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Numero do processo: 10880.002493/89-68
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-80876
Nome do relator: Não Informado
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PROCESSO N9 10880-002.493/89-6t, : MINISTÉRIO DA FAZENDA • YSS/ • Sessão de...22...U...11=111br€Pe 19 90 ACÓRDÃO N2 101-80.876 Recurso ng 59.005 — IRPF EXS . 1986 a 1988 Recorrente JUAN OSCAR OUCHANA Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP IRPF-LANÇAMENTO REFLEXO - O decidido no processo principal faz coisa julgada no. processo decorrente, por ter-se confir- - mado naquele o fato econômico causador' da tributação reflexa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JUAN OSCAR OUCHANA. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das SessOés(DF), em 22 de novembro de 1990 URGE'.-PER IS --PRESIDENTE_ 0.n A o' _ '474-NeAMOirr' RELATOR- 1 __----- 141P VISTO EM - AFONSO r m'erFERREI. !AMIDOS - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 1 3 DEZ ioga FAZENDA NACIONAL_ - Participaram,ainda,do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, CÃNDIDO RODRIGUES NEUBER e JOSn EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. , , n .'. ' h. ;d n 2 ''':''.:.'••;;¡ 5ERN/iço PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10880-002.493/89-68 RECURSON9 • 59.005 AcORDA0No: 101-80.876 RECORRENTE : JUAN OSCAR OUCHANA REL-ATÓRI O_ _ _ .._ _ _ --- - O contribuinte acima identificado recorre de deci_ são prolatada pelo Delegado da Receita Federal em São Paulo-SP . através da qual foi confirmado o lançamento do Imposto de Renda -- Pessoa Física dos exercícios de 1986 a 1988, acrescido de encargos' legais, conforme notificação de lançamento de fls. 69/71, na forma' prevista no art. 34, inciso I e 403 do RIR/80. , . 2. O lançamento decorre de procedimento efetuado con_ tra a empresa ANALBA,,INDOSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS' LTDA., através do qual foi apurado que a mesma não acumulava condi- ções para ser tributada pelo lucro presumido, razão- pela qual teve' os lucros arbitrados na forma prevista no art. 399 do RIR/80, além' de que foi levantada receita omitida no período com base em a pura- ção feita pelo Fisco Estadual. 3. A exigência foi impugnada às fls. 75/114, tendo o... d» interessado se reportado à razões apresentadas no processo da pes- soa jurídica da qual este decorre. 4. Informação Fiscal às fls. 116 na qual seu signatá_ rio manifesta-se pela procedência do feito, nos termos de sua :ins- - tauração. 5.y Sob o fundamento de que o processo decorrente tem r. , Mgf DF /PI r C Sorgraf . I çrtn/75 i SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10880-002,493/89-68 3 Acórdão n9 101-80.876 a mesma sorte do processo principal e considerando que a autuação contra a pessoa jurídica fora mantida, a autoridade anuo, através' da decisão de fls. 119/129, manteve integralmente o lançamento. 6. Segue-se às fls. 134/144 o tempestivo Recurso pa- ra este Conselho, cujas razóessão lidas integralmente em Plenário. É o relatório. •• VOTO_ Conselheiro Raul Pimentel, Relator: Examinando o Recurso n9 96.709, interposto pela interessada nos autos do Processo n9 10855-001.837/88-01, do qual este decorre, esta Câmara, através do Acórdão n9 101-80.685, em Sessão de 24.10.90, negou-lhe provimento, por unanimidade de votos. A jurisprudência do Colegiado cristalizou-se no sentido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdição, por ter-se confir mado naquela o fato económico causador da tributação reflexa. - Ante o exposto, _nego provimento ao recurso. • T RELATO' . °` Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 16349.000386/2009-03
Data da sessão: Thu May 05 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. APRECIAÇÃO IMPOSSIBILIDADE.
Descabe ao Carf manifestarse,
originalmente, em relação à matéria
constitucional, como pressuposto a afastar a aplicação da lei.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA E TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA.
PRODUTOS.
A tributação monofásica é específica e distinta da incidência não cumulativa,
que é geral, não havendo que se falar em créditos para a segunda decorrentes
de entradas sujeitas à primeira.
ALÍQUOTA ZERO E OUTRAS HIPÓTESES DESONERATIVAS.
MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI No 11.033, DE 2004.
A manutenção de créditos, que não se confunde com exclusões da base de
cálculo, prevista na Lei no 11.033, de 2004, referese
às hipóteses
desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação
monofásico previsto em legislação anterior.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-000.932
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros
Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Os conselheiros
Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto apresentaram declaração de voto. Fez sustentação oral em abril de 2011, pela recorrente, o Dr. Rodrigo da Rocha Costa, OAB/SP no
203.988. Esteve presente ao julgamento em maio de 2011 o Dr. Rodrigo da Rocha Costa,
OAB/SP no 203988.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 MATÉRIA CONSTITUCIONAL. APRECIAÇÃO IMPOSSIBILIDADE. Descabe ao Carf manifestarse, originalmente, em relação à matéria constitucional, como pressuposto a afastar a aplicação da lei. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA E TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. PRODUTOS. A tributação monofásica é específica e distinta da incidência não cumulativa, que é geral, não havendo que se falar em créditos para a segunda decorrentes de entradas sujeitas à primeira. ALÍQUOTA ZERO E OUTRAS HIPÓTESES DESONERATIVAS. MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI No 11.033, DE 2004. A manutenção de créditos, que não se confunde com exclusões da base de cálculo, prevista na Lei no 11.033, de 2004, referese às hipóteses desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação monofásico previsto em legislação anterior. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2017; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 98 1 97 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16349.000386/200903 Recurso nº 902.403 Voluntário Acórdão nº 330200.932 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 04 de maio de 2011 Matéria PIS Ressarcimento Recorrente AUTOSTAR COMERCIAL E IMPORTADORA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 MATÉRIA CONSTITUCIONAL. APRECIAÇÃO IMPOSSIBILIDADE. Descabe ao Carf manifestarse, originalmente, em relação à matéria constitucional, como pressuposto a afastar a aplicação da lei. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA E TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. PRODUTOS. A tributação monofásica é específica e distinta da incidência não cumulativa, que é geral, não havendo que se falar em créditos para a segunda decorrentes de entradas sujeitas à primeira. ALÍQUOTA ZERO E OUTRAS HIPÓTESES DESONERATIVAS. MANUTENÇÃO DE CRÉDITO. LEI No 11.033, DE 2004. A manutenção de créditos, que não se confunde com exclusões da base de cálculo, prevista na Lei no 11.033, de 2004, referese às hipóteses desonerativas criadas pela própria Lei e não alteram o regime de tributação monofásico previsto em legislação anterior. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Os conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto apresentaram declaração de voto. Fez Fl. 123DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 2 sustentação oral em abril de 2011, pela recorrente, o Dr. Rodrigo da Rocha Costa, OAB/SP no 203.988. Esteve presente ao julgamento em maio de 2011 o Dr. Rodrigo da Rocha Costa, OAB/SP no 203988. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 58 a 78) apresentado em 26 de março de 20100 contra o Acórdão no 1624.365, de 24 de fevereiro de 2010, da 6ª Turma da DRJ / SP1 (fls. 46 a 55), cientificado em 24 de março de 2010, que, relativamente a Declaração de Compensação sobre créditos de PIS do quarto trimestre de 2004, considerou improcedente a manifestação de inconformidade da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PIS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. PRODUTOS. AQUISIÇÃO. COMERCIANTE. REVENDA. CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. No regime da não cumulatividade da Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, a aquisição de automóveis e autopeças sujeitos à tributação monofásica não gera créditos para o comerciante na revenda dos mesmos por expressa vedação legal (art. 3º, I, da Lei nº 10.637/2002), não se aplicando à hipótese a disposição contida no art. 17 da Lei nº 11.033/2004. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Somente se reputa nulo o despacho decisório nas hipóteses previstas no art. 59, II, do Decreto nº 70.235/1972. INCONSTITUCIONALIDADE. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 3 Não compete à esfera administrativa a análise de questões que versem sobre a constitucionalidade de norma jurídica regularmente editada. ANTINOMIA JURÍDICA. PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE SOBRE O CRITÉRIO CRONOLÓGICO. Segundo a regra de interpretação contida no brocardo latino lex posterior generalis non derogat legi priori speciali, o princípio da especialidade sempre prevalece sobre o critério cronológico. Manifestação de Inconformidade Improcedente A Primeira Instância assim resumiu o litígio: A empresa acima identificada ingressou, em 21/09/2007, com Pedido de Ressarcimento de PIS, no valor de R$ 445.587,97 (quatrocentos e quarenta e cinco mil, quinhentos e oitenta e sete reais e noventa e sete centavos), relativo ao 4º trimestre de 2004, com fundamento no art. 17 da Lei nº 11.033/2004 (fls. 01/02). 2. O contribuinte impetrou Mandado de Segurança nº 2009.61.00.0111483, no qual foi deferida parcialmente medida liminar para que a autoridade apontada como coatora procedesse à análise do referido pedido de ressarcimento no prazo máximo de 15 (quinze) dias (fls. 03v/05). 3. A DERAT/SPO/DIORT/EQITD proferiu, em 26/05/2009, o Despacho Decisório de fls. 07/09 com ciência à empresa em 01/06/2009 (fls. 09), por intermédio do qual indeferiu o mencionado pedido de ressarcimento e não reconheceu o direito creditório pleiteado. 4. Em virtude desta decisão, a empresa apresentou, tempestivamente, a manifestação de inconformidade de fls. 14/34, acompanhada de documentos (fls. 35/44), alegando, em síntese, que: 4.1. A decisão de indeferimento da pretensão de ressarcimento negou vigência ao art. 17 da Lei nº 11.033/2004. 4.2. A empresa é concessionária de venda de veículos automotores e está sujeita ao lucro real, portanto, deve recolher o PIS e a COFINS de forma não cumulativa nos termos das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003. 4.3. A Lei nº 10.485/2002, anteriormente, já determinava que o PIS e a COFINS fossem recolhidos pelo montador ou importador, o denominado recolhimento monofásico. 4.4. Com a transformação das exações em tributos não cumulativos, a Lei nº 10.865/2004 inovou e determinou que o recorrente promovesse o fato gerador destas contribuições, porém estabeleceu que o PIS e a COFINS fossem tributados à alíquota zero, uma vez que já tributados em percentual superior ao usual pelo montador/importador (art. 8º, I e II), bem como vetou o aproveitamento do crédito vinculado, o que implica Fl. 125DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 4 tratamento desigual, criando carga tributária além de sua capacidade contributiva, em verdadeiro confisco e, portanto, inconstitucional. 4.5. Com o advento da MP nº 206/2004, convertida na Lei nº 11.033/2004, visando a corrigir a distorção, foram promovidas alterações nas Leis nº 10.637/2002, nº 10.833/2003 e nº 10.865/2004 para autorizar o recorrente a aproveitar créditos vinculados às operações de venda com alíquota zero, o que, no entanto, não foi observado pela Delegacia de Arrecadação de São Paulo da Secretaria da Receita Federal do Brasil. 4.6. Pelo princípio da não cumulatividade e diante das alterações feitas pela Lei nº 11.033/2004, entende ter direito de somar todos os custos e despesas quaisquer que sejam, desde que vinculados ao faturamento, e diminuir de seu faturamento ou receita para obter a base de cálculo dessas exações. No entanto, o entendimento da DIORT é que, neste caso, a Lei nº 11.033/2004 não se aplica, prevalecendo a legislação anterior. 4.7. Está sujeita às determinações das Leis nº 10.637/2002, nº 10.833/2003, nº 10.865/2004 e nº 11.033/2004, sofrendo as implicações da Lei nº 10.485/2002 que determina o recolhimento na forma monofásica, o que na prática nada mais é do que substituição tributária disfarçada. 4.8. Sendo tributada a alíquota zero, não se pode falar em substituição tributária e nem em sistema monofásico de tributação. 4.9. “Por outro lado não foi modificada a imposição com relação à concedente, que em forma especial de tributação, digase verdadeira ficção tributária, continuou a ser tributado pelo PIS/COFINS, sobre seu faturamento conforme determinação constitucional, e ainda em parte pelo valor de venda do veiculo ao concessionário, em inegável instituição de novo imposto sem amparo legal.” (fls. 22). 4.10. O entendimento da DIORT de que a empresa está sujeita a não cumulatividade com relação ao seu faturamento com exceção feita a vendas de carros “zero”, que se sujeitam ao recolhimento monofásico, consiste em grave ofensa à Lei nº 11.033/2004 que modificou a Lei nº 10.865/2004 ao permitir a utilização dos créditos relativos ao PIS e à COFINS referentes a produtos com alíquota zero. Portanto, a exigência é ilegal, nula e inconstitucional, pois ofende os princípios da capacidade contributiva, da estrita legalidade e da isonomia, bem como desrespeita a vinculação dos atos públicos. 4.11. Utilizou do Poder Judiciário com a finalidade de fazer valer seu direito líquido e certo ao crédito nos termos do art. 17 da Lei nº 11.033/2004. 4.12. Houve na decisão da DIORT, que pretendeu fazer valer legislação anterior modificar a posterior, um absoluto descompasso com a Lei natural pela qual a posterior modifica a anterior. Fl. 126DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 5 4.13. Diante do exposto, requer o direito de apurar o PIS/COFINS não cumulativos com o aproveitamento dos créditos vinculados a compras de carros “zero”, peças e acessórios com a aplicação das alíquotas de 1,65% e 7,60% respectivamente nos termos das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, bem como a reforma da decisão da DIORT e o ressarcimento dos valores pleiteados. No recurso, a Interessada alegou que “vedação ao aproveitamento do crédito vinculado ao faturamento relativo aos bens vendidos com alíquota zero fere a o art. 17 da Lei 11.033/2004 além do principio da igualdade tributária.” Após esclarecer que, “Anteriormente já havia previsão legal, Lei 10.485/2002, que determinava que a exigências, relativas ao PIS e a Cofins, fossem recolhidas por expressa responsabilidade do montador ou importador, ao que se denominou recolhimento por substituição tributária, monofásico, no entendimento do Fisco”, acrescentou que, “Com a transformação das exações, razão do inconformismo, em tributos não cumulativos, a Lei 10.865/04, inovou, determinando que o recorrente (concessionário de veículos) promovesse o fato gerador das contribuições, contudo, determinou que o PIS e a Cofins fossem tributados a alíquota ‘0’, uma vez recolhidos, em porcentagem superior a usual, pelo importador ou montador.” De acordo com a Interessada, “[...] hodiernamente, de forma geral, a exigência quanto ao recolhimento das exações ao PIS e a COFINS é calculada pelo resultado dos custos e despesas subtraídos da receita a que deu origem [...]”. Na sequência, aborda a questão principal do litígio, esclarecendo o seguinte: Ocorre que a mesma Lei 10.865/04, alterou a Lei 10.485/02 com reflexo nas Leis 10.637/02 e 10.833/03, determinando a alíquota zero para a venda de carros zero e vetando o aproveitamento do crédito vinculado, o que leva ao recorrente sofrer tratamento desigual. Tal tratamento desigual ocorreria, no entendimento da Recorrente, pelo fato de não poder utilizar o crédito em relação ao que dispôs as Leis nos 10.865, de 2004, e 10.485, de 2002, que “vetou a não cumulatividade, ainda que determinando o calculo da alíquota do PIS e da COFINS em ‘zero’ criando carga tributária além da capacidade contributiva do recorrente, em verdadeiro confisco tributário, exigência portanto inconstitucional.” Entretanto, segundo a Interessada, somente a partir de agosto de 2004, com a Medida Provisória no 206, foi autorizado o aproveitamento dos créditos vinculados a operações de alíquota zero. A seguir, analisou o princípio da não cumulatividade, citando doutrina e jurisprudência, que lhe daria o direito de “de somar todas os custos e despesas, quaisquer que seja[m], desde que vinculados ao seu faturamento, e diminuir de seu faturamento ou receita, o resultado apurado é a base de cálculo dessas exações incluindo nos valores agregados como despesas vinculadas ao faturamento, aquelas relativas às vendas com alíquota ‘zero’, assim determina a Lei [no 11.033, de 2004]”. Defendeu a tese de que a tributação monofásica seria uma substituição tributária disfarçada e que, continuando a ser tributada sobre o faturamento por determinação constitucional “e ainda em parte pelo valor de venda do veículo ao concessionário”, haveria a “inegável instituição de novo imposto, sem amparo legal.” Fl. 127DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 6 Analisou, então, a legislação e reafirmou que o entendimento da primeira instância afrontaria vários princípios constitucionais. É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. A Interessada não repetiu no recurso as alegações sobre nulidade do despacho decisório, cabendo, portanto, apenas a análise do mérito da matéria. Pretende excluir da base de cálculo da contribuição não cumulativa os custos decorrentes de aquisição de produtos sujeitos à alíquota zero em face de sujeitaremse ao regime monofásico. Primeiramente, há que se esclarecer que a não cumulatividade não é uma regra geral constitucional. A simples consulta ao texto constitucional e suas alterações permite concluir que a não cumulatividade aplicarseia irrestritamente apenas aos tributos criados na competência residual da União (art. 154, I). Em relação aos tributos originalmente previstos na Constituição, apenas o ICMS e o IPI eram sujeitos à não cumulatividade, que, segundo José Souto Maior Borges, seria uma “simples regra” e não um princípio como pretendido pela maioria da doutrina (Teoria Geral da Isenção Tributária. 3ª ed. São Paulo: Editora Malheiro, 2001, ps. 3412). Portanto, a regra (ou, se se preferir, o princípio) constitucional da não cumulatividade simplesmente não se aplicava às contribuições sociais no texto original da Constituição. Com a Emenda Constitucional no 47, de 2005, a Constituição passou a prever, no art. 195, § 9º, a possibilidade de diferenciação de alíquota e base de cálculo. Entretanto, à vista de matéria constitucional, o Carf não pode deixar de afastar a aplicação de lei, conforme sua Súmula no 2 (Portaria Carf no 106, de 2009): Súmula Carf nº 2: O Carf não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Ademais, tal impossibilidade é reforçada pelas disposições do art. 62 do seu Regimento Interno (Portaria MF no 256, de 2009). Dessa forma, somente é possível, em sede do presente recurso voluntário, apreciar as alegações da Interessada em relação ao que determina a lei, uma vez que sua aplicação não pode ser afastada. Entretanto, antes cabe esclarecer que, em alguns pontos, as alegações da Interessada são contraditórias, como nos exemplos a seguir. Fl. 128DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 7 1. Violação à não cumulatividade Parte dos produtos vendidos pela Interessada sujeitase ao regime monofásico, que, pelas próprias disposições legais, como se verá adiante, é um regime distinto do não cumulativo. Dessa forma, tratandose de um regime diverso, paralelo e específico de incidência da contribuição, não há como haver violação de regra aplicável a outro regime. 2. Violação ao princípio da isonomia Isonomia implica tratamento igual aos que estejam em igual situação. Portanto, não faz sentido argumentar violação à isonomia se a regra é aplicável não só à Recorrente como a todos os contribuintes que se encontram na mesma situação. 3. Violação à capacidade contributiva No caso em questão, não é possível violação à capacidade contributiva, uma vez que os produtos vendidos sujeitos à alíquota zero já foram tributados pelo regime monofásico anteriormente. Dessa forma, o valor da contribuição devida pela Recorrente, em relação a tais produtos, é zero. O que a Interessada pretende é, na realidade, ao incluir na dedução da base de cálculo da contribuição devida em relação aos demais produtos, reduzir a base de cálculo destes últimos, cuja contribuição devida nada tem a ver com daqueles. 4. Sugestão de bitributação Em suas alegações, a Interessada sugere aparentemente que estaria sujeita a duas tributações. De fato, está, mas, além de os produtos sujeitos à incidência monofásica não estarem sujeitos à incidência não cumulativa (inexiste bitributação), tais produtos sujeitamse à alíquota zero. De fato, para concluir que a forma de tributação por incidência monofásica seria tão injusta a ponto de exigir deduções das bases de cálculo do revendor, seria preciso demonstrar que o resultado dessa tributação, no geral, seria injustificadamente maior do que a dos demais produtos sujeitos à não cumulatividade, o que sequer foi abordado adequadamente pela Interessada. Feitas as observações acima, passase à análise da legislação. Conforme bem observado pela primeira instância, as leis que instituíram as contribuições não cumulativas previram expressamente que suas disposições não se aplicariam às receitas “decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero” e ainda aos casos de substituição tributária. Vale dizer, o regime de não cumulatividade é geral, enquanto que o regime de tributação concentrada ou monofásico é específico e apurado paralelamente àquele. O que se discute, a seguir, é a aplicação do art. 17 da Lei no 11.033, de 2004, ao caso dos autos: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota ‘0’ (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Fl. 129DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 8 Tal dispositivo deve ser lido atentamente. Em primeiro lugar, por que não é uma disposição legal generalista como pretende a Interessada. Vale dizer, não se aplica à toda a legislação de PIS/Pasep e Cofins, por dizer respeito somente às hipóteses previstas na própria lei, que trata do “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária”. Nesse contexto, a própria lei prevê a incidência de “suspensão”, “isenção”, “não incidência” e especificamente de alíquota zero no art. 14, § 2º. Por isso, no art. 17, prevê a manutenção de créditos. Aí reside a segunda atenção que se deve ter ao ler o dispositivo, uma vez que, especificamente, prevê a “manutenção” dos créditos vinculados às vendas de produtos de alíquota zero. Vale dizer, não trata de exclusões de base de cálculo, mas de créditos que tenham sido escriturados e que, em função da incidência de alíquota zero e das demais hipóteses previstas na própria lei, poderiam ser objeto de uma eventual interpretação restritiva, como a que ocorre no IPI, quanto a seu aproveitamento. Então, a própria lei já previu, para que não houvesse dúvidas sobre a matéria, que a incidência das hipóteses desonerativas não implicaria glosa de créditos. Portanto, as alegações da Interessada fundamse em equívocos de interpretação da legislação, uma vez que as duas modalidades de apuração da contribuição coexistem mas não se comunicam. Por fim, observese que as referências posteriores da legislação ao referido dispositivo legal não têm o condão de estender sua abrangência. Na realidade, limitamse a regular o crédito do “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária”, conforme esclarecido acima. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Declaração de Voto Conselheiro Gileno Gurjão Barreto Da atual possibilidade de tomada de créditos – Lei nº 11.727/08 Primeiramente, cabe relembrar que foi com o advento das Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03 (conversões das MP’s nº 66/02 e nº 135/03) que as contribuições para o Fl. 130DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 9 PIS/PASEP e COFINS passaram a ter como regime geral o sistema de nãocumulatividade, entretanto, esse dispositivo foi além da aplicação desse regime e também admitiu o direito de descontar créditos calculados a partir das etapas anteriores de bens adquiridos para revenda, a saber, independentemente do sujeito detentor do crédito: “Art. 3º. Do valor apurado na forma do art. 2º, a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em ralação a: I – bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: a) – nos incisos III e IV do § 3º do art. 1º desta Lei (...) (...)§ 2º Não dará direito a crédito o valor: I de mãodeobra paga a pessoa física; e II da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição, inclusive no caso de isenção, esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota 0 (zero), isentos ou não alcançados pela contribuição. (Redação do § 2º dada pela Lei nº 10.865/04)(...) (...) § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8º Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7º e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9º O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8º, será aplicado consistentemente por todo o ano calendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal.(...)” “Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos art. 1 a 8. Fl. 131DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 10 VII – as receitas decorrentes das operações: a) referidas no inciso IV do § 3 do art. 1. b) sujeitas à substituição tributária da COFINS”. Tais dispositivos legais vedavam, entretanto, a tomada de crédito de PIS e COFINS pelas pessoas jurídicas revendedoras, nas operações de revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição fosse exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária e também em relação à venda de álcool para fins carburantes. No entanto, essa situação perdurou até a edição da Lei nº 10.865/04 que alterou consideravelmente as Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03. Aquela lei, dentre outras alterações, ampliou o regime não cumulativo para que esse alcançasse também as receitas sujeitas à incidência monofásica do PIS e da COFINS, manteve as alíquotas diferenciadas dispersas na legislação do PIS/COFINS, inseriu as alíneas a e b nos incisos I dos arts. 3º das Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03 e por fim, alterou os parágrafos 2º dos arts. 3º das mencionadas leis, no sentido de indicar a impossibilidade da tomada de crédito relativamente a bens e serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição. Posteriormente, em 2004 ainda, foi adicionado à MP nº 206/04, posteriormente convertida na Lei nº 11.033, o art. 16 (quando da conversão passou a ser o art. 17) que tratava sobre a manutenção de créditos nas vendas efetuadas com isenção, alíquota zero, suspensão e nãoincidência do PIS e COFINS. Esse dispositivo veio assim redigido: “Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações.(...)” Importantíssimo ressaltar que a partir desse momento, duas normas aparentemente contraditórias passaram a vigorar no ordenamento jurídico relativo às contribuições mencionadas. Porém, por regra geral de hermenêutica, norma específica sobrepõese à norma geral, e assim esses dispositivos deverão ser interpretados a partir da inserção do fato concreto à norma, dentro de suas especificidades. O dispositivo retro estendeu o alcance do direito de manutenção de crédito de PIS e COFINS, alcançando o vendedor, atacadista ou até mesmo varejista, que viesse a efetuar vendas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência do PIS e da COFINS como regra geral, exceto quanto a operação porventura estiver sob a égide de norma específica que disponha em contrário. Posteriormente, em janeiro de 2008, foi editada a MP nº 413, que resultou em sua conversão na Lei nº 11.727/08, cujo objetivo precípuo fora adotar medidas de natureza tributária destinadas a estimular os investimentos e a modernização do setor de turismo, reforçar o sistema de proteção tarifária brasileiro e estabelecer a incidência de forma concentrada da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS na produção e comercialização de álcool. Por meio dessa Medida Provisória, o Poder Executivo tentou inserir dispositivo alheio às operações inicialmente objeto da Medida, para obstar a tomada de créditos relativa às operações ora em comento, ao literalmente tentar aprovar o texto dos artigos 14 e 15 em que vedava a apropriação de créditos de PIS/COFINS sobre os custos, encargos e despesas relativos às vendas de produtos onde incidiam o regime monofásico, apropriação antes Fl. 132DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 11 permitida, por meio da inserção do § 14 ao art. 3º das Leis nº 10.637 e § 15 ao art. 3º da Lei nº 10.833/03: “Art. 14. Os arts. 2o e 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passam avigorar com a seguinte redação: .................................................................................... § 14. Excetuamse do disposto neste artigo os distribuidores e os comerciantes atacadistas e varejistas das mercadorias e produtos referidos no § 1o do art. 2o desta Lei, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas, não se aplicando a manutenção de créditos de que trata o art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004.” (NR) Art. 15. Os arts. 2o e 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passam avigorar com a seguinte redação: “Art. 2o .................................................................... (...).................................................................................. § 22. Excetuamse do disposto neste artigo os distribuidores e os comerciantes atacadistas e varejistas das mercadorias e produtos referidos no § 1o do art. 2o desta Lei, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas, não se aplicando a manutenção de créditos de que trata o art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004.” (NR)” Tal pretensa vedação simplesmente foi retirada da MP nº 413 durante seu tramite legislativo, ao qual foram interpostas 185 emendas, de modo que sua conversão em lei (Lei nº 11.727/08) não contém tal vedação. Importante observar o reconhecimento pleno do direito ao crédito pela aplicação do art. 17 da lei nº 11.033/04. Outrossim, consideramos que a pretensa vedação à tomada dos créditos ora em discussão, prevista nos art. 3º, I, b, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 restou totalmente superada com a nova redação conferida ao art. 24 da mencionada Lei nº 11.727/08. Previu esse dispositivo a possibilidade de os revendedores de produtos monofásicos tomarem créditos sobre a aquisição de produtos sujeitos à alíquota monofásica, pelos mesmos valores aos quais elas foram destacadas na etapa anterior, litteris: “Art. 24. A pessoa jurídica sujeita ao regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, produtora ou fabricante dos produtos relacionados no § 1º do art. 2º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, pode descontar créditos relativos à aquisição desses produtos de outra pessoa jurídica importadora, produtora ou fabricante, para revenda no mercado interno ou para exportação. § 1º Os créditos de que trata o caput deste artigo correspondem aos valores da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins devidos pelo vendedor em decorrência da operação. Fl. 133DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO 12 § 2º Não se aplica às aquisições de que trata o caput deste artigo o disposto na alínea b do inciso I do caput do art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e na alínea b do inciso I do caput do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003.” Ademais, corrobora com todo esse entendimento o disposto no art. 16 da Lei nº 11.116/05, ao disciplinar a compensação e o ressarcimento de créditos de PIS e COFINS, referindose expressamente ao art. 17 da Lei nº 11.033/2004, sendo oportuna sua transcrição: “Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Parágrafo único. Relativamente ao saldo credor acumulado a partir de 9 de agosto de 2004 até o último trimestrecalendário anterior ao de publicação desta Lei, a compensação ou pedido de ressarcimento poderá ser efetuado a partir da promulgação desta Lei.” Nesse sentido, o entendimento atual é de que há o direito de crédito para as pessoas jurídicas que auferem receitas de vendas de produtos sobre os quais incide a alíquota zero, em sendo intrínseca ao regime de nãocumulatividade o direito desse. Ademais, inexiste qualquer vedação legal, prevalecendo o direito subjetivo das pessoas jurídicas à compensação ou recuperação dos créditos, mediante a aplicação das alíquotas pertinentes ao regime não cumulativo, previsto no art. 16 da Lei nº 11.116/2005. Cabe ressaltar que em 15 de dezembro de 2008 foi publicada a Medida Provisória nº 451, tratandose de mais uma tentativa do Governo em restringir os créditos de PIS e COFINS das distribuidoras e varejistas que comercializam produtos monofásicos. Tal MP em seus artigos 8 e 9 retirava a possibilidade de descontar créditos de PIS e COFINS dos distribuidores, dos comerciantes atacadistas e varejistas das mercadorias e produtos (produzidos e importados), quanto aos custos, despesas e encargos vinculados às receitas com a venda destes produtos. Dentre as 64 emendas apresentadas ressaltase a emenda supressiva número 09, apresentada pelo Deputado Eduardo Gomes, cuja justificativa: “Os artigos 8º e 9º da supracitada Medida Provisória inseriram novos parágrafos aos artigos 3º das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, vedando aos distribuidores e aos comerciantes varejistas e atacadistas de produtos sujeitos às alíquotas monofásicas o reconhecimento de créditos de PIS e COFINS sobre fretes, armazenagem, aluguéis, energia elétrica, dentre outros. Frisese que dispositivos semelhantes haviam sido também incluídos quando da edição da Medida Provisória nº 413, de 03 de janeiro de 2008, tendo sido Fl. 134DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 16349.000386/200903 Acórdão n.º 330200.932 S3C3T2 Fl. 0 13 suprimidos pelo Legislativo Federal quando de sua votação para conversão da MP na Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008. As alterações previstas na MP 451 resultariam em injustificado aumento da PIS/COFINS incidente na gasolina, diesel e querosene de aviação, que tem toda a carga tributária concentrada de forma monofásica na refinaria. A vedação dos créditos de PIS/COFINS incidente sobre esses custos inerentes a comercialização destes combustíveis, caracterizase como aumento da carga tributária, com impactos nos preços, e prejuízos para os consumidores finais.” Em parecer proferido em plenário, o Deputadorelator Sr. João Leão votou pela admissibilidade da MP nº 451, acolhendo a emenda nº 09. Por conseguinte, apresentou o Projeto de Lei de Conversão nº 04/2009 como substitutivo à Medida Provisória nº 451/08, que altera a legislação tributária federal, e dá outras providências. Esse Projeto foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados em 07/04/2009 e convertida na Lei nº 11.945 em 05 de junho de 2009. Até que ocorra alguma alteração nos dispositivos retromencionados, entendemos que permanece o direito ao crédito sobre o qual discorremos. Nesse sentido, voto por dar provimento ao Recurso Voluntário (Assinado digitalmente) Gileno Gurjão Barreto Fl. 135DF CARF MF Emitido em 19/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Assinado digitalmente em 26/06/2011 por GILENO GURJAO BARRETO, 27/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 25/05/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO
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ACORDÃO N o 101:7.7.4„..650 Recurson° - 38.858 - IRPF - EX: DE 1978 Recorrente - EDVALDO PINTO DE ARAÚJO Recorrido - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM VITÓRIA DA CONOUISTA - BA IRPF - DECORRÊNCIA - LUCRO - A omissão de receita detectada na pessoa jurídica, ca- racterizada pela ausência de comprovação da origem e efetiva entrega de numerário' utilizado na integralização de aumento de capital subscrito pelo sacio, enseja a tri butacãb reflexa na pessoa física do mesmo siScio, a título de lucros distribuídos.Man tida a tributação no processo matriz, -ã mesma sorte terÊ o processo decorrente , ante a íntima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EDVALDO PINTO DE ARAÚJO.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de/Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento - ao recurso.[? Lve 2 Sala das S,. ,-Sses /DF), em 25 agosto de 1983 • 4 - • RNAN!) Z PRES'. NTEAM100,,, 410r,c4.,," F'.n,NCISCO r ASSIS MINA - ".'LATOR VISTO EM FLO*ES - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 25 AÜ19P)) ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:SYLVIO RODRIGUES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, AGOSTINHO SER BANO FILHO, FERNANDO CÍCERO VELLOSO, BRAZ JANUÃRIO PINTO e RAUL PIMEN TEL. , . - , IQ, --T,-.'-_,- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0540/010.049/81-48 RECURSO N9: - 38.858 ACÓRDÃO N9: - 101-74.650 RECORRENTE N9: _ EDVALDO PINTO DE ARAOJO RELATÓRIO EDVALDO PINTO DE ARAOJO, pessoa física com domici- lio fiscal em Itabuna - BA, recorre a este Conselho, da decisão do Delegado da Receita Federal em VitOria da Conquista - BA, que jul- gou procedente, em parte, a ação fiscal a que alude o Auto de Infra_. ção de fls. 2, lavrado em 11/05/81. Na fase recursal a mataria litigiosa restringe-se à tributação da parcela de Cr$ 935.000,00, a título de lucros dis- tribuídos no exercício de 1978, ano-base de 1977 e decorreu de omissão de receita apurada na empresa TECAL-TECIDOS E CONFECÇÕES LTDA., da qual o Recorrente, juntamente com sua esposa, detêm a totalidade do capital social. A omissão de receita detectada na pessoa jurídica caracterizou-se na inte gralização de subscrição de capital, efetiva da pelo ora Recorrente, no montante acima quantificado, sem com pro- vação,do 'efetivo ingresso do numerário e da origem dos recursos. A materia excluída da tributação na decisão recor- rida, está relacionada com o acr6scimo patrimonial apurado no ano-base de 1977, w=lcio de 1978. - Em suas razOes de recurso consubstanciadas na peti - ção de fls. 75/77, alega o interessado que, conforme já demonstrou' na Impugnação, a parcela de Cr$ 935.000,00, corresponde à integrali DMF - DF/19 C-C - Secgra 1 /75 3. sEuviç_p PUBLICO FEDERAL Processo n9 0540/010.049/81-48 Acorda° n9 101-74.650 zação realizada, em dinheiro, pelo ora Recorrente, de 935 quotas de capital da TECAL, sendo Cr$ 925.000,00, referentes a 925 quotas subscritas em seu pr5prio nome e Cr fg 10.000,00, relativos a 10 quo- tas, em nome de sua esposa, todas no valor nominal de Cr$ 1.000,00 cada. Aduz que provou através de documentação acostada à impugna-, ção, que a integralizacão dessas 935 quotas de capital foi feita com recursos dis poníveis, oriundos de financiamento tomado do Banco do Brasil - Ag . Itabuna, mediante cedula rural, na qual, em 31/12/ /77o seu saldo devedor era de Cr$ 984.780,20. Não obstante ter sido o produto do financiamento a plicado inicialmente na integralização' de capital da TECAL, o empréstimo foi liquidado em 4/4/79, antes de seu vencimento, COMD faz prova o documento n9 2, fornecido pelo prO prio Banco do Brasil S.A. (-479-77 //_\ o relateSrio. 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0540/010.049/81-48 Acórdão n9 101-74.650 V O'T-0- - Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - Relator: O processo intaurado contra a pessoa jurídica TECAL TECIDOS E MATERIAIS DE CONSTRUCÃO E ELÉTRICO LTDA., sucessora de TE- CAL TECIDOS E CONFECÇ • ES LTDA., que calls011 reflexo na pessoa física' do sOcio ora recorrente já foi julgado por esta Câmara em grau de recurso voluntário interposto contra decisão de la. instância (Recur - so n9 85.749). Assim, através do Acórdão n9 101-73.783, de 24/11/ /82, decidiu a Câmara à unanimidade de votos negar provimento ao re- curso da pessoa jurídica, por reconhecer que o aumento de capital realizado pelo s6cio não foi comprovado através de documentação há- bil e idônea, coincidente em datas e valores auanto à origem e efei- tiva entrega do numerário. Tratando-se de lançamento decorrencial, e versando a mataria sobre lucros distribuídos na pessoa física do sócio, resul -- tante de omissão de receita detectada na empresa, a decisão de meri- to proferida no processo matriz constitui prejulgado em relação à materia formalizada por reflexo. Não tendo a empresa no processo contra ela instaura - - do logrado êxito em seu apelo à autoridade "ad quem", uma vez que este Colegiado, pelo Acórdão supra-referido, à unanimidade de votos negou provimento ao seu recurso, o presente processo decorrente deve merecer o mesmo destino dado ao principal, ante a Intima relação de causa e efeito. Na esteira dessas consideraç8es, voto pela negativa de provimento do recurso. _ Lz). nrinpayg,!, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - RELA R, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Recorrente . M. A. SOUZA CALÇADOS LTDA. Recorrido: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM JOÃO PESSOA (PB) . IRPJ - ARBITRAMENTO DO LUCRO - LI- VRO DIÃRIO LANÇADO POR PARTIDAS MEN SAIS SEM APOIO EM LIVROS AUXILIARES DEVIDAMENTE REGISTRADOS - DESCLASSI FICAM) DA ESCRITA. A escrituração do livro Diário por lançamentos mensais, sem a adoção de livros auxiliares para registro individuado, enseja a desclassifica ção da escrita do contribuinte com o conseqüente arbitramento de seu lucro. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por M. A. SOUZA CALÇADOS LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provi- mento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in- tegrar o presente julgado /7‘' - ala .4s Ses Oes (DF), em 13 de agosto de 1991. f / f MAR há I; - PRESIDENTE e __. Alb. --"-J-'4N E 11 e à "De RANG 6.-E ALCKMIN — RELATOR I ta , 1 VISTO EM AFONSO • FERREIRA a- CAMPOS - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: .1, ik ZENDA NACIONAL 10 OU i."5-1, v.v. ./ AMEFP/DF- SECOB N q 064/90 , - Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MI- RANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL e CÂNDIDO RODRIGUES NEUBE'd 1 ière • í _ , . . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10467/001.860/90-94 2. RECURSO NP : 98.776 ACORDAONS : 101-81.869 RECORRENTE: M. A. SOUZA CALÇADOS LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de recurso interposto contra decisão portado- ra da seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURÍDICA. A escrituração do livro Diário em partidas mensais sõ é permitida para contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabeleci- mento, desde que utilizados livros auxiliares de- vidamente autenticados no Registro do Comércio e es criturados analiticamente. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." A controvérsia foi resumida da seguinte forma pela Au- toridade julgadora de primeiro grau: "Contra a contribuinte acima identificada foi la- vrado o auto de infração do IRPJ de fls. 13/14, e, por decorrência, de seus reflexos, para exigência dos créditos tributários a seguir especificados: IMPOSTO/CONTRIBUIÇÃO VALOR EM BTNF ENQUADRAMENTO LEGAL IRPJ 4.955,63 Art.160. § 19 do-Decreto n9 85.450/80; 7 n : 21IN )APAEFP/09- 5E006 N9 065/90 J.M.‘" SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 3. Acórdão n9 101-81.869 PIS/DEDUÇÃO IR 260,57 Art. 39 "a" § 19 da Lei Com plementar nV 07/70; IRPF 1 1.167,82 Art.403 do De- creto número 85.450/80; IRPF 2 5.800,08 Art. 403 do De creto número 85.450/80. As irregularidades apuradas pela fiscalização di- zem respeito ás seguintes infrações, por exercí- cio/período-base: 1987/1986: Escrituração do livro Diário em parti- das mensais de forma sintética, para todas as contas, sem apoio dos livros auxiliares. Através de tempestiva impugnação, junto ao proces- so principal, a contribuinte apresenta as seguin- tes razões em sua defesa: 1. Que o livro Diário n9 01 foi escriturado em par tidas mensais (permitida pela legislação) de for- ma analítica e não sintética já que estão claras e identificadas todas as contas; 2. Exemplifica o alegado acima com a conta Bancos c/ Movimento onde os cheques são identificados nu- mérica e individualmente bem como os avisos bancá rios; 3. Alega que procedeu a escrituração do livro au- xiliar de Caixa, livro de Apuração do ICM, Livros Registros de Saídas e Entradas de Mercadorias, li- vro de Apuração do Lucro Real, etc.; 4. Que as contas estáticas e de movimentação even tual figuram no diário com individualização e cla- reza; 5. Anexas cópias de folhas do Diário e do movimen- to do caixa. O fiscal autuante em sua informação no processo de IRPJ esclarece conforme segue: 1. Que não procede a alegação de que existe a per- missão na legislação do IR para escrituração em partidas mensais para todas as c. tas; - 411 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 4. Acórdão n9 101-81.869 2. Transcreve o disposto no .§ 19 do artigo 160 do Decreto n9 85.450/80 (RIR/80) como também o enten- dimento contido no PN/CST/127/75, item 3.3,na con- tra argumentação da impossibilidade de se reali- zar a escrituração em partidas mensais, indiscrimi nadamente para todas as contas; 3. Que não procede também a alegação de que os lan çamentos são feitos de forma analítica e individu-a- lizados exemplificando os lançamentos de Caixa -a- Caixa-Matriz (fls. 18); 4. Que embora haja, em algum lançamento, no campo "Histórico" referência ao documento, tal fato não é suficiente para individualizar o lançamento, não atentando também para a ordem cronológica dos fa- tos; 5. Que não se admite partidas mensais para contas de pequeno movimento, como feito pela impugnante, sendo este o entendimento contido no item 3.3 do PN/CST/127/75 que trata da admissibilidade de es- crituração resumida; 6. Que o impugnante não se fundamentou na sua afir mação de que porcedeu a escrituração do livro Cair xa, ao anexar simples resumo diário de caixa, não se constituindo como livro auxiliar ao Diário resu mido pois lhe falta inclusive o registro no órgão" competente (Junta Comercial) alem de conter parti das resumidas como é o caso das entradas a título de "Recebimentos" lançados pelo total; 7. Transcreve o item 5.5 do PN/CST n9 97/78 que trata da utilização dos livros auxiliares no re- forço de sua argumentação de que os livros auxilia res devem ser submetidos ã formalidades de autenti cação se a escrituração dos livros obrigatórios feita sinteticamente por resumo daqueles; 8. Ressalta ser este também o entendimento do 19 Conselho de Contribuintes em seu Acórdão número 101-72.680/81 tratando de matéria semelhante; 9. Que a empresa não possui, também, o livro Ra- zão; 10. Que as contas estáticas foram lançadas de for ma similar às demais, ou seja, em partidas mensais; 11. É pela manutenção do lançamento. Os processos reflexos citados na inicial apresen- tam argumentos de autuação e defe; ,,,a//constantes do processo principal. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 5. Acórdão n9 101-81.869 Analisando o litígio, o Julgador a quo manteve a ação fiscal consoante as razões expendidas a seguir: "Após análise dos autos verifica-se: O Parecer Normativo CST n9 127/75 em seu item 3.3 tratando da admissibilidade da escrituração resumi da de certas contas esclarece que são duas as hip-E teses para tal: a) contas para registro de operações numerosas; ou b) contas para registro de operações realizadas fo ra do estabelecimento. - A primeira hipótese relaciona-se com a quantidade das operações inscritas em determinadas contas,cuja movimentação torna onerosa sua escrituração indi- vidualizada no Diário. Assim, desde que a empresa possua livros auxiliares, em que se encontrem indi vidualizadas tais operações, como entre outros, 6 -à- livros Caixa, Registro de Entrada e Saída de Merca donas, Registro de Duplicatas, etc., pode ser uti lizada a escrituração resumida, em que se transpor tam, para o Diário somente os totais mensais, fa- zendo-se referência das páginas em que as opera- ções se encontram lançadas nos livros auxiliares devidamente registrados (grifo nosso). Com rela- ção às contas estáticas e de movimentação eventual, os lançamentos correspondentes devem figurar no Diário com ifidividuação' e clareza, de modo a permitir, em qualquer momento, a perfeita identifi cação dos fatos descritos. A segunda hipótese refere-se aos casos em que a ma triz ou o estabelecimento centralizado, por força dos artigos 135, § 29 e 97, § 19 do RIR/75 (Artigo 157 § 29 do RIR/80) deve incorporar os resultados de suas filiais, sucursais ou agências que contabi lizem suas próprias operações. Estas ficam,tambem, sujeitas às regras de escrituração acima explana- das. O Conselho de Contribuintes ao julgar igual mate- ria (Ac. 101-80.470/90) tem o seguinte entendimen- to: 1. Que é da jurisprudência desse Conselho que os livros auxiliares que complementam o Diário escri- turado por partidas mensais hão de estar autenti- cados no Registro do Comércio; ltr >7/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 6. Acórdão n9 101-81.869 2. Que o livro Registro de Inventário não indique apenas os quantitativos e valores do final do pe- ríodo; 3. Que é grave a inexistência do livro Caixa por- que não há controles, em relação aos movimentos fi nanceiros, a altura de substituir o Diário analíti co, de forma válida e eficaz; 4. Nega provimento ao recurso. ISTO POSTO, passo a decidir: CONSIDERANDO que a tributação reflexa, relativa aos processos a seguir relacionados, é matéria con sagrada na jurisprudência administrativa e ampar-a. da pela legislação de regência: IMPOSTO/CONTRIBUIÇÃO PROCESSO N9 PIS/DEDUÇÃO IR 10467/001.859/90-13 MARCIA MARIA DE SOUZA CARNEI- RO - IRPF 1 10467/001.857/90-80 MARCO ANTONIO DE SOUZA-IRPF 2 10467/001.865/90-16 CONSIDERANDO que a decisão relativa ao processe re flexo acompanha o principal em virtude da intima. relação de causa e efeito; CONSIDERANDO que o processo de IRPJ e seus refle- xos estão revestidos de todas as formalidades le- gais, nos termos do Decreto n9 70.235/72; CONSIDERANDO que admite-se a escrituração resumida do Diário por totais que não excedam ao período de um mês, relativamente a contas cujas operações seja numerosas ou realizadas fora da sede do esta- belecimento, desde que utilizados livros auxilia res para registro individuado e conservados o -à- documentos que permita sua perfeita verificação (Art. 160, § 19, do RIR/80 - Decreto n9 85.450/80); CONSIDERANDO que a autoridade tributária arbitra- rá o lucro da pessoa jurídica que servirá de base de cálculo do imposto, quando o contribuinte su- jeito à tributação com base no lucro real não man tiver escrituração na forma das leis comerciais e- fiscais conforme o disposto no artigo 399, I, do RIR/80 (Decreto n9 85.450/80); CONSIDERANDO que inexiste no presente caso livros auxiliares devidamente autenticados; i/1;‘ memoNeucommuL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 7. Acórdão n9 101-81.869 CONSIDERANDO que o lucro arbitrado se presume dis tribuído em favor dos sócios na proporção da parti cipação no capital social como dispõe o artigo 40-3- do Decreto n9 85.450/80 (RIR/80); CONSIDERANDO que a impugnação deve ser instruída com os documentosemquesefundamentar (Art. 15 do Decreto n9 70.235/72); CONSIDERANDO tudo o mais que do processo consta; JULGO PROCEDENTE a ação fiscal do IRPJ e seus re- flexos para: DECLARAR DEVIDAS as quantias abaixo especificadas, pelo seu valor originário qúe deverão ser acresci- das, por ocasião da liquidação dos débitos, de ju- ros moratórios, atualização monetária e multa." Inconformada, a autuada interpôs recurso a este Co- legiado, insistindo na improcedência do arbitramento, consoante peça cuja leitura ora procedo para conhecimento do Plenário. É o relatóriol// dor iN SERVIÇO PÚBL/CO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 8. Acórdão n9 101-81.869 VOTO Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo legal e observou os demais requisitos porcessuais, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. A empresa recorrente admite que o Livro Diário tenha sido escriturado em partidas mensais. Todavia, acentua que a es- crituração foi feita de forma análitica e não sintética, o que procura demonstrar com a juntada de cópia do mencionado Diário. A decisão de primeiro grau, por sua vez, entendeu que os lançamentos constantes do Diário prescindem das necessárias in_ viduação e clareza de modo a permitir, em qualquer momento, a individuação dos fatos descritos. Apontou, ainda, o Julgador a quo a inexistência de livros auxiliares autenticados que pudessem complementar o livro Diário escriturado por partidas mensais. Efetivamente, entendo que a amostragem feita pela própria contribuinte de seu livro Diário demonstra que nem sempre os lançamentos contém os dados necessários, já que em relação a vários cheques emitidos não se menciona as respectivas datas. Não se há de pretender que a Fiscalização se debruce sobre os documentos da contribuinte a fim de suprir a sua falta. A finalidade do livro Diário é exatamente propiciar o conhecimen- to das operações da empresa dia a dia, sem que seja necessário exa_ minar documento a documento. Se fosse exigido da Fiscalização que fosse perquirir, através de outros documentos, a data da emissão dos aludidos cheques, estar-se-ia tirando qualquer utilidade da -xio =ncia .. ' r. D': 's ./y* ,/er \` 'vrã. P4k4 \ ‘81 #' _ ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10467/001.860/90-94 9. Acórdão n9 101-81.869 De outra parte, restou demonstrado que não havia li- vros auxiliares registrados que pudessem complementar as infor- mações lançadas no livro Diário. De tudo se depreende que foi correta a ação fiscal que concluiu pela imprestabilidade da escrita, determinando o ar- bitramento do lucro. Trata-se de tema cediço nesta colenda Câmara, consoan te demonstram os Acórdãos n9s 101-73.862, 101-76.435 e 101-77.997, todos uniformes no entendimento de que a escrituração do livro Diário por lançamentos mensais, sem apoio em livros auxiliares, inviabiliza a verificação da exatidão do lucro real declarado pe- la pessoa jurídica e autoriza a desclassificação da escrita e o conseqüente arbitramento de lucro. Em / ace do exposto, nego provimento ao recurso. 1nIf ,' a6-.---R. re . EDUARDO RANG, DE ALCKMIN - RELATo• If 41,4 .-- \ _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Numero do processo: 00008.110532/71-77
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Numero do processo: 11060.000365/90-01
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LTDA. Recorrida : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SANTA MARIA — RS MULTA NO CURSO DO ANO-BASE: Nãõ ten- do a fiscalização comprovado, de um lado, a aquisição para revenda •dos veículos encontrados no estabeleci=- mento da empresa, e, de outro, a inidoneidade dos documentos fiscais' de devolução dos veículos e das de- clarações dos respectivos proprietã- rios, confirmando as devoluções, re- duz-se o valor da multa ã metade do valor das comissões recebidas pelo agenciamento na venda dos veículos e que não foram contabilizadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos' de recurso interpostos por CARLOS EVANOI & CIA. LTDA. Acordam os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimen to ao recurso, para reduzir a multa para 12.762, 39 BTNF,nos ter- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ala )as Ses Oes(DF), em 16 de julho de 1991 03 'Ar ir- MA'I r 1 - PRESIDENTE .0//WW1(0-~e, CARLOS ALBER O Go k ÇALVES NUNES - RELATOR VISTO EM AFONSO CE SO FrRREIRA DE —OS - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE: 4 41 t o ,J kvid_ _ ZENDA NACIONAL v.v. J.H. DAMEFP/DF-- SECOS N9 064/90 \ Partidiparam,ainda, do presente julgamento,os seguintes Conselhei ros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CEL SO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER E JOSÉ' EDUARDO RANGEL DE ALCKMI. 1 ! S'W• " SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 11060-000.365/90-01 RECURSO N9 : 98.570 ACORDA° Ne: 101-81.748 RECORRENTE: CARLOS EVANOI & CIA. LTDA. RELATÓRIO CARLOS EVANOI & CIA. LTDA., qualificada nos autos, foi autuada, no curso do ano-base de 1990, e penalizada com a multa prevista no §. 39 do artigo 79 do Decreto-lei n9 1.598/77, nova reda ção dada pelo artigo 38 da Lei n9 7.450/85, por manter em estoque -veículos destinados à venda, sem emiÈsão de nota fiscal de entrada: O valor total dos veículos montou em Cr$ 2.123.000,00 que, à BTN Fiscal, de 06/06/90, corresponde a 47.954,97, ensejando lançamento' da multa de 23.977,49 (fls. 4). A empresa- impugnou a exigência (f is. 7/8), alegan- do, em síntese, que os automóveis postos à venda o foram por agen- ciamento mediante uma Comissão de 6% sobre os veículos que viessem' a ser vendidos por seu intermédio. Justifica a falta de emissão de nota fiscal de entrada dos veículos arrolados pela fiscalização em omissão de uma funcionária recém contratada e que se esquecera de extrair as referidas notas. Impugna os valores lançados no auto de infração porque, como disse, sua receita, em caso de venda por seu intermédio, seria a citada comissão e não o valor do veículo. Além disso, diversos veículos relacionados não foram vendidos pela impug nante, sendo devolvidos aos seus proprietários, consoante documenta ção acostada a súa impugnação. Assevera que o montante dos valores' dos veículos devolvidos da ordem de Cr$ 993.000,00, e que dos 23.977,49 BTNF deveria ser excluído o valor da multa correspondente a 6% daquele montante, ou seja, 11.215,10 BTNF., x„4.7 klik DAPAEFP/OF- SECOS 49 065/90 J.N. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11060-000.365/90-01 Acórdão n9 101-81.748 O lançamento foi mantido pela autoridade julgado- . ra de primeira instância (f is. 40), com base no parecer de fls. 38/40, sob os seguintes argumentos: A legislação fiscal impõe a emissão de nota fiscal de entrada pelo estabelecimentp recebe- dor do bem, o que não foi observado pela impugnaate. As alega- ções da empresa são improcedentes e os documentos apresentados em sua impugnação foram emitidos após o início da ação fiscal, sendo inábeis para cancelar a multa aplicada. A base de cálculo para a multa deve ser o preço dos veículos uma vez que inexistem provas hábeis e idôneas que comprovem que os veículos eram de terceitos. A irregularidade cometida pela impugnante caracteriza omissão de registro contábil de receita, estando sujeita ã aplicação da mul- ta em valor igual â. metada do valor não registrado. Na fase recursal (fls. 45/46), a empresa perseve- ra nos argumentos apresentados em primeira instância. Seu recurso é lido na íntegra para melhor conhecimento do Plenário. À - É o relatório. C/ 11111.ii /7 if4, i , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11060-000.365/90-01 4 Acórdão n9 101-81.748 , „ VOTO 1 , Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves unes, relator: , , Recurso tempestivo e assente em lei, dele tomo conhecimento. A fiscalização não comprovou que a empresa tivesse revendido os veículos arrolados no termo de verificação fiscal de, fls. 3, ou seja, que os tivesse adquirido para posterior revenda. A recorrente, com exclusão dos veículos indicados' em sua impugnação que teriam sido devolvidos aos seus proprietários, admite a irregularidade em relação aos demais veículos, tendo porém como receita omitida apenas 6% do valor dos veículos, uma vez que somente agenciava a venda dos mesmos. Cabia a esta altura à fiscalização demonstrar a inveracidade das alegações apresentadas pela parte e, inclusive,dos documentos e declarações acostados à impugnação(fis. 11 e seguintes), pois, do contrário, têm-se por verdadeiros. O fato de terem sido apresentados após a autuação' não lhes retira em absoluto a idoneidade. As datas das notas fiscais de devolução devem ser coerentes com a da devolução e não com a da autuação. Do mesmo modo que a entrada do veículo: , deve ser acompanhada de nota fiscal de entrada, o documento comprobatório de sua devolução também é uma nota-fiscal. Se não se prova sua falsidade ideológica ou mate-- rial, ela surte os efeitos que lhe são próprios. As der-laraç'Aes prestadas, por sçm.] termo, t Ambem I não podem ser sumariamente tachadas de inidOneas por serem emiti- das após a autuação, pois o que importa é a veracidade ou não de seu conteúdo. tilki ii 0 ;4 \1 _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 11060-000.365/90-01 5 Acórdão n9 101-81.748 De tal sorte, a receita omitida seria 6% (seis por cento) da diferença entre o valor arrolado (Cr$ 2.123.000,00) e o das devoluções efetuadas (Cr$ 993.000,00). Assim, a multa devida seria: Cr$ 1.130.000 44,2707 25.524,78 BTNF 25.524,78 BTNF x 0,50 12.762,39 BTNF Por todo o exposto, dou provimento ao recurso para reduzir a multa a 12.762,39 BTNF. 14,4 CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNÈS - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10768.011742/2003-01
Data da sessão: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/08/1993 a 31/03/1995
COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
O dies a quo para contagem do prazo prescricional de repetição de indébito é o da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento antecipado e o termo final é o dia em que se completa o qüinqüênio legal, contado a partir daquela data.
Recurso Especial do Contribuinte Negado
Numero da decisão: 9303-000.363
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Susy Gomes Hoffmann, Rodrigo Cardozo Miranda, Maria Teresa Martínez López e Leonardo Manzan, que davam provimento.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Carlos Alberto Freitas Barreto
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/1993 a 31/03/1995 COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. O dies a quo para contagem do prazo prescricional de repetição de indébito é o da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento antecipado e o termo final é o dia em que se completa o qüinqüênio legal, contado a partir daquela data. Recurso Especial do Contribuinte Negado
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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM CAMPINAS (SP). COMPENSAÇÃO - O valor do PIS recolhi- do a maior, com conseqüente recolhi-7- mento de valor menor do IRPJ, sem lei especifica a autorizar, não pode ser compensado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por FASA - ZINSER INDUSTRIAL S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primeiro Conse_ lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sess8-s (DF), em 15 de janeiro de 1989 / URGE -PER ' I; À LOPTt - PRESIDENTE CE SO o f •- jÁW' OSA - RELATOR VISTO EM Me Si i O FERRE DE CAMPOS - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL SESSÃO DE: -,:,, n 1.-rf o O ',/ L rrkj,_ . Participaram, ainda, do presente julgamento, os-seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA,CRIS_ T6VÃO ANCHIETA DE PAIVA, RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER E — JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. k..:.., SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO Nq 13836-000.218/88-06 RECURSO N9: 95.325 ACÓRDÃON9: 101-79.652 RECORRENTE: FASA - ZINSER INDUSTRIAL S/A. RELATõRIO Foi a Recorrente acusada de infração à legislação impos to sobre a renda no exercício de 1986, ano-base de 1985, por cálculo' incorreto do PIS, devido à inclusão do adicional na base de cálculo , infringindo, dessarte, o artigo 405, Parágrafo 29, combinado com o - artigo 480, ambos do RIR/80, aprovado pelo Decreto n9 85.450/80. , Inconformada com o lançamento suplementar, consubstancia :- do na notificação de fls. 05, a interessada, interpôs, tempestivamen+ .: te, a Impugnação de fls. 01/04, argumentando, em sua defesa, que o erro em pauta, em verdade, nada mais era do que "o mesmo valor em excesso destinado ao PIS é considerado insuficiente para o imposto de renda,..." e, "... que mediante um simples mecanismo de ajuste inter- no na repartição, seria possível o acerto de contas entre a Receita 1 , Federal e a Caixa Econômica Federai, que gere os recursos destinados' ao - PIS,..." Trata-se de lançamento decorrente de erros cometidos no preenchimento, da declaração do IRPJ/19 semestre/86, conforme demons-- trativo de fls. 08, que apurou IR Suplementar de Cz$ 18.131,06, valor esse decorrente da inclusão do adicional na base de cálculo do PIS, i em detrimento do efetivo recolhimento do IRPJ. L As fls. 13/14, a ínclita Autoridade Monocrãtica -,r:ULGOU 1 PROCEDENTE, a exigência fiscal , DETERMINANDO o prosseguimento do fei _ . to na persecução de sua cobrança com os acréscimos devidos, sob o fun damento de que: (1-2 DMF DF /19 C-C / Secqt31 - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13836-000.218/88-06 Acórdão n9 101-79.652 "_0 cálculo incorreto do PIS por inclusão do adicio- nal na base de cálculo não autoriza sua compensação' com o imposto sobre a renda pago a menor". Irresignada com a r. decisão, ao dela tomar conheci- mento, através da competente intimação de fls. 15, com recebimentd pela interessada em 28.07.89 (doc. fls. 16), a ora Recorrente, in _ . gressa, em prazo, com o RECURSO VOLUNTÁRIO de fls. 17/21, onde repete os argumentos oferecidos em instância inferior, destacando, com tese, a seu favor, a possibilidade de compensação, no seu en- tender, respaldada. pela Instrução Normativa n9 32, de 08 de março de 1988. É o relatório. VOTO Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA, Relator: O recurso é tempestivo. Não refuta a Recorrente as acusações constantes da peça acusat6ria vestibular. Dessarte, deu por verdadeiros os fatos que lhe foram imputados no lançamento de officio. Insurge-se, entretanto, a interessadâ, contra o fato de que o erro apurado pelo FISCO, na verdade, nada mais seria do que o mesmo valor em excesso destinado ao PIS considerado insufi- ciente para o imposto de renda IRPJ. Que não houve prejuízo ao ERÁRIO, pedindo sua compensação. A compensação, como modalidade de extinção do crédi to tributário, disciplinada no CTN, nos artigos 170, 'caput' e parágrafo único e 156, II, nada mais é do que uma faculdade outor I gada à lei. _ztív 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13836-000.218/88-06 Ac6rdao n9 101-79.652 De se notar, entretanto, que tal matéria esteja dis- ciplinada na legislação especifica, nas condições e sobas garan- tias que estipular, atribuindo à Autoridade Administrativa, campe tencia para autorizá-la nos casos de créditos tributários tidos como líquidos e certos , vencidos ou vincendos, do sujeito passi- vo contra a Fazenda Pública. A Autoridade JulgadonSingular em sua r. DECISÃO de fls. 13/14, fundamentou sua recusa alegando: u - o cálculo incorreto do PIS por inclusão do adicio- nal na base de cálculo não autoriza sua compensação' com o imposto de renda pago a menor". E andou bem o julgador ao assim decidir o feito. Não que à Recorrente lhe seja vedado o direito à re- tituiçãodo excesso recolhido ao PIS, só" que a restituição previs ta na Lei 4.155/62, art. 19, e Lei 4.862/65, art. 24, regulamenta da no art. 716 do RIR/80, apenas autoriza a restituição de impos- to pago ou recolhido a maior, situação inversa a do caso sob aná- lise e julgamento. A compensação do imposto com o PIS, consoante Ac. 19 CC 105-05.664/84, é vista segundo esta ementa: recolhimento a menor da contribuição ao PIS não autoriza a sua compensação com o imposto sobre a ren da pago a maior". No caso sob exame, o calculo incorreto do PIS -por inclusão na base de cálculo do adicional deu causa a recolhimento a menor do imposto sobre a renda, além do que, sobre o adicional' e sobre o PIS, não incidem deduções, inexistindo previsão legal especifica que tutele tal pretensão, tendo em vista que a IN 032/88, prevê a quitação da contribtiiao ao PIS, quando a empresa' tiver direito à restituição do imposto sobre arenda, que, não se identifica com o caso em foco, respaldado tal entendimento no dis posto na IN 51/85, que exige sejam observadas regras especificas, no procedimento de tais pedidos. 7/2,, 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13836-000.218/88-06 Acórdão n9 101-79.652 Por outro lado, os valores recolhidos a maior, a ti- tulo de Contribuiç -6es ao PIS-Dedução/IR e PIS-Repique, com base nas parcelas de antecipaçSes e duodécimos do imposto, deverão ser restituídos, em petit6rio pr6prio, atualizados monetariamente,con - siderando o valor da OTN do més da devolução, ou outro indicador' que se lhe assemelhe, de maneira que a importãncia devolvida, re- presente a mesma quantidade de OTN e/ou outro índice equivalente, da data do efetivo recolhimento (IN 32/88). Afere-se, dessarte, impossibilidade legal da preten- são da ora Recorrente, posto que, a compensação 6 faculdade da lei, entretanto, em não sendo prevista especificamente na legisla ção do imposto, cujo pagamento, tenha sido prejudicado, hã que se solvé-lo, por inteiro, e em procedimento apartado dirigido à autoridade competente, requerer nos termos da IN 32/88, a sua res tituição corrigida, in casu, dd PIS, vedado o repasse, da Secreta - ria da Receita Federal à Caixa Económica Federal, por indevido e imprevislel_ pela legislação do IRPJ., e sim, por restituição I desta Autarquia, através daquele órgão fiscalizador. Isto posto, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. É o - // - • 1 41 ALVÉ. F EITOSA = RELATOR /7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10070.000381/91-59
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-82658
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Assim, uma vez julgado improcédente o arbitramento de lucro levado a e- feito no processo instaurado contra a pessoa jurídica, torna-se incabí- velo lançamento reflexo procedido contra a pessoa física do sócio (coo perado) sob o mesmo suporte fático.— Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VANOR JUSTINIANO ALVES. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimen- to ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a inte- graro presente julgado. ,,--- /7 Sala •a Se - es, em 08 de janeiro de 1992 -' 14 I:" --e . M , 'I , ' 1,0 Ai, - PRESIDENTE E =MORA /). -, A VISTO EM AFONS8 EL.* Dr • IRA DE , I, : = 8S — PROCURADOR DA FAZEN— SESSÃO DE:2 7 FEV 199 DA NACIONAL Participaram, ainda, da pr-sente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: Carlos Alberto onçalves Nunes, Francisco de Assis Miran- da, Raul Pimentel, Cândido Rodrigues Neuber, Jose Eduardo Rangel& - Alckmin e José Geraldo Rosa (Suplente convocado). Ausentes, justi- ficadamente, os Conselheiros Cristóvão Anchieta de Paiva e Celso Alves Feitosa 't1k "A .1. DAMEFP/DF- SECOS N'- 064/9W\ J H • - • Il.: . • .....;;• n SERVIÇO PUSLICO FEDERAL' PROCESSO N° 10070/000.381/91-59 2. RECURSO N9 : 68.483 ACORINION9: 101-82.658 RECORRENTE: VANOR JUSTINIANO ALVES. RELATÓRIO O contribuinte acima identificado recorre a este Conselho de decisão do Sr. Chefe da Divisão de Tributação da DRF no Rio de Janeiro (RJ) aue, por dele gação de competência, julgou procedente a exi gência fiscal formalizada no'Ailto de Infração de fls. 01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra a pessoa jurídica da qual o contribuinte parti cipa na condição de mêdico cooperado - UNIMED - RIO COOPERATIVA' DE TRABALHO MÉDICO NO RIO DE JANEIRO -, na ãrea do Imposto de Renda-Pessoa jurídica, protocolizado na repartição de origem sob o n9 10768-022.698/90-44. Nestes autos cogita-se da cobrança do imposto de renda-pessoa física, em virtude de inclusão na Cê-c:lula "F" das de clara'ções de rendimentos do ep igrafado relativas aos exercícios' de 1986 a 1990, ano-base de 1985 a 1989, de parcela do lucro ar- bitrado na aludida sociedade cooperativa, a ele considerada auto maticamente distribuída, na proporção de sua quota-parte no capi tal social daquela sociedade, com fundamento no diposto nos ar- tigos 34, inciso I e 403 do RIR/80 e no 49 do artigo 39 da Lei n9 7.713, de 22.12.88. ; A autoridade julgadora de primeira instância, - observância ao princípio da decorrência, dispensou a presente ' 'H À lIi DAGor re 'r r !Ur, p4ç nn J 0 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10.0:70700,0,381J9_1,59_ 3 Acórdão n9 101,82,658 • exigência o mesmo tratamento dado à tributação formalizada no processo matriz, ou seja, julgou procedente a ação fiscal,no mé- rito e retificou o lançamento de ofício, agravando-o, conforme decisão de fls. 27/30 , sob os fundamentos sintetizados ' na seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FÍSICA Aplica-se aos procedimentos intitulados decorrentes ou reflexos, no que couber, o de cidido sobre a ação fiscal que lhes deU origem, por terem suporte fãtico comum. O lucro arbitrado, diminuído do imposto e do adicional incidente sobre o mesmo na pessoa jurídica, é considerado, por impo- sição leaal, distribuído a favor dos sócios ou acionistas de sociedades não anónimas, inclusive as constituídas sob a forma de cooperativa, não elidindo tal presunção a ausência de efetiva distribui ção de lucros pelas referidas sociedades.: AÇÃO FISCAL PROCEDENTE, NO MÉRITO, E LAN- ÇAMENTO RETIFICADO DE OFICIO." Dessa decisão o contribuinte foi cientificado em 20 /08 /91 e, inconformado, inaressou em 28/ 08/91 , com o re- curso voluntãrio de fls. 33. Como razões do anélo, o contribuinte se reporta' aos fundamentos apresentados no processo principal/. 2 o relatório. 5 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 lacuojaaa.38U9_1,59 4 Acórdão n9 101-82,658 VOTO _ Conselheira Mariam Seif, Relatora O recurso é tempestivo e está amparado no artigo 33 do Decreto n9 70.235/72. Dele, portanto, conheço. Conforme relatado, a tributação objeto do presen te processo é decorrente da exigência fiscal formalizada contra' a Pessoa jurídica da qual o recorrente participa na condição de medico cooperado - UNIMED - RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO NO RIO DE JANEIRO -, nos autos do processo n9 10768-022.698/90-44, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob o n9 101.176. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fãtico é o mesmo que embaàou a exigência procedida no processo I principal, não comportando, por isso mesmo, uma anreciação des-- vinculada da levada a efeito naquele processo, Isto poraue,segun do remansosa jurisprudência deste Colégiado "o decidido no pro- cesso da pessoa jurídica, quanto ã matéria que, por sua natureza ou decorrência de lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas ou na fonte, faz coisa julgada nos processos decorrentes, eis que houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios desaconselháveis sob o ponto de vista social e legal". Como o processo principal foi objeto de delibera ção deste Colegiado, em sessão realizada em 02/12/91, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existência ou insubsitência do suporte fãtico da exigência, uma vez que a mate ria já foi amplamente debatida e examinada naquela ocasião, Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos, deu Provimento ao recurso, corrLfaz certo o acórdão n9 101-82.389 assim ementado: Nx_ 14\ R SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10070/OGG,381/9,1-59_ 5 Acórdão n9 101-82,658 "ARBITRAMENTO DE LUCROS - Cooperativa - Es _ crituração sem destaque das receitas das diversas atividades - O arbitramento de lu cros é procedimento reservado aos casos inexistência dede escrituração contãbil regu lar e aplicavel apenas nas hipóteses le- gais previstas nos incisos I a VI do arti- go 399 do RIR/80, entre as quais não se in clui a que fundamentou a ação fiscal. falta de destaque das receitas segundo sua oriaem (atos cooperativos, não cooperati- vos e incompatíveis com o regime cooperati vo) não autoriza, pois, o arbitramento ocij lucros. No caso recomenda-se a tributação' do resultado global da cooperativa, com ba se no lucro real, por ser impossível a de- terminação de parcela desse lucro alcança- da pela não incidência tributaria." Tornadó- insubsistente que foi o lucro arbitrado, embasador do crédito tributario constituído no processo princi- pal, que, por sua vez, constitui a própria base de calculo o cré dito tributário ora exigido, observado, ainda, o princípi da decorrência, outra não Podera ser a decisão neste recurso. - Nesta ordem de juízo, dmbrovimento ao presente' recurso. MA"I, S - RELATORA /// \ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10875.002817/90-43
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87269
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RECORRIDA N DRF EM OUARULHOS/SP ES DE: - LANçAMENTO REFLEXO:: Tratando-se de tributação reflexa objetivando a cobrança da con- tribAição devida ao Programa de Inlegraç%o deduzida do Imposto de Renda da Pessoa jurídica, o julgamento do processo no qual foi exigido aquele 'tributo, tido como "processo principal", faz coisa julgada no processo decorrente, ante a filtiffiR re- laçXo de C.::;AASt e efeito existente entre ambos. Dado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por OENCO OUIMICA INDUSTRIAL LTDA. ACORDAM os Membro da Primeira Clamara do Primeiro Con- selho de CoritriNEintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos terw3s do relatório e voto que passam a integrar o pre. sente julgado. Sala das Sessiies, em 19 de outubro de 199q "-e / MARY; I"' S D E. N f ' - 417- 111 ATOR •:::: I"' r f.:::(::es.:s(.3 -: r „ .1 ()8 7 15/ O O ',J.'. „ 8 À 7./90 1.3 ff-4::: ó r . c:1 :IN c) I 1 r . 'I O .1 9/ . 2. é....9 . //,-•-• V .1:3 I .0 111.11 1 11.1: .2' 1:' ERNA1-10 O 01 .1 . VETE:ir:1 or. ̀1 1C1R...'.' ES F'ROC::t 1R f2.5 DOR 1)A F ff), SE:f...11;11;V51( 1 :DE: ;: i 3 JAN 1f,95 /„..L..~..„ 7 - zE.Nr.)p, NAL....1:culod. r (.- P,:l. r 1.' Á c::. p a r .iik fn „ ;:l. :i rt c:1 .i.:x „ e.:1(3 133' c,.-:-sce 11 I. C., i I 1..1 Cj c't fn cy., I 1 1: (.3 „ c:ris ::.c...c...) 1. t. :: !"3 t: G'.. IS (....(:) ri se, 1 1 'it.::: À • r o r, ,.TF Z E R. DE. 01 1: 1,../E: :V RA C::A1,11) 1: Do,, 1::' R.(41...11:...: 1. S f. .:1::3 DE, A:13S 3:S II :1' RÉ:51 %11)(r] „ le.. A Z t 1 l< 1 '3[1 .1. OT:4ARA „ ROBE R ' i O 14 II 1 1 Arl 0C31 ,1 : AI '....1 111S „ ;...3E.BAt1'.3 f .1 . PÍO RODE: 1 t:31. 1111' S C1ABRA1 . . At 1f:3E1.1,f Tf... „ ,STt JS 1 1: 1:: '.1' 1: ::A 1..) APIE.1,1 T Vi • O 1"...:01%1SE:1 1 1E. 1 R t'3 1: ::E 1. Sf.) Al VE:1111; F. E :1 1 OSA . IN:, te;,.... ' .... , PROCESSO N9 10875-002.817/90-43 3 Acórdão n9 101-87.269 RELATóRI O GENCO QUIMICA INDUSTRIAL LTDA„, com sede em Guarulhos-SP, recorre de decisão prolatada por autoridade julgadora de primeiro grau de sua jurisdição fiscal, através da qual foi wonfirmada a cobrança da contribuição devida ao PROGRAMA DEINIEGRAÇA0 SOCIAL deduzida do imposto de Renda -.- Pessoa jurídica do exercício de 1987 (PI8SDEDUÇA0), com base no artigo 32 da Lei n2 07/70, letra paràdrafo primeiro, acrescida de encargos legais, efetuada em decorr@ncia de lançamento ex ofício instaurado contra a referida pessoa JUF -IdiCa no processo n2 10875- 002.816/90-81. 2. O lançamento foi Lempestivamente impugnado, tendo a interessada se reportado às razbes apresentadas na defesa daquele processo. ..:'..,. A efeito do que ocorrera com o prOCIPSSO matriz, a exig@ncia foi parcialmente mantida em primeira instãncia, fundamentanda•••-•se a autoridade a quó no princípio da decorr -ência , no qual o julgamento do processo principal faz coisa julgada no processo decorrenLe. 4- No recurso para este Colegiado a interessada reitera. as razbes apresentas no processo matriz. .. • . .. f!...., L Relatf4:1 \%. Áí --. • PROCESSO N9 10875-002.817/90-43 4 Acórdão n9 101-87.269 VOTO Conselheiro RNA..... PIMENTE1..., Relatoru Examinando o Recurso n g 100.256 interposto pela interessada nos autos do Proresso nP 108P5-002.816/90- SI, do qual este decorre, esta Cãmara, através do Acórdão n2 101-87.091, em Sessão de 1-5-09-94, por unanimidade de Votos, deu-lhe provimento. No caso, trata-se de cobrança da Centribuição devida ao Programa de Integração Social deduzida do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, com base na artigo 32 da Lei 07/70, letra "a", parágrafo primeiro. A jurisprudència do Colegiado cristalizou-se na sentido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdição, ante a íntima relação de causa e efeito existente entre ambos. Ante o epi-1 4=.fo, dou provimento ao recurso. -""--w,----:----_-_ ......... crr'11.---- :=.,.._,, ._ o - . .:N.......~Nemijal --- • . .au-,7:-Pimente..,,', Rela.,:.c-:--7,---. • 15'1 ---- - • :•LI. ..._.......:.,..... .......j Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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