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Numero do processo: 10630.720338/2010-07
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal - STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , a determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
ISENÇÃO. ENTIDADE BENEFICENTE.CERTIFICADO.
A isenção prevista no § 7° do art. 195 da Constituição Federal exige que a pessoa jurídica requeira junto ao Instituto Nacional do Seguro Social o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social com todos os requisitos legais cumpridos.
VINCULO EMPREGATÍCIO.
Constatado e demonstrado o vínculo empregatício, há que se efetuar o enquadramento como segurado empregado.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
O pagamento ao contribuinte individual integra o salário de contribuição.
MULTA DE MORA
Na forma do revogado art. 35, I, II, III da Lei n Lei 8.212/91, os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos, são acrescidos de multa de mora e juros de mora. A redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, aduz que os débitos serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
MULTA MAIS BENÉFICA.
Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea c, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar, há que se observar a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional - CT e assim também quanto a multa de ofício, com previsão para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009.
Numero da decisão: 2403-001.787
Decisão: Crédito Tributário Mantido em Parte.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Nas preliminares, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência em relação às competências até 11 e 13/2005 nos termos do art. § 4º do art. 150, do Código Tributário Nacional- CTN. Vencidos os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari e Paulo Maurício Pinheiro que votou pelas conclusões. No Mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário determinando o recálculo da multa de mora, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte de acordo com o disposto no art. 35, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, e nos termos do art. 61 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996 que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente.
IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo agalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. ISENÇÃO. ENTIDADE BENEFICENTE.CERTIFICADO. A isenção prevista no § 7° do art. 195 da Constituição Federal exige que a pessoa jurídica requeira junto ao Instituto Nacional do Seguro Social o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social com todos os requisitos legais cumpridos. VINCULO EMPREGATÍCIO. Constatado e demonstrado o vínculo empregatício, há que se efetuar o enquadramento como segurado empregado. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. O pagamento ao contribuinte individual integra o salário de contribuição. MULTA DE MORA Na forma do revogado art. 35, I, II, III da Lei n Lei 8.212/91, os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos, são acrescidos de multa de mora e juros de mora. A redação dada pela Lei no AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 03 38 /2 01 0- 07 Fl. 221DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 11.941, de 2009, aduz que os débitos serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, a lei não retroage para prejudicar, há que se observar a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores conforme o comando do artigo 149 do Código Tributário Nacional CT e assim também quanto a multa de ofício, com previsão para lançamentos de fatos geradores ocorridos e notificados a partir da lei 11.941, de 2009. Crédito Tributário Mantido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Nas preliminares, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência em relação às competências até 11 e 13/2005 nos termos do art. § 4º do art. 150, do Código Tributário Nacional CTN. Vencidos os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari e Paulo Maurício Pinheiro que votou pelas conclusões. No Mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário determinando o recálculo da multa de mora, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte de acordo com o disposto no art. 35, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, e nos termos do art. 61 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996 que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo agalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10630.720338/201007 Acórdão n.º 2403001.787 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Fl. 223DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10630.720338/201007 Acórdão n.º 2403001.787 S2C4T3 Fl. 4 5 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.416, a 7ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte – MG DRJ/BHE, em 24 de maio de 2011, exarou o Acórdão n° 02.32.432, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.421, reiterou as alegações que fizera em instância “ad quod ” Fl. 225DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.421, o recurso interposto em 08 de julho de 2011 é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA Às fls. 40, se registra que este processo é apenso do principal vinculado ao lançamento cujo DEBCAD tem o n 37.271.6539 que referese às contribuições patronais não adimplidas. Relevante destacar que às fls. 182, colacionaramse informações extraídas dos sistemas da Receita Federal do Brasil com registros de recolhimentos parciais do tributo referente aos valores até então considerados devidos pelo contribuinte. Cumpre revelar que no Termo de Início de Procedimento Fiscal – TIPF de fls. 22 bem como nos 4 ( quatro) Termos de Intimação Fiscal de fls. 24 a 33 a Autoridade autuante não requereu que fossem apresentados comprovantes de recolhimento. Aduz que , também, não se verifica colacionado nos autos o Termo de Encerramento da Ação Fiscal TEAF impedindo saber se este fora emitido. Às fls. 39 do Relatório Fiscal descriminamse os documentos anexados no Auto de Infração sem fazer menção do sobredito TEAF. Às fls. 187, o Acórdão revela que muito embora o I. Julgador a quo tenha concluído pela decadência nos termos do 4 do art. 150 do Código tributário Nacional – CTN, foi vencido pelo voto de qualidade do Presidente. Na condução do voto, manteve arrazoado contrário à sustentação de sua decisão com base nos argumentos sobre pagamento antecipado, contribuição e fato gerador, abaixo transcritos: “ Cabe , no entanto, observar que a existência de pagamento antecipado vinculase a contribuição da mesma espécie, não irradia seus efeitos para fatos geradores distintos e nem abarca contribuição que o sujeito passivo não reconhece como devida” . Da forma como restou fundamentada a decisão sob os argumentos do voto vencedor, ficou definido que os valores até então recolhidos não se prestavam para caracterização de “pagamentos antecipados” e as diferenças não adimplidas não poderiam ser homologada sob o instituto da decadência. Como se nota, ao arrazoar sobre pagamentos antecipados, fatos geradores e contribuição estabeleceuse certa confusão conceitual que, por crucial, norteou a decisão. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10630.720338/201007 Acórdão n.º 2403001.787 S2C4T3 Fl. 5 7 O tributo denominado contribuição previdenciária é constituído de inúmeros e diferenciados fatos geradores, que em razão de serem da mesma espécie sofrem as incidência previdenciárias legalmente previstas para a classe a que pertencem. Ao efetuar o recolhimento de tal tributo, ainda que o valor não corresponda ao adimplemento do total das obrigações ou não contemple todos os fatos geradores, o feito caracterizara, por óbvio, um parcial pagamento. Na exegese do “caput” do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN, a pretensão do legislador ao falar de pagamento antecipado foi simplesmente para demonstrar o que caracteriza o lançamento por homologação. DO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO E DO § 1º DO ARTIGO 150 DO CTN. A simples leitura do caput do artigo 150 do CTN fará compreender que o legislador pretendeu, tãosomente, exprimir o denominado lançamento por homologação definindo que são aqueles cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame de autoridade da autoridade administrativa. Relevante destacar que aqui, também, o legislador não condicionou o reconhecimento da decadência em razão de se observar antecipados pagamentos: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa”. Como conseqüência de ter havido ou não pagamento antecipado pelo sujeito passivo obrigado de fazêlo, na forma do § 1º do artigo 150 CTN, resulta que caberá ao fisco homologar o lançamento, no sentido de confirmar expressa ou tacitamente, o pagamento realizado: “ § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento”. Há, portanto, uma determinação atribuída ao contribuinte para que ele realize, por sua própria conta, com base nos elementos previstos em lei (critério material, espacial, temporal, pessoal e quantitativo), a apuração do "quantum debeatur”. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 Em contrapartida, cabe ao Fisco, nos termos do caput, do artigo 150, do CTN e respectivo parágrafo 1°, rever, em tempo hábil, o procedimento adotado pelo contribuinte (escrituração, pagamento do tributo etc) homologando expressamente a atividade. Não o fazendo em tempo hábil, restará tacitamente homologada a circunstância, qualquer que seja ela, adimplidas ou não as obrigações. Assim, duas são as atitudes que podem ser adotadas pelo Fisco: ou ele homologa expressamente o procedimento adotado pelo contribuinte, operandose, dessa forma, a extinção do crédito tributário, conforme dispõe o artigo 156, VII, do CTN, ou ele não o faz expressamente mas , por inércia, tacitamente corrobora o procedimento do sujeito passivo. É cediço que a decadência é o perecimento do deverpoder da Administração de efetuar o lançamento tributário devido ao decurso de certo lapso temporal. Pela regra específica para os lançamentos por homologação, o direito de constituir o crédito por intermédio do lançamento se extingue no prazo de cinco anos contados na data da ocorrência do fato gerador na forma do artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional – CTN. A decadência fulmina o direito potestativo da Fazenda Pública, inexoravelmente, e os pagamentos não podem ser cobrados, em nenhuma hipótese, após o lapso temporal, qüinqüenal.O direito potestativo não pode ficar ao arbítrio temporal exclusivo da Autoridade Administrativa para que o exerça se e quando quiser. Assim, em prol da segurança jurídica, o § 4°, do artigo 150, do CTN estabelece o prazo máximo para a homologação: “ § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação”. Aduz que no lançamento por homologação o contribuinte deva efetuar um procedimento de autolançamento seguido de pagamento antecipado ao exame da autoridade administrativa, que posteriormente , se tudo estiver correto, o fisco, no prazo qüinqüenal , expressamente, fará a devida homologação sob pena de não o fazendo, por inércia de exercer seu poder potestativo, a homologação ocorra de modo tácito validando salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação qualquer que tenha sido o procedimento do sujeito passivo, inclusive o não cumprimento das obrigações, verbis: O sobredito entendimento sobre pagamento antecipado querer se referir antecipação à ação do fisco, fica patente quando se observa que mesmo que efetuado com substancial atraso em relação à data do vencimento, se o contribuinte o fizer antes de eventual ação fiscal, tal pagamento não sofrerá penalidades de multa de mora agravada em razão do Fl. 228DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10630.720338/201007 Acórdão n.º 2403001.787 S2C4T3 Fl. 6 9 benefício do instituto da denúncia espontânea previsto na seção IV – Das Responsabilidade por Infrações no art. 138 do Código tributário Nacional – CTN, verbis: “ Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Na forma do comando do artigo 4º do Código Tributário Nacional – CTN, distinguir fato gerador é importante para determinar a natureza jurídica específica do tributo: “ A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação....” O recolhimento antecipado à ação presencial fiscal, ainda que parcial como no presente, implica constatar que ocorrera “ pagamento antecipado ” . Considerando tudo que foi exposto e ainda que a notificação, conforme Aviso de Recebimento – AR de fls. 42, ocorreu em 29/12/2010, restam caracterizados os exigidos “ pagamentos antecipados” para reconhecer decaídas as competências novembro de 2005 e anteriores sob o comando do preceituado no § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN. DAS MULTAS A Recorrente foi notificada em 29/12/2010 em razão de inadimplir as obrigações vinculadas aos fatos geradores ocorridos no período 01/2005 a 13/2005 cuja penalidade prevista para infrações do gênero, à época, se subsumia ao preceituado nos incisos I, II e II do art. 35 da Lei n° 8.212/91. Neste sentido, exortese o comando do artigo 144 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis: “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Na hipótese de novos critérios de apuração ou de novos processos de apuração é que se aplica a previsão do § 1º deste artigo: “ § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, Fl. 229DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 10 tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios ” Destaquese que o presente lançamento não foi submetido à novos critérios de apuração. Relevante sublinhar que para este processo não restou colacionado quadro comparativo das multas aplicadas. Entretanto prevaleceram valores com multa de ofício previstos somente na legislação superveniente aos fatos geradores. No Relatório de Fundamentos Legais – FLD, de fls.13, item 601 ACRÉSCIMOS LEGAIS MULTA, registramse penalidades fundamentadas sob os incisos I, II e II do art. 35 da Lei n 8.212/91 somente para as competências 08 de 2005 e 12/2005. Na forma do registro do item 701.1 ACRÉSCIMOS LEGAIS MULTA para as mesmas infrações compreendidas nas competências 01 a 07/2005 e 11 a 13/2005, aplicaramse a previsão do comando no art. 35A introduzido posteriormente aos fatos geradores através da Medida Provisória – MP 449 de dezembro de 2008, combinado com o art. 44, I da Lei 9.430 /96 agravando em 75% o crédito, verbis: “ Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44,I da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.( Incluído pela Lei n° 11.941, de 2009) ” Art. 44, I da Lei 9.430 /96 “ Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: ( Redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; ( Redação dada pela Lei n° 11.488, de 2007).” O art. 35 e seus incisos I, II e III supra foi alterado pela MP 449 de , 2008 consolidada pela Lei n° 11.941/2009, determinando que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%: “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: Fl. 230DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 10630.720338/201007 Acórdão n.º 2403001.787 S2C4T3 Fl. 7 11 “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o §3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.( Vide Lei n° 9.716, de 1998)” MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 de modo que comparando o resultado com o valor da multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 prevaleça a multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Fl. 231DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 12 Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa cuja a definição do cálculo se observará quando a liquidação do crédito for postulado pelo contribuinte, de acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009: “Art. 2° No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN.” DA COMPETÊNCIA 12/2005 Os créditos constituídos foram questionados em sede de impugnação bem como em Recurso Voluntário. No que se refere a competência 12/2005, não alcançada pelo do instituto da decadência, as razões de defesa trazidas à colação não representam motivos para prosperarem. Desse modo, corroboro o lançamento bem como o arrazoado em instância a quo que por economia processual deixo de enfrentar pontualmente as argüições posto que o faria com argumentos sinônimos anuindo aquele “ decisium ” , em última análise, pelas conclusões. CONCLUSÃO Desse modo, diante de tudo que foi exposto, conheço do recurso para EM PRELIMINAR, com fulcro no § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN, reconhecer fulminados pelo instituto da decadência os créditos constituídos até às competências 11/2005 e 13/2005 e, NO MÉRITO, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL determinando que o recálculo da multa de mora observe o comando do artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% , critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 232DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10865.908845/2009-75
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIA NÃO CONTESTADA.
Matéria que não tenha sido expressamente contestada não integra o litígio.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3802-001.824
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, não conhecer o Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Franciso José Barroso Rios - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sergio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco José Barroso Rios, Paulo Sergio Celani, Mara Cristina Sifuentes, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Matéria que não tenha sido expressamente contestada não integra o litígio. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, não conhecer o Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Franciso José Barroso Rios Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco José Barroso Rios, Paulo Sergio Celani, Mara Cristina Sifuentes, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 88 45 /2 00 9- 75 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 88 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância administrativa. “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, “não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 10/20, na qual alegou, em síntese: 1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao princípio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos implicam na anulação da decisão, que avilta também o princípio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de autolançamento; 3. No mérito, alegou que o ADIN nº 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei nº 9.715, de 1998: “aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995” sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.º 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória nº 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento Fl. 88DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 89 3 temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar nº 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP nº 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP nº 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; 5. Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP nº 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. O poder público não pode descumprir o princípio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total à presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos.” A DRJ de Ribeirão Preto decidiu não conhecer da manifestação de inconformidade em acórdão, cujas ementa e parte dispositiva tiveram a seguinte redação: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/06/2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório não Reconhecido. Acordam os membros da 4ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer da manifestação de inconformidade. Cientifiquese a interessada. Sem direito à interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais” A decisão pela impossibilidade de interposição de recurso ao CARF baseou se nas seguintes palavras do relator: “Em conseqüência, também, o mérito da compensação não poderá ser levado à discussão no órgão superior de jurisdição administrativa. Por não ter havido préquestionamento na peça impugnatória, os argumentos submetidos à primeira instância determinam os limites do litígio. Conseqüentemente, a matéria Fl. 89DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 90 4 não impugnada tornase definitiva na esfera administrativa e os débitos declarados na Declaração de Compensação objeto deste processo tornamse imediatamente exigíveis, consoante entendimento jurisprudencial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.” Ciente do acórdão da DRJ, a contribuinte apresentou recurso voluntário ao CARF que teve seguimento negado pela DRF de origem, com fundamento na decisão da DRJ, no art. 74, §11, da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, e no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6/3/1972. Diante disto, impetrou ação de mandado de segurança, na qual obteve concessão da segurança, pela qual foi determinado que a DRF desse seguimento ao recurso voluntário, remetendoo ao CARF para análise, e que suspendesse a exigência do crédito tributário em virtude da pendência do recurso administrativo. No recurso voluntário, a recorrente alega o mesmo que alegara na manifestação de inconformidade, com a seguinte alteração. Ao pedir, em preliminar, a anulação do despacho decisório da DRF Limeira, no recurso voluntário, a recorrente diz que aquela unidade da RFB não homologou a compensação com fundamento na decadência do crédito. O argumento de que a DRF Limeira não homologou a compensação por que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMP não está presente no recurso. Acrescenta que a decisão da DRJ não contém os fundamentos legais para a não homologação nem fundamentos relativos ao mérito da discussão. Pede a anulação do processo desde o despacho decisório ou a anulação da decisão da DRJ. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator Sobre a competência do CARF O Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF tem competência para julgar recurso voluntário de decisão administrativa de primeira instância em processos de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do BrasilRFB, conforme arts. 25, II, e 37 do Decreto 70.235, de 1972, e art. 1º, do Anexo I, do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/6/2009. Decisão que julgue improcedente manifestação de inconformidade contra a nãohomologação de compensação, nos termos dos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, pode ser objeto de recurso ao CARF, conforme parágrafo 10 deste artigo 74, devendo ser obedecido o rito processual do Decreto nº 70.235, de 1972. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 91 5 A contribuinte tem o direito de recorrer ao CARF; e este, o dever de julgar seu recurso, ainda que perempto, em obediência ao art. 35 do Decreto nº 70.235, de 1972, não obstante a decisão de primeira instância ser considerada definitiva se esgotarse o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto, conforme dispõe o art. 42, I, do Decreto nº 70.235, de 1972. No presente caso, em que o recurso voluntário é tempestivo, a representatividade está demonstrada nos autos e a matéria e o valor discutidos estão na competência desta turma especial, devemos submetêlo a julgamento. Sobre os fundamentos do despacho decisório. O processo se iniciou com pedido da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. A RFB constatou que o pagamento informado como indevido ou a maior foi integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido. Isto está claro no despacho decisório, de cujo quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” extraio o seguinte trecho: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” ... Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada ... Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” Logo, a decisão da DRF contém sim os fundamentos para a não homologação da compensação declarada. E este fundamento, ao contrário do alegado no recurso voluntário, não é a decadência do crédito. Transcrevo, novamente, o seguinte trecho, extraído do relatório do voto condutor da decisão recorrida, que demonstra que também a DRJ identificou os fundamentos da nãohomologação: “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 92 6 contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, “não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”.[Sublinhei e negritei.] No início do voto, assim se manifestou o relator: “Tratase de manifestação de inconformidade contra não homologação de compensação relativa ao período de apuração 30/06/2004. De posse das informações declaradas pela própria contribuinte na DCTF, a decisão administrativa certificou razões para não homologar a compensação declarada, diante da inexistência de crédito consignado na DCOMP, porquanto restar configurado sua vinculação integral em débito confessado em DCTF.”[Negritei.] Sobre os fundamentos da decisão da DRJ. A 4ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto decidiu não conhecer da manifestação de inconformidade com base no seu conteúdo e na lei. O voto cita o art. 16, III, do Decreto nº 70.235, de 1972, e o art. 333 do Código de Processo Civil, que estabelecem o ônus de comprovar as alegações, não se admitindo a mera alegação e a negação geral. Transcreve o art 17 do Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997, e ementas de decisões exaradas pelo 1º Conselho de Contribuintes que amparam o entendimento segundo o qual a matéria que não tenha sido expressamente contestada na impugnação não se considera impugnada. No final do voto, o relator do acórdão recorrido adverte para o fato de que o mesmo crédito pretendido pela contribuinte havia sido utilizado integralmente várias vezes para compensar outros tributos em 7 diferentes processos. Logo, a decisão da DRJ contém os fundamentos para o não conhecimento da manifestação de inconformidade Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 93 7 Sobre as contestações da contribuinte Em nenhum momento deste processo, a contribuinte contestou expressamente a afirmação contida no despacho decisório de que o pagamento informado como indevido ou a maior foi utilizado para quitar tributo devido. Também em nenhum momento, juntou documentos que comprovassem a existência de algum recolhimento de tributo indevido ou a maior. Todos os argumentos do recurso voluntário, que também constaram da manifestação de inconformidade, conforme observado pelo relator do acórdão recorrido, não têm nenhuma ligação com os fatos deste processo ou com o período de apuração a que se referem. Em especial: i) não está em discussão o prazo decadencial, seja para pleitear direito creditório seja para formalização de lançamento; ii) o pagamento que a recorrente alegou indevido ou a maior referese ao período posterior a 1998, logo, toda argumentação sobre eventual vaccacio legis entre 10/1995 e 10/1998 não é pertinente ao caso. Os fundamentos da decisão de primeira instância administrativa também não foram expressamente contestados. Uma vez que, cientificada do despacho decisório e do acórdão da DRJ, logo, conhecedora das razões que levaram à nãohomologação da compensação declarada e ao não conhecimento da manifestação de inconformidade, a contribuinte não contestou expressamente os fundamentos destas decisões nem apresentou documentos que pudessem servir para isto, aplicamse ao caso as seguintes disposições do Decreto nº 70.235, de 1972, norma com status de lei que rege o processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União e que se aplica ao caso, por força do art. 74, §§ 9º a 11, da Lei nº 9.430, de 1996: “Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento.” “Art. 16. A impugnação mencionará: I – a autoridade julgadora a quem é dirigida; II – a qualificação do impugnante; III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; ... §4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. §5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10865.908845/200975 Acórdão n.º 3802001.824 S3TE02 Fl. 94 8 ...” “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” Assim, correta a decisão da DRJ que considerou não impugnada a matéria e não conheceu a manifestação de inconformidade. Considerando que o CARF não pode decidir contrariamente ao disposto nos artigos transcritos, tendo em vista o art. 62 do Anexo II do RICARF, e que a recorrente não contestou expressamente os fundamentos da decisão que não homologou a compensação declarada, nem juntou provas da existência do crédito alegado, e que todos os argumentos apresentados no recurso voluntário são alheios à matéria discutida, voto por não conhecer o recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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Numero do processo: 11610.003020/2003-21
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.255
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligência, para juntar os presentes autos ao processo nº 11610.000833/2002-89, por conexos. Vencida a Conselheira-Relatora Carmen Ferreira Saraiva, que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Redatora Designada
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligência, para juntar os presentes autos ao processo nº 11610.000833/200289, por conexos. Vencida a ConselheiraRelatora Carmen Ferreira Saraiva, que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Maria de Lourdes Ramirez para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 16 10 .0 03 02 0/ 20 03 -2 1 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 21/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 145 ___________ Relatório. A Recorrente formalizou o Pedido de Restituição em 27.02.2003, fl. 03, referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos produzidos por aplicações em fundos de investimento financeiro e em fundos de aplicação em quotas de fundos de investimento financeiro, código 6800, do anocalendário de 2001, no valor original de R$ 71.654,46, para compensação dos débitos identificados nos Pedidos de Compensação formalizados nos processo apensos nºs 11610.003728/200382, 11610.004585/200326 e 11610.003148/200395. Em conformidade com o Despacho Decisório Derat/DRF/SPO/SP, de 08.11.2007, fls. 4747, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas a partir das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Cabe ressaltar que foram considerados os dados constantes na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) retificadora nº 1261229, fls. 3034. Temse que o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 foi examinado no processo nº 11610.000833/200289, oportunidade em que foi considerado como correto o somatório constante na DIPJ de R$ 6.405.736,87 de IRRF no anocalendário de 2001, fls. 32 e 3642 Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 12.12.2007, fl. 49, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 14.01.2008 (segundafeira), fls. 5471, com os argumentos a seguir sintetizados. Apresenta o pedido de reconsideração no prazo de cinco dias (art. 56 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999). Diz apresentar seu arrazoado tempestivamente. Tece esclarecimentos sobre o Per/DComp em que utilizouse o direito creditório referente ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 que foi examinado no processo nº 11610.000833/200289, inclusive no que se refere à limitação de compensação de prejuízos fiscais. Suscita que os débitos indicados nas Declarações de Compensação estão com a exigibilidade suspensa, nos termos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Argúi que o Despacho Decisório Derat/DRF/SPO/SP é nulo, uma vez que restou caracterizado o cerceamento do direito de defesa, já que desconhece os motivos do indeferimento do seu pedido, já que não foi intimada da decisão proferida no processo nº 11610.000833/200289 (art. 37 da Constituição Federal). Diz que tem legitimidade para pleitear a restituição do IRRF incidente sobre rendimentos produzidos por aplicações em fundos de investimento financeiro e em fundos de aplicação em quotas de fundos de investimento financeiro, código 6800, do anocalendário de 2001, haja vista que não apurou qualquer valor devido a título de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no anocalendário de 2001, de acordo com a DIPJ do período. Procura demonstrar que Fl. 146DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 21/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11610.003020/200321 Resolução nº 1801000.255 S1TE01 Fl. 146 3 Comprovase, diferentemente, do que restou consignado na r. decisão ora reclamada, o valor retido pelos bancos a título de imposto de renda poderia ser compensado co prejuízo dos períodos anteriores, o que por si só já acarreta a sua restituição por parte do fisco. Destaca a existência de saldo negativo de IRPJ no anocalendário de 2001 e que poderia usufruir da compensação integral de prejuízos fiscais de acordo com o Programa Especial de Exportação (Befiex), previsto no inciso III do art. 8º do DecretoLei nº 2.433, de 19 de maio de 1988 e o art. 95 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto requer seja conhecida a presente manifestação de inconformidade e, afinal, provido o pedido de restituição, para, conseqüentemente, deferir os Pedidos de Compensação. Ademais, requerse o cancelamento das cartas cobrança recebidas pela Recorrente bem como qualquer procedimento de cobrança (como a inscrição em dívida ativa), de modo que seja determinada a suspensão dos pedidos de compensação até o deslinde do pedido de restituição, ante a suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, art. 151, III). Termos em que, pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 7ª TURMA/DRJ/SPO I/SP nº 16 20.516, de 19.02.2009, fls. 103109: “Solicitação Indeferida”. Restou ementado: Assunto: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 SALDO NEGATIVO DE IMPOSTO APURADO NA DECLARAÇÃO.. Constitui crédito a compensar ou a restituir o saldo negativo de imposto de renda apurado na declaração de rendimentos, desde que ainda não tenha sido compensado ou restituído. Notificada em 19.03.2009, fl. 111, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 15.04.2009, fls. 112129, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. Fez sustentação oral em plenário, pela recorrente, Dr. Juan Mello, OAB/SP nº 173.644. É o Relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 21/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11610.003020/200321 Resolução nº 1801000.255 S1TE01 Fl. 147 4 Voto Vencedor Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Redatora Designada. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como se depreende da análise dos autos trata o presente processo de pedido de restituição de IRRF incidente sobre rendimentos de aplicações financeiras, de código 6800, do anocalendário de 2001, no valor original de R$ 71.654,46, para compensação dos débitos identificados nos Pedidos de Compensação formalizados nos processo apensos nºs 11610.003728/200382, 11610.004585/200326 e 11610.003148/200395. Ao analisar o pleito a DRF de origem converteu o pedido de restituição de IRRF em pedido de restituição de Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário 2001 e consignou, expressamente, que o Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 já havia sido objeto de pedido pelo interessado e de análise de sua procedência, pelo órgão de origem, nos autos do processo n º 11610.000833/200289. Considerou, assim, que o valor pleiteado no presente processo, de R$ 71.654,46, já havia sido utilizado como dedução na apuração do saldo de IRPJ a pagar, do referido anocalendário, nos autos do processo n º 11610.000833/200289 e não reconheceu qualquer valor a favor da recorrente. Ao se defender, nestes autos, do indeferimento de seu pedido pela Turma Julgadora de 1a. instância, a recorrente apresenta argumentos relacionados a apuração do IRPJ do anocalendário 2001, como o direito a compensação integral dos prejuízos acumulados de anoscalendários anteriores, sem a limitação de 30%, por ser empresa beneficiária do programa BEFIEX. Ocorre que todos os elementos que compõem a apuração do saldo credor de IRPJ do anocalendário 2001 foram objeto de análise nos autos do processo n º 11610.000833/200289, sendo, o presente processo, conexo com aquele, principal, razão pela qual deverão ser apreciados em conjunto, já que a decisão a ser proferida neste processo, depende da decisão a ser proferida nos autos do processo n º 11610.000833/200289 que analisa o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001, do qual a parcela do IRRF de R$ 71.654,46, faz parte. Tal situação já havia sido identificada pela própria DRJ em São Paulo/SPOI como se verifica do despacho exarado à fl. 90 (94 do processo digital), onde consta expressamente que o presente processo é conexo com o de n º 11610.000833/200289, razão pela qual deveriam, ambos, serem apreciados em conjunto. Posteriormente, a DRF em Taubaté/SP, solicitou o retorno dos autos e promoveu ao “Termo de Desapensação” (fls. 139, processo digital). No memorial apresentado e na sustentação oral feita em plenário pelo patrono da recorrente, afirmouse que a interessada não fora cientificada do despacho decisório Fl. 148DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 21/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11610.003020/200321 Resolução nº 1801000.255 S1TE01 Fl. 148 5 proferido nos autos do processo de n º 11610.000833/200289 e que somente após a decisão proferida nestes autos, teria sido intimada da decisão proferida naquele processo de n º 11610.000833/200289, que estaria em pauta de julgamento do próximo dia 08/08/2013, 1a. Seção / 3a. Turma / 1a. Câmara. A Portaria MF n º 666, de 2008, já determinava que “serão objeto de um único processo administrativo, os Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações de Compensação (Dcomp) que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas”. (art. 1o., inciso IV). Assim, nos termos do que dispõe o § 7° do artigo 49 – Anexo II do RICARF, voto pela conversão do presente julgamento na realização de diligência, para que o presente processo seja anexado, por apensação, aos autos do processo de no. 11610.000833/200289, para julgamento em conjunto, dada a conexão entre ambos. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Redatora Designada. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 21/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10735.901025/2008-57
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.294
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligências. Vencida a Conselheira (Relatora) que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o Voto Vencedor.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora Designada
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Henrique Heiji Erbano e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligências. Vencida a Conselheira (Relatora) que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o Voto Vencedor. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora Designada (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Henrique Heiji Erbano e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) apresentados no período de 14.09.2006 a 18.09.2006 (28071.58019.140906.1.7.028549, fls. 0207, 32889.13252.180906.1.7.02.1840, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 35 .9 01 02 5/ 20 08 -5 7 Fl. 1692DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.693 2 fls. 6468, 22162.42455.180906.1.7.026107, fls. 6973, 15069.38679.180906.1.7.025627, fls. 7479 e 40802.44623.140906.1.7.026204, fls.187190), utilizandose do saldo negativo de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor de R$59.237,90 do anocalendário de 2003 apurado pelo regime do lucro real anual, em conformidade com a Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), fls. 80140, conforme discriminado na Tabela 1. Tabela 1 – Saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003 Cálculo da IRPJ a Pagar (A) Valores DIPJ R$ (B) IRPJ Devido 114.521,65 () IRPJ Determinado sobre a Base de Cálculo Estimada (173.759,55) (=) IRPJ a Pagar (59.237,90) Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 1011, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido. Restou esclarecido que Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificouse [...] Parc. Crédito Pagamentos Soma Parc. Crédito Per/DComp 59.237,90 59.237,90 Confirmadas 59.237,90 59.237,90 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$59.237,90 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$173.759,55 IRPJ devido: R$114.521,65 Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido) observado que quando este cálculo resultar negativo o valor será zero Valor do saldo negativo disponível: R$0,00 Fl. 1693DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.694 3 Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada nos seguintes PER/DCOMP: 28071.58019.140906.1.7.028549, 22162.42455.180906.1.7.026107, 32889.13252.180906.1.7.021840, 15069.38679.180906.1.7.025627. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 19.05.2008, fl. 13, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 17.03.2008, fls. 1428, com os argumentos a seguir sintetizados. Tece esclarecimentos sobre a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e o art. 43 do Código Tributário Nacional, para defender que Consoante ressaise pelos documentos em anexo, a Empresa Interessada liquidou por estimativa o valor de R$173.759,55, parte deste valor via DARF, parte via compensação com saldos negativos anteriores. Numa soma simples dos DARFs liquidados no ano base 2003, concluise que houve liquidação via pagamento no valor total de R$138.505,22, consoante comprovam os DARFs dos período de março a dezembro/2003. Acresçase a este crédito de pagamento por estimativa o montante de R$35.254,33, que foi liquidado por meio de compensação de saldos negativos de períodos anteriores. Fichas do Livro Razão analítico comprovam esta assertiva. Partindo destes créditos, resta claro a lisura da compensação no ano de 2004, posto que no inicio do ano calendário 2004 a empresa possuía um crédito de R$59.237,90, bastante e suficiente para a compensação dos tributos declarados e compensados no valor de R$42.310,02. [...] A Empresa apurou por estimativa no ano de 2003 o valor a ser recolhido mensalmente a titulo de IRPJ/CSLL e extinguiu essa obrigação mediante compensação com créditos de saldos negativos acumulados, bem como com pagamento via DARF. No final dos respectivos anosbase, constatouse que os valores recolhidos antecipadamente foram em montante superior ao IRPJ efetivamente devido, conforme apurado no balanço encerrado em 31 de dezembro, gerando um "saldo negativo" de IRPJ de R$59.237,90. No ano subseqüente a Empresa utilizou esse saldo, com autorização do art. 6° da Lei 9.430/96 e Ato Declaratório SRF 3/00, para extinguir outras obrigações tributárias, em especial relativas ao IRPJ. Nos termos da Lei 9.430/96, tem o direito de fazer a compensação entre créditos apurados em 2003 e débitos vincendos de 2004. Diante disso, deve a Fazenda Pública em nome do principio da legalidade, do direito de propriedade da Empresa Impugnante e da moralidade pública, homologar a compensação efetivada sob condição resolutória. Suscita que a base de cálculo contém erros e não há lucro tributável para fins de pagamentos de IRPJ determinado por estimativa. Esclarece que fez opção pelo regime de tributação pelo lucro real e que os pagamentos por estimativa são meras antecipações que podem ser deduzidos ao final do anocalendário. Fl. 1694DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.695 4 Menciona que A empresa pagou por estimativa, seja via DARF, seja via compensação, o valor de R$ 173.759,55 e apurou um imposto de renda no final ano base 2003 de R$ 114.521,65. Nesta esteira, restou um saldo negativo passive l de compensação para o ano base 2004, no valor de R$ 59.237,90. Não obstante, pelo despacho decisório está sendo em ido tributo com base nas estimativas de 2004 e não admitindo compensação permitida por lei. Ocorre que no ano base 2004 a empresa apurou um imposto de . rende devido, quando do ajuste anual, no importe de R$33.642,02. Pagou por estimativa durante o ano calendário o valor de R$ 171.262,80, restando, portanto, um saldo negativo de R$137.620,78. Assim, o imposto de renda anual perfez o montante de R$33.642,02 e, o r. despacho decisório exige pagamento de R$42.610,02 [e que] a desconsideração da possibilidade de se efetuar a compensação do lucro real• com o pagamento por estimativas a maior, implica distorção do conceito de renda na medida em que o imposto incide aonde não há exteriorização de riqueza (acréscimo patrimonial), gravando, por óbvio, o patrimônio da Empresa, o que, de outra senda, resulta violação ao "Principio da Capacidade Contributiva". [...] A nãohomologação de compensação de débitos de estimativas, não pode ser, nesta esteira, cobrado em sua totalidade, uma vez que tratase de um débito que representa mera antecipação de tributo. Só é possível avaliar rigorosamente se o valor pago por estimativa é indevido ou maior que o devido comparandoo com o tributo devido no período de apuração, ou seja, com o tributo apurado sobre o lucro real anual (somatório das estimativas mensais versus imposto apurado sobre o lucro real anual). [...] Salientese por derradeiro, que restou demonstrado o direito crédito apurado no final do ano base 2003, bastante e suficiente para quitação dos tributos por estimativa e, por evidente, do IRPJ apurado no ajuste anual. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Pelo exposto, requer que seja reformada a decisão ora atacada para que sejam homologadas as compensações efetivadas, dada a legitimidade dos créditos compensáveis com os tributos declarados em pedidos de compensação. Sucessivamente, que seja inadmitida a cobrança de tributos apurados por estimativa, considerando como tributo devido e devidamente liquidado por meio de compensação com créditos de saldo negativo, apenas o apurado no ajuste anual; Nestes termos, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 12 27.174, de 16.11.2009, fls. 181186: “Decisão Recorrida Nula”. Fl. 1695DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.696 5 Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 FALTA DE EXAME DO MÉRITO. NULIDADE. Declarase a nulidade do Despacho Decisório desprovido de fundamentação adequada. Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 609625, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido. Restou esclarecido que: (a) no anocalendário de 2002 foi apurado o IRPJ a pagar no valor de R$44.575,57; (b) no anocalendário de 2003 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$23.983,56; (c) no anocalendário de 2004 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$102.617,15; (d) no anocalendário de 2005 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$116.708,83; (d) no anocalendário de 2006 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$126.350,31; (e) no anocalendário de 2007 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$130.096,91; (f) no anocalendário de 2008 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$131.301,75. Especificamente sobre o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003, objeto de análise dos autos temse: Verificase, em pesquisas efetuadas junto aos sistemas internos da RFB, que os recolhimentos em DARF,informados na DCTF,consoante quadro acima, foram confirmados (fls. 191/192). Serão validadas parcialmente, portanto, as antecipações das estimativas apuradas na DIPJ (ficha 12A) e informadas em DCTF, no montante de R$ 138.505,21 (cento e trinta e oito mil, quinhentos e cinco reais e vinte e um centavos) os valores em aberto são incobráveis, em virtude da prescrição estatal , cujas quitações restaram comprovadas unicamente via pagamento, pois não há qualquer saldo negativo de períodos anteriores ao examinado em favor do contribuinte. Recompondose, então, a apuração do IRPJ contido na DIPJ 2004, o saldo negativo final do ano calendário 2003 fica assim determinado: Fl. 1696DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.697 6 Cálculo da IRPJ a Pagar (A) Valores DIPJ R$ (B) IRPJ Devido 114.521,65 () IRPJ Determinado sobre a Base de Cálculo Estimada (173.759,55) (=) IRPJ a Pagar (59.237,90) Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 1011, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido. Restou esclarecido que Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificouse [...] Parc. Crédito Pagamentos Soma Parc. Crédito Per/DComp 59.237,90 59.237,90 Confirmadas 59.237,90 59.237,90 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$59.237,90 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$173.759,55 IRPJ devido: R$114.521,65 Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido) observado que quando este cálculo resultar negativo o valor será zero Valor do saldo negativo disponível: R$0,00 Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada nos seguintes PER/DCOMP: 28071.58019.140906.1.7.028549, 22162.42455.180906.1.7.026107, 32889.13252.180906.1.7.021840, 15069.38679.180906.1.7.025627. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 19.05.2008, fl. 13, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 17.03.2008, fls. 1428, com os argumentos a seguir sintetizados. Tece esclarecimentos sobre a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e o art. 43 do Código Tributário Nacional, para defender que Fl. 1697DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.698 7 Consoante ressaise pelos documentos em anexo, a Empresa Interessada liquidou por estimativa o valor de R$173.759,55, parte deste valor via DARF, parte via compensação com saldos negativos anteriores. Numa soma simples dos DARFs liquidados no ano base 2003, concluise que houve liquidação via pagamento no valor total de R$138.505,22, consoante comprovam os DARFs dos período de março a dezembro/2003. Acresçase a este crédito de pagamento por estimativa o montante de R$35.254,33, que foi liquidado por meio de compensação de saldos negativos de períodos anteriores. Fichas do Livro Razão analítico comprovam esta assertiva. Partindo destes créditos, resta claro a lisura da compensação no ano de 2004, posto que no inicio do ano calendário 2004 a empresa possuía um crédito de R$59.237,90, bastante e suficiente para a compensação dos tributos declarados e compensados no valor de R$42.310,02. [...] A Empresa apurou por estimativa no ano de 2003 o valor a ser recolhido mensalmente a titulo de IRPJ/CSLL e extinguiu essa obrigação mediante compensação com créditos de saldos negativos acumulados, bem como com pagamento via DARF. No final dos respectivos anosbase, constatouse que os valores recolhidos antecipadamente foram em montante superior ao IRPJ efetivamente devido, conforme apurado no balanço encerrado em 31 de dezembro, gerando um "saldo negativo" de IRPJ de R$59.237,90. No ano subseqüente a Empresa utilizou esse saldo, com autorização do art. 6° da Lei 9.430/96 e Ato Declaratório SRF 3/00, para extinguir outras obrigações tributárias, em especial relativas ao IRPJ. Nos termos da Lei 9.430/96, tem o direito de fazer a compensação entre créditos apurados em 2003 e débitos vincendos de 2004. Diante disso, deve a Fazenda Pública em nome do principio da legalidade, do direito de propriedade da Empresa Impugnante e da moralidade pública, homologar a compensação efetivada sob condição resolutória. Suscita que a base de cálculo contém erros e não há lucro tributável para fins de pagamentos de IRPJ determinado por estimativa. Esclarece que fez opção pelo regime de tributação pelo lucro real e que os pagamentos por estimativa são meras antecipações que podem ser deduzidos ao final do anocalendário. Menciona que A empresa pagou por estimativa, seja via DARF, seja via compensação, o valor de R$ 173.759,55 e apurou um imposto de renda no final ano base 2003 de R$ 114.521,65. Nesta esteira, restou um saldo negativo passive l de compensação para o ano base 2004, no valor de R$ 59.237,90. Não obstante, pelo despacho decisório está sendo em ido tributo com base nas estimativas de 2004 e não admitindo compensação permitida por lei. Ocorre que no ano base 2004 a empresa apurou um imposto de . rende devido, quando do ajuste anual, no importe de R$33.642,02. Pagou por estimativa durante o ano calendário o valor de R$ 171.262,80, restando, portanto, um saldo negativo de R$137.620,78. Fl. 1698DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.699 8 Assim, o imposto de renda anual perfez o montante de R$33.642,02 e, o r. despacho decisório exige pagamento de R$42.610,02 [e que] a desconsideração da possibilidade de se efetuar a compensação do lucro real• com o pagamento por estimativas a maior, implica distorção do conceito de renda na medida em que o imposto incide aonde não há exteriorização de riqueza (acréscimo patrimonial), gravando, por óbvio, o patrimônio da Empresa, o que, de outra senda, resulta violação ao "Principio da Capacidade Contributiva". [...] A nãohomologação de compensação de débitos de estimativas, não pode ser, nesta esteira, cobrado em sua totalidade, uma vez que tratase de um débito que representa mera antecipação de tributo. Só é possível avaliar rigorosamente se o valor pago por estimativa é indevido ou maior que o devido comparandoo com o tributo devido no período de apuração, ou seja, com o tributo apurado sobre o lucro real anual (somatório das estimativas mensais versus imposto apurado sobre o lucro real anual). [...] Salientese por derradeiro, que restou demonstrado o direito crédito apurado no final do ano base 2003, bastante e suficiente para quitação dos tributos por estimativa e, por evidente, do IRPJ apurado no ajuste anual. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Pelo exposto, requer que seja reformada a decisão ora atacada para que sejam homologadas as compensações efetivadas, dada a legitimidade dos créditos compensáveis com os tributos declarados em pedidos de compensação. Sucessivamente, que seja inadmitida a cobrança de tributos apurados por estimativa, considerando como tributo devido e devidamente liquidado por meio de compensação com créditos de saldo negativo, apenas o apurado no ajuste anual; Nestes termos, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 12 27.174, de 16.11.2009, fls. 181186: “Decisão Recorrida Nula”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 FALTA DE EXAME DO MÉRITO. NULIDADE. Declarase a nulidade do Despacho Decisório desprovido de fundamentação adequada. Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 609625, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido. Restou esclarecido que: (a) no anocalendário de 2002 foi apurado o IRPJ a pagar no valor de R$44.575,57; Fl. 1699DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.700 9 (b) no anocalendário de 2003 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$23.983,56; (c) no anocalendário de 2004 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$102.617,15; (d) no anocalendário de 2005 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$116.708,83; (d) no anocalendário de 2006 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$126.350,31; (e) no anocalendário de 2007 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$130.096,91; (f) no anocalendário de 2008 foi reconhecido o direito creditório de IRPJ no valor de R$131.301,75. Especificamente sobre o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2003, objeto de análise dos autos temse: Verificase, em pesquisas efetuadas junto aos sistemas internos da RFB, que os recolhimentos em DARF,informados na DCTF,consoante quadro acima, foram confirmados (fls. 191/192). Serão validadas parcialmente, portanto, as antecipações das estimativas apuradas na DIPJ (ficha 12A) e informadas em DCTF, no montante de R$ 138.505,21 (cento e trinta e oito mil, quinhentos e cinco reais e vinte e um centavos) os valores em aberto são incobráveis, em virtude da prescrição estatal , cujas quitações restaram comprovadas unicamente via pagamento, pois não há qualquer saldo negativo de períodos anteriores ao examinado em favor do contribuinte. Recompondose, então, a apuração do IRPJ contido na DIPJ 2004, o saldo negativo final do ano calendário 2003 fica assim determinado: Cálculo da IRPJ Sobre o Lucro Real Ficha 12A DIPJ 2004 (AC 2003) Ajuste AC 2003 IRPJ sobre o Lucro Real 114.521,65 114.521,65 () IRPJ Mensal Pago por Estimada (173.759,55) 138.505,22 (=) IRPJ a Pagar (Saldo do Período) (59.237,90) (23.983,56) Conclui Levando em consideração a exposição acima e tudo o mais que consta do processo, com fundamentos legais calcados no artigo 170 da Lei 5.172/66 (Código Tributário Nacional), no artigo 74 da Lei 9.430/96,bem como nas disposições da IN SRF 900/2005 e suas alterações, PROPONHO: Fl. 1700DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.701 10 O reconhecimento parcial do direito creditório no valor de R$131.301,75 (cento e trinta e um mil, trezentos e um reais e setenta e cinco centavos), referente ao saldo negativo apurado no exercício 2008; Que sejam consideradas parcialmente HOMOLOGADAS, até o limite do crédito reconhecido, todas as compensações declaradas pelo contribuinte, conforme demonstrativo de PER/DCOMPs constantes no inicio deste processo. Caso seja constatado que o montante dos débitos compensados supera o montante do crédito atualizado, os valores excedentes devem ser imediatamente cobrados, sob pena de inscrição em Divida Ativa da União. Que seja dada ciência imediatamente ao contribuinte do teor deste ato decisório, facultandolhe, dentro do prazo legal, a apresentação de manifestação de inconformidade quanto a este ato decisório, junto à competente Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Cientificada em 07.07.2010, fl. 627, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 06.08.2010, fls. 647672, com os argumentos a seguir sintetizados. Diz que seu direito creditório é inequívoco afirmando que [...] as declarações de compensação objeto destes processos em epígrafe, foram definitivamente julgadas pelo despacho decisório ora impugnado prolatado no dia 13/05/2010. Surpreendentemente, malgrado tenha determinado "ampla análise do crédito", o que ocorreu foi uma analise superficial, sem examinar um único documento contábil, sem uma analise séria que pudesse embasar um despacho decisório. [...] Ao invés de analisar o crédito dos saldos negativos e as compensações com antecipações de estimativas, preferiu deduzir dos pagamentos via DARF, o lucro real apurado. Ocorre que manteve o débito de estimativas a serem compensadas, utilizando, assim dois critérios de apuração do imposto. Quer dizer, para a análise do crédito utilizou apenas os pagamentos via DARF e o valor do lucro real apurado. Mas manteve os débitos de estimativa mensal declarados nas PER/DCOMP e compensável com saldo negativo de período anterior. [...] Portanto, parte da premissa que a empresa não possuía crédito compensável decorrente de saldo negativo nos períodos anteriores a 2002 e dai por diante [não admitiu] os créditos de saldo negativo decorrente de pagamento por estimativa. Ao desconsiderar todos os saldos negativos anteriores, glosou todas as compensações efetivadas com estimativas mensais. Porém é legitimo o credito compensado com as estimativas, já que é regular e correto os saldos negativos anteriores. Para os saldos negativos até 2004, houve homologação tácita das atividades praticadas pela Empresa e, portanto, devem ser considerados os valores declarados pelo Contribuinte. Os saldos, assim são imutáveis e devem ser considerados legítimos para compensar os débitos de períodos subseqüentes. Diz que restou caracterizada a homologação tácita dos débitos pela decadência (art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e § 4º do art. 150 e inciso II do art. 156 do Código Tributário Nacional), pelo decurso de cinco anos da data da entrega da Per/DComp. Esclarece Fl. 1701DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.702 11 O despacho decisório que julgou os pedidos de compensação deste processo e dos processos em apenso, foi proferido em 18/05/2010 e levado ao conhecimento do Contribuinte em 07/07/2010. Portanto, certo é que a nãohomologação das referidas compensações somente ocorreu no inicio do mês de julho de 2010. Portanto, as compensações apresentadas até o dia 07/07/2005 foram homologadas tacitamente. Induvidosamente as atividades do contribuinte tendente a apurar o saldo negativo de IRPJ até 2004 foi homologado tacitamente, resultando em direito adquirido, em coisa imutável e inatingível por recálculos do Fisco. [...] Induvidosamente, não obstante, todos os débitos informados nas declarações ORIGINAIS de compensações apresentadas até 07/07/2005, foram liquidados, já que extintos pela compensação, uma vez que as compensações apresentadas até esta data extinguiram a relação jurídicotributária sob condição resolutória, que se operou decorridos cinco anos. Impõese, assim, que seja reformado o r. despacho decisório haja vista que houve o reconhecimento tácito .do direito creditório em todas as declarações de compensações ORIGINAIS apresentadas até 07/07/2005. Registrese, malgrado seja indene' de :dúvidas, que a decisão da Ilustrada DRJ/RJ1 determinou que o despacho decisório anterior não surtiu nenhum efeito jurídico e, portanto, não teve o condão de firmar nenhum termo ad quem decadencial, mesmo porque o prazo decadencial não interrompe nem suspende. Considerando que o referido despacho não preenchia os requisitos condições de um ato administrativo válido, o despacho decisório que validamente julgou os pedidos de compensação foi o exarado em 18/05/2010 e que desafia a presente manifestação de inconformidade que ora é julgada por esta Ilustrada DRJ. Suscita que há limite temporal para análise do saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2003, me modo que ocorreu a homologação tácita (art. 19 do Código Tributário Nacional).. Argui Ocorre que decorridos 5 anos de apuração do IRPJ houve homologação tácita do direito creditório decorrente do saldo negativo apurado, não podendo o Fisco alegar que inexiste direito creditório, remexendo em crédito apurado em 2002 e 2003, ou seja há 8 anos atrás. Estas são situações que sequer admitem novos exames pelo Fisco, presumindose totalmente corretos. [...] O transcurso do prazo decadencial põe fim a qualquer iniciativa da Fazenda Pública de rever o lançamento por homologação, ou seja, a atividade do contribuinte tendente a apurar o saldo negativo de IRPJ e consequentemente de alterar os valores apresentados na Contabilidade, não podendo, em nenhuma hipótese serem desconsiderados. Portanto, os valores apurados pelo Contribuinte e devidamente lançado em sua Contabilidade devem ser considerados para apuração do saldo credor subseqüente porque o procedimento de revisão de oficio não têm validade jurídica. Isso ocorre pelo simples fato de ter operado a homologação tácita. Este novo lançamento está sujeito, por óbvio, observância do prazo decadencial. [...] Não é possível admitir a glosa do saldo negativo de IRRJ/CSLL e consequentemente os efeitos desta glosa para os períodos subseqüentes haja vista que ocorreu lançamento por homologação tácito e, assim o saldo credor passou a ser imutável, traduzido num ato jurídico perfeito, que não poderia ser objeto de análise [...]. Fl. 1702DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.703 12 Em relação ao mérito do direito creditório afirma que A empresa possui crédito compensável, fulcrado na escrituração fiscal. Nos termos da Lei 9.430/96, tem o direito de fazer a compensação entre créditos apurados de saldo negativo de IRPJ e débitos vincendos. Diante disso, deve a Fazenda Pública em nome do principio da legalidade, do direito de propriedade da Empresa Impugnante e da moralidade pública, homologar a compensação efetivada sob condição resolutória. Faz um extenso arrazoado sobre s compensações efetuadas com os saldo negativos dos anoscalendário de 1995 a 2002 e 2004 a 2008. Atinente ao anocalendário de 2003 defende que “a empresa compensou o valor de R$35.254,32 de estimativa com saldo negativo de período anterior [, ou seja, do ano calendário de 2002] e, portanto, o valor total de IRPJ pago por estimativa foi de R$173.759,54”. Conclui Para comprovar a veracidade dos créditos compensados na PER/DCOMP, objeto deste processo e as demais trazidas para o processo pelo r. despacho decisório, juntamos nesta oportunidade planilhas demonstrativas do saldo negativo inicial e final, com as devidas atualizações (Selic) e compensações efetuadas. As planilhas foram elaboradas a partir dos livros e documentos contábeis e fiscais da Empresa Livro Diário/Razão. Os balanços do encerramento do ano fiscal comprovam o retratado nas planilhas demonstrativas. [...] Pelo exposto, requer que seja reformada a decisão ora atacada, para considerar que: 1) Seja considerado com objeto deste processo apenas o ano de 2004, posto que o r. despacho decisório substituído, julgou apenas a PER/DCOMP no 28071.58019.140906.1.7.02.8549. 2) 1 Houve homologação tácita de todos os saldos negativos apurados até 2004; 3) Decaiu o direito de analisar as compensações cuja entrega PER/DCOMP ORIGINAL seja anterior a 07/07/2005, tendo havido homologação tácita; 4) Sejam homologadas as compensações efetivadas, dada a legitimidade dos créditos compensáveis com os tributos declarados em pedidos de compensação; 5) Sucessivamente, que sejam retificados os cálculos do anocalendário 2008, haja vista que o r. despacho decisório considera um saldo negativo para exercício posterior de R$131.301,75, mas de acordo com a metodologia utilizada no r. despacho decisório, chegase a um valor de R$176.969,05. Nestes termos, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 4ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 12 042.100, de 09.11.2011, fls. 16421663: “Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte”: Vistos, relatados e discutidos os autos do processo em epígrafe, ACORDAM, por unanimidade de votos, os membros da Turma: Fl. 1703DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.704 13 • RECONHECER, como objeto deste processo, conforme pleiteado pela interessada, apenas o exercício 2004; • RECONHECER, em consequência, que os PER/DCOMP envolvidos nesta lide são os PER/DCOMP ativos de nºs: 28071.58019.140906.1.7.028549 (fls.01/06), 32889.13252.180906.1.7.02.1840 (fls.62/66) 40802.44623.140906.1.7.026204 (fls.177/180), 22162.42455.180906.1.7.026107 (fls.67/71), e 15069.38679.180906.1.7.025627 (fls.72/76); • NÃO ACOLHER a arguição da ocorrência de homologação tácita para qualquer compensação tratada neste processo; • RECONHECER O DIREITO CREDITÓRIO apenas no valor de R$29.999,19, relativo ao saldo negativo de IRPJ do AC 2003, HOMOLOGANDO as compensações declaradas no limite deste crédito; e • DETERMINAR que os débitos não compensados em face deste Voto sejam objeto de cobrança pela Unidade Competente. Consta no Voto Condutor Em relação ao saldo negativo do anocalendário de 2002 ficou esclarecida a seguinte circunstância: Ocorre que o saldo negativo utilizado pela interessada para compensar as estimativas de jan, fev/2003 e parte de mar/2003, referese ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2002 (fls.224/226) que é tratado no Processo n° 10735.720043/200830, o qual já foi objeto de análise por esta Turma de Julgamento (análise que incluiu diversos anoscalendário anteriores), tendo resultado no Acórdão 1231.999, de 30/06/2010 (cópia anexada is fls.1.495/1.509). Atualmente, o referido processo encontrase no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para julgamento de recurso impetrado pela interessada contra o mencionado Acórdão ( pesquisa de fl.1.494). Através do Acórdão 1231.999/2010, reconheceuse o direito creditório referente ao saldo negativo de IRPJ do AC 2002 apenas no valor de R$5.842,11 (fl.1.504 v), tendo sido, porém, reconhecidas todas as compensações declaradas com o saldo negativo pleiteado, em face da ocorrência de homologação tácita (fl.1.509v). [...] Tal fato acarreta a necessidade de verificarse quais foram as estimativas do AC 2003 efetivamente quitadas com o saldo reconhecido de R$5.842,11, para que se possa determinar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. O Demonstrativo Analítico da Compensação (fls.1.490/1.493), obtido com a utilização de programa da RFB, tendo como base elementos constantes do Acórdão n° 1231.999 (fl.1.509 v), em consonância com os dados das DCTF de 2003, fornecenos os dados abaixo discriminados, tendo em vista que o valor corrigido do crédito de R$5.842,11 é de R$6.015,62 (taxa de remuneração: 2,97%), [...] Fl. 1704DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.705 14 Cálculo da IRPJ Sobre o Lucro Real Ficha 12A DIPJ 2004 (AC 2003) Ajuste AC 2003 IRPJ sobre o Lucro Real 114.521,65 114.521,65 () IRPJ Mensal Pago por Estimada (173.759,55) 144.420,84* (=) IRPJ a Pagar (Saldo do Período) (59.237,90) (29.999,19) (*) Estimativas recolhidas + Estimativas compensadas: 138.505,22 + 6.015,62= 144.520,84 Restou ementado ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 PER/DCOMP OBJETO DE DESPACHO DECISÓRIO ANULADO. NOVA ANALISE. INCLUSÃO DE NOVOS PER/DCOMP RELATIVOS A OUTROS EXERCÍCIOS. FALTA DE INFORMAÇÃO NO SISTEMA. DELIMITAÇÃO DA LIDE. É de se limitar a lide apenas à análise dos PER/DCOMP objeto de Despacho Decisório Eletrônico anulado, tratado em determinado processo, quando, por ocasião da nova análise efetuada (análise manual), foram incluídos outros PER/DCOMP, que, no entanto, continuaram a ser objetos de tratamentos eletrônicos, os quais resultaram em outros processos, cada um com seu andamento próprio, por não ter sido prestada a devida informação de "baixa para tratamento manual" na funcionalidade especifica existente no sistema PER/DCOMP. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Com o transcurso do prazo decadencial apenas o dever/poder de constituir o crédito tributário estaria obstado, tendo em conta que a decadência é uma das modalidades de extinção do crédito tributário. Não se submetem à homologação tácita os saldos negativos de IRPJ apurados nas declarações apresentadas, a serem regularmente comprovados, quando objeto de pedido de restituição ou compensação, para efeito de determinação de liquidez e certeza. VERIFICAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ. LANÇAMENTO VERSUS RECONHECIMENTO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. A verificação da base de cálculo do tributo não é cabível apenas para fundamentar lançamento de oficio, mas deve ser feita, também, no âmbito da análise das declarações de compensação, para efeito de determinação da certeza e liquidez do crédito, invocado pelo sujeito passivo, para extinção de outros débitos fiscais. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO PELO DECURSO DE PRAZO DE 5 (CINCO) ANOS. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. HIPÓTESE DE APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO RETIFICADORA. TERMO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO PARA A HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. Fl. 1705DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.706 15 A legislação de regência fixa o prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega (protocolo) da declaração de compensação, para a RFB homologar ou não a compensação declarada pelo sujeito passivo. Dessa forma, considerase reconhecida tacitamente a homologação das compensações que, após 5 (cinco) anos da data do protocolo da declaração de compensação, não tenham sido objeto de despacho decisório proferido pela autoridade competente. Na hipótese de ter sido admitida a retificação da Declaração de Compensação, o termo inicial da contagem do prazo para a referida homologação tácita passa a ser a data da apresentação da Declaração de Compensação Retificadora. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. Condicionase o reconhecimento do crédito e a homologação da compensação h demonstração da existência e da liquidez do direito, o que inclui a efetiva comprovação dos itens que compõem a respectiva apuração. Notificada em 30.01.2012, fl. 1669, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 27.02.2012, fls. 16701689, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera alguns argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta Ocorre que o valor do direito creditório não é R$29.999,19, mas perfaz o montante de R$59.237,90, consoante será demonstrado nesta peça. Com efeito, o v. acórdão desconsiderou as deduções de antecipações a título de estimativas, cuja quitação ocorreu via compensação com saldo negativo de períodos anteriores. [...] Portanto, parte da premissa que a empresa apenas possuía crédito compensável decorrente de saldo negativo do AC 2002 no valor de R$5.842,11 e daí por diante [não admitiu] os créditos de saldo negativo decorrente de pagamento por estimativa. Ao desconsiderar todos os saldos negativos anteriores, glosou todas as compensações efetivadas com estimativas mensais. Porém é legitimo o credito compensado com as estimativas, já que é regular e correto os saldos negativos anteriores. Para os saldos negativos até 2004, houve homologação tácita das atividades praticadas pela Empresa e, portanto, devem ser considerados os valores declarados pelo Contribuinte. Os saldos, assim são imutáveis e devem ser considerados legítimos para compensar os débitos de períodos subseqüentes. [...] Da forma procedida pelo v. acórdão, o mesmo considerou como definitivo o direito creditório apurado no processo 10735.720013/200830, quando na realidade, existe recurso voluntário pendente de julgamento naquele processo que atualmente encontrase no CARF. [...] Por ter glosado o crédito de R$35.254, 32, considerando apenas o valor de R$5.842,11 de saldo negativo do período de 2002, o r. despacho decisório validou parcialmente as antecipações das estimativas no montante de R$144.520,84, sob o Fl. 1706DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.707 16 fundamento de que no processo 10735.720043/200830 apurou o direito creditório no valor de R$5.842,11. Conclui Vimos de ver que não pode ser considerado como definitivo este valor. A uma porque não é definitiva a decisão exarada naquele processo, que foi objeto de recurso e está sujeito a julgamento pelo CARF. A duas porque pela evolução do direito creditório percebese que ao invés de R$144.520,84, o valor do IRPJ mensal pago por estimativa no AC 2003 é de R$173.729,55. Portanto, para o ano calendário 2004, restou um saldo negativo a compensar de R$59.237,90 e, não, de R$29.999,19 como apurado pelo v. acórdão recorrido. [...]. Pelo exposto, requer que seja reformada a decisão ora atacada, dando provimento ao presente recurso para considerar que 1) Houve homologação tácita de todos os saldos negativos apurados até 2004; 2) Decaiu o direito de analisar as compensações cuja entrega da PER/DCOMP ORIGINAL seja anterior a 07/07/2005, tendo havido homologação tácita; 3) Sejam homologadas as compensações efetivadas, dada a legitimidade dos créditos compensáveis com os tributos declarados em pedidos de compensação; Nestes termos, Pede deferimento. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. VOTO VENCEDOR A maioria deste colegiado votou pela conversão do presente julgamento na realização de diligência com o objetivo de reunir os processos interligados e apreciálos concomitantemente, em vista do reflexo do resultado de um no outro. Explico. No acórdão recorrido restou esclarecido que “...o saldo negativo utilizado pela interessada para compensar as estimativas de jan, fev/2003 e parte de mar/2003, referese ao saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2002 (fls. 224/226) que é tratado no Processo nº 10735.720043/200830, o qual já foi objeto de análise por esta Turma de Julgamento (análise que incluiu diversos anoscalendários anteriores), (...). Atualmente, o referido processo encontrase no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (...).”(grifos acrescidos) Com efeito, constatase, em pesquisa realizada ao sistema eprocesso, que o processo administrativo nº 10735.720043/200830 está aguardando distribuição para sorteio neste órgão colegiado. Ao analisar os autos impõemse decidir sobre matéria prejudicial, portanto, de natureza processual. Fl. 1707DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10735.901025/200857 Resolução nº 1801000.294 S1TE01 Fl. 1.708 17 O Decreto nº 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal (PAF), não tratou da conexão ou da continência processual, pelo que o Código de Processo Civil deve ser invocado de forma subsidiária. Assim dispõem os artigos que disciplinam a matéria: Código de Processo Civil CPC Art.102. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificarse pela conexão ou continência, observado o disposto nos artigos seguintes. Art.103. Reputamse conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir. Art.104. Dáse a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. Art.105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente [...].Art.108. A ação acessória será proposta perante o juiz competente para a ação principal. A continência se estabelece quando é necessária a reunião de processos para não haver decisões isoladas e conflitantes. Assim, flagrante fazse a continência entre os processos, razão pela qual decidese, por maioria, que ambos os processos (este e o de nº 10735.720043/200830) devem ser apreciados conjuntamente. Convertese, pois, o julgamento na realização de diligência para que a unidade de jurisdição da recorrente proceda à remessa do processo nº 10735.720043/200830 (devidamente digitalizado) para ser apreciado em conjunto a este. Observo que no caso do valor em litígio ultrapassar R$1.000.000,00 (do outro processo), ambos os processos deverão ser sorteados para as Turmas Ordinárias em razão do limite de alçada a que se sujeitam os litígios nas Turmas Especiais. Caso contrário, ambos deverão ser encaminhados a esta 1ª Turma Especial, por prevenção. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 1708DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10875.903583/2009-33
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/2001 a 28/02/2001
PEREMPÇÃO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO.
Encontra-se perempta (intempestiva) a peça recursal interposta após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência da decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 3803-004.451
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2001 a 28/02/2001 PEREMPÇÃO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Encontrase perempta (intempestiva) a peça recursal interposta após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência da decisão de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ Campinas/SP que não homologou a compensação declarada, que já havia sido denegada pela AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 35 83 /2 00 9- 33 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.903583/200933 Acórdão n.º 3803004.451 S3TE03 Fl. 102 2 repartição de origem, em razão do fato de que o valor recolhido já havia sido integralmente utilizado na quitação de outros débitos do contribuinte. Cientificado do despacho decisório, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu a homologação da compensação, alegando que efetuara pagamento a maior , conforme demonstraria o DARF destacado no despacho decisório. A DRJ Campinas/SP não reconheceu o direito creditório, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/2001 a 28/02/2001 DCOMP. CREDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. 0 reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificado da decisão da Delegacia de Julgamento em 13 de fevereiro de 2012, o contribuinte apresentou, em 7 de março de 2012, petição junto à repartição de origem e requereu a reabertura de prazo para a interposição do recurso voluntário, alegando a ocorrência de erro material na notificação da decisão da DRJ Campinas/SP. Segundo o contribuinte, na notificação, constara apenas a informação de que os débitos remanescentes da compensação não homologada, caso não fossem pagos no prazo de 30 dias, seriam enviados para a dívida ativa, enquanto que no acórdão da DRJ Campinas/SP, houvera a ressalva do seu direito à interposição de recurso voluntário. Em 19 de março de 2012, o contribuinte apresentou recurso voluntário, fez referência ao pedido de reabertura de prazo para interposição do recurso e requereu a reforma integral da decisão recorrida, repisando os mesmos argumento de defesa, sendo destacado que, dada a impossibilidade de transmissão eletrônica dos elementos de prova, a autoridade administrativa deveria ter diligenciado para se comprovar o erro cometido no pagamento efetuado. Segundo o Recorrente, o pagamento a maior decorrera do (i) alargamento indevido da base de cálculo determinado pela Lei nº 9.718, de 1988, do (ii) direito ao Fl. 102DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.903583/200933 Acórdão n.º 3803004.451 S3TE03 Fl. 103 3 creditamento sobre operações com combustíveis submetidas à substituição tributária e do (iii) direito à exclusão dos impostos ICMS e ISS incidentes sobre as vendas. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é intempestivo e dele, portanto, não conheço. De pronto, afirmese que, embora não tenha constado da notificação do resultado do julgamento da DRJ Campinas/SP a possibilidade de o interessado interpor recurso voluntário no prazo de 30 dias contados da ciência do acórdão de primeira instância, essa faculdade constou, expressamente, do referido acórdão, como o próprio Recorrente destacara, tratandose de direito do sujeito passivo previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 19721, assim como do § 10 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 19962, independentemente de pronunciamento da autoridade administrativa nesse sentido. Tratase de norma legal válida, vigente e cogente, de observância obrigatória por parte da Administração tributária e dos contribuinte em geral. Dessa forma, o Recurso Voluntário deve ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência da decisão de 1ª instância, sob pena de perempção. Conforme consignado expressamente no Aviso de Recebimento (AR) presente à fl. 51, a ciência da decisão da DRJ Campinas/SP se deu em 13 de fevereiro de 2012, uma segundafeira, tendo início a contagem do prazo em 14/2/2012 e fim em 14/3/2012, uma quartafeira. Contudo, o Recurso Voluntário somente veio a ser protocolizado na repartição de origem em 19 de março de 2012, conforme se constata do carimbo à fl. 80. Não se identificou nenhum feriado, ponto facultativo ou expediente anormal no órgão que alterasse o início ou o vencimento do prazo para interposição do recurso. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso em razão da intempestividade de sua interposição. É como voto. 1 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. 2 Art. 74 (...) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.903583/200933 Acórdão n.º 3803004.451 S3TE03 Fl. 104 4 (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 104DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/09/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10140.720081/2010-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTES.
A inclusão, na declaração de rendimentos, de cônjuge e filhos como dependente é uma opção do declarante que implica na opção pela declaração em conjunto dos rendimentos recebidos pelos dependentes e pelo próprio declarante.
Numero da decisão: 2202-002.463
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Assinatura digital
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente e Relator
Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Camilo Balbi (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente o Conselheiro Fabio Brum Goldschmidt.
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTES. A inclusão, na declaração de rendimentos, de cônjuge e filhos como dependente é uma opção do declarante que implica na opção pela declaração em conjunto dos rendimentos recebidos pelos dependentes e pelo próprio declarante.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente e Relator Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Camilo Balbi (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente o Conselheiro Fabio Brum Goldschmidt.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR DEPENDENTES. A inclusão, na declaração de rendimentos, de cônjuge e filhos como dependente é uma opção do declarante que implica na opção pela declaração em conjunto dos rendimentos recebidos pelos dependentes e pelo próprio declarante. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente e Relator Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Camilo Balbi (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente o Conselheiro Fabio Brum Goldschmidt. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 72 00 81 /2 01 0- 05 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 13/ 10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA 2 Relatório HOSANA SUZANA RIBEIRO interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJCAMPO GRANDE/MS (fls. 48) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio da notificação de lançamento de fls. 23/30, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF suplementar, referente ao exercício de 2008, no valor de R$ 4.049,18, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 7.785,10. A infração que ensejou o lançamento foi a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. Segundo a descrição dos fatos da autuação, tratase de rendimentos recebidos das fontes pagadoras J. Mansur Pecuária e Participações Ltda. (R$ 14.715,34) e Prefeitura Municipal de Coxim – MS (R$ 7.800,00). A Contribuinte impugnou o lançamento e alegou, em síntese, que falta base legal para a tributação dos rendimentos dos dependentes juntamente com os rendimentos do contribuinte declarante e pede a aplicação do princípio da razoabilidade pela impossibilidade do homem comum preencher adequadamente sua declaração de rendimedntos. A DRJCAMPO GRANDE/MS julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. Inicialmente, observou a DRJCAMPO GRANDE/MS que os rendimento em questão foram recebidos pelos dependentes da declarante, respectivamente, esposo e filha, registrando que, neste caso, deveriam ter sido declarados os rendimentos, nos termos da legislação, que cita. Sobre a alegação quanto à possibilidade do homem comum cometer erros no preenchimento da declaração de rendimentos, a DRJ se limita a observar que a infração tributária independe da intenção doa gente, devendo ser exigida eventual diferença de imposto acrescido de multa e juros de mora. A Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 11/01/2012 (fls. 57) e, em 08/12/2012, interpôs o recurso voluntário de fls. 59/69, que ora se examina, e no qual alega, em síntese que os rendimentos dos dependentes são isentos do imposto quando inferiores a R$ 15.764,28, nos termos da tabela progressiva anual vigente à época dos fatos, sendo ilegal a notificação de lançamento. Afirma também ser ilegal a prática adotada pela fiscalização de somar os rendimentos dos dependentes aos rendimentos do declarante, pois não haveria previsão legal para tanto. Cita o artigo 150, I da Constituição Federal que veda o aumento de tributo que não seja por meio de lei. Cita também o artigo 8º da Lei nº 9.250, de 1995 e outros dispositivos legais que, segundo sua interpretação, não teria previsão para o procedimento adotado pela Fiscalização. O Contribuinte também reclama da posição da decisão de primeira instância que indeferiu a juntada de provas e não reconheceu a aplicação ao caso do princípio da razoabilidade. É o relatório. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 13/ 10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10140.720081/201005 Acórdão n.º 2202002.463 S2C2T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Como se colhe do relatório, cuidase de lançamento decorrente da apuração de omissão de rendimentos. Tratase de rendimentos recebidos pelos dependentes da declarante, o esposo e o filho. Pois bem, sobre a alegação de que os rendimentos dos dependentes seriam isentos se inferiores a R$ 15.764,28, de fato, seriam, desde que o dependente apresentasse declaração em separado. Isto valeria, no caso, tanto para o cônjuge quanto para o filho da contribuinte. Ocorre que, no caso, a contribuinte optou, e tratase efetivamente de uma opção, pela declaração em conjunto, aproveitando a dedução prevista em lei dos dependentes. Neste caso, é obrigatória a soma dos rendimentos dos dependentes aos da declarante. É o que rezam os artigos 4º, § 2º e 8º do RIR 99, a saber: Art. 4º ...... [...] § 2º opcionalmente, os rendimentos recebidos por menores e outros incapazes, ainda que em valores inferiores ao limite de isenção (art. 86) poderão ser tributados em conjunto com os de qualquer um dos pais, do tutor ou do curador, sendo aqueles considerados dependentes. [...] Art. 8º. Os cônjuges poderão optar pela tributação em conjunto de seus rendimentos, inclusive quando provenientes de bens gravados com cláusula de incomunicabilidade, da atividade rural e das pensões de que tiverem gozo privativo. Como se vê, a lei apresenta como uma faculdade, como uma opção, a declaração em conjunto dos rendimentos do cônjuge e dos filhos, podendo, neste caso figurarem, um e outro, como dependentes do declarante. No caso, a contribuinte os informou como dependentes, porém não declarou os rendimentos. Não procede, portanto, a alegação de que o procedimento adotado pela fiscalização não tem previsão legal. Também não tem procedência a legação de que o artigo 8º da Lei nº 9.250, de 1995 não prevê a tributação em conjunto dos rendimentos dos dependentes. Ao contrário, o caput do artigo é claro quanto de refere a todos os rendimentos. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 13/ 10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA 4 Também não procede a alegação de que a soma dos rendimentos para fins de aplicação da tabela progressiva anual é ilegal. A alegação contraria o quanto disposto em normas expressa da legislação tributária, em relação às quais não há controvérsia. E como a Recorrente não apresenta fundamentos para sua afirmação, limitandose a enunciála, não há o que ser dito a respeito do ponto se não que, ao contrário, o procedimento tem, sim, previsão legal. A referência ao artigo 150, I da Constituição é absolutamente impertinente ao caso. É que não se trata aqui de exigência de tributo não previsto em lei, mas, ao contrário da exigência de tributo, previsto em lei, e não recolhido espontaneamente. Com estes fundamentos, concluo pela total procedência da autuação e não tenho reparos a fazer à decisão de primeira instância. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso; Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 81DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 13/ 10/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 13002.000520/2008-18
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/06/1999 a 31/08/1999
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO
Numero da decisão: 9303-002.406
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à origem para análise do mérito do pedido.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
(assinado digitalmente)
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/06/1999 a 31/08/1999 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à origem para análise do mérito do pedido. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/1999 a 31/08/1999 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. RECURSO ESPECIAL DO CONTRIBUINTE PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à origem para análise do mérito do pedido. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 2. 00 05 20 /2 00 8- 18 Fl. 366DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 02/10/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pelo Contibuinte contra o acórdão proferido pelo colegiado a quo, assim ementado. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/06/1999 a 31/08/1999 DECADÊNCIA. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. O prazo para pleitear restituição/compensação de tributos, inclusive os sujeitos a lançamento por homologação, decai após o transcurso de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. O sujeito passivo apresentou Recurso especial onde pleiteia a reforma do acórdão sob a alegação que apresentou o pedido de compensação antes de decorridos os dez anos dos fatos geradores que ensejaram o direito à retição do indébito. A PGFN apresentou contrarrazões a esta CSRF alegando, em síntese, que o direito de ação relativo ao exercício de um direito subjetivo de crédito decorrente de pagamento indevido é atribuído ao sujeito passivo, e o termo inicial do prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 168 do CTN) para exercêlo, começa da data da extinção do crédito tributário, operandose este tão logo efetue o pagamento indevido. Voto O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. Por meio de Declaração de Compensação, fl. 01, apresentada em 10/04/2008, a requerente postula a compensação de débitos das contribuições PIS e Cofins, com crédito referente a valores que teriam sido recolhidos a maior a titulo da contribuição PIS (cód. 8109), relativamente aos períodos de apuração de 30/06/99 a 31/08/99, fls. 02 a 06. O recurso voluntário foi negado. Foi apresentado o presente recurso especial, pelo contribuinte, onde se pleiteia a reforma do acórdão sob a alegação que apresentou o pedido de compensação antes de decorridos os dez anos dos fatos geradores que ensejaram o direito à repetição do indébito. Assiste razão a recorrente, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo Fl. 367DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 02/10/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13002.000520/200818 Acórdão n.º 9303002.406 CSRFT3 Fl. 191 3 era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Na mesma toada, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pagamentos e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Assim, visto que a interessada protocolizou seu pedido de restituição em 10/04/2008, os pagamentos referentes aos fatos geradores anteriores a 10 anos dessa data estão com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição,o que não ocorreu in casu. Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco. No presente caso, não existe nenhum período cujo direito a se pleitear a repetição esteja prescrito. Ante o exposto, voto pelo provimento do recurso interposto pelo sujeito passivo. Os autos devem retornar à origem para a análise do direito à repetição. Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 368DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 02/10/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 16327.903678/2009-40
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 17/11/2005
CPMF. DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA.
Pertence ao contribuinte o ônus probatório do direito creditório, principalmente quando alegada a não ocorrência do fato imponível do tributo, cujo valor se pretende compensar.
Numero da decisão: 3803-004.132
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Esteve presente ao julgamento o Dr. Eduardo Carvalho Borges, OAB/SP Nº 153.881.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Paulo Guilherme Delourede e Adriana Oliveira e Ribeiro. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 17/11/2005 CPMF. DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA. Pertence ao contribuinte o ônus probatório do direito creditório, principalmente quando alegada a não ocorrência do fato imponível do tributo, cujo valor se pretende compensar.
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DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA DE PROVA. Pertence ao contribuinte o ônus probatório do direito creditório, principalmente quando alegada a não ocorrência do fato imponível do tributo, cujo valor se pretende compensar. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Esteve presente ao julgamento o Dr. Eduardo Carvalho Borges, OAB/SP Nº 153.881. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Paulo Guilherme Delourede e Adriana Oliveira e Ribeiro. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 36 78 /2 00 9- 40 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 06/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Trata de PER/DCOMP transmitido em 21/12/2005 com a finalidade de compensar crédito de CPMF proveniente do recolhimento a maior no valor de R$ 59.584,00 realizado em 17/11/05, referente a fato gerador ocorrido em 09/11/2005, com débito do mesmo tributo. À fl. 19 consta despacho decisório, por meio do qual não foi homologado o pedido de compensação, sob o argumento de que foram localizados pagamentos integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte. Já as fls. 01/08 o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e argumentou em sua defesa que por erro no preenchimento da DCTF, foi incluído valor maior do que o devido. Relata que retificou o equívoco, conforme se retira dos autos (Anexo 4). Alega que o débito foi compensado na data de seu vencimento com crédito devidamente comprovado, conforme informações contidas em DCTF retificadora (Anexo 5). Protesta pela aplicação do princípio da verdade material e afirma que o princípio da legalidade veda a cobrança de tributo sem previsão legal. Colacionou decisões do CARF para demonstrar que o erro no preenchimento da DCTF pode ser corrigido por meio da apresentação de documentos idôneos. Cumpre informar que a retificação da DCTF (Anexo 4), ocorreu 20/05/2009, ou seja, posteriormente ao despacho decisório, mas ates da decisão da DRJ. Às fls. 47/49 sobreveio o acórdão n.º 0532.227 – 3ª a Turma da DRJ/CPS, cuja ementa segue abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 17/11/2005 Direito Creditório. Prova. O reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos pela interessada elemento que permita a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme se retira da decisão da DRJ, o PER/DCOMP transmitido não foi homologado em razão de que os julgadores de primeiro grau compreenderam que o contribuinte não apresentou prova da inexistência do débito declarado em DCTF. Às fls.53/58 sobreveio recurso voluntário, por meio do qual alegou que em 17/11/2005 efetuou o recolhimento indevido de CPMF, no valor de R$ 59.584,00, incidente sobre uma suposta movimentação bancária, datada de 09/11/2005, que segundo o recorrente, jamais ocorreu. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 06/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 16327.903678/200940 Acórdão n.º 3803004.132 S3TE03 Fl. 80 3 Afirma que em 17/11/2005, recolheu CPMF no valor de R$ 9.841.368,11, enquanto que o correto era R$ 9.781.784,11, conforme retificado em DCTF, sendo desta diferença proveniente o direito creditório de R$ 59.584,00. Por fim, protesta pela reforma da decisão e pela homologação da compensação. Este é o relatório. Voto Conselheiro Juliano Eduardo Lirani O recurso voluntário é tempestivo e merece ser conhecido. O contribuinte pretende comprovar a existência do crédito de CPMF supostamente recolhido a maior no valor de R$ 59.584,00. Alega que jamais ocorreu a movimentação bancária sobre a qual ocorreu a incidência da CPMF. O recorrente não trouxe aos autos provas de que o débito correto agora devido é de R$ 9.781.784,11, conforme consta na DCTF retificadora. Analisando o recurso voluntário, percebese que o contribuinte fundamenta sua defesa basicamente no documento juntado às fls 75/77 (Anexo 2). Entretanto, ao examinar este documento verificase tratarse de lançamentos contábeis por intermédio dos quais se observa apenas o registro do valor de R$ 59.584,00, enquanto o recorrente deveria demonstrar a inexistência do fato imponível da CPMF, já que somente isso comprovaria o crédito pretendido. Neste sentido é o posicionamento da jurisprudência do CARF, conforme se verifica do Acórdão nº 180300315 Processo 13657000259/200339, julgado em 09.03.2010 pela 1ª Seção de Julgamento. 3ª Turma Especial: ASSUNTO PESSOA JURÍDICA IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IR EXERCÍCIO: 2002 EMENTA DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO, ÔNUS DA PROVA.EVENTUAIS ERROS DE PREENCHIMENTO NA DCTF ERRO DE PREENCHIMENTO, ÔNUS DA PROVA. EVENTUAIS ERROS DE PREENCHIMENTO NA DCTF DEVEM SER COMPROVADOS PELO CONTRIBUINTE QUE DETÉM TODOS OS ELEMENTOS NECESSÁRIOS, OU SEJA, A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL E OS DOCUMENTOS QUE LHE DÃO SUSTENTAÇÃO.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO Fl. 88DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 06/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO.(GRIFO) Com efeito, agiu com correção a DRJ quando indeferiu o pedido de homologação da compensação pleiteada, uma vez que o ônus da prova da existência do crédito é obrigação do contribuinte. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 23 de abril de 2013 (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 89DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 06/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 07/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 11516.007019/2008-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA.
Somente sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência de contribuição previdenciária.
Alimentação em pecúnia sofre tributação.
SALÁRIO-MATERNIDADE.
O salário-maternidade é considerado salário-de-contribuição.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL.
É devido nos termos do art. 22, III, da Lei nº. 8.212/1991, a contribuição previdenciária, calculada a uma alíquota de 20% sobre os valores pagos aos contribuintes individuais que prestem serviços à empresa.
MULTA. RECÁLCULO.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.082
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, Por maioria de votos, Manter a tributação incidente sobre alimentação paga em pecúcia e ao salário maternidade, vencidos o relator e a conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos na questão da alimentação e vencido o relator na questão do salário maternidade. E por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora do saldo remanescente, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Designado
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA. Somente sobre o pagamento in natura do auxílio-alimentação não há incidência de contribuição previdenciária. Alimentação em pecúnia sofre tributação. SALÁRIO-MATERNIDADE. O salário-maternidade é considerado salário-de-contribuição. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. É devido nos termos do art. 22, III, da Lei nº. 8.212/1991, a contribuição previdenciária, calculada a uma alíquota de 20% sobre os valores pagos aos contribuintes individuais que prestem serviços à empresa. MULTA. RECÁLCULO. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, Por maioria de votos, Manter a tributação incidente sobre alimentação paga em pecúcia e ao salário maternidade, vencidos o relator e a conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos na questão da alimentação e vencido o relator na questão do salário maternidade. E por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora do saldo remanescente, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Designado Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA. Somente sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária. Alimentação em pecúnia sofre tributação. SALÁRIOMATERNIDADE. O saláriomaternidade é considerado saláriodecontribuição. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. É devido nos termos do art. 22, III, da Lei nº. 8.212/1991, a contribuição previdenciária, calculada a uma alíquota de 20% sobre os valores pagos aos contribuintes individuais que prestem serviços à empresa. MULTA. RECÁLCULO. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 70 19 /2 00 8- 59 Fl. 474DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência até a competências 09/2003 nos termos do § 4º do art. 150, do CTN. E no mérito, Por maioria de votos, Manter a tributação incidente sobre alimentação paga em pecúcia e ao salário maternidade, vencidos o relator e a conselheira Maria Anselma Coscrato dos Santos na questão da alimentação e vencido o relator na questão do salário maternidade. E por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora do saldo remanescente, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente e Relator Designado Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 475DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, fls. 434/462, interposto em face do Acórdão proferido pela DRJ de Florianópolis/SC, fls. 411/430, a qual julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada para exonerar parcialmente o crédito previdenciário, apenas no valor de R$ 77.962,27, mantendose o montante de R$ 793.107,88 (setecentos e noventa e três reais cento e sete reais e oitenta e oito centavos). A presente autuação foi consubstanciada no DECBAD nº. 37.151.0015, em fiscalização no período de 01/2003 a 12/2007, que originou os seguintes levantamentos: a) AP – ALIMENTAÇÃO PECUNIA PGTO FOLHA – R$ 798.196,11; b) CI – PGTOS A CONTRIB INDIVIDUAIS – R$ 45.230,03; c) SM – SALARIO MATERN NÃO INCLUINDO BC – R$ 27.644,01 O Relatório Fiscal, fls. 186/194, evidencia os seguintes fatos: 2. Levantamento ‘AP – ALIMENTAÇÃO EM PECÚNICA PGTO FOLHA’ 2.1. No desenvolvimento do procedimento fiscal, constatouse que a empresa realizou, de 01/2003 a 12/2007, pagamentos habituais a seus segurados empregados a título de alimentação. 2.2. Os pagamentos em questão eram realizados em folha, mensalmente, por meio dos seguintes códigos de proventos: (...) Fl. 476DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 2.5. Embora a empresa estivesse inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, instituído pela Lei nº 6.321, de 14/04/1976, à época da ocorrência dos fatos geradores, os pagamentos em folha a título de alimentação não estão abrangidos pela não incidência referida na alínea ‘c’ do § 9º do art. 28, uma vez que o PAT não contempla a modalidade de fornecimento em pecúnia (...). (...) 2.7. Concluise que o pagamento o pagamento de alimentação em pecúnia caracterizase como saláriodecontribuição, ainda que a empresa esteja regularmente inscrita no PAT. Tais pagamentos caracterizamse como verdadeira remuneração por serviços prestados, incorporandose ao patrimônio dos trabalhadores. (...) 2.9. Face aos fatos narrados, é realizado o presente lançamento fiscal, com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às seguintes contribuições, ambas incidentes sobre a remuneração de segurados empregados: a) contribuição básica da empresa (20%); b) contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT (2%). 2.10. Além das contribuições devidas pela empresa, foram lançadas as contribuições devidas pelos segurados (AI nº 37.151.0007) e as contribuições devidas a Outras Entidades e Fundos (AI nº 37.151.0023) (...) 3. Levantamento ‘CP – PGTOS A CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS’ 3.1. Em análise da escrituração contábil da empresa, foram identificados pagamentos realizados a diversos contribuintes individuais (remunerações por serviços prestados por trabalhadores autônomos) sem que os mesmos tenham sido declarados nas GFIP dos períodos de apuração correspondentes. (...) 3.5. Este lançamento fiscal é realizado com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às contribuições Fl. 477DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 4 5 da empresa, incidentes sobre a remuneração de segurados contribuintes individuais à alíquota de 20%. 3.6. Além das contribuições devidas pela empresa, foram lançadas as contribuições devidas pelos segurados (AI nº 37.151.0007). Para o correto cálculo das contribuições devidas pelos segurados, os lançamentos foram divididos segundo a possibilidade ou não de identificação do trabalhador prestador de serviços, e assim encontramse discriminados no anexo Relatório de Lançamentos – RL. 4. Levantamento ‘SL – SALÁRIO MATERNIDADE NÃO INCLUÍDO NA BASE DE CÁLCULO’ 4.1. Em análise das folhas de pagamento, foram identificados pagamentos realizados a seguradas empregadas, a título de saláriomaternidade, sem que os mesmos tenham sido incluídos nas bases de cálculo das contribuições previdenciárias consideradas pela empresa. (...) 4.4. O período inicial (09/2003) coincide com o mês a partir do qual, consoante a legislação vigente, as empresas voltaram a ser responsáveis pelo pagamento do beneficio às seguradas e pela arrecadação das contribuições devidas pelas mesmas, com reembolso em valor correspondente ao do benefício pago, mediante dedução do valor das contribuições a serem recolhidas na competência. (...) 4.6. O lançamento fiscal é realizado com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às seguintes contribuições, ambas incidentes sobre a remuneração de segurados empregados: a) contribuição básica da empresa (20%); b) contribuição para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalhos – GILRAT (2%). 4.7. Além das contribuições devidas pela empresa, foram lançadas as contribuições devidas pelos segurados (AI nº 37.151.0007) e a Outras Entidades e Fundos (AI nº 37.151.002 3).” DA IMPUGNAÇÃO Fl. 478DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 265/304. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC, DRJ/FNS, prolatou o Acórdão n° 07 29/569, fls. 411/430, julgando a impugnação parcialmente procedente para exonerar o crédito previdenciário relativo à competências que se encontravam decadentes, mantendose, contudo, os demais valores anteriormente mencionados no relatório. Segue ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 SALÁRIO UTILIDADE ALIMENTAÇÀO PAGO EM PECÚNIA. O pagamento em pecúnia do salário utilidade alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais. SALÁRIOMATERNIDADE. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. O saláriomaternidade é considerado saláriodecontribuição e se sujeita à incidência de contribuição previdenciária. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Declarada a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei nº 8.212/91, com a edição da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo decadencial das contribuições previdenciárias passa a ser regido pelo Código Tributário Nacional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da auditoria fiscal. Verificando se nos autos a regular ciência e prorrogação do MPF, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. MULTA EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. LEI NOVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. LEI Nº 11.941, DE 2009. ART. 106, CTN. ART. 35 DA LEI Nº 8.212, DE 1991. São aplicáveis às multas nos lançamentos de ofício, quando benéficas, as disposições da novel legislação. Fl. 479DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 5 7 PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. O prazo para apresentação de provas no processo administrativo fiscal coincide com o prazo de que o contribuinte dispõe para impugnar o lançamento, sob pena de preclusão, salvo se comprovada alguma das hipóteses autorizadoras para juntada de documentos após esse prazo. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Acordam os membros da 5ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte o lançamento, mantendo o crédito tributário de 793.107,88 ( setecentos e noventa e três mil e cento e sete reais e oitenta e oito centos), consolidado em 01/10/2008 e exonerado o valor R$ 77.962,27 (setenta e sete mil e novecentos e sessenta e dois reais e vinte e sete centavos), nos termos do relatório e do voto da relatora. DO RECURSO Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, fls. 434/462, alegando, em síntese, a não incidência de contribuição previdenciária sobre alimentação em pecúnia e saláriomaternidade, além da aplicação mais benéfica da multa de mora e impossibilidade de cobrança de contribuição previdenciária sobre contribuinte individuais. É o relatório. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Voto Vencido Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 473, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação Fl. 481DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 6 9 na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Na esteira do entendimento esposado, verificase, então, o equívoco do acórdão da DRJ quando reconheceu a decadência apenas das competências que possuíam antecipação de pagamento tanto ao INSS quanto a Outras Entidades. Assim, diante dos dados fornecidos pela DRJ acerca da existência de antecipação de pagamento (Fls. 421/422), cujas autoridades fiscais possuem fé de ofício nas informações que prestam, são suficientes para que se aplique o prazo decadencial com base no art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/2003 a 12/2007, inclusive o 13º salário. A notificação ocorreu em 09/10/2008 (Fl. 02). Portanto, temse que a decadência fulminou os créditos previdenciários referentes aos fatos geradores ocorridos entre 01/2003 a 09/2003. MÉRITO ALIMENTAÇÃO EM PECÚNIA É cediço que o saláriodecontribuição é constituído apenas por verbas remuneratórias, aquelas contraprestacionais aos serviços prestados pelos segurados, excluindo se, portanto, as de caráter ressarcitório e indenizatório. Neste sentido, Wladmir Martinez aduz: Integramno a remuneração e os ganhos habituais. Portanto, óbice respeitável à determinação das rubricas consiste em desvendar o conceito trabalhista de remuneração e seus institutos paralelos, indenização e ressarcimento de despesas. Fundamentalmente, repetese, a remuneração, nela contidos principalmente o salário e os desembolsos decorrentes de conquistas sociais. Restam excluídas importâncias ressarcitórias Fl. 482DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 de gastos feitos pelo trabalhador em razão da prestação de serviços e as indenizatórias. (MARTINEZ. Wladimir Novaes. Curso de Direito Previdenciário. 4ª Edição. São Paulo: LTr, 2011. p. 482) É por ser de natureza nitidamente indenizatória, que o art. 28, § 9º, “c”, da Lei nº. 8.212/91 traz em sua redação que não integrará o salário de contribuição a parcela in natura recebida nos termos do PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador. Art. 28. (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; A referida norma reproduziu o já disposto na Lei nº. 6.321/76, em seu art. 3º: Art 3º Não se inclui como salário de contribuição a parcela paga in natura , pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. Apesar de constar a vinculação às condições legais específicas ao Programa de Alimentação do Trabalhador, é certo que não há possibilidade de sua natureza jurídica ser alterada em razão de como é feito o seu pagamento, sendo in natura, em cartão eletrônico, ticket ou pecúnia. Qualquer que seja o modo, não há como desnaturar o caráter indenizatório de um benefício que, em sua essência, nada mais é do que uma antecipação ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de alimentação que garanta o seu sustento e fiel cumprimento de suas atividades dispostas no contrato de trabalho. Conquanto, independentemente da forma como esse benefício é antecipado ao empregado, não há hipótese que possa qualificálo como natureza salarial eis que é patente a sua natureza ressarcitória de despesas inerentes a execução do trabalho, e de modo algum caracterizado como prestação remuneratória. É neste sentido que, embora o Superior Tribunal de Justiça já tenha adotado posicionamento diverso, este foi alterado em razão de entendimento do Supremo Tribunal Federal, pacificando a jurisprudência da Corte Superior, em sede de Embargos de Divergência acerca de situação análoga, a saber, os valores pagos em pecúnia a título de transporte. Tal posicionamento foi assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 105, III, A, DA CF/88. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALE ALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de vale alimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, Fl. 483DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 7 11 mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. 2. A exegese hodierna, consoante a jurisprudência desta Corte e da Excelsa Corte, assenta que o contribuinte é sujeito de direito, e não mais objeto de tributação. 3. O Supremo Tribunal Federal, em situação análoga, concluiu pela inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o valor pago em espécie sobre o vale transporte do trabalhador, mercê de o benefício ostentar nítido caráter indenizatório. (STF RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 10.03.2010, DJe 14.05.2010) 4. Mutatis mutandis, a empresa oferece o ticket refeição antecipadamente para que o trabalhador se alimente antes e ir ao trabalho, e não como uma base integrativa do salário, porquanto este é decorrente do vínculo laboral do trabalhador com o seu empregador, e é pago como contraprestação pelo trabalho efetivado. 5. É que: (a) "o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho" (REsp 1.180.562/RJ, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 17/08/2010, DJe 26/08/2010); (b) o entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que pago o benefício de que se cuida em moeda, não afeta o seu caráter não salarial; (c) 'o Supremo Tribunal Federal, na assentada de 10.03.2003, em caso análogo (...), concluiu que é inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, já que, qualquer que seja a forma de pagamento, detém o benefício natureza indenizatória'; (d) "a remuneração para o trabalho não se confunde com o conceito de salário, seja direto (em moeda), seja indireto (in natura ). Suas causas não são remuneratórias, ou seja, não representam contraprestações, ainda que em bens ou serviços, do trabalho, por mútuo consenso das partes. As vantagens atribuídas aos beneficiários, longe de tipificarem compensações pelo trabalho realizado, são concedidas no interesse e de acordo com as conveniências do empregador. (...) Os benefícios do trabalhador, que não correspondem a contraprestações sinalagmáticas da relação existente entre ele e a empresa não representam remuneração do trabalho , circunstância que nos reconduz à proposição, acima formulada, de que não integram a base de cálculo in concreto das contribuições previdenciárias". (CARRAZZA, Roque Antônio. fls. 2583/2585, eSTJ). 6. Recurso especial provido. (STJ. 1.185.685 – SP 2010/00494616, Relator: Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Data de Julgamento: 16/12/2010, 1ª TURMA, Data de Publicação: DJe 10/05/2011) (grifos acrescidos) Fl. 484DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 Por oportuno, colacionase o precedente jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, utilizada como parâmetro para uniformização da jurisprudência pátria no que toca às verbas indenizatórias e a questão da utilização da impossibilidade de relativização do curso legal da moeda: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento. (STF. RE 478410/SP, Relator: Ministro EROS GRAU, Data de Julgamento: 10/03/2010, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe 14/05/2010) (grifos acrescidos) Declarada inconstitucional pela Corte Suprema a incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos em pecúnia a título de valetransporte, é prudente o posicionamento da Corte Superior na aplicação análoga a alimentação em pecúnia, por trataremse de verbas ofertadas ao empregador em caráter estritamente indenizatório, valor que o pago para execução do seu trabalho e não em razão dele. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 8 13 De outra sorte, o Tribunal Superior do Trabalho – TST, também adota a posição de a verba a título de alimentação paga em pecúnia é também indenizatória, para tanto, vejase os precedentes abaixo: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ACORDO JUDICIAL. AUXÍLIOALIMENTAÇÃO. NATUREZA INDENIZATÓRIA DA VERBA. PAGAMENTO EM PECÚNIA. 1. A jurisprudência deste Tribunal Superior é no sentido de que não tem o condão de alterar a natureza jurídica indenizatória do auxílioalimentação o fato de a parcela ser paga em pecúnia, uma vez que o pagamento decorre do descumprimento de obrigação de fazer, gerando a obrigação de indenizar. Precedentes. 2. Não há de se falar em contribuição previdenciária em relação ao valor recebido a título de indenização de alimentação, porque seu pagamento destinase a viabilizar o trabalho do empregado, e não a retribuílo pelo serviço prestado. Precedentes. 3. Recurso que não logra demonstrar a incorreção ou o desacerto do despacho negativo de admissibilidade do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento. ( TSTAIRR 4334034.2007.5.02.0077 , Relator Juiz Convocado: Flavio Portinho Sirangelo, Data de Julgamento: 09/05/2012, 5ª Turma, Data de Publicação: 18/05/2012) **************************************************** RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. VALEALIMENTAÇÃO. ACORDO JUDICIAL. NÃO INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. Esta Corte Superior tem perfilhado entendimento no sentido de que o pagamento da parcela auxílioalimentação em pecúnia, no acordo judicial, decorre do descumprimento de obrigação de fazer, que se resolve em obrigação de indenizar, o que não desnatura sua natureza jurídica indenizatória. Assim, nos termos do artigo 28, § 9º, c, da Lei 8.212/91, não há incidência de contribuição previdenciária sobre tal parcela. Precedentes do TST. Recurso de revista conhecido e provido." (TSTRR2200 80.2009.5.15.0079, Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos, Data 2ª Turma, DEJT 21.10.2011) **************************************************** ACORDO JUDICIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALEALIMENTAÇÃO. NATUREZA. A parcela denominada valealimentação recebida em acordo judicial não integra o saláriodecontribuição. Assim é porque o recebimento da referida parcela em pecúnia ocorreu para compensar o não recebimento durante o contrato de trabalho, hipótese que não altera sua natureza jurídica que é indenizatória. Recurso de Revista de que não se conhece." (TSTRR4300 76.2008.5.15.0003, Relator Ministro João Batista Brito Pereira, 5ª Turma, DEJT 26.8.2011) **************************************************** Fl. 486DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 14 RECURSO DE REVISTA. CESTA BÁSICA. NATUREZA JURÍDICA. ACORDO HOMOLOGADO NA JUSTIÇA. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O recebimento da cesta básica em pecúnia, em razão da homologação de acordo judicial, não tem o condão de transmudar a natureza do auxílioalimentação para salarial. Incidência da Súmula 333 do TST e do § 4º do art. 896 da CLT. Recurso de revista não conhecido." (TSTRR15100 39.2006.5.15.0067, Relator Ministro Augusto César Leite de Carvalho, 6ª Turma, DEJT 19.4.2011) **************************************************** RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ACORDO JUDICIAL. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. NATUREZA INDENIZATÓRIA DA VERBA. PAGAMENTO EM PECÚNIA. 1. A jurisprudência deste Tribunal Superior é no sentido de que não tem o condão de alterar a natureza jurídica indenizatória do auxílioalimentação o fato de a parcela ser paga em pecúnia, uma vez que o pagamento decorre do descumprimento de obrigação de fazer, gerando a obrigação de indenizar. Precedentes. 2. Não há de se falar em contribuição previdenciária em relação ao valor recebido a título de indenização de alimentação, porque seu pagamento destinase a viabilizar o trabalho do empregado, e não a retribuílo pelo serviço prestado. Precedentes. 3. Incólumes os dispositivos legais apontados na revista e superada a divergência jurisprudencial, nos termos da Súmula n.º 333 do TST e do art. 896, § 4.º, da CLT. Recurso de revista não conhecido." (TSTRR2600049.2006.5.15.0013, Relator Juiz Convocado Flavio Portinho Sirangelo, 7ª Turma, DEJT 15.10.2010) Na esteira do raciocínio esposado, destaquese julgado deste Conselho, 2ª Seção, Processo nº. 35.301.000131/200761. Recurso Voluntário nº. 244.766. Acórdão nº. 230101.396 — 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Sessão de 28 de abril de 2010. Apesar de se referir ao transporte em pecúnia, traz em sua ementa, relevante lição a ser aplicada, a de que o beneficio, em favor do empregado, é ofertado para a execução do trabalho, logo o pagamento realizado pela empresa não constitui fato gerador de contribuição social previdenciária e, por conseguinte, não há que se falar em descumprimento de obrigação tributária acessória. Por fim, destaquese que na sessão de 20 de setembro de 2012, esta 3ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, nos autos do processo 10680.720790/201075, que resultou no acórdão 2403001.629, julgou pela não incidência de contribuição previdenciária no caso de alimentação paga in pecúnia, in verbis: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares: por unanimidade de votos reconhecer a decadência parcial em relação ao período compreendido entre 01/2005 a 03/2005, nos termos do art. 150, parágrafo 4 do CTN. No mérito: I) Por unanimidade de votos, dar provimento parcial para excluir da base de cálculo da contribuição previdenciária os valores pagos a título de "Vale Transporte em pecúnia", "Alimento em pecúnia","Cesta Básica in natura"; II) por maioria de votos determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o Fl. 487DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 9 15 disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9/4430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Leôncio Nobre de Medeiros da questão da multa. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Leôncio Nobre Medeiros. Partindo, então, das premissas presentemente discutidas, não sobejam dúvidas quanto à impossibilidade de incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos em pecúnia a título de alimentação, razão pela qual a autuação em epígrafe, deve ser anulada. SALÁRIOMATERNIDADE Na mesma linha dos argumentos tecidos acerca da alimentação em pecúnia, merece maior atenção a incidência de contribuição previdenciária sobre o saláriomaternidade, esta expressamente considerada como saláriodecontribuição, por força do art. 28, § 2º, da Lei nº. 8.212/91, in verbis: Art. 28. (...) § 2º O saláriomaternidade é considerado saláriode contribuição. Contudo, não há como afastar o caráter indenizatório do salário maternidade, mesmo em face de previsão legal. Isso porque entendese, como bem apontado acima, que o saláriodecontribuição compreende os valores pagos a título de contraprestação ao empregado pelos serviços por ele prestados. Logo, não há possibilidade de conferir caráter remuneratório ao salário pago justamente no período em que a empregada não executa seus serviços em razão da recém maternidade, restando, portanto, patente o caráter indenizatório do instituto em comento. Este é o posicionamento compartilhado também pela Corte Superior em recente julgado, in verbis: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SALÁRIOMATERNIDADE E FÉRIAS USUFRUÍDAS. AUSÊNCIA DE EFETIVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PELO EMPREGADO. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA QUE NÃO PODE SER ALTERADA POR PRECEITO NORMATIVO. AUSÊNCIA DE CARÁTER RETRIBUTIVO. AUSÊNCIA DE INCORPORAÇÃO AO SALÁRIO DO TRABALHADOR. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARECER DO MPF PELO PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA AFASTAR A INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O SALÁRIO MATERNIDADE E AS FÉRIAS USUFRUÍDAS. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 16 1. Conforme iterativa jurisprudência das Cortes Superiores, considerase ilegítima a incidência de Contribuição Previdenciária sobre verbas indenizatórias ou que não se incorporem à remuneração do Trabalhador. 2. O saláriomaternidade é um pagamento realizado no período em que a segurada encontrase afastada do trabalho para a fruição de licença maternidade, possuindo clara natureza de benefício, a cargo e ônus da Previdência Social (arts. 71 e 72 da Lei 8.213/91), não se enquadrando, portanto, no conceito de remuneração de que trata o art. 22 da Lei 8.212/91. 3. Afirmar a legitimidade da cobrança da Contribuição Previdenciária sobre o saláriomaternidade seria um estímulo à combatida prática discriminatória, uma vez que a opção pela contratação de um Trabalhador masculino será sobremaneira mais barata do que a de uma Trabalhadora mulher. 4. A questão deve ser vista dentro da singularidade do trabalho feminino e da proteção da maternidade e do recém nascido; assim, no caso, a relevância do benefício, na verdade, deve reforçar ainda mais a necessidade de sua exclusão da base de cálculo da Contribuição Previdenciária, não havendo razoabilidade para a exceção estabelecida no art. 28, § 9o., a da Lei 8.212/91. 5. O Pretório Excelso, quando do julgamento do AgRg no AI 727.958/MG, de relatoria do eminente Ministro EROS GRAU, DJe 27.02.2009, firmou o entendimento de que o terço constitucional de férias tem natureza indenizatória. O terço constitucional constitui verba acessória à remuneração de férias e também não se questiona que a prestação acessória segue a sorte das respectivas prestações principais. Assim, não se pode entender que seja ilegítima a cobrança de Contribuição Previdenciária sobre o terço constitucional, de caráter acessório, e legítima sobre a remuneração de férias, prestação principal, pervertendo a regra áurea acima apontada. 6. O preceito normativo não pode transmudar a natureza jurídica de uma verba. Tanto no saláriomaternidade quanto nas férias usufruídas, independentemente do título que lhes é conferido legalmente, não há efetiva prestação de serviço pelo Trabalhador, razão pela qual, não há como entender que o pagamento de tais parcelas possuem caráter retributivo. Consequentemente, também não é devida a Contribuição Previdenciária sobre férias usufruídas. 7. Da mesma forma que só se obtém o direito a um benefício previdenciário mediante a prévia contribuição, a contribuição também só se justifica ante a perspectiva da sua retribuição futura em forma de benefício (ADIMC 2.010, Rel. Min. CELSO DE MELLO); dest'arte, não há de incidir a Contribuição Previdenciária sobre tais verbas. 8. Parecer do MPF pelo parcial provimento do Recurso para afastar a incidência de Contribuição Previdenciária sobre o saláriomaternidade. 9. Recurso Especial provido para afastar a incidência de Contribuição Previdenciária sobre o salário maternidade e as férias usufruídas . Fl. 489DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 10 17 (STJ. REsp 1.322.945/DF 2012/00974088. Relator Ministro Luiz Fux. Data de Julgamento: 17/02/2011, 1ª TURMA. Data da publicação: 08/03/2013) Suficientes as palavras consignadas na ementa acima colacionada, não se operam óbices para o provimento da peça recursal sob análise. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Em que pese os argumentos tecidos pela Recorrente no que tange a retenção da contribuição previdenciária dos contribuintes individuais, vêse que o lançamento realizado pretende o recolhimento da contribuição patronal incidente sobre os valores pagos aos contribuintes individuais, amparada no amparada no art. 22, III, da Lei nº. 8.212/1991, e não a sua eventual retenção. Tal conclusão se pode chegar a partir da leitura do seguinte excerto constante no Relatório Fiscal (Fl. 191): 3.5. Este lançamento fiscal é realizado com o objetivo de constituir os créditos previdenciários relativos às contribuições da empresa, incidentes sobre a remuneração de segurados contribuintes individuais à alíquota de 20%. Em relação à retenção, esta será analisada em processo administrativo próprio, também informado no Relatório Fiscal, qual seja o AI DEBCAD nº. 37.151.0007. DA MULTA APLICADA No que se referem à multa de mora aplicada, mister se faz tecer alguns comentários. A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 490DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 18 II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Nesse sentido dispõe a hodierna doutrina (Contribuições Previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais / Elias Sampaio Freire, Marcelo Magalhães Peixoto (coordenadores). – Julio César Vieira Gomes (autor) – São Paulo: MP Ed., 2012. Pág. 94), in verbis: “De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo, portanto, necessária a constituição do crédito tributário por meio do lançamento, ainda assim a multa era de mora. (...) Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora.” (com destaque no original) Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto Fl. 491DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 11 19 no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase apenas a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. CONCLUSÃO Ante todo o exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, reconhecer a decadência, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN, nas competências compreendidas até 09/2003, e, no mérito, exonerar os créditos previdenciários relativos a alimentação in pecunia e ao saláriomaternidade, assim como para determinar o recálculo da multa de mora do saldo remanescente, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 492DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 20 Voto Vencedor Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari – Redator Designado A divergência com o relator referese às questões da tributação do auxílio alimentação pago em pecúnia e do salário maternidade. ALIMENTAÇÃO PAGA EM PECÚNIA Ao CARF compete julgar recursos que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Como regra geral, a Lei 8.3212/91 estabelece que a contribuição previdenciária considera salário de contribuição (base de cálculo) a totalidade da remuneração. Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) As exceções estão estabelecidas no parágrafo 9º do próprio artigo 28. Quando cita a alimentação, afasta da tributação a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321/76. § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; O que temos no caso em análise é pagamento em pecúnia, que se enquadra na regra geral, isto é, sofre incidência de tributação. SALÁRIO MATERNIDADE Ao CARF compete julgar recursos que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Para a questão do salário maternidade, a Lei 8.212/91 é textual ao estabelecer que o saláriomaternidade é considerado saláriodecontribuição. Fl. 493DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007019/200859 Acórdão n.º 2403002.082 S2C4T3 Fl. 12 21 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: § 2º O saláriomaternidade é considerado saláriode contribuição. O resultado do julgamento sobre a aplicação da legislação não pode ser outro senão considerar o salário maternidade como tributável. CONCLUSÃO Voto pela manutenção da tributação incidente sobre a alimentação e sobre o salário maternidade. Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 494DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 16327.000147/2009-01
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2008
DCTF MENSAL E SEMESTRAL. ATRASO NA ENTREGA.
Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Numero da decisão: 1803-001.917
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatóorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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ATRASO NA ENTREGA. Incabível a multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal quando ausente o requisito para sua apresentação e comprovada a impossibilidade fática de entrega da DCTF semestral pelos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatóorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Roberto Armond Ferreira da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 47 /2 00 9- 01 Fl. 391DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório PREVIBOSCH SOCIEDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ SÃO PAULO/SP I, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de Multa por Atraso na Entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF Mensal — 1.5 referente a Janeiro de 2008, no valor de R$26.190,16 (fls. 36). Em 26/01/2009, o interessado supra qualificado apresentou a Impugnação, de fls. 01/14, na qual alega: 1) que até o anocalendário de 2006 entregara a DCTF com periodicidade semestral; porém, ao tentar transmitir por via eletrônica a DCTF referente ao 1° semestre de 2007, o sistema informatizado da Receita Federal do Brasil (RFB) não permitiu a entrega da DCTF semestral, orientandoa pela utilização do "PGD DCTF Mensal" (fls. 39); 2) inconformado com tal situação, em 04/10/2007, formalizou consulta perante a SRRF 88 Região Fiscal, requerendo que se esclarecesse/atestasse que a consulente estava autorizada a entregar a DCTF semestral, que a impossibilidade do envio do arquivo decorria de erro/falha no sistema informatizado do órgão e que a multa por atraso na entrega da DCTF restaria afastada por força da consulta formulada; 3) em 23/11/2008, o contribuinte foi cientificado da resposta à sua consulta (Despacho Decisório SRRF/8° RF/Disit n° 45, de 10/03/2008), que teve a seguinte conclusão: 13. Posto isto declaro a ineficácia da consulta com base no art. 52, 1, c/c art. 46 do Decreto n° 70.235, de 1972, dado não versar sobre a interpretação de dispositivos da legislação tributária, mas sobre a solução de problema concreto encontrado pela consulente para transmissão da DCTF semestral referente ao primeiro semestre do anocalendário de 2007, uma vez que o programa não aceitou o documento, emitindo mensagem de obrigatoriedade de DCTF mensal, aparentemente não aplicável a seu caso, problemática essa que deveria ser solucionada por intermédio dos Centros de Atendimento ao Contribuinte CAC, de sua unidade jurisdição, o qual, se não conseguisse encontrar solução imediata para a situação apresentada, deveria solicitar a intervenção dos órgãos superiores apropriados aos quais se subordina. 14. Quanto às condições a serem observadas para a apresentação da DCTF no ano de 2007, encontravamse claramente estatuídas nos arts. 3° a 5° da IN SRF n° 695, de 2006, não ensejando, em princípio, maiores dúvidas. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000147/200901 Acórdão n.º 1803001.917 S1TE03 Fl. 392 3 4) em face da resposta da Disit/SRRF08, em 23/12/2008, o interessado optou por entregar por via eletrônica as DCTF mensais relativas aos meses de janeiro de 2007 a setembro de 2008, o que ensejou a expedição automática da Notificação de Lançamento da Multa pelo Atraso na Entrega da DCTF ora combatida; 5) entende ser descabida a exigência da multa, uma vez que o contribuinte está devidamente enquadrado na hipótese de entrega semestral da DCTF e do DACON, e foi obrigado a apresentar as DCTF mensais por força de um erro do sistema informatizado da RFB; 6) os seus DACON semestrais foram aceitos pelo sistema, a demonstrar que as DCTF semestrais também deveriam ser aceitas; 7) por ser entidade de previdência privada complementar, para fins de cálculo de receita bruta operacional, as contribuições vertidas para a entidade não são incluídas, estando a reclamante dentro do limite de receita bruta estabelecida no inciso I, do art. 3°, da IN SRF n° 695/2006; 8) e por também não estar enquadrada nas hipóteses dos incisos II e III da IN SRF 695/2006, não estava obrigada a entregar a DCTF mensal; 9) sendo assim, conclui que a presente cobrança deve ser cancelada, devendo a notificação de lançamento ser declarada nula. A DRJ SÃO PAULO/SP I, através do acórdão nº 1637.035, de 30 de março de 2012 (fls. 68/72), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 23/12/2008 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. OPÇÃO PELA DCTF MENSAL. Ainda que estivesse desobrigado a apresentar a DCTF mensal, seria cabível a multa pelo atraso na entrega. In casu, não restou comprovado que o contribuinte tomou as devidas providências para exercer o seu pretenso direito de entregar a DCTF semestral. Ciente da decisão em 03/05/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 76), apresentou o recurso voluntário em 04/06/2012 fls. 77/94, onde reitera as alegações da inicial. É o relatório Fl. 393DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa pelo atraso na entrega da DCTF Mensal de janeiro de 2008 (fl. 36). Alega a recorrente em síntese: a) Que “é entidade de previdência complementar fechada, sem fins lucrativos, com personalidade distinta de seus patrocinadores, não tributada pelo lucro real e, ainda, que não aufere receita bruta, já que é mera administradora dos fundos de seus beneficiários.”; b) Que “sempre procedeu a entrega de suas DCTFs na forma semestral, mas que em relação ao 1º semestre de 2007, não logrou êxito na entrega pois o sistema da RFB informou estar sujeita à DCTF mensal”; c) Que “entende estar sujeita apenas a DCTF semestral de acordo com as Instruções Normativas SRF 695/2006 e 786/2007”; d) Que “formulou consulta à Secretaria da Receita Federal e de acordo com a resposta dada em 23.11.2008 foi considerado instrumento inadequado já que não se trata de divergência de interpretação de dispositivos da legislação tributária”; e) Que a decisão de primeira instância merece reforma pois “entendeu equivocadamente que a recorrente não buscou solução adequada para seu problema de entrega das DCTFs e que não comprovou que estava desobrigada à entrega da DCTF mensal.” f) Que “é pessoa jurídica que atua como entidade fechada de previdência complementar não auferindo qualquer tipo de receita. Não possui fins lucrativos, não presta qualquer tipo de serviço e não realiza a venda de mercadorias, limitandose, apenas, à administração dos fundos dos seus beneficiários...”; g) Que “não aufere receitas pois apenas administra os planos de benefícios de natureza previdenciária, devendo ser excluídas da receita bruta das entidades de previdência complementar as contribuições destinadas à constituição de provisões ou reservas técnicas, bem como rendimentos auferidos nas aplicações financeiras de recursos destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates.”; h) Que “conforme atestam as DCTFs de 2005 e 2006, não declarou débitos superiores a R$ 3.000.000,00,...”; Fl. 394DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000147/200901 Acórdão n.º 1803001.917 S1TE03 Fl. 393 5 i) Que “somente apresentou as DCTFs mensais por imposição do sistema da RFB não sendo sua opção tendo entrega normalmente a DACON de forma semestral”; j) Que “a Administração Tributária não encontrou solução para o seu problema considerando indevidamente a consulta ineficaz”; k) Que “no prazo de 30 dias da ciência da solução da consulta formulada, apresentou regularmente as DCTFs mensais, sem no entanto estar obrigada, apenas por imposição dos sistemas da RFB, fato que elide a multa de mora aplicada.” Assiste razão à interessada. Com efeito, deve ser afastada inicialmente a dúvida lançada pela decisão de primeira instância sobre a data da mensagem de erro (fl. 39) impossibilitando a entrega da DCTF semestral. O protocolo da consulta formulada à Administração Tributária (fl. 41) comprova que a mesma está datada de 04/10/2007, dentro portanto do prazo regulamentar para a entrega da DCTF semestral preconizado no art. 8º da Instrução Normativa SRF 695/2006. A solução de consulta foi formulada em 04/10/2007 e teve sua resposta cientificada em 23/11/2008 (fl. 54). Não tem sentido afirmar, portanto, que a contribuinte não comprovou estar impedida de efetuar a entrega da DCTF semestral ou que não buscou de forma legal e transparente a solução para o conflito delineado em qual modalidade (mensal ou semestral) de entrega da DCTF a que estava obrigada nos anos 2007 e 2008. Resta verificar se conforme alega a recorrente, não estava realmente sujeita à entrega da DCTF mensal, fato que afastaria o mérito de suas alegações. Neste sentido cabe verificar as hipóteses de enquadramento delineadas nas Instruções Normativas 695/2006 e 786/2007, que abrangem o período em que deixou de entregar as DCTFs mensais até a ciência da solução de consulta. A Instrução Normativa SRF 695/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3 º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas: I – cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II – cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou III – sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu Fl. 395DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 6 enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Da mesma forma a Instrução SRF 786/2006 (já revogada), dispõe: Art. 3º Ficam obrigadas à apresentação da DCTF Mensal as pessoas jurídicas de direito privado: I cuja receita bruta auferida no segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); II cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF relativas ao segundo anocalendário anterior ao período correspondente à DCTF a ser apresentada tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais); ou III sucessoras, nos casos de incorporação, fusão ou cisão total ou parcial ocorridos quando a incorporada, fusionada ou cindida estava sujeita à mesma obrigação em decorrência de seu enquadramento nos parâmetros de receita bruta auferida ou de débitos declarados. Conforme a recorrente reiteradamente tem afirmado e comprovado através de seu estatuto juntado no processo 16327.000140/200981 (julgado na presente sessão) e DIPJ (fls. 57/60), tratase de entidade de previdência privada fechada que administra planos de previdência complementar, tendo como patrocinadoras as empresas/associações “Robert Bosch Limitada, Ishida Do Brasil Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Do Brasil, Bosch Rexroth Limitada, Robert Bosch Tecnologia De Embalagem Limitada, Associação Dos Funcionários Da Robert Bosch Limitada, ZF Sistemas De Direção Limitada”. Portanto a rigor, exceto pequenas taxas de administração, não tem a entidade receitas pois a quase integralidade de seus ingressos decorrem das contribuições dos planos de previdência e as receitas de aplicações financeiras de suas reservas atuariais, que não lhe pertencem mas sim são geridas em seu nome. As cópias da DACON – Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais dos anos 2005 e 2006 (parâmetro para o enquadramento nas modalidades mensal ou semestral) juntadas ao processo 16327.000140/200981 (julgado concomitantemente nesta sessão) e os balancetes de 2005 e 2006 (fls. 100/139), demonstram claramente esta constatação, afastando qualquer dúvida de que as receitas da recorrente estão abaixo do limite anual de R$ 30.000.000,00 de receita bruta. Por outro lado, tampouco atinge a recorrente o limite superior a R$ 3.000.000,00 de débitos declarados nos anos de 2005 e 2006 que a sujeitariam à apresentação da DCTF mensal em 2007 e 2008. Com efeito, conforme atestam as DCTFs fls. 142, 207, 271 e 328, não atinge a contribuinte o limite anual superior a R$ 3.000.000,00 para enquadramento na exigência de DCTF mensal nos anos calendários 2007 e 2008. Estando impedida de apresentar a DCTF semestral por evidente equívoco nos sistemas da RFB e tendo formulado regularmente consulta para solução do seu problema, mesmo sem obter solução satisfatória, não vejo como penalizar a contribuinte com a multa pelo atraso na entrega das DCTFs mensais. Fl. 396DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 16327.000147/200901 Acórdão n.º 1803001.917 S1TE03 Fl. 394 7 A multa pelo atraso na entrega da DCTF mensal somente seria aplicável se estivesse enquadrada na obrigatoriedade de entrega mensal da DCTF ou tivesse optado voluntariamente (o que não é o caso) pela entrega mensal. Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento integral ao recurso. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 397DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 10/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
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