Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11968.001177/2009-68
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 08/01/2009 a 29/03/2009
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-004.872
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Marcos Antônio Borges e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 08/01/2009 a 29/03/2009 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 11968.001177/2009-68
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5437144
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 06 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-004.872
nome_arquivo_s : Decisao_11968001177200968.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11968001177200968_5437144.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Marcos Antônio Borges e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
id : 5844815
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705371017216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1787; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11968.001177/200968 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801004.872 – 1ª Turma Especial Sessão de 27 de janeiro de 2015 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente ALIANÇA NAVEGAÇÃO E LOGÍSTICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 08/01/2009 a 29/03/2009 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Marcos Antônio Borges e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 96 8. 00 11 77 /2 00 9- 68 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 11968.001177/200968, contra o acórdão nº 1141.186, julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Recife (DRJ/REC), na sessão de julgamento de 27 de maio de 2013, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou: “Tratase de auto de infração lavrado contra a impugnante já qualificada nos autos, do qual resultou a exigência fiscal de R$ 80.000,00, relativa à multa por descumprimento de obrigação acessória referente à prestação de informações sobre veículo ou carga transportada ou sobre operações que execute, na forma, prazo e condição estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, a impugnante, em descumprimento ao que determina a legislação, deixou de atualizar a previsão de atracação de embarcação na forma, prazo e condição estabelecidos em texto legal. A autoridade fiscal alega que houve 16 (dezesseis) atracações, de várias embarcações no porto de Suape, em Pernambuco, com a previsão de atracação não atualizada, dificultando o trabalho da fiscalização e dos demais intervenientes em comércio exterior que dependem da precisão dessas informações para pautar as suas ações. Conclui a fiscalização, propondo a aplicação da multa com base no Artigo 107, IV, “e” do Decretolei n° 37/66, com redação dada pelo artigo 77, da Lei nº 10.833/03, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cada escala (fato gerador) que deixou de ser atualizada. Devidamente cientificada a contribuinte apresenta impugnação, com base sinteticamente nos seguintes fundamentos: a) afirma ausência de tipicidade, pois o dispositivo legal que determina a aplicação da Multa Pecuniária de R$ 5.000,00 (art. 107, IV, “e” do Decreto Lei nº 37/66) é taxativo quando dispõe que a multa é aplicável àquele que deixar de prestar informação sob as operações que execute na forma estabelecida pela SRF, o que a impugnante não fez, posto que prestou as informações referentes à descarga do navio por ela agenciado atendendo os prazos Fl. 124DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 5 4 discriminados na IN nº 800 de 2007. Ressalta que a não atualização das informações contidas na escala, ou seja, datas de chegadas das embarcações não é, a toda evidência, a mesma coisa que deixar de apresentálas no prazo; b) evoca o princípio da reserva legal consubstanciado nos termos do inciso V do art. 97 do Código Tributário Nacional (CTN) e argumenta que a penalidade aplicada foi instituída combinando o art. 107, IV, "e" do DecretoLei nº 37/66 com o art. 8° do Ato Declaratório Executivo (ADE) COREP n° 03/08, equiparando a conduta de não atualização de escala com a de não prestação de informação. Aduz que inexiste amparo legal para aplicação da penalidade para a ação de não atualização de escala no sistema Siscarga e acrescenta que inexiste, forma, prazo e, tampouco, condição préestabelecida no ADE COREP n° 03/08; c) a autuação carece de elemento essencial da finalidade de “estar no interesse da arrecadação ou fiscalização dos tributos”, conforme dispõe o art. 113, § 2.º, do CTN, pois eventual descumprimento de prestar” É o relatório. A DRJ de Recife (DRJ/REC) decidiu pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito. Colaciono a ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 08/01/2009 a 29/03/2009 ATRACAÇÃO DA EMBARCAÇÃO. NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO NO PRAZO ESTABELECIDO PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. A não atualização da previsão de atracação da embarcação na forma, prazo e condição estabelecidos pela Receita Federal do Brasil constitui infração pelo descumprimento de obrigação acessória sujeitando o infrator à multa prevista na alínea “e” do inciso IV do art. 107 do Decreto lei nº 37, de 1966. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, expondo que: Fl. 125DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 6 5 1 Alega que a sua declaração extemporânea teria os mesmos efeitos que a denúncia espontânea e esta seria aplicável às obrigações acessórias; 2 Entende que a Instrução Normativa nº 800/07, infringe o princípio da reserva legal, conforme art. 97, V do CTN; 3 Entende que sua conduta, retificação, seria atípica com relação à sanção prevista no art. 107 do Decreto Lei nº 37/66; 4 Entende que não deixou de apresentar informações dentro do prazo referido pela IN nº 800/07, mas promoveu a retificação destas. É o sucinto relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto. Tipificação A recorrente alega que não incorreu no tipo específico de descumprimento de declaração de informação de mercadoria, conforme art. 37 e 107, IV, “e” do DecretoLei 37/66, posto que não deixou de prestar informações sobre o veículo ou sobre a carga transportada. Afirma se tratar de conduta diversa: não atualização das informações contidas na escala. Determina o dispositivo legal que: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaa porta, ou ao agente de carga Cabe ressaltar que a conduta não atualização das informações contidas na escala não possui previsão típica. O Direito Tributário Sancionador não admite a existência de norma sancionatória em branco ou a aplicação de analogia punitiva. Devese observar obrigatoriamente o princípio da interpretação favorável ao acusado na aplicação de penalidades, assim determina o CTN que: Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I à capitulação legal do fato; II à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 8 7 Havendo dúvida sobre capitulação legal do fato deve ser afastada a aplicação da multa. Denúncia Espontânea Inicio a análise do argumento da denúncia espontânea, pois uma vez julgado o seu provimento, todas as demais matérias se tornarão prejudicadas. O Recorrente alega que as informações foram prestadas antes da lavratura do auto de infração. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Ocorre que, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Fl. 128DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 9 8 Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos, portanto que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento. Cabe analisar a restrição imposta pelo art. 683, §3º do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. Este determina que: Art. 683. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento dos tributos dos acréscimos legais, excluirá a imposição da correspondente penalidade (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 102, caput, com a redação dada pelo DecretoLei no 2.472, de 1988, art. 1o; e Lei nº 5.172, de 1966, art. 138, caput). (…) § 3o Depois de formalizada a entrada do veículo procedente do exterior não mais se tem por espontânea a denúncia de infração imputável ao transportador. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 10 9 O texto original do Decreto nº 6.759/2009 previa em seu § 3o que a espontaneidade era afastada depois de formalizada a entrada do veículo procedente do exterior e por conseqüência igualmente afastada seria a denúncia espontânea. Notese que esta redação deve ser lida em consonância com o disposto na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010 que passou a ter a seguinte redação: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) Notese que o Decreto nº 6.759/2009 deve ser lido em conformidade com a Lei nº 12.350/2010. Tratase de norma superior e posterior. Assim, tanto pelo critério da hierarquia, quanto pelo critério cronológico deve prevalecer a norma posterior. Da leitura da lei posterior se nota que não há a restrição prevista no § 3o , do art. 683 do Decreto nº 6.759/2009, de tal modo que onde não houve restrição legal não poderá a norma regulamentadora restringir, sob pena de ofensa ao princípio da estrita legalidade. Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, entendo pelo provimento do recurso e passo a analisar as demais matérias, não obstante prejudicadas, para fins de privilégio do devido processo legal. Reserva Legal A infração em tese cometida pela recorrente se encontra caracterizada pela apresentação de declaração de informações sobre o veículo e carga transportada fora do prazo estabelecido, por força do art. 107 do DecretoLei 37/66, com redação dada pela Lei nº 10.833/03, c/c art. 44 da Instrução Normativa 28/94, com redação dada pela Instrução Normativa 510/05 e art. 22 da Instrução Normativa 800/07. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 11 10 No que tange a tipificação da conduta do recorrente, a sua descrição consta igualmente e inicialmente tipificada no art. 107 do DecretoLei 31/66, que estabelece a aplicação de multa para quem deixar de prestar a declaração sobre veículo e carga transportada, bem como quem de forma omissiva ou comissiva embaraçar ação de fiscalização. Ademais, as instruções normativas tem como finalidade de preencher lacunas que por vezes se encontram dentro dos procedimentos fiscais, no caso específico de normas que estabelecem prazo para a apresentação ou recolhimento de obrigações acessórias, não estão sujeitas a reserva legal do art. 97 do CTN, por não compreenderem o rol de matérias lá estabelecido, cabendo, portanto, o estabelecimento dos prazos por norma de hierarquia inferior, como as Portarias e Instruções Normativas, conforme tem se posicionado o CARF. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 31/12/1998 OBRIGAÇÃO ACESSORIA. PRAZO. INSERÇÃO SISCOMEX DE DECLARAÇÃO DE EMBARQUE DE MERCADORIAS. O prazo de inserção das informações do embarque de mercadoria no SISCOMEX é de sete dias, contados do dia do efetivo embarque. Não se aplica a norma processual do artigo 210 do Código Tributário Nacional, neste caso prevalece o prazo fixado em Portarias e Instruções Normativas em razão de que não contemplam aspectos da hipótese de incidência, estão fora da reserva legal prevista no artigo 97 do CTN. Constado inserção além do prazo fixado, impõe negar provimento ao recurso. Recurso Negado. Ressalto que o entendimento seria pela carência de razão do contribuinte caso não estivesse prejudicada a análise desta matéria. Obrigação Acessória Carece de razão a alegação da recorrente quanto à carência de elemento essencial na autuação por descumprimento de obrigação acessória. Isto porque as obrigações acessórias não possuem uma relação de dependência de uma obrigação principal. Como o próprio artigo citado pela recorrente são prestações positivas ou negativas, fazer ou não fazer algo em benefício do interesse arrecadatório ou fiscalizatório. No caso dos autos, a declaração que gerou a autuação da recorrente era uma obrigação acessória, positiva e com finalidade fiscalizatória, pois se caracteriza em um dever de declarar o bem carregado e cujas informações contidas auxiliam o fisco a verificar a adequada descrição de bem importado pelo importador, se houve emissão de notas fiscais, se a importadora estaria correta em sua escrituração fiscal. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 12 11 Logo, a responsabilidade de declarar a mercadoria transportada pela empresa, conforme art. 107 do Decreto lei 37/66, é uma obrigação acessória de declaração ao fisco e cujo descumprimento implica na aplicação de multa por embaraço à fiscalização. Nestes termos, não sendo prestada a obrigação de declaração de mercadorias dentro do prazo legal, houve prejuízo na fiscalização aduaneira, devida, portanto, a multa pelo descumprimento. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Art. 50 da Instrução Normativa 800/2007 Entendo que não assiste razão ao recorrente. Conforme a redação do artigo 50 da IN 800/07, informa que os prazos de antecipação de informação previstos no art. 22º da mesma instrução somente serão obrigatórios a partir de 1 de janeiro de 2009. Vejamos: Art. 50. Os prazos de antecedência previstos no art. 22 desta Instrução Normativa somente serão obrigatórios a partir de 1ºde janeiro de 2009. Parágrafo único. O disposto no caput não exime o transportador da obrigação de prestar informações sobre: I a escala, com antecedência mínima de cinco horas, ressalvados prazos menores estabelecidos em rotas de exceção; e II as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. (grifo nosso) Este dispositivo, ao mesmo tempo em que prevê que os prazos mínimos para a prestação de informações à RFB previstos no artigo 22 da IN RFB nº 800/2007 somente são obrigatórios a partir de 1ºde janeiro de 2009, dispõe que o transportador tem a obrigação de prestar informações sobre as cargas transportadas antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. Resta claro, portanto, que já a partir do momento em que se inicia a produção de efeitos da IN RFB nº 800/2007, qual seja 31 de março de 2008, as informações sobre as cargas transportadas devem ser prestadas pelas transportadoras antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País, conforme art. 52 da Instrução Normativa, prazo também descumprido pelo contribuinte. Em adição, havendo prazo que estabeleça o início da vigência das antecipações, nos caso dos fatos geradores que antecedem a vigência da Instrução Normativa 800/07, o contribuinte deveria ter cumprido o prazo de sete dias descritos art. 37 da Instrução Normativa SRF n° 28, de 1994, com a redação dada pela IN SRF n° 510, de 2005, para a apresentação da declaração, no que ultrapassou demasiado. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11968.001177/200968 Acórdão n.º 3801004.872 S3TE01 Fl. 13 12 Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário pela falha na tipificação da conduta e pela presença de denúncia espontânea. É assim que voto. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator Fl. 133DF CARF MF Impresso em 06/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 04/03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10283.909718/2009-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005
DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM.
Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.576
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10283.909718/2009-34
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5446656
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3202-001.576
nome_arquivo_s : Decisao_10283909718200934.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10283909718200934_5446656.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Charles Mayer de Castro Souza Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
id : 5877967
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:38:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705391988736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 376 1 375 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.909718/200934 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.576 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 97 18 /2 00 9- 34 Fl. 376DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A interessada apresentou pedido eletrônico de compensação de débitos próprios com crédito oriundo de pagamento a maior de Imposto de Importação – II e de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, com origem no período de 08/05/2001 a 12/12/2005. A compensação não foi homologada, ao fundamento de que o DARF a indicado no PER/DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Alegado pela contribuinte o cometimento de um equívoco no preenchimento do DARF, os autos foram baixados em diligência pela DRJ, quando se constatou que o presente processo é conexo ao de nº 10283.007613/200604, por meio do qual se requereu a restituição do crédito que se pretende compensar. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza julgou improcedente a manifestação de inconformidade, sob o argumento de inexistência do direito creditório objeto do processo nº 10283.007613/200604. No prazo legal, a contribuinte apresentou recurso voluntário, cujas razões de defesa não serão relatadas em vista do que se passa a expor no voto. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A Recorrente apresentou PER/DCOMP objetivando a compensação de débito próprio com crédito oriundo de pagamento indevido de II e de IPI vinculado que são objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604. Como o direito à restituição foi negado, também aqui negouse o direito à compensação. Contudo, nesta mesma sessão de julgamento consideraramse indevidas as razões adotadas pela DRF de origem, e mantidas pela instância de piso, para denegar o pedido de restituição, motivo pelo qual determinouse que os autos do processo administrativo n.º 10283.007613/200604 devem retornar à DRF para que, ultrapassada a questão decidida no julgamento, estime os valores a serem restituídos. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que a DRF de origem, após a análise do direito creditório objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604, profira nova decisão quanto ao pedido de compensação. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10283.909718/200934 Acórdão n.º 3202001.576 S3C2T2 Fl. 377 3 É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 378DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000495/2007-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Apr 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2001, 01/11/2001 a 30/06/2005
NFLD DEBCAD sob n° 35.847.725-5
Consolidado em 21/01/2006
RECURSO DE OFÍCIO
DECADÊNCIA. RECONHECIMENTO DE RECOLHIMENTO PARCIAL. APLICAÇÃO DE SÚMULA CARF 99.
Matéria sumulada há obrigação de ser seguida pelos membros da Casa, conforme RICARF artigo 72.
A Súmula CARF 99 determina aplicação do artigo 150, § 4º do CTN em caso de haver nos autos a comprovação de recolhimento, ainda que seja em parte da contribuição devida.
No caso em tela foi realizada consulta ao Sistema ÁGUIA (de arrecadação), bem como ao informado no Relatório Fiscal, e no DAD Discriminativo Analítico de Débito, onde constam recolhimentos antecipados pela empresa, incidentes sobre as folhas de pagamento dos segurados a seu serviço, e que o crédito previdenciário foi constituído, com a ciência do contribuinte em 20/01/2006, a competência mais remota para a qual poderia haver lançamento é 01/2001. O que implica, com a edição da Súmula CARF 99.
RECURSO VOLUNTÁRIO
VALE TRANSPORTE. SÚMULA CARF 89. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR. ARTIGO 72 DO RICARF.
Trata de matéria sumulada com acompanhamento obrigatório dos membros da Corte.
A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de vale-transporte, mesmo que em pecúnia.
CO-RESPONSÁVEIS. SÚMULA CARF 88. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR OS MEMBROS DA CORTE. ARTIGO 72 RICARF.
A Relação de Co-Responsáveis - CORESP, o Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa.
GRUPO ECONÔMICO. CARACTERIZAÇÃO. DEPENDÊNCIA DE VÁRIAS EMPRESAS A UMA. COMPROVAÇÃO DE CONTROLE MAJORITÁRIO.
Conclui-se pela formação de grupo econômico, quando há nos autos a comprovação de 'árvore societária', onde uma das empresas tem o controle majoritário de todas as empresas relacionadas, bem como a direção e controle do negócio como uno.
No caso em tela as provas são inequívocas de que a AMBEV é sócia majoritária com todo o controle das demais, através de sistemas SAP exerce o controle e administração do grupo.
DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS. INEXISTÊNCIA.
Comprovada que a fiscalização intimou a fiscalizada a juntar documentos que comprovasse a efetiva prestação de serviços de autônomos informados na DIRF, que não constavam nem nas Folhas de Pagamento nem na GFIP e esta última não cumpriu o seu ônus, não há de se falar lançamento aleatório, mesmo porque, como no caso em tela, esta documentação serviu para lançamento, ou seja, o lançamento não foi realizado em presunção de possível ocorrência, mas, ao contrário do que alega, foi fulcrado na análise da contabilidade da Recorrente, observando que esses pagamentos não ostentavam a natureza alegada pelo contribuinte de trabalhadores autônomos.
BÔNUS DE CONTRATAÇÃO. OCORRÊNCIA.
Para identificar se há incidência de contribuição previdenciária, necessário verificar se se trata de pagamento indenizatório ou remuneratório.
Há de comprovar a retribuição do capital pelo trabalho para que configure a incidência de contribuição previdenciária.
No caso em exame verificou-se que o pagamento de bônus de contratação não remunera o trabalho, mas gratifica eventualmente funcionário pela excelência de sua competência laboral, não impondo contraprestação de trabalho. Não havendo, portanto, fato gerador.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS DE DIRETORES ESTATUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
O PLR estatuído pela Lei 10.101/2000 regular o direito a recebimento do benefício ao trabalhador empregado.
Diretor estatutário tem previsão legal para participar de PLR de acordo com a legislação de regência, Lei n° 6.404/76 e do Estatuto da Empresa.
No caso em exame demonstrado está que o recebimento de PLR foi realizada a diretores estatutário, que são remunerados de capital pelo capital, com base na lei que rege a matéria para empregados, remunerados de capital pelo trabalho, ou seja, Lei nº 10.101/2000. Incidindo contribuição previdenciária.
Numero da decisão: 2301-004.364
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte, pela existência de súmula, nos termos do voto do(a) Relator(a); c) em negar provimento ao recurso, para deixar claro que a Relação de Co-Responsáveis - CORESP", o "Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa, nos termos do voto do Relator; c) em negar provimento ao recurso, na questão do grupo econômico, nos termos do voto do(a) Relator(a); d) em negar provimento ao recurso, na questão dos pagamentos a contribuinte individuais, nos termos do voto do(a) Relator(a); e) em dar provimento ao recurso, na questão do bônus de admissão, pela ausência de comprovação da existência do fato gerador, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Cleberson Alex Friess acompanharam a votação por suas conclusões; f) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do Relator; II) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão do pagamento de Participação dos Lucros e Resultados, a diretores não empregados, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior, que votou em dar provimento ao recurso nesta questão.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente
(assinado digitalmente)
WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Manoel Coelho Arruda Junior, Theodoro Vicente Agostinho.
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 17546.000495/2007-97
anomes_publicacao_s : 201504
conteudo_id_s : 5455110
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2301-004.364
nome_arquivo_s : Decisao_17546000495200797.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 17546000495200797_5455110.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte, pela existência de súmula, nos termos do voto do(a) Relator(a); c) em negar provimento ao recurso, para deixar claro que a Relação de Co-Responsáveis - CORESP", o "Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa, nos termos do voto do Relator; c) em negar provimento ao recurso, na questão do grupo econômico, nos termos do voto do(a) Relator(a); d) em negar provimento ao recurso, na questão dos pagamentos a contribuinte individuais, nos termos do voto do(a) Relator(a); e) em dar provimento ao recurso, na questão do bônus de admissão, pela ausência de comprovação da existência do fato gerador, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Cleberson Alex Friess acompanharam a votação por suas conclusões; f) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do Relator; II) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão do pagamento de Participação dos Lucros e Resultados, a diretores não empregados, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior, que votou em dar provimento ao recurso nesta questão. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA - Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Manoel Coelho Arruda Junior, Theodoro Vicente Agostinho.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
id : 5895158
ano_sessao_s : 2015
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2001, 01/11/2001 a 30/06/2005 NFLD DEBCAD sob n° 35.847.725-5 Consolidado em 21/01/2006 RECURSO DE OFÍCIO DECADÊNCIA. RECONHECIMENTO DE RECOLHIMENTO PARCIAL. APLICAÇÃO DE SÚMULA CARF 99. Matéria sumulada há obrigação de ser seguida pelos membros da Casa, conforme RICARF artigo 72. A Súmula CARF 99 determina aplicação do artigo 150, § 4º do CTN em caso de haver nos autos a comprovação de recolhimento, ainda que seja em parte da contribuição devida. No caso em tela foi realizada consulta ao Sistema ÁGUIA (de arrecadação), bem como ao informado no Relatório Fiscal, e no DAD Discriminativo Analítico de Débito, onde constam recolhimentos antecipados pela empresa, incidentes sobre as folhas de pagamento dos segurados a seu serviço, e que o crédito previdenciário foi constituído, com a ciência do contribuinte em 20/01/2006, a competência mais remota para a qual poderia haver lançamento é 01/2001. O que implica, com a edição da Súmula CARF 99. RECURSO VOLUNTÁRIO VALE TRANSPORTE. SÚMULA CARF 89. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR. ARTIGO 72 DO RICARF. Trata de matéria sumulada com acompanhamento obrigatório dos membros da Corte. A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de vale-transporte, mesmo que em pecúnia. CO-RESPONSÁVEIS. SÚMULA CARF 88. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR OS MEMBROS DA CORTE. ARTIGO 72 RICARF. A Relação de Co-Responsáveis - CORESP, o Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. GRUPO ECONÔMICO. CARACTERIZAÇÃO. DEPENDÊNCIA DE VÁRIAS EMPRESAS A UMA. COMPROVAÇÃO DE CONTROLE MAJORITÁRIO. Conclui-se pela formação de grupo econômico, quando há nos autos a comprovação de 'árvore societária', onde uma das empresas tem o controle majoritário de todas as empresas relacionadas, bem como a direção e controle do negócio como uno. No caso em tela as provas são inequívocas de que a AMBEV é sócia majoritária com todo o controle das demais, através de sistemas SAP exerce o controle e administração do grupo. DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS. INEXISTÊNCIA. Comprovada que a fiscalização intimou a fiscalizada a juntar documentos que comprovasse a efetiva prestação de serviços de autônomos informados na DIRF, que não constavam nem nas Folhas de Pagamento nem na GFIP e esta última não cumpriu o seu ônus, não há de se falar lançamento aleatório, mesmo porque, como no caso em tela, esta documentação serviu para lançamento, ou seja, o lançamento não foi realizado em presunção de possível ocorrência, mas, ao contrário do que alega, foi fulcrado na análise da contabilidade da Recorrente, observando que esses pagamentos não ostentavam a natureza alegada pelo contribuinte de trabalhadores autônomos. BÔNUS DE CONTRATAÇÃO. OCORRÊNCIA. Para identificar se há incidência de contribuição previdenciária, necessário verificar se se trata de pagamento indenizatório ou remuneratório. Há de comprovar a retribuição do capital pelo trabalho para que configure a incidência de contribuição previdenciária. No caso em exame verificou-se que o pagamento de bônus de contratação não remunera o trabalho, mas gratifica eventualmente funcionário pela excelência de sua competência laboral, não impondo contraprestação de trabalho. Não havendo, portanto, fato gerador. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS DE DIRETORES ESTATUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O PLR estatuído pela Lei 10.101/2000 regular o direito a recebimento do benefício ao trabalhador empregado. Diretor estatutário tem previsão legal para participar de PLR de acordo com a legislação de regência, Lei n° 6.404/76 e do Estatuto da Empresa. No caso em exame demonstrado está que o recebimento de PLR foi realizada a diretores estatutário, que são remunerados de capital pelo capital, com base na lei que rege a matéria para empregados, remunerados de capital pelo trabalho, ou seja, Lei nº 10.101/2000. Incidindo contribuição previdenciária.
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705431834624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2091; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17546.000495/200797 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 2301004.364 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2015 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS AMBEV e FAZENDA NACIONAL Recorrida FAZENDA NACIONAL e COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS AMBEV ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2001, 01/11/2001 a 30/06/2005 NFLD DEBCAD sob n° 35.847.7255 Consolidado em 21/01/2006 RECURSO DE OFÍCIO DECADÊNCIA. RECONHECIMENTO DE RECOLHIMENTO PARCIAL. APLICAÇÃO DE SÚMULA CARF 99. Matéria sumulada há obrigação de ser seguida pelos membros da Casa, conforme RICARF artigo 72. A Súmula CARF 99 determina aplicação do artigo 150, § 4º do CTN em caso de haver nos autos a comprovação de recolhimento, ainda que seja em parte da contribuição devida. No caso em tela foi realizada consulta ao Sistema ÁGUIA (de arrecadação), bem como ao informado no Relatório Fiscal, e no DAD — Discriminativo Analítico de Débito, onde constam recolhimentos antecipados pela empresa, incidentes sobre as folhas de pagamento dos segurados a seu serviço, e que o crédito previdenciário foi constituído, com a ciência do contribuinte em 20/01/2006, a competência mais remota para a qual poderia haver lançamento é 01/2001. O que implica, com a edição da Súmula CARF 99. RECURSO VOLUNTÁRIO VALE TRANSPORTE. SÚMULA CARF 89. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR. ARTIGO 72 DO RICARF. Trata de matéria sumulada com acompanhamento obrigatório dos membros da Corte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 04 95 /2 00 7- 97 Fl. 6959DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 2 A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de valetransporte, mesmo que em pecúnia. CORESPONSÁVEIS. SÚMULA CARF 88. EXIGÊNCIA DE ACOMPANHAR OS MEMBROS DA CORTE. ARTIGO 72 RICARF. A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais RepLeg” e a “Relação de Vínculos VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. GRUPO ECONÔMICO. CARACTERIZAÇÃO. DEPENDÊNCIA DE VÁRIAS EMPRESAS A UMA. COMPROVAÇÃO DE CONTROLE MAJORITÁRIO. Concluise pela formação de grupo econômico, quando há nos autos a comprovação de 'árvore societária', onde uma das empresas tem o controle majoritário de todas as empresas relacionadas, bem como a direção e controle do negócio como uno. No caso em tela as provas são inequívocas de que a AMBEV é sócia majoritária com todo o controle das demais, através de sistemas SAP exerce o controle e administração do grupo. DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS. INEXISTÊNCIA. Comprovada que a fiscalização intimou a fiscalizada a juntar documentos que comprovasse a efetiva prestação de serviços de autônomos informados na DIRF, que não constavam nem nas Folhas de Pagamento nem na GFIP e esta última não cumpriu o seu ônus, não há de se falar lançamento aleatório, mesmo porque, como no caso em tela, esta documentação serviu para lançamento, ou seja, o lançamento não foi realizado em presunção de possível ocorrência, mas, ao contrário do que alega, foi fulcrado na análise da contabilidade da Recorrente, observando que esses pagamentos não ostentavam a natureza alegada pelo contribuinte de trabalhadores autônomos. BÔNUS DE CONTRATAÇÃO. OCORRÊNCIA. Para identificar se há incidência de contribuição previdenciária, necessário verificar se se trata de pagamento indenizatório ou remuneratório. Há de comprovar a retribuição do capital pelo trabalho para que configure a incidência de contribuição previdenciária. No caso em exame verificouse que o pagamento de bônus de contratação não remunera o trabalho, mas gratifica eventualmente funcionário pela excelência de sua competência laboral, não impondo contraprestação de trabalho. Não havendo, portanto, fato gerador. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS DE DIRETORES ESTATUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O PLR estatuído pela Lei 10.101/2000 regular o direito a recebimento do benefício ao trabalhador empregado. Fl. 6960DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 3 3 Diretor estatutário tem previsão legal para participar de PLR de acordo com a legislação de regência, Lei n° 6.404/76 e do Estatuto da Empresa. No caso em exame demonstrado está que o recebimento de PLR foi realizada a diretores estatutário, que são remunerados de capital pelo capital, com base na lei que rege a matéria para empregados, remunerados de capital pelo trabalho, ou seja, Lei nº 10.101/2000. Incidindo contribuição previdenciária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em dar provimento ao recurso, na questão do vale transporte, pela existência de súmula, nos termos do voto do(a) Relator(a); c) em negar provimento ao recurso, para deixar claro que a Relação de CoResponsáveis CORESP", o "Relatório de Representantes Legais RepLeg e a Relação de Vínculos VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa, nos termos do voto do Relator; c) em negar provimento ao recurso, na questão do grupo econômico, nos termos do voto do(a) Relator(a); d) em negar provimento ao recurso, na questão dos pagamentos a contribuinte individuais, nos termos do voto do(a) Relator(a); e) em dar provimento ao recurso, na questão do bônus de admissão, pela ausência de comprovação da existência do fato gerador, nos termos do voto do Relator. Os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Cleberson Alex Friess acompanharam a votação por suas conclusões; f) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do Relator; II) Por maioria de votos: a) em negar provimento ao recurso, na questão do pagamento de Participação dos Lucros e Resultados, a diretores não empregados, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior, que votou em dar provimento ao recurso nesta questão. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Manoel Coelho Arruda Junior, Theodoro Vicente Agostinho. Fl. 6961DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 4 Relatório Tratase de autuação através da presente Notificação Fiscal de Lançamento de DébitoNFLD de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, e as destinadas aos terceiros: INCRA, SEBRAE, SEST e SENAT. Constituem fatos geradores: As remunerações pagas aos segurados empregados e discriminadas nas folhas de pagamento, recibos de férias, termos de rescisão de contrato de trabalho, GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. Os valores das remunerações pagas estão discriminados no anexo FOLHA DE PAGAMENTO BASE DE CALCULO EMPREGADO. As remunerações pagas aos segurados diretores não empregados, a titulo de Honorários, Bônus, PLR, Complemento honorários, Honorários Conselho e discriminadas nas folhas de pagamento, GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social; As remunerações pagas aos segurados contribuintes individuais (autônomos), bem como pagamentos a titulo de Frete efetuado por Pessoa Física, as quais se encontram discriminadas nas folhas de pagamento, recibos de pagamento, GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social e DIRF Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte; Os valores pagos pela aquisição de produção rural de pessoa física, através do estabelecimento CNPJ 60.522.000/011975, cuja contribuição é recolhida pela empresa adquirente na condição de subrogada nas obrigações do produtor rural, pessoa física, e do segurado especial; Os valores descontados dos segurados empregados e segurados contribuintes individuais (Diretores). DA SUCESSÃO: Quanto à sucessão e, portanto, responsabilidade das coobrigadas, informanos a Fiscalização: Que a COMPANHIA ANTARCTICA PAULISTA INDUSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS E CONEXOS, CNPJ 60.522.000/000183, incorporou a empresa COMPANHIA CERVEJARIA BRAHMA CNPJ 33.366.980/000108 em 31/03/2001 através de protocolo e justificação de incorporação datada de 30/03/2001 e registro na JUCESP de 06/04/2001. Que a COMPANHIA ANTARCTICA PAULISTA INDUSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS CONEXOS, CNPJ 60.522.000/000183, teve sua razão social alterada para COMPANHIA BRASILEIRA DE BEBIDAS, e aprovou a INCORPORAÇÃO da COMPANHIA CERVEJARIA BRAHMA CNPJ 33.366.980/000108, conforme protocolo Fl. 6962DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 4 5 justificação de incorporação datada de 30/03/2001, em Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 31/03/2001, registrada na JUCESP em 06/04/2001. Que a COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS AMBEV CNPJ 02.808.708/000107 INCORPOROU A EMPRESA COMPANHIA BRASILEIRA DE BEBIDAS CBB CNPJ 60.522.000/000183, conforme ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINARIA EM 31/05/2005 JUCESP 428818/055. Assim, por força do Decreto n° 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999, artigo .222. As empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza, respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações decorrentes do disposto no regulamento, segundo redação dada pelo Decreto no 4.032, de 26/11/2001. Impugnaram as pessoas jurídicas envolvidas, após a concretização do lançamento, com suas razões, cujas quais foram parcialmente suficientes, já que a decisão de piso excluiu do lançamento o período anterior a dezembro de 2000, com aplicação do § 4° do artigo 150 do CTN. Antes, realizaramse duas diligências, oportunizando aditamento de defesa após todas as diligências. Na Primeira diligência o Despacho de fls. determinou que a Fiscalização se manifestasse acerca das questões de fato suscitadas nas defesas, bem como sobre os documentos identificados. Em resposta a Fiscalização informou que excluiu a empresa Indústria de Bebidas Antárctica Sudeste S/A — CNPJ 55.962.385/000160 do rol de empresas pertencentes ao Grupo Econômico AMBEV, por não mais possuir personalidade jurídica, uma vez que foi incorporada por outra empresa do grupo, a Fratelli Vita Bebibas Ltda — CNPJ 73.626.293/000190, conforme Ata de Assembleia Geral Extraordinária, de 30/11/2005, registrada na JUCESP sob o n° 8.265/069, em 05/01/2006. Ato contínuo trava tese que justifica a conceituação de grupo econômico justificando a manutenção das envolvidas. Dos documentos que acompanharam as peças impugnativas esclareceu que: Excluiu do lançamento o valor da base de cálculo da Nota Fiscal de saída AA075141, de 04/06/2003, no valor de R$60.000,00, por tratarse de compra de maquinário; Quanto a Ata de Audiência Trabalhista e guia de depósito (fls. 2.033 e 2.034), disse não ser possível analisar quais as verbas pagas no acordo, uma vez que a empresa não juntou cópia da petição inicial, relação de verbas acordadas, comprovação de recolhimento das contribuições previdenciárias, bem como os documentos comprobatórios de cumprimento de suas obrigações acessórias; Manteve o levantamento referente ao Sr. Sérgio Porpino da Silva Filho (R$50.000,00), uma vez que o pagamento foi feito a pessoa física e oferecida à tributação do imposto de renda, como trabalho não assalariado e não foi apresentado qualquer documento expedido pela empresa SPF COM. E SERV. INFORMATICA LTDA., ao Sr. Jose Eduardo Serpa (R$ 600.000,00), uma vez que a empresa não apresentou cópia da petição inicial do Fl. 6963DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 6 processo; e A Sra. Maria Luiza de Santhana Souza R$ 1.801.120,00), por não apresentação de documento de despesa ou comprovação da alegação; No que diz respeito à alegação de cobrança indevida de verbas de terceiros, incidentes sobre a remuneração dos empregados expatriados, informa que a empresa não apresentou nenhuma GFIP com o código FPAS 582, impossibilitando a identificação de possíveis empregados expatriados, conforme determina o parágrafo único, do art. 147, da 100/03; Informa que a fiscalização não cobrou contribuições destinadas a terceiros de diretores não empregados; Que a guia de recolhimento apresentada às fls. 2.000 foi considerada pela fiscalização, mas que, por erro de digitação, foi incluída na competência 07/2003, conforme RDA, As fls. 332; dessa forma, alterou a competência digitada para a competência correta 09/2003 — e refez os cálculos das contribuições devidas em ambos os meses; Explica que o levantamento 003 — PLR referese a pagamento aos diretores não empregados, os quais são remunerados de forma distinta dos empregados, não estando amparados pelos dispositivos legais elencados pela defesa; Quanto ao pagamento da verba 190 — Prêmio Eficiência, paga ao empregado Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha, a empresa utilizouse do entendimento jurídico da 2ª Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social, proc. NFLD 35.273.8332, Ac. 02/00463/2002, Rel. Luiz Antônio de Faria Grangeiro, o qual se refere a pagamento condicionado ao desligamento da empresa. Pagamento não habitual e indenizatório. No presente caso, o pagamento foi feito na admissão do empregado, a titulo de premiação, e a empresa não comprovou que tal rubrica era utilizada apenas para pagamentos não habituais; Procedeu A exclusão dos eventos de férias 2° mês (eventos 2.015, 2020, 2045, 2065, 2070, 2075, 2076, 2100 e 2115), pois, ao analisar os valores apresentados, verificou que a empresa utilizou novo critério na obtenção das bases de cálculo, na última folha de pagamento apresentada; Que os valores de desconto das contribuições dos diretores foram feitos na empresa Companhia Brasileira de Bebidas, estabelecimento CNPJ n.° 60.522.000/000183, cujas folhas de pagamentos dos meses 10/2004 e 07/2003 foram juntadas pela defendente, e não na empresa Companhia de Bebidas das Américas — AMBEV, e que as contribuições previdenciárias de responsabilidade da empresa são incidentes em todas as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos contribuintes individuais diretores, sendo que as remunerações são todas as importâncias auferidas em uma ou mais empresas, conforme previsto no inciso II e §1°, do art. 201, do RPS Decreto n.° 3.048/99; portanto, não procede a alegação da defendente; Quanto aos valores pagos no evento CGA, a defendente não soube explicar em que mês a funcionária recebeu; se efetivamente já havia recebido anteriormente, ou se a pagou em duplicidade; dessa forma, manteve o levantamento; Apresenta planilha DE/PARA, As fls. 3.107/3.108, com as alterações a serem efetuadas. Devidamente intimadas apresentaram aditamento às defesas. SEGUNDA DILIGÊNCIA Fl. 6964DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 5 7 Recebido os autos com os devidos e imperiosos aditamentos a Unidade Preparadora resolveu ‘baixálos’ novamente em diligência, conforme Despacho n.° 052 da 5ª Turma da DRJ/BSA (fls. 5.871/5.872), em 25/03/2008, para que a fiscalização se manifestasse sobre algumas dúvidas que surgiram após os aditamentos de defesas apresentados pelas ora Recorrente. Acudindo aos esclarecimentos requeridos, às fls. 6.242/6.362, em síntese, responde: Durante a fiscalização, a empresa foi intimada a apresentar documentos que comprovassem a efetiva prestação de serviços de autônomos informados na DIRF, mas que não constavam nem na folha de pagamento nem na GFIP. Não apresentou todos os documentos solicitados e foi autuada por meio do Al n.° 35.847.7182. 0 levantamento foi feito com base nas informações da DIRF, cujo código informado pela empresa foi o 0588 — Rendimentos do Trabalho sem Vinculo Empregaticio, portanto, pagamentos efetuados a Pessoas Físicas, contribuintes individuais; Quanto ao levantamento 008 (item 1), de acordo com o disposto no art. 128, inciso II da IN n.° 03/2005 e analisando o recolhimento apresentado, está excluindo do levantamento o valor da contribuição previdencidria cobrada, referente ao processo 00823.026/027, pago a Rita Armani, advogada do Reclamante, e informado em DIRF; O valor de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), pago ao Sr. José Eduardo Serpa, não faz parte da base de cálculo do levantamento 008, conforme se pode verificar do RL — Relatório de Lançamentos, do Ines 05/2004, As fls. 288 a 289 e DAD — Discriminativo Analítico de Débito, fls. 38 está sendo corrigida, também, a cobrança das contribuições referentes a Terceiros, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados que estavam trabalhando fora do pais (expatriados). Os valores das bases de cálculo e contribuições de terceiros estão discriminados no QUADRO I — CONTRIBUIÇÕES DE TERCEIROS EXCLUIDAS — EXPATRIADOS (fls. 6.244/6.254) e os valores excluídos estão demonstrados no anexo RL — RELATÓRIO DE LANÇAMENTOS, As fls. 5.919 a 6.236; No que diz respeito à empregada SONIA MIRTES SILVA, os tipos de classificação das rubricas adotadas pela fiscalização para os eventos relativos a GCA são os mesmos adotados pela empresa, como podese observar no anexo 01, código 200, 3945 e 7125. A empresa juntou documento às fls. 3.228 o qual indica, em seu rodapé, a base de cálculo da previdência social no valor de R$ 6.048,30, que é a mesma base do levantamento efetuado (pg. 541 do Anexo 05, As fls. 1.866, e também a base informada na GFIP (fls. 5.877 a 5.879). Com relação ao documento anexo As fls. 3.227, rescisão da referida empregada, a base de cálculo para incidência da contribuição previdencidria abrange as seguintes rubricas: 200 — OCA (R$1.390,54), 3300 — SALDO DE SALÁRIO (R$222,49), 3420 — 13° SALÁRIO PROP (R$1.126,15) e 3945 — 1/12 OCA P113° SALÁRIO (R$115,88), totalizando o valor de R$2.855,06. A rubrica 7125 — DESC ADIANT OCA RESC, no valor de R$2.669,84, não foi considerada base de cálculo, conforme página 96 do Anexo 05, As fls. 632. Quanto à vasta documentação anexada pela ora Recorrente, solicitada durante a fiscalização, mas não entregue na época, os quais se encontram As fls. 3.799 a 5.869, e as Fl. 6965DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 8 novas alegações apresentadas As fls. 3.796 a 3.799, informa que a análise foi efetuada de forma individualizada e reportase aos números de ordem anotados nos documentos, indicando as folhas e volumes deste processo onde estão inseridos; Os documentos referentes às locações de bens e outros tipos de locação foram analisados e excluídos do levantamento; Os serviços prestados em outros estabelecimentos da empresa, que não fossem o da matriz, cuja comprovação era inequívoca, foram excluídos do levantamento; Na folha de pagamento de autônomos oferecida à fiscalização a empresa, em alguns casos, trocou o CPF de empregados, ocasionando erros no cruzamento dos dados, os quais foram detectados na presente análise; dessa forma, foi efetuada a correção dos erros, sendo que as bases de cálculo lançadas em duplicidade foram excluídas; No levantamento 007 — AUTÔNOMOS DIP DIRF X FOLHA, nos casos em que a empresa apresentou documentos que comprovassem o lançamento incorreto das bases de cálculos, foram corrigidas; As bases de cálculo foram mantidas nos casos em que os documentos encontravamse ilegíveis ou eram estranhos ao levantamento efetuado e nos casos em que a empresa apresentou apenas tela do seu sistema de controle, as quais demonstram apenas a contabilização de determinado documento, mas não totaliza todos os serviços prestados por determinado prestador, ou não possibilitam a identificação do estabelecimento onde o serviço foi prestado. As bases de cálculo mantidas estão discriminadas no QUADRO IV — LANÇAMENTOS MANTIDOS; Foram mantidos os valores dos lançamentos feitos nos casos em que a empresa apresentou documentos com o nome do prestador do serviço diferente do nome informado em DIRF; Não foram acatados os documentos referentes a processos trabalhistas cujas cópias estavam ilegíveis ou que não tinham vinculo com os processos trabalhistas, tais como memorandos internos, cópias de correspondências internas da empresa, e reclamantes ou procuradores cujos nomes estavam diferentes do informado na DIRF. Os valores alterados ou excluídos estão demonstrados no anexo RL — RELATÓRIO DE LANÇAMENTOS, As fls. 5.919 a 6.236. Os documentos, cujos serviços não foram objeto de levantamento na NFLD estão discriminados no QUADRO V — DOCUMENTOS QUE NÃO FORAM OBJETO DE LANÇAMENTO. Os valores dos créditos previdenciários apurados, após alterações e exclusões estão demonstrados na planilha DE/PARA, As fls. 6.359/6.362. Segundo aditamento à defesa foi elaborado pelas partes. Ato contínuo, a decisão de piso julgou parcialmente procedente o lançamento, excluindo, além do que realizado pela Fiscalização nas mencionadas diligências, o período anterior a dezembro de 2000, com aplicação do artigo 150, § 4° do CTN. A última das empresas a tomar notícia da decisão singular foi no dia 14 de outubro de 2010 e aviaram seus recursos no dia 09 de novembro de 2010. Fl. 6966DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 6 9 É a síntese do necessário. Fl. 6967DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 10 Voto Conselheiro WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator Os presentes Recursos Voluntários e de Ofício acodem os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual, desde já, deles conheço, passando à análise requerida, com a final decisão. RECURSO DE OFÍCIO Recorreuse de ofício por conta do disposto no art. 366 do RPS aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999, com a redação dada pelo Decreto n 2 6.224, de 2007, obedecido o limite de alçada previsto na Portaria MF n 2 3, de 3 de janeiro de 2008. Alçada corresponde a desoneração do lançamento de mais de um milhão. A decisão de piso entendeu a existência da decadência com aplicação do Artigo 150, § 4º do CTN, excluindo do lançamento débitos anteriores a dezembro de 2000, incllusive. O que tem razão, eis que mister que se reconheça a decadência de parte do credito previdenciário lançado e discutido na presente NFLD, considerando a edição da Súmula Vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, publicada no Diário Oficial da Unido, de 20/06/2008, em consonância com as disposições do art. 103A da Constituição Federal, in verbis: Súmula Vinculante n" 8— São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5" do DecretoLei n° 1.5691997 e os artigos 45 e 46 da Lei n°8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Art. 103A. 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, hem como proceder a sua revisão .ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional le 45, de 2004) (Vide Lei n°11.417, de 2006). 0 art. 2° da Lei nº 11.417, de 19/12/2006, que regulamenta o dispositivo constitucional supra transcrito, assim dispõe sobre os efeitos da Súmula Vinculante editada pelo Supremo Tribunal Federal: Art. 2º 0 Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e Fl. 6968DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 7 11 municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta. Quanto ao teor da Súmula Vinculante editada, esta declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que previam, respectivamente, prazos decadencial e prescricional de 10 anos para as contribuições devidas â. Seguridade Social. 0 fundamento da decisão foi que lei ordinária não pode dispor sobre prazos de decadência e prescrição de tributo, questões reservadas à lei complementar (artigo 146, III, "b", da Constituição Federal). Desse modo, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso das contribuições previdenciárias, havendo pagamento antecipado por parte do sujeito passivo, o prazo contase nos ten nos do §4º do art. 150 do CTN. Vejamos: "Art. 150. 0 lançamento por homologa cão, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." O caso em tela foi realizada consulta ao Sistema ÁGUIA (de arrecadação), bem como ao informado no Relatório Fiscal, e no DAD — Discriminativo Analítico de Débito, constam recolhimentos antecipados pela empresa, incidentes sobre as folhas de pagamento dos segurados a seu serviço, e que o crédito previdenciário foi constituído, com a ciência do contribuinte em 20/01/2006, a competência mais remota para a qual poderia haver lançamento é 01/2001. O que implica, com a edição da Súmula CARF 99, a sua imperiosa aplicação. Desse modo, considerando o prazo decadencial de cinco anos para a constituição do crédito tributário, contados do fato gerador, consoante estabelecido no § 4º do art. 150 do CTN,c/c com a Súmula CARF 99, impõese a retificação do presente lançamento, reconhecida na decisão de piso, para excluir as competências de 01/1999 a 12/2000. Razão pela qual não há de se prover o presente Recurso de Ofício. RECURSO VOLUNTÁRIO VALE TRANSPORTE Tratase de matéria sumulada por esta corte. 'In verbis': Súmula CARF nº 89: A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de valetransporte, mesmo que em pecúnia. Fl. 6969DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 12 Ainda que não coadunasse com a supra transcrita Súmula, como membro do CARF sou compelido a seguir o que determina a mesma, conforme disposto no artigo 72 do RICARF. 'In verbis': Art. 72.As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Entretanto, além de ter a obrigação de seguíla, penso como a Súmula 89. Nestas razões, vejo com razão a Recorrente. EXCLUSÃO DOS REPRESENTANTES LEGAIS DA RELAÇÃO DE CO RESPONSÁVEIS Tem finalidade meramente informativa, não comportando discussão no contencioso administrativo e não implica em responsabilidade aos relacionados, conforme já sumulado pelo CARF, cuja decisão tomo como voto, por concordar e por imposição do antes mencionado artigo 72 do RICARF. 'Vide' Súmula: Súmula CARF nº 88: A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais – RepLeg” e a “Relação de Vínculos – VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. GRUPO ECONÔMICO Vêse nos autos do processo a informação da autoridade autuante que o que a levou concluir pela formação do grupo econômico, sobremaneira, é o fato de ter constatado 'árvore societária' do grupo AMBEV detém não tão somente o controle majoritário de quase todas as empresas relacionadas, mas, também, a direção e controle do negócio como uno. Nesta seara as provas são inequívocas de que a REcorrente era a sócia majoritária com todo o controle e em que pese seu esforço homérico nas peças defensivas, tal desvinculação de grupo econômico não ficou desfigurado, ao contrário, os sistemas de informatização contribuiu para o sucesso do controle, através do Sistema SAP, a Recorrente é capaz de controlar e obter, em tempo real, informações financeiras e contábeis, além de dados sobre estoque, produção e custos das empresas do grupo, tornando versátil e ágil a tomada de decisões. Mas não foi só, eis que a Fiscalização trouxe aos autos a informação de que ocorreu lançamentos contábeis indevidos, onde são contabilizadas despesas incorridas por uma empresa como sendo de outra, confirmando a estreita vinculação entre as empresas do grupo. Nesta seara, vejo sem razão a Recorrente. DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS Diz a REcorrente que a Fiscalização considerou no lançamento sobre trabalhadores autônomos (contribuintes individuais), pessoas físicas sem qualquer relação de vinculo dessa natureza, impondo sanção de forma genérica e global, uma vez que relacionou Fl. 6970DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 8 13 todas as pessoas constantes na DIRF e procedeu à autuação como se todas essas pessoas fossem realmente autônomas. Em razão de tomar como base a DIRF não ilide a ausência de fiscalização da realidade fática por sua parte, pois pode ocorrer que ali tenham sido lançados fatos erroneamente. Entretanto, a autoridade autuante às fls. 6.242/6.362, esclarece que a REcorrente já havia sido intimada para juntar documentos que comprovasse a efetiva prestação de serviços de autônomos informados na DIRF, que não constavam nem nas Folhas de Pagamento nem na GFIP. Em que pese a intimação a REcorrente não cumpriu com tal determinação. Ora, não apresentando a documentação, a Fiscalização viuse compelida a realizar o lançamento fiscal por aferição indireta, com fulcro no art. 33, §§ 3° e 6° da Lei n° 8.212/91, impondose desta forma, por expressa determinação legal, à empresa, o ônus da prova em contrário. Este ônus não foi cumprido pela REcorrente e isto faz com que julguemos correta o lançamento fiscal, neste quesito, não havendo razão as argumentações trazidas na peça recursiva. De mais a mais, quando a Fiscalização, através de TIF intimou a Recorrente apresentar a sua contabilidade, ela o fez dos documentos que quis juntar aos autos, cujos quais foram considerados pela autoridade autuante, ou seja, o lançamento não foi realizado em presunção de possível ocorrência, mas, ao contrário do que alega, foi fulcrado na análise da contabilidade da Recorrente, observando que esses pagamentos não ostentavam a natureza alegada pelo contribuinte. BÔNUS DE CONTRATAÇÃO Tratase basicamente de identificar como integrante ou não integrante da basedecálculo da contribuição previdenciária, o chamado "salário de contribuição", as parcelas pagas aos empregados a titulo de abono, convencionadas em normas coletivas de trabalho. No caso em exame temos valores pagos a titulo de gratificações liberais não ajustadas, pagas a seu funcionário Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha, na competência 05/2005, a qual é classificada como "prêmioeficiência", sendo paga a titulo de gratificação pela admissão do funcionário. Tal pagamento, não olvidemos foi uma gratificação eventual pelo merecimento da capacidade de um empregado que passou a fazer parte do quadro de funcionários, onde este pagamento não exigia em troca a prestação de serviço, não sendo habitual e não incorporando ao salário para fins trabalhistas. Te fato, para compor a base de cálculo do lançamento, mister que fique comprovadamente que o pagamento é em retribuição ao serviço prestado, o que não é o caso em tela. Fl. 6971DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 14 Vejo com razão a REcorrente, pois o pagamento foi um prêmio, eventual desvinculado da remuneração pelo trabalho, não tendo existido o fato gerador. DA INDEVIDA EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES SOBRE O PAGAMENTO DE PLR Diz a REcorrente que seguiu a lei de regência ao instituir a verba oriunda de Participação nos Lucros e Resultados — PLR, eis que celebrou acordos coletivos com o sindicato da categoria de sua área de atuação, os quais fazem menção expressa à instituição e ao pagamento dos PLR, conforme exigido. Frisa que tais disposições se aplicam tanto para os Diretores regidos pelo regime de CLT, empregados, quanto para os Diretores ditos Estatutários, não empregados. Que há uma cartilha, elaborada nos termos e limites propostos no acordo coletivo, regulando a questão de "DEFINIÇÃO DE METAS INDIVIDUAIS, AVALIAÇÃO DE DESEMPENII0 E PREMIAÇÃO", a qual estabelece as diretrizes para a condução do processo de Avaliação de Desempenho de todos os funcionários da Companhia. Em verdade, houve um equívoco da REcorrente já que o levantamento é referente a pagamento de PLR aos diretores não empregados, os quais são remunerados de forma distinta dos empregados, não estando amparados pela lei de regência que trata da participação nos lucros e resultados de empregados, conforme ela reza. 'In verbis': Art.1oEsta Lei regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa como instrumento de integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade, nos termos do art. 7o, inciso XI, da Constituição. Art.2oA participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo:(Destacamos) Desta forma, os diretores são em verdades investidores que não possuem remuneração e têm a sua forma de ganho no lucro do capital pelo capital e não pelo trabalho, ou seja, eles têm vínculos estatutário e não trabalhista, razão pela qual a lei que rege a relação é a de sociedade anônimas que é regido pelas diretrizes constantes da Lei n° 6.404/76 e do Estatuto da Empresa. Dispõe o artigo 152, caput, §§ 1° e 2°, da Lei n°6.404/1976, a forma de remuneração dos diretores. 'In verbis': Art. 152. A assembléiageral lixará o montante global ou individual da remuneração dos administradores, inclusive benefícios de qualquer natureza e verbas de representação, tendo em conta suas responsabilidades, o tempo dedicado As suas funções, sua competência e reputação profissional e o valor dos seus serviços no mercado. (Redação dada pela Lei n°9.457, de 1997) § 1° 0 estatuto da companhia que fixar o dividendo obrigatório em 25% (vinte e cinco por cento) ou mais do lucro liquido, pode atribuir aos administradores participação no lucro da companhia, desde que o seu total não ultrapasse a remuneração Fl. 6972DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 17546.000495/200797 Acórdão n.º 2301004.364 S2C3T1 Fl. 9 15 anual dos administradores nem 0,1 (um décimo) dos lucros (artigo 190), prevalecendo o limite que for menor. § 2° Os administradores somente farão jus à participação nos lucros do exercício social em relação ao qual for atribuído aos acionistas o dividendo obrigatório, de que trata o artigo 202. Assim, tenho que a empresa pode sim realizar PLR aos diretores, desde que cumpra os requisitos de: a) fixar no estatuto dividendo mínimo de 25% ou mais do lucro liquido; b) efetiva atribuição aos acionistas do dividendo obrigatório; e, c) limitar a participação que não pode ultrapassar a remuneração anual dos administradores, nem 0,1 (um décimo) dos lucros, prevalecendo o limite menor. Sem razão. CONCLUSÃO Diante do acima exposto, como os presentes Recursos Voluntário e de Ofício atendem os pressupostos de admissibilidade, deles conheço para no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao Recurso de Ofício e, quando ao Recurso Voluntário, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para: 1) reconhecer que não incide contribuição previdenciária em pagamento de valetransporte, nos moldes da Súmula CARF 89, excluindoo do lançamento; 2) em excluir do lançamento o bônus de admissão, pela ausência de comprovação da existência do fato gerador. É o voto. (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator . Fl. 6973DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA
score : 1.0
Numero do processo: 15215.720038/2012-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008, 2009, 2010
RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO. DESATENDIMENTO AO PRAZO LEGAL.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. O recurso interposto após esse prazo está perempto e não deve ser conhecido pelo Colegiado, pois a tempestividade é pressuposto intransponível para a apreciação do recurso.
Numero da decisão: 2201-002.653
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Vercoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Nathalia Mesquita Ceia e Eduardo Tadeu Farah. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández e Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008, 2009, 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO. DESATENDIMENTO AO PRAZO LEGAL. O prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. O recurso interposto após esse prazo está perempto e não deve ser conhecido pelo Colegiado, pois a tempestividade é pressuposto intransponível para a apreciação do recurso.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15215.720038/2012-04
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5437711
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2201-002.653
nome_arquivo_s : Decisao_15215720038201204.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 15215720038201204_5437711.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade. (ASSINADO DIGITALMENTE) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Vercoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Nathalia Mesquita Ceia e Eduardo Tadeu Farah. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández e Gustavo Lian Haddad.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
id : 5844944
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705439174656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1902; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15215.720038/201204 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.653 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de janeiro de 2015 Matéria IRPF OMISSÃO DE RENDIMENTOS Recorrente GERALDO LUIZ MAGESTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008, 2009, 2010 RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO. DESATENDIMENTO AO PRAZO LEGAL. O prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. O recurso interposto após esse prazo está perempto e não deve ser conhecido pelo Colegiado, pois a tempestividade é pressuposto intransponível para a apreciação do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade. (ASSINADO DIGITALMENTE) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Vercoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Nathalia Mesquita Ceia e Eduardo Tadeu Farah. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros German Alejandro San Martín Fernández e Gustavo Lian Haddad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 21 5. 72 00 38 /2 01 2- 04 Fl. 1533DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 Relatório Neste processo foi lavrado o auto de infração do Imposto de Renda de Pessoa Física, exercícios 2008, 2009 e 2010, no qual se apurou o imposto de valor de R$ 530.268,87, acrescido da multa de ofício de 150%, no valor de R$ 795.403,31, e multa isolada de 50%, no valor de R$ 258.136,10. Sobre esses valores incidem os respectivos juros de mora. Conforme descrito no Relatório de Auditoria Fiscal nº 201100059 (fls. 1.250 a 1.299), constatouse a omissão de rendimentos de R$ 114.226,81 no anocalendário 2007, R$ 327.528,13 em 2008 e R$ 487.632,49 em 2009, a partir de circularização dos pagamentos de honorário advocatícios declarados por pessoas físicas, aplicandose as respectivas multas isoladas pela falta de recolhimento mensal obrigatório. Também foram apuradas omissões com base em depósitos bancários, cuja origem não foi comprovada. Porém, neste caso, a soma dos depósitos foi dividida por três, que era o número de titulares da conta. A multa foi qualificada pelo fato de o contribuinte ter emitido documentos e registrado no livrocaixa, assim como na DAA, valores muito aquém dos efetivamente recebidos. A autoridade fiscal detalha em seu relatório as situações que a levaram a aplicar a multa de 150%, dentre as quais o confronto das informações declaradas pelo sujeito passivo com recibos fornecidos pelos clientes do escritório, ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho com a constatação da prática de registrar recebimentos de honorários por valores inferiores aos efetivamente praticados, representação de clientes do escritório ao Ministério Público Federal e à Secretaria da Receita Federal do Brasil noticiando a recusa do contribuinte e seus sócios em emitir recibos de honorários, e o alto valor dos rendimentos recebidos de pessoas físicas omitidos e dos depósitos em conta bancária com origem não comprovada. O interessado apresentou a impugnação, cujos argumentos foram assim relatados na decisão recorrida: Preliminarmente, requer a nulidade do Auto de Infração, no que tange ao lançamento do IRPF por omissão de rendimentos recebidos de pessoa física e por depósitos bancários de origem não comprovada e da multa de ofício de 150%, por ausência de enquadramento legal das penalidades. Argumenta ter ocorrido cerceamento de defesa, na medida em que a Fiscalização teve quase 400 dias para realizar seu trabalho, ao passo que ao contribuinte foi assinalado o prazo de apenas 30 dias para preparar sua defesa, diminuído ainda pelos entraves burocráticos para a liberação de documentos. Ainda em preliminar, impugna todos os documentos carreados aos autos pela RFB, exceto os por ela gerados, por não conterem autenticação de fé pública, nos termos do Código de Processo Civil – CPC ou exibição em seu original, o que inquinaria de vício insanável todo o trabalho apresentado, por carência de provas. Alega ter sido quebrado ilegalmente o sigilo bancário do impugnante, sem recomendação expressa em decisão judicial, o que deve levar à anulação do Auto de Infração. Sustenta que, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso do IRPF, o prazo decadencial de cobrança ocorre após o transcurso de 5 anos do fato gerador, estando portanto prescritos os créditos tributários (IRPF e multas) referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2007. No mérito, o procurador do interessado informa que o escritório de advocacia do impugnante celebrou contrato de prestação de serviços com o Sindicato dos Fl. 1534DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 15215.720038/201204 Acórdão n.º 2201002.653 S2C2T1 Fl. 3 3 Ferroviários – Sindfer, a favor dos membros da categoria, denominados substituídos, em face da Vale S/A. Acrescenta que foram então movidas ações nos anos de 2004 até 2007, perante a Vara do Trabalho, especialmente nas comarcas de Governador Valadares, Coronel Fabriciano e Aimorés, sendo em sua maioria decididas favoravelmente, conforme se infere pelos diversos alvarás judiciais juntados aos autos. Aduz que, após o trânsito em julgado do processo judicial, iniciaramse os processos de execução, culminando com o pagamento aos substituídos, através de alvará judicial em nome do sindicato, com poderes para levantamento por meio do procurador, que seria um dos advogados do escritório de advocacia, inclusive o impugnante, com crédito em sua conta bancária. Esclarece que os saques da conta bancária para os pagamentos aos substituídos geralmente eram feitos de forma única, ou seja, o valor integral era levantado. Contudo, em diversas ocasiões o pagamento a alguns era feito posteriormente, por demora em sua localização, sendo o saldo restante novamente depositado, o que ocasionaria divergência entre os depósitos na conta do impugnante e os alvarás judiciais levantados. Acrescenta que somente permanecia na conta bancária do impugnante, com tributação do imposto de renda, o valor dos honorários advocatícios, com a emissão do correspondente recibo, quando o substituído aceitava proceder a este pagamento, não obrigatório, tendo sido inclusive celebrado acordo judicial em 24/10/2008, perante a 1ª Vara do Trabalho de Governador Valadares, com o Ministério Público do Trabalho, no sentido de não serem cobrados honorários advocatícios, pois a assistência jurídica prestada pelo Sindicato deveria ser feita de forma gratuita. Desta forma, prossegue, os valores oriundos de créditos em alvará judicial não traduzem remuneração própria do impugnante, pois seriam créditos de terceiros que apenas transitaram por sua conta bancária. Requer perícia contábil, indicando profissional e quesitos a serem respondidos, a fim de provar que todos os rendimentos auferidos na sua conta corrente seriam rendimentos de terceiros oriundos de crédito judicial, não podendo ser admitida simples análise pelo auditorfiscal como única forma de comprovação das diferenças a favor do Fisco. Reitera que a autoridade administrativa entendeu erroneamente que a todo e qualquer valor percebido a título de alvará judicial deveria ser aplicado honorário advocatício, o que não foi o caso, dado a seu caráter facultativo. Argumenta que, na pior das hipóteses, caso entenda devido o tributo sobre a movimentação financeira, esse deveria ter como base de cálculo os honorários advocatícios, cujo percentual era de 15% sobre o crédito, conforme acordo judicial citado e prática normal do escritório. Aduz que a movimentação financeira pode decorrer de rendimento já tributado, o que ocorreu com seus rendimentos próprios e declarados. Utilizar como base de cálculo todo o valor da movimentação financeira, prossegue, fere sobremaneira o princípio da legalidade, segurança jurídica e locupletamento sem causa, posto que o valor mencionado é decorrente de alvará judicial, sendo a conta corrente que tem como correntista os 3 sócios do escritório (Gilson, Mário e Geraldo) utilizada exclusivamente para esse fim. Ainda com relação à tributação dos depósitos bancários, alega que todos os três titulares da citada conta bancária sofreram procedimento fiscal próprio, conforme relatado pelo auditor fiscal, havendo intimação para comprovação da origem dos depósitos. Entretanto, prossegue, cada titular se manifestou no procedimento fiscal a qual estava submetido, o que implicou evidente prejuízo à defesa do impugnante, que desconhece o teor das justificativas e/ou comprovação dos demais titulares, bem como não conhece o teor das declarações anuais de ajuste de cada titular da conta corrente. Fl. 1535DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 4 Conclui o procurador do impugnante que, nesse sentido, não pode prosperar o lançamento sobre os depósitos bancários de origem não comprovada, pela ausência de intimação de todos os titulares da conta corrente no presente procedimento fiscal. Pugna pela impossibilidade da cobrança de juros de mora sobre débitos de natureza fiscal pela taxa Selic, sendo o correto a aplicação apenas do percentual máximo de 1% ao mês. Combate a multa de ofício aplicada, que deveria ser limitada ao percentual de 2% ao mês, e sua qualificação em 150%, eleita por conclusão subjetiva da Fiscalização que se ancorou em depoimentos esparsos de alguns clientes, revestidos da condição de leigos, descuidados de sua organização documental, não sendo provada a intenção de dolosamente sonegar ou fraudar o Fisco, o que foi apenas presumido. Com relação à multa isolada por falta de recolhimento do carnêleão, argumenta que é pacífica a jurisprudência no sentido de que não é cabível a aplicação concomitante da multa de lançamento de ofício com a multa isolada, devendo essa ser afastada. Por fim, o procurador do impugnante cita o princípio da capacidade contributiva, alegando que os critérios adotados na Fiscalização são decisivos para sua inserção no rol de inadimplentes, o que vai na contramão dos interesses público e governamental. Os membros da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora (MG), por meio do Acórdão nº 0941.072, de 16 de agosto de 2002, consideraram o lançamento procedente. A decisão foi encaminhada ao contribuinte por meio da Intimação nº 065/2012, recebida em 23 de agosto de 2012, conforme Aviso de Recebimento de folha 1.473. Em 19 de outubro de 2012, foi emitido o Termo de Perempção pela DRF em Governador Valadares (MG), tendo em vista o transcurso do prazo regulamentar de 30 (trinta) dias (Decreto nº 70.235/1972, art. 33) sem que o interessado tenha apresentado recurso à instância superior da decisão. Em 25 de outubro de 2012, o contribuinte tomou conhecimento da Carta cobrança nº 091/2012, encaminhada por via postal com Aviso de Recebimento (fl. 1.484). Por meio do Memorando DRF/BHE/CAC – Contorno/EATPRO nº 4.782/2012, de 3 de dezembro de 2012, foi encaminhada ao SACAT/DRF/GVSMG a documentação protocolada em 30 de novembro de 2012, na qual inclui o recurso voluntário reprisando as argumentações acima resumidas por ocasião da apresentação da impugnação. É o relatório. Fl. 1536DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 15215.720038/201204 Acórdão n.º 2201002.653 S2C2T1 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Francisco Marconi de Oliveira O recurso voluntário está perempto, uma vez que foi apresentado após o prazo regulamentar de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, sem a apresentação do recurso voluntário. Vejamos a ordem cronológica dos fatos no quadro a seguir: Data/hora Folha Discrição 23/08/2012 1.473 AR referente à Intimação 065/2012, que encaminhou o Acórdão de Impugnação, da Intimação de Resultado de Julgamento, do Demonstrativo de Débitos e do DARF; 19/10/2012 1.480 Lavrado o Termo de Perempção, tendo em vista o transcurso do prazo regulamentar de 30 (trinta) dias disposto no art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, sem que o interessado tenha apresentado recurso voluntário. 29/10/2012 1.484 AR da carta/aviso de cobrança nº 091/2012. 30/11/2012 1.488 Recepcionado na Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte o Recurso Voluntário. Assim, como a ciência se deu em 23 de agosto de 2012, o recurso voluntário interposto em 30 de novembro de 2012 está intempestivo, já que havia fluído o trintídio legal, cujo termo final em 24 de setembro. Apenas para fins de registro, a data de assinatura do recurso, em 27 de setembro de 2012, já era posterior a data limite para a interposição do recurso voluntário. O prazo para apresentação do recurso voluntário está disciplinado nos arts. 5º e 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que dispõe: Art. 5o. Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. [...] Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. O sujeito passivo deveria apresentar o recurso voluntário nos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão de primeiro grau. Após esse prazo, está materializada a preclusão do direito de recorrer e, conforme expresso no art. 35 do Decreto nº 70.235, de 1972, cabendo ao CARF julgar a perempção do recurso. Por esse motivo, este Colegiado fica impossibilitado de conhecer as razões de defesas suscitadas, tornandose definitiva na esfera administrativa a decisão de primeiro grau, nos termos do inciso I do art. 42 do Decreto acima citado. Fl. 1537DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 6 Ante ao exposto, uma vez comprovada a intempestividade do presente recurso voluntário, voto no sentido de não conhecêlo. (ASSINADO DIGITALMENTE) FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA Relator Fl. 1538DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 2 8/01/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 35569.000071/2007-46
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Apr 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS. ACOLHIMENTO. Tendo em vista que restou apurada a ocorrência de qualquer dos vícios indicado no art. 65 do RICARF, os embargos opostos, merecem acolhimento.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2401-003.917
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade votos, acolher os embargos, com efeitos infringentes, passando o resultado do julgamento, quanto a decadência a ser: excluir do lançamento os fatos geradores até 05/2000
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente em Exercício
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS. ACOLHIMENTO. Tendo em vista que restou apurada a ocorrência de qualquer dos vícios indicado no art. 65 do RICARF, os embargos opostos, merecem acolhimento. Embargos Acolhidos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 13 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 35569.000071/2007-46
anomes_publicacao_s : 201504
conteudo_id_s : 5454966
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2401-003.917
nome_arquivo_s : Decisao_35569000071200746.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : IGOR ARAUJO SOARES
nome_arquivo_pdf_s : 35569000071200746_5454966.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade votos, acolher os embargos, com efeitos infringentes, passando o resultado do julgamento, quanto a decadência a ser: excluir do lançamento os fatos geradores até 05/2000 Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente em Exercício Igor Araújo Soares - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
id : 5894081
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705443368960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1709; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 257 1 256 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35569.000071/200746 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2401003.917 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de março de 2015 Matéria DECADÊNCIA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado COMERCIAL POMPEIA LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS. ACOLHIMENTO. Tendo em vista que restou apurada a ocorrência de qualquer dos vícios indicado no art. 65 do RICARF, os embargos opostos, merecem acolhimento. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade votos, acolher os embargos, com efeitos infringentes, passando o resultado do julgamento, quanto a decadência a ser: excluir do lançamento os fatos geradores até 05/2000 Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Presidente em Exercício Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 56 9. 00 00 71 /2 00 7- 46 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 31/03/2 015 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 10/04/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 Relatório Tratase Embargos de Declaração opostos pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional contra o acórdão nº. 240101.471 proferido por este colegiado nos autos do processo administrativo acima identificado, assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 31/05/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. SEGURADOS. EMPRESA. SAT/RAT. TERCEIROS São devidas as contribui0es sociais de que tratam os artigo 22 incisos 1,11 e III e art. 94 da Lei n°8212/91. DECADÊNCIA. Tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante IV 08, disciplinando a matéria. Termo inicial: (a) Primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4°). No caso, tratase de tributo sujeito a lançamento por homologação e houve antecipação de pagamento. HA que se aplicar, portanto, a regra do art. 150, § 4 ° do CTN. TAXA SELIC LEGALIDADE. Não há que se falar em inconstitucionalidade ou ilegalidade na utilização da taxa de juros SELIC para aplicação dos acréscimos legais ao valor originário do débito, porquanto encontra amparo legal no artigo 34 da Lei IV 8.212/91. INCRA e SALÁRIO EDUCAÇÃO Exigências devidas nos termos do artigo 94 da Lei n° 8212/91. APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De conformidade corn os artigos 62 e 72, § 4° do Regimento Interno do Conselho Administrativo deRecursos Fiscais CARF, c/c a Súmula ri° 2 do antigo 2° CC, às instancias administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendolhes apenas dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 31/03/2 015 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 10/04/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 35569.000071/200746 Acórdão n.º 2401003.917 S2C4T1 Fl. 258 3 A PGFN aduz que referida decisão possui contradição ao passo que a Ilustre Relatora na condução de seu voto aplicou a decadência considerando como data de ciência do contribuinte como sendo 29/08/2005 quando na verdade a data correta é 29/06/2005. Admitidos os embargos por decisão da ilustre Presidência da turma, incluí o feito em pauta de julgamentos. É o relatório. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 31/03/2 015 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 10/04/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. MÉRITO Inicialmente ressalto que o lançamento compreende o período de 01/1995 a 05/2005, conforme restou consignado no seguinte excerto do voto condutor do acórdão: Conforme relatado, o presente lançamento referese a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados, empresa e financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrente dos riscos ambientais do trabalho, no período de 01/1995 a 05/2005 e tiveram como fatos geradores as remunerações pagas ou creditadas pela empresa aos segurados empregados e contribuintes individuais. E assim concluiu quando da análise da decadência a ser reconhecida no presente caso: Portanto, na data da ciência da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, que se deu em 29/08/2005, fls. 1, as contribuições relativas ao período de 01/1995 a 07/2000 já se encontravam fulminadas pela decadência. De fato, possui razão a embargante. A data de ciência do lançamento, no presente caso não é 29/08/2005, mas sim 29/06/2005. Logo, em considerando tal data como o marco efetivo da constituição do crédito tributário lançado, a decadência, com base no aplicado artigo 150, §4o do CTN somente atinge as competências lançadas até 05/2000. Ante todo o exposto, voto no sentido de ACOLHER OS EMBARGOS com efeitos infringentes, tão somente para retificar o v. acórdão n. 240101.471, e reconhecer a extinção do lançamento pela decadência tão somente quanto ao período de 01/1995 a 05/2000, mantido, no mais, aquilo o que decidido quando do julgamento do recurso voluntário. É como voto Igor Araújo Soares. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 13/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 31/03/2 015 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 10/04/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10480.734890/2012-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2101-000.198
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, para esclarecimento de questões de fato, quanto a alegação da existência de área de preservação permanente ou de interesse ecológico: (a) a apresentação de ADA e sua respectiva data e (b) a eventual existência de ato específico definindo a área como sendo de interesse ecológico.
Realizou sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Ivo de Oliveira Lima - OAB/PE 25263.
(assinado digitalmente)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente
(assinado digitalmente)
DANIEL PEREIRA ARTUZO - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), DANIEL PEREIRA ARTUZO (Relator), MARIA CLECI COTI MARTINS, EDUARDO DE SOUZA LEÃO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR e ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10480.734890/2012-05
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5438516
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2101-000.198
nome_arquivo_s : Decisao_10480734890201205.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10480734890201205_5438516.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, para esclarecimento de questões de fato, quanto a alegação da existência de área de preservação permanente ou de interesse ecológico: (a) a apresentação de ADA e sua respectiva data e (b) a eventual existência de ato específico definindo a área como sendo de interesse ecológico. Realizou sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Ivo de Oliveira Lima - OAB/PE 25263. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente (assinado digitalmente) DANIEL PEREIRA ARTUZO - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), DANIEL PEREIRA ARTUZO (Relator), MARIA CLECI COTI MARTINS, EDUARDO DE SOUZA LEÃO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR e ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
dt_sessao_tdt : Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
id : 5849074
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705447563264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1688; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 2.134 1 2.133 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.734890/201205 Recurso nº De Ofício e Voluntário Resolução nº 2101000.198 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 11 de fevereiro de 2015 Assunto ITR Recorrentes USINA SÃO JOSÉ S/A E FAZENDA NACIONAL FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, para esclarecimento de questões de fato, quanto a alegação da existência de área de preservação permanente ou de interesse ecológico: (a) a apresentação de ADA e sua respectiva data e (b) a eventual existência de ato específico definindo a área como sendo de interesse ecológico. Realizou sustentação oral o patrono do contribuinte, Dr. Ivo de Oliveira Lima OAB/PE 25263. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) DANIEL PEREIRA ARTUZO Relator Participaram do julgamento os Conselheiros LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), DANIEL PEREIRA ARTUZO (Relator), MARIA CLECI COTI MARTINS, EDUARDO DE SOUZA LEÃO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR e ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .7 34 89 0/ 20 12 -0 5 Fl. 2135DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO, Assinado digitalmente em 10/03/201 5 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 2.135 ___________ Em 2012 foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 03 a 08, para a exigência de ITR do Exercício 2008, relativo ao imóvel rural “GRUPO TRIUNFANTE E OUTROS”, NIRF 0.124.9177, localizado no município de Igarassu/PE. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pela Contribuinte e das informações constantes da DITR/2008, a fiscalização resolveu alterar a área total originariamente declarada de 9.122,2 ha para 8.906,7 ha, glosar, integralmente, a área de produtos vegetais de 7.280,0 ha, glosar, integralmente, a área de pastagens de 500,0 ha além de alterar o Valor da Terra Nua (VTN) declarado de R$20.068.840,00 (R$2.200,00/ha), arbitrando o valor de R$34.380.519,84 (R$3.860,07/ha), com base no Laudo de Avaliação apresentado pela contribuinte, em resposta à intimação inicial, com consequente redução da área utilizada na atividade rural, do Grau de Utilização, aumento do VTN tributável e da alíquota aplicada e disto resultando o imposto suplementar de R$5.909.477,23, conforme demonstrado às fls. 07. Cientificada do lançamento, a Recorrente apresentou a Impugnação de fls. fls. 1.175/1.194, instruída com os documentos de fls. 1.195/2.013, alegando, em síntese (i) que, conforme comprovam os Laudos Técnicos de Avaliação, dos exercícios de 2008 a 2010, com ART, que trazem todas as informações para a apuração do ITR, bem como os outros documentos juntados aos autos, restou devidamente comprovada a existência da Área de Produtos Vegetais, (ii) que não se opõe à alteração no VTN procedida pela Fiscalização e efetuou o pagamento da parte relativa a diferença no VTN entre a DITR e a Notificação de Lançamento, considerando ser parte incontroversa da Notificação no valor de R$55.812,22, cujo pagamento já efetuou, acrescido da multa de ofício (com redução legal de 50% para pagamento à vista) e juros SELIC; (iii) entende que que a multa aplicada seria confiscatória e exorbitante, afrontaria o princípio do não confisco, nos termos do art. 150, IV, da Constituição da República, e afetaria o direito de propriedade, sendo, portanto inconstitucional. Ao analisar a Impugnação, a DRJ de Brasília deu provimento parcial à Impugnação: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2008 DA ÁREA DE PRODUÇÃO VEGETAL Tendo em vista os documentos de prova constantes dos autos, cabe ser restabelecida parcialmente a área de produtos vegetais originariamente declarada. DA ÁREA DE PASTAGEM A área de pastagem a ser aceita será a menor entre a área de pastagem declarada e a área de pastagem calculada, observado o respectivo índice de lotação mínima por zona de pecuária, fixado para a região onde se situa o imóvel. O rebanho necessário para justificar a área de pastagem aceita cabe ser comprovado com prova documental hábil. DA MULTA. CARÁTER CONFISCATÓRIO Fl. 2136DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO, Assinado digitalmente em 10/03/201 5 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO Processo nº 10480.734890/201205 Resolução nº 2101000.198 S2C1T1 Fl. 2.136 3 A vedação ao confisco pela Constituição da República é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicala, nos moldes da legislação que a instituiu. Apurado imposto suplementar em procedimento de fiscalização, no caso de informação incorreta na declaração do ITR ou subavaliação do VTN, cabe exigilo juntamente com a multa e os juros aplicados aos demais tributos. DA PROVA PERICIAL A perícia técnica destinase a subsidiar a formação da convicção do julgador, limitandose ao aprofundamento de questões sobre provas e elementos incluídos nos autos, não podendo ser utilizada para suprir o descumprimento de uma obrigação prevista na legislação. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” (acórdão de efls. 2.055/2.067) Como o crédito tributário exonerado é superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), foi interposto o presente Recurso de Ofício. Inconformada com o resultado do julgamento, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 2.076/2.082), requerendo (i) que fosse aumentada a área de preservação permanente, nos termos do laudo técnico apresentado e (ii) que a multa de 75% seja considerada inconstitucional. Os recursos preenchem os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual deles conheço. Conforme já exposto anteriormente, no procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pela Contribuinte e das informações constantes da DITR/2008, a fiscalização resolveu alterar a área total originariamente declarada de 9.122,2 ha para 8.906,7 ha, glosar, integralmente, a área de produtos vegetais de 7.280,0 ha, glosar, integralmente, a área de pastagens de 500,0 ha além de alterar o Valor da Terra Nua (VTN) declarado de R$20.068.840,00 (R$2.200,00/ha). Tendo em vista que a Fiscalização não intimou a Recorrente a comprovar a existência das área de preservação permanente ou de interesse ecológico, em homenagem ao princípio da verdade material, é importante esclarecermos a existência das mesmas. Assim, voto por converter o julgamento do recurso em diligência, para esclarecimento de questões de fato, quanto a alegação da existência de área de preservação permanente ou de interesse ecológico: (a) a apresentação de ADA e sua respectiva data e (b) a eventual existência de ato específico definindo a área como sendo de interesse ecológico. Em ambos os casos, os documentos comprobatórios devem ser juntados aos autos. É o meu voto. (assinado digitalmente) DANIEL PEREIRA ARTUZO Relator Fl. 2137DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO, Assinado digitalmente em 10/03/201 5 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por DANIEL PEREIRA ARTUZO
score : 1.0
Numero do processo: 16004.001405/2010-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE.
A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração (Súmula CARF nº 48).
PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1).
Numero da decisão: 2202-002.967
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, não conhecer do recurso, tendo em vista a opção pela via judicial.
Assinado digitalmente
ANTONIO LOPO MARTINEZ - Presidente.
Assinado digitalmente
MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO LOPO MARTINEZ (Presidente), MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS (Suplente convocada), JIMIR DONIAK JUNIOR (Suplente convocado), MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA, DAYSE FERNANDES LEITE (Suplente convocada) e RAFAEL PANDOLFO.
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração (Súmula CARF nº 48). PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1).
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 16004.001405/2010-45
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5439459
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2202-002.967
nome_arquivo_s : Decisao_16004001405201045.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 16004001405201045_5439459.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, não conhecer do recurso, tendo em vista a opção pela via judicial. Assinado digitalmente ANTONIO LOPO MARTINEZ - Presidente. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO LOPO MARTINEZ (Presidente), MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS (Suplente convocada), JIMIR DONIAK JUNIOR (Suplente convocado), MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA, DAYSE FERNANDES LEITE (Suplente convocada) e RAFAEL PANDOLFO.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
id : 5850134
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705450708992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1905; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 157 1 156 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16004.001405/201045 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.967 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de janeiro de 2015 Matéria IRPF Ganho de Capital Recorrente MARLENE APARECIDA MANTOVANI GALERA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. MEDIDA JUDICIAL. LANÇAMENTO PARA PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. POSSIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração (Súmula CARF nº 48). PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, não conhecer do recurso, tendo em vista a opção pela via judicial. Assinado digitalmente ANTONIO LOPO MARTINEZ Presidente. Assinado digitalmente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 00 4. 00 14 05 /2 01 0- 45 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ANTONIO LOPO MARTINEZ (Presidente), MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS (Suplente convocada), JIMIR DONIAK JUNIOR (Suplente convocado), MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA, DAYSE FERNANDES LEITE (Suplente convocada) e RAFAEL PANDOLFO. Relatório Foi lavrado contra a contribuinte MARLENE APARECIDA MANTOVANI GALERA auto de infração de fls. 70 a 76, relativa ao anocalendário de 2007, em virtude de infração de omissão de ganhos de capital na alienção de participação societária na pessoa jurídica SONATA Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, o que resultou em um imposto de renda de R$ 765.831,85. O valor total do crédito tributário lançado foi de R$ 987.540,17, incluídos juros de mora calculados até 29/10/2010. O lançamento foi efetuado sem multa de ofício e com a exigibilidade do crédito tributário suspensa por força de medida liminar concedida e depósito judicial efetuado nos autos do Mandado de Segurança nº 2007.61.06.0126615, da 2ª Vara Federal de São José do Rio Preto/SP. O contribuinte foi cientificado do lançamento e apresentou impugnação, com as seguintes alegações, em resumo: preliminarmente, esclarece que os temas tratados nos itens 3 e 4 desta Impugnação não se confundem com os submetidos à apreciação do Poder Judiciário, pois dizem respeito somente à impropriedade da taxa de juros de mora eleita pela fiscalização; a exigência fiscal de juros de mora desconsiderou o fato de que a exigibilidade do crédito tributário está suspensa pelo depósito judicial de seu montante integral, circunstância que impede o cômputo do acréscimo legal no lançamento de ofício; o presente auto de infração é nulo, uma vez que a exigibilidade do crédito tributário encontrase suspensa, em decorrência dos depósitos judiciais dos montantes integrais do tributo discutido nos autos do Mandado de Segurança; desde 1970 participava do quadro societário da empresa SóNata Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios S/A e que, em 05/11/2007, alienou e transferiu a totalidade das ações que detinha à empresa Lácteos do Brasil S/A, recebendo nesta data, valores individuais superiores aos custos de aquisição das ações; parte substancial do lucro auferido era abrangida pela isenção instituída pelo artigo 4º, alínea “d” do Decretolei nº 1.510, de 1976, razão pela qual adotou a via mandamental para ver assegurada a aplicação do referido benefício; o lucro auferido com a alienação das ações que detinha na empresa SóNata há mais de 5 anos antes da revogação do art. 4º do DecretoLei nº 1.510, de 1976, estaria isento do Imposto de Renda; Fl. 158DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 16004.001405/201045 Acórdão n.º 2202002.967 S2C2T2 Fl. 158 3 a revogação da isenção pela Lei nº 7.713, de 1988, viola o direito adquirido insculpido no art. 6º, da Lei de Introdução ao Código Civil, e no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, dos contribuintes que, à época da entrada em vigor da Lei n. 7.713, já tivessem cumprido a condição onerosa para fruição da citada isenção; a jurisprudência dominante do STJ, como a do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, acatam essa tese. Transcreve excertos de julgados. Conclui pela nulidade desta autuação, afirmando que recolheu o imposto sobre o ganho de capital correspondente ao percentual de 19,52% do lucro apurado, relativo à parcela incontroversa e depositou em Juízo a parcela do imposto que entende estar isenta. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (DRJ/BHE), por unanimidade de votos, julgou procedente em parte a impugnação, para: (1) rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento; (2) não conhecer da questão correspondente a isenção de que trata o Decretolei 1.510/1976; e (3) exonerar os juros de mora incidentes sobre o valor do imposto. A decisão foi assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2007 PROCESSO JUDICIAL CONCOMITANTE COM O PROCESSO ADMINISTRATIVO. DEFINITIVIDADE DA EXIGÊNCIA. Ocorrendo concomitância entre o processo judicial e o administrativo sobre a mesma matéria, não haverá decisão administrativa quanto ao mérito da questão, que será decidida na esfera judicial, razão pela qual se declara definitiva a exigência do imposto no contencioso administrativo. JUROS DE MORA. DEPÓSITO JUDICIAL INTEGRAL DO TRIBUTO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. Suspensa a exigibilidade do crédito tributário em razão do depósito integral e tempestivo do imposto, o lançamento de ofício, formalizado no curso do processo judicial, visa apenas prevenir a decadência, não cabendo a exigência de juros de mora. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificado da decisão em 30 de abril de 2014 (fl. 128), o contribuinte interpôs recurso voluntário em 30 de maio de 2014 (fls. 130 a 141), no qual alega, em síntese: a matéria tratada no Auto de Infração foi definitivamente pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça, tanto que a PGFN já se encontra dispensada de recorrer judicialmente destes processos; os lançamentos que tenha por objeto matérias para as quais a PGFN já tenha se manifestado sobre a dispensa de recurso, devem ser cancelados de ofício; o mandado de segurança impetrado foi julgado integralmente procedente por decisão monocrática do Desembargador relator no TRF da 3ª Região; Fl. 159DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 o feito caminha para o trânsito em julgado, pois a PGFN não pode recorrer, o que ensejar´o cancelamento do presente lançamento; é nulo o Auto de Infração que tem por objeto a cobrança de tributo cuja exigibilidade esteja suspensa; quanto à tese sustentada em relação à não incidência do imposto de renda sobre os ganhos de capital em virtude do artigo 4º , alínea "d", do Decretolei n° 1.510/1976, o recorrente reitera o alegado em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Relator. Em seu recurso, a contribuinte alega, preliminarmente, a nulidade do lançamento, pois o Auto de Infração foi lavrado para constituição de crédito tributário cuja exigibilidade encontravase suspensa por medida judicial. No mérito, afirma que os lucros auferidos com a alienação das participações societárias por eles detidas na empresa SÓNATA há mais de 5 (cinco) anos ou as que viriam subscrever e com elas permanecer mais de cinco anos, estariam isentos do imposto sobre a renda, conforme artigo 4º , alínea "d", do Decretolei n° 1.510/1976. Em relação à preliminar de nulidade do auto de infração, é importante ressaltar que o lançamento foi efetuado para resguardar o crédito tributário, evitando a decadência, pois o prazo decadencial não se interrompe nem se suspende com o depósito do montante integral do crédito tributário. Sobre o assunto, transcrevo a Súmula CARF nº 48: " A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração". Dessa forma, rejeito a preliminar suscitada. Quanto ao mérito, observase dos autos que a contribuinte optou pela via judicial e impetrou Mandado de Segurança Preventivo, com pedido de liminar e depósito judicial, com o objetivo de afastar a incidência do imposto de renda sobre ganho de capital auferido na alienação de cotas de participações societárias adquiridas ou subscritas até 31/12/1983 (fls. 12 a 36). Tendo a discussão deste processo sido submetida à apreciação do Poder Judiciário, entendo que esta instância administrativa está impedida de examinála. É o caso de se aplicar a Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 16004.001405/201045 Acórdão n.º 2202002.967 S2C2T2 Fl. 159 5 O contribuinte não pode discutir a mesma matéria em processo judicial e administrativo. Em havendo coincidência de objetos nos dois processos, é de se afastar a competência dos órgãos administrativos para se pronunciarem sobre a questão. A propositura de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois da autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, ou seja, desistência de eventual recurso interposto. Assim, não deve ser conhecido o recurso voluntário. Ante o exposto, voto por REJEITAR a preliminar de nulidade do auto de infração e, no mérito, por NÃO CONHECER do recurso, tendo em vista a opção pela via judicial. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Relator Fl. 161DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 10830.907783/2012-87
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 18/05/2007
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-004.780
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Demes Brito e Cássio Schappo.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 18/05/2007 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10830.907783/2012-87
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5429117
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-004.780
nome_arquivo_s : Decisao_10830907783201287.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : PAULO SERGIO CELANI
nome_arquivo_pdf_s : 10830907783201287_5429117.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Demes Brito e Cássio Schappo.
dt_sessao_tdt : Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5823134
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705465389056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1907; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.907783/201287 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801004.780 – 1ª Turma Especial Sessão de 12 de dezembro de 2014 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente TRANSPORTADORA RODO IMPORT LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 18/05/2007 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 77 83 /2 01 2- 87 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Demes Brito e Cássio Schappo. Relatório Inicialmente, esclarecese que estão em julgamento nesta 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF trinta e três processos da mesma contribuinte, em que o cerne da discussão é o mesmo: a certeza e liquidez de crédito pleiteado, decorrente de pagamento indevido ou a maior de cofins ou contribuição para o PIS/Pasep, e o ônus da prova deste direito. Em alguns processos, foi indeferida totalmente a declaração de compensação de débitos da contribuinte com o crédito pleiteado, por falta de comprovação da liquidez e certeza de todo o crédito, em outros, foi homologada parcialmente a declaração de compensação, porque foi comprovada a certeza e liquidez de parte do crédito pleiteado. Esta diferença não exige mudanças nos acórdãos dos julgamentos, pois o que está sob julgamento é justamente o crédito não reconhecido e a parte não homologada das declarações de compensação. O crédito reconhecido e a parte homologada não estão em discussão. Feitas estas observações, passase ao relato propriamente dito. Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo HorizonteDRJ/BHE que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem. O processo se iniciou com PER/DCOMP, por meio do qual a contribuinte pleiteou o reconhecimento de direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de contribuição social e a compensação de débitos tributários com o crédito pleiteado. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF informado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível suficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 4 3 Assim, diante da inexistência/insuficiência de crédito, a compensação declarada não foi homologada ou foi homologada apenas parcialmente. Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN), e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, conforme quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório “ Extraio do relatório da decisão recorrida resumo das alegações apresentadas pela contribuinte contra o despacho decisório, em expediente que foi recebido como manifestação de inconformidade: “Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade em 10/08/2012, alegando que a Receita Federal mantém os controles de apropriação e pagamento dos impostos federais, assim como uma conta corrente de cada contribuinte, na qual podem ser visualizados os pagamentos efetuados de forma correta, os pagamentos a maior e os pagamentos a menor. Assevera que o despacho decisório não pode progredir, porque a RFB cobra o mesmo valor pago pelo contribuinte, quando, na verdade, foi preenchido um PER/DCOMP que demonstra de forma clara que aquele pagamento foi efetuado a maior e dele se extraí os valores devidos a título de impostos. Apresenta um demonstrativo da composição do PER/DCOMP nº 27613.24430.280909.1.3.047698, identificando o valor devido de COFINS, o valor da guia de recolhimento, o saldo do pagamento a maior e as compensações efetuadas. Alega ainda que houve a retificação da DIPJ do anobase de 2005, na qual a receita foi apropriada de forma errada e, por isto, originou também a retificação de todos os cálculos dos impostos federais. Ressalta que havendo necessidade de retificação do PER/DCOMP, solicita autorização para o ajuste, porém, o valor original disponível desde a data especificada, corrigido monetariamente, possibilitou a compensação declarada. A ementa do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo HorizonteDRJ/BHE que julgou improcedente a manifestação de inconformidade contém o seguinte teor: “Assunto: ... Data do fato gerador: ... DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado.” No recurso voluntário a recorrente alega o seguinte: Fl. 74DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 5 4 i) O ICMS que faz parte do valor total de conhecimentos de transporte não compõe o valor tributado pela cofins e pela contribuição para o PIS/Pasep. ii) Juntou cópia da DIPJ 2006/2005, retificada, que demonstra que estas contribuições foram reduzidas em seus valores anteriormente apresentados. iii) No próprio PER/DCOMP apresentado, verificase que houve pagamento a maior. iv) Não apresentou retificação da DCTF e do DACON, primeiro, por problemas com o contador; depois, porque teria ocorrido prescrição para a retificação. v) Calculou a cofins e a contribuição para o PIS/Pasep sobre um valor que incluía o ICMS e, após, corrigiu o faturamento, excluindo este imposto da base de cálculo, logo, tem direito ao crédito pleiteado. É o relatório. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. Admissibilidade do recurso voluntário. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para julgamento nesta turma especial. Certeza e liquidez do crédito pleiteado. O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de contribuição social. Foi constatado pela RFB que o pagamento informado como indevido ou a maior fora integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido. Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório. Esta constatação baseouse em dados constantes do sistemas informatizados da RFB, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias. Uma vez que o pagamento informado como indevido ou a maior estava totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF como devido, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum A DRJ/BHE, tendo em vista que a contribuinte não apresentou documentação fiscal e contábil hábil e suficiente para comprovação da certeza e liquidez do crédito pleiteado, manteve o despacho decisório. As decisões da DRF e da DRJ estão amparadas no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do Código Tributário NacionalCTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972). Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, nenhum documento ou livro fiscal ou contábil foi apresentado com o recurso voluntário. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 7 6 A recorrente afirma que juntou cópia da DIPJ 2006/2005 retificada, a qual demonstraria redução dos valores das contribuições anteriormente apresentados, e apresenta justificativas para não ter retificado a DCTF e o DACON. Não encontrei nos autos nenhuma DIPJ, original ou retificada. Logo, inócua a alegação. Quanto à falta de retificação da DCTF e do DACON, esta não é determinante para o julgamento, uma vez que o CARF tem reconhecido o direito ao crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior, independentemente de retificação da DCTF e do DACON, desde que o direito seja comprovado por documentos e livros fiscais e contábeis hábeis. Tratandose de despacho eletrônico, admitese a apresentação destes documentos e livros após a decisão da DRJ, pois alguns Conselheiros entendem que o princípio da verdade material assim autoriza, outros entendem que se está diante de caso em que a prova se destina a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, hipótese prevista no art. 16, §4º, letra “c” do Decreto nº 70.235, de 1972. De qualquer modo, o importante é que a contribuinte, até o presente, não apresentou nenhum documento ou livro, fiscal ou contábil, que pudesse comprovar seu direito. Logo, não comprovou a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Não é só isso. A recorrente sequer argumentou sobre os fatos ou direito que ensejariam o crédito pleiteado. Há menção de que seria decorrente da inclusão do ICMS integrante de conhecimento de transporte na base de cálculo da cofins e da contribuição para o PIS/Pasep, porém, não é tecido nenhum argumento sobre esta matéria. Por estas razões, com fundamento no art. 170 do CTN e no art. 333 do CPC, aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito, não cabe o reconhecimento do crédito pleiteado. Declaração de compensação errada e competência do CARF No recurso, ao contrário da manifestação de inconformidade, nada foi dito sobre erro na Declaração de Compensação ou sobre a necessidade de sua retificação. Apenas se afirmou que, no PER/DCOMP apresentado, verificase que houve pagamento a maior. Porém, tendo em vista que possível erro na DCOMP é questão que permeia os autos e que a decisão da DRJ tratou desta matéria; que a Administração deve atender aos princípios da legalidade, da moralidade, do interesse público e da eficiência; e que o princípio da verdade material é especialmente levado em consideração nos julgamentos neste Conselho; teço algumas considerações que me levam a concluir pela manutenção da decisão recorrida na íntegra. O processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal é regido pelo Decreto nº 70.235, de 6/3/1972. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 8 7 O rito processual estabelecido no Decreto nº 70.235, de 1972, não se aplica, em princípio, aos processos administrativos de pedidos de compensação, pois não são processos de determinação e exigência de créditos tributários, tampouco de consulta sobre aplicação da legislação tributária federal.. Porém, por força do art. 74, §§ 9º e 10, da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, não homologada a compensação, o sujeito passivo poderá apresentar manifestação de inconformidade contra a decisão administrativa de não homologação e recurso contra decisão que julgue improcedente a manifestação de inconformidade. Ambos, manifestação de inconformidade e recurso, seguirão o rito processual estabelecido no Decreto nº 70.235, de 1972, conforme parágrafo 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Assim, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais_CARF, que, conforme art. 37 do Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pela Lei nº 11.941, de 27/5/2009, é competente para julgar, em segunda instância, processos que seguem o rito deste decreto, possui competência para julgar recursos contra decisões da DRJ que julgaram improcedentes manifestações de inconformidade contra não homologação de declarações de compensação. Quanto à retificação de declarações de compensação, a situação é diferente. Cito o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 7º Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) Fl. 78DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 9 8 § 8º Não efetuado o pagamento no prazo previsto no § 7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no § 9º. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 9º É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7º, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) (...)” Vejase que os §§ 6º a 8º acima dispõem que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados e que, não homologada a compensação e não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União A exigência do pagamento destes débitos não deve ser submetida a julgamento administrativo; e, ainda que a declaração de compensação contenha erro, não cabe nesta instância sua correção, o que deve realizarse pela entrega de declaração retificadora, tal como estabelecido nos arts. 6º a 8º das Instruções Normativas SRF nº 360. de 24/02/2003, e nº 376, de 23/12/2003; nos arts. 55 a 58 da IN SRF nº 460, de 18/10/2004, e IN SRF nº 600, de 28/12/2005; nos arts. 76 a 79 da IN SRF nº 900, de 30/12/2008; e nos arts. 88 a 90 da IN RFB nº 1.300, de 20/11/2012. Conforme assentado no acórdão recorrido, a retificação de declaração de compensação deveria ser requerida por meio de documento retificador gerado a partir do programa PER/DCOMP. Não há nos autos nenhum documento retificador gerado nesta condição. Assim, não pode o CARF determinar a homologação da DCOMP tal como formalizada, ainda que errada, pois esta extingue o crédito tributário, sob condição resolutória, e constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.907783/201287 Acórdão n.º 3801004.780 S3TE01 Fl. 10 9 Conclusão Pelo exposto, em especial pela não comprovação da existência de direito de crédito líquido e certo, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose a decisão recorrida. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10940.000849/2007-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2101-000.044
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento do presente Recurso Voluntário, nos termos do artigo 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF.
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10940.000849/2007-00
conteudo_id_s : 5453164
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2101-000.044
nome_arquivo_s : Decisao_10940000849200700.pdf
nome_relator_s : CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
nome_arquivo_pdf_s : 10940000849200700_5453164.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento do presente Recurso Voluntário, nos termos do artigo 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF.
dt_sessao_tdt : Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
id : 5887540
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705501040640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1459; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 55 1 54 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.000849/200700 Recurso nº Resolução nº 2101000.044 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 20 de janeiro de 2012 Assunto Imposto sobre a Renda de Pessoa Física Recorrente Mario Jorge Gans Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em sobrestar o julgamento do presente Recurso Voluntário, nos termos do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. (assinado digitalmente) _______________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) __________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Evande Carvalho Araujo, Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Fl. 70DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 56 2 Relatório Em desfavor do contribuinte MARIO JORGE GANS foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 3 a 6, na qual é cobrado o imposto sobre a renda de pessoa física (IRPF) suplementar correspondente ao anocalendário de 2004 (exercício 2005), no valor total de R$ 14.989,58 (quatorze mil, novecentos e oitenta e nove reais e cinqüenta e oito centavos), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 30 de abril de 2007, perfazendo um crédito tributário total de R$ 30.751,11 (trinta mil, setecentos e cinqüenta e um reais e onze centavos). As infrações apontadas pela Fiscalização encontramse relatadas na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, às fls. 4 (frente e verso) e 5. A Fiscalização alega ter havido: a) dedução indevida com os dependentes Renata Schnepper Gans, Patrícia Schnepper Gans, Rafael Schnepper Gans, Ignez Borsato Gans e Marli Schnepper Gans, por falta de comprovação da relação de dependência; b) omissão de rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista, no valor de R$ 63.577,98, auferidos pelo titular e/ou dependentes; c) omissão de rendimentos do trabalho com vinculo e/ou sem vinculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 5.258,17, recebidos pelo titular e/ou dependentes, das fontes pagadoras GPAT S/A Propaganda e Publicidade, Bradesco Vida e Previdência S/A e Banco Sudameris Brasil Sociedade Anônima. Em 2 de maio de 2007 foi apresentada Impugnação (fls. 1 e 2), na qual o contribuinte alega, em síntese, que: a) apresenta comprovantes da dependência de seus filhos, esposa e mãe; b) não apresentou os rendimentos referentes ao estágio de seu filho e do Bradesco Vida e Previdência de sua mãe por serem valores baixos para fins de Imposto de Renda; c) o valor correspondente à reclamatória trabalhista foi declarado no campo Rendimentos Isentos e não tributáveis na linha indenização por rescisão de contrato de trabalho, pelo fato de que todos os impostos já foram recolhidos, segundo a GR 905/2004, no valor de R$ 2.142,81 e declarados no campo rendimentos tributáveis, imposto na fonte; d) o valor que foi depositado em sua conta foi de R$ 49.931,00 em 20 de dezembro de 2004, conforme cópia de extrato da conta corrente. Ao examinar o pleito, a 5.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba decidiu pela procedência parcial da Impugnação, por meio do Acórdão n.º 0624.653, de 27 de novembro de 2009, assim ementado: Fl. 71DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 57 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Tributamse os rendimentos omitidos pelo contribuinte, detectados através de DIRF da fonte pagadora, caso o contribuinte não consiga demonstrar, através de documentos hábeis, que tal omissão não ocorreu. DEDUÇÕES. DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO. Cabe restabelecer a dedução com dependente, quando a relação de dependência estiver devidamente comprovada. DEPENDENTES. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. Os rendimentos de dependentes devem ser incluídos na declaração do contribuinte como rendimentos tributáveis. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A DRJ entendeu comprovada a relação de dependência informada e cancelou a glosa efetuada por esse motivo. No tocante à omissão dos rendimentos que foram recebidos pela dependente Ignez Borsato Gans, a DRJ apontou que consta um rendimento de R$ 1.632,91 no mês de dezembro de 2004, proveniente da Bradesco Vida e Previdência S.A (fls.37). Desse valor, R$ 1.058,00 deveriam ter sido declarados como rendimentos isentos e nãotributáveis, em razão direito à isenção por idade (maior de 65 anos), por ser dependente. A diferença de R$ 574,91, entretanto, é tributável, e, como tal, deveria ter sido declarada pelo contribuinte. Há que ser considerado também o valor de R$86,23 que foi o Imposto de Renda Retido na Fonte. O dependente Rafael Sehnepper Gans recebeu em 2004 a importância de R$3.625,26, conforme a DIRF. Esses rendimentos são tributáveis e, como não foram incluídos na declaração de ajuste do contribuinte como rendimentos tributáveis, configurase a omissão do rendimento. No que tange à omissão de rendimento de reclamatória trabalhista, a DRJ não acata a alegação do contribuinte de que teria recebido apenas R$49.931,00, já que tal alegação se baseou em um extrato bancário datado de 30/12/2004, onde consta um desbloqueio de depósito no citado valor, por entender que apenas esse documento isoladamente não prova nada. No entanto, aponta divergência entre os valores apontados pela Fiscalização e os constantes das Guias de Retirada n.°s 935, 936 e 937, as quais referemse efetivamente ao Fl. 72DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 58 4 pagamento dos créditos do trabalhistas do contribuinte. Assim consta do voto do Relator da DRJ, verbis: “Informa a Fiscalização que foi omitido rendimentos tributáveis (sic) no valor de R$ 63.577,98, recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista contra Fertilizantes Mitsui S/A — Indústria e Comércio, conforme guias 935, 937, 936 e 905/2004 (fls. 04verso).Contudo, verificando tais guias (fls.1121), com exceção da Guia de Retirada no 905/2004, que se refere a levantamento para recolhimento de contribuições fiscais, encontramos registrado os seguintes valores: Guia de retirada 935 (fls.15) datada de 30/04/2004 Valor R$46.985,07; Guia de retirada 936 — (fls.14) datada de 16/04/2004 — Valor R$3.847,10; Guia de retirada 937 — (fls.13) datada de 16/04/2004 — Valor R$8.557,89; Somandose esses valores, temse um total de rendimento de R$ 59.390,06, que está perfeitamente de acordo com o Oficio n° 113/2005, de 28/01/2005, endereçado pelo Poder Judiciário Trabalhista ao Delegado da Receita Federal, informando o pagamento de crédito trabalhista ao contribuinte no valor de R$59.390,06 (fls.20).” Além disso, aponta a existência de um Oficio da 2ª JCJ de Guarapuava, informando que foi paga a importância de R$ 59.390,06 ao contribuinte. Por esses motivos, a DRJ considerou omitidos R$ 59.390,06 de rendimentos tributáveis referentes à reclamatória trabalhista. Para melhor entendimento, a DRJ elaborou uma planilha a qual, a seguir, reproduzo: Fl. 73DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 59 5 DEMONSTRATIVO DOS VALORES DEFINIDOS NO JULGAMENTO EXERCÍCIO 2005 LINHAS DA DECLARAÇÃO VALORES DECLARADOS VALORES ALTERADOS NO LANÇAMENTO VALORES DEFINIDOS NO JULGAMENTO Rend. Trib. Rec.Pessoa Jurídica 20.955,88 89.792,03 84.546,11 Rend. Trib. Rec.Pessoas Físicas Rend. Trib. Rec. Do Exterior Rend. Trib. Ativ. Rural TOTAL DOS RENDIMENTOS (A) 20.955,88 89.792,03 84.546,11 DESCONTO SIMPLIFICADO Contribuição Prev. Oficial 1.450,88 1.450,88 1.450,88 Contr. Prev. Privada / FAPI 100,00 100,00 100,00 Dependentes 6.360,00 0 6.360,00 Despesas com Instrução 3.930,00 3.930,00 3.930,00 Despesas Médicas 2.750,00 2.750,00 2.750,00 Pensão Alimentícia Livro Caixa Total Deduções/Desconto Simplificado (B) 14.590,88 8.230,88 14.590,88 BASE DE CÁLCULO (A B) 6.365,00 81.561,15 69.955,23 Imposto Calculado (C) 17.352,42 14.160,79 Dedução de Incentivo (D) 0 IMPOSTO DEVIDO (C D) #VALOR! 17.352,42 14.160,79 Imposto de Renda Retido na Fonte (E) 2.362,83 2.362,83 2.449,06 Carnê Leão (F) Imposto Complementar (G) Saldo do Imposto declarado Imposto pago no Exterior (H) Carnê Leão e Imposto Complementar (I) TOTAL IMPOSTO PAGO (E + F + G + H + I) 2.362,83 2.362,83 2.449,06 IMPOSTO A RESTITUIR #VALOR! SALDO DO IR A PAGAR #VALOR! 14.989,58 11.711,73 Inconformado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 25 de janeiro de 2010, no qual alega, em preliminar, que: a) no tocante à dependente Ignez Borsato Gans, entende que o rendimento correspondente à fonte Bradesco Vida e Previdência considerase Previdência Privada e, neste caso, isento de tributos. Porém no que diz respeito ao inciso XXXIV do art.39, concorda em declarar a diferença de R$ 86,23; b) Entende que o rendimento do dependente Rafael Schnepper Gans (filho) foi referente a estágio em regime temporário e que o filho utilizouo para custear suas despesas pessoais; c) não houve omissão do rendimento recebido em decorrência da reclamatória trabalhista, pois tratase de RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS — Indenizações. O que ocorreu foi um erro ao nominar a empresa reclamada no campo RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS — FONTE PAGADORA. Salienta que não Fl. 74DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 60 6 trabalhou nessa empresa no anocalendário 2004; apenas recebeu o direito do processo trabalhista. No mérito: a) concorda em declarar a diferença de R$ 86,23 da dependente Ignez B. Gans. b) solicita cancelamento do débito fiscal correspondente ao rendimento do dependente Rafael S. Gans, haja vista não ter ele auferido lucros e aquisições materiais, já que somente custeou despesas pessoais. c) apresenta 3 cópias dos Autos Reclamatórios que, a seu ver, comprovam os valores citados (cálculos). Pede que, ao verificar as cópias, observese que foi recolhido devidamente o Imposto de Renda, e o valor declarado pela empresa reclamada para o Imposto de Renda não condiz com o real valor depositado em sua conta, que é de R$ 49.931,00, conforme cópia do extrato bancário no processo e confirmado pela cópia dos Autos. Ao final pede seja acolhido o presente recurso para o fim de cancelarse o débito fiscal reclamado. É o Relatório Despacho Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais previstos no Decreto n° 70.235, de 1972. Dele conheço. No presente caso, temse que o Auto de Infração objeto deste processo versa sobre rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte. Compulsando os autos, verificase que a Fiscalização, ao proceder ao lançamento tributário, em 2007, cumpriu a norma do artigo 12 da Lei n.º 7.713, de 1988. Em 2009, o tema dos rendimentos recebidos acumuladamente foi objeto do Parecer PGFN n.º 287, de 2009, posteriormente ratificado pelo Ato Declaratório n.º 1, de 2009. Diferentemente do que determina a norma do artigo 12 da Lei n.º 7.713, de 1988, a orientação do referido Parecer PGFN é no sentido de que “no cálculo do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente, devem ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global”. Tendo em vista que tal orientação, em última instância, derroga a regra do art. 12 da Lei n.º 7.713, de 1988, foi levada à apreciação, em caráter difuso, por parte do Supremo Tribunal Federal, o qual reconheceu a repercussão geral do tema e determinou o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, em decisão assim ementada, in verbis: Fl. 75DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 61 7 “TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados – se por regime de caixa ou de competência – vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC.” (STF, RE 614406 AgRQORG, Relatora: Min. Ellen Gracie, julgado em 20/10/2010, DJe043 DIVULG 03/03/2011). Ante o reconhecimento da repercussão geral do tema, pelo Supremo Tribunal Federal, e a determinação do sobrestamento dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, verifica se que as questões concernentes ao artigo 12 da Lei n.º 7.713, de 1988, utilizada como fundamento para o cálculo do tributo devido neste processo, tal como se depreende do “Demonstrativo de Apuração do Imposto de Renda Devido” (fls. 5 verso), anexo ao Auto de Infração, não podem ser apreciadas por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais até que ocorra o julgamento final do Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. É que, recentemente, foi alterado (Portaria MF n.º 586, de 2010) o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), editado pela Portaria MF n.º 256, de 2009, determinando o sobrestamento ex officio dos recursos nas hipóteses em que reconhecida a repercussão geral do tema e determinado o sobrestamento dos julgamentos sobre a matéria pelo Supremo Tribunal Federal, a teor do art. 62A, §§1º e 2º, do Regimento Interno do CARF, que, a seguir transcrevese, ipsis litteris: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da Fl. 76DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10940.000849/200700 Resolução n.º 2101000.044 S2C1T1 Fl. 62 8 mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Esses os motivos pelos quais entendo por bem sobrestar a apreciação do presente recurso voluntário, até que ocorra decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, a ser proferida nos autos do RE n.º 614.406, nos termos do disposto nos artigos 62A, §§1º e 2º, do RICARF. (assinado digitalmente) ________________________________________________ Celia Maria de Souza Murphy – Relatora Fl. 77DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 02/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/02/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10283.909681/2009-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005
DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM.
Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.548
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10283.909681/2009-44
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5446623
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3202-001.548
nome_arquivo_s : Decisao_10283909681200944.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10283909681200944_5446623.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Charles Mayer de Castro Souza Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
id : 5877800
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:38:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047705516769280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 397 1 396 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.909681/200944 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.548 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 96 81 /2 00 9- 44 Fl. 397DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A interessada apresentou pedido eletrônico de compensação de débitos próprios com crédito oriundo de pagamento a maior de Imposto de Importação – II e de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, com origem no período de 08/05/2001 a 12/12/2005. A compensação não foi homologada, ao fundamento de que o DARF a indicado no PER/DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Alegado pela contribuinte o cometimento de um equívoco no preenchimento do DARF, os autos foram baixados em diligência pela DRJ, quando se constatou que o presente processo é conexo ao de nº 10283.007613/200604, por meio do qual se requereu a restituição do crédito que se pretende compensar. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza julgou improcedente a manifestação de inconformidade, sob o argumento de inexistência do direito creditório objeto do processo nº 10283.007613/200604. No prazo legal, a contribuinte apresentou recurso voluntário, cujas razões de defesa não serão relatadas em vista do que se passa a expor no voto. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A Recorrente apresentou PER/DCOMP objetivando a compensação de débito próprio com crédito oriundo de pagamento indevido de II e de IPI vinculado que são objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604. Como o direito à restituição foi negado, também aqui negouse o direito à compensação. Contudo, nesta mesma sessão de julgamento consideraramse indevidas as razões adotadas pela DRF de origem, e mantidas pela instância de piso, para denegar o pedido de restituição, motivo pelo qual determinouse que os autos do processo administrativo n.º 10283.007613/200604 devem retornar à DRF para que, ultrapassada a questão decidida no julgamento, estime os valores a serem restituídos. Fl. 398DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10283.909681/200944 Acórdão n.º 3202001.548 S3C2T2 Fl. 398 3 Ante o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que a DRF de origem, após a análise do direito creditório objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604, profira nova decisão quanto ao pedido de compensação. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 399DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
