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Numero do processo: 10920.000577/96-08
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IPI - RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS - Se devidamente comprovados à luz de documentação que lhes dêem legitimidade e, ainda, decorrentes de insumos destinados à fabricação de veículos de transporte para passageiros (art. 2 do Decreto-Lei nr. 1.662/79; arts. 1 e 2 do DL nr. 1682/79 e Lei nr. 8.673/93), deve ser reconhecido o pleito do sujeito passivo e mantida a decisão recorrida. Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 202-08943
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO
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score : 1.0
Numero do processo: 10920.001159/93-22
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed May 22 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IPI - INCENTIVOS DA LEI Nr. 4.864/65 - Trata-se de incentivo de natureza setorial, revogado em decorrência do ADCT, a partir de 05.10.90, pela não revalidação do mesmo - aí incluídos os produtos dos códigos 6810.20.0000 e 6810.19.9900 [tubos e calhas de concreto]. BASE DE CÁLCULO - Descontos e outras despesas acessórias. A partir da Medida Provisória nr. 69, de 1.989, confirmada pela Lei nr. 7.798/89, tais despesas passaram a ser incluídas na base de cálculo do imposto. OMISSÃO DE RECEITAS - Presunção de vendas não registradas, com incidência do IPI sobre o respectivo valor, aplicada a alíquota a que está sujeito o produto de fabricação do contribuinte. TRD - Excluída a sua aplicação no período anterior a 01.08.91. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-08461
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
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O. U., ti")t / ct VL CÍR Rubrica MINISTÉRIO DA FAZENDA .irytoN 3/3 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Sessão 22 de maio de 1996 Acórdão : 202-08.461 Recurso : 96.783 Recorrente : JOIARTE ARTEFATOS DE CIMENTO IND. E COM. LTDA. Recorrida : DRF em Joinville - SC 1PI - INCENTIVOS DA LEI N° 4.864/65 - Trata-se de incentivo de natureza setorial, revogado em decorrência do ADCT, a partir de 05.10.90, pela não revalidação do mesmo - aí incluídos os produtos dos códigos 6810.20.0000 e 6810.19.9900 (tubos e calhas de concreto). BASE DE CÁLCULO - Descontos e outras despesas acessórias. A partir da Medida Provisória n° 69, de 1989, confirmada pela Lei n° 7.798/892 tais despesas passaram a ser incluídas na base de calculo do imposto. OMISSÃO DE RECEITAS - Presunção de vendas não registradas, com incidência do IPI sobre o respectivo valor, aplicada a alíquota a que está sujeito o produto de fabricação do contribuinte. TRD - Excluída a sua aplicação no período anterior a 01.08.91. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: JOIARTE ARTEFATOS DE CIMENTO IND. E COM. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência os encargos da TRD no período anterior a 01.08.91. Sala das Sessões, em • e maio de 1996 Jâ7r. rfk: • fa n o Vice- 're,i . nte, no exercício da Presidência Oswaldo Tancredo de Oliveira — Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Corrêa Homem de Carvalho, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, José de Almeida Coelho, Tarásio Campelo Borges e Antonio Sinhiti Myasava. eaal/CF/RS 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 Recurso : 96.783 Recorrente : JOIARTE ARTEFATOS DE CIMENTO IND. E COM. LTDA. RELATÓRIO Cumpridas, pela fiscalizada, as intimações para apresentação de toda a documentação necessária à verificação do cumprimento da legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados-IPI (livros, documentos fiscais, livros contábeis e cópias de extratos bancários) e depois do exame dessa documentação, constatou a fiscalização os fatos que denuncia como irregulares, conforme descrito no termo que instrui o auto de infração, e que resumimos. 1. Falta de lançamento do Imposto sobre Produtos Industrializados-IPI, relativo às saídas de tubos e calhas de concreto, de fabricação própria, código TIPI 6810.20.0000 e 6810.19.9900, conforme Demonstrativo Anexo n°1 e consolidado no Anexo n° 6; a fiscalizada deu • saída a esses produtos ao abrigo da isenção constante do art. 31 da Lei n° 4.864, de 29.11.65, alterada pelos Decretos-Leis n's 400, de 30.12.68, e 1.593, de 21.12.77. Essa isenção foi regulamentada pela Portaria n° 263/81 e encampada pelo regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto n° 87.981/82 (RIPI/82) art. 45, incisos VI a VIII. Todavia, tal isenção foi revogada a partir de 05.10.90, por força das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 41, § 1°, uma vez que se trata de incentivo setorial não confirmado pela legislação superveniente. 2. Lançamento do IPI em valores inferiores aos devidos, nas saídas de produtos de fabricação própria, em virtude da não inclusão na base de cálculo do imposto dos valores relativos aos fretes e demais despesas acessórias cobradas do destinatário, bem como por haver excluído da referida base os valores correspondentes aos descontos concedidos, conforme demonstrado no Anexo n° 2 e também consolidado no Anexo n° 06. Tais despesas acessórias não poderiam ser excluídas da base de cálculo, por força da Medida Provisória n° 69, de 19.06.89, transformada na Lei n° 7.798, de 10.07.89, que alterou o art. 15 da Lei n° 4.502/64, sobre a base de cálculo do imposto. 3. Falta de lançamento do IPI decorrente de omissões de receitas, apuradas pela escrita contábil, conforme Demonstrativo Anexo, n° 03, consolidado no Anexo n° 06. O fato foi verificado em auditoria contábil, relativa ao ano-base de 1991, exercício de 1992, em razão dos fatos que são descritos no referido termo. Dessa auditoria também resultou a omissão de receitas descrita no item 4 do citado termo. O montante das omissões de receita foi submetido à incidência do IPI, nos termos do art. 343 do citado 1UPI/82, conforme Demonstrativo n° 4. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 O termo em questão enuncia com detalhes a legislação dada como infringida e os demonstrativos indicados relacionam o montante do crédito tributário a ser exigido, em razão dessas apontadas irregularidades. O crédito tributário assim apurado tem a sua exigência formalizada no Auto de Infração de fls. 368, onde são discriminados os valores componentes, a título de imposto, juros de mora e multa proporcional proposta, e é instruído com o termo a que nos referimos, bem como com os demonstrativos dos valores levantados e cópia da documentação mencionada. Intimação para cumprimento da exigência, ou impugnação, no prazo da lei. Impugnação tempestiva, às fls. 374 e seguintes, conforme sintetizamos. Preliminarmente, alega, quanto à revogação dos incentivos fiscais, nos termos do art. 41, § 1°, do ADCT, que, mesmo após o período de dois anos ali previsto, continuou a política de incentivos fiscais por parte da União Federal, com vistas à construção civil. Assim, o que ocorreu foi tão-somente a demora em ser confirmada a isenção, o que finalmente aconteceu, pelo Decreto n° 551, de 29.05.92. A impugnante, como a grande maioria dos fabricantes de tubos, que continuou vendendo os seus produtos sem o IPI, não deve ser penalizada por uma medida que posteriormente veio a ser confirmada pelo Poder Executivo. Assim, se a isenção existente desde o Decreto-Lei n° 400/68, mantida pela Constituição Federal durante 2 anos e posteriormente confirmada pelo Decreto n° 551/92 continuou existindo, não se justifica a sua exigência durante aquele lapso de tempo. No que diz respeito às despesas acessórias que não mais poderiam ser excluídas da base de cálculo e a inclusão nessa base dos descontos, diz que não se trata propriamente de desconto, mas de acréscimos financeiros para vendas a prazo. Como sobre estes acréscimos não cabe a incidência do IPI, conforme mansa e pacífica jurisprudência administrativa e judicial, deve ser excluída do auto de infração a parcela lançada a este título. Já com relação à omissão de receitas, diz que a tributação foi de 10% sobre o valor da receita tida como omitida, quando a impugnante vende diversos produtos com alíquotas inferiores. Por essa razão, entende que deve ser diminuída a alíquota, para que se aplique uma alíquota média. Em seguida, passa a desenvolver considerações em torno da aplicação do índice da TRD, nos termos que já são do pleno conhecimento deste Colegiado e desta Câmara, tendo em vista os reiterados julgados sobre a matéria e as igualmente reiteradas alegações no mesmo sentido e, por fim, a unanimidade nas decisões em causa, pelo que, invoco, no particular, aquelas apreciações. 3 -6 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 Requer, afinal, seja revisto o auto de infração, com a subseqüente redução dos valores ali lançados, excluindo-se as parcelas de IPI referentes aos produtos isentos, revendo-se a alíquota sobre a omissão de receita e excluindo-se os valores relativos à TRD. Esclareça-se, nesse passo, que a recorrente reeditará, no recurso, ipsis literis, as razões oferecidas nesta impugnação. Depois do pronunciamento do autor do feito pela sua integral manutenção, contestando todas as razões da impugnante, pronuncia-se a autoridade julgadora, a qual, também depois de historiar os fatos até aqui relatados, passa a decidir, com a fundamentação de fato e de direito que resumimos. No que diz respeito à alegada inconstitucionalidade da TRD, diz que a administração tem reiteradamente se manifestado no sentido de que tal argüição não pode ser oponível na esfera administrativa, invocando, nesse passo, os termos do Parecer Normativo CST n° 329/70. Não obstante, defende a aplicação da TRD, invocando o art. 90 da Lei n° 8.177/91 e art. 30 da Lei n°8.218/91. Defende, por igual, a revogação do incentivo fiscal previsto na Lei n° 4.864/65, em decorrência do decurso do tempo previsto no § 10 do art. 41 do ADCT, visto tratar-se de incentivo de natureza setorial não revogado no período estabelecido no referido dispositivo constitucional. No que se refere às despesas acessórias não incluídas na base de cálculo do IPI, bem como quanto aos descontos indevidamente excluídos, invoca a disposição expressa no art. 15 da Lei n° 7.798/89, cujos termos expressos não admitem contestação. Quanto à alíquota eleita para o cálculo do IPI, no caso da omissão de receitas, diz que todos os produtos da impugnante se acham tributados sob essa alíquota de 10%, conforme demonstra. Em face dessas considerações, indefere a impugnação e mantém a exigência, em todos os seus termos. Recurso tempestivo a este Conselho. Conforme mencionamos anteriormente, ao examinarmos as razões da impugnação, a recorrente, no presente recurso, reedita, em todos os seus termos, aquelas citadas razões, para as quais remetemos o Colegiado. 4 ) \.;t4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 Requer, afinal, como o fizera na impugnação, seja dado provimento ao recurso e revisto o auto de infração, com a subseqüente redução dos valores ali lançados, excluindo-se as parcelas de IPI referentes aos produtos isentos, revendo-se a aliquota sobre a omissão de receitas excluindo-se os valores relativos à TRD. É o relatório. / I 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4\ ‘£ -; Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Trata-se de mais um litígio envolvendo produtos inseridos na isenção constante do artigo 31 da Lei n° 4.864/65, que instituiu "estímulos à indústria da construção civil", como conseqüência da revogação tácita desse incentivo, por decorrência do disposto no art. 41, § 1° do ADCT e em face do decurso do período ali estipulado, sem que o mesmo incentivo tivesse sido reavaliado. Aqui os produtos são tubos e calhas de concreto dos códigos 6810.20.0000 e 6810.19.9900, alíquota de 10%. Preliminarmente, invoco os Acórdãos unânimes desta Câmara de n's. 202-06.655 e 202.06.670, cujos votos anexo ao presente, como partes integrantes deste. Nos votos em questão, a matéria é exaustivamente examiada, em todos os seus aspectos, abrangendo inclusive as principais questões levantadas pela recorrente. Reitero, à guisa de contestação do recurso, a argumentação constante daqueles votos. Da mesma sorte, no que diz respeito à exclusão da base de cálculo do imposto dos descontos concedidos a qualquer título, bem como da não inclusão na referida base das despesas acessórias de frete e outras, tudo por força da Medida Provisória n° 69/89, confirmada pelo art. 50 da Lei n° 7.798/89, sobre a base de cálculo do IPI, confirmando, alias, entre outros Acórdãos unânimes desta Câmara, o de n° 202-06.954, cujas razões invoco. No que diz respeito à omissão de receita, a recorrente se insurge tão-somente quanto à alíquota adotada para calcular o IPI devido, em face da referida omissão, de 10%. Ocorre que os produtos de fabricação da recorrente, inicialmente referido nesse voto, são tributados à referida alíquota. Finalmente, no que diz respeito à aplicação do índice da TRD, adotando entendimento unânime desta Câmara, cujas razões também invoco, voto pela exclusão da aplicação da referida taxa no período anterior a 01.08.91. 6 3 1 9 ,.\• • MINISTÉRIO DA FAZENDA '1/4110 s,"*M SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10920.001159/93-22 Acórdão : 202-08.461 Com essas considerações, voto pelo provimento parcial do recurso, para excluir da exigência a aplicação da TRD no período indicado. Sala das Sessões, em 22 de maio de 1996 oLttiMjL OSWALDO TANCREDO DE OL IRA 7
score : 1.0
Numero do processo: 10930.002950/95-11
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 1996
Ementa: ITR - Cabível a aplicação da Lei nr. 8.847/94, que resulta da conversão, com emendas, da Medida Provisória nr. 399, de 29.12.93, para a exigência do tributo referente ao exercício de 1994. BASE DE CÁLCULO - Para a revisão do Valor da Terra Nua mínimo - VTNm pela autoridade administrativa competente, faz-se necessária a apresentação de laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado (Lei nr. 8.847/94, art. 3, § 4). Recurso negado.
Numero da decisão: 202-08873
Nome do relator: Tarásio Campelo Borges
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O. U. De 0'9" / 1 19 •, MINISTÉRIO DA FAZENDA C Igr?, C Rubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.002950/95-11 Sessão - 20 de novembro de 1996 Acórdão : 202-08.873 Recurso : 99.584 Recorrente : NÉLIO NILTON MERO Recorrida : DRJ em Curitiba - PR ITR - Cabível a aplicação da Lei n(2 8.847/94, que resulta da conversão, com emendas, da Medida Provisória ri 399, de 29.12.93, para a exigência do tributo referente ao exercício de 1994. BASE DE CÁLCULO - Para a revisão do Valor da Terra Nua mínimo - VTNm pela autoridade administrativa competente, faz-se necessária a apresentação de laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado (Lei n i)- 8.847/94, art. 3 2, § 4). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: NELI() NILTON MERO. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 20 de novembro de 1996 41101ffl°,7 Otto ristiano - O iveira Glasner Presidente 4 I Ta asio amp-lo 13o ges Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Daniel Corrêa Homem de Carvalho, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Antônio Sinhiti Myasava e José Cabral Garofano. /OVRS/CF/ 1 041 04\i **5 MINISTÉRIO DA FAZENDA w„;,•,4,~ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.002950/95-11 Acórdão : 202-08.873 Recurso : 99.584 Recorrente : NÉLIO NLLTON NIERO RELATÓRIO O presente processo trata do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, Contribuição Sindical Rural - CNA - CONTAG e Contribuição SENAR, exercício de 1994, referente ao imóvel rural identificado pelo Código n 233 1195.9 (SRF), com 9.189,4ha de área, situado no Município de Pedro Gomes - MS. Em impugnação tempestiva o interessado discorda do resultado da SRL de fls. 05, alegando, em síntese, que o valor do ITR, quase vinte vezes maior do 'que o valor do imposto do exercício anterior, foi lançado pela Receita Federal, sem vistoria à propriedade, tendo como base de cálculo um valor muito superior ao declarado pelo contribuinte 'e, tàrnbém, superior à pauta, para efeito do ITBI/95, da Prefeitura de Pedro Gomes. Conclui sua petição, aduzindo que a Lei n" 8.847/94, de 28.01.94, quando utilizada para o lançamento cujo fato gerador ocorreu em 01.01.94, fere os princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei tributária, constantes do artigo 150 da Constituição Federal. No Despacho de fls. 13, a Delegacia da Receita Federal de' Julgamento em Curitiba PR deu ciência ao então impugnante da Medida Provisória n' 399, de 29.12.93, que foi convertida, com emendas, na Lei n" 8.847/94, reabrindo o prazo para impugnação. Ciente desta informação, o interessado reiterou suas razões iniciais e acrescentou que a Instrução Normativa SRF n' 16, de 27.03.95, avaliou as terras do município, para o lançamento do ITR194, em 798,85 UFIR p/ ha, enquanto que a Instrução Normativa SRF n' 59, de 19.12.95, avaliou as mesmas terras, para o lançamento do ITR195, em 525,84 UF1R p/ ha. Também aduz que vendeu parte da fazenda (terra nua e benfeitorias), em 03.01.94, por cerca de 560 UFIR p/ ha, valor de mercado naquela oportunidade. A autoridade a quo concluiu pela procedência do lançamento, em decisão assim ementada: "IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL Exercício de 1994. 2 i; 14 MINISTÉRIO DA FAZENDA 0:Nr) SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.002950/95-11 Acórdão : 202-08.873 O reajuste do VTNm não implica majoração de tributo, mas sim atualização monetária da base de cálculo. A base de cálculo do imposto será o valor da terra nua constante da declaração, quando não impugnado pelo órgão competente, e que, se inferior, terá como parâmetro o valor mínimo estabelecido em lei. Lançamento procedente.". Irresignado, o notificado interpôs recurso voluntário em 02.08.96 (fls. 23), onde reitera suas razões iniciais e aduz que foram suspensos os pagamentos dos lançamentos do ITR dos exercícios de 1994 e 1995, referentes aos imóveis rurais do Estado do Mato Grosso do Sul, para correção das distorções dos valores a eles atribuídos. Cumprindo a determinação da Portaria MF n 2 180, de 03.06.96, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contra-razões ao recurso voluntário (fls. 25), onde requer a manutenção do lançamento, em conformidade com a decisão recorrida. É o relatório. 3 „ MINISTÉRIO DA FAZENDA 0o74; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES‘•ri Processo : 10930.002950/95-11 Acórdão : 202-08.873 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR TARÁSIO CAMPELO BORGES O recurso é tempestivo e dele conheço. Conforme relatado, o presente processo é referente à exigência do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, Contribuição Sindical Rural - CNA - CONTAG e Contribuição SENAR, exercício de 1994, objeto de impugnação e recurso voluntário tempestivos discordando do VTN mínimo. A Lei n' 8.847/94, apesar de publicada no Diário Oficial da União de 29.01.94, aplica-se ao ITR do exercício de 1994, haja vista que a mesma resulta da conversão, com emendas, da Medida Provisória n' 399, de 29.12.93. Segundo o disposto no artigo 6 da mencionada lei, o "lançamento do ITR será efetuado de oficio, podendo, alternativamente, serem utilizadas as modalidades com base em declaração ou por homologação”. No caso presente, fazendo uso da prerrogativa concedida pelo citado artigo 62, o ITR foi lançado com base em declaração do sujeito passivo, com retificação, de 4óficio, do Valor da Terra Nua - VTN declarado, nos termos do artigo 147, caput, § 22, do CTN,c/c o caput e os §§ 1 2 e 2' do artigo 3' e artigo 18 da Lei n' 8.847/94, a seguir transcritos: Lei n" 5.172, de 25.10.66: "Art. 147 - O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1' - § 2' - Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de oficio pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela.". Lei n" 8.847, de 28.01.94: "Art. 3' - A base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua 7 VTN, apurado no dia 31 de dezembro do exercício anterior. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10930.002950/95-11 Acórdão : 202-08.873 § l- O VTN é o valor do imóvel, excluído o valor dos seguintes bens incorporados ao imóvel: I - Construções, instalações e benfeitorias; II - Culturas permanentes e temporárias; III - Pastagens cultivadas e melhoradas; IV - Florestas plantadas. § 2- O Valor da Terra Nua mínimo - VTNm por hectare, fixado pela Secretaria da Receita Federal ouvido o Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, em conjunto com as Secretarias de Agricultura dos Estados respectivos, terá como base levantamento de preços do hectare da terra nua, para os diversos tipos de terras existentes no Município. 31 "Art. 18 - Nos casos de omissão de declaração ou informação, bem assim de subavaliação ou incorreção dos valores declarados por parte do contribuinte, a SRF procederá à determinação e ao lançamento do ITR com base em dados de que dispuser.". Por meio da Instrução Normativa SRF n 16, publicada no DOU em 29.03.95, o Secretário da Receita Federal aprovou a tabela que fixa o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, por hectare, levantado referencialmente em 31.12.93, válido para o lançamento do ITR do exercício de 1994, conforme previsto na Medida Provisória n' 399, de 29.12.93, convertida, com emendas, na Lei n' 8.847/94. O ora recorrente não logrou comprovar que o lançamento tenha ferido qualquer dispositivo legal, que o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm tenha sido calculado de forma diversa daquela prevista na lei, ou que este valor seja superior ao Valor da Terra Nua - VTN do imóvel objeto do lançamento. Ademais, apesar de ser direito do contribuinte contestar o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, deve ser observada a determinação do § 4' do artigo 3' da Lei n' 8.847/94, o 5 A • ',g MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Cro' Processo : 10930.002950/95-11 Acórdão : 202-08.873 que não ocorreu. Meras alegações, desprovidas de provas hábeis e idôneas, não são suficientes para infirmarem a exigência fiscal. Com estas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 20 de novembro de 1996 ofth -- TARÁSIO C • l'EUYBORGES" 6
score : 1.0
Numero do processo: 10980.005404/2004-99
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PIS E COFINS. DIREITO CREDITÓRIO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
O atraso no recolhimento de tributo sujeito a lançamento por homologação exclui o benefício da denúncia espontânea e atrai a incidência da multa moratória (entendimento do STJ).
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-79.061
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votas, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer, que dava provimento.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: José Antonio Francisco
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Segundo Conselho de Contribuintesi 66con-uo.so_ cotijrg da ir ene O° I itofv- Processo n2 : 10980.005404/2004-99 un 0 fhltaa --- Recurso n2 : 128.586 Acórdão n2 : 201-79.061 Recorrente : STEELCORTE COMÉRCIO DE FERRO E AÇO LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR PIS E COFINS. MOTO CREDITÓRIO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O atraso no recolhimento de tributo sujeito a lançamento por homologação exclui o benefício da denúncia espontânea e atrai a incidência da multa moratória (entendimento do STJ). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por STEELCORTE COMÉRCIO DE FERRO E AÇO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votas, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer, que dava provimento. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2006. leo-% Otbatitt.-CX_ AtkaCt1t2r, . • sefa aria Coelho Marques Presidente •-5 MIRE TE . 20 2 CONFERE , kr tkno rancisco Pr2,ti?:a, 35 ,t05 :0200Mator VISTO eraattortaac..4 - Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, Maurício Taveira e Silva, Sérgio Gomes Velloso e Gustavo Vieira de Melo Monteiro. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Antonio Mario de Abreu Pinto. 1 .7 á. r. Ministério da Fazenda : tr; 22 CC-MF Fl tp . Segundo Conselho de Contribuintes rinnitá,JJ Q1J2ao Processo n2 : 10980.005404/2004-99 Recurso n2 : 128.586 ;St Acórdão n2 201-79.061 Recorrente : STEELCORTE COMÉRCIO DE FERRO E AÇO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. 122 a 127) apresentado contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba - PR (fls. 110 a 119), que indeferiu manifestação de inconformidade da interessada (fls. 103 a 108) contra Despacho da autoridade de origem (fl. 100), relativamente à restituição de multa de mora sobre PIS e Cofins dos períodos de 31 de março de 2000 a 30 de agosto de 2002 e 31 de maio de 2004, nos seguintes termos: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/2000 a 31/03/2000, 01/0512001 a 31/05/2001 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É cabível o indeferimento do pedido de restituição de multa de mora paga juntamente com o tributo ou contribuição, uma vez que a sanção moratória está fundada na legislação tributária em plena vigência, não se podendo alegar, no caso, a denúncia espontânea. Solicitação Indeferida". No recurso alegou a interessada que o art. 138 do CM determinaria que, no caso de denúncia espontânea da infração, não incidiria a penalidade. Citou decisões do Superior Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e dos Conselhos de Contribuintes e opinião da doutrina de Sacha Calmon Navarro Coelho. É o relatório. 80}‘" 2 • 417~~4~9, 7 4 SI Li. DA FA):::::,;:f.; C" 22 cc-ME e. . Ministério da Fazenda EF:, .‘Sit:Rf.. Segundo Conselho de Contribuintes CONF •• •zr j. Etrt*:- !os ca025 Processo nl : 10980.005404/2004-99 Recurso n! : 128.586 vito Acórdão : 201-79.061 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ ANTONIO FRANCISCO O recurso é tempestivo e satisfaz os requisitos de admissibilidade. Quanto à denúncia espontânea, haveria, inicialmente, um insuperável conflito negativo de normas, uma vez que, se incluída entre as penalidades para as quais o art. 138 do Código Tributário Nacional (Lei n2 5.172, de 1966) prevê a exclusão da aplicação, então as disposições de lei ordinária que estabeleceram a multa de mora seriam ilegais, ao menos em parte, por determinarem a sua incidência em todos os casos em que os tributos e contribuições federais sejam recolhidos em atraso (à exceção da hipótese do art. 63, §, 2 2, da Lei n2 9.430, de 1996). Então, a fundamentação do Acórdão de primeira instância está correta: a lei que estabeleceu a multa de mora não prevê sua exclusão, no caso de recolhimento fora do prazo, realizado antes de qualquer procedimento administrativo de cobrança. Nesse contexto, há dois aspectos a serem analisados. Primeiramente, destaque-se a posição definitiva do Superior Tribunal de Justiça, relativamente aos tributos sujeitos a lançamento por homologação que tenham sido declarados pelo sujeito passivo (no âmbito dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, praticamente todos). Reproduzem-se abaixo algumas ementas de acórdãos: "TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA (C7TV, ART. 138). NÃO- CARACTERIZAÇÃO. I. A 1° Seção desta Corte firmou entendimento no sentido de que não resta caracterizada a denúncia espontânea, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento. 2. Agravo regimental a que se nega provimento." (AgRg no AG n2 642.486/SC. Relator: Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. Data do Julgamento: 08/03/2005; Data da Publicação/Fonte: DJ de 28/03/2005, p. 208) "PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CTN, ART. 138. PAGAMENTO INTEGRAL DO DÉBITO FORA DO PRAZO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. 1. Não resta caracterizada a denúncia espontânea, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento. 3 DA Ministério da Fazenda táN. CONF F E7:a -2, CC-MF n. 4. Segundo Conselho de Contribuintes y.; 3,5 0.5 02-00-6 .. Processo n2 : 10980.005404/2004-99 Recurso re : 128386 v Acórdão : 201-79.061 2.A configuração da 'denúncia espontânea', como consagrada no art. 138 do CTN não tem a elasticidade pretendida, deixando sem punição as infrações administrativas pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais. A extemporaneidade no pagamento do tributo é considerada como sendo o descumprimento, no prazo fixado pela norma, de uma atividade fiscal exigida do contribuinte. É regra de conduta formal que não se confunde com o não-pagamento do tributo, nem com as multas decorrentes por tal procedimento. 3. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do C77V. Precedentes. 4. Não há denúncia espontânea quando o crédito tributário em favorda Fazenda Pública encontra-se devidamente constituído por autolançamento e é pago após o vencimento. 5. Agravo regimental a que se nega provimento." (EDAG n2 568.515/MG e REsp n2 624.772/DF) O Superior Tribunal de Justiça pacificou o assunto, aprovando o seguinte entendimento: "O atraso no recolhimento de tributo sujeito a lançamento por homologação exclui o benefício da denúncia espontânea e atrai a incidência da multa moratória" (http://www.stj .gov.br/SCON/jcomp/docisp?livre=AGA+adj+6163268z&b=COMPezp=true&t= 8c1=208ei=1). A conclusão baseia-se, obviamente, no fato de que o sujeito passivo primeiramente comunica à Secretaria da Receita Federal os valores devidos, mas se omite em relação ao recolhimento. Obviamente, é possível que o recolhimento seja efetuado em primeiro lugar, deixando-se a apresentação da declaração ou sua retificação para um momento posterior. Mas essa conduta também não é lícita para caracterizar a denúncia espontânea, uma vez que não exclui o dever de apresentar a declaração. Tanto é que o entendimento do STJ não faz menção à necessidade de apresentação de declaração prévia. Basta dizer que, segundo o art. 138 do CTN, a denúncia espontânea deve ser acompanhada, "se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora", o que implica reconhecer que a denúncia espontânea tem um componente formal, que é a comunicação à autoridade fiscal do ilícito praticado. Deduz-se tal conclusão da definição de denúncia, conforme o Dicionário Houaiss (http://www.uol.com.br/houaiss): "ato verbal ou escrito pelo qual alguém leva ao conhecimento da autoridade competente um fato contrário à lei, à ordem pública ou a algum regulamento e suscetível de punição." Em segundo lugar, caberia saber se, em outras hipóteses, a multa poderia ser excluída. Mas a situação, na prática, não muda, pois se trata de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, em relação aos quais a lei atribui ao sujeito passivo os deveres de efetuar o pagamento, independentemente de qualquer ato da autoridade fiscal, e de declará-los. 4 • WIN. DA FAr*...`j 'r re "CC-MFMinistério da Fazendatee ";- % Ceil4FEt-Zi.7 r: ' ' • ' F .)te1 Segundo Conselho de Contribuintes •;r " Fl. ,r2R. Cr. 35 2 . 0_5 ic,20,0 Processo nfi : 10980.005404/2004-99 Recurso n2 : 128.586 Acórdão n2 : 201-79.061 Seria, por exemplo, absurdo admitir que o contribuinte que não declarou e recolheu o tributo poderia deixar de pagar a multa, uma vez que teria cometido duas infrações (falta de declaração e falta de pagamento), contra uma só do contribuinte que declara e não paga. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala da:s Sessões, em 26 de janeiro de 2006. JOSÉ16(16-DRANCISCO 5 Page 1 _0038000.PDF Page 1 _0038100.PDF Page 1 _0038200.PDF Page 1 _0038300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.083000/92-51
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 21 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Fri Oct 21 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - VALOR MÍNIMO DA TERRA NUA - Os valores estipulados para determinação da base de cálculo da exigência fiscal sob exame apóiam-se em instrumentos normativos respaldados pela legislação de regência - Decreto nr. 84.685/80, artigo 7o., e parágrafos. Não cabe a este Colegiado pronunciamento sobre a legalidade dos dispositivos vigentes, visando sua reformulação ou alteração. É de se manter o lançamento efetuado com apoio nas normas de regência. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-01864
Nome do relator: MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA
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Não cabe a este Colegiado pronuncia- mento sobre a legalidade dos dispositivos vigentes, visando sua reformulação ou alteração. É de se manter o lançamento efetuado com apoio nas normas de regência. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ABILIO MARTINHO. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao 'recurso. Vencidos os Conse- lheiros Mauro Wasilewsld e Tiberany Ferraz dos Santos. Ausentes os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues (justificadamente) e Sebastião Borges Taquary. Sala das Sessões, e1,41 de outubro de 1994. Os .0Pre.:-- e So Presidente i igklià`elarascoâ os de eida - ti: n /),0111116 4ÁÁL anda Diniz parreira lnocuradora-Representante da Fazenda Nacio nal VISTA EM SESSÃO DE 2.) 6 JAN 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Sérgio Afanasieff e Celso Ange- lo Lisboa Gallucci. hr/jm/j a/gb 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA çf SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° : 10880.083000192-51 Recurso n.°: 96.250 Acórdão n.°: 203-01.864 Recorrente : ABILIO MARTINHO RELATÓRIO O contribuinte, com perfeita identificação nos autos, impugna (fls. 01/15) notificação para recolhimento do ITR, Taxa de Serviços Cadastrais e Contribuições, atinentes ao exercício de 1992 (fls. 18). Fundamenta sua defesa alegando, em síntese, que a notificação referida possui expresso valor exorbitante, incompatível mesmo com a valorização imobiliária ou infla- ção constante no período. Concorda que cabe ao Fisco lançar, nos moldes da legislação de regência, o tributo devido, porém, seguindo parâmetros sensatos e bases de cálculos compatíveis. Considera que o exercício do poder tributante no País prende-se a uma série de dispositivos que estabelecem a necessidade de que a lei nova disponha, de modo expresso e indubitável, os elementos basilares atinentes, caracterizando-se, ai, a tipicidade tributária. Cita, em seu socorro, fazendo longas digressões a respeito, o texto constitu- cional, mais precisamente o art. 5.° , H, e art. 150, I, como fundamentais e norteadores dos principias da estrita legalidade. Tece considerações sobre o fato gerador e a base de cálculo, à luz do CIN e Constituição Federal, não considerando como correto o fato de admitir-se a utilização do que denomina presunções, no caso. Considera, ainda, ser o lançamento nulo de pleno direito, vez que não segue as disposições expressas no art. 142 do CTN, especialmente aquelas relativas à identificação do sujeito passivo, tendo ainda os cálculos sido efetuados tomando-se como base dados aleató- rios e confusos. Afirma que o local do imóvel dista no mínimo 1 500 Km. da gleba Sta. Cruz ou Chaparral, pertencentes ao Município de Aripuanã - MT, aduzindo, ainda, o fato de que a autoridade lançadora modificou o município a que pertencem os imóveis em questão, o que altera a base de cálculo do tributo. 2 , MINISTÉRIO DA FAZENDA 40: , .5. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " Processo n.° : 10880.083000/92-51 Acórdiío n.° : 203-01.864 Estabelece comparação do VINm entre diversos municípios, concluindo que a tabela elaborada e anexa à IN n.° 119/92 não mantém coerência ou quaisquer resquícios de lógica. Em extensa argumentação, faz diversas considerações a respeito da base de cálculo do tributo e legislação de regência, trazendo, como cabível no caso, o art. 145, parágra- fo 1.0 , da CF/88, no que se refere à capacidade contributiva, sendo que a situação individual dos imóveis e seus proprietários é complexa e impeditiva por motivos vários de total aproveita- mento da propriedade rural. Sendo mantido o lançamento nas bases propostas, aplicando-se a IN n.° 119/92, constitui afronta a toda a legislação vigente, incluindo-se, aí, o texto constitucional. Termina por afirmar que o pagamento do crédito tributário, na forma propos- ta, ultrapassa até mesmo o Valor da Terra Nua; conforme se compromete a provar com docu- mentos a serem anexados a posteriori. Aduz citando o art. 158, II, da Carta Magna, que existe possibilidade de intervenção dos município mencionados em virtude de seu interesse no desfecho do processo. Requer a nulidade da notificação e o deferimento da impugnação. Na Decisão ri.° 1608/93, vinda aos autos a fls. 22/26, a autoridade fiscal considerou procedente o lançamento consubstanciando seu entendimento na seguinte ementa: "ri'W92 - O lançamento foi corretamente efetuado com base na legislação vigente. A base de cálculo utilizada, valor mínimo da terra nua, está prevista nos parágrafos 2.° e 3.° do art. 7.° do Decreto n.° 84.685, de 6 de maio de 1980. Impugnação Indeferida." Não se conformando com o julgamento monocrático, o contribuinte interpôs, mediante procurador constituído, o Recurso de fls. 28140, onde traz, basicamente, as mesmas razões expendidas quando da impugnação. Reclama da majoração excessiva do imposto e reforça a tese de que os funda- mentos legais e constitucionais, no caso, foram desrespeitados. 3 2, (o MINISTÉRIO DA FAZENDA ;41 4,t1 - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo n.° : 10880.083000/92-51 Acórdão n.° : 203-01.864 Registra, novamente, a total inadequação do local para o cultivo ou produção de bens agrícolas, bem como a proibição, pelo lBAM.A, do desmatamento da área. Pede, ao final, pela anulação do lançamento ou refazimento dos cálculos, com avaliação mais criteriosa. É o relatório. 4 .';+(‘\ MINISTÉRIO DA FAZENDA ?`- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° : 10880.083000/92-51 Acórdão n.°: 203-01.864 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA Aborda o presente processo, mais uma vez, a questão já apreciada por este Colegiado no que tange ao tributo em anAlise, cobrado sobre as propriedades rurais no exercí- cio de 1992. Para tanto, o ora recorrente reporta-se, em sua peça de defesa, à N n.° 119/92, rebelando-se contra os valores nela expressos. Conforme reiteradas decisões deste Tribunal Administrativo, é entendimento assente que, nesta esfera administrativa, é vedada qualquer alteração nos métodos de apuração do VTNra, dispostos na Instrução Normativa n.° 119/92, com firme suporte nos critérios esti- pulados no item Ida Portaria Interministerial n.° 1.275/91, que, por sua vez, encontra respaldo nos preceitos elencados no Decreto n.° 84.685/80, art. 7.° e parágrafos. Não se entende, de igual modo, a irresignação do interessado quando mencio- na que o lançamento fundamentou-se em dados aleatórios ou até presumidos. Trata-se, no caso, de lançamento por declaração do sujeito passivo (fls. 21), nos termos trazidos pelo art. 147 do CIN, bem como art. 142 do mesmo diploma legal. O município que o interessado alega ter sido alterado na notificação guerrea- da é o mesmo, constante do lançamento de 1991 (lis. 17). O recorrente admite, ainda, que, dado a circunstâncias várias, não pôde utili- zar a terra de forma produtiva; vê-se que, portanto, não pode, igualmente, beneficiar-se com o beneficio da redução que é concedido no caso. Quanto às -alegações de ilegalidade e inconstitucionalidade da legislação vigente, a jurisprudência deste Conselho não deixa dúvidas: é matéria reservada à esfera judi- ciária. Diante dos termos expostos, conheço do Recurso, por cabível e interposto por parte qualificada. 5 5 t( . MINISTÉRIO DA FAZENDA 4-9 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " Processo a° : 10880.083000/92-51 Acórdão a" : 203-01.864 No mérito, no entanto, considerando inatacada a decisão recorrida, nego provimento ao recurso. ; s Sessões, em 21 de outubro de 1994. 4#A V21/SglnIld.,âlECE4,010/ 6
score : 1.0
Numero do processo: 10880.018444/93-88
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Mar 23 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - Imposto lançado com base em Valor da Terra Nua - VTN fixado pela autoridade competente, nos termos do art. 7o. parág. 2o. e parág. 3o. do Decreto no. 84.685/80 e IN no. 119/92. Falta de competência do Conselho para alterar o VTN. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-06481
Nome do relator: ELIO ROTHE
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-12T12:32:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-12T12:32:25Z; Last-Modified: 2010-01-12T12:32:25Z; dcterms:modified: 2010-01-12T12:32:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-12T12:32:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-12T12:32:25Z; meta:save-date: 2010-01-12T12:32:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-12T12:32:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-12T12:32:25Z; created: 2010-01-12T12:32:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-12T12:32:25Z; pdf:charsPerPage: 1233; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-12T12:32:25Z | Conteúdo => 1 PUBI 'CUJO NO 1) O MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 * ..... C<,°11y,i; SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES C Rubrica I ..-- 1-ré.5"Cso no 10880. 018141/93- 3 n3 Sessão no g 23 de março de 1994 ACORDMO n2 242-06.481 Recurso no: 96.321 Recorrente:: COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN S/A Recorrida g DRF EM SMO PAULO - SP ITR - Imposto lançado com base em Valor da Terra Hua - VTN fixado pela autoridade competente, nos termos do art. 7g parág. 22 e parâg. 3g do Decreto ng 84.685/80 e IN ng 119/92. Falta de competÕncia do Conselho para alterar o Vi'!. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente o Conselheiro JOSE ANTONIO AROCHA DA CUNHA. • Sala das Sessffes, em 23c/março de 1994. ' f HELVIO .0 BAK»: !..LOS - residente L-Xetfe ELIO ROTHE - P:álator auf 416, 1 ADRIÉNA QUEIROZ DE LARVALHO - Procuradora-Repre- sentante da Fa- zenda Nacional kn: art.; S1:SSNO m: 2 9 p 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros. ANTONIO CARLOS BUEM RIBEIRO, OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, TARASIO CAMPELO BORGES e jOSE CABRAL OAROFANO. HR/mdm/CF/OB 1 /6- 1 ..... MINISTÉRIO DA FAZENDA . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .,,.0 Prdesso no 10880.018444/93-88 Recurso no: 96.321 AcórdWo no:: 202-06.481 Recorrente: COTRIGUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN S/A RELATORI O COTRIOUAÇU COLONIZADORA DO ARIPUANN S.A. recorre para este Conselho de Contribuintes da decisãb de fls. 06/07 do Chefe/DISIT/CENO da Delegacia da Receita Federal em Wo Paulo - Centro Norte, que indeferiu sua impugnação A Notifica0o de Lançamento de fls. 03. Em conformidade com a referida Notifica0b de Lançamento, a ora recorrente foi intimada ao recolhimento da importncia de Cr$ 97.571,00, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, Taxa e Contribuiçffes nela referidos, relativamente ao exercício de 1992, incidente sobre o , imóvel cadastrado no INCRA sob o código 901016.061530-L, , Impugnando a exigOncia, expffe a Notificada em i resumo:: i a) que a IN np 119, de 18.11.92, que fixou o •TN em juruena e AripuanU - MT em Cr$ 635.382,00 por hectare, está completamente equivocada, tendo sido super e excessivamente avaliado, de forma inexplicável e absurdag b) que tal valor, mesmo em dez/92, era superior ao preço comercial praticado pelo mercado imobiliário, que é de (.r$ 200.000,00 a Cr$ 000.000,00 por hectare, para lotes rurais i infra-estruturados e colonizadosg c) que o valor do VTN é superior ao valor venal estabelecido pela Prefeitura Municipal para cálculo do ITU! em dez/91 e abr/92, conforme tabelas que anexa (fls. 04 e 05)g d) que em dez/91, os preços vigentes no mercado imobiliário jA eram inferiores aos estabelecidos pela Prefeitura, quando o valor médio de Cr$ 40.000,00 por hectare foi impraticável até para lotes infra-estruturados e mais próximos da sede do Municípiog e) que os preços de mercado estabelecidos pelas empresas colonizadoras, nos táltimos dois anos, fl .?kb acompanharam a valorizaçâO pelos índices de inflaço, em face do que a , Prefeitura deixou de reajustar os valores venais da pauta do ITBI 1 desde :br/92 2 .2(M. ,, ,42 . ,°- . . MINISTÉRIO DA FAZENDA . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •'Prd'Uisso nau 10880.018444/9-88 Acórd'(o ns...2: 202-06.481 f) que o VTN aplicado no ITR/91, de Cr$ 3.283,00 por hectare, poderia ser reajustado monetariamente, como nos anos anteriores, o que resultaria no preço máximo de Cr$ 25.000,00 por hectare em dez/91g g) que o valor tributável neste ITR/92 é inaceitável e absurdo, foi aprovado equivocadamente pela IN ng 119/92 da Secretaria da Receita Federal, sendo insuportável para os contribuint.es. . , A de c: recorrida manteve o lançamento com a seguinte fundamenta0og "Considerando que o lançamento foi efetuado de acordo com a legis1.a0o vigente e que a base de cálculo utilizada, VTNm, está prevista nos parágrafos 22 e 32 do ar t. 72 do Decreto ng 84.685, de 6 de maio de 1980g Considerando que os VTNm, constantes da Instru0o Normativa 1"i2 119, de 18 de novembro de 1992. foram obtidos em consonáncia com o estabelecido no art. lo da Portaria Interministerial MEFP/MARA n2 1275, de 27 de , dezembro de 1991 e parágrafos 22 e 32 do art. 7g do Decreto n2 84.685, de 6 de maio de 1980g I Considerando que nãb cabe a esta instãncia pronunciar-se a respeito do contetádo da legislaço de regÊncia do tributo em quesU(o, no caso avaliar e mensurar os VTNm constantes da IN ng 119/92, mas sim observar o fiel cumprimento da respectiva Illg Considerando, portanto, que do ponto de vista formal e legal, o lançamento está correto, apresentando-se apto a produzir os seus regulares efeitosg Considerando tudo o mais que dos autos constag". Tempestivamente a interessada interpós recurso a este Conselho no qual pede a revis'So e a retifica0o do lançamento, expondo:: 1 I 3 . 44 • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Professo no:: 10880.018444/93-88 Acórerao ns2u 202-06.481 • "1. Não se conformando, "data-venia", com a r. decisão proferida, que, indeferindo sua impugnação, julgou correto o lançamento do ITR/92, por ter sido efetuado com base na legislação vigente, vem dela recorrer a Instãncia Superior, pleiteando a revisão do valor tributado. 2. Considerando excessivo e inaceitável o VTNm em seu Município, que foi fixado na Instrução I Normativa ng 119 de 18.11.92, pleiteada a retificação da base de cálculo, pelo preço justo de mercado ou do valor venal da pauta do ITBI da Prefeitura local. • 3. Reitera integralmente os esclarecimentos que serviram para fundamentar sua impugnação ao lançamento do ITR/92. 4. Finalmente, ressalva que o mérito da impugnação não foi apreciado em lffi Instància, por faltar-lhe competüncia para pronunciar-se sobre a questão, para avaliar e mensurar 05 VTNm constantes da IN n2 1. alçada ,m privativa dessa Instància Superior." I E o relatório. I, I , 1 0, m MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .,40tY Pre'Stéso no:: 10880.018444/93-88 AcórdWo no N 202-06.481 •, VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ELIO ROTHE Como visto, tanto em sua impugnação como em seu recurso a este Conselho, a Recorrente insurge-se contra o Valor da Terra Nua - VTN atribuído â sua propriedade pela Instrução Normativa ng 119/92, de 18.11.92, valor esse básico para o cAlculo do ITR/92, objeto do lançamento em exame. Entende a Recorrente que o referido VTN é excessivo e inaceitâvel pleiteando sua retificação pelo preço justo de mercado. Todavia, a fixação do VTN pela IN ng 119/92 se fez em atendimento ao disposto no artigo 7g parâg. 2g e 3g do Decreto ng 04.685/S0 combinado com o artigo 12 da Lei no 8.022, de 12.04.90, que atribui competOncia específica para fixar o VTN com vistas â incidÊncia do ITR sobre a propriedade. 1 No caso, do exercício de 1992, o Ministro da Fazenda, jUntamente com os Ministros do Planejamento e da Agricultura, baixaram a Portaria Interministerial np 1.275„ de ,27.12.91, estabelecendo as condiOes para a determinação do Valor Mínimo da Tevi . â Nua, e com sua fixação, afinal, pela Secretaria da Receita Federal através da referida IN no 119/92, por hectare (ha) e por Município, devendo prevalecer sobre o Valor da Terra Nua - .)TN declarado pelo contribuinte sempre que este valor lhe seja inferior. Assim, uma vez que o lançamento do 'UR se fez com adoção do Valor da Terra Nua Mínimo previsto na IN no 119/92 não é de se atender aos reclamos da Recorrente, eis que, como visto, este Conselho não tem competencia para proceder â sua alteração dada a competOncia atribuida a outra autoridade, como retro- mencionado. . ' Pelo exposto, o lançamento em exame se fez corretamente com • adoção do Valor da Terra Nua fixado nos termos da lei e pela autoridade para tanto competente, razão pela qual nego provimento ao recurso voluntârio. 1 Sala das SessCíes, em 23 de março de 1994. EL e __ 1 I O ROTHE 5
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7437859
# Numero do processo: 19647.003447/2009-18
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário: 1991
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
O acórdão atacado esta omisso quanto ao tipo de nulidade (material ou formal) que anulou o lançamento tributário, sendo assim cabível o presente recurso.
LANÇAMENTO FISCAL COM ERRO DE INDICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. VÍCIO MATERIAL. NULIDADE DO ATO DE INFRAÇÃO
A extinção regular da empresa impede que o crédito tributário apurado em verificações posteriores seja constituído em nome do sócio, pessoa física. O erro na identificação do sujeito passivo caracteriza vício material que torna nulo o auto de infração.
Numero da decisão: 1302-001.008
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os
embargos de declaração da Fazenda Nacional, para suprir a omissão, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 1991 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO O acórdão atacado esta omisso quanto ao tipo de nulidade (material ou formal) que anulou o lançamento tributário, sendo assim cabível o presente recurso. LANÇAMENTO FISCAL COM ERRO DE INDICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. VÍCIO MATERIAL. NULIDADE DO ATO DE INFRAÇÃO A extinção regular da empresa impede que o crédito tributário apurado em verificações posteriores seja constituído em nome do sócio, pessoa física. O erro na identificação do sujeito passivo caracteriza vício material que torna nulo o auto de infração.
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Numero do processo: 35301.013550/2006-82
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. NECESSÁRIA VINCULAÇÃO Á DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.
No presente caso há decisão judicial com trânsito em julgado que define o domicilio tributário do contribuinte.
As decisões proferidas pelo Poder Judiciário tem prevalência sobre as proferidas pelas autoridades Administrativas, devendo estas cumprirem as determinações judiciais, nos exatos termos em que foram proferidas.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-001.452
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 35301.013550/2006-82 Recurso n° 247.498 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-01.452 — 2a Turma Sessão de 12 de abril de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MI MONTREAL INFORMÁTICA LTDA. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. NECESSÁRIA VINCULAÇÃO Á DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. No presente caso lid decisão judicial com trânsito em julgado que define o domicilio tributário do contribuinte. As decisões proferidas pelo Poder Judiciário tem prevalência sobre as proferidas pelas autoridades Administrativas, devendo estas cumprirem as determinações judiciais, nos exatos termos em que foram proferidas. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Elias paio Freire — Relator e Presidente-Substituto EDITADO EM: 26/04/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire (Presidente-Substituto), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente Substituto), Giovanni Christian Nunes Campos (Conselheiro convocado), Alexandre Naoki Nishioka (Conselheiro convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Ronal do de Lima Macedo (Conselileiro Convocado). Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão n° 205- 00.870, proferido pela antiga Quinta Câmara do 2° CC em 05/08/2008 (fls. 857/870), interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de contrariedade à Camara Superior de Recursos Fiscais (fls. 874/892), nos termos do art. 7°, inciso I c/c art. 15, ambos do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007. O acórdão recorrido, por maioria de votos, anulou o auto de infração/lançamento. Segue abaixo sua ementa: "LANÇAMENTO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. ESTABELECIMENTO CENTRALIZADOR. Prevalece o direito à eleição do domicilio tributário que somente pode ser recusado nas hipóteses comprovadas de impossibilidade ou dificuldade de realização da ação fiscal no domicilio eleito. Processo Anulado." A recorrente afirma que o acórdão proferido merece ser reformado, pois contraria a legislação tributária de regência da matéria, precisamente, o art. 127, §2° do CTN; arts. 9°, §2°, 11, 59,60 e 61, todos do Decreto n°70.235/72; e, ainda, arts. 2°, IX e 22, da Lei n° 9.784/99. No seu entender contraria também a prova dos autos, no ponto em que interpreta equivocadamente a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 2a Região. Explica que não há fundamento jurídico que respalde a decretação de nulidade do auto de infração sob a argumentação de que a autoridade fiscal não demonstrou os motivos que ensejaram a recusa do domicilio fiscal eleito pelo sujeito passivo, ou ainda, que a decisão final do TRF determina a anulação dos autos praticados pela fiscalização no domicilio escolhido para realização dos trabalhos fiscais. Entende que a decisão recorrida, ao anular o presente procedimento fiscal diante de decisão do TRF que declarou que o domicilio fiscal da pessoa jurídica era aquele constante da alteração do contrato social, partiu de premissa equivocada, pois atribuiu ao acórdão em comento um efeito constitutivo de anulação que ele não tem. Desse modo, violou o teor da decisão judicial, prova coligida nos autos. Em seguida, aduz que, se foram confirmadas as razões para a desconsideração do domicilio eleito pela contribuinte, ao anular a autuação a decisão atacada afronta o art. 127, §2° do CTN. Pondera que, à luz do regramento legal pertinente, não subsiste motivo para a anulação da autuação, afinal os procedimentos de fiscalização são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicilio tributário do sujeito passivo. In casu, o auto de infração foi lavrado por servidor competente, muito embora este não fosse lotado no suposto domicilio fiscal da contribuinte. Nesse contexto, o acórdão recorrido viola o art. 9°, §2° do PAF. Alega que, da leitura detida do auto de infração, bem como do Relatório Fiscal e demais termos que acompanham o procedimento fiscal, conclui-se que tudo está em plena conformidade com o que estabelece os arts. 10, 11, 59, 60 e 61 do Decreto n° 70235/72 e a Lei no 8212/91. Processo n°35301.013550/2006-82 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-01.452 Fl. 2 Em sua opinião, a descrição pormenorizada dos fatos e dos fundamentos legais que sustentam a autuação estão precisamente explicitados nos termos do procedimento fiscal. Assim, todos os elementos essenciais ao ato praticado estão presentes, não restando evidenciada situação de prejuízo ao direito de defesa a ensejar a decretação de nulidade do processo. Sustenta que o contribuinte em momento algum demonstrou de forma concreta e efetiva o prejuízo advindo da desconsideração do domicilio tributário. Na verdade, teria demonstrado ter pleno conhecimento da origem da autuação, tanto que rebate de forma bem minuciosa o débito. Cita jurisprudência da CSRF segundo a qual, se o autuado revela conhecer plenamente as acusações que the foram imputadas, rebatendo-as mediante extensa e substanciosa defesa, abrangendo não somente preliminares, mas também razões de mérito, mostra-se incabível a declaração de nulidade do auto de infração por cerceamento de defesa, devendo prevalecer os princípios da instrumentalidade e economia processual em lugar do rigor das formas. Ao final, requer seja dado provimento ao recurso. Nos termos da Informação e Decisão de fls. 894/900, negou-se seguimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. As fls. 904/909, a PGFN interpôs agravo em face da Decisão acima descrita. Nos termos do Despacho n° 2401-121/2009 (fls. 912/914), que reexaminou a admissibilidade do recurso interposto, deu-se seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. 0 contribuinte ofereceu contra-razões as fls. 924/955. Inicialmente afirma que, nos termos do art. 7°, §3° do Regimento Interno, o Recurso Especial apresentado pela Fazenda Nacional não deve ser admitido, uma vez que o acórdão recorrido apreciou matéria preliminar de nulidade do lançamento, decidindo por anular a decisão de primeira instancia, bem como todo o procedimento fiscal. Não deve ser admitido também porque as provas dos autos comprovam a nulidade de todo o procedimento fiscal, viciado desde sua origem. Entende que a legislação tributária estabelece que a recusa ao domicilio deve ser justificada, o que não ocorreu no presente caso. Ressalta que o domicilio da empresa, desde 1995, é sua sede em Rio das Flores. A declaração judicial citada pela recorrente, que confirma tal fato, produz reflexos em relação a uma fiscalização levada a efeito em local diverso do declarado. Explica que se a Fiscalização, embora ciente do local correto a fiscalizar, optou por efetivar o ato fiscal fora do domicilio da empresa e, se ela, empresa, não está obrigada a apresentá-los em local diverso do seu centralizador, não há como se aplicar a aferição indireta. Eis o vicio da fiscalização, em sua opinião. Ressalta que não foi demonstrado qualquer empecilho para a ocorrência fiscal, tanto assim que outros Orgdos Municipais, Estaduais e Federais procedem n almente 3 às suas fiscalizações. A empresa apontou o equivoco dos fiscais e indicou o endereço correto para a diligência fiscal, informação desprezada pelo Fisco. Assim, não se justifica a recusa do domicilio fiscal da recorrida. Pondera que o cerceamento de defesa se deu pela ausência de acompanhamento da ação fiscal por técnico habilitado, com a prestação de informações e apresentação de documentos necessários A. conferência da regularidade fiscal da empresa. Ao final, requer que não seja admitido o Recurso Especial interposto pela Unido e, caso assim não entenda, que seja negado provimento ao mesmo, mantendo-se a decisão que anulou o lançamento em tela. Eis o breve relatório. Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator Saliente-se que, não obstante o aludido recurso não encontrar previsão no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a Portaria Ministerial MF n°. 256, de 22 de junho de 2009, em suas disposições transitórias, prevê que os recursos com base no inciso I do art. 7° e do art. 9° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, interpostos em face de acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior A 1° de julho de 2009, serão processados de acordo com o rito previsto nos arts. 15 e 16 e nos arts. 43 e 44 daquele Regimento. Por seu turno o inciso I do art. 7° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade A. lei. 0 recurso é tempestivo e examinando-se o recurso especial apresentado verifica-se que ele demonstrou, fundamentadamente, em que a decisão recorrida seria contrária A. lei, no entendimento da Fazenda Nacional, consoante o disposto no inciso I do artigo 7° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais. Assim, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Para melhor elucidação da controvérsia, transcrevo trecho do relato contido no Acórdão da Apelação Cível n.° 2003.51.01.022430-0 da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 2" Regido, de relatoria do desembargador Sérgio Schwaitzer: Trata-se de recurso de apelação interposto por MI MONTREAL INORMÁTICA LTDA em ataque à sentença proferida pelo MM. Juizo da 19a Vara Federal desta Cidade, nos autos de ação sob procedimento ordinário movida pela ora Apelante em face do INSS. A espécie foi sumariada pelo ilustre sentenciante nos seguintes termos: "M.I. MONTREAL INFORMÁTICA LTDA, qualificada na inicial, ajuiza a presente ação em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, objetivando a declaração de 4 Processo 0 35301.013550/2006-82 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-01.452 Fl. 3 que o domicílio fiscal da autora é o local de sua sede, situada na Rua Capitão Jorge Soares, n° 4 — Rio da Flores — RJ. Postula, ainda, seja determinado que seus requerimentos sejam recebidos e processados pela Gerência Regional de Arrecadação e Fiscalização de Volta Redonda, ao qual o Município de Rio das Flores está vinculado, e, ainda, que todos os atos administrativos praticados pelo réu sejam provenientes da referida Gerência Regional de Volta Redonda. Como causa de pedir, alega que tem sua sede fixada na Rua Capitão Soares, n° 4, no Município de Rio das Flores, conforme consta de seu Contrato Social, que foi devidamente registrado. Portanto, este é o seu domicilio fiscal, nos exatos termos do disposto no art. 127, do Código Tributário Nacional, e está ele submetido et fiscalização pela Gerência Regional de Arrecadação e Fiscalização de Volta Redonda. Entretanto, o Réu insiste em fiscalizá-la na sua filial, situada na Rua São José, n° 90, no Centro do Rio de Janeiro. Sustenta a ilegalidade da atuação do réu, que discricionariamente, elegeu filial para efetuar fiscalização impedindo-lhe de realizar seus atos administrativos na Gerência Regional de Volta Redonda, obstando, inclusive, o protocolo dos requerimentos de certidões. Dai o pedido. (..) Ademais, há de se salientar que transitou em julgado a seguinte decisão judicial: "dou provimento ao recurso para, reformando a sentença, julgar procedente o pedido e declarar como domicilio tributário da Autora a sua sede, situada na Rua Capitão Jorge Soares no 04, Centro, Município de Rio das Flores — RJ.", assim ementada: "ADMINISTRATIVO — ALTERAÇÃO DE SEDE - DOMICILIO TRIBUTÁRIO — RECUSA PELA ADMINISTRAÇÃO - ART. 127, § 2°, DO CTN. I — Da leitura do caput do artigo 127 do GIN verifica-se que, a principio, a eleição de domicilio tributário é prerrogativa do contribuinte. Se o mesmo não o elege, passa a Administração a avaliar as alternativas legais para sua definição, enumeradas nos incisos do referido artigo. Nesta situação, em se tratando de pessoa jurídica de direito privado, tem-se como domicilio tributário, ex vi do inciso .11, o local de sua sede. II — A autonomia que a pessoa jurídica possui para definir, em seus atos constitutivos, o local de sua sede, não se confunde com o exercício da faculdade de eleição do seu domicilio tributário. O sç' 2° do art. 127 do C77V- permite que a autoridade administrativa recuse domicilio fiscal apenas quando este tenha sido fixado por eleição, e não em virtude de mudança de sede promovida por conta de alteração de contrato social da empresa. Recurso provido." Como se vê, no presente caso há decisão judicial com trânsito em j J do que define o domicilio tributário do contribuinte. 5 Cri a Monteiro e Silva Vieira) posto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Naciona As decisões proferidas pelo Poder Judiciário tem prevalência sobre as proferidas pelas autoridades Administrativas, devendo estas cumprirem as determinações judiciais, nos exatos termos em que foram proferidas. Portanto, o tratamento a ser conferido na esfera administrativa há de se vincular ao conteúdo da decisão judicial transitada em julgado cuja conseqüência é sua imperatividade e imutabilidade da resposta jurisdicional. Acerca do tema, assim nos ensina o eminente jurista Luiz Fux em sua obra "Curso de Direito Processual Civil", Ed. Forense, 2001, p. 694/695, da qual se extrai o seguinte excerto: "A imutabilidade da decisão é fator de equilíbrio social na medida em que os contendores obtêm a última e decisiva palavra do Judiciário acerca do conflito intersubjetivo e a sua imperatividade da decisão completa o ciclo necessário de atributos que permitem ao juiz conjurar a controvérsia pela necessária obediência ao que foi decidido." A decisão judicial faz lei entre as partes, a ser aplicada ao caso concreto, não cabendo a este Colegiado dar-lhe outro entendimento diferente daquele expresso, sob pena de desobediência a determinação judicial. Neste sentido: "PREVIDENCIARIO — CUSTEIO — NFLD — DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL - DOMICILIO TRIBUTA10. Havendo decisão judicial que determina o domicilio tributário do contribuinte, deve ser esse o domicilio a ser considerado pela autoridade fiscal, salvo se comprovado obstrução ou justificativa para desconsiderá-lo, desde que devidamente justificado. A simples alegação de confronto das informações de GFIP com a verifica cão fisica não é suficiente para desconsiderar domicilio determinado pela justiça, se não comprovada obstrução. Processo Anulado" (Acórdão CARF n" 2401-01.604, Relatora: conselheira Elaine Elias Spaio Freire 6
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Numero do processo: 37322.000934/2007-01
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Sep 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Sep 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
CESSÃO DE MÃO DE OBRA CARACTERIZADA. NULIDADE AFASTADA.
Para ter validade, a constituição do crédito previdenciário referente à obrigação de retenção, exige a demonstração e descrição dos serviços analisados, de forma a contrastá-lo
com a definição de cessão de mão-de-obra prevista no § 3° do art. 31 da Lei n° 8.212/91, não bastando sua mera previsão no Regulamento da Previdência Social, ou mesmo na Lei n° 8.212/91.
No presente caso não há nulidade do lançamento em decorrência da ausência da caracterização da cessão de mão de obra por parte da autoridade lançadora, posto que tanto a caracterização como as provas são satisfatórias.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-001.722
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à Câmara recorrida para exame das demais matérias. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet
Allage e Manoel Coelho Arruda Junior.
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS CESSÃO DE MÃO DE OBRA CARACTERIZADA. NULIDADE AFASTADA. Para ter validade, a constituição do crédito previdenciário referente à obrigação de retenção, exige a demonstração e descrição dos serviços analisados, de forma a contrastálo com a definição de cessão de mãodeobra prevista no § 3° do art. 31 da Lei n° 8.212/91, não bastando sua mera previsão no Regulamento da Previdência Social, ou mesmo na Lei n° 8.212/91. No presente caso não há nulidade do lançamento em decorrência da ausência da caracterização da cessão de mão de obra por parte da autoridade lançadora, posto que tanto a caracterização como as provas são satisfatórias. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à Câmara recorrida para exame das demais matérias. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gonçalo Bonet Allage e Manoel Coelho Arruda Junior. Fl. 645DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM: 17/10/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente substituto), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (Conselheiro Convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Francisco Assis de Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão nº 206 00.403, proferido pela antiga Sexta Câmara do 2º CC em 13/02/2008 (fls. 580/589), interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de contrariedade à Câmara Superior de Recursos Fiscais (fls. 594/605). O acórdão recorrido, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para excluir da NLFD, por vicio material, as contribuições previdenciárias relacionadas aos serviços objeto dos levantamentos PS3, P54, PS6 e PS7. Segue abaixo sua ementa: “PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD. RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE SUA OCORRENCIA. VÍCIO MATERIAL. (...) III a substituição tributária em foco, consubstanciada no dever de retenção, tem como pressuposto jurídico evidente a utilização de mãodeobra cedida para execução dos serviços sob análise, e não apenas a mera previsão na legislação tributária previdenciária; IV Para ter validade, a constituição do crédito previdenciário referente à obrigação de retenção, exige a demonstração e descrição dos serviços analisados, de forma a contrastálo com a definição de cessão de mãodeobra prevista no § 3° do art. 31 da Lei n° 8.212/91, não bastando sua mera previsão no Regulamento da Previdência Social, ou mesmo na Lei n° 8.212/91; V A ausência dessa descrição representa vicio material, por não estar demonstrado a ocorrência do fato gerador, conforme Fl. 646DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37322.000934/200701 Acórdão n.º 920201.722 CSRFT2 Fl. 2 3 precedentes dos Egrégios Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Recurso Voluntário Provido em Parte.” A recorrente afirma que o acórdão recorrido, na parte nãounânime, merece reforma por ter contrariado a prova dos autos e o art. 17 do Decreto nº 70.235/72. Salienta que, embora a mãodeobra cedida tenha sido contratada pela empresa Distribuidora de Carnes e Gêneros Alimentícios Roma Ltda., a fiscalização considerou que, de fato, referida contratação se tratou de negócio jurídico simulado, porquanto buscou ocultar a empresa autuada, Frigorífico Vangélio Mandelli Ltda., como efetiva beneficiária. Destaca que a fiscalização preocupouse em caracterizar a realização da hipótese de incidência do art. 31 e parágrafos da Lei nº 8.212/91. Anota que os Relatórios Fiscais de fls. 69/72 e 86/110 descrevem com precisão que a mãodeobra cedida era contratada pela Distribuidora de Carnes e Gêneros Alimentícios Roma Ltda., considerada neste caso como empresa interposta, sendo os empregados segurados disponibilizados em estabelecimento do Frigorífico Vangélio Mondelli Ltda., verdadeiro beneficiário da contratação, de forma contínua, para prestação dos serviços contratados. Assinala que quanto aos levantamentos PS3, PS4, PS6 e PS7, o Relatório Fiscal de fls. 69/72 faz referência a cada um dos contratos de cessão de mãodeobra realizados, identificando ainda a natureza de cada um dos serviços prestados. Argumenta que, do mesmo modo, as notas fiscais juntadas às fls. 78, 80, 82 e 83 e planilhas de fls. 73/77 respaldam as considerações da fiscalização, porquanto atestam os pagamentos realizados por serviços de "Portaria" e "Segurança Privada", prestados pelas empresas Macor Prestação de Serviços Ltda. e MS Ltda. em beneficio do Frigorifico Vangélio Mondelli Ltda. Alega que o caso dos autos não é de vigilância ou segurança prestados por monitoramento eletrônico, mas por efetivos empregados segurados, e tal fato se acha perfeitamente comprovado no relatório da fiscalização e nos documentos juntados aos autos. Frisa que o parágrafo único do art. 145 da IN SRP nº 3/2005 apenas exclui a obrigação de retenção da contribuição previdenciária pelo tomador do serviço nos casos de "vigilância ou segurança prestados por meio de monitoramento eletrônico"; ou seja, quando tais serviços se dão por meio do uso exclusivo de máquinas e equipamentos eletrônicos. Desse modo, conclui que o acórdão recorrido se equivoca quando argumenta que o lançamento só se tornaria legítimo se restasse demonstrada que a prestação dos serviços de segurança ou vigilância não teria se dado por simples monitoramento. Observa ainda que a recorrida, em suas manifestações, admite a existência de cessão de mãodeobra, nada aduzindo para descaracterizála, de maneira que tal matéria se mostra incontroversa nos autos. Portanto, ressalta que o acórdão recorrido também se põe em manifesta contrariedade ao art. 17 do Decreto nº 70.235/72, porquanto ultrapassou os limites da impugnação da contribuinte, detendose sobre matéria preclusa. Ao final, requer o provimento do presente recurso. Fl. 647DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Nos termos do Despacho n.º 2400281 (fls. 606/608), foi dado seguimento ao pedido em análise. O contribuinte ofereceu, tempestivamente, contrarazões às fls. 614/620. Inicialmente, tenta demonstrar o não cabimento do recurso especial, uma vez que ele foi admitido com base em previsão contida na Portaria 147/2007, já revogada. Ademais, alega que a decisão recorrida não contraria a lei ou a evidência da prova. Frisa que a PGFN afirmou ter sido contrariado o art. 17 do Decreto 70235/72, que decreto não é lei em sentido estrito e que por esse motivo o pedido não se adequa ao inciso I do art. 7º da Portaria MF 147/2007. Pondera que a contrariedade à evidência da prova também não ocorreu porque o Fisco não logrou provar a colocação de empregados a disposição do contratante, bem como o poder de comando deste. Em seguida, argumenta que o recurso é intempestivo, destacando que a ciência do acórdão pela PGFN contém rasura relativamente ao mês que ela teria ocorrido. Essa rasura, no seu entender, tira à necessária e indispensável certeza da data da intimação. Constata que o recurso especial foi protocolado no Ministério da Fazenda em 30/07/2008 (fls. 594), sendo que o Juízo de Admissibilidade datado de 3/09/2009, (fls. 606), portanto fora do prazo determinado pelo artigo 24 da Lei 11.457/2007, o que deve acarretar conseqüências preclusivas que desde já requer. Aduz que a improcedência da NFLD deve ser mantida, em face do que consta na Impugnação, no recurso e nas razões do acórdão. Ao final, requer o não conhecimento do recurso especial e, alternativamente, o seu improvimento. Eis o breve relatório. Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator Salientese que, não obstante o aludido recurso não encontrar previsão no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a Portaria Ministerial MF nº. 256, de 22 de junho de 2009, em suas disposições transitórias, prevê que os recursos com base no inciso I do art. 7° e do art. 9° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, interpostos em face de acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior à 1° de julho de 2009, serão processados de acordo com o rito previsto nos arts. 15 e 16 e nos arts. 43 e 44 daquele Regimento. Por seu turno o inciso I do art. 7° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, fazia previsão de interposição de recurso especial na hipótese de contrariedade à lei e à evidência das provas. Fl. 648DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37322.000934/200701 Acórdão n.º 920201.722 CSRFT2 Fl. 3 5 Examinandose o recurso especial apresentado com supedâneo no inciso I do art. 7° do RICSRF, verificase que ele demonstrou, fundamentadamente, em que a decisão recorrida seria contrária à lei à evidência das provas, no entendimento da Fazenda Nacional, consoante o disposto no inciso I do artigo 7º do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Ademais, a apontada rasura da data da ciência do acórdão recorrido, por parte da Fazenda Nacional, não tem o condão de macular o recurso especial interposto tempestivamente. E ainda, o lapso temporal entre a interposição do recurso especial e seu exame de admissibilidade não tem o condão de acarretar preclusão. Assim, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Inicialmente esclareço que comungo da tese esposada no acórdão recorrido, no sentido de que: “Para ter validade, a constituição do crédito previdenciário referente à obrigação de retenção, exige a demonstração e descrição dos serviços analisados, de forma a contrastálo com a definição de cessão de mãodeobra prevista no § 3° do art. 31 da Lei n° 8.212/91, não bastando sua mera previsão no Regulamento da Previdência Social, ou mesmo na Lei n° 8.212/91.” O art. 31, § 3º, da Lei n.º 8.212/91, prevê o seguinte: “§3º Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.98)” O cerne da questão gera em torno da efetiva demonstração ou não da cessão de mão de obra que amparam o presente lançamento. Por oportuno, transcrevo, no que é pertinente, trechos do relatório fiscal que identificam a natureza de cada um dos serviços prestados (fls. 69/70): 2. A notificação fiscal referese a contribuições devidas sobre 'faturas de prestação de serviços emitidas contra a empresa ROMA, pelas empresas abaixo discriminadas, relativas a serviços prestados na unidade frigorífica do FRIGORÍFICO MONDELLI em BauruSP, correspondentes à antecipação compensável de 11% (onze por cento) prevista no artigo 31 da Lei 8.212/91, as quais deveriam ter sido descontadas do valor bruto dos serviços constantes das notas fiscais faturas e recolhidas em nome de cada prestadora de serviço. Apesar de não terem sido efetuadas as retenções, a empresa tomadora é responsável pelos recolhimentos, razão pela qual as contribuições estão sendo lançadas nesta oportunidade, tudo de acordo com os levantamentos abaixorelacionados e respectivos demonstrativos anexos. LEVANTAMENTO PS3 — ROMA — PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MACOR — CNPJ. 00.622.771/000110 (8250) — Fl. 649DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 contribuição devida sobre a nota fiscal fatura n° 3153, de 02/09/2002, da empresa Macor Prestação de Serviços Ltda, CNPJ. 00.622.771/000110, relativa a Serviços de Portaria; LEVANTAMENTO PS4 — ROMA — PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MS LTDA (8250) — contribuição devida sobre notas fiscais faturas da empresa MS Ltda, CNPJ. 04.776.564/000171, das competências 05/2003 a 05/2004, relativas a Serviços de Portaria e Segurança Patrimonial; (...) LEVANTAMENTO PS6 — ROMA — PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MACOR — CNPJ. 02.232.892/000181 (8250) — contribuição devida sobre notas fiscais faturas da empresa Macor Segurança e Vigilância Ltda, CNPJ. 02.232.892/000181, competências 09/2002 e 02/2003, relativas a Serviços de Segurança Patrimonial; LEVANTAMENTO PS7 — ROMA — PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MACOR — CNPJ. 04.350.507/000126 (8250) — contribuição devida sobre notas fiscais faturas da empresa Macor Prestação de Serviços Ltda, CNPJ. 04.350.507/000126, das competências 10/2002 a 02/2004,relativas a Serviços de Portaria e Assessoria/Segurança; E, ainda, merece acatamento o argumento da Fazenda Nacional, no sentido de que: “ Do mesmo modo, as notas fiscais juntadas às fls. 78, 80, 82 e 83 e planilhas de fls. 73/77 respaldam as considerações da fiscalização, porquanto atestam os pagamentos realizados por serviços de "Portaria" e "Segurança Privada", prestados pelas empresas Macor Prestação de Serviços Ltda. e MS Ltda. em beneficio do Frigorifico Vangélio Mondelli Ltda, conforme se vê da transcrição a seguir:” Destarte, considero que no presente caso não há nulidade do lançamento em decorrência da ausência da caracterização da cessão de mão de obra por parte da autoridade lançadora, posto que tanto a caracterização como as provas são satisfatórias. Isto posto, voto por DAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL, para afastar a nulidade por vício material declarada no acórdão recorrido, em decorrência da ausência de caracterização da cessão de mão de obra, devendo o colegiado a quo apreciar as demais matérias pertinentes ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, referentes ao levantamentos PS3, PS4, PS6 e PS7. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 650DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 37322.000934/200701 Acórdão n.º 920201.722 CSRFT2 Fl. 4 7 Fl. 651DF CARF MF Emitido em 11/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 10/11/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 01/11/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10840.004101/2003-72
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jun 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano-calendário: 2003
RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL.
Não se deve conhecer do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, se não é possível depreender-se, do acórdão juntado pelo recorrente, a similitude das circunstâncias fáticas, em relação ao acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9101-001.075
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2003 RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. Não se deve conhecer do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, se não é possível depreenderse, do acórdão juntado pelo recorrente, a similitude das circunstâncias fáticas, em relação ao acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 117DF CARF MF Emitido em 23/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 22/08/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10840.004101/200372 Acórdão n.º 9101001.075 CSRFT1 Fl. 2 2 Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Orlando José Gonçalves Bueno, Claudemir Rodrigues Malaquias, Valmir Sandri, Alberto Pinto Souza Junior, Viviane Vidal Wagner, Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, João Carlos de Lima Junior, Antonio Carlos Guidoni Filho e Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz. Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. O contribuinte foi excluído do Simples, com fundamento no fato de que o “sócio ou titular participa de outra empresa com mais de 10% e a receita bruta global no ano calendário de 2001 ultrapassou o limite legal”. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 01/02). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento converteu o julgamento em diligência para a juntada de documentos e esclarecimentos. Às fls. 48/50 dos autos, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento indeferiu a solicitação do contribuinte, nos termos da seguinte ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2003 Ementa: EXCLUSÃO DE OFICIO. VEDAÇÃO. É vedada a opção pelo SIMPLES de empresa cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa, desde que a receita global ultrapasse o limite estabelecido para as empresas de pequeno porte. Solicitação Indeferida O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 54/60). A antiga Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes declarou a nulidade do processo ab initio. Eis a ementa do julgado: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Anocalendário: 2003 Fl. 118DF CARF MF Emitido em 23/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 22/08/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10840.004101/200372 Acórdão n.º 9101001.075 CSRFT1 Fl. 3 3 Ementa: MANUTENÇÃO DA EMPRESA NO SIMPLES. PROCESSO NULO POR CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. O dado acerca do faturamento da outra empresa, em tese, não é de conhecimento da recorrente e deveria ser informado nos autos pela administração porque constituiria prova fundamental do motivo alegado para a exclusão. Não comprovada nestes autos a superação do limite global de faturamento. O ADE de exclusão e também este processo são nulos, por cerceamento ao direito de defesa Mantido o enquadramento da empresa no SIMPLES Conforme se depreende do voto condutor: Há evidência de cerceamento ao direito de defesa, posto que nestes autos não consta nenhuma informação acerca do faturamento auferido em 2001 pela empresa de CNPJ apontado no ADE. E a tãosó participação de sócio em outra empresa, com mais de 10% do seu capital, não constitui óbice à permanência da ora recorrente no SIMPLES, seria necessária a demonstração da superação da receita bruta global em 2001, e isto não houve apesar da determinação, pela DRJ, de juntada a estes autos dessa informação, conforme acima descrito. A Procuradoria da Fazenda Nacional, então, interpôs o presente recurso especial, com base em divergência jurisprudencial (fls. 87/96). Sustentou, em síntese, que: Conforme se depreende do relatório, a exclusão da empresa do Simples se deu de ofício em virtude de um dos sócios (João Cláudio Robusti) ter participação superior a 10% do capital social de uma outra empresa (Construtora Croma Ltda.) e a receita bruta global ter superado, em 2001, o limite estabelecido pelo art. 2°, II, da Lei n°9.317, de 1996. 16. Assim, ultrapassado o limite da receita global, nas condições estabelecidos no art. 9°, IX, da Lei n° 9.317 de 1996, ocorre hipótese legal de vedação ao Simples. 17. Como a própria manifestante informa que a sua situação continua inalterado, deve se entender, que os efeitos do Ato Declaratório estão perfeitos tal como constou do referido Ato. Diante disso, postulou pela restauração da decisão de primeira instância. O contribuinte não apresentou contrarazões. Fl. 119DF CARF MF Emitido em 23/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 22/08/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10840.004101/200372 Acórdão n.º 9101001.075 CSRFT1 Fl. 4 4 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Não preenche, contudo, os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a divergência jurisprudencial suscitada, bem analisados os autos, não restou configurada. Com efeito, o órgão julgador a quo deu provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, com fundamento na ocorrência de cerceamento do direito de defesa. Externouse de maneira clara em que consistiu a violação ao direito do contribuinte: a ausência, nos autos, de qualquer informação concreta a respeito do faturamento da outra empresa, em que há participação do sócio da empresa recorrida em mais de 10% do capital social. Esta empresa, conforme se depreende do julgado ora combatido, não tem o dever sabêlo, nem de comproválo perante a fiscalização, de modo que “a tãosó participação de sócio em outra empresa, com mais de 10% do seu capital, não constitui óbice à permanência da ora recorrente no SIMPLES, seria necessária a demonstração da superação da receita bruta global em 2001, e isto não houve apesar da determinação, pela DRJ, de juntada a estes autos dessa informação”. No acórdão juntado como paradigma, a seu turno, ao se enfrentar a questão da higidez do respectivo processo, à luz do direito de defesa, apenas se expressou que: “Esclareçase, inicialmente, que não houve nenhuma ofensa ao principio do contraditório e da ampla defesa, o que se vislumbra pelo fato de que o presente litígio se desenvolve abrigado sob o manto do Decreto 70.235/72, norte de todo o Processo Administrativo Fiscal. Improcedem, pois, as argumentações da recorrente neste sentido.” Nada mais se infere de todo o acórdão, seja do seu relatório, seja do próprio voto, acerca do que se teria alegado como fundamento a uma eventual inobservância do direito de defesa do contribuinte, no recurso voluntário deste. E, conforme transcrito, não há, no voto, subsídios e dados fáticos mínimos a se possibilitar um cotejo entre a situação versada nos presentes autos, e as circunstâncias fáticas que se passaram no paradigma. Destarte, não há a necessária divergência jurisprudencial, a ensejar o conhecimento do recurso da Fazenda Nacional. Diante do exposto, não conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Fl. 120DF CARF MF Emitido em 23/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 22/08/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10840.004101/200372 Acórdão n.º 9101001.075 CSRFT1 Fl. 5 5 Sala das Sessões, em 28 de junho de 2011 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 121DF CARF MF Emitido em 23/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 22/08/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 22/08/2011 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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