Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 35415.000044/2006-46
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1997
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Numero da decisão: 2301-003.598
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a) tados]
Marcelo Oliveira - Presidente.
Bernadete De Oliveira Barros - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Junior
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1997 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 35415.000044/2006-46
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5287081
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-003.598
nome_arquivo_s : Decisao_35415000044200646.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 35415000044200646_5287081.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a) tados] Marcelo Oliveira - Presidente. Bernadete De Oliveira Barros - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Junior
dt_sessao_tdt : Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5038934
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608787120128
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2044; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 1.890 1 1.889 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35415.000044/200646 Recurso nº 999.999 De Ofício Acórdão nº 2301003.598 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de junho de 2013 Matéria DECADÊNCIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MC DONALDS COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1997 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DECADÊNCIA ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 INCONSTITUCIONALIDADE STF SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do voto do(a) Relator(a) tados] Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete De Oliveira Barros Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Manoel Coelho Arruda Junior AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 41 5. 00 00 44 /2 00 6- 46 Fl. 1891DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 Fl. 1892DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35415.000044/200646 Acórdão n.º 2301003.598 S2C3T1 Fl. 1.891 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à da empresa e à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Consta do Relatório Fiscal da NFLD (fls. 42) que empresa RESTCO COMÉRCIO E ALIMENTOS LTDA, incorporada pela notificada, foi contratante da empresa prestadora J H S CONSTRUÇÃO E PLANEJAMENTO LTDA, para executar serviços de construção civil, e não se elidiu da responsabilidade solidária nos termos da legislação aplicável. A autoridade notificante fundamentou o lançamento no art. 30, inciso IV, da Lei 8.212/91, e esclarece que,os valores foram apurados base na contabilidade, e cópias de notas fiscais/faturas fornecidas pelo McDonald. A notificada apresentou defesa e, de sua análise, o processo foi convertido em diligência, conforme despacho de fls. 166, resultando na Informação Fiscal de fl. 180. Cientificadas do resultado da diligência, apenas a MC Donalds se manifestou (fls. 187), ratificando os termos da defesa originalmente apresentada. Mais uma vez o processo foi baixado em diligência, resultando na nova manifestação fiscal de fls 191. Cientificadas da Informação Fiscal, a empresa tomadora apresentou aditamento da defesa, reiterando os temos da inicialmente apresentada, e a prestadora protocolou sua própria defesa, requerendo, em apertada síntese, o cancelamento da NFLD. Por meio do Acórdão nº 0525.073, a 6a Turma da DRJ/CPS, julgou a NFLD improcedente, recorrendo de ofício ao Conselho de Contribuintes dessa decisão. É o relatório. Fl. 1893DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 Voto Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas recorre de ofício a este Conselho da decisão exarada por meio do Acórdão nº 0525.073, de 06/03/2009 (fls. 922), que julgou a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD improcedente. O Relator do Acórdão da primeira instância administrativa reconheceu que ocorrera a decadência total do débito, nos termos do CTN. De fato, a fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91,. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” Cumpre ressaltar que o art. 62, da Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Fazenda, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. Fl. 1894DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35415.000044/200646 Acórdão n.º 2301003.598 S2C3T1 Fl. 1.892 5 É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” O STJ pacificou o entendimento de que, nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Considerando que a ciência da NFLD pelo sujeito passivo se deu em 21/12/2005, e que o débito se refere às competências compreendidas no período de 01/1995 a Fl. 1895DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 12/1997, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, por qualquer regra do CTN a ser aplicada. Dessa forma, assiste razão à autoridade julgadora de primeira instância administrativa ao julgar o presente lançamento improcedente. Nesse sentido e, CONSIDERANDO: tudo mais que dos autos consta, CONCLUSÃO pelo exposto VOTO no sentido de CONHECER DO RECURSO DE OFÍCIO E NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relator Fl. 1896DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 24 /07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10875.000709/2004-10
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Acolhem-se os Embargos de Declaração para anular acórdão anteriormente proferido, que deixou de aplicar o art. 62-A, do Anexo II, do RICARF (Portaria MF n.º 586, de 2010).
IRPF. DEPÓSITO BANCÁRIO. AFASTAMENTO DO SIGÍLO BANCÁRIO. MATÉRIA SUJEITA A REPERCUSSÃO GERAL. SOBRESTAMENTO.
O STF, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-B, do CPC acolheu sob a sistemática da Repercussão Geral o Recurso Extraordinário RE nº 601314. O objeto do leading case RE n° 601314 diz respeito à movimentação de depósitos bancários cuja questão refere-se à constitucionalidade, ou não, do art. 6º da lei complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores.
Numero da decisão: 2201-001.484
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade acolher os embargos de declaração para anular o acórdão 2201-01.177, de 07 de junho de 2011, tendo em vista a não observância ao artigo 62-A do RICARF.
Assinado digitalmente
Francisco Assis de Oliveira Júnior - Presidente.
Assinado digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente).
Nome do relator: Relator
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Acolhem-se os Embargos de Declaração para anular acórdão anteriormente proferido, que deixou de aplicar o art. 62-A, do Anexo II, do RICARF (Portaria MF n.º 586, de 2010). IRPF. DEPÓSITO BANCÁRIO. AFASTAMENTO DO SIGÍLO BANCÁRIO. MATÉRIA SUJEITA A REPERCUSSÃO GERAL. SOBRESTAMENTO. O STF, em acórdão submetido ao regime do artigo 543-B, do CPC acolheu sob a sistemática da Repercussão Geral o Recurso Extraordinário RE nº 601314. O objeto do leading case RE n° 601314 diz respeito à movimentação de depósitos bancários cuja questão refere-se à constitucionalidade, ou não, do art. 6º da lei complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores.
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10875.000709/2004-10
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5392718
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 29 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2201-001.484
nome_arquivo_s : Decisao_10875000709200410.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Relator
nome_arquivo_pdf_s : 10875000709200410_5392718.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade acolher os embargos de declaração para anular o acórdão 2201-01.177, de 07 de junho de 2011, tendo em vista a não observância ao artigo 62-A do RICARF. Assinado digitalmente Francisco Assis de Oliveira Júnior - Presidente. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 5684767
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608790265856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2069; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10875.000709/200410 Recurso nº 164.283 Embargos Acórdão nº 2201001.484 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Embargante SÉRGIO RICARDO ABREU DE SOUZA Interessado PRIMEIRA TURMA ORDINÁRIA DA SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Acolhemse os Embargos de Declaração para anular acórdão anteriormente proferido, que deixou de aplicar o art. 62A, do Anexo II, do RICARF (Portaria MF n.º 586, de 2010). IRPF. DEPÓSITO BANCÁRIO. AFASTAMENTO DO SIGÍLO BANCÁRIO. MATÉRIA SUJEITA A REPERCUSSÃO GERAL. SOBRESTAMENTO. O STF, em acórdão submetido ao regime do artigo 543B, do CPC acolheu sob a sistemática da Repercussão Geral o Recurso Extraordinário RE nº 601314. O objeto do leading case RE n° 601314 diz respeito à movimentação de depósitos bancários cuja questão referese à constitucionalidade, ou não, do art. 6º da lei complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade acolher os embargos de declaração para anular o acórdão 220101.177, de 07 de junho de 2011, tendo em vista a não observância ao artigo 62A do RICARF. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 00 07 09 /2 00 4- 10 Fl. 251DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Assinado digitalmente Francisco Assis de Oliveira Júnior Presidente. Assinado digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório Tratase de Embargos de Declaração apresentado pelo contribuinte contra o acórdão 220101.177, de 07 de junho de 2011, proferido pela 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF. Fundamentalmente, alega o Embargante, verbis: ... verificase, assim, Sr. Presidente dessa Colenda Turma do CARF, que o acórdão comporta embargos de declaração, em conformidade com a disposição contida no artigo 65, da Portaria MF nº 256, eis que a decisão (a) contraria os fundamentos contidos na disposição de lei federal, especialmente o dispositivo constante do §3º, do art. 11º, da Lei nº 9.311/96, aplicável aos exercícios de 1998; 1999 e 2000; (b) contraria o Principio da Irretroatividade da Lei, (c) contraria entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal. Pelo que se vê, requer a Embargante revisão dos autos com vistas a corrigir a contradição do julgado, notadamente em relação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, quanto ao afastamento do sigilo bancário, fundamentado no §3º, do art. 11º, da Lei nº 9.311/1996. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator Os embargos são tempestivos, dele tomo conhecimento. Em relação ao afastamento do sigilo bancário alegou o recorrente em seu Recurso Voluntário, verbis: “... digase ilegal, da colheita das informações da arrecadação da CPMF para a lavratura do Auto de Infração guerreado, tendo sito ela levada à efeito através de colheitas de informações pelas arrecadações da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, conhecida como "CPMF", fato que ofende de morte o "Principio da Legalidade". Fl. 252DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10875.000709/200410 Acórdão n.º 2201001.484 S2C2T1 Fl. 3 3 Quanto à matéria, o voto condutor do acordo nº 220101.177, julgado em 07 de junho de 2011, consignou: Relativamente à argüição supra, invoco a Súmula Carf nº 35: O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. Portanto, não é ilegal a utilização das informações da CPMF para a constituição do crédito tributário. No que tange o afastamento do sigilo bancário, a matéria está sob julgamento do Supremo Tribunal Federal STF e de acordo com o Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256 de 22/06/2009) os Conselheiros estão vinculados aos entendimentos do STF. Transcrevese o art. 62A do RICARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifei) Com efeito, o Supremo Tribunal Federal ao apreciar a admissibilidade do RE 601314, que versa sobre a constitucionalidade do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, determinou o sobrestamento dos demais feitos que versem sobre o mesmo tema, nos termos do artigo 543B do CPC. Confira o Leading Case RE 601314: Relator: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Leading Case: RE 601314 Tema 225 – Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos artigos 5º, X, XII, XXXVI, LIV, LV; 145, § 1º; e 150, III, a, da Constituição Federal, a constitucionalidade, ou não, do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial, bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei nº 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Há Repercussão? Sim Fl. 253DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciarepercussao/verAnda mentoProcesso.asp?incidente=2689108&numeroProcesso=6013 14&classeProcesso=RE&numeroTema=225# Ante a todo o exposto, voto no sentido de sobrestar os autos até decisão definitiva do STF. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 254DF CARF MF Impresso em 29/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 11040.001021/92-93
Data da sessão: Mon Dec 02 00:00:00 UTC 1996
Ementa: DEPÓSITOS JUDICIAIS - CORREÇÃO MONETÁRIA - CSL -
Enquanto subordinada a disponibilidade da moeda ao êxito da
ação JUDICIAL, somente caberá o reconhecimento das variações
monetárias da conta de depósitos judiciais, no lucro operacional,
quando implementada esta condição.
Numero da decisão: 01-02-103
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Vencidos os Conselheiros Cândido Rodrigues Neuber, Verinaldo Henrique da Silva, Dimas Rodrigues de Oliveira e Carlos Alberto Gonçalves Nunes
Nome do relator: Celso Alves Feitosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199612
ementa_s : DEPÓSITOS JUDICIAIS - CORREÇÃO MONETÁRIA - CSL - Enquanto subordinada a disponibilidade da moeda ao êxito da ação JUDICIAL, somente caberá o reconhecimento das variações monetárias da conta de depósitos judiciais, no lucro operacional, quando implementada esta condição.
numero_processo_s : 11040.001021/92-93
conteudo_id_s : 5471730
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 03 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 01-02-103
nome_arquivo_s : Decisao_110400010219293.pdf
nome_relator_s : Celso Alves Feitosa
nome_arquivo_pdf_s : 110400010219293_5471730.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Vencidos os Conselheiros Cândido Rodrigues Neuber, Verinaldo Henrique da Silva, Dimas Rodrigues de Oliveira e Carlos Alberto Gonçalves Nunes
dt_sessao_tdt : Mon Dec 02 00:00:00 UTC 1996
id : 5956228
ano_sessao_s : 1996
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608791314432
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T14:23:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T14:23:33Z; Last-Modified: 2009-07-08T14:23:33Z; dcterms:modified: 2009-07-08T14:23:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T14:23:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T14:23:33Z; meta:save-date: 2009-07-08T14:23:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T14:23:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T14:23:33Z; created: 2009-07-08T14:23:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-08T14:23:33Z; pdf:charsPerPage: 1499; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T14:23:33Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 11040/001.021/92-93 SESSÃO DE : 02 de dezembro de 1996 ACÓRDÃO N° : CSRF/01-02.103 RECURSO N° : RP/108-0.016 MATÉRIA : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDA • 8a CÂMARA DO 1° CC SUJEITO PASSIVO. : LOJAS MAZZA S/A. DEPÓSITOS JUDICIAIS - CORREÇÃO MONETÁRIA - CSL - Enquanto subordinada a disponibilidade da moeda ao êxito da ação JUDICIAL, somente caberá o reconhecimento das variações monetárias da conta de depósitos judiciais, no lucro operacional, quando implementada esta condição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Vencidos os Conselheiros Cândido Rodrigues Neuber, Verinaldo Henrique da Silva, Dimas Rodrigues de Oliveira e Carlos Alberto Gonçalves Nunes. E ON PE -1..4 *DR UES - PRESIDENTE CELSO Á ES FEITO .A - RELATOR FORMALIZADO JE JAN igggr Participaram, ainda, do presente jull,amento, os seguintes Conselheiros: ANTONIO DE FREITAS DUTRA, JÚLIO CESAR GOMES DA SILVA (SUPLENTE CONVOCADO), VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, REMIS ALMEIDA ESTOL, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, MARIA ILCA DE CASTRO LEMOS DINIZ, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente justificadamente a Conselheira MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE. MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 11040/001.021/92-93 ACÓRDÃO N° : CSRF/01-02.103 RECURSO N° : RP/108-0.016 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 8a CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: LOJAS MAZZA S/A. RELATÓRIO Apresenta a digna Procuradoria da Fazenda Nacional, com fundamento no art. 30, i, da Portaria MEFP n° 539/92, RECURSO ESPECIAL, para esta CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, contra decisão não unanime da 8a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, em que provido o recurso do contribuinte, no processo principal - IRPJ - e por consequência no decorrente CSL, assim se justificando, já que no seu endenter incorreto o decidido, consignado no recurso apresentado naquele, verbis: "I. As variações monetárias produzidas por depósito judicial para garantia de instância pertencem ao período-base em que são ganhas, independentemente do seu efetivo recebimento. II. Não são os créditos lançados na respectiva conta bancária que realizam a hipótese de incidência do IRPJ, mas a situação jurídica, decorrente da decisão passada em julgado, em face da qual o montante, depositado se torna juridicamente disponível para o contribuinte". Diz a Recorrente que a linha adotada pela decisão majoritária não seria aplicável, sendo certo que deveria ter prevalecido o voto vencido, da Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 11040/001.021/92-93 ACÓRDÃO N° : CS RF/01-02. 103 VOTO CONSELHEIRO CELSO ALVES FEITOSA - RELATOR A matéria, no meu entender, já se encontra sedimentada, no sentido da decisão atacada, não merecendo reparo, exposto no recurso constante do processo IRPJ, que passo a reproduzir, porque atingido o que ora se aprecia: "Sem pretensão de dizer o que ainda não foi firmado, peço vênia para transcrever trabalho de ex-conselheiro deste Primeiro Conselho de Contribuintes, quando ainda na 3a Câmara, enfrentando a matéria, publicado in "Imposto de Renda Estudo - 29", outubro de 1992: "4.3.1.Conquanto, pelas razões de ordem legal e de técnica contábil já expostas, discorde da recomendação de não escriturar a correção monetária dos depósitos judiciais, entendo corretos a conclusão acerca da não incidência do imposto sobre a quantia correspondente e seus fundamentos. 4.3.2. A eles acrescento também a regra do artigo 187, § 1°, alínea "a", da Lei n° 6.404/76, definidora do principio contábil da realização, segundo a qual as receitas deverão ser computadas no lucro líquido quando GANHAS. 4.3.3. O conceito de receita ganha foi devidamente elucidado, com notável precisão, por José Luiz Bulhões Pedreira, em sua obra Finanças e Demonstrações Financeiras da Companhia (Forense - 1989 - pág. 489), na seguinte lição: "O conceito fundamental do regime é, portanto, o de "ganho da receita ou do rendimento," que pode ser assim definido: a sociedade empresária ganha a receita e o rendimento no momento em que se completa a ocorrência de todos os fatos necessários para que virtualmente adquira o direito de recebê-los e o poder de dispor do seu valor em moeda. O que caracteriza "ganho" é a coexistência de dois fatos distintos: (a) a aquisição de um direito patrimonial e (b) a aquisição do poder de dispor do objeto desse direito, que é a moeda, ou tem valor em moeda;" (grifei) MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 110401001.021/92-93 ACÓRDÃO N° : CSRF/01-02.103 4.3.4. Não resta dúvida, então, que subordinando-se a disponibilidade da moeda ao êxito da ação, somente caberá o reconhecimento das variações monetárias da conta de depósitos judiciais, no lucro operacional, quando implementada esta condição. 4.3.5. De igual modo, ex vi do disposto nos artigos 116, inciso II e 117, inciso I do CTN, somente nesse momento tais quantias serão computadas no lucro real. 4.4. Com referência à variação monetária relativa à conta de passivo, urge notar, como anteriormente destacado, as duas circunstâncias que concorrem para a solução do assunto, quais sejam a de que, efetuado o depósito, interrompe-se o fluxo da correção monetária e impede-se a incidência de acréscimos legais contra o sujeito passivo, mas, ao final da ação, a dívida será liquidada pelo seu valor atualizado ou o depositante receberá a mesma importância em devolução. 4.4.1. Assim, é necessária a atualização do valor da obrigação, mas a contrapartida dessa variação monetária não deve transitar por conta de resultado, salvo ao final da perlenga, se acolhido definitivamente o pedido." É como penso, quanto ao tema em julgamento, decorrente do processo IRPJ, para negar provimento ao recurso. _— Sala das Ses---6e'-s-DF, e 02 de dezembro de 1996 /- CEL'â ALVES, FEIT•SA. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10070.001097/2007-82
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. REMUNERAÇÃO DE DEPENDENTES.
Os rendimentos recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos recebidos pelo titular para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual.
Numero da decisão: 2201-002.158
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
MARCIO DE LACERDA MARTINS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Odmir Fernandes, Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia e Marcio de Lacerda Martins. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rodrigo Santos Masset Lacombe.
Nome do relator: MARCIO DE LACERDA MARTINS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. REMUNERAÇÃO DE DEPENDENTES. Os rendimentos recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos recebidos pelo titular para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual.
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10070.001097/2007-82
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5288089
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.158
nome_arquivo_s : Decisao_10070001097200782.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCIO DE LACERDA MARTINS
nome_arquivo_pdf_s : 10070001097200782_5288089.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Odmir Fernandes, Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia e Marcio de Lacerda Martins. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rodrigo Santos Masset Lacombe.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5046992
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608793411584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1707; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 68 1 67 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10070.001097/200782 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.158 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria OMISSÃO DE RENDIMENTOS Recorrente HELIO MUNIZ SODRÉ PEREIRA JÚNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. REMUNERAÇÃO DE DEPENDENTES. Os rendimentos recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos recebidos pelo titular para efeito de tributação na Declaração de Ajuste Anual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Odmir Fernandes, Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia e Marcio de Lacerda Martins. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Gustavo Lian Haddad e Rodrigo Santos Masset Lacombe. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 10 97 /2 00 7- 82 Fl. 68DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 27/08 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10070.001097/200782 Acórdão n.º 2201002.158 S2C2T1 Fl. 69 2 Emitida Notificação de Lançamento para exigir do contribuinte acima qualificado crédito tributário de R$2.868,50; sendo R$1.391,87 de imposto de renda suplementar, R$1.043,90 de multa de ofício e R$432,73 de juros de mora (31,09% calculados até 31/05/2007). Da Declaração de ajuste O contribuinte apresentou declaração de ajuste para o exercício 2005 e apurou imposto a restituir de R$654,00, exatamente o valor que foi retido na fonte em seu único rendimento tributável informado de R$24.166,00. Do lançamento O imposto suplementar lançado resultou da alteração do rendimento tributável declarado de R$24.166,00 para R$ 38.207,00. A alteração se justifica pela a inclusão dos rendimentos recebidos pelos dependentes que, no caso concreto, é o rendimento recebido por Dayse Balco Moniz Sodré (esposa e dependente do declarante) pagos pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão no valor de R$14.041,00 ao longo do ano de 2004. Da Impugnação O contribuinte alega erro de preenchimento da declaração de ajuste com a manutenção de sua esposa como dependente, a exemplo dos anos anteriores. Excepcionalmente no ano calendário de 2004, houve o recebimento de R$14.041,00 de rendimentos sem vínculo por parte da esposa que, se declarasse sozinha seria isenta. Solicita a anulação do lançamento para considerar a declaração de ajuste anual sem a dependente (esposa) neste ano. Da decisão de 1ª instância A 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro (II) DRJ/RJO II, por meio do Acórdão nº 1323.032, julgou improcedente a impugnação pelos motivos que são relacionados a seguir de forma resumida. A omissão de rendimentos auferidos pela esposa do contribuinte não foi contestada tornandose matéria incontroversa. A opção de incluir ou não dependentes na declaração de ajuste é de responsabilidade do declarante e os rendimentos tributáveis dos dependentes devem ser oferecidos à tributação independentemente de serem inferiores aos limites de isenção quando considerados isoladamente conforme dispõe § 8º da IN SRF nº 15 de 6/02/2001. O desconhecimento da legislação não afasta a responsabilidade do contribuinte em relação às infrações tributárias conforme dispõe art. 136 do CTN e que a atividade administrativa do lançamento é vinculada e obrigatória, independentemente das razões de cunho pessoal apresentadas pelo contribuinte, consoante o que reza o art. 142 do CTN. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 27/08 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10070.001097/200782 Acórdão n.º 2201002.158 S2C2T1 Fl. 70 3 Do Recurso Voluntário Cientificado do Acórdão nº 1323.032 em 2/06/2009, AR fl. 52, o contribuinte apresentou o Recurso Voluntário de fls. 55 a 58 em 2/07/2009 com as razões de fato e de direito a seguir resumidas. Requer a reforma da decisão de primeira instância considerando a ocorrência de erro no preenchimento da declaração de ajuste com a inclusão indevida e sem má fé de sua esposa como dependente sem os rendimentos próprios. Solicita a reforma do Acórdão a partir de pacífica jurisprudência administrativa que entende prevalecer a verdade material em detrimento da verdade formal, como procedimento de justiça fiscal e desprezo ao enriquecimento sem causa do Estado. Roga para que se considere improcedente o equivocado lançamento de arbitrário e fictício crédito tributário, afastando a exigência fiscal como providência da mais plena justiça! É o relatório. Voto Conselheiro Marcio de Lacerda Martins O Recurso Voluntário apresentado é tempestivo e atende as demais exigências para que seja admitido. Dele conheço. O recorrente entregou declaração de ajuste omitindo rendimentos auferidos, no ano base, pela esposa informada como dependente. Alega ter se equivocado no preenchimento da declaração de ajuste ao manter a esposa como dependente e de ter agido com boa fé, sem a intenção de omitir os rendimentos. Requer que seja alterada a situação e recalculado o imposto devido ou a restituir sem considerar a dependente, que auferiu rendimentos que seriam isento do imposto, se declarado em separado. No exercício de 2005 estava obrigado à entrega da declaração de ajuste o contribuinte que, no ano base, auferiu rendimentos tributáveis superiores ao limite de R$12.696,00 conforme estabelecia a IN SRF nº 507, de 11/02/2005, a saber: Instrução Normativa SRF nº 507, de 11 de fevereiro de 2005 DOU de 15.2.2005 Art. 1 º Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda referente ao exercício de 2005 a pessoa física residente no Brasil, que no anocalendário de 2004: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 27/08 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO Processo nº 10070.001097/200782 Acórdão n.º 2201002.158 S2C2T1 Fl. 71 4 I recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 12.696,00 (doze mil, seiscentos e noventa e seis reais). No caso concreto, a contribuinte dependente na declaração de ajuste do recorrente, auferiu R$14.041,00 no ano calendário de 2004, rendimento superior ao limite que a obrigava à entrega da declaração. Constatase, portanto, que a contribuinte, informada dependente na declaração do recorrente, estava obrigada a apresentar a declaração de ajuste e optou, juntamente com o recorrente, efetuar uma declaração conjunta. A opção somente pode ser realizada no momento da entrega, não havendo possibilidade de fazêla em momento distinto. O recorrente deseja o provimento do recurso visando a garantir o inquestionável direito de serem retificados os erros de preenchimento “impugnandose a inclusão errônea de minha esposa Sra. Dayse Balod Moniz Sodré, CPF 838.603.04100, como minha dependente por ser, na verdade, titular de declaração anual de isento.” Não há como atender ao recorrente sem respaldo legal para tanto. Assim sendo, nego provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) MARCIO DE LACERDA MARTINS Relator Fl. 71DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 27/08 /2013 por MARCIO DE LACERDA MARTINS, Assinado digitalmente em 02/09/2013 por MARIA HELENA COTTA CARD OZO
score : 1.0
Numero do processo: 10930.003891/2004-41
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: EMENTA
EXIGÊNCIA DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO DE CONTRIBUINTE EXCLUÍDO DO SIMPLES, IN SRFN.º 482/204.
Confirmada a exclusão do SIMPLES, o contribuinte está obrigado a apresentar declarações, no prazo legal, sob pena de multa.
Numero da decisão: 1102-000.220
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Silvana Rescigno Guerra Barreto
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : EMENTA EXIGÊNCIA DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO DE CONTRIBUINTE EXCLUÍDO DO SIMPLES, IN SRFN.º 482/204. Confirmada a exclusão do SIMPLES, o contribuinte está obrigado a apresentar declarações, no prazo legal, sob pena de multa.
numero_processo_s : 10930.003891/2004-41
conteudo_id_s : 5483712
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1102-000.220
nome_arquivo_s : Decisao_10930003891200441.pdf
nome_relator_s : Silvana Rescigno Guerra Barreto
nome_arquivo_pdf_s : 10930003891200441_5483712.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
id : 6029329
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608795508736
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:46:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:46:45Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:46:45Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:46:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:5449f16e-c715-4b92-a1d1-93c3b49317d3; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:46:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:46:45Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:46:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:46:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:46:45Z; created: 2010-12-21T10:46:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-21T10:46:45Z; pdf:charsPerPage: 1181; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:46:45Z | Conteúdo => SI-C1T2 Fl 24 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10930.003891/2004-41 Recurso n" 166.117 Voluntário Acórdão n° 1102-00.220 — 1" Câmara / r Turma Ordinária Sessão de 05 de julho de 2010 Matéria DCTF - multa Recorrente ESCRITÓRIO COMERCIAL RECORD S/C LTDA. Recorrida DRJ DE CURITIBA EMENTA EXIGÊNCIA DE MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO DE CONTRIBUINTE EXCLUÍDO DO SIMPLES, IN SRFN,' 482/204, Confirmada a exclusão do SIMPLES, o contribuinte está obrigado a apresentar declarações, no prazo legal, sob pena de multa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, /;6) I\ET-- ALA -Cft KS,SSOA MONTEIRO - Presidente,4)4 41:- )9j GUERRASILVANA RESCI BARRETTO - Relatar, EDITADO EM: 23/09/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), José Sérgio Gomes, Silvana Rescigno Guerra Barretto (Relatora), João Otávio Opperman Thomé e Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado), Relatório A Recorrente foi cientificada em 29 de outubro de 2004 da lavratura de Auto de Infração com o objetivo de exigir multa no valor de RS 414,35 (fi, 03), em razão do atraso na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ, relativa ao ano- calendário de 2000. Inconformada, a Recorrente apresentou Impugnação aduzindo, em síntese, que: quando cientificada da decisão do Conselho de Contribuintes que confirmou o Ato Declaratório n.° 72316, de 01 de janeiro de 1999, "providenciou a regularização das declarações do Imposto de Renda substituindo o sistema entregue SIMPLES pelo sistema LUCRO REAL TRIMESTRAL" apresentou DIPJ's e DCTF's dos anos de 1999, 2000 e 2001, apurou e recolheu os tributos devidos em razão da exclusão do SIMPLES, de sorte que não teria havido atraso, mas regularização pelo final do processo de revisão de direitos previstos em lei (contraditório). A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba manteve o lançamento, sob o entendimento de que os efeitos da exclusão do SIMPLES são produzidos a partir da data fixada na lei para cada uma das hipóteses cuja ocorrência obriga a exclusão, sujeitando o contribuinte ao cumprimento das obrigações dai provenientes. Repetindo as razões postas na Impugnação, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário pugnando pelo cancelamento da multa lançada É o relatório, 2 Processo n' 10930 003891/2004-41 S1-C/T2 Acórdão n " 1102-00.220 El 25 Voto Insurge-se a Recorrente contra exigência de multa por atraso na entrega de do ano-calendário de 2000, sob o entendimento de que a entrega fora do prazo teria sido fruto de regularização efetuada após decisão do Conselho de Contribuintes que manteve o Ato Declaratório n.° 72,316, de 09 de janeiro de 1999, que a excluiu do SIMPLES, A multa lançada tem por suporte o art. 88, da Lei n.° 8,981/95 que impõe a exigência de multa, em caso de entrega de declaração de rendimentos fora do prazo, contudo a Recorrente, por ter apresentado defesa administrativa pugnando pela sua manutenção no SIMPLES, omite-se quanto ao comando do art.4°, § 1", I, da Instrução Normativa n.° 482, de 21 de dezembro de 2004 que expressamente exige a apresentação da declaração a partir do mês em que a exclusão surtir efeitos, verbis: "Art. 4" Estão dispensadas da apresentação da DCTF 1 - as microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no regime do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), relativamente aos períodos abrangidos por esse sistema, (.) § 1" Não está dispensada da apresentação da DCTF, a pessoa jurídica: 1 - excluída do Simples, a partir, inclusive, do semestre que compreender o mês em que a exclusão surtir seus e eitos-" (grifos acrescidos) Diante da obrigatoriedade de apresentação e da vinculação da exigência de declarações aos efeitos do Ato de exclusão, mister apreciar o comando do art. 15, da Lei ri.° 9..317/96 que fixa o termo inicial em que passam a surtir efeitos a exclusão, verbis: "Art. 15.. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito. ( .) II - a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do capta do art. 95 desta Lei; Deflui-se das normas ora analisadas que a exclusão do SIMPLES atinge obrigações principais e acessórias que deveriam ter sido cumpridas a partir do mês subsequente ao que for incorrida a situação excludente, de sorte que a apresentação intempestiva gera consequências, ainda que em discussão se o ato de exclusão está ou não de acordo com a legislação vigente. Verifico, ainda, que a Recorrente afirma, na Impugnação apresentada, que em 22 de março de 2001 foi cientificada da decisão do Conselho de Contribuintes que manteve a exclusão do SIMPLES (fi, 01) e o Auto de Infração (ti. 03) foi lavrado em 18 de abril de 2004, 3 para exigir multa pelo atraso de DIPI que deveria ter sido apresentada até 29 de junho de 2001, ou seja, meses após ter sido informada da exclusão. A constatação de que a declaração cujo atraso gerou o lançamento da multa tinha como prazo de entrega data comprovadamente posterior ao da ciência do ato definitivo de exclusão, autoriza a manutenção da multa. Em fáce do exposto, nego provimento ao Recurso Vountário para manter a exigência da multa de R$ 414,35, decorrente do atraso na entrega da DIPJ do ano-calendário de 2000. É como voto. Silvana Res-ciduo Guerra Barretio 4
score : 1.0
Numero do processo: 10580.008819/2004-27
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
NULIDADE DO LANÇAMENTO EM RAZÃO DE EXTRAPOLAÇÃO NO CUMPRIMENTO DE MANDADO JUDICIAL DE BUSCA E APREENSÃO. PROVA ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
A nulidade do auto de infração somente se configura na ocorrência das hipóteses previstas na legislação. Não é causa de nulidade do lançamento a apreensão de documentos pela autoridade fiscal, ainda que fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado termo escrito de retenção, porquanto tal ato se insere no regular exercício do poder de polícia que norteia as atividades fiscalizadoras, o que afasta o alegado vício de extrapolação da ordem contida em Mandado de Busca e Apreensão expedido pelo Poder Judiciário em nome de terceiro, em cujo procedimento colheu-se a prova da omissão de receitas.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
OMISSÃO DE RECEITAS. RELATÓRIOS DE VENDAS E COMISSÕES.
Relatórios que enunciam valores das vendas e comissões, além de identificarem os períodos mensais a que se referem, caracterizam prova direta de omissão de receitas quando contrapostos ao fato de que a contribuinte nada declarou no ano-calendário. Subsistindo o lançamento principal, na seara do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica, igual sorte colhe os lançamentos que tenham sido formalizados em legislação que toma por empréstimo a sistemática de apuração daquele (CSLL) ou que define o evento comum, no caso a apuração de receita auferida pela pessoa jurídica, como fato gerador das contribuições incidentes sobre o faturamento - (COFINS e PIS).
Numero da decisão: 1102-000.249
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Mota Fonseca e João Carlos Lima Júnior, que davam provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: José Sérgio Gomes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro arbitrado
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2003 NULIDADE DO LANÇAMENTO EM RAZÃO DE EXTRAPOLAÇÃO NO CUMPRIMENTO DE MANDADO JUDICIAL DE BUSCA E APREENSÃO. PROVA ILÍCITA. INOCORRÊNCIA. A nulidade do auto de infração somente se configura na ocorrência das hipóteses previstas na legislação. Não é causa de nulidade do lançamento a apreensão de documentos pela autoridade fiscal, ainda que fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado termo escrito de retenção, porquanto tal ato se insere no regular exercício do poder de polícia que norteia as atividades fiscalizadoras, o que afasta o alegado vício de extrapolação da ordem contida em Mandado de Busca e Apreensão expedido pelo Poder Judiciário em nome de terceiro, em cujo procedimento colheu-se a prova da omissão de receitas. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 OMISSÃO DE RECEITAS. RELATÓRIOS DE VENDAS E COMISSÕES. Relatórios que enunciam valores das vendas e comissões, além de identificarem os períodos mensais a que se referem, caracterizam prova direta de omissão de receitas quando contrapostos ao fato de que a contribuinte nada declarou no ano-calendário. Subsistindo o lançamento principal, na seara do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica, igual sorte colhe os lançamentos que tenham sido formalizados em legislação que toma por empréstimo a sistemática de apuração daquele (CSLL) ou que define o evento comum, no caso a apuração de receita auferida pela pessoa jurídica, como fato gerador das contribuições incidentes sobre o faturamento - (COFINS e PIS).
numero_processo_s : 10580.008819/2004-27
conteudo_id_s : 5484412
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1102-000.249
nome_arquivo_s : Decisao_10580008819200427.pdf
nome_relator_s : José Sérgio Gomes
nome_arquivo_pdf_s : 10580008819200427_5484412.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Mota Fonseca e João Carlos Lima Júnior, que davam provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
id : 6034096
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608796557312
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-22T13:58:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-22T13:58:52Z; Last-Modified: 2010-09-22T13:58:52Z; dcterms:modified: 2010-09-22T13:58:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:384c1b99-017c-4325-a6f6-9ba62a9f1407; Last-Save-Date: 2010-09-22T13:58:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-22T13:58:52Z; meta:save-date: 2010-09-22T13:58:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-22T13:58:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-22T13:58:52Z; created: 2010-09-22T13:58:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-09-22T13:58:52Z; pdf:charsPerPage: 1984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-22T13:58:52Z | Conteúdo => SI-CIT2 . •11 264 . , ,...., MINISTÉRIO DA FAZENDA - OURW5N- -.%`,0,~::-- CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10580.008819/2004-27 Recurso n" 162.557 Voluntário Acórdão n" 1102-00.249 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 06 de julho de 2010 Matéria IRPJ e outros Recorrente MIX Distribuidora de Produtos de Consumo Ltda, Recorrida 2" Turma de Julgamento da DRJ em Salvador/BA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 200.3 NULIDADE DO LANÇAMENTO EM RAZÃO DE EXTRAPOLAÇÃO NO CUMPRIMENTO DE MANDADO JUDICIAL DE BUSCA E APREENSÃO. PROVA ILÍCITA. INOCORRÊNCIA. A nulidade do auto de infração somente se configura na ocorrência das hipóteses previstas na legislação. Não é causa de nulidade do lançamento a apreensão de documentos pela autoridade fiscal, ainda que fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado termo escrito de retenção, porquanto tal ato se insere no regular exercício do poder de polícia que norteia as atividades fiscalizadoras, o que afasta o alegado vício de extrapolação da ordem contida em Mandado de Busca e Apreensão expedido pelo Poder Judiciário em nome de terceiro, em cujo procedimento colheu-se a prova da omissão de receitas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 OMISSÃO DE RECEITAS. RELATÓRIOS DE VENDAS E COMISSÕES. Relatórios que enunciam valores das vendas e comissões, além de identificarem os períodos mensais a que se referem, caracterizam prova direta de omissão de receitas quando contrapostos ao fato de que a contribuinte nada declarou no ano-calendário. Subsistindo o lançamento principal, na seara do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica, igual sorte colhe os lançamentos que tenham sido formalizados em legislação que toma por empréstimo a sistemática de apuração daquele (CSLL) ou que define o \•,‘,, evento comum, no caso a apuração de receita auferida pela pessoa jurídica, como fato gerador das contribuições incidentes sobre o faturamento, . - (COHNS e PIS). 1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Vencido o Conselheiro Manoel Mota Fonseca e João Carlos Lima Júnior, que davam provimento ao recurso, • IVE A ÂQUI/AS -OSOA MONTEIRO - Presidente I • LULL JOSÉ :ERGIII GOMES — Relator EDITADO EM: ü SEJ "") Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: 'vete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), João Otávio Opperrnan 'Thomé (Relator), Silvana Rescigno Guerra Barreto, José Sérgio Gomes e Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado) 2 Processo n 10580.008819/2004-27 SI-C1T2 Acórdão n." 1102-00.249 Fl 265 Relatório Em foco recurso voluntário visando a reforma da decisão da 2" Turma de Julgamento da DRj em Salvador/BA que julgou procedentes os lançamentos efetuados em 31 de agosto de 2004 pela Delegacia da Receita Federal em Salvador/BA com vistas a exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (JRM), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), acrescidos de multa de oficio de 150% (cento e cinqüenta por cento) e juros moratórios calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC). A ação fiscal consistiu na tributação, a título de omissão de receitas, dos valores indicados em relatórios denominados "SISTEMA PARA GERENCIAMENTO DE VENDAS — RESUMO DE VENDAS POR VENDEDOR" apreendidos na rua Elisio Mesquina if 612-e, bairro Pirajá, Salvador/BA quando do cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão n" 1..346/2003, expedido nos autos de n° 2006.28889-8 pelo Juízo Federal da 2" Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária da Bahia, em desfavor de VS COSMÉTICA DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS DE CONSUMO EM GERAL. Para fins do IRPJ e CSLL a apuração e tributação do lucro da empresa nos quatro trimestres civis do ano-calendário de 2003 se deu pelo regime do lucro arbitrado, enquanto na seara das contribuições ao PIS e COFINS a tributação incidiu sobre as receitas dos meses de janeiro a novembro daquele ano. A exclusão da contribuinte do regime de tributação simplificada denominado SIMPLES se operou em procedimento apartado, com efeitos a partir de 01/01/2003, em razão da receita anual do ano de 2002 ter ultrapassado o limite legal, o que se deu mediante a expedição de Ato Declaratório Executivo DRF/SDR n° 50, publicado em 31/08/2004. Impugnando os lançamentos a contribuinte levantou preliminares de nulidade do procedimento fiscal em razão da apreensão de documentos da empresa ter se dado de forma defesa pela legislação em vigor, pois o Mandado de Busca e Apreensão n° 1.346/2003 apenas autorizava a apreensão de documentos relacionados com a empresa VS COSMÉTICA e seus sócios, jamais sobre documentos relacionados à impugnante, e também porque não lhe foi entregue no ato da ciência da autuação todos os documentos e demonstrativos relacionados ao levantamento realizado, o que teria limitado suas possibilidades de questionar o ocorrido dentro do trintídio legal, impedindo o perfeito exercício do contraditório. Quanto ao mérito, aduziu que o trabalho fiscal baseia-se unicamente em um apócrifo relatório denominado Resumo de Vendas por Vendedor obtido de uni sistema de gerenciamento de vendas em que consta uma relação de vendedores com suas vendagens , mensais e respectivos valores de comissão, o qual foi indevidamente assinado pelo r..\, \ representante da autuada por ostensiva e ameaçadora exigência dos fiscais e policiais que efetuaram a diligência em seu estabelecimento, caracterizando um ato de coação irresistível, que por si só justifica a incapacidade do referido documento produzir efeitos. \ :. 3 Argumentou, também, que não possuía nenhum vínculo com os vendedores ali relacionados, conforme pode ser comprovado pela análise da cópia de seu Livro de Registro de Empregados e das cópias das Guias de Recolhimento do FGTS e Informação da Previdência Social —GF IP do período, bem assim, que provavelmente dito relatório diz respeito a vendas comissionadas que podem ter sido efetuadas em favor de qualquer estabelecimento que opere com representantes comerciais, feitas em favor dos próprios vendedores, não necessariamente com a autuada. Realçou que os montantes apontados não dizem respeito a qualquer tipo de movimentação por ela realizada, sendo o trabalho fiscal fruto de presunção não autorizada pela legislação vigente, sequer tendo suporte na quebra do seu sigilo bancário. Para fazer prova em contrário apresentou cópia de suas notas fiscais do período e do livro "Diário". Aquele Colegiado (2" Turma de Julgamento) admitiu a impugnação e consignou entendimento que os autos de infração, bem assim o procedimento fiscal, atendem aos requisitos do artigo 142 do Código 'Tributário Nacional (CTN) e que não se encontram presentes as hipóteses de nulidade preconizadas no artigo 59 do Decreto IV 70,235, de 1972, realçando que à autuada foram entregues cópias de todos os documentos fiscais apreendidos,. Frisou que a apreensão dos documentos da autuada não extrapolou a ordem judicial na medida em que o Relatório de Perícia de fls. 43/46 é concludente ao afirmar que VS COSMÉTICOS funciona, de fato, no local da realização do Mandado de Busca e Apreensão, em que também flinciona MIX DISTRIBUIDORA, sendo que ambas tem corno sócios pessoas da mesma família e com atividades se processando de forma integrada e sucedânea na medida em que atuam no mesmo ramo de atividade econômica e apresentam os mesmos clientes e fornecedores, evidenciando confusão patrimonial das empresas. Entendeu, também, que não há como acatar o argumento de que houve coação para que o representante legal da autuada assinasse os Resumos de Vendas Por Vendedor, e que nos autos não há qualquer evidência neste sentido. Quanto a eles, expressou entendimento que constituem prova direta da omissão de receitas, sendo desnecessária a presunção legal contida no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (depósitos bancários de origem não comprovada). Registrou, mais, que o livro "Diário" trazido com a impugnação encontra-se . totalmente destituídos dos requisitos previstos no artigo 258 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 1999, alertando para o fato de que anteriormente a contribuinte havia declarado que deixava de apresentá-lo por ser optante do SIMPLES, Concluiu, ao final, encontrar-se patente a existência da omissão de receita e que o lançamento do IRPI está em perfeita harmonia com a legislação de regência, do que decorre a confirmação dos lançamentos da CSLL, PIS e COFINS, bem assim, da multa de oficio qualificada. Ciente do decisório em 16 de agosto de 2007 a contribuinte apresentou em 10 do mês seguinte o recurso de fls. 239/253 no qual pugna pela nulidade da ação fiscal em face da ordem mandamental não ter sido cumprida dentro de seus limites, eis que direcionada a VS COSMÉTICOS e em endereço distinto, e que MIX DISTRIBUIDORA possui personalidade jurídica distinta, sem qualquer relação com os fatos investigados e apenas guardava alguns . documentos daquela por- serem familiares, Assim, a apreensão de documentos, livros e '`,,,‘ equipamentos da MIX DISTRIBUIDORA constitui ato ilegal e que veio a produzir' supostas N, provas ilícitas, contaminadas, às quais se aplica a doutrina do "fruto da árvore venenosa". ,. 4 , Processo ri° 10580 008819/2004-27 SI-C1T2 AC1151&ãO 11 " 1102-00249 Fl. 266 Reprisa os argumentos expendidos na peça impugnatória e também discorda do julgamento de primeiro grau na parte em que este diz que não teria sido impugnada a multa de 150%, vez que não admite o cometimento de qualquer infração, nem tampouco é de se admitir tenham sido ultrapassados o limite de faturamento previsto para o SIMPLES, sendo infundado o Ato Declaratório 50/2004. Ao final requer seja considerado nulo ou improcedente o auto de infração 10580.008819/2004-27, por se basear em presunções não autorizadas, \À É o relatório, em apertada síntese, N ' 5 Voto Conselheiro JOSÉ SÉRGIO GOMES Observo a legitimidade processual e o aviamento do recurso no trintídio legal. Assim sendo, dele tomo conhecimento. Cumpre o registro inicial de que os presentes autos não tratam da questão da exclusão da contribuinte do regime simplificado de tributação denominado SIMPLES, que se deu processo administrativo distinto, e sim, tão somente, da tributação de receitas imputadas omitidas no ano-calendário de 2003. Verifico que o domicílio fiscal da autuada se encontra à Rua Elisio Mesquita ri" 612, bairro Pirajá, cidade de Salvador, Estado da Bahia, enquanto o endereço constante no Mandado de Busca e Apreensão de it 35, concedido pelo Juízo da 2" Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia nos autos n° 2003.28889-8, em desfavor de VS COSMÉTICA DISTRIBUIDORA DE CONSUMO EM GERAL, é aquele mesmo logradouro, embora, em relação ao número do imóvel, fez-se constar 612-c. Não creio que essa diferença (com a adição de "c") caracterize endereço diverso, para a tese postulada, eis que essa prática no Brasil costumeiramente revela tratar-se de um único imóvel, integrado, quando muito diferenciado por porta de acesso. Tenho, assim, que não prospera a tese de que houve cumprimento da ordem fora de limites territoriais. Em relação ao fato da prova colhida, contrária à autuada, derivar de ordem mandamenta] direcionada a outra pessoa jurídica, de personalidade distinta, também não me convence de qualquer nulidade, pois, consoante apropriadamente dissertado pela decisão recorrida, entendimento ao qual adiro, a ordem judicial não foi extrapolada, nem tampouco entendo cabível ao caso a doutrina do "fruto da árvore venenosa", isto porque esta tem encontrado limitações, em especial quando a conexão com a prova ilícita é tênue, de maneira a não se colocarem como causa e efeito ou então quando as provas derivadas da ilícita poderiam, de qualquer modo, ser descobertas por outra maneira. Ainda que se entendesse diferentemente, importa que os agentes públicos que colheram os relatórios lastreadores da autuação são Auditores Fiscais da Receita Federal, em exercício de suas funções, incluindo a competência legal de proceder ao lançamento e, sobremaneira, detentores de poderes para examinar documentos, até mesmo retê-los, independentemente até mesmo de mandado judicial. Com efeito, ainda que não tivesse havido o Mandado de Busca e Apreensão expedido pelo Judiciário a autoridade fiscal está legalmente autorizada a reter documentos e livros fiscais do contribuinte quando apure infrações às leis tributárias, mesmo que fora do estabelecimento do sujeito passivo, a ver pelos artigos 910 e seguintes do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n" 1000, de 26 de março de 1999: Art. 910 A entrada dos Auditores-Fiscais do Tesouro Nacional nos estabelecimentos, bem como o acesso às suas dependências ' \ internas identificação,iitc'act, le;estIcitr((a17.1)re-sstel tei l;la aação dfaaii'cl 1? elanlitica.cilaccila;fiírini funcional da suaa-51\ ' 6 Processo o' 10580 008819/2004-27 S1-CIT2 Acórdão o ° 1102-00,249 F] 267 Ar! 911 Os Auditores-Fiscais do Tesouro Nacional procederão ao exame dos livros e documentos de contabilidade dos contribuintes e realizarão as diligências e investigações necessárias para apurar a exatidão das declarações, balanços e documentos apresentados, das informações prestadas e verificar o cumprimento das obrigações fiscais (Lei n2 2 354, de 1954,. art 72). Art. 912. O disposto no artigo anterior não exclui a competência dos Superintendentes, Delegados e Inspetores da Receita Federal para determinarem, em cada caso, a realização de exame de livros e documentos de contabilidade ou outras diligências, pelos Auditores-Fiscais do Tesouro Nacional (Decreto-Lei n2 5,844, de 1943, ar! 140, e Lei 11 2 3.470, de 1958, ar!. 34). Art. 913.. São também passíveis de exame os documentos do sujeito passivo, mantidos em arquivos magnéticos ou assemelhados, encontradas no local da verificação, que tenham relação direta ou indireta com a atividade por ele exercida (Lei n2 9.430, de 1996, art. 34). Art. 91.5. Os livros e documentos poderão ser examinados fora do e.stabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado termo escrito de retenção pela autoridade fiscal, em que se especifiquem a quantidade, espécie, natureza e condições dos livros e documentos metidos (Lei n 2 9,430, de 1996, art. 35). § 12 Constituindo os livros ou documentos prova da prática de ilícito penal ou tributário, os originais retidos não serão devolvidos, extraindo-se cópia para entrega ao interessado (Lei n2 9.430, de 1996, ar!. 3,5„ 1 2). § 22 Excetuado o disposto no parágrafo anterior; devem ser devolvidos os originais dos documentos retidos para exame, mediante recibo (Lei ii2 9 430, de 1996, art. 35, § 20 Cumpre ainda registrar que consoante parágrafo único do artigo 142 do Código Tributário Nacional (CTN) a atividade do lançamento é vinculada e obrigatória, inclusive sob pena de responsabilidade funcional, é dizer, não possui o agente fiscal livre arbítrio para praticar ou não o ato, ou praticá-lo segundo seu juízo de oportunidade. Assim, no caso dos autos, de posse da prova colhida, incumbia-lhe dar início ao procedimento tendente à apuração de tributos eventualmente devidos, o que foi feito com o Termo de Início de Fiscalização entregue à contribuinte em 11/12/2003, fis, 41/42, e Termo de intimação Fiscal n°001, entregue em 16/03/2004, fi. 59. Ainda, não vejo sustentação na tese de que a defesa fora prejudicada pelo fato da documentação que serviu de base ao lançamento fiscal ter ficado à disposição no processo, ao invés do fornecimento de cópias, já que a Administração não é obrigada a entregar cópia integral do pr . asso, salvo se requerida a tempo e modo. Rejeito, pois, as preliminares. \\ 7 Quanto ao mérito, creio que os relatórios denominados "SISTEMA PARA GERENCIAMENTO DE VENDAS — RESUMO DE VENDAS POR VENDEDOR" identificando valores das vendas e valores das comissões a vendedores, detalhados à pecularidade de centavos de real, além de trazerem o período (mês) a que se referem, caracterizam prova direta e são suficientes para embasar as exigências tributárias, vez que a contribuinte não declarou ditas receitas no ano-calendário de 2003. O argumento de que não lhe pertecem cai por terra porque devidamente assinados por seu representante legal, inclusive sob carimbo, com identificação da contribuinte MIX DISTRIBUIDORA, expressando, ainda, seu número cadastral no CNPI e na "Insc. Est," Em relação à assertiva de que a aposição dessas assinaturas ocorreu no ato da apreensão, mediante coação irresistivel, penso, com a devida venha, que não há como acolhê-la por limitada à mera alegação. No que toca à multa aplicada, parece-me equivocada a afirmação de que a decisão recorrida consignou que a exigência não teria sido impugnada. O que registrou aquele decisório foi, neste particular, textualmente, "fica também inalterado a multa de ofício qualificada aplicada". Portanto, a decisão recorrida apenas fez registro de manutenção da multa em razão dos valores dos tributos lançados, dos quais decorre e é calculada, não terem sofrido qualquer modificação, sem qualquer conotação de que remanesceu validada por ausência de impugnação específica. Con t i r zões VOTO pela rejeição das preliminares de nulidade do auto de infração e, no mérito, •h provimento do recurso, # JOSH:SÉRCIÇ) 919,4,ES a
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000184/2007-43
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008, 2009, 2010
RECURSO DE OFÍCIO
DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IRPJ. IRRF. PIS. COFINS. CSLL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO.
Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar o crédito tributário decai após cinco anos contados do fato gerador que, nos casos do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é a data da ocorrência da obrigação e no caso de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), ocorre no último dia do trimestre, no caso de levantamento trimestral, ou em 31 de dezembro de cada ano-calendário questionado, no caso de levantamento anual. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 1402-001.398
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente o Conselheiro Carlos Pelá.
(Assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(Assinado digitalmente)
Paulo Roberto Cortez - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto (Presidente), Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Sandra Dias Nunes e Paulo Roberto Cortez.
Nome do relator: PAULO ROBERTO CORTEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008, 2009, 2010 RECURSO DE OFÍCIO DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IRPJ. IRRF. PIS. COFINS. CSLL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar o crédito tributário decai após cinco anos contados do fato gerador que, nos casos do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é a data da ocorrência da obrigação e no caso de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), ocorre no último dia do trimestre, no caso de levantamento trimestral, ou em 31 de dezembro de cada ano-calendário questionado, no caso de levantamento anual. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional.
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15983.000184/2007-43
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5306489
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1402-001.398
nome_arquivo_s : Decisao_15983000184200743.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : PAULO ROBERTO CORTEZ
nome_arquivo_pdf_s : 15983000184200743_5306489.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente o Conselheiro Carlos Pelá. (Assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente (Assinado digitalmente) Paulo Roberto Cortez - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto (Presidente), Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Sandra Dias Nunes e Paulo Roberto Cortez.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5170675
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608799703040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2043; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 999 1 998 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.000184/200743 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 1402001.398 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de junho de 2013 Matéria IRPJ Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ALEMOA S/A IMÓVEIS E PARTICIPAÇÕES ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008, 2009, 2010 RECURSO DE OFÍCIO DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IRPJ. IRRF. PIS. COFINS. CSLL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL PARA A CONTAGEM DO PRAZO. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar o crédito tributário decai após cinco anos contados do fato gerador que, nos casos do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é a data da ocorrência da obrigação e no caso de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), ocorre no último dia do trimestre, no caso de levantamento trimestral, ou em 31 de dezembro de cada anocalendário questionado, no caso de levantamento anual. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício operase a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Ausente o Conselheiro Carlos Pelá. (Assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 01 84 /2 00 7- 43 Fl. 206DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 2 (Assinado digitalmente) Paulo Roberto Cortez Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto (Presidente), Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Sandra Dias Nunes e Paulo Roberto Cortez. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 15983.000184/200743 Acórdão n.º 1402001.398 S1C4T2 Fl. 1000 3 Relatório Tratase de Recurso de Ofício interposto pela Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Campinas SP, contra a decisão proferida no Acórdão nº 0534.126, de 05 de julho de 2011, que deu provimento integral à impugnação apresentada pela empresa ALEMOA S/A IMÓVEIS E PARTICIPAÇÕES, já qualificada nos presentes autos. Consta do presente processo que a exigência referese a auto de infração complementar ao lançamento original formalizado no processo nº 10845.002009/0003, lavrado em 20/06/2007, pelo Serviço de Fiscalização – SAFIS da DRF em Santos/SP, para exigir a multa isolada de 75% dos anoscalendário de 1998, 1999 e 1º e 2º trimestres de 2000, por falta de recolhimento da CSLL por estimativa, em atendimento ao Acórdão nº 1611.273, de 17/10/2006, da Quinta Turma de Julgamento da DRJ São Paulo I, abaixo reproduzido: Fl. 208DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 4 Cientificada do lançamento por via postal (AR de fls. 16), em 25/06/2007, a contribuinte protocolizou tempestiva impugnação (fls. 19/37), em 17/07/2007, alegando, em síntese, a desconsideração do conteúdo declaratório da decisão proferida no Mandado de Segurança, que teria afastado a imposição tributária sobre o recebimento de indenizações. Requer o cancelamento da exigência. Ao apreciar a peça impugnatória, a turma de julgamento de primeira instância decidiu pelo provimento integral ao pleito da contribuinte, nos termo do acórdão mencionado, cuja ementa tem a seguinte redação: Fl. 209DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 15983.000184/200743 Acórdão n.º 1402001.398 S1C4T2 Fl. 1001 5 Nos termos da legislação em vigor, aquele Colegiado recorreu de ofício da decisão prolatada. É o relatório. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 6 Voto Conselheiro Paulo Roberto Cortez, Relator O presente recurso de ofício reúne os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Como se depreende do relato, o presente processo trata de auto de infração lavrado em 20 de junho de 2007, para a exigência da multa de ofício isolada dos anos calendário de 1998, 1999 e 1º e 2º trimestres de 2000, por falta de recolhimento da CSLL por estimativa. A decadência em matéria tributária consiste na inércia das autoridades fiscais, pelo prazo de cinco anos, para efetivar a constituição do crédito tributário, tendo por início da contagem do tempo o instante em que o direito nasce. Durante o qüinqüênio, qualquer atividade por parte do fisco em relação ao tributo faz com que o prazo volte ao estado original, ou seja, no caso de um tributo cujo prazo para sua decadência esteja para ocorrer faltando um dia, e ocorrendo o lançamento por parte do fisco, não há mais que se falar em decadência. Inércia em matéria tributária é a falta de iniciativa das autoridades fiscais em tomar uma atitude para reparar a lesão sofrida. Tal inércia, dia a dia, corrói o direito de agir, até que ele se perca – é a fluência do prazo decadencial. Entendo, no entanto, que a discussão sobre o termo inicial da contagem do prazo decadencial, nos dias atuais, tornouse pacifica, já que em 21/12/2010, houve a edição da Portaria MF nº. 586, que alterou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009. Dispôs o art.62 do RICARF: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 15983.000184/200743 Acórdão n.º 1402001.398 S1C4T2 Fl. 1002 7 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Diante disso, resta claro que os julgados proferidos pelas turmas integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) devem se adaptar, nos casos de decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, a estes julgados. A contagem do prazo decadencial é um destes temas. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por ocasião do julgamento do Recurso Especial nº. 973.733 – SC (2007/01769940), que a contagem do prazo decadencial dos tributos ou contribuições, cujo lançamento é por homologação, deveria seguir o rito do julgamento do recurso especial representativo de controvérsia, cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fl. 212DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 8 Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose Documento: 6162167 EMENTA / ACÓRDÃO Site certificado DJe: 18/09/2009 Página 1 de 2 Superior Tribunal de Justiça inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Nos julgados posteriores, sobre o mesmo assunto (contagem do prazo decadencial), o Superior Tribunal de Justiça aplicou a mesma decisão acima transcrita, conforme se constata no julgado do AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº. 1.203.986 MG (2010/01395597), verbis: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO Fl. 213DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 15983.000184/200743 Acórdão n.º 1402001.398 S1C4T2 Fl. 1003 9 DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados:I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado,por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). Documento: 12878841 EMENTA / ACÓRDÃO Site certificado DJe: 24/11/2010 Página 1 de 2 Superior Tribunal de Justiça 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que “o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal Fl. 214DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 10 (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 534C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido. É de se esclarecer, que na solução dos Embargos de Declaração impetrado pela Fazenda Nacional no Recurso Especial nº. 674.497 PR (2004/01099782), houve o acolhimento em parte do embargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para modificar o entendimento sobre os fatos geradores ocorridos em dezembro cuja exação só poderia ser exigida a partir de janeiro do ano seguinte, verbis: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS E NÃO DECLARADOS. ART. 173, I, DO CTN. DECADÊNCIA. ERRO MATERIAL. OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO. EFEITOS MODIFICATIVOS. EXCEPCIONALIDADE. 1. Tratase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional objetivando afastar a decadência de créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos em dezembro de 1993. 2. Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 15983.000184/200743 Acórdão n.º 1402001.398 S1C4T2 Fl. 1004 11 3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. O ministro Mauro Campbell Marques, relator do processo, em síntese, assim se manifestou em seu voto: Sobre o tema, a Primeira Seção desta Corte, utilizandose da sistemática prevista no art. 543C do CPC, introduzido no ordenamento jurídico pátrio por meio da Lei dos Recursos Repetitivos, ao julgar o REsp 973.733/SC, Rel Min. Luiz Fux (j. 12.8.2009), reiterou o entendimento no sentido de que, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação não declarado e inadimplido, como o caso dos autos, o Fisco dispõe de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado para a constituição do crédito tributário, nos termos do art. 173, I, do CTN. Somente nos casos em que o pagamento foi feito antecipadamente, o prazo será de cinco anos a contar do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN) (...) Na espécie, os fatos geradores do tributo em questão são relativos ao período de 1º a 31.12.1993, ou seja, a exação só poderia ser exigida e lançada a partir de janeiro de 1994. Sendo assim, na forma do art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial teve início somente em 1º.1.1995, expirandose em 1º.1.2000. Considerando que o auto de infração foi lavrado em 29.11.1999, temse por não consumada a decadência, in casu. Desta forma, para lançamentos em que não houve pagamento antecipado, é de se observar que os julgados do Superior Tribunal de Justiça firmaram posição no sentido de que o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado corresponde, de fato, ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Código Tributário Nacional. Por outro lado, para os lançamentos em que houve pagamento antecipado a contagem do prazo decadencial tem início na data do fato gerador da obrigação tributária discutida. O caso em questão trata de cobrança da multa isolada por falta de recolhimento das estimativas mensais da CSLL relativa aos anoscalendário de 1998, 1999 e 1º e 2º trimestres de 2000, cujo auto de infração foi lavrado em 20/06/2007. Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o escoamento do prazo do art. 150, § 4º, sem manifestação do Fisco, significa a aquiescência implícita aos valores declarados pelo contribuinte, porque o silêncio, neste caso, é qualificado pela lei, trazendo efeitos. A única diferença de regime está consubstanciada na hipótese em que não há pagamento antecipado, que de acordo com Superior Tribunal de Justiça, se aplicaria, para efeitos de marco inicial do prazo decadencial, o art. 173, I, do Código Tributário Nacional (regra geral, que deverá ser seguido conforme a interpretação dada pelo STJ), por força do que Fl. 216DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ 12 dispõe o parágrafo único deste mesmo preceptivo. Exaurido o prazo, o Fisco não poderá manifestar qualquer intenção de cobrar os valores. Há, pois, falarse em decadência nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. No presente caso se torna irrelevante continuar a discussão sobre qual seria o significado de “pagamento antecipado”, já que não houve recolhimento antecipado da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido como restou consignado na Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica. De acordo com a linguagem do Superior Tribunal de Justiça “o termo inicial para contagem do prazo decadencial, nos casos em que não houve pagamento antecipado, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele que poderia ter sido lançado". O prazo fatal para a constituição deste último fato gerador 2º trimestre de 2000 (o mais atual) ocorreria em 31/12/2005, tendo ocorrido a ciência do lançamento em 20/06/2007, está decadente o direito de a Fazenda Nacional constituir o crédito tributário questionado neste Recurso. Nessas condições, considero que, em relação às exigências lançadas, ultrapassado esse lapso temporal de cinco anos sem a expedição de lançamento de ofício opera se a decadência. Portanto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício. É como voto. (Assinado digitalmente) Paulo Roberto Cortez Fl. 217DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 22/10/2013 por PAULO ROBERTO CORTEZ
score : 1.0
Numero do processo: 13827.000180/90-51
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS-FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo
matriz è aplicável ao julgamento do processo
decorrente, dada a relação de causa e efeito.
Numero da decisão: 102-30.191
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para adequar esta decisão ao decidido no processo matriz, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Maria Clelia de Andrade Figueiredo
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199509
ementa_s : PIS-FATURAMENTO - DECORRÊNCIA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz è aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito.
numero_processo_s : 13827.000180/90-51
conteudo_id_s : 5489006
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 23 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 102-30.191
nome_arquivo_s : Decisao_138270001809051.pdf
nome_relator_s : Maria Clelia de Andrade Figueiredo
nome_arquivo_pdf_s : 138270001809051_5489006.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para adequar esta decisão ao decidido no processo matriz, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 20 00:00:00 UTC 1995
id : 6054447
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608803897344
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T21:49:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T21:49:55Z; Last-Modified: 2009-07-05T21:49:55Z; dcterms:modified: 2009-07-05T21:49:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T21:49:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T21:49:55Z; meta:save-date: 2009-07-05T21:49:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T21:49:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T21:49:55Z; created: 2009-07-05T21:49:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-05T21:49:55Z; pdf:charsPerPage: 346; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T21:49:55Z | Conteúdo => NITI\TTSTERIC) F-P„ZEJ:-11-)A Bess:::-Ão de 20 de -set .":7-imbi-c:= de 1225 A002DAO No. g:J."2 , 1 9 1 RECOF.;B_IDA : 'SP PIS/F1TTIRArlEt4T(.3 : , • • • • • - • :;: • • . • :.•.. . • - • . • • . . • • .. ..• SUIL"'ERIIERC.AI:IC) LTD.A, 77, ,, ,,77 - . .• ... • . , ... • • • :•.' •. • -r4/- - - - 2 OLIT 1995 : . • • ••.. • . 1 • . : ..••. • : :1 • • - • .• j.T • . • „ MTNTSTERI 2 . P RJ: TyiliT, R -O C7-01 ,4 -SE •IT.)E T 13 I B 1,71. NT E S SC) ••• •::•9 At—i .ORDA0 ••-•. , 191 REGOHRENTE : ••• • ••••:. •.• E. E_ â, 2 IS:. Q, _ . . . . . . •-•• :•••- , , , . • . • . • : -.-,-;-•••• • •-• ":::9 .-- • . . •.• • • . , : • r. . . • . • . • . ". : • ••• • • I; r.: •1 • : ... • •• • •: : • . • • .• •„„ • .• : : • ..s• • : , •:„: • • : . • : . • .. • : ' . • • • • • • • • - r • 10' E):1-1 F A .Z 3 . C:= I)E :-)•::•) 191 , . „. . „. 1 4. PRTMFTRO r:nNsTF.T.ip :T, -.T.-R- oONTRIBUINTES ACORDA° N ,,-„I 0_191 VC1TO T.:-..--',":,-,',...,-., Mai-...ja Clélia de Andrade Figueiredo, Relatora: .:.,-,,,. •...::,-it--::::,.-i-•... .........:::..1.:...: ..i..:;,..c., ....p_,Li:,k-....•:-....-.......:: .,...-..:•.•...: C....:,........ (..-JJ.:.:-(::::::-.:.,::J.L'.::.,..,---E.:::: Pr,:::,..:;e53 --i'siatl.z ..j,,;;;.,,,, 10825/0DD,:::', 1 0 -67, relat.H•.-...., ',.•, Fi íff:--pc.,,,,,...-..., ,f---...,-.e ..u-,s,,:n,:.-.:-, .--,..,--.-....-:,:..:-.:-.,.„.,.,::'„,.,:,:-=,::, ui„ ,,,,:l ,...,, -,,-,,,,,....,,...,,,,,... •-....• , ,u,,,,J,,J,-„....„=.::rs..:,',...., 1...x,...., ,.._--,:',:t'r:13:0;,-s ..J. ,:-,.) ',-.-A,- .J.',„.,u ue I-1:-.,,j........ . i ..... , ....... ... ,..: „.. : .-:,:cH ,,... •.. _;...,:.,...li ,„..,:,:_.--.;„ • : . , ,,,,,,..j., „---.»,:j.l. j„-,,,t-25, j, -,,, -::....., , ,..:,,,„., .- • , Li.,,...,,,,..:',..; -- ,-_,..„.g,---,- .-- --, .,..,-._,....„. ______...,-........ .-_,..---.. ',......-__,,,-_,„-,,,.:,..--_, ---- „-.:,-••:--------. -- _ .,...[._-.,- Ju .,:,:i...,.J....i..,,,T.:-, .. :-... y--...i. - .,.....:.,..._.,, 11,à,,,,,...,,....,•- ue 3....-,::,2:,..,-.,- „H--. ,,,...:-.....:, :::... -...,..., .......i.....,•:-.-:,....,:.,-.......- :-.,,_. J ,, :::.,, ',.„7.,,-.,1,..,..,,,.,,,.. .i,-,,,,,-,,,,..,L,„..---,:-..:,:,, ..........,::::::v1.-;..,:nt a,,-2:, r,,,,..:.,,:...,..::::,.....- ...-..-.,:.:::...:-..-..-... ,:,;-..i,..---, ,,,'..,..--.,-,o ,---, n.'-'._;'• - •.: . . -. . .--: .:-., :. , ,......, ,. .,. .: ,-.-: .-., , ,:, .• . • . • .. . • • .- ir_:, .:.- :,.,..,...:... '.. : -... - . .: . . . : . . . ,,..T....., ......•,... ..,:..., ,,..::: ..,:„.„, ..:... :•._., ., . j• ,..i..: 1..,.• .:.',.-...:- ,,. J. ,:: R.',. ,.., •:::: Brasília, 20 de setembro de 1993, 400:Ár Maria Clélia de Andrade Figueiredo - Reiatora, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10630.000656/2004-00
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. EXCLUSÃO INDEVIDA. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
Não caracteriza a locação de mão de obra quando o contribuinte firma contrato de prestação de serviços, em que, não obstante sejam prestados na propriedade do contratante, não há subordinação dos empregados a este. O objeto contratado se refere ao serviço a ser prestado e não à respectiva cessão de mão de obra.
Numero da decisão: 1802-001.689
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO INDEVIDA. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Não caracteriza a locação de mão de obra quando o contribuinte firma contrato de prestação de serviços, em que, não obstante sejam prestados na propriedade do contratante, não há subordinação dos empregados a este. O objeto contratado se refere ao serviço a ser prestado e não à respectiva cessão de mão de obra.
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10630.000656/2004-00
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5292436
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.689
nome_arquivo_s : Decisao_10630000656200400.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10630000656200400_5292436.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
id : 5065379
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608814383104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1635; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 152 1 151 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.000656/200400 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.689 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de junho de 2013 Matéria Simples Recorrente Elba de Lima Camara Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO INDEVIDA. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE LOCAÇÃO DE MÃODEOBRA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Não caracteriza a locação de mão de obra quando o contribuinte firma contrato de prestação de serviços, em que, não obstante sejam prestados na propriedade do contratante, não há subordinação dos empregados a este. O objeto contratado se refere ao serviço a ser prestado e não à respectiva cessão de mão de obra. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 00 06 56 /2 00 4- 00 Fl. 152DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 2 Marco Antonio Nunes Castilho – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório Tratase de recurso interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília – DF (DRJBSA), que decidiu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, mantendo a exclusão do Contribuinte do Simples Nacional. Para descrever os fatos, e, também, por economia processual, transcrevemos, a seguir, o relatório constante do Acórdão citado, verbis: A exclusão da interessada da sistemática de pagamento dos tributos e contribuições de que trata o art. 3° da Lei 9.317/96, denominada Simples, foi efetuada por se enquadrar na condição impeditiva prevista no inciso XII f' do art. 9° da referida lei. A manifestante contesta, em síntese, sua exclusão do Simples sob o argumento de que não loca mão de obra. Assim, requer que seja reconsiderada a decisão que determinou sua exclusão e que se determine sua permanência no Simples. A 4˚ Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília – DF (DRJDRA), indeferiu a Manifestação de Inconformidade da ora Recorrente, através do Acórdão n° 03 20.968 de 31 de maio de 2007, conforme ementa transcrita abaixo: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 Ementa: Opção pelo Simples — Condição Vedada Impossibilidade. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10630.000656/200400 Acórdão n.º 1802001.689 S1TE02 Fl. 153 3 Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Solicitação Indeferida Inconformado com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário no qual aduziu, em síntese, que sua atividade econômica era o Transporte Rodoviário de Cargas em Geral, cuja adesão ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, não é vedada. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Relator Marco Antonio Nunes Castilho O presente recurso voluntário é tempestivo, vez que a intimação via postal foi recebida em 24/08/2007 (fls. 121) e o protocolo do Recurso Voluntário no dia 01/09/2007 (fls. 124 e ss), ou seja, dentro do prazo de 30 dias, consagrado pelo artigo 33 do Decreto nº. 70.235/72, sendo certo e também preenche os demais requisitos para sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Analisando detidamente o presente processo administrativo, constatei que o mesmo se originou de Representação Administrativa de Auditor da Receita Federal, incumbido de fiscalização pelo Instituto Nacional da Seguridade Social – INSS, que durante a execução de diligencia junto a Recorrente, vislumbrou uma causa excludente do Simples, que ensejou a referida representação, com o intuito de que a autoridade competente procedesse a regular exclusão. Segundo entendimento defendido pela autoridade fiscal, o simples fato do contribuinte executar, com constância, contrato de prestação de serviço nas dependências do tomador do serviço, já seria suficiente para se caracterizar uma locação ou cessão de mão de obra, que neste caso seriam conceitos “similares”. A seguir, reproduzo o trecho da representação onde o entendimento da autoridade fiscal resta explicitado: O conceito de cessão de mão de obra não tem utilização corrente no direito do trabalho, assim também no direito civil, sendo comum, todavia, sua utilização na área de atuação da previdência e assistência social. Encontrase definido no art. 23 da Lei n° 9.711, de 20 de novembro de 1998, que conferiu nova redação ao §3° do art. 31 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. O Parecer COSIT n° 69, de 10/11/99, estabeleceu a similaridade entre os conceitos de locação de mão de obra e cessão de mão de obra. Art. 31 da Lei n° 8.212: (...) § 3° Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mão de obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de Fl. 154DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 4 terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. O transporte de toras de madeira na área interna da contratante é serviço contínuo indispensável ao funcionamento de uma fábrica de celulose. A Lei n° 8.212 caracteriza este serviço como cessão de mão de obra. O Parecer COSIT n° 69, por sua vez, exarou o entendimento da correspondência entre cessão de mão de obra e locação de mão de obra. A Lei 9.317/96 dispõe na alínea f, inciso XII do artigo 9° que não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica que realize operações relativas à prestação de serviços de locação de mão de obra. Temse que, por transitividade, o serviço prestado pelo contribuinte é impeditivo de opção pelo Simples. Entendo, s.m.j, que a empresa encontrase impedida de permanecer no regime do "SIMPLES", por força do artigo 9º, inciso XII, alínea f, da Lei 9.317/96. Desse modo, proponho a formalização do presente processo de Representação para a exclusão do contribuinte da sistemática do SIMPLES. Diante dos fatos e fundamentos apresentados pela autoridade fiscal no mencionado Requerimento Administrativo, a autoridade fiscal da Delegacia da Receita Federal de Governador Valadares, competente para prática do ato administrativo, procedeu ao despacho decisório excluindo o Recorrente do Sistema Integrado de Parcelamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, com base nos mesmos fundamentos apresentados pela autoridade requerente. O Ato Declaratório Executivo de Exclusão (fls 42) está redigido da seguinte forma: ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO N° 47, DE 15 DE JULHO DE 2004 Exclusão do SIMPLES pelo não atendimento aos requisitos legais. O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM GOVERNADOR VALADARESMG, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 227 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF n° 259, de 24 de agosto de 2001, publicada no DOU de 29 de agosto de 2001, e com base nos artigos 90 ao 16 da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, com as alterações promovidas pela Lei n° 9.732, de 11 de dezembro de 1998 e de acordo com a Instrução Normativa SRF n° 355, de 29 de agosto de 2003 declara: Art. 1° EXCLUÍDA do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES de que trata o artigo 3° da Lei n° 9317/996, a empresa ELBA LIMA CÂMARA, CNPJ n° 04. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10630.000656/200400 Acórdão n.º 1802001.689 S1TE02 Fl. 154 5 844.524/00011, situada na Avenida Tancredo Neves, 35B, Belo Oriente MG, em razão de constatação de situação incluída nas hipóteses de vedação à opção pela sistemática tributária em questão, por força do artigo 9 0, inciso XII, alínea "f' da Lei n° 9.317/96, em face do que consta no processo n° 10630.000656/200400. Art. 2° Os efeitos desta exclusão serão a partir de 1° de abril de 2002 e obedecem ao disposto no inciso II do parágrafo único do artigo 24 da Instrução Normativa SRF n° 355/2003. Art. 3° Da presente exclusão caberá, no prazo de 30 (trinta) dias contados a partir da ciência, manifestação de inconformidade junto à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora MG, assegurando, assim, o contraditório e a ampla defesa. Art. 4° Não havendo manifestação nesse prazo, a exclusão tornarseá definitiva. O voto condutor do Acórdão da DRJ, que manteve a exclusão da Recorrente do Sistema Integrado de Parcelamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, está assim redigido: A manifestação de inconformidade apresentada atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235/72. Assim sendo, dela conheço. O argumento trazido à baila pela empresa não a socorre para o fim de mantêla na sistemática do Simples, visto que se encontrava em condição não permitida para permanecer no Sistema, nos termos do inciso XII"f' do art. 9° da Lei 9.317/1996 (que realize operações relativas a prestação de serviço de locação de mãodeobra). A alegação de que não exerce atividade vedada não está demonstrada nos autos. O interessado apenas afirma. Vejase o art. 7° da Lei 9.317/1996, que determina a escrituração e documentos que devem ser mantidos pelo contribuinte, documentos suficientes para provar o exercício ou não de suas atividades, "verbis": Art. 70 A microempresa e a empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES apresentarão, anualmente, declaração simplificada que será entregue até o último dia útil do mês de maio do ano calendário subseqüente ao da ocorrência dos fatos geradores dos in2postos e contribuições de que tratam os arts. 3 0 e 40. § I° A microempresa e a empresa de pequeno porte ficam dispensadas de escrituração comercial desde que mantenham, em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido o prazo Fl. 156DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 6 decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes: a)Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira, inclusive bancária; b) Livro de Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término de cada ano calendário; c) todos os documentos e demais papéis que serviram de base para a escrituração dos livros referidos nas alíneas anteriores §2 O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento, por parte da microempresa e empresa de pequeno porte, das obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária e trabalhista. Ex positis, voto no sentido de indeferir a manifestação de inconformidade para manter o Ato Declaratório Executivo de exclusão. Data máxima vênia, entendo que a decisão recorrida não merece prosperar. No presente caso, não restou configurado a cessão ou locação de mão de obra. Estou plenamente convencido de que, tanto a continuidade executória, quanto o fato de o serviço ser prestado dentro do estabelecimento do tomador, não constituem motivos suficientes para caracterização de um contrato de prestação de serviço, como um contrato de locação de mão de obra. Nesta mesma linha de raciocínio, transcrevo abaixo o entendimento de ilustres doutrinadores que detêm o mesmo entendimento sobre o tema. Saliento desde já que as lições abaixo transcritas são recorrentemente citadas em julgamentos sobre o tema, nas mais diversas esferas, administrativas e judiciais: A cessão (ou locação) é espécie do gênero prestação de serviços e se configura quando o esforço humano posto à disposição do contratante (o tomador dos serviços) consiste na própria colocação da mão de obra, para que este dela faça uso, segundo suas conveniências e necessidades. Por outro lado, pode haver a contratação de prestação de serviços mediante utilização de pessoal pertencente a quadro próprio do prestador, que se encarrega da respectiva execução, ou, em outras palavras, de dar cumprimento a assumida obrigação de fazer. Nestes casos, embora exista prestação de serviço, não há cessão ou locação de mão de obra. Como vemos, o elemento diferenciador entre a prestação de serviço (gênero) e a cessão ou locação de mão de obra (espécie) reside no seguinte: se não houver subordinação dos empregados ao contratante (tomador de serviços), não haverá cessão ou locação de mão de obra, mas apenas prestação de serviços. Já, pelo contrário, se a sujeição dos empregados às ordens do Fl. 157DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10630.000656/200400 Acórdão n.º 1802001.689 S1TE02 Fl. 155 7 tomador de serviços for a característica marcante do contrato, então, ai sim, haverá autentica prestação de serviços mediante cessão ou locação de mão de obra. (in CARRAZA, Roque Antonio; BOTTALLO, Eduardo Domingos. Serviço de Atendimento Pósvenda por Empresas Especializadas Não caracterização de Cessão de Mão de obra ou Consultoria Possibilidade de ingresso no Simples Nacional. Revista Dialética de Direito Tributário nº. 169. p.136). “o contrato de cessão de mão de obra não se confunde com o contrato de prestação de serviços. No contrato de cessão de mão de obra o objeto contratado é a própria mão de obra, ou força de trabalho humano, e não o produto dela resultante. Em se tratando, por exemplo, de construção civil, pelo contrato de cessão de mão de obra o cedente coloca à disposição do cessionário, segurados que podem ser um engenheiro, um pedreiro, um servente, um pintor de paredes. Não importa o que tais segurados vão fazer, pois os mesmos trabalharão sob a gerência do contratante que deles dispõe. Já no contrato de prestação de serviços o objeto do contrato é o produto e não a mão de obra. Em se tratando de construção civil, pelo contrato o prestador do serviço obrigase a construir uma casa, ou um muro, um galpão. O objeto do contrato é o produto, e não a mão de obra. Os segurados trabalham sob a gerência do prestador do serviço, e não do tomador destes.” (in MACHADO, Hugo de Brito; MACHADO SEGUNDO, Hugo de Britto. In Revista Dialética de Direito Tributário nº 97, pp.117. Corroborando com o entendimento acima exposto, destaco decisão, no mesmo sentido, proferida pela Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, cuja ementa transcrevo abaixo: SIMPLES. EXCLUSÃO INDEVIDA. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE LOCAÇÃO DE MÃODEOBRA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Não caracteriza a locação de mão de obra quando o contribuinte firma contrato de prestação de serviços, em que, não obstante sejam prestados na propriedade do contratante, não há subordinação dos empregados a este. Foco do contrato que se refere ao serviço a ser prestado, e não â respectiva mão de obra. (Acórdão n˚. 910100.912 Sessão. 28.03.2011, Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF). Fl. 158DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 8 No presente processo, a fiscalização baseouse unicamente no contrato entre a Empresa Celulose NipoBrasileira SA (Cenibra) e a Recorrente (fls 1219), para fins de fundamentar a exclusão do Simples, por entender tratarse de locação de mão de mão e obra. Ocorre que, verificando o respectivo contrato, constato que realmente o seu objeto é a prestação de serviços de transportes e, não há locação de mão de obra, uma vez que a execução dos serviços de transportes é feita por conta e risco da Recorrente sem gerência da outra parte. Essa conclusão é claramente extraída da análise das seguintes cláusulas contratuais abaixo transcritas: CLÁUSULA SEGUNDA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS 2.1. Para a execução dos serviços a que se propõe, a CONTRATADA utilizará os veículos listados no Anexo 11 ao presente contrato "Relação de veículos", que também fica fazendo parte integrante. 2.2. Os veículos serão fornecidos com motoristas devidamente habilitados a operálos e deverão trazer como equipamentos, além dos acessórios normalmente usuais, equipamentos de segurança e cabo de aço para amarrar a carga. Deverão ainda estar adaptados com carrocerias tipo gaiola. 2.3. Os veículos deverão ser mantidos sempre em bom estado de funcionamento e conservação, especialmente nas partes e peças que envolvam segurança e desempenho. A manutenção, quer preventiva como corretiva, ficará a cargo exclusivo da CONTRATADA, bem como o abastecimento de combustível necessário à execução dos serviços. 2.4. Fica permitido à CONTRATANTE, a qualquer tempo, proceder vistorias nos veículos da CONTRATADA e, considerandoos, a seu único e exclusivo critério, inadequados ou deficientes, mandar que sejam reparados e corrigidos os defeitos apresentados. 2.4.1. O não atendimento pela CONTRATADA das determinações contidas neste item, autoriza a CONTRATANTE a suspender o presente contrato, até que sejam cumpridas as exigências formuladas. A recusa constitui motivo justo para a rescisão unilateral do trato, sem prejuízo das indenizações e perdas e danos que a seu favor se apurar. 2.5. A CONTRATADA se compromete a transportar, aproximadamente 5.000 estéreos/mês. 2.5.1. Variações de: até 10% (dez por cento) nos volumes e quantidade fixadas neste item, serão consideradas normais pelas contratantes, via de consequência obrigando à CONTRATADA ao seu transporte, assim à CONTRATANTE ao pagamento correspondente. 2.6. Os serviços de transporte serão executados pela CONTRATADA onde lhe seja determinado pela CONTRATANTE, especialmente entre os municípios de Belo Oriente, Naque, Periquito, Açucena, Governador Valadares, Fl. 159DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10630.000656/200400 Acórdão n.º 1802001.689 S1TE02 Fl. 156 9 Antonio Dias, Ferros, Coronel Fabriciano, facultado a esta estabelecer previamente as rotas e os trajetos que melhor lhe convier. As atividades relativas à movimentação de madeira, serão realizadas pela CONTRADA, na área interna da CONTRATANTE. 2.7. Os serviços sobre que versa o presente trato serão executados ininterruptamente, em todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos, dias santos e feriados. 2.8. A CONTRATADA se compromete a instruir seus funcionários a proceder a verificação do bom acondicionamento da carga transportada, a cada hora de percurso, realizando quando necessário seu reaperto, a fim de que o tráfego da viatura se dê com toda segurança possível. 2.9. Competirá à CONTRATANTE realizar, à suas expensas, as operações de carga e descarga dos veículos, obedecida a ordem de chegada das viaturas, tanto no local de embarque como no de desembarque. CLÁUSULA TERCEIRA PESSOAL 3.1. Nenhum vínculo empregatício haverá entre o pessoal executor dos serviços e a CONTRATANTE. Em consequência a CONTRATADA como única empregadora, responderá, a todo o tempo, pelo cumprimento de todos os encargos trabalhistas, previdenciários e sociais, mormente pela paga dos salários e demais ônus correlatos. 3.2. Vindo a ser a CONTRATANTE compelida, judicial ou amigavelmente, a satisfazer tais obrigações, poderá ela haver da CONTRATADA todas as despesas incorridas, autorizada, para este fim, até mesmo a reter os pagamentos que porventura à CONTRATADA , forem devidos e a fazer a competente compensação de créditos, nos termos dos artigos 1009 e I , seguintes do Código Civil. 3.3. Fica autorizado à CONTRATANTE exigir da CONTRATADA que o pessoal encarregado da operação dos veículos se submeta a periódicos exames médicos e psicotécnicos. Detectada qualquer anomalia ou deficiência física que incapacite, diminua ou prejudique o bom desempenho da atividade profissional, será o operador imediatamente afastado dos serviços e, se for o caso, até substituído. 3.4. A CONTRATADA responsabilizase em afastar, de imediato, e sempre que solicitado, todo e qualquer trabalhador seu que for considerado inconveniente ou indesejável; que se indispuser com os empregados e prepostos da CONTRATANTE, ou mantiver conduta incompatível e desarmoniosa. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 10 CLÁUSULA QUARTA PREÇO E PAGAMENTO 4.1. A CONTRATANTE pagará à CONTRATADA pela prestação dos serviços objeto do presente trato os valores apurados em consonância com o disposto nesta cláusula, a saber: 4.1.1 Ao fim de cada viagem realizada pela CONTRATADA para a CONTRATANTE as partes procederão à pesagem da madeira transportada. A quantidade encontrada será multiplicada pelo "Valor do Frete em vigor", para transporte externo, e para transporte interno, as partes procederão medição por viagem transportado. A quantidade encontrada será multiplicada pelo "Valor de movimentação" ambas inserto na "Tabela de Fretes" constante do Anexo I ao presente instrumento. 4.2. No dia 15 (quinze) de cada mês, ou primeiro dia útil após, a CONTRATANTE adiantará à CONTRATADA, o valor correspondente a 80% (oitenta por cento) do volume transportado no período compreendido entre 21 (vinte e um) do mês anterior e o dia 4 (quatro) do subsequente. No Último dia útil do mês, procederá ao pagamento do volume transportado entre o dia 21 (vinte e um) do mês anterior e o dia 20 (vinte) do subsequente, descontado o adiantamento efetuado no dia 15 (quinze). 4.3. Os faturamentos ou documentos de cobrança deverão estar acompanhados de todos os elementos indispensáveis à prova de sua exatidão e propriedade, devendo ainda constar, em separado, os valores relativos a cada atividade executada (transporte externo ou movimentação interna de madeira), de forma específica, visando identificar os encargos/tributos inerentes às mesmas, assim como a incidência ou não destes. CLÁUSULA QUINTA RESPONSABILI DA DE SEGUROS 5,1. À CONTRATADA competirá, às suas expensas, financiar os veículos constantes do Anexo II ao presente contrato, bem assim arcai com as multas e outras infrações de trânsito, porventura impostas à viatura, as quais não poderão nunca ser exigidas ou repassadas à CONTRATANTE, mesmo se praticadas durante o cumprimento das obrigações decorrentes do presente contrato. 5.2. É da exclusiva responsabilidade da CONTRATADA responder pelos danos pessoais e materiais causados a terceiros, a si próprio e a seu pessoal pelo veículo ou pela carga por ele transportada, quer esses danos provenham de culpa c dolo quer resultem de atos omissivos ou comissivos. Assim, nenhuma responsabilidade poderá ser imputada à CONTRATANTE por: qualquer dano relacionado com a prestação de serviços ora avençada, não respondendo esta, nem solidária, nem subsidiariamente por qualquer sorte de indenização ou perdas e danos. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10630.000656/200400 Acórdão n.º 1802001.689 S1TE02 Fl. 157 11 Assim, diante dos fatos apresentados, considero sem razão a autoridade fiscal, pois não restou explicitado a existência de contrato de cessão ou locação de mão de obra. Pelo contrário, está muito claro nas cláusulas contratuais que o objeto contratado fora a contratação dos serviços de transportes e, não a mão de obra para a execução desses serviços. O ônus da prestação desses serviços são totalmente assumidos pela Recorrente, não havendo qualquer tipo de gerência, quer na execução dos serviços, quer sobre os profissionais da Recorrente, pela outra parte; restando totalmente descaracterizada qualquer enquadramento como contrato de cessão de mão de obra. No presente caso, caberia à autoridade fiscal comprovar o desvio no objeto do contrato, a fim de expor a existência de relação de subordinação dos empregados do Recorrente, ao tomador de serviço, fato que caracterizaria a locação ou cessão de mão de obra e justificaria sua exclusão do Simples. Entretanto, a autoridade fiscal não provou qualquer desvio ou fraude na execução do contrato, mas, se valeu apenas de uma presunção para solicitar a exclusão do Recorrente da sistemática do Simples. Sendo assim, considero que não subsiste qualquer argumento que justifique a exclusão do Recorrente do Sistema Integrado de Parcelamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples. Diante de todo o exposto, voto no sentido DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo Recorrente, reformandose a decisão da DRJ/JFA, para reformar o Ato Declaratório Executivo e manter a Recorrente no Sistema Integrado de Parcelamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples. Marco Antônio N. Castilho – Relator Fl. 162DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13739.000256/85-89
Data da sessão: Thu Jul 14 00:00:00 UTC 1988
Ementa: INEXATIDÃO MATERIAL 1- Caracterizada a inexatidão material no aresto administrativo que teve por conseqüência falta de apreciação pela Câmara de parte do recurso regularmente apresentado, impõe-se a retificação do acórdão para nele se incluir a composição da lide referente à matéria não apreciada.
Numero da decisão: 101-77.880
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos retificar o Acórdão n° 101-77.333, de 10.09.87, para afastar as dúvidas nele contidas, mantendo-se o provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198807
ementa_s : INEXATIDÃO MATERIAL 1- Caracterizada a inexatidão material no aresto administrativo que teve por conseqüência falta de apreciação pela Câmara de parte do recurso regularmente apresentado, impõe-se a retificação do acórdão para nele se incluir a composição da lide referente à matéria não apreciada.
numero_processo_s : 13739.000256/85-89
conteudo_id_s : 5441965
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 101-77.880
nome_arquivo_s : Decisao_137390002568589.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES
nome_arquivo_pdf_s : 137390002568589_5441965.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos retificar o Acórdão n° 101-77.333, de 10.09.87, para afastar as dúvidas nele contidas, mantendo-se o provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Thu Jul 14 00:00:00 UTC 1988
id : 5863769
ano_sessao_s : 1988
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076608819625984
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-06T05:35:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-06T05:35:08Z; Last-Modified: 2009-07-06T05:35:08Z; dcterms:modified: 2009-07-06T05:35:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-06T05:35:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-06T05:35:08Z; meta:save-date: 2009-07-06T05:35:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-06T05:35:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-06T05:35:08Z; created: 2009-07-06T05:35:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-06T05:35:08Z; pdf:charsPerPage: 1386; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-06T05:35:08Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13739-000.256/85-89 • 1\,ir,JISTÉR.J0 DA FAZENDA fas/ se ,sã o de 14 de julho de 19 88 ACÓRDÃO NJP, J7.L,88 0 Recurso ng 49.007 - IRF - ANO DE 1983 Recorrente DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS MIYANO LTDA. Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM NITERÓI (RJ). / INEXATIDÃO MATERIAL 1- Caracterizada a .inexatidão material no aresto adminis trativo que teve por conseqüência falta de apreciação pela Câmara de parte do recurso regularmente apresen tado, impõe-se a retificação do acói." dão para nele se incluir a composição da lide referente ã materia não apre ciada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS MIYANO LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos retificar o Acór- dão n9 101-77.333, de 10.09.87, para afastar as dúvidas nele conti dás, mantendo-se o provimento ao recurso, nos termos do relatório e vo to que passam a iltitegrar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 14 de julho de 1988 / -, URGEL PEREIRA OPE* - PRESIDENTE CARLOS á l,%E' 0 G láNÇALVES - UNES - RELATOR IÁ(' VISTO EM MARCO, ON O MENEGHETTI - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE: 14 JUL. 1Y' NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, ARY TORIBIO, RAUL PIMENTEL e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13739-000.256/85-89 RECURSON9: 49.007 ACORDÃON9:,101-77.880 RECORRENTE : DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS MIYANO LTDA. RELATÓRIO Reporto-me ao relatório de fls.38. Em face de manifestação do contribuinte, nos autos prin cipais, foi retificado o Ac. 101-77.323 pelo de n9 101-77.477, a fim de que fosse também composta a lide referente à omissão de re ceitas no valor de Cr$ 143.261.686, no exercício de 1984. Deste modo, o Recurso n9 91.447 foi provido integralmen te, em relação ao ano de 1983, cuja base de cálculo totalizava Cr$. 147.073.048,00 (Cr$3.811.3621-143.261.686). O Ac. 101-77.333 foi baseado no Ac. 101-77.323 reprodu zindo o erro material nele contido. A Recorrente levantou a questão às fls.48/49, sendo a ocorrência do erro reconhecida pelo Presidente desta Câmara às fls. 61. 477 É o relatório. ("17 DMF DF /19 C . 0 Secgraf 1600/75 3 SERVIÇO PUBLICO PROCESSO N9 13739-000.256/85-89 Acórdão n9 101-77.880 VOTO _ Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, Relator: O exame dos autos revela que, em face do Ac. 101-77.477 (fls.54) que retificou o de n9 101-77.323, impõe-se a retificação' do relatório de fls.38 para incluir também o n9 do primeiro acór dão o que ora é feito pelo relator, e no voto que ensejou o Ac. 101-77.333 (fls.39) porque o recurso da empresa também abrangeu,no exercício de 1984, a omissão de receitas no valor de Cr$ 143.261.686, decorrente da divergência entre o saldo apurado men salmente no livro Diário referente às Mercadorias Compradas, tribu tadas e isentas e a transcrição na declaração do imposto de renda, a título de compras. A base de cálculo, no exercício de 1984, ano de 1983,se ria, portanto de Cr$ 147.073.048 e não de apenas Cr$ 3.811.362. O Ac. 101-77.477 excluiu da exigência no referido exer- cício a quantia de Cr$ 147.073.048. O Ac. 101-77.333 já dava provimento integral ao recurso, embora se referindo a apenas uma das parcelas (Cr$ 3.811.362). Feitas as retificações devidas no relatório e no voto, entendo que deva ser mantido o provimento integral do recurso. 4IL- *44( CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
