Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,906)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,204)
- Terceira Câmara (67,876)
- Segunda Câmara (56,644)
- Primeira Câmara (20,756)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,726)
- Segunda Seção de Julgamen (115,215)
- Primeira Seção de Julgame (77,084)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,518)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,625)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,707)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10950.001291/2006-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2002
OMISSÃO DE RENDIMENTOS ALUGUEL RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. LANÇAMENTO DE OFICIO. ERRO DA FONTE PAGADORA. RENDIMENTO DE PESSOA FÍSICA.
Erro de informação em DIRF de pessoa jurídica na qual a locatária era sócia e informados de forma equivocada. Conjunto probatório e contexto do caso concreto que encerra a demonstração de que os rendimentos foram pagos por pessoa física. Erro na DIRF informada e não retificada pela pessoa jurídica.
BENS E DIREITOS COMUNS. DECLARAÇÃO EM SEPARADO. ERRO DE PREENCHIMENTO. APURAÇÃO E TRIBUTAÇÃO CORRETA DO IRPF
O cônjuge que optar pela tributação total dos rendimentos comuns deve relacionar os bens e direitos comuns, salvo se estiver desobrigado da apresentação de Ajuste Anual. No caso concreto, o mero erro de preenchimento na DIRPF de um dos cônjuges, mas cuja tributação foi apurada de forma correta não podem impedir a faculdade decorrente da Lei ao contribuinte.
Numero da decisão: 2201-005.262
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201907
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2002 OMISSÃO DE RENDIMENTOS ALUGUEL RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. LANÇAMENTO DE OFICIO. ERRO DA FONTE PAGADORA. RENDIMENTO DE PESSOA FÍSICA. Erro de informação em DIRF de pessoa jurídica na qual a locatária era sócia e informados de forma equivocada. Conjunto probatório e contexto do caso concreto que encerra a demonstração de que os rendimentos foram pagos por pessoa física. Erro na DIRF informada e não retificada pela pessoa jurídica. BENS E DIREITOS COMUNS. DECLARAÇÃO EM SEPARADO. ERRO DE PREENCHIMENTO. APURAÇÃO E TRIBUTAÇÃO CORRETA DO IRPF O cônjuge que optar pela tributação total dos rendimentos comuns deve relacionar os bens e direitos comuns, salvo se estiver desobrigado da apresentação de Ajuste Anual. No caso concreto, o mero erro de preenchimento na DIRPF de um dos cônjuges, mas cuja tributação foi apurada de forma correta não podem impedir a faculdade decorrente da Lei ao contribuinte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10950.001291/2006-71
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6037157
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-005.262
nome_arquivo_s : Decisao_10950001291200671.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
nome_arquivo_pdf_s : 10950001291200671_6037157.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
dt_sessao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2019
id : 7831088
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122024509440
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-16T22:49:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-07-16T22:49:50Z; Last-Modified: 2019-07-16T22:49:50Z; dcterms:modified: 2019-07-16T22:49:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-07-16T22:49:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-07-16T22:49:50Z; meta:save-date: 2019-07-16T22:49:50Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-07-16T22:49:50Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-07-16T22:49:50Z; created: 2019-07-16T22:49:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2019-07-16T22:49:50Z; pdf:charsPerPage: 1822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-07-16T22:49:50Z | Conteúdo => S2-C 2T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10950.001291/2006-71 Recurso Voluntário Acórdão nº 2201-005.262 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2019 Recorrente ELPIDIO SERRA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2002 OMISSÃO DE RENDIMENTOS ALUGUEL RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. LANÇAMENTO DE OFICIO. ERRO DA FONTE PAGADORA. RENDIMENTO DE PESSOA FÍSICA. Erro de informação em DIRF de pessoa jurídica na qual a locatária era sócia e informados de forma equivocada. Conjunto probatório e contexto do caso concreto que encerra a demonstração de que os rendimentos foram pagos por pessoa física. Erro na DIRF informada e não retificada pela pessoa jurídica. BENS E DIREITOS COMUNS. DECLARAÇÃO EM SEPARADO. ERRO DE PREENCHIMENTO. APURAÇÃO E TRIBUTAÇÃO CORRETA DO IRPF O cônjuge que optar pela tributação total dos rendimentos comuns deve relacionar os bens e direitos comuns, salvo se estiver desobrigado da apresentação de Ajuste Anual. No caso concreto, o mero erro de preenchimento na DIRPF de um dos cônjuges, mas cuja tributação foi apurada de forma correta não podem impedir a faculdade decorrente da Lei ao contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 12 91 /2 00 6- 71 Fl. 165DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente) Relatório 1- Adoto inicialmente como relatório a narrativa constante do V. Acórdão da DRJ (e-fls. 103/107) por sua precisão e as folhas dos documentos indicados no presente são referentes ao e-fls (documentos digitalizados). Por meio do Auto de infração de fls. 3, exige-se do contribuinte os montantes de R$5.474,71 de Imposto de Renda pessoa Física Suplementar, R$4.106,03 de Multa de Ofício, R$3.881,02 de juros de mora, cálculo válido até 04/2006. O presente Auto de Infração originou-se da revisão da declaração de ajuste anual referente ao exercício de 2002, ano-calendário de 2001, efetuada nos com base nos artigos 788, 835 a 839, 841, 844, 871, 926 e 992 do Regulamento do Imposto de Renda, Decreto 3.000, de 26/03/1999. Foi constatada a existência de irregularidades na declaração e, por consequência alterados os valores das seguintes linhas: - rendimentos recebidos de pessoas jurídicas de R$90.228,05 para R$101.214,05; - deduções de dependentes de R$3.240,00 para R$1.080,00; - dedução de despesas médicas de R$13.'627,88 para R$6.865,84. Diz a Fiscalização: Omissão de rendimentos de alugueis ou royalties recebidos de pessoa jurídica. 0 contribuinte recebeu RS 10.986,00 da empresa English House Escala de Inglês Ltda, conforme extrato da DARF. (...) Dedução indevida com dependentes. Foram glosadas as deduções referentes a Orlando Serra e Lucília Vidotti Serra por terem apresentado declaração separadamente. Dedução indevida a titulo de despesas médicas. O contribuinte, regularmente intimado, comprovou despesas médicas dedutíveis somente no valor de R$6.865,84, conforme documentos e relatório da malha anexo ao dossiê que se encontra à disposição do contribuinte. Tempestivamente o contribuinte ingressou com defesa contra parte do Auto de Infração, alegando, em síntese, o seguinte: Que os rendimentos de aluguéis foram tributados na declaração de seu cônjuge Elza Gonçalves Serra, CPF 006.417.019-50, 0 que é permitido pela legislação, pois foi gerado por bem comum. Que tais rendimento foram declarados como rendimento de pessoas físicas, pois o imóvel foi locado em nome de Rosângela Fernandes, CPF 904.137.769-72, proprietária da empresa English House Escola de Inglês Ltda. Fl. 166DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 Com referência às deduções dos dependentes e a diferença entre as despesas médicas, reconhece que houve falha e efetuou 0 recolhimento de imposto complementar de R$2.453,56. Pede que seja acolhida a impugnação. 02- A impugnação do contribuinte foi julgada improcedente de acordo com decisão da DRJ abaixo ementada: ASSUNTO: IMPOSTO soam: A RENDA DE PESSOA FÍSICA-IRPF Exercício: 2002 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFICIO. Será efetuado lançamento de ofício, no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual. BENS E DIREITOS COMUNS. DECLARAÇÃO EM SEPARADO. O cônjuge que optar pela tributação total dos rendimentos comuns deve relacionar os bens e direitos comuns, salvo se estiver desobrigado da apresentação de Ajuste Anual. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve ser instruída com os elementos de prova que fundamentem os argumentos de defesa. Simples alegações desacompanhadas dos meios de prova que as justifiquem não têm qualquer relevância. Lançamento Procedente 03 – Houve a interposição de recurso voluntário pelo contribuinte às e-fls. 111/112, com documentos às fls. 113/155 sendo o relatório do necessário. Voto Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, Relator. 04 – Recebo o recurso por estarem presentes as condições de admissibilidade. 05 – O lançamento do crédito tributário tem por motivação o seguinte, de acordo com o e-fls 6/7 identificado abaixo, sendo objeto do presente recurso apenas os rendimentos relacionados ao valor de R$ 10.986,00 da Empresa English House Escola de Inglês Ltda., sendo que os demais itens e valores foram objeto de recolhimento por parte do contribuinte: Fl. 167DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 O PRESENTE AUTO DE INFRAÇÃO ORIGINOU-SE DA REVISÃO DE SUA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2002, ANO-CALENDÁRIO DE 2001. EFETUADA COM BASE NOS ARTIGOS 788, 835 A 839, 841, 844, 871, 926 E 992, DO REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA, DECRETO 3.000, DE 26 DE MARÇO DE 1999. FOI CONSTATADA A EXISTÊNCIA DE IRREGULARIDADES NA DECLARAÇÃO, CONFORME DESCRITO E CAPITULADO EM ANEXO. FORAM ALTERADOS OS VALORES DAS SEGUINTES LINHAS DE SUA DECLARAÇÃO: * RENDIMENTOS RECEBIDOS PESSOAS JURÍDICAS PARA R$ 101.214,05 . * DEDUÇÕES DE DEPENDENTES PARA R$ 1.080,00 . * DEDUÇÕES DE DESPESAS MÉDICAS PARA R$ 6.865,84 . FOI APURADO SALDO DE IMPOSTO A PAGAR (CÓDIGO DARF 0211) NO VALOR DE R$ 1.141,83 APÓS A REVISÃO DE SUA DECLARAÇÃO. O SALDO DO IMPOSTO A PAGAR APURADO APUS A REVISÃO DA DECLARAÇÃO REPRESENTA O VALOR DECLARADO PELO CONTRIBUINTE, EM RELAÇÃO AO QUAL PERMANECEM EM VIGOR AS DATAS DE VENCIMENTO FIXADAS NA LEGISLAÇÃO, RESPEITADA A OPÇÃO PARA PAGAMENTO EM QUOTA ÚNICA OU EM VÁRIAS QUOTAS ATÉ O NÚMERO DE SEIS E OBSERVADO O VALOR MÍNIMO DE CADA QUOTA. FOI. APURADO IMPOSTO SUPLEMENTAR (CÓDIGO DARF 2904) NO VALOR DE R$ 5.474,71 APÓS A REVISÃO DE SUA DECLARAÇÃO. PARA RECOLHIMENTO DESTE VALOR, VIDE "INSTRUÇÕES DE PAGAMENTO DO IMPOSTO SUPLEMENTAR" EM FOLHA DE CONTINUAÇÃO ANEXA AO AUTO DE INFRAÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS OU ROYALTIES RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. O CONTRIBUINTE RECEBEU R$10.986,00 DA EMPRESA ENGLISH HOUSE ESCOLA DE INGLÊS LTDA, CONFORME EXTRATO DA DIRF. ENQUADRAMENTO LEGAL: ARTS. 1 A 3 DA LEI 7.713/88; ARTS. 1 A 3 DA LEI 8.134/90; ARTS. 3 E 11 DA LEI 9.250/95; ART. 21 DA LEI 9.532/97; LEI 9.887/99; ARTS. 49 A 53 DO DECRETO 3.000/99 - RIR/1999. DEDUÇÃO INDEVIDA COM DEPENDENTES(S). FORAM GLOSADAS AS DEDUÇÕES REFERENTES A ORLANDO SERRA E LUCÍLIA VIDOTTI SERRA POR TEREM APRESENTADO DECLARAÇÃO SEPARADAMENTE. ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA C E ART. 35 DA LEI 9.250/95; ART. 38 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 15/2001. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS. O CONTRIBUINTE, REGULARMENTE INTIMADO, COMPROVOU DESPESAS MÉDICAS DEDUTÍVEIS SOMENTE NO VALOR DE R$6.865,84, CONFORME DOCUMENTOS E RELATÓRIO DA MALHA ANEXO AO DOSSIÊ QUE SE ENCONTRA À DISPOSIÇÃO DO CONTRIBUINTE. Fl. 168DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 ENQUADRAMENTO LEGAL: ART. 8, INCISO II, ALÍNEA A E PARÁGRAFOS 2 E 3 DA LEI 9.250/95; ARTS. 43 A 48 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 15/2001 06 – A DRJ por sua vez entendeu pela procedência do lançamento, justificando a decisão conforme segue: Com referência ao valor de R$510.986,00, que foi recebido, segundo a Fiscalização, da empresa English House Escola de lnglês Ltda, diz o contribuinte que tal valor foi tributado na declaração de seu cônjuge Elza Gonçalves Serra. Às fls. 17-19, consta cópia da Declaração de Ajuste Anual Simplificada apresentada tempestivamente por sua esposa, onde foi informado como rendimento tributável o valor de R$18.963,59. Na Declaração de Ajuste Anual apresentada pelo autuado é possível constatar que se trata de declaração em separado, havendo a informação do CPF de sua cônjuge e assinalada como “NÃO” a opção se a declaração e' em conjunto (fl. 10). A Instrução Normativa SRF n° 25, de 29 de abril de 1996, que dispõe sobre normas de tributação relativas ã incidência do imposto de renda das pessoas físicas, estabelece em seu art. 4° que, em relação aos rendimentos comuns produzidos por bens ou direitos, no caso de propriedade em comunhão decorrente de sociedade conjugal, a tributação incidirá sobre cinqüenta por cento do total dos rendimentos comuns, em nome de cada cônjuge, ou, opcionalmente, os rendimentos serão tributados pelo total, em nome de um dos cônjuges. Portanto, existe a permissão legal para que um dos cônjuges opte pela inclusão na sua declaração, além de seus rendimentos próprios, o total dos rendimentos produzidos pelos bens comuns, compensando inclusive o valor do imposto pago ou retido na fonte, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção ou efetuado o pagamento. Contudo, há que se observado o que contém o Manual de Preenchimento da Declaração de Ajuste Anual, quando trata dos bens e direitos que devem ser declarados: BENS E DIREITOS COMUNS- DECLARAÇÃO EM SEPARADO (...) O cônjuge que optar pela tributação total dos rendimentos comuns deve relacionar os bens e direitos comuns, salvo se estiver desobrigado da apresentação de Ajuste Anual. Neste caso, os bens e direitos comuns devem ser declarados pelo outro cônjuge. Como se observa, tal diretriz não foi cumprida, tendo em vista que a contribuinte Elza Gonçalves Serra, em sua declaração simplificada, no item destinado à declaração de bens e direitos, apenas informou: Os bens de propriedade comum do casal estão relacionados na declaração do cônjuge Elpídio Serra (CPF 022.078.269-5). Em face do descumprimento dessa determinação, não há como acatar os argumentos do contribuinte. Além disso, Elza Gonçalves Serra, em sua declaração, não diz a origem dos seus rendimentos. Fl. 169DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 Por outro lado, a alegação de que os rendimentos são provenientes de pessoas físicas e não jurídicas, não há nos autos nenhum documento comprovando esse fato. Veja-se que o único documento juntado aos autos que poderia comprovar essa afirmação seria o contrato de fls. 22, que foi firmado entre Elpídio Serra (locador) e Rosangela Fernandes (locatária). Entretanto, na cláusula segunda do referido contrato consta: O prazo de locação e' de 12 meses, a contar de 01 de outubro de 1999 terminando em 01 de outubro de 2000. O presente auto de infração, está tratando da declaração relativa ao exercício de 2002, ano-calendário 2001 e não do período constante no contrato acima mencionado. Portanto, o período do contrato não corresponde ao período do lançamento e, desse modo, não há como acatar a alegação formulada. Grifei 07 - O contribuinte, por sua vez, apresenta a sua irresignação alegando o seguinte em suas razões recursais: Os rendimentos de aluguéis no valor de R$ 10.986,00 provenientes do imóvel do casal situado na Rua Basílio Saltchuk, 46 - Centro - Maringá - Pr (anexo 1 - matricula registro do imóvel), imóvel este adquirido na constância do casamento sob o regime de comunhão universal de bens (anexo 2 - certidão casamento). O referido imóvel foi locado a Rosangela Fernandes CPF 904.137.769-72 em 17/10/2000 tendo como administradora a Imobiliária 2001 de Maringá Ltda CNPJ 75.239.897/0001-00 (anexo 3 - relação de alugueis recebidos em 2001 da Imobiliária 2001), (anexo 4 – contrato de locação). Neste imóvel se estabeleceu a empresa English House Escola de Inglês Ltda CNPJ 03.467.725/0001-82 (anexo 5 - copia do CNPJ da empresa English House), a qual tem como uma das sócias a Sra. Rosangela Fernandes (anexo 6 - copia do contrato social e posteriores alterações da empresa English House). A divergência nas informações provieram da DIRF ( anexo 7 - DIRF 2002/2001 da empresa English House) apresentada pela. referida empresa, pois a mesma informou erroneamente ter pago aluguel ao Sr. Elpídio Serra, o que de fato não aconteceu pois os pagamentos, recebimentos e contratos dos alugueis são entre pessoas físicas (Elpídio Serra x Rosangela Fernandes). Os rendimentos de aluguéis recebidos não foram omitidos, sendo os mesmos devidamente tributados na declaração de seu cônjuge ELZA GONÇALVES SERRA – CPF 006.417.019-50 (anexo 8 - DIRPF 2002/2001 Elza Gonçalves Serra), pois conforme permite a legislação em vigor, que os rendimentos gerados por bens comuns do casal, podem opcionalmente serem tributados em nome de um dos cônjuges (RIR/99 –Decreto 3.000 de 26/03/99 -Art. 6°, parágrafo único). Tais rendimentos foram declarados como rendimentos auferidos de pessoas físicas, sendo o valor recebido no ano de 2001 da Sra. Rosangela Fernandes de R$ 10.824,00 (dez mil, oitocentos e vinte e quatro reais), com dedução de R$ 865,92 (oitocentos e sessenta e cinco reais e noventa e dois centavos), referentes à taxas da imobiliária, tributando portanto pelo valor líquido de RS 9.958,08 (nove mil, novecentos e cinqüenta e oito reais e oito centavos). Assim na declaração do cônjuge Elza Gonçalves Serra os rendimentos tributáveis de R$ Fl. 170DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 18.963,59 incluem os rendimentos recebidos de Rosangela Fernandes e demais alugueis como consta no demonstrativo da Imobiliária 2001 de Maringá Ltda. (anexo 3). 08 – Recebo os documentos de fls. 113/155 juntados ao recurso por entender que houve início de prova junto à defesa e as juntadas em recurso ficam evidenciando que tratam de documentos na forma do art. 16§ 4º “c” 1 do Decreto 70.235/72. 09 – Existem dois fundamentos na decisão de piso para manter o lançamento, um deles é o relacionado a questão da inclusão apenas na declaração da cônjuge do recorrente, além de seus rendimentos próprios, o total dos rendimentos produzidos pelos bens comuns do casal, e o fato de entender que não foram comprovados que os rendimentos foram pagos por pessoa física e não a pessoa jurídica em decorrência da juntada de contrato de locação anterior ao exercício lançado. 10 – Contudo, entendo que merece ser provido o recurso do contribuinte, posto que comprovadas as alegações do contribuinte rebatendo os fundamentos da decisão de piso, devendo ser reformada. 11 – Quanto ao primeiro ponto sobre a tributação dos rendimentos comuns do casal, entendo que dever ser afastada a parte da fundamentação que entendeu que a cônjuge do contribuinte não atendeu aos termos do Manual de Preenchimento da Declaração de Ajuste Anual, apesar da decisão de piso ter entendido que há previsão legal de acordo com o art. 4º da IN 25/96 para tanto ao decidir que: “Portanto, existe a permissão legal para que um dos cônjuges opte pela inclusão na sua declaração, além de seus rendimentos próprios, o total dos rendimentos produzidos pelos bens comuns, compensando inclusive o valor do imposto pago ou retido na fonte, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção ou efetuado o pagamento.” 12 – Ora, resta claro que o manual de preenchimento da declaração de ajuste anual é mera norma infralegal e meramente informativa e complementar que trata apenas de procedimentos para orientação ao contribuinte e Administração Tributária para preenchimento da DIRPF. 1 Art. 16. A impugnação mencionará: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) Fl. 171DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 13 – Da forma como julgado esse ponto do assunto a decisão da DRJ está dando prevalência à uma norma regulamentar em detrimento a uma norma legal e infralegal, sendo que pelo contexto do caso em questão é importante que se estabeleça a diferença: uma coisa é a infração à Lei com a omissão de declarações e de rendimentos e, outra muito diferente é o mero erro de preenchimento da DIRPF passível de retificação. 14 – Não vejo infração à Lei, tanto que a própria DRJ entendeu que na forma da tributação e o contexto apresentado pelo contribuinte não está equivocado, tanto que a própria autoridade lançadora não questiona esse fato no lançamento, sendo a meu ver excesso de preciosismo e inovação jurídica indevida quanto a questão indicada no auto de infração ocasionado na decisão de piso. 15 – Veja que o Decreto 3000/99 (RIR/99) vigente na época dos fatos assim indicava a forma correta de como devem ser tributados os rendimentos na constância da sociedade conjugal e como os valores devem ser informados na hipótese de declaração em separado, em seus arts. 6º e 7º, verbis: Rendimentos na Constância da Sociedade Conjugal Art. 6º Na constância da sociedade conjugal, cada cônjuge terá seus rendimentos tributados na proporção de (Constituição, art. 226, § 5 º): I - cem por cento dos que lhes forem próprios; II - cinqüenta por cento dos produzidos pelos bens comuns. Parágrafo único. Opcionalmente, os rendimentos produzidos pelos bens comuns poderão ser tributados, em sua totalidade, em nome de um dos cônjuges. Declaração em Separado Art. 7º Cada cônjuge deverá incluir, em sua declaração, a totalidade dos rendimentos próprios e a metade dos rendimentos produzidos pelos bens comuns. § 1 ºO imposto pago ou retido na fonte sobre os rendimentos produzidos pelos bens comuns deverá ser compensado na declaração, na proporção de cinqüenta por cento para cada um dos cônjuges, independentemente de qual deles tenha sofrido a retenção ou efetuado o recolhimento. § 2 ºNa hipótese prevista no parágrafo único do artigo anterior, o imposto pago ou retido na fonte será compensado na declaração, em sua totalidade, pelo cônjuge que declarar os rendimentos, independentemente de qual deles tenha sofrido a retenção ou efetuado o recolhimento. § 3 ºOs bens comuns deverão ser relacionados somente por um dos cônjuges, se ambos estiverem obrigados à apresentação da declaração, ou, obrigatoriamente, pelo cônjuge que estiver apresentando a declaração, quando o outro estiver desobrigado de apresentá-la. Fl. 172DF CARF MF Fl. 9 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 16 – Da mesma forma, além da IN 25/96 mencionada pela decisão recorrida, na época da declaração constava a regra do art. 4º da IN 15/2001 abaixo reproduzida: Rendimentos comuns Art. 4o Os rendimentos comuns produzidos por bens ou direitos, cuja propriedade seja em condomínio ou decorra do regime de casamento, são tributados da seguinte forma: I - na propriedade em condomínio, a tributação é proporcional à participação de cada condômino; II - na propriedade em comunhão decorrente de sociedade conjugal, inclusive no caso de contribuinte separado de fato, a tributação, em nome de cada cônjuge, incide sobre cinqüenta por cento do total dos rendimentos comuns; III - na propriedade em condomínio decorrente da união estável, a tributação incide sobre cinqüenta por cento do total dos rendimentos relativos aos bens possuídos em condomínio, em nome de cada convivente, salvo estipulação contrária em contrato escrito. Parágrafo único. No caso do inciso II, os rendimentos são, opcionalmente, tributados pelo total, em nome de um dos cônjuges. 17 – Assim, neste ponto, entendo que assiste razão ao Recorrente, posto tratar-se de mero erro de preenchimento sendo que as regras a respeito da tributação foram respeitadas pelo contribuinte. 18 – Quanto aos demais pontos da decisão de piso, pela livre apreciação das provas, na forma do art. 29 do Decreto 70.235/72, entendo que merece ser reformada a decisão de piso, senão vejamos. 19 – O contribuinte traz à colação a comprovação da propriedade do imóvel locado às fls. 113 (certidão de matrícula) e a comprovação do casamento com a Sra. Elza Gonçalves Serra fls. 123. 20 – Para rebater os fundamentos da decisão de piso assim indicado: “Veja-se que o único documento juntado aos autos que poderia comprovar essa afirmação seria o contrato de fls. 22, que foi firmado entre Elpídio Serra (locador) e Rosangela Fernandes (locatária). Entretanto, na cláusula segunda do referido contrato consta: O prazo de locação e' de 12 meses, a contar de 01 de outubro de 1999 terminando em 01 de outubro de 2000. O presente auto de infração, está tratando da declaração relativa ao exercício de 2002, ano-calendário 2001 e não do período constante no contrato acima mencionado Portanto, o período do contrato não Fl. 173DF CARF MF Fl. 10 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 corresponde ao período do lançamento e, desse modo, não há como acatar a alegação formulada.”, junta às fls. 127/134 o contrato de locação do mesmo imóvel e com as mesmas pessoas com vigência de 48 meses iniciando em 01/10/2000 a 01/10/2004, havendo na realidade a prorrogação do contrato anterior. 21 – O contribuinte ainda apresenta às fls. 125/126 a relação de alugueis creditados e comissões debitadas da Imobiliária 2001 de Maringá Ltda., mesma indicada no contrato de locação como recebedora dos rendimentos do aluguel, sendo a administradora do imóvel, indicando como locatária a pessoa de Rosangela Fernandes, mesma pessoa indicada no contrato de locação e proprietária da empresa English House Idiomas, fls. 135/150: 22 – Tudo leva a crer, pelo contexto probatório levado a cabo pelo contribuinte e a confrontação de tais documentos, que houve realmente erro na informação da DIRF enviada pela Pessoa Jurídica de fls. 151/152 juntada pelo contribuinte e não retificada. 23 – Veja que a própria pessoa jurídica, além de incorrer em erro na comunicação do rendimento pago, deveria ter efetuado como pessoa jurídica a retenção na fonte de tais rendimentos pagos de locação, fato também não informado. Portanto, entendo que há a comprovação de que os rendimentos são originários de pessoa física e não pessoa jurídica. 24 – Quanto a outro ponto comum a esse assunto e indicado pela DRJ de que a cônjuge do recorrente não diz a origem dos rendimentos em sua declaração e que são os rendimentos relacionados a essa locação, ao contrário do indicado pela DRJ, entendo que houve sim a demonstração, posto que o documento de fls. 20/23 entregue à fiscalização e reproduzidos novamente às fls. 125/126 no recurso referente a “relação de alugueis creditados e comissões debitadas” comprovam o valor declarado pela cônjuge do contribuinte, bastando verificar que do total de 2001 de R$ 20.612,52 com a dedução das comissões de R$ 1.648,93 chegamos ao valor de R$ 18.963,59, sendo o mesmo valor do rendimento declarado (fls. 154) pela Sra. Elza Gonçalves Serra. 25 – Se o documento de fls. 20/23 não tivesse valor probatório, e tais rendimentos recebidos da pessoa física de Rosangela Fernandes não fossem verdadeiros, a própria fiscalização ao receber tal documento entregue pelo contribuinte quando da malha fiscal, o utilizaria para lançar por exemplo como omissão de rendimento os demais valores indicados como aluguel dos inquilinos Alice Liberato Gargaro, Nivalda Bonacin e RM Koyama e Cia Ltda., sendo relacionados a outros locações de imóveis do casal, uma vez que existem outros imóveis declarados na DIRPF do contribuinte a época. Fl. 174DF CARF MF Fl. 11 do Acórdão n.º 2201-005.262 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.001291/2006-71 26 – Por mais que a esposa do cônjuge não tenha indicado a fonte dos rendimentos, pelos menos não o constam no resumo da declaração de fls. 154/155, mas tudo leva a crer que são os indicados às fls. 20/23 e 125/126, alguns na ocasião que deveriam ser declarados no carnê-leão (Alice Liberato Gargaro, Nivalda Bonacin e de Rosangela Fernandes) e outros retidos na fonte (RM Koyama e Cia Ltda), diga-se de passagem, em vista do contexto e do conjunto probatório produzido e da verossimilhança das alegações, entendo que está justificado de que o rendimento não é de pessoa jurídica, mas de pessoa física e que tais rendimentos foram devidamente declarados e tributados na declaração da cônjuge do recorrente. Conclusão 27 - Diante do exposto, conheço do recurso para DAR LHE PROVIMENTO cancelando a autuação, na forma da fundamentação. (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Fl. 175DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19647.001387/2007-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2007
DCTF. DÉBITO QUITADO POR MEIO DE PER/DECOMP ERRO. PEDIDO DE REVISÃO DE OFÍCIO.
Se o contribuinte não contesta o débito, se limitando a peticionar informando a sua quitação por meio de PER/DECOMP não deve ser conhecido o recurso voluntário.
Numero da decisão: 1402-003.937
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário.
(Assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, Barbara Santos Guedes (Suplente Convocada), Junia Roberta Gouveia Sampaio e Paulo Mateus Ciccone (Presidente)
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2007 DCTF. DÉBITO QUITADO POR MEIO DE PER/DECOMP ERRO. PEDIDO DE REVISÃO DE OFÍCIO. Se o contribuinte não contesta o débito, se limitando a peticionar informando a sua quitação por meio de PER/DECOMP não deve ser conhecido o recurso voluntário.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 19647.001387/2007-29
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6033857
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1402-003.937
nome_arquivo_s : Decisao_19647001387200729.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 19647001387200729_6033857.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, Barbara Santos Guedes (Suplente Convocada), Junia Roberta Gouveia Sampaio e Paulo Mateus Ciccone (Presidente)
dt_sessao_tdt : Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2019
id : 7823482
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122028703744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1318; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 206 1 205 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.001387/200729 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402003.937 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de junho de 2019 Matéria IRRF Recorrente GUARARAPES AGRÍCOLA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2007 DCTF. DÉBITO QUITADO POR MEIO DE PER/DECOMP ERRO. PEDIDO DE REVISÃO DE OFÍCIO. Se o contribuinte não contesta o débito, se limitando a peticionar informando a sua quitação por meio de PER/DECOMP não deve ser conhecido o recurso voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, Barbara Santos Guedes (Suplente Convocada), Junia Roberta Gouveia Sampaio e Paulo Mateus Ciccone (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 13 87 /2 00 7- 29 Fl. 206DF CARF MF 2 Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração no qual constam débitos de IRRF, referentes aos anoscalendários de 2002 e 2004, acrescidos de multa de ofício de demais acréscimos legais. Cientificada (AR fls. 108) a contribuinte petição de fls. 109 na qual alega que "efetuou o pagamento do tributo cobrado e valores acessórios, mediante PER/DECOMP enviada em 13 de março de 2007. protocolada sob o nº 10223.87518.130307.1.3.09.8962" Em 20 de abril de 2007, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife (PE) proferiu decisão pelo não conhecimento do recurso, uma vez que: "(...) o contribuinte não efetuou nenhuma alegação contestando o lançamento efetuado pela fiscalização, conseqüentemente, considerase matéria preclusa, posto que não impugnada conforme dispõe o artigo 17 do Decreto nº 70.235/72, e alterações posteriores, que rege o processo administrativo fiscal federal, o qual dispõe que: "Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante". Portanto, não será objeto de apreciação, vez que definitivamente constituído o crédito tributário nos termos do mencionado dispositivo legal. Cientificada, (AR fls. 150), a contribuinte apresentou a petição de fls. 152/154 na qual requer a anulação da decisão da DRJ e remessa dos autos à autoridade competente para apreciar o pedido de compensação por ela apresentado. É o relatório Voto Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora O recurso preenche os pressupostos legais de admissibilidade, motivo pelo qual, dele conheço. Tanto a decisão recorrida reconhecem que os órgãos julgadores não tem competência para analisar o pedido, uma vez que a questão a ser analisada não se refere a qualquer discussão jurídica. O processo limitase à análise da extinção do crédito tributário promovida pela contribuinte por meio de PER/DECOMP. Com efeito, a competência originária para decidir sobre pedidos de cancelamento ou de retificação, é da Delegacia da Receita Federal que jurisdiciona o domicílio do contribuinte. Nesse sentido vem se posicionando a jurisprudência, conforme se verifica pelas decisões abaixo transcritas. Fl. 207DF CARF MF Processo nº 19647.001387/200729 Acórdão n.º 1402003.937 S1C4T2 Fl. 207 3 ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CORREÇÃO DE ERRO NA INDICAÇÃO DOS PERÍODOS DE APURAÇÃO DOS DÉBITOS CONFESSADOS. Os procedimentos administrativos para revisão e correção de erro no preenchimento de PER/DCOMP, visando evitar duplicidade de débitos, não estão a cargo do CARF, mas sim das Delegacias da Receita Federal.(Ac. 1802002.343– 2ª Turma Especial,Sessão de 23/09/2014, Presidente e Relator José de Oliveira Ferraz Corrêa). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 DCOMP. CANCELAMENTO. COBRANÇA DE DÉBITOS. COMPETÊNCIA. As instâncias de julgamento administrativo (DRJ e CARF) não possuem competência para apreciação de questões relacionadas ao cancelamento de declaração de compensação ou à cobrança dos respectivos débitos. PER/DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMENTO DE OFÍCIO. ALEGAÇÃO DE DÉBITO INEXISTENTE. ERRO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PEDIDO DE REVISÃO DE OFÍCIO. CONVERSÃO. Se o contribuinte apresenta pedido de cancelamento do PER/DCOMP manejando manifestação de inconformidade, ao argumento de que inexiste o débito declarado, por erro, a autoridade fiscal deve receber a manifestação de inconformidade como pedido de revisão de ofício. (Ac. 3001000.095– Turma Extraordinária/1ªTurma, Sessão 12/12/2017, Pres. e Relator Orlando Rutigliani Berri). ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício: 2005 PER/DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMEN TO DE OFÍCIO. ALEGAÇÃO DE DÉBITO INEXISTENTE. ERRO. CONVERSÃO DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE EM PEDIDO DE REVISÃO DE OFÍCIO. PN COSIT Nº 8/2014. Se o contribuinte apresenta pedido de cancelamento de ofício do PER/DCOMP manejando manifestação de inconformidade, ao argumento de que inexiste o débito declarado, por erro a autoridade fiscal deve receber a manifestação de inconformidade como pedido de revisão de ofício. (Ac.1301002.243– 3ª Câmara/1ªTurma Ordinária, Sessão 23/03/2017, Redator Designado Conselheiro Flávio Franco Corrêa). Em face do exposto, não conheço do Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 208DF CARF MF 4 Fl. 209DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10850.900097/2017-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2012
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOBRESTAMENTO DO JULGAMENTO DESNECESSÁRIO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO CONTRIBUINTE.
No caso concreto, a procedência do pedido de restituição transmitido dependia da manutenção de crédito tributário constituído em outro processo, no entanto, a impugnação naquele apresentada foi apreciada em primeira instância, com decisão pela exoneração do tributo lançado, bem como foi negado provimento ao recurso de ofício no âmbito do CARF.
Como consequência da exoneração do crédito tributário naquele outro processo administrativo, resta claro que os créditos aqui utilizados para compensação eram devidos, de forma que não merece prosperar o pedido de compensação.
Numero da decisão: 1201-002.947
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em negar provimento ao recurso, por unanimidade.
(assinado digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Alexandre Evaristo Pinto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Luis Henrique Marotti Toselli, Allan Marcel Warwar Teixeira, Gisele Barra Bossa, Efigênio de Freitas Junior, Alexandre Evaristo Pinto, Bárbara Santos Guedes (Suplente convocada) e Lizandro Rodrigues de Sousa (Presidente).
Nome do relator: ALEXANDRE EVARISTO PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2012 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOBRESTAMENTO DO JULGAMENTO DESNECESSÁRIO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO CONTRIBUINTE. No caso concreto, a procedência do pedido de restituição transmitido dependia da manutenção de crédito tributário constituído em outro processo, no entanto, a impugnação naquele apresentada foi apreciada em primeira instância, com decisão pela exoneração do tributo lançado, bem como foi negado provimento ao recurso de ofício no âmbito do CARF. Como consequência da exoneração do crédito tributário naquele outro processo administrativo, resta claro que os créditos aqui utilizados para compensação eram devidos, de forma que não merece prosperar o pedido de compensação.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10850.900097/2017-51
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6020991
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1201-002.947
nome_arquivo_s : Decisao_10850900097201751.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ALEXANDRE EVARISTO PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 10850900097201751_6020991.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em negar provimento ao recurso, por unanimidade. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Luis Henrique Marotti Toselli, Allan Marcel Warwar Teixeira, Gisele Barra Bossa, Efigênio de Freitas Junior, Alexandre Evaristo Pinto, Bárbara Santos Guedes (Suplente convocada) e Lizandro Rodrigues de Sousa (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
id : 7787507
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122039189504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1775; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.900097/201751 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201002.947 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2019 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente ASFLA PARTICIPAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2012 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOBRESTAMENTO DO JULGAMENTO DESNECESSÁRIO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO CONTRIBUINTE. No caso concreto, a procedência do pedido de restituição transmitido dependia da manutenção de crédito tributário constituído em outro processo, no entanto, a impugnação naquele apresentada foi apreciada em primeira instância, com decisão pela exoneração do tributo lançado, bem como foi negado provimento ao recurso de ofício no âmbito do CARF. Como consequência da exoneração do crédito tributário naquele outro processo administrativo, resta claro que os créditos aqui utilizados para compensação eram devidos, de forma que não merece prosperar o pedido de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em negar provimento ao recurso, por unanimidade. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Luis Henrique Marotti Toselli, Allan Marcel Warwar Teixeira, Gisele Barra Bossa, Efigênio de Freitas Junior, Alexandre Evaristo Pinto, Bárbara Santos Guedes (Suplente convocada) e Lizandro Rodrigues de Sousa (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 90 00 97 /2 01 7- 51 Fl. 57DF CARF MF Processo nº 10850.900097/201751 Acórdão n.º 1201002.947 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do r. acórdão n. 1157.526 (fls. 3138) proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada em face do r. despacho decisório que indeferiu o pedido de restituição pleiteado. Adoto o relatório da r. DRJ, complementandoo ao final com o necessário. Tratam os autos de Pedido de Restituição (PER) nº 32622.15245.310516.1.2.040942, com cópia às fls. 19 a 21, por intermédio do qual o contribuinte pleiteou a restituição de suposto pagamento indevido ou a maior de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no montante de R$ 233.010,68, decorrente de Darf de mesmo valor, relativo ao período de apuração 2º trimestre de 2012, arrecadado em 31/07/2012. 2. Como resultado da análise do PER foi expedido o Despacho Decisório com nº de rastreamento 119553689, em 03/02/2017, com cópia às fls. 22, 25 e 26, decidindo por não reconhecer o direito creditório e, por conseguinte, indeferir o pedido. 2.1. Consoante a decisão, o Darf foi integralmente utilizado na liquidação de débito de IRPJ referente ao 1º trimestre de 2012, confessado na DCTF nº 100201220121830558282. 3. Cientificado da decisão em 21/02/2017, conforme Aviso de Recebimento (AR) à fl. 24, em 20/03/2017 o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade às fls. 04 a 10, instruída com os documentos às fls. 11 a 18, onde argumentou, em síntese, o que segue: 3.1. A empresa Cerradinho Participações S/A (Cerrapar), da qual é acionista, sofreu lavratura de auto de infração sob o argumento de que teria deixado de recolher IRPJ e CSLL sobre ganho de capital obtido na alienação de ações da NG Bioenergia S/A NG (antes denominada Jarsy Holdings S/A Jarsy) à empresa Noble Comercializadora de Energia Ltda (Noble). Segundo a peça fiscal, houve planejamento fiscal abusivo, que teria propiciado que a venda dos ativos à Noble se desse pelos acionistas (em sua maioria pessoas físicas) e, assim, resultasse em tributação do ganho de capital pelo IRPF (à alíquota de 15%), ao invés do IRPJ e da CSLL (às alíquotas somadas de 34%). Assim, ignorando os recolhimentos sobre o ganho de capital efetuados pelos acionistas, a autoridade fiscal exigiu IRPJ e CSLL sobre o ganho de capital na Cerrapar; 3.2. Os autos de infração foram impugnados pela Cerrapar e seus acionistas pessoas físicas (responsáveis solidários pelo crédito tributário), sendo que a apreciação das impugnações ainda não foi realizada na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ); 3.3. Em vista do auto de infração, e visando resguardar seu direto contra efeitos da prescrição/decadência, os acionistas pleitearam a restituição do tributo por eles recolhido sobre o ganho de capital apurado na alienação da Fl. 58DF CARF MF Processo nº 10850.900097/201751 Acórdão n.º 1201002.947 S1C2T1 Fl. 4 3 participação societária em questão. Isto porque, na hipótese de manutenção das autuações na Cerrapar (processo nº 16561.720044/201618), é de rigor a devolução do tributo pago pelos acionistas; 3.4. Para evitar que sejam proferidas decisões distintas acerca dos mesmos fatos e sobre a mesma questão jurídica, é imperioso que o presente feito seja reunido àquele processo, com fundamento no art. 6º, §1º, I, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e no art. 55 do Código de Processo Civil (CPC); 3.5. Alternativamente, no mínimo deve ser sobrestada a decisão a ser dada aqui até a definição quanto à procedência das exigências objeto daquele processo, em razão da prejudicialidade entre ambos; 3.6. Requer a compensação do valor objeto do PER aqui tratado com os valores que vierem a ser devidos em definitivo pela Cerrapar caso a decisão no processo na qual esta é parte lhe seja desfavorável. 4. Em 03/07/2017 os autos foram encaminhados a esta DRJ/Recife PE para a apreciação da manifestação de inconformidade, em cumprimento ao disposto na Portaria RFB nº 453, de 2013, e no art. 2º da Portaria RFB nº 2.231, de 2017 (fl. 30). Em 11 de setembro de 2017, a 04ª Turma da Delegacia Regional do Brasil de Julgamento em Recife proferiu o Acórdão DRJ nº 1157.526, situado às fls. 31 a 38, de relatoria do AuditorFiscal Luciano de Oliveira Valença, que entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, indeferindo o direito creditório pleiteado, nos termos da ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2012 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOBRESTAMENTO DO JULGAMENTO DESNECESSÁRIO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO CONTRIBUINTE. No caso concreto, em que a procedência do pedido de restituição transmitido depende da manutenção de crédito tributário constituído em outro processo, e a impugnação naquele apresentada já ter sido apreciada em primeira instância, com decisão pela exoneração do tributo lançado, o sobrestamento do julgamento da restituição tornase desnecessário, sendo devido ratificar o seu indeferimento. Não obstante ter havido recurso de ofício da decisão que afastou os lançamentos, o julgamento do pedido de restituição não acarreta qualquer prejuízo ao contribuinte, haja vista a que ambos os processos serão apreciados pelo Carf. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A Recorrente apresentou o presente Recurso Voluntário em que aduz a necessária conexão do presente com o processo administrativo nº 16561.720044/201618, em que se discute a validade da operação subjacente que originou o crédito pleiteado. Alternativamente, requer o sobrestamento do feito até que aquele processo seja julgado. Fl. 59DF CARF MF Processo nº 10850.900097/201751 Acórdão n.º 1201002.947 S1C2T1 Fl. 5 4 Por fim, sustenta que: Na hipótese de eventual manutenção das autuações fiscais que deram origem ao PA nº 16561.720044/201618, é de rigor a devolução do imposto pago pelos acionistas de CERRAPAR ou, quando menos, a sua compensação com os valores que vierem a ser devidos em definitivo. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Evaristo Pinto Relator. O Recurso é tempestivo e interposto por parte constituída, cumprindo os requisitos, motivo pelo qual dele tomo conhecimento. Analisando os autos verifico que o indeferimento do crédito pleiteado decorreu da incerteza quanto à existência ou não de pagamento indevido a ser restituído, o que dependia do resultado do processo administrativo nº 16561.720044/201618, em que se discutiu se a operação subjacente foi válida ou não, o que implicaria na validade da lavratura dos autos de infração e na existência ou não de valores a serem restituídos. Referido processo foi objeto de análise desta r. Turma na sessão de 17 de abril de 2018, em que se proferiu acórdão, sob a relatoria da Conselheira Gisele Bossa, em que acordaram os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto da relatora, que restou assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2011 ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA. ILEGITIMIDADE DO SUJEITO PASSIVO. GANHO DE CAPITAL. TRIBUTAÇÃO EXERCIDA. Constatado que o real alienante de participação societária eram as acionistas pessoas físicas/jurídicas (acionistas controladores), incorreta a sua descaracterização, para fins fiscais, sendo, assim, indevida a atribuição de sujeição passiva da obrigação tributária à pessoa jurídica (holding). PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ABUSIVO. INOCORRÊNCIA. Diante das circunstância fáticoprobatórias, verificase que o objetivo central da reestruturação societária adotada era permitir a liberação do preço de venda antes do vencimento das obrigações financeiras pactuadas com os credores e não reduzir o ônus fiscal. Daí se explica a opção pela cisão parcial (em detrimento de capitalização de uma controlada), incorporação do acervo em empresa já existente e sem operação (ao invés de outra que poderia ser criada) e cisões de CAEE e CERRAPAR na mesma data. O curto espaço de tempo entre a cisão parcial e a alienação, por si só não configura planejamento tributário abusivo. No mais, o reinvestimento imediato do valor da alienação não demonstra ilicitude do planejamento. ILICITUDE DE CISÃO PARCIAL. INOCORRÊNCIA. Em atos de fusão, cisão ou incorporação, os fins dizem respeito aos propósitos a que servem as operações. Tais reestruturações têm por função possibilitar as alocações de patrimônio em diferentes sociedades, nos termos do artigo 225, I c/c artigo 229, § 3º, da Lei nº 6.404/1976 (Lei das S/As). A cisão da Recorrida permitiu atribuir àquele que negociou a venda obter o ativo antes de alienálo. Por isso, constou da justificação que a cisão visava "racionalizar a Fl. 60DF CARF MF Processo nº 10850.900097/201751 Acórdão n.º 1201002.947 S1C2T1 Fl. 6 5 estrutura societária'', com a "reorganização dos ativos'', nos "legítimos interesses da Cindida e da Incorporadora, assim como de seus acionistas e administradores''. Só cabe cogitar inexistência de causa à cisão se, por hipótese, o patrimônio cindido (ou recursos equivalentes) tivesse retornado a Recorrida. Tal fato não ocorreu no presente caso, ela deixou de deter ativos e desobrigouse de passivos. Houve, portanto, conferência patrimonial. REDUÇÃO DE CAPITAL. ENTREGA DE BENS E DIREITOS DO ATIVO AOS SÓCIOS E ACIONISTAS PELO VALOR CONTÁBIL. PROCEDIMENTO LÍCITO. É vedado à autoridade administrativa alterar o regime de tributação adotado para, desconsiderandoo, tributar o ganho de capital na pessoa jurídica que promoveu a devolução de capital aos acionistas, alegando que a carga tributária aplicável seria mais elevada. A própria lei autoriza ao contribuinte optar pela tributação na pessoa física, sujeita a carga tributária inferior, conforme dispõe os artigos 22 e 23, da Lei nº 9.249/1995. EFETIVO PROPÓSITO NEGOCIAL. VERIFICAÇÃO. A construção de cenários de impacto fiscal permitiu a averiguação de como a adição do ganho de capital ao resultado tributável de CAEE e CERRAPAR influiria nas base de IRPJ e CSLL de ambas de forma a evidenciar, complementarmente às demais provas dos autos, que o propósito da reestruturação societária praticada não foi a redução do ônus fiscal sobre o ganho de capital. INCORRETA SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA. NULIDADE. É nula a imputação de responsabilidade tributária por ausência de termo e falta de motivação, nos termos do artigos 10, incisos III e IV, 31 e 59, II do Decreto nº 70.235/1972 c/c os artigos 12, inciso II, 39, incisos III e IV, do Decreto nº 7.574/2011 c/c artigo 2º, parágrafo único, inciso VII, da Lei nº 9.785/1999. SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA. INTERESSE COMUM NÃO DEMONSTRADO. IMPROCEDÊNCIA. A caracterização da solidariedade obrigacional prevista no inciso I, do art. 124, do CTN, prescinde da demonstração do interesse comum de natureza jurídica, e não apenas econômica, entendendose como tal aquele que recaia sobre a realização do fato que tem a capacidade de gerar a tributação. APLICAÇÃO DE MULTA QUALIFICADA. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DE CONDUTA DOLOSA. A autoridade fiscal não logrou êxito em comprovar que a contribuinte teria praticado quaisquer das condutas dolosas descritas nos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/2011 CSLL. LANÇAMENTO DECORRENTE. EFEITOS DA DECISÃO RELATIVA AO LANÇAMENTO PRINCIPAL (IRPJ). Dada a íntima relação de causa e efeito, aplicase ao lançamento reflexo o decidido no principal. Como se verifica, esta Turma entendeu pela validade da operação carreada e por exonerar totalmente o crédito tributário, de sorte que são devidos os recolhimentos realizados pela Recorrente, não havendo que se falar em pagamento indevido. Isto posto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e negarlhe provimento. É como voto. Fl. 61DF CARF MF Processo nº 10850.900097/201751 Acórdão n.º 1201002.947 S1C2T1 Fl. 7 6 (assinado digitalmente) Alexandre Evaristo Pinto Fl. 62DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13981.000049/2007-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2007
LANÇAMENTO. AFERIÇÃO INDIRETA. É possível o lançamento de contribuições sociais utilizando-se o procedimento da aferição indireta, com base no art. 33, §3° da Lei 8 212/91, quando o contribuinte não apresenta documentação idônea e hábil requerida pela fiscalização para a verificação do cumprimento da legislação previdenciária.
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. O CARF não detém competência legal para inaugurar a apreciação de pedidos de compensação. Cumpre à Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinar , apreciar, fiscalizar e homologar as compensações efetuadas.
Numero da decisão: 2301-006.310
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso.
JOÃO MAURICIO VITAL - Presidente.
CLEBER FERREIRA NUNES LEITE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201907
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2007 LANÇAMENTO. AFERIÇÃO INDIRETA. É possível o lançamento de contribuições sociais utilizando-se o procedimento da aferição indireta, com base no art. 33, §3° da Lei 8 212/91, quando o contribuinte não apresenta documentação idônea e hábil requerida pela fiscalização para a verificação do cumprimento da legislação previdenciária. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. O CARF não detém competência legal para inaugurar a apreciação de pedidos de compensação. Cumpre à Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinar , apreciar, fiscalizar e homologar as compensações efetuadas.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13981.000049/2007-92
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6041238
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2301-006.310
nome_arquivo_s : Decisao_13981000049200792.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 13981000049200792_6041238.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. JOÃO MAURICIO VITAL - Presidente. CLEBER FERREIRA NUNES LEITE - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado
dt_sessao_tdt : Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2019
id : 7839681
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:50:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122044432384
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-30T09:22:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-07-30T09:22:59Z; Last-Modified: 2019-07-30T09:22:59Z; dcterms:modified: 2019-07-30T09:22:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-07-30T09:22:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-07-30T09:22:59Z; meta:save-date: 2019-07-30T09:22:59Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-07-30T09:22:59Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-07-30T09:22:59Z; created: 2019-07-30T09:22:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-07-30T09:22:59Z; pdf:charsPerPage: 2111; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-07-30T09:22:59Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13981.000049/2007-92 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-006.310 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de julho de 2019 Recorrente SERFLORA SERVICOS FLORESTAIS SC LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2007 LANÇAMENTO. AFERIÇÃO INDIRETA. É possível o lançamento de contribuições sociais utilizando-se o procedimento da aferição indireta, com base no art. 33, §3° da Lei 8 212/91, quando o contribuinte não apresenta documentação idônea e hábil requerida pela fiscalização para a verificação do cumprimento da legislação previdenciária. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCOMPETÊNCIA DO CARF. O CARF não detém competência legal para inaugurar a apreciação de pedidos de compensação. Cumpre à Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinar , apreciar, fiscalizar e homologar as compensações efetuadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. JOÃO MAURICIO VITAL - Presidente. CLEBER FERREIRA NUNES LEITE - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado Relatório Trata-se de recurso voluntário contra a decisão contida no acórdão nº 07.14.424, da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis - SC, que julgou procedente em parte o lançamento referente à Notificação Fiscal de Lançamento de Débitos - NFLD, nº 37.010.235-5, na qual a fiscalização apurou valores de contribuição AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 1. 00 00 49 /2 00 7- 92 Fl. 980DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.310 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13981.000049/2007-92 previdenciária por aferição indireta por ter a empresa apresentado lançamentos contábeis em desacordo com a legislação. No recurso, a requerente alega em síntese: 1 — Que não havia necessidade do levantamento por aferição indireta uma vez que não houve omissão de remuneração, que serve de base para o cálculo da contribuição previdenciária 2.Os valores relativos às competências 05/2002 a 12/2002 e 01/2005 a 12/2006, não foram excluídos do lançamento, embora tenham sido considerados indevidos por decisão da DRJ. 3 — Informa que resta saldo de retenção de 11% não compensado pela fiscalização quando do lançamento e solicita que seja compensado nos autos deste processo administrativo. 4.Que o valor cobrado a titulo de pro labore do sócio João Victor Garcia Geronasso, deve ser excluído do lançamento tendo em vista que nunca exerceu atividade na empresa. 5.Solicita, então, que o lançamento, na sua totalidade, seja considerado improcedente. É o relatório Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Da aferição indireta A aferição indireta é um procedimento utilizado pela auditoria fiscal, quando por alguma razão, a contabilidade da empresa não demonstra fidedignamente os fatos geradores ocorridos, bem como o recolhimento das contribuições previdenciárias destes decorrentes. A possibilidade de o lançamento ser efetuado por aferição indireta está prevista em lei, no caso, art. 33, parágrafos 3° e 6° da Lei n° 8.212/1991: Art.33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. I I, as contribuições incidentes a titulo de substituição e as devidas a outras entidades e fundos. (...) Fl. 981DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.310 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13981.000049/2007-92 § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de oficio a importância devida. (...) § 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ânus da prova em contrário. No caso em tela, a auditoria fiscal demonstrou as irregularidades verificadas que levaram à aferição da contribuição devida. E, Conforme se verifica no acórdão recorrido,, toda a documentação trazida aos autos foi devidamente analisada, sendo que mesmo em face de sua existência, não foi possível a desconstituição dos valores lançados, o que de fato, autorizou que a fiscalização utilizasse do procedimento da aferição indireta com a finalidade de efetuar o lançamento de contribuições as quais o contribuinte não possa comprovar o efetivo recolhimento ou mesmo a regularidade deste. Da não exclusão das competências, conforme decisão da Delegacia de Julgamento Quanto a alegação de que os valores relativos às competências 05/2002 a 12/2002 e 01/2005 a 12/2006, não foram excluídos do lançamento, embora tenham sido considerados indevidos por decisão da DRJ, informamos que se trata de decisão contida no voto da relatora, que foi voto vencido. Da leitura do voto vencedor, constata-se que a decisão do colegiado de primeira instancia foi no sentido de excluir apenas os valores decaídos por conta da Sumula Vinculante do STF nº 08/2008. Da inclusão no lançamento de sócio não administrador Quanto à esta alegação, reproduzimos, abaixo, a decisão contida no Acórdão da DRJ, com a qual concordamos inteiramente ; Quanto a alegação do sujeito passivo de que o Sr. Joao Victor Garcia Geronasso seria apenas um sócio investidor e não administrador, tem-se que, conforme frisou o auditor na mencionada Informação Fiscal e como se pode confirmar no Anexo V (fls. 109/113), a aferição indireta do pró-labore somente contemplou os sócios que o receberam e nas competências em que isso ocorreu. Portanto, em razão da contabilidade do sujeito passivo, nos exercícios de 1999, 2003 e 2004, estar deficiente, não fazendo prova de que registra toda a remuneração paga, mostra-se correta a atitude fiscal ao considerar que os pró-labores pagos em valores próximos ao salário minim, nesses exercícios, não correspondem As complexidades e responsabilidades da função de administrador, aferindo o efetivo valor através de um critério razoável, ou seja, com base na maior remuneração recebida por empregados da empresa, nos termos do art. 201, § 3º II, do RPS, conforme abaixo: §32 Não havendo comprovação dos valores pagos ou creditados aos segurados de que tratam as alíneas "e" a "i" do inciso V do art. 9, em face de recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a contribuição da empresa referente a esses segurados será de vinte por cento sobre: ( ) Fl. 982DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.310 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13981.000049/2007-92 II- a maior remuneração paga a empregados da empresa; ou Do pedido de compensação nos autos deste processo Quanto ao pedido de compensação do saldo de retenção de 11% não compensado, verifica-se tratar de matéria que foge do escopo do presente processo administrativo. O procedimento correto para se efetuar a compensação dos créditos da recorrente,, deveria ser feito nos moldes estabelecidos pela legislação no momento em que surgisse a possibilidade e o interesse jurídico para tal. Pedido negado. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Fl. 983DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11020.720069/2008-05
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007
CESSÃO ONEROSA DE CRÉDITO DE ICMS A TERCEIRO. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. NÃO INCIDÊNCIA
Nos termos do art. 62, §2º do Anexo II do RICARF/2015, em obediência à decisão plenária do STF no julgamento do RE 606.107, não há que se falar em incidência de PIS e Cofins sobre os valores recebidos a título de cessão onerosa a terceiros de créditos de ICMS.
Recurso especial do Procurador negado.
Numero da decisão: 9303-008.622
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(Assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente
(Assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 CESSÃO ONEROSA DE CRÉDITO DE ICMS A TERCEIRO. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. NÃO INCIDÊNCIA Nos termos do art. 62, §2º do Anexo II do RICARF/2015, em obediência à decisão plenária do STF no julgamento do RE 606.107, não há que se falar em incidência de PIS e Cofins sobre os valores recebidos a título de cessão onerosa a terceiros de créditos de ICMS. Recurso especial do Procurador negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11020.720069/2008-05
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6021445
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-008.622
nome_arquivo_s : Decisao_11020720069200805.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
nome_arquivo_pdf_s : 11020720069200805_6021445.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (Assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
dt_sessao_tdt : Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
id : 7789874
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122051772416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1531; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11020.720069/200805 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303008.622 – 3ª Turma Sessão de 15 de maio de 2019 Matéria COFINS NÃOCUMULATIVO Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SAN MARINO MÓVEIS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 CESSÃO ONEROSA DE CRÉDITO DE ICMS A TERCEIRO. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. NÃO INCIDÊNCIA Nos termos do art. 62, §2º do Anexo II do RICARF/2015, em obediência à decisão plenária do STF no julgamento do RE 606.107, não há que se falar em incidência de PIS e Cofins sobre os valores recebidos a título de cessão onerosa a terceiros de créditos de ICMS. Recurso especial do Procurador negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (Assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 00 69 /2 00 8- 05 Fl. 282DF CARF MF Processo nº 11020.720069/200805 Acórdão n.º 9303008.622 CSRFT3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pelo Procurador (fls. 169/194), admitido pelo despacho de fls. 245/246, contra o Acórdão 3301002.739 (fls. 134/142), de 23/05/2012, assim ementado na parte devolvida ao nosso conhecimento: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade SocialCofins Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 CESSÃO DE ICMS. INCIDÊNCIA DE PIS E COFINS. A cessão de créditos de ICMS não se constitui em base de cálculo da contribuição, por se tratar esta operação de mera mutação patrimonial, não representativa de receita. Alega a Fazenda, em síntese, que sobre a cessão onerosa de créditos de ICMS deve incidir a indigitada contribuição, postulando, assim, a reforma do recorrido de modo a restaurar a decisão de piso. Em contrarrazões (fls. 254/271), requer o contribuinte que seja negado provimento ao recurso especial fazendário. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire Relator Conheço do recurso do Procurador nos termos em que foi admitido. A matéria não é nova para esta Turma julgadora. E nosso entendimento unânime está arrimado no sentido de que a matéria já foi objeto de apreciação pelo SFT RE 606.107, julgado sob o rito da repercussão geral, devendo, portanto, nos termos regimentais, ser a mesma aplicada nos julgados deste CARF. Referencio o recente aresto 9303008.059, de 20/02/2019, de relatoria do i. Conselheiro Demes Brito, assim ementado na matéria em exame: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 CESSÃO ONEROSA DE CRÉDITO DE ICMS A TERCEIRO. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. NÃO INCIDÊNCIA Nos termos do art. 62, §2º do Anexo II do RICARF/2015, em obediência à decisão plenária do STF, no julgamento do RE 606.107, não há que se falar em incidência de PIS e Fl. 283DF CARF MF Processo nº 11020.720069/200805 Acórdão n.º 9303008.622 CSRFT3 Fl. 4 3 Cofins sobre os valores recebidos a título de cessão onerosa a terceiros de créditos de ICMS. Deveras, sem reparos à r. decisão. CONCLUSÃO Em face do exposto, conheço do recurso especial da Fazenda, mas negolhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 284DF CARF MF Processo nº 11020.720069/200805 Acórdão n.º 9303008.622 CSRFT3 Fl. 5 4 Fl. 285DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001229/2010-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, de forma individualizada.
Numero da decisão: 2301-006.229
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
João Maurício Vital - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Antonio Sávio Nastureles - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente).
Ausente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa
Julgamento efetuado em 06/06/2019, de manhã.
Nome do relator: ANTONIO SAVIO NASTURELES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, de forma individualizada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11516.001229/2010-58
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6035898
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2301-006.229
nome_arquivo_s : Decisao_11516001229201058.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANTONIO SAVIO NASTURELES
nome_arquivo_pdf_s : 11516001229201058_6035898.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). Ausente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa Julgamento efetuado em 06/06/2019, de manhã.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2019
id : 7827847
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122053869568
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-18T18:16:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-07-18T18:16:18Z; Last-Modified: 2019-07-18T18:16:18Z; dcterms:modified: 2019-07-18T18:16:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-07-18T18:16:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-07-18T18:16:18Z; meta:save-date: 2019-07-18T18:16:18Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-07-18T18:16:18Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-07-18T18:16:18Z; created: 2019-07-18T18:16:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2019-07-18T18:16:18Z; pdf:charsPerPage: 1746; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-07-18T18:16:18Z | Conteúdo => S2-C 3T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11516.001229/2010-58 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-006.229 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 6 de junho de 2019 Recorrente ZILMARA FERNANDES DE OLIVEIRA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, de forma individualizada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). Ausente o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa Julgamento efetuado em 06/06/2019, de manhã. Relatório 1. Trata-se de julgar recurso voluntário (e-fls 132/133) interposto em face do Acórdão nº 07-20.538 (e-fls 114/117) prolatado pela DRJ Florianópolis em sessão de julgamento realizada em 15 de julho de 2010. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 12 29 /2 01 0- 58 Fl. 137DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.229 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.001229/2010-58 2. Faz-se a transcrição do relatório inserto na decisão recorrida: início da transcrição do relatório contido no Acórdão nº 07-20.538 Trata-se de Auto de Infração emitido contra a contribuinte acima identificado, através do qual se exige a importância de R$ 67.896,62, a título de Imposto de Renda, acrescido de juros de mora, no valor de R$ 20.803,52 e da multa proporcional, no valor de R$ 50.922,46. Conforme consta no Termo de Verificação de Fiscal de fls. 77 a 81, em síntese, com base nos documentos apresentados pelo contribuinte, (extratos bancários, etc...), acostados aos autos às fls. 13 a 68 e na declaração de ajuste anual de 2007, apurou-se a omissão de rendimentos no valor de R$ 266.859,32, caracterizada por valores creditados em contas correntes de titularidade da contribuinte. Embora devidamente intimado por intermédio do Termo de Intimação Fiscal nº 141/10 de fls. 69, a contribuinte não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos relacionados no demonstrativo de fls. 70 a 74, utilizados nas referidas operações. No atendimento à Intimação Fiscal nº 141/10, a contribuinte limitou-se a afirmar, sem a apresentação de qualquer comprovante, que em virtude do seu trabalho como autônoma intermediando a compra e venda de imóveis, elaboração de contratos, prestação de serviços junto a órgãos públicos e o pagamento de guias e despesas para efetivação do negócio, logo, os valores em questão referem-se a estes serviços, os quais lhe rendiam a importância de R$ 12.000,00, ao ano, mas que não teria os comprovantes de rendimentos necessários para comprovar suas alegações. Insurgindo-se contra o lançamento, a interessada interpôs impugnação de fl. 90 e 91, alegando, em breve síntese, que: os valores apurados como omissão de rendimentos circulam por sua conta corrente em virtude dos serviços de administração financeira de pessoas físicas e jurídicas, os quais são depositados em sua conta para pagar despesas das mesmas; inclusive dentre os valores em tela encontram-se vários depósitos de cheque de terceiros depositados apenas para saques futuros; não concorda com o cálculo procedido pela autoridade lançadora, vez que com base na tabela progressiva de 2006 o imposto devido resulta em R$ 64.321,62 e não em R$ 67.896,62. Por fim, requer, a improcedência do auto de infração ora impugnado. final da transcrição do relatório contido no Acórdão nº 07-20.538 2.1. Ao julgar improcedente a impugnação, o acórdão recorrido tem a ementa que se segue: DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Por disposição legal, caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, de forma individualizada. Fl. 138DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.229 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.001229/2010-58 3. Ao interpor o recurso voluntário (e-fls 132/133) , o Recorrente deduz as mesmas alegações ofertadas ao tempo da impugnação. 3.1. Faz-se a transcrição das razões recursais (e-fls 133): DA DEFESA Referente ao levantamento efetuado pelo auditor, a contribuinte deixou de recolher aos cofres públicos valores que circularam por sua conta corrente pessoa física que não foram tributados, sendo que vimos por meio desta dar as explicações cabíveis quanto a estes fatos: Como trata-se de uma autônoma conforme especificado em seu IRPF 2006/2007 a mesma trabalha por conta própria administrando financeiramente pessoas físicas e empresas, sendo que esses depósitos foram efetuados em sua conta para pagar despesas das mesmas, também há depósitos que foram efetuados que trata-se de cheques recebidos de terceiros que foram depositados para saque futuro. Também discordamos do cálculo efetuado pelo auditor pois pelo levantamento efetuado pelo mesmo no ano base de 2006 a contribuinte teve como depósito R$ 266.859,32, segue abaixo como deveria ficar o cálculo do IR: Conforme verificado o valor do imposto apurado pela tabela do IRPF no ano base 2006 foi de R$ 64.321,62 e não o valor de R$ 67.896,62. ANTE O EXPOSTO, requer a recorrente respeitosamente à Vossa Senhoria que, verifique a veracidade dos fatos, recebendo este recurso, se digne recalcular os devidos cálculos, glosando os depósito que realmente não são rendimentos e sim meros repasses e refazer o cálculo do IRPF para que faça JUSTIÇA É o relatório. Fl. 139DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.229 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.001229/2010-58 Voto Conselheiro Antonio Sávio Nastureles, Relator. 4. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. 5. Como se pode divisar, o recurso traz alegações genéricas e se cinge a formular pedido pertinente ao cálculo do imposto devido, sem adentrar no mérito do lançamento, e sem se desincumbir do ônus de comprovar a origem dos depósitos bancários. Considero que a decisão de primeira instância bem analisou a questão relacionada à dedução do desconto simplificado e ao cálculo do imposto devido, de modo que adoto como razões de decidir os mesmos fundamentos apresentados no voto do acórdão recorrido: início da transcrição do voto contido no Acórdão nº 07-20.538 Pelo teor da impugnação, ora analisada, constata -se que a mesma é total, vez que a contribuinte não concorda com os valores lançados pela fiscalização como omissão de rendimentos. Conforme consta do relatório deste voto o cerne da questão encontra-se no fato de que o impugnante foi autuado por omissão de rendimentos provenientes de valores creditados nas sua contas bancárias, mantidas junto às instituições financeiras Banco do Brasil S/A e UNIBANCO, no ano-calendário de 2006, cuja origem dos recursos utilizados nestas operações não foi por ela comprovada com documentação hábil e idônea durante a ação fiscal. Isto posto, cabe trazer, inicialmente, que o presente lançamento tem por fundamento legal o art. 42 da Lei n.º 9.430, de 1996, a seguir transcrito. “Art.42 – Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º - O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II - no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). Fl. 140DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-006.229 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.001229/2010-58 § 4º - Tratando-se de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5º - Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 6º - Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares”. Logo, o dispositivo legal acima estabelece uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. Por outro lado, se comprovados forem os valores, quando os mesmos forem tributáveis e ainda não tenham sido oferecidos à tributação, submeter-se-ão às normas específicas. Ou seja, ao interessado somente cabia, e cabe, refutar a presunção fiscal legalmente autorizada, por meio da apresentação de contra-provas hábeis e idôneas capazes de demonstrar de forma inconteste de onde advieram os recursos que originaram os créditos bancários mantidos em seu nome, identificando com precisão quais os valores que merecem sua discordância, demonstrando, de forma inequívoca, a coincidência de datas e valores existente nas operações. Entretanto, a contribuinte, na impugnação, bem como já fizera quando intimado pela fiscalização, limita-se a alegar que os depósitos em tela referem-se à valores de terceiros depositados nas suas contas bancários para pagamento de despesas decorrentes dos serviços por ela prestados. Deste modo, considerando-se que a interessada não trouxe aos autos qualquer documento que demonstrassem claramente que a grande maioria destes depósitos fossem considerados mero “trânsito” de recursos de terceiros, e tampouco a causa jurídica deste fato, devidamente comprovada, diante do levantamento efetuado, ao assim não proceder, a contribuinte não dá alternativa a este juízo administrativo que não seja a de manter incólume a matéria tributária levantada de ofício. Também não merece prosperar as alegações pertinentes ao cálculo do imposto devido, isto porque, conforme informado pela autoridade lançadora no Termo de Verificação fiscal foi concedido a dedução do desconto simplificado, o qual, no ano- calendário em tela estava limitado à R$ 11.167,20. Ocorre que a interessada, quando da entrega da declaração de ajuste anual já havia aproveitado a importância de R$ 2.600,00, assim, a dedução devida resulta na importância de R$ 8.567,20 (R$ 11.167,20 – R$ 2.600,00). Portanto, escorreito, o cálculo procedido pela autoridade lançadora. final da transcrição do voto contido no Acórdão nº 07-20.538 Fl. 141DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-006.229 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.001229/2010-58 CCOONNCCLLUUSSÃÃOO 6. Em vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Fl. 142DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12448.911011/2015-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2010
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NECESSÁRIA RETIFICAÇÃO DA DCTF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO ERRO ALEGADO. NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Diante da não retificação da DCTF para retratar o valor alegado como correto e a ausência de elementos probatórios hábeis a comprovar o alegado pelo contribuinte, não se reconhece o direito creditório pleiteado.
Numero da decisão: 1302-003.679
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 12448.911014/2015-75, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Flávio Machado Vilhena Dias, Marcelo José Luz de Macedo (Suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2010 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NECESSÁRIA RETIFICAÇÃO DA DCTF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO ERRO ALEGADO. NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Diante da não retificação da DCTF para retratar o valor alegado como correto e a ausência de elementos probatórios hábeis a comprovar o alegado pelo contribuinte, não se reconhece o direito creditório pleiteado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 29 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 12448.911011/2015-31
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6038983
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1302-003.679
nome_arquivo_s : Decisao_12448911011201531.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 12448911011201531_6038983.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 12448.911014/2015-75, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Flávio Machado Vilhena Dias, Marcelo José Luz de Macedo (Suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
id : 7837011
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122069598208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1664; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 2 1 1 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.911011/201531 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1302003.679 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de junho de 2019 Matéria DCOMP Recorrente LUBRU CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2010 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NECESSÁRIA RETIFICAÇÃO DA DCTF. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO ERRO ALEGADO. NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Diante da não retificação da DCTF para retratar o valor alegado como correto e a ausência de elementos probatórios hábeis a comprovar o alegado pelo contribuinte, não se reconhece o direito creditório pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 12448.911014/201575, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Rogério Aparecido Gil, Maria Lúcia Miceli, Flávio Machado Vilhena Dias, Marcelo José Luz de Macedo (Suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 91 10 11 /2 01 5- 31 Fl. 98DF CARF MF Processo nº 12448.911011/201531 Acórdão n.º 1302003.679 S1C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por LUBRU CONSTRUÇÕES LTDA contra acórdão que indeferiu a manifestação de inconformidade. A empresa apresentou PER/DCOMP na qual pleiteia compensação de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior com débitos nela declarados. O despacho decisório proferido pela DRF/RJ1 não homologou a compensação porque identificou que o crédito havia sido integralmente utilizado para quitação dos débitos do contribuinte. Em sua manifestação de inconformidade, a empresa alegou, em síntese, que: o crédito utilizado para compensação advém de imposto pago mediante DARF, em que não foi deduzido o imposto retido na fonte, conforme informado em sua DIPJ; a multa isolada de 50% sobre o débito objeto da declaração de compensação não homologada é ilegal/inconstitucional; e ao final, pugna pela reforma da decisão, pela suspensão da exigibilidade do crédito principal e da multa, bem como protesta pela produção de todas as provas admitidas em direito. A DRJ/Rio de Janeiro julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário onde repete os mesmos argumentos contidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 99DF CARF MF Processo nº 12448.911011/201531 Acórdão n.º 1302003.679 S1C3T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1302003.675, de 13/06/2019, proferido no julgamento do Processo nº 12448.911014/2015 75, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1302003.675): O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Como relatado, a empresa não apresentou qualquer argumento para contestar os fundamentos da decisão recorrida. Apenas repetiu as razões já expostas na manifestação de inconformidade. Por concordar com o que foi prolatado na instância a quo, reproduzo os fundamentos daquela decisão, na parte que efetivamente apreciou as alegações contidas na manifestação de inconformidade, na esteira do que prevê o art. 57, § 3º, do RICARF: No caso dos autos, constatase, em consulta aos sistemas informatizados da RFB (fl. 66/67), que somente foi entregue pela interessada uma DCTF, original, que se encontra ativa e, de acordo com a referida Declaração, não há excesso de pagamento relativamente ao débito de IRPJ em questão. Ademais, não foram juntados aos autos documentos que comprovem o erro no preenchimento da DCTF e no valor recolhido aos cofres públicos. E, em se tratando de dedução de IRRF tal como alega a interessada, seriam imprescindíveis, além da juntada de cópia de livros fiscais / contábeis, a exibição de comprovantes de retenção emitidos em seu nome pelas fontes pagadoras dos rendimentos, nos termos do art. 55 da Lei nº 7.450/1985, e, ainda, a comprovação da tributação das receitas correspondentes, a teor do que dispõe o inciso III do art. 231 do Decreto nº 3000/1999 (RIR/1999). Somente para argumentar, cumpre registrar que, conforme Relatório extraído do Sistema DIRF/RFB (fl. 68), foi apresentada DIRF apenas com código de receita 1708 e não com código de receita 6256 tal como declarado pela interessada na Ficha 57 – Demonstrativo do Imposto de Renda, CSLL e Contribuição Previdenciária Retidos na Fonte da DIPJ 2011 (fl. 52). Fl. 100DF CARF MF Processo nº 12448.911011/201531 Acórdão n.º 1302003.679 S1C3T2 Fl. 5 4 Deixase de apreciar as arguições acerca da inaplicabilidade da multa com fundamento no § 18, do artigo 74, da Lei nº 9.430/1996, e inciso I, § 1º do artigo 45, da IN RFB nº 1300/2012, por não versar o caso dos autos sobre tal exigência. Por fim, no que tange à pretensão da interessada de que as intimações relativas ao presente processo sejam encaminhadas ao endereço de seu patrono, esta não merece acolhida por falta de previsão legal, pois, nos termos do art. 23, II e § 4º, do Decreto nº 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal, as mesmas devem ser enviadas ao domicílio fiscal do sujeito passivo. À vista de todo o exposto, considerando que os fundamentos do Despacho Decisório nº de rastreamento 108892329 são coerentes com a DCTF apresentada pela interessada e considerando, ainda, que não foi comprovado o erro alegado na manifestação de inconformidade, momento propício para contraditar, concluo pela ausência de liquidez e certeza do crédito que é objeto do presente. Pelo exposto, oriento meu voto no sentido negar provimento ao recurso voluntário. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto no sentido negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 101DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.720368/2010-43
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2006
ITR. ÁREA TRIBUTÁVEL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ADA EXIBIDO ATÉ O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL.
A falta de ADA tempestivo não consiste em elemento capaz de obstar o direito ao reconhecimento de área de utilização limitada.
Para afastar a glosa de Área de Preservação Permanente, é preciso que o ADA seja anterior ao início do procedimento fiscal.
Numero da decisão: 9202-007.807
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Helena Cotta Cardozo.
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Ana Paula Fernandes Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em exercício)
Nome do relator: ANA PAULA FERNANDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201904
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2006 ITR. ÁREA TRIBUTÁVEL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ADA EXIBIDO ATÉ O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. A falta de ADA tempestivo não consiste em elemento capaz de obstar o direito ao reconhecimento de área de utilização limitada. Para afastar a glosa de Área de Preservação Permanente, é preciso que o ADA seja anterior ao início do procedimento fiscal.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10882.720368/2010-43
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6020346
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-007.807
nome_arquivo_s : Decisao_10882720368201043.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANA PAULA FERNANDES
nome_arquivo_pdf_s : 10882720368201043_6020346.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Helena Cotta Cardozo. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em exercício)
dt_sessao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
id : 7781079
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122080083968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1545; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 9 1 8 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10882.720368/201043 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.807 – 2ª Turma Sessão de 24 de abril de 2019 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado UBIRAJARA KEUTENEDJIAN ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2006 ITR. ÁREA TRIBUTÁVEL. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ADA EXIBIDO ATÉ O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. A falta de ADA tempestivo não consiste em elemento capaz de obstar o direito ao reconhecimento de área de utilização limitada. Para afastar a glosa de Área de Preservação Permanente, é preciso que o ADA seja anterior ao início do procedimento fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Miriam Denise Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz e Maria Helena Cotta Cardozo. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Miriam Denise AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 72 03 68 /2 01 0- 43 Fl. 373DF CARF MF 2 Xavier (suplente convocada), Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em exercício) Relatório O presente Recurso Especial trata de pedido de análise de divergência motivado pela Fazenda Nacional face ao acórdão 2202002.446, proferido pela 2ª Turma / 2ª Câmara / 2ª Seção de Julgamento. Tratase de Notificação de Lançamento de fls. 02 a 08, por meio do qual se exigiu o pagamento do ITR do Exercício 2006, acrescido de juros moratórios e multa de ofício, totalizando o crédito tributário de R$ 699.396,77, relativo ao imóvel rural “Sem Denominação”, com área de 786,5 ha, NIRF 2.807.8551, localizado no município de Itapecerica da Serra/SP. Constou da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal a citação da fundamentação legal que amparou o lançamento e as seguintes informações, em suma: que, a declaração do sujeito passivo incidiu em Malha Fiscal, nos parâmetros Áreas Ambientais e Cálculo do Valor da Terra Nua; que em relação às áreas de preservação permanente o sujeito passivo na Declaração de Informação e Apuração do ITR/2006, no quadro Distribuição da área do Imóvel, informou 786,5 ha como área de Preservação Permanente, visando a exclusão da referida área da incidência do ITR. Regularmente intimado a apresentar os documentos para comprovar os dados informados na declaração, eis que transcorreu o prazo sem que o interessado se manifestasse sobre o caso. Tendo em vista a não apresentação de Laudo Técnico, Ato Declaratório Ambiental, a área de preservação permanente foi glosada e como não foi apresentado Laudo de Avaliação do imóvel, o VTN declarado foi modificado tendo por base as informações sobre preços de terras do Sistema de Preços de Terra SIPT previsto para o exercício 2006 de R$ 8.729,34/ha, para o município de localização do imóvel. O Contribuinte apresentou a impugnação, às fls. 85/103. A DRJ/SDR, às fls. 214/224, julgou pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o crédito tributário na forma originalmente lançado. O Contribuinte apresentou Recurso Voluntário às fls. 234/254. A 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara de Julgamento da 2ª Seção de Julgamento, às fls. 282/295 DEU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. A Decisão restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2006 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE LAUDO TÉCNICO ADA. Fl. 374DF CARF MF Processo nº 10882.720368/201043 Acórdão n.º 9202007.807 CSRFT2 Fl. 10 3 São áreas de preservação permanente legalmente estipuladas as hipóteses do art. 2º da Lei n. 4.771/65. São áreas determinadas por lei, de maneira que o ADA, neste caso, tem natureza puramente declaratória, pois o reconhecimento da APP depende de laudo técnico que comprove sua existência. As áreas de preservação permanente passíveis de reconhecimento por órgão ambiental são aquelas descritas no art. 3º da Lei n. 4.771/65, neste caso é preciso declaração de órgão ambiental competente que grave a parcela da terra com restrição ambiental para que reste reconhecida a APP. ADA – DESNECESSIDADE – DECISÃO JUDICIAL ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. A existência de decisão judicial reconhecendo a área de preservação permanente pode suprir a não apresentação dos documentos exigidos pela autoridade lançadora. Recurso Voluntário provido Às fls. 298/309, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, arguindo divergência jurisprudencial acerca da seguinte matéria: obrigatoriedade de apresentação tempestiva do ADA Ato Declaratório Ambiental, para exclusão da APP – Área de Preservação Permanente e da ARL Área de Reserva Legal da tributação do ITR/2006. Aduziu que o acórdão recorrido, mesmo diante da ausência de requerimento tempestivo de ADA para fins de comprovação das áreas em questão, deu provimento ao recurso voluntário para excluir as áreas de utilização limitada e preservação permanente do auto de infração relativo ao ITR de 2006. Divergindo deste entendimento, a colenda Segunda Câmara do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda exige a apresentação do ato específico do órgão competente, tempestivamente, para o reconhecimento das áreas de reserva legal e preservação permanente, como é o caso dos autos. Ao realizar o Exame de Admissibilidade do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, às fls. 312/314, a 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento, DEU PARCIAL SEGUIMENTO ao recurso, concluindo restar demonstrada a divergência de interpretação APENAS em relação à: obrigatoriedade de apresentação tempestiva do ADA Ato Declaratório Ambiental, para exclusão da APP – Área de Preservação Permanente, excluindo da reanálise a ARL Área de Reserva Legal, por ser matéria estranha aos autos. À fl. 318, a União manifestouse ciente do Despacho de parcial provimento ao seu recurso especial. Cientificado à fl. 323, o Contribuinte apresentou Contrarrazões, justificando, preliminarmente, a INTEMPESTIVIDADE de seu protocolo, em virtude de que foi intimado da decisão apenas em 18 de outubro de 2015, esgotando seu prazo apenas em 02 de novembro, prazo este que foi deslocado para o dia imediatamente posterior – 03 de novembro – em virtude do feriado nacional de Finados. Ainda, preliminarmente, aduziu ausência de divergência interpretativa entre os acórdãos paradigmas. No mérito, reiterou os argumentos anteriores e requereu o seu não provimento. É o relatório. Fl. 375DF CARF MF 4 Voto Conselheira Ana Paula Fernandes Relatora O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto, merece ser conhecido. Tratase de Notificação de Lançamento de fls. 02 a 08, por meio do qual se exigiu o pagamento do ITR do Exercício 2006, acrescido de juros moratórios e multa de ofício, totalizando o crédito tributário de R$ 699.396,77, relativo ao imóvel rural “Sem Denominação”, com área de 786,5 ha, NIRF 2.807.8551, localizado no município de Itapecerica da Serra/SP. O Acórdão recorrido deu provimento ao Recurso Ordinário. O Recurso Especial, apresentado pela Fazenda Nacional trouxe para análise a seguinte divergência: obrigatoriedade de apresentação tempestiva do ADA Ato Declaratório Ambiental, para exclusão da APP – Área de Preservação Permanente. Para se dirimir a controvérsia, é importante destacar, do Imposto Territorial Rural ITR, tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, a sistemática relativa à sua apuração e pagamento. Para tanto, devemos analisar a legislação aplicável ao tema e para isso transcrevo os trechos que interessam do art. 10 da Lei nº 9.393/96: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: I VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas; II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) sob regime de servidão florestal ou ambiental; (Incluída pela Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006) e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; (Incluída pela Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006) f) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público. (Incluída pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) Fl. 376DF CARF MF Processo nº 10882.720368/201043 Acórdão n.º 9202007.807 CSRFT2 Fl. 11 5 (...) § 7º A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1º, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) Da transcrição acima, destacase que, quando da apuração do imposto devido, excluise da área tributável as áreas de preservação permanente e de reserva legal, além daquelas de interesse ecológico, das imprestáveis para qualquer exploração agrícola, das submetidas a regime de servidão florestal ou ambiental, das cobertas por florestas e as alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas. Como se percebe da leitura do citado artigo, a área de preservação permanente é isenta de ITR, e como este é um imposto sujeito a lançamento por homologação o contribuinte deverá declarar a área isenta sem a necessidade de comprovação, sujeito a sanções caso reste comprovada posteriormente a falsidade das declarações. O acórdão recorrido assim dispôs: Como se vê, a prova da existência de área não explorada economicamente deságua, ao cabo, na decisão judicial e nas sucessivas averbações de matrícula realizadas com autorização do poder público, do qual o ADA é mera presunção. Seria ilógico exigirse o atendimento de requisito ligado à presunção quando o fato por ela presumido resta comprovado. Observo, inclusive, que a ausência de Laudo Técnico Ambiental que comprove a existência das áreas de preservação permanente decorre da impossibilidade do recorrente realizar medições e procedimentos cabíveis em razão da totalidade da área do imóvel encontrarse inserida dentro das confrontações do Parque Estadual da Serra do Mar, fato corroborado pela sentença proferida na ação de desapropriação indireta (fls.3339) que afirma que “a prova pericial trouxe a afirmação de que a área pertencente aos autores localizase, integralmente, dentro dos limites daquele Parque. Neste sentido, confirase a resposta (...) ainda à afirmação do próprio assistente técnico da ré”. (...) Constatado a existência de documentação hábil e idônea que ateste ser a totalidade da área do imóvel área de preservação permanente, e partindo da premissa acima alinhada, de que é desnecessária a apresentação de ADA para que seja reconhecida a APP quando existente documentação passível de atestála, deve ser reconhecido o direito do recorrente à exclusão desta área da base de cálculo do tributo. Fl. 377DF CARF MF 6 Em linhas gerais temos condições diferentes para reconhecimento da isenção quando se trata de (a) área de reserva legal e (b) área de preservação permanente. (a) Assim quanto a área de Reserva Legal, e meu ver não existe prazo para comprovação de sua existência, logo não é necessário que a averbação da reserva legal seja realizada antes do fato gerador, pois se a área foi eleita como ARL e tinha condições de ser considerada isenta, e o foi posteriormente, é isso que importa para consagração do Direito do Contribuinte. (b) Já quanto a área de preservação permanente, para que esta seja considerada isenta do ITR, consoante o disposto no art. 10, § 1º, II, "a", da Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996, não considero a apresentação de ADA como prova exclusiva de sua existência, pois a meu ver existem outros documentos hábeis a esta comprovação, como, por exemplo, laudos, fotos, averbações. Isso é quanto ao direito. Passo agora a análise das provas. O Contribuinte declarou no imposto de renda o valor de 786,50 hectares de Área de Preservação permanente – DIAT 2006. Apresentou Decreto do Poder Público, Decreto n° 10.251, de 30 de agosto de 1977, que criou o Parque Estadual da Serra do Mar, impondo aos ocupantes e proprietários severíssimas restrições de uso e gozo fls, 29 a 31 e nas fls seguintes colaciona cópia da ação judicial que move contra o Estado pelo fato de suas terras terem sido declaradas de preservação ambiental. Analisando a documentação constante dos autos, observase que apesar da sentença da 1ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra/SP, Processo nº 108/1991 declarar o imóvel incorporado ao patrimônio da ré (Fazenda Pública do Estado de São Paulo), porém a entrega formal da área à expropriante ainda não foi concretizada. Tal fato está perfeitamente evidenciado na Ação Rescisória nº 377.660.5/500, cujo acordo entre as partes foi assinado em 15 de dezembro de 2005, onde ficou acordado que os espólios/expropriados ficavam responsabilizados, perante qualquer outro interessado, quer pessoa física ou jurídica, privada ou pública, por toda e qualquer obrigação de pagar ou de fazer decorrente do domínio e da posse do imóvel objeto da ação originária, até a entrega formal da área ao Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente, isentando o Estado de toda e qualquer obrigação, exceto aquela decorrente do pagamento das parcelas do precatório. No presente caso, o interessado apresentou o Ato Declaratório Ambiental – ADA de 25/09/2009, relativo ao exercício de 2009. No caso, o interessado não apresentou Laudo de Avaliação do imóvel. A discussão dos presentes autos referese a fatos geradores ocorridos em 2006, e a data de início do procedimento fiscal é 24.03.2010 termo de intimação fiscal n.º 08113/0003/2010. Neste caso observo que as provas dos autos atendem as exigências legais, pois verificada a existência da APP, por se tratar de uma condição natural e não eleita pelo contribuinte, basta que se comprove sua existência independentemente do momento de sua comprovação. Fl. 378DF CARF MF Processo nº 10882.720368/201043 Acórdão n.º 9202007.807 CSRFT2 Fl. 12 7 Para maioria do colegiado embora indispensável a apresentação de ADA este pode ser aceito quando emitido ou protocolado até da data de início do procedimento fiscal. Por todo o exposto, voto no sentido de conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Fl. 379DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.920325/2012-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Data do fato gerador: 12/11/2004
INCLUSÃO DO ICMS E DO ISS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE.
O ICMS e o ISS não compõem a base de cálculo do PIS/COFINS, conforme pacificado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 574.706, aplicável analogamente ao presente caso.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ÔNUS DA PROVA. PRECLUSÃO
O contribuinte possui o ônus de prova do direito invocado mediante a apresentação de escrituração contábil e fiscal, lastreada em documentação idônea que dê suporte aos seus lançamentos. A juntada dos documentos deve observar a regra prevista no §4º, do artigo 16, do Decreto 70.235/72.
Numero da decisão: 3302-007.124
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente Substituto e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (presidente substituto), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Luis Felipe de Barros Reche (Suplente Convocado), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato de Deus e Denise Madalena Green.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Data do fato gerador: 12/11/2004 INCLUSÃO DO ICMS E DO ISS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE. O ICMS e o ISS não compõem a base de cálculo do PIS/COFINS, conforme pacificado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 574.706, aplicável analogamente ao presente caso. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ÔNUS DA PROVA. PRECLUSÃO O contribuinte possui o ônus de prova do direito invocado mediante a apresentação de escrituração contábil e fiscal, lastreada em documentação idônea que dê suporte aos seus lançamentos. A juntada dos documentos deve observar a regra prevista no §4º, do artigo 16, do Decreto 70.235/72.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10980.920325/2012-10
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6025950
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-007.124
nome_arquivo_s : Decisao_10980920325201210.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10980920325201210_6025950.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente Substituto e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (presidente substituto), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Luis Felipe de Barros Reche (Suplente Convocado), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato de Deus e Denise Madalena Green.
dt_sessao_tdt : Wed May 22 00:00:00 UTC 2019
id : 7808319
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122101055488
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-03T15:02:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-07-03T15:02:32Z; Last-Modified: 2019-07-03T15:02:32Z; dcterms:modified: 2019-07-03T15:02:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-07-03T15:02:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-07-03T15:02:32Z; meta:save-date: 2019-07-03T15:02:32Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-07-03T15:02:32Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-07-03T15:02:32Z; created: 2019-07-03T15:02:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-07-03T15:02:32Z; pdf:charsPerPage: 1853; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-07-03T15:02:32Z | Conteúdo => S3-C 3T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.920325/2012-10 Recurso Voluntário Acórdão nº 3302-007.124 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de maio de 2019 Recorrente GRAFICA E EDITORA POSIGRAF LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Data do fato gerador: 12/11/2004 INCLUSÃO DO ICMS E DO ISS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE. O ICMS e o ISS não compõem a base de cálculo do PIS/COFINS, conforme pacificado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 574.706, aplicável analogamente ao presente caso. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ÔNUS DA PROVA. PRECLUSÃO O contribuinte possui o ônus de prova do direito invocado mediante a apresentação de escrituração contábil e fiscal, lastreada em documentação idônea que dê suporte aos seus lançamentos. A juntada dos documentos deve observar a regra prevista no §4º, do artigo 16, do Decreto 70.235/72. Acordam os membros do Colegiado, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente Substituto e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (presidente substituto), Corintho Oliveira Machado, Jorge Lima Abud, Luis Felipe de Barros Reche (Suplente Convocado), Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato de Deus e Denise Madalena Green. Relatório Trata o presente processo de manifestação de inconformidade apresentada em face do despacho decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba, que indeferiu a restituição solicitada por meio de Pedido de Restituição Eletrônico - PER. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 92 03 25 /2 01 2- 10 Fl. 78DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-007.124 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10980.920325/2012-10 Dito pedido foi indeferido, após análise eletrônica pelo sistema de processamento da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Em despacho decisório assinado pelo titular da unidade, apontou-se, como causa do indeferimento do pedido de restituição, o fato de que, embora localizado o pagamento indicado no PER como origem do crédito, o valor correspondente teria sido totalmente utilizado em outra declaração de compensação ou na extinção de outro débito. Devidamente cientificada, a contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade, em que relata que o pedido de restituição refere-se a créditos decorrentes de pagamentos a maior de PIS e/ou Cofins em razão da inclusão do ISS na base de cálculo dessas contribuições. Ao defender a legalidade do crédito pleiteado, argumenta que, de acordo com as Leis instituidoras da contribuição para o PIS e da Cofins, bem como o art. 195 da Constituição Federal vigente, caberia à Receita Federal “reconhecer como base de cálculo para o PIS e a COFINS a receita ou o faturamento, não possuindo autorização para incluir em sua base o valor pago a título de ISS, visto que tal valor constitui ônus fiscal e não-faturamento. O valor do ISS está embutido no preço dos serviços prestados. Portanto, tal valor constitui ônus fiscal e não-faturamento.” Aduz que a base de cálculo não pode extravasar, sob o ângulo do faturamento, o valor do negócio, ou seja, a parcela recebida com a operação mercantil ou similar. Invoca o art. 110 do Código Tributário Nacional, alegando que “há que se atentar, também, para o princípio da razoabilidade, pressupondo-se que o texto constitucional se mostre fiel, no emprego dos institutos, de expressões e vocábulos, ao sentido próprio que eles possuem, não merecendo outras interpretações. Argumenta que os contribuintes do PIS e da Cofins não faturam ISS, porque tal imposto não é receita da empresa, mas um desembolso que beneficia o Município, o qual detém a competência para cobrá-lo. Por seu turno, a DRJ julgou improcedente a manifestação de inconformidade, por entender que: (i) o ISS compõe a base de cálculo do PIS/Cofins, inexistindo previsão legal para sua exclusão; e (ii) inexistiriam nos autos prova da origem do crédito apurado pela recorrente. Regularmente cientificada da decisão, a recorrente interpôs Recurso Voluntário, alegando, em síntese que o ISS não compõe a base de cálculo do PIS/Cofins, conforme já decidido no RE 574.706 que trata do ICMS, aplicável ao caso sob análise. Juntou documentos para respaldar suas pretensões. É o relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica-se o decidido no Acórdão 3302- 007.101, de 22 de maio de 2019, proferido no julgamento do processo 10980.920300/2012-16, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Fl. 79DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-007.124 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10980.920325/2012-10 Transcrevem-se, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3302-007.101): O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Conforme exposto anteriormente, a Recorrente apresentou o PER/DCOMP nº 24161.20960.061108.1.2.04-0381 para compensar seu débito com crédito de COFINS. O crédito apurada pela Recorrente foi indeferido e sua declaração de compensação foi considerada "não homologado", considerando que o crédito já havia sido utilizado para quitação de outros débitos do contribuinte. Irresignada com a decisão, Recorrente apresentou manifestação de inconformidade, alegando que o crédito tem origem no recolhimento indevido da COFINS incidente sobre o ISS. Não juntou documentos na manifestação de inconformidade para comprovar seu direito. A decisão recorrida, por sua vez, afastou as pretensões da Recorrente, por entender (i) que o ISS compõe a base de cálculo da COFINS e (ii) inexistir nos autos prova da origem do crédito apurado pela Recorrente. Já em sede recursal, a Recorrente traz argumentos mais robustos sobre o direito ao crédito, bem como sobre o erro na base de cálculo da contribuição apurada, acompanhado de documentos para embasar suas pretensões. Pois bem. A controvérsia está em determinar se é devida a inclusão do ISS na base de cálculo do PIS e da COFINS. A matéria já foi pacificada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 574.706, o qual, por maioria e nos termos do voto da Relatora, ao apreciar o tema 69 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário e fixou a seguinte tese: “O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins”. A questão, portanto, encontra-se pacificada, de modo que não cabe mais discussão a esse respeito. Tal entendimento, baseado no fato de o ICMS não compor o faturamento, base de cálculo das contribuições, também pode ser aplicado ao ISS, eis que este também não a integra, o que garante a segurança jurídica em relação ao tema. A aplicação da decisão proferida do RE nº 574.706 ao presente caso, foi alvo de decisão proferida no RE 592.616, onde restou decidido por sobrestar o feito até julgamento daquele RE. Neste eito, entendo que razão assiste à Recorrente. Contudo, entendo que os documentos carreados autos pela Recorrente, ainda que se prestem à comprovar seu pretenso direito, não devem ser considerados para julgamento do presente processo, considerando a preclusão prevista no §4º, do artigo 16, do Decreto nº 70.235/72, que assim preceitua: Art. 16. A impugnação mencionará: I - a autoridade julgadora a quem é dirigida; II - a qualificação do impugnante; III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 80DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-007.124 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10980.920325/2012-10 V - se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-las. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) Com efeito, os documentos carreados no recurso deveriam ter sido trazidos em sede de manifestação de inconformidade, admitindo, no caso de negativa por parte da DRJ, a juntada complementar de documentos para contrapor as razões da decisão recorrida. No presente caso, a Recorrente não trouxe nenhum documento em sua manifestação para comprovar seu direito, sendo, totalmente, inadmissível o fazer nessa faze processual, em razão da preclusão prevista no §4º daquele dispositivo. Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a decisão no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicando-se a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator Fl. 81DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art113 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8748.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art16§4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art81ii
score : 1.0
Numero do processo: 10880.916040/2013-93
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010
INSUMO. CONCEITO.
Insumo é a matéria-prima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem ou serviço adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que são essenciais no sistema produtivo do Contribuinte de iure.
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova do crédito tributário pleiteado em pedido de ressarcimento é da contribuinte. Não sendo essa prova produzida nos autos, indefere-se o pedido e não se homologa a compensação a ele vinculada.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3301-006.135
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso do Contribuinte, para manter as glosas no que tange à energia elétrica e alugueis de máquinas e equipamentos e por afastar as glosas no que diz respeito aos bens e serviços de Quaterna´rio de Amo^nia (Higienizac¸a~o dos caminho~es); - Soluc¸a~o de Soda Ca´ustica (Limpeza da a´rea, linhas e equipamentos); - Soluc¸a~o Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); - Graxa Food Grade (Eixos); - Ga´s GLP (Empilhadeiras); - Soluc¸a~o a´cida C500 (Limpeza dos Evaporadores); A´cidos; -Bases, - Vidrarias; - Reagentes qui´micos diversos; Bagac¸o de Cana (Gerac¸a~o vapor e energia ele´trica); - O´leo Combusti´vel (Gerac¸a~o vapor); - Lenha; - Soluc¸a~o Alcoo´lica; - Polipropileno Glicol; - Amo^nia; - Cal Virgem Micropulverizada (Correc¸a~o de pH); Nitrofos, que não foram sujeitos a alíquota zero
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Valcir Gassen - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: VALCIR GASSEN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matéria-prima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem ou serviço adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que são essenciais no sistema produtivo do Contribuinte de iure. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado em pedido de ressarcimento é da contribuinte. Não sendo essa prova produzida nos autos, indefere-se o pedido e não se homologa a compensação a ele vinculada. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10880.916040/2013-93
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6020589
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3301-006.135
nome_arquivo_s : Decisao_10880916040201393.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : VALCIR GASSEN
nome_arquivo_pdf_s : 10880916040201393_6020589.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso do Contribuinte, para manter as glosas no que tange à energia elétrica e alugueis de máquinas e equipamentos e por afastar as glosas no que diz respeito aos bens e serviços de Quaterna´rio de Amo^nia (Higienizac¸a~o dos caminho~es); - Soluc¸a~o de Soda Ca´ustica (Limpeza da a´rea, linhas e equipamentos); - Soluc¸a~o Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); - Graxa Food Grade (Eixos); - Ga´s GLP (Empilhadeiras); - Soluc¸a~o a´cida C500 (Limpeza dos Evaporadores); A´cidos; -Bases, - Vidrarias; - Reagentes qui´micos diversos; Bagac¸o de Cana (Gerac¸a~o vapor e energia ele´trica); - O´leo Combusti´vel (Gerac¸a~o vapor); - Lenha; - Soluc¸a~o Alcoo´lica; - Polipropileno Glicol; - Amo^nia; - Cal Virgem Micropulverizada (Correc¸a~o de pH); Nitrofos, que não foram sujeitos a alíquota zero (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente. (assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
dt_sessao_tdt : Tue May 21 00:00:00 UTC 2019
id : 7782227
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052122113638400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1982; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 770 1 769 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.916040/201393 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301006.135 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2019 Matéria PIS Recorrente LOUIS DREYFUS COMPANY SUCOS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem ou serviço adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que são essenciais no sistema produtivo do Contribuinte de iure. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado em pedido de ressarcimento é da contribuinte. Não sendo essa prova produzida nos autos, indeferese o pedido e não se homologa a compensação a ele vinculada. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar parcial provimento ao recurso do Contribuinte, para manter as glosas no que tange à energia elétrica e alugueis de máquinas e equipamentos e por afastar as glosas no que diz respeito aos bens e serviços de Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Solucã̧o de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução ácida C500 (Limpeza dos Evaporadores); Ácidos; Bases, Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geração vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geração vapor); Lenha; Solução Alcoólica; Polipropileno Glicol; Amônia; Cal Virgem Micropulverizada (Correção de pH); Nitrofos, que não foram sujeitos a alíquota zero AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 60 40 /2 01 3- 93 Fl. 770DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 771 2 (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente. (assinado digitalmente) Valcir Gassen Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 724 a 749) interposto pelo Contribuinte, em 5 de junho de 2017, contra decisão consubstanciada no Acórdão nº 1677.498 (fls. 703 a 718), de 9 de março de 2017, proferido pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) – DRJ/SPO – que decidiu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Contribuinte. Visando a elucidação do caso e a economia processual adoto e cito o relatório do referido Acórdão: Tratase do Pedido de Ressarcimento no 35066.61678.030611.1.1.086783 (fls. 92/101), no valor de R$ 540.158,72, referente a créditos na apuraca̧õ não cumulativa da contribuição para o PIS/Pasep, auferidos no 4o trimestre de 2010, vinculados a receitas de exportação. A esse crédito a contribuinte vinculou Declarações de Compensação. A Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Administraçaõ Tributária em São Paulo – DeratSP, por meio do despacho decisório de fl. 527, e com base na Informação Fiscal de fls. 509/526, deferiu em parte o pedido de ressarcimento, no montante de R$ 504.669,06, e em consequência homologou parcialmente a compensação declarada no PER/Dcomp 07399.44185.271211.1.3.083004. Na citada Informação Fiscal o auditor fiscal assim descreveu as análises efetuadas: BENS E SERVIÇOS UTILIZADOS COMO INSUMOS (...) 17. De acordo com a descricã̧o do processo produtivo apresentado pelo contribuinte, onde relata os principais bens utilizados na produção do suco de laranja, observamos existirem bens aplicados na producã̧o que, apesar de fazerem parte do seu custo, não se enquadram no conceito de insumo previsto no art. 66, § 5°, I, “a”, da Instrução Normativa SRF 247/2002 e art. 8°, § 4°, I, “a”, da Instrucã̧o Normativa SRF 404/2004, por não exercerem ação direta sobre o produto fabricado. Listamos os principais abaixo: Fl. 771DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 772 3 “ Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Solução de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução Ácida C500 (Limpeza dos Evaporadores) Ácidos; Bases; Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geração vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geracã̧o vapor); Lenha; Solução Alcoólica Propileno Glicol Amônia; Cal Virgem Micropulverizada (Correção de pH); Nitrofos” (...) 24. Neste pleito, observase que na aquisicã̧o dos produtos identificados nas planilhas intituladas “Alíquota Zero”, anexas a este processo eletrônico, não houve pagamento da Contribuição do PIS nem da Cofins, pois tais produtos estão sujeitos à alíquota zero em toda a cadeia econômica, consequentemente, essa operacã̧o não gera direito ao crédito das contribuições em exame por pessoa jurídica sujeita ao regime não cumulativo das contribuições; ou seja, não existe crédito a ser mantido na cadeia produtiva. ENERGIA ELÉTRICA 25. Extraímos dos arquivos magnéticos de notas fiscais da IN SRF 86/2001 os valores mensais das faturas de energia elétrica consumida nos estabelecimentos da empresa e encontramos no meŝ de dezembro de 2010 um valor inferior ao informado no respectivo DACON. Assim sendo, consideramos como passível de crédito o montante existente nos arquivos Fl. 772DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 773 4 magnéticos, cujos totais se encontra anexo a este processo pela planilha “ENERGIA ELÉTRICA”. ALUGUÉIS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (...) 27. Na sistemática da não cumulatividade, podem ser descontados créditos em relação aos aluguéis de máquinas e equipamentos, desde que utilizados nas atividades da empresa. 28. Na memória de cálculo apresentada pelo contribuinte confirmamos que os montantes informados na rubrica dos DACONs tiveram como base os saldos mensais das contas contábeis “48102008 Aluguel de Equipamentos” e “48121003 Alug. de Equipamentos”. Porém, analisandose o Livro Razão, identificamos despesas escrituradas nessas contas cuja natureza da despesa descrita impossibilita o enquadramento como aluguéis de máquinas e equipamentos, os quais transcrevemos os principais abaixo “ SERVICO DE INSTALACAO E MONTAGEM; SERVICO DEDETIZACAO; SERVICO FOTOCOPIA; SERVICO LOCACAO BEM IMOVEL; SERVICO LOCACAO BEM MOVEL; SERVICO LOCACAO BEM MOVEL DESPESA;” 29. Anexamos a este processo sob o título de “ALUGUÉIS MÁQ E EQPTO RAZÃO GLOSA” os valores das glosas mensais extraídos do Livro Razão. ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA 30. Com o advento da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que criou o regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o legislador, além de permitir a apuração de créditos calculados sobre o valor dos bens adquiridos para revenda e dos bens e serviços utilizados como insumo na prestação de servico̧s e na producã̧o ou fabricação de bens destinados à venda, passou a admitir também o aproveitamento de créditos sobre o valor do gasto efetuado com a armazenagem de mercadoria e frete, na operação de venda, quando o ônus for suportado pela própria empresa vendedora, conforme estabelece em seu art. 3o, caput, e incisos I, II e IX, que assim dispõem: (...) 31. O art. 15 da citada Lei no 10.833, de 2003, estendeu o benefício previsto no inciso IX do citado art. 3o acima transcrito também para as pessoas jurídicas enquadradas no regime de incidência não cumulativa da Contribuicã̧o para o PIS/Pasep. Conforme já visto, tratase do direito de apuracã̧o de crédito calculado sobre despesas com armazenagem de Fl. 773DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 774 5 mercadorias e frete pago ou creditado a pessoa jurídica domiciliada no País, na operação de venda. Vejase o que dispõe o citado art. 15: (...) 32. Assim sendo, chegase à conclusão de que o dispositivo legal permite apenas o crédito em relacã̧o as despesas realizadas com armazenagem e frete na operação de venda, com a finalidade de colocar referidos bens mais próximos de seus clientes (compradores). Identificamos na memória de cálculo apresentada pelo contribuinte despesas de fretes com materiais de uso e consumo interno da empresa no mês de outubro de 2010, sobre cujo montante efetuamos a glosa devida (anexo a este processo sob o título de “FRETES GLOSA”), por falta de previsão legal. Quanto ao mês de novembro de 2010, contatamos uma diferença de R$ 916,02 entre a memória de cálculo e o valor informado na rubrica do DACON. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO 33. O inciso VI do art. 3o das Leis no 10.833 de 2003 e 10.637 de 2002 autorizam à pessoa jurídica sujeita à apuração da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS pelo regime nãocumulativo, que constituam crédito sobre a depreciação ou amortização de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços. Vêse que a aquisicã̧o de bens para o ativo imobilizado, por si só, não gera o direito ao crédito de PIS/PASEP e COFINS. O que possibilita a tomada de créditos é a depreciacã̧o ou a amortização desses bens incorrida no mês (§ 1o inciso III do art. 3o das Leis 10.833 de 2003 e 10637 de 2002) e utilizados nas atividades de fabricação de produtos destinados à venda (indústria), na prestação de serviços, e na locacã̧o de bens a terceiros. (...) 34. De acordo com a memória de cálculo apresentada pelo contribuinte, identificamos que parte dos montantes informados na rubrica dos DACONs não são encargos de depreciação sobre bens do ativo imobilizado utilizados na produção de bens destinados à venda, mas sim sobre móveis, utensílios e computadores, sobre os quais aplicamos as glosas precisas, anexas a este processo com o nome de “DEPRECIAÇÃO –RAZÃO GLOSA”. DEVOLUÇOẼS DE VENDAS 35. A apropriação de créditos sobre devolucõ̧es de vendas somente ocorre quando este tipo de operação é tributável, ou seja, quando as vendas são realizadas no mercado interno tributado, como se depreende do art. 3° da Lei 10.833/2003: (...) 36. Para que o contribuinte possa se creditar desta devolução, os seguintes requisitos devem ser atendidos: a) que seja uma devolução de venda; Fl. 774DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 775 6 b) que a venda tenha integrado o faturamento do mês ou do mês anterior, tendo sido tributada conforme disposto na Lei respectiva contribuicã̧o. 37. Como decorren̂cia, esse cred́ito deve ser tratado a parte já que deve existir uma relacã̧o direta entre a contribuição devida em razão da venda e a possibilidade de crédito em mesmo montante e tipo no caso de eventual devolução desta venda. Não há, portanto, que se falar em rateio proporcional nesta rubrica. 38. Verificamos que o contribuinte distribuiu tais valores entre as colunas de rateio dos mercados interno e externo, incorretamente. 39. Para verificarmos a correção dos valores, segregamos dos arquivos magnéticos de notas fiscais da IN SRF 86/2001 somente as devolucõ̧es de vendas ocorridas no mercado interno (vide anexos a este processo sob o título de “DEVOLUÇOẼS DE VENDAS”) e em seguida aplicamos sobre os montantes calculados o percentual de rateio proporcional apenas das receitas do mercado interno tributadas. CRÉDITO PRESUMIDO DESCONTOS (...) 52. Pelas análises efetuadas concluímos que estão corretos os cálculos do contribuinte, que utiliza saldos suficientes de crédito presumido de períodos anteriores. CONCLUSÃO (...) 54. Considerando todo o exposto e tudo mais que no processo consta, proponho o DEFERIMENTO PARCIAL do Pedido de Ressarcimento constante do PER/DCOMP no 35066.61678.030611.1.1.086783, de LOUIS DREYFUS COMMODITIES AGROINDUSTRIAL S/A, CNPJ 00.831.373/000104, referente ao saldo credor do PIS/PASEP INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA do 4° TRIMESTRE DE 2010, vinculado às receitas de exportacã̧o, no valor de R$ 504.669,06. Cientificada do despacho decisório em 11/09/2013 (fl. 529), a contribuinte apresentou manifestaca̧õ de inconformidade em 11/10/2013 (fls. 531/538), na qual, em relação à glosa de créditos utilizados como insumos alega que: · há evidente exagero na glosa de créditos utilizados como insumo, pois o auditor fiscal parte da premissa de que o direito ao desconto dos créditos está adstrito à aplicação dos bens em contato direto com os produtos resultantes do processo produtivo; · os produtos Quaternário de Amônia, Solução de Soda Cáustica e Solucã̧o Alcalina são utilizados para garantir estado de sanidade apropriado às frutas (laranja e limão) recebidas na fábrica. Após procedimentos de análise e da variedade das frutas, estas são enviadas para os silos, onde são utilizados os produtos acima referidos, para adequado armazenamento das frutas nos silos. Esse procedimento garante que as frutas armazenadas permaneçam em condições apropriadas para posterior industrialização; Fl. 775DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 776 7 · o bagaço de cana e óleo combustível são essenciais à cogeração de energia. Por meio da queima do bagaço de cana em caldeiras, ocorre a geração de vapor superaquecido que é enviado para uma turbina que aciona o gerador de energia, distribuindo para a fábrica. Após o acionamento da turbina o mesmo vapor também é utilizado nos controles térmicos da fábrica. No mesmo sentido, o óleo combustível e a lenha são utilizados na geração de energia; · com relaçaõ à Solucã̧o Alcoólica, Polipropileno Glicol e Amônia, estaõ ligados à etapa de resfriamento do suco produzido, bem como no resfriamento das câmaras frigoríficas (tank farm e tambores). Essa fase é essencial para que o produto final esteja em condicõ̧es hábeis de apresentação; · o gás GLP é utilizado nas empilhadeiras que fazem a elevação dos tambores onde o suco é acondicionado, para posterior comercialização; · a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio de atos normativos, tem restringido indevidamente o rol de insumos para fins de desconto de créditos na apuração do PIS/Pasep no regime não cumulativo. Bens e servico̧s utilizados como insumo na fabricacã̧o de bens ou produtos destinados à venda ou na prestação de serviço são todos aqueles bens e servico̧s essenciais para o desenvolvimento da atividade da empresa, devendo ser entendidos todos os custos diretos ou indiretos incorridos para a produção de bens e servico̧s de produçaõ, abrangendo também outras despesas consideradas como essenciais para o desenvolvimento da atividade da empresa; · o Carf, por meio da 2ª Turma da 2ª Câmara decidiu no processo administrativo nº 11020.001952/200622 pelo alargamento do conceito de insumo que gera direito a créditos de PIS/Pasep e Cofins no regime não cumulativo. Quanto à energia elétrica do período de apuração dezembro/2010, a interessada alega que o auditor fiscal não considerou todas as notas fiscais de aquisição, como, por exemplo, a nota fiscal no 483 do fornecedor Ombriras Energet, registrada sob o CNPJ 00.831.373/00295. Em relacã̧o ao aluguel de máquinas e equipamentos e ao rateio das receitas ela disse que apresentaria, no prazo de trinta dias, memórias de cálculo das diferenças, tendo em vista a dificuldade encontrada para identificar nos autos as planilhas elaboradas pelo auditor fiscal. A interessada termina sua manifestaçaõ de inconformidade requerendo, se não acolhidas suas alegações, a realização de diligência com vistas a ̀correta aferição do crédito pleiteado. Em 04/02/2014, a contribuinte apresentou complementaçaõ a sua manifestaçaõ de inconformidade (fls. 579/590), na qual, além de ratificar as alegações de sua manifestação original, alega em relaçaõ à glosa de crédito referentes a insumos que: · todos aqueles bens cuja aquisicã̧o foi considerada no cálculo do seu crédito do PIS/Pasep estão relacionados intrinsecamente com seu processo produtivo. Não é preciso grandes debates para se verificar que, por exemplo, a soluca̧õ de soda cáustica é utilizada na sanitização dos silos para garantir o adequado armazenamento das frutas adquiridas, as quais são utilizadas em seu processo produtivo; Fl. 776DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 777 8 · esse raciocínio vale para todos os bens adquiridos no período em questão, que foram e sempre serão utilizados no processo produtivo, ensejando, assim, o direito de considerar os respectivos custos na base de cálculo dos créditos do PIS/Pasep não cumulativo; · a fiscalizaçaõ promoveu a glosa indevida de créditos por levar em conta conceitos de insumos extraídos da legislação do IPI, assim como das Instruções Normativas SRF no 247, de 2002, e no 404, de 2004, ao desconsiderar, da base de cálculo, os montantes de R$ 1.357.486,95 no mês de outubro e R$ 410.235,17 no mês de dezembro/2010, o que, evidentemente, deve ser revisto, conforme orientação que vem sendo adotada pelo Carf, mediante diligência fiscal, a qual se prestara ́a rever, inclusive e se for o caso, o processo produtivo da requerente e a relação direta dos bens em questão dentro da sua cadeia de produção. No que tange aos créditos de aquisição de energia elétrica no período de apuração dezembro/2010, a manifestante alega que: · a divergência ocorre porque o auditor fiscal não considerou todas as notas fiscais a esse título, tal como, por exemplo, a nota fiscal de aquisição de energia elétrica no 483 (CFOP 2.252) do fornecedor Ombreiras Energética S.A, anexada aos autos. Vejase que essa nota fiscal foi emitida pelo fornecedor dentro do mês de novembro/2010, mas foi lançada dentro do mês de dezembro/2010; · ao analisar os créditos com base nos arquivos magnéticos, a fiscalização adotou como premissa o mês de emissão da nota fiscal, o que não corresponde, necessariamente, ao mês do lançamento fiscal e contábil da referida despesa. Tal fato não impede que a despesa em comento seja utilizada na apuração de créditos em dezembro/2010, pois, além de se tratar de mero dever instrumental, este não interfere em nada no reconhecimento do crédito seja em novembro, seja em dezembro; · além de a legislação de regência ser expressa no sentido de que os créditos do PIS/Pasep devem ser apurados observandose as despesas incorridas no mês – o que, de plano, demonstra a correção no lanca̧mento no Dacon no mês de assunção da despesa (dezembro de 2010) por mais que a respectiva nota fiscal tenha sido emitida no mês anterior – os referidos créditos não aproveitados em um mês, podem sêlo nos meses subsequentes, ficando, também por isso, comprovado que não será a divergência entre o mês de emissão da nota fiscal e o mês de lançamento da respectiva despesa no Dacon que impedirá o desconto de crédito; · esses fatos, por si só, justificam a conversão do julgamento do presente processo em diligência, para que se analisem os créditos aqui pleiteados de acordo com a metodologia adotada pela contribuinte, qual seja, apuração com base no mês em que a respectiva despesa foi incorrida e assumida. Quanto às glosas referentes às despesas com aluguéis de máquinas e equipamentos, a manifestante alega que não encontrou a planilha que teria sido elaborada pelo auditor fiscal, que, se existente, denotaria os motivos que levaram à desconsideracã̧o de parte dessas despesas da base de cálculo dos créditos do PIS/Pasep, motivo pelo qual, segundo ela, mais uma vez, ficaria demonstrada a necessidade da conversão do julgamento em diligência, em prestígio aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Ela afirma ainda que, da forma como está lançada a argumentação do auditor fiscal, tornase impossível oferecer sua defesa em face da referida glosa. Fl. 777DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 778 9 A manifestante alega ainda que o procedimento administrativo está pautado pela busca da verdade material e, no caso concreto, para que referido direito seja levado a efeito, devem ser afastadas supostas e alegadas divergências formais/procedimentais, especialmente porque está cabalmente comprovada, por exemplo, a despesa incorrida com energia elétrica, necessária ao seu processo produtivo, como demonstra a nota fiscal e planilha relativas aos lançamentos no Dacon do período em questão. Diz também que para esse direito ser levado a efeito, o auditor fiscal deve proceder à revisão de toda a documentação fiscal dela, inclusive referente a todos os insumos/serviços considerados na apuração do crédito, que são úteis e relacionados a seu processo produtivo. Com isso, reitera seu pleito de que o julgamento seja convertido em diligência. Ao final, a contribuinte, além de reiterar mais uma vez o pedido de diligência, requer que seja considerada totalmente procedente sua manifestação de inconformidade, solicitando ainda que, por economia processual, este processo seja analisado em conjunto com o de no 10880.916041/201338, no qual foi pleiteado ressarcimento de Cofins não cumulativa exportação, tendo em vista que se refere ao mesmo período e estão presentes as mesmas questões de direito e de fato. Conforme despacho anexado às fls. 663/664, o presente processo administrativo foi, em 15/07/2016, baixado em diligência, para que o auditor fiscal fornecesse à contribuinte as planilhas que contemplavam os valores glosados relativos às despesas com aluguéis de máquinas e equipamentos. Ao final da diligência, o auditor fiscal, no despacho juntado à fl. 678, informa: 2. Inicialmente anexamos as planilhas fornecidas pelo contribuinte contendo a composicã̧o dos valores das bases de cálculos mensais informadas nas fichas 06A e 16A dos DACONs do 4° trimestre de 2010: a) Outubro/2010, fls. 665/668; b) Novembro/2010, fls. 670/672; c) Dezembro/2010, fls. 674/676. 3. Em seguida anexamos as planilhas contendo as glosas aplicadas por esta fiscalização, extraídas das planilhas fornecidas pelo contribuinte (item 2): a) Outubro/2010, fl. 669; b) Novembro/2010, fl. 673; c) Dezembro/2010, fl. 677 Cientificada do resultado da diligência em 02/08/2016 (fl.683), a contribuinte apresentou, em 29/08/2013 (fl. 682), a manifestação de fls. 686/689, na qual alega: 5. Ao efetuar a diligência requisitada pela DRJ, a equipe de fiscalização, apresentou seu despacho de diligência, fls. 678, por meio do qual informou às fls. em que se verificam as citadas planilhas. 6. Nesse sentido, a despeito da apresentacã̧o da relação sobre onde se deu a glosa dos valores, também não se verifica qualquer disposição sobre os motivos que levaram a d. fiscalizacã̧o a tal conclusão. Fl. 778DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 779 10 7. Segundo se verifica dos valores em que se deram as glosas, além de constar outros elementos que não apenas locações de máquinas e equipamentos (servico̧s prestados por pessoa jurídica, locacã̧o de bem imóvel e outros), o que já demonstra, de início, parcial erro da d. fiscalizacã̧o, constam também despesas como locação de equipamentos de informática e locacã̧o de bem móvel, os quais são necessários no processo industrial da Recorrente. 8. Vejam, a locação de bem imóvel é necessária ao regular funcionamento do processo industrial da Recorrente visto que, sem referido bem, não teria as instalações necessárias para o desenvolvimento de seus processos fabris. No mesmo sentido se verifica na prestacã̧o de serviços realizada por pessoa jurídica terceira. 9. A legislação autorizativa da tomada de créditos em ponto algum veda a possibilidade de creditamento de despesas com prestacã̧o de servico̧s realizados por outra pessoa jurídica. 10. Desta forma, tendo entendido a D. fiscalização que tal despesa deve ser glosada deveria, ao menos, expor as razões que motivaram a tanto, situacã̧o não verificada in caso. 11. Com isso, inexistem razões para a glosa de tais valores, assim como, pela ausen̂cia de motivação na decisão, o cerceamento de defesa da Recorrente ainda é manifesto. 12. Assim, nesse tocante, inexistem razões para a glosa de tais valores, razão pela qual a Recorrente reitera suas razões de inconformismo. 13. De igual modo, a locação de equipamentos de informática e locação de bens móveis são despesas integralmente necessárias ao processo industrial da Recorrente. Por oportuno, vale reiterar que o processo industrial da Recorrente é quase que integralmente automatizado, se valendo de máquinas e equipamentos computadorizados para a produção de cítricos. 14. Com isso, por certo que a locação de equipamentos de informática, no que correspondente a atividade da Recorrente, implica apontar que, em verdade, se equipara a locação de máquinas do seu pátio industrial já que, sem o auxilio da informática, a industrializacã̧o da Recorrente é inerte. 15. Assim, tal como tratado com relação a despesas com prestação de serviços por terceiros e com locação de bem imóvel, a glosa de valores relativos a locação de bens móveis e equipamentos de informática também é infundada. 16. A D. Fiscalização justifica de maneira estritamente subjetiva resolve promover glosas nos valores passíveis de creditamento e se omite com relacã̧o aos motivos que a fizeram concluir pela glosa. 17. Assim, novamente, não se verificam razões que demonstrem os motivos para glosa de tais valores, razão pela qual a Recorrente reitera suas alegações expostas em sede de Manifestacã̧o de Inconformidade. 18. Desta forma, em relacã̧o às glosas mantidas pela equipe de fiscalizacã̧o, a Recorrente reitera todos os argumentos de defesa apresentados em sua Fl. 779DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 780 11 manifestacã̧o de inconformidade e demais manifestações apresentadas, requerendo, novamente, que esta DRJ reforme a conclusão fiscal alcanca̧da no sentido de ver reconhecida a integralidade do crédito requerido pela Recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Valcir Gassen Relator O Recurso Voluntário interposto em face da decisão consubstanciada no Acórdão nº 1677.498 é tempestivo e atende os pressupostos legais de admissibilidade, motivo pelo qual deve ser conhecido. A decisão ora recorrida e em análise, possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que sofra alteração em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou então seja aplicado ou consumido na prestação de serviços. Consideramse insumo também os serviços prestados por terceiros aplicados na produção do produto ou prestação de serviço. CRÉDITO. ALUGUEL DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. ATIVIDADE DA EMPRESA. Gera direito a crédito na apuração do PIS/Pasep não cumulativo o aluguel de máquinas e equipamentos, desde que estes sejam utilizados nas atividades da empresa. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do crédito tributário pleiteado em pedido de ressarcimento é da contribuinte. Não sendo essa prova produzida nos autos, indeferese o pedido e não se homologa a compensação a ele vinculada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Tratase de PER/DCOMP referente a créditos na apuração da contribuição ao PIS nãocumulativo vinculados a receitas de exportação, referentes ao 4º Trimestre de 2010. A administração fiscal entendeu, bem como a DRJ, em deferir em parte o pedido de ressarcimento, homologando assim, parcialmente a compensação pleiteado pelo Contribuinte. Fl. 780DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 781 12 A base para tal entendimento é que os bens e serviços utilizados na produção de suco de laranja não se enquadram no conceito de insumo previsto no art. 66, § 5°, I, “a”, da Instruçaõ Normativa SRF 247/2002 e art. 8°, § 4°, I, “a”, da Instruçaõ Normativa SRF 404/2004, por não exercerem ação direta sobre o produto fabricado. O Contribuinte entende que o conceito de insumo, com base na legislação acima e no entendimento de que deve exercer ação direta sobre o produto fabricado, tem restringido indevidamente a tomada de crédito referente aos insumos utilizados no sistema produtivo. Matéria essa objeto de inúmeros julgados no âmbito administrativo por este CARF, bem como, no âmbito judicial, em particular com decisões do STJ. Consoante a jurisprudência do CARF e judicial, o entendimento desta Turma, com a devida vênia a interpretações particulares e pertinentes, caminha no sentido de considerar insumos os bens e serviços essenciais envolvidos na atividade produtiva do Contribuinte de iure. Com isto posto, passarseá a análise dos insumos glosados pela administração fiscal e mantidos pela DRJ e objeto do recurso do Contribuinte. 1. Bens e serviços utilizados como insumo Assim consta no voto do acórdão ora recorrido o entendimento dos produtos – bens e serviços – considerados como insumos (fls. 714): As alegações específicas da manifestante quanto aos produtos quaternário de amônia, solução de soda cáustica, solução alcalina, bagaço de cana, óleo combustível, lenha, solução alcoólica, polipropileno glicol, amônia e GLP são todas no sentido de demonstrar que eles seriam relacionados ao seu processo produtivo. Contudo, essas alegações apenas confirmam que esses produtos não podem ser considerados como insumos, já que não agem diretamente sobre o produto em fabricação, mas dizem respeito a etapas anteriores ou posteriores à fabricação. Destarte, não há como não concluir pela correçaõ do procedimento fiscal ao glosar os créditos referentes a bens que não se enquadram no conceito legal de insumo para a apuração do PIS/Pasep na sistemática não cumulativa Na Informação Fiscal (fls. 509 a 526) no que tange a aos bens e serviços utilizados como insumo, assim ficou consignado: 16. Nesse sentido, os insumos são definidos em função de sua utilização na fabricação ou produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, ou seja, são os bens ou serviços efetivamente consumidos na fabricação de bens ou na prestação de serviços. 17. De acordo com a descrição do processo produtivo apresentado pelo contribuinte, onde relata os principais bens utilizados na produção do suco de laranja, observamos existirem bens aplicados na produção que, apesar de fazerem parte do seu custo, não se enquadram no conceito de insumo previsto no art. 66, § 5°, I, “a”, da Instrução Normativa SRF 247/2002 e art. 8°, § 4°, I, “a”, da Instrução Normativa SRF 404/2004, por não exercerem ação direta sobre o produto fabricado. Listamos os principais abaixo: “ Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Fl. 781DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 782 13 Solução de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução Ácida C500 (Limpeza dos Evaporadores) Ácidos; Bases; Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geração vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geração vapor); Lenha; Solução Alcoólica Propileno Glicol Amônia; Cal Virgem Micropulverizada (Correção de pH); Nitrofos” 18. A fim de apurarmos a base de cálculo passível de crédito, inicialmente extraímos dos arquivo magnéticos de notas fiscais da IN SRF 86 todos os bens adquiridos para industrialização enquadrados no conceito de insumo previsto nas IN SRF 207/2002 e 404/2004, cujos montantes mensais anexamos a este processo sob o título de “INSUMOS RECONHECIDOS”. Após, excluímos desses montantes apurados os bens tributados à alíquota zero das Contribuições do PIS/PASEP e da COFINS, classificados nos capítulos 31, 38.08 e 25 da NCM, os quais anexamos a este processo sob o título de “ALÍQUOTA ZERO”. Neste quesito o Contribuinte assim argumenta e fundamenta o seu pedido re reforma da decisão (fls. 744 e segtes): Neste sentido, tornase evidente não ser aplicável o entendimento de que o consumo de bens e serviços sejam apenas aqueles aplicados diretamente no processo produtivo, bastando, entretanto, que sejam considerados como essenciais à produção ou a atividade da empresa. Ora, não resta outra conclusão a não ser a que garanta a Recorrente os créditos relativos aos bens adquiridos como insumo, quais sejam: Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Solução de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução ácida C500 (Limpeza dos Fl. 782DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 783 14 Evaporadores); Ácidos; Bases, Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geracã̧o vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geracã̧o vapor); Lenha; Solução Alcoólica; Polipropileno Glicol; Amônia; Cal Virgem Micropulverizada (Correção de pH); Nitrofos. De fato, não é difícil de se perceber que o suco de laranja produzido pela Recorrente não possui em sua composição “Soda Cáustica”. Ou seja, ela não se incorpora ao produto. Porém, em uma indústria alimentícia, limpeza consiste no maior insumo consumido pelo fabricante. Por estar sujeito a inúmeras normas fitosanitárias, devendo atender a padrões de qualidade mundiais, os gastos com limpeza se tornam primordiais para garantir padrão na fabricação, qualidade do produto e atendimento à legislaca̧õ vigente. Para efetuar a limpeza, a “Solução de Soda Cáustica” se mostra primordial. E não só ela, como vários outros insumos listados pela D. Fiscalização. Obviamente não é só na limpeza que os gastos são efetuados. Outros dispêndios elencados são extremamente necessários para a atividade da Recorrente e foram glosados pela D. Fiscalizaca̧õ em sua análise cega dos insumos consumidos. Salientese que, quando indagada, a Requerente apresentou à D. Fiscalização documento contendo análise perfunctória de todos os insumos utilizados e a sua aplicação no processo produtivo. No entanto a D. Fiscalizaçaõ passou ao largo deste documento. Assim, solicita a Requerente que o descritivo de seu processo produtivo (fls 275 a 285) seja analisado corretamente, a fim de comprovar que cada um dos itens da listagem acima é utilizado diretamente no processo produtivo da Recorrente, não correspondendo a outros dispêndios que não deveriam ser tratados como insumos, como quis bem entender a D. Fiscalizaçaõ. Conforme se verifica da leitura do descritivo do processo produtivo (não contestado em momento algum pela D. Fiscalizaçaõ, digase de passagem), os itens que deram ensejo à glosa de crédito estão ali categorizados ipsis literis, sendo certo que a glosa somente foi efetuada tendo em vista à análise rasa que a D. Fiscalizaca̧õ faz da legislação, da mesma forma como manifestado no v. Acórdão a quo. Resta claro pelo confronto entre cada um dos itens com a sua destinaca̧õ que eles necessariamente se enquadram no conceito de insumo atualmente pacificado na jurispruden̂cia judicial e administrativa existente, uma vez que essenciais para a atividade da Recorrente. Desta feita, não resta outra conclusão se não a de que o v. Acórdão recorrido é insubsistente, não devendo ser mantida a glosa dos créditos referentes a bens e utilizados como insumos. Com a devida vênia ao entendimento da autoridade administrativa, bem como da DRJ, entendo que Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Solução de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução ácida C500 (Limpeza dos Evaporadores); Ácidos; Bases, Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geração vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geração vapor); Lenha; Solução Alcoólica; Polipropileno Glicol; Amônia; Cal Virgem Micropulverizada Fl. 783DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 784 15 (Correção de pH); e, Nitrofos, são, de acordo com o demonstrado de forma técnica (fls. 217 e seguintes), essenciais no processo produtivo desenvolvido pelo Contribuinte de iure, desde que não sujeitos a alíquota zero. Portanto, neste quesito, voto por dar provimento parcial ao recurso do Contribuinte e afastar as glosas em relação aos bens e serviços acima descritos que não foram submetidos a alíquota zero. 2. Energia Elétrica Em relação a energia elétrica o Contribuinte alega em seu recurso que deve ser revertida a glosa efetuada, nestes termos: II.2 DA EXCLUSÃO DE VALORES REFERENTES A DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA No que se refere à exclusão da linha de despesas com energia elétrica, os r. Julgadores destacaram que “a manifestante alega que o auditor fiscal não teria considerado todas as notas fiscais a este título e dá como exemplo a de n. 483 do fornecedor Ombreiras Energética S.A. anexada à fl. 656 doas autos, a qual foi emitida em novembro/2010”, contudo, como “foi emitida em novembro/2010, a respectiva despesa tem que ser considerada dessa competência, e não dezembro/2010, como alega ter feito a interessada” e aplicou o mesmo entendimento para às demais notas, afirmando, ainda que a Recorrente não teria comprovado a contabilização das notas no mês de pagamento. Ocorre que, mesmo que o crédito referente às notas fiscais lanca̧das no mês de pagamento fosse desconsiderado para esta competen̂cia, o respectivo montante deve ser, por óbvio, considerado no mês de emissão das respectivas notas. Para esclarecimento da questão, a Recorrente juntará, nos próximos dias, a comprovação da contabilização das notas fiscais no mês de pagamento das notas. Sobre o entendimento de que se a Recorrente teria que efetuar a retificaca̧õ do crédito nos DACONS do período de emissão e de pagamento das notas para fazer jus ao crédito, a Recorrente ressalta que tal procedimento não está previsto na legislação que rege o aproveitamento de créditos extemporâneos de PIS e COFINS. Frisese: mesmo que se entenda que o crédito em comento é extemporâneo, o que se alega apenas por amor ao debate, a legislacã̧o aplicável (Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03 e Decreto nº 20.910/32) não prevê em nenhum momento que tal procedimento deve ser adotado pelo contribuinte para a apropriação “extemporânea” dos créditos de PIS e de COFINS, mas tão somente que deve ser obedecido o prazo prescricional de 5 (cinco) anos para a apropriaçaõ dos créditos e que é vedada a atualizaçaõ monetária dos créditos quando da sua apropriação. Ou seja, não há como se negar o direito ao crédito de energia elétrica do 4º trimestre de 2010, pelo que a Recorrente requer o ressarcimento integral do montante discutido neste item. Na Informação Fiscal assim constou acerca dos procedimentos referentes a energia elétrica (fls. 516): ENERGIA ELÉTRICA Fl. 784DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 785 16 25. Extraímos dos arquivos magnéticos de notas fiscais da IN SRF 86/2001 os valores mensais das faturas de energia elétrica consumida nos estabelecimentos da empresa e encontramos no mês de dezembro de 2010 um valor inferior ao informado no respectivo DACON do mês. Assim sendo, consideramos como passível de crédito o montante existente nos arquivos magnéticos, cujos totais se encontram anexos a este processo pela planilha “Energia Elétrica”. Com a devida consideração aos argumentos do Contribuinte, entendo que a este não assiste razão. Cito trechos do voto do acórdão ora recorrido para bem esclarecer o entendimento e como razões para decidir: Com relação às despesas de energia elétrica, a manifestante alega que o auditor fiscal não teria considerado todas as notas fiscais a esse título, e dá como exemplo a de nº 483 do fornecedor Ombreiras Energética S.A. anexada à fl. 656 dos autos, a qual foi emitida em novembro/2010, mas teria sido lançada somente dezembro/2010. Segundo ela, o mês de emissão da nota fiscal não corresponde necessariamente ao mês do lançamento fiscal e contab́il da despesa. O art. 3º da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, assim dispõe: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relacã̧o a: (...) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) (...) § 1º O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) II dos itens mencionados nos incisos IV, V e IX do caput, incorridos no mês; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003 – grifo acrescido) A primeira consideração a ser feita é sobre o termo "incorridos". Ao contrário do que parece crer a contribuinte, esse termo tem relaca̧õ com a competência em que a obrigação correspondente ocorre. Noutras palavras, devese considerar como despesa incorrida num determinado período de apuração aquela cuja obrigação correspondente nasce nesse período, tenha ou não sido paga. Nesse sentido, vale citar aqui o Parecer Normativo CST no 58, de 1977: 7. Tais despesas, se pagas no próprio exercício em que nasceram as respectivas obrigacõ̧es, são tranqüilamente computáveis nesse mesmo exercício, e somente nele. São as despesas pagas, a que se refere o citado § 1o do artigo 162 do RIR/75. Despesas incorridas, de acordo com o mesmo dispositivo legal, e obrigatoriamente computadas como as pagas, são aquelas que, embora nascida a obrigação correspondente, o momento ajustado para pagálas, ou seu vencimento, ou circunstância qualquer, determinam que o respectivo pagamento venha a ocorrer em exercício subsequente. Fl. 785DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 786 17 Dessa forma, como a citada nota fiscal nº 483 do fornecedor Ombreiras Energética S.A. foi emitida em novembro/2010 a respectiva despesa tem que ser considerada dessa competen̂cia, e não de dezembro/2010, como alega ter feito a interessada. Por essa razão, correto o procedimento do auditor fiscal ao extrair dos arquivos magnéticos os valores das notas fiscais consumidas em cada período de apuraca̧õ, considerando apenas estes como geradores de crédito a título de energia elétrica para apuração do ressarcimento pleiteado. Por outro lado, os documentos juntados aos autos pela manifestante nem ao menos comprovam que de fato ela teria contabilizado em dezembro/2010 essa nota fiscal ou outras emitidas em novembro/2010. E mesmo que ela tivesse realmente se equivocado nessa contabilização, deveria então ter retificado a apuração de seus créditos no Dacon, para fazer jus ao crédito. Vale destacar ainda que o ônus da prova do crédito tributário pleiteado em pedido de ressarcimento é sempre da interessada. Não sendo essa prova produzida nos autos, só resta indeferir o pleito e não homologar eventuais compensações a ele vinculadas. Ademais, de acordo com o procedimento do auditor fiscal, se de fato a contribuinte fez a contabilização da forma equivocada que alega, os valores de energia elétrica indevidamente por ela considerados em dezembro/2010 já teriam então sido computados nos cálculos do auditor fiscal em novembro/2010. Por tudo isso, não há como acatar também essa alegaçaõ da manifestante. Desta forma, considerando que o Contribuinte, como constou em seu recurso,de que “juntará, nos próximos dias, a comprovação da contabilização das notas fiscais no mês de pagamento das notas, o que não o fez, e considerando também de que na Informação Fiscal foi considerado passível de crédito o montante existente nos arquivos magnéticos e que cujos totais se encontram anexos a este processo pela planilha “Energia Elétrica”, voto por negar provimento no que tange ao crédito referente as despesas de energia elétrica. 3. Aluguéis de Máquinas e Equipamentos As despesas com aluguéis de máquina e equipamentos foram glosadas, pois se entendeu que não se tratava de despesas a estas vinculadas. Assim tratou o Contribuinte para requerer a glosa neste ponto efetuada: (...) • Aluguéis de Máquinas e Equipamentos: Foram glosados créditos para os quais se entendeu não se tratarem de aluguel de máquinas e equipamentos, tais como os créditos relacionados a despesas com serviço de instalação e montagem; serviço dedetização; serviço fotocópia; serviço agrícola, serviço de fornecimento de mão de obra de caráter temporário. O entendimento foi o de que a própria Recorrente pode ser e equivocado ao contabilizar tais valores e deduzilos indevidamente como crédito decorrente de despesas com aluguel de maquinas e equipamentos; (...) II.3 – DA EXCLUSÃO DE VALORES REFERENTES A DESPESAS COM ALUGUÉIS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Fl. 786DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 787 18 Por não se conformar com a glosa do item ora em análise, a Recorrente apresentou, de forma tempestiva, sua manifestação de inconformidade, desenvolvendo, assim, suas razões de inconformismo. Ao analisar suas razões, a 6a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo houve por bem determinar o retorno dos autos à equipe de fiscalização para realizar diligência para que fosse fornecido ao contribuinte as planilhas que contemplem os valores glosados relativos às despesas com aluguéis de máquinas e equipamentos. Ao efetuar a diligência requisitada pela DRJ, a equipe de fiscalização, apresentou seu despacho de diligência, por meio do qual informou às fls. em que se verificam as citadas planilhas. Nesse sentido, a despeito da apresentaçaõ da relação sobre onde se deu a glosa dos valores, também não se verifica qualquer disposição sobre os motivos que levaram a d. fiscalização a tal conclusão, nem tampouco, os itens sobre os quais o crédito foi glosado. Segundo se verifica dos valores em que se deram as glosas, além de constar outros elementos que não apenas locações de máquinas e equipamentos (serviços prestados por pessoa jurídica, locação de bem imóvel e outros), constam também despesas como locação de equipamentos de informática e locacã̧o de bem móvel, os quais são necessários no processo industrial da Recorrente. (...) Ocorre que, como é de conhecimento, a locacã̧o de equipamentos de informática e locação de bens móveis são despesas integralmente necessárias ao processo industrial da Recorrente. Por oportuno, vale reiterar que o processo industrial da Recorrente é quase que integralmente automatizado, se valendo de máquinas e equipamentos computadorizados para a produçaõ de cítricos. Com isso, por certo que a locação de equipamentos de informática, no que correspondente a atividade da Recorrente, implica apontar que, em verdade, se equipara a locaçaõ de máquinas do seu pátio industrial já que, sem o auxílio da informática, a industrialização da Recorrente é inerte. Assim, a glosa de valores relativos à locacã̧o de bens móveis e equipamentos de informática também é infundada. A Recorrente estranhou os itens indicados acima, pois, em momento algum tomou créditos de serviços na rubrica referente ao aluguel de máquinas e equipamentos. Para que não restem dúvidas, serão juntadas, nos próximos dias, planilha com o razão das contas mencionadas e notas fiscais por amostragem, comprovando que a contabilização pode (até) ter sido nomeada de forma equivocada, contudo, efetivamente se tratam de aluguéis de máquinas e equipamentos. Desta forma, em relação às glosas mantidas, a Recorrente reitera todos os argumentos de defesa apresentados em sua manifestaçaõ de inconformidade e demais manifestações apresentadas, requerendo, novamente, a reforma do v. Acórdão a quo, no sentido de ver reconhecida a integralidade do crédito requerido. Fl. 787DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 788 19 Na Informação Fiscal esclarece o motivo da glosa de aluguéis de máquinas e equipamentos de forma precisa (fls. 517 e 518): 27. Na sistemática da não cumulatividade, podem ser descontados créditos em relação aos aluguéis de máquinas e equipamentos, desde que utilizados nas atividades da empresa. 28. Na memória de cálculo apresentada pelo contribuinte confirmamos que os montantes informados na rubrica dos DACONs tiveram como base os saldos mensais das contas contábeis “48102008 Aluguel de Equipamentos” e “48121003 Alug.de Equipamentos”. Porém, analisandose o Livro Razão, identificamos despesas escrituradas nessas contas cuja natureza da despesa descrita impossibilita o enquadramento como aluguéis de máquinas e equipamentos, os quais transcrevemos os principais abaixo “ SERVICO DE INSTALACAO E MONTAGEM; SERVICO DEDETIZACAO; SERVICO FOTOCOPIA; SERVICO LOCACAO BEM IMOVEL; SERVICO LOCACAO BEM MOVEL; SERVICO LOCACAO BEM MOVEL DESPESA;” 29. Anexamos a este processo sob o título de “ALUGUÉIS MÁQ E EQPTO – RAZÃO GLOSA” os valores das glosas mensais extraídos do Livro Razão. De acordo com esse entendimento, cito trechos da decisão ora recorrida como razões para decidir: Quanto às glosas referentes às despesas com aluguéis de máquinas e equipamentos, a primeira alegaçaõ da manifestante é que não teria encontrado a planilha que teria sido elaborada pelo auditor fiscal. Essa falta foi suprida na diligência, tendo o auditor fiscal informado: 2. Inicialmente anexamos as planilhas fornecidas pelo contribuinte contendo a composicã̧o dos valores das bases de cálculos mensais informadas nas fichas 06A e 16A dos DACONs do 4° trimestre de 2010: a) Outubro/2010, fls. 665/668; b) Novembro/2010, fls. 670/672; c) Dezembro/2010, fls. 674/676. 3. Em seguida anexamos as planilhas contendo as glosas aplicadas por esta fiscalização, extraídas das planilhas fornecidas pelo contribuinte (item 2): a) Outubro/2010, fl. 669; b) Novembro/2010, fl. 673; Fl. 788DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 789 20 c) Dezembro/2010, fl. 677 Além disso, o motivo da glosa efetuada está descrito pelo auditor na Informação Fiscal, ou seja, o fato de a natureza das despesas glosadas impossibilitarem o enquadramento como aluguéis de máquinas e equipamentos, por não serem estes utilizados nas atividades da empresa (fl. 516/517): 26. Na sistemática da não cumulatividade, podem ser descontados créditos em relação aos aluguéis de máquinas e equipamentos, desde que utilizados nas atividades da empresa. 27. Na memória de cálculo apresentada pelo contribuinte confirmamos que os montantes informados na rubrica dos DACONs tiveram como base os saldos mensais das contas contábeis “48102008 Aluguel de Equipamentos” e “48121003 Alug. de Equipamentos”. Porém, analisandose o Livro Razão, identificamos despesas escrituradas nessas contas cuja natureza da despesa descrita impossibilita o enquadramento como aluguéis de máquinas e equipamentos, os quais transcrevemos os principais abaixo (...) [grifos acrescidos] Portanto, não há que se falar em impedimento ao exercício do direito ao contraditório ou em cerceamento de defesa. De outra parte, a análise das descrições das despesas discriminadas nos relatórios juntados às fls. 669, 673 e 677 realmente não permite concluir que as locações glosadas seriam de máquinas e equipamentos utilizados na empresa. Aliás, algumas despesas ali incluídas nem ao menos se referem a aluguéis de máquinas e equipamentos. São elas referentes a serviço de dedetização, servico̧ de fotocópia, servico̧ prestado por pessoa jurídica, caixa pequeno, "Rec. Conf. Solicitacã̧o 11/2010", "Rec. Dolar 11/2010", serviço de instalação e montagem, "Rec. Conf. Solicitação 12/2010" e "Rec. Dolar 12/2010". Observese que, como se verifica no trecho da Informação Fiscal acima transcrito, o que o auditor fez foi tomar os dados utilizados pela contribuinte na rubrica própria do Dacon, que tiveram por base os saldos mensais das contas contábeis “48102008 Aluguel de Equipamentos” e “48121003 Alug.de Equipamentos”. A partir do Razão dessas contas contábeis, foram identificados os lançamentos que naõ se caracterizam como aluguel de máquinas e equipamentos. Logo, se houve erro, foi da contribuinte ao contabilizar tais valores equivocadamente e deduzilos indevidamente como crédito decorrente de despesas com aluguel de máquinas e equipamentos. Com isso, voto por negar provimento ao recurso do Contribuinte, mantendo a glosa efetuada pela administração fiscal no que tange as despesas com aluguéis de máquinas e equipamentos. Conclusão Considerando os autos do processo e da legislação aplicável, voto por dar provimento parcial ao recurso do Contribuinte para manter as glosas no que tange à energia elétrica e alugueis de máquinas e equipamentos e por afastar as glosas no que diz respeito aos bens e serviços de Quaternário de Amônia (Higienização dos caminhões); Solução de Soda Cáustica (Limpeza da área, linhas e equipamentos); Solução Alcalina (Limpeza de pisos e paredes); Graxa Food Grade (Eixos); Gás GLP (Empilhadeiras); Solução ácida C500 Fl. 789DF CARF MF Processo nº 10880.916040/201393 Acórdão n.º 3301006.135 S3C3T1 Fl. 790 21 (Limpeza dos Evaporadores); Ácidos; Bases, Vidrarias; Reagentes químicos diversos; Bagaço de Cana (Geração vapor e energia elétrica); Óleo Combustível (Geração vapor); Lenha; Solução Alcoólica; Polipropileno Glicol; Amônia; Cal Virgem Micropulverizada (Correção de pH); Nitrofos, que não foram sujeitos a alíquota zero. (assinado digitalmente) Valcir Gassen Fl. 790DF CARF MF
score : 1.0
