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Data do fato gerador: 23/11/2012
COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. SÚMULA CARF 164.
No caso de pedido de restituição ou ressarcimento, cumulado ou não com declaração de compensação, é ônus do contribuinte a comprovação do direito creditório alegado. A mera apresentação de DCTF retificadora, desacompanhada de provas quanto ao valor retificado, não tem o condão de reverter o ônus da prova, que continua sendo daquele que alega fato constitutivo do seu direito. O instituto da diligência não se afigura como remédios processuais destinados a suprir injustificada omissão probatória daquele sobre o qual recai o ônus da prova.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
Francisca Elizabeth Barreto – Relatora e Presidente

Participaram da sessão de julgamento os julgadores Luiz Felipe de Rezende Martins Sardinha, Wilson Antonio de Souza Correa, Fabio Kirzner Ejchel (substituto integral), Daniel Moreno Castillo, Larissa Cassia Favaro Boldrin, Francisca Elizabeth Barreto (Presidente).Ausente(s) o conselheiro(a) Bernardo Costa Prates Santos, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Fabio Kirzner Ejchel.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  10875.900753/2013-12  

ACÓRDÃO 3001-003.245 – 3ª SEÇÃO/1ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 23 de janeiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE SUPERMERCADOS IRMAOS LOPES S/A 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins 

Data do fato gerador: 23/11/2012 

COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS O 

DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. 

COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. SÚMULA CARF 164.  

No caso de pedido de restituição ou ressarcimento, cumulado ou não com 

declaração de compensação, é ônus do contribuinte a comprovação do 

direito creditório alegado. A mera apresentação de DCTF retificadora, 

desacompanhada de provas quanto ao valor retificado, não tem o condão 

de reverter o ônus da prova, que continua sendo daquele que alega fato 

constitutivo do seu direito. O instituto da diligência não se afigura como 

remédios processuais destinados a suprir injustificada omissão probatória 

daquele sobre o qual recai o ônus da prova. 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Francisca Elizabeth Barreto – Relatora e Presidente 

 

Participaram da sessão de julgamento os julgadores Luiz Felipe de Rezende Martins 

Sardinha, Wilson Antonio de Souza Correa, Fabio Kirzner Ejchel (substituto integral), Daniel 

Moreno Castillo, Larissa Cassia Favaro Boldrin, Francisca Elizabeth Barreto (Presidente).Ausente(s) 

Fl. 128DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  3001-003.245 – 3ª SEÇÃO/1ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  10875.900753/2013-12 

 2 

o conselheiro(a) Bernardo Costa Prates Santos, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Fabio Kirzner 

Ejchel. 

 
 

RELATÓRIO 

Trata-se de Despacho Decisório Eletrônico que não homologou o pedido de 

compensação declarado em PER/Dcomp eletrônica. 

A interessada afirma ter apurado, em outubro de 2012, COFINS no valor R$ 

484.037,13. Mas por erro, declarou em DCTF o valor de R$ 584.317,12, recolhendo DARF em 

23/11/2012 neste mesmo valor.  

Em 25/01/2013, foi transmitido o PER/DCOMP pleiteando a compensação do valor 

de R$ 101.834,33, que foi indeferido porque o valor estava totalmente alocado para o mês de 

competência. 

Em 13/05/2013, tendo ciência do Despacho Decisório, a ora recorrente 

providenciou a retificação da DCTF e a transmitiu, alterando o valor de apuração da COFINS para 

R$ 484.037,13 e apresentou manifestação de inconformidade nos seguintes termos: 

(...) 

DOS FATOS  

No mês de outubro/2012 a Requerente apurou COFINS no valor R$ 484.037,13, e 

por um lapso, declarou em DCTF o valor de R$584.317,12, recolhendo DARF em 

23/11/2012 nº valor de R$ 584.317,12. 

Em 25/01/13 a Requerente transmitiu a PER/DCOMP pleiteando a compensação 

do valor de R$101.834,33. 

Em 14/05/2013 a Requerente transmitiu a DCTF retificadora, para fazer constar o 

correto valor de apuração da COFINS de R$484.037,13. 

Como a Requerente transmitiu o Per/Dcomp antes de efetuar a retificação de sua 

DCTF, referido pedido de Compensação foi indeferido. 

Em razão do exposto, Requer seja recebida e processada a presente Manifestação 

de Inconformidade para que seja aceita a Retificação de DCTF no que concerne à 

apuração da COFINS no valor de R$484.037,13 (out/12), deferindo-se o direito à 

compensação do valor indevidamente recolhido de R$101.834,33. 

A DRJ julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente e não reconheceu o 

direito creditório por entender que a mera retificação da DCTF não é suficiente para assegurar o 

direito creditório. Sendo a retificação apresentada após a emissão do Despacho Decisório, esta 

deve estar acompanhada de documento hábeis e idôneos que comprovem sua veracidade. Como 

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ACÓRDÃO  3001-003.245 – 3ª SEÇÃO/1ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  10875.900753/2013-12 

 3 

a Manifestação de Inconformidade não foi acompanhada de tais documentos, o direito creditório 

não foi reconhecido. 

Cientificada em 10/02/2021, a ora recorrente apresentou Recurso Voluntário em 

11/03/2021, no qual pugna (i) pela necessidade de reforma do acórdão recorrido, por incorreta 

valoração das informações e provas apresentadas no processo, e do não prosseguimento das 

diligências administrativas; e (ii) da integralidade do direito creditório. 

É o Relatório. 
 

VOTO 

Conselheira Francisca Elizabeth Barreto, Relatora. 

1. Da competência para julgamento do feito 

Com base no artigo 65, do Anexo da Portaria MF nº 1.634, de 2023, que aprovou o 

Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, este colegiado é 

competente para apreciar este feito. 

2. Do conhecimento 

O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, de forma 

que o conheço. 

3. Mérito 

3.1 Da necessidade de reforma do acórdão recorrido por incorreta valoração das 

informações e provas apresentadas no processo e do não prosseguimento das 

diligências administrativas 

De acordo com a recorrente, o acórdão da DRJ deve ser reformado porque, a seu 

ver, o julgador de primeira instância valorou de forma equivocada as provas apresentadas nos 

autos e não buscou a verdade material ao não realizar diligência para verificação da veracidade do 

crédito. 

Afirma que os documentos já acostados nos autos comprovam seu direito 

creditório e não autorizam a Fazenda Nacional a cobrança de valores indevidos. 

Repisa que a DRJ deveria ter solicitado diligência de ofício para apuração do direito 

creditório e defende a desnecessidade de apresentação da documentação contábil e fiscal 

correspondente, uma vez que a planilha com a memória de cálculo e o recibo da EFD-retificadora 

seriam suficientes, já que as informações estão no banco de dados da Receita Federal, que contém 

informações seguras e precisas acerca da origem, liquidez e certeza do crédito. 

Defende novamente que a DRJ deveria ter realizado diligência em busca da verdade 

material e apresenta doutrina e jurisprudência sobre o tema. 

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 4 

Pede a realização de diligência para comprovação do seu direito creditório, pois 

afirma que está demonstrado no banco de dados da Receita Federal a existência do seu crédito. 

Requer a homologação da compensação e o afastamento da exigência de qualquer valor devido. 

Pois bem. 

Como se verifica, trata-se de retificação de DCTF após a emissão do Despacho 

Decisório que, conforme jurisprudência pacífica deste Conselho, deve estar acompanhada da 

comprovação do erro que a fundamentou, nos termos da Súmula CARF nº 164: 

 Súmula CARF nº 164 

Aprovada pelo Pleno em sessão de 06/08/2021 – vigência em 16/08/2021 

A retificação de DCTF após a ciência do despacho decisório que indeferiu o pedido 

de restituição ou que não homologou a declaração de compensação é insuficiente 

para a comprovação do crédito, sendo indispensável a comprovação do erro em 

que se fundamenta a retificação. (Vinculante, conforme Portaria ME nº 12.975, de 

10/11/2021, DOU de 11/11/2021). 

Acórdãos Precedentes: 9303-010.062, 3402-005.034, 1301-004.014, 

3402-004.849, 9303-005.709, 9202-007.516, 3402-006.556, 3402-006.929 e 

3402-006.598. 

Ora, a documentação hábil e idônea capaz de demonstrar o erro que fundamenta a 

retificação da DCTF, como bem informou a DRJ, é a documentação contábil e fiscal do período, 

devendo a interessada demonstrar o erro ocorrido. 

No caso em tela, em sede de manifestação de inconformidade, nenhuma 

documentação foi apresentada. 

Em sede de Recurso Voluntário, a recorrente apresenta planilha com memória de 

cálculo e recibo de retificação da EFD, que no meu entendimento, não são documentos hábeis 

para comprovar o alegado erro da DCTF. 

Perceba-se que em nenhum momento houve preocupação da recorrente em 

detalhar os motivos pelos quais se chegou à conclusão de que o valor informado incialmente 

estava incorreto e como se chegou a suposta correção desse valor. 

Cabe observar que a diligência não se presta a produção de provas nem para o 

contribuinte, nem para a Fazenda Nacional, mas para sanar dúvidas do julgador em relação à 

documentos já acostado aos autos. 

A diligência não se presta a suprir a inércia do contribuinte em apresentar os 

elementos comprobatórios de seu direito creditório. 

Ressalta-se que, em se tratando de direito creditório, cabe ao contribuinte 

comprovar a liquidez e certeza do seu crédito, nos termos do artigo 170, do CTN. 

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ACÓRDÃO  3001-003.245 – 3ª SEÇÃO/1ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  10875.900753/2013-12 

 5 

Não tendo o recorrente apresentado a sua escrita contábil e documentos fiscais que 

comprovem o alegado erro na DCTF, entendo que não lhe assiste razão. 

Conclusão 

Pelo exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Francisca Elizabeth Barreto 
 

 

 

Fl. 132DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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