindo os valores referentes ao cônjuge e aos filhos quando estes declarem em separado? Como regra geral, somente são dedutíveis na declaração os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que forem consideradas dependentes. Contudo, na hipótese em que o outro cônjuge ou os filhos constarem do plano, e, embora podendo ser considerados dependentes perante a legislação tributária, apresentarem declarações em separado no modelo completo, o valor integral pago ao plano pode ser deduzido na declaração de ajuste do titular do plano, desde que não seja utilizado como dedução nas declarações do outro cônjuge ou filhos. No caso de apresentação de declaração em separado no modelo simplificado pelo outro cônjuge ou pelos filhos, na qual todas as deduções a que estes teriam direito são substituídas pelo desconto simplificado, a parcela do plano de saúde correspondente ao outro cônjuge ou aos filhos é considerada indedutível na declaração do titular do plano. FILHO NÃO DEPENDENTE NA DECLARAÇÃO 357 São dedutíveis as despesas médicas e com instrução de filho não incluído como dependente na declaração de ajuste de quem efetuou o pagamento dessas despesas? Como regra geral, somente são dedutíveis na declaração as despesas médicas e com instrução de pessoas físicas consideradas dependentes perante a legislação tributária e incluídas na declaração do responsável em que for considerado dependente. Contudo, podem ser deduzidas na declaração as despesas médicas e com instrução: 1 pagas pelo declarante referentes a alimentandos desde que em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, observados os limites legais; 2 referentes a filho que esteja sendo declarado como dependente por um dos cônjuges ainda que os recibos tenham sido emitidos em nome de outro cônjuge.” Em outro ponto, quanto ao documento à fl. 44 (“Termo de Audiência”), que foi colacionado aos autos pelo recorrente com o objetivo de comprovar o direito à dedução dos valores pagos a título de plano de saúde para Vânia Maria de Oliveira Fernandes (excônjuge), observase que se trata de cópia não autenticada e sem qualquer assinatura, não havendo, portanto, como aferir sua legitimidade e/ou autenticidade. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10380.000298/200921 Resolução n.º 2801000.095 S2TE01 Fl. 49 4 Portanto, face o acima exposto, e com vistas a formar convicção acerca da lide, VOTO pela conversão do julgamento em diligência à unidade de origem a fim de que sejam adotadas, pela autoridade lançadora, as seguintes providências: 1) esclarecer se a Sra. Ana Maria Sousa do Nascimento, CPF nº 781.837.31368 (número de CPF constante na Escritura Pública Declaratória à fl. 42), apresentou declaração de rendimentos em separado para o exercício 2007, anocalendário 2006. Em caso positivo, informar se referida declaração foi apresentada no modelo completo ou simplificado; e constando dessa declaração deduções com despesas médicas, relacionar os respectivos beneficiários e valores dos pagamentos efetuados a este título. 2) intimar o contribuinte a apresentar cópia (devidamente autenticada) do documento que consta da referida ação de separação que comprove a obrigação assumida em acordo judicial quanto ao pagamento de plano de saúde de Vânia Maria de Oliveira Fernandes. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 51DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 13749.001176/2007-61
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2801-000.119
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que concluiu pela procedência da exigência formulada por meio da Notificação de Lançamento às fls. 48/52, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de ofício de 75% e juros de mora. Depreendese dos autos que o lançamento decorreu da revisão efetuada na declaração de rendimentos apresentada pela contribuinte, relativa ao exercício 2005, ano Fl. 114DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13749.001176/200761 Resolução n.º 2801000.119 S2TE01 Fl. 109 2 calendário 2004, em que se apurou a dedução indevida de despesas de Livro Caixa no montante de R$ 13.947,64. A autoridade lançadora assim descreveu os fatos (fl. 50): “Dedução indevida de despesas de Livro Caixa. De acordo com a legislação em vigor, somente pode deduzir despesas escrituradas em LivroCaixa, o contribuinte que receber rendimentos do trabalho nãoassalariado, o titular de serviços notariais e de registro e o leiloeiro. Em razão de o contribuinte ter declarado apenas Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica com vinculo empregatício, está sendo glosado o valor de R$ 13.947,64 informado a titulo de Livro Caixa, indevidamente deduzido. (...)” Cientificada do lançamento, a interessada apresentou impugnação em 29/11/2007, às fl. 01/02, argumentando que não foi notificada a esclarecer quaisquer divergências. Juntou ao processo os documentos às fls. 03/44, os quais, no seu entendimento, comprovariam a veracidade dos valores informados em sua Declaração de Ajuste Anual. Ao apreciar o litígio, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Brasília/DF decidiu, por unanimidade de votos, julgar procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/BSA nº 0331.669, de 26/06/2009, às fls. 64/67, que apresenta a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2005 DEDUÇÕES. LIVRO CAIXA. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO. As despesas incorridas, em razão da atividade nãoassalariada, somente são dedutíveis da base de cálculo do imposto quando escrituradas em livro caixa. Lançamento Procedente Devidamente intimada da decisão a quo em 18/11/2009, nos termos do documento à fl. 76/v, a interessada interpôs, em 03/12/2009, o Recurso Voluntário às fls. 77/78, instruído com a documentação às fls. 79/99. Na peça recursal a contribuinte destaca que: está anexando ao processo o Livro Caixa e notas fiscais de serviços emitidas por Alterdata Tecnologia em Informática, referente ao período de 2004, para comprovar as despesas lançadas em sua declaração de Imposto de Renda do exercício 2005, pois, por ser contabilista autônoma obteve rendimentos do trabalho nãoassalariado, conforme previsto na Instrução Normativa SRF n ° 15, de 06 de fevereiro de 2001; com todos os documentos juntados ao processo (Livro Caixa, xerox de todas as despesas, declaração de imposto de renda), requer que seja efetuada a devida análise e Fl. 115DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13749.001176/200761 Resolução n.º 2801000.119 S2TE01 Fl. 110 3 constatando a veracidade das informações prestadas em sua declaração, seja cancelada a autuação fiscal, com o pagamento da restituição que lhe é devida. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Não há no documento recursal qualquer alegação preliminar. No presente caso a discussão mira tãosomente a glosa efetuada pela autoridade fiscal de dedução pleiteada pela contribuinte a título de despesas de Livro Caixa. Após o exame da lide, assim concluiu a autoridade julgadora de primeira instância: “(...) Com efeito, para que uma despesa possa ser considerada como de custeio e ser dedutível como Livro Caixa, quatro requisitos cumulativos e indispensáveis devem ser respeitados: a) deve estar relacionada com a atividade exercida sem vinculo empregatício; b) deve ser efetivamente realizada no curso do anocalendário correspondente; c) deve ser necessária à percepção do rendimento e à manutenção da fonte produtora; d) deve estar escriturada em Livro Caixa e comprovada com documentação idônea. Para amparar o direito à dedução pleiteada, foram trazidos aos autos os documentos de fls. 3/45. Cabe registrar que não foi esclarecida a natureza da despesa representada pelos boletos bancários de fls. 3/7, pagos à pessoa jurídica Alterdata Tecnologia Informática Ltda., no valor de R$ 2.812,20. Contudo, além de não informar a natureza dos pagamentos feitos a Alterdata Tecnologia Informática Ltda., a contribuinte apenas elaborou a planilha de fl. 8, não logrando comprovar que as despesas correspondentes aos documentos acostados aos autos foram escrituradas em Livro Caixa. Logo, mesmo que as despesas de R$ 2.812,20 se referissem a custeio necessário percepção da receita, o pleito não poderia ser deferido, tendo em vista que a contribuinte deixou de apresentar o Livro Caixa com a escrituração dos rendimentos do trabalho não assalariado e respectivas despesas. (...)” Assim, como bem salientado na decisão a quo, é sabido que somente são admissíveis, como dedutíveis, as despesas que, além de preencherem os requisitos de necessidade, normalidade e usualidade, apresentaremse com a devida comprovação, com Fl. 116DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13749.001176/200761 Resolução n.º 2801000.119 S2TE01 Fl. 111 4 documentos hábeis e idôneos e que sejam necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. Por ocasião do Recurso Voluntário a contribuinte juntou ao presente processo o Livro Caixa, às fls. 79/87, bem como diversas notas fiscais de serviços emitidas pela empresa Alterdata Tecnologia em Informática, às fls. 88/99, referentes ao ano 2004, visando comprovar as despesas lançadas em sua declaração de rendimentos. Todavia, observase que todos estes documentos foram acostados ao processo após a ciência do lançamento, dentre os quais aqueles às fls. 03/44, e deste modo, não foram analisados de forma criteriosa e individualizada pela autoridade lançadora. A este respeito, em sua defesa a autuada assevera que não foi notificada a esclarecer quaisquer divergências em momento anterior ao lançamento, razão pela qual somente posteriormente apresentou a referida documentação. Portanto, face o acima exposto, e com vistas a formar convicção acerca da lide, VOTO pela conversão do julgamento em diligência para que a Repartição de origem adote as seguintes providências: i) examinar a documentação às fls. 03/44 e 79/99, apresentada pela contribuinte, manifestandose quanto à comprovação das despesas glosadas questionadas na Notificação de Lançamento; ii) se da análise do item (i) restar dúvidas, listar as despesas não comprovadas e intimar a autuada, concedendolhe prazo para que esclareça de forma detalhada os valores questionados apresentando a respectiva documentação comprobatória; iii) realizar intimações e diligências que julgar necessárias para formação de convencimento; iv) ao final, que a autoridade fiscal se manifeste, em relatório circunstanciado e conclusivo, sobre os documentos e esclarecimentos prestados. Com vistas a garantir o contraditório e o amplo direito de defesa, cientificar o sujeito passivo acerca desta diligência e dos resultados dela decorrentes, inclusive, de eventuais documentos que vierem a ser anexados a este processo provenientes dos procedimentos acima referidos, assegurandolhe prazo para sua manifestação. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 117DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 25/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10882.903339/2008-09
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 09 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2001
DIREITO CREDITÓRIO.
Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da certeza e liquidez quanto ao crédito que pretende seja reconhecido junto à Fazenda Pública.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2001
IRPJ. ANTECIPAÇÕES DO TRIBUTO DEVIDO NO FINAL DO ANO-CALENDÁRIO. SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO.
Os recolhimentos mensais do IRPJ calculados sobre balancetes ou receita bruta, as denominadas estimativas, bem assim as retenções levadas a efeito por fontes pagadoras, caracterizam meras antecipações do imposto a ser apurado com o balanço patrimonial levantado no final do ano-calendário.
A feição de pagamento, modalidade extintiva da obrigação tributária, só se exterioriza em 31 de dezembro, pois aí ocorrente o fato gerador do imposto de renda de pessoa jurídica optante pelo regime de tributação do lucro na periodicidade anual.
Do confronto entre o montante antecipado ao longo do ano-calendário e o quantum do tributo apurado em 31 de dezembro poderá resultar saldo de imposto a pagar ou saldo negativo de IRPJ, este último, pagamento a maior que o devido, é passível de restituição ou compensação, sobre o qual serão acrescidos de juros à taxa Selic contados a partir de 1º de janeiro subseqüente.
Numero da decisão: 1103-000.693
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: JOSE SERGIO GOMES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2001 DIREITO CREDITÓRIO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da certeza e liquidez quanto ao crédito que pretende seja reconhecido junto à Fazenda Pública. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2001 IRPJ. ANTECIPAÇÕES DO TRIBUTO DEVIDO NO FINAL DO ANO-CALENDÁRIO. SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO. Os recolhimentos mensais do IRPJ calculados sobre balancetes ou receita bruta, as denominadas estimativas, bem assim as retenções levadas a efeito por fontes pagadoras, caracterizam meras antecipações do imposto a ser apurado com o balanço patrimonial levantado no final do ano-calendário. A feição de pagamento, modalidade extintiva da obrigação tributária, só se exterioriza em 31 de dezembro, pois aí ocorrente o fato gerador do imposto de renda de pessoa jurídica optante pelo regime de tributação do lucro na periodicidade anual. Do confronto entre o montante antecipado ao longo do ano-calendário e o quantum do tributo apurado em 31 de dezembro poderá resultar saldo de imposto a pagar ou saldo negativo de IRPJ, este último, pagamento a maior que o devido, é passível de restituição ou compensação, sobre o qual serão acrescidos de juros à taxa Selic contados a partir de 1º de janeiro subseqüente.
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Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da certeza e liquidez quanto ao crédito que pretende seja reconhecido junto à Fazenda Pública. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 IRPJ. ANTECIPAÇÕES DO TRIBUTO DEVIDO NO FINAL DO ANO CALENDÁRIO. SALDO NEGATIVO. COMPENSAÇÃO. Os recolhimentos mensais do IRPJ calculados sobre balancetes ou receita bruta, as denominadas estimativas, bem assim as retenções levadas a efeito por fontes pagadoras, caracterizam meras antecipações do imposto a ser apurado com o balanço patrimonial levantado no final do anocalendário. A feição de pagamento, modalidade extintiva da obrigação tributária, só se exterioriza em 31 de dezembro, pois aí ocorrente o fato gerador do imposto de renda de pessoa jurídica optante pelo regime de tributação do lucro na periodicidade anual. Do confronto entre o montante antecipado ao longo do anocalendário e o quantum do tributo apurado em 31 de dezembro poderá resultar saldo de imposto a pagar ou saldo negativo de IRPJ, este último, pagamento a maior que o devido, é passível de restituição ou compensação, sobre o qual serão acrescidos de juros à taxa Selic contados a partir de 1º de janeiro subseqüente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10882.903339/200809 Acórdão n.º 110300.693 S1C1T3 Fl. 152 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. documento assinado digitalmente ALOYSIO JOSÉ PERCÍNIO DA SILVA Presidente. documento assinado digitalmente JOSÉ SÉRGIO GOMES Relator. Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Aloysio José Percínio da Silva, Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, José Sérgio Gomes, Eric Moraes de Castro e Silva e Hugo Correia Sotero. Relatório Em foco recurso voluntário contra decisão da 4ª Turma de Julgamento da DRJ em CampinasSP que não acolheu a solicitação de reforma do despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil em OsascoSP, o qual não reconheceu o direito creditório contra a Fazenda Nacional por conta de apontado indébito a título de saldo negativo de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) apurado no anocalendário de 2001 e, consequentemente, deixou de homologar a compensação inserta na Declaração de Compensação (Dcomp) nº 28894.56277.150206.1.3.027260 transmitida pela internet à central de dados da Receita Federal do Brasil em data de 15 de fevereiro de 2006 visando extinguir débito de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) apurada em janeiro de 2006. Registrese que o crédito buscado na Dcomp referenciada fora indicado em 07 (sete) outras sucessivas declarações de compensação veiculando extinção de débitos da COFINS e da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) de períodos posteriores a janeiro de 2006, cujas compensações foram igualmente declaradas não homologadas em vista da constatação de inexistência do direito creditório noticiado. Analisando a declaração de compensação inaugural concluiu a Delegacia da Receita Federal do Brasil em OsascoSP que seria improcedente o indébito fiscal nela indicado, na ordem de R$ 117.207,32, por não corresponder ao saldo negativo de R$ 398.716,81 informado na Declaração de Informações EconômicoFiscais (DIPJ). Inconformada, a contribuinte ingressou com manifestação de inconformidade prevista no artigo 74, § 7º, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, argumentando que cometeu erro no preenchimento da DIPJ e que o saldo negativo correto é aquele indicado na declaração de compensação, o que seria verificável pelas importâncias do imposto de renda retido por fontes pagadoras (IRRF) relacionadas na ficha de composição do crédito citado na Dcomp. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10882.903339/200809 Acórdão n.º 110300.693 S1C1T3 Fl. 153 3 Pugnou, também, pela nulidade do despacho decisório em vista da ausência de motivação da Receita Federal em desconsiderar os DARFs e o IRRF constantes de seus próprios controles internos. Ressaltou, ainda, que já promovera a retificação da DIPJ para lhe corrigir o erro e requereu, ao final, a improcedência do despacho decisório. Aquela 4ª Turma de Julgamento admitiu o inconformismo e afastou a preliminar de nulidade. Quanto ao mérito consignou, inicialmente, que em vista dos princípios da instrumentalidade do processo, da economia processual, da verdade material, do contraditório e da ampla defesa, as divergências entre saldos negativos indicados na DIPJ e nos PER/DCOMP podem ser supridos pela instância administrativa julgadora de forma a tornar possível a apreciação do direito creditório utilizado para a compensação declarada. Assim, analisou as retenções na fonte noticiadas, parcelas que formam o saldo negativo do período, concluindo que a interessada não apresentou os informes de rendimentos e de retenções previstos no artigo 55 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985 e que inexistem nos sistemas informatizados da Receita Federal afetos às Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRFs) qualquer informação que liste a contribuinte como beneficiária. Em conseqüência, julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Ciente do decisório em 23 de fevereiro de 2011, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 25 do mês seguinte no qual aduz que o próprio Acórdão recorrido reconhece a possibilidade de ter havido equívoco no preenchimento das DIRFs pelas fontes pagadoras ou mesmo omissão, porém, em nenhum momento menciona convidar tais fontes retentoras para melhores esclarecimentos e também não considerou a possibilidade da contribuinte fazer a comprovação através de suas escriturações. Portanto, a compensação realizada não poderia ser simplesmente indeferida, com a indicação de dispositivos genéricos. Pugna pela efetividade das retenções indicadas na declaração de compensação e demonstradas em planilha que anexa e, ao final, requer o provimento do recurso e a homologação da compensação, seguindose a extinção do crédito tributário. É o relatório, em apertada síntese. Voto Conselheiro José Sérgio Gomes, Relator Observo a legitimidade processual e o aviamento do recurso no trintídio legal. Assim sendo, dele tomo conhecimento. O litígio se prende à importância de R$ 114.279,63, resultante da somatória dos créditos utilizados nas declarações de compensação. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10882.903339/200809 Acórdão n.º 110300.693 S1C1T3 Fl. 154 4 Não há maiores entraves na compreensão de que a regra de apuração do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), quando não exercida a regular opção pelo regime do lucro presumido, se dá nos trimestres civis do ano calendário mediante o levantamento de balanços patrimoniais e elaboração de demonstrativos de resultados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, consoante dispõe o artigo 220 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. A apuração anual é uma alternativa dada pelos artigos 222 e 223 do RIR/99 que, para o seu exercício, requer pagamentos mensais calculados sobre base de cálculo estimada, isto é, determinados mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, sendo certo que em determinados tipos de atividade econômica dito percentual poderá ser de um inteiro e seis décimos por cento; dezesseis por cento ou trinta e dois por cento. Com base na receita, então, estimase o lucro, daí a denominação de pagamentos por estimativa. Exercida a opção, com o pagamento do imposto ou contribuição correspondente ao mês de janeiro ou do início de atividade e que, a propósito, é de caráter irretratável (RIR/99, art. 232), a pessoa jurídica somente poderá suspender ou reduzir os recolhimentos devidos em cada mês se demonstrar, através de balanços e balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive o adicional, calculado com base no lucro real do período em curso (RIR/99, art. 230). Apurado o imposto e contribuição devidos no anocalendário, mediante o levantamento do balanço em 31 de dezembro, deles deduzse, entre outros elementos, as antecipações efetuadas, quais sejam, as parcelas do imposto de renda retido por fontes pagadoras de rendimentos e as estimativas regularmente adimplidas. Acaso a somatória de essas quantias ultrapassar aquele valor estará exteriorizada a figura do saldo de imposto/contribuição a ser restituído ou compensado (RIR, art. 231), também chamado de saldo negativo de IRPJ ou CSLL; inversamente, afigurase o saldo de imposto ou contribuição a pagar. Aflorada, então, a figura do saldo negativo, este sim é passível de restituição ou compensação com o próprio ou outros tributos e sobre o qual incidirão juros à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados entre o mês de janeiro subseqüente até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que for restituído ou em que estiver sendo efetuada a compensação. No caso dos autos a Requerente foi instada pela resposta dada à sua manifestação de inconformidade, ocasião em que se inaugurou o contraditório, a apresentar a prova das retenções na fonte indicadas em sua declaração de compensação. Adveio o recurso voluntário e o mesmo não se fez acompanhado de qualquer elemento a respeito. Creio equivocado o entendimento da Recorrente no sentido de que a autoridade fiscal deveria “convidar” as fontes retentoras indicadas em sua declaração de compensação para apresentarem as cifras ditas retidas. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10882.903339/200809 Acórdão n.º 110300.693 S1C1T3 Fl. 155 5 Com efeito, tenho que recai sobre a contribuinte o ônus de comprovar o direito que alega possuir em face da Fazenda Nacional, regra basilar extraída do artigo 333, inciso I, do estatuto processual civil pátrio, e sendo sua pretensão constitutiva, como efetivamente o é, descabe atribuir à Administração os requisitos aplicáveis no lançamento de crédito tributário. Por sua vez, o princípio da verdade material que governa o processo administrativo não vai a ponto de obrigar o Fisco na produção de provas a favor da Requerente, salvo aquelas que for do conhecimento da Administração e conste de seus registros e, no caso, essa diligência fora levada a efeito, consoante expressa assertiva da autoridade fiscal julgadora. Enfim, os comprovantes legais das apontadas retenções (Lei nº 7.450/85, artigo 55) não foram apresentados pela interessada e a autoridade fiscal ainda assim diligenciou no banco de dados da Receita Federal, oportunidade em que aferiu a inexistência delas. Quanto à insinuação da defesa para que suas “escriturações” fossem levadas em conta, registro que a contribuinte nada carreou aos autos. Ora, sem adentrar no mérito do grau de eficácia desse elemento de prova fato é que a juntada só dependeu de sua vontade, de sorte que não o trazendo descabe invocar qualquer desprezo por parte da autoridade fazendária. Com tais razões, VOTO pelo não provimento do recurso. documento assinado digitalmente José Sérgio Gomes Fl. 182DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 15/05/2012 po r JOSE SERGIO GOMES, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10283.907220/2009-37
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2006
COMPENSAÇÃO INDEVIDA
Alegado erro de preenchimento de DCTF não pode ser ilidido por valor constante em DIPJ ou DCTF retificada a destempo, desacompanhado de comprovação lastreada em documentação contábil idônea.
Numero da decisão: 1801-001.126
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira - Relator
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 72 20 /2 00 9- 37 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Tratase de pedido de compensação (DCOMP n° 13063.90559.150307.1.3.04 6872, fls.1/5) de suposto crédito de IRPJ, PA 12/2006, no valor original de R$ 133.207,14, com débito próprio do contribuinte de COFINS PA 02/2007. O alegado credito teria origem em suposto pagamento a maior de IRPJ. Conforme despacho n° 848504052 (fls.06), referida compensação não foi homologada, assim como o respectivo crédito apontado não foi reconhecido, por terem sido localizados um ou mais débitos vinculados ao alegado credito, não restando saldo credor a ser compensado.. Inconformado o contribuinte interpôs manifestação de inconformidade alegando ter se equivocado ao não retificar a DCTF e limitandose a anexar a DCTF original, não retificada, a PERDCOMP e o comprovante de arrecadação DARF, como provas do suposto credito. A decisão de 1 instancia consignou a natureza constitutiva da DCTF quanto ao credito tributário, assim como a necessidade de provas idôneas para infirmar sua presunção de legitimidade, notadamente a escrita fiscal e contábil. Dessa forma, a decisão de primeira instancia não reconheceu o credito pleiteado, julgando improcedente a manifestação de inconformidade. Regularmente notificado em 07/02/11, o recorrente interpôs tempestivamente Recurso Voluntário em 04/03/2011 alegando em síntese: (i) que houve erro de fato no valor declarado em DCTF, (ii) que o valor correto de seu debito de IRPJ foi regularmente declarado em DIPJ, (iii) que o valor declarado em DCTF não deve prevalecer sobre o valor declarado em DIPJ (iv) que procedeu a retificação da DCTF (em 1/03/11), diminuindo o debito de IRPJ para o período. Voto Conselheiro Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Relator Conheço do recurso por tempestivo. No mérito não merecem prosperar as alegações da recorrente. Com efeito é cediço neste tribunal que a simples alegação de erro material na DCTF, desacompanha das provas idôneas do credito pleiteado não é capaz de gerar qualquer direito creditório. Com efeito, o contribuinte limitase a alegar erro material na apresentação de sua DCTF, buscando comprovar seu credito por meio da juntada de DIPJ e DCTF retificada após a decisão proferida em 1 instancia, sem demonstrar nenhuma evidencia contábil de seu credito. A comprovação idônea do credito pleiteado por meio de escrita fiscal e contábil e fundamental nos casos de alegado erro de fato em DCTF, não sendo suficiente a comprovação do alegado erro com a mera juntada de DIPJ. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I / 11a. Turma / DECISÃO 1636598 em 13/03/2012 Contribuição Fl. 97DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10283.907220/200937 Acórdão n.º 1801001.126 S1TE01 Fl. 3 3 para o Financiamento da Seguridade Social Cofins DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), e não constitui elemento de prova suficiente para justificar a retificação dos valores dos tributos devidos constantes da DCTF, as informações declaradas pelo Contribuinte por meio da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, quando desacompanhada dos documentos e demonstrativos contábeis aptos a lhe darem sustentação. Não apresentada a escrituração contábil, nem outra documentação hábil e suficiente, que demonstrem a liquidez e certeza do crédito, se mantém a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, necessário se faz a retificação da DCTF, pelo contribuinte. COMPENSAÇÃO O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PERDCOMP. Diante do exposto e por tudo mais que dos autos consta, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário não reconhecendo o direito creditório pleiteado. (assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira Fl. 98DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalment e em 07/04/2013 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10680.720564/2007-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO. Constatada contradição entre o dispositivo do acórdão embargado e a conclusão do seu voto condutor, acolhem-se os embargos declaratórios que apontaram o vício, para solucionar a contradição.
Embargos acolhidos
Acórdão rerratificado.
Numero da decisão: 2201-002.097
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanando a contradição apontada no Acórdão nº 2201-1.526, de 08/02/2012, alterar a conclusão do voto, adaptando-a ao dispositivo do julgado.
Assinatura digital
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente
Assinatura digital
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator
EDITADO EM: 10 de maio de 2013
Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Odmir Fernandes (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO. Constatada contradição entre o dispositivo do acórdão embargado e a conclusão do seu voto condutor, acolhem-se os embargos declaratórios que apontaram o vício, para solucionar a contradição. Embargos acolhidos Acórdão rerratificado.
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MBR Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO. Constatada contradição entre o dispositivo do acórdão embargado e a conclusão do seu voto condutor, acolhemse os embargos declaratórios que apontaram o vício, para solucionar a contradição. Embargos acolhidos Acórdão rerratificado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para, sanando a contradição apontada no Acórdão nº 22011.526, de 08/02/2012, alterar a conclusão do voto, adaptandoa ao dispositivo do julgado. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 10 de maio de 2013 Participaram da sessão: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 05 64 /2 00 7- 99 Fl. 689DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 19/ 05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Odmir Fernandes (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Cuidase de embargos declaratórios interpostos pela Contribuinte, acima identificada, em face do acórdão nº 220101.526, de 08 de fevereiro de 2012. Aponta a embargante divergência entre a parte dispositiva do acórdão e a conclusão do seu voto condutor. Referese especificamente ao valor do VTN a ser considerado: diz que, enquanto o dispositivo do acórdão referese ao valor de R$ 15.650.700,00 (R$ 2.500,00/ha), a conclusão do voto menciona o valor de R$ 16.650.700,00 (R$ 1.300,00/ha). Em exame preliminar de admissibilidade a Sra. Presidente da Câmara acolheu os embargos e determinou a inclusão do processo em pauta para exame pelo Colegiado. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa – Relator Os embargos foram interpostos tempestivamente. Fundamentação Como se colhe do relatório, a Embargante aponta contradição entre o dispositivo do acórdão e a conclusão do seu voto condutor. Para maior clareza, reproduzo a seguir um e outro: Dispositivo: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, acolher os embargos declaratórios interpostos pela Delegado da Receita Federal para retificar a decisão proferida no acórdão 2201 00.699, de 16/06/2010, no sentido de dar provimento parcial ao recurso para reduzir o VTN do imóvel a R$15.650.700,00 (R$1.300,00/ha), ajustandose os demais valores até a apuração final do imposto suplementar. Conclusão do voto: Ante o exposto, encaminho o meu voto no sentido de acolher os embargos para, retificando o acórdão nº 220100.699, de 16/06/2010, dar provimento parcial ao recurso para reduzir o VTN do imóvel para R$16.650.700,00 (R$1.300,00/ha) Fl. 690DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 19/ 05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10680.720564/200799 Acórdão n.º 2201002.097 S2C2T1 Fl. 3 3 ajustandose os demais valores até a apuração final do imposto suplementa. A Contradição é evidente. Em verdade, tratase de erro material, erro de escrita. O valor correto é aquele que consta do dispositivo do acórdão R$ 15.650.700,00 correspondente ao preço de R$ 1.300,00 por hectare multiplicado pela área total do imóvel: 12.039 hectares. Assim, acolho os embargos e soluciono a contradição retificando a conclusão do voto condutor do acórdão para: Ante o exposto, encaminho o meu voto no sentido de acolher os embargos para, retificando o acórdão nº 220100.699, de 16/06/2010, dar provimento parcial ao recurso para reduzir o VTN do imóvel para R$15.650.700,00 (R$1.300,00/ha) ajustandose os demais valores até a apuração final do imposto suplementa. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de acolher os embargos para retificar a conclusão do voto condutor do acórdão nos termos acima referidos. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 691DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 19/ 05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2ª CÂMARA/2ª SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10680.720564/200799 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº. 2201002.097. Brasília/DF, 10 de maio de 2013. Assinatura digital Maria Helena Cotta Cardozo Presidente da Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Fl. 692DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 19/ 05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 10680.720564/200799 Acórdão n.º 2201002.097 S2C2T1 Fl. 4 5 Fl. 693DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 19/ 05/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 16327.002010/2002-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/08/1998 a 31/12/1998
LIDE ADMINISTRATIVA.
Verificada a inexistência de lide deve ser negado provimento.
Numero da decisão: 1103-000.674
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
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Verificada a inexistência de lide deve ser negado provimento. ACORDAM os membros do colegiado, negar provimento por unanimidade. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Mário Sérgio Fernandes Barroso Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, José Sérgio Gomes, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Trata de recurso voluntário a respeito do acórdão n.º 1621.121, da 10ª turma da DRJ de São Paulo I, negou a manifestação de inconformidade da contribuinte. Fl. 188DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 2 Conforme a consulta de fls.62 ao sistema IRPJ, observase que, no ano calendário de 1998, a contribuinte teve duas declarações processadas pela Receita Federal, a saber: (i) uma referente ao período de 01/01/1998 a 31/07/1998, com o número 3936522, e (ii) uma referente ao período de 01/08/1998 a 31/12/1998, com o número 0808414. Com relação ao segundo período acima referido, 01/08/1998 a 31/12/1998, relativo à declaração de nº 0808414, a contribuinte apresentou o Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais – PERC – de fls. 01, no qual informou a seguinte motivação: “Valor da ordem de emissão ao Finor – Recurso Próprio maior que o recolhimento em darf específico – vlr. Correto R$114.246,04”. Contudo, o PERC ora em análise foi indeferido, conforme o despacho decisório da DIORT/DEINF/SP de 15/08/2008 (fls.145/148), nos seguintes termos: 9 A consulta ao sistema IRPJ indica que não houve recolhimento de imposto de renda no período em questão, razão pela qual a base de cálculo do incentivo fiscal é igual a zero, fls.65 a 68, e o valor do incentivo calculado /normalizado é zero. 10 A consulta ao sistema IRPJOEIF, no período, confirma não haver base de cálculo para o incentivo fiscal pleiteado pela interessada, fls. 138 a 144. 11 Foram detectados três DARF pagos dirigidos diretamente ao FINOR – Fundo de Investimento, código 6677, no valor total de R$331.988,30 (DARF específico), de fl.[78 a 80]. 12 A legislação de regência da matéria determina que a aplicação dirigida diretamente ao fundo de investimento, a título de incentivo fiscal, em valor superior ao que a interessada teria direito, deve ser considerada como recursos próprios aplicados no respectivo projeto, ou subscrição voluntária de capital perante o mesmo (...). 15 Diante do exposto, (...) DECIDO INDEFERIR o Pedido de Revisão de Ordem de Emissão Adicional de Incentivos Fiscais – PERC, relativo ao IRPJ/99, formulado pela interessada, em decorrência da vedação legal estabelecida pelo art.4º da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, parágrafos 1º ao 6º. Irresignada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, protocolizada em 16/09/2008 (fls.151/154), alegando em síntese que: 1. No período de 01/08/1998 a 31/12/1998, a manifestante optou por recolher as opções por incentivos fiscais em DARF específico sob o código 6677 (IRPJ – FINOR estimativa), sendo posteriormente manifestada a opção por meio de indicação em ficha própria da DIPJ. 1.1. Tendo em vista que no período de 01/08/1998 a 31/12/1998 a contribuinte apurou prejuízo fiscal, não poderia destinar qualquer parcela de imposto de renda ao FINOR neste período, razão pela qual os recolhimentos efetuados em DARFs específicos serão considerados aporte próprio e/ou subscrição voluntária. 2. Entretanto, constou no extrato das aplicações em incentivos fiscais e no Despacho Decisório em referência que houve subscrição voluntária de capital próprio ao FINOR no montante de R$331.988,30. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 16327.002010/200215 Acórdão n.º 110300.674 S1C1T3 Fl. 2 3 2.1. Ocorre que tal assertiva encontrase equivocada, pois para o período de 01/08/1998 a 31/12/1998 foram recolhidos apenas dois DARFs sob o código 6677, um DARF no valor de R$94.410,72 e outro no valor de R$19.835,32, relativos ao período de apuração de 30/10/1998 e 30/11/1998, respectivamente, totalizando o montante de R$114.246,04, conforme comprovantes de fls.11/12. 2.2. Quanto ao terceiro DARF, no valor de R$217.742,26, período de apuração de 31/07/1998, recolhido em 30/09/1998 – fls.161, deve ser destinado a outra DIPJ/99, processada sob o nº 0813936522, cujo período de apuração referese a 01/01/1998 a 31/07/1998. 3. Inclusive para o extrato das aplicações em incentivos fiscais relativo ao período de apuração de 01/01/1998 a 31/07/1998 também não houve a expedição da ordem de emissão de incentivos fiscais (OEIF) ao FINOR – fls.159, motivo que deu causa ao pedido de revisão cujo processo, cadastrado com o nº 16327.002011/200251, encontrase pendente de julgamento, conforme o documento de fls.160. A 10ª turma da DRJ de São Paulo I, por meio do acórdão n.º 1621.121, decidiu: “LIDE ADMINISTRATIVA. PRETENSÃO NÃO RESISTIDA. ALEGAÇÃO DA QUAL NÃO SE TOMA CONHECIMENTO. Verificada a inexistência de lide em relação a uma questão identificada como uma pretensão não resistida, por via de consequência não se toma conhecimento da alegação postulada pela contribuinte.” A recorrente alega: Traz as mesmas razões da manifestação de inconformidade destacandose ; O DARF no valor de R$ 217.742,26, recolhido com o período de apuração 31/07/1998, não pertence a esta declaração, mas sim à declaração processada sob o n° 3936522, entregue em 29/09/1998 relativa ao período de apuração de 01/01/1998 a 31/07/1998, tendo em vista a ocorrência de uma cisão parcial na Recorrente; Portanto, ao contrário do que constou no acórdão proferido pela DRJ de que o contribuinte apresenta uma alegação nova e estranha ao presente processo, fl. 166, o que de fato o contribuinte pretende no presente processo é esclarecer que os valores recolhidos em DARF especifico com código 6677 dirigidos ao FINOR no período de apuração de 01/08/1998 a 31/12/1998 são apenas dois DARF's nos montantes de R$ 94.410,72 e R$ 19.835,32, totalizando para este período a quantia de R$ 114.246,04, sendo apenas estes valores considerados como aporte próprio no presente processo. Logo, o valor recolhido com DARF específico código 6677 dirigidos ao FINOR no montante de R$ 217.742,26, cujo período de apuração foi de 31/07/1998 não pertence a DIPJ processada sob o n° 0808414, período de apuração de 01/08/1998 a Fl. 190DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO 4 31/12/1998, e sim da DIPJ 3936522 período de apuração 01/01/1998 a 31/07/1998, controlado no Processo Administrativo no 16327.002011/200251. Diante de todo o exposto é o presente para esclarecer que de fato no presente processo não existe interesse do contribuinte em obter aprovação de incentivo fiscal no processo em referência, mas tão somente de corrigir o montante dos valores recolhidos com código 6677 DARF especifico destinado ao FINOR para este período de apuração, sendo estes valores considerados como aporte próprio. Conseqüentemente, o recolhimento do DARF especifico no valor de R$ 217.742,26 deve constar como pertencente à DIPJ do período de apuração de 01/01/1998 a 31/07/1998, declaração n° 3936522. Voto Conselheiro Mário Sérgio Fernandes Barroso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele, pois, conheço. Como já relatado o processo tratase de PERC fl. 1. Esta revisão foi negada tanto pela o despacho decisório da DIORT/DEINF/SP de 15/08/2008 (fls.145/148), como pelo acórdão atacado. Só para esclarecer com relação ao segundo período acima referido, 01/08/1998 a 31/12/1998, relativo à declaração de nº 0808414, a contribuinte apresentou o Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais – PERC – de fls. 01, no qual informou a seguinte motivação: “Valor da ordem de emissão ao Finor – Recurso Próprio maior que o recolhimento em darf específico – vlr. Correto R$114.246,04”. Do acórdão da atacado trancrevo: “Em sede de manifestação de inconformidade, a contribuinte corroborou a conclusão do Despacho Decisório, ao alegar que de fato não fazia jus ao benefício fiscal pleiteado no PERC, uma vez que no período de 01/08/1998 a 31/12/2008 a empresa apurou prejuízo fiscal, razão pela qual não poderia destinar qualquer parcela de imposto de renda ao FINOR neste período. Sendo assim, concluise que é incontroverso o indeferimento do PERC de fls.01, ou seja, a contribuinte efetivamente não tinha direito ao benefício fiscal no valor R$114.246,04 referente à DIPJ/1999 de nº 0808414, relativa ao período de 01/08/1998 a 31/12/1998. Por outro lado, a contribuinte também apresentou uma nova alegação na manifestação de inconformidade, pleiteando que o valor de R$217.742,26, recolhido por meio do DARF de fls.161, fosse destinado à DIPJ/1999 de nº 3936522, relativa ao período de 01/01/1998 a 31/07/1998.” Em sede de recurso a contribuinte concorda com a decisão da DRJ e afirma: Fl. 191DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO Processo nº 16327.002010/200215 Acórdão n.º 110300.674 S1C1T3 Fl. 3 5 “Diante de todo o exposto é o presente para esclarecer que de fato no presente processo não existe interesse do contribuinte em obter aprovação de incentivo fiscal no processo em referência,( )” Continuando, alega: “mas tão somente de corrigir o montante dos valores recolhidos com código 6677 DARF especifico destinado ao FINOR para este período de apuração, sendo estes valores considerados como aporte próprio. Conseqüentemente, o recolhimento do DARF especifico no valor de R$ 217.742,26 deve constar como pertencente à DIPJ do período de apuração de 01/01/1998 a 31/07/1998, declaração n° 3936522.” Assim, observo que de fato os outros pedidos da contribuinte não dizem respeito a lide. A propósito, a lide “o PERC” a contribuinte concorda que não tem direito. Assim, em face de tudo entendo que quanto a lide não há discordância da contribuinte, dessa forma. Essa falta de controvérsia decorre da aceitação do acórdão guerreado. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 08 de maio de 2012 Mário Sérgio Fernandes Barroso Fl. 192DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por MARIO SERGIO FERNANDES BARROSO
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Numero do processo: 11040.000375/2006-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2001 a 30/04/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 31/12/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/05/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/03/2004, 01/04/2004 a 30/04/2004, 01/06/2004 a 30/06/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004
ISENÇÃO. SERVIÇOS PRESTADOS A DOMICILIADO NO EXTERIOR. INGRESSO DE DIVISAS. COMPROVAÇÃO.
Para efeito da isenção de receitas decorrentes da prestação de serviços a empresa domiciliada ou residente no exterior com ingresso de dividas no país, cabe ao contribuinte o ônus da prova da satisfação de tais condições, em termos específicos, quando esteja supostamente envolvida nas operações subsidiária brasileira da tomadora de serviços.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-002.078
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Walber José da Silva - Presidente
(Assinado digitalmente)
José Antonio Francisco - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2001 a 30/04/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 31/12/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/05/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/03/2004, 01/04/2004 a 30/04/2004, 01/06/2004 a 30/06/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 ISENÇÃO. SERVIÇOS PRESTADOS A DOMICILIADO NO EXTERIOR. INGRESSO DE DIVISAS. COMPROVAÇÃO. Para efeito da isenção de receitas decorrentes da prestação de serviços a empresa domiciliada ou residente no exterior com ingresso de dividas no país, cabe ao contribuinte o ônus da prova da satisfação de tais condições, em termos específicos, quando esteja supostamente envolvida nas operações subsidiária brasileira da tomadora de serviços. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2001 a 30/04/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 31/12/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/05/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 31/03/2004, 01/04/2004 a 30/04/2004, 01/06/2004 a 30/06/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 ISENÇÃO. SERVIÇOS PRESTADOS A DOMICILIADO NO EXTERIOR. INGRESSO DE DIVISAS. COMPROVAÇÃO. Para efeito da isenção de receitas decorrentes da prestação de serviços a empresa domiciliada ou residente no exterior com ingresso de dividas no país, cabe ao contribuinte o ônus da prova da satisfação de tais condições, em termos específicos, quando esteja supostamente envolvida nas operações subsidiária brasileira da tomadora de serviços. Recurso Voluntário Negado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 00 03 75 /2 00 6- 13 Fl. 611DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 565 a 572) apresentado em 17 de novembro de 2011 contra o Acórdão no 1034.754, de 06 de outubro de 2011, da 2ª Turma da DRJ/POA (fls. 541 a 543), cientificado em 17 de outubro de 2011, que, relativamente a auto de infração de Cofins e PIS dos períodos de apuração entre janeiro de 2001 e setembro de 2004, considerou a impugnação improcedente, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/01/2001 a 30/04/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 31/12/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/05/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2004, 01/06/2004 a 30/06/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 COFINS. ISENÇÃO. SERVIÇOS PRESTADOS A PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA RESIDENTE OU DOMICILIADA NO EXTERIOR. INGRESSO DE DIVISAS – Necessário que esteja comprovado que as receitas obtidas provêm de serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, bem como que o pagamento represente efetivo ingresso de divisas para que seja reconhecida a isenção em questão. Notas fiscais emitidas para destinatário/empresa sediada no país não estão isentas de tributação. Configurase o ingresso de divisas, em conformidade com as normas cambiais brasileiras, pela conversão das divisas em moeda nacional, em banco autorizado a operar em câmbio, mediante a liquidação do contrato de câmbio ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Fl. 612DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11040.000375/200613 Acórdão n.º 3302002.078 S3C3T2 Fl. 611 3 Período de apuração: 01/01/2001 a 30/04/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 31/12/2002, 01/02/2003 a 31/03/2003, 01/05/2003 a 30/06/2003, 01/08/2003 a 30/04/2004, 01/06/2004 a 30/06/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 PIS. ISENÇÃO. SERVIÇOS PRESTADOS A PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA RESIDENTE OU DOMICILIADA NO EXTERIOR. INGRESSO DE DIVISAS – Necessário que esteja comprovado que as receitas obtidas provêm de serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, bem como que o pagamento represente efetivo ingresso de divisas para que seja reconhecida a isenção em questão. Notas fiscais emitidas para destinatário/empresa sediada no país não estão isentas de tributação. Configurase o ingresso de divisas, em conformidade com as normas cambiais brasileiras, pela conversão das divisas em moeda nacional, em banco autorizado a operar em câmbio, mediante a liquidação do contrato de câmbio Impugnação Improcedente O auto de infração foi lavrado em 17 de março de 2006, de acordo com o temo de fls. 5, 6, 17 e 18. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Trata o presente processo de autos de infração relativos ao PIS e à Cofins, onde a Fiscalização entendeu como tributáveis as receitas declaradas como isentas pela empresa nos anos de 2001 a 2004. Relata a Fiscalização que a empresa estaria equivocada na interpretação dos fatos, pois os serviços prestados pela autuada, ainda que contratados com a empresa Diagem Internacional Resource Corp., sediada no exterior, foram efetuados para empresa subsidiária daquela, Diagem do Brasil Mineração LTDA, sediada no Brasil, no estado do Mato Grosso, conforme notas fiscais emitidas pela autuada (fls.159/171 e 195/211). Adicionalmente, diversos documentos fornecidos pela empresa Diagem do Brasil Mineração LTDA (cópias de comprovantes de pagamentos e de Livros Contábeis) comprovariam que os serviços foram: a) prestados para a empresa sediada no Brasil (Diagem do Brasil Mineração LTDA), e não para a empresa sediada no exterior; b) prestados no Brasil; e c) pagos por empresa sediada no Brasil, mediante transferência bancária para a conta da autuada , não representado ingresso de divisas. A autuada impugna, tempestivamente, os lançamentos alegando que, em 1º de outubro de 1998, a Geoterra firmou contrato de Fl. 613DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 4 prestação de serviços com a empresa Diagem Internacional Resource Corp, sediada na cidade de Vancouver, Canadá. Esse contrato vigorou até julho de 2002, sendo firmados novos contratos entre as duas empresas até a data de apresentação da impugnação. Afirma que o vínculo contratual se realizou sempre com a empresa Canadense. Em nenhum momento teria ocorrido a contratação de prestação de serviços com a subsidiária brasileira, a qual não teria qualquer poder de gerenciamento sobre as atividades desenvolvidas pela autuada. A existência da subsidiária brasileira atenderia ao disposto na legislação do país, especialmente no mandamento constitucional do art. 176, § 1º da CF de 1988. Argumenta que a empresa Diagem do Brasil Mineração LTDA. foi intimada a fornecer cópia do contrato de prestação de serviços firmado com a Geoterra e que deixou de fornecêlo , pois não havia contrato algum firmado entre as partes. Aquela empresa ao informar que estava providenciando a tradução do contrato estaria na verdade providenciando a obtenção do contrato junto as partes contratantes (Geoterra e Diagem Internacional Resource Corp). Questiona o fato de que os contratos não teriam sido requisitados diretamente à ela. Acredita que pelo fato do procedimento implementado ter sido encerrado sem a tradução do contrato de prestação de serviços, a autuação estaria baseada em presunções infundadas e arbitrárias. Se assim não tivesse procedido a Fiscalização, acredita que a isenção prevista no art. 14, III e § 1º da Medida Provisória nº 2.15835 de 24 de agosto de 2000, teria sido reconhecida. Ficaria comprovada a contratação e a prestação de serviços junto à pessoa jurídica domiciliada no exterior, com ingresso de divisas. Alega que a presunção de que os serviços foram prestados para a Diagem do Brasil estaria baseada tão somente no fato de a maior parte dos pagamentos ter sido efetuada por essa empresa à Geoterra. Essa presunção estaria vedada pelo art. 605 do Código Civil Brasileiro (“Nem aquele a quem os serviços são prestados, poderá transferir a outrem o direito aos serviços ajustados, nem o prestador de serviços, sem aprazimento da outra parte, dar substituto que os preste”). Considera que qualquer pessoa minimamente versada em teoria do pagamento, no campo do Direito das Obrigações, saberia que , em primeiro plano quem deve cumprir a obrigação é o devedor, no caso, a Diagem Internacional Resource Corp. Em segundo plano, poderia legitimamente cumprir com a obrigação um terceiro interessado ou não, nos termos do disposto nos artigos 304 e 305 do Código Civil Brasileiro. Argumenta que a Diagem do Brasil ao efetuar o pagamento estaria agindo como terceiro interessado e não como devedor. A isenção em debate não estaria condicionada ao pagamento direto ao favorecido, bastando tão somente que tenha dado causa à entrada de divisas no país. Faz analogia às operações de exportação. Acredita ser importante o fato de que a empresa Diagem do Brasil não teria fonte de recursos próprios, sendo mantida financeiramente pela Diagem Internacional Resource Corp. Nesse caso, os recursos utilizados para o pagamento dos Fl. 614DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11040.000375/200613 Acórdão n.º 3302002.078 S3C3T2 Fl. 612 5 serviços prestados teriam origem em recursos enviados do exterior, havendo ingresso de divisas no país. A cobrança dos pagamentos em atraso foi sempre efetuadas junta a Diagem Internacional Resource Corp. Ao final, argumenta que os serviços não teriam sido prestados exclusivamente no país, mas também ao exterior. Entretanto, entende que não haveria exigência legal neste sentido. Requer a improcedência do lançamento, por entender isentas as receitas em questão. A DRJ considerou que receitas relativas a notas fiscais emitidas para destinatário sediado no país não estão isentas de tributação, especialmente na ausência de ingresso de divisas em moeda nacional. No recurso, a Interessada alegou, inicialmente, ter ocorrido “perempção do suposto crédito tributário” (prescrição intercorrente), por ter sido a decisão de primeira instância cientificada após o prazo de cinco anos da impugnação de lançamento. A seguir, alegou também que, embora não reconhecesse a legitimidade da cobrança, “de toda sorte estariam extintos os pretensos créditos relativos a cobrança de PIS e COFINS referentes aos anos calendários 2001 e 2002, em razão da remissão prevista no art. 14 da Lei 11.941/2009 e art. 156, IV, do CTN.” No mérito, explicou como as operações ocorreram, a razão de haver subsidiária da empresa no Brasil, como os contratos foram realizados e por que os documentos (contratos de prestação de serviço) não foram juntados por ocasião da impugnação. Os documentos anexados ao recurso seriam os seguintes: 1) Consentimento para atuar como Diretor da empresa Diagem International Resource Corp. (com tradução juramentada). 2) Página do site da empresa Canadense impresso em 7 de fevereiro de 2006 onde constam os nomes dos diretores da empresa no Canadá incluso o de Paulo Afonso Andreazza e diretores aos quais se dirigia para cobrar seu pagamento. 3) Cheque do Banco HSBC do Canadá, datado de 23 de Janeiro de 2004, no valor de 20 mil dólares Canadenses que não foi descontado pelo recorrente porque o valor acabou sendo pago através das subsidiária brasileira. 4) Letra de câmbio comprovando pagamento realizado em 26 de novembro de 2002, no valor de R$ 66.708,78 (sessenta e seis mil setecentos e oito reais e setenta e oito centavos), referente a reembolso de despesas pagos diretamente pela contratante Diagem do Canada. 7) Cobranças de salários e ressarcimento de despesas enviadas pela recorrida via Fax para a Diagem do Canadá, na pessoa dos Diretores constantes no site Mousseau Tremblay e Tony Wood (Anthony Wood). Fl. 615DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 6 8) Fax enviado em 15 de abril de 2002 para que Paulo Andreazza assinasse na condição de diretor para obtenção de linha de crédito no valor de 300.000 dólares canadenses junto ao Banco HSBC do Canadá. 9) Documento assinado por Paulo Andreazza aquiescendo junto aos demais diretores com a liberação do valor de 300.000 dólares canadenses junto ao Banco HSBC do Canadá. É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Em relação à prescrição intercorrente, aplicase a seguinte súmula do Carf (Portaria Carf n. 106, de 21 de dezembro de 2009): Súmula CARF n. 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Quanto à remissão, sequer se aplica ao caso, uma vez que não se trata de débito inferior a R$ 10.000,00 (dez mil Reais). Em relação ao mérito, ao contrário do alegado pela Interessada, não restou demonstrado o ingresso de divisas. Devese esclarecer que a citada disposição, que exige para a configuração da isenção, o ingresso de divisas no País, foi criado exata e especificamente para a situação de serviços prestados para empresa no exterior, cujo pagamento seja efetuado por subsidiária ou controlada no País. Tal disposição constou inicialmente da MP n. 1.8586, de 29 de junho de 1999, e foi reeditada pelas medidas provisórias que antecederam a edição da MP n. 2.15835, de 2001. O objetivo da disposição é estabelecer, para efeito da isenção, uma hipótese típica de exportação de serviços, em que o destinatário dos serviços esteja no exterior e que o pagamento advenha também de fora do País. No caso dos autos, a Interessada pretende que a caracterização de tal situação seja reconhecida, ainda que a subsidiária da empresa estrangeira tenha sido interposta na operação. Das alegações da Interessada, deduzse que tal interposição tenha ocorrido por conta e ordem da empresa estrangeira, de forma que, embora as notas fiscais tenham sido emitidas para a subsidiária nacional, os serviços tenham sido prestados à estrangeira; que os valores teriam sido pagos por crédito na conta do sócio da empresa; e que os serviços tenham sido presados no Município de Juína / MT. Fl. 616DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11040.000375/200613 Acórdão n.º 3302002.078 S3C3T2 Fl. 613 7 É inequívoco, primeiramente, que os serviços foram prestados em território nacional, mas tal fato não impediria a isenção, uma que as condições para que incidisse são a residência no exterior da empresa tomadora do serviço e o ingresso de divisas. A prestação de serviços a empresa estrangeira teria sido demonstrada por meio dos contratos apresentados (original e traduzido) e dos demais documentos. Entretanto, os documentos apresentados pela Interessada não demonstram de maneira concreta que os serviços prestados à empresa situada no Brasil referemse, na realidade, a uma prestação indireta de serviços à empresa estrangeira, embora a documentão sugira que possa ter ocorrido tal fato. Conforme destacado pelo acórdão de primeira instância, “os contratos celebrados a partir de 1º julho de 2002 (fls.520/535) com Diagem Internacional Resource Corp. sequer foram celebrados pela autuada e sim por um de seus sócios, Sr. Paulo Afonso Andreazza, na qualidade de consultor.” No tocante aos pagamentos, inexiste vinculação segura do que foi pago por depósito na conta do diretor com os serviços prestados pela Interessada. Nesse sentido, não se pode confirmar que os pagamentos tenham origem no empréstimo alegado. Portanto, embora haja contratos e pagamentos que sugiram uma prestação de serviços de forma indireta à empresa estrangeira, a forma como a operação foi efetuada no Brasil (prestação de serviço no território nacional, com notas fiscais emitidas à empresa nele localizada e com pagamentos efetuados por essa última empresa) indica que não houve exportação de serviços, nem ingresso de divisas. Em suma, a operação foi efetuada como serviço prestado a empresa localizada no Brasil e os documentos apresentados não comprovam cabalmente que não ocorreu tal fato. Em resumo, os documentos apresentados não são hábeis a comprovar a alegação da Interessada. Não se trata, aqui, de boafé, mas de ônus de prova, nos termos do art. 923 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n º 3.000, de 26 de março de 1999). Notese que tal disposição, embora constante da legislação do IR, é uma regra geral sobre administração de tributos. Observese, por fim, que, se hipoteticamente as operações foram realizadas da forma indicada pela Interessada, a dificuldade da comprovação dos requisitos da isenção decorreu da escolha de estrutura das operações. Fl. 617DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA 8 Dessa forma e adotando os demais fundamentos do acórdão de primeira instância, com fulcro no art. 50, §1º, da Lei n. 9.784, de 1999, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 618DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 13971.910862/2009-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
DILAÇÃO PROBATÓRIA. DILIGÊNCIAS.
A realização de diligências destina-se a resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica.
Numero da decisão: 3403-002.094
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação, prescindindo, nesse caso, de prévia retificação da DCTF. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. DILAÇÃO PROBATÓRIA. DILIGÊNCIAS. A realização de diligências destinase a resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 91 08 62 /2 00 9- 53 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório INDUSTRIAL REX LTDA. formulou o Pedido de Restituição e Declaração de Compensação, por meio do qual pretendeu restituirse de indébito de Cofins (Cód. 5856), por pagamento efetuado em 14/11/2005, e compensar o direito creditório com débitos de IPI. Por Despacho Decisório Eletrônico, a DRF/BlumenauSC indeferiu o pleito e não homologou a compensação porque o pagamento indigitado foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio reclamação, por meio da qual o contribuinte alega que o despacho decisório contestado não adentrou no mérito do crédito postulado . Pleiteia a declaração de nulidade do ato administrativo, em razão de faltarlhe motivação, fundamentação, o que feriria o direito ao contraditório e à ampla defesa. Argúi também a ausência de fundamentação , desvio de finalidade e prejuízo ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal . E argumenta no sentido da necessidade da busca pela verdade material, princípio reitor da atuação administrativa. Complementarmente, pugna pela não exigência da multa de mora em razão da necessária subordinação aos princípios da vedação ao confisco, da razoabilidade e da proporcionalidade. E contesta, por fim, a imposição dos juros de mora calculados com base na taxa Selic, chamando à colação à limitação dos juros de mora pretensamente posta no Código Tributário Nacional. Pleiteia, por fim, a decretação da nulidade do despacho decisório e a obstaculização de qualquer cobrança de valores resultantes do referido ato administrativo. A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão no 07029.058, de 25 de maio de 2012, fls. 59 a 63, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910862/200953 Acórdão n.º 3403002.094 S3C4T3 Fl. 110 3 Para que os recolhimentos relativos a débitos declarados em DCTF sejam tidos como indevidos e passíveis de repetição, é preciso que o sujeito passivo retifique a declaração originalmente apresentada, alterando os valores daqueles débitos para, com isso, consubstanciar juridicamente a existência do indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso interposto contra a decisão da DRJ/FNS4ª Turma. O arrazoado de fls. 67 a 89, após síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma as arguições de nulidade já cogitadas na manifestação de continuidade. Invoca o princípio da verdade material para protestar por seu direito de provar o crédito mesmo na fase recursal. Tacha de nula a aplicação da multa de mora de 20% sobre os valores que diz serem indevidamente compensados. Da mesma forma, rechaça a incidência de juros Selic sobre o débito emergente da não homologação da compensação. Conclui, requerendo integral provimento ao Recurso Voluntário, a fim de que sejam homologadas as compensações declaradas. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 67 a 89 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFNS4ª Turma nº 07029.058, de 25 de maio de 2012. Matéria controvertida A decisão recorrida não conheceu da reclamação quanto aos acréscimos legais incidentes sobre o valor do débito que emergiu inadimplido pela não homologação da compensação declarada. Fêlo bem. Tratandose de cobrança propriamente dita, a matéria escapa do rito instituído pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Incidentalmente, saiba a recorrente que os acréscimos legais sobre os débitos não pagos na data de seu vencimento estão expressamente previstos no art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não cabendo aos agentes da Administração deixar de aplicálos em face de argumentos de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN 4 Preliminares de nulidade do Despacho Decisório Nesse ponto, adoto os fundamentos da decisão recorrida, que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. O despacho decisório preenche todos os requisitos formais e materiais para sua validade, devendo ser refutada a argüição. Ainda que de forma sintética, o despacho decisório contém motivação, base legal e permitiu ao contribuinte total conhecimento das irregularidades imputadas a seu pleito, habilitandolhe o exercício pleno do seu direito de defesa. Também não há que se falar em desvio de finalidade do ato administrativo, até mesmo porque este está corretamente fundamentado. Mérito Afastadas as preliminares argüidas e não conhecida a insurgência contra procedimentos de cobrança, a inconformidade manifestada na reclamação ficou vazia. Nada obstante, a decisão recorrida, assentandose sobre a premissa de que a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação reclama a prévia retificação do valor do débito pretensamente confessado em erro em DCTF, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade sumariamente, sem qualquer menção ao “deserto” em que se transformou o presente processo no que diz respeito à prova do direito creditório aventado. Já é entendimento assentado nesta Turma o de que tal óbice deve ser afastado, em face do contido no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), reproduzido no art. 57 do Regulamento do Processo Administrativo Fiscal, aprovado pelo Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, norma com aplicação autorizada aos processos da espécie pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. Na verdade, a prévia retificação da DCTF apenas viabiliza o processamento automático dos PER/Dcomp, mas jamais poderia ser tida como requisito para a verificação da liquidez e certeza de direito creditório. Se é certo que a espontaneidade da confissão do débito implica a sua irretratabilidade, também o é que o art. 214 do Código Civil – CC Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, admite sua revogação quando produzida em erro de fato. E, conforme visto, mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, o requerente, enquanto manifestante, pode (e deve) produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, entre elas, a do erro no preenchimento de declaração. Tecidas essas considerações preambulares, por meio das quais se refuta a necessidade de prévia retificação da DCTF e se reafirma o direito de produção probatório do crédito postulado até o momento processual da reclamação, não se pode deixar de reconhecer que não há o menor início de prova do indébito. O recorrente, a certa altura de sua peça recursal, protestou por seu direito de provar o direito creditório. Mas a insurgência limitouse a isso. O recorrente não alega erro na declaração, não questiona legalidade ou inconstitucionalidade da norma de incidência tributária, nem qualquer outra das fantasiosas construções de indébitos freqüentes depois da edição da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002. Nada. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910862/200953 Acórdão n.º 3403002.094 S3C4T3 Fl. 111 5 Matéria de extremada importância em sede processual é a referente à repartição do ônus da prova nas questões litigiosas. Com efeito, da delimitação do onus probandi depende a definição de grande parte das responsabilidades processuais. Assim é nas relações de direito privado e, igualmente, nas relações de direito público, dentre as quais as relacionadas à imposição tributária. Neste campo, a legislação processual administrativotributária inclui disposições que, em regra, reproduzem aquele que é, por assim dizer, o principio fundamental do direito probatório, qual seja o de que quem acusa e/ou alega deve provar. Assim é que, nos casos de lançamentos de oficio, não basta a afirmação, por parte da autoridade fiscal, de que ocorreu o ilícito tributário; pelo contrário, é fundamental que a infração seja devidamente comprovada, como se depreende da parte final do caput do artigo 9° do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que determina que os autos de infração e notificações de lançamento "deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito". De outro lado, ao contribuinte a legislação impõe o ônus de provar o que alega em face das provas carreadas pela autoridade fiscal, como expresso no inciso III do artigo 16 do mesmo Decreto nº 70.235, de 1972, que determina que a impugnação conterá "os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir". Esse, portanto, o quadro nos lançamentos de oficio: à autoridade fiscal incumbe provar, pelos meios de prova admitidos pelo direito, a ocorrência do ilícito; ao contribuinte, cabe o ônus de provar o teor das alegações que contrapõe às provas ensejadoras do lançamento. Já nos casos de repetição de indébito, como no presente processo, entretanto, o quadro resta um pouco modificado, como a seguir se verá. Quando a situação posta se refere à restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, é atribuição do contribuinte a demonstração da efetiva existência do indébito. Tanto é assim que a Instrução Normativa SRF nº 900, de 30 de dezembro de 2008, que rege atualmente os processos de restituição, compensação e ressarcimento de créditos tributários, assim expressa em vários de seus dispositivos: Art. 3° A restituição a que se refere o art. 2° poderá ser efetuada: I a requerimento do sujeito passivo ou da pessoa autorizada a requerer a quantia; ou II mediante processamento eletrônico da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF). § Iº A restituição de que trata o inciso I do caput será requerida pelo sujeito passivo mediante utilização do programa Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). § 2º Na impossibilidade de utilização do programa PER/DCOMP, o requerimento será formalizado por meio do formulário Pedido de Restituição, constante do Anexo I, ou mediante o formulário Pedido de Restituição de Valores Indevidos Relativos a Contribuição Previdenciária, constante cio Anexo II, conforme o caso, aos quais deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN 6 [..1 § 4° Tratandose de pedido de restituição formulado por representante do sujeito passivo mediante utilização do programa PER/DCOMP, os documentos a que se refere o § 3° serão apresentados à RFB após intimação da autoridade competente para decidir sobre o pedido. [..1 Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito. inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada. mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. Como se percebe, em qualquer dos tipos de repetição é exigida a apresentação dos documentos comprobatórios da existência do direito creditório como prerrequisito ao conhecimento do pleito. E o que se deve ter por documentos comprobatórios do crédito? Por óbvio que os documentos que atestem, de forma inequívoca, a origem e a natureza do crédito; sem tal evidenciação, o pedido repetitório fica inarredavelmente prejudicado. É certo que as normas acima transcritas prevêem a realização de diligências, por parte da autoridade fiscal, destinadas à verificação da exatidão das informações trazidas pelos contribuintes, mas é preciso ter em conta que tal previsão não existe com o fim de suprir o ônus da prova colocado às partes, mas sim de elucidar questões pontuais mantidas controversas mesmo em face dos documentos trazidos pelo contribuinte/pleiteante; em outras palavras, as diligências servem para esclarecer pontos duvidosos específicos, e não para que a autoridade fiscal, diante da falta de comprovação da existência do crédito, supra tal omissão do contribuinte. No caso específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento de créditos tributários, o contribuinte cumpre o ônus que a legislação lhe atribui, quando traz os elementos de prova que demonstrem a existência do crédito. E tal demonstração, no caso das pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre registros contábeis e documentos que respaldem tais registros. Assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro, mas também indicar, de forma específica, que documentos estão associados a que registros; ainda, é importante, quando a natureza da operação escriturada/documentada for importante para a caracterização ou não do direito creditório, que a descrição da operação constante dos registros e documentos seja clara, sem abreviaturas ou códigos que dificultem ou impossibilitem a perfeita caracterização do negócio. Não é lícito ao julgador, tanto em sede de apreciação de lançamento de oficio, quanto em sede de pleito repetitório, dispensar a autoridade lançadora ou o pleiteante, conforme o caso, do ônus que a lei impõe a cada um deles; tanto quanto não lhe é lícito valer se das diligências e perícias para, por vias indiretas, suprir o ônus probatório que cabia a cada parte. Diligências existem para resolver dúvidas acerca de questão controversa originada da confrontação de elementos de prova trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja feito aquilo que a lei já impunha como obrigação, desde a instauração do litígio, às partes componentes da relação jurídica. Já as perícias existem para fins de que sejam dirimidas Fl. 114DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910862/200953 Acórdão n.º 3403002.094 S3C4T3 Fl. 112 7 questões para as quais exigese conhecimento técnico especializado, ou seja, matéria impassível de ser resolvida a partir do conhecimento das partes e do julgador. De se ressaltar, igualmente, que o fato de o processo administrativo ser informado pelo principio da verdade material, em nada macula tudo o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destinase a busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de, por via de diligências, produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento e por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento e por via de diligências, se oportunize tais demonstração e comprovação. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp comprova um recolhimento, de outro, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC). A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à Fl. 115DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN 8 existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) À falta da prova do erro, capaz de afastar o atributo de irretratabilidade da confissão de dívida, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910862/200953 Acórdão n.º 3403002.094 S3C4T3 Fl. 113 9 Conclusão Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2013 Alexandre Kern Fl. 117DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 30/04/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 19647.008414/2005-22
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003, 30/04/2003, 31/05/2003, 30/06/2003, 31/07/2003, 31/08/2003, 30/09/2003, 31/10/2003, 30/11/2003, 31/12/2003
Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. LIMITES DE APRECIAÇÃO DA MATÉRIA PELA AUTORIDADE JULGADORA ADMINISTRATIVA.
Somente é possível o afastamento da aplicação de normas por razão de inconstitucionalidade, em sede de recurso administrativo, nas hipóteses de haver resolução do Senado Federal suspendendo a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF, de decisão do STF em ação direta, de autorização da extensão dos efeitos da decisão pelo Presidente da República, ou de dispensa do lançamento pelo Secretário da Receita Federal, ou desistência da ação pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-80379
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: José Antonio Francisco
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Recorrida DRJ em Recife - PE Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2003, 28/02/2003, 31/03/2003, 30/04/2003, 31/05/2003, 30/06/2003, 31/07/2003, 31/08/2003, 30/09/2003, 31/10/2003, 30/11/2003, 31/12/2003 Ementa: INCONSMUCIONALIDADE DE LEL LIMITES DE APRECIAÇÃO DA MATÉRIA PELA AUTORIDADE JULGADORA ADMINISTRATIVA. Somente é possível o afastamento da aplicação de normas por razão de inconstitucionalidade, em sede de recurso administrativo, nas hipóteses de haver resolução do Senado Federal suspendendo a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF, de decisão do STF em ação direta, de autorização da extensão dos efeitos da decisão pelo Presidente da República, ou de dispensa do lançamento pelo Secretário da Receita Federal, ou desistência da ação pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 45v.„ • • • 1' sk PioceSson.° 1964 7, 0Ó84 t4/2005á2 .MF " SEGitotri°4Fercr•DICkClit,"..,:i.;LitulliNi " CCOVCO 1 Acórdán n.° 201.-8C1.379 Untsron, d• , Fls. 403 tarbcsa Mat.: bine 91745 ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. 2.1110,CUticL • JOSE A MARIA COELHO MARQUES Presidente - JOSE At cê FRANCISCO _ _ _ - - • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Mauricio Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Ivan Allegretti (Suplente) e Gileno Gurjão Barreto. Pin.ce4so n * *19647 008414/2005 7° CÇ1 Ho cONTRI81.1li4TES CCO2/C01 Acórdâo n.° 201-80,379ecarino COFERE com o .. ...a.. Fls. 404 • 7-009" j4galbes3 max.: S.E,Pe 91745 Relatório Trata-se recurso voluntário (fls. 358 a 375) apresentado em 27 de julho de 2006 contra o Acórdão n9 11-15.541, de 19 de junho de 2006, da DRJ em Recife - PE (fls. 350 a 353), que considerou procedente auto de infração de Cotins dos períodos de janeiro a dezembro de 2003, nos seguintes termos: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 Ementa: COFI1VS. BASE DE CÁLCULO. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incidirá sobre o faturamento do mês, deduzidas as exclusões previstas em lei._ INCONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS, Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, vez que neste juizo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese negar-lhe execução. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ATIVIDADE VINCULADA. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Lançamento Procedente". A interessada tomou ciência do Acórdão em 10 de julho de 2006. O auto de infração foi lavrado em 10 de agosto de 2005 e, segundo o Termo de Verificação Fiscal de fls. 10 a 17, o levantamento da base de cálculo da contribuição foi efetuado com base nos balancetes e livro Registro de Saldas. Nos períodos de outubro a dezembro de 2003 prevaleceram os valores dos balancetes, que eram inferiores aos informados na DIPJ. • Segundo a Fiscalização, foram constatadas, sistematicamente, diferenças entre os valores apurados e os declarados em DCTF. Não obstante ter sido aplicada a multa de 75%, foi formalizada representação fiscal para fins penais, apensada ao presente processo. No recurso alegou a interessada, inicialmente, que a Constituição garantiria a ampla defesa e o contraditório no processo administrativo para concluir que matéria relativa a constitucionalidade de lei poderia ser apreciada Nesse contexto, alegou que haveria uma distinção legal na tributação da Cotins, entre instituições financeiras e demais pessoas jurídicas, que ofenderia o principio constitucional da isonomia. Citou opinião da doutrina a respeito do princípio citado e do 4&L7 /11 • 7,1,E CONSELHO DE C,ONTFC,SLIIMTÉS • C07.1 O . "Prfficesio u.° 19647.008414/2005-22'•pCCOVC01 Ac0rd80 "ri.° 201-80.379 ' Fls. 405 Gfivio • _secu Siope 91745 principio da proporcionalidade, além de decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 52 Região. Ademais, a definição da base de cálculo da Cofins contida na Lei n 2 9.718, de 1998, ofenderia o disposto no art. 110 do Código Tributário Nacional (Lei n 2 5.172, de 1966), nos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, cujo teor reproduziu. Seguiu-se discuscão a respeito do arrolamento de bens, resolvida antes do encaminhamento dos autos para julgamento. É o Relatório. _ • • _ . •-• 7. :PrdaeSSO 6.4 á 964:17,0084 I4/2005-22 CCO2/C0 I Acórdão .n.‘ 201:80.379 ecG"NnO CONSE190 DE CONTRIBUINTES Fls. 406 vCO;... er'ERE COM O ORIC:NisL Brast53, __ei ssvieS:4,, za“t:c7-3 Voto Mal: SIspe 91745 Conselheiro JOSÉ ANTONIO FRANCISCO, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo-se formalmente dele tomar conhecimento. Quanto à matéria de inconstitucionalidade de lei, a questão passa por definir a natureza do processo administrativo, havendo opiniões de que se trata de mero procedimento'; ou de processo sem jurisdição 2; ou, ainda, de processo com função jurisdicional. Nesse último entendimento, que engloba os demais, argumenta-se, ainda, que o princípio da separação dos Poderes não implicaria a exclusividade do Judiciário para decidir questões de constitucionalidade de leis, de forma que seria possível ao Executivo exercer verdadeira função jurisdicional. Entretanto, é óbvio que a separação de Poderes implica privilégio no exercício das funções. Tanto que, em princípio, cabe ao Legislativo a função precípua de criar as leis; ao Judiciário a função jurisdicional; e ao Executivo a função administrativa. Embora cada Poder possa exercer alguma das outras funções, esse exercício é limitado e, na maioria das vezes, visa garantir a sua autonomia. Portanto, sendo elementar que cabe ao Poder Judiciário a função jurisdicional, é também elementar que essa fimção, quando realizada pelo Judiciário, não pode comportar limites quanto à ampla defesa e ao contraditório. No entanto, tal raciocínio não pode ser aplicado aos tribunais administrativos. O termo "ampla defesa" deve ser interpretado de forma relativa, levando-se em conta as diferenças entre o processo judicial e o administrativo. Deve-se ter em conta que os tribunais administrativos integram a administração e exercem função administrativa. Os Conselhos de Contribuintes integram a estrutura do Ministério da Fazenda, assim como as Delegacias de Julgamento integram a estrutura da Secretaria da Receita Federal e, nesse contexto, conclui-se que existe hierarquia funcional e administrativa sobre esses órgãos. De fato, os julgadores das DRJ e os Conselheiros, sejam representantes da _ Fazenda ou dos contribuintes, exercem funções públicas e estão sujeitos às disposições da Lei n2 8.112, de 11 de dezembro de 1990. CASTRO, Alexandre Barros. Procedimento administrativo tributário. São Paulo, Atlas, 1996, p. 90. 2 XAVIER, Alberto. A questão da apreciação da inconstitucionalidade das leis pelos Órgãos judicantes da Administração Fazenctária. Revista Dialética de direito tributário, São Paulo, Dialética, n 103, p. 17-44, abr. 2004. • ME SEGUNDO CONSELHO DE CONTWBUINTES A Processo n.°19647.0084 N/2005-22 1 cc4. yens com o OiCeNP.t. CCO7JC01 Acórdão n°201-80.379 ara-, 41 ____o? I 7-190 . Fls. 407 • M3LSIaDø IItTS Dessa forma, os atos " siringem a apreciação de matéria de constitucionalidade de lei (como o constante do art. 22A do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, decorrente das disposições do Decretou. 2.346, de 10 de outubro de 1997, e da Lei n2 9.430, de 30 de dezembro de 1996, art. 77) têm caráter vinculativo, em face do que dispõe o art. 116 da lei anteriormente citada. Assim, para que fosse possível apreciar matéria de constitucionalidade relativa ao direito tributário, primeiramente seria necessário que o julgador administrativo apreciasse matéria de constitucionalidade relativa a direito administrativo (Regimento Interno, Decreto n. 2.346, de 1997, etc ), uma vez que normas de direito administrativo estariam restringindo suposto direito fundamental do contribuinte, ao limitarem a apreciação de constitucionalidade de lei, o que, certamente, foge a seu âmbito de competência. Ademais, aqueles atos legais que determinam a impossibilidade de apreciação de matéria de constitucidnalidade de leis e as leis tributárias que são consideradas inconstitucionais pela interessada, de uma forma ou de outra, passaram pela aprovação do " — Presidente da República, chefe do Executivo, ou por derivarem de aprovação de medida provisória, ou por se tratar de lei sancionada ou de decreto assinado por ele. Especialmente no caso das leis, existe a possibilidade do veto jurídico, por motivo de inconstitucionalidade, que representa medida de controle de constitucionalidade. Nos demais casos, se o Presidente da República os houvesse considerado inconstitucionais, certamente não os teria aprovado. Assim, como poderia um órgão administrativo inferior contradizer o chefe do Poder Executivo, afastando a aplicação de atos legais e regulamentares por ele aprovados? Nesse contexto e considerando os fatos acima expostos, as disposições da Lei n2 9.430, de 1996, art. 77, e do Decreto n2 2.346, de 10 de outubro de 1997, nada mais fazem do que dispor sobre como deve ser tratada a matéria no âmbito do Poder Executivo. Vê-se, portanto, que não cabe somente ao Judiciário o controle repressivo de constitucionalidade de leis, mas, no âmbito do Executivo, cabe ao Presidente da República detenninar como o controle deve ocorrer. Assim, a interpretação mais adequada à questão é a de que a "ampla defesa", no processo administrativo, deve ser aplicada de acordo com as atribuições dos órgãos julgadores administrativos, o que não abrange a apreciação de matéria de constitucionalidade de lei, à exceção dos casos previstos no Decreto n2 2.346, de 1997. Nesse contexto, não há como aplicar o resultado da declaração de inconstitucionalidade incidental no julgamento de processo administrativo, em face de ausência de autorização legal, antes da edição de resolução pelo Senado Federal, ainda que se saiba que o entendimento do Supremo Tribunal Federal é definitivo. Dessa forma, não é possível afastar a aplicação da Lei n 2 9.718, de 1999, no que tange à tributação das receitas financeiras pela Cofins, nem considerar que a regra relativa às instituições financeiras seja aplicada aos demais contribuintes. 110X- 7' • . _ - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ':!Prâcetsci a:°19-EÁ7.008414/2005-22 • CONFERE COMO ORIGINAL CCOECO I• • ' 'Àcórdão n.° 201-80.379 Og F7120 -4 EIs. 408 BrasGa, • SiMo Mal: Si109 91745 Não se pode olvi .. • - e trinem e. isonomia pressupõe a aplicação da Justiça como regra. O conceito de Justiça prega que se deve "tratar os iguais, na exata medida de sua igualdade, e os desiguais, na exata medida de sua desigualdade". • Nesse contexto, é impossível, ao menos no enfoque que pode ser adotado no âmbito do processo administrativo, estender as deduções permitidas a instituições financeiras a outras pessoas jurídicas. Ademais, a definição da base de cálculo da Cofins contida na Lei n 2 9.718, de 1998, não poderia ofender o disposto no art. 110 do Código Tributário Nacional (Lei n2 5.172, de 1966), pelo simples fato de que se trata de disposição de direito tributário, relativa à definição da base de cálculo da contribuição. • Ao definir o conceito de faturamento para efeito de incidência da contribuição, a disposição legal está apenas cumprindo o que a Constituição espera da lei, embora, é ciam, • _ existam limites constitucionais para isso, o que não pode ser objeto de análise no processo. _ . administrativo. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 20 de junho de 2007. JOS,ÉrONKCFRANCISCO • • Page 1 _0124700.PDF Page 1 _0124900.PDF Page 1 _0125100.PDF Page 1 _0125300.PDF Page 1 _0125500.PDF Page 1 _0125700.PDF Page 1
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