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Ano-calendário: 2008
RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE COMPETÊNCIA.
O cálculo do IRRF sobre os rendimentos recebidos acumuladamente deve ser feito com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se refiram os rendimentos tributáveis, observando a renda auferida mês a mês pelo contribuinte (regime de competência).
JUROS DE MORA. NÃO TRIBUTAÇÃO.
O Supremo Tribunal Federal decidiu no Recurso Extraordinário nº 855.091/RS, com repercussão geral, que “não incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remuneração por exercício de emprego, cargo ou função”.



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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para determinar que o Imposto de Renda seja calculado pelo “regime de competência”, mediante a utilização das tabelas e alíquotas vigentes nas datas de ocorrência dos respectivos fatos geradores, e para afastar a incidência do IR sobre os juros de mora.

Assinado Digitalmente
Andressa Pegoraro Tomazela – Relatora

Assinado Digitalmente
Sonia de Queiroz Accioly – Presidente

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  13558.000486/2010-10  

ACÓRDÃO 2202-011.197 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 6 de fevereiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE OLDEMIR MARQUES DE OLIVEIRA 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF 

Ano-calendário: 2008 

RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. REGIME DE 

COMPETÊNCIA. 

O cálculo do IRRF sobre os rendimentos recebidos acumuladamente deve 

ser feito com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se 

refiram os rendimentos tributáveis, observando a renda auferida mês a 

mês pelo contribuinte (regime de competência). 

JUROS DE MORA. NÃO TRIBUTAÇÃO. 

O Supremo Tribunal Federal decidiu no Recurso Extraordinário nº 

855.091/RS, com repercussão geral, que “não incide imposto de renda 

sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remuneração 

por exercício de emprego, cargo ou função”. 

 

 

 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial 

provimento ao recurso para determinar que o Imposto de Renda seja calculado pelo “regime de 

competência”, mediante a utilização das tabelas e alíquotas vigentes nas datas de ocorrência dos 

respectivos fatos geradores, e para afastar a incidência do IR sobre os juros de mora. 

 

 

Fl. 91DF  CARF  MF

Original




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ACÓRDÃO  2202-011.197 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  13558.000486/2010-10 

 2 

Assinado Digitalmente 

Andressa Pegoraro Tomazela – Relatora 

 

Assinado Digitalmente 

Sonia de Queiroz Accioly – Presidente 

 

Participaram da reunião assíncrona os conselheiros Andressa Pegoraro Tomazela, 

Henrique Perlatto Moura, Marcelo Valverde Ferreira da Silva, Sara Maria de Almeida Carneiro 

Silva, Thiago Buschinelli Sorrentino, Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). 

 
 

RELATÓRIO 

Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por 

meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: 

Trata-se de impugnação apresentada pela pessoa física em epígrafe em 

05/05/2010 (fl. 01), contra a Notificação de Lançamento (NL) do Imposto de 

Renda Pessoa Física (fls. 05 a 08), da qual o contribuinte foi cientificado em 

20/04/2010 (fl. 12), que apurou um imposto suplementar de R$ 14.030,98, a ser 

acrescido dos juros de mora e da multa de ofício, resultante da revisão da 

Declaração de Ajuste Anual (DAA), exercício de 2009, ano-calendário de 2008. 

De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal da Notificação de 

Lançamento foi apurada a infração de (fl. 06): 

Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, Decorrentes de Ação da 

Justiça Federal  

Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e/ou 

das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do 

Brasil, constatou-se omissão de rendimentos tributáveis recebidos 

acumuladamente em virtude de ação judicial federal, no valor de R$ 68.923,80, 

auferidos pelo titular e/ou dependentes. Na apuração do imposto devido, foi 

compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no 

valor de R$ 2.067,71.  

COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS  

Contribuinte apresentou em atendimento ao termo de intimação fiscal 

documentação de crédito de ação judicial na justiça federal, confirmando a 

omissão de rendimentos detectada na DIRF. Não foi apresentado recibo de 

honorários, conforme declaração do contribuinte no TAI. 

Fl. 92DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  2202-011.197 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  13558.000486/2010-10 

 3 

Em sua defesa, o Impugnante alegou, em síntese, que o aludido valor considerado 

omisso foi lançado, por orientação contábil, como rendimentos sujeitos à 

tributação exclusiva/definitiva - outros: decisão judicial.   

Informa que a importância recebida sofreu dedução do imposto de renda retido 

na fonte e pede para considerar como crédito tributário o valor de R$ 37.682,53 

(crédito trabalhista - lançado na planilha como diferença devida) por entender 

que as parcelas de juros de mora e correção monetária possuem natureza 

indenizatória (por conseguinte não sujeitas a imposto de renda).   

Contudo, aduz que não se deve calcular o imposto devido no total apresentado 

(R$ 37.682,35) pois o Ato Declaratório n° 1, de 2009, da PGFN, definiu que 

rendimento tributável recebido acumuladamente deve ser calculado, mês a mês, 

com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias (no caso out/2001 a 

dez/2002 -15 meses).  

A DRJ negou provimento à Impugnação do contribuinte em acórdão assim 

ementado: 

ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF  

Ano-calendário: 2008  

RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. INCIDÊNCIA.  

No cálculo do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos 

acumuladamente, os valores recebidos anteriormente a 1º de janeiro de 2010 

devem ser informados e obrigatoriamente tributados na declaração de ajuste anual 

relativa ao ano-calendário dos recebimentos.  

ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA. INCIDÊNCIA.  

São considerados rendimentos tributáveis a atualização monetária, os juros de 

mora e quaisquer outras indenizações pelo atraso no pagamento das 

remunerações.  

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

Cientificado da decisão de primeira instância em 31/07/2014, o sujeito passivo 

interpôs, em 27/08/2014, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, 

sustentando, em apertada síntese, que a tributação pelo imposto de renda não deveria se dar 

sobre o valor acumulado com base na alíquota mais alta, mas sim mês a mês, bem como que não 

são tributáveis a correção monetária e os juros de mora. 

É o relatório. 

 
 

Fl. 93DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  2202-011.197 – 2ª SEÇÃO/2ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  13558.000486/2010-10 

 4 

VOTO 

Conselheiro Andressa Pegoraro Tomazela, Relatora. 

O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de 

admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. 

No que se refere à tributação pelo imposto de renda dos rendimentos recebidos 

acumuladamente, importante mencionar que o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do 

Recurso Extraordinário nº 614.406/RS, com repercussão geral, declarou a inconstitucionalidade do 

art. 12 da Lei nº 7.713/88, que determinava, para a cobrança do IRPF incidente sobre rendimentos 

recebidos de forma acumulada, a aplicação da alíquota vigente no momento do pagamento sobre 

o total recebido.  

Esse entendimento deve ser aplicado por este Conselho, por força do artigo 99 do 

Novo Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 1.634 de 2023. 

Dessa forma, sobre rendimentos pagos acumuladamente discutidos no processo 

ora analisado devem se aplicar as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais 

rendimentos, a fim de permitir a incidência do imposto na fonte com base nas respectivas 

alíquotas progressivas e respeitadas as faixas de isenção, mês a mês (regime de competência). 

Ademais, o STF também julgou o Recurso Extraordinário nº 855.091/RS, com 

repercussão geral, determinando que “não incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos 

pelo atraso no pagamento de remuneração por exercício de emprego, cargo ou função”. Este 

entendimento também é de observância obrigatória deste Conselho, com base no artigo 99 do 

Novo RICARF, razão pela qual deve ser excluído da base de cálculo do imposto de renda eventual 

parcela correspondente aos juros de mora sobre as parcelas pagas a destempo, se houver. 

Conclusão 

Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, dar-lhe 

parcial provimento para determinar que o imposto de renda seja calculado pelo “regime de 

competência”, mediante a utilização das tabelas e alíquotas vigentes nas datas de ocorrência dos 

respectivos fatos geradores, bem como para que não incida imposto de renda sobre os juros de 

mora. 

 

Assinado Digitalmente 

Andressa Pegoraro Tomazela 

 
 

 

 

Fl. 94DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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