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Numero do processo: 10120.001377/2007-58
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004
DEFINITIVIDADE DA DECISÃO ADMINISTRATIVA.
Não ocorrendo o devido recurso voluntário no prazo legal estipulado, reputa-se definitiva a decisão de primeira instância, em relação as matérias que não foram objeto de expresso questionamento.
Numero da decisão: 1803-001.564
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Sérgio Rodrigues Mendes.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2004 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade tributária de sócios ou administradores poderá ser atribuída à vista de elementos concretos que possam demonstrar a efetiva participação na gestão da empresa ou em atos com infração à lei ou contrato social. A existência de procurações para simples movimentação de contas bancárias por si só não é suficiente para caracterizar a responsabilidade pessoal ou solidária de terceiros. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 DEFINITIVIDADE DA DECISÃO ADMINISTRATIVA. Não ocorrendo o devido recurso voluntário no prazo legal estipulado, reputa se definitiva a decisão de primeira instância, em relação as matérias que não foram objeto de expresso questionamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido(a) o(a) Conselheiro(a) Sérgio Rodrigues Mendes. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 13 77 /2 00 7- 58 Fl. 390DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES 2 Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. Relatório Adilson Fernando da Silva Santana, Cláudio Roberto Sargo de Lima, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Sílvio Kenji Mitani, responsáveis solidários, já qualificados nestes autos, inconformados com a decisão proferida pela DRJ BRASÍLIA (DF), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Contra a empresa acima identificada foi lavrado Auto de Infração IRPJ —Simples e seus reflexos em virtude de omissão de receitas (diferença de base de cálculo apurada comparando se os valores escriturados nas DPI — Declarações Periódicas de Informações com os valores pagos e/ou declarados), fls. 184 a 209. O valor do crédito tributário apurado no processo importa em R$ : IRPJ — 58,07; PIS 58,07; CSLL — 3.558,44; Cofins — 7.757,58, INSS — 7.606,49 e IPI —1.957,17 (fl. 210). A contribuinte e os responsáveis solidários impugnam os autos de infração constantes do presente processo alegando, em síntese, que: Carece o auto de infração de consistência no que atribui responsabilidade tributária pessoal nos termos do art. 135 do CTN, pois os Srs. Adilson Fernando da Silva Santana, Silvio Kenji Mitani, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Cláudio Roberto Sargo de Lima não praticaram qualquer conduta que caracterizasse dolo, fraude, simulação, ou infração de lei ou de contrato ou estatuto social; A movimentação financeira não poderia ser requisitada, somente nos casos autorizados pelo Decreto 3.724/2001, art. 3°, e mesmo assim não se permite presumir automaticamente depósito bancário como renda. Além do que a RMF obrigatoriamente é precedida de intimação ao sujeito passivo para apresentação de informações sobre a movimentação financeira; Não pode prosperar a presunção de omissão de receita baseada unicamente em prova emprestada pelo fisco estadual (DPI). Fl. 391DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10120.001377/200758 Acórdão n.º 1803001.564 S1TE03 Fl. 369 3 Requer que seja realizada diligência, caso reste alguma dúvida, e que seja julgado improcedente o lançamento, considerando a falta de plausibilidade e de amparo fático e legal para a autuação fiscal. A DRJ BRASÍLIA (DF), através do acórdão nº 0324602, de 08 de maio de 2008 (fls. 304/308), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples Anocalendário: 2004 Omissão de Receitas — Receitas Não Escrituradas Caracteriza omissão de receitas a diferença entre valores escriturados e os oferecidos à tributação na Declaração Anual. Multa Qualificada de 150% Evidente Intuito de Fraude Omitindo totalmente as receitas apuradas ao fisco federal, a contribuinte tentou impedir ou retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. Esta prática sistemática, adotada durante os anos de 2004 e 2005, caracteriza a conduta dolosa. Tal situação fática se subsume perfeitamente aos tipos previstos nos arts. 71, inciso I, e 72 da Lei n.° 4.502/1964, ainda que a contribuinte tivesse escriturado corretamente suas receitas. Livro Registro do ICMS, Livro Registro de Saídas/Entradas, Declaração Periódica de Informação DPI da Secretaria de Fazenda do Estado O art. 9° do DecretoLei 1.598/1977 autoriza a autoridade tributária determinar a base do imposto com base em informação ou esclarecimentos do contribuinte ou de terceiros, ou em qualquer outro elemento de prova. A Declaração Periódica de Informação — DPI, o Livro Registro do ICMS, o Livro Registro de Saídas/Entradas, apresentados ao fisco estadual, onde consta o valor das vendas de mercadorias e/ou serviços efetuadas pela contribuinte se prestam para este fim, visto que nela a empresa registrou o resultado de suas vendas/serviços, bem como a base de cálculo do ICMS devido. Inversão do Ônus da Prova Incumbe ao contribuinte o ônus da prova de fatos registrados na sua escrituração, quando a lei assim prevê, que é o caso de omissão de receita. Cientes da decisão em 14/08/2008, conforme Avisos de Recebimento – AR (fls. 332/340), Adilson Fernando da Silva Santana , Cláudio Roberto Sargo de Lima, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Sílvio Kenji Mitani, apresentaram recurso voluntário conjunto em 12/09/2008 fls. 348/359, onde reiteram os argumentos da inicial de que não podem ser responsabilizados pelos débitos da WESTPLAS IND. COM. LTDA. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES 4 A pessoa jurídica e os sócios Nelson Hiroshi Kawakami e o espólio de Julio Teruya não apresentaram recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de auto de infração SIMPLES por omissão de receitas detectada no ano calendário 2004, apurada pelo confronto com as informações constantes dos registros do ICMS do Estado de Goiás. O recurso voluntário apresentado em nome dos responsáveis tributários Adilson Fernando da Silva Santana, Cláudio Roberto Sargo de Lima, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Sílvio Kenji Mitani, cingese a requerer a exclusão de sua responsabilidade pelos débitos apurados. Alegam os recorrentes em síntese: a) Que não há indicação de qualquer ato culposo ou doloso de infração à lei ou contrato social cometido pelos procuradores, conforme previsto no art. 135, III do CTN; b) Que a simples existência de procurações para movimentação de contas bancárias não é motivo para atribuir a responsabilidade tributária pelos débitos da Westplas Ind. Com. Ltda; c) Que a suposta conduta dolosa de dissolução irregular da sociedade deve ser imputada aos sócios e não aos procuradores. Como não houve recurso voluntário por parte da empresa ou mesmo dos responsáveis em relação ao mérito do lançamento, mantenho na íntegra e considero definitiva a decisão de primeira instância neste aspecto. Quanto a responsabilidade tributária de terceiros, entendo que assiste razão aos recorrentes. Com efeito, conforme se constata pelos Termos de Responsabilidade Tributária (fls. 112/141), foi atribuída a responsabilidade tributária pelos débitos lançados de ofício, além dos sócios que constavam do Contrato Social, também aos Srs. Adilson Fernando da Silva Santana, Cláudio Roberto Sargo de Lima, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Sílvio Kenji Mitani, com fundamento nos arts. 124, I e 135, III do Código Tributário Nacional. Segundo o relato da autoridade fiscal, deverseia atribuir a responsabilidade tributária pelos débitos às pessoas acima relacionadas em virtude de serem detentores de procuração movimentação de contas bancárias, exceto o Sr. Ricardo Kazuyoshi Tomo a quem foi atribuída responsabilidade por ter sido apontado como gerente administrativo e alguns depoimentos. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10120.001377/200758 Acórdão n.º 1803001.564 S1TE03 Fl. 370 5 Inicialmente entendo que os dois dispositivos legais tem conotação diferenciada pois enquanto o art. 124, I do CTN atribui responsabilidade solidária pelos créditos tributários, o art. 135, III do CTN atribui a responsabilidade pessoal pelos créditos tributários. O art. 124, I do CTN, dispõe: Art. 124. São solidariamente obrigadas: I – as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal: (...). Já o art. 135, III do Código Tributário Nacional, preconiza: Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: III – os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. Não parece que a existência de procuração para simples movimentação de contas bancárias (fl. 73), tenha o condão por si só de atribuir responsabilidade tributária solidária ou pessoal a terceiros sem qualquer outra evidência de efetiva gestão ou da prática de atos contrários a lei ou contrato social. Conforme se verifica das cópias do livro registro de empregados, o Sr. Silvio Kenzi Mitani estava registrado como Gerente de Produção (fl. 176), o Sr. Adilson Fernando da Silva Santana como encarregado de produção (fl. 172) e o Sr. Ricardo K. Tomo, como gerente administrativo (fl. 174). Não consta o registro do Sr. Cláudio Roberto Sargo de Lima. Em depoimento (fl. 142) o Sr. Cláudio Roberto Sargo de Lima, afirmou ter trabalhado no contas a pagar da Westplas Ind. Com. Ltda., no período de Julho/2002 a Fevereiro/2003, não havendo qualquer informação adicional sobre este fato. Ou seja, não há nos autos qualquer elemento adicional que possa demonstrar a efetiva participação dos recorrentes em atos efetivos de gestão da empresa, ou que possa ser atribuída a prática de qualquer ato contrário a lei ou contrato social e tampouco que possam ter tido qualquer interesse direto na supressão dos tributos objeto do lançamento de ofício. Tampouco pode ser imputada aos mesmos qualquer responsabilidade pela suposta dissolução irregular da sociedade, pois a simples procuração para movimentação de contas bancárias, não lhes conferia poderes para encerramento ou liquidação da empresa. Destarte, não vislumbro configurada qualquer situação que possa ser enquadrada seja no art. 124, I do CTN ou 135, III do mesmo diploma legal. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário e excluir a responsabilidade tributária atribuída aos Srs. Adilson Fernando da Silva Santana, Cláudio Roberto Sargo de Lima, Ricardo Kazuyoshi Tomo e Sílvio Kenji Mitani, mantendose Fl. 394DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES 6 a mesma em relação aos sócios Srs. NELSON HIROSI KAWAKAMI e JULIO TERUYA (espólio). (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 395DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10120.001377/200758 Acórdão n.º 1803001.564 S1TE03 Fl. 371 7 Declaração de Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes Às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) e ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) competem julgar os processos administrativos fiscais de determinação e exigência de créditos tributários. Desta forma, estes órgãos de julgamento não são aptos a se manifestar quanto à matéria referente à responsabilidade solidária, que é afeta ao órgão responsável por uma possível execução posterior dos valores discutidos nos autos. Em outras palavras, a qualificação dos responsáveis pelo crédito tributário é inerente aos procedimentos de cobrança e execução do débito, e não ao de controle de sua legalidade. Destarte, falece competência a este Colegiado para o julgamento de Recursos apresentados a Termo de Declaração de Sujeição Passiva Solidária, em consonância, aliás, com o Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (Processo Administrativo Fiscal) (grifouse): Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/1993) Conforme se observa do dispositivo transcrito, a competência deste CARF se limita ao julgamento de razões de defesa suscitadas contra decisões que tenham se manifestado a respeito de exigências constituídas em auto de infração ou notificação de lançamento. Apesar de constar, também, dos autos de infração a indicação de responsável solidário, vale salientar que a responsabilidade pelo crédito tributário é matéria alheia à constituição do lançamento. A exigência é constituída em face do sujeito passivo, que aqui é a pessoa jurídica, na condição de contribuinte; já a responsabilidade solidária deve ser avaliada numa contingente execução forçada do crédito. Logo, não pode este Tribunal Administrativo, sem qualquer amparo legal, decidir acerca de matéria estranha à formalização do lançamento (o qual, à evidência, subsiste ainda que ausente qualquer Termo de Responsabilidade Solidária), atinente apenas a quem caberia, na hipótese de manutenção final da exigência fiscal e de seu nãopagamento pelo sujeito passivo autuado, se sujeitar à respectiva cobrança. É certo dispor o art. 5º, LV, da Constituição Federal que “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.” Fl. 396DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES 8 É o caso de se perguntar: no processo administrativo fiscal, quem são os litigantes? A resposta se depara, também, no Decreto nº 70.235, de 1972 (Processo Administrativo Fiscal), quando dispõe, em seu art. 14, que: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. É dizer: a impugnação a qualquer outra matéria que não seja a da exigência fiscal propriamente dita, posta a exame da DRJ, não instaura qualquer litígio e, em consequência, não tem o condão de exigir o seu pronunciamento. É o que ocorre, por exemplo, com a lavratura, por parte da fiscalização, e na mesma época da constituição do crédito tributário, de Representação Fiscal para Fins Penais. Essa Representação, como se sabe, tem como finalidade auxiliar o Ministério Público Federal na formalização de denúncia na esfera criminal. Analogamente, o Termo de Declaração de Sujeição Passiva Solidária cujos indicados, de regra, são os mesmos apontados naquela Representação, quando existente destinase a subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) quando de eventual execução judicial de crédito fiscal não pago pelo sujeito passivo autuado. Tratase, pois, de matérias que extrapolam as competências das DRJ e deste CARF, conquanto lavradas por ocasião da autuação, e que nada têm a ver com o lançamento propriamente dito, sendo objeto, ambas, de acolhimento, ou não, por parte daqueles órgãos, em momento processual distinto deste. Destaquese, por oportuno, que nada impede que a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), no exercício de suas atribuições constitucionais (art. 131, § 3º, da Lei Maior), direcione a execução judicial contra terceiras pessoas que não tenham sido apontadas pela fiscalização, ou que o faça apenas com relação a algumas por esta indicadas, nos limites de seu poder discricionário. Assim, pretenderse discutir o conteúdo e o alcance do Termo de Declaração de Sujeição Passiva Solidária lavrado pela fiscalização, sem, ao menos, se ter a certeza de seu futuro aproveitamento pela PFN, seria um mero exercício de futurologia, além de se reputar inócuo, porquanto não vedaria que aquele órgão, alicerçado em seu próprio convencimento, e de forma autônoma, viesse a orientar a execução judicial contra quem entendesse de direito. Nesse sentido, o art. 202, I, do CTN, determina que o termo de inscrição da dívida ativa indicará obrigatoriamente o nome do devedor e, sendo o caso, o dos co responsáveis. Essa mesma disposição consta do § 5º do art. 2º da Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, que regula o processo de inscrição e cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública. Por outro lado, o § 4º do mesmo artigo estipula que a Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional. Por óbvio, esse é um juízo de valor dos senhores Procuradores, em face dos elementos carreados para os autos pelo Fisco, ou de outros a que vierem ter acesso. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10120.001377/200758 Acórdão n.º 1803001.564 S1TE03 Fl. 372 9 Assim sendo, não estão, eles, vinculados a entendimentos anteriormente emanados a respeito, seja das Delegacias de Julgamento, seja do CARF, não se tratando, portanto, de matéria que deva ser apreciada por qualquer dessas instâncias julgadoras. É necessário recordar, ainda, que o fato de constar da Certidão de Dívida Ativa o nome de alguém como coresponsável não significa que essa pessoa estará definitivamente revestida dessa condição. Isso porque, por força do art. 3º, e parágrafo único, da já citada Lei nº 6.830, de 1980, e do parágrafo único do art. 204 do CTN, a Dívida Ativa regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, ressalvada prova inequívoca em contrário. Concluise, por conseguinte, que, ainda que a Procuradoria da Fazenda Nacional entenda que as pessoas mencionadas como coresponsáveis pelo crédito tributário devem efetivamente por ele responder, a última palavra a respeito caberá ao Poder Judiciário. Apenas nesse momento será admissível discutir se a situação fática determinará a existência desse vínculo obrigacional, ou não. Do que se deflui que os aspectos relativos à responsabilidade solidária pelos créditos tributários da pessoa jurídica constituem matéria estranha ao processo administrativo fiscal regularmente instaurado contra esta última, podendo ser apresentada a defesa pertinente em caso de eventual execução judicial do crédito tributário. Desse modo, toda a argumentação contida na Impugnação e no Recurso dos arrolados como responsáveis pelo crédito tributário lançado de ofício neste processo, refutando a responsabilidade destes pelos tributos não pagos pelo sujeito passivo autuado fica prejudicada, posto que, como já dito anteriormente, a responsabilização dessas pessoas físicas é matéria a ser discutida em fase de execução judicial, não tendo qualquer reflexo na análise do mérito da presente exigência. Para finalizar este tópico, transcrevese recente ementa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no mesmo sentido do aqui exposto (grifouse): PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. VIOLAÇÃO AO ART. 557 DO CPC. INOCORRÊNCIA. REDIRECIONAMENTO CONTRA SÓCIO GERENTE QUE FIGURA NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA COMO CORESPONSÁVEL. POSSIBILIDADE. DISTINÇÃO ENTRE A RELAÇÃO DE DIREITO PROCESSUAL (PRESSUPOSTO PARA AJUIZAR A EXECUÇÃO) E A RELAÇÃO DE DIREITO MATERIAL (PRESSUPOSTO PARA A CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA). 1. É pressuposto de admissibilidade do recurso especial a adequada indicação da questão controvertida, com informações sobre o modo como teria ocorrido a violação a dispositivos de lei federal (Súmula 284/STF). 2. Não se pode confundir a relação processual com a relação de direito material objeto da ação executiva. Os requisitos para Fl. 398DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES 10 instalar a relação processual executiva são os previstos na lei processual, a saber, o inadimplemento e o título executivo (CPC, artigos 580 e 583). Os pressupostos para configuração da responsabilidade tributária são os estabelecidos pelo direito material, nomeadamente pelo art. 135 do CTN. 3. A indicação, na Certidão de Dívida Ativa, do nome do responsável ou do coresponsável (Lei 6.830/80, art. 2º, § 5º, I; CTN, art. 202, I), confere ao indicado a condição de legitimado passivo para a relação processual executiva (CPC, art. 568, I), mas não confirma, a não ser por presunção relativa (CTN, art. 204), a existência da responsabilidade tributária, matéria que, se for o caso, será decidida pelas vias cognitivas próprias, especialmente a dos embargos à execução. 4. É diferente a situação quando o nome do responsável tributário não figura na certidão de dívida ativa. Nesses casos, embora configurada a legitimidade passiva (CPC, art. 568, V), caberá à Fazenda exequente, ao promover a ação ou ao requerer o seu redirecionamento, indicar a causa do pedido, que há de ser uma das situações, previstas no direito material, como configuradoras da responsabilidade subsidiária. 5. No caso, havendo indicação dos codevedores no título executivo (Certidão de Dívida Ativa), é viável, contra o sócio, o redirecionamento da execução. Precedentes: REsp 627.326RS, 2ª Turma, Min. Eliana Calmon, DJ de 23.08.2004; REsp 278.741, 2ª Turma, Min. Franciulli Netto, DJ de 16.09.2002. 6. Recurso especial a que se dá provimento. (REsp 803.314/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21.03.2006, DJ 03.04.2006 p. 292) Destaco, por fim, que já sumulou este CARF, em caso análogo, o seguinte: Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. Voto pelo não conhecimento do Recurso, no que se refere às alegações relativas à responsabilidade solidária. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 17/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 06/12/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 06/12/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES
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Numero do processo: 10909.003112/2003-01
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/1998 a 31/07/2003
DECADÊNCIA. FATO GERADOR.
A Fazenda dispõe de cinco anos contados do fato gerador, quando existir pagamento, para constituir o crédito tributário, decorrido o lapso temporal, impõe reconhecer a perda desse direito.
Recurso Provido em Parte.
Numero da decisão: 3403-001.838
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os fatos geradores ocorridos em setembro e outubro de 1998, em razão da decadência do direito do fisco.
Anotonio Carlos Atulim
Presidente
Domingos de Sá Filho
Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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FATO GERADOR. A Fazenda dispõe de cinco anos contados do fato gerador, quando existir pagamento, para constituir o crédito tributário, decorrido o lapso temporal, impõe reconhecer a perda desse direito. Recurso Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir do lançamento os fatos geradores ocorridos em setembro e outubro de 1998, em razão da decadência do direito do fisco. Anotonio Carlos Atulim Presidente Domingos de Sá Filho Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 00 31 12 /2 00 3- 01 Fl. 344DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10909.003112/200301 Acórdão n.º 3403001.838 S3C4T3 Fl. 8 2 Relatório Tratase de recurso voluntário em decorrência do v. Acórdão que manteve o Auto de Infração referente à constituição do crédito tributário, relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, período de 01/09/1998 a 31/07/2003. Extraíse da descrição dos fatos e do enquadramento legal que o crédito tributário constituído é proveniente de diferença apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago, conforme relatado pela fiscalização: Constam do relatório que os débitos para com a contribuição escriturados são inferiores aos valores devidos em decorrência da receita bruta contabilizada. A empresa teria apresentado DCTF’s referentes aos anos calendários 1999 a 2003, declarando os débitos conforme foram contabilizados, isto é, a menor do que o devido. Extraíse, ainda, da descrição dos fatos: “Nas declarações de rendimentos, os valores devidos da contribuição conferem com os valores constantes das DCTF’s e as bases de cálculo declaradas satisfazem a esses valores (fls. 13 a 61)”. O fisco informa que a recorrente encontra enquadrada na condição de Micro empresa, entretanto, apresenta DIPJ na qualidade optante pelo Lucro Real, conforme cópias das declarações anexadas relativas aos diversos exercícios. A recorrente alega decadência do direito de lançar, por entender que a Fazenda dispõe de cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, art. 150 do CTN, sustenta que só tomou conhecimento do auto de infração em 28 de novembro de 2003, assim sendo, os créditos lançados relativamente ao anocalendário de 1998 teriam decaídos. No mérito sustenta que nem toda receita contabilizada deve compor a base de cálculo da COFINS e do PIS. Na apuração da base de cálculo excluiu aquelas permitidas por lei, e, que os valores apurados foram devidamente recolhidos, portanto, nada deve a esse título a Fazenda. Segundo a contribuinte a exigência fiscal decorre do disposto no art. 3º e seus parágrafos, da Lei nº 9.718/98, que posteriormente foi alterada pela Medida Provisória 1.807/99 e reedições sob nº 1.858/1991, depois a Medida Provisória de nº 2.03719, de 28 de junho de 2000. Sustenta não proceder à exigência incidente sobre exclusões permitidas pelas normas relativas à contribuição, uma vez que a base de cálculo deve ser composta somente do faturamento mensal e, para melhor apreciação transcreve todas as exclusões permitidas, assim como, traz à baila diversas decisões administrativas e judiciais. Também não concorda com o emprego da Taxa Selic na determinação dos juros moratórios. Em razões recursais demonstra seu inconformismo com a desconsideração da prova documental trazido aos autos após a impugnação e reprisa os argumentos tecidos na fase de impugnação e pede nulidade do acórdão. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10909.003112/200301 Acórdão n.º 3403001.838 S3C4T3 Fl. 9 3 Decidiu esse Colegiado baixar os autos em diligência no sentido de que a fiscalização procedesse o detalhamento das receitas incluídas à base de cálculo. Retorna os autos a essa Câmara com o Termo de Verificação Fiscal dando conta de que não foi possível detalhar as receitas em decorrência da afirmação da Recorrente de que, passados aproximadamente 10 (dez) anos, não logrou êxito em localizar os referidos documentos solicitados. Instado a se manifestar, justifica a Recorrente que todos os documentos solicitados foram ao tempo da ação fiscal apresentados e, ausência do detalhamento das receitas e as deduções configura cerceamento de defesa. Assevera também que a obrigação de fazer prova com relação aos fatos geradores a sustentar o lançamento é do Fisco e não do contribuinte. É o relatório. Voto Conselheiro DOMINGOS DE SÁ FILHO, Relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os pressupostos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. A matéria controvertida neste caderno administrativo se refere à inclusão na base de cálculo de receitas distinta do faturamento. No entanto, antes de adentrar no mérito, impõe examinar a alegação de decadência . Decadência. Os fatos tidos como geradores da contribuição se referem ao período de 01/09/1998 a 31/07/2003. A empresa foi notificada da lavratura do auto de infração em 27 de novembro de 2003. É certo que a Fazenda Pública pode constituir crédito tributário no prazo de cinco anos a contar do fato gerador. Tratandose de Contribuições Sociais, com fulcro no art. 45 da Lei nº 8.212/91, a posição da Administração Federal, antes da Súmula Vinculante n.8 do STF, que esse direito seria pelo período de 10 (dez) anos anteriores, contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. É sabido que, em relação aos tributos lançados por homologação, que é o caso deste caderno, aplicase especificamente o art. 150, em especial o parágrafo 4º, do CTN, desde que haja prova de pagamento, disciplina que o prazo decadencial é contado a partir da ocorrência do fato gerador, dispondo o fisco de 05 (cinco) anos para constituir o crédito tributário. O Supremo Tribunal Federal reconheceu em sede de controle constitucional que o art. 45 da Lei 8.212/91 é inconstitucional, pondo fim deste modo os questionamentos em relação ao polemico dispositivo que assegurava o direito da Fazenda Pública de constituir o crédito tributário pelo interregno de 10(dez) anos. Fl. 346DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10909.003112/200301 Acórdão n.º 3403001.838 S3C4T3 Fl. 10 4 “Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do § 4º do art. 2º da Lei nº 11.417/2006: Súmula vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: DecretoLei nº 1.569/1997, art. 5º, parágrafo único Lei nº 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasília, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes “Presidente” (DOU nº 117, de 20/06/2008, Seção I, pág. 1). Assim sendo, acompanhando o que restou decidido STF, o direito da Fazenda lançar no caso deste caderno exclui os fatos geradores ocorridos de setembro e outubro de 1998, haja vista que a ciência do auto de infração aconteceu em 27 de novembro de 2003. Assim, conheço da preliminar argüida para afastar o direito de constituição do crédito tributário em relação aos fatos geradores de setembro e outubro de 1998. Deixando de existirem outras questões preliminares a ser apreciadas, passase a examinar o mérito. No mérito, depreendese dos argumentos da Recorrente tratarse da ampliação da base de cálculo, por imposição do parágrafo primeiro do artigo terceiro da Lei 9.718/98. Para melhor raciocínio transcrevo parte do relato neste voto, extraído da descrição dos fatos e enquadramento legal, “os débitos para com a contribuição escriturados são inferiores aos valores devidos, em decorrência da receita bruta contabilizada. A empresa teria apresentado DCTF’s referentes aos anos calendários 1999 a 2003, declarando os débitos conforme foram contabilizados, isto é, menor do que o devid.”. Extraíse, ainda, da descrição dos fatos: “Nas declarações de rendimentos, os valores devidos da contribuição conferem com os valores constantes das DCTF’s e as bases de cálculo declaradas satisfazem a esses valores (fls. 13 a 61)”. Fl. 347DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10909.003112/200301 Acórdão n.º 3403001.838 S3C4T3 Fl. 11 5 Verifico que os documentos acostados às fls. 13 a 61 referem à cópia da DIPJ/1999 a 2003. Os demais documentos anexados pelo Fisco, de fls. 62/220, são cópias dos livros diários e razões. Como se vê durante o procedimento o Fisco teve acesso aos livros fiscais, livros contábeis e declarações de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, cujos dados foram confrontados com os valores das contribuições declaradas pela Recorrente, daí afirmar “Nas declarações de rendimentos, os valores devidos da contribuição conferem com os valores constantes das DCTF’s e as bases de cálculo declaradas satisfazem a esses valores (fls. 13 a 61). Compulsando os autos vislumbrase à presença de cópias do livro diário relativo ao período dos fatos geradores, de onde assevera a fiscalização ter comparado os dados com aqueles consignados nas declarações de Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Em que pese a fiscalização deixar de atender a diligência em razão da resposta da Interessada não mais possuir os livros contábeis e fiscais, restou a esse Julgador examinar cuidadosamente as cópias do livro diário colecionadas. Examinando mês a mês a receita de venda ali contabilizadas, concluise, que os valores são exatamente os informados no auto de infração a título de fato gerador. Como se sabe a legislação pertinente define como base de cálculo para apuração das respectivas contribuições o faturamento. No caso concreto o fato gerador é exatamente o valor do faturamento, tãosó, a receita proveniente da venda de mercadorias. Portanto, a base de cálculo do PIS é constituída, no caso, das receitas decorrente de venda de mercadorias pelo contribuinte a qual encontra suporte na legislação tributária. Com o evento da edição da Lei 9.718/98, a base de cálculo foi alargada para alcançar a totalidade das receitas, porém, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o disposto no art. 3º da mencionada lei, que promoveu o alargamento da base de cálculo das contribuições. O entendimento pacificado pela jurisprudência é de que a base de cálculo para apuração dessas contribuições se restringe tãosó ao faturamento da empresa, em outras palavras, a comercialização de produtos e a prestação de serviços. Como se sabe compete ao titular do procedimento fiscal produzir as provas suficientes para esclarecer e imputar o ilícito tributário, neste caderno restou suficiente provado, para tanto, basta examinar às cópias do livro diário trazido à colação. Assim, pode afirmar de que trata de base de cálculo nos termos da decisão do STF que limitou ao faturamento. É de conhecimento geral que o lançamento fiscal é uma espécie de ato administrativo, goza, portanto, da presunção de legitimidade, entretanto, não dispensa a Fazenda Pública de demonstrar, no correspondente auto de infração, a metodologia e o arbitramento do imposto, em obediência o princípio que exige a motivação do ato administrativo. Fl. 348DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10909.003112/200301 Acórdão n.º 3403001.838 S3C4T3 Fl. 12 6 Em conformidade com que preconiza nosso ordenamento jurídico tributário, o Senhor Fiscal extraiu os elementos do livro diário trazido juntamente com o auto de infração, demonstrar a base de cálculo o que permite aferir a verdade real. A diligência foi no sentido da fiscalização fazer demonstrativo de sua lavra, independentemente, do que consta descrito no auto de infração, para que afastasse toda e qualquer dúvida do contribuinte, o poderia ter sido efetivado mediante os documentos acostados aos autos. Em sendo assim, ao informar a base de cálculo afastou dúvida em relação à certeza do crédito tributário constituído. Assim, ausência do demonstrativo não se revela obstáculo conhecer da matéria e julgar com os elementos disponíveis e rechaçar a alegação do Recorrente de que não conhece quais as receitas diferentes do faturamento incluídas à base de cálculo. Verificado que os fatos geradores decorre exclusivamente do faturamento, a fiscalização cumpriu à risca o pressuposto de demonstrar com precisão o “quanto” teria sido considerado como matéria tributável, dando certeza e liquidez ao crédito tributário. Sobreleva dizer que atendido os requisitos restou assegurado ao autuado o direito constitucionalmente previsto da ampla defesa, pois tenho como preenchido todos os requisitos necessários a concretização do lançamento. Portanto, o Fisco não transferiu ao contribuinte a responsabilidade de provar, o Fisco demonstrou de forma insofismável as receitas incluídas por ele na base de cálculo para apurar os valores das contribuições devidas objeto do auto de infração. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial para acolher decadência dos fatos geradores relativos ao período de apuração de setembro e outubro de 1998. É como voto. Domingos De Sá Filho Fl. 349DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 17/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 11543.001551/2003-21
Data da sessão: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário.
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Nos termos do art. 165 cumulado com o art. 168 do Código Tributário Nacional, tributo pago indevidamente ou a maior pode ser objeto de pedido de ressarcimento dentro do prazo de 5 anos, contados do pagamento indevido, sob pena de se operar a decadência.
Numero da decisão: 1103-000.039
Decisão: Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso Ausente momentaneamente o Conselheiro Hugo Correia Sotero – Acórdão nr 110300039
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva
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Numero do processo: 14041.000176/2008-55
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 19/12/2007
Ementa:
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.338
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 19/12/2007 Ementa: RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 19/12/2007 Ementa: RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso pela intempestividade, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Manoel Coelho Arruda Junior, Andre Luis Marsico Lombardi, Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato, Bianca Delgado Pinheiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 01 76 /2 00 8- 55 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 04/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório Trata o presente de auto de infração lavrado em desfavor do sujeito passivo acima identificado, em 19/12/2007, com ciência em 27/12/2007, por ter deixado de prestar esclarecimentos necessários à fiscalização, em especial porque não apresentou a relação dos contribuintes individuais que lhe prestaram serviço. Os documentos foram formalmente solicitados através da emissão do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, fls. 09/10. Após a impugnação, Acórdão de fls. 50/53, julgou a autuação procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega que a multa aplicada foi reajustada, mas deveria ter sido considerada aquela da época do fato gerador e a mais benéfica, requerendo o provimento do recurso para cancelar o auto de infração ou retificálo a fim de reduzir a multa. É o relatório. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 04/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 14041.000176/200855 Acórdão n.º 2302002.338 S2C3T2 Fl. 131 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Da Admissibilidade O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls. 50/53, em 31/07/2008, fls.56, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 01/08/2008, fruindo até 01/09/2008. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 05/09/2008, conforme documento de fls.57, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 04/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 133DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 04/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10070.000522/2003-92
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1996, 1997, 1998
PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. IRRF. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA.
Aplicasse, para os pedidos de restituição de pagamentos indevidos ou a maior, feitos em data anterior a 09 de junho de 2005, o prazo decadencial de 10 anos, a contar do seu fato gerador.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-002.796
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a decadência do pedido de restituição dos pagamentos realizados a partir de 20/03/1993; determinando o retorno dos autos para a Delegacia de origem, para que esta aprecie o mérito do pedido.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalins Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1996, 1997, 1998 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. IRRF. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Aplicasse, para os pedidos de restituição de pagamentos indevidos ou a maior, feitos em data anterior a 09 de junho de 2005, o prazo decadencial de 10 anos, a contar do seu fato gerador. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a decadência do pedido de restituição dos pagamentos realizados a partir de 20/03/1993; determinando o retorno dos autos para a Delegacia de origem, para que esta aprecie o mérito do pedido. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis.
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IRRF. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Aplicasse, para os pedidos de restituição de pagamentos indevidos ou a maior, feitos em data anterior a 09 de junho de 2005, o prazo decadencial de 10 anos, a contar do seu fato gerador. Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a decadência do pedido de restituição dos pagamentos realizados a partir de 20/03/1993; determinando o retorno dos autos para a Delegacia de origem, para que esta aprecie o mérito do pedido. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Evande Carvalho Araújo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, e Sandro Machado dos Reis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 05 22 /2 00 3- 92 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 12/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10070.000522/200392 Acórdão n.º 2801002.796 S2TE01 Fl. 92 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de restituição (Per/Dcomp) protocolizado em 20/03/2003, com posterior pedido de compensação formulado em 20/03/2003, e retificação do pedido de compensação em 28/07/2003, pela qual o interessado pretende compensar crédito no valor de R$ 942.539,47 (fl. 3), referente a IRRF sobre dividendos recebidos no período de fevereiro de 1985 a dezembro de 1997, fl. 3, com débito de IRRF de juros sobre o capital próprio, código 9453. O Despacho Decisório da fl. 24, recebido pelo interessado em 23/07/2008 (fl. 27), não homologou a compensação com fundamento no Parecer Conclusivo n° 292/2008, fls. 20/23, segundo o qual houve a extinção do direito de pleitear a restituição, pelo decurso do prazo de cinco anos previsto no art. 168 do Código Tributário Nacional (CTN), Lei n° 5.172/1966. O interessado apresentou Manifestação de Inconformidade em 21/08/2008, fls. 36/42, e documentos, fls. 43/61, alegando, em síntese, que: A compensação realizada está de acordo com o art. 2° da IN SRF n° 12, de 10 de fevereiro de 1999, que prevê a possibilidade de compensação sem estabelecer prazo; A lei n° 8.849/94, que considera como antecipação os valores retidos a titulo de IRRF, não estabelece prazo para a sua compensação; O art. 168 do CTN não se aplica ao caso porque não se trata de repetição de valores pagos indevidamente (fl. 41, § 18). Passo adiante, a 2ª Turma da DRJ/RJ1 entendeu por bem julgar por procedente o despacho que não homologou a compensação, em decisão que restou assim ementada: PRAZO PARA COMPENSAR. A partir do pagamento indevido ou maior que o devido, o interessado tem prazo decadencial de 5 (cinco) anos para exercer o seu direito a compensação. Cientificada em 26/10/2009 (Fls. 71), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 25/11/2009 (fls. 72), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Fl. 128DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 12/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10070.000522/200392 Acórdão n.º 2801002.796 S2TE01 Fl. 93 3 Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em primeiro plano, observo que a compensação não foi homologada pela Delegacia de Origem em virtude do entendimento de que o pedido de restituição já estaria alcançado pelo prazo decadencial de cinco anos; in verbis: “Dessa forma, considerando que o presente pedido foi formalizado em 20/03/2003 (ver carimbo de protocolo As fls. 01), já há aqui fundamentos suficientes para se concluir, em obediência aos dispositivos legais citados, pela extinção do direito de pleitear a restituição, por decurso do prazo de cinco anos, não restando alternativa que não seja a de indeferir o pedido. Ressaltese que, tendo sido alcançado pela decadência o direito de pleitear a restituição destes pagamentos — ocorridos até 03/1996 —, não cabe mais qualquer consideração a respeito da modalidade em que os mesmos foram efetuados., Por todo exposto, proponho o NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO contra a Fazenda Pública r o Imposto de Renda na Fonte no período de fevereiro de 1985 a março de 1996.” (pág. 23 dos autos) Deste modo, o pedido de compensação depende do deferimento ou indeferimento do pedido de restituição. No caso dos autos, os pagamentos a maior se deram nos anos de 1985 a 1997, tendo a contribuinte recorrente requerido a restituição em 20/03/2003, via pedido de restituição; tal restituição foi indeferida, com fulcro no inciso I do art. 168 do CTN, estabelecendo o entendimento que o prazo decadencial de 5 anos é contado da data do recolhimento do imposto. Alega a recorrente que o art. 168 do CTN não se aplica ao caso porque não se trata de repetição de valores pagos indevidamente. Neste ponto, o objeto do caso é especificamente tributo retido, ou pago a maior, ou pago indevidamente; aplicandose, portanto, a legislação pertinente Contudo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da questão constitucional do prazo decadencial de restituição de tributos pagos indevidamente ou a maior, julgou o RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, nele proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA 'VACATIO LEGIS' – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 12/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10070.000522/200392 Acórdão n.º 2801002.796 S2TE01 Fl. 94 4 Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a 'vacatio legis', conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de 'vacatio legis' de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da 'vacatio legis' de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Fl. 130DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 12/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10070.000522/200392 Acórdão n.º 2801002.796 S2TE01 Fl. 95 5 Portanto, o Supremo Tribunal Federal, em julgamento de matéria sob a égide de repercussão geral, de aplicação obrigatória para os Conselheiros do CARF, entendeu que o prazo decadencial de restituição, aplicado para os pedidos formalizados antes de 09 de junho de 2005, é de 10 anos, contados do fato gerador. Logo, tendo o pedido de restituição sido realizado em 20/03/2003, é de se entender que somente os crédito anteriores ao período de 20/03/1993 estariam alcançados pela decadência. Diante de todo o exposto e do que consta dos autos, voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, reconhecendo a inexistência da decadência do pedido de restituição dos pagamentos realizados a partir de 20/03/1993; determinando, de outra feita, o retorno dos autos para a Delegacia de origem, para que esta aprecie o mérito do pedido. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 131DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 12/ 12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
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Numero do processo: 37311.002124/2007-19
Data da sessão: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Aug 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2001 a 31/08/2005
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL.
A ausência de fundamento legal é vicio formal insanável que torna nulo o lançamento.
Processo Anulado
Numero da decisão: 2302-000.126
Decisão: ACORDAM os membros da 3° Câmara / 2° Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular o lançamento, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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Recorrida DRP/JUNDIAÍ/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2001 a 31/08/2005 • AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. A ausência de fundamento legal é vicio formal insanável que torna nulo o lançamento. Processo Anulado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • 1 Processo n°37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 434 ACORDAM os membros da 3" Câmara / 2" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em anular o lançamento, nos termos do voto da relatora. LIÉGE L C OIX THOMASI Presidente e Relatora • Participaram do julgamento os conselheiros: Marco André Ramos Vieir Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior e Liége Lacroix Thomasi (Presidente). 2 Processo n°37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 435 Relatório Refere-se a presente notificação a contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que foram prestados à notificada por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho (Central Nacional Unimed, Cooperativa Mista de Trabalho dos Motoristas Autônomos de Táxi de Campinas e Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Auto Tiête Ltda.), no período de 09/2001 a 08/2005. A notificação foi lavrada em 05/06/2006 e cientificada ao sujeito passivo em 07/06/2006. O relatório fiscal de fls. 78/97, diz que foram apuradas diferenças relativas a alíquota de 15% sobre os valores totais pagos pela notificada pelos serviços prestados apurados através das notas fiscais apresentadas e, na falta destas, dos valores contabilizados, em confronto com as guias de recolhimento da empresa. A fiscalização aduz que apesar de inúmeras solicitações através de TIAD's — Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, várias faturas não foram apresentadas, sendo alguns valores apurados através da contabilidade. Quando foi possível identificar os contratos de risco global com as faturas, a base de cálculo foi tomada na razão de 30% do valor da nota. Quando a fatura foi identificada como referente a contrato de custo operacional, foi tomado como base o valor total da mesma. Na impossibilidade de identificar faturas e contratos, a base de cálculo foi considerada sobre o valor total. Após a apresentação da defesa, Decisão-Notificação de fls. 373/381, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega em síntese: Preliminarmente, argúi o cerceamento de defesa pelo exíguo prazo para impugnação; Cerceamento de defesa pela aplicação de multas progressivas, já que os percentuais lançados tem caráter confiscatório e não tem amparo legal por excessivos; A inconsistência do levantamento por arbitramento; No mérito, argúi a ilegalidade e inconstitucionalidade da lei que determina a contribuição sobre o trabalho prestado por cooperativa; que inexiste fundamentação constitucional. Requer a improcedência do ,auto de infração para que sejam cancelados os créditos nele constituídos. Protesta pela sustentação oral e pela ,produção de provas, especialmente a juntada de novos documentos. A DRP ofereceu as contra-razões pugnando pela manutenção da decis)ti. recorrida. É o relatório. 3 Processo n° 37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 436 Voto Conselheira LIÉGE LACROIX THOMASI, Relatora Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. Analisando os autos, em especial o Relatório Fiscal, é de se notar que o lançamento se deu por aferição indireta já que a recorrente não apresentou todos os documentos solicitados em inúmeros T1AD's , o que acarretou a lavratura do pertinente auto de infração. Todavia, observei a ausência de indicação do dispositivo legal que permita o levantamento por aferição indireta, qual seja o artigo 33, e seus parágrafos 30 e 6° da Lei n.° 8.212/91. Com efeito, embora conste, inclusive de um TIAD, que a falta de apresentação de documentos poderá acarretar a lavratura do débito por aferição indireta, não há, no processo, indicação do dispositivo legal para sustentar tal lançamento, nem no Anexo Fundamentos Legais do Débito, nem no Relatório Fiscal. Não constando a fundamentação legal que ampara o lançamento, se vislumbra o cerceamento de defesa, pois o contribuinte não foi devidamente informado do procedimento utilizado pela fiscalização, não podendo se manifestar a respeito. A falta de referência ao fundamento legal que sustenta o lançamento fiscal gera cerceamento de defesa e a ampla defesa é assegurada constitucionalmente aos contribuintes e deve ser observada no processo administrativo fiscal. A falta de indicação da legislação que ampara o lançamento sonega ao contribuinte o direito de se defender quanto a isso. • A propósito do tema, é salutar a adoção dos ensinamentos de Sandro Luiz Nunes que, em seu trabalho intitulado Processo Administrativo Tributário no Município de . Florianópolis, esclarece de forma precisa e cristalina: A ampla defesa deve ser observada no processo administrativo, sob pena de nulidade deste. Manifesta-se mediante o oferecimento de oportunidade ao sujeito passivo para que este, querendo, possa opor-se a pretensão do fisco, fazendo-se serem conhecidas e apreciadas todas as suas alegações de caráter processual e material, bem como as provas com que pretende provar as suas alegações. Feitas estas considerações, entendo que a notificação deve ser anulada porque o contribuinte não teve ciência da fundamentação legal que embasou o levantamento. Pelo princípio constitucional do contraditório, é facultado à parte manifestar sua posição sobre fatos trazidos ao processo pela outra parte vez que tomando conhecimento dos atos processuais, pode, se desejar, reagir contra os mesmos. Inserem-se no princípio do contraditório a chamada rega da inforrnaçã geral e também a regra da ouvida dos sujeitos ou audiência das partes. (4.1 Processo n°37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 437 O princípio do contraditório é de índole constitucional, devendo ser observado inclusive em processos administrativos, consoante art. 5 0 , LV, da Constituição Federal vigente. Art. 5 0, LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Foi contemplado também no art. 2°, caput e parágrafo único, inciso X, da Lei n° 9.784/99, abaixo transcrito: Lei n° 9.784/99, art. 2° A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: (.) X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de . recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; (grifo nosso) Nesse sentido, entendo que a notificação é nula, por cerceamento ao direito de defesa, pois não trouxe os fundamentos legais que embasaram o lançamento, o que certamente causou prejuízo ao contribuinte. Pelo exposto, voto pela anulação do lançamento. Sala das Sessões, em 19 de agosto de 2009 • LIÉGE LACRO X THOMASI - Relatora • ~=1.8~ffi ••n •n . 1 Processo n° 37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 438 • Declaração de Voto Conselheiro, MARCO ANDRÉ RAMOS VIEIRA Estou alterando o entendimento acerca dos efeitos gerados pelo vício presente na autuação. Mais precisamente sobre a possibilidade de saneamento ou não da falta nesses mesmos autos. A própria Receita Federal tem anulado o lançamento quando da falta de fundamento legal. Assim, não teria lógica esse Colegiado comandar a complementação do relatório fiscal, quando o próprio órgão fiscalizador entende que não é caso de complementação, mas sim de anulação do lançamento por vício formal. Além do mais, o recurso visa a análise da correção da decisão de primeira instância. Se a mesma deve ser mantida, se deve ser reformada, ou anulada. Quando o vício ocorre no ato administrativo do lançamento, não caberia a anulação da decisão de primeira instância, mas sim o reconhecimento de que o ato nulo deve ser refeito. Não se pode confundir o órgão fiscalizador com o julgador. Cabe à Receita Federal fiscalizar e lançar os tributos, e cabe ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF a tarefa de verificar a regularidade da decisão de primeira instância, e não efetuar ou complementar o lançamento. O disposto nos artigos 59 e 60 do Decreto n ° 70.235/1972, que tratam de nulidades, somente se aplicam para os atos praticados no curso do processo administrativo. O lançamento é ligado ao procedimento fiscal de apuração do crédito. Desse modo, há que se reconhecer a possibilidade de existência de outras nulidades que não somente as previstas nos arts. 59 e 60. A formalização do auto de infração tem como elementos os previstos no art. 10 do Decreto n ° 70.235. O erro, a depender do grau, em qualquer dos elementos pode acarretar a nulidade do ato por vício formal. Entre os elementos obrigatórios no auto de infração consta a disposição legal infringida (art. 10, inciso IV do Decreto n ° 70.235). É bem verdade que não se pode confundir falta de fundamentação legal, com falta de fundamento legal. Em virtude de a Administração somente poder agir se houver previsão em lei para a prática do ato, caso não haja tal fundamentação legal, o ato será nulo. Diferentemente será a hipótese de ausência de um • dispositivo legal que não foi arrolado no relatório; falta do fundamento legal, entendo que tal vício pode ser corrigido. Como já explicitado, passo a entender que a correção desse vício tem que ser realizada por meio de novo lançamento, uma vez que o Decreto n ° 70.235 exige a disposição legal como elemento obrigatório da autuação. Diante da irregularidade constatada, há que ser aplicado o Decreto n° 70.235/1972 devendo ser efetuado novo lançamento, conforme previsto no 18, § 3 0, nesta palavras: -)1 6 Processo n°37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 439 Art. 18 (..) sS' 3 0 Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizados no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificaçã o de lançamento complementar, devolvendo-se, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada. (Redação dada pelo art. 1 0 da Lei n° 8.748/93) Tal complementação tem que ser comandada pelo órgão de primeira instância, mesmo que de oficio, pois o caput do art. 18 é determinante para a autoridade julgadora de primeira instância. É como é sabido os parágrafos e incisos devem ser interpretados em conformidade com o caput do dispositivo, que determina a regra geral. É possível a complementação do relatório fiscal por decisão de primeira instância, entretanto não cabe tal complementação pela segunda instância, pois enquanto a primeira instância aprecia a impugnação quanto ao lançamento, a segunda aprecia o recurso quanto à decisão a quo. Sem a manifestação oportuna do sujeito passivo, o ato administrativo portador de vício permanece no sistema. Embora o ato implique em atentado à ordem jurídica, a restauração da juridicidade violada depende da expedição de outro ato. A invalidação e a convalidação são meios estabelecidos pelo próprio regime jurídico-administrativo para a eliminação material do vício. Se a Receita Federal não convalida, o ato se torna passível de invalidação pelo órgão julgador, caso este seja provocado para fazê-lo. O mesmo serve para a hipótese de a Receita Federal se abster de invalidar quando deveria tê-lo feito. A invalidação do ato administrativo tem como efeitos jurídicos: o efeito declaratório da invalidade, e o efeito constitutivo negativo da pertinência do ato administrativo. A convalidação do ato administrativo decorre exclusivamente de competência administrativa; determinando a manutenção do ato administrativo viciado no sistema pelo saneamento do vício constatado. Tal como o ato de invalidação, o ato de convalidação tem o efeito jurídico de declarar a invalidade. Todavia, possui um efeito jurídico de natureza constitutiva positiva, pois prescreve a manutenção da imperatividade e da eficácia do ato convalidado. O CARF não convalida lançamento; mas sim declara o grau de invalidade do ato administrativo viciado: nulo ou irregular. Se for nulo, há que ser realizado novo lançamento; se meramente irregular, o ato permanecerá, apenas será reconhecida a não importância do seu erro. Destaca-se que no Direito Administrativo não há ato anulável, pois o mesmo é classificado como convalidável. Entendo que os meros erros materiais podem ser corrigidos no lançamento, agora as falhas mais graves, os vícios, demandam a realização de um novo ato. A correção dos erros materiais, a complementação de informações, ou esclarecimentos, já constantes no 7 Processo n°37311.002124/2007-19 S2-C3T2 Acórdão n.° 2302-00.126 Fl. 440 relatório fiscal, podem ser trazidos aos autos por meio de diligência, inclusive comandada pelo CARF. Pelo exposto, in casu, não se tratou de simples erro material, mas de vicio na formalização por desobediência ao disposto no art. 10, inciso IV do Decreto n° 70.235. CONCLUSÃO: Voto por CONHECER do recurso do notificado para ANULAR o lançamento por vicio formal. Sala das Sessões, em 19 de agosto de 2009 /11/21r, Í/4 b 400,40.-~go -"a ,- SS IRA - Conselheiro •
score : 1.0
Numero do processo: 10480.011604/2001-79
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996
EMENTA:
PIS-RESTITUIÇÃO-543-C do CPC - Recolhimentos indevidos e pleito de restituição efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação compreende o período de dez anos. Recurso negado.
Numero da decisão: 9303-002.164
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise das demais questões de mérito. Ausentes, justificadamente, a Conselheira Mércia Helena Trajano DAmorim, e, momentaneamente, o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente substituto.
FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:
Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado) e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Mércia Helena Trajano DAmorim (Substituta convocada), Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996 EMENTA: PIS-RESTITUIÇÃO-543-C do CPC - Recolhimentos indevidos e pleito de restituição efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação compreende o período de dez anos. Recurso negado.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996 EMENTA: PISRESTITUIÇÃO543C do CPC Recolhimentos indevidos e pleito de restituição efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação compreende o período de dez anos. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à unidade preparadora para análise das demais questões de mérito. Ausentes, justificadamente, a Conselheira Mércia Helena Trajano D’Amorim, e, momentaneamente, o Conselheiro Henrique Pinheiro Torres. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS – Presidente substituto. FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 01 16 04 /2 00 1- 79 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López, Antônio Lisboa Cardoso (Substituto convocado) e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Mércia Helena Trajano D’Amorim (Substituta convocada), Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Em Recurso Especial de fls. 95/98, recebido pelo Despacho de fls. 100/101, insurgese a Fazenda Nacional contra o acórdão de fl. 87, que por maioria de votos afastou a prescrição para declarar procedente o pedido de restituição de PIS, e por unanimidade que seja adotada a semestralidade na base de cálculo. O acórdão guerreado traz a seguinte ementa: “PIS. RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. PRAZO. A decadência do direito de pleitear a compensação/restituição é de 5 (cinco) anos, tendo como termo inicial, na hipótese dos autos, a data da publicação da Resolução do Senado Federal que retira a eficácia da lei declarada inconstitucional. PIS/FATURAMENTO. SEMESTRALIDADE. Com a declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis n°s 2.445 e 2 .449, de 1988, a base de cálculo da contribuição para o PIS, eleita pela Lei Complementar n° 7/70, art. 6º, parágrafo único, permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da MP n° 1.212/95. Recurso provido em parte.” Aduz a Recorrente que o prazo para se pleitear a restituição de PIS é de 5 (cinco) anos a contar da extinção do crédito tributário (pagamento), na conformidade dos artigos 156, inciso I e 168, inciso I, CTN. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10480.011604/200179 Acórdão n.º 9303002.164 CSRFT3 Fl. 126 3 Segue afirmando que se havia impossibilidade administrativa do pedido, a Contribuinte devia têlo feito judicialmente, tendo para isto, prazo decadencial contado a partir do pagamento do referido tributo. Menciona também que a Lei Complementar nº 118, dispõe em seu artigo 3º que “'Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida Lei." Completa argumentando que essa lei tem efeito retroativo por ser interpretativa, lastreandose no artigo 106, inciso I do CTN, transcrito à fl. 98. Por fim, pede que seja reformado o acórdão guerreado para restabelecer o prazo de 5 (cinco) anos contados do pagamento do PIS. Sem ContraRazões. É o relatório. Voto V O T O do Conselheiro Relator Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. O Recurso preenche condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Na fl.01 Pedido de Restituição entregue à Secretaria da Receita Federal em 12.07.2001 para os períodos de outubro de 1995 a fevereiro de 1996. Acompanhando o entendimento do Poder Judiciário como, por exemplo, no RESP 1.002.932SP da Relatoria do Ministro Luiz Fux, em se tratando de pagamentos indevidos e, bem como, pleito de restituição, exercitados anteriormente a entrada em vigor da LC 118/05 na data de 09.06.2005, o prazo decadencial compreende o período de dez anos. Em razão do exposto, como os fatos geradores e a formalização do pleito estão compreendidos nesse período, voto por negar provimento a este Recurso Especial com retorno a Delegacia de origem. Sala das Sessões, 18 de outubro de 2012. FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA – Relator. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/01/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 22/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 13819.003922/2003-57
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 27 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1990
DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - PDV - O início da contagem do prazo de decadência para pleitear a restituição dos valores recolhidos a título de imposto de renda sobre os montantes pagos como incentivo pela adesão a Programas de Desligamento Voluntário - PDV, começa a fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o direito de pleitear a restituição. No momento em que a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998, que foi publicada no Diário Oficial da União que circulou no dia 06/01/1999, tem-se que os pedidos protocolizados até 06/01/2004 são tempestivos.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: CSRF/04-00.924
Decisão: ACORDAM os membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciar as demais questões relacionados ao pleito. Vencidas as Conselheiras Maria Helena Cotta Cardozo e Ana Maria Ribeiro dos Reis que deram provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Antônio José Praga de Souza
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1990 DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - PDV - O início da contagem do prazo de decadência para pleitear a restituição dos valores recolhidos a título de imposto de renda sobre os montantes pagos como incentivo pela adesão a Programas de Desligamento Voluntário - PDV, começa a fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o direito de pleitear a restituição. No momento em que a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n° 165, de 31/12/1998, que foi publicada no Diário Oficial da União que circulou no dia 06/01/1999, tem-se que os pedidos protocolizados até 06/01/2004 são tempestivos. Recurso Especial do Procurador Negado
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Numero do processo: 19515.000211/2004-11
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 1999
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA.
A Fazenda Pública dispõe de 5 (cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, para promover o lançamento de impostos e contribuições sociais enquadrados na modalidade do art. 150 do CTN, a do lançamento por homologação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1301-000.193
Decisão: Acordam os membros do colegiada, unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir créditos tributários de IRPJ por fatos geradores ocorridos no ano-calendário 1998,
nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - auto eletrônico (exceto glosa de comp.prej./LI)
Nome do relator: Waldir Veiga Rocha
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1999 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA. A Fazenda Pública dispõe de 5 (cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, para promover o lançamento de impostos e contribuições sociais enquadrados na modalidade do art. 150 do CTN, a do lançamento por homologação. Recurso Voluntário Provido.
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PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19515.000211/2004-11 Recurso n° 164.646 Voluntário Acórdão n° 1301-00.193 — 3 Câmara I ia Turma Ordinária Sessão de 26 de agosto de 2009 Matéria Recorrente DLTRAQUIMICA PARTICIPAÇÕES S A. Recorrida 2' TURMA / DRS SÃO PAULO-I / SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - TRPJ Exercício: 1999 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA. A Fazenda Pública dispõe de 5 (cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, para promover o lançamento de impostos e contribuições sociais enquadrados na modalidade do art. 150 do CTN, a do lançamento por homologação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir créditos tributários de IRPJ por fatos geradores ocorridos no ano-calendário 1998, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. WALDIR VEIG OCHA - Presidente e Relator EDITADO EM . • A C .1) ..,r .1 7,2 7+ 11011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ana de Barros Fernandes, Marcos Vinícius Barros Ditem, Décio Lima Jardim, João Francisco Bianco, Valmir Sandri e Waldir Veiga Rocha. • •Relatório ULTRAQUIMICA PARTICIPAÇÕES S.A., já qualificada nestes autos, inconformada com o Acórdão n° 16-14.215, de 30/07/2007, da 2 4 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo - I / SP, recorre voluntariamente a este Colegiado, objetivando a reforma do referido julgado. DO PROCEDIMENTO FISCAL Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 03/02/2004, para constituição de crédito tributário do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (fl. 182), com crédito tributário total lançado de R$ 1.338.595,73, ai incluído juros moratorios (mas não multa), por fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 1998, exercício de 1999. Conforme Ulmo de Verificação Fiscal (fls. 177/179), a Autoridade Fiscal constatou, no que toca à DiPI — AC 1998, que o contribuinte compensou indevidamente os prejuízos acumulados anteriores, superiores ao limite legal de 30% em R$ 2.885.758,23. Consta ainda que, em 17/01/2002, o contribuinte obteve liminar em medida cautelar (processo n° 2002.03.00.000849-2), que suspendeu a exigibilidade dos créditos tributários compensados em valores superiores ao limite legal, razão pela qual o lançamento foi feito com a suspensão • da sua exigibilidade. • Cientificada do auto de infração em 03/02/2004, o contribuinte apresentou impugnação às fls. 188/212, na qual faz a defesa a seguir sintetizada pelo diligente relator do processo em primeira instância: A Impugnante disse inicialmente que compensou seus prejuízos fiscais apurados até 1994 sem o limite de 30% por força de liminar obtida no processo n° 2002.03.00.000849-2 (doc. 12). Entende que o auto de infração, apesar de ter sido corretamente lavrado com a sua exigibilidade suspensa e sem a aplicação da multa de oficio de 75% não poderia ter sido lavrado, pois contraria ordem judicial obtida no curso do processo citado. Cita jurisprudência favorável. A Impugnante defende que, quando da data da ciência do auto de infração, em 03/02/2004, já teria ocorrido a decadência, pois o auto reporta-se ao ano-calendário de 1998 e já teriam se passado cinco anos do fato gerador do tributo. Segundo seu entendimento, o termo final para o lançamento seria 31/12/2003. Cita doutrina e jurisprudência favoráveis a sua tese. Prosseguindo, a Impugnante discorre sobre o mérito, defendendo o direito dele ser apreciado na via administrativa, eis que o lançamento ocorreu em data posterior a da propositura da ação judicial. Entende que negar esse direito constitui afronta às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Sobre a compensação de prejuízos por ela empreendida, defende que ela é regida pela lei vigente à época de sua apuração, sob pena de ofensa ao direito adquirido. Logo a seguir, a Contribuinte alega o descabimento da cobrança dos juros• moratórios. Como obteve liminar antes do vencimento do tributo, não há que se falar em dívida vencida e tampouco em falta que lhe seja imputável, por estar respaldada em pronunciamento ÁK2 Processo n° 19515.000211/2004-11 Sl-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.193 Fl. 2 judicial. Defende, ainda, o afastamento da aplicação da taxa SELIC, por ser a sua cobrança inconstitucional. A Contribuinte afirma que a Fiscalização deveria ter procedido ao ajuste do lucro real dos períodos envolvidos para, somente então, efetuar o lançamento, pelo seu valor liquido, conforme determinado pelos arts. 193 e 219 do R1R194. Entende cabível a aplicação da "postergação", pois o lançamento baseou-se na glosa de valores que ultrapassaram o limite de 30% da compensação. Recompondo-se os prejuizos fiscais e os lucros reais de cada um dos períodos subseqüentes àqueles em que teriam ocorrido os excessos de compensação de resultados negativos, a Contribuinte conclui que não haveria imposto a pagar, indicando em documentos anexos os resultados obtidos, Por último, há a alegação de erro no cálculo do crédito lançado. No ano de 1998, a empresa teve retido, a titulo de imposto de renda, o montante de R$ 57.033,15, conforme "DIPJ/98". Conforme art. 629, § 4°, do RIR194, esse valor deve ser reduzido do montante devido a título de IRPJ, ou seja, dos R$ 697.439,55 lançados para R$ 640.406,40, com os demais reflexos. Em conclusão, requer a Impugnante o acolhimento de sua pretensão conforme acima sintetizado. A 2a Turma da DRI em São Paulo - I / SP analisou a impugnação apresentada pela contribuinte e, por via do Acórdão n°16-14.215, de 30/07/2007 (fls. 632/646), considerou procedente o lançamento com a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica —IRPJ Ano-calendário: 1998 IRPJ. DECADÊNCIA. O direito de praticar o ato de lançamento extingue-se após 5 anos, sendo o termo inicial de contagem do prazo o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO PELO LANÇAMENTO. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. A Fazenda Pública tem o poder-dever, mesmo em período protegido por decisão judicial, de praticar o ato de lançamento, formalizando o crédito tributário de forma a prevenir a decadência. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADES E/OU ILEGALIDADES. A apreciação de alega cães de inconstitucionalidades e/ou ilegalidades é de exclusiva competência do Poder Judiciário. Matérias que as questionam não são apreciadas na esfera administrativa. PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÁNCIA. A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Pública, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa em renúncia às instancias administrativas. JUROS DE MORA. TAXA SELIC CABIMENTO. Os juros de mora são devidos por apressa disposição legal, inclusive 3 durante o período em que a respectiva cobrança houver sido suspensa por medida judicial, impugnação ou recurso administrativo. COMPENSAÇÃO. LIMITE DE 30% POSTERGAÇÃO. A glosa de compensação de prejuízos fiscais superiores ao limite de 30% na apuração do IRPJ não configura hipótese de postergação de tributo. Ciente da decisão de primeira instância em 04/10/2007, conforme Aviso de Recebimento à ft. 653, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 05/11/2007 conforme carimbo de recepção à folha 655. No recurso interposto (fls. 6571678), reitera e reforça os argumentos trazidos na peça impugnatória, concluindo com o pedido de que, caso o entendimento seja pela manutenção da exigência, seja o julgamento administrativo sobrestado até o trânsito em • julgado da medida judicial em curso. É o Relatório. Voto Conselheiro WALDIR VEIGA ROCHA O recurso é tempestivo e dele conheço. Preliminarmente, cabe analisar os argumentos acerca da ocorrência da decadência. Passo, pois, a fazê-lo. Entendo que a regra geral para a decadência é a estabelecida pelo artigo 173, inciso I, do CTN: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercido seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; [.1 Por outro lado, ao tratar das modalidades de lançamento, o mesmo Código estabelece regras especificas para o lançamento por homologação, em seu artigo 150, § 4°: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 1:4 § 4' Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto /ds,„z 4 Processo n° 19515.00021112004-11 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.193 Fl. 3 o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Quanto ao IRPI, exigido no presente processo, entendo submeter-se ao lançamento por homologação, como, de resto, é o caso da grande maioria dos tributos em nosso sistema tributário. No julgamento em primeira instância, entendeu a Turma Julgadora que, na ausência do pagamento de um tributo, a norma aplicável à decadência seria aquela prevista no art. 173, I, do CTN. Com a devida vênia dos que compartilham desse pensamento, entendo que as regras de decadência aplicáveis devem seguir a sistemática de apuração de cada tributo. A regra do inciso I do art. 173 é aplicável aos tributos para os quais o lançamento deve preceder o pagamento. O exemplo clássico é o do IPTU, em que a Autoridade Tributária apura o valor devido, lança o tributo e notifica o sujeito passivo. Apenas então ocorre o pagamento. Se, por hipótese, o contribuinte se antecipa ao lançamento, calcula por sua conta o montante devido e faz o recolhimento antes mesmo de ser notificado, isto ocorre não por obrigação, mas por mera liberalidade, e o mecanismo previsto para apuração do tributo não se altera. O lançamento não deixa de ser de oficio, e não há também mudança no termo inicial para contagem do prazo decadencial. O mesmo raciocínio se aplica aos tributos para os quais a lei estabelece para o sujeito passivo que apure o valor devido e antecipe o pagamento, sem prévio exame da Autoridade Administrativa. É essa sistemática, a atividade exercida pelo contribuinte, que faz com que o lançamento seja por homologação, e não a presença ou ausência de pagamento. É precisamente o caso do tributo exigido no presente processo. Estabelecido, como foi, que o termo inicial para contagem do prazo decadencial deve ser a ocorrência do fato gerador do tributo, o próximo passo deve ser questionar quando teria ocorrido esse fato gerador. Compulsando os autos, verifico que, no ano-calendário 1998, o contribuinte optou pela tributação do IRPJ com base no lucro real anual (fls. 16, 23 e 31). De forma coerente, o lançamento observou o período de apuração anual (fl. 183). O fato gerador ocorreu, portanto, em 31/1211998, último dia do período de apuração anual. Conforme jurisprudência pacifica deste colegiado, com a qual estou de acordo, o Fisco teria cinco anos, a contar daquela data, para efetuar o lançamento. Esse prazo expirou em 31/12/2003, antes da ciência do lançamento ocorrida em 03/02/2004 (fl. 182). Operou-se, assim, a decadência, no caso em tela. Em conclusão, voto por reconhecer a decadência do direito da Fazenda Nacional de constituir créditos tributários de IRPI por fatos geradores ocorridos no ano- calendário 1998, com o que restam integralmente exonerados os créditos tributários objeto deste processo. Deixo de apreciar os demais argumentos da recorrente, visto que não poderiam alterar a sorte do lançamento. WALDIR VE1A ROCHA - Relator
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Numero do processo: 12268.000471/2008-21
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AFASTAMENTO. O pedido de relevação da multa aplicada deve ser precedido da prova inequívoca do preenchimento dos requisitos constantes no art. 291 do Decreto 3.048/99. Uma vez que a recorrente sequer demonstrou nos autos um início de prova acerca da mera existência dos documentos que deixaram de ser apresentados à fiscalização, o pedido deve ser afastado já que não fora comprovada a correção da falta.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32-A da Lei 8.212/91.
MULTA. CONFISCO. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade de legislação tributária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.126
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32 A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simoes, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AFASTAMENTO. O pedido de relevação da multa aplicada deve ser precedido da prova inequívoca do preenchimento dos requisitos constantes no art. 291 do Decreto 3.048/99. Uma vez que a recorrente sequer demonstrou nos autos um início de prova acerca da mera existência dos documentos que deixaram de ser apresentados à fiscalização, o pedido deve ser afastado já que não fora comprovada a correção da falta. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32 A da Lei 8.212/91. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 8. 00 04 71 /2 00 8- 21 Fl. 633DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32 – A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simoes, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 634DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO Processo nº 12268.000471/200821 Acórdão n.º 2402003.126 S2C4T2 Fl. 634 3 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto por FERTILIZANTES DO NORDESTE LTDA, em face do acórdão de fls. 450/454 , por meio do qual foi mantida a integralidade da multa lançada no Auto de Infração n. 37.191.5678, por ter a recorrente apresentado GFIP sem a informação de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a que estava sujeita, no caso a remuneração de contribuintes individuais freteiros a seu serviço. O lançamento compreende as competências de 01/2004 a 12/2004, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 19/09/2008 (fls. 02). Devidamente intimado do julgamento de primeira instância, foi interposto o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: que necessidade a revogação do art. 32 da Lei 8.212/91 pela Lei 11.941/09 extingui a punibilidade do recorrente; em não sendo reconhecida a extinção da punibilidade, que, ao menos, seja determinada a aplicação ao caso da legislação mais benéfica, em conformidade com o disposto no art. 32A da Lei 8.212/91; que o não acatamento do pedido de relevação da multa acarretou ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, na medida em que dentre um universo de 4726 freteiros, para os quais fora enviada a GFIP retificadora dentro do prazo defesa, apenas restaram informações incorretas acerca de 179, motivo pelo qual deve ser afastada a aplicação da multa; que a penalidade aplicada ofende o princípio do não confisco; Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 635DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente cumpre apontar que a imposição da multa não fora expressamente impugnada pela recorrente, que resumiuse a requerer em sede de impugnação a relevação da multa aplicada. Também por tal motivo, entendo seja desnecessário o julgamento conjunto do lançamento da presente multa com o lançamento das contribuições respectivas. O lançamento é, pois, incontroverso. Da análise dos argumentos do recurso, quanto as alegações acerca da ofensa ao princípio do não confisco, as tenho por descabidas, pois a irresignação não pode ser analisada por este Conselho, em respeito à competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Pelos mesmos motivos, também não vejo como determinarse a aplicação ao caso dos princípios da proporcionalidade ou mesmo da razoabilidade para considerarse relevada a multa aplicada. Fato é que, conforme bem apontou o v. acórdão de primeira instância e fora confirmado pela própria recorrente no voluntário, a integralidade da falta não fora corrigida. Dessa forma, mesmo que enviadas as demais GFIP’s retificadoras, corrigindo a infração cometida, não há que se falar em relevação da multa sem que o pedido, formalizado a tempo, venha desacompanhado da inequívoca comprovação da correção integral da falta, nos exatos termos do art. 291 do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social RPS. Todavia, tenho que mereça acolhida o pedido formulado no sentido da necessidade de adequação da multa aplicada aos ditames da promulgação da Lei 11.941/09. Há que se considerar, portanto, aquilo o que determinado pelas inovações trazidas pela Lei 11.941/09, que acrescentou na Lei 8.212/91 os artigos 32A e 35A, os quais dispõem o seguinte: Fl. 636DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO Processo nº 12268.000471/200821 Acórdão n.º 2402003.126 S2C4T2 Fl. 635 5 “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. “Art. 35A Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996”. Por sua vez, o art. 35A faz remição ao art. 44 da Lei 9.430/96, que assim dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ No caso dos autos, tratase de auto de infração no qual fora lançada multa pelo descumprimento de obrigação acessória relativa a apresentação de GFIP’s com informações inexatas relativamente a todos os fatos geradores de contribuições previdenciarias a que estaria sujeito o contribuinte. A meu ver, sobre o assunto não resta outra conclusão, senão acatar a tese sustentada no Recurso Voluntário. Fl. 637DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO 6 Das alterações levadas a efeito, a disposição contida no art. 32A da Lei 8.212/91, é específica para os casos de GFIP com informações inexatas ou mesmo omissões, assim devendo ser consideradas as informações relativas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, motivo pelo qual entendo deva ser, no presente caso, o dispositivo legal aplicável, conforme determinado pelo art. 106, III, “c” do Código Tributário Nacional, que determina a aplicação retroativa da Lei nova, quando dispuser sobre penalidades e que possa vir a ser mais benéfica ao acusado, no caso o contribuinte. Ante todo o exposto voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja efetuado o cálculo e comparação da multa mais benéfica a ser aplicada com base no disposto no art 32A da Lei 8.212/91. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 638DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2012 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 23/01/2 013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 28/12/2012 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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