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Numero do processo: 18184.000759/2007-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2000 a 30/10/2006
NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA.
Não ocorre a nulidade haja vista que a decisão recorrida ao entender que o seguro de vida em grupo e a participação nos lucros e resultados constituem remuneração paga aos segurados empregados, por decorrência lógica e por força do artigo 32 da Lei nº 8.212/91, deveriam tais valores ter sido informados em GFIP.
DECADÊNCIA PARCIAL
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência.
Tratando-se de descumprimento de dever instrumental incide do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional.
RELAÇÃO DE CORRESPONSÁVEIS.
A Relação de Co-Responsáveis - CORESP, o Relatório de Representantes Legais - RepLeg e a Relação de Vínculos - VÍNCULOS, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa.
SEGURO DE VIDA EM GRUPO
O seguro de vida em grupo contratado pelo empregador em favor do grupo de empregados, sem que haja a individualização do montante que beneficia a cada um deles não se inclui no conceito de salário, afastando-se, assim a incidência da contribuição previdenciária sobre a referida verba.
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS
A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com Lei nº 10.101/00 não integra o salário-de-contribuição.
Não sendo fato gerador da contribuição previdenciária, inocorre o descumprimento ao artigo 32, inciso IV, da Lei 8.212/91
MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Incide na espécie a retroatividade prevista na alínea c, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32-A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte.
Numero da decisão: 2301-004.058
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação os fatos ensejadores da multa, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, apurados até a competência 11/2001, anteriores a 12/20001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em excluir do lançamento os valores referentes a seguro de vida em grupo, nos termos do voto do Relator; c) em dar provimento ao recurso, na questão do pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos termos do voto do Relator; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente. Sustentação: Marcelo Horácio. OAB: 21.301/SP.
Marcelo Oliveira - Presidente.
Adriano Gonzales Silvério - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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DECISÃO RECORRIDA. Não ocorre a nulidade haja vista que a decisão recorrida ao entender que o seguro de vida em grupo e a participação nos lucros e resultados constituem remuneração paga aos segurados empregados, por decorrência lógica e por força do artigo 32 da Lei nº 8.212/91, deveriam tais valores ter sido informados em GFIP. DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência. Tratandose de descumprimento de dever instrumental incide do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. RELAÇÃO DE CORRESPONSÁVEIS. A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais RepLeg” e a “Relação de Vínculos VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa.” SEGURO DE VIDA EM GRUPO O seguro de vida em grupo contratado pelo empregador em favor do grupo de empregados, sem que haja a individualização do montante que beneficia a cada um deles não se inclui no conceito de salário, afastandose, assim a incidência da contribuição previdenciária sobre a referida verba. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 18 4. 00 07 59 /2 00 7- 21 Fl. 1313DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com Lei nº 10.101/00 não integra o saláriode contribuição. Não sendo fato gerador da contribuição previdenciária, inocorre o descumprimento ao artigo 32, inciso IV, da Lei 8.212/91 MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Incide na espécie a retroatividade prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, se mais benéfica ao contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação os fatos ensejadores da multa, devido à regra decadencial expressa no I, Art. 173 do CTN, apurados até a competência 11/2001, anteriores a 12/20001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em excluir do lançamento os valores referentes a seguro de vida em grupo, nos termos do voto do Relator; c) em dar provimento ao recurso, na questão do pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos termos do voto do Relator; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente. Sustentação: Marcelo Horácio. OAB: 21.301/SP. Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzales Silvério Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Relatório Fl. 1314DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000759/200721 Acórdão n.º 2301004.058 S2C3T1 Fl. 97 3 Tratase de Auto de Infração nº 37.109.0180, cientificado ao contribuinte em 05/10/2007, o qual exige multa pelo fato de o sujeito passivo não ter informado em GFIP todos os dados relacionados aos fatos geradores. De acordo com o relatório fiscal as GFIPs referentes às competências 01/1999 a 04/2000, 06/2000 a 04/2001, 07/2001 a 07/2002, 09/2002 a 01/2004, 04/2004 a 07/2005 e 09/2005 a 12/2006, do estabelecimento sede — CNPJ n° 46.399.127/000126, foram apresentadas com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, pois os pagamentos efetuados aos segurados empregados, a titulo de Seguro de Vida em Grupo Participação nos Lucros não foram informados na época própria. A ora recorrente, devidamente intimada, apresentou sua impugnação alegando, em breve síntese, o seguinte: i) natureza nãosalarial do "Premio Seguro Vida em Grupo"; ii) que os acordos de PLR atenderam aos ditames legais; iii) decadência parcial do crédito tributário; e iv) impossibilidade de se configurar a responsabilidades dos dirigentes por meio do relatório de corresponsáveis. A DRJ de São Paulo manteve a autuação o que motivou o sujeito passivo a interpor recurso voluntário renovando os argumentos acima citados, adicionando preliminar de nulidade da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério O recurso voluntário reúne as condições de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Preliminarmente De início destaco a impossibilidade de reunião do presente processo com aqueles nos quais foram apuradas as obrigações principais relativas ao seguro de vida em grupo e à participação nos lucros, haja vista que as NFLDs 37.041.9081 (PA 18184.000762/2007 45) e 37.109.0164 (PA 18184.000761/200709) estão, respectivamente, arquivada e com recurso especial interposto pelo contribuinte, conforme se pode verificar pelas informações contidas no sítio do CARF e do Comprot (Ministério da Fazenda). Nulidade da decisão recorrida Sustente a recorrente a nulidade da decisão recorrida, pois “a obrigação de informar em GFIP os fatos supostamente incidentes de contribuições previdenciárias, não ;decorre da simples desconfiguração de um determinado pagamento realizado pelo empregador aos seus empregados.” Não ocorre a meu ver a citada nulidade haja vista que a decisão recorrida ao entender que o seguro de vida em grupo e a participação nos lucros e resultados constituem Fl. 1315DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 4 remuneração paga aos segurados empregados, por decorrência lógica e por força do artigo 32 da Lei nº 8.212/91, deveria ter sido informada em GFIP. Decadência De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Verificase que a fiscalização lavrou a NFLD discutida com amparo na Lei 8.212, de 24 de julho de 1991 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 5596664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8212/91. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 na respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 62, da Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconst6itucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. Fl. 1316DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000759/200721 Acórdão n.º 2301004.058 S2C3T1 Fl. 98 5 É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafo da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. §1º A Súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.).” Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, nos termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilidade pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Afastado, pois, o prazo previsto originalmente no citado artigo 45, cabe agora verificar o prazo aplicável, se aquele do artigo 150, § 4º ou 173, inciso I, ambos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional. Temos adotado a posição doutrinária e jurisprudencial no sentido de que havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte, em relação ao fato gerador posto em discussão, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150, Fl. 1317DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 6 § 4º. Nesse sentido a decisão proferida pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, na sistemática de recurso repetitivo, nos autos do Recurso Especial 973.733/SC, a qual deve ser atendida, por força do disposto no artigo 62A Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758∕SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142∕SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa∕concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396∕400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199). Fl. 1318DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000759/200721 Acórdão n.º 2301004.058 S2C3T1 Fl. 99 7 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008.” No caso dos autos não há que se falar em pagamento antecipado, pois houve o descumprimento de dever instrumental, o que atrai a incidência do artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. Sabendose que na espécie o período verificado está compreendido entre janeiro de 1999 a dezembro de 2006 e que a ora recorrente foi intimada do AI em 05 de outubro de 2007, verificase que está decaído o período de janeiro de 1999 a novembro de 2001. Inclusão dos sócios como corresponsáveis pelo crédito tributário Quanto à alegação de que devem ser excluídos os dirigentes da relação de cor responsáveis, procede o argumento da recorrente. A relação de corresponsáveis é meramente informativa do vinculo que os dirigentes tiveram com a entidade em relação ao período dos fatos geradores. Aplicase ao caso, portanto, a Súmula CARF nº 88, cuja redação é a seguinte: “Súmula CARF nº 88: A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais – RepLeg” e a “Relação de Vínculos – VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa.” Ademais, os relatórios de coresponsáveis e de vínculos fazem parte de todos processos apenas como instrumento de informação, a fim de se esclarecer a composição societária da empresa no período do lançamento ou autuação, relacionando todas as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação, não atribuindo a responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas Mérito Seguro de vida em grupo Fl. 1319DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 8 A matéria foi analisada nos autos do PAF 18184.000762/200745 (NFLD 37.041.9081), cujo acórdão 240201.396 da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, assim se posicionou: Como se verifica no RF, esses valores foram integrados ao SC por não constar previsão de seu pagamento em acordo ou convenção coletiva de trabalho. A legislação vigente determina a questão. (...) Como se pode facilmente notar, a legislação determina que para que esses valores não integrem o SC sua previsão deve constar em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Admitir ao contrário, seria ir de encontro à legislação em vigor, atitude proibida para órgãos julgadores administrativos. Portanto, não há razão no argumento da recorrente, pois o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida em grupo que não estão previstos em acordo ou convenção coletiva de trabalho devem integrar o SC. Ademais, também nos autos do Processo Administrativo Fiscal 18184.000761/200709 (NFLD 37.109.0164) essa 1ª Turma, fixou posição no sentido de o seguro de vida não foi previsto em acordo coletivo, tal como exigido pelo Decreto nº 3.048/99, razão pela qual recairia a obrigação de recolher a contribuição previdenciária. Contudo, a questão relativa a previsão do seguro de vida em acordo ou convenção coletiva já foi superada pelo Superior Tribunal de Justiça que assim vem decidindo a questão: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SEGURO DE VIDA EM GRUPO. NÃO INCIDÊNCIA. ART. 28, I, § 9º, DA LEI 8.212/91. REDAÇÃO ANTES DA ALTERAÇÃO ENGENDRADA PELA LEI 9.528/97. NÃO CARACTERIZADA A NATUREZA SALARIAL. ACÓRDÃO A QUO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de o seguro de vida em grupo contratado pelo empregador em favor de um grupo de empregados, sem que haja a individualização do montante que beneficia a cada um deles, não se inclui no conceito de salário, afastandose, assim, a incidência da contribuição previdenciária sobre a referida verba. 2. Não obstante ulterior mudança da redação do art. 28 da Lei 8.212/91, que após a edição da Lei 9.528/97, estabeleceu de forma explicita que o seguro em grupo não se reveste de natureza salarial, o que afastaria a incidência da Contribuição Social, esta Corte já firmara entendimento em sentido contrário, Fl. 1320DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000759/200721 Acórdão n.º 2301004.058 S2C3T1 Fl. 100 9 haja vista que o empregado não usufrui do valor pago de forma individualizada. 3. Recurso especial não provido. (REsp 759.266/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/11/2009, DJe 13/11/2009) A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional acolheu as reiteradas manifestações do Poder Judiciário e editou o Parecer PGFN/CRJ/Nº2119 /2011, cuja a ementa é a seguinte: Contribuição Previdenciária. Seguro de Vida em Grupo. O seguro de vida em grupo contratado pelo empregador em favor do grupo de empregados, sem que haja a individualização do montante que beneficia a cada um deles não se inclui no conceito de salário, afastandose, assim a incidência da contribuição previdenciária sobre a referida verba. Jurisprudência pacífica do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997. Possibilidade de a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional não contestar, não interpor recursos e desistir dos já interpostos, quanto à matéria sob análise. Necessidade de autorização da Sra. Procuradora Geral da Fazenda Nacional e aprovação do Sr. Ministro de Estado da Fazenda O citado Parecer foi aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda o que culminou com o Ato Declaratório nº 12/2011. No caso dos autos o único óbice ao seguro de vida fornecido pela recorrente é de que este não estaria previsto em acordo ou convenção coletivo, sendo fato incontroverso que o seguro de vida é em grupo, sem a citada individualização, coerente, portanto, com o entendimento jurisprudencial. Logo, merece ser provido o recurso nesse ponto tendo em vista as razões supras. Participação nos Lucros e Resultados Acerca da participação nos lucros e resultados essa 1ª Turma, analisando o 18184.000761/200709 (NFLD 37.109.0164) na sessão de 08/07/2010, entendeu por unanimidade que a Lei nº 10.101/00 foi devidamente cumprida. Transcrevo o voto condutor da Conselheira Bernadete de Oliveira Barros: Observase que o PLR da empresa foi objeto de negociação entre a empresa e empregados, mediante comissão escolhidas pelas partes e com a participação de representante do sindicato representante da categoria, tendo sido o acordo celebrado Fl. 1321DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 10 arquivado na entidade sindical, o que não foi negado pela fiscalização. Portanto, é incontroverso que o PLR atendeu os requisitos contidos no caput e no § 2º, do art. 2º da lei 10.101/00. Com relação ao § 1º, do mesmo artigo, a fiscalização entendeu que não foram estabelecidas regras claras e objetivas na fixação dos valores substantivos da participação, além de ter sido verificada grande diferença de valores pagos entre o pessoal da área administrativa e o pessoal da área de negócios, que foram claramente bem mais beneficiados. Porém, a equivalência de valores pagos a título de PLR entre o pessoal dos vários setores de uma empresa não é um requisito legal. Desde que acordado entre as partes, as diferenças de valores pagos a esse título em decorrência das diversas funções, responsabilidade e participação diferenciada dos empregados na formação do resultado da empresa não implica descumprimento das regras contidas na Lei 10.101/00. Da mesma forma, o fato de o montante pago a alguns empregados a título de PLR serem equivalentes ou superarem os seus salários anuais não caracteriza inobservância aos mandamentos inseridos na lei 10.101/00. Observase, dos documentos acostados aos autos tanto pela fiscalização quanto pela recorrente, que os PLRs da empresa, acordados entre as partes e com a participação do sindicato representante dos trabalhadores, estabelecem metas e regras claras e objetivas, com critérios de aferição detalhados que permitem ao empregado o prévio conhecimento das metas a serem atingidas para fazerem jus ao benefício e dos critérios de avaliação individual e global. As comissões que participaram dos acordos atestaram que as regras neles contidas são suficientemente claras, conforme consta do item 12 do Acordo de fl. 297, por exemplo. Em que pese a afirmação constante do acórdão recorrido de que não existe vinculação do pagamento desses valores com a ocorrência de lucros, verificase que o PLR traz os percentuais sobre a receita a serem distribuídos. Consta, do item REGRAS BÁSICAS (fl. 167), o percentual mínimo incidente sobre a receita liquida, vinculado ao cumprimento de metas. O acordo também estabelece fundo para o programa, destinado no mínimo 4% do lucro líquido contábil a título de Participação nos Lucros ou Resultados (fl. 331), e discrimina os fatores que influenciam o percentual a distribuir. Entendo que, dessa forma, restou caracterizada a vinculação do pagamento do PLR à ocorrência de lucros, pois, se não houver lucro, não há fundo para pagamento de PLR, já que 4% de zero é zero. Fl. 1322DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000759/200721 Acórdão n.º 2301004.058 S2C3T1 Fl. 101 11 O item 3, do Aditamento ao Acordo de Participação dos Empregados nos resultados referente ao período de 2004/2005, fl. 1999, expõe, de forma detalhada, os critérios para cálculo e pagamento da participação nos resultados. Assim, não restou demonstrado o descumprimento da Lei 10.101/2000, motivo pelo qual entendo que os valores pagos pela recorrente a esse título não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária.” Como o acórdão proferido naqueles autos examinou com profundidade todas as questões suscitadas acerca do cumprimento das regras do programa de PLR aos ditames da Lei 10.101/00, concluindo pela inexigibilidade das contribuições, a teor do que dispõe o artigo 28, § 9º da Lei 8.212/91. Não se caracterizando o pagamento do PLR como salário não há que se falar em descumprimento do artigo 32, inciso IV, da Lei 8.212/91. Multa No tocante à GFIP segundo as novas disposições legais, a multa prevista no artigo 32, § 6º da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, qual seja, aquela aplicada em razão de erro no preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores, a qual culminava com determinado valor por campo inexato, omisso ou incompleto, passou a ser prevista no artigo 32A, cujo inciso I, limita o valor a R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. Incabível a multa prevista no artigo 35A da Lei 8.212/91, uma vez que este dispositivo, ao fazer referência ao artigo 44 da Lei 9.430/61, restringe sua aplicação ao lançamento de créditos relativos às contribuições previdenciárias e não o descumprimento de obrigação acessória. Tanto isso é verdade que o novel artigo 35A acima mencionado faz referência “às contribuições referidas no art. 35 desta Lei”. Seguindo essa linha vemos que o artigo 35, ao tratar das contribuições faz nova remissão, agora às alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do artigo 11 da Lei 8.212/91, o qual dispõe que constituem contribuições sociais as das empresas, as dos empregadores domésticos e as dos trabalhadores. Não há, portanto, permissão para que a multa do artigo 35A seja lançada em decorrência do descumprimento de dever instrumental. Incide na espécie a retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Diante dessas considerações, voto no sentido de CONHECER o recurso voluntário e DARLHE PROVIMENTO. Fl. 1323DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 12 Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 1324DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 13530.000087/98-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 09/12/1998
RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. OCORRÊNCIA. CONCOMITÂNCIA.
Importa renúncia tácita à instância administrativa, a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do despacho decisório, com o mesmo objeto do processo administrativo.
Numero da decisão: 3202-001.251
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Ausente o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA- Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) .
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1891; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 370 1 369 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13530.000087/9874 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.251 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2014 Matéria FINSOCIAL Recorrente JOSÉ ALUÍSIO NASCIMENTO E CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 09/12/1998 RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. OCORRÊNCIA. CONCOMITÂNCIA. Importa renúncia tácita à instância administrativa, a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do despacho decisório, com o mesmo objeto do processo administrativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Ausente o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por JOSÉ ALUÍSIO NASCIMENTO E CIA LTDA contra Acórdão nº 06.517, de 11 de fevereiro de 2005, proferido AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 53 0. 00 00 87 /9 8- 74 Fl. 894DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 371 2 pela 4ª Turma da DRJ/BA, que, por unanimidade de votos, não tomaram conhecimento da presente impugnação, tendo em vista a opção do contribuinte pela via judicial para fins de reconhecimento do direito creditório, encontrandose sua utilização administrativa adstrita aos termos da decisão judicial transitado em julgado. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: 0 presente processo trata de pedido de compensação de créditos de Finsocial (fls.84/89 e 130/137) no valor de R$47.072,77 recolhido nas alíquotas superiores a 0,5% (meio por cento), nos períodos de dezembro/1989 e março/1992, com débitos de PIS, Cofins, Finsocial e CSLL. 2. Na petição de fls.01/03 consta esclarecimento A intimação recebida, informando que vem efetuando compensação de créditos de Finsocial com débitos da Cofins, na forma do decidido pelo Supremo Tribunal Federal, que no julgamento RE 150.7641/92 declarou inconstitucionais as majorações das alíquotas acima de 0,5% da referida contribuição, razão pela qual, a par deste direito, ingressou com ação ordinária junto A 4a Vara Federal do Distrito Federal (processo no 9834000029647). 3. As fls. 16/31 consta a cópia da sentença na qual o juízo condena a Unido a restituir As autoras da ação judicial, inclusive a interessada, mediante compensação com o PIS, Cofins, Finsocial e a CSLL, a importância recolhida a maior, corrigida monetariamente, impor penalidades, executálas judicialmente, negarlhes CND quando requeridas, com relação à compensação pleiteada, até o trânsito em julgado da ação. 4. Através do Despacho SASIT n° 598/2001 (fl.93/94), a Delegacia da Receita Federal de Feira de Santana — DRF/Feisan intimou a interessada a apresentar a documentação pertinente ao pedido de restituição e o inteiro teor do processo judicial contendo a certidão de transito em julgado, tendo a empresa apresentado a documentação de fls.97/273. 5. O órgão de origem, a Seção de Orientação e Análise Tributária SAORT da DRF/Feisan através do Despacho Decisório de fl.127, com base no Parecer de fls.274/276,indeferiu o pedido de restituição e não homologou a declaração de compensação, amparado no disposto no artigo 37 da IN SRF n° 210, de 30 de setembro de 2002, tendo em vista que o pedido da interessada não se encontra fundamentado em decisão judicial transitada em julgado, conforme consulta processual de fls.271/273. 6. Tendo sido cientificada do resultado do pedido de restituição/compensação em 21/09/2004 (fl.282), a interessada As fls.284/291 apresentou Manifestação de Inconformidade argumentando, em síntese que: • Foi surpreendida pela não homologação das compensações devidamente autorizadas por decisão judicial, tendo por único fundamento a não apresentação da certidão de trânsito em julgado da ação n° 1998.34.00.0029647 que tramitou perante a 4a Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, com base no disposto no artigo 21 da IN SRF n°210/02; • A vedação veiculada pela referida instrução normativa é decorrente do novo art.170A do Código Tributário Nacional, introduzido pela Lei Complementar n° 104/2001, que é norma posterior As compensações realizadas pela recorrente, que ocorreram entre 04/1998 e 04/1999; • A Lei n° 5.172/66 (CTN) recepcionada pela ordem jurídica atual traz em seu artigo 106 as únicas hipóteses em que a lei tributária pode ser aplicada a ato ou fato Fl. 895DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 372 3 pretérito, não sendo acolhida a presente situação, sendo regra geral do Direito que os fatos regulamse pela lei do tempo em que se verificam, conforme entendimento do Conselho de Contribuintes e do STJ, cujas ementas transcreve; • A IN SRF no 31/97, publicada em 10/04/1997, reconheceu a inconstitucionalidade das majorações das alíquotas acima de 0,5%, razão pela qual ajuizou a ação de conhecimento sob rito ordinário n° 1998.34.00.0029647, por ser empresa mercantil, contribuinte do Finsocial, já extinto; • A sentença autorizou as compensações dos valores recolhidos indevidamente a titulo de Finsocial, que foi integralmente confirmada pelo acórdão proferido pela 4a Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tendo sido negado seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, e, em 17/08/2004, foi negado provimento pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça, ao agravo interposto pela Fazenda Nacional contra decisão que havia negado seguimento ao seu Recurso Especial, tendo havido o transito em julgado da ação em 29/09/2004, conforme decisão anexa e correspondente extrato de andamento do STJ; • A compensação já foi legitimada pela Secretaria da Receita Federal quando da edição da IN SRF no 32, de 09 de abril de 1997, que transcreve, razão pela qual requer a homologação das compensações efetuadas.” A DRJ não tomou conhecimento da impugnação apresentada pelo contribuinte em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: Outros Tributos ou Contribuições Data do fato gerador: 09/12/1998 Ementa: RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. A opção pela via judicial importa renúncia às instancias administrativas, não cabendo conhecer das razões de defesa quanto à matéria sob o crivo do Poder Judiciário. A propositura de ação judicial afasta o pronunciamento da jurisdição administrativa sobre a matéria objeto da pretensão judicial, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não dando conhecimento ao recurso voluntário.” Cientificado do referido acórdão em 12 de abril de 2006, a interessada apresentou recurso voluntário em 9 de maio de 2006, pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Fl. 896DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 373 4 Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância em 12 de abril de 2006, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário – apresentando a recorrente recurso voluntário em 9 de maio de 2006. Depreendendose da análise do processo, constatase que o cerne da questão envolve a homologação do pedido de compensação do Finsocial, realizadas no período de 04/1998 a 05/1999, objeto do presente auto de infração. No entanto, importante verificar primeiramente a suposta renúncia à instância administrativa considerada pela DRJ que, por conseqüência, não tomou conhecimento da presente manifestação de inconformidade, ressaltando a opção do contribuinte pela via judicial para fins de reconhecimento do direito creditório, conforme ementa: 1998.34.00.0029647 “RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. A opção pela via judicial importa renúncia às instancias administrativas, não cabendo conhecer das razões de defesa quanto à matéria sob o crivo do Poder Judiciário. A propositura de ação judicial afasta o pronunciamento da jurisdição administrativa sobre a matéria objeto da pretensão judicial, razão pela qual não se aprecia o seu mérito, não dando conhecimento ao recurso voluntário.” Em relação a essa questão, lembra a recorrente que o único fundamento da DRJ para a não homologação das compensações foi a ausência de apresentação de certidão de trânsito em julgado da ação 1998.34.00.0029647, que tramitou perante a 4 Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, afirmando que foi proposto o indeferimento do pedido de restituição e Fl. 897DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 374 5 a não homologação da declaração de compensação em razão do disposto no art. 21, da INSRF 210/02 e "tendo em vista que o pedido do contribuinte não se encontra fundado em decisão judicial transitada em julgado." O que entende a recorrente ser incabível, conforme fundamentos apresentados, em síntese, a seguir: · não há correlação entre o pedido na ação ordinária e a exigência fiscal de apresentação de certidão de trânsito em julgado, que impossibilite a Secretaria da Receita Federal em apreciar os argumentos expendidos na Manifestação de Inconformidade; · Pela leitura do pedido, em momento algum se requereu na ação judicial a homologação de pedido de compensação, mas, tão somente, a declaração de direito de restituição do indébito, por meio da compensação; · ad argumentadum tantum, o sistema jurídico pátrio admite que o contribuinte trilhe, exclusiva, sucessiva ou simultaneamente os dois caminhos , processuais que lhe são abertos pela Lei Suprema; · vedação veiculada pela INSRF 210 de 30 de setembro de 2002, é decorrente do novo art. 170A do Código Tributário Nacional, introduzido pela Lei Complementar 104/2001, sendo, portanto, norma muito posterior as compensações realizadas pelo recorrente, que ocorreram entre 04/1998 e 04/1999. Quanto a essa questão, depreendendose da análise do processo, entendo que assiste razão a autoridade fazendária – o que observo o entendimento manifestado pela DRJ – transcrevendo parte do voto constante daquele acórdão: “[..] 14. Ressaltese que em 21/10/1998, o juiz de l a instância julgou procedente em parte a ação para condenar a Unido a restituir o pagamento indevido correspondente ao Finsocial recolhido pela empresa em aliquotas que excederam a 0,5% (meio por cento), e acompensálo com o PIS, a Cofms, o Finsocial e o CSLL, tendo a interessada protocolado o pedido administrativo de restituição/compensação em 09/12/1998 (fls.16/31). Fl. 898DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 375 6 15. Posteriormente foram apresentados recursos de apelação pelas autoras e embargos de declaração pela União. 0 TRF considerou as apelações e a remessa oficial improvidas (fls.261/267), tendo sido proposto Agravo de Instrumento pela Fazenda Nacional,contra o acórdão do eg. Tribunal regional federal da la Região, este foi improvido (fls.292/293), tendo o acórdão transitado em julgado em 29/09/2004 (fl.294), cujo acórdão relativo ao Agravo de Instrumento tratou apenas do prazo da extinção do direito de pleitear restituição ou compensação. 16. Conforme se verifica, o objeto da ação judicial em questão é também a compensação, utilizandose o direito credit6rio que ora a requerente pleiteia administrativamente, decorrente de recolhimentos de Finsocial alegadamente efetuados em valores maiores que os devidos. 17. Desta forma, concluise, portanto, que o mesmo direito creditório está sendo pleiteado pelo contribuinte em duas esferas distintas, judicial e administrativa,concomitantemente. [..] Frisese ainda tal entendimento, a súmula CARF º 1: “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Na questão em tela, tratase de aplicação do princípio da unicidade ou inafastabilidade de jurisdição, insculpido no inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal de 1988 (CF/88), que veicula a seguinte mensagem normativa: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Corolário do referido princípio, decorre que o monopólio do exercício da jurisdição é exercido somente pelo Poder Judiciário, logo, embora os órgãos de julgamento administrativo tenham competência para dirimir os conflitos no âmbito de sua atuação, o pronunciamento definitivo acerca do litígio cabe, exclusivamente, aos órgãos do Poder Judiciário. Fl. 899DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 376 7 Ora, tendo em vista que a matéria litigiosa foi submetida à apreciação do Poder Judiciário, careceria de sentido e de efeito jurídico concreto e efetivo a manifestação deste Colegiado acerca do assunto, haja vista que, se corroborar o entendimento judicial, seria inócua, ou se decidir em sentido diverso, estaria contrariando ou descumprindo a decisão judicial, o que seria mais grave. Dessa forma, é de se concluir que houve renúncia à instância administrativa no caso vertente o que não tomo conhecimento do recurso voluntário. Não obstante à apreciação da questão posta que, por sua vez, deixo de tomar conhecimento, importante apenas verificar também o andamento que se deu a esse processo quando do encaminhamento a esse Conselho. O que passo a descrever que, por meio do Ofício SEORT nº 65/07, recepcionado pelo Conselho de Contribuintes em 15.10.2007 antes de eventual julgamento, foi solicitado o retorno do r. processo para a repartição de origem para fins de revisão dos débitos inscritos em Divida Ativa da União, que constam no referido processo de compensação, com o seu posterior retorno ao conselho.O que, por conseguinte, após acatada tal solicitação pelo Conselho e, posteriormente à análise daquela repartição, seguiu o processo novamente a esse Conselho com o Despacho Decisório DRF/FSA nº 3208/2007. Para melhor transparecer a análise feita pela Seção de Orientação e Análise Tributária SEORT, transcrevo o constante do Despacho: “Trata o presente processo de Pedido de Revisão de Débito Inscrito em Divida Ativa relativo a débito de COFINS, referente ao período de apuração 04/98 a 06/98, em que o contribuinte alega extinção do crédito tributário mediante compensação. 0 contribuinte em 09/12/98, após a inscrição dos referidos débitos em divida ativa (fl.10), apresentou pedido de compensação, vinculado a um pedido de restituição através do processo n° 13530.000087/9874, apenas dos débitos referentes ao período de apuração 05/98 e 06/98 ( vide extrato processo fls. 177 e 181 ) . Considerando que no momento do pedido de compensação os débitos já estavam na divida ativa da Unido, e que conforme a Instrução Normativa (IN) da Secretaria da Receita Federal SRF n°21, vigente de 10 de março de 1997 a 30 de setembro 2002, que normatizava os procedimentos para restituição e/ou compensação, estabelecia no seu art. Fl. 900DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 377 8 5° que só poderiam ser utilizados para compensação, débitos relativos a tributos e contribuições sob administração da SRF. "Art. 5º Poderão ser utilizados para compensação com débitos de qualquer espécie, relativos a tributos e contribuições administrados pela SRF, os créditos decorrentes das hipóteses mencionadas no art. 2º , nos incisos I e II do art. 3º e no art. 4º. " Face ao exposto, proponho: a. Manutenção da cobrança e inscrição em divida ativa, com o prosseguimento da execução; TRIBUTO PA/EX VENCIMENTO MOEDA SALDO DEVEDOR INSCRITO NOVO SALDO DEVEDOR A SER COBRADO 2172 04/98 R$ 3.260,22 3.260,22 2172 05/98 R$ 2.555,24 2.555,24 2172 06/98 R$ 3.212,06 3.212,06 b. Baixa dos referidos débitos (PA 05/98 e 06/98) no registro no sistema PROFISC relativamente ao processo n° 13530.000087/9874; c. Encaminhamento ao Terceiro Conselho de Contribuintes cópia deste despacho, para ser anexado ao processo citado no item anterior.” Em atenção ao despacho supra mencionado, vêse que a SEORT constatou que o contribuinte apresentou pedido de compensação de débitos que já tinham sido inscritos em dívida ativa à época. Não obstante à essa constatação, a meu sentir, apenas houve previsão legal vedando esse procedimento somente com o advento da Lei 10.833/03 que, através de seu art. 17 alterou o art. 74 da Lei nº 9.430/96, incluindo novo inciso III no §3º daquela lei, passando vedar expressamente a compensação de débitos que já tenham sido encaminhados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União. Com efeito, não haverseia que aplicar tal dispositivo às compensações efetuadas anteriormente à Lei 10.833/03, em respeito aos princípios do direito adquirido e da irretroatividade das leis, do que decorre incerteza jurídica no concernente a eficácia da vedação imposta pela r. Lei. O que tenho que tal dispositivo apenas passou a produzir efeitos em relação a obrigações tributárias ocorridas após 30 de dezembro de 2003, pois não há que se aplicar Fl. 901DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13530.000087/9874 Acórdão n.º 3202001.251 S3C2T2 Fl. 378 9 retroativamente uma legislação sob pena de malferir ao princípio constitucional da irretroatividade. Eis que a norma jurídica em regra se projeta para o futuro (artigo 6º, LICC). Além disso, em matéria tributária, a Constituição impõe preceito específico ao vedar a cobrança de tributos “em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado”. Aliás, este é o posicionamento adotado por nossos Tribunais Regionais Federais. Faço tais considerações apenas em respeito a análise feita pela SEORT e que consta desse processo. Sendo assim, não obstante entender não haver vedação legal em se ter procedido à época a compensação com débitos já inscritos em dívida ativa e em vista de todo o exposto, considerando a matéria ora discutida trazida também em recurso voluntário, voto por não conhecer do recurso, pois, no caso vertente, houve renúncia à instância administrativa. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 902DF CARF MF Impresso em 10/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES
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Numero do processo: 10940.900520/2011-19
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/11/2006
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ.
Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões.
COMPENSAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA
O instituto da denuncia espontânea não se aplica nos casos de débitos indevidamente compensados de tributos sujeitos a lançamento por homologação anteriormente declarados pelo contribuinte e que já se encontravam vencidos na data do pedido de compensação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.017
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/11/2006 INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. COMPENSAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA O instituto da denuncia espontânea não se aplica nos casos de débitos indevidamente compensados de tributos sujeitos a lançamento por homologação anteriormente declarados pelo contribuinte e que já se encontravam vencidos na data do pedido de compensação. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
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SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. COMPENSAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA O instituto da denuncia espontânea não se aplica nos casos de débitos indevidamente compensados de tributos sujeitos a lançamento por homologação anteriormente declarados pelo contribuinte e que já se encontravam vencidos na data do pedido de compensação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 05 20 /2 01 1- 19 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900520/201119 Acórdão n.º 3801004.017 S3TE01 Fl. 77 2 (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900520/201119 Acórdão n.º 3801004.017 S3TE01 Fl. 78 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório nº rastreamento 916016816 emitido eletronicamente em 01/04/2011, referente ao PER/DCOMP nº 31664.70358.200607.1.3.046871. A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP com crédito de Cofins, Código de Receita 5856, no valor original na data de transmissão de R$3.388,61, decorrente de recolhimento com Darf efetuado em 15/12/2006. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório por meio de edital, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade em 31/05/2011, tendo feito um resumo dos fatos. Em seguida, tece considerações acerca da inconstitucionalidade da incidência do PIS e da Cofins sobre o ICMS, fazendo referência à legislação pertinente, à jurisprudência do Judiciário e a entendimentos doutrinários que tratam do assunto em pauta, para concluir que as “receitas” provenientes do ICMS não podem integrar a base de cálculo das contribuições para o PIS e da Cofins, ante ao fato de não representarem receita ou faturamento do contribuinte, mas sim do ente tributante. Diante das razões invocadas, o manifestante requer seja reconhecido o seu direito à compensação referente aos indevidos pagamentos a título de Cofins, em virtude da não dedução da base de cálculo daquelas exações, na época própria, da totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência, decorrentes das atividades do contribuinte, bem Fl. 78DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900520/201119 Acórdão n.º 3801004.017 S3TE01 Fl. 79 4 como não haja a incidência de multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea. Anexa aos autos um “Relatorio aproveitamento”, no qual indica o valor do ICMS e o valor de Cofins correspondente. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. ACRÉSCIMOS LEGAIS. Os débitos indevidamente compensados serão exigidos com os respectivos acréscimos legais. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual alega, em síntese, que não pode haver qualquer diferenciação entre o tratamento tributário dado às instituições financeiras e as demais pessoas jurídicas sujeitas ao recolhimento da COFINS e do PIS, conforme o disposto nos artigos 5o e 150, II, ambos da Constituição, e de acordo com jurisprudência dominante do STF, devendo ser reconhecido o seu direito à restituição referente aos indevidos pagamentos a título de PIS/COFINS, em virtude da nãodedução da base de cálculo daquelas exações, na época própria, da totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência, decorrentes das suas atividades, bem como, não haja a incidência da multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900520/201119 Acórdão n.º 3801004.017 S3TE01 Fl. 80 5 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos já declarados. Diante da inexistência do crédito, a compensação declarada não foi homologada. No mérito, a recorrente alega que os créditos pleiteados referemse a pagamentos indevidos a título de PIS/COFINS, em virtude da nãodedução da base de cálculo daquelas exações, na época própria, da totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência, decorrentes das suas atividades. A recorrente defende a isonomia de tratamento fiscal no que diz respeito à exclusão da base de cálculo do PIS e da Cofins de despesas operacionais previstas na legislação aplicável às instituições financeiras. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. A Lei nº 9.718/98, que dispõe sobre as contribuições para o PIS/Pasep e para a Cofins, em seu art. 3º, § 6º, explicita as exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da base de cálculo das referidas contribuições para as instituições financeiras, seguradoras e assemelhadas, além daquelas facultadas as demais pessoas jurídicas. A recorrente alega que esse tratamento tributário diferenciado ofende ao princípio da igualdade encontrado no art. 5º, caput, da Constituição Federal, bem como o conseqüente princípio da isonomia ou igualdade tributária assegurado na Carta Magna, em seu art. 150, II.. No entanto, o referido tratamento está baseado em disposição literal de norma válida legitimamente inserida no ordenamento jurídico nacional cuja apreciação acerca de eventual inconstitucionalidade foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal para examinar tais hipóteses. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador. Para firmar esse entendimento, o Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, por força do disposto no Anexo II, art. 62, caput, veda aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo Fl. 80DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.900520/201119 Acórdão n.º 3801004.017 S3TE01 Fl. 81 6 internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, ressalvadas hipóteses de decisão vinculante do STF ou acolhida pela administração tributária. A alegação de inconstitucionalidade de lei também é objeto da abaixo transcrita súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros, por força do disposto no art. 72, caput, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009: Súmula CARF nº 2 (D.O.U de 22/12/2009, Seção 1) O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária No mais, considerandose que em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões, o que não ocorreu no caso em tela, faltando ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. No tocante ao instituto da denuncia espontânea, de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional, este não se aplica ao caso vertente uma vez que tratamse os débitos indevidamente compensados de tributos sujeitos a lançamento por homologação anteriormente declarados pelo contribuinte e que já se encontravam vencidos na data do pedido de compensação, sujeitos portanto aos acréscimos moratórios previstos no artigo 61, da Lei nº 9.430/96. Nesse sentido, segundo a Súmula 360 do STJ, “o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo”, mesmo que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 81DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 09/08/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 14474.000270/2007-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 28/09/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM PAT. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESNECESSIDADE DE DECLARAÇÃO EM GFIP.
A concessão de auxilio alimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT.
Não há obrigatoriedade de declarar em GFIP verbas referentes ao pagamento de auxílio alimentação, por não integrar a base de cálculo do salário-de-contribuição.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-003.417
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
(assinado digitalmente)
DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes.
Nome do relator: Relator Damião Cordeiro de Moraes
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 28/09/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM PAT. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESNECESSIDADE DE DECLARAÇÃO EM GFIP. A concessão de auxilio alimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. Não há obrigatoriedade de declarar em GFIP verbas referentes ao pagamento de auxílio alimentação, por não integrar a base de cálculo do salário-de-contribuição. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA - Presidente. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes.
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CONCESSÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO SEM PAT. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DESNECESSIDADE DE DECLARAÇÃO EM GFIP. A concessão de auxilio alimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Não há obrigatoriedade de declarar em GFIP verbas referentes ao pagamento de auxílio alimentação, por não integrar a base de cálculo do saláriodecontribuição. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARCELO OLIVEIRA Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 47 4. 00 02 70 /2 00 7- 33 Fl. 713DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Leonardo Henrique Pires Lopes. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa NORMANDIE INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO CIVIL LTDA em face do acórdão prolatado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (DRJ/CTA), que julgou procedente o auto de infração. 2. Narra o relatório fiscal (f. 14) que: “A empresa deixou de informar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP os valores pagos aos segurados empregados na obra de construção civil matricula CEI 50.006.77550/76, a titulo de "vale alimentação", (considerados como parcelas integrantes do salário de contribuição pela não adesão da empresa ao Programa de Alimentação do Trabalhador PAT), o que se constitui como infração ao artigo 32, inciso IV, parágrafo 5 da Lei 8.212/91”. 3. A decisão de primeira instância, que manteve o débito fiscal, restou ementada nos termos abaixo: “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/09/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM FALTA DE INFORMAÇÕES. Constitui infração a empresa deixar de informar mensalmente ao INSS, por intermédio da GFIP, os dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do mesmo. Art. 32, inciso IV, § 5º, da Lei n° 8.212/91. Lançamento Procedente.” (f. 232) 4. Em sede recursal (ff. 240 a 244), o contribuinte apresentou suas razões aduzindo, em síntese: a) que a recorrente prestou todas as informações solicitadas pela Auditoria Fiscal; Fl. 714DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 14474.000270/200733 Acórdão n.º 2301003.417 S2C3T1 Fl. 714 3 b) afirma que atendeu as exigências fiscais, tendo, efetivamente, disponibilizado os elementos contábeis e fiscais necessários para que fosse realizado o levantamento fiscal; c) que o artigo 397 do CPC autoriza, a qualquer tempo, juntada de documentos aos autos para contrapor atos produzidos no processo; d) que anexou o Livro Diário e Livro Razão registrados na Junta Comercial do Paraná, em 26 de outubro de 2007, dentro, portanto, do prazo de impugnação, conforme previsto no artigo 33, §§ 2° e 3° da Lei 8.212/91 e artigos 232 e 233, § único do RPS; e) no que tange especificamente ao “MANAD”, alega que os respectivos arquivos eletrônicos contendo o registro das operações e negócios econômicos da recorrente foram regularizados, antes de expirar o prazo de impugnação; f) requer a relevação da multa nos temos do artigo 291 e §§ do Decreto 3.048/99. 5. Sem contrarrazões por parte do Fisco, os autos foram encaminhados à apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 2. Aponta o relatório fiscal (f. 14), que a empresa deixou de informar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP os valores pagos aos segurados empregados na obra de construção civil matricula CEI 50.006.77550/76, a titulo de "vale alimentação", (considerados como parcelas integrantes do salário de contribuição pela não adesão da empresa ao Programa de Alimentação do Trabalhador PAT). Assim cometeu infração prevista no artigo 32, inciso IV, parágrafo 5 da Lei 8.212/9. 3. E não obstante o bom arrazoado trazido pelo fisco, a meu ver, o auto de infração não merece prosperar. Isso porque a respeito da matéria tenho firmado entendimento no sentido de que o pagamento do auxílioalimentação não sofre a incidência da contribuição Fl. 715DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 previdenciária, haja vista a ausência de sua natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no PAT. Assim, entendo que não há que se falar em obrigatoriedade de declarar em GFIP verbas referentes ao pagamento de auxílio alimentação. Fato esse que torna improcedente a multa aplicada pelo Fisco por descumprimento de obrigação acessória. 4. Corroborando o posicionamento ora exposto, temse a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificando o entendimento no sentido de que o pagamento do auxílioalimentação não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. (Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006). 5. Segue recente julgado da Primeira Turma deste Colendo Tribunal, in verbis: “TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALEALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de vale alimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. 2. A exegese hodierna, consoante a jurisprudência desta Corte e da Excelsa Corte, assenta que o contribuinte é sujeito de direito, e não mais objeto de tributação. 3. O Supremo Tribunal Federal, em situação análoga, concluiu pela inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o valor pago em espécie sobre o vale transporte do trabalhador, mercê de o benefício ostentar nítido caráter indenizatório. (STF RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 10.03.2010, DJe 14.05.2010) 4. Mutatis mutandis, a empresa oferece o ticket refeição antecipadamente para que o trabalhador se alimente antes e ir ao trabalho, e não como uma base integrativa do salário, porquanto este é decorrente do vínculo laboral do trabalhador com o seu empregador, e é pago como contraprestação pelo trabalho efetivado. 5. É que: (a) ‘o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho’ (REsp 1.180.562/RJ (grifo nosso) (...) 6. Recurso especial provido.” Fl. 716DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 14474.000270/200733 Acórdão n.º 2301003.417 S2C3T1 Fl. 715 5 (STJ REsp 1185685/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/12/2010, DJe 10/05/2011) (g.n.) 6. Nesse momento fazse mister a referência ao acórdão de relatoria do Ministro José Delgado que tratou da matéria em questão, conforme ementa abaixo transcrita: “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. REFEIÇÃO REALIZADA NAS DEPENDÊNCIAS DA EMPRESA. NÃOINCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRECEDENTES. DÉBITOS PARA COM A SEGURIDADE SOCIAL. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ DA CERTIDÃO DA DÍVIDA ATIVA. PRECEDENTES. 1. Recurso especial interposto pelo INSS contra acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região segundo o qual: a) o simples inadimplemento da obrigação tributária não constitui infração à lei capaz de ensejar a responsabilidade solidária dos sócios; b) o auxílioalimentação fornecido pela empresa não sofre a incidência de contribuição previdenciária, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Em seu apelo, o INSS aponta negativa de vigência dos artigos 135 e 202, do CTN, 2º, § 5º, I e IV, 3º da Lei 6.830/80, 28, § 9º, da Lei n. 8.212/91 e divergência jurisprudencial. Sustenta, em síntese, que: a) a) o ônus da prova acerca da nãoocorrência da responsabilidade tributária será do sócioexecutado, tendo em vista a presunção de legitimidade e certeza da certidão da dívida ativa; b) é pacífico o entendimento no STJ de que o auxílio alimentação, caso seja pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, é salário e sofre a incidência de contribuição previdenciária. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxílioalimentação, isto é, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006. 3. Constando o nome do sóciogerente na certidão de dívida ativa e tendo ele tido pleno conhecimento do procedimento administrativo e da execução fiscal, responde solidariamente pelos débitos fiscais, salvo se provar a inexistência de qualquer vínculo com a obrigação. Fl. 717DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 4. Presunção de certeza e liquidez da certidão da dívida ativa. Ônus da prova da isenção de responsabilidade que cabe ao sócio gerente. Precedentes: EREsp 702.232/RS, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 26/09/2005; EREsp 635.858/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 02/04/2007. 5. Recurso especial parcialmente provido.” (REsp 977.238/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13.11.2007, DJ 29.11.2007 p. 257) [grifo nosso] 7. Inclusive, a argumentação da Fazenda Nacional nos autos acima (REsp 977.238/RS) era de que o auxilio alimentação, pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), possuía natureza salarial sendo, portanto, passível de recolhimento de tributo. No entanto, sua sustentação não foi provida em razão da orientação jurisprudencial pacífica do STJ em sentido contrário, qual seja não incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos a título de auxilio alimentação. 8. E recentemente, reforçando o entendimento que vem se pacificando no STJ, a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional publicou o Parecer PGFN/CRJ/n.º 2117/2011 sobre a não incidência de contribuição previdenciária sobre o auxílio alimentação pago in natura: “Tributário. Contribuição previdenciária. Auxílioalimentação in natura. Não incidência. Jurisprudência pacífica do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Lei n.º 10.522, de 19 de julho de 2002, e do Decreto n.º 2.346, de 10 de outubro de 1997. ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional autorizada a não contestar, a não interpor recurso e a desistir dos já interpostos.” 9. No mesmo sentido, cito o Ato declaratório n.º 03/2011 no qual a PGFN declarou que “fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio alimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. 10. Além disso, pelo que se indica nestes casos, a concessão da alimentação é desvinculada do salário por força da própria Lei nº 8.212/91 que determina a não integração do saláriodecontribuição às importâncias recebidas a título de ganhos expressamente desvinculados do salário (art. 28, §9º, letra “e”, número 7). 11. A Lei nº 9.528/97 introduziu a obrigatoriedade de apresentação em GFIP dos dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores e valor a ser recolhido ao FGTS. 12. Sendo assim, entendo que não há que se falar em obrigatoriedade de declarar em GFIP verbas referentes ao pagamento de auxílio alimentação, por não ter natureza salarial e não fazer parte da base de cálculo das contribuições previdenciárias. Fato esse que torna improcedente o auto de infração feito pelo fisco. Fl. 718DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 14474.000270/200733 Acórdão n.º 2301003.417 S2C3T1 Fl. 716 7 CONCLUSÃO 13. Dado o exposto, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, darlhe PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 719DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 19/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 13749.000873/2010-09
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2007
AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. PEDIDO FORMULADO SEM RELAÇÃO COM O LITÍGIO POSTO NOS AUTOS.
Inexiste interesse recursal, quando o recurso interposto veicula pedido alheio ao litígio posto nos autos.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-003.125
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente.
(Assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson, Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente da Turma), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: RONNIE SOARES ANDERSON
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PEDIDO FORMULADO SEM RELAÇÃO COM O LITÍGIO POSTO NOS AUTOS. Inexiste interesse recursal, quando o recurso interposto veicula pedido alheio ao litígio posto nos autos. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Presidente. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson, Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente da Turma), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 9. 00 08 73 /2 01 0- 09 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 11/09/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), que julgou procedente Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), exigindo crédito tributário no valor total de R$ 823,51 relativo ao anocalendário 2007. A autuação decorreu da constatação de omissão rendimentos identificada na Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) da fonte pagadora, e glosa de fonte não indicada nessa mesma Dirf. A contribuinte apresentou sua impugnação alegando, em síntese, que a omissão constatada pela autoridade fiscal referese a rendimentos isentos por ser ela beneficiária portadora de moléstia grave, conforme documento anexado e prova de aposentadoria desde 1992. A decisão de primeira instância cancelou o lançamento em relação aos rendimentos omitidos, em razão de terem sido percebidos por portadora de moléstia grave. No que tange ao imposto de renda retido na fonte, manteve em parte a autuação, traçando as seguintes considerações: Quanto ao imposto de renda retido na fonte glosado a impugnante não apresentou nenhuma prova da retenção na fonte utilizada em sua DIRPF no valor de R$ 480,39. Verificase, no entanto, que o imposto de renda retido na fonte efetivamente não existiu, mas, foi utilizado como forma de anular a tributação do imposto de renda apurado. Pelos motivos acima, voto no sentido de julgar procedente em parte a impugnação, não subsistindo qualquer valor a ser cobrado da contribuinte, da mesma forma que a restituição declarada na DIRPF também não deve subsistir. A contribuinte interpôs recurso voluntário em 14/2/2012, e, após frisar "Esclareço que não houve Imposto Retido na Fonte", alegou que "o que peço desde o processo inicial em 02/2009, é a RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RECOLHIDO referente ao exercício de 2008". É o relatório. Voto Conselheiro Ronnie Soares Anderson, Relator O recurso é tempestivo, porém não deve prosperar sua admissão. Não subsiste controvérsia acerca do imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 480,39, único objeto remanescente da autuação. Tal retenção não ocorreu, consoante a própria contribuinte expressamente admite no recurso voluntário, e a ausência de provas naquele sentido já evidenciava. A irresignação da autuada tem escopo diverso, qual seja, a restituição do imposto de renda recolhido referente ao exercício de 2008, que argumenta vem postulando desde fevereiro de 2009. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 11/09/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13749.000873/201009 Acórdão n.º 2802003.125 S2TE02 Fl. 46 3 Compulsando os autos no esforço de compreender o pleito formulado, pôde ser constatado que, quando da impugnação, a recorrente alegou que, por ser isenta do imposto de renda na condição de portadora de moléstia grave, fez "as Declarações Retificadoras e o Requerimento pedindo a Restituição do IR pago, então indevidamente, dos anos 2008, 2007, 2006, 2005 e 2004" (fl. 1). Nestes autos constam apenas os dados do sistema Comprot, do Ministério da Fazenda, atestando a existência de dois processos tendo como interessada a contribuinte, os de nos 13749.001098/200967 e 13749.001099/200910 (fls. 8/9). Ambos os processos versam, conforme consulta ao sistema eprocesso permite revelar, sobre impugnações de Notificações de Lançamento similares a ora examinada, ou seja, retenções na fonte informadas nas Declarações de Ajuste Anual sem respaldo em documentação probatória. Prova alguma foi apresentada da entrega das declarações retificadoras que dariam suporte ao aventado pedido de restituição. E, ainda que houvesse, inconformidade acerca desse pedido deveria ser vertida no correspondente processo administrativo, não no presente, que trata de tema diverso, a Notificação de Lançamento lavrada em 23/8/2010. Inexiste, então, interesse recursal a ser defendido pela contribuinte mediante a interposição do recurso voluntário ora examinado. O resultado que ela pretende alcançar não está sob o alcance do deslinde da controvérsia posta neste processo administrativo, tampouco poderia advir de reforma da decisão a quo. Em decorrência, ausente na espécie utilidade recursal, requisito indispensável para a admissão da irresignação. Ante o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Fl. 47DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 11/09/20 14 por RONNIE SOARES ANDERSON, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10830.005585/2004-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. NECESSIDADE DE PROVA DAS ORIGENS DOS RECURSOS.
A variação patrimonial não justificada por meio de provas da existência de rendimentos tributados, não-tributáveis, ou tributados exclusivamente na fonte, à disposição do contribuinte dentro do período mensal de apuração está sujeita à tributação.
Numero da decisão: 2101-000.994
Decisão: Vistos relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente na data da formalização do Acórdão.
(Assinado digitalmente)
Odmir Fernandes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Naoki Nishioka, Ana Neyle Olimpio Holanda, Caio Marcos Cândido (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, José Raimundo Tosta Santos e Odmir Fernandes.
Nome do relator: ODMIR FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1998 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. NECESSIDADE DE PROVA DAS ORIGENS DOS RECURSOS. A variação patrimonial não justificada por meio de provas da existência de rendimentos tributados, não-tributáveis, ou tributados exclusivamente na fonte, à disposição do contribuinte dentro do período mensal de apuração está sujeita à tributação.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1706; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 2 1 1 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.005585/200477 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101000.994 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente MARIA ANGELA BOSSO GUERREIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. NECESSIDADE DE PROVA DAS ORIGENS DOS RECURSOS. A variação patrimonial não justificada por meio de provas da existência de rendimentos tributados, nãotributáveis, ou tributados exclusivamente na fonte, à disposição do contribuinte dentro do período mensal de apuração está sujeita à tributação. Vistos relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente na data da formalização do Acórdão. (Assinado digitalmente) Odmir Fernandes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Naoki Nishioka, Ana Neyle Olimpio Holanda, Caio Marcos Cândido (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, José Raimundo Tosta Santos e Odmir Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 55 85 /2 00 4- 77 Fl. 100DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário da decisão da 5a Turma de Julgamento da DRF de São Paulo/SP que manteve a autuação do Imposto de Renda Pessoa Física IRPF exercício de 1998 sobre omissão de rendimentos apurada por meio da variação patrimonial a descoberto, onde verificouse excesso de aplicações sobre as origens. A decisão recorrida manteve autuação por falta justificada a variação patrimonial apurada pela fiscalização, e possui a seguinte ementa. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 1999 PRELIMINAR. FALTA DE ACESSO AOS DOCUMENTOS QUE EMBASARAM O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. É facultado o fornecimento de cópia do processo ao sujeito passivo ou a seu mandatário o direito à vista do processo junto ao órgão preparador dentro do prazo legal de trinta déias a partir do momento em que o interessado toma ciência do lançamento, nos termos da legislação de regência. PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. Indeferese o pedido de diligências uma vez que é claramente desnecessária e prescindível ao julgamento da lide. PEDIDO DE PRODUÇÃO SUPLEMENTAR DE PROVA DOCUMENTAL. Não há base legal para deferir o pedido de produção suplementar de prova documental formulado, razão pela qual a preliminar suscitada é rejeitada. PEDIDO DE JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A juntada posterior de documentos não encontra amparo legal, uma vez que, de modo diverso, o art. 16, inciso II do Decreto 70.235/72, determina que a impugnação deve mencionar as provas que o interessado possuir. O parágrafo 4° do mesmo artigo prevê que provas podem ser apresentadas em outro momento processual nos casos em que especifica. Caso que não se enquadra em quaisquer das hipóteses e impede o deferimento da juntada posterior de provas. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. PRESUNÇÃO LEGAL. NECESSIDADE DE PROVAR AS ORIGENS DOS RECURSOS. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10830.005585/200477 Acórdão n.º 2101000.994 S2C1T1 Fl. 3 3 A variação patrimonial não justificada por meio de provas inequívocas da existência de rendimentos tributados, não tributáveis, ou tributados exclusivamente na fonte, à disposição do contribuinte dentro do período mensal de apuração está sujeita à tributação. Por força de presunção legal, cabe ao contribuinte o ônus de provar as origens dos recursos que justifiquem o acréscimo patrimonial Lançamento Procedente Nas razões do recurso sustenta que apurou rendimentos com a venda de parte de seu patrimônio, mas desconhece as importâncias objeto da autuação do acréscimo patrimonial a descoberto, vez que as operações ocorridas em seu nome foram feitas de forma fraudulenta, por seu exmarido e sócio da empresa de detinham. Pede a produção de prova pericial e documental. É o relatório Voto Conselheiro Odmir Fernandes – Relator. O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser conhecido. Cuidase de Recurso Voluntário em autuação do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, exercício de 1998 sobre omissão de rendimentos apurada por meio de APD Acréscimo Patrimonial a Descoberto, onde verificouse excesso de aplicações sobre as origens. Nas razões de recurso a Recorrente apenas sustenta a existência de fraude e uso indevido de seu nome pelo exmarido, sócio da empresa que ambos possuíam e que veio a falir. Com isso, pede a produção de prova pericial e documental em razão de existir processo crime em fase de conclusão. Rejeitase a o pedido de produção de prova pericial ou da conversão dos autos em diligencia para juntada de novos documentos. Os documentos deveriam vir com a impugnação, com o recurso ou então explicar os motivos da impossibilidade de apresentálos na defesa e no recurso, e demonstrar a sua pertinência do fato que pretende provar. A prova pericial fica igualmente indeferida, posto que a autuada não trouxe qualquer justificativa da sua pertinência e o quê pretendia comprovar. Além disso, não observou no pedido dessa prova, os requisitos formais exigidos pelos procedimento administrativo. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES 4 Não fez uma coisa nem outra, e não seria necessário. A Recorrente não nega os fatos. Admite a venda de alguns bens, mas nada comprova. Apenas sustenta que seu ex marido fez uso indevido da empresa existente em seu nome. Não há nos autos nenhum elemento ou indício que possa abalar ou colocar em dúvida a autuação e a convicção do julgador. Sem isso é totalmente impossível acolher o pedido da autuada, seja para reforma da decisão recorrida ou para a conversão dos autos em diligencia. Ante o exposto, pelo meu voto, rejeito as preliminares e, no mérito, nego provimento ao recurso para manter a autuação e a decisão recorrida por seus próprios fundamentos. (Assinado digitalmente) Odmir Fernandes Relator. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 17/03/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ODMIR FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10580.725932/2013-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 28/02/2009, 31/03/2009, 30/06/2009, 31/08/2009, 31/10/2009, 30/11/2009
PEÇA RECURSAL. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. NULIDADE.
As alegações genéricas de nulidade, sem indicação efetiva e precisa das circunstâncias ensejadoras, impossibilitam a efetiva compreensão da matéria impugnada/recorrida, obstaculizando a manifestação do julgador sobre o tema.
Numero da decisão: 3403-003.210
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ALEGAÇÕES GENÉRICAS. NULIDADE. As alegações genéricas de nulidade, sem indicação efetiva e precisa das circunstâncias ensejadoras, impossibilitam a efetiva compreensão da matéria impugnada/recorrida, obstaculizando a manifestação do julgador sobre o tema. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 59 32 /2 01 3- 61 Fl. 737DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN 2 Versa o presente processo autos de infração, lavrados em 11/06/2012 (fls. 35 a 39, e 40 a 45, ambos com ciência ainda em 11/06/2012 fls. 35 e 40)1 para exigência, respectivamente, de COFINS (referente a fatos geradores de 28/02/2009, 31/03/2009, 60/06/2009, 31/08/2009, 31/10/2009 e 30/11/2009, acrescida de juros de mora e multa de ofício qualificada150%, em total de R$ 60.909,68), e de Contribuição para o PIS/PASEP (para os mesmos fatos geradores, e com os mesmos acréscimos, no total de R$ 13.197,16), ambas sob o regime cumulativo, com lucro presumido. A autuação foi inicialmente lavrada em conjunto com autos de infração de IRPJ (R$ 315.793,94) e CSLL (R$ 170.528,72), reproduzidos, respectivamente, às fls. 9 a 23, e 24 a 34, sendo os autos apartados por força do despacho saneador de fls. 682/683, no qual se reconhece que “no presente caso, a apontada falta de recolhimento dos referidos tributos não resulta dos mesmos elementos de prova, mas da pura e simples falta de recolhimento”, com ciência à autuada (fl. 690). No Termo de Verificação Fiscal de fls. 50 a 52, narrase que: (a) a empresa exerce a atividade de comércio atacadista de materiais para usos médicos, cirúrgicos, hospitalares e laboratoriais, e apresentou DIPJ para o anocalendário de 2009, declarando ter auferido receita operacional de R$ 4.549.666,25 (mesmo valor informado em DACON); (b) informações contidas nas DMA (Declarações e Apurações Mensais de ICMS) recepcionadas pelo fisco estadual da Bahia revelam que a empresa auferiu receita operacional, deduzida das devoluções, no valor de R$ 10.214.939,08; (c) na planilha de cálculo apresentada no curso da fiscalização, demonstrase o auferimento de receita bruta no montante de R$ 10.273.490,76; (d) houve insuficiência de declaração/recolhimento de IRPJ, CSLL, COFINS e Contribuição para o PIS/PASEP, conforme demonstrado na planilha elaborada pelo fisco; e (e) em função da omissão de recitas a multa deve ser qualificada, tendo em vista o que preceitua o art. 44, I e §1o, da Lei no 9.430/1996, combinado com o art. 71 da Lei no 4.502/1964, tendo sido ainda elaborada representação fiscal para fins penais. A empresa apresenta sua impugnação em 10/07/2012 (fls. 544 a 548), argumentando, em síntese, que: (a) os lançamentos são nulos, por falta de motivação, em ofensa ao art. 142 do Código Tributário Nacional; (b) a empresa deixou de incluir em sua apuração os produtos de NCM 9021.31.90 e 9021.39.80, juntando planilha retificadora; (c) “evidenciase a adimplência nos pagamentos no prazo de seus tributos, e que ocorreu foi equívocos de apuração por conta dos produtos com alíquota zero de Pis e Cofins”; (d) nos meses de janeiro, abril, maio, julho, setembro de dezembro de 2009 deve ser feita compensação interna no processo “uma vez que não é permitido a empresa compensar em tributos posteriores através de informações na PDCOMP, devendo ser apurado dentro do levantamento do crédito tributário”; e (e) a multa de ofício deveria ser de 75%, como na outra autuação lavrada contra a empresa (ano de 2008). Em 30/09/2013, ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 695 a 713), no qual se acorda unanimemente pela procedência parcial das autuações, rechaçandose as preliminares de nulidade, rejeitandose a demanda de produção de novas provas, e afastandose a qualificação da multa de ofício (com fundamento na Súmula no 14, do CARF). O julgador demonstra que, nas autuações, a fiscalização já havia excluído as receitas de produtos tributados com alíquota zero das contribuições, hipótese na qual não se enquadram os classificados nas NCM 9021.31.90 e 9021.39.80, e não detecta elementos probatórios dos pagamentos a maior informados na impugnação. Assim, no mérito, são mantidos os lançamentos nos montantes de R$ 21.935,25 (em relação a COFINS) e R$ 4.752,66 (no que se 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 738DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10580.725932/201361 Acórdão n.º 3403003.210 S3C4T3 Fl. 738 3 refere à Contribuição para o PIS/PASEP), a título de principal, acrescidos de juros de mora e da multa de ofício (em seu patamar reduzido de 75%). Cientificada da decisão de piso em 25/10/2013 (cf. documento de fl. 718), a empresa apresenta recurso voluntário (incorretamente denominado de “IMPUGNAÇÃO”) em 04/11/2013 (fls. 719 a 723), no qual reitera a argumentação expressa na peça inaugural de defesa, acrescentando que o lançamento é nulo porque se baseou em relatórios gerenciais, sem verificação de notas fiscais, deixando carente de certeza o crédito apurado, e que o acórdão de piso deixou de se manifestar sobre a necessidade de diligência para verificação se determinados veículos fazem parte do ativo imobilizado da empresa (em função de no termo de arrolamento de bens estarem veículos que não pertencem à empresa e aos sócios), sendo que “a autuação não foi conduzida segundo padrões éticos de probidade, decoro e boafé, observando a lei e o direito”, sendo a autuação nula por flagrante desrespeito aos direitos do contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Tratase de constatação de falta de recolhimento da COFINS e da Contribuição para o PIS/PASEP após procedimento fiscal fundado em documentos disponibilizados pela própria recorrente. Assim, é de se destacar logo de início a improcedência da argumentação da recorrente no sentido de que o lançamento é nulo porque se baseou em relatórios gerenciais, sem verificação de notas fiscais, deixando carente de certeza o crédito apurado. O lançamento notoriamente se funda nas declarações da recorrente e em planilha por ela disponibilizada ao fisco. Com a argumentação recursal, parece a empresa não depositar credibilidade nos dados que ela própria presta à fiscalização. Ausente, assim, a nulidade apontada em relação à falta de certeza. Ademais, o detalhamento efetuado pelo fisco a partir dos dados e declarações fornecidos pela empresa encontra claro detalhamento, e fundamentação explícita, como já destacou o julgador de piso, sendo também incabível a alegação de nulidade por falta de motivação, em ofensa ao art. 142 do Código Tributário Nacional. A afirmação de que “a autuação não foi conduzida segundo padrões éticos de probidade, decoro e boafé, observando a lei e o direito”, é genérica, sem que especifique qual a improbidade cometida, ou qual a conduta antiética, ou onde está presente a máfé, por exemplo. As alegações genéricas de nulidade, sem indicação efetiva e precisa das circunstâncias ensejadoras, impossibilitam a efetiva compreensão da matéria impugnada/recorrida, obstaculizando a manifestação do julgador sobre o tema. É uma espécie Fl. 739DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN 4 de “cerceamento do direito de julgamento”. Não há como saber exatamente o que a empresa deseja com suas alegações. A empresa tem o dever, no direito pátrio (a até no alienígena) de comprovar o que alega. E a falta de comprovação atenta contra o conteúdo do alegado. Mas não é o que se vê no presente processo, no qual a recorrente lança no ar simples conjecturas que crê afetarem o lançamento, como a expressa em sua impugnação, de que deixou de incluir em sua apuração os produtos de NCM 9021.31.90 e 9021.39.80, plenamente afastada pela DRJ e não reiterada especificamente no recurso voluntário, e como a de que se evidencia “a adimplência nos pagamentos no prazo de seus tributos, e que ocorreu foi equívocos de apuração por conta dos produtos com alíquota zero de Pis e Cofins”, desacompanhada de qualquer prova que refute o teor da autuação. O auto de infração, em síntese, informa claramente qual a matéria autuada e qual o fundamento da autuação, e detalha valores individualizados que em momento algum deste processo são especificamente questionados. Por fim, cabe destacar que a demanda de diligência para verificar se veículo incluído no arrolamento de bens efetuado pelo fisco faz ou não parte do ativo imobilizado da empresa, ou pertence aos sócios, é matéria absolutamente estranha à tratada nestes autos: autuação para exigência de COFINS e de Contribuição para o PIS/PASEP, pelo que efetivamente não deve ser conhecida. Diante da inexistência das nulidades apontadas e da inércia da recorrente em questionar especificamente o conteúdo da autuação, merece prosperar o lançamento, nos patamares mantidos pela DRJ. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Rosaldo Trevisan Fl. 740DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ROSALDO TREVISAN
score : 1.0
Numero do processo: 10380.010457/2006-52
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002, 2003
REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. SIGILO BANCÁRIO. ILEGALIDADE INEXISTENTE. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 02.
A requisição das informações bancárias tem previsão na Lei Complementar 105, de 2001 regulamentada pelo Decreto nº 3.724, de 2001, de tal forma que a Requisição de Informação Financeira foi legal. O CARF não é competente para apreciar apelo recursal que busca reconhecimento de inconstitucionalidade do dispositivo legal. Aplicação da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
IRPF. DECADÊNCIA. GANHO DE CAPITAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. OMISSÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE.
O imposto de renda da pessoa física sobre o ganho de capital é tributo sujeito ao regime denominado lançamento por homologação. Assim, aplica-se o entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça - STJ em sede do art. 543-C do Código de Processo Civil - CPC. A falta de menção das alienações na Declaração de Ajuste Anual e da corresponde antecipação do pagamento conduzem à contagem do prazo decadencial conforme inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional - CTN. O lançamento foi regularmente notificado ao contribuinte dentro do prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido realizado.
IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. SÚMULA CARF nº 38.
O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário.
IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA.
Entregue a Declaração de Ajuste Anual, antecipado pagamento e inexistente dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador. O lançamento notificado ao sujeito passivo em 2006 respeitou o prazo decadencial referente ao fato gerador consumado em 31 de dezembro de 2001.
IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS.
Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos.
IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES DE VALORES. OBSERVÂNCIA.
Reputa-se hígido o lançamento que se ampara em depósitos de valor individual não superior a R$12.000,00, posto que a soma anual foi superior a R$80.000,00.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-003.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos rejeitar as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 17/09/2014
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002, 2003 REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. SIGILO BANCÁRIO. ILEGALIDADE INEXISTENTE. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 02. A requisição das informações bancárias tem previsão na Lei Complementar 105, de 2001 regulamentada pelo Decreto nº 3.724, de 2001, de tal forma que a Requisição de Informação Financeira foi legal. O CARF não é competente para apreciar apelo recursal que busca reconhecimento de inconstitucionalidade do dispositivo legal. Aplicação da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. IRPF. DECADÊNCIA. GANHO DE CAPITAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. OMISSÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. O imposto de renda da pessoa física sobre o ganho de capital é tributo sujeito ao regime denominado lançamento por homologação. Assim, aplica-se o entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça - STJ em sede do art. 543-C do Código de Processo Civil - CPC. A falta de menção das alienações na Declaração de Ajuste Anual e da corresponde antecipação do pagamento conduzem à contagem do prazo decadencial conforme inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional - CTN. O lançamento foi regularmente notificado ao contribuinte dentro do prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido realizado. IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. SÚMULA CARF nº 38. O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do ano-calendário. IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Entregue a Declaração de Ajuste Anual, antecipado pagamento e inexistente dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador. O lançamento notificado ao sujeito passivo em 2006 respeitou o prazo decadencial referente ao fato gerador consumado em 31 de dezembro de 2001. IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS. Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES DE VALORES. OBSERVÂNCIA. Reputa-se hígido o lançamento que se ampara em depósitos de valor individual não superior a R$12.000,00, posto que a soma anual foi superior a R$80.000,00. Recurso negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos rejeitar as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 17/09/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
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SIGILO BANCÁRIO. ILEGALIDADE INEXISTENTE. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 02. A requisição das informações bancárias tem previsão na Lei Complementar 105, de 2001 regulamentada pelo Decreto nº 3.724, de 2001, de tal forma que a Requisição de Informação Financeira foi legal. O CARF não é competente para apreciar apelo recursal que busca reconhecimento de inconstitucionalidade do dispositivo legal. Aplicação da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. IRPF. DECADÊNCIA. GANHO DE CAPITAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. OMISSÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE. O imposto de renda da pessoa física sobre o ganho de capital é tributo sujeito ao regime denominado lançamento por homologação. Assim, aplicase o entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça STJ em sede do art. 543C do Código de Processo Civil CPC. A falta de menção das alienações na Declaração de Ajuste Anual e da corresponde antecipação do pagamento conduzem à contagem do prazo decadencial conforme inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional CTN. O lançamento foi regularmente notificado ao contribuinte dentro do prazo de cinco anos, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido realizado. IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. SÚMULA CARF nº 38. O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 01 04 57 /2 00 6- 52 Fl. 524DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Entregue a Declaração de Ajuste Anual, antecipado pagamento e inexistente dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial para a constituição de créditos tributários é de cinco anos contados do fato gerador. O lançamento notificado ao sujeito passivo em 2006 respeitou o prazo decadencial referente ao fato gerador consumado em 31 de dezembro de 2001. IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS. Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LIMITES DE VALORES. OBSERVÂNCIA. Reputase hígido o lançamento que se ampara em depósitos de valor individual não superior a R$12.000,00, posto que a soma anual foi superior a R$80.000,00. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos rejeitar as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 17/09/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano, Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física dos exercícios 2002 e 2003, anocalendário 2001 e 2002, em decorrência da apuração de ganho de capital e omissão de rendimentos por depósitos bancários de origem não comprovada. O ganho de capital decorreu de alienações ocorridas em 20/02/2001, 06/07/2001, 03/05/2002 e dezembro de 2002. A omissão relativa aos depósitos bancários reportase ao anocalendário 2001. A Ciência do lançamento ocorreu em 26/10/2006. Fl. 525DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10380.010457/200652 Acórdão n.º 2802003.104 S2TE02 Fl. 525 3 Na impugnação, foi alegado: decadência; ilegalidade da quebra do sigilo bancário; e cerceamento do direito de defesa por meio da majoração indireta da multa de ofício. A impugnação foi indeferida, em síntese, com a fundamentação de que não houve decadência, pois deve ser contada com base no art. 173, I do CTN; o acesso aos dados bancários deuse com base em lei e inexistiu cerceamento do direito de defesa pois a multa aplicada é expressa em lei. A ciência do acórdão ocorreu em 04/06/2009 e o recurso voluntário foi interposto no dia 25/06/2009, assentado nas seguintes razões: 1. decadência relativa ao imposto sobre ganho de capital, e sobres depósitos bancários, posto serem de fato gerador instantâneo, de pagamento mensal e definitivo, não sujeito ao ajuste anual; 2. quebra de sigilo bancário à margem dos parâmetros legais, por não observar os limites do art. 42 da Lei 9.430/1996, e sem autorização judicial O recorrente peticiona pela razoável duração do processo. O processo foi distribuído a este Relator, por sorteio, durante a sessão de julho de 2014. É o Relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Da ilegalidade do acesso aos dados bancários. O acesso aos dados bancários deuse com base na Lei Complementar 105/2001 e o lançamento com fundamento no art. 42 da Lei 9.430/1996. Não cabe ao CARF analisar a constitucionalidade das leis. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Anotese que as decisões do STF em controle difuso de constitucionalidade proferidas fora da sistemática do art. 543B do CPC (art. 62A do Regimento Interno do CARF) não vinculam os membros do CARF. Fl. 526DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 De outro giro, a interpretação sistemática do Regimento Interno do CARF é no sentido de que a possibilidade de o CARF afastar a aplicação ou deixar de observar lei ou Decreto sob fundamento de inconstitucionalidade é medida excepcional e que, na matéria sob apreciação, não se pode tomar como declaração de inconstitucionalidade por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal (inciso I do parágrafo único do art. 62 do RICARF) a decisão dada no RE389.808/PR, uma vez que o Recurso Extraordinário designado como paradigma e ainda pendente de julgamento é o de nº 601314, este sim, uma vez julgado e com trânsito em julgado, será de reprodução obrigatória. Por estas razões, rejeito a preliminar suscitada pelo recorrente alusiva à falta de autorização judicial, assim como tenho rejeitado o entendimento manifestado pelo Conselheiro German Alejandro San Martin Fernandez, decorrente da decisão no RE389.808/PR, quanto à nulidade do lançamento por falta de autorização judicial para obtenção de dados bancários do contribuinte. A alegação de que o acesso aos dados bancários foi ilegal por desrespeito aos limites de valor definidos no art 42 da lei 9.430/1996 é matéria a ser analisada com mérito. Da decadência O imposto sobre os ganhos de capital é também cobrado na modalidade de lançamento por homologação. O recorrente não declarou os bens, não informou a alienação dos mesmos na DIRPF, nem antecipou qualquer pagamento em relação aos ganhos de capital. Independente da análise sobre a classificação do fato gerador, por ser tributo sujeito a lançamento por homologação, a decadência deve ser analisada conforme a jurisprudência consolidada no Superior Tribunal de Justiça – STJ sob a sistemática do art. 543 C do Código de Processo Civil, cujo recurso representativo de controvérsia sobre o prazo decadencial dos tributos sujeitos a lançamento foi julgado no Recurso Especial Nº 973.733 – SC. Destarte, a não antecipação de pagamento e omissão na apresentação da apuração do ganho de capital na Declaração de Ajuste Anual conduzem à aplicação do inciso I do art. 173 do CTN. Tomandose a alienação mais remota, ocorrida em 20/02/2001, o lançamento somente poderia ter sido realizado em 2001, o termo inicial fixado em 01/01/2002, logo o lançamento notificado em 2006 respeitou o qüinqüênio decadencial. Logo, não há decadência em relação a qualquer dos períodos de apuração. Quanto aos depósitos bancários, vigora a Súmula CARF nº 38: O fato gerador do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, relativo à omissão de rendimentos apurada a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, ocorre no dia 31 de dezembro do anocalendário. Mesmo que se compute a decadência com base no art. 150, §4º do CTN (hipótese mais vantajosa para o recorrente), o fato gerador ocorreu em 31/12/2001, portanto, o lançamento notificado em 2006 atendeu ao limite imposto pela decadência. Fl. 527DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10380.010457/200652 Acórdão n.º 2802003.104 S2TE02 Fl. 526 5 Inexistiu decadência. Passase a examinar a alegação de que não foram respeitados os limites do art. 42 da lei 9.430/1996, verificase que a defesa do recorrente não demonstra de que forma teria ocorrido essa violação. Ao contrário do que afirmado, os depósitos bancários, que individualizadamente não superam R$12.000,00, somam mais de R$80.000,00 no ano calendário. Portanto, o lançamento respeitou o inciso II do §3º do art. 42 da Lei 9.430/1996 com a redação dada pela Lei 9.481/1997. A comprovação da origem dos depósitos haveria ser feita de forma individualizada, todavia, o recorrente não faz qualquer defesa, muito menos traz documentos que tenham a finalidade de provar a origem dos recursos depositados. Assim, é infrutífera sua afirmação genérica de que havia comprovação nas alienação de bens que omitira e na renda declarada. Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares e NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 528DF CARF MF Impresso em 25/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 22 /09/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10314.721328/2011-44
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 30/01/2008 a 08/01/2009
Ementa:
INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. MATÉRIA FÁTICA
A Lei prevê a presunção de interposição, fraudulenta de terceiros na operação de comercio exterior se a origem, por disponibilidade e transferência dos recursos empregados na importação de mercadorias estrangeiras não for comprovada.
A interposição fraudulenta de terceiros é considerada Dano ao Erário punível com pena de perdimento, convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro, casos as mercadorias não sejam localizadas ou tenham sido consumidas.
O enquadramento da interposição fraudulenta constitui matéria fática, sendo que enquadrando o contribuinte na hipótese prevista em Lei ele deve oferecer elementos de prova bastantes para refutar a exigência fiscal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-003.108
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recuso Voluntário.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
LUIZ ROGÉRIO SAWAYA BATISTA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 30/01/2008 a 08/01/2009 Ementa: INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. MATÉRIA FÁTICA A Lei prevê a presunção de interposição, fraudulenta de terceiros na operação de comercio exterior se a origem, por disponibilidade e transferência dos recursos empregados na importação de mercadorias estrangeiras não for comprovada. A interposição fraudulenta de terceiros é considerada Dano ao Erário punível com pena de perdimento, convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro, casos as mercadorias não sejam localizadas ou tenham sido consumidas. O enquadramento da interposição fraudulenta constitui matéria fática, sendo que enquadrando o contribuinte na hipótese prevista em Lei ele deve oferecer elementos de prova bastantes para refutar a exigência fiscal. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recuso Voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. LUIZ ROGÉRIO SAWAYA BATISTA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 30/01/2008 a 08/01/2009 Ementa: INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. MATÉRIA FÁTICA A Lei prevê a presunção de interposição, fraudulenta de terceiros na operação de comercio exterior se a origem, por disponibilidade e transferência dos recursos empregados na importação de mercadorias estrangeiras não for comprovada. A interposição fraudulenta de terceiros é considerada Dano ao Erário punível com pena de perdimento, convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro, casos as mercadorias não sejam localizadas ou tenham sido consumidas. O enquadramento da interposição fraudulenta constitui matéria fática, sendo que enquadrando o contribuinte na hipótese prevista em Lei ele deve oferecer elementos de prova bastantes para refutar a exigência fiscal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recuso Voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 72 13 28 /2 01 1- 44 Fl. 1035DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 2 LUIZ ROGÉRIO SAWAYA BATISTA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório A Recorrente foi autuada com base no artigo 618, inciso XXII, do Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 4.543/2002), punível com pena de perdimento. Diante da impossibilidade de apreensão das mercadorias foi a pena de perdimento convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro. Relata a fiscalização que ação fiscal é decorrente da movida contra a WIM COMERCIO EXTERIOR LTDA, amparada MPF 08155002011001841, concluindo que a citada empresa, emprestou seu nome a outras para realizar importações de mercadorias, ocultando os reais benefícios de tais atos. Em fiscalização a WIM, é que se chegou a FLANJAÇO, verificando e comprovando suas operações de importação, utilizando o nome da primeira, mas com o capital desta, ficando assim isenta das obrigações tributárias principais e assessorias colaterais. E que seria a FLANJAÇO a real adquirente das mercadorias importadas e declaradas nas DI´s relacionadas no Auto de Infração. Em 09 de fevereiro de 2011, foi assinado MPF Diligência 08155002011 001631, com objetivo de verificar “in loco” a empresa WIM. Constatouse que o local não condizia com o faturamento declarado (R$ 16.944.247,31) além da empresa estar fechada e não conseguir falar com seus representantes, nesse momento lavrouse Termo de Constatação e aumentou a suspeita de interposição fraudulenta. Em 16 de fevereiro de 2011, emitiuse o MPF Fiscalização 08155002011 001844 instaurando procedimento de verificação da origem, disponibilidade e transferência de recursos empregados em operações de comercio exterior, instrução Normativa, SRF 228/2002. Lavrados termos de intimação, solicitando documentos comprobatórios do funcionamento da empresa, origem de recursos, conhecimento dos sócios e administradores sobre as atividades empresarias. Compareceu a inspetoria da Receita Federal em São Paulo, o sócio gerente da empresa onde apresentou alguns documentos e esclareceu algumas dúvidas: 1) a empresa não possui empregados, 2) não fez uso de financiamento bancário; 3) atuava como trading,4) que se registrava como adquirente das mercadorias nas DI porque os clientes não possuíam habilitação no RADAR. Tal fato corrobora com a fiscalização, vez que usar crédito de terceiros para importar mercadorias de interesse de terceiros, caracteriza uma importação por conta e ordem mantendo o real beneficiário afastado da Receita Federal, esquivandose das obrigações principais e acessórias advindas da operação de comercio exterior. Fl. 1036DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA Processo nº 10314.721328/201144 Acórdão n.º 3403003.108 S3C4T3 Fl. 10 3 A contabilidade da empresa WIM demonstra que ela acumula prejuízos ano a ano. Os Balanços Patrimoniais, Demonstrativos de Resultados dos Exercícios e DIPJ, referente aos exercícios 2008, 2009, 2010, apresenta uma situação patrimonial econômica desfavorável a empresa, visto que até 31/12/2010 a empresa acumulava prejuízo de R$ 3.586.987,07. Em todos os exercícios analisados a empresa apurou prejuízo. A atividade exercida pela empresa é inviável, mas continua importando mercadorias e liquidando contratos de câmbio à vista e antecipadamente. A Unidade Fiscalizadora em posse das DIs e dos contratos de câmbio que lhes davam cobertura, foi realizada um confronto entre os extratos bancários e contratos de câmbio e as datas destas liquidações, ficando assim comprovado a remessa dos recursos. Nos extratos bancários da WIM consta anotação a lápis da empresa FLANJAÇO. Foi assinada em 30 de Maio, o MPF fiscalização 08155002011005335 iniciando assim a ação fiscal e Intimação n 3042011, com a solicitação de documentos que comprovassem que Flanjaço era a responsável pelos adiantamentos. A empresa atendeu a intimação, apresentou livros em papel de contabilidade, extratos bancários, contratos sociais, documentos dos sócios e declaração da empresa. Foi recepcionada por meio do SPED toda a contabilidade digital. Há no processo uma declaração da diretora da Flanjaço afirmando que a WIM recebia antecipadamente valor a ser pago pela mercadoria a ser adquirida quando a mercadoria chegava fazia se a baixa e a contabilização da operação no sistema. Esta é a prova que caracteriza a ocorrência de interposição fraudulenta nas operações entre a WIM e Flanjaço. A fiscalização elaborou uma tabela apresentando toda a movimentação e confrontou todos os contratos, com depósitos em conta do Banco do Brasil pertencente a WIM, valores de fechamento de câmbio, despachos. Com isso provou que a WIM não teria condições de nacionalizar o produto e por tanto a FLANJAÇO é a financiadora das importações. A Fiscalização teria analisado os extratos bancários da FLANJAÇO, inclusive de uma conta no Banco Bradesco que não havia sido inicialmente informada e foi descoberta por meio da Declaração de Informações sobre a Movimentação Financeira (“DIMOF”). A Fiscalização conclui que não haveria prova de comprovação da origem e disponibilidade dos recursos aplicados na constituição da empresa FLANJAÇO em razão de a interessada sequer haver comprovado a integralização do capital social. Houve impugnação da Recorrente, em que alega: 1 Não importou mercadorias, e sim a WIM; 2 Wim admitiu que recebia recursos adiantados dos clientes, pois estes não possuíam RADAR e não eram habilitados para trabalhar no comercio exterior; 3 A regularização da situação se deu com a obrigação de pagamento perante o exportador pela impugnante, efetuando as operações por conta e ordem desse, nos termos do artigo 166 do Código comercial; 4 Transferiu recursos parcialmente para a quitação ao exportador Fl. 1037DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 4 5 Nada mais fez que cumprir fielmente o seu dever assumido nos instrumentos das operações de importação; 6 Devese afastar a incidência do artigo 123 do CTN, que torna ineficaz as operações entre particulares perante o Fisco; 7 Não adiantou recursos financeiros a WIM, não se ocultando das obrigações decorrentes; 8 Tinha opção por contabilizar por regime de caixa ou de competência, não podendo ser penalizada; 9 O montante da multa é desproporcional ao imposto incidente 10 Requer o cancelamento da multa A WIM COMERCIO EXTERIOR LTDA., também intimada no Auto de Infração, deixou transcorrer o prazo regulamentar e não tendo a interessada impugnado o lançamento ou recolhido o credito tributário exigido neste processo , ou apresentado proa de interposição de medida judicial para anular o lançamento ou suspender a exigibilidade do credito tributário. Decidiu a DRJ que a fiscalização foi efetivada dentro do ordenamento do processo administrativo fiscal. A interessada não se apoia em documentos prescritos com relação ao procedimento fiscal e com direito ao contraditório. A validade do Auto de Infração são determinadas pelo Decreto nº 70.235/72, artigo 10, incisos I a VI, que trata do Processo Administrativo Fiscal e este mesmo Decreto no artigo 50 dispõe sobre a nulidade no processo administrativo. A definição legal de lançamento, encontrase no artigo 142 do CTN, estabelece como requisitos indispensáveis a sua constituição a verificação da ocorrência do fato gerador, a identificação do sujeito passivo, determinação da matéria tributável e o cálculo do montante do crédito a favor da Fazenda Pública. A falta de quaisquer pressupostos é causa suficiente para invalidar o auto de infração e o lançamento nele consignado. A competência para o lançamento tributário quem detém é o Auditor fiscal da Receita Federal. O Auto de Infração foi lavrado AFRF no exercício de suas funções e contém todos os requisitos indispensáveis a sua validade. Com relação a multa aplicada, sua exigência é o montante equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que seja localizada ou que tenha sido consumida, não cabe a este órgão manifestar a sua validade, pois sua alçada e do Poder Judiciário. A interposição fraudulenta, pode ser configurada toda vez que uma pessoa, física ou jurídica, apresentase como responsável por uma operação que não realizou se interpondo entre determinada parte e outra (fisco e sujeito passivo). Fl. 1038DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA Processo nº 10314.721328/201144 Acórdão n.º 3403003.108 S3C4T3 Fl. 11 5 A possibilidade do fisco em comprovar um fato mediante a demonstração de outro distinto, além de gerar uma nova regra de apuração, ampliou os poderes de investigação dos Auditores Fiscais da Receita Federal responsáveis pela condução dos procedimentos. No que tange o universo das operações, podese aplicar as penalidades previstas no art. 23 do DecretoLei n 1.455/76 e do § 1 do artigo 81 da Lei 9.430/96, onde a resposta está em se ter um nexo de causalidade entre as origens dos recursos e as operações no comercio exterior. Precisamos levar em conta que os princípios que norteiam o Direito Penal contribuem e muito para a aplicação das penalidades na administrativa. Para a solução desse questionamento jurídico, Aplica se a consagrada teoria da continuidade delitiva. O produto do delito não pode gerar benefícios, lucros, a quem o gerou, perdendo o favor da União. Cabe ressaltar que todo produto advindo de furto ou auferido de execução do crime podem ser confiscados. Este é o sentido da norma, vez que não se pode definir o universo dos delitos encobertos pela ação de interpostas pessoas, punese, o meio de execução, visando atingir o maior número de contribuintes. O ato de importar significa permitir a entrada de produtos estrangeiros no território nacional, tal situação configura o fato gerador do imposto de importação. Os motivos que levam o importador a executar a atividade de importação está no campo privado, mas para os fins da fiscalização aduaneira, devem ser perquiridos. Desde 2001 temos a importação por conta e ordem de terceiros, modalidade onde temos o importador e a o adquirente das mercadorias. Aquele é a pessoa jurídica, responsável por submeter a mercadoria adquirida no exterior, ao despacho aduaneiro de importação; e este é pessoa jurídica responsável pela negociação comercial envolvendo fornecedores estrangeiros, e depois do desembaraço aduaneiro comercializa no Brasil. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos aduaneiros é do importador, no registro da declaração da importação, e os tributos internos são de responsabilidade do adquirente ao revendelos. A infração chamada de ‘interposição fraudulenta”, é caracterizada pela ocultação do verdadeiro, comprador ou responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, sendo punido com perdimento das mercadorias sem prejuízo de autuação ex officio das unidades da SRF de despacho aduaneiro ou de fiscalização aduaneira pósdesembaraço. O importador é obrigado a consignar na declaração de importação o número de inscrição da empresa adquirente no CNPJ, consoante a Medida Provisória n 2.15835/2001, artigo 80 e Instrução Normativa SRF n 225/2002, artigo 3º para caso de importação por conta e ordem de terceiros e a Lei n 11.281/2006, artigo 11 e Instrução normativa SRF n Fl. 1039DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 6 634/2006, artigo 3º, para a importação para revenda encomendante predeterminado. A não comprovação de origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados na operação de comércio exterior presumem a interposição fraudulenta, DecretoLei 1.455/76, artigo 23, § 2º; A importação por conta de terceiros, a partir de 2006, dividese em duas espécies: 1) importação por conta de terceiros propriamente dita; 2) importação para revenda a encomendante predeterminado. Alegam alguns que a tipificação da infração de interposição fraudulenta não seja necessária, uma vez que os direitos aduaneiros incidentais forem pagos. Acreditam também, que assim, o Erário não estará prejudicado. Enumeraremos alguns objetivos vislumbrados pelos infratores: 1) em caso de lançamento de credito tributário decorrente de conferencia ou de revisão aduaneira, o patrimônio do verdadeiro importador é protegido da execução fiscal; 2) crimes tipo contrafração, contrabando ou descaminho são imputados ao importador ostensivo, não ao verdadeiro promotor da importação, cuja identidade é oculta; 3) após o desembaraço aduaneiro, as mercadorias são introduzidas no mercado interno a margem da legalidade e sem emissão de notas fiscais e por consequência sem recolhimento dos impostos internos (PIS< COFINS, ICMS, IPI);4) o adquirente perde a condição de contribuinte do IPI por equiparação a estabelecimento industrial; 5) lavagem de dinheiro. Neste processo, ora julgado, destacase a punição da ocultação do real adquirente e o meio empregado para essa ocultação é a prestação de informações inverídicas a Receita Federal, na declaração de importação, fornecimento de recursos financeiros por parte do adquirente que não declara qualquer relação jurídica com o importador ou com a operação de importação. Caso a importação seja materialmente destinada a terceiros , fato que fora ocultado a fiscalização aduaneira, com informações falsas na declaração de importação, é infração punível com pena de perdimento de mercadoria, (Decreto –lei 1455/76, artigo 26, incisos IV e V, combinado com o DecretoLei n 37/66, artigo 105, inciso VI; sendo a mercadoria importada, objeto de pena de perdimento, tiver sido consumida ou não for localizada a pena aplicável é convertida em multa. Não se deve confundir o direito aduaneiro e o tributário quanto a posição regulatória dos tributos de comércio exterior, as relações jurídicas do primeiro são de natureza administrativa e no que tange impostos são extrafiscalidade. A sanção de inaptidão da inscrição no CNPJ é pena decorrente da infração de inidoneidade ou inexistência de fato não civil para fins administrativos ou aduaneiros. O código Tributário Nacional no seu artigo 121 conclui que o infrator é o contribuinte, se possuir relação pessoal direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. Fl. 1040DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA Processo nº 10314.721328/201144 Acórdão n.º 3403003.108 S3C4T3 Fl. 12 7 Em sendo diversos coautores da infração, são todos responsáveis solidários, por apresentarem interesses jurídicos comum no ilícito que dá condição a penalidade pecuniária, artigo 124, inciso I, CTN. Comete infração toda pessoa jurídica ou física que por ação ou omissão, voluntária ou involuntária, não verificar as normas contidas no Decreto Lei, seus regulamentos ou atos administrativos de caráter normativo destinado a completalos, tal informação está contida no DecretoLei 37/1966. No caso em tela, é imputável a infração a importador e adquirente da mercadoria importada, pois atuam conjuntamente. Há informações, no processo, onde verificamos que as operações foram realizadas por conta e ordem de terceiros, com omissão nas declarações e em qualquer documento apresentado no despacho aduaneiro. A WIM, empresa que aparece como importadora, verificase que: 1 Não possuía empregados; 2 Nunca fez uso de recursos bancários 3 Declarou atuação como trading; 4 Recebi recursos adiantados, conforme de desenrolava o processo de importação; 5 Registrava como adquirente da mercadoria nas declarações de importação por conta dos clientes não serem habilitados no RADAR; Em análise dos totais envolvidos entre a interessada e a WIM, identificouse adiantamentos para liquidação de contrato de câmbio, com a entrada destes recursos no mesmo dia ou no anterior. Fácil verificar que a FLANJAÇO é a financiadora das importações realizadas pela WIM e se não fosse assim, aquela não conseguiria nacionalizar as mercadorias. Ressaltamos ainda que a FLANJAÇO apresentou extratos de três instituições financeiras (Itaú, Real e CEF) e foi indicado pelo DIMOF que existe mais uma conta corrente no Banco Bradesco S/A, que não foi declarada e tão pouco registrada na contabilidade da empresa. Estes extratos foram apresentados por meio de Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira – RMF. Estes foram entregues por meio digital. A WIM também deve problemas com a apresentação de extratos bancário se por meio da RMF Banco do Brasil foram apresentados também na forma digital e usados como prova, assim como os da Flanjaço. Foi apresentada, pela empresa FLANJAÇO, declaração de próprio punho, assinada pela sócia e Diretora esclarecendo que a WIM pedia Fl. 1041DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 8 que fosse adiantado os pagamentos referentes a mercadorias adquiridas. Quando chegavam a Nota Fiscal e Mercadoria, baixava e contabilizava a operação no sistema. O contrato entre WIM e FLANJAÇO não muda o ilícito tributário. O dano ao Erário Público é provocado quando o Estado arca com a fuga dos intervenientes no comércio exterior ao controle aduaneiro auferindo lucros e vantagens em prejuízo da sociedade e do Estado brasileiro. A autuação se fez pela interveniência de terceiros na operação de comercio exterior, onde se originam os recursos. Tendo em visto o julgamento de improcedência da Impugnação a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em que alega violação aos princípios constitucionais, defendendo que tinha prazo de 5 dias para apresentar as mercadorias importadas pela WIM e que no penúltimo dia a autoridade fazendárias protocolou o Auto de Infração; que a decisão seria nula, uma vez que o julgador não teria analisado o argumento do caráter confiscatório da multa aventado pela Recorrente; que o Auto de Infração é nulo pois não teria sido assinado pelo Delegado da Receita Federal e não conteria autorização para assinatura por terceira autoridade; e que o Auto de Infração é nulo porque baseado na quebra de sigilo bancário. No mérito, afirma que ocorriam simples operações comerciais de compra e venda entre as pessoas jurídicas. É o Relatório. Voto O Recurso é tempestivo e dele conheço. Contrapondo o Recurso Voluntário com a Impugnação observo que esta não tratou das matérias ventiladas em preliminar pela Recorrente no Recurso Voluntário, motivo pelo qual delas não posso tomar conhecimento. O único argumento remanescente é o de que as operações entre WIM e a Recorrente seriam simples operações de compra e venda entre as empresas, argumento este que não afasta o enquadramento de interposição fraudulenta e também não tem força fática o suficiente para contrariar todas as provas nos autos. Restou demonstrado que a WIM não possuía recursos financeiros, que atuava como trading e que em verdade sustentava situação financeira precária. Por outro lado, consta nos autos confissão da Recorrente que adiantava recursos para a WIM sem que tal adiantamento de recursos estivesse refletido nos documentos de importação da WIM, pois nesse caso estaria se tratando de operação por conta e ordem, em que deve haver a vinculação do verdadeiro adquirente, vez que o importador qualificase como mero prestador de serviços. Fl. 1042DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA Processo nº 10314.721328/201144 Acórdão n.º 3403003.108 S3C4T3 Fl. 13 9 Não foi o que ocorreu! E diante da comprovação objetiva de que a WIM importava para a Recorrente, sem que o nome da Recorrente aparecesse nos registros de importação, houve o enquadramento de tal circunstância como interposição fraudulenta e a aplicação da pena equivalente aos produtos importados em razão da impossibilidade de apreensão. Dessa forma, todo o conjunto probatório dos autos leva a negativa de provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Luiz Rogério Sawaya Batista Fl. 1043DF CARF MF Impresso em 09/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 03/ 09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA
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Numero do processo: 10935.907103/2011-76
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/05/2002
Ementa:: PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006.
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3803-005.605
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negou-se provimento ao recurso.
(Assinado Digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/05/2002 Ementa:: PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2092; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 6 1 5 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.907103/201176 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.605 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de fevereiro de 2014 Matéria Compensação Recorrente COTRIGUAÇU COOPERATIVA CENTRAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/05/2002 Ementa:: PIS E COFINS. AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins é o faturamento, assim compreendido o ingresso proveniente da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, afastado o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9718/98, por sentença proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em 09/11/2005, transitada em julgado 29/09/2006. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negouse provimento ao recurso. (Assinado Digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 71 03 /2 01 1- 76 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 (Assinado Digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues. Relatório O Despacho Decisório eletrônico (Rastreamento nº 015070674), indeferiu o Per/DComp transmitida em 15/05/2002, sob a alegação de que, a partir do DARF apresentado, o crédito nele informado foi integralmente utilizado no pagamento de outros débitos, não restando saldo credor para a restituição pleiteada. Manifestando a sua inconformidade a contribuinte alegou que apurou as contribuições ao PIS e à Cofins, com base no art. 3º da então vigente Lei nº 9.718/98; que ampliou o conceito de base de cálculo dessas contribuições e que o Supremo Tribunal Federal, por meio do RE 346.084, julgou inconstitucional a ampliação da base de cálculo trazido por esse dispositivo legal; que a comprovação do recolhimento efetuado a maior se dá através de planilhas de apuração do PIS, as quais demonstram que compuseram a base de cálculo a receita da venda de mercadorias, da prestação de serviços e outras receitas – financeiras, aluguéis, recuperação de despesas, bem assim dos DARF’s correspondentes anexos, que comprovam o pagamento do valor apurado. Ao final postula pela restituição dos valores pagos a maior a título de PIS, nos termos do art. 165 do Código Tributário Nacional e art. 2º, III, ‘c’, da IN RFB 900/08, acrescidos de juros com base na taxa Selic. Em julgamento realizado em 18/04/2013, por meio do Acórdão nº 0640.351, a decisão proferida pela 3ª Turma DRJ/CTA indeferiu a manifestação de inconformidade aviada, consoante transcrição da ementa a seguir ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 15/05/2002 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. JULGAMENTO PELO STF. É perfeitamente aplicável a disposição § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, só atingindo Fl. 54DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10935.907103/201176 Acórdão n.º 3803005.605 S3TE03 Fl. 7 3 as partes envolvidas, posto que a decisão não foi em ADIN, mas em Recurso Extraordinário. Em apertada síntese a decisão de primeira instância limitouse à alegação de que a declaração de inconstitucionalidade do STF não gerou efeito erga omnes, porém apenas inter partes; que até a edição da Lei nº 11.941, DOU de 29/05/09, que revogou tal dispositivo inconstitucional contido no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, o mesmo era perfeitamente aplicável; e que as condições para o afastamento da aplicação da norma julgada inconstitucional, não se coadunaram com o disposto nos artigos 1º e 4º do Decreto nº 2.346/97, o que fez em observância ao disposto no artigo 26A do Decreto nº 70.235/72, com redação dada pela Lei nº 11.941/09. Por tal razão deixou o voto condutor de reconhecer o direito creditório pleiteado, consoante consta da fl. 03 da decisão vergastada. No que atine à questão probatória a referida decisão entendeu que não há nos autos provas do direito alegado, eis que a contribuinte não demonstrou fazer parte de ação judicial na qual foi declarada a inconstitucionalidade do dispositivo informado na peça inaugural, bem assim não trouxe aos autos documentos e livros fiscais, que demonstrassem de forma inequívoca, a base de cálculo utilizada para o pagamento a maior da contribuição, a teor do artigo 147, § 1º, do CTN, eis que incumbe à interessada trazer aos autos junto à peça contestatória, o direito em que se fundamenta e as provas a que se alude, em conformidade ao art. 16, III, do Dec. Nº 70.235/72. Cientificado do teor da decisão de primeira instância por meio de AR em 29/04/2013 e, com ela irresignado, o contribuinte ingressou com Recurso Voluntário em 17/05/2013, reiterando os termos expendidos na exordial, de forma minudente, para pugnar pela reforma da decisão hostilizada. É o relatório. Voto Jorge Victor Rodrigues Relator O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 O apelo devolvido a esta Corte versa acerca da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins, bem assim acerca da liquidez e certeza do crédito, cuja restituição foi suscitada pela contribuinte, com a devida atualização de acordo com a taxa Selic. O Supremo Tribunal Federal – STF, reconheceu a inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98, e em decisão unânime, o Plenário resolveu a questão de ordem constitucional no sentido de reconhecer a repercussão geral, para reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98. Confirase: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.09.2006; REs 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 18.08.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso Improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (RE 585235/MG, Relator: Min. Cézar Peluso, julgado em 10/09/2008). Nos julgamentos realizados no âmbito do CARF a regulação acerca deste tema encontra supedâneo no disposto artigo 62A do RICARF/09, que assim estabelece: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Reiteradas vezes como julgador, ao deparar com o tema sob exame, tenho me pronunciado de forma a observar o contido no artigo 62A do Regimento Interno do CARF/09, e igualmente o faço nesta oportunidade, com o fito de solucionar a questão atinente ao reconhecimento do direito alegado pela Recorrente. No que atine à questão probatória, bem se vê que a decisão a quo esteve silente em relação à eficácia da planilha e dos DARF’s correspondentes, colacionados aos autos pela Recorrente, quando da sua manifestação de inconformidade. Quanto a este aspecto o aresto recorrido limitouse a indicar a ausência nos autos de documentos “inominados” e de livros fiscais, que demonstrassem de forma Fl. 56DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10935.907103/201176 Acórdão n.º 3803005.605 S3TE03 Fl. 8 5 inequívoca, a base de cálculo utilizada para o pagamento a maior da contribuição, a teor do artigo 147, § 1º, do CTN. Logo, a conclusão a que chegou a referida decisão é que os documentos apresentados pela Recorrente foram considerados insuficientes para demonstrar a legitimidade de sua pretensão. Neste aspecto, de os documentos apresentados pela Recorrente não serem o bastante e suficientes para demonstrar cabalmente acerca do quantum e da liquidez e certeza do crédito alegado, assiste razão ao juízo a quo, eis que aos mesmos deveriam se somar, no mínimo, as DCTF’s correspondentes e o Livro Razão relacionados ao período de apuração objeto do pedido de restituição, em observância aos princípios da segurança jurídica, da verdade material, da razoabilidade e da proporcionalidade, esculpidos no artigo 37, CF/88. É cediço que quando da apresentação de Per/DComp à repartição fiscal, por se tratar de iniciativa do próprio contribuinte, cabe ao transmitente o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. Por sua vez à autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, sobre as quais a contribuinte não se manifestou. Os juros de mora apurados com base na taxa Selic, por força de norma legal vigente, Conforme Dispõe o art. 13 da Lei nº 9.065, de 1995, c/c o art. 61, § 3º da Lei nº 9.430, de 1996, são devidos, entretanto deles não fará proveito a Recorrente pelas razões explicitadas. Com tais observações oriento o meu voto para NEGAR provimento ao recurso interposto. É assim que voto. Sala de Sessões, em 27 de fevereiro de 2014. Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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