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Numero do processo: 13673.000025/97-57
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IMPOSTO TERRITORIAL RURAL — VTN — BASE DE CÁLCULO - A
revisão do Valor da Terra Nua mínimo por parte da autoridade
administrativa só pode ser concretizada mediante a apresentação,
pelo interessado, de laudo técnico circunstanciado, emitido por
entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional
devidamente habilitado, acompanhado da Anotação de
Responsabilidade Técnica - ART, dispensada nos casos de entidades
oficiais, demonstrando a existência de fatores que tornem o imóvel avaliado em situação peculiar e diferente dos demais imóveis do município onde se localiza, que justifiquem a atribuição de valor inferior ao VTN mínimo atribuído.
Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/03-04.083
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, ANULAR todos os atos processuais praticados a partir do despacho de fls. 69, inclusive, até o termo de fls. 102, inclusive, e DAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Paulo Roberto Cuco Antunes
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ementa_s : IMPOSTO TERRITORIAL RURAL — VTN — BASE DE CÁLCULO - A revisão do Valor da Terra Nua mínimo por parte da autoridade administrativa só pode ser concretizada mediante a apresentação, pelo interessado, de laudo técnico circunstanciado, emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, dispensada nos casos de entidades oficiais, demonstrando a existência de fatores que tornem o imóvel avaliado em situação peculiar e diferente dos demais imóveis do município onde se localiza, que justifiquem a atribuição de valor inferior ao VTN mínimo atribuído. Recurso provido.
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Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, ANULAR todos os atos processuais praticados a partir do despacho de fls. 69, inclusive, até o termo de fls. 102, inclusive, e DAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 6;7..1"e_„ MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE PAULO Ei0B -r-Fjít CUCCO ANTUNES RELATO" Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 FORMALIZADO EM: 23 SEI 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros OTACíLIO DANTAS CARTAXO, CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO, HENRIQUE PRADO MEGDA, NILTON LUIZ BARTOLI, JOÃO HOLANDA COSTA e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. 2 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 Recurso n° : 301-123538 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Sujeito Passivo: JOSÉ CARLOS GONÇALVES DE SOUZA RELATÓRIO Versa o presente litígio sobre a exigência do Imposto Territorial Rural — 1TR e Contribuições, do exercício de 1996, sobre o imóvel denominado FAZENDA SERRINHA, localizado no Município de MORADA NOVA DE MINAS — MG, objeto da Notificação de Lançamento de fls. 02, emitida em 21/10/96. A C. Primeira Câmara, do E. Segundo Conselho de Contribuintes, ao julgar o Recurso Voluntário interposto pelo Contribuinte acima identificado, em sessão realizada no dia 20/10/99, proferiu a Decisão estampada no Acórdão n° 201- 73.225, cuja ementa se transcreve: "ITR — VALOR DA TERRA NUA - Há que ser revisto, conforme autoriza o § 4° do art. 3° da Lei n° 8.847/94, o VTN que tiver seu questionamento fundamentado em laudo técnico convenientemente elaborado por profissional habilitado. Recurso provido." Consoante o Voto condutor do Acórdão supra (fls. 34), decidiu-se pela aceitação do Laudo Técnico acostado ao processo quando da Diligência anteriormente determinada, passando o VTN do imóvel a ser de R$ 7.200,00. Contra tal Decisão insurgiu-se a Fazenda Nacional, por sua D. Procuradoria, que interpôs competente Recuso Especial, com fulcro nas disposições do art. 32, inciso II, Anexo, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes (Portaria MF 55/98) alegando, basicamente, que o Laudo Técnico apresentado não é aceitável para adoção do VTN pleiteado pelo Contribuinte, pois que emitido por pessoa não capacitada para tal. Carreou para os autos, como paradigma, cópias dos Acórdãos n's 202-10.817, de 10/12/98 e 203-06.005, de 21/10/99, proferidos pelas 2a e 3a Câmara, 3 12Q Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 do mesmo E. Segundo Conselho, os quais estampam divergência de entendimentos em relação ao Acórdão ora atacado, no que diz respeito à forma de elaboração dos Laudos de Avaliação de Imóveis, para tais finalidades. (competência). O Recurso foi considerado apto e admitido pela Sra. Presidenta da C. Câmara recorrida, em despacho acostado às fls. 60, fundamentado na Informação de fls. 58/59. Na forma regimental, baixaram-se os autos à repartição de origem, para notificação ao Contribuinte do Recurso Especial em comento, com abertura de prazo para apresentação de contra-razões, o que foi cumprido consoante o Memorando n° 100/ARF/DIA/DRF/DNS/MG, de 31/10/2000 (fls. 63). Às fls. 64 dos autos foi acostado, estranhamente, um requerimento emitido pela EMATER — MG, datado de 23/11/2000, assinado pelo Sr. Junho Manoel Gomes — Técnico em Agropecuária — CREA 162511TD, respondendo ao Memorando em epígrafe, que foi destinado ao Contribuinte JOSÉ CARLOS GONÇALVES DE SOUZA. Em tal Requerimento, indevidamente apresentado por pessoa/empresa não competente para tal, totalmente equivocado, diga-se de passagem, indica-se, erroneamente, que o Recurso teria sido indeferido, o que não foi o caso. Não houve, na realidade, a apresentação de contra-razões pelo Contribuinte. A partir daí, registraram-se as seguintes irregularidades: Retornando os autos ao E. Segundo Conselho de Contribuintes, ao invés de ter sido encaminhado à esta E. Câmara Superior de Recursos Fiscais, para apreciação e julgamento do Recurso Especial citado, foram remetidos, por despacho 4 p21? 4/1 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 de fls. 69, ao E. Terceiro Conselho de Contribuintes, com base nas disposições do Decreto n° 3.440, de 25/04/2000, que cuidou da mudança de competência regimental entre os Conselhos de Contribuintes. Naquele Terceiro Conselho foi o processo distribuído à sua C. Primeira Câmara, que o incluiu em pauta da sessão do dia 07/11/2002, para novo julgamento, sem se aperceber que a questão já havia sido apreciada e julgada pelo E. Segundo Conselho. Pois bem, proferiu-se, então, o julgamento que resultou no Acórdão n° 301-30.430 (fls. 71/77), cuja Ementa diz o seguinte: "ITR. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. VÍCIO FORMAL. A ausência de formalidade intrínseca determina a nulidade do ato. Igual julgamento proferido através do Ac. CSRF/PLENO 00.002/2001. NULIDADE DO LANÇAMENTO." Novo Recurso Especial foi apresentado pela Fazenda Nacional, por sua D. Procuradoria (fls. 80/95), agora com fulcro no art. 5°, inciso II, do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, trazendo como paradigma cópia do Acórdão n° 302-34.831, proferido em 07/06/2001, pela C. Segunda Câmara, daquele E. Terceiro Conselho, com posicionamento contrário em relação à nulidade mencionada. Tal Recurso Especial foi então admitido pelo Sr. Presidente da C. Câmara recorrida, em Despacho fundamentado acostado às fls. 96 destes autos. Novamente foi baixado o processo à repartição de origem para notificação ao Contribuinte desse novo Acórdão e Recurso da Fazenda Nacional, com prazo para apresentação de contra-razões. Regularmente notificado o Contribuinte não ofereceu contra-razões. r'7(j1 5 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 Finalmente, foi o processo distribuído, por sorteio, a este Relator, em sessão realizada no dia 03/11/2003, como noticia o documento de fls. 105, último dos autos. É o Relatório. -.-i) 11r g:c) 6 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 VOTO Conselheiro PAULO ROBERTO CUCCO ANTUNES-Relator. Como se verifica do relatório ora exposto, uma série de irregularidades inquinam o processo em epígrafe, não permitindo, em princípio, que se prossiga normalmente com o julgamento do mesmo por esta Câmara Superior, sem a adoção de medidas saneadoras, que passam pela anulação de alguns atos e procedimentos adotados. Sendo assim e conforme já deliberado anteriormente, anulam-se os documentos e, conseqüentemente, todos os atos e fatos decorrentes, a saber: De: fls. 69, inclusive, até: fls. 102, inclusive. Feito isto, com relação ao mérito, devemos aqui enfrentar o Recurso interposto pela D. Procuradoria da Fazenda Nacional que se contrapõe à Decisão proferida pela C. Primeira Câmara do E. Segundo Conselho de Contribuintes, estampada no Acórdão n° 201-73.225, de 20/10/99 que, à unanimidade, decidiu pelo provimento do Recurso do Contribuinte, acolhendo o Laudo Técnico apresentado, de lavra da EMATER — MG, mandando adotar o VTN indicado no mesmo. A Recorrente argumenta, em síntese, que o Laudo não se fez acompanhar da respectiva ART — "Anotação de Responsabilidade Técnica", que seria indispensável no presente caso, além do fato de ter sido emitido por um "Técnico Agrícola", profissional de nível médio que não está, em seu entender, habilitado a produzir tal espécie de documento, eis que a sua missão é da competência de profissional de nível superior, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Florestal ou Engenheiro Agrimensor. 7 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 No entender deste Relator, o Laudo apresentado pelo Recorrente, inicialmente por cópia às fls. 03 e posteriormente complementado pelos documentos de fls. 28 e 29, por solicitação da C. Câmara recorrida em diligência previamente realizada, produzidos pela EMATER — MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), não se presta a comprovar que o imóvel questionado possui características específicas que o distinguem das demais áreas do Município onde se localiza, a ponto de que lhe seja atribuído um VTN inferior ao mínimo fixado pela Secretaria da Receita Federal. Com efeito, decidiu acertadamente a DRJ em Belo Horizonte-MG, pois que não foram trazidos pelo Recorrente elementos de prova válidos para comprovar o valor efetivo da propriedade em 31 de dezembro de 1995. De fato, o documento anexado às fls. 03, emitido em dezembro de 1996, limita-se a indicar valores atribuídos às terras e benfeitorias que compõem o imóvel, sem informar a data de referência. Por sua vez, o documento de fls. 28, (complementação requerida), estampa observação (OBS), no sentido de que o laudo reporta-se a Dezembro de 1996. Ora, em se tratando de lançamento tributário do exercício de 1996, tendo como ano-base 1995, o laudo deveria espelhar situação encontrada em 31 de dezembro de 1995 e não em dezembro de 1996. Por outro lado, mesmo com as informações estampadas no documento de fls. 29, é inquestionável que faltam, ainda, demonstração dos critérios e parâmetros de aferição e comparação utilizados na obtenção dos valores indicados, não se achando, certamente, revestido das formalidades e exigências técnicas mínimas necessárias à redução do VTNm mencionado. Diante do exposto, anulados dos documentos de fls. 69 (inclusive) até 102 (inclusive), quanto ao mérito entendo, com a devida "vênia", que o Acórdão 8 411/1 Processo n° : 13673.000025/97-57 Acórdão n° : CSRF/03.04-083 recorrido deve ser reformando, restabelecendo-se a Decisão DRJ-BHE N° 11170.3371/97-20 (fls. 08/10). É como voto. Sala das Sessões, 06 de julho de 2004. - ÁrA.X __,) --_, PAULO ReB /' i w r- dCUCCO ANTUNES 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10746.000547/2007-20
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. COMPROVAÇÃO. REQUISITOS LEGAIS.
Somente são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, quando comprovado que o tratamento é relativo ao contribuinte e/ou a seus dependentes por meio de documentação hábil e idônea que atenda integralmente os requisitos legais.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2802-001.876
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 25/09/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. COMPROVAÇÃO. REQUISITOS LEGAIS. Somente são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, quando comprovado que o tratamento é relativo ao contribuinte e/ou a seus dependentes por meio de documentação hábil e idônea que atenda integralmente os requisitos legais. Recurso voluntário negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1710; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 47 1 46 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10746.000547/200720 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.876 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ALDEMIR BATISTA CABRAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÃO. DESPESA MÉDICA. COMPROVAÇÃO. REQUISITOS LEGAIS. Somente são dedutíveis as despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, efetuadas pelo contribuinte, quando comprovado que o tratamento é relativo ao contribuinte e/ou a seus dependentes por meio de documentação hábil e idônea que atenda integralmente os requisitos legais. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 25/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 74 6. 00 05 47 /2 00 7- 20 Fl. 49DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de dedução de despesas médicas no valor de R$16.000,00 por falta de comprovação nos termos do art. 80 do RIR1999. O contribuinte impugnou a exigência sob a alegação de que efetuou tratamento psicoterápico e odontológico (periodôntico e endodôntico) comprovados pelos recibos anexados, que não há outra forma de provar tais despesas e que não é lícito à Receita Federal exigir outra prova. A 3ª Turma da DRJ Brasília considerou que os recibos não atendiam aos requisitos impostos pela legislação pois não indicam os beneficiários dos serviços prestados nem o local da prestação dos serviços. Ciência do acórdão em 11/06/2008 e interposição do recurso voluntário em 26/06/2008. Na peça recursal o recorrente discrimina os beneficiários dos serviços a que se refere cada recibo (ora o recorrente, ora a Srª Alderiza M. Braga Cabral), sustenta que os recibos apresentados indicam o beneficiário dos serviços e o local da prestação dos serviços e cabe ao emitente e não ao contribuinte o preenchimento dos recibos. Os recibos ora reapresentados estão às fls. 40/45. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Foram glosados os valores declarados como pagos à Françoise Barbosa Canto, CPF 235.615.99320 e à Catarina de Sousa Falconeri, CPF 698.523.16320 por falta de comprovação conforme exige o artigo 80, parágrafo 1°, inciso III do RIR/99 (fls. 10). Deste dispositivo legal destaco: Art.80.Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). §1ºO disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, §2º): (...) IIrestringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; Fl. 50DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10746.000547/200720 Acórdão n.º 2802001.876 S2TE02 Fl. 48 3 IIIlimitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas FísicasCPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa JurídicaCNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; (...) Os recibos apresentados indicam quem fez os pagamentos mas não são categóricos em informar os pacientes tratados, este foi um dos motivos pelos quais a impugnação foi indeferida. Neste ponto, o recorrente faz novas alegações de que os beneficiários estão identificados, sem trazer qualquer outro elemento de prova. Resta a dúvida em torno de quais foram os pacientes. Ainda há outra razão pela qual a impugnação foi indeferida: a falta de indicação do endereço dos emitentes dos recibos. Em que pese as alegações do recorrente os recibos não contém a indicação do endereço de seus emitentes, o que impede reconhecer que tenham sido obedecidos todos os requisitos legais. Portanto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 51DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26 /09/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 13808.000741/93-29
Data da sessão: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 2004
Ementa: DECADÊNCIA - IRF - Não há decadência do direito de lançar o imposto de renda na fonte quando o seu lançamento e o do Imposto de Renda, do qual decorre, foram feitos em tempo oportuno. Em se tratando de exigência que tem por base o mesmo fato que ditou a do imposto de renda, o lançamento para sua cobrança é reflexivo e, assim, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão do processo decorrente.
Recurso provido
Numero da decisão: CSRF/01-04.923
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso e determinar o retorno dos autos à Câmara recorrida para exame do mérito do recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Remis Almeida Estol que Regou provimento ao recurso.
Nome do relator: Carlos Alberto Gonçalves Nunes
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Em se tratando de exigência que tem por base o mesmo fato que ditou a do imposto de renda, o lançamento para sua cobrança é reflexivo e, assim, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão do processo decorrente. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso e determinar o retorno dos autos à Câmara recorrida para exame do mérito do recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Remis Almeida Estol que Regou provimento ao recurso. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE , CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES RELATOR FORMALIZADO EM: 14 JUL 2004 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANTONIO DE FREITAS DUTRA; MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO; CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER; VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE; LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO; JOSÉ CLÓVIS ALVES; JOSÉ CARLOS PASSUELLO; JOSÉ RIBAMAR BARROS PENHA; WILFRIDO AUGUSTO MARQUES; MARCOS VINÍCIUS NEDER DE LIMA; DORIVAL PADOVAN; JOSÉ HENRIQUE LONGO e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. ecmh Processo n° : 1308.000741/93-29 Acórdão n° : CSRF/01-04.923 Recurso n° : 105-002.209 Recorrente : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu douto Procurador junto à Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, com fundamento no artigo 30, incisos I e II, do Regimento Interno do Primeiro conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 537, de 17/09/92, recorre a este Colegiado (fls. 44) contra o Acórdão n° 105-11.963, de 12/11/97 (fls. 39/42), que, com base no princípio da decorrência e sob o pálio do artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, declarou a decadência do direito de a Fazenda Nacional lançar o IRF do ano de 1987. A empresa foi cientificada do auto de infração em 09/03/93 que abrangeu o ano de 1987 (fls. 4). Impugnou a exigência (fls. 14/16), não logrando êxito em primeira instância por entender o julgador que a procedência do lançamento efetuado no processo matriz implica manutenção da exigência fiscal dele decorrente (fls. 27/28). Recorreu ao Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 30/34), sustentando, dentre outras razões, a decadência do direito de a Fazenda Nacional lançar o tributo. A Egrégia Quinta Câmara, por maioria de votos, decidiu que a sorte colhida pelo processo principal comunica-se ao decorrente, a menos que novos fatos ou argumentos sejam aduzidos, o que não ocorreu na espécie dos autos. Vale dizer que aplicou ao processo decorrente os mesmos fundamentos adotados no matriz, no sentido de que o lançamento do imposto de renda é por homologação, com o prazo decadencial de cinco anos contado a partir do dia seguinte ao da ocorrência do fato gerador, que, no caso concreto, se dera em 31/12/87. Findo esse prazo é defeso ao fisco promover qualquer alteração, já que o lançamento tributário foi tacitamente homologado. O aresto recorrido tem a seguinte ementa: d") 2 Processo n° : 1308.000741/93-29 Acórdão n° : CSRF/01-04.923 "IRF — O resultado verificado no processo matriz será aplicado ao procedimento reflexo". A Douta Procuradoria da Fazenda Nacional insurgiu-se contra o aresto, apresentando recurso especial sob duplo fundamento, em razão de se tratar de acórdão não unânime, de um lado, e por divergir de outros arestos do Primeiro Conselho de Contribuintes e da própria Câmara Superior de Recursos Fiscais, por outro lado. Apresentou como paradigmas os Acórdãos CSRF/01-1.945, de 18/03/96, e Ac. 101-01.876, de 21/08/95. Requer a reforma do mencionado julgado por entender que, à data do lançamento, o direito de a Fazenda Nacional não tinha caducado, tendo em vista que a empresa fora cientificada do lançamento referente ao ano de 1987, em 09/03/93 (fls. 4), enquanto a DRPJ/1988 foi apresentada ao fisco em 28/04/88 (fls. 48, do processo matriz). A Procuradoria teve ciência do acórdão em 23/01/98 (fls. 43), apresentando o recurso especial de divergência em 23/01/98 (fls.44). O ilustre Presidente da Quinta Câmara deu seguimento ao recurso, sob o duplo fundamento, e determinou a intimação da parte adversa (fls. 47/48). Regularmente notificado do acórdão e do recurso, em 17/07/03 (fls. 61), o sujeito passivo apresentou suas contra-razões em 31/07/03 (fls.62/74), nas quais, defendendo o julgado, sustenta descaber o conhecimento do recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional porque, em desacordo com o disposto no § 1° do art. 31 do Regimento Interno então vigente que exigia que a petição do recurso deveria demonstrar fundamentadamente a divergência argüida, o que não ocorreu. No mérito, sustentando tratar-se de lançamento por homologação assevera que o prazo decadencial inicia-se após a ocorrência do fato gerador do tributo que, no caso, deu-se em 31/12/87, de modo que, à data do lançamento, já se havia operado a caducidade. Cita precedentes administrativos e decisões judiciais que entende darem respaldo ao seu entendimento É o relatório./L (ri ÇÀ" 3 Processo n° : 1308.000741/93-29 Acórdão n° : CS RF/01-04.923 VOTO Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator: Recurso tempestivo e assente em lei. Tomo conhecimento do recurso interposto pela ilustre Procuradoria da Fazenda Nacional, com fulcro no inciso II do artigo 30, do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n°537, de 17/09/92, atendidos que foram os pressupostos processuais previstos no citado dispositivo. A recorrente demonstrou suficientemente a divergência entre o aresto recorrido e o Acórdão CSRF/01-1.945, de 12/12/97. Deixou de demonstrar, entretanto, a violação de dispositivo legal ou a contrariedade à prova dos autos, de que trata o inciso I, da citada Portaria. Igualmente, conheço das contra-razões do sujeito passivo, apresentada com guarda de prazo e previsão no art. 8°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela citada Portaria. Segundo entendimento pacificado nesta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais antes da vigência e eficácia da Lei n° 8.383/91, o lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica era por declaração, contando-se o prazo decadencial de 5 (cinco) anos do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o fisco poderia ter lançado o tributo, ou contado da data da entrega da declaração do mencionado imposto, consoante o disposto no art. 173, 1, e seu parágrafo único, do Código Tributário Nacional, e art. 711 e seus parágrafos 1° e 2°, do RIR/80. No caso concreto, como consta do relatório, a empresa apresentara sua declaração de rendimentos do exercício de 1988, ano-base de 1987, em 28/04/88, enquanto auto de infração tanto do IRPJ como da fonte ocorreu em 09/03/93, dentro do prazo de caducidade.3„, 4 Processo n° : 1308.000741/93-29 Acórdão n° : CSRF/01-04.923 Em se tratando de lançamento que tem por base o mesmo fato que ditou o do imposto de renda, o lançamento para sua cobrança é reflexivo e, assim, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão do processo decorrente. Desta forma é inquestionável a relação de dependência da cobrança do IRF ao destino dado ao lançamento do imposto de renda. A decisão de mérito proferida no processo matriz, reconhecendo ou não a ocorrência do fato econômico que justificou o lançamento decorrencial, constitui, assim, prejulgado no lançamento do processo reflexivo, em razão da íntima relação de causa e efeito existente entre eles. Impõe-se por tal fato ajustar-se a decisão do processo reflexivo ao decidido no processo principal. Segundo entendimento pacificado nesta Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, antes do advento e eficácia da Lei n° 8.383/91, o lançamento do imposto de renda era por declaração, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser lançado o tributo, ou contando-se o referido prazo da data da edntrega da declaração de rendimentos da pessoa jurídica que, no caso, ocorreu em 28/04/1988. Como o lançamento foi feito em 09/03/1993, não ocorreu a caducidade do direito de o fisco lançar o crédito tributário. Em resumo: Não há decadência do direito de lançar o imposto de renda na fonte quando o seu lançamento e o do Imposto de Renda, do qual decorre, foram feitos em tempo oportuno. Em se tratando de lançamento que tem por base o mesmo fato que ditou o do imposto de renda, o lançamento para sua cobrança é reflexivo e, assim, a decisão de mérito prolatada no processo principal constitui prejulgado na decisão do processo decorrente. (:() 5 Processo n° : 1308.000741/93-29 Acórdão n° : CSRF/01-04.923 Nesta ordem de juízos, dou provimento ao recurso de divergência interposto pela Douta Procuradoria da Fazenda Nacional, retornando-se os autos à Egrégia Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes para julgamento do mérito. Sala das Sessões-DF, em 12 de abril de 2004. CARLOS ALBERTO GONÇAàES NUNES gi 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 13986.000204/2004-88
Data da sessão: Thu May 21 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 21 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2001
DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-00.286
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2001 DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida DRJ em Florianópolis/SC ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2001 DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. 4 ---r---, MÉ Ceál-ELE A RAJA ;g' B AM RIM - Presidente 1 , h nRo.,,,,,,e0 Â.,,, 0, _ • MA CELO RIBEIRO NOGUEIRA — Relator EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Traj ano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. 1 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Versa o presente processo sobre Auto de Infração — Multa por atraso na entrega da DCTF/2001, lavrado no curso do ano de 2004, mediante o qual é exigido da interessada supra identificada o crédito tributário no valor de R$ 2.000,00, (Auto, fl.02), correspondente a R$ 500,00 por trimestre. Cientificada, o contribuinte apresentou impugnação, f1.01, onde alegou que "...houve a Solicitação de Revisão do Simples, assim como foi entregue e aceita pelo programa da Receita Federal, a Declaração Simplificada entendeu-se não ser obrigados a entregar a DCTF." A decisão recorrida manteve integralmente a exigência fiscal, negando provimento à impugnação apresentada. O contribuinte, restando inconformado com a referida decisão, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 2 Processo n° 13986.000204/2004-88 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.286 Fl. 40 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator O recurso é tempestivo e os requisitos recursais foram atendidos, portanto conheço do mesmo. Na via estreita do processo fiscal administrativo é descabida qualquer discussão sobre matéria constitucional. A discussão administrativa da exclusão do contribuinte da sistemática de tributação do Simples não tem o condão de suspender ou afastar a aplicação das penalidades relativas ao descumprimento de obrigações acessórias, nem o seu cumprimento após o término do referido processo administrativo caracterizaria a denúncia espontânea. Mas mesmo que assim não fosse, sobre o cabimento da exigência da multa mínima e a impossibilidade de afastá-la, mesmo em casos de denúncia espontânea (situação excepcional em que não se enquadra o presente feito), foi o seguinte o posicionamento do STJ em decisão unânime de sua Primeira Turma provendo o RE da Fazenda Nacional n° 246.963/PR (acórdão publicado em 05/06/2000 no Diário da Justiça da União — DJU-e): Tributário. Denúncia espontânea. Entrega com atraso de declaração de contribuições e tributos federais — DCTF. 1. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF. 2. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN. 3. Recurso especial provido. Cite-se, ainda, Acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais n° 02- 01.046, sessão de 18/06/01, assim ementado: DCTF — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA — ESPONTANEIDADE — INFRAÇÃO DE NATUREZA FORMAL. O principio da denúncia espontânea não inclui a prática de ato formal, não estando alcançado pelos ditames do art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Negado. Assim, ressalvada minha opinião sobre a matéria, conheço do recurso para, adotando a referida jurisprudência, negar-lhe provimento, tendo em vista que a legalidade da exigência da multa mínima nos casos de atraso na entrega da DCTF. É como voto. ARCELO RIBEIRO NOGUEIRA 3
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Numero do processo: 11618.000545/2008-40
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2001 a 31/05/2004 CONSTRUÇÃO CIVIL. BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARBITRAMENTO. HIPÓTESES LEGAIS ATENDIDAS. Em consonância com os parágrafos 3º e 6º do art. 33 da Lei 8.212/91, se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Caracterização da hipótese legal quando a fiscalização constata que o pagamento a vários prestadores de serviço não foram contabilizados. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2301-001.987
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, a fim de alterar o valor do metro quadrado de construção de R$ 516,13 para R$ 491,15, bem como modificar a data da competência do lançamento de 05/2004 para 10/2004, nos termos do voto do Relator. Vencidos Damião Cordeiro de Moraes e Leonardo Henrique Pires Lopes, que anulavam o lançamento por vício material. II) por unanimidade de votos: a) em negar provimento às demais alegações apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARBITRAMENTO. HIPÓTESES LEGAIS ATENDIDAS. Em consonância com os parágrafos 3º e 6º do art. 33 da Lei 8.212/91, se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Caracterização da hipótese legal quando a fiscalização constata que o pagamento a vários prestadores de serviço não foram contabilizados. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, no mérito, a fim de alterar o valor do metro quadrado de construção de R$ 516,13 para R$ 491,15, bem como modificar a data da competência do lançamento de 05/2004 para 10/2004, nos termos do voto do Relator. Vencidos Damião Cordeiro de Moraes e Leonardo Henrique Pires Lopes, que anulavam o lançamento por vício material. II) por unanimidade de votos: a) em negar provimento às demais alegações apresentadas pela Recorrente, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA 2 (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Participaram do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11618.000545/200840 Acórdão n.º 230101.987 S2C3T1 Fl. 131 3 Relatório Tratase da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) nº 35.609.6807, lavrada em 07/04/2005, referente à contribuição previdenciária devida sobre mão de obra utilizada em construção civil, tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 297.140,81, fls. 01. A autoridade fiscal constatou que não foram contabilizados valores das remunerações dos profissionais responsáveis pelas ART Anotações de Responsabilidade Técnica da obra CEI 38.870.01021/76, iniciada em 01/12/2001 e concluída em 31/05/2004. Diante disso, concluiu que a escrituração não era hábil para comprovar os custos efetivamente despendidos na obra, o que motivou a aferição indireta, conforme previsão do §6º do art. 33 da Lei 8.212/91, com a utilização do Custo Unitário Basco (CUB). Após tomar ciência por via postal da autuação em 11/04/20058, fls. 32, a recorrente apresentou impugnação, fls. 33/35, em 26/04/2005, na qual apresentou argumentos que apontavam: existência de contabilidade correta datada de julho/2004, o que afastaria a aferição indireta; não inclusão da remuneração dos técnicos no cálculo do CUB. Em 02/08/2005, os autos do processo foram devolvidos à Seção de Fiscalização (13.401.2), conforme Despacho de fls. 54 e 55, a fim de que o Auditor Fiscal notificante se pronunciasse acerca das alegações do notificado, em relação à desconsideração da contabilidade e aos lançamentos contábeis demonstrados na defesa. Em resposta, fls. 56/59, o Auditor Fiscal notificante informou que o Termo de Autenticação do Livro Diário n.° 05 é datado de 26/04/2005, isto é, a data é posterior ao encerramento da Ação Fiscal, e que os ajustes efetuados no Diário n.° 05 comprovam que na época da Ação Fiscal, a contabilidade da empresa não refletia com exatidão a situação econômico/financeira da mesma. A Delegacia da Receita Previdenciária da Paraíba, na DecisãoNotificação de fls. 61/67, afastou os argumentos da recorrente, tendo esta sido cientificada do decisório em 18/05/2006, fls. 69. O recurso voluntário, apresentado em 19/06/2006, fls. 75/82, contém os argumentos conforme a seguir resumimos. Inicia apontando que a fiscalização não apontou com precisão em quais folhas dos livros a falha apontada pela fiscalização foi encontrada, o que a deixaria sem condições de defenderse. As irregularidades que resultaram na aferição indireta não ficaram esclarecidas. Ressalta que a fiscalização não demonstrou que os profissionais citados prestaram serviços diretamente na obra em questão. Em resumo, a imprestabilidade da contabilidade não ficou demonstrada. Prossegue questionando a metodologia do arbitramento alegando tratarse arbitrariedade. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA 4 Aponta que foi emitido Aviso de regularização de Obra (ARO) em 26/10/2004, conforme documento de fls. 103 com CUB de R$ 491,15, mas o lançamento adota o CUB de R$ 516,13. Reclama que no Discriminativo analítico de Débito (DAD) houve o lançamento em 05/2004, ao passo que a tabela CUB foi utilizada aquela de 03/2005, evidenciando dupla correção monetária. Afirma que as áreas calculadas apresentam divergências no cálculo da metragem da obra. É o relatório. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11618.000545/200840 Acórdão n.º 230101.987 S2C3T1 Fl. 132 5 Voto Conselheiro Mauro José Silva, Relator Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento. Enfrentamos os argumentos da recorrente na ordem que entendemos mais adequada. Nulidade por inconsistências no lançamento Ao contrário do que afirma a recorrente, a NFLD foi lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente notificante demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, fazendo constar, nos relatórios que compõem a Notificação, os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas, cumprindo adequadamente os preceitos do art. 142 do CTN. O Relatório Fiscal traz todos os elementos que motivaram a lavratura da NFLD e o relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, encerra todos os dispositivos legais que dão suporte ao procedimento do lançamento, separados por assunto e período correspondente, garantindo, dessa forma, o exercício do contraditório e ampla defesa à notificada. Quando a fiscalização apontou omissão em relação a alguns técnicos, tendo identificados estes, permitiu à recorrente contraditar a acusação, pois poderia demonstrar que, ao contrário, teria sim escriturado as remunerações dos profissionais apontados pela fiscalização. Aferição indireta. Construção civil. A aferição indireta é autorizada pela lei nos casos nos quais a contabilidade da empresa não registrar o movimento real de remuneração dos prestadores de serviço alocados na obra, do faturamento ou do lucro, conforme previsto no art. 33, §6º da Lei 8.2122/91. Não há necessidade de as três alternativas serem demonstradas. Basta que reste configurada uma das hipóteses para que se tenha configurada uma situação que autoriza a aferição indireta. No caso em análise, a fiscalização provou que a contabilidade era omissa em relação à remuneração dos responsáveis técnicos da obra. Óbvio, que não se pode admitir que Fl. 141DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA 6 haja responsável técnico sem que sejam remunerados. Quanto a contabilidade apresentada junto com a impugnação, esta foi objeto de diligência, sendo constatado que o registro dos livros era posterior à data da fiscalização. Como se sabe, os livros contábeis fazem prova a favor da empresa desde que sejam registrados logo após à sua confecção. Ademais, como bem apontado na decisão de primeira instância, “tais lançamentos[retificados] não refletiram o regime de competência previsto na legislação previdenciária, de forma que todos os pagamentos foram lançados na competência 07/2004, quando as ART's datam de 04/09/2003 e 22/08/2003, conforme demonstrado no Relatório de fl. 14, de forma a não demonstrar a movimentação real da empresa constituindose em mais um erro na escrita contábil apresentada”. A recorrente, por sua vez, não contestou a prestação de serviços dos profissionais para a obra, mas limitouse a discutir o valor atribuído à remuneração daqueles. Porém, objetivamente, a omissão constatada pela fiscalização permite concluirmos que a aferição indireta foi feita com amparo legal. Quanto à metodologia da aferição indireta, esta foi realizada em consonância com a IN 100/2003, com a utilização do CUB, conforme previsto nos arts. 449 e seguintes da referida norma. Sem razão, portanto a recorrente quando alega ter ficado configurada uma arbitrariedade. Por outro lado, tem razão a recorrente quando reclama do valor do CUB utilizado, bem como do mês de competência lançados. Vejamos o conteúdo do art. 449 da IN 100/2003: Art. 449. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, em se tratando de edificação, serão utilizadas as tabelas do Custo Unitário Básico (CUB), divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON). (...) § 2° Serão utilizadas as tabelas do CUB publicadas no mês da apresentação da DISO referentes ao CUB obtido para o mês anterior. § 3° Em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas: I na competência de emissão do ARO; II na competência da emissão das notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços, quando a aferição indireta se der com base nestes documentos; III em qualquer competência no prazo de vigência do Mandado de Procedimento Fiscal, quando a apuração se der em AuditoriaFiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. Observase, portanto que a tabela CUB a ser aplicada é aquela vigente quando da apresentação da DISO. Tendo esta sido apresentada em 09/2004, parecenos que o ARO constante de fls. 103 é aquele que melhor atende à legislação. O CUB deve ser tomado como R$ b491,15 e não R$ 516,13. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11618.000545/200840 Acórdão n.º 230101.987 S2C3T1 Fl. 133 7 Em adição, como vimos na legislação reproduzida, a contribuição é considerada devida na data de emissão do ARO, se este existir. Ou seja, o mês de competência para o lançamento deve ser 10/2004 e não 05/2004 como assinalado em fls. 02. A eventual discordância da recorrente quanto à metragem da obra, 9.399,34 m2, não foi acompanhada de provas, o que impede analisemos tais argumentos. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO PARCIAL ao RECURSO VOLUNTÁRIO para alterar o valor do metro quadrado de construção de R$ 516,13 para R$ 491,15, bem como modificar a data da competência do lançamento anotada como 05/2004 para 10/2004. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 143DF CARF MF Impresso em 23/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 31/05/2011 por MAURO JOSE SILVA
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Numero do processo: 35067.001855/2004-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1997 a 30/04/1999
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO.
A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa.
Decisão de Primeira Instância Anulada
Numero da decisão: 2301-000.271
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, anular a decisão de primeira instância. Vencidos os Conselheiros Marco André Ramos Vieira e Julio Cesar Vieira Gomes.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1997 a 30/04/1999 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DE CIÊNCIA SOBRE O RESULTADO DE DILIGÊNCIA E DOCUMENTOS JUNTADOS PELO FISCO. A ciência ao contribuinte do resultado da diligência é uma exigência jurídico-procedimental, dela não se podendo desvincular, sob pena de anulação da decisão administrativa por cerceamento do direito de defesa. Com efeito, este entendimento encontra amparo no Decreto n° 70.235/72 que, ao tratar das nulidades, deixa claro no inciso II, do artigo 59, que são nulas as decisões proferidas com a preterição do direito de defesa. Decisão de Primeira Instância Anulada
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Numero do processo: 13888.001165/2003-63
Data da sessão: Tue Oct 02 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2004
Simples Federal. Vedação. Atividades Típicas de Profissionais da Engenharia
Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica que preste serviços profissionais de engenheiro, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida.
Numero da decisão: 1801-001.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
______________________________________
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
______________________________________
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, e Ana de Barros Fernandes.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2004 Simples Federal. Vedação. Atividades Típicas de Profissionais da Engenharia Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica que preste serviços profissionais de engenheiro, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, e Ana de Barros Fernandes.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2004 SIMPLES FEDERAL. VEDAÇÃO. ATIVIDADES TÍPICAS DE PROFISSIONAIS DA ENGENHARIA Não poderá optar pelo Simples, a pessoa jurídica que preste serviços profissionais de engenheiro, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 11 65 /2 00 3- 63 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/10/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13888.001165/200363 Acórdão n.º 1801001.196 S1TE01 Fl. 122 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, e Ana de Barros Fernandes. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra Acórdão da DRJ em Ribeirão Preto/SP que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra Ato Declaratório que excluiu a empresa interessada do Sistema Simplificado de Pagamento de Impostos e Contribuições Federais – Simples Federal, dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte. Consta dos autos que a empresa solicitou sua inclusão no Simples retroativa a 1997 pois teria se esquecido de formalizar a opção no cadastro do CNPJ (fl. 1). Para isso apresentou, tempestivamente, as declarações de pessoa jurídica pelo Simples Federal – DPJS para os anoscalendário 1997, 1998, 2000, 2001 e 2002 (fls. 2, 3, 4, 6 e 7). A declaração DPJS relativa ao anocalendário 1999 foi apresentada em atraso, em abril de 2002 (fl. 5). Em pesquisas realizadas junto aos sistemas internos da RFB a unidade de jurisdição da empresa detectou a existência de dívida inscrita na PGFN (fls. 51/53) sem suspensão de exigibilidade e intimou a interessada a apresentar certidão negativa (fl. 50). A intimação, contudo, não foi atendida. No contrato social de constituição, em 1996, a empresa teve por objetivo social a “industria e comércio de sabões” (fls. 08/11). Na primeira alteração contratual (fls. 12/15), datada de 1997, o objeto social passou para “Projeto e Fabricação de Máquinas e Equipamentos para Secagem de Produtos Químicos, Alimentícios, Farmacêuticos e Resíduos Industriais”, objeto mantido na segunda alteração contratual formalizada em 2001 (fls. 16/19). A atividade exercida foi considerada como privativa ou assemelhada a de engenheiros e, nessas condições, vedada para ingresso e permanência na sistemática. Assim, face à vedação e considerando que a empresa ingressou no Simples Federal a partir de 01/01/2004 a solicitação de inclusão retroativa a 1997 foi indeferida. Além disso, pelo Ato Declaratório Executivo DRF/PCA n º 33/2006 (fl. 60), foi a empresa excluída do Simples Federal com efeitos retroativos à data da opção – 01/01/2004. Pela intimação de fl. 61, foi cientificada a empresa, em 08/01/2007 (AR fl. 62) do indeferimento de seu pleito e de sua exclusão de ofício do Simples com efeitos retroativos a 01/01/2004. Na manifestação de inconformidade tempestivamente apresentada (fls. 64/74) alegou a interessada a ilegalidade e inconstitucionalidade do ato, bem como a violação do princípio da isonomia. Afirmou que as atividades exercidas necessitariam no máximo o acompanhamento de técnicos e não a presença de um engenheiro e que a empresa não executaria diretamente os serviços e equipamentos (engenharia, montagem de máquinas industriais, automação e manutenção), que seriam terceirizados à empresas que prestam tais serviços e por eles se responsabilizam tecnicamente. Acrescenta que o fato de um de seus Fl. 126DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/10/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13888.001165/200363 Acórdão n.º 1801001.196 S1TE01 Fl. 123 3 sócios ter sido qualificado em documentos de registro como engenheiro mecânico não significaria a obrigatoriedade de acompanhamento nas operações. A 1a. Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP indeferiu a manifestação de inconformidade (fls. 91/93). Notificada da decisão, em 28/01/2008 (AR fl. 95) apresentou a interessada, em 14/02/2008 o recurso voluntário de fls. 96/103, no qual reproduz as razões de defesa deduzidas na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. O litígio se circunscreve à inconformidade da recorrente contra a exclusão retroativa a 01/01/2004 do Simples Federal pela prática de atividade vedada. Não foi oferecido qualquer argumento de defesa contra o indeferimento de seu pedido de inclusão na sistemática do Simples Federal retroativa a 1997, razão pela qual em relação a esse fato não há litígio a ser apreciado por este órgão de julgamento. No que tange à exclusão retroativa pela prática de atividade vedada, uma visita ao site da empresa na internet é muito esclarecedora. No seu endereço eletrônico a empresa assim se descreve: A Tecnape é uma empresa 100 % nacional, que está no mercado a mais de 25 anos, onde teve como sua atividade inicial à fabricação de secadores Spray Dryer, projetos de repotenciamento, assistência técnica, fornecimento de equipamentos auxiliares e reposição de peças. Posteriormente atendendo as necessidades do mercado, iniciouse também a prestação de serviços de secagem industrial. Hoje a Tecnape possui duas plantas industriais, sendo que uma delas está em fase de construção em SertãozinhoSP e um escritório de engenharia, em PiracicabaSP, onde são projetados os secadores e onde também fica sediada a equipe de assistência técnica. A Tecnape tem secadores com capacidades diferentes de secagem, para atender os mais variados tipos de produtos e clientes, isso possibilita a empresa de prestar serviços de secagem para clientes das áreas de Nutrição Humana, Nutrição Animal, Laboratórios Farmacêuticos, e outros. Além disso, dentre os produtos oferecidos se encontram: Engenharia e Tecnologias Projetos especiais de secadores do tipo Spray Dryer para diversos produtos. Utilização de nossa torre para testes de secagem de terceiros: Quando estamos ofertando um projeto Spray Dryer, sempre colocamos nossas "TORRES" à disposição dos clientes para realizar testes de secagem de seus produtos, verificando assim a qualidade do produto desidratado e a eficiência do secador. Com esta Fl. 127DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/10/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13888.001165/200363 Acórdão n.º 1801001.196 S1TE01 Fl. 124 4 disponibilidade, o cliente poderá antecipadamente obter amostragem de seu produto, onde também poderá ter até um custo de produção. Verificase, assim, que não procedem as afirmações feitas pela defesa no recurso voluntário e na manifestação de inconformidade. Os serviços oferecidos são prestados pela própria recorrente e se referem a atividade privativas de engenheiros e/ou técnicos da área de engenharia. Assim, as atividades desenvolvidas se enquadram no rol de vedações estabelecido pelo inciso XIII do art. 9 º da Lei n º 9.317, de 1996. Por todo o exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 128DF CARF MF Impresso em 09/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/10/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 36230.000120/2005-63
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue May 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1997
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-000.225
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. Os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior e Edgar Silva acompanharam o relator somente nas conclusões. Entenderam que se aplicava o artigo 150, §4º do CTN.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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Numero do processo: 10805.002069/2007-41
Data da sessão: Thu Oct 29 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Oct 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005
MULTA QUALIFICADA - EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE -JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO DA MULTA
Somente é justificável a exigência da multa qualificada prevista no artigo art. 44, II, da Lei n 9.430, de 1996, quando o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964. O evidente intuito de fraude deverá ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos.
Numero da decisão: 2102-000.357
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, para tão-somente reduzir a multa de ofício de 150% para 75%, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005 MULTA QUALIFICADA - EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE -JUSTIFICATIVA PARA APLICAÇÃO DA MULTA Somente é justificável a exigência da multa qualificada prevista no artigo art. 44, II, da Lei n 9.430, de 1996, quando o contribuinte tenha procedido com evidente intuito de fraude, nos casos definidos nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964. O evidente intuito de fraude deverá ser minuciosamente justificado e comprovado nos autos.
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Numero do processo: 13807.007490/2002-10
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 1999
PERC . DEMONSTRAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO.
Para obtenção de beneficio fiscal, o artigo 60 da Lei 9.069/95 prevê a demonstração da regularidade no cumprimento de obrigações tributárias em face da Fazenda Nacional. Comprovado, nos autos, antes da decisão final do processo administrativo, a regularização dos débitos que ensejaram o indeferimento do benefício e/ou comprovado que os débitos tributários não são do período do pedido, é de se prover o recurso voluntário (Súmula CARF nº 037).
Numero da decisão: 1801-001.317
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencida a Conselheira Relatora Carmen Ferreira Saraiva que nega provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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DEMONSTRAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO. Para obtenção de beneficio fiscal, o artigo 60 da Lei 9.069/95 prevê a demonstração da regularidade no cumprimento de obrigações tributárias em face da Fazenda Nacional. Comprovado, nos autos, antes da decisão final do processo administrativo, a regularização dos débitos que ensejaram o indeferimento do benefício e/ou comprovado que os débitos tributários não são do período do pedido, é de se prover o recurso voluntário (Súmula CARF nº 037). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Vencida a Conselheira Relatora Carmen Ferreira Saraiva que nega provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 74 90 /2 00 2- 10 Fl. 353DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 315 2 Relatório A Recorrente acima identificada formalizou em 26.02.2002, fls. 0103, o Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC) no valor de R$32.643,79 destinado ao Fundo de Investimento da Amazônia (FINAM) no valor de R$104.323,16 destinado ao Fundo de Investimento do Nordeste (FINOR) correspondentes à aplicação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) apurado com base no lucro real constante na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), relativamente ao anocalendário de 1998, fls. 04 e 116. 07 DÉBITO DE IRPJ DO ANO CALENDÁRIO 98 SUSPENSO POR LIMINAR EM MEDIDA JUDICIAL. 14 CONTRIBUINTE COM DÉBITOS DE TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS (LEI 9069/95, ART.60). 16 CONTRIBUINTE COM PENDÊNCIA JUNTO AO FGTS. Em conformidade com o Despacho Decisório, fl. 183, as informações em referência foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido ao argumento de que a Recorrente não apresentou a comprovação de regularidade na quitação de tributos federais, de acordo com o art. 60 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995, conforme Relatório Fiscal, fl. 182. Cientificada em 17.11.2008, fl. 184, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 17.12.2008, fls. 185190, com as alegações abaixo sintetizadas. Faz um breve relato do procedimento. Suscita que sua situação fiscal é regular e que tem direito ao reconhecimento do benefício fiscal. Discorda do momento adotado de averiguação da situação de regularidade para fins de reconhecimento do direito ao benefício fiscal, defendendo a tese de que é a data da manifestação da opção, em conformidade com a melhor exegese. Argúi que a análise da regularidade fiscal se limita a data da entrega da DIPJ, uma vez que a exigência da comprovação em período diverso implica impor obrigações desvinculadas ao incentivo pleiteado. Argui 7 Primeiramente cumpre esclarecer que para o exercício de 1999, ano calendário 1998 houve três declarações em virtude de cisões parciais, a saber: a) Período: 01/01/1998 a 31/07/1998, declaração processada sob o n° ° 081 3925072 (doc.03). b) Período: 01/08/1998 a 30/09/1998, declaração processada sob o n° 081 3943384 (doc.04). c)Período: 01/10/1998 a 31/12/1998, declaração processada sob o n° 081 0808711 (doc.05). Fl. 354DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 316 3 7.1 Entretanto, constou no Extrato das Aplicações em Incentivos Fiscais IRPJ/99 Ano Calendário 98 conforme descrito no doc.05, todos os Darf s recolhidos com código próprio como sendo somente do período de 01/10/1998 a 31/12/1998 que em seguida será mais bem detalhado. 8 Ocorre que o valor recolhido em código próprio para o período de 01/08/1998 a 30/09/1998 não corresponde a zero conforme constou no extrato de aplicações em incentivos fiscais, mas sim o valor de R$104.331,99 (FINOR), recolhidos através de DARF nos valores de R$47.807,91 (doc.06) e R$56.524,08 (doc.07) relativos ao período de apuração citado. Os respectivos valores constaram quando do processamento da DIPJ do período de 01/10/1998 a 31/12/1998 controlado no PA n° 13807.007491/200256. [...] 30 Atualmente constam em nome da Recorrente como óbice à obtenção da regularidade fiscal, as seguintes inscrições em Dívida Ativa da União: 80.6.04.03182228 (CSLL) e 80.2.07.01644336 (IRPJ). 30.1 Inscrição 80.6.04.03182228 foi objeto de Pedido de Revisão protocolado em 05/07/2004 (doc. 08), pendente de análise até o momento (doc.09). Tratase de valor de CSLL relativo ao mês de fevereiro/1999 (R$3.224,23) que informado em DCTF como suspenso por força de medida liminar. Porém, em 31/07/2002, com base na previsão contida no artigo 11 da Medida Provisória n° 38, de 15/02/2002, a Recorrente ingressou com pedido de desistência parcial da ação e efetuou o pagamento integral do valor de todo o ano calendário de 1999 (doc.10). 30.2 Inscrição 80.2.07.01644336 foi efetuada a compensação nos meses de novembro e dezembro de 1995 amparada em medida judicial, Ação Ordinária n° 95.00347490 e Medida Cautelar n° 95.00318733 (doc.11). Em que pese este valor ter sido compensado, o mesmo foi inscrito em dívida ativa da União e está sendo objeto de exceção de préexecutividade (doc.12), tendo em vista a decadência do direito para a constituição do crédito tributário. 31 Como se verifica pela data do ajuizamento os referidos processos originaramse em momento posterior à data da opção pelo FINAM e FINOR, razão pela qual não podem ser considerados obstáculos para a concessão do benefício. 32 Dessa forma, é certo que os mencionados débitos inscritos em dívida ativa, não podem constituir motivo de indeferimento do PERC, pois conforme comprovado através do exposto acima, a Recorrente está em situação fiscal regular, e só não apresentou a Certidão Negativa em virtude de erro da própria Receita Federal, que inscreveu indevidamente em dívida ativa débitos que estão com exigibilidade suspensa que inclusive foram recolhidos nos termos a MP n° 38/02 e até o momento não analisou o pedido de revisão do débito indevidamente inscrito. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui 33 Diante de todo o exposto, é o presente para requerer que: Fl. 355DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 317 4 a) sejam direcionados os recolhimentos com DARF específicos para esta DIPJ, ou seja: R$104.331,99 (FINOR) que se refere ao período de 01/08/1998 a 30/09/1998, conforme constou na manifestação de inconformidade apresentada no PA n° 13807.007491/200256; b) que seja dado provimento ao recurso, deferindose integralmente o Pedido de Revisão de Emissão de Incentivos Fiscais PERC, tendo em vista ter ficado provado que para o exercício de 1999, ano base 1998 inexistiam quaisquer débitos impeditivos, pois o valor do referido exercício foi integralmente recolhido. Termos em que, Pede e espera deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/SPO I/SP nº 1622.025, de 02.07.2009, fls. 264270: “Solicitação Deferida em Parte”. Consta no Voto condutor 5. Inicialmente a contribuinte contesta a ausência de valores no extrato de aplicações em incentivos fiscais decorrente da declaração n° 0813943384 (fl. 04), que se refere ao período de apuração 01 de agosto a 30 de setembro de 1998, afirmando que indevidamente deixaram de constar os recolhimentos destinados ao FINOR realizados neste período de apuração. 6. De fato, conforme extrato do sistema Sinal08 (fl. 141), cópias de Darfs de fl. 134 e Comprovantes de Arrecadação de fls. 211 e 212 os recolhimentos que a impugnante realizou em relação ao período de apuração 01 de agosto a 30 de setembro de 1998, que é o da declaração n° 0813943384 geradora do extrato de aplicações em incentivos fiscais discutida neste processo (fls. 04, 105 a 126, 262 e 263), foram no FINOR no valor total de R$104.331,99. Outros recolhimentos destinados ao FINAM e ao FINOR realizados no anocalendário 1998 são relacionados aos períodos de apuração 01 de janeiro a 31 de julho de 1998 e 01 de outubro a 31 de dezembro de 1998 e estão sendo tratados nos processos 13807.007489/200287 e 13807.007491/200256. Desta forma, o extrato das aplicações em incentivos fiscais de fl. 04 deve ter seus valores retificados [...] Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/1998 a 30/09/1998 TRIBUTOS FEDERAIS. QUITAÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA. INCENTIVO OU BENEFÍCIO FISCAL. INDEFERIMENTO. A falta de comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, pelo contribuinte, impede o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 FUNDOS DE INVESTIMENTO. APLICAÇÃO. DARF ESPECÍFICO. PERÍODO DE APURAÇÃO. VALORES. EXTRATO DAS APLICAÇÕES. Fl. 356DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 318 5 Na hipótese de aplicação nos fundos de investimento FINOR, FINAM e FUNRES por meio de recolhimento com DARF específico somente devem constar no extrato de aplicações os pagamentos relativos ao período de apuração do imposto ao qual a declaração de rendimentos se refere. Notificada em 31.07.2009, fl. 271, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 31.08.2009, fls. 272285, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Conclui Diante do exposto e considerandose que: (i) a verificação da regularidade fiscal da Recorrente para efeito de gozo do beneficio fiscal pleiteado no anobase de 1998 deveria ter sido analisada quando da formalização de sua opção, ou seja, quando da entrega de sua DIPJ/1998 (período de 01 de agosto a 30 de setembro de 1998); (ii) caso as Autoridades Fazendárias, em função de seu poderdever de fiscalização, apontem qualquer pendência relativa ao período delimitado pela entrega da DIPJ/1998 pela Recorrente, deveria ser dado prazo para que esta regularizasse sua situação fiscal; (iii) se comprova que as pendências fiscais constantes dos cadastros fazendários da Recorrente em julho de 2008, data aleatória de análise do PERC, estão com a sua exigibilidade suspensa; (iv) todo o imposto de renda devido no anobase de 1998 foi corretamente recolhido e que não existem quaisquer outros débitos fiscais anteriores a esse exercício que pudessem justificar a negativa do beneficio fiscal pleiteado; é o presente Recurso Voluntário apresentada para que Vossas Senhorias o conheçam e julgamento inteiramente procedente, dandolhe provimento para, reformando o acórdão recorrido, deferir o PERC apresentado pela Recorrente a fim de liberar, no valor indicado em sua DIPJ/1998 (período de 01 de agosto a 30 de setembro de 1998), os respectivos certificados de investimento no FINOR. Alternativamente, protesta a Recorrente pela baixa dos autos à Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária de São Paulo para a realização de diligências pelas Autoridades Fiscais, a fim de que se apontem supostas pendências fiscais existente até setembro de 1998, data de entrega de sua DIPJ/1998 e, portanto, de opção pela destinação do imposto de renda do anobase de 1998 ao FINOR, pendências estas que, se existentes, são impeditivas da liberação do beneficio fiscal respectivo. Ademais, requerse que, em sendo identificada qualquer pendência fiscal, conforme acima mencionado, se defira prazo suficiente para que a Recorrente comprove sua regularidade fiscal, seja pela suspensão da exigibilidade de tais créditos ou por sua extinção. Protesta, ainda, a Recorrente comprovar o alegado por todos os meios de prova admitidos, em especial pela juntada de novos documentos que se fizerem necessários, ou mesmo através de diligência fiscal. Fl. 357DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 319 6 Por fim, os advogados abaixo assinados da Recorrente atestam a autenticidade de todos os documentos anexos a este Recurso Voluntário, sob as penas da Lei. Nestes termos, Pede deferimento. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos legais de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A parcela litigiosa devolvida a esta segunda instância de julgamento referese ao PERC no valor de R$104.331,99 destinado ao FINOR correspondentes à aplicação do IRPJ apurado com base no lucro real constante na DIPJ, relativamente ao período de 01 de agosto a 30 de setembro ao anocalendário de 1998. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidade no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência 1. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente afirma que se encontra em situação fiscal regular. O litígio versa sobre o PERC formalizado pela Recorrente com o escopo de usufruir do benefício fiscal. Seu pleito foi indeferido sob o fundamento primordial de que a Recorrente estava em situação fiscal irregular. O pressuposto é de que a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), fica condicionada à comprovação pela Recorrente da regularidade tributária. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação desta regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica (DIPJ) na qual se deu a opção pelo incentivo, 1 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 358DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 320 7 admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo. Assim, até esgotada a discussão administrativa, o que no presente caso ainda não aconteceu, a Recorrente pode demonstrar a sua regularidade fiscal, para fins de fruição do incentivo fiscal2. A falta de definição legal acerca do momento em que a regularidade fiscal deve ser comprovada, torna possível à Recorrente fazêlo em qualquer fase do processo. Uma vez admitido o deslocamento do marco temporal para efeito de verificação da regularidade fiscal, há que se admitir também novos momentos para a Recorrente comprovar o preenchimento do requisito legal, dandose a ela a oportunidade de regularizar as pendências enquanto não esgotada a discussão administrativa sobre o direito ao incentivo. Assim, com vistas ao gozo do benefício fiscal, a condição de comprovação da quitação de tributos considerase implementada com a apresentação das respectivas certidões negativas ou positivas com efeitos de negativas durante o andamento do processo administrativo fiscal correspondente. Ademais, o (CPC) determina que não dependem de prova os fatos notórios, afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária, admitidos, no processo, como incontroversos e em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. Neste sentido, tem cabimento aceitar as certidões negativa e positiva com efeito de negativa, a cuja informação a própria Administração Pública deu publicidade em sítios institucionais3. A situação fática restringese aos débitos estão identificados nos atos administrativos decisórios exarados pela autoridade preparadora e pela autoridade de primeira instância de julgamento, em face dos quais a Recorrente apresenta alegações de defesa. Verificase que não constam nos autos as cópias das Certidões Negativas ou Positivas com Efeitos de Negativas de Débitos Relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União emitida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), que são documentos hábeis a comprovar a regularidade fiscal da Recorrente a respeito dos débitos individualizados nos presentes autos. Sobre a competência para retificação de possíveis vícios existentes nos débitos indicados, temse que a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), órgão específico singular, diretamente subordinado ao Ministro da Fazenda, tem por finalidade, dentre outras, planejar, dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de fiscalização, lançamento, cobrança, arrecadação e controle dos tributos e demais receitas da União sob sua administração4. Por seu turno, à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN), técnica e juridicamente subordinada ao AdvogadoGeral da União e administrativamente ao Ministro de Estado da Fazenda, compete, dentre outras atribuições, apurar a liquidez e certeza dos créditos tributários ou de qualquer outra natureza e inscrevêlos na dívida ativa, para fins de cobrança, amigável ou judicial 5. Tendo em vista a repartição legal de atribuições, verificase que não cabe ao CARF fazer oposição aos dados fiscais emitidos pela RFB ou PGFN. Verificase que consta nos autos a seguinte cópia: 2 Fundamentação Legal: art. 60 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995 e Súmula CARF nº 37. 3 Fundamentação legal: art. 37 caput da Constituição Federal e art. 334 do Código de Processo Civil. 4 Fundamentação legal: art. 1º do Anexo da Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, que aprova o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). 5 Fundamentação Legal: Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980 e art. 1º da Portaria MF nº 257, de 23 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Fl. 359DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 321 8 Certidão de Regularidade do FGTS emitida em 31.03.2008, fl. 150. Não foi juntada a Certidão Negativa de Débitos relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros, embora exista uma cópia emitida em 05.12.2008 anexada à fl. 110 do processo nº 13807.006874/200550 da mesma Recorrente. Sobre a Certidão Conjunta Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União, está registrado no Relatório de Informação de Regularidade Fiscal, fls. 143150, ficando comprovado que as autoridades administrativas identificaram as restrições fiscais, cuja situação de irregularidade fiscal se mantive inalterada perante a RFB e PGFN. Houve um lapso temporal suficiente entre a data original do pedido até a presente data para que a Recorrente solicitasse a retificação dos alegados erros materiais constantes nos sistemas internos de débitos junto à RFB e na PGFN, tendo em vista os recolhimentos efetuados e as ações ajuizadas. A Recorrente não apresentou as certidões que comprovam a regularidade fiscal ou prova da quitação integral dos tributos em qualquer momento do processo administrativo. As provas constantes nos autos foram exaustivamente analisadas pelas autoridades fiscais. Partindo do pressuposto legal de que a defesa deve comprovar todas as suas alegações na oportunidade própria6, a Recorrente não juntou novas provas aos autos mediante documentos hábeis que demonstrem sua afirmativa de que os débitos contêm incorreções. O julgador deve, depois de examinar todo o acervo probatório, verificar quais os elementos de convicção expressam a verdade acerca dos fatos controversos. Por tudo o que foi pormenorizadamente exposto, não há como negar que a Recorrente não procedeu à quitação da integralidade dos tributos federais exaustivamente identificados nos atos administrativos decisórios exarados pela autoridade preparadora e pela autoridade de primeira instância de julgamento. As suas meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal do exame da matéria, tendo em vista que as provas produzidas no processo constituem um conjunto probatório robusto de que o procedimento de ofício está correto. Por conseguinte, não cabe razão à Recorrente, uma vez que não comprovou sua a regularidade fiscal no curso do processo. A dedução esclarecida pela defendente, então, não está evidenciada. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso7. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de 6 Fundamentação legal:art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1996. 7 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 360DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 322 9 inconstitucionalidade8. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 8 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Voto Vencedor Conselheira Ana de Barros Fernandes, Redatora Designada Pondero as razões de decidir da ConselheiraRelatora, pelas razões de fato e de direito a seguir explanadas. Tratase de deferimento de PERC relativo a benefício pleiteado na DIPJ/99, anocalendário de 1998. A Súmula nº 37emanada deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais dispõe: Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. (grifos não pertencem ao original) Fl. 361DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 323 10 Para a acertada interpretação da Súmula, mister é recorrerse dos acórdãos paradigmas que a ensejaram. Para tanto, transcrevo trecho do Acórdão nº 19800.080/989, de lavra do Conselheiro José de Oliveira Ferraz Correa: “Pelo relato apresentado, tanto o Despacho Decisório de indeferimento do PERC, proferido pela DEINFSP, quanto a decisão da DRJ São Paulo, que confirmou esse indeferimento, foram motivados pelo não atendimento ao requisito estabelecido no art. 60 da lei 9.069/1995: "Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou beneficio fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. " Como se pode observar, esse dispositivo não indica o momento em relação ao qual deve ser verificado o cumprimento da condição para a concessão/reconhecimento do incentivo, o que acarreta inúmeras controvérsias sobre essa matéria. A posição do Primeiro Conselho de Contribuintes tem se consolidado no sentido de que a regularidade fiscal deve ser analisada em relação à data de apresentação da DIPJ, onde o contribuinte manifesta sua opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos. Colho o fundamento para este entendimento no acórdão 10196.204, proferido em 13/06/2007 pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes: "Para a solução da lide fazse necessário identificar qual o momento em que o sujeito passivo deveria provar sua regularidade fiscal com o fito de aproveitar o beneficio fiscal para o qual fez a opção, sob pena de impossibilitar ao sujeito passivo efetuar a prova de tal regularidade ". Diferentemente do defendido pela autoridade julgadora de primeira instância, entendo que o momento em que se deve verificar a regularidade fiscal do sujeito passivo, quanto à quitação de tributos e contribuições federais, é a data da opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos, na declaração de rendimentos, portanto na data da apresentação de sua DIRPJ. Entender de forma diferente, por exemplo, na data do processamento da declaração ou na data em que a autoridade administrativa proceda ao exame do pedido, impossibilitaria a defesa do sujeito passivo, pois a cada momento poderiam surgir novos débitos, numa ciranda de impossível controle. "O sentido da lei não é impedir que o contribuinte em débito usufrua o beneficio fiscal, mas sim, condicionar seu gozo à quitação do débito. Dessa forma, a comprovação da regularidade fiscal, visando o deferimento do PERC, deve recair sobre aqueles débitos existentes na data da entrega da declaração, o que poderá ser feito em qualquer fase do processo. Débitos surgidos posteriormente à data da entrega da declaração não influenciarão o pleito daquele anocalendário, podendo influenciar a concessão do beneficio em anos calendários subseqüentes.” Da mesma forma, há decisões de outras Câmaras do Primeiro Conselho, nesse mesmo sentido: Terceira Câmara, Acórdão 10323515, de 27/06/2008. 9 http://carf.fazenda.gov.br/sincon/public/pages/Sumulas/listarSumulas.jsf Fl. 362DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 324 11 'Ementa: PERC DEMONSTRAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL. Para obtenção de beneficio fiscal, o artigo 60 da Lei 9.069/95 prevê a demonstração da regularidade no cumprimento de obrigações tributárias em face da Fazenda Nacional. Em homenagem à decidibilidade e ao princípio da segurança jurídica, o momento da aferição de regularidade deve se dar na data da opção do beneficio, entretanto, caso tal marco seja deslocado pela autoridade administrativa para o momento do exame do PERC, da mesma forma também seria cabível o deslocamento desse marco pelo contribuinte, que se daria pela regularização procedida enquanto não esgotada a discussão administrativa sobre o direito ao beneficio fiscal. " Quinta Câmara, Acórdão 10516164, 09/11/2006. 'Ementa: PERC. REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. Descabe o indeferimento do PERC quando a alegada irregularidade fiscal não é contemporânea, mas posterior à opção pelo beneficio fiscal.Recurso provido ". Sétima Câmara, Ac. 1070932, de 06/03/2008. "Ementa: INCENTIVOS FISCAIS PERC REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO DA COMPROVAÇÃO. CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL " Não deve persistir o indeferimento do PERC quando o contribuinte comprova sua regularidade fiscal através de certidões negativas ou positivas com efeitos de negativa dentro do prazo de validade, no momento do despacho denegatorio do seu pleito. E ilegal o indeferimento de PERC em razão de débitos posteriores ao exercício da opção pela aplicação nos Fundos de Investimento.Recurso Provido. Por outro lado, considero que uma vez admitido o deslocamento desse marco temporal para efeito de verificação da regularidade fiscal (por exemplo, para a data de exame do PERC, ou outra posterior), há que se admitir também o deslocamento temporal para o contribuinte comprovar o preenchimento do requisito legal, dandose a ele a oportunidade de regularizar as pendências enquanto não esgotada a discussão administrativa sobre o direito ao incentivo.” (grifos não pertencem ao original) Dado o direito a ser aplicado, passase à análise da situação em concreto. No caso em exame, a recorrente argumenta que os débitos acusados pela Administração Tributária que impediram a emissão do Certificados, inscrições nºs 80.2.07.01644336 (IRPJ processo administrativo fiscal nº 13807.002107/200318) e 80.6.04.03182228 (CSLL processo administrativo fiscal nº 10880.534576/00401), além de terem sido efetuadas após o exercício financeiro de 1999, anocalendário de 1998, já foram matérias resolvidas junto à Procuradoria da Fazenda Nacional, consoante comprova pelos documentos que anexa ao Memorial de efls. 342 a 351 (IRPJ – pago; CSLL – com garantia e suspensão de exigibilidade). Eu acrescento que os referidos débitos de IRPJ e CSLL, são de fevereiro de 1999 e novembro e dezembro de 1995, respectivamente, portanto, relativos a períodos diversos do período da DIPJ/03, em foco. E, em pesquisa ao sistema “COMPROT”, cujo espelho anexa Fl. 363DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 325 12 se a seguir, verifico que, de fato, os referidos débitos encontramse solvidos perante a Fazenda Pública, não consistindo mais óbice à concessão dos benefícios fiscais. Confirase: Histórico de Movimentações Processo nº 13807.002107/200318 Foram encontrados 6 registros Data Tipo Seq Relação Origem Destino 18/05/2012 Arquivamento 0006 18485 ARQUIVO GERAL DA SAMFSP ARQUIVO GERAL DA SAMFSP 24/01/2012 1 Movimentação 0005 10758 SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 2 ARQUIVO GERAL DA SAMFSP 29/01/2008 Movimentação 0004 10391 SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFN SP SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 06/12/2007 Movimentação 0003 12207 EQ ACOMP MEDIDAS JUDICIAISDERATSPO SP SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFNSP 26/03/2003 Movimentação 0002 10077 EQ DE ATENDIMENTO INTEGRADOCACTTE SP EQ ACOMP MEDIDAS JUDICIAISDERATSPO SP 25/03/2003 Primeira Distribuição 0001 00000 PROTOCOLO CENT ATEND CONTRIB TATUAPESP PROTOCOLO CENT ATEND CONTRIB TATUAPESP Histórico de Movimentações Processo nº 10880.534576/200401 Foram encontrados 28 registros Data Tipo Seq Relação Origem Destino 26/12/2012 Movimentação 0027 26095 SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFN SP ARQ PROCUR REG FAZENDA NACIONAL3REG SP 20/12/2012 Movimentação 0026 10566 AUDITORIA DA DIVIDA ATIVAPRFNSP SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFNSP 14/12/2012 Movimentação 0025 18316 SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP AUDITORIA DA DIVIDA ATIVAPRFNSP 14/06/2011 Movimentação 0025 10270 SETOR DE VISTAS DA DIVIDA ATIVAPRFN SP SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 04/04/2011 Movimentação 0024 11033 SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP SETOR DE VISTAS DA DIVIDA ATIVAPRFNSP 19/08/2010 Movimentação 0023 10923 SET CONT PROCESSAMENTOPRFNSP SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 04/08/2010 Movimentação 0022 15154 SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFN SP SET CONT PROCESSAMENTOPRFNSP 29/07/2010 Movimentação 0021 19180 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFNSP 27/07/2010 Movimentação 0020 13387 SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP DIDAU SECREATRIA 01/06/2010 Movimentação 0019 16053 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 21/05/2010 Movimentação 0018 12272 SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP SERCD VISTAS 28/01/2009 Movimentação 0017 10272 DIVISAO DE ASSUNTOS FISCAISPFNSP SERV CAD DIVIDA ATIVAPRFNSP 22/10/2008 Movimentação 0016 13657 DIVISAO DE ASSUNTOS FISCAISPFNSP PFN/SPCOORD SEXTA VARA 05/08/2008 Movimentação 0015 12202 DIVISAO DE ASSUNTOS FISCAISPFNSP PFN/SP SECRETARIA DIAFI 30/07/2008 Movimentação 0014 17972 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP DIVISAO DE ASSUNTOS FISCAISPFNSP 10/07/2008 Movimentação 0013 16960 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP DIDAU G 24/06/2008 Movimentação 0012 16231 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP DIDAU V 09/06/2008 Movimentação 0011 13577 SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFN SP DIDAUFINAIS 29/05/2008 Movimentação 0010 10301 EQUIPE DE REVISAO DE DEBITOSDERATSP SERV INSCR AVERB E AJUIZAMENTOPRFNSP 20/05/2008 Movimentação 0009 14475 DIVISAO DE DIVIDA ATIVAPRFNSP EQUIPE DE REVISAO DE DEBITOSDERATSP Com relação a débitos “SIEF” acusados nos sistemas de pesquisa da RFB – Secretaria da Receita Federal do Brasil, consiste em CSLL cujo período de apuração é 31/12/1998, mas que foi baixada, consoante documento de fls. 153, não sendo mais óbice à concessão do benefício. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13807.007490/200210 Acórdão n.º 1801001.317 S1TE01 Fl. 326 13 Destarte, por força da Súmula CARF nº 37, e considerando que os débitos fiscais inscritos junto à Procuradoria da Fazenda Nacional, que impediram a concessão do benefício à recorrente, atrelado à DIPJ/99, referemse a períodos anteriores ao da DIPJ, e que, ainda assim, tais débitos estão quitados/cancelados perante a Fazenda Pública, voto em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 365DF CARF MF Impresso em 04/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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