Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10831.001361/86-51
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 19
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-1469
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 001909
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10831.001361/86-51
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4416324
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-1469
nome_arquivo_s : 40301469_000336_108310013618651_007.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 108310013618651_4416324.pdf
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 19
id : 4813424
ano_sessao_s : 0019
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435331678208
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T02:03:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T02:03:58Z; Last-Modified: 2009-07-08T02:03:59Z; dcterms:modified: 2009-07-08T02:03:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T02:03:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T02:03:59Z; meta:save-date: 2009-07-08T02:03:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T02:03:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T02:03:58Z; created: 2009-07-08T02:03:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-07-08T02:03:58Z; pdf:charsPerPage: 1167; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T02:03:58Z | Conteúdo => PROCESSO N9 10831/001.361/86-51 't¡Wít MINISTÉRIO DA FAZENDA Sessão de 21 de setembro de 19 8 7 ACORDÃO N ° —CSRF/03-01.469 Recurso n.° RP /3 02-0.336 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: VARIG S.A. -VIAÇÃO AÉREA RIO-GRANDENSE Carta de Correção. Inexistindo o referido documento, é man tida a falta apurada na descarga para efeito de responsabi lizar o transportador pelo extravio ocorrido. A retifica- ção feita pelo exportador, consolidador e consignatário da carga, no supre a carta de correção a ser emitida e apre- sentada pelo_emitente_do_conhecimento, em prazo hábil_Re- curso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recurso Fis- cais, por maioria de votos, dar Provimento ao recurso especial, nos termos do relatõrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Paulo Casar de Ãvila e Silva. Sala das SessOes(DF), em 21 de setembro de 1987. / URGEL P • ,1--r-A lOPES - PRESIDENTE v, HÉLIO/p/OYOLWDE ALENCASTRO - RELATOR MARCO ANTONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: AFONSO CELSO DE MATTOS LOURENÇO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. ; PROC. N 2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL ACE3rdÃO n9-CSRFIG3- Ql. 46a RECURSO N 2 RP/302-0.336 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: VARIG S.A. - VIAÇÃO AÉREA RIO - GRANDENSE RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por intermédio de seu Procurador que subscreve as razões do apelo (fls. 52), dirige-se a esta C.S.R.F. pe- dindo a reforma do ac. n 2 303-30.896, assim ementado: "CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO, apuran F do-se falta de volume manifestado. Com a apresentação de Carta de Correção (fls. 19), fica comprovado o não embar que do volume dado como faltante. Re- j curso provido, por não ocorrência do fato gerador". Em seu arrazoado, o douto Procurador da Fazenda argúi que, a carta de correção, não obstante emitida sem os requisitos , pre I vistos no art. 49 do Regulamento Aduaneiro e apresentada fora do pra- zo estabelecido na IN-SRF n 2 25/86, foi aceita pela maioria dos mem- bros da Câmara recorrida como se regular fosse para fins de ilidir a ação fiscal, em flagrante contrariedade à letra das normas legais de regência. Tempestivamente, o sujeito passivo ofereceu suas contra- alegações pedindo a manutenção do aresto recorrido. É o relatório. 1 4- - 2 - PROC. N2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL AcOrdalo n 9-CSRFA13-0.1.469 CONSELHEIRO HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO VOTO Pertinentemente à matéria "sub judice", o Regulamento Aduaneiro, em seu art. 49 e parágrafo único, dispõe: "Art. 49 - Para efeitos fiscais, qualquer correção no conhecimento deverá ser feita por carta de correção dirigida pelo emi- tente do conhecimento à autoridade adua- neira do local de descarga, a qual, se aceita, implicará correção do manifesto". "Parágrafo único - A carta de correção de- verá ser emitida antes da chegada do veí- culo no local de descarga e deverá estar acompanhada de cópia do conhecimento cor- rigido". Por seu turno, a IN-SRF n 2 25 - de 22 de janeiro de 1986 estabelece ("verbis"): "O Secretário da Receita Federal, no uso 1 da competência que lhe é atribuída pelo - artigo 76 do Regulamento Aduaneiro, apro- vado pelo Decreto n 2 91.030,de 05 de março de 1985, e tendo em visita o disposto no i artigo 49 do mesmo Regulamento, resolve: 1 - A carta de corrreção de que trata o artigo 49 do Regulamento Aduaneiro poderá ser apresentada, para os efeitos nele pre vistos, até trinta (30) dias após a forma 1 lização da entrada do veículo transporta- 1 dor da mercadoria, cujo conhecimento se f: pretende corrigir. 2 - O cumprimento do prazo ora estabeleci do não elide o exame do mérito do pleito, para fins de aceitação, pela autoridade - aduaneira, da referida carta de correção. 3 - Não será aceita a carta de correção apresentada após o começo do despacho -3- PROC. N2 10831-001.361/86-51 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Ac6rdão n9-CSRF/03-01.469, aduaneiro, ainda quando não decorrido o prazo ora estabelecido". Da análise dos autos, verifica-se que o sujeito passivo não emitiu o documento hábil, a saber, a carta de correção para fins de retificação do conhecimento e, por via de conseqüência, do manifes to, nem antes nem após a chegada do veículo ao local da descarga, em Viracopos/Campinas-SP, dia 03/02/86. As cartas de fls. 19 e 28, datadas, respectivamente, de 20/02/86 e 10/03/86 e dirigidas à IRF/Viracopos, não obstante terem sido expedidas pelo agente exportador/consolidador e, ao mesmo tempo consignatário da carga __ CIRCLE FRETES INTERNACIONAIS __ não supre o documento __ carta de correção __ que deve ser emitido pelo trans- portador, tempestivamente, e apresentado no prazo assinado pela IN- SRF n 2 25/86. Merece reparos, assim,o aresto recorrido, pelo que dou provimento ao apelo eSpecial da Fazenda, para fins de restabelecimen- to da decisão de primeira instância. Brasília-DF, 21 de setembro de 1987., / /' t,i,.~4740, //7 HÉLIO LOYO A DE ALENCASTRO - Relator PROCESSO N9 10711/003.989/85-40 MINISTÉRIO DA FAZENDA CMVG Sessão de 21 (9.P ~:9 de 19 ACORDÃO N0-cRF/03-01.470 Recurso n° RP/302-0.335 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S.A. Conferência final de manifesto. Nos termos do oarãgrafo único do art. 107 do Regulamento Aduaneiro (Decreto 91.030/85), considera-se consumada a conferência final de manifesto na data do lançamento do credito tributãrio correspondente. A denúncia da infracão antes do inicio da conferência finai de manifesto exi- me o resnonsãvel da multa prevista pa- ra a falta (art. 138 do CTN). Recurso Provido, em parte, para resta- belecer a exigência do tributo nos ter mos do decidido em la. instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso es- pecial, Para: (a) manter a data do lançamento como a da ocorrência do fato gerador. Vencidos os Cons. Afonso Celso de Mattos Lourenço, Paulo Cgsar de Avila e Silva e Sebastião Rodrigues Cabral; (b) ex- cluir a multa da denúncia espontânea, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Hélio Lo- yolla de Alencastro (Relator). Designado relator para o AcOrdão o Cons. José Façanha Mamede. t/7 v.v Sala das Sess -cies(DF), em 21 de setembro de 1987. / : URGEL-- --E- I' ,. LOPE: - PRESIDENTE . ‘Z-á0 É FACA HA :DE--- - RELATOR DESIGNADO I t 'MARCO 9, - O MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA-\ it CIONAL Participaram, ainda, do nresente julgamento os seguintes Conselhei- ros: RAMILTON DE SÃ DANTAS e EDWALDO REIS DA SILVA. Fez sustentação oral pelo sujeito passivo o Dr. Paulo Roberto Cuco Antunes - Insc. A0B-RJ n9 44.697 com instrumento de mandato nos autos, e, pela Fa- zenda Nacional o Dr. Marco Antonio Meneghetti. 1 , , , .. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10980.003193/89-50
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PIS-FATURAMENTO - Decisão que não abarca, contempla todos os pontos enfocados na constestação é fadada ao decreto de nulidade. Notificação por seu turno que também não especifica faturamento no que consiste a imputação, limitando-se a dar o enquadramento, também é nula. Processo anulado "ab inítio".
Numero da decisão: 201-67806
Nome do relator: Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199202
ementa_s : PIS-FATURAMENTO - Decisão que não abarca, contempla todos os pontos enfocados na constestação é fadada ao decreto de nulidade. Notificação por seu turno que também não especifica faturamento no que consiste a imputação, limitando-se a dar o enquadramento, também é nula. Processo anulado "ab inítio".
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
numero_processo_s : 10980.003193/89-50
anomes_publicacao_s : 199202
conteudo_id_s : 4669584
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 201-67806
nome_arquivo_s : 20167806_084274_109800031938950_006.PDF
ano_publicacao_s : 1992
nome_relator_s : Domingos Alfeu Colenci da Silva Neto
nome_arquivo_pdf_s : 109800031938950_4669584.pdf
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
id : 4829063
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435344261120
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:52:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:52:36Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:52:36Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:52:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:52:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:52:36Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:52:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:52:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:52:36Z; created: 2010-01-29T12:52:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-29T12:52:36Z; pdf:charsPerPage: 1290; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:52:36Z | Conteúdo => 2: PTIBLICMSIO D. / IC OnTI.,7 di?):4 De) C) I Icrir C." S. rica W•6!Fits-;1- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10.980-003.193/89-50 FOLE Souk de 2¢ de fevereirodels_92 ACORWWW0201- 67.806 Recurso e 84.274 Recorrente ARAÚJO SILVEIRA & CIA. LTDA. Recorrida DRF EM CURITIBA-PR PIS-FATURAMENTO - Decisão que não abar ca, contempla todos os pontos enfoca dos na contestação é fadada ao decreto de nulidade. Notificação por seu turno que também não especifica faturamento no que consiste a imputação, limitan- do-se a dar o enquadramento, também é nula.P.rocesso anulado "ah anitio". Vistos,relatadose discutidos os presentes autos de re- curso interposto por ARAÚJO SILVEIRA & CIA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Segundo Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos,em anular o processo "ah initio". Sala da e)slões, em 26 de fevereiro de 1992. • ROBER ARBOSA DE CA e - PRESIDENTE 44001, DOMIN 5 f- IU CoLENC a' VA NETO - RELATOR I I4 ANTO • 'WS TAQU C RGO - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL - VISTA EM SESSÃO DE 3 O AOR 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, HENRIQUE NEVES DA SILVA, SENNA SANTOS SALO - MÃO WOLSZCZAK, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARISTOFANES FONTOU RA DE HOLANDA e SÉRGIO GOMES VELLOSO. “ 9 o N - in»%nnNa. S-4,r.wr• 44.f:teca:e MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -02- Processo N9 10.980-003.193/89-50 Recurso M2: 84.274 Acord40 N9: 201-67.806 Recorrente: ARAWO SILVEIRA CIA LTDA. RELATÓRIO Trata o presente procedimento administratiizo de NOTIFI CAÇÃO endereçada à pessoa jurídica epigrafada, com regular qualifi- cação nesse expediente, como parte integrante do Programa FISGAS,em que teria restado positivado a omissão de receita, no valor origi - nal de NCz$ 14,10, a título de PIS/FATURAMENTO, alem dos acrécimos legais. A base legal, da imputação reside no "artigo 69 do De- creto-lei n9 2.053/83, combinado com o artigo 39, parãgrafo 14, da Lei Complementar 77/0,e artigo 19, parágrafo únicada Lei Complemen tar 17/73". Exemplares dos valores que compõem o lançamento; rela- tório das compras com os respectivos valores de revendas, foram ane xados às fls. 02 "usque" 18: Tempestivamente,a Notificada apresentou impugnaçãaane xada às fls. 20122,na qual apôs argüir a prescrição qfiinquenária,em preliminar quanto ao mérito, em síntese reitera as alegações expen- didas na sua defesa integrante do processo no 10.980-000.753/89-04, relativo a IRPJ, bem como a existencia do "bis in idem" - IVL e PIS/ FATURAMENTO. e- BBFIVIÇO PUBLICO FEDBAAL -04- Processo nQ 10.980-003.193/89-50 Acórdão nc2 201-67.806 inconciliável a incidência do PIS-FATURAMENTO sobre a venda de tais produtos, num verdadeiro "bis in idem",repudiado pelo CTN. Isto em prejudicial de mérito onde ainda, sob a mesma rubrica efetua pelito de reconhecimento de decàdência, . na for- - ma do artigo 173 do CTN, relativamente ao ano-base de 1983. No mérito volta a condenar a existe:leia do "bisin idem", o que, por si só , , exclui os posto da exigéncia aqui postulada. E.s clarece que: "Evidente que toda essa matéria independe do processo principal, pois se trata de matéria diversa do que en- tende o Eisco,que por ser reflexa segue estritamente a decisão do processo principal. Data vênia, não é as- sim, e deve ser apreciada como for de direito, sem con tudo subtrair uma instância de julgamento como ocorrer' no caso." 2 o relatório. -segue-, .;., SERVIÇO PUBLICO FEDERAL -03- Processo no 10.980-003.193/89-50 Acórdão no 201-67.806 As fls. 25 "usque" 26, há a anexação do exemplar da In_ formação Fiscal, onde os pontos abordados na impugnação são combati dos veementemente. Exemplar da decisão Administrativa relativa ao IRPJ vem anexado às fls. 28/32, com a seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURIDICA. Exercícios 1984 1985 e 1986. Períodos-base 1983, 1984 e 1985. OMISSÃO DE RECEITAS (REVENDA DE COMBUSTIVEIS). Constatado for- necimento de mercadoria cujos valores não foram regis trados pela empresa,caracteriza omissão de receita. Lançamento procedente." I I Decisão alusiva a esse expediente vem estampada às fls. I 33/34, com a ementa que coloco em destaque: , I "PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL -PIS. I Omissão de Receitas - Período de apuração 1983, 1984 I e 1985. Notificação FISGAS - Decorrência. Em se tra - I tendo de exigência por procedimento reflexivo, deve obedecer ao mesmo entendimento do processo principal. Lançamento procedente." Notificada de tal decisão, de forma tempestiva, inter_ pOe Recurso Voluntário,onde, em síntese, há a argüição de nuli- dade de pleno direito da decisão recorrida, porquanto não analisou, a mesma, todos os enfoques da defesa, o que impede haja sido con - templada por simples reflexo do outro lançamento. Argui-se tal vez que, dentre o que alega, pleiteou o reconhecimento da decadência que (incide)sobre os produtos derivados do petróleo, com o qual tra belho, IUL Imposto Único sobre Lubrificantes, tornando-se assi , 0' -segue- 33 -05- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nu 10.980-003.193/89-50 Acórdão :IQ 201-67.806 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DOMINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO Como acontece na grande maioria doscasos submetidos a julgamento por essa Egrógia Casa, o falso conceito de serem os procedimentos relativos a: PIS-Paturamento, PIS-Dedução, meros re flexos dos procedimentos administrativos alusivos a IRPJ, parece que infelizmente, adundando em procedimentos pessimamente instrui do , vale dizer de maneira assaz imperfeitos e, como e o caso dos autos, com decisão totalmente desmotivada e omissa quanto a pon - tos essenciais que devem se pronunciar. Não basta justificar que maiores e melhores argumentos estariam expendidos no decisório relativo a IRPJ, cujo exemplarfo ra atrelado, vez que, forçoso é reconhecer que em nenhuma des - sas decisões, há a comtemplação do colocado em destaque em sede de prejudicial por ocasião do Recurso Voluntãrio. A deficiência na instrução desse feito é tanta que i- nexiste a cópia da defesa apresentada no expediente relativo a IRPJ, para se saber se houve ou não tal argüição naquela peça! 2 certo, no entanto, que tal argüição é objeto da impugnação alusi- va a esse feito e que não fora contemplada pela R. decisão - cf. fls. 21. Certo,tambemeque a própria notificação, vale dizer,pe 12 -seqW 3/ seRvrço PUBLICO CEOCRAL -06- Processo nQ 10.980-003.193/89-50 Acórdão nn 201-67.806 ça inaugural, deixa a desejar quanto ao quesito indispensável:"Des cricEO dos fatos", mormente considerando que, somente há o enqua dramento legal, sem menção, como seria de rigor, no que efetiva - mente consiste o programa FISGAS e, principalmente, a imputação fática. Em síntese apertada, tenho-a como ineplal Por tais singelas colocações voto pela anulação " ab initio" desse procedimento, para que, outro, em boa e devida for- ma seja confeccionada, com auto compreensivo; provas coborando a imputação e a presunção legal naqual está sedimentada a imputa ção, decisão que contemple, aceitando ou rejeitando, de forma fun damentada, ainda que suscinta a impugnação, mas que abarque, con- temple, todas as razões de defesa. Sala das Sessões,e fevereiro diip992. #---2-67 ii -0.111111.1.111111 c-/- DOMINGOS ALFE(UNIC n A SILVA NETO +.
score : 1.0
Numero do processo: 00008.450617/85-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0811
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00008.450617/85-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413387
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0811
nome_arquivo_s : 40300811_000530_084506178580_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000084506178580_4413387.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4812392
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435359989760
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T09:18:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T09:18:03Z; Last-Modified: 2009-07-08T09:18:03Z; dcterms:modified: 2009-07-08T09:18:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T09:18:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T09:18:03Z; meta:save-date: 2009-07-08T09:18:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T09:18:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T09:18:03Z; created: 2009-07-08T09:18:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-08T09:18:03Z; pdf:charsPerPage: 1211; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T09:18:03Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0845/061.785780 ----Ji- MINISTÉRIO DA FAZENDA ...S..G.0 Ses,são de 0.9 de. den 82 ACORDÃO N° CSREM-0 811 Recurso n° RP /303- O . 530 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CAMAI-A. DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FERRAGENS E LAMINAÇÕES BRASIL S.A, FATURA - Via que não ofereça dúvida quanto a sua autenticidade e conte- nha os elementos essenciais ao de! pacho aduaneiro. Sua aceitação em decorrência de determinação da auto ridade competente nesse sentido. R -é- curso especial desprovido. - Vistos, relatados e discutidos os presentes au- -.:os de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recur sos Fis ( is, oor unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Es pecial I1. 41 Feia das S.--, sale t n,F), enO9 de ma de 1982.irio ./? .. _ A _ / ' MADOR 14P '' - 101 r E • n .A s ' - PRESIDENTE Pr. /'' 12.1„, CO pr ,,, ,„ .r. I ., ' r'1-- CYA CA TE - RELATOR, LUIZ ,9' RNANDO _./T IRA DE MO'' S - PROCURADOR É/ DA FAZENDA NACIONAL. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei - ros: LUIZ CARLOS NOGUEIRA, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEI DA, PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RO DRIGUES CABRAL. , „-- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.20845/061.785/80 RECURSO N.° : RP/303-0.530 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.811 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FERRAGENS E LAMINAÇÕES BRASIL S.A. RELATÕRIO Adoto o relatório do Acórdão recorrido CL is 52), "in verbis": "Em processo de revisão de fatura, constatou a Fiscalização qua a Recte. desembaraçou mercadorias ao abrigo da D.I. n9 051.644/76, de 02/07/76, apre sentando, na oportunidade, fatura que não era a original ou la. via. Em consequência foi autuada na data de 01/08/ 80, sendo-lhe aplicada a multa do art. 106,inc. IV, letra "a", do DL 37/66, correspondente a 10% do va lor da importação, no total de Cr$ 20.173,30. Defesa de fls. 19, apresentada tempestivamente e cujos principais tópicos leio em sessão. Decisão de fls. 31, depois da impugnação do FTF autuante pleiteando a manutenção do auto, jul ga procedente a ação fiscal. Recurso tempestivo a este colegiado, a fls. 36 repisando os argumentos da defesa. Não foi lavrado Termo de Responsabilidade, por ocasião do desembaraço." Pelo Acórdão rf9 21.141, a Câmara recorrida deu pra vimento ao recurso do importádo', enyvecisão consubstanciada na se - guinte ementa (fls. 51): / /.". / 4/ D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/061.785/80 Ac. n9 CSRF/03-0.811 "FATURA - Não sendo exigido Termo de Responsabili- dade, do importador, inexiste infração ao Regula - mento de Faturas por não apresentação do original." Em consequência, recurso especial da Fazem,: Nacio — nal (fls. 54/58), cujos trechos principais leio em ..,--ssão" // É o relatório. , 3 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/061.785/80 Acórdão n9 CSRF/ 03-0.811 VOTO Conselheiro FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE, Relator: A espécie jã foi diversas vezes apreciada nesta Superior Instância Administrativo-Fiscal, construindo-se torrenci- al jurisprudência segundo a qual "via que não ofereça dúvida quan- to a sua autenticidade e contenha os elementos essenciais ao des pacho aduaneiro, deve ser aceita". Tal entendimento, inclusivelfoi recomendado pela pr6pria autoridade fiscalizadora pelo Telex Circu lar CST n9 432/81. Por isto mesmo, improcedem as alegações da Douta Procuradoria da Fazenda Nacional. Nego, pois, provimento ao recurso ede, / . r-- iasilia /1* d- h9d1 982 / I # w 'RANCISCO MAR INS LEIT' CAVALCAN E -//27R, ( 5 - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10711.002835/89-64
Data da sessão: Tue Sep 26 00:00:00 UTC 19
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-1818
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 001909
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10711.002835/89-64
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413742
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-1818
nome_arquivo_s : 40301818_000153_107110028358964_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 107110028358964_4413742.pdf
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Tue Sep 26 00:00:00 UTC 19
id : 4812526
ano_sessao_s : 0019
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435361038336
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T07:03:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T07:03:13Z; Last-Modified: 2009-07-08T07:03:15Z; dcterms:modified: 2009-07-08T07:03:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T07:03:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T07:03:15Z; meta:save-date: 2009-07-08T07:03:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T07:03:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T07:03:13Z; created: 2009-07-08T07:03:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-08T07:03:13Z; pdf:charsPerPage: 1147; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T07:03:13Z | Conteúdo => •N, -41kr. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10711/002.835/89-64 1991 ACORDÃO OCSRF/03-01.818Sessão de 26 de setembro de 19 Recurso n2: RD/301-0.153 Recorrente: MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A Recorrida : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL 1. É- obrigatOrio o transporte em navio de ban- deira brasileira para que se faça jÚS ã insen- çãó. Art. 217, III, do RA, salvo autorizaçãc especial. 2. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado ala 4as Ses Oes (DF), em 26 de setembro de 1991. - MA • - PRESIDENTE ' - • , DE CASTRO NETI - RELATOR IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, JOSÉ ALVES DA FONSECA, UBALDO CAMPELO NETO, JOÃO HOLANDA COSTA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL DAMEFP/DF-S E C O O N 2 064/90 J. . SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO NP 10711-002 835/89-64 RECURSO NP RD/301-0.153 ACÓRDÃO CSRFk3- 01. 818 RECORRENTE : MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A RECORRIDA : 1 §. CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A empresa em referencia,comparece nos autos do processo em referencia para interpor, junto a esta Câmara Superior de Recur- sos Fiscais, recurso especial de divergencia contra decisão consubs. tanciada no acórdão n 2 301-26.220 . , cuja ementa segue transcrita: "Transporte de mercadoria com isenção deve, obriga- toriamente, ser feita em navio de bandeira brasilei ra (art. 21/-, III). Salvo autorização especial. Re- curso parcialmente provido, com a exclusão da multa de mora prevista na Lei 7.238/89." Para caracterizar o dissídio jurisprudencial argüido, a recorrente traz cópia da publicação no Diário Oficial da ementa do acórdão n 2 202-03.127 , ensejando o encaminhamento do recurso a es- ta Câmara Superior, para julgamento apenas da matéria referente à isenção dos tributos. Em suas razões recursais, argumenta que à época do re- gistro da D.I. havia legislação em vigor outorgando-lhe o benefício da isenção do IPI, pois tanto o DL n 2 2.433/88, alterado pelo DL n2 2.451/88 e regulamentado pelo Dec. n 2 96.760/88 estabelecera apenas duas condições para o desfrute automático dessa isenção:destinar-se o bem adquirido ao ativo fixo da empresa para integrar seu parque industrial. Sendo assim, afirma ser a destinação do bem a única coa dição para o gozo do benefício fiscal. Menciona, também, o Ato De- claratório CST n 2 37 para amparar sua tese de que as isenções auto- máticas do IPI são auto aplicáveis, estando excluída a hipótese de discriminação entre o IPI incidente sobre mercadorias nacionais e o incidente sobre mercadoria importadas. Quanto a este aspecto indaga se o documento de libera- ção de carga "Waiver", poderia modificar a isenção concedida aos produtos nacionais. ),,A N à Imprensa Nacional • \ Acórdão n9-CSRF/U3-01.818 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL .2 Transcrevo o art. 134, §, 3 2 para sustentar que se o benefício não foi invocado isto não acarreta a perda de beneff cio diverso, devendo, na verdade, ser registrada uma DCI para corrigir a falha e substituir, por incabível, o benefício , piei teado por aquele efetivamente cabível. Relativamente ao Imposto de Importação pretende a recorrente ser alcançada pelo que determina o art. 5 2 da Resolu ção CPA n 2 00-1516, e ser contemplada, nas adições n 2 004 e 005, com nova alíquota, equivalente a 30%. A Procuradoria da Fazenda Nacional, em suas contra razões, preliminarmente considera não caracterizada a divergencia, alegando que o acórdão trazido como paradigma versa sobre hipóte- se distinta da que ora se discute, poi que se relaciona com os in centivos relativos ao DL n 2 1136/70, o qual altera a redação do art. 25 da Lei 4.502/64. Argumenta que o referido decreto trata de produtos nacionais, destinados à modernização da indústria, enquanto . que neste processo o que se discute é a determinação do art. 217,111, do RA, que obriga o transporte das mercadorias importadas com be- nefícios fiscais; em navio com bandeira brasileira. Quanto ao mérito, sustenta que a isenção de que trata o art. 17 do DL n 2 2433/78 está sujeita a condicionantes, tal qual prevê o art. 176 do CTN. Neste caso, alega que em momento algum deixou de existir a norma do art. 2 2 do DL 666/69, matriz legal do art.217, III, do RA, segundo o qual é obrigatório o transporte em navio de bandeira brasileira. Assim argumenta: "A conseguencia de não obediencia a este comando, que condiciona não a existencia da isenção (direito objetivo),mas o desfrute desta (direito subjetivo), é a perda do direito ao exercício da isenção." Prossegue afirmando que as normas dos artigos 217 e 218 do RA coexistem perfeitamente com os do art. 17 do Decreto- lei n 2 2433/88, porque não foram revogadas. O texto do art. 32 deste D.L. revoga genericamente as disposições em contrário e especificamente uma série de normas ilegais,'entre os quais não se encontra o DL 666/79. Amr,:s.-I se no art. 2 2 , §§ 1 2 e 2 2 da lei de Introdu k41, x- NN Imprensa Nacional Acórdão n9-CSRF/03-01.818 3. SERVICO PUBLICO FEDERAL ção ao Código Civil, para quedar demonstrada a vigência das dis- posições contidas no DL 666/79, o qual não foi revogado pelo de n g 2433/88, que por sua vez não é com esse incompatível, nem regu- la inteiramente a matéria nele disciplinada. Enquanto o DL n 2 2433/88 diz respeito ao direito objetivo -- á existência da isenção - o DL 666/79 refere-se ao di- reito subjetivo, que é o exercício dessa isenção. Quanto à redução do imposto de importação, a Procu radoria lembra que a contravérsia em suposição trata de incenti vos fiscais, e nesta parte do recurso, o contribuinte extrapola os limites do recurso especial. De fato, no que respeita a essa matéria, o recurso não mereceu o acolhimento do apelo, uma vez que apenas com rela ção à questão da isenção teve-se por caracterizada a divergência jurisprudencial. É o relatório. rf/A Imprensa Nacional Acórdão n9-CSRF/03-01.818 .4 SERVIÇO Pueuco FEDERAL PROCESSO N 2 10711/002778/89-22 RECURSO N 2 RD/30I-0.153 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: MULTITEL MICROELETRÔNICA S/A VOTO Compartilho do entendimento manifestado na decisão recor rida, pois os benefícios fiscais reclamados pela empresa não alcançam produtos transportados em navio de bandeira estrangeira, a menos que houvesse sido apresentado o documento de liberação da carga (WAIVER), fornecido pela SUNAMAN. Ainda que o Conselho Nacional de Informática e a Secret.a ria Nacional de Informática omitam a exigencia do transporte dos pro- dutos em navio de bandeira brasileira, para que façam estes jus aos benefícios fiscais, não foi esta abolida, até porque tais órgãos não tem competencia para alterar a legislação agredida. Assim, voto para negar provimento ao recurso especial in terposto pelo sujeito passivo. Sala das Sessões, 26 de setembro de 1991. FAUSTWFREITAS DE CASTRO NETO Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10830.003364/2001-11
Data da sessão: Tue May 31 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999
COFINS. Entidade Filantrópica. Imunidade prevista no artigo 195, § 7º, da Constituição Federal. Presunção a favor da entidade.
Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.489
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Nanci Gama - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: NANCI GAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999 COFINS. Entidade Filantrópica. Imunidade prevista no artigo 195, § 7º, da Constituição Federal. Presunção a favor da entidade. Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos. Recurso Especial do Procurador Negado.
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10830.003364/2001-11
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5261940
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9303-001.489
nome_arquivo_s : Decisao_10830003364200111.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NANCI GAMA
nome_arquivo_pdf_s : 10830003364200111_5261940.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Nanci Gama - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Tue May 31 00:00:00 UTC 2011
id : 4925704
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435365232640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1944; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 400 1 399 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10830.003364/200111 Recurso nº 229.127 Especial do Procurador Acórdão nº 9303001.489 – 3ª Turma Sessão de 31 de maio de 2011 Matéria COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999 COFINS. ENTIDADE FILANTRÓPICA. IMUNIDADE PREVISTA NO ARTIGO 195, § 7º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRESUNÇÃO A FAVOR DA ENTIDADE. Cabe à autoridade administrativa, através do processo administrativo fiscal, o ônus de comprovar que os fins sociais do estatuto social de instituição sem fins lucrativos estão em desacordo com a realidade. Não havendo provas aptas a embasar a autuação, haverá uma presunção a favor da entidade, com base no que dispõe seus objetivos institucionais e os demais documentos colacionados aos autos. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencido o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que dava provimento. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Nanci Gama Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 33 64 /2 00 1- 11 Fl. 413DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martìnez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face ao acórdão de fls. 334/339, o qual, por maioria de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário do Contribuinte, para conforme atesta sua ementa a seguir transcrita: “COFINS. ENTIDADE EDUCACIONAL. IMUNIDADE. CF/88, ARTIGO 195, §7º. A imunidade do parágrafo 7º do artigo 195 da Constituição Federal é norma de eficácia contida, só podendo a lei complementar veicular suas restrições. Precedentes STF na ADIN 20285. Aplicação do Decreto nº 2.346/97 e do artigo 14 do CTN, recepcionado com lei complementar. Inexistência de prova nos autos de que as condições do artigo 14 do CTN não estavam sendo cumpridas. Também não restou provado que a entidade educacional não atenda de modo significativo e gratuitamente a hipossuficientes. Recurso provido.” Dessa forma, não se conformando com referida decisão, a Fazenda Nacional interpôs tempestivamente, com fulcro no artigo 32, inciso I do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, Recurso Especial por contrariedade à lei federal, argumentando que o acórdão recorrido não poderia, por conta da decisão plenária do STF, prolatada em sede de liminar, nos autos da ADIN 20285, ter afastado ou desconhecido a aplicação do disposto no artigo 55, da Lei nº 8.212/91, cuja redação foi dada pelo artigo 1º da Lei nº 9.732/98, no qual é restringido o alcance da imunidade constitucional do parágrafo 7º, do artigo 195. Ciente do despacho que admitiu o Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte apresentou suas contrarazões, requerendo a manutenção integral do acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheira Nanci Gama, Relatora Conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional eis que tempestivo e, a meu ver, encontramse reunidas todas as condições de admissibilidade previstas nos artigos 7º, I, e 15º do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. A controvérsia aduzida nos presentes autos consiste em afastar ou manter a imunidade do §7º, do artigo 195, da CF1, para a entidade em questão. 1 “Art. 195. (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.” Fl. 414DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10830.003364/200111 Acórdão n.º 9303001.489 CSRFT3 Fl. 401 3 A Fazenda Nacional, em seu Recurso Especial, alega que os requisitos para que aludida imunidade incida, quais sejam, aqueles previstos no artigo 55, da Lei nº 8.212/91, com redação introduzida pelo artigo 1º, da Lei nº 9.732/98, não foram devidamente atendidos pela instituição em epígrafe, não devendo, dessa forma, incidir a imunidade. Assim, aduziu que o acórdão recorrido jamais poderia ter deixado, como o fez, de aplicar as restrições previstas em tal dispositivo, pelo simples fato de ter sido proferida decisão, em medida liminar, proferida pelo STF nos autos da ADIN 20285. No entanto, ao assim aduzir, a Fazenda Nacional deixa de considerar outro embasamento utilizado pelo acórdão recorrido, o qual consiste na alegação de que a “questão deve ser analisada caso a caso através das provas trazidas aos autos em confronto com o estatuto da entidade sob análise, não possibilitando, como entendem alguns, uma análise linear em função de quesitos de forma, sem que se perquira acerca das peculiaridades de cada entidade e sua forma de atuação junto aos necessitados”. O i. Conselheiro Relator do acórdão recorrido, em prosseguimento ao seu entendimento, conclui que “a aplicação da imunidade das entidades de assistência social devem ser analisadas casuisticamente e, nesse sentido, a ação fiscal é fundamental, pois somente ela pode proporcionar ao julgador administrativo meios e provas para que o instituto, que tem os fins públicos mais relevantes, não seja utilizado indevidamente ou de forma fraudulenta. Para tanto, deve o fisco provar que os fins sociais do estatuto da entidade estão em desacordo com a realidade, e que se contrapõem a alguma das condições para fruição da imunidade apostas no artigo 14 do CTN. Até lá, há uma presunção em favor da entidade com base no que dispõe seus objetivos institucionais, e não o contrário, numa generalização sem qualquer conteúdo jurídico”. Dessa forma, o acórdão recorrido, além de se embasar na medida liminar proferida nos autos da ADIN 20285, sustentase, também, no fato de não ter observado nos autos qualquer prova que contrarie a presunção existente à favor da entidade, que, no objeto social de seu estatuto social, alega ser sociedade de “fins filantrópicos, de caráter educativo, cultural, beneficente e de assistência social e tem por finalidade específica: a) promover a educação moral e religiosa da infância e juventude; b) ministrar às mesmas a formação intelectual de nível primário, secundário e profissional, de acordo com as leis do País” (cfr. fls. 22). De fato, entendo merecer lograr a decisão do acórdão recorrido, eis que, a meu ver, não basta que a fiscalização simplesmente alegue a violação ao artigo 55, da Lei 8.212/91, sem que, para tanto, traga aos autos as provas cabais que confirmem e propiciem o embasamento necessário à sustentação dessa autuação, conforme determinado no artigo 142 do CTN. O contribuinte, paralelamente, ao trazer aos autos a sua escrituração em livros revestidos de formalidades que asseguram a sua fidedignidade, bem como, ao colacionar aos autos, às fls. 341, juntamente às suas contrarazões, certidão que o declara como sendo instituição de utilidade pública federal, publicada no Diário Oficial da União em 8 de novembro de 2007, repisa, ainda mais, a presunção a seu favor. Dessa forma, diante da ausência de provas em contrário, aptas a embasar a autuação, e diante da presunção a favor do contribuinte, que colacionou diversos documentos aos autos que demonstram o seu enquadramento como entidade sem fins lucrativos apta a ser Fl. 415DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 amparada pela imunidade constitucional do parágrafo 7º, do artigo 195, da Constituição Federal, entendo ser totalmente improcedente a autuação. Face ao exposto, conheço o Recurso Especial da Fazenda Nacional para, no mérito, negarlhe provimento, no sentido de repisar a imunidade da entidade filantrópica em questão, mantendo, assim, todos os efeitos do acórdão recorrido. É como voto. Nanci Gama Fl. 416DF CARF MF Impresso em 25/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 17/05/2013 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 00007.830109/78-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0690
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00007.830109/78-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413726
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0690
nome_arquivo_s : 40300690_000574_078301097880_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000078301097880_4413726.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4812521
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435368378368
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T10:52:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T10:52:49Z; Last-Modified: 2009-07-08T10:52:49Z; dcterms:modified: 2009-07-08T10:52:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T10:52:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T10:52:49Z; meta:save-date: 2009-07-08T10:52:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T10:52:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T10:52:49Z; created: 2009-07-08T10:52:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-08T10:52:49Z; pdf:charsPerPage: 1176; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T10:52:49Z | Conteúdo => ,-- PROCESSO N9 0783/010.978/80 44#W ..J.,,..... MINISTÉRIO DA FAZENDA ZSS . , Sessão de U. çle fevereirode 19 82 ACORDÃO No -CSRF/O 3-0 .690 Recurso n° RP/3 O 3-0 . 5 7 4 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: FIAT AUTOMÓVEIS S .A. FATURA COMERCIAL. Admitida, no despacho aduaneiro, a via da fatura que não ofere ça dúvidas quanto a sua autenticidade e 11 contenha os elementos essenciais ãcoriwova 1 ção dos dados da Declaração de Importação. Telex-Circular SRF/CST n9 423/81. 1 , Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Es- pecial Sala das -s 4f». (DF),em 11 de fevereiro de 1982._ /i0OP . AMADOR Od REL* FERNÂNDEZ - PRESIDENTE r) / Ifill .--, - S DWALDO - ; /Uk SILV A - RELATOR ii-An 91,1 T # ADHEMILSW : i A 'OS D; A R ALHO - PROCURADOR DA FA- I ZENDA NACIONAL. i Participaram, ainda, do presente ju aa tento, os seguintes Conselhei ros: LUIZ CARLOS NOGUEIRA, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausentes justificadamente os i V.V. Conselheiros FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE e PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA. , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0783/010.978/80 RECURSO W: RP/ 303-0.574 , ~o N.°: CSRF/03-0.690 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo : FIAT AUTOMÓVEIS S.A. RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes pleiteia a reforma do Acórdão n9 21.560 , da mesma Câmara,que, por maioria de votos, deu provimento a recurso interposto por FIAT AUTOMÓVEIS S/A., de decisão de primeira instância que lhe impusera a multa prevista no art. 106, inc. IV, alínea "a", do , Decreto-Lei n9 37/66, por haver apresentado, no despacho adua- neiro de mercadorias de sua importação, vias de fatura comerci 11 ai consideradas pela Fiscalização como não sendo o "original " 1 1 desse documento. 1 II Os fundamentos do v.AcOrdão recorrido vêm as- sim resumidos na respectiva ementa, "verbis": 1 "Preliminarmente, considerou-se extin- to o direito de a Fazenda Nacional efetuara re visão das DIs de fls., após decorridos mais cl. cinco anos entre a data do registro das mesmas e a do auto de infração. No mérito considerou _ 1 -se inaplicável a multa do art. 106, IV, " , do DL 37/66, com relação às demais DIs." ft(, r, I- O M F - RJ/1.° C - C - Secgrat - 1600/75 ' SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0783/010.978/80 02. Acórdão N9 CSRF/03-0.690 A exigência teve origem em ação fiscal decorren- te de "revisão" de Declaração de Importação. No Recurso Especial, que leio na íntegra em ses- são (lê), sustenta o douto Procurador, após análise da legislação de regência e normas baixadas pelas autoridades fazendárias compe tentes, o cabimento da penalidade em questão, uma vez que "o docu mento de fls. não é o original da fatura comercial e portanto não atende aos requisito-. legais, não podendo, em conseqüência, ser considerado válido" É o r- atOrio. 1 SERVIDO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 783/010.978/80 03. Acórdão n9 CSRF/03-0.690 VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Importa assinalar que o Recurso Especial versa apenas sobre o mérito da controvérsia, uma vez que, no tocante à "decadência", foi unânime a decisão daquele Colegiado. Conforme acentuou o V.Acórdão recorrido, as fa turas comerciais em questão, que instruiram o despacho aduanei- ro e serviram à conferencia e desembaraço de mercadorias impor- tadas, contem os elementos necessários à comprovação dos dados constantes das respectivas DeclaraçOes de Importação e não ofe- receram dúvidas quanto a sua autenticidade, podendo, portanto ser aceitas para o fim aludido. Nesse sentido, aliás, a orientação a respeito, contida no Telex-Circular CST n9 423, de 21.07.81, que deu res paldo à decisão recorrida. Isto posto, nego provimento ao Recurso Especi- al. át& Brasília, DF, em 11 de fevereiro de 1982. à ALDO REIS DA SILVA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 16707.002784/2006-97
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
Ementa:
IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA.
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2.
ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS.
Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ.
MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA.
Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-001.765
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(Assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
EDITADO EM: 28/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso provido em parte.
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16707.002784/2006-97
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5256607
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-001.765
nome_arquivo_s : Decisao_16707002784200697.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 16707002784200697_5256607.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite - Relatora. EDITADO EM: 28/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros
dt_sessao_tdt : Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4890727
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435370475520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2056; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 158 1 157 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16707.002784/200697 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.765 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de julho de 2012 Matéria IRPF Recorrente MARIA DO SOCORRO FREIRE CAMARA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 Ementa: IRPF. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. LEGITMIDADE PASSIVA. Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Aplicação da Súmula CARF nº 12. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. MULTA DE OFICIO. CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso provido em parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 70 7. 00 27 84 /2 00 6- 97 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 28/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros . Ausente momentaneamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros Relatório Contra o recorrente foi lavrado auto de infração referente ao IRPF do exercício 2002, anocalendário 2001, em razão de reclassificação de rendimentos declarados como isentos recebidos em razão de decisão da Justiça Trabalhista, os quais foram tratados como tributáveis com exigência do imposto acrescido de multa de 75% e juros. Na impugnação o sujeito passivo informou que juntamente com mais de 70 empregados da Caixa Econômica Federal CEF, por força de acordo homologado pela Juíza da 1ª Vara do Trabalho de Mossoró que mencionou expressamente a não incidência de imposto de renda e que a CEF encaminhou à Receita Federal ofício 63/2002 comunicando que estava desobrigada de recolher o imposto de renda retido na fonte em virtude da referida decisão judicial. Alegou ilegitimidade passiva, contrariedade a decisão judicial, a natureza não tributável da verba, com conseqüente cancelamento do auto de infração, subsidiariamente o afastamento de juros de mora e multa dado a ausência de culpa. O acórdão de primeira instância tem a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2001 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO. São tributáveis, na fonte e na declaração de ajuste anual da pessoa física beneficiária, os juros compensatórios ou moratórios de qualquer natureza, inclusive os que resultarem de sentença condenatória ou acordo, e quaisquer outras indenizações por atraso no pagamento de rendimentos provenientes do trabalho assalariado, das remunerações por Fl. 155DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 159 3 trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens, exceto aqueles correspondentes a rendimentos isentos ou não tributáveis. FALTA DE RETENÇÃO DO IMPOSTO PELA FONTE PAGADORA. A falta de retenção do imposto pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de oferecêlos à tributação na declaração de ajuste, quando se tratar de rendimentos tributáveis. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2001 DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. A extensão dos efeitos das decisões judiciais, no âmbito da Secretaria da Receita Federal, possui como pressuposto a existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal acerca da inconstitucionalidade da lei que esteja em litígio e, ainda assim, desde que seja editado ato especifico do Secretário da Receita Federal nesse sentido. Não estando enquadradas nesta hipótese, as sentenças judiciais só produzem efeitos para as partes entre as quais são dadas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveita em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. PEDIDO DE PERÍCIA E DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de realização de perícia e diligência, mormente quando ele não satisfaz os requisitos previstos na legislação de regência. INCIDÊNCIA DE MULTA DE OFICIO. cabível a incidência da multa de oficio de 75% sobre o valor do imposto apurado em procedimento de oficio, que deverá ser exigida juntamente com o imposto não pago espontaneamente pelo contribuinte. Não pode a autoridade administrativa negar se a aplicar multa de oficio prevista em lei vigente. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 LANÇAMENTO DE OFÍCIO.INCIDÊNCIA DE TAXA SELIC. É cabível a incidência da taxa Selic sobre o valor do crédito, quando este não for integralmente pago no vencimento, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis. Lançamento Procedente Ciência do acórdão em 10/06/2009 (fls.102). Recurso voluntário protocolado em 30/06/2009 (fls. 103/144) com os seguintes argumentos, em síntese: 1. após discorrer sobre o princípio da capacidade contributiva alega que em face de ter recebido R$ R$ 201.443,02 está sendo cobrado o valor de R$ R$ 197.605,10 (conforme DARF anexo) violando o aludido princípio e caracterizando confisco, assim como não há condições de a recorrente cumprir essa obrigação; 2. não houve intenção de provocar lesão ao Erário; 3. devese extinguir o processo sem julgamento do mérito em decorrência da inércia da Receita Federal em cobrar o tributo, aplicação subsidiária do art. 267 do CPC; 4. apreciação dos cálculos conforme argumentos apresentados na impugnação.; 5. o tributo deve ser exigido exclusivamente da fonte pagadora; 6. a fundamentação do acórdão recorrido para atribuir à recorrente a legitimidade passiva é o Parecer Normativo PGFN nº 1/2002, que entrou em vigor após o fato gerador já ter ocorrido, violando o princípio da anterioridade, assim como não houve retenção na fonte, logo esse parecer é inaplicável ao caso dos autos e esse Parecer não interpreta a Lei que menciona vir a interpretar (Lei 8.134/1990); 7. a CEF foi informada pela Receita Federal que a verba era tributável, mas não retificou os comprovantes de rendimentos, informando tal fato á Receita Federal que somente deu início à cobrança cerca de quatro anos depois, em desfavor dos empregados citados no acordo com a CEF; 8. a recorrente apresentou declaração com os dados do comprovante de rendimentos fornecido pela CEF; 9. não aplicação da Súmula nº 12 do 1º Conselho de Contribuinte pois publicada após a ocorrência do fato gerador e por tratar de casos em que constatada a omissão de rendimentos, sendo que no caso presente não Fl. 157DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 160 5 houve omissão, uma vez que os rendimentos foram declarados (como não tributáveis); 10. diante da diversidade de entendimento entre Receita Federal, CEF e Justiça do Trabalho o recorrente fica em situação de obediência ao decidido na Justiça e lavrado no comprovante de rendimentos; 11. a verba recebida tem natureza indenizatória – não sujeita ao imposto de renda , pois o acordo homologado consistiu em renúncia dos reclamantes referente à incorporação de diferenças salariais e reajuste e acessório aos salários com a contrapartida de recebimento imediato dos valores depositados em Juízo, representando natureza de compensação pela renúncia ao direito de incorporar percentual de 26,05% relativo à URP do mês de fevereiro de 1989 ao salários e seus consectários, com a renúncia ao direito a verba perdeu a natureza salarial; 12. a Justiça Federal tem competência para decidir sobre descontos previdenciários e de imposto de renda como já decidido pelo STF (RE 196517PR); 13. a Receita Federal não empreendeu esforços para identificar e confirmar as parcelas isentas; 14. nos autos está demonstrado que no valor do acordo consta o FGTS (8%) e parcela referente ao INSS (7,72%), 15. houve erro no cálculo do imposto, pois tendo recebido R$ 201.443,02 e aplicando alíquota de 27,5% com parcela a deduzir de R$4.320,00 o imposto devido seria R$ 55.396,83 e não R$ 54,136,16., com efeitos sobre a multa, ao invés de 41.547,62o correto, o correto seria R$ 40.602,12; 16. a própria PGFN reconhece o erro escusável como excludente da multa de ofício (processo 11598.000552/200584 , bem como jurisprudência desse Conselho; e 17. ao não reter a fonte pagadora assumiu o ônus do imposto com base reajustada (art. 725 do RIR1999); Constam dos autos: Termo de Conciliação (fls. 78), Ofício da CEF externando seu entendimento (fls. 73), Provimento 1/96 mencionado pelo recorrente (fls. 24) e Parecer PFN adotado pela fiscalização (fls. 26). É o relatório. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Voto Conselheiro Dayse Fernandes Leite, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Controvérsia similar a aqui exposta foi enfrentada por esta Turma , em 27 de outubro de 2011, no julgamento do Processo nº 13433.000214/200631, quando se prolatou o Acórdão 2802001.175, relator o Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, que pela clareza do quanto decidido peço vênia, para transcrever e adotálo como razão de decidir. “Inicialmente devese registrar que a retenção do imposto de renda no caso de recebimento de salários e de verbas trabalhistas tributáveis é mera antecipação do imposto, motivo pelo qual a Declaração Anual de Imposto de Renda é chamada de Declaração de Ajuste Anual, na qual após serem considerados os rendimentos obtidos, as deduções e as antecipações de imposto chegase à apuração de imposto a pagar ou a restituir. Isso torna distintos os IRRF e o IR apurado no Ajuste Anual. Aplicase a Súmula CARF nº 12 de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 259, de 23 de junho de 2009). Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. As súmulas como expressão da jurisprudência consolidada não só se aplicam aos casos ocorrido antes de sua entrada em vigor, como essa é sua finalidade, definir a interpretação do órgão na solução de litígios (em geral já ocorridos). Não é correto afirmar a inaplicabilidade da Súmula nº 12 do 1º Conselho de Contribuinte, convertida na Súmula CARF nº 12, pois ela trata especificamente de casos como o presente. Rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva. No processo administrativo fiscal a aplicação do CPC é subsidiaria, pois a legislação de regência é o Decreto 70.235/1972. O lançamento foi feito dentro do prazo decadencial e não corre prazo de prescrição no curso do processo administrativo, o regramento está no direito material (art. 173 e 150 do CTN) sendo incorreto aferir existência de lacuna para justificar aplicação do CPC. Ademais, a Sumula CARF nº 11 dispõe: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal. Rejeito a pretensão de extinção do processo sem julgamento do mérito. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 161 7 A cobrança tem amparo na fundamentação legal descrita no auto de infração, afastar a exigência sob o manto de aplicação do princípio da capacidade contributiva ou da vedação ao confisco é vedado aos membros do CARF, tal como consta da Súmula CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Como a exigência do imposto decorre da lei e não do Parecer da PGFN, a publicação deste, após o fato gerador já ter ocorrido, em nada altera a validade do lançamento em apreciação. A exigência do tributo independe da intenção de lesar o Erário, o dolo e a culpa serão apreciado quando do julgamento acerca da multa. A exigência do imposto com base reajustada é utilizada para exigir da fonte pagadora que assumiu a responsabilidade e não é o que ocorreu nos autos. Ademais, as verbas referentes à variação da URV são de natureza remuneratórias. De outro giro, a competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União (inciso I do art. 153 da Constituição de 1988 c/c art. 142 do CTN) que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), o que não é prejudicado por decisão em âmbito de ação trabalhista onde a União sequer foi parte. Embora a recorrente mencione que nos autos há discriminação das verbas, isso não é o que ocorre. Quando se reporta a existência de parcelas de FGTS e de INSS, apenas colacionou trecho de uma planilha, na qual seu nome não aparece, tal planilha não deixa claro se os dados referemse às verbas pleiteadas (antes do acordo) ou às que foram efetivamente recebidas em decorrência da transação. A falta dessa comprovação nos autos impossibilita não só a identificação da natureza das verbas, como também os períodos de competência (trabalhista) e respectivos valores. De outro giro, o acordo possui natureza jurídica de transação e seus efeitos restringemse às partes, não são oponíveis a terceiros, como é o caso da União. Destarte, deve ser tributado o valor integral quando de seu recebimento. Nesse mesmo sentido é o precedente do Superior Tribunal de Justiça abaixo: EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO SOBRE A RENDA IRPF. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE VERBAS DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE LIQUIDAÇÃO DOS VALORES. ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO FISCAL. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. ACORDO DAS PARTES. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 1. A isenção tributária, como espécie de exclusão do crédito tributário, deve ser interpretada literalmente e, a fortiori , restritivamente (CTN, art. 111, II), não comportando exegese extensiva. 2. O Imposto sobre a Renda incide sobre o produto da atividade que implique o auferimento de renda ou proventos de qualquer natureza, que constitua riqueza nova agregada ao patrimônio do contribuinte e deve se pautar pelos princípios da progressividade, generalidade, universalidade e capacidade contributiva, nos termos do arts. 153, III e § 2º, I e 145, § 1º da CF. 3. O conceito do art. 43 do CTN de renda e proventos, sob o viés da matriz constitucional, contém em si uma conotação de contraprestação pela atividade exercida pelo contribuinte, verbis: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. 4. A norma isentiva do Imposto de Renda, por sua vez, insculpida no art. 6º, inc. V, da Lei n.º 7.713/88, assim dispõe: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 5. A regra, portanto, aponta no sentido de que advinda disponibilidade econômica ou jurídica, incide, sobre a renda ou provento, o tributo correspectivo, sendo certo que qualquer exceção deve decorrer de lei, que por seu turno reclama interpretação literal. 6. In casu, em reclamação trabalhista, houve condenação da ex empregadora ao pagamento de verbas rescisórias de contrato de trabalho, em que parte das parcelas era passível de incidência do imposto de renda e outras não, porquanto abrangidas pela norma isentiva. Não obstante, supervenientemente, as partes homologaram acordo na Justiça do Trabalho, em um "montante global", que incorporou as diversas verbas devidas, houve Fl. 161DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 16707.002784/200697 Acórdão n.º 2802001.765 S2TE02 Fl. 162 9 recolhimento do imposto de renda, que o autor pretende restituir. 7. Na impossibilidade de separar os valores no tocante a cada verba, para aferir o caráter indenizatório ou não, impõe a incidência do Imposto de Renda sobre o todo, porquanto a isenção decorre da lei expressa, vedada a sua instituição por vontade das partes, através de negócio jurídico. 8. Inteligência, ademais, do art. 123, do Código Tributário Nacional, no sentido de que "salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes" . (...) 11. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. (RECURSO ESPECIAL Nº 958.736 SP Relator : Ministro Luiz Fux, Julgado em 06 de maio de 2010). O suposto erro de cálculo no auto de infração não ocorreu, tratase de engano da recorrente ao efetuar a apuração sem levar em conta os valores existentes na Declaração de Ajuste Anual. O cálculo correto feito pela autoridade fiscal está nas fls. 06 (Demonstrativo de Apuração do Imposto de Renda Pessoa Física). Por outro lado, a recorrente tem razão de insurgirse contra a multa de ofício. Dado que a interpretação da fonte pagadora de considerar que a verba não era tributável, aliada ao termos usados na Justiça do Trabalho, foi elemento decisivo para a conduta do requerente, que declarou o rendimento com a mesma natureza atribuída pela fonte pagadora no comprovante de rendimentos, é cabível a exoneração, exclusivamente, da multa de oficio em decorrência de um erro escusável induzido pela interpretação errônea dada pela fonte pagadora, no mesmo sentido dos acórdãos acórdão 10616801, 10616360 e 19600065, cujos excertos são a seguir reproduzidos. “(...) MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...)” (acórdão 10616801, de 06/03/2008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes,relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula) “ (...) MULTA DE OFICIO CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. (...) (Acórdão n° 10616360, sessão de 23/01/2008, relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos) Fl. 162DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 “ (...) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...)” (acórdão nº 19600065, de 02/12/2008, da 6ª Turma Especial do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Valéria Pestana Marques)” Com as considerações acima, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora Fl. 163DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 28/05/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000279/2009-04
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS
Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações
MULTA DE OFÍCIO - CONFISCO
Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos
TAXA SELIC
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 2202-002.292
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
(Assinado digitalmente)
Pedro Anan Junior Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: PEDRO ANAN JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações MULTA DE OFÍCIO - CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 14041.000279/2009-04
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5257295
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2202-002.292
nome_arquivo_s : Decisao_14041000279200904.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : PEDRO ANAN JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 14041000279200904_5257295.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta).
dt_sessao_tdt : Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
id : 4897469
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435377815552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2033; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 298 1 297 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.000279/200904 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202002.292 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de abril de 2013 Matéria Omissão de Rendimentos Depósito Bancário Recorrente Heber Moreira Fernandes Seabra Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção relativa de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações MULTA DE OFÍCIO CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto do relator. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 02 79 /2 00 9- 04 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 2 Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). (Assinado digitalmente) Pedro Anan Junior– Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado), Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga (Presidente Substituta). Fl. 301DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 299 3 Relatório Contra o contribuinte em epígrafe foi emitido Auto de Infração do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF (fls.161/173), referente aos exercícios 2006, anocalendário 2005, por Auditor Fiscal da Receita Federal, da DRF/BrasiliaDF. O lançamento acima foi decorrente da(s) seguinte(s) infração(Oes): Depósitos Bancários de Origem não Comprovada. Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito ou de investimento, mantida em instituição financeira, em relação aos quais o sujeito passivo, regulamente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, conforme Termo de Verificação Fiscal, que é parte integrante do Auto de Infração (fls. 168/172). 0 contribuinte apresenta impugnação, protocolada em 01/04/2009 (fls. 176/193), acompanhada da documentação, na qual, em síntese, expõe os motivos de fato e de direito que se seguem: Não concorda com a autuação e corn o respectivo lançamento do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer natureza, porque todos os seus rendimentos foram declarados no exercício e o imposto pago nos prazos legais, nos termos da legislação vigente. As afirmativas e os comprovantes das origens e destinações da movimentação financeira (depósitos), que por motivos alheios A sua vontade, que adiante se justificará, não foram todos apresentados antes da autuação. Não concorda ainda com o lançamento pelo fato de depósitos bancários não serem fato gerador de tributo, por isso o AI deve ser declarado improcedente. É corretor de imóveis e presta serviços de intermediação na compra e venda imobiliária, recebendo e repassando os valores correspondentes As transações, ficando apenas com a comissão sobre tais verbas, que variam em percentuais que estão demonstrados adiante, nos anexos de fls. 05 a 29. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília – DRJ/BSB, ao analisar a impugnação, deu provimento parcial, através do acórdão 0332.638, cuja ementa segue abaixo transcrita: Fl. 302DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FiSICA IRPF Exercício: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. A presunção legal de omissão de rendimentos autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular das contas bancárias ou o real beneficiário dos depósitos, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO. NÃO OCORRÊNCIA. As multas de oficio não possuem natureza confiscatória, constituindose antes em instrumento de desestimulo ao sistemático inadimplemento das obrigações tributárias, atingindo, por via de conseqüência, apenas os contribuintes infratores, em nada afetando o sujeito passivo cumpridor de suas obrigações fiscais. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. A cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC está em conformidade com a legislação vigente, porquanto o Código Tributário Nacional outorga à lei ordinária a faculdade de estipular os juros de mora incidentes sobre os créditos não integralmente pagos no vencimento em perceptual diverso de 1%, desde que previsto em lei. Devidamente cientificado dessa decisão, o Recorrente apresenta tempestivamente recurso voluntário, onde reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 300 5 Voto Conselheiro Pedro Anan Junior Relator O recurso preeenche os pressuposto de admissibilidade portanto deve ser conhecido. OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS – PRESUNÇÃO. O auto de infração elaborado pela autoridade lançadora teve como base o artigo 42, caput e §§ 1º e 2º, da Lei nº 9.430, de 1996: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos.” Nos termos da referida norma legal presumese omissão de rendimentos sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Não há que se falar em violação do sigilo bancário no presente caso, tendo em vista que o Recorrente apresentou seus extratos bancários para a autoridade lançadora. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR 6 No presente caso foi comprovado através de documentação e provas que a Contribuinte é titular das contas bancária, sendo que o lançamento foi efetuado a partir da presunção relativa de omissão de rendimentos calcada em depósitos bancários de origem não demonstrada, nos termos artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996. Não merece reparos a decisão da DRJ, tendo em vista que o Recorrente não conseguiu comprovar através de provas a origem dos depósitos ensejadores do presente lançamento. O recorrente alega que os valores que transitaram em sua conta corrente decorrem da intermediação da compra e venda de imóveis, trazendo aos autos escrituras que comprovariam o alegado. Entendo que não merece reparos a decisão da DRJ, uma vez que isso não é suficiente para comprovar a origem dos depósitos efetuados, caberia ao Recorrente trazer aos autos provas inequívocas das operações, o que não fez. Desta forma verificase que os depósitos bancários que formaram a base de cálculo do auto de infração são valores que foram movimentados e não foram oferecidos a tributação, não havendo nenhuma evidência de que alguma dessas importâncias foram declaradas pela Contribuinte ou têm natureza isenta, uma vez que a Contribuinte nada trouxe para esclarecer e comprovar a origem dos referidos depósitos. Podemos concluir que o Contribuinte não conseguiu demonstrar que não houve omissão de rendimentos, pois não apresentou nenhum documento ou prova que comprovariam que os depósitos efetuados em sua conta bancária possuíam origem isenta ou já submetida à tributação. Desta forma, é devida a presente tributação com base em depósitos bancários de origem não comprovada. MULTA DE OFÍCIO – CONFISCO Em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos Incabível se falar em confisco no âmbito das multas pecuniárias. O princípio constitucional do nãoconfisco se aplica, apenas, aos tributos. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC No que diz respeito ao argumento da indevida aplicação da SELIC como juros de mora, entendo que o mesmo não procede, uma vez que o artigo 13, da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995 prevê a sua aplicação sobre os tributos em atraso: Fl. 305DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR Processo nº 14041.000279/200904 Acórdão n.º 2202002.292 S2C2T2 Fl. 301 7 Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a.2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. Desta forma, como a cobrança em auto de infração dos juros de mora (calculados pela Taxa SELIC) decorre da aplicação de dispositivos legais vigentes e eficazes na época de sua lavratura. Em decorrência dos princípios da legalidade e da indisponibilidade, os referidos dispositivos legais são de aplicação compulsória pelos agentes públicos, até a sua retirada do mundo jurídico, mediante revogação ou resolução do Senado Federal que declare sua inconstitucionalidade Além do mais tendo em vista a Súmula n° 04 do CARF, a aplicação da SELIC é devida aos débitos administrados pela Receita Federal do Brasil: Súmula nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Desta forma, não procede o argumento apresentado pelo contribuinte no que diz respeito a essa matéria. Assim, por tudo o que dos autos consta, voto por negar provimento ao recurso do contribuinte. (Assinado Digitalmente) Pedro Anan Junior Relator Fl. 306DF CARF MF Impresso em 11/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por PEDRO ANAN J UNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 00004.400532/11-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0937
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00004.400532/11-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4415687
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0937
nome_arquivo_s : 40300937_000673_044005321180_003.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000044005321180_4415687.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4813209
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435400884224
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T12:56:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T12:56:53Z; Last-Modified: 2009-07-08T12:56:54Z; dcterms:modified: 2009-07-08T12:56:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T12:56:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T12:56:54Z; meta:save-date: 2009-07-08T12:56:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T12:56:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T12:56:53Z; created: 2009-07-08T12:56:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-08T12:56:53Z; pdf:charsPerPage: 1118; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T12:56:53Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0440/053.211/80 "011, -n •ii0M- MINISTÉRIO DA FAZENDA SGC Sessão de 21 de junho . de 1 9 82 ACORDÂO NoCSRF/03-0. 937 Recurso n° RP/3 03-0 .673 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: MARLIN DO BRASIL PERFURAÇÕES MARÍTIMAS LTDA. FATURA - Via que não oferece dúvida quanto ã sua autenticidade e contêm os elementos essenciais. Negado pro vimento ao recurso do Sr. Procura - dor da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recursos Fisc.',..,,por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso especiai t/ giSala das . f-sí.;y1 (DF), em 21 de junho de 1982./r f4,7w, // AMADOR 01 - • Dfi O F ° NÃNDE Z - PRESIDENTE , HINDEMBIÀGe ÁbOàkJ /TF'XEIRA - RELATOR , LUIZ FERNAND r 5 /VEI"t , DE MORAES-PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda,do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: , LUIZ CARLOS NOGUEIRA, FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE, PAULO DE AL - MEIDA, PAULO CÉSAR DE ÁVILA E SILVA, EDWALDO REIS DA SILVA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , , ,4.---W- O)! 42#1 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 O 4 40/0 5 3. 211/80 RECURSO N.° : RP/303-0.673 ACÓRDÃO N.° : CSRF/03-0.937 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: MARLIN DO BRASIL PERFURAÇÕES MARÍTIMAS LTDA. RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto "ál Ter ceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes pleitea a re_ forma de acórdão daquela Câmara onde, dando-se provimento a recur_ so voluntário, ficou decidido não ser cablvel penalidade quando a via da fatura comercial, apresentada pelo contribuinte, não ofere_ ce dúvida quanto ã sua autenticidade e contêm os elementos essen_ ciais. Alega o Sr. Procurador, em resumo, que o documen- to apresentado não e original da fatura comercial e portanto não atende aos requisi le,4ais, não podendo, em consequência, ser , considerado válido / (.i; É o r- atOrio. , - , D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0440/053.211/80 2. AcOrdão n9 CSRF/03-0.937 VOTO Conselheiro HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, Relator: A decisão recorrida acatou recente orientação ad ministrativa, ou seja, o telex circular CST n9 423/81,assinado pe lo Sr. Secretário da Receita Federal, o qual recomenda às repar- tiçOes sob sua jurisdição "que sejam aceitas, para baixa dos ter. mos, qualquer via da fatura que não ofereça dúvidas quanto à sua autenticidade bem como contenha os elementos essenciais para com provar a veracidade dos elementos lançados na declaração de impor tação." É evidente que a recomendação do Sr. Secretário da Receita Federal aplica-se, a fortiori, nos casos em que a reparti ção sequer julgou necessário a assinatura do termo de responsabi- lidade, aceitando a via da fatura apresentada pelo contribuinte. O exame do documento constante dos autos revela a existência dos elementos acima indicados, levando à aceitação nos termos da orientação administrativa mencionada. Não há fundamento para a modificação da decisão recorrida. /Nego e ovimento ao recur / so do Sr. Procurador da Fazenda Nacionaljf Ás( ÁP, - Brasilia, 21 de junho e 982. /1(M (1-'1(4 HINDEMBURGO DOBAI.' TEIXEIRA RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00008.450511/46-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0308
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00008.450511/46-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4416981
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0308
nome_arquivo_s : 40300308_000140_084505114680_003.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000084505114680_4416981.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4813670
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076435406127104
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T10:23:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T10:23:16Z; Last-Modified: 2009-07-08T10:23:16Z; dcterms:modified: 2009-07-08T10:23:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T10:23:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T10:23:16Z; meta:save-date: 2009-07-08T10:23:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T10:23:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T10:23:16Z; created: 2009-07-08T10:23:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-08T10:23:16Z; pdf:charsPerPage: 1176; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T10:23:16Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0345/051.146/80 CW'X',,;r4 >.,',!‘1 •Ç-;,4W •.--.D.Ü - MINISTÉRIO DA FAZENDA BMV ' Sessão de 22 de maio de l9 81 ACORDÃO N°-" CSRFA) 3-O * 308 Recurso n° RP/303-0.140 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO 39 CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: - AGÊNCIA MARÍTIMA SINARIUS S.A. , . _ . Acréscimo de mercadorias apurado em conferencia final de manifesto. Atu alização da multa respecti-va previ:s. ta expressamente na legislação. Re._ curso provido. , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Cons. Enila Leite de Freitas Cr.gas, Wilf rido Augusto Marques e Randolfo Henrique de Souza Neto. i Sala das Se s6-s(AF), em 2 de maio de 1981 411 AMADOR OU - RE, O ER., , NDEZ - PRESIDENTE fr 00 n ffr ''46 vt lit1 .), 11 / HINDEMBURGO 415A TEI.' ? D£ - RELATOR ; ...iiV 1 '/ l faw-- • / ,, ADHEMI'SON LA TeS DE /*SV'LHO - PROCURADOR DA FA_ / ,, 7 ZENDA NACIONAL / Participaram, ainda, do presente jul•am nto, os seguintes Conselhei ros: PAULO DE ALMEIDA, EDWALDO REIS DA /SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , ' ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0845/051.146/80 RECURSO N.° : RP/303-0 . 140 ACÓRDÃO N.° : CSRF/O 3-0 . 308 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: — AGÉNCIA MARÍTIMA SINARIUS S.A. RELATÓRIO , .4.- O Procurador da Fazenda Nacional pleitea a refor ma de decisão da 3a. Cãmara do Terceiro Conselho de Contribuin- tes que, dando provimento a recurso voluntário, estabeleceu, no caso dé faltas e acréscimos apurados em conferência final de ma - nifesto, serem aplicáveis a taxa do dólar fiscal e as alíquotas em vigor na data da entrada do navio. O Sr. Procurador da Fazenda Nacional salienta que esta Câmara já tem entendimento firmado sobre a matéria estabele_ cendo serem aplicáveis a taxa do dólar fiscal e aliquotas em vi gor na data em que a repartição toma conhecimento da falta, ou seja, a representação de fls. Quanto aos acréscimos, o enten '- Mento se fixou na tese ' de que é aplicável a multa atualizad ., -.7. , É o relatório. : , ' ,, D M F — RJ/1.° C - C . Socgraf - 1600/75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 0345/051.146/80 2. AcOrdão n9-CSRF/08-0.308 VOTO — — — — Conselheiro HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, Relator: Voto no sentido de que seja dado provimento ao recurso tendo em vista a orientação fixada por esta Câmara e as razOes que a fundamentam, as quais me parecem corretas: deverão ser utilizados, no cálculo do imposto, a twta do dólar fiscal e as allquotas vigentes na data em que a re paLtiçSo tomou conheci— mento da falta, isto e, a data da representação de fls. Quanto á" multa relativa aos acréscimos, deve ser 1 ada em conta a atu alização prevista na legislação especifica //2/? HINDEMBURGO DOBA' TEIXEIRA - RELATOR • • Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
