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Numero do processo: 11634.001668/2010-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Exercício: 2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
Os embargos de declaração somente têm cabimento nos casos de omissão, obscuridade e contradição, situação que não ocorre no caso dos autos.
Numero da decisão: 1302-001.371
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator.
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR (Presidente), EDUARDO DE ANDRADE, HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, MARCIO RODRIGO FRIZZO, WALDIR VEIGA ROCHA, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
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INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. Os embargos de declaração somente têm cabimento nos casos de omissão, obscuridade e contradição, situação que não ocorre no caso dos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO Relator. (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR (Presidente), EDUARDO DE ANDRADE, HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, MARCIO RODRIGO FRIZZO, WALDIR VEIGA ROCHA, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 63 4. 00 16 68 /2 01 0- 14 Fl. 633DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 02/06/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos pela HF INDUSTRIA E COMERCIO DE BATERIAS LTDA. Na origem, constatouse omissão de receitas por parte da embargante, o que foi verificado após a embargante ter entregue à fiscalização os extratos bancários de suas constas correntes. Em razão disso, exigese o crédito tributário inadimplido. A embargante apresentara impugnação, que foi julgada totalmente improcedente; após, o recurso voluntário da embargante foi igualmente julgado totalmente improcedente. Notificada da decisão, foram apresentados os presentes embargos de declaração, nos quais são ventilados os seguintes argumentos, em síntese: (i) Há omissão quanto a alegação de que os extratos bancários somente foram entregues pela embargante após “coação velada” da autoridade fiscal, o que macularia a voluntariedade do ato, pois encontrouse “coagida, seja pela ação fiscal propriamente dita ou o temor de aplicação da indicada penalidade específica”; (ii) Há omissão quanto à análise dos balanços e livros diários reunidos pela própria autoridade administrativa, os quais apresentariam regular escrituração dos depósitos bancários e operações afins. É o relatório, passo a decidir. Fl. 634DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 02/06/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 11634.001668/201014 Acórdão n.º 1302001.371 S1C3T2 Fl. 634 3 Voto Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo. O recurso é tempestivo e apresenta todos os requisitos de admissibilidade, então dele conheço. 1. Da Inexistência dos Requisitos para Oposição dos Embargos de Declaração Os Embargos de Declaração têm lugar nos casos em que o acórdão se mostra obscuro, omisso ou contraditório (art. 65 do Regimento Interno do CARF – Anexo II da Port. do Ministério da Fazenda n. 256 de 22/06/09). Na presente situação, nenhuma das situações ocorre, tendo o embargos finalidade exclusiva de alterar o que ficou decidido. Prevalece neste Conselho que o Julgador não é obrigado a enfrentar todos os argumentos apresentados pelas partes quando tenha empregado fundamento bastante para dirimir a controvérsia (v. Acórdão n. 3301001.956, Acórdão n. 3301001.955, Acórdão n. 3801001.981, Acórdão n. 3301.001.802 entre outros), entendimento ao qual me filio. Dessa forma, havendo fundamentação no acórdão recorrido, não há omissão a ser sanada, sendo que o intento da embargante é apenas modificar o acórdão recorrido, o que não é admitido nesta via, observese: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. OMISSÃO. Os embargos de declaração não são cabíveis para reexaminar matéria já devidamente equacionada. As alegações de defesa devem ser trazidas desde a impugnação, sob pena de preclusão, não servindo os embargos para possibilitar a apreciação de matérias veiculadas apenas no recurso voluntário. (CARF. Acórdão 1103000.893. Cons. Eduardo Martins Neiva Monteiro. Sessão 10/07/2013). Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/12/1996 a 31/12/1996, 01/11/1998 a 31/12/1998, 01/02/1999 a 31/07/1999, 01/05/2000 a 30/09/2000, 01/12/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OMISSÃO OBSCURIDADE INOCORRÊNCIA REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA Não constatada a ocorrência de omissão ou obscuridade na decisão embargada, não deve ser dado provimento aos embargos de declaração. Os embargos de declaração não se prestam à reexame de matéria já decidida. Embargos Rejeitados. (CARF. Acórdão 3801001.999. Cons. Marcos Antonio Borges. Sessão 25/07/2013). Ad argumentandum, é impertinente investigar a existência de “coação velada” no pedido da autoridade administrativa direcionado à embargante, uma vez que todos os atos estiveram adequadamente fundamentados em lei, cujos dispositivos legais a embargante fez constar em suas defesas. Fl. 635DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 02/06/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Do mais, reitero o que consta no item 1 do acórdão embargado, em especial na seguinte passagem: Não há que se falar em quebra do sigilo bancário na forma que prevê a Lei Complementar 105/01, uma vez que as informações bancárias foram cedidas pela própria recorrente. A garantia do sigilo de dados, dentro os quais se encontra o bancário, é uma proteção à pessoa física ou jurídica contra investidas de terceiros. Nada impede, todavia, que o próprio indivíduo revele seus dados bancários a quem lhe questione, conduta esta que deve ser precedida de meditação acerca da legitimidade e legalidade do requerimento. Por isso, não vislumbro qualquer irregularidade na conduta do Fisco. Outrossim, quanto a ausência de análise dos balancetes e outros documentos nos quais estariam contabilizada a receita omitida, reitero o que ficou consignado no acórdão embargado, no sentido de que os documentos juntados aos autos não demonstram a origem desses recursos. Ademais, tratase de omissão de receitas (art. 42, Lei n. 9.430/96 – v. fls. 1616), que foi verificada pela constatação de que os extratos bancários da embargante demonstram movimentação financeira em maior quantidade do que a registrada na contabilidade. Nestes casos, como determina a legislação, há presunção legal em desfavor do contribuinte, caso este “não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações” (art. 42, Lei n. 9.430/96). Ou seja, ainda que se admita que a conta caixa apresenta a movimentação bancária da embargante, persiste a ausência de comprovação da origem de tais recursos. Sobre a contabilização da movimentação financeira na “conta caixa”, que representaria “significativo” valor, reportome ao entendimento da DRJ, não combatido pela embargante (fls. 1763 e ss.): Desde já é preciso pontuar que, como é de conhecimento de qualquer iniciante nos estudos da ciência contábil, a “conta caixa” prestase tãosomente para os lançamentos de ingressos e saídas de moeda em espécie. A movimentação bancária deve ser escriturada na “contabancos”. Portanto, não é de livre arbítrio do contribuinte escolher sua “sistemática de escrituração contábil”. E o art. 923 do RIR/99 determina que apenas a escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados. Ademais, o mesmo comando regulamentar prescreve que a escrituração regular só se presta a produzir prova quando se sustenta em documentação hábil. Vejase o texto do normativo citado, in verbis: Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, § 1º). Fl. 636DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 02/06/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 11634.001668/201014 Acórdão n.º 1302001.371 S1C3T2 Fl. 635 5 Destarte, a simples escrituração contábil, desacompanhada dos documentos que a lastreiam não é apta a fazer prova em favor da impugnante. Observo, ademais, que o “significativo movimento” registrado na referida “conta caixa”, constante dos balancetes anexados ao recurso (que totalizaram cerca de R$ 7 milhões, nos anos de 2007 a 2009), corresponderam a pouco mais de 25% do total dos créditos bancários objetos da intimação fiscal (cerca de R$ 27,5 milhões). No caso concreto, como já dito, impunhase à impugnante apresentar provas documentais no sentido de comprovar que os créditos bancários relacionados individualizadamente na intimação fiscal referida foram oferecidos à tributação ou tratavase de ingressos de recursos que não correspondiam a rendimentos tributáveis. Portanto, ainda que tivesse indevidamente escriturado toda a sua movimentação bancária na “conta caixa”, remanesce o ônus da impugnante provar, mediante prova documental hábil e idônea, que não omitiu receitas à tributação. Esse ônus, ao contrário do que alega, é tãosomente dela. Isto posto, os embargos de declaração não merecem provimento por inexistir omissão, contradição ou obscuridade (art. 65 do Regimento Interno do CARF – Anexo II da Port. do Ministério da Fazenda n. 256 de 22/06/09). 2. Da Conclusão Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer dos embargos de declaração para rejeitar quanto ao mérito. (assinado digitalmente) Márcio Rodrigo Frizzo Relator Fl. 637DF CARF MF Impresso em 11/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 02/06/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10120.007008/2002-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995
Ementa:
EMBARGOS ACOLHIDOS . CONTRADIÇÃO SEMESTRALIDADE.
A apuração dos créditos de PIS decorrentes dos Decretos-lei no. 2.445 e 2.449 de 1989 devem observar o critério da
EMBARGOS ACOLHIDOS. OBSCURIDADE
Os créditos tributários apurados devem ser corrigidos pela Taxa Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial.
Numero da decisão: 3302-002.552
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para reconhecer a semestralidade da base de cálculo do PIS e esclarecer a obscuridade existente no acórdão embargado, nos termos do voto do Relator.
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
GILENO GURJÃO BARRETO - Relator.
(Assinado Digitalmente)
EDITADO EM: 28/05/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Mara Cristina Sifuentes, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995 Ementa: EMBARGOS ACOLHIDOS . CONTRADIÇÃO SEMESTRALIDADE. A apuração dos créditos de PIS decorrentes dos Decretos-lei no. 2.445 e 2.449 de 1989 devem observar o critério da EMBARGOS ACOLHIDOS. OBSCURIDADE Os créditos tributários apurados devem ser corrigidos pela Taxa Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial.
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CONTRADIÇÃO SEMESTRALIDADE. A apuração dos créditos de PIS decorrentes dos Decretoslei no. 2.445 e 2.449 de 1989 devem observar o critério da EMBARGOS ACOLHIDOS. OBSCURIDADE Os créditos tributários apurados devem ser corrigidos pela Taxa Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para reconhecer a semestralidade da base de cálculo do PIS e esclarecer a obscuridade existente no acórdão embargado, nos termos do voto do Relator. WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (Assinado Digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Relator. (Assinado Digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 70 08 /2 00 2- 64 Fl. 1502DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 30/05/201 4 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO 2 EDITADO EM: 28/05/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Mara Cristina Sifuentes, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pela recorrente, em face do Acórdão nº 330200.532, cuja ementa transcrevo: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/01/1989 a 30/09/1995 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS. Correto o despacho decisório que indeferiu o pedido de restituição, ante a inexistência de crédito a ser restituído. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Não há que se falar em compensação de débitos da Contribuição para o PIS, quando não restar comprovada nos autos a existência de pagamento indevido ou maior que o devido da aludida contribuição. RESTITUIÇÃO. ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC A restituição de crédito relativo a pagamento indevido ou a maior do que o devido deve se atualização pela taxa Selic, conforme a legislação tributária de regência. A Recorrente opôs embargos de declaração alegando a existência de contradição e obscuridade no julgado. Alega, nos termos do Despacho Decisório em Embargos de Declaração que: A contradição está entre os fundamentos do voto condutor do Acórdão, quando trata da semestralidade da base de cálculo para admitila, e a parte dispositiva do voto que nega provimento integral ao recurso voluntário, no que foi seguido pelos demais membros do Colegiado. A obscuridade diz respeito à incidência de juros de mora de 1% a partir do trânsito em julgado da ação judicial, previsto na decisão judicial, que o relator reconhece a inobservância da decisão judicial mas ratifica o procedimento da RFB por entender que houve benefício para a embargante. Neste ponto o pleito da embargante é no sentido de que, além dos juros de mora calculado pela Selic, também incide juros de mora de 1% a partir do trânsito em julgado da ação. Voto Fl. 1503DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 30/05/201 4 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 3302002.552 S3C3T2 Fl. 3 3 Com razão, em parte, a Embargante. Vejamos. Conforme exposto no acórdão ora embargado, no que tange a questão da semestralidade, com a declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88, diferentemente do defendido pela embargada, claro está que a base de cálculo do PIS voltou a ser o faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador, por ser esta a disposição contida na Lei Complementar 07/70, em seu artigo 6°, novamente vigente após a retirada do mundo jurídico dos malsinados DecretosLeis. Tal procedimento permaneceu incólume e em pleno vigor até a edição da Medida Provisória 1.212/95, quando só então a partir dos efeitos desta é que a base de cálculo do PIS passou a ser considerada como a do faturamento do mês anterior. A partir da edição da Medida Provisória n° 1.212/95, convertida na Lei n° 9.715 de 1998, a apuração da contribuição de PIS passou a ser mensal, com base no faturamento do mês, conforme o disposto no art. 2°, inciso I, da mencionada Lei: "Art. 20 A contribuição para o PIS/PASEP será apurada mensalmente: I pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês;" A partir de fevereiro de 1999, a base para a contribuição em questão passou a ser regida pela Lei 9.718/98, que segue o procedimento de apuração mensal com base no faturamento do mês. Após a mencionada Medida Provisória, concluise que a "semestralidade", regida pela LC n° 07/70 poderia ser aplicada até fevereiro de 1996. Encontrase pacificado tal entendimento na jurisprudência do Conselho de Contribuintes, conforme as seguintes ementas relativas aos Acórdãos n° 20312095 e CSRF/0202.238, transcritos abaixo, a fim de exemplificar tal posicionamento: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 28/02/1999 a 31/03/2001. Ementa: PIS. TÉCNICA DA NÃOCUMULATIVIDADE E A SEMESTRALIDADE DA BASE DE CÁLCULO. LEGISLACÁO DE VIGÊNCIA. INAPLICABILIDADE. Com a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos Leis nos. 2.445/88 e 2.449/88 e a sua retirada do ordenamento jurídico do País por meio de resolução do Senado voltou a viger a Lei Complementar n° 07/70 e suas alterações, sendo que a partir de março de 1996, a contribuição para o PIS passou a ser regida pela MP 1.212/95 e suas reedições, convertida na Lei n° 9.715/98 e, a partir de fevereiro/99, pela Lei n° 9.718/98. Fl. 1504DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 30/05/201 4 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO 4 No caso, para os períodos de apuração se situam entre janeiro/1989 a setembro/1995. Ademais no que tange aos períodos de apuração, a planilha das autoridades fiscais também merece reparo para que seja excluídos os, supostos débitos referentes às denominadas competências de 04 a 09/95. Isto, porque, conforme já havia decidido a autoridade fiscal, esta está equivocada por considerar o art. 6° da LC 07/70 como uma mera postergação do prazo para o recolhimento, não considerando os valores do sexto mês anterior na base de calculo de PIS, ao formular seus cálculos e efetuar tal lançamento. Diante disso, entendo que deva ser considerada tal semestralidade na composição do saldo a pagar, e dai extrairse a diferença entre o novo saldo e o que já foi recolhido, de forma a dar provimento parcial ao lançamento. Vejo às fls. 682 a 687 que o contribuinte efetuou os pagamentos adequadamente, reforçando a crença da incorreção dos cálculos adotados para indeferir os créditos da recorrente. Portanto, com razão a embargante quanto à alegada contradição razão pela qual altero meu voto e, neste tópico dou provimento ao recurso voluntário, para acolher o pleito. Finalmente, em havendo créditos para a recorrente, cabenos avaliar as alegações acerca da correção pela Selic acrescida de 1% a partir do trânsito em julgado. Verifico novamente às fls. 39 que a sentença de primeira instância determinou a atualização monetária a partir da data do recolhimento indevido, não determinando o acréscimo do pleiteado 1%. Às fls. 102 houve embargos de declaração, onde o contribuinte pugnou por esclarecimento quanto a utilização da Selic acrescidos de 1%. Em sentença, o magistrado rejeitou os embargos. Assim sendo, mantenho a decisão recorrida, no sentido de atualizar os créditos da recorrente pela Selic, sem a incidência cumulada de 1%, conforme pleiteado. Conclusão Por todo exposto, acolho os presentes embargos declaratórios para sanar a contradição perpetrada no Acórdão ora embargado, acolhendo o pleito da embargante, aplicandoselhe o critério da semestralidade para o cálculo dos seus créditos. Por fim, acolho os embargos para sanar a obscuridade, esclarecendo que devem ser atualizados os créditos pela Selic, não lhes acumulando os juros de 1% pleiteados, por não terem sido autorizados pela sentença judicial. É como voto Sala das Sessões, em 27 de março de 2014. GILENO GURJÃO BARRETO (Assinado Digitalmente) Fl. 1505DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 30/05/201 4 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 10120.007008/200264 Acórdão n.º 3302002.552 S3C3T2 Fl. 4 5 Fl. 1506DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 30/05/201 4 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por GILENO GURJAO BARRETO
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Numero do processo: 11080.725301/2010-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/06/2007 a 31/12/2009
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. CONTRIBUINTE EM DÉBITO. DEFINIÇÃO.
Constitui débito valores não recolhidos e lançados em notificação fiscal de lançamento, auto-de-infração ou na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-004.118
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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CONTRIBUINTE EM DÉBITO. DEFINIÇÃO. Constitui débito valores não recolhidos e lançados em notificação fiscal de lançamento, autodeinfração ou na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 53 01 /2 01 0- 01 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente em parte a autuação fiscal lavrada em 10/11/2010 por exclusão da recorrente da sistemática do SIMPLES NACIONAL. Os fatos geradores das contribuições previdenciárias foram as remunerações pagas a segurados empregados e contribuinte individual ocorridos no período de 01/06/2007 a 31/12/2009. Foi excluída do lançamento a contribuição relativa ao mês 06/2007. Seguem transcrições de alguns trechos da decisão recorrida que melhor sintetizam os fatos: O relato fiscal informa também que, de acordo com informações constantes do cadastro da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, a empresa foi excluída do Simples Federal em 30/06/2007 e que não goza do benefício do regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte já que não faz parte do Simples Nacional instituído pela Lei Complementar nº 123/2006. A fiscalização esclarece, outrossim, que a empresa efetuou pedidos de inclusão no Simples Nacional em 31/01/2008 e 08/01/2010, os quais foram indeferidos em 14/03/2008 e 18/02/2010, por possuir débitos junto ao órgão fazendário. Contra a decisão, o recorrente reiterou suas alegações na impugnação; assim sintetizadas pela decisão recorrida: é microempresa e optante do Simples desde 2000 e que deve ser acolhida a nulidade do Ato Declaratório de Exclusão do Simples, por falta de intimação, pois nenhum dos representantes legais da impugnante foi intimado de sua exclusão; registrese que o contador da impugnante não tem poderes para receber qualquer tipo de intimação; Deve ser afastada a multa aplicada de 75%, eis que é desproporcional ao caso, somada ao fato do caráter confiscatório, além do mais na dosimetria sequer foi levada em consideração a primariedade da impugnante; Caso não sejam acolhidos os requerimentos anteriores, deve ser apresentado o respectivo termo de intimação por parte da Receita Federal, a fim de que seja esclarecido que nenhum dos administradores da impugnante recebeu qualquer tipo de intimação ou tenha tomado ciência com relação ao ato que exclui ela do Simples, fato importante que gera a nulidade do presente auto de infração; Deve ser aplicado o princípio da razoabilidade e proporcionalidade, para que, no caso concreto, seja afastada a perda do direito da impugnante em permanecer no Simples Nacional (então Simples) tão somente por ter havido um único não recolhimento em função de morte de funcionária que controlava referidos pagamentos; Seja suspensa qualquer representação fiscal ao Ministério Público antes da decisão final em processo administrativo, consoante o disposto no art. 83 da Lei 9.430/1996; Pelo exposto, deve ser declarado insubsistente o presente Auto de Infração; Por derradeiro, caso seja mantido o AI, requer seja autorizada a compensação dos valores pagos a Fl. 173DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.725301/201001 Acórdão n.º 2402004.118 S2C4T2 Fl. 173 3 título de contribuição social efetuados pela impugnante no sistema SIMPLES, para fins de deduzir o montante apurado pelo agente fiscal. Esta turma ordinária converteu o julgamento em diligência para que fossem esclarecidos alguns fatos: Antes do julgamento, são necessários alguns esclarecimentos e informações: a) sejam trazidos aos autos os termos de intimação das demais decisões de indeferimento; e b) seja informada a existência de Ato Declaratório Executivo de Exclusão, o número do processo e a atual fase de tramitação. Em resposta, a autoridade fiscal informe que não foi emitido ato declaratório para exclusão do SIMPLES e que, antes do deferimento de sua inclusão no SIMPLES NACIONAL, dois pedidos anteriores foram indeferidos, com ciência em 14/03/2008 e 16/12/2010, respectivamente: Pergunta a): sejam trazidos aos autos os termos de intimação das demais decisões de indeferimento. Resposta: cfe demonstrado, nas fls. 2010 a 2012, a empresa solicitou ingresso no Simples Nacional em 31/01/2008 e em 08/012010 e os respectivos Termos de Indeferimento foram registrados pela empresa em 14/03/2008 e em 18/02/2010. Pergunta b): seja informada a existência de Ato Declaratório Executivo, o número de processo e a atual fase de tramitação. Resposta: cfe. demonstrado, nas fls. 2013 a 2015, não foi localizado nenhum Ato Declaratório Executivo em nome da empresa, seja do Simples Federal, seja do Simples Nacional. Também se confirmou que a razão para o indeferimento foi a falta de recolhimento de uma diferença de R$ 478,53 relativa a 03/2007. A recorrente exerce o direito de manifestação reiterando sua ciência efetivamente em 16/12/2010 que a razão para o indeferimento foi a falta de recolhimento de uma diferença de R$ 478,53 por motivo de óbito da empregada encarregada de acompanhamento e quitação dos tributos, o que se mostra desproporcional e injusto. É o Relatório. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Atendidos os pressupostos de admissibilidade do recurso, dele conheço e passo ao seu exame. Mérito Examinando as provas trazidas aos autos pela fiscalização, em especial o relatório fiscal, e as alegações da recorrente, suas contraprovas e a decisão recorrida, concluo que o lançamento constitui crédito desprovido de razoável certeza sobre a ocorrência dos fatos geradores das contribuições previdenciárias. As intimações de indeferimento da migração do SIMPLES para o SIMPLES NACIONAL indicam a existência de débito correspondente a uma diferença não incluída em DARFSIMPLES, no valor de R$ 478,53. Para que esse valor pudesse ser considerado débito e, assim, fato impeditivo para a inclusão no SIMPLES NACIONAL, caberia a indicação de que essa diferença deixada de recolher espontaneamente tenha constituído crédito tributário, cuja exigibilidade não esteja suspensa, nos termos do artigo 17 da LC nº 123/2006: seja pelo lançamento de ofício ou pela homologação do valor declarado em GFIP: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: ... V que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; No caso, somente lhe foi informado por intimação da existência de uma diferença de valor com as seguintes características: Código de Receita 6106, Período 03/2007 e Valor R$ 478,53. E que a exigibilidade não estava suspensa. Não há referência a qualquer ato administrativo que reconheça constitua formalmente o valor em crédito tributário. Entendo que não fora cumprido o procedimento previsto na LC nº 123/2006: Art. 31. A exclusão das microempresas ou das empresas de pequeno porte do Simples Nacional produzirá efeitos: (...) § 2º Na hipótese do inciso V do caput do art. 17 desta Lei Complementar, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência da comunicação da exclusão. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11080.725301/201001 Acórdão n.º 2402004.118 S2C4T2 Fl. 174 5 Quanto à definição de débito, embora não prevista na LC nº 123/2006, o Decreto nº 3.048/99 o traz para fins de cancelamento de isenção das contribuições previdenciárias, o que pode se prestar para essa finalidade: Art. 206 (...) §13.Considerase entidade em débito, para os efeitos do §12 deste artigo e do §3º do art. 208, quando contra ela constar crédito da seguridade social exigível, decorrente de obrigação assumida como contribuinte ou responsável, constituído por meio de notificação fiscal de lançamento, autodeinfração, confissão ou declaração, assim entendido, também, o que tenha sido objeto de informação na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social.(Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001). Entendo que a indicação de alguma diferença de contribuição não recolhida na época própria não constitui propriamente um débito, faltalhe uma das providências previstas no dispositivo acima. Em razão do exposto, voto pelo provimento ao recurso voluntário. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 176DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10768.901856/2006-80
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência.
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA.
A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN.
A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-003.362
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1999 COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 90 18 56 /2 00 6- 80 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 6a Turma da DRJ São Paulo I (fls. 88/92 do processo eletrônico), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada contra o não reconhecimento do direito creditório pleiteado mediante declaração de compensação, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA Incumbe ao sujeito passivo, na forma da legislação em vigor, demonstrar por meio de documentação contábil idônea a existência do direito creditório informado em declaração de compensação. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA Não havendo provas da existência do crédito utilizado, devese negar homologação à compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme relatado, o contribuinte formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Inconformado, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade onde alegou, em síntese: a) que a interposição do recurso em apreço suspende a exigibilidade do crédito tributário a que alude o despacho decisório, consoante dispõe o art. 151, inciso III, do CTN; b) que a RFB entendeu não restar crédito disponível para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP porque não reconheceu o crédito declarado pela empresa em DCTF retificadora; Fl. 127DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901856/200680 Acórdão n.º 3802003.362 S3TE02 Fl. 127 3 c) que não protocolou o PER/DCOMP na data de vencimento do tributo porque ainda não haviam sido disponibilizados o programa e as respectivas instruções de preenchimento, o que só viria a ocorrer mais tarde, com a edição da IN SRF n° 320, de 11/04/2003; d) além disso, não havia à época determinação legal para enviar o PER/DCOMP na referida data de vencimento, o que, em face dos princípios da proporcionalidade e da moralidade, aos quais se subordina a Administração Pública, afasta a possibilidade de exigir da empresa multa e juros; e) em suma, não tendo havido nenhuma lesão aos cofres federais, a eventual exigência de multa e juros de mora por mero erro formal acarretaria o enriquecimento ilícito da Fazenda Pública; f) a revelarse insuficiente a argumentação acima, resta assinalar que houve extinção do crédito tributário via compensação sem nenhum conhecimento ou ação do Fisco Federal, o que configura denúncia espontânea, situação que, nos termos do artigo 138 do CTN, exime a requerente da multa moratória, consoante atestam a jurisprudência e a doutrina referenciadas. A decisão de primeira instância, como já mencionado, indeferiu a manifestação de inconformidade, em síntese, com base na inexistência, nos autos, de qualquer documentação capaz de atestar a liquidez e a certeza do crédito tributário alegado. A ciência da decisão que manteve a exigência formalizada contra a recorrente ocorreu em 27/06/2011 (fls. 124). Inconformada, a mesma apresentou, em 27/07/2011, o recurso voluntário de fls. 94/114, onde reitera os argumentos aduzidos na primeira instância, requerendo, ao final, seja dado provimento ao seu recurso com a conseqüente homologação da compensação vislumbrada, bem como a exclusão de qualquer incidência tributária adicional decorrente da compensação realizada. É o relatório. Voto O recurso merece ser conhecido por preencher os requisitos formais e materiais exigidos para sua aceitação. Conforme relatado, vêse que a contenda envolve aduzido direito creditório com base no qual o sujeito passivo formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Nos autos não está comprovada, minimamente, a existência do crédito reclamado. Conforme consignado na decisão de primeira instância, a recorrente não apresentou nenhuma documentação necessária à comprovação do reclamado direito, situação que se repete na presente instância recursal. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 4 A compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. Para tanto, não é suficiente a simples apresentação de DCTF retificadora, a menos que a mesma esteja lastreada por documentação idônea comprobatória do erro, o que não foi minimamente observado nos autos. A não comprovação da certeza e da liquidez dos reclamados créditos não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Com relação à pleiteada suspensão do crédito tributário objeto deste processo, ressaltese que tal está previsto no § 11 do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, segundo o qual “a manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação”. Por sua vez, o inciso III do artigo 151 do CTN estabelece que suspendem a exigibilidade do crédito tributário, dentre outros, “as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo”. Consequentemente, muito embora, uma vez inadmitida a compensação pleiteada pela recorrente, seja legítima a cobrança dos créditos tributários que esta intentava extinguir por compensação, a exigência permanece suspensa até o fim da presente demanda administrativa, por força do inciso III do artigo 151 do Código Tributário Nacional. No que diz respeito às alegações formalizadas pela interessada sobre a vigência das instruções normativas que tratavam da matéria e inerente aos acréscimos legais sobre os débitos em aberto, apresento, abaixo, as razões pelas quais entendo que também no que diz respeito aos aludidos argumentos não merecem ser acolhidas as alegações do sujeito passivo. Com a edição da Medida Provisória nº 66, de 29/08/2002 (publicada no DOU de 30/08/2002), posteriormente convertida na Lei nº 10.637, de 31/12/2002, o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 30/12/2002, ganhou nova redação segundo a qual as formas de compensação anteriormente existentes foram substituídas pela autocompensação declarada, efetuada mediante a entrega de Declaração de Compensação – DCOMP, onde deverão constar as informações sobre os créditos utilizados e os respectivo débitos compensados, com efeito extintivo do crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Essa nova forma de compensação passou a viger a partir de 1º/10/2002, conforme disposto no artigo 63, inciso I, da Medida Provisória nº 66/2002. A fim de disciplinar a nova sistemática inaugurada pela aludida Medida Provisória, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa nº 210, de 30/09/2002 (DOU de 1º/10/2002), a qual, em relação às datas a serem consideradas na compensação, estabeleceu o seguinte no que é relevante para a presente contenda: Art. 28. A compensação deverá ser efetuada considerandose as seguintes datas: Fl. 129DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901856/200680 Acórdão n.º 3802003.362 S3TE02 Fl. 128 5 I do pagamento indevido ou a maior que o devido, no caso de restituição, ressalvadas as hipóteses seguintes; II do ingresso do pedido de ressarcimento, quando destinado à compensação com débito vencido; III do vencimento do débito, quando o pedido de ressarcimento houver ocorrido antes dessa data; [...] (grifo nosso) A redação do aludido artigo 28 da IN SRF nº 210/2002 foi alterada posteriormente pela IN SRF nº 323, de 24/04/2003, vigente a partir de 28/05/2003. Segundo a nova redação, “na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão acrescidos de juros compensatórios [...] e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação”. Esta determinação ainda continua em vigor, nos termos do art. 431 da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20/11/2012. Portanto, para fins de quitação de débito tributário em aberto sem a incidência dos encargos legais (juros de mora e multa de mora), a declaração de compensação deve ser apresentada até a data do vencimento do referido débito. Com efeito, vencido o débito e não quitado o mesmo incidem os correspondentes encargos previstos na lei. A partir de então o crédito tributário passa a ser constituído pelo principal acrescido de juros de mora e de multa de mora, não tendo a declaração de compensação apresentada posteriormente o caráter de desconstituir parcialmente aludido crédito pela exclusão dos encargos. Ademais, merece ser ressaltado que não existia nenhuma impossibilidade normativa ou técnica que viesse impedir a suplicante de apresentar o pedido de compensação. De fato, conforme ressaltado pela instância recorrida, muito embora e IN SRF nº 320/2003, que introduziu o procedimento eletrônico de declaração – versão 1.0 do PER/DCOMP – só tenha entrado em vigor em 14/05/2003, isso não justifica a inação do sujeito passivo, já que a matéria era regulada completamente pela IN SRF nº 210/2002, que previa a entrega da declaração em formulário de papel. Por fim, no que concerne à reclamada caracterização de denúncia espontânea, tal argumentação não pode ser acatada principalmente pelo fato de inexistir pressuposto essencial para a caracterização do instituto em tela, qual seja, o pagamento do tributo, como se depreende do disposto no artigo 138 do CTN, abaixo transcrito: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos 1 Art. 43 . Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão valorados na forma prevista nos arts. 83 e 84 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data de entrega da Declaração de Compensação. § 1º A compensação total ou parcial de tributo administrado pela RFB será acompanhada da compensação, na mesma proporção, dos correspondentes acréscimos legais. § 2º Havendo acréscimo de juros sobre o crédito, a compensação será efetuada com a utilização do crédito e dos juros compensatórios na mesma proporção. § 3º Aplicamse à compensação da multa de ofício as reduções de que trata o art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, salvo os casos excepcionados em legislação específica. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 6 juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. (grifo nosso) Diante do não pagamento do tributo ou de sua quitação via compensação legítima, desnecessário tecer maiores comentários à respeito do assunto. Da conclusão Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM
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Numero do processo: 10830.010802/2009-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
OMISSÃO DE RECEITA. FALTA DE PROVAS.
Não comprovada a origem de receita supostamente omitida que deu origem à autuação, afasta-se o lançamento.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-002.653
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente.
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho Relator.
EDITADO EM: 29/05/2014
Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Alice Grecchi, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Rubens Mauricio Carvalho e Carlos André Rodrigues Pereira lima.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RECEITA. FALTA DE PROVAS. Não comprovada a origem de receita supostamente omitida que deu origem à autuação, afasta-se o lançamento. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 29/05/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Alice Grecchi, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Rubens Mauricio Carvalho e Carlos André Rodrigues Pereira lima.
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FALTA DE PROVAS. Não comprovada a origem de receita supostamente omitida que deu origem à autuação, afastase o lançamento. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Jose Raimundo Tosta Santos Presidente Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho – Relator. EDITADO EM: 29/05/2014 Participaram do presente julgamento os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Alice Grecchi, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Rubens Mauricio Carvalho e Carlos André Rodrigues Pereira lima. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 01 08 02 /2 00 9- 55 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10830.010802/200955 Acórdão n.º 2102002.653 S2C1T2 Fl. 3 2 Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 38 a 40: O contribuinte acima identificado insurgese contra o lançamento consubstanciado na Notificação de Lançamento de fl. 08 a 10, relativa ao IRPF/06, por meio da impugnação de fl. 01. O lançamento originouse da omissão de rendimentos tributáveis, a título de alugueis recebidos de pessoas físicas informados em DIMOB no valor de R$13.712,95, conforme documento de fl 09verso. O contribuinte, em sua impugnação, contesta o lançamento alegando em síntese que não houve omissão de rendimentos, pois foi recebido apenas o valor declarado e apresenta os contratos de locação para comprovação. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente em parte o lançamento, alterando o lançamento considerando o valor declarado de R$12.256,33 como de pessoa física decorrente de recebimentos de alugueis, mantendo apenas a diferença entre esse valor e o valor d R$13.712,95 que constou na Dimob, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assumo: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física 1RPF Anocalendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS Restando comprovado nos autos que o contribuinte errou no preenchimento da declaração ao considerar os rendimentos recebidos de pessoas físicas como se fossem recebidos de pessoa jurídica, e que nao restou comprovado que o mesmo não auferiu parte dos rendimentos considerados omitidos como alegou em sua impugnação, a autoridade administrativa tem o poderdever de alterar o lançamento de ofício. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido cm Parte Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fl. 51, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação insistindo pelo cancelamento da exigência, uma vez que teria recebido de alugueis somente o valor declarado de R$12.256,33. Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10830.010802/200955 Acórdão n.º 2102002.653 S2C1T2 Fl. 4 3 ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Resta em litígio a diferença de omissão de rendimentos recebidos de aluguel indicados na Dimob de R$13.712,95, fls. 41 a 43, e o valor declarado de R$12.256,33. Insiste o recorrente que o valor total percebido foi de R$12.256,33 e que a diferença estaria no fato de não ter recebido a parcela de aluguel referente ao imóvel da Rua Am. Brasiliense, 443 do Locatário Marcelo C. Campos no valor líquido de R$1.397,98. Em sede de recurso para comprovar essa alegação, trouxe o Informe de Rendimentos de 2004 dos alugueis desse imóvel, fl. 55 em nome do Marcelo C. Campos, em confrontação com o Informe desse mesmo imóvel no ano de 2005 em nome de outro locatário, qual seja, André L. B. Righetto, fl. 52. Realmente é plausível, na verdade esperado que o imóvel tenha ficado alguns meses vazio na troca de locatários. Ainda, da comparação dos comprovantes de rendimentos entregues ao contribuinte e os informados na DIMOB, ambos elaborados pela Marcondes Machado Negócios Imobiliários S/C Ltda., se observa divergências entre os valores informados pela imobiliária. Tomese como exemplo o inquilino André, na DIMOB R$7.566,97, fl.42 e no comprovante R$7.743,33, fl. 52. Já para Renata, na DIMOB 3.000,00, fl. 42 e no comprovante 2.750,00, fl.08. Ou seja, é inconteste que há divergências entre os valores informados pela imobiliária cujas inconsistências deveriam ter sido dirimidas na fase de fiscalização. Assim, como no lançamento de omissão de rendimentos, o ônus de comprovar de forma inequívoca a omissão é da fiscalização, o que não se apresenta no presente caso e tendo o contribuinte feito a sua DIRPF conforme os Comprovantes de Rendimentos que recebeu da imobiliária, voto para dar provimento ao recurso. CONCLUSÃO Pelo exposto, VOTO PELO PROVIMENTO DO RECURSO. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S Processo nº 10830.010802/200955 Acórdão n.º 2102002.653 S2C1T2 Fl. 5 4 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTO S
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Numero do processo: 12269.002125/2010-92
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/2007 a 30/08/2008
GFIP. DECLARAÇÃO COM OMISSÃO/INCORREÇÃO.
Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas, nos dados não relacionados aos fatos geradores.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.929
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso para determinar o recálculo da multa, de acordo com o determinado no art. 32-A, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Por voto de qualidade, manter a tributação sobre a alimentação. Vencidos o Relator Marcelo Magalhães Peixoto e as conselheiras Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim que votaram pela exclusão dos valores relativos à alimentação. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Redator Designado
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: Marcelo Magalhães Peixoto
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DECLARAÇÃO COM OMISSÃO/INCORREÇÃO. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com informações inexatas, incompletas ou omissas, nos dados não relacionados aos fatos geradores. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso para determinar o recálculo da multa, de acordo com o determinado no art. 32A, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Por voto de qualidade, manter a tributação sobre a alimentação. Vencidos o Relator Marcelo Magalhães Peixoto e as conselheiras Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim que votaram pela exclusão dos valores relativos à alimentação. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente e Redator Designado Marcelo Magalhães Peixoto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 9. 00 21 25 /2 01 0- 92 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Carolina Wanderley Landim. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário em face de Acórdão proferido pela DRJ/CPS que manteve multa lançada por meio do Auto de Infração DEBCAD 37.290.8098, no importe de R$ 64.430,55 (sessenta e quatro mil quatrocentos e trinta reais e cinquenta e cinco centavos). A autuação se deu por ter, segundo a fiscalização, fls. 6/7, deixado a empresa de informar, nas GFIP os valores pagos aos segurados empregados a título de remuneração pelos serviços prestados; valores pagos a sócia administradora a título de remuneração; bem como o pagamento aos empregados a título de auxílio alimentação. Os fatos e fundamentos para apuração do crédito previdenciário foram especificados pelo auditor autuante que os descreveu da seguinte maneira: RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO 1. Em fiscalização na empresa ora autuada, verificouse que o contribuinte deixou de informar, nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência – GFIP: 1.1. Os valores pagos aos segurados empregados a título de remuneração pelos serviços prestados, obtidos nas Folhas de Pagamento, conforme Planilha 1, em anexo; 1.2. Os valores pagos a segurada contribuinte individual (sócia administradora), a título de remuneração pelos serviços prestados, conforme Planilha 2, em anexo; 1.3. Os valores pagos aos segurados empregados a título de auxílio alimentação, aferidos indiretamente através da aplicação do percentual de 20% sobre o salário de contribuição da folha de pagamento, descontado o valor referente ao “desconto refeição” informado na folha de pagamento, conforme Planilha 3, em anexo. 1.4. Os valores pagos aos segurados empregados em Reclamatórias Trabalhistas, conforme Planilha 4, em anexo. 2. A empresa declarou apenas as contribuições descontadas dos segurados empregados e contribuinte individual, nas GFIP entregues, antes do início da ação fiscal. As contribuições patronais (empresa e contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – RAT), não foram declaradas, uma vez que preencheu Campos com informações que alteraram o valor devido, no período de 07/2007 a 11/2008, quais sejam: a) Campo SIMPLES: a empresa informou o código “2 – optante pelo SIMPLES” b) Campo Alíquota RAT: informou 0,00 enquanto que o correto é 1,00%. 3. Desta forma, o contribuinte apresentou GFIP`s com dados não correspondentes aos fatos geradores das contribuições previdenciárias. RELATÓRIO FISCAL DA MULTA Fl. 107DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 1. A multa corresponde a cem por cento (100%) do valor devido, relativo à contribuição não declarada em GFIP, limitada aos valores previstos no quadro constante no parágrafo 4o do art. 32 da Lei n. 8.212/91, com a redação da Lei n. 9.528/97, atualizada pela Portaria Interministerial MPS/MF/N 333, de 29.06.2010, publicada no DOU em 30.06.2010. A multa possui um valor máximo mensal (limite) que varia em função do número de segurados que prestaram serviço à Empresa em cada competência. O número total de segurados na empresa variou na faixa de 16 a 50, nas competências de 12/2007, 13/2007 e 02/2008 a 04/2008, e na faixa de 51 a 100, nas competências de 08/2007 a 11/2007, 05/2008, 06/2008 e 08/2008. 2. Em razão da Medida Provisória – MP 449/08, convertida na Lei n. 11941/09, elaboramos o cálculo da multa pela legislação vigente à época dos fatos e pela atual, a fim de estabelecer o valor mais benéfico ao contribuinte. 2.1. A eficácia imediata da MP 449/08 provocou efeitos tributários a todos os fatos geradores ocorridos após a sua edição. Ressaltase, entretanto, que a Lei 5172/66, denominada Código Tributário Nacional – CTN, prevê, em seu art. 106, inciso II, a retroatividade da aplicação da lei tributária mais benéfica ao contribuinte, abrangendo a obrigação tributária principal e também a acessória. 2.2. Assim, comparadas as multa de acordo com a Lei 8212/91, antes da alteração promovida pela Lei 11941;09, de 27.05.09 e a multa a ser aplicada a partir da edição da Lei, verificase que nas competências 08/2007 a 13/2007, 02/2008 a 06/2008 e 08/2008, a primeira é a mais benéfica ao contribuinte, conforme demonstrado na planilha “SAFIS – Comparação de Multa”, em anexo. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 60/65. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS) – 7ª Turma DRJ/POA, prolatou Acórdão de fls. 75/81, julgando procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2007 a 30/08/2008 INFRAÇÃO. GFIP. FATOS GERADORES. Constitui infração apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. EMPRESA NÃO OPTANTE DO SIMPLES NACIONAL. A microempresa e a empresa de pequeno porte que não ingressaram no regime previsto na Lei Complementar nº Fl. 108DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 4 5 123/2006 ficaram sujeitas às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/08/2007 a 30/08/2008 APLICAÇÃO DA MULTA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A multa obedece à legislação de regência, exceto quando a nova previsão legal de multa, for mais benéfica ao contribuinte. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2007 a 30/08/2008 EFEITO SUSPENSIVO. IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA. A impugnação tempestiva suspende a exigibilidade do crédito tributário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 84/89, requerendo a reforma do Acórdão, com os seguintes argumentos, em suma: A autuação é inexigível uma vez que a empresa era tributada pelo SIMPLES, portanto não haveria de se falar em pagamento das contribuições previdenciárias; O auxílioalimentação é parcela indenizatória não podendo ser objeto da base de cálculo de contribuição previdenciária pela mero fato de não estar a empresa inscrita no PAT. O ônus de demonstrar que os valores pagos aos empregados em reclamatórias trabalhistas são remuneratórios e não indenizatórios é da fiscalização; A multa aplicada não procede uma vez que o auto é nulo. É o relatório. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Vencido Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE De acordo com o documento de fl. 92, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO A Recorrente foi autuada por ter deixado de informar na GFIP os valores pagos aos segurados empregados a título de: remuneração pelos serviços prestados dos empregados; remuneração da sócia administradora; valor pago a título de auxílio alimentação; valores pagos aos empregados em reclamatórias trabalhistas. A multa abrange as competências de 12/2007 a 08/2008, conforme o relatório fiscal da multa, a qual foi aplicada tendo como base o art. 32, IV, parágrafo 4º, in verbis: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. § 4º A não apresentação do documento previsto no inciso IV, independentemente do recolhimento da contribuição, sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente a multa variável equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no art. 92, em função do número de segurados, conforme quadro abaixo: (Parágrafo e tabela acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) 0 a 5 segurados 1/2 valor mínimo 6 a 15 segurados 1 x o valor mínimo 16 a 50 segurados 2 x o valor mínimo 51 a 100 segurados 5 x o valor mínimo 101 a 500 segurados 10 x o valor mínimo 501 a 1000 segurados 20 x o valor mínimo 1001 a 5000 segurados 35 x o valor mínimo acima de 5000 segurados 50 x o valor mínimo O fiscal citou o advento da MP 449/08 e da Lei 11.941/2009 e alegou estar utilizando a multa mais benéfica ao contribuinte, em obediência ao art. 106 do CTN. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 5 7 No relatório de Comparação de Multas, constante nas fls. 193/194 dos anexos ao processo principal, n. 12269.002119/201035, percebese a fundamentação na planilha comparativa de cálculo, conforme segue: 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferente situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somando com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "AI 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP apõs 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 24% ou 12% e mais o AI 78, porém desprezandose os valores dos AI 68 e 69, mesmo que listados; d) "AI 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o AI 78. No entanto, a fiscalização se equivoca na aplicação da multa atual e, mais benéfica ao contribuinte pois, conforme narrado acima, considera a multa de ofício de 75%, quando não o deveria, já que a data do fato gerador é anterior à MP 449/2008 e portanto, deve se ater apenas ao recálculo da multa de mora, limitada a 20%. O art. 32A da Lei n. 8.212/91, que trata da multa por erro em GFIP, etc, informa o seguinte: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 111DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Portanto, não se pode afastar a aplicação da novel legislação no que toca ao recálculo da multa de mora, uma vez que anteriormente não existia a multa em razão do lançamento de ofício. Deve prevalecer o cálculo do art. 32A, II em face do art. 32, parágrafo quarto. DA NÃO INCIDÊNCIA SOBRE O FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO IN NATURA SEM A COMPROVAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO PAT No cálculo realizado para considerar a multa aplicada, estão as verbas supostamente devidas a título de auxílio alimentação, conforme se percebe do item 3.1. do relatório fiscal, abaixo colacionado: 3.1. Os valores pagos aos segurados empregados a título de auxílio alimentação, aferidos indiretamente através da aplicação do percentual de 20% sobre o salário de contribuição da folha de pagamento, descontado o valor referente ao “desconto refeição” informado na folha de pagamento, conforme Planilha 3, em anexo. No entanto, é inexigível a autuação dessa rubrica. É pacífica a jurisprudência do Colendo STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a base de cálculo da Contribuição Previdenciária, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 6 9 INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílio alimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Nesse diapasão, em 20 de dezembro de 2011, a própria ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório n. 03/2011 autorizando “a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: ‘nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária.’” Com relação ao fato de a autuação se referir a tickets de alimentação e isso não configurar alimentação in natura, cumpre esclarecer que esse entendimento não deve prevalecer. Mesmo nas hipóteses em que o auxílio é pago em dinheiro o caráter não salarial não se desnatura. Dessa forma já decidiu o Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do REsp 1185685/SP, abaixo colacionado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 105, III, A, DA CF/88. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALE ALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO Fl. 113DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de vale alimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. (...) 5. É que: (a) "o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho" (REsp 1.180.562/RJ, Rel.Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 17/08/2010, DJe 26/08/2010); (b) o entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que pago o benefício de que se cuida em moeda, não afeta o seu caráter não salarial; (c) 'o Supremo Tribunal Federal, na assentada de 10.03.2003, em caso análogo (...), concluiu que é inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, já que, qualquer que seja a forma de pagamento, detém o benefício natureza indenizatória'; (d) "a remuneração para o trabalho não se confunde com o conceito de salário, seja direto (em moeda), seja indireto (in natura). Suas causas não são remuneratórias, ou seja, não representam contraprestações, ainda que em bens ou serviços, do trabalho, por mútuo consenso das partes. As vantagens atribuídas aos beneficiários, longe de tipificarem compensações pelo trabalho realizado, são concedidas no interesse e de acordo com as conveniências do empregador. (...) Os benefícios do trabalhador, que não correspondem a contraprestações sinalagmáticas da relação existente entre ele e a empresa não representam remuneração do trabalho, circunstância que nos reconduz à proposição, acima formulada, de que não integram a base de cálculo in concreto das contribuições previdenciárias". (CARRAZZA, Roque Antônio. fls. 2583/2585, eSTJ). 6. Recurso especial provido. (REsp 1185685/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/12/2010, DJe 10/05/2011) Também, importante observar que este foi o entendimento desta turma, no julgamento do processo 15586.001087/201056, Acórdão 2403001.620, na sessão realizada em 19 de setembro de 2012, quando entendeuse que, se os tickets são utilizados apenas para alimentação devem ser considerados como alimento in natura. Razão pela qual, por não dever incidir contribuição previdenciária em relação ao fornecimento de alimento in natura não há também que se falar em erro no preenchimento da GFIP com relação a estas verbas. DO REGIME DO SIMPLES FEDERAL E SIMPLES NACIONAL Fl. 114DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 7 11 Uma das razões recursais do contribuinte é o fato de que era tributada na forma do SIMPLES, porém, digase SIMPLES FEDERAL, regido pela Lei 9.317/96. Alega que por ser do regime diferenciado não estaria obrigada a pagar a contribuição objeto da autuação. Alega também que a resolução da RFB no sentido de que era obrigatória à empresa a observância, no sítio eletrônico do órgão fazendário, acerca de sua possibilidade de migração ao SIMPLES Nacional, LC 123/2006, ofende a previsão de que a exclusão somente se dá através do Ato Declaratório Executivo de Exclusão. Entretanto, não assiste razão ao contribuinte. Não há que se falar no caso, de exclusão do SIMPLES FEDERAL, mas sim, de não migração a um novo regime, uma nova norma. Exclusão seria se fosse um ato administrativo individual, voltado para aquele administrado, e não um ato legislativo, dotado de abstração e generalidade. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades já se manifestou pela inexistência de direito adquirido a regime jurídico anterior (ADI 2.135MC, Ellen Gracie, 02/08/2007). Por tal razão, temse que o legislador ordinário editou nova norma, que inovou no ordenamento jurídico e expressamente revogou a norma anterior, a qual estava submetido o recorrente. Nesse sentido, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro – LINDB, DecretoLei 4.657, de 04 de setembro de 1942, trás em seus artigos 2o e 3o que, não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue e que ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não à conhece. Por não ter sido adequado aos novos parâmetros constantes na nova legislação, deveria ter observado o disposto no Art. 79C da LC 123/2006, que, apenas expressa o conhecido no ordenamento jurídico brasileiro, em sendo revogada a norma especial, vigerá a geral, in verbis: Art. 79C. A microempresa e a empresa de pequeno porte que, em 30 de junho de 2007, se enquadravam no regime previsto na Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e que não ingressaram no regime previsto no art. 12 desta Lei Complementar sujeitar seão, a partir de 1o de julho de 2007, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. § 1o Para efeito do disposto no caput deste artigo, o sujeito passivo poderá optar pelo recolhimento do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL na forma do lucro real, trimestral ou anual, ou do lucro presumido. § 2o A opção pela tributação com base no lucro presumido dar seá pelo pagamento, no vencimento, do IRPJ e da CSLL devidos, correspondente ao 3o (terceiro) trimestre de 2007 e, no caso do lucro real anual, com o pagamento do IRPJ e da CSLL relativos ao mês de julho de 2007 com base na estimativa mensal. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 Também é importante destacar o já narrado pela DRJ que, conforme o disposto no parágrafo 2º do artigo 18 da Resolução do Comitê Gestor do SIMPLES Nacional – CGSN n. 04/2007, a Receita Federal do Brasil divulgou na internet as microempresas optantes pelo Simples Federal que estavam aptas a migrarem automaticamente para o SIMPLES Nacional e que poderiam ser consideradas inscritas neste regime especial a partir de 01/07/2007. Portanto, era de responsabilidade da empresa verificar se estava incluída no rol daqueles que não tinham impedimento para a migração automática, pois caso o contrário teria que regularizar suas pendências e formalizar a opção na forma regulamentada pelo Comitê Gestor, porém a empresa assim não procedeu, quedandose inerte e portanto não migrando automaticamente. Por todo o exposto, não deve prosperar a alegação de suposta exclusão indevida do SIMPLES, da forma que pretende o recorrente. DAS RECLAMATÓRIAS TRABALHISTAS A Recorrente foi autuada por ter apresentado GFIP contendo incorreções e omissões, uma vez que não informou os pagamentos realizados em reclamatórias trabalhistas constantes na fl. 45, contrariando o disposto no art. 32, IV da Lei n. 8.212/91, FL. 02, verbis: Art. 32. A empresa é também obrigada a: § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. No que se refere ao descumprimento propriamente dito, a Recorrente não trouxe elementos de fato ou de direito para infirmar a autuação que lhe fora apontada. Devendo, portanto, ser mantida a infração. A fiscalização trouxe as reclamatórias trabalhistas analisadas, com nome do reclamante, número do processo e vara. O contribuinte simplesmente quedouse inerte, apenas fazendo alegações de que as verbas eram indenizatórias e sem trazer provas. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso para dar provimento parcial, para excluir da autuação os valores cobrados a titulo de contribuições incidentes sobre o fornecimento de alimentação in natura por não estar a empresa inscrita no Programa de Alimentação ao Trabalhador – PAT, bem como para determinar o recálculo da multa com base no Art. 32A da Lei n° 8.212/91. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12269.002125/201092 Acórdão n.º 2403001.929 S2C4T3 Fl. 8 13 Voto Vencedor Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari – Redator Designado O relator, em seu voto, deixou claro que a alimentação é fornecida por meio de tickets. Com relação ao fato de a autuação se referir a tickets de alimentação e isso não configurar alimentação in natura, cumpre esclarecer que esse entendimento não deve prevalecer. Mesmo nas hipóteses em que o auxílio é pago em dinheiro o caráter não salarial não se desnatura. A divergência com o relator atémse à questão do auxílio alimentação pago por meio de “tickets”. Entendo que tanto a Lei 8.212/91 quanto o Ato Declaratório PGFN nº 3/2011 referemse a alimentação in natura. Lei 8.2121/91 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição:§ 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:(Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos daLei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; ATO DECLARATÓRIO Nº 03 /2011 A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 24.11.2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”. JURISPRUDÊNCIA: Resp nº 1.119.787SP (DJe 13/05/2010), Resp nº 922.781/RS (DJe 18/11/2008), EREsp nº 476.194/PR (DJ 01.08.2005), Resp nº 719.714/PR (DJ 24/04/2006), Resp nº Fl. 117DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 14 333.001/RS (DJ 17/11/2008), Resp nº 977.238/RS (DJ 29/11/2007). Brasília, 20 de dezembro de 2011. Apresento abaixo definição para a expressão in natura: A expressão in natura é uma locução latina que significa "na natureza, da mesma natureza". É utilizada para descrever os alimentos de origem vegetal ou animal que são consumidos em seu estado natural, como por exemplo as frutas. Traduzida à letra, a expressão in natura quer dizer apenas «na natureza». No entanto, os contextos em que é habitualmente utilizada autorizam e requerem traduções mais amplas: «no estado que se encontra na natureza», «no seu estado natural», «não transformado». A expressão utilizase sobretudo para caracterizar certos produtos alimentares, tanto de origem vegetal como animal, quando estes são distribuídos ou consumidos no seu estado natural, ou seja, sem terem sido sujeitos a qualquer transformação ou processamento. Por exemplo, os frutos e as hortaliças são freqüentemente consumidos in natura, há importações de carne in natura, e o leite já não pode ser vendido in natura (sem ser pasteurizado). No entanto, nada impede a utilização da expressão em contextos não alimentares. No Brasil, por exemplo, o «salário in natura» é o conjunto dos benefícios concedidos pelo empregador como gratificação pelo trabalho desenvolvido ou pelo cargo ocupado pelo empregado: alimentação, habitação, viatura, vestuário, etc. Neste caso, o conceito de «naturalidade», julgo eu, resulta do contraste entre estes bens, que são imediatamente utilizáveis, e o dinheiro proveniente do salário «tradicional», o qual não pode ser utilizado sem ser previamente «transformado» em bens por meio de uma operação chamada «compra». Extraído do sítio http://pt.wikipedia.org/wiki/In_natura em 28/06/2012. Em todas acepções que encontro, alimentação in natura é alimento. Ticket não é alimento, portanto, não se enquadra na hipótese de não incidência. CONCLUSÃO Entendo que deve ser mantida a tributação dos valores correspondentes aos tickets alimentação. Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/07 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 11522.000909/2010-75
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2005 a 01/01/2008
NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RELATÓRIOS, PLANILHAS, TABELAS QUE EXPÕE DE FORMA CLARA, OBJETIVA E PRECISA OS ELEMENTOS DA TRIBUTAÇÃO E DO LANÇAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. CLARA. OBJETIVA E ADEQUADA. LANÇAMENTO LASTREADO EM VASTO ROL DOCUMENTAL. RECORRENTE. CERCEAMENTO DE DEFESA E VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E GARANTIAS LEGAIS RESPEITADAS.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-003.215
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para:
I - excluir por duplicidade de lançamento do levantamento TA1 - TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, os senhores Fernando Bueno e José Sobrinho Alves de Oliveira, nas competências 05/2006; 09 2006; 01/2007; 03/2007 e 09/2007, pois trabalhadores da categoria de cooperados já lançados no levantamento CO1 - COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO.
II - aplicar a multa de mora do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação anterior a MP 449/2009, limitada a setenta e cinco por cento, caso ultrapasse esse patamar, nos termos do artigo 35-A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 01/01/2008 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RELATÓRIOS, PLANILHAS, TABELAS QUE EXPÕE DE FORMA CLARA, OBJETIVA E PRECISA OS ELEMENTOS DA TRIBUTAÇÃO E DO LANÇAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. CLARA. OBJETIVA E ADEQUADA. LANÇAMENTO LASTREADO EM VASTO ROL DOCUMENTAL. RECORRENTE. CERCEAMENTO DE DEFESA E VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E GARANTIAS LEGAIS RESPEITADAS. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para: I - excluir por duplicidade de lançamento do levantamento TA1 - TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, os senhores Fernando Bueno e José Sobrinho Alves de Oliveira, nas competências 05/2006; 09 2006; 01/2007; 03/2007 e 09/2007, pois trabalhadores da categoria de cooperados já lançados no levantamento CO1 - COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO. II - aplicar a multa de mora do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação anterior a MP 449/2009, limitada a setenta e cinco por cento, caso ultrapasse esse patamar, nos termos do artigo 35-A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
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Recorrente COOPERATIVA DOS PROPRIETÁRIOS DE VEÍCULOS E MÁQUINAS PESADAS EM GERAL DO ESTADO DO ACRE COOPERCAM. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2005 a 01/01/2008 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RELATÓRIOS, PLANILHAS, TABELAS QUE EXPÕE DE FORMA CLARA, OBJETIVA E PRECISA OS ELEMENTOS DA TRIBUTAÇÃO E DO LANÇAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. CLARA. OBJETIVA E ADEQUADA. LANÇAMENTO LASTREADO EM VASTO ROL DOCUMENTAL. RECORRENTE. CERCEAMENTO DE DEFESA E VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E GARANTIAS LEGAIS RESPEITADAS. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para: I excluir por duplicidade de lançamento do levantamento TA1 TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, os senhores Fernando Bueno e José Sobrinho Alves de Oliveira, nas competências 05/2006; 09 2006; 01/2007; 03/2007 e 09/2007, pois trabalhadores da categoria de cooperados já lançados no levantamento CO1 COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO. II aplicar a multa de mora do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação anterior a MP 449/2009, limitada a setenta e cinco por cento, caso ultrapasse esse patamar, nos termos do artigo 35A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 52 2. 00 09 09 /2 01 0- 75 Fl. 1627DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.628 2 (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 1628DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.629 3 Relatório O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF encerra o Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP DEBCAD 37.213.7237, que objetiva o lançamento das contribuições sociais previdenciárias, decorrentes da remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores da recorrente da categoria de empregados e dos trabalhadores da categoria de contribuintes individuais, transportador autônomo cooperado e não cooperado, desconto da parte pessoal do trabalhador, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração – REFISC, de fls. 61 a 78, com período de apuração de 05/2005 a 12/2007, conforme Termo e Início de Ação Fiscal TIAF, de fls. 27 e 28. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 30/06/2010, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de fls. 01. O PAF é composto pelos seguintes levantamentos: CI1 – CONTRIBUINTE INDIVIDUAL; CO1 – COOPERADOS TRANP AUTÔNOMO; FP1 – FOLHA DE PAGAMENTO EMPREGADO e TA1 – TRANSPORTADOR AUTONOMO. O contribuinte apresentou sua defesa, em 30/07/2010, as fls. 118 a 133, acompanhada dos documentos, de fls. 134 a 156. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 157. Consta, as folhas 1.589, Termo de Juntada por Apensação dos seguintes processos: 11522.000908/201021, 11522.000912/201099, 11522.000913/201033, 11522.000915/201022, 11522.000916/201077, 11522.000917/201011, 11522.000918/2010 66, 11522.000919/201019, com confirmação, as fls. 1590 a 1.597. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 0125.273 5ª, Turma DRJ/BEL, em 29/06/2012, fls. 1.598 a 1.609. No qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 30/08/2013, conforme AR, de fls. 1.610. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 1.613, recebido, em 30/09/2013, conforme carimbo de recepção, de fls. 1.613, e razões recursais, as fls. 1.614 a 1.624, desacompanhado de qualquer documento. Preliminar. · que o depósito prévio é desnecessário; Mérito. · que consta do REFISC, que Thiago Barbosa de Assis e Dyeyme Ferreira Morais seriam segurados e que não estavam registrados como Fl. 1629DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.630 4 empregados, porém este mesmo relatório reconhece que o segurado Thiago Barbosa de Assis participa do programa de estágio com registro no CIEE, não sendo, assim, empregado da cooperativa, não havendo tentativa de burlar a lei trabalhista, o que afasta o caráter doloso da conduta, devendo o acórdão a quo ser reformado; · que em relação ao levantamento FOLHA DE PAGAMENTO NÃO DECLARADA falta informação sobre este: a exemplo de quais documentos foram utilizados para obter os valores pagos; nomes de pessoas físicas e jurídicas, bem como os meses de ocorrência, o que impossibilita a recorrente de contestar as alegações do fisco, uma vez que não teve acesso aos documentos utilizados, violandose o artigo 9º, do Decreto 70.235/72, devendo a decisão ser reformada, pois o fisco não provou a origem do crédito; · que em relação ao levantamento AUTÔNOMO PRESTADOR DE SERVIÇOS, os fisco não esclareceu de quais documentos extraiu valores; nomes dos prestadores; serviços prestados; competências, quem são os contribuintes chamados de “entre outros”, pois o REFISC não contém tal informação, pois apesar de haver uma planilha que relaciona essas informações não há nesta referências as fontes das quais tais informações foram obtidas; · que as bases de cálculo e as competências da “Relação dos Segurados Contribuintes Individuais” destoam das contidas no DAD, o que inviabiliza a defesa, sendo utilizado no levantamento AUTÔNOMO PRESTADOR SERVIÇO, base de cálculo contraditória e não confiável, devendo esta ser excluída do crédito; · que em relação ao levantamento COOPERADO NÃO INFORMADO NA GFIP, não existem fundamentos específicos para este, bem como não consta do lançamento: nome dos cooperados não informados; para quais a remuneração foi informada a menor; base de cálculo e alíquotas aplicadas, bem como planilha com informação clara e precisa que demonstrem a existência do crédito, sendo que não relacionar os cooperados não oportunizou à cooperativa verificar se esses apesar de não declarados, já não tinha sofrido a retenção em época própria, sendo que a planilha constante dos autos, não faz referência a ser relativa a esse levantamento, bem como seus valores são diferentes do DD; · que no DD para o levantamento CPN – COOPERADO NÃO INFORMADO GFIP para todas as competências não consta a base de cálculo lançada, o que viola o inciso LV, do artigo 5º, da CF, pois não é possível contestar o crédito lançado, não podendo este subsistir por fulminar o direito de defesa da recorrente; · que para o levantamento TRANSPORTADOR AUTÔNOMO NÃO DECLARADO EM GFIP, não existe nos autos planilha que informe de modo claro e preciso como o crédito foi lançado, pois na que existe Fl. 1630DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.631 5 nos autos, não se pode saber se tem os nomes do transportadores autônomos não declarados em GFIP em razão das contradições existentes; · que existe uma Relação dos Segurados CI – Transportador Autônomo no AI, com valores em determinados meses, sendo que nesses meses do DD não há base de cálculo informada e viceversa; · que a Relação dos Segurados CI – Transportador Autônomo, anexado a este AI, não representa a realidade, pois nela consta como contribuinte individual – transportador autônomo, trabalhadores que em verdade são cooperados, conforme comprovam as atas das assembleias da cooperativa, devendo, assim, serem considerados, pois o fisco tinha o dever de emitir TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL, visando a apresentação das atas da assembléia, conforme, artigo 32A, parte final, da Lei 8.212/91 com a redação da MP 449/08, porém nenhuma intimação foi encontrada a esse respeito, o que demonstra descumprimento do dever legal, dessa forma a Relação dos Segurados CI – Transportador Autônomo é imprestável, pois considerou cooperado como transportador autônomo, elevando o valor do crédito, o que resulta em sua nulidade; · que as competências 05/2005 e 06/2005 estavam fulminadas pela decadência SV Nº 08 STF, devendo ser aplicado o artigo 150, §4º, do CTN, pois temse lançamento na modalidade homologação; · que apesar do REFISC dizer que os elementos de provas em si citados estão anexados nos autos, estas provas não estão especificadas, mas concluímos tratarse de: documentos contendo os fatos geradores; origem dos créditos, demonstrativos e etc, mas que todavia não estão anexados, salvos os relatórios gerados automaticamente com a emissão do AI; · que além das contradições do REFISC, erros nas bases de cálculo, falta de demonstrativos claros e precisos e dos vícios insanáveis, está a constituição do auto eivada de cerceamento de defesa do início ao fim, o que por si só leva a sua nulidade, pois o REFISC não atende as suas finalidades, não oportunizando a ampla defesa e contraditório, por não atender ao artigo 661, da IN MPS 03/2005 e o artigo 9º, do Decreto 70.235/72, devendo o crédito ser decretado improcedente, pois o fisco não provou sua origem; · Requerimento: a) acolhimento das razões recursais, com a decretação da nulidade do procedimento em razão das preliminares; b) pela reforma da decisão para anular o lançamento tributário efetuado; c) ou pela redução dos valores lançados. A autoridade preparadora não se manifestou quanto a tempestividade do recurso Fl. 1631DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.632 6 Os autos subiram ao CARF, fls. 1.625. É o Relatório. Fl. 1632DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.633 7 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado. Preliminar. A única preliminar suscitada referese a desnecessidade do depósito prévio, este matéria já estava ultrapassada, quando do lançamento do presente crédito, uma vez que tal exigência fora revogada pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008. Mérito. O agente fiscal lançador, no curso do procedimento fiscal na recorrente, ao se deparar com recibos de pagamentos em nome de Thiago Barbosa de Assis, fls. 1.111 a 1.112; 1.114; 1.116 a 1.117; 1.121 a 2, bem como cheques de pagamentos, de fls. 1.113 a 1.115; 1.122, recibos e cheques em um único documento, fls. 1.118 a 1.120, bem assim com estes documentos em nome de Dyeyme Ferreira Moraes da Costa, assim identificados, recibos de pagamentos fls. 1.124; 1.126 a 1.131; 1.133; 1.135; 1.137, bem como cheques de pagamentos, de fls. 1.125; 1.132; 1.134; 1.136, empreendeu a diligência, de fls. 722 a 776, no Centro de Integração Empresa – Escola – CIEE para verificar em que bases o suposto estágio foi realizado. Além disso o fiscal lançador promoveu outra diligência, desta feita junto à pessoa física do senhor Thiago Barbosa de Assis, fls. 1.093 a 1.109. O agente lançador da conjugação dos elementos documentais fornecidos pela recorrente com o resultado das diligências chegou as conclusões que constam de seu REFISC, de fls. 61 a 78, itens 27 a 49, onde em suma conclui que em razão das averiguações realizadas ficou configurado que os dois supostos estagiários eram na verdade trabalhadores da categoria de empregados, observese as transcrições. 27. Na análise da documentação apresentada, destacamse alguns pagamentos, os quais são realizados para Thiago Barbosa de Assis e Dyeyme Ferreira Moraes da Costa. 28. No caso do Thiago Barbosa de Assis, os pagamentos foram realizados no período de 04/2007 a 12/2007, sendo que as descrições dos serviços realizados foram os seguintes: honorários, estagiário, dias trabalhados, pagamento de secretário, adiantamento de salário e 13° salário (fls. 01 a 13 do Anexo V ao Processo 11522.000909/201075). 29. Já no caso de Dyeyme Ferreira Moraes da Costa, os pagamentos foram realizados no período de 06/2006 a 03/2007, sendo que nos recibos constam honorários da estagiária, Fl. 1633DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.634 8 honorários da secretária e, as vezes, somente honorários (fls. 14 a 28 do Anexo V ao Processo 11522.000909/201075). 30. Verificando o Livro de Registro de Empregados apresentado pela cooperativa, constatouse o registro do empregado Thiago Barbosa de Assis a partir de 02/01/2008, na função de secretário administrativo (fls. 39 a 43 do Anexo VII ao Processo 11522.000909/201075). 31. Tendo em vista que em alguns recibos em nome de Thiago Barbosa de Assis e de Dyeyme Ferreira Moraes da Costa constava nos mesmos que se tratava de pagamento a estagiários, além de outros documentos de pagamentos realizados ao Centro de Integração Empresa Escola CIEE, foi realizada uma diligência fiscal nessa entidade com o objetivo de verificar a regularidade de tais estágios. 32. A diligência fiscal foi realizada conforme MPF n° 0230100.2009.00196, tendo a mesma iniciada em 12/03/2009, conforme Termo de Início de Procedimento Fiscal TIPF (fls. 02 a 04 do Anexo III ao Processo 11522.000909/201075), e encerrada em 09/07/2009, conforme Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal TEPF (fls. 06 a 07 do Anexo III ao Processo 11522.000909/201075). 33. Inicialmente, através da resposta à intimação, o representante do CIEE informou que a entidade não havia firmado nenhuma parceria com a COOPERCAM e que a estudante Dyeyme Ferreira M da Costa não havia estagiado na COOPERCAM com intermediação do CIEE (fl. 10 do Anexo III). 34. Posteriormente, em nova resposta à intimação, o representante do CIEE retificou a informação inicial, afirmando que o CIEE firmou convênio com a COOPERCAM, e por erro operacional foi registrado no sistema em nome do presidente Sr. Carlos Agnaldo Timóteo. O representante informou ainda que os recursos recebidos da COOPERCAM referiamse a contribuição institucional referente a contratação do estagiário Thiago Barbosa de Assis. Quanto a estudante Dyeyme Ferreira M da Costa, o representante confirmou que a mesma não estagiou na COOPERCAM com intermediação do CIEE (fl. 9 do Anexo III). 42. Analisando os fatos, concluiuse que houve uma tentativa de burlar as legislações trabalhista e previdenciária. Inicialmente foram os pagamentos realizados à Dyeyme Ferreira Moraes da Costa como remuneração de estagiário, sendo que não houve qualquer intermediação da instituição de ensino ou similar, conforme o art. 3o , da Lei 6.494, de 07/12/1977, em vigor à época. 43. Assim, considerouse Dyeyme Ferreira Moraes da Costa como segurada empregada, sendo os valores recebidos pela mesma (fls. 89 a 90) foram lançados como base de cálculo de contribuição previdenciária para esse tipo de segurado. Fl. 1634DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.635 9 47. De acordo com os recibos de pagamento realizados a Thiago Barbosa de Assis, verificouse que o mesmo recebeu sua primeira remuneração no valor de R$ 280,00, referente a 14 dias trabalhados em abril/2007, e depois um valor de R$ 600,00, referente aos honorários de maio/2007. 48. Em dezembro/2007, houve um pagamento no valor de R$ 1.080,00, sendo que na discriminação do mesmo consta como "Pg do Salário e 13° Thiago B. de Assis". Como o valor mensal dos pagamentos são de R$ 600,00, no valor do pagamento de 12/2007 está incluído o valor de R$ 480,00 referente ao 13° salário proporcional. Tal proporcionalidade corresponde a 9,5 meses trabalhados em 2007, contando assim a partir de meados de 04/2007. 49. Diante dos fatos apresentados, não resta dúvida de que no período de 04/2007 a 12/2007 havia vínculo empregatício entre Thiago Barbosa de Assis e a COOPERCAM, considerandose o mesmo como segurado empregado, sendo os valores recebidos pela mesma (fls. 89 a 90) foram lançados como base de cálculo de contribuição previdenciária para esse tipo de segurado. Assim sendo, não há no REFISC reconhecimento de que o Senhor Thiago Barbosa de Assis tenha sido ou fosse estagiário pelo contrário o agente lançador deixou claro que tal trabalhador se encaixa na categoria de empregados, assim como a trabalhadora Dyeyme Ferreira Morais. De outro lado não há porque descaracterizar ou desqualificar o dolo entendido como existente pelo agente fiscal lançador, pois além de ter ficado demonstrado acima a questão do vínculo empregatício, tal elemento foi estabelecido em razão de um conjunto de ações como esclarecido pelo agente fiscal e que abaixo transcrevo. OCORRÊNCIA DO DOLO 101. Na análise dos documentos apresentados pelo contribuinte, verificase que o mesmo cometeu várias irregularidades como a contratação de segurados empregados com se fossem estagiários, numa clara tentativa de elidir as contribuições previdenciárias devidas, não declarar e não recolher as contribuições devidas pelos segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviços e mesmo em relação aos cooperados declarou e informou apenas parte dos fatos geradores relativos a tais segurados. 102. O agravante é que as irregularidades foram cometidas de forma sistemática, em todas as competências onde ocorreram fatos geradores de contribuição previdenciária, caracterizamse assim como prática reiterada de omissão dos referidos fatos geradores. 103. Dessa forma, não resta dúvida que houve a intenção do contribuinte em reduzir a contribuição previdenciária devida pelo mesmo, havendo assim a ocorrência de dolo. Fl. 1635DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.636 10 104. A ocorrência do dolo será considerada como circunstância agravante da penalidade nas multas aplicadas pelo descumprimento de obrigações acessórias, elevando a mesma em três vezes o valor mínimo. 105. Outro efeito da ocorrência do dolo é no prazo decadencial, pois no caso da existência do mesmo, a decadência será sempre regida pelo art. 173, do CTN. Verificase do Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 22 a 24, que o levantamento FP1 – FOLHA DE PAGAMENTO EMPREGADO, referese, exclusivamente, aos supostos estagiários caracterizados segurados empregados Thiago Barbosa de Assis e Dyeyme Ferreira Morais, basta ler o campo Observação do citado relatório. Por óbvio ululante os documentos utilizados para saber o nome do segurado, valores pagos, competências e outros são os recibos e cheques já mencionados e identificados alhures. Aliás, a título de exemplo para espancar as dúvidas da recorrente competência 07/2007 – Thiago – recibo, fls. 1.116 – valor R$ 700,00 – alíquota 7,65% contribuição do empregado R$ 53,65, sendo isso o que consta do Discriminativo de Débito – DD, de fls. 08, bem como do Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 24, o mesmo se dá com a competência 08/2006– Dyeyme – recibo, fls. 1.131 – valor R$ 400,00 – alíquota 7,65% contribuição do empregado R$ 30,60, sendo isso que consta do Discriminativo de Débito – DD, de fls. 06, bem como do Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 23, sendo estas conclusões de fácil verificação e constatação. Os documentos estão todos nos autos, não os viu e não os utilizou a recorrente por razões que não cabe aqui inferir, mas que são de sua única e exclusiva responsabilidade e não do fisco, estando todos os elementos do artigo 9º, do Decreto 70.235/72 atendidos em sua plenitude, tendo o fisco provado e comprovado todos os elementos do lançamento. Aliás, quanto a isso o agente lançador é expresso em dizer, o que a seguir transcrevo. COMPOSIÇÃO DOS DÉBITOS 106. Os débitos apurados foram separados de acordo com o tipo (segurados, empresa e outras entidades), tendo como o de maior valor o processo principal e, os outros apensados a esse. Assim, os elementos de prova apresentados pelo contribuinte no presente relatório fiscal serão anexados apenas ao processo principal. (grifo do original). Assim sendo, não há razão para reformar a decisão originária. No que tange ao levantamento denominado pela recorrente de Autônomo Prestador de Serviços, cabe informar, inicialmente, que não existe no crédito lançado levantamento com tal denominação. Os levantamentos constantes deste lançamentos, como já mencionado no relatório deste Acórdão são os que a seguir elenco: CI1 – CONTRIBUINTE INDIVIDUAL; CO1 – COOPERADOS TRANP AUTÔNOMO; FP1 – FOLHA DE PAGAMENTO EMPREGADO e TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO. Fl. 1636DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.637 11 Todavia, caso esteja o contribuinte se referindo ao levantamento CI1 – CONTRIBUINTE INDIVIDUAL, o Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 16 e 17, traz os primeiros esclarecimentos, ou seja, os trabalhadores incluídos nestes levantamentos são: Joel Francisco de Carvalho; Risalva Santos de Araújo; João Carlos; Carlos Agnaldo Timóteo; João Carlos Mesquita; Isael Lopes da Silva; Paulo Robson de Souza Assis; Bruno Barros de Souza; Gilberto Carlos Braga de Lima; Antônio Braga Soares; Eliudo Pessoa da Silva; Fernandoi Ferreira Júnior; Leuber Jorge Soares de Sousa; Rayner Ferreira Nunes; Antônia Nascimento da Costa; Javier Soria Galvarro Neto; Maria Zenaide Batista de Lima, basta, novamente, ler o campo Observação deste relatório. Por sua vez o REFISC, de fls. 68 e 69, dá mais informações e esclarecimentos sobre o levantamento, trazendo os serviços prestados tais como de contadoria, presidência da cooperativa, limpeza de pátio, fornecimento de alimentação, propaganda, instalação de grades e outros serviços não especificados (fls. 55 a 63 do Anexo V), que correspondem, as fls. 1.139 a 1.142; 1.144 a 1.163; 1.165 a 1.174. Fica evidente dos relatórios e documentos, acima citados, quem são os prestadores contribuintes individuais considerados, os valores de base de cálculo, os documentos onde obtidos e tudo o mais que se faz necessário ao lançamento. A título de exemplo trago, competência 07/2007– Paulo R de S. Assis – recibo, fls. 1.160 – valor R$ 400,00 – alíquota 11% contribuição do contribuinte individual R$ 44,00, assim como Antônio Braga Soares – recibo, fls. 1.170 – valor R$ 230,00 – alíquota 11% contribuição do contribuinte individual R$ 25,30, o que para a competência totaliza a contribuição de R$ 69,30, sendo isso o que consta do Discriminativo de Débito – DD, de fls. 08, bem como do Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 17. Assim, todas as informações necessárias a compreensão do lançamento estão nos autos, assim como as bases de cálculo, alíquotas e valores dos créditos, lançados por competência, estando equivocada a recorrente em suas alegações. Não há contribuintes individuais chamados de “entre outros” a expressão foi utilizada em relação aos serviços prestados e não aos prestadores, basta ver e ler a transcrição do REFISC, feita abaixo, pois a expressão citada vem após uma série de serviços listados, o que deixa claro que indica outros serviços que não foram citados expressamente apenas isso e nada mais. CI1 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL nesse levantamento foram lançados os valores pagos aos prestadores de serviços na condição de pessoa física, exceto os transportadores autônomos, sendo serviços de contador, pintura, propaganda entre outros. Está incluído nesse levantamento o pagamento realizado a título de prólabore ao cooperado que exerce a presidência da entidade; Novamente o fisco trouxe e esclareceu de forma cristalina e objetiva os dados do lançamento, não assistindo razão à recorrente. Relativamente ao levantamento denominado COOPERADO NÃO INFORMADO NA GFIP cumpre esclarecer que tal levantamento não existe no presente lançamento. Fl. 1637DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.638 12 Porém, caso a recorrente esteja se referindo ao levantamento CO1 – COOPERADOS TRANP AUTÔNOMO podese verificar dos autos duas situações distintas. A primeira se refere aos períodos de 10/2005 a 04/2006 e 06/2006 a 09/2007 nos quais nenhuma Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP foi apresentada, conforme relação, de fls. 113, denominada de Anexo – Cálculo das multas referentes aos fatos geradores omitidos na GFIP – CFL.68, bem como conforme item 12, do REFISC, que abaixo transcrevo. 12. Em consulta aos sistemas da RFB, verificouse que a empresa havia apresentado duas GFIP sem movimento nas competências 05/2005 e 06/2006. Foram apresentadas ainda GFIP com existência de fato gerador apenas nas competências 10/2007, 11/2007 e 12/2007, todas no código de recolhimento 211 Declaração para a Previdência Social de cooperativa de trabalho relativa aos contribuintes individuais cooperados que prestam serviços a tomadores. A segunda se refere ao período de 10/2007 a 12/2007 onde consta a emissão de GFIP, contudo com omissão de parte dos fatos geradores, conforme item 70, do REFISC, veja a transcrição abaixo. 70. Ocorre que no período 10/2007 a 12/2007, a cooperativa declarou na GFIP parte da remuneração de alguns cooperados. Como os valores declarados em GFIP não são apurados na ação fiscal, houve a necessidade de verificar quais foram os segurados declarados na GFIP e se houve diferença entre o valor da remuneração informado e o realmente pago. Desta forma, os fundamentos para o lançamento das contribuições sociais previdenciárias relativas as situações acima descritas estão no artigo 22, inciso III, da Lei 8.212/91 referente a parte patronal e artigo 4ª, da Lei 10.666/2003 referente ao desconto da parte pessoal do trabalhador, tendo em vista que a recorrente não efetuou os descontos, arrecadação e recolhimentos das parcelas. Quanto as demais informações que a recorrente diz serem inexistentes no lançamento, tais como: nome dos cooperados não informados; para quais a remuneração foi informada a menor; base de cálculo e alíquotas aplicadas, comete novo engano a recorrente, pois estas informações estão todas nos autos, basta observar a planilha de fls.100 a 102, bem como os documentos, de fls. 1.298 a 1.318, corroborados pelos documentos, de fls. 1.330 a 1.365 e 1.367 a 1.368, todos fornecidos pela recorrente e que foram utilizados como base das informações pelo agente, conforme itens 62 a 68, do REFISC que transcrevo, bem como no Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 18 a 22, e itens 71 e 72, do REFISC, abaixo transcritos. 62. Em resposta à intimação, a cooperativa apresentou as cópias das notas emitidas no período solicitado, sendo que na maioria delas estava escrito manualmente o nome dos cooperados que foram os beneficiários das respectivas notas, sem detalhar o valor recebido por cada um deles (fls. 33 a 72 do Anexo VI). Fl. 1638DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.639 13 63. Neste caso, para obter o valor recebido por cada cooperado informado, dividiuse o valor total da nota pelo número de segurados informados. 64. Nas notas fiscais de serviços n° 21, 22, 23 e 24, não foram informados os nomes dos beneficiários, nem o valor recebido. 65. Como não houve o detalhamento da informação, dividiuse o valor total das notas pelo número de cooperados ativos na data de pagamento das respectivas notas. 66. Ressaltase que em alguns casos, foram informados nomes de trabalhadores que não eram cooperados filiados a COOPERCAM. Esses trabalhadores foram considerados como segurados contribuintes individuais na condição de transportadores autônomos, que serão tratados posteriormente no presente relatório. 67. Dessa forma, foi elaborado um relatório, no qual consta a relação dos trabalhadores beneficiados em cada nota fiscal, contendo o nome do segurado, se é cooperado ou não, a placa do veículo, o valor atribuído ao segurado, o valor total da nota, número da nota fiscal, data da emissão, data do pagamento e competência considerada para o cálculo (fls. 93 a 97). 68. Com base nas informações constantes no relatório descrito no item anterior, foi elaborado um outro relatório (fl. 99 a 100), no qual é agrupado por competência, o valor atribuído a cada cooperado, bem como a base de cálculo da contribuição previdenciário (20% do valor atribuído) e o valor da contribuição devida pelo segurado (11% sobre a base de cálculo). 71. Dessa forma, elaborouse um relatório (fl. 104) no qual consta a competência do pagamento, o nome do segurado, o valor total pago, a base de cálculo (20% do valor total), o desconto da contribuição previdenciária devida pelo segurado (11% sobre a base de cálculo até o limite máximo do salário de contribuição), os valores da base de cálculo e do desconto do segurado declarados na GFIP e a diferença entre as informações apuradas e declaradas na GFIP dos respectivos valores. 72. Dessa forma, para efeito de lançamento, consideraramse apenas os valores constantes nas colunas relativas às diferenças apuradas. Assim sendo, todos as alegações da recorrente nesse tópico são improcedentes. No presente crédito não existe o levantamento CPN – COOPERADO NÃO INFORMADO GFIP, sendo impertinente e desvinculado da realidade dos autos as alegações quanto a este lançamento, ocorrendo, assim, divórcio ideológico entre o que dos autos consta e das alegações recursais, o que não permite o acolhimento da tese, veja o que diz o Supremo Tribunal Federal – STF. Fl. 1639DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.640 14 Decisão do STF. E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO INADMISSIBILIDADE RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apóia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes.(AIAgR 440079, CELSO DE MELLO, STF) A cooperativa recorrente como vem fazendo em todos os tópicos que aduz, volta a citar levantamento inexistente nos autos, qual seja TRANSPORTADOR AUTÔNOMO NÃO DECLARADO EM GFIP, pois o levantamento existente é o TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, caso seja desse levantamento que a recorrente esteja falando esse se encontra fundando no relação de segurados, planilha, de fls. 105, que foi remunerada para, fls. 107, estando nessa relacionados todos os trabalhadores considerados, a remuneração recebida, a base de cálculo da contribuição e os descontos do segurado que deveria ter sido realizado, o que novamente afasta as alegações da recorrente. Todavia, assiste razão a recorrente ao dizer que no levantamento TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO estão incluídos, nas competências 05/2006; 09/2006; 01/2007; 03/2007 e 09/2007, trabalhadores da categoria dos cooperados, sendo eles os senhores Fernando Bueno e José Sobrinho Alves de Oliveira como consta do Relatório de Lançamentos – RL, de fls. 24 e 25, e da planilha, de fls. 100 a 102, bem como no RL, fls. 18 a 21, para o levantamento CO1 – COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO, havendo uma duplicidade de lançamento. Desta forma, esses trabalhadores devem ser excluídos do levantamento TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, pois estão inseridos pelo agente lançador como cooperados e constam do levantamento CO1 – COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO, coincidindo os valores das contribuições para as competências 05/2006/; 09/2006 e 09/2007, mas divergindo para as competências 01/2007 e 03/2007. O artigo 32A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009 não exige que o fisco intime o contribuinte para obter atas de assembleia isso é mais um equivoco da Fl. 1640DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.641 15 recorrente, o que o artigo diz é que o agente lançador deve intimar pela apresentação da GFIP e nada mais, veja o que diz a lei. Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 32. A empresa é também obrigada a: IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Assim, não houve descumprimento de dever legal e, ainda, que o contribuinte recorrente estivesse certo em sua assertiva, o que se diz apenas a título ilustrativo para possibilitar o debate, sua assertiva, também, estaria errada, uma vez que o agente lançador em diversas oportunidades solicitou as atas de assembleia referidas pelo contribuinte, basta ver o Termo de Início da Ação Fiscal – TIAF, de fls. 27 e 28, Termo de Intimação Fiscal – TIF Nº 1, de fls. 29, Termo de Intimação Fiscal – TIF Nº 6, de fls. 40 —Atas de assembléias gerais e de reuniões da diretoria ou conselhos Atas de assembléias gerais e de reuniões da diretoria ou conselhos Apresentar ata de assembléia geral ordinária ou extraordinária onde conste a admissão dos possíveis cooperados relacionados abaixo: Mais esta alegação cai por terra e deve ser afastada. No presente crédito não ocorre a decadência suscitada pelo contribuinte recorrente e dois fatores demonstram a não ocorrência da decadência, inicialmente, e como asseverado pelo agente lançador no item 105, de seu REFISC que abaixo transcrevo, a decadência para esse crédito deve observar a regra do artigo 173, I, da Lei 5.172/66. 105. Outro efeito da ocorrência do dolo é no prazo decadencial, pois no caso da existência do mesmo, a decadência será sempre regida pelo art. 173, do CTN. Ainda, que o agente lançador não tivesse caracterizado o dolo a regra de decadência continuaria a ser do artigo 173, I, da Lei 5.172/66 para as competências 05/2005 e 06/2005, e a razão é bem simples no caso de tributo lançado por homologação, o que distingue a diferenciação da aplicação da regra de decadência é a existência de antecipação de pagamento ou não, veja o que diz o Superior Tribunal de Justiça – STJ. RECURSO ESPECIAL Nº 970.947 SC (2007/01732916) Fl. 1641DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.642 16 Esta Corte tem firmado o entendimento de que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: a) em regra, seguese o disposto no art. 173, I, do CTN, ou seja, o prazo é de cinco anos, contado "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"; b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos, contado do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4º do CTN O agente lançador, conforme trecho abaixo transcrito informa as competências para as quais foram identificados pagamentos e as competência 05/2005 e 06/2005, para as quais se alega a ocorrência de decadência não estão entre as com pagamentos realizados. 13. Foram realizados recolhimentos à Previdência Social, através de GPS, no período de 10/2007, 11/2007 e 12/2007, todas no código de pagamento 2127 Cooperativa de trabalho (Recolhimento de contribuições com vencimento dia 15, relativas a seus cooperados) 14. Verificouse o recolhimento de duas GPS nas competências 10/2005 e 02/2006, no código de pagamento 2640 Contribuição retida sobre NF/Fatura da Empresa Prestadora de Serviço CNPJ7MF (Uso exclusivo do Órgão do Poder Público Administração direta, Autarquia e Fundação Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, contratante do serviço). Assim sendo, pela aplicação da regra do artigo 173, I, da Lei 5.172/66 seja pela ocorrência de dolo ou pela não realização da antecipação do pagamento, não se verifica a ocorrência de decadência para as competências 05/2005 e 06/2005, ficando mais esta alegação afastada. As provas utilizadas pelo agente lançador e fornecidas estão todas inclusas nos autos e fazendo parte do presente lançamento e nos tópicos específicos de seu REFISC o agente lançador fez a devida correlação entre os fatos e as provas de forma clara, objetiva e precisa, citando todos os elementos utilizados, o que inicia no item 7, do REFISC e prossegue nos itens 12 a 14 e 26, sendo que neste último identifica os anexos elaborados relacionadoos com as folhas do processo, por sua vez nos itens 28 a 30, cita os anexos e as respectivas folhas do processo, onde neste última cita especificamente o LRE – Livro Registro de Empregados. Retoma a respectiva correlação das provas nos itens 32 a 35, novamente, relacionando os anexos com as folhas do processo, o mesmo se passa com os itens 37; 39; 43; 49; 51 a 54; 58; 62; 67; 69; 71; 78; 85; 89; 93; 95; 98. Além de citar textualmente em vários passagem do REFISC os elementos de provas pelo nome como notas fiscais, GFIP, livros e etc. Novamente, a alegação é desprovida de fundamento e deve ser afastada. Inexistem nos autos contradição, erros de bases de cálculo, falta de demonstrativos ou quaisquer vícios e as descrições e citações acima espancam qualquer dúvida a respeito. Fl. 1642DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.643 17 O contribuinte no curso do procedimentos fiscal teve as oportunidades de apresentar as provas da regularidade de sua atuação fiscal, bem como foi cientificado do lançamento e pôde desde o início refutar as considerações, conclusões e provas apresentadas pelo fisco, não havendo eiva de cerceamento de defesa, pois todo o processo está decorrido nos termos da lei, respeitando o devido processo legal e seus consectários como a ampla defesa e contraditório. A simples leitura do REFISC da a exata noção da existências de todos os elementos exigidos pelo artigo 142, da Lei 5.172/66 c/c o artigo 9º, do Decreto 70.235/72 e do atendimentos o artigo 661, da IN/SRP Nº 03/2005 apesar de que este artigo não estava mais em vigor quando do lançamento do crédito. Seção II Relatório Fiscal Art. 661. O relatório fiscal objetiva a exposição clara e precisa dos fatos geradores da obrigação previdenciária, de forma a permitir o contraditório e a ampla defesa do sujeito passivo, a propiciar a adequada análise do crédito e a ensejar ao crédito o atributo de certeza e liquidez para garantia da futura execução fiscal.(Revogado pela IN RFB nº 851, de 28 de maio de 2008) Destarte, inexiste quaisquer motivos para que se decrete a improcedência do presente lançamento. No tocante a multa de ofício de setenta e cinco por cento aplicada no presente lançamento, a mesma não é adequada, uma vez que está foi introduzida pela MP 449/2008 e assim não pode ser aplicada para competências anteriores a vigência do texto normativo, ainda, que o lançamento se dê depois da edição da citada MP, em razão do artigo 144, da Lei 5.172/66. O presente crédito foi constituído, em 30/06/2010, nesta ocasião já estava em vigor a Lei 11.941/2009, oriunda da conversão da MP 449/2008, ou seja, vigorava a multa de ofício de 75%, artigo 35 A, da Lei 8.212/91, introduzida pelo diploma legal, anteriormente, citado. Porém o presente crédito encerra contribuições do período de 05/2005 a 12/2007,Termo de Início da Ação Fiscal – TIAF, de fls. 27 e 28. Desta forma, para este período, nos termos do artigo 144, caput, da Lei 5.172/66 a regra a ser aplicada e a do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.876/99, ou seja, a multa sobre a contribuição exigida variaria de 24% a 100% a depender da fase do processo administrativo. Este deve ser o patamar de multa a ser aplicado, no período suscitado, salvo se a multa chegar a 80%, na fase de execução fiscal, ainda, que não citado o devedor, desde que não houvesse parcelamento, uma vez que nesta situação a multa do artigo 35 – A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, passa a ser mais benéfica, hipótese que esta deve ser aplicada, nos termos do artigo 106, II, “c”, da Lei 5.172/66, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. Fl. 1643DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 11522.000909/201075 Acórdão n.º 2803003.215 S2TE03 Fl. 1.644 18 Verifico que todos os princípios informadores do procedimento e do processo administrativo fiscal estão contemplados e respeitados no presente PAF não havendo violação a qualquer um deles. Assim com esses esclarecimentos rejeito todas as alegações de mérito, suscitadas pela recorrente, salvo quando a inclusão de segurados cooperados no levantamento TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, os quais deveram ser excluídos por duplicidade de lançamento com o levantamento CO1 – COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO. Neste mesmo diapasão a multa de ofício de setenta e cinco por cento deve ser excluída e substituída pela multa de mora do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação anterior a MP 449/2009, porém devendo ser limitada a setenta e cinco por cento, caso ultrapasse esse patamar tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso, para no mérito darlhe provimento parcial: I excluir por duplicidade de lançamento do levantamento TA1 – TRANSPORTADOR AUTÔNOMO, os senhores Fernando Bueno e José Sobrinho Alves de Oliveira, nas competências 05/2006; 09 2006; 01/2007; 03/2007 e 09/2007, pois trabalhadores da categoria de cooperados já lançados no levantamento CO1 – COOPERADOS TRANS AUTÔNOMO. II – aplicar a multa de mora do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação anterior a MP 449/2009, limitada a setenta e cinco por cento, caso ultrapasse esse patamar, nos termos do artigo 35A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 1644DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 19515.002188/2003-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.248
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos,
decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após s formalização da Resolução, o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no §3º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Nome do relator: ODMIR FERNANDES
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. Após s formalização da Resolução, o processo será movimentado para a Secretaria da Câmara que o manterá na atividade de sobrestado, conforme orientação contida no §3º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Odmir Fernandes – Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Nelson Mallmann (Presidente), Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Rafael Pandolfo. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 19515.002188/200318 Resolução n.º 220200248 S2C2T2 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário da decisão da DRJ de Salvador/BA, que manteve a autuação do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, do exercício 1998, sobre a omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários de origem não comprovada (fls. 363), mantidos pela esposa e dependente do autuado, Maida Lemos Jorge, e omissão de rendimentos de aluguéis. O autuado e a dependente foram intimados e apresentaram os extratos bancários (fls. 23 e sgts. e 171 e segts.), informando que a conta do Banco Itaú é conjunta com o marido/autuado e os depósitos provém de aposentadoria de seu marido e do recebimento de aluguéis. Entendendo insuficientes os extratos fornecidos, houve a expedição da RMF ao (fls. 47/48). Relatório de Fiscalização a fls. 354 a 360 e autuação fls. 363/366 sobre a omissão dos depósitos bancários com a origem não comprovada e a omissão de rendimentos de aluguel recebidos de pessoa jurídica. A decisão recorrida manteve a autuação, com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1998 INFORMAÇÕES BANCÁRIAS. SIGILO. RETROATIVIDADE. As normas que autorizam a comunicação à Receita Federal de informações bancárias e a sua utilização para fins de lançamento do crédito tributário, referindose à produção de provas e aos poderes de investigação, aplicamse aos procedimentos atuais, ainda que relativos a fatos anteriores à promulgação destas normas. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o responsável, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Nas razões de Recurso Voluntário sustenta, em preliminar, nulidade e caducidade da autuação, pela falta de observância dos prazos de reintimação do MPF a cada 30 dias, previsto pela Portaria SRF n. 3007/01, quebra do sigilo bancário e decadência. No mérito, sustenta ilegalidade da tributação dos depósitos por não constituírem renda e arbítrio na fixação da multa. É o relatório. Voto. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 19515.002188/200318 Resolução n.º 220200248 S2C2T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Odmir Fernandes, Relator. Tratase de autuação do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, do exercício 1998, sobre a omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários de origem não comprovada (fls. 363), mantidos pela sua esposa e dependente do autuado, Maida Lemos Jorge, e omissão de rendimentos de aluguéis. Os extratos bancários foram fornecidos pelo autuado (fls. 23 e sgts. e 171 e segts.), mas houve requisição de extratos, via MPF (fls. 47/48). O C. Supremo Tribunal Federal, no RE 601.314/SP, reconheceu a existência de Repercussão Geral para exame da constitucionalidade da quebra do sigilo bancário, pela fiscalização, sem a prévia autorização judicial, conforme podemos ver da ementa da decisão monocrática: “CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (fl. 563). Brasília, 4 de agosto de 2011. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Relator” O Regimento Interno deste Conselho, aprovado da Portaria MF nº 256, de 2009, estabelece no art. 62 – A que devem ser sobrestados os recursos sobre a matéria com Repercussão Geral reconhecida pelo C. STF ou em Recurso Representativo da controvérsia, pelo E. STJ (arts. 543B e 543C, do CPC): Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 19515.002188/200318 Resolução n.º 220200248 S2C2T2 Fl. 4 4 § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. O C. STF, pelo Tribunal Pleno, no RE nº 389.808PR, Rel. Min. Marco Aurélio, j., 15.12.2010, reconheceu a inconstitucionalidade da quebra do sigilo bancários, sem prévia autorização judicial, mas há Embargos de Declaração com pedido de efeito modificativo ou infringentes pendente de decisão. Fora o RE 389.808PR, com decisão de mérito pendente do transito em julgado, o C. STF vem sobrestando o julgamento de todos os Recursos Extraordinário sobre a quebra do sigilo bancário pela existência de Repercussão Geral reconhecida no RE nº 601.314SP, conforme vemos nas decisões abaixo: DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verificase que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publiquese. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente (RE 488993, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, j. 09/02/2011, DJe035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA – SIGILO DADOS BANCÁRIOS – FISCO – AFASTAMENTO – ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 – SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de Fl. 4DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 19515.002188/200318 Resolução n.º 220200248 S2C2T2 Fl. 5 5 origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. (AI 691349 AgR, Rel.Min. MARCO AURÉLIO, j. 04/10/2011, DJe213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01.CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discutese nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verificase que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO – UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS – IMPOSTO DE RENDA – QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO – PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 – APLICAÇÃO IMEDIATA – RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN – PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO – RECURSO ESPECIAL PROVIDO.” Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, Fl. 5DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 19515.002188/200318 Resolução n.º 220200248 S2C2T2 Fl. 6 6 secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064AgRAgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626AgRAgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publiquese. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator. Documento assinado digitalmente. (RE 602945, Rel. Min. LUIZ FUX, j.,01/08/2011, DJe158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal –discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõese o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publiquese. Brasília, 21 de maio de 2010. (RE 479841, Rel.Min. CELSO DE MELLO, j., 21/05/2010, DJe100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010) Em face do exposto, parece não existir dúvida sobre a existência da Repercussão Geral no C. STF, instaurado no RE 601.314SP, sobre a quebra do sigilo bancário, sem a prévia autorização judicial. Assim, por se cuidar de Recurso Voluntário sobre lançamento realizado com extratos bancários obtidos mediante a Requisição da Movimentação Financeira – RMF do contribuinte, sem autorização judicial, é necessário sobrestar o julgamento destes autos, na forma do art. 62A, do Regimento Interno deste Conselho, até a decisão do Recurso Extraordinário nº 601.314SP. Ante o exposto, pelo meu voto, determino o SOBRESTAMENTO destes autos, na forma do art. 62, § 1o e 2o, do RI deste Conselho, até a decisão do RE 601.314SP, do C. STF. (Assinado digitalmente) Odmir Fernandes. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 26/07/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/07/2012 por ODMIR FERNANDES
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Numero do processo: 19647.007603/2005-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 06 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente
Luís Eduardo Garrossino Barbieri
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO Recorrente LEONARDO DA ROCHA LAMENHA COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Luís Eduardo Garrossino Barbieri Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório O presente processo trata de auto de infração lavrado para exigência de crédito tributário no valor de R$ 217.321,56, referente a Cofins – Contribuição para Financiamento da Previdência Social, multa de ofício e juros de mora, em decorrência da apuração de supostas diferenças de tributo devidas, não recolhidas e não declaradas, para o período entre janeiro/2003 a julho/2003 e outubro/2003 a dezembro/2003. Inconformada com a autuação fiscal, a empresa impugnou o lançamento em 24/08/2005 (efls. 93/ss), alegando, em preliminares, que o auto de infração foi produzido e lavrado internamente na repartição fiscal, sem a participação do contribuinte; que não foi dada ciência a contribuinte do Termo de Início de Procedimento; que o exame da escrita contábil fiscal é privativa de contador habilitado no CRC. No mérito, alega inconstitucionalidade na majoração da alíquota da Cofins, de 2% para 3%, e no alargamento da base de cálculo e, por fim, aduz sobre o cabimento da denúncia espontânea sobre a multa de mora. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 96 47 .0 07 60 3/ 20 05 -8 8 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 06/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 19647.007603/200588 Resolução nº 3202000.143 S3C2T2 Fl. 185 2 A DRJ Recife (PE) proferiu o Acórdão nº 1121.460, em sessão de 23 de janeiro de 2008, julgando o lançamento procedente, por unanimidade de votos (efls. 154/ss). A DRF – Recife (PE) expediu intimação, em 13/03/2008, via Correios, para dar ciência ao contribuinte do Acórdão do citado acórdão (efls. 163/164). Entretanto, na cópia do AR – Aviso de Recebimento anexada aos autos (efolha 165) não consta a data do recebimento desta intimação por parte do sujeito passivo. Inconformada com a decisão de primeira instância, a empresa autuada ingressou com o Recurso Voluntário em 25/04/2008 (efolha nº 168/ss), onde repisa os argumentos trazidos na impugnação. O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Antes de adentrarmos na discussão sobre a procedência ou não do lançamento efetuado, necessário se faz resolver relevante questão procedimental/formal. Como já informado no Relatório, a ciência do Acórdão nº 1121.460 foi efetuada via Correios, com AR Aviso de Recebimento, entretanto, não consta neste documento (AR) a data do recebimento da intimação pelo sujeito passivo (efolha 165), portanto, não temos como aferir a data em que a Recorrente tomou ciência do acórdão proferido pela DRJ – Recife, para fins de verificarmos a tempestividade do recurso apresentado, nos termos do que dispõem os artigos 33 e 35 do Decreto No. 70.235/72. À vista do exposto, voto por converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência para que a autoridade fiscal da DRF – Recife (PE): 1 Informe em que data o contribuinte tomou ciência do Acórdão nº 1121.460, de 23/01/2008. Caso entenda necessário, intimar os Correios para apresentar documentação que ateste a data da ciência do citado acórdão; 2 Encerrada a instrução processual, intime a Interessada para tomar ciência e manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, antes da devolução deste processo para julgamento. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 189DF CARF MF Impresso em 06/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10880.976936/2009-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 24 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1402-000.265
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, a fim de que sejam apreciados os documentos trazidos aos autos com o recurso voluntário.
Leonardo de Andrade Couto Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto
Relatório
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, a fim de que sejam apreciados os documentos trazidos aos autos com o recurso voluntário. Leonardo de Andrade Couto – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 76 93 6/ 20 09 -4 5 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 21/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10880.976936/200945 Resolução nº 1402000.265 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: O Órgão julgador de primeira instância considerou improcedente a manifestação de inconformidade. Em resumo, registrou que a interessada não teria apresentado qualquer documento que atestasse o direito creditório pleiteado. Salientou ainda que mesmo se tivesse sido apresentado o suporte probatório do alegado erro que originou o crédito, ainda assim não Fl. 155DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 21/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10880.976936/200945 Resolução nº 1402000.265 S1C4T2 Fl. 4 3 haveria como acatar o pleito tendo em vista a vedação à compensação de estimativas recolhidas a maior. Segundo o Órgão julgador, de acordo com a legislação de regência quaisquer que sejam os valores de recolhimento por estimativa, a utilização do crédito condicionase ao seu cômputo na apuração do imposto ou contribuição a pagar apurado no encerramento do período. Devidamente intimado da decisão, o sujeito passivo recorre a este Colegiado ratificando as razões expostas na manifestação de inconformidade. Acrescenta explicações mais detalhadas quanto ao erro cometido, apresenta documentos comprobatórios e protesta pela ilegalidade do dispositivo da IN/SRF nº 460/2004 que serviu de base para o indeferimento, ressaltando que teria sido revogado pela IN/SRF nº 900/2008. É o Relatório. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 21/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10880.976936/200945 Resolução nº 1402000.265 S1C4T2 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Leonardo de Andrade Couto O recurso é tempestivo, foi interposto por signatário devidamente legitimado e preenche as condições de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. A questão sob exame consiste em analisar pedido de compensação no qual o crédito consiste em imposto de renda a título de estimativa supostamente recolhido a maior. O Órgão julgador de primeira instância não analisou o mérito do pedido, sob o argumento da vedação legal à compensação de estimativas recolhidas a maior, cuja utilização ficaria restrita à composição do resultado final do período de apuração. Nessa questão, entendo que assiste razão à recorrente. É incontroverso o fato de que o valor apurado e recolhido a título de estimativa só pode ser utilizado na composição do resultado final do período de apuração. Entretanto, não é desse valor que trata a lide sob exame. Temse, por hipótese até que seja apreciado o mérito, um recolhimento feito a maior em relação àquele efetivamente devido. Ora, como entender que essa diferença deva ser tratada como antecipação se já existe o pressuposto de que representa um montante acima do devido? Ressaltese que a ausência de obrigatoriedade não significa proibição. Em outras palavras, a conveniência pode levar o sujeito passivo a preferir levar toda a estimativa recolhida – inclusive o valor pago a maior – na apuração do resultado do exercício e compensar o saldo negativo porventura gerado. A existência dessa opção não elide a regra geral de que o tributo recolhido a maior gera ao pagador o direito à restituição/compensação do valor em questão, a partir do momento em que ocorre o pagamento indevido. Em suma, se o sujeito passivo se equivoca ao calcular ou recolher a estimativa mensal, não há obstáculo legal ao pedido de restituição ou à compensação deste indébito antes de seu prévio cômputo na apuração do resultado do período. Sob essa ótica, penso que o dispositivo mencionado da IN/SRF nº 460/2004 estabeleceu uma restrição que exacerba a sistemática anual de apuração do IRPJ e da CSLL, e sua revogação foi providência natural face à inadequação contida em seu bojo. Para dirimir quaisquer dúvidas, o tema foi definitivamente resolvido nesta Corte com o advento da Súmula CARF nº 84 de Enunciado: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Superada a questão da possibilidade de compensar estimativa recolhida a maior, fica pendente a apreciação do mérito do pedido. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 21/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10880.976936/200945 Resolução nº 1402000.265 S1C4T2 Fl. 6 5 Isso porque a Delegacia da Receita Federal de Julgamento utilizou como razão de decidir exclusivamente a já superada impossibilidade de compensar valores de estimativas recolhidas a maior. Registrou ainda que, por esse motivo, seria irrelevante a apresentação de documentos comprobatórios do crédito alegado. Em sede recursal o sujeito passivo corroborou os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade com apresentação de planilhas e cópia do que seriam registros da escrituração. Pelo exposto, voto por converter o julgamento do recurso em diligência a fim de que a Unidade Local designe agente para verificar se: a documentação apresentada efetivamente representa informações da escrituração da interessada; e: a documentação apresentada demonstra o equívoco cometido na apuração da estimativa de janeiro/2005, que implicou no recolhimento a maior nos termos suscitados nas peças de defesa. A autoridade responsável pode intimar a interessada para obtenção de quaisquer elementos adicionais que entender necessários para responder aos quesitos acima. Ao final do procedimento, a autoridade deve elaborar relatório conclusivo o qual deve ser cientificado ao sujeito passivo com prazo para manifestação e posterior retorno ao CARF para julgamento. Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 158DF CARF MF Impresso em 24/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 21/06 /2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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