Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,278)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,167)
- Primeira Turma Ordinária (16,049)
- Primeira Turma Ordinária (16,036)
- Segunda Turma Ordinária d (15,777)
- Segunda Turma Ordinária d (14,403)
- Primeira Turma Ordinária (13,018)
- Primeira Turma Ordinária (12,371)
- Segunda Turma Ordinária d (12,356)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,409)
- Quarta Câmara (84,660)
- Terceira Câmara (67,242)
- Segunda Câmara (55,630)
- Primeira Câmara (20,043)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,588)
- Segunda Seção de Julgamen (114,322)
- Primeira Seção de Julgame (76,395)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,959)
- Câmara Superior de Recurs (37,873)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,750)
- HELCIO LAFETA REIS (3,697)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,488)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10980.009748/2008-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008
Ementa:
IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES. SISTEMA MONOFÁSICO. RESTITUIÇÃO.
Não há dispositivo legal que autorize o creditamento de contribuições cujo ônus é suportado apenas indiretamente pela entidade, eis que a sua imunidade contempla tão somente as suas próprias receitas
Numero da decisão: 3401-002.335
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
JULIO CÉSAR ALVES RAMOS- Presidente.
ANGELA SARTORI - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Ementa: IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES. SISTEMA MONOFÁSICO. RESTITUIÇÃO. Não há dispositivo legal que autorize o creditamento de contribuições cujo ônus é suportado apenas indiretamente pela entidade, eis que a sua imunidade contempla tão somente as suas próprias receitas
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.009748/2008-09
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5308319
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-002.335
nome_arquivo_s : Decisao_10980009748200809.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANGELA SARTORI
nome_arquivo_pdf_s : 10980009748200809_5308319.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. JULIO CÉSAR ALVES RAMOS- Presidente. ANGELA SARTORI - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5181544
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370720415744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1579; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 5 1 4 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.009748/200809 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.335 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2013 Matéria Pis/Cofins Recorrente Sociedade Hospitalar Angelina Caron Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Ementa: IMUNIDADE. ENTIDADES BENEFICENTES. SISTEMA MONOFÁSICO. RESTITUIÇÃO. Não há dispositivo legal que autorize o creditamento de contribuições cujo ônus é suportado apenas indiretamente pela entidade, eis que a sua imunidade contempla tão somente as suas próprias receitas Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. JULIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. ANGELA SARTORI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 97 48 /2 00 8- 09 Fl. 293DF CARF MF Impresso em 20/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Tratase de pedido de restituição, protocolado em 08/07/2008, no valor equivalente à R$ 93.308,32 (noventa e três mil reais trezentos e oito reais e trinta e dois centavos), na qual se pleiteia a repetição de indébito de PIS e COFINS incidentes nas aquisições de medicamentos submetidos à tributação concentrada. O referido pedido de restituição restou indeferido pelo Despacho Decisório proferido pela DRF/CTAPR, cuja ementa a seguir é transcrita: Assunto: Pedido de Restituição de Contribuição para o PIS/PASEP e para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. Anocalendário: 2008 Ementa: O regime da incidência nãocumulativa da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas de venda dos produtos elencados no art. 1º da Lei nº 10.147, de 2000, que concentra a tributação nas etapas de produção e importação, não implica em restituição às entidades beneficentes de assistência social que adquiram tais produtos, uma vez que a isenção de que gozam, contemplam unicamente as suas próprias receitas de assistência social. São reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda dos produtos tributados na forma do inciso I do art. 1º , pelas pessoas jurídicas não enquadradas na condição de industrial ou de importador (Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000). Pedido de Restituição Indeferido Compensações Não Homologadas Diante do indeferimento do pedido de restituição em menção, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade. Ao analisar os argumentos ali contidos, a 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba, DRJ/CTA, prolatou o Acórdão nº. 0633.044, na qual não reconheceu o direito creditório pretendido, julgandoa improcedente, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 PIS E COFINS. MEDICAMENTOS. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. RESTITUIÇÃO. IMUNIDADE. ISENÇÃO. ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. A incidência monofásica do PIS e da Cofins sobre as receitas de venda dos produtos elencados no art. 1º da Lei nº 10.147, de 2000, não implica restituição às entidades beneficentes de assistência social que adquiriram tais produtos, haja vista que a isenção de que gozam aludidas entidades, quando cumpridos os requisitos legais, contempla unicamente as suas próprias receitas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 294DF CARF MF Impresso em 20/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10980.009748/200809 Acórdão n.º 3401002.335 S3C4T1 Fl. 6 3 Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada com a decisão da DRJ, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário na qual alegou ter direito ao creditamento do PIS e COFINS sobre os valores incidentes nas mercadorias adquiridas na tributação concentrada, por gozar da imunidade nos termos do art. 195, § 7º da Constituição Federal. Ou seja, afirma ser detentora de tal direito creditório em razão da impossibilidade de sofrer tributação, ainda que de forma indireta, do PIS e da COFINS constantes nas suas aquisições de medicamentos. É o relatório. Voto Conselheiro Angela Sartori O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade por isto dele tomo conhecimento. Da tributação concentrada e restituição de Pus e Cofins pelas pessoas imunes. O art. 1º da Lei 10.147/2000 enquadra a tributação do Pis e Cofins na sistemática concentrada que concerne aos produtos farmacêuticos ali elencados. Portanto, é sabido que o ônus tributário das referidas contribuições são suportadas pelo produtor/importador em que se tem uma alíquota majorada para eximir os demais integrantes da cadeia produtiva aplicandose a alíquota zero. A Lei 10.833/03, bem como a Lei 10.637/02 que tratam da possibilidade de creditamento de tais contribuições sobre varias despesas somente apresentam vedação expressa ao desconto de créditos sobre os custos dos bens a substituição tributária e ao regime monofásico das contribuições, art. 3, I,B. Contudo, tais vedações não são extensíveis aos custos, despesas, e encargos relacionados a tais receitas sob pena de extrapolar os limites legais que não é o caso dos autos uma vez que a recorrente pretende a tomada de créditos sob a aquisição de produtos sujeitos a alíquota zero e submetida a regime monofásico. De outra banda a imunidade tributária da qual a Recorrente goza é aquela destinada as entidades beneficentes consagrada no art. 195, parágrafo 7 da CF. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 20/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 A imunidade do dispositivo supra em relação às empresas alcança a folha de salários em relação as contribuições previdenciárias, o lucro em se tratando de CSLL e a receita ou faturamento da empresa no que concerne ao Pis e Cofins, nos termos do artigo 195 inciso I . Portanto vêse que a tributação imune das entidades beneficentes atinge tão somente a sua própria receita ou faturamento em relação ao Pis e cofins não havendo amparo legal para os argumentos da Recorrente. Isso porque a sua pretensão é a restituição da diferença de Pis e Cofins quando enquadrada no regime de apuração monofásico eis que ao majorar a alíquota do produtor/importador culminou na oneração do custo na aquisição dos produtos submetidos a esta majoração. Logo percebese que a restituição não se refere a pagamento de tributo indevido e sim de uma majoração no custo de aquisição de seus produtos os quais podem ter sido onderados por tantos outros motivos não somente a causa alegada pela Recorrente. Diante de tais fatos não há dispositivo legal que autorize a restituição de contribuições cujo ônus é suportado apenas indiretamente pela entidade eis que a sua imunidade contempla tão somente as suas próprias receitas. Pelo exposto nego provimento ao recurso voluntário. Angela Sartori Fl. 296DF CARF MF Impresso em 20/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 28/10/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 16/11/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10940.901415/2008-00
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. DIREITO CREDITÓRIO. LIQUIDEZ E CERTEZA. ÔNUS DA PROVA.
A compensação é forma de extinção do crédito tributário.
Para a concretização da compensação tributária deve ser comprovada, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do direito creditório utilizado.
A prova do fato constitutivo do direito creditório compete ao autor do pedido.
Para que a autoridade administrativa possa reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte e, por via de conseqüência, considerar as compensações tributárias informadas, é necessário que sejam carreados aos autos documentos que demonstrem, de forma inequívoca, a certeza e liquidez do crédito alegado, ex vi do disposto no art.170 do CTN.
Numero da decisão: 1802-001.884
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente, justificamente, o Conselheiro Marco Antônio Nunes Castilho.
Nome do relator: NELSO KICHEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. DIREITO CREDITÓRIO. LIQUIDEZ E CERTEZA. ÔNUS DA PROVA. A compensação é forma de extinção do crédito tributário. Para a concretização da compensação tributária deve ser comprovada, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do direito creditório utilizado. A prova do fato constitutivo do direito creditório compete ao autor do pedido. Para que a autoridade administrativa possa reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte e, por via de conseqüência, considerar as compensações tributárias informadas, é necessário que sejam carreados aos autos documentos que demonstrem, de forma inequívoca, a certeza e liquidez do crédito alegado, ex vi do disposto no art.170 do CTN.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10940.901415/2008-00
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5311517
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.884
nome_arquivo_s : Decisao_10940901415200800.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NELSO KICHEL
nome_arquivo_pdf_s : 10940901415200800_5311517.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente, justificamente, o Conselheiro Marco Antônio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
id : 5202792
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370723561472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1827; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 167 1 166 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.901415/200800 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.884 – 2ª Turma Especial Sessão de 05 de novembro de 2013 Matéria DCOMP Eletrônica Pagamento Indevido ou Maior Recorrente S/A MOAGEIRA E AGRÍCOLA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. DIREITO CREDITÓRIO. LIQUIDEZ E CERTEZA. ÔNUS DA PROVA. A compensação é forma de extinção do crédito tributário. Para a concretização da compensação tributária deve ser comprovada, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do direito creditório utilizado. A prova do fato constitutivo do direito creditório compete ao autor do pedido. Para que a autoridade administrativa possa reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte e, por via de conseqüência, considerar as compensações tributárias informadas, é necessário que sejam carreados aos autos documentos que demonstrem, de forma inequívoca, a certeza e liquidez do crédito alegado, ex vi do disposto no art.170 do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 14 15 /2 00 8- 00 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 168 2 (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente, justificamente, o Conselheiro Marco Antônio Nunes Castilho. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 169 3 Relatório Cuidam os autos do Recurso Voluntário (fls. 149/163) contra decisão da 2ª Turma da DRJ/Curitiba de fls. 137/139 que julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Quanto aos fatos, consta que em 23/11/2004 a contribuinte transmitiu eletronicamente via internet, por meio do Programa PER/DCOMP, a Declaração de Compensação Tributária nº 28891.47133.231104.1.3.047728 (fls. 12/17 e 121/125), informando compensação tributária sob condição resolutória: a) débito (confessado): IRRF – Juros remuneratórios sobre capital próprio, código de receita 5706, do PA 1ª semana de novembro/2002, com data de vencimento 04/12/2002, assim especificado: principal: R$ 26.350,95; multa moratória: R$ 0,00; juros de mora: R$ 0,00; Total: R$ 26.350,95. b) crédito utilizado: aproveitamento de crédito de R$ 26.350,95 (valor original), referente suposto pagamento indevido ou a maior de IRPJ estimativa mensal, código de receita 5993, do PA mensal 31/10/2002, DARF no valor total de R$ 44.883,88, com data do recolhimento de 29/11/2002. Valor original do crédito inicial R$ 44.883,88. O despacho decisório da DRF/Ponta Grossa, de 18/07/2008, não reconheceu o direito creditório pleiteado, não homologando a compensação tributária informada. A propósito, transcrevo a fundamentação constante do referido Despacho Decisório eletrônico (fls. 10 e 127), in verbis: (...) 3‐FUNDAMENTAÇAO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 44.883,88. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Fl. 169DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 170 4 Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. (...) Enquadramento legal: Arts. 165 e 170 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN) e Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (...) Inconformada com essa decisão monocrática da qual tomou ciência em 31/07/2008 (fls. 129/130), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 27/08/2008 de fls. 01/04 e anexos de fls. 05/125, aduzindo, em síntese, em suas razões: DCOMP objeto dos presentes autos débito confessado: que, relativo ao período de janeiro a novembro/2002, fez retenção na fonte de IRRF –Juros remuneratórios sobre o capital próprio, no valor de R$ 26.350,95, código de receita 5706, com vencimento em 04/12/2002, cujo débito foi informado na DCTF do 4º trimestre/2002 (fls. 18/42) e na respectiva DIRF (fls. 43/54); que, por sua vez, o crédito utilizado/pleiteado, nesta compensação, tem origem no pagamento do IRPJ estimativa mensal do PA mensal outubro/2002, código de receita 5993, recolhimento no valor de R$ 44.883,88, cópia do DARF (fl. 61); que citado pagamento/recolhimento do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2002 foi, integralmente, indevido ou a maior, pois embora na Ficha 11 – Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa – DIPJ 2003, anocalendário 2002, tivesse informado débito do IRPJ estimativa de R$ 44.883,88 para o PA outubro/2002 com base na receita bruta e acréscimos (fls. 70/120), entende que esse valor, na verdade, foi apurado e recolhido indevidamente, conforme demonstrativoresumo abaixo: (+) Total de Pagamentos/Compensações ano de 2002 291.120,84 () Imposto Total Devido e Declarado (IRPJ)/(DCTF) 299.894,32 (+) Créditos de IRRF (DIRF – Instituições Financeiras) 53.657,36 (=) Saldo do Imposto de Renda a Compensar na data de 30/11/2002 (Crédito)– Pagamento a maior 44.883,88 que apurou o crédito, no demonstrativo acima, aplicando o entendimento do balanço de suspensão/redução (Lei nº 8.981/95, art. 35); que à luz do art. 66 da Lei 8.383/91, com redação da Lei nº 9.069/95 (art. 58), é facultado a utilização do crédito de pagamento indevido, em compensação tributária, já no mês subsequente; Por fim, com base nessas razões, a contribuinte concluiu, diversamente do que consta do despacho decisório, que a apuração do crédito e sua utilização na compensação deuse em consonância com a legislação tributária de regência. A DRJ/Curitiba, conforme já mencionsado no início do relatório, enfrentando o mérito da lide, julgou a manifestação de inconformidade improcedente, não reconhecendo o crédito pleiteado, conforme Acórdão da 2ª Turma, de 25/11/2010 (fls. 137/139), cuja ementa transcrevo, in verbis: Fl. 170DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 171 5 (...) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. CRÉDITO INEXISTENTE. ESTIMATIVA DEVIDA. APURAÇÃO DE IRPJ A PAGAR NO ENCERRAMENTO DO ANOBASE. O pagamento de IRPJ por estimativa não pode ser considerado indevido ou a maior quando tal estimativa era efetivamente devida e, ademais, não apurado saldo negativo de imposto de renda no encerramento do anocalendário. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Devem ser não homologadas as compensações declaradas quando não restar comprovada a existência do direito creditório respectivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido (...) Ciente desse decisum em 29/09/2011 (fl. 147/148), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 28/10/2011 (fls. 149/163), reiterando, em essência, as razões aduzidas na instância a quo e já apresentadas, resumidamente, neste relatório. Em relação ao direito creditório do IRPJ do anocalendário 2002, a recorrente, porém, apresentou novo quadro sinótico que transcrevo: (+) Total de Pagamentos/Compensações ano de 2002 318.091,67 () Imposto Total Devido e Declarado (IRPJ)/(DCTF) 299.894,32 (+) Créditos de IRRF (DIRF – Instituições Financeiras) 8.153,60 (=) Saldo do Imposto de Renda a Compensar na data de 30/11/2002 – Pagamento a maior 44.883,88 (=) Saldo do Imposto de Renda a Compensar na data de 31/12/2002 – Base negativa 26.350,95 que deve preponderar, nesta lide, é a essência do pagamento indevido ou maior, com base no que preconiza o artigo 66 e seu parágrafo primeiro da Lei n°. 8.383/91, com redação dada pelo artigo 58 da Lei n°. 9.069/95; que tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo pago a maior ou indevidamente, seja qual for a modalidade de seu pagamento (CTN, art. 165); Por fim, com base nessas razões, a recorrente pediu provimento ao recurso, vale dizer, para que seja reformada a decisão recorrida, reconhecido o crédito utilizado/pleiteado e homologada a compensação tributária objeto dos autos. É o relatório. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 172 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator. O Recurso Voluntário, por ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade, merece ser apreciado. Logo, dele conheço. Conforme relatado, os autos tratam de Declaração de Compensação Tributária DCOMP nº 28891.47133.231104.1.3.047728 (fls. 12/17 e 121/125), transmitida eletronicamente em 23/11/2004, por meio da qual a contribuinte compensou, sob condição resolutória: a) débito do IRRF, valor do principal R$ 26.350,95, código de receita 5706, do PA 1ª semana de novembro/2002, com data de vencimento 04/12/2002; b) crédito utilizado (valor original): R$ 26.350,95, referente suposto pagamento indevido ou a maior do IRPJ estimativa mensal do PA mensal outubro/2002 DARF no valor total de R$ 44.883,88, com data do recolhimento de 29/11/2002. Entretanto, a decisão recorrida, na mesma esteira do despacho decisório, não reconheceu o direito creditório utilizado/pleiteado, deixando de homologar a compensação tributária, ante a inexistência de pagamento indevido ou maior do IRPJ estimativa mensal, relativo ao citado período de apuração. Nesta instância recursal, a recorrente rebelase contra a decisão recorrida, pedindo sua reforma, conforme razões já aduzidas, resumidamente, no relatório. Para a recorrente, o pagamento do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2002, no valor de R$ 44.883,88, foi integralmente indevido ou a maior, invocando balanço de suspensão/redução para esse mês, embora na DIPJ 2003, anocalendário 2002, tivesse apurado o IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2002 com base na receita bruta e acréscimos. A irresignação da recorrente não merece prosperar. O crédito pleiteado não restou comprovado nos autos, seja na instância a quo, seja nesta instância recursal. Para o PA outubro/2002, o IRPJ estimativa mensal foi apurado com base na receita bruta e acréscimos, e não com base em balanço de suspensão/redução, conforme Ficha 11 – Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa, DIPJ 2003, anocalendário 2002, recepcionada eletronicamente pelo fisco em 30/06/2003 (fls. 70/120). A propósito, transcrevo a Ficha 11 da DIPJ 2003, anocalendário 2002, quanto à apuração do IRPJ estimativa mensal do PA outubro 2002 (fls. 81 e 132): Fl. 172DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 173 7 Ficha 11 – Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa Discriminação Outubro 2002 FORMA DE DETERMINAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA: Com base na Receita Bruta e Acréscimos 01 Base de Cálculo do Imposto de Renda 187.535,51 IMPOSTO DE RENDA APURADO 02 À Alíquota de 15% 28.130,33 03 Adicional 16.753,55 (...) 11 Imposto de Renda a Pagar 44.883,86 Obs: (i) Este débito do IRPJ estimtiva mensal do PA outubro/2002, no valor de R$ 44.883,86, foi confessado pela recorrente na DCTF do 4º trimestre/2004, tanto na DCTF original, quanto na DCTF retificadora (fls. 133/134 ). Isso implica dizer que, sem comprovação de erro material na base de cálculo do imposto ou na apuração do imposto do PA outubro/2002 (já informado na DIPJ 2003, ano calendário 2002), a antecipação de pagamento do IRPJ estimativa de outubro/2002 foi efetuada na forma da legislação de regência, não configurando antecipação de pagamento indevido ou maior. Vale dizer, após encerrado o anocalendário (já entregue ao fisco a DIPJ), a recorrente não pode, unilateralmente, mudar o critério de apuração do imposto, ou seja, alterar a apuração do imposto com base na receita bruta e acréscimos para balancete de suspensão/redução, conforme pretende pelo mero demonstrativo resumo apresentado, constante da impugnação e das razões do recurso. Não há que se falar em pagamento indevido ou a maior do PA outubro/2002 sem comprovação de erro material na base tributável ou na apuração do imposto por estimativa desse mês. No caso, inaplicável, por conseguinte, a aplicação do entendimento da Súmula CARF nº 84, pois não restou caracterizado pagamento antecipado indevido ou maior do IRPJ estimativa do PA outubro 2002. A antecipação de pagamento deuse estritamente nos termos da legislação de regência. Como visto, a recorrente não comprovou a liquidez e certeza do crédito pleiteado, motivo suficiente para sua denegação. Ou seja: nos termos do art. 170 do CTN e art. 74 da Lei 9.430/96, somente é possível a compensação tributária de débitos com créditos líquidos e certos. Como visto, inexiste certeza e liquidez quanto ao crédito pleiteado. No processo de compensação tributária, a contribuinte é autora do pedido de direito creditório contra o fisco; logo tem o ônus de comprovar o fato constitutivo do seu direito, nos termos do art. 333, I, do CPC (Lei nº 5869, de 11 de janeiro de 1973 e alterações posteriores), in verbis: Fl. 173DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 174 8 Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II (...) Já o Decreto nº 70.235/72, diploma legal que rege o Processo Administrativo Tributário Federal, nos arts. 15 e 16 estatui o momento da produção das provas, in verbis: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: I (...) II – (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir;(Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV – (...) V – (...) § 1º (...) § 2º (...) § 3º (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que:(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)(Produção de efeito) (...) (Grifei) A contribuinte, nesta instância recursal também não produziu prova do fato constitutivo do direito creditório alegado, pois não demonstrou, quanto ao PA outubro/2002, a existência de erro material na base tributável utilizada ou a existência de lapso material na apuração da estimativa, cujo valor foi declarado na DIPJ 2003 (anocalendário 2002), DCTF Fl. 174DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10940.901415/200800 Acórdão n.º 1802001.884 S1TE02 Fl. 175 9 respectiva e recolhido por DARF, que pudesse justificar o pleito formulado de que houve antecipação de pagamernto indevido ou maior do imposto desse período mensal de apuração. Sem cotejar as informações constantes da DIPJ/DCTF com as informações constantes da escrituração contábil (livros Diário, Razão), balancetes analíticos mensais de suspensão/redução nos termos do art. 35 da Lei nº 8.981/95 e o LALUR, não há como aquilatar se houve, ou não, erro material na base de cálculo ou na apuração do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2002. Incabível, no caso, a análise se haveria ou não eventual saldo negativo suficiente, apurado na declaração de ajuste anual, para a compensação dos débitos confessados nestes autos, pois não é matéria objeto do pedido formulado na DCOMP. O pedido de crédito formulado na compensação delimita a máteria sob litígio e estabiliza o processo. Na DCOMP foi formulado pedido de crédito referente pagamento indevido ou a maior do IRPJ do PA outubro/2002, e não de eventual saldo negativo do anocalendário 2002. È vedado julgar além do pedido (ultra petita) e extra pedido (extra petita). Por tudo que foi exposto, voto para NEGAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 175DF CARF MF Impresso em 29/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/11/2013 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 10950.904766/2012-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005
BASE DE CÁLCULO. DEDUÇÃO. VENDAS INADIMPLIDAS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
As vendas inadimplidas não se confundem com as vendas canceladas, inexistindo autorização legal para a sua exclusão da base de cálculo da contribuição.
Numero da decisão: 3803-005.137
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005 BASE DE CÁLCULO. DEDUÇÃO. VENDAS INADIMPLIDAS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. As vendas inadimplidas não se confundem com as vendas canceladas, inexistindo autorização legal para a sua exclusão da base de cálculo da contribuição.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10950.904766/2012-21
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5323114
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-005.137
nome_arquivo_s : Decisao_10950904766201221.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10950904766201221_5323114.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5289592
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370741387264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 101 1 100 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.904766/201221 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.137 – 3ª Turma Especial Sessão de 28 de janeiro de 2014 Matéria PIS NÃO CUMULATIVO RESTITUIÇÃO Recorrente CASTANHEIRA DISTRIBUIDORA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. A atividade da autoridade administrativa é obrigatória e vinculada, devendo se observar os comandos normativos presentes em leis vigentes e válidas, não lhe sendo facultado o poder de afastar o cumprimento de lei sob alegação de inconstitucionalidade (Súmula CARF nº 2). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2005 a 31/03/2005 BASE DE CÁLCULO. DEDUÇÃO. VENDAS INADIMPLIDAS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. As vendas inadimplidas não se confundem com as vendas canceladas, inexistindo autorização legal para a sua exclusão da base de cálculo da contribuição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 47 66 /2 01 2- 21 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 102 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Curitiba/PR que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada em decorrência da emissão de despacho decisório que não reconhecera o direito creditório pleiteado por meio de Pedido Eletrônico de Restituição/Ressarcimento (PER), pelo fato de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado na quitação de débitos da titularidade do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do direito creditório, devidamente atualizado com base na taxa Selic, assim como a reunião para julgamento em conjunto deste processo e dos processos administrativos nº 10950.904840/201218 e 10950.904945/201269, o primeiro por conter os documentos probantes do direito pleiteado e o segundo por se tratar da compensação do referido crédito. Aduziu o então Manifestante que o pagamento a maior decorreria da falta de exclusão da base de cálculo da contribuição dos valores de vendas não recebidos que, segundo ele, por não se referirem a acréscimo patrimonial, não poderiam se submeter à tributação, sob pena de dupla lesão patrimonial e de ofensa aos princípios da capacidade contributiva e da razoabilidade. No seu entendimento, as perdas advindas do inadimplemento das vendas se subsumiriam no conceito de “vendas canceladas”, em razão do cancelamento do contrato decorrente da falta de pagamento. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias do despacho decisório, do PER, de partes do livro Razão e de relatórios relativos à movimentação de títulos vencidos há mais de 6 meses baixados como perda. A DRJ Curitiba/PR não reconheceu o direito creditório, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 29/04/2005 PIS/PASEP. VENDAS. INADIMPLÊNCIA. DEDUÇÃO DAS BASES DE CÁLCULO. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Inexiste previsão legal de dedução da base de cálculo do PIS/PASEP de valores advindos do mero inadimplemento relativamente às vendas efetuadas. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 103 3 Correto o Despacho Decisório que indeferiu o pedido da contribuinte, por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o pagamento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de outros débitos confessados. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificado da decisão em 12 de setembro de 2013, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 11 de outubro do mesmo ano e requereu o deferimento do pedido de restituição, repisando os mesmos argumentos de defesa. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Nos termos do relatório supra, a controvérsia nos autos se restringe ao alegado direito à exclusão, no cômputo da base de cálculo da contribuição, dos valores relativos a perdas decorrentes do inadimplemento de vendas. De início, devese ressaltar que alegações de afronta a princípios constitucionais fogem à competência da autoridade tributária administrativa, uma vez que os dispositivos legais vigentes presumemse revestidos do caráter de validade, não havendo a possibilidade de negarlhes execução, em conformidade com o contido no art. 26A do Decreto n° 70.235/1972 – salvo nas hipóteses ali excepcionadas –, bem como no art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Além disso, conforme preceitua a Súmula CARF nº 2, este órgão colegiado “não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. No mérito, tratase de matéria disciplinada no art. 1º, § 3º, inciso V, alínea “b”, da Lei nº 10.637, de 2002, nos seguintes termos: Art. 1o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2o A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 104 4 § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: (...) V referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita. (grifei) Com base no excerto supra, é possível concluir que a exclusão da base de cálculo dos valores recuperados de créditos baixados como perda denota que, quando do inadimplemento do contrato de venda, o valor respectivo não é excluído da receita bruta para fins de cálculo da contribuição. Somente com base nesse entendimento se concebe a exclusão supra identificada, pois, do contrário, terseia uma dupla exclusão relativa a um mesmo fato: a primeira no momento da ocorrência do inadimplemento da venda e a segunda quando da recuperação da respectiva perda, esta expressamente autorizada por lei. Notese que essa mesma intelecção consta da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região a seguir reproduzida em parte (AC 2002.72.05.0063860, 2ª T., maio/2004): PIS/PASEP. COFINS. ANALOGIA. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. DEDUÇÃO. CRÉDITO NÃO RECEBIDO DE VENDA EFETUADA. VENDA CANCELADA. NÃO SE CONFUNDE. NÃOAPLICABILIDADE DO RIR ÀS CONTRIBUIÇÕES. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Não há previsão legal de exclusão da base de cálculo da COFINS (faturamento) dos valores relativos às vendas cujos pagamentos não foram adimplidos. Isso porque venda cancelada é venda inexistente não ocorreu o fato gerador; enquanto venda cujo pagamento não foi adimplido é venda existente ocorreu o fato gerador. 2. Para que ocorra a tributação, in casu, basta que haja faturamento/receita bruta, sendo indiferente à lei se os valores relativos ao negócio ingressam ou não 'em caixa'. Tanto é assim que, a fim de evitar o 'bis in idem' quando da recuperação desses créditos, a Lei nº 9.718/98, no artigo 3º, § 2º, II, exclui da receita bruta as 'recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas'. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 105 5 3. Inaplicáveis ao caso dispositivos do Regulamento do Imposto de Renda, considerando que cada tributo é regido por legislação própria. 4. Não configura ofensa à isonomia o tratamento conferido pela lei, posto que não se apresentam entes de mesmas características. Ao contrário. Tratase de pessoas jurídicas sujeitas a regimes jurídicos diversos ente público e sociedade empresarial pelo que, em se tratando de situações desiguais, deve ser conferido tratamento desigual. 5. Não há violação ao princípio da capacidade contributiva porque, por determinação constitucional, a Seguridade Social é financiada por toda a sociedade (art. 195), sendo que a pretensão da autora só pode ser atendida de lege ferenda (lei a ser criada). 6. Mantida a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios tal como fixado em sentença, posto que em conformidade com o artigo 20 do CPC e em consonância com os parâmetros desta Turma. (grifei) Conforme já havia destacado o relator do acórdão recorrido, as perdas decorrentes de inadimplemento não se subsumem no conceito de “vendas canceladas”, pois estas representam “a anulação de valores registrados como receita bruta de vendas e serviços”1, enquanto que eventuais perdas ou ganhos decorrentes da transação não devem afetar a referida receita. Os elementos probatórios trazidos aos autos pelo contribuinte na Manifestação de Inconformidade indicam que o fato controvertido se refere a valores baixados como perdas por falta de recebimento e não por desfazimento da operação de venda. O termo “vendas canceladas” se refere às devoluções das mercadorias ao fornecedor, cujo valor respectivo deve ser deduzido, em conta própria, do valor da receita bruta de vendas. O seguinte trecho de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) corrobora com essa intelecção. TRIBUTÁRIO. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. (...). EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. "VENDAS INADIMPLIDAS". ALEGADA EQUIPARAÇÃO COM "VENDAS CANCELADAS". ANALOGIA/EQÜIDADE. INAPLICABILIDADE. ARTIGOS 111 E 118, DO CTN. OBSERVÂNCIA. (...) 4. Entrementes, o inadimplemento do consumidor não equivale ao cancelamento da compra e venda, no qual ocorre o desfazimento do negócio jurídico, denotando a ausência de receita e, conseqüente, intributabilidade da operação. 1 IN SRF n.º 51, de 3 de novembro de 1978. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 106 6 5. Isto porque o cancelamento da venda caracterizase pela devolução da mercadoria vendida ante a rescisão ou resilição do negócio jurídico, em virtude da inadimplência do comprador ou sua desistência ou de ambos os contratantes, entre outros motivos, implicando na anulação dos valores registrados como receita de vendas e serviços. (...) 8. Ademais, o posterior inadimplemento de venda a prazo não constitui condição resolutiva da hipótese de incidência das exações em tela, uma vez que o Sistema Tributário Nacional estabeleceu o regime financeiro de competência como a regra geral para apuração dos resultados da gestão patrimonial das empresas. Mediante o aludido regime financeiro, o registro dos fatos contábeis é realizado a partir de seu comprometimento e não do efetivo desembolso ou ingresso da receita correspondente. 9. Os pactos privados não influem na relação tributária, pela sua finalidade plurissubjetiva de satisfação das necessidades coletivas, não sendo lícito ao contribuinte repassar o ônus da inadimplência de outrem ao Fisco. É nesse sentido que o artigo 118 dispõe: "Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose: I da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos." 10. Outrossim, a exclusão das reversões de provisões operacionais e recuperações de créditos baixados como perda da base de cálculo do PIS e da COFINS, ex vi do inciso II, do § 2º, do artigo 3º, da Lei 9.718/98, corrobora o entendimento de que as "vendas inadimplidas" não se encontram albergadas na expressão "vendas canceladas", não podendo, por analogia, implicar em exclusão do crédito tributário, tanto mais que a isso equivaleria afrontar o artigo 111, do CTN, verbis: "Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I suspensão ou exclusão do crédito tributário; II outorga de isenção; III dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias." 11. A analogia não pode implicar em exclusão do crédito tributário, porquanto criação ou extinção de tributo pertencem ao campo da legalidade. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 107 7 12. No plano póspositivista da Justiça Tributária, muito embora receita inadimplida economicamente não devesse propiciar tributo, é cediço que o emprego da eqüidade não pode dispensar o pagamento do tributo devido (§ 2º, do artigo 108, do CTN). (...) 14. Destarte, a opção legislativa em não inserir as "vendas inadimplidas" entre as hipóteses de exclusão do crédito tributário atinente ao PIS e à COFINS não pode ser dirimida pelo intérprete, mesmo que a pretexto de aplicação do princípio da capacidade contributiva, notadamente em virtude da ausência de perfeita similaridade entre os eventos econômicos confrontados. 2 (grifei) Nesse sentido, repisese, as vendas inadimplidas não se encontram albergadas pelo termo “vendas canceladas”, inexistindo, na espécie, a necessária devolução da mercadoria que caracteriza o cancelamento da compra e venda. O fato de o comprador não honrar seu compromisso financeiro não afasta a tributação incidente sobre o faturamento ou receita bruta, este apurado com base no regime da competência, em que os fatos são contabilizados a partir de seu comprometimento e não do efetivo ingresso do valor correspondente. Registrese que, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 586.482, ocorrido em 5 de junho de 2008, o Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de repercussão geral na matéria relativa à exclusão das vendas inadimplidas da base de cálculo da contribuição para o PIS e da Cofins. Contudo, de acordo com consulta ao sítio do STF na internet, realizada em 9 de dezembro de 2013, constatouse que o referido RE ainda não teve o mérito julgado, em razão do que não há que se invocar a regra contida no art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Destaquese do relatório do referido RE a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que fora ementada nos seguintes termos: PIS. COFINS. EXCLUSÕES DA BASE DE CÁLCULO. VENDAS A PRAZO INADIMPLIDAS. A legislação que disciplina o PIS e a COFINS não autoriza a exclusão da base de cálculo das vendas a prazo inadimplidas, bem como dos créditos incobráveis dos adquirentes dos produtos e/ou serviços por inadimplemento. Eventos que tais, compreendidos pelo próprio risco da atividade, não maculam a obrigação tributária. Não há falar que as vendas inadimplidas são equiparáveis às vendas canceladas. Quando ocorre o cancelamento do negócio, na verdade, o fato gerador do tributo não chega a existir e por essa razão é prevista como caso de exclusão da base de cálculo das contribuições art. 3º da Lei ns 9.715/98 e art. 3º, § 2º, Lei nº 2 REsp 1029434 / CE, Relator(a) Ministro LUIZ FUX, 1ª Turma, julg. 20/05/2008, publicação 18/06/2008. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.904766/201221 Acórdão n.º 3803005.137 S3TE03 Fl. 108 8 9.718/98, bem como na legislação posterior, Leis ns 10.637/2002 e 10.833/93; situação outra é o inadimplemento das vendas a prazo. Nesta o fato gerador subsiste perfeito e acabado, como no caso dos autos, em que não houve demonstração de cancelamento das vendas, mas mera narração de inadimplemento de alguns dos adquirentes, que não tem o condão de desconstituir o fato gerador dos tributos em tela. (grifei). O excerto supra caminha no mesmo sentido, qual seja, a obrigação tributária não é afastada nos casos de inadimplência, não se equiparando tal evento às vendas canceladas, estas, sim, previstas em lei como hipótese de exclusão da base de cálculo das contribuições. No presente caso, por se tratar de contribuição não cumulativa, que não alcança as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido (art. 8º, inciso II, da Lei nº 10.637, de 2002), não há que se perquirir acerca do direito à apuração da contribuição com base no regime de caixa, direito este exclusivo das pessoas jurídicas que adotam o regime presumido de tributação (MP n º 2.15835, de 2001, art. 20; e IN nº 247, de 2002, art. 14 e art. 85). Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 108DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004618/2010-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - SEGURADOS EMPREGADOS - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES - CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - DESMEMBRAMENTO DO DÉBITO - RECURSO DE OFÍCIO - LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE
Sendo constatado pela autoridade fiscal em cumprimento de diligência que as alegações do impugnante quanto a duplicidade de lançamento em relação a fatos geradores já incluídos em parcelamento, correto a decisão que procedeu a retificação do débito, conforme termos de informação fiscal.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 2401-003.232
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - SEGURADOS EMPREGADOS - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES - CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - DESMEMBRAMENTO DO DÉBITO - RECURSO DE OFÍCIO - LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE Sendo constatado pela autoridade fiscal em cumprimento de diligência que as alegações do impugnante quanto a duplicidade de lançamento em relação a fatos geradores já incluídos em parcelamento, correto a decisão que procedeu a retificação do débito, conforme termos de informação fiscal. Recurso de Ofício Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.004618/2010-57
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5325649
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2401-003.232
nome_arquivo_s : Decisao_19515004618201057.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 19515004618201057_5325649.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5295663
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370764455936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.004618/201057 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 2401003.232 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de outubro de 2013 Matéria DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES, CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO Recorrente G & P PROJETOS DE SISTEMAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL SEGURADOS EMPREGADOS DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO DESMEMBRAMENTO DO DÉBITO RECURSO DE OFÍCIO LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE Sendo constatado pela autoridade fiscal em cumprimento de diligência que as alegações do impugnante quanto a duplicidade de lançamento em relação a fatos geradores já incluídos em parcelamento, correto a decisão que procedeu a retificação do débito, conforme termos de informação fiscal. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 46 18 /2 01 0- 57 Fl. 1260DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 1261DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório A presente AI de obrigação principal, lavrado sob o n. 37.313.7133, em desfavor da recorrente tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre as remunerações pagas, de 12/2004 a 12/2006, aos seus segurados empregados, correspondentes à diferença apurada entre lançamentos contábeis e valores declarados nas suas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIPs, e aos montantes pagos a pessoas jurídicas, por suposta prestação de serviços à Fiscalizada, as quais tiveram sua personalidade jurídica desconsiderada para efeito de tributação previdenciária. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 203 a 209: • O procedimento fiscal na empresa é resultante de demanda requisitória da Procuradoria da República no Município de Bauru/SP, através do Oficio n° 1376/2009, no qual reitera a realização de auditoria fiscal no referido contribuinte. • A solicitação decorre do resultado da auditoria procedida pelo Ministério do Trabalho onde foi constatada a existência de empregados exercendo atividades irregulares para frustrar direitos trabalhistas mediante contratos de prestação de serviços como pessoas jurídicas. • Restou comprovado nos contratos firmados pela Autuada com prestadoras de serviço de informática, mesma área de sua atuação, cujos titulares eram, em muitos casos, pessoas físicas empregadas nela própria, que tais prestadoras, na verdade, escamoteavam o vínculo empregatício da mãodeobra utilizada pela Fiscalizada, pelo que desconsideroulhes a personalidade jurídica, tomando como saláriodecontribuição previdenciário de empregados os valores dos serviços pagos através das notas fiscais emitidas contra a Autuada. • A Fiscalização constatou, ainda, mediante exame dos Livros Diários da empresa, o lançamento contábil de montantes salariais superiores aos por ela declarados nas suas GFIPs, silenciando ao ser intimada a justificar tal divergência, que, então, foi considerada integrante da base de cálculo da Previdência Social; 1.3 Ausente o recolhimento tempestivo das contribuições sociais patronais correspondentes a tais valores, igualmente não declarados pela Impugnante nas suas GFIPs, procedeu o Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB ao seu lançamento de ofício 1.4. Informa ainda o Auditor autuante ter aplicado na ação fiscal o princípio da norma mais benéfica, expresso no art. 106, II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional – CTN, na apuração da multa exigível sobre a contribuição não recolhida tempestivamente, mediante cotejo, competência a competência, entre a soma da multa moratória incidente sobre a contribuição devida com a multa por descumprimento da obrigação acessória (nãodeclaração, em GFIP, da contribuição devida), calculadas de acordo com a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, e a multa de ofício de 75% sobre a contribuição devida, prevista no art. 35A da Lei 8.212/91, acrescido pela Lei 11.941/2009; dessa comparação, detalhada na planilha às fls. 831/833, deste processo, denominado processo Fl. 1262DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 principal, (Debcad n° 37.313.7133), resultou a aplicação das multas previstas na legislação de regência em todo o período fiscalizado. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 20/12/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 22/12/2010. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou defesa, fls. 1027 a 1055, onde alegou: 2.1. Sob o título: “ Dos Fatos”, alega que: 2.1.1. a exigência referese a contribuições previdenciárias da empresa (e SAT), segurados, terceiros e multas regulamentares, conforme sustenta a fiscalização nos autos principais (PROC. 19515004618/201057— DEBCAD 37.313.7133): (1º) haver diferença de salário de contribuição entre o apurado na Contabilidade com o Salário de Contribuição declarado em GFIP, e (2°) desconsideração da personalidade jurídica considerando como salário de contribuição os pagamentos efetuados a sociedades tidas como fictícias. 2.2. Sob o título: “Da Decadência/Prescrição Reconhecimento de Oficio”, alega que: 2.2.1. tendo sido cientificada do presente lançamento em 22/12/2010, as parcelas referentes ao período anterior a dezembro de 2005 estão extintas pela decadência, nos termos do art. 173 do CTN, que prevalece sobre os art. 45 e 46 da Lei 8.212/91 desde que a Súmula nº 8 do Supremo Tribunal Federal – STF os declarou inconstitucionais; 2.2.2. a matéria, inconstitucionalidade, deve ser reconhecida de oficio nos termos do artigo 53 da Lei nº 11.941/09. 2.3. Sob o título: “Da exigência apurada mediante o levantamento referente à desconsideração da personalidade jurídica considerando como salário de contribuição os pagamentos efetuados a sociedades tidas como fictícias”, alega que: 2.3.1. a autuação baseiase em prova emprestada para exigir recolhimento de contribuições previdenciárias e demais rubricas independentemente de qualquer comprovação das alegações de terceiros (dos Auditores do Ministério do Trabalho), daí a fragilidade da peça acusatória; 2.4.Sob o título: “Da não comprovação de vínculo trabalhista entre os Sócios das pessoas jurídicas e a Impugnante”, alega que:. 2.4.1. não há nos autos prova suficiente que valide a desconsideração da personalidade jurídica das empresas listadas pela autoridade fiscal para que seja apurada exigência oriunda de eventual vinculo empregatício; 2.4.2. a determinação de eventual vínculo empregatício compete exclusivamente à Justiça Especializada do Trabalho, 2.4.3. os sócios das empresas contratadas pela Impugnante nunca foram empregados porque nunca foram preenchidos os requisitos dos artigos 2° e 3°, da CLT; 2.4.4. o contrato pactuado entre a Autuada e os prestadores é um negócio jurídico perfeito, plenamente validado Fl. 1263DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 4 5 pela lei civil, no qual estão ausentes os requisitos fundamentais para a caracterização do vínculo de emprego dos sócios desses prestadores: não eventualidade, subordinação, onerosidade e pessoalidade; os contratados não obedecem à pessoalidade e nem à subordinação quanto ao modo, horário e local para cumprimento de suas atividades, limitandose à satisfação, da forma que lhes seja mais conveniente, do objeto do contrato; 2.4.5. o auto de infração é nulo haja vista que a autoridade fiscal não tem o poder de desconsiderar a personalidade jurídica das empresas contratadas e, arbitrariamente, exigir contribuição previdenciária a titulo de segurados, mesmo se fosse válida tal arbitrariedade, deveria haver distinção das verbas salariais. O auditor fiscal exigiu a totalidade dos valores, como se qualquer quantia creditada em conta de empregado fosse salário e, consequentemente, base de cálculo da contribuição previdenciária. 2.4.6. não foi cumprido o artigo 9° do Decreto 70.235/72, no que concerne à exigência do crédito tributário; à aplicação de penalidade isolada e, à formalização e instrução que comprovem o ilícito, sendo nulo o auto de infração. 2.5 Sob o título: “Diferença Contábil dos Salários de Contribuição e o Salário Declarado na Gfip”, alega que: 2.5.1. a autoridade fiscal não demonstrou documentalmente como chegou à diferença contábil dos salários de contribuição e o declarado em GFIP, pelo que requer a nulidade do lançamento nos termos do artigo 9º do Decreto 70.235/72; 2.5.2. após confronto do Balancete anexado e das planilhas apresentadas pela autoridade fiscal, observou que as diferenças que serviram de base ao auto de infração originamse de parcela objeto de anterior autuação. 2.6. Sob o título: “Da Dupla Exigência Com a Mesma Hipótese de Incidência Tributária”, alega que: 2.6.1. a diferença apontada já teve as respectivas contribuições exigidas e parceladas no Lançamento de Débito Consolidado – LDC nº 37.087.1766 (cópia anexa); 2.6.2. a autoridade fiscal lavrou multa com base na mesma diferença apurada através do auto de infração 37.087.1774, entrega da respectiva GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, o que caracteriza duplicidade das exigências ora formalizadas pela Fiscalização e, que não verificou a natureza salarial ou indenizatória das verbas pagas, daí a nulidade da presente autuação. 2.7. Sob o título: “Do Levantamento Referente a Contribuição dos Segurados Aferida Mediante Diferença de Salário de Contribuição Apurada na Contabilidade em Relação ao Declarado em Gfip”, alega que: Fl. 1264DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 6 2.7.1. forneceu durante certo tempo cartão de benefícios visando melhorar a qualidade de trabalho o que gerou o conflito de informações entre o declarado na GFIP e a folha de salário; 2.7.2. frisa que tal beneficio jamais teve o condão de ser considerado salário, logo, não há que se falar em recolhimento previdenciário. 2.7.3. o beneficio concedido pela Impugnante se assemelha ao salário mas, é uma prestação de natureza indenizatória isenta da contribuição previdenciária, consoante dispõe o item "e" do § 9º do art. 28 da Lei n° 8.212/91. 2.8. Sob o título: “Da Indevida Exigência a Título de Seguro de Acidente do Trabalho – Sat”, alega que: 2.8.1. a Lei n° 8.212/91 (que substituiu a Lei n° 7.787/89), estabeleceramse alíquotas diferenciadas de acordo com o grau de risco preponderante das empresas, o que é manifestamente inconstitucional; 2.8.2. é flagrante a inconstitucionalidade da sistemática adotada pela Lei n° 8.212/91 pelo uso de alíquotas diferenciadas de acordo com o grau de risco preponderante das empresas, uma vez que não definiu os conceitos de risco leve, médio e grave. 2.8.3. para suprir a omissão das leis, o Poder Executivo editou sucessivos decretos definindo a "atividade preponderante". No entanto, a edição de decretos para suprir lacunas de lei fere os princípios constitucionais da estrita legalidade e da tipicidade; 2.8.4. a cobrança do SAT pela Lei Ordinária nº 8.212/91, não tem eficácia, é a exigência totalmente inconstitucional devendo ser cancelada no auto de infração. 2.9. Sob o título: “Da Indevida Exigência do Adicional ao SEBRAE”, alega que: 2.9.1. a cobrança ao SEBRAE, instituída pela Lei n° 8.029/90, é inconstitucional em relação às médias e grandes empresas, sendo que o tributo foi instituído com o objetivo de tender a política de apoio às micro e pequenas empresas conforme as determinações contidas no Decreto n° 99.750, de 09.10.90 e para os fins pelos quais foi criado, o SEBRAE somente beneficia as micro e pequenas empresas devendo ser cobrado apenas destas, 2.9.2. é evidente a impropriedade da contribuição para o SEBRAE exigida das médias e grandes empresas, por afronta ao artigo 149 da Constituição Federal de 1988; 2.9.3. a contribuição ao SEBRAE não foi instituída por lei complementar e não foi recepcionada pelo art. 240 da C.F, sendo criado posteriormente à Constituição, conclui que o adicional é inconstitucional porque: (i) é uma instituição de contribuição sobre outras contribuições, configurando o bis in idem; (ii) falta de lei complementar para a sua criação, como exigido pelo art. 149 da Constituição Federal; 2.9.4. são indevidas as exigências a titulo de SEBRAE nos autos de infração apensos e, por conseqüência, devem ser expurgadas. Fl. 1265DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 5 7 2.10. Sob o título: “Da CONSEQUENTE NULIDADE DOS AUTOS DE INFRAÇÃO APENSOS”, alega que: 2.10.1. como o Auditor Fiscal lavrou outros três autos de infração por descumprimento de obrigação principal (AI DEBCAD 37.313.7141; Al DEBCAD 37.313.7206 e, Al DEBCAD 37.313.7150 e, outros quatro autos de infração pelo descumprimento de obrigações acessórias (AI DEBCAD 37.313.7168, Al DEBCAD 37.313.7176, Al DEBCAD 37.313.7184 e Al DEBCAD 37.313.7192, além do processo nº 19515.004615/201013, a nulidade do principal enseja automaticamente a nulidade dos acessórios, requer que a decisão proferida no presente Auto tenha seus efeitos aplicados aos processos acima citados, 3. Ante o exposto, a Impugnante requer: 3.1. a anulação e o cancelamento do Auto de Infração face à ilegalidade de todas as exigências nele contidas bem como seja aplicado o instituto da decadência/prescrição dos valores exigidos até dezembro de 2005; 3.2. o encaminhamento de todas as intimações e notificações do presente processo aos seus patronos: Rafael Amâncio De Lima — OAB/SP 227.708 e Luis Roberto Vasconcellos de Moraes — OAB/SP 120.903, no endereço destes. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência do parcial do lançamento, fls. 1071 a 1094, tendo inclusive sido objeto de recurso de ofício. Face a revisão após baixa do processo em diligência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 AUTO DE INFRAÇÃO (AI). FORMALIDADES LEGAIS. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À HIPÓTESE NORMATIVA. O Auto de Infração (AI) que se encontra revestido das formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando, assim, adequada motivação jurídica e fática, bem como os pressupostos de liquidez e certeza, pode ser exigido nos termos da Lei. Constatado que os fatos descritos se amoldam à norma legal indicada, deve o Fisco proceder ao lançamento, eis que esta é atividade vinculada e obrigatória. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Com o entendimento sumulado da Egrégia Corte (Súmula nº 08/2008) e do Parecer PGFN/CAT no 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, na contagem do prazo decadencial para constituição do crédito das contribuições devidas à Seguridade Social, na hipótese de Fl. 1266DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 8 lançamento de ofício, utilizase a regra geral do art. 173, I, do CTN. PERSONALIDADE JURÍDICA. DESCONSIDERAÇÃO. Constatados os requisitos da relação empregatícia, deve ser desconsiderada, para efeitos tributários, a personalidade jurídica de empresas constituídas para escamotear o vínculo trabalhista entre seus titulares e a contratante, enquadrandose tais pessoas físicas como segurados empregados, sujeitos ao recolhimento das respectivas contribuições previdenciárias, determinação contida no artigo 229, §§ 1º e 2º, do Decreto nº 3.048/99. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. EXCLUSÕES LEGAIS Considerase saláriodecontribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas e os ganhos habituais sob a forma de utilidades. Os pagamentos de verbas em desacordo com as hipóteses taxativas de sua exclusão integram o salário de contribuição e sobre estes valores incidem as contribuições sociais. Artigo 28, I c/c § 9º da Lei 8.212/91 e art. 214, § 9º do Decreto 3.048/99. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS PATRONAIS. Tendo a empresa remunerado seus segurados com verbas integrantes do saláriodecontribuição previdenciário, tornase obrigada ao recolhimento das contribuições patronais incidentes sobre tais valores, conforme determina o art. 22, caput, e incisos I e II, letra “b”, da Lei 8.212/91. ARBITRAMENTO. Na recusa de apresentação de documento ou informação da qual tenha sido intimada, sujeitase a empresa ao arbitramento da contribuição que a Administração reputar devida, cabendolhe o ônus da prova em contrario. INTIMAÇÃO DIRIGIDA AO PATRONO DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. É descabida a pretensão de intimações, publicações ou notificações dirigidas aos advogados da empresa, em endereço diverso do domicílio fiscal do contribuinte, tendo em vista o § 4º do art. 23 do Decreto 70.235/72 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Foi emitido despacho de intimação às fls. 1099, datado de 18/12/2012. Foi lavrado termo de ciência, cuja data de ciência por decurso do prazo deu se em 02/01/2013. DESTINATÁRIO: Fl. 1267DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 6 9 TERMO DE CIÊNCIA POR DECURSO DE PRAZO Foi dada ciência, ao Contribuinte, dos documentos relacionados abaixo, por decurso de prazo de 15 dias a contar da disponibilização destes documentos através da Caixa Postal, Modulo eCAC do Site da Receita Federal. Data da disponibilização na Caixa Postal: 18/12/2012 Data da ciência por decurso de prazo: 02/01/2013 Intimação de Resultado de Julgamento Acórdão de Impugnação Documentos Diversos Outros DADR empresa DATA DE EMISSÃO : 03/01/2013 Realizar Ciência / RECEITA FEDERAL PARA USO DO SISTEMA EQCOBDICATDERATSP DICATDERATSP SP SÃO PAULO DERAT Conforme documento constante do processo o contribuinte somente abriu o documento referente a ciência em 04/04/2013, conforme despacho: TERMO DE ABERTURA DE DOCUMENTO O Contribuinte tomou conhecimento do teor dos documentos relacionados abaixo, na data 04/04/2013 20:09h, pela abertura dos arquivos correspondentes no link Processo Digital, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (Portal eCAC) através da opção Consulta Comunicados/Intimações. Intimação de Resultado de Julgamento Acórdão de Impugnação Documentos Diversos Outros DADR empresa Contribuinte: 59.057.992/000136 G&P PROJETOS E SISTEMAS LTDA. (ou seu Representante Legal) DATA DE EMISSÃO : 04/04/2013 À fls. 1128, conta informação que houve transferência de parte do credito apurado para o DEBCAD 37.399.6900, tendo em vista apresentação de defesa de parte do débito. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 1138 a 1159 e seguintes , contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação Fl. 1268DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 10 Após a apresentação do recurso foi emitido despacho nos seguintes termos: O contribuinte acima qualificado foi cientificado do Acórdão nº 1641.229 (fls. 1071/1095) em 02/01/2013 (fls.1100), no qual a 14ª Turma da DRJ/SPO I julgou procedente em parte o lançamento. Sendo assim, recorreuse de Ofício ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tendo em vista que o valor exonerado atinge o limite de que trata o art. 1º, da Portaria MF nº 03/2008, de 03/01/2008 (R$ 1.000.000,00 um milhão de reais). Como o contribuinte não se manifestou, tempestivamente, apresentando Recurso Voluntário, tampouco efetuando pagamento ou parcelamento, o saldo mantido na decisão de primeira instância foi desmembrado para o DEBCAD 37.399.6900 (COMPROT 10880.721731/201319 ), para que fosse possível dar continuidade ao procedimento de cobrança. Para realizar o desmembramento, foi necessário retornar as fases do DEBCAD 37.313.7133, sendo que, atualmente, por problemas de sistema, o processo encontrase na situação de aguardando análise para expedição de DN (fls. 1129), quando o correto seria aguardando homologação de Recurso de Ofício. Informase, ainda, que o contribuinte apresentou, intempestivamente, Recurso Voluntário em 16/05/2013, chegando ao setor de cobrança em data posterior à execução do desmembramento citado acima. Isto posto, proponho o encaminhamento do presente processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para prosseguimento. Por meio do despacho e analisando os documentos que compõem o crédito identificamos, que no processo ora sob análise resta apenas a apreciação do Recurso de ofício, já que procedeu a DRFB o desmembramento do crédito considerando a não interposição de recurso voluntário até a data do desmembramento. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 1269DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 7 11 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Tratase de recurso de ofício, com base no art. 34, I do Decreto 70235/72, c/c art. 366, I do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3048/99, e c/c art. 1º da portaria nº 3 de 3/1/2008 do Ministro da Fazenda. DA ANÁLISE DO RECURSO DE OFÍCIO Destacase, conforme descrito no relatório desse acordão, identificou após a inclusão do processo em pauta, que no processo ora sob análise resta apenas a apreciação do Recurso de ofício, já que procedeu a DRFB o desmembramento do crédito para o DEBCAD 37.399.6900 (COMPROT 10880.721731/201319 ), considerando a não interposição de recurso voluntário até a data do desmembramento. O processamento de recurso de ofício está condicionado ao requisito consubstanciado no fato do valor exonerado ser superior à alçada prevista em ato do Ministro da Fazenda. O limite foi estabelecido pela Portaria MF nº 03, de 3 de janeiro de 2008, publicada em 7 de janeiro de 2008, conforme se verifica do trecho abaixo transcrito: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). No presente caso, identificase que o valor exonerado ultrapassa o limite estabelecido na referida portaria, considerando reduzido o valor principal de R$ 6.287.930,73 (seis milhões, duzentos e oitenta e sete mil e novecentos e trinta reais e setenta e três centavos) para R$ 4.572.741,04 (quatro milhões e quinhentos e setenta e dois mil e setecentos e quarenta e um reais e quatro centavos), razão pela qual deve ser conhecido. Tratase de recurso de ofício tendo em vista a exoneração parcial do crédito em virtude da realização de diligência fiscal, face as alegações do contribuinte em sua impugnação de que parte do crédito apurado constava de parcelamento anterior. Vejamos trecho da decisão de primeira instância que trata da questão. Fl. 1270DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 12 Da diferença salarial contabilidade x GFIP 15. As alegações da Impugnante acerca das diferenças salariais entre valores lançados na sua contabilidade e aqueles declarados na GFIP, apontadas pela Fiscalização, procedem em parte, como se verá a seguir. 15.1. Ao apreciar a escrituração contábil da Fiscalizada, o Agente Fiscal, conforme descreve no item 2.2.1 do Relatório Fiscal do Auto de Infração apurou os valores mensais lançados nas contas “Salários e Ordenados”, referentes a diversos centros de custos, e na conta “Prêmios de Produtividade” (nº 421.02.00637), no período de 01/2005 a 12/2006. Tais montantes, confrontados com aqueles declarados pela Autuada mensalmente na sua GFIP, resultaram nas divergências apontadas na planilha denominada: PLANILHA III Demonstrativo das Diferenças de Salário de Contribuição (fls. 188). 15.2. Instada, através do Termo de Intimação Fiscal – TIF de 02/12/2010 (fls. 38/39), a justificar tais diferenças, apontando, inclusive, os segurados que as receberam, a Fiscalizada não se manifestou, motivando, repitase, a lavratura do Auto de Infração de Obrigações Acessórias nº 37.313.7176, por deixar de esclarecer à Fiscalização as divergências apuradas, além de não apresentar outros documentos solicitados e, a lavratura do presente Auto de Infração por Descumprimento de Obrigação Principal AIOP. 15.3. O argumento da Impugnante de que houve lançamento anterior das diferenças apuradas procede parcialmente, assim, ao deduzirse, do saláriodecontribuição originalmente lançado, os valores de Prêmio de Produtividade parcelados no LDC 37.087.1766, conforme exposto no Relatório de Diligência Fiscal, fls. 1004/1009, estarseá abatendo, por conseqüência, a parcela da contribuição exigida em duplicidade, conforme o Discriminativo Analítico do Débito Retificado – DADR anexo às fls. 1063/1070 . 15.5. Do exposto o lançamento devera ser retificado deduzindo se, do salário de contribuição originalmente lançado (Base de cálculo) os valores de Prêmio de Produtividade, tudo conforme informado e constatado pelo AFRFB no Relatório de Diligência Fiscal observado o LDC nº 37.087.1766. Descreveu o auditor em sua diligência a impossibilidade de ter conhecimento anterior dessa informações já que a empresa não havia, durante o procedimento prestado os esclarecimentos solicitados sobre as diferenças apuradas. Assim, constatado o lançamento em duplicidade, procedeu a autoridade fiscal a correta retificação do débito. Assim, não há qualquer reparo na decisão proferida, tendo em vista ter sido constatado o lançamento em duplicidade, correto a decisão que determinu a procedência parcial do créito apurado. Fl. 1271DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 19515.004618/201057 Acórdão n.º 2401003.232 S2C4T1 Fl. 8 13 Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. CONCLUSÃO Voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 1272DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10855.901607/2006-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
SIMPLES - IPI - DIREITO AO CRÉDITO - INEXISTÊNCIA
Não gera direito a crédito os insumos adquiridos de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES. Inteligência do §5o, artigo 5o da Lei 9.317/96 e artigo 118 do RIP/2002 (Decreto 4.544/02).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.280
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA
Presidente
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: reuniram-se os membros da 2ªTO/3ªCÂMARA/3ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes Walber José da Silva (Presidente), Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto, Paulo Guilherme Deroulede, Maria Da Conceição Arnaldo Jacó.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 SIMPLES - IPI - DIREITO AO CRÉDITO - INEXISTÊNCIA Não gera direito a crédito os insumos adquiridos de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES. Inteligência do §5o, artigo 5o da Lei 9.317/96 e artigo 118 do RIP/2002 (Decreto 4.544/02). Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10855.901607/2006-13
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5323670
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.280
nome_arquivo_s : Decisao_10855901607200613.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
nome_arquivo_pdf_s : 10855901607200613_5323670.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: reuniram-se os membros da 2ªTO/3ªCÂMARA/3ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes Walber José da Silva (Presidente), Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto, Paulo Guilherme Deroulede, Maria Da Conceição Arnaldo Jacó.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5292345
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370770747392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1497; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 10 1 9 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.901607/200613 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.280 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2013 Matéria IPI Recorrente DU PORTO INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 SIMPLES IPI DIREITO AO CRÉDITO INEXISTÊNCIA Não gera direito a crédito os insumos adquiridos de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES. Inteligência do §5o, artigo 5o da Lei 9.317/96 e artigo 118 do RIP/2002 (Decreto 4.544/02). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 90 16 07 /2 00 6- 13 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 10/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/0 2/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: reuniramse os membros da 2ªTO/3ªCÂMARA/3ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes Walber José da Silva (Presidente), Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes, Gileno Gurjão Barreto, Paulo Guilherme Deroulede, Maria Da Conceição Arnaldo Jacó. Relatório Trata o presente de pedidos de compensação – PerDComps – de ressarcimento de crédito de IPI, homologadas parcialmente “em razão de apuração de menor saldo credor ressarcível e da glosa de notas fiscais que teriam, sido emitidas por estabelecimentos optantes pelo SIMPLES.” Conforme relato pela de decisão de primeira instância administrativa, “a manifestante alega que o Despacho seria nulo por não descrever circunstanciada e materialmente a ocorrência do fato gerador; o porquê de sua ocorrência e exteriorização, sob pena de se cobrar, lançar ou exigir tributo e contribuições por presunção fiscal. Também defende seu direito ao crédito com base no princípio da nãocumulatividade, legislação e julgados. Após analisar as razões da Recorrente a 2ª Turma da DRJ/RPO proferiu o acórdão no 1437.428, por meio do qual manteve o Despacho Decisório que concluiu pela parcial procedência da compensação: “ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE IPI. SALDO CREDOR O valor do ressarcimento limitase ao menor saldo credor apurado entre o encerramento do trimestre e o período de apuração anterior ao da protocolização do pedido IPI. CRÉDITOS. FORNECEDORES OPTANTES PELO SIMPLES. A legislação em vigor não permite o creditamento do IPI calculado pelo contribuinte sobre aquisições de estabelecimento optantes pelo SIMPLES. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido.” Irresignada, a Recorrente interpôs recurso voluntário, por intermédio do qual reiterou suas razões de impugnação. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 10/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/0 2/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 10855.901607/200613 Acórdão n.º 3302002.280 S3C3T2 Fl. 11 3 É o relatório. Voto O Recurso é tempestivo e atende os demais requisitos legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, o processo administrativo em discussão tem por objeto a glosa de créditos de IPI, sendo que a glosa teve como fundamento o fato dos insumos adquiridos serem não tributados ou tributados pelo SIMPLES. Em seu recurso a Recorrente discorre sobre princípios constitucionais e, genericamente, sobre a existência de seus créditos. Com razão as autoridades administrativas. A Recorrente não trouxe provas ou evidências de que os insumos por ele adquiridos foram tributados, e a simples análise da origem da operação predecessora (por ex.: transporte) é suficiente para se constatar que não houve tributação de IPI. No tocante aos créditos decorrentes de compras de insumos de pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES, mesma sorte assiste à Recorrente. A Lei nº 9.317/96 proíbe a transferência do crédito de IPI por empresa optante pelo SIMPLES, verbis: “Art. 5º... § 5º A inscrição no SIMPLES veda a apropriação ou a transferência de créditos relativos ao IPI e ao ICMS”. A compreensão desta limitação é fácil, em troca do benefício fiscal de redução de alíquota, vedouse o benefício fiscal. O Regulamento do IPI, implementado pelo Decreto nº 4.544/2002, também traz esta mesma vedação em seu artigo 118, vejamos: “Art. 118. Aos contribuintes do imposto optantes pelo SIMPLES é vedada a utilização ou destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos relativos ao imposto.” Logo, não é possível aproveitar o crédito decorrente dos insumos adquiridos de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES. Registro que a avaliação da constitucionalidade dos dispositivos normativos citados não é de competência deste tribunal administrativo, razão pela qual deixo de apreciála. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 10/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/0 2/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário apresentado mantendo incólume a decisão de primeira instância administrativa. É como voto. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 143DF CARF MF Impresso em 10/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 03/0 2/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 18/01/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 10930.004905/2010-91
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2010
NULIDADE.
Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumpri-los ou impugná-los no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia.
DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO.
Cabe ao Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração.
MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF.
O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1801-001.747
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2010 NULIDADE. Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumpri-los ou impugná-los no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO. Cabe ao Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10930.004905/2010-91
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5307585
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.747
nome_arquivo_s : Decisao_10930004905201091.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10930004905201091_5307585.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5173973
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370796961792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2144; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 64 1 63 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10930.004905/201091 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.747 – 1ª Turma Especial Sessão de 06 de novembro de 2013 Matéria MULTA DE OFÍCIO ISOLADA DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIO FEDERAIS (DCTF) Recorrente VILELA VILELA & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2010 NULIDADE. Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO. Cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 49 05 /2 01 0- 91 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 65 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento à fl. 22, com a exigência do crédito tributário no valor de R$72.481,05 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 27.09.2010 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do mês de dezembro do anocalendário de 2009, cujo prazo final era 23.02.2010. Para tanto, foi tem cabimento o seguinte enquadramento legal: art. 113 e art. 160 do Código Tributário Nacional, art. 11 do DecretoLei º 1.968, de 23 de novembro de 1982, art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983, art. 30 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1996, art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002 e art. 19 da Lei nº n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fls. 0221, com as alegações a seguir transcritas: II. PRELIMINARMENTE II.I INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI 10.426/02 INFRINGÊNCIA ART. 146, III, "B" DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL OBRIGAÇÃO INSTITUIÇÃO POR LEI COMPLEMENTAR. Obrigação em matéria tributária ter que ser instituída por lei complementar. Competência tributária, nos termos do art. 7° do CTN, é indelegável, e a CF/88 dispôs que a competência para legislar sobre matéria tributária é do Fl. 65DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 66 3 Congresso Nacional. Refere que, nos termos do art. 146, inciso III, letra 'b', da CF, somente a lei complementar pode estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, portanto somente lei stritu sensu pode estabelecer penalidades para ações ou omissões contrárias à legislação tributária, conforme dispõe o art. 97, inciso V. do CTN, ou seja, a CF diz que para se cobrar algo de um contribuinte em matéria tributária no caso, obrigação deve ser instituída por lei complementar. Ora, a lei 10.426, de 20/04/2002 não é complementar e sim ordinária, a obrigação por ela instituída infringiu o artigo 146, III, b da Constituição Federal, portanto é inconstitucional. Leis complementares e normais gerais não se confundem, embora, muitas vezes, sejam utilizadas equivocadamente como sinônimas. A lei é ente legislativo, a norma, ente lógico. Uma das finalidades da lei complementar é introduzir as Normas Gerais do Direito Tributário no sistema jurídico, outra é dispor sobre os institutos, categorias e formas jurídicas, porque a matéria que ela veicula são de importância capital no sistema jurídico em geral e especialmente no tributário, como se vê nos institutos do crédito, da prescrição, decadência, base de cálculo, contribuintes e lançamento, entre outros. [...] II. II MULTA CONFISCATORIA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 150,1V DA CF/88 A multa fixada no presente auto de infração é excessiva e desproporcional. [...] 0 atraso na entrega da DCTF, ainda que caracterize um ilícito legislação fiscal que estipula prazo para a entrega da declaração, não trará maiores prejuízos para a Fazenda, já que não apresentará atraso no recolhimento do tributo, e, tampouco, qualquer tentativa de fraude em prejuízo da arrecadação. Diante do exposto, as multas pelo descumprimento de obrigação acessória, devem ser fixadas sempre em valor fixo, e não considerar como base o valor do tributo declarado, pelo fato de não haver dispositivo legal que prescreva tal exigência. É necessário um vinculo de proporcionalidade e razoabilidade entre o ilícito e a pena cominada em lei. [...] II.III MULTA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. A simples existência de dispositivo legal prescrevendo a multa pelo atraso na entrega de DCTF, calculada com base em percentual do tributo informado em declaração, não é suficiente para que sua exigência seja válida. Isto porque, se é verdade que o ato administrativo de constituição da multa deverá observar os ditames legais, não é menos verdade que este mesmo ato deverá, antes de mais nada, observar as normas e princípios constitucionais vigentes. [...] O mesmo se diga quanto ao principio da razoabilidade, também muito caro ao ordenamento constitucional brasileiro, que igualmente encontra amparo na concepção de Estado Democrático de Direito. [...] Como vedação ao arbítrio do legislador, o principio da proporcionalidade [...], determina que este, em seu mister, deve conduzir a produção legislativa em harmonia com todo o sistema jurídico, havendo ainda que cuidar para que o fim pretendido pela norma (bem jurídico tutelado) seja atingido através de meios menos gravosos ao ordenamento e aos direitos e garantias dos cidadãos. [...] Fl. 66DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 67 4 Não observando os princípios constitucionais„ ainda que o poder legislativo estabeleça por lei determinada conduta ou sanção, esta poderá ser considerada inválida. Assim, o atraso na entrega da DCTF , não representa falta de recolhimento de tributo, na medida em que todos os tributos informados na declaração foram pagos dentro do vencimento, não trazendo qualquer prejuízo ao Erário Federal, já que não representará atraso no recolhimento do tributo, e, tampouco, qualquer tentativa de fraude em prejuízo da arrecadação. [...] Aliás, como já foi dito, as multas pelo descumprimento de obrigação acessória, devem ser fixadas sempre em valor fixo, e não tomar por base o valor do tributo declarado. Razoável e legal, na legislação vigente, a aplicação de multa de mora ou de multa de oficio para tributo não pago, com base em um percentual do imposto devido, já que a Fazenda estará privada do ingresso da receita, causandolhe prejuízos ao Erário. Já no tocante as multas pelo descumprimento de obrigação acessória, tal medida não deve ser aplicada, pois se trata sancionar a obrigação de entrega, e não pela falta de recolhimento de tributo. [...] Afinal, embora a multa por descumprimento de obrigação acessória não seja tributo (mas sanção), o CTN expressamente os equipara, pois as multas, quando aplicadas, tornamse igualmente obrigações tributárias principais (art. 113, § 4° do CTN). Assim sendo, o princípio do não confisco encontra abrigo também para os casos de multas oriundas de obrigação acessória. [...] II. IV. AUTO DE INFRAÇÃO VICIO FORMAL Assinatura Eletrônica / Digital Desde que os meios informatizados, se tornou um meio interativo capaz de realizar transações comerciais, ser meio eficaz de acordos, via de comunicação entre pessoas civis e jurídicas, que a questão da segurança sempre esteve como elemento garantidor do sucesso dessas atividades e, em função deste elemento, ressurgiram os modos de cifrar as mensagens, de forma que apenas o remetente e o receptor possam ter acesso ao teor dos documentos envolvidos através de um meio técnico absolutamente pessoal para o sucesso dessas relações. [...] Ocorre que conforme discorremos acima, esta assinatura digital que se apresenta de forma cifrada não é a mesma assinatura que temos conhecimento, já que não guarda com esta as necessárias semelhanças capazes de equiparálas. [...] Entendemos que a firma que a lei se refere é a assinatura que pode ser arquivada nos Cartórios e comprovada por meios grafológicos e não uma simbologia que não possui as características de uma marca pessoal aposta em um documento físico. [...] Assinatura é ato pessoal, físico e intransferível. Dado codificado digital é uma seqüência de bits, representativos de um fato, registrados em um programa de computador. [...] III. MÉRITO III.I. DENÚNCIA ESPONTÂNEA Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 68 5 A palavra denúncia no art. 138 do Código Tributário Nacional, é a comunicação feita espontaneamente pelo infrator da legislação tributária autoridade competente, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da quantia arbitrada pela autoridade administrativa, quando o valor do tributo dependa de apuração. Essa denúncia é configurada pela espontaneidade do infrator ao fazer tal comunicação anterior a qualquer procedimento administrativo, ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. A exclusão da responsabilidade do infrator, e conseqüentemente de sua punibilidade, é o efeito da denúncia espontânea da infração. 0 legislador pretendeu estimular o cumprimento espontâneo das obrigações tributárias, premiou o contribuinte que, por qualquer razão, resolve regularizar a sua situação fiscal e para isto procura a autoridade administrativa competente espontaneamente. No caso em tela, a Impugnante apresentou a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), fora do prazo devido, porém anterior a qualquer intimação por parte da autoridade administrativa competente. Configurase, denúncia espontânea. [...] Entender que o art. 138 do Código Tributário Nacional não se aplica ao simples descumprimento de obrigações acessórias, nem ao simples atraso no pagamento, obrigação principal, nos leva a entender que a denúncia espontânea somente seria aplicável nos casos de descumprimento de ambas as obrigações. Pois, não é razoável garantir o estimulo ao referido dispositivo apenas para os casos de infrações mais graves, onde a Administração Tributária encontrase menos aparelhada para formular a exigência do tributo, e por isso o prêmio poder ser considerado mais necessário, do ponto de vista do interesse da arrecadação, não é menos certo que concedêlo somente aos contribuintes que se encontram na total inadimplência constitui evidente estimulo Aqueles que vêm cumprindo a lei, embora parcialmente, para que passem ao inadimplemento total. Portanto, a denúncia espontânea aplicase tanto a infrações da obrigação tributária principal (que têm por objeto o pagamento do tributo ou penalidade pecuniária) como à obrigação acessória (prestações positivas ou negativas exigidas no interesse da arrecadação ou fiscalização). 0 texto legal não faz qualquer menção ao tipo de infração, abrangendo a todos, atingindo em conseqüência as infrações substanciais e formais. 0 artigo em pauta aplicase indistintamente a qualquer infração da legislação tributária. [...] Portanto, ocorrendo denúncia espontânea, nenhuma penalidade deverá ser imposta ou exigida do contribuinte. Esta é a melhor inteligência do art. 138 do CTN. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui: Diante do exposto, requer que seja recebida e dado provimento a IMPUGNAÇÃO apresentada na preliminar ou mérito, e, se "a absurdum" mantida a exigência fiscal, que seja reduzida o valor da multa para R$500,00, com a devida redução de 50%. N. Termos, pede e espera deferimento Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 69 6 Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 0639.843, de 20.03.2013, fls. 3237: Impugnação Improcedente. Restou ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/2009 a 31/12/2009 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS. A entrega de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF após o prazo previsto pela legislação tributária sujeita a contribuinte à incidência da multa correspondente. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea não é aplicável às obrigações acessórias, que são atos formais criados para facilitar o cumprimento das obrigações principais, embora sem relação direta com a ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/12/2009 a 31/12/2009 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Notificada em 11.04.2013, fl. 40, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 30.04.2013, fls. 4260, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na impugnação. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 70 7 A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Os atos administrativos que instruem os autos foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional1. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: (a) a qualificação do notificado, (b) o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação, (c) a disposição legal infringida e (d) a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico2. Examinando a peça de defesa a Recorrente fez tãosomente a descrição do procedimento de assinatura normal e de assinatura digital nos atos administrativos. Em relação à assinatura, na presente Notificação de Lançamento emitida por processo eletrônico essa formalidade é prescindível, em conformidade com a legislação de regência. As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes foram observadas. Os atos administrativos estão motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos decidam recursos administrativos de modo explícito, claro e congruente. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício, que foi regularmente analisado pela autoridade de primeira instância. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente menciona que a exigência não poderia ter sido formalizada. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Cabe ressaltar que o lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação à pessoa jurídica, nos casos em que a autoridade dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Também pode ser efetivado por autoridade de jurisdição diversa do domicílio tributário da pessoa jurídica e fora do estabelecimento, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador3. O Auto de Infração foi lavrado com a verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinação da matéria tributável, cálculo do montante do tributo devido, identificação do sujeito passivo, 1 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 do Código Tributário Nacional, art 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2001, art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 2 Fundamentação legal: art. 11 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. 3 Fundamentação legal: art. 142 e art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, art. 10 e art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º e art. 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999 e Súmulas CARF nºs 8, 27 e 46. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 71 8 aplicação da penalidade cabível e validamente cientificada a Recorrente, o que lhe conferem existência, validade e eficácia. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. A Recorrente suscita que está amparada pela denúncia espontânea. A denúncia espontânea da infração acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora exclui a responsabilidade do sujeito passivo pela penalidade pecuniária em função da inobservância da conduta prescrita na norma jurídica primária. A exteriorização de vontade não tem forma prevista em lei e alcança tãosomente a obrigação principal em que o tributo sujeito ao lançamento por homologação que não esteja declarado à época e o recolhimento seja efetuado antes de qualquer procedimento fiscal4. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1149022/SP 5, cujo trânsito em julgado ocorreu em 01.09.2010 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF6. Restou demonstrado que o presente caso tratase de descumprimento de obrigação acessória que não está amparada pelo instituto da denúncia espontânea. Assim, denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração, em conformidade com o enunciado da Súmula CARF nº 49, que é de observância obrigatória, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. A Recorrente discorda do procedimento de ofício. No que se refere à possibilidade jurídica de aplicação de penalidade pecuniária por falta de cumprimento de obrigação acessória, temse que essa obrigação é um dever de fazer ou não fazer que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos, e pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Essas obrigações formais de emissão de documentos contábeis e fiscais decorrem do dever de colaboração do sujeito passivo para com a fiscalização tributária no controle da arrecadação dos tributos (art. 113 do Código Tributário Nacional). Ademais, a imunidade tributária não afasta a obrigação do ente imune de cumprir as obrigações acessórias previstas na legislação tributária (art. 150 da Constituição Federal e art. 9º do Código Tributário Nacional). O Ministro da Fazenda pode instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais, cuja competência foi delegada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) (art. 5º da DecretoLei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, Portaria MF nº 118, de 28 de junho de 1984 e art. 16 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999). 4 Fundamentação legal: art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 138 do Código Tributário Nacional. 5 BRASIL.Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1149022/SP. Ministro Relator:Luiz Fux, Primeira Seção, Brasília, DF, 9 de junho de 2010. Disponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=10649420&sReg=2009013414 24&sData=20100624&sTipo=5&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 6 Fundamentação legal: art. 138 do Código Tributário Nacional, art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 72 9 No exercício de sua competência regulamentar a RFB pode instituir obrigações acessórias, inclusive, forma, tempo, local e condições para o seu cumprimento, o respectivo responsável, bem como a penalidade aplicável no caso de descumprimento. A dosimetria da pena pecuniária prevista na legislação tributária deve ser observada pela autoridade fiscal, sob pena de responsabilidade funcional (parágrafo primeiro do art. 142 do Código Tributário Nacional). Além disso, s atos do processo administrativo dependem de forma determinada quando a lei expressamente a exigir (art. 22 da Lei nº 9.784, de 29 de dezembro de 1999). O documento que formalizála, comunicando a existência de crédito tributário, constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. O adimplemento das obrigações tributárias principais confessadas em DCTF não tem força normativa para afastar a penalidade pecuniária decorrente da entrega em atraso da mesma DCTF. Ademais, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato (art. 136 do Código Tributário Nacional). A tipicidade se encontra expressa na legislação de regência da matéria e por essa razão a autoridade fiscal não pode deixar de cumprir as estritas determinações legais literalmente, não podendo alterar a penalidade pecuniária. Desse modo, o sujeito passivo que deixar de apresentar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), nos prazos fixados pelas normas sujeitase às seguintes multas: (a) de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento; (b) de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Para efeito de aplicação dessas multas, reputase como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração. As multas serão reduzidas: (a) em 50% (cinqüenta por cento), quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; (b) em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. A multa mínima a ser aplicada deve ser: (a) R$200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa jurídica inativa; (b) R$500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos7. Em relação à DCTF, cabe esclarecer que todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas, devem apresentála centralizada pela matriz, via internet: 7 Fundamentação legal: art. 113 e 138 do Código Tributário Nacional, art. 5º do Decretolei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, Portaria MF nº 118, de 28 de junho de 1984, art. 16 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999,e art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, alterada pela Lei nº 11.051, 29 de dezembro de 2004 e Súmulas CARF nºs 33 e 49. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 73 10 (a) para os anoscalendário de 1999 e 2004, trimestralmente, até o último dia útil da primeira quinzena do segundo mês subseqüente ao trimestre de ocorrência dos fatos geradores. (b) para os anoscalendário de 2005 a 2009: (b.1) semestralmente, sendo apresentada até o quinto dia útil do mês de outubro de cada anocalendário, no caso daquela relativa ao primeiro semestre e até o quinto dia útil do mês de abril de cada anocalendário, no caso daquela atinente ao segundo semestre do anocalendário anterior; (b.2) mensalmente, de acordo com o valor da receita bruta auferida pela pessoa jurídica, sendo apresentada até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores; (c) a partir do anocalendário de 2010, mensalmente, com apresentação até o décimo quinto dia útil do segundo mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores8. No presente caso, restou comprovado que houve atraso na entrega em 27.09.2010 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do mês de dezembro do anocalendário de 2009, cujo prazo final era 23.02.2010. A multa isolada formalizada na presente Notificação de Lançamento está calculada no percentual de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento) com 50% (cinqüenta por cento), pois a DCTF foi apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Por falta de permissivo legal não tem cabimento a aplicação da multa mínima de R$500,00 (quinhentos reais). A proposição mencionada pela defendente, por conseguinte, não tem validade. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso9. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade10. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. 8 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa SRF nº 255, de 11 de dezembro de 2002, Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005, Instrução Normativa SRF nº 695, de 14 de dezembro de 2006, Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009 e Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010. 9 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 10 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10930.004905/201091 Acórdão n.º 1801001.747 S1TE01 Fl. 74 11 Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 74DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 08/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 13603.000942/2009-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Período de apuração: 01/12/2008 a 31/12/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 1.
Renuncia o direito à instância administrativa o contribuinte que ingressa no Judiciário com ação, cujo objeto é o mesmo do processo administrativo. Aplicação da Súmula CARF nº 1.
Numero da decisão: 2201-002.283
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com ação judicial.
Assinado digitalmente
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
Assinado digitalmente
NATHÁLIA MESQUITA CEIA - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), EDUARDO TADEU FARAH, ODMIR FERNANDES (Suplente convocado), WALTER REINALDO FALCAO LIMA (Suplente convocado), NATHALIA MESQUITA CEIA.
Nome do relator: NATHALIA MESQUITA CEIA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Período de apuração: 01/12/2008 a 31/12/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 1. Renuncia o direito à instância administrativa o contribuinte que ingressa no Judiciário com ação, cujo objeto é o mesmo do processo administrativo. Aplicação da Súmula CARF nº 1.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13603.000942/2009-97
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5326003
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2201-002.283
nome_arquivo_s : Decisao_13603000942200997.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NATHALIA MESQUITA CEIA
nome_arquivo_pdf_s : 13603000942200997_5326003.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com ação judicial. Assinado digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. Assinado digitalmente NATHÁLIA MESQUITA CEIA - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), EDUARDO TADEU FARAH, ODMIR FERNANDES (Suplente convocado), WALTER REINALDO FALCAO LIMA (Suplente convocado), NATHALIA MESQUITA CEIA.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5306521
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370911256576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1689; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.000942/200997 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.283 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de novembro de 2013 Matéria IRRF Recorrente CNH LATIN AMÉRICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Período de apuração: 01/12/2008 a 31/12/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 1. Renuncia o direito à instância administrativa o contribuinte que ingressa no Judiciário com ação, cujo objeto é o mesmo do processo administrativo. Aplicação da Súmula CARF nº 1. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por concomitância com ação judicial. Assinado digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. Assinado digitalmente NATHÁLIA MESQUITA CEIA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), EDUARDO TADEU FARAH, ODMIR FERNANDES (Suplente convocado), WALTER REINALDO FALCAO LIMA (Suplente convocado), NATHALIA MESQUITA CEIA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 09 42 /2 00 9- 97 Fl. 630DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 Relatório A Delegacia da Receita Federal de Contagem (MG) através do despacho decisório nº 1.243 – DRF/CON às fls. 102 não homologou a Declaração de Compensação pleiteada com base nos seguintes argumentos: · o Contribuinte formalizou Pedido Eletrônico de Restituição PER nº 09290.91804.200209.1.2.041452 (fls. 48). Ressaltase que além desse pedido de restituição o Contribuinte protocolou a Declaração de Compensação DCOMP de fls. 02 (em formulário papel) e transmitiu outras duas DCOMPs eletrônicas de nº 30909.48371.100309.1.3.040415 e nº 01004.49891.120309.1.3.044280 (fls. 53 e 59, respectivamente). · para o controle dos débitos constantes das mencionadas DCOMPs foram formalizados os processos nº 13603.720547/200924 e nº 13603.720583/200998. · o pedido de restituição, transferido em 20/02/2009, referese a pagamento que o Contribuinte alega ser indevido ou a maior de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), código de receita 0561, relativo ao período de apuração encerrado em 31/12/2008, no valor de R$ 427.727,94, fls. 49. · relativamente a DCOMP de fls. 02 o Contribuinte protocolou em formulário papel amparado em liminar em sede de Mandado de Segurança nº. 2008.38.00.0377160, tendo em vista que à época havia proibição expressa de lei para compensar o débito objeto da compensação pretendida pelo interessado (estimativa de IRPJ), nos termos do § 3º do inciso IX, do art. 14 da Lei nº 9.430/96. Em 08/06/2009 foi prolatada Sentença de primeiro grau concedendo a segurança para determinar à autoridade impetrada que se abstenha de considerar como “não declaradas” ou “não homologadas” as compensações realizadas pela impetrante para o pagamento mensal por estimativa do IRPJ e da CSLL, sob a alegação de vedação prevista no dispositivo supramencionado. · às fls. 96 foram juntadas telas da última DCTF retificadora referente a dezembro/2008, nº 1002.008.2010.1890378012 e da alocação do pagamento que o Contribuinte alega ter sido indevido. · reconhecimento da tempestividade do pedido de restituição. · o Contribuinte declarou débito de R$ 2.615.418,65 código de receita 0561, no mês de dezembro/2008, conforme tela da ultima DCTF retificadora. Desse total a empresa vinculou créditos decorrentes de compensação e de pagamentos. · relativamente à parcela do crédito tributário extinta por pagamento, no total de R$ 1.688.099,01, foram vinculados sete DARFs cuja soma é exatamente este valor . Como o DARF objeto deste pedido de restituição está inserido na parcela do crédito tributário extinta com tais pagamentos, não há que se falar em pagamento indevido ou a maior. · na ausência de crédito a restituir concluiu pelo indeferimento do pedido de restituição e pela não homologação das declarações de compensação. Notificado em 28/09/2010 (fls. 114), o Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 22/10/2010 (fls. 115) apontando que embora DRF/CON argumente inexistir o crédito utilizado, pois o dito valor já havia sido empregado na quitação do IRRF de dez/2008, na verdade não houve utilização de crédito inexistente, mas mero equívoco nas informações prestadas em DCTF o que fez com que o crédito do Contribuinte não fosse identificado pelo referido órgão. Fl. 631DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13603.000942/200997 Acórdão n.º 2201002.283 S2C2T1 Fl. 3 3 Assim, com base no princípio da verdade material requer, em sede de Manifestação de Inconformidade, a revisão do indeferimento do Pedido de Restituição e da negativa de homologação de compensações efetivas com base nos documentos anexos à Manifestação de Inconformidade e na DCTF retificadora, relatando: · O DARF correspondente à R$ 427.727,94 não foi utilizado para pagamento do IRRF de dez/2008. Na DCTF transmitida em 20/02/2009 foi declarado como imposto devido a importância de R$ 2.905,103,18 a título de IRRF (código 0561 da competência de dez/2008). Para fazer frente a esse valor, vinculou em erro, 8 DARFs, inclusive o referido DARF, e créditos de COFINS não cumulativa. Ressalta que o equívoco esteve em considerar à ocasião do preenchimento da DCTF mencionada, a DCOMP nº. 01609.50585.130109.1.3.015239 pela qual pleiteou a compensação de créditos de ressarcimento de IPI (PER nº 09482.60562.130109.1.1.019180) no valor de R$ 1.434.295,57 exatamente para quitar o IRRF devido em dez/2008. E, em vincular os DARFs de valores R$ 30.842,02, R$ 265.696,55, R$ 289.684,65, R$ 420.344,41 e R$ 427.727,94, para pagamento do IRRF de dez/2008 (código 056107), pois já havia pedido a restituição dessas quantias por meio dos Pedidos de Restituição. · Alega que tão logo se apercebeu do erro, promoveu a retificação da DCTF de dez/2008 (código 056107) de modo a acertar as duas falhas citadas: vinculou, assim, os créditos de ressarcimento de IPI (equivalentes a R$ 1.434.295,57) e desvinculou os DARFs mencionados atrelados aos Pedidos de Restituição susomencionados. · A DCTF retificadora foi enviada em 27/09/2010, antes que o Contribuinte tivesse ciência do despacho decisório. · Uma vez que o PER nº 09290.91804.200209.1.2.041452 no valor de R$ 427.727,94 deixou de ser utilizado para o recolhimento do IRRF de dez/2008 o crédito o crédito em análise é existente e, portanto, hábil a sustentar as DCOMPs objeto da presente da Manifestação de Inconformidade. A 3ª Turma da DRJ/BHE através do acórdão 0230.488 de fls. 547 deu parcial provimento à Manifestação de Inconformidade para: · reconhecer o direito à restituição do indébito de R$ 427.727,94 pleiteado na PER. · reconhecer a suficiência de crédito a restituir para extinção da totalidade dos débitos declarados nas DCOMPs cadastradas neste processo. · homologar as compensações declaradas nas DCOMPs de n.ºs 30909.48371.100309.1.3.04415 e 01004.49891.120309.1.3.044280. · não conhecer da solicitação de homologação da DCOMP anexada às fls. 02 considerando que o assunto está em apreciação no Poder Judiciário, nos termos do ADN COSIT nº. 03, de 14.02.96. O Contribuinte foi notificado da decisão em 12/07/2011 (fls. 567) tendo apresentado em 09/08/2011 Recurso Voluntário (fls. 571) quanto ao “não conhecimento” do pedido de homologação da DCOMP de papel apresentada. No Recurso Voluntário, o Contribuinte apresenta três motivos que justificam o provimento do mesmo: Fl. 632DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 · a compensação de estimativas efetuadas pelo Contribuinte deixou de ser contrária a uma exigência legal (a vedação contida na MP nº 449/08) que não foi mantida na conversão da Medida Provisória na Lei nº 11.941/09 que deixou de vedar o pagamento de estimativas via compensação, assim, seria aplicável a lei tributária nova a fato pretérito ainda não definitivamente julgado quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, na forma do art. 106, II, “b” do CTN. · o acórdão 0230.488 proferido pela 3ª Turma da DRJ/BHE deixou de dar cumprimento ao mandamento judicial. · o arresto combatido extrapolou os limites da contenda administrativa, uma vez que a lide residia na existência ou não do crédito requerido na PER nº 09290.91804.200209.1.2.041452, por isso a Declaração de Compensação em apreço somente poderia ter sido analisada sob este viés (existência do direito de creditório), e não sob a perspectiva da MP nº. 449/08, como acabou por sêlo. É o relatório. Voto Conselheira Nathália Mesquita Ceia. O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Inicialmente, cabe destacar que o acórdão da DRJ acabou por acatar os pleitos do Contribuinte, com exceção da solicitação de homologação da DCOMP anexada às fls. 02, tendo considerado a DRJ que a matéria está em apreciação no Poder Judiciário, nos termos do ADN COSIT nº 03 de 14/02/1996. A referida DCOMP é da monta de R$ 337.508,59 e referese a débito de código de receita 2362 (IRPJ PJ OBRIGADAS AO LUCRO REAL ENTIDADES NÃO FINANCEIRAS ESTIMATIVA MENSAL), conforme fls. 02 e crédito de código de receita 0561 (IRRF – RENDIMENTO DO TRABALHO ASSALARIADO), conforme processo 09290.91804.200209.1.2.04 1452 de fls. 48 a 50. Nesta senda, considerando não haver recurso de ofício, a matéria a ser tratada no presente momento diz respeito apenas ao pedido de homologação da DCOMP anexada às fls. 02, pois o restante dos pleitos já foram acatados pela decisão da DRJ. Antes de adentrar ao mérito, cabe análise quanto à competência das seções do Conselho Administrativo de Recursos Fiscal (CARF) para julgamento do presente recurso voluntário. Isso porque da análise do processo, verificase que a matéria em questão permeia tributos de competências distintas entre as seções do CARF, pois o crédito a ser aproveitado é referente ao IRRF (código de receita 0561), matéria, via de regra, de competência da Segunda Seção, porém o débito a ser compensado é referente ao IRPJ (código de receita 2362), matéria de competência da Primeira Seção, conforme art. 2º, I, III e IV, bem como art. 3º, II do Anexo II da Portaria nº 256/09 do Ministério da Fazenda, confirase: Art. 2º À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: Fl. 633DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13603.000942/200997 Acórdão n.º 2201002.283 S2C2T1 Fl. 4 5 I Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); (...) III Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando se tratar de antecipação do IRPJ; IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; Art. 3º À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) II Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); Entretanto, o aparente conflito de competência encontra solução no § 1º do art. 7º do Anexo II da Portaria nº 256/09 do Ministério da Fazenda: Art. 7º Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1º A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. (grifos nossos) Neste sentido, observando o disposto na norma supra e tendo em vista que o crédito cuja compensação é pleiteada referese ao IRRF (código receita 0561), mesmo sendo o débito referente ao IRPJ, matéria de competência da Primeira Seção, entendo que a competência para análise do presente recurso é da Segunda Seção. Ultrapassada a questão da competência e sendo entendida a competência da Segunda Seção do CARF para julgar o recurso em questão, passemos ao mérito. O acórdão da DRJ entendeu que a matéria é objeto de ação judicial (mandado de segurança) e, portanto, restou caracterizada a desistência da esfera administrativa pelo Contribuinte, restando a discussão da matéria apenas no âmbito do Judiciário. Destacase que a decisão da DRJ enfrentou a questão da validade do crédito de IRRF (código 0561) para fins de homologação da compensação (fls. 557 a 560 – item 19), conforme a seguir: “19. A planilha de cálculo anexada às fls. 251 a 253 indica que o crédito pleiteado é suficiente para extinguir os débitos constantes da DCOMP cadastrada neste processo. Contudo, a homologação da compensação do débito declarado na DCOMP apresentada em formulário não será apreciada por este Órgão julgador, considerando a demanda intentada pelo contribuinte no Poder Judiciário.” Fl. 634DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 Em resumo, a DRJ reconhece que o crédito de IRRF (código 0561) existe e é válido, porém não homologa a DCOMP (fls. 2), pois entende que essa matéria foi objeto de mandado de segurança impetrado pelo Contribuinte no Judiciário, havendo, portanto, concomitância de instâncias. O Contribuinte possui sentença em sede de mandado de segurança concedendo a segurança para determinar à autoridade impetrada que se abstenha de considerar como “não declaradas” ou “não homologadas” as compensações realizadas pela impetrante para o pagamento mensal por estimativa do IRPJ e da CSLL, sob a alegação de vedação nos termos do § 3º do inciso IX, do art. 14 da Lei nº 9.430/96. O Contribuinte ingressou com o referido mandado de segurança para restar garantida a possibilidade de compensação de débitos de IRPJ e CSLL estimativa, por meio de declaração, que fora vedada por dispositivo legal trazido pela MP nº 449/08, alterando a Lei nº 9.430/96, confirase: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (...) § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: (...) IX os débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL apurados na forma do art. 2º. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008)” (grifos nossos) O Contribuinte ainda requer a aplicação do art. 106, II, “b” do CTN, pois o inciso IX do § 3º, art. 74 da Lei nº 9.430/96 fora revogado posteriormente, confirase: “Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado: b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;” A premissa do Contribuinte baseiase sob o seguinte fundamento para contraditar o acórdão recorrido: “(iii) além disso, em terceiro lugar, devese destacar que o arresto combatido extrapolou os limites da contenda administrativa. Conforme será exposto, esta se instaurou, única e exclusivamente, para aferir a existência (ou não) do crédito requerido na PER nº. 15668.59223.200209.1.2.048242. Por isso a DCOMP em apreço somente poderia ter sido analisada sob este viés (existência do direito de creditório), e não sob a perspectiva da MP nº. 449/08, como acabou por sêlo.” (conforme original) Fl. 635DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13603.000942/200997 Acórdão n.º 2201002.283 S2C2T1 Fl. 5 7 Conforme demonstrado anteriormente, o acórdão 0230.488 proferido pela 3ª Turma da DRJ/BHE teve como mérito para não homologação da DCOMP a renúncia à esfera administrava, diante de demanda judicial (ADN COSIT nº. 03, de 14.02.1996). In verbis: “19. A planilha de cálculo anexada às fls. 251 a 253 indica que o crédito pleiteado é suficiente para extinguir os débitos constantes da DCOMP cadastrada neste processo. Contudo, a homologação da compensação do débito declarado na DCOMP apresentada em formulário não será apreciada por este Órgão julgador, considerando a demanda intentada pelo contribuinte no Poder Judiciário Conclusão (...) Não conhecer da solicitação de homologação da compensação declarada considerando que o assunto está em apreciação no Poder Judiciário, (ADN COSIT nº. 03, de 14.02.96).” O instrumento regulamentar citado aborda processo administrativo fiscal: “ADN COSIT 3/96 ADN Ato Declaratório Normativo COORDENADORGERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO COSIT nº 3 de 14.02.1996 D.O.U.: 15.02.1996 O COORDENADORGERAL DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso da atribuição que lhe confere o art. l47. , item III, do regimento interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria do Ministro da Fazenda nº 606, de 03 de setembro de l992, e tendo em vista o Parecer COSIT nº 27/96. DECLARA, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que: a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente á autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto ; b) conseqüentemente, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada (p.ex., aspectos formais do lançamento, base de cálculo etc.); c) no caso da letra "a", a autoridade dirigente do órgão onde se encontra o processo não conhecerá de eventual petição do contribuinte, proferindo decisão formal, declaratória da definitividade da exigência discutida ou da decisão recorrida,se for o caso, encaminhando o processo para a cobrança do débito, ressalvada a eventual aplicação do disposto no art. l49. do CTN;” A referida previsão encontra respaldo no art. 87 do Decreto nº 7.574/11: “Art. 87 A existência ou propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial com o mesmo objeto do lançamento importa em renúncia ou em desistência ao litígio nas instâncias administrativas. Tratamento a ser dispensado ao processo fiscal que esteja tramitando na fase administrativa quando o contribuinte opta pela via judicial. Fl. 636DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 8 Parágrafo único. O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à matéria diferenciada.” Ou seja, o acórdão proferido pela 3ª Turma da DRJ/BHE, não deixou de homologar a compensação porque os créditos referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte (código receita 0561) não eram passíveis de compensação, mas sim porque entendeu que o Contribuinte renunciou à esfera administrativa ao levar a matéria a ser decida ao Judiciário. A alínea “b” do ADN COSIT nº 03/96 bem como o parágrafo único do art. 87 do Decreto nº 7.574/11 determinam que o processo administrativo terá prosseguimento quando versar sobre matéria distinta da constante do processo judicial. Entretanto, não parece ser esse o caso ora em análise. Quando o Contribuinte ingressa no Judiciário com vistas a garantir o seu direito de compensação acaba por retirar da instância administrativa a apreciação do tema. Isso porque, caso fosse possível que a instância administrativa apreciasse questão que já está sob apreciação do Judiciário, poderia haver a existência de duas decisões válidas e divergentes sobre o mesmo caso. Logo, a via administrativa apenas atua quando ainda não acionado o Judiciário. Sendo assim, entendo que resta prejudicada a análise do caso em questão por esse Colegiado, tendo em vista que o pleito do recurso voluntário (possibilidade de compensação de crédito de IRRF em face de débitos de IRPJ) é objeto de ação judicial. A Corte Administrativa já pacificou o referido entendimento através do enunciado nº 01 da Súmula do CARF: “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Conclusão Diante do exposto, oriento meu voto no sentido de não conhecer do recursos por entender haver concomitância de instâncias em linha com o enunciado da Súmula nº 1 do CARF. Assinado Digitalmente Nathália Mesquita Ceia Fl. 637DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13603.000942/200997 Acórdão n.º 2201002.283 S2C2T1 Fl. 6 9 Fl. 638DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 21/01/20 14 por NATHALIA MESQUITA CEIA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 13855.001581/2004-20
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2002
Ementa:
SIMPLES - INCLUSÃO RETROATIVA - ATIVIDADE VEDADA À OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL E ADMITIDA PELA LEI DO SIMPLES NACIONAL - IMPOSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO.
A Lei Complementar 123/2006 entrou em vigor a partir de 1º de julho de 2007. A alínea a do inciso II do art. 106 do CTN não autoriza a aplicação retroativa de seu art. 17, § 1º (incisos I e XVI), eis que não se trata de infração, mas de condições de opção por regime especial de tributação.
NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE.
Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial.
RECURSO ESPECIAL. EFEITOS.
Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado.
Numero da decisão: 9101-001.672
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso da Fazenda Nacional, por ausência de pressuposto de admissibilidade.
(documento assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres
Presidente Substituto
(documento assinado digitalmente)
Valmir Sandri
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Suzy Gomes Hoffmann. Ausente, justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VALMIR SANDRI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES - INCLUSÃO RETROATIVA - ATIVIDADE VEDADA À OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL E ADMITIDA PELA LEI DO SIMPLES NACIONAL - IMPOSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO. A Lei Complementar 123/2006 entrou em vigor a partir de 1º de julho de 2007. A alínea a do inciso II do art. 106 do CTN não autoriza a aplicação retroativa de seu art. 17, § 1º (incisos I e XVI), eis que não se trata de infração, mas de condições de opção por regime especial de tributação. NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial. RECURSO ESPECIAL. EFEITOS. Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado.
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13855.001581/2004-20
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313443
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9101-001.672
nome_arquivo_s : Decisao_13855001581200420.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : VALMIR SANDRI
nome_arquivo_pdf_s : 13855001581200420_5313443.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso da Fazenda Nacional, por ausência de pressuposto de admissibilidade. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Suzy Gomes Hoffmann. Ausente, justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias.
dt_sessao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
id : 5220450
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370922790912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2094; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13855.001581/200420 Recurso nº 339.571 Especial do Procurador Acórdão nº 9101001.672 – 1ª Turma Sessão de 16 de maio de 2013 Matéria SIMPLES Exclusão Recorrente Fazenda Nacional Interessado H.R. Sports e Marketing S/C Ltda. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 Ementa: SIMPLES INCLUSÃO RETROATIVA ATIVIDADE VEDADA À OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL E ADMITIDA PELA LEI DO SIMPLES NACIONAL IMPOSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO. A Lei Complementar 123/2006 entrou em vigor a partir de 1º de julho de 2007. A alínea “a” do inciso II do art. 106 do CTN não autoriza a aplicação retroativa de seu art. 17, § 1º (incisos I e XVI), eis que não se trata de infração, mas de condições de opção por regime especial de tributação. NORMAS PROCESSUAIS RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA DESCUMPRIMENTO DE REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Não demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe conferiu outro colegiado ao analisar situação idêntica, não se conhece do recurso especial. RECURSO ESPECIAL. EFEITOS. Se o acórdão recorrido apresentou mais de um fundamento para o provimento do recurso, e se o recurso de divergência foi conhecido apenas quanto a um deles, permanece o decidido com base no fundamento não reformado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso da Fazenda Nacional, por ausência de pressuposto de admissibilidade. (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 5. 00 15 81 /2 00 4- 20 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 13855.001581/200420 Acórdão n.º 9101001.672 CSRFT1 Fl. 3 2 Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Plínio Rodrigues Lima, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva e Suzy Gomes Hoffmann. Ausente, justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias. Relatório Na sessão plenária de 22/10/2008, a Terceira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes julgou recurso voluntário de interesse de H R Sports e Marketing SC Ltda. e, mediante Acórdão n° 39300047, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário. Aludido acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 Conforme o disposto no artigo 17, § 1°, inciso XVII, da Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006 c/c o disposto no artigo 18 e § 1º da Resolução CGSN n° 4, de 30/05/2007 do Comitê Gestor de Tributação da ME e EPP, podem optar pelo Simples as empresas promotoras de eventos. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. A decisão de primeiro grau, que foi reformada pelo acórdão do Terceiro Conselho (ora recorrido), confirmara a exclusão da empresa do SIMPLES ao fundamento de que a atividade exercida se enquadra na vedação às atividades de professor ou consultor ou assemelhados. O voto condutor do acórdão recorrido indica, como fundamentos para o provimento do recurso: (a) o fato de a Lei Complementar 123/2006 ter revogado a Lei nº 9.317/96, em cujo art. 9º estava fundamentada a exclusão, e ter disposto, no art. 17, inciso XVII, que as vedações não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente a atividades artísticas e culturais; (b) que mesmo à luz da Lei 9317/96, não se pode considerar Fl. 221DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 13855.001581/200420 Acórdão n.º 9101001.672 CSRFT1 Fl. 4 3 que a produção de um evento desportivo (mesmo com palestra ou orientações) seja equivalente ou assemelhada à atividade de consultor ou professor. Cientificada, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial de Divergência. Pondera a Recorrente que da leitura do inteiro teor do acórdão se depreende que dois foram os fundamentos invocados para dar provimento ao recurso da empresa: (a) entendimento de que a Lei n.° 9.317/1996 não vedava às pessoas jurídicas cuja atividade econômica fosse produção de eventos desportivos a opção pelo Simples, visto que essa atividade não é assemelhada à de consultor ou professor; (b) mesmo que assim fosse, tal óbice não remanesceu após a edição da Lei Complementar n.° 123/2006, motivo pelo qual os dispositivos desse diploma legal devem retroagir para alcançar os fatos ocorridos antes da sua vigência, porquanto mais benéficos ao contribuinte (retroatividade benigna). Cita como paradigmas os julgados nos acórdãos n°s 10514.110, 10194931 (retroatividade benigna), e 30132584 (atividade assemelhada à de consultor), a seguir reproduzidos por suas ementas, no que interessa ao presente: Ac. 10514110: IRRF RETROATIVIDADE BENIGNA DA LEI. O instituto da retroatividade benigna, no âmbito tributário, está relacionado à aplicação de penalidade, não se confundindo com modificações produzidas na determinação da base de cálculo da exigência, onde dispositivos legais posteriores determinaram nova forma de apuração. Ac.10194931 CSLL ANISTIA. MULTA POR LANÇAMENTO DE OFICIO. JUROS DE MORA NORMAS TRIBUTÁRIAS. APLICAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador e regese pela legislação então vigente sujeitandose à incidência de juros de mora o recolhimento, fora do prazo legal, de multa por lançamento de ofício referente a fatos geradores ocorridos até 31/12/1994. Nos termos do artigo 106, inciso II, "c", a lei aplicase a ato ou fato pretérito quando lhe comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática, sendo devidos os juros de mora previstos pela legislação de regência em razão de sua natureza remuneratória. Acórdão n.° 30132.584: OPÇÃO PELO SIMPLES. EXCLUSÃO. É vedada opção pelo SIMPLES à pessoa jurídica que preste serviços profissionais de produção, de serviços técnicos e de criação nas áreas de cinema, vídeo e televisão, além de diretor ou produtor de espetáculos, de consultor ou assemelhados, e de qualquer profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 13855.001581/200420 Acórdão n.º 9101001.672 CSRFT1 Fl. 5 4 O contribuinte apresentou contrarrazões defendendo a manutenção da decisão. É o relatório. Voto Conselheiro Valmir Sandri, Relator. Inicialmente, não é demais reafirmar que o recurso especial de divergência tem por escopo apenas uniformizar a jurisprudência, não representando uma nova instância para revisão do julgado. Assim, sem a perfeita caracterização de interpretações divergentes, não se pode conhecer do recurso. A divergência jurisprudencial ocorre em relação a matérias de direito. Ela se caracteriza quando, em relação a uma mesma norma, haja a dissensão no entendimento de sua aplicação a uma situação comum em dois acórdãos. Portanto, a divergência exige interpretação de uma mesma norma e situação comum nos dois acórdãos. Quanto à retroação da Lei Complementar 123/2006, cabe conhecer do recurso, eis um dos fundamentos indicados pelo voto condutor foi que a Lei Complementar 123 não vedaria a opção às atividades da empresa que, segundo entendimento do julgado, se enquadrariam como “atividade artística e cultural”. Por oportuno destaco que não cabe, em sede de recurso de divergência, questionar o entendimento de que a atividade desenvolvida pela empresa se enquadre como “produção cultural e artística”., eis que a matéria objeto de recurso de divergência é a aplicação retroativa da Lei Complementar 123, de 2006. A esse respeito, encontrase pacificado na Câmara Superior o entendimento de que a Lei Complementar nº 123 não retroage por não se enquadrar em nenhuma das hipóteses excepcionais de retroatividade previstas no artigo 106 do CTN. Primeiro porque não se constitui em lei interpretativa; segundo porque não pertence, a matéria, à seara das infrações tributárias (Acórdãos 910100.979, 910100.980, 910101.046, 910101.047, 910101.081, 910101.000, 910101.001, 910101.021, 910101.103, 910101.147, 910101.152, 9101 01.219, 910101.295, 910101.376). Tal entendimento foi objeto da Súmula CARF nº 81, que enuncia: É vedada a aplicação retroativa de lei que admite atividade anteriormente impeditiva ao ingresso na sistemática do Simples. Assim, fosse esse o único fundamento da decisão, mereceria reforma o acórdão combatido. Contudo o voto condutor apresenta, como fundamento adicional, que, à luz da Lei 9317/96, não se pode considerar que a produção de um evento desportivo (mesmo com palestra ou orientações) seja equivalente ou assemelhada à atividade de consultor ou professor. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 13855.001581/200420 Acórdão n.º 9101001.672 CSRFT1 Fl. 6 5 Esse entendimento também é objeto de recurso especial, sob alegação de divergência com outro colegiado na interpretação do inciso XIII do art. 9º da Lei 9.317/96. Dado o conteúdo amplo e aberto da norma interpretada (inciso XIII do art. 9º da Lei nº 9.317/960), o qual, após relacionar várias categorias de serviços profissionais que vedam a opção, inclui na vedação os “assemelhados” e “qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida”, entendo que a caracterização do dissídio exige maior identidade das situações fáticas analisadas pelos julgados confrontados. O paradigma trazido apreciou situação de empresa cujo código de atividade é 92.118/99 (outras atividades relacionadas à produção de filmes e fitas de vídeo), e cujo objeto indicado no contrato social é a produção e prestação de serviços técnicos e de criação nas áreas de cinema, vídeo e televisão, incluindo aqui argumento, roteiro, direção, produção, distribuição, exibição, preparação de projetos, fotografia, iluminação, sonorização, edição, montagem, cenografia, maquinaria de filmagem, transporte de equipe e equipamentos, divulgação, formação de equipe e elenco, interpretação, preparação de atores, consultoria nas áreas de cinema, vídeo, TV e organização, elaboração e coordenação de festivais e cursos de cinema (destaquei). Naquele caso, o juízo de primeira instância entendera que produção cinematográfica se enquadra em produção de espetáculo, e que as atividades descritas a título de objeto social da empresa encontramse elencadas dentre as profissões cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, ou às mesmas assemelhadas, impeditivas à opção pelo Simples. O voto condutor do acórdão paradigma assentou que o inciso XIII do art. 9º da Lei 9317/96 faz restrições à inclusão no Simples para as atividades de empresário, diretor ou produtor de espetáculos, de consultor, ou de assemelhados, de forma genérica (destaquei). O acórdão guerreado apreciou situação fática referente à atividade do código 92614/02 –“Organização e exploração de atividades desportivas”, e o objeto da sociedade descrito no Contrato Social é “Prestação de serviços de organização e exploração de atividades desportivas e de imagens, promoções e orientações técnicas, palestras e outros eventos inerentes ao ramo esportivo”, sendo que os dois sócios integrantes, Helio Rubens Garcia e Hélio Rubens Garcia Filho exercem a profissão de, respectivamente, técnico desportivo e atleta desportivo, manifestando entendimento de que a produção de um evento desportivo (mesmo com palestra ou orientações) não é equivalente ou assemelhada à atividade de consultor ou professor.” Como visto, a divergência apontada, no caso, seria com referência à atividade de consultor. O paradigma, analisando uma situação fática de empresa cujo contrato social prevê a consultoria nas áreas de cinema, vídeo, TV, manifestou o entendimento de que a restrição alcança a atividade de consultor, de forma genérica. Na situação de que trata o acórdão recorrido, o objeto previsto no contrato social da empresa não inclui a atividade de consultoria. O acórdão vergastado, analisando as atividades previstas no contrato social, entendeu que a produção de um evento desportivo Fl. 224DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 13855.001581/200420 Acórdão n.º 9101001.672 CSRFT1 Fl. 7 6 (mesmo com palestra ou orientações) não é equivalente ou assemelhada à atividade de consultor ou professor. Ou seja, enquanto o paradigma analisa uma previsão expressa no contrato, de serviço de consultor, e diz que a vedação a serviço de consultor prevista na lei é genérica, o acórdão recorrido aprecia uma situação em que o contrato não prevê serviço de consultor, e analisa a previsão do contrato de produção de evento esportivo, com palestras ou orientações, e assenta que essa atividade não equivale ou se assemelha à de consultor. Melhor dizendo, o acórdão vergastado assenta que determinada atividade (produção de eventos esportivos, com palestras ou orientações) não equivale à atividade de consultor, mas não afirma que a atividade de consultor, de forma genérica, não é impeditiva. Nessas circunstâncias, entendo não caracterizada a divergência de interpretação, e não conheço do recurso quanto a essa matéria. A vista do acima exposto, NACO CONHECERdo recurso da Fazenda Nacional apenas no que tange à questão da retroatividade da lei, dandolhe provimento parcial para declarar que é vedada a aplicação retroativa da Lei Complementar nº 123/2006, para validar opção pelo Simples Federal quanto à atividade anteriormente impeditiva, mas mantenho o decidido pelo Acórdão Recorrido, que traz fundamento adicional suficiente para cancelar a exclusão, e para o qual o recurso de divergência não foi admitido. É como voto. Sala das Sessões, em 16 de maio de 2013. (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 10/12/2013 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por VALMIR SANDRI
score : 1.0
Numero do processo: 10940.903154/2009-35
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 13/09/2002
CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98.
As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol.
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS.
O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-002.584
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 13/09/2002 CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98. As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10940.903154/2009-35
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5314417
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-002.584
nome_arquivo_s : Decisao_10940903154200935.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 10940903154200935_5314417.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5226479
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370925936640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1853; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.903154/200935 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.584 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria DCOMP ELETRÔNICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente CFQ FERRAMENTAS LTDA. (NOVA DENOMINAÇÃO DE CARNELOS COMÉRCIO DE FERRAMENTAS LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 13/09/2002 CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98. As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 31 54 /2 00 9- 35 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Adoto parcialmente o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), que narra bem os fatos: Trata o processo de Despacho Decisório emitido pela DRF em Ponta Grossa/PR, que não homologou a compensação informada no Per/Dcomp nº 09387.81328.290806.1.7.044250, devido à inexistência de crédito de R$ 1.651,06 para efetuar a compensação pretendida de R$ 2.464,53, uma vez que o pagamento PIS/PASEP (código 8109) teria sido integralmente utilizado para quitação de débito próprio. Cientificada em 01/06/2009, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, argumentando, em síntese, que pela nova sistemática do PIS e da Cofins, trazida pelas Leis nºs 9.718, de 1998, e 10.637, de 2002, qualquer receita ingressada na contabilidade da pessoa jurídica incide as contribuições, independentemente da atividade por ela exercida. No entanto, quando das exclusões da base de cálculo, há distinção entre as deduções para as pessoas jurídicas em geral e para as instituições financeiras. Pois, enquanto estas gozam do benefício da exclusão/compensação plena e irrestrita de suas despesas operacionais, os demais contribuintes se sujeitam à cobrança das contribuições sobre uma base muito maior, já que podem apenas deduzir o custo da compra de mercadorias adquiridas para revenda, desequilibrando uma relação que não encontra nenhuma razão de ordem material, ou até mesmo qualquer justificativa de ordem econômica ou social, para que se estabeleça. Assim, as instituições financeiras vêm recolhendo a Cofins e o PIS com base no chamado ‘lucro bruto’, uma vez que são deduzidas todas as despesas operacionais relacionadas a sua atividade, sendo tributada tãosomente pela diferença entre o custo de sua atividade e o valor cobrado por ela. Já os demais contribuintes pagam os tributos com base em sua receita, independentemente da classificação contábil, sem que possam deduzir/compensar integralmente suas despesas operacionais. Destarte, por força do que dispõe expressamente o art. 150, inciso II, da Carta Magna, impõese a extensão deste benefício às demais empresas privadas, como é o seu caso. A DRJ em Curitiba (PR) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo: ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. CRÉDITOS NO SISTEMA DE NÃOCUMULATIVIDADE. EQUIPARAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS EM GERAL ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 4 3 O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na manifestação de inconformidade. Por fim, requer que seja reconhecido o seu direito à compensação, referente aos indevidos pagamentos a título da contribuição, em virtude da não dedução da base de cálculo daquelas exações, na época própria, da totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência, decorrentes das suas atividades, bem como, não haja a incidência da multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea. É o relatório. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele tomo conhecimento. A interessada alega com fundamento no princípio constitucional da isonomia que tem o direito de deduzir da base de cálculo da contribuição, a totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência. Não assiste razão à recorrente, conforme será demonstrado. Para o período de apuração em discussão, aplicavamse os dispositivos da Lei da Lei 9.718/98: Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei Art. 3º "O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (...) Como apresentado nos recursos da recorrente, as exclusões e deduções da base cálculo estão discriminadas no §2º e seguintes do art. 3º da Lei 9.718/98: § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; II as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas Fl. 65DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 6 5 regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo; .(Revogado pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) IV a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente. V a receita decorrente da transferência onerosa, a outros contribuintes do ICMS, de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. (Incluído pela Medida Provisória nº 451, de 2008) (Produção de efeito) § 3º Nas operações realizadas em mercados futuros, considera se receita bruta o resultado positivo dos ajustes diários ocorridos no mês. (Revogado pela Lei nº 11.051, de 2004) § 4º Nas operações de câmbio, realizadas por instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil, considerase receita bruta a diferença positiva entre o preço de venda e o preço de compra da moeda estrangeira. § 5º Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para os efeitos da COFINS, as mesmas exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP. § 6o Na determinação da base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, as pessoas jurídicas referidas no § 1o do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, além das exclusões e deduções mencionadas no § 5o, poderão excluir ou deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de crédito: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) a) despesas incorridas nas operações de intermediação financeira; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) b) despesas de obrigações por empréstimos, para repasse, de recursos de instituições de direito privado; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) c) deságio na colocação de títulos; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) d) perdas com títulos de renda fixa e variável, exceto com ações; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) e) perdas com ativos financeiros e mercadorias, em operações de hedge; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 66DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 7 6 II no caso de empresas de seguros privados, o valor referente às indenizações correspondentes aos sinistros ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de cosseguro e resseguro, salvados e outros ressarcimentos. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) IV no caso de empresas de capitalização, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de resgate de títulos. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158 35, de 2001) § 7o As exclusões previstas nos incisos III e IV do § 6o restringemse aos rendimentos de aplicações financeiras proporcionados pelos ativos garantidores das provisões técnicas, limitados esses ativos ao montante das referidas provisões. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) § 8o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, poderão ser deduzidas as despesas de captação de recursos incorridas pelas pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I imobiliários, nos termos da Lei no 9.514, de 20 de novembro de 1997; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II financeiros, observada regulamentação editada pelo Conselho Monetário Nacional. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 9o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I coresponsabilidades cedidas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 67DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 8 7 (...) Grifouse Com efeito, as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na lei e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não integram esse rol, logo não podem ser excluídas da base de cálculo da contribuição. Insistase que a norma estabelece a incidência da contribuição sobre o faturamento a totalidade das receitas e não prevê estas exclusões. Quanto às argumentações referentes à ofensa ao princípio da isonomia, é importante consignar que a autoridade julgadora tem que observar o princípio da legalidade, não podendo negar aplicação à norma, de sorte que a restituição/compensação postulada carece de previsão legal. Além disso, a esfera administrativa não pode apreciar eventual inconstitucionalidade de Lei, tendo em vista que o controle de constitucionalidade de normas é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle concentrado ou difuso. Em relação a essa discussão, aplicase a Súmula nº 02 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) que uniformizou o seguinte entendimento: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmulas 2 do 1º e 2º CC Tenhase presente que a discriminação das exclusões e deduções da base cálculo da contribuição foi uma opção do legislador no período em referência, não sendo a seara administrativa o fórum adequado para questionálo. Ademais, falece à autoridade julgadora administrativa competência para examinar eventual ofensa ao princípio da isonomia. No que tange ao pedido, assinalese desprovido de fundamentação, de não incidência da multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea, é importante assinalar, ainda, que, na legislação tributária, a multa de mora sempre esteve integrada para inibir o pagamento de tributos com atraso, conforme os seguintes dispositivos: art. 74 da Lei nº 7.799, de 1989; art. 3º da Lei nº 8.218, de 1991; art. 59º da Lei nº 8.383, de 1991; art. 84 da Lei nº 8.981, de 1995 e o vigente art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, in verbis: “Art. 61. Os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso.” (Grifouse) Como visto, o legislador ordinário estabeleceu como acréscimo legal a multa de mora para o recolhimento espontâneo após o vencimento do prazo legal. Não se tem notícia de que este dispositivo tenha sido declarado inconstitucional, ainda, que de forma parcial, ou mesmo, tenha ocorrido uma declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto. A propósito, o Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento em sede de recurso repetitivo de controvérsia de que se o crédito foi previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido: Fl. 68DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903154/200935 Acórdão n.º 3801002.584 S3TE01 Fl. 9 8 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360∕STJ. 1. Nos termos da Súmula 360∕STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo". É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08∕08. (REsp 962379, DJe 28/10/2010) Além do mais, na situação em comento não há que se alegar o benefício da denúncia espontânea porque não há notícia do pagamento dos débitos compensados, assim, se não há pagamento a destempo não é possível aplicar o instituto da denúncia espontânea. Tenhase presente que de acordo com o § 6º do art. 74 da Lei nº 9430/1996 a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Por tais razões, nos cálculos dos débitos pagos fora do prazo de vencimento devem incidir as multas de mora, como bem assentou a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário interposto. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Fl. 69DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 12259.000363/2008-68
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/03/2005 a 30/11/2005
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DE INTERESSE DO FISCO. OBRIGATORIEDADE.
O descumprimento de obrigação tributária acessória constitui fato gerador do auto de infração, convertendo-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária aplicada.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.950
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2005 a 30/11/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DE INTERESSE DO FISCO. OBRIGATORIEDADE. O descumprimento de obrigação tributária acessória constitui fato gerador do auto de infração, convertendo-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária aplicada. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 12259.000363/2008-68
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5326028
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-002.950
nome_arquivo_s : Decisao_12259000363200868.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 12259000363200868_5326028.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 22 00:00:00 UTC 2014
id : 5307064
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046370938519552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1591; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12259.000363/200868 Recurso nº 12.259.000363200868 Voluntário Acórdão nº 2803002.950 – 3ª Turma Especial Sessão de 22 de janeiro de 2014 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente TELELISTAS REGIÃO 1 LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/2005 a 30/11/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DE INTERESSE DO FISCO. OBRIGATORIEDADE. O descumprimento de obrigação tributária acessória constitui fato gerador do auto de infração, convertendose em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária aplicada. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 25 9. 00 03 63 /2 00 8- 68 Fl. 146DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Acessória lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, tendo em vista que a empresa descumpriu a Lei nº 8.212/91, art. 32, III, c/c o artigo 225, III, do RPS. A empresa deixou de prestar todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do Fisco. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 16 de agosto de 2010 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2005 a 30/11/2005 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS À FISCALIZAÇÃO. ARQUIVOS DIGITAIS. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de prestar informações cadastrais, financeiras e contábeis, bem como os demais esclarecimentos necessários à fiscalização. A empresa que utiliza sistema de processamento eletrônico de dados para o registro de negócios e atividades econômicas, escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil, fiscal, trabalhista e previdenciárias é obrigada a arquivar e conservar, devidamente certificados, os respectivos sistemas e arquivos, em meio digital ou assemelhado. LEGALIDADE – CONSTITUCIONALIDADE. A declaração de inconstitucionalidade de lei ou atos normativos federais, bem como de ilegalidade destes últimos, é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário. PRODUÇÃO DE PROVAS. DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. A apresentação de razões e provas documentais deve obedecer às regras contidas no art. 16 do Decreto 70.235/72. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 148DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 5 4 Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: De acordo com as informações proferidas no próprio Auto de Infração a penalidade é devida não pela ausência da declaração por parte da Empresa – Contribuinte – apenas por esta declaração não estar em total acordo com as normas e padrões estabelecidos pela Previdência. Porém, este fato, por si só, não é suficiente para gerar a aplicação de tal penalidade, uma vez que o fato não causa prejuízo ao erário. A obrigação principal foi devidamente cumprida, o que demonstra a boa fé do sujeito passivo. A aplicação da penalidade se faz de forma excessiva, podendo vir a causar prejuízo a Empresa que, ressaltase, encontrase atravessando por enormes dificuldades financeiras. Destarte, requer, não sendo acolhido o pleito acima, que seja relevada a penalidade aplicada aplicandose os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Analisando os processos administrativos que correm em face desta Empresa notase que existem vários Autos de Infração que examinam o não cumprimento adquado da Obrigação Acessória no mesmo período que este Auto. Assim, em homenagem ao princípio do ne bis in idem, requer que sejam todos os processos julgados em conjunto devido a unicidade da matéria e identidade dos períodos, de forma a evitar decisões diversas o que acarretará possibilidade, inclusive, de lançamento em duplicidade. Diante do exposto e do consta nos autos requer seja acolhido e provido o presente Recurso Voluntário, para reformar a decisão atacada declarando IMPROCEDENTE o lançamento, ou consideralo nulo ab initio e determinar o seu arquivamento, pelos fatos e fundamentos acima expostos. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração (fls. 24), a empresa foi intimada a apresentar diversos documentos de interesse da fiscalização. Contudo, na data aprazada, ela deixou de apresentar a auditoria fiscal o contrato social de constituição, bem como as alterações ocorridas até 03/11/2004. Não apresentou também a relação nominal de beneficiários dos lançamentos contábeis efetuados nas contas solicitadas. Não apresentou ainda os documentos necessários para confecção do TAB, e apresentou arquivos digitais da folha de pagamento com o mesmo Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) para empregados com nomes diferentes. Pela conduta, a empresa infringiu o inciso III do art. 32 da Lei nº 8.212/91 c/c o inciso III do art. 225 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Com efeito, as alegações contidas no recurso manejado pelo contribuinte não merecem prosperar, tendo em vista que o procedimento fiscalizatório levado a efeito pela autoridade administrativa se baseou no comando inserto no parágrafo único do art. 142 do Código Tributário Nacional – CTN, in verbis: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Ademais, não se pode perder de vista que o assunto ora em debate diz respeito à obrigação tributária descumprida. Neste ponto, prevalecerá os comandos do art. 113 do CTN, in verbis: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 7 6 § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem como objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. Da simples leitura dos dois artigos do CTN acima descritos, resta amplamente evidenciado que o trabalho realizado pela autoridade administrativa, por ocasião do lançamento realizado em desfavor do contribuinte, encontrase totalmente em consonância com o ordenamento jurídico Pátrio, não havendo, in casu, qualquer mácula capaz de alterar a realidade fática. O descumprimento de obrigação acessória, portanto, constitui fato gerador do auto de infração, convertendose em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária aplicada. Em situação como essa, o contribuinte não pode alegar desconhecimento da legislação. Ele é, portanto, o único responsável pela infração cometida. De outra parte, não se pode perder de vista que a responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. Deve ficar claro, portanto, que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. A legislação engloba as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN. A aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória constante da Lei n.º 8.212/91, está dentro dos pressupostos legais e constitucionais, não foi inquinada de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, estando totalmente válida e devendo ser obedecida pela via administrativa. A autuação objeto do presente recurso, foi executada de acordo com os preceitos legais e o Auto de Infração lavrado, contém todos os elementos essenciais à sua validade, descritos no art. 10 do Decreto n.º 70.235, de 06/03/1972, devendo ser mantido na sua integralidade, já que a recorrente não comprovou a correção da falta. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 12259.000363/200868 Acórdão n.º 2803002.950 S2TE03 Fl. 8 7 Destarte, não vislumbro no recurso aviado pelo contribuinte qualquer possibilidade de alterar o lançamento, bem como a correta decisão proferida pelos julgadores da primeira instância administrativa. Mantenho, pois, o lançamento em sua forma originária. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 19/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 7/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 27/01/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
